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CÓD: SL-009JN-24
7908433247388
PREFEITURA MUNICIPAL
DE RIBEIRÃO PRETO - SÃO PAULO
RIBEIRÃO PRETO - SP
Educador Social
a solução para o seu concurso!
Editora
EDITAL Nº 06/2023
INTRODUÇÃO
a solução para o seu concurso!
Editora
Como passar em um concurso público?
Todos nós sabemos que é um grande desafio ser aprovado em concurso público, dessa maneira é muito importante o concurseiro
estar focado e determinado em seus estudos e na sua preparação. É verdade que não existe uma fórmula mágica ou uma regra de como
estudar para concursos públicos, é importante cada pessoa encontrar a melhor maneira para estar otimizando sua preparação.
Algumas dicas podem sempre ajudar a elevar o nível dos estudos, criando uma motivação para estudar. Pensando nisso, a Solução
preparou esta introdução com algumas dicas que irão fazer toda a diferença na sua preparação.
Então mãos à obra!
• Esteja focado em seu objetivo: É de extrema importância você estar focado em seu objetivo: a aprovação no concurso. Você vai ter
que colocar em sua mente que sua prioridade é dedicar-se para a realização de seu sonho;
• Não saia atirando para todos os lados: Procure dar atenção a um concurso de cada vez, a dificuldade é muito maior quando você
tenta focar em vários certames, pois as matérias das diversas áreas são diferentes. Desta forma, é importante que você defina uma
área e especializando-se nela. Se for possível realize todos os concursos que saírem que englobe a mesma área;
• Defina um local, dias e horários para estudar: Uma maneira de organizar seus estudos é transformando isso em um hábito,
determinado um local, os horários e dias específicos para estudar cada disciplina que irá compor o concurso. O local de estudo não
pode ter uma distração com interrupções constantes, é preciso ter concentração total;
• Organização: Como dissemos anteriormente, é preciso evitar qualquer distração, suas horas de estudos são inegociáveis. É
praticamente impossível passar em um concurso público se você não for uma pessoa organizada, é importante ter uma planilha
contendo sua rotina diária de atividades definindo o melhor horário de estudo;
• Método de estudo: Um grande aliado para facilitar seus estudos, são os resumos. Isso irá te ajudar na hora da revisão sobre o assunto
estudado. É fundamental que você inicie seus estudos antes mesmo de sair o edital, buscando editais de concursos anteriores. Busque
refazer a provas dos concursos anteriores, isso irá te ajudar na preparação.
• Invista nos materiais: É essencial que você tenha um bom material voltado para concursos públicos, completo e atualizado. Esses
materiais devem trazer toda a teoria do edital de uma forma didática e esquematizada, contendo exercícios para praticar. Quanto mais
exercícios você realizar, melhor será sua preparação para realizar a prova do certame;
• Cuide de sua preparação: Não são só os estudos que são importantes na sua preparação, evite perder sono, isso te deixará com uma
menor energia e um cérebro cansado. É preciso que você tenha uma boa noite de sono. Outro fator importante na sua preparação, é
tirar ao menos 1 (um) dia na semana para descanso e lazer, renovando as energias e evitando o estresse.
A motivação é a chave do sucesso na vida dos concurseiros. Compreendemos que nem sempre é fácil, e às vezes bate aquele desânimo
com vários fatores ao nosso redor. Porém tenha garra ao focar na sua aprovação no concurso público dos seus sonhos.
Como dissemos no começo, não existe uma fórmula mágica, um método infalível. O que realmente existe é a sua garra, sua dedicação
e motivação para realizar o seu grande sonho de ser aprovado no concurso público. Acredite em você e no seu potencial.
A Solução tem ajudado, há mais de 36 anos, quem quer vencer a batalha do concurso público. Vamos juntos!
ÍNDICE
a solução para o seu concurso!
Editora
Língua Portuguesa
1. Interpretação de texto ............................................................................................................................................................... 7
2. Significação das palavras: sinônimos, antônimos, parônimos, homônimos, ............................................................................. 8
3. sentido próprio e figurado das palavras..................................................................................................................................... 8
4. Ortografia Oficial. ....................................................................................................................................................................... 9
5. Pontuação. ................................................................................................................................................................................ 10
6. Acentuação ................................................................................................................................................................................ 12
7. Emprego das classes de palavras: substantivo, adjetivo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição, conjunção (classifi-
cação e sentido que imprime às relações entre as orações) ...................................................................................................... 13
8. Concordância verbal e nomina .................................................................................................................................................. 18
9. Regência verbal e nominal ......................................................................................................................................................... 19
10. Colocação pronominal. ............................................................................................................................................................. 22
11. Crase. ........................................................................................................................................................................................ 22
12. Sintaxe........................................................................................................................................................................................ 23
Matemática
1. Resolução de situações-problema ............................................................................................................................................. 37
2. Números Inteiros: Operações, Propriedades, Múltiplos e Divisores; Números Racionais: Operações e Propriedades ............. 40
3. Razões e Proporções, Divisão Proporcional, Regra de Três Simples .......................................................................................... 48
4. Porcentagem. Juros Simples ...................................................................................................................................................... 53
5. Sistema de Medidas Legais ........................................................................................................................................................ 56
6. Conceitos básicos de geometria: cálculo de área e cálculo de volume ..................................................................................... 58
7. Relação entre grandezas: tabelas e gráficos. ............................................................................................................................. 65
8. Raciocínio Lógico ....................................................................................................................................................................... 69
Atualidades
1. Questões relacionadas a fatos políticos, econômicos, sociais e culturais, nacionais e internacionais, ocorridos a partir de 1º
de julho de 2022, divulgados na mídia local e/ou nacional ....................................................................................................... 79
Conhecimentos em Informática
1. MS-Windows 10 ou versões mais recentes: área de trabalho,área de transferência, ícones, barra de tarefas e ferramentas,
comandos e recursos; unidades de armazenamento; conceito de pastas, diretórios, arquivos e atalhos; visualização, exibição
e manipulação de arquivos e pastas; uso dos menus, programas e aplicativos; painZel de controle; interação com o conjunto
de aplicativos MS-Office 2010 ou versões mais recentes .......................................................................................................... 81
2. MS-Word 2010 ou versões mais recentes: barra de ferramentas, comandos, atalhos e recursos; editoração e processamento
de textos; propriedades e estrutura básica dos documentos; distribuição de conteúdo na página; formatação; cabeçalho e
rodapé; tabelas; impressão; inserção de objetos/imagens; campos predefinidos; envelopes, etiquetas, mala-direta; caixas de
texto. ......................................................................................................................................................................................... 99
3. MS-Excel 2010 ou versões mais recentes: barra de ferramentas, comandos, atalhos e recursos; funcionalidades e estrutura
das planilhas; configuração de painéis e células; linhas, colunas, pastas, tabelas e gráficos; formatação; uso de fórmulas, fun-
ções e macros; impressão; inserção de objetos/imagens; campos predefinidos; controle de quebras e numeração de páginas;
validação de dados e obtenção de dados externos; filtragens e classificação de dados. .......................................................... 108
4. Correio Eletrônico: comandos, atalhos e recursos; uso do correio eletrônico; preparo e envio de mensagens; anexação de
arquivos; modos de exibição; organização de e-mails, gerenciador de contatos ...................................................................... 115
5. Internet: barra de ferramentas, comandos, atalhos e recursos dos principais navegadores; navegação e princípios de acesso
à internet; downloads; conceitos de URL, links, sites, vírus, busca e impressão de páginas. .................................................... 118
Estatuto do Servidor
1. Lei Municipal nº 3181/76 atualizada. ........................................................................................................................................ 127
Conhecimentos Específicos
Educador Social
1. Relação Estado e Sociedade Civil ............................................................................................................................................... 149
2. Indivíduo e Sociedade. .............................................................................................................................................................. 149
3. Família na sociedade brasileira atual. ........................................................................................................................................ 150
4. Cultura, Identidades culturais .................................................................................................................................................... 150
5. Questões étnicas, racismo. ........................................................................................................................................................ 151
6. Diferenças culturais e discriminação .......................................................................................................................................... 152
7. Globalização, descentralização e participação social ................................................................................................................. 152
8. Trabalho e desemprego na Sociedade de Classes ...................................................................................................................... 153
9. Democracia e participação política ............................................................................................................................................ 153
10. Direitos civis, políticos e sociais. ................................................................................................................................................ 154
11. Direitos de cidadania no Brasil na atualidade ............................................................................................................................ 154
12. Constituição Federal de 1988 .................................................................................................................................................... 155
13. Plano de Defesa de Direitos Humanos ....................................................................................................................................... 225
14. Assistência social como direito. ................................................................................................................................................ 225
15. Enfrentamento da pobreza ........................................................................................................................................................ 226
16. Direitos das crianças e adolescentes. Estatuto da Criança e do Adolescente, e a sua importância para a garantia de direitos 227
17. Erradicação do trabalho infantil ................................................................................................................................................. 264
18. Políticas públicas de proteção social e a rede sócio-assistencial de proteção social ................................................................. 265
19. Atendimento a indivíduos e famílias em situação de vulnerabilidade ....................................................................................... 266
20. Demais conhecimentos compatíveis com as atribuições do cargo ............................................................................................ 266
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LÍNGUA PORTUGUESA
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO.
Compreender um texto trata da análise e decodificação do que
de fato está escrito, seja das frases ou das ideias presentes. Inter-
pretar um texto, está ligado às conclusões que se pode chegar ao
conectar as ideias do texto com a realidade. Interpretação trabalha
com a subjetividade, com o que se entendeu sobre o texto.
Interpretar um texto permite a compreensão de todo e qual-
quer texto ou discurso e se amplia no entendimento da sua ideia
principal. Compreender relações semânticas é uma competência
imprescindível no mercado de trabalho e nos estudos.
Quando não se sabe interpretar corretamente um texto pode-
-se criar vários problemas, afetando não só o desenvolvimento pro-
fissional, mas também o desenvolvimento pessoal.
Busca de sentidos
Para a busca de sentidos do texto, pode-se retirar do mesmo
os tópicos frasais presentes em cada parágrafo. Isso auxiliará na
apreensão do conteúdo exposto.
Isso porque é ali que se fazem necessários, estabelecem uma
relação hierárquica do pensamento defendido, retomando ideias já
citadas ou apresentando novos conceitos.
Por fim, concentre-se nas ideias que realmente foram explici-
tadas pelo autor. Textos argumentativos não costumam conceder
espaço para divagações ou hipóteses, supostamente contidas nas
entrelinhas. Deve-se ater às ideias do autor, o que não quer dizer
que o leitor precise ficar preso na superfície do texto, mas é fun-
damental que não sejam criadas suposições vagas e inespecíficas.
Importância da interpretação
A prática da leitura, seja por prazer, para estudar ou para se
informar, aprimora o vocabulário e dinamiza o raciocínio e a inter-
pretação. A leitura, além de favorecer o aprendizado de conteúdos
específicos, aprimora a escrita.
Uma interpretação de texto assertiva depende de inúmeros
fatores. Muitas vezes, apressados, descuidamo-nos dos detalhes
presentes em um texto, achamos que apenas uma leitura já se faz
suficiente. Interpretar exige paciência e, por isso, sempre releia o
texto, pois asegunda leitura pode apresentar aspectos surpreen-
dentes que não foram observados previamente. Para auxiliar na
busca de sentidos do texto, pode-se também retirar dele os tópicos
frasais presentes em cada parágrafo, isso certamente auxiliará na
apreensão do conteúdo exposto. Lembre-se de que os parágrafos
não estão organizados, pelo menos em um bom texto, de maneira
aleatória, se estão no lugar que estão, é porque ali se fazem ne-
cessários, estabelecendo uma relação hierárquica do pensamento
defendido, retomando ideias já citadas ou apresentando novos con-
ceitos.
Concentre-se nas ideias que de fato foram explicitadas pelo
autor: os textos argumentativos não costumam conceder espaço
para divagações ou hipóteses, supostamente contidas nas entreli-
nhas. Devemos nos ater às ideias do autor, isso não quer dizer que
você precise ficar preso na superfície do texto, mas é fundamental
que não criemos, à revelia do autor, suposições vagas e inespecífi-
cas. Ler com atenção é um exercício que deve ser praticado à exaus-
tão, assim como uma técnica, que fará de nós leitores proficientes.
Diferença entre compreensão e interpretação
A compreensão de um texto é fazer uma análise objetiva do
texto e verificar o que realmente está escrito nele. Já a interpreta-
ção imagina o que as ideias do texto têm a ver com a realidade. O
leitor tira conclusões subjetivas do texto.
Gêneros Discursivos
Romance: descrição longa de ações e sentimentos de perso-
nagens fictícios, podendo ser de comparação com a realidade ou
totalmente irreal. A diferença principal entre um romance e uma
novela é a extensão do texto, ou seja, o romance é mais longo. No
romance nós temos uma história central e várias histórias secun-
dárias.
Conto: obra de ficção onde é criado seres e locais totalmente
imaginário. Com linguagem linear e curta, envolve poucas perso-
nagens, que geralmente se movimentam em torno de uma única
ação, dada em um só espaço, eixo temático e conflito. Suas ações
encaminham-se diretamente para um desfecho.
Novela: muito parecida com o conto e o romance, diferencia-
do por sua extensão. Ela fica entre o conto e o romance, e tem a
história principal, mas também tem várias histórias secundárias. O
tempo na novela é baseada no calendário. O tempo e local são de-
finidos pelas histórias dos personagens. A história (enredo) tem um
ritmo mais acelerado do que a do romance por ter um texto mais
curto.
Crônica: texto que narra o cotidiano das pessoas, situações que
nós mesmos já vivemos e normalmente é utilizado a ironia para
mostrar um outro lado da mesma história. Na crônica o tempo não
é relevante e quando é citado, geralmente são pequenos intervalos
como horas ou mesmo minutos.
Poesia: apresenta um trabalho voltado para o estudo da lin-
guagem, fazendo-o de maneira particular, refletindo o momento,
a vida dos homens através de figuras que possibilitam a criação de
imagens.
Editorial: texto dissertativo argumentativo onde expressa a
opinião do editor através de argumentos e fatos sobre um assunto
que está sendo muito comentado (polêmico). Sua intenção é con-
vencer o leitor a concordar com ele.
LÍNGUA PORTUGUESA
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Entrevista: texto expositivo e é marcado pela conversa de um
entrevistador e um entrevistado para a obtenção de informações.
Tem como principal característica transmitir a opinião de pessoas
de destaque sobre algum assunto de interesse.
Cantiga de roda: gênero empírico, que na escola se materiali-
za em uma concretude da realidade. A cantiga de roda permite as
crianças terem mais sentido em relação a leitura e escrita, ajudando
os professores a identificar o nível de alfabetização delas.
Receita: texto instrucional e injuntivo que tem como objetivo
de informar, aconselhar, ou seja, recomendam dando uma certa li-
berdade para quem recebe a informação.
SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS: SINÔNIMOS, ANTÔNIMOS,
PARÔNIMOS, HOMÔNIMOS,
Visão Geral: o significado das palavras é objeto de estudo
da semântica, a área da gramática que se dedica ao sentido das
palavras e também às relações de sentido estabelecidas entre elas.
Denotação e conotação
Denotação corresponde ao sentido literal e objetivo das
palavras, enquanto a conotação diz respeito ao sentido figurado das
palavras. Exemplos:
“O gato é um animal doméstico.”
“Meu vizinho é um gato.”
No primeiro exemplo, a palavra gato foi usada no seu verdadeiro
sentido, indicando uma espécie real de animal. Na segunda frase, a
palavra gato faz referência ao aspecto físico do vizinho, uma forma
de dizer que ele é tão bonito quanto o bichano.
Hiperonímia e hiponímia
Dizem respeito à hierarquia de significado. Um hiperônimo,
palavra superior com um sentido mais abrangente, engloba um
hipônimo, palavra inferior com sentido mais restrito.
Exemplos:
– Hiperônimo: mamífero: – hipônimos: cavalo, baleia.
– Hiperônimo: jogo – hipônimos: xadrez, baralho.
Polissemia e monossemia
A polissemia diz respeito ao potencial de uma palavra
apresentar uma multiplicidade de significados, de acordo com o
contexto em que ocorre. A monossemia indica que determinadas
palavras apresentam apenas um significado. Exemplos:
– “Língua”, é uma palavra polissêmica, pois pode por um idioma
ou um órgão do corpo, dependendo do contexto em que é inserida.
– A palavra “decalitro” significa medida de dez litros, e não
tem outro significado, por isso é uma palavra monossêmica.
Sinonímia e antonímia
A sinonímia diz respeito à capacidade das palavras serem
semelhantes em significado. Já antonímia se refere aos significados
opostos. Desse modo, por meio dessas duas relações, as palavras
expressam proximidade e contrariedade.
Exemplos de palavras sinônimas: morrer = falecer; rápido =
veloz.
Exemplos de palavras antônimas: morrer x nascer; pontual x
atrasado.
Homonímia e paronímia
A homonímia diz respeito à propriedade das palavras
apresentarem: semelhanças sonoras e gráficas, mas distinção de
sentido (palavras homônimas), semelhanças homófonas, mas
distinção gráfica e de sentido (palavras homófonas) semelhanças
gráficas, mas distinção sonora e de sentido (palavras homógrafas).
A paronímia se refere a palavras que são escritas e pronunciadas de
forma parecida, mas que apresentam significados diferentes. Veja
os exemplos:
– Palavras homônimas: caminho (itinerário) e caminho (verbo
caminhar); morro (monte) e morro (verbo morrer).
– Palavras homófonas: apressar (tornar mais rápido) e apreçar
(definir o preço); arrochar (apertar com força) e arroxar (tornar
roxo).
– Palavras homógrafas: apoio (suporte) e apoio (verbo apoiar);
boto (golfinho) e boto (verbo botar); choro (pranto) e choro (verbo
chorar) .
– Palavras parônimas: apóstrofe (figura de linguagem) e
apóstrofo (sinal gráfico), comprimento (tamanho) e cumprimento
(saudação).
SENTIDO PRÓPRIO E FIGURADO DAS PALAVRAS.
SENTIDO PRÓPRIO E SENTIDO FIGURADO
É possível empregar as palavras no sentido próprio ou no sen-
tido figurado.
Ex.:
– Construí um muro de pedra. (Sentido próprio).
– Dalton tem um coração de pedra. (Sentido figurado).
– As águas pingavam da torneira. (Sentido próprio).
– As horas iam pingando lentamente. (Sentido figurado).
Denotação
É o sentido da palavra interpretada ao pé da letra, ou seja, de
acordo com o sentido geral que ela tem na maioria dos contextos
em que ocorre. Trata-se do sentido próprio da palavra, aquele en-
contrado no dicionário. Por exemplo: “Uma pedra no meio da rua
foi a causa do acidente”.
A palavra “pedra” aqui está usada em sentido literal, ou seja, o
objeto mesmo.
Conotação
É o sentido da palavra desviado do usual, ou seja, aquele que se
distancia do sentido próprio e costumeiro. Por exemplo: “As pedras
atiradas pela boca ferem mais do que as atiradas pela mão”.
“Pedras”, neste contexto, não está indicando o que usualmente
significa (objeto), mas um insulto, uma ofensa produzida pelas pa-
lavras, capazes de machucar assim como uma pedra“objeto” que é
atirada em alguém.
Ampliação de Sentido
Fala-se em ampliação de sentido quando a palavra passa a
designar uma quantidade mais ampla de significado do que o seu
original.
LÍNGUA PORTUGUESA
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“Embarcar”, por exemplo, originariamente era utilizada para
designar o ato de viajar em um barco. Seu sentido foi ampliado
consideravelmente, passando a designar a ação de viajar em outros
veículos também. Hoje se diz, por ampliação de sentido, que um
passageiro:
– Embarcou em um trem.
– Embarcou no ônibus das dez.
– Embarcou no avião da força aérea.
– Embarcou num transatlântico.
“Alpinista”, em sua origem, era utilizada para indicar aquele
que escala os Alpes (cadeia montanhosa europeia). Depois, por am-
pliação de sentido, passou a designar qualquer tipo de praticante
de escalar montanhas.
Restrição de Sentido
Ao lado da ampliação de sentido, existe o movimento inverso,
isto é, uma palavra passa a designar uma quantidade mais restrita
de objetos ou noções do que originariamente designava.
É o caso, por exemplo, das palavras que saem da língua geral e
passam a ser usadas com sentido determinado, dentro de um uni-
verso restrito do conhecimento.
A palavra aglutinação, por exemplo, na nomenclatura grama-
tical, é bom exemplo de especialização de sentido. Na língua geral,
ela significa qualquer junção de elementos para formar um todo,
todavia, em Gramática designa apenas um tipo de formação de pa-
lavras por composição em que a junção dos elementos acarreta al-
teração de pronúncia, como é o caso de pernilongo (perna + longa).
Se não houver alteração de pronúncia, já não se diz mais aglu-
tinação, mas justaposição. A palavra Pernalonga, por exemplo, que
designa uma personagem de desenhos animados, não se formou
por aglutinação, mas por justaposição.
Em linguagem científica é muito comum restringir-se o signifi-
cado das palavras para dar precisão à comunicação.
A palavra girassol, formada de gira (do verbo girar) + sol, não
pode ser usada para designar, por exemplo, um astro que gira em
torno do Sol, seu sentido sofreu restrição, e ela serve para designar
apenas um tipo de flor que tem a propriedade de acompanhar o
movimento do Sol.
Existem certas palavras que, além do significado explícito, con-
têm outros implícitos (ou pressupostos). Os exemplos são muitos. É
o caso do pronome outro, por exemplo, que indica certa pessoa ou
coisa, pressupondo necessariamente a existência de ao menos uma
além daquela indicada.
Prova disso é que não faz sentido, para um escritor que nunca
lançou um livro, dizer que ele estará autografando seu outro livro. O
uso de outro pressupõe, necessariamente, ao menos um livro além
daquele que está sendo autografado.
ORTOGRAFIA OFICIAL.
— Definições
Com origem no idioma grego, no qual orto significa “direito”,
“exato”, e grafia quer dizer “ação de escrever”, ortografia é o nome
dado ao sistema de regras definido pela gramática normativa que
indica a escrita correta das palavras. Já a Ortografia Oficial se refere
às práticas ortográficas que são consideradas oficialmente como
adequadas no Brasil. Os principais tópicos abordados pela ortografia
são: o emprego de acentos gráficos que sinalizam vogais tônicas,
abertas ou fechadas; os processos fonológicos (crase/acento grave);
os sinais de pontuação elucidativos de funções sintáticas da língua e
decorrentes dessas funções, entre outros.
Os acentos: esses sinais modificam o som da letra sobre
a qual recaem, para que palavras com grafia similar possam
ter leituras diferentes, e, por conseguinte, tenham significados
distintos. Resumidamente, os acentos são agudo (deixa o som da
vogal mais aberto), circunflexo (deixa o som fechado), til (que faz
com que o som fique nasalado) e acento grave (para indicar crase).
O alfabeto: é a base de qualquer língua. Nele, estão
estabelecidos os sinais gráficos e os sons representados por cada
um dos sinais; os sinais, por sua vez, são as vogais e as consoantes.
As letras K, Y e W: antes consideradas estrangeiras, essas letras
foram integradas oficialmente ao alfabeto do idioma português
brasileiro em 2009, com a instauração do Novo Acordo Ortográfico.
As possibilidades da vogal Y e das consoantes K e W são, basicamente,
para nomes próprios e abreviaturas, como abaixo:
– Para grafar símbolos internacionais e abreviações, como Km
(quilômetro), W (watt) e Kg (quilograma).
– Para transcrever nomes próprios estrangeiros ou seus
derivados na língua portuguesa, como Britney, Washington, Nova
York.
Relação som X grafia: confira abaixo os casos mais complexos
do emprego da ortografia correta das palavras e suas principais
regras:
«ch” ou “x”?: deve-se empregar o X nos seguintes casos:
– Em palavras de origem africana ou indígena. Exemplo: oxum,
abacaxi.
– Após ditongos. Exemplo: abaixar, faixa.
– Após a sílaba inicial “en”. Exemplo: enxada, enxergar.
– Após a sílaba inicial “me”. Exemplo: mexilhão, mexer,
mexerica.
s” ou “x”?: utiliza-se o S nos seguintes casos:
– Nos sufixos “ese”, “isa”, “ose”. Exemplo: síntese, avisa,
verminose.
– Nos sufixos “ense”, “osa” e “oso”, quando formarem adjetivos.
Exemplo: amazonense, formosa, jocoso.
– Nos sufixos “ês” e “esa”, quando designarem origem, título ou
nacionalidade. Exemplo: marquês/marquesa, holandês/holandesa,
burguês/burguesa.
– Nas palavras derivadas de outras cujo radical já apresenta “s”.
Exemplo: casa – casinha – casarão; análise – analisar.
Porque, Por que, Porquê ou Por quê?
– Porque (junto e sem acento): é conjunção explicativa, ou seja,
indica motivo/razão, podendo substituir o termo pois. Portanto,
toda vez que essa substituição for possível, não haverá dúvidas de
que o emprego do porque estará correto. Exemplo: Não choveu,
porque/pois nada está molhado.
– Por que (separado e sem acento): esse formato é empregado
para introduzir uma pergunta ou no lugar de “o motivo pelo qual”,
para estabelecer uma relação com o termo anterior da oração.
Exemplos: Por que ela está chorando? / Ele explicou por que do
cancelamento do show.
LÍNGUA PORTUGUESA
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– Porquê (junto e com acento): trata-se de um substantivo e,
por isso, pode estar acompanhado por artigo, adjetivo, pronome
ou numeral. Exemplo: Não ficou claro o porquê do cancelamento
do show.
– Por quê (separado e com acento): deve ser empregado ao
fim de frases interrogativas. Exemplo: Ela foi embora novamente.
Por quê?
Parônimos e homônimos
– Parônimos: são palavras que se assemelham na grafia e na
pronúncia, mas se divergem no significado. Exemplos: absolver
(perdoar) e absorver (aspirar); aprender (tomar conhecimento) e
apreender (capturar).
– Homônimos: são palavras com significados diferentes, mas
que coincidem na pronúncia. Exemplos: “gosto” (substantivo) e
“gosto” (verbo gostar) / “este” (ponto cardeal) e “este” (pronome
demonstrativo).
PONTUAÇÃO.
— Visão Geral
O sistema de pontuação consiste em um grupo de sinais
gráficos que, em um período sintático, têm a função primordial
de indicar um nível maior ou menor de coesão entre estruturas
e, ocasionalmente, manifestar as propriedades da fala (prosódias)
em um discurso redigido. Na escrita, esses sinais substituem os
gestos e as expressões faciais que, na linguagem falada, auxiliam a
compreensão da frase.
O emprego da pontuação tem as seguintes finalidades:
– Garantir a clareza, a coerência e a coesão interna dos diversos
tipos textuais;
– Garantir os efeitos de sentido dos enunciados;
– Demarcar das unidades de um texto;
– Sinalizar os limites das estruturas sintáticas.
— Sinais de pontuação que auxiliam na elaboração de um
enunciado
Vírgula
De modo geral, sua utilidade é marcar uma pausa do enunciado
para indicar que os termos por ela isolados, embora compartilhem
da mesma frase ou período, não compõem unidade sintática. Mas,
se, ao contrário, houver relação sintática entre os termos, estesnão devem ser isolados pela vírgula. Isto quer dizer que, ao mesmo
tempo que existem situações em que a vírgula é obrigatória, em
outras, ela é vetada. Confira os casos em que a vírgula deve ser
empregada:
• No interior da sentença
1 – Para separar elementos de uma enumeração e repetição:
ENUMERAÇÃO
Adicione leite, farinha, açúcar, ovos, óleo e chocolate.
Paguei as contas de água, luz, telefone e gás.
REPETIÇÃO
Os arranjos estão lindos, lindos!
Sua atitude foi, muito, muito, muito indelicada.
2 – Isolar o vocativo
“Crianças, venham almoçar!”
“Quando será a prova, professora?”
3 – Separar apostos
“O ladrão, menor de idade, foi apreendido pela polícia.”
4 – Isolar expressões explicativas:
“As CPIs que terminaram em pizza, ou seja, ninguém foi
responsabilizado.”
5 – Separar conjunções intercaladas
“Não foi explicado, porém, o porquê das falhas no sistema.”
6 – Isolar o adjunto adverbial anteposto ou intercalado:
“Amanhã pela manhã, faremos o comunicado aos
funcionários do setor.”
“Ele foi visto, muitas vezes, vagando desorientado pelas ruas.”
7 – Separar o complemento pleonástico antecipado:
“Estas alegações, não as considero legítimas.”
8 – Separar termos coordenados assindéticos (não conectadas
por conjunções)
“Os seres vivos nascem, crescem, reproduzem-se, morrem.”
9 – Isolar o nome de um local na indicação de datas:
“São Paulo, 16 de outubro de 2022”.
10 – Marcar a omissão de um termo:
“Eu faço o recheio, e você, a cobertura.” (omissão do verbo
“fazer”).
• Entre as sentenças
1 – Para separar as orações subordinadas adjetivas explicativas
“Meu aluno, que mora no exterior, fará aulas remotas.”
2 – Para separar as orações coordenadas sindéticas e
assindéticas, com exceção das orações iniciadas pela conjunção “e”:
“Liguei para ela, expliquei o acontecido e pedi para que nos
ajudasse.”
3 – Para separar as orações substantivas que antecedem a
principal:
“Quando será publicado, ainda não foi divulgado.”
4 – Para separar orações subordinadas adverbiais desenvolvidas
ou reduzidas, especialmente as que antecedem a oração principal:
Reduzida Por ser sempre assim, ninguém dá
atenção!
Desenvolvida Porque é sempre assim, já ninguém dá
atenção!
LÍNGUA PORTUGUESA
11
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5 – Separar as sentenças intercaladas:
“Querida, disse o esposo, estarei todos os dias aos pés do seu
leito, até que você se recupere por completo.”
• Antes da conjunção “e”
1 – Emprega-se a vírgula quando a conjunção “e” adquire
valores que não expressam adição, como consequência ou
diversidade, por exemplo.
“Argumentou muito, e não conseguiu convencer-me.”
2 – Utiliza-se a vírgula em casos de polissíndeto, ou seja, sempre
que a conjunção “e” é reiterada com com a finalidade de destacar
alguma ideia, por exemplo:
“(…) e os desenrolamentos, e os incêndios, e a fome, e a sede;
e dez meses de combates, e cem dias de cancioneiro contínuo; e o
esmagamento das ruínas...” (Euclides da Cunha)
3 – Emprega-se a vírgula sempre que orações coordenadas
apresentam sujeitos distintos, por exemplo:
“A mulher ficou irritada, e o marido, constrangido.”
O uso da vírgula é vetado nos seguintes casos: separar sujeito
e predicado, verbo e objeto, nome de adjunto adnominal, nome
e complemento nominal, objeto e predicativo do objeto, oração
substantiva e oração subordinada (desde que a substantivo não seja
apositiva nem se apresente inversamente).
Ponto
1 – Para indicar final de frase declarativa:
“O almoço está pronto e será servido.”
2 – Abrevia palavras:
– “p.” (página)
– “V. Sra.” (Vossa Senhoria)
– “Dr.” (Doutor)
3 – Para separar períodos:
“O jogo não acabou. Vamos para os pênaltis.”
Ponto e Vírgula
1 – Para separar orações coordenadas muito extensas ou
orações coordenadas nas quais já se tenha utilizado a vírgula:
“Gosto de assistir a novelas; meu primo, de jogos de RPG;
nossa amiga, de praticar esportes.”
2 – Para separar os itens de uma sequência de itens:
“Os planetas que compõem o Sistema Solar são:
Mercúrio;
Vênus;
Terra;
Marte;
Júpiter;
Saturno;
Urano;
Netuno.”
Dois Pontos
1 – Para introduzirem apostos ou orações apositivas,
enumerações ou sequência de palavras que explicam e/ou resumem
ideias anteriores.
“Anote o endereço: Av. Brasil, 1100.”
“Não me conformo com uma coisa: você ter perdoado aquela
grande ofensa.”
2 – Para introduzirem citação direta:
“Desse estudo, Lavoisier extraiu o seu princípio, atualmente
muito conhecido: “Nada se cria, nada se perde, tudo se
transforma’.”
3 – Para iniciar fala de personagens:
“Ele gritava repetidamente:
– Sou inocente!”
Reticências
1 – Para indicar interrupção de uma frase incompleta
sintaticamente:
“Quem sabe um dia...”
2 – Para indicar hesitação ou dúvida:
“Então... tenho algumas suspeitas... mas prefiro não revelar
ainda.”
3 – Para concluir uma frase gramaticalmente inacabada com o
objetivo de prolongar o raciocínio:
“Sua tez, alva e pura como um foco de algodão, tingia-se nas
faces duns longes cor-de-rosa...” (Cecília - José de Alencar).
4 – Suprimem palavras em uma transcrição:
“Quando penso em você (...) menos a felicidade.” (Canteiros -
Raimundo Fagner).
Ponto de Interrogação
1 – Para perguntas diretas:
“Quando você pode comparecer?”
2 – Algumas vezes, acompanha o ponto de exclamação para
destacar o enunciado:
“Não brinca, é sério?!”
Ponto de Exclamação
1 – Após interjeição:
“Nossa Que legal!”
2 – Após palavras ou sentenças com carga emotiva
“Infelizmente!”
3 – Após vocativo
“Ana, boa tarde!”
4 – Para fechar de frases imperativas:
“Entre já!”
LÍNGUA PORTUGUESA
1212
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Parênteses
a) Para isolar datas, palavras, referências em citações, frases
intercaladas de valor explicativo, podendo substituir o travessão ou
a vírgula:
“Mal me viu, perguntou (sem qualquer discrição, como
sempre)
quem seria promovido.”
Travessão
1 – Para introduzir a fala de um personagem no discurso direto:
“O rapaz perguntou ao padre:
— Amar demais é pecado?”
2 – Para indicar mudança do interlocutor nos diálogos:
“— Vou partir em breve.
— Vá com Deus!”
3 – Para unir grupos de palavras que indicam itinerários:
“Esse ônibus tem destino à cidade de São Paulo — SP.”
4 – Para substituir a vírgula em expressões ou frases explicativas:
“Michael Jackson — o retorno rei do pop — era imbatível.”
Aspas
1 – Para isolar palavras ou expressões que violam norma culta,
como termos populares, gírias, neologismos, estrangeirismos,
arcaísmos, palavrões, e neologismos.
“Na juventude, ‘azarava’ todas as meninas bonitas.”
“A reunião será feita ‘online’.”
2 – Para indicar uma citação direta:
“A índole natural da ciência é a longanimidade.” (Machado de
Assis)
ACENTUAÇÃO.
— Definição
A acentuação gráfica consiste no emprego do acento nas
palavras grafadas com a finalidade de estabelecer, com base nas
regras da língua, a intensidade e/ou a sonoridade das palavras.
Isso quer dizer que os acentos gráficos servem para indicar a sílaba
tônica de uma palavra ou a pronúncia de uma vogal. De acordo com
as regras gramaticais vigentes, são quatro os acentos existentes na
língua portuguesa:
– Acento agudo: Indica que a sílaba tônica da palavra tem som
aberto. Ex.: área, relógio, pássaro.
– Acento circunflexo: Empregado acima das vogais “a” e” e
“o”para indicar sílaba tônica em vogal fechada. Ex.: acadêmico,
âncora, avô.
– Acento grave/crase: Indica a junção da preposição “a” com
o artigo “a”. Ex: “Chegamos à casa”. Esse acento não indica sílaba
tônica!
– Til: Sobre as vogais “a” e “o”, indica que a vogal de
determinada palavra tem som nasal, e nem sempre recai sobre a
sílaba tônica. Exemplo: a palavra órfã tem um acento agudo, que
indica que a sílaba forte é “o” (ou seja, é acento tônico), e um til
(˜), que indica que a pronúncia da vogal “a” é nasal, não oral. Outro
exemplo semelhante é a palavra bênção.
— MonossílabasTônicas e Átonas
Mesmo as palavras com apenas uma sílaba podem sofrer
alteração de intensidade de voz na sua pronúncia. Exemplo: observe
o substantivo masculino “dó” e a preposição “do” (contração
da preposição “de” + artigo “o”). Ao comparar esses termos,
percebermos que o primeiro soa mais forte que o segundo, ou seja,
temos uma monossílaba tônica e uma átona, respectivamente.
Diante de palavras monossílabas, a dica para identificar se é tônica
(forte) ou fraca átona (fraca) é pronunciá-las em uma frase, como
abaixo:
“Sinto grande dó ao vê-la sofrer.”
“Finalmente encontrei a chave do carro.”
Recebem acento gráfico:
– As monossílabas tônicas terminadas em: -a(s) → pá(s), má(s);
-e(s) → pé(s), vê(s); -o(s) → só(s), pôs.
– As monossílabas tônicas formados por ditongos abertos -éis,
-éu, -ói. Ex: réis, véu, dói.
Não recebem acento gráfico:
– As monossílabas tônicas: par, nus, vez, tu, noz, quis.
– As formas verbais monossilábicas terminadas em “-ê”, nas
quais a 3a pessoa do plural termina em “-eem”. Antes do novo
acordo ortográfico, esses verbos era acentuados. Ex.: Ele lê → Eles
lêem leem.
Exceção! O mesmo não ocorre com os verbos monossilábicos
terminados em “-em”, já que a terceira pessoa termina em “-êm”.
Nesses caso, a acentuação permanece acentuada. Ex.: Ele tem →
Eles têm; Ele vem → Eles vêm.
Acentuação das palavras Oxítonas
As palavras cuja última sílaba é tônica devem ser acentuadas
as oxítonas com sílaba tônica terminada em vogal tônica -a, -e e
-o, sucedidas ou não por -s. Ex.: aliás, após, crachá, mocotó, pajé,
vocês. Logo, não se acentuam as oxítonas terminadas em “-i” e “-u”.
Ex.: caqui, urubu.
Acentuação das palavras Paroxítonas
São classificadas dessa forma as palavras cuja penúltima
sílaba é tônica. De acordo com a regra geral, não se acentuam as
palavras paroxítonas, a não ser nos casos específicos relacionados
abaixo. Observe as exceções:
– Terminadas em -ei e -eis. Ex.: amásseis, cantásseis, fizésseis,
hóquei, jóquei, pônei, saudáveis.
– Terminadas em -r, -l, -n, -x e -ps. Ex.: bíceps, caráter, córtex,
esfíncter, fórceps, fóssil, líquen, lúmen, réptil, tórax.
– Terminadas em -i e -is. Ex.: beribéri, bílis, biquíni, cáqui, cútis,
grátis, júri, lápis, oásis, táxi.
– Terminadas em -us. Ex.: bônus, húmus, ônus, Vênus, vírus,
tônus.
– Terminadas em -om e -ons. Ex.: elétrons, nêutrons, prótons.
– Terminadas em -um e -uns. Ex.: álbum, álbuns, fórum, fóruns,
quórum, quóruns.
– Terminadas em -ã e -ão. Ex.: bênção, bênçãos, ímã, ímãs,
órfã, órfãs, órgão, órgãos, sótão, sótãos.
Acentuação das palavras Proparoxítonas
LÍNGUA PORTUGUESA
13
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Classificam-se assim as palavras cuja antepenúltima sílaba é
tônica, e todas recebem acento, sem exceções. Ex.: ácaro, árvore,
bárbaro, cálida, exército, fétido, lâmpada, líquido, médico, pássaro,
tática, trânsito.
Ditongos e Hiatos
Acentuam-se:
– Oxítonas com sílaba tônica terminada em abertos “_éu”,
“_éi” ou “_ói”, sucedidos ou não por “_s”. Ex.: anéis, fiéis, herói,
mausoléu, sóis, véus.
– As letras “_i” e “_u” quando forem a segunda vogal tônica de
um hiato e estejam isoladas ou sucedidas por “_s” na sílaba. Ex.: caí
(ca-í), país (pa-ís), baú (ba-ú).
Não se acentuam:
– A letra “_i”, sempre que for sucedida por de “_nh”. Ex.:
moinho, rainha, bainha.
– As letras “_i” e o “_u” sempre que aparecerem repetidas. Ex.:
juuna, xiita. xiita.
– Hiatos compostos por “_ee” e “_oo”. Ex.: creem, deem, leem,
enjoo, magoo.
O Novo Acordo Ortográfico
Confira as regras que levaram algumas palavras a perderem
acentuação em razão do Acordo Ortográfico de 1990, que entrou
em vigor em 2009:
1 – Vogal tônica fechada -o de -oo em paroxítonas.
Exemplos: enjôo – enjoo; magôo – magoo; perdôo – perdoo;
vôo – voo; zôo – zoo.
2 – Ditongos abertos -oi e -ei em palavras paroxítonas.
Exemplos: alcalóide – alcaloide; andróide – androide; alcalóide
– alcaloide; assembléia – assembleia; asteróide – asteroide;
européia – europeia.
3 – Vogais -i e -u precedidas de ditongo em paroxítonas.
Exemplos: feiúra – feiura; maoísta – maoista; taoísmo –
taoismo.
4 – Palavras paroxítonas cuja terminação é -em, e que
possuem -e tônico em hiato.
Isso ocorre com a 3a pessoa do plural do presente do indicativo
ou do subjuntivo. Exemplos: deem; lêem – leem; relêem – releem;
revêem.
5 – Palavras com trema: somente para palavras da língua
portuguesa. Exemplos: bilíngüe – bilíngue; enxágüe – enxágue;
linguïça – linguiça.
6 – Paroxítonas homógrafas: são palavras que têm a mesma
grafia, mas apresentam significados diferentes. Exemplo: o verbo
PARAR: pára – para. Antes do Acordo Ortográfico, a flexão do verbo
“parar” era acentuada para que fosse diferenciada da preposição
“para”.
Atualmente, nenhuma delas recebe acentuação. Assim:
Antes: Ela sempre pára para ver a banda passar. [verbo /
preposição]
Hoje: Ela sempre para para ver a banda passar. [verbo /
preposição]
EMPREGO DAS CLASSES DE PALAVRAS: SUBSTANTIVO, AD-
JETIVO, NUMERAL, PRONOME, VERBO, ADVÉRBIO, PRE-
POSIÇÃO, CONJUNÇÃO (CLASSIFICAÇÃO E SENTIDO QUE
IMPRIME ÀS RELAÇÕES ENTRE AS ORAÇÕES).
CLASSES DE PALAVRAS
Substantivo
São as palavras que atribuem nomes aos seres reais ou imagi-
nários (pessoas, animais, objetos), lugares, qualidades, ações e sen-
timentos, ou seja, que tem existência concreta ou abstrata.
Classificação dos substantivos
SUBSTANTIVO SIMPLES:
apresentam um só radical em
sua estrutura.
Olhos/água/
muro/quintal/caderno/
macaco/sabão
SUBSTANTIVOS COMPOSTOS:
são formados por mais de um
radical em sua estrutura.
Macacos-prego/
porta-voz/
pé-de-moleque
SUBSTANTIVOS PRIMITIVOS:
são os que dão origem a
outras palavras, ou seja, ela é
a primeira.
Casa/
mundo/
população
/formiga
SUBSTANTIVOS DERIVADOS:
são formados por outros
radicais da língua.
Caseiro/mundano/
populacional/formigueiro
SUBSTANTIVOS PRÓPRIOS:
designa determinado ser
entre outros da mesma
espécie. São sempre iniciados
por letra maiúscula.
Rodrigo
/Brasil
/Belo Horizonte/Estátua da
Liberdade
SUBSTANTIVOS COMUNS:
referem-se qualquer ser de
uma mesma espécie.
biscoitos/ruídos/estrelas/
cachorro/prima
SUBSTANTIVOS CONCRETOS:
nomeiam seres com existência
própria. Esses seres podem
ser animadoso ou inanimados,
reais ou imaginários.
Leão/corrente
/estrelas/fadas
/lobisomem
/saci-pererê
SUBSTANTIVOS ABSTRATOS:
nomeiam ações, estados,
qualidades e sentimentos que
não tem existência própria, ou
seja, só existem em função de
um ser.
Mistério/
bondade/
confiança/
lembrança/
amor/
alegria
SUBSTANTIVOS COLETIVOS:
referem-se a um conjunto
de seres da mesma espécie,
mesmo quando empregado
no singular e constituem um
substantivo comum.
Elenco (de atores)/
acervo (de obras artísticas)/
buquê (de flores)
NÃO DEIXE DE PESQUISAR A REGÊNCIA DE OUTRAS PALAVRAS
QUE NÃO ESTÃO AQUI!
LÍNGUA PORTUGUESA
1414
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Flexão dos Substantivos
• Gênero: Os gêneros em português podem ser dois: masculino e feminino. E no caso dos substantivos podem ser biformes ou uni-
formes
– Biformes: as palavras tem duas formas, ou seja, apresenta uma forma para o masculino e uma para o feminino: tigre/tigresa, o pre-
sidente/a presidenta, o maestro/a maestrina
– Uniformes: as palavras tem uma só forma, ou seja, uma única forma para o masculino e o feminino. Os uniformes dividem-se em
epicenos, sobrecomuns e comuns de dois gêneros.
a) Epicenos: designam alguns animais e plantas e são invariáveis: onça macho/onça fêmea, pulga macho/pulga fêmea, palmeira ma-
cho/palmeira fêmea.
b) Sobrecomuns: referem-se a seres humanos; é pelo contexto que aparecem que se determina o gênero: a criança (o criança), a
testemunha (o testemunha), o individuo (a individua).
c) Comuns de dois gêneros: a palavra tem a mesma forma tanto para o masculino quanto para o feminino: o/a turista, o/a agente, o/a
estudante, o/a colega.
• Número: Podem flexionar emsingular (1) e plural (mais de 1).
– Singular: anzol, tórax, próton, casa.
– Plural: anzóis, os tórax, prótons, casas.
• Grau: Podem apresentar-se no grau aumentativo e no grau diminutivo.
– Grau aumentativo sintético: casarão, bocarra.
– Grau aumentativo analítico: casa grande, boca enorme.
– Grau diminutivo sintético: casinha, boquinha
– Grau diminutivo analítico: casa pequena, boca minúscula.
Adjetivo
É a palavra variável que especifica e caracteriza o substantivo: imprensa livre, favela ocupada. Locução adjetiva é expressão composta
por substantivo (ou advérbio) ligado a outro substantivo por preposição com o mesmo valor e a mesma função que um adjetivo: golpe de
mestre (golpe magistral), jornal da tarde (jornal vespertino).
Flexão do Adjetivos
• Gênero:
– Uniformes: apresentam uma só para o masculino e o feminino: homem feliz, mulher feliz.
– Biformes: apresentam uma forma para o masculino e outra para o feminino: juiz sábio/ juíza sábia, bairro japonês/ indústria japo-
nesa, aluno chorão/ aluna chorona.
• Número:
– Os adjetivos simples seguem as mesmas regras de flexão de número que os substantivos: sábio/ sábios, namorador/ namoradores,
japonês/ japoneses.
– Os adjetivos compostos têm algumas peculiaridades: luvas branco-gelo, garrafas amarelo-claras, cintos da cor de chumbo.
• Grau:
– Grau Comparativo de Superioridade: Meu time é mais vitorioso (do) que o seu.
– Grau Comparativo de Inferioridade: Meu time é menos vitorioso (do) que o seu.
– Grau Comparativo de Igualdade: Meu time é tão vitorioso quanto o seu.
– Grau Superlativo Absoluto Sintético: Meu time é famosíssimo.
– Grau Superlativo Absoluto Analítico: Meu time é muito famoso.
– Grau Superlativo Relativo de Superioridade: Meu time é o mais famoso de todos.
– Grau Superlativo Relativo de Inferioridade; Meu time é menos famoso de todos.
Artigo
É uma palavra variável em gênero e número que antecede o substantivo, determinando de modo particular ou genérico.
• Classificação e Flexão do Artigos
– Artigos Definidos: o, a, os, as.
O menino carregava o brinquedo em suas costas.
As meninas brincavam com as bonecas.
– Artigos Indefinidos: um, uma, uns, umas.
Um menino carregava um brinquedo.
Umas meninas brincavam com umas bonecas.
LÍNGUA PORTUGUESA
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Numeral
É a palavra que indica uma quantidade definida de pessoas ou coisas, ou o lugar (posição) que elas ocupam numa série.
• Classificação dos Numerais
– Cardinais: indicam número ou quantidade:
Trezentos e vinte moradores.
– Ordinais: indicam ordem ou posição numa sequência:
Quinto ano. Primeiro lugar.
– Multiplicativos: indicam o número de vezes pelo qual uma quantidade é multiplicada:
O quíntuplo do preço.
– Fracionários: indicam a parte de um todo:
Dois terços dos alunos foram embora.
Pronome
É a palavra que substitui os substantivos ou os determinam, indicando a pessoa do discurso.
• Pronomes pessoais vão designar diretamente as pessoas em uma conversa. Eles indicam as três pessoas do discurso.
Pessoas do Discurso Pronomes Retos
Função Subjetiva
Pronomes Oblíquos
Função Objetiva
1º pessoa do singular Eu Me, mim, comigo
2º pessoa do singular Tu Te, ti, contigo
3º pessoa do singular Ele, ela, Se, si, consigo, lhe, o, a
1º pessoa do plural Nós Nos, conosco
2º pessoa do plural Vós Vos, convosco
3º pessoa do plural Eles, elas Se, si, consigo, lhes, os, as
• Pronomes de Tratamento são usados no trato com as pessoas, normalmente, em situações formais de comunicação.
Pronomes de Tratamento Emprego
Você Utilizado em situações informais.
Senhor (es) e Senhora (s) Tratamento para pessoas mais velhas.
Vossa Excelência Usados para pessoas com alta autoridade
Vossa Magnificência Usados para os reitores das Universidades.
Vossa Senhoria Empregado nas correspondências e textos escritos.
Vossa Majestade Utilizado para Reis e Rainhas
Vossa Alteza Utilizado para príncipes, princesas, duques.
Vossa Santidade Utilizado para o Papa
Vossa Eminência Usado para Cardeais.
Vossa Reverendíssima Utilizado para sacerdotes e religiosos em geral.
• Pronomes Possessivos referem-se às pessoas do discurso, atribuindo-lhes a posse de alguma coisa.
Pessoa do Discurso Pronome Possessivo
1º pessoa do singular Meu, minha, meus, minhas
2º pessoa do singular teu, tua, teus, tuas
3º pessoa do singular seu, sua, seus, suas
1º pessoa do plural Nosso, nossa, nossos, nossas
2º pessoa do plural Vosso, vossa, vossos, vossas
3º pessoa do plural Seu, sua, seus, suas
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• Pronomes Demonstrativos são utilizados para indicar a posição de algum elemento em relação à pessoa seja no discurso, no tempo
ou no espaço.
Pronomes Demonstrativos Singular Plural
Feminino esta, essa, aquela estas, essas, aquelas
Masculino este, esse, aquele estes, esses, aqueles
• Pronomes Indefinidos referem-se à 3º pessoa do discurso, designando-a de modo vago, impreciso, indeterminado. Os pronomes
indefinidos podem ser variáveis (varia em gênero e número) e invariáveis (não variam em gênero e número).
Classificação Pronomes Indefinidos
Variáveis
algum, alguma, alguns, algumas, nenhum, nenhuma, nenhuns, nenhumas, muito, muita, muitos, muitas, pouco,
pouca, poucos, poucas, todo, toda, todos, todas, outro, outra, outros, outras, certo, certa, certos, certas, vário, vá-
ria, vários, várias, tanto, tanta, tantos, tantas, quanto, quanta, quantos, quantas, qualquer, quaisquer, qual, quais,
um, uma, uns, umas.
Invariáveis quem, alguém, ninguém, tudo, nada, outrem, algo, cada.
• Pronomes Interrogativos são palavras variáveis e invariáveis utilizadas para formular perguntas diretas e indiretas.
Classificação Pronomes Interrogativos
Variáveis qual, quais, quanto, quantos, quanta, quantas.
Invariáveis quem, que.
• Pronomes Relativos referem-se a um termo já dito anteriormente na oração, evitando sua repetição. Eles também podem ser
variáveis e invariáveis.
Classificação Pronomes Relativos
Variáveis o qual, a qual, os quais, as quais, cujo, cuja, cujos, cujas, quanto, quanta, quantos, quantas.
Invariáveis quem, que, onde.
Verbos
São as palavras que exprimem ação, estado, fenômenos meteorológicos, sempre em relação ao um determinado tempo.
• Flexão verbal
Os verbos podem ser flexionados de algumas formas.
– Modo: É a maneira, a forma como o verbo se apresenta na frase para indicar uma atitude da pessoa que o usou. O modo é dividido
em três: indicativo (certeza, fato), subjuntivo (incerteza, subjetividade) e imperativo (ordem, pedido).
– Tempo: O tempo indica o momento em que se dá o fato expresso pelo verbo. Existem três tempos no modo indicativo: presente,
passado (pretérito perfeito, imperfeito e mais-que-perfeito) e futuro (do presente e do pretérito). No subjuntivo, são três: presente, pre-
térito imperfeito e futuro.
– Número: Este é fácil: singular e plural.
– Pessoa: Fácil também: 1ª pessoa (eu amei, nós amamos); 2º pessoa (tu amaste, vós amastes); 3ª pessoa (ele amou, eles amaram).
• Formas nominais do verbo
Os verbos têm três formas nominais, ou seja, formas que exercem a função de nomes (normalmente, substantivos). São elas infinitivo
(terminado em -R), gerúndio (terminado em –NDO) e particípio (terminado em –DA/DO).
• Voz verbal
É a forma como o verbo se encontra para indicar sua relação com o sujeito. Ela pode ser ativa, passiva ou reflexiva.
– Voz ativa: Segundo a gramática tradicional, ocorre voz ativa quando o verbo (ou locução verbal) indica uma ação praticada pelo
sujeito. Veja:
João pulou da cama atrasado
– Voz passiva: O sujeito é paciente e, assim, não pratica, mas recebe a ação. A voz passiva pode ser analítica ou sintética. A voz passiva
analítica é formada por:
LÍNGUA PORTUGUESA
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Sujeito paciente + verbo auxiliar (ser, estar, ficar, entre outros) + verbo principal da ação conjugado no particípio + preposição por/
pelo/de + agente da passiva.
A casa foi aspirada pelos rapazes
A voz passiva sintética,também chamada de voz passiva pronominal (devido ao uso do pronome se) é formada por:
Verbo conjugado na 3.ª pessoa (no singular ou no plural) + pronome apassivador «se» + sujeito paciente.
Aluga-se apartamento.
Advérbio
É a palavra invariável que modifica o verbo, adjetivo, outro advérbio ou a oração inteira, expressando uma determinada circunstância.
As circunstâncias dos advérbios podem ser:
– Tempo: ainda, cedo, hoje, agora, antes, depois, logo, já, amanhã, tarde, sempre, nunca, quando, jamais, ontem, anteontem, breve-
mente, atualmente, à noite, no meio da noite, antes do meio-dia, à tarde, de manhã, às vezes, de repente, hoje em dia, de vez em quando,
em nenhum momento, etc.
– Lugar: Aí, aqui, acima, abaixo, ali, cá, lá, acolá, além, aquém, perto, longe, dentro, fora, adiante, defronte, detrás, de cima, em cima,
à direita, à esquerda, de fora, de dentro, por fora, etc.
– Modo: assim, melhor, pior, bem, mal, devagar, depressa, rapidamente, lentamente, apressadamente, felizmente, às pressas, às
ocultas, frente a frente, com calma, em silêncio, etc.
– Afirmação: sim, deveras, decerto, certamente, seguramente, efetivamente, realmente, sem dúvida, com certeza, por certo, etc.
– Negação: não, absolutamente, tampouco, nem, de modo algum, de jeito nenhum, de forma alguma, etc.
– Intensidade: muito, pouco, mais, menos, meio, bastante, assaz, demais, bem, mal, tanto, tão, quase, apenas, quanto, de pouco, de
todo, etc.
– Dúvida: talvez, acaso, possivelmente, eventualmente, porventura, etc.
Preposição
É a palavra que liga dois termos, de modo que o segundo complete o sentido do primeiro. As preposições são as seguintes:
Conjunção
É palavra que liga dois elementos da mesma natureza ou uma oração a outra. As conjunções podem ser coordenativas (que ligam
orações sintaticamente independentes) ou subordinativas (que ligam orações com uma relação hierárquica, na qual um elemento é de-
terminante e o outro é determinado).
• Conjunções Coordenativas
Tipos Conjunções Coordenativas
Aditivas e, mas ainda, mas também, nem...
Adversativas contudo, entretanto, mas, não obstante, no entanto, porém, todavia...
Alternativas já…, já…, ou, ou…, ou…, ora…, ora…, quer…, quer…
Conclusivas assim, então, logo, pois (depois do verbo), por conseguinte, por isso, portanto...
Explicativas pois (antes do verbo), porquanto, porque, que...
LÍNGUA PORTUGUESA
1818
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• Conjunções Subordinativas
Tipos Conjunções Subordinativas
Causais Porque, pois, porquanto, como, etc.
Concessivas Embora, conquanto, ainda que, mesmo que, posto que, etc.
Condicionais Se, caso, quando, conquanto que, salvo se, sem que, etc.
Conformativas Conforme, como (no sentido de conforme), segundo, consoante, etc.
Finais Para que, a fim de que, porque (no sentido de que), que, etc.
Proporcionais À medida que, ao passo que, à proporção que, etc.
Temporais Quando, antes que, depois que, até que, logo que, etc.
Comparativas Que, do que (usado depois de mais, menos, maior, menor, melhor, etc.
Consecutivas Que (precedido de tão, tal, tanto), de modo que, De maneira que, etc.
Integrantes Que, se.
Interjeição
É a palavra invariável que exprime ações, sensações, emoções, apelos, sentimentos e estados de espírito, traduzindo as reações das
pessoas.
• Principais Interjeições
Oh! Caramba! Viva! Oba! Alô! Psiu! Droga! Tomara! Hum!
Dez classes de palavras foram estudadas agora. O estudo delas é muito importante, pois se você tem bem construído o que é e a fun-
ção de cada classe de palavras, não terá dificuldades para entender o estudo da Sintaxe.
CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL.
Visão Geral: sumariamente, as concordâncias verbal e nominal estudam a sintonia entre os componentes de uma oração.
– Concordância verbal: refere-se ao verbo relacionado ao sujeito, sendo que o primeiro deve, obrigatoriamente, concordar em
número (flexão em singular e plural) e pessoa (flexão em 1a, 2a, ou 3a pessoa) com o segundo. Isto é, ocorre quando o verbo é flexionado
para concordar com o sujeito.
– Concordância nominal: corresponde à harmonia em gênero (flexão em masculino e feminino) e número entre os vários nomes da
oração, ocorrendo com maior frequência sobre os substantivos e o adjetivo. Em outras palavras, refere-se ao substantivo e suas formas
relacionadas: adjetivo, numeral, pronome, artigo. Tal concordância ocorre em gênero e pessoa
Casos específicos de concordância verbal
Concordância verbal com o infinitivo pessoal: existem três situações em que o verbo no infinitivo é flexionado:
I – Quando houver um sujeito definido;
II – Sempre que se quiser determinar o sujeito;
III – Sempre que os sujeitos da primeira e segunda oração forem distintos.
Observe os exemplos:
“Eu pedir para eles fazerem a solicitação.”
“Isto é para nós solicitarmos.”
Concordância verbal com o infinitivo impessoal: não há flexão verbal quando o sujeito não for definido, ou sempre que o sujeito da
segunda oração for igual ao da primeira oração, ou mesmo em locuções verbais, com verbos preposicionados e com verbos imperativos.
Exemplos:
“Os membros conseguiram fazer a solicitação.”
“Foram proibidos de realizar o atendimento.”
Concordância verbal com verbos impessoais: nesses casos, verbo ficará sempre em concordância com a 3a pessoa do singular, tendo
em vista que não existe um sujeito.
LÍNGUA PORTUGUESA
19
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Observe os casos a seguir:
– Verbos que indicam fenômenos da natureza, como anoitecer,
nevar, amanhecer.
Exemplo: “Não chove muito nessa região” ou “Já entardeceu.»
– O verbo haver com sentido de existir. Exemplo: “Havia duas
professoras vigiando as crianças.”
– O verbo fazer indicando tempo decorrido. Exemplo: “Faz
duas horas que estamos esperando.”
Concordância verbal com o verbo ser: diante dos pronomes
tudo, nada, o, isto, isso e aquilo como sujeito, há concordância
verbal com o predicativo do sujeito, podendo o verbo permanecer
no singular ou no plural:
– “Tudo que eu desejo é/são férias à beira-mar.”
– “Isto é um exemplo do que o ocorreria.” e “Isto são exemplos
do que ocorreria.”
Concordância verbal com pronome relativo quem: o verbo,
ou faz concordância com o termo precedente ao pronome, ou
permanece na 3a pessoa do singular:
– “Fui eu quem solicitou.» e “Fomos nós quem solicitou.»
Concordância verbal com pronome relativo que: o verbo
concorda com o termo que antecede o pronome:
– “Foi ele que fez.» e “Fui eu que fiz.»
– “Foram eles que fizeram.” e “Fomos nós que fizemos.»
Concordância verbal com a partícula de indeterminação do
sujeito se: nesse caso, o verbo cria concordância com a 3a pessoa do
singular sempre que a oração for constituída por verbos intransitivos
ou por verbos transitivos indiretos:
– «Precisa-se de cozinheiro.” e «Precisa-se de cozinheiros.”
Concordância com o elemento apassivador se: aqui, verbo
concorda com o objeto direto, que desempenha a função de sujeito
paciente, podendo aparecer no singular ou no plural:
– Aluga-se galpão.” e “Alugam-se galpões.”
Concordância verbal com as expressões a metade, a maioria,
a maior parte: preferencialmente, o verbo fará concordância com
a 3° pessoa do singular. Porém, a 3a pessoa do plural também pode
ser empregada:
– “A maioria dos alunos entrou” e “A maioria dos alunos
entraram.”
– “Grande parte das pessoas entendeu.” e “Grande parte das
pessoas entenderam.”
Concordância nominal muitos substantivos: o adjetivo deve
concordar em gênero e número com o substantivo mais próximo,
mas também concordar com a forma no masculino plural:
– “Casa e galpão alugado.” e “Galpão e casa alugada.”
– “Casa e galpão alugados.” e “Galpão e casa alugados.”
Concordância nominal com pronomes pessoais: o adjetivo
concorda em gênero e número com os pronomes pessoais:
– “Ele é prestativo.” e “Ela é prestativa.”
– “Eles são prestativos.” e “Elas são prestativas.”
Concordância nominal com adjetivos: sempre que existir dois
ou mais adjetivos no singular,o substantivo permanece no singular,
se houver um artigo entre os adjetivos. Se o artigo não aparecer, o
substantivo deve estar no plural:
– “A blusa estampada e a colorida.” e “O casaco felpudo e o
xadrez.”
– “As blusas estampada e colorida.” e “Os casacos felpudo e
xadrez.”
Concordância nominal com é proibido e é permitido: nessas
expressões, o adjetivo flexiona em gênero e número, sempre que
houver um artigo determinando o substantivo. Caso não exista
esse artigo, o adjetivo deve permanecer invariável, no masculino
singular:
– “É proibida a circulação de pessoas não identificadas.” e “É
proibido circulação de pessoas não identificadas.”
– “É permitida a entrada de crianças.” e “É permitido entrada
de crianças acompanhadas.”
Concordância nominal com menos: a palavra menos
permanece é invariável independente da sua atuação, seja ela
advérbio ou adjetivo:
– “Menos pessoas / menos pessoas”.
– “Menos problema /menos problemas.”
Concordância nominal com muito, pouco, bastante, longe,
barato, meio e caro: esses termos instauram concordância em
gênero e número com o substantivo quando exercem função de
adjetivo:
– “Tomei bastante suco.” e “Comprei bastantes frutas.”
– “A jarra estava meia cheia.” e “O sapato está meio gasto”.
– “Fizemos muito barulho.” e “Compramos muitos presentes.”
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL.
Visão geral: na Gramática, regência é o nome dado à relação
de subordinação entre dois termos. Quando, em um enunciado ou
oração, existe influência de um tempo sobre o outro, identificamos
o que se denomina termo determinante, essa relação entre esses
termos denominamos regência.
— Regência Nominal
É a relação entre um nome o seu complemento por meio de
uma preposição. Esse nome pode ser um substantivo, um adjetivo
ou um advérbio e será o termo determinante.
O complemento preenche o significado do nome, cujo sentido
estaria impreciso ou ambíguo se não fosse pelo complemento.
Observe os exemplos:
“A nova entrada é acessível a cadeirantes.”
“Eu tenho o sonho de viajar para o nordeste.”
“Ele é perito em investigações como esta.”
LÍNGUA PORTUGUESA
2020
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Na primeira frase, adjetivo “acessível” exige a preposição a, do contrário, seu sentido ficaria incompleto. O mesmo ocorre com os
substantivos “sonho“ e “perito”, nas segunda e terceira frases, em que os nomes exigem as preposições de e em para completude de seus
sentidos. Veja nas tabelas abaixo quais são os nomes que regem. Veja nas tabelas abaixo quais são os nomes que regem uma preposição
para que seu sentido seja completo.
REGÊNCIA COM A PREPOSIÇÃO A
acessível a cego a fiel a nocivo a
agradável a cheiro a grato a oposto a
alheio a comum a horror a perpendicular a
análogo a contrário a idêntico a posterior a
anterior a desatento a inacessível a prestes a
apto a equivalente a indiferente a surdo a
atento a estranho a inerente a visível a
avesso a favorável a necessário a
REGÊNCIA COM A PREPOSIÇÃO POR
admiração por devoção por responsável por
ansioso por respeito por
REGÊNCIA COM A PREPOSIÇÃO DE
amante de cobiçoso de digno de inimigo de natural de sedento
de
amigo de contemporâneo de dotado de livre de obrigação de seguro de
ávido de desejoso de fácil de longe de orgulhoso de sonho de
capaz de diferente de impossível de louco de passível de
cheio de difícil de incapaz de maior de possível de
REGÊNCIA COM A PREPOSIÇÃO EM
doutor em hábil em interesse em negligente em primeiro em
exato em incessante em lento em parco em versado em
firme em indeciso em morador em perito em
REGÊNCIA COM A PREPOSIÇÃO PARA
apto para essencial para mau para
bastante para impróprio para pronto para
bom para inútil para próprio para
REGÊNCIA COM A PREPOSIÇÃO COM
amoroso com compatível com descontente com intolerante com
aparentado com cruel com furioso com liberal com
caritativo com cuidadoso com impaciente com solícito com
— Regência Verbal
Os verbos são os termos regentes, enquanto os objetos (direto e indireto) e adjuntos adverbiais são os termos regidos. Um verbo
possui a mesma regência do nome do qual deriva.
Observe as duas frases:
I – “Eles irão ao evento.” O verbo ir requer a preposição a (quem vai, vai a algum lugar), e isso o classifica como verbo transitivo direto;
“ao evento” são os termos regidos pelo verbo, isto é, constituem seu complemento.
II – “Ela mora em região pantanosa.” O verbo morar exige a preposição em (quem mora mora em algum lugar), portanto, é verbo
transitivo indireto.
LÍNGUA PORTUGUESA
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VERBO No sentido de / pela
transitividade
REGE
PREPOSIÇÃO? EXEMPLO
Assistir
ajudar, dar assistência NÃO “Por favor, assista o time.”
ver SIM “Você assistiu ao jogo?”
pertencer SIM “Assiste aos cidadãos o direito de protestar.”
Custar
valor, preço NÃO “Esse imóvel custa caro.”
desafio, dano, peso moral SIM “Dizer a verdade custou a ela.”
Proceder
fundamento / verbo
instransitivo NÃO “Isso não procede.”
origem SIM “Essa conclusão procede de muito vivência.”
Visar
finalidade, objetivo SIM “Visando à garantia dos direitos.”
avistar, enxergar NÃO “O vigia logo visou o suspeito.”
Querer
desejo NÃO “Queremos sair cedo.”
estima SIM “Quero muito aos meus sogros.”
Aspirar
pretensão SIM “Aspiro a ascensão política.”
absorção ou respiração NÃO “Evite aspirar fumaça.”
Implicar
consequência / verbo
transitivo direto NÃO “A sua solicitação implicará alteração do meu trajeto.”
insistência, birra SIM “Ele implicou com o cachorro.”
Chamar
convocação NÃO “Chame todos!”
apelido Rege complemento, com
e sem preposição
“Chamo a Talita de Tatá.”
“Chamo Talita de Tatá.”
“Chamo a Talita Tatá.”
“Chamo Talita Tatá.”
Pagar
o que se paga NÃO “Paguei o aluguel.”
a quem se paga SIM “Pague ao credor.”
Chegar
quem chega, chega a algum
lugar / verbo transitivo
indireto
SIM “Quando chegar ao local, espere.”
Obedecer quem obedece a algo /
alguém / transitivo indireto SIM “Obedeçam às regras.”
Esquecer verbo transitivo direito NÃO “Esqueci as alianças.”
Informar verbo transitivo direito e
indireto, portanto...
... exige um
complemento sem e
outro com preposição
“Informe o ocorrido ao gerente.”
Ir quem vai vai a algum lugar /
verbo transitivo indireto SIM “Vamos ao teatro.”
Morar Quem mora em algum lugar
(verbo transitivo indireto) SIM “Eles moram no interior.”
(Preposição “em” + artigo “o”).
Namorar verbo transitivio direito NÃO “Júlio quer namorar Maria.”
Preferir verbo bi transitivo (direto e
indireto) SIM “Prefira assados a frituras.”
Simpatizar
quem simpatiza simpatiza
com algo/ alguém/ verbo
transitivo indireto
SIM “Simpatizei-me com todos.”
LÍNGUA PORTUGUESA
2222
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COLOCAÇÃO PRONOMINAL.
A colocação do pronome átono está relacionada à harmonia da
frase. A tendência do português falado no Brasil é o uso do prono-
me antes do verbo – próclise. No entanto, há casos em que a norma
culta prescreve o emprego do pronome no meio – mesóclise – ou
após o verbo – ênclise.
De acordo com a norma culta, no português escrito não se ini-
cia um período com pronome oblíquo átono. Assim, se na lingua-
gem falada diz-se “Me encontrei com ele”, já na linguagem escrita,
formal, usa-se “Encontrei-me’’ com ele.
Sendo a próclise a tendência, é aconselhável que se fixem bem
as poucas regras de mesóclise e ênclise. Assim, sempre que estas
não forem obrigatórias, deve-se usar a próclise, a menos que preju-
dique a eufonia da frase.
Próclise
Na próclise, o pronome é colocado antes do verbo.
Palavra de sentido negativo: Não me falou a verdade.
Advérbios sem pausa em relação ao verbo: Aqui te espero pa-
cientemente.
Havendo pausa indicada por vírgula, recomenda-se a ênclise:
Ontem, encontrei-o no ponto do ônibus.
Pronomes indefinidos: Ninguém o chamou aqui.
Pronomes demonstrativos: Aquilo lhe desagrada.
Orações interrogativas: Quem lhe disse tal coisa?
Orações optativas (que exprimem desejo), com sujeito ante-
postoao verbo: Deus lhe pague, Senhor!
Orações exclamativas: Quanta honra nos dá sua visita!
Orações substantivas, adjetivas e adverbiais, desde que não se-
jam reduzidas: Percebia que o observavam.
Verbo no gerúndio, regido de preposição em: Em se plantando,
tudo dá.
Verbo no infinitivo pessoal precedido de preposição: Seus in-
tentos são para nos prejudicarem.
Ênclise
Na ênclise, o pronome é colocado depois do verbo.
Verbo no início da oração, desde que não esteja no futuro do
indicativo: Trago-te flores.
Verbo no imperativo afirmativo: Amigos, digam-me a verdade!
Verbo no gerúndio, desde que não esteja precedido pela pre-
posição em: Saí, deixando-a aflita.
Verbo no infinitivo impessoal regido da preposição a. Com
outras preposições é facultativo o emprego de ênclise ou próclise:
Apressei-me a convidá-los.
Mesóclise
Na mesóclise, o pronome é colocado no meio do verbo.
É obrigatória somente com verbos no futuro do presente ou no
futuro do pretérito que iniciam a oração.
Dir-lhe-ei toda a verdade.
Far-me-ias um favor?
Se o verbo no futuro vier precedido de pronome reto ou de
qualquer outro fator de atração, ocorrerá a próclise.
Eu lhe direi toda a verdade.
Tu me farias um favor?
Colocação do pronome átono nas locuções verbais
Verbo principal no infinitivo ou gerúndio: Se a locução verbal
não vier precedida de um fator de próclise, o pronome átono deve-
rá ficar depois do auxiliar ou depois do verbo principal.
Exemplos:
Devo-lhe dizer a verdade.
Devo dizer-lhe a verdade.
Havendo fator de próclise, o pronome átono deverá ficar antes
do auxiliar ou depois do principal.
Exemplos:
Não lhe devo dizer a verdade.
Não devo dizer-lhe a verdade.
Verbo principal no particípio: Se não houver fator de próclise,
o pronome átono ficará depois do auxiliar.
Exemplo: Havia-lhe dito a verdade.
Se houver fator de próclise, o pronome átono ficará antes do
auxiliar.
Exemplo: Não lhe havia dito a verdade.
Haver de e ter de + infinitivo: Pronome átono deve ficar depois
do infinitivo.
Exemplos:
Hei de dizer-lhe a verdade.
Tenho de dizer-lhe a verdade.
Observação
Não se deve omitir o hífen nas seguintes construções:
Devo-lhe dizer tudo.
Estava-lhe dizendo tudo.
Havia-lhe dito tudo.
CRASE.
Definição: na gramática grega, o termo quer dizer “mistura “ou
“contração”, e ocorre entre duas vogais, uma final e outra inicial,
em palavras unidas pelo sentido. Basicamente, desse modo: a
(preposição) + a (artigo feminino) = aa à; a (preposição) + aquela
(pronome demonstrativo feminino) = àquela; a (preposição) +
aquilo (pronome demonstrativo feminino) = àquilo. Por ser a junção
das vogais, a crase, como regra geral, ocorre diante de palavras
femininas, sendo a única exceção os pronomes demonstrativos
aquilo e aquele, que recebem a crase por terem “a” como sua vogal
inicial. Crase não é o nome do acento, mas indicação do fenômeno
de união representado pelo acento grave.
A crase pode ser a contração da preposição a com:
– O artigo feminino definido a/as: “Foi à escola, mas não
assistiu às aulas.”
– O pronome demonstrativo a/as: “Vá à paróquia central.”
– Os pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo:
“Retorne àquele mesmo local.”
LÍNGUA PORTUGUESA
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– O a dos pronomes relativos a qual e as quais: “São pessoas às quais devemos o maior respeito e consideração”.
Perceba que a incidência da crase está sujeita à presença de duas vogais a (preposição + artigo ou preposição + pronome) na construção
sintática.
Técnicas para o emprego da crase
1 – Troque o termo feminino por um masculino, de classe semelhante. Se a combinação ao aparecer, ocorrerá crase diante da palavra
feminina.
Exemplos:
“Não conseguimos chegar ao hospital / à clínica.”
“Preferiu a fruta ao sorvete / à torta.”
“Comprei o carro / a moto.”
“Irei ao evento / à festa.”
2 – Troque verbos que expressem a noção de movimento (ir, vir, chegar, voltar, etc.) pelo verbo voltar. Se aparecer a preposição da,
ocorrerá crase; caso apareça a preposição de, o acento grave não deve ser empregado.
Exemplos:
“Vou a São Paulo. / Voltei de São Paulo.”
“Vou à festa dos Silva. / Voltei da Silva.”
“Voltarei a Roma e à Itália. / Voltarei de Roma e da Itália.”
3 – Troque o termo regente da preposição a por um que estabeleça a preposição por, em ou de. Caso essas preposições não se façam
contração com o artigo, isto é, não apareçam as formas pela(s), na(s) ou da(s), a crase não ocorrerá.
Exemplos:
“Começou a estudar (sem crase) – Optou por estudar / Gosta de estudar / Insiste em estudar.”
“Refiro-me à sua filha (com crase) – Apaixonei-me pela sua filha / Gosto da sua filha / Votarei na sua filha.”
“Refiro-me a você. (sem crase) – Apaixonei-me por você / Gosto de você / Penso em você.”
4 – Tratando-se de locuções, isto é, grupo de palavras que expressam uma única ideia, a crase somente deve ser empregada se a
locução for iniciada por preposição e essa locução tiver como núcleo uma palavra feminina, ocorrerá crase.
Exemplos:
“Tudo às avessas.”
“Barcos à deriva.”
5 – Outros casos envolvendo locuções e crase:
Na locução «à moda de”, pode estar implícita a expressão “moda de”, ficando somente o à explícito.
Exemplos:
“Arroz à (moda) grega.”
“Bife à (moda) parmegiana.”
Nas locuções relativas a horários, ocorra crase apenas no caso de horas especificadas e definidas: Exemplos:
“À uma hora.”
“Às cinco e quinze”.
SINTAXE.
SINTAXE: ANÁLISE SINTÁTICA, FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO
Frase
É todo enunciado capaz de transmitir a outrem tudo aquilo que pensamos, queremos ou sentimos.
Exemplos
Caía uma chuva.
Dia lindo.
Oração
É a frase que apresenta estrutura sintática (normalmente, sujeito e predicado, ou só o predicado).
LÍNGUA PORTUGUESA
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Exemplos
Ninguém segura este menino. (Ninguém: sujeito; segura este menino: predicado)
Havia muitos suspeitos. (Oração sem sujeito; havia muitos suspeitos: predicado)
Termos da oração
1. Termos essenciais sujeito
predicado
2. Termos integran-
tes
complemento verbal
complemento nomi-
nal
agente da passiva
objeto direto
objeto indireto
3. Termos acessórios
Adjunto adnominal
adjunto adverbial
aposto
4. Vocativo
Diz-se que sujeito e predicado são termos “essenciais”, mas note que o termo que realmente é o núcleo da oração é o verbo:
Chove. (Não há referência a sujeito.)
Cansei. (O sujeito e eu, implícito na forma verbal.)
Os termos “acessórios” são assim chamados por serem supostamente dispensáveis, o que nem sempre é verdade.
Sujeito e predicado
Sujeito é o termo da oração com o qual, normalmente, o verbo concorda.
Exemplos
A notícia corria rápida como pólvora. (Corria está no singular concordando com a notícia.)
As notícias corriam rápidas como pólvora. (Corriam, no plural, concordando com as notícias.)
O núcleo do sujeito é a palavra principal do sujeito, que encerra a essência de sua significação. Em torno dela, como que gravitam as
demais.
Exemplo: Os teus lírios brancos embelezam os campos. (Lírios é o núcleo do sujeito.)
Podem exercer a função de núcleo do sujeito o substantivo e palavras de natureza substantiva. Veja:
O medo salvou-lhe a vida. (substantivo)
Os medrosos fugiram. (Adjetivo exercendo papel de substantivo: adjetivo substantivado.)
A definição mais adequada para sujeito é: sujeito é o termo da oração com o qual o verbo normalmente concorda.
Sujeito simples: tem um só núcleo.
Exemplo: As flores morreram.
LÍNGUA PORTUGUESA
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Sujeito composto: tem mais de um núcleo.
Exemplo: O rapaz e a moça foram encostados ao muro.
Sujeito elíptico (ou oculto): não expresso e que pode ser
determinado pela desinência verbal ou pelo contexto.
Exemplo: Viajarei amanhã. (sujeito oculto: eu)
Sujeito indeterminado: é aquele que existe, mas não pode-
mos ou não queremos identificá-lo com precisão.
Ocorre:
- quando o verbo está na 3ª pessoa do plural, sem referência
a nenhum substantivoanteriormente expresso.
Exemplo: Batem à porta.
- com verbos intransitivo (VI), transitivo indireto (VTI) ou de
ligação (VL) acompanhados da partícula SE, chamada de índice de
indeterminação do sujeito (IIS).
Exemplos:
Vive-se bem. (VI)
Precisa-se de pedreiros. (VTI)
Falava-se baixo. (VI)
Era-se feliz naquela época. (VL)
Orações sem sujeito
São orações cujos verbos são impessoais, com sujeito inexis-
tente.
Ocorrem nos seguintes casos:
- com verbos que se referem a fenômenos meteorológicos.
Exemplo: Chovia. Ventava durante a noite.
- haver no sentido de existir ou quando se refere a tempo de-
corrido.
Exemplo: Há duas semanas não o vejo. (= Faz duas semanas)
- fazer referindo-se a fenômenos meteorológicos ou a tempo
decorrido.
Exemplo: Fazia 40° à sombra.
- ser nas indicações de horas, datas e distâncias.
Exempl: São duas horas.
Predicado nominal
O núcleo, em torno do qual as demais palavras do predicado
gravitam e que contém o que de mais importante se comunica a
respeito do sujeito, e um nome (isto é, um substantivo ou adjetivo,
ou palavra de natureza substantiva). O verbo e de ligação (liga o
núcleo ao sujeito) e indica estado (ser, estar, continuar, ficar, per-
manecer; também andar, com o sentido de estar; virar, com o
sentido de transformar-se em; e viver, com o sentido de estar
sempre).
Exemplo:
Os príncipes viraram sapos muito feios. (verbo de ligação
mais núcleo substantivo: sapos)
Verbos de ligação
São aqueles que, sem possuírem significação precisa, ligam
um sujeito a um predicativo. São verbos de ligação: ser, estar, fi-
car, parecer, permanecer, continuar, tornar-se etc.
Exemplo: A rua estava calma.
Predicativo do sujeito
É o termo da oração que, no predicado, expressa qualificação
ou classificação do sujeito.
Exemplo: Você será engenheiro.
- O predicativo do sujeito, além de vir com verbos de ligação,
pode também ocorrer com verbos intransitivos ou com ver-
bos transitivos.
Predicado verbal
Ocorre quando o núcleo é um verbo. Logo, não apresenta pre-
dicativo. E formado por verbos transitivos ou intransitivos.
Exemplo: A população da vila assistia ao embarque. (Núcleo
do sujeito: população; núcleo do predicado: assistia, verbo transi-
tivo indireto)
Verbos intransitivos
São verbos que não exigem complemento algum; como a
ação verbal não passa, não transita para nenhum complemento,
recebem o nome de verbos intransitivos. Podem formar predicado
sozinhos ou com adjuntos adverbiais.
Exemplo: Os visitantes retornaram ontem à noite.
Verbos transitivos
São verbos que, ao declarar alguma coisa a respeito do sujei-
to, exigem um complemento para a perfeita compreensão do que
se quer dizer. Tais verbos se denominam transitivos e a pessoa
ou coisa para onde se dirige a atividade transitiva do verbo se
denomina objeto. Dividem-se em: diretos, indiretos e diretos e
indiretos.
Verbos transitivos diretos: Exigem um objeto direto.
Exemplo: Espero-o no aeroporto.
Verbos transitivos indiretos: Exigem um objeto indireto.
Exemplo: Gosto de flores.
Verbos transitivos diretos e indiretos: Exigem um objeto dire-
to e um objeto indireto.
Exemplo: Os ministros informaram a nova política econômi-
ca aos trabalhadores. (VTDI)
Complementos verbais
Os complementos verbais são representados pelo objeto dire-
to (OD) e pelo objeto indireto (OI).
Objeto indireto
É o complemento verbal que se liga ao verbo pela preposição
por ele exigida. Nesse caso o verbo pode ser transitivo indireto
ou transitivo direto e indireto. Normalmente, as preposições que
ligam o objeto indireto ao verbo são a, de, em, com, por, con-
tra, para etc.
Exemplo: Acredito em você.
LÍNGUA PORTUGUESA
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Objeto direto
Complemento verbal que se liga ao verbo sem preposição
obrigatória. Nesse caso o verbo pode ser transitivo direto ou tran-
sitivo direto e indireto.
Exemplo: Comunicaram o fato aos leitores.
Objeto direto preposicionado
É aquele que, contrariando sua própria definição e caracterís-
tica, aparece regido de preposição (geralmente preposição a).
O pai dizia aos filhos que adorava a ambos.
Objeto pleonástico
É a repetição do objeto (direto ou indireto) por meio de um
pronome. Essa repetição assume valor enfático (reforço) da noção
contida no objeto direto ou no objeto indireto.
Exemplos
Ao colega, já lhe perdoei. (objeto indireto pleonástico)
Ao filme, assistimos a ele emocionados. (objeto indireto pleo-
nástico)
Predicado verbo-nominal
Esse predicado tem dois núcleos (um verbo e um nome), é
formado por predicativo com verbo transitivo ou intransitivo.
Exemplos:
A multidão assistia ao jogo emocionada. (predicativo do su-
jeito com verbo transitivo indireto)
A riqueza tornou-o orgulhoso. (predicativo do objeto com
verbo transitivo direto)
Predicativo do sujeito
O predicativo do sujeito, além de vir com verbos de ligação,
pode também ocorrer com verbos intransitivos ou transitivos.
Nesse caso, o predicado é verbo-nominal.
Exemplo: A criança brincava alegre no parque.
Predicativo do objeto
Exprime qualidade, estado ou classificação que se referem ao
objeto (direto ou indireto).
Exemplo de predicativo do objeto direto:
O juiz declarou o réu culpado.
Exemplo de predicativo do objeto indireto:
Gosto de você alegre.
Adjunto adnominal
É o termo acessório que vem junto ao nome (substantivo),
restringindo-o, qualificando-o, determinando-o (adjunto: “que vem
junto a”; adnominal: “junto ao nome”). Observe:
Os meus três grandes amigos [amigos: nome substantivo] vie-
ram me fazer uma visita [visita: nome substantivo] agradável
ontem à noite.
São adjuntos adnominais os (artigo definido), meus (pronome
possessivo adjetivo), três (numeral), grandes (adjetivo), que estão
gravitando em torno do núcleo do sujeito, o substantivo amigos;
o mesmo acontece com uma (artigo indefinido) e agradável (ad-
jetivo), que determinam e qualificam o núcleo do objeto direto, o
substantivo visita.
O adjunto adnominal prende-se diretamente ao substantivo,
ao passo que o predicativo se refere ao substantivo por meio de
um verbo.
Complemento nominal
É o termo que completa o sentido de substantivos, adjetivos e
advérbios porque estes não têm sentido completo.
- Objeto – recebe a atividade transitiva de um verbo.
- Complemento nominal – recebe a atividade transitiva de um
nome.
O complemento nominal é sempre ligado ao nome por prepo-
sição, tal como o objeto indireto.
Exemplo: Tenho necessidade de dinheiro.
Adjunto adverbial
É o termo da oração que modifica o verbo ou um adjetivo ou
o próprio advérbio, expressando uma circunstância: lugar, tempo,
fim, meio, modo, companhia, exclusão, inclusão, negação, afirma-
ção, duvida, concessão, condição etc.
Período
Enunciado formado de uma ou mais orações, finalizado por:
ponto final ( . ), reticencias (...), ponto de exclamação (!) ou ponto
de interrogação (?). De acordo com o número de orações, classifi-
ca-se em:
Apresenta apenas uma oração que é chamada absoluta.
O período é simples quando só traz uma oração, chamada
absoluta; o período é composto quando traz mais de uma oração.
Exemplo: Comeu toda a refeição. (Período simples, oração absolu-
ta.); Quero que você leia. (Período composto.)
Uma maneira fácil de saber quantas orações há num período
é contar os verbos ou locuções verbais. Num período haverá tan-
tas orações quantos forem os verbos ou as locuções verbais nele
existentes.
Há três tipos de período composto: por coordenação, por
subordinação e por coordenação e subordinação ao mesmo tempo
(também chamada de misto).
Período Composto por Coordenação
As três orações que formam esse período têm sentido próprio
e não mantêm entre si nenhuma dependência sintática: são inde-
pendentes. Há entre elas uma relação de sentido, mas uma não
depende da outra sintaticamente.
As orações independentes de um período são chamadas de
orações coordenadas (OC), e o período formado só de orações
coordenadas é chamado de período composto por coordenação.
As oraçõescoordenadas podem ser assindéticas e sindéticas.
As orações são coordenadas assindéticas (OCA) quando não
vêm introduzidas por conjunção. Exemplo:
Os jogadores correram, / chutaram, / driblaram.
OCA OCA OCA
- As orações são coordenadas sindéticas (OCS) quando vêm
introduzidas por conjunção coordenativa. Exemplo:
A mulher saiu do prédio / e entrou no táxi.
OCA OCS
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27
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As orações coordenadas sindéticas se classificam de acordo
com o sentido expresso pelas conjunções coordenativas que as
introduzem. Pode ser:
- Orações coordenadas sindéticas aditivas: e, nem, não só...
mas também, não só... mas ainda.
A 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expressa
ideia de acréscimo ou adição com referência à oração anterior, ou
seja, por uma conjunção coordenativa aditiva.
- Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas, porém,
todavia, contudo, entretanto, no entanto.
A 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expressa
ideia de oposição à oração anterior, ou seja, por uma conjunção
coordenativa adversativa.
- Orações coordenadas sindéticas conclusivas: portanto, por
isso, pois, logo.
A 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expressa
ideia de conclusão de um fato enunciado na oração anterior, ou
seja, por uma conjunção coordenativa conclusiva.
- Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou, ou... ou,
ora... ora, seja... seja, quer... quer.
A 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que estabele-
ce uma relação de alternância ou escolha com referência à oração
anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa alternativa.
- Orações coordenadas sindéticas explicativas: que, porque,
pois, porquanto.
A 2ª oração é introduzida por uma conjunção que expressa
ideia de explicação, de justificativa em relação à oração anterior,
ou seja, por uma conjunção coordenativa explicativa.
Período Composto por Subordinação
Nesse período, a segunda oração exerce uma função sintática
em relação à primeira, sendo subordinada a ela. Quando um pe-
ríodo é formado de pelo menos um conjunto de duas orações em
que uma delas (a subordinada) depende sintaticamente da outra
(principal), ele é classificado como período composto por subordi-
nação. As orações subordinadas são classificadas de acordo com a
função que exercem.
Orações Subordinadas Adverbiais
Exercem a função de adjunto adverbial da oração principal
(OP). São classificadas de acordo com a conjunção subordinativa
que as introduz:
- Causais: Expressam a causa do fato enunciado na oração
principal. Conjunções: porque, que, como (= porque), pois que,
visto que.
- Condicionais: Expressam hipóteses ou condição para a ocor-
rência do que foi enunciado na principal. Conjunções: se, contanto
que, a menos que, a não ser que, desde que.
- Concessivas: Expressam ideia ou fato contrário ao da oração
principal, sem, no entanto, impedir sua realização. Conjunções:
embora, ainda que, apesar de, se bem que, por mais que, mesmo
que.
- Conformativas: Expressam a conformidade de um fato com
outro. Conjunções: conforme, como (=conforme), segundo.
- Temporais: Acrescentam uma circunstância de tempo ao que
foi expresso na oração principal. Conjunções: quando, assim que,
logo que, enquanto, sempre que, depois que, mal (=assim que).
- Finais: Expressam a finalidade ou o objetivo do que foi enun-
ciado na oração principal. Conjunções: para que, a fim de que,
porque (=para que), que.
- Consecutivas: Expressam a consequência do que foi enuncia-
do na oração principal. Conjunções: porque, que, como (= porque),
pois que, visto que.
- Comparativas: Expressam ideia de comparação com referên-
cia à oração principal. Conjunções: como, assim como, tal como,
(tão)... como, tanto como, tal qual, que (combinado com menos ou
mais).
- Proporcionais: Expressam uma ideia que se relaciona pro-
porcionalmente ao que foi enunciado na principal. Conjunções: à
medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais, quanto
menos.
Orações Subordinadas Substantivas
São aquelas que, num período, exercem funções sintáticas
próprias de substantivos, geralmente são introduzidas pelas con-
junções integrantes que e se.
- Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: É aquela
que exerce a função de objeto direto do verbo da oração principal.
Observe: O filho quer que você o ajude. (objeto direto)
- Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: É aquela
que exerce a função de objeto indireto do verbo da oração princi-
pal. Observe: Preciso que você me ajude. (objeto indireto)
- Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: É aquela que
exerce a função de sujeito do verbo da oração principal. Observe:
É importante que você ajude. (sujeito)
- Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal:
É aquela que exerce a função de complemento nominal de um
termo da oração principal. Observe: Estamos certos de que ele é
inocente. (complemento nominal)
- Oração Subordinada Substantiva Predicativa: É aquela que
exerce a função de predicativo do sujeito da oração principal, vin-
do sempre depois do verbo ser. Observe: O principal é que você
esteja feliz. (predicativo)
- Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É aquela que
exerce a função de aposto de um termo da oração principal. Ob-
serve: Ela tinha um objetivo: que todos fossem felizes. (aposto)
Orações Subordinadas Adjetivas
Exercem a função de adjunto adnominal de algum termo da
oração principal.
As orações subordinadas adjetivas são sempre introduzidas
por um pronome relativo (que, qual, cujo, quem, etc.) e são classi-
ficadas em:
- Subordinadas Adjetivas Restritivas: São restritivas quando
restringem ou especificam o sentido da palavra a que se referem.
- Subordinadas Adjetivas Explicativas: São explicativas quan-
do apenas acrescentam uma qualidade à palavra a que se referem,
esclarecendo um pouco mais seu sentido, mas sem restringi-lo ou
especificá-lo.
LÍNGUA PORTUGUESA
2828
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Orações Reduzidas
São caracterizadas por possuírem o verbo nas formas de ge-
rúndio, particípio ou infinitivo. Ao contrário das demais orações
subordinadas, as orações reduzidas não são ligadas através dos
conectivos. Há três tipos de orações reduzidas:
- Orações reduzidas de infinitivo:
Infinitivo: terminações –ar, -er, -ir.
Reduzida: Meu desejo era ganhar na loteria.
Desenvolvida: Meu desejo era que eu ganhasse na loteria.
(Oração Subordinada Substantiva Predicativa)
- Orações Reduzidas de Particípio:
Particípio: terminações –ado, -ido.
Reduzida: A mulher sequestrada foi resgatada.
Desenvolvida: A mulher que sequestraram foi resgatada. (Ora-
ção Subordinada Adjetiva Restritiva)
- Orações Reduzidas de Gerúndio:
Gerúndio: terminação –ndo.
Reduzida: Respeitando as regras, não terão problemas.
Desenvolvida: Desde que respeitem as regras, não terão pro-
blemas. (Oração Subordinada Adverbial Condicional)
QUESTÕES
1. (PREFEITURA DE ARACRUZ - ES – CONTADOR - IBADE - 2019)
LEMBRANÇA E ESQUECIMENTO
“Como é antigo o passado recente!” Gostaria que a frase fosse
minha, mas ela é de Nelson Rodrigues numa crônica de “A Menina
sem Estrela”. Também fico perplexa com esse fenômeno rápido e
turbulento que é o tempo da vida. Não são poucas as vezes em
que me volto para algum acontecimento acreditando que ele ainda
é atual e descubro que ele faz parte do passado para outros. Um
exemplo é quando, em sala de aula, refiro-me a eventos que se pas-
saram nos anos 70 e meus alunos me olham como se eu falasse da
Idade Média... E eu nem contei para eles que andei de bonde!
A distância entre nós não é apenas uma questão de gerações.
Eles nasceram em um mundo já transformado pela tecnologia e
pela informática. Uma transformação que começou nos anos 50
e que não nos trouxe somente mais eletrodomésticos e aparelhos
digitais. Ela instalou uma transformação radical do nosso modo de
vida.
Mudouo mundo e mudou o jeito de viver. Mudou o jeito de
namorar, de vestir, de procurar emprego, de andar na rua e de se
locomover pela cidade. Mudou o corpo. Mudou o jeito de escrever,
de estudar, de morar e de se divertir. Mudou o valor da vida, do
dinheiro e das pessoas...
Outros tempos. E, quando um jeito de viver muda, ele não tem
volta. Não se pode ter a experiência dele nunca mais. Por isso, meus
alunos e eu só podemos compartilhar o tempo atual. Não podemos
compartilhar um tempo que, para eles, é passado, mas, para mim,
ainda é presente. Os fatos de 30 anos atrás não são passado na mi-
nha vida. Para mim, meu passado não passou e minha história não
envelhece. Minha memória pode alcançar os acontecimentos que
vivi a qualquer momento, e posso revivê-los como se ocorressem
agora. Mas, se eu os narrar, quem me ouve não pode, como eu,
vivenciá-los. Por isso, para meus alunos, são contos o que para mim
é vida.
Mas é assim que corre o rio da vida dos homens, transforman-
do em palavras o que hoje é ação. Se não forem narrados, os acon-
tecimentos e os nossos feitos passam sem deixar rastros. Faladas ou
escritas, são as palavras que salvam o já vivido e o conservam entre
nós. Salvam os feitos e os acontecimentos da sua total desintegra-
ção no esquecimento.
A memória do já vivido e a sua narração numa história é o que
possibilita a construção da História e das nossas histórias pessoais.
Só os feitos e os acontecimentos narrados em histórias são capazes
de salvaguardar nossa existência e nossa identidade.
Só conservados pela lembrança é que os feitos e os aconteci-
mentos podem entrar no tempo e fazer parte de um passado. Re-
cente ou antigo.
(CRITELLI, Dulce. In cronicasbrasil.blogspot.com/search/ label/
Dulce%20 Critelli)
O título “Lembrança e esquecimento” constitui uma antítese
que está relacionada a uma oposição de ideias presentes no texto,
correspondente:
(A) as gerações mais velhas e os mais jovens.
(B) os feitos e acontecimentos passados e a vida presente.
(C) a geração dos professores e a geração dos alunos.
(D) as mudanças do passado e a permanência do presente.
(E) o passado narrado e o passado sem narração.
2. (CORE-MT – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO – INSTITUTO EX-
CELÊNCIA – 2019)
Morte
Sou, em princípio, contra a pena de morte, mas admito algu-
mas exceções. Por exemplo: pessoas que contam anedotas como se
fossem experiências reais vividas por elas e só no fim você descobre
que é anedota. Estas deviam ser fuziladas.
Todos os outros crimes puníveis com a pena capital, na minha
opinião, têm a ver, de alguma maneira, com telefone.
Cadeira elétrica para as telefonistas que perguntam: “Da onde?”
Forca para pessoas que estendem o polegar e o dedinho ao lado da
cabeça quando querem imitar um telefone. Curiosamente, uma mímica
desenvolvida há pouco. Ninguém, misericordiosamente, tinha pensado
nela antes, embora o telefone, o polegar e o mindinho existam há anos.
Garrote vil para os donos de telefone celular em geral e garro-
te seguido de desmembramento para os donos de telefone celular
que gostam de falar no meio de multidões e fazem questão de que
todos saibam que se atrasou para a reunião porque o furúnculo in-
feccionou. Claro, a condenação só viria depois de um julgamento,
mas com o Aristides Junqueira na defesa.
(L. F. Veríssimo, “Morte”, Jornal do Brasil. Rio de Janeiro,
22/12/1994. Caderno Opinião, p. 11)
O texto lido é uma crônica. Assinale a alternativa em que a de-
finição contraria a justificativa inicial:
(A) Porque se ocupa em relatar e expor determinada pessoa,
objeto, lugar ou acontecimento.
(B) Porque é um tipo de texto narrativo curto, geralmente,
produzido para meios de comunicação, por exemplo, jornais,
revistas, etc.
(C) Porque se encarrega de expor um tema ou assunto por
meio de argumentações.
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(D) Porque é um tipo de texto que apresenta uma linguagem
simples.
(E) Nenhuma das alternativas.
3. (PREFEITURA DE ARACRUZ - ES - PROFESSOR DE CIÊNCIA -
IBADE - 2019)
CUIDEM DOS GAROTOS
1. O problema de Bruno está resolvido. Rapidamente, mas não
poderia se diferente: raras vezes um comportamento criminoso é
identificado e provado em pouco tempo com tanta abundância de
provas, tanta escassez de atenuantes. O ex-goleiro e ex-ídolo do Fla-
mengo mostrou ser tudo que um atleta popular não pode ser.
2. Seus ex-patrões, e não falo só do flamengo, bem que po-
deriam fazer um exame de consciência e perguntar a si mesmos
se, antes de matar a companheira com repugnantes requintes de
violência, Bruno já não teria dado sinais ou mesmo provas de que
alguma coisa estava errada com ele.
3. Talvez não, mas o que está mesmo em questão é a possível
necessidade de uma política preventiva a respeito dos jogadores.
4. Profissionais do futebol não são funcionários comuns de
uma empresa. Ao assinarem contrato com o clube, passam a ser
parte de sua história e de sua imagem, o que significa tanto com-
promisso como honra – e implica responsabilidades especiais, den-
tro das quatro linhas e fora delas.
5. A condição de ídolo popular tem tantas responsabilidades
quanto prazeres. Sei que estou apenas citando lugares-comuns,
o que pode ser cansativo para o leitor, mas peço um pouco de
paciência: eles só ficam comuns por serem verdadeiros e resistirem
ao tempo.
6. O Flamengo agiu com rapidez e eficiência, tanto quanto a
polícia, no caso do Bruno, mas o torcedor tem o direito de perguntar:
o que o clube e os outros estão dispostos a fazer, não para reagir a
episódios semelhantes, mas simplesmente para evitá-los?
7. É comum, e absolutamente desejável, que rapazes, muitos
ainda adolescentes, mostrem nos gramados um grau de excelência
no exercício da profissão prematuro e incomum em outras
profissões. As leis da concorrência mandam que sejam regiamente
pagos por isso, mas o sucesso antes da maturidade tem riscos
óbvios. Talvez deva partir dos clubes, tanto por razões éticas como
em defesa de sua própria imagem, a iniciativa de preparar suas
jovens estrelas para a administração correta do sucesso. Dá traba-
lho com certeza, mas, em prazo não muito longo, trata-se da defesa
de seus interesses e de seu patrimônio, sem falar no aspecto ético
de uma política nesse sentido.
8. O caso de Bruno é, obviamente, uma aberração. Não
conheço outro craque assassino, mas não faltam exemplos de bons
jogadores que jogaram fora suas carreiras e não foram cidadãos
exemplares – ou pelo menos cidadãos comuns – por absoluta
incompetência na administração do êxito. Principalmente porque
o sucesso no esporte costuma chegar muito antes do que acontece
com outras profissões.
9. Bruno não foi formado no Flamengo. A ele chegou pronto,
para o melhor e para o pior. O que fez de sua vida não é culpa do
clube, mas serve como advertência para todos os clubes,
10. Cartolas, cuidem de seu patrimônio, cuidem de seus
garotos.
Luiz Garcia – Cronista do Jornal O Globo Falecido em abril de
2018
A crônica é um tipo de texto:
(A) narrativo longo.
(B) narrativo curto.
(C) descritivo curto.
(D) descritivo longo.
(E) expositivo.
4. (Prefeitura de Bom Repouso - MG - Cirurgião-Dentista - MDS
- 2019)
Partindo do pressuposto de que um texto tem estrutura a par-
tir de características gerais de um determinado gênero, identifique
os gêneros descritos a seguir:
I. Tem como principal característica transmitir a opinião de pes-
soas de destaque sobre algum assunto de interesse. Algumas revis-
tas têm uma seção dedicada a esse gênero;
II. Caracteriza-se por apresentar um trabalho voltado para o
estudo da linguagem, fazendo-o de maneira particular, refletindo o
momento, a vida dos homens através de figuras que possibilitam a
criação de imagens;
III. Gênero que apresenta uma narrativa informal ligada à vida
cotidiana. Apresenta certa dose de lirismo e sua principal caracte-
rística é a brevidade;
IV. Linguagem linear e curta, envolve poucas personagens, que
geralmente se movimentam emtorno de uma única ação, dada em
um só espaço, eixo temático e conflito. Suas ações encaminham-se
diretamente para um desfecho;
V. Esse gênero é predominantemente utilizado em manuais de
eletrodomésticos, jogos eletrônicos, receitas, rótulos de produtos,
entre outros.
São, respectivamente:
(A) texto instrucional, crônica, carta, entrevista e carta argu-
mentativa.
(B) carta, bula de remédio, narração, prosa, crônica.
(C) entrevista, poesia, crônica, conto, texto instrucional.
(D) entrevista, poesia, conto, crônica, texto instrucional.
5. (PREF. DE RONDONÓPOLIS - MT – PROCURADOR – PREF. DE
RONDONÓPOLIS - MT - 2019)
Instrução: Leia atentamente o texto a seguir e responda à
questão.
A gente se torna (ou acha que se torna) um pouco mais senhor
de si, de seus limites, e até faz algumas escolhas acertadas. Esse
é um dos dons da maturidade. Com sorte e sabedoria, mais tarde
poderemos descobrir que também faz parte do envelhecer.
O tempo não é mais apenas o futuro, quando vou crescer,
quando vou ser independente, quando vou casar, transar, ter filhos,
viajar, quando? Agora existe um passado: quando eu era criança,
quando fiz vestibular, quando transei, quando me casei, quando
comecei a trabalhar ... e nos damos conta de que estamos no auge
da juventude, a maturidade logo ali, e tantos compromissos, tanto
desejo, já tanta frustração.
(LUFT, Lya. O tempo é um rio que corre. Rio de Janeiro:
Record, 2014.)
A respeito do texto, analise as afirmativas. I- Por ser curto, or-
ganizado em torno de um único foco temático, com poeticidade na
construção da linguagem, esse texto pertence ao gênero crônica.
II- A reflexão presente no texto volta-se a um tempo de maturidade,
LÍNGUA PORTUGUESA
3030
a solução para o seu concurso!
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em que o passado, hoje, seria o futuro ontem. III- O tom irônico do texto busca prender a atenção do leitor, envolvendo -o na temática,
mesmo sem muitos detalhes. IV- O texto, escrito em primeira pessoa do singular (vou, eu era, me casei), utiliza linguagem simples com
predominância de oralidade.
Estão corretas as afirmativas
(A) I, II e III, apenas.
(B) II, III e IV, apenas.
(C) I e IV, apenas.
(D) I e II, apenas.
6. Assinale a alternativa que apresenta a correta classificação morfológica do pronome “alguém” (l. 44).
(A) Pronome demonstrativo.
(B) Pronome relativo.
(C) Pronome possessivo.
(D) Pronome pessoal.
(E) Pronome indefinido.
LÍNGUA PORTUGUESA
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7. Em relação à classe e ao emprego de palavras no texto, na oração “A abordagem social constitui-se em um processo de trabalho
planejado de aproximação” (linhas 1 e 2), os vocábulos sublinhados classificam-se, respectivamente, em
(A) preposição, pronome, artigo, adjetivo e substantivo.
(B) pronome, preposição, artigo, substantivo e adjetivo.
(C) conjunção, preposição, numeral, substantivo e pronome.
(D) pronome, conjunção, artigo, adjetivo e adjetivo.
(E) conjunção, conjunção, numeral, substantivo e advérbio.
8. IF-MT – PROFESSOR DO ENSINO BÁSICO TÉCNICO E TECNOLÓGICO – IF-MT – 2020
Em relação ao acento gráfico diferencial, marque a alternativa correta.
(A) No passado, ela não pode estudar, por isso é importante que haja a Educação de Jovens e Adultos.
(B) Na atualidade, toda criança póde ter acesso à educação básica, todavia, o que não há é a garantia de sua permanência.
(C) É uma grande conquista. Estou feliz pôr você. Agora, pode colher os frutos.
(D) Os participantes da assembléia chegaram cedo, pois eles tem muito a decidir.
(E) Devido às fortes chuvas dos últimos dias, a defesa civil mantém o estado de alerta.
9. SEE-AC – PROFESSOR EJA – FUNCAB – 2018
O belo texto adiante, de autoria do jornalista acriano Elson Martins, é parte da apresentação do portal eletrônico do governo do Acre.
Leia-o, atentamente, e responda às questões propostas a seguir.
“Eu gosto de comparar o mapa do Acre com uma grande e colorida borboleta de asas abertas pairando no espaço. Sinto orgulho
dessa comparação. Afinal, aprendi ao longo da vida que minha terra é incomum: pelos povos (seringueiros e índios) que a ocuparam e
desenvolveram, pela riqueza e exuberância de sua floresta, e por sua história cheia de bravura e sentimento.
Quando criança eu desenhava o mapa em folhas de papel almaço imaginando a beleza dos rios e lagos, a floresta densa, os cheiros
da natureza, os mitos e as histórias dos que viviam entranhados nesse mundo mágico. Na fase adulta, posso ampliar essa acreanidade:
sonho com um Acre amazônico por excelência, que se desenvolva valorizando suas tradições e tudo que a floresta nos ensinou e ensina.”
As palavras MÁGICO e AMAZÔNICO estão corretamente acentuadas, já que ambas são:
(A) Paroxítonas terminadas em vogal.
(B) Oxítonas terminadas em vogal tônica.
(C) Paroxítonas.
(D) Proparoxítonas.
(E) Oxítonas no singular.
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10. PREFEITURA DE CAMPOS NOVOS-SC – SECRETÁRIO
ESCOLAR – FEPESE – 2019
Analise as frases abaixo, em conformidade com o acordo
ortográfico da Língua Portuguesa vigente.
– Os ......................nas Sagradas Escrituras.
– Os fatos .................. poder para modificar as palavras.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas
do texto.
(A) fieis creem • tem.
(B) fieis creem • têm.
(C) fieis crêem • tem.
(D) fiéis creem • têm.
(E) fiéis crêem • têm
11. CÂMARA DE PILÕEZINHOS-PB – AGENTE ADMINISTRATIVO
– CPCON – 2019
O Manual de Redação da Presidência da República recomenda
o emprego do padrão culto da linguagem. Assinale a alternativa cuja
concordância verbal está INADEQUADA conforme as orientações da
norma culta.
(A) No programa do concurso havia mais de dez assuntos para
estudar.
(B) Precisam-se de professores qualificados para melhorar a
educação no Brasil.
(C) Fazia mais de três anos que ele havia deixado de estudar.
(D) Nos comentários das provas, choveram críticas para o pro-
fessor.
(E) Vendem-se apostilas com questões de concurso comenta-
das.
12. CÂMARA DE CERRO CORÁ-RN – AGENTE ADMINISTRATIVO
– CPCON – 2020
A linguagem usada nos documentos oficiais deve estar de
acordo com a norma culta da língua. Nesse sentido, marque a
alternativa em que a concordância verbal esteja DE ACORDO com a
norma culta vigente na língua portuguesa.
(A) Haviam muitas perguntas e poucas respostas para a causa
do acidente.
(B) Precisam-se de funcionários qualificados, por isso é impor-
tante contratar os aprovados no concurso.
(C) Já fazem anos que haviam neste local árvores e flores. Hoje,
só há ervas daninhas.
(D) Existe na atualidade diferentes tipos de inseticidas prejudi-
ciais à saúde do homem.
(E) Durante as apresentações teatrais choveram aplausos para
a garotinha que cantava para seus colegas.
13. CÂMARA DE MANGARATIBA-RJ – REDATOR LEGISLATIVO –
ACCESS – 2020
Na Redação Oficial, os pronomes possessivos apresentam
certas peculiaridades quanto às concordâncias verbal, nominal
e pronominal. Embora se refiram a segunda pessoa gramatical (à
pessoa com quem se fala), levam a concordância para a terceira
pessoa. (Fonte: Manual de Redação da Presidência da República.
(3ª Edição, revista, atualizada e ampliada, 2018)
Com base nessa informação, selecione a opção que apresenta
a concordância correta.
(A) Vossa Senhoria designará o substituto.
(B) Vossa Senhoria designará seu substituto.
(C) Vossa Senhoria designará teu substituto.
(D) Vossa Senhoria designará vosso substituto.
(E) Vossa Senhoria designar-lhe-á vL.
14. CÂMARA DE MANGARATIBA-RJ – REDATOR LEGISLATIVO –
ACCESS – 2020
Julgue o item, considerando a correção gramatical dos trechos
apresentados e a adequação da linguagem à correspondência
oficial.
Informamos que, tomando as providências necessárias, não
haverão problemas na instalação dos dispositivos digitais para
acesso aos bens e serviços a serem disponibilizados ao público pela
Empresa.
( ) CERTO
( ) ERRADO
15. UFMS – ASSISTENTE DE ADMINISTRAÇÃO – FAPEC – 2020
Assinale a alternativacorreta quanto à grafia, ao uso de
homônimos e à concordância (verbal e nominal).
(A) As causas porque lutou durante longos anos são tão rele-
vante que poderia converter-se em políticas públicas para o
Estado brasileiro.
(B) As causas por que lutou durante longos anos são tão rele-
vantes que poderiam converter-se em políticas públicas para o
Estado brasileiro.
(C) As causas porquê lutou durante longos anos são tão rele-
vantes que poderiam converterem-se em políticas públicas
para o Estado brasileiro.
(D) As causas por que lutou durante longos anos são tão rele-
vante que poderiam converter-se em políticas pública para o
estado brasileiro.
(E) As causas porquê lutou durante longos anos são tão rele-
vantes que poderia converter-se em políticas públicas para o
estado brasileiro.
16. CONSÓRCIO DE TRAIRÍ-RN – ADMINISTRADOR – FUNCERN
– 2018
Assinale a opção em que está corretamente indicada a ordem
dos sinais de pontuação que preencham, RESPECTIVAMENTE, as
lacunas da seguinte frase:
“Quando se trata de eleição ___ duas coisas devem ser
observadas ____ uma é o projeto político proposto pelo candidato
___ a outra é o posicionamento dele ante as demandas populares.”
(A) dois pontos – vírgula – ponto e vírgula.
(B) ponto e vírgula – vírgula – vírgula.
(C) vírgula – dois pontos – ponto e vírgula.
(D) vírgula – vírgula – ponto e vírgula.
17. PREFEITURA DE ARAPIRACA-AL – PROFESSOR DE
MATEMÁTICA – PREF. DE ARAPIRACA – 2018
Quanto à significação das palavras, marque a alternativa
correta em relação aos itens:
Assinale a alternativa que explicita a sequência de sinais de
pontuação correspondente à confissão do amor do eu-lírico por
Helena, com base no poema anônimo abaixo:
Se consultar a razão digo que amo Beatriz Não Helena cuja
bondade ser humano não teria Não aspiro à mão de Laura que não
tem pouca beldade (Texto adaptado).
(A) vírgula, interrogação, exclamação, vírgula, ponto final, vír-
gula, ponto final.
(B) vírgula, ponto final, vírgula, ponto final, vírgula, exclamação.
LÍNGUA PORTUGUESA
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(C) vírgula, interrogação, exclamação, vírgula, interrogação, exclamação, vírgula, interrogação.
(D) ponto e vírgula, interrogação, exclamação, vírgula, interrogação, exclamação, vírgula, ponto final.
(E) ponto e vírgula, interrogação, exclamação, ponto final, interrogação, exclamação, ponto final.
18. SEE-AC – PROFESSOR DE LINGUAGENS – FUNCAB – 2018
O texto adiante é uma adaptação da matéria “Índia Yawanawá vence preconceito e faz revolução feminina na floresta”, originalmente
publicada por Mariana Sanches, em O GLOBO, em outubro de 2014. Leia-o, atentamente, e responda às questões propostas a seguir.
“Índia Yawanawá vence preconceito e faz revolução feminina na floresta”
A voz é mansa. O tom é baixo. A fala é pausada. Rucharlo Yawanawá, de 35 anos, conversa como se a tranquilidade a habitasse.
Nunca encara o interlocutor nos olhos, não gesticula, não grita ou gargalha. Seus modos contrastam com a revolução que liderou em sua
própria vida e na tribo Yawanawá. Emuma aldeia nomeio da densa FlorestaAmazônica e distante sete horas de barco do município acriano
mais próximo, Rucharlo se tornou a primeira mulher pajé - líder espiritual - de seu povo e, talvez, do país. É um raríssimo caso de liderança
espiritual indígena feminina no Brasil.
O xamã ou pajé é, ao lado do cacique, a maior autoridade de um grupo indígena. No caso dos Yawanawá, são eles os guardiões dos
conhecimentos da tribo, desde a medicina até as artes. Acredita-se que tenham dons sobrenaturais - de adivinhação, de cura e até mesmo
de matar inimigos telepaticamente. Fazem também a interlocução entre os vivos e os ancestrais. Segundo a sabedoria indígena, são os
espíritos que ensinam ao pajé os segredos mágicos. [...] Tais comunicações acontecem em rituais em que os líderes espirituais tomam
ayahuasca (chamada por eles de uni) e inalamrapé (umamistura de tabaco empó e da casca moída de uma árvore amazônica chamada
por eles de tsunu).
O efeito alucinógeno e estimulante das substâncias permitiria aos xamãs entrar no mundo dos mortos e nos sonhos das pessoas
doentes. As doenças, segundo os Yawanawá, sempre têm explicação espiritual. E é o xamã quem descobre a causa do problema nessas
incursões oníricas [...].
O processo para se tornar líder espiritual é, assim como o uso da ayahuasca, milenar. Até 2005, era tambémexclusivamentemasculino
[...].
No período da reclusão, Rucharlo começou a desenhar as revelações que recebia. Sem conhecer as letras, ela se fazia entender e
registrava seu aprendizado por rabiscos. De tão bonitos, seus quadros já foram expostos em museus no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.
Com o tempo também descobriu que tinha o dom de “sentir o cheiro das doenças”, como descreve - habilidade fundamental para qualquer
curandeiro.Mas, no processo, também chegoumuito perto damorte. [...].
- Eu tinha que provar que era capaz. Sabia que era minha missão colocar as mulheres em um novo patamar, eu tinha que resistir -
afirmaRucharlo [...].
Na crença indígena, pajés são seres evoluídos, a meio caminho entre os vivos e os mortos. Por isso falam vagarosamente e não
encaram um olhar. Se o mundo de Rucharlo mudou depois de sua experiência, ela tambémmudou a tribo e omundo das de mais mulheres
da aldeia.
“Em uma aldeia no meio da densa Floresta Amazônica e distante sete horas de barco do município acriano mais próximo,Rucharlo se
tornou a primeira mulher pajé – líder espiritual – de seu povo ....’’
Nesse trecho, a jornalista utilizou dois tipos de sinais de pontuação: a vírgula e o travessão. Assinale a alternativa na qual seu uso está
respectiva e corretamente justificado.
(A) Separa o adjunto adverbial de lugar antecipado; destaca uma expressão.
(B) Separa o predicado; indica a mudança de interlocutor.
(C) Separa o adjunto adverbial de modo antecipado; indica uma pausa.
(D) Separa uma oração intercalada; introduz o fim do período.
(E) Separa a oração principal; isola o complemento verbal.
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19. CRQ 9a REGIÃO-PR — AUXILIAR ADMINISTRATIVO — FUNDATEC — 2018
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto está citado na questão.
Contar mentirinhas vicia o cérebro, revela estudo
Por Felipe Germano Bruno Garatton
(http://super.abril.com.br/comportamento/contar-mentirinhas-vicia-o-cerebro– Adaptação)
Em relação às letras e aos fonemas de palavras do texto, analise as afirmações que seguem e assinale C, se corretas, ou I, se incorretas.
( ) O vocábulo ‘expor’ é grafado com X, porém, esse fonema tem som de S. A palavra ‘e_trair’ segue a mesma grafia.
( ) A palavra ‘consistia’ tem o mesmo número de letras e fonemas.
( ) As palavras ‘pequenos’ e ‘sequência’ possuem dígrafos consonantais.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
(A) C – C – C.
(B) C – C – I.
(C) I – C – C.
(D) I – I – I.
(E) C – I – I.
20. PREFEITURA DE SONORA-MS – ASSISTENTE DE ADMINISTRAÇÃO – MS CONCURSOS – 2019
Quanto à significação das palavras, marque a alternativa correta em relação aos itens:
1 – Homônimos: são palavras que apresentam significados diferentes, mas que são pronunciadas da mesma forma, como cem e sem.
2 – Parônimos: grafia(escrita) parecida, fonética(som) parecido, significado diferente: comprimento e cumprimento.
3 – Ortoepia: é o emprego correto da acentuação tônica das palavras, ela está ligada à oralidade: côndor (errado), condor (correto).
4 – Prosódia: é o estudo da correta pronúncia das palavras, ocupa-se não só da correta pronúncia dos fonemas, mas também do ritmo
e entoação delas.
(A) Apenas 1 e 2 estão corretos.
(B) Apenas 1, 2 e 3 estão corretos.
(C) Apenas 2, 3 e 4 estão corretos.
(D) 1, 2, 3 e 4 estão corretos.
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21. PREFEITURA DE LAGUNA-SC – MÉDICO – UNESC – 2019
É bastante comum encontrarmos placas de trânsito, de
propaganda ouanúncios de loja com erros ortográficos ou desvios
da norma padrão. Por descuido ou falta de conhecimento, as
pessoas escrevem o que querem divulgar ou anunciar e não pedem
revisão de seus escritos.
Veja esta placa. Identifique a alternativa que faz uma afirmativa
correta.
(A) A expressão “Bem Vindo” está grafada corretamente pois
após o acordo ortográfico esta expressão não tem mais hífen.
(B) A letra “a” funciona como preposição e artigo, por isso
deveria receber acento grave.
(C) Na placa não encontramos nenhum desvio com relação à
norma padrão.
(D) Em “Cidade das Flores” a preposição “das” também deveria
estar escrita com letra maiúscula.
22. PREFEITURA DE SÃO JOSÉ-SC – DENTISTA DA FAMÍLIA –
IESES – 2019
Leia o diálogo a seguir: - Luiz, (1) _________ os enfermeiros
chegaram tão molhados? - (2) ________vieram (3)_____pé. -
Perderam o ônibus? - Sim, e estavam (4) _______, sem guarda-
chuvas.Veja esta placa. Identifique a alternativa que faz uma
afirmativa correta.
Assinale a alternativa que preencha corretamente os espaços
vazios, de acordo com as regras de ortografia e uso de crase
vigentes:
(A) (1) por que – (2) porquê – (3) à – (4) desprevinidos.
(B) (1) por que – (2) porque – (3) a – (4) desprevenidos.
(C) (1) por quê – (2) porque – (3) à – (4) disprevenidos.
(D) (1) porque – (2) por que – (3) a – (4) desprivenidos.
23. (IABAS – FARMACÊUTICO - IBADE - 2019)
Infestação de escorpiões no Brasil pode ser imparável
A infestação de escorpião no Brasil é o exemplo perfeito de
como a vida moderna se tornou imprevisível. É uma característica
do que, no complexo campo de problemas, chamamos de um mun-
do “VUCA” (Volatility, uncertainty, complexity and ambiguity em in-
glês) - um mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo.
Escorpiões, como as baratas que eles comem, são um a espécie
incrivelmente adaptável. O número de pessoas picadas em todo o
Brasil aumentou de 12 mil em 2000 para 140 mil no ano passado,
de acordo com o Ministério da Saúde. A espécie que aterroriza os
brasileiros é o perigoso escorpião amarelo, ou Tityus serrulatus. Ele
se reproduz por meio do milagre da partenogênese, significando
que um escorpião feminino simplesmente gera cópias de si mesma
duas vezes por ano - nenhuma participação masculina é necessária.
A infestação do escorpião urbano no Brasil é um clássico “pro-
blema perverso”. Este termo, usado pela primeira vez em 1973, re-
fere-se a enormes problemas sociais ou culturais como pobreza e
guerra - sem solução simples ou definitiva, e que surgem na interse-
ção de outros problemas. Nesse caso, a infestação do escorpião ur-
bano no Brasil é o resultado de uma gestão inadequada do lixo, sa-
neamento inapropriado, urbanização rápida e mudanças climáticas.
No VUCA, quanto mais recursos você der para os problemas,
melhor. Isso pode significar tudo, desde campanhas de conscien-
tização pública que educam brasileiros sobre escorpiões até for-
ças-tarefa exterminadoras que trabalham para controlar sua popu-
lação em áreas urbanas. Os cientistas devem estar envolvidos. O
sistema nacional de saúde pública do Brasil precisará se adaptar a
essa nova ameaça.
Apesar da obstinada cobertura da imprensa, as autoridades
federais de saúde mal falaram publicamente sobre o problema do
escorpião urbano no Brasil. E, além de alguns esforços mornos em
nível nacional e estadual para treinar profissionais de saúde sobre o
risco de escorpião, as autoridades parecem não ter nenhum plano
para combater a infestação no nível epidêmico para o qual ela está
se dirigindo.
Temo que os escorpiões amarelos venenosos tenham reivindi-
cado seu lugar ao lado de crimes violentos, tráfico brutal e outros
problemas crônicos com os quais os urbanitas no Brasil precisam
lidar diariamente.
* Hamilton Coimbra Carvalho é pesquisador em Problemas So-
ciais Complexos, na Universidade de São Paulo (USP).
Texto adaptado de Revista Galileu
(https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/MeioAmbiente/no-
ticia/2019/02/infestacao-de-escorpioes-no-brasilpode-ser-im-
paravel-diz-pesquisador.html)
Observe a oração destacada:
“A infestação do escorpião urbano no Brasil é um clássico “pro-
blema perverso.”
Sobre seus termos, é correto afirmar que:
(A) escorpião é núcleo do sujeito.
(B) urbano é predicativo do objeto.
(C) perverso é núcleo do sujeito.
(D) clássico é núcleo do predicativo do objeto.
(E) problema é núcleo do predicativo do sujeito.
24. (SEAP-GO - AGENTE DE SEGURANÇA PRISIONAL - IADES -
2019)
COYLE, A. Administração penitenciária: uma abordagem de
direitos humanos. Manual para servidores penitenciários. Brasília:
Ministério da Justiça, 2002, p. 21.
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Com base nas relações morfossintáticas estabelecidas pelo au-
tor no primeiro período, assinale a alternativa correta.
(A) Na linha 1, a conjunção “Quando” relaciona orações coor-
denadas entre si.
(B) Os termos “em prisões” (linha 1) e “seu aspecto físico” (li-
nha 2) funcionam como complementos verbais e classificam-
-se, respectivamente, como objeto indireto e objeto direto.
(C) As formas verbais “pensam” (linha 1) e “tendem a conside-
rar” (linhas 1 e 2) referem-se ao mesmo sujeito sintático: “as
pessoas” (linha 1).
(D) Na linha 1, a exclusão do pronome “elas” alteraria a estru-
tura do período, pois o predicado da segunda oração passaria a
se referir a um sujeito indeterminado.
(E) Na linha 2, o adjetivo “físico” completa o sentido do subs-
tantivo “aspecto”, por isso desempenha a função de comple-
mento nominal.
25. PREFEITURA DE BARRETOS-SP – AGENTE DE COMUNICAÇÃO
SOCIAL – VUNESP – 2018
Assinale a alternativa em que tanto a concordância quanto a
regência estão de acordo com a norma-padrão da língua.
(A) Consciente que tudo que escrevia, inclusive as mensagens
nas redes sociais, eram lidos pelo pai, passou a censurar-se.
(B) Divulgados nos principais jornais do país, o escândalo
atingiu em cheio a vida das pessoas que ele mais se dedicava.
(C) Foi feito, naquele caso, diversas tentativas de acordo para
resolver o conflito que as partes estavam envolvidas.
(D) Escrever e falar com clareza sobre quaisquer temas é uma
das exigências impostas àqueles profissionais atuantes nas
mídias.
(E) Estando ciente que os atestados foram anexados ao e-mail,
os funcionários deram prosseguimento do inquérito.
GABARITO
1 E
2 C
3 B
4 C
5 D
6 E
7 B
8 E
9 D
10 D
11 B
12 E
13 B
14 ERRADO
15 B
16 C
17 A
18 A
19 E
20 A
21 B
22 B
23 E
24 B
25 D
ANOTAÇÕES
______________________________________________________
______________________________________________________
______________________________________________________
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MATEMÁTICA
RESOLUÇÃO DE SITUAÇÕES-PROBLEMA
A resolução de problemas na matemática é um processo que envolve a aplicação de conceitos matemáticos para solucionar questõesou situações que requerem raciocínio lógico e análise quantitativa. É um processo criativo que requer habilidades de pensamento crítico
e estratégias específicas para chegar a uma solução.
Aqui estão algumas etapas comuns que podem ajudar a resolver problemas matemáticos:
– Compreensão do problema: Leia cuidadosamente o enunciado do problema e certifique-se de entendê-lo completamente.
Identifique os dados fornecidos, as incógnitas a serem encontradas e as restrições dadas.
– Planejamento: Desenvolva um plano ou estratégia para resolver o problema. Isso pode envolver a identificação de fórmulas ou
conceitos matemáticos relevantes, a criação de diagramas ou representações visuais, a divisão do problema em etapas menores ou a
consideração de casos específicos.
– Execução: Implemente o plano que você desenvolveu, realizando os cálculos e aplicando as estratégias escolhidas. Organize suas
informações e seja cuidadoso com os cálculos para evitar erros.
– Verificação: Após chegar a uma solução, verifique se ela faz sentido e está de acordo com as restrições do problema. Faça uma
revisão dos cálculos e verifique se a resposta obtida é razoável.
– Comunicação: Expresse sua solução de forma clara e coerente, utilizando termos matemáticos apropriados e explicando o raciocínio
utilizado. Se necessário, apresente sua solução em um formato compreensível para outras pessoas.
Dentro deste prisma vamos elencar a técnica abaixo:
Técnica para interpretar problemas de Matemática
A linguagem matemática para algebrizar problemas:
Linguagem da questão Linguagem Matemática
Preposição da, de, do Multiplicação
Preposição por divisão
Verbos Equivale, será, tem, e, etc. igualdade
Pronomes interrogativos qual, quanto x ?
Um número x
O dobro de um número 2x
O triplo de um número 3x
A metade de um número x/2
A terça parte de um número x/3
Dois números consecutivos x, x + 1
Três números consecutivos x, x + 1, x + 2
Um número Par 2x
Um número Ímpar 2x - 1
Dois números pares consecutivos 2x, 2x + 2
Dois números ímpares consecutivos 2x -1, 2x -1 + 2 (2x + 1)
O oposto de X ( na adição ) -x
MATEMÁTICA
3838
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O inverso de X ( na multiplicação) 1/x
Soma Aumentar, maior que, mais, ganhar, adicionar
Subtração menos, menor que, diferença, diminuir, perder, tirar
Divisão Razão
Exemplos de aplicação da técnica para a resolução de problemas:
1 – O dobro de um número somado ao triplo do mesmo número é igual a 7. Qual é esse número?
Vamos verificar a tabela para algebrizar este problema:
Solução:
2x + 3x = 7
5x =7
x =
x = 1,4
Resposta: x = 1,4
2 – Um relatório contém as seguintes informações sobre as turmas A, B e C:
– As três turmas possuem, juntas, 96 alunos;
– A turma A e a turma B possuem a mesma quantidade de alunos;
– A turma C possui o dobro de alunos da turma A.
Estas informações permitem concluir que a turma C possui a seguinte quantidade de alunos:
A) 48
B) 42
C) 28
D) 24
Solução:
A + B + C = 96
A = x
B = x
C = 2x
C = ?
Continuando...
A + B + C = 96
x + x + 2x = 96
4x = 96
x =
x = 24
Continuando
C = 2x
C= 2 . 24
C=48
Resposta: Alternativa A
3 – Uma urna contém bolas azuis, vermelhas e brancas. Ao todo são 108 bolas. O número de bolas azuis é o dobro do de vermelhas,
e o número de bolas brancas é o triplo do de azuis. Então, o número de bolas vermelhas é:
(A)10
(B) 12
(C) 20
MATEMÁTICA
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(D) 24
(E) 36
Solução:
A + V + B = 108
A = 2x
V = x
B = 3 . 2x = 6x
V = ?
Continuando...
A + V + B = 108
2x + x + 6x = 108
9x = 108
x =
x = 12
V = x = 12
Resposta: Alternativa B
4 – Um fazendeiro dividirá seu terreno de modo a plantar soja,
trigo e hortaliças. A parte correspondente à soja terá o dobro da
área da parte em que será plantado trigo que, por sua vez, terá o
dobro da área da parte correspondente às hortaliças. Sabe-se que
a área total desse terreno é de 42 ha, assim a área em que se irá
plantar trigo é de:
(A) 6 ha
(B) 12 ha
(C) 14 ha
(D) 18 ha
(E) 24 ha
Solução:
S + T + H = 4 2
S = 2 . 2x = 4x
T = 2x
H = x
T = ?
Continuando...
S + T + H = 42
4x + 2x + x = 42
7x = 42
x =
x = 6
Continuando…
T = 2x
T = 2,6
T = 12
Resposta: Alternativa B
5 – Maria e Ana se encontram de três em três dias, Maria e Joana
se encontram de cinco em cinco dias e Maria e Carla se encontram
de dez em dez dias. Hoje as quatro amigas se encontraram. A
próxima vez que todas irão se encontrar novamente será daqui a:
(A) 15 dias
(B) 18 dias
(C) 28 dias
(D) 30 dias
(E) 50 dias
Conforme mencionado a resolução de problemas é a aplicação
de vários conceitos de matemática. Aqui uma questão onde envolve
o MMC.
Solução:
Calculando o MMC de 3 – 5 - 10 :
3 – 5 – 10 | 2
3 – 5 – 5 | 3
1 – 5 – 5 | 5
1 – 1 – 1 | 30 dias.
Resposta: Alternativa D
6 – Uma doceria vendeu 153 doces dos tipos casadinho e
brigadeiro. Se a razão entre brigadeiros e casadinhos foi de 217,
determine o número de casadinhos vendidos.
(A) 139
(B) 119
(C) 94
(D) 34
Solução:
Razão é a mesma coisa que divisão
Total = 153
=
C = ?
Continuando...
Colocando o K (constante de proporcionalidade) para descobrir
seu valor.
=
2K + 7K = 153
9K = 153
K =
K = 17
Continuando...
C= 7K
C= 7 . 17 = 119
Resposta: Alternativa B
7 – Na venda de um automóvel, a comissão referente a
essa venda foi dividida entre dois corretores, A e B, em partes
diretamente proporcionais a 3 e 5, respectivamente. Se B recebeu
R$ 500,00 a mais que A, então o valor total recebido por A foi:
(A) R$ 550,00.
(B) R$ 650,00.
(C) R$ 750,00.
MATEMÁTICA
4040
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(D) R$ 850,00.
Solução:
Colocando a proporcionalidade
A= 3K
B = 5K
B – A = 500
A = ?
Continuando
B - A = 500
5K – 3K = 500
2K = 500
K =
K = 250
Continuando...
A = 3K
A = 3 . 250
A = 750
Resposta: Alternativa C
8 – Uma pessoa possui o triplo da idade de uma outra. Daqui
a 11 anos terá o dobro. Qual é a soma das idades atuais dessas
pessoas?
(A) 22
(B) 33
(C) 44
(D) 55
(E) 66
Solução:
Presente:
A = x
B = 3x
Futuro: ( + 11 anos)
B = 2A
3x + 11 = 2 (x + 11)
Continuando...
3x + 11 = 2 (x + 11)
3 x + 11 = 2x + 22
3x – 2x = 22 -11
x = 11
Continuando...
Soando as idades.
A + B = ?
A = x = 11
B = 3x = 3 . 11 = 33
A + B = 11+ 33 = 44
Resposta: Alternativa C
NÚMEROS INTEIROS: OPERAÇÕES, PROPRIEDADES, MÚL-
TIPLOS E DIVISORES; NÚMEROS RACIONAIS: OPERAÇÕES
E PROPRIEDADES
CONJUNTO DOS NÚMEROS INTEIROS (Z)
O conjunto dos números inteiros é denotado pela letra
maiúscula Z e compreende os números inteiros negativos, positivos
e o zero.
Exemplo: Z = {-4, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4…}
O conjunto dos números inteiros também possui alguns
subconjuntos:
Z+ = {0, 1, 2, 3, 4…}: conjunto dos números inteiros não
negativos.
Z- = {…-4, -3, -2, -1, 0}: conjunto dos números inteiros não
positivos.
Z*+ = {1, 2, 3, 4…}: conjunto dos números inteiros não negativos
e não nulos, ou seja, sem o zero.
Z*- = {… -4, -3, -2, -1}: conjunto dos números inteiros não
positivos e não nulos.
Módulo
O módulo de um número inteiro é a distância ou afastamento
desse número até o zero, na reta numérica inteira. Ele é representado
pelo símbolo | |.
O módulo de 0 é 0 e indica-se |0| = 0
O módulo de +6 é 6 e indica-se |+6| = 6
O módulo de –3 é 3 e indica-se |–3| = 3
O módulo de qualquer número inteiro, diferente de zero, é
sempre positivo.
Números Opostos
Dois números inteiros são considerados opostos quando sua
soma resulta em zero; dessa forma, os pontos que os representam
na reta numérica estão equidistantes da origem.
Exemplo: o oposto do número 4 é -4, e o oposto de -4 é 4, pois
4 + (-4) = (-4) + 4 = 0. Em termos gerais, o oposto, ou simétrico, de
“a” é “-a”, e vice-versa; notavelmente, o oposto de zero é o próprio
zero.
MATEMÁTICA
41
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— Operações com Números Inteiros
Adição de Números Inteiros
Para facilitar a compreensão dessa operação, associamos a
ideia de ganhar aos números inteiros positivose a ideia de perder
aos números inteiros negativos.
Ganhar 3 + ganhar 5 = ganhar 8 (3 + 5 = 8)
Perder 4 + perder 3 = perder 7 (-4 + (-3) = -7)
Ganhar 5 + perder 3 = ganhar 2 (5 + (-3) = 2)
Perder 5 + ganhar 3 = perder 2 (-5 + 3 = -2)
Observação: O sinal (+) antes do número positivo pode ser
omitido, mas o sinal (–) antes do número negativo nunca pode ser
dispensado.
Subtração de Números Inteiros
A subtração é utilizada nos seguintes casos:
– Ao retirarmos uma quantidade de outra quantidade;
– Quando temos duas quantidades e queremos saber a
diferença entre elas;
– Quando temos duas quantidades e desejamos saber quanto
falta para que uma delas atinja a outra.
A subtração é a operação inversa da adição. Concluímos que
subtrair dois números inteiros é equivalente a adicionar o primeiro
com o oposto do segundo.
Observação: todos os parênteses, colchetes, chaves, números,
etc., precedidos de sinal negativo têm seu sinal invertido, ou seja,
representam o seu oposto.
Multiplicação de Números Inteiros
A multiplicação funciona como uma forma simplificada de
adição quando os números são repetidos. Podemos entender
essa situação como ganhar repetidamente uma determinada
quantidade. Por exemplo, ganhar 1 objeto 15 vezes consecutivas
significa ganhar 30 objetos, e essa repetição pode ser indicada pelo
símbolo “x”, ou seja: 1+ 1 +1 + ... + 1 = 15 x 1 = 15.
Se substituirmos o número 1 pelo número 2, obtemos: 2 + 2 +
2 + ... + 2 = 15 x 2 = 30
Na multiplicação, o produto dos números “a” e “b” pode ser
indicado por a x b, a . b ou ainda ab sem nenhum sinal entre as
letras.
Divisão de Números Inteiros
Divisão exata de números inteiros
Considere o cálculo: - 15/3 = q à 3q = - 15 à q = -5
No exemplo dado, podemos concluir que, para realizar a divisão
exata de um número inteiro por outro número inteiro (diferente de
zero), dividimos o módulo do dividendo pelo módulo do divisor.
No conjunto dos números inteiros Z, a divisão não é comutativa,
não é associativa, e não possui a propriedade da existência do
elemento neutro. Além disso, não é possível realizar a divisão por
zero. Quando dividimos zero por qualquer número inteiro (diferente
de zero), o resultado é sempre zero, pois o produto de qualquer
número inteiro por zero é igual a zero.
Regra de sinais
Potenciação de Números Inteiros
A potência an do número inteiro a, é definida como um produto
de n fatores iguais. O número a é denominado a base e o número n
é o expoente.an = a x a x a x a x ... x a , a é multiplicado por a n vezes.
– Qualquer potência com uma base positiva resulta em um
número inteiro positivo.
– Se a base da potência é negativa e o expoente é par, então o
resultado é um número inteiro positivo.
MATEMÁTICA
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– Se a base da potência é negativa e o expoente é ímpar, então o resultado é um número inteiro negativo.
Radiciação de Números Inteiros
A radiciação de números inteiros envolve a obtenção da raiz n-ésima (de ordem n) de um número inteiro a. Esse processo resulta em
outro número inteiro não negativo, representado por b, que, quando elevado à potência n, reproduz o número original a. O índice da raiz
é representado por n, e o número a é conhecido como radicando, posicionado sob o sinal do radical.
A raiz quadrada, de ordem 2, é um exemplo comum. Ela produz um número inteiro não negativo cujo quadrado é igual ao número
original a.
Importante observação: não é possível calcular a raiz quadrada de um número inteiro negativo no conjunto dos números inteiros.
É importante notar que não há um número inteiro não negativo cujo produto consigo mesmo resulte em um número negativo.
A raiz cúbica (de ordem 3) de um número inteiro a é a operação que gera outro número inteiro. Esse número, quando elevado ao cubo,
é igual ao número original a. É crucial observar que, ao contrário da raiz quadrada, não restringimos nossos cálculos apenas a números
não negativos.
MATEMÁTICA
43
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Propriedades da Adição e da Multiplicação dos números Inteiros
Para todo a, b e c ∈Z
1) Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b + c)
2) Comutativa da adição: a + b = b +a
3) Elemento neutro da adição : a + 0 = a
4) Elemento oposto da adição: a + (-a) = 0
5) Associativa da multiplicação: (a.b).c = a. (b.c)
6) Comutativa da multiplicação : a.b = b.a
7) Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a
8) Distributiva da multiplicação relativamente à adição: a.(b +c ) = ab + ac
9) Distributiva da multiplicação relativamente à subtração: a .(b –c) = ab –ac
MATEMÁTICA
4444
a solução para o seu concurso!
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10) Elemento inverso da multiplicação: Para todo inteiro z
diferente de zero, existe um inverso z –1 = 1/z em Z, tal que, z x z–1
= z x (1/z) = 1
11) Fechamento: tanto a adição como a multiplicação de um
número natural por outro número natural, continua como resultado
um número natural.
Exemplos:
1) Para zelar pelos jovens internados e orientá-los a respeito do
uso adequado dos materiais em geral e dos recursos utilizados em
atividades educativas, bem como da preservação predial, realizou-
se uma dinâmica elencando “atitudes positivas” e “atitudes
negativas”, no entendimento dos elementos do grupo. Solicitou-se
que cada um classificasse suas atitudes como positiva ou negativa,
atribuindo (+4) pontos a cada atitude positiva e (-1) a cada atitude
negativa. Se um jovem classificou como positiva apenas 20 das 50
atitudes anotadas, o total de pontos atribuídos foi
(A) 50.
(B) 45.
(C) 42.
(D) 36.
(E) 32.
Solução: Resposta: A.
50-20=30 atitudes negativas
20.4=80
30.(-1)=-30
80-30=50
2) Ruth tem somente R$ 2.200,00 e deseja gastar a maior
quantidade possível, sem ficar devendo na loja.
Verificou o preço de alguns produtos:
TV: R$ 562,00
DVD: R$ 399,00
Micro-ondas: R$ 429,00
Geladeira: R$ 1.213,00
Na aquisição dos produtos, conforme as condições
mencionadas, e pagando a compra em dinheiro, o troco recebido
será de:
(A) R$ 84,00
(B) R$ 74,00
(C) R$ 36,00
(D) R$ 26,00
(E) R$ 16,00
Solução: Resposta: D.
Geladeira + Micro-ondas + DVD = 1213 + 429 + 399 = 2041
Geladeira + Micro-ondas + TV = 1213 + 429 + 562 = 2204,
extrapola o orçamento
Geladeira + TV + DVD = 1213 + 562 + 399 = 2174, é a maior
quantidade gasta possível dentro do orçamento.
Troco:2200 – 2174 = 26 reais
CONJUNTO DOS NÚMEROS RACIONAIS (Q)
Os números racionais são aqueles que podem ser expressos na
forma de fração. Nessa representação, tanto o numerador quanto
o denominador pertencem ao conjunto dos números inteiros, e é
fundamental observar que o denominador não pode ser zero, pois
a divisão por zero não está definida.
O conjunto dos números racionais é simbolizado por Q.
Vale ressaltar que os conjuntos dos números naturais e inteiros
são subconjuntos dos números racionais, uma vez que todos os
números naturais e inteiros podem ser representados por frações.
Além desses, os números decimais e as dízimas periódicas também
fazem parte do conjunto dos números racionais.
Representação na reta:
Também temos subconjuntos dos números racionais:
Q* = subconjunto dos números racionais não nulos, formado
pelos números racionais sem o zero.
Q+ = subconjunto dos números racionais não negativos,
formado pelos números racionais positivos.
Q*+ = subconjunto dos números racionais positivos, formado
pelos números racionais positivos e não nulos.
Q- = subconjunto dos números racionais não positivos, formado
pelos números racionais negativos e o zero.
Q*- = subconjunto dos números racionais negativos, formado
pelos números racionais negativos e não nulos.
Representação Decimal das Frações
Tomemos um número racional a/b, tal que a não seja múltiplo
de b. Para escrevê-lo na forma decimal, basta efetuar a divisão do
numerador pelo denominador.
Nessa divisão podem ocorrer dois casos:
1º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, um
número finito de algarismos. Decimais Exatos:
2/5 = 0,4
1/4 = 0,25
2º) O numeral decimal obtidopossui, após a vírgula, infinitos
algarismos (nem todos nulos), repetindo-se periodicamente
Decimais Periódicos ou Dízimas Periódicas:
1/3 = 0,333...
167/66 = 2,53030...
Existem frações muito simples que são representadas por
formas decimais infinitas, com uma característica especial: existe
um período.
MATEMÁTICA
45
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Para converter uma dízima periódica simples em fração, é
suficiente utilizar o dígito 9 no denominador para cada quantidade
de dígitos que compõe o período da dízima.
Exemplos:
1) Seja a dízima 0, 333....
Veja que o período que se repete é apenas 1(formado pelo 3),
então vamos colocar um 9 no denominador e repetir no numerador
o período.
Assim, a geratriz de 0,333... é a fração
9
3
.
2) Seja a dízima 1, 23434...
O número 234 é formado pela combinação do ante período
com o período. Trata-se de uma dízima periódica composta, onde
há uma parte não repetitiva (ante período) e outra que se repete
(período). No exemplo dado, o ante período é representado pelo
número 2, enquanto o período é representado por 34.
Para converter esse número em fração, podemos realizar a
seguinte operação: subtrair o ante período do número original (234
- 2) para obter o numerador, que é 232. O denominador é formado
por tantos dígitos 9 quanto o período (dois noves, neste caso) e um
dígito 0 para cada dígito no ante período (um zero, neste caso).
Assim, a fração equivalente ao número 234 é 232/990
Simplificando por 2, obtemos x =
495
611
, a fração geratriz da
dízima 1, 23434...
Módulo ou valor absoluto
Refere-se à distância do ponto que representa esse número até
o ponto de abscissa zero.
Inverso de um Número Racional
— Operações com números Racionais
Soma (Adição) de Números Racionais
Como cada número racional pode ser expresso como uma
fração, ou seja, na forma de a/b, onde “a” e “b” são números
inteiros e “b” não é zero, podemos definir a adição entre números
racionais da seguinte forma:
b
a
e
d
c
, da mesma forma que a soma
de frações, através de:
Subtração de Números Racionais
A subtração de dois números racionais, representados por a e
b, é equivalente à operação de adição do número p com o oposto
de q. Em outras palavras, a – b = a + (-b)
b
a
-
d
c
=
bd
bcad −
Multiplicação (Produto) de Números Racionais
O produto de dois números racionais é definido considerando
que todo número racional pode ser expresso na forma de uma
fração. Dessa forma, o produto de dois números racionais,
representados por a e b é obtido multiplicando-se seus
numeradores e denominadores, respectivamente. A expressão
geral para o produto de dois números racionais é a.b. O produto
dos números racionais a/b e c/d também pode ser indicado por a/b
× c/d, a/b.c/d. Para realizar a multiplicação de números racionais,
devemos obedecer à mesma regra de sinais que vale em toda a
Matemática:
Podemos assim concluir que o produto de dois números com o
mesmo sinal é positivo, mas o produto de dois números com sinais
diferentes é negativo.
Divisão (Quociente) de Números Racionais
A divisão de dois números racionais p e q é a própria operação
de multiplicação do número p pelo inverso de q, isto é: p ÷ q = p × q-1
MATEMÁTICA
4646
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Potenciação de Números Racionais
A potência qn do número racional q é um produto de n
fatores iguais. O número q é denominado a base e o número n é o
expoente. Vale as mesmas propriedades que usamos no conjunto
dos Números Inteiros.
qn = q × q × q × q × ... × q, (q aparece n vezes)
Radiciação de Números Racionais
Se um número é representado como o produto de dois ou
mais fatores iguais, cada um desses fatores é denominado raiz do
número. Vale as mesmas propriedades que usamos no conjunto
dos Números Inteiros.
Propriedades da Adição e Multiplicação de Números Racionais
1) Fechamento: o conjunto Q é fechado para a operação de
adição e multiplicação, isto é, a soma e a multiplicação de dois
números racionais ainda é um número racional.
2) Associativa da adição: para todos a, b, c em Q: a + ( b + c ) =
( a + b ) + c
3) Comutativa da adição: para todos a, b em Q: a + b = b + a
4) Elemento neutro da adição: existe 0 em Q, que adicionado a
todo q em Q, proporciona o próprio q, isto é: q + 0 = q
5) Elemento oposto: para todo q em Q, existe -q em Q, tal que
q + (–q) = 0
6) Associativa da multiplicação: para todos a, b, c em Q: a × ( b
× c ) = ( a × b ) × c
7) Comutativa da multiplicação: para todos a, b em Q: a × b =
b × a
8) Elemento neutro da multiplicação: existe 1 em Q, que
multiplicado por todo q em Q, proporciona o próprio q, isto é: q ×
1 = q
9) Elemento inverso da multiplicação: Para todo q =
b
a
em Q,
q diferente de zero, existe :
q-1 =
a
b
em Q: q × q-1 = 1
b
a
x
a
b
= 1
10) Distributiva da multiplicação: Para todos a, b, c em Q: a × (
b + c ) = ( a × b ) + ( a × c )
Exemplos:
1) Na escola onde estudo, ¼ dos alunos tem a língua portuguesa
como disciplina favorita, 9/20 têm a matemática como favorita e
os demais têm ciências como favorita. Sendo assim, qual fração
representa os alunos que têm ciências como disciplina favorita?
(A) 1/4
(B) 3/10
(C) 2/9
(D) 4/5
(E) 3/2
Solução: Resposta: B.
Somando português e matemática:
O que resta gosta de ciências:
2) Simplificando a expressão abaixo
Obtém-se :
(A) ½
(B) 1
(C) 3/2
(D) 2
(E) 3
Solução: Resposta: B.
1,3333...= 12/9 = 4/3
1,5 = 15/10 = 3/2
MÚLTIPLOS E DIVISORES
Os conceitos de múltiplos e divisores de um número natural
podem ser estendidos para o conjunto dos números inteiros1. Ao
abordar múltiplos e divisores, estamos nos referindo a conjuntos
numéricos que satisfazem certas condições. Múltiplos são obtidos
pela multiplicação por números inteiros, enquanto divisores são
números pelos quais um determinado número é divisível.
Esses conceitos conduzem a subconjuntos dos números
inteiros, pois os elementos dos conjuntos de múltiplos e divisores
pertencem ao conjunto dos números inteiros. Para compreender
o que são números primos, é fundamental ter uma compreensão
sólida do conceito de divisores.
Múltiplos de um Número
Sejam a e b dois números inteiros conhecidos, o número
a é múltiplo de b se, e somente se, existir um número inteiro k
tal que a=b⋅k. Portanto, o conjunto dos múltiplos de a é obtido
multiplicando a por todos os números inteiros, e os resultados
dessas multiplicações são os múltiplos de a.
Por exemplo, podemos listar os 12 primeiros múltiplos de 2
da seguinte maneira, multiplicando o número 2 pelos 12 primeiros
números inteiros: 2⋅1,2⋅2,2⋅3,…,2⋅12
1 https://brasilescola.uol.com.br/matematica/multiplos-divisores.htm
MATEMÁTICA
47
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Isso resulta nos seguintes múltiplos de 2: 2,4,6,…,24
2 · 1 = 2
2 · 2 = 4
2 · 3 = 6
2 · 4 = 8
2 · 5 = 10
2 · 6 = 12
2 · 7 = 14
2 · 8 = 16
2 · 9 = 18
2 · 10 = 20
2 · 11 = 22
2 · 12 = 24
Portanto, os múltiplos de 2 são:
M(2) = {2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18, 20, 22, 24}
Observe que listamos somente os 12 primeiros números, mas
poderíamos ter listado quantos fossem necessários, pois a lista
de múltiplos é gerada pela multiplicação do número por todos os
inteiros. Assim, o conjunto dos múltiplos é infinito.
Para verificar se um número é múltiplo de outro, é necessário
encontrar um número inteiro de forma que a multiplicação entre
eles resulte no primeiro número. Em outras palavras, a é múltiplo
de b se existir um número inteiro k tal que a=b⋅k. Veja os exemplos:
– O número 49 é múltiplo de 7, pois existe número inteiro que,
multiplicado por 7, resulta em 49. 49 = 7 · 7
– O número 324 é múltiplo de 3, pois existe número inteiro
que, multiplicado por 3, resulta em 324.
324 = 3 · 108
– O número 523 não é múltiplo de 2, pois não existe número
inteiro que, multiplicado por 2, resulte em 523.
523 = 2 · ?”
– Múltiplos de 4
Como observamos, para identificar os múltiplos do número 4, é
necessário multiplicar o 4 por númerosinteiros. Portanto:
4 · 1 = 4
4 · 2 = 8
4 · 3 = 12
4 · 4 = 16
4 · 5 = 20
4 · 6 = 24
4 · 7 = 28
4 · 8 = 32
4 · 9 = 36
4 · 10 = 40
4 · 11 = 44
4 · 12 = 48
...
Portanto, os múltiplos de 4 são:
M(4) = {4, 8, 12, 16, 20. 24, 28, 32, 36, 40, 44, 48, … }
Divisores de um Número
Sejam a e b dois números inteiros conhecidos, vamos dizer que
b é divisor de a se o número b for múltiplo de a, ou seja, a divisão
entre b e a é exata (deve deixar resto 0).
Veja alguns exemplos:
– 22 é múltiplo de 2, então, 2 é divisor de 22.
– 121 não é múltiplo de 10, assim, 10 não é divisor de 121.
CRITÉRIOS DE DIVISIBILIDADE
Critérios de divisibilidade são diretrizes práticas que permitem
determinar se um número é divisível por outro sem realizar a
operação de divisão.
– Divisibilidade por 2 ocorre quando um número termina em 0,
2, 4, 6 ou 8, ou seja, quando é um número par.
– A divisibilidade por 3 ocorre quando a soma dos valores
absolutos dos algarismos de um número é divisível por 3.
– Divisibilidade por 4: Um número é divisível por 4 quando seus
dois últimos algarismos formam um número divisível por 4.
– Divisibilidade por 5: Um número é divisível por 5 quando
termina em 0 ou 5.
– Divisibilidade por 6: Um número é divisível por 6 quando é
divisível por 2 e por 3 simultaneamente.
– Divisibilidade por 7: Um número é divisível por 7 quando
o dobro do seu último algarismo, subtraído do número sem esse
algarismo, resulta em um número múltiplo de 7. Esse processo é
repetido até verificar a divisibilidade.
– Divisibilidade por 8: Um número é divisível por 8 quando seus
três últimos algarismos formam um número divisível por 8.
– Divisibilidade por 9: Um número é divisível por 9 quando a
soma dos valores absolutos de seus algarismos é divisível por 9.
– Divisibilidade por 10: Um número é divisível por 10 quando o
algarismo da unidade termina em zero.
– Divisibilidade por 11: Um número é divisível por 11 quando a
diferença entre a soma dos algarismos de posição ímpar e a soma
dos algarismos de posição par resulta em um número divisível por
11, ou quando essas somas são iguais.
– Divisibilidade por 12: Um número é divisível por 12 quando é
divisível por 3 e por 4 simultaneamente.
– Divisibilidade por 15: Um número é divisível por 15 quando é
divisível por 3 e por 5 simultaneamente.
Para listar os divisores de um número, devemos buscar os
números que o dividem. Veja:
– Liste os divisores de 2, 3 e 20.
D(2) = {1, 2}
D(3) = {1, 3}
D(20) = {1, 2, 4, 5, 10, 20}
Propriedade dos Múltiplos e Divisores
Essas propriedades estão associadas à divisão entre dois
inteiros. É importante notar que quando um inteiro é múltiplo de
outro, ele é também divisível por esse outro número.
Vamos considerar o algoritmo da divisão para uma melhor
compreensão das propriedades:
N=d⋅q+r, onde q e r são números inteiros.
Lembre-se de que:
N: dividendo;
d, divisor;
q: quociente;
r: resto.
MATEMÁTICA
4848
a solução para o seu concurso!
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– Propriedade 1: A diferença entre o dividendo e o resto (N−r)
é um múltiplo do divisor, ou seja, o número d é um divisor de N−r.
– Propriedade 2: A soma entre o dividendo e o resto, acrescida
do divisor (N−r+d), é um múltiplo de d, indicando que d é um divisor
de (N−r+d).
Alguns exemplos:
Ao realizar a divisão de 525 por 8, obtemos quociente q = 65 e
resto r = 5.
Assim, temos o dividendo N = 525 e o divisor d = 8. Veja que as
propriedades são satisfeitas, pois (525 – 5 + 8) = 528 é divisível por
8 e: 528 = 8 · 66
Exemplos:
1) O número de divisores positivos do número 40 é:
(A) 8
(B) 6
(C) 4
(D) 2
(E) 20
Solução: Resposta: A.
Vamos decompor o número 40 em fatores primos.
40 = 23 . 51 ; pela regra temos que devemos adicionar 1 a cada
expoente:
3 + 1 = 4 e 1 + 1 = 2 ; então pegamos os resultados e
multiplicamos 4.2 = 8, logo temos 8 divisores de 40.
2) Considere um número divisível por 6, composto por 3
algarismos distintos e pertencentes ao conjunto A={3,4,5,6,7}.A
quantidade de números que podem ser formados sob tais condições
é:
(A) 6
(B) 7
(C) 9
(D) 8
(E) 10
Solução: Resposta: D.
Para ser divisível por 6 precisa ser divisível por 2 e 3 ao mesmo
tempo, e por isso deverá ser par também, e a soma dos seus
algarismos deve ser um múltiplo de 3.
Logo os finais devem ser 4 e 6:
354, 456, 534, 546, 564, 576, 654, 756, logo temos 8 números.
RAZÕES E PROPORÇÕES, DIVISÃO PROPORCIONAL, REGRA
DE TRÊS SIMPLES
RAZÃO
Chama-se de razão entre dois números racionais a e b, com
b ≠ 0, ao quociente entre eles. Indica-se a razão de a para b por
a/b ou a : b.
Exemplo:
Na sala do 1º ano de um colégio há 20 rapazes e 25 moças.
Encontre a razão entre o número de rapazes e o número de moças.
(lembrando que razão é divisão)
PROPORÇÃO
Proporção é a igualdade entre duas razões. A proporção entre
A/B e C/D é a igualdade:
Propriedade fundamental das proporções
Numa proporção:
Os números A e D são denominados extremos enquanto os nú-
meros B e C são os meios e vale a propriedade: o produto dos meios
é igual ao produto dos extremos, isto é:
A x D = B x C
Exemplo: A fração 3/4 está em proporção com 6/8, pois:
Exercício: Determinar o valor de X para que a razão X/3 esteja
em proporção com 4/6.
Solução: Deve-se montar a proporção da seguinte forma:
Segunda propriedade das proporções
Qualquer que seja a proporção, a soma ou a diferença dos dois
primeiros termos está para o primeiro, ou para o segundo termo,
assim como a soma ou a diferença dos dois últimos termos está
para o terceiro, ou para o quarto termo. Então temos:
Ou
Ou
MATEMÁTICA
49
a solução para o seu concurso!
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Ou
Terceira propriedade das proporções
Qualquer que seja a proporção, a soma ou a diferença dos an-
tecedentes está para a soma ou a diferença dos consequentes, as-
sim como cada antecedente está para o seu respectivo consequen-
te. Temos então:
Ou
Ou
Ou
GRANDEZAS DIRETAMENTE PROPORCIONAIS
Duas grandezas variáveis dependentes são diretamente pro-
porcionais quando a razão entre os valores da 1ª grandeza é igual a
razão entre os valores correspondentes da 2ª, ou de uma maneira
mais informal, se eu pergunto:
Quanto mais.....mais....
Exemplo
Distância percorrida e combustível gasto
DISTÂNCIA (KM) COMBUSTÍVEL (LITROS)
13 1
26 2
39 3
52 4
Quanto MAIS eu ando, MAIS combustível?
Diretamente proporcionais
Se eu dobro a distância, dobra o combustível
GRANDEZAS INVERSAMENTE PROPORCIONAIS
Duas grandezas variáveis dependentes são inversamente pro-
porcionais quando a razão entre os valores da 1ª grandeza é igual
ao inverso da razão entre os valores correspondentes da 2ª.
Quanto mais....menos...
Exemplo
Velocidade x Tempo a tabela abaixo:
VELOCIDADE (M/S) TEMPO (S)
5 200
8 125
10 100
16 62,5
20 50
Quanto MAIOR a velocidade MENOS tempo??
Inversamente proporcional
Se eu dobro a velocidade, eu faço o tempo pela metade.
Diretamente Proporcionais
Para decompor um número M em partes X1, X2, ..., Xn direta-
mente proporcionais a p1, p2, ..., pn, deve-se montar um sistema
com n equações e n incógnitas, sendo as somas X1+X2+...+Xn=M e
p1+p2+...+pn=P.
A solução segue das propriedades das proporções:
Exemplo
Carlos e João resolveram realizar um bolão da loteria. Carlos
entrou com R$ 10,00 e João com R$ 15,00. Caso ganhem o prêmio
de R$ 525.000,00, qual será a parte de cada um, se o combinado
entre os dois foi de dividirem o prêmio de forma diretamente pro-
porcional?
Carlos ganhará R$210000,00 e João R$315000,00.
MATEMÁTICA
5050
a solução para o seu concurso!
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Inversamente Proporcionais
Para decompor um número M em n partes X1, X2, ..., Xn inver-
samente proporcionais a p1, p2, ..., pn, basta decompor este número
M em n partes X1, X2, ..., Xn diretamente proporcionais a 1/p1, 1/p2,
..., 1/pn. A montagem do sistema com n equações e n incógnitas,
assume que X1+X2+...+ Xn=M e além disso
cuja solução segue das propriedades das proporções:
REGRA DE TRÊS SIMPLES
Regra de três simples é um processo prático para resolver pro-blemas que envolvam quatro valores dos quais conhecemos três
deles. Devemos, portanto, determinar um valor a partir dos três já
conhecidos.
Passos utilizados numa regra de três simples:
1º) Construir uma tabela, agrupando as grandezas da mesma
espécie em colunas e mantendo na mesma linha as grandezas de
espécies diferentes em correspondência.
2º) Identificar se as grandezas são diretamente ou inversamen-
te proporcionais.
3º) Montar a proporção e resolver a equação.
Um trem, deslocando-se a uma velocidade média de 400Km/h,
faz um determinado percurso em 3 horas. Em quanto tempo faria
esse mesmo percurso, se a velocidade utilizada fosse de 480km/h?
Solução: montando a tabela:
1) Velocidade (Km/h) Tempo (h)
400 ----- 3
480 ----- X
2) Identificação do tipo de relação:
VELOCIDADE Tempo
400 ↓ ----- 3 ↑
480 ↓ ----- X ↑
Obs.: como as setas estão invertidas temos que inverter os nú-
meros mantendo a primeira coluna e invertendo a segunda coluna
ou seja o que está em cima vai para baixo e o que está em baixo na
segunda coluna vai para cima
VELOCIDADE Tempo
400 ↓ ----- 3 ↓
480 ↓ ----- X ↓
480x=1200
X=25
REGRA DE TRÊS COMPOSTA
Regra de três composta é utilizada em problemas com mais de
duas grandezas, direta ou inversamente proporcionais.
Exemplos:
1) Em 8 horas, 20 caminhões descarregam 160m³ de areia. Em
5 horas, quantos caminhões serão necessários para descarregar
125m³?
Solução: montando a tabela, colocando em cada coluna as
grandezas de mesma espécie e, em cada linha, as grandezas de es-
pécies diferentes que se correspondem:
HORAS CAMINHÕES VOLUME
8 ↑ ----- 20 ↓ ----- 160 ↑
5 ↑ ----- X ↓ ----- 125 ↑
A seguir, devemos comparar cada grandeza com aquela onde
está o x.
Observe que:
Aumentando o número de horas de trabalho, podemos dimi-
nuir o número de caminhões. Portanto a relação é inversamente
proporcional (seta para cima na 1ª coluna).
Aumentando o volume de areia, devemos aumentar o número
de caminhões. Portanto a relação é diretamente proporcional (seta
para baixo na 3ª coluna). Devemos igualar a razão que contém o
termo x com o produto das outras razões de acordo com o sentido
das setas.
Montando a proporção e resolvendo a equação temos:
HORAS CAMINHÕES VOLUME
8 ↑ ----- 20 ↓ ----- 160 ↓
5 ↑ ----- X ↓ ----- 125 ↓
Obs.: Assim devemos inverter a primeira coluna ficando:
HORAS CAMINHÕES VOLUME
8 ----- 20 ----- 160
5 ----- X ----- 125
Logo, serão necessários 25 caminhões
DIVISÃO PROPORCIONAL
Quando realizamos uma divisão diretamente proporcional es-
tamos dividindo um número de maneira proporcional a uma sequ-
ência de outros números. A divisão pode ser de diferentes tipos,
vejamos:
MATEMÁTICA
51
a solução para o seu concurso!
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Divisão Diretamente Proporcional
• Divisão em duas partes diretamente proporcionais: para decompor um número M em duas partes A e B diretamente proporcionais
a p e q, montamos um sistema com duas equações e duas incógnitas, de modo que a soma das partes seja A + B = M:
O valor de K é que proporciona a solução pois: A = K.p e B = K.q
• Divisão em várias partes diretamente proporcionais: para decompor um número M em partes x1, x2, ..., xn diretamente proporcio-
nais a p1, p2, ..., pn, deve-se montar um sistema com n equações e n incógnitas, sendo as somas x1 + x2 + ... + xn= M e p1 + p2 + ... + pn = P:
Divisão Inversamente Proporcional
• Divisão em duas partes inversamente proporcionais: para decompor um número M em duas partes A e B inversamente proporcio-
nais a p e q, deve-se decompor este número M em duas partes A e B diretamente proporcionais a 1/p e 1/q, que são, respectivamente, os
inversos de p e q. Assim basta montar o sistema com duas equações e duas incógnitas tal que A + B = M:
O valor de K proporciona a solução pois: A = K/p e B = K/q.
• Divisão em várias partes inversamente proporcionais: para decompor um número M em n partes x1, x2, ..., xn inversamente propor-
cionais a p1, p2, ..., pn, basta decompor este número M em n partes x1, x2, ..., xn diretamente proporcionais a 1/p1, 1/p2, ..., 1/pn. A montagem
do sistema com n equações e n incógnitas, assume que x1 + x2 + ... + xn= M:
Divisão em partes direta e inversamente proporcionais
• Divisão em duas partes direta e inversamente proporcionais: para decompor um número M em duas partes A e B diretamente
proporcionais a, c e d e inversamente proporcionais a p e q, deve-se decompor este número M em duas partes A e B diretamente propor-
cionais a c/q e d/q, basta montar um sistema com duas equações e duas incógnitas de forma que A + B = M
O valor de K proporciona a solução pois: A = K.c/p e B = K.d/q.
• Divisão em n partes direta e inversamente proporcionais: para decompor um número M em n partes x1, x2, ..., xn diretamente pro-
porcionais a p1, p2, ..., pn e inversamente proporcionais a q1, q2, ..., qn, basta decompor este número M em n partes x1, x2, ..., xn diretamente
proporcionais a p1/q1, p2/q2, ..., pn/qn.
A montagem do sistema com n equações e n incógnitas exige que x1 + x2 + ... + xn = M:
MATEMÁTICA
5252
a solução para o seu concurso!
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Exemplos:
(PREF. PAULISTANA/PI – PROFESSOR DE MATEMÁTICA – IMA)
Uma herança de R$ 750.000,00 deve ser repartida entre três her-
deiros, em partes proporcionais a suas idades que são de 5, 8 e 12
anos. O mais velho receberá o valor de:
(A) R$ 420.000,00
(B) R$ 250.000,00
(C) R$ 360.000,00
(D) R$ 400.000,00
(E) R$ 350.000,00
Resolução:
5x + 8x + 12x = 750.000
25x = 750.000
x = 30.000
O mais velho receberá: 12⋅30000=360000
Resposta: C
(TRF 3ª – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC) Quatro funcionários di-
vidirão, em partes diretamente proporcionais aos anos dedicados
para a empresa, um bônus de R$36.000,00. Sabe-se que dentre
esses quatro funcionários um deles já possui 2 anos trabalhados,
outro possui 7 anos trabalhados, outro possui 6 anos trabalhados e
o outro terá direito, nessa divisão, à quantia de R$6.000,00. Dessa
maneira, o número de anos dedicados para a empresa, desse últi-
mo funcionário citado, é igual a
(A) 5.
(B) 7.
(C) 2.
(D) 3.
(E) 4.
Resolução:
2x + 7x + 6x + 6000 = 36000
15x = 30000
x = 2000
Como o último recebeu R$ 6.000,00, significa que ele se dedi-
cou 3 anos a empresa, pois 2000.3 = 6000
Resposta: D
(CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMINISTRATIVO –
FCC) Uma prefeitura destinou a quantia de 54 milhões de reais para
a construção de três escolas de educação infantil. A área a ser cons-
truída em cada escola é, respectivamente, 1.500 m², 1.200 m² e 900
m² e a quantia destinada à cada escola é diretamente proporcional
a área a ser construída.
Sendo assim, a quantia destinada à construção da escola com
1.500 m² é, em reais, igual a
(A) 22,5 milhões.
(B) 13,5 milhões.
(C) 15 milhões.
(D) 27 milhões.
(E) 21,75 milhões.
Resolução:
2x + 7x + 6x + 6000 = 36000
15x = 30000
x = 2000
Como o último recebeu R$ 6.000,00, significa que ele se dedi-
cou 3 anos a empresa, pois 2000.3 = 6000
Resposta: D
(SABESP – ATENDENTE A CLIENTES 01 – FCC) Uma empresa
quer doar a três funcionários um bônus de R$ 45.750,00. Será feita
uma divisão proporcional ao tempo de serviço de cada um deles. Sr.
Fortes trabalhou durante 12 anos e 8 meses. Sra. Lourdes trabalhou
durante 9 anos e 7 meses e Srta. Matilde trabalhou durante 3 anos
e 2 meses. O valor, em reais, que a Srta. Matilde recebeu a menos
que o Sr. Fortes é
(A) 17.100,00.
(B) 5.700,00.
(C) 22.800,00.
(D) 17.250,00.
(E) 15.000,00.
Resolução:
* Fortes: 12 anos e 8 meses = 12.12 + 8 = 144 + 8 = 152 meses
* Lourdes: 9 anos e 7 meses = 9.12 + 7 = 108 + 7 = 115 meses
* Matilde: 3 anos e 2 meses = 3.12 + 2 = 36 + 2 = 38 meses
* TOTAL: 152 + 115 + 38 = 305 meses
* Vamos chamar a quantidade que cada um vai receber de F,
L e M.
Agora, vamos calcular o valor que M e F receberam:
M = 38 . 150 = R$ 5 700,00
F = 152 . 150 = R$ 22 800,00
Por fim, a diferença é: 22 800 – 5700 = R$ 17 100,00
Resposta: A
(SESP/MT – PERITO OFICIAL CRIMINAL - ENGENHARIA CIVIL/
ENGENHARIA ELÉTRICA/FÍSICA/MATEMÁTICA – FUNCAB/2014)Maria, Júlia e Carla dividirão R$ 72.000,00 em partes inversamen-
te proporcionais às suas idades. Sabendo que Maria tem 8 anos,
Júlia,12 e Carla, 24, determine quanto receberá quem ficar com a
maior parte da divisão.
(A) R$ 36.000,00
(B) R$ 60.000,00
MATEMÁTICA
53
a solução para o seu concurso!
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(C) R$ 48.000,00
(D) R$ 24.000,00
(E) R$ 30.000,00
Resolução:
A maior parte ficará para a mais nova (grandeza inversamente proporcional).
Assim:
8.M = 288 000
M = 288 000 / 8
M = R$ 36 000,00
M + J + C = 72000
Resposta: A
PORCENTAGEM. JUROS SIMPLES
PORCENTAGEM
Este termo se refere a uma fração cujo denominador é 100, seu símbolo é (%). Sua utilização está tão disseminada que a encontramos
nos meios de comunicação, nas estatísticas, em máquinas de calcular, etc.
Os acréscimos e os descontos é importante saber porque ajuda muito na resolução do exercício.
Acréscimo
Se, por exemplo, há um acréscimo de 10% a um determinado valor, podemos calcular o novo valor apenas multiplicando esse valor
por 1,10, que é o fator de multiplicação. Se o acréscimo for de 20%, multiplicamos por 1,20, e assim por diante. Veja a tabela abaixo:
ACRÉSCIMO OU LUCRO FATOR DE MULTIPLICAÇÃO
10% 1,10
15% 1,15
20% 1,20
47% 1,47
67% 1,67
Exemplo: Aumentando 10% no valor de R$10,00 temos:
10 x 1,10 = R$ 11,00
Desconto
No caso de haver um decréscimo, o fator de multiplicação será:
Fator de Multiplicação =1 - taxa de desconto (na forma decimal)
MATEMÁTICA
5454
a solução para o seu concurso!
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Veja a tabela abaixo:
DESCONTO FATOR DE MULTIPLICAÇÃO
10% 0,90
25% 0,75
34% 0,66
60% 0,40
90% 0,10
Exemplo: Descontando 10% no valor de R$10,00 temos:
10 X 0,90 = R$ 9,00
Chamamos de lucro em uma transação comercial de compra e
venda a diferença entre o preço de venda e o preço de custo.
Lucro=preço de venda -preço de custo
Podemos expressar o lucro na forma de porcentagem de duas
formas:
Exemplo
(DPE/RR – Analista de Sistemas – FCC/2015) Em sala de aula
com 25 alunos e 20 alunas, 60% desse total está com gripe. Se x%
das meninas dessa sala estão com gripe, o menor valor possível
para x é igual a
(A) 8.
(B) 15.
(C) 10.
(D) 6.
(E) 12.
Resolução
45------100%
X-------60%
X=27
O menor número de meninas possíveis para ter gripe é se to-
dos os meninos estiverem gripados, assim apenas 2 meninas estão.
Resposta: C.
MATEMÁTICA FINANCEIRA
A Matemática Financeira possui diversas aplicações no atual
sistema econômico. Algumas situações estão presentes no cotidia-
no das pessoas, como financiamentos de casa e carros, realizações
de empréstimos, compras a crediário ou com cartão de crédito,
aplicações financeiras, investimentos em bolsas de valores, entre
outras situações. Todas as movimentações financeiras são baseadas
na estipulação prévia de taxas de juros. Ao realizarmos um emprés-
timo a forma de pagamento é feita através de prestações mensais
acrescidas de juros, isto é, o valor de quitação do empréstimo é
superior ao valor inicial do empréstimo. A essa diferença damos o
nome de juros.
Capital
O Capital é o valor aplicado através de alguma operação finan-
ceira. Também conhecido como: Principal, Valor Atual, Valor Pre-
sente ou Valor Aplicado. Em inglês usa-se Present Value (indicado
pela tecla PV nas calculadoras financeiras).
Taxa de juros e Tempo
A taxa de juros indica qual remuneração será paga ao dinheiro
emprestado, para um determinado período. Ela vem normalmente
expressa da forma percentual, em seguida da especificação do perí-
odo de tempo a que se refere:
8 % a.a. - (a.a. significa ao ano).
10 % a.t. - (a.t. significa ao trimestre).
Outra forma de apresentação da taxa de juros é a unitária, que
é igual a taxa percentual dividida por 100, sem o símbolo %:
0,15 a.m. - (a.m. significa ao mês).
0,10 a.q. - (a.q. significa ao quadrimestre)
Montante
Também conhecido como valor acumulado é a soma do Capi-
tal Inicial com o juro produzido em determinado tempo.
Essa fórmula também será amplamente utilizada para resolver
questões.
M = C + J
M = montante
C = capital inicial
J = juros
M=C+C.i.n
M=C(1+i.n)
JUROS SIMPLES
Chama-se juros simples a compensação em dinheiro pelo em-
préstimo de um capital financeiro, a uma taxa combinada, por um
prazo determinado, produzida exclusivamente pelo capital inicial.
Em Juros Simples a remuneração pelo capital inicial aplicado
é diretamente proporcional ao seu valor e ao tempo de aplicação.
A expressão matemática utilizada para o cálculo das situações
envolvendo juros simples é a seguinte:
J = C i n, onde:
J = juros
C = capital inicial
i = taxa de juros
n = tempo de aplicação (mês, bimestre, trimestre, semestre,
ano...)
Observação importante: a taxa de juros e o tempo de aplica-
ção devem ser referentes a um mesmo período. Ou seja, os dois
devem estar em meses, bimestres, trimestres, semestres, anos... O
que não pode ocorrer é um estar em meses e outro em anos, ou
qualquer outra combinação de períodos.
Dica: Essa fórmula J = C i n, lembra as letras das palavras “JU-
ROS SIMPLES” e facilita a sua memorização.
MATEMÁTICA
55
a solução para o seu concurso!
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Outro ponto importante é saber que essa fórmula pode ser trabalhada de várias maneiras para se obter cada um de seus valores, ou
seja, se você souber três valores, poderá conseguir o quarto, ou seja, como exemplo se você souber o Juros (J), o Capital Inicial (C) e a Taxa
(i), poderá obter o Tempo de aplicação (n). E isso vale para qualquer combinação.
Exemplo
Maria quer comprar uma bolsa que custa R$ 85,00 à vista. Como não tinha essa quantia no momento e não queria perder a oportuni-
dade, aceitou a oferta da loja de pagar duas prestações de R$ 45,00, uma no ato da compra e outra um mês depois. A taxa de juros mensal
que a loja estava cobrando nessa operação era de:
(A) 5,0%
(B) 5,9%
(C) 7,5%
(D) 10,0%
(E) 12,5%
Resposta Letra “e”.
O juros incidiu somente sobre a segunda parcela, pois a primeira foi à vista. Sendo assim, o valor devido seria R$40 (85-45) e a parcela
a ser paga de R$45.
Aplicando a fórmula M = C + J:
45 = 40 + J
J = 5
Aplicando a outra fórmula J = C i n:
5 = 40 X i X 1
i = 0,125 = 12,5%
JUROS COMPOSTOS
o juro de cada intervalo de tempo é calculado a partir do saldo no início de correspondente intervalo. Ou seja: o juro de cada intervalo
de tempo é incorporado ao capital inicial e passa a render juros também.
Quando usamos juros simples e juros compostos?
A maioria das operações envolvendo dinheiro utilizajuros compostos. Estão incluídas: compras a médio e longo prazo, compras com
cartão de crédito, empréstimos bancários, as aplicações financeiras usuais como Caderneta de Poupança e aplicações em fundos de renda
fixa, etc. Raramente encontramos uso para o regime de juros simples: é o caso das operações de curtíssimo prazo, e do processo de des-
conto simples de duplicatas.
O cálculo do montante é dado por:
M = C (1 + i)t
Exemplo
Calcule o juro composto que será obtido na aplicação de R$25000,00 a 25% ao ano, durante 72 meses
C = 25000
i = 25%aa = 0,25
i = 72 meses = 6 anos
M = C (1 + i)t
M = 25000 (1 + 0,25)6
M = 25000 (1,25)6
M = 95367,50
M = C + J
J = 95367,50 - 25000 = 70367,50
MATEMÁTICA
5656
a solução para o seu concurso!
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SISTEMA DE MEDIDAS LEGAIS
UNIDADES DE COMPRIMENTO
km hm dam m dm cm mm
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
1000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m
Os múltiplos do metro são utilizados para medir grandes distâncias, enquanto os submúltiplos, para pequenas distâncias. Para medi-
das milimétricas, em que se exige precisão, utilizamos:
mícron (µ) = 10-6 m angströn (Å) = 10-10 m
Para distâncias astronômicas utilizamos o Ano-luz (distância percorrida pela luz em um ano):
Ano-luz = 9,5 · 1012 km
Exemplos de Transformação
1m=10dm=100cm=1000mm=0,1dam=0,01hm=0,001km
1km=10hm=100dam=1000m
Ou seja, para transformar as unidades, quando “ andamos” para direita multiplica por 10 e para a esquerda divide por 10.
Superfície
A medida de superfície é suaárea e a unidade fundamental é o metro quadrado(m²).
Para transformar de uma unidade para outra inferior, devemos observar que cada unidade é cem vezes maior que a unidade imedia-
tamente inferior. Assim, multiplicamos por cem para cada deslocamento de uma unidade até a desejada.
UNIDADES DE ÁREA
km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2
Quilômetro
Quadrado
Hectômetro
Quadrado
Decâmetro
Quadrado
Metro
Quadrado
Decímetro
Quadrado
Centímetro
Quadrado
Milímetro
Quadrado
1000000m2 10000m2 100m2 1m2 0,01m2 0,0001m2 0,000001m2
Exemplos de Transformação
1m²=100dm²=10000cm²=1000000mm²
1km²=100hm²=10000dam²=1000000m²
Ou seja, para transformar as unidades, quando “ andamos” para direita multiplica por 100 e para a esquerda divide por 100.
Volume
Os sólidos geométricos são objetos tridimensionais que ocupam lugar no espaço. Por isso, eles possuem volume. Podemos encontrar
sólidos de inúmeras formas, retangulares, circulares, quadrangulares, entre outras, mas todos irão possuir volume e capacidade.
UNIDADES DE VOLUME
km3 hm3 dam3 m3 dm3 cm3 mm3
Quilômetro
Cúbico
Hectômetro
Cúbico
Decâmetro
Cúbico
Metro
Cúbico
Decímetro
Cúbico
Centímetro
Cúbico
Milímetro
Cúbico
1000000000m3 1000000m3 1000m3 1m3 0,001m3 0,000001m3 0,000000001m3
MATEMÁTICA
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a solução para o seu concurso!
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Capacidade
Para medirmos a quantidade de leite, sucos, água, óleo, gasolina, álcool entre outros utilizamos o litro e seus múltiplos e submúltiplos,
unidade de medidas de produtos líquidos.
Se um recipiente tem 1L de capacidade, então seu volume interno é de 1dm³
1L=1dm³
UNIDADES DE CAPACIDADE
kl hl dal l dl cl ml
Quilolitro Hectolitro Decalitro Litro Decilitro Centilitro Mililitro
1000l 100l 10l 1l 0,1l 0,01l 0,001l
Massa
Unidades de Massa
kg hg dag g dg cg mg
Quilograma Hectograma Decagrama Grama Decigrama Centigrama Miligrama
1000g 100g 10g 1g 0,1g 0,01g 0,001
Toda vez que andar 1 casa para direita, multiplica por 10 e quando anda para esquerda divide por 10.
E uma outra unidade de massa muito importante é a tonelada
1 tonelada=1000kg
Tempo
A unidade fundamental do tempo é o segundo(s).
É usual a medição do tempo em várias unidades, por exemplo: dias, horas, minutos
Transformação de unidades
Deve-se saber:
1 dia=24horas
1hora=60minutos
1 minuto=60segundos
1hora=3600s
Adição de tempo
Exemplo: Estela chegou ao 15h 35minutos. Lá, bateu seu recorde de nado livre e fez 1 minuto e 25 segundos. Demorou 30 minutos
para chegar em casa. Que horas ela chegou?
15h 35 minutos
1 minutos 25 segundos
30 minutos
--------------------------------------------------
15h 66 minutos 25 segundos
Não podemos ter 66 minutos, então temos que transferir para as horas, sempre que passamos de um para o outro tem que ser na
mesma unidade, temos que passar 1 hora=60 minutos
Então fica: 16h6 minutos 25segundos
Vamos utilizar o mesmo exemplo para fazer a operação inversa.
MATEMÁTICA
5858
a solução para o seu concurso!
Editora
Subtração
Vamos dizer que sabemos que ela chegou em casa as 16h6 minutos 25 segundos e saiu de casa às 15h 35 minutos. Quanto tempo
ficou fora?
11h 60 minutos
16h 6 minutos 25 segundos
-15h 35 min
--------------------------------------------------
Não podemos tirar 6 de 35, então emprestamos, da mesma forma que conta de subtração.
1hora=60 minutos
15h 66 minutos 25 segundos
15h 35 minutos
--------------------------------------------------
0h 31 minutos 25 segundos
Multiplicação
Pedro pensou em estudar durante 2h 40 minutos, mas demorou o dobro disso. Quanto tempo durou o estudo?
2h 40 minutos
x2
----------------------------
4h 80 minutos OU
5h 20 minutos
Divisão
5h 20 minutos : 2
5h 20 minutos 2
1h 20 minutos 2h 40 minutos
80 minutos
0
1h 20 minutos, transformamos para minutos :60+20=80minutos
CONCEITOS BÁSICOS DE GEOMETRIA: CÁLCULO DE ÁREA E CÁLCULO DE VOLUME
PERÍMETROS E ÁREAS
Perímetro: é a soma de todos os lados de uma figura plana.
Exemplo:
Perímetro = 10 + 10 + 9 + 9 = 38 cm
MATEMÁTICA
59
a solução para o seu concurso!
Editora
Perímetros de algumas das figuras planas:
Área: é a medida da superfície de uma figura plana.
A unidade básica de área é o m2 (metro quadrado), isto é, uma superfície correspondente a um quadrado que tem 1 m de lado.
Fórmulas de área das principais figuras planas:
1) Retângulo
- sendo b a base e h a altura:
2. Paralelogramo
- sendo b a base e h a altura:
3. Trapézio
- sendo B a base maior, b a base menor e h a altura:
MATEMÁTICA
6060
a solução para o seu concurso!
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4. Losango
- sendo D a diagonal maior e d a diagonal menor:
5. Quadrado
- sendo l o lado:
6. Triângulo: essa figura tem 6 fórmulas de área, dependendo dos dados do problema a ser resolvido.
I) sendo dados a base b e a altura h:
II) sendo dados as medidas dos três lados a, b e c:
III) sendo dados as medidas de dois lados e o ângulo formado entre eles:
IV) triângulo equilátero (tem os três lados iguais):
MATEMÁTICA
61
a solução para o seu concurso!
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V) circunferência inscrita:
VI) circunferência circunscrita:
Área do círculo e suas partes
I- Círculo:
Quem primeiro descreveu a área de um círculo foi o matemá-
tico grego Arquimedes (287/212 a.C.), de Siracusa, mais ou menos
por volta do século II antes de Cristo. Ele concluiu que quanto mais
lados tem um polígono regular mais ele se aproxima de uma cir-
cunferência e o apótema (a) deste polígono tende ao raio r. Assim,
como a fórmula da área de um polígono regular é dada por A = p.a
(onde p é semiperímetro e a é o apótema), temos para a área do
círculo , então temos:
II- Coroa circular:
É uma região compreendida entre dois círculos concêntricos
(tem o mesmo centro). A área da coroa circular é igual a diferença
entre as áreas do círculo maior e do círculo menor. A = R2 – r2, como
temos o como fator comum, podemos colocá-lo em evidência, en-
tão temos:
III- Setor circular:
É uma região compreendida entre dois raios distintos de um
círculo. O setor circular tem como elementos principais o raio r, um
ângulo central e o comprimento do arco l, então temos duas fór-
mulas:
IV- Segmento circular:
É uma região compreendida entre um círculo e uma corda (seg-
mento que une dois pontos de uma circunferência) deste círculo.
Para calcular a área de um segmento circular temos que subtrair
a área de um triângulo da área de um setor circular, então temos:
VOLUMES E ÁREAS
Cilindros
Considere dois planos, α e β, paralelos, um círculo de centro O
contido num deles, e uma reta s concorrente com os dois.
Chamamos cilindro o sólido determinado pela reunião de to-
dos os segmentos paralelos a s, com extremidades no círculo e no
outro plano.
Classificação
Reto: Um cilindro se diz reto ou de revolução quando as geratri-
zes são perpendiculares às bases.
Quando a altura é igual a 2R(raio da base) o cilindro é equilá-
tero.
MATEMÁTICA
6262
a solução para o seu concurso!
Editora
Oblíquo: faces laterais oblíquas ao plano da base.
Área
Área da base: Sb=πr²
Volume
Cones
Na figura, temos um plano α, um círculo contido em α, um ponto V que não pertence ao plano.
A figura geométrica formada pela reunião de todos os segmentos de reta que tem uma extremidade no ponto V e a outra num ponto
do círculo denomina-se cone circular.
Classificação
-Reto: eixo VO perpendicular à base;
Pode ser obtido pela rotação de um triângulo retângulo em torno de um de seus catetos. Por isso o cone reto é também chamado de
cone de revolução.
Quando a geratriz de um cone reto é 2R, esse cone é denominado cone equilátero.
g2 = h2 + r2
MATEMÁTICA
63
a solução para o seu concurso!
Editora
-Oblíquo: eixo não é perpendicular
Área
Volume
Pirâmides
As pirâmides são também classificadas quanto ao número de lados da base.
Área e Volume
Área lateral: Sl = n. área de um triângulo
Onde n = quantidade de lados
Stotal = Sb + Sl
MATEMÁTICA
6464
a solução para o seu concurso!
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Prismas
Considere dois planos α e β paralelos, um polígono R contido
em α e uma reta r concorrente aosdois.
Chamamos prisma o sólido determinado pela reunião de todos
os segmentos paralelos a r, com extremidades no polígono R e no
plano β.
Assim, um prisma é um poliedro com duas faces congruentes e
paralelas cujas outras faces são paralelogramos obtidos ligando-se
os vértices correspondentes das duas faces paralelas.
Classificação
Reto: Quando as arestas laterais são perpendiculares às bases
Oblíquo: quando as faces laterais são oblíquas à base.
PRISMA RETO PRISMA OBLÍQUO
Classificação pelo polígono da base
TRIANGULAR QUADRANGULAR
E assim por diante...
Paralelepípedos
Os prismas cujas bases são paralelogramos denominam-se pa-
ralelepípedos.
PARALELEPÍPEDO RETO PARALELEPÍPEDO OBLÍQUO
Cubo é todo paralelepípedo retângulo com seis faces quadra-
das.
Prisma Regular
Se o prisma for reto e as bases forem polígonos regulares, o
prisma é dito regular.
As faces laterais são retângulos congruentes e as bases são con-
gruentes (triângulo equilátero, hexágono regular,...)
Área
Área cubo: St = 6a2
Área paralelepípedo: St = 2(ab + ac + bc)
A área de um prisma: St = 2Sb + St
Onde: St = área total
Sb = área da base
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Sl = área lateral, soma-se todas as áreas das faces laterais.
Volume
Paralelepípedo: V = a . b . c
Cubo: V = a³
Demais: V = Sb . h
RELAÇÃO ENTRE GRANDEZAS: TABELAS E GRÁFICOS.
A relação entre grandezas pode ser mais bem compreendida
por meio do uso de tabelas e gráficos, que são ferramentas essen-
ciais na representação e análise de dados. Tabelas e gráficos são
amplamente utilizados em diversas áreas, como ciência, economia,
estatística, educação e muitas outras, para apresentar informações
de forma organizada e visualmente acessível.
As tabelas podem mostrar a relação entre duas ou mais gran-
dezas de forma direta. Por exemplo, em uma tabela de vendas, as
colunas podem representar o tempo (mês), a quantidade de pro-
dutos vendidos e a receita gerada. Ao analisar a tabela, é possível
identificar como a quantidade de produtos vendidos e a receita es-
tão relacionadas ao longo do tempo.
Os gráficos são especialmente úteis para representar a rela-
ção entre grandezas. Gráficos de dispersão, por exemplo, mostram
como duas grandezas estão relacionadas, geralmente exibindo pon-
tos no plano cartesiano. Gráficos de barras e de linhas podem mos-
trar como as grandezas variam em relação a uma terceira variável,
como o tempo.
— Tabelas
As tabelas são uma representação não textual de informações,
onde os dados numéricos ocupam um papel central. Seu propósi-
to é organizar informações de maneira ordenada, clara e concisa,
permitindo a fácil interpretação dos dados em um espaço mínimo.
Componentes de uma tabela
Uma tabela estatística consiste em elementos essenciais e ele-
mentos complementares. Os elementos essenciais incluem:
Título: uma descrição que precede a tabela, fornecendo infor-
mações sobre o que está sendo observado, bem como o local e a
data da pesquisa.
Corpo: a parte principal da tabela, composta por linhas e colu-
nas que contêm os dados.
Cabeçalho: a seção superior da tabela que identifica o conteú-
do das colunas.
Coluna indicadora: a parte da tabela que descreve o conteúdo
das linhas.
Os elementos complementares podem incluir:
Fonte: a entidade responsável por fornecer os dados ou criar
a tabela.
Notas: informações gerais destinadas a esclarecer o conteúdo
da tabela.
Chamadas: informações específicas usadas para explicar ou de-
finir dados em uma parte da tabela. As chamadas são numeradas
com algarismos arábicos, posicionados à esquerda nas células e à
direita na coluna indicadora. Esses elementos complementares ge-
ralmente são encontrados no rodapé da tabela, na ordem em que
foram mencionados
.
Gráficos
Uma maneira alternativa de apresentar informações estatís-
ticas é por meio de gráficos, que são representações visuais. Os
gráficos são altamente eficazes na apresentação de dados, propor-
cionando uma compreensão mais rápida e facilitada do comporta-
mento dos fenômenos em estudo.
Um gráfico é, fundamentalmente, uma representação gráfica
de dados que é derivada de uma tabela. Embora as tabelas ofere-
çam uma representação precisa e permitam uma análise detalhada
dos dados, os gráficos são mais adequados para situações em que
se deseja fornecer uma impressão rápida e fácil do fenômeno em
questão.
É importante ressaltar que tanto os gráficos quanto as
tabelas têm finalidades distintas, e a escolha entre eles depende
do objetivo da apresentação. Frequentemente, a utilização de
um não exclui o uso do outro, e ambos podem ser empregados
complementarmente.
Ao criar um gráfico, é necessário observar algumas diretrizes
gerais:
1) Os gráficos geralmente são criados em um sistema de eixos
chamado sistema cartesiano ortogonal. A variável independente
é representada no eixo horizontal (abscissas), enquanto a variável
dependente é colocada no eixo vertical (ordenadas). O ponto de
partida no eixo vertical deve ser sempre zero, que é o ponto de
encontro dos eixos.
2) Intervalos iguais de medidas devem corresponder a inter-
valos iguais nas escalas. Por exemplo, se o intervalo de 10-15 kg
corresponder a 2 cm na escala, o intervalo de 40-45 kg também
deverá corresponder a 2 cm, enquanto o intervalo de 40-50 kg cor-
responderá a 4 cm.
3) O gráfico deve conter um título, indicar a fonte dos dados,
apresentar notas e legendas. Todas essas informações são essen-
ciais para que o gráfico seja compreensível por si só, sem depender
de um texto explicativo.
4) O formato do gráfico deve ser aproximadamente quadrado,
evitando problemas de escala que possam interferir na interpreta-
ção correta dos dados.
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Tipos de Gráficos
Estereogramas: são representações gráficas em que as grandezas são indicadas por meio de volumes. Normalmente, esses gráficos
são elaborados em um sistema de coordenadas bidimensional, embora também possam ser criados em um sistema tridimensional para
destacar a relação entre três variáveis.
Cartogramas: são representações em cartas geográficas (mapas).
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Pictogramas ou gráficos pictóricos: são representações visuais compostas principalmente por ilustrações, projetadas para serem
visualmente atrativas e direcionadas a um público amplo e diversificado. No entanto, eles não são adequados para situações que
demandam precisão detalhada.
Diagramas
São representações gráficas bidimensionais que são amplamente utilizadas devido à sua simplicidade e facilidade de criação. Eles po-
dem ser categorizados em vários tipos, incluindo gráficos de colunas, gráficos de barras, gráficos de linhas ou curvas, e gráficos de setores.
a) Gráfico de colunas: neste tipo de gráfico, as grandezas são comparadas por meio de retângulos de largura igual, dispostos verti-
calmente, com alturas proporcionais às grandezas. A distância entre os retângulos deve ser, no mínimo, igual a 1/2 e, no máximo, 2/3 da
largura da base dos retângulos.
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b) Gráfico de barras: este tipo de gráfico segue as mesmas orientações do gráfico de colunas, com a única diferença sendo a disposição
horizontal dos retângulos. É preferido quando as etiquetas nos retângulos são mais extensas que suas bases.
c) Gráfico de linhas ou curvas: neste tipo de gráfico, os pontos são posicionados em um plano de acordo com suas coordenadas e, em
seguida, conectados por segmentos de linha ou curvas. É amplamente empregado em séries temporais e séries mistas quando uma das
variáveis em consideração é o tempo, facilitando a análise comparativa.
d) Gráfico em setores: este tipo de gráfico é apropriado para destacar a proporção de cada informação em relação ao todo. O gráfico
é representado por um círculo em que o total (100%) equivale a 360°, dividido em segmentos proporcionais à representação. Essa divisão
é realizada por meio de regrade três simples. Um transferidor é frequentemente utilizado para marcar os ângulos correspondentes a cada
divisão.
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RACIOCÍNIO LÓGICO
PROPOSIÇÃO
Conjunto de palavras ou símbolos que expressam um pensamento ou uma ideia de sentido completo. Elas transmitem pensamentos,
isto é, afirmam fatos ou exprimem juízos que formamos a respeito de determinados conceitos ou entes.
Valores lógicos
São os valores atribuídos as proposições, podendo ser uma verdade, se a proposição é verdadeira (V), e uma falsidade, se a proposi-
ção é falsa (F). Designamos as letras V e F para abreviarmos os valores lógicos verdade e falsidade respectivamente.
Com isso temos alguns aximos da lógica:
– PRINCÍPIO DA NÃO CONTRADIÇÃO: uma proposição não pode ser verdadeira E falsa ao mesmo tempo.
– PRINCÍPIO DO TERCEIRO EXCLUÍDO: toda proposição OU é verdadeira OU é falsa, verificamos sempre um desses casos, NUNCA
existindo um terceiro caso.
“Toda proposição tem um, e somente um, dos valores, que são: V ou F.”
Classificação de uma proposição
Elas podem ser:
• Sentença aberta: quando não se pode atribuir um valor lógico verdadeiro ou falso para ela (ou valorar a proposição!), portanto, não
é considerada frase lógica. São consideradas sentenças abertas:
- Frases interrogativas: Quando será prova? - Estudou ontem? – Fez Sol ontem?
- Frases exclamativas: Gol! – Que maravilhoso!
- Frase imperativas: Estude e leia com atenção. – Desligue a televisão.
- Frases sem sentido lógico (expressões vagas, paradoxais, ambíguas, ...): “esta frase é falsa” (expressão paradoxal) – O cachorro do
meu vizinho morreu (expressão ambígua) – 2 + 5+ 1
• Sentença fechada: quando a proposição admitir um ÚNICO valor lógico, seja ele verdadeiro ou falso, nesse caso, será considerada
uma frase, proposição ou sentença lógica.
Proposições simples e compostas
• Proposições simples (ou atômicas): aquela que NÃO contém nenhuma outra proposição como parte integrante de si mesma. As
proposições simples são designadas pelas letras latinas minúsculas p,q,r, s..., chamadas letras proposicionais.
Exemplos
r: Thiago é careca.
s: Pedro é professor.
• Proposições compostas (ou moleculares ou estruturas lógicas): aquela formada pela combinação de duas ou mais proposições
simples. As proposições compostas são designadas pelas letras latinas maiúsculas P,Q,R, R..., também chamadas letras proposicionais.
Exemplo
P: Thiago é careca e Pedro é professor.
ATENÇÃO: TODAS as proposições compostas são formadas por duas proposições simples.
Exemplos:
1. (CESPE/UNB) Na lista de frases apresentadas a seguir:
– “A frase dentro destas aspas é uma mentira.”
– A expressão x + y é positiva.
– O valor de √4 + 3 = 7.
– Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira.
– O que é isto?
Há exatamente:
(A) uma proposição;
(B) duas proposições;
(C) três proposições;
(D) quatro proposições;
(E) todas são proposições.
MATEMÁTICA
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Resolução:
Analisemos cada alternativa:
(A) “A frase dentro destas aspas é uma mentira”, não podemos atribuir valores lógicos a ela, logo não é uma sentença lógica.
(B) A expressão x + y é positiva, não temos como atribuir valores lógicos, logo não é sentença lógica.
(C) O valor de √4 + 3 = 7; é uma sentença lógica pois podemos atribuir valores lógicos, independente do resultado que tenhamos
(D) Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira, também podemos atribuir valores lógicos (não estamos considerando a quantidade
certa de gols, apenas se podemos atribuir um valor de V ou F a sentença).
(E) O que é isto? - como vemos não podemos atribuir valores lógicos por se tratar de uma frase interrogativa.
Resposta: B.
CONECTIVOS (CONECTORES LÓGICOS)
Para compôr novas proposições, definidas como composta, a partir de outras proposições simples, usam-se os conectivos. São eles:
Operação Conectivo Estrutura Lógica Tabela verdade
Negação ~ Não p
Conjunção ^ p e q
Disjunção Inclu-
siva v p ou q
Disjunção Ex-
clusiva v Ou p ou q
Condicional → Se p então q
MATEMÁTICA
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Bicondicional ↔ p se e somente
se q
Exemplo:
2. (PC/SP - Delegado de Polícia - VUNESP) Os conectivos ou operadores lógicos são palavras (da linguagem comum) ou símbolos (da
linguagem formal) utilizados para conectar proposições de acordo com regras formais preestabelecidas. Assinale a alternativa que apre-
senta exemplos de conjunção, negação e implicação, respectivamente.
(A) ¬ p, p v q, p ∧ q
(B) p ∧ q, ¬ p, p -> q
(C) p -> q, p v q, ¬ p
(D) p v p, p -> q, ¬ q
(E) p v q, ¬ q, p v q
Resolução:
A conjunção é um tipo de proposição composta e apresenta o conectivo “e”, e é representada pelo símbolo ∧. A negação é repre-
sentada pelo símbolo ~ou cantoneira (¬) e pode negar uma proposição simples (por exemplo: ¬ p ) ou composta. Já a implicação é uma
proposição composta do tipo condicional (Se, então) é representada pelo símbolo (→).
Resposta: B.
TABELA VERDADE
Quando trabalhamos com as proposições compostas, determinamos o seu valor lógico partindo das proposições simples que a com-
põe. O valor lógico de qualquer proposição composta depende UNICAMENTE dos valores lógicos das proposições simples componentes,
ficando por eles UNIVOCAMENTE determinados.
• Número de linhas de uma Tabela Verdade: depende do número de proposições simples que a integram, sendo dado pelo seguinte
teorema:
“A tabela verdade de uma proposição composta com n* proposições simples componentes contém 2n linhas.”
Exemplo:
3. (CESPE/UNB) Se “A”, “B”, “C” e “D” forem proposições simples e distintas, então o número de linhas da tabela-verdade da propo-
sição (A → B) ↔ (C → D) será igual a:
(A) 2;
(B) 4;
(C) 8;
(D) 16;
(E) 32.
Resolução:
Veja que podemos aplicar a mesma linha do raciocínio acima, então teremos:
Número de linhas = 2n = 24 = 16 linhas.
Resposta D.
CONCEITOS DE TAUTOLOGIA , CONTRADIÇÃO E CONTIGÊNCIA
• Tautologia: possui todos os valores lógicos, da tabela verdade (última coluna), V (verdades).
Princípio da substituição: Seja P (p, q, r, ...) é uma tautologia, então P (P0; Q0; R0; ...) também é uma tautologia, quaisquer que sejam
as proposições P0, Q0, R0, ...
• Contradição: possui todos os valores lógicos, da tabela verdade (última coluna), F (falsidades). A contradição é a negação da Tauto-
logia e vice versa.
Princípio da substituição: Seja P (p, q, r, ...) é uma contradição, então P (P0; Q0; R0; ...) também é uma contradição, quaisquer que sejam
as proposições P0, Q0, R0, ...
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• Contingência: possui valores lógicos V e F ,da tabela verdade (última coluna). Em outros termos a contingência é uma proposição
composta que não é tautologia e nem contradição.
Exemplos:
4. (DPU – ANALISTA – CESPE) Um estudante de direito, com o objetivo de sistematizar o seu estudo, criou sua própria legenda, na qual
identificava, por letras, algumas afirmações relevantes quanto à disciplina estudada e as vinculava por meio de sentenças (proposições).
No seu vocabulário particular constava, por exemplo:
P: Cometeu o crime A.
Q: Cometeu o crime B.
R: Será punido, obrigatoriamente, com a pena de reclusão no regime fechado.
S: Poderá optar pelo pagamento de fiança.
Ao revisar seus escritos, o estudante, apesar de não recordar qual era o crime B, lembrou que ele era inafiançável.
Tendo como referência essa situação hipotética, julgue o item que se segue.
A sentença (P→Q)↔((~Q)→(~P)) será sempre verdadeira, independentemente das valorações de P e Q como verdadeiras ou falsas.
( ) Certo
( ) Errado
Resolução:
Considerando P e Q como V.
(V→V) ↔ ((F)→(F))
(V) ↔ (V) = V
Considerando P e Q como F
(F→F) ↔ ((V)→(V))
(V) ↔ (V) = V
Então concluímos que a afirmação é verdadeira.
Resposta: Certo.
EQUIVALÊNCIA
Duas ou mais proposições compostas são equivalentes, quando mesmo possuindo estruturas lógicas diferentes, apresentam a mesma
solução em suas respectivas tabelas verdade.
Se as proposiçõesP(p,q,r,...) e Q(p,q,r,...) são ambas TAUTOLOGIAS, ou então, são CONTRADIÇÕES, então são EQUIVALENTES.
Exemplo:
5. (VUNESP/TJSP) Uma negação lógica para a afirmação “João é rico, ou Maria é pobre” é:
(A) Se João é rico, então Maria é pobre.
(B) João não é rico, e Maria não é pobre.
(C) João é rico, e Maria não é pobre.
(D) Se João não é rico, então Maria não é pobre.
(E) João não é rico, ou Maria não é pobre.
Resolução:
Nesta questão, a proposição a ser negada trata-se da disjunção de duas proposições lógicas simples. Para tal, trocamos o conectivo
por “e” e negamos as proposições “João é rico” e “Maria é pobre”. Vejam como fica:
MATEMÁTICA
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Resposta: B.
LEIS DE MORGAN
Com elas:
– Negamos que duas dadas proposições são ao mesmo tempo
verdadeiras equivalendo a afirmar que pelo menos uma é falsa
– Negamos que uma pelo menos de duas proposições é verda-
deira equivalendo a afirmar que ambas são falsas.
ATENÇÃO
As Leis de Morgan ex-
primem que NEGAÇÃO
transforma:
CONJUNÇÃO em DISJUNÇÃO
DISJUNÇÃO em CONJUNÇÃO
QUESTÕES
1. (SAP/SP - AGENTE DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIA - MS-
CONCURSOS/2017) Um aparelho de televisão que custa R$1600,00
estava sendo vendido, numa liquidação, com um desconto de 40%.
Marta queria comprar essa televisão, porém não tinha condições de
pagar à vista, e o vendedor propôs que ela desse um cheque para
15 dias, pagando 10% de juros sobre o valor da venda na liquidação.
Ela aceitou e pagou pela televisão o valor de:
(A) R$1120,00
(B)R$1056,00
(C)R$960,00
(D) R$864,00
2. (TST – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2017) A equipe de se-
gurança de um Tribunal conseguia resolver mensalmente cerca de
35% das ocorrências de dano ao patrimônio nas cercanias desse
prédio, identificando os criminosos e os encaminhando às autori-
dades competentes. Após uma reestruturação dos procedimentos
de segurança, a mesma equipe conseguiu aumentar o percentual
de resolução mensal de ocorrências desse tipo de crime para cer-
ca de 63%. De acordo com esses dados, com tal reestruturação, a
equipe de segurança aumentou sua eficácia no combate ao dano
ao patrimônio em
(A) 35%.
(B) 28%.
(C) 63%.
(D) 41%.
(E) 80%.
3. (TST – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2017) Três irmãos, An-
dré, Beatriz e Clarice, receberam de uma tia herança constituída pe-
las seguintes joias: um bracelete de ouro, um colar de pérolas e um
par de brincos de diamante. A tia especificou em testamento que
as joias não deveriam ser vendidas antes da partilha e que cada um
deveria ficar com uma delas, mas não especificou qual deveria ser
dada a quem. O justo, pensaram os irmãos, seria que cada um re-
cebesse cerca de 33,3% da herança, mas eles achavam que as joias
tinham valores diferentes entre si e, além disso, tinham diferentes
opiniões sobre seus valores. Então, decidiram fazer a partilha do
seguinte modo:
− Inicialmente, sem que os demais vissem, cada um deveria
escrever em um papel três porcentagens, indicando sua avaliação
sobre o valor de cada joia com relação ao valor total da herança.
− A seguir, todos deveriam mostrar aos demais suas avaliações.
− Uma partilha seria considerada boa se cada um deles rece-
besse uma joia que avaliou como valendo 33,3% da herança toda
ou mais.
As avaliações de cada um dos irmãos a respeito das joias foi a
seguinte:
ANDRÉ Bracelete: 40% Colar: 50% Brincos: 10%
BEATRIZ Bracelete: 30% Colar: 50% Brincos: 20%
CLARICE Bracelete: 30% Colar: 20% Brincos: 50%
Assim, uma partilha boa seria se André, Beatriz e Clarice rece-
bessem, respectivamente,
(A) o bracelete, os brincos e o colar.
(B) os brincos, o colar e o bracelete.
(C) o colar, o bracelete e os brincos.
(D) o bracelete, o colar e os brincos.
(E) o colar, os brincos e o bracelete.
4. (TRE/PR – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2017) Uma gela-
deira está sendo vendida nas seguintes condições:
− Preço à vista = R$ 1.900,00;
− Condições a prazo = entrada de R$ 500,00 e pagamento de
uma parcela de R$ 1.484,00 após 60 dias da data da compra.
A taxa de juros simples mensal cobrada na venda a prazo é de
(A) 1,06% a.m.
(B) 2,96% a.m.
(C) 0,53% a.m.
(D) 3,00% a.m.
(E) 6,00% a.m.
5. (FUNAPEP - ANALISTA EM GESTÃO PREVIDENCIÁRIA-
-FCC/2017) João emprestou a quantia de R$ 23.500,00 a seu filho
Roberto. Trataram que Roberto pagaria juros simples de 4% ao ano.
Roberto pagou esse empréstimo para seu pai após 3 anos. O valor
total dos juros pagos por Roberto foi
(A) 3.410,00.
(B) R$ 2.820,00.
(C) R$ 2.640,00.
(D) R$ 3.120,00.
(E) R$ 1.880,00.
MATEMÁTICA
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a solução para o seu concurso!
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6. (IFBAIANO – TÉCNICO EM CONTABILIDADE – FCM/2017)
O montante acumulado ao final de 6 meses e os juros recebidos a
partir de um capital de 10 mil reais, com uma taxa de juros de 1% ao
mês, pelo regime de capitalização simples, é de
(A) R$ 9.400,00 e R$ 600,00.
(B) R$ 9.420,00 e R$ 615,20.
(C) R$ 10.000,00 e R$ 600,00.
(D) R$ 10.600,00 e R$ 600,00.
(E) R$ 10.615,20 e R$ 615,20.
7. Diz-se que duas preposições são equivalentes entre si quan-
do elas possuem o mesmo valor lógico. A sentença logicamente
equivalente a: “ Se Maria é médica, então Victor é professor” é:
Alternativas
(A) Se Victor não é professor então Maria não é médica
(B) Se Maria não é médica então Victor não é professor
(C) Se Victor é professor, Maria é médica
(D) Se Maria é médica ou Victor é professor
(E) Se Maria é médica ou Victor não é professor
8. (BDMG - Analista de Desenvolvimento – FUMARC) Corta-
-se um arame de 30 metros em duas partes. Com cada uma das
partes constrói-se um quadrado. Se S é a soma das áreas dos dois
quadrados, assim construídos, então o menor valor possível para S
é obtido quando:
(A) o arame é cortado em duas partes iguais.
(B) uma parte é o dobro da outra.
(C) uma parte é o triplo da outra.
(D) uma parte mede 16 metros de comprimento.
9. (TJM-SP - Oficial de Justiça – VUNESP) Um grande terreno
foi dividido em 6 lotes retangulares congruentes, conforme mostra
a figura, cujas dimensões indicadas estão em metros.
Sabendo-se que o perímetro do terreno original, delineado em
negrito na figura, mede x + 285, conclui-se que a área total desse
terreno é, em m2, igual a:
(A) 2 400.
(B) 2 600.
(C) 2 800.
(D) 3000.
(E) 3 200.
10. (PREF. DE ITAPEMA/SC – TÉCNICO CONTÁBIL – MSCON-
CURSOS/2016) O volume de um cone circular reto, cuja altura é
39 cm, é 30% maior do que o volume de um cilindro circular reto.
Sabendo que o raio da base do cone é o triplo do raio da base do
cilindro, a altura do cilindro é:
(A) 9 cm
(B) 30 cm
(C) 60 cm
(D) 90 cm
11. (SAP/SP - AGENTE DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIA –
MSCONCURSOS/2017) Qual é o volume de uma lata de óleo per-
feitamente cilíndrica, cujo diâmetro é 8 cm e a altura é 20 cm? (use
π=3)
(A)3,84 l
(B)96 ml
(C) 384 ml
(D) 960 ml
12. (CÂMARA DE SUMARÉ – ESCRITURÁRIO -VUNESP/2017)
Inicialmente, um reservatório com formato de paralelepípedo reto
retângulo deveria ter as medidas indicadas na figura.
Em uma revisão do projeto, foi necessário aumentar em 1 m a
medida da largura, indicada por x na figura, mantendo-se inaltera-
das as demais medidas. Desse modo, o volume inicialmente previs-
to para esse reservatório foi aumentado em:
(A) 1 m³ .
(B) 3 m³ .
(C) 4 m³ .
(D) 5 m³ .
(E) 6 m³ .
13. (DESENBAHIA – TÉCNICO ESCRITURÁRIO - INSTITUTO
AOCP/2017) João e Marcos resolveram iniciar uma sociedade para
fabricação e venda de cachorro quente. João iniciou com um capital
de R$ 30,00 e Marcos colaborou com R$ 70,00. No primeiro final de
semana de trabalho, a arrecadação foi de R$ 240,00 bruto e ambos
reinvestiram R$ 100,00 do bruto na sociedade, restando a eles R$
140,00 de lucro. De acordo com o que cada um investiu inicialmen-
te, qual é o valor que João e Marcos devem receber desse lucro,
respectivamente?
(A) 30 e 110 reais.
(B) 40 e 100 reais.
(C)42 e 98 reais.
(D) 50 e 90 reais.
(E) 70 e 70 reais.
MATEMÁTICA
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a solução para o seu concurso!
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14. (TST – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2017) Em uma em-
presa, trabalhamoito funcionários, na mesma função, mas com
cargas horárias diferentes: um deles trabalha 32 horas semanais,
um trabalha 24 horas semanais, um trabalha 20 horas semanais,
três trabalham 16 horas semanais e, por fim, dois deles trabalham
12 horas semanais. No final do ano, a empresa distribuirá um bônus
total de R$ 74.000,00 entre esses oito funcionários, de forma que a
parte de cada um seja diretamente proporcional à sua carga horária
semanal. Dessa forma, nessa equipe de funcionários, a diferença
entre o maior e o menor bônus individual será, em R$, de
(A) 10.000,00.
(B) 8.000,00.
(C) 20.000,00.
(D) 12.000,00.
(E) 6.000,00.
15. (CÂMARA DE SUMARÉ – ESCRITURÁRIO – VU-
NESP/2017) Para uma pesquisa, foram realizadas entrevistas nos
estados da Região Sudeste do Brasil. A amostra foi composta da
seguinte maneira:
– 2500 entrevistas realizadas no estado de São Paulo;
– 1500 entrevistas realizadas nos outros três estados da Região
Sudeste.
Desse modo, é correto afirmar que a razão entre o número de
entrevistas realizadas em São Paulo e o número total de entrevistas
realizadas nos quatro estados é de
(A) 8 para 5.
(B) 5 para 8.
(C) 5 para 7.
(D) 3 para 5.
(E) 3 para 8.
16. (IPRESB/SP - ANALISTA DE PROCESSOS PREVIDENCIÁ-
RIOS- VUNESP/2017) Para imprimir 300 apostilas destinadas a um
curso, uma máquina de fotocópias precisa trabalhar 5 horas por dia
durante 4 dias. Por motivos administrativos, será necessário impri-
mir 360 apostilas em apenas 3 dias. O número de horas diárias que
essa máquina terá que trabalhar para realizar a tarefa é
(A) 6.
(B) 7.
(C) 8.
(D) 9.
(E) 10.
17. (SEPOG – ANALISTA EM TECNOLOGIA DA INFORMA-
ÇÃO E COMUNICAÇÃO – FGV/2017) Uma máquina copiadora A
faz 20% mais cópias do que uma outra máquina B, no mesmo tem-
po.
A máquina B faz 100 cópias em uma hora.
A máquina A faz 100 cópias em
(A) 44 minutos.
(B) 46 minutos.
(C) 48 minutos.
(D) 50 minutos.
(E) 52 minutos.
18. (MPE/SP – OFICIAL DE PROMOTORIA I – VUNESP/2016)
Para organizar as cadeiras em um auditório, 6 funcionários, todos
com a mesma capacidade de produção, trabalharam por 3 horas.
Para fazer o mesmo trabalho, 20 funcionários, todos com o mesmo
rendimento dos iniciais, deveriam trabalhar um total de tempo, em
minutos, igual a
(A) 48.
(B) 50.
(C) 46.
(D) 54.
(E) 52.
19. (IPRESB/SP - ANALISTA DE PROCESSOS PREVIDEN-
CIÁRIOS- VUNESP/2017) Uma gráfica precisa imprimir um lote
de 100000 folhetos e, para isso, utiliza a máquina A, que imprime
5000 folhetos em 40 minutos. Após 3 horas e 20 minutos de fun-
cionamento, a máquina A quebra e o serviço restante passa a ser
feito pela máquina B, que imprime 4500 folhetos em 48 minutos.
O tempo que a máquina B levará para imprimir o restante do lote
de folhetos é
(A) 14 horas e 10 minutos.
(B) 14 horas e 05 minutos.
(C) 13 horas e 45 minutos.
(D) 13 horas e 30 minutos.
(E) 13 horas e 20 minutos.
20. Na lógica proposicional, as proposições compostas são
constituídas de conectivos e proposições simples. Na sentença
“Doze é número par, mas é múltiplo de três”, temos uma sentença
composta com o conectivo da ______________ e respectivo valor
lógico ______________.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamen-
te, as lacunas do trecho acima.
Alternativas
(A) negação – falsa
(B) disjunção – verdadeira
(C) disjunção – falsa
(D) conjunção – verdadeira
(E) conjunção – falsa
21. (CÂMARA DE SUMARÉ – ESCRITURÁRIO – VU-
NESP/2017) Uma indústria produz regularmente 4500 litros de
suco por dia. Sabe-se que a terça parte da produção diária é dis-
tribuída em caixinhas P, que recebem 300 mililitros de suco cada
uma. Nessas condições, é correto afirmar que a cada cinco dias a
indústria utiliza uma quantidade de caixinhas P igual a
(A) 25000.
(B) 24500.
(C) 23000.
(D) 22000.
(E) 20500.
MATEMÁTICA
7676
a solução para o seu concurso!
Editora
22. (UNIRV/GO – AUXILIAR DE LABORATÓRIO – UNIRVGO/2017) Uma empresa farmacêutica distribuiu 14400 litros de uma subs-
tância líquida em recipientes de 72 cm3 cada um. Sabe-se que cada recipiente, depois de cheio, tem 80 gramas. A quantidade de toneladas
que representa todos os recipientes cheios com essa substância é de
(A) 16
(B) 160
(C) 1600
(D) 16000
23. (MPE/GO – OFICIAL DE PROMOTORIA – MPEGO/2017) João estuda à noite e sua aula começa às 18h40min. Cada aula tem
duração de 45 minutos, e o intervalo dura 15 minutos. Sabendo-se que nessa escola há 5 aulas e 1 intervalo diariamente, pode-se afirmar
que o término das aulas de João se dá às:
(A) 22h30min
(B) 22h40min
(C) 22h50min
(D) 23h
(E) Nenhuma das anteriores
24. (OBJETIVA - 2023) A tabela abaixo apresenta dados sobre o desempenho acadêmico de um grupo de estudantes em cinco discipli-
nas: Matemática, Ciências, História, Física e Português. Analisando-se a tabela é CORRETO afirmar que:
(A) Pedro tem a maior média.
(B) Os alunos tiveram o pior desempenho médio em Ciências.
(C) Os alunos foram melhor em Português do que em Física.
(D) Carlos tem média superior a de João.
25. (Fundação Casa – Agente Educacional – VUNESP) Para zelar pelos jovens internados e orientá-los a respeito do uso adequado dos
materiais em geral e dos recursos utilizados em atividades educativas, bem como da preservação predial, realizou-se uma dinâmica elen-
cando “atitudes positivas” e “atitudes negativas”, no entendimento dos elementos do grupo. Solicitou-se que cada um classificasse suas
atitudes como positiva ou negativa, atribuindo (+4) pontos a cada atitude positiva e (-1) a cada atitude negativa. Se um jovem classificou
como positiva apenas 20 das 50 atitudes anotadas, o total de pontos atribuídos foi
(A) 50.
(B) 45.
(C) 42.
(D) 36.
(E) 32.
26. (UEM/PR – Auxiliar Operacional – UEM) Ruth tem somente R$ 2.200,00 e deseja gastar a maior quantidade possível, sem ficar
devendo na loja.
Verificou o preço de alguns produtos:
TV: R$ 562,00
DVD: R$ 399,00
Micro-ondas: R$ 429,00
Geladeira: R$ 1.213,00
Na aquisição dos produtos, conforme as condições mencionadas, e pagando a compra em dinheiro, o troco recebido será de:
(A) R$ 84,00
(B) R$ 74,00
(C) R$ 36,00
(D) R$ 26,00
(E) R$ 16,00
MATEMÁTICA
77
a solução para o seu concurso!
Editora
27. (BNDES – Técnico Administrativo – CESGRANRIO) Multipli-
cando-se o maior número inteiro menor do que 8 pelo menor nú-
mero inteiro maior do que - 8, o resultado encontrado será
(A) - 72
(B) - 63
(C) - 56
(D) - 49
(E) – 42
28. Os conectivos lógicos são palavras ou símbolos utilizados
para conectar proposições de acordo com as regras da lógica for-
mal. A alternativa que apresenta uma disjunção, uma conjunção e
uma condicional, nessa ordem, é:
Alternativas
(A) p → q, p v q e p ^ q
(B) p → q, p ^ q e p v q
(C) p v q, p ^ q e p → q
(D) p ^ q, p v q e p → q
(E) p v q, p → q e p ^ q
29. (IPSM - Analista de Gestão Municipal – Contabilidade –
VUNESP/2018) Saí de casa com determinada quantia no bolso. Gas-
tei, na farmácia, 2/5 da quantia que tinha. Em seguida, encontrei
um compadre que me pagou uma dívida antiga que correspondia
exatamente à terça parte do que eu tinha no bolso. Continuei meu
caminho e gastei a metade do que tinha em alimentos que doei
para uma casa de apoio a necessitados. Depois disso, restavam-me
420 reais. O valor que o compadre me pagou é, em reais, igual a
(A) 105.
(B) 210.
(C) 315.
(D) 420.
(E) 525.
30. (Pref. Santo Expedito/SP – Motorista – Prime Concur-
sos/2017) Qual a alternativa que equivale a 9/40 em forma decimal
(A) 0,225
(B) 225
(C) 0,0225
(D) 0,22
GABARITO
1 B
2 E
3 D
4 D
5 B
6 D
7 A
8 A
9 D
10 D
11 D
12 E
13 C
14 A
15 B
16 C
17 D
18 D
19 E
20 D
21 A
22 A
23 B
24 D
25 A
26 D
27 D
28 C
29 B
30 A
ANOTAÇÕES
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ATUALIDADES
QUESTÕES RELACIONADAS A FATOS POLÍTICOS, ECONÔ-
MICOS, SOCIAIS E CULTURAIS, NACIONAIS E INTERNACIO-
NAIS, OCORRIDOS A PARTIR DE 1º DE JULHO DE 2022, DI-
VULGADOS NA MÍDIA LOCAL E/OU NACIONAL
A importância do estudo de atualidades
Dentre todas as disciplinas com as quais concurseiros e estu-
dantes de todo o país se preocupam, a de atualidades tem se tor-
nado cada vez mais relevante. Quando pensamos em matemática,
língua portuguesa, biologia, entre outras disciplinas, inevitavelmen-
te as colocamos em um patamar mais elevado que outras que nos
parecem menos importantes, pois de algum modo nos é ensinado a
hierarquizar a relevância de certos conhecimentos desde os tempos
de escola.
No, entanto, atualidades é o único tema que insere o indivíduo
no estudo do momento presente, seus acontecimentos, eventos
e transformações. O conhecimento do mundo em que se vive de
modo algum deve ser visto como irrelevante no estudo para concur-
sos, pois permite que o indivíduo vá além do conhecimento técnico
e explore novas perspectivas quanto à conhecimento de mundo.
Em sua grande maioria, as questões de atualidades em con-
cursos são sobre fatos e acontecimentos de interesse público, mas
podem também apresentar conhecimentos específicos do meio po-
lítico, social ou econômico, sejam eles sobre música, arte, política,
economia, figuras públicas, leis etc. Seja qual for a área, as questões
de atualidades auxiliam as bancas a peneirarem os candidatos e se-
lecionarem os melhores preparados não apenas de modo técnico.
Sendo assim, estudar atualidades é o ato de se manter cons-
tantemente informado. Os temas de atualidades em concursos são
sempre relevantes. É certo que nem todas as notícias que você vê
na televisão ou ouve no rádio aparecem nas questões, manter-se
informado, porém, sobre as principais notícias de relevância nacio-
nal e internacional em pauta é o caminho, pois são debates de ex-
trema recorrência na mídia.
O grande desafio, nos tempos atuais, é separar o joio do trigo.
Com o grande fluxo de informações que recebemos diariamente, é
preciso filtrar com sabedoria o que de fato se está consumindo. Por
diversas vezes, os meios de comunicação (TV, internet, rádio etc.)
adaptam o formato jornalístico ou informacional para transmitirem
outros tipos de informação, como fofocas, vidas de celebridades,
futebol, acontecimentos de novelas, que não devem de modo al-
gum serem inseridos como parte do estudo de atualidades. Os in-
teresses pessoais em assuntos deste cunho não são condenáveis de
modo algum, mas são triviais quanto ao estudo.
Ainda assim, mesmo que tentemos nos manter atualizados
através de revistas e telejornais, o fluxo interminável e ininterrupto
de informações veiculados impede que saibamos de fato como es-
tudar. Apostilas e livros de concursos impressos também se tornam
rapidamente desatualizados e obsoletos, pois atualidades é uma
disciplina que se renova a cada instante.
O mundo da informação está cada vez mais virtual e tecnoló-
gico, as sociedades se informam pela internet e as compartilham
em velocidades incalculáveis. Pensando nisso, a editora prepara
mensalmente o material de atualidades de mais diversos campos
do conhecimento (tecnologia, Brasil, política, ética, meio ambiente,
jurisdição etc.) na“Área do Cliente”.
Lá, o concurseiro encontrará um material completo de aula pre-
parado com muito carinho para seu melhor aproveitamento. Com
o material disponibilizado online, você poderá conferir e checar os
fatos e fontes de imediato através dos veículos de comunicação vir-
tuais, tornando a ponte entre o estudo desta disciplina tão fluida e
a veracidade das informações um caminho certeiro.
ANOTAÇÕES
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CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
MS-WINDOWS 10 OU VERSÕES MAIS RECENTES: ÁREA DE TRABALHO, ÁREA DE TRANSFERÊNCIA, ÍCONES, BARRA DE TARE-
FAS E FERRAMENTAS, COMANDOS E RECURSOS; UNIDADES DE ARMAZENAMENTO; CONCEITO DE PASTAS, DIRETÓRIOS, AR-
QUIVOS E ATALHOS; VISUALIZAÇÃO, EXIBIÇÃO E MANIPULAÇÃO DE ARQUIVOS E PASTAS; USO DOS MENUS, PROGRAMAS
E APLICATIVOS; PAINZEL DE CONTROLE; INTERAÇÃO COM O CONJUNTO DE APLICATIVOS MS-OFFICE 2010 OU VERSÕES
MAIS RECENTES.
Operações de iniciar, reiniciar, desligar, login, logoff, bloquear e desbloquear
Botão Iniciar
O Botão Iniciar dá acesso aos programas instalados no computador, abrindo o Menu Iniciar que funciona como um centro de comando
do PC.
Menu Iniciar
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
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a solução para o seu concurso!
Editora
Expandir: botão utilizado para expandir os itens do menu.
Botão Expandir
Conta: apresenta opções para configurar a conta do usuário logado, bloquear ou deslogar. Em Alterar configurações da conta é possível
modificar as informações do usuário, cadastrar contas de e-mail associadas, definir opções de entrada como senha, PIN ou Windows Hello,
além de outras configurações.
Configurações de conta
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
83
a solução para o seu concurso!
Editora
Ligar/Desligar: a opção “Desligar” serve para desligar o computador completamente. Caso existam programas abertos, o sistema não
os salvará automaticamente, mas perguntará ao usuário se deseja salvá-los.
Outras opções são:
a) Reiniciar: reinicia o computador. É útil para finalizar a instalação de aplicativos e atualizações do sistema operacional, mas, com
frequência, não é um processo necessário.
b) Suspender: leva o computador para um estado de economia de energia que permite que o computador volte a funcionar
normalmente após alguns segundos. Todas as tarefas são mantidas, podendo o usuário continuar o trabalho.
Em portáteis, o Windows salva automaticamente todo o trabalho e desliga o computador se a bateria está com muito pouca carga.
Muitos portáteis entram em suspensão quando você fecha a tampa ou pressiona o botão de energia.
c) Hibernar: opção criada para notebooks e pode não está disponível em todos os computadores. É um sistema de economia de
energia que coloca no disco rígido os documentos e programas abertos e desliga o computador. Hibernar usa menos energia do que
Suspender e, quando você reinicializa o computador, mas não volta tão rapidamente quanto a Suspensão ao ponto em que estava.
Além dessas opções, acessando Conta, temos:
d) Sair: o usuário desconecta de sua conta, e todas as suas tarefas são encerradas.
e) Bloquear: bloqueia a conta do usuário, mantendo todas as tarefas em funcionamento.
Para trocar o usuário, basta apertar CTRL + ALT + DEL:
f) Trocar usuário: simplesmentedá a opção de trocar de usuário, sem que o usuário atual faça o logoff. Assim, todas as tarefas são
mantidas em funcionamento, e quando o usuário quiser, basta acessar sua conta para continuar de onde parou.
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
8484
a solução para o seu concurso!
Editora
Esquematizando essas opções:
Ligar/Desligar e outras opções.
Área de trabalho, ícones e atalhos
Área de Trabalho
A Área de trabalho (ou desktop) é a principal área exibida na tela quando você liga o computador e faz logon no Windows. É o lugar
que exibe tudo o que é aberto (programas, pastas, arquivos) e que também organiza suas atividades.
Área de Trabalho do Windows 10.
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
85
a solução para o seu concurso!
Editora
Ícones
Um ícone é um pequeno símbolo gráfico, usado geralmente
para representar um software ou um atalho para um arquivo
específico, aplicação (software) ou diretório (pasta). Dito de outra
forma, é o elemento gráfico que, em sistemas operacionais ou em
programas com interfaces gráficas, representa determinado objeto,
operação ou link, sendo geralmente acionável por um clique de
mouse.
Atalhos
Um atalho é um link que pode ser criado para um item (como
um arquivo, uma pasta ou um programa) no computador. Permite
a execução de uma determinada ação para chamar um programa
sem passar pelo caminho original. No Windows, os ícones de atalho
possuem como característica uma seta no canto inferior esquerdo.
Menu iniciar e barra de tarefas
Botão e Menu Iniciar
Depois de ter sido excluído do Windows 8, o recurso faz um
retorno glorioso. É o ponto central da experiência com o Windows
10.
Os apps estilo metro ficam abrigados ali. O acesso a qualquer
outro programa ou às configurações também tem acesso rápido e
fácil. O seu tamanho (ocupando mais ou menos espaço na tela) é
ajustável.
Menu Iniciar.
Pasta
São estruturas que dividem o disco em várias partes de tama-
nhos variados as quais podem pode armazenar arquivos e outras
pastas (subpastas)1.
Arquivo
É a representação de dados/informações no computador os
quais ficam dentro das pastas e possuem uma extensão que identi-
fica o tipo de dado que ele representa.
Extensões de arquivos
EXTENSÃO TIPO
.jpg, .jpeg, .png, .bpm, .gif, ... Imagem
.xls, .xlsx, .xlsm, ... Planilha
.doc, .docx, .docm, ... Texto formatado
.txt Texto sem formatação
.mp3, .wma, .aac, .wav, ... Áudio
.mp4, .avi, rmvb, .mov, ... Vídeo
.zip, .rar, .7z, ... Compactadores
.ppt, .pptx, .pptm, ... Apresentação
.exe Executável
.msl, ... Instalador
Existem vários tipos de arquivos como arquivos de textos, ar-
quivos de som, imagem, planilhas, etc. Alguns arquivos são univer-
sais podendo ser aberto em qualquer sistema. Mas temos outros
que dependem de um programa específico como os arquivos do
Corel Draw que necessita o programa para visualizar. Nós identifi-
camos um arquivo através de sua extensão. A extensão são aquelas
letras que ficam no final do nome do arquivo.
Exemplos:
.txt: arquivo de texto sem formatação.
.html: texto da internet.
.rtf: arquivo do WordPad.
.doc e .docx: arquivo do editor de texto Word com formatação.
É possível alterar vários tipos de arquivos, como um documen-
to do Word (.docx) para o PDF (.pdf) como para o editor de texto
do LibreOffice (.odt). Mas atenção, tem algumas extensões que não
são possíveis e caso você tente poderá deixar o arquivo inutilizável.
1 https://docente.ifrn.edu.br/elieziosoares/disciplinas/informatica/
aula-05-manipulacao-de-arquivos-e-pastas
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
8686
a solução para o seu concurso!
Editora
Nomenclatura dos arquivos e pastas
Os arquivos e pastas devem ter um nome o qual é dado no momento da criação. Os nomes podem conter até 255 caracteres (letras,
números, espaço em branco, símbolos), com exceção de / \ | > < * : “ que são reservados pelo sistema operacional.
Bibliotecas
Criadas para facilitar o gerenciamento de arquivos e pastas, são um local virtual que agregam conteúdo de múltiplos locais em um só.
Estão divididas inicialmente em 4 categorias:
– Documentos;
– Imagens;
– Músicas;
– Vídeos.
Windows Explorer
O Windows Explorer é um gerenciador de informações, arquivos, pastas e programas do sistema operacional Windows da Microsoft2.
Todo e qualquer arquivo que esteja gravado no seu computador e toda pasta que exista nele pode ser vista pelo Windows Explorer.
Possui uma interface fácil e intuitiva.
Na versão em português ele é chamado de Gerenciador de arquivo ou Explorador de arquivos.
O seu arquivo é chamado de Explorer.exe
Normalmente você o encontra na barra de tarefas ou no botão Iniciar > Programas > Acessórios.
2 https://centraldefavoritos.com.br/2019/06/05/conceitos-de-organizacao-e-de-gerenciamento-de-informacoes-arquivos-pastas-e-programas/
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
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a solução para o seu concurso!
Editora
Na parte de cima do Windows Explorer você terá acesso a muitas funções de gerenciamento como criar pastas, excluir, renomear, ex-
cluir históricos, ter acesso ao prompt de comando entre outras funcionalidades que aparecem sempre que você selecionar algum arquivo.
A coluna do lado esquerdo te dá acesso direto para tudo que você quer encontrar no computador. As pastas mais utilizadas são as de
Download, documentos e imagens.
Operações básicas com arquivos do Windows Explorer
• Criar pasta: clicar no local que quer criar a pasta e clicar com o botão direito do mouse e ir em novo > criar pasta e nomear ela. Você
pode criar uma pasta dentro de outra pasta para organizar melhor seus arquivos. Caso você queira salvar dentro de uma mesma pasta um
arquivo com o mesmo nome, só será possível se tiver extensão diferente. Ex.: maravilha.png e maravilha.doc
Independente de uma pasta estar vazia ou não, ela permanecerá no sistema mesmo que o computador seja reiniciado
• Copiar: selecione o arquivo com o mouse e clique Ctrl + C e vá para a pasta que quer colar a cópia e clique Ctrl +V. Pode também
clicar com o botão direito do mouse selecionar copiar e ir para o local que quer copiar e clicar novamente como o botão direito do mouse
e selecionar colar.
• Excluir: pode selecionar o arquivo e apertar a tecla delete ou clicar no botão direito do mouse e selecionar excluir
• Organizar: você pode organizar do jeito que quiser como, por exemplo, ícones grandes, ícones pequenos, listas, conteúdos, lista com
detalhes. Estas funções estão na barra de cima em exibir ou na mesma barra do lado direito.
• Movimentar: você pode movimentar arquivos e pastas clicando Ctrl + X no arquivo ou pasta e ir para onde você quer colar o arquivo
e Clicar Ctrl + V ou clicar com o botão direito do mouse e selecionar recortar e ir para o local de destino e clicar novamente no botão direito
do mouse e selecionar colar.
Localizando Arquivos e Pastas
No Windows Explorer tem duas:
Tem uma barra de pesquisa acima na qual você digita o arquivo ou pasta que procura ou na mesma barra tem uma opção de Pesquisar.
Clicando nesta opção terão mais opções para você refinar a sua busca.
Arquivos ocultos
São arquivos que normalmente são relacionados ao sistema. Eles ficam ocultos (invisíveis) por que se o usuário fizer alguma alteração,
poderá danificar o Sistema Operacional.
Apesar de estarem ocultos e não serem exibido pelo Windows Explorer na sua configuração padrão, eles ocupam espaço no disco.
Configurações: é possível configurar o Menu Iniciar como um todo. Para isso, basta acessar a opção “Configurações” e, na janela
que se abre, procurar por “Personalização”. Depois, selecionar “Iniciar”. É possível selecionar o que será exibido no Menu Iniciar como
os blocos, as listas de recentes ou de aplicativos mais usados, além de outras configurações. Além da personalização, diversas outras
configurações podem ser acessadas por aqui como Sistema, Dispositivos, Rede e Internet e muito mais.
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
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a solução para o seu concurso!
Editora
Configurações do Windows.
Programas: a lista mostra programas instalados no computador.Esse menu apresenta os programas em ordem alfabética, além dos
programas mais usados.
Para manter um atalho permanente nesta área do Menu, clique com o botão direito sobre ele e em “Fixar em Iniciar”.
Dependendo do aplicativo ao qual o atalho é relacionado, é possível abrir diretamente um arquivo. Por exemplo, o Word lista os
últimos documentos abertos; o Excel lista as planilhas; e o Media Player, as mídias. Basta utilizar também o botão direito para acessar essa
lista.
Arquivos recentes para um programa.
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
89
a solução para o seu concurso!
Editora
Grupos: é possível agrupar aplicativos em grupos. Você pode criar vários grupos e adicionar aplicativos a eles. Por exemplo, um grupo
para Trabalho, um para Estudos e outro para Lazer.
Barra de Tarefas
A Barra de Tarefas é um dos itens mais utilizados no dia-a-dia. O papel da barra de tarefas é dar acesso aos programas instalados no
computador, permitindo alternar entre janelas abertas e abrir outras ou acessar rapidamente certas configurações do Windows. Esta barra
também ajuda na organização das tarefas, já que pode deixar visível os programas que estão em execução naquele momento, permitindo
alternar entre eles rapidamente, ou que podem ser executados com um simples clique.
No Windows 10, a barra de tarefas fica, por padrão, na parte inferior da tela e normalmente visível, mas é possível movê-la para os
lados ou para a parte superior da área de trabalho, desde que ela esteja desbloqueada.
Vejamos a anatomia básica da barra de ferramentas do Windows 10.
Barra de Tarefas.
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
9090
a solução para o seu concurso!
Editora
Execução de programas
Super Barra
A Super Barra contém uma série de ícones para, principalmente, executar softwares, incluindo arquivos mais usados ou pastas
favoritas.
Super barra na barra de tarefas.
Visão de tarefas: a visão de tarefas é uma espécie de visualização panorâmica do sistema na qual é possível pré-visualizar todas as
janelas abertas naquele momento.
Ao acessar este menu, você pode adicionar novas áreas de trabalho virtuais ao sistema. Ou seja, é possível ter diversas áreas de
trabalho funcionando simultaneamente dentro do Windows 10, ideal para organizar melhor o seu conteúdo quando muitas coisas
precisam ficar abertas ao mesmo tempo.
O atalho Windows ( ) + TAB abre a visão de tarefas.
Visão de Tarefas.
Programas e pastas afixadas: ícones que permanecem na barra de tarefas mesmo sem estar em uso. Funcionam como atalhos para
as pastas e programas.
Para fixar o atalho de algum programa, execute-o, clique sobre o atalho e marque a opção “Fixar na Barra de tarefas”. É possível
mudar a ordem dos ícones fixados como você preferir, bastando clicar e arrastar os ícones para os lados. O procedimento para desafixar
é o mesmo, apenas o texto da opção muda para “Desafixar da Barra de tarefas”. A fixação pode ocorrer também clicando com o botão
direito nele e escolhendo a opção “Fixar na barra de tarefas”. Uma possibilidade interessante do Windows 10 é a fixação de atalhos para
sites da internet na Barra de tarefas. Com o Internet Explorer, arraste a guia à Barra de tarefas até que o ícone mude para “Fixar em Barra
de tarefas”.
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
91
a solução para o seu concurso!
Editora
Fixação de ícones na barra de tarefas.
Programas em execução: os programas em execução os as pastas abertas também ficam dispostos na barra de tarefas.
Quando um programa está em execução ele fica sublinhado na barra de tarefas. O Windows 10 trabalha com o agrupamento de
janelas de um mesmo programa no mesmo botão da barra de tarefas, assim, todos os arquivos ou instâncias sendo executadas referentes
a um mesmo programa ficarão organizados sob ícones sobrepostos do programa que os executa ou pasta que os contém.
Ao passar o mouse sobre o ícone de um programa aberto na Barra de Tarefas, poderá ver uma Miniatura do Programa Aberto, sem ter
que clicar em mais nada. E se passar o mouse em cima dessa miniatura, verá uma prévia da janela aberta em tamanho maior. Se desejar
alternar entre essas janelas, basta clicar na desejada.
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
9292
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Gerenciador de tarefas do windows
Gerenciador de Tarefas (Ctrl+Shift+Esc)
Gerenciador de tarefas é a ferramenta do Windows 10 que monitora em tempo real o desempenho de vários recursos do computador;
como memória, uso do espaço de armazenamento, processamento entre outras opções de hardware. Além de informações detalhadas
sobre o sistema operacional, o Gerenciador de Tarefas oferece a possibilidade de encerrar algum software que, porventura, vier a travar
ou o usuário deseja por assim encerrar.
Para iniciar o Gerenciador de tarefas, tome qualquer uma das seguintes ações:
1. Pressione CTRL+ALT+DELETE e clique em Gerenciador de tarefas.
2. Pressione CTRL+SHIFT+ESC.
3. Clique com o botão direito em uma área vazia da barra de tarefas e clique em Gerenciador de tarefas.
Janelas; menus, faixa de opções e barras de comandos e de ferramentas; barra de estado
Barras de ferramentas: é possível adicionar ferramentas à Barra de tarefas, ou seja, atalhos para recursos simples e práticos para o
uso do Windows. Clique com o botão direito sobre a Barra e explore o menu “Barra de ferramentas”.
“Endereço” adiciona uma barra para digitar um caminho e abri-lo no Windows Explorer; “Links” exibe links de páginas da internet;
“Área de trabalho” oferece atalhos para diferentes áreas do Windows; A opção “Nova barra de ferramentas” permite a escolha de uma
pasta personalizada;
Opções para a organização de janelas: essas opções permitem organizar as janelas abertas de várias maneiras.
Opções de organização de janelas.
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
93
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Prompt de Comando ou cmd
O Prompt de Comando (cmd.exe) é um interpretador de linha de comando nos sistemas baseados no Windows NT (incluindo Windows
2000, XP, Server 2003 e adiante até o mais recente Windows 10), isto é, ele é um shell para esses sistemas operacionais. Ele é um comando
análogo ao command.com do MS-DOS e de sistemas Windows 9x ou de shells utilizados nos sistemas Unix.
Na realidade, o cmd.exe é um programa do Windows que atua como interpretador de linha de comando.
O cmd.exe é mais utilizado por usuários avançados e possui uma série de comandos para realizar diversas funções. Por causa de alguns
comandos de sistema, é preciso executá-lo com privilégios de administrador. Para fazer isso, clique na caixa de pesquisa do Windows
10 e digite “cmd” (sem as aspas). Depois, clique com o botão direito em “cmd” e escolha a opção “Executar como administrador. Se for
solicitada a senha do administrador, digite-a ou apenas confirme a autorização.
Os principais comandos e suas funções são apresentadas no esquema a seguir:
Principais comandos cmd.exe.
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
9494
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Barras de Status
Uma barra de status é uma área na parte inferior de uma janela primária que exibe informações sobre o estado da janela atual (como o
que está sendo exibido e como), tarefas em segundo plano (como impressão, verificação e formatação) ou outras informações contextuais
(como seleção e estado do teclado)3.
As barras de status normalmente indicam status por meio de texto e ícones, mas também podem ter indicadores de progresso, bem
como menus para comandos e opções relacionados ao status.
Menus de contexto e atalhos de teclado
Menu de Contexto
O “Menu de contexto” exibe opções quando o usuário clica com o botão direito do mouse em sistemas operacionais como o Windows,
Mac OS e Linux. A implementação desse recurso varia em cada sistema, mas é no Windows que essa ferramenta têm um maior nível de
customização4. No sistema operacional da Microsoft, é possível que o usuário coloque aplicativos no acesso ao menu de contexto e criar
atalhos para recursos e comandos específicos: compactadores de arquivos,reprodutores de mídia (players) e antivírus.
O menu de contexto condensa comandos e atalhos que podem ser facilmente acessados via botão direito do mouse. A lista de atalhos
e comando disponíveis no menu podem variar conforme o local do sistema ou aplicativo em que o usuário está: o menu de contexto no
desktop do Windows será diferente daquele exibido em uma pasta ou quando um arquivo é selecionado.
3 https://docs.microsoft.com/pt-br/windows/win32/uxguide/ctrl-status-bars
4 https://www.techtudo.com.br/noticias/2016/05/o-que-e-o-menu-de-contexto-do-windows.ghtml
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
95
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Atalhos de Teclado
CTRL+A: seleciona todos os itens da Área de Trabalho (Desktop).
CTRL+C: copia os itens selecionados.
CTRL+X: recorta os itens selecionados.
CTRL+V: cola os itens selecionados.
CTRL+Z: desfaz a última ação.
CTRL+Y: refaz a última ação desfeita por meio do CTRL+Z.
CTRL+ESC: aciona o Menu Iniciar.
CTRL+SHIFT+ESC: abre o Gerenciador de Tarefas do Windows.
ALT+TAB: alterna entre as janelas abertas, exibindo uma
bandeja com miniaturas das janelas.
CTRL+ALT+DEL: exibe a tela de segurança do Windows, que
dá as opções para bloquear o computador, trocar de usuário, fazer
logoff, alterar senha e iniciar o Gerenciador de Tarefas.
ALT+F4: fecha a janela atual.
ALT+I: aciona o Menu Iniciar.
DELETE: envia o item selecionado para a Lixeira do Windows.
SHIFT+DELETE: exclui o item selecionado definitivamente.
Tecla WINDOWS (também conhecida como tecla WIN ou
Logotipo do Windows)
WIN (sozinha): aciona o Menu Iniciar (não sei se você percebeu,
mas esta é a terceira forma de acionar este menu).
WIN+D: exibe a Desktop.
WIN+E: abre o Windows Explorer.
WIN+F: abre a Pesquisa do Windows, para localizar arquivos e
pastas.
WIN+G: exibe os Gadgets do Windows, que são mini aplicativos
do Desktop.
WIN+L: bloqueia o computador.
WIN+M: minimiza todas as janelas.
WIN+SHIFT+M: exibe todas as janelas minimizadas pelas teclas
WIN+M.
WIN+R: inicia o caixa de diálogo Executar, que permite executar
um arquivo ou programa.
WIN+T: exibe o Flip da Barra de Tarefas, que é a miniatura das
janelas abertas, dos botões da Barra de Tarefas.
WIN+TAB: exibe o Flip 3D, que permite alternar entre as janelas
abertas por meio de um visual em forma de cascata tridimensional.
WIN+ESPAÇO: exibe a Desktop através das janelas abertas,
deixando-as transparentes, como se fosse uma visão de Raio-X. Este
recurso se chama Aero Peek, já comentado em artigos anteriores.
WIN+HOME: minimiza todas as janelas, exceto a que está ativa
no momento, ou seja, aquela que está sendo acessada pelo usuário.
Esse recurso se chama Aero Shake.
WIN+PAUSE/BREAK: abre a janela de Propriedades do Sistema.
WIN+ →: redimensiona a janela ativa, fazendo-a ocupar a
metade direita da tela.
WIN+ ←: redimensiona a janela ativa, fazendo-a ocupar a
metade esquerda da tela.
WIN+ ↑: redimensiona a janela ativa, maximizando-a.
WIN+ ↓: redimensiona a janela ativa, restaurando-a, caso
esteja maximizada ou minimizando-a, caso esteja restaurada.
Windows Explorer
Teclas de Função
F1: abre a ajuda do Windows.
F2: renomeia o item selecionado (pasta ou arquivo).
F3: abre o campo de pesquisa na própria janela ativa.
F4: abre o campo histórico de endereços, da barra de endereços.
F5: atualiza os itens exibidos.
F6: muda o foco do cursor entre os frames da janela.
F10: ativa o Menu Arquivo.
F11: alterna para exibição em tela cheia.
Operações de mouse, apontar, mover, arrastar
Arrastar e soltar é um método de mover ou copiar um arquivo
ou vários arquivos usando o mouse ou o touchpad5.
Por padrão, ao clicar com o botão esquerdo e segurar o botão
esquerdo do mouse ou do touchpad enquanto move o ponteiro do
mouse para um local de pasta diferente na mesma unidade, quando
soltar o botão esquerdo do mouse, o arquivo será movido para o
novo local onde liberou o botão do mouse.
Se estiver movendo o arquivo para uma unidade diferente
ou pela rede para uma unidade mapeada ou outro sistema, o
arquivo será copiado para o local de destino e o arquivo original
permanecerá no local original.
Resolução de tela e configuração de múltiplos monitores de
vídeo
Resolução de Tela
Na configuração padrão, o Windows utiliza a resolução nativa
por ser a maior opção que o monitor permite6. Caso tenha alterado
essa definição ou precise usar um segundo monitor, basta fazer a
alteração no painel de controle.
1. Abra as configurações do Windows pelo menu iniciar;
2. No painel de controle, selecione a opção “Sistema”;
5 https://www.dell.com/support/kbdoc/pt-br/000147309/move-and-
-copy-files-using-drag-and-drop-in-microsoft-windows#:~:text=Por%20
padr%C3%A3o%2C%20se%20voc%C3%AA%20clicar,liberou%20o%20
bot%C3%A3o%20do%20mouse.
6 https://canaltech.com.br/windows/como-consultar-resolucao-nati-
va-monitor-windows/
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
9696
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3. Vá para a aba “Vídeo”. Caso esteja utilizando dois monitores,
é possível clicar em cada um dos números para acessar as opções
individuais;
4. Desça a tela até o item “Resolução da tela” e clique para
abrir a lista. A resolução marcada como “Recomendável” é a opção
nativa do seu computador.
O modo de resolução não depende apenas do tamanho
do monitor: a placa de vídeo e os drivers instalados também
influenciam na configuração do Windows para obter a melhor
qualidade de imagem. Ao alterar para uma resolução mais baixa
do que a recomendada, os textos podem ficar menos nítidos e com
iluminação diferente.
Caso o computador não consiga reconhecer a resolução nativa
do monitor, a recomendação é atualizar drivers de vídeo. Para isso,
abra as configurações, vá para a seção “Atualizações e Segurança” e
procure por atualizações pendentes na tela “Windows Update”. Se o
problema persistir, talvez seja necessário instalar drivers específicos
da fabricante.
Configuração de Múltiplos Monitores de Vídeo
Se você usa um notebook Windows, poderá conectar um
monitor adicional através da porta HDMI, DisplayPort ou as legadas
DVI e VGA, dependendo do modelo do hardware7. Se você possui
7 GOGONI, R. Como usar dois monitores no mesmo computador
(Windows)
um desktop, é preciso verificar se a placa de vídeo ou a placa-mãe
(no caso de vídeo integrado) possuem mais de uma saída de vídeo,
o que nem sempre é o caso.
De qualquer forma, o procedimento é bastante simples:
Conecte o monitor
Conecte o monitor adicional à saída de vídeo extra de seu
computador e ligue-o. Por padrão, o Windows irá clonar a Área de
Trabalho no segundo monitor, e você terá a mesma imagem nas
duas telas. Não é o que queremos, e sim utilizar uma das telas como
uma extensão;
Acesse as configurações de tela
Dê um clique direito na Área de Trabalho, e depois em
Configurações de tela.
Organize suas telas
Na nova janela, o Windows irá exibir os monitores conectados,
cada um identificado com um número. Para saber qual monitor
é qual, clique no botão Identificar. Os números atribuídos serão
exibidos em cada um dos monitores.
É possível trocar a identificação dos monitores, mudando o
segundo monitor para ser o principal, de “2” para “1”. Isso é útil
para melhor organizar sua Área de Trabalho. Para isso, selecione
o monitor que deseja usar como “1” e marque a caixa Tornar este
meu vídeo principal.
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
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Conclua a configuração
Por fim, escolha a opção Estender estes vídeos, clique em Aplicar e depois em Manter alterações.
Feito isso, tem-se uma Área de Trabalho única, mas estendida para os dois monitores. Entretanto, é preciso lembrar que todos os apps
e programas que abrir serão exibidos no monitor principal, que foi definido como “1”, e eles só ocuparão ambos monitores quando em tela
cheia, ou se arrastados manualmente com o mouse.
Unidades locais e mapeamentos de rede
Mapeamentos de Rede
Mapeie uma unidade de rede para acessá-la no Explorador de Arquivos do Windows sem precisarprocurá-la ou digitar seu endereço
de rede toda vez8.
1. Abra o Explorador de Arquivos na barra de tarefas ou no menu Iniciar, ou pressione a tecla de logotipo do Windows + E.
2. Selecione Este computador no painel esquerdo. Em seguida, na guia Computador, selecione Mapear unidade de rede.
3. Na lista Unidade, selecione uma letra da unidade. (Qualquer letra disponível serve).
4. Na caixa Pasta, digite o caminho da pasta ou do computador ou selecione Procurar para localizar a pasta ou o computador. Para se
conectar sempre que você entrar no computador, selecione Conecte-se em entrar.
5. Selecione Concluir.
Observação: Se você não conseguir se conectar a uma unidade de rede ou pasta, o computador ao qual você está tentando se
conectar pode estar desligado ou talvez você não tenha as permissões corretas. Tente contatar o administrador de rede.
8 https://support.microsoft.com/pt-br/windows/mapear-uma-unidade-de-rede-no-windows-29ce55d1-34e3-a7e2-4801-131475f9557d#ID0EB-
D=Windows_10
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
9898
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Rede e compartilhamento
Rede e Internet
A opção Rede e Internet é possível verificar o status da rede e alterar suas configurações, definir preferências para compartilhar
arquivos e computadores e configurar a conexão com a Internet.
Rede e Internet.
1. A Central de Rede e Compartilhamento exibe as informações básicas de rede e configurações de conexões. É possível conectar ou
desconectar de uma rede ou configurar nova conexão ou rede (sem fio, de banda larga, etc.).
2. Em Propriedades da Internet, é possível definir as configurações de conexão e exibição da Internet. Podem ser definidas as páginas
padrão a serem abertas, alterar o modo de exibição das guias dos navegadores e configurar ou excluir o histórico de navegação, entre
outras configurações.
3. Infravermelho permite configurar a transferência de arquivos por infravermelho.
Compartilhamento
Para compartilhar um arquivo ou pasta no Explorador de Arquivos, siga um destes procedimentos9:
Clique com o botão direito do mouse ou pressione um arquivo e selecione Dar acesso a > Pessoas específicas.
9 https://support.microsoft.com/pt-br/windows/compartilhamento-de-arquivos-por-meio-de-uma-rede-no-win-
dows-b58704b2-f53a-4b82-7bc1-80f9994725bf#ID0EBD=Windows_10
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
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a solução para o seu concurso!
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Selecione um arquivo, selecione a guia Compartilhar na parte superior do Explorador de Arquivos e, na seção Compartilhar com,
selecione Pessoas específicas.
Selecione um usuário na rede com o qual compartilhar o arquivo ou selecione Todos para dar a todos os usuários da rede acesso ao
arquivo.
Se selecionar vários arquivos de uma vez, você poderá compartilhar todos eles da mesma forma. Isso também é válido para pastas;
compartilhe uma pasta e todos os arquivos nela serão compartilhados.
MS-WORD 2010 OU VERSÕES MAIS RECENTES: BARRA DE FERRAMENTAS, COMANDOS, ATALHOS E RECURSOS; EDITORAÇÃO
E PROCESSAMENTO DE TEXTOS; PROPRIEDADES E ESTRUTURA BÁSICA DOS DOCUMENTOS; DISTRIBUIÇÃO DE CONTEÚDO
NA PÁGINA; FORMATAÇÃO; CABEÇALHO E RODAPÉ; TABELAS; IMPRESSÃO; INSERÇÃO DE OBJETOS/IMAGENS; CAMPOS
PREDEFINIDOS; ENVELOPES, ETIQUETAS, MALA-DIRETA; CAIXAS DE TEXTO.
Essa versão de edição de textos vem com novas ferramentas e novos recursos para que o usuário crie, edite e compartilhe documen-
tos de maneira fácil e prática10.
O Word 2016 está com um visual moderno, mas ao mesmo tempo simples e prático, possui muitas melhorias, modelos de documen-
tos e estilos de formatações predefinidos para agilizar e dar um toque de requinte aos trabalhos desenvolvidos. Trouxe pouquíssimas no-
vidades, seguiu as tendências atuais da computação, permitindo o compartilhamento de documentos e possuindo integração direta com
vários outros serviços da web, como Facebook, Flickr, Youtube, Onedrive, Twitter, entre outros.
Novidades no Word 2016
– Diga-me o que você deseja fazer: facilita a localização e a realização das tarefas de forma intuitiva, essa nova versão possui a caixa
Diga-me o que deseja fazer, onde é possível digitar um termo ou palavra correspondente a ferramenta ou configurações que procurar.
10 http://www.popescolas.com.br/eb/info/word.pdf
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
100100
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– Trabalhando em grupo, em tempo real: permite que vários usuários trabalhem no mesmo documento de forma simultânea.
Ao armazenar um documento on-line no OneDrive ou no SharePoint e compartilhá-lo com colegas que usam o Word 2016 ou Word
On-line, vocês podem ver as alterações uns dos outros no documento durante a edição. Após salvar o documento on-line, clique em Com-
partilhar para gerar um link ou enviar um convite por e-mail. Quando seus colegas abrem o documento e concordam em compartilhar
automaticamente as alterações, você vê o trabalho em tempo real.
– Pesquisa inteligente: integra o Bing, serviço de buscas da Microsoft, ao Word 2016. Ao clicar com o botão do mouse sobre qualquer
palavra do texto e no menu exibido, clique sobre a função Pesquisa Inteligente, um painel é exibido ao lado esquerdo da tela do programa
e lista todas as entradas na internet relacionadas com a palavra digitada.
– Equações à tinta: se utilizar um dispositivo com tela sensível ao toque é possível desenhar equações matemáticas, utilizando o dedo
ou uma caneta de toque, e o programa será capaz de reconhecer e incluir a fórmula ou equação ao documento.
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
101
a solução para o seu concurso!
Editora
– Histórico de versões melhorado: vá até Arquivo > Histórico para conferir uma lista completa de alterações feitas a um documento
e para acessar versões anteriores.
– Compartilhamento mais simples: clique em Compartilhar para compartilhar seu documento com outras pessoas no SharePoint, no
OneDrive ou no OneDrive for Business ou para enviar um PDF ou uma cópia como um anexo de e-mail diretamente do Word.
– Formatação de formas mais rápida: quando você insere formas da Galeria de Formas, é possível escolher entre uma coleção de
preenchimentos predefinidos e cores de tema para aplicar rapidamente o visual desejado.
– Guia Layout: o nome da Guia Layout da Página na versão 2010/2013 do Microsoft Word mudou para apenas Layout11.
Interface Gráfica
Navegação gráfica
Atalho de barra de status
11 CARVALHO, D. e COSTA, Renato. Livro Eletrônico.
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
102102
a solução para o seu concurso!
Editora
Faixas de opções e modo de exibição
Guia de Início Rápido.12
Ao clicar em Documento em branco surgirá a tela principal do Word 201613.
Área de trabalho do Word 2016.
12 https://www.udesc.br/arquivos/udesc/id_cpmenu/5297/Guia_de_Inicio_Rapido___Word_2016_14952206861576.pdf
13 Melo, F. INFORMÁTICA. MS-Word 2016.
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
103
a solução para o seu concurso!
Editora
Barra de Ferramentas de Acesso Rápido
Permite adicionar atalhos, de funções comumente utilizadas no trabalho com documentos que podem ser personalizados de acordo
com a necessidade do usuário.
Faixa de Opções
Faixa de Opções é o local onde estão os principais comandos do Word, todas organizadas em grupos e distribuídas por meio de guias,
que permitem fácil localização e acesso. As faixas de Opções são separadas por nove guias: Arquivos; Página Inicial, Inserir, Design, Layout,
Referências, Correspondências, Revisão e Exibir.
– Arquivos: possui diversas funcionalidades, dentre algumas:
– Novo: abrir um Novo documento ou um modelo (.dotx) pré-formatado.
– Abrir: opções para abrir documentos já salvos tanto no computador como no sistema de armazenamento em nuvem da Microsoft,
One Drive. Além de exibir um histórico dos últimos arquivos abertos.
– Salvar/Salvar como: a primeira vez que irá salvar o documento as duas opções levam ao mesmo lugar. Apenas a partir da segunda
vez em diante que o Salvar apenas atualiza o documento e o Salvar como exibe a janela abaixo. Contém os locais onde serão armazenados
os arquivos.Opções locais como na nuvem (OneDrive).
– Imprimir: opções de impressão do documento em edição. Desde a opção da impressora até as páginas desejadas. O usuário tanto
pode imprimir páginas sequenciais como páginas alternadas.
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
104104
a solução para o seu concurso!
Editora
– Página Inicial: possui ferramentas básicas para formatação de texto, como tamanho e cor da fonte, estilos de marcador, alinhamento
de texto, entre outras.
Grupo Área de Transferência
Para acessá-la basta clicar no pequeno ícone de uma setinha para baixo no canto inferior direito, logo à frente de Área de Transferên-
cia.
Colar (CTRL + V): cola um item (pode ser uma letra, palavra, imagem) copiado ou recortado.
Recortar (CTRL + X): recorta um item (pode ser uma letra, palavra, imagem) armazenando-o temporariamente na Área de Transferên-
cia para em seguida ser colado no local desejado.
Copiar (CTRL+C): copia o item selecionado (cria uma cópia na Área de Transferência).
Pincel de Formatação (CTRL+SHIFT+C / CTRL+SHIFT+V): esse recurso (principalmente o ícone) cai em vários concursos. Ele permite
copiar a formatação de um item e aplicar em outro.
Grupo Fonte
Fonte: permite que selecionar uma fonte, ou seja, um tipo de letra a ser exibido em seu texto. Em cada texto
pode haver mais de um tipo de fontes diferentes.
Tamanho da fonte: é o tamanho da letra do texto. Permite escolher entre diferentes tamanhos de fonte na lista
ou que digite um tamanho manualmente.
Negrito: aplica o formato negrito (escuro) ao texto selecionado. Se o cursor estiver sobre uma palavra, ela ficará
toda em negrito. Se a seleção ou a palavra já estiver em negrito, a formatação será removida.
Itálico: aplica o formato itálico (deitado) ao texto selecionado. Se o cursor estiver sobre uma palavra, ela ficará
toda em itálico. Se a seleção ou palavra já estiver em itálico, a formatação será removida.
Sublinhado: sublinha, ou seja, insere ou remove uma linha embaixo do texto selecionado. Se o cursor não está
em uma palavra, o novo texto inserido será sublinhado.
Tachado: risca uma linha, uma palavra ou apenas uma letra no texto selecionado ou, se o cursor somente estiver
sobre uma palavra, esta palavra ficará riscada.
Subscrito: coloca a palavra abaixo das demais.
Sobrescrito: coloca a palavra acima das demais.
Cor do realce do texto: aplica um destaque colorido sobre a palavra, assim como uma caneta marca texto.
Cor da fonte: permite alterar a cor da fonte (letra).
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
105
a solução para o seu concurso!
Editora
Grupo Parágrafo
Marcadores: permite criar uma lista com diferentes marcadores.
Numeração: permite criar uma lista numerada.
Lista de vários itens: permite criar uma lista numerada em níveis.
Diminuir Recuo: diminui o recuo do parágrafo em relação à margem esquerda.
Aumentar Recuo: aumenta o recuo do parágrafo em relação à margem esquerda.
Classificar: organiza a seleção atual em ordem alfabética ou numérica.
Mostrar tudo: mostra marcas de parágrafos e outros símbolos de formatação ocultos.
Alinhar a esquerda: alinha o conteúdo com a margem esquerda.
Centralizar: centraliza seu conteúdo na página.
Alinhar à direita: alinha o conteúdo à margem direita.
Justificar: distribui o texto uniformemente entre as margens esquerda e direita.
Espaçamento de linha e parágrafo: escolhe o espaçamento entre as linhas do texto ou entre parágrafos.
Sombreamento: aplica uma cor de fundo no parágrafo onde o cursor está posicionado.
Bordas: permite aplicar ou retirar bordas no trecho selecionado.
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
106106
a solução para o seu concurso!
Editora
Grupo Estilo
Possui vários estilos pré-definidos que permite salvar configurações relativas ao tamanho e cor da fonte, espaçamento entre linhas
do parágrafo.
Grupo Edição
CTRL+L: ao clicar nesse ícone é aberta a janela lateral, denominada navegação, onde é possível localizar
um uma palavra ou trecho dentro do texto.
CTRL+U: pesquisa no documento a palavra ou parte do texto que você quer mudar e o substitui por
outro de seu desejo.
Seleciona o texto ou objetos no documento.
Inserir: a guia inserir permite a inclusão de elementos ao texto, como: imagens, gráficos, formas, configurações de quebra de página,
equações, entre outras.
Adiciona uma folha inicial em seu documento, parecido como uma capa.
Adiciona uma página em branco em qualquer lugar de seu documento.
Uma seção divide um documento em partes determinadas pelo usuário para que sejam aplicados dife-
rentes estilos de formatação na mesma ou facilitar a numeração das páginas dentro dela.
Permite inserir uma tabela, uma planilha do Excel, desenhar uma tabela, tabelas rápidas ou converter o texto em tabela
e vice-versa.
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
107
a solução para o seu concurso!
Editora
Design: esta guia agrupa todos os estilos e formatações disponíveis para aplicar ao layout do documento.
Layout: a guia layout define configurações características ao formato da página, como tamanho, orientação, recuo, entre outras.
Referências: é utilizada para configurações de itens como sumário, notas de rodapé, legendas entre outros itens relacionados a iden-
tificação de conteúdo.
Correspondências: possui configuração para edição de cartas, mala direta, envelopes e etiquetas.
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
108108
a solução para o seu concurso!
Editora
Revisão: agrupa ferramentas úteis para realização de revisão de conteúdo do texto, como ortografia e gramática, dicionário de sinô-
nimos, entre outras.
Exibir: altera as configurações de exibição do documento.
Formatos de arquivos
Veja abaixo alguns formatos de arquivos suportados pelo Word 2016:
.docx: formato xml.
.doc: formato da versão 2003 e anteriores.
.docm: formato que contém macro (vba).
.dot: formato de modelo (carta, currículo...) de documento da versão 2003 e anteriores.
.dotx: formato de modelo (carta, currículo...) com o padrão xml.
.odt: formato de arquivo do Libre Office Writer.
.rtf: formato de arquivos do WordPad.
.xml: formato de arquivos para Web.
.html: formato de arquivos para Web.
.pdf: arquivos portáteis.
MS-EXCEL 2010 OU VERSÕES MAIS RECENTES: BARRA DE FERRAMENTAS, COMANDOS, ATALHOS E RECURSOS; FUNCIONALI-
DADES E ESTRUTURA DAS PLANILHAS; CONFIGURAÇÃO DE PAINÉIS E CÉLULAS; LINHAS, COLUNAS, PASTAS, TABELAS E GRÁ-
FICOS; FORMATAÇÃO; USO DE FÓRMULAS, FUNÇÕES E MACROS; IMPRESSÃO; INSERÇÃO DE OBJETOS/IMAGENS; CAMPOS
PREDEFINIDOS; CONTROLE DE QUEBRAS E NUMERAÇÃO DE PÁGINAS; VALIDAÇÃO DE DADOS E OBTENÇÃO DE DADOS
EXTERNOS; FILTRAGENS E CLASSIFICAÇÃO DE DADOS.
O Microsoft Excel 2016 é um software para criação e manutenção de Planilhas Eletrônicas.
A grande mudança de interface do aplicativo ocorreu a partir do Excel 2007 (e de todos os aplicativos do Office 2007 em relação as
versões anteriores). A interface do Excel, a partir da versão 2007, é muito diferente em relação as versões anteriores (até o Excel 2003). O
Excel 2016 introduziu novas mudanças, para corrigir problemas e inconsistências relatadas pelos usuários do Excel 2010 e 2013.
Na versão 2016, temos uma maior quantidade de linhas e colunas, sendo um total de 1.048.576 linhas por 16.384 colunas.
O Excel 2016 manteve as funcionalidades e recursos que já estamos acostumados, além de implementar alguns novos, como14:
- 6 tipos novos de gráficos: Cascata, Gráfico Estatístico, Histograma, Pareto e Caixa e Caixa Estreita.
14 https://ninjadoexcel.com.br/microsoft-excel-2016/
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
109
a solução para o seu concurso!
Editora
- Pesquise, encontra e reúna os dados necessários em um único local utilizando “Obter e Transformar Dados” (nas versões anteriores
era Power Query disponível como suplemento.
- Utilize Mapas 3D (em versões anteriores com Power Map disponível como suplemento) para mostrar histórias junto com seus dados.
Especificamente sobre o Excel 2016, seu diferencial é a criação e edição de planilhas a partir de dispositivos móveis de forma mais fácil
eintuitivo, vendo que atualmente, os usuários ainda não utilizam de forma intensa o Excel em dispositivos móveis.
Tela Inicial do Excel 2016.
Ao abrir uma planilha em branco ou uma planilha, é exibida a área de trabalho do Excel 2016 com todas as ferramentas necessárias
para criar e editar planilhas15.
15 https://juliobattisti.com.br/downloads/livros/excel_2016_basint_degusta.pdf
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
110110
a solução para o seu concurso!
Editora
As cinco principais funções do Excel são16:
– Planilhas: Você pode armazenar manipular, calcular e analisar dados tais como números, textos e fórmulas. Pode acrescentar grá-
fico diretamente em sua planilha, elementos gráficos, tais como retângulos, linhas, caixas de texto e botões. É possível utilizar formatos
pré-definidos em tabelas.
– Bancos de dados: você pode classificar pesquisar e administrar facilmente uma grande quantidade de informações utilizando ope-
rações de bancos de dados padronizadas.
– Gráficos: você pode rapidamente apresentar de forma visual seus dados. Além de escolher tipos pré-definidos de gráficos, você
pode personalizar qualquer gráfico da maneira desejada.
– Apresentações: Você pode usar estilos de células, ferramentas de desenho, galeria de gráficos e formatos de tabela para criar apre-
sentações de alta qualidade.
– Macros: as tarefas que são frequentemente utilizadas podem ser automatizadas pela criação e armazenamento de suas próprias
macros.
Planilha Eletrônica
A Planilha Eletrônica é uma folha de cálculo disposta em forma de tabela, na qual poderão ser efetuados rapidamente vários tipos de
cálculos matemáticos, simples ou complexos.
Além disso, a planilha eletrônica permite criar tabelas que calculam automaticamente os totais de valores numéricos inseridos, impri-
mir tabelas em layouts organizados e criar gráficos simples.
• Barra de ferramentas de acesso rápido
Essa barra localizada na parte superior esquerdo, ajudar a deixar mais perto os comandos mais utilizados, sendo que ela pode ser
personalizada. Um bom exemplo é o comando de visualização de impressão que podemos inserir nesta barra de acesso rápido.
Barra de ferramentas de acesso rápido.
• Barra de Fórmulas
Nesta barra é onde inserimos o conteúdo de uma célula podendo conter fórmulas, cálculos ou textos, mais adiante mostraremos
melhor a sua utilidade.
Barra de Fórmulas.
16 http://www.prolinfo.com.br
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
111
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• Guia de Planilhas
Quando abrirmos um arquivo do Excel, na verdade estamos abrindo uma pasta de trabalho onde pode conter planilhas, gráficos, tabe-
las dinâmicas, então essas abas são identificadoras de cada item contido na pasta de trabalho, onde consta o nome de cada um.
Nesta versão quando abrimos uma pasta de trabalho, por padrão encontramos apenas uma planilha.
Guia de Planilhas.
– Coluna: é o espaçamento entre dois traços na vertical. As colunas do Excel são representadas em letras de acordo com a ordem
alfabética crescente sendo que a ordem vai de “A” até “XFD”, e tem no total de 16.384 colunas em cada planilha.
– Linha: é o espaçamento entre dois traços na horizontal. As linhas de uma planilha são representadas em números, formam um total
de 1.048.576 linhas e estão localizadas na parte vertical esquerda da planilha.
Linhas e colunas.
Célula: é o cruzamento de uma linha com uma coluna. Na figura abaixo podemos notar que a célula selecionada possui um endereço
que é o resultado do cruzamento da linha 4 e a coluna B, então a célula será chamada B4, como mostra na caixa de nome logo acima da
planilha.
Células.
• Faixa de opções do Excel (Antigo Menu)
Como na versão anterior o MS Excel 2013 a faixa de opções está organizada em guias/grupos e comandos. Nas versões anteriores ao
MS Excel 2007 a faixa de opções era conhecida como menu.
1. Guias: existem sete guias na parte superior. Cada uma representa tarefas principais executadas no Excel.
2. Grupos: cada guia tem grupos que mostram itens relacionados reunidos.
3. Comandos: um comando é um botão, uma caixa para inserir informações ou um menu.
Faixa de opções do Excel.
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
112112
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• Pasta de trabalho
É denominada pasta todo arquivo que for criado no MS Excel. Tudo que for criado será um arquivo com extensão: xls, xlsx, xlsm, xltx
ou xlsb.
Fórmulas
Fórmulas são equações que executam cálculos sobre valores na planilha. Uma fórmula sempre inicia com um sinal de igual (=).
Uma fórmula também pode conter os seguintes itens: funções, referências, operadores e constantes.
– Referências: uma referência identifica uma célula ou um intervalo de células em uma planilha e informa ao Microsoft Excel onde
procurar os valores ou dados a serem usados em uma fórmula.
– Operadores: um sinal ou símbolo que especifica o tipo de cálculo a ser executado dentro de uma expressão. Existem operadores
matemáticos, de comparação, lógicos e de referência.
– Constantes: é um valor que não é calculado, e que, portanto, não é alterado. Por exemplo: =C3+5.
O número 5 é uma constante. Uma expressão ou um valor resultante de uma expressão não é considerado uma constante.
– Níveis de Prioridade de Cálculo
Quando o Excel cria fórmulas múltiplas, ou seja, misturar mais de uma operação matemática diferente dentro de uma mesma fórmula,
ele obedece a níveis de prioridade.
Os Níveis de Prioridade de Cálculo são os seguintes:
Prioridade 1: Exponenciação e Radiciação (vice-versa).
Prioridade 2: Multiplicação e Divisão (vice-versa).
Prioridade 3: Adição e Subtração (vice-versa).
Os cálculos são executados de acordo com a prioridade matemática, conforme esta sequência mostrada, podendo ser utilizados pa-
rênteses “ () ” para definir uma nova prioridade de cálculo.
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
113
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– Criando uma fórmula
Para criar uma fórmula simples como uma soma, tendo como referência os conteúdos que estão em duas células da planilha, digite
o seguinte:
Funções
Funções são fórmulas predefinidas que efetuam cálculos usando valores específicos, denominados argumentos, em uma determinada
ordem ou estrutura. As funções podem ser usadas para executar cálculos simples ou complexos.
Assim como as fórmulas, as funções também possuem uma estrutura (sintaxe), conforme ilustrado abaixo:
Estrutura da função.
NOME DA FUNÇÃO: todas as funções que o Excel permite usar em suas células tem um nome exclusivo.
Para obter uma lista das funções disponíveis, clique em uma célula e pressione SHIFT+F3.
ARGUMENTOS: os argumentos podem ser números, texto, valores lógicos, como VERDADEIRO ou FALSO, matrizes, valores de erro
como #N/D ou referências de célula. O argumento que você atribuir deve produzir um valor válido para esse argumento. Os argumentos
também podem ser constantes, fórmulas ou outras funções.
• Função SOMA
Esta função soma todos os números que você especifica como argumentos. Cada argumento pode ser um intervalo, uma referência
de célula, uma matriz, uma constante, uma fórmula ou o resultado de outra função. Por exemplo, SOMA (A1:A5) soma todos os números
contidos nas células de A1 a A5. Outro exemplo: SOMA (A1;A3; A5) soma os números contidos nas células A1, A3 e A5.
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
114114
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• Função MÉDIA
Esta função calcula a média aritmética de uma determinada faixa de células contendo números. Para tal, efetua o cálculo somando os
conteúdos dessas células e dividindo pela quantidade de células que foram somadas.
• Função MÁXIMO e MÍNIMO
Essas funções dado um intervalo de células retorna o maior e menor número respectivamente.
• Função SE
A função SE é uma função do grupo de lógica, onde temos que tomar uma decisão baseada na lógica do problema. A função SE verifica
uma condição que pode ser Verdadeira ou Falsa, diante de um teste lógico.
Sintaxe
SE (teste lógico; valor se verdadeiro; valor se falso)
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA115
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Exemplo:
Na planilha abaixo, como saber se o número é negativo, temos
que verificar se ele é menor que zero.
Na célula A2 digitaremos a seguinte formula:
• Função SOMASE
A função SOMASE é uma junção de duas funções já estudadas
aqui, a função SOMA e SE, onde buscaremos somar valores desde
que atenda a uma condição especificada:
Sintaxe
SOMASE (intervalo analisado; critério; intervalo a ser somado)
Onde:
Intervalo analisado (obrigatório): intervalo em que a função vai
analisar o critério.
Critério (obrigatório): Valor ou Texto a ser procurado no inter-
valo a ser analisado.
Intervalo a ser somado (opcional): caso o critério seja atendido
é efetuado a soma da referida célula analisada. Não pode conter
texto neste intervalo.
Exemplo:
Vamos calcular a somas das vendas dos vendedores por Gêne-
ro. Observando a planilha acima, na célula C9 digitaremos a função
=SOMASE (B2:B7;”M”; C2:C7) para obter a soma dos vendedores.
• Função CONT.SE
Esta função conta quantas células se atender ao critério solici-
tado. Ela pede apenas dois argumentos, o intervalo a ser analisado
e o critério para ser verificado.
Sintaxe
CONT.SE (intervalo analisado; critério)
Onde:
Intervalo analisado (obrigatório): intervalo em que a função vai
analisar o critério.
Critério (obrigatório): Valor ou Texto a ser procurado no inter-
valo a ser analisado.
Aproveitando o mesmo exemplo da função anterior, podemos
contar a quantidade de homens e mulheres.
Na planilha acima, na célula C9 digitaremos a função =CONT.SE
(B2:B7;”M”) para obter a quantidade de vendedores.
CORREIO ELETRÔNICO: COMANDOS, ATALHOS E RECUR-
SOS; USO DO CORREIO ELETRÔNICO; PREPARO E ENVIO
DE MENSAGENS; ANEXAÇÃO DE ARQUIVOS; MODOS DE
EXIBIÇÃO; ORGANIZAÇÃO DE E-MAILS, GERENCIADOR DE
CONTATOS.
E-mail
O e-mail revolucionou o modo como as pessoas recebem men-
sagem atualmente17. Qualquer pessoa que tenha um e-mail pode
mandar uma mensagem para outra pessoa que também tenha
e-mail, não importando a distância ou a localização.
Um endereço de correio eletrônico obedece à seguinte estru-
tura: à esquerda do símbolo @ (ou arroba) fica o nome ou apelido
do usuário, à direita fica o nome do domínio que fornece o acesso.
O resultado é algo como:
maria@apostilassolucao.com.br
Atualmente, existem muitos servidores de webmail – correio
eletrônico – na Internet, como o Gmail e o Outlook.
Para possuir uma conta de e-mail nos servidores é necessário
preencher uma espécie de cadastro. Geralmente existe um conjun-
to de regras para o uso desses serviços.
Correio Eletrônico
Este método utiliza, em geral, uma aplicação (programa de cor-
reio eletrônico) que permite a manipulação destas mensagens e um
protocolo (formato de comunicação) de rede que permite o envio
e recebimento de mensagens18. Estas mensagens são armazenadas
no que chamamos de caixa postal, as quais podem ser manipuladas
por diversas operações como ler, apagar, escrever, anexar, arquivos
e extração de cópias das mensagens.
17 https://cin.ufpe.br/~macm3/Folders/Apostila%20Internet%20-%20
Avan%E7ado.pdf
18 https://centraldefavoritos.com.br/2016/11/11/correio-eletronico-
-webmail-e-mozilla-thunderbird/
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
116116
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Funcionamento básico de correio eletrônico
Essencialmente, um correio eletrônico funciona como dois programas funcionando em uma máquina servidora:
– Servidor SMTP (Simple Mail Transfer Protocol): protocolo de transferência de correio simples, responsável pelo envio de mensa-
gens.
– Servidor POP3 (Post Office Protocol – protocolo Post Office) ou IMAP (Internet Mail Access Protocol): protocolo de acesso de cor-
reio internet), ambos protocolos para recebimento de mensagens.
Para enviar um e-mail, o usuário deve possuir um cliente de e-mail que é um programa que permite escrever, enviar e receber e-mails
conectando-se com a máquina servidora de e-mail. Inicialmente, um usuário que deseja escrever seu e-mail, deve escrever sua mensagem
de forma textual no editor oferecido pelo cliente de e-mail e endereçar este e-mail para um destinatário que possui o formato “nome@
dominio.com.br“. Quando clicamos em enviar, nosso cliente de e-mail conecta-se com o servidor de e-mail, comunicando-se com o pro-
grama SMTP, entregando a mensagem a ser enviada. A mensagem é dividida em duas partes: o nome do destinatário (nome antes do @)
e o domínio, i.e., a máquina servidora de e-mail do destinatário (endereço depois do @). Com o domínio, o servidor SMTP resolve o DNS,
obtendo o endereço IP do servidor do e-mail do destinatário e comunicando-se com o programa SMTP deste servidor, perguntando se o
nome do destinatário existe naquele servidor. Se existir, a mensagem do remetente é entregue ao servidor POP3 ou IMAP, que armazena
a mensagem na caixa de e-mail do destinatário.
Ações no correio eletrônico
Independente da tecnologia e recursos empregados no correio eletrônico, em geral, são implementadas as seguintes funções:
– Caixa de Entrada: caixa postal onde ficam todos os e-mails recebidos pelo usuário, lidos e não-lidos.
– Lixeira: caixa postal onde ficam todos os e-mails descartados pelo usuário, realizado pela função Apagar ou por um ícone de Lixeira.
Em geral, ao descartar uma mensagem ela permanece na lixeira, mas não é descartada, até que o usuário decida excluir as mensagens de-
finitivamente (este é um processo de segurança para garantir que um usuário possa recuperar e-mails apagados por engano). Para apagar
definitivamente um e-mail é necessário entrar, de tempos em tempos, na pasta de lixeira e descartar os e-mails existentes.
– Nova mensagem: permite ao usuário compor uma mensagem para envio. Os campos geralmente utilizados são:
– Para: designa a pessoa para quem será enviado o e-mail. Em geral, pode-se colocar mais de um destinatário inserindo os e-mails de
destino separados por ponto-e-vírgula.
– CC (cópia carbono): designa pessoas a quem também repassamos o e-mail, ainda que elas não sejam os destinatários principais da
mensagem. Funciona com o mesmo princípio do Para.
– CCo (cópia carbono oculta): designa pessoas a quem repassamos o e-mail, mas diferente da cópia carbono, quando os destinatários
principais abrirem o e-mail não saberão que o e-mail também foi repassado para os e-mails determinados na cópia oculta.
– Assunto: título da mensagem.
– Anexos: nome dado a qualquer arquivo que não faça parte da mensagem principal e que seja vinculada a um e-mail para envio ao
usuário. Anexos, comumente, são o maior canal de propagação de vírus e malwares, pois ao abrirmos um anexo, obrigatoriamente ele
será “baixado” para nosso computador e executado. Por isso, recomenda-se a abertura de anexos apenas de remetentes confiáveis e, em
geral, é possível restringir os tipos de anexos que podem ser recebidos através de um e-mail para evitar propagação de vírus e pragas. Al-
guns antivírus permitem analisar anexos de e-mails antes que sejam executados: alguns serviços de webmail, como por exemplo, o Gmail,
permitem analisar preliminarmente se um anexo contém arquivos com malware.
– Filtros: clientes de e-mail e webmails comumente fornecem a função de filtro. Filtros são regras que escrevemos que permitem
que, automaticamente, uma ação seja executada quando um e-mail cumpre esta regra. Filtros servem assim para realizar ações simples e
padronizadas para tornar mais rápida a manipulação de e-mails. Por exemplo, imagine que queremos que ao receber um e-mail de “joao@
blabla.com”, este e-mail seja diretamente descartado, sem aparecer para nós. Podemos escrever uma regra que toda vez que um e-mail
com remetente “joao@blabla.com” chegar em nossa caixa de entrada, ele seja diretamente excluído.
19
19 https://support.microsoft.com/pt-br/office/ler-e-enviar-emails-na-vers%C3%A3o-light-do-outlook-582a8fdc-152c-4b61-85fa-ba5ddf07050b
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
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Respondendo uma mensagem
Os ícones disponíveispara responder uma mensagem são:
– Responder ao remetente: responde à mensagem selecionada para o autor dela (remetente).
– Responde a todos: a mensagem é enviada tanto para o autor como para as outras pessoas que estavam na lista de cópias.
– Encaminhar: envia a mensagem selecionada para outra pessoa.
Clientes de E-mail
Um cliente de e-mail é essencialmente um programa de computador que permite compor, enviar e receber e-mails a partir de um ser-
vidor de e-mail, o que exige cadastrar uma conta de e-mail e uma senha para seu correto funcionamento. Há diversos clientes de e-mails
no mercado que, além de manipular e-mails, podem oferecer recursos diversos.
– Outlook: cliente de e-mails nativo do sistema operacional Microsoft Windows. A versão Express é uma versão mais simplificada e
que, em geral, vem por padrão no sistema operacional Windows. Já a versão Microsoft Outlook é uma versão que vem no pacote Microsoft
Office possui mais recursos, incluindo, além de funções de e-mail, recursos de calendário.
– Mozilla Thunderbird: é um cliente de e-mails e notícias Open Source e gratuito criado pela Mozilla Foundation (mesma criadora do
Mozilla Firefox).
Webmails
Webmail é o nome dado a um cliente de e-mail que não necessita de instalação no computador do usuário, já que funciona como uma
página de internet, bastando o usuário acessar a página do seu provedor de e-mail com seu login e senha. Desta forma, o usuário ganha
mobilidade já que não necessita estar na máquina em que um cliente de e-mail está instalado para acessar seu e-mail. A desvantagem da
utilização de webmails em comparação aos clientes de e-mail é o fato de necessitarem de conexão de Internet para leitura dos e-mails,
enquanto nos clientes de e-mail basta a conexão para “baixar” os e-mails, sendo que a posterior leitura pode ser realizada desconectada
da Internet.
Exemplos de servidores de webmail do mercado são:
– Gmail
– Yahoo!Mail
– Microsoft Outlook: versão on-line do Outlook. Anteriormente era conhecido como Hotmail, porém mudou de nome quando a Mi-
crosoft integrou suas diversas tecnologias.
20
Diferença entre webmail e correio eletrônico
O webmail (Yahoo ou Gmail) você acessa através de seu navegador (Firefox ou Google Chrome) e só pode ler conectado na internet.
Já o correio eletrônico (Thunderbird ou Outlook) você acessa com uma conexão de internet e pode baixar seus e-mails, mas depois pode
ler na hora que quiser sem precisar estar conectado na internet.
20 https://www.dialhost.com.br/ajuda/abrir-uma-nova-janela-para-escrever-novo-email
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
118118
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INTERNET: BARRA DE FERRAMENTAS, COMANDOS, ATA-
LHOS E RECURSOS DOS PRINCIPAIS NAVEGADORES; NAVE-
GAÇÃO E PRINCÍPIOS DE ACESSO À INTERNET; DOWNLO-
ADS; CONCEITOS DE URL, LINKS, SITES, VÍRUS, BUSCA E
IMPRESSÃO DE PÁGINAS.
Internet
A Internet é uma rede mundial de computadores interligados
através de linhas de telefone, linhas de comunicação privadas, ca-
bos submarinos, canais de satélite, etc21. Ela nasceu em 1969, nos
Estados Unidos. Interligava originalmente laboratórios de pesquisa
e se chamava ARPAnet (ARPA: Advanced Research Projects Agency).
Com o passar do tempo, e com o sucesso que a rede foi tendo, o nú-
mero de adesões foi crescendo continuamente. Como nesta época,
o computador era extremamente difícil de lidar, somente algumas
instituições possuíam internet.
No entanto, com a elaboração de softwares e interfaces cada
vez mais fáceis de manipular, as pessoas foram se encorajando a
participar da rede. O grande atrativo da internet era a possibilida-
de de se trocar e compartilhar ideias, estudos e informações com
outras pessoas que, muitas vezes nem se conhecia pessoalmente.
Conectando-se à Internet
Para se conectar à Internet, é necessário que se ligue a uma
rede que está conectada à Internet. Essa rede é de um provedor de
acesso à internet. Assim, para se conectar você liga o seu computa-
dor à rede do provedor de acesso à Internet; isto é feito por meio
de um conjunto como modem, roteadores e redes de acesso (linha
telefônica, cabo, fibra-ótica, wireless, etc.).
World Wide Web
A web nasceu em 1991, no laboratório CERN, na Suíça. Seu
criador, Tim Berners-Lee, concebeu-a unicamente como uma lin-
guagem que serviria para interligar computadores do laboratório e
outras instituições de pesquisa, e exibir documentos científicos de
forma simples e fácil de acessar.
Hoje é o segmento que mais cresce. A chave do sucesso da
World Wide Web é o hipertexto. Os textos e imagens são interli-
gados por meio de palavras-chave, tornando a navegação simples
e agradável.
Protocolo de comunicação
Transmissão e fundamentalmente por um conjunto de proto-
colos encabeçados pelo TCP/IP. Para que os computadores de uma
rede possam trocar informações entre si é necessário que todos os
computadores adotem as mesmas regras para o envio e o recebi-
mento de informações. Este conjunto de regras é conhecido como
Protocolo de Comunicação. No protocolo de comunicação estão de-
finidas todas as regras necessárias para que o computador de desti-
no, “entenda” as informações no formato que foram enviadas pelo
computador de origem.
Existem diversos protocolos, atualmente a grande maioria das
redes utiliza o protocolo TCP/IP já que este é utilizado também na
Internet.
21 https://cin.ufpe.br/~macm3/Folders/Apostila%20Internet%20-%20
Avan%E7ado.pdf
O protocolo TCP/IP acabou se tornando um padrão, inclusive
para redes locais, como a maioria das redes corporativas hoje tem
acesso Internet, usar TCP/IP resolve a rede local e também o acesso
externo.
TCP / IP
Sigla de Transmission Control Protocol/Internet Protocol (Pro-
tocolo de Controle de Transmissão/Protocolo Internet).
Embora sejam dois protocolos, o TCP e o IP, o TCP/IP aparece
nas literaturas como sendo:
- O protocolo principal da Internet;
- O protocolo padrão da Internet;
- O protocolo principal da família de protocolos que dá suporte
ao funcionamento da Internet e seus serviços.
Considerando ainda o protocolo TCP/IP, pode-se dizer que:
A parte TCP é responsável pelos serviços e a parte IP é respon-
sável pelo roteamento (estabelece a rota ou caminho para o trans-
porte dos pacotes).
Domínio
Se não fosse o conceito de domínio quando fossemos acessar
um determinado endereço na web teríamos que digitar o seu en-
dereço IP. Por exemplo: para acessar o site do Google ao invés de
você digitar www.google.com você teria que digitar um número IP
– 74.125.234.180.
É através do protocolo DNS (Domain Name System), que é pos-
sível associar um endereço de um site a um número IP na rede.
O formato mais comum de um endereço na Internet é algo como
http://www.empresa.com.br, em que:
www: (World Wide Web): convenção que indica que o ende-
reço pertence à web.
empresa: nome da empresa ou instituição que mantém o ser-
viço.
com: indica que é comercial.
br: indica que o endereço é no Brasil.
URL
Um URL (de Uniform Resource Locator), em português, Locali-
zador-Padrão de Recursos, é o endereço de um recurso (um arqui-
vo, uma impressora etc.), disponível em uma rede; seja a Internet,
ou uma rede corporativa, uma intranet.
Uma URL tem a seguinte estrutura: protocolo://máquina/ca-
minho/recurso.
HTTP
É o protocolo responsável pelo tratamento de pedidos e res-
postas entre clientes e servidor na World Wide Web. Os endereços
web sempre iniciam com http:// (http significa Hypertext Transfer
Protocol, Protocolo de transferência hipertexto).
Hipertexto
São textos ou figuras que possuem endereços vinculados a
eles. Essa é a maneira mais comum de navegar pela web.
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
119
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Impressão de páginas
Para imprimir uma página da Internet, basta clicar no botão de
impressão do navegador. O navegador irá então abrir uma janela
de impressão, onde o usuário poderá configurar as opções de im-
pressão.
Navegadores
Um navegador de internet é um programa que mostra informa-ções da internet na tela do computador do usuário.
Além de também serem conhecidos como browser ou web
browser, eles funcionam em computadores, notebooks, dispositi-
vos móveis, aparelhos portáteis, videogames e televisores conec-
tados à internet.
Um navegador de internet condiciona a estrutura de um site
e exibe qualquer tipo de conteúdo na tela da máquina usada pelo
internauta.
Esse conteúdo pode ser um texto, uma imagem, um vídeo, um
jogo eletrônico, uma animação, um aplicativo ou mesmo servidor.
Ou seja, o navegador é o meio que permite o acesso a qualquer
página ou site na rede.
Para funcionar, um navegador de internet se comunica com
servidores hospedados na internet usando diversos tipos de pro-
tocolos de rede. Um dos mais conhecidos é o protocolo HTTP, que
transfere dados binários na comunicação entre a máquina, o nave-
gador e os servidores.
Funcionalidades de um Navegador de Internet
A principal funcionalidade dos navegadores é mostrar para o
usuário uma tela de exibição através de uma janela do navegador.
Ele decodifica informações solicitadas pelo usuário, através de
códigos-fonte, e as carrega no navegador usado pelo internauta.
Ou seja, entender a mensagem enviada pelo usuário, solicitada
através do endereço eletrônico, e traduzir essa informação na tela
do computador. É assim que o usuário consegue acessar qualquer
site na internet.
O recurso mais comum que o navegador traduz é o HTML, uma
linguagem de marcação para criar páginas na web e para ser inter-
pretado pelos navegadores.
Eles também podem reconhecer arquivos em formato PDF,
imagens e outros tipos de dados.
Essas ferramentas traduzem esses tipos de solicitações por
meio das URLs, ou seja, os endereços eletrônicos que digitamos na
parte superior dos navegadores para entrarmos numa determinada
página.
Abaixo estão outros recursos de um navegador de internet:
– Barra de Endereço: é o espaço em branco que fica localiza-
do no topo de qualquer navegador. É ali que o usuário deve digitar
a URL (ou domínio ou endereço eletrônico) para acessar qualquer
página na web.
– Botões de Início, Voltar e Avançar: botões clicáveis básicos
que levam o usuário, respectivamente, ao começo de abertura do
navegador, à página visitada antes ou à página visitada seguinte.
– Favoritos: é a aba que armazena as URLs de preferência do
usuário. Com um único simples, o usuário pode guardar esses en-
dereços nesse espaço, sendo que não existe uma quantidade limite
de links. É muito útil para quando você quer acessar as páginas mais
recorrentes da sua rotina diária de tarefas.
– Atualizar: botão básico que recarrega a página aberta naque-
le momento, atualizando o conteúdo nela mostrado. Serve para
mostrar possíveis edições, correções e até melhorias de estrutura
no visual de um site. Em alguns casos, é necessário limpar o cache
para mostrar as atualizações.
– Histórico: opção que mostra o histórico de navegação do
usuário usando determinado navegador. É muito útil para recupe-
rar links, páginas perdidas ou revisitar domínios antigos. Pode ser
apagado, caso o usuário queira.
– Gerenciador de Downloads: permite administrar os downlo-
ads em determinado momento. É possível ativar, cancelar e pausar
por tempo indeterminado. É um maior controle na usabilidade do
navegador de internet.
– Extensões: já é padrão dos navegadores de internet terem
um mecanismo próprio de extensões com mais funcionalidades.
Com alguns cliques, é possível instalar temas visuais, plug-ins com
novos recursos (relógio, notícias, galeria de imagens, ícones, entre
outros.
– Central de Ajuda: espaço para verificar a versão instalada do
navegador e artigos (geralmente em inglês, embora também exis-
tam em português) de como realizar tarefas ou ações específicas
no navegador.
Firefox, Internet Explorer, Google Chrome, Safari e Opera são
alguns dos navegadores mais utilizados atualmente. Também co-
nhecidos como web browsers ou, simplesmente, browsers, os na-
vegadores são uma espécie de ponte entre o usuário e o conteúdo
virtual da Internet.
Internet Explorer
Lançado em 1995, vem junto com o Windows, está sendo
substituído pelo Microsoft Edge, mas ainda está disponível como
segundo navegador, pois ainda existem usuários que necessitam de
algumas tecnologias que estão no Internet Explorer e não foram
atualizadas no Edge.
Já foi o mais navegador mais utilizado do mundo, mas hoje per-
deu a posição para o Google Chrome e o Mozilla Firefox.
Principais recursos do Internet Explorer:
– Transformar a página num aplicativo na área de trabalho,
permitindo que o usuário defina sites como se fossem aplicativos
instalados no PC. Através dessa configuração, ao invés de apenas
manter os sites nos favoritos, eles ficarão acessíveis mais facilmente
através de ícones.
– Gerenciador de downloads integrado.
– Mais estabilidade e segurança.
– Suporte aprimorado para HTML5 e CSS3, o que permite uma
navegação plena para que o internauta possa usufruir dos recursos
implementados nos sites mais modernos.
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
120120
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– Com a possibilidade de adicionar complementos, o navega-
dor já não é apenas um programa para acessar sites. Dessa forma, é
possível instalar pequenos aplicativos que melhoram a navegação e
oferecem funcionalidades adicionais.
– One Box: recurso já conhecido entre os usuários do Google
Chrome, agora está na versão mais recente do Internet Explorer.
Através dele, é possível realizar buscas apenas informando a pala-
vra-chave digitando-a na barra de endereços.
Microsoft Edge
Da Microsoft, o Edge é a evolução natural do antigo Explorer22.
O navegador vem integrado com o Windows 10. Ele pode receber
aprimoramentos com novos recursos na própria loja do aplicativo.
Além disso, a ferramenta otimiza a experiência do usuário con-
vertendo sites complexos em páginas mais amigáveis para leitura.
Outras características do Edge são:
– Experiência de navegação com alto desempenho.
– Função HUB permite organizar e gerenciar projetos de qual-
quer lugar conectado à internet.
– Funciona com a assistente de navegação Cortana.
– Disponível em desktops e mobile com Windows 10.
– Não é compatível com sistemas operacionais mais antigos.
Firefox
Um dos navegadores de internet mais populares, o Firefox é
conhecido por ser flexível e ter um desempenho acima da média.
Desenvolvido pela Fundação Mozilla, é distribuído gratuita-
mente para usuários dos principais sistemas operacionais. Ou seja,
mesmo que o usuário possua uma versão defasada do sistema ins-
talado no PC, ele poderá ser instalado.
Algumas características de destaque do Firefox são:
– Velocidade e desempenho para uma navegação eficiente.
– Não exige um hardware poderoso para rodar.
– Grande quantidade de extensões para adicionar novos recur-
sos.
– Interface simplificada facilita o entendimento do usuário.
– Atualizações frequentes para melhorias de segurança e pri-
vacidade.
– Disponível em desktop e mobile.
22 https://bit.ly/2WITu4N
Google Chorme
É possível instalar o Google Chrome nas principais versões do
sistema operacional Windows e também no Linux e Mac.
O Chrome é o navegador de internet mais usado no mundo.
É, também, um dos que têm melhor suporte a extensões, maior
compatibilidade com uma diversidade de dispositivos e é bastante
convidativo à navegação simplificada.
Principais recursos do Google Chrome:
– Desempenho ultra veloz, desde que a máquina tenha recur-
sos RAM suficientes.
– Gigantesca quantidade de extensões para adicionar novas
funcionalidades.
– Estável e ocupa o mínimo espaço da tela para mostrar conte-
údos otimizados.
– Segurança avançada com encriptação por Certificado SSL (HT-
TPS).
– Disponível em desktop e mobile.
Opera
Um dos primeiros navegadores existentes, o Opera segue evo-
luindo como um dos melhores navegadores de internet.
Ele entrega uma interface limpa, intuitiva e agradável de usar.
Além disso, a ferramenta também é leve enão prejudica a qualida-
de da experiência do usuário.
Outros pontos de destaques do Opera são:
– Alto desempenho com baixo consumo de recursos e de ener-
gia.
– Recurso Turbo Opera filtra o tráfego recebido, aumentando a
velocidade de conexões de baixo desempenho.
– Poupa a quantidade de dados usados em conexões móveis
(3G ou 4G).
– Impede armazenamento de dados sigilosos, sobretudo em
páginas bancárias e de vendas on-line.
– Quantidade moderada de plug-ins para implementar novas
funções, além de um bloqueador de publicidade integrado.
– Disponível em desktop e mobile.
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
121
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Safari
O Safari é o navegador oficial dos dispositivos da Apple. Pela
sua otimização focada nos aparelhos da gigante de tecnologia, ele
é um dos navegadores de internet mais leves, rápidos, seguros e
confiáveis para usar.
O Safari também se destaca em:
– Sincronização de dados e informações em qualquer disposi-
tivo Apple (iOS).
– Tem uma tecnologia anti-rastreio capaz de impedir o direcio-
namento de anúncios com base no comportamento do usuário.
– Modo de navegação privada não guarda os dados das páginas
visitadas, inclusive histórico e preenchimento automático de cam-
pos de informação.
– Compatível também com sistemas operacionais que não seja
da Apple (Windows e Linux).
– Disponível em desktops e mobile.
Intranet
A intranet é uma rede de computadores privada que assenta
sobre a suíte de protocolos da Internet, porém, de uso exclusivo de
um determinado local, como, por exemplo, a rede de uma empresa,
que só pode ser acessada pelos seus utilizadores ou colaboradores
internos23.
Pelo fato, a sua aplicação a todos os conceitos emprega-se à
intranet, como, por exemplo, o paradigma de cliente-servidor. Para
tal, a gama de endereços IP reservada para esse tipo de aplicação
situa-se entre 192.168.0.0 até 192.168.255.255.
Dentro de uma empresa, todos os departamentos possuem
alguma informação que pode ser trocada com os demais setores,
podendo cada sessão ter uma forma direta de se comunicar com as
demais, o que se assemelha muito com a conexão LAN (Local Area
Network), que, porém, não emprega restrições de acesso.
A intranet é um dos principais veículos de comunicação em cor-
porações. Por ela, o fluxo de dados (centralização de documentos,
formulários, notícias da empresa, etc.) é constante, pretendendo
reduzir os custos e ganhar velocidade na divulgação e distribuição
de informações.
Apesar do seu uso interno, acessando aos dados corporativos,
a intranet permite que computadores localizados numa filial, se co-
nectados à internet com uma senha, acessem conteúdos que este-
jam na sua matriz. Ela cria um canal de comunicação direto entre
a empresa e os seus funcionários/colaboradores, tendo um ganho
significativo em termos de segurança.
23 https://centraldefavoritos.com.br/2018/01/11/conceitos-basicos-
-ferramentas-aplicativos-e-procedimentos-de-internet-e-intranet-par-
te-2/
Pesquisa
Sites de busca são mecanismos de pesquisa que permitem
buscar documentos, imagens, vídeos e quaisquer tipos de informa-
ções na rede. Eles utilizam um algoritmo capaz de varrer todas as
informações da internet para buscar as informações desejadas. São
exemplos de sites de busca mais comuns: Google, Bing e Yahoo.
Formas de acesso
GOOGLE www.google.com.br
BING www.bing.com.br
YAHOO www.yahoo.com.br
Tipos de buscadores
Buscadores Horizontais: São aqueles buscadores que varrem
a Internet inteira.
Por exemplo, temos o Google que vai em busca de qualquer
conteúdo relacionado a palavra chave.
Buscadores Verticais: São aqueles mais específicos que var-
rem somente um tipo de site.
Por exemplo, temos o Youtube que é um repositório de vídeos,
logo ao pesquisarmos dentro dele a busca será limitada aos vídeos.
Atualmente o site de busca mais utilizado é o Google vejamos
mais detalhes:
1 – Nesta barra digitaremos o endereço do site: www.google.
com.br;
2 – Nesta barra digitaremos a palavra-chave que queremos en-
contrar;
3 – Podemos também acionar este microfone para falar a pala-
vra-chave e a mesma será escrita na barra de pesquisa;
4 – Podemos também acessar um teclado virtual que irá surgir
na tela, permitindo a seleção dos caracteres desejados.
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
122122
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Após a entrada da palavra-chave, estamos prontos para realizar
a pesquisa.
Outras funções do site de pesquisa do google
Menu do Google à direita, conforme a imagem acima
GMAIL Acesso ao E-mail do Google;
IMAGENS
Acesso a barra de pesquisa imagens,
neste caso o buscador irá atuar somente
na procura de imagens, podemos digitar
uma palavra-chave, ou até mesmo colar
uma imagem na barra para iniciar a
pesquisa;
CONTA Acesso a informações de cadastro,
nome, celular, etc.;
PESQUISA Acesso ao buscador de pesquisas
MAPS
Acesso a informações de endereço e
localização. No caso do celular funciona
como um GPS;
YOUTUBE ACESSO A VÍDEOS PUBLICADOS;
PLAY
Acesso a loja de aplicativos, no caso
do celular temos a Play Store onde
encontramos aplicativos;
NOTICIAS Acesso a notícias;
MEET Acesso a Reuniões (vídeo chamadas);
CONTATOS Acesso a todos os contatos;
DRIVE Acesso ao local de armazenamento na
internet de arquivos, fotos, vídeos, etc.;
AGENDA
Acesso a agenda. É um local onde
podemos marcar compromissos, tarefas,
etc.;
TRADUTOR Acesso ao tradutor do Google;
FOTOS
Acesso a todas as fotos armazenadas
no drive, estas fotos são armazenadas
na sua conta google. Conforme
usamos o celular, enviamos as fotos
automaticamente para o drive, a
frequência deste envio depende de
uma configuração prévia que temos que
realizar;
LIVROS
Acesso a livros, neste caso somos
remetidos para uma barra somente para
a pesquisa de livros.
DOCUMENTOS
Acesso a documentos, neste caso
são textos em geral, semelhantes a
documentos em WORD, podemos
acessar e até criar documentos para o
uso;
PLANILHAS
Acesso a planilhas eletrônicas, neste
caso são planilhas semelhantes ao
EXCEL, podemos acessar e até criar
planilhas para o uso;
BLOGGUER
Permite a criação e gerenciamento de
um blog. Blog é um site que permite
a atualização rápida através de
postagens, isso deve-se a sua estrutura
extremamente flexível de uso;
HANGOUTS
Acesso a uma plataforma Google, onde
podemos conectar pessoas através de
vídeo conferencia e mensagens, etc.
A Google está frequentemente atualizando esse menu, visto a
adequação de aplicativos ao contexto atual.
QUESTÕES
1. (IPE SAÚDE - ANALISTA DE GESTÃO EM SAÚDE -
FUNDATEC/2022) O recurso do Windows 10 que, quando acionado,
mantém o computador ligado com baixo consumo de energia e com
o monitor desligado é chamado:
(A) Suspender.
(B) Repousar.
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
123
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(C) Desligar.
(D) Reiniciar.
(E) Desconectar.
2. (MJSP - TÉCNICO ESPECIALIZADO EM FORMAÇÃO E
CAPACITAÇÃO - CESPE/CEBRASPE/2022) Com relação ao Windows
10 e às suas ferramentas para gerenciamento de arquivos e
diretórios, julgue o item que se segue.
Na área de trabalho do Windows, estão disponíveis as
ferramentas de configuração de rede, de hardware e de instalação
e desinstalação de programas.
( ) CERTO
( ) ERRADO
3. (IMBEL - ANALISTA ESPECIALIZADO - FGV/2021) O Windows
10 oferece vários utilitários que podem ser invocados por meio da
linha de comando. Assinale a opção que indica a principal função
do utilitário ping.
(A) Configurar o Firewall.
(B) Finalizar um processo.
(C) Configurar impressoras.
(D) Alterar o registro do Windows.
(E) Verificar a conectividade entre computadores.
4. (CREFONO - 1ª REGIÃO - AGENTE FISCAL - QUADRIX/2020)
Julgue o item acerca do programa Microsoft Excel 2013, do sistema
operacional Windows 10 e dos conceitos de redes de computadores.
Hibernar e Desligar são opções de desligamento do Windows
10. Ambas, quando utilizadas, poupam uma grande quantidade de
energia.( ) CERTO
( ) ERRADO
5. (PREFEITURA DE BOA VISTA/RR - MÉDICO DO TRABALHO
- SELECON/2020) Na Área de Notificação do Windows 10 BR,
localizada no canto inferior direito da tela do monitor de um
notebook, há um ícone que serve para o usuário verificar o status
da conexão wi-fi à internet. Esse ícone é:
(A)
(B)
(C)
(D)
6. (PREFEITURA DE PORTÃO/RS - MÉDICO - OBJETIVA/2019)
Em relação aos comandos utilizados no Word, analisar os itens abai-
xo:
I. O comando Ctrl + S é utilizado para deletar o conteúdo sele-
cionado.
II. Ao utilizar o comando Ctrl + U, o conteúdo selecionado será
sublinhado.
III. O comando Ctrl + I é utilizado para a impressão rápida do
conteúdo selecionado.
IV. O comando Ctrl + Z é utilizado para desfazer a última ação
realizada.
Está(ão) CORRETO(S):
(A) Somente o item III.
(B) Somente o item IV.
(C) Somente os itens I, II e IV.
(D) Somente os itens II, III e IV.
7. (PREFEITURA DE AVELINÓPOLIS/GO - TÉCNICO EM ENFER-
MAGEM - ITAME/2019) No Microsoft Word ao selecionar um texto
e pressionar CTRL + G o que ocorre:
(A) O texto é alinhado à direita.
(B) O texto é copiado para área de transferência
(C) O texto recebe o comando go-back.
(D) O texto fica com a fonte grande.
8. (PREFEITURA DE PORTO XAVIER/RS - TÉCNICO EM ENFER-
MAGEM - FUNDATEC/2018)
Os ícones , pertencentes ao programa Microsoft Word, são
chamados, respectivamente, de:
(A) Maiúsculas e Minúsculas.
(B) Subscrito e Sobrescrito.
(C) Negrito e Itálico.
(D) Imprimir e Substituir.
(E) Itálico e Imprimir.
9. (FUNDATEC - CONTADOR - FUNDATEC/2018) Em que Guia
do programa Microsoft Word, em sua configuração padrão, está lo-
calizado o recurso Inserir Nota de Rodapé?
(A) Inserir.
(B) Página inicial.
(C) Referências.
(D) Revisão.
(E) Layout da Página.
10. (PREFEITURA DE JAHU/SP - AUXILIAR DE DESENVOLVI-
MENTO INFANTIL - OBJETIVA/2019) Considerando-se o Word 2007,
analisar os itens abaixo:
I. O botão “Formatar Pincel”, na guia “Início”, copia a formata-
ção de um local para aplicá-lo a outro.
II. Na guia “Exibição”, além da opção “Régua”, são opções que
podem ser habilitadas: “Linhas de Grade”, “Mapa do Documento”,
“Miniaturas”.
III. O botão “Dividir”, na guia “Exibição”, exibe dois documentos
distintos do Word lado a lado para poder comparar os respectivos
conteúdos.
Estão CORRETOS:
(A) Somente os itens I e II.
(B) Somente os itens I e III.
(C) Somente os itens II e III.
(D) Todos os itens.
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
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11. (TJ/DFT - ESTÁGIO - CIEE/2018) A tecla de atalho Ctrl+I, no
Word 2007, serve para aplicar:
(A) Subscrito.
(B) Itálico
(C) Sobrescrito.
(D) Tachado.
12. Sintaxe correta da fórmula “adição” no Excel 2016:
Alternativas
(A) =SOMA(CélulaA – CélulaB).
(B) =SOMA(CélulaA ; CélulaB).
(C) =SOMA(CélulaA x CélulaB).
(D) =SOMA(CélulaA & CélulaB).
13. Considere que a seguinte planilha foi elaborada no Micro-
soft Excel 2016, instalado em um computador com Windows 10.
As colunas da planilha estão identificadas pelas letras A e B,
no topo da imagem, e as linhas pelos números de 1 a 8, no canto
esquerdo da imagem.
Após inserir a função =CONT.SE(A1:A7;SE(A1=”A”;”A”;”B”)) na
célula A8, será exibido, nessa célula, o número
Alternativas
(A) 2
(B) 3
(C) 4
(D) 5
(E) 6
14. Considere a planilha a seguir, produzida no editor de plani-
lhas Microsoft Excel 2016 (configuração padrão - idioma português
Brasil).
A fórmula =SOMASE(C2:C8;C2;D2:D8) - SOMASE(C2:C8;C4;-
D2:D8), digitada na célula D9, produzirá como resultado o seguinte
valor:
Alternativas
(A) 365.
(B) 155.
(C) -155.
(D) 117.
(E) 128.
15. (PREFEITURA DE SÃO FRANCISCO/MG - ASSISTENTE AD-
MINISTRATIVO - COTEC/2020) Em observação aos conceitos e com-
ponentes de e-mail, faça a relação da denominação de item, pre-
sente na 1.ª coluna, com a sua definição, na 2.ª coluna.
Item
1- Spam
2- IMAP
3- Cabeçalho
4- Gmail
Definição
( ) Protocolo de gerenciamento de correio eletrônico.
( ) Um serviço gratuito de webmail.
( ) Mensagens de e-mail não desejadas e enviadas em massa
para múltiplas pessoas.
( ) Uma das duas seções principais das mensagens de e-mail.
A alternativa CORRETA para a correspondência entre colunas é:
(A) 1, 2, 3, 4.
(B) 3, 1, 2, 4.
(C) 2, 1, 4, 3.
(D) 2, 4, 1, 3.
(E) 1, 3, 4, 2.
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
125
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16. (PREFEITURA DE BRASÍLIA DE MINAS/MG - ENGENHEIRO
AMBIENTAL - COTEC/2020) LEIA as afirmações a seguir:
I - É registrada a data e a hora de envio da mensagem.
II - As mensagens devem ser lidas periodicamente para não
acumular.
III - Não indicado para assuntos confidenciais.
IV - Utilizada para comunicações internacionais e regionais,
economizando despesas com telefone e evitando problemas com
fuso horário.
V - As mensagens podem ser arquivadas e armazenadas, per-
mitindo-se fazer consultas posteriores.
São vantagens do correio eletrônico aquelas dispostas em ape-
nas:
(A) I, IV e V.
(B) I, III e IV.
(C) II, III e V.
(D) II, IV e V.
(E) III, IV e V.
17. (FITO - TÉCNICO EM GESTÃO - VUNESP/2020) Um usuário,
ao preparar um e-mail e não enviá-lo imediatamente, pode, para
não perder o trabalho feito, salvar o e-mail para envio posterior-
mente.
O recurso que permite salvar um e-mail ainda não enviado é
(A) Favorito.
(B) Lembrete.
(C) Acompanhamento.
(D) Rascunho.
(E) Marcas.
18. (TJ/DFT - ESTÁGIO - CIEE/2018) Podem ser consideradas
algumas atividades do correio eletrônico:
I - Solicitar informações.
II - Fazer download de arquivos.
III - Mandar mensagens.
Estão CORRETOS:
(A) Somente os itens I e II.
(B) Somente os itens I e III.
(C) Somente os itens II e III.
(D) Todos os itens.
19. (PREFEITURA DE SOBRAL/CE - ANALISTA DE INFRAESTRU-
TURA - UECE-CEV/2018) Angélica enviou um e-mail para três cola-
boradoras, Luíza, Rafaela e Tatiana, tendo preenchido os campos do
destinatário da seguinte forma:
Para: luiza@email.com.br
Cc: rafaela@email.com.br
Cco: tatiana@email.com.br
Assunto: reunião importante
Todas as três colaboradoras receberam o e-mail de Angélica e
o responderam através do comando “Responder a todos”. Conside-
rando a situação ilustrada, é correto afirmar que:
(A) somente Angélica recebeu todas as respostas.
(B) Tatiana não recebeu nenhuma das respostas.
(C) somente Luíza e Rafaela receberam todas as respostas.
(D) todas receberam as respostas umas das outras.
20. (PREFEITURA DE AREAL - RJ - TÉCNICO EM INFORMÁTICA -
GUALIMP/2020) São características exclusivas da Intranet:
(A) Acesso restrito e Rede Local (LAN).
(B) Rede Local (LAN) e Compartilhamento de impressoras.
(C) Comunicação externa e Compartilhamento de Dados.
(D) Compartilhamento de impressoras e Acesso restrito.
21. (PREFEITURA DE SÃO FRANCISCO/MG - ASSISTENTE AD-
MINISTRATIVO - COTEC/2020) Os termos internet e World Wide
Web (WWW) são frequentemente usados como sinônimos na lin-
guagem corrente, e não são porque
(A) a internet é uma coleção de documentos interligados (pági-
nas web) e outros recursos, enquanto a WWW é um serviço de
acesso a um computador.
(B) a internet é um conjunto de serviços que permitem a co-
nexão de vários computadores, enquanto WWW é um serviço
especial de acesso ao Google.
(C) a internet é uma rede mundial de computadores especial,
enquanto a WWW é apenas um dos muitos serviços que fun-
cionam dentro da internet.
(D) a internet possibilita uma comunicação entre vários compu-
tadores, enquanto a WWW, o acesso a um endereço eletrônico.
(E) a internet é uma coleção de endereços eletrônicos, enquan-
to a WWW é uma rede mundial de computadores com acesso
especial ao Google.
22. (PREFEITURA DE PINTO BANDEIRA/RS - AUXILIAR DE SER-
VIÇOS GERAIS - OBJETIVA/2019) Sobre a navegação na internet,
analisar a sentença abaixo:
Os acessos a sites de pesquisa e de notícias são geralmente re-
alizados pelo protocolo HTTP, onde as informações trafegam com
o uso de criptografia (1ª parte). O protocolo HTTP não garante que
os dados não possamser interceptados (2ª parte). A sentença está:
(A) Totalmente correta.
(B) Correta somente em sua 1ª parte.
(C) Correta somente em sua 2ª parte.
(D) Totalmente incorreta.
23. (CRN - 3ª REGIÃO (SP E MS) - OPERADOR DE CALL CENTER -
IADES/2019) A navegação na internet e intranet ocorre de diversas
formas, e uma delas é por meio de navegadores. Quanto às funções
dos navegadores, assinale a alternativa correta.
(A) Na internet, a navegação privada ou anônima do navegador
Firefox se assemelha funcionalmente à do Chrome.
(B) O acesso à internet com a rede off-line é uma das vantagens
do navegador Firefox.
(C) A função Atualizar recupera as informações perdidas quan-
do uma página é fechada incorretamente.
(D) A navegação privada do navegador Chrome só funciona na
intranet.
(E) Os cookies, em regra, não são salvos pelos navegadores
quando estão em uma rede da internet.
CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA
126126
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24. Acerca do programa de navegação Google Chrome, em sua
versão mais atual, dos sítios de busca e pesquisa na Internet e dos
conceitos de arquivos, julgue o item.
Além do Google, existem outros sites que o usuário pode utili-
zar para realizar busca e pesquisa na Internet, como, por exemplo,
o Yahoo.
Alternativas
( ) CERTO
( ) ERRADO
25. No Google é possível definir a quantidade de sites listados
em cada página por meio da opção
Alternativas
(A) Ferramentas.
(B) Exibir.
(C) Histórico.
(D) Resultados das pesquisas.
(E) Configurações da pesquisa.
GABARITO
1 A
2 ERRADO
3 E
4 CERTO
5 A
6 B
7 A
8 B
9 C
10 A
11 B
12 B
13 C
14 B
15 D
16 A
17 D
18 D
19 B
20 B
21 C
22 C
23 A
24 CERTO
25 E
ANOTAÇÕES
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ESTATUTO DO SERVIDOR
LEI MUNICIPAL Nº 3181/76 ATUALIZADA.
LEI N° 3181/76
DISPÕE SOBRE O REGIME JURÍDICO DOS FUNCIONÁRIOS DO
MUNICÍPIO DE RIBEIRÃO PRETO.
Faço saber que a Câmara Municipal aprovou, e eu promulgo
a seguinte lei:
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1° Esta lei institui o regime jurídico dos funcionários do Mu-
nicípio de Ribeirão Preto.
§ 1° - As disposições desta lei, aplicam-se aos funcionários:
I - da Câmara Municipal respeitadas a sua competência consti-
tucional privativa;
II - das Autarquias, que conservarem vinculação estatutária.
§ 2° - Para todos os efeitos que decorram desta lei, o Prefeito
Municipal o Presidente da Câmara Municipal e os Superintendentes
de Autarquias são denominados “AUTORIDADE”.
Art. 2° Para os efeitos desta lei, FUNCIONÁRIO e a pessoa legal-
mente investida em cargo público.
Art. 3° CARGO PÚBLICO é aquele criado por lei, com denomi-
nação própria, em número certo e pago pelos cofres do Município,
cometendo ao seu titular um conjunto de deveres, atribuições e res-
ponsabilidades.
Art. 4° O vencimento dos cargos públicos obedecerá a padrões
fixados em lei.
Art. 5° É vedada a prestação de serviços gratuitos.
Art. 6° Os cargos serão considerados de carreira ou isolados, de
provimento efetivo ou em comissão, na forma que a lei determinar.
Art. 7° CLASSE é um agrupamento de cargos da mesma profis-
são ou atividade, e de igual padrão de vencimento.
Art. 8° CARREIRA é um agrupamento de classes da mesma pro-
fissão ou atividade, com denominação própria.
§ 1° - As atribuições de cada carreira serão definidas em regu-
lamento.
§ 2° - Respeitado o regulamento, as atribuições inerentes a uma
carreira poderão ser cometidas, indistintamente, aos funcionários
de suas diferentes classes.
§ 3° - É vedado atribuir-se ao funcionário encargos ou serviços
diversos daqueles que são próprios de sua carreira ou cargo, e que,
como, tais, sejam definidos em leis ou regulamentos, ressalvadas as
funções de chefia e as comissões legais.
Art. 9° QUADRO é o conjunto de carreiras e cargos isolados.
Art. 10 - Não haverá equivalência entre os diferentes cargos
isolados ou de carreira, quanto às atribuições, mas não haverá di-
ferenciação nos respectivos padrões ou classes de vencimentos ou
funções, desde que as denominações sejam idênticas.
Art. 11 - Os cargos públicos municipais serão acessíveis a todos
os brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos nesta lei.
CAPÍTULO II
DO PROVIMENTO
SECÇÃO I
DO PROVIMENTO
Art. 12 - Os cargos públicos municipais serão providos por:
I - nomeação
II - promoção
III - transferência
IV - reintegração
V - aproveitamento
VI - reversão
Art. 13 - Compete ao Prefeito prover, mediante portaria, os
cargos e funções públicas municipais, ressalvada a competência do
presidente da Câmara Municipal, quanto aos cargos existentes em
seus quadros e dos Superintendentes dos órgãos descentralizados,
quanto aos respectivos servidores.
SECÇÃO II
DA NOMEAÇÃO
SUBSECÇÃO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 14 - A nomeação, como forma de provimento inicial, será
feita:
I - em caráter efetivo quando se tratar de cargo isolado ou de
carreira, de provimento efetivo, e o candidato for ocupante de cargo
público municipal, com estágio probatório completo;
II - em comissão, quando se tratar de cargo que, em decorrên-
cia de lei, assim deva ser provido;
III - em caráter efetivo, mas com sujeição a estágio probatório,
quando se tratar de cargo de carreira ou isolado, preenchido em
concurso por candidato estranho ao quadro do funcionalismo muni-
cipal ou sem o estágio referido no item I, acima.
Art. 15 - A nomeação obedecerá à ordem de classificação dos
candidatos, habilitados em concurso.
Art. 16 - Será tornada sem efeito, em portaria, a nomeação,
quando a posse não se verificar no prazo estabelecido.
Art. 17 - É vedada a nomeação de candidato habilitado em con-
curso após a expiração do prazo de sua validade.
Art. 18 - A portaria de provimento dos cargos públicos deverá
conter, necessariamente, as seguintes indicações:
ESTATUTO DO SERVIDOR
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I - o cargo vago, com todos os elementos de identificação;
II - o caráter de investidura;
III - o fundamento legal, bem como a indicação do padrão de
vencimento do cargo;
IV - indicação de que o exercício do cargo se fará cumulativa-
mente com outro, quando for o caso.
SUBSEÇÃO II
DO ESTÁGIO PROBATÓRIO
Art. 19 - Estágio probatório é o período de 3 (três) anos de efeti-
vo exercício em que o servidor,nomeado para cargo de provimento
efetivo, isolado ou de carreira, por meio de concurso público, será
submetido à avaliação especial de desempenho, como condição
obrigatória para a aquisição da estabilidade.
§ 1° - A avaliação especial de desempenho será executada com
base em relatórios periódicos, preenchidos pelas chefias e por de-
mais documentos que constituam elementos de convicção acerca
do desempenho do servidor e será coordenada por uma comissão
composta de, no mínimo, três servidores estáveis a serem indicados
por Portaria do Chefe do Poder Executivo.
§ 2° - A comissão poderá, caso entenda necessário, realizar dili-
gências, a fim de esclarecer situações ocorridas no procedimento de
avaliação de desempenho.
§ 3° - O servidor, durante o estágio probatório, será submetido
a, pelo menos, uma avaliação especial de desempenho por ano de
efetivo exercício, em que serão apurados os seguintes requisitos:
I - assiduidade;
II - disciplina;
III - eficiência;
IV - capacidade funcional.
§ 4° - Os requisitos de que trata o parágrafo anterior, os mé-
todos de pontuação, as atribuições da comissão de avaliação e o
procedimento da avaliação especial de desempenho serão regula-
mentados por meio de Decreto do Chefe do Poder Executivo.
§ 5° - A comissão de avaliação de desempenho deverá apre-
sentar relatório conclusivo pela permanência ou não do servidor no
cargo para deliberação do Secretário da Administração.
§ 6° - Da decisão que acolher o parecer pela exoneração, ca-
berá, no prazo de 10 dias a contar da ciência do servidor, um único
recurso para o Secretário da Administração, que o decidirá no prazo
de 10 dias.
§ 7° - O servidor aprovado será considerado estável por ato a
ser apostilado em sua ficha funcional e o reprovado será exonerado
por meio de Portaria da autoridade competente que deverá ser pu-
blicada no Diário Oficial do Município.
§ 8° - Estas disposições são aplicáveis a todos os servidores efe-
tivos da Administração Direta e Indireta e da Câmara Municipal, ca-
bendo a cada uma das entidades a nomeação sua própria comissão
especial de avaliação de desempenho, adequando o procedimento
de acordo com cada estrutura administrativa.” (Redação dada pela
Lei Complementar n° 2418/2010)
Art. 20 - Para efeito de estágio probatório só será contado o
tempo de efetivo exercício prestado em outros cargos de provimen-
to efetivo, desde que não haja ocorrido solução de continuidade do
exercício.
SUBSEÇÃO III
DO CONCURSO
Art. 21 - Os concursos para preenchimento de cargos públicos
serão supervisionados pela Comissão Municipal do Serviço Civil, de
que trata o Capítulo IV desta lei.
Art. 22 - A primeira investidura em cargo, isolado ou de carrei-
ra, de provimento efetivo, efetuar-se-á mediante concurso, prece-
dendo inspeção de saúde.
Art. 23 - O concurso será de provas, ou de provas e títulos, na
conformidade da lei ou regulamento.
§ 1° - As provas serão avaliadas na escala de 0 (zero) a 100
(cem) pontos.
§ 2° - Aos títulos, quando em concurso de provas e títulos, serão
atribuídos até 50 (cinquenta) pontos.
§ 3° - As instruções de concurso definirão as provas e os títulos
a serem considerados e o critério de julgamento, obedecidas às dis-
posições legais.
§ 4° - Serão considerados habilitados os candidatos que obtive-
rem média igual ou superior a 50 (cinquenta) nas provas.
§ 5° - A classificação dos candidatos resultará da média geral
das provas, somadas aos pontos obtidos com os títulos, quando es-
tes forem considerados.
Art. 24 - Homologado o resultado do concurso à nomeação será
feita de acordo com a classificação dos candidatos aprovados, pre-
enchidas as vagas na classe inicial, dentro do prazo de 30 (trinta)
dias.
§ 1° - O prazo de validade dos concursos será de 2 (dois) anos,
contados da homologação.
§ 2° - O concurso, uma vez aberto, deverá estar homologado
dentro do prazo de 90 (noventa) dias.
§ 3° - Homologado o concurso será expedido pelo órgão de pes-
soal, o certificado de habilitação.
Art. 25 - Encerradas as inscrições legalmente processadas, para
concurso ao preenchimento de qualquer cargo, não se abrirão no-
vas inscrições antes da realização do certame.
Art. 26 - Todo concurso será precedido de ampla publicação de
edital, com prazo mínimo de 10 (dez) dias para inscrição, e a ele
serão admitidos todos os candidatos que satisfizerem as exigências
legais, que serão objeto de divulgação no próprio edital. (Redação
dada pela Lei Complementar n° 1679/2004)
SUBSEÇÃO I
DA POSSE B
Art. 27 - POSSE é a investidura no cargo público.
Parágrafo Único - Não haverá posse nos casos de promoção e
reintegração.
Art. 28 - Somente poderá ser empossado em cargo público
quem satisfazer os seguintes requisitos:
I - ser brasileiro;
II - ter completado 18 (dezoito) anos de idade, e no máximo 50
(cinquenta), salvo se tratar de candidato já titular de cargo munici-
pal de provimento efetivo;
III - estar no gozo dos direitos políticos;
IV - estar em dia com as obrigações militares, nos termos da le-
gislação federal pertinente; (Redação dada pela Lei Complementar
n° 283/1993)
V - apresentar atestado de boa conduta;
ESTATUTO DO SERVIDOR
129
a solução para o seu concurso!
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VI - gozar de boa saúde, comprovada em inspeção médica, e
não ter defeito físico incompatível com o exercício do cargo;
VII - possuir aptidão para o exercício de função;
VIII - ter-se habilitado previamente em concurso, ressalvadas as
exceções previstas em lei.
IX - ter atendido as condições e as exigências prescritas em leis
e regulamentos para cargos ou carreiras que exijam habilitação
profissional;
X - ser eleitos;
XI - apresentar declarações de bens.
Parágrafo Único - Em se tratando de cargo de provimento em
comissão, do quadro de servidores da Câmara Municipal, a exigên-
cia a que se refere o inciso VI deste artigo, poderá ser dispensada
pela mesa diretora. (Redação acrescida pela Lei Complementar n°
330/1994)
Art. 29 - São competentes para dar posse e receber o compro-
misso:
I - O Prefeito, aos Secretários Municipais e Diretores dos órgãos
descentralizados;
II - o Secretário dos Negócios Jurídicos e Internos, nos demais
casos, relativamente aos servidores da administração direta;
III - O Superintendente dos órgãos descentralizados aos seus
funcionários em geral;
IV - O Presidente da Câmara ao Diretor e este aos demais fun-
cionários da Secretaria do órgão legislativo.
Art. 30 - Do termo de posse, assinado pela autoridade compe-
tente e pelo funcionário, constará o compromisso de fiel cumpri-
mento dos deveres e obrigações.
Parágrafo Único - O funcionário declarará, para que figurem
obrigatoriamente no termo de posse, os bens e valores que consti-
tuem o seu patrimônio.
Art. 31 - Poderá haver posse mediante procuração, quando se
tratar de funcionário ausente do Município, em comissão do Gover-
no, ou, em casos especiais, a Juízo da autoridade competente.
Art. 32 - A autoridade que der posse verificará, sob pena de
responsabilidade, se foram satisfeitas as condições legais para a in-
vestidura, mandado citá-las, especificamente, no respectivo termo.
Art. 33 - O termo de posse, assinado também pelo funcionário
responsável pelo órgão de pessoal, será, após os devidos registros,
arquivado no órgão competente.
Art. 34 - A posse deverá verificar-se no prazo de 30 (trinta) dias,
contados da data da publicação da portaria de nomeação no órgão
oficial.
Art. 35 - O prazo de que trata o artigo anterior poderá ser pror-
rogado por 30 (trinta) dias, por solicitação escrita do interessado,
mediante ato da autoridade competente.
Parágrafo Único - Se à posse não se der dentro do prazo inicial
ou da prorrogação, será tornada sem efeito a nomeação.
Art. 36 - O termo inicial de posse para o funcionário em férias
ou licença, exceto no caso de licença para tratar de interesse parti-
cular, será o da data em que voltar ao serviço.
SUBSEÇÃO V
DO EXERCÍCIO
Art. 37 - O início, a interrupção e o reinício do exercício serão
registrados no assentamentoindividual do funcionário
§ 1° - Ao Chefe da repartição para onde for designado o funcio-
nário, compete dar-lhe exercício, bem como comunicar ao órgão de
pessoal o seu início, as alterações e ocorrências referentes a cada
funcionário que lhe estiver subordinado.
§ 2° - Antes de entrar em exercício o funcionário apresentará
ao órgão competente os elementos necessário ao assentamento in-
dividual.
Art. 38 - O exercício do cargo terá início no prazo de 30 (trinta)
dias contados:
I - da data da publicação oficial do ato no caso de reintegração;
II - da data da posse, nos demais casos.
§ 1° - A promoção não interrompe o exercício, que é contado
na nova classe a partir da publicação do ato que promover o fun-
cionário.
§ 2° - O funcionário transferido ou removido quando licenciado,
ou quando afastado em virtude de férias, casamento ou luto, terá
30 (trinta) dias, a partir do término do impedimento regular, para
entre em exercício.
§ 3° - O prazo deste artigo poderá ser prorrogado por mais 30
(trinta) dias, a requerimento do interessado.
Art. 39 - O funcionário nomeado deverá ter exercício na repar-
tição em cuja lotação houver claro.
Parágrafo Único - O funcionário promovido poderá continuar
em exercício na repartição em que estiver servindo.
Art. 40 - Entende-se por lotação o número de servidores que
em decorrência de lei ou regulamento, devam ter exercício em cada
setor ou repartição administrativa.
Art. 41 - O funcionário não poderá ter exercício em setor ou
repartição diferente daquele em que estiver lotado.
§ 1° - O afastamento do funcionário, de sua repartição, para ter
exercício em outra, só se verificará nos casos previstos nesta lei, por
prazo certo e para fim determinado.
§ 2° - Na hipótese de requisição ou disposição por parte de po-
der público, o afastamento dependerá de prévia anuência do fun-
cionário, por escrito.
Art. 42 - Nenhum funcionário poderá ausentar-se do Município,
para estudo, missão ou representação de qualquer natureza, com
ou sem ônus para os cofres públicos, salvo designação expressa por
ato do Prefeito ou autoridade competente.
Art. 43 - Salvo caso de mandato eletivo, nenhum funcionário
poderá permanecer afastado do serviço ou ausente do Município,
por efeito do disposto no artigo anterior além de 4 (quatro) anos.
Parágrafo Único - No caso de estudo ou missão, somente de-
pois de decorrido igual período de efetivo exercício, no Município,
será permitido novo afastamento.
Art. 44 - Preso preventivamente, pronunciado por crime co-
mum, ou denunciado por crime funcional ou, ainda condenado por
crime inafiançável em processo no qual não haja pronuncia, o fun-
cionário será afastado do exercício, até decisão final passada em
julgado.
Art. 45 - Será exonerado do cargo, ou dispensado da função, o
funcionário que não entrar em exercício dentro do prazo estabele-
cido.
ESTATUTO DO SERVIDOR
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a solução para o seu concurso!
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Art. 46 - Salvo os casos previstos na presente lei, o funcionário
que interromper o exercício, por mais de 30 (trinta) dias, consecuti-
vos, será demitido por abandono do cargo.
SEÇÃO III
DA PROMOÇÃO
Art. 47 - Promoção é o ato pelo qual o funcionário tem aces-
so, em caráter efetivo, a classe imediatamente superior àquela que
ocupa, na carreira a que pertence.
Art. 48 - A promoção obedecerá ao critério de antiguidade de
classe e ao de merecimento, alternadamente, salvo quanto à classe
final da carreira, em que será feita a razão de um terço (1/3) por
antiguidade a dois (2/3) por merecimento.
Parágrafo Único - O critério a que obedecer a promoção deverá
vir expresso na portaria respectiva.
Art. 49 - As promoções serão realizadas de seis (6) em seis (6)
meses, desde que verificada a existência de vagas.
§ 1° - Quando não procedida no prazo legal, a promoção produ-
zirá efeitos a partir do último dia do respectivo semestre.
§ 2° - Para todos os efeitos será considerado promovido o fun-
cionário que vier a falecer sem que tenha sido efetivada, no prazo
legal, a promoção que lhe cabia por antiguidade.
Art. 50 - A promoção, por merecimento, a classe intermediária
de qualquer carreira, só poderão concorrer os funcionários coloca-
dos, por ordem de antiguidade, no primeiro terço de classe imedia-
tamente inferior.
Parágrafo Único - A Comissão Municipal do Serviço Civil, orga-
nizará para cada vaga uma lista não excedente de três (3) nomes, se
maior for o número do terço.
Art. 51 - Não poderá ser promovido o funcionário que não te-
nha, a abertura da vaga, o interstício de setecentos e trinta (730)
dias de efetivo exercício na classe.
Parágrafo Único - Não poderá ser promovido o funcionário em
estágio probatório.
Art. 52 - O merecimento do funcionário é adquirido na classe.
Parágrafo Único - O funcionário transferido para carreira da
mesma denominação levará o merecimento apurado no cargo a
que pertencia.
Art. 53 - o funcionário suspenso preventivamente poderá ser
promovido, mas a promoção ficará sem efeito se verificada a pro-
cedência da imputação constante do processo de que resultou a
suspensão.
§ 1° - Na hipótese deste artigo, o funcionário só perceberá o
vencimento correspondente à nova classe quando tornada sem efei-
to a penalidade aplicada, caso em que a promoção surtirá efeito a
partir da data de sua publicação.
§ 2° - A solução prevista no “caput” deste artigo não poderá
exceder 90 (noventa) dias, após os quais o funcionário terá direito
aos efeitos da promoção, até verificação definitiva da procedência
da imputação.
Art. 54 - A antiguidade será determinada pelo tempo de efetivo
exercício na classe.
Parágrafo Único - Para efeito de apuração de antiguidade na
classe, será considerada como de efetivo exercício o afastamento
previsto no artigo 113.
Parágrafo Único - Computar-se-ão, ainda:
I - o período de trânsito;
II - o período de estágio probatório.
Art. 56 - Quando ocorrer empate na classificação por antiguida-
de terá preferência o funcionário de maior tempo de serviço público
municipal. Havendo, ainda, empate, o de maior tempo de serviço
público, o de maior prole e o mais idoso, sucessivamente.
Parágrafo Único - Na classificação inicial, o primeiro desempa-
te será determinado pela Classificação em concurso.
Art. 57 - Será apurado em dias o tempo de exercício na classe,
para efeito de antiguidade.
Art. 58 - Em beneficio daquele a quem de direito cabia a pro-
moção, será declarado sem efeito ao to que a houver concedido in-
devidamente.
§ 1° - O funcionário promovido indevidamente não ficará obri-
gado a restituir o que a mais houver recebido.
§ 2° - O funcionário a quem cabia a promoção será indenizado
da diferença do vencimento ou remuneração a que tiver direito.
Art. 59 - Só por antiguidade poderá ser promovido o funcioná-
rio em exercício de mandato eletivo.
Art. 60 - Compete a Comissão Municipal do Serviço Civil proces-
sar as promoções.
Art. 61 - Não poderá ser promovido por antiguidade ou me-
recimento, o funcionário que não possuir diploma exigido por lei,
para exercício da profissão a que corresponderem às atribuições da
carreira.
Art. 62 - É vedada ao funcionário sob as penas previstas em lei
ou regulamento, pedir, por qualquer forma, a sua promoção.
Parágrafo Único - Não se compreendem, na proibição deste
artigo, os pedidos de reconsideração e recursos apresentados pelo
funcionário, relativamente à apuração de antiguidade ou mereci-
mento, ou de direitos previstos em lei.
§ 63 - os funcionários que demonstrarem parcialidade no julga-
mento do merecimento serão punidos disciplinarmente, mediante
representação da Comissão de Serviço Civil.
SEÇÃO IV
DA TRANSFERÊNCIA
Art. 64 - A transferência, em virtude de readaptação do funcio-
nário, será processada de ofício:
I - de uma para outra carreira de denominação diversa;
II - de um cargo isolado, de provimento efetivo, para outro, de
carreira;
Art. 65 - Haverá, ainda, transferência:
I - de um cargo de carreira para outro de carreira;
II - de um cargo de carreira para outroisolado, de provimento
efetivo;
III - de um cargo isolado, de provimento e efetivo, para outro da
mesma natureza;
§ 1° - A transferência, prevista neste artigo, só poderá ser feita
a pedido do funcionário.
§ 2° - A transferência, a pedido, para cargo de carreira, só pode-
rá ser feita para vaga que tiver de ser provida mediante promoção
por merecimento.
Art. 66 - Somente poderá haver transferência para cargo de
igual padrão de vencimento atendidas, sempre, a conveniência do
serviço e a exigência de habilitação profissional.
Art. 67 - O interstício para a transferência será de setecentos a
trinta (730) dias, na classe ou no cargo isolado.
Art. 68 - Não poderá ser transferido o funcionário que se achar
em estágio probatório.
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a solução para o seu concurso!
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SEÇÃO V
DA REINTEGRAÇÃO
Art. 69 - A reintegração que decorrerá de decisão administrati-
va ou judicial com transito em julgado, é o reingresso do funcionário
no serviço público, com ressarcimento dos prejuízos decorrentes do
afastamento.
Art. 70 - O pagamento dos prejuízos a que alude o artigo ante-
rior deverá ser feito no prazo máximo de 60 (sessenta) dias da data
da reassunção do cargo.
Art. 71 - A reintegração sra feita no cargo anteriormente ocu-
pado; se este houver sido transformado, no cargo resultante da
transformação e, se extinto, em cargo de vencimento ou remunera-
ção equivalente, atendida a habilitação profissional.
Parágrafo Único - Não havendo possível a reintegração pela
forma prevista neste artigo, será o funcionário posto em disponi-
bilidade.
Art. 72 - Quando a reintegração for decorrente de decisão judi-
cial, quem houver ocupado o lugar do reintegrado ficará exonerado
de plano, ou será reconduzido ao cargo que, anteriormente, ocupa-
va, mas sem direito a indenização.
Parágrafo Único - Em se tratando de primeira investidura, o
ocupante do cargo a que alude este artigo, sendo estável, ficará em
disponibilidade.
Art. 73 - Transitada em julgado a sentença que determinar a
reintegração, o órgão incumbido da defesa do Município em Juízo
representará, imediatamente, ao Prefeito, a fim de ser expedido o
título de reintegração, no prazo máximo de 30 (trinta) dias.
Art. 74 - O funcionário reintegrado será submetido a exame
médico e aposentado quando incapaz.
SEÇÃO VI
DO APROVEITAMENTO
Art. 75 - APROVEITAMENTO é o ingresso, no serviço público, do
funcionário até então em disponibilidade.
Art. 76 - Será obrigatório o aproveitamento do funcionário es-
tável em cargo de natureza e vencimento compatíveis com o ante-
riormente ocupado.
Parágrafo Único - O aproveitamento dependerá de prova de
capacidade mediante inspeção médica.
Art. 77 - Havendo mais de um concorrente a mesma vaga, terá
preferência o de maior tempo de disponibilidade e, no caso de em-
pate, o de maior tempo de serviço público.
Art. 78 - Será tornado sem efeito o aproveitamento a cassada
a disponibilidade se o funcionário não tomar posse no prazo legal,
salvo caso de doença comprovada em inspeção médica.
Parágrafo Único - Comprovada a incapacidade definitiva em
inspeção médica, será decretada a aposentadoria.
SEÇÃO VII
DA REVERSÃO
Art. 79 - REVERSÃO é o ingresso no serviço público, do funcio-
nário aposentado, quando insubsistentes os motivos da aposenta-
doria.
Art. 80 - A reversão, que dependerá sempre de exame médico e
existência de cargo vago, far-se-á a pedido ou “de ofício”.
Parágrafo Único - O aposentado não poderá reverter à ativida-
de se contar mais de 70 (setenta) anos de idade.
Art. 81 - Respeitada a habilitação profissional, a reversão far-
-se-á de preferência no mesmo cargo anteriormente ocupado, ou
em outro de atribuições análogas.
§ 1° - A reversão de ofício nunca poderá ser feita para cargo de
vencimento inferior a provento do revertido.
§ 2° - A reversão, a pedido, somente poderá ser feita no mesmo
cargo ou em cargo a ser provido por merecimento.
Art. 82 - O funcionário revertido a pedido somente poderá con-
correr à promoção depois de haverem sido promovidos todos os que
integravam a sua classe, a época da reversão.
Art. 83 - A reversão não dará direito, para nova aposentadoria,
a contagem do tempo em que o funcionário esteve aposentado.
CAPÍTULO III
DAS MUTAÇÕES FUNCIONAIS E DA VACÂNCIA
SEÇÃO I
DA SUBSTITUIÇÃO
Art. 84 - Somente haverá substituição no impedimento do ocu-
pante de cargo isolado de provimento efetivo, de cargo em comis-
são ou de função gratificada.
Art. 85 - A substituição será automática ou dependerá de ato
de administração.
§ 1° - A substituição automática será gratuita, se prevista em
lei ou regulamento; quando, porém, exceder de 30 (trinta) dias, será
remunerada, por todo o período.
§ 2° - A substituição remunerada dependerá de ato da autori-
dade competente para nomear ou designar, salvo o caso de pará-
grafo anterior, “in-fine”.
§ 3° - O substituto perderá, durante o tempo da substituição, o
vencimento ou remuneração do cargo de que for titular, exceto no
caso de função gratificada ou cargo em comissão, e opção.
§ 4° - O substituto exercerá o cargo ou função enquanto durar
o impedimento do respectivo ocupante, sem que nenhum direito lhe
caiba d ser provido, efetivamente, no cargo.
Art. 86 - O tesoureiro, em caso de impedimento legal ou tempo-
rário, poderá ser substituído por um ajudante seu ou pessoa de sua
confiança, dentro do funcionalismo; mediante indicação escrita e a
critério da autoridade.
Art. 87 - O substituto, quando remunerada a substituição, terá
direito à remuneração a partir da data em que assumir as respec-
tivas funções.
Art. 88 - Quando o ocupante de cargo isolado de provimento
efetivo, de cargo em comissão ou de função gratificada, estiver
afastado por medida disciplinar ou inquérito administrativo, será
substituído de conformidade com o disposto nesta seção.
SEÇÃO II
DA READAPTAÇÃO
Art. 89 - Readaptação é a limitação das funções do cargo, a fim
de torná-lo compatível com a capacidade do servidor e dependerá
sempre de exame médico de Junta Médica Oficial. (Redação dada
pela Lei Complementar n° 2406/2010)
Art. 90 - A readaptação far-se-á de ofício ou a pedido, quando
se verificarem modificações no estado físico ou psíquico, ou nas con-
dições de saúde do servidor, que lhe diminuam a eficiência no exercí-
cio do cargo. (Redação dada pela Lei Complementar n° 2406/2010)
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Art. 91 - A readaptação não acarretará diminuição nem aumen-
to de vencimento ou remuneração. (Redação dada pela Lei Comple-
mentar n° 2406/2010)
Art. 92 - Poderá ser readaptado o servidor estável e o servidor
em estágio probatório. (Redação dada pela Lei Complementar n°
2406/2010)
Parágrafo Único - O servidor em estágio probatório somente
poderá ser readaptado, se atestado pela Junta Médica Oficial, que o
seu problema de saúde não era pré-existente quando do seu ingres-
so no serviço público. (Redação acrescida pela Lei Complementar n°
2406/2010)
SEÇÃO III
DA REMOÇÃO OU DA PERMUTA
Art. 93 - A remoção, a pedido ou de ofício, far-se-á:
I - de uma para outra Secretaria;
II - de um para outro setor da mesma Secretaria.
§ 1° - A remoção prevista no item I será feita por ato do prefei-
to; a prevista no item II, por ato do Secretário, se de um para outro
Departamento da mesma Secretaria, e por ato do Diretor, se de um
para outro setor do mesmo Departamento.
Art. 94 - o funcionário removido deverá assumir o exercício na
repartição para a qual foi designado, no primeiro dia útil após ciên-
cia do ato, salvo determinação em contrário.
Parágrafo Único - Relativamente ao funcionário em férias ou
de licença, a assunção deverá ocorrer no primeiro dia útil após o
termino do afastamento.
Art. 95 - A permuta será processada a requerimento de ambos
os interessados, respeitados os requisitos da remoção, mas somen-
te será autorizada se ocorrer interesses da administração.
SEÇÃO IV
DA FUNÇÃO GRATIFICADA
Art. 96 - FUNÇÃO GRATIFICADA é a encarregaturainstituída, na
forma da lei, para atender encargos de chefia que não justifiquem
a criação de cargo.
Art. 97 - O desempenho da função gratificada será atribuído
ao funcionário mediante ato expresso do Prefeito, após instituída a
encarregadoria.
Art. 98 - A gratificação será percebida, cumulativamente, com
o vencimento ou remuneração do cargo, de que for titular o grati-
ficado.
Art. 99 - Não perderá a gratificação a que se refere o artigo
anterior, o funcionário que se ausentar por férias ou afastamento
regulares nos quais também vencimento ou remuneração seja de-
vidos.
SEÇÃO V
DA VACÂNCIA
Art. 100 - A vacância de cargo decorrerá de:
I - exoneração;
II - demissão;
III - promoção;
IV - transferência;
V - aposentadoria;
VI - posse em outro cargo;
VII - falecimento.
§ 1° - Dar-se-á a exoneração:
I - a pedido do funcionário
II - de ofício:
a) quando se tratar de cargo em comissão.
b) quando não satisfeitas as condições do estágio probatório;
c) quando o funcionário não entrar em exercício no prazo legal;
§ 2° - A demissão será aplicada como penalidade e deverá ser
precedida de processo disciplinar.
§ 3° - O funcionário terá direito à percepção, em pecúnia, dos
direitos concernentes a férias e licença-prêmio adquiridas e não go-
zadas oportunamente, nas seguintes hipóteses: (Redação acrescida
pela Lei Complementar n° 15/1990)
I - de aposentadoria, com vantagens do cargo de provimento
efetivo ou em comissão; (Redação acrescida pela Lei Complementar
n° 15/1990)
II - de exoneração, a pedido ou de ofício, de cargo de provi-
mento em comissão. (Redação dada pela Lei Complementar n°
107/1992) (Repristinado por força da ADI n° 38979-0/0)
Art. 101 - A vacância de função gratificada decorrerá de:
I - dispensa, a pedido do funcionário;
II - dispensa, a critério da autoridade e quem couber a desig-
nação;
III - destituição.
CAPÍTULO IV
DA COMISSÃO DO SERVIÇO CIVIL
Art. 102 - Para processamento de concursos para provimento
de cargos, exames para admissão de servidores sob contrato, clas-
sificação de funcionários para promoções e demais atribuições que
lhe são cometidas nesta lei, é instituída a COMISSÃO MUNICIPAL
DO SERVIÇO CIVIL, que será composta de 7 (sete) membros, sendo
2 (dois) indicados pelo Prefeito, 2 (dois) indicados pela associação
de classes, prevista no artigo 285 desta lei e 3 (três) eleitos pelos
funcionários, dentre os funcionários efetivos e estáveis.
Parágrafo Único - As indicações do Prefeito e da associação de
classe deverão recair sobre funcionários efetivos, de nível universi-
tário.
Art. 103 - Os membros da COMISSÃO MUNICIPAL DO SERVIÇO
CIVIL, logo que empossados pelo Chefe do Executivo, escolherão o
Presidente do órgão e elaborarão as normas regimentais necessá-
rias ao desenvolvimento de suas atividades, e a regularidade de
suas reuniões, que obrigatoriamente serão produzidas em atas.
Parágrafo Único - As deliberações da COMISSÃO MUNICIPAL
DO SERVIÇO CIVIL será tomadas por maioria de votos, em reuni-
ões convocadas pelo Presidente, na forma do Regimento, as quais
poderão ser realizadas desde que presentes, pelo menos 5 (cinco)
membros da entidade.
Art. 104 - O mandato dos membros da Comissão será de três
(3) anos e poderá ser renovado, sendo as suas funções exercidas
“pro-honore”, sem prejuízo das atribuições de cada um em seus res-
pectivos cargos.
Parágrafo Único - Quando a natureza a vulto dos trabalhos da
COMISSÃO MUNICIPAL DO SERVIÇO CIVIL o exigirem, o Prefeito, ou
Autoridade a que competir, poderá dispensar os membros da Co-
missão do exercício de seus cargos, pelo tempo necessário.
Art. 105 - Compete a COMISSÃO MUNICIPAL DO SERVIÇO CIVIL:
a) proceder às classificações dos funcionários para promoção,
na forma determinada no respectivo Regimento e nesta lei;
ESTATUTO DO SERVIDOR
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a solução para o seu concurso!
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b) processar os concursos para provimento de cargos do qua-
dro do funcionalismo, e os exames para admissão de servidores no
regime da C.L.T., quando necessário;
c) representar ao Prefeito sobre qualquer assunto de interesse
dos funcionários e sobre organização e racionalização dos serviços
do pessoal;
d) desenvolver as atividades que as leis, regulamentos e instru-
ções lhe atribuírem.
Art. 106 - Sempre que necessário poderá a COMISSÃO MUNI-
CIPAL DO SERVIÇO CIVIL convidar pessoa estranha ao quadro do
funcionalismo, mas de comprovada competência, especialização e
idoneidade, para auxiliá-la na realização de concursos e no julga-
mento das provas.
Art. 107 - A COMISSÃO MUNICIPAL DO SERVIÇO CIVIL deverá
organizar um “dossiê” de cada funcionário, a fim de servir de base
as classificações. Para tal fim os setores de pessoal lhe fornecerão
todos os elementos de informação necessários, mediante simples
requisição direta.
Art. 108 - A COMISSÃO MUNICIPAL DO SERVIÇO CIVIL terá uma
Secretaria, com os servidores julgados necessários, comissionados
ou postos a sua disposição pelo Prefeito, mediante requisição devi-
damente justificada.
Parágrafo Único - O presidente escolherá, dentre os funcioná-
rios requisitados, o que melhor indicado para dirigir os serviços da
Secretaria.
Art. 19 - São impedidos de intervir em qualquer ato dos proces-
sos de concursos ou de classificação para promoção os membros da
COMISSÃO MUNICIPAL DO SERVIÇO SOCIAL que sejam parentes até
o 3° grau civil de qualquer dos candidatos, os que tenham interesse
manifestado nos processos, e os que venham a sofrer impugnação
com motivos ponderáveis, julgada pelo Prefeito.
Art. 110 - Do regimento da COMISSÃO MUNICIPAL DO SERVIÇO
CIVIL deverá constar também, e obrigatoriamente:
a) normas dos trabalhos e julgamento dos processos;
b) regulamentação completa dos concursos em geral e critério
de julgamento;
c) normas para apuração de notas ou pontos nos processos
para promoção, por merecimento e por antiguidade, bem como
para reclamações e recursos, seu processamento e prazos.
Art. 111 - O disposto neste capítulo não se aplica aos funcioná-
rios da Câmara Municipal.
CAPÍTULO V
DOS DIREITOS E VANTAGENS
SEÇÃO I
DO TEMPO DE SERVIÇO
Art. 112 - Será feita em dias a apuração de tempo de serviço.
§ 1° - O número de dias será convertido em anos, considerado o
ano como de trezentos e sessenta e cinco (365) dias.
§ 2° - Feita à conversão, os dias restantes até 182 (cento e oiten-
ta e dois) não serão computador, arredondando-se para 1 (um) ano,
quando excederem esse número, nos casos de cálculo para efeito de
aposentadoria e adicionais.
§ 3° - Serão computados os dias de efetivo exercício à vista do
registro de frequência. (§3° revigorado pela Lei Complementar n°
583/1996)
Art. 113 - Será considerado de efetivo exercício o afastamento
em virtude de:
I - férias;
II - casamento;
III - luto, por falecimento do cônjuge e de parentes, até o 2°
grau civil;
IV - exercício de outro cargo municipal de provimento em co-
missão;
V - convocação para serviço militar;
VI - júri e outros serviços obrigatórios por lei;
VII - exercício de função ou cargo de governo ou administração,
em qualquer parte do território nacional, por nomeação do Presi-
dente da República;
VIII - exercício de função ou cargo de governo ou administra-
ção, em qualquer parte do território do Estado, por nomeação do
Governador do Estado;
IX - desempenho de função eletiva da União, dos Estados, do
Distrito Federal ou de outros Municípios, inclusive o período de fé-
rias ou interregnos parlamentares, observado o disposto nesta lei;
X - licenças-prêmios;
XI - licença a funcionária gestante ou nos casos previstos no
artigo 151 desta lei;
XII - missão ou estudo no estrangeiro, quando o afastamento
houver sido autorizado pelo Prefeito;
XIII - missão, estudo ou representação em qualquer ponto do
território nacional, desde que o afastamento tenha sido autorizado
pelo Prefeito;
XIV - moléstia devidamente comprovada por atestado médico,
até dez (10) dias por trimestre;
XV - exercício em comissão, de cargo de chefia nos serviços da
União, dos Estados, deDistrito Federal, dos Territórios e de outros
Municípios;
XVI - afastamento por processo disciplinar, e se o funcionário
for declarado inocente, ou se a punição se limitar à pena de repre-
ensão;
XVII - prisão, se afinal, for reconhecida a ilegalidade daquela,
ou a improcedência da imputação que a ocasionar;
XVIII - disponibilidade remunerada;
XIX - licença para tratamento de saúde, comprovadamente, no
tratamento de câncer. (Redação acrescida pela Lei Complementar
n° 2765/2016)
Art. 114 Serão contados, para todos os efeitos: (Redação dada
pela Lei Complementar n° 2822/2017)
I - SIMPLESMENTE: (Redação dada pela Lei Complementar n°
2822/2017)
a) os dias de efetivo exercício; (Redação dada pela Lei Comple-
mentar n° 2822/2017)
b) o tempo de serviço prestado em cargo de provimento efeti-
vo para a administração direta ou indireta do Município; (Redação
dada pela Lei Complementar n° 2822/2017)
c) o tempo em que o funcionário estiver em disponibilidade re-
munerada; (Redação dada pela Lei Complementar n° 2822/2017)
d) o tempo de serviço federal, estadual ou municipal será con-
tado somente para efeito de aposentadoria e disponibilidade. (Re-
dação dada pela Lei Complementar n° 2822/2017)
II - EM DOBRO:
a) os dias de férias ou licença premio que o funcionário não
houver gozado, desde que haja adquirido esses direitos na qualida-
de de servidor municipal;
b) o período de serviço ativo nas Forças Armadas em operações
de guerra.
ESTATUTO DO SERVIDOR
134134
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Parágrafo Único - Somente serão averbados os dias de férias
não gozados por necessidade de serviço, mediante pedido irretratá-
vel do funcionário, após o período Máximo permitido para acumu-
lação de férias.
Art. 115 - É vedada a acumulação de tempo concorrente ou
simultaneamente prestado em dois ou mais cargos ou funções da
União, Estados, Territórios Municípios e suas entidades da adminis-
tração indireta.
Art. 116 - não será computado, para nenhum efeito, o tempo
de serviço gratuito.
SEÇÃO II
DA ESTABILIDADE
Art. 117 - O funcionário adquirirá estabilidade depois de 2
(dois) anos de efetivo exercício.
§ 1° - O funcionário somente poderá adquirir estabilidade
quando haja sido nomeado por concurso;
§ 2° - A estabilidade diz respeito ao serviço público e não ao
cargo.
Art. 118 - O funcionário estável perderá o cargo:
I - em virtude de sentença judicial passada em julgado;
II - quando demitido do serviço público mediante processo ad-
ministrativo em que lhe haja sido assegurada plena defesa;
III - quando ocorrer à extinção do cargo.
SEÇÃO III
DA DISPONIBILIDADE
Art. 119 - Extinto o cargo, o funcionário estável ficará em dispo-
nibilidade remunerada, com vencimentos proporcionais ao tempo
de serviços.
Art. 120 - A extinção do cargo, que se fará por meio de lei, após
constatada e declarada a desnecessidade dele, somente se efetiva-
rá quando verificadas a impossibilidade da redistribuição do cargo
com seu ocupante, e a inviabilidade de sua transformação.
Art. 121 - Quando deve atingir mais de um funcionário a dispo-
nibilidade será aplicada na seguinte ordem:
a) ao que tenha ingressado no serviço público sem prestação de
concurso, em relação ao que o tenha prestado;
b) ao que conte menos tempo de serviço público;
c) ao menos idoso;
d) ao de menor número de dependentes.
Art. 122 - Na contagem de tempo de serviço, para fins de dis-
ponibilidade, serão observados os preceitos aplicáveis à aposenta-
doria.
Art. 123 - O funcionário em disponibilidade que vier a preencher
requisitos para aposentadoria, poderá ser aposentado, a pedido, e
o será de ofício, quando atingir a idade limite de setenta (70) anos.
Parágrafo Único - O funcionário em disponibilidade poderá ser,
a seu pedido, posto a disposição de outro órgão de administração
pública.
Art. 124 - O valor dos proventos a que tem direito o funcionário
em disponibilidade será proporcional ao tempo de serviço, na razão
de 1/35 avos de ano, se do sexo masculino, e 1/30 avos, se do sexo
feminino.
§ 1° - No caso dos funcionários cuja aposentadoria voluntária
se reja por lei especial, o cálculo da proporcionalidade dos proven-
tos terá por base a fração anual correspondente;
§ 2° - Em qualquer caso o valor dos proventos será acrescido
do salário família, dos adicionais por tempo de serviço e das demais
vantagens pessoais, na base a que fizer jus na data da disponibili-
dade.
Art. 125 - O funcionário posto em disponibilidade nos termos
desta lei, poderá, a juízo e no interesse da Administração, ser apro-
veitado em cargo de natureza e vencimento compatíveis com o que
anteriormente ocupara.
§ 1° - Observar-se-á, no aproveitamento, a seguinte ordem de
preferência entre os disponíveis que, de acordo com este artigo,
possam ocupar o cargo a ser provido;
a) o de mais tempo de serviço público;
b) o mais idoso;
c) o de maior número de dependentes.
§ 2° - O aproveitamento dependerá de prova de capacidade,
mediante inspeção médica;
§ 3° - Restabelecido o cargo, de que era titular, ainda que modi-
ficada a sua denominação será, obrigatoriamente, aproveitado nele
o funcionário posto em disponibilidade quando da extinção.
SEÇÃO IV
DA APOSENTADORIA
Art. 126(Revogada pela Lei Complementar n° 3143/2022)
Art. 127 (Revogada pela Lei Complementar n° 3143/2022)
Art. 128 - (Revogada pela Lei Complementar n° 3143/2022)
Art. 129 - ACIDENTE é o evento danoso que tem como causa
mediata ou imediata o exercício das atribuições inerentes ao cargo.
§ 1° - Equipara-se ao acidente a agressão sofrida a não provo-
cada pelo funcionário, no exercício de suas atribuições.
§ 2° - A prova do acidente será feita em processo especial, no
prazo de 8 (oito) dias, prorrogável quando as circunstâncias o exi-
girem.
Art. 130 - Entende-se por doença profissional a que decorre das
condições do serviço ou de fator nela ocorridos, devendo o laudo
da Junta Médica Oficial se estabelecer-lhe rigorosa caracterização.
Art. 131 - Consideram-se doença grave, contagiosa ou incurá-
vel, para fins do disposto nesta lei, a tuberculose ativa, a alienação
mental, a neoplasia maligna, a cegueira após ingresso no serviço
público, hanseníase, esclerose múltipla, paralisia irreversível e in-
capacitante, a cardiopatia grave, a doença de Parkinson, a espon-
diloartrose anquilosante, a nefropatia grave, os estados avançados
de Paget (osteíte deformante), síndrome de imunodeficiência ad-
quirida (AIDS), hepatopatia grave hepatite C ou hepatite b - em sua
forma crônica, e outras que a lei assim definir. (Redação dada pela
Lei Complementar n° 1905/2005)
Art. 132 - Os proventos de inatividade serão revistos, e na mes-
ma proporção, sempre que, por motivo de alteração do poder aqui-
sitivo da moeda, se modificarem os vencimentos dos funcionários
da ativa.
Art 133 - O funcionário ocupante de cargo de provimento em
comissão sem vínculo efetivo com o Município, inclusive suas autar-
quias, fundações bem como com a Câmara Municipal, vincula-se ao
seu regime previdenciário próprio, notadamente quanto ao regime
contributivo para o Fundo de Aposentadoria do Municipal (FAM),
criado pelo artigo pelo artigo 2°, § 1°, da Lei Complementar n° 140,
de 22 de julho de 1992. (Redação dada pela Lei Complementar n°
279/1993)
ESTATUTO DO SERVIDOR
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§ 1° - O funcionário a que alude o “caput” do presente artigo
manterá contribuições obrigatórias ao Serviço de Assistência Social
dos Municipiários de Ribeirão Preto (SASSOM), para fins de percep-
ção dos benefícios de pensão e assistência à saúde. (Redação acres-
cida pela Lei Complementar n° 279/1993)
§ 2° - O funcionário ocupante de cargo de provimento em co-
missão, sem vínculo efetivo com o Município, inclusive suas au-
tarquias, fundações bem como com a Câmara Municipal, poderá
ser aposentado pelo Fundo de Aposentadoria do Município (FAM),
sendo seus proventos calculados nos mesmos moldes e condições
aplicáveis ao funcionário efetivo. (Redação acrescida pela LeiCom-
plementar n° 279/1993)
Art. 134 - É automática a aposentadoria compulsória.
§ 1° - O retardamento do ato que declarar a aposentadoria
compulsória não impedirá que o funcionário se afaste do exercício
no dia imediato ao em que atingir a idade-limite.
§ 2° - Na hipótese deste artigo não decorrerão quaisquer di-
reitos ou vantagens relativamente ao exercício posterior à data em
que deveria ocorrer a aposentação.
Art. 135 - Nos demais casos de aposentadoria, os efetivos do
ato verificar-se-ão a partir da data de sua publicação, devendo nos
casos de invalidez, retroagir, conforme o caso, a data do término da
licença ou da verificação da invalidez.
Art. 136 - O funcionário que tiver exercido função de direção,
chefia, assessoramento, encarregadoria, função gratificada, assis-
tência, coordenadoria ou cargo de provimento em comissão, por pe-
ríodo de 4 (quatro) anos consecutivos, ou 8 (oito) anos interpolados,
será aposentando com a gratificação da função ou remuneração
correspondente a qualquer daquelas funções, sempre a de maior
valor, desde que exercida por um período mínimo de 2 (dois) anos
consecutivos.
§ 1°. Quando o exercício da função ou cargo de provimento em
comissão de maior valor não corresponder ao período de 2 (dois)
anos consecutivos, será incorporada a gratificação ou a remunera-
ção da função ou do cargo de provimento em comissão imediata-
mente inferior dentre os exercidos.
§ 2°. O disposto neste artigo terá aplicação também aos fun-
cionários comissionados em órgãos de administração indireta do
município, inclusive para o exercício de cargos ou funções de dire-
ção, e que percebam, em condições assemelhadas ao previsto neste
artigo, gratificações ou remunerações de funções, mediante desig-
nações e valores fixados pela diretoria desse órgãos. (Redação dada
pela Lei Complementar n° 174/1992)
Art. 137 - Quando proporcionais os proventos da aposentado-
ria, o seu cálculo se fará à razão de 1/35 (um trinta e cinco avos) da
remuneração, por ano de exercício, se homem, e 1/30 (um trinta
avos) se mulheres, o aposentando.
SEÇÃO V
DAS FÉRIAS
Art. 138 - O funcionário gozará obrigatoriamente 30 (trinta)
dias de férias por ano, de acordo com a escala organizada pelo che-
fe da repartição.
§ 1° - É proibido levar a conta de férias qualquer falta ao tra-
balho.
§ 2° - Somente depois do perímetro ano de efetivo exercício ad-
quira o funcionário direito a férias.
§ 3° - Nos anos subsequentes, as férias serão gozadas na forma
que a escala determinar.
Art. 139 - É proibida acumulação de férias, salvo imperiosa ne-
cessidade de serviço e pelo máximo de 2 (dois) anos.
Parágrafo Único - É assegurado ao servidor o direito a conta-
gem, em dobro, do período de férias não gozadas, para efeito de
aposentadoria e adicionais.
Art. 140 - Por motivo da promoção, transferência ou remoção,
o funcionário em gozo de férias não será obrigado a interrompê-las.
Art. 141 - Ao entrar em férias o funcionário comunicará ao che-
fe da repartição o seu endereço eventual.
Art. 142 - Durante as férias, o funcionário terá direito a todas as
vantagens, como se em pleno exercício estivesse.
Art. 143 - No mês de dezembro o chefe da repartição ou do ser-
viço organizará a escara de férias para o ano seguinte.
§ 1° - Uma vez organizada e publicada a escala, sua alteração
somente poderá dar-se por conveniência do serviço.
§ 2° - Os chefes de repartição, os Diretores, os Secretários, e de
forma geral os titulares de cargo em comissão, não serão incluídos
nas escalas, entrando em férias na época julgada conveniente pela
Autoridade competente, sendo obrigatório o requerimento anual,
para verificação da oportunidade e deliberação.
SEÇÃO VI
DAS LICENÇAS
SUBSEÇÃO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 144 - Será concedida licença ao funcionário:
I - para tratamento de saúde;
II - por motivo de doença em pessoa da família;
III - para repouso a gestante;
IV - para prestação de serviço militar obrigatório;
V - por motivo de afastamento de cônjuge, funcionário muni-
cipal;
VI - para tratar de interesses particulares;
VII - a título de prêmio;
VIII - para desempenho de mandato eletivo.
Parágrafo Único - Ao ocupante de cargo de provimento em
comissão não se concederá licença nos casos dos itens V, VI e VIII,
deste artigo. (Redação dada pela Lei Complementar n° 1000/2000)
Art. 145 - Finda a licença, o funcionário deverá assumir, imedia-
tamente, o exercício do cargo salvo prorrogação.
Parágrafo Único - O pedido de prorrogação deverá ser protoco-
lado pelo menos 5 (cinco) dias antes de findar-se a licença, contan-
do-se, se indeferido, como licença, o período compreendido entre a
data da conclusão desta e a do conhecimento oficial do despacho
denegatório da prorrogação.
Art. 146 - A licença dependente de exames médicos será conce-
dida pelo prazo fixado no laudo respectivo.
Parágrafo Único - Findo o prazo poderá haver novo exame, e
o novo laudo concluirá pela volta ao serviço, pela prorrogação da
licença ou pela aposentadoria, quando for o caso.
Art. 147 - As licenças concedidas dentro de 60 (sessenta) dias,
contados do termino da anterior, serão consideradas em prorroga-
ção.
Parágrafo Único - Para os efeitos deste artigo somente serão,
levadas em consideração as licenças da mesma espécie.
Art. 148 - O funcionário não poderá permanecer em licença, por
moléstia, por prazo superior a 2 (dois) anos.
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Parágrafo Único - Decorrido o prazo estabelecido neste artigo o
funcionário será submetido a exame a aposentado, se for considera-
do definitivamente inválido para o serviço público em geral.
Art. 149 - O funcionário em gozo de licença comunicará ao che-
fe da repartição o local onde poderá ser encontrado. Poderá ele go-
zar a licença onde lhe convier, salvo determinação médica expressa
em contrário.
Art. 150 - Serão considerados como faltas injustificadas os dias
em que o funcionário deixar de comparecer ao serviço, na hipótese
de se recusar a submeter-se a inspeção médica.
SUBSEÇÃO II
DA LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE
Art. 151 - A licença para tratamento de saúde será concedida a
pedido ou de oficio.
§ 1° - Em qualquer dos casos é indispensável à inspeção médica;
§ 2° - Estando o funcionário impossibilitado de locomover-se, a
inspeção médica será feita em sua residência;
§ 3° - O funcionário licenciado para tratamento de saúde não
poderá dedicar-se a qualquer atividade remunerada, sob pena de
ter cassada a licença.
Art. 152 - Para licença até 45 (quarenta e cinco) dias, a inspeção
de saúde será feita por médico do órgão municipal competente.
Art. 153 - A licença por prazo superior a 45 (quarenta e cinco)
dias dependerá de inspeção pela Junta Médica Oficial.
Art. 154 - O atestado médico e o laudo da Junta nenhuma re-
ferência farão ao nome ou a natureza da doença de que sofra o
funcionário, salvo se tratar de lesões produzidas por acidente ou
moléstia profissional, ou de qualquer das moléstias referidas no ar-
tigo 131.
Art. 155 - Considerado apto, em exame médico, o funcionário
reassumirá o exercício, sob pena de se apurarem, como faltas injus-
tificadas, os dias de ausência.
Parágrafo Único - No curso de licença poderá o funcionário re-
querer exame médico, caso se julgue em condições de reassumir o
exercício.
Art. 156 - A licença a funcionário acometido de tuberculose ati-
va, alienação mental, neuplasia maligna, cegueira, lepra, paralisia
irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkin-
son, mal de Alzheimer, Síndrome de imunodeficiência adquirida, es-
pondiloartrose anquilo-sante, nefropatia grave, estados avançados
de Paget (ostei-te deformante), será concedida através de relatório
circunstanciado embasado nas conclusões na medicina especiali-
zada, quando a Junta Médica Oficial não concluir pela concessão
direta e imediata da aposentadoria. (Redação dada pela Lei Com-
plementar n° 774/1998)
Art. 157 - A licença para tratamento de saúde será concedida
comvencimentos integrais e pelo prazo indicado no laudo ou ates-
tado médico.
SUBSEÇÃO III
DA LICENÇA POR MOTIVO DE DOENÇA EM PESSOA DA
FAMÍLIA
Art. 158 - O funcionário poderá obter licença por motivo de do-
ença na pessoa do cônjuge, do qual não esteja separado, de ascen-
dente, descendente, colateral, consanguíneo ou afim, até o segundo
grau civil, desde que prove ser indispensável sua assistência pessoal
e esta não possa ser prestada simultaneamente com o exercício do
cargo.
§ 1° - Provar-se-á a doença, e a indispensabilidade da assistên-
cia pessoal, mediante inspeção médica, realizada na forma prevista
no artigo 151 desta lei.,
§ 2° - A licença de que trata este artigo será concedida com ven-
cimento ou remuneração integral, até três meses, e com 2/3 (dois
terços) do vencimento ou remuneração, excedendo esse prazo e até
dois (2) anos.
§ 3° - Quando a pessoa da família do funcionário se encontrar
em tratamento fora do Município permitir-se-á o exame médico por
profissionais pertencentes ao quadro de servidores federais, estadu-
ais ou municipais da localidade.
SUBSEÇÃO IV
DA LICENÇA A GESTANTE
Art. 159 - À funcionária gestante será concedida, median-
te inspeção médica, a licença de cento e oitenta dias consecuti-
vos, sem prejuízo do vencimento ou remuneração. (Redação dada
pela Lei Complementar n° 2088/2006) (Vide Lei Complementar n°
2284/2008)
§ 1° - Salvo prescrição médica em contrário, a licença poderá
requerida desde o início do 8° (oitavo) mês de gestação até 15 (quin-
ze) dias, após o parto.
§ 2° - O tempo de licença será contado a partir da data de inspe-
ção médica, se solicitada à licença antes do parto e a partir da data
deste, se solicitada depois.
§ 3° - Ouvido o serviço médico oficial do Município, nos partir e
gestações patológicas, além de licença prevista neste artigo, é asse-
gurado à funcionária o disposto no artigo 151.
§ 4° - Para amamentar o próprio filho até que complete 6 (seis)
meses de idade, a funcionária terá direito, durante a jornada de tra-
balho a 2 (dois) descansos especiais, de meia hora cada um. (Reda-
ção acrescida pela Lei Complementar n° 431/1995)
Art. 159-A A servidora gestante ou lactante, que exerça ati-
vidade insalubre ou perigosa e que esteja recebendo adicional de
insalubridade ou periculosidade, será afastada de suas atividades
enquanto perdurar a gestação ou a lactação, e realocadas para o
exercício de atividades que não as exponham aos agentes insalu-
bres ou perigosos que ensejaram a realocação, sem prejuízo de seus
vencimentos. (Regulamentado pelo Decreto n° 101/2023)
Parágrafo único. O Poder Executivo regulamentará este arti-
go no que couber. (Redação acrescida pela Lei Complementar n°
3176/2023)
SUBSEÇÃO V
DA LICENÇA PARA SERVIÇO MILITAR
Art. 160 - Ao funcionário que for convocado para o serviço mili-
tar e outros encargos da segurança nacional será concedida licença
com vencimento ou remuneração integral.
§ 1° - A licença será concedida mediante comunicação, por es-
crito, do funcionário ao Chefe da repartição ou do serviço, acompa-
nhada de documento oficial que comprove a incorporação.
§ 2° - Dos vencimentos ou remuneração descontar-se-á a im-
portância que o funcionário perceber na qualidade de incorporado,
salvo se optar pelas vantagens do serviço militar.
ESTATUTO DO SERVIDOR
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§ 3° - O funcionário desincorporado reassumirá, dentro de 30
(trinta) dias, o exercício de seu cargo, sob pena de perda dos ven-
cimentos e, se a ausência exceder aquele prazo, de demissão por
abandono do cargo.
Art. 161 - Ao funcionário oficial da reserva das Forças Armadas
será também concedida licença, com vencimento ou remuneração
integral, durante os estágios previstos pelos regulamentos milita-
res, quando não perceber qualquer vantagens pecuniária pela con-
vocação.
Parágrafo Único - Quando o estágio for remunerado, assegu-
rar-se é o direto de opção.
SUBSEÇÃO VI
DA LICENÇA A FUNCIONÁRIA CASADA
Art. 162 - A funcionária casada com funcionário municipal terá
direito à licença com 1/3 (um terço) do vencimento ou remuneração,
quando acompanhar o marido em caso de comissão fora da sede do
Município, nas demais hipóteses, sem vencimento ou remuneração.
§ 1° - Cessará a licença com o termo da comissão e retorno do
marido a antiga função.
§ 2° - A licença dependerá de requerimento devidamente ins-
truído.
SUBSEÇÃO VII
DA LICENÇA PARA TRATAR DE INTERESSE PARTICULARES
Art. 163 - Ao funcionário estável poderá ser concedida licen-
ça, sem vencimento, para tratar de interesse particulares. (Redação
dada pela Lei Complementar n° 435/1995)
§ 1° - A licença será negada quando o afastamento do funcio-
nário for inconveniente ao interesse do serviço.
§ 2° - O funcionário aguardará, em exercício, a concessão da
licença.
Art. 164 - Não será concedida a licença ao funcionário removi-
do ou transferido, antes de assumir o exercício.
Art. 165 - A licença de que trata esta subseção não excederá de
03 (três) anos. (Redação dada pela Lei Complementar n° 2344/2009)
§ 1° - A licença de que trata o “caput” deste artigo poderá ser
parcelada em 02 (dois) ou 03 (três), em situação de prorrogação ou
não. (Redação dada pela Lei Complementar n° 2344/2009)
§ 2° - Será concedida nova licença de que trata o “caput” deste
artigo, após decorridos 03 (três) anos do término da licença de 03
(três) anos ou após o término do último período. (Redação acrescida
pela Lei Complementar n° 2344/2009)
Art. 166 - A autoridade que deferiu a licença poderá suspendê-
-la a determinar que o licenciado reassuma o exercício se assim o
exigir o interesse do serviço municipal.
Parágrafo Único - Poderá o funcionário, mediante requerimen-
to a Autoridade, desistir da licença, a qualquer tempo, reassumindo
o exercício do cargo.
SUBSEÇÃO VIII
DA LICENÇA PRÊMIO
Art. 167 - O funcionário terá direito à licença-prêmio de três
(3) meses por quinquênio de efetivo exercício, exclusivamente mu-
nicipal, desde que não haja sofrido qualquer das penalidades admi-
nistrativas previstas nesta lei, exceto a advertência e a repreensão.
§ 1° - O período em que o funcionário estiver em gozo de licen-
ça-prêmio será considerado como de efetivo exercício para todos os
efeitos legais.
§ 2° - Não terá ainda direito a licença-prêmio o funcionário que,
no período de sua aquisição houver:
I - faltado ao serviço, injustificadamente, por mais de 10 (dez)
dias;
II - gozado licenças:
a) por período superior a 180 (cento e oitenta) dias, consecuti-
vos ou não, salvo a licença gestante, licença para prestação de servi-
ço militar obrigatório previstas no art. 144, incisos III e IV e acidente
do trabalho. (Redação dada pela Lei Complementar n° 2713/2015)
b) por motivo de doença em pessoa de sua família, por mais de
60 (sessenta) dias, consecutivos ou não;
c) para tratar de interesse particular;
d) por motivo de afastamento do cônjuge funcionário, por pra-
zo superior a trinta (30) dias.
Art. 168 - A licença-prêmio poderá ser gozada por inteiro ou
parceladamente, devendo, para esse fim, o funcionário, no requeri-
mento em que pedir a licença, trazer expressa menção ao número
de dias que pretende gozar. (Redação dada pela Lei n° 3419/1978)
§ 1° - A concessão da licença-prêmio será processada e formali-
zada pelo órgão do pessoal, depois de verificado se forem satisfeitos
todos os requisitos legalmente exigidos e se a respeito do pedido se
manifestou favoravelmente, quando a oportunidade, o Chefe ime-
diato do funcionário.
§ 2° - O funcionário, sob pena de indeferimento do pedido,
aguardará em exercício a expedição do ato de concessão da licença,
a qual deverá ser iniciada dentro de 10 (dez) dias do conhecimento
oficial do ato concessionário, sob pena de caducidade automática
da concessão.
Art. 169 - O funcionário que preferir não gozar, integralmente
a licença-prêmio, poderá optar mediante expressa e irretratável de-
claração, pelo gozo de metade do período, recebendo a remunera-
ção do seu cargo, correspondentea outra metade.
Parágrafo Único - Poderá, ainda, o funcionário optar, mediante
expressa e irretratável declaração, pelo recebimento em dinheiro,
da importância correspondente ao período total da licença-prêmio.
Art. 170 - Em qualquer das hipóteses do artigo anterior, se não
puder ser atendido o funcionário, de imediato, por insuficiência de
dotação, as opções ficarão inscritas em ordem cronológica, para
atendimento oportunamente.
Parágrafo Único - Se o recebimento da licença-prêmio em pe-
cúnia não for efetivado no prazo de 12 (doze) meses, a contar da
data da opção, esta poderá ser cancelada a pedido do interessado.
(Redação acrescida pela Lei n° 3420/1978)
Art. 171 - Mediante requerimento poderá o funcionário desis-
tir, em caráter irretratável, de gozar a licença-prêmio relativa a um
ou a todos os quinquênios a que já tiver direito, hipótese em que o
tempo de duração de licença será acrescido, em dobro, ao tempo
de serviço, para todos os efeitos legais, excluído o da antiguidade
de classe.
SUBSEÇÃO IX
DA LICENÇA PARA DESEMPENHO DE MANDATO ELETIVO
Art. 172 - O funcionário público municipal, investido em man-
dato eletivo federal ou estadual será considerado licenciado, com o
afastamento do exercício do seu cargo, até o termino do seu man-
dato.
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Parágrafo Único - O período do exercício de mandato federal ou
estadual será contado como tempo de serviço apenas para efeito de
promoção por antiguidade e aposentadoria.
Art. 173 - O funcionário municipal, quando no exercício do
mandato de Prefeito, afastar-se-á de seu cargo, por todo o período
do mandato, podendo optar pelos vencimentos sem prejuízo da ver-
ba representação.
Parágrafo Único - Quando o mandato for de vice-prefeito, so-
mente será obrigado, o funcionário, a afastar-se de seu cargo quan-
do substituir o Prefeito, podendo também optar pelos vencimentos,
sem prejuízo da verba de representação.
Art. 174 - O funcionário municipal, investido no mandato de
vereador, havendo compatibilidade de horários, perceberá as van-
tagens de seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo dos subsídios
a que faz jus. Não havendo compatibilidade, ficará afastado de seu
cargo, função ou emprego, aplicando-se lhe, no caso, o disposto no
art. 172, deste Estatuto.
Art. 175 - A licença, prevista nesta Seção, se não for concedida
antes, por provocação do interessado, ter-se-á como automatica-
mente concedida com a posse no mandato eletivo.
Parágrafo Único - O funcionário, afastado nos termos deste ar-
tigo só poderá reassumir o exercício do cargo, após o termino ou
renúncia do mandato.
Art. 176 - O funcionário ocupante de cargo em comissão será
exonerado, a pedido, desde cargo, com a posse no mandato eletivo.
Parágrafo Único - Se o ocupante de cargo em comissão for tam-
bém, titular de um cargo de provimento efetivo, ficará exonerado
daquele e licenciado deste, na forma prevista nessa seção.
Art. 177 - O funcionário municipal deverá licenciar-se pelo me-
nos 30 (trinta) dias antes da eleição a que concorrer.
SEÇÃO VII
DO VENCIMENTO OU REMUNERAÇÃO E DAS VANTAGENS
SUBSEÇÃO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 178 - Além do vencimento ou remuneração poderão ser
deferidas as seguintes vantagens:
I - diárias;
II - auxílio para diferença de caixa;
III - salário-família;
IV - auxílio-doença;
V - auxílio-funeral;
VI - gratificações;
VII - adicional por tempo de serviço.
Parágrafo Único - O funcionário que receber dos cofres públicos
vantagens indevidas, será punido, se tiver agido de má fé, respon-
dendo, em qualquer caso, pela reposição da quantia que houver
recebido, solidariamente com quem tiver autorizado o pagamento.
Art. 179 - Só será admitida procuração para recebimento de
qualquer importância dos cofres municipais, decorrente do exercício
do cargo ou função, quando outorgada por funcionário ausente do
Município ou impossibilitado de se locomover.
Art. 180 - Salvo por imposição legal ou mandado judicial, ne-
nhum desconto incidirá sobre os vencimentos dos servidores mu-
nicipais.
Parágrafo único - Mediante autorização expressa do servidor,
poderá haver desconto em folha de pagamento de valor referen-
te a empréstimo concedido por instituições financeiras públicas ou
privadas, com reposição de custos, na forma a ser definida em re-
gulamento. (Redação dada pela Lei Complementar n° 1614/2003)
SUBSEÇÃO II
DO VENCIMENTO E DA REMUNERAÇÃO
Art. 181 - VENCIMENTO é a retribuição paga ao funcionário
pelo efetivo exercício do cargo, correspondente ao padrão, ou nível,
fixado em lei.
Art. 182 - REMUNERAÇÃO é a retribuição paga ao funcionário
pelo efetivo exercício do cargo ou função, correspondente ao pa-
drão ou nível, fixado em lei, acrescido das vantagens pessoas de que
o funcionário seja titular, bem como percentagens atribuídas em lei.
Art. 183 - O funcionário que não estiver no exercício do cargo
somente poderá perceber vencimento ou remuneração nos casos
previstos em lei.
Art. 184. O servidor efetivo, designado para exercer cargo em
comissão ou função de confiança, poderá optar pelo vencimento
deste mais os adicionais por quinquênio e sexta-parte de vencimen-
tos, ou pela remuneração do cargo efetivo de que seja titular mais
um percentual de até 20% (vinte por cento), calculado sobre sua re-
muneração. (Redação dada pela Lei Complementar n° 3062/2021)
Parágrafo Único - Ao funcionário efetivo aposentado que tenha
formalizado opção, nos termos do “caput” deste artigo, poderá re-
vê-la sempre que houver alteração de vencimentos. (Redação acres-
cida pela Lei Complementar n° 110/1992)
Art. 185 - O funcionário perderá:
I - o vencimento ou remuneração do dia, senão comparecer ao
serviço, salvo os casos previstos nesta lei;
II - um terço (1/3) do vencimento ou remuneração diária, quan-
do comparecer ao serviço dentro da hora seguinte à marcada para
o início dos trabalhos, ou quando se retirar até a um hora antes de
findo o período de trabalho, estabelecida uma tolerância máxima
de 5 (cinco) minutos;
III - um terço (1/3) do vencimento ou remuneração, durante o
afastamento por motivo de prisão em flagrante, preventiva, pro-
nuncia ou denuncia, desde seu recebimento, por crime funcional,
com direito à diferença se absolvido;
IV - Dois (2/3) do vencimento ou remuneração, durante o perío-
do do afastamento em virtude de condenação, por sentença defini-
tiva, desde que a pena determine demissão.
Art. 186 - O funcionário não sofrerá qualquer desconto no ven-
cimento ou remuneração:
I - nos casos dos itens I, II, III, IV, V, X, XI, XII, XIII, XIV, XVI e XVII,
do artigo 113;
II - quando licenciado para tratamento de saúde;
III - quando convocado para serviço militar ou estágio nas For-
ças Armadas e outros obrigatórios por lei, salvo se perceber alguma
retribuição por esses serviços, caso em que se admitirá a opção ou
se fará à redução correspondente.
Art. 187 - As reposições devidas pelos funcionários a Fazenda
Municipal serão descontadas em parcelas mensais, ano excedentes
a quinta parte, nem inferiores a décima parte do vencimento ou re-
muneração.
Parágrafo Único - Não caberá reposição parcelada, quando o
funcionário solicitar exoneração, for demitido ou abandonar o car-
go.
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SUBSEÇÃO III
DAS DIÁRIAS
Art. 188 - Ao funcionário que, por determinação do Prefeito,
deslocar-se, temporariamente, do Município, para outro local no
desempenho de suas atribuições, ou em missão de estudo, desde
que relacionado com a função que exerce, será concedida, além do
transporte, a diária a título de indenização das despesas de alimen-
tação e pousada, nas bases fixadas em regulamento.
Parágrafo Único - Não serão devidas diárias quando, em con-
sequência do deslocamento, houver sido concedida gratificação de
representação.
SUBSEÇÃO IV
DO AUXILIO PARA DIFERENÇA DE CAIXA
Art. 189 - Ao funcionário que, no desempenho de suas atribui-
ções, pagar em moeda corrente, diferençade caixa, não será esta
restituída, desde que, o funcionário tenho dado causa. (Redação
dada pela Lei Complementar n° 1448/2003)
SUBSEÇÃO V
DO SALÁRIO FAMÍLIA
Art. 190 - O salário família será concedido ao funcionário, ativo
ou inativo, no montante estabelecido na legislação vigente:
I - A esposa que não exerça atividade remunerada;
II - Por filho, até a idade de 18 (dezoito) anos;
III - Por filho, comprovadamente, invalido e enquanto persistir
essa condição.
IV - Por filho, até a idade de 24 (vinte e quatro anos),q eu esteja
cursando escola de nível superior, a viva sob dependência econômi-
ca total do funcionário, comprovada essa condição pela exibição de
documento hábil.
Art. 191 - Quando o pai e a mãe forem servidores, ou inativos,
do município, e viverem em comum, o salário familiar será concedi-
do apenas a um deles.
§ 1° - Se não viverem em comum, será concedido ao tiver os
dependentes sob sua guarda;
§ 2° - Se ambos os tiverem, será concedido a um e a outro dos
pais, de acordo com a distribuição dos dependentes entre aqueles.
§ 3° - O salário esposa será pago a cônjuge, juntamente com a
pensão descontada em folha, mas não será devida quando separa-
do o casal, não ficar o marido, funcionário, sujeito aquele desconto.
Art. 192 - O funcionário e o inativo são obrigados a comunicar
ao setor do pessoal, dentro de 15 (quinze) dias, qualquer alteração,
que se verifique na situação dos dependentes, da qual decorra su-
pressão ou redução no salário família.
Parágrafo Único - A inobservância desta disposição determina-
rá responsabilidade do funcionário ou inativo, e o sujeitará a repeti-
ção do indébito, mediante desconto.
Art. 193 - O salário família será pago juntamente com os venci-
mentos, remuneração ou proventos;
Art. 194 - O salário família é devido independentemente de fre-
quência e produção do funcionário, e não poderá sofrer qualquer
desconto, nem poderá ser objeto de transação e consignação em
folha, ainda que para fim de previdência social.
Art. 195 - Para efeito de deferimento do salário família, ao pai
e a mãe equipararam-se o padrasto e a madrasta, e ao filho, o en-
teado, o adotivo, e o menos que, sob tutela viver sob a dependência
exclusiva do funcionário.
Art. 196 - É vedado o pagamento de salário família por depen-
dente em relação ao qual esteja sendo pago o mesmo beneficio, por
outra entidade pública, federal, estadual ou municipal.
SUBSEÇÃO VI
DO AUXILIO DOENÇA E DO AUXILIO FUNERÁRIO
Art. 197 - A cada período de 12 (doze) meses consecutivos de
licença para tratamento de saúde, será concedido ao funcionário
1 (um) mês de vencimento ou remuneração, a título de auxílio-do-
ença.
Art. 198 - A família do funcionário falecido em exercício, e m
disponibilidade, ou aposentado, ou a pessoa que provar ter arcado
com as despesas com o seu funeral, será concedido, a título de au-
xílio-funeral, a importância correspondente a 1 (um) mês de venci-
mento, remuneração ou provento.
Art. 199 - O pagamento dos auxílios de que trata esta subseção
terá processamento preferencial a urgente, sendo exigíveis, para o
auxílio funeral, a apresentação da certidão de obtido e documentos
comprobatórios da realização das despesas.
SUBSEÇÃO VII
DAS GRATIFICAÇÕES
Art. 200 - Será concedida gratificação ao funcionário:
I - pelo exercício de função (art. 97);
II - pela elaboração ou execução de trabalho técnico ou cienti-
fico;
III - pela prestação de serviço extraordinário;
IV - pela representação de gabinete; (Vide Lei n° 4156/1982)
V - pela execução de trabalho de natureza especial, com risco
de vida ou saúde e pelo exercício em zonas ou locais insalubres, com
definidos em regulamento;
VI - pela participação em órgão de deliberação coletiva; (Vide
Lei n° 4156/1982)
VII - por outros encargos previstos em lei.
Art. 201 - A gratificação pelo exercício de função, ou encarre-
gatura, será deferida mediante ato formal da Autoridade, e poderá
consistir em quantia fixa ou em percentual sobre os vencimentos ou
remuneração do servidor, sendo devida durante as férias e licenças
regulares.
Art. 202 - A gratificação pela execução de trabalho técnico ou
cientifico de utilidade para o serviço público municipal, será arbitra-
da pelo Prefeito, após a conclusão dos trabalhos, ou previamente,
quando for o caso.
Art. 203 - Terá direito a gratificação por serviço extraordinário o
funcionário que for convocado para prestação de trabalhos fora do
horário normal de expediente a que estiver sujeito.
§ 1° - A prestação de serviço extraordinário será determinada
pelo diretor do departamento a que estiver subordinado o funcio-
nário convocado.
§ 2° - A gratificação será paga por hora de trabalho prorroga-
do ou antecipado, na mesma razão percebida pelo funcionário em
cada hora de período normal.
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§ 3° - Em se tratando de serviço extraordinário noturno, assim
entendido o que for prestado no período compreendido entre 22,00
e 6,00 horas, o valor da hora será acrescido de 25% (vinte e cinco
por cento).
Art. 204 - O funcionário que receber importância relativa a
serviço extraordinário não prestado, será obrigado à restituição de
uma só vez, ficando sujeito a processo disciplinar.
Art. 205 - Será punido com pena de suspensão o funcionário
que se recusar, sem justo motivo, a prestação de serviço extraordi-
nário, de igual forma o funcionário que atestar falsamente, a pres-
tação de serviço não prestado.
Parágrafo Único - Na reincidência dos fatos apontados neste
artigo, o funcionário será punido com demissão, a bem do serviço
público.
Art. 206 - Não poderá o funcionário prestar serviço extraordi-
nário gratuito, ficando limitado o período ao correspondente a 1/3
(um terço) do período normal de trabalho, salvo imperiosa neces-
sidade de serviço e com o consentimento do funcionário, quando
então aquele limite poderá ser excedido, com a correspondente gra-
tificação.
Art. 207 - As gratificações por representação de gabinete, a de-
vida pela execução de trabalho de natureza especial, com risco de
vida ou saúde, ou o exercício em zonas ou locais insalubres, e, ainda,
pela participação em órgão de deliberação coletiva, serão fixadas
na legislação respectiva.
Art. 208 - Ressalvado o disposto nesta lei, o regime de gratifica-
ções será o fixado nas leis e regulamentos especiais vigentes.
SUBSEÇÃO VIII
DO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO
Art. 209 O funcionário terá direito, após cada período de 05
(cinco) anos de efetivo exercício municipal, à percepção do adicional
por tempo de serviço, calculado de acordo com um dos índices per-
centuais a seguir relacionados, sobre o nível respectivo da Tabela
de Gratificações - Anexo V da presente lei complementar, e que se
incorpora para todos os efeitos legais, a saber: (Redação dada pela
Lei Complementar n° 2843/2017)
______________________________
| ADICIONAL | TEMPO |ÍNDICES|
| | DE | |
| |SERVIÇO | |
|============|=======|======|
|1° quinquênio |05 anos | 5% |
|------------------|-----------|----------|
|2° quinquênio|10 anos|10,25%|
|------------------|-----------|---------|
|3° quinquênio |15 anos| 15,76%|
|------------------|-----------|----------|
|4° quinquênio|20 anos| 21,55%|
|------------------|----------|-----------|
|5° quinquênio |25 anos| 27,63%|
|------------------|-----------|-----------|
|6° quinquênio|30 anos| 34,01%|
|------------------|----------|----------|
|7° quinquênio|35 anos| 40,71%|
|------------------|----------|----------|
|8° quinquênio |40 anos| 47,75%|
|____________|_______|_______|
(Redação dada pela Lei Complementar n° 2843/2017)
Parágrafo único. Ficam mantidas na base de cálculo do adicio-
nal por tempo de serviço a Gratificação por Especialização Acadê-
mica - GEA, a gratificação de produtividade de Fiscal Fazendário e a
gratificação de produtividade de Agente de Fiscalização. (Redação
acrescida pela