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Ricardo

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Questão 548423: Sem dúvida, a hipótese diagnóstica mais provável dessa jovem é de PTT. As manifestações clínicas típicas compõem uma pêntade, presente em 40% dos casos: febre, alterações neurológicas, IRA, plaquetopenia por consumo e anemia hemolítica microangiopática (o Coombs direto é negativo porque não há componente autoimune associado). Na PTI, encontramos plaquetopenia “e mais nada”; a trombastenia de Glanzmann se apresenta como diátese hemorrágica moderada a grave em crianças < 5 anos por deficiência da glicoproteína IIb/IIIa (defeito da hemostasia primária); a síndrome de Bernard-Soulier cursa com plaquetas gigantes à hematoscopia e sangramentos menos intensos que na trombastenia de Glanzmann; a deficiência do fator XIII é um distúrbio da coagulação que não apresenta alterações nos exames laboratoriais, já que é uma molécula que só “funciona” in vivo. Resposta: (A).

Questão 548427: Estamos diante de um paciente com hemorragia digestiva alta de provável causa varizes esofagogástricas. Nessa situação, a conduta inicial seria a ESTABILIZAÇÃO HEMODINÂMICA associada à utilização de vasoconstritor esplâncnico (terlipressina) e EDA. Como o paciente é cirrótico e possui ascite, também devemos realizar a profilaxia de PBE com antibióticos (ceftriaxona). Gabarito: letra C.

Questão 548430: Pacientes com angina pectoris devem ter o "duplo-produto" (FC x PA) controlados. Logo, na hora de escolher um anti-hipertensivo devemos evitar drogas que aumentem a frequência cardíaca. Das citadas, a que mais se associa à taquicardia reflexa e a hidralazina, um poderoso vasodilatador arterial periférico. Resposta: B.

Questão 548431: Questão que aborda conceitos sobre o tratamento medicamentoso da angina estável. Letra A: O grande efeito dos nitratos é creditado à vasodilatação sistêmica, com redução do retorno venoso e das pressões de enchimento ventricular, reduzindo, assim, a demanda miocárdica de O2. Eles também revertem a tendência vasoconstritora do segmento coronariano comprometido pela aterosclerose, sendo eficazes contra o vasoespasmo. São usados rotineiramente para alívio sintomático imediato ou profilaxia imediata da angina, melhorando inclusive a tolerância ao esforço (INCORRETA). Letra B: Os betabloqueadores são benéficos nos pacientes coronariopatas, pois otimizam o gasto energético ao reduzirem a contratilidade miocárdica (inotropismo negativo) e a frequência cardíaca (cronotropismo negativo) e aumentam a perfusão de áreas isquêmicas ao prolongarem o tempo da diástole. Além disso, reduzem a pressão arterial ao diminuir a pós-carga nos indivíduos hipertensos. Todos os betabloqueadores parecem ter benefício na doença isquêmica estável, visando a uma FC em 55-60 bpm em repouso e dando preferência ao metoprolol, carvedilol e bisoprolol na presença de insuficiência cardíaca. Eles também diminuem a mortalidade e ocorrência de infarto não fatal em pacientes com infarto prévio (CORRETA). Letra C: O uso recente de inibidores da PDE-5 são contraindicações absolutas ao uso de nitratos, com risco de hipotensão grave devido ao efeito vasodilatador de ambas as drogas (INCORRETA). Letra D: Todo portador de coronariopatia deve receber Ácido Acetilsalicílico (AAS) 75-162 mg/dia, salvo contraindicações. O AAS, ao inibir a agregação plaquetária, reduz a chance de IAM em até 35% nesses pacientes (INCORRETA). Resposta: letra B.

O termo genitália ambígua, ou genitália atípica (que é um termo mais atual), descreve uma situação na qual não é possível a caracterização de uma genitália externa como sendo feminina ou masculina. A principal condição que leva ao desenvolvimento de uma genitália atípica sem gônadas palpáveis é a hiperplasia adrenal congênita. Nesta desordem, ocorre uma deficiência enzimática que prejudica a síntese de cortisol (com ou sem o prejuízo na síntese de mineralocorticoides). Os precursores destas vias metabólicas se acumulam e são desviados para a síntese de androgênios. Tal processo pode ter início ainda durante a vida intrauterina e promover a virilização de uma genitália feminina. A principal forma desta condição está relacionada com a deficiência da enzima 21-hidroxilase, que participa tanto da via de síntese do cortisol quanto dos mineralocorticoides. Há diversos graus de gravidade desta deficiência. Na forma clássica, perdedora de sal, a deficiência é máxima e, partir da segunda semana de vida, a criança manifesta-se com vômitos e desidratação, com as típicas alterações relacionadas à falta de aldosterona (hiponatremia e hipercalemia). O tratamento na fase aguda é a reposição hídrica e de hidrocortisona, com ação glicocorticoide e mineralocorticoide. Em relação às demais opções, temos o seguinte: As desordens nos receptores de androgênios podem levar ao desenvolvimento de genitália atípica, mas não cursam com as demais alterações descritas. A deficiência da enzima 11-beta-hidroxilase também leva à hiperplasia adrenal congênita, mas não há falta de aldosterona – pelo contrário, há excesso de mineralocorticoides. Além disso, é uma causa muito menos frequente. A deficiência de 17-hidroxilase é outra causa de hiperplasia adrenal congênita, porém rara. Nesta forma há alterações na função adrenal e também gonadal; ocorre excesso de mineralocorticoides, com hipertensão, e também infantilismo sexual, pelas alterações nas gônadas. letra D.

Estamos diante de um lactente de dois anos com febre, dor abdominal e sibilância, além de outros comemorativos. Nesse caso, precisamos lembrar da toxocaríase. O quadro típico é uma criança entre os dois e sete anos, com antecedentes pessoais de pica e geofagia e contato com cachorros em casa. Os sinais e sintomas clássicos estão associados com a migração larvar pulmonar e hepática, incluindo dor abdominal, anorexia, febre, tosse, sibilância e hepatomegalia. Laboratorialmente existe eosinofilia, habitualmente superior a 2000 células por mm3, leucocitose e hipergamaglobulinemia. Um dado muito importante que corrobora para a hipótese é a descrição de granulomas hepáticos. A leucemia eosinofílica crônica é caracterizada quando se observa evidência de expansão clonal, inclusive com aumento do número de mieloblastos. A presença de eosinofilia na ausência de fator desencadeante e sem evidência de clonalidade em paciente com lesão orgânica é denominada síndrome hipereosinofílica - o que não é o caso desse paciente. Ascaridíase é uma infecção causada pelo Ascaris lumbricoides. Infecções leves podem ser assintomáticas. Os sintomas iniciais são pulmonares (tosse, sibilos); mais tarde, ocorrem sintomas gastrointestinais, com cólicas ou dor abdominal decorrentes da obstrução do lúmen gastrintestinal (intestinos ou ductos biliares ou pancreático) por vermes adultos - que também não é o caso apresentado. Esquistossomose é a infecção causada por trematódeos sanguíneos do gênero Schistosoma, adquiridos transcutaneamente ao nadar ou entrar em contato com águas contaminadas. Os parasitas infectam os vasos do trato gastrintestinal ou trato geniturinário. Sintomas agudos são dermatite, seguida após várias semanas por febre, calafrios, náuseas, dor abdominal, diarreia, mal-estar e mialgia. E, por fim, não há dados para pensarmos em tuberculose disseminada. Resposta: letra C.

Vamos analisar as alternativas: A letra A está errada; o ecocardiograma deve ser solicitado ainda na maternidade ou estar agendado para quando o recém-nascido receber alta, visto que 50% das crianças apresentam cardiopatias, mesmo sem ausculta de sopros cardíacos. A mais comum é o defeito do septo atrioventricular total. Caso o primeiro exame esteja normal não é necessário repeti-lo. A letra B está correta; a função tireoideana deve ser avaliada ao nascimento (triagem neonatal), aos 6 e aos 12 meses e, em seguida, anualmente. Existe um risco de 1,4% de hipotireoidismo congênito e 14% a 66% ou mais de hipotireoidismo ao longo da vida. A letra C está errada; o cariótipo não é obrigatório para o diagnóstico da SD, mas é fundamental para orientar o aconselhamento genético da família. No último documento da SBP de 2020 (DIRETRIZES DE ATENÇÃO À SAÚDE DE PESSOAS COM SÍNDROME DE DOWN), encontramos o seguinte "Em caso de suspeita clínica de SD deve-se sempre solicitar o exame confirmatório pelo estudo citogenético (cariótipo) e encaminhar a família para aconselhamento genético com médico geneticista." A letra D está errada; na verdade o hemograma é o exame recomendado ao nascimento (não mielograma). O exame tem a função de afastar alterações hematológicas como reações leucemoides, policitemia, leucemia e doença mieloproliferativa transitória, que acomete 5% a 10% das crianças com SD. O hemograma deve ser realizado aos 6 e 12 meses de vida e anualmente ao longo da vida. A letra E está errada; as avaliações de acuidade auditiva e visual deverão ser realizadas aos 6 e aos 12 meses e, após essa idade, de forma anual. Resposta: letra B.

A displasia do desenvolvimento do quadril compreende um espectro de imaturidade do desenvolvimento dessa articulação - a apresentação clínica pode variar desde uma displasia leve até luxação franca. O rastreamento desta condição, através das manobras de Barlow e Ortolani, é obrigatório durante o acompanhamento de um recém-nascido. Se houver alteração, a recomendação é que seja realizado o ultrassom da articulação, o exame de escolha para a confirmação diagnóstica. Vamos analisar cada afirmativa, aproveitando para recordar como são feitas as manobras citadas e aprender sobre alguns sinais que podem apontar para o diagnóstico desta condição: a) INCORRETA. A descrição das manobras está invertida. A manobra de Ortolani verifica se o quadril já está luxado - o examinador faz uma abdução da perna e tração da coxa para cima e, na presença de um "click", o teste é considerado positivo, pois significa que o quadril estava luxado e com a manobra, retornou para o acetábulo. A manobra de Barlow serve para mostrar se o quadril é luxável - o examinador faz adução da coxa e força-a para baixo. Na presença de instabilidade articular, o quadril irá luxar, ou seja, a cabeça femoral deslizará para fora do acetábulo. b) INCORRETA. O sinal de Galeazzi, também chamado de sinal de Allis, consiste na diferença de altura dos joelhos quando a criança está em decúbito com as coxas e os joelhos fletidos. O lado acometido apresenta altura mais baixa do joelho. c) INCORRETA. O sinal de Trendelenburg é encontrado em crianças mais velhas e é caracterizado por desvio do quadril para o lado oposto ao membro que está suspenso. d) CORRETA. O sinal de Ortolani é positivo quando há um "click" audível e/ou palpável durante a abdução das coxas. e) INCORRETA. O sinal de Barlow é positivo quando há sensação de desencaixe do quadril durante a adução da coxa. Resposta: letra D.

Temos uma paciente com incontinência urinária com exame urodinâmico evidenciando perda de pressão à manobra de Valsava de 20cmH2O. Letra A: incorreta. A bexiga neurogênica é a condição na qual ocorrem contrações não inibidas (CNI) consequentes à lesão neurológica associada. Nestas situações, ocorrem disfunções do arco reflexo sacral, do córtex cerebral e/ou de outros centros neurológicos fundamentais ao controle voluntário e involuntário da atividade vesical, e isso determina CNI seguidas de relaxamento do esfíncter uretral, de forma abrupta e involuntária. A alteração da pressão de perda à manobra de Valsalva não caracteriza a bexiga neurogênica. Letra B: correta. A pressão de perda consiste na pressão intravesical que leva à perda de urina pela uretra ao esforço, sugerindo qual a pressão que a uretra suporta (pressão intrauretral). Quando a pressão de perda for menor que 60 cmH2O, fica caracterizado o defeito esfincteriano intrínseco, forma mais grave da incontinência urinária de esforço. Assim, como há descrição de pressão de perda de 20 cmH2O, valor menor do que 60, temos defeito esfincteriano. Letra C: incorreta. Valores de pressão de perda à manobra de Valsalva superiores a 90 cmH2O sugerem hipermobilidade do colo vesical, o que indica que o esfíncter uretral está íntegro. Portanto, como há descrição de pressão de perda de 20 cmH2O, valor menor do que 60, temos defeito esfincteriano, não hipermobilidade uretral. Letra D: incorreta. A Hiperatividade Detrusora (HD) é uma condição eminentemente urodinâmica determinada por contrações involuntárias do detrusor, desencadeada espontaneamente ou em resposta a estímulos, durante a fase de enchimento vesical. A HD não provoca alteração da pressão de perda à manobra de Valsalva. letra B.

Vamos avaliar as afirmativas a respeito da fisiologia normal do ciclo menstrual. Letra A: incorreta. O hipotálamo secreta o hormônio liberador de gonadotro- fina (GnRH) que regula a liberação tanto do hormônio folículo estimulante (FSH) quando do hormônio luteizante (LH). Letra B: incorreta. O estradiol caracteriza-se por níveis séricos baixos na fase folicular inicial (início de cada ciclo menstrual) com rápida elevação na fase folicular tardia, até um pico no meio ciclo, que ocorre 24h antes do pico de LH. Letra C: correta. A fase inicial do crescimento folicular envolve respostas que não dependem da regulação hormonal. O mecanismo regulador do crescimento parece se encontrar no próprio ovário. A transformação de um folículo do pool em repouso (primordial) para o pool em crescimento parece depender de trocas de sinais entre óvulo/células da granulosa/células da teca e das interações com a matriz extracelular e fatores de crescimento. Essa fase parece ser independente de FSH porque não existem receptores de FSH no folículo primordial. Letra D: incorreta. As células da teca, externas ao folículo e que também se proliferam, produzem os primeiros esteroides da cascata, ou seja, progesterona e androgênios, pelo estímulo do LH. Os androgênios, por sua vez, entram nas células da granulosa por difusão e, por ação da enzima aromatase, se convertem em estradiol pelo estímulo do FSH. Assim, o FSH estimula ação da aromatase, que converte os androgênios produzidos pela teca em estradiol e estrona. Resposta: letra C.

23 semanas apresentando dor na perna esquerda há três dias, edema deste membro com assimetria em relação ao outro e hiperemia. Estes dados sugerem uma trombose venosa profunda (TVP), que possui um risco aumentado durante a gestação em comparação com pacientes não gestantes. Dentre as afirmativas, a única errada é aquela sobre a warfarina, pois ela ultrapassa a placenta e deixa o feto também anticoagulado, com risco de sangramento intraútero e até mesmo óbito fetal. O anticoagulante de eleição na gravidez é a heparina, preferencialmente a de baixo peso molecular. Utilizamos normalmente a enoxaparina 1mg/kg a cada 12h para terapia anticoagulante inicial, que deve ser iniciada prontamente na suspeita clínica enquanto se aguarda o doppler ou duplex scan de membros inferiores. Este exame é de baixo custo e possui alta acurácia para este diagnóstico, sendo o primeiro a ser solicitado. Caso não seja conclusivo, é possível solicitar angiotomografia ou angiorressonância magnética. A dosagem do D-dímero não é recomendada na gestação pois ele aumenta fisiologicamente na gravidez. os warfarinicos são os medicamentos de eleição, sendo a primeira escolha na anticoagulação empírica nessa suspeita clínica.

Vamos analisar essa questão com base na lista atual das doenças e agravos de notificação compulsória, presente na Portaria nº 3.418, de 31 de agosto de 2022. Letra A: correta. A leishmaniose visceral é de notificação semanal; a doença Meningocócica e outras meningites são de notificação imediata e o acidente por animal peçonhento é de notificação imediata. Letra B: incorreta. A leptospirose é de notificação imediata; a disenteria por E. coli não é de notificação compulsória e o acidente por animal peçonhento é de notificação imediata. Letra C: incorreta. Os casos de dengue (independente da prova do laço) são de notificação semanal; a cardiopatia chagásica não é de notificação compulsória e a toxoplasmose em idoso não é de notificação compulsória. Na verdade, a toxo gestacional e congênita é que é de notificação compulsória. Ambas, de forma semanal. Letra D: incorreta. A doença mão-pé-boca não é de notificação compulsória; a doença Meningocócica e outras meningites são de notificação imediata e a violência contra o idoso é de notificação semanal. Resposta: letra A.

Questão puramente conceitual. Vamos analisar cada alternativa, para adequar conforme a definição apresentada no enunciado. Letra A: incorreta. O termo citado não é contemplado nos principais documentos do ministério da saúde. Letra B: incorreta. A notificação compulsória imediata, compreende a periodicidade de notificação a ser realizada em até 24 (vinte e quatro) horas, a partir do conhecimento da ocorrência de doença, agravo ou evento de saúde pública, pelo meio de comunicação mais rápido disponível; Letra C: correta. O conceito de notificação compulsória negativa está correto: representa a comunicação semanal realizada pelo responsável pelo estabelecimento de saúde à autoridade de saúde, informando que na semana epidemiológica não foi identificado nenhuma doença, agravo ou evento de saúde pública constante da Lista de Notificação Compulsória. Letra D: incorreta. A notificação compulsória semanal deve ser realizada em até 7 (sete) dias, a partir do conhecimento da ocorrência de doença ou agravo. Letra E: incorreta. Compreende a notificação ser realizada conforme o modelo de vigilância realizada a partir de estabelecimento de saúde estratégico para a vigilância de morbidade, mortalidade ou agentes etiológicos de interesse para a saúde pública, com participação facultativa, segundo norma técnica específica estabelecida pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS). Resposta: letra C.

A transição demográfica e epidemiológica resultando no envelhecimento populacional e aumento da expectativa de vida significa crescente incremento relativo das condições crônicas. A crise contemporânea dos sistemas de saúde caracteriza-se pela organização da atenção em sistemas fragmentados voltados para a atenção às condições agudas, apesar da prevalência de condições crônicas, e pela estrutura hierárquica e sem comunicação fluida entre os diferentes níveis de atenção. Nesse sentido, é mister avaliarmos a situação do Brasil e o perfil da situação de saúde vigente caracterizado pela chamada “tripla carga de doenças”, em que há presença concomitante das doenças infecciosas e carenciais, das causas externas e das doenças crônicas. A solução para o SUS consiste em restabelecer a coerência entre a situação de saúde de tripla carga de doenças e o sistema de atenção à saúde em prática, pela implantação de redes de atenção à saúde bem estruturadas e organizadas. Tanto é assim que uma das diretrizes do SUS e da RAS operacionalizadas na AB é a própria “ordenação da rede”. Resposta: letra E. Outros autores ainda atualizaram essa definição, dizendo que a “tripla carga de doenças” envolve, ao mesmo tempo: uma agenda não concluída de infecções, desnutrição e problemas de saúde reprodutiva; o desafio das doenças crônicas e de seus fatores de riscos, como o tabagismo, o sobrepeso e a obesidade, a inatividade física, o estresse e a alimentação inadequada; e o forte crescimento da violência e das causas externas.

Vamos analisar o desenho do estudo citado no enunciado: "Um grupo de pesquisadores pretende avaliar a associação entre tabagismo e episódios de pneumonia bacteriana entre adultos em certa comunidade." Trata-se de um estudo observacional onde não há intervenção. "decidem acompanhar toda a população adulta de uma pequena cidade e registrar todos os casos de pneumonia bacteriana ao longo de um ano." Trata-se de um estudo longitudinal prospectivo, ou seja, os observadores acompanham os pacientes ao longo do tempo. "A informação sobre a exposição ao tabaco será obtida através de um questionário, o qual será enviado por correio antes do início do estudo." Trata-se de um estudo individuado onde cada indivíduo é analisado. Portanto, estamos diante de um estudo: individuado, observacional e longitudinal prospectivo, mais conhecido como estudo de coorte. Resposta: letra A.

Para acertar essa questão, que tal relembrarmos de um trecho da lei nº 8.142: “Para receberem os recursos, de que trata o art. 3° desta lei, os Municípios, os Estados e o Distrito Federal deverão contar com: I - Fundo de Saúde; II - Conselho de Saúde, com composição paritária; III - plano de saúde; IV - relatórios de gestão; V - contrapartida de recursos para a saúde no respectivo orçamento; VI - Comissão de elaboração do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS), previsto o prazo de dois anos para sua implantação.” Resposta: letra E.

Paciente diabético, hipertenso, arteriopata, e portador de doença renal crônica queixa-se de dor óssea — o diagnóstico mais provável é osteodistrofia renal: observe o aumento do paratormônio, o fósforo aumentado e o cálcio iônico baixo. Lembre-se de que o efeito deflagrador dessa condição é a queda do cálcio circulante, motivada pela hiperfosfatemia e pela deficiência de vitamina D, que impede a adequada absorção intestinal de cálcio. O tratamento é feito justamente revertendo tais alterações, utilizando quelantes do fósforo, como o sevelâmer ou sais de cálcio — ficamos entre B e C... Observe, na imagem da esquerda — radiografia da mão — o chamado tumor marrom, que pode ser prevenido utilizando-se os referidos quelantes. Na imagem da direita se vê o achado conhecido como calcinose tumoral urêmica, que pode ser precipitada pela utilização de sais de cálcio. letra C.

De forma geral, a anticoagulação de indivíduos com DRC cujo clearance de creatinina é superior a 30 ml/min não difere da população geral. A partir desse valor, há um problema: como os novos anticoagulantes orais (NOAC) têm, em sua maioria, metabolização renal, distúrbios funcionais do rim podem tornar seus efeitos imprevisíveis. Assim, o uso dessas drogas não é tão seguro... Alguns estudos já avaliaram a varfarina nesse contexto. Aparentemente, trata-se da droga mais segura nessa circunstância. Por isso, é a preferência para esses indivíduos. Dizer que os NOAC são contraindicados pode ser precipitado, mas não há muitos estudos que comprovem sua segurança. Caso optemos por alguma destas medicações mais recentes, a escolha recai sobre o apixaban, já que possui menor “dependência” do rim. Já o dabigatran deve ser evitado “a todo custo”, já que grande parte do seu clearance se dá através do rim. Dessa forma, a melhor resposta é, de fato, a letra (B).

O Delirium é um distúrbio agudo, transitório e geralmente reversível da cognição e do nível de consciência, caracterizado pelo aspecto flutuante e com marcada desatenção pelo paciente. Muito comum em idosos, pode ser causado por quase qualquer distúrbio orgânico, procedimentos cirúrgicos, uso de fármacos, confinamento em unidade de internação, entre outros. No caso acima, o fator precipitante foi um quadro infeccioso pulmonar. O tratamento do delirium consiste principalmente na correção da causa e remoção de fatores agravantes, cuidados de suporte como orientação temporo-espacial frequente (informar data, hora e local), permitir uso de óculos e dispositivos auditivos para manutenção dos sentidos, entre outros. Quando presente, pode também ser necessário tratar a agitação, para proteçnao da equipe e do próprio paciente, evitando acidentes. As medicações de escolha nesse caso são da classe dos antipsicóticos, que tem ação sedativa aguda. O principal representante da classe, e amplamente disponível nos serviços hospitalares, é o haloperidol. É importante lembrar que o uso de benzodiazepínicos deve ser evitado nesse caso, pois podem agravar o estado confusional. Não há indicação para anti-depressivos ou anticolinesterásicos no delírium.

Resposta letra C

A questão deseja saber qual é a conduta frente a uma paciente de 24 anos com IMC de 32 kg/m2, que vem à consulta com um médico cirurgião e deseja realizar cirurgia bariátrica. Vamos analisar as alternativas! Letras A e D: incorretas. As indicações cirúrgicas seguem as recomendações da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) e da resolução nº 2.172/17 do Conselho Federal de Medicina (CFM). Em relação ao IMC, as indicações clássicas sempre foram um IMC maior do que 40 kg/m2 ou maior do que 35 kg/m2 na presença de comorbidades ocasionadas ou agravadas pela obesidade e que melhoram quando a mesma é tratada de forma eficaz. Além dessas indicações, de acordo com o CFM, é importante que exista falência de tratamento clínico da obesidade por, pelo menos, dois anos. Letra B: correta. Essa resolução do CFM também reconheceu a cirurgia metabólica para o tratamento do diabetes tipo 2 em pacientes com IMC entre 30 e 34,9 kg/m2. Letra C: incorreta. A cirurgia bariátrica não é indicada para pacientes com IMC entre 30 e 34,9 kg/m2, a não ser que apresentem comorbidades associadas à obesidade. Resposta: letra B.

Resposta: letra B.

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Questão 548423: Sem dúvida, a hipótese diagnóstica mais provável dessa jovem é de PTT. As manifestações clínicas típicas compõem uma pêntade, presente em 40% dos casos: febre, alterações neurológicas, IRA, plaquetopenia por consumo e anemia hemolítica microangiopática (o Coombs direto é negativo porque não há componente autoimune associado). Na PTI, encontramos plaquetopenia “e mais nada”; a trombastenia de Glanzmann se apresenta como diátese hemorrágica moderada a grave em crianças < 5 anos por deficiência da glicoproteína IIb/IIIa (defeito da hemostasia primária); a síndrome de Bernard-Soulier cursa com plaquetas gigantes à hematoscopia e sangramentos menos intensos que na trombastenia de Glanzmann; a deficiência do fator XIII é um distúrbio da coagulação que não apresenta alterações nos exames laboratoriais, já que é uma molécula que só “funciona” in vivo. Resposta: (A).

Questão 548427: Estamos diante de um paciente com hemorragia digestiva alta de provável causa varizes esofagogástricas. Nessa situação, a conduta inicial seria a ESTABILIZAÇÃO HEMODINÂMICA associada à utilização de vasoconstritor esplâncnico (terlipressina) e EDA. Como o paciente é cirrótico e possui ascite, também devemos realizar a profilaxia de PBE com antibióticos (ceftriaxona). Gabarito: letra C.

Questão 548430: Pacientes com angina pectoris devem ter o "duplo-produto" (FC x PA) controlados. Logo, na hora de escolher um anti-hipertensivo devemos evitar drogas que aumentem a frequência cardíaca. Das citadas, a que mais se associa à taquicardia reflexa e a hidralazina, um poderoso vasodilatador arterial periférico. Resposta: B.

Questão 548431: Questão que aborda conceitos sobre o tratamento medicamentoso da angina estável. Letra A: O grande efeito dos nitratos é creditado à vasodilatação sistêmica, com redução do retorno venoso e das pressões de enchimento ventricular, reduzindo, assim, a demanda miocárdica de O2. Eles também revertem a tendência vasoconstritora do segmento coronariano comprometido pela aterosclerose, sendo eficazes contra o vasoespasmo. São usados rotineiramente para alívio sintomático imediato ou profilaxia imediata da angina, melhorando inclusive a tolerância ao esforço (INCORRETA). Letra B: Os betabloqueadores são benéficos nos pacientes coronariopatas, pois otimizam o gasto energético ao reduzirem a contratilidade miocárdica (inotropismo negativo) e a frequência cardíaca (cronotropismo negativo) e aumentam a perfusão de áreas isquêmicas ao prolongarem o tempo da diástole. Além disso, reduzem a pressão arterial ao diminuir a pós-carga nos indivíduos hipertensos. Todos os betabloqueadores parecem ter benefício na doença isquêmica estável, visando a uma FC em 55-60 bpm em repouso e dando preferência ao metoprolol, carvedilol e bisoprolol na presença de insuficiência cardíaca. Eles também diminuem a mortalidade e ocorrência de infarto não fatal em pacientes com infarto prévio (CORRETA). Letra C: O uso recente de inibidores da PDE-5 são contraindicações absolutas ao uso de nitratos, com risco de hipotensão grave devido ao efeito vasodilatador de ambas as drogas (INCORRETA). Letra D: Todo portador de coronariopatia deve receber Ácido Acetilsalicílico (AAS) 75-162 mg/dia, salvo contraindicações. O AAS, ao inibir a agregação plaquetária, reduz a chance de IAM em até 35% nesses pacientes (INCORRETA). Resposta: letra B.

O termo genitália ambígua, ou genitália atípica (que é um termo mais atual), descreve uma situação na qual não é possível a caracterização de uma genitália externa como sendo feminina ou masculina. A principal condição que leva ao desenvolvimento de uma genitália atípica sem gônadas palpáveis é a hiperplasia adrenal congênita. Nesta desordem, ocorre uma deficiência enzimática que prejudica a síntese de cortisol (com ou sem o prejuízo na síntese de mineralocorticoides). Os precursores destas vias metabólicas se acumulam e são desviados para a síntese de androgênios. Tal processo pode ter início ainda durante a vida intrauterina e promover a virilização de uma genitália feminina. A principal forma desta condição está relacionada com a deficiência da enzima 21-hidroxilase, que participa tanto da via de síntese do cortisol quanto dos mineralocorticoides. Há diversos graus de gravidade desta deficiência. Na forma clássica, perdedora de sal, a deficiência é máxima e, partir da segunda semana de vida, a criança manifesta-se com vômitos e desidratação, com as típicas alterações relacionadas à falta de aldosterona (hiponatremia e hipercalemia). O tratamento na fase aguda é a reposição hídrica e de hidrocortisona, com ação glicocorticoide e mineralocorticoide. Em relação às demais opções, temos o seguinte: As desordens nos receptores de androgênios podem levar ao desenvolvimento de genitália atípica, mas não cursam com as demais alterações descritas. A deficiência da enzima 11-beta-hidroxilase também leva à hiperplasia adrenal congênita, mas não há falta de aldosterona – pelo contrário, há excesso de mineralocorticoides. Além disso, é uma causa muito menos frequente. A deficiência de 17-hidroxilase é outra causa de hiperplasia adrenal congênita, porém rara. Nesta forma há alterações na função adrenal e também gonadal; ocorre excesso de mineralocorticoides, com hipertensão, e também infantilismo sexual, pelas alterações nas gônadas. letra D.

Estamos diante de um lactente de dois anos com febre, dor abdominal e sibilância, além de outros comemorativos. Nesse caso, precisamos lembrar da toxocaríase. O quadro típico é uma criança entre os dois e sete anos, com antecedentes pessoais de pica e geofagia e contato com cachorros em casa. Os sinais e sintomas clássicos estão associados com a migração larvar pulmonar e hepática, incluindo dor abdominal, anorexia, febre, tosse, sibilância e hepatomegalia. Laboratorialmente existe eosinofilia, habitualmente superior a 2000 células por mm3, leucocitose e hipergamaglobulinemia. Um dado muito importante que corrobora para a hipótese é a descrição de granulomas hepáticos. A leucemia eosinofílica crônica é caracterizada quando se observa evidência de expansão clonal, inclusive com aumento do número de mieloblastos. A presença de eosinofilia na ausência de fator desencadeante e sem evidência de clonalidade em paciente com lesão orgânica é denominada síndrome hipereosinofílica - o que não é o caso desse paciente. Ascaridíase é uma infecção causada pelo Ascaris lumbricoides. Infecções leves podem ser assintomáticas. Os sintomas iniciais são pulmonares (tosse, sibilos); mais tarde, ocorrem sintomas gastrointestinais, com cólicas ou dor abdominal decorrentes da obstrução do lúmen gastrintestinal (intestinos ou ductos biliares ou pancreático) por vermes adultos - que também não é o caso apresentado. Esquistossomose é a infecção causada por trematódeos sanguíneos do gênero Schistosoma, adquiridos transcutaneamente ao nadar ou entrar em contato com águas contaminadas. Os parasitas infectam os vasos do trato gastrintestinal ou trato geniturinário. Sintomas agudos são dermatite, seguida após várias semanas por febre, calafrios, náuseas, dor abdominal, diarreia, mal-estar e mialgia. E, por fim, não há dados para pensarmos em tuberculose disseminada. Resposta: letra C.

Vamos analisar as alternativas: A letra A está errada; o ecocardiograma deve ser solicitado ainda na maternidade ou estar agendado para quando o recém-nascido receber alta, visto que 50% das crianças apresentam cardiopatias, mesmo sem ausculta de sopros cardíacos. A mais comum é o defeito do septo atrioventricular total. Caso o primeiro exame esteja normal não é necessário repeti-lo. A letra B está correta; a função tireoideana deve ser avaliada ao nascimento (triagem neonatal), aos 6 e aos 12 meses e, em seguida, anualmente. Existe um risco de 1,4% de hipotireoidismo congênito e 14% a 66% ou mais de hipotireoidismo ao longo da vida. A letra C está errada; o cariótipo não é obrigatório para o diagnóstico da SD, mas é fundamental para orientar o aconselhamento genético da família. No último documento da SBP de 2020 (DIRETRIZES DE ATENÇÃO À SAÚDE DE PESSOAS COM SÍNDROME DE DOWN), encontramos o seguinte "Em caso de suspeita clínica de SD deve-se sempre solicitar o exame confirmatório pelo estudo citogenético (cariótipo) e encaminhar a família para aconselhamento genético com médico geneticista." A letra D está errada; na verdade o hemograma é o exame recomendado ao nascimento (não mielograma). O exame tem a função de afastar alterações hematológicas como reações leucemoides, policitemia, leucemia e doença mieloproliferativa transitória, que acomete 5% a 10% das crianças com SD. O hemograma deve ser realizado aos 6 e 12 meses de vida e anualmente ao longo da vida. A letra E está errada; as avaliações de acuidade auditiva e visual deverão ser realizadas aos 6 e aos 12 meses e, após essa idade, de forma anual. Resposta: letra B.

A displasia do desenvolvimento do quadril compreende um espectro de imaturidade do desenvolvimento dessa articulação - a apresentação clínica pode variar desde uma displasia leve até luxação franca. O rastreamento desta condição, através das manobras de Barlow e Ortolani, é obrigatório durante o acompanhamento de um recém-nascido. Se houver alteração, a recomendação é que seja realizado o ultrassom da articulação, o exame de escolha para a confirmação diagnóstica. Vamos analisar cada afirmativa, aproveitando para recordar como são feitas as manobras citadas e aprender sobre alguns sinais que podem apontar para o diagnóstico desta condição: a) INCORRETA. A descrição das manobras está invertida. A manobra de Ortolani verifica se o quadril já está luxado - o examinador faz uma abdução da perna e tração da coxa para cima e, na presença de um "click", o teste é considerado positivo, pois significa que o quadril estava luxado e com a manobra, retornou para o acetábulo. A manobra de Barlow serve para mostrar se o quadril é luxável - o examinador faz adução da coxa e força-a para baixo. Na presença de instabilidade articular, o quadril irá luxar, ou seja, a cabeça femoral deslizará para fora do acetábulo. b) INCORRETA. O sinal de Galeazzi, também chamado de sinal de Allis, consiste na diferença de altura dos joelhos quando a criança está em decúbito com as coxas e os joelhos fletidos. O lado acometido apresenta altura mais baixa do joelho. c) INCORRETA. O sinal de Trendelenburg é encontrado em crianças mais velhas e é caracterizado por desvio do quadril para o lado oposto ao membro que está suspenso. d) CORRETA. O sinal de Ortolani é positivo quando há um "click" audível e/ou palpável durante a abdução das coxas. e) INCORRETA. O sinal de Barlow é positivo quando há sensação de desencaixe do quadril durante a adução da coxa. Resposta: letra D.

Temos uma paciente com incontinência urinária com exame urodinâmico evidenciando perda de pressão à manobra de Valsava de 20cmH2O. Letra A: incorreta. A bexiga neurogênica é a condição na qual ocorrem contrações não inibidas (CNI) consequentes à lesão neurológica associada. Nestas situações, ocorrem disfunções do arco reflexo sacral, do córtex cerebral e/ou de outros centros neurológicos fundamentais ao controle voluntário e involuntário da atividade vesical, e isso determina CNI seguidas de relaxamento do esfíncter uretral, de forma abrupta e involuntária. A alteração da pressão de perda à manobra de Valsalva não caracteriza a bexiga neurogênica. Letra B: correta. A pressão de perda consiste na pressão intravesical que leva à perda de urina pela uretra ao esforço, sugerindo qual a pressão que a uretra suporta (pressão intrauretral). Quando a pressão de perda for menor que 60 cmH2O, fica caracterizado o defeito esfincteriano intrínseco, forma mais grave da incontinência urinária de esforço. Assim, como há descrição de pressão de perda de 20 cmH2O, valor menor do que 60, temos defeito esfincteriano. Letra C: incorreta. Valores de pressão de perda à manobra de Valsalva superiores a 90 cmH2O sugerem hipermobilidade do colo vesical, o que indica que o esfíncter uretral está íntegro. Portanto, como há descrição de pressão de perda de 20 cmH2O, valor menor do que 60, temos defeito esfincteriano, não hipermobilidade uretral. Letra D: incorreta. A Hiperatividade Detrusora (HD) é uma condição eminentemente urodinâmica determinada por contrações involuntárias do detrusor, desencadeada espontaneamente ou em resposta a estímulos, durante a fase de enchimento vesical. A HD não provoca alteração da pressão de perda à manobra de Valsalva. letra B.

Vamos avaliar as afirmativas a respeito da fisiologia normal do ciclo menstrual. Letra A: incorreta. O hipotálamo secreta o hormônio liberador de gonadotro- fina (GnRH) que regula a liberação tanto do hormônio folículo estimulante (FSH) quando do hormônio luteizante (LH). Letra B: incorreta. O estradiol caracteriza-se por níveis séricos baixos na fase folicular inicial (início de cada ciclo menstrual) com rápida elevação na fase folicular tardia, até um pico no meio ciclo, que ocorre 24h antes do pico de LH. Letra C: correta. A fase inicial do crescimento folicular envolve respostas que não dependem da regulação hormonal. O mecanismo regulador do crescimento parece se encontrar no próprio ovário. A transformação de um folículo do pool em repouso (primordial) para o pool em crescimento parece depender de trocas de sinais entre óvulo/células da granulosa/células da teca e das interações com a matriz extracelular e fatores de crescimento. Essa fase parece ser independente de FSH porque não existem receptores de FSH no folículo primordial. Letra D: incorreta. As células da teca, externas ao folículo e que também se proliferam, produzem os primeiros esteroides da cascata, ou seja, progesterona e androgênios, pelo estímulo do LH. Os androgênios, por sua vez, entram nas células da granulosa por difusão e, por ação da enzima aromatase, se convertem em estradiol pelo estímulo do FSH. Assim, o FSH estimula ação da aromatase, que converte os androgênios produzidos pela teca em estradiol e estrona. Resposta: letra C.

23 semanas apresentando dor na perna esquerda há três dias, edema deste membro com assimetria em relação ao outro e hiperemia. Estes dados sugerem uma trombose venosa profunda (TVP), que possui um risco aumentado durante a gestação em comparação com pacientes não gestantes. Dentre as afirmativas, a única errada é aquela sobre a warfarina, pois ela ultrapassa a placenta e deixa o feto também anticoagulado, com risco de sangramento intraútero e até mesmo óbito fetal. O anticoagulante de eleição na gravidez é a heparina, preferencialmente a de baixo peso molecular. Utilizamos normalmente a enoxaparina 1mg/kg a cada 12h para terapia anticoagulante inicial, que deve ser iniciada prontamente na suspeita clínica enquanto se aguarda o doppler ou duplex scan de membros inferiores. Este exame é de baixo custo e possui alta acurácia para este diagnóstico, sendo o primeiro a ser solicitado. Caso não seja conclusivo, é possível solicitar angiotomografia ou angiorressonância magnética. A dosagem do D-dímero não é recomendada na gestação pois ele aumenta fisiologicamente na gravidez. os warfarinicos são os medicamentos de eleição, sendo a primeira escolha na anticoagulação empírica nessa suspeita clínica.

Vamos analisar essa questão com base na lista atual das doenças e agravos de notificação compulsória, presente na Portaria nº 3.418, de 31 de agosto de 2022. Letra A: correta. A leishmaniose visceral é de notificação semanal; a doença Meningocócica e outras meningites são de notificação imediata e o acidente por animal peçonhento é de notificação imediata. Letra B: incorreta. A leptospirose é de notificação imediata; a disenteria por E. coli não é de notificação compulsória e o acidente por animal peçonhento é de notificação imediata. Letra C: incorreta. Os casos de dengue (independente da prova do laço) são de notificação semanal; a cardiopatia chagásica não é de notificação compulsória e a toxoplasmose em idoso não é de notificação compulsória. Na verdade, a toxo gestacional e congênita é que é de notificação compulsória. Ambas, de forma semanal. Letra D: incorreta. A doença mão-pé-boca não é de notificação compulsória; a doença Meningocócica e outras meningites são de notificação imediata e a violência contra o idoso é de notificação semanal. Resposta: letra A.

Questão puramente conceitual. Vamos analisar cada alternativa, para adequar conforme a definição apresentada no enunciado. Letra A: incorreta. O termo citado não é contemplado nos principais documentos do ministério da saúde. Letra B: incorreta. A notificação compulsória imediata, compreende a periodicidade de notificação a ser realizada em até 24 (vinte e quatro) horas, a partir do conhecimento da ocorrência de doença, agravo ou evento de saúde pública, pelo meio de comunicação mais rápido disponível; Letra C: correta. O conceito de notificação compulsória negativa está correto: representa a comunicação semanal realizada pelo responsável pelo estabelecimento de saúde à autoridade de saúde, informando que na semana epidemiológica não foi identificado nenhuma doença, agravo ou evento de saúde pública constante da Lista de Notificação Compulsória. Letra D: incorreta. A notificação compulsória semanal deve ser realizada em até 7 (sete) dias, a partir do conhecimento da ocorrência de doença ou agravo. Letra E: incorreta. Compreende a notificação ser realizada conforme o modelo de vigilância realizada a partir de estabelecimento de saúde estratégico para a vigilância de morbidade, mortalidade ou agentes etiológicos de interesse para a saúde pública, com participação facultativa, segundo norma técnica específica estabelecida pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS). Resposta: letra C.

A transição demográfica e epidemiológica resultando no envelhecimento populacional e aumento da expectativa de vida significa crescente incremento relativo das condições crônicas. A crise contemporânea dos sistemas de saúde caracteriza-se pela organização da atenção em sistemas fragmentados voltados para a atenção às condições agudas, apesar da prevalência de condições crônicas, e pela estrutura hierárquica e sem comunicação fluida entre os diferentes níveis de atenção. Nesse sentido, é mister avaliarmos a situação do Brasil e o perfil da situação de saúde vigente caracterizado pela chamada “tripla carga de doenças”, em que há presença concomitante das doenças infecciosas e carenciais, das causas externas e das doenças crônicas. A solução para o SUS consiste em restabelecer a coerência entre a situação de saúde de tripla carga de doenças e o sistema de atenção à saúde em prática, pela implantação de redes de atenção à saúde bem estruturadas e organizadas. Tanto é assim que uma das diretrizes do SUS e da RAS operacionalizadas na AB é a própria “ordenação da rede”. Resposta: letra E. Outros autores ainda atualizaram essa definição, dizendo que a “tripla carga de doenças” envolve, ao mesmo tempo: uma agenda não concluída de infecções, desnutrição e problemas de saúde reprodutiva; o desafio das doenças crônicas e de seus fatores de riscos, como o tabagismo, o sobrepeso e a obesidade, a inatividade física, o estresse e a alimentação inadequada; e o forte crescimento da violência e das causas externas.

Vamos analisar o desenho do estudo citado no enunciado: "Um grupo de pesquisadores pretende avaliar a associação entre tabagismo e episódios de pneumonia bacteriana entre adultos em certa comunidade." Trata-se de um estudo observacional onde não há intervenção. "decidem acompanhar toda a população adulta de uma pequena cidade e registrar todos os casos de pneumonia bacteriana ao longo de um ano." Trata-se de um estudo longitudinal prospectivo, ou seja, os observadores acompanham os pacientes ao longo do tempo. "A informação sobre a exposição ao tabaco será obtida através de um questionário, o qual será enviado por correio antes do início do estudo." Trata-se de um estudo individuado onde cada indivíduo é analisado. Portanto, estamos diante de um estudo: individuado, observacional e longitudinal prospectivo, mais conhecido como estudo de coorte. Resposta: letra A.

Para acertar essa questão, que tal relembrarmos de um trecho da lei nº 8.142: “Para receberem os recursos, de que trata o art. 3° desta lei, os Municípios, os Estados e o Distrito Federal deverão contar com: I - Fundo de Saúde; II - Conselho de Saúde, com composição paritária; III - plano de saúde; IV - relatórios de gestão; V - contrapartida de recursos para a saúde no respectivo orçamento; VI - Comissão de elaboração do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS), previsto o prazo de dois anos para sua implantação.” Resposta: letra E.

Paciente diabético, hipertenso, arteriopata, e portador de doença renal crônica queixa-se de dor óssea — o diagnóstico mais provável é osteodistrofia renal: observe o aumento do paratormônio, o fósforo aumentado e o cálcio iônico baixo. Lembre-se de que o efeito deflagrador dessa condição é a queda do cálcio circulante, motivada pela hiperfosfatemia e pela deficiência de vitamina D, que impede a adequada absorção intestinal de cálcio. O tratamento é feito justamente revertendo tais alterações, utilizando quelantes do fósforo, como o sevelâmer ou sais de cálcio — ficamos entre B e C... Observe, na imagem da esquerda — radiografia da mão — o chamado tumor marrom, que pode ser prevenido utilizando-se os referidos quelantes. Na imagem da direita se vê o achado conhecido como calcinose tumoral urêmica, que pode ser precipitada pela utilização de sais de cálcio. letra C.

De forma geral, a anticoagulação de indivíduos com DRC cujo clearance de creatinina é superior a 30 ml/min não difere da população geral. A partir desse valor, há um problema: como os novos anticoagulantes orais (NOAC) têm, em sua maioria, metabolização renal, distúrbios funcionais do rim podem tornar seus efeitos imprevisíveis. Assim, o uso dessas drogas não é tão seguro... Alguns estudos já avaliaram a varfarina nesse contexto. Aparentemente, trata-se da droga mais segura nessa circunstância. Por isso, é a preferência para esses indivíduos. Dizer que os NOAC são contraindicados pode ser precipitado, mas não há muitos estudos que comprovem sua segurança. Caso optemos por alguma destas medicações mais recentes, a escolha recai sobre o apixaban, já que possui menor “dependência” do rim. Já o dabigatran deve ser evitado “a todo custo”, já que grande parte do seu clearance se dá através do rim. Dessa forma, a melhor resposta é, de fato, a letra (B).

O Delirium é um distúrbio agudo, transitório e geralmente reversível da cognição e do nível de consciência, caracterizado pelo aspecto flutuante e com marcada desatenção pelo paciente. Muito comum em idosos, pode ser causado por quase qualquer distúrbio orgânico, procedimentos cirúrgicos, uso de fármacos, confinamento em unidade de internação, entre outros. No caso acima, o fator precipitante foi um quadro infeccioso pulmonar. O tratamento do delirium consiste principalmente na correção da causa e remoção de fatores agravantes, cuidados de suporte como orientação temporo-espacial frequente (informar data, hora e local), permitir uso de óculos e dispositivos auditivos para manutenção dos sentidos, entre outros. Quando presente, pode também ser necessário tratar a agitação, para proteçnao da equipe e do próprio paciente, evitando acidentes. As medicações de escolha nesse caso são da classe dos antipsicóticos, que tem ação sedativa aguda. O principal representante da classe, e amplamente disponível nos serviços hospitalares, é o haloperidol. É importante lembrar que o uso de benzodiazepínicos deve ser evitado nesse caso, pois podem agravar o estado confusional. Não há indicação para anti-depressivos ou anticolinesterásicos no delírium.

Resposta letra C

A questão deseja saber qual é a conduta frente a uma paciente de 24 anos com IMC de 32 kg/m2, que vem à consulta com um médico cirurgião e deseja realizar cirurgia bariátrica. Vamos analisar as alternativas! Letras A e D: incorretas. As indicações cirúrgicas seguem as recomendações da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) e da resolução nº 2.172/17 do Conselho Federal de Medicina (CFM). Em relação ao IMC, as indicações clássicas sempre foram um IMC maior do que 40 kg/m2 ou maior do que 35 kg/m2 na presença de comorbidades ocasionadas ou agravadas pela obesidade e que melhoram quando a mesma é tratada de forma eficaz. Além dessas indicações, de acordo com o CFM, é importante que exista falência de tratamento clínico da obesidade por, pelo menos, dois anos. Letra B: correta. Essa resolução do CFM também reconheceu a cirurgia metabólica para o tratamento do diabetes tipo 2 em pacientes com IMC entre 30 e 34,9 kg/m2. Letra C: incorreta. A cirurgia bariátrica não é indicada para pacientes com IMC entre 30 e 34,9 kg/m2, a não ser que apresentem comorbidades associadas à obesidade. Resposta: letra B.

Resposta: letra B.

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Questão 548422:
O "pulo do gato" para acertar essa questão é perceber que o paciente em tela possui 
diagnóstico de granulomatose eosinofílica com poliangiite (síndrome de Churg-Strauss) — 
uma vasculite que acomete artérias de pequenos e médios calibres, além de microvasos. Uma 
das principais características dessa doença é a sua associação com a rinite alérgica 
(presente em 70%) e também com pólipos nasais. A asma de início na idade adulta com 
eosinofilia também tem forte ligação com a doença. O laboratório pode evidenciar a 
presença de IgE elevada e p-ANCA positivo. Muito parecido com o caso da questão, não é 
mesmo?! Em uma fase mais tardia, pode surgir infiltração eosinofílica no pulmão, trato 
gastrointestinal e até mesmo no miocárdio. A fase vasculítica, marcada por uma vasculite 
sistêmica necrosante, passa a dominar o quadro após, pelo menos, três anos do surgimento 
da asma. Existe, inclusive, uma associação do surgimento da vasculite com o uso de um 
antileucotrieno (ex.: montelucast) — letra B incorreta. O tratamento desta doença é feito 
com prednisona nos casos leves e prednisona + ciclofosfamida nos casos mais graves. Não 
está indicada a polipectomia nasal e nem o uso de tiotrópio — letras D e E incorretas. A 
pHmetria de 24h deveria ser feita se estivéssemos suspeitando de uma asma com esofagite de 
refluxo como mecanismo perpetuador. Porém, vimos que esse não é o diagnóstico do caso e, 
além disso, o autor da questão foi enfático em dizer que não há DRGE — letra A incorreta. 
Resposta: letra C. 
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Questão 548423:
Sem dúvida, a hipótese diagnóstica mais provável dessa jovem é de PTT. As manifestações 
clínicas típicas compõem uma pêntade, presente em 40% dos casos: febre, alterações 
neurológicas, IRA, plaquetopenia por consumo e anemia hemolítica microangiopática (o 
Coombs direto é negativo porque não há componente autoimune associado). Na PTI, 
encontramos plaquetopenia “e mais nada”; a trombastenia de Glanzmann se apresenta como 
diátese hemorrágica moderada a grave em crianças < 5 anos por deficiência da glicoproteína 
IIb/IIIa (defeito da hemostasia primária); a síndrome de Bernard-Soulier cursa com 
plaquetas gigantes à hematoscopia e sangramentos menos intensos que na trombastenia de 
Glanzmann; a deficiência do fator XIII é um distúrbio da coagulação que não apresenta 
alterações nos exames laboratoriais, já que é uma molécula que só “funciona” in vivo. 
Resposta: (A). 
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Questão 548426:
Pessoal, vamos lá: em primeiro lugar, esta paciente não preenche critério para PBE (< 250 
neutrófilos/mm3 no líquido ascítico). Existe uma piora significativa na função renal. Já 
podemos então diagnosticar SHR neste caso? Não, pois ela não preenche os critérios 
diagnósticos vigentes, que são: - Doença hepática aguda ou crônica com insuficiência 
hepática avançada e hipertensão portal. - Creatinina sérica > 1,5 mg/dl (recentemente, a 
definição de aumento ≥ 0,3 mg/dl em 48h ou ≥ 50% em sete dias passou a vigorar, em 
consonância com as recomendações das diretrizes das Sociedades de Nefrologia). - Ausência 
da melhora da creatinina sérica após pelo menos dois dias de retirada de diuréticos e 
expansão volêmica com albumina (1 g/kg/dia até o limite de 100 g/dia). - Ausência de causa 
aparente, entre elas: choque, infecção bacteriana, uso recente ou atual de drogas 
nefrotóxicas e ausência de sinal ultrassonográfico sugestivo de obstrução ou doença 
parenquimatosa renal. - Hematúria < 50 hemácias por campo de maior aumento e proteinúria < 
500 mg/dia. Atentem particularmente ao terceiro critério. É necessário suspender os 
diuréticos, repor albumina e aguardar dois dias, o que ainda não foi feito neste caso. 
Cabe ressaltar que apenas uma minoria dos pacientes cirróticos que apresentam azotemia 
possui de fato a SHR, sendo a etiologia mais comum uma LRA pré-renal. Logo, no momento não 
podemos fechar o diagnóstico de SHR! E lesão renal aguda? Podemos! Segundo a classificação 
da AKIN, teríamos uma LRA estágio II (aumento da Creatinina em 2-3 vezes o valor basal OU 
débito urinário < 0,5 ml/kg/h durante mais de 12h). A melhor abordagem para esta paciente 
também está descrita na opção C. 
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Questão 548427:
Estamos diante de um paciente com hemorragia digestiva alta de provável causa varizes 
esofagogástricas. Nessa situação, a conduta inicial seria a ESTABILIZAÇÃO HEMODINÂMICA 
associada à utilização de vasoconstritor esplâncnico (terlipressina) e EDA. Como o 
paciente é cirrótico e possui ascite, também devemos realizar a profilaxia de PBE com 
antibióticos (ceftriaxona). Gabarito: letra C. 
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Questão 548430:
Pacientes com angina pectoris devem ter o "duplo-produto" (FC x PA) controlados. Logo, na 
hora de escolher um anti-hipertensivo devemos evitar drogas que aumentem a frequência 
cardíaca. Das citadas, a que mais se associa à taquicardia reflexa e a hidralazina, um 
poderoso vasodilatador arterial periférico. Resposta: B. 
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Questão 548431:
Questão que aborda conceitos sobre o tratamento medicamentoso da angina estável. Letra A: 
O grande efeito dos nitratos é creditado à vasodilatação sistêmica, com redução do retorno 
venoso e das pressões de enchimento ventricular, reduzindo, assim, a demanda miocárdica de 
O2. Eles também revertem a tendência vasoconstritora do segmento coronariano comprometido 
pela aterosclerose, sendo eficazes contra o vasoespasmo. São usados rotineiramente para 
alívio sintomático imediato ou profilaxia imediata da angina, melhorando inclusive a 
tolerância ao esforço (INCORRETA). Letra B: Os betabloqueadores são benéficos nos 
pacientes coronariopatas, pois otimizam o gasto energético ao reduzirem a contratilidade 
miocárdica (inotropismo negativo) e a frequência cardíaca (cronotropismo negativo) e 
aumentam a perfusão de áreas isquêmicas ao prolongarem o tempo da diástole. Além disso, 
reduzem a pressão arterial ao diminuir a pós-carga nos indivíduos hipertensos. Todos os 
betabloqueadores parecem ter benefício na doença isquêmica estável, visando a uma FC em 
55-60 bpm em repouso e dando preferência ao metoprolol, carvedilol e bisoprolol na 
presença de insuficiência cardíaca. Eles também diminuem a mortalidade e ocorrência de 
infarto não fatal em pacientes com infarto prévio (CORRETA). Letra C: O uso recente de 
inibidores da PDE-5 são contraindicações absolutas ao uso de nitratos, com risco de 
hipotensão grave devido ao efeito vasodilatador de ambas as drogas (INCORRETA). Letra D: 
Todo portador de coronariopatia deve receber Ácido Acetilsalicílico (AAS) 75-162 mg/dia, 
salvo contraindicações. O AAS, ao inibir a agregação plaquetária, reduz a chance de IAM em 
até 35% nesses pacientes (INCORRETA). Resposta: letra B. 
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Questão 548434:
Em 25 de janeiro de 2010, o FDA-Food and Drug Administration, órgão regulador de 
medicamentos dos Estados Unidos, anunciou que o medicamento sibutramina não deve ser 
prescrito para pacientes com história de doenças cardiovasculares tais como infarto, 
angina, arritmias, AVC, insuficiência cardíaca ou na presença de hipertensão 
descontrolada.Esta medida se baseou nos dados iniciais do estudo SCOUT - Sibutramine 
Cardiovascular Outcomes Trial que envolveu mais de 10.000 pacientes obesos, acima de 55 
anos com diabetes, história de cardiopatia ou outros fatores de risco cardiovascular por 
um período de seis anos. O objetivo era avaliar os efeitos da sibutramina neste perfil de 
pacientes. A ocorrência de eventos graves como infarto, AVC, parada cardíaca e morte no 
grupode pacientes em uso de placebo (cápsulas sem medicamento) foi de 10% enquanto no 
grupo que usava sibutramina foi de 11,4%. Embora pareça uma diferença pequena, ela é 
considerada estatisticamente significativa. Esta diferença foi relevante apenas em 
pacientes com história de doenças cardiovasculares. Resumindo: Não devemos usar 
sibutramina em pacientes cardiopatas. Portanto, nosso gabarito é a letra C. 
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Questão 548435:
Observe que a paciente apresenta um quadro muito sugestivo de insuficiência adrenal: 
fadiga, perda ponderal, hipotensão ortostática, anorexia… Mas, cuidado! O autor nos induz 
ao erro quando diz que se trata de uma paciente no pós-parto - nestes casos, logo tendemos 
a pensar na síndrome de Sheehan, uma apoplexia hipofisária que ocorre de forma secundária 
a um sangramento excessivo durante o parto. Porém, existe uma informação valiosa que nos 
permite descartar totalmente essa hipótese: a presença de hiperpigmentação cutânea. 
Lembre-se de que é o aumento do ACTH que promove essa hiperpigmentação! Logo, estamos 
diante de uma insuficiência adrenal primária e não secundária (letras B e C incorretas). 
Certo, mas porque não pensar em hemocromatose? Veja: a hemocromatose é uma doença marcada 
pela sobrecarga de ferro nos órgãos e tecidos. O quadro clínico, portanto, é marcado pelos 
6 “H”: Hepatomegalia, Hiperglicemia, Hiperpigmentação, Hipogonadismo, Heart (coração) e 
“Hartrite”. Bem diferente do que o autor descreve no enunciado, não é mesmo?! Portanto, 
resposta: letra D. 
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Questão 548437:
Quadro clássico de crise de ausência típica, condição caracterizada por episódios súbitos 
e breves de perda da consciência sem perda do tônus postural. A consciência é retomada de 
maneira igualmente súbita, sem que haja manifestações pós-ictais. Habitualmente, se 
iniciam na infância (faixa etária entre 4 e 8 anos) e se manifestam no eletroencefalograma 
com complexos "ponta-onda" de 3 Hz bilaterais e simétricos (ou seja, em todas as 
derivações ao mesmo tempo), sobrepostos a um traçado de base normal. Em termos de 
tratamento, são consideradas drogas de primeira linha o ácido valproico, a etossuximida e 
a lamotrigina. Como alternativa, podemos usar o clonazepam. Analisando as alternativas, a 
droga menos indicada para o caso seria a gabapentina. Resposta: letra C. 
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Questão 548441:
O índice de risco cardíaco revisado, proposto por Lee em 1999, utiliza não só o tipo de 
cirurgia, mas também aspectos clínicos do paciente para avaliar o seu risco cardiovascular 
cirúrgico. São consideradas variáveis no IRCR, cada uma valendo um ponto: (1) Cirurgias de 
alto risco (vascular, intraperitoneal ou torácica); (2) Doença coronariana (IAM prévio, 
angina, teste de estresse positivo); (3) Insuficiência cardíaca (ortopneia, presença de B3 
ou crepitações em bases ao exame físico, congestão à radiografia de tórax); (4) Doença 
cerebrovascular (história de AVE ou AIT); (5) Diabetes mellitus insulinodependente; (6) 
Creatinina pré-operatória > 2mg/dl (doença renal crônica). Até um fator presente = baixo 
risco; Dois ou mais fatores de risco sem angina ou ICC limitante = risco intermediário; 
Dois ou mais fatores de risco, mas com angina ou ICC classe funcional 3 ou 4 = risco alto. 
Resposta: "A dosagem de creatinina representa um dos parâmetros a ser avaliado pelo 
índice". 
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Questão 548447:
Na colecistectomia convencional, o paciente é apropriadamente anestesiado e preparado. 
Depois será realizada uma incisão subcostal direita (Kocher) ou uma incisão na linha 
média, para que assim se tenha a exposição adequada com o auxílio de retratores, já que é 
essencial obter uma boa visualização da vesícula biliar, triângulo de Calot e ductos 
biliares. Depois que o cirurgião identificar as estruturas hepáticas, a vesícula biliar é 
apreendida com pinças e manipulada para uma melhor visualização. O ducto cístico é 
primeiro a ser identificado e dividido entre hemoclips, assim como a artéria cística. A 
vesícula biliar é removida usando eletrocauterização ou bisturi harmônico, e após a 
remoção o leito é inspecionado para identificar e corrigir qualquer sangramento ou 
vazamento de bile pelos ductos de Luschka. O abdômen é então fechado. A colangiografia 
cirúrgica ou a exploração do ducto biliar comum vai depender dos fatores associados a 
cálculos do ducto biliar comum, como bilirrubina elevada e ducto biliar comum dilatado 
(mais de 8 mm).3 Se a vesícula biliar estiver tensa e distendida pela inflamação é 
realizada uma drenagem com uma agulha de descompressão antes de iniciar o caso. Os ductos 
de Luscka são uma variação anatômica: ductos biliares medindo 1-2 mm de diâmetro que estão 
tipicamente situados dentro da fossa da vesícula biliar, no aspecto inferior do lobo 
hepático direito, sendo ou um ducto solitário ou uma rede de múltiplos dúctulos 
interconectantes. Podem drenar tanto para árvore biliar intra-hepática (conectados através 
de ductos subsegmentares no fígado) ou extra-hepática (conectado através do ducto hepático 
comum ou direito). Com relação às outras incisões citadas nas alternativas: - Incisão de 
Pfannenstiel: é uma incisão transversal abaixo do umbigo, permitindo acesso ao abdome e, 
principalmente, à pelve. Muito utilizado em cesarianas, por garantir um bom acesso e 
esteticamente aceitável, já que se situa em um local facilmente encoberto. - Incisão de 
McBurney: é a mais usada para acessar o apêndice cecal na apendicectomia aberta. Trata-se 
de uma incisão oblíqua, perpendicular à linha imaginária que une a cicatriz umbilical à 
crista ilíaca anterossuperior, contendo o ponto de McBurney, de comprimento variando de 5 
a 10 cm, conforme espessura do panículo adiposo. - Incisão de Rocky-Davis: trata-se de uma 
incisão transversa, realizada a cerca de 2 cm abaixo da cicatriz umbilical, na linha 
médio-clavicular, com cerca de 5 cm de extensão. Pode ser uma forma de iniciar a 
apendicectomia aberta. Resposta: letra E. 
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Questão 548456:
O warfarin é um anticoagulante oral que bloqueia a etapa dependente de vitamina K na 
síntese de determinados fatores de coagulação, mais precisamente os fatores II 
(protrombina), VII, IX e X (conhecidos como vitamina K dependentes). Sua anticoagulação é 
controlada pelo tempo de protrombina, padronizado internacionalmente na forma de INR (ou 
RNI). Indivíduos anticoagulados após um episódio de trombose venosa profunda geralmente 
apresentam INR entre 2 e 3. Antes de cirurgias eletivas, o warfarin deve ser suspenso por 
cinco dias no pré-operatório devido a sua meia-vida prolongada (36 a 42 horas). Após este 
período devemos solicitar um novo INR; caso este valor seja ≤ 1,4, a cirurgia eletiva pode 
ser realizada. Mas vamos ver o que aconteceu... A conduta descrita no enunciado foi 
correta, mas quando o INR foi solicitado após cinco dias de interrupção, o INR ainda 
permaneceu elevado, com um valor de 1,9... O que devemos fazer? Como não estamos lidando 
com uma cirurgia emergencial, não há necessidade de correção imediata do INR com a infusão 
de plasma fresco congelado; nessa situação o paciente correria os riscos de receber um 
hemoderivado, sem necessidade... Nesse caso, o correto é a administração de vitamina K, 
com intuito de aumentar o pool de fatores vitamina K dependentes. A ampola de 1 ml da 
vitamina contém 10 mg/ml. A administração pode ser subcutânea ou intramuscular. Muitos 
serviços administram o conteúdo da ampola (ou apenas metade, ou seja, 0,5 ml) por via 
oral. Quando o INR é > 1,5, textos americanos recomendam o uso de baixas doses por via 
oral (1 a 2 mg), com solicitaçãodo INR no dia seguinte. Caso a administração seja 
parenteral, uma nova checagem do INR pode ser feita após seis horas. Como há prolongamento 
do INR, devemos evitar as injeções intramusculares. Dessa forma, a opção correta é a D. 
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Questão 548460:
O termo genitália ambígua, ou genitália atípica (que é um termo mais atual), descreve uma 
situação na qual não é possível a caracterização de uma genitália externa como sendo 
feminina ou masculina. A principal condição que leva ao desenvolvimento de uma genitália 
atípica sem gônadas palpáveis é a hiperplasia adrenal congênita. Nesta desordem, ocorre 
uma deficiência enzimática que prejudica a síntese de cortisol (com ou sem o prejuízo na 
síntese de mineralocorticoides). Os precursores destas vias metabólicas se acumulam e são 
desviados para a síntese de androgênios. Tal processo pode ter início ainda durante a vida 
intrauterina e promover a virilização de uma genitália feminina. A principal forma desta 
condição está relacionada com a deficiência da enzima 21-hidroxilase, que participa tanto 
da via de síntese do cortisol quanto dos mineralocorticoides. Há diversos graus de 
gravidade desta deficiência. Na forma clássica, perdedora de sal, a deficiência é máxima 
e, partir da segunda semana de vida, a criança manifesta-se com vômitos e desidratação, 
com as típicas alterações relacionadas à falta de aldosterona (hiponatremia e 
hipercalemia). O tratamento na fase aguda é a reposição hídrica e de hidrocortisona, com 
ação glicocorticoide e mineralocorticoide. Em relação às demais opções, temos o seguinte: 
As desordens nos receptores de androgênios podem levar ao desenvolvimento de genitália 
atípica, mas não cursam com as demais alterações descritas. A deficiência da enzima 
11-beta-hidroxilase também leva à hiperplasia adrenal congênita, mas não há falta de 
aldosterona – pelo contrário, há excesso de mineralocorticoides. Além disso, é uma causa 
muito menos frequente. A deficiência de 17-hidroxilase é outra causa de hiperplasia 
adrenal congênita, porém rara. Nesta forma há alterações na função adrenal e também 
gonadal; ocorre excesso de mineralocorticoides, com hipertensão, e também infantilismo 
sexual, pelas alterações nas gônadas. Resposta: letra D. 
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Questão 548466:
Estamos diante de um lactente de dois anos com febre, dor abdominal e sibilância, além de 
outros comemorativos. Nesse caso, precisamos lembrar da toxocaríase. O quadro típico é uma 
criança entre os dois e sete anos, com antecedentes pessoais de pica e geofagia e contato 
com cachorros em casa. Os sinais e sintomas clássicos estão associados com a migração 
larvar pulmonar e hepática, incluindo dor abdominal, anorexia, febre, tosse, sibilância e 
hepatomegalia. Laboratorialmente existe eosinofilia, habitualmente superior a 2000 células 
por mm3, leucocitose e hipergamaglobulinemia. Um dado muito importante que corrobora para 
a hipótese é a descrição de granulomas hepáticos. A leucemia eosinofílica crônica é 
caracterizada quando se observa evidência de expansão clonal, inclusive com aumento do 
número de mieloblastos. A presença de eosinofilia na ausência de fator desencadeante e sem 
evidência de clonalidade em paciente com lesão orgânica é denominada síndrome 
hipereosinofílica - o que não é o caso desse paciente. Ascaridíase é uma infecção causada 
pelo Ascaris lumbricoides. Infecções leves podem ser assintomáticas. Os sintomas iniciais 
são pulmonares (tosse, sibilos); mais tarde, ocorrem sintomas gastrointestinais, com 
cólicas ou dor abdominal decorrentes da obstrução do lúmen gastrintestinal (intestinos ou 
ductos biliares ou pancreático) por vermes adultos - que também não é o caso apresentado. 
Esquistossomose é a infecção causada por trematódeos sanguíneos do gênero Schistosoma, 
adquiridos transcutaneamente ao nadar ou entrar em contato com águas contaminadas. Os 
parasitas infectam os vasos do trato gastrintestinal ou trato geniturinário. Sintomas 
agudos são dermatite, seguida após várias semanas por febre, calafrios, náuseas, dor 
abdominal, diarreia, mal-estar e mialgia. E, por fim, não há dados para pensarmos em 
tuberculose disseminada. Resposta: letra C. 
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Questão 548470:
Vamos analisar as alternativas: A letra A está errada; o ecocardiograma deve ser 
solicitado ainda na maternidade ou estar agendado para quando o recém-nascido receber 
alta, visto que 50% das crianças apresentam cardiopatias, mesmo sem ausculta de sopros 
cardíacos. A mais comum é o defeito do septo atrioventricular total. Caso o primeiro exame 
esteja normal não é necessário repeti-lo. A letra B está correta; a função tireoideana 
deve ser avaliada ao nascimento (triagem neonatal), aos 6 e aos 12 meses e, em seguida, 
anualmente. Existe um risco de 1,4% de hipotireoidismo congênito e 14% a 66% ou mais de 
hipotireoidismo ao longo da vida. A letra C está errada; o cariótipo não é obrigatório 
para o diagnóstico da SD, mas é fundamental para orientar o aconselhamento genético da 
família. No último documento da SBP de 2020 (DIRETRIZES DE ATENÇÃO À SAÚDE DE PESSOAS COM 
SÍNDROME DE DOWN), encontramos o seguinte "Em caso de suspeita clínica de SD deve-se 
sempre solicitar o exame confirmatório pelo estudo citogenético (cariótipo) e encaminhar a 
família para aconselhamento genético com médico geneticista." A letra D está errada; na 
verdade o hemograma é o exame recomendado ao nascimento (não mielograma). O exame tem a 
função de afastar alterações hematológicas como reações leucemoides, policitemia, leucemia 
e doença mieloproliferativa transitória, que acomete 5% a 10% das crianças com SD. O 
hemograma deve ser realizado aos 6 e 12 meses de vida e anualmente ao longo da vida. A 
letra E está errada; as avaliações de acuidade auditiva e visual deverão ser realizadas 
aos 6 e aos 12 meses e, após essa idade, de forma anual. Resposta: letra B. 
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Questão 548471:
A displasia do desenvolvimento do quadril compreende um espectro de imaturidade do 
desenvolvimento dessa articulação - a apresentação clínica pode variar desde uma displasia 
leve até luxação franca. O rastreamento desta condição, através das manobras de Barlow e 
Ortolani, é obrigatório durante o acompanhamento de um recém-nascido. Se houver alteração, 
a recomendação é que seja realizado o ultrassom da articulação, o exame de escolha para a 
confirmação diagnóstica. Vamos analisar cada afirmativa, aproveitando para recordar como 
são feitas as manobras citadas e aprender sobre alguns sinais que podem apontar para o 
diagnóstico desta condição: a) INCORRETA. A descrição das manobras está invertida. A 
manobra de Ortolani verifica se o quadril já está luxado - o examinador faz uma abdução da 
perna e tração da coxa para cima e, na presença de um "click", o teste é considerado 
positivo, pois significa que o quadril estava luxado e com a manobra, retornou para o 
acetábulo. A manobra de Barlow serve para mostrar se o quadril é luxável - o examinador 
faz adução da coxa e força-a para baixo. Na presença de instabilidade articular, o quadril 
irá luxar, ou seja, a cabeça femoral deslizará para fora do acetábulo. b) INCORRETA. O 
sinal de Galeazzi, também chamado de sinal de Allis, consiste na diferença de altura dos 
joelhos quando a criança está em decúbito com as coxas e os joelhos fletidos. O lado 
acometido apresenta altura mais baixa do joelho. c) INCORRETA. O sinal de Trendelenburg é 
encontrado em crianças mais velhas e é caracterizado por desvio do tronco para o lado 
afetado e queda do quadril para o lado oposto quando a criança fica em pé apoiado apenas 
no membro do lado afetado. d) CORRETA. Conforme explicado na alternativa A, a manobra de 
Ortolani mostraque o quadril está luxado mas é redutível, enquanto a manobra de Barlow 
mostra que o quadril é luxável. Resposta: letra D. 
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Questão 548475:
A banca abordou de forma bem típica uma condição bastante comum na prática pediátrica: a 
bronquiolite viral aguda. Para chegar ao diagnóstico, basta que você organize seu 
raciocínio da seguinte forma: trata-se de uma criança com uma infecção respiratória aguda 
que acomete o trato respiratório inferior, como indicado pela presença de taquipneia (como 
não há estridor, não há doença nas grandes vias de condução extrapleurais). O principal 
diagnóstico diferencial infeccioso nesses casos, nessa faixa etária, é entre a pneumonia 
bacteriana e a bronquiolite viral aguda. O diagnóstico de asma, indicado na letra B, deve 
ser considerado diante da presença de episódios repetidos de sibilância, principalmente se 
associados a outros fatores de risco, como dermatite atópica, história familiar de asma e 
rinite alérgica. A broncodisplasia pulmonar, lembrada na letra D, é uma doença que acomete 
recém-nascidos prematuros, com tempo de oxigenoterapia prolongado, mas não há relato de 
que essa criança tenha apresentado problemas respiratórios desde o seu nascimento. A 
traqueobronquite, hipótese na letra E, costuma ser complicação de laringotraqueíte, e não 
há história prévia de rouquidão ou estridor. Assim, de fato, o diagnóstico diferencial 
principal é entre as duas condições já mencionadas. A presença da sibilância é o grande 
marcador clínico usado para o diagnóstico da bronquiolite viral aguda. A infecção da 
mucosa bronquiolar causa edema, acúmulo de muco e restos celulares no lúmen do bronquíolo, 
promovendo a redução do calibre e o surgimento dos sibilos. Resposta: letra C. 
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Questão 548484:
A questão descreve uma paciente de 47 anos, com diagnóstico prévio de carcinoma 
epidermoide de colo uterino, ainda sem tratamento, que evolui com crise hipertensiva e 
aumento importante dos níveis de creatinina. A ultrassonografia de vias urinárias revelou 
dilatação ureteral bilateral acentuada. A nossa principal hipótese diagnóstica é a 
obstrução ureteral secundária ao tumor de colo uterino avançado. Nesse contexto, devemos 
lembrar que a presença de hidronefrose classifica a doença como estádio IIIB. A melhor 
conduta nesses casos é a radioterapia associada à quimioterapia. Embora a cirurgia 
exclusiva tenha a vantagem de preservar a função ovariana e vaginal, a quimiorradiação 
posterior à cirurgia aumenta a morbidade. Por isso, recomenda-se a quimiorradiação como 
tratamento primário. Resposta: letra A. 
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Questão 548488:
Temos uma paciente com incontinência urinária com exame urodinâmico evidenciando perda de 
pressão à manobra de Valsava de 20cmH2O. Letra A: incorreta. A bexiga neurogênica é a 
condição na qual ocorrem contrações não inibidas (CNI) consequentes à lesão neurológica 
associada. Nestas situações, ocorrem disfunções do arco reflexo sacral, do córtex cerebral 
e/ou de outros centros neurológicos fundamentais ao controle voluntário e involuntário da 
atividade vesical, e isso determina CNI seguidas de relaxamento do esfíncter uretral, de 
forma abrupta e involuntária. A alteração da pressão de perda à manobra de Valsalva não 
caracteriza a bexiga neurogênica. Letra B: correta. A pressão de perda consiste na pressão 
intravesical que leva à perda de urina pela uretra ao esforço, sugerindo qual a pressão 
que a uretra suporta (pressão intrauretral). Quando a pressão de perda for menor que 60 
cmH2O, fica caracterizado o defeito esfincteriano intrínseco, forma mais grave da 
incontinência urinária de esforço. Assim, como há descrição de pressão de perda de 20 
cmH2O, valor menor do que 60, temos defeito esfincteriano. Letra C: incorreta. Valores de 
pressão de perda à manobra de Valsalva superiores a 90 cmH2O sugerem hipermobilidade do 
colo vesical, o que indica que o esfíncter uretral está íntegro. Portanto, como há 
descrição de pressão de perda de 20 cmH2O, valor menor do que 60, temos defeito 
esfincteriano, não hipermobilidade uretral. Letra D: incorreta. A Hiperatividade Detrusora 
(HD) é uma condição eminentemente urodinâmica determinada por contrações involuntárias do 
detrusor, desencadeada espontaneamente ou em resposta a estímulos, durante a fase de 
enchimento vesical. A HD não provoca alteração da pressão de perda à manobra de Valsalva. 
Resposta: letra B. 
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Questão 548490:
Vamos avaliar as afirmativas a respeito da fisiologia normal do ciclo menstrual. Letra A: 
incorreta. O hipotálamo secreta o hormônio liberador de gonadotro- fina (GnRH) que regula 
a liberação tanto do hormônio folículo estimulante (FSH) quando do hormônio luteizante 
(LH). Letra B: incorreta. O estradiol caracteriza-se por níveis séricos baixos na fase 
folicular inicial (início de cada ciclo menstrual) com rápida elevação na fase folicular 
tardia, até um pico no meio ciclo, que ocorre 24h antes do pico de LH. Letra C: correta. A 
fase inicial do crescimento folicular envolve respostas que não dependem da regulação 
hormonal. O mecanismo regulador do crescimento parece se encontrar no próprio ovário. A 
transformação de um folículo do pool em repouso (primordial) para o pool em crescimento 
parece depender de trocas de sinais entre óvulo/células da granulosa/células da teca e das 
interações com a matriz extracelular e fatores de crescimento. Essa fase parece ser 
independente de FSH porque não existem receptores de FSH no folículo primordial. Letra D: 
incorreta. As células da teca, externas ao folículo e que também se proliferam, produzem 
os primeiros esteroides da cascata, ou seja, progesterona e androgênios, pelo estímulo do 
LH. Os androgênios, por sua vez, entram nas células da granulosa por difusão e, por ação 
da enzima aromatase, se convertem em estradiol pelo estímulo do FSH. Assim, o FSH estimula 
ação da aromatase, que converte os androgênios produzidos pela teca em estradiol e 
estrona. Resposta: letra C. 
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Questão 548494:
Essa questão descreve uma gestante apresentando amniorrexe há 3 dias, elevação da 
frequência cardíaca (apesar de ainda não haver taquicardia), febre e leucocitose com 
desvio à esquerda. A principal hipótese diagnóstica é, portanto, de corioamnionite, que é 
uma indicação absoluta de interrupção da gestação independentemente da idade gestacional 
pelos riscos maternos e fetais. A conduta adequada consiste em internação hospitalar, 
antibioticoterapia e interrupção da gestação, preferencialmente por via vaginal, para não 
disseminar a infecção pela cavidade peritoneal. Não há a possibilidade de conduta 
conservadora nem mesmo tempo para realização de corticoterapia. Resposta: letra A. 
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Questão 548500:
A questão descreve uma gestante com 23 semanas apresentando dor na perna esquerda há três 
dias, edema deste membro com assimetria em relação ao outro e hiperemia. Estes dados 
sugerem uma trombose venosa profunda (TVP), que possui um risco aumentado durante a 
gestação em comparação com pacientes não gestantes. Dentre as afirmativas, a única errada 
é aquela sobre a warfarina, pois ela ultrapassa a placenta e deixa o feto também 
anticoagulado, com risco de sangramento intraútero e até mesmo óbito fetal. O 
anticoagulante de eleição na gravidez é a heparina, preferencialmente a de baixo peso 
molecular. Utilizamos normalmente a enoxaparina 1mg/kg a cada 12h para terapia 
anticoagulante inicial, que deve ser iniciada prontamente na suspeita clínica enquanto se 
aguarda o doppler ouduplex scan de membros inferiores. Este exame é de baixo custo e 
possui alta acurácia para este diagnóstico, sendo o primeiro a ser solicitado. Caso não 
seja conclusivo, é possível solicitar angiotomografia ou angiorresonância magnética. A 
dosagem do D-dímero não é recomendada na gestação pois ele aumenta fisiologicamente na 
gravidez. Resposta: os warfarinicos são os medicamentos de eleição, sendo a primeira 
escolha na anticoagulação empírica nessa suspeita clínica. 
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Questão 548507:
Vamos analisar essa questão com base na lista atual das doenças e agravos de notificação 
compulsória, presente na Portaria nº 3.418, de 31 de agosto de 2022. Letra A: correta. A 
leishmaniose visceral é de notificação semanal; a doença Meningocócica e outras meningites 
são de notificação imediata e o acidente por animal peçonhento é de notificação imediata. 
Letra B: incorreta. A leptospirose é de notificação imediata; a disenteria por E. coli não 
é de notificação compulsória e o acidente por animal peçonhento é de notificação imediata. 
Letra C: incorreta. Os casos de dengue (independente da prova do laço) são de notificação 
semanal; a cardiopatia chagásica não é de notificação compulsória e a toxoplasmose em 
idoso não é de notificação compulsória. Na verdade, a toxo gestacional e congênita é que é 
de notificação compulsória. Ambas, de forma semanal. Letra D: incorreta. A doença 
mão-pé-boca não é de notificação compulsória; a doença Meningocócica e outras meningites 
são de notificação imediata e a violência contra o idoso é de notificação semanal. 
Resposta: letra A. 
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Questão 548509:
Questão puramente conceitual. Vamos analisar cada alternativa, para adequar conforme a 
definição apresentada no enunciado. Letra A: incorreta. O termo citado não é contemplado 
nos principais documentos do ministério da saúde. Letra B: incorreta. A notificação 
compulsória imediata, compreende a periodicidade de notificação a ser realizada em até 24 
(vinte e quatro) horas, a partir do conhecimento da ocorrência de doença, agravo ou evento 
de saúde pública, pelo meio de comunicação mais rápido disponível; Letra C: correta. O 
conceito de notificação compulsória negativa está correto: representa a comunicação 
semanal realizada pelo responsável pelo estabelecimento de saúde à autoridade de saúde, 
informando que na semana epidemiológica não foi identificado nenhuma doença, agravo ou 
evento de saúde pública constante da Lista de Notificação Compulsória. Letra D: incorreta. 
A notificação compulsória semanal deve ser realizada em até 7 (sete) dias, a partir do 
conhecimento da ocorrência de doença ou agravo. Letra E: incorreta. Compreende a 
notificação ser realizada conforme o modelo de vigilância realizada a partir de 
estabelecimento de saúde estratégico para a vigilância de morbidade, mortalidade ou 
agentes etiológicos de interesse para a saúde pública, com participação facultativa, 
segundo norma técnica específica estabelecida pela Secretaria de Vigilância em Saúde 
(SVS/MS). Resposta: letra C. 
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Questão 548512:
A transição demográfica e epidemiológica resultando no envelhecimento populacional e 
aumento da expectativa de vida significa crescente incremento relativo das condições 
crônicas. A crise contemporânea dos sistemas de saúde caracteriza-se pela organização da 
atenção em sistemas fragmentados voltados para a atenção às condições agudas, apesar da 
prevalência de condições crônicas, e pela estrutura hierárquica e sem comunicação fluida 
entre os diferentes níveis de atenção. Nesse sentido, é mister avaliarmos a situação do 
Brasil e o perfil da situação de saúde vigente caracterizado pela chamada “tripla carga de 
doenças”, em que há presença concomitante das doenças infecciosas e carenciais, das causas 
externas e das doenças crônicas. A solução para o SUS consiste em restabelecer a coerência 
entre a situação de saúde de tripla carga de doenças e o sistema de atenção à saúde em 
prática, pela implantação de redes de atenção à saúde bem estruturadas e organizadas. 
Tanto é assim que uma das diretrizes do SUS e da RAS operacionalizadas na AB é a própria 
“ordenação da rede”. Resposta: letra E. Outros autores ainda atualizaram essa definição, 
dizendo que a “tripla carga de doenças” envolve, ao mesmo tempo: uma agenda não concluída 
de infecções, desnutrição e problemas de saúde reprodutiva; o desafio das doenças crônicas 
e de seus fatores de riscos, como o tabagismo, o sobrepeso e a obesidade, a inatividade 
física, o estresse e a alimentação inadequada; e o forte crescimento da violência e das 
causas externas. 
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Questão 548517:
Vamos analisar o desenho do estudo citado no enunciado: "Um grupo de pesquisadores 
pretende avaliar a associação entre tabagismo e episódios de pneumonia bacteriana entre 
adultos em certa comunidade. " Trata-se de um estudo observacional onde não há 
intervenção. "decidem acompanhar toda a população adulta de uma pequena cidade e registrar 
todos os casos de pneumonia bacteriana ao longo de um ano." Trata-se de um estudo 
longitudinal prospectivo, ou seja, os observadores acompanham os pacientes ao longo do 
tempo. "A informação sobre a exposição ao tabaco será obtida através de um questionário, o 
qual será enviado por correio antes do início do estudo." Trata-se de um estudo 
individuado onde cada indivíduo é analisado. Portanto, estamos diante de um estudo: 
individuado, observacional e longitudinal prospectivo, mais conhecido como estudo de 
coorte. Resposta: letra A. 
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Questão 548519:
Para acertar essa questão, que tal relembrarmos de um trecho da lei nº 8.142: “Para 
receberem os recursos, de que trata o art. 3° desta lei, os Municípios, os Estados e o 
Distrito Federal deverão contar com: I - Fundo de Saúde; II - Conselho de Saúde, com 
composição paritária; III - plano de saúde; IV - relatórios de gestão; V - contrapartida 
de recursos para a saúde no respectivo orçamento; VI - Comissão de elaboração do Plano de 
Carreira, Cargos e Salários (PCCS), previsto o prazo de dois anos para sua implantação.” 
Resposta: letra E. 
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Questão 548419:
Sabemos que, se tratando de efeito adverso relacionado ao uso de estatinas, a 
miotoxicidade sempre recebe destaque. No entanto, em menos de 0,1% dos pacientes é que se 
observa miopatia grave, e esta, quando ocorre, geralmente tem alguma outra condição 
predisponente por trás, como hipotireoidismo, doenças neuromusculares, uso concomitante de 
outras drogas (bloqueadores dos canais de cálcio, fibratos...) e exercício físico 
extenuante. Assim, um paciente que é usuário crônico de estatinas e que após uma prática 
de atividade física intensa evoluiu com mialgias,"urina escura" (provavelmente à custa de 
mioglobinúria) e retenção de escórias nitrogenadas, provavelmente desenvolveu uma 
rabdomiólise. A injúria renal aguda ocorre por conta da lesão tubular direta causada pela 
mioglobina (que funciona como uma nefrotoxina), que também promove obstrução do lúmen 
tubular, culminando em necrose tubular aguda (o que é sugerido pelo sódio urinário > 40). 
Alternativa A correta. 
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Questão 548420:
Paciente diabético, hipertenso, arteriopata, e portador de doença renal crônica queixa-se 
de dor óssea — o diagnóstico mais provável é osteodistrofia renal: observe o aumento do 
paratormônio, o fósforo aumentado e o cálcio iônico baixo. Lembre-se de que o efeito 
deflagrador dessa condição é a queda do cálciocirculante, motivada pela hiperfosfatemia e 
pela deficiência de vitamina D, que impede a adequada absorção intestinal de cálcio. O 
tratamento é feito justamente revertendo tais alterações, utilizando quelantes do fósforo, 
como o sevelâmer ou sais de cálcio — ficamos entre B e C... Observe, na imagem da esquerda 
— radiografia da mão — o chamado tumor marrom, que pode ser prevenido utilizando-se os 
referidos quelantes. Na imagem da direita se vê o achado conhecido como calcinose tumoral 
urêmica, que pode ser precipitada pela utilização de sais de cálcio. Resposta: letra C. 
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Questão 548421:
Vamos aproveitar esta questão para revisar o acometimento articular da artrite psoriásica! 
E ela está baseada na Portaria Conjunta nº 16, de 17 de novembro de 2020, que aprovou o 
protocolo clínico e diretrizes terapêuticas da artrite psoriática. Temos aqui o trecho que 
respondia a questão: “Artrite periférica: Dor e aumento de partes moles ou derrame 
articular em articulações periféricas ou alterações radiológicas, independentemente do 
método utilizado (RX, US, TC ou RM). Cinco subtipos clássicos de acometimento articular 
são descritos: oligoarticular (quatro ou menos articulações e geralmente em distribuição 
assimétrica); poliarticular (cinco ou mais articulações, podendo ser simétrico e 
semelhante à artrite reumatoide); distal (articulações interfalângicas distais das mãos, 
pés ou ambos, geralmente ocorrendo com outros subtipos); artrite mutilante (artrite 
destrutiva com reabsorção óssea acentuada ou osteólise); e acometimento axial”. (letras B, 
C, D e E: CORRETAS) Resposta: letra A. 
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Questão 548424:
De forma geral, a anticoagulação de indivíduos com DRC cujo clearance de creatinina é 
superior a 30 ml/min não difere da população geral. A partir desse valor, há um problema: 
como os novos anticoagulantes orais (NOAC) têm, em sua maioria, metabolização renal, 
distúrbios funcionais do rim podem tornar seus efeitos imprevisíveis. Assim, o uso dessas 
drogas não é tão seguro... Alguns estudos já avaliaram a varfarina nesse contexto. 
Aparentemente, trata-se da droga mais segura nessa circunstância. Por isso, é a 
preferência para esses indivíduos. Dizer que os NOAC são contraindicados pode ser 
precipitado, mas não há muitos estudos que comprovem sua segurança. Caso optemos por 
alguma destas medicações mais recentes, a escolha recai sobre o apixaban, já que possui 
menor “dependência” do rim. Já o dabigatran deve ser evitado “a todo custo”, já que grande 
parte do seu clearance se dá através do rim. Dessa forma, a melhor resposta é, de fato, a 
letra (B). 
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Questão 548429:
A questão traz paciente que preenche critérios para caso suspeito de FEBRE MACULOSA, ou 
seja, indivíduo que apresenta febre de início súbito, cefaleia, mialgia e que tenha 
relatado história de picada de carrapatos, e/ou tenha tido contato com animais domésticos 
e/ou silvestres, e/ou tenha frequentado área de transmissão de febre maculosa, nos últimos 
15 dias. Temos uma pista epidemiológica para contato com carrapatos pela história de 
múltiplas picadas em membros inferiores após acampamento em região de trilha e cachoeira! 
Outra definição de caso suspeito, de acordo com o Ministério da Saúde, é qualquer pessoa 
que apresente febre de início súbito, cefaleia e mialgia, seguidas de aparecimento de 
exantema maculopapular, entre o segundo e o quinto dias de evolução, e/ou manifestações 
hemorrágicas. A febre maculosa, denominação utilizada para as riquetsioses no Brasil, é 
uma doença infecciosa febril aguda causada por riquétsias transmitidas por carrapatos, de 
gravidade variável, que pode cursar com formas leves e atípicas, até formas graves com 
elevada taxa de letalidade. A febre maculosa brasileira, causada pela Rickettsia 
rickettsii, é a riquetsiose mais prevalente e reconhecida. Novas riquetsioses, também 
causadoras de quadros clínicos da febre maculosa, têm sido confirmadas em diversas regiões 
do País Todo caso suspeito de febre maculosa requer notificação compulsória e investigação 
por se tratar de doença grave. Um caso pode significar a existência de um surto, o que 
impõe a adoção imediata de medidas de controle. O método sorológico mais utilizado para o 
diagnóstico das riquetsioses (padrão-ouro) é a reação de imunofluorescência indireta 
(Rifi). Em geral, os anticorpos são detectados a partir do sétimo até o décimo dia de 
doença. Os anticorpos IgM podem apresentar reação cruzada com outras doenças (dengue, 
leptospirose, entre outras), portanto devem ser analisados com critério. Já os anticorpos 
IgG aparecem pouco tempo depois dos IgM, e são os mais específicos e indicados para 
interpretação diagnóstica. Deve-se coletar a primeira amostra de soro nos primeiros dias 
da doença (fase aguda), e a segunda amostra de 14 a 21 dias após a primeira coleta. A 
presença de aumento de quatro vezes nos títulos de anticorpos, observado em amostras 
pareadas de soro, é o requisito para confirmação diagnóstica pela sorologia (LETRAS C e D 
INCORRETAS). A partir da suspeita de febre maculosa, a terapêutica com antibióticos deve 
ser iniciada imediatamente, não se devendo esperar a confirmação laboratorial do caso. A 
droga de escolha para o tratamento, é a DOXICICLINA, na dose de 100 mg, de 12 em 12 horas, 
por via oral ou endovenosa, a depender da gravidade do caso, devendo ser mantida por 3 
dias após o término da febre (LETRA B INCORRETA). Não é recomendada a antibioticoterapia 
profilática para indivíduos assintomáticos que tenham sido recentemente picados por 
carrapatos, uma vez que dados da literatura apontam que tal conduta poderia, entre outras 
consequências, prolongar o período de incubação da doença. Resposta: letra A. 
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Questão 548432:
Temos um paciente com sintomas respiratórios compatíveis com tuberculose pulmonar. 
Organizando a investigação deste paciente: o Teste Rápido Molecular para Tuberculose 
(TRM-TB) é o método de escolha sempre que disponível. A baciloscopia também é uma 
ferramenta diagnóstica importante, mas geralmente coletamos pelo menos duas amostras, uma 
na primeira consulta e outra na manhã seguinte (deve ser o método de escolha na ausência 
do teste rápido). Para a população geral, a investigação é feita inicialmente apenas com o 
teste rápido; em caso de positividade deste, a cultura com TSA (Teste de Sensibilidade 
Antimicrobiana) será necessária. Na suspeita de TB com TRM-TB negativo e persistência do 
quadro clínico, também se deverá realizar cultura e TSA. No caso de populações mais 
vulneráveis (em situação de rua, privados de liberdade, indígenas, profissionais de saúde, 
contatos de tuberculose drogarresistente e pessoas vivendo com HIV), a investigação é 
feita, desde o início, com o teste rápido MAIS a cultura com TSA. Reparem que nosso 
paciente é contactante de uma pessoa que abandonou o tratamento, o que pode configurar 
risco de resistência! Além disso, devemos solicitar radiografia de tórax em busca de 
imagens sugestivas de atividade de TB, como cavidades, nódulos, consolidações, massas, 
processo intersticial (miliar), derrame pleural e alargamento de mediastino (ou mesmo de 
sequelas). Devemos ainda oferecer o teste anti-HIV a todos os pacientes com diagnóstico de 
tuberculose, o que é explicado pela grande associação entre estas doenças. O paciente deve 
ser orientado quanto ao uso de máscara cirúrgica – a máscara de tecido foi uma estratégia 
de exceção durante a pandemia de COVID-19, enquanto a N-95 deve ser usada por 
profissionais de saúde que o atendem, não pelo paciente. Nunca se esqueça de investigar 
contactantes para tuberculose latente ou tuberculose ativa. Resposta: letra C. 
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Questão 548433:
Em suma, o paciente do caso apresenta um quadro arrastado de: 1- Úlcera cutânea: o 
acrônimo PLECT reúne dermatoses que podem cursar com lesões úlceroverrucosas e inclui 
Paracoccidioidomicose, Leishmaniose tegumentar, Esporotricose, Cromomicose e Tuberculose 
cutânea. 2- Pneumopatia: tosse seca e radiografia com infiltrado reticulo-nodular difuso, 
semelhante à uma tuberculose pulmonar. 3- Sintomas constitucionais: astenia e regular 
estado geral. Somando todos esses dados, fica evidente que a principal hipótese é a 
paracoccidiodomicose! Aliás, guarde sempre o vínculo cerebral: a paracoccidioidomicose 
costuma se apresentar de forma semelhante tuberculose pulmonar em um paciente proveniente 
da zona rural. Para que não fique nenhuma dúvida, o autor foi ainda mais enfático ao 
colocar a presença de células leveduriformes com brotamento em roda de leme na análise 
histopatológica da lesão. Sempre que o enunciado descrever o aspecto anatomopatológico em 
"roda de leme", lembre do paracoco como agente causador! Outro dado interessante que a 
questão trouxe: o paciente encontra-se hipotenso, com hiponatremia e hipercalemia. Isso 
porque a paracoccidioidomicose pode acometer as adrenais do paciente, gerando um quadro de 
insuficiência adrenal primária (doença de Addison)! Nesta condição, a glândula perde a 
capacidade de secretar tanto glicocorticoides, quanto mineralocorticoides 
(hipoasldosteronismo). A consequência é a perda renal de sal, justificando os achados 
supracitados. Resposta: letra A. 
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Questão 548436:
Paciente jovem com quadro viral respiratório de início há 14 dias, evolui com tetraparesia 
flácida, ascendente, arreflexa com comprometimento da musculatura respiratória. O 
enunciado nega que existam alterações de continência urinária, fecal ou pressórica, o que 
fala contra a possibilidade de disautonomia associada. De acordo com a historia de uma 
infecção viral prévia e o quadro clínico neurológico apresentado, não fica muita dúvida 
que este paciente apresenta um quadro de síndrome de Guillain Barré, que é uma 
polirradiculoneurite aguda. Dados que fortalecem o diagnóstico são o achado de dissociação 
proteíno-citológica no líquor (aumento de proteína com celularidade normal) e uma 
eletroneuromiografia com padrão desmielinizante ou axonal (Letra C correta). Nas 
miopatias, o curso clínico tende a ser de uma fraqueza proximal, simétrica, progressiva e 
os reflexos costumam estar presentes (Letra A incorreta). Na mielite transversa temos um 
nível sensitivo bem definido e não é incomum termos retenção urinária ou constipação 
associados, além de sinais de disautonomia (Letra B incorreta). Por fim, a neuropatia do 
doente crítico ocorre em pacientes que permanecem internados por longos períodos em 
terapia intensiva ou que apresentem quadros clínicos graves (sepse, falência 
multiorgânica) (Letra D incorreta). Resposta: Letra C. 
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Questão 548438:
O Delirium é um distúrbio agudo, transitório e geralmente reversível da cognição e do 
nível de consciência, caracterizado pelo aspecto flutuante e com marcada desatenção pelo 
paciente. Muito comum em idosos, pode ser causado por quase qualquer distúrbio orgânico, 
procedimentos cirúrgicos, uso de fármacos, confinamento em unidade de internação, entre 
outros. No caso acima, o fator precipitante foi um quadro infeccioso pulmonar. O 
tratamento do delirium consiste principalmente na correção da causa e remoção de fatores 
agravantes, cuidados de suporte como orientação temporo-espacial frequente (informar data, 
hora e local), permitir uso de óculos e dispositivos auditivos para manutenção dos 
sentidos, entre outros. Quando presente, pode também ser necessário tratar a agitação, 
para proteçnao da equipe e do próprio paciente, evitando acidentes. As medicações de 
escolha nesse caso são da classe dos antipsicóticos, que tem ação sedativa aguda. O 
principal representante da classe, e amplamente disponível nos serviços hospitalares, é o 
haloperidol. É importante lembrar que o uso de benzodiazepínicos deve ser evitado nesse 
caso, pois podem agravar o estado confusional. Não há indicação para anti-depressivos ou 
anticolinesterásicos no delírium. Resposta letra C 
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Questão 548442:
Estamos diante de um paciente com dor anal após evacuações com estrias de sangue no papel 
de início há 4 semanas. Além disso, relata constipação há 8 semanas e fezes endurecidas. 
Nesse caso, devemos pensar em fissura anal! A fissura anal é uma das doenças anorretais 
benignas mais comuns e uma das causas mais comuns de dor anal e sangramento anal. 
Geralmente começam com um rompimento do anoderma na metade distal do canal anal. O rasgo 
então desencadeia ciclos de dor anal recorrente e sangramento, o que leva ao 
desenvolvimento de uma fissura anal crônica em até 40% dos pacientes. A cirurgia é 
reservada para pacientes que falham no tratamento conservador. Pacientes que não estão em 
risco de desenvolver incontinência fecal podem ser submetidos à esfincterotomia lateral 
interna, que é considerada o tratamento mais eficaz para a fissura anal. Agora vamos 
analisar as demais alternativas! Letra A: incorreta. A marca clínica de uma hemorroida 
interna é a presença de sangramento vivo, não doloroso, com protrusão intermitente do 
mamilo hemorroidário. Letra B: incorreta. A hemorroida externa usualmente não causa 
sintomas; lembre-se de que ela não se apresenta com sangramento, pois o plexo 
hemorroidário externo é recoberto por epitélio escamoso. Durante a higiene da região 
perianal, alguns pacientes se queixam de irritação local, prurido, às vezes dor discreta, 
ou sensação incômoda de tecido redundante. A condução das hemorroidas externas não é 
cirúrgica e os procedimentos ambulatoriais não são indicados para as hemorroidas externas. 
O evento inflamatório que complica as hemorroidas externas é a trombose. O quadro clínico 
é de congestão, edema e dor acometendo o plexo hemorroidário externo. A dor é aguda, 
latejante ou em queimação, de intensidade crescente e associada à sensação de plenitude 
anal. Letra C: incorreta. As fissuras anais podem ser secundárias à doença de Crohn, mas 
essa doença se caracteriza por dor abdominal, diarreia, perda de peso, anemia e fadiga. 
Letra D: correta. Como vimos, a principal hipótese diagnóstica é a fissura anal. Letra E: 
incorreta. A RCU, assim como a doença de Crohn pode apresentar hematoquezia, mas não se 
manifesta com dor anal. Resposta: letra D. 
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Questão 548443:
A questão deseja saber qual é a conduta frente a uma paciente de 24 anos com IMC de 32 
kg/m2, que vem à consulta com um médico cirurgião e deseja realizar cirurgia bariátrica. 
Vamos analisar as alternativas! Letras A e D: incorretas. As indicações cirúrgicas seguem 
as recomendações da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) e da 
resolução nº 2.172/17 do Conselho Federal de Medicina (CFM). Em relação ao IMC, as 
indicações clássicas sempre foram um IMC maior do que 40 kg/m2 ou maior do que 35 kg/m2 na 
presença de comorbidades ocasionadas ou agravadas pela obesidade e que melhoram quando a 
mesma é tratada de forma eficaz. Além dessas indicações, de acordo com o CFM, é importante 
que exista falência de tratamento clínico da obesidade por, pelo menos, dois anos. Letra 
B: correta. Essa resolução do CFM também reconheceu a cirurgia metabólica para o 
tratamento de pacientes portadores de diabetes mellitus tipo 2, com IMC entre 30 kg/m2 e 
34,9 kg/m2, sem resposta ao tratamento clínico convencional. Contudo, para que o 
procedimento seja autorizado é necessário quea indicação cirúrgica seja feita 
obrigatoriamente por dois endocrinologistas, mediante parecer fundamentado atestando a 
REFRATARIEDADE ao tratamento clínico otimizado com uso de antidiabéticos orais e/ou 
injetáveis e com mudanças no estilo de vida. Nesse caso, a melhor orientação seria iniciar 
medidas clínicas para a perda de peso, como deita e atividade física. Letra C: incorreta. 
Apesar da cirurgia metabólica ser indicada para pacientes acima de IMC 30 kg/m2 na 
presença de diabetes mellitus tipo 2, a resolução nº 2.172/17 do Conselho Federal de 
Medicina (CFM) preconiza que essa cirurgia só pode ser indicada para pacientes entre 30 e 
70 anos. Letra E: incorreta. O médico cirurgião não deve realizar o procedimento, apesar 
da vontade da paciente, pois ela não se enquadra nas recomendações da SBCBM nem da 
resolução do CFM. Resposta: letra B. 
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Questão 548444:
Entre as alternativas, estão os quatro músculos componentes do manguito: supraespinhal, 
infraespinhal, redondo menor e subescapular. Agora, qual será – dentre eles – o músculo 
envolvido? A rotação interna do ombro é função do músculo subescapular, ação que pode ser 
avaliada pela manobra de Gerber Vejamos as demais alternativas... Letra A: incorreta. O 
redondo menor não é protagonista de um movimento, atual como auxiliador dos demais 
músculos do manguito, especialmente na rotação externa do ombro auxiliando o subescapular 
no movimento. Letra B: incorreta. O músculo supraespinhal faz abdução do ombro. Letra C: 
incorreta. O infraespinhal faz rotação externa do ombro. Resposta: letra D. 
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Questão 548445:
Antes de mais nada, a classificação de Stanford divide a dissecção aórtica em dois tipos: 
tipo A (67%): a dissecção envolve a aorta ascendente (tipos I e II de DeBakey); tipo B 
(33%): a dissecção é limitada à aorta descendente (tipo III de DeBakey). O paciente típico 
é um homem com mais de 50 anos de idade e o quadro se caracteriza por dor torácica muito 
intensa, geralmente localizada na região anterior e/ou na região interescapular. Este é o 
achado mais comum, embora a insuficiência aórtica possa ocorrer pelo envolvimento da valva 
aórtica, ocorre em mais da metade das dissecções ascendentes (C INCORRETA). Hemopericárdio 
e tamponamento cardíaco costuma ser a principal causa de óbito na dissecção aórtica aguda, 
devido à ruptura da aorta para o interior do saco pericárdico. Entretanto, trata-se de uma 
complicação mais vista na dissecção tipo A (A INCORRETA). O ecocardiograma transesofágico 
é o exame preferido nos pacientes instáveis hemodinamicamente, enquanto a RM e a TC podem 
ser métodos para pacientes estáveis. A aortografia, usada durante muitos anos como 
principal método diagnóstico, é um exame muito invasivo e utilizada basicamente nos casos 
de forte suspeita diagnóstica com os testes não invasivos (ETE, RM, TC) negativos ou 
inconclusivos (D INCORRETA). O tratamento cirúrgico está sempre indicado nas dissecções 
envolvendo a aorta ascendente (Stanford A), bem como nas dissecções “Stanford B” 
complicadas, caracterizadas por propagação da dissecção, dor contínua, sinais de ruptura 
iminente ao exame de imagem e comprometimento dos ramos aórticos principais. Resposta: 
letra B. 
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Questão 548446:
Evisceração de alças através de defeito paraumbilical nos remete a malformação de parede 
abdominal chamada gastrosquise. A gastrosquise é uma fenda que envolve toda a espessura da 
parede abdominal sem envolver o cordão umbilical. Invariavelmente, o defeito é localizado 
no lado direito do cordão umbilical. Alças intestinais e outros órgãos abdominais podem 
protruir através desta abertura, sem apresentar membrana peritoneal recobrindo o conteúdo 
exteriorizado, o que a diferencia da onfalocele. A gastrosquise pode ser diagnosticada por 
meio da ultrassonografia a partir da 12° semana de gestação. Seu principal diagnóstico 
diferencial é a onfalocele. A principal diferença entre as duas condições é o fato de esta 
última apresentar uma associação mais frequente com anomalias cromossômicas e outras 
malformações, o que modifica a conduta e aconselhamento pré-natal em cada caso. A 
onfalocele é uma herniação do conteúdo abdominal no interior da base do cordão umbilical. 
Trata-se de um saco recoberto por peritônio, sem pele, e o reparo cirúrgico deve ser 
imediato. A diástase do músculo reto abdominal é uma condição que ocorre quando há a 
separação dos músculos reto abdominal em qualquer localização ao longo da linha alba. Já a 
hérnia umbilical é um deslocamento anormal de tecido pela parede abdominal atrás da 
cicatriz umbilical. Por fim, a persistência do conduto onfalomesentérico decorre da não 
involução do ducto onfalomesentérico e resulta na fixação tubular persistente entre o íleo 
e a parede abdominal. A absorção incompleta do ducto onfalomesentérico resulta nas 
anomalias mais comuns do trato gastrointestinal. Resposta: letra A. 
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Questão 548448:
Vamos analisar as alternativas: Letra A: incorreta. A história familiar de neoplasias das 
vias biliares é um dado de exterma importância na hora de considerar uma colecistectomia 
profilática. Letra B: correta. Em profissionais que realizarão missões marítimas ou 
aeroespaciais prolongadas, podemos considerar a colecistectomia profilática também, mesmo 
na ausência de sintomas. Letra C: incorreta. Apenas 20% a 30% dos pacientes com cálculos 
que são assintomáticos desenvolverão sintomas dentro de 20 anos. Letra D: incorreta. Os 
pacientes com colelitíase assintomática e presença de anemia hemolítica, como a anemia 
falciforme, por exemplo, deverão ser submetidos à colecistectomia profilática. Esses 
pacientes têm uma taxa extremamente alta de formação de cálculos pigmentares e a 
colecistite pode precipitar uma crise falcêmica. Letra E: incorreta. Em pacientes 
assintomáticos com cálculos > 2,5 cm, existe um risco aumentado para câncer de vesícula e 
também devemos realizar a colecistectomia. Vamos aproveitar para relembrar outras 
indicações de colecistectomia nos pacientes assintomáticos: 1. Vesícula em porcelana; 2. 
Pólipos de alto risco (idade > 60 anos, > 1 cm, crescimento documentado na USG seriada); 
3. Cálculos grandes (> 2,5 cm); 4. Pólipo associado a cálculos; 5. Vesículas com anomalia 
congênita; 6. Doença hemolítica (ex: anemia falciforme). Resposta: letra B. 
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Questão 548449:
Vamos aproveitar essa questão para relembrar alguns fatores que inibem a cicatrização: 
Resposta: letra D. 
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Questão 548450:
Vamos analisar as alternativas: I- Correto. A definição de via aérea definitiva é a 
presença de uma sonda endotraqueal com balonete (“cuff”) insuflado, conectada a um sistema 
de ventilação assistida, com mistura enriquecida de oxigênio, e mantida em posição por 
meio de fixação apropriado. II - Correto. A presença de lesões vasculares cervicais podem 
cursar com hematomas importantes, que se não reconhecidos de imediato, podem cursar com 
insuficiência respiratória. Devem ser reconhecidos imediatamente, explorados e os 
pacientes devem receber via aérea definitiva o mais breve possível. III- A presença de 
queimaduras em vias aéreas, incluindo queimaduras extensas em região de pescoço devem ser 
manejadas com via aérea definitiva, de preferência tubo endotraqueal, para evitar edema de 
vias aéreas e insufici~encia respiratória aguda grave. IV- Incorreta. A 
cricotireoidostomia por punção é uma via aérea provisória, indicada para uso por no máximo 
30 minutos, período em que consegue fornecer uma ventilaçãoe oxigenação razoável. 
Alternativa B está correta. 
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Questão 548452:
Das técnicas citadas, a única que pode ser utilizada na correção de uma hérnia femoral é a 
de McVay. Esta técnica consiste na sutura do tendão conjunto no ligamento de Cooper 
através da abertura da parede posterior, ocluindo assim orifícios herniários femorais. 
Resposta: C 
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Questão 548454:
O autor apresenta um paciente com esofagite erosiva e úlcera duodenal visualizada por 
endoscopia e propõe duas etiologias para o quadro, a síndrome de Zollinger Ellison e a 
síndrome de Verner-Morrison. A síndrome de Zollinger Ellison caracteriza-se pela presença 
de um tumor, geralmente localizado no pâncreas, associado a neoplasia endócrina múltipla 
tipo I em 20% dos casos, em que há hiperprodução de gastrina, o que resulta em aumento da 
secreção de ácido clorídrico e úlceras pépticas em 95% dos casos. A síndrome de 
Verner-Morrison, no entanto, manifesta-se clinicamente por diarreia aquosa, hipocalemia e 
acloridria, ocorrendo em tumores produtores de peptídeos vasoativos (VIPomas). Gabarito: 
Alternativa B. 
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Questão 548455:
Questãozinha batida em prova, hein, pessoal? Vamos lembrar os sinais citados nas 
alternativas, todos sugestivos de apendicite aguda: - Sinal de Dunphy: dor na fossa ilíaca 
direita, que piora com a tosse (A certa). - Sinal de Rovsing é a dor em fossa ilíaca 
direita quando se realiza pressão sobre a fossa ilíaca esquerda (B errada). Sua origem 
reside no choque da onda de ar deslocada pela manobra contra o apêndice inflamado. - Sinal 
de Lenander consiste na diferença entre as temperaturas retal e axilar, que alcança um 
valor maior que 1ºC (C errada). - Sinal de Markle consiste na pesquisa da dor em choque — 
pede-se ao paciente que fique na ponta dos pés e depois solte o corpo sobre os 
calcanhares. O movimento da parede abdominal pode levar à localização da dor pelo paciente 
(D errada). - Não existe um "sinal de Alvarado" (E errada). Resposta: A. 
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Questão 548457:
Qual deve ser a nossa conduta frente a um quadro de contusão pulmonar? Devemos sempre nos 
preocupar com a dor e a função ventilatória, por isso, os pilares para o tratamento são: 
momitorização, analgesia, seja com opioides ou até mesmo bloqueio intercostal e oferecer 
oxigênio. Logo, gabarito letra D. 
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Questão 548458:
A succinilcolina é um bloqueador neuromuscular despolarizante e de ação ultracurta. 
Justamente por causa dessa rápida reversibilidade de ação (1 minuto), o que ocorre através 
da metabolização por estearases plasmáticas, essa droga é muito utilizada em situações de 
estomago cheio e intubação em sequência rápida (sem ventilação prévia). Dentre os feitos 
colaterais da succinilcolina, destacam-se a hipercalemia e a elevação das pressões 
intraocular e intracraniana, o que fazem dela uma contraindicação em pacientes 
hipercalêmicos, como a paciente nefropata em questão, bem como em pacientes com glaucoma 
de ângulo fechado e hipertensão intracraniana. Resposta certa: C. 
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Questão 548461:
Fazer diagnóstico de asma em uma criança de três anos não é uma tarefa fácil, mas a banca 
já facilitou a nossa vida e indicou esta hipótese. Diante de uma criança com menos de 5 
anos que apresenta episódios frequentes de sibilância, com uso de beta dois agonista de 
curta duração mais do que duas vezes por semana, sintomas noturnos, limitação das 
atividades, já podemos considerar o início do tratamento de manutenção, que é feito pela 
etapa 2 com corticoide inalatório em dose baixa, por pelo menos três meses. Resposta: 
letra C. 
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Questão 548462:
Questão bastante difícil... Foi colocada aqui propositalmente, para que você se 
familiarize com alguns conceitos mais específicos da pediatria. Vamos avaliar cada 
afirmativa: Opção A: correta. Talvez a recomendação aí descrita tenha causado surpresa. O 
tratamento da sepse tem como pilar o início precoce da antibioticoterapia empírica - se 
não houver sinais de choque, pode ser iniciada em até 3 horas do reconhecimento do quadro. 
Se houver sinais de choque, deve ser iniciada ainda na primeira hora de atendimento. Esta 
é a recomendação que vem descrita no documento citado pela banca no enunciado. Opção B: 
incorreta. O tratamento empírico inicial é com droga de amplo espectro, mas assim que o 
agente e o perfil de sensibilidade forem identificados, devemos ajustar o antibiótico para 
o menor espectro possível. Opção C: incorreta: Idealmente, as culturas devem ser colhidas 
antes do início da antibioticoterapia - desde que isso não atrase o início do tratamento, 
implicando em pior prognóstico. Opção D: incorreta. Quando não houver disponibilidade de 
cuidados intensivos, a administração de volume deve ser mais cautelosa - se não houver 
hipotensão, não devemos fazer a reposição volêmica em bôlus, mas iniciar oferta hídrica de 
manutenção. Se houver hipotensão, devemos administrar bolus de cristaloide, 10-20 mL/kg, 
até no máximo 40 mL/kg. Nos serviços de saúde onde há a disponibilidade de cuidados 
intensivos (UTI pediátrica) podemos administrar bolus de cristaloide balanceado, 10-20 
mL/kg, até no máximo 40-60 mL/kg, quando houver alteração na perfusão, com ou sem 
hipotensão. Opção E: incorreta. Diante de um choque séptico refratário a volume, as drogas 
vasoativas de escolha são epinefrina ou norepinefrina. Resposta: letra A. 
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Questão 548464:
Temos uma criança de um ano com anemia, reticulocitose, além de edema e dor em mãos. 
Quadros como esse devem nos chamar a atenção para a síndrome mão-pé, complicação clássica 
da anemia falciforme. Nessa situação, ocorre polimerização das hemácias na medula óssea, 
levando à congestão sanguínea e extravasamento de líquidos dos vasos locais – o edema se 
forma pelo fato de o osso ainda ser poroso (a síndrome mão-pé ocorre, tipicamente, em 
indivíduos entre um e três anos, faixa etária em que os ossos não estão “100% 
calcificados”). A leucocitose e a plaquetopenia são manifestações que podem ocorrer em 
diversas complicações da anemia falciforme e não apontam quadro infeccioso ou neoplásico 
associado. E as outras alternativas? Esferocitose: nessa condição, o paciente desenvolve 
hemólise crônica por déficit de alguma proteína do citoesqueleto do eritrócito. Com isso, 
a célula não consegue se deformar adequadamente, ficando mais suscetível à ação dos 
macrófagos esplênicos. O quadro clínico típico é de uma criança com esplenomegalia e 
hipercromia (a hemoglobina fica mais “concentrada” em uma célula de área menor). 
Talassemia: como sabemos, as síndromes talassêmicas podem se apresentar com gravidades 
variáveis. Na beta major, por exemplo, o paciente desenvolve hemólise significativa e, na 
minor, não há manifestações clínicas... De qualquer forma, não esperamos síndrome mão-pé 
nessa condição. Hemoglobinopatia C: indivíduos com essa condição se apresentam com quadro 
de hemólise leve, com HCM elevado (a hemácia é mais desidratada) e VCM reduzido. À 
hematoscopia, podemos observar cristais de hemoglobina – algumas áreas das hemácias ficam 
mais “vermelhas”, refletindo acúmulo desse pigmento ali. Também não cursa com síndrome 
mão-pé. Resposta: letra A. 
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Questão 548469:
Esse adolescente de 13 anos tem um quadro clínico sugestivode monucleose, caracterizado 
pela presença de febre há 7 dias, alterações em orofaringe como petéquias no palato, 
faringite exsudativa e edema de pálpebra (sinal de Hogland) acompanhado de adenomegalia 
cervical anterior e posterior. Junto a isto apresenta hepatoesplenomegalia corroborando 
ainda mais com o diagnóstico de mononucleose. A banca também descreveu uma erupção 
maculopapular que é o tipo de exantema mais encontrado nos quadros de mononucleose. De 
qualquer forma, esses são os comemorativos clássicos da síndrome de mononucleose 
infecciosa, que tem na infecção pelo vírus Epstein-Barr sua principal etiologia. A 
alteração hematológica característica das síndromes mono-like é a linfocitose absoluta 
(>4500 linfócitos/ mm³) ou relativa (>50%) com presença de linfócitos atípicos (>10%) no 
esfregaço periférico de sangue. A difteria cursa com uma membrana branca-acinzentada 
fortemente aderida às tonsilas. O paciente não preenche critérios suficientes para o 
diagnóstico de doença de Kawasaki. Infecção pelo adenovírus geralmente causa a febre 
faringoconjuntival e faringite estreptocócica não cursa com hepatoesplenomegalia e nem com 
edema periorbitário. Resposta: letra B. 
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Questão 548472:
O eritema tóxico neonatal é uma erupção cutânea benigna e autolimitada que pode ocorrer em 
até 60% dos recém nascidos a termo. É caracterizado por vesículas, pápulas e pústulas de 
até 3 mm de diâmetro, com halo eritematoso ao redor das lesões, que acometem a face e o 
tronco e em geral poupa as regiões palmar e plantar. O diagnóstico é clínico mas a 
avaliação complementar com o teste de Tzank (coloração do conteúdo das lesões) revela a 
presença de eosinófilos. Não há indicação de tratamento específico, já que o quadro tem 
resolução espontânea. A infecção por herpes cursa com lesões vesiculares e presença de 
outros sintomas sistêmicos, sendo uma infecção grave no período neonatal (alternativa A 
incorreta). O impetigo bolhoso caracteriza-se por infecção por estafilococos, que causa 
vesículas e bolhas flácidas com paredes finas. No período neonatal, esta infecção costuma 
causar lesão na região de fraldas (alternativa B incorreta). A melanose pustular 
transitória cursa com vesículas e pústulas desde o nascimento, que se rompem em 24 -48 
horas e deixam máculas hiperpigmentadas com descamação. (alternativa D incorreta). 
Resposta: letra C. 
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Questão 548473:
A descrição dos achados na ectoscopia indica a presença de uma celulite. O grande desafio 
nestes casos é a distinção entre duas condições: celulite orbitária (ou pós-septal) e a 
celulite periorbitária (ou pós-septal). Ambas podem ser complicações de um episódio de 
sinusite bacteriana aguda (a provável causa dos “dez dias de sintomas gripais” descritos 
no enunciado). A celulite periorbitária se distingue da orbitária por não cursar com 
manifestações de acometimento orbitário, apenas com inflamação palpebral (há acometimento 
somente dos tecidos pré-septais, localizados anteriormente ao septo orbital). Na celulite 
orbitária, há acometimento orbitário de fato, com envolvimento da musculatura e tecido 
gorduroso. Isso é evidenciado por alteração visual, dor e limitação à mobilização ocular e 
eventual proptose, ausentes neste caso. O prognóstico de ambas as condições é bem 
distinto; a celulite periorbitária é um quadro menos graves, enquanto a orbitária pode 
levar à perda visual. É aceito que as crianças com o quadro periorbitários sejam 
acompanhadas ambulatorialmente; os agentes etiológicos incluem os causadores da sinusite, 
como pneumococo, mas também Staphylococcus aureus. Há diversos esquemas descritos na 
literatura, como o uso de amoxicilina-clavulanato (o esquema será sempre determinado pelo 
perfil de resistência local). Resposta: letra B. 
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Questão 548476:
Vamos analisar as alternativas sobre aleitamento materno. A letra A está incorreta; o 
leite posterior tem maior concentração de gordura. Esta gordura é que provê o maior aporte 
energético do leite e, por este motivo, é tão importante permitir que a criança permaneça 
em cada mama pelo tempo necessário. O leite anterior é rico em proteínas do soro e 
lactose. A letra B é a alternativa correta; o leite humano possui uma série de fatores 
imunológicos específicos e não específicos, conforme citados na afirmativa. A letra C está 
incorreta; a IgA secretória é a principal imunoglobulina no leite humano. Outras, como IgG 
e IgM, também estão presentes. E, por fim, a letra D está incorreta; alguns dos fatores de 
proteção podem ser totalmente ou parcialmente inativados pelo calor. É por esse motivo que 
costumamos dizer que o leite pasteurizado não tem o mesmo valor biológico que o leite cru. 
Resposta: letra B. 
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Questão 548477:
A criança apresentada pela banca tem características clínicas de uma intolerância à 
lactose. Nesse quadro, há uma má absorção de lactose por uma menor quantidade da enzima 
lactase, levando ao surgimento de uma série de manifestações. Como essa criança não 
consegue digerir a lactose, ela não conseguirá absorver a lactose e terá um acúmulo desta 
no tubo digestivo, o que aumenta a osmolaridade intraluminal e a criança apresentará 
diarreia após o consumo de leite. Além disso, essa lactose chegará intacta às porções do 
tubo digestivo e será fermentada e resultará em gases (resultando em distensão abdominal e 
flatulência excessiva) e ácidos orgânicos (fezes mais ácidas e hiperemia na região 
perianal). O quadro pode ser causado por uma deficiência de lactase primária (redução ou 
ausência de lactase genética) ou por uma deficiência de lactase secundária (ocorre nas 
doenças de mucosa do delgado). A primária engloba duas formas clínicas principais: a 
deficiência primária de lactase adquirida, ou deficiência ontogenética de lactase, e a 
deficiência congênita de lactase, que é uma condição rara. Na ontogenética, há uma redução 
na atividade da lactase com o passar dos anos: há declínio regular, que inicia na idade 
pré-escolar e se completa antes da adolescência. Sendo assim, as manifestações aparecerão 
após ingestão de uma maior quantidade de lactose. Resposta: letra B. 
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Questão 548481:
Temos uma paciente de 5 anos com queixa de corrimento abundante há 30 dias. Ao exame 
físico, apresenta hímen íntegro, corrimento branco, fluído, sem odor, consistência 
mucoide, pH 4,2, teste das aminas negativo, ausência de lesões em vulva. A vulvovaginite 
inespecífica refere-se à inflamação dos tecidos da vulva e da vagina, onde não se 
identifica um agente principal. É importante ressaltar que na criança é mais comum se 
encontrar uma vulvite sem o comprometimento da mucosa vaginal. O quadro clínico 
caracteriza-se por: leucorreia de aspecto variável; prurido vulvar; ardência vulvar; 
escoriação, hiperemia e edema de vulva; disúria e polaciúria; sinais de má higiene. O 
diagnóstico é feito a partir de anamnese cuidadosa, que levanta a suspeita diagnóstica. A 
investigação se inicia pela coleta de material da vagina, através de sonda de nelaton 
acoplada a uma seringa, para realização de exame a fresco com SF a 0,9% e teste com 
hidróxido de potássio a 10% (uma gota da secreção vaginal uma gota de KOH) e 
bacterioscópico (Gram). Assim, diante do exposto pela questão, com descrição de leucorreia 
sem odor, com consistência mucoide, pH vaginal 4,2 e teste das aminas negativos, temos uma 
vulvovaginite inespecífica. Vamos às alternativas. Letra A: incorreta. Conforme descrito 
acima, o quadro clínico descrito pela questão é compatível com vulvovaginite inespecífica. 
Além disso, repare que o hímen é descritocomo íntegro e não há achados em exame físico ou 
relatos compatíveis com violência sexual. Letra B: correta. Como na vulvovaginite 
inespecífica não há um agente etiológico específico, não existe um antifúngico ou 
antiparasitário específicos e a terapia inclui algumas medidas gerais, a exemplo de: - 
Boas medidas higiênicas com água abundante e sabão neutro; - Prevenir contato com 
irritantes; - Evitar roupas sintéticas; - Banhos de assento com antissépticos; - 
Tratamento sistêmico de infecção urinária, se presente; - Tratamento de parasitoses 
intestinais, se confirmada; - Antibioticoterapia tópica, em caso de identificação do 
agente. Assim, a conduta correta é orientar uso de roupas íntimas de material não 
sintético e limpeza local com água corrente e sabonete neutro. Letra C: incorreta. Quando 
há vulvovaginite associada a corpo estranho, geralmente, espera-se associação com 
corrimento de odor fétido e/ou purulento. Nesse caso, poderíamos realizar exame de imagem 
em busca do corpo estranho. Não há, a princípio, indicação de realizar exame ginecológico 
sob sedação no momento. Letra D: incorreta. Puberdade precoce em meninas é definida como 
surgimento de caracteres sexuais secundários (como pelos pubianos e desenvolvimento de 
broto mamário) antes dos 8 anos. Como não há descrição pelo enunciado de caracteres 
sexuais secundários, não há necessidade de investigação com dosagem de FSH e LH sérico e 
radiografia dos punhos. Resposta: letra B. 
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Questão 548483:
A cervicite ou cervicite mucopurulenta ou endocervicite é a inflamação do epitélio colunar 
endocervical, ou seja, do epitélio glandular do colo uterino. Os agentes etiológicos mais 
frequentes são Chlamydia trachomatis e a Neisseria gonorrhoeae. Eles infectam apenas o 
epitélio glandular e são responsáveis pela endocervicite mucopurulenta. A Chlamydia 
trachomatis é um bacilo Gram-negativo intracelular obrigatório com tropismo pelas células 
epiteliais da conjuntiva, uretra, endocérvice e tuba. Ela é o agente mais comum das 
uretrites não gonocócicas e é um dos patógenos primários da doença inflamatória pélvica. O 
tratamento da infecção pela Chlamydia trachomatis tem duas opções terapêuticas: Repare que 
dentre as alternativas temos a tanto Azitromicina quanto Doxiciclina. A Azitromicina é a 
droga de escolha. Além disso, repare que a dose da Doxiciclina está incorreta- são 200 mg 
ao dia (e não 100 mg) durante 7 dias, não 14 dias. Resposta: letra C. 
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Questão 548487:
Estamos diante de uma paciente de 76 anos que deseja orientações sobre o rastreamento do 
câncer de mama. A mamografia é o método de eleição para o rastreio da neoplasia, pois é o 
único exame com redução de mortalidade comprovada. De acordo com o Ministério da Saúde, em 
pacientes com risco habitual, na faixa etária entre 50 e 69 anos, recomenda-se a 
mamografia a cada dois anos. No entanto, após os 70 anos, a eficácia do rastreamento 
mamográfico é fraca e, portanto, a mamografia não está indicada. Sendo assim, de acordo 
com a referência do concurso, a paciente deve interromper o rastreamento. Resposta: letra 
D. 
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Questão 548489:
Questão direta que deseja saber qual é o principal hormônio envolvido na síndrome 
geniturinária da menopausa (SGM). A SGM ocorre devido à deficiência estrogênica, sendo 
caracterizada por atrofia, ressecamento e ardência genital, diminuição da lubrificação 
vaginal e dispareunia, além de sintomas urinários, como incontinência de urgência, disúria 
e infecções urinárias de repetição. Vale lembrar que o tratamento mais efetivo é o uso de 
terapia estrogênica via vaginal. Portanto, a condição está diretamente relacionada com 
baixos níveis sistêmicos de estrogênio. Resposta: letra C. 
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Questão 548493:
Essa questão pede a alternativa correta em relação às manobras de Leopold. Vamos a elas. 
Letra A: incorreta. No primeiro tempo, o examinador palpa o fundo uterino para determinar 
o polo fetal que o ocupa. O polo pélvico é percebido no fundo uterino quando o feto está 
em situação longitudinal e apresentação cefálica. Na situação transversa, o fundo estaria 
vazio. Letra B: correta. O segundo tempo consiste na identificação do dorso fetal e das 
partes fetais, a fim de definir a posição fetal. Letra C: incorreta. O terceiro tempo 
permite a identificação da apresentação fetal. Na apresentação cefálica, o examinador 
apreende o polo cefálico; enquanto na apresentação pélvica, o examinador apreende o polo 
pélvico. Letra D: incorreta. O quarto tempo permite avaliar insinuação. Se a apresentação 
for cefálica, o examinador irá palpar o polo cefálico. Resposta: letra B. 
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Questão 548495:
Questão bem prática sobre distócia de ombro, em que pede a primeira manobra. A primeira 
manobra que devemos realizar na distócia de ombro é Mc Roberts (abdução com hiperflexão 
das coxas), em que você muda o ângulo de saída, e se tiver alguém par auxiliar, fazer 
junto a manobra de Pressão suprapúbica ou Rubin I. Que são manobras com menos danos e 
bastante eficazes, resolvendo a maior parte das distócias de ombro. Manobras demonstradas 
na alternativa B. Rubin II, Woods, retirada do ombro posterior, Jacquemier também são 
manobras utilizadas na distócia de ombro mas as primeiras que devemos sempre fazer são Mc 
Roberts e Pressão suprapúbica. Manobras demonstradas na alternativa B. 
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Questão 548496:
O bloqueio do nervo pudendo é feito com intuito de realizar anestesia do períneo, sendo 
analgesia farmacológica. Faz-se o bloqueio do nervo pudendo interno no nível das espinhas 
isquiáticas bilateralmente e uma complementação com infiltração superficial na linha de 
incisão é realizada. Lembre-se que a inervação da região vulvoperineal é realizada pelo 
nervo pudendo interno, sendo esse o alvo do bloqueio perineal. Resposta: letra C. 
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Questão 548497:
Vamos analisar as alternativas sobre Dopplerfluxometria: A. Incorreta. O ducto venoso 
fornece informação sobre a função cardíaca fetal. B. Correta. A artéria umbilical é o 
principal vaso a ser avaliado e apresenta normalmente uma baixa resistência. A 
Dopplerfluxometria da artéria umbilical permite avaliar a função placentária, a partir da 
impedância do leito placentário. C. Incorreta. A Dopplerfluxometria de artéria uterina é 
utilizada para predição de CIUR, porém não é diagnóstico. D. Incorreta. O Doppler de ducto 
venoso é o último parâmetro a se alterar na insuficiência placentária. Resposta: letra B. 
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Questão 548498:
O rastreamento de infecção urinária está recomendado em todas as gestações, visto que esta 
infecção, mesmo que assintomática, aumenta a chance de parto prematuro, ruptura prematura 
das membranas ovulares e evolução para formas mais graves como pielonefrite. As letras A e 
B estão erradas. As bactérias mais encontradas nas infecções urinárias da gestação são as 
gram negativas, sendo a escherichia coli a mais frequente. A letra C está correta. As 
gestantes com diabetes e tabagistas apresentam um risco aumentado de infecção urinária na 
gestação e as quinolonas não devem ser utilizadas na gravidez. Resposta: letra C. 
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Questão 548499:
Quando falamos em condições de aplicabilidade do fórcipe, estamos pensando nas situações 
que são obrigatórias para a sua utilização;caso alguma delas não esteja presente, há um 
risco aumentado de trauma para mãe e/ou para o feto. As condições de aplicabilidade do 
fórcipe se dividem em maternas, fetais e relacionadas ao operador. Maternas: dilatação 
total; proporcionalidade da bacia ao feto; canal do parto sem obstáculos (reto e bexiga 
vazios). Fetais: feto vivo ou morte recente; cabeça insinuada; membranas rotas. Operador: 
operador habilitado; obediência à técnica de aplicação; e diagnóstico preciso da variedade 
de posição. Desta forma, apenas a letra C apresenta condições de aplicabilidade do 
fórcipe. A desproporção cefalopélvica é uma contraindicação ao seu uso, o que já exclui as 
letras A e B, enquanto o feto não insinuado da letra D também impede a sua aplicação. 
Resposta: letra C. 
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Questão 548504:
Temos aqui um quadro clássico: a famosa paciente “poliqueixosa”, que traz uma série de 
exames (todos normais) e que tem o exame físico também normal. Agora, repare que 
interessante, ao avaliarmos o primeiro componente do Método Clínico Centrado na Pessoa 
(explorando a doença e a experiência da pessoa com a doença) vemos que ela acredita que 
possa estar como alguma doença rara… Bem, como devemos abordar esse caso, sabendo que se 
trata da primeira consulta? Devemos atuar, seguindo os preceitos da prevenção quaternária 
e seguir o MCCP. Ou seja, evitar tomar medidas desnecessárias nesse momento (mais exames e 
prescrição de medicações) e trabalhar os componentes um a um. Letra A: incorreta. Não nem 
conhecemos a paciente ainda… Calma. Nada de remédio ou encaminhamento por ora. Letra B: 
incorreta. De novo… essa não é uma boa conduta inicial. Letra C: correta. Excelente! Olha 
como esse item lembrou bem do 4º componente do MCCP (fortalecendo a relação médico-pessoa) 
e do atributo da longitudinalidade. Letra D: incorreta. Conforme dito acima. Letra E: 
incorreta. Não é possível chegarmos a esse diagnóstico só com os dados do enunciado. 
Resposta: letra C. 
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Questão 548505:
A Perda Auditiva Induzida por Ruído (Pair) é a perda provocada pela ex- posição por tempo 
prolongado ao ruído (classicamente períodos ≥ 8 hrs/dia de sons com volume ≥ 85 dB). 
Configura-se como uma perda auditiva do tipo neurossensorial (letra A: correta), 
geralmente bilateral (letra B: correta), irreversível e de cunho profissional (letra C: 
correta) e progressiva com o tempo de exposição ao ruído, mas que cessa com o fim da 
exposição. (letra D: incorreta) Resposta: letra D. Vale lembrar que a PAIR é uma doença 
ocupacional classificada como Schilling grupo II. 
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Questão 548506:
Letra A: correta. Segundo a Lei 8.080, artigo 6, parágrafo primeiro, entende-se por 
vigilância sanitária um conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à 
saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e 
circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde, abrangendo o controle 
de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se relacionem com a saúde, compreendidas 
todas as etapas e processos, da produção ao consumo; e o controle da prestação de serviços 
que se relacionam direta ou indiretamente com a saúde. Letra B: incorreta. A Vigilância em 
Saúde do Trabalhador (Visat) é um dos componentes do Sistema Nacional de Vigilância em 
Saúde (SNVS), e consiste num conjunto de ações que visam promoção da saúde, prevenção da 
morbimortalidade e redução de riscos e vulnerabilidades na população trabalhadora e, que 
devem ser realizadas de forma contínua e sistemática, ao longo do tempo, visando a 
detecção, conhecimento, pesquisa e análise dos fatores determinantes e condicionantes dos 
agravos à saúde relacionados aos processos e ambientes de trabalho, tendo em vista seus 
diferentes aspectos (tecnológico, social, organizacional e epidemiológico), de modo a 
fornecer subsídios para o planejamento, execução e avaliação de intervenções sobre esses 
aspectos, visando a eliminação ou controle. Letra C: incorreta. A Vigilância em Saúde 
Ambiental é um conjunto de ações que proporciona o conhecimento e detecção de qualquer 
mudança nos fatores determinantes e condicionantes do meio ambiente que interferem na 
saúde humana, com a finalidade de identificar as medidas de prevenção e controle dos 
fatores de risco ambientais relacionados às doenças ou outros agravos à saúde. Letra D: 
incorreta. A Vigilância Epidemiológica é definida pela Lei N 8080/90 como “um conjunto de 
ações que proporciona o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos 
fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade 
de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos”. O 
objetivo principal é fornecer orientação técnica permanente para os profissionais de 
saúde, que têm a responsabilidade de decidir sobre a execução de ações de controle de 
doenças e agravos, tornando disponíveis, para esse fim, informações atualizadas sobre a 
ocorrência dessas doenças e agravos, bem como dos fatores que a condicionam, numa área 
geográfica ou população definida. Resposta certa: letra A. 
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Questão 548508:
Observe que a questão fala sobre os princípios do médico de família e comunidade. Cuidado 
para não confundir com outros princípios como os do SUS (doutrinários e organizacionais); 
princípios da atenção básica (mesmos doutrinários do sus) e suas diretrizes (coordenação 
do cuidado, ordenação na rede, territorialização, longitudinalidade, ...); atributos da 
atenção primárias (essenciais: acesso/primeiro contato/porta de entrada, 
longitudinalidade, coordenação do cuidado, integralidade; e os atributos derivados: 
enfoque familiar, enfoque comunitário e competência cultural); E como perguntado na 
questão existem os princípios do médico de família e comunidade que são quatro: 1) O 
médico de família e comunidade é um clínico qualificado: ele atua num ambiente com 
tecnologia de alta complexidade. Ele tem muito conhecimento e consegue resolver a maioria 
dos problemas da população. 2) A atuação do médico de família e comunidade é influenciada 
pela comunidade: enfoque comunitário. A atuação do médico é influenciada pelas 
características da comunidade com enfoque no que for necessário para aquela população. 3) 
O médico de família e comunidade é o recurso de uma população definida: fala sobre a 
territorialização. O médico é responsável por um número limitado de pessoas. 4) A relação 
médico-pessoa é fundamental para o desempenho do médico de família e comunidade: ter uma 
boa relação ajuda para compreensão do paciente ao que foi proposto de maneira 
compartilhada. É exatamente o que foi tratado no enunciado da questão. Perceba que essa 
boa relação estabelecida facilitou a explicação da doença, os cuidados a serem tomados, a 
dieta e a medicação. Resposta: letra D. 
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Questão 548510:
Vamos começar essa questão relembrando dos tipos de prevenção segundo Leavell e Clark: - 
Prevenção primária: A prevenção primária atua no período pré-patogênico (antes do 
surgimento da doença), minimizando os efeitos dos fatores de risco e evitando a incidência 
das doenças. Pode ser dividia em proteção específica, quando a atuação é voltada para 
alguma moléstia específica (exemplos: vacinação, uso de epi) e promoção da saúde, quando a 
atuação minimiza a ocorrência de várias doenças simultaneamente (exemplos: estímulo a 
realização de atividade física, alimentação saudável…). - Prevenção secundária: A 
prevenção secundária atua no período patogênico (quando a doença já está instalada) 
através da detecção precoce(rastreamento e diagnóstico precoce) e do tratamento precoce, 
evitando a progressão da doença e visando a cura, quando possível. - Prevenção terciária: 
A prevenção terciária atua no período patogênico quando a doença já está em progressão, ou 
mesmo já causou graves complicações. A ideia é reabilitar o paciente, minimizando os 
efeitos das complicações e reinserindo o indivíduo a uma vida com qualidade. Voltando a 
questão, como a vacinação atua evitando o surgimento das doenças, é uma medida de 
prevenção primária. Resposta: letra C. 
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Questão 548514:
A classificação das doenças segundo a sua relação com o trabalho (criada pelo professor de 
Saúde Ocupacional da Universidade de Londres, Richard Schilling, em 1984) divide as 
doenças em três grandes grupos: Resposta: letra D. 
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Questão 548516:
Temos o caso de uma paciente de 53 anos, que trabalha em uma fábrica de lâmpadas 
fluorescentes e que apresenta queixa de fadiga, perda de peso, anorexia, irritabilidade, 
tremores… entre outros. Ao final, nos é perguntado sobre o possível elemento que causou a 
intoxicação. Letra A: incorreta. Os compostos de cromo podem ser irritantes e alérgenos 
para a pele e irritantes das vias aéreas superiores. Os sintomas associados a intoxicação 
são: prurido nasal, rinorréia, epistaxe, que evoluem com ulceração e perfuração de septo 
nasal; irritação de conjuntiva com lacrimejamento e irritação de garganta. Em relação a 
história ocupacional temos trabalhadores com galvanoplastias (cromagem); na produção de 
ligas metálicas; soldagem de aço inoxidável; na produção e utilização de pigmentos na 
indústria têxtil, de borracha; na indústria fotográfica e em curtumes. Letra B: incorreta. 
A intoxicação por chumbo pode causar sintomas como dor abdominal, gota, hipertensão, linha 
gengival de Burton e anemia. Embora alguns dos sintomas da paciente possam ser causados 
por intoxicação por chumbo, a sialorreia e o afrouxamento dos dentes não são típicos dessa 
condição. Ademais, na história ocupacional teríamos trabalhos como indústria de pilhas, 
baterias, indústria bélica ou de tintas. Letra C: incorreta. A exposição ao benzeno pode 
causar sintomas relacionados ao acometimento da medula óssea (aplasia de medula), como 
fraqueza, mialgia, infecção de repetição, sangramentos… Já na história ocupacional 
teríamos trabalhos relacionados a petróleo e seus derivados. Letra D: incorreta. Existe 
uma grande variedade de solventes orgânicos que levam aos mais variados sintomas mas, de 
maneira geral, podemos citar a depressão do sistema nervoso central com relaxamento, 
sonolência, hipoxemia, depressão respiratória e arritmia cardíaca. Encontramos esses 
elementos em uma série de substâncias entre lícitas (colas e esmaltes) e ilícitas (lança 
perfume). Letra E: correta. A intoxicação por mercúrio pode causar uma variedade de 
sintomas, incluindo tremores, irritabilidade, mudanças de personalidade, depressão, 
fraqueza, fadiga, perda de memória, sialorreia, afrouxamento dos dentes e perda de peso. 
Esses sintomas correspondem aos apresentados pela paciente. Além disso, o fato de a 
paciente trabalhar em uma fábrica de lâmpadas fluorescentes é relevante, pois essas 
lâmpadas contêm mercúrio. Outras trabalhos que expõe os indivíduos ao mercúrio são: 
fabricação de termômetros, barômetros, garimpo, mineração, amálgama dentária. Resposta: 
letra E. 
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Questão 548425:
Boa questão para revisarmos sobre a esofagite eosinofílica! A) Incorreta. O principal 
método complementar para diagnóstico dessa doença é a endoscopia digestiva alta com 
biópsias. Neste exame, esperam-se encontrar alterações características, que incluem: perda 
de marcas vasculares (edema), anéis esofágicos (esôfago traqueiforme), depressões mucosas 
com orientação longitudinal e exsudato puntiforme. O diagnóstico definitivo é dado pela 
biópsia do esôfago distal e médio, com demonstração na histopatologia de eosinofilia na 
mucosa esofágica – definida pela presença de 15 ou mais eosinófilos por campo de grande 
aumento. B) Incorreta. A doença afeta tipicamente adultos jovens, entre 20 e 30 anos. C) 
Incorreta. A principal forma de tratamento consiste no corticoide tópico – ex.: 
fluticasona spray, 220 mcg, duas vezes ao dia. O paciente deve borrifar o inalador via 
oral e, em seguida, deglutir. D) Incorreta. A esofagite eosinofílica está muito associada 
à história de atopia, alergia alimentar, asma, eczema ou rinite alérgica. E) Correta. A 
história de um paciente do sexo masculino, adulto, com queixa de impactação alimentar e 
disfagia é a apresentação clínica típica da doença. Outros sintomas que podem aparecer são 
a dor torácica atípica e pirose, geralmente não responsiva ao tratamento com inibidor de 
bomba de próton. Resposta: E. 
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Questão 548428:
Em relação ao vírus da imunodeficiência humana (HIV: A síndrome retroviral aguda costuma 
ocorrer dentro de duas a quatro semanas após a infecção (algumas fontes dizem de uma a 
três semanas), mas o período de incubação pode se estender por até dez meses. Os sintomas 
costumam ser os de uma infecção viral inespecífica cursando com febre, linfadenopatia, 
exantema, odinofagia, diarreia e perda ponderal (1 correta). Na suspeição de infecção 
aguda pelo HIV, utilizamos a combinação de um ensaio antígeno/anticorpo com PCR-RT para o 
diagnóstico. Os ensaios anticorpo/antígeno de 4a geração costumam positivar em 15 a 20 
dias (2 incorreta). Alguns sintomas descritos na afirmativa 3, podem fazer parte da 
síndrome retroviral aguda, não sendo definidores de AIDS (3 incorreta). Pacientes com CD4 
acima de 350cels/mm3 podem apenas apresentar linfadenopatia ou até mesmo, ser 
assintomáticos. Caso ocorram infecções bacterianas e tuberculose, a apresentação será 
semelhante a de um indivíduo imunocompetente. A presença de infiltrados na radiografia ou 
tuberculose com formação de cavitação, sugere que o paciente apresenta algum grau de 
imunidade para expressar uma resposta imunológica clínica (4 correta). Afirmativas 
corretas: 1 e 4. Resposta: B. 
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Questão 548440:
O esôfago de Barrett nada mais é do que a substituição do epitélio escamoso estratificado 
do esôfago por epitélio colunar contendo células intestinais (metaplasia intestinal), em 
qualquer extensão do órgão. Sua importância está no fato de ser uma lesão precursora do 
adenocarcinoma de esôfago. A boa notícia é que o desenvolvimento de adenocarcinoma a 
partir do esôfago de Barrett é precedido por displasia, seguindo uma sequência lógica e 
previsível: metaplasia > displasia de baixo grau > displasia de alto grau > adenocarcinoma 
invasivo. Assim, o paciente com diagnóstico endoscópico de esôfago de Barrett deve ser 
submetido periodicamente a EDA, com múltiplas biópsias da área correspondente ao epitélio 
com metaplasia. De acordo com o resultado da biópsia a seguinte conduta deve ser adotada: 
- Apenas metaplasia, sem displasia: acompanhar com nova EDA ( biópsias seriadas) a cada 
3–5 anos; - Displasia de baixo grau: ablação endoscópica (preferível) ou acompanhamento 
endoscópico anual; - Displasia de alto grau ou adenocarcinoma in situ: ablação endoscópica 
(preferível) ou esofagectomia; - Adenocarcinoma invasivo: ressecção cirúrgica com margem 
linfadenectomia. Se a biópsia for inconclusiva para displasia, devemos otimizar o 
tratamento com inibidor de bomba de próton e repetir a EDA após 3–6 meses. Resposta: letra 
A. 
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Questão 548451:
A tríade de Beck são manifestações clínicas consequentes ao tamponamentocardíaco. O 
tamponamento promove compressão da região pericárdica e prejudica o retorno venoso, 
levando a um aumento da pressão venosa, manifestada pela turgência jugular. Além disso, a 
compressão compromete o débito cardíaco, ocasionando hipotensão, e promove abafamento das 
bulhas cardíacas. Portanto, os componentes da tríade de Beck são: elevação da pressão 
venosa (turgência jugular), hipotensão e abafamento de bulhas cardíacas. Gabarito: letra 
D. 
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Questão 548453:
As úlceras gástricas são classificadas (classificação de Johnson) conforme a localização 
(figura). Enquanto que as úlceras do tipo I e IV estão associadas a diminuição dos 
mecanismos de proteção da mucosa gástrica, as úlceras do tipo II e III estão associadas a 
hipercloridria. A forma mais eficaz de eliminar a secreção ácida do estômago é a exérese 
das células produtoras de ácido clorídrico (parietais) e produtoras de gastrina (células 
G), ambas localizadas no antro gástrico através da antrectomia. A eliminação do estímulo 
neural parassimpático se dá através da secção do nervo vago ao nível do esôfago abdominal, 
em seus ramos anterior e posterior (vagotomia troncular). Resposta: C 
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Questão 548459:
Trata-se de uma questão sobre o manejo cirúrgico de um paciente com pancreatite crônica e 
dor intratável. A escolha do procedimento cirúrgico depende dos sintomas que exigem a 
paliação e da presença ou ausência de dilatação ductal pancreática. Em geral, os pacientes 
com um ducto pancreático dilatado (>7 mm) exigem um procedimento de descompressão e os 
pacientes com ducto pancreático normal exigem um procedimento de ressecção. A dilatação do 
ducto pancreático observada na pancreatite crônica é descrita como uma cadeia de lagos, 
que reflete a presença de dilatações múltiplas e estenoses. Quando acompanhada de dor 
intratável, essa condição é melhor tratada com pancreatojejunostomia em Y de Roux 
latero-lateral, também conhecida como procedimento modificado de Puestow 
(Partington-Rochelle). Portanto, resposta correta: opção E 
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Questão 548463:
Questão direta e frequente nas provas: o principal agente envolvido nos quadros de sepse 
neonatal precoce é o Streptococcus agalactie (GBS, Streptococcus do grupo B), responsável 
por cerca de 45% dos casos. Outro agente comum é a E. coli, especialmente nos prematuros. 
Já a sepse neonatal tardia, em cerca de 70% das vezes, é causada por gram positivos, sendo 
que em 48% dos casos, os agentes envolvidos são os Staphylococcus coagulase-negativo. 
Resposta: letra A. 
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Questão 548465:
Temos uma recém-nascida com quadro de vômitos precoce, cujo raio-x permite identificar o 
sinal da dupla bolha, classicamente visto em casos de atresia duodenal – a primeira bolha 
corresponde ao estômago, e a segunda bolha ao duodeno proximal dilatado. Até um terço dos 
pacientes dos pacientes com atresia duodenal são portadores de trissomia do cromossomo 21 
e aproximadamente metade dos pacientes são prematuros, como a recém-nascida em questão. 
Além de medidas de suporte, como a descompressão gástrica e a nutrição parenteral, o 
tratamento definitivo é a duodenoduodenostomia. Em relação às demais opções, temos o 
seguinte. Letra B: incorreta. A estenose duodenal é uma outra causa de obstrução duodenal, 
mas é menos comum do que a atresia e, por isso, não seria a primeira hipótese. As 
manifestações são semelhantes, mas o quadro pode não ser evidente desde os primeiros dias 
de vida. Letra C: incorreta. Nesta condição, há uma obstrução pré-pilórica, com o 
desenvolvimento de vômitos não biliosos. Todavia, não evidenciaríamos o sinal da dupla 
bolha mostrado na imagem. Letra D: incorreta. A estenose hipertrófica do piloro leva ao 
desenvolvimento de vômitos não biliosos, mas as manifestações tipicamente têm início a 
partir da segunda semana de vida. Na radiografia simples, pode ser observada apenas a 
ditensão gástrica. Resposta: letra A. 
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Questão 548467:
Vamos relembrar alguns conceitos sobre crise febril e responder a questão. As crises 
febris são uma causa comum de convulsões em crianças pequenas. Eles ocorrem em 2 a 4% das 
crianças com menos de cinco anos de idade mas a incidência pode chegar a 15% em algumas 
populações. Os critérios geralmente aceitos para crises febris incluem: uma crise 
associada a uma temperatura elevada superior a 38°C + uma criança com menos de seis anos 
de idade sem infecção ou inflamação do sistema nervoso central + nenhuma anormalidade 
metabólica sistêmica aguda que possa produzir convulsões + ausência de história de crises 
afebris anteriores. A etiologia do processo infeccioso não parece ser determinante para a 
crise febril. Entretanto, a presença de febre é essencial, embora não se conheça seu 
mecanismo de ação. Os vírus são normalmente mais envolvidos com crises febris, por serem 
os mais prevalentes na comunidade. De modo geral, as crises febris são tônico-clônicas 
generalizadas, de curta duração, únicas e precoces em uma mesma doença febril. Essas 
características definem as crises febris simples ou típicas. Crises com duração maior que 
quinze minutos, parciais, que se repetem durante o mesmo episódio febril, e acompanhadas 
por sinais neurológicos transitórios são denominadas atípicas ou complexas. 
Aproximadamente 80% das crises febris são do tipo simples. Notem que a nossa criança 
apresentou uma crise febril tônico-clônica generalizada simples! O diagnóstico das crises 
febris é clínico, através de anamnese e exame físico cuidadosos, devendo sempre 
classificar a crise em simples ou complexa e identificar o possível foco da febre. Ao 
receber uma criança com quadro de convulsão em vigência de febre, ou com esse relato pelos 
pais, deve-se solicitar que descrevam com detalhes a crise, e pesquisar de imediato a 
presença de sinais meníngeos, bem como realizar o exame da fontanela, visando a descartar 
acometimento do sistema nervoso central. É necessária uma história adequada, 
pesquisando-se todas as intercorrências no período da gestação, parto ou a presença de 
qualquer doença sistêmica concomitante como, por exemplo, cardiopatias, coagulopatias ou 
distúrbios hidroeletrolíticos. Com relação ao diagnóstico laboratorial, não são 
recomendados exames laboratoriais para crise febril simples; no caso de crises complexas, 
realizar se não for identificado o foco da febre. O tratamento da crise febril engloba 
fase aguda, profilaxia e orientação aos familiares. A maior parte das crises termina antes 
dos pacientes chegarem ao pronto-atendimento e o médico na maioria das vezes avalia a 
criança já no período pós-ictal. O tratamento da crise febril na fase aguda deve ser feito 
como o de qualquer crise epiléptica. A sequência de atendimento de um quadro de urgência 
(avaliação de vias aéreas, ventilação e circulação), antes da infusão de medicação 
específica, deve ser respeitada. Em relação ao uso de antitérmicos, por mais precoce e 
eficaz que seja, não previne a recorrência das crises. Utilização intensa e rotineira de 
agentes antipiréticos não tem sido mais eficaz na redução da incidência de crises febris 
recorrentes que o uso intermitente dos antipiréticos, quando um episódio febril é 
percebido. Dadas as características benignas das crises febris simples e os potenciais 
efeitos adversos da terapia anticonvulsivante, não se recomenda tratamento profilático 
para prevenção de recorrência de crises. Nenhuma medicação tem demonstrado reduzir o risco 
de um ataque afebril após uma crise febril simples. Devemos alertar quanto à benignidade 
do quadro, à possibilidade de recorrência e ao risco levementeaumentado de desenvolver 
epilepsia no futuro, mas sempre com o objetivo de que a criança leve uma vida normal. 
Durante a ocorrência da crise, algumas das medidas a serem orientadas aos pais são que 
eles devem tentar manter a calma, proteger contra traumas durante o período ictal, impedir 
que se coloque algum objeto na boca da criança, posicionar lateralmente o paciente para 
prevenir aspiração de saliva e monitorar o tempo de crise. As crises febris são um 
problema neurológico comum na infância, mas de baixa morbidade e recorrência pouco 
frequente. Resposta: letra A. 
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Questão 548468:
O autor trouxe um dado não tão comum de ser encontrado, mas bem relacionado aos casos de 
síndrome mão-pé-boca. De qualquer forma, os demais dados fornecidos não deixam dúvida 
quanto a esse diagnóstico. Essa doença exantemática febril é aguda e autolimitada, causada 
principalmente pelo coxsackie A16 e caracteristicamente cursa com lesões vesiculares nas 
mãos, pés e nádegas e lesões ulceradas em orofaringe. A onicomadese ou descolamento das 
unhas das mãos pode acontecer em 5 a 37% dos pacientes. O diagnóstico é clínico e o 
tratamento é apenas de suporte. A varicela também se apresenta com lesões vesiculares, mas 
a distribuição das lesões é difusa, além de encontrarmos a descrição típica de 
polimorfismo regional (lesões em vários estágios de evolução). A síndrome de 
Stevens-Johnson é uma reação mucocutânea grave geralmente desencadeada pelo uso de 
medicamentos, que se apresenta com lesões vesiculares e bolhosas que evoluem para 
descamação, além de acometimento de mucosas. Outro achado comum é a uretrite. A doença de 
Kawasaki tem como critério obrigatório a presença de febre há pelo menos 5 dias, associado 
a 4 dos seguintes: 1) Exantema polimorfo; 2) Linfonodomegalia cervical; 3) Conjuntivite 
bilateral sem exsudato; 4) alteração de extremidades (edema, descamação de mãos e pés); 5) 
alterações da cavidade oral (língua em framboesa, rachadura dos lábios). Farmacodermia é 
um termo genérico que se refere a qualquer alteração da pele, mucosas ou anexos 
relacionada ao uso de medicamentos. Resposta: letra E. 
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Questão 548474:
A escala ou índice Apgar é um escore de avaliação da vitalidade neonatal precoce, 
desenvolvido para avaliar os neonatos que necessitam de reanimação e para avaliar 
sobrevida. É muito importante lembrar que o cálculo desse índice não deve adiar o início 
das manobras de reanimação, que devem ser iniciadas precocemente. Além disso, cálculo deve 
ser feito após a estabilização do paciente, retrospectivamente. São cinco os parâmetros 
clínicos que são avaliados: respiração, frequencia cardíaca, cor, resposta a estímulos e 
tônus. Para cada um deles podemos pontuar de 0 a 2, ou seja, a criança pode receber 10 
pontos no máximo e, no mínimo, 0. Deve-se calcular o Apgar no 1º e 5º minutos de vida e, 
se menor ou igual a 6, o escore deve continuar sendo calculado com intervalos de 5 minutos 
até que se obtenha nota maior ou igual a 7. No RN em questão, temos: Primeiro minuto: 
totalmente pálido (0), respiração irregular (1) sem choro, tônus flácido (0), sem 
movimentos de membros, FC: 80 bpm (1), reflexos ausentes (0), totalizando 2 pontos. No 
quinto minuto de vida, estava rosado com cianose de extremidades (1), respiração irregular 
(1), choro fraco, membros superiores e inferiores fletidos (bom tônus = 2), com FC: 120 
bpm (2), apresentando alguns movimentos reflexos (1), totalizando 7 pontos. Portanto, o 
valor do apgar no primeiro é de 2 pontos, e no quinto de 7 pontos. Resposta: letra A. 
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Questão 548478:
Sabemos que a telarca costuma ser o primeiro sinal de puberdade no sexo feminino e que o 
desenvolvimento deste sinal antes dos oito anos de idade pode indicar uma puberdade 
precoce. Porém, observe que a única alteração apresentada por esta criança é a presença do 
broto mamário: não há aceleração do crescimento nem avanço da idade óssea. A puberdade é 
caracterizada tanto pelo surgimento dos caracteres sexuais secundários quanto pela 
aceleração do crescimento e, na ausência deste último, devemos avaliar a possibilidade de 
uma variante do desenvolvimento sexual: a telarca precoce isolada. O quadro consiste no 
desenvolvimento do tecido mamário (uni ou bilateral) na ausência de outros sinais 
puberais, em meninas com menos de oito anos de idade, sendo muito frequente entre seis 
meses e dois anos (as mamas podem chegar ao estágio M2-M3). A idade óssea sempre será 
compatível com a idade cronológica, o que indica que a paciente deve ser apenas 
acompanhada e reavaliada periodicamente quanto ao aparecimento de outros sinais de 
puberdade. Resposta: letra C. 
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Questão 548479:
A classificação de WATERLOW leva em conta dois parâmetros: o peso para a estatura e a 
estatura para a idade. P/E = peso encontrado x 100/peso ideal encontrado para aquela 
estatura observada. E/I = estatura encontrada x 100/P50 da estatura para aquela idade. Uma 
criança EUTRÓFICA deve ter peso/estatura > 90% do peso adequado para sua estatura e 
estatura/idade > 95% da estatura considerada ideal para sua idade. Uma criança com 
DESNUTRIÇÃO ATUAL tem peso/estatura ≤ 90% do peso adequado para sua estatura e 
estatura/idade > 95% da estatura considerada ideal para sua idade. Uma criança com 
DESNUTRIÇÃO PREGRESSA tem peso/estatura maior que 90% do peso adequado para sua estatura e 
estatura/idade ≤ 95% da estatura considerada ideal para sua idade. Uma criança com 
DESNUTRIÇÃO CRÔNICA tem peso/estatura ≤ 90% do peso adequado para sua estatura e 
estatura/idade ≤ 95% da estatura considerada ideal para sua idade. O menino da questão é 
magro, com estatura normal, e, de acordo com a classificação de Waterlow, é desnutrido 
atual. Letra D correta. 
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Questão 548482:
O seguimento de pacientes tratados para sífilis é feito com testes não treponêmicos, como 
o VDRL: a ausência de redução da titulação em duas diluições no intervalo de seis meses 
(sífilis recente, primária e secundária) ou 12 meses (sífilis tardia) após o tratamento 
adequado (ex.: de 1:32 para > 1:8; ou de 1:128 para > 1:32), o aumento da titulação em 
duas diluições ou mais (ex.: de 1:16 para 1:64; ou de 1:4 para 1:16) e a persistência ou 
recorrência de sinais e sintomas clínicos indicam reativação ou reinfecção (em outras 
palavras, falha terapêutica). Nesse contexto, há indicação de novo tratamento com 
penicilina benzatina. A resistência do Treponema pallidum é desprezível ou inexistente, 
motivo pelo qual não marcaremos a letra C. Excluiremos também a letra B, pois não vamos 
indicar o tratamento apenas na presença de sintomas! E sobre a letra A: a persistência de 
resultados reagentes após o tratamento adequado e com queda prévia da titulação em pelo 
menos duas diluições, quando descartada nova exposição de risco durante o período 
analisado, é chamada de "cicatriz sorológica" e não caracteriza falha terapêutica... só 
que isso não ocorreu aqui! Finalmente, a nossa resposta: por que realizar coleta do 
líquor? Porque pacientes com acometimento neurológico podem persistir com sífilis se 
tratados apenas com penicilina benzina (o tratamento deve ser feito com penicilina 
cristalina IV)… essa pode ser a explicação para a falha, motivo pelo qual o Ministério da 
Saúde recomenda a coleta de líquor desses pacientes quando não houver exposição sexual que 
indique nova exposição. Resposta: letra D. 
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Questão 548485:
Temos uma paciente de 72 anos em cirurgia para câncer de endométrio e a avaliação 
intraoperatóriado produto de histerectomia total e salpingooforectomia bilateral mostrou 
ser um carcinoma endometrial, do tipo endometróide grau 1, superficialmente invasor, 
estroma do colo livre. Diante de carcinoma endometrial restrito ao endométrio ou invadindo 
menos da metade da espessura miometrial, temos estadiamento IA. Vamos às alternativas. 
Letra A: incorreta. O estadiamento cirúrgico para as pacientes aparentemente em estádio I 
de histologia endometrioide compreende a histerectomia total com salpingo-ooforectomia 
bilateral, sem necessidade de exérese de margem vaginal. Letra B: correta. Conforme visto 
na afirmativa A, no estadiamento cirúrgico para a paciente em questão, a conduta é a 
histerectomia total com salpingo-ooforectomia bilateral, sem necessidade de exérese de 
margem vaginal. Assim, como já foi realizada histerectomia total e salpingooforectomia 
bilateral, nenhum outro procedimento é necessário. Letra C: incorreta. São indicações para 
Linfadenectomia Para-Aórtica (LPA): Como não há descrição de nenhum dos itens acima, a 
linfadenectomia não está indicada. Letra D: incorreta. Conforme visto acima, a 
linfadenectomia não está indicada. Já a omentectomia infra-cólica, é importante no 
estadiamento cirúrgico do carcinoma endometrial serosopapilífero, mas não no endometrioide 
grau 1. Resposta: letra B. 
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Questão 548486:
Questão bastante direta, sobre vascularização da pelve, com avaliação das artérias uterina 
e ovariana, respectivamente. Vamos às alternativas. Letra A: incorreta. A artéria uterina 
é ramo da artéria ilíaca interna; já a artéria ovariana é ramo direto da aorta. Não se 
confunda: a veia (e não artéria) ovariana esquerda desemboca na veia renal esquerda. Letra 
B: incorreta. A artéria uterina é ramo da artéria ilíaca interna, não da externa; já a 
artéria ovariana é ramo direto da aorta. Letra C: correta. A artéria uterina é ramo da 
artéria ilíaca interna; já a artéria ovariana é ramo direto da aorta. Letra D: incorreta. 
A artéria uterina é ramo da artéria ilíaca interna; já a artéria ovariana é ramo direto da 
aorta. Resposta: letra C. 
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Questão 548491:
Essa questão descreve uma gestante de 41 anos que comparece à consulta trazendo resultados 
do morfológico de primeiro trimestre, realizado com 12 semanas; o qual avalia o risco de 
cromossomopatias. O exame identificou a presença de translucência nucal aumentada, uma vez 
que o valor deveria ser inferior a 2,5mm para um CCN entre 45 e 84mm e ducto venoso com 
onda A negativa. Sendo assim, são dois indicadores de risco de cromossomopatia. Além 
disso, a idade materna também corresponde a um fator de risco. Portanto, a idade da 
paciente e os exames da paciente indicam um maior risco de trissomia, conforme descrito na 
letra C. Resposta: letra C. 
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Questão 548492:
Para calcular a idade gestacional no dia 06/12/20 a partir da ultrassonografia realizada 
em 23/11/20 com 8 semanas e 4 dias, devemos somar 13 dias (7 dias referentes ao mês de 
novembro e 6 do mês de dezembro) às 8 semanas e 4 dias; o que leva a 10 semanas + 3 dias. 
Já para o cálculo a partir da DUM, devemos considerar que se passaram 63 dias entre a DUM 
e a data da consulta (06/12/20); o que leva a 9 semanas. Uma diferença de mais de uma 
semana entre o cálculo pela DUM e pela ultrassonografia de primeiro trimestre, faz com que 
consideremos a DUM incorreta e calculemos a idade gestacional a partir da 
ultrassonografia. Então a paciente está com 10 semanas + 3 dias. Resposta: letra D. 
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Questão 548502:
Temos um estudo que foi feito em 247 pacientes para se comparar a presença de sinais e 
sintomas físicos, com a ocorrência ou não de tuberculose, de acordo com o padrão-ouro. 
Vamos, então, separar os dados. Total de pacientes: 247; Total de doentes: 95; Total de 
pacientes com sinais e sintomas dentre os doentes (teste ): 49 Total de sadios: 152; Total 
de pacientes com sinais e sintomas dentre os sadios (teste ): 79 Vamos, agora, montar a 
tabela: Especificidade corresponde a chance de um teste ser negativo dentre os sadios. 
Logo: E = Verdadeiros negativos / sadios E = 73/152 = 48% Resposta: letra B. 
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Questão 548503:
Temos um estudo que foi feito em 247 pacientes para se comparar a presença de sinais e 
sintomas físicos, com a ocorrência ou não de tuberculose, de acordo com o padrão-ouro. 
Vamos, então, separar os dados. Total de pacientes: 247; Total de doentes: 95; Total de 
pacientes com sinais e sintomas dentre os doentes (teste ): 49 Total de sadios: 152; Total 
de pacientes com sinais e sintomas dentre os sadios (teste ): 79 Vamos, agora, montar a 
tabela: Agora a pergunta é: “dado que o teste foi positivo (ou seja, o médico viu a 
hemoptise e pensou em TB), qual é a probabilidade do teste estar certo?” Em outras 
palavras, qual é o valor preditivo positivo? VPP = Verdadeiros positivos / Total de testes 
positivos VPP = 49/128 = 38%. Resposta: letra A. 
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Questão 548511:
Vamos analisar as assertivas: (F) A lei 8.142 foi que definiu a participação da sociedade 
na gestão do SUS.(F) A lei 8.080 que abordou competências e atribuições organizacionais de 
cada esfera do governo.(V) A NOB-91 foi buracrática, centralizadora e com pouquíssimos 
avanços.(V) A NOB-93 possui como característica a municipalização da saúde. Ou seja, o 
município é o ator que atua na operação da saúde em si.(V) A NOB-96 implementou o PAB. 
Sequência correta: F-F-V-V-V.Resposta: letra C. 
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Questão 548513:
Questão que requer conhecimento sobre um tema que envolve a saúde do trabalhador. A Saúde 
do Trabalhador é um conjunto de ações destinadas à promoção, à proteção, à recuperação e a 
reabilitação da saúde dos trabalhadores submetidos aos riscos e agravos advindo das 
condições de trabalho. Nessa questão, de maneira peculiar, o autor cobrou um conhecimento 
pouco usual, quanto a classificação dos riscos ocupacionais. Vamos avaliar as alternativas 
em busca da incorreta. Letra A: correta. O grupo 3 é o marrom, que envolve, os riscos 
biológicos, relacionados a exposição de fungos, mas também de outros agentes, como vírus, 
bactérias e protozoários. Letra B: incorreta. O grupo 2 é o grupo vermelho, que envolve, a 
exposição frente aos riscos químicos, como a poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases e 
vapores. As radiações ionizantes são inclusas no grupo 1, representado pela cor verde, que 
engloba os riscos físicos. Letra C: correta. Como dito, o grupo 1 é representado pela cor 
verde, englobando riscos físicos, tendo como representantes, além da radiação ionizante e 
umidade, também o frio, calor, ruídos e vibrações. Letra D: correta. O grupo azul, envolve 
os mais variados tipos de acidentes, desde a ocorrência de acidentes com animais 
peçonhentos, até a máquinas e equipamentos sem proteção, bem como iluminação e 
eletricidade. Letra E: correta. O grupo amarelo, envolve os riscos ergonômicos, sobretudo, 
relacionados a monotonia e repetividade, além do trabalho em turno e noturno. Resposta: 
letra B. 
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Questão 548515:
Vamos, em primeiro lugar, entender o gráfico. No eixo X (abcissas) temos o valor da renda 
familiar. No eixo Y (ordenadas) é colocada a fração da amostra que tem aquela determinada 
renda familiar. Ou seja, como a fração é com uma base de 100 (%), o que é percebido pelos 
valores no eixo Y → .1 = 0.1 = 10% temos que: 20% dasfamílias com renda de 250 reais 35% 
das famílias com renda de 500 reais 19% das famílias com renda de 750 reais 9% das 
famílias com renda de 1.000 reais 5% das famílias com renda de 1.250 reais 3% das famílias 
com renda de 1.500 reais 2% das famílias com renda de 1.750 reais 3% das famílias com 
renda de 2.000 reais 1,5% das famílias com renda de 2.250 reais 1% das famílias com renda 
de 2.750 reais 0,5% das famílias com renda de 3.000 reais 1,0% das famílias com renda de 
3.750 reais É claro que foi feita uma aproximação acima com base no tamanho das colunas e 
isso levava tempo. Mas, se não pensarmos assim, simplesmente não dá para fazer e, antes de 
pensar que a questão deveria ter sido anulada, temos que ver se é possível ou não fazer a 
questão. E é sim possível! Agora, vamos ao que o enunciado pediu. Coluna A: A coluna A 
representa a renda familiar na maioria das famílias (35%) logo, representa a moda. Mas, 
naturalmente, se a coluna do lado esquerdo da coluna A representa 20% do total e a coluna 
A 35%, já passamos do valor de 50% ou seja, certamente a mediana está presente dentro dos 
35% das famílias da coluna A. Lembre-se que a mediana representa o valor exatamente do 
meio da sequência numérica, entre os 50% menores e 50% maiores. Só com isso já chegamos na 
resposta: letra D. Mas vamos analisar também a coluna B. Se aproximarmos os valores 
expostos em cada porcentagem das famílias o valor da média fica realmente em torno de 750 
reais. Resposta: letra D. 
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Questão 548518:
Questão que conseguíamos acertar relembrando a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB). 
Letra A: correta. Exatamente isso! Lembre-se que, inclusive, de quais são os princípios e 
diretrizes do SUS operacionalizados na Atenção Básica: I - Princípios: a) Universalidade; 
b) Equidade; e c) Integralidade. II - Diretrizes: a) Regionalização e Hierarquização: b) 
Territorialização; c) População Adscrita; d) Cuidado centrado na pessoa; e) 
Resolutividade; f) Longitudinalidade do cuidado; g) Coordenação do cuidado; h) Ordenação 
da rede; e i) Participação da comunidade. Letra B: incorreta. Em áreas de grande dispersão 
territorial, áreas de risco e vulnerabilidade social, recomenda- se a cobertura de 100% da 
população com número máximo de 750 pessoas por ACS. Letra C: correta. A ideia da 
territorialização é exatamente essa! Lembre-se que essa diretriz segue o atributo derivado 
do enfoque comunitário. Letra D: correta. Esse trecho foi copiado do Guia da Política 
Nacional de Atenção Básica. Documento do Ministério da Saúde de 2018 que diz: “Um exemplo 
da importância de se conhecer o território para atuação nos principais problemas de saúde 
da comunidade é o caso região Amazônica que concentra mais de 99% dos casos de malária do 
Brasil e a atuação integrada da VS com a AB é fundamental para o controle da doença, 
proporcionando a assistência ao paciente no diagnóstico e tratamento oportuno, incluindo 
as gestantes que são consideradas um grupo de risco, no qual a infecção por malária pode 
causar alta morbidade e mortalidade materna, infantil e fetal; e a população de áreas 
indígenas e quilombolas, cujo processo de trabalho é diferenciado, devido às 
especificidades logísticas, territoriais e epidemiológicas.” Resposta: letra B. 
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Questão 548520:
Boa questão sobre os Sistemas de Informação em Saúde. Letra A: incorreta. O Sistema de 
Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), foi implantado oficialmente a partir de 1990, 
com o objetivo de coletar dados sobre os nascimentos informados em todo território 
nacional e fornecer dados sobre natalidade para todos os níveis do Sistema de Saúde. A 
Declaração de Nascido Vivo é o documento padronizado para alimentação do SINASC, não a 
certidão de nascimento. Letra B: incorreta. Não existe um Sistema de Mortalidade Materna, 
mas sim o Sistema de Informação de Mortalidade, desenvolvido pelo Ministério da Saúde em 
1975, é resultado da unificação de mais de quarenta modelos de instrumentos utilizados, ao 
longo dos anos, para coletar dados sobre mortalidade no país. Este é abastecido pelas 
DO’s. Letra C: incorreta. O SINAN (Sistema de INFORMAÇÃO de Agravos de Notificação) é 
alimentado pelas fichas de notificação. Letra D: correta. O SIM (Sistema de Informação 
sobre Mortalidade) é alimentado pelas declarações de óbitos; pode utilizar esta base de 
dados para delimitar o nível de qualidade da saúde em uma região — por exemplo — 
considerando medidas como mortalidade infantil ou materna. Letra E: incorreta. SIH 
(Sistema de Informação Hospitalar) é alimentado pela ficha de Autorização de Internação 
Hospitalar (AIH). Resposta: letra D. 
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Questão 548521:
Excelente questão sobre os critérios de Hill, que foram propostos com intuito de 
caracterizar uma associação entre uma exposição e uma doença como CAUSAL. Vamos rever os 9 
critérios: 1. Força da associação: quanto mais forte uma associação, mais provável que 
seja causal. A força da associação é medida, por exemplo, pelo risco relativo ou pelo odds 
ratio.2. Consistência: a relação deve ser condizente com os achados de outros estudos3. 
Especificidade: quanto mais específica a exposição, masior a chance de causar a doença4. 
Temporalidade: a causa deve ser anterior à doença5. Gradiente biológico (efeito 
dose-resposta): após uma variação de intensidade da exposição há variação proporcional na 
doença?6. Plausibilidade biológica: A associação deve ter uma explicação plausível, 
concordante com o nível atual de conhecimento do processo patológico7. Coerência: os 
achados devem seguir o paradigma da ciência atual8. Evidências experimentais: Mudanças na 
exposição mudam o padrão da doença9. Analogia: a associação pode ser comparada com outra 
doença ou com outra exposição.Voltando ao enunciado, podemos ver que, primeiramente, temos 
a informação de que existem estudos epidemiológicos em várias partes do mundo que 
confirmaram a hipótese (critério de CONSISTÊNCIA). Em segundo lugar, existe um odds ratio 
de um estudo específico, com significância estatística, associando a infecção por H pylori 
e a úlcera gástrica (critério de FORÇA DE ASSOCIAÇÃO). Em seguida, existe a informação de 
que fisiológicamente, há uma explicação para a associação, relacionada ao efeito da 
bactéria na secreção ácida do estômago (critério da PLAUSIBILIDADE BIOLÓGICA). A 
alternativa que reúne os 3 critérios corretos é a letra B. Resposta letra B 
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Questão 548419:
Sabemos que, se tratando de efeito adverso relacionado ao uso de estatinas, a 
miotoxicidade sempre recebe destaque. No entanto, em menos de 0,1% dos pacientes é que se 
observa miopatia grave, e esta, quando ocorre, geralmente tem alguma outra condição 
predisponente por trás, como hipotireoidismo, doenças neuromusculares, uso concomitante de 
outras drogas (bloqueadores dos canais de cálcio, fibratos...) e exercício físico 
extenuante. Assim, um paciente que é usuário crônico de estatinas e que após uma prática 
de atividade física intensa evoluiu com mialgias,"urina escura" (provavelmente à custa de 
mioglobinúria) e retenção de escórias nitrogenadas, provavelmente desenvolveu uma 
rabdomiólise. A injúria renal aguda ocorre por conta da lesão tubular direta causada pela 
mioglobina (que funciona como uma nefrotoxina), que também promove obstrução do lúmen 
tubular, culminando em necrose tubular aguda (o que é sugerido pelo sódio urinário > 40). 
Alternativa A correta. 
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Questão 548420:
Paciente diabético, hipertenso, arteriopata, e portador de doença renal crônica queixa-se 
de dor óssea — o diagnóstico mais provável é osteodistrofiarenal: observe o aumento do 
paratormônio, o fósforo aumentado e o cálcio iônico baixo. Lembre-se de que o efeito 
deflagrador dessa condição é a queda do cálcio circulante, motivada pela hiperfosfatemia e 
pela deficiência de vitamina D, que impede a adequada absorção intestinal de cálcio. O 
tratamento é feito justamente revertendo tais alterações, utilizando quelantes do fósforo, 
como o sevelâmer ou sais de cálcio — ficamos entre B e C... Observe, na imagem da esquerda 
— radiografia da mão — o chamado tumor marrom, que pode ser prevenido utilizando-se os 
referidos quelantes. Na imagem da direita se vê o achado conhecido como calcinose tumoral 
urêmica, que pode ser precipitada pela utilização de sais de cálcio. Resposta: letra C. 
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Questão 548421:
Vamos aproveitar esta questão para revisar o acometimento articular da artrite psoriásica! 
E ela está baseada na Portaria Conjunta nº 16, de 17 de novembro de 2020, que aprovou o 
protocolo clínico e diretrizes terapêuticas da artrite psoriática. Temos aqui o trecho que 
respondia a questão: “Artrite periférica: Dor e aumento de partes moles ou derrame 
articular em articulações periféricas ou alterações radiológicas, independentemente do 
método utilizado (RX, US, TC ou RM). Cinco subtipos clássicos de acometimento articular 
são descritos: oligoarticular (quatro ou menos articulações e geralmente em distribuição 
assimétrica); poliarticular (cinco ou mais articulações, podendo ser simétrico e 
semelhante à artrite reumatoide); distal (articulações interfalângicas distais das mãos, 
pés ou ambos, geralmente ocorrendo com outros subtipos); artrite mutilante (artrite 
destrutiva com reabsorção óssea acentuada ou osteólise); e acometimento axial”. (letras B, 
C, D e E: CORRETAS) Resposta: letra A. 
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Questão 548422:
O "pulo do gato" para acertar essa questão é perceber que o paciente em tela possui 
diagnóstico de granulomatose eosinofílica com poliangiite (síndrome de Churg-Strauss) — 
uma vasculite que acomete artérias de pequenos e médios calibres, além de microvasos. Uma 
das principais características dessa doença é a sua associação com a rinite alérgica 
(presente em 70%) e também com pólipos nasais. A asma de início na idade adulta com 
eosinofilia também tem forte ligação com a doença. O laboratório pode evidenciar a 
presença de IgE elevada e p-ANCA positivo. Muito parecido com o caso da questão, não é 
mesmo?! Em uma fase mais tardia, pode surgir infiltração eosinofílica no pulmão, trato 
gastrointestinal e até mesmo no miocárdio. A fase vasculítica, marcada por uma vasculite 
sistêmica necrosante, passa a dominar o quadro após, pelo menos, três anos do surgimento 
da asma. Existe, inclusive, uma associação do surgimento da vasculite com o uso de um 
antileucotrieno (ex.: montelucast) — letra B incorreta. O tratamento desta doença é feito 
com prednisona nos casos leves e prednisona + ciclofosfamida nos casos mais graves. Não 
está indicada a polipectomia nasal e nem o uso de tiotrópio — letras D e E incorretas. A 
pHmetria de 24h deveria ser feita se estivéssemos suspeitando de uma asma com esofagite de 
refluxo como mecanismo perpetuador. Porém, vimos que esse não é o diagnóstico do caso e, 
além disso, o autor da questão foi enfático em dizer que não há DRGE — letra A incorreta. 
Resposta: letra C. 
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Questão 548423:
Sem dúvida, a hipótese diagnóstica mais provável dessa jovem é de PTT. As manifestações 
clínicas típicas compõem uma pêntade, presente em 40% dos casos: febre, alterações 
neurológicas, IRA, plaquetopenia por consumo e anemia hemolítica microangiopática (o 
Coombs direto é negativo porque não há componente autoimune associado). Na PTI, 
encontramos plaquetopenia “e mais nada”; a trombastenia de Glanzmann se apresenta como 
diátese hemorrágica moderada a grave em crianças < 5 anos por deficiência da glicoproteína 
IIb/IIIa (defeito da hemostasia primária); a síndrome de Bernard-Soulier cursa com 
plaquetas gigantes à hematoscopia e sangramentos menos intensos que na trombastenia de 
Glanzmann; a deficiência do fator XIII é um distúrbio da coagulação que não apresenta 
alterações nos exames laboratoriais, já que é uma molécula que só “funciona” in vivo. 
Resposta: (A). 
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Questão 548424:
De forma geral, a anticoagulação de indivíduos com DRC cujo clearance de creatinina é 
superior a 30 ml/min não difere da população geral. A partir desse valor, há um problema: 
como os novos anticoagulantes orais (NOAC) têm, em sua maioria, metabolização renal, 
distúrbios funcionais do rim podem tornar seus efeitos imprevisíveis. Assim, o uso dessas 
drogas não é tão seguro... Alguns estudos já avaliaram a varfarina nesse contexto. 
Aparentemente, trata-se da droga mais segura nessa circunstância. Por isso, é a 
preferência para esses indivíduos. Dizer que os NOAC são contraindicados pode ser 
precipitado, mas não há muitos estudos que comprovem sua segurança. Caso optemos por 
alguma destas medicações mais recentes, a escolha recai sobre o apixaban, já que possui 
menor “dependência” do rim. Já o dabigatran deve ser evitado “a todo custo”, já que grande 
parte do seu clearance se dá através do rim. Dessa forma, a melhor resposta é, de fato, a 
letra (B). 
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Questão 548426:
Pessoal, vamos lá: em primeiro lugar, esta paciente não preenche critério para PBE (< 250 
neutrófilos/mm3 no líquido ascítico). Existe uma piora significativa na função renal. Já 
podemos então diagnosticar SHR neste caso? Não, pois ela não preenche os critérios 
diagnósticos vigentes, que são: - Doença hepática aguda ou crônica com insuficiência 
hepática avançada e hipertensão portal. - Creatinina sérica > 1,5 mg/dl (recentemente, a 
definição de aumento ≥ 0,3 mg/dl em 48h ou ≥ 50% em sete dias passou a vigorar, em 
consonância com as recomendações das diretrizes das Sociedades de Nefrologia). - Ausência 
da melhora da creatinina sérica após pelo menos dois dias de retirada de diuréticos e 
expansão volêmica com albumina (1 g/kg/dia até o limite de 100 g/dia). - Ausência de causa 
aparente, entre elas: choque, infecção bacteriana, uso recente ou atual de drogas 
nefrotóxicas e ausência de sinal ultrassonográfico sugestivo de obstrução ou doença 
parenquimatosa renal. - Hematúria < 50 hemácias por campo de maior aumento e proteinúria < 
500 mg/dia. Atentem particularmente ao terceiro critério. É necessário suspender os 
diuréticos, repor albumina e aguardar dois dias, o que ainda não foi feito neste caso. 
Cabe ressaltar que apenas uma minoria dos pacientes cirróticos que apresentam azotemia 
possui de fato a SHR, sendo a etiologia mais comum uma LRA pré-renal. Logo, no momento não 
podemos fechar o diagnóstico de SHR! E lesão renal aguda? Podemos! Segundo a classificação 
da AKIN, teríamos uma LRA estágio II (aumento da Creatinina em 2-3 vezes o valor basal OU 
débito urinário < 0,5 ml/kg/h durante mais de 12h). A melhor abordagem para esta paciente 
também está descrita na opção C. 
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Questão 548427:
Estamos diante de um paciente com hemorragia digestiva alta de provável causa varizes 
esofagogástricas. Nessa situação, a conduta inicial seria a ESTABILIZAÇÃO HEMODINÂMICA 
associada à utilização de vasoconstritor esplâncnico (terlipressina) e EDA. Como o 
paciente é cirrótico e possui ascite, também devemos realizar a profilaxia de PBE com 
antibióticos (ceftriaxona). Gabarito: letra C. 
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Questão 548429:
A questão traz pacienteque preenche critérios para caso suspeito de FEBRE MACULOSA, ou 
seja, indivíduo que apresenta febre de início súbito, cefaleia, mialgia e que tenha 
relatado história de picada de carrapatos, e/ou tenha tido contato com animais domésticos 
e/ou silvestres, e/ou tenha frequentado área de transmissão de febre maculosa, nos últimos 
15 dias. Temos uma pista epidemiológica para contato com carrapatos pela história de 
múltiplas picadas em membros inferiores após acampamento em região de trilha e cachoeira! 
Outra definição de caso suspeito, de acordo com o Ministério da Saúde, é qualquer pessoa 
que apresente febre de início súbito, cefaleia e mialgia, seguidas de aparecimento de 
exantema maculopapular, entre o segundo e o quinto dias de evolução, e/ou manifestações 
hemorrágicas. A febre maculosa, denominação utilizada para as riquetsioses no Brasil, é 
uma doença infecciosa febril aguda causada por riquétsias transmitidas por carrapatos, de 
gravidade variável, que pode cursar com formas leves e atípicas, até formas graves com 
elevada taxa de letalidade. A febre maculosa brasileira, causada pela Rickettsia 
rickettsii, é a riquetsiose mais prevalente e reconhecida. Novas riquetsioses, também 
causadoras de quadros clínicos da febre maculosa, têm sido confirmadas em diversas regiões 
do País Todo caso suspeito de febre maculosa requer notificação compulsória e investigação 
por se tratar de doença grave. Um caso pode significar a existência de um surto, o que 
impõe a adoção imediata de medidas de controle. O método sorológico mais utilizado para o 
diagnóstico das riquetsioses (padrão-ouro) é a reação de imunofluorescência indireta 
(Rifi). Em geral, os anticorpos são detectados a partir do sétimo até o décimo dia de 
doença. Os anticorpos IgM podem apresentar reação cruzada com outras doenças (dengue, 
leptospirose, entre outras), portanto devem ser analisados com critério. Já os anticorpos 
IgG aparecem pouco tempo depois dos IgM, e são os mais específicos e indicados para 
interpretação diagnóstica. Deve-se coletar a primeira amostra de soro nos primeiros dias 
da doença (fase aguda), e a segunda amostra de 14 a 21 dias após a primeira coleta. A 
presença de aumento de quatro vezes nos títulos de anticorpos, observado em amostras 
pareadas de soro, é o requisito para confirmação diagnóstica pela sorologia (LETRAS C e D 
INCORRETAS). A partir da suspeita de febre maculosa, a terapêutica com antibióticos deve 
ser iniciada imediatamente, não se devendo esperar a confirmação laboratorial do caso. A 
droga de escolha para o tratamento, é a DOXICICLINA, na dose de 100 mg, de 12 em 12 horas, 
por via oral ou endovenosa, a depender da gravidade do caso, devendo ser mantida por 3 
dias após o término da febre (LETRA B INCORRETA). Não é recomendada a antibioticoterapia 
profilática para indivíduos assintomáticos que tenham sido recentemente picados por 
carrapatos, uma vez que dados da literatura apontam que tal conduta poderia, entre outras 
consequências, prolongar o período de incubação da doença. Resposta: letra A. 
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Questão 548430:
Pacientes com angina pectoris devem ter o "duplo-produto" (FC x PA) controlados. Logo, na 
hora de escolher um anti-hipertensivo devemos evitar drogas que aumentem a frequência 
cardíaca. Das citadas, a que mais se associa à taquicardia reflexa e a hidralazina, um 
poderoso vasodilatador arterial periférico. Resposta: B. 
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Questão 548431:
Questão que aborda conceitos sobre o tratamento medicamentoso da angina estável. Letra A: 
O grande efeito dos nitratos é creditado à vasodilatação sistêmica, com redução do retorno 
venoso e das pressões de enchimento ventricular, reduzindo, assim, a demanda miocárdica de 
O2. Eles também revertem a tendência vasoconstritora do segmento coronariano comprometido 
pela aterosclerose, sendo eficazes contra o vasoespasmo. São usados rotineiramente para 
alívio sintomático imediato ou profilaxia imediata da angina, melhorando inclusive a 
tolerância ao esforço (INCORRETA). Letra B: Os betabloqueadores são benéficos nos 
pacientes coronariopatas, pois otimizam o gasto energético ao reduzirem a contratilidade 
miocárdica (inotropismo negativo) e a frequência cardíaca (cronotropismo negativo) e 
aumentam a perfusão de áreas isquêmicas ao prolongarem o tempo da diástole. Além disso, 
reduzem a pressão arterial ao diminuir a pós-carga nos indivíduos hipertensos. Todos os 
betabloqueadores parecem ter benefício na doença isquêmica estável, visando a uma FC em 
55-60 bpm em repouso e dando preferência ao metoprolol, carvedilol e bisoprolol na 
presença de insuficiência cardíaca. Eles também diminuem a mortalidade e ocorrência de 
infarto não fatal em pacientes com infarto prévio (CORRETA). Letra C: O uso recente de 
inibidores da PDE-5 são contraindicações absolutas ao uso de nitratos, com risco de 
hipotensão grave devido ao efeito vasodilatador de ambas as drogas (INCORRETA). Letra D: 
Todo portador de coronariopatia deve receber Ácido Acetilsalicílico (AAS) 75-162 mg/dia, 
salvo contraindicações. O AAS, ao inibir a agregação plaquetária, reduz a chance de IAM em 
até 35% nesses pacientes (INCORRETA). Resposta: letra B. 
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Questão 548432:
Temos um paciente com sintomas respiratórios compatíveis com tuberculose pulmonar. 
Organizando a investigação deste paciente: o Teste Rápido Molecular para Tuberculose 
(TRM-TB) é o método de escolha sempre que disponível. A baciloscopia também é uma 
ferramenta diagnóstica importante, mas geralmente coletamos pelo menos duas amostras, uma 
na primeira consulta e outra na manhã seguinte (deve ser o método de escolha na ausência 
do teste rápido). Para a população geral, a investigação é feita inicialmente apenas com o 
teste rápido; em caso de positividade deste, a cultura com TSA (Teste de Sensibilidade 
Antimicrobiana) será necessária. Na suspeita de TB com TRM-TB negativo e persistência do 
quadro clínico, também se deverá realizar cultura e TSA. No caso de populações mais 
vulneráveis (em situação de rua, privados de liberdade, indígenas, profissionais de saúde, 
contatos de tuberculose drogarresistente e pessoas vivendo com HIV), a investigação é 
feita, desde o início, com o teste rápido MAIS a cultura com TSA. Reparem que nosso 
paciente é contactante de uma pessoa que abandonou o tratamento, o que pode configurar 
risco de resistência! Além disso, devemos solicitar radiografia de tórax em busca de 
imagens sugestivas de atividade de TB, como cavidades, nódulos, consolidações, massas, 
processo intersticial (miliar), derrame pleural e alargamento de mediastino (ou mesmo de 
sequelas). Devemos ainda oferecer o teste anti-HIV a todos os pacientes com diagnóstico de 
tuberculose, o que é explicado pela grande associação entre estas doenças. O paciente deve 
ser orientado quanto ao uso de máscara cirúrgica – a máscara de tecido foi uma estratégia 
de exceção durante a pandemia de COVID-19, enquanto a N-95 deve ser usada por 
profissionais de saúde que o atendem, não pelo paciente. Nunca se esqueça de investigar 
contactantes para tuberculose latente ou tuberculose ativa. Resposta: letra C. 
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Questão 548433:
Em suma, o paciente do caso apresenta um quadro arrastado de: 1- Úlcera cutânea: o 
acrônimo PLECT reúne dermatoses que podem cursar com lesões úlceroverrucosas e inclui 
Paracoccidioidomicose, Leishmaniose tegumentar, Esporotricose, Cromomicose e Tuberculose 
cutânea. 2- Pneumopatia: tosse seca e radiografia com infiltrado reticulo-nodular difuso, 
semelhante à uma tuberculose pulmonar. 3- Sintomas constitucionais: astenia e regular 
estado geral. Somando todos esses dados, fica evidente que a principal hipótese é a 
paracoccidiodomicose!Aliás, guarde sempre o vínculo cerebral: a paracoccidioidomicose 
costuma se apresentar de forma semelhante tuberculose pulmonar em um paciente proveniente 
da zona rural. Para que não fique nenhuma dúvida, o autor foi ainda mais enfático ao 
colocar a presença de células leveduriformes com brotamento em roda de leme na análise 
histopatológica da lesão. Sempre que o enunciado descrever o aspecto anatomopatológico em 
"roda de leme", lembre do paracoco como agente causador! Outro dado interessante que a 
questão trouxe: o paciente encontra-se hipotenso, com hiponatremia e hipercalemia. Isso 
porque a paracoccidioidomicose pode acometer as adrenais do paciente, gerando um quadro de 
insuficiência adrenal primária (doença de Addison)! Nesta condição, a glândula perde a 
capacidade de secretar tanto glicocorticoides, quanto mineralocorticoides 
(hipoasldosteronismo). A consequência é a perda renal de sal, justificando os achados 
supracitados. Resposta: letra A. 
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Questão 548434:
Em 25 de janeiro de 2010, o FDA-Food and Drug Administration, órgão regulador de 
medicamentos dos Estados Unidos, anunciou que o medicamento sibutramina não deve ser 
prescrito para pacientes com história de doenças cardiovasculares tais como infarto, 
angina, arritmias, AVC, insuficiência cardíaca ou na presença de hipertensão 
descontrolada.Esta medida se baseou nos dados iniciais do estudo SCOUT - Sibutramine 
Cardiovascular Outcomes Trial que envolveu mais de 10.000 pacientes obesos, acima de 55 
anos com diabetes, história de cardiopatia ou outros fatores de risco cardiovascular por 
um período de seis anos. O objetivo era avaliar os efeitos da sibutramina neste perfil de 
pacientes. A ocorrência de eventos graves como infarto, AVC, parada cardíaca e morte no 
grupo de pacientes em uso de placebo (cápsulas sem medicamento) foi de 10% enquanto no 
grupo que usava sibutramina foi de 11,4%. Embora pareça uma diferença pequena, ela é 
considerada estatisticamente significativa. Esta diferença foi relevante apenas em 
pacientes com história de doenças cardiovasculares. Resumindo: Não devemos usar 
sibutramina em pacientes cardiopatas. Portanto, nosso gabarito é a letra C. 
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Questão 548435:
Observe que a paciente apresenta um quadro muito sugestivo de insuficiência adrenal: 
fadiga, perda ponderal, hipotensão ortostática, anorexia… Mas, cuidado! O autor nos induz 
ao erro quando diz que se trata de uma paciente no pós-parto - nestes casos, logo tendemos 
a pensar na síndrome de Sheehan, uma apoplexia hipofisária que ocorre de forma secundária 
a um sangramento excessivo durante o parto. Porém, existe uma informação valiosa que nos 
permite descartar totalmente essa hipótese: a presença de hiperpigmentação cutânea. 
Lembre-se de que é o aumento do ACTH que promove essa hiperpigmentação! Logo, estamos 
diante de uma insuficiência adrenal primária e não secundária (letras B e C incorretas). 
Certo, mas porque não pensar em hemocromatose? Veja: a hemocromatose é uma doença marcada 
pela sobrecarga de ferro nos órgãos e tecidos. O quadro clínico, portanto, é marcado pelos 
6 “H”: Hepatomegalia, Hiperglicemia, Hiperpigmentação, Hipogonadismo, Heart (coração) e 
“Hartrite”. Bem diferente do que o autor descreve no enunciado, não é mesmo?! Portanto, 
resposta: letra D. 
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Questão 548436:
Paciente jovem com quadro viral respiratório de início há 14 dias, evolui com tetraparesia 
flácida, ascendente, arreflexa com comprometimento da musculatura respiratória. O 
enunciado nega que existam alterações de continência urinária, fecal ou pressórica, o que 
fala contra a possibilidade de disautonomia associada. De acordo com a historia de uma 
infecção viral prévia e o quadro clínico neurológico apresentado, não fica muita dúvida 
que este paciente apresenta um quadro de síndrome de Guillain Barré, que é uma 
polirradiculoneurite aguda. Dados que fortalecem o diagnóstico são o achado de dissociação 
proteíno-citológica no líquor (aumento de proteína com celularidade normal) e uma 
eletroneuromiografia com padrão desmielinizante ou axonal (Letra C correta). Nas 
miopatias, o curso clínico tende a ser de uma fraqueza proximal, simétrica, progressiva e 
os reflexos costumam estar presentes (Letra A incorreta). Na mielite transversa temos um 
nível sensitivo bem definido e não é incomum termos retenção urinária ou constipação 
associados, além de sinais de disautonomia (Letra B incorreta). Por fim, a neuropatia do 
doente crítico ocorre em pacientes que permanecem internados por longos períodos em 
terapia intensiva ou que apresentem quadros clínicos graves (sepse, falência 
multiorgânica) (Letra D incorreta). Resposta: Letra C. 
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Questão 548437:
Quadro clássico de crise de ausência típica, condição caracterizada por episódios súbitos 
e breves de perda da consciência sem perda do tônus postural. A consciência é retomada de 
maneira igualmente súbita, sem que haja manifestações pós-ictais. Habitualmente, se 
iniciam na infância (faixa etária entre 4 e 8 anos) e se manifestam no eletroencefalograma 
com complexos "ponta-onda" de 3 Hz bilaterais e simétricos (ou seja, em todas as 
derivações ao mesmo tempo), sobrepostos a um traçado de base normal. Em termos de 
tratamento, são consideradas drogas de primeira linha o ácido valproico, a etossuximida e 
a lamotrigina. Como alternativa, podemos usar o clonazepam. Analisando as alternativas, a 
droga menos indicada para o caso seria a gabapentina. Resposta: letra C. 
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Questão 548438:
O Delirium é um distúrbio agudo, transitório e geralmente reversível da cognição e do 
nível de consciência, caracterizado pelo aspecto flutuante e com marcada desatenção pelo 
paciente. Muito comum em idosos, pode ser causado por quase qualquer distúrbio orgânico, 
procedimentos cirúrgicos, uso de fármacos, confinamento em unidade de internação, entre 
outros. No caso acima, o fator precipitante foi um quadro infeccioso pulmonar. O 
tratamento do delirium consiste principalmente na correção da causa e remoção de fatores 
agravantes, cuidados de suporte como orientação temporo-espacial frequente (informar data, 
hora e local), permitir uso de óculos e dispositivos auditivos para manutenção dos 
sentidos, entre outros. Quando presente, pode também ser necessário tratar a agitação, 
para proteçnao da equipe e do próprio paciente, evitando acidentes. As medicações de 
escolha nesse caso são da classe dos antipsicóticos, que tem ação sedativa aguda. O 
principal representante da classe, e amplamente disponível nos serviços hospitalares, é o 
haloperidol. É importante lembrar que o uso de benzodiazepínicos deve ser evitado nesse 
caso, pois podem agravar o estado confusional. Não há indicação para anti-depressivos ou 
anticolinesterásicos no delírium. Resposta letra C 
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Questão 548441:
O índice de risco cardíaco revisado, proposto por Lee em 1999, utiliza não só o tipo de 
cirurgia, mas também aspectos clínicos do paciente para avaliar o seu risco cardiovascular 
cirúrgico. São consideradas variáveis no IRCR, cada uma valendo um ponto: (1) Cirurgias de 
alto risco (vascular, intraperitoneal ou torácica); (2) Doença coronariana (IAM prévio, 
angina, teste de estresse positivo); (3) Insuficiência cardíaca (ortopneia, presença de B3 
ou crepitações em bases ao exame físico, congestão à radiografia de tórax); (4) Doença 
cerebrovascular (história de AVE ou AIT); (5) Diabetes mellitus insulinodependente; (6) 
Creatinina pré-operatória > 2mg/dl (doença renal crônica). Até um fatorpresente = baixo 
risco; Dois ou mais fatores de risco sem angina ou ICC limitante = risco intermediário; 
Dois ou mais fatores de risco, mas com angina ou ICC classe funcional 3 ou 4 = risco alto. 
Resposta: "A dosagem de creatinina representa um dos parâmetros a ser avaliado pelo 
índice". 
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Questão 548442:
Estamos diante de um paciente com dor anal após evacuações com estrias de sangue no papel 
de início há 4 semanas. Além disso, relata constipação há 8 semanas e fezes endurecidas. 
Nesse caso, devemos pensar em fissura anal! A fissura anal é uma das doenças anorretais 
benignas mais comuns e uma das causas mais comuns de dor anal e sangramento anal. 
Geralmente começam com um rompimento do anoderma na metade distal do canal anal. O rasgo 
então desencadeia ciclos de dor anal recorrente e sangramento, o que leva ao 
desenvolvimento de uma fissura anal crônica em até 40% dos pacientes. A cirurgia é 
reservada para pacientes que falham no tratamento conservador. Pacientes que não estão em 
risco de desenvolver incontinência fecal podem ser submetidos à esfincterotomia lateral 
interna, que é considerada o tratamento mais eficaz para a fissura anal. Agora vamos 
analisar as demais alternativas! Letra A: incorreta. A marca clínica de uma hemorroida 
interna é a presença de sangramento vivo, não doloroso, com protrusão intermitente do 
mamilo hemorroidário. Letra B: incorreta. A hemorroida externa usualmente não causa 
sintomas; lembre-se de que ela não se apresenta com sangramento, pois o plexo 
hemorroidário externo é recoberto por epitélio escamoso. Durante a higiene da região 
perianal, alguns pacientes se queixam de irritação local, prurido, às vezes dor discreta, 
ou sensação incômoda de tecido redundante. A condução das hemorroidas externas não é 
cirúrgica e os procedimentos ambulatoriais não são indicados para as hemorroidas externas. 
O evento inflamatório que complica as hemorroidas externas é a trombose. O quadro clínico 
é de congestão, edema e dor acometendo o plexo hemorroidário externo. A dor é aguda, 
latejante ou em queimação, de intensidade crescente e associada à sensação de plenitude 
anal. Letra C: incorreta. As fissuras anais podem ser secundárias à doença de Crohn, mas 
essa doença se caracteriza por dor abdominal, diarreia, perda de peso, anemia e fadiga. 
Letra D: correta. Como vimos, a principal hipótese diagnóstica é a fissura anal. Letra E: 
incorreta. A RCU, assim como a doença de Crohn pode apresentar hematoquezia, mas não se 
manifesta com dor anal. Resposta: letra D. 
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Questão 548443:
A questão deseja saber qual é a conduta frente a uma paciente de 24 anos com IMC de 32 
kg/m2, que vem à consulta com um médico cirurgião e deseja realizar cirurgia bariátrica. 
Vamos analisar as alternativas! Letras A e D: incorretas. As indicações cirúrgicas seguem 
as recomendações da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) e da 
resolução nº 2.172/17 do Conselho Federal de Medicina (CFM). Em relação ao IMC, as 
indicações clássicas sempre foram um IMC maior do que 40 kg/m2 ou maior do que 35 kg/m2 na 
presença de comorbidades ocasionadas ou agravadas pela obesidade e que melhoram quando a 
mesma é tratada de forma eficaz. Além dessas indicações, de acordo com o CFM, é importante 
que exista falência de tratamento clínico da obesidade por, pelo menos, dois anos. Letra 
B: correta. Essa resolução do CFM também reconheceu a cirurgia metabólica para o 
tratamento de pacientes portadores de diabetes mellitus tipo 2, com IMC entre 30 kg/m2 e 
34,9 kg/m2, sem resposta ao tratamento clínico convencional. Contudo, para que o 
procedimento seja autorizado é necessário que a indicação cirúrgica seja feita 
obrigatoriamente por dois endocrinologistas, mediante parecer fundamentado atestando a 
REFRATARIEDADE ao tratamento clínico otimizado com uso de antidiabéticos orais e/ou 
injetáveis e com mudanças no estilo de vida. Nesse caso, a melhor orientação seria iniciar 
medidas clínicas para a perda de peso, como deita e atividade física. Letra C: incorreta. 
Apesar da cirurgia metabólica ser indicada para pacientes acima de IMC 30 kg/m2 na 
presença de diabetes mellitus tipo 2, a resolução nº 2.172/17 do Conselho Federal de 
Medicina (CFM) preconiza que essa cirurgia só pode ser indicada para pacientes entre 30 e 
70 anos. Letra E: incorreta. O médico cirurgião não deve realizar o procedimento, apesar 
da vontade da paciente, pois ela não se enquadra nas recomendações da SBCBM nem da 
resolução do CFM. Resposta: letra B. 
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Questão 548444:
Entre as alternativas, estão os quatro músculos componentes do manguito: supraespinhal, 
infraespinhal, redondo menor e subescapular. Agora, qual será – dentre eles – o músculo 
envolvido? A rotação interna do ombro é função do músculo subescapular, ação que pode ser 
avaliada pela manobra de Gerber Vejamos as demais alternativas... Letra A: incorreta. O 
redondo menor não é protagonista de um movimento, atual como auxiliador dos demais 
músculos do manguito, especialmente na rotação externa do ombro auxiliando o subescapular 
no movimento. Letra B: incorreta. O músculo supraespinhal faz abdução do ombro. Letra C: 
incorreta. O infraespinhal faz rotação externa do ombro. Resposta: letra D. 
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Questão 548445:
Antes de mais nada, a classificação de Stanford divide a dissecção aórtica em dois tipos: 
tipo A (67%): a dissecção envolve a aorta ascendente (tipos I e II de DeBakey); tipo B 
(33%): a dissecção é limitada à aorta descendente (tipo III de DeBakey). O paciente típico 
é um homem com mais de 50 anos de idade e o quadro se caracteriza por dor torácica muito 
intensa, geralmente localizada na região anterior e/ou na região interescapular. Este é o 
achado mais comum, embora a insuficiência aórtica possa ocorrer pelo envolvimento da valva 
aórtica, ocorre em mais da metade das dissecções ascendentes (C INCORRETA). Hemopericárdio 
e tamponamento cardíaco costuma ser a principal causa de óbito na dissecção aórtica aguda, 
devido à ruptura da aorta para o interior do saco pericárdico. Entretanto, trata-se de uma 
complicação mais vista na dissecção tipo A (A INCORRETA). O ecocardiograma transesofágico 
é o exame preferido nos pacientes instáveis hemodinamicamente, enquanto a RM e a TC podem 
ser métodos para pacientes estáveis. A aortografia, usada durante muitos anos como 
principal método diagnóstico, é um exame muito invasivo e utilizada basicamente nos casos 
de forte suspeita diagnóstica com os testes não invasivos (ETE, RM, TC) negativos ou 
inconclusivos (D INCORRETA). O tratamento cirúrgico está sempre indicado nas dissecções 
envolvendo a aorta ascendente (Stanford A), bem como nas dissecções “Stanford B” 
complicadas, caracterizadas por propagação da dissecção, dor contínua, sinais de ruptura 
iminente ao exame de imagem e comprometimento dos ramos aórticos principais. Resposta: 
letra B. 
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Questão 548446:
Evisceração de alças através de defeito paraumbilical nos remete a malformação de parede 
abdominal chamada gastrosquise. A gastrosquise é uma fenda que envolve toda a espessura da 
parede abdominal sem envolver o cordão umbilical. Invariavelmente, o defeito é localizado 
no lado direito do cordão umbilical. Alças intestinais e outros órgãos abdominais podem 
protruir através desta abertura, sem apresentar membrana peritoneal recobrindo o conteúdo 
exteriorizado, o que a diferencia da onfalocele. A gastrosquise pode ser diagnosticada por 
meio da ultrassonografia a partir da 12° semana de gestação. Seu principal diagnóstico 
diferencial é a onfalocele. A principaldiferença entre as duas condições é o fato de esta 
última apresentar uma associação mais frequente com anomalias cromossômicas e outras 
malformações, o que modifica a conduta e aconselhamento pré-natal em cada caso. A 
onfalocele é uma herniação do conteúdo abdominal no interior da base do cordão umbilical. 
Trata-se de um saco recoberto por peritônio, sem pele, e o reparo cirúrgico deve ser 
imediato. A diástase do músculo reto abdominal é uma condição que ocorre quando há a 
separação dos músculos reto abdominal em qualquer localização ao longo da linha alba. Já a 
hérnia umbilical é um deslocamento anormal de tecido pela parede abdominal atrás da 
cicatriz umbilical. Por fim, a persistência do conduto onfalomesentérico decorre da não 
involução do ducto onfalomesentérico e resulta na fixação tubular persistente entre o íleo 
e a parede abdominal. A absorção incompleta do ducto onfalomesentérico resulta nas 
anomalias mais comuns do trato gastrointestinal. Resposta: letra A. 
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Questão 548447:
Na colecistectomia convencional, o paciente é apropriadamente anestesiado e preparado. 
Depois será realizada uma incisão subcostal direita (Kocher) ou uma incisão na linha 
média, para que assim se tenha a exposição adequada com o auxílio de retratores, já que é 
essencial obter uma boa visualização da vesícula biliar, triângulo de Calot e ductos 
biliares. Depois que o cirurgião identificar as estruturas hepáticas, a vesícula biliar é 
apreendida com pinças e manipulada para uma melhor visualização. O ducto cístico é 
primeiro a ser identificado e dividido entre hemoclips, assim como a artéria cística. A 
vesícula biliar é removida usando eletrocauterização ou bisturi harmônico, e após a 
remoção o leito é inspecionado para identificar e corrigir qualquer sangramento ou 
vazamento de bile pelos ductos de Luschka. O abdômen é então fechado. A colangiografia 
cirúrgica ou a exploração do ducto biliar comum vai depender dos fatores associados a 
cálculos do ducto biliar comum, como bilirrubina elevada e ducto biliar comum dilatado 
(mais de 8 mm).3 Se a vesícula biliar estiver tensa e distendida pela inflamação é 
realizada uma drenagem com uma agulha de descompressão antes de iniciar o caso. Os ductos 
de Luscka são uma variação anatômica: ductos biliares medindo 1-2 mm de diâmetro que estão 
tipicamente situados dentro da fossa da vesícula biliar, no aspecto inferior do lobo 
hepático direito, sendo ou um ducto solitário ou uma rede de múltiplos dúctulos 
interconectantes. Podem drenar tanto para árvore biliar intra-hepática (conectados através 
de ductos subsegmentares no fígado) ou extra-hepática (conectado através do ducto hepático 
comum ou direito). Com relação às outras incisões citadas nas alternativas: - Incisão de 
Pfannenstiel: é uma incisão transversal abaixo do umbigo, permitindo acesso ao abdome e, 
principalmente, à pelve. Muito utilizado em cesarianas, por garantir um bom acesso e 
esteticamente aceitável, já que se situa em um local facilmente encoberto. - Incisão de 
McBurney: é a mais usada para acessar o apêndice cecal na apendicectomia aberta. Trata-se 
de uma incisão oblíqua, perpendicular à linha imaginária que une a cicatriz umbilical à 
crista ilíaca anterossuperior, contendo o ponto de McBurney, de comprimento variando de 5 
a 10 cm, conforme espessura do panículo adiposo. - Incisão de Rocky-Davis: trata-se de uma 
incisão transversa, realizada a cerca de 2 cm abaixo da cicatriz umbilical, na linha 
médio-clavicular, com cerca de 5 cm de extensão. Pode ser uma forma de iniciar a 
apendicectomia aberta. Resposta: letra E. 
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Questão 548448:
Vamos analisar as alternativas: Letra A: incorreta. A história familiar de neoplasias das 
vias biliares é um dado de exterma importância na hora de considerar uma colecistectomia 
profilática. Letra B: correta. Em profissionais que realizarão missões marítimas ou 
aeroespaciais prolongadas, podemos considerar a colecistectomia profilática também, mesmo 
na ausência de sintomas. Letra C: incorreta. Apenas 20% a 30% dos pacientes com cálculos 
que são assintomáticos desenvolverão sintomas dentro de 20 anos. Letra D: incorreta. Os 
pacientes com colelitíase assintomática e presença de anemia hemolítica, como a anemia 
falciforme, por exemplo, deverão ser submetidos à colecistectomia profilática. Esses 
pacientes têm uma taxa extremamente alta de formação de cálculos pigmentares e a 
colecistite pode precipitar uma crise falcêmica. Letra E: incorreta. Em pacientes 
assintomáticos com cálculos > 2,5 cm, existe um risco aumentado para câncer de vesícula e 
também devemos realizar a colecistectomia. Vamos aproveitar para relembrar outras 
indicações de colecistectomia nos pacientes assintomáticos: 1. Vesícula em porcelana; 2. 
Pólipos de alto risco (idade > 60 anos, > 1 cm, crescimento documentado na USG seriada); 
3. Cálculos grandes (> 2,5 cm); 4. Pólipo associado a cálculos; 5. Vesículas com anomalia 
congênita; 6. Doença hemolítica (ex: anemia falciforme). Resposta: letra B. 
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Questão 548449:
Vamos aproveitar essa questão para relembrar alguns fatores que inibem a cicatrização: 
Resposta: letra D. 
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Questão 548450:
Vamos analisar as alternativas: I- Correto. A definição de via aérea definitiva é a 
presença de uma sonda endotraqueal com balonete (“cuff”) insuflado, conectada a um sistema 
de ventilação assistida, com mistura enriquecida de oxigênio, e mantida em posição por 
meio de fixação apropriado. II - Correto. A presença de lesões vasculares cervicais podem 
cursar com hematomas importantes, que se não reconhecidos de imediato, podem cursar com 
insuficiência respiratória. Devem ser reconhecidos imediatamente, explorados e os 
pacientes devem receber via aérea definitiva o mais breve possível. III- A presença de 
queimaduras em vias aéreas, incluindo queimaduras extensas em região de pescoço devem ser 
manejadas com via aérea definitiva, de preferência tubo endotraqueal, para evitar edema de 
vias aéreas e insufici~encia respiratória aguda grave. IV- Incorreta. A 
cricotireoidostomia por punção é uma via aérea provisória, indicada para uso por no máximo 
30 minutos, período em que consegue fornecer uma ventilação e oxigenação razoável. 
Alternativa B está correta. 
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Questão 548452:
Das técnicas citadas, a única que pode ser utilizada na correção de uma hérnia femoral é a 
de McVay. Esta técnica consiste na sutura do tendão conjunto no ligamento de Cooper 
através da abertura da parede posterior, ocluindo assim orifícios herniários femorais. 
Resposta: C 
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Questão 548454:
O autor apresenta um paciente com esofagite erosiva e úlcera duodenal visualizada por 
endoscopia e propõe duas etiologias para o quadro, a síndrome de Zollinger Ellison e a 
síndrome de Verner-Morrison. A síndrome de Zollinger Ellison caracteriza-se pela presença 
de um tumor, geralmente localizado no pâncreas, associado a neoplasia endócrina múltipla 
tipo I em 20% dos casos, em que há hiperprodução de gastrina, o que resulta em aumento da 
secreção de ácido clorídrico e úlceras pépticas em 95% dos casos. A síndrome de 
Verner-Morrison, no entanto, manifesta-se clinicamente por diarreia aquosa, hipocalemia e 
acloridria, ocorrendo em tumores produtores de peptídeos vasoativos (VIPomas). Gabarito: 
Alternativa B. 
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Questão 548455:
Questãozinha batida em prova, hein, pessoal? Vamos lembrar os sinais citados nas 
alternativas,todos sugestivos de apendicite aguda: - Sinal de Dunphy: dor na fossa ilíaca 
direita, que piora com a tosse (A certa). - Sinal de Rovsing é a dor em fossa ilíaca 
direita quando se realiza pressão sobre a fossa ilíaca esquerda (B errada). Sua origem 
reside no choque da onda de ar deslocada pela manobra contra o apêndice inflamado. - Sinal 
de Lenander consiste na diferença entre as temperaturas retal e axilar, que alcança um 
valor maior que 1ºC (C errada). - Sinal de Markle consiste na pesquisa da dor em choque — 
pede-se ao paciente que fique na ponta dos pés e depois solte o corpo sobre os 
calcanhares. O movimento da parede abdominal pode levar à localização da dor pelo paciente 
(D errada). - Não existe um "sinal de Alvarado" (E errada). Resposta: A. 
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Questão 548456:
O warfarin é um anticoagulante oral que bloqueia a etapa dependente de vitamina K na 
síntese de determinados fatores de coagulação, mais precisamente os fatores II 
(protrombina), VII, IX e X (conhecidos como vitamina K dependentes). Sua anticoagulação é 
controlada pelo tempo de protrombina, padronizado internacionalmente na forma de INR (ou 
RNI). Indivíduos anticoagulados após um episódio de trombose venosa profunda geralmente 
apresentam INR entre 2 e 3. Antes de cirurgias eletivas, o warfarin deve ser suspenso por 
cinco dias no pré-operatório devido a sua meia-vida prolongada (36 a 42 horas). Após este 
período devemos solicitar um novo INR; caso este valor seja ≤ 1,4, a cirurgia eletiva pode 
ser realizada. Mas vamos ver o que aconteceu... A conduta descrita no enunciado foi 
correta, mas quando o INR foi solicitado após cinco dias de interrupção, o INR ainda 
permaneceu elevado, com um valor de 1,9... O que devemos fazer? Como não estamos lidando 
com uma cirurgia emergencial, não há necessidade de correção imediata do INR com a infusão 
de plasma fresco congelado; nessa situação o paciente correria os riscos de receber um 
hemoderivado, sem necessidade... Nesse caso, o correto é a administração de vitamina K, 
com intuito de aumentar o pool de fatores vitamina K dependentes. A ampola de 1 ml da 
vitamina contém 10 mg/ml. A administração pode ser subcutânea ou intramuscular. Muitos 
serviços administram o conteúdo da ampola (ou apenas metade, ou seja, 0,5 ml) por via 
oral. Quando o INR é > 1,5, textos americanos recomendam o uso de baixas doses por via 
oral (1 a 2 mg), com solicitação do INR no dia seguinte. Caso a administração seja 
parenteral, uma nova checagem do INR pode ser feita após seis horas. Como há prolongamento 
do INR, devemos evitar as injeções intramusculares. Dessa forma, a opção correta é a D. 
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Questão 548457:
Qual deve ser a nossa conduta frente a um quadro de contusão pulmonar? Devemos sempre nos 
preocupar com a dor e a função ventilatória, por isso, os pilares para o tratamento são: 
momitorização, analgesia, seja com opioides ou até mesmo bloqueio intercostal e oferecer 
oxigênio. Logo, gabarito letra D. 
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Questão 548458:
A succinilcolina é um bloqueador neuromuscular despolarizante e de ação ultracurta. 
Justamente por causa dessa rápida reversibilidade de ação (1 minuto), o que ocorre através 
da metabolização por estearases plasmáticas, essa droga é muito utilizada em situações de 
estomago cheio e intubação em sequência rápida (sem ventilação prévia). Dentre os feitos 
colaterais da succinilcolina, destacam-se a hipercalemia e a elevação das pressões 
intraocular e intracraniana, o que fazem dela uma contraindicação em pacientes 
hipercalêmicos, como a paciente nefropata em questão, bem como em pacientes com glaucoma 
de ângulo fechado e hipertensão intracraniana. Resposta certa: C. 
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Questão 548460:
O termo genitália ambígua, ou genitália atípica (que é um termo mais atual), descreve uma 
situação na qual não é possível a caracterização de uma genitália externa como sendo 
feminina ou masculina. A principal condição que leva ao desenvolvimento de uma genitália 
atípica sem gônadas palpáveis é a hiperplasia adrenal congênita. Nesta desordem, ocorre 
uma deficiência enzimática que prejudica a síntese de cortisol (com ou sem o prejuízo na 
síntese de mineralocorticoides). Os precursores destas vias metabólicas se acumulam e são 
desviados para a síntese de androgênios. Tal processo pode ter início ainda durante a vida 
intrauterina e promover a virilização de uma genitália feminina. A principal forma desta 
condição está relacionada com a deficiência da enzima 21-hidroxilase, que participa tanto 
da via de síntese do cortisol quanto dos mineralocorticoides. Há diversos graus de 
gravidade desta deficiência. Na forma clássica, perdedora de sal, a deficiência é máxima 
e, partir da segunda semana de vida, a criança manifesta-se com vômitos e desidratação, 
com as típicas alterações relacionadas à falta de aldosterona (hiponatremia e 
hipercalemia). O tratamento na fase aguda é a reposição hídrica e de hidrocortisona, com 
ação glicocorticoide e mineralocorticoide. Em relação às demais opções, temos o seguinte: 
As desordens nos receptores de androgênios podem levar ao desenvolvimento de genitália 
atípica, mas não cursam com as demais alterações descritas. A deficiência da enzima 
11-beta-hidroxilase também leva à hiperplasia adrenal congênita, mas não há falta de 
aldosterona – pelo contrário, há excesso de mineralocorticoides. Além disso, é uma causa 
muito menos frequente. A deficiência de 17-hidroxilase é outra causa de hiperplasia 
adrenal congênita, porém rara. Nesta forma há alterações na função adrenal e também 
gonadal; ocorre excesso de mineralocorticoides, com hipertensão, e também infantilismo 
sexual, pelas alterações nas gônadas. Resposta: letra D. 
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Questão 548461:
Fazer diagnóstico de asma em uma criança de três anos não é uma tarefa fácil, mas a banca 
já facilitou a nossa vida e indicou esta hipótese. Diante de uma criança com menos de 5 
anos que apresenta episódios frequentes de sibilância, com uso de beta dois agonista de 
curta duração mais do que duas vezes por semana, sintomas noturnos, limitação das 
atividades, já podemos considerar o início do tratamento de manutenção, que é feito pela 
etapa 2 com corticoide inalatório em dose baixa, por pelo menos três meses. Resposta: 
letra C. 
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Questão 548462:
Questão bastante difícil... Foi colocada aqui propositalmente, para que você se 
familiarize com alguns conceitos mais específicos da pediatria. Vamos avaliar cada 
afirmativa: Opção A: correta. Talvez a recomendação aí descrita tenha causado surpresa. O 
tratamento da sepse tem como pilar o início precoce da antibioticoterapia empírica - se 
não houver sinais de choque, pode ser iniciada em até 3 horas do reconhecimento do quadro. 
Se houver sinais de choque, deve ser iniciada ainda na primeira hora de atendimento. Esta 
é a recomendação que vem descrita no documento citado pela banca no enunciado. Opção B: 
incorreta. O tratamento empírico inicial é com droga de amplo espectro, mas assim que o 
agente e o perfil de sensibilidade forem identificados, devemos ajustar o antibiótico para 
o menor espectro possível. Opção C: incorreta: Idealmente, as culturas devem ser colhidas 
antes do início da antibioticoterapia - desde que isso não atrase o início do tratamento, 
implicando em pior prognóstico. Opção D: incorreta. Quando não houver disponibilidade de 
cuidados intensivos, a administração de volume deve ser mais cautelosa - se não houver 
hipotensão, não devemos fazer a reposição volêmica em bôlus, mas iniciar ofertahídrica de 
manutenção. Se houver hipotensão, devemos administrar bolus de cristaloide, 10-20 mL/kg, 
até no máximo 40 mL/kg. Nos serviços de saúde onde há a disponibilidade de cuidados 
intensivos (UTI pediátrica) podemos administrar bolus de cristaloide balanceado, 10-20 
mL/kg, até no máximo 40-60 mL/kg, quando houver alteração na perfusão, com ou sem 
hipotensão. Opção E: incorreta. Diante de um choque séptico refratário a volume, as drogas 
vasoativas de escolha são epinefrina ou norepinefrina. Resposta: letra A. 
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Questão 548464:
Temos uma criança de um ano com anemia, reticulocitose, além de edema e dor em mãos. 
Quadros como esse devem nos chamar a atenção para a síndrome mão-pé, complicação clássica 
da anemia falciforme. Nessa situação, ocorre polimerização das hemácias na medula óssea, 
levando à congestão sanguínea e extravasamento de líquidos dos vasos locais – o edema se 
forma pelo fato de o osso ainda ser poroso (a síndrome mão-pé ocorre, tipicamente, em 
indivíduos entre um e três anos, faixa etária em que os ossos não estão “100% 
calcificados”). A leucocitose e a plaquetopenia são manifestações que podem ocorrer em 
diversas complicações da anemia falciforme e não apontam quadro infeccioso ou neoplásico 
associado. E as outras alternativas? Esferocitose: nessa condição, o paciente desenvolve 
hemólise crônica por déficit de alguma proteína do citoesqueleto do eritrócito. Com isso, 
a célula não consegue se deformar adequadamente, ficando mais suscetível à ação dos 
macrófagos esplênicos. O quadro clínico típico é de uma criança com esplenomegalia e 
hipercromia (a hemoglobina fica mais “concentrada” em uma célula de área menor). 
Talassemia: como sabemos, as síndromes talassêmicas podem se apresentar com gravidades 
variáveis. Na beta major, por exemplo, o paciente desenvolve hemólise significativa e, na 
minor, não há manifestações clínicas... De qualquer forma, não esperamos síndrome mão-pé 
nessa condição. Hemoglobinopatia C: indivíduos com essa condição se apresentam com quadro 
de hemólise leve, com HCM elevado (a hemácia é mais desidratada) e VCM reduzido. À 
hematoscopia, podemos observar cristais de hemoglobina – algumas áreas das hemácias ficam 
mais “vermelhas”, refletindo acúmulo desse pigmento ali. Também não cursa com síndrome 
mão-pé. Resposta: letra A. 
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Questão 548466:
Estamos diante de um lactente de dois anos com febre, dor abdominal e sibilância, além de 
outros comemorativos. Nesse caso, precisamos lembrar da toxocaríase. O quadro típico é uma 
criança entre os dois e sete anos, com antecedentes pessoais de pica e geofagia e contato 
com cachorros em casa. Os sinais e sintomas clássicos estão associados com a migração 
larvar pulmonar e hepática, incluindo dor abdominal, anorexia, febre, tosse, sibilância e 
hepatomegalia. Laboratorialmente existe eosinofilia, habitualmente superior a 2000 células 
por mm3, leucocitose e hipergamaglobulinemia. Um dado muito importante que corrobora para 
a hipótese é a descrição de granulomas hepáticos. A leucemia eosinofílica crônica é 
caracterizada quando se observa evidência de expansão clonal, inclusive com aumento do 
número de mieloblastos. A presença de eosinofilia na ausência de fator desencadeante e sem 
evidência de clonalidade em paciente com lesão orgânica é denominada síndrome 
hipereosinofílica - o que não é o caso desse paciente. Ascaridíase é uma infecção causada 
pelo Ascaris lumbricoides. Infecções leves podem ser assintomáticas. Os sintomas iniciais 
são pulmonares (tosse, sibilos); mais tarde, ocorrem sintomas gastrointestinais, com 
cólicas ou dor abdominal decorrentes da obstrução do lúmen gastrintestinal (intestinos ou 
ductos biliares ou pancreático) por vermes adultos - que também não é o caso apresentado. 
Esquistossomose é a infecção causada por trematódeos sanguíneos do gênero Schistosoma, 
adquiridos transcutaneamente ao nadar ou entrar em contato com águas contaminadas. Os 
parasitas infectam os vasos do trato gastrintestinal ou trato geniturinário. Sintomas 
agudos são dermatite, seguida após várias semanas por febre, calafrios, náuseas, dor 
abdominal, diarreia, mal-estar e mialgia. E, por fim, não há dados para pensarmos em 
tuberculose disseminada. Resposta: letra C. 
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Questão 548469:
Esse adolescente de 13 anos tem um quadro clínico sugestivo de monucleose, caracterizado 
pela presença de febre há 7 dias, alterações em orofaringe como petéquias no palato, 
faringite exsudativa e edema de pálpebra (sinal de Hogland) acompanhado de adenomegalia 
cervical anterior e posterior. Junto a isto apresenta hepatoesplenomegalia corroborando 
ainda mais com o diagnóstico de mononucleose. A banca também descreveu uma erupção 
maculopapular que é o tipo de exantema mais encontrado nos quadros de mononucleose. De 
qualquer forma, esses são os comemorativos clássicos da síndrome de mononucleose 
infecciosa, que tem na infecção pelo vírus Epstein-Barr sua principal etiologia. A 
alteração hematológica característica das síndromes mono-like é a linfocitose absoluta 
(>4500 linfócitos/ mm³) ou relativa (>50%) com presença de linfócitos atípicos (>10%) no 
esfregaço periférico de sangue. A difteria cursa com uma membrana branca-acinzentada 
fortemente aderida às tonsilas. O paciente não preenche critérios suficientes para o 
diagnóstico de doença de Kawasaki. Infecção pelo adenovírus geralmente causa a febre 
faringoconjuntival e faringite estreptocócica não cursa com hepatoesplenomegalia e nem com 
edema periorbitário. Resposta: letra B. 
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Questão 548470:
Vamos analisar as alternativas: A letra A está errada; o ecocardiograma deve ser 
solicitado ainda na maternidade ou estar agendado para quando o recém-nascido receber 
alta, visto que 50% das crianças apresentam cardiopatias, mesmo sem ausculta de sopros 
cardíacos. A mais comum é o defeito do septo atrioventricular total. Caso o primeiro exame 
esteja normal não é necessário repeti-lo. A letra B está correta; a função tireoideana 
deve ser avaliada ao nascimento (triagem neonatal), aos 6 e aos 12 meses e, em seguida, 
anualmente. Existe um risco de 1,4% de hipotireoidismo congênito e 14% a 66% ou mais de 
hipotireoidismo ao longo da vida. A letra C está errada; o cariótipo não é obrigatório 
para o diagnóstico da SD, mas é fundamental para orientar o aconselhamento genético da 
família. No último documento da SBP de 2020 (DIRETRIZES DE ATENÇÃO À SAÚDE DE PESSOAS COM 
SÍNDROME DE DOWN), encontramos o seguinte "Em caso de suspeita clínica de SD deve-se 
sempre solicitar o exame confirmatório pelo estudo citogenético (cariótipo) e encaminhar a 
família para aconselhamento genético com médico geneticista." A letra D está errada; na 
verdade o hemograma é o exame recomendado ao nascimento (não mielograma). O exame tem a 
função de afastar alterações hematológicas como reações leucemoides, policitemia, leucemia 
e doença mieloproliferativa transitória, que acomete 5% a 10% das crianças com SD. O 
hemograma deve ser realizado aos 6 e 12 meses de vida e anualmente ao longo da vida. A 
letra E está errada; as avaliações de acuidade auditiva e visual deverão ser realizadas 
aos 6 e aos 12 meses e, após essa idade, de forma anual. Resposta: letra B. 
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Questão 548471:
A displasia do desenvolvimento do quadril compreende um espectro de imaturidade do 
desenvolvimento dessa articulação - a apresentação clínica pode variar desde uma displasia 
leve até luxação franca. O rastreamento desta condição, através das manobras de Barlow e 
Ortolani, é obrigatório durante o acompanhamento de um recém-nascido. Se houveralteração, 
a recomendação é que seja realizado o ultrassom da articulação, o exame de escolha para a 
confirmação diagnóstica. Vamos analisar cada afirmativa, aproveitando para recordar como 
são feitas as manobras citadas e aprender sobre alguns sinais que podem apontar para o 
diagnóstico desta condição: a) INCORRETA. A descrição das manobras está invertida. A 
manobra de Ortolani verifica se o quadril já está luxado - o examinador faz uma abdução da 
perna e tração da coxa para cima e, na presença de um "click", o teste é considerado 
positivo, pois significa que o quadril estava luxado e com a manobra, retornou para o 
acetábulo. A manobra de Barlow serve para mostrar se o quadril é luxável - o examinador 
faz adução da coxa e força-a para baixo. Na presença de instabilidade articular, o quadril 
irá luxar, ou seja, a cabeça femoral deslizará para fora do acetábulo. b) INCORRETA. O 
sinal de Galeazzi, também chamado de sinal de Allis, consiste na diferença de altura dos 
joelhos quando a criança está em decúbito com as coxas e os joelhos fletidos. O lado 
acometido apresenta altura mais baixa do joelho. c) INCORRETA. O sinal de Trendelenburg é 
encontrado em crianças mais velhas e é caracterizado por desvio do tronco para o lado 
afetado e queda do quadril para o lado oposto quando a criança fica em pé apoiado apenas 
no membro do lado afetado. d) CORRETA. Conforme explicado na alternativa A, a manobra de 
Ortolani mostra que o quadril está luxado mas é redutível, enquanto a manobra de Barlow 
mostra que o quadril é luxável. Resposta: letra D. 
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Questão 548472:
O eritema tóxico neonatal é uma erupção cutânea benigna e autolimitada que pode ocorrer em 
até 60% dos recém nascidos a termo. É caracterizado por vesículas, pápulas e pústulas de 
até 3 mm de diâmetro, com halo eritematoso ao redor das lesões, que acometem a face e o 
tronco e em geral poupa as regiões palmar e plantar. O diagnóstico é clínico mas a 
avaliação complementar com o teste de Tzank (coloração do conteúdo das lesões) revela a 
presença de eosinófilos. Não há indicação de tratamento específico, já que o quadro tem 
resolução espontânea. A infecção por herpes cursa com lesões vesiculares e presença de 
outros sintomas sistêmicos, sendo uma infecção grave no período neonatal (alternativa A 
incorreta). O impetigo bolhoso caracteriza-se por infecção por estafilococos, que causa 
vesículas e bolhas flácidas com paredes finas. No período neonatal, esta infecção costuma 
causar lesão na região de fraldas (alternativa B incorreta). A melanose pustular 
transitória cursa com vesículas e pústulas desde o nascimento, que se rompem em 24 -48 
horas e deixam máculas hiperpigmentadas com descamação. (alternativa D incorreta). 
Resposta: letra C. 
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Questão 548473:
A descrição dos achados na ectoscopia indica a presença de uma celulite. O grande desafio 
nestes casos é a distinção entre duas condições: celulite orbitária (ou pós-septal) e a 
celulite periorbitária (ou pós-septal). Ambas podem ser complicações de um episódio de 
sinusite bacteriana aguda (a provável causa dos “dez dias de sintomas gripais” descritos 
no enunciado). A celulite periorbitária se distingue da orbitária por não cursar com 
manifestações de acometimento orbitário, apenas com inflamação palpebral (há acometimento 
somente dos tecidos pré-septais, localizados anteriormente ao septo orbital). Na celulite 
orbitária, há acometimento orbitário de fato, com envolvimento da musculatura e tecido 
gorduroso. Isso é evidenciado por alteração visual, dor e limitação à mobilização ocular e 
eventual proptose, ausentes neste caso. O prognóstico de ambas as condições é bem 
distinto; a celulite periorbitária é um quadro menos graves, enquanto a orbitária pode 
levar à perda visual. É aceito que as crianças com o quadro periorbitários sejam 
acompanhadas ambulatorialmente; os agentes etiológicos incluem os causadores da sinusite, 
como pneumococo, mas também Staphylococcus aureus. Há diversos esquemas descritos na 
literatura, como o uso de amoxicilina-clavulanato (o esquema será sempre determinado pelo 
perfil de resistência local). Resposta: letra B. 
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Questão 548475:
A banca abordou de forma bem típica uma condição bastante comum na prática pediátrica: a 
bronquiolite viral aguda. Para chegar ao diagnóstico, basta que você organize seu 
raciocínio da seguinte forma: trata-se de uma criança com uma infecção respiratória aguda 
que acomete o trato respiratório inferior, como indicado pela presença de taquipneia (como 
não há estridor, não há doença nas grandes vias de condução extrapleurais). O principal 
diagnóstico diferencial infeccioso nesses casos, nessa faixa etária, é entre a pneumonia 
bacteriana e a bronquiolite viral aguda. O diagnóstico de asma, indicado na letra B, deve 
ser considerado diante da presença de episódios repetidos de sibilância, principalmente se 
associados a outros fatores de risco, como dermatite atópica, história familiar de asma e 
rinite alérgica. A broncodisplasia pulmonar, lembrada na letra D, é uma doença que acomete 
recém-nascidos prematuros, com tempo de oxigenoterapia prolongado, mas não há relato de 
que essa criança tenha apresentado problemas respiratórios desde o seu nascimento. A 
traqueobronquite, hipótese na letra E, costuma ser complicação de laringotraqueíte, e não 
há história prévia de rouquidão ou estridor. Assim, de fato, o diagnóstico diferencial 
principal é entre as duas condições já mencionadas. A presença da sibilância é o grande 
marcador clínico usado para o diagnóstico da bronquiolite viral aguda. A infecção da 
mucosa bronquiolar causa edema, acúmulo de muco e restos celulares no lúmen do bronquíolo, 
promovendo a redução do calibre e o surgimento dos sibilos. Resposta: letra C. 
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Questão 548476:
Vamos analisar as alternativas sobre aleitamento materno. A letra A está incorreta; o 
leite posterior tem maior concentração de gordura. Esta gordura é que provê o maior aporte 
energético do leite e, por este motivo, é tão importante permitir que a criança permaneça 
em cada mama pelo tempo necessário. O leite anterior é rico em proteínas do soro e 
lactose. A letra B é a alternativa correta; o leite humano possui uma série de fatores 
imunológicos específicos e não específicos, conforme citados na afirmativa. A letra C está 
incorreta; a IgA secretória é a principal imunoglobulina no leite humano. Outras, como IgG 
e IgM, também estão presentes. E, por fim, a letra D está incorreta; alguns dos fatores de 
proteção podem ser totalmente ou parcialmente inativados pelo calor. É por esse motivo que 
costumamos dizer que o leite pasteurizado não tem o mesmo valor biológico que o leite cru. 
Resposta: letra B. 
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Questão 548477:
A criança apresentada pela banca tem características clínicas de uma intolerância à 
lactose. Nesse quadro, há uma má absorção de lactose por uma menor quantidade da enzima 
lactase, levando ao surgimento de uma série de manifestações. Como essa criança não 
consegue digerir a lactose, ela não conseguirá absorver a lactose e terá um acúmulo desta 
no tubo digestivo, o que aumenta a osmolaridade intraluminal e a criança apresentará 
diarreia após o consumo de leite. Além disso, essa lactose chegará intacta às porções do 
tubo digestivo e será fermentada e resultará em gases (resultando em distensão abdominal e 
flatulência excessiva) e ácidos orgânicos (fezes mais ácidas e hiperemia na região 
perianal). O quadro pode ser causado por uma deficiência de lactase primária (redução ou 
ausência de lactase genética) ou por uma deficiência de lactasesecundária (ocorre nas 
doenças de mucosa do delgado). A primária engloba duas formas clínicas principais: a 
deficiência primária de lactase adquirida, ou deficiência ontogenética de lactase, e a 
deficiência congênita de lactase, que é uma condição rara. Na ontogenética, há uma redução 
na atividade da lactase com o passar dos anos: há declínio regular, que inicia na idade 
pré-escolar e se completa antes da adolescência. Sendo assim, as manifestações aparecerão 
após ingestão de uma maior quantidade de lactose. Resposta: letra B. 
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Questão 548481:
Temos uma paciente de 5 anos com queixa de corrimento abundante há 30 dias. Ao exame 
físico, apresenta hímen íntegro, corrimento branco, fluído, sem odor, consistência 
mucoide, pH 4,2, teste das aminas negativo, ausência de lesões em vulva. A vulvovaginite 
inespecífica refere-se à inflamação dos tecidos da vulva e da vagina, onde não se 
identifica um agente principal. É importante ressaltar que na criança é mais comum se 
encontrar uma vulvite sem o comprometimento da mucosa vaginal. O quadro clínico 
caracteriza-se por: leucorreia de aspecto variável; prurido vulvar; ardência vulvar; 
escoriação, hiperemia e edema de vulva; disúria e polaciúria; sinais de má higiene. O 
diagnóstico é feito a partir de anamnese cuidadosa, que levanta a suspeita diagnóstica. A 
investigação se inicia pela coleta de material da vagina, através de sonda de nelaton 
acoplada a uma seringa, para realização de exame a fresco com SF a 0,9% e teste com 
hidróxido de potássio a 10% (uma gota da secreção vaginal uma gota de KOH) e 
bacterioscópico (Gram). Assim, diante do exposto pela questão, com descrição de leucorreia 
sem odor, com consistência mucoide, pH vaginal 4,2 e teste das aminas negativos, temos uma 
vulvovaginite inespecífica. Vamos às alternativas. Letra A: incorreta. Conforme descrito 
acima, o quadro clínico descrito pela questão é compatível com vulvovaginite inespecífica. 
Além disso, repare que o hímen é descrito como íntegro e não há achados em exame físico ou 
relatos compatíveis com violência sexual. Letra B: correta. Como na vulvovaginite 
inespecífica não há um agente etiológico específico, não existe um antifúngico ou 
antiparasitário específicos e a terapia inclui algumas medidas gerais, a exemplo de: - 
Boas medidas higiênicas com água abundante e sabão neutro; - Prevenir contato com 
irritantes; - Evitar roupas sintéticas; - Banhos de assento com antissépticos; - 
Tratamento sistêmico de infecção urinária, se presente; - Tratamento de parasitoses 
intestinais, se confirmada; - Antibioticoterapia tópica, em caso de identificação do 
agente. Assim, a conduta correta é orientar uso de roupas íntimas de material não 
sintético e limpeza local com água corrente e sabonete neutro. Letra C: incorreta. Quando 
há vulvovaginite associada a corpo estranho, geralmente, espera-se associação com 
corrimento de odor fétido e/ou purulento. Nesse caso, poderíamos realizar exame de imagem 
em busca do corpo estranho. Não há, a princípio, indicação de realizar exame ginecológico 
sob sedação no momento. Letra D: incorreta. Puberdade precoce em meninas é definida como 
surgimento de caracteres sexuais secundários (como pelos pubianos e desenvolvimento de 
broto mamário) antes dos 8 anos. Como não há descrição pelo enunciado de caracteres 
sexuais secundários, não há necessidade de investigação com dosagem de FSH e LH sérico e 
radiografia dos punhos. Resposta: letra B. 
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Questão 548483:
A cervicite ou cervicite mucopurulenta ou endocervicite é a inflamação do epitélio colunar 
endocervical, ou seja, do epitélio glandular do colo uterino. Os agentes etiológicos mais 
frequentes são Chlamydia trachomatis e a Neisseria gonorrhoeae. Eles infectam apenas o 
epitélio glandular e são responsáveis pela endocervicite mucopurulenta. A Chlamydia 
trachomatis é um bacilo Gram-negativo intracelular obrigatório com tropismo pelas células 
epiteliais da conjuntiva, uretra, endocérvice e tuba. Ela é o agente mais comum das 
uretrites não gonocócicas e é um dos patógenos primários da doença inflamatória pélvica. O 
tratamento da infecção pela Chlamydia trachomatis tem duas opções terapêuticas: Repare que 
dentre as alternativas temos a tanto Azitromicina quanto Doxiciclina. A Azitromicina é a 
droga de escolha. Além disso, repare que a dose da Doxiciclina está incorreta- são 200 mg 
ao dia (e não 100 mg) durante 7 dias, não 14 dias. Resposta: letra C. 
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Questão 548484:
A questão descreve uma paciente de 47 anos, com diagnóstico prévio de carcinoma 
epidermoide de colo uterino, ainda sem tratamento, que evolui com crise hipertensiva e 
aumento importante dos níveis de creatinina. A ultrassonografia de vias urinárias revelou 
dilatação ureteral bilateral acentuada. A nossa principal hipótese diagnóstica é a 
obstrução ureteral secundária ao tumor de colo uterino avançado. Nesse contexto, devemos 
lembrar que a presença de hidronefrose classifica a doença como estádio IIIB. A melhor 
conduta nesses casos é a radioterapia associada à quimioterapia. Embora a cirurgia 
exclusiva tenha a vantagem de preservar a função ovariana e vaginal, a quimiorradiação 
posterior à cirurgia aumenta a morbidade. Por isso, recomenda-se a quimiorradiação como 
tratamento primário. Resposta: letra A. 
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Questão 548487:
Estamos diante de uma paciente de 76 anos que deseja orientações sobre o rastreamento do 
câncer de mama. A mamografia é o método de eleição para o rastreio da neoplasia, pois é o 
único exame com redução de mortalidade comprovada. De acordo com o Ministério da Saúde, em 
pacientes com risco habitual, na faixa etária entre 50 e 69 anos, recomenda-se a 
mamografia a cada dois anos. No entanto, após os 70 anos, a eficácia do rastreamento 
mamográfico é fraca e, portanto, a mamografia não está indicada. Sendo assim, de acordo 
com a referência do concurso, a paciente deve interromper o rastreamento. Resposta: letra 
D. 
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Questão 548488:
Temos uma paciente com incontinência urinária com exame urodinâmico evidenciando perda de 
pressão à manobra de Valsava de 20cmH2O. Letra A: incorreta. A bexiga neurogênica é a 
condição na qual ocorrem contrações não inibidas (CNI) consequentes à lesão neurológica 
associada. Nestas situações, ocorrem disfunções do arco reflexo sacral, do córtex cerebral 
e/ou de outros centros neurológicos fundamentais ao controle voluntário e involuntário da 
atividade vesical, e isso determina CNI seguidas de relaxamento do esfíncter uretral, de 
forma abrupta e involuntária. A alteração da pressão de perda à manobra de Valsalva não 
caracteriza a bexiga neurogênica. Letra B: correta. A pressão de perda consiste na pressão 
intravesical que leva à perda de urina pela uretra ao esforço, sugerindo qual a pressão 
que a uretra suporta (pressão intrauretral). Quando a pressão de perda for menor que 60 
cmH2O, fica caracterizado o defeito esfincteriano intrínseco, forma mais grave da 
incontinência urinária de esforço. Assim, como há descrição de pressão de perda de 20 
cmH2O, valor menor do que 60, temos defeito esfincteriano. Letra C: incorreta. Valores de 
pressão de perda à manobra de Valsalva superiores a 90 cmH2O sugerem hipermobilidade do 
colo vesical, o que indica que o esfíncter uretral está íntegro. Portanto, como há 
descrição de pressão de perda de 20 cmH2O, valor menor do que 60, temos defeito 
esfincteriano, não hipermobilidade uretral. Letra D: incorreta. A Hiperatividade Detrusora 
(HD) é uma condição eminentemente urodinâmica determinada por contrações involuntárias do 
detrusor, desencadeada espontaneamenteou em resposta a estímulos, durante a fase de 
enchimento vesical. A HD não provoca alteração da pressão de perda à manobra de Valsalva. 
Resposta: letra B. 
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Questão 548489:
Questão direta que deseja saber qual é o principal hormônio envolvido na síndrome 
geniturinária da menopausa (SGM). A SGM ocorre devido à deficiência estrogênica, sendo 
caracterizada por atrofia, ressecamento e ardência genital, diminuição da lubrificação 
vaginal e dispareunia, além de sintomas urinários, como incontinência de urgência, disúria 
e infecções urinárias de repetição. Vale lembrar que o tratamento mais efetivo é o uso de 
terapia estrogênica via vaginal. Portanto, a condição está diretamente relacionada com 
baixos níveis sistêmicos de estrogênio. Resposta: letra C. 
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Questão 548490:
Vamos avaliar as afirmativas a respeito da fisiologia normal do ciclo menstrual. Letra A: 
incorreta. O hipotálamo secreta o hormônio liberador de gonadotro- fina (GnRH) que regula 
a liberação tanto do hormônio folículo estimulante (FSH) quando do hormônio luteizante 
(LH). Letra B: incorreta. O estradiol caracteriza-se por níveis séricos baixos na fase 
folicular inicial (início de cada ciclo menstrual) com rápida elevação na fase folicular 
tardia, até um pico no meio ciclo, que ocorre 24h antes do pico de LH. Letra C: correta. A 
fase inicial do crescimento folicular envolve respostas que não dependem da regulação 
hormonal. O mecanismo regulador do crescimento parece se encontrar no próprio ovário. A 
transformação de um folículo do pool em repouso (primordial) para o pool em crescimento 
parece depender de trocas de sinais entre óvulo/células da granulosa/células da teca e das 
interações com a matriz extracelular e fatores de crescimento. Essa fase parece ser 
independente de FSH porque não existem receptores de FSH no folículo primordial. Letra D: 
incorreta. As células da teca, externas ao folículo e que também se proliferam, produzem 
os primeiros esteroides da cascata, ou seja, progesterona e androgênios, pelo estímulo do 
LH. Os androgênios, por sua vez, entram nas células da granulosa por difusão e, por ação 
da enzima aromatase, se convertem em estradiol pelo estímulo do FSH. Assim, o FSH estimula 
ação da aromatase, que converte os androgênios produzidos pela teca em estradiol e 
estrona. Resposta: letra C. 
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Questão 548493:
Essa questão pede a alternativa correta em relação às manobras de Leopold. Vamos a elas. 
Letra A: incorreta. No primeiro tempo, o examinador palpa o fundo uterino para determinar 
o polo fetal que o ocupa. O polo pélvico é percebido no fundo uterino quando o feto está 
em situação longitudinal e apresentação cefálica. Na situação transversa, o fundo estaria 
vazio. Letra B: correta. O segundo tempo consiste na identificação do dorso fetal e das 
partes fetais, a fim de definir a posição fetal. Letra C: incorreta. O terceiro tempo 
permite a identificação da apresentação fetal. Na apresentação cefálica, o examinador 
apreende o polo cefálico; enquanto na apresentação pélvica, o examinador apreende o polo 
pélvico. Letra D: incorreta. O quarto tempo permite avaliar insinuação. Se a apresentação 
for cefálica, o examinador irá palpar o polo cefálico. Resposta: letra B. 
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Questão 548494:
Essa questão descreve uma gestante apresentando amniorrexe há 3 dias, elevação da 
frequência cardíaca (apesar de ainda não haver taquicardia), febre e leucocitose com 
desvio à esquerda. A principal hipótese diagnóstica é, portanto, de corioamnionite, que é 
uma indicação absoluta de interrupção da gestação independentemente da idade gestacional 
pelos riscos maternos e fetais. A conduta adequada consiste em internação hospitalar, 
antibioticoterapia e interrupção da gestação, preferencialmente por via vaginal, para não 
disseminar a infecção pela cavidade peritoneal. Não há a possibilidade de conduta 
conservadora nem mesmo tempo para realização de corticoterapia. Resposta: letra A. 
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Questão 548495:
Questão bem prática sobre distócia de ombro, em que pede a primeira manobra. A primeira 
manobra que devemos realizar na distócia de ombro é Mc Roberts (abdução com hiperflexão 
das coxas), em que você muda o ângulo de saída, e se tiver alguém par auxiliar, fazer 
junto a manobra de Pressão suprapúbica ou Rubin I. Que são manobras com menos danos e 
bastante eficazes, resolvendo a maior parte das distócias de ombro. Manobras demonstradas 
na alternativa B. Rubin II, Woods, retirada do ombro posterior, Jacquemier também são 
manobras utilizadas na distócia de ombro mas as primeiras que devemos sempre fazer são Mc 
Roberts e Pressão suprapúbica. Manobras demonstradas na alternativa B. 
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Questão 548496:
O bloqueio do nervo pudendo é feito com intuito de realizar anestesia do períneo, sendo 
analgesia farmacológica. Faz-se o bloqueio do nervo pudendo interno no nível das espinhas 
isquiáticas bilateralmente e uma complementação com infiltração superficial na linha de 
incisão é realizada. Lembre-se que a inervação da região vulvoperineal é realizada pelo 
nervo pudendo interno, sendo esse o alvo do bloqueio perineal. Resposta: letra C. 
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Questão 548497:
Vamos analisar as alternativas sobre Dopplerfluxometria: A. Incorreta. O ducto venoso 
fornece informação sobre a função cardíaca fetal. B. Correta. A artéria umbilical é o 
principal vaso a ser avaliado e apresenta normalmente uma baixa resistência. A 
Dopplerfluxometria da artéria umbilical permite avaliar a função placentária, a partir da 
impedância do leito placentário. C. Incorreta. A Dopplerfluxometria de artéria uterina é 
utilizada para predição de CIUR, porém não é diagnóstico. D. Incorreta. O Doppler de ducto 
venoso é o último parâmetro a se alterar na insuficiência placentária. Resposta: letra B. 
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Questão 548498:
O rastreamento de infecção urinária está recomendado em todas as gestações, visto que esta 
infecção, mesmo que assintomática, aumenta a chance de parto prematuro, ruptura prematura 
das membranas ovulares e evolução para formas mais graves como pielonefrite. As letras A e 
B estão erradas. As bactérias mais encontradas nas infecções urinárias da gestação são as 
gram negativas, sendo a escherichia coli a mais frequente. A letra C está correta. As 
gestantes com diabetes e tabagistas apresentam um risco aumentado de infecção urinária na 
gestação e as quinolonas não devem ser utilizadas na gravidez. Resposta: letra C. 
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Questão 548499:
Quando falamos em condições de aplicabilidade do fórcipe, estamos pensando nas situações 
que são obrigatórias para a sua utilização; caso alguma delas não esteja presente, há um 
risco aumentado de trauma para mãe e/ou para o feto. As condições de aplicabilidade do 
fórcipe se dividem em maternas, fetais e relacionadas ao operador. Maternas: dilatação 
total; proporcionalidade da bacia ao feto; canal do parto sem obstáculos (reto e bexiga 
vazios). Fetais: feto vivo ou morte recente; cabeça insinuada; membranas rotas. Operador: 
operador habilitado; obediência à técnica de aplicação; e diagnóstico preciso da variedade 
de posição. Desta forma, apenas a letra C apresenta condições de aplicabilidade do 
fórcipe. A desproporção cefalopélvica é uma contraindicação ao seu uso, o que já excluias 
letras A e B, enquanto o feto não insinuado da letra D também impede a sua aplicação. 
Resposta: letra C. 
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Questão 548500:
A questão descreve uma gestante com 23 semanas apresentando dor na perna esquerda há três 
dias, edema deste membro com assimetria em relação ao outro e hiperemia. Estes dados 
sugerem uma trombose venosa profunda (TVP), que possui um risco aumentado durante a 
gestação em comparação com pacientes não gestantes. Dentre as afirmativas, a única errada 
é aquela sobre a warfarina, pois ela ultrapassa a placenta e deixa o feto também 
anticoagulado, com risco de sangramento intraútero e até mesmo óbito fetal. O 
anticoagulante de eleição na gravidez é a heparina, preferencialmente a de baixo peso 
molecular. Utilizamos normalmente a enoxaparina 1mg/kg a cada 12h para terapia 
anticoagulante inicial, que deve ser iniciada prontamente na suspeita clínica enquanto se 
aguarda o doppler ou duplex scan de membros inferiores. Este exame é de baixo custo e 
possui alta acurácia para este diagnóstico, sendo o primeiro a ser solicitado. Caso não 
seja conclusivo, é possível solicitar angiotomografia ou angiorresonância magnética. A 
dosagem do D-dímero não é recomendada na gestação pois ele aumenta fisiologicamente na 
gravidez. Resposta: os warfarinicos são os medicamentos de eleição, sendo a primeira 
escolha na anticoagulação empírica nessa suspeita clínica. 
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Questão 548504:
Temos aqui um quadro clássico: a famosa paciente “poliqueixosa”, que traz uma série de 
exames (todos normais) e que tem o exame físico também normal. Agora, repare que 
interessante, ao avaliarmos o primeiro componente do Método Clínico Centrado na Pessoa 
(explorando a doença e a experiência da pessoa com a doença) vemos que ela acredita que 
possa estar como alguma doença rara… Bem, como devemos abordar esse caso, sabendo que se 
trata da primeira consulta? Devemos atuar, seguindo os preceitos da prevenção quaternária 
e seguir o MCCP. Ou seja, evitar tomar medidas desnecessárias nesse momento (mais exames e 
prescrição de medicações) e trabalhar os componentes um a um. Letra A: incorreta. Não nem 
conhecemos a paciente ainda… Calma. Nada de remédio ou encaminhamento por ora. Letra B: 
incorreta. De novo… essa não é uma boa conduta inicial. Letra C: correta. Excelente! Olha 
como esse item lembrou bem do 4º componente do MCCP (fortalecendo a relação médico-pessoa) 
e do atributo da longitudinalidade. Letra D: incorreta. Conforme dito acima. Letra E: 
incorreta. Não é possível chegarmos a esse diagnóstico só com os dados do enunciado. 
Resposta: letra C. 
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Questão 548505:
A Perda Auditiva Induzida por Ruído (Pair) é a perda provocada pela ex- posição por tempo 
prolongado ao ruído (classicamente períodos ≥ 8 hrs/dia de sons com volume ≥ 85 dB). 
Configura-se como uma perda auditiva do tipo neurossensorial (letra A: correta), 
geralmente bilateral (letra B: correta), irreversível e de cunho profissional (letra C: 
correta) e progressiva com o tempo de exposição ao ruído, mas que cessa com o fim da 
exposição. (letra D: incorreta) Resposta: letra D. Vale lembrar que a PAIR é uma doença 
ocupacional classificada como Schilling grupo II. 
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Questão 548506:
Letra A: correta. Segundo a Lei 8.080, artigo 6, parágrafo primeiro, entende-se por 
vigilância sanitária um conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à 
saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e 
circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde, abrangendo o controle 
de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se relacionem com a saúde, compreendidas 
todas as etapas e processos, da produção ao consumo; e o controle da prestação de serviços 
que se relacionam direta ou indiretamente com a saúde. Letra B: incorreta. A Vigilância em 
Saúde do Trabalhador (Visat) é um dos componentes do Sistema Nacional de Vigilância em 
Saúde (SNVS), e consiste num conjunto de ações que visam promoção da saúde, prevenção da 
morbimortalidade e redução de riscos e vulnerabilidades na população trabalhadora e, que 
devem ser realizadas de forma contínua e sistemática, ao longo do tempo, visando a 
detecção, conhecimento, pesquisa e análise dos fatores determinantes e condicionantes dos 
agravos à saúde relacionados aos processos e ambientes de trabalho, tendo em vista seus 
diferentes aspectos (tecnológico, social, organizacional e epidemiológico), de modo a 
fornecer subsídios para o planejamento, execução e avaliação de intervenções sobre esses 
aspectos, visando a eliminação ou controle. Letra C: incorreta. A Vigilância em Saúde 
Ambiental é um conjunto de ações que proporciona o conhecimento e detecção de qualquer 
mudança nos fatores determinantes e condicionantes do meio ambiente que interferem na 
saúde humana, com a finalidade de identificar as medidas de prevenção e controle dos 
fatores de risco ambientais relacionados às doenças ou outros agravos à saúde. Letra D: 
incorreta. A Vigilância Epidemiológica é definida pela Lei N 8080/90 como “um conjunto de 
ações que proporciona o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos 
fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade 
de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos”. O 
objetivo principal é fornecer orientação técnica permanente para os profissionais de 
saúde, que têm a responsabilidade de decidir sobre a execução de ações de controle de 
doenças e agravos, tornando disponíveis, para esse fim, informações atualizadas sobre a 
ocorrência dessas doenças e agravos, bem como dos fatores que a condicionam, numa área 
geográfica ou população definida. Resposta certa: letra A. 
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Questão 548507:
Vamos analisar essa questão com base na lista atual das doenças e agravos de notificação 
compulsória, presente na Portaria nº 3.418, de 31 de agosto de 2022. Letra A: correta. A 
leishmaniose visceral é de notificação semanal; a doença Meningocócica e outras meningites 
são de notificação imediata e o acidente por animal peçonhento é de notificação imediata. 
Letra B: incorreta. A leptospirose é de notificação imediata; a disenteria por E. coli não 
é de notificação compulsória e o acidente por animal peçonhento é de notificação imediata. 
Letra C: incorreta. Os casos de dengue (independente da prova do laço) são de notificação 
semanal; a cardiopatia chagásica não é de notificação compulsória e a toxoplasmose em 
idoso não é de notificação compulsória. Na verdade, a toxo gestacional e congênita é que é 
de notificação compulsória. Ambas, de forma semanal. Letra D: incorreta. A doença 
mão-pé-boca não é de notificação compulsória; a doença Meningocócica e outras meningites 
são de notificação imediata e a violência contra o idoso é de notificação semanal. 
Resposta: letra A. 
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Questão 548508:
Observe que a questão fala sobre os princípios do médico de família e comunidade. Cuidado 
para não confundir com outros princípios como os do SUS (doutrinários e organizacionais); 
princípios da atenção básica (mesmos doutrinários do sus) e suas diretrizes (coordenação 
do cuidado, ordenação na rede, territorialização, longitudinalidade, ...); atributos da 
atenção primárias (essenciais: acesso/primeiro contato/porta de entrada, 
longitudinalidade, coordenação do cuidado, integralidade; e os atributos derivados: 
enfoque familiar, enfoque comunitário e competência cultural); E como perguntado na 
questãoexistem os princípios do médico de família e comunidade que são quatro: 1) O 
médico de família e comunidade é um clínico qualificado: ele atua num ambiente com 
tecnologia de alta complexidade. Ele tem muito conhecimento e consegue resolver a maioria 
dos problemas da população. 2) A atuação do médico de família e comunidade é influenciada 
pela comunidade: enfoque comunitário. A atuação do médico é influenciada pelas 
características da comunidade com enfoque no que for necessário para aquela população. 3) 
O médico de família e comunidade é o recurso de uma população definida: fala sobre a 
territorialização. O médico é responsável por um número limitado de pessoas. 4) A relação 
médico-pessoa é fundamental para o desempenho do médico de família e comunidade: ter uma 
boa relação ajuda para compreensão do paciente ao que foi proposto de maneira 
compartilhada. É exatamente o que foi tratado no enunciado da questão. Perceba que essa 
boa relação estabelecida facilitou a explicação da doença, os cuidados a serem tomados, a 
dieta e a medicação. Resposta: letra D. 
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Questão 548509:
Questão puramente conceitual. Vamos analisar cada alternativa, para adequar conforme a 
definição apresentada no enunciado. Letra A: incorreta. O termo citado não é contemplado 
nos principais documentos do ministério da saúde. Letra B: incorreta. A notificação 
compulsória imediata, compreende a periodicidade de notificação a ser realizada em até 24 
(vinte e quatro) horas, a partir do conhecimento da ocorrência de doença, agravo ou evento 
de saúde pública, pelo meio de comunicação mais rápido disponível; Letra C: correta. O 
conceito de notificação compulsória negativa está correto: representa a comunicação 
semanal realizada pelo responsável pelo estabelecimento de saúde à autoridade de saúde, 
informando que na semana epidemiológica não foi identificado nenhuma doença, agravo ou 
evento de saúde pública constante da Lista de Notificação Compulsória. Letra D: incorreta. 
A notificação compulsória semanal deve ser realizada em até 7 (sete) dias, a partir do 
conhecimento da ocorrência de doença ou agravo. Letra E: incorreta. Compreende a 
notificação ser realizada conforme o modelo de vigilância realizada a partir de 
estabelecimento de saúde estratégico para a vigilância de morbidade, mortalidade ou 
agentes etiológicos de interesse para a saúde pública, com participação facultativa, 
segundo norma técnica específica estabelecida pela Secretaria de Vigilância em Saúde 
(SVS/MS). Resposta: letra C. 
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Questão 548510:
Vamos começar essa questão relembrando dos tipos de prevenção segundo Leavell e Clark: - 
Prevenção primária: A prevenção primária atua no período pré-patogênico (antes do 
surgimento da doença), minimizando os efeitos dos fatores de risco e evitando a incidência 
das doenças. Pode ser dividia em proteção específica, quando a atuação é voltada para 
alguma moléstia específica (exemplos: vacinação, uso de epi) e promoção da saúde, quando a 
atuação minimiza a ocorrência de várias doenças simultaneamente (exemplos: estímulo a 
realização de atividade física, alimentação saudável…). - Prevenção secundária: A 
prevenção secundária atua no período patogênico (quando a doença já está instalada) 
através da detecção precoce (rastreamento e diagnóstico precoce) e do tratamento precoce, 
evitando a progressão da doença e visando a cura, quando possível. - Prevenção terciária: 
A prevenção terciária atua no período patogênico quando a doença já está em progressão, ou 
mesmo já causou graves complicações. A ideia é reabilitar o paciente, minimizando os 
efeitos das complicações e reinserindo o indivíduo a uma vida com qualidade. Voltando a 
questão, como a vacinação atua evitando o surgimento das doenças, é uma medida de 
prevenção primária. Resposta: letra C. 
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Questão 548512:
A transição demográfica e epidemiológica resultando no envelhecimento populacional e 
aumento da expectativa de vida significa crescente incremento relativo das condições 
crônicas. A crise contemporânea dos sistemas de saúde caracteriza-se pela organização da 
atenção em sistemas fragmentados voltados para a atenção às condições agudas, apesar da 
prevalência de condições crônicas, e pela estrutura hierárquica e sem comunicação fluida 
entre os diferentes níveis de atenção. Nesse sentido, é mister avaliarmos a situação do 
Brasil e o perfil da situação de saúde vigente caracterizado pela chamada “tripla carga de 
doenças”, em que há presença concomitante das doenças infecciosas e carenciais, das causas 
externas e das doenças crônicas. A solução para o SUS consiste em restabelecer a coerência 
entre a situação de saúde de tripla carga de doenças e o sistema de atenção à saúde em 
prática, pela implantação de redes de atenção à saúde bem estruturadas e organizadas. 
Tanto é assim que uma das diretrizes do SUS e da RAS operacionalizadas na AB é a própria 
“ordenação da rede”. Resposta: letra E. Outros autores ainda atualizaram essa definição, 
dizendo que a “tripla carga de doenças” envolve, ao mesmo tempo: uma agenda não concluída 
de infecções, desnutrição e problemas de saúde reprodutiva; o desafio das doenças crônicas 
e de seus fatores de riscos, como o tabagismo, o sobrepeso e a obesidade, a inatividade 
física, o estresse e a alimentação inadequada; e o forte crescimento da violência e das 
causas externas. 
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Questão 548514:
A classificação das doenças segundo a sua relação com o trabalho (criada pelo professor de 
Saúde Ocupacional da Universidade de Londres, Richard Schilling, em 1984) divide as 
doenças em três grandes grupos: Resposta: letra D. 
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Questão 548516:
Temos o caso de uma paciente de 53 anos, que trabalha em uma fábrica de lâmpadas 
fluorescentes e que apresenta queixa de fadiga, perda de peso, anorexia, irritabilidade, 
tremores… entre outros. Ao final, nos é perguntado sobre o possível elemento que causou a 
intoxicação. Letra A: incorreta. Os compostos de cromo podem ser irritantes e alérgenos 
para a pele e irritantes das vias aéreas superiores. Os sintomas associados a intoxicação 
são: prurido nasal, rinorréia, epistaxe, que evoluem com ulceração e perfuração de septo 
nasal; irritação de conjuntiva com lacrimejamento e irritação de garganta. Em relação a 
história ocupacional temos trabalhadores com galvanoplastias (cromagem); na produção de 
ligas metálicas; soldagem de aço inoxidável; na produção e utilização de pigmentos na 
indústria têxtil, de borracha; na indústria fotográfica e em curtumes. Letra B: incorreta. 
A intoxicação por chumbo pode causar sintomas como dor abdominal, gota, hipertensão, linha 
gengival de Burton e anemia. Embora alguns dos sintomas da paciente possam ser causados 
por intoxicação por chumbo, a sialorreia e o afrouxamento dos dentes não são típicos dessa 
condição. Ademais, na história ocupacional teríamos trabalhos como indústria de pilhas, 
baterias, indústria bélica ou de tintas. Letra C: incorreta. A exposição ao benzeno pode 
causar sintomas relacionados ao acometimento da medula óssea (aplasia de medula), como 
fraqueza, mialgia, infecção de repetição, sangramentos… Já na história ocupacional 
teríamos trabalhos relacionados a petróleo e seus derivados. Letra D: incorreta. Existe 
uma grande variedade de solventes orgânicos que levam aos mais variados sintomas mas, de 
maneira geral, podemos citar a depressão do sistema nervoso central com relaxamento, 
sonolência, hipoxemia, depressão respiratória e arritmia cardíaca. Encontramos esses 
elementos em uma série de substâncias entre lícitas (colas e esmaltes) e ilícitas(lança 
perfume). Letra E: correta. A intoxicação por mercúrio pode causar uma variedade de 
sintomas, incluindo tremores, irritabilidade, mudanças de personalidade, depressão, 
fraqueza, fadiga, perda de memória, sialorreia, afrouxamento dos dentes e perda de peso. 
Esses sintomas correspondem aos apresentados pela paciente. Além disso, o fato de a 
paciente trabalhar em uma fábrica de lâmpadas fluorescentes é relevante, pois essas 
lâmpadas contêm mercúrio. Outras trabalhos que expõe os indivíduos ao mercúrio são: 
fabricação de termômetros, barômetros, garimpo, mineração, amálgama dentária. Resposta: 
letra E. 
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Questão 548517:
Vamos analisar o desenho do estudo citado no enunciado: "Um grupo de pesquisadores 
pretende avaliar a associação entre tabagismo e episódios de pneumonia bacteriana entre 
adultos em certa comunidade. " Trata-se de um estudo observacional onde não há 
intervenção. "decidem acompanhar toda a população adulta de uma pequena cidade e registrar 
todos os casos de pneumonia bacteriana ao longo de um ano." Trata-se de um estudo 
longitudinal prospectivo, ou seja, os observadores acompanham os pacientes ao longo do 
tempo. "A informação sobre a exposição ao tabaco será obtida através de um questionário, o 
qual será enviado por correio antes do início do estudo." Trata-se de um estudo 
individuado onde cada indivíduo é analisado. Portanto, estamos diante de um estudo: 
individuado, observacional e longitudinal prospectivo, mais conhecido como estudo de 
coorte. Resposta: letra A. 
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Questão 548519:
Para acertar essa questão, que tal relembrarmos de um trecho da lei nº 8.142: “Para 
receberem os recursos, de que trata o art. 3° desta lei, os Municípios, os Estados e o 
Distrito Federal deverão contar com: I - Fundo de Saúde; II - Conselho de Saúde, com 
composição paritária; III - plano de saúde; IV - relatórios de gestão; V - contrapartida 
de recursos para a saúde no respectivo orçamento; VI - Comissão de elaboração do Plano de 
Carreira, Cargos e Salários (PCCS), previsto o prazo de dois anos para sua implantação.” 
Resposta: letra E. 
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