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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duart
 UNIPAC – U
 FACULDADE D
Rua: Barã
 
CUR
 
CU
 
 
 
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arte 
 
UNIVERSIDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS 
 DE CIÊNCIAS SOCIAIS, LETRAS E SAÚDE DE UBER
arão de Camargo, nº. 695 – Centro – Uberlândia/MG. 
Tele fax: (34) 3223-2100 
 
RSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS 
3° Período/ 1º Semestre - 2010 
 
 
 
 
USTOS I
 
 
 
Professor: Sérgio L
E-mail: sergioufu
Uberlândia 
2010 
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1
 
ERLÂNDIA. 
 I 
 Lemos Duarte 
fu@gmail.com 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duart
 UNIPAC – U
 FACULDADE D
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
1. PROGRAMA DA DISCIP
 
1.1 EMENTA 
 
1.Introdução Contabilidade de
 
2. Terminologia e Classificaçõ
 
3. Princípios e Conceitos Cont
 
4. Custos Diretos / Indiretos 
 
5. Critérios de Rateio dos Cust
 
6. Departamentalização 
 
7. Princípios para Avaliação d
 
1.2 DESENVOLVIMENTO 
 
1. CONTABILIDADE DE CU
1. Introdução 
1.1 Conceito 
1.2 Aparecimento da Cont
1.3 Princípios Básicos da C
1.4 Natureza, Importância
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arte 
 
 
UNIVERSIDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS 
 DE CIÊNCIAS SOCIAIS, LETRAS E SAÚDE DE UBER
IPLINA 
de Custos 
ões de Custos 
ntábeis Aplicados à Contabilidade de Custos 
ustos Indiretos 
 de Estoques 
 
 
 DOS TÓPICOS DA EMENTA 
USTOS 
 
ntabilidade de Custos 
a Contabilidade de Custos Industrial 
ia e Finalidade. 
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ERLÂNDIA. 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 3
1.5 Contabilidade de Custos em Empresas Não Industriais 
 
 
2. TERMINOLOGIA EM CUSTOS 
 
2.1 Terminologia em Custos Industriais 
2.2 A Terminologia em Entidades não Industriais 
2.3 A Terminologia 
2.4 Principais Classificações de Custos 
 
3. PRINCÍPIOS E CONCEITOS CONTÁBEIS APLICADOS À CONTABILIDADE DE 
CUSTOS 
 
 3.1 Alguns Princípios Contábeis Aplicados à Contabilidade de Custos 
 3.1.1 Princípio do Custo Histórico como Base de Valor 
 3.1.2 Princípio da Realização da Receita 
 3.1.3 Princípio da Competência ou da Confrontação entre Despesas e Receitas 
 3.1.4 Consistência ou Uniformidade 
 3.1.5 Conservadorismo ou Prudência 
 3.1.6 Materialidade, Objetividade ou Relevância 
 
4. CUSTOS DIRETOS / INDIRETOS 
 
4.1 Custos Diretos - definição 
 4.1.1 Material Direto 
 4.1.2 Custo do material direto adquirido 
 4.1.3 Avaliação de estoques ( de materiais utilizados) 
 4.1.4 Sistema e Métodos de Custeio 
 4.1.5 Mão-de-Obra Direta 
 4.1.6 Diferença entre mão-de-obra direta e indireta 
4.2 Custos Indiretos - definição 
 4.2.1 Rateio do CIF - Custo Indireto de Fabricação 
4.3 Classificação dos Custos em Diretos e Indiretos 
4. 4 Outra classificação dos Custos: Fixos e Variáveis 
4.5 Esquema Básico da Contabilidade de Custos (I) 
 4.5.1 1º PASSO: A SEPARAÇÃO ENTRE CUSTOS E DESPESAS 
 4.5.2 2º PASSO: A APROPRIAÇÃO DOS CUSTOS DIRETOS 
 4.5.3 3º PASSO: A APROPRIAÇÃO DOS CUSTOS INDIRETOS 
 4.6 Esquema Básico 
 4.7 Contabilização dos Custos 
 4.8 Produção Por Ordem E Produção Contínua 
 4.8.1 Diferenças no tratamento contábil 
 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 4
5. CRITÉRIOS DE RATEIO DOS CUSTOS INDIRETOS 
 
5.1 Análise dos Critérios de Rateio – Custos Comuns 
5.2 Rateio dos Custos dos Departamentos 
5.3 Influência dos Custos Fixos E dos Custos Variáveis 
5.4 Importância da Consistência Nos Critérios 
5.5 Conciliação Entre Custos E Contabilidade Financeira 
 
 
6. DEPARTAMENTALIZAÇÃO 
 
6.1 Introdução 
6.2 Por que Departamentalizar? 
6.3 Departamento E Centro de Custos 
6.4 Custos dos Departamentos de Serviços 
6.5 Esquema Completo da Contabilidade de Custos 
 
 
 7. PRINCÍPIOS PARA AVALIAÇÃO DE ESTOQUES 
 
 7. 1 Introdução: 
 7.2 Exemplo da Demonstração de Resultados das Indústrias (Movimentação do 
Estoque). 
 
 
 
 
1.3 BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA 
 
DUTRA, R. G. Custos: Uma abordagem prática. 4ª ed. São Paulo. Atlas, 2002. 
 
IUDICIBUS, Sérgio de. Análise de custos. 2ª ed. São Paulo: Atlas, 1993. 
 
 LEONE, George S. G. Custos: planejamento, implantação e controle. 3ª ed. São Paulo: 
Atlas, 2000. 
 
MAHER, Michael. Contabilidade de Custos: criando valor para a administração. São 
Paulo: Atlas, 2001. 
 
MARTINS, Eliseu, Contabilidade de Custos. 9ª ed. São Paulo: Atlas, 2003. 
 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 5
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
1.1 Conceito 
 
Contabilidade de Custos é uma técnica utilizada para identificar, mensurar e 
informar os custos dos produtos e/ou serviços. Ela tem a função de gerar informações 
precisas e rápidas para a administração, para a tomada de decisões. 
 
 1.2 O Aparecimento da Contabilidade de Custos 
 
 Até a Revolução Industrial (século XVIII), quase só existia a Contabilidade 
Financeira (ou Geral), que, desenvolvida na Era Mercantilista, estava bem estruturada para 
servir as empresas comerciais. 
 A Contabilidade de Custos surgiu da Contabilidade Geral, justamente pela 
necessidade de se ter um controle maior sobre os valores a serem atribuídos aos estoques de 
produtos na indústria e, também , pela necessidade de tomar decisões quanto ao que, como 
e quando produzir. 
 A Contabilidade de Custos faz parte da contabilidade gerencial ou 
administrativa e dispõe de técnicas que são aplicadas não somente às empresas industriais, 
mas também a outras atividades, inclusive empresas públicas e entidades sem fins 
lucrativos, não estando restrita às formalidades legais da contabilidade geral. Ela auxilia na 
determinação dos custos dos fatores de produção, dos custos de determinado setor da 
empresa; no controle e observação dos desperdícios, horas ociosas de trabalho, 
equipamentos mal utilizados; na quantificação exata da matéria prima utilizada, entre 
outros. 
 A contabilidade de Custos desenvolveu-se com a Revolução Industrial, e teve 
que se adaptar à nova realidade econômica, com o surgimento das máquinas e a 
conseqüente produção em grande escala. 
 Até então, as empresas compravam e revendiam mercadorias, ou seja, apenas 
dedicavam-se ao comércio. Para a apuração do resultado de cada período, bem como para o 
levantamento do balanço em seu final, bastava o levantamento dos estoques em termos 
físicos, já que sua medida em valores monetários era extremamente simples: o Contador 
verificava o montante pago por item estocado, e dessa maneira valorava as mercadorias. 
Contabilidade de Custos 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 6
Fazendo o cálculo basicamente por diferença, computando o quanto possuía de estoques 
iniciais, adicionando as compras do período e comparando com o que ainda restava, 
apurava o valor de aquisição das mercadorias vendidas, na clássica disposição: 
 
Estoques Iniciais 
( + ) Compras 
( - ) Estoques Finais 
( = ) Custo das Mercadorias Vendidas 
 
Confrontando esse montante com as receitas líquidas obtidas na venda desses 
bens, chegava-se ao lucro bruto, do qual bastava deduzir as despesas necessárias à 
manutenção da entidade durante o período, à venda dos bens e ao financiamento de suas 
atividades. Daí o aparecimento da também clássica Demonstração de Resultados da 
empresa comercial: 
 
 
Vendas Líquidas xxxxx 
( - ) Custo das Mercadorias Vendidas 
 Estoques Iniciais xxxxx 
 ( + ) Compras xxxxx 
 ( - ) Estoques Finais(xxxxx) (xxxxx) 
( = ) Lucro Bruto xxxxx 
( - ) Despesas 
 Comerciais (Vendas) xxxxx 
 Administrativas xxxxx 
 Financeiras xxxxx (xxxxx) 
Resultado Antes do Imposto de Renda XXXXX 
 ====== 
 
Os bens eram produzidos por pessoas ou grupos de pessoas que poucas vezes 
constituíam entidades jurídicas. As empresas propriamente ditas viviam basicamente do 
comércio, e não da fabricação (fora é lógico as financeiras). Dessa forma era fácil o 
conhecimento e a verificação do valor de compra dos bens existentes, bastando a simples 
consulta aos documentos existentes. 
Com o advento das indústrias, tornou-se mais complexa a função do contador que, 
para levantamento do balanço e apuração do resultado, não dispunha agora tão facilmente 
de dados para poder atribuir valor aos estoques; seu valor de “Compras” na empresa 
comercial estava agora substituído por uma série de valores pagos pelos fatores de 
produção utilizados. 
Nada mais razoável, para a solução desse problema do que o contador tentar 
adaptar à empresa industrial os mesmos critérios utilizados na comercial. Nesta, no balanço 
final, permaneciam como estoques no Ativo apenas os valores sacrificados pela compra dos 
bens. Nenhum outro valor relativo a juros e outros encargos financeiros, a honorários dos 
proprietários e administradores, a salários e comissões de vendedores etc. era ativado. 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 7
Todos estes gastos eram automaticamente apropriados como despesas do período, 
independentemente da venda ou não de mercadorias. 
 
 
 Como as empresas industriais passaram a produzir em grande quantidade, por 
meio do uso de máquinas, a apuração do Custo do Produto Vendido deveria 
incluir todos os elementos empregados na fabricação do produto. 
 
 
Começou-se então a adaptação, dentro do mesmo raciocínio, com a formação dos 
critérios de avaliação de estoques no caso industrial. 
 
1.3 Princípios Básicos da Contabilidade de Custos Industrial 
 
O valor do estoque dos produtos existentes na empresa, fabricados por ela, deveria 
então corresponder ao montante que seria o equivalente ao valor de “Compras” na empresa 
comercial. Portanto, passaram a compor o custo do produto os valores dos fatores de 
produção utilizados para sua obtenção, deixando-se de atribuir aqueles outros que na 
empresa comercial já eram considerados como despesas no período de sua incorrência: 
despesas administrativas, de vendas e financeiras. 
 
Essa forma de avaliação continua em vigor por duas razões: 
 
Primeira – Com o desenvolvimento do Mercado de Capitais nos EUA e em 
alguns países europeus, fazendo com que milhões de pessoas se tornassem acionistas de 
grandes empresas, interessadas agora na análise de seus balanços e resultados, e também 
com o aumento da complexidade do sistema bancário e distanciamento do banqueiro com 
relação à pessoa do proprietário ou administrador da companhia necessitada do crédito, 
surgiu a figura da Auditoria Independente. E essa, acabou por firmar e às vezes criar 
princípios básicos de Contabilidade, de modo que houvesse critérios homogêneos para 
comparar as demonstrações contábeis de empresas diferentes. Ao deparar a Auditoria 
Independente (ou Externa) com essa forma de avaliação de estoques, em que o valor de 
compra é substituído pelo valor de fabricação, acabou por consagrá-la, já que atendia a 
diversos outros princípios mais genéricos como: Custo como Base de Valor, 
Conservadorismo (ou Prudência), Realização etc. 
Essa consagração por parte dos Auditores Externos foi a responsável, então, pela 
manutenção dos princípios básicos da Contabilidade de Custos até hoje, no que diz respeito 
a sua finalidade de avaliação de estoques. 
 
Segunda – Com o advento do Imposto de Renda, provavelmente em função da 
influência dos próprios princípios de Contabilidade já então disseminados, houve a adoção 
do mesmo critério fundamental para a medida do lucro tributável; no cálculo do resultado 
de cada período, os estoques industrializados deveriam ser avaliados sob aquelas regras. 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 8
1.4 - Natureza, Importância e Finalidade 
 
A Contabilidade de Custos faz parte da Contabilidade Gerencial. A tarefa dos 
registros dos fatos está ligada à Contabilidade Geral ou Financeira. O controle das 
operações e dos custos e a solução de problemas específicos estão ligados à Contabilidade 
Gerencial, que é um ponto de apoio fundamental para o administrador da empresa. 
Por fazer parte da Contabilidade Gerencial, a Contabilidade de Custos não está 
presa aos requisitos legais ou fiscais, nem a convenções padronizadas. 
A primeira preocupação dos Contadores, Auditores e Fiscais foi a de fazer da 
Contabilidade de Custos uma forma de resolver seus problemas de mensuração monetária 
dos estoques e do resultado, não a de fazer dela um instrumento de administração. 
Com o crescimento das empresas, e o aumento da distância entre administrador, 
ativos e pessoas administradas, a Contabilidade de Custos passou a ser encarada como uma 
eficiente forma de auxílio no desempenho dessa nova missão gerencial. 
Nesse seu novo campo, a Contabilidade de Custos tem duas funções relevantes: o 
auxílio ao Controle e a ajuda às tomadas de decisões. No que diz respeito ao Controle, sua 
mais importante missão é fornecer dados para o estabelecimento de padrões, orçamentos e 
outras formas de previsão e, num estágio imediatamente seguinte, acompanhar o 
efetivamente acontecido para a comparação com os valores anteriores definidos. 
No que tange à Decisão, seu papel reveste-se de suma importância, pois consiste 
na alimentação de informações sobre valores relevantes que dizem respeito às 
conseqüências de curto e longo prazo sobre medidas de introdução ou corte de produtos, 
administração de preços de venda, opção de compra ou produção etc. 
O conhecimento dos custos é vital para saber se, dado o preço, o produto é 
rentável; ou, se é possível reduzi-los (os custos). 
Assim, a Contabilidade mais moderna vem criando sistemas de informações que 
permitam melhor gerenciamento de Custos, com base nesse enfoque. 
Obviamente, estas suas novas missões não compreendem o todo da Contabilidade 
Gerencial; esta é mais ampla, porém suas bases são esse aspecto comentado da 
Contabilidade de Custos. 
 
1. 5 A Contabilidade de Custos em Empresas não Industriais 
 
Com o advento de nova forma de se usar Contabilidade de Custos, ocorreu seu 
maior aproveitamento em outros campos que não o industrial. No caso de instituição não 
tipicamente daquela natureza, tais como instituições financeiras, empresas comerciais, 
firmas de prestação de serviços etc., onde seu uso para efeito de Balanço era quase 
irrelevante (pela ausência de estoques), passou-se a explorar seu potencial para o controle e 
até para as tomadas de decisões. Mesmo nas empresas prestadoras de serviços que faziam 
uso de Custos para avaliação dos “Estoques de Serviços em Andamentos”, ou seja, para a 
avaliação dos custos incorridos em projetos ainda não acabados, seu campo alargou-se de 
maneira formidável. Passando então a explorar o potencial da Contabilidade de Custos para 
o controle e até para as tomadas de decisões. 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 9
 É hoje relativamente comum encontrarmos Bancos, Financeiras, Lojas 
Comerciais, Escritórios de Planejamento, de Auditoria, de Consultoria etc., a explorar o 
potencial da Contabilidade de Custos para o controle e até paraas tomadas de decisões. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 10
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2.1 Terminologia em Custos Industriais 
 
Gastos, Custos e Despesas são palavras sinônimas? Desembolso confunde-se com 
elas? E Investimento? E Perda pode se confundir com algum desses grupos? No meio de 
tantos nomes e idéias, passamos a utilizar a seguinte nomenclatura: 
 
Gasto – Compra de um produto ou serviço qualquer que gera sacrifício financeiro 
para a entidade (desembolso), sacrifício esse representado por entrega ou promessa de 
entrega de ativos (normalmente dinheiro). Ex: Gastos com a compra de matérias-primas, 
Gastos com mão-de-obra, tanto na produção como na distribuição, Gastos com honorários 
da diretoria, Gastos na compra de um imobilizado etc. Só existe gasto no momento em que 
existe o reconhecimento contábil da dívida assumida ou da redução do ativo dado em 
pagamento. 
Note que o gasto implica desembolso, mas são conceitos distintos. 
 
Desembolso – Pagamento resultante da aquisição do bem ou serviço. 
Pode ocorrer antes, durante ou após a entrada da utilidade comprada, portanto 
defasada ou não do momento do gasto. 
 
Investimento – Gasto ativado em função de sua vida útil ou de benefícios 
atribuíveis a futuro(s) período(s). 
Todos os sacrifícios havidos pela aquisição de bens ou serviços (gastos) que são 
“estocados” nos Ativos da empresa para baixa ou amortização quando de sua venda, de seu 
consumo, de seu desaparecimento ou de sua desvalorização são especificamente chamados 
investimentos. 
 
Custo – Gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou 
serviços. 
O custo é também um gasto, só que reconhecido como tal, isto é, como custo, no 
momento da utilização dos fatores de produção (bens e serviços), para a fabricação de um 
produto ou execução de um serviço. Exemplo: a matéria-prima foi um gasto em sua 
aquisição que imediatamente se tornou investimento, e assim ficou durante o tempo de sua 
Estocagem; no momento de sua utilização na fabricação de um bem, surge o Custo da 
matéria-prima como parte integrante do bem elaborado. Este, por sua vez, é de novo um 
investimento, já que fica ativado até sua venda. 
Terminologia em Custos 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 11
 
Despesa – bem ou serviço consumido direta ou indiretamente para a obtenção de 
receitas, ou seja, gasto relativo a bem ou serviço consumido na empresa mas não 
relacionado com o processo de produção. 
A comissão de um vendedor, por exemplo, é um gasto que se torna imediatamente 
uma despesa. As despesas são itens que reduzem o Patrimônio Líquido e que têm essa 
característica de representar sacrifícios no processo de obtenção de receitas. 
Todo produto vendido e todo serviço ou utilidade transferidos provocam despesas. 
Costumamos chamá-lo Custo do Produto Vendido. Na mercadoria adquirida a despesa é 
reconhecida no momento da receita trazida pela venda, sem passar pela fase de custo. Logo 
o nome Custo das Mercadorias Vendidas. 
 Logo, todas as despesas são ou foram gastas. Porém, alguns gastos muitas vezes 
não se transformam em despesas (ex: terrenos, que não são depreciados) ou só se 
transformam quando de sua venda. 
Todos os custos que são ou foram gastos se transformam em despesas quando da 
entrega dos bens ou serviços a que se referem. Muitos gastos são automaticamente 
transformados em despesas, outros passam primeiro pela fase de custos e outros ainda 
fazem a via-sacra completa, passando por investimento, custo e despesa. 
 
Perda – Bem ou serviço consumidos de forma anormal e involuntária. Ex: perdas 
com incêndios, obsoletismo de estoques, gasto com mão-de-obra durante um período de 
greve etc. 
São itens que vão diretamente para a conta de resultados, assim como as despesas. 
Cabe ressaltar que inúmeras perdas de pequeníssimo valor são, na prática, comumente 
consideradas dentro dos custos ou das despesas, sem sua separação; e isso é permitido 
devido à irrelevância do valor envolvido. No caso de montantes apreciáveis, esse 
tratamento não é correto. 
 
2.2 A Terminologia em Entidades não Industriais 
 
As empresas de serviços têm utilizado os princípios e as técnicas de maneira 
apropriada em função da absoluta similaridade de situação, principalmente nas entidades 
em que se trabalha por projeto (empresas de engenharia, escritórios de auditoria, de 
planejamento etc.). Nessas empresas os custos são imediatamente transformados em 
despesas, sem que haja a fase de Estocagem, como no caso da indústria de bens. 
A palavra custo também significa o preço original de aquisição de qualquer bem 
ou serviço, inclusive leigamente; daí se falar em “custo de uma obra”, “custo de um 
automóvel adquirido” etc. 
Contudo, quando se fala em “Contabilidade de Custos”, estamos nos referindo 
apenas aos bens ou serviços utilizados na produção de outros bens e serviços. 
 
 
2.3 A Terminologia 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 12
Usaremos a palavra Custo para o gasto relativo a consumo na produção. Gastos 
que se destinam às fases de administração, esforço de vendas e financiamento serão 
chamados de Despesas. 
 
Caso haja alguma mudança na modificação da terminologia utilizada, esta estará 
devidamente alertada. 
 
2.4 Principais Classificações de Custos 
 
Custos Diretos: São os que podem ser diretamente (sem rateio) apropriados aos 
produtos, bastando existir uma medida de consumo (quilos, horas de mão-de-obra ou de 
máquina, quantidade de força consumida, etc.). De maneira geral, associam-se a produtos e 
variam proporcionalmente à quantidade produzida. 
 
Custos Indiretos: São os que, para serem incorporados aos produtos, necessitam 
da utilização de algum critério de rateio. Exemplos: aluguel, iluminação, depreciação, 
salário de supervisores, etc. 
Na prática, a separação de custos em diretos e indiretos, além de sua natureza, leva 
em conta a relevância e o grau de dificuldade de medição. Por exemplo, o gasto com 
energia elétrica é, por sua natureza, um custo direto, porém, devido às dificuldades de 
medição do consumo por produto e ao fato de que o valor obtido por meio de rateio, em 
geral, pouco difere que seria obtido com uma medição rigorosa, quase sempre é 
considerado como custo indireto de fabricação. 
 
Custos Fixos: Custos fixos são aqueles cujo total não varia proporcionalmente ao 
volume produzido. Por exemplo: Aluguel, seguro de fábrica etc. Um aspecto importante a 
ressaltar é que os custos são fixos dentro de determinada faixa de produção e, em geral, não 
são sempre fixos, podendo variar em função de grandes oscilações no volume de produção. 
 
Custos Variáveis: São os que variam proporcionalmente ao volume produzido. 
Exemplo matéria-prima, embalagem. 
 
Custo de Transformação: Representam o esforço empregado pela empresa no 
processo de fabricação de determinado item (mão-de-obra direta e indireta, energia, hora de 
máquina etc.). Não incluem matéria-prima nem outros produtos adquiridos prontos para 
consumo. 
 
Custos Primários: São a soma simples de matéria-prima e mão-de-obra direta. 
Não são a mesma coisa que custo direto, que é mais amplo, incluindo, por exemplo: 
materiais auxiliares, energia elétrica, etc. 
 
Materiais Diretos: São os materiais que se incorporam (se identificam) 
diretamente aos produtos. Exemplo: matéria-prima, embalagem, materiais auxiliares, tais 
como cola, tinta, parafuso, prego, etc. 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 13
Mão-de-Obra Direta: Representa custos relacionados com pessoal que trabalha 
diretamente na elaboração dos produtos, por exemplo, o empregado que opera um torno 
mecânico. A mão-de-obra direta não deve ser confundida coma de um operário que 
supervisiona um grupo de torneiros mecânicos. 
 
Como regra prática, podemos adotar o seguinte critério: sempre que for possível 
medir a quantidade de mão-de-obra aplicada a determinado produto, é mão-de-obra direta; 
caso contrário, havendo necessidade de rateio, é mão-de-obra indireta. 
Há que se lembrar, ainda, que o cálculo do custo da hora de mão-de-obra (quer 
direta, quer indireta) deve levar em conta todos os tributos e encargos sociais, como INSS, 
FGTS, 13º Salário, etc.., e também dever ser feito um ajuste para considerar as horas 
efetivamente trabalhadas e o tempo improdutivo decorrente de férias, fim de semana 
remunerado, feriados, etc. 
 
Rateio: Representa a alocação de custos indiretos aos produtos em fabricação, 
seguindo critérios racionais. Exemplo: depreciação de máquinas rateada segundo o tempo 
de utilização (HM) por produto etc. Contudo, dada a dificuldade de fixação de critérios de 
rateio, tais alocações carregam consigo certo grau de arbitrariedade 
A importância do critério de rateio está intimamente ligada à manutenção ou 
uniformidade em sua aplicação. Devemos lembrar que a simples mudança de um critério de 
rateio afeta o custo de produção e, consequentemente, afetará o resultado da empresa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 14
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Como a Contabilidade de Custos é uma ramificação da Contabilidade, os 
princípios fundamentais de contabilidade geralmente aceitos, também são válidos para a 
Contabilidade de Custos, em razão de sua vinculação com a Contabilidade Financeira. 
Verificaremos agora, detalhadamente, como os princípios contábeis são aplicados à 
Contabilidade de Custos. 
 
3.1 Alguns Princípios Contábeis Aplicados à Contabilidade de Custos 
 
3.1.1 Princípio do Custo Histórico como Base de Valor 
 
Os ativos são registrados pelo valor de entrada (valor da nota fiscal ou custo de 
produção). Os custos de produção são lançados na contabilidade pelo valor de compra para 
que, no balanço, os estoques apareçam pelos valores dos custos de produção. 
Quando há problemas de inflação, o uso de valores históricos deixa muito a 
desejar. Ao somarmos todos os custos de produção de um determinado item, estocá-lo e 
levá-lo a balanço pelo valor original, acabamos por ter um ativo que diz quanto custou 
produzi-lo na época em que foi elaborado; pode nada ter a ver com o valor atual de 
reposição do estoque, nem com o valor histórico inflacionado (deflacionado) e muito 
menos ainda com seu valor de venda. 
Por exemplo, se o custo histórico de fabricação do produto A é $5.000,00 e ele fica 
estocado durante certo tempo para só então ser vendido, por $6.500,00, teremos a seguinte 
demonstração, supondo que a inflação nesse período seja 10%: 
 
 
 
Na hipótese de valor puramente histórico: 
 
Venda $6.500,00 
(-) Custo do Produto Vendido $5.000,00 
Lucro Bruto $1.500,00 
 
Na hipótese de se tirar do lucro o efeito da inflação: 
Princípios e Conceitos Contábeis Aplicados 
 à Contabilidade de Custos 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 15
 
Venda $6.500,00 
(-) Custo do Produto Vendido $5.500,00 
Lucro Bruto $1.000,00 
O resultado de $1.500,00 é puramente ilusório, já que está havendo confrontação 
de uma receita de agora com um valor de produção de tantos meses atrás e nesse período 
houve uma inflação considerável. 
 
3.1.2 Princípio da Realização da Receita 
 
Determina este princípio o reconhecimento contábil do resultado (lucro ou 
prejuízo) apenas quando da realização da receita. O lucro ou prejuízo só e reconhecido 
quando da realização da receita, ou seja, quando da transferência do bem ou do serviço para 
terceiros (cliente). 
Este princípio é o do responsável por uma das grandes diferenças entre os 
conceitos de lucro na economia e lucro na contabilidade. 
Contabilmente, já que a receita só será reconhecida futuramente, os valores 
agregados de gastos, relativos a fatores utilizados no processo de produção, vão sendo 
acumulados na forma de estoques. Só serão reconhecidos como despesas também 
futuramente. 
Do ponto de vista econômico, o lucro já surge durante a elaboração do produto, 
pois há agregação de valores nesta fase, inclusive do próprio resultado, mesmo que ainda 
numa forma potencial, sem se concretizar em dinheiro, direitos a recebimento futuro ou 
outro ativos. 
 
3.1.3 Princípio da Competência ou da Confrontação entre Despesas e Receitas 
 
Esses conceitos estão relacionados ao reconhecimento das despesas. 
 
Pela Competência, as despesas devem ser registradas no período em que elas 
foram incorridas. Essas despesas estão bastante relacionadas ao período; são as despesas 
incorridas para a manutenção da capacidade de obtenção de receitas. Como exemplo, 
podemos citar as Despesas Administrativas, Comerciais e Tributárias. 
Os custos só existirão na época da realização da receita, ou seja, enquanto o 
produto não for vendido, ele ainda não é custo, é Ativo Circulante (estoques). 
Pela Confrontação as despesas são especificamente ligadas às receitas e são 
contabilizadas no momento da realização das receitas. Como exemplo, podemos citar o 
custo do produto vendido, o custo da mercadoria vendida e a comissão de vendedores. 
 
3.1.4 Consistência ou Uniformidade 
 
Entre vários critérios que existem para se fazer o registro contábil, a empresa deve 
escolher um deles e adotá-lo de forma consistente, não podendo mudá-lo em cada período. 
A mudança de critério pode ser efetuada caso haja um fato relevante que justifique tal 
mudança. 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 16
Por exemplo, a empresa pode distribuir custos de manutenção em função de horas-
máquina, valor do equipamento, média passada etc. Todos são métodos aceitos, mas não 
podem ser utilizados indiscriminadamente em cada período. Após a adoção de um deles, 
deve haver consistência em seu uso, já que a mudança pode provocar alterações nos valores 
dos estoques e, consequentemente, nos resultados. 
 
3.1.5 Conservadorismo ou Prudência 
 
Quase que uma regra comportamental, o Conservadorismo obriga a adoção de um 
espírito de precaução por parte do Contador. Na dúvida em como proceder a um 
lançamento contábil, sobre tratar um determinado gasto como Ativo ou Redução do 
Patrimônio Líquido (despesa); devemos ser cautelosos e optar pela forma de maior 
precaução, ou seja, pela segunda. Por exemplo, sendo duvidoso o recebimento de um 
direito ativado, este deve ser baixado para o resultado (diretamente ou por meio de 
constituição de uma provisão). Ou, então, se um estoque, avaliado pelo custo de aquisição 
(mercadoria) ou de fabricação (produto), estiver ativado por um valor que exceda seu valor 
de venda, deve ser reduzido ao montante deste último (Custo ou Mercado - dos dois o 
menor). 
 
3.1.6 Materialidade, Objetividade ou Relevância. 
 
Os itens considerados de pequeno valor (irrelevantes) não devem consumir muitos 
recursos da empresa para sua apuração. 
Por exemplo, alguns pequenos materiais de consumo industrial, precisariam ir 
sendo tratados como custo na proporção de sua efetiva utilização; mas, por se tratarem de 
valores irrisórios, costumeiramente são englobados e totalmente considerados como custo 
no período de sua aquisição, simplificando o procedimento por se evitar seu controle e 
baixa por diversos períodos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Custos I –Prof. Sérgio Lemos Duarte 17
 
 
ATIVIDADES PRÁTICAS 
 
 
CAPÍTULOS 01, 02 e 03. 
 
 
 
 
 
1 – Assinale Falso (F) ou Verdadeiro (V): 
 
( ) A Contabilidade de Custos é mais ampla do que a Contabilidade Gerencial. 
( ) O conhecimento do custo é vital para se saber, dado o preço, se um produto é lucrativo 
ou não, e quanto. 
( ) A Controladoria e a Tecnologia de Informação vêm criando sistemas de informação que 
permitem um melhor e mais ágil gerenciamento de custos. 
( ) O papel da Contabilidade de Custos, no que tange a decisões, é fazer a alimentação do 
sistema sobre valores relevantes apenas no curto prazo. 
( ) O papel da Contabilidade de Custos, no que tange a decisões, é fazer a alimentação do 
sistema sobre valores relevantes tanto no curto quanto no longo prazo. 
 
 
 
2 - Assinalar a alternativa correta: 
 
a – Quanto à função Gerencial de controle, pode-se afirmar que a Contabilidade de Custos é 
importante para: 
 
a) apenas auxiliar na avaliação dos estoques físicos. 
b) fornecer dados para fixar padrões de comparação. 
c) apenas auxiliar na avaliação dos lucros globais. 
d) auxiliar na avaliação de estoques e lucros globais. 
e) auxiliar na preparação de demonstrações contábeis. 
 
 
b – Não é informação gerada pelo Sistema de Custos: 
 
a) valor dos estoques. 
b) custo das perdas. 
c) custo por departamento. 
d) duplicatas a receber. 
e) custo por etapa do processo. 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 18
 
3 – Assinale Falso (F) ou Verdadeiro (V): 
 
( ) As funções do Contador tornaram-se mais simples, com o advento da indústria de 
manufatura. 
( ) Até o século XVIII as empresas viviam basicamente do comércio. 
( ) O Lucro bruto é o resultado do confronto das receitas com o custo de aquisição das 
mercadorias ou produtos vendidos. 
( ) O uso da Contabilidade de Custos como instrumento gerencial sempre foi a principal 
preocupação dos Contadores, Auditores e Fiscais. 
( ) Somente indústrias manufatureiras devem-se utilizar da Contabilidade de Custos. 
( ) Nas empresas prestadoras de serviços, geralmente, os custos transformam-se em 
despesas imediatamente, ou seja, sem passar pelo estoque. 
 
 
4 – Classifique os eventos descritos a seguir em Investimentos (I), Custos (C), Despesas 
(D) ou Perdas (P): Obs: Alguns eventos poderão ter mais de uma classificação. 
 
( ) Compra de matéria-prima 
( ) Consumo de energia elétrica 
( ) Utilização de mão-de-obra 
( ) Consumo de combustível 
( ) Gasto com pessoal do faturamento (salário) 
( ) Aquisição de máquinas 
( ) Depreciação de máquinas 
( ) Remuneração do pessoal da contabilidade geral (salário) 
( ) Pagamento de honorários da administração 
( ) Depreciação do prédio da empresa 
( ) Utilização de matéria-prima (transformação) 
( ) Aquisição de embalagens 
( ) Deterioração do estoque de matéria-prima por enchente 
( ) Remuneração do tempo do pessoal de greve 
( ) Geração de sucata no processo produtivo 
( ) Estrago acidental e imprevisível de lote de material 
( ) Gasto com desenvolvimento de novos produtos e processos 
( ) Comissão proporcional às vendas 
 
 
5 – Assinale Falso (F) ou Verdadeiro (V) à luz da terminologia contábil: 
 
( ) Ao comprar matéria-prima, há uma despesa. 
( ) Custo é incorrido em função da vida útil ou de benefícios atribuídos a futuros períodos 
aos bens e aos serviços produzidos. 
( ) O custo é incorrido no momento da utilização, consumo ou transformação dos fatores 
de produção. 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 19
( ) Perdas são bens e serviços consumidos de forma anormal e involuntária. 
( ) Cada componente do processo de produção é uma despesa que, no momento da venda, 
transforma-se em perda. 
( ) Só existem custos em empresas industriais de manufatura; nas demais, só há perdas. 
( ) Gastos com folha de salários da mão-de-obra, durante um período de greve prolongada, 
são custos de produção do período contábil em questão 
( ) Não se confunde perda com despesa, uma vez que a primeira envolve os conceitos de 
imprevisibilidade e involuntariedade. 
( ) Perdas são itens debitados diretamente ao resultado do período contábil em que 
ocorrem. 
 
 
6 – Classifique os eventos descritos a seguir, relativos a um banco comercial, em 
Investimentos (I), Custos (C), Despesas (D) ou Perdas (P),seguindo a terminologia 
contábil: 
 
( ) Compra de impressos e material de escritório. 
( ) Gastos com salários do pessoal operacional de agência. 
( ) Consumo de energia elétrica. 
( ) Gastos com transporte de numerário (carro-forte). 
( ) Telefone (conta mensal). 
( ) Aquisição e instalação de ATM. 
( ) Manutenção do sistema de processamento de dados. 
( ) Reconhecimento de crédito como não recebível. 
( ) Gastos com envio de talões de cheques aos clientes. 
( ) Depreciação de equipamentos (computadores, ATM etc.). 
( ) Remuneração de tempo ocioso. 
( ) Consumo de material de escritório na Administração. 
( ) Remuneração do pessoal da Contabilidade Geral. 
( ) Remuneração de gerentes. 
( ) Depreciação de prédios de agências. 
( ) Gasto com treinamento e desenvolvimento de funcionários. 
( ) Depreciação do prédio da sede administrativa do banco. 
( ) Desfalque de valores por fraude. 
( ) Desfalque de valores por assalto. 
 
 
 
7 - Os dados a seguir são referentes a uma empresa industrial em dado período: 
 
Material Direto= $ 200.000 
Mão de Obra Direta = $ 300.000 
Custo Indireto de Fabricação = $ 400.000 
 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 20
Pede-se: 
a. Custo primário; 
b. Custo de transformação; 
c. Custo total. 
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______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________ 
 
 
 
 
8 - Classifique os itens a seguir em Ativo, Passivo, Custo e Despesas (no caso de custo, 
classifique em diretos ou indiretos): 
 
( ) Fornecedores 
( ) Depreciação acumulada de máquinas industriais 
( ) Materiais de escritórios consumidos na fábrica 
( ) Matéria-prima em estoque 
( ) Salário das costureiras (em uma fábrica de roupas) 
( ) Comissão dos vendedores 
( ) Honorários do Diretor Administrativo 
( ) Honorários do Diretor Industrial 
( ) Despesas com veículos da administração 
( ) Despesa de depreciação das máquinas industriais 
( ) Consumo de energia elétrica na fábrica 
( ) Linhas utilizadas na fabricação de roupas (não há controle do consumo) 
( ) Despesa de depreciação das máquinas de escritório utilizadas pela fábrica 
( ) Aluguel da área ocupada pela fábrica 
( ) Despesa de depreciação das máquinas de escritório da administração 
( ) Salários dos supervisores da fábrica 
( ) Matéria-prima consumida na produção 
( ) Salários dos supervisores da fábrica 
( ) Embalagem usada no produto acabado 
( ) Custo dos produtos vendidos 
( ) IPI a recuperar. 
 
 
9 - Uma empresa industrial possui um imóvel de sua propriedade, que se encontra alugado 
a terceiros. Sua classificação correta é: 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 21
 
a ( ) bens de transformação e venda; 
b. ( ) bens derenda; 
c. ( ) bens de uso; 
d. ( ) bens numerários. 
 
10 - São bens inatingíveis de uma empresa industrial: 
 
a ( ) Marcas comerciais, móveis e patentes de invenção; 
b. ( ) Marcas de fábrica, patentes de invenção e concessões; 
c. ( ) Concessões, marcas e patentes e utensílios; 
d. ( ) Gastos pré - operacionais, patentes de invenção e veículos 
 
 
11 - No balancete final, de 31-12-X7, a indústria de Máquinas Simões apresentou: 
 
Laminadora $ 87.000 
Depreciação Acumulada $ 50.025 
 
 Sabe-se que a referida laminadora sempre foi utilizada em apenas um período diário 
de trabalho de oito horas, e que o encargo da depreciação foi registrado em todo o período 
num percentual anual de 10%. Em quanto tempo a Laminadora irá depreciar 
completamente se for mantida a mesma taxa de depreciação? 
 
a ( ) 4 anos e 9 meses; 
b. ( ) 4 anos e 3 meses; 
c. ( ) 4 anos e 1 mês; 
d. ( ) 5 anos e 3 meses; 
e. ( ) 575 dias. 
 
 
12 - Preencha as lacunas e assinale a opção que completa as alternativas: 
 
a - ............................. é o gasto relativo a bem ou serviço utilizado para a produção de 
outros bens e serviços. 
b -............................. é o gasto produzido direta ou indiretamente para a obtenção de 
receitas. 
 
a. ( ) Despesa – Custo; 
b. ( ) Perda – Despesa; 
c. ( ) Custo – Despesa; 
d. ( ) Custo – Perda. 
 
 
13 - São despesas (pós - fabricação) de uma empresa industrial: 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 22
 
a ( ) Somente as despesas com fretes e seguros para transportes das mercadorias. 
b.( ) Única e exclusivamente os honorários da diretoria e do contador de custos, as 
gratificações a empregados e os gastos com aluguel da fábrica. 
c. ( ) As despesas administrativas, com vendas e financeiras. 
d. ( ) As despesas com fretes, seguros e impostos sobre as vendas dos produtos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 23
 
 
 
 
 
 
 
 
4.1 Custos Diretos - definição 
 
Custos Diretos são os custos que podemos apropriar diretamente aos produtos, e variam 
com a quantidade produzida. Exemplo: Material Direto (MD) e Mão-de-Obra Direta 
(MOD). 
 
4.1.1 Material Direto 
 
Material Direto é o custo de qualquer material diretamente identificável com o produto e 
que se torne parte integrante dele. Exemplo: matéria-prima, material secundário, 
embalagens. 
 
Tipos de material direto 
 
Matéria-Prima é o principal material que entra na composição do produto final. Ela sofre 
transformação no processo de fabricação. É o material que, do ponto de vista da 
quantidade, é o mais empregado na produção. As matérias-primas em estoque serão 
aplicadas diretamente no produto e, ao serem transferidas do estoque para o processo 
produtivo, transformam-se em custos de produção. Exemplo: o tecido na fabricação de 
roupas e a madeira na fabricação de mesas de madeira. 
 
Material Secundário é o material direto, de caráter secundário; não é o componente básico 
na composição do produto, mas é perfeitamente identificável ao produto. Exemplo: 
parafusos ( se houver controle de consumo; se não houver, eles podem ser tratados como 
Custos Indiretos) na mesa de madeira, botão nas roupas etc. 
 
Embalagens são materiais utilizados para embalagem do produto ou seu acondicionamento 
para remessa. São materiais diretos devido à fácil identificação com o produto. Exemplo: 
papelão onde é acondicionada a mesa, saco plástico onde é colocada a roupa. 
 
 
4.1.2 Custo do material direto adquirido 
 
 Custos Diretos / Indiretos 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 24
Todos os gastos incorridos para tornar o material direto disponível para o uso na 
produção fazem parte de seu custo. Por exemplo: se o comprador tem que retirar o material 
no fornecedor e arcar com os gastos com transporte e seguro, esses gastos devem ser 
incorporados ao custo do material. Assim, como os gastos com armazenagem, recepção, 
vigilância, também devem ser incorporados aos custos dos materiais. 
Quando a empresa adquire um material direto, a ser usado na fabricação de 
produtos, se os impostos (IPI e ICMS) forem recuperáveis, na escrita fiscal, eles serão 
deduzidos do valor total da nota fiscal de compra. Se não forem recuperáveis, passarão a 
fazer parte do custo do material. 
 
 
4.1.3 Avaliação de estoques (de materiais utilizados) 
 
Como a empresa compra várias unidades em períodos diferentes com preços 
diferentes, e não os consome na mesma proporção, elas acabam misturando-se no 
almoxarifado. Para atribuir custo às unidades consumidas, usamos os mesmos critérios 
utilizados pela Contabilidade Financeira, o sistema de Inventário Permanente e Periódico e 
os Métodos de Avaliação de Estoques: Peps (Primeiro a Entrar e Primeiro a Sair), Preço 
Médio e Ueps (Último a Entrar e Primeiro a Sair). 
 
4.1.3.1 Preço Médio 
 
É o critério mais utilizado no Brasil. Podendo ser fixado em pelo menos dois tipos 
de preço médio: Móvel e fixo. 
O preço médio ponderado móvel é aquele mantido por empresas com controle 
constante de seus estoques e que por isso atualiza seu preço médio após cada aquisição. 
Nesse caso, a matéria prima utilizada nos dias 17 e 29 seria avaliada: 
 
 
 
 
 Compras Utilização 
 Quantidade Preço unitário Total Quantidade 
Dia kg $ $ kg 
3 1.000 $ 10,00 $ 10.000 
15 2.000 $ 11,65 $ 23.300 
17 2.200 
23 1.200 $ 13,00 $ 15.600 
29 1.000 
 
 
 
 
Ficha de estoque do produto “n” 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 25
 
���� Dia 17: Preço médio do estoque = $33.300 = $11,10/kg 
 3.000kg 
 
Quantidade utilizada x Preço médio= Custo da Matéria – Prima usada= 
 
 2.200 kg x $ 11,10/kg = $24.420 
 
 
���� Dia 29: Preço médio do estoque= 
 
800 kg x $11,10 = $8.800 (remanescentes dos 3.000 kg) 
 
1.200 kg x $ 13,00 = $15.600 
 
2.000 kg x ? = $24.480 
 
$24.480/ 2.000 kg = $ 12,24/ kg 
 
 
Matéria-prima usada= 1.000 kg x $ 12,24/kg = $12.240 
 
Matéria-prima total aplicada no mês = $36.660 
 
 
 
O preço médio ponderado fixo é utilizado quando a empresa calcula o preço 
médio apenas após o encerramento do período ou quando decide apropriar a todos os 
produtos elaborados no exercício ou mês um único preço por unidade. 
Exemplo: 
 
� Preço médio fixo do mês = $48.900 = $11,643/kg 
 4.200kg 
 
 
Dia 17: 2.200kg x 11,643/kg= $25.614 
Dia 19: 1.000kg x 11,643/kg= $11.643 
 
Matéria prima total aplicada no mês = $37.257 
 
 
 
 
4.1.3.2 PEPS 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 26
 
Neste critério, o material é custeado pelos preços mais antigos, permanecendo o 
mais recentes em estoque. O primeiro a entrar é o primeiro a sair. 
Exemplo: (usando os mesmos dados do quadro anterior) 
 
 
 
 
� Dia 17: Matéria-prima utilizada = 
 
 1.000kg x $10,00/kg = $10.000 
 + 1.200kg x $11.65/kg = $13.980 
 $23.980 
 
���� Dia 29: Matéria-prima utilizada= 
 800kg x $11,65/kg = $9.320 
 + 200kg x $13,00/kg = $2.600 
 $11.920 
 
Material-prima total utilizada no mês = $35.900 
 
 
4.1.3.3 UEPS 
 
O método de último a entrar primeiro a sair provoca efeitos contrários ao PEPS. 
Vejamos ainda com base no exemplo anterior e supondo que a empresa aproprie os custos 
DURANTE O PERÍODO, como ficaria: 
 
 
���� Dia 17: Matéria-prima utilizada = 
 
 2.000kg x $11,65 = $23.300 
 200kg x $ 10,00 = $2.000 
 $25.300���� Dia 29: Matéria-prima utilizada = 
 
 1.000kg x $13,00 = $13.000 
 
Matéria-prima total utilizada= $38.300 
 
O estoque final estará formado de 800 kg a $10,00 mais 200 kg a $13,00. 
 
APÓS O TÉRMINO PERÍODO: 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 27
���� Para o lote do dia 29= 
 
 1.000kg x $13,00= $13.000 
 
���� Para a produção do dia 17= 
 
 200kg x $13,00= $2.600 
 2.000kg x 11,65= $23.300 
 $25.900 
 
Matéria prima total consumida= $38.900 
 
O estoque final ficaria então avaliado a 1.000 kg a $10,00. 
 
 
4.1.4 Sistema e Métodos de Custeio 
 
Custeio significa Método de Apropriação de Custos. Assim, existe Custeio por 
Absorção, Custeio Direto, custeio Padrão, ABC, RKW, etc. 
Custeio por Absorção é o método derivado da aplicação dos princípios de 
contabilidade geralmente aceitos, variando apenas o grau de absorção. De acordo com esse 
sistema, o custo dos produtos fabricados pelas empresas é formado de três componentes 
básicos: 
 
a) Matérias-primas; 
b) Mão-de-obra direta; 
c) Gastos gerais de fabricação ou custos indiretos de fabricação, sendo estes últimos 
alocados aos diversos produtos por meio de diferentes critérios de rateio. 
 
Quando tratamos da forma de apuração do custo dos produtos, estamos tratando de 
sistemas e métodos de custeio. Existem dois sistemas de custeio: o real e o padrão 
(Standard); os métodos de custeio podem ser o custeio direto ou variável e o custeio por 
absorção ou integral. 
 
4.1.5 Mão-de-Obra Direta 
 
Mão-de-Obra direta é o custo de qualquer trabalho humano diretamente 
identificável e mensurável com o produto. Exemplo: Salários, inclusive os encargos sociais 
(13º, férias, FGTS, INSS), dos empregados que trabalham diretamente na produção. 
É a mão-de-obra empregada na transformação do material direto em produto 
acabado. 
 
4.1.6 Diferença entre mão-de-obra direta e indireta 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 28
Se um operário opera uma máquina, na qual é produzido um tipo de produto de 
cada vez, esse operário será considerado Mão-de-obra Direta - MOD. 
Se um operário opera uma máquina, na qual são fabricados vários produtos e 
conseguirmos medir o tempo de produção de cada produto por meio de controles, então a 
mão-de-obra é direta, se não conseguirmos e tivermos que nos utilizar de qualquer critério 
de rateio para apropriar a mão-de-obra aos produtos, então ela será Mão-de-Obra Indireta 
- MOI. 
No caso de ociosidade normal, devemos considerá-la como MOI. 
 
Exemplo: 
 
Se um empregado é contratado por um salário de $ 8.10 por hora, pela legislação 
brasileira ele tem que receber, embora seja horista, um salário mensal equivalente a 220 
horas. Suponhamos que ele trabalhe na produção 190 horas por mês e fique 30 horas parado 
por defeito no equipamento ou que nessas 30 horas tenha ajudado na manutenção elétrica 
da fábrica. A folha de pagamento discriminará um salário mensal para ele de $ 1.782.000 
(220 h x 8.10), mas para a Contabilidade de Custos esses $ 1.782.000 estão divididos em $ 
1.539.000 de MOD ( 190 h x 8.10) e $ 243.000 de MOI ( 30h x 8.10). 
 
 
4.2 Custos Indiretos - definição 
 
Custos Indiretos são os que não podemos identificar diretamente com os produtos 
e necessitamos de rateios para fazer a apropriação. 
 
Exemplos: 
 
• Aluguel da área ocupada pela fábrica (setor produtivo); 
• Depreciação das máquinas e ferramentas industriais; 
• Energia elétrica consumida pela fábrica; 
• Mão-de-obra indireta (demais funcionários da fábrica); 
• Materiais indiretos (lubrificantes, lixas, colas, etc ); 
• Demais custos fabris. 
 
A soma dos Custos Indiretos é chamada de Custos Indiretos de Fabricação 
(CIF), usaremos esta terminologia que é a mais comum. 
Quando a empresa fábrica apenas um único produto, todos os custos são 
considerados diretos em relação a esse produto, não havendo, portanto, custos indiretos. 
 
4.2.1 Rateio do CIF - Custo Indireto de Fabricação 
 
Rateio é um artifício empregado para distribuição dos custos, ou seja, é o fator 
pelo qual vamos dividir os CIF’s. 
 
Exemplos de bases utilizadas: 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 29
 
• Unidades produzidas; 
• Horas de MOD; 
• Horas de uso direto das máquinas 
• Valor (custo) da MOD; 
• Matéria-prima consumida; 
• Horas diretas de serviços prestados; 
 
A escolha da base utilizada deve ser feita em função do recurso mais utilizado na 
produção. 
 
Exemplo: 
Para uma distribuição no valor de $ 5.000(CIF) para dois produtos, numa empresa 
altamente mecanizada, o critério mais adequado é horas/máquinas; se a MOD fosse o fator 
mais importante, o critério usado poderia ser horas de MOD ou custo da MOD. Voltando 
ao nosso exemplo, vamos supor que o produto A consome 1.800 h/máquina e o produto B 
700 h/máquina. O rateio ficaria assim: 
 
 
 
Taxa de Absorção dos CIFs = Valor_ dos_ CIFs = $ 5.000 = $ 2 por hora 
 Critério de Rateio 1.800 + 700 h 
 
 
Produto A = $ 2 x 1.800 h = $ 3.600 de CIF 
Produto B = $ 2 x 700 h = $ 1.400 de CIF 
 
Nem sempre o rateio é tão simples; existem empresas que fabricam vários 
produtos, os quais sofrem várias fases de processamento, sendo necessário que passem por 
departamentos diferentes. Nesse caso, é necessário fazer o rateio aos departamentos e 
depois, aos produtos. 
 
 
4.3 Classificação dos Custos em Diretos e Indiretos 
 
 
Suponhamos que os seguintes Custos de Produção de determinado Período 
precisem ser alocados aos quatro diferentes produtos elaborados pela empresa: 
 
 
 Matéria-Prima 
Embalagens 
Materiais de Consumo 
Mão-de-Obra 
Salários da Supervisão 
 $.2.500.000 
 $ 600.000 
 $ 100.000 
 $1.000.000 
 $ 400.000 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 30
Depreciação das Máquinas 
Energia Elétrica 
Aluguel do Prédio 
Total 
 $ 300.000 
 $500.000 
 $200.000 
 $5.600.000 
 
 
O responsável por Custos faz os levantamentos e as análises necessárias e verifica 
o seguinte: 
 
Matéria prima e Embalagens: podem ser apropriadas perfeita e diretamente aos quatro 
produtos, já que foi possível identificar quanto cada um consumiu. 
 
Materiais de Consumo: alguns são lubrificantes de máquinas, e não há como associá-los a 
cada produto diretamente, e outros são de tão pequeno valor que ninguém se preocupou em 
associá-los a cada produto. 
 
Mão-de-Obra: é possível associar parte dela diretamente com cada produto, poi houve 
uma medição de quanto cada operário trabalhou em cada um e quanto custa cada operário 
para a empresa. Mas parte dela refere-se aos chefes de equipes de produção, e não há 
possibilidade de se verificar quando atribuir diretamente aos produtos ($ 200.000 dos $ 
1.000.000). 
 
Salários da Supervisão: muito mais difícil ainda de se alocar por meio de uma verificação 
direta e objetiva do que a mão-de-obra dos chefes de equipes de produção, já que essa 
supervisão é a geral da fábrica. Representa esse custo o gasto da supervisão dos chefes de 
equipes e, por isso mesmo, muito mais difícil é a alocação aos produtos. 
 
Depreciação das máquinas: a empresa deprecia linearmente em valores iguais por período 
e não por produto. Haveria possibilidade de apropriar diretamente a cada produto se a 
depreciação fosse contabilizada de outra forma. 
 
Energia Elétrica: parte dela é possível alocar a três dos quatro produtos, já que a máquina 
que mais consome força possui um medidor próprio, e a empresa faz verificações de quantoconsome para cada item elaborado. Porém, o resto da energia só é medido globalmente, e 
não há forma direta de alocação ( $ 350.000 são alocáveis e $ 150.000 não). 
 
Aluguel do Prédio: impossível de se medir diretamente quanto pertence a cada produto. 
 
 
Após essas análises, podemos verificar que alguns custos podem ser diretamente 
apropriados aos produtos, bastando haver uma medida de consumo (quilograma de 
materiais consumidos, embalagens utilizadas, horas de mão-de-obra utilizadas e até 
quantidade de força consumida ). São os Custos Diretos com relação aos produtos. 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 31
Outros realmente não oferecem condição de uma medida objetiva e qualquer 
tentativa de alocação tem de ser feita de maneira estimada e muitas vezes arbitrária (como 
aluguel, a supervisão, as chefias, etc.). São os Custos Indiretos com relação aos produtos. 
Portanto, a classificação de Diretos e Indiretos que estamos fazendo, é com relação 
ao produto feito, e não à produção no sentido geral ou aos departamentos dentro da fábrica. 
Alguns custos têm características especiais. Por exemplo, vimos que parte dos 
Materiais de Consumo poderia ser apropriada, diretamente, mas, dada sua irrelevância, 
verificou-se não valer a pena esse trabalho; muitas vezes a relação "Custo-benefício" é 
desfavorável para itens de pequena importância. 
Outros, como a Depreciação, poderiam também ser apropriados de maneira mais 
direta, porém, pela própria natureza do custo, não é na maior parte das vezes considerado 
útil tal procedimento. O próprio valor da depreciação como um todo é tão estimado e 
arbitrariamente fixado que chega a ser pouco útil a alocação direta. 
Finalmente, certos custos, como a Energia Elétrica, são relevantes, mas não 
tratados como diretos, já que para tanto seria necessária a existência de um sistema de 
mensuração do quanto é aplicado a cada produto. Por ser caro esse sistema ou de difícil 
aplicação, ou ainda por não ser muito diferente o valor assim obtido daquele que se 
calcularia com base na potência de cada máquina e no volume de sua utilização, prefere-se 
fazer a apropriação de forma indireta. 
Cada vez que é necessário utilizar qualquer fator de rateio para a apropriação ou 
cada vez que há o uso de estimativas e não de medição direta, fica o custo incluído como 
indireto. 
Com respeito especificamente à mão-de-obra, entendemos então o que seja Direta 
e Indireta; aquela que diz respeito ao gasto com pessoal que trabalha e atua diretamente 
sobre o produto que está sendo elaborado; a outra, a Indireta, é a relativa ao pessoal de 
chefia, supervisão ou ainda atividades que, apesar de vinculadas à produção, nada têm de 
aplicação direta sobre o produto: manutenção, prevenção de acidente, contabilidade de 
Custos, programação e controle da produção, etc. 
 
 
4. 4 Outra classificação dos Custos: Fixos e Variáveis 
 
 
Além de seu agrupamento em Diretos e Indiretos, os custos podem ser 
classificados de outras formas diferentes. 
Outra classificação usual (e mais importante que todas as demais) é a que leva em 
consideração a relação entre os custos e o volume de atividade numa unidade de tempo. 
Divide basicamente os Custos em Fixos e Variáveis. 
Por exemplo, o valor global de consumo dos materiais diretos por mês depende 
diretamente do volume de produção. Quanto maior a quantidade fabricada, maior seu 
consumo. Dentro, portanto, de uma unidade de tempo (mês, nesse exemplo), o valor do 
custo com tais materiais varia de acordo com o volume de produção; logo, materiais diretos 
são Custos Variáveis. 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 32
Por outro lado, o aluguel da fábrica em certo mês é de determinado valor, 
independentemente de aumentos ou diminuições naquele mês do volume elaborado de 
produtos. Por isso, o aluguel é um Custo Fixo. 
É de grande importância notar que a classificação em Fixos e Variáveis leva em 
consideração a unidade de tempo, o valor total de custos com um item nessa unidade de 
tempo e o volume de atividade. Não se trata, como no caso da classificação de Diretos e 
Indiretos, de um relacionamento com a unidade produzida. Por exemplo, a matéria-prima é 
um Custo Variável, já que, por mês, seu valor total consumido depende da quantidade de 
bens fabricados. Entretanto, por unidade elaborada a quantidade de matéria-prima é 
provavelmente a mesma; mas isso não lhe tira a característica de Variável; pelo contrário, 
reforça-a. 
Outros exemplos: mão-de-obra indireta, normalmente, é um gasto que, apesar de 
poder variar de período para período, é um Custo Fixo, pois, por mês, tem seu montante 
definido não em função do volume de produção; conta dos telefones da fábrica pode Ter 
seu valor diferente em cada mês, mas não é um Custo Variável, pois seu montante não está 
variando em função do volume de produtos feitos. 
Alguns tipos de custos têm componentes das duas naturezas. A Energia Elétrica é 
um exemplo, já que possui uma parcela que é fixa e outra variável; aquela independe de 
volume de produção, e é definida em função do potencial de consumo instalado, e esta 
depende diretamente do consumo efetivo. Custos dessa natureza são chamados, às vezes, 
semivariáveis ou semifixos (outras acepções existem para essas expressões), mas 
preferiremos, neste trabalho, dizer sempre que são Custos com parte Fixa e parte Variável. 
Todos os custos podem ser classificados em Fixos e Variáveis ou em Diretos e 
Indiretos ao mesmo tempo. Assim, a matéria-prima é um Custo Direto e Variável, os 
materiais de consumo são normalmente Custos Indiretos e Variáveis, os seguros das 
fábricas são Custos Indiretos e Fixos, etc. Os Custos Diretos são Variáveis, quase sem 
exceção, mas os Indiretos são tanto Fixos como Variáveis, apesar da geral predominância 
dos primeiros. 
 
 
4.5 Esquema Básico da Contabilidade de Custos (I) 
 
 
Vamos exemplificar o esquema básico da Contabilidade de Custos, lembrando ser 
esta parte relativa à utilização de Custos para Avaliação de Estoques para fins legais (fiscais 
e societários); por essa razão estaremos trabalhando com o Custeio por Absorção. 
 
4.5.1 1º PASSO: A SEPARAÇÃO ENTRE CUSTOS E DESPESAS 
 
A primeira tarefa é a separação dos Custos de Produção. Teremos então a seguinte 
distribuição dos gastos: Custos de Produção, Despesas Administrativas, Despesas de 
Vendas e Despesas Financeiras. 
As despesas, que não entrarem no custo de produção, vão ser descarregadas 
diretamente no Resultado do período, sem serem alocadas aos produtos. 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 33
4.5.2 2º PASSO: A APROPRIAÇÃO DOS CUSTOS DIRETOS 
 
Digamos que essa empresa elabore três produtos diferentes, chamados A, B e C. O 
passo seguinte é o de se distribuírem os custos diretos de produção aos três itens. 
Suponhamos ainda que nessa empresa, além da Matéria-prima, sejam também custos 
diretos parte da Mão-de-obra e parte da Energia Elétrica. 
O problema agora é saber quanto da Matéria-prima total utilizada, quanto de Mão-
de-obra direta e quanto da Energia Elétrica direta foi aplicado em A, em B, e em C. 
Para o consumo de Matéria-prima, a empresa mantém um sistema de requisições 
de tal forma, a saber, sempre para qual produto foi utilizado o material retirado do 
Almoxarifado. 
Para a Mão-de-obra, a situação é um pouco mais complexa, já que é necessário 
verificar quanto diz respeito à Mão-de-obra Direta e quanto é a parte pertencente à Mão-de-
obra Indireta. A empresa para poder conhecer bem esse detalhe, deve manter um 
apontamento (verificação) de quais foram os operários que trabalharam em cada produto no 
mês e por quanto tempo. Conhecidos tais detalhes e calculados os valores, chega-se a uma 
conclusão. 
A verificação da Energia Elétrica evidencia que, após anotado o consumo na 
fabricação dos produtos durante o mês, uma parte do valoré diretamente atribuível e a 
outra parte será alocado por critério de rateio, já que pode existir medidores apenas em 
algumas máquinas. 
 
4.5.3 3º PASSO: A APROPRIAÇÃO DOS CUSTOS INDIRETOS 
 
 
Vamos agora analisar a forma ou as formas de alocar os custos indiretos. Uma 
alternativa simplista seria a alocação aos produtos A, B e C proporcionalmente ao que cada 
um já recebeu de custos diretos. Essa forma é relativamente usada quando os custos diretos 
são a grande porção dos custos totais, e não há outra maneira mais objetiva de visualização 
de quanto dos indiretos poderia, de forma menos arbitrária, ser alocado a A, B e C. 
Suponhamos, entretanto que a empresa resolva fazer outro tipo de alocação. 
Conhecendo o tempo de produção de cada um, pretende fazer a distribuição dos custos 
indiretos proporcionalmente a eles, e faz uso dos próprios valores em reais da Mão-de-obra, 
por ter sido esta calculada com base nesse mesmo tempo. 
Desta forma serão encontrados valores de custos indiretos diferentes e 
conseqüentes custos totais também diferentes para cada produto, provocando análises 
distorcidas e diminuindo o grau de credibilidade com relação às informações de Custos. 
Não há uma forma perfeita de distribuição, o que podemos procurar entre as alternativas é a 
que trará consigo o menor grau de arbitrariedade. 
 
 
4.6 ESQUEMA BÁSICO 
 
 
Por enquanto, o esquema básico é: 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 34
 
a) Separação entre Custos e Despesas; 
b) Apropriação dos Custos Diretos diretamente aos produtos ou serviços; 
c) Rateio dos Custos Indiretos. 
 
 
 
4.7 CONTABILIZAÇÃO DOS CUSTOS 
 
A forma de contabilização desse procedimento pode ser variada. Existem desde os 
critérios mais simples até os mais complexos. 
 
 
Critério Simples: Contabilização dos custos pela Contabilidade Financeira em contas 
apropriadas e transferência direta para os estoques à medida que os produtos são acabados 
ou então só no fim do período, sem registro das fases de rateio. As Contas de Despesas, não 
nos interessam, ficando, portanto de fora. 
 
Critério Complexo: A forma mais complexa para contabilização dos Custos representa o 
mesmo grau de detalhamento dos mapas e arquivos de custos. Esta forma de contabilização 
segue de perto cada passo do próprio sistema de apuração e distribuição dos Custos e na 
prática deve ser aconselhada apenas quando da necessidade desses registros contábeis 
analíticos. Havendo possibilidade da manutenção de arquivos, essa maneira mais complexa 
de contabilização deve ser evitada, pois emperra a Contabilidade Financeira e é de pouca 
utilidade prática. 
 
 
4.8 PRODUÇÃO POR ORDEM E PRODUÇÃO CONTÍNUA 
 
 
Muito se fala e se escreve sobre Produção por Ordem e Produção Contínua que as 
vezes se acaba por acreditar que sejam duas formas de custear totalmente diferentes. Na 
verdade, as diferenças entre uma forma e outra são pequenas. 
Existem dois fatores que determinam o tipo de custeio, se por ordem ou por 
processo contínuo: a forma de a empresa trabalhar e a conveniência contábil-administrativa. 
Quanto à forma, principal responsável pela distinção, basta lembrar que se a empresa 
trabalha produzindo produtos iguais de forma contínua (um ou vários), fundamentalmente 
para estoques, isto é, para venda, terá já caracterizada sua natureza. Se produzir atendendo a 
encomendas dos clientes ou, então, produz também para venda posterior, mas de acordo 
com determinações internas especiais, não de forma contínua, já se terá incluído entre as 
produções por ordem. 
Exemplos de produção contínua: indústrias de cimento, químicas, de petróleo, de 
álcool, de açúcar, automobilísticas (parte delas), de produtos alimentícios etc. 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 35
Exemplos de produção por ordem: Trabalham normalmente por ordem as 
indústrias pesadas, fabricantes de equipamentos especiais, algumas indústrias de móveis, 
empresas de construção civil etc. 
 
 
4.8.1 Diferenças no tratamento contábil 
 
Basicamente, a única diferença entre os tratamentos da Contabilidade de Custos 
reside no seguinte: 
Na Produção por Ordem, os custos são acumulados numa conta especifica para 
cada ordem ou encomenda. 
Na Produção Contínua, os custos são acumulados em contas representativas das 
diversas linhas de produção; são encerradas essas contas sempre no fim de cada período. 
(mês, semana, trimestre ou ano, conforme o período mínimo contábil de custos da 
empresa). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 36
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5.1 ANÁLISE DOS CRITÉRIOS DE RATEIO – CUSTOS COMUNS 
 
Todos os Custos Indiretos só podem ser apropriados, por sua própria definição, de 
forma indireta aos produtos, isto é, mediante estimativas, critérios de rateio, previsão de 
comportamento de custos etc. Todas essas formas de distribuição contêm, em menor ou 
maior grau, certo subjetivismo; portanto, a arbitrariedade sempre vai existir nessas 
alocações, sendo que às vezes ela existirá em nível bastante aceitável, e em outras 
oportunidades só a aceitamos por não haver alternativas melhores. 
Verificamos nos capítulos anteriores que a primeira medida a ser tomada é a 
separação entre Custos e Despesas, e já aqui começam a surgir esses aspectos subjetivos 
inerentes a todo processo de rateio. Suponhamos que a empresa tenha seus prédios e 
instalações todos alugados sob um único contrato e que se veja ela agora obrigada a separar 
a parte que cabe à produção (custo) e aos setores administrativos e de vendas (despesa). O 
critério de rateio que vai ser primeiramente lembrado será o de área ocupada por cada um. 
Entretanto, um problema poderá ocorrer caso haja, por exemplo, um silo vertical na 
produção; será necessário trabalhar com outro critério se esse silo for de grande volume e 
funcionar como fator importante no próprio preço do aluguel. Talvez haja necessidade de 
fazer a distribuição com base então em volume (m3), e não em área (m2), para se obter um 
número considerado mais justo para cada parte. 
Ainda com relação ao aluguel, outro problema pode ser levantado: suponhamos 
que o imóvel todo compreenda um quarteirão e que a frente da empresa dê para uma via de 
grande importância e alto valor comercial locativo e os fundos para uma via secundária de 
mínimo valor comercial. Na frente, com certeza, estarão colocadas a exposição de vendas, a 
diretoria etc., e nos fundos talvez estejam as instalações fabris. Em função dessas vias, o 
valor locativo da frente pode ser várias vezes o valor locativo da outra via; se dividirmos o 
aluguel inteiro com base em área ocupada, estaremos atribuindo o mesmo montante por 
metro quadrado à fabrica e à exposição de vendas. Talvez houvesse necessidade então de se 
fazer uma ponderação baseada num valor estimado de locação de cada setor para se 
proceder a uma distribuição “menos injusta”. 
 
 Critérios de Rateio dos Custos Indiretos 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 37
 
5.2 RATEIO DOS CUSTOS DOS DEPARTAMENTOS 
 
Já vimos também que os Custos Comuns a vários departamentos são rateados em 
função de sua natureza (pelo menos os mais importantes), como o próprio aluguel, a 
depreciação dos edifícios, a energia consumida, o seguro apropriado etc. Mas, depois que 
os Custos Indiretos já estiverem totalmente atribuídos aos Departamentos e precisarmos 
então passar a ratear os existentes nos de Serviços, já não poderemos normalmente atribuir 
custo por custo. Não seria muito praticável pegarmos os vários itens que compõem o Custo 
Indireto total do Almoxarifado e começarmos a ratear um por um: supervisão, materiais 
indiretos, depreciações, seguros etc. Quando atribuímos Custos de um Departamento para 
outros, baseamo-nos em algumcritério e fazemos a alocação a partir do bolo todo. 
Para esse rateio, é necessário verificar então quais são as bases mais adequadas. O 
mesmo vai acontecer quando da apropriação dos Custos dos Departamentos de Produção 
para os produtos. 
O rateio pode ser feito com base em horas-máquina, com base na Mão-de-obra 
Direta, na Matéria-prima Aplicada, no Custo Direto Total. Para cada uma dessas bases 
chegaremos a um resultado. A solução ou pelo menos minimização de erros será necessário 
analisarmos os itens que compõem o total dos CIP. Por exemplo, se o fator mais relevante 
dos Custos Indiretos de Produção for a existência e utilização de máquinas, então o rateio 
seria com base no número de horas-máquina como o mais adequado. O CIP poderia ter 
mais de um fator de influência, e por isso poderiam ser aceitos critérios com base também 
em mais de uma referência (Matéria-prima mais Mão-de-obra Direta, por exemplo). 
Assim vemos que para a alocação dos Custos Indiretos de Produção é necessário 
proceder a uma análise de seus componentes e a uma verificação de quais critérios melhor 
relacionam esses Custos com os produtos. 
Vemos como é necessário também que o profissional que decide normalmente 
sobre a forma de apropriação de Custos (Contador de Custos, Controller, Diretor Financeiro 
etc.) conheça detalhadamente o sistema de produção. 
 
 
5.3 INFLUÊNCIA DOS CUSTOS FIXOS E DOS CUSTOS VARIÁVEIS 
 
Suponhamos que no rateio de custos de um departamento de serviços exista uma 
situação como esta: a Casa de Força tem um custo de funcionamento muito mais em função 
do potencial de utilização do que do efetivo consumo de energia em cada período. A 
alocação com base no consumo de cada mês pode ficar desconcertante se seus custos são 
predominantemente fixos. 
É fácil então de se verificar que uma regra simples deve ser utilizada: 
departamentos cujos custos sejam predominantemente fixos devem ser rateados à base de 
potencial de uso, e departamentos cujos custos sejam predominantemente variáveis devem 
ser rateados à base do serviço realmente prestado. Se não houver predominância de um ou 
outro e se o valor em reais do Custo total for grande, pode haver um rateio misto. 
 
5.4 IMPORTÂNCIA DA CONSISTÊNCIA NOS CRITÉRIOS 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 38
 
É fácil percebermos que a alteração de um critério poderá provocar mudanças no 
valor apontado como custo de um produto, sem que de fato nenhuma outra modificação 
tenha ocorrido no processo de produção. 
 
Se todos os produtos feitos fossem vendidos no mesmo período, o efeito dessas 
alterações não seria sensível na avaliação do resultado global da empresa. Mas se parte da 
produção ficar estocada, na forma de produtos acabados ou ainda em elaboração, poderão 
existir alterações artificiais no resultado. Por isso, é comum encontrarmos Auditores 
Independentes muito mais preocupados com a Consistência na aplicação dos critérios de 
alocação de Custos Indiretos do que com os fatores levados em conta para sua escolha. 
 
 
5.5 CONCILIAÇÃO ENTRE CUSTOS E CONTABILIDADE FINANCEIRA 
 
Quaisquer que sejam as formas de apropriação dos custos, é fundamental lembrar 
sempre que a Contabilidade Financeira “entrega” à de Custos certo montante de Custos de 
Produção do Período, e a Contabilidade de Custos “devolve” à Financeira Produtos 
Acabados. 
Essa conciliação entre Custos e Contabilidade Financeira é de fundamental 
importância para se evitarem distorções nas avaliações dos resultados de cada período e nas 
medidas dos estoques. Já está mais do que evidenciado até aqui que, para efeito de 
contabilização, Custos funcionam como o setor de distribuição de uma série de gastos 
fabris para os produtos feitos. Esta integração é também essencial para a aceitação dos 
valores atribuídos aos estoques para fins fiscais. 
A falta de conciliação entre Contabilidade de Custos e Contabilidade Geral na 
empresa só redunda em distorções que nem sempre são percebidas, e, conseqüentemente, 
podem ser bastante danosas. O Imposto de Renda no Brasil está começando a tornar-se 
severo na fiscalização dessa conciliação. 
Os lançamentos efetuados na Contabilidade de Custos são lançados 
automaticamente na Financeira. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 39
 
 
 
 
ATIVIDADES PRÁTICAS 
 
CAPÍTULO 4 e 5 
 
 
 
 
1 - A CIA. CONFIANÇA LTDA, tem os seguintes dados de sua produção do mês de 
março de 20x6 : 
 
Custo Direto: 
Produto A .............................................................................................................. 10.000,00 
Produto B ............................................................................................................. 30.000,00 
 
Custo Indireto 
Depreciação dos Equipamentos ........................................................................... 20.000,00 
Energia Elétrica ................................................................................................... 15.000,00 
Mão-de-obra Indireta.......................................................................................... 15.000,00 
 
Tempo de hora-máquina: 
Produto A .......................................................................................................... 300 h/m 
Produto B .......................................................................................................... 200 h/m 
 
 
Pede-se: Calcular o custo total por produto, sabendo-se que o critério de rateio adotado é 
hora - máquina. 
 
 
 Produto A Produto B Total 
Custos Diretos 
 
 
Depreciação 
Energia Elétrica 
Mão-de-Obra 
Indireta 
 
 
Total 
 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 40
 
2 - A Cia. Mestre S/A, produz dois tipos de produtos "Verde" e " Azul", e tem os seguintes 
dados de sua produção no mês de Agosto/X6. 
Foram fabricados neste mês: 3.000 unidades do produto Verde e 4.000 unidades produto 
Azul. 
 
 
Os custos Diretos referentes a esses produtos, em Agosto/X6, foram: 
 
 
Custos diretos Verde Azul Total 
Material 
Mão-de-obra 
10.000 
18.000 
15.000 
23.000 
25.000 
41.000 
Total 28.000 38.000 66.000 
 
 
Os custos Indiretos por sua vez foram: 
 
 Aluguel ............................................................................................. 6.000,00 
 Energia Elétrica ............................................................................... 8.500,00 
 Depreciação ..................................................................................... 5.000,00 
 Mão-de-Obra Indireta....................................................................... 11.000,00 
 Total ................................................................................................. 30.500,00 
 
 
O rateio dos custos indiretos é feito com base no custo de Mão-de-obra direta. 
A empresa possui despesas fixas de $ 20.000 no mês e paga comissão de 5% sobre o preço 
de venda 
 
Pede-se: 
 
a) Calcule o custo total por produto; 
b) Calcule o custo unitário de cada produto; 
c) Apure o resultado desta empresa no mês de Agosto/X1, sabendo que a mesma vendeu 
1.500 un. Produto Verde (preço de Venda $ 35,00) e 2.000 un. Produto Azul (preço de 
Venda $ 40,00) 
 
Distribuição dos CIF: 
 
Verde: 
____________________________________________________________________ 
 
 
Azul: 
_____________________________________________________________________ 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 41
a) Custo Total de cada produto. 
 
C I F’s Produto Verde Produto azul Total 
Diretos 
Indiretos 
Total 
 
 
b) Custo Unitário de cada Produto. 
 
 
Verde: 
_________________________________________________________________________ 
 
Azul: 
_________________________________________________________________________Apuração do Resultado - DRE. 
 
 
Receitas 
 
 
(-)Custos Diretos/Indiretos 
 
 
= Lucro Bruto 
 
 
(-) Despesas 
 
 
 
(-) Comissões 
 
 
 
Resultado Operacional 
Verde Azul Total 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 42
3 - A Empresa Maravilha produz dois produtos, “Marte” e "Vênus”, cujo volume de 
produção e de vendas é de cerca de 15.000 unidades do Produto Marte e 8.000 unidades 
do Vênus, por período. Os Custos Indiretos de Fabricação (CIF) totalizam $ 600.000. O 
Preço de Venda do produto é Marte $ 80,00 e do Vênus $ 100,00. As despesas 
administrativas no mês são de $ 50.000. 
 
Em determinado período, foram registrados os seguintes custos diretos por unidade (em 
$): 
 Marte Vênus 
Material-direto 20 25 
Mão-de-obra direta 10 6 
 
Pede-se: 
 
a) Calcule o valor dos Custos Indiretos de Produção (CIP) de cada produto, utilizando o 
custo de material direto como base de rateio. 
b) Calcule o Custo total por produto e custo unitário. 
c) Demonstre a DRE. Custeio por Absorção 
 
a) Custos Indiretos de Produção: 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
 
b) Custos Totais de Produção: 
 
Custos Marte Vênus TOTAL 
Material Direto 
Mão-de-obra Direta 
CIF 
TOTAL 
 
c) Apuração do Resultado – DRE 
 
 
Receitas 
 
(-)Custos Diretos/Indiretos 
 
= lucro bruto 
 
(-) desp. Adm. 
 
= Resultado 
 
Marte Vênus Total 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 43
 
4 – A indústria Aniel produz sabão em pó e sabão líquido, ambos específicos para lavagem 
de roupa à margem dos rios do nordeste brasileiro. 
Em determinado período, produziu 20.000 caixas do sabão em pó e 16.000 frascos do 
líquido, incorrendo nos seguintes custos: 
 
 Quantidade e horas 
 Preço Pó Líquido 
Matéria-prima $ 2 / Kg 12.000 Kg 8.000 Kg 
Mão-de-obra Direta $ 5 / hora 6.000 h 3.000 h 
 
 
Custos Indiretos de Produção (CIP) (em $): 
 
Supervisão da produção............................................................................................... $ 3.600 
Depreciação de equipamentos de produção ................................................................$12.000 
Aluguel do galpão industrial ........................................................................................$4.500 
Seguro dos equipamentos da produção ........................................................................$1.500 
Energia elétrica consumida na produção ......................................................................$2.400 
Total.............................................................................................................................$24.000 
 
Os custos de matéria-prima, mão-de-obra direta e os Custos Indiretos de Produção são 
comuns aos dois produtos. 
 
A Aniel possui contrato de demanda da energia elétrica com a concessionária, pelo qual 
paga apenas uma quantia fixa por mês, e não mede o consumo por tipo de produto. 
 
Os CIP são apropriados aos produtos de acordo com o tempo de MOD empregado na 
produção de um e outro, sabendo-se que são necessários 18 minutos para produzir uma 
caixa de sabão em pó e 11,25 minutos para produzir um frasco de sabão líquido. 
 
A indústria utiliza em sua produção uma máquina que, devido à corrosão, tem sua vida útil 
física e econômica limitada pela quantidade de matéria-prima processada (a vida útil é 
estimada pelo fabricante do equipamento em 400.000 Kg de processamento de matéria-
prima). Foi adquirida por $320.000 e seu custo ainda não está incluído na relação acima. 
 
 
Pede-se: 
 
a) Elabore um quadro de apropriação de custos aos produtos. 
b) Calcule o custo unitário de cada produto. 
 
 
 
Cálculo matéria Prima: 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 44
Produto Volume Produzido. Custo Unitário Total 
Sabão em pó 
Sabão Líquido 
Total 
Cálculo Mão-obra-direta: 
Produto Volume Produzido. Custo Unitário. Total 
Sabão em pó 
Sabão Líquido 
Total 
 
 
Cálculo Depreciação: 
Produto Volume Produzido Custo Unitário. Total 
Sabão em pó 
Sabão Líquido 
Total 
 
Critério de rateio dos CIP – MOD trabalhada: 
Produto MOD - Total em $ % rateio Valor $ (CIP) 
Sabão em pó 
Sabão Líquido 
Total 
 
 
b) Custo total 
 
 
Custos Diretos Sabão em Pó Sabão Líquido Total 
Matéria-Prima 
Mão-de-Obra Direta 
Depreciação 
CIP 
Custo Total 
 
 
c) Custo Unitário por produto 
 
 
 Sabão em pó Sabão líquido 
Custo Total 
Volume produção 
Custo Unitário 
 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 45
 
5- Marque as alternativas corretas: 
 
 
A - Uma empresa restringiu sua linha de produção a um único produto. Assim, a energia 
elétrica gasta em sua fábrica será considerada ( em relação à produção total): 
 
a. ( ) custo indireto variável; 
b. ( ) custo indireto fixo; 
c. ( ) custo direto fixo; 
d. ( ) custo direto variável; 
e. ( ) despesa operacional. 
 
 
B - I – O custo fixo é fixo em relação ao volume total da produção, mas é variável em 
relação à unidade produzida. 
 II – O custo variável é variável em relação ao volume total da produção, mas é fixo em 
relação à unidade produzida. 
 
a. ( ) nenhuma alternativa está correta; 
b. ( ) as duas afirmativas estão corretas; 
c. ( ) a primeira alternativa está correta e a segunda, falsa; 
d. ( ) a primeira afirmativa é falsa e a Segunda, verdadeira. 
 
 
C - A empresa lterosa S/A industrializa apenas um tipo de produto, e a Contabilidade de 
Custos informa que cada unidade produzida é composta por: 
 
- uma lâmina de alumínio cujo custo unitário é de $ 100,00 
- uma lâmpada fluorescente, cujo custo unitário é de $ 70,00 
- Dez gramas de cola ao custo de $ 5,00 
- Cem gramas de tinta cujo custo é de $ 15,00 
- O custo fixo total da empresa no período de um mês é $ 12.000,00 
 
Sendo que essa empresa produziu no período apenas uma unidade de produto, temos: 
 
Custo variável unitário (de materiais diretos) $ 190,00 
Custo fixo unitário (custos indiretos) $ 12.000,00 
 
Sendo este exercício um exemplo para comprovar a questão anterior, se Iterosa S/A fabricar 
50 unidades, então, o montante do custo dos materiais variáveis e do custo fixo unitário são, 
respectivamente: 
 
a. ( ) 190,00 – 240,00 
b. ( ) 240,00 – 190,00 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 46
c. ( ) 100,00 – 300,00 
d. ( ) 170,00 – 40,00. 
 
 
D - Nas condições da questão anterior, caso essa empresa fabrique no período 60 unidades 
de produtos, então seu custo variável unitário, relativo aos materiais diretos, e seu custo 
fixo unitário passam a ser, respectivamente: 
a ( ) 190,00 – 240,00; 
b. ( ) 190,00 – 200,00; 
c. ( ) 70,00 – 200,00; 
d. ( ) 200,00 – 200,00; 
 
E - É característica dos custos fixos: 
a ( ) importância fixa dentro de uma quantia relativa de produção; 
b ( ) decréscimo do custo fixo por unidade, com o acréscimo das unidades produzidas; 
c. ( )atribuição aos produtos por decisão administrativa ou adotando-se formas de 
apropriação por rateio; 
d. ( ) todas as alternativas estão corretas. 
 
F - Marque a afirmação correta: 
a. ( ) custos variáveis são aqueles que variam mais do que proporcionalmente com as 
unidades produzidas; 
b. ( ) embora fixos por unidade, os custos fixos são aqueles que, dentro de determinados 
níveis de produção, não variam com o volume de atividade desenvolvida pela empresa 
industrial; 
c. ( ) custos variáveissão aqueles que variam proporcionalmente com as unidades 
produzidas pelas empresas industriais; 
d. ( ) força e luz, combustíveis e comissões de vendas são custos fixos. 
 
 
G - O demonstrativo de custos a seguir corresponde a: 
 
Produção Unidades Custo Total $ Custo por Unidade de 
Produto 
0 12.000 -0- 
1 12.000 12.000 
2 12.000 6.000 
3 12.000 4.000 
4 12.000 3.000 
 
a. ( ) custo variável; 
b. ( ) custo fixo; 
c. ( ) custo marginal; 
d. ( ) custo de oportunidade. 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 47
H - O custo ................... se apresenta de acordo com o demonstrativo sintético a seguir, em 
relação ao custo total e unitário: 
 
Produção Unidades Custo Total $ Custo por Unidade de 
Produto $ 
0 -,- -,- 
1 200,00 200,00 
2 400,00 200,00 
4 800,00 200,00 
a. ( ) fixo; 
b. ( ) variável; 
c. ( ) total; 
d. ( ) unitário. 
 
 
 
6 – A empresa Postes Reis produz postes de cimento em três tamanhos: nº 0, nº 1 e nº 2. 
 
O número 0, devido ao tamanho de sua estrutura, é feito em uma máquina grande. Os 
números 1 e 2, por serem de menor porte, são produzidos em uma máquina pequena. 
 
Os custos diretos unitários, em determinado período, foram os seguintes (em $): 
 
 
Poste nº. Material Mão-de-obra 
0 350 90 
1 250 81 
2 175 54 
 
 
Os custos indiretos (supervisão, depreciação e manutenção) foram de $ 200.000 no mesmo 
período, sendo que: 
 
 
a) $ 37.500 são específicos da máquina pequena. 
b) $ 75.000 são específicos da grande. 
c) $ 87.500 referem-se a serviços auxiliares e da administração geral da produção 
(supervisão geral). 
 
 
A empresa produziu 1.000 postes de cada tamanho no período e costuma ratear o valor total 
dos custos indiretos diretamente aos produtos (sem departamentalização), à base do custo 
de Mão-de-Obra Direta. 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 48
Considerando-se vendida toda a produção dos postes nº 0 e 1 e nada do poste nº 2, e 
sabendo-se que não havia estoques iniciais, pede-se para calcular: 
 
 
a) O valor do custo dos produtos vendidos, segundo o critério usual da empresa. 
b) O valor de custo do estoque remanescente. 
 
Espaço para resolução: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 49
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6.1 Introdução 
 
 
Normalmente, a empresa está dividida em Departamentos e, sua estrutura formal é 
representada pelo Organograma. 
Departamento é a unidade mínima administrativa para a Contabilidade de Custos, 
representada por pessoas e máquinas (na maioria dos casos), em que se desenvolvem 
atividades homogêneas; na qual sempre existe um responsável. 
Para a Avaliação de Estoques que estamos vendo, interessa-nos mais visualizar o 
Departamento como um conjunto que, apesar de na maioria das vezes ser constituído por 
pessoas e máquinas, pode também ocorrer sob a forma de pessoas apenas e, pelo menos 
teoricamente, também só máquinas, que realizam atividades homogêneas. 
A fábrica é departamentalizada em dois grandes grupos, os Departamentos de 
Serviços e os Departamentos Produtivos: 
 
Os Departamentos de Serviços - geralmente não têm seus custos apropriados 
diretamente aos produtos, pois estes não passam por eles. Esses Departamentos têm seus 
custos transferidos para os que deles se beneficiam. Suas funções são basicamente 
prestarem serviços aos demais departamentos produtivos. 
 
Os Departamentos Produtivos - são os departamentos que promovem algum tipo 
de modificação sobre o produto. Exemplo: departamento de corte, departamento de costura, 
departamento de acabamento. 
 
Os departamentos produtivos têm seus custos apropriados diretamente aos 
produtos, mas os departamentos de serviços não podem apropriar seus custos diretamente 
aos produtos. No entanto, como esses departamentos prestam serviços aos demais, devem 
ter seus custos transferidos para os departamentos que recebem seus serviços, e depois os 
custos desses departamentos são apropriados aos produtos. 
 
Departamentalização 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 50
 
 
 
Exemplo de Departamentalização: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A fábrica está dividida em dois departamentos (departamento de serviço e 
departamento produtivo) e em quatro setores (manutenção, almoxarifado, prensas e 
usinagem). Ela produz dois produtos, A e B, e nós temos os seguintes CIF´s em cada setor: 
 
 
Gerência Geral 
Manutenção 
Almoxarifado 
Prensas 
Usinagem 
 
$ 1.000 
$ 2.400 
$ 800 
$ 5.200 
$ 2.800 
 
 
 É necessário determinar uma ordem de distribuição de custos, na qual o 
departamento que rateia seus custos não recebe mais nenhum custo; depois, é necessário 
determinar o critério de rateio desses custos. 
 
� Em nosso exemplo, começaremos a ratear os custos da Gerencia Geral para os 
outros departamentos de forma igual, ou seja, 25% para cada um. 
 
� O próximo departamento a ratear seus custos será a manutenção, em função das 
horas trabalhadas em cada departamento. 
 
 
Gerência Geral 
Depto. De 
Serviço 
Depto. Produtivo 
Manutenção Almoxarifado 
Prensas Usinagem 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 51
Horas trabalhadas da manutenção em outros departamentos: 
Almoxarifado 200h 
Prensas 300h 
Usinagem 500h 
 
� Nesse caso, se existissem horas trabalhadas para a Gerência Geral, elas seriam 
ignoradas, pois, se rateássemos para a Gerência Geral, ela teria de ratear novamente seus 
custos para a manutenção e esta para a Gerência Geral e, assim, sucessivamente. 
 
� O almoxarifado rateia seus custos em função do valor da matéria consumida em 
cada departamento produtivo: 
 
 
Matéria-prima consumida no departamento de prensa $ 80.000 
Matéria-prima consumida no departamento de usinagem $ 20.000 
 
� Os custos dos departamentos produtivos são rateados aos produtos em função 
das horas trabalhadas: 
 
 Produtos Prensas Usinagem 
A 250 h 100 h 
B 500 h 300 h 
 
 
Vamos agora montar um quadro de rateio dos CIF`s aos produtos: 
 
 Gerência 
Geral 
Manutenção Almoxarifado Prensas Usinagem Total 
CIF 
 
1.000 2.400 800 5.200 2.800 12.200 
Gerência Geral (1.000) 250 
2.650 
250 
1.050 
250 
5.450 
250 
3.050 
- 
12.200 
Manutenção 
 
- 
- 
(2.650) 
- 
530 
1.580 
795 
6.245 
1.325 
4.375 
- 
12.200 
Almoxarifado 
 
- - (1.580) 1.264 
 
316 
 
- 
 
Total do 
Depto.Produção 
- - - 7.509 4.691 12.200 
Produto A 
Produto B 
 
 
 2.503 
5.006 
1.173 
3.518 
3.676 
8.524 
 
 
Explicação dos cálculos feitos: 
 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 52
 
1 - Rateio da Gerência Geral: 
 
$ 1.000/4 (25% para cada departamento) = $ 250 
 
 
 
2 - Rateio da Manutenção: 
 
 $ 2.400 + $ 250 = $ 2,65 por hora 
 200h + 300h + 500 h 
 
Almoxarifado = $ 2,65 x 200 h = $ 530 
 
Prensas = $ 2,65 x 300 h = $ 795 
 
Usinagem = $ 2,65 x 500 h = $ 1.325 
 
 
 
 
3 - Rateio do Almoxarifado: 
 
$ 800 + $250 + $ 530 = $ 0,0158 por $ de matéria-prima 
 ($ 80.000 + $ 20.000) 
 
Prensas = $ 0,0158 x $ 80.000 = $ 1.264 
 
Usinagem = $ 0,0158 x $ 20.000 = $ 316 
 
 
 
4 - Rateio aos Produtos: 
 
Prensas: 
 
 $ 5.200 + $ 250 + $ 795 + $ 1.264 = $ 10,012 por hora 
 250 h + 500 h 
 
Produto A = $ 10.012 x 250 h = 2.503 
Produto B = $ 10.012 x 500 h = 5.006 
 
 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 53
Usinagem: 
 
 $ 2.800 + $ 250+ $ 1.325 + $ 316= $11,7275 por hora 
 100 h + 300h 
 
Produto A = $ 11,7275 x 100 h = $ 1.173 
Produto B = $ 11,7275 x 300 h = $ 3.518 
 
A definição dos critérios de rateios é arbitrária e depende da pessoa que está 
fixando-os. A utilização de critérios diferentes pode levar a resultados diferentes. 
É importante lembrar que os rateios são feitos apenas para os Custos Indiretos de 
Fabricação (CIF´s) , pois não é necessário ratear Mão de obra direta (MOD) e Materiais 
diretos ( MD), visto que são identificados diretamente com os produtos. 
 
 
 
6.2 Por que Departamentalizar? 
 
 
Suponhamos que uma empresa, produza três produtos, D, E e F, os quais já tem 
seus custos diretos alocados. Então agora ela precisa alocar os Custos Indiretos e decide 
fazer a distribuição aos diversos produtos com base no tempo de horas-máquina que cada 
um leva para ser feito 
Suponhamos, ainda, que ao analisar mais detidamente o processo de produção, se 
verifica que, existe uma grande disparidade entre os produtos, e que o gasto com os Custos 
Indiretos de Produção não é uniforme entre os setores de produção. 
Ao departamentalizar, podemos efetuar uma apropriação dos Custos Indiretos de 
forma mais adequada, levando em conta o tempo de cada produto em cada Departamento e 
o Custo por hora-máquina de cada Departamento. 
Apesar de quaisquer arbitrariedades ocorridas na forma de apropriar por hora-
máquina, ao fazer a alocação com base na Departamentalização cometem-se menos 
injustiças e diminuem-se as chances de erros maiores. 
Se a empresa analisa a lucratividade de seus produtos ou tenta administrar seus 
preços de venda com base em seus custos de produção, poderia verificar que, com base na 
Departamentalização, haveria uma “diferença”, um grau de distorção existente entre as 
duas formas. Sérios problemas podem ocorrer em processos de concorrência ou na 
competição no mercado com outras empresas pelo inadequado processo de custeamento. 
 
 
 
6.3 DEPARTAMENTO E CENTRO DE CUSTOS 
 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 54
Na maioria das vezes um Departamento é um Centro de Custos, ou seja, nele são 
acumulados os Custos Indiretos para posterior alocação aos produtos (Departamento de 
Produção) ou a outros Departamentos (Departamentos de Serviços). 
Em outras situações podem existir diversos Centros de Custos dentro de um 
mesmo Departamento. Suponhamos, por exemplo, que num Departamento de Perfuração 
sejam executados diversos serviços dessa natureza com o uso de três máquinas; poderiam 
ocorrer pelo menos três hipóteses: 
 
Primeira hipótese: Cada uma das três máquinas executa todos os tipos de serviços (furos 
de diversos diâmetros e profundidades). Existem três máquinas devido ao volume de 
serviço. Nesse caso, mesmo que os operadores ganhem salários diferentes, haverá a 
conceituação de um único Departamento de Perfuração, e ele constituirá um único Centro 
de Custos. Haverá, então, a apuração dos Custos desse Centro, e serão eles distribuídos aos 
produtos em função de número de perfurações ou volume perfurado, ou outro critério 
qualquer, com base em um custo médio por máquina. Normalmente, não se faz a apuração 
dos custos num departamento como esse, máquina por máquina, e sim tomando o todo 
como um único Centro de Custos. 
 
Segunda hipótese: Numa outra empresa, o Departamento de Perfuração possui também 
três máquinas, mas cada uma com uma capacidade de perfuração diferente e operada por 
operários especializados. Cada produto pode passar só por uma delas, por requerer aquele 
tipo especial de processamento, ou por passar por todas, se necessitar de todos os tipos de 
furos. Nesse caso, se o departamento tem altos custos de funcionamento, é importante criar 
três Centros de Custos para se apurar o custo de cada máquina separadamente. A partir daí, 
os valores atribuídos a cada produto dependerão de qual máquina foi utilizada. Entretanto, 
mesmo nessa hipótese poderá ainda haver um único Centro de Custos se o total do 
departamento representar, em reais, uma parcela muito pequena dentro do total. 
 
Terceira hipótese: As três máquinas são diferentes, operadas por diferentes operários com 
salários desiguais, mas cada produto obrigatoriamente passa pelas três, sempre na mesma 
seqüência e com o mesmo grau de utilização de cada uma. Nessa hipótese, teríamos 
praticamente o mesmo resultado caso atribuíssemos custos por máquina ou numa média 
geral por departamento. 
 
Em qualquer hipótese, é necessário revisar periodicamente a forma de tratamento 
dos custos e também sempre que houver modificação nos produtos ou no processo de 
produção. 
Centro de Custos, portanto, é a unidade mínima de acumulação de Custos 
Indiretos. Vamos, daqui para frente, sempre falar em departamentos, partindo da hipótese 
simplificadora de que a cada departamento corresponde um único Centro de Custos. 
Por essa simplificação, surgem às vezes algumas situações na prática que parecem 
um pouco sem nexo. Por exemplo, é comum encontrarmos empresas com um 
“Departamento de Custos Comuns” onde estão incluídos Custos Indiretos, tais como 
Aluguel da Fábrica, Seguros, Energia (quando há um só medidor para toda a planta) etc. Na 
realidade, não existe esse Departamento propriamente dito; antes é um Centro de custos não 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 55
existente fisicamente que está sob o controle global do “Departamento da Administração 
Geral da Fábrica”. Mas, ao invés de assim denominar e classificar costuma a Contabilidade 
de Custos proceder à agregação desses Custos de Produção Indiretos e chamar de 
“Departamento” seu conjunto. 
 
 
Para que possa ser caracterizado como tal, um centro de custos deveria: 
 
a) Ter uma estrutura de custos homogênea; 
b) Estar concentrado num único local; 
c) Oferecer condições de coleta de dados de custo. 
 
 
 
6.4 CUSTOS DOS DEPARTAMENTOS DE SERVIÇOS 
 
 
Quando vamos apropriar Custos Indiretos aos produtos, há um problema, que é o 
fato de alguns departamentos não receberem fisicamente os produtos; sendo a sua função a 
de prestar serviços aos outros departamentos, quer de Produção, quer de Serviços. 
Faz-se, então, uma análise das características dos Departamentos de Serviços, 
verificando de que maneira prestam serviços aos outros Departamentos, e, depois de 
escolher um critério apropriado, faz-se a distribuição de seus custos aos departamentos 
beneficiados. 
O critério mais utilizado na prática é o de se hierarquizar os Departamentos de 
Serviços de forma que aquele que tiver seus custos distribuídos não receba rateio de 
nenhum outro. Todos os custos dos Departamentos de Serviços são rateados até que 
recaiam sobre os de Produção. Para a apropriação dos Custos Indiretos é necessário que 
todos os custos estejam na penúltima fase nos Departamentos de Produção. 
Os custos originados no próprio departamento são os custos primários dele; e os 
recebidos por rateio de outros departamentos são chamados secundários. 
Existem softwares que realizam esse processamento de forma bastante satisfatória. 
 
 
6.5 ESQUEMA COMPLETO DA CONTABILIDADE DE CUSTOS 
 
Suponhamos que uma empresa faça a análise de seus Departamentos de Serviços e 
verifique: 
 
a) Que a Administração Geral de Produção é a primeira que deve ter seus Custos 
distribuídos. 
b) Que a Manutenção será o segundo Departamento de Serviços a ser alocado, porque 
ele também mais presta serviços ao Almoxarifado e ao Controle de Qualidade do 
que deles recebe. Apesar de efetuar trabalhos à Administração Geral, fá-los em 
valor não muito relevante e, além disso, ela não mais receberá custo de ninguém, 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 56
pois já estará com saldo zero. Da mesma forma que a Administração Geral, seus 
custos serão distribuídos também aos Departamentos de Produção que dela se 
beneficiaram.c) Que o Almoxarifado terá seus custos rateados aos Departamentos que fizeram uso 
de seus préstimos, exceto aos que já foram alvo de distribuição. 
d) Que o Controle de Qualidade, apesar de prestar às vezes serviços à Manutenção, 
terá seus custos alocados somente aos Departamentos de Produção que dela fizeram 
uso, já que os demais Departamentos de Serviços foram distribuídos. Ficou em 
último lugar, pois mais recebe benefícios da Manutenção do que presta a ela. 
 
Escalonada a seqüência da distribuição, precisamos analisar os diversos critérios 
de rateio para que se possam dividir os custos da maneira mais racional possível. 
Após os rateios, temos todos os Custos Indiretos de Produção carregados somente 
sobre os Departamentos de Produção. Então, transferimos os custos deles para os produtos. 
Adicionando esses Custos Indiretos aos Custos Diretos dos Produtos obteremos seus Custos 
Totais de Produção. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 57
 
 
 
 
ATIVIDADES PRÁTICAS 
 
CAPÍTULO 6 
 
 
 
1 - A Cia. Guardanapos Finos S.A., produz Guardanapos Tipo "1" (Fino 1) e tipo "2" ( 
Fino 2). 
 
Os Custos Diretos referentes a esses produtos, em Abril/X7, foram: 
 
Custos diretos FINO 1 FINO 2 Total 
Material 
Mão-de-obra 
6.750 
4.250 
7.600 
5.200 
14.350 
9450 
Total 11.000 12.800 
 
 
Os Custos Indiretos por sua vez foram: 
 
 Aluguel............................................................................................. 5.000,00 
 Energia Elétrica............................................................................... 10.500,00 
 Depreciação..................................................................................... 12.000,00 
 Outros Custos Indiretos................................................................... 6.000,00 
 Total................................................................................................ 33.500,00 
 
Sabemos que os critérios de rateios para os custos indiretos foram: 
 
1.O aluguel é distribuído de acordo com a área que cada departamento ocupa; 
2.O consumo de energia é medido por KW/ h consumidos por cada Departamento; 
3.A depreciação e os outros Custos Indiretos são rateados com base nas horas de mão-de-
obra trabalhada em cada departamento; 
 
Sabemos que os critérios de rateio dos departamentos de serviços para os 
departamentos produtivos foram: 
 
1.Referente os Custos da Administração o Corte recebe 30% , o Acabamento 50%, a 
Embalagem recebe 10% e a Manutenção 10%.; 
2.Os Custos da Manutenção são rateados com base nas horas de mão - de- obra trabalhadas 
nos departamentos de Corte, Acabamento e Embalagem; 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 58
3.A distribuição dos custos indiretos aos produtos é feita em função da mão-de-obra 
direta, informada no quadro acima. 
 
Dados coletados no período: 
 
 
 Corte Acabamento Embalagem Manut. Administ. Total 
Área 
Ocupada 
15.000 10.000 11.000 2.000 3.000 41.000 m 
Energia 
KWh 
35.000 38.000 12.600 3.500 2.100 91.200 KWh 
Horas de 
M.O 
trabalhadas 
52.000 35.000 24.000 4.500 4.500 120.000 h. 
 
 
Pede-se: 
 
a) Elabore o Mapa de Rateio dos Custos Indiretos de Produção; 
b) Apure o Custo Total de cada Produto. 
 
Distribuição do Aluguel: 
Corte 
Acabamento 
Embalagem 
Manutenção 
Administração 
Total 
 
Distribuição da Energia Elétrica: 
Corte 
Acabamento 
Embalagem 
Manutenção 
Administração 
Total 
�������
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 59
Distribuição da Depreciação: 
Corte 
Acabamento 
Embalagem 
Manutenção 
Administração 
Total 
 
Distribuição Outros Custos: 
Corte 
Acabamento 
Embalagem 
Manutenção 
Administração 
Total 
Mapa de Apropriação de Custos 
C I F Corte Acabamento Embalagem Manutenção Administração Total 
Aluguel 
Energia elétrica 
Depreciação 
Outros CIF’s 
Total 
Dist. Administração 
Total 
Distrib.Manutenção 
Soma 
FINO 1 
FINO 2 
Total 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 60
Distribuição dos CIF c/ Mão-de-obra Direta: 
 
Custo Total de Cada Produto. 
 
Produtos 
 FINO 1 FINO 2 Total 
Custo Direto 
Custo Indireto 
Total 
 
 
2 – A Indústria Mega S.A. produz calças e camisas. O ambiente de produção é formado por 
seis departamentos: Corte, Costura Acabamento, Almoxarifado, Manutenção e 
Administração Geral da Produção. 
 
Em determinado período, foram produzidas 8.000 Calças e 5.000 camisas, e os custos 
diretos foram os seguintes (em $): 
 
 
Custos diretos Calças Camisas Total 
Material 
Mão-de-obra 
10.650 
8.500 
9.600 
6.300 
20.250 
14.800 
Total 19.150 15.900 35.050 
 
Os Custos Indiretos de Fabricação (CIF) do período estão apresentados no quadro abaixo 
(em $): 
 
Custos 
 Indiretos 
Corte Costura Acabamento Almoxarifado Manutenção Adm. Geral 
da Produção 
 
Total 
Mat. Indireto 
 
160 50 110 120 85 350 875 
Energia 
Elétrica 
 
1.800 1.500 1.700 250 250 150 5.650 
Aluguel 
 
- - - - - 5.000 5.000 
Total 
 
1.960 1.550 1.810 370 335 5.500 11.525 
 
As bases de rateio são as seguintes: 
 
• O custo de Aluguel é atribuído inicialmente apenas à Administração Geral 
da Produção. 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 61
• Os custos da Administração Geral da Produção são distribuídos aos demais 
departamentos à base do número de horas de mão-de-obra trabalhada em 
cada departamento: 
 
 
Departamentos Horas de mão-de-
obra 
Corte 
Costura 
Acabamento 
Almoxarifado 
Manutenção 
210 
240 
230 
150 
100 
Total 930 
 
• A Manutenção presta serviços somente aos departamentos de produção, e o 
rateio é feito à base do tempo de uso de máquinas: 
 
 
Departamento de 
produção 
Quantidade de horas-
máquina 
Corte 
Costura 
Acabamento 
3.800 
4.000 
5.200 
Total 13.000 
 
 
• O almoxarifado distribui seus custos à base do número de requisições: 
 
Departamento de 
produção 
Número de requisições 
Corte 
Costura 
Acabamento 
700 
400 
200 
Total 1.300 
 
• A distribuição dos custos dos departamentos de produção aos produtos é 
feita na mesma proporção que o custo de mão-de-obra direta. 
 
• Os volumes de produção, em unidades, foram: 8.000 Calças e 5.000 
camisas. 
 
 
 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 62
Pede-se para completar o mapa de apropriação de custos e: 
 
 
1. Calcular: 
 
a) O custo total de cada departamento de produção. 
 
b) O custo total de cada produto. 
 
c) O custo unitário de cada produto. 
 
 
 
Distribuição Administração Geral da Produção: 
 
Corte 
 
 
Costura 
 
 
Acabamento 
 
 
Almoxarifado 
 
 
Manutenção 
 
 
TOTAL 
 
 
Distribuição da Manutenção: 
 
Corte 
 
 
Costura 
 
 
Acabamento 
 
 
Almoxarifado 
 
 
TOTAL 
 
 
 
 
 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 63
Distribuição do Almoxarifado: 
 
Corte 
 
 
Costura 
 
 
Acabamento 
 
 
TOTAL 
 
 
 
Distribuição do CIF aos produtos: 
 
 
Calças: 
 
 
 
 
Camisas: 
 
 
 
 
Custo Total de Cada Produto 
 
 
 
Produtos 
 Calças Camisas Total 
Custo Direto 
Custo Indireto 
Total 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 64
Mapa de Apropriação de Custos 
Custos 
 Indiretos 
Corte Costura Acabamento Almoxarifado Manutenção Adm. Geral 
da Produção 
 
Total 
Mat. Indireto 
 
160 50 110 120 85 350 875 
Energia 
Elétrica 
 
1.800 1.500 1.700 250 250 150 5.650 
Aluguel 
 
- - - - - 5.000 5.000 
Total 
 
1.960 1.550 1.810 370 335 5.500 11.525 
Rateioda 
Adm. Geral 
 
Soma 
 
 
Rateio da 
Manutenção 
 
Soma 
 
 
Rateio do 
Almoxarifado 
 
Soma 
 
 
Calças 
 
 
Camisas 
 
 
Total 
 
 
 
 
 
 
 
 
04 – A metalúrgica Dobra e Fecha produz dobradiças e fechaduras. O ambiente de 
produção é formado por seis departamentos: Estamparia, Furação, Montagem, 
Almoxarifado, Manutenção e Administração Geral da Produção. 
A produção de dobradiças é totalmente realizada apenas nos departamentos de Estamparia e 
de Furação; as fechaduras passam pelos três departamentos de produção. 
Em determinado período, foram produzidas 12.000 dobradiças e 4.000 fechaduras, e os 
custos diretos foram os seguintes (em $): 
 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 65
Custos diretos Dobradiças Fechaduras Total 
Material 
Mão-de-obra 
8.352 
6.048 
5.568 
4.032 
13.920 
10.080 
Total 14.400 9.600 24.000 
 
Os Custos Indiretos de Produção (CIP) do período estão apresentados no quadro que se 
encontra ao final (Mapa de Apropriação de Custos). 
 
As bases de rateio são as seguintes: 
 
• O custo de Aluguel é atribuído inicialmente apenas à Administração Geral 
da Produção. 
• Os custos da Administração Geral da Produção são distribuídos aos demais 
departamentos à base do número de funcionários: 
 
Departamentos Nº de funcionários 
Estamparia 
Montagem 
Furação 
Almoxarifado 
Manutenção 
35 
15 
30 
10 
10 
Total 100 
 
• A Manutenção presta serviços somente aos departamentos de produção, e o 
rateio é feito à base do tempo de uso de máquinas: 
 
Departamento de 
produção 
Quantidade de horas-
máquina 
Estamparia 
Montagem 
Furação 
4.800 
3.000 
4.200 
Total 12.000 
 
• O almoxarifado distribui seus custos à base do número de requisições: 
 
Departamento de 
produção 
Número de requisições 
Estamparia 
Montagem 
Furação 
600 
300 
300 
Total 1.200 
 
• A distribuição dos custos dos departamentos de produção aos produtos é 
feita na mesma proporção que o custo do material direto. 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 66
• Os volumes de produção, em unidades, foram: 
Dobradiças 12.000 
Fechaduras 4.000 
 
Pede-se para completar o mapa de apropriação de custos e: 
 
1. Calcular: 
a - o custo total de cada departamento de produção. 
b - o custo total de cada produto. 
c - o custo unitário de cada produto. 
 
Mapa de Apropriação de Custos / Custo Total de Cada Departamento 
Custos 
 Indiretos 
Estamparia Montagem Furação Almoxarifado Manutenção Adm. Geral 
da Produção 
 
Total 
Mat. Indireto 
 
159 57 46 90 112 336 800 
Energia 
Elétrica 
 
2.400 432 1.340 240 240 148 4.800 
Mão-de-obra 
Indireta 
532 672 390 140 170 896 2.800 
Aluguel 
 
- - - - - 3.200 3.200 
Total 
 
3.091 1.161 1776 470 522 4.580 11.600 
Rateio da Adm. 
Geral 
 
Soma 
 
 
Rateio da 
Manutenção 
 
Soma 
 
 
Rateio do 
Almoxarifado 
 
Soma 
 
 
Fechaduras 
 
 
Dobradiças 
 
 
Total 
 
 
 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 67
 
 
b) Custo Total de cada Produto: 
 
Produto Material MOD CIF Total 
Fechaduras 
Dobradiças 
Total 
 
 
c) Custo Unitário de cada Produto: 
 
FECHADURAS: 
 
DOBRADIÇAS: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 68
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 7.1 Introdução 
 
Na Contabilidade Industrial, usaremos principalmente as contas de estoques: 
 
• Estoque de materiais; 
• Estoque de produtos em elaboração; 
• Estoque de produtos acabados; 
• Importação de materiais em andamento. 
 
Estoques de Materiais: Os estoques de materiais podem ser classificados em: 
 
• Materiais diretos: compreendem a matéria-prima (componente físico que sofre a 
transformação, como o tecido, por exemplo), materiais secundários (botão de um 
avental, por exemplo) e embalagem. 
 
• Materiais indiretos: são os materiais empregados na fabricação do produto, mas, 
devido à dificuldade de cálculo quanto à quantidade utilizada em cada produto 
fabricado, são considerados materiais indiretos. 
 
Estoque de Produtos em Elaboração: o saldo da conta Estoques de Produtos em 
Elaboração representa o valor dos produtos em processo, em fabricação, os produtos que 
ainda não estão acabados para serem vendidos. 
 
Estoque de Produtos Acabados: Essa conta representa o saldo dos produtos disponíveis 
para venda, em estoque, no depósito de produtos acabados da empresa. 
 
Importações de Materiais em Andamento: Caso a indústria importe um material para uso 
no processo fabril, todos os gastos incorridos na importação, tais como aquisição de moeda 
estrangeira, pagamento de fretes, seguros, comissões, despesas bancária, despesas de 
desembaraço alfandegário, etc., deverão ser escriturados em conta específica. 
 
Custo de Produção do Período: é a soma dos custos incorridos no período dentro da 
fábrica. 
Princípios para Avaliação de Estoques 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 69
 
Custo da Produção Acabada: é a soma dos custos contidos na produção acabada no 
período. Pode conter Custos de Produção também de períodos anteriores existentes em 
unidades que só foram completadas no presente período. 
 
Custo de Produtos Vendidos: é a soma dos custos incorridos na fabricação dos bens que 
só agora estão sendo vendidos. Pode conter custos de produção de diversos períodos, caso 
os itens vendidos tenham sido produzidos em diversas épocas diferentes. 
 
Os três conceitos, anteriores, são bastante distintos e não há nenhuma relação 
obrigatória entre seus valores no que respeita a sua grandeza. Cada um pode ser maior ou 
menor que o outro em cada período, dependendo das circunstâncias. 
 
 
7.2 Exemplo da Demonstração de Resultados das Indústrias (Movimentação do 
Estoque). 
 
Suponhamos um caso extremamente simples de uma indústria que produza um 
único produto, de forma continuada, e que tenha os seguintes movimentos em diversos 
meses seguidos: 
 
 
Primeiro mês: 
 
 
Custos incorridos no mês 
 
Matéria-prima $ 90.000 
Mão-de-Obra $ 45.000 
Energia elétrica $ 15.000 
 $150.000 
 
 
 
Unidades produzidas no mês:...............................................................................................15 
Unidades vendidas no mês:...................................................................................................12 
Estoque final de unidades prontas para venda ( não haviam estoques iniciais): ..................03 
Custo unitário de fabricação $150.000/15u:...............................................................$ 10.000 
Preço unitário de venda (igual para todos os meses):.................................................$ 12.000 
Custo das unidades vendidas 12 x $ 10.000.:............................................................$ 120.000 
Estoque final de produtos acabados: 3 x $ 10.000:.....................................................$ 30.000 
 
 
 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 70
Demonstração do Resultado nesse período: 
 
Vendas .....................................................................................................................$ 144.000 
( - ) Custo dos Produtos Vendidos .........................................................................($ 120.000) 
Lucro Bruto: ........................................................................................................... $ 24.000 
 : 
 etc. 
 
Poderíamos também fazermenção dos custos incorridos no mês numa 
demonstração de uso interno à empresa, sendo: 
 
Vendas .................................................................................................................... $ 144.000 
( - ) Custo dos Produtos Vendidos 
 Matéria-Prima $ 90.000 
 Mão-de-obra $ 45.000 
 Energia Elétrica $ 15.000 
 
Custo de Produção do Período................. . $150.000 
( - ) Estoque final de Produtos Acabados ($ 30.000) .......................................( $ 120.000) 
 
Lucro Bruto...............................................................................................................$ 24.000 
 : 
 : 
 etc. 
 
 Segundo mês: 
 
Custos incorridos no mês 
 
Matéria-prima $ 109.500 
Mão-de-Obra $ 54.750 
Energia elétrica $ 18.250 
 $182.500 
 
Unidades produzidas no mês (Acabadas).......................................................................... 18 
Unidade em processamento (elaboração) ......................................................................... 01 
Unidades vendidas no mês ...................................................................................................17 
 
Estoques finais : 
 �Unidades acabadas ............................................ 04 
 �Unidades em elaboração ................................... 01 
 
Valor das vendas ....................................................................... 17 x $ 12.000 = $ 204.000 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 71
 
 
Do total de $182.500,00 dos Custos de Produção do Período, $ 9.605,00 referem-
se à unidade em elaboração. Logo, $ 172.895,00 são o Custo das Unidades Acabadas. 
 
 
No estoque de produtos acabados, temos: 
 
Unidades no início do 2º mês ................................................................. 03 ($ 30.000) 
Recebidas da fábrica no mês .................................................................. 18 ($172.895) 
Disponíveis para venda no mês .............................................................. 21 ($202.895) 
Vendidas durante o mês ..........................................................................17 ($164.245) 
Em estoque no final ................................................................................ 04 ($38.647) 
 
A demonstração do resultado completa desse segundo mês poderia então ser assim 
elaborada: 
 
 
Vendas .................................................................................................................... $ 204.000 
(-) Custo dos Produtos Vendidos 
 Custo de Produção no Período .................................... $182.500 
 (-) Estoque Final de Produtos em Elaboração ............. ($ 9.605) 
 (=) Custo das Unidades Acabadas ............................... $172.895 
 (+) Estoque Inicial de Produtos Acabados ................... $30.000 
 (=) Custo dos Produtos Disponíveis ............................. $202.895 
 (-) Estoque final de Produtos Acabados ..................... ($38.647) .......... ($164.245) 
 
Lucro Bruto ....................................................................................................... $39.755,00 
 : 
 : 
 etc. 
 
 
 
Terceiro mês: 
 
 
Custos incorridos no mês 
 
Matéria-prima $ 103.500 
Mão-de-Obra $ 51.750 
Energia elétrica $ 17.250 
 $172.500 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 72
Unidades do período anterior terminadas neste mês:..........................................01 = $ 9.600 
Unidades iniciadas e acabadas no mês:...............................................................16 
Unidades iniciadas e não acabadas no mês (elaboração): ................................. 01 
Unidades vendidas no mês: .............................................................................. 18 
 
 
 
 
 
Distribuição do Custo de Produção do Período 
 Custo de acabar a unidade iniciada no 2º mês .....................................$ 9.600 
 Custo de iniciar e acabar 16 unidades .................................................$ 162.353 
 Custo da 17ª unidade iniciada (em elaboração) ................................. $ 10.147 
 $ 182.100 
Custo das unidades acabadas no período 
Custo da 1ª unidade acabada no mês : 
 Recebido no mês anterior ......................................................................$ 9.600 
 Custo das 16 iniciadas e completadas ...................................................$ 162.353 
Custo da produção acabada no período ............................................................. $ 171.953 
 
 
Estoque final Acabado = 4 + 17 - 18 = 3 
 
A demonstração do resultado completa desse terceiro mês: 
 
 
Vendas ................................................................................................................. $ 216.000 
( - ) Custo dos Produtos Vendidos 
 Custo de Produção no Período ............................ .. $172.500 
 ( + ) Estoque Inicial de Produtos em Elaboração .. $ 9.600 
 ( - ) Estoque final de Produtos em Elaboração ..... ($10.147) 
 ( = ) Custo da Produção Acabada no Período...... $ 171.953 
 ( + ) Estoque Inicial de Produtos Acabados ......... $ 38.647 
 ( = ) Custo dos Produtos Disponíveis .................. $ 210.600 
 ( - ) Estoque final de Produtos Acabados ........... ($ 30.000)....................( $ 180.600) 
 
Lucro Bruto ...........................................................................................................$ 35.400 
 : 
 : 
 etc. 
 
 
 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 73
 
 
 
 
ATIVIDADES PRÁTICAS 
 
CAPÍTULO 7 
 
 
 
1 - A Indústria de Sapatos Salto Fino S.A. possui em sua contabilidade gerencial de custos 
as seguintes informações nos mês de Julho /X1: 
OBS: A empresa fabrica somente um tipo de produto (sapatos modelo 775). 
 
Mês de Julho/X1 
 
Custos Incorridos na produção: 
 
 
Mão-de-obra: 
Matéria-prima: 
Custos Indiretos de fabricação (CIF): 
Total 
 
$ 35.000 
$ 50.000 
$ 80.000 
$ 165.000 
 
 
Unidades produzidas no mês 
Unidades vendidas - não havia a estoques iniciais 
Preço unitário de venda 
 
20 
15 
10.000 
 
 
a) Com base nas informações acima calcule: 
 
 
� Custo da produção do período? 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
 
� Custo unitário de fabricação? 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
 
� Custo da produção vendida? 
�������
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 74
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________� Estoque final de unidades acabadas? 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
 
 
� Qual é o lucro bruto? 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
 
 
 
b- Demonstre a Demonstração do Resultado (detalhada) do mês Julho/X1. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 - A Indústria de cadeiras Mendes S.A. possui em sua contabilidade gerencial de custos as 
seguintes informações nos mês de Agosto/X1: 
OBS: A empresa fabrica somente um modelo de cadeira. 
 
Agosto/X1 
 
Custos Incorridos na produção: 
 
 
Mão-de-obra: 
Matéria - Prima: 
Custos Indiretos de fabricação (CIF): 
Total 
 
$ 45.000 
$ 70.000 
$ 95.000 
$ 210.000 
 
 
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 75
 
Estoque inicial produtos acabados: 
Unidades produzidas no mês 
Unidades vendidas 
Preço unitário de venda 
 
10 unidades - (valor $ 78.000,00) 
25 
30 
$10.000 
 
a) Com base nas informações acima calcule: 
 
 
� Estoque inicial de produtos acabados? (quantidade e valor). 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
 
� Custo da produção do período? 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
 
� Custo unitário de produtos acabados no período? 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
 
� Custo total das unidades acabadas no período? 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
 
� Custo total dos produtos disponíveis? 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
 
� Custo Unitário dos produtos disponíveis? 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
 
 
� Custo da produção vendida? 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
 
�������
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 76
� Estoque final de produtos acabados? (quantidade e valor) 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
 
 
 
� Qual é o lucro Bruto? 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
 
 
b) Demonstre a Demonstração do Resultado (detalhada) do mês Agosto/X1. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 - A Indústria de Móveis Cama forte possui em sua contabilidade gerencial de custos as 
seguintes informações nos mêses de Agosto, Setembro e Outubro/X1: 
OBS: A empresa fabrica somente um tipo de produto (camas modelo colonial). 
 
Mês de Agosto/X1 
 
Custos Incorridos na produção: 
 
 
Mão-de-obra: 
Matéria - Prima: 
Custos Indiretos de fabricação (CIF): 
Total 
 
$ 35.000 
$ 50.000 
$ 80.000 
$ 165.000 
 
 
�������
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 77
 
Unidades produzidas no mês 
Unidades vendidas 
- não havia estoques iniciais 
Preço unitário de venda 
 
20 
18 
 
10.000 
 
 
a) Com base nas informações acima calcule: 
 
 
� Custo da produção do período?-
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
 
� Custo unitário de fabricação? 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
 
� Custo da produção vendida? 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
 
� Estoque final de unidades acabadas? 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
 
� Qual é o lucro bruto? 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________ 
 
 
b) Demonstre a Demonstração do Resultado (detalhada) do mês Agosto/X1. 
 
 
 
 
 
 
 
 
�������
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 78
 
Mês de Setembro/X1 
 
Custos Incorridos na produção: 
 
 
Mão-de-obra: 
Matéria -. Prima: 
Custos Indiretos de fabricação (CIF): 
Total 
 
$ 45.000 
$ 70.000 
$ 95.000 
$ 210.000 
 
 
Unidades em elaboração: 
Unidades Acabadas no mês 
Unidades vendidas 
Preço unitário de venda 
02 - (custo das unidades em elaboração $ 15.555,50) 
25 
20 
10.000 
 
a) Com base nas informações acima calcule: 
 
 
� Estoque inicial de produtos acabados? (quantidade e valor). 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
 
� Custo da produção do período? 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________ 
 
� Custo unitário dos produtos acabados no Período? 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________ 
 
� Estoque final de produtos em elaboração? (quantidade e valor) 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________ 
 
� Custo total das unidades acabadas no período? 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________ 
 
�������
�������������������������������������������
Custos I – Prof. Sérgio LemosDuarte 79
� Custo total dos produtos disponíveis? 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
________________________________________________________________________ 
� Custo unitário dos produtos disponíveis? 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________ 
 
� Custo da produção vendida? 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________ 
 
� Estoque final de produtos acabados? (quantidade e valor) 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________ 
 
� Qual é o lucro Bruto? 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________ 
 
 
b) Demonstre a Demonstração do Resultado (detalhada) do mês Setembro/X1. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mês de Outubro/X1 
 
Custos Incorridos na produção: 
 
�������
�������������������������������������������
Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 80
 
Mão-de-obra: 
Mat.Prima: 
Custos Indiretos de fabricação (CIF): 
Total 
 
 
$ 25.000 
$ 40.000 
$ 70.000 
$ 135.000 
 
Unidades do período anterior terminadas neste mês: 
Unidades em elaboração: 
 
Unidades produzidas/Acabadas no mês 
Unidades vendidas 
Preço unitário de venda 
 02 (custo $ 15.555,50) 
 01 - (custo das unidades em elaboração $ 7.941,18) 
 16 
 18 
10.000 
 
 
a) Com base nas informações acima calcule: 
 
 
� Estoque inicial de produtos acabados? (quantidade e valor). 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________ 
 
� Estoque inicial de produtos em elaboração? (quantidade e valor) 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________ 
 
� Custo da produção do período? 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________ 
 
� Custo unitário produção do período? 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________ 
 
� Estoque final de produtos em elaboração? (quantidade e valor) 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________ 
 
� Custo da produção acabada no período? 
�������
�������������������������������������������
Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 81
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________ 
 
� Custo dos produtos disponíveis? 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________ 
 
 
� Custo unitário dos produtos disponíveis? 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________ 
 
� Custo da produção vendida? 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________ 
 
� Estoque final de produtos acabados? (quantidade e valor) 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________ 
 
� Qual é o lucro Bruto? 
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________ 
 
 
b) Demonstre a Demonstração do Resultado (detalhada) do mês Outubro/X1. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
�������
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Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 82

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