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������� ���������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duart UNIPAC – U FACULDADE D Rua: Barã CUR CU ������������������������������ arte UNIVERSIDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS DE CIÊNCIAS SOCIAIS, LETRAS E SAÚDE DE UBER arão de Camargo, nº. 695 – Centro – Uberlândia/MG. Tele fax: (34) 3223-2100 RSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS 3° Período/ 1º Semestre - 2010 USTOS I Professor: Sérgio L E-mail: sergioufu Uberlândia 2010 ������������ 1 ERLÂNDIA. I Lemos Duarte fu@gmail.com ������� ���������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duart UNIPAC – U FACULDADE D SUMÁRIO 1. PROGRAMA DA DISCIP 1.1 EMENTA 1.Introdução Contabilidade de 2. Terminologia e Classificaçõ 3. Princípios e Conceitos Cont 4. Custos Diretos / Indiretos 5. Critérios de Rateio dos Cust 6. Departamentalização 7. Princípios para Avaliação d 1.2 DESENVOLVIMENTO 1. CONTABILIDADE DE CU 1. Introdução 1.1 Conceito 1.2 Aparecimento da Cont 1.3 Princípios Básicos da C 1.4 Natureza, Importância ������������������������������ arte UNIVERSIDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS DE CIÊNCIAS SOCIAIS, LETRAS E SAÚDE DE UBER IPLINA de Custos ões de Custos ntábeis Aplicados à Contabilidade de Custos ustos Indiretos de Estoques DOS TÓPICOS DA EMENTA USTOS ntabilidade de Custos a Contabilidade de Custos Industrial ia e Finalidade. ������������ 2 ERLÂNDIA. ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 3 1.5 Contabilidade de Custos em Empresas Não Industriais 2. TERMINOLOGIA EM CUSTOS 2.1 Terminologia em Custos Industriais 2.2 A Terminologia em Entidades não Industriais 2.3 A Terminologia 2.4 Principais Classificações de Custos 3. PRINCÍPIOS E CONCEITOS CONTÁBEIS APLICADOS À CONTABILIDADE DE CUSTOS 3.1 Alguns Princípios Contábeis Aplicados à Contabilidade de Custos 3.1.1 Princípio do Custo Histórico como Base de Valor 3.1.2 Princípio da Realização da Receita 3.1.3 Princípio da Competência ou da Confrontação entre Despesas e Receitas 3.1.4 Consistência ou Uniformidade 3.1.5 Conservadorismo ou Prudência 3.1.6 Materialidade, Objetividade ou Relevância 4. CUSTOS DIRETOS / INDIRETOS 4.1 Custos Diretos - definição 4.1.1 Material Direto 4.1.2 Custo do material direto adquirido 4.1.3 Avaliação de estoques ( de materiais utilizados) 4.1.4 Sistema e Métodos de Custeio 4.1.5 Mão-de-Obra Direta 4.1.6 Diferença entre mão-de-obra direta e indireta 4.2 Custos Indiretos - definição 4.2.1 Rateio do CIF - Custo Indireto de Fabricação 4.3 Classificação dos Custos em Diretos e Indiretos 4. 4 Outra classificação dos Custos: Fixos e Variáveis 4.5 Esquema Básico da Contabilidade de Custos (I) 4.5.1 1º PASSO: A SEPARAÇÃO ENTRE CUSTOS E DESPESAS 4.5.2 2º PASSO: A APROPRIAÇÃO DOS CUSTOS DIRETOS 4.5.3 3º PASSO: A APROPRIAÇÃO DOS CUSTOS INDIRETOS 4.6 Esquema Básico 4.7 Contabilização dos Custos 4.8 Produção Por Ordem E Produção Contínua 4.8.1 Diferenças no tratamento contábil ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 4 5. CRITÉRIOS DE RATEIO DOS CUSTOS INDIRETOS 5.1 Análise dos Critérios de Rateio – Custos Comuns 5.2 Rateio dos Custos dos Departamentos 5.3 Influência dos Custos Fixos E dos Custos Variáveis 5.4 Importância da Consistência Nos Critérios 5.5 Conciliação Entre Custos E Contabilidade Financeira 6. DEPARTAMENTALIZAÇÃO 6.1 Introdução 6.2 Por que Departamentalizar? 6.3 Departamento E Centro de Custos 6.4 Custos dos Departamentos de Serviços 6.5 Esquema Completo da Contabilidade de Custos 7. PRINCÍPIOS PARA AVALIAÇÃO DE ESTOQUES 7. 1 Introdução: 7.2 Exemplo da Demonstração de Resultados das Indústrias (Movimentação do Estoque). 1.3 BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA DUTRA, R. G. Custos: Uma abordagem prática. 4ª ed. São Paulo. Atlas, 2002. IUDICIBUS, Sérgio de. Análise de custos. 2ª ed. São Paulo: Atlas, 1993. LEONE, George S. G. Custos: planejamento, implantação e controle. 3ª ed. São Paulo: Atlas, 2000. MAHER, Michael. Contabilidade de Custos: criando valor para a administração. São Paulo: Atlas, 2001. MARTINS, Eliseu, Contabilidade de Custos. 9ª ed. São Paulo: Atlas, 2003. ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 5 1. INTRODUÇÃO 1.1 Conceito Contabilidade de Custos é uma técnica utilizada para identificar, mensurar e informar os custos dos produtos e/ou serviços. Ela tem a função de gerar informações precisas e rápidas para a administração, para a tomada de decisões. 1.2 O Aparecimento da Contabilidade de Custos Até a Revolução Industrial (século XVIII), quase só existia a Contabilidade Financeira (ou Geral), que, desenvolvida na Era Mercantilista, estava bem estruturada para servir as empresas comerciais. A Contabilidade de Custos surgiu da Contabilidade Geral, justamente pela necessidade de se ter um controle maior sobre os valores a serem atribuídos aos estoques de produtos na indústria e, também , pela necessidade de tomar decisões quanto ao que, como e quando produzir. A Contabilidade de Custos faz parte da contabilidade gerencial ou administrativa e dispõe de técnicas que são aplicadas não somente às empresas industriais, mas também a outras atividades, inclusive empresas públicas e entidades sem fins lucrativos, não estando restrita às formalidades legais da contabilidade geral. Ela auxilia na determinação dos custos dos fatores de produção, dos custos de determinado setor da empresa; no controle e observação dos desperdícios, horas ociosas de trabalho, equipamentos mal utilizados; na quantificação exata da matéria prima utilizada, entre outros. A contabilidade de Custos desenvolveu-se com a Revolução Industrial, e teve que se adaptar à nova realidade econômica, com o surgimento das máquinas e a conseqüente produção em grande escala. Até então, as empresas compravam e revendiam mercadorias, ou seja, apenas dedicavam-se ao comércio. Para a apuração do resultado de cada período, bem como para o levantamento do balanço em seu final, bastava o levantamento dos estoques em termos físicos, já que sua medida em valores monetários era extremamente simples: o Contador verificava o montante pago por item estocado, e dessa maneira valorava as mercadorias. Contabilidade de Custos ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 6 Fazendo o cálculo basicamente por diferença, computando o quanto possuía de estoques iniciais, adicionando as compras do período e comparando com o que ainda restava, apurava o valor de aquisição das mercadorias vendidas, na clássica disposição: Estoques Iniciais ( + ) Compras ( - ) Estoques Finais ( = ) Custo das Mercadorias Vendidas Confrontando esse montante com as receitas líquidas obtidas na venda desses bens, chegava-se ao lucro bruto, do qual bastava deduzir as despesas necessárias à manutenção da entidade durante o período, à venda dos bens e ao financiamento de suas atividades. Daí o aparecimento da também clássica Demonstração de Resultados da empresa comercial: Vendas Líquidas xxxxx ( - ) Custo das Mercadorias Vendidas Estoques Iniciais xxxxx ( + ) Compras xxxxx ( - ) Estoques Finais(xxxxx) (xxxxx) ( = ) Lucro Bruto xxxxx ( - ) Despesas Comerciais (Vendas) xxxxx Administrativas xxxxx Financeiras xxxxx (xxxxx) Resultado Antes do Imposto de Renda XXXXX ====== Os bens eram produzidos por pessoas ou grupos de pessoas que poucas vezes constituíam entidades jurídicas. As empresas propriamente ditas viviam basicamente do comércio, e não da fabricação (fora é lógico as financeiras). Dessa forma era fácil o conhecimento e a verificação do valor de compra dos bens existentes, bastando a simples consulta aos documentos existentes. Com o advento das indústrias, tornou-se mais complexa a função do contador que, para levantamento do balanço e apuração do resultado, não dispunha agora tão facilmente de dados para poder atribuir valor aos estoques; seu valor de “Compras” na empresa comercial estava agora substituído por uma série de valores pagos pelos fatores de produção utilizados. Nada mais razoável, para a solução desse problema do que o contador tentar adaptar à empresa industrial os mesmos critérios utilizados na comercial. Nesta, no balanço final, permaneciam como estoques no Ativo apenas os valores sacrificados pela compra dos bens. Nenhum outro valor relativo a juros e outros encargos financeiros, a honorários dos proprietários e administradores, a salários e comissões de vendedores etc. era ativado. ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 7 Todos estes gastos eram automaticamente apropriados como despesas do período, independentemente da venda ou não de mercadorias. Como as empresas industriais passaram a produzir em grande quantidade, por meio do uso de máquinas, a apuração do Custo do Produto Vendido deveria incluir todos os elementos empregados na fabricação do produto. Começou-se então a adaptação, dentro do mesmo raciocínio, com a formação dos critérios de avaliação de estoques no caso industrial. 1.3 Princípios Básicos da Contabilidade de Custos Industrial O valor do estoque dos produtos existentes na empresa, fabricados por ela, deveria então corresponder ao montante que seria o equivalente ao valor de “Compras” na empresa comercial. Portanto, passaram a compor o custo do produto os valores dos fatores de produção utilizados para sua obtenção, deixando-se de atribuir aqueles outros que na empresa comercial já eram considerados como despesas no período de sua incorrência: despesas administrativas, de vendas e financeiras. Essa forma de avaliação continua em vigor por duas razões: Primeira – Com o desenvolvimento do Mercado de Capitais nos EUA e em alguns países europeus, fazendo com que milhões de pessoas se tornassem acionistas de grandes empresas, interessadas agora na análise de seus balanços e resultados, e também com o aumento da complexidade do sistema bancário e distanciamento do banqueiro com relação à pessoa do proprietário ou administrador da companhia necessitada do crédito, surgiu a figura da Auditoria Independente. E essa, acabou por firmar e às vezes criar princípios básicos de Contabilidade, de modo que houvesse critérios homogêneos para comparar as demonstrações contábeis de empresas diferentes. Ao deparar a Auditoria Independente (ou Externa) com essa forma de avaliação de estoques, em que o valor de compra é substituído pelo valor de fabricação, acabou por consagrá-la, já que atendia a diversos outros princípios mais genéricos como: Custo como Base de Valor, Conservadorismo (ou Prudência), Realização etc. Essa consagração por parte dos Auditores Externos foi a responsável, então, pela manutenção dos princípios básicos da Contabilidade de Custos até hoje, no que diz respeito a sua finalidade de avaliação de estoques. Segunda – Com o advento do Imposto de Renda, provavelmente em função da influência dos próprios princípios de Contabilidade já então disseminados, houve a adoção do mesmo critério fundamental para a medida do lucro tributável; no cálculo do resultado de cada período, os estoques industrializados deveriam ser avaliados sob aquelas regras. ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 8 1.4 - Natureza, Importância e Finalidade A Contabilidade de Custos faz parte da Contabilidade Gerencial. A tarefa dos registros dos fatos está ligada à Contabilidade Geral ou Financeira. O controle das operações e dos custos e a solução de problemas específicos estão ligados à Contabilidade Gerencial, que é um ponto de apoio fundamental para o administrador da empresa. Por fazer parte da Contabilidade Gerencial, a Contabilidade de Custos não está presa aos requisitos legais ou fiscais, nem a convenções padronizadas. A primeira preocupação dos Contadores, Auditores e Fiscais foi a de fazer da Contabilidade de Custos uma forma de resolver seus problemas de mensuração monetária dos estoques e do resultado, não a de fazer dela um instrumento de administração. Com o crescimento das empresas, e o aumento da distância entre administrador, ativos e pessoas administradas, a Contabilidade de Custos passou a ser encarada como uma eficiente forma de auxílio no desempenho dessa nova missão gerencial. Nesse seu novo campo, a Contabilidade de Custos tem duas funções relevantes: o auxílio ao Controle e a ajuda às tomadas de decisões. No que diz respeito ao Controle, sua mais importante missão é fornecer dados para o estabelecimento de padrões, orçamentos e outras formas de previsão e, num estágio imediatamente seguinte, acompanhar o efetivamente acontecido para a comparação com os valores anteriores definidos. No que tange à Decisão, seu papel reveste-se de suma importância, pois consiste na alimentação de informações sobre valores relevantes que dizem respeito às conseqüências de curto e longo prazo sobre medidas de introdução ou corte de produtos, administração de preços de venda, opção de compra ou produção etc. O conhecimento dos custos é vital para saber se, dado o preço, o produto é rentável; ou, se é possível reduzi-los (os custos). Assim, a Contabilidade mais moderna vem criando sistemas de informações que permitam melhor gerenciamento de Custos, com base nesse enfoque. Obviamente, estas suas novas missões não compreendem o todo da Contabilidade Gerencial; esta é mais ampla, porém suas bases são esse aspecto comentado da Contabilidade de Custos. 1. 5 A Contabilidade de Custos em Empresas não Industriais Com o advento de nova forma de se usar Contabilidade de Custos, ocorreu seu maior aproveitamento em outros campos que não o industrial. No caso de instituição não tipicamente daquela natureza, tais como instituições financeiras, empresas comerciais, firmas de prestação de serviços etc., onde seu uso para efeito de Balanço era quase irrelevante (pela ausência de estoques), passou-se a explorar seu potencial para o controle e até para as tomadas de decisões. Mesmo nas empresas prestadoras de serviços que faziam uso de Custos para avaliação dos “Estoques de Serviços em Andamentos”, ou seja, para a avaliação dos custos incorridos em projetos ainda não acabados, seu campo alargou-se de maneira formidável. Passando então a explorar o potencial da Contabilidade de Custos para o controle e até para as tomadas de decisões. ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 9 É hoje relativamente comum encontrarmos Bancos, Financeiras, Lojas Comerciais, Escritórios de Planejamento, de Auditoria, de Consultoria etc., a explorar o potencial da Contabilidade de Custos para o controle e até paraas tomadas de decisões. ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 10 2.1 Terminologia em Custos Industriais Gastos, Custos e Despesas são palavras sinônimas? Desembolso confunde-se com elas? E Investimento? E Perda pode se confundir com algum desses grupos? No meio de tantos nomes e idéias, passamos a utilizar a seguinte nomenclatura: Gasto – Compra de um produto ou serviço qualquer que gera sacrifício financeiro para a entidade (desembolso), sacrifício esse representado por entrega ou promessa de entrega de ativos (normalmente dinheiro). Ex: Gastos com a compra de matérias-primas, Gastos com mão-de-obra, tanto na produção como na distribuição, Gastos com honorários da diretoria, Gastos na compra de um imobilizado etc. Só existe gasto no momento em que existe o reconhecimento contábil da dívida assumida ou da redução do ativo dado em pagamento. Note que o gasto implica desembolso, mas são conceitos distintos. Desembolso – Pagamento resultante da aquisição do bem ou serviço. Pode ocorrer antes, durante ou após a entrada da utilidade comprada, portanto defasada ou não do momento do gasto. Investimento – Gasto ativado em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a futuro(s) período(s). Todos os sacrifícios havidos pela aquisição de bens ou serviços (gastos) que são “estocados” nos Ativos da empresa para baixa ou amortização quando de sua venda, de seu consumo, de seu desaparecimento ou de sua desvalorização são especificamente chamados investimentos. Custo – Gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços. O custo é também um gasto, só que reconhecido como tal, isto é, como custo, no momento da utilização dos fatores de produção (bens e serviços), para a fabricação de um produto ou execução de um serviço. Exemplo: a matéria-prima foi um gasto em sua aquisição que imediatamente se tornou investimento, e assim ficou durante o tempo de sua Estocagem; no momento de sua utilização na fabricação de um bem, surge o Custo da matéria-prima como parte integrante do bem elaborado. Este, por sua vez, é de novo um investimento, já que fica ativado até sua venda. Terminologia em Custos ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 11 Despesa – bem ou serviço consumido direta ou indiretamente para a obtenção de receitas, ou seja, gasto relativo a bem ou serviço consumido na empresa mas não relacionado com o processo de produção. A comissão de um vendedor, por exemplo, é um gasto que se torna imediatamente uma despesa. As despesas são itens que reduzem o Patrimônio Líquido e que têm essa característica de representar sacrifícios no processo de obtenção de receitas. Todo produto vendido e todo serviço ou utilidade transferidos provocam despesas. Costumamos chamá-lo Custo do Produto Vendido. Na mercadoria adquirida a despesa é reconhecida no momento da receita trazida pela venda, sem passar pela fase de custo. Logo o nome Custo das Mercadorias Vendidas. Logo, todas as despesas são ou foram gastas. Porém, alguns gastos muitas vezes não se transformam em despesas (ex: terrenos, que não são depreciados) ou só se transformam quando de sua venda. Todos os custos que são ou foram gastos se transformam em despesas quando da entrega dos bens ou serviços a que se referem. Muitos gastos são automaticamente transformados em despesas, outros passam primeiro pela fase de custos e outros ainda fazem a via-sacra completa, passando por investimento, custo e despesa. Perda – Bem ou serviço consumidos de forma anormal e involuntária. Ex: perdas com incêndios, obsoletismo de estoques, gasto com mão-de-obra durante um período de greve etc. São itens que vão diretamente para a conta de resultados, assim como as despesas. Cabe ressaltar que inúmeras perdas de pequeníssimo valor são, na prática, comumente consideradas dentro dos custos ou das despesas, sem sua separação; e isso é permitido devido à irrelevância do valor envolvido. No caso de montantes apreciáveis, esse tratamento não é correto. 2.2 A Terminologia em Entidades não Industriais As empresas de serviços têm utilizado os princípios e as técnicas de maneira apropriada em função da absoluta similaridade de situação, principalmente nas entidades em que se trabalha por projeto (empresas de engenharia, escritórios de auditoria, de planejamento etc.). Nessas empresas os custos são imediatamente transformados em despesas, sem que haja a fase de Estocagem, como no caso da indústria de bens. A palavra custo também significa o preço original de aquisição de qualquer bem ou serviço, inclusive leigamente; daí se falar em “custo de uma obra”, “custo de um automóvel adquirido” etc. Contudo, quando se fala em “Contabilidade de Custos”, estamos nos referindo apenas aos bens ou serviços utilizados na produção de outros bens e serviços. 2.3 A Terminologia ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 12 Usaremos a palavra Custo para o gasto relativo a consumo na produção. Gastos que se destinam às fases de administração, esforço de vendas e financiamento serão chamados de Despesas. Caso haja alguma mudança na modificação da terminologia utilizada, esta estará devidamente alertada. 2.4 Principais Classificações de Custos Custos Diretos: São os que podem ser diretamente (sem rateio) apropriados aos produtos, bastando existir uma medida de consumo (quilos, horas de mão-de-obra ou de máquina, quantidade de força consumida, etc.). De maneira geral, associam-se a produtos e variam proporcionalmente à quantidade produzida. Custos Indiretos: São os que, para serem incorporados aos produtos, necessitam da utilização de algum critério de rateio. Exemplos: aluguel, iluminação, depreciação, salário de supervisores, etc. Na prática, a separação de custos em diretos e indiretos, além de sua natureza, leva em conta a relevância e o grau de dificuldade de medição. Por exemplo, o gasto com energia elétrica é, por sua natureza, um custo direto, porém, devido às dificuldades de medição do consumo por produto e ao fato de que o valor obtido por meio de rateio, em geral, pouco difere que seria obtido com uma medição rigorosa, quase sempre é considerado como custo indireto de fabricação. Custos Fixos: Custos fixos são aqueles cujo total não varia proporcionalmente ao volume produzido. Por exemplo: Aluguel, seguro de fábrica etc. Um aspecto importante a ressaltar é que os custos são fixos dentro de determinada faixa de produção e, em geral, não são sempre fixos, podendo variar em função de grandes oscilações no volume de produção. Custos Variáveis: São os que variam proporcionalmente ao volume produzido. Exemplo matéria-prima, embalagem. Custo de Transformação: Representam o esforço empregado pela empresa no processo de fabricação de determinado item (mão-de-obra direta e indireta, energia, hora de máquina etc.). Não incluem matéria-prima nem outros produtos adquiridos prontos para consumo. Custos Primários: São a soma simples de matéria-prima e mão-de-obra direta. Não são a mesma coisa que custo direto, que é mais amplo, incluindo, por exemplo: materiais auxiliares, energia elétrica, etc. Materiais Diretos: São os materiais que se incorporam (se identificam) diretamente aos produtos. Exemplo: matéria-prima, embalagem, materiais auxiliares, tais como cola, tinta, parafuso, prego, etc. ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 13 Mão-de-Obra Direta: Representa custos relacionados com pessoal que trabalha diretamente na elaboração dos produtos, por exemplo, o empregado que opera um torno mecânico. A mão-de-obra direta não deve ser confundida coma de um operário que supervisiona um grupo de torneiros mecânicos. Como regra prática, podemos adotar o seguinte critério: sempre que for possível medir a quantidade de mão-de-obra aplicada a determinado produto, é mão-de-obra direta; caso contrário, havendo necessidade de rateio, é mão-de-obra indireta. Há que se lembrar, ainda, que o cálculo do custo da hora de mão-de-obra (quer direta, quer indireta) deve levar em conta todos os tributos e encargos sociais, como INSS, FGTS, 13º Salário, etc.., e também dever ser feito um ajuste para considerar as horas efetivamente trabalhadas e o tempo improdutivo decorrente de férias, fim de semana remunerado, feriados, etc. Rateio: Representa a alocação de custos indiretos aos produtos em fabricação, seguindo critérios racionais. Exemplo: depreciação de máquinas rateada segundo o tempo de utilização (HM) por produto etc. Contudo, dada a dificuldade de fixação de critérios de rateio, tais alocações carregam consigo certo grau de arbitrariedade A importância do critério de rateio está intimamente ligada à manutenção ou uniformidade em sua aplicação. Devemos lembrar que a simples mudança de um critério de rateio afeta o custo de produção e, consequentemente, afetará o resultado da empresa. ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 14 Como a Contabilidade de Custos é uma ramificação da Contabilidade, os princípios fundamentais de contabilidade geralmente aceitos, também são válidos para a Contabilidade de Custos, em razão de sua vinculação com a Contabilidade Financeira. Verificaremos agora, detalhadamente, como os princípios contábeis são aplicados à Contabilidade de Custos. 3.1 Alguns Princípios Contábeis Aplicados à Contabilidade de Custos 3.1.1 Princípio do Custo Histórico como Base de Valor Os ativos são registrados pelo valor de entrada (valor da nota fiscal ou custo de produção). Os custos de produção são lançados na contabilidade pelo valor de compra para que, no balanço, os estoques apareçam pelos valores dos custos de produção. Quando há problemas de inflação, o uso de valores históricos deixa muito a desejar. Ao somarmos todos os custos de produção de um determinado item, estocá-lo e levá-lo a balanço pelo valor original, acabamos por ter um ativo que diz quanto custou produzi-lo na época em que foi elaborado; pode nada ter a ver com o valor atual de reposição do estoque, nem com o valor histórico inflacionado (deflacionado) e muito menos ainda com seu valor de venda. Por exemplo, se o custo histórico de fabricação do produto A é $5.000,00 e ele fica estocado durante certo tempo para só então ser vendido, por $6.500,00, teremos a seguinte demonstração, supondo que a inflação nesse período seja 10%: Na hipótese de valor puramente histórico: Venda $6.500,00 (-) Custo do Produto Vendido $5.000,00 Lucro Bruto $1.500,00 Na hipótese de se tirar do lucro o efeito da inflação: Princípios e Conceitos Contábeis Aplicados à Contabilidade de Custos ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 15 Venda $6.500,00 (-) Custo do Produto Vendido $5.500,00 Lucro Bruto $1.000,00 O resultado de $1.500,00 é puramente ilusório, já que está havendo confrontação de uma receita de agora com um valor de produção de tantos meses atrás e nesse período houve uma inflação considerável. 3.1.2 Princípio da Realização da Receita Determina este princípio o reconhecimento contábil do resultado (lucro ou prejuízo) apenas quando da realização da receita. O lucro ou prejuízo só e reconhecido quando da realização da receita, ou seja, quando da transferência do bem ou do serviço para terceiros (cliente). Este princípio é o do responsável por uma das grandes diferenças entre os conceitos de lucro na economia e lucro na contabilidade. Contabilmente, já que a receita só será reconhecida futuramente, os valores agregados de gastos, relativos a fatores utilizados no processo de produção, vão sendo acumulados na forma de estoques. Só serão reconhecidos como despesas também futuramente. Do ponto de vista econômico, o lucro já surge durante a elaboração do produto, pois há agregação de valores nesta fase, inclusive do próprio resultado, mesmo que ainda numa forma potencial, sem se concretizar em dinheiro, direitos a recebimento futuro ou outro ativos. 3.1.3 Princípio da Competência ou da Confrontação entre Despesas e Receitas Esses conceitos estão relacionados ao reconhecimento das despesas. Pela Competência, as despesas devem ser registradas no período em que elas foram incorridas. Essas despesas estão bastante relacionadas ao período; são as despesas incorridas para a manutenção da capacidade de obtenção de receitas. Como exemplo, podemos citar as Despesas Administrativas, Comerciais e Tributárias. Os custos só existirão na época da realização da receita, ou seja, enquanto o produto não for vendido, ele ainda não é custo, é Ativo Circulante (estoques). Pela Confrontação as despesas são especificamente ligadas às receitas e são contabilizadas no momento da realização das receitas. Como exemplo, podemos citar o custo do produto vendido, o custo da mercadoria vendida e a comissão de vendedores. 3.1.4 Consistência ou Uniformidade Entre vários critérios que existem para se fazer o registro contábil, a empresa deve escolher um deles e adotá-lo de forma consistente, não podendo mudá-lo em cada período. A mudança de critério pode ser efetuada caso haja um fato relevante que justifique tal mudança. ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 16 Por exemplo, a empresa pode distribuir custos de manutenção em função de horas- máquina, valor do equipamento, média passada etc. Todos são métodos aceitos, mas não podem ser utilizados indiscriminadamente em cada período. Após a adoção de um deles, deve haver consistência em seu uso, já que a mudança pode provocar alterações nos valores dos estoques e, consequentemente, nos resultados. 3.1.5 Conservadorismo ou Prudência Quase que uma regra comportamental, o Conservadorismo obriga a adoção de um espírito de precaução por parte do Contador. Na dúvida em como proceder a um lançamento contábil, sobre tratar um determinado gasto como Ativo ou Redução do Patrimônio Líquido (despesa); devemos ser cautelosos e optar pela forma de maior precaução, ou seja, pela segunda. Por exemplo, sendo duvidoso o recebimento de um direito ativado, este deve ser baixado para o resultado (diretamente ou por meio de constituição de uma provisão). Ou, então, se um estoque, avaliado pelo custo de aquisição (mercadoria) ou de fabricação (produto), estiver ativado por um valor que exceda seu valor de venda, deve ser reduzido ao montante deste último (Custo ou Mercado - dos dois o menor). 3.1.6 Materialidade, Objetividade ou Relevância. Os itens considerados de pequeno valor (irrelevantes) não devem consumir muitos recursos da empresa para sua apuração. Por exemplo, alguns pequenos materiais de consumo industrial, precisariam ir sendo tratados como custo na proporção de sua efetiva utilização; mas, por se tratarem de valores irrisórios, costumeiramente são englobados e totalmente considerados como custo no período de sua aquisição, simplificando o procedimento por se evitar seu controle e baixa por diversos períodos. ������� ������������������������������������������� Custos I –Prof. Sérgio Lemos Duarte 17 ATIVIDADES PRÁTICAS CAPÍTULOS 01, 02 e 03. 1 – Assinale Falso (F) ou Verdadeiro (V): ( ) A Contabilidade de Custos é mais ampla do que a Contabilidade Gerencial. ( ) O conhecimento do custo é vital para se saber, dado o preço, se um produto é lucrativo ou não, e quanto. ( ) A Controladoria e a Tecnologia de Informação vêm criando sistemas de informação que permitem um melhor e mais ágil gerenciamento de custos. ( ) O papel da Contabilidade de Custos, no que tange a decisões, é fazer a alimentação do sistema sobre valores relevantes apenas no curto prazo. ( ) O papel da Contabilidade de Custos, no que tange a decisões, é fazer a alimentação do sistema sobre valores relevantes tanto no curto quanto no longo prazo. 2 - Assinalar a alternativa correta: a – Quanto à função Gerencial de controle, pode-se afirmar que a Contabilidade de Custos é importante para: a) apenas auxiliar na avaliação dos estoques físicos. b) fornecer dados para fixar padrões de comparação. c) apenas auxiliar na avaliação dos lucros globais. d) auxiliar na avaliação de estoques e lucros globais. e) auxiliar na preparação de demonstrações contábeis. b – Não é informação gerada pelo Sistema de Custos: a) valor dos estoques. b) custo das perdas. c) custo por departamento. d) duplicatas a receber. e) custo por etapa do processo. ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 18 3 – Assinale Falso (F) ou Verdadeiro (V): ( ) As funções do Contador tornaram-se mais simples, com o advento da indústria de manufatura. ( ) Até o século XVIII as empresas viviam basicamente do comércio. ( ) O Lucro bruto é o resultado do confronto das receitas com o custo de aquisição das mercadorias ou produtos vendidos. ( ) O uso da Contabilidade de Custos como instrumento gerencial sempre foi a principal preocupação dos Contadores, Auditores e Fiscais. ( ) Somente indústrias manufatureiras devem-se utilizar da Contabilidade de Custos. ( ) Nas empresas prestadoras de serviços, geralmente, os custos transformam-se em despesas imediatamente, ou seja, sem passar pelo estoque. 4 – Classifique os eventos descritos a seguir em Investimentos (I), Custos (C), Despesas (D) ou Perdas (P): Obs: Alguns eventos poderão ter mais de uma classificação. ( ) Compra de matéria-prima ( ) Consumo de energia elétrica ( ) Utilização de mão-de-obra ( ) Consumo de combustível ( ) Gasto com pessoal do faturamento (salário) ( ) Aquisição de máquinas ( ) Depreciação de máquinas ( ) Remuneração do pessoal da contabilidade geral (salário) ( ) Pagamento de honorários da administração ( ) Depreciação do prédio da empresa ( ) Utilização de matéria-prima (transformação) ( ) Aquisição de embalagens ( ) Deterioração do estoque de matéria-prima por enchente ( ) Remuneração do tempo do pessoal de greve ( ) Geração de sucata no processo produtivo ( ) Estrago acidental e imprevisível de lote de material ( ) Gasto com desenvolvimento de novos produtos e processos ( ) Comissão proporcional às vendas 5 – Assinale Falso (F) ou Verdadeiro (V) à luz da terminologia contábil: ( ) Ao comprar matéria-prima, há uma despesa. ( ) Custo é incorrido em função da vida útil ou de benefícios atribuídos a futuros períodos aos bens e aos serviços produzidos. ( ) O custo é incorrido no momento da utilização, consumo ou transformação dos fatores de produção. ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 19 ( ) Perdas são bens e serviços consumidos de forma anormal e involuntária. ( ) Cada componente do processo de produção é uma despesa que, no momento da venda, transforma-se em perda. ( ) Só existem custos em empresas industriais de manufatura; nas demais, só há perdas. ( ) Gastos com folha de salários da mão-de-obra, durante um período de greve prolongada, são custos de produção do período contábil em questão ( ) Não se confunde perda com despesa, uma vez que a primeira envolve os conceitos de imprevisibilidade e involuntariedade. ( ) Perdas são itens debitados diretamente ao resultado do período contábil em que ocorrem. 6 – Classifique os eventos descritos a seguir, relativos a um banco comercial, em Investimentos (I), Custos (C), Despesas (D) ou Perdas (P),seguindo a terminologia contábil: ( ) Compra de impressos e material de escritório. ( ) Gastos com salários do pessoal operacional de agência. ( ) Consumo de energia elétrica. ( ) Gastos com transporte de numerário (carro-forte). ( ) Telefone (conta mensal). ( ) Aquisição e instalação de ATM. ( ) Manutenção do sistema de processamento de dados. ( ) Reconhecimento de crédito como não recebível. ( ) Gastos com envio de talões de cheques aos clientes. ( ) Depreciação de equipamentos (computadores, ATM etc.). ( ) Remuneração de tempo ocioso. ( ) Consumo de material de escritório na Administração. ( ) Remuneração do pessoal da Contabilidade Geral. ( ) Remuneração de gerentes. ( ) Depreciação de prédios de agências. ( ) Gasto com treinamento e desenvolvimento de funcionários. ( ) Depreciação do prédio da sede administrativa do banco. ( ) Desfalque de valores por fraude. ( ) Desfalque de valores por assalto. 7 - Os dados a seguir são referentes a uma empresa industrial em dado período: Material Direto= $ 200.000 Mão de Obra Direta = $ 300.000 Custo Indireto de Fabricação = $ 400.000 ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 20 Pede-se: a. Custo primário; b. Custo de transformação; c. Custo total. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 8 - Classifique os itens a seguir em Ativo, Passivo, Custo e Despesas (no caso de custo, classifique em diretos ou indiretos): ( ) Fornecedores ( ) Depreciação acumulada de máquinas industriais ( ) Materiais de escritórios consumidos na fábrica ( ) Matéria-prima em estoque ( ) Salário das costureiras (em uma fábrica de roupas) ( ) Comissão dos vendedores ( ) Honorários do Diretor Administrativo ( ) Honorários do Diretor Industrial ( ) Despesas com veículos da administração ( ) Despesa de depreciação das máquinas industriais ( ) Consumo de energia elétrica na fábrica ( ) Linhas utilizadas na fabricação de roupas (não há controle do consumo) ( ) Despesa de depreciação das máquinas de escritório utilizadas pela fábrica ( ) Aluguel da área ocupada pela fábrica ( ) Despesa de depreciação das máquinas de escritório da administração ( ) Salários dos supervisores da fábrica ( ) Matéria-prima consumida na produção ( ) Salários dos supervisores da fábrica ( ) Embalagem usada no produto acabado ( ) Custo dos produtos vendidos ( ) IPI a recuperar. 9 - Uma empresa industrial possui um imóvel de sua propriedade, que se encontra alugado a terceiros. Sua classificação correta é: ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 21 a ( ) bens de transformação e venda; b. ( ) bens derenda; c. ( ) bens de uso; d. ( ) bens numerários. 10 - São bens inatingíveis de uma empresa industrial: a ( ) Marcas comerciais, móveis e patentes de invenção; b. ( ) Marcas de fábrica, patentes de invenção e concessões; c. ( ) Concessões, marcas e patentes e utensílios; d. ( ) Gastos pré - operacionais, patentes de invenção e veículos 11 - No balancete final, de 31-12-X7, a indústria de Máquinas Simões apresentou: Laminadora $ 87.000 Depreciação Acumulada $ 50.025 Sabe-se que a referida laminadora sempre foi utilizada em apenas um período diário de trabalho de oito horas, e que o encargo da depreciação foi registrado em todo o período num percentual anual de 10%. Em quanto tempo a Laminadora irá depreciar completamente se for mantida a mesma taxa de depreciação? a ( ) 4 anos e 9 meses; b. ( ) 4 anos e 3 meses; c. ( ) 4 anos e 1 mês; d. ( ) 5 anos e 3 meses; e. ( ) 575 dias. 12 - Preencha as lacunas e assinale a opção que completa as alternativas: a - ............................. é o gasto relativo a bem ou serviço utilizado para a produção de outros bens e serviços. b -............................. é o gasto produzido direta ou indiretamente para a obtenção de receitas. a. ( ) Despesa – Custo; b. ( ) Perda – Despesa; c. ( ) Custo – Despesa; d. ( ) Custo – Perda. 13 - São despesas (pós - fabricação) de uma empresa industrial: ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 22 a ( ) Somente as despesas com fretes e seguros para transportes das mercadorias. b.( ) Única e exclusivamente os honorários da diretoria e do contador de custos, as gratificações a empregados e os gastos com aluguel da fábrica. c. ( ) As despesas administrativas, com vendas e financeiras. d. ( ) As despesas com fretes, seguros e impostos sobre as vendas dos produtos. ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 23 4.1 Custos Diretos - definição Custos Diretos são os custos que podemos apropriar diretamente aos produtos, e variam com a quantidade produzida. Exemplo: Material Direto (MD) e Mão-de-Obra Direta (MOD). 4.1.1 Material Direto Material Direto é o custo de qualquer material diretamente identificável com o produto e que se torne parte integrante dele. Exemplo: matéria-prima, material secundário, embalagens. Tipos de material direto Matéria-Prima é o principal material que entra na composição do produto final. Ela sofre transformação no processo de fabricação. É o material que, do ponto de vista da quantidade, é o mais empregado na produção. As matérias-primas em estoque serão aplicadas diretamente no produto e, ao serem transferidas do estoque para o processo produtivo, transformam-se em custos de produção. Exemplo: o tecido na fabricação de roupas e a madeira na fabricação de mesas de madeira. Material Secundário é o material direto, de caráter secundário; não é o componente básico na composição do produto, mas é perfeitamente identificável ao produto. Exemplo: parafusos ( se houver controle de consumo; se não houver, eles podem ser tratados como Custos Indiretos) na mesa de madeira, botão nas roupas etc. Embalagens são materiais utilizados para embalagem do produto ou seu acondicionamento para remessa. São materiais diretos devido à fácil identificação com o produto. Exemplo: papelão onde é acondicionada a mesa, saco plástico onde é colocada a roupa. 4.1.2 Custo do material direto adquirido Custos Diretos / Indiretos ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 24 Todos os gastos incorridos para tornar o material direto disponível para o uso na produção fazem parte de seu custo. Por exemplo: se o comprador tem que retirar o material no fornecedor e arcar com os gastos com transporte e seguro, esses gastos devem ser incorporados ao custo do material. Assim, como os gastos com armazenagem, recepção, vigilância, também devem ser incorporados aos custos dos materiais. Quando a empresa adquire um material direto, a ser usado na fabricação de produtos, se os impostos (IPI e ICMS) forem recuperáveis, na escrita fiscal, eles serão deduzidos do valor total da nota fiscal de compra. Se não forem recuperáveis, passarão a fazer parte do custo do material. 4.1.3 Avaliação de estoques (de materiais utilizados) Como a empresa compra várias unidades em períodos diferentes com preços diferentes, e não os consome na mesma proporção, elas acabam misturando-se no almoxarifado. Para atribuir custo às unidades consumidas, usamos os mesmos critérios utilizados pela Contabilidade Financeira, o sistema de Inventário Permanente e Periódico e os Métodos de Avaliação de Estoques: Peps (Primeiro a Entrar e Primeiro a Sair), Preço Médio e Ueps (Último a Entrar e Primeiro a Sair). 4.1.3.1 Preço Médio É o critério mais utilizado no Brasil. Podendo ser fixado em pelo menos dois tipos de preço médio: Móvel e fixo. O preço médio ponderado móvel é aquele mantido por empresas com controle constante de seus estoques e que por isso atualiza seu preço médio após cada aquisição. Nesse caso, a matéria prima utilizada nos dias 17 e 29 seria avaliada: Compras Utilização Quantidade Preço unitário Total Quantidade Dia kg $ $ kg 3 1.000 $ 10,00 $ 10.000 15 2.000 $ 11,65 $ 23.300 17 2.200 23 1.200 $ 13,00 $ 15.600 29 1.000 Ficha de estoque do produto “n” ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 25 ���� Dia 17: Preço médio do estoque = $33.300 = $11,10/kg 3.000kg Quantidade utilizada x Preço médio= Custo da Matéria – Prima usada= 2.200 kg x $ 11,10/kg = $24.420 ���� Dia 29: Preço médio do estoque= 800 kg x $11,10 = $8.800 (remanescentes dos 3.000 kg) 1.200 kg x $ 13,00 = $15.600 2.000 kg x ? = $24.480 $24.480/ 2.000 kg = $ 12,24/ kg Matéria-prima usada= 1.000 kg x $ 12,24/kg = $12.240 Matéria-prima total aplicada no mês = $36.660 O preço médio ponderado fixo é utilizado quando a empresa calcula o preço médio apenas após o encerramento do período ou quando decide apropriar a todos os produtos elaborados no exercício ou mês um único preço por unidade. Exemplo: � Preço médio fixo do mês = $48.900 = $11,643/kg 4.200kg Dia 17: 2.200kg x 11,643/kg= $25.614 Dia 19: 1.000kg x 11,643/kg= $11.643 Matéria prima total aplicada no mês = $37.257 4.1.3.2 PEPS ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 26 Neste critério, o material é custeado pelos preços mais antigos, permanecendo o mais recentes em estoque. O primeiro a entrar é o primeiro a sair. Exemplo: (usando os mesmos dados do quadro anterior) � Dia 17: Matéria-prima utilizada = 1.000kg x $10,00/kg = $10.000 + 1.200kg x $11.65/kg = $13.980 $23.980 ���� Dia 29: Matéria-prima utilizada= 800kg x $11,65/kg = $9.320 + 200kg x $13,00/kg = $2.600 $11.920 Material-prima total utilizada no mês = $35.900 4.1.3.3 UEPS O método de último a entrar primeiro a sair provoca efeitos contrários ao PEPS. Vejamos ainda com base no exemplo anterior e supondo que a empresa aproprie os custos DURANTE O PERÍODO, como ficaria: ���� Dia 17: Matéria-prima utilizada = 2.000kg x $11,65 = $23.300 200kg x $ 10,00 = $2.000 $25.300���� Dia 29: Matéria-prima utilizada = 1.000kg x $13,00 = $13.000 Matéria-prima total utilizada= $38.300 O estoque final estará formado de 800 kg a $10,00 mais 200 kg a $13,00. APÓS O TÉRMINO PERÍODO: ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 27 ���� Para o lote do dia 29= 1.000kg x $13,00= $13.000 ���� Para a produção do dia 17= 200kg x $13,00= $2.600 2.000kg x 11,65= $23.300 $25.900 Matéria prima total consumida= $38.900 O estoque final ficaria então avaliado a 1.000 kg a $10,00. 4.1.4 Sistema e Métodos de Custeio Custeio significa Método de Apropriação de Custos. Assim, existe Custeio por Absorção, Custeio Direto, custeio Padrão, ABC, RKW, etc. Custeio por Absorção é o método derivado da aplicação dos princípios de contabilidade geralmente aceitos, variando apenas o grau de absorção. De acordo com esse sistema, o custo dos produtos fabricados pelas empresas é formado de três componentes básicos: a) Matérias-primas; b) Mão-de-obra direta; c) Gastos gerais de fabricação ou custos indiretos de fabricação, sendo estes últimos alocados aos diversos produtos por meio de diferentes critérios de rateio. Quando tratamos da forma de apuração do custo dos produtos, estamos tratando de sistemas e métodos de custeio. Existem dois sistemas de custeio: o real e o padrão (Standard); os métodos de custeio podem ser o custeio direto ou variável e o custeio por absorção ou integral. 4.1.5 Mão-de-Obra Direta Mão-de-Obra direta é o custo de qualquer trabalho humano diretamente identificável e mensurável com o produto. Exemplo: Salários, inclusive os encargos sociais (13º, férias, FGTS, INSS), dos empregados que trabalham diretamente na produção. É a mão-de-obra empregada na transformação do material direto em produto acabado. 4.1.6 Diferença entre mão-de-obra direta e indireta ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 28 Se um operário opera uma máquina, na qual é produzido um tipo de produto de cada vez, esse operário será considerado Mão-de-obra Direta - MOD. Se um operário opera uma máquina, na qual são fabricados vários produtos e conseguirmos medir o tempo de produção de cada produto por meio de controles, então a mão-de-obra é direta, se não conseguirmos e tivermos que nos utilizar de qualquer critério de rateio para apropriar a mão-de-obra aos produtos, então ela será Mão-de-Obra Indireta - MOI. No caso de ociosidade normal, devemos considerá-la como MOI. Exemplo: Se um empregado é contratado por um salário de $ 8.10 por hora, pela legislação brasileira ele tem que receber, embora seja horista, um salário mensal equivalente a 220 horas. Suponhamos que ele trabalhe na produção 190 horas por mês e fique 30 horas parado por defeito no equipamento ou que nessas 30 horas tenha ajudado na manutenção elétrica da fábrica. A folha de pagamento discriminará um salário mensal para ele de $ 1.782.000 (220 h x 8.10), mas para a Contabilidade de Custos esses $ 1.782.000 estão divididos em $ 1.539.000 de MOD ( 190 h x 8.10) e $ 243.000 de MOI ( 30h x 8.10). 4.2 Custos Indiretos - definição Custos Indiretos são os que não podemos identificar diretamente com os produtos e necessitamos de rateios para fazer a apropriação. Exemplos: • Aluguel da área ocupada pela fábrica (setor produtivo); • Depreciação das máquinas e ferramentas industriais; • Energia elétrica consumida pela fábrica; • Mão-de-obra indireta (demais funcionários da fábrica); • Materiais indiretos (lubrificantes, lixas, colas, etc ); • Demais custos fabris. A soma dos Custos Indiretos é chamada de Custos Indiretos de Fabricação (CIF), usaremos esta terminologia que é a mais comum. Quando a empresa fábrica apenas um único produto, todos os custos são considerados diretos em relação a esse produto, não havendo, portanto, custos indiretos. 4.2.1 Rateio do CIF - Custo Indireto de Fabricação Rateio é um artifício empregado para distribuição dos custos, ou seja, é o fator pelo qual vamos dividir os CIF’s. Exemplos de bases utilizadas: ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 29 • Unidades produzidas; • Horas de MOD; • Horas de uso direto das máquinas • Valor (custo) da MOD; • Matéria-prima consumida; • Horas diretas de serviços prestados; A escolha da base utilizada deve ser feita em função do recurso mais utilizado na produção. Exemplo: Para uma distribuição no valor de $ 5.000(CIF) para dois produtos, numa empresa altamente mecanizada, o critério mais adequado é horas/máquinas; se a MOD fosse o fator mais importante, o critério usado poderia ser horas de MOD ou custo da MOD. Voltando ao nosso exemplo, vamos supor que o produto A consome 1.800 h/máquina e o produto B 700 h/máquina. O rateio ficaria assim: Taxa de Absorção dos CIFs = Valor_ dos_ CIFs = $ 5.000 = $ 2 por hora Critério de Rateio 1.800 + 700 h Produto A = $ 2 x 1.800 h = $ 3.600 de CIF Produto B = $ 2 x 700 h = $ 1.400 de CIF Nem sempre o rateio é tão simples; existem empresas que fabricam vários produtos, os quais sofrem várias fases de processamento, sendo necessário que passem por departamentos diferentes. Nesse caso, é necessário fazer o rateio aos departamentos e depois, aos produtos. 4.3 Classificação dos Custos em Diretos e Indiretos Suponhamos que os seguintes Custos de Produção de determinado Período precisem ser alocados aos quatro diferentes produtos elaborados pela empresa: Matéria-Prima Embalagens Materiais de Consumo Mão-de-Obra Salários da Supervisão $.2.500.000 $ 600.000 $ 100.000 $1.000.000 $ 400.000 ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 30 Depreciação das Máquinas Energia Elétrica Aluguel do Prédio Total $ 300.000 $500.000 $200.000 $5.600.000 O responsável por Custos faz os levantamentos e as análises necessárias e verifica o seguinte: Matéria prima e Embalagens: podem ser apropriadas perfeita e diretamente aos quatro produtos, já que foi possível identificar quanto cada um consumiu. Materiais de Consumo: alguns são lubrificantes de máquinas, e não há como associá-los a cada produto diretamente, e outros são de tão pequeno valor que ninguém se preocupou em associá-los a cada produto. Mão-de-Obra: é possível associar parte dela diretamente com cada produto, poi houve uma medição de quanto cada operário trabalhou em cada um e quanto custa cada operário para a empresa. Mas parte dela refere-se aos chefes de equipes de produção, e não há possibilidade de se verificar quando atribuir diretamente aos produtos ($ 200.000 dos $ 1.000.000). Salários da Supervisão: muito mais difícil ainda de se alocar por meio de uma verificação direta e objetiva do que a mão-de-obra dos chefes de equipes de produção, já que essa supervisão é a geral da fábrica. Representa esse custo o gasto da supervisão dos chefes de equipes e, por isso mesmo, muito mais difícil é a alocação aos produtos. Depreciação das máquinas: a empresa deprecia linearmente em valores iguais por período e não por produto. Haveria possibilidade de apropriar diretamente a cada produto se a depreciação fosse contabilizada de outra forma. Energia Elétrica: parte dela é possível alocar a três dos quatro produtos, já que a máquina que mais consome força possui um medidor próprio, e a empresa faz verificações de quantoconsome para cada item elaborado. Porém, o resto da energia só é medido globalmente, e não há forma direta de alocação ( $ 350.000 são alocáveis e $ 150.000 não). Aluguel do Prédio: impossível de se medir diretamente quanto pertence a cada produto. Após essas análises, podemos verificar que alguns custos podem ser diretamente apropriados aos produtos, bastando haver uma medida de consumo (quilograma de materiais consumidos, embalagens utilizadas, horas de mão-de-obra utilizadas e até quantidade de força consumida ). São os Custos Diretos com relação aos produtos. ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 31 Outros realmente não oferecem condição de uma medida objetiva e qualquer tentativa de alocação tem de ser feita de maneira estimada e muitas vezes arbitrária (como aluguel, a supervisão, as chefias, etc.). São os Custos Indiretos com relação aos produtos. Portanto, a classificação de Diretos e Indiretos que estamos fazendo, é com relação ao produto feito, e não à produção no sentido geral ou aos departamentos dentro da fábrica. Alguns custos têm características especiais. Por exemplo, vimos que parte dos Materiais de Consumo poderia ser apropriada, diretamente, mas, dada sua irrelevância, verificou-se não valer a pena esse trabalho; muitas vezes a relação "Custo-benefício" é desfavorável para itens de pequena importância. Outros, como a Depreciação, poderiam também ser apropriados de maneira mais direta, porém, pela própria natureza do custo, não é na maior parte das vezes considerado útil tal procedimento. O próprio valor da depreciação como um todo é tão estimado e arbitrariamente fixado que chega a ser pouco útil a alocação direta. Finalmente, certos custos, como a Energia Elétrica, são relevantes, mas não tratados como diretos, já que para tanto seria necessária a existência de um sistema de mensuração do quanto é aplicado a cada produto. Por ser caro esse sistema ou de difícil aplicação, ou ainda por não ser muito diferente o valor assim obtido daquele que se calcularia com base na potência de cada máquina e no volume de sua utilização, prefere-se fazer a apropriação de forma indireta. Cada vez que é necessário utilizar qualquer fator de rateio para a apropriação ou cada vez que há o uso de estimativas e não de medição direta, fica o custo incluído como indireto. Com respeito especificamente à mão-de-obra, entendemos então o que seja Direta e Indireta; aquela que diz respeito ao gasto com pessoal que trabalha e atua diretamente sobre o produto que está sendo elaborado; a outra, a Indireta, é a relativa ao pessoal de chefia, supervisão ou ainda atividades que, apesar de vinculadas à produção, nada têm de aplicação direta sobre o produto: manutenção, prevenção de acidente, contabilidade de Custos, programação e controle da produção, etc. 4. 4 Outra classificação dos Custos: Fixos e Variáveis Além de seu agrupamento em Diretos e Indiretos, os custos podem ser classificados de outras formas diferentes. Outra classificação usual (e mais importante que todas as demais) é a que leva em consideração a relação entre os custos e o volume de atividade numa unidade de tempo. Divide basicamente os Custos em Fixos e Variáveis. Por exemplo, o valor global de consumo dos materiais diretos por mês depende diretamente do volume de produção. Quanto maior a quantidade fabricada, maior seu consumo. Dentro, portanto, de uma unidade de tempo (mês, nesse exemplo), o valor do custo com tais materiais varia de acordo com o volume de produção; logo, materiais diretos são Custos Variáveis. ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 32 Por outro lado, o aluguel da fábrica em certo mês é de determinado valor, independentemente de aumentos ou diminuições naquele mês do volume elaborado de produtos. Por isso, o aluguel é um Custo Fixo. É de grande importância notar que a classificação em Fixos e Variáveis leva em consideração a unidade de tempo, o valor total de custos com um item nessa unidade de tempo e o volume de atividade. Não se trata, como no caso da classificação de Diretos e Indiretos, de um relacionamento com a unidade produzida. Por exemplo, a matéria-prima é um Custo Variável, já que, por mês, seu valor total consumido depende da quantidade de bens fabricados. Entretanto, por unidade elaborada a quantidade de matéria-prima é provavelmente a mesma; mas isso não lhe tira a característica de Variável; pelo contrário, reforça-a. Outros exemplos: mão-de-obra indireta, normalmente, é um gasto que, apesar de poder variar de período para período, é um Custo Fixo, pois, por mês, tem seu montante definido não em função do volume de produção; conta dos telefones da fábrica pode Ter seu valor diferente em cada mês, mas não é um Custo Variável, pois seu montante não está variando em função do volume de produtos feitos. Alguns tipos de custos têm componentes das duas naturezas. A Energia Elétrica é um exemplo, já que possui uma parcela que é fixa e outra variável; aquela independe de volume de produção, e é definida em função do potencial de consumo instalado, e esta depende diretamente do consumo efetivo. Custos dessa natureza são chamados, às vezes, semivariáveis ou semifixos (outras acepções existem para essas expressões), mas preferiremos, neste trabalho, dizer sempre que são Custos com parte Fixa e parte Variável. Todos os custos podem ser classificados em Fixos e Variáveis ou em Diretos e Indiretos ao mesmo tempo. Assim, a matéria-prima é um Custo Direto e Variável, os materiais de consumo são normalmente Custos Indiretos e Variáveis, os seguros das fábricas são Custos Indiretos e Fixos, etc. Os Custos Diretos são Variáveis, quase sem exceção, mas os Indiretos são tanto Fixos como Variáveis, apesar da geral predominância dos primeiros. 4.5 Esquema Básico da Contabilidade de Custos (I) Vamos exemplificar o esquema básico da Contabilidade de Custos, lembrando ser esta parte relativa à utilização de Custos para Avaliação de Estoques para fins legais (fiscais e societários); por essa razão estaremos trabalhando com o Custeio por Absorção. 4.5.1 1º PASSO: A SEPARAÇÃO ENTRE CUSTOS E DESPESAS A primeira tarefa é a separação dos Custos de Produção. Teremos então a seguinte distribuição dos gastos: Custos de Produção, Despesas Administrativas, Despesas de Vendas e Despesas Financeiras. As despesas, que não entrarem no custo de produção, vão ser descarregadas diretamente no Resultado do período, sem serem alocadas aos produtos. ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 33 4.5.2 2º PASSO: A APROPRIAÇÃO DOS CUSTOS DIRETOS Digamos que essa empresa elabore três produtos diferentes, chamados A, B e C. O passo seguinte é o de se distribuírem os custos diretos de produção aos três itens. Suponhamos ainda que nessa empresa, além da Matéria-prima, sejam também custos diretos parte da Mão-de-obra e parte da Energia Elétrica. O problema agora é saber quanto da Matéria-prima total utilizada, quanto de Mão- de-obra direta e quanto da Energia Elétrica direta foi aplicado em A, em B, e em C. Para o consumo de Matéria-prima, a empresa mantém um sistema de requisições de tal forma, a saber, sempre para qual produto foi utilizado o material retirado do Almoxarifado. Para a Mão-de-obra, a situação é um pouco mais complexa, já que é necessário verificar quanto diz respeito à Mão-de-obra Direta e quanto é a parte pertencente à Mão-de- obra Indireta. A empresa para poder conhecer bem esse detalhe, deve manter um apontamento (verificação) de quais foram os operários que trabalharam em cada produto no mês e por quanto tempo. Conhecidos tais detalhes e calculados os valores, chega-se a uma conclusão. A verificação da Energia Elétrica evidencia que, após anotado o consumo na fabricação dos produtos durante o mês, uma parte do valoré diretamente atribuível e a outra parte será alocado por critério de rateio, já que pode existir medidores apenas em algumas máquinas. 4.5.3 3º PASSO: A APROPRIAÇÃO DOS CUSTOS INDIRETOS Vamos agora analisar a forma ou as formas de alocar os custos indiretos. Uma alternativa simplista seria a alocação aos produtos A, B e C proporcionalmente ao que cada um já recebeu de custos diretos. Essa forma é relativamente usada quando os custos diretos são a grande porção dos custos totais, e não há outra maneira mais objetiva de visualização de quanto dos indiretos poderia, de forma menos arbitrária, ser alocado a A, B e C. Suponhamos, entretanto que a empresa resolva fazer outro tipo de alocação. Conhecendo o tempo de produção de cada um, pretende fazer a distribuição dos custos indiretos proporcionalmente a eles, e faz uso dos próprios valores em reais da Mão-de-obra, por ter sido esta calculada com base nesse mesmo tempo. Desta forma serão encontrados valores de custos indiretos diferentes e conseqüentes custos totais também diferentes para cada produto, provocando análises distorcidas e diminuindo o grau de credibilidade com relação às informações de Custos. Não há uma forma perfeita de distribuição, o que podemos procurar entre as alternativas é a que trará consigo o menor grau de arbitrariedade. 4.6 ESQUEMA BÁSICO Por enquanto, o esquema básico é: ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 34 a) Separação entre Custos e Despesas; b) Apropriação dos Custos Diretos diretamente aos produtos ou serviços; c) Rateio dos Custos Indiretos. 4.7 CONTABILIZAÇÃO DOS CUSTOS A forma de contabilização desse procedimento pode ser variada. Existem desde os critérios mais simples até os mais complexos. Critério Simples: Contabilização dos custos pela Contabilidade Financeira em contas apropriadas e transferência direta para os estoques à medida que os produtos são acabados ou então só no fim do período, sem registro das fases de rateio. As Contas de Despesas, não nos interessam, ficando, portanto de fora. Critério Complexo: A forma mais complexa para contabilização dos Custos representa o mesmo grau de detalhamento dos mapas e arquivos de custos. Esta forma de contabilização segue de perto cada passo do próprio sistema de apuração e distribuição dos Custos e na prática deve ser aconselhada apenas quando da necessidade desses registros contábeis analíticos. Havendo possibilidade da manutenção de arquivos, essa maneira mais complexa de contabilização deve ser evitada, pois emperra a Contabilidade Financeira e é de pouca utilidade prática. 4.8 PRODUÇÃO POR ORDEM E PRODUÇÃO CONTÍNUA Muito se fala e se escreve sobre Produção por Ordem e Produção Contínua que as vezes se acaba por acreditar que sejam duas formas de custear totalmente diferentes. Na verdade, as diferenças entre uma forma e outra são pequenas. Existem dois fatores que determinam o tipo de custeio, se por ordem ou por processo contínuo: a forma de a empresa trabalhar e a conveniência contábil-administrativa. Quanto à forma, principal responsável pela distinção, basta lembrar que se a empresa trabalha produzindo produtos iguais de forma contínua (um ou vários), fundamentalmente para estoques, isto é, para venda, terá já caracterizada sua natureza. Se produzir atendendo a encomendas dos clientes ou, então, produz também para venda posterior, mas de acordo com determinações internas especiais, não de forma contínua, já se terá incluído entre as produções por ordem. Exemplos de produção contínua: indústrias de cimento, químicas, de petróleo, de álcool, de açúcar, automobilísticas (parte delas), de produtos alimentícios etc. ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 35 Exemplos de produção por ordem: Trabalham normalmente por ordem as indústrias pesadas, fabricantes de equipamentos especiais, algumas indústrias de móveis, empresas de construção civil etc. 4.8.1 Diferenças no tratamento contábil Basicamente, a única diferença entre os tratamentos da Contabilidade de Custos reside no seguinte: Na Produção por Ordem, os custos são acumulados numa conta especifica para cada ordem ou encomenda. Na Produção Contínua, os custos são acumulados em contas representativas das diversas linhas de produção; são encerradas essas contas sempre no fim de cada período. (mês, semana, trimestre ou ano, conforme o período mínimo contábil de custos da empresa). ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 36 5.1 ANÁLISE DOS CRITÉRIOS DE RATEIO – CUSTOS COMUNS Todos os Custos Indiretos só podem ser apropriados, por sua própria definição, de forma indireta aos produtos, isto é, mediante estimativas, critérios de rateio, previsão de comportamento de custos etc. Todas essas formas de distribuição contêm, em menor ou maior grau, certo subjetivismo; portanto, a arbitrariedade sempre vai existir nessas alocações, sendo que às vezes ela existirá em nível bastante aceitável, e em outras oportunidades só a aceitamos por não haver alternativas melhores. Verificamos nos capítulos anteriores que a primeira medida a ser tomada é a separação entre Custos e Despesas, e já aqui começam a surgir esses aspectos subjetivos inerentes a todo processo de rateio. Suponhamos que a empresa tenha seus prédios e instalações todos alugados sob um único contrato e que se veja ela agora obrigada a separar a parte que cabe à produção (custo) e aos setores administrativos e de vendas (despesa). O critério de rateio que vai ser primeiramente lembrado será o de área ocupada por cada um. Entretanto, um problema poderá ocorrer caso haja, por exemplo, um silo vertical na produção; será necessário trabalhar com outro critério se esse silo for de grande volume e funcionar como fator importante no próprio preço do aluguel. Talvez haja necessidade de fazer a distribuição com base então em volume (m3), e não em área (m2), para se obter um número considerado mais justo para cada parte. Ainda com relação ao aluguel, outro problema pode ser levantado: suponhamos que o imóvel todo compreenda um quarteirão e que a frente da empresa dê para uma via de grande importância e alto valor comercial locativo e os fundos para uma via secundária de mínimo valor comercial. Na frente, com certeza, estarão colocadas a exposição de vendas, a diretoria etc., e nos fundos talvez estejam as instalações fabris. Em função dessas vias, o valor locativo da frente pode ser várias vezes o valor locativo da outra via; se dividirmos o aluguel inteiro com base em área ocupada, estaremos atribuindo o mesmo montante por metro quadrado à fabrica e à exposição de vendas. Talvez houvesse necessidade então de se fazer uma ponderação baseada num valor estimado de locação de cada setor para se proceder a uma distribuição “menos injusta”. Critérios de Rateio dos Custos Indiretos ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 37 5.2 RATEIO DOS CUSTOS DOS DEPARTAMENTOS Já vimos também que os Custos Comuns a vários departamentos são rateados em função de sua natureza (pelo menos os mais importantes), como o próprio aluguel, a depreciação dos edifícios, a energia consumida, o seguro apropriado etc. Mas, depois que os Custos Indiretos já estiverem totalmente atribuídos aos Departamentos e precisarmos então passar a ratear os existentes nos de Serviços, já não poderemos normalmente atribuir custo por custo. Não seria muito praticável pegarmos os vários itens que compõem o Custo Indireto total do Almoxarifado e começarmos a ratear um por um: supervisão, materiais indiretos, depreciações, seguros etc. Quando atribuímos Custos de um Departamento para outros, baseamo-nos em algumcritério e fazemos a alocação a partir do bolo todo. Para esse rateio, é necessário verificar então quais são as bases mais adequadas. O mesmo vai acontecer quando da apropriação dos Custos dos Departamentos de Produção para os produtos. O rateio pode ser feito com base em horas-máquina, com base na Mão-de-obra Direta, na Matéria-prima Aplicada, no Custo Direto Total. Para cada uma dessas bases chegaremos a um resultado. A solução ou pelo menos minimização de erros será necessário analisarmos os itens que compõem o total dos CIP. Por exemplo, se o fator mais relevante dos Custos Indiretos de Produção for a existência e utilização de máquinas, então o rateio seria com base no número de horas-máquina como o mais adequado. O CIP poderia ter mais de um fator de influência, e por isso poderiam ser aceitos critérios com base também em mais de uma referência (Matéria-prima mais Mão-de-obra Direta, por exemplo). Assim vemos que para a alocação dos Custos Indiretos de Produção é necessário proceder a uma análise de seus componentes e a uma verificação de quais critérios melhor relacionam esses Custos com os produtos. Vemos como é necessário também que o profissional que decide normalmente sobre a forma de apropriação de Custos (Contador de Custos, Controller, Diretor Financeiro etc.) conheça detalhadamente o sistema de produção. 5.3 INFLUÊNCIA DOS CUSTOS FIXOS E DOS CUSTOS VARIÁVEIS Suponhamos que no rateio de custos de um departamento de serviços exista uma situação como esta: a Casa de Força tem um custo de funcionamento muito mais em função do potencial de utilização do que do efetivo consumo de energia em cada período. A alocação com base no consumo de cada mês pode ficar desconcertante se seus custos são predominantemente fixos. É fácil então de se verificar que uma regra simples deve ser utilizada: departamentos cujos custos sejam predominantemente fixos devem ser rateados à base de potencial de uso, e departamentos cujos custos sejam predominantemente variáveis devem ser rateados à base do serviço realmente prestado. Se não houver predominância de um ou outro e se o valor em reais do Custo total for grande, pode haver um rateio misto. 5.4 IMPORTÂNCIA DA CONSISTÊNCIA NOS CRITÉRIOS ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 38 É fácil percebermos que a alteração de um critério poderá provocar mudanças no valor apontado como custo de um produto, sem que de fato nenhuma outra modificação tenha ocorrido no processo de produção. Se todos os produtos feitos fossem vendidos no mesmo período, o efeito dessas alterações não seria sensível na avaliação do resultado global da empresa. Mas se parte da produção ficar estocada, na forma de produtos acabados ou ainda em elaboração, poderão existir alterações artificiais no resultado. Por isso, é comum encontrarmos Auditores Independentes muito mais preocupados com a Consistência na aplicação dos critérios de alocação de Custos Indiretos do que com os fatores levados em conta para sua escolha. 5.5 CONCILIAÇÃO ENTRE CUSTOS E CONTABILIDADE FINANCEIRA Quaisquer que sejam as formas de apropriação dos custos, é fundamental lembrar sempre que a Contabilidade Financeira “entrega” à de Custos certo montante de Custos de Produção do Período, e a Contabilidade de Custos “devolve” à Financeira Produtos Acabados. Essa conciliação entre Custos e Contabilidade Financeira é de fundamental importância para se evitarem distorções nas avaliações dos resultados de cada período e nas medidas dos estoques. Já está mais do que evidenciado até aqui que, para efeito de contabilização, Custos funcionam como o setor de distribuição de uma série de gastos fabris para os produtos feitos. Esta integração é também essencial para a aceitação dos valores atribuídos aos estoques para fins fiscais. A falta de conciliação entre Contabilidade de Custos e Contabilidade Geral na empresa só redunda em distorções que nem sempre são percebidas, e, conseqüentemente, podem ser bastante danosas. O Imposto de Renda no Brasil está começando a tornar-se severo na fiscalização dessa conciliação. Os lançamentos efetuados na Contabilidade de Custos são lançados automaticamente na Financeira. ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 39 ATIVIDADES PRÁTICAS CAPÍTULO 4 e 5 1 - A CIA. CONFIANÇA LTDA, tem os seguintes dados de sua produção do mês de março de 20x6 : Custo Direto: Produto A .............................................................................................................. 10.000,00 Produto B ............................................................................................................. 30.000,00 Custo Indireto Depreciação dos Equipamentos ........................................................................... 20.000,00 Energia Elétrica ................................................................................................... 15.000,00 Mão-de-obra Indireta.......................................................................................... 15.000,00 Tempo de hora-máquina: Produto A .......................................................................................................... 300 h/m Produto B .......................................................................................................... 200 h/m Pede-se: Calcular o custo total por produto, sabendo-se que o critério de rateio adotado é hora - máquina. Produto A Produto B Total Custos Diretos Depreciação Energia Elétrica Mão-de-Obra Indireta Total ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 40 2 - A Cia. Mestre S/A, produz dois tipos de produtos "Verde" e " Azul", e tem os seguintes dados de sua produção no mês de Agosto/X6. Foram fabricados neste mês: 3.000 unidades do produto Verde e 4.000 unidades produto Azul. Os custos Diretos referentes a esses produtos, em Agosto/X6, foram: Custos diretos Verde Azul Total Material Mão-de-obra 10.000 18.000 15.000 23.000 25.000 41.000 Total 28.000 38.000 66.000 Os custos Indiretos por sua vez foram: Aluguel ............................................................................................. 6.000,00 Energia Elétrica ............................................................................... 8.500,00 Depreciação ..................................................................................... 5.000,00 Mão-de-Obra Indireta....................................................................... 11.000,00 Total ................................................................................................. 30.500,00 O rateio dos custos indiretos é feito com base no custo de Mão-de-obra direta. A empresa possui despesas fixas de $ 20.000 no mês e paga comissão de 5% sobre o preço de venda Pede-se: a) Calcule o custo total por produto; b) Calcule o custo unitário de cada produto; c) Apure o resultado desta empresa no mês de Agosto/X1, sabendo que a mesma vendeu 1.500 un. Produto Verde (preço de Venda $ 35,00) e 2.000 un. Produto Azul (preço de Venda $ 40,00) Distribuição dos CIF: Verde: ____________________________________________________________________ Azul: _____________________________________________________________________ ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 41 a) Custo Total de cada produto. C I F’s Produto Verde Produto azul Total Diretos Indiretos Total b) Custo Unitário de cada Produto. Verde: _________________________________________________________________________ Azul: _________________________________________________________________________Apuração do Resultado - DRE. Receitas (-)Custos Diretos/Indiretos = Lucro Bruto (-) Despesas (-) Comissões Resultado Operacional Verde Azul Total ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 42 3 - A Empresa Maravilha produz dois produtos, “Marte” e "Vênus”, cujo volume de produção e de vendas é de cerca de 15.000 unidades do Produto Marte e 8.000 unidades do Vênus, por período. Os Custos Indiretos de Fabricação (CIF) totalizam $ 600.000. O Preço de Venda do produto é Marte $ 80,00 e do Vênus $ 100,00. As despesas administrativas no mês são de $ 50.000. Em determinado período, foram registrados os seguintes custos diretos por unidade (em $): Marte Vênus Material-direto 20 25 Mão-de-obra direta 10 6 Pede-se: a) Calcule o valor dos Custos Indiretos de Produção (CIP) de cada produto, utilizando o custo de material direto como base de rateio. b) Calcule o Custo total por produto e custo unitário. c) Demonstre a DRE. Custeio por Absorção a) Custos Indiretos de Produção: _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ b) Custos Totais de Produção: Custos Marte Vênus TOTAL Material Direto Mão-de-obra Direta CIF TOTAL c) Apuração do Resultado – DRE Receitas (-)Custos Diretos/Indiretos = lucro bruto (-) desp. Adm. = Resultado Marte Vênus Total ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 43 4 – A indústria Aniel produz sabão em pó e sabão líquido, ambos específicos para lavagem de roupa à margem dos rios do nordeste brasileiro. Em determinado período, produziu 20.000 caixas do sabão em pó e 16.000 frascos do líquido, incorrendo nos seguintes custos: Quantidade e horas Preço Pó Líquido Matéria-prima $ 2 / Kg 12.000 Kg 8.000 Kg Mão-de-obra Direta $ 5 / hora 6.000 h 3.000 h Custos Indiretos de Produção (CIP) (em $): Supervisão da produção............................................................................................... $ 3.600 Depreciação de equipamentos de produção ................................................................$12.000 Aluguel do galpão industrial ........................................................................................$4.500 Seguro dos equipamentos da produção ........................................................................$1.500 Energia elétrica consumida na produção ......................................................................$2.400 Total.............................................................................................................................$24.000 Os custos de matéria-prima, mão-de-obra direta e os Custos Indiretos de Produção são comuns aos dois produtos. A Aniel possui contrato de demanda da energia elétrica com a concessionária, pelo qual paga apenas uma quantia fixa por mês, e não mede o consumo por tipo de produto. Os CIP são apropriados aos produtos de acordo com o tempo de MOD empregado na produção de um e outro, sabendo-se que são necessários 18 minutos para produzir uma caixa de sabão em pó e 11,25 minutos para produzir um frasco de sabão líquido. A indústria utiliza em sua produção uma máquina que, devido à corrosão, tem sua vida útil física e econômica limitada pela quantidade de matéria-prima processada (a vida útil é estimada pelo fabricante do equipamento em 400.000 Kg de processamento de matéria- prima). Foi adquirida por $320.000 e seu custo ainda não está incluído na relação acima. Pede-se: a) Elabore um quadro de apropriação de custos aos produtos. b) Calcule o custo unitário de cada produto. Cálculo matéria Prima: ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 44 Produto Volume Produzido. Custo Unitário Total Sabão em pó Sabão Líquido Total Cálculo Mão-obra-direta: Produto Volume Produzido. Custo Unitário. Total Sabão em pó Sabão Líquido Total Cálculo Depreciação: Produto Volume Produzido Custo Unitário. Total Sabão em pó Sabão Líquido Total Critério de rateio dos CIP – MOD trabalhada: Produto MOD - Total em $ % rateio Valor $ (CIP) Sabão em pó Sabão Líquido Total b) Custo total Custos Diretos Sabão em Pó Sabão Líquido Total Matéria-Prima Mão-de-Obra Direta Depreciação CIP Custo Total c) Custo Unitário por produto Sabão em pó Sabão líquido Custo Total Volume produção Custo Unitário ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 45 5- Marque as alternativas corretas: A - Uma empresa restringiu sua linha de produção a um único produto. Assim, a energia elétrica gasta em sua fábrica será considerada ( em relação à produção total): a. ( ) custo indireto variável; b. ( ) custo indireto fixo; c. ( ) custo direto fixo; d. ( ) custo direto variável; e. ( ) despesa operacional. B - I – O custo fixo é fixo em relação ao volume total da produção, mas é variável em relação à unidade produzida. II – O custo variável é variável em relação ao volume total da produção, mas é fixo em relação à unidade produzida. a. ( ) nenhuma alternativa está correta; b. ( ) as duas afirmativas estão corretas; c. ( ) a primeira alternativa está correta e a segunda, falsa; d. ( ) a primeira afirmativa é falsa e a Segunda, verdadeira. C - A empresa lterosa S/A industrializa apenas um tipo de produto, e a Contabilidade de Custos informa que cada unidade produzida é composta por: - uma lâmina de alumínio cujo custo unitário é de $ 100,00 - uma lâmpada fluorescente, cujo custo unitário é de $ 70,00 - Dez gramas de cola ao custo de $ 5,00 - Cem gramas de tinta cujo custo é de $ 15,00 - O custo fixo total da empresa no período de um mês é $ 12.000,00 Sendo que essa empresa produziu no período apenas uma unidade de produto, temos: Custo variável unitário (de materiais diretos) $ 190,00 Custo fixo unitário (custos indiretos) $ 12.000,00 Sendo este exercício um exemplo para comprovar a questão anterior, se Iterosa S/A fabricar 50 unidades, então, o montante do custo dos materiais variáveis e do custo fixo unitário são, respectivamente: a. ( ) 190,00 – 240,00 b. ( ) 240,00 – 190,00 ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 46 c. ( ) 100,00 – 300,00 d. ( ) 170,00 – 40,00. D - Nas condições da questão anterior, caso essa empresa fabrique no período 60 unidades de produtos, então seu custo variável unitário, relativo aos materiais diretos, e seu custo fixo unitário passam a ser, respectivamente: a ( ) 190,00 – 240,00; b. ( ) 190,00 – 200,00; c. ( ) 70,00 – 200,00; d. ( ) 200,00 – 200,00; E - É característica dos custos fixos: a ( ) importância fixa dentro de uma quantia relativa de produção; b ( ) decréscimo do custo fixo por unidade, com o acréscimo das unidades produzidas; c. ( )atribuição aos produtos por decisão administrativa ou adotando-se formas de apropriação por rateio; d. ( ) todas as alternativas estão corretas. F - Marque a afirmação correta: a. ( ) custos variáveis são aqueles que variam mais do que proporcionalmente com as unidades produzidas; b. ( ) embora fixos por unidade, os custos fixos são aqueles que, dentro de determinados níveis de produção, não variam com o volume de atividade desenvolvida pela empresa industrial; c. ( ) custos variáveissão aqueles que variam proporcionalmente com as unidades produzidas pelas empresas industriais; d. ( ) força e luz, combustíveis e comissões de vendas são custos fixos. G - O demonstrativo de custos a seguir corresponde a: Produção Unidades Custo Total $ Custo por Unidade de Produto 0 12.000 -0- 1 12.000 12.000 2 12.000 6.000 3 12.000 4.000 4 12.000 3.000 a. ( ) custo variável; b. ( ) custo fixo; c. ( ) custo marginal; d. ( ) custo de oportunidade. ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 47 H - O custo ................... se apresenta de acordo com o demonstrativo sintético a seguir, em relação ao custo total e unitário: Produção Unidades Custo Total $ Custo por Unidade de Produto $ 0 -,- -,- 1 200,00 200,00 2 400,00 200,00 4 800,00 200,00 a. ( ) fixo; b. ( ) variável; c. ( ) total; d. ( ) unitário. 6 – A empresa Postes Reis produz postes de cimento em três tamanhos: nº 0, nº 1 e nº 2. O número 0, devido ao tamanho de sua estrutura, é feito em uma máquina grande. Os números 1 e 2, por serem de menor porte, são produzidos em uma máquina pequena. Os custos diretos unitários, em determinado período, foram os seguintes (em $): Poste nº. Material Mão-de-obra 0 350 90 1 250 81 2 175 54 Os custos indiretos (supervisão, depreciação e manutenção) foram de $ 200.000 no mesmo período, sendo que: a) $ 37.500 são específicos da máquina pequena. b) $ 75.000 são específicos da grande. c) $ 87.500 referem-se a serviços auxiliares e da administração geral da produção (supervisão geral). A empresa produziu 1.000 postes de cada tamanho no período e costuma ratear o valor total dos custos indiretos diretamente aos produtos (sem departamentalização), à base do custo de Mão-de-Obra Direta. ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 48 Considerando-se vendida toda a produção dos postes nº 0 e 1 e nada do poste nº 2, e sabendo-se que não havia estoques iniciais, pede-se para calcular: a) O valor do custo dos produtos vendidos, segundo o critério usual da empresa. b) O valor de custo do estoque remanescente. Espaço para resolução: ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 49 6.1 Introdução Normalmente, a empresa está dividida em Departamentos e, sua estrutura formal é representada pelo Organograma. Departamento é a unidade mínima administrativa para a Contabilidade de Custos, representada por pessoas e máquinas (na maioria dos casos), em que se desenvolvem atividades homogêneas; na qual sempre existe um responsável. Para a Avaliação de Estoques que estamos vendo, interessa-nos mais visualizar o Departamento como um conjunto que, apesar de na maioria das vezes ser constituído por pessoas e máquinas, pode também ocorrer sob a forma de pessoas apenas e, pelo menos teoricamente, também só máquinas, que realizam atividades homogêneas. A fábrica é departamentalizada em dois grandes grupos, os Departamentos de Serviços e os Departamentos Produtivos: Os Departamentos de Serviços - geralmente não têm seus custos apropriados diretamente aos produtos, pois estes não passam por eles. Esses Departamentos têm seus custos transferidos para os que deles se beneficiam. Suas funções são basicamente prestarem serviços aos demais departamentos produtivos. Os Departamentos Produtivos - são os departamentos que promovem algum tipo de modificação sobre o produto. Exemplo: departamento de corte, departamento de costura, departamento de acabamento. Os departamentos produtivos têm seus custos apropriados diretamente aos produtos, mas os departamentos de serviços não podem apropriar seus custos diretamente aos produtos. No entanto, como esses departamentos prestam serviços aos demais, devem ter seus custos transferidos para os departamentos que recebem seus serviços, e depois os custos desses departamentos são apropriados aos produtos. Departamentalização ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 50 Exemplo de Departamentalização: A fábrica está dividida em dois departamentos (departamento de serviço e departamento produtivo) e em quatro setores (manutenção, almoxarifado, prensas e usinagem). Ela produz dois produtos, A e B, e nós temos os seguintes CIF´s em cada setor: Gerência Geral Manutenção Almoxarifado Prensas Usinagem $ 1.000 $ 2.400 $ 800 $ 5.200 $ 2.800 É necessário determinar uma ordem de distribuição de custos, na qual o departamento que rateia seus custos não recebe mais nenhum custo; depois, é necessário determinar o critério de rateio desses custos. � Em nosso exemplo, começaremos a ratear os custos da Gerencia Geral para os outros departamentos de forma igual, ou seja, 25% para cada um. � O próximo departamento a ratear seus custos será a manutenção, em função das horas trabalhadas em cada departamento. Gerência Geral Depto. De Serviço Depto. Produtivo Manutenção Almoxarifado Prensas Usinagem ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 51 Horas trabalhadas da manutenção em outros departamentos: Almoxarifado 200h Prensas 300h Usinagem 500h � Nesse caso, se existissem horas trabalhadas para a Gerência Geral, elas seriam ignoradas, pois, se rateássemos para a Gerência Geral, ela teria de ratear novamente seus custos para a manutenção e esta para a Gerência Geral e, assim, sucessivamente. � O almoxarifado rateia seus custos em função do valor da matéria consumida em cada departamento produtivo: Matéria-prima consumida no departamento de prensa $ 80.000 Matéria-prima consumida no departamento de usinagem $ 20.000 � Os custos dos departamentos produtivos são rateados aos produtos em função das horas trabalhadas: Produtos Prensas Usinagem A 250 h 100 h B 500 h 300 h Vamos agora montar um quadro de rateio dos CIF`s aos produtos: Gerência Geral Manutenção Almoxarifado Prensas Usinagem Total CIF 1.000 2.400 800 5.200 2.800 12.200 Gerência Geral (1.000) 250 2.650 250 1.050 250 5.450 250 3.050 - 12.200 Manutenção - - (2.650) - 530 1.580 795 6.245 1.325 4.375 - 12.200 Almoxarifado - - (1.580) 1.264 316 - Total do Depto.Produção - - - 7.509 4.691 12.200 Produto A Produto B 2.503 5.006 1.173 3.518 3.676 8.524 Explicação dos cálculos feitos: ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 52 1 - Rateio da Gerência Geral: $ 1.000/4 (25% para cada departamento) = $ 250 2 - Rateio da Manutenção: $ 2.400 + $ 250 = $ 2,65 por hora 200h + 300h + 500 h Almoxarifado = $ 2,65 x 200 h = $ 530 Prensas = $ 2,65 x 300 h = $ 795 Usinagem = $ 2,65 x 500 h = $ 1.325 3 - Rateio do Almoxarifado: $ 800 + $250 + $ 530 = $ 0,0158 por $ de matéria-prima ($ 80.000 + $ 20.000) Prensas = $ 0,0158 x $ 80.000 = $ 1.264 Usinagem = $ 0,0158 x $ 20.000 = $ 316 4 - Rateio aos Produtos: Prensas: $ 5.200 + $ 250 + $ 795 + $ 1.264 = $ 10,012 por hora 250 h + 500 h Produto A = $ 10.012 x 250 h = 2.503 Produto B = $ 10.012 x 500 h = 5.006 ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 53 Usinagem: $ 2.800 + $ 250+ $ 1.325 + $ 316= $11,7275 por hora 100 h + 300h Produto A = $ 11,7275 x 100 h = $ 1.173 Produto B = $ 11,7275 x 300 h = $ 3.518 A definição dos critérios de rateios é arbitrária e depende da pessoa que está fixando-os. A utilização de critérios diferentes pode levar a resultados diferentes. É importante lembrar que os rateios são feitos apenas para os Custos Indiretos de Fabricação (CIF´s) , pois não é necessário ratear Mão de obra direta (MOD) e Materiais diretos ( MD), visto que são identificados diretamente com os produtos. 6.2 Por que Departamentalizar? Suponhamos que uma empresa, produza três produtos, D, E e F, os quais já tem seus custos diretos alocados. Então agora ela precisa alocar os Custos Indiretos e decide fazer a distribuição aos diversos produtos com base no tempo de horas-máquina que cada um leva para ser feito Suponhamos, ainda, que ao analisar mais detidamente o processo de produção, se verifica que, existe uma grande disparidade entre os produtos, e que o gasto com os Custos Indiretos de Produção não é uniforme entre os setores de produção. Ao departamentalizar, podemos efetuar uma apropriação dos Custos Indiretos de forma mais adequada, levando em conta o tempo de cada produto em cada Departamento e o Custo por hora-máquina de cada Departamento. Apesar de quaisquer arbitrariedades ocorridas na forma de apropriar por hora- máquina, ao fazer a alocação com base na Departamentalização cometem-se menos injustiças e diminuem-se as chances de erros maiores. Se a empresa analisa a lucratividade de seus produtos ou tenta administrar seus preços de venda com base em seus custos de produção, poderia verificar que, com base na Departamentalização, haveria uma “diferença”, um grau de distorção existente entre as duas formas. Sérios problemas podem ocorrer em processos de concorrência ou na competição no mercado com outras empresas pelo inadequado processo de custeamento. 6.3 DEPARTAMENTO E CENTRO DE CUSTOS ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 54 Na maioria das vezes um Departamento é um Centro de Custos, ou seja, nele são acumulados os Custos Indiretos para posterior alocação aos produtos (Departamento de Produção) ou a outros Departamentos (Departamentos de Serviços). Em outras situações podem existir diversos Centros de Custos dentro de um mesmo Departamento. Suponhamos, por exemplo, que num Departamento de Perfuração sejam executados diversos serviços dessa natureza com o uso de três máquinas; poderiam ocorrer pelo menos três hipóteses: Primeira hipótese: Cada uma das três máquinas executa todos os tipos de serviços (furos de diversos diâmetros e profundidades). Existem três máquinas devido ao volume de serviço. Nesse caso, mesmo que os operadores ganhem salários diferentes, haverá a conceituação de um único Departamento de Perfuração, e ele constituirá um único Centro de Custos. Haverá, então, a apuração dos Custos desse Centro, e serão eles distribuídos aos produtos em função de número de perfurações ou volume perfurado, ou outro critério qualquer, com base em um custo médio por máquina. Normalmente, não se faz a apuração dos custos num departamento como esse, máquina por máquina, e sim tomando o todo como um único Centro de Custos. Segunda hipótese: Numa outra empresa, o Departamento de Perfuração possui também três máquinas, mas cada uma com uma capacidade de perfuração diferente e operada por operários especializados. Cada produto pode passar só por uma delas, por requerer aquele tipo especial de processamento, ou por passar por todas, se necessitar de todos os tipos de furos. Nesse caso, se o departamento tem altos custos de funcionamento, é importante criar três Centros de Custos para se apurar o custo de cada máquina separadamente. A partir daí, os valores atribuídos a cada produto dependerão de qual máquina foi utilizada. Entretanto, mesmo nessa hipótese poderá ainda haver um único Centro de Custos se o total do departamento representar, em reais, uma parcela muito pequena dentro do total. Terceira hipótese: As três máquinas são diferentes, operadas por diferentes operários com salários desiguais, mas cada produto obrigatoriamente passa pelas três, sempre na mesma seqüência e com o mesmo grau de utilização de cada uma. Nessa hipótese, teríamos praticamente o mesmo resultado caso atribuíssemos custos por máquina ou numa média geral por departamento. Em qualquer hipótese, é necessário revisar periodicamente a forma de tratamento dos custos e também sempre que houver modificação nos produtos ou no processo de produção. Centro de Custos, portanto, é a unidade mínima de acumulação de Custos Indiretos. Vamos, daqui para frente, sempre falar em departamentos, partindo da hipótese simplificadora de que a cada departamento corresponde um único Centro de Custos. Por essa simplificação, surgem às vezes algumas situações na prática que parecem um pouco sem nexo. Por exemplo, é comum encontrarmos empresas com um “Departamento de Custos Comuns” onde estão incluídos Custos Indiretos, tais como Aluguel da Fábrica, Seguros, Energia (quando há um só medidor para toda a planta) etc. Na realidade, não existe esse Departamento propriamente dito; antes é um Centro de custos não ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 55 existente fisicamente que está sob o controle global do “Departamento da Administração Geral da Fábrica”. Mas, ao invés de assim denominar e classificar costuma a Contabilidade de Custos proceder à agregação desses Custos de Produção Indiretos e chamar de “Departamento” seu conjunto. Para que possa ser caracterizado como tal, um centro de custos deveria: a) Ter uma estrutura de custos homogênea; b) Estar concentrado num único local; c) Oferecer condições de coleta de dados de custo. 6.4 CUSTOS DOS DEPARTAMENTOS DE SERVIÇOS Quando vamos apropriar Custos Indiretos aos produtos, há um problema, que é o fato de alguns departamentos não receberem fisicamente os produtos; sendo a sua função a de prestar serviços aos outros departamentos, quer de Produção, quer de Serviços. Faz-se, então, uma análise das características dos Departamentos de Serviços, verificando de que maneira prestam serviços aos outros Departamentos, e, depois de escolher um critério apropriado, faz-se a distribuição de seus custos aos departamentos beneficiados. O critério mais utilizado na prática é o de se hierarquizar os Departamentos de Serviços de forma que aquele que tiver seus custos distribuídos não receba rateio de nenhum outro. Todos os custos dos Departamentos de Serviços são rateados até que recaiam sobre os de Produção. Para a apropriação dos Custos Indiretos é necessário que todos os custos estejam na penúltima fase nos Departamentos de Produção. Os custos originados no próprio departamento são os custos primários dele; e os recebidos por rateio de outros departamentos são chamados secundários. Existem softwares que realizam esse processamento de forma bastante satisfatória. 6.5 ESQUEMA COMPLETO DA CONTABILIDADE DE CUSTOS Suponhamos que uma empresa faça a análise de seus Departamentos de Serviços e verifique: a) Que a Administração Geral de Produção é a primeira que deve ter seus Custos distribuídos. b) Que a Manutenção será o segundo Departamento de Serviços a ser alocado, porque ele também mais presta serviços ao Almoxarifado e ao Controle de Qualidade do que deles recebe. Apesar de efetuar trabalhos à Administração Geral, fá-los em valor não muito relevante e, além disso, ela não mais receberá custo de ninguém, ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 56 pois já estará com saldo zero. Da mesma forma que a Administração Geral, seus custos serão distribuídos também aos Departamentos de Produção que dela se beneficiaram.c) Que o Almoxarifado terá seus custos rateados aos Departamentos que fizeram uso de seus préstimos, exceto aos que já foram alvo de distribuição. d) Que o Controle de Qualidade, apesar de prestar às vezes serviços à Manutenção, terá seus custos alocados somente aos Departamentos de Produção que dela fizeram uso, já que os demais Departamentos de Serviços foram distribuídos. Ficou em último lugar, pois mais recebe benefícios da Manutenção do que presta a ela. Escalonada a seqüência da distribuição, precisamos analisar os diversos critérios de rateio para que se possam dividir os custos da maneira mais racional possível. Após os rateios, temos todos os Custos Indiretos de Produção carregados somente sobre os Departamentos de Produção. Então, transferimos os custos deles para os produtos. Adicionando esses Custos Indiretos aos Custos Diretos dos Produtos obteremos seus Custos Totais de Produção. ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 57 ATIVIDADES PRÁTICAS CAPÍTULO 6 1 - A Cia. Guardanapos Finos S.A., produz Guardanapos Tipo "1" (Fino 1) e tipo "2" ( Fino 2). Os Custos Diretos referentes a esses produtos, em Abril/X7, foram: Custos diretos FINO 1 FINO 2 Total Material Mão-de-obra 6.750 4.250 7.600 5.200 14.350 9450 Total 11.000 12.800 Os Custos Indiretos por sua vez foram: Aluguel............................................................................................. 5.000,00 Energia Elétrica............................................................................... 10.500,00 Depreciação..................................................................................... 12.000,00 Outros Custos Indiretos................................................................... 6.000,00 Total................................................................................................ 33.500,00 Sabemos que os critérios de rateios para os custos indiretos foram: 1.O aluguel é distribuído de acordo com a área que cada departamento ocupa; 2.O consumo de energia é medido por KW/ h consumidos por cada Departamento; 3.A depreciação e os outros Custos Indiretos são rateados com base nas horas de mão-de- obra trabalhada em cada departamento; Sabemos que os critérios de rateio dos departamentos de serviços para os departamentos produtivos foram: 1.Referente os Custos da Administração o Corte recebe 30% , o Acabamento 50%, a Embalagem recebe 10% e a Manutenção 10%.; 2.Os Custos da Manutenção são rateados com base nas horas de mão - de- obra trabalhadas nos departamentos de Corte, Acabamento e Embalagem; ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 58 3.A distribuição dos custos indiretos aos produtos é feita em função da mão-de-obra direta, informada no quadro acima. Dados coletados no período: Corte Acabamento Embalagem Manut. Administ. Total Área Ocupada 15.000 10.000 11.000 2.000 3.000 41.000 m Energia KWh 35.000 38.000 12.600 3.500 2.100 91.200 KWh Horas de M.O trabalhadas 52.000 35.000 24.000 4.500 4.500 120.000 h. Pede-se: a) Elabore o Mapa de Rateio dos Custos Indiretos de Produção; b) Apure o Custo Total de cada Produto. Distribuição do Aluguel: Corte Acabamento Embalagem Manutenção Administração Total Distribuição da Energia Elétrica: Corte Acabamento Embalagem Manutenção Administração Total ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 59 Distribuição da Depreciação: Corte Acabamento Embalagem Manutenção Administração Total Distribuição Outros Custos: Corte Acabamento Embalagem Manutenção Administração Total Mapa de Apropriação de Custos C I F Corte Acabamento Embalagem Manutenção Administração Total Aluguel Energia elétrica Depreciação Outros CIF’s Total Dist. Administração Total Distrib.Manutenção Soma FINO 1 FINO 2 Total ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 60 Distribuição dos CIF c/ Mão-de-obra Direta: Custo Total de Cada Produto. Produtos FINO 1 FINO 2 Total Custo Direto Custo Indireto Total 2 – A Indústria Mega S.A. produz calças e camisas. O ambiente de produção é formado por seis departamentos: Corte, Costura Acabamento, Almoxarifado, Manutenção e Administração Geral da Produção. Em determinado período, foram produzidas 8.000 Calças e 5.000 camisas, e os custos diretos foram os seguintes (em $): Custos diretos Calças Camisas Total Material Mão-de-obra 10.650 8.500 9.600 6.300 20.250 14.800 Total 19.150 15.900 35.050 Os Custos Indiretos de Fabricação (CIF) do período estão apresentados no quadro abaixo (em $): Custos Indiretos Corte Costura Acabamento Almoxarifado Manutenção Adm. Geral da Produção Total Mat. Indireto 160 50 110 120 85 350 875 Energia Elétrica 1.800 1.500 1.700 250 250 150 5.650 Aluguel - - - - - 5.000 5.000 Total 1.960 1.550 1.810 370 335 5.500 11.525 As bases de rateio são as seguintes: • O custo de Aluguel é atribuído inicialmente apenas à Administração Geral da Produção. ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 61 • Os custos da Administração Geral da Produção são distribuídos aos demais departamentos à base do número de horas de mão-de-obra trabalhada em cada departamento: Departamentos Horas de mão-de- obra Corte Costura Acabamento Almoxarifado Manutenção 210 240 230 150 100 Total 930 • A Manutenção presta serviços somente aos departamentos de produção, e o rateio é feito à base do tempo de uso de máquinas: Departamento de produção Quantidade de horas- máquina Corte Costura Acabamento 3.800 4.000 5.200 Total 13.000 • O almoxarifado distribui seus custos à base do número de requisições: Departamento de produção Número de requisições Corte Costura Acabamento 700 400 200 Total 1.300 • A distribuição dos custos dos departamentos de produção aos produtos é feita na mesma proporção que o custo de mão-de-obra direta. • Os volumes de produção, em unidades, foram: 8.000 Calças e 5.000 camisas. ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 62 Pede-se para completar o mapa de apropriação de custos e: 1. Calcular: a) O custo total de cada departamento de produção. b) O custo total de cada produto. c) O custo unitário de cada produto. Distribuição Administração Geral da Produção: Corte Costura Acabamento Almoxarifado Manutenção TOTAL Distribuição da Manutenção: Corte Costura Acabamento Almoxarifado TOTAL ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 63 Distribuição do Almoxarifado: Corte Costura Acabamento TOTAL Distribuição do CIF aos produtos: Calças: Camisas: Custo Total de Cada Produto Produtos Calças Camisas Total Custo Direto Custo Indireto Total ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 64 Mapa de Apropriação de Custos Custos Indiretos Corte Costura Acabamento Almoxarifado Manutenção Adm. Geral da Produção Total Mat. Indireto 160 50 110 120 85 350 875 Energia Elétrica 1.800 1.500 1.700 250 250 150 5.650 Aluguel - - - - - 5.000 5.000 Total 1.960 1.550 1.810 370 335 5.500 11.525 Rateioda Adm. Geral Soma Rateio da Manutenção Soma Rateio do Almoxarifado Soma Calças Camisas Total 04 – A metalúrgica Dobra e Fecha produz dobradiças e fechaduras. O ambiente de produção é formado por seis departamentos: Estamparia, Furação, Montagem, Almoxarifado, Manutenção e Administração Geral da Produção. A produção de dobradiças é totalmente realizada apenas nos departamentos de Estamparia e de Furação; as fechaduras passam pelos três departamentos de produção. Em determinado período, foram produzidas 12.000 dobradiças e 4.000 fechaduras, e os custos diretos foram os seguintes (em $): ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 65 Custos diretos Dobradiças Fechaduras Total Material Mão-de-obra 8.352 6.048 5.568 4.032 13.920 10.080 Total 14.400 9.600 24.000 Os Custos Indiretos de Produção (CIP) do período estão apresentados no quadro que se encontra ao final (Mapa de Apropriação de Custos). As bases de rateio são as seguintes: • O custo de Aluguel é atribuído inicialmente apenas à Administração Geral da Produção. • Os custos da Administração Geral da Produção são distribuídos aos demais departamentos à base do número de funcionários: Departamentos Nº de funcionários Estamparia Montagem Furação Almoxarifado Manutenção 35 15 30 10 10 Total 100 • A Manutenção presta serviços somente aos departamentos de produção, e o rateio é feito à base do tempo de uso de máquinas: Departamento de produção Quantidade de horas- máquina Estamparia Montagem Furação 4.800 3.000 4.200 Total 12.000 • O almoxarifado distribui seus custos à base do número de requisições: Departamento de produção Número de requisições Estamparia Montagem Furação 600 300 300 Total 1.200 • A distribuição dos custos dos departamentos de produção aos produtos é feita na mesma proporção que o custo do material direto. ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 66 • Os volumes de produção, em unidades, foram: Dobradiças 12.000 Fechaduras 4.000 Pede-se para completar o mapa de apropriação de custos e: 1. Calcular: a - o custo total de cada departamento de produção. b - o custo total de cada produto. c - o custo unitário de cada produto. Mapa de Apropriação de Custos / Custo Total de Cada Departamento Custos Indiretos Estamparia Montagem Furação Almoxarifado Manutenção Adm. Geral da Produção Total Mat. Indireto 159 57 46 90 112 336 800 Energia Elétrica 2.400 432 1.340 240 240 148 4.800 Mão-de-obra Indireta 532 672 390 140 170 896 2.800 Aluguel - - - - - 3.200 3.200 Total 3.091 1.161 1776 470 522 4.580 11.600 Rateio da Adm. Geral Soma Rateio da Manutenção Soma Rateio do Almoxarifado Soma Fechaduras Dobradiças Total ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 67 b) Custo Total de cada Produto: Produto Material MOD CIF Total Fechaduras Dobradiças Total c) Custo Unitário de cada Produto: FECHADURAS: DOBRADIÇAS: ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 68 7.1 Introdução Na Contabilidade Industrial, usaremos principalmente as contas de estoques: • Estoque de materiais; • Estoque de produtos em elaboração; • Estoque de produtos acabados; • Importação de materiais em andamento. Estoques de Materiais: Os estoques de materiais podem ser classificados em: • Materiais diretos: compreendem a matéria-prima (componente físico que sofre a transformação, como o tecido, por exemplo), materiais secundários (botão de um avental, por exemplo) e embalagem. • Materiais indiretos: são os materiais empregados na fabricação do produto, mas, devido à dificuldade de cálculo quanto à quantidade utilizada em cada produto fabricado, são considerados materiais indiretos. Estoque de Produtos em Elaboração: o saldo da conta Estoques de Produtos em Elaboração representa o valor dos produtos em processo, em fabricação, os produtos que ainda não estão acabados para serem vendidos. Estoque de Produtos Acabados: Essa conta representa o saldo dos produtos disponíveis para venda, em estoque, no depósito de produtos acabados da empresa. Importações de Materiais em Andamento: Caso a indústria importe um material para uso no processo fabril, todos os gastos incorridos na importação, tais como aquisição de moeda estrangeira, pagamento de fretes, seguros, comissões, despesas bancária, despesas de desembaraço alfandegário, etc., deverão ser escriturados em conta específica. Custo de Produção do Período: é a soma dos custos incorridos no período dentro da fábrica. Princípios para Avaliação de Estoques ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 69 Custo da Produção Acabada: é a soma dos custos contidos na produção acabada no período. Pode conter Custos de Produção também de períodos anteriores existentes em unidades que só foram completadas no presente período. Custo de Produtos Vendidos: é a soma dos custos incorridos na fabricação dos bens que só agora estão sendo vendidos. Pode conter custos de produção de diversos períodos, caso os itens vendidos tenham sido produzidos em diversas épocas diferentes. Os três conceitos, anteriores, são bastante distintos e não há nenhuma relação obrigatória entre seus valores no que respeita a sua grandeza. Cada um pode ser maior ou menor que o outro em cada período, dependendo das circunstâncias. 7.2 Exemplo da Demonstração de Resultados das Indústrias (Movimentação do Estoque). Suponhamos um caso extremamente simples de uma indústria que produza um único produto, de forma continuada, e que tenha os seguintes movimentos em diversos meses seguidos: Primeiro mês: Custos incorridos no mês Matéria-prima $ 90.000 Mão-de-Obra $ 45.000 Energia elétrica $ 15.000 $150.000 Unidades produzidas no mês:...............................................................................................15 Unidades vendidas no mês:...................................................................................................12 Estoque final de unidades prontas para venda ( não haviam estoques iniciais): ..................03 Custo unitário de fabricação $150.000/15u:...............................................................$ 10.000 Preço unitário de venda (igual para todos os meses):.................................................$ 12.000 Custo das unidades vendidas 12 x $ 10.000.:............................................................$ 120.000 Estoque final de produtos acabados: 3 x $ 10.000:.....................................................$ 30.000 ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 70 Demonstração do Resultado nesse período: Vendas .....................................................................................................................$ 144.000 ( - ) Custo dos Produtos Vendidos .........................................................................($ 120.000) Lucro Bruto: ........................................................................................................... $ 24.000 : etc. Poderíamos também fazermenção dos custos incorridos no mês numa demonstração de uso interno à empresa, sendo: Vendas .................................................................................................................... $ 144.000 ( - ) Custo dos Produtos Vendidos Matéria-Prima $ 90.000 Mão-de-obra $ 45.000 Energia Elétrica $ 15.000 Custo de Produção do Período................. . $150.000 ( - ) Estoque final de Produtos Acabados ($ 30.000) .......................................( $ 120.000) Lucro Bruto...............................................................................................................$ 24.000 : : etc. Segundo mês: Custos incorridos no mês Matéria-prima $ 109.500 Mão-de-Obra $ 54.750 Energia elétrica $ 18.250 $182.500 Unidades produzidas no mês (Acabadas).......................................................................... 18 Unidade em processamento (elaboração) ......................................................................... 01 Unidades vendidas no mês ...................................................................................................17 Estoques finais : �Unidades acabadas ............................................ 04 �Unidades em elaboração ................................... 01 Valor das vendas ....................................................................... 17 x $ 12.000 = $ 204.000 ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 71 Do total de $182.500,00 dos Custos de Produção do Período, $ 9.605,00 referem- se à unidade em elaboração. Logo, $ 172.895,00 são o Custo das Unidades Acabadas. No estoque de produtos acabados, temos: Unidades no início do 2º mês ................................................................. 03 ($ 30.000) Recebidas da fábrica no mês .................................................................. 18 ($172.895) Disponíveis para venda no mês .............................................................. 21 ($202.895) Vendidas durante o mês ..........................................................................17 ($164.245) Em estoque no final ................................................................................ 04 ($38.647) A demonstração do resultado completa desse segundo mês poderia então ser assim elaborada: Vendas .................................................................................................................... $ 204.000 (-) Custo dos Produtos Vendidos Custo de Produção no Período .................................... $182.500 (-) Estoque Final de Produtos em Elaboração ............. ($ 9.605) (=) Custo das Unidades Acabadas ............................... $172.895 (+) Estoque Inicial de Produtos Acabados ................... $30.000 (=) Custo dos Produtos Disponíveis ............................. $202.895 (-) Estoque final de Produtos Acabados ..................... ($38.647) .......... ($164.245) Lucro Bruto ....................................................................................................... $39.755,00 : : etc. Terceiro mês: Custos incorridos no mês Matéria-prima $ 103.500 Mão-de-Obra $ 51.750 Energia elétrica $ 17.250 $172.500 ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 72 Unidades do período anterior terminadas neste mês:..........................................01 = $ 9.600 Unidades iniciadas e acabadas no mês:...............................................................16 Unidades iniciadas e não acabadas no mês (elaboração): ................................. 01 Unidades vendidas no mês: .............................................................................. 18 Distribuição do Custo de Produção do Período Custo de acabar a unidade iniciada no 2º mês .....................................$ 9.600 Custo de iniciar e acabar 16 unidades .................................................$ 162.353 Custo da 17ª unidade iniciada (em elaboração) ................................. $ 10.147 $ 182.100 Custo das unidades acabadas no período Custo da 1ª unidade acabada no mês : Recebido no mês anterior ......................................................................$ 9.600 Custo das 16 iniciadas e completadas ...................................................$ 162.353 Custo da produção acabada no período ............................................................. $ 171.953 Estoque final Acabado = 4 + 17 - 18 = 3 A demonstração do resultado completa desse terceiro mês: Vendas ................................................................................................................. $ 216.000 ( - ) Custo dos Produtos Vendidos Custo de Produção no Período ............................ .. $172.500 ( + ) Estoque Inicial de Produtos em Elaboração .. $ 9.600 ( - ) Estoque final de Produtos em Elaboração ..... ($10.147) ( = ) Custo da Produção Acabada no Período...... $ 171.953 ( + ) Estoque Inicial de Produtos Acabados ......... $ 38.647 ( = ) Custo dos Produtos Disponíveis .................. $ 210.600 ( - ) Estoque final de Produtos Acabados ........... ($ 30.000)....................( $ 180.600) Lucro Bruto ...........................................................................................................$ 35.400 : : etc. ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 73 ATIVIDADES PRÁTICAS CAPÍTULO 7 1 - A Indústria de Sapatos Salto Fino S.A. possui em sua contabilidade gerencial de custos as seguintes informações nos mês de Julho /X1: OBS: A empresa fabrica somente um tipo de produto (sapatos modelo 775). Mês de Julho/X1 Custos Incorridos na produção: Mão-de-obra: Matéria-prima: Custos Indiretos de fabricação (CIF): Total $ 35.000 $ 50.000 $ 80.000 $ 165.000 Unidades produzidas no mês Unidades vendidas - não havia a estoques iniciais Preço unitário de venda 20 15 10.000 a) Com base nas informações acima calcule: � Custo da produção do período? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ � Custo unitário de fabricação? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ � Custo da produção vendida? ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 74 _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________� Estoque final de unidades acabadas? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ � Qual é o lucro bruto? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ b- Demonstre a Demonstração do Resultado (detalhada) do mês Julho/X1. 3 - A Indústria de cadeiras Mendes S.A. possui em sua contabilidade gerencial de custos as seguintes informações nos mês de Agosto/X1: OBS: A empresa fabrica somente um modelo de cadeira. Agosto/X1 Custos Incorridos na produção: Mão-de-obra: Matéria - Prima: Custos Indiretos de fabricação (CIF): Total $ 45.000 $ 70.000 $ 95.000 $ 210.000 ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 75 Estoque inicial produtos acabados: Unidades produzidas no mês Unidades vendidas Preço unitário de venda 10 unidades - (valor $ 78.000,00) 25 30 $10.000 a) Com base nas informações acima calcule: � Estoque inicial de produtos acabados? (quantidade e valor). _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ � Custo da produção do período? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ � Custo unitário de produtos acabados no período? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ � Custo total das unidades acabadas no período? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ � Custo total dos produtos disponíveis? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ � Custo Unitário dos produtos disponíveis? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ � Custo da produção vendida? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 76 � Estoque final de produtos acabados? (quantidade e valor) _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ � Qual é o lucro Bruto? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ b) Demonstre a Demonstração do Resultado (detalhada) do mês Agosto/X1. 3 - A Indústria de Móveis Cama forte possui em sua contabilidade gerencial de custos as seguintes informações nos mêses de Agosto, Setembro e Outubro/X1: OBS: A empresa fabrica somente um tipo de produto (camas modelo colonial). Mês de Agosto/X1 Custos Incorridos na produção: Mão-de-obra: Matéria - Prima: Custos Indiretos de fabricação (CIF): Total $ 35.000 $ 50.000 $ 80.000 $ 165.000 ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 77 Unidades produzidas no mês Unidades vendidas - não havia estoques iniciais Preço unitário de venda 20 18 10.000 a) Com base nas informações acima calcule: � Custo da produção do período?- _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ � Custo unitário de fabricação? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ � Custo da produção vendida? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ � Estoque final de unidades acabadas? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ � Qual é o lucro bruto? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ b) Demonstre a Demonstração do Resultado (detalhada) do mês Agosto/X1. ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 78 Mês de Setembro/X1 Custos Incorridos na produção: Mão-de-obra: Matéria -. Prima: Custos Indiretos de fabricação (CIF): Total $ 45.000 $ 70.000 $ 95.000 $ 210.000 Unidades em elaboração: Unidades Acabadas no mês Unidades vendidas Preço unitário de venda 02 - (custo das unidades em elaboração $ 15.555,50) 25 20 10.000 a) Com base nas informações acima calcule: � Estoque inicial de produtos acabados? (quantidade e valor). _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ � Custo da produção do período? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ � Custo unitário dos produtos acabados no Período? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ � Estoque final de produtos em elaboração? (quantidade e valor) _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ � Custo total das unidades acabadas no período? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio LemosDuarte 79 � Custo total dos produtos disponíveis? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ � Custo unitário dos produtos disponíveis? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ � Custo da produção vendida? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ � Estoque final de produtos acabados? (quantidade e valor) _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ � Qual é o lucro Bruto? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ b) Demonstre a Demonstração do Resultado (detalhada) do mês Setembro/X1. Mês de Outubro/X1 Custos Incorridos na produção: ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 80 Mão-de-obra: Mat.Prima: Custos Indiretos de fabricação (CIF): Total $ 25.000 $ 40.000 $ 70.000 $ 135.000 Unidades do período anterior terminadas neste mês: Unidades em elaboração: Unidades produzidas/Acabadas no mês Unidades vendidas Preço unitário de venda 02 (custo $ 15.555,50) 01 - (custo das unidades em elaboração $ 7.941,18) 16 18 10.000 a) Com base nas informações acima calcule: � Estoque inicial de produtos acabados? (quantidade e valor). _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ � Estoque inicial de produtos em elaboração? (quantidade e valor) _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ � Custo da produção do período? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ � Custo unitário produção do período? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ � Estoque final de produtos em elaboração? (quantidade e valor) _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ � Custo da produção acabada no período? ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 81 _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ � Custo dos produtos disponíveis? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ � Custo unitário dos produtos disponíveis? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ � Custo da produção vendida? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ � Estoque final de produtos acabados? (quantidade e valor) _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ � Qual é o lucro Bruto? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ b) Demonstre a Demonstração do Resultado (detalhada) do mês Outubro/X1. ������� ������������������������������������������� Custos I – Prof. Sérgio Lemos Duarte 82