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1 INTRODUÇÃO A GEOGRAFIA "A palavra “geografia” tem origem grega e é formada pelos radicais “geo”, que significa Terra, e “grafia”, que significa descrição. Essa nomenclatura refere-se à definição antiga da ciência geográfica, que relacionava Geografia somente aos fenômenos que ocorrem na superfície terrestre." "Geografia é, nos dias atuais, a ciência que estuda o espaço geográfico, produzido por meio da dinâmica das relações estabelecidas entre o homem e o meio. Em suma, a Geografia analisa a dinamicidade das relações entre a sociedade e a natureza, capazes de transformar o espaço geográfico. A maneira como essas relações são estabelecidas confere à Geografia sua identidade e importância." A origem dessa ciência ocorreu na Grécia Antiga, estudiosos gregos que viajavam para diversos pontos passaram a registrar tudo o que viam, com destaque para os recursos naturais e aspectos da cultura dos povos. Um dos estudiosos mais lembrados é Heródoto (484-420 a.C), conhecido como “pai da história e da geografia”, sendo um dos primeiros a realizar viagens “científicas”. Os primórdios da Geografia contribuíram grandiosamente para o seu desenvolvimento, no entanto, sua efetivação e reconhecimento como ciência sucedeu somente no século XIX, na Alemanha. Fato desencadeado pela Revolução Industrial iniciada na Inglaterra que impulsionou o desenvolvimento tecnológico e científico da época. O que é Geografia? “A Geografia é a ciência que estuda o espaço geográfico, espaço produzido pelo homem ao intervir no meio natural, adaptando-o à sua exploração, à utilização dos seus recursos, segundo as formas institucionais e as disponibilidades culturais, técnicas e econômicas de que dispõe.” ANDRADE. Porque estudar geografia? Estudar geografia é uma forma de compreender o mundo em que vivemos. Através desse estudo, podemos entender melhor tanto o nosso lugar de moradia – seja uma cidade, seja uma área rural – quanto o país do qual fazemos parte, assim como os demais países da superfície terrestre. Para nos posicionarmos inteligentemente frente a esse mundo, temos de conhecê-lo bem. Para nele vivermos de forma consciente e critica, devemos estudar os seus fundamentos, desvendar os seus mecanismos. Ser cidadão pleno em nossa época significa estar criticamente integrado na sociedade, participando ativamente de suas transformações, o que exige constante reflexão sobre o nosso mundo, compreendendo-o desde o âmbito local até o nacional e mundial. Nesse sentido a geografia é instrumento indispensável para empreendermos esse trabalho de reflexão e transformação do universo em que nos inserimos. Há muito tempo o homem vem transformando o espaço natural em seu beneficio, mas o estudo dessa paisagem continuou intocável, desvinculado da realidade. Os problemas da geografia não dizem respeito apenas aos geógrafos, mas, refere-se a todos os cidadãos. Categorias da Geografia As principais categorias da geografia são: paisagem, território, região e lugar. A Geografia, assim como várias outras ciências, utiliza-se de categorias para basear os seus estudos. Trata-se da elaboração e utilização de conceitos básicos que orientem o recorte e a análise de um determinado fenômeno a ser estudado. Por exemplo, um estudo geográfico sobre determinadas disputas geopolíticas pode ser realizado tendo como base o conceito de território, que seria uma categoria a ser utilizada como uma forma de se enxergar o estudo. Atualmente, além do espaço geográfico – principal objeto de análise da Geografia –, existem quatro principais conceitos que se consolidaram como categorias geográficas: território, região, paisagem e lugar. A seguir, uma breve conceituação: Paisagem: refere-se às configurações externas do espaço. Por muitas vezes, ela foi definida como “aquilo que a visão alcança”. Porém, essa definição desconsidera as chamadas “paisagens ocultas”, ou seja, aqueles processos e dinâmicas que são visíveis, mas que de alguma forma foram ocultados pela sociedade. Além disso, tal definição também peca por apenas considerar o sentido da visão como preceptora do espaço, cabendo a importância dos demais sentidos, com destaque para a audição e o olfato. Dessa forma, podemos afirmar, de maneira simples e direta, que o conceito de paisagem refere-se às manifestações e fenômenos espaciais que podem ser apreendidos pelo ser humano através de seus sentidos. 2 Território: é classicamente definido como sendo um espaço delimitado. Tal delimitação se dá através de fronteiras, sejam elas definidas pelo homem ou pela natureza. Mas nem sempre essas fronteiras são visíveis ou muito bem definidas, pois a conformação de um território obedece a uma relação de poder, podendo ocorrer tanto em elevada abrangência (o território de um país, por exemplo) quanto em espaços menores (o território dos traficantes em uma favela, por exemplo). Região: é uma área ou espaço que foi dividido obedecendo a um critério específico. Trata-se de uma elaboração racional humana para melhor compreender uma determinada área ou um aspecto dela. Assim, as regiões podem ser criadas para realizar estudos sobre as características gerais de um território (as regiões brasileiras, por exemplo) ou para entender determinados aspectos do espaço (as regiões geoeconômicas do Brasil para entender a economia brasileira). Eu posso criar minha própria região para a divisão de uma área a partir de suas práticas culturais ou por suas diferentes paisagens naturais, entre outros critérios. Lugar: é uma categoria muito utilizada por aqueles pensadores que preferem construir uma concepção compreensiva da Geografia. Grosso modo, o lugar pode ser definido como o espaço percebido, ou seja, uma determinada área ou ponto do espaço da forma como são entendidos pela razão humana. Seu conceito também se liga ao espaço afetivo, aquele local em que uma determinada pessoa possui certa familiaridade ou intimidade, como uma rua, uma praça ou a própria casa. É preciso lembrar, no entanto, que essas categorias e conceitos não são exclusivos da Geografia, podendo ter outros significados quando utilizados em outras ciências ou pelo senso comum. Além disso, essas não são necessariamente as únicas categorias dessa ciência, mas apenas as mais comumente adotadas pelos geógrafos em seus estudos. Ao longo da história do pensamento geográfico, outras categorias predominaram, como a noção de “posição”, um importante conceito nos estudos de Friedrich Ratzel, e “gêneros de Vida”, termo utilizado por Vidal de La Blache. O Espaço Geográfico é um importante conceito para a Geografia, haja vista que ele é o objeto principal de estudo dessa área do conhecimento. Sendo assim, entender o espaço geográfico significa também compreender o papel que essa ciência possui no sentido de investigar a realidade tanto em seu aspecto social quanto em suas premissas naturais, com ênfase nas relações entre sociedade e natureza. Não há, no entanto, um consenso entre os geógrafos sobre o que seria, exatamente, o espaço geográfico, haja vista que muitos deles orientam- se a partir de diferentes correntes de pensamento que apresentam diferentes perspectivas. Por exemplo, para a corrente Nova Geografia, o espaço geográfico corresponde à organização da sociedade e seus elementos sobre o meio. O ensino de Geografia deve se desenvolver impulsionado pela sensibilidade e pela urgência de aliar o conhecimento científico e tecnológico a uma nova perspectiva de produção material da vida, pautado no respeito aos seres humanos e à natureza, e principalmente, vinculado a vivência dos estudantes e seu entorno. https://brasilescola.uol.com.br/geografia/friedrich-ratzel.htmhttps://brasilescola.uol.com.br/geografia/vidal-la-blache.htm 1 PROFESSOR:_______________________________________________________________________ ALUNO:____________________________________________________________________________ TURMA:_______ SÉRIE/ANO: _______ TURNO:______________ DATA: ____/____/______ COMPONENTE CURRICULAR: GEOGRAFIA CONTEÚDO: INTRODUÇÃO AO CONHECIMENTO GEOGRÁFICO 1. Qual o objeto de estudo da Geografia? a) Interpretação de Mapas. b) Descrição dos Lugares. c) Observação da Paisagem. d) Estudo do Espaço Geográfico. e) Saber todos os nomes de países e capitais. 2. Assinale a opção CORRETA em relação ao conceito de Paisagem. a) Paisagem representa o que ouvimos de um determinado lugar. b) Paisagem é uma fotografia de um lugar só com características naturais. c) Paisagem é o que vemos e observamos de um lugar. d) Paisagem geográfica é apenas um quadro bonito de um lugar. e) Paisagem representa apenas os aspectos sociais e humanizados de um determinado lugar. 3. Onde surgiu o conhecimento Geográfico? a) Na Itália. b) Na França. c) No Brasil. d) Na Grécia Antiga. e) Nos Estados Unidos. 4. É uma área que foi separada, através de um critério, por possuir semelhanças em comum. a) Região b) Lugar c) Território d) Paisagem e) Espaço geográfico 5. A partir do conceito de REGIÃO, assinale a opção CORRETA: a) O conceito de região na geografia refere-se à porção do espaço que agrupa elementos diferentes. b) Por regionalização pode-se entender a divisão de um grande espaço em regiões, sem nenhum critério anteriormente estabelecido. c) Para estudar todos os países do mundo não precisamos regionalizar as informações, podemos estudar todos os dados geográficos juntos. d) O conceito de região é menor que a escala local, e maior que a escala nacional. e) Cada região se diferencia das outras por apresentar particularidades próprias, ou seja, semelhança entre seus elementos. 6. Leia o fragmento da música, e assinale a opção VERDADEIRA referente à categoria geográfica utilizada: SAMBA DO AVIÃO Composição: Antônio Carlos Jobim Eparrê Aroeira beira de mar [...] Vejo o Rio de Janeiro Estou morrendo de saudades Rio, seu mar Praia sem fim [...] Este samba é só porque Rio, eu gosto de você A morena vai sambar Seu corpo todo balançar [...] Aperte o cinto, vamos chegar Água brilhando, olha a pista chegando E vamos nós Pousar... a) Cartografia. b) Paisagem. c) Região. d) Território. e) Espaço geográfico 7. Leia o trecho da música Paisagem da janela, de Beto Guedes, e responda ao que se pede: Da janela lateral do quarto de dormir Vejo uma igreja um sinal de glória Vejo um muro branco e no voo um pássaro Vejo uma grade e um velho sinal. Mensageiro natural, de coisas naturais Quando eu falava dessas cores mórbidas Quando eu falava desses homens sórdidos Quando eu falava deste temporal... De acordo com o trecho da música, assinale a alternativa que contém apenas elementos culturais. a) “...no voo um pássaro...” b) “...Vejo uma igreja um sinal de glória...” c) “...de coisas naturais...” d) “...Quando eu falava dessas cores mórbidas...” 2 8. Leia o fragmento da música, e assinale a opção VERDADEIRA referente à categoria geográfica utilizada: SAMBA DO AVIÃO Composição: Antônio Carlos Jobim Eparrê Aroeira beira de mar [...] Vejo o Rio de Janeiro Estou morrendo de saudades Rio, seu mar Praia sem fim [...] Este samba é só porque Rio, eu gosto de você A morena vai sambar Seu corpo todo balançar [...] Aperte o cinto, vamos chegar Água brilhando, olha a pista chegando E vamos nós Pousar... a) Cartografia b) Espaço geográfico c) Região d) Lugar e) Território 9. Assinale a opção INCORRETA em relação às características da Paisagem: a) As paisagens representam apenas elementos naturais de um determinado lugar. b) A paisagem é tudo o que os nossos olhos vêem de um determinado local. c) As paisagens mudam. d) As paisagens podem ser bonitas ou feias. 10. A paisagem em que predominam os aspectos originais da natureza como a vegetação, o relevo e a hidrografia é chamada de paisagem natural. Assinale a alternativa abaixo que contenha apenas paisagens naturais. a) Rodovia, edifícios e represa. b) Geleira, floresta e conjunto de montanhas. c) Hidrelétrica, cidade e lago. d) Cachoeira, lago e loteamento. 11. O espaço geográfico é composto por “formas visíveis” e “formas invisíveis”. Assinale a alternativa abaixo que contenha apenas “formas invisíveis” do espaço geográfico. a) Rodovias e legislação b) Hidrelétricas e praias c) Fluxo de comunicação e fluxo de informação d) Fábricas e fluxo de informação 12. Assinale a opção INCORRETA em relação as características do Espaço Geográfico: a) Espaço geográfico é aquele onde predominam os aspectos originais da natureza. b) Lugar é a parte do espaço geográfico onde vivemos e interagimos com a paisagem. c) O espaço geográfico é a natureza transformada pelos seres humanos, por meio de seu trabalho ao longo da história. d) Para entendermos o espaço geográfico faz-se necessário compreender a sociedade que o criou e continua a transformá-lo ao longo do tempo. 13. Leia o texto e responda: “Esta categoria pode ser definida como o espaço percebido, ou seja, uma determinada área ou ponto do espaço da forma como são entendidos pela razão humana. Seu conceito também se liga ao espaço afetivo, aquele local em que uma determinada pessoa possui certa familiaridade ou intimidade, como uma rua, uma praça ou a própria casa.” PENA, Rodolfo F. Alves. "Categorias da Geografia"; Brasil Escola. A que categoria geográfica refere-se o texto acima? a) Região b) Território c) Lugar d) Paisagem cultural e) Espaço geográfico 14. Categoria amplamente utilizada no âmbito da política, esse conceito e comumente entendido como uma área delimitada por fronteiras e está relacionado com uma configuração de poder. É, portanto uma área apropriada, uma porção do espaço geográfico onde uma relação hierárquica estabelece-se. a) Paisagem b) Lugar c) Território d) Espaço geográfico e) Região 3 FORMAÇÃO E EXPANSÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO Tratado de Tordesilhas (1494) e o Tratado de Madri (1750). Espanha e Portugal foram os pioneiros na expansão marítimo-comercial iniciada no século XV. Com isso, houve conflitos entre Espanha e Portugal, devido às divisões entre os dois países europeus. Para regulamentar as terras conquistadas, e na tentativa de evitar uma guerra, assinaram em 7 de junho de 1494, em Tordesilhas, Espanha, o Tratado de Tordesilhas. Esse tratado definiu o primeiro limite territorial do Brasil, estabelecendo uma linha imaginaria de 370 léguas ou 1770 km do arquipélago de Cabo Verde (colônia portuguesa na África). As terras a leste (oriente) pertenceriam a Portugal e, as terras a oeste (ocidente) seriam da Espanha. Observe no mapa, que a linha imaginária passava pelos atuais Estados do Pará (Norte), até o atual Estado de Santa Catarina (Sul), se esses limites fossem respeitados o território brasileiro não ultrapassaria os 3 milhões de km². Com o aumento das expedições através da Linha de Tordesilhas, devido à escravidão de indígenas, os bandeirantes ultrapassaram o Tratado, com isso invadiram a parte que era designada aos espanhóis. Entretanto em 1750, foi assinado o Tratado de Madri (Espanha), que garantiu a extensão territorial do Brasil em 98,5% das terras que temos atualmente, já que o Território do Acre foi incorporado ao País somente em 1904, da Bolívia. Atividades econômicas do brasil colonial As atividades econômicas foram fator essencial para a expansão do Brasil. Nossa economiacolonial (1500-1822) girava em torno de gêneros primários voltados à exportação e às necessidades da metrópole portuguesa. Cana de Acúcar e mineração. – A exploração da cana de açúcar e a mineração representaram os dois processos mais importantes da economia colonial brasileira. Veja as principais características desses processos no quadro a seguir. ATIVIDADE AÇUCAREIRA ATIVIDADE MINERADORA Apogeu: século XVII (1601-1700) Apogeu: entre 1740 e 1750 (século XVIII). Localização: Zona da Mata, litoral nordestino (PE e BA), onde haviam o maior número de engenhos instalados. Localização: capitania de MG (cidades de São João Del Rei, Vila Rica, Sabará, Vila do Príncipe e Arraial do Tejuco. Caracteristicas: Plantação adaptada ao clima Tropical Litorâneo e ao solo argiloso (massapé). Conhecimento prévio dos portugueses, que cultivavam o produto no Arquipélago dos Açores. Boa aceitação do produto na Europa, devido sua raridade no continente. O capital holandês financiava os engenhos, a compra de escravos e o transporte, refino e distribuição do açúcar na Europa. Plantation: cultivo de um único produto em larga escala voltado para o mercado externo. A sociedade era basicamente rural. Caracteristicas: Aumento da população colonial com imigração de portugueses que vinhas atrás de riquezas. Migração de pessoas do litoral baiano e pernambucano para as áreas interioranas de MG. Desenvolvimento de inúmeras atividades econômicas secundarias e dependentes da mineração (pecuária, ferramentas, móveis vestuários, armas, couros etc). Mudança da sede governamental de Salvador (BA) para o Rio de Janeiro em 1793. Expansão do povoamento nos Estados de (GO, MG, MT e áreas do atual MS). A sociedade era basicamente urbana. 4 O Café. A atividade cafeeira alterou profundamente a economia e a sociedade brasileiras. Veja a seguir quais eram as suas principais características: Entre 1881 e 1890, o café representou mais de 60% das receitas de nossas exportações. A mão de obra escrava foi substituída pelos europeus que foram pagos pelo serviço, mesmo muitas vezes ficando semiescravos dos grandes fazendeiros. A rede ferroviária e as cidades se expandiram em direção ao interior, principalmente para o interior de SP. O porto de Santos (SP) passa a ser o mais importante do Brasil. Uma parte do capital oriundo das exportações cafeeiras foi investida nas indústrias. Caracterização do espaço brasileiro “Quando digo que o Brasil pode ser uma superpotência, não estou me referindo apenas à capacidade militar. Do meu ponto de vista, uma potência mundial é o resultado de vários fatores. O militar é apenas um deles. A condição de potência decorre da capacidade econômica, da saúde social, da ausência de conflitos internos e do tamanho do território do país”. Helmut Schimidt, ex-chanceler alemão. Revista Veja, 21 de fevereiro de 2001.Brasil: posição geográfica. Considerado um país de dimensões continentais, o Brasil tem uma área de, aproximadamente, 8,5 milhões de quilômetros quadrados (km2), ocupando cerca de 50% da área total da América do Sul. Além da porção continental, também existem ilhas oceânicas pertencentes ao território brasileiro, como o arquipélago de Fernando de Noronha e as ilhas São Pedro e São Paulo. O Brasil possui, tanto no sentido norte- sul quanto no leste-oeste, uma grande extensão de terras e é o quinto maior país do mundo em extensão territorial. O Brasil com 8.511.965 km² é o quinto maior país em extensão territorial, atrás apenas de Rússia (17.075.400 km²), Canadá (9 970 610 km²), China (9 597 000 km²), EUA (9 372 615 km ²), lembrando que os EUA adquiriu a quarta colocação porque comprou o Alasca (1 500 000 km²) da Rússia em 1861 e adquiriu as ilhas do Hawai em 1898. 5 Localização geografica do Brasil Aproximadamente 93% do território brasileiro está localizado no Hemisfério Sul do planeta. O restante, 7%, localiza-se no Hemisfério Norte, ou seja, uma pequena porção está ao norte da linha do equador. O território brasileiro encontra-se inteiramente à oeste do Meridiano de Greenwich, o que faz dele um país pertencente ao Hemisfério Ocidental da Terra. Situado na porção sul do continente americano, o Brasil faz limite com quase todos os países da América do Sul, exceto Chile e Equador. Resumindo: O Brasil possui terras em três dos quatro hemisférios, que são: 93% encontra-se no Hemisfério Sul. 7% situa-se no Hemisfério Norte. Totalmente inserido no Hemisfério Ocidental. 85% na zona intertropical. 15% na zona temperada do sul Sua latitude, segundo a Linha do Equador (0°) é baixa, com isso situamos em uma área que abrange 85% da Zona Intertropical. Mesmo situados em uma pequena porção do Hemisfério Norte, o clima quente úmido prevalece, pois as latitudes são baixas. Veja no mapa abaixo: Observe que estamos próximos à Linha do Equador, com isso nossas latitudes então entre 5°16’19’’ Lat./Norte a33°45’09’’ Lat./Sul, e as longitudes a leste situam-se entre os 34°45’54’’ leste a 73°59’32’’oeste. As fronteiras Toda vez que nos referirmos à fronteira, estamos mencionando uma faixa, ou seja, uma zona do território, geralmente habitada, que se estende ao longo da linha do limite. Limite é a linha que determina e separa os domínios de dois ou mais territórios, como de um país, estado ou município, podendo ser um marco natural (rio, montanha) ou um marco artificial, construído pelo ser humano (rua, estrada, obelisco). Os limites podem, ainda, não ter nenhuma marcação, sendo linhas imaginárias. No mapa abaixo, estão representados os países que fazem fronteira com o Brasil. Observe a extensão do limite terrestre do litoral brasileiro e também a extensão dos limites do Brasil com cada país vizinho. 6 Paises que fazem fronteira com o Brasil: Ao norte: Guiana Francesa, Suriname, Guiana e Venezuela. A noroeste: Colômbia. A oeste: Peru e Bolívia. A sudoeste: Paraguai e Argentina. Ao sul: Uruguai. Pontos extremos do Brasil Em razão de sua grande extensão territorial, o Brasil apresenta uma enorme diversidade de riquezas naturais. Muitos países, inclusive, não possuem a metade da biodiversidade encontrada em nosso país. Extenso e diverso, o território brasileiro é delimitado em seus extremos por quatro marcos naturais. Coordenada Acidente Geográfico Unidade da Federação Norte Nascentes do Rio Ailã e Caburaí, na Serra do Caburaí, fronteira com a Guiana. Estado de Roraima. Sul Curva do Arroio Chuí, na fronteira com o Uruguai. Estado do Rio Grande do Sul. Leste Ponta dos Seixas, voltada para o Oceano Atlântico. Estado da Paraíba. Oeste Rio Moá, na fronteira com o Peru (Serra da Contamana ou Serra do Divisor). Estado do Acre. 7 Observe no mapa abaixo a localização dos pontos extremos do Brasil. Fusos horários do Brasil. O território brasileiro está oficialmente dividido em quatro fusos horários: Fuso horário 1: Duas horas de atraso em relação a Greenwich (GMT -2). Estão inseridos nele arquipélagos brasileiros e ilhas, como Fernando de Noronha, o arquipélago de São Pedro e São Paulo e o atol das Rocas. Fuso horário 2: Três horas de atraso em relação a Greenwich (GMT -3). Corresponde à hora oficial do Brasil e é chamado também de horário de Brasília. Nele estão inseridos: todos os estados das regiões Sul, Sudeste e Nordeste, o Distrito Federal, os estados de Goiás, Tocantins, Pará e Amapá. Fuso horário 3: Quatro horas de atraso em relação a Greenwich (GMT -4). Estão inseridos nele a totalidade dos territórios de Rondônia, Roraima, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além da maior 8 porção do Amazonas. Fuso horário 4: Cinco horas de atraso em relação a Greenwich (GMT -5). Uma pequena parcelado extremo oeste do Amazonas está inserido nele, assim como todo o território do Acre. A demarcação dos fusos horários no Brasil, no entanto, nem sempre teve essa configuração. Apesar de o país estar inserido em quatro faixas de horários oficiais (divisão teórica), que são definidos simplesmente pela passagem dos meridianos, a hora legal do país é definida pelo Estado, de acordo com critérios próprios. No ano de 2008, um decreto legislativo fez com que o Acre e o extremo oeste do Amazonas fossem integrados ao fuso horário GMT -4, e o Brasil passou a ter oficialmente três fusos horários. Nessa mudança, o estado do Pará, que era até então dividido entre as zonas 2 e 3, foi inteiramente posicionado na zona 2, que corresponde ao horário de Brasília. Em um referendo realizado entre a população acriana, a maioria votou pelo retorno do estado ao quarto fuso horário (GMT -5), o que ocorreu no ano de 2013. Tanto o território do Acre quanto o oeste do Amazonas voltaram para a sua zona original, e o Pará permaneceu no horário de Brasília. 9 ATIVIDADES PROPOSTAS 1. Observe a charge e responda: a) A charge aborda a chegada dos europeus na costa leste do continente sul americano, qual nação europeia estabeleceu colônia no Brasil e qual foi o modelo de colonização estabelecido? ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ b) Qual é a crítica presente de forma cômica na charge em referência a colonização brasileira? ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ 2. O que foi o Tratado de Tordesilhas? ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ 3. Quais foram as primeiras atividades econômicas do Brasil? ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ 4. Cite os pontos extremos do Brasil: a) Norte:_________________________________ ______________________________________ ____________________________________ b) Sul:___________________________________ ______________________________________ ____________________________________ c) Leste:_________________________________ ______________________________________ ____________________________________ d) Oeste:_________________________________ ______________________________________ ____________________________________ 5. Cite os países que fazem fronteira com o Brasil: a) Norte:_________________________________ ______________________________________ ____________________________________ b) Noroeste:______________________________ ______________________________________ ____________________________________ c) Oeste:_________________________________ ______________________________________ ____________________________________ d) Sudoeste:______________________________ ______________________________________ ____________________________________ e) Sul:___________________________________ ______________________________________ ____________________________________ 6. As fronteiras brasileiras, todas elas posicionadas na América do Sul, totalizam 23.102 quilômetros de extensão. Desse total, mais de 15 mil quilômetros encontram-se em terras emersas, fazendo fronteira com todos os países sul-americanos, exceto: a) Venezuela e Colômbia b) Chile e Equador c) Uruguai e Guiana Francesa d) Panamá e Peru 7. Uma característica do território brasileiro bastante relevante é a sua grande extensão longitudinal. Do extremo leste, a Ponta do Seixas, em Paraíba, até o extremo oeste, a Nascente do Rio Moa, no Acre, há uma distância de 4.319 quilômetros. Uma característica socioespacial do Brasil resultante do fator acima apresentado é: a) Elevada variação climática b) Presença de domínios naturais diversificados. 10 c) Existência de vários fusos horários d) Acentuada unidade topográfica e) Facilidade para o deslocamento rodoviário 8. Para garantir a posse da terra, Portugal decidiu colonizar o Brasil. Mas, para isso, seria preciso desenvolver uma atividade econômica lucrativa. A solução encontrada foi implantar em certos trechos do litoral: a) A produção açucareira. b) A exploração do ouro. c) O comércio de especiarias. d) A criação de gado. 9. Sabe-se que as chamadas “drogas do Sertão” (cravo, canela, castanha, cacau) que juntamente com as atividades missionárias dos jesuítas deu início a ocupação: a) da parte sul do Brasil. b) da região amazônica. c) da região mineira. d) do nordeste brasileiro. 10. Com a crise da economia açucareira e as constantes expedições ao longo das áreas interioranas do Brasil, inicia-se assim o ciclo: a) do café. b) da madeira. c) do ouro. d) da pecuária 11. Por volta de 1534 a coroa portuguesa adotou um sistema de administração da sua colônia aqui no Brasil conhecido por: a) Capitanias Hereditárias b) Tratado de Tordesilhas c) Tratado de Madri d) Sesmarias 12. O tratado de Tordesilhas, firmado em 1494, dividiu as terras recém-descobertas entre: a) Itália e França b) Espanha e Portugal c) Alemanha e Inglaterra d) Espanha e Inglaterra e) França e Alemanha 13. Considere a frase a seguir: A ocupação do ________________ brasileiro ao longo da história foi marcada pela exploração da _____________. Desse modo, pode-se dizer que as _______________ influenciaram a formação de diversas ______________ do Brasil. As palavras que melhor completam a frase são: a) Interior – madeira – ocupações espanholas – culturas. b) Território – natureza – atividades econômicas – paisagens. c) Mapa – natureza – embarcações portuguesas – economias. d) Litoral – zona costeira – tribos indígenas – vegetações. e) Domínio morfoclimático – água doce – indústrias – necessidades 14. É importante conhecer o território brasileiro seus dados e informações. Observe o mapa e sobre os pontos extremos do Brasil, marque a alternativa CORRETA: a) Os pontos extremos do território brasileiro estão apenas no sentido norte Monte Caburaí (Roraima) e sentido sul Arroio Chuí (Rio Grande do Sul). b) Os pontos extremos do território brasileiro estão no sentido apenas leste Ponta do Seixas e oeste na Serra do divisor de Contamana; c) Os pontos extremos do território brasileiro estão nos sentidos norte Monte Caburaí (Roraima), sul Arroio Chuí, leste Ponta do Seixas e oeste na Serra do divisor de Contamana; d) Os pontos extremos do território brasileiro estão nos sentidos norte Monte Contamana (Roraima) e sul Arroio Chuí. e) Ao sul Arroio Chuí, leste Ponta do Seixas e oeste na Serra do divisor de Caburaí. Pontos Extremos do Brasil 11 15. É um desafio um país com dimensão continental! Durante muitos anos o Brasil adotou quatro fusos horários diferentes, mas em 2008 com o objetivo de adequar os horários dos programas de TV, foi reduzido um fuso horário da região Norte, ficando assim com três. Somente a partir de 2013 o Brasil volta a ter quatro fusos horários. Observe o mapa e marque X na alternativa CORRETA: a) O território brasileiro é abrangido por quatro fusos horários, o que significa que emrelação a hora de Brasília as áreas a oeste tem diferença de uma hora. b) O território brasileiro é abrangido por quatro fusos horários, o que significa que em relação a hora de Brasília as áreas a oeste tem diferença de duas horas. c) O território brasileiro é abrangido por quatro fusos horários, o que significa que em relação a hora de Brasília as áreas a oeste tem diferença de três horas. d) O território brasileiro é abrangido por quatro fusos horários, o que significa que em relação a hora de Brasília as áreas a oeste tem diferença de quatro horas. 16. Analise o mapa e marque alternativa INCORRETA: a) O Brasil está localizado na América do Sul e é banhado somente pelo oceano Atlântico. b) O Brasil é o quinto maior país do mundo em extensão territorial. c) A porção sul do Brasil é cortada pela linha do Equador, mais precisamente nos estados Amapá, Pará, Roraima e Amazonas. d) Bolívia e Peru estão localizados a oeste do território brasileiro. e) O Trópico de Capricórnio corta o território brasileiro na porção sul. 12 HIDROGRAFIA A hidrografia é a parte da Geografia que estuda as águas do planeta terra. O termo também é utilizado para designar o conjunto das águas de uma região ou país. A maior parte da água total do planeta está concentrada em oceanos e mares, correspondendo a 97% da reserva hídrica. As águas continentais representam aproximadamente 2,7% da água do planeta Terra. Ciclo hidrológico O ciclo da água é o processo de transformação da água na natureza, passando de um estado físico para outro. Ele ocorre por meio dos processos de evaporação, condensação, precipitação, infiltração, transpiração e também pela transpiração dos seres vivos. O ciclo da água na natureza é fundamental para a manutenção da vida no planeta Terra, uma vez que ele vai determinar a variação climática e influenciar o nível dos rios, lagos, mares, oceanos. A água presente nos rios, lagos, etc. evapora e forma as nuvens na atmosfera. Quando as nuvens ficam sobrecarregadas, atingem altitudes maiores e a temperatura diminui, a água volta para a superfície da Terra através das chuvas. Esta água vai então para os oceanos, rios e lagos. Depois, a água evapora novamente, completando o ciclo. Vamos conhecer o passo a passo do ciclo da água para ficar mais claro: 1. Evaporação: O calor do sol aquece a água dos rios, lagos, mares e oceanos fazendo com que aconteça o fenômeno da Evaporação. Ocorre então a transformação do estado líquido da água para o estado gasoso, à medida que ela vai da superfície da Terra para a atmosfera. 2. Condensação: O vapor da água esfria, acumula-se na atmosfera e se condensa na forma de gotículas que irão formar as nuvens ou nevoeiros. Ocorre então o processo de Condensação, que é a transformação do estado gasoso da água para o estado líquido. As nuvens na atmosfera são, na verdade, gotículas de água líquida suspensas no ar. 3. Precipitação: Com muita água condensada na atmosfera, inicia-se o processo de Precipitação, onde as gotículas suspensas no ar se tornam pesadas e caem no solo na forma de chuva. Em regiões muito frias, a água condensada passa do estado gasoso para o líquido e rapidamente para o estado sólido, formando a neve ou o granizo. 4. Infiltração: Quando o vapor de água condensado cai sobre a superfície terrestre, ocorre a Infiltração de uma parte dessa água que vai alimentar os lençóis subterrâneos. 5. Transpiração: Parte da água que se infiltrou no solo pode ser absorvida pelas plantas que, depois de utilizá-la a devolvem à atmosfera por meio do processo de transpiração. A água também pode evaporar ou escoar sobre o solo e abastecer os rios que desaguam em mares e oceanos, reiniciando todo o processo do ciclo da água. Agua no planeta terra "A água é um recurso natural abundante essencial para a existência de vida na terra”. O planeta terra é constituído por uma extensa massa de água, correspondendo ao que conhecemos como hidrosfera. Além de estar presente na composição do planeta, a água também compõe parte do nosso corpo, permitindo-nos pensar que falar de água é falar de sobrevivência. Essa substância é utilizada em atividades essenciais ao ser humano, como a produção agrícola, e também usada como solvente universal. 13 A água era considerada um recurso inesgotável. Contudo, desde que foi considerada um símbolo de riqueza, por ter sido transformada em uma mercadoria, passou também a ser sinônimo de conflito. O mau uso, o desperdício, sua distribuição, bem como sua ocorrência são responsáveis por criar conflitos em diversas regiões do mundo. “A preocupação com a disponibilidade de água é pauta frequente nas discussões ambientais e geopolíticas." "O planeta Terra está inundado de água, formando a hidrosfera, compreendendo os oceanos, mares e águas continentais. Aproximadamente 71% da superfície terrestre é coberta por água, totalizando cerca de 1,4 bilhão de km³. É considerado o único planeta que apresenta a água em seus três estados físicos: gasoso, líquido e sólido. De toda a água disponível no planeta, 97,5% é água salgada. Apenas 2,5% da água disponível é doce. Observe o gráfico abaixo: A água doce disponível no planeta não se apresenta distribuída uniformemente, variando segundo a presença de ecossistemas nas diferentes regiões. A água doce pode ser encontrada em geleiras, neves eternas, águas subterrâneas, solos, rios e lagos. Os países que mais concentram água doce no mundo são Rússia, Brasil, Canadá, Estados Unidos, Índia, Colômbia, República Democrática do Congo e China, correspondendo a aproximadamente 60% da água doce existente no planeta. De acordo com dados da Agência Nacional das Águas (ANA), o continente com maior concentração de água doce é a América, com cerca de 39,6%, seguido pelo continente asiático com 31,8%. O continente com menor volume de água doce é a Oceania, concentrando apenas 3,9% da água doce disponível. A África, por sua dimensão, é um dos continentes que sofre com a falta de água, tendo em seu território cerca de 9,7% da água doce do mundo. Segundo o secretário geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, mais de 2 bilhões de pessoas no mundo todo não têm acesso à água própria para o consumo. O secretário afirmou também que, até 2050, pelo menos uma a cada quatro pessoas viverá em um país que enfrentará a falta de água potável. Ele alerta as desigualdades encontradas entre os países desenvolvidos e os países em desenvolvimento. De acordo com informações divulgadas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), enquanto em países da África, que já sofrem com a escassez de recursos hídricos, uma pessoa usa por dia entre dez a quinze litros de água; em Nova York uma pessoa pode chegar a utilizar por dia dois mil litros de água. Dados da Unesco revelam que a Cidade do Cabo, na África do Sul, pode ser a primeira a vivenciar a total falta de água potável. Essas organizações apontam para a enorme necessidade de se repensar o consumo de água, o desperdício e também para a necessidade de promover ações que protejam os recursos hídricos, apontando para usos sustentáveis, bem como para a promoção de projetos que revisem os sistemas de abastecimento, de saneamento e gestão da água. Água no Brasil O Brasil é um país abundante em recursos hídricos, representando cerca de 12% do total mundial. Contudo, sua distribuição não é uniforme no território. Segundo a ANA, a água doce é distribuída nas regiões brasileiras da seguinte maneira: Região Norte: corresponde a 68% dos recursos hídricos; Região Centro-Oeste: corresponde a 16% dos recursos hídricos; Região Sul: corresponde a 7% dos recursos hídricos; Região Sudeste: corresponde a 6% dos recursos hídricos; Região Nordeste: corresponde a 3% dos recursos hídricos. Há um contraste visível entre a distribuição de água no Brasil e a distribuição populacional. A 14 Região Norte, que detém o maior volume de água doce do país, é a região com menor densidade demográfica, ou seja, é uma das regiões menos povoadas, contando com apenas 7% da população. Já a Região Sudeste, a mais povoada do país com cerca de 42,63% da população, conta com apenas 6% da disponibilidade de recursos hídricos. No que tange ao desperdício de água, o Brasil, segundo o Ministério do Meio Ambiente, desperdiça entre 20% a 60% da água destinada ao consumo ao longo da distribuição. Os hábitos dos brasileiros também não favorecem a economia de água, já que boa parte dessa substância é desperdiçada seja em uso pessoal ou atividades de limpeza. Água potável Água potável, segundo o Ministério da Saúde, é a “água que atenda ao padrão de potabilidade e que não ofereça risco à saúde”, ou seja, é aquela que pode ser consumida por atender requisitos físicos, químicos e biológicos que estabeleçam sua qualidade e garanta segurança ao bem-estar do consumidor. Os principais requisitos para classificar a água como potável é: ser inodora, incolor e ter sabor indefinível, mas que permita distingui-la dos demais líquidos; não pode conter organismos patogênicos, ou seja, que causem doenças." Utilização da água A água, além de compor boa parte do planeta e do nosso corpo, garantindo a existência de vida, possui também inúmeras utilidades, estando presente em quase todas as atividades humanas que permitem o desenvolvimento de uma sociedade. A atividade que mais consome água no mundo é a agricultura, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Quase 70% do consumo de água é voltado ao setor agrícola. A segunda atividade que mais consome água doce é a indústria, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente, representando cerca de 22% do consumo. O abastecimento doméstico corresponde a aproximadamente 8% do consumo. No Brasil, cerca de 60% da água consumida é destinada ao setor agrícola; 22%, ao setor industrial; e 8%, ao abastecimento doméstico. Rios: características gerais Os rios, ou cursos fluviais, sempre foram, e são até hoje, um dos mais importantes recursos para a sobrevivência da humanidade. São eles que nos fornecem grande parte da água que consumimos que usamos para produzir nossos alimentos, de que necessitamos para nossa higiene e que utilizamos para irrigar o solo das áreas agrícolas. Além disso, os rios também são muito importantes pelo fato de serem usados, em várias regiões, como vias naturais de circulação, ao longo das quais as embarcações se deslocam transportando mercadorias e pessoas e ainda, por sua utilização na produção de energia hidrelétrica, sem esquecer a importância que tem pela exploração da pesca como fonte de alimentos. O objetivo maior da hidrologia é, sem dúvida, compreender como o homem se apropria dos rios, dando a eles um uso econômico, seja por meio da navegação ou da irrigação dos solos agrícolas, seja por meio da pesca ou da produção de energia elétrica. Um rio pode se originar das mais diversas formas, porém a mais comum - aquela que caracteriza a maior parte da hidrografia planetária - é a que faz com que o rio se forme a partir de uma sucessão de fenômenos e de contínuas transformações ocorridas na natureza, que caracterizam o chamado ciclo da água. Os rios são correntes volumosas de água que se deslocam na superfície terrestre, por meio de canais permanentes e com rumo definido, sempre das áreas mais elevadas para as menos elevadas. Seu destino final pode ser o oceano, outro rio, ou até mesmo um lago. A distribuição dos cursos d'água pela superfície de um lugar se faz sempre de acordo com uma 15 determinada hierarquia, em que os filetes de água das áreas mais elevadas vão se unindo a outros, recebendo mais alguns e levando um volume cada vez maior de água até outro curso d'água localizado em altitude menor e de porte médio. Este, por sua vez, descarrega toda essa água em um rio situado em altitude menor e, ainda, de maior porte. E assim sucessivamente, até que o rio termine em um lago interior ou no oceano, o que é o mais comum. Essa hierarquia compõe o que se denomina rede hidrográfica, que corresponde ao conjunto de rios que drenam as águas de uma determinada região. Esse conjunto é formado por um rio principal (o mais volumoso), seus afluentes e os inúmeros tributários desses afluentes. O espaço territorial drenado por uma rede hidrográfica corresponde a uma bacia hidrográfica, que é, na verdade, a parte que nos interessa, pois nela vivem as pessoas que exploram as águas dessa rede hidrográfica para garantir a sua subsistência e desenvolver atividades econômicas. A área de uma bacia hidrográfica pode variar desde alguns poucos quilômetros quadrados até espaços gigantescos, com vários milhões de quilômetros quadrados. Toda a superfície terrestre pode ser repartida em numerosas bacias hidrográficas, separadas umas das outras por áreas do relevo com topografia de maior altitude, denominadas divisores de águas. Essas áreas impedem que os cursos de água de uma determinada bacia sejam captados por rios de uma outra bacia vizinha. Os rios apresentam características diversas, podendo ser perene, ou seja, que não seca em nenhum período do ano, nem mesmo com severas secas. Além disso, podem ser também temporários ou intermitentes, neste caso, se trata de rios que secam em determinado período do ano, quase sempre na época da seca ou estiagem. Em regiões áridas e semiáridas do planeta, os rios perenes são de grande relevância, pois fornecem água e condições para a realização da agricultura e da criação de animais. Não há nenhuma dúvida de que os rios são de extrema importância para a humanidade, uma vez que fornecem a água que bebemos, além de ser usada para cozinhar os alimentos, para realizarmos a higiene pessoal e residencial, na indústria (fabricação de sucos, refrigerantes, alimentos entre outros), irrigar as lavouras e hortaliças. Considerando que a pesca pode ser realizada em rios e suas águas servem como via de transporte e de força hidráulica na produção de energia elétrica. O problema é que a água é finita, ou seja, ela pode se esgotar um dia. Para piorar, apenas uma pequena parcela da água da terra é doce (ou não salgada) e adequada para consumo humano. Isso a torna um recurso valioso, que precisa ser usado com consciência e ser devidamente cuidado, a fim de evitar sua poluição e seu desperdício. Os rios são grandes reservatórios que contribuem para a sobrevivência da vida na terra. Eles estão distribuídos de forma desigual pelo planeta, o que nos faz pensar na sua importância no cenário mundial, considerando que muitas sociedades percorrem quilômetros de distância para chegar até a água doce. Dessa forma, eles devem ser preservados, sendo imprescindíveis para a vida. Para analisarmos um rio e seu aproveitamento, é necessário conhecermos suas partes a fim de identificarmos o uso desse rio. Os rios podem servir para várias atividades: lazer, consumo humano, transportes, abastecimento industrial, geração de energia, entre outras ações. Com isso, sabermos os componentes de um rio é fundamental para analisarmos a forma e o uso desse reservatório. Veja os componentes de um rio e suas respectivas características. Nascente ou cabeceira: é o lugar onde se encontra várias características favoráveis para o acúmulo de água, recebendo muitas chuvas ao longo do ano, possuindo um solo rochoso que viabiliza reservas de águas subterrâneas e transborda o excesso em direção as baixas altitudes (curso inferior do rio). Afluente: também conhecido como tributário, são rios e cursos d’água de menor fluxo que desaguam nos rios principais. Subafluente: é o rio menor que deságua norio afluente; Vertente: é o declive de um dos lados de uma montanha, por onde escoa a água da chuva. Neste caso é sinônimo de encosta. Rio principal: é onde os afluentes desaguam e por causa disso possui o maior fluxo de água em uma bacia hidrográfica. Caso ocorra uma ramificação neste rio (ele se dividir em duas ou mais direções), o principal será aquele com maior quantidade/fluxo de água (vazão). Margens: é o local onde a água se encontra com a terra. Costuma-se utilizar esse termo em referência à beira da água de um rio ou de um lago quando se encontra com a terra. Leito ou canal: é o espaço ocupado pelas águas, isto é, o caminho que o rio percorre. Curso: caminho que o rio percorre da nascente até a foz. 16 Várzea: conhecida também como planície de inundação, é o local onde o relevo vai se tornando plano e por consequência o fluxo das águas dos rios perdem velocidade, depositando muito material que vinha sido trazido com às águas, como rochas, solos, minerais e matéria orgânica (de origem animal ou vegetal). O solo nesses locais fica enriquecido com esses materiais depositados e em períodos sem chuva (estiagem) o nível das águas do rio descem, de modo que há um grande potencial de se exercer agricultura ali durante este período. Meandros: São as curvas que o rio faz ao passar por um relevo aplainado (“mais plano”). Foz ou desembocadura: é o local onde um grande corpo d’água corrente, como um rio, deságua em um outro corpo d’água (outro rio, um grande lago, mar, oceano etc.). Foz em delta: sua existência depende da inclinação do rio em relação a foz. Nos locais onde há pouca inclinação no rio, a falta de velocidade e força das águas fazem os materiais carregados por elas depositarem-se na foz, formando várias ramificações (ou canais) que por fim desaguam no corpo d’água que se encontra adiante. Foz em estuário: diferente do delta, corresponde a foz do rio que deságua Disponível em: https://tinyurl.com/sistema- fluvial Acesso em: 20 de mar 2020 diretamente no corpo d’água adiante por possuir mais inclinação, o que gera mais velocidade e força nas águas correntes. Deste modo, não ocorrerá (ali) depósitos de materiais e por consequência não haverá ramificações. Bacia hidrográfica: é toda a extensão que corresponde a superfície que direciona as águas aos rios, os próprios rios e seus afluentes. Confluência: é o ponto de junção entre dois fluxos d'água, que se reúnem para formar um novo rio. Jusante: é o sentido da correnteza em um curso d’água da nascente para a foz. Montante: é o sentido contrário ao que corre o fluxo do rio, em direção à nascente. Tipos de rios Os rios podem ser classificados de várias formas, pelo tamanho em extensão territorial, pela vazão (quantidade água no curso do rio), ou mesmo pelo tipo de regime hídrico que os alimenta. Vamos analisar essas últimas características, pois a forma como o rio recebe suas águas é fundamental para entendermos de onde ele vem e para onde ele vai, além de ajudar na compreensão dos regimes hídricos e sua utilização enquanto recurso natural. Quanto aos tipos de rios, podemos classificá-los assim: Rios nivais: são abastecidos com o degelo da neve, principalmente nas altas altitudes. Rios glaciais: são abastecidos pelas geleiras e calotas polares, por meio do derretimento natural do gelo, podendo ser encontrados em áreas de frio extremo, como nos polos do planeta. Rios pluviais: são abastecidos com a água da chuva, sendo os mais comuns pelo mundo. Rios perenes: são àqueles que nunca secam, que são permanentes mesmo na época da estiagem, como o rio São Francisco. Rios intermitentes: são aqueles que secam na época da estiagem. São comuns em áreas semiáridas e áridas, como alguns rios do Nordeste brasileiro. Importância da preservação dos rios É impossível imaginarmos a vida sem água, pois o uso dela abarca o consumo humano e animal, o desenvolvimento de atividades agrícolas e industriais, a produção de energia, o lazer, enfim, são inúmeros benefícios. Com isso, percebemos que a água é o recurso natural mais importante que temos no planeta, sendo fundamental sua preservação. Entretanto, de toda água disponível para o consumo no planeta, apenas 0,4% está facilmente 17 acessível nos rios e lagos, sem contar a água em forma gasosa na atmosfera (nuvens) que gera precipitações (chuvas). Cada vez mais os rios sofrem com a degradação antrópica, aquela que é causada pelo ser humano. As atividades humanas não sustentáveis causam um impacto bastante negativo na natureza, e os rios absorvem essa negatividade. Lançamento de esgoto doméstico, de resíduos industriais sem o devido tratamento, desmatamento das matas ciliares que protegem os rios, geração de energia com base em combustíveis fosseis, causando chuva ácida, são alguns dos problemas que os rios recebem das sociedades humanas. A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou, na década de 1980, o conceito de desenvolvimento sustentável, para impedir que ações, como as citadas, causem danos irreversíveis à natureza. Para o consumo de água, o desenvolvimento sustentável pode ser aplicado nas seguintes situações: Coleta de água da chuva: pode-se construir sistemas que coletem a água da chuva para utilizá-la em atividades menos complexas, como descargas de banheiros, irrigação de jardins, manutenção da agricultura, entre outros. Proteção dos aquíferos: os aquíferos são águas subterrâneas que se alimentam das águas que se infiltram no solo através de rochas porosas. Esses aquíferos são contaminados com uso de agrotóxicos na superfície, além dos esgotos despejados em locais inapropriados e lixões a céu aberto com o chorume, líquido que escorre da decomposição do lixo. Proteger os aquíferos é proteger o consumo de água potável em longo prazo e a renovação desse importante recurso natural. Educação ambiental: a população deve ser estimulada a proteger o meio ambiente e tudo que está nele, desenvolvendo práticas sustentáveis para sobrevivermos em harmonia e sem desperdícios. Principais rios do mundo Mesmo sendo pouca a quantidade de água doce disponível para o consumo, apenas 0,4% do todo, a água está em constante renovação graças ao ciclo hidrológico. Esse ciclo permite que haja interação entre a quantidade de água nos rios e o consumo racional e sustentável, fazendo com que os grandes rios do mundo continuem com uma grande vazão. Vejamos agora, por continentes, alguns dos principais rios do mundo. Europa Reno: é o rio mais importante da Europa. Ele nasce na Suíça, nos Alpes, e deságua no Mar do Norte, correndo no sentido sul–norte. Sua importância dá-se devido ao seu curso, que passa por importantes centros industriais alemães, constituindo uma importante hidrovia europeia ligada até o Porto de Roterdã, na Holanda. Danúbio: segundo maior rio europeu em extensão territorial. É considerado o rio mais internacional da Europa, pois atravessa 10 países. Nasce na Alemanha e deságua no Mar Negro, correndo no sentido norte–sul. Sena: rio francês, palco de lindas paisagens parisienses, sendo uma comunicação com o Canal da Mancha, sua foz. Nasce na cidade de Source-Seine, ao sul de Paris. Volga: maior rio da Europa. Nasce na Rússia e deságua no Mar Cáspio, correndo no sentido norte–sul. Ásia Ganges: rio sagrado localizado na Índia. Influencia a vida de, aproximadamente, 300 milhões de indianos, sendo importante tanto na alimentação quanto na religião (hinduísmo). Yan-Tsé: maior rio da Ásia e terceiro maior rio do mundo, o Yan-Tsé nasce no planalto do Tibete e tem sua foz na China, correndo no sentido oeste–leste. Nele está localizada a maior usina hidrelétrica do mundo, a Usina de Três Gargantas. América Missouri: maior rio dos Estados Unidos. Sua foz é o rio Mississipi, segundo maior rio do país. Juntos eles formam um sistema fluvial de quase seis mil quilômetros. ÁfricaNilo: correndo no sentido sul–norte, ele é famoso pelas civilizações que se desenvolveram às 18 suas margens, como os egípcios. Nasce nas montanhas do Sudão, desaguando no Mar Mediterrâneo. É o segundo maior rio do mundo em termos de vazão. Principais rios do Brasil O Brasil possui 12% de toda a água doce do planeta, sendo cerca de 113 mil km³ de água em seu subsolo, nos aquíferos e lençóis freáticos. Isso aumenta a responsabilidade do país nos cuidados com a qualidade e o consumo desse valioso recurso. Não é porque o país tem abundância de água que ele não precisa zelar por sua manutenção. Cabe ressaltar que temos problemas com o abastecimento de água no país durante a época das secas. Muitas cidades sofrem com a falta de água ou com rodízios de abastecimento. É essencial a conscientização das pessoas sobre a importância de redução do consumo e do desperdício, seja por problemas de vazamentos das redes de distribuição, seja pelo uso desmedido. O Brasil é o país que possui o maior potencial hídrico do planeta. Isso significa que temos a maior quantidade de rios, lagos e aquíferos do mundo disponível em nosso território, tornando o solo brasileiro estratégico quando o assunto é água. Estima-se que 12% da água doce disponível para o consumo estão no Brasil. No entanto, apesar dessa quantidade significativa de recursos hídricos, a distribuição é desigual, concentrando-se 68% das águas brasileiras na região Norte, a região com a menor densidade demográfica do país. Isso se reflete em longas secas em algumas áreas brasileiras, como no Nordeste, e racionamento de água em grandes centros urbanos no período da estiagem, como no estado de São Paulo. Observe os rios mais importantes de cada uma das regiões brasileiras: Centro-Oeste: Araguaia - é a fronteira natural entre Mato Grosso e Goiás, correndo no sentido sul– norte, passando por Tocantins e Pará. É considerado a praia dos goianos, pois, na época do inverno, sua vazão diminui, formando-se lindas praias no seu curso. Nordeste: São Francisco - apesar de sua nascente estar localizada em Minas Gerais, na Serra da Canastra, o “velho Chico”, como é popularmente conhecido, é extremante importante para as regiões do sertão nordestino por ser um rio perene. Sua foz também é uma fronteira natural entre Sergipe e Alagoas. Norte: Amazonas - considerado o maior rio do mundo em termos de vazão, o rio Amazonas nasce no Peru e é o mais importante do país devido a sua presença na floresta amazônica. Além disso, serve de transporte para a população ribeirinha devido à baixa quantidade de estradas naquela região. Correndo no sentido oeste–leste, sua foz está no estado do Pará, na cidade de Belém. Sudeste e Sul: Paraná - considerado o segundo maior rio do Brasil, ele nasce no Mato Grosso do Sul e deságua no Rio da Prata, correndo no sentido norte–sul. Seu destaque vai para a usina hidrelétrica de Itaipu, a segunda maior do mundo. Essa usina alimenta grande parte dessas duas regiões brasileiras, consideradas as mais ricas do país. O uso dos rios para a navegação A apropriação dos rios como via de transporte, originando as chamadas hidrovias, apresenta um grande interesse do ponto de vista econômico, pois as embarcações que por elas se deslocam consomem pouco combustível em relação às toneladas de mercadorias transportadas. Isso faz esse sistema de transporte ser consideravelmente mais barato que as outras alternativas: rodoviárias, ferroviárias e, principalmente, aeroviárias. Essa expressiva vantagem econômica explica o fato de - além de se procurar explorar todos os cursos d'água que sejam naturalmente favoráveis à navegação, especialmente aqueles que se deslocam em áreas de planícies - haver um interesse cada vez maior em se transformar, artificialmente, em rios navegáveis também os cursos d'água que apresentam acentuados desníveis ao longo dos seus trajetos, marcados pela presença de corredeiras e quedas d'água que os tornam impraticáveis para a navegação. Essa transformação de um rio com sucessivas quedas d'água em hidrovia é bastante trabalhosa e, consequentemente, costuma apresentar um custo muito elevado, pois exige a construção de uma série de obras ao longo desses cursos fluviais, como canais de desvios e eclusão, ou comportas, nas áreas de ocorrência dos desníveis. Apesar de o Brasil ser um dos países mais ricos do mundo em número de rios, o uso da navegação fluvial nunca representou uma opção de transporte de maior expressividade no contexto da 19 circulação de cargas no interior do nosso país, a não ser no passado, quando não existiam outras opções. Desde meados do século XIX, com a implantação das ferrovias, a opção hidroviária vem perdendo espaço continuamente. Com o desenvolvimento do transporte rodoviário, principalmente no período do pós-guerra, o uso dos rios para transportar mercadorias tornou-se uma alternativa apenas em áreas muito restritas do país. Para se ter uma ideia do pequeno significado da navegação fluvial como meio de transporte no Brasil, basta observar que essa alternativa representa atualmente cerca de 2,7% de todo o transporte de carga nacional. Ou seja, pouco mais de 17 milhões de toneladas de carga são transportados pela navegação fluvial em nosso território. Para efeito de comparação, nos Estados Unidos o percentual da navegação fluvial chega a 17% de todo o volume de carga deslocado no território norte-americano. Em valores absolutos, isso representa quase 700 milhões de toneladas de mercadorias, aproximadamente 40 vezes o volume transportado no Brasil. Bacias hidrográficas: características As bacias hidrográficas são áreas do território ou de uma região compostas por um rio principal e seus afluentes, que escoam para o mesmo curso d’água, abastecendo-o. Elas são separadas por estruturas do relevo, como morros, serras, picos e chapadas. As águas são direcionadas pela topografia do terreno. As formas do relevo levam cursos de água menores, como riachos, córregos e rios pequenos, a abastecerem os rios maiores. Geralmente, o nome da bacia hidrográfica leva o mesmo nome do rio principal. Essas áreas são elementos naturais de extrema importância para o meio natural, pois são responsáveis pela manutenção dos biomas brasileiros e mundiais, além de dar base para o desenvolvimento das atividades econômicas ligadas ao setor primário da economia, como a pecuária e a agricultura. O que separa uma bacia hidrográfica de outra são os divisores de água, que são estruturas do relevo, como morros, serras, chapadas ou picos, que definem o padrão de drenagem das águas da chuva ou nascentes, ou seja, determinam por meio da topografia para onde essas águas escoarão. As bacias possuem a seguinte estrutura: nascente, rio principal, divisores de águas, afluentes e foz. Esses elementos juntos drenam as águas da bacia para uma bacia maior ou para o oceano. As principais bacias hidrográficas do Brasil são as do Amazonas, Tocantins-Araguaia, Platina (Paraná, Paraguai e Uruguai) e do São Francisco. Juntas elas englobam 80% do território nacional. Elementos de uma bacia hidrográfica As bacias hidrográficas possuem alguns elementos básicos, que também são chamados de estruturas da bacia. São eles: nascente, rio principal, divisor de águas, afluentes e foz ou desembocadura. Veja a definição de cada elemento da bacia: Nascente: local onde se inicia uma bacia hidrográfica. Geralmente é o ponto mais elevado do relevo e também onde se encontra a principal nascente do rio que dá nome à bacia. Rio principal: rio de maior volume e extensão da bacia. Recebe águas dos rios menores que têm função de abastecê-lo. Divisor de águas: estruturas do relevo que têm o papel de dividir as áreas das bacias. Normalmente são morros, serras, picos, montanhas ou outras estruturas elevadas do relevo. Afluentes: consistem nos rios menores que deságuam no rioprincipal e têm a função de abastecer esse https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/formas-relevo.htm https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/biomas.htm https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/setor-primario-economia.htm https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/setor-primario-economia.htm https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/montanhas.htm 20 rio maior. Foz: é o final da bacia e o local onde as águas encontram o oceano ou deságuam em uma bacia hidrográfica maior. É também conhecida cientificamente como exutório. Pode ser do tipo estuário ou delta. Características da hidrografia do Brasil O Brasil é banhado por rios extensos e caudalosos, por causa do clima quente e úmido. Já o relevo interfere na presença de inúmeras cachoeiras e, principalmente, na direção para qual os rios correm. As vertentes direcionam a maioria das bacias para o oceano Atlântico. Os recursos hídricos estão mal distribuídos pelo território, as áreas de escassez limitam-se a região nordeste. No entanto, o país apresenta cerca de 15% de toda a água doce superficial do mundo. No território brasileiro encontram-se rios de planalto (maioria), que atravessam áreas de relevo acidentado e, portanto, apresentam cachoeiras. Estes favorecem a geração de energia hidrelétrica. Há também rios de planície, que atravessam áreas de relevo com desníveis suaves. São rios que favorecem a navegação. Há o predomínio do regime pluvial tropical (as chuvas que determinam a variação do volume de água dos rios), no qual as cheias coincidem com a estação mais chuvosa do ano, o verão, que se estende de dezembro a março. Características da hidrografia do Brasil: A maior parte dos rios brasileiros é perene (nunca secam). Poucos rios brasileiros são intermitentes (secam em algum período do ano). A maioria destes rios está localizada no sertão nordestino, região muito afetada pela seca. Quase todos os rios do Brasil são pluviais, ou seja, são alimentados pelas águas das chuvas. Ausência de lagos tectônicos. Grande parte dos rios do Brasil são exorreicos, ou seja, deságuam nas águas do mar. Os rios brasileiros são muito utilizados para a geração de energia elétrica. Existem muitas usinas hidrelétricas no Brasil. A fonte hidráulica corresponde, atualmente, a cerca de 66% da matriz elétrica do nosso país. Os rios brasileiros ainda são pouco utilizados para o transporte fluvial. Alguns dos maiores complexos hidrográficos do mundo ficam no Brasil, conhecido por guardar a maior reserva de água doce do planeta - aproximadamente 8% de toda a água potável e doce da Terra está na superfície brasileira. Por isso, o território brasileiro é caracterizado por grades extensões de bacias hidrográficas, ou seja, conjuntos de rios, lagos e demais porções de água que se interligam. A Bacia do Rio Amazonas é a maior do Brasil e do mundo. 21 HIDROGRAFIA BRASILEIRA Bacias hidrográficas do Brasil O Brasil possui uma das mais extensas e diversificadas redes fluviais do mundo, dividida em 12 regiões hidrográficas: Bacia Amazônica, Bacia Tocantins Araguaia, Bacia do Paraguai, Bacia Atlântico Nordeste Ocidental, Bacia Atlântico Nordeste Oriental, Bacia do Paraná, Bacia do Parnaíba, Bacia do São Francisco, Bacia do Atlântico Leste, Bacia do Atlântico Sudeste, Bacia do Atlântico Sul e Bacia do Uruguai. Uma rede hidrográfica é o conjunto formado pelo rio principal e todos os seus afluentes e subafluentes. Conheça as principais do País: Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Hidrografia_do_Brasil#/media/File:Brasil_Bacias_hidrograficas.svg https://pt.wikipedia.org/wiki/Hidrografia_do_Brasil#/media/File:Brasil_Bacias_hidrograficas.svg 22 1. Bacia Amazônica Considerada a rede hidrográfica mais extensa do mundo, a Bacia Amazônica ocupa uma área total de 7.008.370 km². Esta área vai desde as nascentes, nos Andes Peruanos, até sua foz (local onde o rio deságua) no Oceano Atlântico - 64,88% (ou 3.843.402 km²) desse total ficam em território brasileiro e o restante está dividido entre a Colômbia (16,14%), Bolívia (15,61%), Equador (2,31%), Guiana (1,35%), Peru (0,60%) e Venezuela (0,11%). No Brasil, a Bacia Amazônica é compartilhada por sete Estados - Acre, Amazonas, Amapá, Rondônia, Roraima, Pará e Mato Grosso. Seus principais rios são Javari, Purus, Madeira, Tapajós e Xingú (pela margem direita) e Iça, Japurá, Negro, Trombetas, Paru e o Jarí (pela margem esquerda). 2. Bacia Tocantins-Araguaia Com uma área total de 967.059 km², a Bacia Tocantins-Araguaia ocupa 11% do território nacional. Grande parte está na Região Centro-Oeste, nos Estados de Goiás, Tocantins, Pará, Maranhão, Mato Grosso e Distrito Federal. Como o próprio nome diz, os dois principais rios dessa bacia são o Tocantins e o Araguaia. O Tocantins nasce no planalto de Goiás, a cerca de 1.000 metros de altitude. Com 1.960 km de extensão até sua junção com o rio Araguaia, ele tem como principais afluentes (rios menores que deságuam no rio principal) os rios Bagagem, Tocantinzinho, Paranã, dos Sonos, Manoel Alves Grande e Farinha (margem direita) e rio Santa Tereza (margem esquerda). Em seus 2.600 km, o Araguaia abriga a maior ilha fluvial do mundo – a Ilha do Bananal – com 350 km de comprimento e 80 km de largura. 3. Bacia do Paraguai O rio Paraguai nasce na Chapada dos Parecis, no Mato Grosso. Ao longo do seu percurso rumo ao sul, recebe vários afluentes importantes como o Cuiabá, o São Lourenço, o Taquari, o Miranda e o Negro. Sua bacia hidrográfica abrange uma área de 1.095.000 km², sendo 33% no Brasil – Mato Grosso e Mato Grosso do Sul - e o restante na Argentina, Bolívia e Paraguai. A região se divide em duas áreas principais hidrográficas: Planalto (215.963 km²), com terras acima de 200 metros de altitude, e Pantanal (147.629 km²), que são terras abaixo de 200 metros de altitude, com baixa capacidade de drenagem e sujeitas a grandes inundações. Considerado uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta, o Pantanal funciona como um grande reservatório que retém a maior parte da água oriunda do Planalto e regulariza a vazão do rio Paraguai. A baixa capacidade de drenagem dos rios e lagoas que se formam no Pantanal, juntamente com a influência do clima da região, faz com que cerca de 60% da água proveniente do Planalto seja perdida por evaporação. 23 4. Bacia Atlântico Nordeste Ocidental Localizada no Estado do Maranhão e em uma pequena porção oriental do Pará, fazem parte da região hidrográfica do Atlântico Nordeste Ocidental os rios Gurupi, Turiaçu, Pericumã, Mearim, Itapecuru, Munim e a região do litoral do Maranhão. Com uma área de 254.100 km², a bacia atinge 233 municípios, sendo 9% no Pará e 91% no Maranhão. 5. Bacia Atlântico Nordeste Oriental A Bacia do Atlântico Nordeste Oriental não tem grandes rios e, por isso, apresenta baixa disponibilidade de água em relação à demanda local, principalmente em períodos de estiagem. Seus principais rios são o Capibaribe, Paraíba, Jaguaribe e Acaraú. Os 287.348 km² (3% do território brasileiro) dessa bacia atingem cinco Estados do Nordeste e suas capitais (Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas), dezenas de núcleos urbanos e um grande parque industrial. Além disso, a região reúne diversas bacias costeiras de pouca extensão. No litoral do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco podem ser encontrados estuários (parte de um rio que se encontra em contato com o mar), manguezais e lagoas costeiras. O litoral de Alagoas inclui o delta do rio São Francisco, compartilhado com Sergipe, e o Complexo Estuarino-Lagunar Mundaú / Manguaba. 6. Bacia do Paraná A região onde está localizada a bacia do Paraná é de grande importância e tem o maior desenvolvimento econômico do país e atinge 32% da população brasileira. Ocupa 10% doterritório nacional (879.860 km²) e se divide entre os Estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina e Distrito Federal. A bacia recebe esse nome por ter o rio Paraná como seu principal formador. Com uma extensão de 2750 km até sua foz, o Paraná tem como principais afluentes o Paranaíba e o Grande. Essa região hidrográfica se subdivide em seis grandes rios: Grande, Iguaçu, Paranaíba, Paranapanema, Paraná e Tietê, apresentando uma vazão média correspondente a 6,5% do total do país. A bacia do Paraná também é a que possui a maior capacidade de produção (59,3% do total nacional) e demanda (75% do consumo nacional) de energia do país. Existem 176 usinas hidrelétricas na região, com destaque para Itaipu, Furnas, Porto Primavera e Marimbondo. 24 7. Bacia do Parnaíba Com 344.112 km² de área (3,9% do território nacional), a Bacia do Parnaíba ocupa 99% do Piauí, 19% do Maranhão e 10% do Ceará. No Piauí, a água subterrânea representa a principal fonte de abastecimento da população. Em áreas semiáridas, nas quais muitos rios são intermitentes (ou seja, descontínuos, que terminam e recomeçam por intervalos), é a única alternativa para os habitantes. Parte da Bacia do Parnaíba é marcada por um elevado índice de pobreza, e a proporção da população que se encontra em zonas rurais (40%) é alta em relação à média nacional (18,2%). Nessa região, a utilização média de água por hectare é superior à média do Brasil. Um dos motivos para isso é a intensa perda de água para a atmosfera, causada pela evaporação a partir do solo e pela transpiração das plantas. 8. Bacia do São Francisco Conhecido como o rio da integração nacional, o São Francisco tem sido cenário de fatos históricos do país. Sua região hidrográfica abrange sete Estados: Minas Gerais, Distrito Federal, Goiás, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Com cerca de 2.700 km de extensão, o São Francisco nasce na Serra da Canastra (MG) e corre para o norte, seguindo até Pernambuco, onde muda o percurso para o Sudeste e deságua no Oceano Atlântico entre Alagoas e Sergipe. Ao todo são 168 afluentes, dos quais 99 constantes e 69 intermitentes. As hidrelétricas da bacia do São Francisco são responsáveis por grande parte do abastecimento de energia da Região Nordeste. São 33 usinas em operação – nove no próprio rio São Francisco. Além disso, as barragens também são usadas para abastecimento, lazer e irrigação. 9. Bacia do Atlântico Leste Com uma área que corresponde a 8% do país (374.677 km²), a região hidrográfica do Atlântico Leste inclui parte dos Estados de Sergipe, Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo. Atinge 526 cidades, alguns grandes núcleos urbanos e um parque industrial. Entre seus principais rios estão o Paraguaçu, Contas, Salinas, Pardo, Jequitinhonha e Mucuri. Além disso, nas bacias costeiras, entre Sergipe e Espírito Santo, também existe uma grande diversidade de rios, córregos e riachos. 25 10. Bacia do Atlântico Sudeste Região mais populosa do país, o Sudeste também possui o maior polo econômico e industrial do Brasil. Por isso, a região hidrográfica do atlântico sudeste – distribuída pelos Estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e o litoral do Paraná - possui grande importância no cenário econômico nacional. Com uma área de 229.972 km², equivalente a 2,7% do território brasileiro, seus principais rios são o Paraíba do Sul e Doce, com respectivamente 1.150 e 853 km. Além desses, vários outros rios de menor porte formam as seguintes bacias: São Mateus, Santa Maria, Reis Magos, Benevente, Itabapoana, Itapemirim, Jacu, Ribeira e litorais do Rio de Janeiro e de São Paulo. Por ser a mais populosa e industrializada, a região tem uma grande demanda de água (10% do total nacional), sendo 41% para a área urbana e 15% para a área industrial. 11. Bacia do Atlântico Sul A região hidrográfica Atlântico Sul tem início na divisa dos Estados de São Paulo e Paraná e se estende até o Arroio Chuí, no extremo sul do país. Com uma área total de 185.856 km² (2% do país) a região abrange partes dos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Na bacia do Atlântico Sul, predominam rios de pequeno porte que escoam diretamente para o mar. As exceções mais importantes são os rios Itajaí e Capivari, em Santa Catarina, que apresentam maior volume de água. Na região do Rio Grande do Sul são encontrados rios de grande porte, como o Taquari-Antas, Jacuí, Vacacaí e Camaquã. 12. Bacia do Uruguai Com 2.200 km de extensão, o rio Uruguai nasce na junção dos rios Pelotas e Peixe, e segue em direção ao oeste dividindo os Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em seu caminho, ele também se une com o rio Peperi-Guaçu, servindo de fronteira entre Brasil e Argentina. Seguindo na direção sudoeste, o Uruguai se une com o rio Quarai (que limita o Brasil e o Uruguai) e daí toma a direção sul, passando a dividir Argentina e Uruguai até a sua foz. A região hidrográfica do Uruguai tem grande importância para o país, pois atende a agroindústria e tem grande potencial hidrelétrico. Junto com as regiões hidrográficas do Paraná e Paraguai, ela forma a grande bacia do Prata. A bacia do Uruguai se divide entre os Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Sua área total 385.000 km², sendo que 45% em território nacional. 26 ATIVIDADE PROPOSTA 1. Quais as características da hidrografia brasileira? ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ 2. O que é bacia hidrográfica? Quais elementos a compõem? ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ 3. Qual a diferença entre rio perene e rio intermitente? ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ 4. Quantas são as bacias hidrográficas do Brasil? ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ 5. Qual rio passa pelo município de Tabatinga, AM? ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ 6. Qual o rio principal da bacia amazônica? ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ 7. A bacia hidrográfica brasileira com maior possibilidade de navegação é: a) Bacia do São Francisco; b) Bacia do Paraná; c) Bacia do Uruguai; d) Bacia Amazônica; e) Bacia do Paraíba do Sul. 8. Os rios podem se formar através das chuvas, neves ou de uma fonte subterrânea. A nascente, a foz, leito e margens compõem um rio. ASSOCIE corretamente as partes de um rio. ( 1 ) Nascente ( 2 ) Foz ( 3 ) Afluente(__) Lugar onde o rio deságua em outro rio. (__) Lugar onde o rio nasce. (__) Rio que deságua em outro rio 9. A expressão “Bacia Hidrográfica” pode ser entendida como: a) O conjunto das terras drenadas ou percorridas por um rio principal e seus afluentes. b) A área ocupada pelas águas de um rio principal e seus afluentes no período normal de chuvas. c) O conjunto de lagoas isoladas que se formam no leito dos rios quando o nível de água da água baixa. d) O aumento exagerado do volume de água de um rio principal e seus afluentes quando chove acima do normal. e) O lago formado pelo represamento das águas de um rio principal e seus afluentes. 10. A terceira região ou bacia hidrográfica brasileira em volume de escoamento superficial, com a maior capacidade instalada de geração de energia hidrelétrica é a região hidrográfica: a) Amazônica b) Do Tocantins-Araguaia c) Do Parnaíba d) Do Paraná e) Do São Francisco 11. A rede hidrográfica brasileira apresenta, dentre outras, as seguintes características: a) Grande potencial hidráulico, predomínio de rios perenes e predomínio de foz do tipo delta. https://www.coladaweb.com/geografia-do-brasil/bacia-do-rio-sao-francisco https://www.coladaweb.com/geografia-do-brasil/bacia-amazonica 27 b) Drenagem exorréica, predomínio de rios de planalto e predomínio de foz do tipo estuário. c) Predomínio de rios temporários, drenagem endorréica e grande potencial hidráulico. d) Regime de alimentação pluvial, baixo potencial hidráulico e predomínio de rios de planície. e) Drenagem endorréica, predomínio de rios perenes e regime de alimentação pluvial. 12. A Bacia Platina é formada por grandes bacias secundárias, possuindo o maior potencial hidrelétrico instalado no Brasil, e a maior usina hidrelétrica construída até hoje. Esse potencial é localizado na bacia do rio: a) Piratini b) Uruguai c) Paraguai d) Paraná e) São Francisco 13. Analise as afirmativas e marque a que está INCORRETA. a) Com 7 milhões de quilômetros quadrados, a bacia hidrográfica Amazônica é considerada a maior do planeta. b) No Brasil, a bacia hidrográfica do Paraguai está presente nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, tendo o Paraguai como principal rio. c) Os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina abrigam a bacia hidrográfica do Uruguai, que possui grande potencial hidrelétrico. d) A maior bacia hidrográfica exclusivamente brasileira é a Tocantins-Araguaia, com extensão de aproximadamente 967 mil quilômetros quadrados. e) A bacia hidrográfica do São Francisco é a que possui a maior possibilidade de navegação no Brasil. 14. Os rios constituem um elemento essencial para o ser humano, desde os primórdios da humanidade ate os dias atuais. Alem de sua importância natural, destaca-se também sua funcionalidade política, econômica e social. Os rios são correntes de água doce que se formam a partir de uma precipitação (chuva ou neve) ou de fontes naturais. Em uma bacia hidrográfica, e possível identificar diferentes elementos e características no percurso de um rio. Com base nos dados acima e em seus conhecimentos, assinale a alternativa que apresenta a relação correta dos elementos e características identificados na figura. a) (4) Nascente, (3) Afluente, (2) Meandro, (1) Foz em Delta, (5) Margem esquerda e (6) Margem direita. b) (6) Nascente, (2) Afluente, (4) Meandro, (1) Foz em Delta, (5) Margem esquerda e (3) Margem direita. c) (4) Nascente, (2) Afluente, (5) Meandro, (1) Foz em Delta, (6) Margem esquerda e (3) Margem direita. d) (6) Nascente, (3) Afluente, (2) Meandro, (4) Foz em Delta, (5) Margem esquerda e (1) Margem direita. e) (2) Nascente, (1) Afluente, (4) Meandro, (3) Foz em Delta, (6) Margem esquerda e (5) Margem direita. 15. Sobre a hidrografia é correto afirmar, exceto: a) "Regime" é o nome dado à variação na quantidade de água no leito de um rio, ao longo do ano. b) A foz em delta ocorre quando um rio encontra obstáculos formados por seus próprios sedimentos depositados. c) A rede de drenagem, constituída por rios e lagos, é sempre muito importante para a prática da irrigação na agricultura. d) Divisor de águas é o nome dado aos rios menores que atravessam outros rios, de maior envergadura. e) Todos os rios brasileiros, com exceção do Amazonas, possuem regime pluvial. 16. A segunda maior região hidrográfica brasileira em termos de vazão, que apresenta a maior ilha fluvial do mundo, Ilha do Bananal, e a usina hidrelétrica de Tucuruí, é a região hidrográfica do: a) Paraná b) Amazonas 28 c) São Francisco d) Tocantins-Araguaia e) Atlântico Sul 17. A nascente do Rio Amazonas, maior rio do Brasil e do mundo em volume de água e extensão, encontra-se: a) No estado do Amazonas b) Nos Andes bolivianos. c) No estado do Pará. d) No estado do Acre. e) Nos Andes peruanos 18. Um aquífero descoberto recentemente e que tem potencial para ser um dos maiores do mundo, localizado na região Norte do país, é o: a) Aquífero Guarani. b) Aquífero Paraense. c) Aquífero Amazônico. d) Aquífero Alter do Chão. e) Aquífero Amapaense. 19. O rio São Francisco nasce: a) No Piauí. b) Na Bahia. c) No Rio Grande do Norte. d) Em Minas Gerais. e) No Espírito Santo. 20. Considerando os conhecimentos sobre as águas continentais do território brasileiro, marque V nas afirmativas verdadeiras e F, nas falsas. (__) O fenômeno da pororoca ocorre na foz do rio Amazonas e sua gênese está relacionada aos ventos alísios, à corrente norte brasileira e às grandes marés oceânicas. (__) A Bacia do Paraná responde pela maior produção hidroelétrica do país. (__) A região do Pantanal Mato-Grossense está inserida na área drenada pelos rios da Bacia Platina. (__) O Aquífero Guarani, o mais importante curso de água subterrânea da porção meridional do país, possui seu leito e suas margens formados por rochas cristalinas do Período Pré-Cambriano. (__) O rio São Francisco nasce na Serra da Canastra, em Minas Gerais, e deságua em estuário no oceano Atlântico, entre os estados de Alagoas e Sergipe. A alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo, é a: a) V F V F F b) F F V V V c) V V F F V d) F V F V V e) V V F F F 21. No bloco superior abaixo, estão indicadas as regiões hidrográficas brasileiras; no inferior, informações sobre essas regiões. Associe adequadamente o bloco inferior ao superior. (1) Amazônia (2) São Francisco (3) Paraná (4) Paraguai (__) Apresenta grande potencial energético, e seu rio principal atravessa polígono das secas. (__) Drena as terras do Pantanal Mato-grossense, e seu rio principal é de planície. (__) Ocupa trechos do Planalto Meridional, e seus rios são facilmente navegáveis. (__) Abrange terras da zona equatorial e tem nascentes nos Andes. A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: a) 2 – 1 – 3 – 4. b) 2 – 4 – 3 – 1. c) 3 – 2 – 1 – 4. d) 3 – 4 – 2 – 1. e) 4 – 1 – 3 – 2. 29 DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS DO BRASIL Os domínios morfoclimáticos representam áreas marcadas por uma relativa unidade no que diz respeito aos aspectos naturais de uma região (clima, relevo, vegetação e hidrografia). O sistema natural da Terra é composto por uma série de elementos que, combinados, resumem-se à litosfera, atmosfera, hidrosfera e biosfera. No entanto, é errôneo pensar que esses diferentes fatores comportam-se de forma independente, quando, na verdade, eles encontram-se em constante e ininterrupta interação mútua. Assim, para caracterizar essa relação natural, utiliza-se o conceito de domínio morfoclimático, que nada mais é do que uma forma de classificaçãodos ambientes naturais, com a sua consequente regionalização. Nesse sentido, o importante geógrafo Aziz Nacib Ab'Saber elaborou, na década de 1970, os domínios morfoclimáticos brasileiros, demarcando a distribuição espacial dos espaços naturais do país, sintetizando-os conforme aponta o mapa a seguir. Uma importante consideração feita por Ab'Saber é a existência de faixas de transição, que são zonas heterogêneas caracterizadas pela mescla entre um ou mais tipos de paisagem. Mapa dos domínios morfoclimáticos brasileiros Observando o mapa, podemos notar que a classificação sugere a preferência pela vegetação na caracterização geral dos domínios brasileiros, havendo também nessas regiões uma tipificação mais ou menos coincidente em suas formas de relevo, suas hidrografias e seus climas. ELEMENTOS NATURAIS QUE COMPÕEM OS DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS Clima: O País apresenta predomínio de climas quentes ou macrotérmicos e chuvosos, devido à sua localização intertropical, apresentando grande porção de terras na Zona Tropical e Equatorial e pequena porção na Zona Temperada (Subtropical) do Sul. É fundamental perceber que a diversidade climática (áreas de diferentes aspectos quanto à pluviosidade e a temperatura) do País é positiva para a agropecuária e é explicada por vários fatores, destacando-se a latitude, a continetalidade/maritimidade e a atuação das massas de ar (frias/quentes e secas/úmidas). Relevo: O relevo brasileiro é de formação antiga - pré-cambriana (mais de 542 milhões de anos) -, sendo erodido e, portanto, aplainado. Apresenta o predomínio de planaltos, terrenos sedimentares e certas áreas com subsolo rico em recursos minerais. Outro aspecto importante consiste na ausência de vulcanismo ativo e fortes abalos sísmicos, fatos explicados pela distância em relação à divisa ou encontro das placas tectônicas, pois o país se encontra no interior da placa Sul-americana, somado à idade antiga do território. 30 Solos: O Brasil possui uma rica diversidade de ambientes pedológicos (solos), ao qual, para o país, são classificados 13 diferentes ordens (tipos) de solos, cada ordem ainda é dividida em outros: subordem, classes, entre outros. Sendo o solo um componente da paisagem advindo dos fatores naturais: material de origem (rocha), clima, organismos vivos, relevo e tempo. Hidrografia: O Brasil possui 9 grandes regiões hidrográficas, como apresentadas no tópico de Hidrosfera, de grande diversidade. Alguns Domínios Morfoclimáticos possuem 2 ou mais dessas regiões hidrográficas. Vegetação: O Brasil possui também enorme diversidade de ambientes fitogeográficos (vegetação), composto genericamente por 6 grandes regiões fitogeográficas: Amazônica, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Mata de Araucárias e Pradarias. I. Domínio Amazônico – terras baixas florestadas equatoriais Relevo: O Domínio Morfoclimático Amazônico apresenta um relevo formado essencialmente por depressões, originando os baixos planaltos e planícies. Apenas nos extremos norte e sul desse domínio, é que ocorrem maiores altitudes, surgindo os planaltos das Guianas ao norte e o planalto Central Brasileiro ao sul. Estes planaltos são as áreas mais elevadas do domínio Amazônico, onde as áreas mais elevadas estão junto à divisa com a Venezuela – Pico da Neblina -, e os planaltos das Guianas e Central. A maior parte do Domínio Amazônico apresenta um relevo caracterizado por terras baixas. As verdadeiras planícies (onde predomina a acumulação de sedimentos) ocorrem somente ao longo de alguns trechos de rios regionais; os baixos planaltos (ou platôs), também de origem sedimentar, mas em processo de erosão, apresentam a principal e mais abrangente forma de relevo da Amazônia. Clima: A Amazônia apresenta o predomínio do Clima Equatorial. Trata-se de um clima quente e úmido. Região de baixa latitude que apresenta médias térmicas mensais elevadas que variam de 24 °C a 27 °C. A amplitude térmica anual, isto é, as diferenças de temperaturas entre as médias dos meses mais quentes e mais frios, é baixa (oscilações inferiores a 2 °C); os índices pluviométricos são extremamente elevados, de 1500 a 3000 mm anuais, chegando a atingir mais de 3000 mm; o período de estiagens é bastante curto em algumas áreas. A região é marcada por chuvas o ano todo. Hidrografia: A hidrografia amazônica é riquíssima, representada quase que totalmente pela bacia amazônica. O rio principal, Amazonas, é um enorme coletor das chuvas abundantes na região (clima Equatorial); seus afluentes provêm tanto do Norte (margem esquerda), como o Negro, Jari, Japurá, quanto do Sul (margem direita), como o Juruá, Purus, Madeira, Xingu. O rio Amazonas (e alguns trechos de seus afluentes) é altamente favorável à navegação, por se rios de planície, sem acidente geográfico. Por outro lado, o potencial hidráulico dessa bacia é atualmente considerado, sendo o mais elevado do Brasil, localizado, sobretudo nos afluentes da margem direita que formam grande número de quedas e cachoeiras nas áreas de contatos entre o planalto Central Brasileiro e as terras baixas amazônicas. Solos: O Domínio Amazônico apresenta, em geral, solos de baixa fertilidade. Apenas em algumas áreas ocorrem solos de maior fertilidade natural, como os solos de várzeas em alguns trechos dos rios regionais e a terra preta, solo orgânico bastante fértil (pequenas manchas). Vegetação: A floresta amazônica, principal elemento natural do Domínio Amazônico, abrangia quase 31 40% da área do País. A vegetação amazônica é caracterizada pelas seguintes características: perene (folhas o ano inteiro), latifoliada (folhas grandes), heterogênea (diversidade de espécies) e higrófila (vegetação adaptada a bastante umidade). A vegetação da Amazônia é comumente segmentada em três subtipos: 1 - Mata de Igapó - ou Caaigapó, localizada ao longo dos rios nas planícies permanentemente inundadas. São espécies do Igapó a vitória-régia, piaçava, açaí, cururu. 2 - Mata de Várzea: localizada nas proximidades dos rios, parte da floresta que sofre inundações periódicas. Como principais espécies têm a seringueira, sumaúma e copaíba. 3 - Mata de Terra Firme: ou Caaetê, parte da floresta de maior extensão localizada nas áreas mais elevadas (baixos planaltos), que nunca são atingidas pelas enchentes. Além de apresentar a maior variedade de espécies, possui as árvores de maior porte. São espécies vegetais da castanheira e mogno. II. Domínio do Cerrado – chapadões tropicais interiores com cerrados e florestas de galerias O cerrado é um domínio característico da parte central brasileira, apresentando terrenos cristalinos (as chamadas “serras”) e sedimentares (chapadas), com solos muito precários, ácidos, muito porosos, altamente lixiviados e intemperizados. A expansão contínua da agricultura e da pecuária moderna exige o uso de corretivos com calagens e nutrientes, que é a fertilização artificial do solo. A região tem sido devastada nas últimas décadas pela agricultura comercial intensiva de policultura, principalmente a soja. Relevo: A principal unidade geomorfológica do Cerrado é o planalto Central, bastante desgastado pelos processos erosivos pluviométricos, e por terrenos sedimentares que formam as chapadas e os chapadões - planaltos. Clima: O principal clima do Cerrado é o tropical continental (semi-úmido); apresenta estações do ano bem definidas, uma bastante chuvosa (verão) e outra seca (inverno), isso caracteriza a sazonalidade climática; as médias térmicas são elevadas, oscilando entre 20 °C a 28 °C e os índices pluviométricos variam em torno de 1 500 mm anuais. Hidrografia: É uma região com baixa densidade hidrográfica (de rios), sendo este domínio caracterizado com divisor de águas das bacias do São Francisco, Platina, Leste e Amazônica. Os riossão perenes, mas passam por dois momentos anuais: vazante (inverno seco) e cheias (verão chuvoso). Solos: No Domínio do Cerrado predominam os solos pobres e bastante ácidos (pH abaixo de 6,5). São solos altamente intemperizados e lixiviados, que, para serem utilizados na agricultura, necessitam de muitos corretivos tais como: método da calagem, que é a adição de calcário ao solo, buscando à correção do pH. 32 Vegetação: O Cerrado apresenta normalmente dois estratos de vegetação: arbóreo-arbustivo, com árvores de pequeno porte e herbáceo, de gramíneas e vegetação rasteira. Os arbustos possuem os troncos e galhos retorcidos, caule grosso, casca espessa e dura e raízes profundas. O espaçamento entre arbustos e árvores é grande, favorecendo a prática da pecuária extensiva. Ao longo do curso dos rios, áreas com maior umidade do solo, surgem pequenas e alongadas florestas, denominadas Matas Galerias ou Ciliares. III. Domínio dos Mares de Morro – Áreas mamelonares tropicais atlânticas florestadas Relevo: O aspecto característico do Domínio dos Mares de Morros encontra-se no relevo e nos processos erosivos. O planalto Atlântico é a unidade do relevo que mais se destaca. Nesse planalto estão situadas as terras altas do Sudeste, constituindo um conjunto de saliências ou elevações, abrangendo áreas que vão do Espírito Santo a Santa Catarina, entrando nos estados de São Paulo e Minas Gerais para o interior do território brasileiro. O relevo é constituído, além dos planaltos dissecados (os mares de morros), por várias serras regionais como a do Mar, Mantiqueira, Geral, Espinhaço, Caparaó (Pico da Bandeira = 2 892 m). A erosão, provocada pelo clima tropical úmido, associada a um intemperismo químico significativo sobre os terrenos cristalinos (granito/gnaisse), é um dos fatores responsáveis pela conformação do relevo, com a presença de morros com vertentes arredondadas (morros em Meia Laranja, Pães-de-Açúcar). Clima: Por ser encontrar localizado desde a região Nordeste até o Sul do Brasil, os Mares de Morros apresenta uma enorme diversidade dos seus elementos naturais, principalmente o clima. O Domínio dos Mares de Morros apresenta o predomínio do clima tropical úmido. Na Zona da Mata Nordestina, as chuvas concentram-se no outono e inverno. Na região Sudeste, devido a maiores altitudes, o clima é o tropical de altitude, com médias térmicas anuais entre 14 °C e 22 °C, bastante influenciadas pelo fator altitude. As chuvas ocorrem no verão, que é muito quente. No inverno, as médias térmicas são mais baixas, por influência da altitude e da massa de ar Polar Atlântica (mPa). Tendo um verão quente e chuvoso e um inverno seco e quente, a amplitude térmica e pluviométrica é elevada nas estações do ano. No litoral norte de São Paulo a pluviosidade é elevadíssima, consequência da presença da serra do Mar, que barra a umidade vinda do Atlântico (chuvas orográficas ou de relevo – fator relevo). Em Itapanhaú, litoral de São Paulo, foi registrado o maior total anual de chuvas (4 514 mm) já registrado no Brasil. Hidrografia: As serras do Sudeste dividem o domínio em várias bacias hidrográfica de médio e grande portes: bacia do São Francisco, bacia do Paraná, bacias Secundárias do Leste (Paraíba do Sul, Doce) e bacias do Sul. A maior parte dos rios são planálticos, ou seja, encachoeirados, com grande número de quedas d’água, corredeiras e com elevado poder de erosão. O potencial hidráulico é também elevado. Esses rios apresentam cheias de verão e vazante de inverno (regime pluvial tropical). Solos: Na Zona da Mata Nordestina têm-se um solo de grande fertilidade que se originou da decomposição do granito, gnaisse e, às vezes, do calcário. Esse solo é popularmente conhecido como massapé. No Sudeste, os principais são solos argilosos de razoável fertilidade, formado, principalmente, pela decomposição do granito e gnaisse em climas úmidos. É o domínio morfoclimático mais sujeito aos processos erosivos, devido ao relevo acidentado e da ação 33 de clima tropical úmido (bastante chuvoso). O intemperismo químico atinge profundamente as rochas dessa área, formando solos profundos, como o Latossolo de Viçosa, intensamente trabalhados pela ação das chuvas e enxurradas. Vegetação: A principal paisagem vegetal desse domínio originalmente era representada pela mata Atlântica ou floresta latifoliada tropical. Essa formação florestal ocupava áreas de desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul, cobrindo as escarpas voltadas para o mar e os planaltos interiores. Com o processo de ocupação dessas terras brasileiras desde o início do colonialismo, essa floresta sofreu grandes devastações. No início, foi à extração do Pau-Brasil; posteriormente, a agricultura da cana-de- açúcar (Nordeste) e a do Café (Sudeste). Nesta área dos Mares de Morros Florestados é também o domínio Morfoclimático com maior densidade populacional. IV. Domínio da Caatinga – depressões intermontanas e interplanálticas semiáridas Este domínio é marcado pelo clima tropical semi-árido, vegetação de caducifólia (perca de folhas), relevo erodido, destacando-se o maciço nordestino e a hidrografia intermitente (seca em momentos de falta de chuva). Localizada na sua maior parte na região do Nordeste brasileiro. Relevo: No domínio Morfoclimático das Caatingas predominam as depressões interplanálticas, principalmente a Sertaneja e a do São Francisco. A leste atinge o planalto de Borborema (PE) e a Chapada Diamantina (sul da Bahia). O interior do planalto Nordestino é uma área em processo de pediplanação (planas), isto é, a influência das chuvas é pequena (clima semi-árido) nos processos erosivos, predominando o intemperismo físico (variação de temperatura) e ação dos ventos (erosão eólica), que vão aplainando continuamente o relevo (fragmentação de rochas). Clima: O domínio da caatinga possui clima tropical semi-árido, caracterizado pelas temperaturas elevadas, chuvas escassas e irregulares. O período chuvoso no Nordeste “seco” é denominado pelo sertanejo de “inverno”, ou seja, a maioria da pluviosidade, que tem entre 600 a 750 mm anuais, se concentra nos meses de “inverno”. Hidrografia: A mais importante bacia hidrográfica do Domínio da Caatinga é a do São Francisco. Apesar de percorrer áreas de clima semi-árido, é um rio perene, pois tem sua nascente em áreas de clima tropical úmido, embora na época das secas possua um nível baixíssimo de águas devido aos afluentes do nordeste diminuírem seu nível de água e até mesmo secaram em um determinado período do ano. Rio de planalto, apresenta, sobretudo em seu médio e baixo curso, várias quedas, favorecendo a produção de energia elétrica (usinas de Paulo Afonso, Sobradinho,etc.). Além do São Francisco, existem vários outros rios que drenam a Caatinga: os rios intermitentes (ou temporários) da bacia do Nordeste como o Jaguaribe, Acaraú, Apodi, Piranhas, Capibaribe, etc. Solos: Os solos do Domínio da Caatinga são, geralmente, pouco profundos devido às escassas chuvas (baixo intemperismo químico) e ao predomínio do intemperismo físico. Apesar disso, apresenta boa quantidade de minerais básicos, fator favorável à prática da agricultura. A limitação da atividade agrícola é representada pelo regime incerto e irregular das chuvas, ou seja, a falta de água. Problema que poderia ser solucionado com a prática de técnicas adequadas de irrigação. Vegetação: A paisagem arbustiva típica do Sertão Nordestino, que dá o nome a esse domínio é a caatinga. Possui grande heterogeneidade quanto ao seu aspecto e à sua composição vegetal. Em algumas áreas, forma-se uma mata rala ou aberta, com muitos arbustos e pequenas árvores. Em outras áreas, o solo apresenta-se quase descoberto, proliferando os vegetais xerófilos, como as cactáceas e as bromeliáceas. É uma vegetação caducifólia (na época das secas as plantas perdemsuas folhas, 34 evitando a evapotranspiração). Os brejos são as mais importantes áreas agrícolas do Sertão. São áreas de maior umidade, localizadas em encostas de serras ou vales fluviais. V. Domínio da Araucária – Planaltos subtropicais com Araucárias Relevo: O Domínio das Araucárias ocupa áreas pertencentes ao Planalto Meridional (Sul) do Brasil; as altitudes variam entre 800 e 1 300 metros. Além do planalto arenito basáltico, surge a Depressão Periférica e suas cuestas. São relevos salientes, formados pela erosão diferencial, ou seja, ação erosiva sobre rochas de diferentes resistências – sendo erodidas as que são menos resistentes a erosão. Essas frentes de cuestas são chamadas serras: Geral, Botucatu, entre outras. Clima: O domínio das araucárias apresenta como clima na maioria da sua região o subtropical. Ao contrário dos demais climas brasileiros, pode ser classificado como mesotérmico (temperaturas médias). As chuvas ocorrem durante o ano todo. No verão elas são de ocorrência devido a massa de ar Tropical Atlântica (mPa). No inverno, é frequente a penetração da massa Polar Atlântica (mPa), ocasionando chuvas frontais, precipitações causadas pelo encontro da massa quente (mTa) com a fria (mPa). Os índices pluviométricos são elevados, variando de 1 250 a 2 000 mm anuais. Hidrografia: O Domínio das Araucárias é drenado, principalmente, por rios pertencentes às bacias do Paraná e do Uruguai. Embora o Paraná apresente um regime tropical, com cheias de verão, a maior parte dos rios desse domínio possui regime subtropical, com duas cheias e duas vazantes anuais, apresentando pequena variação em sua vazão, consequência do regime de chuvas que é distribuído durante o ano todo. Solos: Aparecem, nesse domínio, solos de grande fertilidade natural, como a terra roxa a oeste do Paraná, solo de origem vulcânica, de cor vermelha, formado pela decomposição do basalto. Em vários trechos do Rio Grande do Sul, ocorrem vastas áreas de solo fértil, denominado brunizem (elevado teor de matéria orgânica). Em contradição, são encontrados ainda, nesse domínio, solos ácidos, pobres em minerais e de baixa fertilidade natural. Vegetação: O Domínio das Araucárias apresenta o predomínio da floresta aciculifoliada (folhas pontiagudas) subtropical ou floresta das Araucárias (Araucária angustifólia). Originalmente, localizava-se das terras altas de São Paulo até o Rio Grande do Sul, sendo o único exemplo brasileiro de conífera. Também denominada mata dos Pinhais, apresenta as seguintes características gerais; é uma formação vegetal menos densa; foi intensamente devastada, restando atualmente e torno de 3% da área natural. VI. Domínio das pradarias – coxilhas subtropicais com pradarias mistas Relevo: Este domínio engloba três unidades do relevo brasileiro: planaltos e chapadas da bacia do Paraná (oeste), depressão periférica sul-rio-grandense (centro) e o planalto sul-rio-grandense (leste). Trata-se de uma área com altitudes médias entre 200 e 400 metros, onde se destacam conjuntos de colinas onduladas denominadas coxilhas, ou seja, pequenas elevações onduladas. Clima: O clima é subtropical com temperatura média anual baixa, destacando-se como principal fator a latitude e a ocorrência de frentes frias (mPa). Apresenta considerável amplitude térmica e, no verão, as áreas mais quentes é a Campanha Gaúcha, que registram máximas diárias acima de 38°. A precipitação é regular, chovendo basicamente o ano inteiro. Hidrografia: Envolve partes das bacias hidrográficas do Uruguai e do Sul. Os rios desse domínio são perenes, mas de baixa densidade hidrográfica, com traçados meândricos (curvas). 35 Alguns correm para o Leste (bacia Secundária do Sul), desaguando nas lagoas litorâneas como Patos (maior do Brasil), Mangueira e Mirim. Os rios Jacuí (Guaíba) e Camaquã são exemplos. Outros correm em direção ao Oeste (bacia do Uruguai. Solos: Apresentam boa fertilidade natural. Mas acontece nessa região um desequilíbrio ambiental caracterizado como arenização. A utilização do conceito de desertificação é considerado inadequado para a região, porque ela não apresenta um clima árido ou semi-árido, como também não existem evidências de que o processo estaria alterando o clima regional. Vegetação: A vegetação típica da paisagem das pradarias é constituída pelos Pampas ou Campos Limpos, onde predominam gramíneas de tamanho que varia de 10 a 50 cm aproximadamente. As faixas de transição O contato entre os limites dos domínios morfoclimáticos se apresentam com uma grande complexidade dos elementos naturais, principalmente a vegetação, onde não apresentam características bem definidas, pois combinam as características de dois ou três domínios vizinhos. Entre os domínios morfoclimáticos, as principais faixas de transição são: Mata de Cocais, Pantanal-Mato-Grossense e Agreste (Nordestino). 36 A Mata de Cocais, também denominada de Mata de Babaçuais – devido à presença de uma espécie típica de palmeira, o babaçu que se encontra principalmente nas áreas de vales fluviais (vales de rios), outra espécie típica é a carnaúba -, é uma área de transição entre três domínios: Amazônico (a Oeste), Caatinga (a Leste) e Cerrado (a Sul). O Pantanal Mato-Grossense, uma área de planície da depressão da bacia do Paraguai, onde a maior parte é alagável durante o período de cheia dos rios. Por ser uma área de planície, a estrutura geológica é compreendida principalmente por rochas sedimentares. A sua área está de encontro entre os domínios Amazônico e do Cerrado de vegetação características dos países vizinhos (Bolívia e Paraguai), ao qual possui uma diversidade exuberante de espécies. O Agreste é uma paisagem de transição entre a Mata Atlântica (ou Zona da Mata Nordestina) e a Caatinga (ou Sertão). Essa área apresenta um clima mediano entre as duas vizinhas, nem tão úmido quanto a Zona da Mata e nem tão seco quanto o Sertão. A vegetação assemelha-se à mata Atlântica em algumas áreas mais úmidas e em outros, à Caatinga, áreas mais seca. 37 DOMÍNIOS MORFOCLIMATICOS MUNDIAIS O estudo da vegetação na ciência geográfica é de fundamental importância para a compreensão dos processos naturais e da interdependência dos elementos componentes da chamada Biosfera. Para compreender a distribuição espacial de uma determinada cobertura vegetal é necessário entender os processos atuais e pretéritos de formação do relevo, substrato geológico, clima e solo, pois estes elementos da natureza condicionam e podem ser condicionados pelo tipo vegetacional de uma área. Além destes elementos, a sociedade pode interferir na degradação ou conservação da vida vegetal do planeta e, por esta condição, a vegetação é um conjunto de elementos interativos, sejam estes orgânicos e inorgânicos, endógenos e exógenos, das mais variadas ordens que contribuem para a formação da vida. Para a Geografia, a necessidade do estudo da vegetação é importante, pois a localização, extensão e distribuição espacial da cobertura vegetal interferem na organização espacial, como, por exemplo, nas atividades humanas que podem ser efetuadas através da exploração da vegetação e que podem alterar relevo, solos, rios e o clima. Além disto, um processo que fundamenta toda a vida no planeta está baseado na vegetação: a fotossíntese. Por esta razão, a vegetação está situada no nível trófico dos produtores e, além de produzir sua própria energia, fornece energia também aos pertencentes do nível trófico dos consumidores. A área da ciência que estuda a distribuição espacial das espécies vivas do planeta se chama Biogeografia. Este ramo se divide em zoogeografia e fitogeografia. O primeiro se refere ao estudo dos animais e o último o estudo dos vegetais. Algunsfatores são responsáveis pela grande diversidade vegetal existente no planeta. Dentre estes, é possível citar: a temperatura, a pluviosidade, a incidência de raios solares, a pressão atmosférica, a disposição do relevo e as características físico-químicas dos solos. Da mesma maneira que estes fatores interferem e condicionam a vegetação, eles também podem ter influência da vegetação em sua ocorrência. Por exemplo, uma área com vegetação ombrófila densa possui temperatura diferenciada para menos quando comparada com uma área próxima, mas que não possua o mesmo tipo vegetacional. Outro exemplo é que a presença de determinados tipos de vegetação pode alterar as características físicas químicas do solo, através da interceptação da chuva, diminuindo, assim, os fluxos de água no solo, atenuando o processo de lixiviação. Estes são poucos exemplos que demonstra a teia interativa permanente e intensa dos elementos constituintes da Natureza. Classificação das Formações Vegetais A vegetação pode ser classificada de acordo com diversas características de sua formação ou composição. O porte das árvores e a disponibilidade de água podem tipificar as formações vegetais da seguinte maneira: De acordo com o porte – as formações vegetais podem ser classificadas em: formações arbóreas (grande porte); formações arbustivas (médio porte); e formações herbáceas (pequeno porte). De acordo com a disponibilidade de água a vegetação é classificada em: ⇒ Hidrófilas: vivem dentro da água durante todo o tempo do seu ciclo de vida. Ex: Vitória Régia; ⇒ Higrófilas: vivem em áreas que apresentam elevado grau de umidade: Ex: As espécies arbóreas das florestas equatoriais; ⇒ Xerófilas: vivem em área onde há baixa umidade atmosférica durante boa parte do ano, ou seja, adaptado à escassez hídrica. Ex: Cactos e mandacarus; ⇒ Halófilas: vivem em áreas que apresentam elevada salinidade, como as litorâneas. Ex: espécies do mangue. De acordo com a forma das folhas é possível classificar os vegetais em: ⇒ Aciculifoliada: Folhas em forma de agulha. Ex: Pinheiro; ⇒ Latifoliada: Folhas grandes e largas. Ex: Árvores do domínio amazônico; ⇒ Coriácea: Folhas grossas, pequenas e peludas. Ocorrem em áreas de elevada temperatura e seca prolongada. Ex: Peroba; ⇒ Decíduas (ou caducifólias): Este tipo ocorre em espécies que perdem folha periodicamente, para diminuir a evapotranspiração e, com isso, perder menos água para se preparar para uma estação seca ou de inverno prolongado. Ex: Cerejeira; ⇒ Perenifólias: Quando há a manutenção das folhas durante todo ano, mesmo acontecendo uma renovação considerável em sua folhagem. Ex: Coqueiro. 38 As Formações Vegetais no Mundo A distribuição da vegetação no mundo é bastante diversificada. A constituição e as interações das características geoambientais tornam as formações vegetais uma boa referência de uma análise paisagística para compreender os processos atuais e pretéritos da distribuição vegetacional no mundo. É importante considerar que a área na qual se situa determinada formação vegetal pode possuir pontos ou pequenas áreas preenchidas por espécies que não fazem parte da tipologia dominante, a isto se denomina enclave fitogeográfico. Os conjuntos de enclaves associados com o domínio paisagístico dominante formam mosaicos de formações distintas que convivem espacialmente. A disposição destes enclaves pode ser explicada através de análises paleoclimáticas e paleoecológicas, através de mudanças desde o período geológico do Quaternário. A classificação das formações vegetais está representada na figura a seguir: Conheça as características e a localização dos principais tipos de formação vegetal do planeta. Deserto Nos desertos, a vegetação é esparsa e de poucas espécies. Como as regiões áridas têm índices pluviométricos abaixo de 250 milímetros ao ano, as plantas são xeromórficas, ou seja, adaptadas à ausência de chuvas – os cactos, por exemplo, armazenam água e desenvolvem espinhos no lugar das folhas, para reduzir a evapotranspiração (perda de água na fotossíntese). Nos desertos frios, que ficam em altas latitudes (Patagônia, por exemplo, na América do Sul), as temperaturas variam pouco durante o dia. Já os desertos quentes, como do Atacama, da Austrália e do Saara, ficam em regiões tropicais e, no decorrer do dia, apresentam grande variação de temperatura, despencando de mais de 40 ºC durante o dia para índices abaixo de zero. 39 Vegetação de Montanha A vegetação de montanha é rasteira, formada apenas de ervas e arbustos que, a duras penas, conseguem sobreviver no clima hostil. Algumas características como folhas duras (coriáceas) ajudam a resistir ao frio e aos fortes ventos das altitudes elevadas. Esse tipo de formação vegetal pode ser encontrado em diversas regiões montanhosas pelo mundo, como as encostas da Cordilheira dos Andes (na América do Sul), dos Alpes (na Europa), da Cordilheira do Himalaia (na Ásia) e das Montanhas Rochosas (nos Estados Unidos). Floresta de Coníferas ou Floresta Boreal Floresta homogênea, de pinheiros e abetos, com folhas em formato de agulha (aciculifoliadas) e copas em forma de cone, que acumulam menos neve durante o longo inverno das regiões de latitudes médias e elevadas. No solo, o frio rigoroso também impõe duras limitações para o desenvolvimento das espécies vegetais: há pouca vegetação rasteira, como alguns líquens, musgos e arbustos. A floresta de coníferas é intensamente explorada como matéria-prima para importantes indústrias madeireiras, de papel e celulose. Essa formação é encontrada principalmente no norte da Europa, da América e da Ásia (onde é chamada de taiga). Tundra Desenvolve-se em uma das regiões mais frias do mundo, a do clima subpolar, como no norte da Rússia. Ela é formada por musgos e algumas espécies herbáceas que aparecem no solo somente nos poucos meses de degelo, quando o verão eleva a temperatura para 4 ºC, em média. No resto do ano, o solo fica coberto de neve, motivo pelo qual é denominado permafrost (permanentemente congelado). Por ter uma relação direta com o degelo nas regiões subpolares, a tundra é utilizada como bioindicador para o estudo de possíveis aumentos das temperaturas globais e suas consequências nesse frágil bioma. 40 Estepe (campos, pampas, pradarias) Típica de áreas de clima temperado continental, a estepe é uma formação vegetal pobre, sem árvores, constituída basicamente de gramíneas, que se estende sobretudo em regiões planas, podendo ser encontrada também em relevo montanhoso, como nos planaltos tibetanos. Dependendo da área onde se localiza, recebe um nome diferente: campos, no Brasil; pampas, na Argentina; e pradaria, nos Estados Unidos e no Canadá. Essa flora também é encontrada na África, na Ásia Central e em trechos da Austrália. Por ser constituída de gramíneas, que são pastagens naturais, é comum encontrar, nessas regiões, a agropecuária como atividade econômica principal. O relevo plano e o solo fértil em algumas dessas áreas favorece a produção agrícola. Floresta temperada É uma cobertura vegetal típica das latitudes médias – aparece no norte da China, na Coreia do Sul, no Japão, no leste dos Estados Unidos, na Europa e no sudeste da Austrália e Nova Zelândia. Essa floresta é formada por árvores decíduas, chamadas ainda de estacionais, caducas ou caducifólias, ou seja, que perdem as folhas no inverno para suportar as baixas temperaturas. As poucas espécies de árvore, como carvalhos, bordos e faias, são espaçadas, e o solo é recoberto por gramíneas. Grande parte da floresta temperada, contudo, já foi devastada – na Europa, por exemplo, de 70% a 80% da cobertura original já foi perdida; na China, de 80% a 90%. Floresta tropical Vegetação das áreas de baixas latitudes,quentes e úmidas; as plantas têm folhas largas (latifoliadas), que absorvem mais energia solar, e são perenes, isto é, não caem no “inverno”, pois as temperaturas permanecem elevadas. O solo é coberto por húmus, formado pela decomposição de galhos, troncos e folhas. As florestas tropicais cobrem grande parte da América do Sul (Região Amazônica), da América Central, da zona equatorial da África, do Sudeste Asiático e do Subcontinente Indiano. 41 Vegetação Mediterrânea A vegetação mediterrânea é formada por espécies adaptadas a períodos secos, como os garrigues, o maqui – arbustos, moitas e árvores pequenas, como oliveiras – e o chaparral, similar ao maqui, mas menos denso. Essa formação vegetal é encontrada no litoral do Mar Mediterrâneo, na Califórnia (EUA), na Austrália e na África do Sul. A oliveira, da qual se extrai o azeite de oliva, e o loureiro, cuja folha é utilizada como tempero, são espécies nativas da vegetação temperada. O clima mediterrâneo também favorece a produção de uvas e concentram as principais vinícolas do mundo. Savana (Cerrado) Na savana, presente em áreas de baixas latitudes, as plantas são rasteiras e há pequenas árvores, distribuídas de maneira esparsa, alternadas com bosques com vegetação arbórea mais desenvolvida. Nas regiões mais secas, predomina a vegetação rasteira e espinhosa. A savana é uma vegetação estacional, marcada por duas estações bem definidas: o período seco (no inverno) e o período chuvoso (no verão). Essas formações são encontradas na África, na Ásia (Índia, principalmente), na Austrália e na América, onde recebe os nomes específicos de lhanos (na Venezuela) e cerrado (no Brasil). A ocorrência de uma prolongada estação seca faz com que as plantas desenvolvam adaptações para reservar e obter água, como as folhas coriáceas e as raízes profundas para atingir o lençol freático. A relação entre Clima e Vegetação Para estudar os principais tipos de vegetação, é importante conhecer sua relação com os demais elementos naturais, como o clima. A variação da temperatura e da umidade é um dos fatores que mais influenciam as formações vegetais. À medida que diminui tanto a temperatura como a umidade, menos exuberante se torna a vegetação e com menor número de espécies, ou seja, menor biodiversidade. A região intertropical, mais próxima à linha do Equador, reúne o chamado “ótimo climático”: altas temperaturas, pluviosidade elevada e luz intensa, propiciando o desenvolvimento das florestas tropicais pluviais, além de milhares de espécies vegetais. É o caso da Amazônia, que abriga a mais rica biodiversidade do planeta. Conforme avançamos para altas latitudes e nos aproximamos dos polos, onde há escassez de luz e baixas temperaturas, a variedade de plantas diminui progressivamente (veja na figura). A tundra, presente no extremo norte da Rússia e do Canadá, é formada por musgos e algumas espécies herbáceas, que surgem nos poucos meses em que a neve derrete. 42 Mas a ausência de umidade, mesmo em regiões quentes como a zona intertropical, leva à formação de desertos, onde poucas espécies se adaptam. Isso também ocorre em regiões com disponibilidade de água, porém com temperaturas muito baixas a ponto de congelá-la (regiões polares), formando os desertos frios. Hotspots – as zonas em perigo As zonas do planeta mais ricas em biodiversidade e mais ameaçadas de destruição são definidas pelo conceito hotspots (em inglês, pontos quentes), criado em 1988 pelo ecólogo inglês Norman Myers. São 34 regiões ou biomas, incluindo a Mata Atlântica e o cerrado brasileiro. Atualmente, elas representam apenas 2,3% da superfície da Terra, mas 50% das espécies de plantas e 42% das de vertebrados terrestres são endêmicas dessas regiões. Os hotspots já perderam 70% da vegetação original. O documentário Home – Nosso Planeta, Nossa Casa, de Yann Arthus-Bertrand mostra exuberantes imagens aéreas de diversas paisagens e suas transformações decorrentes das ações antrópica 43 ATIVIDADES PROPOSTAS 1. O que são domínios morfoclimáticos? ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ 2. Mata de várzea, mata de igapó e mata de terra firme são formações vegetais características de qual domínio morfoclimático? ______________________________________ ______________________________________ 3. Cite três domínios morfoclimáticos existentes no Brasil. ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ 4. Qual domínio morfoclimático mais devastado do Brasil? ______________________________________ ______________________________________ 5. Quais espécies animais e vegetais mais característicos do domínio Amazônico? ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ 6. A formação vegetal denominada Cerrado apresenta as seguintes características: b) Vegetação xerófila, adaptada ao clima semiárido. c) Constituída por palmeiras, com destaque para o babaçu e a carnaúba. d) Formações rasteiras ou herbáceas, adaptada ao clima subtropical. e) Vegetação caducifólia, adaptada ao clima tropical típico. 7. A Mata dos Cocais, o Agreste nordestino e o Complexo do Pantanal Mato-grossense, embora se localizem em pontos não complementares do território brasileiro, fazem parte de um mesmo agrupamento morfoclimático, que corresponde à área ocupada pelo domínio: a) Das Pradarias b) Dos Mares de Morros c) Das Faixas de Transição d) Dos Cerrados e) Amazônico 8. A área indicada pela seta caracteriza-se por apresentar uma predominância de: a) Relevos colinosos e amplas planícies lacustrinas. b) Florestas perenifólias. c) Solos litólicos. d) Cerrados. e) Caatingas hipoxerófilas. 9. É uma mata seca que perde suas folhas durante a estação seca. Apenas o juazeiro, que possui raízes muito profundas para capturar água do subsolo, e algumas palmeiras não perdem as folhas. As plantas [...] estão adaptadas às condições climáticas e possuem várias adaptações fisiologias para sobreviver à seca. ROSS, Jurandyr. Geografia do Brasil. 4 ed. São Paulo: Edusp, 2001. p. 174. (Adaptado) O texto acima descreve as características da vegetação de: a) Mata Atlântica. b) Araucária. c) Coxilhas. d) Estepes. e) Caatinga. 44 10. No período de estiagem, o qual ocorre no meio do ano, alguns cursos d'água principais e secundários emagrecem ou desaparecem. O ritmo marcante do tropicalismo regional, com estações muito chuvosas alternadas com estações secas - incluindo um total de precipitações anuais três a quatro vezes superiores ao das caatingas - implica uma preservação intensiva dos padrões de perenidade dos cursos d'água regionais [...]. (AB´ SABER, AZIZ. Os domínios de natureza no Brasil; potencialidades paisagística. São Paulo, 2007, p.38). A dinâmica climática acima descrita representa qual domínio morfoclimático? a) Área de Transição. b) Campos. c) Zona Costeira. d) Cerrado. e) Caatinga. 11. Observe o mapa abaixo, sobre os domínios morfoclimáticos e indique o número correspondente a cada domínio: (__) domínio da caatinga (__) domínio do cerrado (__) domínio das pradarias (__) domínio amazônico (__) domínio dos marese morros (__) domínio das araucárias (__) faixas de transição Assinale a alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo. a) 2 – 6 – 1 – 4 – 5 – 7 – 3 b) 2 – 4 – 6 – 1 – 3 – 7 – 5 c) 4 – 2 – 1 – 7 – 3 – 5 – 6 d) 4 – 2 – 6 – 1 – 3 – 5 – 7 e) 6 – 1 – 3 – 5 – 4 – 2 – 7 12. O Domínio Morfoclimático brasileiro caracterizado pela ilustração: a) Surge dominantemente em climas subtropicais secos, particularmente no Nordeste brasileiro. b) Apresenta uma vegetação tipicamente hidrófila, especialmente no Sertão. c) Possui solos bem desenvolvidos, sobretudo nas encostas e inselbergues, mas com pobreza de recursos nutrientes. d) Tem formações vegetais consideradas xerófilas, adaptadas, portanto, ao déficit hídrico. e) Apresenta uma estação seca que se estende por até três meses, dificultando o desenvolvimento da vegetação herbácea. 13. A paisagem brasileira está dividida em domínios morfoclimáticos. Considerando os elementos clima, relevo, solo, vegetação e hidrografia o Cerrado se caracteriza pelo clima: a) Subtropical, planalto, solo terra roxa em rochas arenito-basálticas, floresta aciculifoliada, drenada pela bacia do Paraná. b) Equatorial quente e úmido, solo pobre, floresta úmida densa diversificada, drenada pela bacia Amazônica. c) Subtropical, pampa, terras baixas com coxilhas, solos férteis, vegetação herbácea, planalto meridional brasileiro. d) Tropical semiúmido, extensos planaltos com chapadões sedimentares, solos profundos, pobres e ácidos, vegetação arbustiva e herbácea, tropófila, matas galerias junto aos rios, sujeitas a fogo, ocorrência dos principais divisores de águas do país, predomínio no Planalto Central. e) Semiárido, planaltos e chapadas com depressões, solo raso e pobre em matéria orgânica, vegetação arbustiva com cactáceas ou xerófitas, sertão nordestino, bacia do São Francisco. 45 14. Observe o mapa dos domínios morfoclimáticos brasileiros. Os números 1 e 2 indicados no mapa representam, respectivamente, os domínios: a) Do semiárido e da mata atlântica b) Da caatinga e dos mares de morro c) Do sertão e das paisagens litorâneas d) Do agreste e da mata tropical e) Do polígono das secas e da zona da mata 15. Assinale a alternativa que apresenta a paisagem do Brasil com várias espécies vegetais também encontradas em outros locais como Amazônia, Caatinga e Cerrado, dependendo da estação, e que com altitudes pouco elevadas, tende a acumular as águas drenadas pelo rio Paraguai. a) Pantanal sul-mato-grossense. b) Coxilhas e colinas do Pampa. c) Bacia Platina. d) Mata Atlântica. e) Cerrado. 16. Santuário ecológico da humanidade, foi declarado Reserva da Biosfera pela UNESCO. No período da chuva, de novembro a março, os rios enchem e alagam parte da região. Com o fim da chuva, a água vai escorrendo lentamente pela drenagem dos rios e lençol freático. Uma parte do complexo, no entanto, já foi alterada pela ação antrópica, com lavouras e criação extensiva de gado em pastos plantados, tanto em Mato Grosso como em Mato Grosso do Sul. O Bioma descrito é: a) Cerrado b) Amazônia c) Mata dos Cocais d) Pantanal e) Caatinga 17. A Floresta Amazônica é uma floresta latifoliada equatorial, sendo a mais importante formação vegetal do mundo, abrangendo áreas de países vizinhos, como Bolívia, Colômbia, Venezuela, Equador, Peru, Guiana, Suriname e Guiana Francesa. Essa floresta é conhecida como latifoliada por que: a) Tem grande diversidade de espécies. b) A vegetação é de grande porte. c) Suas árvores têm folhas largas d) A vegetação depende da chuva. e) Há uma grande quantidade de rios. 46 FONTES DE ENERGIA “As fontes de energia são recursos naturais ou artificiais utilizados pela sociedade para produção de algum tipo de energia. A energia, por sua vez, é utilizada para propiciar o deslocamento de veículos, gerar calor ou produzir eletricidade para os mais diversos fins. As fontes de energia também possuem relação com questões ambientais, pois, dependendo das formas de utilização dos recursos energéticos, graves impactos sobre a natureza podem ser ocasionados. Conforme a capacidade natural de reposição de recursos, as fontes de energia podem ser classificadas em renováveis e não renováveis." Fontes não renováveis de energia As fontes não renováveis de energia são aquelas que poderão esgotar-se em um futuro relativamente próximo. Alguns recursos energéticos, como o petróleo, possuem seu esgotamento estimado para algumas poucas décadas, o que eleva o caráter estratégico desses elementos. As fontes de energia que pertencem a este grupo são finitas ou esgotáveis. Para a maioria delas, a reposição na natureza é muito lenta, pois resulta de um processo de milhões de anos sob condições específicas de temperatura e pressão. Quanto mais usamos as fontes de energia não renováveis, menos teremos no estoque total. São exemplos de fontes não renováveis de energia: petróleo, carvão mineral, gás natural e nuclear. As fontes de energia não renováveis também são conhecidas como fontes de energia convencionais, quando formam a base de suprimento (fornecimento) de energia. Como podemos usá-las sem que o estoque acabe rapidamente? Explorando racionalmente os recursos existentes; promovendo a eficiência no uso e investindo em ciência e tecnologia para o desenvolvimento de fontes renováveis (eólica, hidrelétrica, solar, entre outras) que possam substituir as não renováveis. Atualmente, grande parte de energia consumida no mundo é proveniente de fontes não renováveis. As características dessas fontes são bem conhecidas, possuem um rendimento energético elevado (poucas perdas de energia no processo de transformação), preços atrativos, geram muitos empregos e possuem infraestrutura construída para geração e distribuição (usinas, dutos, ferrovias e rodovias). Os principais usos das fontes não renováveis são: 1 - na geração de eletricidade, 2 - como combustível nos transportes de cargas e de pessoas e 3 - no aquecimento de casas. Algumas fontes não renováveis de energia, como o petróleo e o carvão mineral, são responsáveis por grande parte da emissão (liberação) de gases de efeito estufa na atmosfera, visto que estas fontes são combustíveis (precisam ser queimadas para gerar energia) e liberam gases poluentes, que impactam a saúde e o meio ambiente. 47 Combustíveis fósseis As fontes fósseis são: o carvão mineral, o gás natural e o petróleo e seus subprodutos. Estes recursos foram formados há milhões de anos, a partir do depósito de matéria orgânica (plantas e animais mortos) submetida a condições especiais de temperatura e pressão. O petróleo e o gás natural ocorrem em regiões denominadas pelos geólogos (estudiosos das rochas) "bacias sedimentares", que são áreas sob a superfície terrestre que, por terem sido mais baixas e planas que o terreno em volta, permitiram o depósito de matéria orgânica, além de sedimentos (fragmentos de rochas). As bacias sedimentares podem ser marinhas ou terrestres. Nessas bacias sedimentares, o petróleo e o gás natural são encontrados em poros (buracos muito pequenos) dentro de rochas sedimentares (também chamadas de rochas reservatórios). Dentre os maiores produtores atuais de petróleo e gás natural estão Rússia, Arábia Saudita, Estados Unidos e Iraque. Em alguns locais, como no Canadá, pode ser encontrado petróleo em areias próximas à superfície. No Brasil, o petróleo tem sido produzido principalmente no litoral da região Sudeste. Você já deve ter ouvido falar também do petróleo do "Pré-sal", que também fica nessa região. Esse petróleo encontra-se a grandes profundidades e abaixo de camadas de sal encontradasno subsolo marinho. Já o carvão mineral se encontra em "jazidas" (locais onde haviam florestas e pântanos que deram origem a esse recurso), que se formaram há mais de 200 milhões de anos. As principais jazidas se localizam nos Estados Unidos, Rússia e China. No Brasil, o carvão mineral ocorre predominantemente na região Sul. As fontes fósseis são utilizadas em equipamentos especiais, como caldeiras e motores, onde a energia armazenada nas suas ligações químicas é convertida em formas de energia útil (elétrica - nas termelétricas ou cinética - nos veículos). No Brasil, utilizamos o gás natural também como fonte de energia térmica (calor) para cozinhar e aquecer a água do banho. Ao queimarmos carvão mineral, petróleo ou gás natural produzimos alguns gases poluentes e gases do efeito estufa. Além disso, pode haver outros impactos ambientais ao longo da cadeia do petróleo, por exemplo, vazamentos de óleo na extração ou no transporte por dutos, caminhões ou embarcações, mas os responsáveis por essa questão (empresas da área do petróleo e instituições de defesa do meio ambiente) estão sempre atentos e se esforçando para que não aconteçam. No caso do carvão, a mineração (extração do carvão da terra) tem que ser feita com muito cuidado, para que a chuva não leve resíduos para os rios. Também deve se dar atenção à saúde de quem trabalha na extração de petróleo, gás natural e carvão, para evitar acidentes e contaminações. Os combustíveis fósseis são as fontes de energia mais importantes e disputadas pela humanidade no momento. Segundo a Agência Internacional de Energia, cerca de 81,63% de toda a matriz energética global advém dos três principais combustíveis fósseis citados acima. Essas fontes representam 56,8% da matriz energética brasileira. Assim, muitos países dependem da exportação desses produtos, enquanto outros tomam medidas geopolíticas para consegui-los. Outra questão bastante discutida a respeito dos combustíveis fósseis refere-se aos altos índices de poluição gerados por sua queima. Muitos estudiosos apontam que eles são os principais responsáveis pela intensificação do efeito estufa e pelo agravamento dos problemas vinculados ao aquecimento global. 48 Energia nuclear (atômica) “Se você pudesse olhar qualquer material com uma super lupa você veria que ela é composta por moléculas (partes menores) e essas moléculas, vistas por uma lupa mais potente ainda, são formadas por átomos.” A energia nuclear é proveniente de reações que ocorrem no núcleo de certos átomos chamados de radioativos. Estas reações, em geral, dividem um átomo de um elemento químico em dois átomos diferentes liberando uma grande quantidade de energia. Quando isso acontecesse, dizemos que ocorreu a "fissão nuclear". Na natureza, o único elemento natural que encontramos para realizar a fissão nuclear é o Urânio. O urânio é um mineral encontrado na natureza com relativa abundância e antes de ser usado, passa por processos de purificação e concentração (chamados enriquecimento). A energia liberada durante o processo de fissão aquece um líquido, geralmente a água, produzindo vapor, que em alta pressão movimenta as turbinas que, por sua vez, acionam geradores elétricos. As usinas nucleares são projetadas especialmente para o aproveitamento eficiente do calor gerado na fissão nuclear. Esta fonte é esgotável e não renovável. É considerada uma fonte de energia limpa, pois não produz gases de efeito estufa. Após o aproveitamento da energia do urânio, o rejeito (material que sobra da reação química) deve ser armazenado para evitar contaminação das pessoas e do ambiente, porque continua radioativo por longo tempo. Outra preocupação é com possíveis acidentes de vazamento de radiação na usina, mas essa possibilidade é muito reduzida, pois a tecnologia atual dispõe de diversos mecanismos de segurança. Existem duas usinas nucleares brasileiras em operação (Angra I e Angra II) e uma em construção (Angra III), todas em Angra dos Reis, estado do Rio de Janeiro. Na energia nuclear – também chamada de energia atômica –, a produção de eletricidade ocorre por intermédio do aquecimento da água, que se transforma em vapor e ativa os geradores. Nas usinas nucleares, o calor é gerado em reatores a partir da fissão nuclear do urânio-235, um material altamente radioativo. Embora as usinas nucleares sejam menos poluentes do que outras estações semelhantes, como as termoelétricas, são alvo de muitas polêmicas, pois o vazamento do lixo nuclear produzido e a ocorrência de acidentes podem gerar graves impactos e muitas mortes. No entanto, com a emergência da questão sobre o aquecimento global, seu uso vem sendo reconsiderado por muitos países. Cada tipo de energia apresenta suas vantagens e desvantagens. No momento, não há nenhuma fonte que se apresente absolutamente mais viável que as demais. Algumas são baratas e abundantes, mas geram graves impactos ambientais; outras são limpas e sustentáveis, mas inviáveis financeiramente. O mais aconselhável é que exista, nos diferentes territórios, uma diversidade nas matrizes energéticas para que se atenuem os problemas. No entanto, isso não acontece no Brasil e em boa parte dos demais países. Fontes renováveis de energia As fontes renováveis de energia, como o próprio nome indica, são aquelas que possuem a capacidade de serem repostas naturalmente, o que não significa que todas elas sejam inesgotáveis. Algumas delas, como o vento e a luz solar, são permanentes, mas outras, como a água, podem acabar, dependendo da forma como são usadas pelo ser humano. Vale lembrar que nem toda fonte renovável de energia é limpa, ou seja, está livre da emissão de poluentes ou de impactos ambientais em larga escala. 49 As fontes de energia que pertencem a este grupo são consideradas inesgotáveis, pois suas quantidades se renovam constantemente ao serem usadas. São exemplos de fontes renováveis: hídrica (energia da água dos rios), solar (energia do sol), eólica (energia do vento), biomassa (energia de matéria orgânica), geotérmica (energia do interior da terra), oceânica (energia das marés e das ondas) e hidrogênio (energia química da molécula de hidrogênio). Algumas dessas fontes apresentam variação na geração de energia elétrica ao longo do dia ou do ano, como é o caso da eólica, que não é usada quando não há ventos e a energia solar, à noite. No caso da fonte hídrica, podem ocorrer estiagens (secas). As fontes renováveis de energia são consideradas limpas, pois emitem menos gases de efeito estufa (GEE) que as fontes fósseis e, por isso, estão conseguindo uma boa inserção no mercado brasileiro e mundial. Energia eólica A energia eólica é obtida através do aproveitamento do vento, que é o movimento das massas de ar. Para transformar a energia dos ventos em energia elétrica são usados aerogeradores, que possuem imensas hélices que se movimentam de acordo com a quantidade de vento no local. Essas hélices, em geral, possuem o tamanho de uma asa de avião e são instaladas em torres de até 150 metros de altura. Uma usina eólica utiliza um recurso energético renovável e não polui a atmosfera durante sua operação. Esta fonte só pode ser aproveitada nos momentos em que há vento suficiente. No sul e no nordeste do Brasil, os ventos são abundantes e permitem a instalação de vários “parques eólicos” (conjuntos de aerogeradores; equivalentes às usinas). Mas deve-se tomar cuidado ao instalar parques eólicos em locais que ofereçam muito risco às aves, que podem bater nas hélices dos aerogeradores. Também se deve cuidar para não prejudicar os ambientes naturais com as obras para implantação do parque. O vento é um recurso energético renovável e, portanto, inesgotável. Em algumas regiões do planeta, sua frequência e intensidade são suficientes para geração de eletricidade por meio de equipamentos específicospara essa função. Basicamente, os ventos ativam as turbinas dos aerogeradores, fazendo com que os geradores convertam a energia mecânica produzida em energia elétrica. Atualmente, a energia eólica não é tão difundida no mundo em razão do alto custo de seus equipamentos. Todavia, alguns países, como Estados Unidos, China e Alemanha, já vêm adotando esse recurso substancialmente. As principais vantagens dessa fonte de energia são a não emissão de poluentes na atmosfera e os baixos impactos ambientais. Energia solar A energia solar é uma fonte inesgotável que pode ser aproveitada na forma de calor ou na forma de luz. Para aproveitamento do calor, os raios do sol atingem a superfície dos painéis coletores térmicos, que aquecem a água no seu interior. A água quente pode ser utilizada nas residências (chuveiros, piscinas, torneiras, máquina de lavar, etc.), em processos industriais ou na geração de eletricidade. A eletricidade pode ser gerada diretamente a partir da luz (nos painéis fotovoltaicos) ou através do aproveitamento do calor (na usina heliotérmica). 50 Há duas formas de aproveitamento da energia solar: a fotovoltaica e a térmica. Na primeira forma, são utilizadas células específicas que empregam o “efeito fotoelétrico” para produzir eletricidade. A segunda forma, por sua vez, utiliza o aquecimento da água tanto para uso direto quanto para geração de vapor, que atuará em processos de ativação de geradores de energia. É importante lembrar que podem ser utilizados também outros tipos de líquidos. Nos painéis fotovoltaicos, a radiação solar (luz) interage com um material semicondutor (geralmente, o silício), gerando eletricidade diretamente. Os sistemas fotovoltaicos não geram eletricidade à noite. As áreas no Brasil com melhor incidência de radiação solar estão localizadas na região Nordeste. As usinas solares fotovoltaicas (formada por um conjunto de painéis) precisam ser instaladas em áreas sem cobertura vegetal, portanto as áreas já desmatadas podem ser escolhidas, diminuindo a degradação do meio ambiente. Painéis (ou placas) solares também podem ser instalados em telhados de casas, shoppings e estacionamentos. Isto é chamado de Geração Distribuída ou microgeração. O custo das placas solares ainda é elevado, mas está cada vez mais acessível no Brasil. Nas usinas solares chamadas de usinas heliotérmicas é utilizada a energia solar concentrada. A energia solar concentrada é produzida com a ajuda de diversos espelhos que direcionam a energia do sol em um ponto para aquecer a água, que será transformada em vapor. Este vapor irá girar uma turbina, gerando eletricidade. Em razão dos elevados custos, a energia solar ainda não é muito utilizada. Todavia, seu aproveitamento vem crescendo gradativamente, tanto com a instalação de placas em residências, indústrias e grandes empreendimentos quanto com a construção de usinas solares especificamente voltadas para a geração de energia elétrica. Energia hidrelétrica A energia gerada por esta fonte vem do aproveitamento da água dos rios. Nas usinas hidrelétricas, as águas movem turbinas que transformam a energia potencial (da água) em energia mecânica e, por fim, em elétrica. Esta fonte é variável ao longo do ano, porque depende do quanto chove nas cabeceiras dos rios, afinal, é essa água que irá mover as turbinas. Também devemos considerar que, para que haja bom funcionamento de uma usina hidrelétrica, a ação de conservação ambiental na bacia hidrográfica é essencial. Para diminuir a variação na produção de energia ao longo do ano, algumas usinas são construídas com os chamados reservatórios de acumulação. Eles servem para guardar a água no período chuvoso para usar durante a seca. A água guardada não só gera energia, mas também pode ajudar no abastecimento das cidades, na irrigação das lavouras, na navegação, entre outros usos. A construção de uma barragem prejudica os peixes que se deslocam ao longo do rio em busca de locais para reprodução, mas para diminuir esse problema, podem ser construídas passagens artificiais. Além disso, o alagamento de áreas pode causar o deslocamento de pessoas que moram por ali e atrair outras pessoas que vem trabalhar na construção da usina. O quanto essas questões serão importantes vai depender do tamanho da usina e das características do rio e da região onde for construída. Por isso, antes da instalação de grandes empreendimentos, realizam-se os Estudos de Impacto Ambiental (EIA), que preveem os impactos e quais as ações necessárias para mitigá-los (diminuí-los). A Usina hidrelétrica de Itaipu, localizada em Foz do Iguaçu/PR, é a maior hidrelétrica do Brasil e a que mais gera energia elétrica no mundo. Ela é responsável por boa parte da energia elétrica utilizada na região sudeste do Brasil. No Brasil, essa é a principal fonte de energia elétrica, ao lado das termoelétricas, haja vista o grande potencial que o país possui em termos de disponibilidade de rios propícios para a geração de hidreletricidade. Nas usinas hidrelétricas, constroem-se barragens no leito do rio para represamento da água que 51 será utilizada no processo de geração de eletricidade. Nesse caso, o mais aconselhável é que as barragens sejam construídas em rios que apresentem desníveis em seus terrenos a fim de diminuir a superfície inundada. Por isso, é mais recomendável a instalação dessas usinas em rios de planalto, embora também seja possível instalá-las em rios de planícies, porém com impactos ambientais maiores. Biomassa Toda a matéria vegetal e orgânica existente, biomassa, pode ser utilizada na produção de energia. A lenha, bagaço de cana-de-açúcar, cavaco de madeira, resíduos agrícolas, algas, restos de alimentos e até excremento animal que, após sua decomposição, produzem gases que são usados para gerar energia. A biomassa também pode ser queimada diretamente, como no fogão a lenha, para aproveitamento do calor. Ou ainda pode ser utilizada para aquecer água e produzir vapor em alta pressão, que é usado para acionar turbinas e geradores elétricos. No Brasil, a biomassa mais utilizada para geração de eletricidade atualmente, é oriunda da cana-de-açúcar, plantada e processada principalmente nas regiões Sudeste e Centro-oeste. Biocombustíveis – a biomassa pode também originar compostos tais como álcool (etanol), óleos vegetais e gorduras, que são processados e usados como combustíveis. Os materiais mais usados vêm da soja, cana-de-açúcar, mamona e milho. Assim como para a biomassa, a produção de biocombustíveis ocorre principalmente nas regiões Sudeste e Centro-oeste. O cultivo de produtos agrícolas usados como fonte de geração de energia requer cuidados conservacionistas, como: evitar o desmatamento de áreas naturais para iniciar novas áreas de plantio, uso controlado de agrotóxicos e fertilizantes e controle de resíduos. A biomassa é considerada uma fonte de energia renovável, porque o dióxido de carbono produzido durante a queima é utilizado pela própria vegetação na realização da fotossíntese. Isso significa que, desde que seja controlado, seu uso é sustentável por não alterar a macrocomposição da atmosfera terrestre. Energia das marés (maremotriz) – Energia oceânica A energia gerada a partir desta fonte vem dos oceanos, de onde se aproveita o movimento das águas. Essa energia pode vir das ondas, das marés e das correntes marinhas, transformando a energia mecânica dos oceanos em energia elétrica. O aproveitamento dessa fonte ainda está em desenvolvimento, havendo poucas usinas em operação no mundo. Para o aproveitamento desta energia, é construída uma barragem em locais de grande amplitude de maré, onde a passagem da água gira uma turbina, transformando a energia cinética em eletricidade (maremotriz). De maneira muito similar ao que ocorre numa usina eólica, o movimento da corrente marinhagira uma turbina, transformando energia cinética em eletricidade. O movimento das ondas provoca oscilação de cilindros internos. Esses cilindros pressionam óleo a passar por motores. A rotação desses motores aciona geradores elétricos, produzindo eletricidade. O movimento das ondas empurra os flutuadores para cima e para baixo e permite acumular água sob alta pressão numa câmara interna. Essa câmara libera jatos d'água sobre uma turbina ligada a um gerador de eletricidade. Dessa forma, há transformação da energia cinética das ondas em energia elétrica. 52 Energia Geotérmica A energia geotérmica ou energia geotermal (do grego geo: terra; térmica: calor) é a energia obtida do calor presente no interior da Terra. Circundando o núcleo existe uma camada chamada manto que é formada por magma (semelhante à lava dos vulcões) e rocha, e a última camada, mais externa é a crosta terrestre, onde habitamos. A crosta terrestre tem espessura variável e é fraturada em vários "pedaços" (fissuras), conhecidos como placas tectônicas. O magma formado no manto pode emergir para a superfície próxima dos limites dessas placas, como por exemplo, em erupções vulcânicas. Essas rochas que absorvem o calor do magma estão em alta temperatura, aquecendo também as águas subterrâneas que podem emergir como gêiseres (nascente termal ou minas de água quente). Para a geração elétrica, perfura-se o subsolo onde há grande quantidade de vapor e água quente, os quais devem ser retirados por dutos e conduzidos a um gerador na superfície da terra para a transformação da energia geotérmica em elétrica. É uma fonte de energia renovável porque o calor é produzido continuamente nessas camadas internas da Terra. Esta fonte é utilizada geralmente em regiões com alta atividade vulcânica ou encontros de placas tectônicas. São exemplos os países: Islândia, Itália e Estados Unidos. Fontes de energia no Brasil Cerca de 42% da produção da matriz energética brasileira é proveniente de fontes renováveis de energia, como uso de biomassa, etanol, recursos hídricos, energia solar e energia eólica. Sendo assim, a matriz energética brasileira é mais renovável que a matriz mundial, que se baseia, principalmente, no uso de combustíveis fósseis para produção de energia. Dessa forma, pode-se dizer que, se comparado aos outros países, o Brasil emite menos gases de efeito estufa. Existem, hoje, no Brasil, 536 usinas eólicas, nas quais funcionam cerca de 6,6 mil cataventos, número que coloca o Brasil como líder na América Latina nesse tipo de produção de energia. Contudo, a principal fonte de energia do Brasil ainda é proveniente das usinas hidrelétricas, que representam, aproximadamente, 64% do potencial elétrico do país. A produção de energia proveniente do uso de biomassa corresponde a cerca de 9,2% da matriz energética brasileira, já a eólica representa em torno de 8,5% da matriz." Matriz energética brasileira, 2019 53 Vantagens e desvantagens do uso de fontes de energia 1. Fontes renováveis 2. Fontes não renováveis 54 ATIVIDADES PROPOSTAS 1. Quais são os recursos energéticos mais questionados devido a sua poluição? _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ 2. Quais são as fontes de energia consideradas mais limpas? _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ 3. Quais são as fontes de energia renováveis? _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ 4. Quais são as fontes de energia não renováveis? _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ 5. Qual a fonte de energia mais usada no Brasil? _________________________________________ _________________________________________ 6. Qual o tipo de energia usada no município que você mora? _________________________________________ _________________________________________ 7. Quais são os principais impactos ambientais decorrentes da construção de usinas hidrelétricas? _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ 8. Qual das seguintes fontes de produção de energia é a mais recomendável para a diminuição dos gases causadores do aquecimento global? a) Óleo diesel. b) Gasolina. c) Carvão mineral. d) Gás natural. e) Vento. 9. Dentre as citadas assinale a alternativa que contenha apenas as fontes de energia renováveis mais utilizadas no Brasil: a) Solar, hidrelétrica e eólica. b) Hidráulica, lenha e biomassa. c) Hidráulica, xisto e solar. d) Petróleo, solar e lenha. e) Álcool, eólica e solar. 10. Para resolver a questão, leia o texto a seguir, sobre fontes de energia, e selecione as palavras/expressões que preenchem correta e coerentemente as lacunas. O ____________foi importante fonte de energia para a Primeira Revolução Industrial. Atualmente, as maiores reservas estão localizadas no hemisfério________ . É um dos principais responsáveis pela ___________, pois sua queima libera grande quantidade de óxido de enxofre na atmosfera. a) Carvão mineral — norte — chuva ácida b) Petróleo — sul — poluição dos oceanos c) Petróleo — sul — chuva ácida d) Carvão mineral — sul — poluição dos oceanos e) Petróleo — norte — chuva ácida 11. O incêndio na Usina Nuclear de Fukushima, no Japão, após o tsunami do dia 11 de março de 2011, reacendeu as discussões internacionais sobre a sustentabilidade desse tipo de energia. Os defensores da produção de energia nuclear afirmam que uma das suas vantagens é: a) A necessidade nula de armazenamento de resíduos radioativos. b) O menor custo quando comparado às demais fontes de energia. c) A baixa produção de resíduos emissores de radioatividade. d) O reduzido grau de interferência nos ecossistemas locais. e) A contribuição zero para o efeito de estufa global. 55 12. “Águas de março definem se falta luz este ano”. Esse foi o título de uma reportagem em jornal de circulação nacional, pouco antes do início do racionamento do consumo de energia elétrica, em 2001. No Brasil, a relação entre a produção de eletricidade e a utilização de recursos hídricos, estabelecida nessa manchete, se justifica porque: a) A geração de eletricidade nas usinas hidrelétricas exige a manutenção de um dado fluxo de água nas barragens. b) O sistema de tratamento da água e sua distribuição consomem grande quantidade de energia elétrica. c) A geração de eletricidade nas usinas termelétricas utiliza grande volume de água para refrigeração. d) O consumo de água e de energia elétricas utilizadas na indústria compete com o da agricultura. e) É grande o uso de chuveiros elétricos, cuja operação implica abundante consumo de água. 13. A energia eólica é uma das fontes de energia que mais cresce no Brasil. Esse tipo de energia utiliza o vento, logo, é uma fonte de energia renovável e não poluente. Qual região brasileira tem se destacado na produção de energiaeólica no país? a) Centro-Oeste b) Nordeste c) Norte d) Sudeste e) Sul 14. Assinale qual alternativa apresenta apenas fontes renováveis de energia: a) Carvão mineral, solar, eólica e biomassa. b) Biomassa, solar, eólica e gás natural. c) Nuclear, petróleo, gás natural e biomassa. d) Eólica, solar, hidrelétrica e biomassa. e) Solar, eólica, carvão natural e nuclear. 15. Em usinas hidrelétricas, a queda d’água move turbinas que acionam geradores. Em usinas eólicas, os geradores são acionados por hélices movidas pelo vento. Na conversão direta solar elétrica são células fotovoltaicas que produzem tensão elétrica. Além de todos produzirem eletricidade, esses processos têm em comum o fato de: a) Não provocarem impacto ambiental. b) Independerem de condições climáticas. c) A energia gerada poder ser armazenada. d) Utilizarem fontes de energia renováveis. e) Dependerem das reservas de combustíveis fósseis. 16. O uso intenso e continuado das fontes de energia pode estar contribuindo para ampla modificação climática global. Assinale a alternativa que contenha essa relação de maneira correta. a) Hidroeletricidade e a camada de ozônio. b) Queima de carvão vegetal e períodos de seca. c) Combustíveis fósseis e o aquecimento global. d) Aquecimento global com o uso do urânio. e) Resfriamento da atmosfera e queima do carvão. 17. Desde os tempos mais remotos, os seres humanos buscam fontes de energia para melhorar sua qualidade de vida. Nos dias de hoje, é praticamente impossível imaginar a vida humana sem as diversas fontes de energia que sustentam as suas atividades. Elas podem ser divididas em renováveis e não renováveis. São consideradas fontes de energia não renováveis. a) A hidráulica e o biocombustível. b) A geotérmica e o hidrogênio. c) O petróleo e o carvão mineral. d) A biomassa e as marés. e) A solar e a eólica. 18. Com o crescente interesse da sociedade por questões ligadas à proteção do ambiente e da procura por recursos alternativos, não poluentes, para gerar energia, cresce também o uso de células fotovoltaicas ou painéis fotovoltaicos. A instalação destas células, que geram energia elétrica por meio de um processo conhecido como efeito fotovoltaico, vem crescendo, não apenas em residências, mas também nas rodovias de todo o país. A fonte de energia que gera o efeito fotovoltaico para a produção de energia elétrica é Alternativas. a) A água. b) O vento. c) O sol. d) O urânio. 19. Assinale a alternativa que aponta, respectivamente, uma vantagem e uma desvantagem na utilização da energia eólica. a) Utilização de área pequena e poluição visual. b) Implantação de baixo custo e diminuição de áreas dedicadas à agricultura. 56 c) Ausência de emissão de gases poluentes e mortes de aves e morcegos da região. d) Fácil adaptação a diferentes locais e produção de ruídos. 20. O Brasil é um dos países que apresentam os maiores potenciais hidrelétricos do mundo, o que justifica, em partes, o fato de esse tipo de energia ser bastante utilizado no país. As usinas hidrelétricas são bastante elogiadas por serem consideradas ambientalmente mais corretas do que alternativas de produção de energia, mas vale lembrar que não existem formas 100% limpas de realizar esse processo. Assinale a alternativa que indica, respectivamente, uma vantagem e uma desvantagem das hidroelétricas. a) A produção pode ser controlada; porém os custos são muito elevados. b) Não emitem poluentes na atmosfera; porém não são muito eficientes. c) São ambientalmente corretas; porém interferem diretamente no efeito estufa. d) Ocupam pequenas áreas; porém interferem no curso dos rios. 57 REGIONALIZAÇÃO DO BRASIL Não é incomum ouvir dizer que o Brasil é um país continente, devido a sua grande extensão territorial o Brasil é conhecido como um país de dimensões continentais isso significa que sozinho já poderíamos ser um continente. Para se ter uma ideia, retirando a Rússia todos os outros países europeus caberiam dentro do nosso território. Somos o quinto maior país do mundo em extensão territorial ficando atrás apenas da Rússia, Canadá, Estados Unidos e China. Por ser assim tão grande, se faz necessário dividir o território em regiões, para facilitar administração, criação de políticas públicas, a divulgação de dados estatísticos e a compreensão das dinâmicas que ocorrem em nosso país. Antes de conhecer a atual regionalização do território brasileiro, vamos recordar o significado de região que é um importante conceito geográfico. A região pode ser definida como um conjunto de relações socioespaciais que lhe confere uma característica própria e, portanto, diferente dos espaços vizinhos e externos. São porções do espaço geográfico que possuem características singulares, formadas tanto por seus aspectos naturais (tipo de clima, relevo, vegetação, etc.) quanto pelos econômicos e culturais (tipos de atividades desenvolvidas, condições de vida da população, etc.). A combinação desses vários aspectos cria as diferenciações entre as diversas porções do espaço, dando origem também a regiões diferentes. De maneira geral, podemos dizer que a região corresponde a uma determinada porção da superfície terrestre, de extensão variada, cujas características a distingue das áreas vizinhas, dando-lhe uma certa identidade natural, econômica e cultural. Regionalizar é dividir ou classificar o espaço geográfico a partir de critérios específicos. Assim sendo, eu posso classificar qualquer porção do espaço em várias áreas conforme uma característica que eu tenha escolhido antes. A regionalização nos permite estudar os países em conjunto e nos faz entender como um fenômeno se distribui no espaço geográfico. Além de servir para descentralizar a administração e, assim, planejar melhor as ações governamentais, a regionalização também facilita a reunião de informações e a realização de estudos sobre determinado território. Contexto histórico da regionalização do Brasil O processo de regionalização do Brasil aconteceu por meio de mudanças progressivas na sociedade e economia do país. No início, com a chegada dos portugueses ao nosso território, éramos uma “coisa só”. Com a instalação dos colonizadores no país, a extensão territorial passou, pouco a pouco, por mudanças. Uma das mais emblemáticas é a implantação das capitanias hereditárias. No entanto, não paramos por aí. Ciclos diferentes — como o do café, do ouro, das drogas do sertão e do pau Brasil — fizeram com que novos territórios fossem tomados pela população e, assim, novas fronteiras precisassem ser desenhadas no país. Com a ideia de nação surgindo no povo brasileiro e a formação de uma unidade política, ocorreu a anexação de outros territórios, como é o caso do Acre, e a estilização dos estados como os conhecemos hoje. A regionalização foi um processo natural para organizar o país tanto a níveis didáticos quanto políticos, permitindo uma maior compreensão do território de dimensões continentais do Brasil e de sua administração pelos governantes. Com uma extensão de mais de 8,5 milhões de km² se faz necessário dividir o território brasileiro em partes, tanto para diferenciar cada uma delas como para conhecê-las melhor. A primeira divisão regional do Brasil foi realizada através do Tratado de Tordesilhas, em 1494. Nessa divisão, a parte leste do país ficou sob domínio de Portugal, enquanto a parte oeste ficou sob domínio da Espanha. Em 1534, no período colonial do Brasil, a divisão regional consistia na fragmentação em capitanias, que consistia em quinze partes de terra. Essa divisão ocorreu para que a coroa portuguesa conseguisse administrar melhora colônia. Cada capitania tinha um membro da corte no governo, que deveria promover o 58 desenvolvimento da capitania e respondia diretamente ao rei. A partir da independência do Brasil, nenhum modelo de divisão regional foi estabelecido ao certo. No entanto, em 1913 o país iniciou o processo de regionalização até chegar ao modelo atual. A divisão regional do Brasil é o conjunto de estados e municípios em regiões e tem como objetivo ampliar o conhecimento regional do país e definir uma base territorial para levantamento de dados estatísticos. O principal objetivo da divisão regional do Brasil é aumentar a compreensão e perspectiva da organização do território do país, e também auxiliar na implantação e gestão de políticas públicas. Como vimos anteriormente, a regionalização ocorre a partir de uma série de fatores que, juntos, agrupam estados, municípios ou países dentro de um grupo maior. Com o Brasil, claro, isso não é diferente. As regiões brasileiras são formadas a partir de uma série de características semelhantes entre os estados, que vão desde aspectos políticos e econômicos até aqueles que passam pelo âmbito natural, como o estudo dos ecossistemas nativos da região. A República Federativa do Brasil é formada por 26 estados e pelo Distrito Federal. Os estados, por sua vez, dividem-se em municípios, os quais são as menores unidades políticas autônomas na federação brasileira. Na maioria dos casos apresentam áreas rurais e urbanas. Existem no país 5.570 municípios. Os estados são as unidades de maior hierarquia na organização político-administrativa do país; a localidade que abriga a sede do governo é chamada de capital. Ao longo de sua história, o Brasil já teve também unidades administrativas chamadas territórios federais. O Distrito Federal é uma unidade federativa autônoma, que sedia o governo federal, em Brasília. O Distrito Federal não se divide em municípios e sim em regiões administrativas (RAs), muitas das quais correspondem a cidades-satélites. Além dos estados, municípios e do Distrito Federal, a Federação brasileira conheceu outro tipo de unidade político-administrativa: o território federal. Os territórios federais eram áreas consideradas estratégicas, e, por isso, administradas diretamente pela União. O primeiro deles, surgido em 1904, foi o Território Federal do Acre, incorporado ao Brasil no ano anterior. Em 1942, com a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, o governo federal decidiu administrar diretamente algumas áreas situadas na fronteira. O Território Federal de Fernando de Noronha foi criado ainda nesse ano. Em 1943, surgiram os territórios de Amapá, Rio Branco, Guaporé, Ponta Porã e Iguaçu. Em 1946, foram extintos os territórios federais de Ponta Porã e do Iguaçu. Dez anos depois, o Guaporé teve sua denominação alterada para Rondônia. Em 1962, o território do Rio Branco passou a ser chamado de Roraima e o território do Acre foi elevado à categoria de estado. Em 1981, foi a vez de Rondônia. No final da década, com a Constituição de 1988, os territórios de Roraima e Amapá tornaram-se estados, enquanto Fernando de Noronha passou a ser um distrito estadual de Pernambuco. Mas os territórios federais podem não ser uma página virada em nossa história: em dezembro de 2007, havia no Congresso brasileiro propostas para a criação de cinco deles, além de sete novos estados. Modelos de regionalização do Brasil A divisão regional está sujeita a mudanças ao longo do tempo, devido às alterações nos conceitos geográficos, por exemplo. Por esse motivo, o IBGE realizou (e ainda realiza) revisões periódicas em seus modelos de divisão regional. https://beduka.com/blog/exercicios/geografia-exercicios/exercicios-sobre-divisao-regional-do-brasil/ https://beduka.com/blog/exercicios/geografia-exercicios/exercicios-sobre-divisao-regional-do-brasil/ https://www.stoodi.com.br/blog/biologia/ecossistema-o-que-e/ 59 Isso levou ao que chamamos de processo de regionalização do Brasil. Ao longo de sua história, esse processo passou por diversos modelos de divisão regional, até chegar na divisão que conhecemos atualmente. Divisão Regional do Brasil em 1913 A primeira proposta surgiu em 1913 para que a Geografia pudesse utilizá-la no ensino. Os critérios adotados para esse modelo de divisão regional foram somente físicos, como clima, vegetação e relevo. O Brasil era dividido em quatro regiões: Setentrional Norte Oriental Oriental Meridional Divisão Regional do Brasil em 1940 O IBGE propôs um novo modelo de divisão em 1940, que considerava os aspectos socioeconômicos além dos físicos. Nessa proposta, o Brasil tinha cinco regiões: Norte: Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí e o território do Acre; Centro: Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso; Leste: Bahia, Sergipe e Espírito Santo; Nordeste: Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba e Alagoas; Sul: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Divisão Regional do Brasil em 1945 Em 1945, houve um novo modelo de divisão adotado, onde o Brasil possuía sete regiões: Norte; Nordeste Oriental; Nordeste Ocidental; Centro-Oeste; Leste Setentrional; Leste Meridional; Sul. Nesse modelo, na porção norte do Amazonas o território de Rio Branco (atual estado de Roraima) foi criado. O estado do Amapá foi criado ao norte do Pará. Os estados de Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina foram divididos em diversos territórios, dando origem a outros. 60 Divisão Regional do Brasil em 1950 Em 1950, os territórios criados foram extintos e os estados do Maranhão e do Piauí começaram a fazer parte da região Nordeste. Nesse modelo, os estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro constituíam a região Leste. Em 1960, a capital Brasília foi fundada e o Distrito Federal foi transferido para a região Centro- Oeste. Já em 1962, o Acre se tornou um estado independente e o território de Rio Branco se tornou o atual estado de Roraima. Nesse período as regiões criadas foram: Norte Nordeste Leste Sul Centro-Oeste Divisão Regional do Brasil em 1970 O modelo de divisão atual do Brasil surgiu em 1970. Nessa proposta, a região Sudeste, com os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo surgiu. Os estados da Bahia e do Sergipe foram integrados à região Nordeste e os estados de Goiás e Mato Grosso (que seria dividido alguns anos depois) formaram a região Centro-Oeste. Divisão Regional do Brasil de 1988 Em 1988, devido às mudanças da nova Constituição, a atual divisão regional do Brasil foi definida e permanece até os dias de hoje. O estado do Tocantins foi criado a partir de uma divisão no estado de Goiás e foi incorporado à região Norte. Os estados do Amapá e Rondônia tornaram-se estados independentes e a região de Fernando de Noronha foi integrada a Pernambuco. As regiões do Brasil são recortes territoriais repletos de particularidades que levam em conta aspectos econômicos, sociais, políticos, culturais e físicos. Muitas foram as divisões regionais feitas no Brasil pelo órgão responsável, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IBGE( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), foi criado em 1940 no governo de Getúlio Vargas, mas a primeira regionalização do Brasil foi feita em 1941. Ao longo das décadas seguintes á primeira regionalização, foram realizadas várias modificações na divisão oficial, ampliando-se os critérios para as novas divisões. Justifica-se a adoção dos limites estaduais pelo fato de facilitar a coleta e a organização dos dados estatísticos e consequentemente, a implementação de medidas administrativas. No século XX, foram elaboradas diversas divisões regionais que abrangeram os conceitos de: Zonas fisiográficas; Microrregiõese mesorregiões homogêneas; Mesorregiões e microrregiões geográficas. Região oficial do IBGE de 1988 O Brasil está dividido em cinco regiões, essa configuração foi proposta pelo IBGE desde 1970, com uma alteração em 1988, quando Tocantins foi desmembrado de Goiás, tornando-se um estado autônomo. Esse modelo de regionalização respeita os limites políticos dos estados. Essa divisão do Brasil em cinco grandes regiões propostas pelo IBGE considerou aspectos naturais, sociais e econômicos do território. Embora cada região apresente características próprias, todas integram uma área administrativa maior, o território brasileiro, com o qual se relaciona. Essa divisão regional do IBGE de 1988 é a mais utilizada o meio acadêmico. Nesse modelo o 61 Brasil é dividido em cinco grandes regiões: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Regiões não oficiais Existem outras possibilidades de regionalização do território brasileiro, no entanto, ainda que muito discutidas por estudiosos, são propostas não oficiais, é preciso compreender que o Governo Federal reconhece e adota como divisão oficial do Brasil apenas a proposta pelo IBGE. Região Geoeconômica (os complexos regionais) de 1967 Além da regionalização oficial do IBGE, outra divisão do território bastante conhecida e utilizada são os complexos regionais ou regiões geoeconômicas, proposta em 1967 pelo geógrafo Pedro Pinchas Geiger. Tem por base as características histórico- econômicas do Brasil, ou seja, os aspectos da economia e da formação histórica e regional. Ela reflete os arranjos espaciais resultantes da industrialização do país. Na época em que essa proposta foi formulada, o Centro-Sul despontava como núcleo dinâmico da economia brasileira, tanto na agricultura como na indústria e nos serviços urbanos; O complexo regional nordestino destacava-se pela disseminação da pobreza e pelas correntes migratórias que deixavam a região. A Amazônia, por sua vez, era uma região fracamente povoada, que apenas começava a ser incorporada ao conjunto da economia nacional. Aqui, as fronteiras dos estados não são necessariamente respeitadas. Ela divide o país em três regiões geoeconômicas ou complexos regionais: Amazônia: todos os estados do Norte (menos parte do Tocantins), uma porção do Maranhão e o Mato Grosso; Centro-sul: Mato Grosso do Sul, parte do Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, parte restante de Tocantins e os estados do Sudeste e Sul; Nordeste: abrange parte de Minas Gerais e todos os estados do Nordeste, menos uma pequena porção do território maranhense. Os “quatro Brasis” de 2001 Outro modelo de regionalização muito utilizado é o proposto pelo geógrafo Milton Santos em 2001, conhecida como os “quatro brasis" e pretende registrar a "difusão diferencial do meio técnico-científico-informacional"; A região concentrada abrange as regiões Sul e Sudeste do IBGE. Segundo Milton Santos, nessa região estão concentradas as maiores mudanças tecnológicas do país. É a região mais moderna do Brasil, com centros de pesquisa, de tecnologia, universidades etc. Caracteriza-se pela densidade do sistema de relações que intensifica os fluxos de mercadorias, capitais e informações. O seu núcleo é a metrópole paulista, que desempenha funções de cidade global e reforça o comando sobre o território nacional. A soldagem do Sul ao Sudeste reflete a descentralização industrial recente e a implantação de infra-estruturas técnicas que a sustentam. 62 O Centro-Oeste emerge como área de ocupação periférica, fundada na especialização agropecuária e na modernização subordinada às necessidades das firmas que têm sede na Região Concentrada. O estado de Tocantins, estranhamente deslocado para a Região Norte pela Constituição de 1988, reincorpora-se ao Centro-Oeste; O Nordeste define-se pelo peso das heranças: "é uma área de povoamento antigo, onde a constituição do meio mecanizado se deu de forma pontual e pouco densa". A rugosidade do espaço geográfico retarda os fluxos. A instalação das infra-estruturas e redes informacionais realiza-se de modo descontínuo, "sobre um quadro sócio espacial praticamente engessado"; A Amazônia caracteriza-se pela rarefação demográfica e baixa densidade técnica. Os sistemas informacionais aparecem como formas externas, representadas, por exemplo, pelos satélites e radares do Sivam. Os grandes projetos estruturam enclaves, isolados num meio pré-mecânico. Características das regiões brasileiras 1. Região Norte A Região Norte é a maior região em extensão territorial. Abrange sete estados, correspondendo a um pouco mais de 45% do território brasileiro. Possui uma área de, aproximadamente, 3.853.676,948 km2. População: Segundo o IBGE, a região abriga cerca de 18.182.253 milhões de habitantes. A densidade demográfica é de 4,72 habitantes por km². Economia: A região baseia-se nas atividades primárias como extrativismo mineral e vegetal, agricultura e pecuária, e também em atividades do setor secundário, nas indústrias. O Produto Interno Bruto da região representa cerca de 5,3% do PIB nacional, segundo levantamento do IBGE. Aspectos naturais: Nessa região encontra-se a maior floresta tropical do planeta, a Floresta Amazônica, bem como a maior bacia hidrográfica do mundo, a Bacia do Rio Amazonas. Predomina nela o clima equatorial úmido, com um regime de chuvas bem definido e umidade do ar elevada. 2. Região Nordeste A Região Nordeste é a região com o maior número de estados e é a terceira maior do Brasil, com uma área de, aproximadamente, 1.544.291 km 2 , 18% do território brasileiro. População: O Nordeste brasileiro abriga cerca de 56.560.081 habitantes, sendo a segunda região mais populosa do Brasil. A densidade demográfica é de, aproximadamente, 32 habitantes por km². Essa é a região com os menores indicadores sociais, portanto, a que mais enfrenta problemas de ordem social. Economia: O Nordeste detém o terceiro maior PIB do país e, portanto, a terceira maior economia, representando cerca de 13,4% do PIB nacional. O turismo é uma das atividades mais preponderantes na economia nordestina. São Estados e capitais da região norte Estado Capital Amazonas Manaus Acre Rio Branco Rondônia Porto Velho Roraima Boa Vista Amapá Macapá Pará Belém Tocantins Palmas Estados e capitais da região Nordeste Estado Capital Maranhão São Luís Piauí Teresina Rio Grande do Norte Natal Ceará Fortaleza Paraíba João Pessoa Bahia Salvador Pernambuco Recife Alagoas Maceió Sergipe Aracaju https://escolakids.uol.com.br/geografia/pib-produto-interno-bruto.htm 63 desenvolvidas na região atividades de extrativismo e agropecuária. Aspectos naturais: Compreende os biomas Caatinga, Mata Atlântica e faixas de transição com o Cerrado. O clima predominante é o semiárido, mas em áreas de transição podemos encontrar o clima equatorial úmido e o clima tropical. Boa parte dessa região sofre com a falta de chuvas. A seca extrema é um dos obstáculos para o desenvolvimento da região. O Nordeste possui a maior costa litorânea do país. 3. Região Centro-Oeste A Região Centro-Oeste é a região que faz limitação com todas as outras regiões. É a segunda maior região do país quando o critério é extensão territorial. A região Centro-Oeste é a menos populosa dentre as regiões. A Região Centro-Oeste abrange três estados e corresponde a cerca de 19% do território brasileiro. Possui uma área de, aproximadamente, 1.606.403 km². População: A região abriga um pouco mais de 16 milhões de habitantes. A densidade demográfica é de, aproximadamente, 10 habitantes por km2. Economia: A economia baseia-se especialmente na agricultura e pecuária, sendo responsável pelos produtos que estão à frente das maiores exportações do país, comoa soja. No Centro-Oeste brasileiro, também há intensa prática de extrativismo mineral e a maior reserva de nióbio do mundo. O turismo também é representativo, pois na região encontram-se lugares muito procurados pelos amantes da natureza, com a Chapada dos Veadeiros e a Chapada dos Guimarães. Aspectos naturais: A região abrange o Planalto Central e também a área dos aquíferos, como o Aquífero Guarani. Essa região é considerada o berço das águas no país, pois nela encontram-se nascentes de muitos e importantes rios brasileiros. O clima predominante na região é o tropical sazonal, que possui duas estações bem definidas: inverno seco e verão chuvoso. Predominam na região os biomas Cerrado e Pantanal. Dentre as regiões, é a única que não possui litoral. 4. Região Sudeste A Região Sudeste é a região brasileira mais desenvolvida. A Região Sudeste abrange quatro estados e corresponde a, aproximadamente, um décimo do território nacional. Possui uma área com cerca de 924.620 km². É a segunda menor do país, atrás apenas da região Sul. Possui dois estados considerados os mais representativos do Brasil, no que tange ao desenvolvimento, São Paulo e Rio de Janeiro. População: O Sudeste brasileiro abriga cerca de 87.711.946 habitantes, correspondendo a aproximadamente, 44% da população do país. Possui a maior densidade demográfica do país, com, aproximadamente, 92 habitantes por km². É uma das regiões que mais atraem migrantes que buscam melhores oportunidades e qualidade de vida. Estados e capitais da Região Centro-Oeste Estado Capital Goiás Goiânia Mato Grosso Cuiabá Mato Grosso do Sul Campo Grande Estados e capitais da Região Sudeste Estado Capital São Paulo São Paulo Rio de Janeiro Rio de Janeiro Minas Gerais Belo Horizonte Espírito Santo Vitória Estados e capitais da Região Sudeste Estado Capital Rio de Janeiro Rio de Janeiro São Paulo São Paulo Minas Gerais Belo Horizonte Espírito Santo Vitória 64 Economia: Possui o maior Produto Interno Bruto brasileiro, correspondente a 55,2% do PIB nacional. A economia baseia-se no setor industrial, financeiro e comercial, com destaque para as indústrias automobilísticas, siderúrgicas e petrolíferas. O turismo também é representativo. O estado do Rio de Janeiro atrai milhões de turistas durante todo o ano. Aspectos naturais: O relevo é composto por serras, planaltos e planícies costeiras. Há predominância dos planaltos nessa região. Os climas predominantes são o tropical e o tropical de altitude. Abrange o bioma Mata Atlântica e há faixas de Cerrado e Caatinga. No que tange à hidrografia, nessa região há predomínio dos rios de planalto. 5. Região Sul A Região Sul é a que apresenta características mais diversas em relação às outras regiões brasileiras. A Região Sul é a que apresenta características mais diversas em relação às outras regiões brasileiras. A Região Sul é menor região em extensão territorial do país. A Região Sul abrange três estados e é a que apresenta mais diferenças entre as demais regiões do país. Isso deve-se especialmente à sua colonização, feita principalmente por alemães e italianos. População: O Sul do Brasil abriga, aproximadamente, 29.016.114 habitantes. É a terceira região mais populosa do país. A densidade demográfica é de cerca de 47 habitantes por km². É a região que apresenta os melhores indicadores sociais. Economia: Baseia-se no extrativismo vegetal, realizado na região da Mata das Araucárias, e também na agropecuária voltadas à industria de taticínios e com a criação de suínos e a produção de uva, feijão e milho. Essa região possui o segundo maior PIB nacional e a senda mais industrializada. Um dos maiores atrativos turísticos da região é o Parque Nacional do Iguaçu, no estado do Paraná. Aspectos naturais: Devido à sua localização, abaixo da zona tropical, essa é a região que apresenta as estações do ano bem definidas. Os invernos apresentam baixas temperaturas, com ocorrência de geadas. O clima predominante é o subtropical. A chuva é distribuída homogeneamente durante todo o ano. A maioria dos rios da região são de planaltos que constituem a bacia do Rio Uruguai e a bacia do Rio Paraná. Estados e capitais da Região Sul Estado Capital Santa Catarina Florianópolis Paraná Curitiba Rio Grande do Sul Porto Alegre 65 ATIVIDADES PROPOSTAS 1. Qual a menor e maior região brasileira em extensão territorial? _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ 2. Qual região brasileira possui o maior numero de estado e qual possui o menor numero de estado? _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ 3. Qual região brasileira mais desenvolvida? _________________________________________ _________________________________________ 4. Qual região mais populosa do Brasil? _________________________________________ _________________________________________ 5. Qual região com a maior faixa litorânea? _________________________________________ _________________________________________ 6. Qual a única região brasileira que não possui litoral? _________________________________________ _________________________________________ 7. Qual região mais fria do Brasil? _________________________________________ _________________________________________ 8. É a segunda região menos populosa do país, com cerca de 18,2 milhões de habitantes. Apresenta a menor densidade demográfica: 4,2 habitantes/km 2 . O predomínio do clima equatorial é um destaque de seu quadro natural. As informações fazem referência a qual região brasileira? a) Centro-Oeste. b) Sul. c) Nordeste. d) Norte. e) Sudeste. 9. É a região brasileira que apresenta uma subdivisão. São quatro sub-regiões fortemente marcadas por aspectos naturais particulares. Qual região do Brasil é descrita pelo enunciado? a) Norte. b) Centro-Oeste. c) Nordeste. d) Sudeste. e) Sul. 10. O clima subtropical é caracterizado pela presença das quatro estações bem definidas e chuvas regulares e bem distribuídas ao longo do ano. No Brasil, a ocorrência desse tipo climático é verificada em apenas uma das regiões. Marque a alternativa que indica corretamente a região do clima subtropical. a) Norte. b) Sudeste. c) Centro-Oeste. d) Nordeste. e) Sul. 11. Observe o mapa abaixo: Neste mapa podemos encontrar as cinco regiões do Brasil marcadas com diferentes números. Assinale a alternativa onde a identificação está correta: a) 1- Norte; 2- Sudeste; 3- Nordeste; 4- Centro- Oeste; e 5- Sul. b) 1- Nordeste; 2- Norte; 3- Centro-Oeste; 4- Sul; e 5- Sudeste. c) 1- Sul; 2- Centro-Oeste; 3- Nordeste; 4- Sudeste; e 5- Norte. 66 d) 1- Norte; 2- Centro-Oeste; 3- Nordeste; 4- Sudeste; e 5- Sul. e) 1- Norte; 2- Nordeste; 3- Centro-Oeste; 4- Sudeste; e 5- Sul. 12. No Brasil, verificamos diferenças econômicas entre as regiões. Desta maneira, podemos afirmar que há regiões que são mais industrializadas enquanto outras são mais agrícolas. Quais são as regiões mais industrializadas do Brasil? a) Norte e Sul b) Nordeste e Centro-Oeste c) Sudeste e Sul d) Sudeste e Nordeste e) Centro-Oeste e Sudeste 13. Observe a imagem abaixo: Marque a alternativa correta que expressa as informações contidas no gráfico: a) Cerca de 73% da população do Nordeste vive no campo, o que faz esta região a mais rural do Brasil. b) As regiões que possuem a maior parte da população vivendo em zonas urbanas são o Sul e o Sudeste. c) A partir da leitura dos gráficos está claro que a concentração rural é muito forte em regiões como o Centro-Oestee o Norte. d) O fenômeno de deslocamento da população rural para o meio urbano, ilustrado nesta imagem, chama-se êxodo urbano. e) A maioria da população brasileira vive em zonas urbanas e este é um fenômeno que podemos encontrar em todas cinco regiões do país. Parabéns você concluiu essa etapa!!!!