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1 
 
INTRODUÇÃO A GEOGRAFIA 
"A palavra “geografia” tem origem grega e 
é formada pelos radicais “geo”, que significa 
Terra, e “grafia”, que significa descrição. Essa 
nomenclatura refere-se à definição antiga da 
ciência geográfica, que relacionava Geografia 
somente aos fenômenos que ocorrem na superfície 
terrestre." 
"Geografia é, nos dias atuais, a ciência que 
estuda o espaço geográfico, produzido por meio da 
dinâmica das relações estabelecidas entre o 
homem e o meio. Em suma, a Geografia analisa a 
dinamicidade das relações entre a sociedade e a 
natureza, capazes de transformar o espaço 
geográfico. A maneira como essas relações são 
estabelecidas confere à Geografia sua identidade e 
importância." 
A origem dessa ciência ocorreu na Grécia 
Antiga, estudiosos gregos que viajavam para 
diversos pontos passaram a registrar tudo o que 
viam, com destaque para os recursos naturais e 
aspectos da cultura dos povos. 
Um dos estudiosos mais lembrados é 
Heródoto (484-420 a.C), conhecido como “pai da 
história e da geografia”, sendo um dos primeiros a 
realizar viagens “científicas”. Os primórdios da 
Geografia contribuíram grandiosamente para o seu 
desenvolvimento, no entanto, sua efetivação e 
reconhecimento como ciência sucedeu somente no 
século XIX, na Alemanha. Fato desencadeado pela 
Revolução Industrial iniciada na Inglaterra que 
impulsionou o desenvolvimento tecnológico e 
científico da época. 
 
O que é Geografia? 
 “A Geografia é a ciência que estuda o 
espaço geográfico, espaço produzido pelo homem 
ao intervir no meio natural, adaptando-o à sua 
exploração, à utilização dos seus recursos, 
segundo as formas institucionais e as 
disponibilidades culturais, técnicas e econômicas 
de que dispõe.” ANDRADE. 
 
Porque estudar geografia? 
Estudar geografia é uma forma de 
compreender o mundo em que vivemos. Através 
desse estudo, podemos entender melhor tanto o 
nosso lugar de moradia – seja uma cidade, seja 
uma área rural – quanto o país do qual fazemos 
parte, assim como os demais países da superfície 
terrestre. 
Para nos posicionarmos inteligentemente 
frente a esse mundo, temos de conhecê-lo bem. 
Para nele vivermos de forma consciente e critica, 
devemos estudar os seus fundamentos, desvendar 
os seus mecanismos. Ser cidadão pleno em nossa 
época significa estar criticamente integrado na 
sociedade, participando ativamente de suas 
transformações, o que exige constante reflexão 
sobre o nosso mundo, compreendendo-o desde o 
âmbito local até o nacional e mundial. Nesse 
sentido a geografia é instrumento indispensável 
para empreendermos esse trabalho de reflexão e 
transformação do universo em que nos inserimos. 
Há muito tempo o homem vem 
transformando o espaço natural em seu beneficio, 
mas o estudo dessa paisagem continuou intocável, 
desvinculado da realidade. Os problemas da 
geografia não dizem respeito apenas aos 
geógrafos, mas, refere-se a todos os cidadãos. 
 
Categorias da Geografia 
As principais categorias da geografia são: 
paisagem, território, região e lugar. 
A Geografia, assim como várias outras 
ciências, utiliza-se de categorias para basear os 
seus estudos. Trata-se da elaboração e utilização 
de conceitos básicos que orientem o recorte e a 
análise de um determinado fenômeno a ser 
estudado. Por exemplo, um estudo geográfico 
sobre determinadas disputas geopolíticas pode ser 
realizado tendo como base o conceito de território, 
que seria uma categoria a ser utilizada como uma 
forma de se enxergar o estudo. 
Atualmente, além do espaço geográfico – 
principal objeto de análise da Geografia –, existem 
quatro principais conceitos que se consolidaram 
como categorias geográficas: território, região, 
paisagem e lugar. A seguir, uma breve 
conceituação: 
Paisagem: refere-se às configurações 
externas do espaço. Por muitas vezes, ela foi 
definida como “aquilo que a visão alcança”. 
Porém, essa definição desconsidera as chamadas 
“paisagens ocultas”, ou seja, aqueles processos e 
dinâmicas que são visíveis, mas que de alguma 
forma foram ocultados pela sociedade. Além 
disso, tal definição também peca por apenas 
considerar o sentido da visão como preceptora do 
espaço, cabendo a importância dos demais 
sentidos, com destaque para a audição e o olfato. 
Dessa forma, podemos afirmar, de maneira 
simples e direta, que o conceito de paisagem 
refere-se às manifestações e fenômenos espaciais 
que podem ser apreendidos pelo ser humano 
através de seus sentidos. 
 
2 
 
Território: é classicamente definido como 
sendo um espaço delimitado. Tal delimitação se dá 
através de fronteiras, sejam elas definidas pelo 
homem ou pela natureza. Mas nem sempre essas 
fronteiras são visíveis ou muito bem definidas, 
pois a conformação de um território obedece a 
uma relação de poder, podendo ocorrer tanto em 
elevada abrangência (o território de um país, por 
exemplo) quanto em espaços menores (o território 
dos traficantes em uma favela, por exemplo). 
Região: é uma área ou espaço que foi 
dividido obedecendo a um critério específico. 
Trata-se de uma elaboração racional humana para 
melhor compreender uma determinada área ou um 
aspecto dela. Assim, as regiões podem ser criadas 
para realizar estudos sobre as características gerais 
de um território (as regiões brasileiras, por 
exemplo) ou para entender determinados aspectos 
do espaço (as regiões geoeconômicas do Brasil 
para entender a economia brasileira). Eu posso 
criar minha própria região para a divisão de uma 
área a partir de suas práticas culturais ou por suas 
diferentes paisagens naturais, entre outros 
critérios. 
Lugar: é uma categoria muito utilizada por 
aqueles pensadores que preferem construir uma 
concepção compreensiva da Geografia. Grosso 
modo, o lugar pode ser definido como o espaço 
percebido, ou seja, uma determinada área ou ponto 
do espaço da forma como são entendidos pela 
razão humana. Seu conceito também se liga ao 
espaço afetivo, aquele local em que uma 
determinada pessoa possui certa familiaridade ou 
intimidade, como uma rua, uma praça ou a própria 
casa. 
É preciso lembrar, no entanto, que essas categorias 
e conceitos não são exclusivos da Geografia, 
podendo ter outros significados quando utilizados 
em outras ciências ou pelo senso comum. Além 
disso, essas não são necessariamente as únicas 
categorias dessa ciência, mas apenas as mais 
comumente adotadas pelos geógrafos em seus 
estudos. 
Ao longo da história do pensamento geográfico, 
outras categorias predominaram, como a noção de 
“posição”, um importante conceito nos estudos de 
Friedrich Ratzel, e “gêneros de Vida”, termo 
utilizado por Vidal de La Blache. 
O Espaço Geográfico é um importante 
conceito para a Geografia, haja vista que ele é o 
objeto principal de estudo dessa área do 
conhecimento. Sendo assim, entender o espaço 
geográfico significa também compreender o papel 
que essa ciência possui no sentido de investigar a 
realidade tanto em seu aspecto social quanto em 
suas premissas naturais, com ênfase nas relações 
entre sociedade e natureza. 
Não há, no entanto, um consenso entre os 
geógrafos sobre o que seria, exatamente, o espaço 
geográfico, haja vista que muitos deles orientam-
se a partir de diferentes correntes de pensamento 
que apresentam diferentes perspectivas. Por 
exemplo, para a corrente Nova Geografia, o 
espaço geográfico corresponde à organização da 
sociedade e seus elementos sobre o meio. 
 
O ensino de Geografia deve se desenvolver 
impulsionado pela sensibilidade e pela urgência 
de aliar o conhecimento científico e tecnológico 
a uma nova perspectiva de produção material 
da vida, pautado no respeito aos seres humanos 
e à natureza, e principalmente, vinculado a 
vivência dos estudantes e seu entorno. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/friedrich-ratzel.htmhttps://brasilescola.uol.com.br/geografia/vidal-la-blache.htm
1 
 
PROFESSOR:_______________________________________________________________________ 
ALUNO:____________________________________________________________________________ 
TURMA:_______ SÉRIE/ANO: _______ TURNO:______________ DATA: ____/____/______ 
COMPONENTE CURRICULAR: GEOGRAFIA 
CONTEÚDO: INTRODUÇÃO AO CONHECIMENTO GEOGRÁFICO 
1. Qual o objeto de estudo da Geografia? 
a) Interpretação de Mapas. 
b) Descrição dos Lugares. 
c) Observação da Paisagem. 
d) Estudo do Espaço Geográfico. 
e) Saber todos os nomes de países e capitais. 
 
2. Assinale a opção CORRETA em relação ao 
conceito de Paisagem. 
a) Paisagem representa o que ouvimos de um 
determinado lugar. 
b) Paisagem é uma fotografia de um lugar só com 
características naturais. 
c) Paisagem é o que vemos e observamos de um 
lugar. 
d) Paisagem geográfica é apenas um quadro 
bonito de um lugar. 
e) Paisagem representa apenas os aspectos sociais 
e humanizados de um determinado lugar. 
 
3. Onde surgiu o conhecimento Geográfico? 
a) Na Itália. b) Na França. c) No Brasil. 
d) Na Grécia Antiga. e) Nos Estados Unidos. 
 
4. É uma área que foi separada, através de um 
critério, por possuir semelhanças em 
comum. 
a) Região b) Lugar c) Território 
d) Paisagem e) Espaço geográfico 
 
5. A partir do conceito de REGIÃO, assinale a 
opção CORRETA: 
a) O conceito de região na geografia refere-se à 
porção do espaço que agrupa elementos 
diferentes. 
b) Por regionalização pode-se entender a divisão 
de um grande espaço em regiões, sem nenhum 
critério anteriormente estabelecido. 
c) Para estudar todos os países do mundo não 
precisamos regionalizar as informações, 
podemos estudar todos os dados geográficos 
juntos. 
d) O conceito de região é menor que a escala 
local, e maior que a escala nacional. 
e) Cada região se diferencia das outras por 
apresentar particularidades próprias, ou seja, 
semelhança entre seus elementos. 
 
6. Leia o fragmento da música, e assinale a 
opção VERDADEIRA referente à categoria 
geográfica utilizada: 
SAMBA DO AVIÃO 
Composição: Antônio Carlos Jobim 
Eparrê 
Aroeira beira de mar 
[...] 
Vejo o Rio de Janeiro 
Estou morrendo de saudades 
Rio, seu mar 
Praia sem fim 
[...] 
Este samba é só porque 
Rio, eu gosto de você 
A morena vai sambar 
Seu corpo todo balançar 
[...] 
Aperte o cinto, vamos chegar 
Água brilhando, olha a pista chegando 
E vamos nós 
Pousar... 
a) Cartografia. b) Paisagem. c) Região. 
d) Território. e) Espaço geográfico 
 
7. Leia o trecho da música Paisagem da janela, 
de Beto Guedes, e responda ao que se pede: 
Da janela lateral do quarto de dormir 
Vejo uma igreja um sinal de glória 
Vejo um muro branco e no voo um pássaro 
Vejo uma grade e um velho sinal. 
Mensageiro natural, de coisas naturais 
Quando eu falava dessas cores mórbidas 
Quando eu falava desses homens sórdidos 
Quando eu falava deste temporal... 
De acordo com o trecho da música, assinale a 
alternativa que contém apenas elementos culturais. 
a) “...no voo um pássaro...” 
b) “...Vejo uma igreja um sinal de glória...” 
c) “...de coisas naturais...” 
d) “...Quando eu falava dessas cores mórbidas...” 
 
 
 
 
2 
 
8. Leia o fragmento da música, e assinale a 
opção VERDADEIRA referente à categoria 
geográfica utilizada: 
SAMBA DO AVIÃO 
Composição: Antônio Carlos Jobim 
Eparrê 
Aroeira beira de mar 
[...] 
Vejo o Rio de Janeiro 
Estou morrendo de saudades 
Rio, seu mar 
Praia sem fim 
[...] 
Este samba é só porque 
Rio, eu gosto de você 
A morena vai sambar 
Seu corpo todo balançar 
[...] 
Aperte o cinto, vamos chegar 
Água brilhando, olha a pista chegando 
E vamos nós 
Pousar... 
a) Cartografia 
b) Espaço geográfico 
c) Região 
d) Lugar 
e) Território 
 
9. Assinale a opção INCORRETA em relação 
às características da Paisagem: 
a) As paisagens representam apenas elementos 
naturais de um determinado lugar. 
b) A paisagem é tudo o que os nossos olhos vêem 
de um determinado local. 
c) As paisagens mudam. 
d) As paisagens podem ser bonitas ou feias. 
 
10. A paisagem em que predominam os 
aspectos originais da natureza como a 
vegetação, o relevo e a hidrografia é 
chamada de paisagem natural. Assinale a 
alternativa abaixo que contenha apenas 
paisagens naturais. 
a) Rodovia, edifícios e represa. 
b) Geleira, floresta e conjunto de montanhas. 
c) Hidrelétrica, cidade e lago. 
d) Cachoeira, lago e loteamento. 
 
11. O espaço geográfico é composto por 
“formas visíveis” e “formas invisíveis”. 
Assinale a alternativa abaixo que contenha 
apenas “formas invisíveis” do espaço 
geográfico. 
a) Rodovias e legislação 
b) Hidrelétricas e praias 
c) Fluxo de comunicação e fluxo de informação 
d) Fábricas e fluxo de informação 
 
12. Assinale a opção INCORRETA em relação 
as características do Espaço Geográfico: 
a) Espaço geográfico é aquele onde predominam 
os aspectos originais da natureza. 
b) Lugar é a parte do espaço geográfico onde 
vivemos e interagimos com a paisagem. 
c) O espaço geográfico é a natureza transformada 
pelos seres humanos, por meio de seu trabalho 
ao longo da história. 
d) Para entendermos o espaço geográfico faz-se 
necessário compreender a sociedade que o 
criou e continua a transformá-lo ao longo do 
tempo. 
 
13. Leia o texto e responda: 
 “Esta categoria pode ser definida como o espaço 
percebido, ou seja, uma determinada área ou 
ponto do espaço da forma como são entendidos 
pela razão humana. Seu conceito também se 
liga ao espaço afetivo, aquele local em que 
uma determinada pessoa possui certa 
familiaridade ou intimidade, como uma rua, 
uma praça ou a própria casa.” PENA, Rodolfo 
F. Alves. "Categorias da Geografia"; Brasil 
Escola. 
 A que categoria geográfica refere-se o texto 
acima? 
a) Região b) Território c) Lugar 
d) Paisagem cultural e) Espaço geográfico 
 
14. Categoria amplamente utilizada no âmbito 
da política, esse conceito e comumente 
entendido como uma área delimitada por 
fronteiras e está relacionado com uma 
configuração de poder. É, portanto uma 
área apropriada, uma porção do espaço 
geográfico onde uma relação hierárquica 
estabelece-se. 
a) Paisagem b) Lugar c) Território 
d) Espaço geográfico e) Região 
 
3 
FORMAÇÃO E EXPANSÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO 
 
Tratado de Tordesilhas (1494) e o Tratado de Madri (1750). 
Espanha e Portugal foram os pioneiros na expansão marítimo-comercial iniciada no século XV. 
Com isso, houve conflitos entre Espanha e Portugal, devido às divisões entre os dois países europeus. 
Para regulamentar as terras conquistadas, e na tentativa de evitar uma guerra, assinaram em 7 de junho de 
1494, em Tordesilhas, Espanha, o Tratado de Tordesilhas. Esse tratado definiu o primeiro limite 
territorial do Brasil, estabelecendo uma linha imaginaria de 370 léguas ou 1770 km do arquipélago de 
Cabo Verde (colônia portuguesa na África). As terras a leste (oriente) pertenceriam a Portugal e, as terras 
a oeste (ocidente) seriam da Espanha. 
Observe no mapa, que a linha imaginária passava 
pelos atuais Estados do Pará (Norte), até o atual Estado de 
Santa Catarina (Sul), se esses limites fossem 
respeitados o território brasileiro não ultrapassaria os 3 
milhões de km². 
Com o aumento das expedições através da Linha 
de Tordesilhas, devido à escravidão de indígenas, os 
bandeirantes ultrapassaram o Tratado, com isso invadiram 
a parte que era designada aos espanhóis. Entretanto em 
1750, foi assinado o Tratado de Madri (Espanha), que 
garantiu a extensão territorial do Brasil em 98,5% das 
terras que temos atualmente, já que o Território do Acre 
foi incorporado ao País somente em 1904, da Bolívia. 
 
 
Atividades econômicas do brasil colonial 
 
As atividades econômicas foram fator essencial para a expansão do Brasil. Nossa economiacolonial (1500-1822) girava em torno de gêneros primários voltados à exportação e às necessidades da 
metrópole portuguesa. 
Cana de Acúcar e mineração. – A exploração da cana de açúcar e a mineração representaram os dois 
processos mais importantes da economia colonial brasileira. Veja as principais características desses 
processos no quadro a seguir. 
ATIVIDADE AÇUCAREIRA ATIVIDADE MINERADORA 
Apogeu: século XVII (1601-1700) Apogeu: entre 1740 e 1750 (século XVIII). 
Localização: Zona da Mata, litoral nordestino (PE e 
BA), onde haviam o maior número de engenhos 
instalados. 
Localização: capitania de MG (cidades de São João 
Del Rei, Vila Rica, Sabará, Vila do Príncipe e Arraial 
do Tejuco. 
Caracteristicas: 
Plantação adaptada ao clima Tropical Litorâneo e ao 
solo argiloso (massapé). 
Conhecimento prévio dos portugueses, que cultivavam 
o produto no Arquipélago dos Açores. 
Boa aceitação do produto na Europa, devido sua 
raridade no continente. 
O capital holandês financiava os engenhos, a compra 
de escravos e o transporte, refino e distribuição do 
açúcar na Europa. 
Plantation: cultivo de um único produto em larga 
escala voltado para o mercado externo. 
A sociedade era basicamente rural. 
Caracteristicas: 
Aumento da população colonial com imigração de 
portugueses que vinhas atrás de riquezas. 
Migração de pessoas do litoral baiano e 
pernambucano para as áreas interioranas de MG. 
Desenvolvimento de inúmeras atividades econômicas 
secundarias e dependentes da mineração (pecuária, 
ferramentas, móveis vestuários, armas, couros etc). 
Mudança da sede governamental de Salvador (BA) 
para o Rio de Janeiro em 1793. 
Expansão do povoamento nos Estados de (GO, MG, 
MT e áreas do atual MS). 
A sociedade era basicamente urbana. 
 
 
4 
O Café. A atividade cafeeira alterou profundamente 
a economia e a sociedade brasileiras. Veja a seguir 
quais eram as suas principais características: 
Entre 1881 e 1890, o café representou mais de 60% 
das receitas de nossas exportações. 
A mão de obra escrava foi substituída pelos 
europeus que foram pagos pelo serviço, mesmo 
muitas vezes ficando semiescravos dos grandes 
fazendeiros. 
A rede ferroviária e as cidades se expandiram em 
direção ao interior, principalmente para o interior de 
SP. 
O porto de Santos (SP) passa a ser o mais 
importante do Brasil. 
Uma parte do capital oriundo das exportações 
cafeeiras foi investida nas indústrias. 
 
Caracterização do espaço brasileiro 
 
“Quando digo que o Brasil pode ser 
uma superpotência, não estou me 
referindo apenas à capacidade militar. 
Do meu ponto de vista, uma potência 
mundial é o resultado de vários 
fatores. O militar é apenas um deles. A 
condição de potência decorre da 
capacidade econômica, da saúde 
social, da ausência de conflitos 
internos e do tamanho do território do 
país”. Helmut Schimidt, ex-chanceler 
alemão. Revista Veja, 21 de fevereiro 
de 2001.Brasil: posição geográfica. 
 
Considerado um país de 
dimensões continentais, o Brasil tem 
uma área de, aproximadamente, 8,5 
milhões de quilômetros quadrados 
(km2), ocupando cerca de 50% da área 
total da América do Sul. Além da 
porção continental, também existem 
ilhas oceânicas pertencentes ao 
território brasileiro, como o 
arquipélago de Fernando de Noronha e 
as ilhas São Pedro e São Paulo. O 
Brasil possui, tanto no sentido norte-
sul quanto no leste-oeste, uma grande 
extensão de terras e é o quinto maior 
país do mundo em extensão territorial. 
O Brasil com 8.511.965 km² é o quinto maior país em extensão territorial, atrás apenas de Rússia 
(17.075.400 km²), Canadá (9 970 610 km²), China (9 597 000 km²), EUA (9 372 615 km ²), lembrando 
que os EUA adquiriu a quarta colocação porque comprou o Alasca (1 500 000 km²) da Rússia em 1861 e 
adquiriu as ilhas do Hawai em 1898. 
 
 
 
5 
Localização geografica do Brasil 
Aproximadamente 93% do território brasileiro está localizado no Hemisfério Sul do planeta. 
O restante, 7%, localiza-se no Hemisfério Norte, ou seja, uma pequena porção está ao norte da linha 
do equador. O território brasileiro encontra-se inteiramente à oeste do Meridiano de Greenwich, o 
que faz dele um país pertencente ao Hemisfério Ocidental da Terra. Situado na porção sul do 
continente americano, o Brasil faz limite com quase todos os países da América do Sul, exceto Chile 
e Equador. 
Resumindo: O Brasil possui terras em três dos quatro hemisférios, que são: 
93% encontra-se no Hemisfério Sul. 
7% situa-se no Hemisfério Norte. 
Totalmente inserido no Hemisfério Ocidental. 
85% na zona intertropical. 
15% na zona temperada do sul 
Sua latitude, segundo a Linha do Equador (0°) é baixa, com isso situamos em uma área que 
abrange 85% da Zona Intertropical. Mesmo situados em uma pequena porção do Hemisfério Norte, o 
clima quente úmido prevalece, pois as latitudes são baixas. Veja no mapa abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Observe que estamos próximos à Linha do Equador, com isso nossas latitudes então entre 5°16’19’’ Lat./Norte a33°45’09’’ 
Lat./Sul, e as longitudes a leste situam-se entre os 34°45’54’’ leste a 73°59’32’’oeste. 
 
As fronteiras 
Toda vez que nos referirmos à fronteira, estamos 
mencionando uma faixa, ou seja, uma zona do território, 
geralmente habitada, que se estende ao longo da linha do 
limite. 
Limite é a linha que determina e separa os domínios de 
dois ou mais territórios, como de um país, estado ou 
município, podendo ser um marco natural (rio, montanha) 
ou um marco artificial, construído pelo ser humano (rua, 
estrada, obelisco). Os limites podem, ainda, não ter 
nenhuma marcação, sendo linhas imaginárias. 
No mapa abaixo, estão representados os países 
que fazem fronteira com o Brasil. Observe a extensão 
do limite terrestre do litoral brasileiro e também a extensão dos limites do Brasil com cada país vizinho. 
 
6 
Paises que fazem fronteira com o Brasil: 
 
Ao norte: Guiana Francesa, Suriname, Guiana e Venezuela. 
A noroeste: Colômbia. 
A oeste: Peru e Bolívia. 
A sudoeste: Paraguai e Argentina. 
Ao sul: Uruguai. 
 
Pontos extremos do Brasil 
Em razão de sua grande extensão territorial, o Brasil apresenta uma enorme diversidade de 
riquezas naturais. Muitos países, inclusive, não possuem a metade da biodiversidade encontrada em 
nosso país. 
Extenso e diverso, o território brasileiro é delimitado em seus extremos por quatro marcos naturais. 
Coordenada Acidente Geográfico Unidade da Federação 
Norte 
Nascentes do Rio Ailã e Caburaí, na Serra do Caburaí, 
fronteira com a Guiana. 
 
Estado de Roraima. 
Sul Curva do Arroio Chuí, na fronteira com o Uruguai. 
 
Estado do Rio Grande do Sul. 
Leste Ponta dos Seixas, voltada para o Oceano Atlântico. 
 
Estado da Paraíba. 
Oeste 
Rio Moá, na fronteira com o Peru (Serra da 
Contamana ou Serra do Divisor). 
 
Estado do Acre. 
 
7 
Observe no mapa abaixo a localização dos pontos extremos do Brasil. 
 
Fusos horários do Brasil. 
 
O território brasileiro está oficialmente dividido em quatro fusos horários: 
Fuso horário 1: Duas horas de atraso em relação a Greenwich (GMT -2). Estão inseridos nele 
arquipélagos brasileiros e ilhas, como Fernando de Noronha, o arquipélago de São Pedro e São Paulo e o 
atol das Rocas. 
Fuso horário 2: Três horas de atraso em relação a Greenwich (GMT -3). Corresponde à hora 
oficial do Brasil e é chamado também de horário de Brasília. Nele estão inseridos: todos os estados 
das regiões Sul, Sudeste e Nordeste, o Distrito Federal, os estados de Goiás, Tocantins, Pará e 
Amapá. 
Fuso horário 3: Quatro horas de atraso em relação a Greenwich (GMT -4). Estão inseridos nele a 
totalidade dos territórios de Rondônia, Roraima, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além da maior 
 
8 
porção do Amazonas. 
Fuso horário 4: Cinco horas de atraso em relação a Greenwich (GMT -5). Uma pequena parcelado extremo oeste do Amazonas está inserido nele, assim como todo o território do Acre. 
A demarcação dos fusos horários no Brasil, no entanto, nem sempre teve essa configuração. 
Apesar de o país estar inserido em quatro faixas de horários oficiais (divisão teórica), que são definidos 
simplesmente pela passagem dos meridianos, a hora legal do país é definida pelo Estado, de acordo com 
critérios próprios. 
No ano de 2008, um decreto legislativo fez com que o Acre e o extremo oeste do Amazonas 
fossem integrados ao fuso horário GMT -4, e o Brasil passou a ter oficialmente três fusos horários. 
Nessa mudança, o estado do Pará, que era até então dividido entre as zonas 2 e 3, foi inteiramente 
posicionado na zona 2, que corresponde ao horário de Brasília. 
Em um referendo realizado entre a população acriana, a maioria votou pelo retorno do estado ao 
quarto fuso horário (GMT -5), o que ocorreu no ano de 2013. Tanto o território do Acre quanto o oeste 
do Amazonas voltaram para a sua zona original, e o Pará permaneceu no horário de Brasília.
 
9 
ATIVIDADES PROPOSTAS 
1. Observe a charge e responda: 
 
a) A charge aborda a chegada dos europeus na 
costa leste do continente sul americano, qual 
nação europeia estabeleceu colônia no Brasil e 
qual foi o modelo de colonização estabelecido? 
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________ 
b) Qual é a crítica presente de forma cômica na 
charge em referência a colonização brasileira? 
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________ 
 
2. O que foi o Tratado de Tordesilhas? 
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________ 
 
3. Quais foram as primeiras atividades 
econômicas do Brasil? 
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________ 
______________________________________
______________________________________ 
 
4. Cite os pontos extremos do Brasil: 
a) Norte:_________________________________
______________________________________
____________________________________ 
b) Sul:___________________________________
______________________________________
____________________________________ 
c) Leste:_________________________________
______________________________________
____________________________________ 
d) Oeste:_________________________________
______________________________________
____________________________________ 
 
5. Cite os países que fazem fronteira com o 
Brasil: 
a) Norte:_________________________________
______________________________________
____________________________________ 
b) Noroeste:______________________________
______________________________________
____________________________________ 
c) Oeste:_________________________________
______________________________________
____________________________________ 
d) Sudoeste:______________________________
______________________________________
____________________________________ 
e) Sul:___________________________________
______________________________________
____________________________________ 
 
6. As fronteiras brasileiras, todas elas 
posicionadas na América do Sul, totalizam 
23.102 quilômetros de extensão. Desse total, 
mais de 15 mil quilômetros encontram-se em 
terras emersas, fazendo fronteira com todos 
os países sul-americanos, exceto: 
a) Venezuela e Colômbia 
b) Chile e Equador 
c) Uruguai e Guiana Francesa 
d) Panamá e Peru 
 
7. Uma característica do território brasileiro 
bastante relevante é a sua grande extensão 
longitudinal. Do extremo leste, a Ponta do 
Seixas, em Paraíba, até o extremo oeste, a 
Nascente do Rio Moa, no Acre, há uma 
distância de 4.319 quilômetros. Uma 
característica socioespacial do Brasil 
resultante do fator acima apresentado é: 
a) Elevada variação climática 
b) Presença de domínios naturais diversificados. 
 
10 
c) Existência de vários fusos horários 
d) Acentuada unidade topográfica 
e) Facilidade para o deslocamento rodoviário 
 
8. Para garantir a posse da terra, Portugal 
decidiu colonizar o Brasil. Mas, para isso, 
seria preciso desenvolver uma atividade 
econômica lucrativa. A solução encontrada 
foi implantar em certos trechos do litoral: 
a) A produção açucareira. 
b) A exploração do ouro. 
c) O comércio de especiarias. 
d) A criação de gado. 
 
9. Sabe-se que as chamadas “drogas do Sertão” 
(cravo, canela, castanha, cacau) que 
juntamente com as atividades missionárias 
dos jesuítas deu início a ocupação: 
a) da parte sul do Brasil. 
b) da região amazônica. 
c) da região mineira. 
d) do nordeste brasileiro. 
 
10. Com a crise da economia açucareira e as 
constantes expedições ao longo das áreas 
interioranas do Brasil, inicia-se assim o 
ciclo: 
a) do café. 
b) da madeira. 
c) do ouro. 
d) da pecuária 
 
11. Por volta de 1534 a coroa portuguesa 
adotou um sistema de administração da sua 
colônia aqui no Brasil conhecido por: 
a) Capitanias Hereditárias 
b) Tratado de Tordesilhas 
c) Tratado de Madri 
d) Sesmarias 
 
12. O tratado de Tordesilhas, firmado em 1494, 
dividiu as terras recém-descobertas entre: 
a) Itália e França 
b) Espanha e Portugal 
c) Alemanha e Inglaterra 
d) Espanha e Inglaterra 
e) França e Alemanha 
 
13. Considere a frase a seguir: 
A ocupação do ________________ brasileiro ao 
longo da história foi marcada pela 
exploração da _____________. Desse modo, 
pode-se dizer que as _______________ 
influenciaram a formação de diversas 
______________ do Brasil. As palavras que 
melhor completam a frase são: 
a) Interior – madeira – ocupações espanholas – 
culturas. 
b) Território – natureza – atividades econômicas – 
paisagens. 
c) Mapa – natureza – embarcações portuguesas – 
economias. 
d) Litoral – zona costeira – tribos indígenas – 
vegetações. 
e) Domínio morfoclimático – água doce – 
indústrias – necessidades 
 
14. É importante conhecer o território 
brasileiro seus dados e informações. 
Observe o mapa e sobre os pontos extremos 
do Brasil, marque a alternativa 
CORRETA: 
a) Os pontos extremos do território brasileiro estão 
apenas no sentido norte Monte Caburaí 
(Roraima) e sentido sul Arroio Chuí (Rio 
Grande do Sul). 
b) Os pontos extremos do território brasileiro estão 
no sentido apenas leste Ponta do Seixas e oeste 
na Serra do divisor de Contamana; 
c) Os pontos extremos do território brasileiro estão 
nos sentidos norte Monte Caburaí (Roraima), 
sul Arroio Chuí, leste Ponta do Seixas e oeste na 
Serra do divisor de Contamana; 
d) Os pontos extremos do território brasileiro estão 
nos sentidos norte Monte Contamana 
(Roraima) e sul Arroio Chuí. 
e) Ao sul Arroio Chuí, leste Ponta do Seixas e 
oeste na Serra do divisor de Caburaí. 
 
 
 
 
Pontos Extremos do Brasil 
 
 
11 
15. É um desafio um país com dimensão 
continental! Durante muitos anos o Brasil 
adotou quatro fusos horários diferentes, 
mas em 2008 com o objetivo de adequar os 
horários dos programas de TV, foi reduzido 
um fuso horário da região Norte, ficando 
assim com três. Somente a partir de 2013 o 
Brasil volta a ter quatro fusos horários. 
Observe o mapa e marque X na alternativa 
CORRETA: 
 
a) O território brasileiro é abrangido por quatro 
fusos horários, o que significa que emrelação a 
hora de Brasília as áreas a oeste tem diferença 
de uma hora. 
b) O território brasileiro é abrangido por quatro 
fusos horários, o que significa que em relação a 
hora de Brasília as áreas a oeste tem diferença 
de duas horas. 
c) O território brasileiro é abrangido por quatro 
fusos horários, o que significa que em relação a 
hora de Brasília as áreas a oeste tem diferença 
de três horas. 
d) O território brasileiro é abrangido por quatro 
fusos horários, o que significa que em relação a 
hora de Brasília as áreas a oeste tem 
diferença de quatro horas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16. Analise o mapa e marque 
alternativa INCORRETA: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
a) O Brasil está localizado na América do Sul e é 
banhado somente pelo oceano Atlântico. 
b) O Brasil é o quinto maior país do mundo em 
extensão territorial. 
c) A porção sul do Brasil é cortada pela linha do 
Equador, mais precisamente nos estados 
Amapá, Pará, Roraima e Amazonas. 
d) Bolívia e Peru estão localizados a oeste do 
território brasileiro. 
e) O Trópico de Capricórnio corta o território 
brasileiro na porção sul. 
 
 
 
 
 
12 
HIDROGRAFIA 
 
A hidrografia é a parte da Geografia que estuda as águas do planeta terra. O termo também é 
utilizado para designar o conjunto das águas de uma região ou país. A maior parte da água total do 
planeta está concentrada em oceanos e mares, correspondendo a 97% da reserva hídrica. As águas 
continentais representam aproximadamente 2,7% da água do planeta Terra. 
 
Ciclo hidrológico 
O ciclo da água é o processo de transformação da água na natureza, passando de um estado físico 
para outro. Ele ocorre por meio dos processos de evaporação, condensação, precipitação, infiltração, 
transpiração e também pela transpiração dos seres vivos. 
O ciclo da água na natureza é fundamental para a manutenção da vida no planeta Terra, uma vez 
que ele vai determinar a variação climática e influenciar o nível dos rios, lagos, mares, oceanos. 
A água presente nos rios, lagos, etc. evapora e forma as nuvens na atmosfera. Quando as nuvens 
ficam sobrecarregadas, atingem altitudes maiores e a temperatura diminui, a água volta para a superfície 
da Terra através das chuvas. Esta água vai então para os oceanos, rios e lagos. Depois, a água evapora 
novamente, completando o ciclo. 
Vamos conhecer o passo a passo do ciclo da água para ficar mais claro: 
1. Evaporação: O calor do sol aquece a água dos rios, lagos, mares e oceanos fazendo com que aconteça 
o fenômeno da Evaporação. Ocorre 
então a transformação do estado 
líquido da água para o estado 
gasoso, à medida que ela vai da 
superfície da Terra para a 
atmosfera. 
2. Condensação: O vapor da água 
esfria, acumula-se na atmosfera e se 
condensa na forma de gotículas que 
irão formar as nuvens ou nevoeiros. 
Ocorre então o processo 
de Condensação, que é 
a transformação do estado gasoso 
da água para o estado líquido. 
As nuvens na atmosfera são, na 
verdade, gotículas de água líquida 
suspensas no ar. 
3. Precipitação: Com muita água condensada na atmosfera, inicia-se o processo de Precipitação, onde 
as gotículas suspensas no ar se tornam pesadas e caem no solo na forma de chuva. Em regiões muito 
frias, a água condensada passa do estado gasoso para o líquido e rapidamente para o estado sólido, 
formando a neve ou o granizo. 
4. Infiltração: Quando o vapor de água condensado cai sobre a superfície terrestre, ocorre 
a Infiltração de uma parte dessa água que vai alimentar os lençóis subterrâneos. 
5. Transpiração: Parte da água que se infiltrou no solo pode ser absorvida pelas plantas que, depois de 
utilizá-la a devolvem à atmosfera por meio do processo de transpiração. A água também 
pode evaporar ou escoar sobre o solo e abastecer os rios que desaguam em mares e oceanos, reiniciando 
todo o processo do ciclo da água. 
 
Agua no planeta terra 
"A água é um recurso natural abundante essencial para a existência de vida na terra”. O planeta 
terra é constituído por uma extensa massa de água, correspondendo ao que conhecemos como hidrosfera. 
Além de estar presente na composição do planeta, a água também compõe parte do nosso corpo, 
permitindo-nos pensar que falar de água é falar de sobrevivência. Essa substância é utilizada em 
atividades essenciais ao ser humano, como a produção agrícola, e também usada como solvente 
universal. 
 
13 
A água era considerada um recurso inesgotável. Contudo, desde que foi considerada um símbolo 
de riqueza, por ter sido transformada em uma mercadoria, passou também a ser sinônimo de conflito. O 
mau uso, o desperdício, sua distribuição, bem como sua ocorrência são responsáveis por criar conflitos 
em diversas regiões do mundo. “A preocupação com a disponibilidade de água é pauta frequente nas 
discussões ambientais e geopolíticas." 
"O planeta Terra está inundado de água, formando a hidrosfera, compreendendo os oceanos, 
mares e águas continentais. Aproximadamente 71% da superfície terrestre é coberta por água, 
totalizando cerca de 1,4 bilhão de km³. É considerado o único planeta que apresenta a água em seus três 
estados físicos: gasoso, líquido e sólido. De toda a água disponível no planeta, 97,5% é água salgada. 
Apenas 2,5% da água disponível é doce. 
Observe o gráfico abaixo: 
A água doce disponível no planeta não se 
apresenta distribuída uniformemente, variando 
segundo a presença de ecossistemas nas diferentes 
regiões. A água doce pode ser encontrada em 
geleiras, neves eternas, águas subterrâneas, solos, 
rios e lagos. 
Os países que mais concentram água doce no 
mundo são Rússia, Brasil, Canadá, Estados Unidos, 
Índia, Colômbia, República Democrática do Congo 
e China, correspondendo a aproximadamente 60% 
da água doce existente no planeta. 
De acordo com dados da Agência Nacional 
das Águas (ANA), o continente com maior 
concentração de água doce é a América, com cerca 
de 39,6%, seguido pelo continente asiático com 
31,8%. O continente com menor volume de água doce é a Oceania, concentrando apenas 3,9% da água 
doce disponível. A África, por sua dimensão, é um dos continentes que sofre com a falta de água, tendo 
em seu território cerca de 9,7% da água doce do mundo. 
Segundo o secretário geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, mais de 2 
bilhões de pessoas no mundo todo não têm acesso à água própria para o consumo. O secretário afirmou 
também que, até 2050, pelo menos uma a cada quatro pessoas viverá em um país que enfrentará a falta 
de água potável. Ele alerta as desigualdades encontradas entre os países desenvolvidos e os países em 
desenvolvimento. 
De acordo com informações divulgadas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo 
(Cetesb), enquanto em países da África, que já sofrem com a escassez de recursos hídricos, uma pessoa 
usa por dia entre dez a quinze litros de água; em Nova York uma pessoa pode chegar a utilizar por dia 
dois mil litros de água. Dados da Unesco revelam que a Cidade do Cabo, na África do Sul, pode ser a 
primeira a vivenciar a total falta de água potável. 
Essas organizações apontam para a enorme necessidade de se repensar o consumo de água, o 
desperdício e também para a necessidade de promover ações que protejam os recursos hídricos, 
apontando para usos sustentáveis, bem como para a promoção de projetos que revisem os sistemas de 
abastecimento, de saneamento e gestão da água. 
 
Água no Brasil 
O Brasil é um país abundante em recursos hídricos, representando cerca de 12% do total mundial. 
Contudo, sua distribuição não é uniforme no território. Segundo a ANA, a água doce é distribuída nas 
regiões brasileiras da seguinte maneira: 
 Região Norte: corresponde a 68% dos recursos hídricos; 
 Região Centro-Oeste: corresponde a 16% dos recursos hídricos; 
 Região Sul: corresponde a 7% dos recursos hídricos; 
 Região Sudeste: corresponde a 6% dos recursos hídricos; Região Nordeste: corresponde a 3% dos recursos hídricos. 
Há um contraste visível entre a distribuição de água no Brasil e a distribuição populacional. A 
 
14 
Região Norte, que detém o maior volume de água doce do país, é a região com menor densidade 
demográfica, ou seja, é uma das regiões menos povoadas, contando com apenas 7% da população. Já a 
Região Sudeste, a mais povoada do país com cerca de 42,63% da população, conta com apenas 6% da 
disponibilidade de recursos hídricos. 
No que tange ao desperdício de água, o Brasil, segundo o Ministério do Meio Ambiente, 
desperdiça entre 20% a 60% da água destinada ao consumo ao longo da distribuição. Os hábitos dos 
brasileiros também não favorecem a economia de água, já que boa parte dessa substância é desperdiçada 
seja em uso pessoal ou atividades de limpeza. 
 
Água potável 
Água potável, segundo o Ministério da Saúde, é a “água que atenda ao padrão de potabilidade e 
que não ofereça risco à saúde”, ou seja, é aquela que pode ser consumida por atender requisitos físicos, 
químicos e biológicos que estabeleçam sua qualidade e garanta segurança ao bem-estar do consumidor. 
Os principais requisitos para classificar a água como potável é: 
 ser inodora, incolor e ter sabor indefinível, mas que permita distingui-la dos demais líquidos; 
 não pode conter organismos patogênicos, ou seja, que causem doenças." 
 
Utilização da água 
A água, além de compor boa parte do planeta e do 
nosso corpo, garantindo a existência de vida, possui 
também inúmeras utilidades, estando presente em quase 
todas as atividades humanas que permitem o 
desenvolvimento de uma sociedade. 
A atividade que mais consome água no mundo é a 
agricultura, segundo a Organização das Nações Unidas para 
a Alimentação e Agricultura (FAO). Quase 70% do 
consumo de água é voltado ao setor agrícola. A segunda 
atividade que mais consome água doce é a indústria, de 
acordo com o Ministério do Meio Ambiente, representando 
cerca de 22% do consumo. O abastecimento doméstico 
corresponde a aproximadamente 8% do consumo. 
No Brasil, cerca de 60% da água consumida é 
destinada ao setor agrícola; 22%, ao setor industrial; e 8%, 
ao abastecimento doméstico. 
 
Rios: características gerais 
Os rios, ou cursos fluviais, sempre foram, e são até hoje, um dos mais importantes recursos para a 
sobrevivência da humanidade. São eles que nos fornecem grande parte da água que consumimos que 
usamos para produzir nossos alimentos, de que necessitamos para nossa higiene e que utilizamos para 
irrigar o solo das áreas agrícolas. Além disso, os rios também são muito importantes pelo fato de serem 
usados, em várias regiões, como vias naturais de circulação, ao longo das quais as embarcações se 
deslocam transportando mercadorias e pessoas e ainda, por sua utilização na produção de energia 
hidrelétrica, sem esquecer a importância que tem pela exploração da pesca como fonte de alimentos. 
O objetivo maior da hidrologia é, sem dúvida, compreender como o homem se apropria dos rios, 
dando a eles um uso econômico, seja por meio da navegação ou da irrigação dos solos agrícolas, seja por 
meio da pesca ou da produção de energia elétrica. 
Um rio pode se originar das mais diversas formas, porém a mais comum - aquela que caracteriza 
a maior parte da hidrografia planetária - é a que faz com que o rio se forme a partir de uma sucessão de 
fenômenos e de contínuas transformações ocorridas na natureza, que caracterizam o chamado ciclo da 
água. 
Os rios são correntes volumosas de água que se deslocam na superfície terrestre, por meio de 
canais permanentes e com rumo definido, sempre das áreas mais elevadas para as menos elevadas. Seu 
destino final pode ser o oceano, outro rio, ou até mesmo um lago. 
A distribuição dos cursos d'água pela superfície de um lugar se faz sempre de acordo com uma 
 
15 
determinada hierarquia, em que os filetes de água das áreas mais elevadas vão se unindo a outros, 
recebendo mais alguns e levando um volume cada vez maior de água até outro curso d'água localizado 
em altitude menor e de porte médio. Este, por sua vez, descarrega toda essa água em um rio situado em 
altitude menor e, ainda, de maior porte. E assim sucessivamente, até que o rio termine em um lago 
interior ou no oceano, o que é o mais comum. Essa hierarquia compõe o que se denomina rede 
hidrográfica, que corresponde ao conjunto de rios que drenam as águas de uma determinada região. Esse 
conjunto é formado por um rio principal (o mais volumoso), seus afluentes e os inúmeros tributários 
desses afluentes. 
O espaço territorial drenado por uma rede hidrográfica corresponde a uma bacia hidrográfica, que 
é, na verdade, a parte que nos interessa, pois nela vivem as pessoas que exploram as águas dessa rede 
hidrográfica para garantir a sua subsistência e desenvolver atividades econômicas. A área de uma bacia 
hidrográfica pode variar desde alguns poucos quilômetros quadrados até espaços gigantescos, com 
vários milhões de quilômetros quadrados. Toda a superfície terrestre pode ser repartida em numerosas 
bacias hidrográficas, separadas umas das outras por áreas do relevo com topografia de maior altitude, 
denominadas divisores de águas. Essas áreas impedem que os cursos de água de uma determinada bacia 
sejam captados por rios de uma outra bacia vizinha. 
Os rios apresentam características diversas, podendo ser perene, ou seja, que não seca em 
nenhum período do ano, nem mesmo com severas secas. Além disso, podem ser também temporários ou 
intermitentes, neste caso, se trata de rios que secam em determinado período do ano, quase sempre na 
época da seca ou estiagem. Em regiões áridas e semiáridas do planeta, os rios perenes são de grande 
relevância, pois fornecem água e condições para a realização da agricultura e da criação de animais. 
Não há nenhuma dúvida de que os rios são de extrema importância para a humanidade, uma vez 
que fornecem a água que bebemos, além de ser usada para cozinhar os alimentos, para realizarmos a 
higiene pessoal e residencial, na indústria (fabricação de sucos, refrigerantes, alimentos entre outros), 
irrigar as lavouras e hortaliças. Considerando que a pesca pode ser realizada em rios e suas águas servem 
como via de transporte e de força hidráulica na produção de energia elétrica. 
O problema é que a água é finita, ou seja, ela pode se esgotar um dia. Para piorar, apenas uma 
pequena parcela da água da terra é doce (ou não salgada) e adequada para consumo humano. Isso a torna 
um recurso valioso, que precisa ser usado com consciência e ser devidamente cuidado, a fim de evitar 
sua poluição e seu desperdício. 
Os rios são grandes reservatórios que contribuem para a sobrevivência da vida na terra. Eles estão 
distribuídos de forma desigual pelo planeta, o que nos faz pensar na sua importância no cenário mundial, 
considerando que muitas sociedades percorrem quilômetros de distância para chegar até a água doce. 
Dessa forma, eles devem ser preservados, sendo imprescindíveis para a vida. 
Para analisarmos um rio e seu aproveitamento, é necessário conhecermos suas partes a fim de 
identificarmos o uso desse rio. Os rios podem servir para várias atividades: lazer, consumo humano, 
transportes, abastecimento industrial, geração de energia, entre outras ações. Com isso, sabermos os 
componentes de um rio é fundamental para analisarmos a forma e o uso desse reservatório. 
Veja os componentes de um rio e suas respectivas características. 
Nascente ou cabeceira: é o lugar onde se encontra várias características favoráveis para o acúmulo de 
água, recebendo muitas chuvas ao longo do ano, possuindo um solo rochoso que viabiliza reservas de 
águas subterrâneas e transborda o excesso em direção as baixas altitudes (curso inferior do rio). 
Afluente: também conhecido como tributário, são rios e cursos d’água de menor fluxo que desaguam 
nos rios principais. 
Subafluente: é o rio menor que deságua norio afluente; 
Vertente: é o declive de um dos lados de uma montanha, por onde escoa a água da chuva. Neste caso é 
sinônimo de encosta. 
Rio principal: é onde os afluentes desaguam e por causa disso possui o maior fluxo de água em uma 
bacia hidrográfica. Caso ocorra uma ramificação neste rio (ele se dividir em duas ou mais direções), o 
principal será aquele com maior quantidade/fluxo de água (vazão). 
Margens: é o local onde a água se encontra com a terra. Costuma-se utilizar esse termo em referência à 
beira da água de um rio ou de um lago quando se encontra com a terra. 
Leito ou canal: é o espaço ocupado pelas águas, isto é, o caminho que o rio percorre. 
Curso: caminho que o rio percorre da nascente até a foz. 
 
16 
Várzea: conhecida também como planície de inundação, é o local onde o relevo vai se tornando plano e 
por consequência o fluxo das águas dos rios perdem velocidade, depositando muito material que vinha 
sido trazido com às águas, como rochas, solos, minerais e matéria orgânica (de origem animal ou 
vegetal). O solo nesses locais fica enriquecido com esses materiais depositados e em períodos sem chuva 
(estiagem) o nível das águas do rio descem, de modo que há um grande potencial de se exercer 
agricultura ali durante este período. 
Meandros: São as curvas que o rio faz ao passar por um relevo aplainado (“mais plano”). 
Foz ou desembocadura: é o local onde um grande corpo d’água corrente, como um rio, deságua em um 
outro corpo d’água (outro rio, um grande lago, mar, oceano etc.). 
Foz em delta: sua existência depende da inclinação do rio em relação a foz. Nos locais onde há pouca 
inclinação no rio, a falta de velocidade e 
força das águas fazem os materiais 
carregados por elas depositarem-se na foz, 
formando várias ramificações (ou canais) 
que por fim desaguam no corpo d’água que 
se encontra adiante. 
Foz em estuário: diferente do delta, 
corresponde a foz do rio que deságua 
Disponível em: https://tinyurl.com/sistema-
fluvial Acesso em: 20 de mar 2020 
diretamente no corpo d’água adiante por 
possuir mais inclinação, o que gera mais 
velocidade e força nas águas correntes. 
Deste modo, não ocorrerá (ali) depósitos de 
materiais e por consequência não haverá 
ramificações. 
Bacia hidrográfica: é toda a extensão que 
corresponde a superfície que direciona as águas aos rios, os próprios rios e seus afluentes. 
Confluência: é o ponto de junção entre dois fluxos d'água, que se reúnem para formar um novo rio. 
Jusante: é o sentido da correnteza em um curso d’água da nascente para a foz. 
Montante: é o sentido contrário ao que corre o fluxo do rio, em direção à nascente. 
 
Tipos de rios 
Os rios podem ser classificados de várias formas, pelo tamanho em extensão territorial, pela 
vazão (quantidade água no curso do rio), ou mesmo pelo tipo de regime hídrico que os alimenta. Vamos 
analisar essas últimas características, pois a forma como o rio recebe suas águas é fundamental para 
entendermos de onde ele vem e para onde ele vai, além de ajudar na compreensão dos regimes hídricos e 
sua utilização enquanto recurso natural. 
Quanto aos tipos de rios, podemos classificá-los assim: 
Rios nivais: são abastecidos com o degelo da neve, principalmente nas altas altitudes. 
Rios glaciais: são abastecidos pelas geleiras e calotas polares, por meio do derretimento natural do gelo, 
podendo ser encontrados em áreas de frio extremo, como nos polos do planeta. 
Rios pluviais: são abastecidos com a água da chuva, sendo os mais comuns pelo mundo. 
Rios perenes: são àqueles que nunca secam, que são permanentes mesmo na época da estiagem, como o 
rio São Francisco. 
Rios intermitentes: são aqueles que secam na época da estiagem. São comuns em áreas semiáridas e 
áridas, como alguns rios do Nordeste brasileiro. 
 
Importância da preservação dos rios 
É impossível imaginarmos a vida sem água, pois o uso dela abarca o consumo humano e animal, 
o desenvolvimento de atividades agrícolas e industriais, a produção de energia, o lazer, enfim, são 
inúmeros benefícios. Com isso, percebemos que a água é o recurso natural mais importante que temos no 
planeta, sendo fundamental sua preservação. 
Entretanto, de toda água disponível para o consumo no planeta, apenas 0,4% está facilmente 
 
17 
acessível nos rios e lagos, sem contar a água em forma gasosa na atmosfera (nuvens) que gera 
precipitações (chuvas). 
Cada vez mais os rios sofrem com a degradação antrópica, aquela que é causada pelo ser 
humano. As atividades humanas não sustentáveis causam um impacto bastante negativo na natureza, e os 
rios absorvem essa negatividade. Lançamento de esgoto doméstico, de resíduos industriais sem o devido 
tratamento, desmatamento das matas ciliares que protegem os rios, geração de energia com base em 
combustíveis fosseis, causando chuva ácida, são alguns dos problemas que os rios recebem das 
sociedades humanas. 
A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou, na década de 1980, o conceito de 
desenvolvimento sustentável, para impedir que ações, como as citadas, causem danos irreversíveis à 
natureza. Para o consumo de água, o desenvolvimento sustentável pode ser aplicado nas seguintes 
situações: 
Coleta de água da chuva: pode-se construir sistemas que coletem a água da chuva para utilizá-la em 
atividades menos complexas, como descargas de banheiros, irrigação de jardins, manutenção da 
agricultura, entre outros. 
Proteção dos aquíferos: os aquíferos são águas subterrâneas que se alimentam das águas que se 
infiltram no solo através de rochas porosas. Esses aquíferos são contaminados com uso de agrotóxicos na 
superfície, além dos esgotos despejados em locais inapropriados e lixões a céu aberto com o chorume, 
líquido que escorre da decomposição do lixo. Proteger os aquíferos é proteger o consumo de água 
potável em longo prazo e a renovação desse importante recurso natural. 
Educação ambiental: a população deve ser estimulada a proteger o meio ambiente e tudo que está nele, 
desenvolvendo práticas sustentáveis para sobrevivermos em harmonia e sem desperdícios. 
 
Principais rios do mundo 
Mesmo sendo pouca a quantidade de água doce disponível para o consumo, apenas 0,4% do todo, 
a água está em constante renovação graças ao ciclo hidrológico. Esse ciclo permite que haja interação 
entre a quantidade de água nos rios e o consumo racional e sustentável, fazendo com que os grandes rios 
do mundo continuem com uma grande vazão. Vejamos agora, por continentes, alguns dos principais rios 
do mundo. 
Europa 
Reno: é o rio mais importante da Europa. Ele nasce na Suíça, nos Alpes, e deságua no Mar do 
Norte, correndo no sentido sul–norte. Sua importância dá-se devido ao seu curso, que passa por 
importantes centros industriais alemães, constituindo uma importante hidrovia europeia ligada até o 
Porto de Roterdã, na Holanda. 
Danúbio: segundo maior rio europeu em extensão territorial. É considerado o rio mais 
internacional da Europa, pois atravessa 10 países. Nasce na Alemanha e deságua no Mar Negro, 
correndo no sentido norte–sul. 
Sena: rio francês, palco de lindas paisagens parisienses, sendo uma comunicação com o Canal da 
Mancha, sua foz. Nasce na cidade de Source-Seine, ao sul de Paris. 
Volga: maior rio da Europa. Nasce na Rússia e deságua no Mar Cáspio, correndo no sentido 
norte–sul. 
 
Ásia 
Ganges: rio sagrado localizado na Índia. Influencia a vida de, aproximadamente, 300 milhões de 
indianos, sendo importante tanto na alimentação quanto na religião (hinduísmo). 
Yan-Tsé: maior rio da Ásia e terceiro maior rio do mundo, o Yan-Tsé nasce no planalto do Tibete 
e tem sua foz na China, correndo no sentido oeste–leste. Nele está localizada a maior usina hidrelétrica 
do mundo, a Usina de Três Gargantas. 
 
América 
Missouri: maior rio dos Estados Unidos. Sua foz é o rio Mississipi, segundo maior rio do país. 
Juntos eles formam um sistema fluvial de quase seis mil quilômetros. 
ÁfricaNilo: correndo no sentido sul–norte, ele é famoso pelas civilizações que se desenvolveram às 
 
18 
suas margens, como os egípcios. Nasce nas montanhas do Sudão, desaguando no Mar Mediterrâneo. É o 
segundo maior rio do mundo em termos de vazão. 
 
Principais rios do Brasil 
O Brasil possui 12% de toda a água doce do planeta, sendo cerca de 113 mil km³ de água em seu 
subsolo, nos aquíferos e lençóis freáticos. Isso aumenta a responsabilidade do país nos cuidados com a 
qualidade e o consumo desse valioso recurso. Não é porque o país tem abundância de água que ele não 
precisa zelar por sua manutenção. 
Cabe ressaltar que temos problemas com o abastecimento de água no país durante a época das 
secas. Muitas cidades sofrem com a falta de água ou com rodízios de abastecimento. É essencial a 
conscientização das pessoas sobre a importância de redução do consumo e do desperdício, seja por 
problemas de vazamentos das redes de distribuição, seja pelo uso desmedido. 
O Brasil é o país que possui o maior potencial hídrico do planeta. Isso significa que temos a 
maior quantidade de rios, lagos e aquíferos do mundo disponível em nosso território, tornando o solo 
brasileiro estratégico quando o assunto é água. Estima-se que 12% da água doce disponível para o 
consumo estão no Brasil. 
No entanto, apesar dessa quantidade significativa de recursos hídricos, a distribuição é desigual, 
concentrando-se 68% das águas brasileiras na região Norte, a região com a menor densidade 
demográfica do país. Isso se reflete em longas secas em algumas áreas brasileiras, como no Nordeste, e 
racionamento de água em grandes centros urbanos no período da estiagem, como no estado de São 
Paulo. 
Observe os rios mais importantes de cada uma das regiões brasileiras: 
Centro-Oeste: Araguaia - é a fronteira natural entre Mato Grosso e Goiás, correndo no sentido sul–
norte, passando por Tocantins e Pará. É considerado a praia dos goianos, pois, na época do inverno, sua 
vazão diminui, formando-se lindas praias no seu curso. 
Nordeste: São Francisco - apesar de sua nascente estar localizada em Minas Gerais, na Serra da 
Canastra, o “velho Chico”, como é popularmente conhecido, é extremante importante para as regiões do 
sertão nordestino por ser um rio perene. Sua foz também é uma fronteira natural entre Sergipe e Alagoas. 
Norte: Amazonas - considerado o maior rio do mundo em termos de vazão, o rio Amazonas nasce no 
Peru e é o mais importante do país devido a sua presença na floresta amazônica. Além disso, serve de 
transporte para a população ribeirinha devido à baixa quantidade de estradas naquela região. Correndo 
no sentido oeste–leste, sua foz está no estado do Pará, na cidade de Belém. 
Sudeste e Sul: Paraná - considerado o segundo maior rio do Brasil, ele nasce no Mato Grosso do Sul e 
deságua no Rio da Prata, correndo no sentido norte–sul. Seu destaque vai para a usina hidrelétrica de 
Itaipu, a segunda maior do mundo. Essa usina alimenta grande parte dessas duas regiões brasileiras, 
consideradas as mais ricas do país. 
 
O uso dos rios para a navegação 
A apropriação dos rios como via de transporte, originando as chamadas hidrovias, apresenta um 
grande interesse do ponto de vista econômico, pois as embarcações que por elas se deslocam consomem 
pouco combustível em relação às toneladas de mercadorias transportadas. Isso faz esse sistema de 
transporte ser consideravelmente mais barato que as outras alternativas: rodoviárias, ferroviárias e, 
principalmente, aeroviárias. 
Essa expressiva vantagem econômica explica o fato de - além de se procurar explorar todos os 
cursos d'água que sejam naturalmente favoráveis à navegação, especialmente aqueles que se deslocam 
em áreas de planícies - haver um interesse cada vez maior em se transformar, artificialmente, em rios 
navegáveis também os cursos d'água que apresentam acentuados desníveis ao longo dos seus trajetos, 
marcados pela presença de corredeiras e quedas d'água que os tornam impraticáveis para a navegação. 
Essa transformação de um rio com sucessivas quedas d'água em hidrovia é bastante trabalhosa e, 
consequentemente, costuma apresentar um custo muito elevado, pois exige a construção de uma série de 
obras ao longo desses cursos fluviais, como canais de desvios e eclusão, ou comportas, nas áreas de 
ocorrência dos desníveis. 
Apesar de o Brasil ser um dos países mais ricos do mundo em número de rios, o uso da 
navegação fluvial nunca representou uma opção de transporte de maior expressividade no contexto da 
 
19 
circulação de cargas no interior do nosso país, a não ser no passado, quando não existiam outras opções. 
Desde meados do século XIX, com a implantação das ferrovias, a opção hidroviária vem 
perdendo espaço continuamente. Com o desenvolvimento do transporte rodoviário, principalmente no 
período do pós-guerra, o uso dos rios para transportar mercadorias tornou-se uma alternativa apenas em 
áreas muito restritas do país. 
Para se ter uma ideia do pequeno significado da navegação fluvial como meio de transporte no 
Brasil, basta observar que essa alternativa representa atualmente cerca de 2,7% de todo o transporte de 
carga nacional. Ou seja, pouco mais de 17 milhões de toneladas de carga são transportados pela 
navegação fluvial em nosso território. Para efeito de comparação, nos Estados Unidos o percentual da 
navegação fluvial chega a 17% de todo o volume de carga deslocado no território norte-americano. Em 
valores absolutos, isso representa quase 700 milhões de toneladas de mercadorias, aproximadamente 40 
vezes o volume transportado no Brasil. 
 
Bacias hidrográficas: características 
As bacias hidrográficas são áreas do território ou de uma região compostas por um rio principal e 
seus afluentes, que escoam para o mesmo curso d’água, abastecendo-o. Elas são separadas por estruturas 
do relevo, como morros, serras, picos e chapadas. As águas são direcionadas pela topografia do terreno. 
As formas do relevo levam cursos de água menores, como riachos, córregos e rios pequenos, a 
abastecerem os rios maiores. Geralmente, o nome da bacia hidrográfica leva o mesmo nome do rio 
principal. 
Essas áreas são elementos 
naturais de extrema 
importância para o meio natural, 
pois são responsáveis pela 
manutenção dos biomas brasileiros 
e mundiais, além de dar base para 
o desenvolvimento das atividades 
econômicas ligadas ao setor 
primário da economia, como a 
pecuária e a agricultura. 
O que separa uma bacia 
hidrográfica de outra são os 
divisores de água, que são 
estruturas do relevo, como morros, 
serras, chapadas ou picos, que 
definem o padrão de drenagem das águas da chuva ou nascentes, ou seja, determinam por meio da 
topografia para onde essas águas escoarão. 
As bacias possuem a seguinte estrutura: nascente, rio principal, divisores de águas, afluentes e 
foz. Esses elementos juntos drenam as águas da bacia para uma bacia maior ou para o oceano. As 
principais bacias hidrográficas do Brasil são as do Amazonas, Tocantins-Araguaia, Platina (Paraná, 
Paraguai e Uruguai) e do São Francisco. Juntas elas englobam 80% do território nacional. 
 
Elementos de uma bacia hidrográfica 
As bacias hidrográficas possuem alguns elementos básicos, que também são chamados 
de estruturas da bacia. São eles: nascente, rio principal, divisor de águas, afluentes e foz ou 
desembocadura. 
Veja a definição de cada elemento da bacia: 
Nascente: local onde se inicia uma bacia hidrográfica. Geralmente é o ponto mais elevado do relevo e 
também onde se encontra a principal nascente do rio que dá nome à bacia. 
Rio principal: rio de maior volume e extensão da bacia. Recebe águas dos rios menores que têm função 
de abastecê-lo. 
Divisor de águas: estruturas do relevo que têm o papel de dividir as áreas das bacias. Normalmente são 
morros, serras, picos, montanhas ou outras estruturas elevadas do relevo. 
Afluentes: consistem nos rios menores que deságuam no rioprincipal e têm a função de abastecer esse 
https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/formas-relevo.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/biomas.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/setor-primario-economia.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/setor-primario-economia.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/montanhas.htm
 
20 
rio maior. 
Foz: é o final da bacia e o local onde as águas encontram o oceano ou deságuam em uma bacia 
hidrográfica maior. É também conhecida cientificamente como exutório. Pode ser do tipo estuário ou 
delta. 
 
Características da hidrografia do Brasil 
O Brasil é banhado por rios extensos e caudalosos, por causa do clima quente e úmido. Já o 
relevo interfere na presença de inúmeras cachoeiras e, principalmente, na direção para qual os rios 
correm. As vertentes direcionam a maioria das bacias para o oceano Atlântico. 
Os recursos hídricos estão mal distribuídos pelo território, as áreas de escassez limitam-se a 
região nordeste. No entanto, o país apresenta cerca de 15% de toda a água doce superficial do mundo. 
No território brasileiro encontram-se rios de planalto (maioria), que atravessam áreas de relevo 
acidentado e, portanto, apresentam cachoeiras. Estes favorecem a geração de energia hidrelétrica. Há 
também rios de planície, que atravessam áreas de relevo com desníveis suaves. São rios que favorecem a 
navegação. 
Há o predomínio do regime pluvial tropical (as chuvas que determinam a variação do volume de 
água dos rios), no qual as cheias coincidem com a estação mais chuvosa do ano, o verão, que se estende 
de dezembro a março. 
Características da hidrografia do Brasil: 
 A maior parte dos rios brasileiros é perene (nunca secam). 
 Poucos rios brasileiros são intermitentes (secam em algum período do ano). A maioria destes rios 
está localizada no sertão nordestino, região muito afetada pela seca. 
 Quase todos os rios do Brasil são pluviais, ou seja, são alimentados pelas águas das chuvas. 
 Ausência de lagos tectônicos. 
 Grande parte dos rios do Brasil são exorreicos, ou seja, deságuam nas águas do mar. 
 Os rios brasileiros são muito utilizados para a geração de energia elétrica. Existem muitas usinas 
hidrelétricas no Brasil. A fonte hidráulica corresponde, atualmente, a cerca de 66% da matriz elétrica 
do nosso país. 
 Os rios brasileiros ainda são pouco utilizados para o transporte fluvial. 
Alguns dos maiores complexos hidrográficos do mundo ficam no Brasil, conhecido por guardar a 
maior reserva de água doce do planeta - aproximadamente 8% de toda a água potável e doce da Terra 
está na superfície brasileira. 
Por isso, o território brasileiro é caracterizado por grades extensões de bacias hidrográficas, ou 
seja, conjuntos de rios, lagos e demais porções de água que se interligam. A Bacia do Rio Amazonas é a 
maior do Brasil e do mundo. 
 
 
 
21 
HIDROGRAFIA BRASILEIRA 
Bacias hidrográficas do Brasil 
O Brasil possui uma das mais extensas e diversificadas redes fluviais do mundo, dividida em 12 
regiões hidrográficas: Bacia Amazônica, Bacia Tocantins Araguaia, Bacia do Paraguai, Bacia Atlântico 
Nordeste Ocidental, Bacia Atlântico Nordeste Oriental, Bacia do Paraná, Bacia do Parnaíba, Bacia do 
São Francisco, Bacia do Atlântico Leste, Bacia do Atlântico Sudeste, Bacia do Atlântico Sul e Bacia do 
Uruguai. 
Uma rede hidrográfica é o conjunto formado pelo rio principal e todos os seus afluentes e 
subafluentes. Conheça as principais do País: 
 
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Hidrografia_do_Brasil#/media/File:Brasil_Bacias_hidrograficas.svg 
 
 
 
 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hidrografia_do_Brasil#/media/File:Brasil_Bacias_hidrograficas.svg
 
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1. Bacia Amazônica 
Considerada a rede hidrográfica mais extensa do 
mundo, a Bacia Amazônica ocupa uma área total de 
7.008.370 km². Esta área vai desde as nascentes, nos Andes 
Peruanos, até sua foz (local onde o rio deságua) no Oceano 
Atlântico - 64,88% (ou 3.843.402 km²) desse total ficam em 
território brasileiro e o restante está dividido entre a Colômbia 
(16,14%), Bolívia (15,61%), Equador (2,31%), Guiana 
(1,35%), Peru (0,60%) e Venezuela (0,11%). 
No Brasil, a Bacia Amazônica é compartilhada por 
sete Estados - Acre, Amazonas, Amapá, Rondônia, Roraima, 
Pará e Mato Grosso. Seus principais rios são Javari, Purus, 
Madeira, Tapajós e Xingú (pela margem direita) e Iça, Japurá, 
Negro, Trombetas, Paru e o Jarí (pela margem esquerda). 
 
2. Bacia Tocantins-Araguaia 
Com uma área total de 967.059 km², a Bacia 
Tocantins-Araguaia ocupa 11% do território nacional. Grande 
parte está na Região Centro-Oeste, nos Estados de Goiás, 
Tocantins, Pará, Maranhão, Mato Grosso e Distrito Federal. 
Como o próprio nome diz, os dois principais rios dessa 
bacia são o Tocantins e o Araguaia. O Tocantins nasce no 
planalto de Goiás, a cerca de 1.000 metros de altitude. Com 
1.960 km de extensão até sua junção com o rio Araguaia, ele 
tem como principais afluentes (rios menores que deságuam no 
rio principal) os rios Bagagem, Tocantinzinho, Paranã, dos 
Sonos, Manoel Alves Grande e Farinha (margem direita) e rio 
Santa Tereza (margem esquerda). 
Em seus 2.600 km, o Araguaia abriga a maior ilha 
fluvial do mundo – a Ilha do Bananal – com 350 km de 
comprimento e 80 km de largura. 
 
3. Bacia do Paraguai 
O rio Paraguai nasce na Chapada dos Parecis, no Mato 
Grosso. Ao longo do seu percurso rumo ao sul, recebe vários 
afluentes importantes como o Cuiabá, o São Lourenço, o 
Taquari, o Miranda e o Negro. Sua bacia hidrográfica abrange 
uma área de 1.095.000 km², sendo 33% no Brasil – Mato 
Grosso e Mato Grosso do Sul - e o restante na Argentina, 
Bolívia e Paraguai. 
A região se divide em duas áreas principais 
hidrográficas: Planalto (215.963 km²), com terras acima de 
200 metros de altitude, e Pantanal (147.629 km²), que são 
terras abaixo de 200 metros de altitude, com baixa capacidade 
de drenagem e sujeitas a grandes inundações. 
Considerado uma das maiores extensões úmidas 
contínuas do planeta, o Pantanal funciona como um grande 
reservatório que retém a maior parte da água oriunda do 
Planalto e regulariza a vazão do rio Paraguai. 
A baixa capacidade de drenagem dos rios e lagoas que 
se formam no Pantanal, juntamente com a influência do clima 
da região, faz com que cerca de 60% da água proveniente do Planalto seja perdida por evaporação. 
 
 
23 
4. Bacia Atlântico Nordeste Ocidental 
Localizada no Estado do Maranhão e em uma 
pequena porção oriental do Pará, fazem parte da região 
hidrográfica do Atlântico Nordeste Ocidental os rios 
Gurupi, Turiaçu, Pericumã, Mearim, Itapecuru, Munim e 
a região do litoral do Maranhão. Com uma área de 
254.100 km², a bacia atinge 233 municípios, sendo 9% no 
Pará e 91% no Maranhão. 
 
5. Bacia Atlântico Nordeste Oriental 
A Bacia do Atlântico Nordeste Oriental não tem 
grandes rios e, por isso, apresenta baixa disponibilidade 
de água em relação à demanda local, principalmente em 
períodos de estiagem. Seus principais rios são o 
Capibaribe, Paraíba, Jaguaribe e Acaraú. 
Os 287.348 km² (3% do território brasileiro) dessa 
bacia atingem cinco Estados do Nordeste e suas capitais 
(Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e 
Alagoas), dezenas de núcleos urbanos e um grande parque 
industrial. Além disso, a região reúne diversas bacias 
costeiras de pouca extensão. 
No litoral do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba 
e Pernambuco podem ser encontrados estuários (parte de 
um rio que se encontra em contato com o mar), 
manguezais e lagoas costeiras. O litoral de Alagoas inclui 
o delta do rio São Francisco, compartilhado com Sergipe, 
e o Complexo Estuarino-Lagunar Mundaú / Manguaba. 
 
6. Bacia do Paraná 
A região onde está localizada a bacia do Paraná é 
de grande importância e tem o maior desenvolvimento 
econômico do país e atinge 32% da população brasileira. 
Ocupa 10% doterritório nacional (879.860 km²) e se 
divide entre os Estados de São Paulo, Paraná, Mato 
Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina e 
Distrito Federal. 
A bacia recebe esse nome por ter o rio Paraná 
como seu principal formador. Com uma extensão de 2750 
km até sua foz, o Paraná tem como principais afluentes o 
Paranaíba e o Grande. 
Essa região hidrográfica se subdivide em seis 
grandes rios: Grande, Iguaçu, Paranaíba, Paranapanema, 
Paraná e Tietê, apresentando uma vazão média 
correspondente a 6,5% do total do país. 
A bacia do Paraná também é a que possui a maior 
capacidade de produção (59,3% do total nacional) e 
demanda (75% do consumo nacional) de energia do país. 
Existem 176 usinas hidrelétricas na região, com destaque para Itaipu, Furnas, Porto Primavera e 
Marimbondo. 
 
 
 
24 
7. Bacia do Parnaíba 
Com 344.112 km² de área (3,9% do território 
nacional), a Bacia do Parnaíba ocupa 99% do Piauí, 19% do 
Maranhão e 10% do Ceará. No Piauí, a água subterrânea 
representa a principal fonte de abastecimento da população. 
Em áreas semiáridas, nas quais muitos rios são intermitentes 
(ou seja, descontínuos, que terminam e recomeçam por 
intervalos), é a única alternativa para os habitantes. 
Parte da Bacia do Parnaíba é marcada por um elevado 
índice de pobreza, e a proporção da população que se 
encontra em zonas rurais (40%) é alta em relação à média 
nacional (18,2%). Nessa região, a utilização média de água 
por hectare é superior à média do Brasil. Um dos motivos 
para isso é a intensa perda de água para a atmosfera, causada 
pela evaporação a partir do solo e pela transpiração das 
plantas. 
 
8. Bacia do São Francisco 
Conhecido como o rio da integração nacional, o São 
Francisco tem sido cenário de fatos históricos do país. Sua 
região hidrográfica abrange sete Estados: Minas Gerais, 
Distrito Federal, Goiás, Bahia, Pernambuco, Alagoas e 
Sergipe. 
Com cerca de 2.700 km de extensão, o São Francisco 
nasce na Serra da Canastra (MG) e corre para o norte, 
seguindo até Pernambuco, onde muda o percurso para o 
Sudeste e deságua no Oceano Atlântico entre Alagoas e 
Sergipe. Ao todo são 168 afluentes, dos quais 99 constantes e 
69 intermitentes. 
As hidrelétricas da bacia do São Francisco são responsáveis 
por grande parte do abastecimento de energia da Região 
Nordeste. São 33 usinas em operação – nove no próprio rio 
São Francisco. Além disso, as barragens também são usadas 
para abastecimento, lazer e irrigação. 
 
9. Bacia do Atlântico Leste 
Com uma área que corresponde a 8% do país 
(374.677 km²), a região hidrográfica do Atlântico Leste inclui 
parte dos Estados de Sergipe, Bahia, Minas Gerais e Espírito 
Santo. Atinge 526 cidades, alguns grandes núcleos urbanos e 
um parque industrial. 
Entre seus principais rios estão o Paraguaçu, Contas, 
Salinas, Pardo, Jequitinhonha e Mucuri. Além disso, nas 
bacias costeiras, entre Sergipe e Espírito Santo, também 
existe uma grande diversidade de rios, córregos e riachos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
25 
10. Bacia do Atlântico Sudeste 
Região mais populosa do país, o Sudeste também 
possui o maior polo econômico e industrial do Brasil. Por 
isso, a região hidrográfica do atlântico sudeste – distribuída 
pelos Estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de 
Janeiro, São Paulo e o litoral do Paraná - possui grande 
importância no cenário econômico nacional. 
Com uma área de 229.972 km², equivalente a 2,7% do 
território brasileiro, seus principais rios são o Paraíba do Sul 
e Doce, com respectivamente 1.150 e 853 km. Além desses, 
vários outros rios de menor porte formam as seguintes bacias: 
São Mateus, Santa Maria, Reis Magos, Benevente, 
Itabapoana, Itapemirim, Jacu, Ribeira e litorais do Rio de 
Janeiro e de São Paulo. 
Por ser a mais populosa e industrializada, a região tem uma 
grande demanda de água (10% do total nacional), sendo 41% 
para a área urbana e 15% para a área industrial. 
 
11. Bacia do Atlântico Sul 
A região hidrográfica Atlântico Sul tem início na 
divisa dos Estados de São Paulo e Paraná e se estende até o 
Arroio Chuí, no extremo sul do país. Com uma área total de 
185.856 km² (2% do país) a região abrange partes dos 
Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. 
Na bacia do Atlântico Sul, predominam rios de 
pequeno porte que escoam diretamente para o mar. As 
exceções mais importantes são os rios Itajaí e Capivari, em 
Santa Catarina, que apresentam maior volume de água. Na 
região do Rio Grande do Sul são encontrados rios de grande 
porte, como o Taquari-Antas, Jacuí, Vacacaí e Camaquã. 
 
12. Bacia do Uruguai 
Com 2.200 km de extensão, o rio Uruguai nasce na 
junção dos rios Pelotas e Peixe, e segue em direção ao oeste 
dividindo os Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. 
Em seu caminho, ele também se une com o rio Peperi-Guaçu, 
servindo de fronteira entre Brasil e Argentina. Seguindo na 
direção sudoeste, o Uruguai se une com o rio Quarai (que 
limita o Brasil e o Uruguai) e daí toma a direção sul, 
passando a dividir Argentina e Uruguai até a sua foz. 
A região hidrográfica do Uruguai tem grande 
importância para o país, pois atende a agroindústria e tem 
grande potencial hidrelétrico. Junto com as regiões 
hidrográficas do Paraná e Paraguai, ela forma a grande bacia 
do Prata. 
A bacia do Uruguai se divide entre os Estados do Rio 
Grande do Sul e Santa Catarina. Sua área total 385.000 km², 
sendo que 45% em território nacional. 
 
 
 
 
 
 
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ATIVIDADE PROPOSTA 
1. Quais as características da hidrografia 
brasileira? 
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______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________
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______________________________________ 
 
2. O que é bacia hidrográfica? Quais elementos a 
compõem? 
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________ 
 
3. Qual a diferença entre rio perene e rio 
intermitente? 
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________ 
 
4. Quantas são as bacias hidrográficas do Brasil? 
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________ 
 
5. Qual rio passa pelo município de Tabatinga, 
AM? 
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________ 
 
6. Qual o rio principal da bacia amazônica? 
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________ 
 
7. A bacia hidrográfica brasileira com maior 
possibilidade de navegação é: 
a) Bacia do São Francisco; 
b) Bacia do Paraná; 
c) Bacia do Uruguai; 
d) Bacia Amazônica; 
e) Bacia do Paraíba do Sul. 
 
8. Os rios podem se formar através das chuvas, 
neves ou de uma fonte subterrânea. A 
nascente, a foz, leito e margens compõem um 
rio. ASSOCIE corretamente as partes de um 
rio. 
( 1 ) Nascente 
( 2 ) Foz 
( 3 ) Afluente(__) Lugar onde o rio deságua em outro rio. 
(__) Lugar onde o rio nasce. 
(__) Rio que deságua em outro rio 
 
9. A expressão “Bacia Hidrográfica” pode ser 
entendida como: 
a) O conjunto das terras drenadas ou percorridas 
por um rio principal e seus afluentes. 
b) A área ocupada pelas águas de um rio principal 
e seus afluentes no período normal de chuvas. 
c) O conjunto de lagoas isoladas que se formam 
no leito dos rios quando o nível de água da 
água baixa. 
d) O aumento exagerado do volume de água de 
um rio principal e seus afluentes quando chove 
acima do normal. 
e) O lago formado pelo represamento das águas 
de um rio principal e seus afluentes. 
 
10. A terceira região ou bacia hidrográfica 
brasileira em volume de escoamento 
superficial, com a maior capacidade 
instalada de geração de energia hidrelétrica 
é a região hidrográfica: 
a) Amazônica 
b) Do Tocantins-Araguaia 
c) Do Parnaíba 
d) Do Paraná 
e) Do São Francisco 
11. A rede hidrográfica brasileira apresenta, 
dentre outras, as seguintes características: 
a) Grande potencial hidráulico, predomínio de 
rios perenes e predomínio de foz do tipo delta. 
https://www.coladaweb.com/geografia-do-brasil/bacia-do-rio-sao-francisco
https://www.coladaweb.com/geografia-do-brasil/bacia-amazonica
 
27 
b) Drenagem exorréica, predomínio de rios de 
planalto e predomínio de foz do tipo estuário. 
c) Predomínio de rios temporários, drenagem 
endorréica e grande potencial hidráulico. 
d) Regime de alimentação pluvial, baixo potencial 
hidráulico e predomínio de rios de planície. 
e) Drenagem endorréica, predomínio de rios 
perenes e regime de alimentação pluvial. 
 
12. A Bacia Platina é formada por grandes 
bacias secundárias, possuindo o maior 
potencial hidrelétrico instalado no Brasil, e a 
maior usina hidrelétrica construída até hoje. 
Esse potencial é localizado na bacia do rio: 
a) Piratini 
b) Uruguai 
c) Paraguai 
d) Paraná 
e) São Francisco 
 
13. Analise as afirmativas e marque a que está 
INCORRETA. 
a) Com 7 milhões de quilômetros quadrados, a 
bacia hidrográfica Amazônica é considerada 
a maior do planeta. 
b) No Brasil, a bacia hidrográfica do Paraguai está 
presente nos estados de Mato Grosso e 
Mato Grosso do Sul, tendo o Paraguai como 
principal rio. 
c) Os estados do Rio Grande do Sul e Santa 
Catarina abrigam a bacia hidrográfica do 
Uruguai, que possui grande potencial 
hidrelétrico. 
d) A maior bacia hidrográfica exclusivamente 
brasileira é a Tocantins-Araguaia, com 
extensão de aproximadamente 967 mil 
quilômetros quadrados. 
e) A bacia hidrográfica do São Francisco é a que 
possui a maior possibilidade de navegação 
no Brasil. 
 
14. Os rios constituem um elemento essencial 
para o ser humano, desde os primórdios da 
humanidade ate os dias atuais. Alem de sua 
importância natural, destaca-se também sua 
funcionalidade política, econômica e social. 
Os rios são correntes de água doce que se 
formam a partir de uma precipitação (chuva 
ou neve) ou de fontes naturais. Em uma 
bacia hidrográfica, e possível identificar 
diferentes elementos e características no 
percurso de um rio. 
Com base nos dados acima e em seus 
conhecimentos, assinale a alternativa que 
apresenta a relação correta dos elementos e 
características identificados na figura. 
 
a) (4) Nascente, (3) Afluente, (2) Meandro, (1) 
Foz em Delta, (5) Margem esquerda e (6) 
Margem direita. 
b) (6) Nascente, (2) Afluente, (4) Meandro, (1) 
Foz em Delta, (5) Margem esquerda e (3) 
Margem direita. 
c) (4) Nascente, (2) Afluente, (5) Meandro, (1) 
Foz em Delta, (6) Margem esquerda e (3) 
Margem direita. 
d) (6) Nascente, (3) Afluente, (2) Meandro, (4) 
Foz em Delta, (5) Margem esquerda e (1) 
Margem direita. 
e) (2) Nascente, (1) Afluente, (4) Meandro, (3) 
Foz em Delta, (6) Margem esquerda e (5) 
Margem direita. 
 
15. Sobre a hidrografia é correto afirmar, 
exceto: 
a) "Regime" é o nome dado à variação na 
quantidade de água no leito de um rio, ao longo 
do ano. 
b) A foz em delta ocorre quando um rio encontra 
obstáculos formados por seus próprios 
sedimentos depositados. 
c) A rede de drenagem, constituída por rios e 
lagos, é sempre muito importante para a prática 
da irrigação na agricultura. 
d) Divisor de águas é o nome dado aos rios 
menores que atravessam outros rios, de maior 
envergadura. 
e) Todos os rios brasileiros, com exceção do 
Amazonas, possuem regime pluvial. 
16. A segunda maior região hidrográfica 
brasileira em termos de vazão, que 
apresenta a maior ilha fluvial do mundo, 
Ilha do Bananal, e a usina hidrelétrica de 
Tucuruí, é a região hidrográfica do: 
a) Paraná 
b) Amazonas 
 
28 
c) São Francisco 
d) Tocantins-Araguaia 
e) Atlântico Sul 
 
17. A nascente do Rio Amazonas, maior rio do 
Brasil e do mundo em volume de água e 
extensão, encontra-se: 
a) No estado do Amazonas 
b) Nos Andes bolivianos. 
c) No estado do Pará. 
d) No estado do Acre. 
e) Nos Andes peruanos 
 
18. Um aquífero descoberto recentemente e que 
tem potencial para ser um dos maiores do 
mundo, localizado na região Norte do país, é 
o: 
a) Aquífero Guarani. 
b) Aquífero Paraense. 
c) Aquífero Amazônico. 
d) Aquífero Alter do Chão. 
e) Aquífero Amapaense. 
 
19. O rio São Francisco nasce: 
a) No Piauí. 
b) Na Bahia. 
c) No Rio Grande do Norte. 
d) Em Minas Gerais. 
e) No Espírito Santo. 
 
20. Considerando os conhecimentos sobre as 
águas continentais do território brasileiro, 
marque V nas afirmativas verdadeiras e F, 
nas falsas. 
(__) O fenômeno da pororoca ocorre na foz do rio 
Amazonas e sua gênese está relacionada aos ventos 
alísios, à corrente norte brasileira e às grandes 
marés oceânicas. 
(__) A Bacia do Paraná responde pela maior 
produção hidroelétrica do país. 
(__) A região do Pantanal Mato-Grossense está 
inserida na área drenada pelos rios da Bacia 
Platina. 
(__) O Aquífero Guarani, o mais importante curso 
de água subterrânea da porção meridional do país, 
possui seu leito e suas margens formados por 
rochas cristalinas do Período Pré-Cambriano. 
(__) O rio São Francisco nasce na Serra da 
Canastra, em Minas Gerais, e deságua em estuário 
no oceano Atlântico, entre os estados de Alagoas e 
Sergipe. 
A alternativa que apresenta a sequência correta, 
de cima para baixo, é a: 
a) V F V F F 
b) F F V V V 
c) V V F F V 
d) F V F V V 
e) V V F F F 
 
21. No bloco superior abaixo, estão indicadas as 
regiões hidrográficas brasileiras; no inferior, 
informações sobre essas regiões. Associe 
adequadamente o bloco inferior ao superior. 
(1) Amazônia 
(2) São Francisco 
(3) Paraná 
(4) Paraguai 
(__) Apresenta grande potencial energético, e seu 
rio principal atravessa polígono das secas. 
(__) Drena as terras do Pantanal Mato-grossense, e 
seu rio principal é de planície. 
(__) Ocupa trechos do Planalto Meridional, e seus 
rios são facilmente navegáveis. 
(__) Abrange terras da zona equatorial e tem 
nascentes nos Andes. 
A sequência correta de preenchimento dos 
parênteses, de cima para baixo, é: 
a) 2 – 1 – 3 – 4. 
b) 2 – 4 – 3 – 1. 
c) 3 – 2 – 1 – 4. 
d) 3 – 4 – 2 – 1. 
e) 4 – 1 – 3 – 2. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
29 
DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS DO BRASIL 
Os domínios morfoclimáticos representam áreas marcadas por uma relativa unidade no que diz 
respeito aos aspectos naturais de uma região (clima, relevo, vegetação e hidrografia). 
O sistema natural da Terra é composto por uma série de elementos que, combinados, resumem-se 
à litosfera, atmosfera, hidrosfera e biosfera. No entanto, é errôneo pensar que esses diferentes fatores 
comportam-se de forma independente, quando, na verdade, eles encontram-se em constante e 
ininterrupta interação mútua. Assim, para caracterizar essa relação natural, utiliza-se o conceito de 
domínio morfoclimático, que nada mais é do que uma forma de classificaçãodos ambientes naturais, 
com a sua consequente regionalização. 
Nesse sentido, o importante geógrafo Aziz Nacib Ab'Saber elaborou, na década de 1970, os 
domínios morfoclimáticos brasileiros, demarcando a distribuição espacial dos espaços naturais do país, 
sintetizando-os conforme aponta o mapa a seguir. Uma importante consideração feita por Ab'Saber é a 
existência de faixas de transição, que são zonas heterogêneas caracterizadas pela mescla entre um ou 
mais tipos de paisagem. 
 Mapa dos domínios morfoclimáticos brasileiros 
 
Observando o mapa, podemos notar que a classificação sugere a preferência pela vegetação na 
caracterização geral dos domínios brasileiros, havendo também nessas regiões uma tipificação mais ou 
menos coincidente em suas formas de relevo, suas hidrografias e seus climas. 
 
ELEMENTOS NATURAIS QUE COMPÕEM OS DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS 
Clima: O País apresenta predomínio de climas quentes ou macrotérmicos e chuvosos, devido à sua 
localização intertropical, apresentando grande porção de terras na Zona Tropical e Equatorial e pequena 
porção na Zona Temperada (Subtropical) do Sul. 
É fundamental perceber que a diversidade climática (áreas de diferentes aspectos quanto à pluviosidade e 
a temperatura) do País é positiva para a agropecuária e é explicada por vários fatores, destacando-se a 
latitude, a continetalidade/maritimidade e a atuação das massas de ar (frias/quentes e secas/úmidas). 
Relevo: O relevo brasileiro é de formação antiga - pré-cambriana (mais de 542 milhões de anos) -, sendo 
erodido e, portanto, aplainado. Apresenta o predomínio de planaltos, terrenos sedimentares e certas áreas 
com subsolo rico em recursos minerais. Outro aspecto importante consiste na ausência de vulcanismo 
ativo e fortes abalos sísmicos, fatos explicados pela distância em relação à divisa ou encontro das placas 
tectônicas, pois o país se encontra no interior da placa Sul-americana, somado à idade antiga do 
território. 
 
30 
Solos: O Brasil possui uma rica diversidade de ambientes pedológicos (solos), ao qual, para o país, são 
classificados 13 diferentes ordens (tipos) de solos, cada ordem ainda é dividida em outros: subordem, 
classes, entre outros. Sendo o solo um componente da paisagem advindo dos fatores naturais: material de 
origem (rocha), clima, organismos vivos, relevo e tempo. 
Hidrografia: O Brasil possui 9 grandes regiões hidrográficas, como apresentadas no tópico de 
Hidrosfera, de grande diversidade. Alguns Domínios Morfoclimáticos possuem 2 ou mais dessas regiões 
hidrográficas. 
Vegetação: O Brasil possui também enorme diversidade de ambientes fitogeográficos (vegetação), 
composto genericamente por 6 grandes regiões fitogeográficas: Amazônica, Cerrado, Caatinga, Mata 
Atlântica, Mata de Araucárias e Pradarias. 
 
I. Domínio Amazônico – terras baixas florestadas equatoriais 
Relevo: O Domínio Morfoclimático 
Amazônico apresenta um relevo formado 
essencialmente por depressões, originando 
os baixos planaltos e planícies. Apenas nos 
extremos norte e sul desse domínio, é que 
ocorrem maiores altitudes, surgindo os 
planaltos das Guianas ao norte e o planalto 
Central Brasileiro ao sul. Estes planaltos 
são as áreas mais elevadas do domínio 
Amazônico, onde as áreas mais elevadas 
estão junto à divisa com a Venezuela – Pico 
da Neblina -, e os planaltos das Guianas e 
Central. 
A maior parte do Domínio Amazônico 
apresenta um relevo caracterizado por 
terras baixas. As verdadeiras planícies 
(onde predomina a acumulação de 
sedimentos) ocorrem somente ao longo de 
alguns trechos de rios regionais; os baixos 
planaltos (ou platôs), também de origem 
sedimentar, mas em processo de erosão, apresentam a principal e mais abrangente forma de relevo da 
Amazônia. 
Clima: A Amazônia apresenta o predomínio do Clima Equatorial. Trata-se de um clima quente e 
úmido. Região de baixa latitude que apresenta médias térmicas mensais elevadas que variam de 24 °C a 
27 °C. 
A amplitude térmica anual, isto é, as diferenças de temperaturas entre as médias dos meses mais quentes 
e mais frios, é baixa (oscilações inferiores a 2 °C); os índices pluviométricos são extremamente 
elevados, de 1500 a 3000 mm anuais, chegando a atingir mais de 3000 mm; o período de estiagens é 
bastante curto em algumas áreas. A região é marcada por chuvas o ano todo. 
Hidrografia: A hidrografia amazônica é riquíssima, representada quase que totalmente pela bacia 
amazônica. O rio principal, Amazonas, é um enorme coletor das chuvas abundantes na região (clima 
Equatorial); seus afluentes provêm tanto do Norte (margem esquerda), como o Negro, Jari, Japurá, 
quanto do Sul (margem direita), como o Juruá, Purus, Madeira, Xingu. 
O rio Amazonas (e alguns trechos de seus afluentes) é altamente favorável à navegação, por se rios de 
planície, sem acidente geográfico. Por outro lado, o potencial hidráulico dessa bacia é atualmente 
considerado, sendo o mais elevado do Brasil, localizado, sobretudo nos afluentes da margem direita que 
formam grande número de quedas e cachoeiras nas áreas de contatos entre o planalto Central Brasileiro e 
as terras baixas amazônicas. 
Solos: O Domínio Amazônico apresenta, em geral, solos de baixa fertilidade. Apenas em algumas áreas 
ocorrem solos de maior fertilidade natural, como os solos de várzeas em alguns trechos dos rios 
regionais e a terra preta, solo orgânico bastante fértil (pequenas manchas). 
Vegetação: A floresta amazônica, principal elemento natural do Domínio Amazônico, abrangia quase 
 
31 
40% da área do País. A vegetação amazônica é caracterizada pelas seguintes características: perene 
(folhas o ano inteiro), latifoliada (folhas grandes), heterogênea (diversidade de espécies) e higrófila 
(vegetação adaptada a bastante umidade). 
A vegetação da Amazônia é comumente 
segmentada em três subtipos: 
1 - Mata de Igapó - ou Caaigapó, localizada ao 
longo dos rios nas planícies permanentemente 
inundadas. São espécies do Igapó a vitória-régia, 
piaçava, açaí, cururu. 
2 - Mata de Várzea: localizada nas proximidades 
dos rios, parte da floresta que sofre inundações 
periódicas. Como principais espécies têm a 
seringueira, sumaúma e copaíba. 
3 - Mata de Terra Firme: ou Caaetê, parte da 
floresta de maior extensão localizada nas áreas 
mais elevadas (baixos planaltos), que nunca são 
atingidas pelas enchentes. Além de apresentar a 
maior variedade de espécies, possui as árvores de 
maior porte. São espécies vegetais da castanheira e 
mogno. 
 
II. Domínio do Cerrado – chapadões tropicais interiores com cerrados e florestas de galerias 
O cerrado é um domínio 
característico da parte central 
brasileira, apresentando terrenos 
cristalinos (as chamadas “serras”) e 
sedimentares (chapadas), com solos 
muito precários, ácidos, muito 
porosos, altamente lixiviados e 
intemperizados. 
A expansão contínua da 
agricultura e da pecuária moderna 
exige o uso de corretivos com calagens 
e nutrientes, que é a fertilização 
artificial do solo. A região tem sido 
devastada nas últimas décadas pela 
agricultura comercial intensiva de 
policultura, principalmente a soja. 
Relevo: A principal unidade 
geomorfológica do Cerrado é o 
planalto Central, bastante desgastado pelos processos erosivos pluviométricos, e por terrenos 
sedimentares que formam as chapadas e os chapadões - planaltos. 
Clima: O principal clima do Cerrado é o tropical continental (semi-úmido); apresenta estações do ano 
bem definidas, uma bastante chuvosa (verão) e outra seca (inverno), isso caracteriza a sazonalidade 
climática; as médias térmicas são elevadas, oscilando entre 20 °C a 28 °C e os índices pluviométricos 
variam em torno de 1 500 mm anuais. 
Hidrografia: É uma região com baixa densidade hidrográfica (de rios), sendo este domínio 
caracterizado com divisor de águas das bacias do São Francisco, Platina, Leste e Amazônica. 
Os riossão perenes, mas passam por dois momentos anuais: vazante (inverno seco) e cheias (verão 
chuvoso). 
Solos: No Domínio do Cerrado predominam os solos pobres e bastante ácidos (pH abaixo de 6,5). São 
solos altamente intemperizados e lixiviados, que, para serem utilizados na agricultura, necessitam de 
muitos corretivos tais como: método da calagem, que é a adição de calcário ao solo, buscando à correção 
do pH. 
 
32 
Vegetação: O Cerrado apresenta normalmente dois estratos de vegetação: arbóreo-arbustivo, com 
árvores de pequeno porte e herbáceo, de gramíneas e vegetação rasteira. 
Os arbustos possuem os troncos e galhos retorcidos, caule grosso, casca espessa e dura e raízes 
profundas. O espaçamento entre arbustos e árvores é grande, favorecendo a prática da pecuária 
extensiva. 
Ao longo do curso dos rios, áreas com maior umidade do solo, surgem pequenas e alongadas florestas, 
denominadas Matas Galerias ou Ciliares. 
 
III. Domínio dos Mares de Morro – Áreas mamelonares tropicais atlânticas florestadas 
Relevo: O aspecto característico do Domínio 
dos Mares de Morros encontra-se no relevo e 
nos processos erosivos. 
O planalto Atlântico é a unidade do relevo que 
mais se destaca. Nesse planalto estão situadas 
as terras altas do Sudeste, constituindo um 
conjunto de saliências ou elevações, 
abrangendo áreas que vão do Espírito Santo a 
Santa Catarina, entrando nos estados de São 
Paulo e Minas Gerais para o interior do 
território brasileiro. 
O relevo é constituído, além dos planaltos 
dissecados (os mares de morros), por várias 
serras regionais como a do Mar, Mantiqueira, 
Geral, Espinhaço, Caparaó (Pico da Bandeira 
= 2 892 m). 
A erosão, provocada pelo clima tropical 
úmido, associada a um intemperismo químico 
significativo sobre os terrenos cristalinos 
(granito/gnaisse), é um dos fatores responsáveis pela conformação do relevo, com a presença de morros 
com vertentes arredondadas (morros em Meia Laranja, Pães-de-Açúcar). 
Clima: Por ser encontrar localizado desde a região Nordeste até o Sul do Brasil, os Mares de Morros 
apresenta uma enorme diversidade dos seus elementos naturais, principalmente o clima. 
O Domínio dos Mares de Morros apresenta o predomínio do clima tropical úmido. Na Zona da Mata 
Nordestina, as chuvas concentram-se no outono e inverno. Na região Sudeste, devido a maiores altitudes, 
o clima é o tropical de altitude, com médias térmicas anuais entre 14 °C e 22 °C, bastante influenciadas 
pelo fator altitude. As chuvas ocorrem no verão, que é muito quente. No inverno, as médias térmicas 
são mais baixas, por influência da altitude e da massa de ar Polar Atlântica (mPa). Tendo um verão 
quente e chuvoso e um inverno seco e quente, a amplitude térmica e pluviométrica é elevada nas 
estações do ano. 
No litoral norte de São Paulo a pluviosidade é elevadíssima, consequência da presença da serra do Mar, 
que barra a umidade vinda do Atlântico (chuvas orográficas ou de relevo – fator relevo). Em Itapanhaú, 
litoral de São Paulo, foi registrado o maior total anual de chuvas (4 514 mm) já registrado no Brasil. 
Hidrografia: As serras do Sudeste dividem o domínio em várias bacias hidrográfica de médio e grande 
portes: bacia do São Francisco, bacia do Paraná, bacias Secundárias do Leste (Paraíba do Sul, Doce) e 
bacias do Sul. 
A maior parte dos rios são planálticos, ou seja, encachoeirados, com grande número de quedas d’água, 
corredeiras e com elevado poder de erosão. O potencial hidráulico é também elevado. Esses rios 
apresentam cheias de verão e vazante de inverno (regime pluvial tropical). 
Solos: Na Zona da Mata Nordestina têm-se um solo de grande fertilidade que se originou da 
decomposição do granito, gnaisse e, às vezes, do calcário. Esse solo é popularmente conhecido como 
massapé. 
No Sudeste, os principais são solos argilosos de razoável fertilidade, formado, principalmente, pela 
decomposição do granito e gnaisse em climas úmidos. 
É o domínio morfoclimático mais sujeito aos processos erosivos, devido ao relevo acidentado e da ação 
 
33 
de clima tropical úmido (bastante chuvoso). O intemperismo químico atinge profundamente as rochas 
dessa área, formando solos profundos, como o Latossolo de Viçosa, intensamente trabalhados pela ação 
das chuvas e enxurradas. 
Vegetação: A principal paisagem vegetal desse domínio originalmente era representada pela mata 
Atlântica ou floresta latifoliada tropical. Essa formação florestal ocupava áreas de desde o Rio Grande 
do Norte até o Rio Grande do Sul, cobrindo as escarpas voltadas para o mar e os planaltos interiores. 
Com o processo de ocupação dessas terras brasileiras desde o início do colonialismo, essa floresta sofreu 
grandes devastações. No início, foi à extração do Pau-Brasil; posteriormente, a agricultura da cana-de-
açúcar (Nordeste) e a do Café (Sudeste). Nesta área dos Mares de Morros Florestados é também o 
domínio Morfoclimático com maior densidade populacional. 
 
IV. Domínio da Caatinga – depressões intermontanas e interplanálticas semiáridas 
Este domínio é marcado pelo 
clima tropical semi-árido, vegetação de 
caducifólia (perca de folhas), relevo 
erodido, destacando-se o maciço 
nordestino e a hidrografia intermitente 
(seca em momentos de falta de chuva). 
Localizada na sua maior parte na região 
do Nordeste brasileiro. 
Relevo: No domínio Morfoclimático 
das Caatingas predominam as 
depressões interplanálticas, 
principalmente a Sertaneja e a do São 
Francisco. 
A leste atinge o planalto de Borborema 
(PE) e a Chapada Diamantina (sul da 
Bahia). O interior do planalto 
Nordestino é uma área em processo de pediplanação (planas), isto é, a influência das chuvas é pequena 
(clima semi-árido) nos processos erosivos, predominando o intemperismo físico (variação de 
temperatura) e ação dos ventos (erosão eólica), que vão aplainando continuamente o relevo 
(fragmentação de rochas). 
Clima: O domínio da caatinga possui clima tropical semi-árido, caracterizado pelas temperaturas 
elevadas, chuvas escassas e irregulares. O período chuvoso no Nordeste “seco” é denominado pelo 
sertanejo de “inverno”, ou seja, a maioria da pluviosidade, que tem entre 600 a 750 mm anuais, se 
concentra nos meses de “inverno”. 
Hidrografia: A mais importante bacia hidrográfica do Domínio da Caatinga é a do São Francisco. 
Apesar de percorrer áreas de clima semi-árido, é um rio perene, pois tem sua nascente em áreas de clima 
tropical úmido, embora na época das secas possua um nível baixíssimo de águas devido aos afluentes do 
nordeste diminuírem seu nível de água e até mesmo secaram em um determinado período do ano. 
Rio de planalto, apresenta, sobretudo em seu médio e baixo curso, várias quedas, favorecendo a 
produção de energia elétrica (usinas de Paulo Afonso, Sobradinho,etc.). 
Além do São Francisco, existem vários outros rios que drenam a Caatinga: os rios intermitentes (ou 
temporários) da bacia do Nordeste como o Jaguaribe, Acaraú, Apodi, Piranhas, Capibaribe, etc. 
Solos: Os solos do Domínio da Caatinga são, geralmente, pouco profundos devido às escassas chuvas 
(baixo intemperismo químico) e ao predomínio do intemperismo físico. Apesar disso, apresenta boa 
quantidade de minerais básicos, fator favorável à prática da agricultura. A limitação da atividade agrícola 
é representada pelo regime incerto e irregular das chuvas, ou seja, a falta de água. Problema que poderia 
ser solucionado com a prática de técnicas adequadas de irrigação. 
Vegetação: A paisagem arbustiva típica do Sertão Nordestino, que dá o nome a esse domínio é a 
caatinga. Possui grande heterogeneidade quanto ao seu aspecto e à sua composição vegetal. 
Em algumas áreas, forma-se uma mata rala ou aberta, com muitos arbustos e pequenas árvores. Em 
outras áreas, o solo apresenta-se quase descoberto, proliferando os vegetais xerófilos, como as cactáceas 
e as bromeliáceas. É uma vegetação caducifólia (na época das secas as plantas perdemsuas folhas, 
 
34 
evitando a evapotranspiração). 
Os brejos são as mais importantes áreas agrícolas do Sertão. São áreas de maior umidade, localizadas em 
encostas de serras ou vales fluviais. 
 
V. Domínio da Araucária – Planaltos subtropicais com Araucárias 
Relevo: O Domínio das Araucárias ocupa áreas pertencentes ao Planalto Meridional (Sul) do Brasil; as 
altitudes variam entre 800 e 1 300 metros. 
Além do planalto arenito basáltico, surge a Depressão Periférica e suas cuestas. São relevos salientes, 
formados pela erosão diferencial, ou seja, ação erosiva sobre rochas de diferentes resistências – sendo 
erodidas as que são menos resistentes a erosão. Essas frentes de cuestas são chamadas serras: Geral, 
Botucatu, entre outras. 
Clima: O domínio das araucárias apresenta como clima na maioria da sua região o subtropical. Ao 
contrário dos demais climas brasileiros, pode ser classificado como mesotérmico (temperaturas médias). 
As chuvas ocorrem durante o ano todo. No verão elas são de ocorrência devido a massa de ar Tropical 
Atlântica (mPa). No inverno, é frequente a penetração da massa Polar Atlântica (mPa), ocasionando 
chuvas frontais, precipitações causadas pelo encontro da massa quente (mTa) com a fria (mPa). Os 
índices pluviométricos são elevados, variando de 1 250 a 2 000 mm anuais. 
Hidrografia: O Domínio das Araucárias é drenado, principalmente, por rios pertencentes às bacias do 
Paraná e do Uruguai. 
Embora o Paraná apresente um regime tropical, com cheias de verão, a maior parte dos rios desse 
domínio possui regime subtropical, com duas cheias e duas vazantes anuais, apresentando pequena 
variação em sua vazão, consequência do regime de chuvas que é distribuído durante o ano todo. 
Solos: Aparecem, nesse domínio, solos de grande fertilidade natural, como a terra roxa a oeste do 
Paraná, solo de origem vulcânica, de cor vermelha, formado pela decomposição do basalto. 
Em vários trechos do Rio Grande do Sul, ocorrem vastas áreas de solo fértil, denominado brunizem 
(elevado teor de matéria orgânica). Em contradição, são encontrados ainda, nesse domínio, solos ácidos, 
pobres em minerais e de baixa fertilidade 
natural. 
Vegetação: O Domínio das Araucárias 
apresenta o predomínio da floresta 
aciculifoliada (folhas pontiagudas) 
subtropical ou floresta das Araucárias 
(Araucária angustifólia). Originalmente, 
localizava-se das terras altas de São 
Paulo até o Rio Grande do Sul, sendo o 
único exemplo brasileiro de conífera. 
Também denominada mata dos Pinhais, 
apresenta as seguintes características 
gerais; é uma formação vegetal menos 
densa; foi intensamente devastada, 
restando atualmente e torno de 3% da 
área natural. 
 
VI. Domínio das pradarias – coxilhas subtropicais com pradarias mistas 
Relevo: Este domínio engloba três unidades do relevo brasileiro: planaltos e chapadas da bacia do 
Paraná (oeste), depressão periférica sul-rio-grandense (centro) e o planalto sul-rio-grandense (leste). 
Trata-se de uma área com altitudes médias entre 200 e 400 metros, onde se destacam conjuntos de 
colinas onduladas denominadas coxilhas, ou seja, pequenas elevações onduladas. 
Clima: O clima é subtropical com temperatura média anual baixa, destacando-se como principal fator a 
latitude e a ocorrência de frentes frias (mPa). 
Apresenta considerável amplitude térmica e, no verão, as áreas mais quentes é a Campanha Gaúcha, que 
registram máximas diárias acima de 38°. A precipitação é regular, chovendo basicamente o ano inteiro. 
Hidrografia: Envolve partes das bacias hidrográficas do Uruguai e do Sul. Os rios desse domínio são 
perenes, mas de baixa densidade hidrográfica, com traçados meândricos (curvas). 
 
35 
Alguns correm para o Leste (bacia Secundária do Sul), desaguando nas lagoas litorâneas como Patos 
(maior do Brasil), Mangueira e Mirim. Os rios Jacuí (Guaíba) e Camaquã são exemplos. Outros correm 
em direção ao Oeste (bacia do Uruguai. 
Solos: Apresentam boa fertilidade 
natural. Mas acontece nessa região 
um desequilíbrio ambiental 
caracterizado como arenização. 
A utilização do conceito de 
desertificação é considerado 
inadequado para a região, porque 
ela não apresenta um clima árido 
ou semi-árido, como também não 
existem evidências de que o 
processo estaria alterando o clima 
regional. 
Vegetação: A vegetação típica da 
paisagem das pradarias é 
constituída pelos Pampas ou 
Campos Limpos, onde 
predominam gramíneas de 
tamanho que varia de 10 a 50 cm 
aproximadamente. 
 
As faixas de transição 
O contato entre os limites dos domínios morfoclimáticos se apresentam com uma grande 
complexidade dos elementos naturais, principalmente a vegetação, onde não apresentam características 
bem definidas, pois combinam as características de dois ou três domínios vizinhos. 
Entre os domínios morfoclimáticos, as principais faixas de transição são: Mata de Cocais, 
Pantanal-Mato-Grossense e Agreste (Nordestino). 
 
 
 
36 
A Mata de Cocais, também 
denominada de Mata de Babaçuais – devido à 
presença de uma espécie típica de palmeira, o 
babaçu que se encontra principalmente nas 
áreas de vales fluviais (vales de rios), outra 
espécie típica é a carnaúba -, é uma área de 
transição entre três domínios: Amazônico (a 
Oeste), Caatinga (a Leste) e Cerrado (a Sul). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O Pantanal Mato-Grossense, uma área 
de planície da depressão da bacia do Paraguai, 
onde a maior parte é alagável durante o período 
de cheia dos rios. Por ser uma área de planície, a 
estrutura geológica é compreendida 
principalmente por rochas sedimentares. A sua 
área está de encontro entre os domínios 
Amazônico e do Cerrado de vegetação 
características dos países vizinhos (Bolívia e 
Paraguai), ao qual possui uma diversidade 
exuberante de espécies. 
 
 
 
 
 
 
O Agreste é uma paisagem de transição 
entre a Mata Atlântica (ou Zona da Mata 
Nordestina) e a Caatinga (ou Sertão). Essa área 
apresenta um clima mediano entre as duas 
vizinhas, nem tão úmido quanto a Zona da 
Mata e nem tão seco quanto o Sertão. A 
vegetação assemelha-se à mata Atlântica em 
algumas áreas mais úmidas e em outros, à 
Caatinga, áreas mais seca. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
37 
 
DOMÍNIOS MORFOCLIMATICOS MUNDIAIS 
O estudo da vegetação na ciência geográfica é de fundamental importância para a compreensão 
dos processos naturais e da interdependência dos elementos componentes da chamada Biosfera. Para 
compreender a distribuição espacial de uma determinada cobertura vegetal é necessário entender os 
processos atuais e pretéritos de formação do relevo, substrato geológico, clima e solo, pois estes 
elementos da natureza condicionam e podem ser condicionados pelo tipo vegetacional de uma área. 
Além destes elementos, a sociedade pode interferir na degradação ou conservação da vida vegetal do 
planeta e, por esta condição, a vegetação é um conjunto de elementos interativos, sejam estes orgânicos e 
inorgânicos, endógenos e exógenos, das mais variadas ordens que contribuem para a formação da vida. 
Para a Geografia, a necessidade do estudo da vegetação é importante, pois a localização, extensão 
e distribuição espacial da cobertura vegetal interferem na organização espacial, como, por exemplo, nas 
atividades humanas que podem ser efetuadas através da exploração da vegetação e que podem alterar 
relevo, solos, rios e o clima. Além disto, um processo que fundamenta toda a vida no planeta está 
baseado na vegetação: a fotossíntese. Por esta razão, a vegetação está situada no nível trófico dos 
produtores e, além de produzir sua própria energia, fornece energia também aos pertencentes do nível 
trófico dos consumidores. 
A área da ciência que estuda a distribuição espacial das espécies vivas do planeta se chama 
Biogeografia. Este ramo se divide em zoogeografia e fitogeografia. O primeiro se refere ao estudo dos 
animais e o último o estudo dos vegetais. Algunsfatores são responsáveis pela grande diversidade 
vegetal existente no planeta. Dentre estes, é possível citar: a temperatura, a pluviosidade, a incidência de 
raios solares, a pressão atmosférica, a disposição do relevo e as características físico-químicas dos solos. 
Da mesma maneira que estes fatores interferem e condicionam a vegetação, eles também podem 
ter influência da vegetação em sua ocorrência. Por exemplo, uma área com vegetação ombrófila densa 
possui temperatura diferenciada para menos quando comparada com uma área próxima, mas que não 
possua o mesmo tipo vegetacional. Outro exemplo é que a presença de determinados tipos de vegetação 
pode alterar as características físicas químicas do solo, através da interceptação da chuva, diminuindo, 
assim, os fluxos de água no solo, atenuando o processo de lixiviação. Estes são poucos exemplos que 
demonstra a teia interativa permanente e intensa dos elementos constituintes da Natureza. 
 
Classificação das Formações Vegetais 
A vegetação pode ser classificada de acordo com diversas características de sua formação ou 
composição. O porte das árvores e a disponibilidade de água podem tipificar as formações vegetais da 
seguinte maneira: 
De acordo com o porte – as formações vegetais podem ser classificadas em: formações arbóreas 
(grande porte); formações arbustivas (médio porte); e formações herbáceas (pequeno porte). 
De acordo com a disponibilidade de água a vegetação é classificada em: 
⇒ Hidrófilas: vivem dentro da água durante todo o tempo do seu ciclo de vida. Ex: Vitória Régia; 
⇒ Higrófilas: vivem em áreas que apresentam elevado grau de umidade: Ex: As espécies arbóreas das 
florestas equatoriais; 
⇒ Xerófilas: vivem em área onde há baixa umidade atmosférica durante boa parte do ano, ou seja, 
adaptado à escassez hídrica. Ex: Cactos e mandacarus; 
⇒ Halófilas: vivem em áreas que apresentam elevada salinidade, como as litorâneas. Ex: espécies do 
mangue. 
De acordo com a forma das folhas é possível classificar os vegetais em: 
⇒ Aciculifoliada: Folhas em forma de agulha. Ex: Pinheiro; 
⇒ Latifoliada: Folhas grandes e largas. Ex: Árvores do domínio amazônico; 
⇒ Coriácea: Folhas grossas, pequenas e peludas. Ocorrem em áreas de elevada temperatura e seca 
prolongada. Ex: Peroba; 
⇒ Decíduas (ou caducifólias): Este tipo ocorre em espécies que perdem folha periodicamente, para 
diminuir a evapotranspiração e, com isso, perder menos água para se preparar para uma estação seca ou 
de inverno prolongado. Ex: Cerejeira; 
⇒ Perenifólias: Quando há a manutenção das folhas durante todo ano, mesmo acontecendo uma 
renovação considerável em sua folhagem. Ex: Coqueiro. 
 
38 
As Formações Vegetais no Mundo 
A distribuição da vegetação no mundo é bastante diversificada. A constituição e as interações das 
características geoambientais tornam as formações vegetais uma boa referência de uma análise 
paisagística para compreender os processos atuais e pretéritos da distribuição vegetacional no mundo. É 
importante considerar que a área na qual se situa determinada formação vegetal pode possuir pontos ou 
pequenas áreas preenchidas por espécies que não fazem parte da tipologia dominante, a isto se denomina 
enclave fitogeográfico. Os conjuntos de enclaves associados com o domínio paisagístico dominante 
formam mosaicos de formações distintas que convivem espacialmente. A disposição destes enclaves 
pode ser explicada através de análises paleoclimáticas e paleoecológicas, através de mudanças desde o 
período geológico do Quaternário. A classificação das formações vegetais está representada na figura a 
seguir: 
 
Conheça as características e a localização dos principais tipos de formação vegetal do planeta. 
Deserto 
 
 Nos desertos, a vegetação é esparsa e de 
poucas espécies. Como as regiões áridas têm índices 
pluviométricos abaixo de 250 milímetros ao ano, as 
plantas são xeromórficas, ou seja, adaptadas à 
ausência de chuvas – os cactos, por exemplo, 
armazenam água e desenvolvem espinhos no lugar 
das folhas, para reduzir a evapotranspiração (perda de 
água na fotossíntese). 
Nos desertos frios, que ficam em altas 
latitudes (Patagônia, por exemplo, na América do 
Sul), as temperaturas variam pouco durante o dia. Já 
os desertos quentes, como do Atacama, da Austrália e 
do Saara, ficam em regiões tropicais e, no decorrer 
do dia, apresentam grande variação de temperatura, 
despencando de mais de 40 ºC durante o dia para 
índices abaixo de zero. 
 
39 
Vegetação de Montanha 
A vegetação de montanha é rasteira, formada 
apenas de ervas e arbustos que, a duras penas, 
conseguem sobreviver no clima hostil. Algumas 
características como folhas duras (coriáceas) ajudam 
a resistir ao frio e aos fortes ventos das altitudes 
elevadas. Esse tipo de formação vegetal pode ser 
encontrado em diversas regiões montanhosas pelo 
mundo, como as encostas da Cordilheira dos Andes 
(na América do Sul), dos Alpes (na Europa), da 
Cordilheira do Himalaia (na Ásia) e das Montanhas 
Rochosas (nos Estados Unidos). 
 
 
 
Floresta de Coníferas ou Floresta Boreal 
Floresta homogênea, de pinheiros e 
abetos, com folhas em formato de agulha 
(aciculifoliadas) e copas em forma de cone, 
que acumulam menos neve durante o longo 
inverno das regiões de latitudes médias e 
elevadas. No solo, o frio rigoroso também 
impõe duras limitações para o 
desenvolvimento das espécies vegetais: há 
pouca vegetação rasteira, como alguns líquens, 
musgos e arbustos. A floresta de coníferas é 
intensamente explorada como matéria-prima 
para importantes indústrias madeireiras, de 
papel e celulose. Essa formação é encontrada 
principalmente no norte da Europa, da América 
e da Ásia (onde é chamada de taiga). 
 
 
Tundra 
Desenvolve-se em uma das regiões mais 
frias do mundo, a do clima subpolar, como no 
norte da Rússia. Ela é formada por musgos e 
algumas espécies herbáceas que aparecem no solo 
somente nos poucos meses de degelo, quando o 
verão eleva a temperatura para 4 ºC, em média. No 
resto do ano, o solo fica coberto de neve, motivo 
pelo qual é denominado permafrost 
(permanentemente congelado). Por ter uma relação 
direta com o degelo nas regiões subpolares, a 
tundra é utilizada como bioindicador para o estudo 
de possíveis aumentos das temperaturas globais e 
suas consequências nesse frágil bioma. 
 
 
 
 
 
 
 
 
40 
Estepe (campos, pampas, pradarias) 
Típica de áreas de clima temperado 
continental, a estepe é uma formação vegetal pobre, 
sem árvores, constituída basicamente de gramíneas, 
que se estende sobretudo em regiões planas, 
podendo ser encontrada também em relevo 
montanhoso, como nos planaltos tibetanos. 
Dependendo da área onde se localiza, recebe um 
nome diferente: campos, no Brasil; pampas, na 
Argentina; e pradaria, nos Estados Unidos e no 
Canadá. Essa flora também é encontrada na África, 
na Ásia Central e em trechos da Austrália. Por ser 
constituída de gramíneas, que são pastagens 
naturais, é comum encontrar, nessas regiões, a 
agropecuária como atividade econômica principal. O 
relevo plano e o solo fértil em algumas dessas áreas 
favorece a produção agrícola. 
 
Floresta temperada 
É uma cobertura vegetal típica das 
latitudes médias – aparece no norte da China, 
na Coreia do Sul, no Japão, no leste dos 
Estados Unidos, na Europa e no sudeste da 
Austrália e Nova Zelândia. Essa floresta é 
formada por árvores decíduas, chamadas 
ainda de estacionais, caducas ou caducifólias, 
ou seja, que perdem as folhas no inverno para 
suportar as baixas temperaturas. As poucas 
espécies de árvore, como carvalhos, bordos e 
faias, são espaçadas, e o solo é recoberto por 
gramíneas. Grande parte da floresta 
temperada, contudo, já foi devastada – na 
Europa, por exemplo, de 70% a 80% da 
cobertura original já foi perdida; na China, de 
80% a 90%. 
 
Floresta tropical 
Vegetação das áreas de baixas latitudes,quentes e úmidas; as plantas têm folhas largas 
(latifoliadas), que absorvem mais energia solar, e 
são perenes, isto é, não caem no “inverno”, pois 
as temperaturas permanecem elevadas. O solo é 
coberto por húmus, formado pela decomposição 
de galhos, troncos e folhas. As florestas tropicais 
cobrem grande parte da América do Sul (Região 
Amazônica), da América Central, da zona 
equatorial da África, do Sudeste Asiático e do 
Subcontinente Indiano. 
 
 
 
 
 
 
 
41 
Vegetação Mediterrânea 
 A vegetação mediterrânea é 
formada por espécies adaptadas a períodos 
secos, como os garrigues, o maqui – 
arbustos, moitas e árvores pequenas, como 
oliveiras – e o chaparral, similar ao maqui, 
mas menos denso. Essa formação vegetal é 
encontrada no litoral do Mar Mediterrâneo, 
na Califórnia (EUA), na Austrália e na 
África do Sul. A oliveira, da qual se extrai 
o azeite de oliva, e o loureiro, cuja folha é 
utilizada como tempero, são espécies 
nativas da vegetação temperada. O clima 
mediterrâneo também favorece a produção 
de uvas e concentram as principais 
vinícolas do mundo. 
 
 
Savana (Cerrado) 
Na savana, presente em áreas de baixas 
latitudes, as plantas são rasteiras e há pequenas 
árvores, distribuídas de maneira esparsa, alternadas 
com bosques com vegetação arbórea mais 
desenvolvida. Nas regiões mais secas, predomina a 
vegetação rasteira e espinhosa. A savana é uma 
vegetação estacional, marcada por duas estações 
bem definidas: o período seco (no inverno) e o 
período chuvoso (no verão). Essas formações são 
encontradas na África, na Ásia (Índia, 
principalmente), na Austrália e na América, onde 
recebe os nomes específicos de lhanos (na 
Venezuela) e cerrado (no Brasil). A ocorrência de 
uma prolongada estação seca faz com que as plantas 
desenvolvam adaptações para reservar e obter água, 
como as folhas coriáceas e as raízes profundas para 
atingir o lençol freático. 
 
A relação entre Clima e Vegetação 
Para estudar os principais tipos de vegetação, é importante conhecer sua relação com os demais 
elementos naturais, como o clima. A variação da temperatura e da umidade é um dos fatores que mais 
influenciam as formações vegetais. 
À medida que diminui tanto a temperatura como a umidade, menos exuberante se torna a 
vegetação e com menor número de espécies, ou seja, menor biodiversidade. A região intertropical, mais 
próxima à linha do Equador, reúne o chamado “ótimo climático”: altas temperaturas, pluviosidade 
elevada e luz intensa, propiciando o desenvolvimento das florestas tropicais pluviais, além de milhares 
de espécies vegetais. É o caso da Amazônia, que abriga a mais rica biodiversidade do planeta. 
Conforme avançamos para altas latitudes e nos aproximamos dos polos, onde há escassez de luz e 
baixas temperaturas, a variedade de plantas diminui progressivamente (veja na figura). A tundra, 
presente no extremo norte da Rússia e do Canadá, é formada por musgos e algumas espécies herbáceas, 
que surgem nos poucos meses em que a neve derrete. 
 
42 
Mas a ausência 
de umidade, mesmo 
em regiões quentes 
como a zona 
intertropical, leva à 
formação de desertos, 
onde poucas espécies 
se adaptam. Isso 
também ocorre em 
regiões com 
disponibilidade de 
água, porém com 
temperaturas muito 
baixas a ponto de 
congelá-la (regiões 
polares), formando os 
desertos frios. 
 
 
Hotspots – as zonas em perigo 
As zonas do planeta mais ricas em biodiversidade e mais ameaçadas de destruição são definidas 
pelo conceito hotspots (em inglês, pontos quentes), criado em 1988 pelo ecólogo inglês Norman Myers. 
São 34 regiões ou biomas, incluindo a Mata Atlântica e o cerrado brasileiro. Atualmente, elas 
representam apenas 2,3% da superfície da Terra, mas 50% das espécies de plantas e 42% das de 
vertebrados terrestres são endêmicas dessas regiões. Os hotspots já perderam 70% da vegetação original. 
 
O documentário Home – Nosso Planeta, Nossa Casa, de Yann Arthus-Bertrand mostra 
exuberantes imagens aéreas de diversas paisagens e suas transformações decorrentes das ações antrópica 
 
43 
ATIVIDADES PROPOSTAS 
1. O que são domínios morfoclimáticos? 
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________ 
 
2. Mata de várzea, mata de igapó e mata de 
terra firme são formações vegetais 
características de qual domínio 
morfoclimático? 
______________________________________
______________________________________ 
 
3. Cite três domínios morfoclimáticos existentes 
no Brasil. 
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________ 
 
4. Qual domínio morfoclimático mais 
devastado do Brasil? 
______________________________________
______________________________________ 
 
5. Quais espécies animais e vegetais mais 
característicos do domínio Amazônico? 
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________ 
 
6. A formação vegetal denominada Cerrado 
apresenta as seguintes características: 
b) Vegetação xerófila, adaptada ao clima 
semiárido. 
c) Constituída por palmeiras, com destaque para o 
babaçu e a carnaúba. 
d) Formações rasteiras ou herbáceas, adaptada ao 
clima subtropical. 
e) Vegetação caducifólia, adaptada ao clima 
tropical típico. 
 
 
 
7. A Mata dos Cocais, o Agreste nordestino e o 
Complexo do Pantanal Mato-grossense, 
embora se localizem em pontos não 
complementares do território brasileiro, 
fazem parte de um mesmo agrupamento 
morfoclimático, que corresponde à área 
ocupada pelo domínio: 
a) Das Pradarias 
b) Dos Mares de Morros 
c) Das Faixas de Transição 
d) Dos Cerrados 
e) Amazônico 
 
8. A área indicada pela seta caracteriza-se por 
apresentar uma predominância de: 
a) Relevos colinosos e amplas planícies 
lacustrinas. 
b) Florestas perenifólias. 
c) Solos litólicos. 
d) Cerrados. 
e) Caatingas hipoxerófilas. 
 
9. É uma mata seca que perde suas folhas 
durante a estação seca. Apenas o juazeiro, 
que possui raízes muito profundas para 
capturar água do subsolo, e algumas 
palmeiras não perdem as folhas. As plantas 
[...] estão adaptadas às condições climáticas 
e possuem várias adaptações fisiologias para 
sobreviver à seca. ROSS, Jurandyr. Geografia do 
Brasil. 4 ed. São Paulo: Edusp, 2001. p. 174. (Adaptado) 
O texto acima descreve as características da 
vegetação de: 
a) Mata Atlântica. 
b) Araucária. 
c) Coxilhas. 
d) Estepes. 
e) Caatinga. 
 
 
 
 
44 
10. No período de estiagem, o qual ocorre no 
meio do ano, alguns cursos d'água 
principais e secundários emagrecem ou 
desaparecem. O ritmo marcante do 
tropicalismo regional, com estações muito 
chuvosas alternadas com estações secas - 
incluindo um total de precipitações anuais 
três a quatro vezes superiores ao das 
caatingas - implica uma preservação 
intensiva dos padrões de perenidade dos 
cursos d'água regionais [...]. (AB´ SABER, 
AZIZ. Os domínios de natureza no Brasil; 
potencialidades paisagística. São Paulo, 2007, p.38). 
A dinâmica climática acima descrita 
representa qual domínio morfoclimático? 
a) Área de Transição. 
b) Campos. 
c) Zona Costeira. 
d) Cerrado. 
e) Caatinga. 
 
11. Observe o mapa abaixo, sobre os domínios 
morfoclimáticos e indique o número 
correspondente a cada domínio: 
(__) domínio da caatinga 
(__) domínio do cerrado 
(__) domínio das pradarias 
(__) domínio amazônico 
(__) domínio dos marese morros 
(__) domínio das araucárias 
(__) faixas de transição 
Assinale a alternativa que contém a sequência 
correta, de cima para baixo. 
a) 2 – 6 – 1 – 4 – 5 – 7 – 3 
b) 2 – 4 – 6 – 1 – 3 – 7 – 5 
c) 4 – 2 – 1 – 7 – 3 – 5 – 6 
d) 4 – 2 – 6 – 1 – 3 – 5 – 7 
e) 6 – 1 – 3 – 5 – 4 – 2 – 7 
 
 
12. O Domínio Morfoclimático brasileiro 
caracterizado pela ilustração: 
a) Surge dominantemente em climas subtropicais 
secos, particularmente no Nordeste brasileiro. 
b) Apresenta uma vegetação tipicamente hidrófila, 
especialmente no Sertão. 
c) Possui solos bem desenvolvidos, sobretudo nas 
encostas e inselbergues, mas com pobreza de 
recursos nutrientes. 
d) Tem formações vegetais consideradas 
xerófilas, adaptadas, portanto, ao déficit 
hídrico. 
e) Apresenta uma estação seca que se estende por 
até três meses, dificultando o desenvolvimento 
da vegetação herbácea. 
 
13. A paisagem brasileira está dividida em 
domínios morfoclimáticos. Considerando os 
elementos clima, relevo, solo, vegetação e 
hidrografia o Cerrado se caracteriza pelo 
clima: 
a) Subtropical, planalto, solo terra roxa em rochas 
arenito-basálticas, floresta aciculifoliada, 
drenada pela bacia do Paraná. 
b) Equatorial quente e úmido, solo pobre, floresta 
úmida densa diversificada, drenada pela bacia 
Amazônica. 
c) Subtropical, pampa, terras baixas com coxilhas, 
solos férteis, vegetação herbácea, planalto 
meridional brasileiro. 
d) Tropical semiúmido, extensos planaltos com 
chapadões sedimentares, solos profundos, 
pobres e ácidos, vegetação arbustiva e 
herbácea, tropófila, matas galerias junto aos 
rios, sujeitas a fogo, ocorrência dos principais 
divisores de águas do país, predomínio no 
Planalto Central. 
e) Semiárido, planaltos e chapadas com 
depressões, solo raso e pobre em matéria 
orgânica, vegetação arbustiva com cactáceas ou 
xerófitas, sertão nordestino, bacia do São 
Francisco. 
 
 
 
45 
14. Observe o mapa dos domínios 
morfoclimáticos brasileiros. Os números 1 e 
2 indicados no mapa representam, 
respectivamente, os domínios: 
a) Do semiárido e da mata atlântica 
b) Da caatinga e dos mares de morro 
c) Do sertão e das paisagens litorâneas 
d) Do agreste e da mata tropical 
e) Do polígono das secas e da zona da mata 
 
15. Assinale a alternativa que apresenta a 
paisagem do Brasil com várias espécies 
vegetais também encontradas em outros 
locais como Amazônia, Caatinga e Cerrado, 
dependendo da estação, e que com altitudes 
pouco elevadas, tende a acumular as águas 
drenadas pelo rio Paraguai. 
a) Pantanal sul-mato-grossense. 
b) Coxilhas e colinas do Pampa. 
c) Bacia Platina. 
d) Mata Atlântica. 
e) Cerrado. 
 
16. Santuário ecológico da humanidade, foi 
declarado Reserva da Biosfera pela 
UNESCO. No período da chuva, de 
novembro a março, os rios enchem e alagam 
parte da região. Com o fim da chuva, a água 
vai escorrendo lentamente pela drenagem 
dos rios e lençol freático. Uma parte do 
complexo, no entanto, já foi alterada pela 
ação antrópica, com lavouras e criação 
extensiva de gado em pastos plantados, 
tanto em Mato Grosso como em Mato 
Grosso do Sul. O Bioma descrito é: 
a) Cerrado 
b) Amazônia 
c) Mata dos Cocais 
d) Pantanal 
e) Caatinga 
17. A Floresta Amazônica é uma floresta 
latifoliada equatorial, sendo a mais 
importante formação vegetal do mundo, 
abrangendo áreas de países vizinhos, como 
Bolívia, Colômbia, Venezuela, Equador, 
Peru, Guiana, Suriname e Guiana Francesa. 
Essa floresta é conhecida como latifoliada 
por que: 
a) Tem grande diversidade de espécies. 
b) A vegetação é de grande porte. 
c) Suas árvores têm folhas largas 
d) A vegetação depende da chuva. 
e) Há uma grande quantidade de rios. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
46 
FONTES DE ENERGIA 
 
 “As fontes de energia são recursos naturais ou artificiais utilizados pela sociedade para produção 
de algum tipo de energia. A energia, por sua vez, é utilizada para propiciar o deslocamento de veículos, 
gerar calor ou produzir eletricidade para os mais diversos fins. As fontes de energia também possuem 
relação com questões ambientais, pois, dependendo das formas de utilização dos recursos energéticos, 
graves impactos sobre a natureza podem ser ocasionados. Conforme a capacidade natural de reposição 
de recursos, as fontes de energia podem ser classificadas em renováveis e não renováveis." 
 
Fontes não renováveis de energia 
As fontes não renováveis de energia são aquelas que poderão esgotar-se em um futuro 
relativamente próximo. Alguns recursos energéticos, como o petróleo, possuem seu esgotamento 
estimado para algumas poucas décadas, o que eleva o caráter estratégico desses elementos. 
As fontes de energia que pertencem a este grupo são finitas ou esgotáveis. Para a maioria delas, a 
reposição na natureza é muito lenta, pois resulta de um processo de milhões de anos sob condições 
específicas de temperatura e pressão. Quanto mais usamos as fontes de energia não renováveis, menos 
teremos no estoque total. São exemplos de fontes não renováveis de energia: petróleo, carvão mineral, 
gás natural e nuclear. 
As fontes de energia não 
renováveis também são conhecidas como 
fontes de energia convencionais, quando 
formam a base de suprimento 
(fornecimento) de energia. 
Como podemos usá-las sem que 
o estoque acabe rapidamente? 
Explorando racionalmente os recursos 
existentes; promovendo a eficiência no 
uso e investindo em ciência e tecnologia 
para o desenvolvimento de fontes 
renováveis (eólica, hidrelétrica, solar, 
entre outras) que possam substituir as 
não renováveis. 
Atualmente, grande parte de energia consumida no mundo é proveniente de fontes não 
renováveis. As características dessas fontes são bem conhecidas, possuem um rendimento energético 
elevado (poucas perdas de energia no processo de transformação), preços atrativos, geram muitos 
empregos e possuem infraestrutura construída para geração e distribuição (usinas, dutos, ferrovias e 
rodovias). Os principais usos das fontes não renováveis são: 1 - na geração de eletricidade, 2 - como 
combustível nos transportes de cargas e de pessoas e 3 - no aquecimento de casas. 
Algumas fontes não renováveis de energia, como o petróleo e o carvão mineral, são responsáveis 
por grande parte da emissão (liberação) de gases de efeito estufa na atmosfera, visto que estas fontes são 
combustíveis (precisam ser queimadas para gerar energia) e liberam gases poluentes, que impactam a 
saúde e o meio ambiente. 
 
47 
 
Combustíveis fósseis 
As fontes fósseis são: o carvão mineral, o gás natural e o petróleo e seus subprodutos. Estes 
recursos foram formados há milhões de anos, a partir do depósito de matéria orgânica (plantas e animais 
mortos) submetida a condições especiais de temperatura e pressão. 
O petróleo e o gás natural ocorrem em regiões denominadas pelos geólogos (estudiosos das 
rochas) "bacias sedimentares", que são áreas sob 
a superfície terrestre que, por terem sido mais 
baixas e planas que o terreno em volta, 
permitiram o depósito de matéria orgânica, além 
de sedimentos (fragmentos de rochas). As bacias 
sedimentares podem ser marinhas ou terrestres. 
Nessas bacias sedimentares, o petróleo e o gás 
natural são encontrados em poros (buracos muito 
pequenos) dentro de rochas sedimentares 
(também chamadas de rochas reservatórios). 
Dentre os maiores produtores atuais de 
petróleo e gás natural estão Rússia, Arábia 
Saudita, Estados Unidos e Iraque. Em alguns 
locais, como no Canadá, pode ser encontrado 
petróleo em areias próximas à superfície. 
No Brasil, o petróleo tem sido produzido 
principalmente no litoral da região Sudeste. 
Você já deve ter ouvido falar também do 
petróleo do "Pré-sal", que também fica nessa 
região. Esse petróleo encontra-se a grandes profundidades e abaixo de camadas de sal encontradasno 
subsolo marinho. 
Já o carvão mineral se encontra em "jazidas" (locais onde haviam florestas e pântanos que deram 
origem a esse recurso), que se formaram há mais de 200 milhões de anos. As principais jazidas se 
localizam nos Estados Unidos, Rússia e China. No Brasil, o carvão mineral ocorre predominantemente 
na região Sul. 
As fontes fósseis são utilizadas em equipamentos especiais, como caldeiras e motores, onde a 
energia armazenada nas suas ligações químicas é convertida em formas de energia útil (elétrica - nas 
termelétricas ou cinética - nos veículos). No Brasil, utilizamos o gás natural também como fonte de 
energia térmica (calor) para cozinhar e aquecer a água do banho. 
Ao queimarmos carvão mineral, petróleo ou gás natural produzimos alguns gases poluentes e 
gases do efeito estufa. Além disso, pode haver outros impactos ambientais ao longo da cadeia do 
petróleo, por exemplo, vazamentos de óleo na extração ou no transporte por dutos, caminhões ou 
embarcações, mas os responsáveis por essa questão (empresas da área do petróleo e instituições de 
defesa do meio ambiente) estão sempre atentos e se esforçando para que não aconteçam. No caso do 
carvão, a mineração (extração do carvão da terra) tem que ser feita com muito cuidado, para que a chuva 
não leve resíduos para os rios. Também deve se dar atenção à saúde de quem trabalha na extração de 
petróleo, gás natural e carvão, para evitar acidentes e contaminações. 
Os combustíveis fósseis são as fontes de energia mais importantes e disputadas pela humanidade 
no momento. Segundo a Agência Internacional de Energia, cerca de 81,63% de toda a matriz energética 
global advém dos três principais combustíveis fósseis citados acima. Essas fontes representam 56,8% da 
matriz energética brasileira. Assim, muitos países dependem da exportação desses produtos, enquanto 
outros tomam medidas geopolíticas para consegui-los. 
Outra questão bastante discutida a respeito dos combustíveis fósseis refere-se aos altos índices de 
poluição gerados por sua queima. Muitos estudiosos apontam que eles são os principais responsáveis 
pela intensificação do efeito estufa e pelo agravamento dos problemas vinculados ao aquecimento 
global. 
 
 
 
48 
Energia nuclear (atômica) 
“Se você pudesse olhar qualquer 
material com uma super lupa você veria que 
ela é composta por moléculas (partes 
menores) e essas moléculas, vistas por uma 
lupa mais potente ainda, são formadas por 
átomos.” A energia nuclear é proveniente de 
reações que ocorrem no núcleo de certos 
átomos chamados de radioativos. Estas 
reações, em geral, dividem um átomo de um 
elemento químico em dois átomos diferentes 
liberando uma grande quantidade de energia. 
Quando isso acontecesse, dizemos que 
ocorreu a "fissão nuclear". Na natureza, o 
único elemento natural que encontramos para 
realizar a fissão nuclear é o Urânio. O urânio é um mineral encontrado na natureza com relativa 
abundância e antes de ser usado, passa por processos de purificação e concentração (chamados 
enriquecimento). A energia liberada durante o processo de fissão aquece um líquido, geralmente a água, 
produzindo vapor, que em alta pressão movimenta as turbinas que, por sua vez, acionam geradores 
elétricos. 
As usinas nucleares são projetadas especialmente para o aproveitamento eficiente do calor gerado 
na fissão nuclear. Esta fonte é esgotável e não renovável. É considerada uma fonte de energia limpa, pois 
não produz gases de efeito estufa. Após o aproveitamento da energia do urânio, o rejeito (material que 
sobra da reação química) deve ser armazenado para evitar contaminação das pessoas e do ambiente, 
porque continua radioativo por longo tempo. Outra preocupação é com possíveis acidentes de vazamento 
de radiação na usina, mas essa possibilidade é muito reduzida, pois a tecnologia atual dispõe de diversos 
mecanismos de segurança. Existem duas usinas nucleares brasileiras em operação (Angra I e Angra II) e 
uma em construção (Angra III), todas em Angra dos Reis, estado do Rio de Janeiro. 
Na energia nuclear – também chamada de energia atômica –, a produção de eletricidade ocorre 
por intermédio do aquecimento da água, que se transforma em vapor e ativa os geradores. Nas usinas 
nucleares, o calor é gerado em reatores a partir da fissão nuclear do urânio-235, um material altamente 
radioativo. 
Embora as usinas nucleares sejam menos poluentes do que outras estações semelhantes, como as 
termoelétricas, são alvo de muitas polêmicas, pois o vazamento do lixo nuclear produzido e a ocorrência 
de acidentes podem gerar graves impactos e muitas mortes. No entanto, com a emergência da questão 
sobre o aquecimento global, seu uso vem sendo reconsiderado por muitos países. 
Cada tipo de energia apresenta suas vantagens e desvantagens. No momento, não há nenhuma 
fonte que se apresente absolutamente mais viável que as demais. Algumas são baratas e abundantes, mas 
geram graves impactos ambientais; outras são limpas e sustentáveis, mas inviáveis financeiramente. O 
mais aconselhável é que exista, nos diferentes territórios, uma diversidade nas matrizes energéticas para 
que se atenuem os problemas. No entanto, isso não acontece no Brasil e em boa parte dos demais países. 
 
Fontes renováveis de energia 
As fontes renováveis de energia, como o 
próprio nome indica, são aquelas que possuem a 
capacidade de serem repostas naturalmente, o 
que não significa que todas elas sejam 
inesgotáveis. Algumas delas, como o vento e a 
luz solar, são permanentes, mas outras, como a 
água, podem acabar, dependendo da forma como 
são usadas pelo ser humano. Vale lembrar que 
nem toda fonte renovável de energia é limpa, ou 
seja, está livre da emissão de poluentes ou de 
impactos ambientais em larga escala. 
 
49 
As fontes de energia que pertencem a este grupo são consideradas inesgotáveis, pois suas 
quantidades se renovam constantemente ao serem usadas. São exemplos de fontes renováveis: hídrica 
(energia da água dos rios), solar (energia do sol), eólica (energia do vento), biomassa (energia de 
matéria orgânica), geotérmica (energia do interior da terra), oceânica (energia das marés e das ondas) e 
hidrogênio (energia química da molécula de hidrogênio). 
Algumas dessas fontes apresentam variação na geração de energia elétrica ao longo do dia ou do 
ano, como é o caso da eólica, que não é usada quando não há ventos e a energia solar, à noite. No caso 
da fonte hídrica, podem ocorrer estiagens (secas). 
As fontes renováveis de energia são consideradas limpas, pois emitem menos gases de efeito 
estufa (GEE) que as fontes fósseis e, por isso, estão conseguindo uma boa inserção no mercado brasileiro 
e mundial. 
 
Energia eólica 
A energia eólica é obtida através do 
aproveitamento do vento, que é o movimento das 
massas de ar. Para transformar a energia dos ventos 
em energia elétrica são usados aerogeradores, que 
possuem imensas hélices que se movimentam de 
acordo com a quantidade de vento no local. Essas 
hélices, em geral, possuem o tamanho de uma asa de 
avião e são instaladas em torres de até 150 metros de 
altura. Uma usina eólica utiliza um recurso energético 
renovável e não polui a atmosfera durante sua 
operação. 
Esta fonte só pode ser aproveitada nos 
momentos em que há vento suficiente. No sul e no 
nordeste do Brasil, os ventos são abundantes e 
permitem a instalação de vários “parques eólicos” 
(conjuntos de aerogeradores; equivalentes às usinas). Mas deve-se tomar cuidado ao instalar parques 
eólicos em locais que ofereçam muito risco às aves, que podem bater nas hélices dos aerogeradores. 
Também se deve cuidar para não prejudicar os ambientes naturais com as obras para implantação do 
parque. 
O vento é um recurso energético renovável e, portanto, inesgotável. Em algumas regiões do 
planeta, sua frequência e intensidade são suficientes para geração de eletricidade por meio de 
equipamentos específicospara essa função. Basicamente, os ventos ativam as turbinas dos 
aerogeradores, fazendo com que os geradores convertam a energia mecânica produzida em energia 
elétrica. 
Atualmente, a energia eólica não é tão difundida no mundo em razão do alto custo de seus 
equipamentos. Todavia, alguns países, como Estados Unidos, China e Alemanha, já vêm adotando esse 
recurso substancialmente. As principais vantagens dessa fonte de energia são a não emissão de poluentes 
na atmosfera e os baixos impactos ambientais. 
 
Energia solar 
A energia solar é uma fonte inesgotável que 
pode ser aproveitada na forma de calor ou na forma 
de luz. Para aproveitamento do calor, os raios do sol 
atingem a superfície dos painéis coletores térmicos, 
que aquecem a água no seu interior. A água quente 
pode ser utilizada nas residências (chuveiros, 
piscinas, torneiras, máquina de lavar, etc.), em 
processos industriais ou na geração de eletricidade. 
A eletricidade pode ser gerada diretamente a partir 
da luz (nos painéis fotovoltaicos) ou através do 
aproveitamento do calor (na usina heliotérmica). 
 
50 
Há duas formas de aproveitamento da energia solar: a fotovoltaica e a térmica. Na primeira 
forma, são utilizadas células específicas que empregam o “efeito fotoelétrico” para produzir eletricidade. 
A segunda forma, por sua vez, utiliza o aquecimento da água tanto para uso direto quanto para geração 
de vapor, que atuará em processos de ativação de geradores de energia. É importante lembrar que podem 
ser utilizados também outros tipos de líquidos. 
Nos painéis fotovoltaicos, a radiação solar (luz) interage com um material semicondutor 
(geralmente, o silício), gerando eletricidade diretamente. Os sistemas fotovoltaicos não geram 
eletricidade à noite. As áreas no Brasil com melhor incidência de radiação solar estão localizadas na 
região Nordeste. As usinas solares fotovoltaicas (formada por um conjunto de painéis) precisam ser 
instaladas em áreas sem cobertura vegetal, portanto as áreas já desmatadas podem ser escolhidas, 
diminuindo a degradação do meio ambiente. Painéis (ou placas) solares também podem ser instalados 
em telhados de casas, shoppings e estacionamentos. Isto é chamado de Geração Distribuída ou 
microgeração. O custo das placas solares ainda é elevado, mas está cada vez mais acessível no Brasil. 
Nas usinas solares chamadas de usinas heliotérmicas é utilizada a energia solar concentrada. A 
energia solar concentrada é produzida com a ajuda de diversos espelhos que direcionam a energia do sol 
em um ponto para aquecer a água, que será transformada em vapor. Este vapor irá girar uma turbina, 
gerando eletricidade. 
Em razão dos elevados custos, a energia solar ainda não é muito utilizada. Todavia, seu 
aproveitamento vem crescendo gradativamente, tanto com a instalação de placas em residências, 
indústrias e grandes empreendimentos quanto com a construção de usinas solares especificamente 
voltadas para a geração de energia elétrica. 
 
Energia hidrelétrica 
A energia gerada por esta fonte vem do 
aproveitamento da água dos rios. Nas usinas 
hidrelétricas, as águas movem turbinas que 
transformam a energia potencial (da água) em 
energia mecânica e, por fim, em elétrica. 
Esta fonte é variável ao longo do ano, 
porque depende do quanto chove nas cabeceiras 
dos rios, afinal, é essa água que irá mover as 
turbinas. Também devemos considerar que, para 
que haja bom funcionamento de uma usina 
hidrelétrica, a ação de conservação ambiental na 
bacia hidrográfica é essencial. 
Para diminuir a variação na produção de 
energia ao longo do ano, algumas usinas são 
construídas com os chamados reservatórios de acumulação. Eles servem para guardar a água no período 
chuvoso para usar durante a seca. A água guardada não só gera energia, mas também pode ajudar no 
abastecimento das cidades, na irrigação das lavouras, na navegação, entre outros usos. 
A construção de uma barragem prejudica os peixes que se deslocam ao longo do rio em busca de 
locais para reprodução, mas para diminuir esse problema, podem ser construídas passagens artificiais. 
Além disso, o alagamento de áreas pode causar o deslocamento de pessoas que moram por ali e atrair 
outras pessoas que vem trabalhar na construção da usina. O quanto essas questões serão importantes vai 
depender do tamanho da usina e das características do rio e da região onde for construída. Por isso, antes 
da instalação de grandes empreendimentos, realizam-se os Estudos de Impacto Ambiental (EIA), que 
preveem os impactos e quais as ações necessárias para mitigá-los (diminuí-los). 
A Usina hidrelétrica de Itaipu, localizada em Foz do Iguaçu/PR, é a maior hidrelétrica do Brasil e 
a que mais gera energia elétrica no mundo. Ela é responsável por boa parte da energia elétrica utilizada 
na região sudeste do Brasil. 
No Brasil, essa é a principal fonte de energia elétrica, ao lado das termoelétricas, haja vista o 
grande potencial que o país possui em termos de disponibilidade de rios propícios para a geração de 
hidreletricidade. 
Nas usinas hidrelétricas, constroem-se barragens no leito do rio para represamento da água que 
 
51 
será utilizada no processo de geração de eletricidade. Nesse caso, o mais aconselhável é que as barragens 
sejam construídas em rios que apresentem desníveis em seus terrenos a fim de diminuir a superfície 
inundada. Por isso, é mais recomendável a instalação dessas usinas em rios de planalto, embora também 
seja possível instalá-las em rios de planícies, porém com impactos ambientais maiores. 
 
Biomassa 
Toda a matéria vegetal e orgânica existente, biomassa, pode ser utilizada na produção de energia. 
A lenha, bagaço de cana-de-açúcar, cavaco de madeira, resíduos agrícolas, algas, restos de alimentos e 
até excremento animal que, após sua decomposição, produzem gases que são usados para gerar energia. 
A biomassa também pode ser queimada 
diretamente, como no fogão a lenha, para 
aproveitamento do calor. Ou ainda pode ser 
utilizada para aquecer água e produzir vapor 
em alta pressão, que é usado para acionar 
turbinas e geradores elétricos. 
No Brasil, a biomassa mais utilizada 
para geração de eletricidade atualmente, é 
oriunda da cana-de-açúcar, plantada e 
processada principalmente nas regiões Sudeste 
e Centro-oeste. 
Biocombustíveis – a biomassa pode 
também originar compostos tais como álcool 
(etanol), óleos vegetais e gorduras, que são processados e usados como combustíveis. Os materiais mais 
usados vêm da soja, cana-de-açúcar, mamona e milho. Assim como para a biomassa, a produção de 
biocombustíveis ocorre principalmente nas regiões Sudeste e Centro-oeste. 
O cultivo de produtos agrícolas usados como fonte de geração de energia requer cuidados 
conservacionistas, como: evitar o desmatamento de áreas naturais para iniciar novas áreas de plantio, uso 
controlado de agrotóxicos e fertilizantes e controle de resíduos. 
A biomassa é considerada uma fonte de energia renovável, porque o dióxido de carbono 
produzido durante a queima é utilizado pela própria vegetação na realização da fotossíntese. Isso 
significa que, desde que seja controlado, seu uso é sustentável por não alterar a macrocomposição da 
atmosfera terrestre. 
 
Energia das marés (maremotriz) – Energia oceânica 
A energia gerada a partir desta fonte vem dos oceanos, de onde se aproveita o movimento das 
águas. Essa energia pode vir das ondas, das marés e das correntes marinhas, transformando a energia 
mecânica dos oceanos em energia elétrica. O aproveitamento dessa fonte ainda está em 
desenvolvimento, havendo poucas usinas em operação no mundo. 
Para o aproveitamento desta energia, é construída 
uma barragem em locais de grande amplitude de maré, 
onde a passagem da água gira uma turbina, transformando 
a energia cinética em eletricidade (maremotriz). De 
maneira muito similar ao que ocorre numa usina eólica, o 
movimento da corrente marinhagira uma turbina, 
transformando energia cinética em eletricidade. O 
movimento das ondas provoca oscilação de cilindros 
internos. Esses cilindros pressionam óleo a passar por 
motores. A rotação desses motores aciona geradores 
elétricos, produzindo eletricidade. 
O movimento das ondas empurra os flutuadores 
para cima e para baixo e permite acumular água sob alta 
pressão numa câmara interna. Essa câmara libera jatos 
d'água sobre uma turbina ligada a um gerador de eletricidade. Dessa forma, há transformação da energia 
cinética das ondas em energia elétrica. 
 
52 
Energia Geotérmica 
A energia geotérmica ou energia geotermal (do grego geo: terra; térmica: calor) é a energia obtida 
do calor presente no interior da Terra. Circundando o núcleo existe uma camada chamada manto que é 
formada por magma (semelhante à lava dos vulcões) e rocha, e a última camada, mais externa é a crosta 
terrestre, onde habitamos. 
A crosta terrestre tem espessura variável e é fraturada em vários "pedaços" (fissuras), conhecidos 
como placas tectônicas. O magma formado no manto 
pode emergir para a superfície próxima dos limites 
dessas placas, como por exemplo, em erupções 
vulcânicas. Essas rochas que absorvem o calor do 
magma estão em alta temperatura, aquecendo também 
as águas subterrâneas que podem emergir como 
gêiseres (nascente termal ou minas de água quente). 
Para a geração elétrica, perfura-se o subsolo 
onde há grande quantidade de vapor e água quente, os 
quais devem ser retirados por dutos e conduzidos a um 
gerador na superfície da terra para a transformação da 
energia geotérmica em elétrica. É uma fonte de energia 
renovável porque o calor é produzido continuamente 
nessas camadas internas da Terra. 
Esta fonte é utilizada geralmente em regiões com alta atividade vulcânica ou encontros de placas 
tectônicas. São exemplos os países: Islândia, Itália e Estados Unidos. 
 
Fontes de energia no Brasil 
Cerca de 42% da produção da 
matriz energética brasileira é 
proveniente de fontes renováveis de 
energia, como uso de biomassa, etanol, 
recursos hídricos, energia solar e 
energia eólica. Sendo assim, a matriz 
energética brasileira é mais renovável 
que a matriz mundial, que se baseia, 
principalmente, no uso de combustíveis 
fósseis para produção de energia. Dessa 
forma, pode-se dizer que, se comparado 
aos outros países, o Brasil emite menos 
gases de efeito estufa. 
Existem, hoje, no Brasil, 536 
usinas eólicas, nas quais funcionam 
cerca de 6,6 mil cataventos, número 
que coloca o Brasil como líder na 
América Latina nesse tipo de produção 
de energia. Contudo, a principal fonte 
de energia do Brasil ainda é 
proveniente das usinas hidrelétricas, 
que representam, aproximadamente, 
64% do potencial elétrico do país. A 
produção de energia proveniente do uso 
de biomassa corresponde a cerca de 9,2% da matriz energética brasileira, já a eólica representa em torno 
de 8,5% da matriz." 
 
 
Matriz energética brasileira, 2019 
 
53 
 
Vantagens e desvantagens do uso de fontes de energia 
1. Fontes renováveis 
 
 
2. Fontes não renováveis 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
54 
 
ATIVIDADES PROPOSTAS 
1. Quais são os recursos energéticos mais 
questionados devido a sua poluição? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
2. Quais são as fontes de energia consideradas 
mais limpas? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
3. Quais são as fontes de energia renováveis? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
4. Quais são as fontes de energia não 
renováveis? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
5. Qual a fonte de energia mais usada no 
Brasil? 
_________________________________________
_________________________________________ 
 
6. Qual o tipo de energia usada no município 
que você mora? 
_________________________________________
_________________________________________ 
 
7. Quais são os principais impactos ambientais 
decorrentes da construção de usinas 
hidrelétricas? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
8. Qual das seguintes fontes de produção de 
energia é a mais recomendável para a 
diminuição dos gases causadores do 
aquecimento global? 
a) Óleo diesel. 
b) Gasolina. 
c) Carvão mineral. 
d) Gás natural. 
e) Vento. 
 
9. Dentre as citadas assinale a alternativa que 
contenha apenas as fontes de energia 
renováveis mais utilizadas no Brasil: 
a) Solar, hidrelétrica e eólica. 
b) Hidráulica, lenha e biomassa. 
c) Hidráulica, xisto e solar. 
d) Petróleo, solar e lenha. 
e) Álcool, eólica e solar. 
 
10. Para resolver a questão, leia o texto a seguir, 
sobre fontes de energia, e selecione as 
palavras/expressões que preenchem correta 
e coerentemente as lacunas. 
O ____________foi importante fonte de energia 
para a Primeira Revolução Industrial. Atualmente, 
as maiores reservas estão localizadas no 
hemisfério________ . É um dos principais 
responsáveis pela ___________, pois sua queima 
libera grande quantidade de óxido de enxofre na 
atmosfera. 
a) Carvão mineral — norte — chuva ácida 
b) Petróleo — sul — poluição dos oceanos 
c) Petróleo — sul — chuva ácida 
d) Carvão mineral — sul — poluição dos oceanos 
e) Petróleo — norte — chuva ácida 
 
11. O incêndio na Usina Nuclear de Fukushima, 
no Japão, após o tsunami do dia 11 de março 
de 2011, reacendeu as discussões 
internacionais sobre a sustentabilidade desse 
tipo de energia. Os defensores da produção 
de energia nuclear afirmam que uma das 
suas vantagens é: 
a) A necessidade nula de armazenamento de 
resíduos radioativos. 
b) O menor custo quando comparado às demais 
fontes de energia. 
c) A baixa produção de resíduos emissores de 
radioatividade. 
d) O reduzido grau de interferência nos 
ecossistemas locais. 
e) A contribuição zero para o efeito de estufa 
global. 
 
55 
 
12. “Águas de março definem se falta luz este 
ano”. Esse foi o título de uma reportagem 
em jornal de circulação nacional, pouco 
antes do início do racionamento do consumo 
de energia elétrica, em 2001. No Brasil, a 
relação entre a produção de eletricidade e a 
utilização de recursos hídricos, estabelecida 
nessa manchete, se justifica porque: 
a) A geração de eletricidade nas usinas 
hidrelétricas exige a manutenção de um dado 
fluxo de água nas barragens. 
b) O sistema de tratamento da água e sua 
distribuição consomem grande quantidade de 
energia elétrica. 
c) A geração de eletricidade nas usinas 
termelétricas utiliza grande volume de água 
para refrigeração. 
d) O consumo de água e de energia elétricas 
utilizadas na indústria compete com o da 
agricultura. 
e) É grande o uso de chuveiros elétricos, cuja 
operação implica abundante consumo de água. 
 
13. A energia eólica é uma das fontes de energia 
que mais cresce no Brasil. Esse tipo de 
energia utiliza o vento, logo, é uma fonte de 
energia renovável e não poluente. Qual 
região brasileira tem se destacado na 
produção de energiaeólica no país? 
a) Centro-Oeste 
b) Nordeste 
c) Norte 
d) Sudeste 
e) Sul 
 
14. Assinale qual alternativa apresenta apenas 
fontes renováveis de energia: 
a) Carvão mineral, solar, eólica e biomassa. 
b) Biomassa, solar, eólica e gás natural. 
c) Nuclear, petróleo, gás natural e biomassa. 
d) Eólica, solar, hidrelétrica e biomassa. 
e) Solar, eólica, carvão natural e nuclear. 
 
15. Em usinas hidrelétricas, a queda d’água 
move turbinas que acionam geradores. Em 
usinas eólicas, os geradores são acionados 
por hélices movidas pelo vento. Na 
conversão direta solar elétrica são células 
fotovoltaicas que produzem tensão elétrica. 
Além de todos produzirem eletricidade, 
esses processos têm em comum o fato de: 
a) Não provocarem impacto ambiental. 
b) Independerem de condições climáticas. 
c) A energia gerada poder ser armazenada. 
d) Utilizarem fontes de energia renováveis. 
e) Dependerem das reservas de combustíveis 
fósseis. 
 
16. O uso intenso e continuado das fontes de 
energia pode estar contribuindo para ampla 
modificação climática global. Assinale a 
alternativa que contenha essa relação de 
maneira correta. 
a) Hidroeletricidade e a camada de ozônio. 
b) Queima de carvão vegetal e períodos de seca. 
c) Combustíveis fósseis e o aquecimento global. 
d) Aquecimento global com o uso do urânio. 
e) Resfriamento da atmosfera e queima do carvão. 
 
17. Desde os tempos mais remotos, os seres 
humanos buscam fontes de energia para 
melhorar sua qualidade de vida. Nos dias de 
hoje, é praticamente impossível imaginar a 
vida humana sem as diversas fontes de 
energia que sustentam as suas atividades. 
Elas podem ser divididas em renováveis e 
não renováveis. São consideradas fontes de 
energia não renováveis. 
a) A hidráulica e o biocombustível. 
b) A geotérmica e o hidrogênio. 
c) O petróleo e o carvão mineral. 
d) A biomassa e as marés. 
e) A solar e a eólica. 
 
18. Com o crescente interesse da sociedade por 
questões ligadas à proteção do ambiente e da 
procura por recursos alternativos, não 
poluentes, para gerar energia, cresce 
também o uso de células fotovoltaicas ou 
painéis fotovoltaicos. A instalação destas 
células, que geram energia elétrica por meio 
de um processo conhecido como efeito 
fotovoltaico, vem crescendo, não apenas em 
residências, mas também nas rodovias de 
todo o país. A fonte de energia que gera o 
efeito fotovoltaico para a produção de 
energia elétrica é Alternativas. 
a) A água. 
b) O vento. 
c) O sol. 
d) O urânio. 
 
19. Assinale a alternativa que aponta, 
respectivamente, uma vantagem e uma 
desvantagem na utilização da energia eólica. 
a) Utilização de área pequena e poluição visual. 
b) Implantação de baixo custo e diminuição de 
áreas dedicadas à agricultura. 
 
56 
 
c) Ausência de emissão de gases poluentes e 
mortes de aves e morcegos da região. 
d) Fácil adaptação a diferentes locais e produção 
de ruídos. 
 
20. O Brasil é um dos países que apresentam os 
maiores potenciais hidrelétricos do mundo, o 
que justifica, em partes, o fato de esse tipo 
de energia ser bastante utilizado no país. As 
usinas hidrelétricas são bastante elogiadas 
por serem consideradas ambientalmente 
mais corretas do que alternativas de 
produção de energia, mas vale lembrar que 
não existem formas 100% limpas de realizar 
esse processo. Assinale a alternativa que 
indica, respectivamente, uma vantagem e 
uma desvantagem das hidroelétricas. 
a) A produção pode ser controlada; porém os 
custos são muito elevados. 
b) Não emitem poluentes na atmosfera; porém 
não são muito eficientes. 
c) São ambientalmente corretas; porém interferem 
diretamente no efeito estufa. 
d) Ocupam pequenas áreas; porém interferem no 
curso dos rios. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
57 
 
REGIONALIZAÇÃO DO BRASIL 
 
Não é incomum ouvir dizer que o Brasil é um país continente, devido a sua grande extensão 
territorial o Brasil é conhecido como um país de dimensões continentais isso significa que sozinho já 
poderíamos ser um continente. Para se ter uma ideia, retirando a Rússia todos os outros países europeus 
caberiam dentro do nosso território. 
Somos o quinto maior país do mundo em extensão territorial ficando atrás apenas da Rússia, 
Canadá, Estados Unidos e China. Por ser assim tão grande, se faz necessário dividir o território em 
regiões, para facilitar administração, criação de políticas públicas, a divulgação de dados estatísticos e a 
compreensão das dinâmicas que ocorrem em nosso país. 
Antes de conhecer a atual regionalização do território brasileiro, vamos recordar o significado de 
região que é um importante conceito geográfico. A região pode ser definida como um conjunto de 
relações socioespaciais que lhe confere uma característica própria e, portanto, diferente dos espaços 
vizinhos e externos. São porções do espaço geográfico que possuem características singulares, formadas 
tanto por seus aspectos naturais (tipo de clima, relevo, vegetação, etc.) quanto pelos econômicos e 
culturais (tipos de atividades desenvolvidas, condições de vida da população, etc.). A combinação desses 
vários aspectos cria as diferenciações entre as diversas porções do espaço, dando origem também a 
regiões diferentes. De maneira geral, podemos dizer que a região corresponde a uma determinada porção 
da superfície terrestre, de extensão variada, cujas características a distingue das áreas vizinhas, dando-lhe 
uma certa identidade natural, econômica e cultural. 
Regionalizar é dividir ou classificar o espaço geográfico a partir de critérios específicos. 
Assim sendo, eu posso classificar qualquer porção do espaço em várias áreas conforme 
uma característica que eu tenha escolhido antes. A regionalização nos permite estudar os países em 
conjunto e nos faz entender como um fenômeno se distribui no espaço geográfico. Além de servir para 
descentralizar a administração e, assim, planejar melhor as ações governamentais, a regionalização 
também facilita a reunião de informações e a realização de estudos sobre determinado território. 
 
Contexto histórico da regionalização do Brasil 
O processo de regionalização do Brasil aconteceu por meio de mudanças progressivas na 
sociedade e economia do país. No início, com a chegada dos portugueses ao nosso território, éramos 
uma “coisa só”. Com a instalação dos colonizadores no país, a extensão territorial passou, pouco a 
pouco, por mudanças. Uma das mais emblemáticas é a implantação das capitanias hereditárias. 
No entanto, não paramos por aí. Ciclos diferentes — como o do café, do ouro, das drogas do 
sertão e do pau Brasil — fizeram com que novos territórios fossem tomados pela população e, assim, 
novas fronteiras precisassem ser desenhadas no país. 
Com a ideia de nação surgindo no povo brasileiro e a formação de uma unidade política, ocorreu 
a anexação de outros territórios, como é o caso do Acre, e a estilização dos estados como os conhecemos 
hoje. 
A regionalização foi um processo natural para 
organizar o país tanto a níveis didáticos quanto políticos, 
permitindo uma maior compreensão do território de 
dimensões continentais do Brasil e de sua administração 
pelos governantes. Com uma extensão de mais de 8,5 
milhões de km² se faz necessário dividir o território 
brasileiro em partes, tanto para diferenciar cada uma delas 
como para conhecê-las melhor. 
A primeira divisão regional do Brasil foi realizada 
através do Tratado de Tordesilhas, em 1494. Nessa divisão, 
a parte leste do país ficou sob domínio de Portugal, 
enquanto a parte oeste ficou sob domínio da Espanha. Em 
1534, no período colonial do Brasil, a divisão regional 
consistia na fragmentação em capitanias, que consistia em 
quinze partes de terra. Essa divisão ocorreu para que a coroa portuguesa conseguisse administrar melhora colônia. Cada capitania tinha um membro da corte no governo, que deveria promover o 
 
58 
 
desenvolvimento da capitania e respondia diretamente ao rei. 
A partir da independência do Brasil, nenhum modelo de divisão regional foi estabelecido ao 
certo. No entanto, em 1913 o país iniciou o processo de regionalização até chegar ao modelo atual. 
A divisão regional do Brasil é o conjunto de estados e municípios em regiões e tem como 
objetivo ampliar o conhecimento regional do país e definir uma base territorial para levantamento de 
dados estatísticos. O principal objetivo da divisão regional do Brasil é aumentar a compreensão e 
perspectiva da organização do território do país, e também auxiliar na implantação e gestão de políticas 
públicas. 
Como vimos anteriormente, a regionalização ocorre a partir de uma série de fatores que, juntos, 
agrupam estados, municípios ou países dentro de um grupo maior. Com o Brasil, claro, isso não é 
diferente. As regiões brasileiras são formadas a partir de uma série de características semelhantes entre 
os estados, que vão desde aspectos políticos e econômicos até aqueles que passam pelo âmbito natural, 
como o estudo dos ecossistemas nativos da região. 
A República Federativa do Brasil é formada por 26 estados e pelo Distrito Federal. Os estados, 
por sua vez, dividem-se em municípios, os quais são as menores unidades políticas autônomas na 
federação brasileira. Na maioria dos casos apresentam áreas rurais e urbanas. Existem no país 5.570 
municípios. 
Os estados são as unidades de maior hierarquia na organização político-administrativa do país; a 
localidade que abriga a sede do governo é chamada de capital. Ao longo de sua história, o Brasil já teve 
também unidades administrativas chamadas territórios federais. 
O Distrito Federal é uma unidade federativa autônoma, que sedia o governo federal, em Brasília. 
O Distrito Federal não se divide em municípios e sim em regiões administrativas (RAs), muitas das 
quais correspondem a cidades-satélites. 
Além dos estados, municípios e do Distrito Federal, a Federação brasileira conheceu outro tipo de 
unidade político-administrativa: o território federal. Os territórios federais eram áreas consideradas 
estratégicas, e, por isso, administradas 
diretamente pela União. O primeiro deles, 
surgido em 1904, foi o Território Federal do 
Acre, incorporado ao Brasil no ano anterior. 
Em 1942, com a entrada do Brasil na 
Segunda Guerra Mundial, o governo federal 
decidiu administrar diretamente algumas 
áreas situadas na fronteira. O Território 
Federal de Fernando de Noronha foi criado 
ainda nesse ano. Em 1943, surgiram os 
territórios de Amapá, Rio Branco, Guaporé, 
Ponta Porã e Iguaçu. Em 1946, foram 
extintos os territórios federais de Ponta Porã 
e do Iguaçu. Dez anos depois, o Guaporé 
teve sua denominação alterada para 
Rondônia. 
Em 1962, o território do Rio Branco 
passou a ser chamado de Roraima e o 
território do Acre foi elevado à categoria de 
estado. Em 1981, foi a vez de Rondônia. No 
final da década, com a Constituição de 1988, os territórios de Roraima e Amapá tornaram-se estados, 
enquanto Fernando de Noronha passou a ser um distrito estadual de Pernambuco. Mas os territórios 
federais podem não ser uma página virada em nossa história: em dezembro de 2007, havia no Congresso 
brasileiro propostas para a criação de cinco deles, além de sete novos estados. 
 
Modelos de regionalização do Brasil 
A divisão regional está sujeita a mudanças ao longo do tempo, devido às alterações nos conceitos 
geográficos, por exemplo. Por esse motivo, o IBGE realizou (e ainda realiza) revisões periódicas em 
seus modelos de divisão regional. 
https://beduka.com/blog/exercicios/geografia-exercicios/exercicios-sobre-divisao-regional-do-brasil/
https://beduka.com/blog/exercicios/geografia-exercicios/exercicios-sobre-divisao-regional-do-brasil/
https://www.stoodi.com.br/blog/biologia/ecossistema-o-que-e/
 
59 
 
Isso levou ao que chamamos de processo de regionalização do Brasil. Ao longo de sua história, 
esse processo passou por diversos modelos de divisão regional, até chegar na divisão que conhecemos 
atualmente. 
 
Divisão Regional do Brasil em 1913 
A primeira proposta surgiu em 1913 para que a Geografia pudesse utilizá-la no ensino. Os 
critérios adotados para esse modelo de divisão regional foram somente físicos, como clima, vegetação e 
relevo. O Brasil era dividido em quatro regiões: 
 Setentrional 
 Norte Oriental 
 Oriental 
 Meridional 
 
Divisão Regional do Brasil em 
1940 
O IBGE propôs um novo 
modelo de divisão em 1940, que 
considerava os aspectos 
socioeconômicos além dos físicos. 
Nessa proposta, o Brasil tinha cinco 
regiões: 
 Norte: Amazonas, Pará, 
Maranhão, Piauí e o território do 
Acre; 
 Centro: Minas Gerais, Goiás e 
Mato Grosso; 
 Leste: Bahia, Sergipe e Espírito 
Santo; 
 Nordeste: Ceará, Rio Grande do 
Norte, Pernambuco, Paraíba e 
Alagoas; 
 Sul: São Paulo, Rio de Janeiro, 
Paraná, Santa Catarina e Rio 
Grande do Sul. 
 
Divisão Regional do Brasil em 1945 
Em 1945, houve um novo 
modelo de divisão adotado, onde o 
Brasil possuía sete regiões: 
 Norte; 
 Nordeste Oriental; 
 Nordeste Ocidental; 
 Centro-Oeste; 
 Leste Setentrional; 
 Leste Meridional; 
 Sul. 
Nesse modelo, na porção 
norte do Amazonas o território de 
Rio Branco (atual estado de 
Roraima) foi criado. O estado do 
Amapá foi criado ao norte do Pará. Os estados de Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina foram divididos 
em diversos territórios, dando origem a outros. 
 
 
60 
 
Divisão Regional do Brasil em 1950 
Em 1950, os territórios criados foram extintos e os estados do Maranhão e do Piauí começaram a 
fazer parte da região Nordeste. Nesse modelo, os estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de 
Janeiro constituíam a região Leste. 
Em 1960, a capital Brasília foi fundada e o Distrito Federal foi transferido para a região Centro-
Oeste. Já em 1962, o Acre se tornou um estado independente e o território de Rio Branco se tornou o 
atual estado de Roraima. 
Nesse período as regiões criadas foram: 
 Norte 
 Nordeste 
 Leste 
 Sul 
 Centro-Oeste 
 
Divisão Regional do Brasil em 1970 
O modelo de divisão atual do Brasil surgiu em 1970. Nessa proposta, a região Sudeste, com os 
estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo surgiu. Os estados da Bahia e do 
Sergipe foram integrados à região Nordeste e os estados de Goiás e Mato Grosso (que seria dividido 
alguns anos depois) formaram a região Centro-Oeste. 
 
Divisão Regional do Brasil de 1988 
Em 1988, devido às mudanças da nova Constituição, a atual divisão regional do Brasil foi 
definida e permanece até os dias de hoje. O estado do Tocantins foi criado a partir de uma divisão no 
estado de Goiás e foi incorporado à região Norte. Os estados do Amapá e Rondônia tornaram-se estados 
independentes e a região de Fernando de Noronha foi integrada a Pernambuco. 
As regiões do Brasil são recortes territoriais repletos de particularidades que levam em conta 
aspectos econômicos, sociais, políticos, culturais e físicos. Muitas foram as divisões regionais feitas no 
Brasil pelo órgão responsável, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 
O IBGE( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), foi criado em 1940 no governo de 
Getúlio Vargas, mas a primeira regionalização do Brasil foi feita em 1941. Ao longo das décadas 
seguintes á primeira regionalização, foram realizadas 
várias modificações na divisão oficial, ampliando-se os 
critérios para as novas divisões. Justifica-se a adoção dos 
limites estaduais pelo fato de facilitar a coleta e a 
organização dos dados estatísticos e consequentemente, a 
implementação de medidas administrativas. 
No século XX, foram elaboradas diversas divisões 
regionais que abrangeram os conceitos de: 
 Zonas fisiográficas; 
 Microrregiõese mesorregiões homogêneas; 
 Mesorregiões e microrregiões geográficas. 
 
Região oficial do IBGE de 1988 
O Brasil está dividido em cinco regiões, essa 
configuração foi proposta pelo IBGE desde 1970, com 
uma alteração em 1988, quando Tocantins foi 
desmembrado de Goiás, tornando-se um estado autônomo. 
Esse modelo de regionalização respeita os limites políticos 
dos estados. 
Essa divisão do Brasil em cinco grandes regiões propostas pelo IBGE considerou aspectos 
naturais, sociais e econômicos do território. Embora cada região apresente características próprias, todas 
integram uma área administrativa maior, o território brasileiro, com o qual se relaciona. 
Essa divisão regional do IBGE de 1988 é a mais utilizada o meio acadêmico. Nesse modelo o 
 
61 
 
Brasil é dividido em cinco grandes regiões: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. 
 
Regiões não oficiais 
Existem outras possibilidades de regionalização do território brasileiro, no entanto, ainda que 
muito discutidas por estudiosos, são propostas não oficiais, é preciso compreender que o Governo 
Federal reconhece e adota como divisão oficial do Brasil apenas a proposta pelo IBGE. 
 
Região Geoeconômica (os complexos regionais) de 1967 
Além da regionalização oficial do IBGE, outra 
divisão do território bastante conhecida e utilizada são os 
complexos regionais ou regiões geoeconômicas, proposta 
em 1967 pelo geógrafo Pedro Pinchas Geiger. 
Tem por base as características histórico-
econômicas do Brasil, ou seja, os aspectos da economia e 
da formação histórica e regional. Ela reflete os arranjos 
espaciais resultantes da industrialização do país. 
Na época em que essa proposta foi formulada, o 
Centro-Sul despontava como núcleo dinâmico da economia 
brasileira, tanto na agricultura como na indústria e nos 
serviços urbanos; 
O complexo regional nordestino destacava-se pela 
disseminação da pobreza e pelas correntes migratórias que 
deixavam a região. 
A Amazônia, por sua vez, era uma região 
fracamente povoada, que apenas começava a ser 
incorporada ao conjunto da economia nacional. 
Aqui, as fronteiras dos estados não são necessariamente respeitadas. Ela divide o país em três 
regiões geoeconômicas ou complexos regionais: 
Amazônia: todos os estados do Norte (menos parte do Tocantins), uma porção do Maranhão e o Mato 
Grosso; 
Centro-sul: Mato Grosso do Sul, parte do Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, parte restante de 
Tocantins e os estados do Sudeste e Sul; 
Nordeste: abrange parte de Minas Gerais e todos os estados do Nordeste, menos uma pequena porção do 
território maranhense. 
 
Os “quatro Brasis” de 2001 
Outro modelo de regionalização muito 
utilizado é o proposto pelo geógrafo Milton Santos 
em 2001, conhecida como os “quatro brasis" e 
pretende registrar a "difusão diferencial do meio 
técnico-científico-informacional"; 
A região concentrada abrange as regiões Sul e 
Sudeste do IBGE. Segundo Milton Santos, nessa 
região estão concentradas as maiores mudanças 
tecnológicas do país. 
É a região mais moderna do Brasil, com 
centros de pesquisa, de tecnologia, universidades etc. 
Caracteriza-se pela densidade do sistema de relações 
que intensifica os fluxos de mercadorias, capitais e 
informações. O seu núcleo é a metrópole paulista, que 
desempenha funções de cidade global e reforça o 
comando sobre o território nacional. A soldagem do 
Sul ao Sudeste reflete a descentralização industrial 
recente e a implantação de infra-estruturas técnicas que a sustentam. 
 
62 
 
O Centro-Oeste emerge como área de ocupação periférica, fundada na especialização 
agropecuária e na modernização subordinada às necessidades das firmas que têm sede na Região 
Concentrada. O estado de Tocantins, estranhamente deslocado para a Região Norte pela Constituição de 
1988, reincorpora-se ao Centro-Oeste; 
O Nordeste define-se pelo peso das heranças: "é uma área de povoamento antigo, onde a 
constituição do meio mecanizado se deu de forma pontual e pouco densa". A rugosidade do espaço 
geográfico retarda os fluxos. A instalação das infra-estruturas e redes informacionais realiza-se de modo 
descontínuo, "sobre um quadro sócio espacial praticamente engessado"; 
A Amazônia caracteriza-se pela rarefação demográfica e baixa densidade técnica. Os sistemas 
informacionais aparecem como formas externas, representadas, por exemplo, pelos satélites e radares do 
Sivam. Os grandes projetos estruturam enclaves, isolados num meio pré-mecânico. 
 
 Características das regiões brasileiras 
1. Região Norte 
A Região Norte é a maior 
região em extensão territorial. 
Abrange sete estados, 
correspondendo a um pouco mais 
de 45% do território brasileiro. 
Possui uma área de, 
aproximadamente, 3.853.676,948 
km2. 
População: Segundo o 
IBGE, a região abriga cerca de 
18.182.253 milhões de habitantes. 
A densidade demográfica é de 4,72 
habitantes por km². 
Economia: A região baseia-se nas atividades primárias 
como extrativismo mineral e vegetal, agricultura e pecuária, e 
também em atividades do setor secundário, nas indústrias. O 
Produto Interno Bruto da região representa cerca de 5,3% do PIB 
nacional, segundo levantamento do IBGE. 
Aspectos naturais: Nessa região encontra-se a maior 
floresta tropical do planeta, a Floresta Amazônica, bem como a 
maior bacia hidrográfica do mundo, a Bacia do Rio Amazonas. 
Predomina nela o clima equatorial úmido, com um regime de 
chuvas bem definido e umidade do ar elevada. 
 
2. Região Nordeste 
A Região Nordeste é a 
região com o maior número de 
estados e é a terceira maior do 
Brasil, com uma área de, 
aproximadamente, 1.544.291 
km
2
, 18% do território 
brasileiro. 
 População: O Nordeste brasileiro abriga cerca de 56.560.081 
habitantes, sendo a segunda região mais populosa do Brasil. A 
densidade demográfica é de, aproximadamente, 32 habitantes por km². 
Essa é a região com os menores indicadores sociais, portanto, a 
que mais enfrenta problemas de ordem social. 
 Economia: O Nordeste detém o terceiro maior PIB do país e, 
portanto, a terceira maior economia, representando cerca de 13,4% do 
PIB nacional. O turismo é uma das atividades mais preponderantes na economia nordestina. São 
Estados e capitais da 
região norte 
Estado Capital 
Amazonas Manaus 
Acre Rio Branco 
Rondônia Porto Velho 
Roraima Boa Vista 
Amapá Macapá 
Pará Belém 
Tocantins Palmas 
Estados e capitais da região 
Nordeste 
Estado Capital 
Maranhão São Luís 
Piauí Teresina 
Rio Grande do 
Norte 
Natal 
Ceará Fortaleza 
Paraíba João Pessoa 
Bahia Salvador 
Pernambuco Recife 
Alagoas Maceió 
Sergipe Aracaju 
https://escolakids.uol.com.br/geografia/pib-produto-interno-bruto.htm
 
63 
 
desenvolvidas na região atividades de extrativismo e agropecuária. 
 Aspectos naturais: Compreende os biomas Caatinga, 
Mata Atlântica e faixas de transição com o Cerrado. O clima predominante é o semiárido, mas em áreas 
de transição podemos encontrar o clima equatorial úmido e o clima tropical. Boa parte dessa região sofre 
com a falta de chuvas. A seca extrema é um dos obstáculos para o desenvolvimento da região. O 
Nordeste possui a maior costa litorânea do país. 
 
3. Região Centro-Oeste 
A Região Centro-Oeste é a região que faz limitação 
com todas as outras regiões. É a segunda maior região do 
país quando o critério é extensão territorial. A região 
Centro-Oeste é a menos populosa dentre as regiões. 
A Região Centro-Oeste abrange três estados e 
corresponde a cerca de 19% do território brasileiro. Possui 
uma área de, aproximadamente, 1.606.403 km². 
 População: A região abriga um pouco mais de 16 
milhões de habitantes. A densidade demográfica é de, 
aproximadamente, 10 habitantes por km2. 
 Economia: A 
economia baseia-se 
especialmente na 
agricultura e pecuária, 
sendo responsável pelos 
produtos que estão à frente 
das maiores exportações do país, comoa soja. No Centro-Oeste 
brasileiro, também há intensa prática de extrativismo mineral e a maior 
reserva de nióbio do mundo. O turismo também é representativo, pois 
na região encontram-se lugares muito procurados pelos amantes da natureza, com a Chapada dos 
Veadeiros e a Chapada dos Guimarães. 
Aspectos naturais: A região abrange o Planalto Central e também a área dos aquíferos, como o 
Aquífero Guarani. Essa região é considerada o berço das águas no país, pois nela encontram-se nascentes 
de muitos e importantes rios brasileiros. O clima predominante na região é o tropical sazonal, que possui 
duas estações bem definidas: inverno seco e verão chuvoso. Predominam na região os biomas Cerrado e 
Pantanal. Dentre as regiões, é a única que não possui litoral. 
 
4. Região Sudeste 
A Região Sudeste é a região brasileira mais desenvolvida. 
A Região Sudeste 
abrange quatro estados e 
corresponde a, 
aproximadamente, um 
décimo do território 
nacional. Possui uma área 
com cerca de 924.620 km². 
É a segunda menor do 
país, atrás apenas da região Sul. Possui dois estados 
considerados os mais representativos do Brasil, no que tange 
ao desenvolvimento, São Paulo e Rio de Janeiro. 
População: O Sudeste brasileiro abriga cerca de 
87.711.946 habitantes, correspondendo a aproximadamente, 
44% da população do país. Possui a maior densidade 
demográfica do país, com, aproximadamente, 92 habitantes 
por km². É uma das regiões que mais atraem migrantes que 
buscam melhores oportunidades e qualidade de vida. 
Estados e capitais da Região 
Centro-Oeste 
Estado Capital 
Goiás Goiânia 
Mato Grosso Cuiabá 
Mato Grosso 
do Sul 
Campo Grande 
Estados e capitais da Região 
Sudeste 
Estado Capital 
São Paulo São Paulo 
Rio de Janeiro Rio de Janeiro 
Minas Gerais Belo Horizonte 
Espírito Santo Vitória Estados e capitais da Região Sudeste 
Estado Capital 
Rio de Janeiro Rio de Janeiro 
São Paulo São Paulo 
Minas Gerais Belo Horizonte 
Espírito Santo Vitória 
 
64 
 
Economia: Possui o maior Produto Interno Bruto brasileiro, correspondente a 55,2% do PIB 
nacional. A economia baseia-se no setor industrial, financeiro e comercial, com destaque para as 
indústrias automobilísticas, siderúrgicas e petrolíferas. O turismo também é representativo. O estado do 
Rio de Janeiro atrai milhões de turistas durante todo o ano. 
Aspectos naturais: O relevo é composto por serras, planaltos e planícies costeiras. Há 
predominância dos planaltos nessa região. Os climas predominantes são o tropical e o tropical de 
altitude. Abrange o bioma Mata Atlântica e há faixas de Cerrado e Caatinga. No que tange à hidrografia, 
nessa região há predomínio dos rios de planalto. 
 
5. Região Sul 
A Região Sul é a que apresenta características mais 
diversas em relação às outras regiões brasileiras. 
A Região Sul é a que apresenta características mais 
diversas em relação às outras regiões brasileiras. A Região 
Sul é menor região em extensão territorial do país. 
A Região Sul abrange três estados e é a que 
apresenta mais diferenças entre as demais regiões do país. 
Isso deve-se especialmente à sua colonização, feita 
principalmente por alemães e italianos. 
População: O Sul do Brasil abriga, 
aproximadamente, 29.016.114 habitantes. É a terceira 
região mais populosa do país. A densidade demográfica é 
de cerca de 47 habitantes por km². É a região que 
apresenta os melhores indicadores sociais. 
Economia: Baseia-se no extrativismo vegetal, 
realizado na região da Mata das Araucárias, e também na 
agropecuária voltadas à industria de taticínios e com a 
criação de suínos e a produção de uva, feijão e milho. 
Essa região possui o segundo maior PIB nacional e a 
senda mais industrializada. Um dos maiores atrativos 
turísticos da região é o Parque Nacional do Iguaçu, no 
estado do Paraná. 
Aspectos naturais: Devido à sua localização, 
abaixo da zona tropical, essa é a região que apresenta as estações do ano bem definidas. Os invernos 
apresentam baixas temperaturas, com ocorrência de geadas. O clima predominante é o subtropical. A 
chuva é distribuída homogeneamente durante todo o ano. A maioria dos rios da região são de planaltos 
que constituem a bacia do Rio Uruguai e a bacia do Rio Paraná. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estados e capitais da Região Sul 
Estado Capital 
Santa Catarina Florianópolis 
Paraná Curitiba 
Rio Grande do Sul Porto Alegre 
 
65 
 
ATIVIDADES PROPOSTAS 
 
1. Qual a menor e maior região brasileira em 
extensão territorial? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
2. Qual região brasileira possui o maior 
numero de estado e qual possui o menor 
numero de estado? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
3. Qual região brasileira mais desenvolvida? 
_________________________________________
_________________________________________ 
 
4. Qual região mais populosa do Brasil? 
_________________________________________
_________________________________________ 
 
5. Qual região com a maior faixa litorânea? 
_________________________________________
_________________________________________ 
 
6. Qual a única região brasileira que não 
possui litoral? 
_________________________________________
_________________________________________ 
 
7. Qual região mais fria do Brasil? 
_________________________________________
_________________________________________ 
 
8. É a segunda região menos populosa do país, 
com cerca de 18,2 milhões de habitantes. 
Apresenta a menor densidade demográfica: 
4,2 habitantes/km
2
. O predomínio do clima 
equatorial é um destaque de seu quadro 
natural. As informações fazem referência a 
qual região brasileira? 
a) Centro-Oeste. 
b) Sul. 
c) Nordeste. 
d) Norte. 
e) Sudeste. 
 
 
 
 
 
 
9. É a região brasileira que apresenta uma 
subdivisão. São quatro sub-regiões 
fortemente marcadas por aspectos naturais 
particulares. Qual região do Brasil é descrita 
pelo enunciado? 
a) Norte. 
b) Centro-Oeste. 
c) Nordeste. 
d) Sudeste. 
e) Sul. 
 
10. O clima subtropical é caracterizado pela 
presença das quatro estações bem definidas e 
chuvas regulares e bem distribuídas ao longo do 
ano. No Brasil, a ocorrência desse tipo climático 
é verificada em apenas uma das regiões. 
Marque a alternativa que indica corretamente a 
região do clima subtropical. 
a) Norte. 
b) Sudeste. 
c) Centro-Oeste. 
d) Nordeste. 
e) Sul. 
 
11. Observe o mapa abaixo: 
Neste mapa podemos encontrar as cinco regiões 
do Brasil marcadas com diferentes números. 
Assinale a alternativa onde a identificação está 
correta: 
a) 1- Norte; 2- Sudeste; 3- Nordeste; 4- Centro-
Oeste; e 5- Sul. 
b) 1- Nordeste; 2- Norte; 3- Centro-Oeste; 4- Sul; 
e 5- Sudeste. 
c) 1- Sul; 2- Centro-Oeste; 3- Nordeste; 4- 
Sudeste; e 5- Norte. 
 
66 
 
d) 1- Norte; 2- Centro-Oeste; 3- Nordeste; 4- 
Sudeste; e 5- Sul. 
e) 1- Norte; 2- Nordeste; 3- Centro-Oeste; 4- 
Sudeste; e 5- Sul. 
 
12. No Brasil, verificamos diferenças 
econômicas entre as regiões. Desta maneira, 
podemos afirmar que há regiões que são mais 
industrializadas enquanto outras são mais 
agrícolas. 
Quais são as regiões mais industrializadas do 
Brasil? 
a) Norte e Sul 
b) Nordeste e Centro-Oeste 
c) Sudeste e Sul 
d) Sudeste e Nordeste 
e) Centro-Oeste e Sudeste 
 
13. Observe a imagem abaixo: 
Marque a alternativa correta que expressa as 
informações contidas no gráfico: 
a) Cerca de 73% da população do Nordeste vive 
no campo, o que faz esta região a mais rural do 
Brasil. 
b) As regiões que possuem a maior parte da 
população vivendo em zonas urbanas são o Sul 
e o Sudeste. 
c) A partir da leitura dos gráficos está claro que a 
concentração rural é muito forte em regiões 
como o Centro-Oestee o Norte. 
d) O fenômeno de deslocamento da população 
rural para o meio urbano, ilustrado nesta 
imagem, chama-se êxodo urbano. 
e) A maioria da população brasileira vive em 
zonas urbanas e este é um fenômeno que 
podemos encontrar em todas cinco regiões do 
país. 
 
 
Parabéns você concluiu essa etapa!!!!

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