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Lição 5: O CASAMENTO DE RUTE E BOAZ: a remição da família Casamento: é a união voluntária entre duas pessoas, nas condições sancionadas pelo direito, de modo que se estabeleça uma família legítima, cumprindo as leis do matrimónio oferecida pela legislação civil. Na bíblia: é uma aliança sagrada entre um homem e uma mulher perante Deus. Onde, a partir deste ato ambos passam a ser uma só carne. Através do casamento, muitas necessidades podem ser satisfeitas, quando dois se tornam um, perante Deus e os homens. É através do casamento (Gênesis 1:27-28) que: a benção de Deus foi concedida ao casal e à família Deus concedeu a fertilidade e multiplicação dos seres humanos houve o direcionamento para povoamento e cuidado com a terra o domínio sobre todos os animais foi concedido estabeleceu-se a construção de famílias estruturadas fundou-se lares protegidos pelo compromisso firme e duradouro ocorre uma vivência mais próxima de amor e unidade. continua... Remição: ato ou efeito de remir: resgatar, quitar, liberar da pena ou dívida. Em Direito, seu sentido está ligado à diminuição do tempo de duração da pena privativa de liberdade por trabalho ou estudo ao preso que cumpre pena, em geral, nos regimes fechado ou semiaberto. Significa perdão. A remissão dos pecados significa o perdão da dívida, o perdão dos pecados. Quando Jesus se entregou na cruz por causa dos nossos pecados, Ele nos redimiu, pagou nossa dívida. Fomos redimidos, ou simplesmente perdoados (Efésios 1:7, Colossenses 1:13-14 e 1 João 1:9). Como está escrito em Rm 6:23 "o salário do pecado é a morte" e como pecadores tínhamos esta dívida de sangue. Havia remissão dos pecados antes de Jesus? Antes de Jesus, os pecados eram perdoados com base na lei que Deus deu a Moisés (Levítico 4). A remissão dos pecados era alcançada através de uma oferta de sacrifício: a vida de um animal. Família: é o conjunto de pessoas que possuem grau de parentesco ou laços afetivos e vivem na mesma casa formando um lar (pai, mãe e filhos). De acordo com a Bíblia em Gênesis 1:27-28, a família é um projeto de Deus desde a criação do mundo. Texto Áureo Boaz entendeu que Rute estava fazendo uma proposta de casamento e elogiou-a por não procurar homens mais jovens para se casar. A beneficência peculiar da qual Boaz fala se refere ao amor leal de Rute por Noemi, ao escolher permanecer ao lado desta. A expressão mulher virtuosa é o maior elogio de Boaz a Rute. Ele a reconhece como mulher de Deus. Em todos os aspectos, Rute personifica a excelência da noiva de Cristo ( há igreja) (cf. Prov. 31:10). Verdade Prática: - A mulher virtuosa( igreja) deixa Deus renovar o seu coração. Por isso, suas características mais marcantes não nascem do seu próprio esforço. Elas são resultado de um coração que escolhe se render à voz de Deus em todos os momentos. A caraterística principal da mulher virtuosa é seu amor por Deus garantida na salvação em Jesus Cristo. Leitura Bíblica em Classe Cap. 3. 8-9: Boaz percebeu a presença de alguém e perguntou: Quem é você? Rute contou-lhe e, após pediu para que se cobrisse: Estenda a sua capa sobre a sua serva, pediu-lhe que casasse com ela, acrescentando ainda: pois o senhor é o resgatador. A palavra traduzida por sua capa pode ser traduzida também por “asas” em 2.12, com figuras de linguagem diferentes. v. 10. Boaz invoca sobre ela a bênção do Senhor, “Bendita sejas tu do Senhor, minha filha” elogia sua devoção e lealdade dela ao seu falecido marido ao casar com um gõ’êl de meia-idade para perpetuar o nome e a herança dele( igreja), em vez de procurar um marido entre os mais jovens (lit. ”mais desejável, o mundo”). 4:11 Somos testemunhas. Esta afirmação sinalizou a forte aprovação da cidade. como Raquel e Leia. Raquel, a esposa mais amada de Jacó, foi enterrada nas proximidades (Gn 35:19); Lia foi a mãe de Judá (por Jacó), seu descendente homônimo (Gn 29:35). Esta lembrança remonta quase 900 anos a c. 1915 a.C. Efrata... Belém. Este era o antigo nome de Belém (Gn 35:19; 48:7). Veja a nota sobre os efrateus; 1:2. Mais tarde, Miquéias escreveu profeticamente que esta cidade seria o local de nascimento do Messias (5:2). INTRODUÇÃO Veremos que o livro de Rute é muito mais do que apenas um relato do casamento de uma estrangeira rejeitada com um israelita respeitado. É um verdadeiro retrato do relacionamento de Cristo com Sua Igreja. A condução divina pela qual o Senhor leva sua noiva ( a igreja), nos detalhes da narrativa, ensina que o casamento é um estado honroso. Essa instituição foi o próprio Deus quem criou para a felicidade do ser humano. A união da igreja com Cristo Jesus. O homem contemporâneo está banalizando esse sacramento instituição divina. Faz-se mais apologia do divórcio do que do casamento. Esta parte do livro de Rute é uma Odisseia a esta instituição tão desvalorizada em nossos dias. I - O COMPROMISSO DE BOAZ COM RUTE 1.1 No lugar da benção A obediência produz a bênção de Deus, independentemente de onde estar! É aonde está o nosso coração e nossa fé e vida espiritual! Onde estava o coração de Rute? Senão na fé de sua Sogra! Israel. Ela tinha um lema “ouvir sua sogra”. A felicidade não está aqui, ali. A felicidade tem muito mais que ver com a maneira de caminhar do que com o lugar aonde se chega. Rute buscou abrigo sob as asas de Deus, e Ele satisfez os desejos do seu coração. A Palavra de Deus diz: “Agrada-te do Senhor, e ele satisfará os desejos do teu coração” (Sl 37.4). Não há nada de errado em desejar a felicidade. Deus nos criou para a experimentarmos em sua plenitude. O problema é nos contentarmos com uma felicidade mundana, carnal e passageira. Deus nos criou para o maior de todos os prazeres: conhecê-Lo e amá-Lo. O maior de todos os prazeres da vida é glorificar a Deus e desfrutá-Lo para sempre. Esse é o maior propósito da existência humana. Esse é o fim principal do homem. Deus é o nosso maior deleite. NEle e só nEle a felicidade pode tornar-se realidade. Rute buscou a Deus, e Ele se achegou a ela. Deus lhe fez ser mais feliz que antes. I - O COMPROMISSO DE BOAZ COM RUTE 1.2 A iniciativa de Noemi Ser viúva e pobre desprovida, era estar em total desamparo, sem herdeiros. Ela tem uma sogra viúva, pobre e desamparada, a situação ficou pior. Só que a fé de Rute está no fato de que ela se converteu primeiro a Deus, antes de buscar um marido (2.12; 2.16,17; 3.10). Rute era uma moabita. Era adoradora de uma divindade pagã, o deus Camos. Ela não conhecia o Deus vivo. Mas deixou sua terra, sua parentela, seus deuses e abraçou o Deus da sua sogra. Ela se converteu ao Deus vivo. “ Teu Deus é o meu Deus”. Ler Rt 1. 16,17. Lição 3 LC Noemi instruiu Rute para: 1) cuidar especialmente da aparência: A Bíblia nos ensina que a aparência física é importante para Deus porque revela a glória de Suas habilidades criativas (Gênesis 1:27-31). 2) propor casamento a Boaz utilizando-se de um ancestral costume no Ocidente Próximo. Boaz sendo de geração anterior à de Rute (2.8), O plano de Rute: era casar-se com ele. Rute foi de acordo com a orientação de sua sogra a eira. Ela observou onde Boaz foi se deitar para dormir, após ele comer e beber, deitou-se alegremente, junto ao trigo e, como o contexto, tinha adormecido, aproximou-se dele em silêncio, descobriu o lugar de seus pés, isto é, levantou a coberta sobre seus pés e deitou-se ali. I - O COMPROMISSO DE BOAZ COM RUTE 1. 3 Respeitando o processo Lava-te e unge-te, e veste as tuas roupas (as tuas melhores roupas), e desce (de Belém, ficava no cume de uma colina) para a eira; não te deixes ser notado pelo homem (Boaz) até que ele tenha acabado de comer e beber. E quando ele se deitar, marque o lugar onde ele vai dormir, e vá (quando ele adormecer) e descubrao lugar de seus pés, e deite-se ali; e ele te dirá o que deves fazer” Porque Rute buscou a Deus em primeiro lugar? Ela aprendeu com sua sogra a ser dependente de Deus, confiou que O Senhor seria o provedor e lhe deu um marido crente, rico, generoso, e ela se tornou avó do grande rei Davi e membro da genealogia do Messias. Deus honra aqueles que O honram! Boaz foi para Rute um levir e um remidor. A lei de Moisés requeria que, se um homem morresse sem deixar filhos, um parente próximo poderia casar-se com a viúva (Dt 25.5-10), perpetuando assim o nome da família. Boaz, por sua vez, era um parente próximo de Elimeleque. Assim, ele estava qualificado para ser o remidor de Rute, casando-se com ela. O que é importante é que ele não só estava qualificado, mas também desejoso de casar-se com ela. Boaz perpetuou a descendência de Elimeleque e Malom, bem como tirou Rute e Noemi da pobreza. A Palavra de Deus diz: “Agrada-te do Senhor, e ele satisfará os desejos do seu coração” (SI 37.4) II O CASAMENTO ENTRE BOAZ E RUTE 2.1 Concluindo o negócio A Bíblia diz que casualmente Rute foi rebuscar no campo de Boaz. Nesta casualmente Boaz a viu. Casualmente ele se afeiçoou a ela. Vemos que, as nossas casualidades são expressas manifestações da providência divina (Rt 2.20). A palavra de Deus afirma que: “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”. Sabendo do grande risco que corria, se não fosse um homem íntegro, teria abusado de Rute naquela circunstância. “O maior desafio da integridade é quando nenhum olho está sobre você”. Uma mulher jovem, bonita, bem-vestida, perfumada, está aos seus pés à madrugada. Boaz manteve-se íntegro em duas circunstâncias diferentes da vida: Primeiro, ser íntegro é se manter fiel a seus princípios mesmo quando as pessoas não estão observando. O maior desafio da integridade é quando nenhum olho está nos observando. Segundo, ser íntegro é saber lidar com a vulnerabilidade do próximo. Há muitos que manipulam, exploram, aproveitam a fraqueza dos outros para tirar vantagem. Ser íntegro é ser respeitador. Ele a abençoa. Ele a ama, mas quer fazer as coisas direito, no seu tempo. Ele sabe esperar! 1 PE 3.7, Pedro fala sobre a integridade do homem para com a mulher, referindo ao vaso mais fraco, longe do sentido de desprezo, mais, no lugar de posição, dando respeito que merece. II O CASAMENTO ENTRE BOAZ E RUTE 2.2 Resgate e lei do levirato O plano de Deus floresceu vigorosamente quando Boaz redimiu a terra de Noemi e pediu Rute em casamento. Noemi, anteriormente vazia (1.21), está plena; Rute, anteriormente viúva (1.5), é casada; O Senhor preparou a linhagem de Cristo, em Judá (Gn 49.10), para cumprir a linhagem messiânica. Boaz deu provas do seu amor por Rute. Por sua vez, Rute o pediu em casamento a Boaz, só que tinha um porem, havia um parentes mais próximo que tinha preferência para resgatá-la e casar-se com ela. Boaz encontrar-se com ele. Boaz é um homem decidido e resolvido, e tem pressa para agir. Se a precipitação é um mal que devemos evitar, a indecisão é outro erro que não podemos cometer. A liberdade de decidir é uma faculdade fundamental na vida humana. Somos escravos da nossa liberdade. Não podemos deixar de decidir. Somos como um homem dentro de um bote correnteza abaixo. Podemos decidir pular do bote e nadar para a margem do rio. Podemos decidir remar e alcançar um lugar seguro. Podemos fingir que não há perigo à frente e dormir passivamente dentro do bote. Podemos fazer muitas outras coisas. Só uma coisa não podemos deixar de decidir. Não podemos deixar de tomar uma decisão. Jesus fez isto por nós, lutou até o fim para garanti nossa salvação, libertando das garras ferrenhas de satanás, nos vestindo de uma nova veste branca, nos ataviado como noivas para si, o maior casamento que o universo verá a olho nu. II O CASAMENTO ENTRE BOAZ E RUTE 2.3 O registro público Boaz chama o primeiro da lista de Remidor, que pela lei mosaica tinha direito a redimir, tomou “dez homens” ,embora somente duas ou três testemunhas fossem necessárias no caso de questões judiciais (cf. Dt 17.6; 19.15). Ler Rute 4. 5 – 8; O portão era o centro da vida da cidade. Era o lugar de qualquer assembleia importante (1Rs 22.10). O portão era o lugar dos processos legais (2Sm 15.2). As pessoas eram condenadas diante dos “ [...] anciãos da cidade, à porta” (Dt 22.15). A suprema tragédia de uma cidade era quando os anciãos já não se assentavam na porta (Lm 5.14). Junto à porta os pobres aguardavam auxílio (Pv 22.22). Ali eram feitos os negócios (Gn 23.10). Era à porta da cidade que os anciãos da sociedade se reuniam (Pv 31.23), como também os príncipes e os nobres, os jovens e os velhos (Jó 29.7-10). É neste portão em que se encontra a igreja com a palavra do evangelho para ser anunciada a todo mundo “ quem crer e for batizado será salvo, que não crer está condenado.” “Vinde benditos de meu pai, possui por herança o que está sendo preparado”. “ Porfiai a entrar pela porta para vos receber o o galardão que fui preparar”. III A REMISSÃO DA LINHAGEM DE DAVI ATRAVÉS DE RUTE E BOAZ 3.1 O nascimento de Obede O casamento foi abençoado por Deus. Em característico ensinamento bíblico, o Senhor lhe concedeu que concebesse. Os filhos eram considerados como sagrada responsabilidade concedida pelo Senhor. Boaz será restaurador da tua vida. Estando os filhos de Noemi mortos, ela não tinha mais esperanças de continuar a linhagem familiar. O casamento de Rute e o filho que ela teve trouxe a esperança de uma nova família em Israel. Tua nora... é melhor do que sete filhos. Sete filhos eram indicação da bênção de Deus (cons. I Sm. 2:5; Jó 1:2). Noemi, contudo, tinha uma nora em cujo filho ela encontrou consolação pela perda de seus próprios filhos. Noemi tomou o menino... e entrou a cuidar dele. Isto costuma ser interpretado como cerimônia de adoção. E lhe chamaram Obede. Este é o pai de Jessé, pai de Davi. Obede significa “adorador”, “servo” ou “escravo”. Costumava ser combinado com os nomes do Deus de Israel ou com os nomes dos deuses pagãos. III A REMISSÃO DA LINHAGEM DE DAVI ATRAVÉS DE RUTE E BOAZ 3.2 Boaz, um tipo Cristo Boaz tornou-se um dos ascendentes de Jesus (Mt 1.5), prefigurou nosso Salvador por suas atitudes. Ao aceitar ser o resgatador, demonstrou bondade e compaixão. Jesus, na sua misericórdia e graça, veio ao mundo para servir como resgatador, o redentor de todos que o buscam para a salvação. Como tudo isso se junta a Cristo? Temos que ler o livro de Rute como um conjunto de reviravoltas retentivas: “da fome à abundância, da esterilidade à fecundidade, do isolamento à comunidade, de mortes a nascimentos, da amargura à celebração”. O livro termina em festa porque aponta para Cristo. Como? Boaz é a porta para o resgatador que, ao resgatar, preserva a linhagem e ganha um nome acima de todo nome, pois esteve disposto a perder, a fim de ganhar um povo para si. Noemi aponta para Cristo como servo sofredor que assumiu nossas amarguras, a fim de nos prover da bendita herança e fartura. Rute, por fim, é a estrangeira que aponta para o amigo de pecadores que adentrou uma terra estranha, a fim de adotar os desprezados. Contudo, todos os personagens são carentes de Cristo: a desamparada encontra amparo; a estrangeira encontra graça; a viúva encontra um marido e, por fim, todos recebem um nome. A história termina dizendo que aqueles que confiam na graça do nosso Senhor recebem um nome. Você já o recebeu? CONCLUSÃO O final da história destes personagens, Noemi, Rute e Boaz, mostra como Deus faz coisas grandes por meio de gente comum. Rute é frágil e chega onde chega porque o Senhor é gracioso para com ela. E Noemi, aquela que experimentou amargura por causa da fome e das mortes, experimentou do Senhor sustento e descendência. Deus lhe preservou o nome por intermédio de Obede, que significa “servo”. Noemi é extremamente abençoada por Deus! Cristo, ao vir a este mundo para nos resgatar das trevas, sabia muito bem a Sua missão e em momento algum fugiu de cumprir o Seu papel,ou seja, morrer. Jesus Cristo é o nosso resgatador, Ele não só nos resgatou como também mudou a nossa história. O livro de Rute é a respeito de Deus. Ele governa sobre todas as coisas e ampara os que n’Ele confiam. Creia que o Senhor Jesus pode mudar a sua história, por mais difícil que pareça estar. Ele pode transformar o choro em alegria, a morte em vida. Creia no amparo do Senhor! INFERENCIAS 4.4 Boaz ofereceu a terra que fora de Elimeleque ao parente mais próximo primeiro. Este homem, inicialmente, concordou em comprá-la. A Lei garantia que a terra ficasse dentro da família, mesmo que tivesse de ser vendida temporariamente, devido à pobreza. O vendedor ou um parente mais próximo poderia resgatá-la depois. Se nenhuma dessas alternativas fossem cabíveis, a terra seria devolvida à família de origem no Ano do Jubileu. As terras não eram vendidas permanentemente, porque, em última instância, pertenciam a Deus (Lv 25.23). 4.11 O povo que estava à porta e os anciãos confirmaram o procedimento legal de negociação com a seguinte resposta: somos testemunhas. Então a multidão deu a Rute uma notável bênção, pedindo ao Senhor que fizesse dela o mesmo que fez a Raquel e a Léia [tornou-as férteis e mulheres sábias], que edificaram a casa de Israel (Gn 35.23-26). Embora Rute fosse uma moabita, foi total e calorosamente aceita pelos filhos de Israel. A Lei de Moisés exigia a exclusão dos moabitas da congregação de Israel por dez gerações (Dt 1.4). Nesse caso excepcional, vemos um bonito exemplo do espírito da Lei sendo mantido. Tanto o amor leal de Rute como o de Deus são demonstrados nessa história. Rute, lealmente, amou Noemi, deixando sua terra natal e servindo à sua sogra mesmo na pior das circunstâncias. Em retribuição, Deus recompensou Rute estendendo o Seu amor leal a ela também. Ele deu a essa estrangeira um homem fiel e digno como marido, aceitou-a como uma de Suas filhas e deu a ela um filho que seria um ancestral do rei Davi e, por conseguinte, de Jesus (Rt 4.13,22). 4.12 O livro de Rute está repleto de alusões ao Pentateuco. Aqui, o nome de Tamar se refere à outra história em que o espírito da Lei é aludido (Gn 38). Certamente, o comportamento de Tamar normalmente não seria aprovado. Ela estava desesperada porque os irmãos do seu marido não queriam assumir a responsabilidade para com ela, mas, no final, Judá a considerou mais reta do que ele mesmo (Gn 38.26). Mesmo na situação deplorável em que Tamar se encontrava, o Deus de misericórdia a abençoou com um filho, e esse filho, Perez, foi um ancestral do rei Davi (Rt 4-18). Mais uma mulher teve uma experiência extremamente parecida com a de Rute: Raabe, a mãe de Boaz (Mt 1.5). Como Rute: Raabe era uma mulher gentia. Ainda assim, Deus estendeu Seu amor leal a ela, devido à sua fé nele, e o nome dela consta na linhagem messiânica. 4.14, 15 Aqui o remidor, cujo nome seria afamado em Israel, não é Boaz, mas o descendente de Rute (igreja) [uma possível alusão ao Messias]. As mulheres louvaram o Senhor por Sua provisão a Noemi. Elas abençoaram o menino, pedindo a Deus que sua fama se espalhasse por todo o Israel e que ele confortasse Noemi e provesse sustento ( a eternidade) a ela em sua velhice. Com o nascimento dessa criança, a escassez de Noemi foi substituída por abundância( o reino de Deus). Filhos são considerados uma grande recompensa, então, o fato de as mulheres declararem que Rute era melhor para Noemi do que sete filhos foi um grande elogio a Rute. 4.16, 17 O tema da abundância continua predominando, pois as vizinhas declararam que uma criança havia nascido para provisão e alegria de Noemi. O nome da criança era Obede, que significa aquele que serve (Cristo). O autor desse livro finalmente revela como Rute se tornou parte da linhagem real de Davi e, portanto, da linhagem messiânica (Mt 1.5). Sua inclusão nessa genealogia representa outra bela ilustração do amor fiel (hb. hesed) de Yahweh e Seu comprometimento em incluir os gentios na Sua aliança. 4.18-22 A história é concluída com a alusão à genealogia de Davi, começando por Perez, o filho de Judá e Tamar. Essa genealogia pode ter sido adicionada ao livro muito depois de o registro original ter sido concluído; porém, provavelmente, o livro, como um todo, foi composto em uma data posterior aos eventos descritos. A genealogia de Davi não é apenas um apêndice; é um elemento essencial que demonstra o propósito do autor e o propósito do Senhor na linhagem do rei Davi e do Messias. A história do resgate de uma mulher estrangeira aponta para a grande redenção que seria feita por Jesus de todos que nele creem. Um tema proeminente no livro de Rute é o da redenção, que se aplica a todos nós. Rute era estrangeira, não tinha filhos e era viúva, o que a deixou na total pobreza, sem nenhuma fonte de sustento. Contudo, Rute aceitou o evangelho com fé e uniu-se ao povo do convênio do Senhor. Embora não pudesse se livrar de sua situação de pobreza, no final foi “redimida” por um parente, Boaz, um homem de Belém. Devido a sua demonstração de fé e à bondade de seu redentor, Rute casou-se novamente, foi plenamente aceita como israelita, tornou-se dona de certa riqueza e foi abençoada com filhos. Assim como Rute, não podemos salvar a nós mesmos, mas podemos confiar no Redentor de Belém, Aquele que é capaz de nos tirar de um estado decaído e assegurar nossa felicidade como parte de Sua família. Dado esse tema de redenção, é interessante notar que Jesus Cristo, o Redentor de Israel e de toda a humanidade, foi um dos descendentes de Rute (ver Mateus 1:5–16).