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GEOGRAFIA_VOL 4

Caderno do estudante de Geografia, volume 4, para o 9º ano do Ensino Fundamental (EJA — modalidade semipresencial, Programa Mundo do Trabalho). Publicado pela SDECTI/SEE (2014), traz ilustrações, referências bibliográficas, indicação de sites para aprofundamento e ISBNs.

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CADERNO DO ESTUDANTE
GEOGRAFIA
VOLUME 4
ENSiNO fUNDAmENTAl
A N O S F I N A I S
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 1 10/03/15 10:34
 
Geografia : caderno do estudante. São Paulo: Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, 
Tecnologia e Inovação (SDECTI) : Secretaria da Educação (SEE), 2014. 
il. - - (Educação de Jovens e Adultos (EJA) : Mundo do Trabalho modalidade semipresencial, v. 4)
Conteúdo: v. 4. 9o ano do Ensino Fundamental Anos Finais.
ISBN: 978-85-8312-031-5 (Impresso)
 978-85-8312-066-7 (Digital)
1. Geografia – Estudo e ensino. 2. Educação de Jovens e Adultos (EJA) – Ensino Fundamental 
Anos Finais. 3. Modalidade Semipresencial. I. Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, 
Tecnologia e Inovação. II. Secretaria da Educação. III. Título.
 CDD: 372.5
FICHA CATALOGRÁFICA
Tatiane Silva Massucato Arias – CRB-8 / 7262
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação autoriza a 
reprodução do conteúdo do material de sua titularidade pelas demais secretarias do País, desde 
que mantida a integridade da obra e dos créditos, ressaltando que direitos autorais protegidos* 
deverão ser diretamente negociados com seus próprios titulares, sob pena de infração aos 
artigos da Lei no 9.610/98. 
* Constituem “direitos autorais protegidos” todas e quaisquer obras de terceiros reproduzidas neste material que 
não estejam em domínio público nos termos do artigo 41 da Lei de Direitos Autorais.
Nos Cadernos do Programa Educação de Jovens e Adultos (EJA) – Mundo do Trabalho/CEEJA são 
indicados sites para o aprofundamento de conhecimentos, como fonte de consulta dos conteúdos 
apresentados e como referências bibliográficas. Todos esses endereços eletrônicos foram 
verificados. No entanto, como a internet é um meio dinâmico e sujeito a mudanças, a Secretaria 
de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação não garante que os sites indicados 
permaneçam acessíveis ou inalterados após a data de consulta impressa neste material.
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 2 10/03/15 10:34
 
Geraldo Alckmin
Governador
Secretaria de Desenvolvimento Econômico, 
Ciência, Tecnologia e Inovação
Nelson Luiz Baeta Neves Filho
Secretário em exercício
Maria Cristina Lopes Victorino
Chefe de Gabinete
Ernesto Mascellani Neto
Coordenador de Ensino Técnico, 
Tecnológico e Profissionalizante
Secretaria da Educação
Herman Voorwald
Secretário
Cleide Bauab Eid Bochixio
Secretária-Adjunta
Fernando Padula Novaes
Chefe de Gabinete
Maria Elizabete da Costa
Coordenadora de Gestão da Educação Básica
Mertila Larcher de Moraes
Diretora do Centro de Educação de Jovens e Adultos 
Adriana Aparecida de Oliveira
Adriana dos Santos Cunha
Luiz Carlos Tozetto
Virgínia Nunes de Oliveira Mendes
Técnicos do Centro de Educação de Jovens e Adultos
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 3 10/03/15 10:34
 
Concepção do Programa e elaboração de conteúdos 
Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação
Coordenação Geral do Projeto
Ernesto Mascellani Neto
Equipe Técnica
Cibele Rodrigues Silva, João Mota Jr. e Raphael Lebsa do Prado
Fundação do Desenvolvimento Administrativo – Fundap
Mauro de Mesquita Spínola
Presidente da Diretoria Executiva
José Joaquim do Amaral Ferreira
Vice-Presidente da Diretoria Executiva
Gestão de Tecnologias em Educação
Direção da Área
Guilherme Ary Plonski
Coordenação Executiva do Projeto
Angela Sprenger e Beatriz Scavazza
Gestão do Portal
Luis Marcio Barbosa, Luiz Carlos Gonçalves, 
Sonia Akimoto e Wilder Rogério de Oliveira
Gestão de Comunicação
Ane do Valle
Gestão Editorial
Denise Blanes
Equipe de Produção
Assessoria pedagógica: Ghisleine Trigo Silveira
Editorial: Carolina Grego Donadio e Paulo Mendes
Equipe Editorial: Adriana Ayami Takimoto, Airton Dantas de 
Araújo, Amanda Bonuccelli Voivodic, Ana Paula Santana 
Bezerra, Bárbara Odria Vieira, Bruno Pontes Barrio, Camila 
De Pieri Fernandes, Cláudia Letícia Vendrame Santos, David 
dos Santos Silva, Jean Kleber Silva, Lucas Puntel Carrasco, 
Mainã Greeb Vicente, Mariana Padoan de Sá Godinho, Patrícia 
Pinheiro de Sant’Ana, Tatiana Pavanelli Valsi e Thaís Nori 
Cornetta
Direitos autorais e iconografia: Aparecido Francisco, Camila Terra 
Hama, Fernanda Catalão Ramos, Mayara Ribeiro de Souza, 
Priscila Garofalo, Rita De Luca, Sandro Dominiquini Carrasco
Apoio à produção: Bia Ferraz, Maria Regina Xavier de Brito e 
Valéria Aranha
Projeto gráfico-editorial e diagramação: R2 Editorial, Michelangelo 
Russo e Casa de Ideias
Wanderley Messias da Costa
Diretor Executivo
Márgara Raquel Cunha
Diretora de Políticas Sociais
Coordenação Executiva do Projeto
José Lucas Cordeiro
Coordenação Técnica
Impressos: Dilma Fabri Marão Pichoneri
Vídeos: Cristiane Ballerini
Equipe Técnica e Pedagógica
Ana Paula Alves de Lavos, Cláudia Beatriz de Castro N. Ometto, 
Clélia La Laina, Elen Cristina S. K. Vaz Döppenschmitt, Emily 
Hozokawa Dias, Fernando Manzieri Heder, Herbert Rodrigues, 
Laís Schalch, Liliane Bordignon de Souza, Marcos Luis Gomes, 
Maria Etelvina R. Balan, Maria Helena de Castro Lima, Paula 
Marcia Ciacco da Silva Dias, Rodnei Pereira, Selma Venco e 
Walkiria Rigolon
Autores
Arte: Carolina Martins, Eloise Guazzelli, Emily Hozokawa Dias, 
Gisa Picosque e Lais Schalch; Ciências: Gustavo Isaac Killner, 
Maria Helena de Castro Lima e Rodnei Pereira; Geografia: Cláudia 
Beatriz de Castro N. Ometto, Clodoaldo Gomes Alencar Jr., 
Edinilson Quintiliano dos Santos, Liliane Bordignon de Souza 
e Mait Bertollo; História: Ana Paula Alves de Lavos, Fábio 
Luis Barbosa dos Santos e Fernando Manzieri Heder; Inglês: 
Clélia La Laina e Eduardo Portela; Língua Portuguesa: Claudio 
Bazzoni, Giulia Mendonça e Walkiria Rigolon; Matemática: 
Antonio José Lopes, Marcos Luis Gomes, Maria Etelvina R. 
Balan e Paula Marcia Ciacco da Silva Dias; Trabalho: Maria 
Helena de Castro Lima e Selma Venco (material adaptado e 
inserido nas demais disciplinas)
Gestão do processo de produção editorial 
Fundação Carlos Alberto Vanzolini
CTP, Impressão e Acabamento
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 4 10/03/15 10:34
 
Caro(a) estudante
É com grande satisfação que a Secretaria da Educação do Estado de São 
Paulo, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, 
Tecnologia e Inovação, apresenta os Cadernos do Estudante do Programa Edu-
cação de Jovens e Adultos (EJA) – Mundo do Trabalho para os Centros Estaduais 
de Educação de Jovens e Adultos (CEEJAs). A proposta é oferecer um material 
pedagógico de fácil compreensão, que favoreça seu retorno aos estudos. 
Sabemos quanto é difícil para quem trabalha ou procura um emprego se dedi-
car aos estudos, principalmente quando se parou de estudar há algum tempo. 
O Programa nasceu da constatação de que os estudantes jovens e adultos 
têm experiências pessoais que devem ser consideradas no processo de aprendi-
zagem. Trata-se de um conjunto de experiências, conhecimentos e convicções 
que se formou ao longo da vida. Dessa forma, procuramos respeitar a trajetória 
daqueles que apostaram na educação como o caminho para a conquista de um 
futuro melhor. 
Nos Cadernos e vídeos que fazem parte do seu material de estudo, você perce-
berá a nossa preocupação em estabelecer um diálogo com o mundo do trabalho 
e respeitar as especificidades da modalidade de ensino semipresencial praticada 
nos CEEJAs.
Esperamos que você conclua o Ensino Fundamental e, posteriormente, conti-
nue estudando e buscando conhecimentos importantes para seu desenvolvimento 
e sua participação na sociedade. Afinal, o conhecimento é o bem mais valioso que 
adquirimos na vida e o único que se acumula por toda a nossa existência. 
Bons estudos!
Secretaria da Educação
Secretaria de Desenvolvimento 
Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 5 10/03/15 10:34
 
apresentação
Estudar na idade adulta sempre demanda maior esforço, dado o acúmulode 
responsabilidades (trabalho, família, atividades domésticas etc.), e a necessidade 
de estar diariamente em uma escola é, muitas vezes, um obstáculo para a reto-
mada dos estudos, sobretudo devido à dificuldade de se conciliar estudo e traba-
lho. Nesse contexto, os Centros Estaduais de Educação de Jovens e Adultos (CEEJAs) 
têm se constituído em uma alternativa para garantir o direito à educação aos que 
não conseguem frequentar regularmente a escola, tendo, assim, a opção de realizar 
um curso com presença flexível.
Para apoiar estudantes como você ao longo de seu percurso escolar, o Programa 
Educação de Jovens e Adultos (EJA) – Mundo do Trabalho produziu materiais espe-
cificamente para os CEEJAs. Eles foram elaborados para atender a uma justa e 
antiga reivindicação de estudantes, professores e sociedade em geral: poder contar 
com materiais de apoio específicos para os estudos desse segmento.
Esses materiais são seus e, assim, você poderá estudar nos momentos mais 
adequados – conforme os horários que dispõe –, compartilhá-los com sua família, 
amigos etc. e guardá-los, para sempre estarem à mão no caso de futuras consultas. 
Os Cadernos do Estudante apresentam textos que abordam e discutem os conteúdos 
propostos para cada disciplina e também atividades cujas respostas você poderá regis-
trar no próprio material. Nesses Cadernos, você ainda terá espaço para registrar suas 
dúvidas, para que possa discuti-las com o professor sempre que for ao CEEJA.
Os vídeos que acompanham os Cadernos do Estudante, por sua vez, explicam, 
exemplificam e ampliam alguns dos assuntos tratados nos Cadernos, oferecendo 
informações que vão ajudá-lo a compreender melhor os conteúdos. São, portanto, 
um importante recurso com o qual você poderá contar em seus estudos.
Além desses materiais, o Programa EJA – Mundo do Trabalho tem um site exclu-
sivo, que você poderá visitar sempre que desejar: <http://www.ejamundodotrabalho. 
sp.gov.br>. Nele, além de informações sobre o Programa, você acessa os Cadernos 
do Estudante e os vídeos de todas as disciplinas, ao clicar na aba Conteúdo CEEJA. 
Lá também estão disponíveis os vídeos de Trabalho, que abordam temas bastante 
significativos para jovens e adultos como você. Para encontrá-los, basta clicar na 
aba Conteúdo EJA.
Os materiais foram produzidos com a intenção de estabelecer um diálogo com 
você, visando facilitar seus momentos de estudo e de aprendizagem. Espera-se que, 
com esse estudo, você esteja pronto para realizar as provas no CEEJA e se sinta cada 
vez mais motivado a prosseguir sua trajetória escolar. 
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 6 10/03/15 10:34
 
SUMÁRIO
GEOGRAFIA
Unidade 1 − As mudanças no espaço geográfico na escala mundial .........................9
Tema 1 − Globalização: um mundo economicamente desigual e tecnicamente integrado ....9
Tema 2 − As potências mundiais e os países emergentes ....................................................22
Unidade 2 − A Europa .......................................................................................................33
Tema 1 − Paisagens da Europa: aspectos naturais .................................................................33
Tema 2 − Dinâmicas demográficas do continente europeu .................................................42
Unidade 3 − A Ásia ............................................................................................................53
Tema 1 − Continente asiático: aspectos naturais e humanos ..............................................53
Tema 2 − A construção dos espaços no continente asiático ......................................................68
Unidade 4 − A África e a Oceania ..........................................................................................83
Tema 1 − A África ........................................................................................................................83
Tema 2 − Dinâmicas demográficas e sociais na África ................................................................93
Tema 3 − A Oceania: dinâmicas demográficas e aspectos socioeconômicos .....................105
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 7 10/03/15 10:34
 
Caro(a) estudante,
Você está começando agora o Volume 4 do Ensino Fundamental − Anos Finais 
da disciplina Geografia. Nele, você terá a oportunidade de aprofundar os conteúdos 
trabalhados desde o Volume 1 e ampliar sua compreensão sobre a relação entre 
capitalismo e produção do espaço geográfico. Caso não tenha cursado os Volumes 
anteriores, poderá consultá-los e realizar as atividades para esclarecer suas dúvidas.
Neste Volume, você vai estudar as principais características espaciais ligadas à 
globalização, aos países emergentes e às potências econômicas, políticas e milita-
res. Também aprenderá sobre os aspectos físicos e humanos mais importantes da 
Europa, da Ásia, da África e da Oceania.
A Unidade 1 analisará as transformações do espaço para atender às diferentes 
formas de circulação de mercadorias, de capitais e de pessoas pelo globo, assim 
como as diversas consequências desse processo nos países em desenvolvimento.
Na Unidade 2, será discutido o continente europeu, com foco no clima, na vege-
tação, no relevo, na hidrografia, nas dinâmicas populacionais e em suas conse-
quências sociais e econômicas.
A Unidade 3 tratará da enorme extensão da Ásia e de suas diferenças físicas, 
econômicas e culturais. Também serão abordados conflitos por território e por 
riquezas minerais, como o petróleo, principalmente na região do Oriente Médio.
Na Unidade 4, serão exploradas a África e a Oceania. Além de estudar regiões 
africanas como o Sahel, a África Subsaariana e o Magreb, você conhecerá os agru-
pamentos das numerosas ilhas que compõem a Oceania e como as culturas locais 
desses continentes sofreram grandes transformações em decorrência dos proces-
sos de colonização.
Para fazer esse grande “voo” por todo o planeta, serão utilizados diversos mapas, 
o que fará com que você também aprofunde seus conhecimentos cartográficos.
Bons estudos!
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 8 10/03/15 10:34
 
Un
Id
Ad
E 
 1 AS MUdAnÇAS nO ESPAÇO GEOGRÁFICO nA 
ESCALA MUndIAL
GE
OG
RA
FI
A
TEMAS
1. Globalização: um mundo economicamente desigual 
e tecnicamente integrado
2. As potências mundiais e os países emergentes
Introdução 
Nesta primeira Unidade, serão abordadas as transformações do espaço geográfico 
na atualidade, motivadas, principalmente, pelo aumento e pela diversificação das 
relações entre países, sociedades, empresas e instituições, associadas ao processo de 
globalização. Você vai estudar algumas consequências dessas mudanças para os habi-
tantes de diferentes países e o papel de cada região do planeta nessa dinâmica.
T E M A 1
Globalização: um mundo economicamente 
desigual e tecnicamente integrado
O objetivo deste Tema é apresentar a globalização por meio da análise das 
transformações na relação do ser humano com o espaço e o tempo. Você observará 
como as inovações tecnológicas nos meios de transporte, nas comunicações, na 
difusão de informações e nas relações comerciais mundiais alteraram a vida dos 
seres humanos.
Homens e mulheres utilizam diferentes objetos em seu cotidiano, como reló-
gios digitais, telefones celulares, computadores, eletrodomésticos, roupas, caixas 
eletrônicos, entre outros. Pense nas diferentes tecnologias que podem ser usadas 
hoje para a produção dessas e de outras mercadorias. Você sabe onde elas são 
desenvolvidas? E onde foram fabricadas as roupas que você está vestindo? Elas 
foram produzidas no Brasil ou em outros países? Você sabe como acontece a circu-
lação de mercadorias entre os países?
Registre suas reflexões nas linhas a seguir.
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10 UnIdAdE 1
 
 Globalização e inovações tecnológicas no mundo atual
A história da humanidade é marcada por descobertas e inovações técnicas. As 
ferramentas e a maneira de utilizá-las foram aprimoradasaté chegar às máquinas. 
Esse processo foi essencial para a mecanização da produção e para o desenvolvi-
mento do sistema capitalista, resultando em intensas mudanças espaciais, sociais, 
econômicas e políticas. 
Cada vez mais, o espaço foi sendo transformado pelo uso de novas tecnolo-
gias e pela implementação de obras, como pontes, rodovias, hidrelétricas, sis-
temas de telefonia, de eletricidade etc. Muitas fazendas se instalaram perto das 
cidades, algumas delas metrópoles com milhões de habitantes, e se voltaram 
para a produção de grandes quantidades de produtos agrícolas, destinados às 
exportações e ao abastecimento da população urbana. Essa aproximação das 
fazendas modernas dos centros urbanos reforçou a importância que as cidades 
foram adquirindo. O espaço urbano foi fundamental para o desenvolvimento do 
capitalismo, e a urbanização se tornou predominante nos territórios dominados 
por esse sistema econômico.
Com o passar do tempo, essas transformações no espaço geográfico fizeram 
surgir novas necessidades de consumo. Da mesma forma, o aumento do número 
de cidades e da produtividade agrícola levou a mudanças nas necessidades e nos 
interesses das populações.
Essa situação incentivou modernizações tecnológicas que, em diversos locais, 
se sobrepuseram às particularidades regionais. Os gostos, o consumo e o estilo de 
vida das pessoas foram se tornando muito semelhantes em diversos países. Do 
ponto de vista da Geografia, esses são fenômenos relacionados ao processo cha-
mado globalização.
Também é possível dizer que o desenvolvimento da globalização e das tecno-
logias fez com que a maioria dos lugares do mundo se aproximasse, como nunca 
havia ocorrido. Por exemplo:
•	de avião, uma viagem de São Paulo a Recife pode ser feita em três horas, 
enquanto no passado essa mesma distância era percorrida em muitas semanas; e
•	antigamente, uma carta poderia levar até meses para chegar ao seu destino, mas 
hoje é possível falar ao telefone ou pelo computador, inclusive vendo a imagem da 
outra pessoa, em tempo real.
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11UnIdAdE 1
 
Assim, ainda que o planeta continue com a mesma extensão, pode-se pensar 
que houve um encurtamento das distâncias, que reduziu obstáculos de tempo e de 
distância física. No entanto, é importante destacar que esse encurtamento atinge 
mais intensamente países, regiões e pessoas que possuem os meios tecnológicos 
necessários para isso e que, em geral, são mais ricos.
ATIvIdAdE 1 A velocidade dos transportes nos diferentes períodos
Reflita sobre a mudança da noção de distância com o passar do tempo. Quanto 
tempo, em média, você gasta para ir da cidade em que mora até uma cidade vizi-
nha por meio de transporte público? E quanto tempo você acha que levaria para 
fazer esse trajeto a cavalo? Lembre-se de que o tipo de transporte utilizado em 
cada período histórico está relacionado às mudanças tecnológicas e culturais nas 
diferentes sociedades.
Agora, responda às questões a seguir.
 1 Qual meio de transporte seus avós utilizavam quando ainda eram jovens?
 2 Em sua opinião, o que tornou o deslocamento mais rápido? Por quê?
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 11 10/03/15 10:34
12 UnIdAdE 1
 
 As relações comerciais entre países
A partir da 1a Revolução Industrial, no século XVIII, as relações internacionais 
se intensificaram, pois o desenvolvimento técnico colaborou para o aumento da 
produção e para a ampliação das exportações dos países que atingiram índices 
elevados de industrialização.
Esses países diversificaram suas atividades econômicas e suas mercadorias, o 
que os conduziu a intensos intercâmbios institucionais e produtivos. Com o pas-
sar dos anos, tais intercâmbios cresceram ainda mais, por meio de diversifica-
das relações comerciais de compra e venda, até chegar ao ponto atual, em que 
certos países comercializam entre si produtos e serviços antes inimagináveis. 
Por exemplo, a soja brasileira é exportada para a China, da mesma forma que apare-
lhos eletrônicos chineses são importados em grandes quantidades pelo Brasil e por 
outros países.
Os países mais industrializados, que possuem grande domínio tecnológico, 
formam o grupo dos países desenvolvidos. Estes, por meio de empresas multina-
cionais, conquistam novos mercados em muitos países, instalando filiais em seus 
territórios e contando, para isso, com concessões dos governos locais.
Permissão, privilégio ou licença para realizar algo. No caso das multinacionais, concessão é o 
privilégio dado às empresas pelo Estado para a realização de serviços ou exploração de rique-
zas locais. Concessão também pode significar isenções e reduções de impostos, assim como a 
doação de terrenos.
Concessão
Multinacional é uma grande empresa cujos produtos, serviços, capitais e investimentos são 
comercializados em diversas partes do mundo. Geralmente, a matriz fica em um país desen-
volvido e é responsável pela parte administrativa e de comando do negócio. As filiais, que 
atuam, por exemplo, na fabricação de produtos em países em desenvolvimento, enviam os 
lucros gerados para a matriz.
Existem também as empresas transnacionais, que são grandes corporações que, na econo-
mia global, se organizam para produzir e vender mercadorias e serviços em todo o planeta. 
Daí o nome, que sugere a ideia de ultrapassar fronteiras nacionais. Algumas dessas empre-
sas, hoje, têm vínculo menor com seus países de origem.
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 12 10/03/15 10:34
13UnIdAdE 1
 
 Países desenvolvidos e países em desenvolvimento
No Volume 3 desta coleção, foram trabalhados alguns elementos das classifica-
ções regionais de países, segundo seu desenvolvimento econômico e social. Agora, 
essa discussão será aprofundada.
As designações país desenvolvido e país em desenvolvimento referem-se a uma clas-
sificação dos países de acordo com seu nível de desenvolvimento, ou seja, seus 
níveis de riqueza e industrialização. O grau de desenvolvimento pode ser medido 
por indicadores econômicos, como o Produto Interno 
Bruto (PIB) e a renda per capita. Há também os indi-
cadores sociais, como o Índice de Desenvolvimento 
Humano (IDH), que se baseia na renda, na saúde e no 
nível da educação da população.
Os países em desenvolvimento não apresentam 
os mesmos resultados econômicos e sociais dos 
desenvolvidos. Entretanto, essa situação não é per-
manente, já que muitos países em desenvolvimento, 
como China, Índia e Brasil, vêm apresentando cres-
cimento econômico e melhorias sociais nas duas 
últimas décadas. Por outro lado, é preciso observar 
que os países ricos também possuem desigualdades 
sociais e passam por crises econômicas. 
Críticos dessas classificações recomendam o uso cuidadoso de tais termos, 
pois cada país deve buscar o próprio modo de desenvolvimento, sem tomar outros 
como modelos. Existem outras classificações que indicam as desigualdades e o 
papel das nações na divisão internacional do trabalho. As mais conhecidas são: 
Norte e Sul; países centrais e periféricos; países industrializados e não industria-
lizados; 1o, 2o e 3o mundos – denominação que vigorou no período da Guerra Fria 
(1945-1991), na qual o 2o mundo designava os países socialistas pertencentes à 
União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e seus aliados.
É importante notar que a economia global ultrapassa em certa medida essas 
classificações, já que uma mesma empresa transnacional pode se instalar em paí-
ses muitos diferentes entre si, dependendo de seus interesses.
O PIB refere-se ao valor de 
todos os bens e serviços 
finais produzidos dentro 
do mesmo território de um 
país, independentemente da 
nacionalidade dos proprie-
tários das unidades produ-
toras desses bens e serviços.
SAndROnI, Paulo. dicionário de economia do 
século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2007, p. 641.
Riqueza média de um país 
dividida pelo número de seus 
habitantes.
Renda per capita
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14 UnIdAdE 1
 
 As mudanças a partir dos anos 1980
Na década de 1980, os países passaram a se integrar econômica e financeiramente 
com maior eficiência. Nesse processo, o capitalismo foi se fortalecendo e se expan-
dindo por meio de redes de grandes cidades, conectando vários países, unificando 
serviços e indústrias ao redor do planeta, valendo-se de estratégias de produção em 
escala global – situação em que empresas utilizam diferentes territórios como base 
para a fabricação de peças e componentes e para a montagem final de produtos.
Para possibilitar o acelerado ritmo 
da produção industrial e abastecer os 
mercados internacionais, foram utili-
zadas grandes áreas agrícolas moder-
nizadas para a produção das chamadas 
commodities. A exportação das commodities 
inseriu os países menos industrializa-
dos, como Brasil e Argentina, no mer-
cado mundial. Assim se deu a formação 
da globalização econômica e tecnológica, 
que produziu uma expressiva e significa-
tiva mudança na relação entre os países.
Nesse período, empresas multinacio-
nais e organismos internacionais como 
o Fundo Monetário Internacional (FMI), 
a Organização Mundial do Comércio 
(OMC) e o Banco Mundial (BM) tornaram- se os principais agentes promotores da 
expansão da globalização. Pouco a pouco foi possível verificar que parte dos países 
em desenvolvimento ganhou um papel mais importante nesse processo, fosse pela 
oferta de serviços, fosse pela produção industrial ou agrícola.
Gradativamente, esses países foram se organizando para ter participação política 
e econômica no contexto global por meio de organismos regionais, como o Mercado 
Comum do Sul (Mercosul), na América do Sul, e a Associação de Nações do Sudeste 
Asiático (Asean). Diversos países em desenvolvimento também vêm ganhando 
maior peso político em organizações criadas antes e que congregam grande número 
de países, como a OMC e a Organização das Nações Unidas (ONU).
Ainda assim, os investimentos em atividades produtivas e setores financeiros 
(nas bolsas de valores e no sistema bancário, por exemplo) vinham em especial dos 
países desenvolvidos, como Estados Unidos da América (EUA), Alemanha, França, 
Japão e, mais recentemente, China, país que possui maior nível de desigualdade, 
mas que se constitui economicamente como grande potência.
Em Economia, commodity é um produto agrí-
cola ou mineral, pouco ou nada transformado 
industrialmente, como o minério de ferro, 
a soja, o açúcar etc., em geral produzido em 
larga escala para exportação. Por não ser 
industrializado e, portanto, sua produção não 
exigir inúmeras e complexas etapas, esse tipo 
de produto possui baixo valor agregado e, para 
ter alto valor comercial, precisa ser produzido 
e vendido em grandes quantidades.
O valor agregado resulta de mais trabalho 
e novas etapas no processamento de bens, 
aumentando, com isso, o preço de um produto 
no mercado e a rentabilidade da empresa que 
o fabricou.
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 14 10/03/15 10:34
15UnIdAdE 1
 
Nesse grupo de países desenvolvidos, passou a ser gerada a maior parte das 
tecnologias para a fabricação de diversos produtos, como a tecnologia dos pro-
gramas de computador e a dos equipamentos para as indústrias farmacêutica, 
aeronáutica, automobilística, de telecomunicações e de eletroeletrônicos. Para que 
essas atividades fossem desenvolvidas, houve importantes investimentos em edu-
cação e pesquisa.
É bom lembrar que esses investimentos eram, e ainda são, decorrentes de recur-
sos vindos dos países em desenvolvimento, por meio do pagamento dos juros de 
suas dívidas com as potências mundiais, de remessas de lucros das filiais de empre-
sas transnacionais em todo o mundo, do pagamento de 
royalties, dos lucros obtidos nas bolsas de valores etc.
Para enfrentar concorrentes e conquistar mercados, 
além de crescer em número, as transnacionais também 
cresceram em tamanho. Isso se deu por meio de fusões 
ou compras de outras empresas. Assim, um número 
relativamente pequeno de grandes corporações econô-
micas passou a dominar diversos setores industriais, de 
comércio e de serviços, em escala global.
Porcentagem do valor de 
uma marca, uma patente, 
um processo de produ-
ção, um produto ou uma 
obra original paga a seu 
proprietário pelos direitos 
de sua venda ou explora-
ção comercial.
Royalties
Geografia − Volume 4
Comércio exterior: o mundo sem fronteiras
O comércio exterior se fundamenta na troca de bens e de serviços entre países. Quando um 
país vende, é exportação; quando compra, é importação. O vídeo apresenta o universo dessa 
compra e venda e as estratégias para valorizar os produtos. Com ele, você vai entender o movi-
mento da economia globalizada e a importância de contar com parceiros fortes nesse comércio. 
A globalização financeira
A globalização financeira se refere a um conjunto de operações como compra e 
venda de ações em bolsas de valores, aplicações em fundos de investimentos, créditos 
imobiliários e muitas outras operações, geralmente virtuais. Trata-se de fluxos finan-
ceiros globais que, com as novas tecnologias, podem ser realizados 24 horas por dia no 
mundo. Embora sejam globais, esses fluxos se concentram, em sua maior parte, em 
países desenvolvidos. No entanto, vêm aumentando também em países em desenvol-
vimento que têm apresentado forte crescimento econômico nos últimos anos, os cha-
mados países emergentes. Entre eles estão o Brasil, a Rússia, a Índia, a China e a África 
do Sul, os quais formam o grupo dos Brics, que você vai estudar no próximo Tema.
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16 UnIdAdE 1
 
Os fluxos internacionais de capitais influenciam a economia dos países e o 
comércio em escala global. Eles foram, em grande parte, propiciados pelo desen-
volvimento tecnológico ligado à informática, às telecomunicações, aos avanços 
nos transportes e às novas possibilidades de uso dos territórios nacionais, que se 
mostraram fundamentais para a consolidação da globalização.
O processo de integração econômica global foi facilitado pela abertura das eco-
nomias dos países, o que flexibilizou as regras de controle sobre os capitais − de 
onde vêm, para onde vão e como são investidos. Os países em desenvolvimento 
que recebem grande quantidade de fluxos de capitais especulativos, provenien-
tes, sobretudo, das maiores bolsas de valores do 
mundo, acabam se tornando muito dependentes 
desse tipo de capital. Um problema de tal depen-
dência é que esses fluxos são muito instáveis: o 
capital sempre é investido em lugares mais lucra-
tivos e, por isso, hoje ele pode ser aplicado em 
um lugar e, amanhã, em outro. Ao menor sinal 
de instabilidade política, econômica, social ou até 
mesmo provocada por catástrofes naturais, esses 
investimentos são retirados.
Algumas consequências negativas desse processo são evidentes em diversos 
países em desenvolvimento, por exemplo, em países que estejam enfrentando 
dificuldades econômicas e nos quais há indícios de que a moeda nacional poderá 
ser desvalorizada (perder valor em relação a moedas fortes, como o dólar esta-
dunidense). Nesse caso, um investidor global pode rapidamente vender seus ati-
vos nesse país (por exemplo, recursos financeiros na moeda do país) e partir para 
investimentos mais lucrativos em outros lugares.
As estratégias das transnacionais
Há algum tempo as transnacionais inves-
tem fortemente em pesquisa aplicada, asso-
ciando- se a grandes universidades e centros de 
pesquisa em todo o mundo, o que possibilita 
o lançamento frequente de novos produtos e 
modificações dos já existentes.
Em que há especulação. No sis-
tema financeiro, refere-se à com-
pra e venda de títulos, ações, 
imóveis etc. com a intenção de 
obter lucro rápido e elevado, 
aproveitando variações de preços. 
O especulador compra títulos ou 
ações quando estão com preços 
baixos, vendendo-os quando os 
preços estão altos ou no ponto 
máximo de elevação.
Especulativo
Aquela desenvolvidapara resol-
ver problemas práticos do dia a dia 
das empresas e instituições. Se o 
problema está relacionado à pro-
dução de uma empresa, por exem-
plo, a pesquisa busca soluções para 
aumentar o lucro.
Pesquisa aplicada
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A produção e a venda de mercadorias em territórios de diversos países, nas 
mais variadas regiões do globo, acabam sendo uma vantagem para as empresas 
transnacionais, pois, caso um dos países passe por uma crise econômica e política, 
elas não sofrem um impacto tão forte. Uma crise econômica no Japão, por exem-
plo, não afetaria tanto uma empresa que produz e comercializa seus produtos tam-
bém na União Europeia, na América do Norte ou no Brasil. Hoje, as transnacionais 
são pulverizadas, ou seja, estão distribuídas pelo globo, tanto fisicamente como na 
forma de investimentos.
 Blocos regionais: formas de cooperação econômica
De maneira geral, países que detêm importante poder econômico, político e 
científico-tecnológico exercem sua força por meio da geopolítica e de sua capacidade 
de investir e emprestar, além de se valer da influência de empresas transnacionais 
que neles se originaram. Essa capacidade de controle da política internacional é 
reforçada quando essas nações também 
têm poder militar. O maior exemplo de 
potência com esse poderio são os Estados 
Unidos, mas também devem ser levados 
em consideração outros grandes agentes, 
como a China, a União Europeia, o Japão e 
mesmo o Brasil, que vem se consolidando 
como um ator geopolítico importante no 
contexto mundial, em razão do cresci-
mento econômico vivenciado desde os 
anos 2000.
Outro dado importante é o surgimento de blocos econômicos regionais, que 
são formas de cooperação entre países com interesses comuns. Entre eles estão 
a União Europeia e o Mercosul.
União Europeia
Após a recuperação dos países europeus, depois da 2a Guerra Mundial, supunha- 
-se que seria muito difícil esses países competirem individualmente com os Estados 
Unidos, cuja economia havia crescido muito com os negócios ligados aos conflitos 
da primeira metade do século XX, como as duas grandes guerras mundiais. Também 
havia o medo de os países europeus sofrerem influências políticas e econômicas da 
então União Soviética.
A geopolítica é um ramo do saber dedicado a 
desenvolver teorias e projetos de ação vol-
tados às relações de poder entre os países. 
Assim, muitos Estados procuraram criar a 
própria “escola” de geopolítica para desen-
volver estratégias de controle e domínio de 
seu território e também para atuar diante 
de pretensões e interesses de outros países 
– por exemplo, controlando uma passagem 
marítima ou instalando bases militares 
próximas a recursos naturais importantes.
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18 UnIdAdE 1
 
Foi nesse momento que se constituiu na Europa uma série de alianças de inte-
gração econômica, entre elas a Comunidade Econômica Europeia (CEE), com a assi-
natura do Tratado de Roma, em 1957, que visava aumentar as relações comerciais 
e ampliar a capacidade competitiva dos países-membros no mercado internacio-
nal. Com isso, a CEE buscava condições para fazer frente às potências da época, 
como os EUA e a URSS, e para estabilizar política e economicamente esses países, 
em uma tentativa de afastar a possibilidade de uma revolução socialista ou de con-
flitos e disputas entre países capitalistas da Europa ocidental.
Tais alianças deram início à formação de blocos econômicos regionais que 
existem até hoje, como a União Europeia (UE). No caso dos países que consti-
tuem atualmente esse bloco, a maioria pertence à Zona do Euro, ou seja, têm uma 
moeda única, o euro, e dentro dessa área é livre a circulação de mercadorias e pes-
soas. Dados da própria União Europeia apontam para uma população de cerca de 
500 milhões de habitantes em seus 28 países-membros.
Formada majoritariamente por integrantes do lado ocidental da Europa, a UE tam-
bém compreende países do Leste Europeu e da região mediterrânea. É no Ocidente 
que estão localizados alguns dos países mais desenvolvidos econômica e socialmente 
do continente. Esses países possuem importante poderio militar e econômico.
Entre os países que compõem a atual União Europeia, alguns dos mais impor-
tantes se industrializaram há pelo menos dois séculos. Os casos mais significati-
vos são a Inglaterra e a França, que tiveram colônias por todo o mundo, impondo 
sua economia, seu sistema político e sua cultura (língua e costumes), e até mesmo 
estabelecendo nesses lugares parte de sua população.
A Alemanha, embora hoje seja um dos países líderes da União Europeia, não 
teve tanta influência como potência colonial; ao contrário, contou com algumas 
participações no continente africano, mas por pouco tempo e mais no fim do 
século XIX e início do XX. Já Portugal e Espanha, grandes potências colonizadoras 
entre os séculos XVI e XIX, atualmente não representam grandes potências econô-
micas ou militares da UE. 
É importante ressaltar que grande parte da União Europeia consolidou socie-
dades urbanas e com maior igualdade social do que a média dos países centrais e 
com concentração de renda menor do que a verificada em quase todos os países da 
América, da Ásia e da África. Em parte, essa igualdade se deveu a lutas e conquis-
tas sociais de trabalhadores europeus.
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ATIvIdAdE 2 União Europeia
Observe o mapa a seguir e identifique os países que pertencem ao bloco e os 
que não participam dele. Com base nessa análise, responda às questões propostas.
ATELIER de Cartographie de Sciences Po, 2014. Mapa original. Tradução: Renée Zicman. 
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20 UnIdAdE 1
 
 1 Verifique o título e a legenda do mapa. Qual assunto está sendo abordado? 
Quais são os países que compõem a União Europeia?
 2 Quais os países que se negaram a integrar a União Europeia? Esses países 
podem ser considerados desenvolvidos? Por quê?
Atividade 1 – A velocidade dos transportes nos diferentes períodos
 1 A resposta pode variar de acordo com a idade de seus avós. Na década de 1950, no interior de 
São Paulo, por exemplo, era comum o uso de cavalos e de trem para o transporte de pessoas e mer-
cadorias. Nos anos 1970, passaram a ser mais utilizados ônibus, caminhões etc. Já entre as décadas 
de 1980 e 1990, o carro se tornou um meio de transporte mais acessível para a população.
 2 As mudanças tecnológicas permitiram o desenvolvimento de trens, ônibus, caminhões, carros, 
navios, aviões etc. e tornaram o deslocamento de pessoas e mercadorias mais rápido. Hoje, longas 
distâncias são percorridas em um curto espaço de tempo.
HORA dA CHECAGEM
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Atividade 2 – União Europeia
 1 Como você pode observar pelo título, o assunto tratado no mapa são as ampliações sucessivas da 
União Europeia. Veja que os países-membros da UE estão indicados no mapa em diferentes tons de 
azul. Eles são: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, 
Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, 
Malta, Países Baixos, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Romênia e Suécia. 
 2 De acordo com o mapa, a Suíça e a Noruega se negaram a integrar a União Europeia. Além desses 
países, a Islândia se recusou a entrar na UE até 2008. Esses países são considerados desenvolvidos e 
possuem alto Índice de Desenvolvimento Humano, segundo a ONU.
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22
 
Introdução
O objetivo deste Tema é compreender a importância econômica e política dos 
Estados Unidos da América (EUA), da China e do Japão no atual cenário mundial, e 
também a posição que vêm assumindo os países que compõem o grupo dos Brics.
A globalizaçãoconecta os países em uma grande rede mundial. Porém, seus 
benefícios estão distribuídos de forma desigual e aparecem, principalmente, 
nos países desenvolvidos e naqueles que melhor conseguem se inserir no mer-
cado internacional. No entanto, apesar do crescimento econômico mundial, são 
também evidentes algumas consequências negativas, em geral, para os países 
menos desenvolvidos. 
O que se verifica é que a concentração de riqueza aumentou tanto nos países 
desenvolvidos como nos em desenvolvimento. Além disso, muitos trabalhadores 
de países mais pobres migram para regiões mais ricas à procura de trabalho e 
melhores condições de vida.
Em sua opinião, quais são os principais motivos da imigração para os países 
desenvolvidos? Você acredita que, com o processo de globalização, as condi-
ções de vida da população dos países em desenvolvimento, como Brasil, China 
e Índia, melhoraram?
Registre suas reflexões a seguir.
T E M A 2 As potências mundiais e os países emergentes
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23UnIdAdE 1
 
 Estados Unidos
Os Estados Unidos possuíam Produto Interno Bruto (PIB) de 16,24 trilhões de 
dólares em 2012, conforme números do Banco Mundial, e são a maior potência do 
mundo em termos econômicos e militares. O setor de serviços é responsável por 
quase 80% do PIB, enquanto a produção industrial, que chega a 19% do PIB, é diversi-
ficada, principalmente no desenvolvimento e na exportação de tecnologias nas áreas 
de automóveis, aviões e produtos eletrônicos.
As maiores empresas bélicas do mundo estão ali situadas, além de o país ter o 
maior contingente em forças armadas. Os EUA são, ainda, grandes exportadores e 
também fortes importadores. Detentores de grandes riquezas naturais, possuem uma 
agricultura desenvolvida e mecanizada, principalmente de açúcar, milho e tabaco.
Segundo a publicação The world factbook, da Agência Central de Inteligência 
(CIA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, os principais parceiros comerciais 
dos EUA podem ser divididos em:
•	países que importam dos EUA (valor em 2012: 1,561 trilhão de dólares) e a porcen-
tagem do valor das exportações dos EUA em 2012: Canadá (18,9%), México (14%), 
China (7,2%) e Japão (4,5%); e 
•	países que exportam para os EUA (valor em 2012: 2,303 trilhões de dólares) e a 
porcentagem do valor das importações dos EUA em 2012: China (19%), Canadá 
(14,1%), México (12%), Japão (6,4%) e Alemanha (4,7%).
Os EUA exercem forte influência econômica, política e militar em todo o mundo. 
São o país com mais gastos militares do planeta. Assim, têm expressiva capacidade de 
controle sobre os territórios que invadem, como ocorreu no Iraque e no Afeganistão.
Desde 2007, os Estados Unidos vêm atravessando uma forte crise econômica, 
desencadeada pelo sistema financeiro. Em 2008, essa situação já afetava o mundo 
todo: imediatamente atingiu a Europa, depois a Ásia, sobretudo o Japão, e, em 
seguida, de forma menos grave, a China, além de alguns países da América Latina. 
Apenas em 2013 os EUA começaram a dar sinais de recuperação econômica, regis-
trando crescimento do PIB e a criação de empregos no país.
ATIvIdAdE 1 Migração para os Estados Unidos
Observe o mapa da próxima página e analise a origem dos migrantes de todo o 
mundo que foram para os EUA. Procure também verificar na legenda, ao lado do 
mapa, os valores a que se referem os círculos, do maior deles ao menor. 
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25UnIdAdE 1
 
 1 O que indicam os números relacionados aos círculos da legenda?
 2 Quais são os cinco países de onde vem a maioria dos imigrantes dos EUA? Estão 
em quais continentes? Você acha que os motivos da migração são os mesmos para 
pessoas de diferentes continentes?
 China
A China é hoje considerada uma das grandes potências econômicas, políticas e 
militares do mundo. De acordo com o Banco Mundial, em 2012, seu PIB foi de apro-
ximadamente 8,229 trilhões de dólares, o segundo maior do mundo.
Apesar de ser governada pelo Partido Comunista, o desenvolvimento do capi-
talismo é permitido em algumas regiões. Nessas áreas, estão instaladas as filiais 
de empresas multinacionais, bem como grande parte de suas indústrias estatais 
e privadas.
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26 UnIdAdE 1
 
A China participa de áreas de livre comércio com seus vizinhos asiáticos. 
Ingressou há pouco mais de dez anos na Organização Mundial do Comércio (OMC) 
e vem estabelecendo cada vez mais parcerias econômicas com países europeus, 
africanos e americanos, entre eles o Brasil, um de seus mais importantes parceiros 
comerciais. Além disso, é uma grande importadora de matérias-primas e também 
uma das maiores exportadoras de produtos industrializados do mundo, incluindo 
aqueles produzidos com alta tecnologia.
A economia do país é a segunda maior do planeta, ficando atrás apenas dos 
Estados Unidos. Em 2012, de acordo com a Agência de Referência Populacional, 
a população era de 1,35 bilhão de habitantes. Parte dessa população forma um 
importante “exército” de operários que, com salários reduzidos, trabalha nas gran-
des empresas nacionais (estatais e privadas) e estrangeiras que se instalam no ter-
ritório. Os baixos salários e o enorme contingente de força de trabalho disponível 
são alguns fatores que fazem da China uma grande potência econômica. 
 Japão
O Japão é a terceira economia do mundo, ficando atrás apenas dos Estados 
Unidos e da China. Segundo dados do Banco Mundial, em 2012, contava com PIB 
de cerca de 5,96 trilhões de dólares. É um país desenvolvido em termos sociais, 
em razão da relativa igualdade de renda e do acesso aos serviços essenciais, como 
saúde, educação e habitação, e possui densa infraestrutura para o eficiente funcio-
namento das cidades e das atividades econômicas em todo o seu território.
É um país insular, um arquipélago com mais de 377 mil km². Formado por 
mais de 6 mil ilhas, as maiores são Honshu, Hokkaido, Kyushu e Shikoku, onde 
reside a maior parte da população, estimada em 127 milhões dehabitantes, con-
forme dados de 2012 da Agência de Referência Populacional. Suas principais ati-
vidades econômicas abrangem montadoras de automóvel (com filiais em outros 
países) e um grande grupo de fábricas, que vão desde autopeças e eletrônicos até 
as indústrias naval, química, siderúrgica e de tecnologia de ponta, o que o torna 
um exportador principalmente de veículos, máquinas mecânicas e elétricas, e 
produtos eletroeletrônicos e químicos.
Entretanto, o Japão é um país com enorme carência de matérias -primas (exce-
ção ao ferro) e fontes de energia, e por isso é um grande importador desses produ-
tos no mundo todo. Os rios, por exemplo, ocupam menos de 1% do território, mas, 
como se trata de uma região montanhosa, consegue- se aproveitar significativa-
mente a energia hidráulica, convertendo -a em eletricidade.
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27UnIdAdE 1
 
ATIvIdAdE 2 A economia japonesa
Observe o quadro a seguir, com informações sobre os principais produtos 
exportados e importados do Japão.
Principais produtos de importação Principais produtos de exportação
Petróleo Automóveis
Gás natural Máquinas mecânicas e elétricas
Fontes: Ministério das Relações Exteriores. dados básicos e principais indicadores econômico-comerciais: Japão. Brasília: MRE/dPR/dIC, abr. 2013, p. 8-9. disponível em: <http://
www.brasilglobalnet.gov.br/ARQUIvOS/IndicadoresEconomicos/IndJapao.pdf>; CIA. Japan: economy. The World Factbook. disponível em: <https://www.cia.gov/library/
publications/the-world-factbook/geos/ja.html>. Acessos em: 21 mar. 2014.
Com base nas informações do quadro e em pesquisa na internet, revistas, jor-
nais e livros, responda: Como um país pequeno em extensão e com limitações de 
matéria-prima e energia conseguiu ser uma das principais economias do mundo?
 Os países emergentes
Após a 2a Guerra Mundial, a maneira como os países eram classificados sofreu 
importantes transformações. Antes, o critério exclusivo era o crescimento econômico, 
e o índice mais usado era o PIB, que mede quanto cada país acumulou de riqueza − 
resultado de suas importações e exportações. No entanto, isso não revelava necessa-
riamente se tais países eram lugares adequados ou não para viver, pois, por exemplo, 
um deles podia ter acumulado muita riqueza, mas não ter distribuído seus recursos 
de maneira mais igualitária entre sua população, de modo que a maioria das pessoas 
talvez fosse muito pobre e não tivesse acesso a serviços importantes, como saúde e 
educação, e apenas uma minoria concentrasse toda a riqueza.
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28 UnIdAdE 1
 
Houve, então, a diferenciação entre crescimento, que significa aumento da 
renda per capita sem alterações sociais relevantes, e desenvolvimento, quando há 
um incremento da renda per capita e também amplas mudanças sociais, principal-
mente de distribuição de renda.
Com essa mudança de enfoque, um novo índice passou a ser utilizado para medir 
se um país é desenvolvido ou não: o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Para 
calcular o IDH, são levados em consideração: a renda per capita do país, segundo a 
paridade do poder de compra, calculada em dólares; a saúde, medida pela taxa de 
mortalidade infantil e pela expectativa de vida 
da população; e o nível da educação, calculado pela 
taxa de alfabetização e pela taxa de escolarização, 
isto é, quantos anos de estudos tem a maioria das 
pessoas de um país.
Apesar de os países emergentes contarem com uma economia avançada e 
industrializada com alto crescimento econômico, ainda não possuem desenvolvi-
mento social equivalente, por exemplo, na distribuição de renda ou na oferta de 
serviços públicos de saúde e educação de qualidade, como é o caso do Brasil 
e de outros países dos Brics.
Os Brics
O termo Bric foi criado em 2001 por um economista para se referir ao agru-
pamento de Brasil, Rússia, Índia e China. Recentemente, a sigla mudou para 
Brics, com s no final, porque houve a inclusão da África do Sul (South Africa, 
em inglês).
Esses países foram agrupados por terem as mesmas particularidades: econo-
mia de certa forma estabilizada recentemente; crescimento econômico relevante; 
diminuição lenta e gradual das desigualdades sociais (de modo distinto em cada 
um deles); investimentos de empresas estrangeiras em diversos setores; e mercado 
consumidor e força de trabalho em quantidades crescentes. 
Os Brics não constituem um bloco econômico, mas têm em comum o fato de 
apresentarem elevado crescimento econômico nos últimos anos, em especial a 
China e a Índia. No entanto, os dirigentes desses países vêm ensaiando esforços 
para a formação de uma aliança, já que, em conjunto, representariam uma força 
poderosa no cenário econômico internacional contemporâneo.
Também conhecida como espe-
rança de vida. Número médio de 
anos que um grupo ou indivíduo 
vive a partir de seu nascimento.
Expectativa de vida
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ATIvIdAdE 3 Conhecendo os países pertencentes aos Brics
Levando em consideração que o mundo possui cerca de 200 países, analise o 
quadro a seguir, com a colocação dos países dos Brics em dois rankings mundiais, 
e responda à questão proposta.
Países pertencentes aos Brics
Características econômicas – 
posição no ranking mundial 
(PIB em 2012)
Características sociais − 
posição no ranking mundial 
(IDH em 2012)
Brasil 7o 85o
Rússia 8o 55o
Índia 10o 136o
China 2o 101o
África do Sul 27o 121o
Fontes: WORLd Bank, The GdP. disponível em: <http://data.worldbank.org/indicator/nY.GdP.MKTP.Cd>; PnUd. Relatório do desenvolvimento Humano 2013 - resumo. 
nova Iorque: PnUd, p. 15. disponível em: <http://hdr.undp.org/en/media/HdR13%20 Summary%20PT%WEB.pdf>. Acessos em: 21 mar. 2014.
Com base no que foi tratado no texto Os países emergentes, o que esse quadro 
informa a respeito de cada um dos Brics em relação a suas características econô-
micas e sociais?
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Os países desenvolvidos, que acumulam maior riqueza e, portanto, maior poder 
político, exercem influência sobre vários outros países do planeta, sobretudo aqueles 
em desenvolvimento. Em sua opinião, o exercício do poder pelos países desenvolvi-
dos ocorre exclusivamente no campo econômico? Por quê? Registre suas reflexões 
nas linhas a seguir.
Notícias dão conta de que uma grande cidade de um país asiático sofreu, em um recente final 
de semana, com o pior nível de qualidade do ar já registrado em sua história. Os índices de polui-
ção chegaram a ser 30 a 40 vezes mais elevados do que os recomendados.
O desastre, certamente, guarda íntima relação com o enorme crescimento econômico do país, 
o mais populoso e a segunda economia do planeta.
Assinale a alternativa que indica a cidade e o país a que o texto faz referência.
a) Déli, Índia.
b) Pequim, China.
c) Moscou, Rússia.
d) Hong Kong, Taiwan.
e) Tóquio, República Popular da China.
defensoria Pública de Santa Catarina, 2013. TAv - Técnico Administrativo. 
disponível em: <http://qcon-assets-production.s3.amazonaws.com/prova/arquivo_prova/29572/fepese-2013-dpe-sc-tecnico-administrativo-prova.pdf>. Acesso em: 29 abr. 2014.
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Atividade 1 – Migração para os Estados Unidos
 1 Como você pode observar no título da própria legenda, os números relacionados aos círculos 
indicam a quantidade de migrantes que se direcionam aos EUA.
 2 Segundo o mapa, os imigrantes dos EUA vêm, principalmente, dos seguintes países: México, 
Filipinas, Porto Rico, Alemanha e Índia. Esses países estão localizados na América (México e Porto 
Rico), na Europa (Alemanha) e na Ásia (Filipinas e Índia). 
Os motivos que levam à migração são muito variados, mas, em geral, não são os mesmos para 
um alemão e para um indiano, por exemplo, pois as condições de vida nesses países são bem 
diferentes. Nos Estados Unidos,as condições de vida parecem muito atrativas, em especial para 
a população dos países em que as condições sociais e econômicas são desfavoráveis. O fato de os 
EUA serem vistos como um país com qualidade de vida, índices de emprego, níveis de consumo, 
direitos sociais etc. leva muitas pessoas a considerarem a mudança para lá. Além disso, há 
também a migração provocada por situações extremas, como guerras civis, perseguições políticas 
e religiosas.
Atividade 2 – A economia japonesa
Em sua pesquisa e observando o quadro apresentado, você pode ter conhecido diversos aspectos do 
Japão que revelam como esse país se desenvolveu apesar dos obstáculos naturais. O Japão importa 
matérias-primas, como petróleo e gás natural, mas exporta produtos industrializados, como 
automóveis e máquinas mecânicas e elétricas. No mercado mundial, os produtos industrializados 
e que utilizam tecnologias variadas e de alto valor são mais rentáveis em comparação às matérias-
-primas. Com isso, é possível afirmar que o Japão se tornou uma potência mundial porque exporta 
mercadorias de alto valor comercial e tecnológico.
Atividade 3 – Conhecendo os países pertencentes aos Brics
Veja que a posição dos países que compõem os Brics em relação ao PIB não corresponde a sua 
posição no IDH. Por exemplo, a Índia possui o 10o maior PIB mundial, enquanto seu IDH ocupa a 
136a posição no ranking; o Brasil ocupa a 7a posição no PIB e a 85a no IDH.
Retome o texto Os países emergentes e veja que países como os Brics tiveram um crescimento que 
não foi acompanhado pelo desenvolvimento social. A riqueza produzida por esses países está con-
centrada e beneficia apenas parte da população.
Desafio 
Alternativa correta: b. Retome os textos China e Os Brics e observe que a China é o país mais popu-
loso e a segunda economia do mundo. O amplo processo de crescimento econômico, pelo qual o 
país passa atualmente, afeta, em especial, suas grandes cidades, como Pequim.
HORA dA CHECAGEM
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Temas
1. paisagens da europa: aspectos naturais
2. dinâmicas demográficas do continente europeu
introdução
Nesta Unidade, você estudará alguns aspectos do espaço geográfico europeu, 
como suas diferentes sociedades, suas características demográficas e sua diversi-
ficada paisagem.
A Europa é um continente que conta com altos contingentes demográficos e 
concentra ricas metrópoles, além de apresentar grandes sistemas de engenharia, 
ou seja, obras como estradas, barragens e infraestrutura para geração e transmis-
são de energia etc., que se acumulam há séculos.
T e m a 1paisagens da europa: aspectos naturais
O objetivo deste Tema é apresentar as características do espaço europeu rela-
cionadas aos elementos do meio físico, como mares, rios, tipos de vegetação e de 
relevo, entre outros.
Observe o mapa da próxima página e localize alguns países que fazem parte do 
continente europeu.
De quais países europeus você já ouviu falar? Quais são os de maior extensão? 
E os de menor extensão? Quais características desses países você conhece?
Registre suas reflexões nas linhas a seguir.
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35Unidade 2
 
 europa: características naturais
Ao contrário do que se observa em outros continentes, como a África e a América, 
o território europeu não está distribuído de forma contínua. É um litoral recortado, 
num espaço cercado por vários mares:
•	na área centro-sul, predomina o Mar Mediterrâneo;•	a oeste, localiza-se o Oceano Atlântico; e 
•	ao norte, estão o Mar do Norte e o Oceano Polar Ártico. 
No decorrer desta Unidade, você verá que essa característica facilitou, muitos anos 
atrás, a construção de portos, assim como a utilização do transporte marítimo em 
grande escala.
Essa e outras características naturais do espaço europeu, como a predominância 
de terras planas, foram bastante propícias para o desenvolvimento de diversas socie-
dades e um vigoroso comércio que vem ali se desenvolvendo há pelo menos 3 mil 
anos, tomando a Grécia Antiga como parâmetro (1100 a.C.).
Pode-se observar também que existem muitas 
penínsulas nesse continente, entre as quais se des-
tacam a Península Escandinava (onde se localizam 
a Noruega e a Suécia), a Península Ibérica (Portugal 
e Espanha) e a Península Itálica (Itália). Há, ainda, a Península da Jutlândia, cujo litoral é 
extremamente recortado e onde estão situados o extremo norte da Alemanha e a 
parte continental da Dinamarca. 
relevo
Em grande parte do continente ocorrem baixas altitudes, as quais não che-
gam a 200 metros. Entretanto, há também cadeias montanhosas superiores a 
4 mil metros, como os Alpes, e a 5 mil metros, como a Cordilheira do Cáucaso. 
O relevo da Europa é formado ainda por planaltos, encontra-
dos no norte e distribuídos pela parte central do continente. 
Esses tipos de relevo são desgastados pela erosão e nas 
baixas altitudes têm formas arredondadas e planas. Observe 
essas características no mapa da próxima página.
Apesar de parte do território europeu parecer intranspo-
nível em razão do excesso de cadeias de montanhas, hoje há 
uma grande rede de ferrovias e rodovias, resultado dos avan-
ços tecnológicos e de investimentos em infraestrutura de 
transporte nesse continente.
Ponta de terra cercada de água e 
ligada ao continente somente por 
um dos lados. 
Península
Desgaste das rochas 
realizado pela água 
de chuva, mar ou rio, 
pelo gelo, por vento 
ou até mesmo por 
variação térmica. Tal 
desgaste, aliado ao 
transporte das partí-
culas dos solos, des-
trói a estrutura da 
rocha e a modifica. 
Erosão
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00_book_GEO_CE_VOL4.indb 36 10/03/15 10:34
37Unidade 2
 
aTividade 1 o espaço geográfico do continente europeu
Observe o mapa da página anterior e consulte também o mapa Europa: político, apre-
sentado na seção O que você já sabe?. Em seguida, responda às perguntas propostas.
 1 Imagine que você está em um avião que fará o trajeto, em linha reta, da cidade de 
Tromso, na Noruega, até Nápoles, na Itália. Com o auxílio de uma régua, trace uma 
reta entre essas duas cidades no mapa Europa: político. Por quais países você passará? 
 2 Agora, o trajeto do avião será de Lisboa, em Portugal, até Kiev, cidade da 
Ucrânia. Depois de traçar uma reta entre essas duas cidades, responda: Por quais 
países você passará?
 3 Observe as formas de relevo destacadas no mapa Europa: físico. Localize os 
Alpes, os Pirineus, os Apeninos e os Alpes Escandinavos. Comparando com o mapa 
Europa: político, responda: Em quais países esses relevos estão presentes?
Hidrografia
O continente europeu tem 75 mil km de vias fluviais, mas seus rios se destacam 
menos pela extensão do que pelo volume de água e pela importância como via de 
transporte no fluxo de matérias-primas, mercadorias e pessoas, isto é, como hidro-
vias. Os principais rios são:
•	Rio Volga, o mais longo da Europa, com aproximadamente 3.700 km de extensão. 
Nasce na Rússia e desemboca no Mar Cáspio. É navegávelquando não está conge-
lado, estado em que se encontra na maior parte do ano;
•	Rio Danúbio, que nasce numa região chamada Floresta Negra, na Alemanha, e 
deságua no Mar Negro. Com cerca de 2.800 km de extensão, atravessa vários países, 
como Alemanha, Áustria, Eslováquia, Hungria, Croácia, Sérvia, Bulgária, Romênia 
e Ucrânia. Parte dele é navegável em qualquer época do ano e há intenso tráfego de 
navios de carga e passageiros. Trata-se de importante via de ligação; e
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 37 10/03/15 10:34
38 Unidade 2
 
•	Rio Reno, com aproximadamente 1.350 km de 
extensão. É economicamente importante, pois 
liga a parte central da Europa aos Países Baixos. 
Ele nasce nos Alpes Suíços, separa a Alemanha da 
França, passa pela região industrial da Alemanha 
e pelos Países Baixos, e desemboca no Mar do 
Norte. Muito utilizado para funções econômicas 
de escoamento de produção, tem também várias 
usinas hidrelétricas.
A hidrografia da Europa historicamente cumpriu um expressivo papel como 
meio para a exploração do território, pois impulsionou o comércio e condicionou 
a criação de muitas cidades, até mesmo algumas das grandes metrópoles atuais, 
como Londres (Inglaterra) e Paris (França).
Clima e vegetação
Observe os mapas na próxima página.
Ao compará-los, observa-se que o tipo de clima 
condiciona a vegetação do continente europeu e 
vice-versa. Não só nesse, mas em todos os conti-
nentes, a vegetação sempre é um fator associado ao 
clima, já que promove a evapotranspiração, faz som-
breamento, regula a temperatura local, retém água 
e captura carbono etc., o que varia de acordo com o 
tipo de cobertura vegetal.
 Em regiões onde há menor insolação e o clima 
é mais frio, como no norte da Europa, a vegetação é 
mais rasteira e de menor porte, como a tundra.
Pode-se observar no mapa, também, a vegetação 
mediterrânea, que foi quase totalmente devastada − 
chegando a levar áreas à situação de incidência 
de desertificação, como em Portugal −, localizada 
numa região cujo clima é mais quente e, portanto, 
caracterizada por bosques e arbustos maiores. 
País constituído de várias pro-
víncias, cuja capital é Amsterdã. 
Tem esse nome porque seu ter-
ritório está em altitudes muito 
baixas: cerca de ¼ do território 
fica ao nível do mar ou abaixo 
dele. Para evitar inundações, 
diversas regiões estão protegi-
das por diques e paredões.
Países Baixos
Evapotranspiração
O solo e as plantas perdem 
água através da evaporação 
e da transpiração, respec-
tivamente. Essa água no 
estado de vapor é transfe-
rida para a atmosfera. 
Insolação
Quantidade de radiação, 
medida em horas, em que a 
superfície da Terra recebe 
a luz do Sol sem interferên-
cia de nuvens. 
Tundra
Bioma presente nas regiões 
mais frias do planeta, onde, 
em razão das características 
climáticas, há pouca varie-
dade de plantas e animais. 
Glossário
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 38 10/03/15 10:34
 
rand mcnaLLY education. Classroom atlas. disponível em: <http://education.randmcnally.com/classroom/action/getmapListByatlas.
do?atlasname=Classroom%20atlas>; goode’s world atlas. disponível em: <http://education.randmcnally.com/classroom/action/
getmapListByatlas.do?atlasname=goode%27s%20World%20atlas>. acessos em: 21 mar. 2014. mapas originais. Tradução: mait Bertollo.
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Europa: clima e vegetação
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40 Unidade 2
 
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A vegetação varia de local para local baseada, sobretudo, nas características climáticas e de 
relevo, que acabam por influenciar outros fatores naturais, como a rede hidrográfica e a distri-
buição dos solos, criando os denominados “biomas”. Nesse sentido, no norte da Europa, Ásia e 
América do Norte predomina uma vegetação rasteira, de crescimento lento e adaptada ao clima 
frio e de altas montanhas, que se desenvolve sobre o solo congelado, denominado permafrost. 
O bioma ao qual a passagem se refere é:
a) estepes. b) taiga. c) floresta Boreal. d) floresta Tropical. e) tundra.
Universidade Tecnológica federal do paraná (UTfpr), 2012. exame de seleção do ensino médio técnico integrado. disponível em: 
<http://www.utfpr.edu.br/futuros-alunos/exame-de-selecao-para-cursos-tecnicos/edicoes-anteriores/inTegrado_ver2012cad_prova.pdf>. acesso em: 21 mar. 2014.
vegetação de tundra na noruega, norte da europa.
vegetação mediterrânea na itália, sul da europa.
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41Unidade 2
 
 
Atividade 1 – O espaço geográfico do continente europeu
 1 Uma linha reta traçada entre Tromso, na Noruega, e Nápoles, na Itália, no mapa político passa 
pelos países: Suécia, Polônia, República Tcheca, Eslovênia, Áustria e Croácia. 
 2 No mapa político, uma linha reta traçada entre Lisboa, em Portugal, até Kiev, na Ucrânia, passa 
pelos países: Espanha, França, Suíça, Alemanha, Áustria, República Tcheca, Eslováquia e Polônia.
 3 No mapa Europa: físico, você pode ver que as formas de relevo apontadas pela questão estão repre-
sentadas pelas cores laranja, amarelo e bege, sendo áreas altas e montanhosas. Comparando com o 
mapa Europa: político, pode-se ver que os Alpes estão presentes na França, Suíça, Itália, Alemanha, 
Áustria e Eslovênia. Os Pirineus ficam na França, Espanha e em Andorra, que fica entre os dois primei-
ros países. Os Apeninos ficam na Itália e os Alpes Escandinavos ficam na Noruega, Suécia e Finlândia.
Desafio
Alternativa correta: e. Tundra é o bioma predominante na região norte da Europa e nas regiões 
mais frias do mundo. Caso você tenha dúvidas, faça uma pesquisa sobre a tundra na internet e 
consulte o professor no CEEJA.
Hora da CHeCagem
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42
 
introdução
Neste Tema, você estudará a dinâmica demográfica da Europa, o que envolve 
processos como o crescimento populacional em determinadas regiões, as mudan-
ças que ocorreram nas características da reprodução da população europeia e sua 
mobilidade entre os diferentes territórios. Você poderá observar mudanças nas 
taxas de natalidade e na expectativa de vida da população, e também como a urba-
nização e as alterações no custo de vida e na estrutura familiar modificaram a 
dinâmica demográfica nessa região do mundo.
Procure recordar o que aprendeu sobre os processos de industrialização e 
urbanização, que ocorreram em diferentes regiões da Europa, entre o final do 
século XIX e o começo do XX. Retome o mapa Europa: político, da seção O que você 
já sabe? do Tema 1, e faça três listas diferentes:
•	com os países que você acredita serem os mais populosos; 
•	com os idiomas falados nesses países; e 
•	com as religiões que você acredita serem praticadas nesses territórios. 
Em seguida, pense sobre como as imigrações podem transformar as caracterís-
ticas demográficas dessas regiões. 
Registre suas reflexões a seguir.
T e m a 2 dinâmicas demográficas do continente europeu
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43Unidade 2
 
 as dinâmicas demográficas da europa
Em 2011, a população da Europa era de 739 milhões de habitantes, incluindo a 
parte europeia das chamadas nações transcontinentais. Segundo o Relatório sobre a 
situação da população mundial 2011, da Organização das Nações Unidas (ONU), será 
de 740 milhões em 2025.
As maiores concentrações popula-
cionais da Europa encontram-se nas 
porções central e ocidental, onde a 
densidade demográfica pode ser supe-
rior a 200 habitantes por km², per-
dendo apenas para algumas regiões 
da Ásia. As áreas menos habitadas, ou 
seja, com baixa densidade populacional, são aquelas próximas ao Círculo Polar 
Ártico, consequência principalmente do clima mais frio.
A população europeiaé composta predominantemente por três grandes gru-
pos etnolinguísticos − os latinos, os germânicos e os eslavos − e, apesar da 
diversidade étnica e linguística, a maioria da população é cristã, seja católica, 
ortodoxa ou protestante. Há também a prática de outras religiões, como o isla-
mismo e o judaísmo.
população majoritariamente urbana
O primeiro continente a se industrializar foi o europeu e seu processo de urba-
nização deu-se há dois séculos, embora já existissem grandes cidades em períodos 
anteriores, como Roma (Itália), Atenas (Grécia) e mesmo Londres (Inglaterra). Hoje, 
segundo dados de 2011, em alguns países desenvolvidos a população urbana gira 
em torno de 80%. Alguns exemplos são a Alemanha (74%), a França (85%) e o Reino 
Unido (80%). No continente destacam-se as atividades industriais, comerciais e 
financeiras. As maiores cidades europeias são Paris (França), Londres e Moscou 
(Rússia), com mais de 8 milhões de habitantes. 
dinâmica do crescimento populacional e o aumento do número de idosos
Como consequência da queda dos índices de natalidade, a Europa apresenta 
baixas taxas de crescimento populacional. Essa queda pode ser atribuída ao desen-
volvimento urbano e industrial do continente, associado a fatores como:
•	aumento do custo de vida;
Nações transcontinentais são países que estão 
localizados em dois continentes. Esse é o 
caso da Rússia, da Turquia, do Azerbaijão, do 
Casaquistão e da Geórgia, que fazem parte da 
Europa e da Ásia.
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44 Unidade 2
 
•	aumento da participação da mulher no mercado de trabalho;
•	casamentos tardios;
•	ascensão social; e
•	maior igualdade entre os cidadãos.
A disseminação dos métodos anticoncepcionais, na segunda metade do século XX, 
e a difusão dos meios de comunicação, que ampliaram o acesso à informação, 
também contribuíram para a redução do número de filhos.
A média da expectativa de vida nos países europeus, segundo dados de 2012 
da Agência de Referência Populacional, está acima dos 77 anos e, em decorrência 
disso, é grande o número de idosos na composição etária da população. Em países 
como Itália, Reino Unido, Alemanha, Suécia e Noruega, a expectativa de vida está 
próxima dos 80 anos para homens e dos 84 para mulheres.
Esse padrão demográfico europeu, no qual se combinam a baixa natali-
dade e a alta expectativa de vida, gera preocupações, pois, ao mesmo tempo 
que não há aumento da força de trabalho, ocorre a elevação dos gastos com 
a previdência social, e boa parte da população já é de pessoas em idade de se 
aposentar.
No entanto, há também um movimento inverso: os grandes fluxos de emi-
grantes de regiões pobres do mundo rumo à Europa têm levado ao aumento das 
taxas de natalidade do continente, já que eles têm, em média, mais filhos que 
os europeus. 
Geografia − Volume 4
Demografia, o perfil do povo
Com esse vídeo, você vai aprofundar seus conhecimentos sobre demografia. Ele discute 
características próprias de cada povo, abordando as populações da Europa, da América 
Latina, da África, dos ocidentais e daqueles que habitam terras geladas e os trópicos. Trata 
do censo demográfico, pesquisa que mostra o perfil da população, suas características 
e necessidades, principalmente nas áreas de saúde, educação, habitação, transporte, 
previdência e trabalho. Aponta, ainda, que o Brasil é hoje um país de jovens, mas terá mais 
idosos do que crianças dentro de algumas décadas.
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45Unidade 2
 
 a previdência social no Brasil
O sistema de previdência social no Brasil, vinculado ao Ministério da Previdência 
Social (MPS), é o responsável por garantir a aposentadoria e outros direitos aos 
trabalhadores.
Fazem parte do sistema previdenciário as aposentadorias por idade, por tempo 
de contribuição, por invalidez e especial. Há, ainda, auxílio-doença, auxílio- 
-acidente, auxílio-reclusão, pensão por 
morte e para portadores de síndrome 
da talidomida, assim como o direito ao 
salário-família e ao salário-maternidade.
A aposentadoria costuma ser o direito trabalhista que primeiro vem à mente 
das pessoas e que parece ser o mais importante. Isso acontece porque é a renda 
obtida na aposentadoria que deveria garantir ao trabalhador sua sobrevivência 
quando ele estiver idoso, no caso de sofrer algum acidente ou, ainda, de ter alguma 
doença que o torne incapacitado para o trabalho.
Ela foi o primeiro direito a ser reconhecido pelo sistema de previdência, mas 
não foi criada de forma isolada. Com a aposentadoria por tempo de trabalho, por 
idade e por invalidez, o primeiro sistema de previdência brasileiro previa também 
pensão para os herdeiros em caso de morte do segurado, assistência médica e con-
cessão de medicamentos com preços reduzidos.
O decreto que regulamentou esses direitos é de 1923 (Decreto no 4.682, de 24 de 
janeiro de 1923) e ficou conhecido como Lei Eloy Chaves, por ter sido esse depu-
tado federal o autor do projeto que deu origem ao decreto.
Embora tentativas de fazer valer direitos dessa natureza tenham acontecido 
antes de 1923, foi a Lei Eloy Chaves que marcou o início do sistema da previdência 
social no Brasil.
O direito à aposentadoria, inicialmente, foi concedido apenas aos ferroviários, 
que na época formavam a categoria profissional mais organizada e que mais rei-
vindicava direitos trabalhistas. O Decreto no 5.109, de 20 de dezembro de 1926, 
estendeu a previdência dos ferroviários para outras categorias: portuários e marí-
timos. Os direitos previstos para os trabalhadores também foram ampliados, 
incluindo cobertura para internações hospitalares, auxílio para funeral e assistên-
cia em casos de acidentes de trabalho.
Má-formação do feto causada pela ingestão de 
remédio com o composto talidomida, usado 
para controlar enjoo durante a gravidez.
Síndrome da talidomida
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46 Unidade 2
 
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fonte: UniTed nations . World population prospect. disponível em: <http://esa.un.org/wpp/>. acesso em: 21 mar. 2014. 
Europa: população total em porcentagem, por sexo e faixa etária, 2010
No início da década de 1930, o número de segurados da previdência era de 140 mil, 
seis vezes maior do que em 1923. E novas mudanças marcaram a estrutura do sistema 
de previdência social.
As Caixas de Aposentadoria e Pensões (CAPs), vinculadas às empresas de deter-
minadas ocupações ou setores e administradas por elas, beneficiavam um número 
pequeno de categorias profissionais. Após a Revolução de 1930, o Ministério do 
Trabalho incorporou-as e criou os Institutos de Aposentadoria e Pensões (IAPs), 
organizados de acordo com categorias profissionais.
Foram criados seis IAPs entre 1933 e 1945: dos Marítimos (IAPM), dos Industriários 
(Iapi), dos Empregados em Transportes e Cargas (Iapetec), dos Bancários (IAPB), 
dos Comerciários (IAPC) e dos Servidores do Estado (Ipase).
fonte: fgv/CpdoC. a era vargas: dos anos 20 a 1945. 
disponível em: <http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/aeravargas1/ anos30-37/politicasocial/iap>. acesso em: 20 jan. 2014.
aTividade 1 Conhecendo a pirâmide etária 
 1 Observe, a seguir, a pirâmide etária da Europa em 2010. Em seguida, responda 
às questões.
0-4
5-9
10-14
15-19
20-24
25-29
30-34
35-39
40-44
45-49
50-54
55-59
60-64
65-69
70-74
75-79
80-84
85-89
90-94
95-99
100+
Mulheres Homens
2%3%4% 1% 0% 0% 1% 2% 3% 4%
GEO_9_i016_nova_6_2a_prova
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47Unidade 2
 
a) Quais são as faixas etárias que concentram maior população?
b) Você diria que a situação que a pirâmide representa é a mesma para homens e 
mulheres? Por quê? Justifique sua resposta com base nos dados da pirâmide.
 2 Agora que você fez um prévio exercício de leitura do gráfico, leia o texto e res-
ponda à questão a seguir.
Como a pirâmide etária da Europa ajuda você a entender a situação discutida 
no texto?
O estado de bem-estarsocial europeu, que foi uma grande conquista dos povos 
de muitos países desse continente, além de saúde e educação públicas de qualidade 
para todos, garante que todo cidadão, depois de certa idade ou após tantos anos 
de trabalho, tenha direito a uma aposentadoria com valor suficiente para ter uma 
boa qualidade de vida. Hoje, no entanto, a balança entre o número de pessoas que 
contribuem com o Estado por meio de impostos e o número daquelas que usufruem 
de aposentadoria está desequilibrada, gerando uma crise de manutenção do estado de 
bem-estar social.
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48 Unidade 2
 
 imigração e xenofobia
Procure se lembrar de seus estudos sobre as dinâmicas populacionais da 
Europa e sua relação com a colonização de outros continentes. Durante muitos 
séculos, os europeus migraram para outras terras em busca de riquezas e novas 
rotas comerciais. Conquistaram diferentes regiões no mundo todo, extraindo 
riquezas e subjugando os povos nativos. Posteriormente, os movimentos migrató-
rios foram motivados por contextos de crise e guerra.
Com o fim da 2a Guerra Mundial, a situação se inverteu: para a reconstrução da 
Europa, muitos países do continente incentivaram a vinda de imigrantes de países 
do mundo todo, especialmente de suas ex-colônias, os quais, apesar de não serem 
bem remunerados por seu trabalho, foram essenciais para o processo de recons-
trução da Europa. A França, por exemplo, estimulou a imigração da população 
da Argélia, uma ex-colônia, por causa da necessidade de força de trabalho para a 
recuperação do país no pós-guerra.
Com o crescimento e a estabilidade econômica, além da relativa igualdade 
entre os cidadãos europeus, alguns países se tornaram polos de atração de emi-
grantes de países subdesenvolvidos, principalmente da África e da Ásia.
O contínuo movimento populacional, somado ao fato de o crescimento da 
população imigrante ser maior que o da europeia, gerou uma grande diversi-
dade étnica e cultural nas sociedades europeias 
atuais. Diante desse fenômeno, movimentos 
xenófobos e o sentimento de nacionalismo vêm 
crescendo entre alguns povos desse continente, 
que atribuem aos imigrantes problemas ligados 
ao desemprego e à criminalidade.
O aumento da aversão aos imigrantes na 
Europa reflete-se no crescimento da participação dos partidos políticos de 
extrema direita, que defendem ideias xenófobas e propostas políticas de com-
bate à imigração e aos imigrantes que vivem no continente. Em vários países, 
a população tem elegido representantes vinculados a esses partidos políticos, 
que participam do governo e das decisões de interesse público.
Hoje, na Europa, o sentimento xenófobo é principalmente voltado aos muçul-
manos, que constituem a maioria da população que chega do norte da África, mas 
também atinge povos pobres advindos de diferentes regiões, inclusive do próprio 
continente europeu, como é o caso dos chamados “eslavos”, do Leste Europeu. 
1. Aversão a pessoas e coisas 
estrangeiras; XENOFOBISMO. 
2. Antipatia, desconfiança, temor 
ou rejeição por pessoas estranhas 
a seu meio ou pelo que é incomum. 
© idicionário aulete. <www.aulete.com.br> 
Xenofobia
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 48 10/03/15 10:35
49Unidade 2
 
Após décadas de crescimento econômico e conquistas de direitos, a Europa 
foi afetada pela crise mundial de 2008. Em situações assim, os cidadãos pas-
sam a ter problemas resultantes de desemprego. Alguns gastos do Estado com 
a esfera social, como o seguro-desemprego, foram revistos e ocorreram alguns 
cortes. Além disso, a população que mais sentiu as consequências da crise, 
como a falta de emprego e a marginalização, foram os imigrantes, em especial 
os do Oriente Médio e do norte da África. Por serem as principais vítimas da 
xenofobia, eles constituem a população mais vulnerável socialmente, não só em 
relação ao desemprego, mas também ao acesso à alimentação, saúde, moradia 
e educação, por exemplo.
aTividade 2 os muros contra a imigração
Na biblioteca ou na internet, faça uma pesquisa sobre os muros construídos 
contra a imigração que separam a Espanha do Marrocos. Em seguida, responda às 
questões. 
 1 Quais são os principais motivos que fazem com que as pessoas deixem seu país 
de origem?
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 49 10/03/15 10:35
50 Unidade 2
 
 2 Por que outros países, além da Espanha, começaram a controlar suas fronteiras?
Você estudou que a migração de pessoas de países menos desenvolvidos em 
direção aos mais desenvolvidos não é aceita de bom grado por muitos desses países. 
Contudo, tanto no passado como hoje, quando entra em crise, a Europa também 
“exporta imigrantes” para o mundo. Diante desse fato, o que você acha sobre 
todos os tipos de controle de entrada de imigrantes, como os muros e as barrei-
ras, que muitos países insistem em construir? Registre suas reflexões nas linhas 
a seguir.
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51Unidade 2
 
Atividade 1 – Conhecendo a pirâmide etária 
 1 A pirâmide etária é formada por dois gráficos: de um lado há a porcentagem de mulheres e, 
de outro, a de homens. No eixo central estão as idades de 0 a 100 ou mais, agrupadas em fai-
xas de cinco idades (0-4, 5-9 etc.), com exceção de 100 ou mais. Você consegue analisar a pirâ-
mide acompanhando o tamanho de cada barra, que corresponde à porcentagem de pessoas por 
faixa etária. 
a) A pirâmide revela que a maior parte da população europeia possui entre 20 e 59 anos, o que pode 
ser verificado destacando as idades nas quais as barras correspondentes são maiores. Ela mostra, 
também, que, nessas faixas etárias, a quantidade de homens e mulheres é relativamente equili-
brada, já que as barras possuem tamanhos semelhantes dos dois lados. Além disso, os extremos 
da pirâmide, entre 0 e 19 anos e entre 60 e 100 anos ou mais, possuem os menores percentuais de 
indivíduos, ou seja, são as menores barras do gráfico. 
b) A situação não é a mesma para homens e mulheres. Veja que a parte da população europeia que 
está entre 0 e 59 anos é equilibrada quanto ao sexo, uma metade é homem e a outra mulher, mas 
a população mais velha, entre 60 e 100 anos ou mais, é composta majoritariamente por mulheres.
 2 A pirâmide etária pode ajudar a entender o problema da aposentadoria desequilibrada na 
Europa quando se observa que parte da população − aquela localizada na faixa de 20 a 59 anos − 
é responsável pelas pontas da pirâmide, ou seja, pelas crianças, pelos adolescentes e pelos 
idosos. O aumento no número da população mais velha exige mais recursos do Estado para a 
manutenção das aposentadorias e para o oferecimento de serviços adequados aos idosos.
Atividade 2 – Os muros contra a imigração
 1 Os imigrantes que tentam acessar a Espanha, e então outros países do continente europeu, 
pelo Marrocos, que fica na África, estão, em geral, à procura de melhores condições de vida, 
buscando escapar de situações precárias de sobrevivência ou de situações de conflito, como 
guerras civis.
 2 Muitos países aumentam o controle das fronteiras com o objetivo de impedir a entrada de 
imigrantes à procura de melhores condições de vida, em especial em busca de trabalho. Na 
França e na Alemanha, por exemplo, os períodos de crise têm intensificado a xenofobia e tor-
nado mais rígido o controle de entrada de imigrantes. No entanto, em outros períodos, esses 
países incentivaram a imigração em razão da falta de trabalhadores para determinados postos 
de trabalho.
Hora da CHeCagem
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52 Unidade 2
 
 
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Temas
1. Continente asiático: aspectos naturais e humanos
2. a construção dos espaços no continente asiático
introdução
Nesta Unidade, você vai conhecer algumas características da Ásia relativas 
aos aspectos físicos, sociais, políticos e econômicos. Serão apresentadospaíses e 
regiões que possuem maior relevância para a economia e política internacionais, 
com foco nos recursos físicos, no clima e nas peculiaridades do continente ligadas 
à cultura. 
T e m a 1
Continente asiático: 
aspectos naturais e humanos
Neste Tema, você estudará os principais aspectos físicos da Ásia, como o 
relevo, a hidrografia, a vegetação e o clima.
Quando se fala em Ásia, qual é a primeira ideia ou imagem que lhe vem à 
mente? Você teve contato com notícias recentes que tratam de países asiáticos? 
Algum acontecimento em especial faz você se lembrar desse continente? Caso 
sim, qual? 
Registre suas reflexões nas linhas a seguir.
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54 Unidade 3
 
 aspectos naturais do continente asiático
A Ásia conta com uma superfície de mais de 44 milhões de km², sem incluir 
a parte europeia da Rússia e da Turquia (países que pertencem aos dois conti-
nentes). Em 2012, segundo dados da Agência de Referência Populacional, a Ásia 
apresentava a maior população mundial, com 4,26 bilhões de pessoas, divididas 
em 49 países e sete áreas coloniais.
Essa diversidade do continente com-
preende várias regiões muito diferentes do 
ponto de vista étnico, linguístico, econô-
mico, político e cultural: o Oriente Médio; o 
Decã (um extenso planalto onde se inclui a 
porção centro-sul da Índia); a grande massa continental centro-norte (que com-
preende a China, a Mongólia e a parte asiática da Rússia); o Leste Asiático (na 
Península da Indochina); além de toda a vasta e numerosa porção insular, ou 
seja, a área composta por ilhas, como é o caso do Japão. 
O território asiático situa-se na região orien-
tal do planeta, quase totalmente no Hemisfério 
Norte − somente uma parte da Indonésia está 
no Hemisfério Sul. Por sua grande extensão les-
te-oeste, o continente abrange 11 fusos horários. 
A Ásia possui uma cadeia de montanhas ele-
vadas chamada Cordilheira do Himalaia. Essa 
cordilheira é como uma muralha natural entre a 
China e o sul do continente, com mais de 2.300 km 
de extensão. Nela estão alguns dos picos mais altos 
Sempre que você for ler um texto, lembre-se de prestar atenção no título e 
de identificar as palavras que não conhece. Outro recurso que pode auxiliá-lo 
é grifar as ideias-chave. Para isso, leia o texto uma vez pensando na seguinte 
questão: Do que trata esse texto? Depois, retome a leitura e grife as informa-
ções que julgou essenciais para responder à pergunta e compreender as ideias 
principais do texto.
Cada uma das 24 zonas horárias 
imaginárias que “cortam” o planeta 
de norte a sul, definidas no final 
do século XIX para padronizar as 
24 horas de um dia em diferentes 
lugares do planeta. Geralmente, 
nas regiões da Terra que pertencem 
a um mesmo fuso horário, a hora 
é a mesma. No sentido oeste-leste, 
cada fuso representa uma hora 
a mais que o fuso anterior (Veja 
Orientação de estudo, p. 56-59).
Fuso horário
A China e a Índia também são os paí-
ses mais populosos do mundo, com 
mais de 1 bilhão de habitantes cada.
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55Unidade 3
 
do planeta, como o Monte Everest – o ponto mais alto do relevo da Terra, com mais de 
8.800 metros de altitude −, o K2 e o Lhotse, ambos também com mais de 8 mil metros 
de altitude.
Outra forma de relevo encontrada na Ásia é a 
depressão – forma de relevo mais baixa do que as 
áreas ao redor. São exemplos o Mar Morto − onde 
está a maior depressão do globo, situada a mais de 
390 metros abaixo do nível do mar −, no Oriente 
Médio, e o Mar Cáspio, no norte do Irã. 
No continente existem, ainda, planícies com pouca 
variação de altitude, sendo planas e baixas e, em 
geral, utilizadas para agricultura. As planícies mais 
importantes são a Siberiana (situada na Rússia), a da China e a da Mesopotâmia. 
Esta última apresenta intensa atividade agrícola − principalmente na produção 
de grãos, como o trigo − e, por causa de sua grande fertilidade, é conhecida como 
Crescente Fértil. Foi nessa região que os arqueólogos estimaram que tenha se reali-
zado o primeiro cultivo agrícola da humanidade.
A Ásia é banhada por três oceanos – o Glacial Ártico, ao norte, o Índico, 
ao sul, e o Pacífico, ao leste – e também pelo Mar Vermelho, que se comunica 
com o Mar Mediterrâneo através do Canal de Suez. O Oceano Pacífico, espe-
cialmente, tem grande importância para o continente, pois liga países como 
o Japão, a China e a Indonésia, permitindo grande fluxo de mercadorias e de 
pessoas.
No Oriente Médio, existem dois golfos utilizados 
para navegação comercial: o Pérsico e o de Omã. É 
pelas águas desses golfos que a produção de petróleo 
da região é enviada para muitos países.
As penínsulas compõem outro aspecto físico 
importante do continente. A Península Arábica, a da 
Indochina, a da Coreia e a Indo-Gangética são as mais 
conhecidas.
Há também diversos arquipélagos, ou seja, conjuntos de ilhas, como o da 
Indonésia, das Filipinas e do Japão, que fazem parte do Círculo de Fogo do 
Pacífico, região de intensa atividade vulcânica e de terremotos.
Algumas denominações 
de certas regiões da Ásia, 
como Oriente Médio, foram 
criadas tendo como refe-
rência a local ização da 
Europa. Por isso, são tidas 
como eurocêntricas, ou 
seja, colocam a Europa no 
centro do mundo.
Tipo de reentrância de 
grande porção de mar, 
similar a uma grande 
baía, cercada de terra 
à frente e pelos lados, 
geralmente em formato 
de ferradura.
Golfo
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56 Unidade 3
 
Você já pensou por que os horários são diferentes nos diversos lugares do 
mundo? Afinal, na Ásia, por exemplo, se é meia-noite em Jerusalém (Israel), já são 
7 horas da manhã em Tóquio (Japão).
Por que isso acontece?
Como você sabe, a Terra é uma esfera que demora cerca de 24 horas para dar 
uma volta completa em torno de si mesma (o chamado movimento de rotação), 
o que faz com que esteja claro em alguns lugares enquanto ainda está escuro em 
outros. Foi por esse motivo que se definiu que um dia completo tem duração de 24 
horas. Mas como saber a hora em cada lugar do globo?
A resposta a essa pergunta leva a uma importante convenção humana: os 
fusos horários. 
Para acompanhar o movimento de rotação da Terra, o planeta foi dividido em 
24 faixas imaginárias verticais (ou fusos horários), cada uma delas equivalendo 
a uma hora do dia. Desse modo, seria a mesma hora nos territórios que estão no 
mesmo fuso horário.
Mas qual seria o “fuso horário zero”, a partir do qual as demais horas seriam mar-
cadas? O escolhido foi aquele pelo qual passa o Meridiano de Greenwich. Em relação 
a esse fuso horário, as horas são atrasadas a oeste e adiantadas a leste, como você 
pode perceber no mapa da página a seguir. Ou seja: subtrai-se 1 hora a cada novo fuso 
a oeste, enquanto se soma 1 hora a cada novo fuso a leste. Por exemplo, quando for 
meia-noite em Greenwich, serão 23 horas no primeiro fuso a oeste e 1 hora no pri-
meiro fuso a leste. 
Linhas imaginárias traçadas de norte a sul no globo terrestre, correspondendo aos 360o de cir-
cunferência da Terra. O Meridiano de Greenwich foi escolhido como meridiano 0o, em homena-
gem à cidade de Greenwich, na Inglaterra, onde existe um importante observatório astronômico. 
Tomando o meridiano central como referência, são estabelecidas medidas que localizam pontos 
180o para leste e 180o para oeste. Com os paralelos – que são as linhas imaginárias que “cortam” 
horizontalmente o planeta, a partir da linha do Equador –, os meridianos possibilitam a localiza-
ção de qualquer ponto na superfície terrestre.
Meridianos
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58 Unidade 3
 
Nesse mapa, também é possível observar que a definição dos horários oficiais dos 
países não é uma tarefa simples. Para facilitar a vida da população, os fusos tiveram de 
ser ajustados, seja adotando horários “quebrados” (como na Índia), seja deslocando os 
“limites” do fuso para englobar todo um país ou território (como no Japão e na China).
Ainda assim, alguns países possuem mais de um fuso horário, como é o caso do 
Brasil. Desse modo, em alguns Estados brasileiros, a hora não será a mesma que a 
de Brasília, fuso horário de referência nacional. Observe, a seguir, o mapa 1. Quando 
em Brasília, por exemplo, forem 11 horas, em Rondônia ainda serão 10 horas. Isso 
ainda se modifica com o horário de verão, adotado em alguns Estados, mapa 2. 
Nesse período, quando em Brasília forem 11 horas, em Rondônia serão 9 horas.
Para entender o fuso horário brasileiro, faça o exercício a seguir.
Imagine que o Campeonato Brasileiro de Futebol terá jogos em diversos Estados 
do País para aproveitar os estádios da Copa do Mundo. O estádio Arena Amazônia, 
em Manaus (AM), receberá alguns jogos, que todos os brasileiros vão querer acom-
panhar. Para não perdê-los, é importante ficar atento ao fuso horário.
Um dos jogos transmitidos ao vivo desse estádio será São Paulo × Santa Cruz, 
às 15 horas.
•	Que horas serão em Rio Branco (AC), Cuiabá (MT), Salvador (BA), São Paulo (SP) e 
Fernando de Noronha (PE)? Analise atentamente o mapa 1 e preencha a primeira 
coluna da tabela da página a seguir.
•	Se esse jogo fosse durante o horário de verão, que horas seriam em cada uma des-
sas localidades? Preencha a segunda coluna da tabela analisando o mapa 2.
observatório nacional. ministério da Ciência, Tecnologia e inovação (mCTi). disponível em: <http://pcdsh01.on.br/fusobrasil.htm>. acesso em: 29 abr. 2014.
mapa original (base cartográfica com generalização; algumas feições do território nacional não estão representadas). 
Mapa 1: sem horário de verão
Brasil: fusos horários
Mapa 2: com horário de verão
UTC –5 horas UTC –4 horas UTC –3 horas UTC –2 horas UTC –5 horas UTC –4 horas UTC –3 horas UTC –2 horas
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59Unidade 3
 
Utilize as linhas a seguir para organizar suas contas.
Cidade Sem horário de verão Com horário de verão
Manaus (AM) 15h00 15h00
Rio Branco (AC)
Cuiabá (MT)
Salvador (BA)
São Paulo (SP)
Fernando de Noronha (PE)
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60 Unidade 3
 
aTividade 1 Conhecendo o relevo da Ásia
Observe, na próxima página, o mapa Ásia: físico. Acompanhe a linha vermelha no 
mapa e responda:
 1 Por quais formas de relevo a linha vermelha passa? Descreva as características 
dessas formas de relevo.
 2 Por quais mares e penínsulas ela passa?
Para você conhecer melhor o continente asiático veja o mapa Ásia: político 
(p. 62), no qual você conseguirá identificar alguns dos países desse continente. 
Poderá localizar os países tratados nesta Unidade, como a China, a Índia, a 
Rússia e o Japão. Algumas regiões não possuem no mapa o nome de seus paí-
ses destacados, isso ocorre, pois a Ásia é muito extensa e o IBGE faz mapas 
separados para a região do Sudeste Asiático e do Oriente Médio, região que 
você estudará no Tema 2 desta Unidade. 
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63Unidade 3
 
Hidrografia
Parte das águas dos rios asiáticos vem principalmente da Cordilheira do 
Himalaia e do Planalto do Tibet, procedentes do derretimento da neve das mon-
tanhas. As águas das chuvas que caem durante o verão, principalmente no Sul e 
no Sudeste Asiático, também influenciam muito a formação desses rios. São as 
chuvas de monções, que têm altos índices pluviométricos, ou seja, grande quan-
tidade de precipitação de água. 
Muitas áreas densamente povoadas na Ásia são próximas aos vales e à foz 
de rios que desembocam no mar. Alguns deles são de grande extensão, como o 
Ganges e o Indo, que passam pela Índia, e o Huang Ho, que atravessa boa parte 
do território chinês. O Rio Ganges, por exemplo, nasce na Cordilheira do Himalaia 
e deságua no Golfo de Bengala, onde forma um grande 
delta. É um rio muito importante para a agricultura na 
Índia e possui grande significado para a religião hindu.
Há, também, vários mares e lagos no continente, 
como o Mar Cáspio (entre o Irã, o Turcomenistão, o 
Casaquistão, a Rússia e o Azerbaijão) e o Lago Baikal (na 
Rússia). É importante lembrar a tragédia do Mar de Aral, 
entre o Casaquistão e o Uzbequistão, que perdeu cerca de ⅔ de sua superfície 
com a drenagem da água para irrigação, ainda no período da União das Repúblicas 
Socialistas Soviéticas (URSS).
Clima e vegetação
A Ásia possui grandes contrastes cli-
máticos em razão das diferenças entre 
maritimidade e continentalidade . Há 
regiões muito úmidas e outras muito 
secas. 
Essas características condicionam 
fortemente a vegetação da região, como 
é possível confirmar pela análise dos 
mapas da página a seguir.
Maritimidade
Influência dos oceanos nas regiões 
mais próximas deles. As águas do mar 
podem aumentar a umidade e diminuir 
a variação de temperatura das cidades 
litorâneas. 
Continentalidade
Influência do continente nas regiões mais 
distantes do oceano. Essas áreas geral-
mente são mais secas e possuem maior 
variação de temperatura.
Glossário
Tipo de desembocadura 
do rio no mar, formada 
por diversos canais 
(como braços) e ilhas. 
O solo ao redor é fértil 
e, portanto, muito uti-
lizado para agricultura.
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do?atlasname=Classroom%20atlas>; goode’s World atlas. disponível em: <http://education.randmcnally.com/classroom/action/
getmapListByatlas.do?atlasname=goode!s%20World%20atlas>. acessos em: 21 mar. 2014. mapas originais. Tradução: mait Bertolo. 
Ásia: clima e vegetação
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65Unidade 3
 
Algumas regiões são muito frias – por exemplo, as terras próximas ao Polo 
Norte e as montanhas, sobretudo na Cordilheira do Himalaia − e apresentam vege-
tação rasteira, como a tundra, e florestas de taiga, com predominante presença de 
pinheiros. Já outras regiões têm clima desértico, como o Oriente Médio, a Mongólia 
e a porção ocidental da China. 
Os desertos quentes encontram-se no Irã e na Arábia, enquanto os frios estão 
na Mongólia e na China, como o Deserto de Gobi. Assim, por causa do clima árido 
dessa região, espalham-se as vegetações de estepes e desérticas, formadas por 
grama e vegetação rasteira, sem árvores. Esses desertos abrigam também pontos 
com alguma umidade em razão da presença de água abaixo do solo, constituindo 
verdadeiros oásis com diversas espécies de vegetais e animais.
A Ásia possui, em porções do sul e sudeste, clima tropical de monções, cuja prin-
cipal característica é o clima seco durante o inverno, altas temperaturas e chuva em 
grande quantidade no verão. Essas chuvas sempre alagam cidades, como Bangalore, 
na Índia, e algumas do Nepal, e, apesar de devastadoras para as áreas que atingem, 
são indispensáveis para a agricultura asiática, principalmente para a cultura de arroz. 
O que provoca esse efeito são os ventos monçônicos, que, no verão do Hemisfério 
Norte (entre junho e setembro), trazem a umidade dos oceanos para o continente. No 
inverno (entre dezembro e março), esses ventos sopram do continente para o oceano, 
ocasionando o clima seco e frio.
Também se apresenta na Ásia, principalmente nas ilhas que compõem a 
Indonésia, no Sudeste Asiático, o clima equatorial. Esse clima, com altas tem-
peraturas e regime de monções, é propício para a formação de florestas equato-
riais e tropicais. Nessa região, há intensa extração de madeira, cuja consequência 
direta é a redução desse tipo de vegetação.
O clima subtropical, que ocorre na Península da Coreia e no Japão, está asso-
ciado à presença deflorestas temperadas, com predomínio de árvores coníferas, 
como os pinheiros, as árvores típicas do Natal. As temperaturas médias situam-se 
em torno de 20 oC, sendo mais baixas durante o inverno. 
O clima Tropical de Monções, presente na Ásia Meridional, pode ser caracterizado da seguinte forma:
a) verão quente e chuvoso e inverno seco.
b) verão quente e seco e inverno rigoroso e longo.
c) verão brando, inverno rigoroso e alto índice pluviométrico o ano todo.
d) verão brando, inverno brando e chuvoso.
e) verão quente e chuvoso e inverno longo e chuvoso.
mackenzie, 2006. disponível em: 
<http://www.vestibularmackenzie.com.br/siteantigo/resolu%e7ao_106/13_12/index_1312.htm>. acesso em: 29 abr. 2014.
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66 Unidade 3
 
Orientação de estudo
Para chegar ao horário do jogo nos diferentes Estados, é necessário, primeiro, olhar o mapa 1 
e perceber que o Brasil está pintado de quatro cores diferentes, cada uma delas representando 
uma faixa de fuso horário. Também é preciso lembrar uma importante informação do texto da 
Orientação de estudo: a cada novo fuso na direção oeste, subtrai-se 1 hora, e, a cada novo fuso a 
leste, soma-se 1 hora. Os Estados mais à esquerda no mapa, como o Acre, estão mais a oeste, e os 
Estados mais à direita, mais a leste. Assim, tendo às 15h00 de Manaus como referência, é possível 
calcular que, a cada cor diferente a oeste, o jogo começará 1 hora antes, e, a cada cor diferente a 
leste, 1 hora depois. Veja na tabela as respostas preenchidas na primeira coluna. 
Para preencher a segunda coluna, deve-se ficar atento às mudanças do mapa 2, pois, com o horário 
de verão, o fuso horário brasileiro sofre alterações. No entanto, é só perceber as mudanças nas 
cores e fazer novamente os cálculos, chegando às respostas a seguir.
Cidade Sem horário de verão Com horário de verão
Manaus (AM) 15h00 15h00
Rio Branco (AC) 14h00 14h00
Cuiabá (MT) 15h00 16h00
Salvador (BA) 16h00 16h00
São Paulo (SP) 16h00 17h00
Fernando de Noronha (PE) 17h00 17h00
Atividade 1 – Conhecendo o relevo da Ásia
 1 Para responder à questão, observe as características dos lugares por onde passa a linha vermelha, 
em especial as diferentes altitudes (baixas em verde, as mais altas em lilás) dessas regiões. Assim, ao 
observar o mapa de oeste para leste (da esquerda para a direita), você notará que a linha vermelha 
passa pelas seguintes formas de relevo: Planalto do Decã, Cordilheira do Himalaia e Planalto do Tibet. 
Além desses, existem outros relevos não destacados no mapa, dentre eles o Planalto da Arábia, o 
Planalto do Irã, a Planície do Ganges, o Planalto da Mongólia, a Planície da China Oriental e planícies 
em ilhas da Indonésia. Se você quiser saber mais sobre esses relevos, pesquise sobre eles em atlas e 
na internet.
 2 A linha vermelha passa, de oeste para leste (da esquerda para a direita), pelo Oceano Índico 
(Golfo de Bengala), Mar do Japão, Mar da China Oriental e Mar da China Meridional.
Desafio
Alternativa correta: a. Conforme o texto Clima e vegetação, o clima tropical de monções é caracte-
rístico da Ásia, sendo marcado por clima seco durante o inverno e chuva em grande quantidade 
no verão.
Hora da CHeCagem
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67Unidade 3
 
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68
 
introdução
Já foram apresentadas as principais características físicas da Ásia. Agora, você 
vai estudar aspectos socioespaciais desse continente, especialmente das regiões e 
dos países cuja economia tem maior relevância no contexto internacional.
O continente asiático é marcado por grande diversidade, tanto dos pontos de 
vista econômico e social como do cultural. Isso se expressa, por exemplo, nos 
Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) dos países e também, no caso cultural, 
na grande variedade de línguas faladas.
Você já ouviu falar em Oriente Médio? Conhece países que se localizam nessa 
região do continente asiático? Em sua opinião, quais são as relações entre essa região, 
com suas grandes reservas de petróleo, e o restante da Ásia?
Registre nas linhas a seguir o que você já sabe sobre esse assunto.
T e m a 2 a construção dos espaços no continente asiático
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69Unidade 3
 
 o oriente médio
O Oriente Médio possui uma área de mais de 6 milhões de km² e está situado 
num ponto estratégico, entre a Europa e quase todo o restante do continente asiá-
tico, além de fazer fronteira com a África. Nessa região originou-se a civilização 
mesopotâmica, às margens dos Rios Tigre e Eufrates, onde ocorreram as primeiras 
atividades de agricultura da humanidade. Nela também surgiram e desapareceram 
outras civilizações.
Em quase todos os países do Oriente Médio, a religião muçulmana é majoritária, 
à exceção de Israel, com maioria judaica. A região é cenário de vários conflitos e 
guerras há muitos anos, por motivos territoriais, religiosos, políticos e econômicos.
Muitos dos grandes conflitos são motivados pelo petróleo, a principal 
riqueza do Oriente Médio. Assim, diversos países, como o Iraque, tornaram-se 
alvo dos Estados Unidos da América (EUA) e de países da Europa, que buscam, 
pelo poder da força, dominar suas reservas.
A economia de boa parte dos países da região é dependente da exportação do 
petróleo. Embora seja um negócio bastante lucrativo hoje, essa falta de diversi-
ficação da produção tende a gerar problemas futuros, como o esgotamento das 
reservas e a falta de estímulo para uma produção industrial diversificada. Os 
países do Oriente Médio também exportam outros produtos primários e contam 
com agricultura de subsistência, especialmente por causa do clima desértico, que 
impede a produção em algumas áreas. Além disso, existem muitos problemas 
sociais vinculados à desigualdade na distribuição de renda e à ausência de algu-
mas liberdades civis entre a população, principalmente a feminina.
aTividade 1 o petróleo e o oriente médio
Procure recordar notícias que você já viu ou ouviu sobre os conflitos no 
Oriente Médio, em especial os que envolvem a produção e a comercialização do 
petróleo. Lembre-se:
•	a maioria dos países produtores de petróleo está envolvida em algum conflito 
armado. Isso ocorre, em geral, por serem alvo do interesse das grandes corpora-
ções petrolíferas pertencentes às nações mais ricas do Ocidente (particularmente 
os Estados Unidos), as quais enviam tropas ao Oriente Médio para defender seus 
interesses econômicos, ainda que o discurso oficial seja justificado por atos e 
motivações em “defesa da democracia” e pela “luta contra o terrorismo”; e
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 69 10/03/15 10:35
70 Unidade 3
 
•	a extração e a comercialização do petróleo geram fortunas aos países produ-
tores, mas esse lucro se concentra nas mãos de uma restrita elite econômica 
e política. Desse fato, é possível verificar duas consequências: embora varie 
muito entre os países, de modo geral, a maioria da população vive na pobreza, 
sem acesso a serviços públicos básicos e com baixa qualidade de vida, e a con-
centração do poder econômico acaba refletindo na concentração do poder polí-
tico, o que tende a gerar sociedades menos democráticas. 
Agora, com base no texto O Oriente Médio e considerando o mapa da próxima 
página, responda às questões propostas. Lembre-se de observar com atenção o que 
significam as cores, as linhas e os símbolos utilizados.
 1 Quais são as consequências mais importantes da extração petrolífera para essa 
região?
 2 Quais são as causas dos principais conflitos nessa região? 
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 70 10/03/15 10:35
 
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72 Unidade 3
 
 a China
A China possui estrutura industrial diversificada, exportando grandes quanti-
dades de bens industrializados e matérias-primas, além de demandar numerosa 
quantia de produtos para seu volumoso e crescente mercado consumidor. O país 
também possui um significativo contingente populacional que trabalha em ativi-
dades agrícolas.
Há mais de uma década o crescimento chinês tem sido o mais expressivo no 
mundo. Sua abertura econômica, com a criação de Zonas Econômicas Especiais 
(ZEEs), para receber empresas estrangeiras e realizar intenso comércio com outros 
países, contrasta com o fato de o partido que comanda o país ser comunista, já que 
esse regime, por princípio, é contra o livre mercado e a propriedade privada. Por 
outro lado, a China enfrenta diariamente o desafio de alimentar sua população. Em 
2012, possuía, segundo a Agência de Referência Populacional, 1,35 bilhão de habi-
tantes, aproximadamente ⅓ deles vivendo abaixo da linha da pobreza. 
Até a década de 1970, o país era governado por Mao Tsé-Tung, fundador do 
Partido Comunista, cuja liderança fazia da China um território impenetrável comer-
cialmente. A partir de 1976, com a morte de Mao, Deng Xiaoping assumiu a lide-
rança do partido e, aos poucos, foi abrindo a economia para a entrada de capital e de 
empresas estrangeiras, mas isso para algumas regiões especiais que foram criadas 
para a inserção da economia de mercado, as ZEEs. Assim, as taxas de crescimento 
econômico aumentaram e, hoje, estão entre as maiores do planeta − em torno de 8% 
em 2012, segundo dados do Banco Mundial. Esse aumento se deve principalmente 
aos baixos preços das mercadorias produzidas em seu território. 
Além dos grandes volumes de investimentos estrangeiros para potencializar 
esse poder de venda, a produção de mercadorias a preços reduzidos somente é 
possível em razão dos baixíssimos salários pagos nas indústrias chinesas, além do 
fato de os empregados serem submetidos a extensas jornadas de trabalho. Por isso, 
é muito difícil para outros países concorrer com a China.
Geografia − Volume 4
Fontes de energia
Esse vídeo apresenta aspectos do consumo mundial e o esforço dos países na produção de 
energia. Além disso, vai aprofundar seus conhecimentos sobre petróleo e também sobre fontes 
alternativas de energia, tema recorrente nos dias atuais.
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 72 10/03/15 10:35
73Unidade 3
 
aTividade 2 a produção de mercadorias na China
Muito se elogia a China como potência econômica em ascensão ou como 
grande produtora industrial de bens de consumo. No entanto, omite-se que os tra-
balhadores chineses são extremamente explorados para que isso aconteça.
Reflita a respeito e responda às questões a seguir.
 1 Dê alguns exemplos de produtos chineses que você conhece e o preço deles. Em 
seguida, compare-os com produtos similares feitos no Brasil ou em outros países.
 2 Em sua opinião, por que os produtos chineses são mais baratos que os brasilei-
ros e os importados de outros países? 
 o Japão
O Japão é um país formado por um conjunto de milhares de ilhas, com exten-
são de mais de 377 mil km². Está localizado no extremo leste da Ásia e ocupa um 
lugar de instabilidade geológica, o Círculo de Fogo do Pacífico, onde frequente-
mente ocorrem vários terremotos e há vulcões em atividade. 
As ilhas mais importantes, que correspondem a 97% do território, são 
Hokkaido, Honshu, Shikoku e Kyushu. O território japonês possui grandes exten-
sões montanhosas, e, conforme a Agência de Referência Populacional, em 2012, 
sua população estava estimada em 127 milhões de pessoas. Levando em consi-
deração que grande parte do território não é propícia para a ocupação humana, a 
densidade demográfica do país é consideravelmente alta. 
O envelhecimento da população é um fenômeno importante no Japão. A ele-
vada expectativa de vida, aliada à queda da natalidade, é uma preocupação para 
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 73 10/03/15 10:35
74 Unidade 3
 
as autoridades, em razão dos gastos com saúde e previdência, além da necessidade 
de trabalhadores. 
Em relação à economia, aprodução de arroz e a pesca, voltadas ao consumo 
interno, são as atividades mais intensamente desenvolvidas no país, bem como as 
indústrias siderúrgica, naval e automobilística.
Até meados do século XIX, o Japão era organizado sob um sistema denominado 
xogunato, que se assemelhava ao feudalismo europeu. Logo depois, na chamada 
Era Meiji, foi instalado um poder imperial, e o país passou por um rápido processo 
de desenvolvimento econômico e de transformação de sua sociedade, com inves-
timentos em educação e em infraestrutura para modernização. Posteriormente, 
impulsionado por um forte nacionalismo, o Japão expandiu-se militarmente, con-
quistando vários territórios na Ásia e no Pacífico até a 2a Guerra Mundial, quando 
foi vencido pelos Estados Unidos.
Após a derrota e a destruição de duas cidades japonesas (Hiroshima e Nagasaki) 
por duas bombas atômicas ao final do conflito, os próprios EUA colocaram em prá-
tica várias ações que visavam auxiliar na reconstrução do Japão, contribuindo para 
a reorganização do povo japonês e para que o país recuperasse sua organização 
social, o que permitiu que mais tarde se tornasse uma potência econômica. Isso 
também atendia, evidentemente, aos interesses dos Estados Unidos em estabelecer 
bases no extremo oriente. 
A rápida recuperação do Japão foi possível graças às seguintes condições: 
•	quantidade abundante de trabalhadores disponíveis;
•	valorização do coletivo de trabalhadores;
•	investimentos sociais, como na educação;
•	apoio às empresas privadas; e
Após a 2a Guerra, as relações de trabalho no Japão, então ocupado por tropas dos EUA, foram 
marcadas por fortes lutas sindicais. Com as dificuldades existentes no período, houve demissões 
e rupturas no sistema de emprego vitalício, baseado na fidelidade do trabalhador à empresa. 
Uma das conquistas trabalhistas foi a de aumentar progressivamente os salários em função da 
idade do trabalhador e do tamanho de sua família. De outro lado, estimulada pelos ocupantes 
estadunidenses, houve também repressão a líderes e movimentos reivindicatórios inspirados 
em ideologias comunistas.
fonte: WaTanaBe, susumu. o modelo japonês: sua evolução e transferibilidade. revista de administração, são Paulo, v. 31, n. 3, p. 13-14, jul.-set. 1996.
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 74 10/03/15 10:35
75Unidade 3
 
•	auxílio financeiro e econômico dos Estados Unidos, que temiam o avanço da 
influência da União Soviética sobre os países destruídos na 2a Guerra Mundial.
Apesar do restabelecimento econômico, político e social do país, hoje a China já 
ultrapassa economicamente o Japão. Na esfera social, porém, o Japão está em situa-
ção muito melhor do que a China e entre os melhores do mundo, pois conta com 
relativa igualdade social, alta expectativa de vida e altas taxas de alfabetização. 
 os Tigres asiáticos
A diversificação econômica e o surpreendente índice de industrialização 
durante os anos 1980 caracterizam os Tigres Asiáticos, compostos por Coreia do 
Sul, Taiwan, Cingapura e Hong Kong (região administrativa especial da China, que 
antes era território e colônia inglesa). 
Os Tigres Asiáticos estão economicamente muito integrados com os atuais paí-
ses centrais do sistema capitalista, como Estados Unidos, China e Japão, e hospe-
dam várias filiais de empresas estrangeiras. Um grande problema que enfrentam, 
porém, é que muitas dessas empresas pagam baixos salários e seus funcionários 
têm pouco acesso aos direitos trabalhistas.
 a Índia
Com um parque industrial variado, a Índia exporta 
bens industrializados, principalmente softwares e outras 
mercadorias ligadas à informática. O país tem tradi-
ção em formação profissional qualificada nos ramos de 
engenharia, informática e matemática, o que contribui para o desenvolvimento 
desse setor. Além disso, também exporta produtos primários, como trigo e arroz.
A Índia é o segundo país mais populoso do planeta, com 1,25 bilhão de habitan-
tes, de acordo com dados de 2012 da Agência de Referência Populacional. Apesar do 
recente e significativo crescimento econômico, incluindo a ascensão de milhões de 
pessoas à classe média, apresenta uma das piores distribuições de renda do mundo. 
Dados publicados no Banco Mundial em 2013 revelam que a Índia está entre as dez 
maiores economias do mundo, porém a maioria de seus habitantes é muito pobre. 
Segundo estimativas da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) dos 
Estados Unidos, cerca de 30% da população vivia abaixo da linha da pobreza em 2010.
O mapa Índia: densidade de população por Estado, na página seguinte, mostra a 
densidade da população do país, altamente concentrada nas maiores cidades, 
situadas, principalmente, nos vales dos Rios Indo e Ganges.
Programa de computador 
ou jogo de videogame.
Software
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 75 10/03/15 10:35
76 Unidade 3
 
Projeção Mercator
PAQUISTÃO
AFEGANISTÃO
TURCOMENISTÃO
IRÃ
CHINA
TADJIQUISTÃO
NEPAL
BUTÃO
BANGLADESH
MIANMA
SRI
LANKA
Ilhas Nicobar
TAILÂNDIA
UZBEQUISTÃO
G O L F O D E B E N G A L A
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Fontes:
Censo da Índia 2001; http://censusindia.net e
http://www.odci.gov/cia/publications/factbook
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Densidade (hab/km2)
dados de 2001
Trópico de Câncer Mizoram
Bengala Ocid.
Bihar
Uttar Pradesh
Délhi
 
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Haryana
Uttarakhand
Chandigarh 7 903
Punjab
Himachal Pradesh
Jammu
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Caxemira
Sikkim
Jharkhand
Orissa
Madhya Pradesh
Chhattisgarh
Andhra Pradesh
Rajasthan
Diu
Gujarat
Daman
Dadrá e Nagar Haveli
Maharashtra
Goa
Karnataka
Kerala
Ilhas Laquedivas Pondicherry
Tamil Nadu
Tripura
Manipur
Meghalaya
Nagaland
Assam
Arunachal
Pradesh
500 km
Índia: densidade de população por Estado
Ilhas Andaman
La doCUmenTaTion française. Questions internationales, n. 15, set.-out. 2005. disponível em: 
<http://cartographie.sciences-po.fr/fr/inde-densit-de-population-par-tats-2001>. acesso em: 21 mar. 2014. mapa original. Tradução: renée Zicman.
A precariedade das condições de vida da população indiana agrava-se com as 
profundas diferenças étnicas e religiosas do país. O sistema de castas, comum 
na Índia, é uma divisão social baseada na diferenciação de famílias e grupos pela 
“pureza de origem” e cor da pele, que classifica as pessoas de acordo com sua ori-
gem familiar e local de nascimento. 
Esse sistema, apesar de abolido oficialmente pelo governo indiano em 1950, 
tem herança milenar e continua influenciando essa organização social baseada 
em direitos desiguais para pessoas pertencentes a castas diversas. As pessoas pos-
suem status sociais muito diferenciados e, de acordo com sua casta, podem ocupar 
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77Unidade 3
 
certos cargos e exercer determinadas funções. Quem pertence às castas mais 
baixas, ou seja, a maioria da população do país, está destinado a servir às castas 
superiores, exercendo funções manuais e domésticas. 
 a rússia
A Rússia é o país com a maior extensão do planeta, com mais de 17 milhões de 
km². Em 2012, conforme dados da Agência de Referência Populacional, tinha mais 
de 143 milhões de habitantes, o que representa baixa densidade demográfica, em 
torno de oito habitantes por km².
Até 1991, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) era um 
conjunto de repúblicas, unidas por um governo central em Moscou, e a mais 
importante e poderosa delas era a Rússia. O país, governado sob o regime 
socialista, estabelecido desde 1917, tinha produção agrícola e industrial em 
poder do Estado e, portanto, as máquinas, as fábricas e os campos eram por 
ele administrados. Os investimentos nas indústrias de bens de produção, como 
metalúrgicas, siderúrgicas e petroquímicas, tinham prioridade, bem como a 
fabricação de armamentos − tática para garantir a defesa do território contra 
ospaíses capitalistas −, em detrimento de investimentos na indústria de bens 
de consumo.
A classe social mais relevante era a de trabalhadores das fábricas, já que o 
regime socialista estabelecido no país havia abolido a classe burguesa capitalista e 
organizava a sociedade de acordo com as demandas da classe operária. Portanto, 
a retomada da industrialização era uma estratégia para melhorar as condições 
de vida da população. Para se tornar uma potência militar, a URSS investiu forte-
mente em infraestruturas que existem até hoje, como edifícios públicos e indús-
trias, grandes rodovias e ferrovias, a exemplo da Transiberiana, que atravessa o 
país de oeste a leste, a Mongólia e a China.
Esse desenvolvimento com ênfase nas indústrias de base e bélica, porém, foi res-
ponsável por um desfalque na economia civil: não havia no país bens de consumo 
(como alimentos, eletrodomésticos, automóveis etc.) suficientes para a demanda 
interna. A separação da economia militar da economia civil explica a baixa produtivi-
dade e a má qualidade da indústria civil, bem como os reduzidos salários pagos por ela. 
Nas décadas de 1970 e 1980, ocorreram várias reformas políticas e econômicas que 
tentaram reverter o quadro de insuficiência produtiva e regularizar o abastecimento 
de mercadorias.
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 77 10/03/15 10:35
78 Unidade 3
 
Além disso, as repúblicas que faziam parte da URSS eram formadas por diver-
sos povos, etnias, idiomas e religiões, e começaram a surgir movimentos que luta-
vam pela independência.
Em decorrência desses problemas, no final da década de 1980 e ao longo da de 
1990, a Rússia e as demais repúblicas soviéticas passaram por intensas mudanças, 
em um conjunto de reformas denominadas perestroica. Com isso, houve a abertura 
econômica para indústrias estrangeiras, aumento da inflação e de preços de mer-
cadorias e de serviços, privatização de empresas estatais e crescimento do desem-
prego. Esses acontecimentos marcaram a transição da economia socialista para a 
capitalista e, em seguida, a fragmentação da União Soviética em várias repúblicas 
independentes, uma delas a própria Rússia.
Hoje, a principal atividade econômica russa é o extrativismo e a exportação de 
minério de ferro, petróleo e carvão, além da fabricação de máquinas pesadas.
Assim como em outros países que deixaram de fazer parte da URSS, a Rússia 
ainda apresenta problemas ligados ao fim do socialismo: parte da população vive 
em situação de pobreza e existem conflitos por controle de território. Ainda está 
por se construir no país um regime político democrático, com participação mais 
ativa da população.
Com o fim da URSS, surgiu a Comunidade dos Estados Independentes (CEI), na 
tentativa de descentralizar o poder da Rússia com a independência das repúbli-
cas e a consequente criação de países, como a Ucrânia, a Geórgia e o Casaquistão. 
Porém, internacionalmente, a Rússia tomou o lugar da antiga União Soviética em 
relação à economia, em especial quanto ao comércio de petróleo e gás natural. 
Chegaram ao país várias indústrias multinacionais, que viram na população a 
possibilidade de um grande mercado consumidor. Por outro lado, essa centraliza-
ção de poder na Rússia e sua política imperialista na região fizeram surgir inúme-
ros movimentos separatistas. Entre eles estão os da Chechênia, que proclamou 
sua independência em relação à Federação Russa em 1991, mas esse processo 
não foi reconhecido internacionalmente. Nos anos seguintes, a região foi palco 
de sucessivos conflitos entre russos e chechenos. 
O mapa a seguir expõe as principais dinâmicas ligadas às fontes de energia 
mais importantes na Rússia. Preste atenção na legenda, nas linhas e nos ícones de 
diferentes cores, assim como nas áreas coloridas de verde, amarelo e lilás.
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80 Unidade 3
 
aTividade 3 Conhecendo a rússia
De acordo com o que foi estudado até aqui e com seus conhecimentos anterio-
res, responda:
 1 Quais são as principais diferenças entre a Rússia atual e a URSS? E por que a 
URSS foi dissolvida?
 2 Faça uma pesquisa (na internet, em revistas, jornais ou livros) sobre a Rússia 
atual e suas relações econômicas e políticas com os países vizinhos. Leve em conta 
a importância dos recursos energéticos que o país detém.
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81Unidade 3
 
Atividade 1 – O petróleo e o Oriente Médio
 1 Uma das consequências da extração petrolífera para o Oriente Médio é a geração de riqueza, 
pois se trata de um produto muito valorizado e utilizado na produção de energia e de diferentes 
mercadorias. Entretanto, as reservas de petróleo são finitas e a falta de diversificação na produção 
tende a trazer problemas à organização social e econômica da região.
 2 Os conflitos na região têm como principal motivo as disputas pelo controle das reservas de 
petróleo ou dos canais de distribuição do produto. 
Se você teve dificuldade para fazer essa atividade ou se ainda tiver dúvidas sobre esse assunto, retome 
o texto O Oriente Médio, especialmente os dois últimos parágrafos, no quais são discutidos esses tópicos.
Atividade 2 – A produção de mercadorias na China
 1 Você pode ter citado vários produtos chineses que já consumiu e os respectivos preços. Por 
exemplo, os brinquedos, em geral, custam menos da metade de um brinquedo produzido em uma 
fábrica brasileira. Da mesma forma, grande parte das roupas que se consome no Brasil (calças, 
camisas, camisetas, meias etc.) vem da China. 
Se você tiver dúvida sobre a procedênciade um produto, procure essa informação na embalagem 
ou nele próprio: por exemplo, Made in Brazil indica que o produto foi fabricado no Brasil; Made in 
China, na China, e assim por diante.
 2 Para responder à questão, retome o último parágrafo do texto A China e observe o argumento sobre 
a produção de mercadorias nesse país: a extrema exploração dos trabalhadores, que são submetidos a 
intensas jornadas e péssimas condições de trabalho, faz baixar o valor da produção de mercadorias, o 
que torna muito difícil a concorrência de outros países com os preços oferecidos pelos chineses.
Atividade 3 – Conhecendo a Rússia
 1 A URSS era composta por um conjunto de países socialistas, cujo centro do sistema estava loca-
lizado em Moscou, na Rússia. Atualmente, a Rússia é um país capitalista, completamente integrado 
à comunidade internacional de países capitalistas. 
A URSS foi dissolvida por causa do enfraquecimento do sistema socialista diante do capitalista. Os 
países socialistas, com exceção da China, da Coreia do Norte, do Vietnã e de Cuba, já não possuíam 
condições suficientes para sustentar aquela forma de organização social e econômica. Pressionados 
pelos países capitalistas, reorganizaram sua economia e seu sistema político.
 2 Você pode ter encontrado diversas informações na sua pesquisa. É possível observar que alguns 
países que compunham a URSS, com o fim do socialismo, ainda vivenciam conflitos ligados à busca 
de emancipação de algumas regiões, como no caso da Chechênia, pertencente à República Russa, e da 
Ossétia do Sul, região da Geórgia. Por esses dois territórios passa um importante gasoduto que trans-
porta gás para países da Ásia e da Europa. A Rússia atua nesses conflitos com o objetivo de manter sua 
influência sobre essas regiões e, principalmente, sobre o transporte de gás. Assim, o país reprime 
duramente as movimentações na Chechênia, pois não quer perder esse território; ao mesmo tempo, 
apoia as tentativas de separação da Ossétia do Sul da Geórgia, para manter boas relações nessa 
região. O poder e a influência dos russos na Ásia e na Europa se elevaram com a extração e a expor-
tação de recursos energéticos importantes, como o petróleo e o gás natural. 
Hora da CHeCagem
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82 Unidade 3
 
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 4 a África e a Oceania
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Temas
1. a África
2. dinâmicas demográficas e sociais na África
3. a Oceania: dinâmicas demo gráficas e aspectos socioeconômicos
introdução
Nesta Unidade, você vai conhecer as principais características físicas e humanas 
da África e da Oceania. Observará como esses continentes apresentam regiões e 
países com paisagens, culturas e populações diversas, além de aspectos políticos 
e econômicos bem distintos. 
T e m a 1a África
Neste Tema, você estudará o relevo, a hidrografia, o clima e a vegetação da 
África. Também poderá conferir as semelhanças desses aspectos naturais com os 
da América do Sul e como eles têm sido afetados pela ação humana.
Você já refletiu sobre as influências culturais exercidas pelos povos de outros 
continentes no Brasil? Pense, em especial, na importância da cultura africana para 
a cultura brasileira – a língua, a culinária, as danças, os mitos etc. trazidos pelos 
negros de origem africana escravizados no Brasil.
Quais outros elementos da cultura africana estão presentes no País? Registre 
suas reflexões nas linhas a seguir.
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84 Unidade 4
 
 O continente africano
O território do continente africano possui mais de 30 milhões de km² e popu-
lação de cerca de 1 bilhão de pessoas, conforme dados de 2012 da Agência de 
Referência Populacional. São 54 Estados independentes (com a inclusão recente 
do Sudão do Sul, independente em 2011), mas a maioria deles é economicamente 
carente e bastante frágil do ponto de vista político e social.
É importante lembrar que, histo-
ricamente, a África foi extremamente 
explorada por outros países, em espe-
cial pelos europeus e, mais recen-
temente, pelos Estados Unidos da 
América (EUA) e pela China. A atual 
situação de dependência social e eco-
nômica do continente tem forte rela-
ção com o processo de colonização.
Alguns territórios na África ainda pertencem a países de outros continen-
tes, como as ilhas Açores e Madeira (de propriedade de Portugal), Canárias (da 
Espanha) e Santa Helena (possessão do Reino Unido). Veja o mapa na próxima 
página, com a divisão política atual da África.
É comum haver confusão ao nomear a África 
como um país, e não como o que realmente 
é: um continente. Assim, pode-se cometer o 
erro de generalizar e homogeneizar culturas, 
territórios, povos, idiomas. 
Vale lembrar que existe um país chamado 
África do Sul, pertencente ao continente 
africano.
Durante a leitura de um texto, você pode registrar, em um caderno ou no com-
putador, as passagens que julgar importantes, para depois retomá-las. Além disso, 
pode fazer resumos dessas informações e comentar suas reflexões.
Essa técnica se chama fichamento e é um procedimento que vai ajudá-lo a 
estudar, pois possibilita o registro organizado de informações. 
Ao realizar um fichamento, é importante ter clareza de quais serão os objeti-
vos da leitura, ou seja, os aspectos que devem ser observados em um texto. Dessa 
forma, você registrará exatamente o que é necessário destacar. 
Agora é sua vez! Experimente fazer o fichamento dos textos a seguir.
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85Unidade 4
 
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África: político
iBge. atlas geográfico escolar. 6 ed. rio de Janeiro: iBge, 2012, p. 45. mapa original (supressão de escala numérica).
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Continentes e regiões do mundo 45
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Huambo Benguela 
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5º N
10º N
15º N
0 430 km
PROJEÇÃO CILÍNDRICA
EQUIDISTANTE MERIDIANA
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1
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Cabo Verde
Países da África
1
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Nota: A situação política da região de Abyei, entre o Sudão e Sudão do Sul, ainda não está determinada.
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 85 10/03/15 10:35
86 Unidade 4
 
aspectos naturais do continente africano
A África é atravessada pela linha do Equador em sua porção central e pelos 
trópicos de Câncer e de Capricórnio ao norte e ao sul, respectivamente. Assim, 
a maior parte do extenso continente africano está situada na zona intertropical. 
Além disso, o Saara, por ser o maior deserto quente do mundo, forma uma espécie 
de barreira natural que divide o meio físico do continente em duas partes distintas. 
Observe esses elementos no mapa África: físico, apresentado na próxima página.
relevo
A maior parte do continente é constituída por um imenso planalto. Há tam-
bém pontos altos nesse relevo, como os Montes Quilimanjaro (quase 6 mil metros 
de altitude) e Quênia (mais de 5 mil metros de altitude). Ao norte do Marrocos, 
da Argélia e da Tunísia, localiza-se a cadeia montanhosa do Atlas (mais de 4 mil 
metros), e ao sul, na África do Sul e em Lesoto, a cadeia dos Montes Drakensberg 
(mais de 3 mil metros). As planícies localizam-se próximas ao litoral ou às margens 
de alguns rios e são os locais mais povoados. 
Na faixa leste do continente, destaca-se o Vale do Rift (Rift Valley, em inglês), um 
grande vale formado por falhas nas placas tectônicas, que se estende de Moçambique 
(ao sul) até o Chifre da África (ao norte). É possível que essas falhas sejam indícios 
do processo de separação de placas tectônicas, que pode dividir o continente afri-
cano. Outras formações que resultam desse movimento são os picos elevados, caso 
do Quilimanjaro, e algumas atividades vulcânicas.
Falha 
Em Geologia, ruptura ou desnivelamento de camadas da crosta terrestre pela ação das forças 
internas. Tal processo gera formas de relevo como as escarpas ou paredões de rochas.
Placa tectônica
Cada uma das placas rochosas, muito rígidas, que formam a crosta terrestre. As placas tectônicas 
se movimentam em várias direções, com velocidades variadas, podendo assim se chocar umas 
com as outras e gerar terremotos, ou se afastar e gerar erupções vulcânicas.
Chifre da África
Região ao norte da África, composta pelos países Djibut, Etiópia, Somália, Quênia e Uganda. 
É assim chamada devido ao seu formato pontiagudo. 
Glossário
C A D E I A D O A T L A S
ERG DU TENERE 
GRANDE ERG OCIDENTAL 
GRANDE ERG ORIENTAL 
D E S E R T O
D A L Í B I A
DEPRESSÃO 
DE QATTARA 
DEPRESSÃO 
 DE NGAMI 
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D E S E R T O D A 
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MTE. AHAGGAR 
MTES. ADAMAOUA 
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CADEIA ARÁBICA 
OÁSIS 
DE KOUFRA 
PLANALTO 
DA 
ETIÓPIA 
PLANALTO DE 
TADEMAIT 
PLANALTO DE 
DJADO 
PLANALTO 
DE 
BAUCHI 
PLANALTO 
DE BIÉ 
PLANALTO 
DOS 
GRANDES LAGOS 
PLANALTO 
DE DARFUR 
PENÍNSULA 
DA SOMÁLIA 
B A C I A
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G 
QUÊNIA
5 199 m 
RAS DASHEN 
4 620 m 
THABANA NTLENYANA 
3 482 m 
CHAMPAGNE CASTLE 
3 650 m 
CAMEROON
4 100 m
TBUKAL
4 167 m
EMI KOUSSI 
3 415 m 
QUILIMANJARO
5 892 m
RUVENZORI 
5 119 m 
Is. Canárias 
Is. Comores 
I. Madeira 
São Tomé 
I. Socotra 
I. Zanzibar 
I. Príncipe 
I. de Madagascar 
Is. Seicheles 
L. Chade 
L. Kivu 
L. Niassa 
L. Tanganica 
Lago
Victoria
Lago Albert 
L. Kariba 
Lago 
Mweru 
L. Nasser 
L. Turkana 
L. Volta 
Benue 
Nilo Azul 
Chari 
Congo
Congo 
C
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Kasai 
Kasai 
Limpopo
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Niger Niger 
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Nilo
 
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Senegal 
Ubangi 
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Zambeze 
Zam
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Cuando 
Golfo de
Benguela
Golfo de Gabes
G. de Biafra
Golfo de Áden
Golfo da Guiné
G. de Benin
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Cabo 
Verde 
Cabo 
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EQUADOR 
TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO 
TRÓPICO DE CÂNCER 
EQUADOR 
Altitudes
Profundidades
Picos
4 000 m
3 000 m
2 500 m
2 000 m
1 500 m
1 000 m
 600 m
 400 m
 200 m
 100 m
 50 m
 0 m
- 1 000 m
- 2 000 m
- 3 000 m
- 4 000 m
- 5 000 m
- 6 000 m
- 7 000 m
- 8 000 m
O C E A N O
0 430 km
PROJEÇÃO CILÍNDRICA
EQUIDISTANTE MERIDIANA
215 
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87Unidade 4
 
iBge. atlas geográfico escolar. 6 ed. rio de Janeiro: iBge, 2012, p. 44. mapa original (supressão de escala numérica).
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 iB
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África: físico
C A D E I A D O A T L A S
ERG DU TENERE 
GRANDE ERG OCIDENTAL 
GRANDE ERG ORIENTAL 
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5 199 m 
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4 620 m 
THABANA NTLENYANA 
3 482 m 
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3 650 m 
CAMEROON
4 100 m
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4 167 m
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QUILIMANJARO
5 892 m
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4 000 m
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- 6 000 m
- 7 000 m
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88 Unidade 4
 
rio nilo, no egito. nessa foto de satélite fica evidente o delta que ele forma ao desembocar no mar mediterrâneo.
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Hidrografia
É na África que se localiza um dos rios mais extensos do mundo, o Nilo, 
com mais de 6.800 km de comprimento, dos quais 2 mil km correm no meio do 
deserto. Esse rio foi de grande importância para o desenvolvimento de várias 
civilizações no decorrer da história, bem como de técnicas de agricultura, como 
a irrigação. 
O Nilo nasce no sudeste do continente e segue rumo ao norte, desembo-
cando no Mar Mediterrâneo. É após os períodos de cheia do rio que a agricultura 
se desenvolve. Além do Nilo, outros rios importantes na África são o Congo, o 
Zambeze, o Limpopo, o Níger e o Okavango. Há também um grande conjunto de 
lagos, destacando-se o Vitória e o Tanganica. Na Bacia do Congo, localizada na 
República Democrática do Congo, realizam-se atividades de pesca e de minera-
ção, como extração de cobre, petróleo e diamante. 
Na África, os rios e os lagos são de fundamental importância para a população, 
seja nas atividades de sobrevivência (por exemplo, para irrigação na agricultura e 
para a pesca), seja como meio de transporte ou na produção de energia elétrica.
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 88 10/03/15 10:35
89Unidade 4
 
clima e vegetação
O clima e a vegetação africanos são bastante semelhantes nas porções norte 
e sul, graças, sobretudo, ao fato de o continente ser atravessado pela linha do 
Equador e pelos trópicos de Câncer e de Capricórnio. Assim, entre os trópicos, 
predominam os climas equatorial e tropical, com florestas úmidas e densas, 
enquanto os extremos norte e sul apresentam grandes desertos quentes, como o 
Saara e o Kalahari.
As dinâmicas das chuvas e os tipos de vegetação são processos que condi-
cionam e são condicionados pelo desenvolvimento da agricultura e, também, 
da economia.
Oscilações de temperatura
Na região centro-ocidental africana, onde predominam os climas equatorial e 
tropical, observam-se a floresta equatorial e as savanas, presentes em 40% do ter-
ritório do continente.
Nos amplos espaços desérticos, as poucas áreas restantes com vegetação 
são uma alternativa de sobrevivência para a população local. As atividades 
desenvolvidas nessas regiões semiáridas – por exemplo, a agricultura e o uso de 
madeira como fonte de energia – têm provocado e acelerado o processo 
de desertificação, principalmente no Sahel, uma área de transição entre o 
deserto e as savanas tropicais.
Nas regiões desérticas, as chuvas são escassas e irregulares, e há pouca 
vegetação. Em algumas áreas, existem lençóis de água subterrâneos, onde se 
formam oásis – espaços com vegetação densa e presença de palmeiras em pleno 
deserto.
Os desertos são marcados por 
grandes oscilações de temperatura: 
durante o dia, podem atingir 50 oC e, 
à noite, com a perda de calor do solo, 
−15 oC. Portanto, há neles grande 
amplitude térmica, isto é, grande dife-
rença entre a temperatura máxima e 
a mínima.
As grandes oscilações de temperatura no 
deserto ocorrem em razão da baixa umidade do 
ar. Como o solo é muito seco, apenas a camada 
superficial de areia é aquecida. À medida que a 
insolação diminui, o solo vai rapidamente per-
dendo calor e não há nuvens que possam servir 
como uma espécie de estufa para “segurar” o 
ar quente. 
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 89 10/03/15 10:35
90 Unidade 4
 
Próximo ao Mar Mediterrâneo, na região do Magreb (Tunísia, Marrocos, Argélia 
e Saara Ocidental), encontra-se o clima mediterrâneo, um clima temperado 
quente e seco, mas com alguma precipitação na faixa litorânea, ou seja, na 
orla do Mar Mediterrâneo. Na porção sul do continente, além desse clima, há o 
subtropical. As temperaturas médias variam entre 15 oC e 20 oC, com chuvas no 
inverno. Nessa localidade, há cultivo de uvas, azeitonas, frutas e cereais, além 
de florestas de pinheiros.
Observa-se ainda a presença de florestas equatoriais – como a do Congo, 
que abrange parte do país, com mata densa e clima úmido e quente – simila-
res às encontradas na Floresta Amazônica. As savanas, que compreendem a 
região ao sul do Deserto do Saara, por sua vez, são semelhantes ao Cerrado do 
Brasil. Sua vegetação é constituída por arbustos e árvores maiores, e sua rica 
fauna, por leões, elefantes, girafas, zebras, rinocerontes etc., muitos deles em 
processo de extinção em razão da caça predatória. Também há desmatamento 
dessa vegetação para a ocupação do espaço com plantio e o avanço das áreas 
habitadas. Para amenizar os riscos à fauna e à flora, foram criados alguns 
parques e reservas de grande extensão na porção central e sul, sobretudo na 
África do Sul. 
A extração mineral em locais como a faixa leste da República Democrática 
do Congo, nas fronteiras com Ruanda e Uganda, também causa devastação das 
coberturas vegetais. Vale notar que tais riquezas do continente, que incluem o 
petróleo, têm sido objeto de exploração por potências econômicas estrangei-
ras, como a China.
aTividade 1 clima, vegetação e oscilações de temperatura em solo africano
 1 É possível observar que a linha do Equador atravessa a porção central do conti-
nente africano, enquanto os trópicos de Câncer e de Capricórnio cruzam o norte e 
o sul. Considerando essa informação, responda:
a) Qual é o clima encontrado na região centro-ocidental, próxima à linha do Equador?
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 90 10/03/15 10:35
91Unidade 4
 
b) Há clima desértico nas áreas próximas aos trópicos de Câncer e de Capricórnio? 
Como é caracterizado o deserto?
 2 Com base nos textos estudados neste Tema, como você explicaria a expansão 
das áreas desérticas no continente africano?
Para que todos os habitantes de um país possam se entender, é necessário que haja um idioma 
comum. Dada a importância dessa comunicação, cada país colonizador impôs seu idioma aos paí-
ses colonizados, e isto permaneceu, mesmo após a chamada descolonização. 
Assinale a alternativa em que todos os países são do continente africano e, por terem sido 
colônias de Portugal, atualmente falam o idioma português. 
a) Cabo Verde, Camarões, Haiti, Nigéria e Serra Leoa.
b) Camarões, Jamaica, Moçambique, Serra Leoa e Suriname.
c) Angola, Cabo Verde, Costa Rica, Moçambique e Serra Leoa.
d) Argélia, Chade, Guiné-Bissau, Panamá e São Tomé e Príncipe.
e) Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.
centro Paula souza. vestibulinho eTecs - 1o semestre, 2013. disponível em: 
<http://www.centropaulasouza.sp.gov.br/vestibulinho/provas/2013/prova-vestibulinho-1s-2013.pdf>. acesso em: 21 mar. 2014.
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 91 10/03/15 10:35
92 Unidade 4
 
 
Atividade 1 – Clima, vegetação e oscilações de temperatura em solo africano
 1 
a) Na região central do continente, próxima à linha do Equador, predominam os climas equatorial 
e tropical. Você pode conferir esses dados no texto Clima e vegetação.
b) Há grandes áreas desérticas próximas aos trópicos de Câncer e de Capricórnio. Com o auxílio do 
texto Oscilações de temperatura, você verá que o deserto é caracterizado por grandes oscilações de 
temperatura, que ocorrem em razão da baixa umidade doar.
 2 Algumas áreas semiáridas, como o Sahel, estão sofrendo um processo de desertificação. O 
desmatamento da vegetação, em consequência da agricultura e do uso de madeira como fonte de 
energia, prejudica o solo e influencia o regime de chuvas, que se tornam cada vez mais raras. Com 
o crescente desmatamento, esse processo vai se tornando irreversível e novas áreas desérticas são 
formadas. Se você tiver alguma dúvida sobre esse assunto, retome o texto Oscilações de temperatura 
e reveja os fatores envolvidos nessa dinâmica.
Desafio
Alternativa correta: e. Retome os textos deste Tema e observe que alguns países desse continente 
foram colonizados por Portugal, que impôs o português como língua oficial. Procure pesquisar mais 
informações sobre esses países na internet. 
HOra da cHecagem
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 92 10/03/15 10:35
93
 
introdução
Neste Tema, você estudará as diferentes regiões da África e aprenderá mais 
sobre a cultura, a economia e as populações do continente.
A África é um continente extenso, composto por países que possuem caracte-
rísticas demográficas, econômicas, sociais e culturais diferentes.
Você consegue imaginar quais línguas são faladas nos diversos países da 
África? Sabe quais são os países africanos que, assim como o Brasil, foram coloni-
zados por Portugal e até hoje possuem o português como língua oficial? 
Registre suas reflexões nas linhas a seguir.
T e m a 2dinâmicas demográficas e sociais na África
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 93 10/03/15 10:35
94 Unidade 4
 
 África: dinâmicas demográficas e aspectos socioeconômicos
A extensão do Deserto do 
Saara forma uma espécie de bar-
reira natural que divide a África 
em duas partes distintas em rela-
ção ao espaço físico e econômico.
Praticamente ⅓ dos habitan-
tes do continente − em especial, 
os que residem na região ao norte 
do Saara, conhecida como África 
do Norte − é árabe e berbere, 
povos de maioria muçulmana, 
predominantemente de língua 
árabe.
Os outros ⅔ da população 
africana vivem na região ao sul do deserto, conhecida como África Subsaariana, e 
pertencem a diferentes etnias negras.
Historicamente, o Magreb − região desértica que compõe a África do Norte − 
sempre foi dominado por populações árabes e teve o predomínio da religião islâ-
mica. Essa área possui abundantes reservas de petróleo e gás natural. A agricultura 
conta com projetos de irrigação e parte da população constitui-se de nômades, que 
percorrem a região com seus rebanhos.
Os povos árabes estão distribuídos por Egito, Tunísia, Líbia e Argélia, e fixaram-se 
nessa região a partir do século VII. Os berberes, que são os mais antigos habitantes 
do Magreb, compõem a maior parte da população das regiões montanhosas do 
Marrocos e da Argélia. Entre esses povos, destacam-se os tuaregues, que são os 
nômades do deserto, e os etíopes, ambos praticantes da religião islâmica.
Na África, sobretudo na Subsaariana, há uma importante diversidade de povos, 
línguas e religiões. Além das diferentes línguas e dialetos nativos, o francês, o 
inglês e o português também são falados, em consequência da colonização em 
diversos países do continente.
África do Norte
África Subsaariana
UneP. africa: atlas of our changing environment. nairóbi: Unep, 2008, p. 94. disponível em: 
<http://www.unep.org/dewa/africa/africaatlas>. acesso em: 21 mar. 2014. mapa original.
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 94 10/03/15 10:35
95Unidade 4
 
Na África do Sul, por exemplo, apesar da maioria negra, concentra-se uma 
população branca de origem europeia, como a inglesa. Há, ainda, os bôeres, des-
cendentes dos colonos ingleses e holandeses que migraram para lá nos séculos 
XVII e XVIII, cujo idioma é o africâner, derivado do holandês. 
A maioria da população africana pratica o islamismo, mas a cada dia cresce o 
número daqueles que adotam o cristianismo.
aTividade 1 Pobreza e desigualdade na África
 1 Para você, qual é a diferença entre pobreza e desigualdade? Qual é a relação 
entre elas?
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 95 10/03/15 10:35
96 Unidade 4
 
La dOcUmenTaTiOn française. Questions internationales, n. 33, set.-out. 2008. 
disponível em:<http://cartographie.sciences-po.fr/fr/afrique-pauvret-1993-2003>. 
acesso em: 21 mar. 2014. Tradução: renée Zicman.
0 20 40 60 80 0 20 40 60
Guiné Bissau
Uganda
Zâmbia
Mali
Nigéria
Rep. Centro-Africana
Madagascar
Níger
Gâmbia
Tanzânia
Serra Leoa
Zimbábue
Burundi
Ruanda
Gana
Malauí
Moçambique
Lesoto
Namíbia
Benin
Burkina Faso
Guiné
Mauritânia
Botsuana
Etiópia
Gabão
Quênia
Senegal
Camarões
Costa do Mar�m
África do Sul
Suazilândia
Egito
Marrocos
Tunísia
Argélia
Djibuti
Comores
Ilhas Maurício
Angola
Cabo Verde
Chade
Congo
Rep. Dem. Congo
Eritreia
Guiné Equatorial
Libéria
Líbia
São Tomé e Príncipe
Ilhas Seicheles
Somália
Sudão
Togo
Fonte: African Economic Outlook 2008, Statistical Annex, www.oecd.org
Parte da população
dispondo de menos de
1 dólar por dia (em %)
Coe�ciente de Gini
População vivendo abaixo da linha de pobreza
Últimos anos disponíveis: 1993-2003
A pobreza na África
O Coe�ciente de Gini mede a 
desigualdade da distribuição de renda 
em uma dada sociedade.
Ele varia de 0 a 100. O número 0 
corresponde à completa igualdade 
(todos com a mesma renda) e 100 
corresponde à completa desigualdade 
(uma pessoa detém toda a renda e as 
demais nada têm).
Dados
não disponíveis
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 2 Observe os gráficos, com dados que ajudam a compreender a situação da popu-
lação africana: o da esquerda apresenta o percentual de pessoas de alguns países 
da África que vivem com menos de 1 dólar por dia (situação de extrema pobreza); 
e o da direita, o Coeficiente de Gini, um índice que mede a igualdade/desigualdade 
na distribuição de riquezas em um país.
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 96 10/03/15 10:35
97Unidade 4
 
Com base nas informações apresentadas, responda:
a) Em termos gerais, o que é possível dizer sobre a situação dos países africanos 
com relação à porcentagem de pessoas que vivem com menos de 1 dólar por dia, 
ou seja, abaixo da linha da pobreza?
b) Os três países com a população mais pobre são os mesmos com maior desigual-
dade, ou seja, com maior Coeficiente de Gini? O que é possível concluir dessa análise?
 neocolonialismo na África
No final do século XIX e início do XX, ocorreram diversas e intensas disputas 
imperialistas entre os países industrializados. Países europeus, como Bélgica, 
França, Espanha, Portugal, Itália, Alemanha e Reino Unido, precisavam encontrar 
fontes de matérias-primas para suas indústrias e também ampliar o mercado 
consumidor de seus produtos para atingir todo o globo.
As novas demandas desse período levaram à partilha do continente africano 
(e de parte do asiático) entre essas grandes potências, em um processo chamado 
neocolonialismo.
Desse modo, o processo de expansão do capitalismo na África e sua conse-
quente partilha acarretaram a desestruturação das sociedades e dos povos origi-
nários desses lugares, que constituíam comunidades e reinos com características 
próprias. Além disso, esses povos já haviam sido vitimados pelo tráfico de escra-
vos e pela exploração colonial no período mercantilista desde o século XVI. 
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 97 10/03/15 10:35
98 Unidade 4
 
A partir de 1950, houve um grande movimento de descolonização da África. 
Apesar de a maioria dos países ter alcançado sua independência política nos 
anos 1960, a dominação política e econômica exercida por seus ex-coloniza-
dores e pelas grandes potências econômicas atuais persistiu, e muitos deles 
ainda hoje têm sérias dificuldades para assegurar sua autonomia e ser real-
mente independentes. 
A maioria dos países africanos continua sendo exportadora de maté-
ria-prima para abastecer as demandas das grandes empresas eindústrias de 
países da Europa, dos Estados Unidos e de outras nações desenvolvidas. Esse 
fenômeno, aliado à entrada de produtos estrangeiros no continente, não per-
mitiu o desenvolvimento de um parque industrial próprio ou de uma produção 
que atendesse às necessidades da população africana. Um grande desafio para 
o continente hoje é ter uma produção local, de forma autônoma e sustentá-
vel. Além das antigas potências, outros países começam a marcar presença na 
África atualmente; a China é o mais significativo deles, e até mesmo o Brasil já 
estabeleceu suas primeiras parcerias.
Boa parte das empresas estrangeiras que extraem recursos do território 
explora intensamente o trabalho da população africana, já que a maioria dos 
governos locais – de modo geral, colaboradores dessas empresas – não garante 
direitos trabalhistas. Também é importante considerar que a maior parte da 
população africana não conta sequer com emprego, embora a situação varie de 
acordo com o país.
Em consequência da intensa exploração de seu território e de sua população 
pobre, além do enorme desemprego e da má distribuição de terras, grande parte 
da população africana vive abaixo da linha da pobreza, e, assim, perpetuam-se 
os graves problemas sociais que afetam muitos países do continente. A situação 
de pobreza extrema se torna terreno fértil para a exploração do território e dos 
trabalhadores pelo capital estrangeiro, alimentando as disputas por poder entre 
os grupos políticos, as elites locais dominantes, os governantes etc.
Na partilha colonial, as divisões e as fronteiras impostas pelos colonizado-
res não levaram em consideração as particularidades dos diversos povos que 
habitavam as regiões onde hoje estão os países. Algumas comunidades foram 
totalmente separadas, e outras, com características completamente diferentes, 
como costumes e línguas, e até mesmo rivais, foram agrupadas. 
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 98 10/03/15 10:35
99Unidade 4
 
No entanto, é importante lembrar que os muitos Estados, reinos e impérios 
africanos pré-coloniais não desconheciam a noção de fronteira. Muitos tinham 
limites mais rígidos e outros mais tênues, em especial nas áreas mais distan-
tes do núcleo central do poder. Com a descolonização, vários povos e grupos 
mudaram de país para ficar junto de suas comunidades originais, mas outros 
preferiram permanecer no território construído pelo colonizador − ou não pude-
ram sair dele. Há também populações itinerantes, que transitam entre países, 
independentes do processo de colonização ou de emancipação das colônias. 
Assim, muitos conflitos por território derivam da organização política imposta 
pelo colonizador. O que prevalece, porém, é a disputa política interna, opondo 
governos e grupos armados, além das lutas para controlar o comércio de matérias-
-primas valiosas, como petróleo e minerais (casos do ouro e dos diamantes).
Em decorrência dos conflitos, do aumento da população nas cidades e da pres-
são sobre o controle dos recursos naturais, vários países passam por problemas de 
fome crônica. Por outro lado, países como África do Sul, Angola e Guiné Equatorial 
vivenciam outro contexto, com maior estabilidade política e econômica.
aTividade 2 O neocolonialismo no continente africano
Apesar de alguns países da África que eram colônias terem se tornado inde-
pendentes politicamente, do ponto de vista econômico parecem não ter muito 
controle sobre seus recursos. Por que isso acontece? 
Faça uma pesquisa sobre o assunto e registre nas linhas a seguir suas conclusões.
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 99 10/03/15 10:35
100 Unidade 4
 
a urbanização e as cidades da África
A África, um dos berços da civilização, já possuía diversas grandes cidades 
antes de os europeus chegarem, no século XVI, entre elas Cairo (Egito), Zanzibar 
(Tanzânia), Trípole (Líbia) e Tombouctou (Mali). As cidades eram entrepostos 
comerciais e locais de intercâmbios culturais, sedes de reinos e impérios etc.
Hoje, o continente apresenta índices de urbanização relativamente baixos, 
ainda que tenha intenso processo de aglomeração urbana em centros de grande 
porte, como Cairo, Alexandria (Egito), Lagos (Nigéria), Casablanca (Marrocos), 
Kinshasa (República Democrática do Congo), Argel (Argélia) e Cidade do Cabo 
(África do Sul). 
As grandes cidades do continente africano estruturaram-se com base no desen-
volvimento de portos para exportação de matérias-primas agrícolas e minerais 
para os países desenvolvidos, como também para importação de diversos pro-
dutos desses países. O processo de desertificação na região do Sahel e o intenso 
êxodo rural das pessoas em busca de trabalho e de melhoria de vida tiveram como 
consequência o crescimento caótico dessas cidades – como Kinshasa e Lagos, que 
sofreram acelerado crescimento populacional, em ritmo maior que o do aumento 
da produção agrícola – e a formação de inúmeras favelas, nas quais as condições 
de vida são bastante precárias.
Além dessa situação, a maioria das cidades africanas apresenta problemas liga-
dos à deficiência nas redes de água e esgoto, no sistema de transporte urbano, na 
coleta de lixo etc., o que leva a outro problema: a disseminação de doenças. 
as dinâmicas econômicas da África
Muitos aspectos da economia das nações africanas estão associados a seu pas-
sado colonial e a sua dependência econômica e política em relação aos países que 
as colonizaram.
A produção agrícola, que antes do período colonial se organizava para atender 
somente às necessidades locais, na maioria das áreas rurais foi substituída pela 
agricultura comercial de exportação. Desse modo, a agricultura de grande parte dos 
países africanos divide-se, até hoje, entre práticas comerciais e de subsistência, 
que na África se constituem da seguinte maneira:
•	agricultura comercial – produção feita em larga escala, a fim de abaste-
cer o mercado externo, com uso variável de tecnologia. Foi introduzida pelos 
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 100 10/03/15 10:35
101Unidade 4
 
colonizadores e intensificada por modernas empresas capitalistas. Localiza-se 
nas zonas litorâneas; e
•	agricultura de subsistência – produção que atende às demandas da família do 
produtor e aos mercados locais, com uso de ferramentas manuais, pequena pro-
dução e utilização da terra de modo coletivo.
Os principais produtos cultivados na África são cacau, café, algodão, cana- 
-de-açúcar, chá e várias frutas tropicais. No norte, na região do Magreb, e no sul, na 
África do Sul, há plantações de cevada, centeio, azeitonas e uvas, mais condizentes 
com o clima mediterrâneo. A criação de animais no continente é muito escassa em 
razão do clima, mas algumas populações nômades a realizam, como a criação de 
rebanhos de caprinos no Sahel e no Chifre da África. Na África do Sul, por influência 
dos imigrantes europeus, há um grande rebanho de ovinos para a produção de lã.
As riquezas minerais são exploradas por companhias estrangeiras, principal-
mente as multinacionais. No entanto, algumas minas − nacionalizadas em poucos 
países − se associaram a organismos internacionais que reúnem os fornecedores de 
minérios. Um exemplo é o Conselho Intergovernamental de Países Exportadores 
de Cobre, do qual participam Zâmbia e República Democrática do Congo. 
Na área de extração de minerais, o petróleo é o mais significativo, gerando 
riqueza para muitos países. Esse combustível fóssil é explorado no Deserto do 
Saara e em áreas que compreendem os territórios de Líbia, Marrocos, Argélia, 
Egito, Nigéria, Angola e Gabão. Líbia, Argélia e Nigéria fazem parte da Organização 
dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).
O diamante, o cobre e o manganês são extraídos e comercializados em maior 
escala na República Democrática do Congo e em Angola, enquanto Marrocos e Tunísia 
são grandes produtores de fosfato, usado para fertilizantes, e a África do Sul é rica 
em minerais, exportando ouro, diamantes eurânio. O Congo possui reservas de 
columbita-tantalita, minério essencial para a fabricação de telefones celulares.
Na maioria dos países da África, a atividade industrial se desenvolveu pouco e 
em apenas algumas cidades, como a indústria extrativa na África do Sul, em cida-
des industriais como Johanesburgo, Pretória, Durban e Cidade do Cabo. Isso reflete 
os efeitos do colonialismo, já que suas economias são ainda fortemente dependen-
tes das antigas metrópoles. O controle do comércio também se manteve nas mãos 
de europeus, o que impediu a formação de uma classe de comerciantes africanos. 
Não houve, dessa forma, acúmulo de capitais privados africanos e não se desen-
volveu um mercado interno. 
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102 Unidade 4
 
A instalação de indústrias não era permitida pelos colonizadores e, assim, era 
necessária, como ainda hoje, a importação de produtos manufaturados. Existem 
muitas filiais de indústrias multinacionais no continente, que se estabeleceram 
em cidades como Argel (Argélia), Alexandria e Assuã (Egito), Tanger (Marrocos) e 
Johanesburgo e Cidade do Cabo (África do Sul). Por fim, há a indústria do turismo, 
fonte de renda em países como Egito e África do Sul.
Em uma entrevista publicada no blog Prosa & Verso, do jornal O Globo, o eco-
nomista camaronês e conselheiro da vice-presidência do Banco Mundial, Célestin 
Monga, afirmou que a África é produtora de grande riqueza econômica e cultural, 
mas seu povo não usufrui dessa produção, enquanto outras nações o fazem. A 
solução, segundo ele, é que as nações africanas invistam no próprio desenvolvi-
mento, associando os fatores de produção, como a força de trabalho, o capital e os 
recursos naturais, de modo a criar riqueza e aumentar constantemente a produti-
vidade, em vez de ficarem eternamente dependentes da ajuda financeira interna-
cional, pois isso tira das nações a responsabilidade de assumir o próprio destino.
fonte: freiTas, guilherme. célestin monga, um niilista na África. Blog Prosa & verso, O globo, 20 nov. 2010, 09h00. disponível em: <http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/
posts/2010/11/20/celestin-monga-um-niilista-na-africa-341913.asp>. acesso em: 21 mar. 2014. 
E você, o que pensa sobre esse assunto? Registre suas reflexões nas linhas a 
seguir.
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 102 10/03/15 10:35
103Unidade 4
 
Atividade 1 – Pobreza e desigualdade na África
 1 A resposta a essa pergunta é pessoal. Algumas áreas da África são muito pobres, mas os 
índices de desigualdade social são baixos, ou seja, a diferença entre os mais ricos e os mais 
pobres é pequena. Da mesma forma, há regiões em que a pobreza é menor e os índices de 
desigualdade são altos, e outras nas quais a pobreza e os índices de desigualdade são 
igualmente altos. No continente africano, como nos demais, existem áreas em que a população 
está fortemente dividida entre aqueles muito ricos, que detêm o controle das regiões, e aqueles 
muito pobres, que precisam se submeter a condições degradantes de trabalho e de vida para 
garantir a sobrevivência.
 2 
a) Ao analisar o gráfico vermelho, correspondente ao percentual de pessoas que vivem com 
menos de 1 dólar por dia na África, você pode verificar que há uma enorme parcela da popula-
ção correndo risco de sobrevivência. Outro dado importante é que os países com mais pessoas 
nessa situação são os localizados na África Subsaariana. Você pode perceber isso procurando 
os países apontados no gráfico no mapa África: político, do Tema 1. 
b) Analisando os dois gráficos, você pode observar que os países com a maior quantidade de 
pessoas que vivem com menos de 1 dólar por dia não são os mesmos que possuem o maior 
Coeficiente de Gini, ou seja, a maior desigualdade social. Esse dado revela uma realidade 
muito difícil, na qual a pobreza atinge a maior parte da população. Países como Guiné Bissau e 
Uganda, por exemplo, possuem mais de 80% da população vivendo com menos de 1 dólar por 
dia. No entanto, mesmo em países nos quais essa porcentagem é menor, a situação não é mais 
fácil. Na Namíbia, por exemplo, as pessoas que vivem com menos de 1 dólar por dia não repre-
sentam 40% da população; no entanto, lá há o maior Coeficiente de Gini, o que evidencia que 
as melhorias econômicas ocorrem de maneira desigual nesse país.
Atividade 2 – O neocolonialismo no continente africano
Para fazer a pesquisa, você pode retomar os textos anteriores e pensar em palavras-chave para 
realizar buscas na internet, como democracia na África e economia na África. 
Você poderá encontrar informações sobre alguns países que, depois de sua independência na 
década de 1960, ainda são dependentes economicamente de seus colonizadores e de grandes 
potências. Isso ocorre por causa da exploração intensiva desse continente e da pobreza 
acentuada da população. Além disso, a economia de grande parte dos países tem como foco 
as exportações de produtos primários (como o cacau, na Costa do Marfim) e se mantém 
dependente de importações de produtos industrializados de outros países, em geral de alto 
valor. Com isso, algumas regiões ficam completamente dependentes de importações e das 
exigências dos países e empresas exportadores.
HOra da cHecagem
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 103 10/03/15 10:35
104 Unidade 4
 
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 104 10/03/15 10:35
105
 
introdução
Este Tema tem como objetivo apresentar as características da geografia física e 
humana da Oceania. Você conhecerá o relevo, a hidrografia, o clima e a vegetação 
do continente, assim como estudará algumas das características culturais marcan-
tes dessa região.
A Oceania é composta por uma parte continental e por um grande conjunto de 
ilhas, cujas populações possuem diferentes características culturais e sociais. 
De quais países da Oceania você já ouviu falar? Você sabia que o canguru e o coala 
são animais originários da Austrália, um importante país desse continente? 
Registre suas reflexões nas linhas a seguir.
 a Oceania
A Oceania é formada por uma massa 
continental, onde está localizada a 
Austrália, e por um conjunto de ilhas 
situadas nos oceanos Pacífico e Índico. 
Sua área total é de 8,935 milhões de km². 
A Austrália abrange quase 7,7 milhões de km² – o que representa 86% da área total 
do continente – e, segundo dados de 2012 da Agência de Referência Populacional, 
praticamente 6 em cada 10 habitantes (59%) do continente vivem nesse país.
A Oceania, do ponto de vista físico, é quase uma continuação do Sudeste 
Asiático. Do ponto de vista histórico e de povoamento, porém, há muitas diferen-
ças em relação à Ásia. O povoamento do continente asiático ocorreu há milênios 
e os colonizadores europeus lá encontraram uma população densa e socieda-
des com características que permanecem até hoje. A Austrália foi colonizada 
T e m a 3
a Oceania: dinâmicas demográficas 
e aspectos socioeconômicos
O Timor Leste é um país transcontinental, 
que pertence à Ásia e à Oceania. Uma de 
suas línguas oficiais é o português.
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 105 10/03/15 10:35
106 Unidade 4
 
pela Inglaterra a partir do século XVI. Nesse processo, os povos nativos foram 
quase totalmente eliminados pelos colonizadores. Já na Nova Zelândia – terra 
de povos ancestrais dos polinésios –, os maoris, nativos desse país, dão conti-
nuidade à cultura e detêm relativa força política no país.
as grandes paisagens naturais da Oceania
A Oceania é formada por um território principal, a Austrália, e por um grande 
número de ilhas de menor extensão. O continente é banhado pelos oceanos 
Pacífico (ao norte e leste) e Índico (ao sul e oeste) e cortado pelo Equador e pelo 
Trópico de Capricórnio.
A Nova Guiné é uma das maiores ilhas da Oceania e a segunda maior do 
mundo. Está localizada ao norte da Austrália e, politicamente, é dividida em duas 
partes: Papua Nova Guiné, que pertence ao continente, e Papua Ocidental, uma das 
©
 iB
geOceania: político
iBge. atlas geográfico escolar. 6 ed. rio de Janeiro: iBge, 2012, p. 53. mapa original (supressão de escala numérica).
 
Darlin
g 
Murray 
Murray 
Alice Springs 
Bourke 
Cairns 
Cook Kalgoorlie 
Mackay Tennant Creek 
Dunedin 
Broome 
Carnarvon 
Geraldton 
Learmonth 
Port Hedland 
Brisbane 
Auckland 
Perth 
Albany 
Darwin 
Adelaide 
Melbourne 
Sydney 
Camberra 
Wellington 
Port Moresby Honiara 
Yaren 
Porto 
 Vila 
Suva 
Nukualofa 
Fongafale 
Uliga 
Bairiki 
Palikir 
Koror 
Apia 
PAPUA 
NOVA GUINÉ 
Á S I A
( I N D O N É S I A )
AUSTRÁLIA 
NOVA ZELÂNDIA 
NOVA CALEDÔNIA 
(FRA) 
FIJI VANUATU 
ILHAS 
SALOMÃO 
SAMOA 
TONGA 
NAURU K I R I B A T I
TUVALU 
 ILHAS 
MARSHALL 
FEDERAÇÃO DOS ESTADOS 
 DA MICRONÉSIA 
PALAU 
I. Tasmânia 
I. Bora Bora 
(FRA) 
 Ilhas 
Marquises
(FRA)
Kiritimati / Is. Christimas
(KIR)
 Ilhas Carolinas (Mic)
Is. Cook 
(NOV.ZEL) 
I. Tahiti
(FRA)
Is.Tokelau 
(NOV.ZEL) 
P A C I F I C O
O C E A N O 
Í N D I C O
O C E A N O
M a r d a 
T a s m â n i a
P
O
L
I
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M
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S
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A
M
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L
A
N
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S
I
A
15º S 
0º 
30º S 
45º S 
165º O 180º 120º E 135º E 150º E 165º E 
165º O 180º 120º E 135º E 150º E 165º E 
15º S 
0º 
30º S 
45º S 
135º O 150º O
O 
150º O 
TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO 
EQUADOR 
Capital de país
Cidade principal
fronteira
internacional
ferrovia
rodovia
rio
0 400 km
PROJEÇÃO DE ROBINSON
escala referenciada ao Equador
 no Meridiano 0º (Greenwich)
200
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 106 10/03/15 10:35
107Unidade 4
 
províncias da Indonésia, que pertence ao Sudeste Asiático. Ao sudeste da Austrália 
encontra-se a Nova Zelândia, país insular formado principalmente pelas ilhas do 
Norte e do Sul, separadas pelo Estreito de Cook, além de outras ilhas.
melanésia, micronésia e Polinésia
Em virtude do grande número de 
pequenas ilhas da Oceania, elas são clas-
sificadas em três conjuntos: Melanésia, 
Micronésia e Polinésia. Esses conjuntos 
de ilhas se relacionam uns com os outros 
nas trocas comerciais e no uso da enorme 
quantidade de recursos minerais.
A Oceania organiza-se politicamente 
em 14 nações, e vários territórios perten-
cem a outros países. Por exemplo, o Havaí 
é o 50o Estado estadunidense; a França detém o poder político na Nova Caledônia, na 
Polinésia Francesa, nas Ilhas Wallis e na Futuna; e o Reino Unido, nas Ilhas Pitcairn.
relevo e hidrografia
As formações de relevo da Oceania 
são muito variadas. Na Austrália, a maior 
parte do relevo tem altitudes baixas, 
com predomínio de planaltos e planícies. 
No entanto, há uma cordilheira que se 
estende pelo litoral oriental, cujo maior 
pico é o Monte Kosciusko, com mais de 
2.200 metros de altitude. Algumas ilhas 
desse continente foram formadas por 
atividades vulcânicas, e as menores são 
constituídas de atóis de coral. 
De modo geral, há poucos e pequenos rios no continente, mas, na Austrália, 
é possível encontrar rios extensos, como o Murray, que nasce na Cordilheira 
Australiana, e seu afluente, o Darling.
clima e vegetação
A Oceania, de modo geral, é um continente de clima quente, com temperatu-
ras elevadas.
Melanésia – nesse grupo localizam-se 
as Ilhas Salomão, a Nova Caledônia e o 
Arquipélago Bismark, situado próximo à 
Austrália.
Micronésia – distante da Austrália, as 
principais ilhas que formam esse conjunto 
são as Marianas do Norte e as Marshall.
Polinésia – é o grupo de ilhas mais distan-
tes da Austrália, onde está o arquipélago do 
Havaí, um dos Estados dos Estados Unidos.
Recife disposto no mar de forma mais ou 
menos circular. Em geral, contém uma 
laguna central, que pode ser preenchida 
com sedimentos, transformando o atol em 
ilha. Os atóis de coral são formados pela 
acumulação de corais ou algas calcárias (ou 
seja, feitos de carbonato de cálcio), que for-
mam depósitos com coloração avermelhada, 
rosada ou esbranquiçada. É importante lem-
brar que os recifes são formações que apare-
cem junto ao litoral e podem ser compostos 
tanto por rochas como por corais.
Atol
 
Darlin
g 
Murray 
Murray 
Alice Springs 
Bourke 
Cairns 
Cook Kalgoorlie 
Mackay Tennant Creek 
Dunedin 
Broome 
Carnarvon 
Geraldton 
Learmonth 
Port Hedland 
Brisbane 
Auckland 
Perth 
Albany 
Darwin 
Adelaide 
Melbourne 
Sydney 
Camberra 
Wellington 
Port Moresby Honiara 
Yaren 
Porto 
 Vila 
Suva 
Nukualofa 
Fongafale 
Uliga 
Bairiki 
Palikir 
Koror 
Apia 
PAPUA 
NOVA GUINÉ 
Á S I A
( I N D O N É S I A )
AUSTRÁLIA 
NOVA ZELÂNDIA 
NOVA CALEDÔNIA 
(FRA) 
FIJI VANUATU 
ILHAS 
SALOMÃO 
SAMOA 
TONGA 
NAURU K I R I B A T I
TUVALU 
 ILHAS 
MARSHALL 
FEDERAÇÃO DOS ESTADOS 
 DA MICRONÉSIA 
PALAU 
I. Tasmânia 
I. Bora Bora 
(FRA) 
 Ilhas 
Marquises
(FRA)
Kiritimati / Is. Christimas
(KIR)
 Ilhas Carolinas (Mic)
Is. Cook 
(NOV.ZEL) 
I. Tahiti
(FRA)
Is.Tokelau 
(NOV.ZEL) 
P A C I F I C O
O C E A N O 
Í N D I C O
O C E A N O
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0º 
30º S 
45º S 
135º O 150º O
O 
150º O 
TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO 
EQUADOR 
Capital de país
Cidade principal
fronteira
internacional
ferrovia
rodovia
rio
0 400 km
PROJEÇÃO DE ROBINSON
escala referenciada ao Equador
 no Meridiano 0º (Greenwich)
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108 Unidade 4
 
Nas ilhas do Pacífico, predomina o clima equatorial, com chuvas o ano 
inteiro. Já na Austrália, as chuvas são abundantes somente na região litorânea, 
do norte (clima tropical) ao sudeste (clima temperado), em especial no verão. 
Nesses locais mais úmidos, a vegetação é mais densa, como se observa nas 
ilhas da Tasmânia e da Nova Zelândia, onde predominam florestas de euca-
liptos, e no litoral australiano, onde há regiões pantanosas, como a do Parque 
Nacional Kakadu, ao norte.
No entanto, a maior parte do território australiano é de clima seco, com 
extensos desertos na região central do país, como o Grande Deserto Vitória, e 
largas faixas de clima semiárido, com pouca chuva. Nessas áreas, predominam 
savanas e estepes.
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além de uma extensa região desértica na porção centro-ocidental, essa imagem de satélite da austrália 
permite observar áreas de savanas e, no litoral, de florestas (também perceptíveis na Tasmânia).
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109Unidade 4
 
aTividade 1 Oceania
Responda às perguntas a seguir.
 1 A Oceania é formada por três conjuntos de ilhas. Quais são eles?
 2 Qual é o percentual do território da Oceania ocupado pela Austrália? 
 dinâmicas populacionais
A Oceania é um continente pouco populoso e pouco povoado. Sua população 
é formada por 37 milhões de habitantes, segundo dados de 2012 da Agência de 
Referência Populacional. Nesse mesmo ano, a densidade demográfica média 
era de quatro habitantes por km². Em razão também dos aspectos naturais, 
como clima e relevo, a população distribui-se de forma irregular no territó-
rio. As maiores densidades demográficas encontram-se no litoral da Austrália, 
como nas cidades de Sydney e Melbourne, e na Ilha do Norte da Nova Zelândia. 
No entanto, nas áreas desérticas, a densidade é baixíssima. 
A população é dividida entre os descendentes de colonizadores e, na Micronésia, 
na Polinésia e na Melanésia, predominam os malaio-polinésios, povos origi-
nários de Madagascar, da Ilha de Páscoa e da Nova Zelândia. Segundo a Agên-
cia Australiana de Estatísticas, em 2006, havia em torno de 500 mil aborígines 
na Austrália, descendentes dos povos nativos. O número de imigrantes é uma 
característica importante a ser considerada: como há estímulos à imigração em 
alguns países, para que haja crescimento populacional,existem muitas nacio-
nalidades nessa região.
00_book_GEO_CE_VOL4.indb 109 10/03/15 10:35
110 Unidade 4
 
A população da Oceania é predominantemente urbana e suas princi-
pais cidades são Sydney e Melbourne (na Austrália; cuja capital é Canberra), 
Auckland (na Nova Zelândia) e Honolulu (no Havaí). Os portos dessas cidades 
são importantes para o escoamento de grande parte da produção agropecuária 
e mineral desses países.
Oceania e seus contrastes socioeconômicos
Os países mais desenvolvidos desse continente são a Austrália e a Nova 
Zelândia, que, também, são os principais destinos turísticos. Há, porém, países em 
desenvolvimento, com economia dependente de atividades primárias, e, como você 
viu, muitos territórios dominados por grandes potências, como Estados Unidos 
e França.
colonização e povoamento
O processo de colonização da Oceania desenvolveu-se de forma lenta e pouco 
homogênea. A distância entre seu território e o dos colonizadores foi um obstáculo 
para sua rápida ocupação.
As muitas viagens de exploradores ocorreram a partir de 1521, feitas por portu-
gueses, holandeses e outras potências econômicas, que ampliaram sua colonização 
instalando bases navais e comerciais em várias ilhas. No período de colonização, a 
população local foi praticamente dizimada, em especial pelos britânicos. Habitantes 
da Austrália desde, aproximadamente, 40 mil anos atrás, os aborígines foram mor-
tos, escravizados ou deportados pelos colonizadores. Os Estados Unidos também se 
apossaram de várias ilhas no século XIX, como as Marshall e as Carolinas, onde suas 
bases militares permanecem até hoje. 
Na Nova Zelândia, o povo maori, habitante do país desde o século IX, impôs 
forte resistência à ocupação britânica. Conforme dados da Agência Central de 
Inteligência (CIA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, em 2006 eles representavam 
7,4% da população do país. 
A independência da Austrália e da Nova Zelândia ocorreu em 1901 e 1931, res-
pectivamente, porém ambos os países continuam subordinados em vários aspec-
tos ao Reino Unido, seu antigo colonizador. Exemplo disso é que a rainha do Reino 
Unido é também a chefe de Estado simbólica desses países.
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aTividade 2 dinâmicas econômicas
A Austrália e a Nova Zelândia receberam influências tanto das economias euro-
peias como das culturas tradicionais da Oceania. Estas últimas são baseadas na 
pesca e na agricultura de subsistência praticadas pelos povos aborígines, como é o 
caso de Papua Nova Guiné, Polinésia e Micronésia. Na Oceania também há cultura 
de produtos para exportação, como coco, abacaxi, cana-de-açúcar e café.
Agora, pesquise na biblioteca ou na internet sobre os aborígines na Austrália, 
seguindo o roteiro:
•	Qual é a porcentagem de aborígines na Austrália?
•	De que modo eles preservam suas tradições culturais?
•	Os aborígines representam uma força política no país? Por quê?
Atividade 1 – Oceania
 1 A Oceania é formada por três conjuntos de ilhas: Melanésia, Micronésia e Polinésia. Você pode 
encontrar esta e outras informações sobre esse assunto no texto Melanésia, Micronésia e Polinésia.
 2 A Austrália ocupa 86% do território da Oceania. A maior parte da população (59%) também vive 
nesse país. Caso você não se lembre dessas informações, retome o primeiro parágrafo do texto 
A Oceania, que descreve as principais características do continente. 
HOra da cHecagem
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Atividade 2 – Dinâmicas econômicas
Em sua pesquisa, você pode observar que existem vários povos aborígines, com tradições dife-
rentes, espalhados pelo território australiano. Cerca de 1% da população do país é composta 
por eles, que, em geral, vivem em tribos localizadas em regiões afastadas dos grandes centros 
ou nas periferias das grandes cidades. 
Ao pesquisar sobre suas tradições culturais, é possível que você encontre informações sobre 
o didgeridoo, um instrumento típico, e sobre os festivais de dança organizados pelas diferentes 
comunidades.
Ao procurar notícias sobre sua força política no país, você pode ver que, atualmente, a organização 
política tem garantido a esses povos o desenvolvimento de políticas sociais pelo Estado austra-
liano, como leis contra a discriminação.H
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