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CADERNO DO ESTUDANTE GEOGRAFIA VOLUME 4 ENSiNO fUNDAmENTAl A N O S F I N A I S 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 1 10/03/15 10:34 Geografia : caderno do estudante. São Paulo: Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (SDECTI) : Secretaria da Educação (SEE), 2014. il. - - (Educação de Jovens e Adultos (EJA) : Mundo do Trabalho modalidade semipresencial, v. 4) Conteúdo: v. 4. 9o ano do Ensino Fundamental Anos Finais. ISBN: 978-85-8312-031-5 (Impresso) 978-85-8312-066-7 (Digital) 1. Geografia – Estudo e ensino. 2. Educação de Jovens e Adultos (EJA) – Ensino Fundamental Anos Finais. 3. Modalidade Semipresencial. I. Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação. II. Secretaria da Educação. III. Título. CDD: 372.5 FICHA CATALOGRÁFICA Tatiane Silva Massucato Arias – CRB-8 / 7262 A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação autoriza a reprodução do conteúdo do material de sua titularidade pelas demais secretarias do País, desde que mantida a integridade da obra e dos créditos, ressaltando que direitos autorais protegidos* deverão ser diretamente negociados com seus próprios titulares, sob pena de infração aos artigos da Lei no 9.610/98. * Constituem “direitos autorais protegidos” todas e quaisquer obras de terceiros reproduzidas neste material que não estejam em domínio público nos termos do artigo 41 da Lei de Direitos Autorais. Nos Cadernos do Programa Educação de Jovens e Adultos (EJA) – Mundo do Trabalho/CEEJA são indicados sites para o aprofundamento de conhecimentos, como fonte de consulta dos conteúdos apresentados e como referências bibliográficas. Todos esses endereços eletrônicos foram verificados. No entanto, como a internet é um meio dinâmico e sujeito a mudanças, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação não garante que os sites indicados permaneçam acessíveis ou inalterados após a data de consulta impressa neste material. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 2 10/03/15 10:34 Geraldo Alckmin Governador Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação Nelson Luiz Baeta Neves Filho Secretário em exercício Maria Cristina Lopes Victorino Chefe de Gabinete Ernesto Mascellani Neto Coordenador de Ensino Técnico, Tecnológico e Profissionalizante Secretaria da Educação Herman Voorwald Secretário Cleide Bauab Eid Bochixio Secretária-Adjunta Fernando Padula Novaes Chefe de Gabinete Maria Elizabete da Costa Coordenadora de Gestão da Educação Básica Mertila Larcher de Moraes Diretora do Centro de Educação de Jovens e Adultos Adriana Aparecida de Oliveira Adriana dos Santos Cunha Luiz Carlos Tozetto Virgínia Nunes de Oliveira Mendes Técnicos do Centro de Educação de Jovens e Adultos 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 3 10/03/15 10:34 Concepção do Programa e elaboração de conteúdos Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação Coordenação Geral do Projeto Ernesto Mascellani Neto Equipe Técnica Cibele Rodrigues Silva, João Mota Jr. e Raphael Lebsa do Prado Fundação do Desenvolvimento Administrativo – Fundap Mauro de Mesquita Spínola Presidente da Diretoria Executiva José Joaquim do Amaral Ferreira Vice-Presidente da Diretoria Executiva Gestão de Tecnologias em Educação Direção da Área Guilherme Ary Plonski Coordenação Executiva do Projeto Angela Sprenger e Beatriz Scavazza Gestão do Portal Luis Marcio Barbosa, Luiz Carlos Gonçalves, Sonia Akimoto e Wilder Rogério de Oliveira Gestão de Comunicação Ane do Valle Gestão Editorial Denise Blanes Equipe de Produção Assessoria pedagógica: Ghisleine Trigo Silveira Editorial: Carolina Grego Donadio e Paulo Mendes Equipe Editorial: Adriana Ayami Takimoto, Airton Dantas de Araújo, Amanda Bonuccelli Voivodic, Ana Paula Santana Bezerra, Bárbara Odria Vieira, Bruno Pontes Barrio, Camila De Pieri Fernandes, Cláudia Letícia Vendrame Santos, David dos Santos Silva, Jean Kleber Silva, Lucas Puntel Carrasco, Mainã Greeb Vicente, Mariana Padoan de Sá Godinho, Patrícia Pinheiro de Sant’Ana, Tatiana Pavanelli Valsi e Thaís Nori Cornetta Direitos autorais e iconografia: Aparecido Francisco, Camila Terra Hama, Fernanda Catalão Ramos, Mayara Ribeiro de Souza, Priscila Garofalo, Rita De Luca, Sandro Dominiquini Carrasco Apoio à produção: Bia Ferraz, Maria Regina Xavier de Brito e Valéria Aranha Projeto gráfico-editorial e diagramação: R2 Editorial, Michelangelo Russo e Casa de Ideias Wanderley Messias da Costa Diretor Executivo Márgara Raquel Cunha Diretora de Políticas Sociais Coordenação Executiva do Projeto José Lucas Cordeiro Coordenação Técnica Impressos: Dilma Fabri Marão Pichoneri Vídeos: Cristiane Ballerini Equipe Técnica e Pedagógica Ana Paula Alves de Lavos, Cláudia Beatriz de Castro N. Ometto, Clélia La Laina, Elen Cristina S. K. Vaz Döppenschmitt, Emily Hozokawa Dias, Fernando Manzieri Heder, Herbert Rodrigues, Laís Schalch, Liliane Bordignon de Souza, Marcos Luis Gomes, Maria Etelvina R. Balan, Maria Helena de Castro Lima, Paula Marcia Ciacco da Silva Dias, Rodnei Pereira, Selma Venco e Walkiria Rigolon Autores Arte: Carolina Martins, Eloise Guazzelli, Emily Hozokawa Dias, Gisa Picosque e Lais Schalch; Ciências: Gustavo Isaac Killner, Maria Helena de Castro Lima e Rodnei Pereira; Geografia: Cláudia Beatriz de Castro N. Ometto, Clodoaldo Gomes Alencar Jr., Edinilson Quintiliano dos Santos, Liliane Bordignon de Souza e Mait Bertollo; História: Ana Paula Alves de Lavos, Fábio Luis Barbosa dos Santos e Fernando Manzieri Heder; Inglês: Clélia La Laina e Eduardo Portela; Língua Portuguesa: Claudio Bazzoni, Giulia Mendonça e Walkiria Rigolon; Matemática: Antonio José Lopes, Marcos Luis Gomes, Maria Etelvina R. Balan e Paula Marcia Ciacco da Silva Dias; Trabalho: Maria Helena de Castro Lima e Selma Venco (material adaptado e inserido nas demais disciplinas) Gestão do processo de produção editorial Fundação Carlos Alberto Vanzolini CTP, Impressão e Acabamento Imprensa Oficial do Estado de São Paulo 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 4 10/03/15 10:34 Caro(a) estudante É com grande satisfação que a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, apresenta os Cadernos do Estudante do Programa Edu- cação de Jovens e Adultos (EJA) – Mundo do Trabalho para os Centros Estaduais de Educação de Jovens e Adultos (CEEJAs). A proposta é oferecer um material pedagógico de fácil compreensão, que favoreça seu retorno aos estudos. Sabemos quanto é difícil para quem trabalha ou procura um emprego se dedi- car aos estudos, principalmente quando se parou de estudar há algum tempo. O Programa nasceu da constatação de que os estudantes jovens e adultos têm experiências pessoais que devem ser consideradas no processo de aprendi- zagem. Trata-se de um conjunto de experiências, conhecimentos e convicções que se formou ao longo da vida. Dessa forma, procuramos respeitar a trajetória daqueles que apostaram na educação como o caminho para a conquista de um futuro melhor. Nos Cadernos e vídeos que fazem parte do seu material de estudo, você perce- berá a nossa preocupação em estabelecer um diálogo com o mundo do trabalho e respeitar as especificidades da modalidade de ensino semipresencial praticada nos CEEJAs. Esperamos que você conclua o Ensino Fundamental e, posteriormente, conti- nue estudando e buscando conhecimentos importantes para seu desenvolvimento e sua participação na sociedade. Afinal, o conhecimento é o bem mais valioso que adquirimos na vida e o único que se acumula por toda a nossa existência. Bons estudos! Secretaria da Educação Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 5 10/03/15 10:34 apresentação Estudar na idade adulta sempre demanda maior esforço, dado o acúmulode responsabilidades (trabalho, família, atividades domésticas etc.), e a necessidade de estar diariamente em uma escola é, muitas vezes, um obstáculo para a reto- mada dos estudos, sobretudo devido à dificuldade de se conciliar estudo e traba- lho. Nesse contexto, os Centros Estaduais de Educação de Jovens e Adultos (CEEJAs) têm se constituído em uma alternativa para garantir o direito à educação aos que não conseguem frequentar regularmente a escola, tendo, assim, a opção de realizar um curso com presença flexível. Para apoiar estudantes como você ao longo de seu percurso escolar, o Programa Educação de Jovens e Adultos (EJA) – Mundo do Trabalho produziu materiais espe- cificamente para os CEEJAs. Eles foram elaborados para atender a uma justa e antiga reivindicação de estudantes, professores e sociedade em geral: poder contar com materiais de apoio específicos para os estudos desse segmento. Esses materiais são seus e, assim, você poderá estudar nos momentos mais adequados – conforme os horários que dispõe –, compartilhá-los com sua família, amigos etc. e guardá-los, para sempre estarem à mão no caso de futuras consultas. Os Cadernos do Estudante apresentam textos que abordam e discutem os conteúdos propostos para cada disciplina e também atividades cujas respostas você poderá regis- trar no próprio material. Nesses Cadernos, você ainda terá espaço para registrar suas dúvidas, para que possa discuti-las com o professor sempre que for ao CEEJA. Os vídeos que acompanham os Cadernos do Estudante, por sua vez, explicam, exemplificam e ampliam alguns dos assuntos tratados nos Cadernos, oferecendo informações que vão ajudá-lo a compreender melhor os conteúdos. São, portanto, um importante recurso com o qual você poderá contar em seus estudos. Além desses materiais, o Programa EJA – Mundo do Trabalho tem um site exclu- sivo, que você poderá visitar sempre que desejar: <http://www.ejamundodotrabalho. sp.gov.br>. Nele, além de informações sobre o Programa, você acessa os Cadernos do Estudante e os vídeos de todas as disciplinas, ao clicar na aba Conteúdo CEEJA. Lá também estão disponíveis os vídeos de Trabalho, que abordam temas bastante significativos para jovens e adultos como você. Para encontrá-los, basta clicar na aba Conteúdo EJA. Os materiais foram produzidos com a intenção de estabelecer um diálogo com você, visando facilitar seus momentos de estudo e de aprendizagem. Espera-se que, com esse estudo, você esteja pronto para realizar as provas no CEEJA e se sinta cada vez mais motivado a prosseguir sua trajetória escolar. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 6 10/03/15 10:34 SUMÁRIO GEOGRAFIA Unidade 1 − As mudanças no espaço geográfico na escala mundial .........................9 Tema 1 − Globalização: um mundo economicamente desigual e tecnicamente integrado ....9 Tema 2 − As potências mundiais e os países emergentes ....................................................22 Unidade 2 − A Europa .......................................................................................................33 Tema 1 − Paisagens da Europa: aspectos naturais .................................................................33 Tema 2 − Dinâmicas demográficas do continente europeu .................................................42 Unidade 3 − A Ásia ............................................................................................................53 Tema 1 − Continente asiático: aspectos naturais e humanos ..............................................53 Tema 2 − A construção dos espaços no continente asiático ......................................................68 Unidade 4 − A África e a Oceania ..........................................................................................83 Tema 1 − A África ........................................................................................................................83 Tema 2 − Dinâmicas demográficas e sociais na África ................................................................93 Tema 3 − A Oceania: dinâmicas demográficas e aspectos socioeconômicos .....................105 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 7 10/03/15 10:34 Caro(a) estudante, Você está começando agora o Volume 4 do Ensino Fundamental − Anos Finais da disciplina Geografia. Nele, você terá a oportunidade de aprofundar os conteúdos trabalhados desde o Volume 1 e ampliar sua compreensão sobre a relação entre capitalismo e produção do espaço geográfico. Caso não tenha cursado os Volumes anteriores, poderá consultá-los e realizar as atividades para esclarecer suas dúvidas. Neste Volume, você vai estudar as principais características espaciais ligadas à globalização, aos países emergentes e às potências econômicas, políticas e milita- res. Também aprenderá sobre os aspectos físicos e humanos mais importantes da Europa, da Ásia, da África e da Oceania. A Unidade 1 analisará as transformações do espaço para atender às diferentes formas de circulação de mercadorias, de capitais e de pessoas pelo globo, assim como as diversas consequências desse processo nos países em desenvolvimento. Na Unidade 2, será discutido o continente europeu, com foco no clima, na vege- tação, no relevo, na hidrografia, nas dinâmicas populacionais e em suas conse- quências sociais e econômicas. A Unidade 3 tratará da enorme extensão da Ásia e de suas diferenças físicas, econômicas e culturais. Também serão abordados conflitos por território e por riquezas minerais, como o petróleo, principalmente na região do Oriente Médio. Na Unidade 4, serão exploradas a África e a Oceania. Além de estudar regiões africanas como o Sahel, a África Subsaariana e o Magreb, você conhecerá os agru- pamentos das numerosas ilhas que compõem a Oceania e como as culturas locais desses continentes sofreram grandes transformações em decorrência dos proces- sos de colonização. Para fazer esse grande “voo” por todo o planeta, serão utilizados diversos mapas, o que fará com que você também aprofunde seus conhecimentos cartográficos. Bons estudos! 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 8 10/03/15 10:34 Un Id Ad E 1 AS MUdAnÇAS nO ESPAÇO GEOGRÁFICO nA ESCALA MUndIAL GE OG RA FI A TEMAS 1. Globalização: um mundo economicamente desigual e tecnicamente integrado 2. As potências mundiais e os países emergentes Introdução Nesta primeira Unidade, serão abordadas as transformações do espaço geográfico na atualidade, motivadas, principalmente, pelo aumento e pela diversificação das relações entre países, sociedades, empresas e instituições, associadas ao processo de globalização. Você vai estudar algumas consequências dessas mudanças para os habi- tantes de diferentes países e o papel de cada região do planeta nessa dinâmica. T E M A 1 Globalização: um mundo economicamente desigual e tecnicamente integrado O objetivo deste Tema é apresentar a globalização por meio da análise das transformações na relação do ser humano com o espaço e o tempo. Você observará como as inovações tecnológicas nos meios de transporte, nas comunicações, na difusão de informações e nas relações comerciais mundiais alteraram a vida dos seres humanos. Homens e mulheres utilizam diferentes objetos em seu cotidiano, como reló- gios digitais, telefones celulares, computadores, eletrodomésticos, roupas, caixas eletrônicos, entre outros. Pense nas diferentes tecnologias que podem ser usadas hoje para a produção dessas e de outras mercadorias. Você sabe onde elas são desenvolvidas? E onde foram fabricadas as roupas que você está vestindo? Elas foram produzidas no Brasil ou em outros países? Você sabe como acontece a circu- lação de mercadorias entre os países? Registre suas reflexões nas linhas a seguir. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 9 10/03/15 10:34 10 UnIdAdE 1 Globalização e inovações tecnológicas no mundo atual A história da humanidade é marcada por descobertas e inovações técnicas. As ferramentas e a maneira de utilizá-las foram aprimoradasaté chegar às máquinas. Esse processo foi essencial para a mecanização da produção e para o desenvolvi- mento do sistema capitalista, resultando em intensas mudanças espaciais, sociais, econômicas e políticas. Cada vez mais, o espaço foi sendo transformado pelo uso de novas tecnolo- gias e pela implementação de obras, como pontes, rodovias, hidrelétricas, sis- temas de telefonia, de eletricidade etc. Muitas fazendas se instalaram perto das cidades, algumas delas metrópoles com milhões de habitantes, e se voltaram para a produção de grandes quantidades de produtos agrícolas, destinados às exportações e ao abastecimento da população urbana. Essa aproximação das fazendas modernas dos centros urbanos reforçou a importância que as cidades foram adquirindo. O espaço urbano foi fundamental para o desenvolvimento do capitalismo, e a urbanização se tornou predominante nos territórios dominados por esse sistema econômico. Com o passar do tempo, essas transformações no espaço geográfico fizeram surgir novas necessidades de consumo. Da mesma forma, o aumento do número de cidades e da produtividade agrícola levou a mudanças nas necessidades e nos interesses das populações. Essa situação incentivou modernizações tecnológicas que, em diversos locais, se sobrepuseram às particularidades regionais. Os gostos, o consumo e o estilo de vida das pessoas foram se tornando muito semelhantes em diversos países. Do ponto de vista da Geografia, esses são fenômenos relacionados ao processo cha- mado globalização. Também é possível dizer que o desenvolvimento da globalização e das tecno- logias fez com que a maioria dos lugares do mundo se aproximasse, como nunca havia ocorrido. Por exemplo: • de avião, uma viagem de São Paulo a Recife pode ser feita em três horas, enquanto no passado essa mesma distância era percorrida em muitas semanas; e • antigamente, uma carta poderia levar até meses para chegar ao seu destino, mas hoje é possível falar ao telefone ou pelo computador, inclusive vendo a imagem da outra pessoa, em tempo real. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 10 10/03/15 10:34 11UnIdAdE 1 Assim, ainda que o planeta continue com a mesma extensão, pode-se pensar que houve um encurtamento das distâncias, que reduziu obstáculos de tempo e de distância física. No entanto, é importante destacar que esse encurtamento atinge mais intensamente países, regiões e pessoas que possuem os meios tecnológicos necessários para isso e que, em geral, são mais ricos. ATIvIdAdE 1 A velocidade dos transportes nos diferentes períodos Reflita sobre a mudança da noção de distância com o passar do tempo. Quanto tempo, em média, você gasta para ir da cidade em que mora até uma cidade vizi- nha por meio de transporte público? E quanto tempo você acha que levaria para fazer esse trajeto a cavalo? Lembre-se de que o tipo de transporte utilizado em cada período histórico está relacionado às mudanças tecnológicas e culturais nas diferentes sociedades. Agora, responda às questões a seguir. 1 Qual meio de transporte seus avós utilizavam quando ainda eram jovens? 2 Em sua opinião, o que tornou o deslocamento mais rápido? Por quê? 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 11 10/03/15 10:34 12 UnIdAdE 1 As relações comerciais entre países A partir da 1a Revolução Industrial, no século XVIII, as relações internacionais se intensificaram, pois o desenvolvimento técnico colaborou para o aumento da produção e para a ampliação das exportações dos países que atingiram índices elevados de industrialização. Esses países diversificaram suas atividades econômicas e suas mercadorias, o que os conduziu a intensos intercâmbios institucionais e produtivos. Com o pas- sar dos anos, tais intercâmbios cresceram ainda mais, por meio de diversifica- das relações comerciais de compra e venda, até chegar ao ponto atual, em que certos países comercializam entre si produtos e serviços antes inimagináveis. Por exemplo, a soja brasileira é exportada para a China, da mesma forma que apare- lhos eletrônicos chineses são importados em grandes quantidades pelo Brasil e por outros países. Os países mais industrializados, que possuem grande domínio tecnológico, formam o grupo dos países desenvolvidos. Estes, por meio de empresas multina- cionais, conquistam novos mercados em muitos países, instalando filiais em seus territórios e contando, para isso, com concessões dos governos locais. Permissão, privilégio ou licença para realizar algo. No caso das multinacionais, concessão é o privilégio dado às empresas pelo Estado para a realização de serviços ou exploração de rique- zas locais. Concessão também pode significar isenções e reduções de impostos, assim como a doação de terrenos. Concessão Multinacional é uma grande empresa cujos produtos, serviços, capitais e investimentos são comercializados em diversas partes do mundo. Geralmente, a matriz fica em um país desen- volvido e é responsável pela parte administrativa e de comando do negócio. As filiais, que atuam, por exemplo, na fabricação de produtos em países em desenvolvimento, enviam os lucros gerados para a matriz. Existem também as empresas transnacionais, que são grandes corporações que, na econo- mia global, se organizam para produzir e vender mercadorias e serviços em todo o planeta. Daí o nome, que sugere a ideia de ultrapassar fronteiras nacionais. Algumas dessas empre- sas, hoje, têm vínculo menor com seus países de origem. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 12 10/03/15 10:34 13UnIdAdE 1 Países desenvolvidos e países em desenvolvimento No Volume 3 desta coleção, foram trabalhados alguns elementos das classifica- ções regionais de países, segundo seu desenvolvimento econômico e social. Agora, essa discussão será aprofundada. As designações país desenvolvido e país em desenvolvimento referem-se a uma clas- sificação dos países de acordo com seu nível de desenvolvimento, ou seja, seus níveis de riqueza e industrialização. O grau de desenvolvimento pode ser medido por indicadores econômicos, como o Produto Interno Bruto (PIB) e a renda per capita. Há também os indi- cadores sociais, como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que se baseia na renda, na saúde e no nível da educação da população. Os países em desenvolvimento não apresentam os mesmos resultados econômicos e sociais dos desenvolvidos. Entretanto, essa situação não é per- manente, já que muitos países em desenvolvimento, como China, Índia e Brasil, vêm apresentando cres- cimento econômico e melhorias sociais nas duas últimas décadas. Por outro lado, é preciso observar que os países ricos também possuem desigualdades sociais e passam por crises econômicas. Críticos dessas classificações recomendam o uso cuidadoso de tais termos, pois cada país deve buscar o próprio modo de desenvolvimento, sem tomar outros como modelos. Existem outras classificações que indicam as desigualdades e o papel das nações na divisão internacional do trabalho. As mais conhecidas são: Norte e Sul; países centrais e periféricos; países industrializados e não industria- lizados; 1o, 2o e 3o mundos – denominação que vigorou no período da Guerra Fria (1945-1991), na qual o 2o mundo designava os países socialistas pertencentes à União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e seus aliados. É importante notar que a economia global ultrapassa em certa medida essas classificações, já que uma mesma empresa transnacional pode se instalar em paí- ses muitos diferentes entre si, dependendo de seus interesses. O PIB refere-se ao valor de todos os bens e serviços finais produzidos dentro do mesmo território de um país, independentemente da nacionalidade dos proprie- tários das unidades produ- toras desses bens e serviços. SAndROnI, Paulo. dicionário de economia do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2007, p. 641. Riqueza média de um país dividida pelo número de seus habitantes. Renda per capita 00_book_GEO_CE_VOL4.indb13 10/03/15 10:34 14 UnIdAdE 1 As mudanças a partir dos anos 1980 Na década de 1980, os países passaram a se integrar econômica e financeiramente com maior eficiência. Nesse processo, o capitalismo foi se fortalecendo e se expan- dindo por meio de redes de grandes cidades, conectando vários países, unificando serviços e indústrias ao redor do planeta, valendo-se de estratégias de produção em escala global – situação em que empresas utilizam diferentes territórios como base para a fabricação de peças e componentes e para a montagem final de produtos. Para possibilitar o acelerado ritmo da produção industrial e abastecer os mercados internacionais, foram utili- zadas grandes áreas agrícolas moder- nizadas para a produção das chamadas commodities. A exportação das commodities inseriu os países menos industrializa- dos, como Brasil e Argentina, no mer- cado mundial. Assim se deu a formação da globalização econômica e tecnológica, que produziu uma expressiva e significa- tiva mudança na relação entre os países. Nesse período, empresas multinacio- nais e organismos internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI), a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o Banco Mundial (BM) tornaram- se os principais agentes promotores da expansão da globalização. Pouco a pouco foi possível verificar que parte dos países em desenvolvimento ganhou um papel mais importante nesse processo, fosse pela oferta de serviços, fosse pela produção industrial ou agrícola. Gradativamente, esses países foram se organizando para ter participação política e econômica no contexto global por meio de organismos regionais, como o Mercado Comum do Sul (Mercosul), na América do Sul, e a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean). Diversos países em desenvolvimento também vêm ganhando maior peso político em organizações criadas antes e que congregam grande número de países, como a OMC e a Organização das Nações Unidas (ONU). Ainda assim, os investimentos em atividades produtivas e setores financeiros (nas bolsas de valores e no sistema bancário, por exemplo) vinham em especial dos países desenvolvidos, como Estados Unidos da América (EUA), Alemanha, França, Japão e, mais recentemente, China, país que possui maior nível de desigualdade, mas que se constitui economicamente como grande potência. Em Economia, commodity é um produto agrí- cola ou mineral, pouco ou nada transformado industrialmente, como o minério de ferro, a soja, o açúcar etc., em geral produzido em larga escala para exportação. Por não ser industrializado e, portanto, sua produção não exigir inúmeras e complexas etapas, esse tipo de produto possui baixo valor agregado e, para ter alto valor comercial, precisa ser produzido e vendido em grandes quantidades. O valor agregado resulta de mais trabalho e novas etapas no processamento de bens, aumentando, com isso, o preço de um produto no mercado e a rentabilidade da empresa que o fabricou. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 14 10/03/15 10:34 15UnIdAdE 1 Nesse grupo de países desenvolvidos, passou a ser gerada a maior parte das tecnologias para a fabricação de diversos produtos, como a tecnologia dos pro- gramas de computador e a dos equipamentos para as indústrias farmacêutica, aeronáutica, automobilística, de telecomunicações e de eletroeletrônicos. Para que essas atividades fossem desenvolvidas, houve importantes investimentos em edu- cação e pesquisa. É bom lembrar que esses investimentos eram, e ainda são, decorrentes de recur- sos vindos dos países em desenvolvimento, por meio do pagamento dos juros de suas dívidas com as potências mundiais, de remessas de lucros das filiais de empre- sas transnacionais em todo o mundo, do pagamento de royalties, dos lucros obtidos nas bolsas de valores etc. Para enfrentar concorrentes e conquistar mercados, além de crescer em número, as transnacionais também cresceram em tamanho. Isso se deu por meio de fusões ou compras de outras empresas. Assim, um número relativamente pequeno de grandes corporações econô- micas passou a dominar diversos setores industriais, de comércio e de serviços, em escala global. Porcentagem do valor de uma marca, uma patente, um processo de produ- ção, um produto ou uma obra original paga a seu proprietário pelos direitos de sua venda ou explora- ção comercial. Royalties Geografia − Volume 4 Comércio exterior: o mundo sem fronteiras O comércio exterior se fundamenta na troca de bens e de serviços entre países. Quando um país vende, é exportação; quando compra, é importação. O vídeo apresenta o universo dessa compra e venda e as estratégias para valorizar os produtos. Com ele, você vai entender o movi- mento da economia globalizada e a importância de contar com parceiros fortes nesse comércio. A globalização financeira A globalização financeira se refere a um conjunto de operações como compra e venda de ações em bolsas de valores, aplicações em fundos de investimentos, créditos imobiliários e muitas outras operações, geralmente virtuais. Trata-se de fluxos finan- ceiros globais que, com as novas tecnologias, podem ser realizados 24 horas por dia no mundo. Embora sejam globais, esses fluxos se concentram, em sua maior parte, em países desenvolvidos. No entanto, vêm aumentando também em países em desenvol- vimento que têm apresentado forte crescimento econômico nos últimos anos, os cha- mados países emergentes. Entre eles estão o Brasil, a Rússia, a Índia, a China e a África do Sul, os quais formam o grupo dos Brics, que você vai estudar no próximo Tema. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 15 10/03/15 10:34 16 UnIdAdE 1 Os fluxos internacionais de capitais influenciam a economia dos países e o comércio em escala global. Eles foram, em grande parte, propiciados pelo desen- volvimento tecnológico ligado à informática, às telecomunicações, aos avanços nos transportes e às novas possibilidades de uso dos territórios nacionais, que se mostraram fundamentais para a consolidação da globalização. O processo de integração econômica global foi facilitado pela abertura das eco- nomias dos países, o que flexibilizou as regras de controle sobre os capitais − de onde vêm, para onde vão e como são investidos. Os países em desenvolvimento que recebem grande quantidade de fluxos de capitais especulativos, provenien- tes, sobretudo, das maiores bolsas de valores do mundo, acabam se tornando muito dependentes desse tipo de capital. Um problema de tal depen- dência é que esses fluxos são muito instáveis: o capital sempre é investido em lugares mais lucra- tivos e, por isso, hoje ele pode ser aplicado em um lugar e, amanhã, em outro. Ao menor sinal de instabilidade política, econômica, social ou até mesmo provocada por catástrofes naturais, esses investimentos são retirados. Algumas consequências negativas desse processo são evidentes em diversos países em desenvolvimento, por exemplo, em países que estejam enfrentando dificuldades econômicas e nos quais há indícios de que a moeda nacional poderá ser desvalorizada (perder valor em relação a moedas fortes, como o dólar esta- dunidense). Nesse caso, um investidor global pode rapidamente vender seus ati- vos nesse país (por exemplo, recursos financeiros na moeda do país) e partir para investimentos mais lucrativos em outros lugares. As estratégias das transnacionais Há algum tempo as transnacionais inves- tem fortemente em pesquisa aplicada, asso- ciando- se a grandes universidades e centros de pesquisa em todo o mundo, o que possibilita o lançamento frequente de novos produtos e modificações dos já existentes. Em que há especulação. No sis- tema financeiro, refere-se à com- pra e venda de títulos, ações, imóveis etc. com a intenção de obter lucro rápido e elevado, aproveitando variações de preços. O especulador compra títulos ou ações quando estão com preços baixos, vendendo-os quando os preços estão altos ou no ponto máximo de elevação. Especulativo Aquela desenvolvidapara resol- ver problemas práticos do dia a dia das empresas e instituições. Se o problema está relacionado à pro- dução de uma empresa, por exem- plo, a pesquisa busca soluções para aumentar o lucro. Pesquisa aplicada 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 16 10/03/15 10:34 17UnIdAdE 1 A produção e a venda de mercadorias em territórios de diversos países, nas mais variadas regiões do globo, acabam sendo uma vantagem para as empresas transnacionais, pois, caso um dos países passe por uma crise econômica e política, elas não sofrem um impacto tão forte. Uma crise econômica no Japão, por exem- plo, não afetaria tanto uma empresa que produz e comercializa seus produtos tam- bém na União Europeia, na América do Norte ou no Brasil. Hoje, as transnacionais são pulverizadas, ou seja, estão distribuídas pelo globo, tanto fisicamente como na forma de investimentos. Blocos regionais: formas de cooperação econômica De maneira geral, países que detêm importante poder econômico, político e científico-tecnológico exercem sua força por meio da geopolítica e de sua capacidade de investir e emprestar, além de se valer da influência de empresas transnacionais que neles se originaram. Essa capacidade de controle da política internacional é reforçada quando essas nações também têm poder militar. O maior exemplo de potência com esse poderio são os Estados Unidos, mas também devem ser levados em consideração outros grandes agentes, como a China, a União Europeia, o Japão e mesmo o Brasil, que vem se consolidando como um ator geopolítico importante no contexto mundial, em razão do cresci- mento econômico vivenciado desde os anos 2000. Outro dado importante é o surgimento de blocos econômicos regionais, que são formas de cooperação entre países com interesses comuns. Entre eles estão a União Europeia e o Mercosul. União Europeia Após a recuperação dos países europeus, depois da 2a Guerra Mundial, supunha- -se que seria muito difícil esses países competirem individualmente com os Estados Unidos, cuja economia havia crescido muito com os negócios ligados aos conflitos da primeira metade do século XX, como as duas grandes guerras mundiais. Também havia o medo de os países europeus sofrerem influências políticas e econômicas da então União Soviética. A geopolítica é um ramo do saber dedicado a desenvolver teorias e projetos de ação vol- tados às relações de poder entre os países. Assim, muitos Estados procuraram criar a própria “escola” de geopolítica para desen- volver estratégias de controle e domínio de seu território e também para atuar diante de pretensões e interesses de outros países – por exemplo, controlando uma passagem marítima ou instalando bases militares próximas a recursos naturais importantes. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 17 10/03/15 10:34 18 UnIdAdE 1 Foi nesse momento que se constituiu na Europa uma série de alianças de inte- gração econômica, entre elas a Comunidade Econômica Europeia (CEE), com a assi- natura do Tratado de Roma, em 1957, que visava aumentar as relações comerciais e ampliar a capacidade competitiva dos países-membros no mercado internacio- nal. Com isso, a CEE buscava condições para fazer frente às potências da época, como os EUA e a URSS, e para estabilizar política e economicamente esses países, em uma tentativa de afastar a possibilidade de uma revolução socialista ou de con- flitos e disputas entre países capitalistas da Europa ocidental. Tais alianças deram início à formação de blocos econômicos regionais que existem até hoje, como a União Europeia (UE). No caso dos países que consti- tuem atualmente esse bloco, a maioria pertence à Zona do Euro, ou seja, têm uma moeda única, o euro, e dentro dessa área é livre a circulação de mercadorias e pes- soas. Dados da própria União Europeia apontam para uma população de cerca de 500 milhões de habitantes em seus 28 países-membros. Formada majoritariamente por integrantes do lado ocidental da Europa, a UE tam- bém compreende países do Leste Europeu e da região mediterrânea. É no Ocidente que estão localizados alguns dos países mais desenvolvidos econômica e socialmente do continente. Esses países possuem importante poderio militar e econômico. Entre os países que compõem a atual União Europeia, alguns dos mais impor- tantes se industrializaram há pelo menos dois séculos. Os casos mais significati- vos são a Inglaterra e a França, que tiveram colônias por todo o mundo, impondo sua economia, seu sistema político e sua cultura (língua e costumes), e até mesmo estabelecendo nesses lugares parte de sua população. A Alemanha, embora hoje seja um dos países líderes da União Europeia, não teve tanta influência como potência colonial; ao contrário, contou com algumas participações no continente africano, mas por pouco tempo e mais no fim do século XIX e início do XX. Já Portugal e Espanha, grandes potências colonizadoras entre os séculos XVI e XIX, atualmente não representam grandes potências econô- micas ou militares da UE. É importante ressaltar que grande parte da União Europeia consolidou socie- dades urbanas e com maior igualdade social do que a média dos países centrais e com concentração de renda menor do que a verificada em quase todos os países da América, da Ásia e da África. Em parte, essa igualdade se deveu a lutas e conquis- tas sociais de trabalhadores europeus. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 18 10/03/15 10:34 19UnIdAdE 1 ATIvIdAdE 2 União Europeia Observe o mapa a seguir e identifique os países que pertencem ao bloco e os que não participam dele. Com base nessa análise, responda às questões propostas. ATELIER de Cartographie de Sciences Po, 2014. Mapa original. Tradução: Renée Zicman. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 19 10/03/15 10:34 20 UnIdAdE 1 1 Verifique o título e a legenda do mapa. Qual assunto está sendo abordado? Quais são os países que compõem a União Europeia? 2 Quais os países que se negaram a integrar a União Europeia? Esses países podem ser considerados desenvolvidos? Por quê? Atividade 1 – A velocidade dos transportes nos diferentes períodos 1 A resposta pode variar de acordo com a idade de seus avós. Na década de 1950, no interior de São Paulo, por exemplo, era comum o uso de cavalos e de trem para o transporte de pessoas e mer- cadorias. Nos anos 1970, passaram a ser mais utilizados ônibus, caminhões etc. Já entre as décadas de 1980 e 1990, o carro se tornou um meio de transporte mais acessível para a população. 2 As mudanças tecnológicas permitiram o desenvolvimento de trens, ônibus, caminhões, carros, navios, aviões etc. e tornaram o deslocamento de pessoas e mercadorias mais rápido. Hoje, longas distâncias são percorridas em um curto espaço de tempo. HORA dA CHECAGEM 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 20 10/03/15 10:34 21UnIdAdE 1 H OR A dA C H EC AG EM Atividade 2 – União Europeia 1 Como você pode observar pelo título, o assunto tratado no mapa são as ampliações sucessivas da União Europeia. Veja que os países-membros da UE estão indicados no mapa em diferentes tons de azul. Eles são: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Romênia e Suécia. 2 De acordo com o mapa, a Suíça e a Noruega se negaram a integrar a União Europeia. Além desses países, a Islândia se recusou a entrar na UE até 2008. Esses países são considerados desenvolvidos e possuem alto Índice de Desenvolvimento Humano, segundo a ONU. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 21 10/03/15 10:34 22 Introdução O objetivo deste Tema é compreender a importância econômica e política dos Estados Unidos da América (EUA), da China e do Japão no atual cenário mundial, e também a posição que vêm assumindo os países que compõem o grupo dos Brics. A globalizaçãoconecta os países em uma grande rede mundial. Porém, seus benefícios estão distribuídos de forma desigual e aparecem, principalmente, nos países desenvolvidos e naqueles que melhor conseguem se inserir no mer- cado internacional. No entanto, apesar do crescimento econômico mundial, são também evidentes algumas consequências negativas, em geral, para os países menos desenvolvidos. O que se verifica é que a concentração de riqueza aumentou tanto nos países desenvolvidos como nos em desenvolvimento. Além disso, muitos trabalhadores de países mais pobres migram para regiões mais ricas à procura de trabalho e melhores condições de vida. Em sua opinião, quais são os principais motivos da imigração para os países desenvolvidos? Você acredita que, com o processo de globalização, as condi- ções de vida da população dos países em desenvolvimento, como Brasil, China e Índia, melhoraram? Registre suas reflexões a seguir. T E M A 2 As potências mundiais e os países emergentes 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 22 10/03/15 10:34 23UnIdAdE 1 Estados Unidos Os Estados Unidos possuíam Produto Interno Bruto (PIB) de 16,24 trilhões de dólares em 2012, conforme números do Banco Mundial, e são a maior potência do mundo em termos econômicos e militares. O setor de serviços é responsável por quase 80% do PIB, enquanto a produção industrial, que chega a 19% do PIB, é diversi- ficada, principalmente no desenvolvimento e na exportação de tecnologias nas áreas de automóveis, aviões e produtos eletrônicos. As maiores empresas bélicas do mundo estão ali situadas, além de o país ter o maior contingente em forças armadas. Os EUA são, ainda, grandes exportadores e também fortes importadores. Detentores de grandes riquezas naturais, possuem uma agricultura desenvolvida e mecanizada, principalmente de açúcar, milho e tabaco. Segundo a publicação The world factbook, da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, os principais parceiros comerciais dos EUA podem ser divididos em: • países que importam dos EUA (valor em 2012: 1,561 trilhão de dólares) e a porcen- tagem do valor das exportações dos EUA em 2012: Canadá (18,9%), México (14%), China (7,2%) e Japão (4,5%); e • países que exportam para os EUA (valor em 2012: 2,303 trilhões de dólares) e a porcentagem do valor das importações dos EUA em 2012: China (19%), Canadá (14,1%), México (12%), Japão (6,4%) e Alemanha (4,7%). Os EUA exercem forte influência econômica, política e militar em todo o mundo. São o país com mais gastos militares do planeta. Assim, têm expressiva capacidade de controle sobre os territórios que invadem, como ocorreu no Iraque e no Afeganistão. Desde 2007, os Estados Unidos vêm atravessando uma forte crise econômica, desencadeada pelo sistema financeiro. Em 2008, essa situação já afetava o mundo todo: imediatamente atingiu a Europa, depois a Ásia, sobretudo o Japão, e, em seguida, de forma menos grave, a China, além de alguns países da América Latina. Apenas em 2013 os EUA começaram a dar sinais de recuperação econômica, regis- trando crescimento do PIB e a criação de empregos no país. ATIvIdAdE 1 Migração para os Estados Unidos Observe o mapa da próxima página e analise a origem dos migrantes de todo o mundo que foram para os EUA. Procure também verificar na legenda, ao lado do mapa, os valores a que se referem os círculos, do maior deles ao menor. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 23 10/03/15 10:34 Or ig em d os m ig ra nt es p ar a os E st ad os U ni do s Roberto Gimeno e Ateliê de Cartogra�a da Sciences Po, junho de 2009 El ab or ad o co m P hi lc ar to (h ttp :// ph ilg eo .c lu b. fr) M ig ra nt es p ar a os E st ad os U ni do s At ua liz ad o em : m ar ço d e 20 07 9 3 36 7 19 1 4 50 0 00 3 30 0 00 1 10 0 00 2 2 00 0 1 0 00 M ÉX IC OES TA D O S U N ID O S 34 6 34 7 97 im ig ra nt es Cu ba 8 88 2 80 Re in o U ni do 8 23 9 16 Itá lia 5 35 7 31 Co re ia d o Su l 66 6 80 7 Ch in a 1 00 7 33 1 Vi et nã 1 0 02 2 78 Ín di a1 0 37 3 60 Fi lip in as 1 4 54 7 05 A le m an ha 1 2 41 9 03 Ja m ai ca 5 70 0 39 Re p. D om in ic an a 70 2 68 4 Po rt o Ri co 1 4 43 0 13 El S al va do r 82 7 73 9 Ca na dá 94 5 08 4 Co lô m bi a 52 4 60 8 9 33 6 71 9 Fo nt e: w w w .m ig ra tio nd rc .o rg /re se ar ch /ty pe so fm ig ra tio n/ gl ob al _m ig ra nt _o rig in _d at ab as e. ht m l Os v al or es in di ca do s co rr es po nd em a um n úm er o de im ig ra nt es s up er io r a 5 00 0 00 . O C E A N O P A C ÍF IC O O C E A N O P A C ÍF IC O O C E A N O A T L Â N T IC O O C E A N O G L A C IA L Á R T IC O O C E A N O ÍN D IC O © La documentation française LA d OC UM En TA TI On F ra nç ai se . Q ue st io ns in te rn at io na le s, n . 3 9, se t.- ou t. 20 09 . d is po ní ve l e m : < ht tp :// ca rt og ra ph ie .s ci en ce s- po .fr /e n/ et at s- un is -o rig in es -d es -m ig ra nt s- 20 07 >. A ce ss o em : 2 1 m ar . 2 01 4. M ap a or ig in al . T ra du çã o: R en ée Z ic m an . 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 24 10/03/15 10:34 25UnIdAdE 1 1 O que indicam os números relacionados aos círculos da legenda? 2 Quais são os cinco países de onde vem a maioria dos imigrantes dos EUA? Estão em quais continentes? Você acha que os motivos da migração são os mesmos para pessoas de diferentes continentes? China A China é hoje considerada uma das grandes potências econômicas, políticas e militares do mundo. De acordo com o Banco Mundial, em 2012, seu PIB foi de apro- ximadamente 8,229 trilhões de dólares, o segundo maior do mundo. Apesar de ser governada pelo Partido Comunista, o desenvolvimento do capi- talismo é permitido em algumas regiões. Nessas áreas, estão instaladas as filiais de empresas multinacionais, bem como grande parte de suas indústrias estatais e privadas. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 25 10/03/15 10:34 26 UnIdAdE 1 A China participa de áreas de livre comércio com seus vizinhos asiáticos. Ingressou há pouco mais de dez anos na Organização Mundial do Comércio (OMC) e vem estabelecendo cada vez mais parcerias econômicas com países europeus, africanos e americanos, entre eles o Brasil, um de seus mais importantes parceiros comerciais. Além disso, é uma grande importadora de matérias-primas e também uma das maiores exportadoras de produtos industrializados do mundo, incluindo aqueles produzidos com alta tecnologia. A economia do país é a segunda maior do planeta, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Em 2012, de acordo com a Agência de Referência Populacional, a população era de 1,35 bilhão de habitantes. Parte dessa população forma um importante “exército” de operários que, com salários reduzidos, trabalha nas gran- des empresas nacionais (estatais e privadas) e estrangeiras que se instalam no ter- ritório. Os baixos salários e o enorme contingente de força de trabalho disponível são alguns fatores que fazem da China uma grande potência econômica. Japão O Japão é a terceira economia do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da China. Segundo dados do Banco Mundial, em 2012, contava com PIB de cerca de 5,96 trilhões de dólares. É um país desenvolvido em termos sociais, em razão da relativa igualdade de renda e do acesso aos serviços essenciais, como saúde, educação e habitação, e possui densa infraestrutura para o eficiente funcio- namento das cidades e das atividades econômicas em todo o seu território. É um país insular, um arquipélago com mais de 377 mil km². Formado por mais de 6 mil ilhas, as maiores são Honshu, Hokkaido, Kyushu e Shikoku, onde reside a maior parte da população, estimada em 127 milhões dehabitantes, con- forme dados de 2012 da Agência de Referência Populacional. Suas principais ati- vidades econômicas abrangem montadoras de automóvel (com filiais em outros países) e um grande grupo de fábricas, que vão desde autopeças e eletrônicos até as indústrias naval, química, siderúrgica e de tecnologia de ponta, o que o torna um exportador principalmente de veículos, máquinas mecânicas e elétricas, e produtos eletroeletrônicos e químicos. Entretanto, o Japão é um país com enorme carência de matérias -primas (exce- ção ao ferro) e fontes de energia, e por isso é um grande importador desses produ- tos no mundo todo. Os rios, por exemplo, ocupam menos de 1% do território, mas, como se trata de uma região montanhosa, consegue- se aproveitar significativa- mente a energia hidráulica, convertendo -a em eletricidade. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 26 10/03/15 10:34 27UnIdAdE 1 ATIvIdAdE 2 A economia japonesa Observe o quadro a seguir, com informações sobre os principais produtos exportados e importados do Japão. Principais produtos de importação Principais produtos de exportação Petróleo Automóveis Gás natural Máquinas mecânicas e elétricas Fontes: Ministério das Relações Exteriores. dados básicos e principais indicadores econômico-comerciais: Japão. Brasília: MRE/dPR/dIC, abr. 2013, p. 8-9. disponível em: <http:// www.brasilglobalnet.gov.br/ARQUIvOS/IndicadoresEconomicos/IndJapao.pdf>; CIA. Japan: economy. The World Factbook. disponível em: <https://www.cia.gov/library/ publications/the-world-factbook/geos/ja.html>. Acessos em: 21 mar. 2014. Com base nas informações do quadro e em pesquisa na internet, revistas, jor- nais e livros, responda: Como um país pequeno em extensão e com limitações de matéria-prima e energia conseguiu ser uma das principais economias do mundo? Os países emergentes Após a 2a Guerra Mundial, a maneira como os países eram classificados sofreu importantes transformações. Antes, o critério exclusivo era o crescimento econômico, e o índice mais usado era o PIB, que mede quanto cada país acumulou de riqueza − resultado de suas importações e exportações. No entanto, isso não revelava necessa- riamente se tais países eram lugares adequados ou não para viver, pois, por exemplo, um deles podia ter acumulado muita riqueza, mas não ter distribuído seus recursos de maneira mais igualitária entre sua população, de modo que a maioria das pessoas talvez fosse muito pobre e não tivesse acesso a serviços importantes, como saúde e educação, e apenas uma minoria concentrasse toda a riqueza. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 27 10/03/15 10:34 28 UnIdAdE 1 Houve, então, a diferenciação entre crescimento, que significa aumento da renda per capita sem alterações sociais relevantes, e desenvolvimento, quando há um incremento da renda per capita e também amplas mudanças sociais, principal- mente de distribuição de renda. Com essa mudança de enfoque, um novo índice passou a ser utilizado para medir se um país é desenvolvido ou não: o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Para calcular o IDH, são levados em consideração: a renda per capita do país, segundo a paridade do poder de compra, calculada em dólares; a saúde, medida pela taxa de mortalidade infantil e pela expectativa de vida da população; e o nível da educação, calculado pela taxa de alfabetização e pela taxa de escolarização, isto é, quantos anos de estudos tem a maioria das pessoas de um país. Apesar de os países emergentes contarem com uma economia avançada e industrializada com alto crescimento econômico, ainda não possuem desenvolvi- mento social equivalente, por exemplo, na distribuição de renda ou na oferta de serviços públicos de saúde e educação de qualidade, como é o caso do Brasil e de outros países dos Brics. Os Brics O termo Bric foi criado em 2001 por um economista para se referir ao agru- pamento de Brasil, Rússia, Índia e China. Recentemente, a sigla mudou para Brics, com s no final, porque houve a inclusão da África do Sul (South Africa, em inglês). Esses países foram agrupados por terem as mesmas particularidades: econo- mia de certa forma estabilizada recentemente; crescimento econômico relevante; diminuição lenta e gradual das desigualdades sociais (de modo distinto em cada um deles); investimentos de empresas estrangeiras em diversos setores; e mercado consumidor e força de trabalho em quantidades crescentes. Os Brics não constituem um bloco econômico, mas têm em comum o fato de apresentarem elevado crescimento econômico nos últimos anos, em especial a China e a Índia. No entanto, os dirigentes desses países vêm ensaiando esforços para a formação de uma aliança, já que, em conjunto, representariam uma força poderosa no cenário econômico internacional contemporâneo. Também conhecida como espe- rança de vida. Número médio de anos que um grupo ou indivíduo vive a partir de seu nascimento. Expectativa de vida 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 28 10/03/15 10:34 29UnIdAdE 1 ATIvIdAdE 3 Conhecendo os países pertencentes aos Brics Levando em consideração que o mundo possui cerca de 200 países, analise o quadro a seguir, com a colocação dos países dos Brics em dois rankings mundiais, e responda à questão proposta. Países pertencentes aos Brics Características econômicas – posição no ranking mundial (PIB em 2012) Características sociais − posição no ranking mundial (IDH em 2012) Brasil 7o 85o Rússia 8o 55o Índia 10o 136o China 2o 101o África do Sul 27o 121o Fontes: WORLd Bank, The GdP. disponível em: <http://data.worldbank.org/indicator/nY.GdP.MKTP.Cd>; PnUd. Relatório do desenvolvimento Humano 2013 - resumo. nova Iorque: PnUd, p. 15. disponível em: <http://hdr.undp.org/en/media/HdR13%20 Summary%20PT%WEB.pdf>. Acessos em: 21 mar. 2014. Com base no que foi tratado no texto Os países emergentes, o que esse quadro informa a respeito de cada um dos Brics em relação a suas características econô- micas e sociais? 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 29 10/03/15 10:34 30 UnIdAdE 1 Os países desenvolvidos, que acumulam maior riqueza e, portanto, maior poder político, exercem influência sobre vários outros países do planeta, sobretudo aqueles em desenvolvimento. Em sua opinião, o exercício do poder pelos países desenvolvi- dos ocorre exclusivamente no campo econômico? Por quê? Registre suas reflexões nas linhas a seguir. Notícias dão conta de que uma grande cidade de um país asiático sofreu, em um recente final de semana, com o pior nível de qualidade do ar já registrado em sua história. Os índices de polui- ção chegaram a ser 30 a 40 vezes mais elevados do que os recomendados. O desastre, certamente, guarda íntima relação com o enorme crescimento econômico do país, o mais populoso e a segunda economia do planeta. Assinale a alternativa que indica a cidade e o país a que o texto faz referência. a) Déli, Índia. b) Pequim, China. c) Moscou, Rússia. d) Hong Kong, Taiwan. e) Tóquio, República Popular da China. defensoria Pública de Santa Catarina, 2013. TAv - Técnico Administrativo. disponível em: <http://qcon-assets-production.s3.amazonaws.com/prova/arquivo_prova/29572/fepese-2013-dpe-sc-tecnico-administrativo-prova.pdf>. Acesso em: 29 abr. 2014. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 30 10/03/15 10:34 31UnIdAdE 1 Atividade 1 – Migração para os Estados Unidos 1 Como você pode observar no título da própria legenda, os números relacionados aos círculos indicam a quantidade de migrantes que se direcionam aos EUA. 2 Segundo o mapa, os imigrantes dos EUA vêm, principalmente, dos seguintes países: México, Filipinas, Porto Rico, Alemanha e Índia. Esses países estão localizados na América (México e Porto Rico), na Europa (Alemanha) e na Ásia (Filipinas e Índia). Os motivos que levam à migração são muito variados, mas, em geral, não são os mesmos para um alemão e para um indiano, por exemplo, pois as condições de vida nesses países são bem diferentes. Nos Estados Unidos,as condições de vida parecem muito atrativas, em especial para a população dos países em que as condições sociais e econômicas são desfavoráveis. O fato de os EUA serem vistos como um país com qualidade de vida, índices de emprego, níveis de consumo, direitos sociais etc. leva muitas pessoas a considerarem a mudança para lá. Além disso, há também a migração provocada por situações extremas, como guerras civis, perseguições políticas e religiosas. Atividade 2 – A economia japonesa Em sua pesquisa e observando o quadro apresentado, você pode ter conhecido diversos aspectos do Japão que revelam como esse país se desenvolveu apesar dos obstáculos naturais. O Japão importa matérias-primas, como petróleo e gás natural, mas exporta produtos industrializados, como automóveis e máquinas mecânicas e elétricas. No mercado mundial, os produtos industrializados e que utilizam tecnologias variadas e de alto valor são mais rentáveis em comparação às matérias- -primas. Com isso, é possível afirmar que o Japão se tornou uma potência mundial porque exporta mercadorias de alto valor comercial e tecnológico. Atividade 3 – Conhecendo os países pertencentes aos Brics Veja que a posição dos países que compõem os Brics em relação ao PIB não corresponde a sua posição no IDH. Por exemplo, a Índia possui o 10o maior PIB mundial, enquanto seu IDH ocupa a 136a posição no ranking; o Brasil ocupa a 7a posição no PIB e a 85a no IDH. Retome o texto Os países emergentes e veja que países como os Brics tiveram um crescimento que não foi acompanhado pelo desenvolvimento social. A riqueza produzida por esses países está con- centrada e beneficia apenas parte da população. Desafio Alternativa correta: b. Retome os textos China e Os Brics e observe que a China é o país mais popu- loso e a segunda economia do mundo. O amplo processo de crescimento econômico, pelo qual o país passa atualmente, afeta, em especial, suas grandes cidades, como Pequim. HORA dA CHECAGEM 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 31 10/03/15 10:34 32 UnIdAdE 1 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 32 10/03/15 10:34 Un id ad e 2 a eUropa ge og ra fi a Temas 1. paisagens da europa: aspectos naturais 2. dinâmicas demográficas do continente europeu introdução Nesta Unidade, você estudará alguns aspectos do espaço geográfico europeu, como suas diferentes sociedades, suas características demográficas e sua diversi- ficada paisagem. A Europa é um continente que conta com altos contingentes demográficos e concentra ricas metrópoles, além de apresentar grandes sistemas de engenharia, ou seja, obras como estradas, barragens e infraestrutura para geração e transmis- são de energia etc., que se acumulam há séculos. T e m a 1paisagens da europa: aspectos naturais O objetivo deste Tema é apresentar as características do espaço europeu rela- cionadas aos elementos do meio físico, como mares, rios, tipos de vegetação e de relevo, entre outros. Observe o mapa da próxima página e localize alguns países que fazem parte do continente europeu. De quais países europeus você já ouviu falar? Quais são os de maior extensão? E os de menor extensão? Quais características desses países você conhece? Registre suas reflexões nas linhas a seguir. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 33 10/03/15 10:34 iB ge . a tla s g eo gr áf ic o es co la r. en si no f un da m en ta l d o 6º a o 9º a no . r io d e Ja ne iro : i Bg e, 2 01 0, p . 8 9. m ap a or ig in al (s up re ss ão d e es ca la n um ér ic a) . © iBgeEu ro p a: p ol ít ic o Continentes e regiões do mundoContinentes e regiões do mundoMUNDOMUNDO Continentes e regiões do mundoContinentes e regiões do mundoMUNDOMUNDOContinentes e regiões do mundoContinentes e regiões do mundoMUNDOMUNDO # # # # # # # # # # # # # # ## # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # Pó Ural Prut Dn ié st er Ebro Vi st ul a O ka D an úb io Ode r DonPechora D an úb io Vo lg a Lo ire K ur a Dnieper Pr ip ya t Reno N em an G ua di an a Ródano Te jo Do ur o Vy ch eg da Ku ba n Sena Suk ho na De sn a Onega Do ne ts El ba M ar its a Dv in a do N or te Umea lve n Sp ey In da ls al ve n Muonioalv en Dn ie pe r Vo lg a Saône G ua da lq ui vi r D al Garonne Bu g M er id ion al 2. 37 8 m 5. 64 2 m 4. 27 6 m 1. 95 1 m 2. 11 9 m 3. 00 4 m 2. 96 2 m 4. 15 8 m 3. 29 7 m 2. 12 4 m 2. 43 0 m 1. 89 4 m 4. 46 6 m 2. 91 1 m 2. 65 5 m 2. 54 8 m 1. 54 5 m 1. 14 2 m 1. 88 5 m 4. 80 8 m 3. 84 1 m 2. 91 2 m 1. 28 1 m 3. 32 3 m 2. 71 0 m 2. 64 8 m 3. 48 2 m 1. 04 1 m 1. 08 5 m 2. 11 4 m 1. 91 5 m 2. 47 0 m 1. 49 1 m 1. 61 7 m 3. 79 8 m 4. 47 7 m 4. 63 4 m 3. 14 1 m 2. 50 4 m C in to H ek la P ic d 'A ni e E lb ru s K az be k N eg oi u To rr e de C er re do O ly m pu s B ro ck en Ve su vi o S no w do n Ju ng fra u P eñ al ar a G lo ck ne r D ik lo sm ta Zu gs pi tz e N ar od na ya M at te rh or n B az ar du zu R om an K os h M on te R os a M on te B ra nc o M on te Vi so M on te E tn a K eb ne ka is e O ks sk ol te n C or no G ra nd e Te l-P oz -lz P ic d 'E ta ts M on te O lim po P uy d e S an cy G al dh op ig ge n P eñ a Tr ev in ca G er la ch ov sk ý C ar ra nt uo hi ll H va na da ls hn úk ur H oh er D ac hs te in M ul ha cé n A rg en te ra SI ER R A M O R EN A VOSGES C ÁR PA TO S M ER ID IO N AI S PLA NALT O C ENTR AL RUSSO P LA N A LT O D E V A LD A I P LA N A LT O D O V O LG A C O R D IL LE R A C AN TÁ BR IC A A R D E N N E S M O NT ES RH O DO PE M O N TE S G R AM PI AN M O N T E S U R A I S A LP ES C Á U C A S O APENINOS PI RI NE US PINDO JU R A B A LC Ã S Floresta da Boémia P en ín su la da C rim éi a P en ín su la de K ol a P el op on es o Floresta Negra PL AN ÍC IE G ER M AN O -P O LO N ES A ALPES ESCANDINAVO S ALPES D IN ÁR IC O S Pennines Pe qu en o C áu ca so C Á R P A T O S P E N ÍN S U L A IB É R IC A Tr ác ia A na tó lia O C E A N O A T L Â N T IC O M ar A zo v M ar E ge u G ol fo d a Fi nl ân di a B aí a de B is ca ia M a r M e d i t e r r â n e o M a r M e d i t e r r â n e o Mar Cás pio Mar Báltico M a r N e g ro M ar T irr en o M a r d o N o r t e Mar Adri áti co M ar Jô ni co M a r d e B a re n ts M ar da G ro en lâ nd ia M a r d a N o r u e g a Golfo deBótnia M ar d a Irl an da M ar B ra nc o Estr eito de Bósfo ro Es tre ito Ö re su nd Es tre ito de D ov er C an al d a M an ch a Es tre ito Sk ag er ra k E st re ito da D in am ar ca E st re ito de G ib ra lta r I. S ic íli a I. R od es I. Ib iz a I. O la nd I. C ór se ga I. M en or caIs . O rk en ey I. M al lo rc a Is . H éb rid as I. H iiu m aa I. S aa re m aa I. d´ O ue ss an t Ilh a da G rã B re ta nh a I. G ot la nd Is . B al ea re s I s . J ô n i c a s I. C re ta I. S ar de nh a I. K ol gu ie v I. Is lâ nd ia I. da Irl an da I. B or nh ol m I. E ub ea Is . F ae ro e I. M al ta Is . N ov a Ze m bl a Is . S he tla nd C ab o Fi ni st er ra L. L ad og a 45 º N 30 º N 60 º N 15 º L 15 º L 75 º N 90 º L 45 º L 45 º L 60 º L 30 º O45 º O 30 º L 30 º L 15 º O 75 º L 30 º N 30 º O 60 º L 15 º O 75 º L 45 º N 60 º N Meridiano de Greenwich Meridiano de Greenwich Círc ulo Pola r Ártic o Círc ulo Pola rÁrtic o 4 00 0 m 1 80 0 m 80 0 m 50 0 m 20 0 m 0 m de pr es sã o - 1 0 00 m - 2 0 00 m - 4 0 00 m A lti tu de em met ro s P ro fu nd id ad e em m et ro s P ic os R io s Fr on te ira in te rn ac io na l # 0 25 0 km E sc al a 1: 25 0 00 0 00 P ro je çã o C ôn ic a E qu id is ta nt e O C E A N O AT LÂ N TI C O E st re ito d e G ib ra lta r M a r M e d it e rr â n e o M a r M e d it e rr â n e o M a r N e g ro ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! Fa ro Vi go Tv er Co rk Pa rn u G om el O rs ha Ib iz a So ch i Ira kl ioPs ko v Cá di z Va rn a Pa tra s Br es t N an cy La ht i M al m o G al w ay Lu bl in Re nn es O vi ed o G la zo v La ris a Po zn an O de ns e Ål bo rg Po lo ts k Aj ac ci o Sw an se a Vo ro ne z Ca ta ni a U pp sa la D ra m m en Fl or en ça Za ra go za Le H av re H an no ve r Pl ym ou th Ve nt sp ils Ca rt ag en a Kr as no da r Ya ro sl av l Ti m is oa ra St ut tg ar tN ur en be rg Li ve rp oo l N ew ca st le In ve rn es s Ís af jö rd ur Se va st op ol N or rk op in g Cl uj -N ap oc a M ag ni to go rs k Te ss al on ic a Za po riz hz hy a Kr is tia ns an d D un de e Li m og es Có rd ob a Ro st oc k Sh ef fie ld Se yd is fjö rd hu r Ak ur ey ri M ál ag a Bi lb ao G ra na da Se vi lh a Le rw ic k Ki rk w al l Va le nc ia La C or uñ a Pa le rm o Ca gl ia ri Va lla do lid Pa lm a Po rt o Br es t N an te s To ul ou se Bo rd ea ux Be rg en Tr om so O le su nd Ki rk en es St av an ge r H am m er fe st Tr on dh ei m Ki ru na Po ri O ul u Tu rk uTa m pe re Ló dz Cr ac óv ia G da ns k W ro cl aw Co ns ta nt a Lv ov Ka za n M ez en Ko tla s Vo rk ut a Am de rm a Vo lo gd a Bo lo go ye M ur m an sk Ar kh an ge ls k Ka nd al ak sh a Pe tro za vo ds k Ro st ov Br em en Le ip zi g Sa lz bu rg o Ca né ia Ro de s Sa nt ia go d e Co m po st el a Ba st ia Ba yo nn e M on tp el lie r Es tra sb ur go Bo døH ar st ad Ba ri G ên ov a Va as a Bi al ys to k Co im br a Ka lu ga Si m fe ro po l G al at i Pr is tin a G en eb ra Zu riq ue Ö st er su nd ! . ! . !. ! . ! . ! . !. !. ! . ! . ! . ! . !. ! . ! . !. ! . ! . ! . ! . ! . ! . ! . ! . ! . ! . ! . ! . ! . ! . ! . ! . ! . ! . ! . ! . ! . ! . !. ! . ! . ! . ! . !. ! . !. Uf a Pe rm Tu la Le ed s Ly on Kö ln Ki ro v M ilã o Sa m ar a Ry az an Od es sa Iz he vs k G ro zn yy Sa ra to v Ca rd iff Ná po le s Kh ar ko v Be lfa st G la sg ow Tó rs ha vn Or en bu rg Is ta m bu l G ot eb or g Ul ya no vs k As tra kh an Vo lg og ra d Ba rc el on a Fr an kf ur t Ed in bu rg h Bi rm in gh am M an ch es te r Ka lin in gr ad o Dn ep ro pe tro vs k Sã o Pe te rs bu rg o Ni zh ni y No vg or od M un iq ue Ha m bu rg o Sm ol en sk M ar se lh a G ib ra lta r Ro tte rd ã Lu le å Tu rim Do ne ck Ch er ni vt si Zh yt om yr Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê ÊÊ Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ki ev R ig a R om a O sl o Pr ag a Só fia M in sk Vi en a Be rn a Pa ri s M os co u Sk op je Za gr eb Ti ra na At en as Li sb oa M ad ri d Be rl im D ub lin N ic ós ia Ta lli nn Vi ln iu s Lo nd re s Va le ta Ch is in au Sa ra je vo Be lg ra do Va rs óv ia Br ux el asAm st er dã Po dg or ic a Bu ca re st e Li ub lia na Bu da pe st eH el si nq ue Es to co lm o R ey kj av ík Sa n M ar in o Lu xe m bu rg o Co pe nh ag ue M ôn ac o Va du z An do rr a Br at is la va TU R Q U IA P ar te A si át ic a FE D E R A Ç Ã O R U S S A (R ús si a- P ar te A si át ic a) R Ú S S IA (F E D R U S S A ) Irl an da d e N or te (R U N ) I.d e M an (R U N ) Is . F ae ro e (D IN )Ja n M ay en (N O R ) Je rs ey (R U N ) G ib ra lta r ( R U N ) LU X E M B U R G O M A LT A M O LD Á V IA U C R Â N IA FR A N Ç A S U É C IA E S PA N H A IT Á LI A P O LÔ N IA A LE M A N H A FI N LÂ N D IA N O R U E G A R O M Ê N IA B E LA R U S G R É C IA S É R V IA B U LG Á R IA IS LÂ N D IA H U N G R IA Á U S TR IA LI TU Â N IA S U ÍÇ A R E IN O U N ID O P O R TU G A L IR LA N D A LE TÔ N IA C R O Á C IA E S TÔ N IA R E P Ú B LI C A TC H E C A E S LO V Á Q U IA B É LG IC A H O LA N D A A LB Â N IA D IN A M A R C A B Ó S N IA - H E R ZE G O V IN A C H IP R E M A C E D Ô N IA TU R Q U IA M O N TE N E G R O E S LO V Ê N IA FE D E R A Ç Ã O R U S S A (R ús si a) S A N M A R IN O M Ô N A C O A N D O R R A VA T 45 º N 30 º N 60 º N 15 º L 15 º L 75 º N 45 º L 45 º L 60 º L 30 º O 45 º O 30 º L 30 º L 15 º O 75 º L 30 º N 30 º O 60 º L 15 º O 75 º L 45 º N 60 º N Meridiano de Greenwich Círc ulo Pola r Á rtic o Cí rc ulo P ola r Á rtic o Pr is tin a ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! Fl or en ça Ti m is oa ra Cl uj -N ap oc a G yo r Pu la Pé cs Sp lit Za da r O si je k M os ta r Sz eg ed Ve ne za Bo lo nh a D eb re ce n Sa lz bu rg o D ub ro vn ik Ar ad Pi sa Pe sc ar a N iš G ra z Si sa k Tu zl a Tr en to R ije ka M on ta na Ka rlo va c Ba nj a Lu ka Sh ko dë r In ns br uc k Ve le s Ze ni ca Ve ro na N ov i Sa d Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Va du z Só fia Li ub lia na Br at is la va R om a Vi en a Sk op je Za gr eb Sa ra je vo Be lg ra do Po dg or ic a Bu da pe st e Sa n M ar in o Va tic an o IT Á LI A S É R V IA R O M Ê N IA H U N G R IA Á U S TR IA C R O Á C IA B U LG Á R IA B Ó S N IA - H E R ZE G O V IN A E S LO V Ê N IA S U ÍÇ A M A C E D Ô N IA A LB Â N IA A LE M A N H A M O N TE N E G R O E S LO V Á Q U IA U C R Â N IA LI E C H TE N S TE IN S A N M A R IN O VA TI C A N O 45 º N 15 º L 0 15 0 km E sc al a r r r r r r rr r r r r r r ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! N an cy H an no ve r Ro tte rd ã N ur en be rg Bo nn Es se n Ro ue n Ca la is Br em en N or w ic h D un ke rq ue D üs se ld or f D ov er G ro ni ng en Li lle An tu ér pi a D ui sb ur g D or tm un d H ai a ! . ! . ! . Kö ln Ha m bu rg o Fr an kf ur t Ê Ê Ê Ê Ê Pa ri s Lo nd re s Br ux el as Am st er dã Lu xe m bu rg o A LE M A N H A FR A N Ç AB É LG IC A H O LA N D A R E IN O U N ID O LU X E M B U R G O 0 15 0 km E sc al a 30 º O 25° O 40 ° N 35 ° N 0 20 0 km E sc al a !. A ço re s (P O R ) Po nt a De lg ad a 0 25 0 km E sc al a P ro je çã o C ôn ic a E qu id is ta nt e O ut ra s ci da de s C ap ita l d e pa ís P rin ci pa is c id ad es Fr on te ira in te rn ac io na l Fe rr ov ia R od ov ia R io Ê ! . ! 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 34 10/03/15 10:34 35Unidade 2 europa: características naturais Ao contrário do que se observa em outros continentes, como a África e a América, o território europeu não está distribuído de forma contínua. É um litoral recortado, num espaço cercado por vários mares: • na área centro-sul, predomina o Mar Mediterrâneo;• a oeste, localiza-se o Oceano Atlântico; e • ao norte, estão o Mar do Norte e o Oceano Polar Ártico. No decorrer desta Unidade, você verá que essa característica facilitou, muitos anos atrás, a construção de portos, assim como a utilização do transporte marítimo em grande escala. Essa e outras características naturais do espaço europeu, como a predominância de terras planas, foram bastante propícias para o desenvolvimento de diversas socie- dades e um vigoroso comércio que vem ali se desenvolvendo há pelo menos 3 mil anos, tomando a Grécia Antiga como parâmetro (1100 a.C.). Pode-se observar também que existem muitas penínsulas nesse continente, entre as quais se des- tacam a Península Escandinava (onde se localizam a Noruega e a Suécia), a Península Ibérica (Portugal e Espanha) e a Península Itálica (Itália). Há, ainda, a Península da Jutlândia, cujo litoral é extremamente recortado e onde estão situados o extremo norte da Alemanha e a parte continental da Dinamarca. relevo Em grande parte do continente ocorrem baixas altitudes, as quais não che- gam a 200 metros. Entretanto, há também cadeias montanhosas superiores a 4 mil metros, como os Alpes, e a 5 mil metros, como a Cordilheira do Cáucaso. O relevo da Europa é formado ainda por planaltos, encontra- dos no norte e distribuídos pela parte central do continente. Esses tipos de relevo são desgastados pela erosão e nas baixas altitudes têm formas arredondadas e planas. Observe essas características no mapa da próxima página. Apesar de parte do território europeu parecer intranspo- nível em razão do excesso de cadeias de montanhas, hoje há uma grande rede de ferrovias e rodovias, resultado dos avan- ços tecnológicos e de investimentos em infraestrutura de transporte nesse continente. Ponta de terra cercada de água e ligada ao continente somente por um dos lados. Península Desgaste das rochas realizado pela água de chuva, mar ou rio, pelo gelo, por vento ou até mesmo por variação térmica. Tal desgaste, aliado ao transporte das partí- culas dos solos, des- trói a estrutura da rocha e a modifica. Erosão 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 35 10/03/15 10:34 © iBge iB ge . a tla s g eo gr áf ic o es co la r. en si no f un da m en ta l d o 6º a o 9º a no . r io d e Ja ne iro : i Bg e, 2 01 0, p . 8 8. m ap a or ig in al (s up re ss ão d e es ca la n um ér ic a) . Eu ro p a: f ís ic o Continentes e regiões do mundoContinentes e regiões do mundoMUNDOMUNDOContinentes e regiões do mundoContinentes e regiões do mundoMUNDOMUNDO Continentes e regiões do mundoContinentes e regiões do mundoMUNDOMUNDO # # # # # # # # # # # # # # ## # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # Pó Ural Prut Dn ié st er Ebro Vi st ul a O ka D an úb io Ode r DonPechora D an úb io Vo lg a Lo ire K ur a Dnieper Pr ip ya t Reno N em an G ua di an a Ródano Te jo Do ur o Vy ch eg da Ku ba n Sena Suk ho na De sn a Onega Do ne ts El ba M ar its a Dv in a do N or te Umea lve n Sp ey In da ls al ve n Muonioalv en Dn ie pe r Vo lg a Saône G ua da lq ui vi r D al Garonne Bu g M er id ion al 2. 37 8 m 5. 64 2 m 4. 27 6 m 1. 95 1 m 2. 11 9 m 3. 00 4 m 2. 96 2 m 4. 15 8 m 3. 29 7 m 2. 12 4 m 2. 43 0 m 1. 89 4 m 4. 46 6 m 2. 91 1 m 2. 65 5 m 2. 54 8 m 1. 54 5 m 1. 14 2 m 1. 88 5 m 4. 80 8 m 3. 84 1 m 2. 91 2 m 1. 28 1 m 3. 32 3 m 2. 71 0 m 2. 64 8 m 3. 48 2 m 1. 04 1 m 1. 08 5 m 2. 11 4 m 1. 91 5 m 2. 47 0 m 1. 49 1 m 1. 61 7 m 3. 79 8 m 4. 47 7 m 4. 63 4 m 3. 14 1 m 2. 50 4 m C in to H ek la P ic d 'A ni e E lb ru s K az be k N eg oi u To rr e de C er re do O ly m pu s B ro ck en Ve su vi o S no w do n Ju ng fra u P eñ al ar a G lo ck ne r D ik lo sm ta Zu gs pi tz e N ar od na ya M at te rh or n B az ar du zu R om an K os h M on te R os a M on te B ra nc o M on te Vi so M on te E tn a K eb ne ka is e O ks sk ol te n C or no G ra nd e Te l-P oz -lz P ic d 'E ta ts M on te O lim po P uy d e S an cy G al dh op ig ge n P eñ a Tr ev in ca G er la ch ov sk ý C ar ra nt uo hi ll H va na da ls hn úk ur H oh er D ac hs te in M ul ha cé n A rg en te ra SI ER R A M O R EN A VOSGES C ÁR PA TO S M ER ID IO N AI S PLA NALT O C ENTR AL RUSSO P LA N A LT O D E V A LD A I P LA N A LT O D O V O LG A C O R D IL LE R A C AN TÁ BR IC A A R D E N N E S M O NT ES RH O DO PE M O N TE S G R AM PI AN M O N T E S U R A I S A LP ES C Á U C A S O APENINOS PI RI NE US PINDO JU R A B A LC Ã S Floresta da Boémia P en ín su la da C rim éi a P en ín su la de K ol a P el op on es o Floresta Negra PL AN ÍC IE G ER M AN O -P O LO N ES A ALPES ESCANDINAVO S ALPES D IN ÁR IC O S Pennines Pe qu en o C áu ca so C Á R P A T O S P E N ÍN S U L A IB É R IC A Tr ác ia A na tó lia O C E A N O A T L Â N T IC O M ar A zo v M ar E ge u G ol fo d a Fi nl ân di a B aí a de B is ca ia M a r M e d i t e r r â n e o M a r M e d i t e r r â n e o Mar Cás pio Mar Báltico M a r N e g ro M ar T irr en o M a r d o N o r t e Mar Adri áti co M ar J ôn ic o M a r d e B a re n ts M ar d a G ro en lâ nd ia M a r d a N o r u e g a Golfo de Bótnia M ar d a Irl an da M ar B ra nc o Estr eito de Bósfo ro Es tre ito Ö re su nd Es tre ito de D ov er C an al d a M an ch a Es tre ito Sk ag er ra k E st re ito d a D in am ar ca E st re ito d e G ib ra lta r I. S ic íli a I. R od es I. Ib iz a I. O la nd I. C ór se ga I. M en or caIs . O rk en ey I. M al lo rc a Is . H éb rid as I. H iiu m aa I. S aa re m aa I. d´ O ue ss an t Ilh a da G rã B re ta nh a I. G ot la nd Is . B al ea re s I s . J ô n i c a s I. C re ta I. S ar de nh a I. K ol gu ie v I. Is lâ nd ia I. da Ir la nd a I. B or nh ol m I. E ub ea Is . F ae ro e I. M al ta Is . N ov a Ze m bl a Is . S he tla nd C ab o Fi ni st er ra L. L ad og a 45 º N 30 º N 60 º N 15 º L 15 º L 75 º N 90 º L 45 º L 45 º L 60 º L 30 º O45 º O 30 º L 30 º L 15 º O 75 º L 30 º N 30 º O 60 º L 15 º O 75 º L 45 º N 60 º N Meridiano de Greenwich Meridiano de Greenwich Círc ulo Pola r Á rtic o Círc ulo P ola r Á rtic o 4 00 0 m 1 80 0 m 80 0 m 50 0 m 20 0 m 0 m de pr es sã o - 1 0 00 m - 2 0 00 m - 4 0 00 m A lti tu de em m et ro s P ro fu nd id ad e em m et ro s P ic os R io s Fr on te ira in te rn ac io na l # 0 25 0 km E sc al a P ro je çã o C ôn ic a E qu id is ta nt e O C E A N O AT LÂ N TI C O E st re ito de G ib ra lta r M a r M e d it e rr â n e o M a r M e d it e rr â n e o M a r N e g ro ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! Fa ro Vi go Tv er Co rk Pa rn u G om el O rs ha Ib iz a So ch i Ira kl ioPs ko v Cá di z Va rn a Pa tra s Br es t N an cy La ht i M al m o G al w ay Lu bl in Re nn es O vi ed o G la zo v La ris a Po zn an O de ns e Ål bo rg Po lo ts k Aj ac ci o Sw an se a Vo ro ne z Ca ta ni aU pp sa la D ra m m en Fl or en ça Za ra go za Le H av re H an no ve r Pl ym ou th Ve nt sp ils Ca rt ag en a Kr as no da r Ya ro sl av l Ti m is oa ra St ut tg ar tN ur en be rg Li ve rp oo l N ew ca st le In ve rn es s Ís af jö rd ur Se va st op ol N or rk op in g Cl uj -N ap oc a M ag ni to go rs k Te ss al on ic a Za po riz hz hy a Kr is tia ns an d D un de e Li m og es Có rd ob a Ro st oc k Sh ef fie ld Se yd is fjö rd hu r Ak ur ey ri M ál ag a Bi lb ao G ra na da Se vi lh a Le rw ic k Ki rk w al l Va le nc ia La Co ru ña Pa le rm o Ca gl ia ri Va lla do lid Pa lm a Po rt o Br es t N an te s To ul ou se Bo rd ea ux Be rg en Tr om so O le su nd Ki rk en es St av an ge r H am m er fe st Tr on dh ei m Ki ru na Po ri O ul u Tu rk uTa m pe re Ló dz Cr ac óv ia G da ns k W ro cl aw Co ns ta nt a Lv ov Ka za n M ez en Ko tla s Vo rk ut a Am de rm a Vo lo gd a Bo lo go ye M ur m an sk Ar kh an ge ls k Ka nd al ak sh a Pe tro za vo ds k Ro st ov Br em en Le ip zi g Sa lz bu rg o Ca né ia Ro de s Sa nt ia go de Co m po st el a Ba st ia Ba yo nn e M on tp el lie r Es tra sb ur go Bo døH ar st ad Ba ri G ên ov a Va as a Bi al ys to k Co im br a Ka lu ga Si m fe ro po l G al at i Pr is tin a G en eb ra Zu riq ue Ö st er su nd ! . ! . !. ! . ! . ! . !. !. ! . ! . ! . ! . !. ! . ! . !. ! . ! . ! . ! . ! . ! . ! . ! . ! . ! . ! . ! . ! . ! . ! . ! . ! . ! . ! . ! . ! . ! . !. ! . ! . ! . ! . !. ! . !. Uf a Pe rm Tu la Le ed s Ly on Kö ln Ki ro v M ilã o Sa m ar a Ry az an Od es sa Iz he vs k G ro zn yy Sa ra to v Ca rd iff Ná po le s Kh ar ko v Be lfa st G la sg ow Tó rs ha vn Or en bu rg Is ta m bu l G ot eb or g Ul ya no vs k As tra kh an Vo lg og ra d Ba rc el on a Fr an kf ur t Ed in bu rg h Bi rm in gh am M an ch es te r Ka lin in gr ad o Dn ep ro pe tro vs k Sã o Pe te rs bu rg o Ni zh ni y No vg or od M un iq ue Ha m bu rg o Sm ol en sk M ar se lh a G ib ra lta r Ro tte rd ã Lu le å Tu rim Do ne ck Ch er ni vt si Zh yt om yr Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê ÊÊ Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ki ev R ig a R om a O sl o Pr ag a Só fia M in sk Vi en a Be rn a Pa ri s M os co u Sk op je Za gr eb Ti ra na At en as Li sb oa M ad ri d Be rl im D ub lin N ic ós ia Ta lli nn Vi ln iu s Lo nd re s Va le ta Ch is in au Sa ra je vo Be lg ra do Va rs óv ia Br ux el asAm st er dã Po dg or ic a Bu ca re st e Li ub lia na Bu da pe st eH el si nq ue Es to co lm o R ey kj av ík Sa n M ar in o Lu xe m bu rg o Co pe nh ag ue M ôn ac o Va du z An do rr a Br at is la va TU R Q U IA P ar te A si át ic a FE D E R A Ç Ã O R U S S A (R ús si a- P ar te A si át ic a) R Ú S S IA (F E D R U S S A ) Irl an da d e N or te (R U N ) I.d e M an (R U N ) Is . F ae ro e (D IN )Ja n M ay en (N O R ) Je rs ey (R U N ) G ib ra lta r ( R U N ) LU X E M B U R G O M A LT A M O LD Á V IA U C R Â N IA FR A N Ç A S U É C IA E S PA N H A IT Á LI A P O LÔ N IA A LE M A N H A FI N LÂ N D IA N O R U E G A R O M Ê N IA B E LA R U S G R É C IA S É R V IA B U LG Á R IA IS LÂ N D IA H U N G R IA Á U S TR IA LI TU Â N IA S U ÍÇ A R E IN O U N ID O P O R TU G A L IR LA N D A LE TÔ N IA C R O Á C IA E S TÔ N IA R E P Ú B LI C A TC H E C A E S LO V Á Q U IA B É LG IC A H O LA N D A A LB Â N IA D IN A M A R C A B Ó S N IA - H E R ZE G O V IN A C H IP R E M A C E D Ô N IA TU R Q U IA M O N TE N E G R O E S LO V Ê N IA FE D E R A Ç Ã O R U S S A (R ús si a) S A N M A R IN O M Ô N A C O A N D O R R A VA T 45 º N 30 º N 60 º N 15 º L 15 º L 75 º N 45 º L 45 º L 60 º L 30 º O 45 º O 30 º L 30 º L 15 º O 75 º L 30 º N 30 º O 60 º L 15 º O 75 º L 45 º N 60 º N Meridiano de Greenwich Círc ulo Pola r Ártic o Cí rc ulo Po lar Ár tic o Pr is tin a ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! Fl or en ça Ti m is oa ra Cl uj -N ap oc a G yo r Pu la Pé cs Sp lit Za da r O si je k M os ta r Sz eg ed Ve ne za Bo lo nh a D eb re ce n Sa lz bu rg o D ub ro vn ik Ar ad Pi sa Pe sc ar a N iš G ra z Si sa k Tu zl a Tr en to R ije ka M on ta na Ka rlo va c Ba nj a Lu ka Sh ko dë r In ns br uc k Ve le s Ze ni ca Ve ro na N ov i Sa d Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Ê Va du z Só fia Li ub lia na Br at is la va R om a Vi en a Sk op je Za gr eb Sa ra je vo Be lg ra do Po dg or ic a Bu da pe st e Sa n M ar in o Va tic an o IT Á LI A S É R V IA R O M Ê N IA H U N G R IA Á U S TR IA C R O Á C IA B U LG Á R IA B Ó S N IA - H E R ZE G O V IN A E S LO V Ê N IA S U ÍÇ A M A C E D Ô N IA A LB Â N IA A LE M A N H A M O N TE N E G R O E S LO V Á Q U IA U C R Â N IA LI E C H TE N S TE IN S A N M A R IN O VA TI C A N O 45 º N 15 º L 0 15 0 km E sc al a 1: 15 0 00 0 00 r r r r r r rr r r r r r r ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! N an cy H an no ve r Ro tte rd ã N ur en be rg Bo nn Es se n Ro ue n Ca la is Br em en N or w ic h D un ke rq ue D üs se ld or f D ov er G ro ni ng en Li lle An tu ér pi a D ui sb ur g D or tm un d H ai a ! . ! . ! . Kö ln Ha m bu rg o Fr an kf ur t Ê Ê Ê Ê Ê Pa ri s Lo nd re s Br ux el as Am st er dã Lu xe m bu rg o A LE M A N H A FR A N Ç AB É LG IC A H O LA N D A R E IN O U N ID O LU X E M B U R G O 0 15 0 km E sc al a 1: 15 0 00 0 00 30 º O 25° O 40 ° N 35 ° N 0 20 0 km E sc al a 1: 20 0 00 0 00 !. A ço re s (P O R ) Po nt a De lg ad a 0 25 0 km E sc al a 1: 25 0 00 0 00 P ro je çã o C ôn ic a E qu id is ta nt e O ut ra s ci da de s C ap ita l d e pa ís P rin ci pa is c id ad es Fr on te ira in te rn ac io na l Fe rr ov ia R od ov ia R io Ê ! . ! 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 36 10/03/15 10:34 37Unidade 2 aTividade 1 o espaço geográfico do continente europeu Observe o mapa da página anterior e consulte também o mapa Europa: político, apre- sentado na seção O que você já sabe?. Em seguida, responda às perguntas propostas. 1 Imagine que você está em um avião que fará o trajeto, em linha reta, da cidade de Tromso, na Noruega, até Nápoles, na Itália. Com o auxílio de uma régua, trace uma reta entre essas duas cidades no mapa Europa: político. Por quais países você passará? 2 Agora, o trajeto do avião será de Lisboa, em Portugal, até Kiev, cidade da Ucrânia. Depois de traçar uma reta entre essas duas cidades, responda: Por quais países você passará? 3 Observe as formas de relevo destacadas no mapa Europa: físico. Localize os Alpes, os Pirineus, os Apeninos e os Alpes Escandinavos. Comparando com o mapa Europa: político, responda: Em quais países esses relevos estão presentes? Hidrografia O continente europeu tem 75 mil km de vias fluviais, mas seus rios se destacam menos pela extensão do que pelo volume de água e pela importância como via de transporte no fluxo de matérias-primas, mercadorias e pessoas, isto é, como hidro- vias. Os principais rios são: • Rio Volga, o mais longo da Europa, com aproximadamente 3.700 km de extensão. Nasce na Rússia e desemboca no Mar Cáspio. É navegávelquando não está conge- lado, estado em que se encontra na maior parte do ano; • Rio Danúbio, que nasce numa região chamada Floresta Negra, na Alemanha, e deságua no Mar Negro. Com cerca de 2.800 km de extensão, atravessa vários países, como Alemanha, Áustria, Eslováquia, Hungria, Croácia, Sérvia, Bulgária, Romênia e Ucrânia. Parte dele é navegável em qualquer época do ano e há intenso tráfego de navios de carga e passageiros. Trata-se de importante via de ligação; e 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 37 10/03/15 10:34 38 Unidade 2 • Rio Reno, com aproximadamente 1.350 km de extensão. É economicamente importante, pois liga a parte central da Europa aos Países Baixos. Ele nasce nos Alpes Suíços, separa a Alemanha da França, passa pela região industrial da Alemanha e pelos Países Baixos, e desemboca no Mar do Norte. Muito utilizado para funções econômicas de escoamento de produção, tem também várias usinas hidrelétricas. A hidrografia da Europa historicamente cumpriu um expressivo papel como meio para a exploração do território, pois impulsionou o comércio e condicionou a criação de muitas cidades, até mesmo algumas das grandes metrópoles atuais, como Londres (Inglaterra) e Paris (França). Clima e vegetação Observe os mapas na próxima página. Ao compará-los, observa-se que o tipo de clima condiciona a vegetação do continente europeu e vice-versa. Não só nesse, mas em todos os conti- nentes, a vegetação sempre é um fator associado ao clima, já que promove a evapotranspiração, faz som- breamento, regula a temperatura local, retém água e captura carbono etc., o que varia de acordo com o tipo de cobertura vegetal. Em regiões onde há menor insolação e o clima é mais frio, como no norte da Europa, a vegetação é mais rasteira e de menor porte, como a tundra. Pode-se observar no mapa, também, a vegetação mediterrânea, que foi quase totalmente devastada − chegando a levar áreas à situação de incidência de desertificação, como em Portugal −, localizada numa região cujo clima é mais quente e, portanto, caracterizada por bosques e arbustos maiores. País constituído de várias pro- víncias, cuja capital é Amsterdã. Tem esse nome porque seu ter- ritório está em altitudes muito baixas: cerca de ¼ do território fica ao nível do mar ou abaixo dele. Para evitar inundações, diversas regiões estão protegi- das por diques e paredões. Países Baixos Evapotranspiração O solo e as plantas perdem água através da evaporação e da transpiração, respec- tivamente. Essa água no estado de vapor é transfe- rida para a atmosfera. Insolação Quantidade de radiação, medida em horas, em que a superfície da Terra recebe a luz do Sol sem interferên- cia de nuvens. Tundra Bioma presente nas regiões mais frias do planeta, onde, em razão das características climáticas, há pouca varie- dade de plantas e animais. Glossário 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 38 10/03/15 10:34 rand mcnaLLY education. Classroom atlas. disponível em: <http://education.randmcnally.com/classroom/action/getmapListByatlas. do?atlasname=Classroom%20atlas>; goode’s world atlas. disponível em: <http://education.randmcnally.com/classroom/action/ getmapListByatlas.do?atlasname=goode%27s%20World%20atlas>. acessos em: 21 mar. 2014. mapas originais. Tradução: mait Bertollo. © r m a cq ui sit io n, LL C d/ b/ a r an d m cn al ly. r ep ro du ce d w ith p er m iss io n, Li ce ns e no . r .L . 1 4- 5- 01 8. a ll r ig ht s r es er ve d Europa: clima e vegetação 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 39 10/03/15 10:34 40 Unidade 2 © f io re /e as yp ix © m ar k H am bl in /o xf or d sc ie nt ifi c/ ge tt y i m ag es A vegetação varia de local para local baseada, sobretudo, nas características climáticas e de relevo, que acabam por influenciar outros fatores naturais, como a rede hidrográfica e a distri- buição dos solos, criando os denominados “biomas”. Nesse sentido, no norte da Europa, Ásia e América do Norte predomina uma vegetação rasteira, de crescimento lento e adaptada ao clima frio e de altas montanhas, que se desenvolve sobre o solo congelado, denominado permafrost. O bioma ao qual a passagem se refere é: a) estepes. b) taiga. c) floresta Boreal. d) floresta Tropical. e) tundra. Universidade Tecnológica federal do paraná (UTfpr), 2012. exame de seleção do ensino médio técnico integrado. disponível em: <http://www.utfpr.edu.br/futuros-alunos/exame-de-selecao-para-cursos-tecnicos/edicoes-anteriores/inTegrado_ver2012cad_prova.pdf>. acesso em: 21 mar. 2014. vegetação de tundra na noruega, norte da europa. vegetação mediterrânea na itália, sul da europa. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 40 10/03/15 10:34 41Unidade 2 Atividade 1 – O espaço geográfico do continente europeu 1 Uma linha reta traçada entre Tromso, na Noruega, e Nápoles, na Itália, no mapa político passa pelos países: Suécia, Polônia, República Tcheca, Eslovênia, Áustria e Croácia. 2 No mapa político, uma linha reta traçada entre Lisboa, em Portugal, até Kiev, na Ucrânia, passa pelos países: Espanha, França, Suíça, Alemanha, Áustria, República Tcheca, Eslováquia e Polônia. 3 No mapa Europa: físico, você pode ver que as formas de relevo apontadas pela questão estão repre- sentadas pelas cores laranja, amarelo e bege, sendo áreas altas e montanhosas. Comparando com o mapa Europa: político, pode-se ver que os Alpes estão presentes na França, Suíça, Itália, Alemanha, Áustria e Eslovênia. Os Pirineus ficam na França, Espanha e em Andorra, que fica entre os dois primei- ros países. Os Apeninos ficam na Itália e os Alpes Escandinavos ficam na Noruega, Suécia e Finlândia. Desafio Alternativa correta: e. Tundra é o bioma predominante na região norte da Europa e nas regiões mais frias do mundo. Caso você tenha dúvidas, faça uma pesquisa sobre a tundra na internet e consulte o professor no CEEJA. Hora da CHeCagem 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 41 10/03/15 10:35 42 introdução Neste Tema, você estudará a dinâmica demográfica da Europa, o que envolve processos como o crescimento populacional em determinadas regiões, as mudan- ças que ocorreram nas características da reprodução da população europeia e sua mobilidade entre os diferentes territórios. Você poderá observar mudanças nas taxas de natalidade e na expectativa de vida da população, e também como a urba- nização e as alterações no custo de vida e na estrutura familiar modificaram a dinâmica demográfica nessa região do mundo. Procure recordar o que aprendeu sobre os processos de industrialização e urbanização, que ocorreram em diferentes regiões da Europa, entre o final do século XIX e o começo do XX. Retome o mapa Europa: político, da seção O que você já sabe? do Tema 1, e faça três listas diferentes: • com os países que você acredita serem os mais populosos; • com os idiomas falados nesses países; e • com as religiões que você acredita serem praticadas nesses territórios. Em seguida, pense sobre como as imigrações podem transformar as caracterís- ticas demográficas dessas regiões. Registre suas reflexões a seguir. T e m a 2 dinâmicas demográficas do continente europeu 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 42 10/03/15 10:35 43Unidade 2 as dinâmicas demográficas da europa Em 2011, a população da Europa era de 739 milhões de habitantes, incluindo a parte europeia das chamadas nações transcontinentais. Segundo o Relatório sobre a situação da população mundial 2011, da Organização das Nações Unidas (ONU), será de 740 milhões em 2025. As maiores concentrações popula- cionais da Europa encontram-se nas porções central e ocidental, onde a densidade demográfica pode ser supe- rior a 200 habitantes por km², per- dendo apenas para algumas regiões da Ásia. As áreas menos habitadas, ou seja, com baixa densidade populacional, são aquelas próximas ao Círculo Polar Ártico, consequência principalmente do clima mais frio. A população europeiaé composta predominantemente por três grandes gru- pos etnolinguísticos − os latinos, os germânicos e os eslavos − e, apesar da diversidade étnica e linguística, a maioria da população é cristã, seja católica, ortodoxa ou protestante. Há também a prática de outras religiões, como o isla- mismo e o judaísmo. população majoritariamente urbana O primeiro continente a se industrializar foi o europeu e seu processo de urba- nização deu-se há dois séculos, embora já existissem grandes cidades em períodos anteriores, como Roma (Itália), Atenas (Grécia) e mesmo Londres (Inglaterra). Hoje, segundo dados de 2011, em alguns países desenvolvidos a população urbana gira em torno de 80%. Alguns exemplos são a Alemanha (74%), a França (85%) e o Reino Unido (80%). No continente destacam-se as atividades industriais, comerciais e financeiras. As maiores cidades europeias são Paris (França), Londres e Moscou (Rússia), com mais de 8 milhões de habitantes. dinâmica do crescimento populacional e o aumento do número de idosos Como consequência da queda dos índices de natalidade, a Europa apresenta baixas taxas de crescimento populacional. Essa queda pode ser atribuída ao desen- volvimento urbano e industrial do continente, associado a fatores como: • aumento do custo de vida; Nações transcontinentais são países que estão localizados em dois continentes. Esse é o caso da Rússia, da Turquia, do Azerbaijão, do Casaquistão e da Geórgia, que fazem parte da Europa e da Ásia. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 43 10/03/15 10:35 44 Unidade 2 • aumento da participação da mulher no mercado de trabalho; • casamentos tardios; • ascensão social; e • maior igualdade entre os cidadãos. A disseminação dos métodos anticoncepcionais, na segunda metade do século XX, e a difusão dos meios de comunicação, que ampliaram o acesso à informação, também contribuíram para a redução do número de filhos. A média da expectativa de vida nos países europeus, segundo dados de 2012 da Agência de Referência Populacional, está acima dos 77 anos e, em decorrência disso, é grande o número de idosos na composição etária da população. Em países como Itália, Reino Unido, Alemanha, Suécia e Noruega, a expectativa de vida está próxima dos 80 anos para homens e dos 84 para mulheres. Esse padrão demográfico europeu, no qual se combinam a baixa natali- dade e a alta expectativa de vida, gera preocupações, pois, ao mesmo tempo que não há aumento da força de trabalho, ocorre a elevação dos gastos com a previdência social, e boa parte da população já é de pessoas em idade de se aposentar. No entanto, há também um movimento inverso: os grandes fluxos de emi- grantes de regiões pobres do mundo rumo à Europa têm levado ao aumento das taxas de natalidade do continente, já que eles têm, em média, mais filhos que os europeus. Geografia − Volume 4 Demografia, o perfil do povo Com esse vídeo, você vai aprofundar seus conhecimentos sobre demografia. Ele discute características próprias de cada povo, abordando as populações da Europa, da América Latina, da África, dos ocidentais e daqueles que habitam terras geladas e os trópicos. Trata do censo demográfico, pesquisa que mostra o perfil da população, suas características e necessidades, principalmente nas áreas de saúde, educação, habitação, transporte, previdência e trabalho. Aponta, ainda, que o Brasil é hoje um país de jovens, mas terá mais idosos do que crianças dentro de algumas décadas. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 44 10/03/15 10:35 45Unidade 2 a previdência social no Brasil O sistema de previdência social no Brasil, vinculado ao Ministério da Previdência Social (MPS), é o responsável por garantir a aposentadoria e outros direitos aos trabalhadores. Fazem parte do sistema previdenciário as aposentadorias por idade, por tempo de contribuição, por invalidez e especial. Há, ainda, auxílio-doença, auxílio- -acidente, auxílio-reclusão, pensão por morte e para portadores de síndrome da talidomida, assim como o direito ao salário-família e ao salário-maternidade. A aposentadoria costuma ser o direito trabalhista que primeiro vem à mente das pessoas e que parece ser o mais importante. Isso acontece porque é a renda obtida na aposentadoria que deveria garantir ao trabalhador sua sobrevivência quando ele estiver idoso, no caso de sofrer algum acidente ou, ainda, de ter alguma doença que o torne incapacitado para o trabalho. Ela foi o primeiro direito a ser reconhecido pelo sistema de previdência, mas não foi criada de forma isolada. Com a aposentadoria por tempo de trabalho, por idade e por invalidez, o primeiro sistema de previdência brasileiro previa também pensão para os herdeiros em caso de morte do segurado, assistência médica e con- cessão de medicamentos com preços reduzidos. O decreto que regulamentou esses direitos é de 1923 (Decreto no 4.682, de 24 de janeiro de 1923) e ficou conhecido como Lei Eloy Chaves, por ter sido esse depu- tado federal o autor do projeto que deu origem ao decreto. Embora tentativas de fazer valer direitos dessa natureza tenham acontecido antes de 1923, foi a Lei Eloy Chaves que marcou o início do sistema da previdência social no Brasil. O direito à aposentadoria, inicialmente, foi concedido apenas aos ferroviários, que na época formavam a categoria profissional mais organizada e que mais rei- vindicava direitos trabalhistas. O Decreto no 5.109, de 20 de dezembro de 1926, estendeu a previdência dos ferroviários para outras categorias: portuários e marí- timos. Os direitos previstos para os trabalhadores também foram ampliados, incluindo cobertura para internações hospitalares, auxílio para funeral e assistên- cia em casos de acidentes de trabalho. Má-formação do feto causada pela ingestão de remédio com o composto talidomida, usado para controlar enjoo durante a gravidez. Síndrome da talidomida 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 45 10/03/15 10:35 46 Unidade 2 si dn ei m ou ra fonte: UniTed nations . World population prospect. disponível em: <http://esa.un.org/wpp/>. acesso em: 21 mar. 2014. Europa: população total em porcentagem, por sexo e faixa etária, 2010 No início da década de 1930, o número de segurados da previdência era de 140 mil, seis vezes maior do que em 1923. E novas mudanças marcaram a estrutura do sistema de previdência social. As Caixas de Aposentadoria e Pensões (CAPs), vinculadas às empresas de deter- minadas ocupações ou setores e administradas por elas, beneficiavam um número pequeno de categorias profissionais. Após a Revolução de 1930, o Ministério do Trabalho incorporou-as e criou os Institutos de Aposentadoria e Pensões (IAPs), organizados de acordo com categorias profissionais. Foram criados seis IAPs entre 1933 e 1945: dos Marítimos (IAPM), dos Industriários (Iapi), dos Empregados em Transportes e Cargas (Iapetec), dos Bancários (IAPB), dos Comerciários (IAPC) e dos Servidores do Estado (Ipase). fonte: fgv/CpdoC. a era vargas: dos anos 20 a 1945. disponível em: <http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/aeravargas1/ anos30-37/politicasocial/iap>. acesso em: 20 jan. 2014. aTividade 1 Conhecendo a pirâmide etária 1 Observe, a seguir, a pirâmide etária da Europa em 2010. Em seguida, responda às questões. 0-4 5-9 10-14 15-19 20-24 25-29 30-34 35-39 40-44 45-49 50-54 55-59 60-64 65-69 70-74 75-79 80-84 85-89 90-94 95-99 100+ Mulheres Homens 2%3%4% 1% 0% 0% 1% 2% 3% 4% GEO_9_i016_nova_6_2a_prova 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 46 10/03/15 10:35 47Unidade 2 a) Quais são as faixas etárias que concentram maior população? b) Você diria que a situação que a pirâmide representa é a mesma para homens e mulheres? Por quê? Justifique sua resposta com base nos dados da pirâmide. 2 Agora que você fez um prévio exercício de leitura do gráfico, leia o texto e res- ponda à questão a seguir. Como a pirâmide etária da Europa ajuda você a entender a situação discutida no texto? O estado de bem-estarsocial europeu, que foi uma grande conquista dos povos de muitos países desse continente, além de saúde e educação públicas de qualidade para todos, garante que todo cidadão, depois de certa idade ou após tantos anos de trabalho, tenha direito a uma aposentadoria com valor suficiente para ter uma boa qualidade de vida. Hoje, no entanto, a balança entre o número de pessoas que contribuem com o Estado por meio de impostos e o número daquelas que usufruem de aposentadoria está desequilibrada, gerando uma crise de manutenção do estado de bem-estar social. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 47 10/03/15 10:35 48 Unidade 2 imigração e xenofobia Procure se lembrar de seus estudos sobre as dinâmicas populacionais da Europa e sua relação com a colonização de outros continentes. Durante muitos séculos, os europeus migraram para outras terras em busca de riquezas e novas rotas comerciais. Conquistaram diferentes regiões no mundo todo, extraindo riquezas e subjugando os povos nativos. Posteriormente, os movimentos migrató- rios foram motivados por contextos de crise e guerra. Com o fim da 2a Guerra Mundial, a situação se inverteu: para a reconstrução da Europa, muitos países do continente incentivaram a vinda de imigrantes de países do mundo todo, especialmente de suas ex-colônias, os quais, apesar de não serem bem remunerados por seu trabalho, foram essenciais para o processo de recons- trução da Europa. A França, por exemplo, estimulou a imigração da população da Argélia, uma ex-colônia, por causa da necessidade de força de trabalho para a recuperação do país no pós-guerra. Com o crescimento e a estabilidade econômica, além da relativa igualdade entre os cidadãos europeus, alguns países se tornaram polos de atração de emi- grantes de países subdesenvolvidos, principalmente da África e da Ásia. O contínuo movimento populacional, somado ao fato de o crescimento da população imigrante ser maior que o da europeia, gerou uma grande diversi- dade étnica e cultural nas sociedades europeias atuais. Diante desse fenômeno, movimentos xenófobos e o sentimento de nacionalismo vêm crescendo entre alguns povos desse continente, que atribuem aos imigrantes problemas ligados ao desemprego e à criminalidade. O aumento da aversão aos imigrantes na Europa reflete-se no crescimento da participação dos partidos políticos de extrema direita, que defendem ideias xenófobas e propostas políticas de com- bate à imigração e aos imigrantes que vivem no continente. Em vários países, a população tem elegido representantes vinculados a esses partidos políticos, que participam do governo e das decisões de interesse público. Hoje, na Europa, o sentimento xenófobo é principalmente voltado aos muçul- manos, que constituem a maioria da população que chega do norte da África, mas também atinge povos pobres advindos de diferentes regiões, inclusive do próprio continente europeu, como é o caso dos chamados “eslavos”, do Leste Europeu. 1. Aversão a pessoas e coisas estrangeiras; XENOFOBISMO. 2. Antipatia, desconfiança, temor ou rejeição por pessoas estranhas a seu meio ou pelo que é incomum. © idicionário aulete. <www.aulete.com.br> Xenofobia 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 48 10/03/15 10:35 49Unidade 2 Após décadas de crescimento econômico e conquistas de direitos, a Europa foi afetada pela crise mundial de 2008. Em situações assim, os cidadãos pas- sam a ter problemas resultantes de desemprego. Alguns gastos do Estado com a esfera social, como o seguro-desemprego, foram revistos e ocorreram alguns cortes. Além disso, a população que mais sentiu as consequências da crise, como a falta de emprego e a marginalização, foram os imigrantes, em especial os do Oriente Médio e do norte da África. Por serem as principais vítimas da xenofobia, eles constituem a população mais vulnerável socialmente, não só em relação ao desemprego, mas também ao acesso à alimentação, saúde, moradia e educação, por exemplo. aTividade 2 os muros contra a imigração Na biblioteca ou na internet, faça uma pesquisa sobre os muros construídos contra a imigração que separam a Espanha do Marrocos. Em seguida, responda às questões. 1 Quais são os principais motivos que fazem com que as pessoas deixem seu país de origem? 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 49 10/03/15 10:35 50 Unidade 2 2 Por que outros países, além da Espanha, começaram a controlar suas fronteiras? Você estudou que a migração de pessoas de países menos desenvolvidos em direção aos mais desenvolvidos não é aceita de bom grado por muitos desses países. Contudo, tanto no passado como hoje, quando entra em crise, a Europa também “exporta imigrantes” para o mundo. Diante desse fato, o que você acha sobre todos os tipos de controle de entrada de imigrantes, como os muros e as barrei- ras, que muitos países insistem em construir? Registre suas reflexões nas linhas a seguir. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 50 10/03/15 10:35 51Unidade 2 Atividade 1 – Conhecendo a pirâmide etária 1 A pirâmide etária é formada por dois gráficos: de um lado há a porcentagem de mulheres e, de outro, a de homens. No eixo central estão as idades de 0 a 100 ou mais, agrupadas em fai- xas de cinco idades (0-4, 5-9 etc.), com exceção de 100 ou mais. Você consegue analisar a pirâ- mide acompanhando o tamanho de cada barra, que corresponde à porcentagem de pessoas por faixa etária. a) A pirâmide revela que a maior parte da população europeia possui entre 20 e 59 anos, o que pode ser verificado destacando as idades nas quais as barras correspondentes são maiores. Ela mostra, também, que, nessas faixas etárias, a quantidade de homens e mulheres é relativamente equili- brada, já que as barras possuem tamanhos semelhantes dos dois lados. Além disso, os extremos da pirâmide, entre 0 e 19 anos e entre 60 e 100 anos ou mais, possuem os menores percentuais de indivíduos, ou seja, são as menores barras do gráfico. b) A situação não é a mesma para homens e mulheres. Veja que a parte da população europeia que está entre 0 e 59 anos é equilibrada quanto ao sexo, uma metade é homem e a outra mulher, mas a população mais velha, entre 60 e 100 anos ou mais, é composta majoritariamente por mulheres. 2 A pirâmide etária pode ajudar a entender o problema da aposentadoria desequilibrada na Europa quando se observa que parte da população − aquela localizada na faixa de 20 a 59 anos − é responsável pelas pontas da pirâmide, ou seja, pelas crianças, pelos adolescentes e pelos idosos. O aumento no número da população mais velha exige mais recursos do Estado para a manutenção das aposentadorias e para o oferecimento de serviços adequados aos idosos. Atividade 2 – Os muros contra a imigração 1 Os imigrantes que tentam acessar a Espanha, e então outros países do continente europeu, pelo Marrocos, que fica na África, estão, em geral, à procura de melhores condições de vida, buscando escapar de situações precárias de sobrevivência ou de situações de conflito, como guerras civis. 2 Muitos países aumentam o controle das fronteiras com o objetivo de impedir a entrada de imigrantes à procura de melhores condições de vida, em especial em busca de trabalho. Na França e na Alemanha, por exemplo, os períodos de crise têm intensificado a xenofobia e tor- nado mais rígido o controle de entrada de imigrantes. No entanto, em outros períodos, esses países incentivaram a imigração em razão da falta de trabalhadores para determinados postos de trabalho. Hora da CHeCagem 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 51 10/03/15 10:35 52 Unidade 2 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 52 10/03/15 10:35 Un id ad e 3 a Ásia ge og ra fi a Temas 1. Continente asiático: aspectos naturais e humanos 2. a construção dos espaços no continente asiático introdução Nesta Unidade, você vai conhecer algumas características da Ásia relativas aos aspectos físicos, sociais, políticos e econômicos. Serão apresentadospaíses e regiões que possuem maior relevância para a economia e política internacionais, com foco nos recursos físicos, no clima e nas peculiaridades do continente ligadas à cultura. T e m a 1 Continente asiático: aspectos naturais e humanos Neste Tema, você estudará os principais aspectos físicos da Ásia, como o relevo, a hidrografia, a vegetação e o clima. Quando se fala em Ásia, qual é a primeira ideia ou imagem que lhe vem à mente? Você teve contato com notícias recentes que tratam de países asiáticos? Algum acontecimento em especial faz você se lembrar desse continente? Caso sim, qual? Registre suas reflexões nas linhas a seguir. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 53 10/03/15 10:35 54 Unidade 3 aspectos naturais do continente asiático A Ásia conta com uma superfície de mais de 44 milhões de km², sem incluir a parte europeia da Rússia e da Turquia (países que pertencem aos dois conti- nentes). Em 2012, segundo dados da Agência de Referência Populacional, a Ásia apresentava a maior população mundial, com 4,26 bilhões de pessoas, divididas em 49 países e sete áreas coloniais. Essa diversidade do continente com- preende várias regiões muito diferentes do ponto de vista étnico, linguístico, econô- mico, político e cultural: o Oriente Médio; o Decã (um extenso planalto onde se inclui a porção centro-sul da Índia); a grande massa continental centro-norte (que com- preende a China, a Mongólia e a parte asiática da Rússia); o Leste Asiático (na Península da Indochina); além de toda a vasta e numerosa porção insular, ou seja, a área composta por ilhas, como é o caso do Japão. O território asiático situa-se na região orien- tal do planeta, quase totalmente no Hemisfério Norte − somente uma parte da Indonésia está no Hemisfério Sul. Por sua grande extensão les- te-oeste, o continente abrange 11 fusos horários. A Ásia possui uma cadeia de montanhas ele- vadas chamada Cordilheira do Himalaia. Essa cordilheira é como uma muralha natural entre a China e o sul do continente, com mais de 2.300 km de extensão. Nela estão alguns dos picos mais altos Sempre que você for ler um texto, lembre-se de prestar atenção no título e de identificar as palavras que não conhece. Outro recurso que pode auxiliá-lo é grifar as ideias-chave. Para isso, leia o texto uma vez pensando na seguinte questão: Do que trata esse texto? Depois, retome a leitura e grife as informa- ções que julgou essenciais para responder à pergunta e compreender as ideias principais do texto. Cada uma das 24 zonas horárias imaginárias que “cortam” o planeta de norte a sul, definidas no final do século XIX para padronizar as 24 horas de um dia em diferentes lugares do planeta. Geralmente, nas regiões da Terra que pertencem a um mesmo fuso horário, a hora é a mesma. No sentido oeste-leste, cada fuso representa uma hora a mais que o fuso anterior (Veja Orientação de estudo, p. 56-59). Fuso horário A China e a Índia também são os paí- ses mais populosos do mundo, com mais de 1 bilhão de habitantes cada. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 54 10/03/15 10:35 55Unidade 3 do planeta, como o Monte Everest – o ponto mais alto do relevo da Terra, com mais de 8.800 metros de altitude −, o K2 e o Lhotse, ambos também com mais de 8 mil metros de altitude. Outra forma de relevo encontrada na Ásia é a depressão – forma de relevo mais baixa do que as áreas ao redor. São exemplos o Mar Morto − onde está a maior depressão do globo, situada a mais de 390 metros abaixo do nível do mar −, no Oriente Médio, e o Mar Cáspio, no norte do Irã. No continente existem, ainda, planícies com pouca variação de altitude, sendo planas e baixas e, em geral, utilizadas para agricultura. As planícies mais importantes são a Siberiana (situada na Rússia), a da China e a da Mesopotâmia. Esta última apresenta intensa atividade agrícola − principalmente na produção de grãos, como o trigo − e, por causa de sua grande fertilidade, é conhecida como Crescente Fértil. Foi nessa região que os arqueólogos estimaram que tenha se reali- zado o primeiro cultivo agrícola da humanidade. A Ásia é banhada por três oceanos – o Glacial Ártico, ao norte, o Índico, ao sul, e o Pacífico, ao leste – e também pelo Mar Vermelho, que se comunica com o Mar Mediterrâneo através do Canal de Suez. O Oceano Pacífico, espe- cialmente, tem grande importância para o continente, pois liga países como o Japão, a China e a Indonésia, permitindo grande fluxo de mercadorias e de pessoas. No Oriente Médio, existem dois golfos utilizados para navegação comercial: o Pérsico e o de Omã. É pelas águas desses golfos que a produção de petróleo da região é enviada para muitos países. As penínsulas compõem outro aspecto físico importante do continente. A Península Arábica, a da Indochina, a da Coreia e a Indo-Gangética são as mais conhecidas. Há também diversos arquipélagos, ou seja, conjuntos de ilhas, como o da Indonésia, das Filipinas e do Japão, que fazem parte do Círculo de Fogo do Pacífico, região de intensa atividade vulcânica e de terremotos. Algumas denominações de certas regiões da Ásia, como Oriente Médio, foram criadas tendo como refe- rência a local ização da Europa. Por isso, são tidas como eurocêntricas, ou seja, colocam a Europa no centro do mundo. Tipo de reentrância de grande porção de mar, similar a uma grande baía, cercada de terra à frente e pelos lados, geralmente em formato de ferradura. Golfo 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 55 10/03/15 10:35 56 Unidade 3 Você já pensou por que os horários são diferentes nos diversos lugares do mundo? Afinal, na Ásia, por exemplo, se é meia-noite em Jerusalém (Israel), já são 7 horas da manhã em Tóquio (Japão). Por que isso acontece? Como você sabe, a Terra é uma esfera que demora cerca de 24 horas para dar uma volta completa em torno de si mesma (o chamado movimento de rotação), o que faz com que esteja claro em alguns lugares enquanto ainda está escuro em outros. Foi por esse motivo que se definiu que um dia completo tem duração de 24 horas. Mas como saber a hora em cada lugar do globo? A resposta a essa pergunta leva a uma importante convenção humana: os fusos horários. Para acompanhar o movimento de rotação da Terra, o planeta foi dividido em 24 faixas imaginárias verticais (ou fusos horários), cada uma delas equivalendo a uma hora do dia. Desse modo, seria a mesma hora nos territórios que estão no mesmo fuso horário. Mas qual seria o “fuso horário zero”, a partir do qual as demais horas seriam mar- cadas? O escolhido foi aquele pelo qual passa o Meridiano de Greenwich. Em relação a esse fuso horário, as horas são atrasadas a oeste e adiantadas a leste, como você pode perceber no mapa da página a seguir. Ou seja: subtrai-se 1 hora a cada novo fuso a oeste, enquanto se soma 1 hora a cada novo fuso a leste. Por exemplo, quando for meia-noite em Greenwich, serão 23 horas no primeiro fuso a oeste e 1 hora no pri- meiro fuso a leste. Linhas imaginárias traçadas de norte a sul no globo terrestre, correspondendo aos 360o de cir- cunferência da Terra. O Meridiano de Greenwich foi escolhido como meridiano 0o, em homena- gem à cidade de Greenwich, na Inglaterra, onde existe um importante observatório astronômico. Tomando o meridiano central como referência, são estabelecidas medidas que localizam pontos 180o para leste e 180o para oeste. Com os paralelos – que são as linhas imaginárias que “cortam” horizontalmente o planeta, a partir da linha do Equador –, os meridianos possibilitam a localiza- ção de qualquer ponto na superfície terrestre. Meridianos 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 56 10/03/15 10:35 iB ge . a tla s g eo gr áf ic o es co la r. 6 ed . r io d e Ja ne iro : i Bg e, 2 01 2, p . 3 5. m ap a or ig in al (s up re ss ão d e es ca la n um ér ic a) . o fu so h or ár io b ra si le iro , q ue fo i a ltera do e m 2 01 3, n ão e st á at ua liz ad o ne st e m ap a [n ot a do e di to r] . © iBgeFu so H or ár io C iv il 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 57 10/03/15 10:35 58 Unidade 3 Nesse mapa, também é possível observar que a definição dos horários oficiais dos países não é uma tarefa simples. Para facilitar a vida da população, os fusos tiveram de ser ajustados, seja adotando horários “quebrados” (como na Índia), seja deslocando os “limites” do fuso para englobar todo um país ou território (como no Japão e na China). Ainda assim, alguns países possuem mais de um fuso horário, como é o caso do Brasil. Desse modo, em alguns Estados brasileiros, a hora não será a mesma que a de Brasília, fuso horário de referência nacional. Observe, a seguir, o mapa 1. Quando em Brasília, por exemplo, forem 11 horas, em Rondônia ainda serão 10 horas. Isso ainda se modifica com o horário de verão, adotado em alguns Estados, mapa 2. Nesse período, quando em Brasília forem 11 horas, em Rondônia serão 9 horas. Para entender o fuso horário brasileiro, faça o exercício a seguir. Imagine que o Campeonato Brasileiro de Futebol terá jogos em diversos Estados do País para aproveitar os estádios da Copa do Mundo. O estádio Arena Amazônia, em Manaus (AM), receberá alguns jogos, que todos os brasileiros vão querer acom- panhar. Para não perdê-los, é importante ficar atento ao fuso horário. Um dos jogos transmitidos ao vivo desse estádio será São Paulo × Santa Cruz, às 15 horas. • Que horas serão em Rio Branco (AC), Cuiabá (MT), Salvador (BA), São Paulo (SP) e Fernando de Noronha (PE)? Analise atentamente o mapa 1 e preencha a primeira coluna da tabela da página a seguir. • Se esse jogo fosse durante o horário de verão, que horas seriam em cada uma des- sas localidades? Preencha a segunda coluna da tabela analisando o mapa 2. observatório nacional. ministério da Ciência, Tecnologia e inovação (mCTi). disponível em: <http://pcdsh01.on.br/fusobrasil.htm>. acesso em: 29 abr. 2014. mapa original (base cartográfica com generalização; algumas feições do território nacional não estão representadas). Mapa 1: sem horário de verão Brasil: fusos horários Mapa 2: com horário de verão UTC –5 horas UTC –4 horas UTC –3 horas UTC –2 horas UTC –5 horas UTC –4 horas UTC –3 horas UTC –2 horas 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 58 10/03/15 10:35 59Unidade 3 Utilize as linhas a seguir para organizar suas contas. Cidade Sem horário de verão Com horário de verão Manaus (AM) 15h00 15h00 Rio Branco (AC) Cuiabá (MT) Salvador (BA) São Paulo (SP) Fernando de Noronha (PE) 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 59 10/03/15 10:35 60 Unidade 3 aTividade 1 Conhecendo o relevo da Ásia Observe, na próxima página, o mapa Ásia: físico. Acompanhe a linha vermelha no mapa e responda: 1 Por quais formas de relevo a linha vermelha passa? Descreva as características dessas formas de relevo. 2 Por quais mares e penínsulas ela passa? Para você conhecer melhor o continente asiático veja o mapa Ásia: político (p. 62), no qual você conseguirá identificar alguns dos países desse continente. Poderá localizar os países tratados nesta Unidade, como a China, a Índia, a Rússia e o Japão. Algumas regiões não possuem no mapa o nome de seus paí- ses destacados, isso ocorre, pois a Ásia é muito extensa e o IBGE faz mapas separados para a região do Sudeste Asiático e do Oriente Médio, região que você estudará no Tema 2 desta Unidade. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 60 10/03/15 10:35 Á si a: f ís ic o iB ge . a tla s g eo gr áf ic o es co la r. 6 ed . r io d e Ja ne iro : i Bg e, 2 01 2, p . 4 6. s up re ss ão d e es ca la n um ér ic a, m an tid a a gr af ia o rig in al , a da pt ad o pa ra fi ns d id át ic os . © iBge Fo ss as d as K ur ila s Fossa do Japão Fossa de Izu Fossas Marianas Is . M al di va s I. S hi ko ku I. S ac al in a I. H ok ka id o I. H on sh u I. K yu sh u I. Fo rm os a/ I. Ta iw an I. S ri La nk a Is . N ov a Ze m bl a Is . T er ra d o N or te Is . d a N ov a S ib ér ia C A S P IA N A D E P R E S S Ã O M O NTES URAIS S I B É R I A H I M A L A I A P E N . D E TA IM IR P E N . K A M C H AT K A KO LY M A M O N TE S AL TA I M TE S. GATES ORIENTAIS GATES OCIDENTAIS K U N LU N T IA N S H A N P A M IR K U S H H IN D O CA RA CO RU M MTES. ST AN O VO I M TE S . P LA N A LT O D O T IB E T P LA N A LT O D A M O N G Ó LI A P LA N A LT O C E N TR A L S IB E R IA N O P LA N A LT O D O D E C A P LA N ÍC IE D A S IB É R IA PL AN ÍC IE D O G AN G ES DE SE RT O D E G O BI D E S E R TO D E TA K LA M A K A N DE SE RT O DE TH AR M O N TE F U JI 3 77 6 m 10 2 30 m 10 5 00 m M IN YA KO N KA 7 59 0 m EV ER ES T 8 84 8 m DH AU LA G IR I 8 17 2 m C O M U N IS M O 7 49 5 m MTES. IA BLO NOVY SA IA N VE RK HO IA N SK I MTES. O C E A N O P A C Í F I C O O C E A N O Í N D I C O O C E A N O G L A C I A L Á R T I C O G an ge sO b' Irt ys h In do Mekong Ye ni ss eyYenissey Tu ng us ka A ng ar a Le na Ya ng ts e (A zu l) A ld an Le na Am ur H ua ng -H e (A m ar el o) Salween Amu Daria Xu n Ji an g Hu an g- He (A m ar elo ) Kolyma N izn ja ja M ar A ra l L. B al ka sh L. B aj ka l Estr. de Form osa Estr . d a C oré ia Golfo de Tonkim B aí a de B en ga la M ar d e C hu kc hi M ar d a A rá bi a M ar d a C hin a M erid io nal M ar d o Ja pã o/ M ar d o Le st e Mar da China Oriental M ar A m ar el o M ar d e O kh ot sk M ar d e B er in g M ar d e K ar a M ar d a S ib ér ia O rie nt al Mar Cáspio M ar d e La pt ev E U R O P A Á F R I C A 15 º N 30 º N 45 º N 60 º N 75 º N 0º 0º 15 º O 90 º E 15 0º O 16 5º O 18 0º 15 º E 30 º E 45 º E 60 º E 75 º E 10 5º E 12 0º E 13 5º E 15 0º E 16 5º E 90 º E 18 0º 45 º E 60 º E 75 º E 10 5º E 12 0º E 13 5º E 15 0º E 16 5º E 15 º N 30 º N 45 º N 60 º N 0º 75 º N TR Ó P IC O D E C Â N C E R TR Ó P IC O D E C Â N C E R E Q U A D O R E Q U A D O R C ÍR C U LO P O LA R Á R TI C O C ÍR C U LO P O LA R Á R TI C O Al ti tu de s Pr of un di da de s Fo ss as Pi co s 4 80 0 m 3 00 0 m 1 80 0 m 1 20 0 m 60 0 m 30 0 m 1 50 m 0 m - 1 00 0 m - 2 00 0 m - 3 00 0 m - 4 00 0 m - 5 00 0 m - 6 00 0 m - 7 00 0 m - 8 00 0 m 58 6 km 0 P R O JE Ç Ã O D E R O B IN S O N es ca la r ef er en ci ad a ao E qu ad or n o M er id ia no 0 º (G re en w ic h) 29 3 18 0º 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 61 10/03/15 10:35 Á si a: p ol ít ic o iB ge . a tla s g eo gr áf ic o es co la r. 6 ed . r io d e Ja ne iro : i Bg e, 2 01 2, p . 4 7. m ap a or ig in al (s up re ss ão d e es ca la n um ér ic a, m an tid a a gr af ia ). © iBge Ár ea e m d is pu ta p el os g ov er no s da Ín di a e Ch in a G ol m ud H am i H ot an K ar am ay K as hi K or la Q ie m o Yu m en A kt yu bi ns k A ra ls k B al ka sh R ud ny y A lta y D al an dz ad ag ad H ov d B od aJ bo B ra ts k Ig ar ka K ha ba ro vs k M ag ad an M irn yy N iz hn ev ar to vs k N or ils k P et ro pa vl ov sk - K am ch at sk ij S an gar U la n U de Ya ku ts k Yu zh no S ak ha lin sk K ha ta ng a U st - O le ne k Vo lo ch an ka D ud in ka B ao to u B en xi C he ng du Fu zh ou G ui ya ng H ar bi n H ua ng sh i Ji lin Ji xi K ai fe ng La nz ho u M ia ny an g N an ni ng N in gb o Q in gd ao Q iq ih ar S ha ng ai S ha nt ou Ta ia n U ru m qi W en zh ou X ia m en S ia n X in in g X uz ho u Yi nc hu an A gr a A hm ad ab ad A lla ha ba d Va ra ne si C al cu tá Ja ip ur C he nn ai (M ad ra s) N ag pu r P un e S ur at S en da i K ar ag an da C he ly ab in sk Irk ut sk K ra sn oy ar sk N ov os ib irs k O m sk Ye ka te rin gu rg M um ba i (B om ba im ) K oc hi (C oc hi n) Fu xi n H ef ei S ap po ro Ta iy ua n Yu ey an g Zi go ng A lm a A ta H on g K on g O sa ka K io to M ac au M ul ta n D ac ca N ov a D él hi U la n B at or R an go on K at m an du Pi on gi an g Se ul C ol om bo A sh kh ab ad Ta sh ke nt B ei jin g Tó qu io B is hk ek A st an a Ta ip é Th im ph u Is la m ab ad K ab ul D uc ha m be M al e F E D E R A Ç Ã O R U S S A ( R Ú S S IA ) QU IR GU IS TÃ O TA DJ IQ UI ST ÃO ÍN D IA C H IN A C A S A Q U IS TÃ O TU RC OM EN IS TÃ O UZ BE QU IS TÃ O M IA N M A (B IR M Â N IA ) NE PA L BU TÃ O S R I L A N K A (C ei lã o)BA NG LA DE SH TA IW A N / FO R M O S A JA P Ã O M O N G Ó LI A C O R É IA D O S U L C O R É IA D O N O R TE PA QU IS TÃ O AF EG AN IS TÃ O O R I E N T E M É D I O S U D E S T E A S I Á T I C O R Ú S S I A (P ar te E ur op éi a) M A LD IV A S O C E A N O P A C Í F I C O O C E A N O Í N D I C O O C E A N O G L A C I A L Á R T I C O Is . T er ra d o N or te Is . d a N ov a S ib ér ia E U R O P A 15 º N 30 º N 45 º N 60 º N 75 º N 0º 0º 15 º O 90 º E 15 0º O 16 5º O 18 0º 15 º E 30 º E 45 º E 60 º E 75 º E 10 5º E 12 0º E 13 5º E 15 0º E 16 5º E 90 º E 18 0º 45 º E 60 º E 75 º E 10 5º E 12 0º E 13 5º E 15 0º E 16 5 16 5º E 15 º N 30 º N 45 º N 60 º N 0º 75 º N TR Ó P IC O D E C Â N C E R TR Ó P IC O D E C Â N C E R E Q U A D O R E Q U A D O R C ÍR C U LO P O LA R Á R TI C O C ÍR C U LO P O LA R Á R TI C O C ap it al d e p aí s C id ad e pr in ci pa l fr on te ira in te rn ac io na l fe rr ov ia ro do vi a rio 58 6 km 0 P R O JE Ç Ã O D E R O B IN S O N es ca la r ef er en ci ad a ao E qu ad or n o M er id ia no 0 º (G re en w ic h) 29 3 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 62 10/03/15 10:35 63Unidade 3 Hidrografia Parte das águas dos rios asiáticos vem principalmente da Cordilheira do Himalaia e do Planalto do Tibet, procedentes do derretimento da neve das mon- tanhas. As águas das chuvas que caem durante o verão, principalmente no Sul e no Sudeste Asiático, também influenciam muito a formação desses rios. São as chuvas de monções, que têm altos índices pluviométricos, ou seja, grande quan- tidade de precipitação de água. Muitas áreas densamente povoadas na Ásia são próximas aos vales e à foz de rios que desembocam no mar. Alguns deles são de grande extensão, como o Ganges e o Indo, que passam pela Índia, e o Huang Ho, que atravessa boa parte do território chinês. O Rio Ganges, por exemplo, nasce na Cordilheira do Himalaia e deságua no Golfo de Bengala, onde forma um grande delta. É um rio muito importante para a agricultura na Índia e possui grande significado para a religião hindu. Há, também, vários mares e lagos no continente, como o Mar Cáspio (entre o Irã, o Turcomenistão, o Casaquistão, a Rússia e o Azerbaijão) e o Lago Baikal (na Rússia). É importante lembrar a tragédia do Mar de Aral, entre o Casaquistão e o Uzbequistão, que perdeu cerca de ⅔ de sua superfície com a drenagem da água para irrigação, ainda no período da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Clima e vegetação A Ásia possui grandes contrastes cli- máticos em razão das diferenças entre maritimidade e continentalidade . Há regiões muito úmidas e outras muito secas. Essas características condicionam fortemente a vegetação da região, como é possível confirmar pela análise dos mapas da página a seguir. Maritimidade Influência dos oceanos nas regiões mais próximas deles. As águas do mar podem aumentar a umidade e diminuir a variação de temperatura das cidades litorâneas. Continentalidade Influência do continente nas regiões mais distantes do oceano. Essas áreas geral- mente são mais secas e possuem maior variação de temperatura. Glossário Tipo de desembocadura do rio no mar, formada por diversos canais (como braços) e ilhas. O solo ao redor é fértil e, portanto, muito uti- lizado para agricultura. Delta 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 63 10/03/15 10:35 rand mcnaLLY education. Classroom atlas. disponível em: <http://education.randmcnally.com/classroom/action/getmapListByatlas. do?atlasname=Classroom%20atlas>; goode’s World atlas. disponível em: <http://education.randmcnally.com/classroom/action/ getmapListByatlas.do?atlasname=goode!s%20World%20atlas>. acessos em: 21 mar. 2014. mapas originais. Tradução: mait Bertolo. Ásia: clima e vegetação © r m a cq ui sit io n, LL C d/ b/ a r an d m cn al ly. r ep ro du ce d w ith p er m iss io n, Li ce ns e no . r .L . 1 4- 5- 01 8. a ll r ig ht s r es er ve d 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 64 10/03/15 10:35 65Unidade 3 Algumas regiões são muito frias – por exemplo, as terras próximas ao Polo Norte e as montanhas, sobretudo na Cordilheira do Himalaia − e apresentam vege- tação rasteira, como a tundra, e florestas de taiga, com predominante presença de pinheiros. Já outras regiões têm clima desértico, como o Oriente Médio, a Mongólia e a porção ocidental da China. Os desertos quentes encontram-se no Irã e na Arábia, enquanto os frios estão na Mongólia e na China, como o Deserto de Gobi. Assim, por causa do clima árido dessa região, espalham-se as vegetações de estepes e desérticas, formadas por grama e vegetação rasteira, sem árvores. Esses desertos abrigam também pontos com alguma umidade em razão da presença de água abaixo do solo, constituindo verdadeiros oásis com diversas espécies de vegetais e animais. A Ásia possui, em porções do sul e sudeste, clima tropical de monções, cuja prin- cipal característica é o clima seco durante o inverno, altas temperaturas e chuva em grande quantidade no verão. Essas chuvas sempre alagam cidades, como Bangalore, na Índia, e algumas do Nepal, e, apesar de devastadoras para as áreas que atingem, são indispensáveis para a agricultura asiática, principalmente para a cultura de arroz. O que provoca esse efeito são os ventos monçônicos, que, no verão do Hemisfério Norte (entre junho e setembro), trazem a umidade dos oceanos para o continente. No inverno (entre dezembro e março), esses ventos sopram do continente para o oceano, ocasionando o clima seco e frio. Também se apresenta na Ásia, principalmente nas ilhas que compõem a Indonésia, no Sudeste Asiático, o clima equatorial. Esse clima, com altas tem- peraturas e regime de monções, é propício para a formação de florestas equato- riais e tropicais. Nessa região, há intensa extração de madeira, cuja consequência direta é a redução desse tipo de vegetação. O clima subtropical, que ocorre na Península da Coreia e no Japão, está asso- ciado à presença deflorestas temperadas, com predomínio de árvores coníferas, como os pinheiros, as árvores típicas do Natal. As temperaturas médias situam-se em torno de 20 oC, sendo mais baixas durante o inverno. O clima Tropical de Monções, presente na Ásia Meridional, pode ser caracterizado da seguinte forma: a) verão quente e chuvoso e inverno seco. b) verão quente e seco e inverno rigoroso e longo. c) verão brando, inverno rigoroso e alto índice pluviométrico o ano todo. d) verão brando, inverno brando e chuvoso. e) verão quente e chuvoso e inverno longo e chuvoso. mackenzie, 2006. disponível em: <http://www.vestibularmackenzie.com.br/siteantigo/resolu%e7ao_106/13_12/index_1312.htm>. acesso em: 29 abr. 2014. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 65 10/03/15 10:35 66 Unidade 3 Orientação de estudo Para chegar ao horário do jogo nos diferentes Estados, é necessário, primeiro, olhar o mapa 1 e perceber que o Brasil está pintado de quatro cores diferentes, cada uma delas representando uma faixa de fuso horário. Também é preciso lembrar uma importante informação do texto da Orientação de estudo: a cada novo fuso na direção oeste, subtrai-se 1 hora, e, a cada novo fuso a leste, soma-se 1 hora. Os Estados mais à esquerda no mapa, como o Acre, estão mais a oeste, e os Estados mais à direita, mais a leste. Assim, tendo às 15h00 de Manaus como referência, é possível calcular que, a cada cor diferente a oeste, o jogo começará 1 hora antes, e, a cada cor diferente a leste, 1 hora depois. Veja na tabela as respostas preenchidas na primeira coluna. Para preencher a segunda coluna, deve-se ficar atento às mudanças do mapa 2, pois, com o horário de verão, o fuso horário brasileiro sofre alterações. No entanto, é só perceber as mudanças nas cores e fazer novamente os cálculos, chegando às respostas a seguir. Cidade Sem horário de verão Com horário de verão Manaus (AM) 15h00 15h00 Rio Branco (AC) 14h00 14h00 Cuiabá (MT) 15h00 16h00 Salvador (BA) 16h00 16h00 São Paulo (SP) 16h00 17h00 Fernando de Noronha (PE) 17h00 17h00 Atividade 1 – Conhecendo o relevo da Ásia 1 Para responder à questão, observe as características dos lugares por onde passa a linha vermelha, em especial as diferentes altitudes (baixas em verde, as mais altas em lilás) dessas regiões. Assim, ao observar o mapa de oeste para leste (da esquerda para a direita), você notará que a linha vermelha passa pelas seguintes formas de relevo: Planalto do Decã, Cordilheira do Himalaia e Planalto do Tibet. Além desses, existem outros relevos não destacados no mapa, dentre eles o Planalto da Arábia, o Planalto do Irã, a Planície do Ganges, o Planalto da Mongólia, a Planície da China Oriental e planícies em ilhas da Indonésia. Se você quiser saber mais sobre esses relevos, pesquise sobre eles em atlas e na internet. 2 A linha vermelha passa, de oeste para leste (da esquerda para a direita), pelo Oceano Índico (Golfo de Bengala), Mar do Japão, Mar da China Oriental e Mar da China Meridional. Desafio Alternativa correta: a. Conforme o texto Clima e vegetação, o clima tropical de monções é caracte- rístico da Ásia, sendo marcado por clima seco durante o inverno e chuva em grande quantidade no verão. Hora da CHeCagem 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 66 10/03/15 10:35 67Unidade 3 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 67 10/03/15 10:35 68 introdução Já foram apresentadas as principais características físicas da Ásia. Agora, você vai estudar aspectos socioespaciais desse continente, especialmente das regiões e dos países cuja economia tem maior relevância no contexto internacional. O continente asiático é marcado por grande diversidade, tanto dos pontos de vista econômico e social como do cultural. Isso se expressa, por exemplo, nos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) dos países e também, no caso cultural, na grande variedade de línguas faladas. Você já ouviu falar em Oriente Médio? Conhece países que se localizam nessa região do continente asiático? Em sua opinião, quais são as relações entre essa região, com suas grandes reservas de petróleo, e o restante da Ásia? Registre nas linhas a seguir o que você já sabe sobre esse assunto. T e m a 2 a construção dos espaços no continente asiático 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 68 10/03/15 10:35 69Unidade 3 o oriente médio O Oriente Médio possui uma área de mais de 6 milhões de km² e está situado num ponto estratégico, entre a Europa e quase todo o restante do continente asiá- tico, além de fazer fronteira com a África. Nessa região originou-se a civilização mesopotâmica, às margens dos Rios Tigre e Eufrates, onde ocorreram as primeiras atividades de agricultura da humanidade. Nela também surgiram e desapareceram outras civilizações. Em quase todos os países do Oriente Médio, a religião muçulmana é majoritária, à exceção de Israel, com maioria judaica. A região é cenário de vários conflitos e guerras há muitos anos, por motivos territoriais, religiosos, políticos e econômicos. Muitos dos grandes conflitos são motivados pelo petróleo, a principal riqueza do Oriente Médio. Assim, diversos países, como o Iraque, tornaram-se alvo dos Estados Unidos da América (EUA) e de países da Europa, que buscam, pelo poder da força, dominar suas reservas. A economia de boa parte dos países da região é dependente da exportação do petróleo. Embora seja um negócio bastante lucrativo hoje, essa falta de diversi- ficação da produção tende a gerar problemas futuros, como o esgotamento das reservas e a falta de estímulo para uma produção industrial diversificada. Os países do Oriente Médio também exportam outros produtos primários e contam com agricultura de subsistência, especialmente por causa do clima desértico, que impede a produção em algumas áreas. Além disso, existem muitos problemas sociais vinculados à desigualdade na distribuição de renda e à ausência de algu- mas liberdades civis entre a população, principalmente a feminina. aTividade 1 o petróleo e o oriente médio Procure recordar notícias que você já viu ou ouviu sobre os conflitos no Oriente Médio, em especial os que envolvem a produção e a comercialização do petróleo. Lembre-se: • a maioria dos países produtores de petróleo está envolvida em algum conflito armado. Isso ocorre, em geral, por serem alvo do interesse das grandes corpora- ções petrolíferas pertencentes às nações mais ricas do Ocidente (particularmente os Estados Unidos), as quais enviam tropas ao Oriente Médio para defender seus interesses econômicos, ainda que o discurso oficial seja justificado por atos e motivações em “defesa da democracia” e pela “luta contra o terrorismo”; e 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 69 10/03/15 10:35 70 Unidade 3 • a extração e a comercialização do petróleo geram fortunas aos países produ- tores, mas esse lucro se concentra nas mãos de uma restrita elite econômica e política. Desse fato, é possível verificar duas consequências: embora varie muito entre os países, de modo geral, a maioria da população vive na pobreza, sem acesso a serviços públicos básicos e com baixa qualidade de vida, e a con- centração do poder econômico acaba refletindo na concentração do poder polí- tico, o que tende a gerar sociedades menos democráticas. Agora, com base no texto O Oriente Médio e considerando o mapa da próxima página, responda às questões propostas. Lembre-se de observar com atenção o que significam as cores, as linhas e os símbolos utilizados. 1 Quais são as consequências mais importantes da extração petrolífera para essa região? 2 Quais são as causas dos principais conflitos nessa região? 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 70 10/03/15 10:35 Xi ita Su ni ta M aj or ita ria m en te is lâ m ic o G aw ad ar Is ta m bu l M ed in a M ec a Ce yh an Ka nd ah ar Ba nd ar 'A bb as Ka ra ch i Ilh a de K ha rg Q ue tta Pa sn i M og ad ís cio C ai ro Ca rtu m Ba gd á Sa na M as ca te Ta sh ke nt Du cham be As hk ha ba d Ka bu l l Al m at y Bi sh ke k Pe sh aw ar No va D él hi Ad is Ab eb a As m ar a Ka tm an du Co lo m bo Th im ph u Da cc a Ri ad An ka ra Ie re ve n Ba ku Ab ec ás ia O ss ét ia do S ul O ss ét ia do N or te Ch ec hê ni a Al to Ka ra ba kh Tb lis i Da m as co Am ã M an am a Do ha Ab u Dh ab i Ni có sia Be iru te Te l A vi v Dj ib ut i Te ng iz Te er ã Ca m pa la Xi nj ia ng -O ui go ur Co nf lit os is ra el en se -á ra be s Su dã o do S ul Ca xe m ira M in or ia s m uç ul m an as M ar y Ta br iz No vo ro ss iys k Ta rim Tu rp an O ur ou m ts i Lh as a Is la m ab ad He ra t Ak ta u Ro st ov -o n- Do n Dz un gá ria Dh ah ra n Al K ha rj Ta if Kh am is M us ha it In cir lik Se eb Al D ha fra Pr ín cip e Su ltã o Ád en M az ar -e -S ha rif Be rb er a Ha rg ei sa Ka rs h Kh an ab ad CH IN A CA SA Q UI ST ÃO IR AQ UE AR ÁB IA SA UD IT A ÍN DI A BA NG LA DE SH BU TÃ O NE PA L PA QU IS TÃ O AF EG AN IS TÃ O TU RC O M EN IS TÃ O UZ BE Q UI ST ÃO SÍ RI A LÍ BA NO JO RD ÂN IA EG IT O SU DÃ O IÊ M EN SO M ÁL IA O M Ã KU W AI T BA RE IN CA TA R EM IR AD O S ÁR AB ES UN ID O S UC RÂ NI A TA DJ IQ UI ST ÃOQ UI RG UI ST ÃO SR I LA NK A PA LE ST IN A ER IT RE IA llh a de S oc ot ra (Iê m en ) Ti be t Cr im ei a TU RQ UI A AR M ÊN IA AZ ER BA IJ ÃO G ÉO RG IA IS RA EL So m al ilâ nd ia ET IÓ PI A Q UÊ NI A UG AN DA RÚ SS IA CH IP RE DJ IB UT I IR Ã As sa m G la cia r d e Si ac he n Ak sa i Ch in C a x e m i r a M ar Ar áb ico G ol fo d e Be ng al a M ar M ed ite rrâ ne o M ar Ve rm el ho M ar de A ra l M ar N eg ro M ar de A zo v M ar Cá sp io G ol fo Pé rs ico O ce an o Ín di co La go Ba lka sh G ue rr as e te ns õe s po lít ic as Re cu rs os e ne rg ét ic os Pr in cip ai s co nf lito s ab er to s Pr in cip ai s co nf lito s em s us pe ns o Di fic uld ad es o u fo rte s t en sõ es po líti ca s Re se rv as e e xp lo ra çã o de p et ró le o e de g ás Pr in cip ai s pr oj et os d e ol eo du to s ou d e ga so du to s (c ria çã o, d up lic aç ão o u re no va çã o) Pr es en ça m ili ta r a m er ic an o- br itâ ni ca Ba se s pe rm an en te s Na vio s de a ta qu e e po rta -a viõ es Ba se s us ad as te m po ra ria m en te o u fa cil ita da s Fo nt es : L e M on de d ip lo m at iq ue ; E ne rg y M ap o f t he M id dl e Ea st a nd Ca sp ia n Se a, P et ro le um E co no m ist a nd A rth ur A nd er se n, L on dr es , 2 00 0; Co m ité p ro fe ss io nn el d u pé tro le (C PD P) , C en tra l I nt el lig en ce A ge nc y's 20 00 M ap s an d Pu bl ic at io ns (C IA ), U ni te d St at es E ne rg y In fo rm at io n Ad m in ist ra tio n (E IA ). In cir lik Dh ah ra n G ol fe BA HR EÏ N Q AT AR La M ec qu e Kh an ab ad Ka rc hi C a c h e m i r e Ca ch em ire C a c h e m i r e Pa sn i 0 50 0 1 00 0 km Je ru sa lé m Ku wa it D o G ol fo à C hi na , c on fli to s de a lto ri sc o Philippe Rekacewicz, novembro de 2001 re Ka Ce W iC Z, P hi lip pe . L e m on de d ip lo m at iq ue , n ov . 2 00 1. d is po ní ve l e m : < ht tp :// w w w .m on de -d ip lo m at iq ue .fr /c ar te s/ as ie ce nt ra le 20 01 11 >. a ce ss o em : 2 1 m ar . 2 01 4. m ap a or ig in al . T ra du çã o: r en ée Z ic m an . 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 71 10/03/15 10:35 72 Unidade 3 a China A China possui estrutura industrial diversificada, exportando grandes quanti- dades de bens industrializados e matérias-primas, além de demandar numerosa quantia de produtos para seu volumoso e crescente mercado consumidor. O país também possui um significativo contingente populacional que trabalha em ativi- dades agrícolas. Há mais de uma década o crescimento chinês tem sido o mais expressivo no mundo. Sua abertura econômica, com a criação de Zonas Econômicas Especiais (ZEEs), para receber empresas estrangeiras e realizar intenso comércio com outros países, contrasta com o fato de o partido que comanda o país ser comunista, já que esse regime, por princípio, é contra o livre mercado e a propriedade privada. Por outro lado, a China enfrenta diariamente o desafio de alimentar sua população. Em 2012, possuía, segundo a Agência de Referência Populacional, 1,35 bilhão de habi- tantes, aproximadamente ⅓ deles vivendo abaixo da linha da pobreza. Até a década de 1970, o país era governado por Mao Tsé-Tung, fundador do Partido Comunista, cuja liderança fazia da China um território impenetrável comer- cialmente. A partir de 1976, com a morte de Mao, Deng Xiaoping assumiu a lide- rança do partido e, aos poucos, foi abrindo a economia para a entrada de capital e de empresas estrangeiras, mas isso para algumas regiões especiais que foram criadas para a inserção da economia de mercado, as ZEEs. Assim, as taxas de crescimento econômico aumentaram e, hoje, estão entre as maiores do planeta − em torno de 8% em 2012, segundo dados do Banco Mundial. Esse aumento se deve principalmente aos baixos preços das mercadorias produzidas em seu território. Além dos grandes volumes de investimentos estrangeiros para potencializar esse poder de venda, a produção de mercadorias a preços reduzidos somente é possível em razão dos baixíssimos salários pagos nas indústrias chinesas, além do fato de os empregados serem submetidos a extensas jornadas de trabalho. Por isso, é muito difícil para outros países concorrer com a China. Geografia − Volume 4 Fontes de energia Esse vídeo apresenta aspectos do consumo mundial e o esforço dos países na produção de energia. Além disso, vai aprofundar seus conhecimentos sobre petróleo e também sobre fontes alternativas de energia, tema recorrente nos dias atuais. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 72 10/03/15 10:35 73Unidade 3 aTividade 2 a produção de mercadorias na China Muito se elogia a China como potência econômica em ascensão ou como grande produtora industrial de bens de consumo. No entanto, omite-se que os tra- balhadores chineses são extremamente explorados para que isso aconteça. Reflita a respeito e responda às questões a seguir. 1 Dê alguns exemplos de produtos chineses que você conhece e o preço deles. Em seguida, compare-os com produtos similares feitos no Brasil ou em outros países. 2 Em sua opinião, por que os produtos chineses são mais baratos que os brasilei- ros e os importados de outros países? o Japão O Japão é um país formado por um conjunto de milhares de ilhas, com exten- são de mais de 377 mil km². Está localizado no extremo leste da Ásia e ocupa um lugar de instabilidade geológica, o Círculo de Fogo do Pacífico, onde frequente- mente ocorrem vários terremotos e há vulcões em atividade. As ilhas mais importantes, que correspondem a 97% do território, são Hokkaido, Honshu, Shikoku e Kyushu. O território japonês possui grandes exten- sões montanhosas, e, conforme a Agência de Referência Populacional, em 2012, sua população estava estimada em 127 milhões de pessoas. Levando em consi- deração que grande parte do território não é propícia para a ocupação humana, a densidade demográfica do país é consideravelmente alta. O envelhecimento da população é um fenômeno importante no Japão. A ele- vada expectativa de vida, aliada à queda da natalidade, é uma preocupação para 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 73 10/03/15 10:35 74 Unidade 3 as autoridades, em razão dos gastos com saúde e previdência, além da necessidade de trabalhadores. Em relação à economia, aprodução de arroz e a pesca, voltadas ao consumo interno, são as atividades mais intensamente desenvolvidas no país, bem como as indústrias siderúrgica, naval e automobilística. Até meados do século XIX, o Japão era organizado sob um sistema denominado xogunato, que se assemelhava ao feudalismo europeu. Logo depois, na chamada Era Meiji, foi instalado um poder imperial, e o país passou por um rápido processo de desenvolvimento econômico e de transformação de sua sociedade, com inves- timentos em educação e em infraestrutura para modernização. Posteriormente, impulsionado por um forte nacionalismo, o Japão expandiu-se militarmente, con- quistando vários territórios na Ásia e no Pacífico até a 2a Guerra Mundial, quando foi vencido pelos Estados Unidos. Após a derrota e a destruição de duas cidades japonesas (Hiroshima e Nagasaki) por duas bombas atômicas ao final do conflito, os próprios EUA colocaram em prá- tica várias ações que visavam auxiliar na reconstrução do Japão, contribuindo para a reorganização do povo japonês e para que o país recuperasse sua organização social, o que permitiu que mais tarde se tornasse uma potência econômica. Isso também atendia, evidentemente, aos interesses dos Estados Unidos em estabelecer bases no extremo oriente. A rápida recuperação do Japão foi possível graças às seguintes condições: • quantidade abundante de trabalhadores disponíveis; • valorização do coletivo de trabalhadores; • investimentos sociais, como na educação; • apoio às empresas privadas; e Após a 2a Guerra, as relações de trabalho no Japão, então ocupado por tropas dos EUA, foram marcadas por fortes lutas sindicais. Com as dificuldades existentes no período, houve demissões e rupturas no sistema de emprego vitalício, baseado na fidelidade do trabalhador à empresa. Uma das conquistas trabalhistas foi a de aumentar progressivamente os salários em função da idade do trabalhador e do tamanho de sua família. De outro lado, estimulada pelos ocupantes estadunidenses, houve também repressão a líderes e movimentos reivindicatórios inspirados em ideologias comunistas. fonte: WaTanaBe, susumu. o modelo japonês: sua evolução e transferibilidade. revista de administração, são Paulo, v. 31, n. 3, p. 13-14, jul.-set. 1996. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 74 10/03/15 10:35 75Unidade 3 • auxílio financeiro e econômico dos Estados Unidos, que temiam o avanço da influência da União Soviética sobre os países destruídos na 2a Guerra Mundial. Apesar do restabelecimento econômico, político e social do país, hoje a China já ultrapassa economicamente o Japão. Na esfera social, porém, o Japão está em situa- ção muito melhor do que a China e entre os melhores do mundo, pois conta com relativa igualdade social, alta expectativa de vida e altas taxas de alfabetização. os Tigres asiáticos A diversificação econômica e o surpreendente índice de industrialização durante os anos 1980 caracterizam os Tigres Asiáticos, compostos por Coreia do Sul, Taiwan, Cingapura e Hong Kong (região administrativa especial da China, que antes era território e colônia inglesa). Os Tigres Asiáticos estão economicamente muito integrados com os atuais paí- ses centrais do sistema capitalista, como Estados Unidos, China e Japão, e hospe- dam várias filiais de empresas estrangeiras. Um grande problema que enfrentam, porém, é que muitas dessas empresas pagam baixos salários e seus funcionários têm pouco acesso aos direitos trabalhistas. a Índia Com um parque industrial variado, a Índia exporta bens industrializados, principalmente softwares e outras mercadorias ligadas à informática. O país tem tradi- ção em formação profissional qualificada nos ramos de engenharia, informática e matemática, o que contribui para o desenvolvimento desse setor. Além disso, também exporta produtos primários, como trigo e arroz. A Índia é o segundo país mais populoso do planeta, com 1,25 bilhão de habitan- tes, de acordo com dados de 2012 da Agência de Referência Populacional. Apesar do recente e significativo crescimento econômico, incluindo a ascensão de milhões de pessoas à classe média, apresenta uma das piores distribuições de renda do mundo. Dados publicados no Banco Mundial em 2013 revelam que a Índia está entre as dez maiores economias do mundo, porém a maioria de seus habitantes é muito pobre. Segundo estimativas da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, cerca de 30% da população vivia abaixo da linha da pobreza em 2010. O mapa Índia: densidade de população por Estado, na página seguinte, mostra a densidade da população do país, altamente concentrada nas maiores cidades, situadas, principalmente, nos vales dos Rios Indo e Ganges. Programa de computador ou jogo de videogame. Software 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 75 10/03/15 10:35 76 Unidade 3 Projeção Mercator PAQUISTÃO AFEGANISTÃO TURCOMENISTÃO IRÃ CHINA TADJIQUISTÃO NEPAL BUTÃO BANGLADESH MIANMA SRI LANKA Ilhas Nicobar TAILÂNDIA UZBEQUISTÃO G O L F O D E B E N G A L A M A R A R Á B I C O Fontes: Censo da Índia 2001; http://censusindia.net e http://www.odci.gov/cia/publications/factbook Ro be rt o G IM EN O , P at ric e M IT RA N O , j ul ho d e 20 03 9 294 2 100 984 = densidade média 210 12 Densidade (hab/km2) dados de 2001 Trópico de Câncer Mizoram Bengala Ocid. Bihar Uttar Pradesh Délhi 9 294 Haryana Uttarakhand Chandigarh 7 903 Punjab Himachal Pradesh Jammu e Caxemira Sikkim Jharkhand Orissa Madhya Pradesh Chhattisgarh Andhra Pradesh Rajasthan Diu Gujarat Daman Dadrá e Nagar Haveli Maharashtra Goa Karnataka Kerala Ilhas Laquedivas Pondicherry Tamil Nadu Tripura Manipur Meghalaya Nagaland Assam Arunachal Pradesh 500 km Índia: densidade de população por Estado Ilhas Andaman La doCUmenTaTion française. Questions internationales, n. 15, set.-out. 2005. disponível em: <http://cartographie.sciences-po.fr/fr/inde-densit-de-population-par-tats-2001>. acesso em: 21 mar. 2014. mapa original. Tradução: renée Zicman. A precariedade das condições de vida da população indiana agrava-se com as profundas diferenças étnicas e religiosas do país. O sistema de castas, comum na Índia, é uma divisão social baseada na diferenciação de famílias e grupos pela “pureza de origem” e cor da pele, que classifica as pessoas de acordo com sua ori- gem familiar e local de nascimento. Esse sistema, apesar de abolido oficialmente pelo governo indiano em 1950, tem herança milenar e continua influenciando essa organização social baseada em direitos desiguais para pessoas pertencentes a castas diversas. As pessoas pos- suem status sociais muito diferenciados e, de acordo com sua casta, podem ocupar © La d oc um en ta tio n fr an ça ise 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 76 10/03/15 10:35 77Unidade 3 certos cargos e exercer determinadas funções. Quem pertence às castas mais baixas, ou seja, a maioria da população do país, está destinado a servir às castas superiores, exercendo funções manuais e domésticas. a rússia A Rússia é o país com a maior extensão do planeta, com mais de 17 milhões de km². Em 2012, conforme dados da Agência de Referência Populacional, tinha mais de 143 milhões de habitantes, o que representa baixa densidade demográfica, em torno de oito habitantes por km². Até 1991, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) era um conjunto de repúblicas, unidas por um governo central em Moscou, e a mais importante e poderosa delas era a Rússia. O país, governado sob o regime socialista, estabelecido desde 1917, tinha produção agrícola e industrial em poder do Estado e, portanto, as máquinas, as fábricas e os campos eram por ele administrados. Os investimentos nas indústrias de bens de produção, como metalúrgicas, siderúrgicas e petroquímicas, tinham prioridade, bem como a fabricação de armamentos − tática para garantir a defesa do território contra ospaíses capitalistas −, em detrimento de investimentos na indústria de bens de consumo. A classe social mais relevante era a de trabalhadores das fábricas, já que o regime socialista estabelecido no país havia abolido a classe burguesa capitalista e organizava a sociedade de acordo com as demandas da classe operária. Portanto, a retomada da industrialização era uma estratégia para melhorar as condições de vida da população. Para se tornar uma potência militar, a URSS investiu forte- mente em infraestruturas que existem até hoje, como edifícios públicos e indús- trias, grandes rodovias e ferrovias, a exemplo da Transiberiana, que atravessa o país de oeste a leste, a Mongólia e a China. Esse desenvolvimento com ênfase nas indústrias de base e bélica, porém, foi res- ponsável por um desfalque na economia civil: não havia no país bens de consumo (como alimentos, eletrodomésticos, automóveis etc.) suficientes para a demanda interna. A separação da economia militar da economia civil explica a baixa produtivi- dade e a má qualidade da indústria civil, bem como os reduzidos salários pagos por ela. Nas décadas de 1970 e 1980, ocorreram várias reformas políticas e econômicas que tentaram reverter o quadro de insuficiência produtiva e regularizar o abastecimento de mercadorias. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 77 10/03/15 10:35 78 Unidade 3 Além disso, as repúblicas que faziam parte da URSS eram formadas por diver- sos povos, etnias, idiomas e religiões, e começaram a surgir movimentos que luta- vam pela independência. Em decorrência desses problemas, no final da década de 1980 e ao longo da de 1990, a Rússia e as demais repúblicas soviéticas passaram por intensas mudanças, em um conjunto de reformas denominadas perestroica. Com isso, houve a abertura econômica para indústrias estrangeiras, aumento da inflação e de preços de mer- cadorias e de serviços, privatização de empresas estatais e crescimento do desem- prego. Esses acontecimentos marcaram a transição da economia socialista para a capitalista e, em seguida, a fragmentação da União Soviética em várias repúblicas independentes, uma delas a própria Rússia. Hoje, a principal atividade econômica russa é o extrativismo e a exportação de minério de ferro, petróleo e carvão, além da fabricação de máquinas pesadas. Assim como em outros países que deixaram de fazer parte da URSS, a Rússia ainda apresenta problemas ligados ao fim do socialismo: parte da população vive em situação de pobreza e existem conflitos por controle de território. Ainda está por se construir no país um regime político democrático, com participação mais ativa da população. Com o fim da URSS, surgiu a Comunidade dos Estados Independentes (CEI), na tentativa de descentralizar o poder da Rússia com a independência das repúbli- cas e a consequente criação de países, como a Ucrânia, a Geórgia e o Casaquistão. Porém, internacionalmente, a Rússia tomou o lugar da antiga União Soviética em relação à economia, em especial quanto ao comércio de petróleo e gás natural. Chegaram ao país várias indústrias multinacionais, que viram na população a possibilidade de um grande mercado consumidor. Por outro lado, essa centraliza- ção de poder na Rússia e sua política imperialista na região fizeram surgir inúme- ros movimentos separatistas. Entre eles estão os da Chechênia, que proclamou sua independência em relação à Federação Russa em 1991, mas esse processo não foi reconhecido internacionalmente. Nos anos seguintes, a região foi palco de sucessivos conflitos entre russos e chechenos. O mapa a seguir expõe as principais dinâmicas ligadas às fontes de energia mais importantes na Rússia. Preste atenção na legenda, nas linhas e nos ícones de diferentes cores, assim como nas áreas coloridas de verde, amarelo e lilás. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 78 10/03/15 10:35 re Ka Ce W iC Z, P hi lip pe . m ap pi ng th e W or ld /L e m on de d ip lo m at iq ue . d is po ní ve l e m : < ht tp :// w w w .c ar to gr af ar ei lp re se nt e. or g/ ar tic le 18 2. ht m l> . a ce ss o em : 2 1 m ar . 2 01 4. m ap a or ig in al . T ra du çã o: r en ée Z ic m an . M os co u So ur go ut Pe tro vs ky No vy Ur en go y Vo lg og ra d Ko m so m ol sk - -o n- Am ur Da qi ng Irk ou ts k Ul an B at or Uk ht a No ril sk Na di m Ya m bu rg Ti um en To m sk O m sk No vo sib irs k Ke m er ov o No vo ku zn ec k Tb ilis i Ak ta u Ya ku ts k Pé ch or a Ya ro sla v Ni zh ny N ov go ro d Pe rm Kr as no ya rs k Ac hi ns k Pa vlo da r Uf a Sa m ar a At ira u Sã o Pe te rs bu rg o Ar ch an ge ls Ki ev O de sa As hk ha ba d Em d ire çã o ao Ja pã o Em d ire çã o à Ch ina (B eij ing ) e às d ua s Co re ia s Em d ire çã o à Ch ina Ba ku Em d ire çã o ao P aq uis tã o M in sk Sh to km an NO RU EG A SU ÉC IA FI NL ÂN DI A DI NA M AR CA BE LA RU S UC RÂ NI A CA SA Q UI ST ÃO AZ ER BA IJ ÃO AR M ÊN IA G EÓ RG IA LI TU ÂN IA LE TÔ NI A ES TÔ NI A M O NG Ó LI A CH IN A IR Ã JA PÃ O AF EG AN IS TÃ O CH IN A UZ BE Q UI ST ÃO TU RC O M EN IS TÃ O Q UI RG UI ST ÃO TA DJ IQ UI ST ÃO PO LÔ NI A M ar Cá sp io O ce an o G la cia l Á rti co O ce an o Pa cí fic o M ar Ne gr o M ar d e Ba re nt s M ar d o Ja pã o/ M ar d o Le st e M ar de A ra l M ar O kh ot sk La go Ba ijk al M ar d e Ka ra Volga Ob Lena Yenissey An ga ra Re se rv as c om pr ov ad as d e pe tró le o e gá s Ex pl or aç ão d e pe tró le o O le od ut o em s er viç o O le od ut o em p ro je to Ex pl or aç ão d e gá s G as od ut o em s er viç o G as od ut o em p ro je to Rú ss ia No vo s Es ta do s su rg id os a p ar tir da d iss ol uç ão d a Un iã o So vié tic a 0 1 00 0 km Fo nt e: A gê nc ia In te rn ac io na l de E ne rg ia (A IE ) Philippe Rekacewicz, outubro de 2007 Rú ss ia : e st ra té gi as p ar a o tra ns po rte d e re cu rs os e ne rg ét ic os 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 79 10/03/15 10:35 80 Unidade 3 aTividade 3 Conhecendo a rússia De acordo com o que foi estudado até aqui e com seus conhecimentos anterio- res, responda: 1 Quais são as principais diferenças entre a Rússia atual e a URSS? E por que a URSS foi dissolvida? 2 Faça uma pesquisa (na internet, em revistas, jornais ou livros) sobre a Rússia atual e suas relações econômicas e políticas com os países vizinhos. Leve em conta a importância dos recursos energéticos que o país detém. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 80 10/03/15 10:35 81Unidade 3 Atividade 1 – O petróleo e o Oriente Médio 1 Uma das consequências da extração petrolífera para o Oriente Médio é a geração de riqueza, pois se trata de um produto muito valorizado e utilizado na produção de energia e de diferentes mercadorias. Entretanto, as reservas de petróleo são finitas e a falta de diversificação na produção tende a trazer problemas à organização social e econômica da região. 2 Os conflitos na região têm como principal motivo as disputas pelo controle das reservas de petróleo ou dos canais de distribuição do produto. Se você teve dificuldade para fazer essa atividade ou se ainda tiver dúvidas sobre esse assunto, retome o texto O Oriente Médio, especialmente os dois últimos parágrafos, no quais são discutidos esses tópicos. Atividade 2 – A produção de mercadorias na China 1 Você pode ter citado vários produtos chineses que já consumiu e os respectivos preços. Por exemplo, os brinquedos, em geral, custam menos da metade de um brinquedo produzido em uma fábrica brasileira. Da mesma forma, grande parte das roupas que se consome no Brasil (calças, camisas, camisetas, meias etc.) vem da China. Se você tiver dúvida sobre a procedênciade um produto, procure essa informação na embalagem ou nele próprio: por exemplo, Made in Brazil indica que o produto foi fabricado no Brasil; Made in China, na China, e assim por diante. 2 Para responder à questão, retome o último parágrafo do texto A China e observe o argumento sobre a produção de mercadorias nesse país: a extrema exploração dos trabalhadores, que são submetidos a intensas jornadas e péssimas condições de trabalho, faz baixar o valor da produção de mercadorias, o que torna muito difícil a concorrência de outros países com os preços oferecidos pelos chineses. Atividade 3 – Conhecendo a Rússia 1 A URSS era composta por um conjunto de países socialistas, cujo centro do sistema estava loca- lizado em Moscou, na Rússia. Atualmente, a Rússia é um país capitalista, completamente integrado à comunidade internacional de países capitalistas. A URSS foi dissolvida por causa do enfraquecimento do sistema socialista diante do capitalista. Os países socialistas, com exceção da China, da Coreia do Norte, do Vietnã e de Cuba, já não possuíam condições suficientes para sustentar aquela forma de organização social e econômica. Pressionados pelos países capitalistas, reorganizaram sua economia e seu sistema político. 2 Você pode ter encontrado diversas informações na sua pesquisa. É possível observar que alguns países que compunham a URSS, com o fim do socialismo, ainda vivenciam conflitos ligados à busca de emancipação de algumas regiões, como no caso da Chechênia, pertencente à República Russa, e da Ossétia do Sul, região da Geórgia. Por esses dois territórios passa um importante gasoduto que trans- porta gás para países da Ásia e da Europa. A Rússia atua nesses conflitos com o objetivo de manter sua influência sobre essas regiões e, principalmente, sobre o transporte de gás. Assim, o país reprime duramente as movimentações na Chechênia, pois não quer perder esse território; ao mesmo tempo, apoia as tentativas de separação da Ossétia do Sul da Geórgia, para manter boas relações nessa região. O poder e a influência dos russos na Ásia e na Europa se elevaram com a extração e a expor- tação de recursos energéticos importantes, como o petróleo e o gás natural. Hora da CHeCagem 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 81 10/03/15 10:35 82 Unidade 3 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 82 10/03/15 10:35 Un id ad e 4 a África e a Oceania ge Og ra fi a Temas 1. a África 2. dinâmicas demográficas e sociais na África 3. a Oceania: dinâmicas demo gráficas e aspectos socioeconômicos introdução Nesta Unidade, você vai conhecer as principais características físicas e humanas da África e da Oceania. Observará como esses continentes apresentam regiões e países com paisagens, culturas e populações diversas, além de aspectos políticos e econômicos bem distintos. T e m a 1a África Neste Tema, você estudará o relevo, a hidrografia, o clima e a vegetação da África. Também poderá conferir as semelhanças desses aspectos naturais com os da América do Sul e como eles têm sido afetados pela ação humana. Você já refletiu sobre as influências culturais exercidas pelos povos de outros continentes no Brasil? Pense, em especial, na importância da cultura africana para a cultura brasileira – a língua, a culinária, as danças, os mitos etc. trazidos pelos negros de origem africana escravizados no Brasil. Quais outros elementos da cultura africana estão presentes no País? Registre suas reflexões nas linhas a seguir. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 83 10/03/15 10:35 84 Unidade 4 O continente africano O território do continente africano possui mais de 30 milhões de km² e popu- lação de cerca de 1 bilhão de pessoas, conforme dados de 2012 da Agência de Referência Populacional. São 54 Estados independentes (com a inclusão recente do Sudão do Sul, independente em 2011), mas a maioria deles é economicamente carente e bastante frágil do ponto de vista político e social. É importante lembrar que, histo- ricamente, a África foi extremamente explorada por outros países, em espe- cial pelos europeus e, mais recen- temente, pelos Estados Unidos da América (EUA) e pela China. A atual situação de dependência social e eco- nômica do continente tem forte rela- ção com o processo de colonização. Alguns territórios na África ainda pertencem a países de outros continen- tes, como as ilhas Açores e Madeira (de propriedade de Portugal), Canárias (da Espanha) e Santa Helena (possessão do Reino Unido). Veja o mapa na próxima página, com a divisão política atual da África. É comum haver confusão ao nomear a África como um país, e não como o que realmente é: um continente. Assim, pode-se cometer o erro de generalizar e homogeneizar culturas, territórios, povos, idiomas. Vale lembrar que existe um país chamado África do Sul, pertencente ao continente africano. Durante a leitura de um texto, você pode registrar, em um caderno ou no com- putador, as passagens que julgar importantes, para depois retomá-las. Além disso, pode fazer resumos dessas informações e comentar suas reflexões. Essa técnica se chama fichamento e é um procedimento que vai ajudá-lo a estudar, pois possibilita o registro organizado de informações. Ao realizar um fichamento, é importante ter clareza de quais serão os objeti- vos da leitura, ou seja, os aspectos que devem ser observados em um texto. Dessa forma, você registrará exatamente o que é necessário destacar. Agora é sua vez! Experimente fazer o fichamento dos textos a seguir. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 84 10/03/15 10:35 85Unidade 4 © iB ge África: político iBge. atlas geográfico escolar. 6 ed. rio de Janeiro: iBge, 2012, p. 45. mapa original (supressão de escala numérica). © iB ge Continentes e regiões do mundo 45 Á ca olítico Região de Abyei Saint-Louis Ndola Ki tue Mbuj i Mayi Cano Omdurman El Obeid Kassala Dese Merka Quel imane Ondangua Asyut Ghardaia El Beida Port Said Lagos Luder i tz Bukavu Cananga Kisangani Mbale Sokode Gabes Sfax Atbarah Juba Porto Sudão Muanza DODOMA Porto El izabeth East London Caolak Berbera Porto Harcourt Zinder Kayes Tombouctou Atar Marrakech Beira Agadez Bi lma Bouaké Nacuru Mombassa Bangasi Misurata Sebha Fianarantsoa Blantyre Kankan Gondar Porto Gent i l Tamale El-Giza Suez Aseb Parakou Bobo Dioulasso Bambari Abechê Moundou Assuan El Aaiún Liv ingstone Batna Oran Tanger Constant ina Tamanrasset Pointe-Noire Diredaua Cumasi Cabinda (Angola) Zanzibar Ceuta (Esp) Ogbomosho Buchanan Geroua Malabo (GUINÉ EQUAT.) Huambo Benguela Lobito Safi Casablanca Walvis Bay Johanesburgo Lubumbashi Matadi Bulawayo Alexandria Ibadã Durban Duala Bata Kindia Dacar Freetown Bloemfontein (cap. jurídica) Pretória Cartum Mbabane Lo m é Campala São Tomé Monróvia Rabat Maputo Cairo Banjul A cr a Conacri Bissau Ab id ja n Kinshasa Lusaca Harare Argel Gaborone Bangui Brazaville Mogadíscio Cidade do Cabo (cap. legislativa) Dar Es Salaam Túnis Quigali Nouakchott Windhoek Niamei Abuja Maseru Trípole Antananarivo Lilongue Bamako Nairóbi Po rto N ov o Ouagadougou Bujumbura Iaundê Ndjamena Djibuti Asmara Adis Abeba Libreville Luanda Moroni Vitória QUÊNIA ETIÓPIA ERITRÉIA S U D Ã O S U D Ã O D O S U L EGITO NÍGER MAURITÂNIA MALI NIGÉRIA SOMÁLIA NAMÍBIA L Í B I A CHADE ÁFRICA DO SUL TANZÂNIA ANGOLA ARGÉLIA M AD AG AS C AR MOÇAMBIQUE BOTSUANA ZÂMBIA GABÃO REP. CENTRO-AFRICANA TUNÍSIA MARROCOS UGANDA SUAZILÂNDIA LESOTO MALAUÍ BURUNDI RUANDA TO GO BENIN GANA COSTA DO MARFIMLIBÉRIA SERRA LEOA GUINÉ BURKINA FASO GÂMBIA CAMARÕES ZIMBÁBUE CONGO REP. DEM. DO CONGO (Zaire) GUINÉ EQUAT. SAARA OCIDENTAL (ESP e MAR)DJIBUTI SENEGAL GUINÉ BISSAU EGITO (Parte Asiática) SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE SEICHELES COMORES Is. Canárias (ESP) Is. Madeira (POR) I. Socotra Lago Vitória Ri o Ni lo Golfo de Áden M a r M e d i t e r r â n e o M a r V e r m e l h o C an al d e M oç am bi qu e Estreito de Gibraltar Á S I A EUROPA O C E A N O A T L Â N T I C O O C E A N O Í N D I C O 0º 10º O 10º E 20º E 30º E 40º E 50º E 0º 10º N 20º N 30º N 10º S 20º S 30º S 0º 10º N 20º N 30º N 10º S 20º S 30º S 0º 10º O 10º E 20º E 30º E 40º E 50º E G R E E N W IC H EQUADOR TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO TRÓPICO DE CÂNCER Capital de país Cidade principal fronteira internacional ferrovia rodovia rio Praia CABO VERDE O C E A N O A T L Â N T I C O Cumasi Parakou Bobo Dioulasso Tamba Tamale Kankan Bouaké Korhogo Man Gao Kayes Tambacounda Sokode s o g a L Porto Novo Ouagadougou Bamako Niamei Acra Conacri Abidjan Monróvia n w o t e e r F Lomé TOGO BENIN GANA COSTA DO MARFIM LIBÉRIA SERRA LEOA GUINÉ BURKINA FASO SENEGAL GUINÉ BISSAU MALI A I R É G I N NÍGER MAURITÂNIA r e g í N r e g í N Lago Volta 0º 5º O10º O 5º N 10º N 15º N 0 430 km PROJEÇÃO CILÍNDRICA EQUIDISTANTE MERIDIANA 215 1 2 1 2 Cabo Verde Países da África 1 2 Nota: A situação política da região de Abyei, entre o Sudão e Sudão do Sul, ainda não está determinada. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 85 10/03/15 10:35 86 Unidade 4 aspectos naturais do continente africano A África é atravessada pela linha do Equador em sua porção central e pelos trópicos de Câncer e de Capricórnio ao norte e ao sul, respectivamente. Assim, a maior parte do extenso continente africano está situada na zona intertropical. Além disso, o Saara, por ser o maior deserto quente do mundo, forma uma espécie de barreira natural que divide o meio físico do continente em duas partes distintas. Observe esses elementos no mapa África: físico, apresentado na próxima página. relevo A maior parte do continente é constituída por um imenso planalto. Há tam- bém pontos altos nesse relevo, como os Montes Quilimanjaro (quase 6 mil metros de altitude) e Quênia (mais de 5 mil metros de altitude). Ao norte do Marrocos, da Argélia e da Tunísia, localiza-se a cadeia montanhosa do Atlas (mais de 4 mil metros), e ao sul, na África do Sul e em Lesoto, a cadeia dos Montes Drakensberg (mais de 3 mil metros). As planícies localizam-se próximas ao litoral ou às margens de alguns rios e são os locais mais povoados. Na faixa leste do continente, destaca-se o Vale do Rift (Rift Valley, em inglês), um grande vale formado por falhas nas placas tectônicas, que se estende de Moçambique (ao sul) até o Chifre da África (ao norte). É possível que essas falhas sejam indícios do processo de separação de placas tectônicas, que pode dividir o continente afri- cano. Outras formações que resultam desse movimento são os picos elevados, caso do Quilimanjaro, e algumas atividades vulcânicas. Falha Em Geologia, ruptura ou desnivelamento de camadas da crosta terrestre pela ação das forças internas. Tal processo gera formas de relevo como as escarpas ou paredões de rochas. Placa tectônica Cada uma das placas rochosas, muito rígidas, que formam a crosta terrestre. As placas tectônicas se movimentam em várias direções, com velocidades variadas, podendo assim se chocar umas com as outras e gerar terremotos, ou se afastar e gerar erupções vulcânicas. Chifre da África Região ao norte da África, composta pelos países Djibut, Etiópia, Somália, Quênia e Uganda. É assim chamada devido ao seu formato pontiagudo. Glossário C A D E I A D O A T L A S ERG DU TENERE GRANDE ERG OCIDENTAL GRANDE ERG ORIENTAL D E S E R T O D A L Í B I A DEPRESSÃO DE QATTARA DEPRESSÃO DE NGAMI S A A R A D E S E R T O D O K A L A H A R I D E S E R T O D A N Ú B I A MTES. M ITUMBA MTES. TIBESTI . MTE. AHAGGAR MTES. ADAMAOUA MTES. M UCHINGA CADEIA ARÁBICA OÁSIS DE KOUFRA PLANALTO DA ETIÓPIA PLANALTO DE TADEMAIT PLANALTO DE DJADO PLANALTO DE BAUCHI PLANALTO DE BIÉ PLANALTO DOS GRANDES LAGOS PLANALTO DE DARFUR PENÍNSULA DA SOMÁLIA B A C I A D O C O N G O N A M Í B I A D E S E R T O DR AK EN SB ER G QUÊNIA 5 199 m RAS DASHEN 4 620 m THABANA NTLENYANA 3 482 m CHAMPAGNE CASTLE 3 650 m CAMEROON 4 100 m TBUKAL 4 167 m EMI KOUSSI 3 415 m QUILIMANJARO 5 892 m RUVENZORI 5 119 m Is. Canárias Is. Comores I. Madeira São Tomé I. Socotra I. Zanzibar I. Príncipe I. de Madagascar Is. Seicheles L. Chade L. Kivu L. Niassa L. Tanganica Lago Victoria Lago Albert L. Kariba Lago Mweru L. Nasser L. Turkana L. Volta Benue Nilo Azul Chari Congo Congo C ongo Kasai Kasai Limpopo N ig er Niger Niger Nilo Nilo Orange . Senegal Ubangi U ba ng i Vaal N ilo B ranco Zambeze Zam beze Shebele Gâmbia Volta Cubango Cuando Golfo de Benguela Golfo de Gabes G. de Biafra Golfo de Áden Golfo da Guiné G. de Benin M a r V e r m e l h o Baía da S om áli a Baía de Delagoa Baía de Sta. ElenaBaía de Sta. Elena Ca na l d e M oç am bi qu e Estreito de Gibraltar M a r M e d i t e r r â n e o Cabo Branco C anal de Suez Cabo das Palmas Cabo da Boa Esperança Cabo Verde Cabo D'Ambre EUROPA O C E A N O A T L Â N T I C O Í N D I C O 0º 10º O 10º E 20º E 30º E 40º E 50º E 0º 10º N 20ºN 30º N 10º S 20º S 30º S 0º 10º N 20º N 30º N 10º S 20º S 30º S 0º 10º O 10º E 20º E 30º E 40º E 50º E G R E E N W IC H EQUADOR TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO TRÓPICO DE CÂNCER EQUADOR Altitudes Profundidades Picos 4 000 m 3 000 m 2 500 m 2 000 m 1 500 m 1 000 m 600 m 400 m 200 m 100 m 50 m 0 m - 1 000 m - 2 000 m - 3 000 m - 4 000 m - 5 000 m - 6 000 m - 7 000 m - 8 000 m O C E A N O 0 430 km PROJEÇÃO CILÍNDRICA EQUIDISTANTE MERIDIANA 215 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 86 10/03/15 10:35 87Unidade 4 iBge. atlas geográfico escolar. 6 ed. rio de Janeiro: iBge, 2012, p. 44. mapa original (supressão de escala numérica). © iB ge África: físico C A D E I A D O A T L A S ERG DU TENERE GRANDE ERG OCIDENTAL GRANDE ERG ORIENTAL D E S E R T O D A L Í B I A DEPRESSÃO DE QATTARA DEPRESSÃO DE NGAMI S A A R A D E S E R T O D O K A L A H A R I D E S E R T O D A N Ú B I A MTES. M ITUMBA MTES. TIBESTI . MTE. AHAGGAR MTES. ADAMAOUA MTES. M UCHINGA CADEIA ARÁBICA OÁSIS DE KOUFRA PLANALTO DA ETIÓPIA PLANALTO DE TADEMAIT PLANALTO DE DJADO PLANALTO DE BAUCHI PLANALTO DE BIÉ PLANALTO DOS GRANDES LAGOS PLANALTO DE DARFUR PENÍNSULA DA SOMÁLIA B A C I A D O C O N G O N A M Í B I A D E S E R T O DR AK EN SB ER G QUÊNIA 5 199 m RAS DASHEN 4 620 m THABANA NTLENYANA 3 482 m CHAMPAGNE CASTLE 3 650 m CAMEROON 4 100 m TBUKAL 4 167 m EMI KOUSSI 3 415 m QUILIMANJARO 5 892 m RUVENZORI 5 119 m Is. Canárias Is. Comores I. Madeira São Tomé I. Socotra I. Zanzibar I. Príncipe I. de Madagascar Is. Seicheles L. Chade L. Kivu L. Niassa L. Tanganica Lago Victoria Lago Albert L. Kariba Lago Mweru L. Nasser L. Turkana L. Volta Benue Nilo Azul Chari Congo Congo C ongo Kasai Kasai Limpopo N ig er Niger Niger Nilo Nilo Orange . Senegal Ubangi U ba ng i Vaal N ilo B ranco Zambeze Zam beze Shebele Gâmbia Volta Cubango Cuando Golfo de Benguela Golfo de Gabes G. de Biafra Golfo de Áden Golfo da Guiné G. de Benin M a r V e r m e l h o Baía da S om áli a Baía de Delagoa Baía de Sta. ElenaBaía de Sta. Elena Ca na l d e M oç am bi qu e Estreito de Gibraltar M a r M e d i t e r r â n e o CaboBranco C anal de Suez Cabo das Palmas Cabo da Boa Esperança Cabo Verde Cabo D'Ambre EUROPA O C E A N O A T L Â N T I C O Í N D I C O 0º 10º O 10º E 20º E 30º E 40º E 50º E 0º 10º N 20ºN 30º N 10º S 20º S 30º S 0º 10º N 20º N 30º N 10º S 20º S 30º S 0º 10º O 10º E 20º E 30º E 40º E 50º E G R E E N W IC H EQUADOR TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO TRÓPICO DE CÂNCER EQUADOR Altitudes Profundidades Picos 4 000 m 3 000 m 2 500 m 2 000 m 1 500 m 1 000 m 600 m 400 m 200 m 100 m 50 m 0 m - 1 000 m - 2 000 m - 3 000 m - 4 000 m - 5 000 m - 6 000 m - 7 000 m - 8 000 m O C E A N O 0 430 km PROJEÇÃO CILÍNDRICA EQUIDISTANTE MERIDIANA 215 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 87 10/03/15 10:35 88 Unidade 4 rio nilo, no egito. nessa foto de satélite fica evidente o delta que ele forma ao desembocar no mar mediterrâneo. © n as a/ co rb is/ La tin st oc k Hidrografia É na África que se localiza um dos rios mais extensos do mundo, o Nilo, com mais de 6.800 km de comprimento, dos quais 2 mil km correm no meio do deserto. Esse rio foi de grande importância para o desenvolvimento de várias civilizações no decorrer da história, bem como de técnicas de agricultura, como a irrigação. O Nilo nasce no sudeste do continente e segue rumo ao norte, desembo- cando no Mar Mediterrâneo. É após os períodos de cheia do rio que a agricultura se desenvolve. Além do Nilo, outros rios importantes na África são o Congo, o Zambeze, o Limpopo, o Níger e o Okavango. Há também um grande conjunto de lagos, destacando-se o Vitória e o Tanganica. Na Bacia do Congo, localizada na República Democrática do Congo, realizam-se atividades de pesca e de minera- ção, como extração de cobre, petróleo e diamante. Na África, os rios e os lagos são de fundamental importância para a população, seja nas atividades de sobrevivência (por exemplo, para irrigação na agricultura e para a pesca), seja como meio de transporte ou na produção de energia elétrica. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 88 10/03/15 10:35 89Unidade 4 clima e vegetação O clima e a vegetação africanos são bastante semelhantes nas porções norte e sul, graças, sobretudo, ao fato de o continente ser atravessado pela linha do Equador e pelos trópicos de Câncer e de Capricórnio. Assim, entre os trópicos, predominam os climas equatorial e tropical, com florestas úmidas e densas, enquanto os extremos norte e sul apresentam grandes desertos quentes, como o Saara e o Kalahari. As dinâmicas das chuvas e os tipos de vegetação são processos que condi- cionam e são condicionados pelo desenvolvimento da agricultura e, também, da economia. Oscilações de temperatura Na região centro-ocidental africana, onde predominam os climas equatorial e tropical, observam-se a floresta equatorial e as savanas, presentes em 40% do ter- ritório do continente. Nos amplos espaços desérticos, as poucas áreas restantes com vegetação são uma alternativa de sobrevivência para a população local. As atividades desenvolvidas nessas regiões semiáridas – por exemplo, a agricultura e o uso de madeira como fonte de energia – têm provocado e acelerado o processo de desertificação, principalmente no Sahel, uma área de transição entre o deserto e as savanas tropicais. Nas regiões desérticas, as chuvas são escassas e irregulares, e há pouca vegetação. Em algumas áreas, existem lençóis de água subterrâneos, onde se formam oásis – espaços com vegetação densa e presença de palmeiras em pleno deserto. Os desertos são marcados por grandes oscilações de temperatura: durante o dia, podem atingir 50 oC e, à noite, com a perda de calor do solo, −15 oC. Portanto, há neles grande amplitude térmica, isto é, grande dife- rença entre a temperatura máxima e a mínima. As grandes oscilações de temperatura no deserto ocorrem em razão da baixa umidade do ar. Como o solo é muito seco, apenas a camada superficial de areia é aquecida. À medida que a insolação diminui, o solo vai rapidamente per- dendo calor e não há nuvens que possam servir como uma espécie de estufa para “segurar” o ar quente. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 89 10/03/15 10:35 90 Unidade 4 Próximo ao Mar Mediterrâneo, na região do Magreb (Tunísia, Marrocos, Argélia e Saara Ocidental), encontra-se o clima mediterrâneo, um clima temperado quente e seco, mas com alguma precipitação na faixa litorânea, ou seja, na orla do Mar Mediterrâneo. Na porção sul do continente, além desse clima, há o subtropical. As temperaturas médias variam entre 15 oC e 20 oC, com chuvas no inverno. Nessa localidade, há cultivo de uvas, azeitonas, frutas e cereais, além de florestas de pinheiros. Observa-se ainda a presença de florestas equatoriais – como a do Congo, que abrange parte do país, com mata densa e clima úmido e quente – simila- res às encontradas na Floresta Amazônica. As savanas, que compreendem a região ao sul do Deserto do Saara, por sua vez, são semelhantes ao Cerrado do Brasil. Sua vegetação é constituída por arbustos e árvores maiores, e sua rica fauna, por leões, elefantes, girafas, zebras, rinocerontes etc., muitos deles em processo de extinção em razão da caça predatória. Também há desmatamento dessa vegetação para a ocupação do espaço com plantio e o avanço das áreas habitadas. Para amenizar os riscos à fauna e à flora, foram criados alguns parques e reservas de grande extensão na porção central e sul, sobretudo na África do Sul. A extração mineral em locais como a faixa leste da República Democrática do Congo, nas fronteiras com Ruanda e Uganda, também causa devastação das coberturas vegetais. Vale notar que tais riquezas do continente, que incluem o petróleo, têm sido objeto de exploração por potências econômicas estrangei- ras, como a China. aTividade 1 clima, vegetação e oscilações de temperatura em solo africano 1 É possível observar que a linha do Equador atravessa a porção central do conti- nente africano, enquanto os trópicos de Câncer e de Capricórnio cruzam o norte e o sul. Considerando essa informação, responda: a) Qual é o clima encontrado na região centro-ocidental, próxima à linha do Equador? 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 90 10/03/15 10:35 91Unidade 4 b) Há clima desértico nas áreas próximas aos trópicos de Câncer e de Capricórnio? Como é caracterizado o deserto? 2 Com base nos textos estudados neste Tema, como você explicaria a expansão das áreas desérticas no continente africano? Para que todos os habitantes de um país possam se entender, é necessário que haja um idioma comum. Dada a importância dessa comunicação, cada país colonizador impôs seu idioma aos paí- ses colonizados, e isto permaneceu, mesmo após a chamada descolonização. Assinale a alternativa em que todos os países são do continente africano e, por terem sido colônias de Portugal, atualmente falam o idioma português. a) Cabo Verde, Camarões, Haiti, Nigéria e Serra Leoa. b) Camarões, Jamaica, Moçambique, Serra Leoa e Suriname. c) Angola, Cabo Verde, Costa Rica, Moçambique e Serra Leoa. d) Argélia, Chade, Guiné-Bissau, Panamá e São Tomé e Príncipe. e) Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. centro Paula souza. vestibulinho eTecs - 1o semestre, 2013. disponível em: <http://www.centropaulasouza.sp.gov.br/vestibulinho/provas/2013/prova-vestibulinho-1s-2013.pdf>. acesso em: 21 mar. 2014. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 91 10/03/15 10:35 92 Unidade 4 Atividade 1 – Clima, vegetação e oscilações de temperatura em solo africano 1 a) Na região central do continente, próxima à linha do Equador, predominam os climas equatorial e tropical. Você pode conferir esses dados no texto Clima e vegetação. b) Há grandes áreas desérticas próximas aos trópicos de Câncer e de Capricórnio. Com o auxílio do texto Oscilações de temperatura, você verá que o deserto é caracterizado por grandes oscilações de temperatura, que ocorrem em razão da baixa umidade doar. 2 Algumas áreas semiáridas, como o Sahel, estão sofrendo um processo de desertificação. O desmatamento da vegetação, em consequência da agricultura e do uso de madeira como fonte de energia, prejudica o solo e influencia o regime de chuvas, que se tornam cada vez mais raras. Com o crescente desmatamento, esse processo vai se tornando irreversível e novas áreas desérticas são formadas. Se você tiver alguma dúvida sobre esse assunto, retome o texto Oscilações de temperatura e reveja os fatores envolvidos nessa dinâmica. Desafio Alternativa correta: e. Retome os textos deste Tema e observe que alguns países desse continente foram colonizados por Portugal, que impôs o português como língua oficial. Procure pesquisar mais informações sobre esses países na internet. HOra da cHecagem 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 92 10/03/15 10:35 93 introdução Neste Tema, você estudará as diferentes regiões da África e aprenderá mais sobre a cultura, a economia e as populações do continente. A África é um continente extenso, composto por países que possuem caracte- rísticas demográficas, econômicas, sociais e culturais diferentes. Você consegue imaginar quais línguas são faladas nos diversos países da África? Sabe quais são os países africanos que, assim como o Brasil, foram coloni- zados por Portugal e até hoje possuem o português como língua oficial? Registre suas reflexões nas linhas a seguir. T e m a 2dinâmicas demográficas e sociais na África 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 93 10/03/15 10:35 94 Unidade 4 África: dinâmicas demográficas e aspectos socioeconômicos A extensão do Deserto do Saara forma uma espécie de bar- reira natural que divide a África em duas partes distintas em rela- ção ao espaço físico e econômico. Praticamente ⅓ dos habitan- tes do continente − em especial, os que residem na região ao norte do Saara, conhecida como África do Norte − é árabe e berbere, povos de maioria muçulmana, predominantemente de língua árabe. Os outros ⅔ da população africana vivem na região ao sul do deserto, conhecida como África Subsaariana, e pertencem a diferentes etnias negras. Historicamente, o Magreb − região desértica que compõe a África do Norte − sempre foi dominado por populações árabes e teve o predomínio da religião islâ- mica. Essa área possui abundantes reservas de petróleo e gás natural. A agricultura conta com projetos de irrigação e parte da população constitui-se de nômades, que percorrem a região com seus rebanhos. Os povos árabes estão distribuídos por Egito, Tunísia, Líbia e Argélia, e fixaram-se nessa região a partir do século VII. Os berberes, que são os mais antigos habitantes do Magreb, compõem a maior parte da população das regiões montanhosas do Marrocos e da Argélia. Entre esses povos, destacam-se os tuaregues, que são os nômades do deserto, e os etíopes, ambos praticantes da religião islâmica. Na África, sobretudo na Subsaariana, há uma importante diversidade de povos, línguas e religiões. Além das diferentes línguas e dialetos nativos, o francês, o inglês e o português também são falados, em consequência da colonização em diversos países do continente. África do Norte África Subsaariana UneP. africa: atlas of our changing environment. nairóbi: Unep, 2008, p. 94. disponível em: <http://www.unep.org/dewa/africa/africaatlas>. acesso em: 21 mar. 2014. mapa original. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 94 10/03/15 10:35 95Unidade 4 Na África do Sul, por exemplo, apesar da maioria negra, concentra-se uma população branca de origem europeia, como a inglesa. Há, ainda, os bôeres, des- cendentes dos colonos ingleses e holandeses que migraram para lá nos séculos XVII e XVIII, cujo idioma é o africâner, derivado do holandês. A maioria da população africana pratica o islamismo, mas a cada dia cresce o número daqueles que adotam o cristianismo. aTividade 1 Pobreza e desigualdade na África 1 Para você, qual é a diferença entre pobreza e desigualdade? Qual é a relação entre elas? 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 95 10/03/15 10:35 96 Unidade 4 La dOcUmenTaTiOn française. Questions internationales, n. 33, set.-out. 2008. disponível em:<http://cartographie.sciences-po.fr/fr/afrique-pauvret-1993-2003>. acesso em: 21 mar. 2014. Tradução: renée Zicman. 0 20 40 60 80 0 20 40 60 Guiné Bissau Uganda Zâmbia Mali Nigéria Rep. Centro-Africana Madagascar Níger Gâmbia Tanzânia Serra Leoa Zimbábue Burundi Ruanda Gana Malauí Moçambique Lesoto Namíbia Benin Burkina Faso Guiné Mauritânia Botsuana Etiópia Gabão Quênia Senegal Camarões Costa do Mar�m África do Sul Suazilândia Egito Marrocos Tunísia Argélia Djibuti Comores Ilhas Maurício Angola Cabo Verde Chade Congo Rep. Dem. Congo Eritreia Guiné Equatorial Libéria Líbia São Tomé e Príncipe Ilhas Seicheles Somália Sudão Togo Fonte: African Economic Outlook 2008, Statistical Annex, www.oecd.org Parte da população dispondo de menos de 1 dólar por dia (em %) Coe�ciente de Gini População vivendo abaixo da linha de pobreza Últimos anos disponíveis: 1993-2003 A pobreza na África O Coe�ciente de Gini mede a desigualdade da distribuição de renda em uma dada sociedade. Ele varia de 0 a 100. O número 0 corresponde à completa igualdade (todos com a mesma renda) e 100 corresponde à completa desigualdade (uma pessoa detém toda a renda e as demais nada têm). Dados não disponíveis Ro be rt o G IM EN O e A te liê d e Ca rt og ra �a d a Sc ie nc es P o, ju lh o de 2 00 7 © La d oc um en ta tio n fr an ça ise 2 Observe os gráficos, com dados que ajudam a compreender a situação da popu- lação africana: o da esquerda apresenta o percentual de pessoas de alguns países da África que vivem com menos de 1 dólar por dia (situação de extrema pobreza); e o da direita, o Coeficiente de Gini, um índice que mede a igualdade/desigualdade na distribuição de riquezas em um país. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 96 10/03/15 10:35 97Unidade 4 Com base nas informações apresentadas, responda: a) Em termos gerais, o que é possível dizer sobre a situação dos países africanos com relação à porcentagem de pessoas que vivem com menos de 1 dólar por dia, ou seja, abaixo da linha da pobreza? b) Os três países com a população mais pobre são os mesmos com maior desigual- dade, ou seja, com maior Coeficiente de Gini? O que é possível concluir dessa análise? neocolonialismo na África No final do século XIX e início do XX, ocorreram diversas e intensas disputas imperialistas entre os países industrializados. Países europeus, como Bélgica, França, Espanha, Portugal, Itália, Alemanha e Reino Unido, precisavam encontrar fontes de matérias-primas para suas indústrias e também ampliar o mercado consumidor de seus produtos para atingir todo o globo. As novas demandas desse período levaram à partilha do continente africano (e de parte do asiático) entre essas grandes potências, em um processo chamado neocolonialismo. Desse modo, o processo de expansão do capitalismo na África e sua conse- quente partilha acarretaram a desestruturação das sociedades e dos povos origi- nários desses lugares, que constituíam comunidades e reinos com características próprias. Além disso, esses povos já haviam sido vitimados pelo tráfico de escra- vos e pela exploração colonial no período mercantilista desde o século XVI. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 97 10/03/15 10:35 98 Unidade 4 A partir de 1950, houve um grande movimento de descolonização da África. Apesar de a maioria dos países ter alcançado sua independência política nos anos 1960, a dominação política e econômica exercida por seus ex-coloniza- dores e pelas grandes potências econômicas atuais persistiu, e muitos deles ainda hoje têm sérias dificuldades para assegurar sua autonomia e ser real- mente independentes. A maioria dos países africanos continua sendo exportadora de maté- ria-prima para abastecer as demandas das grandes empresas eindústrias de países da Europa, dos Estados Unidos e de outras nações desenvolvidas. Esse fenômeno, aliado à entrada de produtos estrangeiros no continente, não per- mitiu o desenvolvimento de um parque industrial próprio ou de uma produção que atendesse às necessidades da população africana. Um grande desafio para o continente hoje é ter uma produção local, de forma autônoma e sustentá- vel. Além das antigas potências, outros países começam a marcar presença na África atualmente; a China é o mais significativo deles, e até mesmo o Brasil já estabeleceu suas primeiras parcerias. Boa parte das empresas estrangeiras que extraem recursos do território explora intensamente o trabalho da população africana, já que a maioria dos governos locais – de modo geral, colaboradores dessas empresas – não garante direitos trabalhistas. Também é importante considerar que a maior parte da população africana não conta sequer com emprego, embora a situação varie de acordo com o país. Em consequência da intensa exploração de seu território e de sua população pobre, além do enorme desemprego e da má distribuição de terras, grande parte da população africana vive abaixo da linha da pobreza, e, assim, perpetuam-se os graves problemas sociais que afetam muitos países do continente. A situação de pobreza extrema se torna terreno fértil para a exploração do território e dos trabalhadores pelo capital estrangeiro, alimentando as disputas por poder entre os grupos políticos, as elites locais dominantes, os governantes etc. Na partilha colonial, as divisões e as fronteiras impostas pelos colonizado- res não levaram em consideração as particularidades dos diversos povos que habitavam as regiões onde hoje estão os países. Algumas comunidades foram totalmente separadas, e outras, com características completamente diferentes, como costumes e línguas, e até mesmo rivais, foram agrupadas. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 98 10/03/15 10:35 99Unidade 4 No entanto, é importante lembrar que os muitos Estados, reinos e impérios africanos pré-coloniais não desconheciam a noção de fronteira. Muitos tinham limites mais rígidos e outros mais tênues, em especial nas áreas mais distan- tes do núcleo central do poder. Com a descolonização, vários povos e grupos mudaram de país para ficar junto de suas comunidades originais, mas outros preferiram permanecer no território construído pelo colonizador − ou não pude- ram sair dele. Há também populações itinerantes, que transitam entre países, independentes do processo de colonização ou de emancipação das colônias. Assim, muitos conflitos por território derivam da organização política imposta pelo colonizador. O que prevalece, porém, é a disputa política interna, opondo governos e grupos armados, além das lutas para controlar o comércio de matérias- -primas valiosas, como petróleo e minerais (casos do ouro e dos diamantes). Em decorrência dos conflitos, do aumento da população nas cidades e da pres- são sobre o controle dos recursos naturais, vários países passam por problemas de fome crônica. Por outro lado, países como África do Sul, Angola e Guiné Equatorial vivenciam outro contexto, com maior estabilidade política e econômica. aTividade 2 O neocolonialismo no continente africano Apesar de alguns países da África que eram colônias terem se tornado inde- pendentes politicamente, do ponto de vista econômico parecem não ter muito controle sobre seus recursos. Por que isso acontece? Faça uma pesquisa sobre o assunto e registre nas linhas a seguir suas conclusões. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 99 10/03/15 10:35 100 Unidade 4 a urbanização e as cidades da África A África, um dos berços da civilização, já possuía diversas grandes cidades antes de os europeus chegarem, no século XVI, entre elas Cairo (Egito), Zanzibar (Tanzânia), Trípole (Líbia) e Tombouctou (Mali). As cidades eram entrepostos comerciais e locais de intercâmbios culturais, sedes de reinos e impérios etc. Hoje, o continente apresenta índices de urbanização relativamente baixos, ainda que tenha intenso processo de aglomeração urbana em centros de grande porte, como Cairo, Alexandria (Egito), Lagos (Nigéria), Casablanca (Marrocos), Kinshasa (República Democrática do Congo), Argel (Argélia) e Cidade do Cabo (África do Sul). As grandes cidades do continente africano estruturaram-se com base no desen- volvimento de portos para exportação de matérias-primas agrícolas e minerais para os países desenvolvidos, como também para importação de diversos pro- dutos desses países. O processo de desertificação na região do Sahel e o intenso êxodo rural das pessoas em busca de trabalho e de melhoria de vida tiveram como consequência o crescimento caótico dessas cidades – como Kinshasa e Lagos, que sofreram acelerado crescimento populacional, em ritmo maior que o do aumento da produção agrícola – e a formação de inúmeras favelas, nas quais as condições de vida são bastante precárias. Além dessa situação, a maioria das cidades africanas apresenta problemas liga- dos à deficiência nas redes de água e esgoto, no sistema de transporte urbano, na coleta de lixo etc., o que leva a outro problema: a disseminação de doenças. as dinâmicas econômicas da África Muitos aspectos da economia das nações africanas estão associados a seu pas- sado colonial e a sua dependência econômica e política em relação aos países que as colonizaram. A produção agrícola, que antes do período colonial se organizava para atender somente às necessidades locais, na maioria das áreas rurais foi substituída pela agricultura comercial de exportação. Desse modo, a agricultura de grande parte dos países africanos divide-se, até hoje, entre práticas comerciais e de subsistência, que na África se constituem da seguinte maneira: • agricultura comercial – produção feita em larga escala, a fim de abaste- cer o mercado externo, com uso variável de tecnologia. Foi introduzida pelos 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 100 10/03/15 10:35 101Unidade 4 colonizadores e intensificada por modernas empresas capitalistas. Localiza-se nas zonas litorâneas; e • agricultura de subsistência – produção que atende às demandas da família do produtor e aos mercados locais, com uso de ferramentas manuais, pequena pro- dução e utilização da terra de modo coletivo. Os principais produtos cultivados na África são cacau, café, algodão, cana- -de-açúcar, chá e várias frutas tropicais. No norte, na região do Magreb, e no sul, na África do Sul, há plantações de cevada, centeio, azeitonas e uvas, mais condizentes com o clima mediterrâneo. A criação de animais no continente é muito escassa em razão do clima, mas algumas populações nômades a realizam, como a criação de rebanhos de caprinos no Sahel e no Chifre da África. Na África do Sul, por influência dos imigrantes europeus, há um grande rebanho de ovinos para a produção de lã. As riquezas minerais são exploradas por companhias estrangeiras, principal- mente as multinacionais. No entanto, algumas minas − nacionalizadas em poucos países − se associaram a organismos internacionais que reúnem os fornecedores de minérios. Um exemplo é o Conselho Intergovernamental de Países Exportadores de Cobre, do qual participam Zâmbia e República Democrática do Congo. Na área de extração de minerais, o petróleo é o mais significativo, gerando riqueza para muitos países. Esse combustível fóssil é explorado no Deserto do Saara e em áreas que compreendem os territórios de Líbia, Marrocos, Argélia, Egito, Nigéria, Angola e Gabão. Líbia, Argélia e Nigéria fazem parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). O diamante, o cobre e o manganês são extraídos e comercializados em maior escala na República Democrática do Congo e em Angola, enquanto Marrocos e Tunísia são grandes produtores de fosfato, usado para fertilizantes, e a África do Sul é rica em minerais, exportando ouro, diamantes eurânio. O Congo possui reservas de columbita-tantalita, minério essencial para a fabricação de telefones celulares. Na maioria dos países da África, a atividade industrial se desenvolveu pouco e em apenas algumas cidades, como a indústria extrativa na África do Sul, em cida- des industriais como Johanesburgo, Pretória, Durban e Cidade do Cabo. Isso reflete os efeitos do colonialismo, já que suas economias são ainda fortemente dependen- tes das antigas metrópoles. O controle do comércio também se manteve nas mãos de europeus, o que impediu a formação de uma classe de comerciantes africanos. Não houve, dessa forma, acúmulo de capitais privados africanos e não se desen- volveu um mercado interno. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 101 10/03/15 10:35 102 Unidade 4 A instalação de indústrias não era permitida pelos colonizadores e, assim, era necessária, como ainda hoje, a importação de produtos manufaturados. Existem muitas filiais de indústrias multinacionais no continente, que se estabeleceram em cidades como Argel (Argélia), Alexandria e Assuã (Egito), Tanger (Marrocos) e Johanesburgo e Cidade do Cabo (África do Sul). Por fim, há a indústria do turismo, fonte de renda em países como Egito e África do Sul. Em uma entrevista publicada no blog Prosa & Verso, do jornal O Globo, o eco- nomista camaronês e conselheiro da vice-presidência do Banco Mundial, Célestin Monga, afirmou que a África é produtora de grande riqueza econômica e cultural, mas seu povo não usufrui dessa produção, enquanto outras nações o fazem. A solução, segundo ele, é que as nações africanas invistam no próprio desenvolvi- mento, associando os fatores de produção, como a força de trabalho, o capital e os recursos naturais, de modo a criar riqueza e aumentar constantemente a produti- vidade, em vez de ficarem eternamente dependentes da ajuda financeira interna- cional, pois isso tira das nações a responsabilidade de assumir o próprio destino. fonte: freiTas, guilherme. célestin monga, um niilista na África. Blog Prosa & verso, O globo, 20 nov. 2010, 09h00. disponível em: <http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/ posts/2010/11/20/celestin-monga-um-niilista-na-africa-341913.asp>. acesso em: 21 mar. 2014. E você, o que pensa sobre esse assunto? Registre suas reflexões nas linhas a seguir. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 102 10/03/15 10:35 103Unidade 4 Atividade 1 – Pobreza e desigualdade na África 1 A resposta a essa pergunta é pessoal. Algumas áreas da África são muito pobres, mas os índices de desigualdade social são baixos, ou seja, a diferença entre os mais ricos e os mais pobres é pequena. Da mesma forma, há regiões em que a pobreza é menor e os índices de desigualdade são altos, e outras nas quais a pobreza e os índices de desigualdade são igualmente altos. No continente africano, como nos demais, existem áreas em que a população está fortemente dividida entre aqueles muito ricos, que detêm o controle das regiões, e aqueles muito pobres, que precisam se submeter a condições degradantes de trabalho e de vida para garantir a sobrevivência. 2 a) Ao analisar o gráfico vermelho, correspondente ao percentual de pessoas que vivem com menos de 1 dólar por dia na África, você pode verificar que há uma enorme parcela da popula- ção correndo risco de sobrevivência. Outro dado importante é que os países com mais pessoas nessa situação são os localizados na África Subsaariana. Você pode perceber isso procurando os países apontados no gráfico no mapa África: político, do Tema 1. b) Analisando os dois gráficos, você pode observar que os países com a maior quantidade de pessoas que vivem com menos de 1 dólar por dia não são os mesmos que possuem o maior Coeficiente de Gini, ou seja, a maior desigualdade social. Esse dado revela uma realidade muito difícil, na qual a pobreza atinge a maior parte da população. Países como Guiné Bissau e Uganda, por exemplo, possuem mais de 80% da população vivendo com menos de 1 dólar por dia. No entanto, mesmo em países nos quais essa porcentagem é menor, a situação não é mais fácil. Na Namíbia, por exemplo, as pessoas que vivem com menos de 1 dólar por dia não repre- sentam 40% da população; no entanto, lá há o maior Coeficiente de Gini, o que evidencia que as melhorias econômicas ocorrem de maneira desigual nesse país. Atividade 2 – O neocolonialismo no continente africano Para fazer a pesquisa, você pode retomar os textos anteriores e pensar em palavras-chave para realizar buscas na internet, como democracia na África e economia na África. Você poderá encontrar informações sobre alguns países que, depois de sua independência na década de 1960, ainda são dependentes economicamente de seus colonizadores e de grandes potências. Isso ocorre por causa da exploração intensiva desse continente e da pobreza acentuada da população. Além disso, a economia de grande parte dos países tem como foco as exportações de produtos primários (como o cacau, na Costa do Marfim) e se mantém dependente de importações de produtos industrializados de outros países, em geral de alto valor. Com isso, algumas regiões ficam completamente dependentes de importações e das exigências dos países e empresas exportadores. HOra da cHecagem 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 103 10/03/15 10:35 104 Unidade 4 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 104 10/03/15 10:35 105 introdução Este Tema tem como objetivo apresentar as características da geografia física e humana da Oceania. Você conhecerá o relevo, a hidrografia, o clima e a vegetação do continente, assim como estudará algumas das características culturais marcan- tes dessa região. A Oceania é composta por uma parte continental e por um grande conjunto de ilhas, cujas populações possuem diferentes características culturais e sociais. De quais países da Oceania você já ouviu falar? Você sabia que o canguru e o coala são animais originários da Austrália, um importante país desse continente? Registre suas reflexões nas linhas a seguir. a Oceania A Oceania é formada por uma massa continental, onde está localizada a Austrália, e por um conjunto de ilhas situadas nos oceanos Pacífico e Índico. Sua área total é de 8,935 milhões de km². A Austrália abrange quase 7,7 milhões de km² – o que representa 86% da área total do continente – e, segundo dados de 2012 da Agência de Referência Populacional, praticamente 6 em cada 10 habitantes (59%) do continente vivem nesse país. A Oceania, do ponto de vista físico, é quase uma continuação do Sudeste Asiático. Do ponto de vista histórico e de povoamento, porém, há muitas diferen- ças em relação à Ásia. O povoamento do continente asiático ocorreu há milênios e os colonizadores europeus lá encontraram uma população densa e socieda- des com características que permanecem até hoje. A Austrália foi colonizada T e m a 3 a Oceania: dinâmicas demográficas e aspectos socioeconômicos O Timor Leste é um país transcontinental, que pertence à Ásia e à Oceania. Uma de suas línguas oficiais é o português. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 105 10/03/15 10:35 106 Unidade 4 pela Inglaterra a partir do século XVI. Nesse processo, os povos nativos foram quase totalmente eliminados pelos colonizadores. Já na Nova Zelândia – terra de povos ancestrais dos polinésios –, os maoris, nativos desse país, dão conti- nuidade à cultura e detêm relativa força política no país. as grandes paisagens naturais da Oceania A Oceania é formada por um território principal, a Austrália, e por um grande número de ilhas de menor extensão. O continente é banhado pelos oceanos Pacífico (ao norte e leste) e Índico (ao sul e oeste) e cortado pelo Equador e pelo Trópico de Capricórnio. A Nova Guiné é uma das maiores ilhas da Oceania e a segunda maior do mundo. Está localizada ao norte da Austrália e, politicamente, é dividida em duas partes: Papua Nova Guiné, que pertence ao continente, e Papua Ocidental, uma das © iB geOceania: político iBge. atlas geográfico escolar. 6 ed. rio de Janeiro: iBge, 2012, p. 53. mapa original (supressão de escala numérica). Darlin g Murray Murray Alice Springs Bourke Cairns Cook Kalgoorlie Mackay Tennant Creek Dunedin Broome Carnarvon Geraldton Learmonth Port Hedland Brisbane Auckland Perth Albany Darwin Adelaide Melbourne Sydney Camberra Wellington Port Moresby Honiara Yaren Porto Vila Suva Nukualofa Fongafale Uliga Bairiki Palikir Koror Apia PAPUA NOVA GUINÉ Á S I A ( I N D O N É S I A ) AUSTRÁLIA NOVA ZELÂNDIA NOVA CALEDÔNIA (FRA) FIJI VANUATU ILHAS SALOMÃO SAMOA TONGA NAURU K I R I B A T I TUVALU ILHAS MARSHALL FEDERAÇÃO DOS ESTADOS DA MICRONÉSIA PALAU I. Tasmânia I. Bora Bora (FRA) Ilhas Marquises (FRA) Kiritimati / Is. Christimas (KIR) Ilhas Carolinas (Mic) Is. Cook (NOV.ZEL) I. Tahiti (FRA) Is.Tokelau (NOV.ZEL) P A C I F I C O O C E A N O Í N D I C O O C E A N O M a r d a T a s m â n i a P O L I N É S I A M I C R O N É S I A M E L A N É S I A 15º S 0º 30º S 45º S 165º O 180º 120º E 135º E 150º E 165º E 165º O 180º 120º E 135º E 150º E 165º E 15º S 0º 30º S 45º S 135º O 150º O O 150º O TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO EQUADOR Capital de país Cidade principal fronteira internacional ferrovia rodovia rio 0 400 km PROJEÇÃO DE ROBINSON escala referenciada ao Equador no Meridiano 0º (Greenwich) 200 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 106 10/03/15 10:35 107Unidade 4 províncias da Indonésia, que pertence ao Sudeste Asiático. Ao sudeste da Austrália encontra-se a Nova Zelândia, país insular formado principalmente pelas ilhas do Norte e do Sul, separadas pelo Estreito de Cook, além de outras ilhas. melanésia, micronésia e Polinésia Em virtude do grande número de pequenas ilhas da Oceania, elas são clas- sificadas em três conjuntos: Melanésia, Micronésia e Polinésia. Esses conjuntos de ilhas se relacionam uns com os outros nas trocas comerciais e no uso da enorme quantidade de recursos minerais. A Oceania organiza-se politicamente em 14 nações, e vários territórios perten- cem a outros países. Por exemplo, o Havaí é o 50o Estado estadunidense; a França detém o poder político na Nova Caledônia, na Polinésia Francesa, nas Ilhas Wallis e na Futuna; e o Reino Unido, nas Ilhas Pitcairn. relevo e hidrografia As formações de relevo da Oceania são muito variadas. Na Austrália, a maior parte do relevo tem altitudes baixas, com predomínio de planaltos e planícies. No entanto, há uma cordilheira que se estende pelo litoral oriental, cujo maior pico é o Monte Kosciusko, com mais de 2.200 metros de altitude. Algumas ilhas desse continente foram formadas por atividades vulcânicas, e as menores são constituídas de atóis de coral. De modo geral, há poucos e pequenos rios no continente, mas, na Austrália, é possível encontrar rios extensos, como o Murray, que nasce na Cordilheira Australiana, e seu afluente, o Darling. clima e vegetação A Oceania, de modo geral, é um continente de clima quente, com temperatu- ras elevadas. Melanésia – nesse grupo localizam-se as Ilhas Salomão, a Nova Caledônia e o Arquipélago Bismark, situado próximo à Austrália. Micronésia – distante da Austrália, as principais ilhas que formam esse conjunto são as Marianas do Norte e as Marshall. Polinésia – é o grupo de ilhas mais distan- tes da Austrália, onde está o arquipélago do Havaí, um dos Estados dos Estados Unidos. Recife disposto no mar de forma mais ou menos circular. Em geral, contém uma laguna central, que pode ser preenchida com sedimentos, transformando o atol em ilha. Os atóis de coral são formados pela acumulação de corais ou algas calcárias (ou seja, feitos de carbonato de cálcio), que for- mam depósitos com coloração avermelhada, rosada ou esbranquiçada. É importante lem- brar que os recifes são formações que apare- cem junto ao litoral e podem ser compostos tanto por rochas como por corais. Atol Darlin g Murray Murray Alice Springs Bourke Cairns Cook Kalgoorlie Mackay Tennant Creek Dunedin Broome Carnarvon Geraldton Learmonth Port Hedland Brisbane Auckland Perth Albany Darwin Adelaide Melbourne Sydney Camberra Wellington Port Moresby Honiara Yaren Porto Vila Suva Nukualofa Fongafale Uliga Bairiki Palikir Koror Apia PAPUA NOVA GUINÉ Á S I A ( I N D O N É S I A ) AUSTRÁLIA NOVA ZELÂNDIA NOVA CALEDÔNIA (FRA) FIJI VANUATU ILHAS SALOMÃO SAMOA TONGA NAURU K I R I B A T I TUVALU ILHAS MARSHALL FEDERAÇÃO DOS ESTADOS DA MICRONÉSIA PALAU I. Tasmânia I. Bora Bora (FRA) Ilhas Marquises (FRA) Kiritimati / Is. Christimas (KIR) Ilhas Carolinas (Mic) Is. Cook (NOV.ZEL) I. Tahiti (FRA) Is.Tokelau (NOV.ZEL) P A C I F I C O O C E A N O Í N D I C O O C E A N O M a r d a T a s m â n i a P O L I N É S I A M I C R O N É S I A M E L A N É S I A 15º S 0º 30º S 45º S 165º O 180º 120º E 135º E 150º E 165º E 165º O 180º 120º E 135º E 150º E 165º E 15º S 0º 30º S 45º S 135º O 150º O O 150º O TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO EQUADOR Capital de país Cidade principal fronteira internacional ferrovia rodovia rio 0 400 km PROJEÇÃO DE ROBINSON escala referenciada ao Equador no Meridiano 0º (Greenwich) 200 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 107 10/03/15 10:35 108 Unidade 4 Nas ilhas do Pacífico, predomina o clima equatorial, com chuvas o ano inteiro. Já na Austrália, as chuvas são abundantes somente na região litorânea, do norte (clima tropical) ao sudeste (clima temperado), em especial no verão. Nesses locais mais úmidos, a vegetação é mais densa, como se observa nas ilhas da Tasmânia e da Nova Zelândia, onde predominam florestas de euca- liptos, e no litoral australiano, onde há regiões pantanosas, como a do Parque Nacional Kakadu, ao norte. No entanto, a maior parte do território australiano é de clima seco, com extensos desertos na região central do país, como o Grande Deserto Vitória, e largas faixas de clima semiárido, com pouca chuva. Nessas áreas, predominam savanas e estepes. © P la ne t O bs er ve r/ Un iv er sa l im ag es g ro up /g et ty im ag es além de uma extensa região desértica na porção centro-ocidental, essa imagem de satélite da austrália permite observar áreas de savanas e, no litoral, de florestas (também perceptíveis na Tasmânia). 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 108 10/03/15 10:35 109Unidade 4 aTividade 1 Oceania Responda às perguntas a seguir. 1 A Oceania é formada por três conjuntos de ilhas. Quais são eles? 2 Qual é o percentual do território da Oceania ocupado pela Austrália? dinâmicas populacionais A Oceania é um continente pouco populoso e pouco povoado. Sua população é formada por 37 milhões de habitantes, segundo dados de 2012 da Agência de Referência Populacional. Nesse mesmo ano, a densidade demográfica média era de quatro habitantes por km². Em razão também dos aspectos naturais, como clima e relevo, a população distribui-se de forma irregular no territó- rio. As maiores densidades demográficas encontram-se no litoral da Austrália, como nas cidades de Sydney e Melbourne, e na Ilha do Norte da Nova Zelândia. No entanto, nas áreas desérticas, a densidade é baixíssima. A população é dividida entre os descendentes de colonizadores e, na Micronésia, na Polinésia e na Melanésia, predominam os malaio-polinésios, povos origi- nários de Madagascar, da Ilha de Páscoa e da Nova Zelândia. Segundo a Agên- cia Australiana de Estatísticas, em 2006, havia em torno de 500 mil aborígines na Austrália, descendentes dos povos nativos. O número de imigrantes é uma característica importante a ser considerada: como há estímulos à imigração em alguns países, para que haja crescimento populacional,existem muitas nacio- nalidades nessa região. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 109 10/03/15 10:35 110 Unidade 4 A população da Oceania é predominantemente urbana e suas princi- pais cidades são Sydney e Melbourne (na Austrália; cuja capital é Canberra), Auckland (na Nova Zelândia) e Honolulu (no Havaí). Os portos dessas cidades são importantes para o escoamento de grande parte da produção agropecuária e mineral desses países. Oceania e seus contrastes socioeconômicos Os países mais desenvolvidos desse continente são a Austrália e a Nova Zelândia, que, também, são os principais destinos turísticos. Há, porém, países em desenvolvimento, com economia dependente de atividades primárias, e, como você viu, muitos territórios dominados por grandes potências, como Estados Unidos e França. colonização e povoamento O processo de colonização da Oceania desenvolveu-se de forma lenta e pouco homogênea. A distância entre seu território e o dos colonizadores foi um obstáculo para sua rápida ocupação. As muitas viagens de exploradores ocorreram a partir de 1521, feitas por portu- gueses, holandeses e outras potências econômicas, que ampliaram sua colonização instalando bases navais e comerciais em várias ilhas. No período de colonização, a população local foi praticamente dizimada, em especial pelos britânicos. Habitantes da Austrália desde, aproximadamente, 40 mil anos atrás, os aborígines foram mor- tos, escravizados ou deportados pelos colonizadores. Os Estados Unidos também se apossaram de várias ilhas no século XIX, como as Marshall e as Carolinas, onde suas bases militares permanecem até hoje. Na Nova Zelândia, o povo maori, habitante do país desde o século IX, impôs forte resistência à ocupação britânica. Conforme dados da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, em 2006 eles representavam 7,4% da população do país. A independência da Austrália e da Nova Zelândia ocorreu em 1901 e 1931, res- pectivamente, porém ambos os países continuam subordinados em vários aspec- tos ao Reino Unido, seu antigo colonizador. Exemplo disso é que a rainha do Reino Unido é também a chefe de Estado simbólica desses países. 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 110 10/03/15 10:35 111Unidade 4 aTividade 2 dinâmicas econômicas A Austrália e a Nova Zelândia receberam influências tanto das economias euro- peias como das culturas tradicionais da Oceania. Estas últimas são baseadas na pesca e na agricultura de subsistência praticadas pelos povos aborígines, como é o caso de Papua Nova Guiné, Polinésia e Micronésia. Na Oceania também há cultura de produtos para exportação, como coco, abacaxi, cana-de-açúcar e café. Agora, pesquise na biblioteca ou na internet sobre os aborígines na Austrália, seguindo o roteiro: • Qual é a porcentagem de aborígines na Austrália? • De que modo eles preservam suas tradições culturais? • Os aborígines representam uma força política no país? Por quê? Atividade 1 – Oceania 1 A Oceania é formada por três conjuntos de ilhas: Melanésia, Micronésia e Polinésia. Você pode encontrar esta e outras informações sobre esse assunto no texto Melanésia, Micronésia e Polinésia. 2 A Austrália ocupa 86% do território da Oceania. A maior parte da população (59%) também vive nesse país. Caso você não se lembre dessas informações, retome o primeiro parágrafo do texto A Oceania, que descreve as principais características do continente. HOra da cHecagem 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 111 10/03/15 10:35 112 Unidade 4 Atividade 2 – Dinâmicas econômicas Em sua pesquisa, você pode observar que existem vários povos aborígines, com tradições dife- rentes, espalhados pelo território australiano. Cerca de 1% da população do país é composta por eles, que, em geral, vivem em tribos localizadas em regiões afastadas dos grandes centros ou nas periferias das grandes cidades. Ao pesquisar sobre suas tradições culturais, é possível que você encontre informações sobre o didgeridoo, um instrumento típico, e sobre os festivais de dança organizados pelas diferentes comunidades. Ao procurar notícias sobre sua força política no país, você pode ver que, atualmente, a organização política tem garantido a esses povos o desenvolvimento de políticas sociais pelo Estado austra- liano, como leis contra a discriminação.H Or a da c H ec ag em 00_book_GEO_CE_VOL4.indb 112 10/03/15 10:35