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IFRS – INSTITUTO FEDERAL - RIO GRANDE DO SUL CAMPUS ERECHIM DISCIPLINA: ELEMENTOS DE MÁQUINAS II DIMENSIONAMENTO DE MOLAS PARTE II Prof.ª: Luciara Silva Vellar 2024 DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS TIPO PRATO (BELLEVILLE) Norton (2013) explica que a mola Tipo Prato foi patenteada na França por J. F. Belleville em 1867. Essas molas possuem uma relação não linear entre a força e a deflexão. Isso as tornam muito úteis em algumas aplicações. Shigley aponta a vantagem dessas molas ocuparem pequeno espaço. DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS TIPO PRATO (BELLEVILLE) DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS TIPO PRATO (BELLEVILLE) DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS TIPO PRATO (BELLEVILLE) A seção transversal destas molas é de forma cônica com espessura de material t e altura interna de cone h, como mostrado na figura. A seção transversal destas molas é de forma cônica com espessura de material “t” e altura interna de cone “h”, como mostrado na figura. Elas são extremamente compactas e capazes de resistir a grandes esforços de compressão, com deflexões bastante limitadas. Norton (2013), página 839. DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS TIPO PRATO (BELLEVILLE) Variações DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS TIPO PRATO (BELLEVILLE) Variações Onde: Do: diâmetro externo da mola; Di: diâmetro interno da mola; H: comprimento da mola; h: comprimento do tronco interno da mola; t: espessura da mola. DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS TIPO PRATO (BELLEVILLE) A razão entre Do e Di, chamada de Rd, afeta o comportamento destas molas. Com Rd = 2, a mola tem máxima capacidade de armazenamento de energia. Dependendo da razão h/t, a constante de mola pode ser essencialmente linear, pode aumentar ou diminuir com o aumento da deflexão ou pode ser essencialmente constante durante parte da deflexão. DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS TIPO PRATO (BELLEVILLE) Curva de força-deflexão com razão h/t no intervalo de 0,4 a 2,8 DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS TIPO PRATO (BELLEVILLE) Função Carga-deflexão A relação carga-deflexão é não linear, e portanto não podemos estabelecer uma constante de mola. Porém, pode ser calculada a partir de: � = 4�� ���� �(1 − ��) ℎ − � ℎ − � 2 � + �� Onde �� = � ����� (����) � �� � �� = �� �� DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS TIPO PRATO (BELLEVILLE) Função Carga-deflexão A carga na posição plana (y=h) é: ������ = 4�ℎ�� ���� �(1 − ��) DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS TIPO PRATO (BELLEVILLE) Tensões em molas Belleville As tensões não são uniformemente, sendo concentradas nas extremidades dos diâmetros interno e externo �� = ��� ���� �(����) �� ℎ − � � � + ��� ���= 4�� ���� �(1 − ��) �� ℎ − � 2 � + ��� ��� = 4�� ���� �(1 − ��) �� ℎ − � 2 � + ��� DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS TIPO PRATO (BELLEVILLE) Tensões em molas Belleville Onde �� = � ����� ���� ���� − 1 e �� = �� �� �� = 6 ����� �� − 1 2 �� = �������(����) ���� �� = �� �(����) DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS TIPO PRATO (BELLEVILLE) Carregamento estático A tensão de compressão σc normalmente controla o dimensionamento sob carregamento estático, porém como as tensões são altamente concentradas nas extremidades, ocorrerá escoamento local de modo a aliviá-la, e a tensão através da mola será menor. Uma vez que materiais simétricos são utilizados em molas, ��� = ��� . Uma tabela apresenta porcentagens recomendadas de ��� para comparação com �� . DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS TIPO PRATO (BELLEVILLE) Carregamento dinâmico Se a mola é carregada dinamicamente, as tensões máximas e mínimas de tração ��� e ��� nos extremos do seu intervalo de deflexão devem ser calculados a partir da equação *1, e as componentes alternante e média determinadas a partir delas. *1 � = ��� ���� �(����) ℎ − � ℎ − � � � + �� DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS TIPO PRATO (BELLEVILLE) Empilhamento de molas Amáxima deflexão de uma mola tipo prato é pequena. Paralelo Série Série-Paralelo DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS TIPO PRATO (BELLEVILLE) Empilhamento de molas Para se obter maior deflexão, essas molas podem ser agrupadas em série. A força total será a mesma do caso de uma só mola, mas as deflexões serão adicionadas. Essas molas também podemser agrupadas em paralelo, caso em que a deflexão total será a mesma do caso individual, mas as forças serão adicionadas. Combinações em série-paralelo também são possíveis. DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS TIPO PRATO (BELLEVILLE) Empilhamento de molas Combinações de molas requerem o uso de um pino ou furo guia endurecido (serie ou série-paralelo), caso em que o atrito irá reduzir a carga disponível. Atrito entre folhas pode ser também substancial em agrupamentos em paralelo, criando histerese. A histerese é a tendência de um material ou sistema de conservar suas propriedades na ausência de um estímulo que as gerou – retardo (grego) DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS TIPO PRATO (BELLEVILLE) Dimensionamento O dimensionamento de molas tipo prato requer interações Valores iniciais da razão de diâmetro �� e razão h/t devem ser escolhidos O tipo de curva e a força de flexão desejada irá sugerir um valor apropriado para a razão h/t DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS TIPO PRATO (BELLEVILLE) Dimensionamento É possível estimar a espessura requerida para obter um valor particular de força na condição plana com � = �������� � ��,���� �/� � US � = � �� �������� � ���,� �/� � SI DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS TIPO PRATO (BELLEVILLE) DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS TIPO PRATO (BELLEVILLE) A conicidade é dada de forma a não ultrapassar o limite de elasticidade, mesmo quando carregadas a ponto de ficarem completamente planas. Apesar disso, não se deve ultrapassar f = (0,5 a 0,6). h, a fim de garantir maior sensibilidade. As Molas Prato pertencem ao grupo das Molas de flexão, e como tal, as tensões são maiores na parte central do que na parte perimetral. Devido ao seu formato, o cálculo exato destas arruelas é muito complicado. Por isso, para a sua escolha foram elaboradas as seguintes tabelas: DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS TIPO PRATO (BELLEVILLE) DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS TIPO PRATO (BELLEVILLE) DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS TIPO PRATO (BELLEVILLE) DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS TIPO PRATO (BELLEVILLE) DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS DE LÂMINAS Fonte: Dobrovolski, 1974 DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS DE LÂMINAS As Molas Balestra são constituídas por uma ou mais barras denominadas lâminas ou folhas, unidas por um grampo na parte central. Em geral são curvas, de maneira que ao serem solicitadas, tendem a se endireitar, deformando-se elasticamente. A experiência manda que a curvatura deve ser tal que a balestra permaneça ainda curva também sobre o maior carregamento permitido. DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS DE LÂMINAS A curvatura de uma folha é superior a seguinte contando no sentido da menor para a maior; Dessa forma, todas as folhas ficam submetidas a uma pequena deformação de montagem, que garante maior aderência entre elas, particularmente nas pontas, e proporciona uma melhor distribuição do carregamento. A Mola mestra fica mais aliviada e as outras um pouco mais carregadas DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS DE LÂMINAS Isso é importante, pois a folha mestra possui elementos de fixação e a sua própria ruptura seria tão prejudicial quanto a ruptura do feixe completo. Por outro lado, os próprios meios de ligação geram na folha mestra solicitações imprevisíveis, razão pela qual é oportuno lançar mão de todos os artifícios possíveis a fim de aliviar ao máximo esta folha Convém ressaltar que esse pré-carregamento devido à variação de curvatura não é levado em conta no cálculo do dimensionamento, pois alteraria pouco as várias grandezas DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS DE LÂMINAS É pertinente ainda lembrar que o projeto de uma Mola Balestra está sempre sujeito a retoques e modificações depois da execução e do teste meticuloso dos primeiros modelos, poisdurante o cálculo não se tem certeza: a) do verdadeiro valor de E (coeficiente de elasticidade); b) do valor exato de �� depois de vários processos de fabricação necessários a formação e construção das folhas; c) da verdadeira carga dinâmica; d) da resistência do material ao choque; e) do efeito de atrito entre as lâminas embora venham a ser lubrificadas com óleo grafitado. DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS DE LÂMINAS A união das folhas é feita por meio de grampos colocados no centro da Balestra e podem ser aberto ou fechado, conforme indicam as figuras abaixo. DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS DE LÂMINAS Seja qual for o artifício usado para unir as folhas, é importante manter entre elas livre escorregamento longitudinal. Para impedir prováveis escorregamentos laterais, elas podem ser executadas com nervuras e sulcos longitudinais de maneira que a nervura de uma lâmina encaixe no sulco de outra. As lâminas são de secção retangular de cantos arredondados. DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS DE LÂMINAS Quando ambas as extremidades do feixe são articuladas, pelo menos uma delas deverá possuir uma biela de articulação, comumente chamada de Jumelo. A ausência do Jumelo, além de não se obter o efeito desejado na Mola, seriam provocadas tensões extremamente perigosas DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS DE LÂMINAS Cálculo das molas Meio Balestra As Molas triangulares oferecem vantagens, mas as mesmas podem ser substituídas por um Feixe de Molas cujas lâminas são supostas fatias obtidas da mola primitiva, conforme a figura abaixo: DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS DE LÂMINAS As lâminas quando carregadas se encurvam segundo um arco de circunferência de raio r dado por: Onde “n” é o número de lâminas Tensão originada pela carga P: ou DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS DE LÂMINAS Flecha Durante as deformações deve-se manter o livre escorregamento de uma lâmina sobre a outra, pois com este escorregamento surge uma resistência de atrito necessária para amortecer as oscilações da mola DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS DE LÂMINAS Exemplos DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS DE LÂMINAS Cálculo das Molas Balestra A verdadeira Balestra é formada por duas meia Balestras opostas e simétricas em relação ao grampo Esta Mola também se encurva segundo um arco de circunferência de raio r, o que permite ela reagir elasticamente às forças longitudinais devidas, por exemplo, à variação da velocidade do carro DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS DE LÂMINAS DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS DE LÂMINAS Das relações anteriores, são deduzidas as equações para o seu dimensionamento Tensão originada pela carga P: ou Flecha devido a carga P DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS DE LÂMINAS Os materiais empregados para a construção dessas molas são os aços silicio-manganês que apresentam, após os tratamentos térmicos, características verdadeiramente notáveis Por exemplo, o aço de 0,5% C, 1,5% Si e 0,7%Mn apresenta as seguintes características antes e depois de temperado a 850ºC e revenido a 450ºC Para materiais como este, com valores tão extraordinários, pode-se tomar com segurança uma tensão admissível elevada A largura da folha em geral pode ser: b = 90 mm para locomotivas; b = 75 mm para carros ferroviários; b = 60 mm para caminhões; b = 35 mm para carros DIMENSIONAMENTO DE MOLAS – MOLAS DE LÂMINAS Exemplos