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SEGUNDO CICLO DA BORRACHA 
No ano de 1876, foram roubadas e contrabandeadas para a Inglaterra, mais de 70 mil sementes de 
seringueira, configurando um caso típico de biopirataria. As sementes que foram roubadas, foram plantadas 
na Ásia e a partir do ano de 1910 começaram a produzir e dar frutos, literalmente. Com isso, os custos 
relacionados com a exportação brasileira, teve uma baixa significativa chegando ao fim, o primeiro ciclo da 
borracha no Acre. A Batalha da Borracha. Aprendendo a conviver com a crise da Borracha o Acre não esperava 
ser novamente o grande exportador deste produto para grandes nações como Estados Unidos e Inglaterra. 
Mas aconteceu o que não era esperado. 
O Acre tornou-se novamente o grande fornecedor do látex 
para estes países, entre os anos de 1942 a 1945, período que 
aconteceu a chamada Batalha da Borracha durante a Segunda 
Guerra Mundial. Foi a época em que se dirigiram para o Acre 
milhares de nordestinos conhecidos popularmente como 
Soldados da Borracha para trabalhar nos seringais. O 
acontecimento da Segunda Guerra Mundial ocorrida entre 1939 e 
1945 tendo como países envolvidos, de um lado os Estados 
Unidos, Inglaterra e França (aliados) que lutaram juntos contra a 
Alemanha, a Itália e o Japão (eixo), fez com que o Acre voltasse a 
ser novamente um grande exportador de borracha, desta vez para 
atender os interesses dos americanos, ingleses e franceses na 
guerra contra os alemães. O Japão que lutava a favor da Alemanha 
e da Itália na Segunda Guerra Mundial, a partir de 1941 obteve 
importantes vitórias. Uma delas foi a tomada dos seringais ingleses na Malásia, deixando os Estados Unidos, 
Inglaterra e França sem a matéria-prima principal da guerra, que era borracha. Os Estados Unidos com medo 
de uma vitória da Alemanha, tentando manter em dia os seus estoques, procuraram armazenar 500 mil 
toneladas de borracha na tentativa de vencer a guerra. 
O Governo dos Estados Unidos desesperado porque os japoneses haviam tomado os seringais 
ingleses da Malásia decretou em 1942 o racionamento da Borracha. Em 3 de Março de 1942 os Estados 
Unidos assinaram com o Brasil em Washington acordo diplomático voltado para aquisição da Borracha 
Amazônica. Os Estados Unidos aplicaram dinheiro para reativar os seringais e comprar produção do látex 
brasileiro no período de 5 anos, de 1942 a 1947. “Preferes lutar na guerra, ou trabalhar e viver na Amazônia?” 
Os seringueiros trazidos do Nordeste vieram sobre o controle do governo brasileiro. Os nordestinos 
tinham que escolher entre ir para guerra ou vim para o Acre produzir borracha. Milhares preferiram “A Batalha 
da Borracha na Amazônia”. 
 
 
Imagens da campanha do SEMTA - Serviço Especial de Mobilização de Trabalhadores para Amazônia. 
 
 Novamente eles chegaram no Acre a partir de 1942. 
A grande maioria era de cearense. Eram os arigós que 
chegavam na cidade de Belém, Manaus e Rio Branco para 
dali ser distribuído aos mais distantes seringais. Com o fim 
da Batalha da Borracha, que durou de 1942 a 1945, as ações 
do governo federal e dos Estados Unidos foram 
desmobilizadas, ficando novamente a produção da borracha 
motivada pelos interesses das Casas Aviadoras que não 
existiam mais nos moldes das do primeiro ciclo da Borracha. 
Os soldados da Borracha não morreram nos campos de 
concentração dos alemães, mas tombaram nas armadilhas 
da floresta amazônica - inferno Verde - que eles jamais 
gostariam de enfrentar numa batalha novamente. De 1942 a 
1945 vieram para a Amazônia 55.000 nordestinos. 
 Com o fim da guerra em 1945 a produção de borracha no Acre entrou novamente em crise pois os 
Estados Unidos, Inglaterra e França não se interessaram mais pela borracha produzida na região. Com isso, 
os Soldados da Borracha foram abandonados à própria sorte. Isso porque os Estados Unidos voltaram a 
receber borracha da Malásia, que foi temporariamente dominada pelo Japão durante o conflito, e não 
precisava mais do produto brasileiro. Logo, os seringueiros perderam sua utilidade nacional, e foram 
abandonados pelo governo. Não houve sequer expedição de retorno para o Nordeste, de forma que só 
voltou para casa quem conseguiu fazer dinheiro suficiente para pagar a própria passagem, o que não foi à 
realidade da maioria. Souza, Carlos Alberto Alves de. História do Acre: Novos temas, nova abordagem. 
 
SOUZA, Carlos Alberto Alves de. História do Acre: Novos temas, nova abordagem. Rio Branco. Editor Carlos 
Alberto Alves de Souza, 2005. Disponível em: http://acre.gov.br/acre. Acesso em 04/04/23 
 
 
Atividade 
De acordo com o texto lido, responda as seguintes questões no caderno: 
01 O Acre tornou-se novamente o grande fornecedor do látex, entre os anos de 1942 a 1945, 
período que ficou conhecido como 
A) Batalha acreana que ocorreu durante a primeira República brasileira, ainda no século XIX. 
B) Batalha da Borracha durante a Primeira Guerra Mundial. 
C) Batalha da Borracha durante a Segunda Guerra Mundial. 
D) Revolução Acreana no final do século XIX no início do século XX. 
02 Na época do Segundo Ciclo da Borracha no Acre, se dirigiram para essa região, milhares de 
nordestinos conhecidos popularmente como 
A) Soldados da Borracha para defender as fronteiras brasileiras, ameaçadas pela invasão 
estrangeira. 
B) Soldados da Borracha para trabalhar nos seringais. 
C) Revolucionários para garantir a posse das terras acreanas ameaçadas pela invasão dos países 
do eixo. 
D) Defensores da floresta para impedir a tomada do Acre pelos caucheiros Peruanos. 
03. Leia o texto a seguir. 
Após assinatura do Tratado de Petrópolis, entre Brasil e Bolívia, em 17 de novembro de 1903, em 
que o governo brasileiro comprou o Acre dos governantes boliviano, teve início uma outra questão: Quem 
governaria o novo pedaço de terra (Acre) incorporado ao Brasil? 03 Três foram os grandes interessados em 
administrar o Acre. Quem eram esses interessados? 
A) O governo federal, os Estados Unidos e a França. 
B) O Estado do Amazonas juntamente com o Pará e o Ceará. 
C) Os autonomistas, os Estados Unidos, a Rússia e a França, já que lutavam no grupo dos 
Aliados. 
D) O governo federal, o Governo do Estado do Amazonas e os próprios políticos acreanos 
04. Cite os motivos que influenciaram o Acre a tornar-se novamente um grande exportador de 
borracha durante a Segunda Guerra Mundial. 
05. A que devemos o nome de “Batalha da Borracha” para denominar o chamado o Segundo 
Ciclo da Borracha na Amazônia? 
06. Após analisar a imagem e texto descreva o papel dos Soldados da Borracha durante a Segunda 
Guerra Mundial. Analise o recrutamento, as condições de trabalho e vida desses trabalhadores.

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