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Mon.Al. 2001 Santos Moraes Energia interna e trabalho Fórmulas: 𝑈 = 3 2 𝑛𝑅𝑇 -> Energia interna de um gás monoatômico (He, por exemplo) 𝑈 = 5 2 𝑛𝑅𝑇 -> Energia interna de um gás diatômico (H2, por exemplo) 𝑤 = 𝑃 ⋅ Δ𝑉 -> Trabalho realizado pela expansão de um gás. Também pode ser calculado pela área sob a curva no gráfico PxV, caso a pressão não seja constante. 1- Dois recipientes A e B, contém o mesmo gás monoatômico e ambos estão à mesma temperatura. A quantidade de moléculas em A é o dobro da quantidade de moléculas em B. Qual a relação entre as energias cinéticas médias das moléculas em A (ECA) e em B (ECB)? Qual a relação entre as energias internas dos gases em A (UA) e em B (UB)? 2- Um gás monoatômico sofre uma transformação isotérmica em que sua pressão duplica. Sua energia interna aumentou, diminuiu ou permaneceu constante? Justifique. 3- Uma massa gasosa está submetida à uma pressão de 2,0 atm. a. Determine o trabalho que o gás realiza quando é aquecido e empurra o êmbolo, de área 50cm2, deslocando-o de 10cm. b. Determine o trabalho que é realizado sobre o gás quando, aumentando-se a pressão sobre ele para 3,0 atm, o êmbolo desce 15cm. Dê a resposta em Joules (J) e em atmosfera.litro (atm.l) RESOLUÇÃO 1- A partir da fórmula da energia interna do gás monoatômico (𝑈 = 3 2 𝑛𝑅𝑇), podemos ver que a energia interna do gás A será o dobro da energia interna do gás B, pois a quantidade de mols do gás A é o dobro da quantidade de mols do gás B. Já a energia cinética média das moléculas será a mesma, pois se trata do mesmo gás à mesma temperatura. Outra forma de pensar nisso seria lembrar que a energia cinética das moléculas de cada gás (𝐸𝑐 = 3 2 𝐾𝑇) depende somente da temperatura do gás. Portanto, como ambos os gases têm a mesma temperatura, a energia cinética média das moléculas será igual. 2- A energia cinética de um gás monoatômico é dada por 𝑈 = 3 2 𝑛𝑅𝑇. Portanto, para haver alguma mudança nela, deve haver uma mudança na temperatura do gás. Como a transformação é isotérmica, podemos dizer que não houve mudança na energia interna do gás. 3- a. 𝑤 = 𝑃 ⋅ Δ𝑉 ⇒ 𝑤 = 2𝑎𝑡𝑚 ⋅ (50𝑐𝑚2 ⋅ 10𝑐𝑚) = 2 ⋅ 500𝑎𝑡𝑚. 𝑐𝑚3 = 1000𝑎𝑡𝑚. 𝑐𝑚3 = 1𝑎𝑡𝑚. 𝑑𝑚3 = 1𝑎𝑡𝑚. 𝐿 Para fazer a conversão para J, precisamos transformar atm em Pa e L em m3. Para isso, vamos usar que 1atm = 105Pa e 1L = 10-3m3. 𝑤 = 1𝑎𝑡𝑚. 𝐿 = 1 ⋅ 105𝑃𝑎 ⋅ 10−3𝑚3 = 100𝐽 b. 𝑤 = 𝑃 ⋅ Δ𝑉 ⇒ 𝑤 = 3𝑎𝑡𝑚 ⋅ (50𝑐𝑚2 ⋅ 15𝑐𝑚) = 3 ⋅ 750𝑎𝑡𝑚. 𝑐𝑚3 = 2250𝑎𝑡𝑚. 𝑐𝑚3 = 2,25𝑎𝑡𝑚. 𝑑𝑚3 = 2,25𝑎𝑡𝑚. 𝐿 𝑤 = 2,25𝑎𝑡𝑚. 𝐿 = 2,25 ⋅ 105𝑃𝑎 ⋅ 10−3𝑚3 = 225𝐽 1ª Lei da Termodinâmica Fórmulas: Δ𝑈 = 𝑞 – 𝑤 -> A variação da energia interna é a quantidade de calor recebida pelo gás menos o trabalho realizado por ele 𝑞 > 0 -> O gás está recebendo trabalho 𝑤 > 0 -> O gás está realizando trabalho, seu volume aumenta ΔU = 3 2 n ⋅ R ⋅ ΔT -> Variação da energia interna para gases monoatômicos ΔU = 5 2 n ⋅ R ⋅ ΔT -> Variação da energia interna para gases diatômicos 1- Nos esquemas a seguir, as setas indicam o valor (em módulo) e o sentido da transferência de calor e da realização de trabalho pelo ou sobre o sistema a. Determine a variação da energia interna de cada um desses sistemas. b. Indique os processos que está ocorrendo em cada caso 2- Dois mols de Argônio sofrem uma transformação conforme o gráfico. Sabendo-se que durante a transformação o gás cedeu 35cal, determine a variação de sua temperatura durante o processo. Dados: 1cal = 4J; 1 atm.L = 100J; R = 8J/K.mol. 3- Um garrafão de 10L, bem fechado, contém 2 mols de um gás monoatômico que, nessas condições, pode ser considerado ideal. Ao ser exposto ao Sol, o gás recebe 200cal. a. Qual foi o trabalho realizado nesse processo? b. Qual foi a variação da energia interna do gás? c. Qual foi a variação de temperatura do gás nesse processo? 4- Considere agora a mesma quantidade do mesmo gás mantido sob pressão constante, ocupando um volume de 10L na temperatura de 27°C. Se fornecermos ao gás as mesmas 200cal, determine: a. Qual foi o trabalho realizado nesse processo? b. Qual o aumento da temperatura do gás? RESOLUÇÃO 1- a. Primeiro sistema: Ele recebe 100J em calor -> 𝑞 = +100𝐽 Ele não realiza trabalho -> 𝑤 = 0𝐽 Δ𝑈 = 𝑞 − 𝑤 = (+100) − (0) = 100𝐽 Segundo sistema: Ele cede 200J em calor -> 𝑞 = −200𝐽 Ele sofre 50J de trabalho -> 𝑤 = −50𝐽 Δ𝑈 = 𝑞 − 𝑤 = (−200) − (−50) = −150𝐽 Terceiro sistema: Ele recebe 200J em calor -> 𝑞 = +200𝐽 Ele realiza 200J de trabalho -> 𝑤 = +200𝐽 Δ𝑈 = 𝑞 − 𝑤 = (+200) − (+200) = 0𝐽 b. No primeiro sistema não há realização de trabalho, portanto o volume permanece constante: Aquecimento isovolumétrico Sobre o segundo sistema, nada pode se afirmar, pois não sabemos as condições iniciais de temperatura e pressão, para determinar se a transformação foi isobárica. No terceiro sistema, não houve variação da energia interna, portanto não houve variação de temperatura: Expansão isotérmica (sabemos que foi uma expansão porque o trabalho é positivo) 2- A questão nos dá que 𝑞 = −35𝑐𝑎𝑙 = −35 ⋅ 4𝐽 = −140𝐽. Pela área do gráfico da questão, podemos determinar o trabalho realizado pelo gás. Como o volume está diminuindo, sabemos que esse trabalho será negativo: 𝑤 = − (1 + 4) ⋅ (4 − 2) 2 = −5𝑎𝑡𝑚. 𝐿 = −500𝐽 Podemos comparar as duas fórmulas que temos para variação da energia interna para acharmos a variação da temperatura do gás (como o gás é o argônio, um gás nobre, ele será monoatômico). Δ𝑈 = 𝑞 − 𝑤 = (−140) − (−500) = 360𝐽 Δ𝑈 = 3 2 𝑛 ⋅ 𝑅 ⋅ Δ𝑇 ⇒ 360 = 3 2 ⋅ 2 ⋅ 8 ⋅ Δ𝑇 ⇒ Δ𝑇 = 15𝐾 = 15°𝐶 3- Antes de começar o problema, vamos converter tudo para as unidades do SI. Como não foi dito a unidade em que se deve encontrar a resposta, nem foi dado o valor de R, vamos considerar os valores do SI. 10L = 10dm3 = 0,01m3; 200cal = 200.4,2J = 840J a. O recipiente está fechado e não se expande, portanto o trabalho é nulo. 𝑤 = 0𝐽 b. Δ𝑈 = 𝑞 − 𝑤 = 840 − 0 = 840𝐽 c. Δ𝑈 = 3 2 ⋅ 𝑛 ⋅ 𝑅 ⋅ Δ𝑇 ⇒ 840 = 3 2 ⋅ 2 ⋅ 8,31 ⋅ Δ𝑇 ⇒ Δ𝑇 ≈ 34°𝐶 4- 𝑞 = 200𝑐𝑎𝑙 = 840𝐽 Δ𝑈 = 3/2 𝑛𝑅 Δ𝑇 = 𝑞 – 𝑤 Podemos escrever w como: 𝑤 = 𝑃 ⋅ Δ𝑉 Por 𝑃𝑉 = 𝑛𝑅𝑇, podemos dizer que 𝑃Δ𝑉 = 𝑛𝑅Δ𝑇 3/2 𝑛𝑅 Δ𝑇 = 𝑞 – 𝑤 = 𝑞 − 𝑛𝑅Δ𝑇 ⇒ 𝑞 = 5/2 𝑛𝑅Δ𝑇 840𝐽 = 5/2 ⋅ 2 ⋅ 8,31 ⋅ Δ𝑇 ⇒ Δ𝑇 ≈ 20°𝐶 Agora com a variação da temperatura, podemos descobrir o trabalho realizado: 𝑤 = 𝑛𝑅Δ𝑇 = 2 ⋅ 8,31 ⋅ 20 ≈ 332𝐽 Transformações cíclicas Fórmulas: Δ𝑈𝑐𝑖𝑐𝑙𝑜 = 0 -> Em um ciclo, não há diferença de energia interna entre o início e fim da transformação Δ𝑄 = Δ𝑊 -> Consequência do fato acima |Δ𝑊| = 𝐴𝑐𝑖𝑐𝑙𝑜 -> O trabalho realizado no sistema é a área do ciclo fechado. -Caso o ciclo seja no sentido horário, o trabalho é positivo -Caso o ciclo seja no sentido anti-horário, o trabalho é negativo 1- Considere o ciclo representado abaixo: a. Determine o saldo de trabalho realizado pelo gás no ciclo b. Determine o saldo do calor trocado pelo gás 2- Um mol de gás ideal monoatômico sofre as transformações A>B>C indicada no diagrama abaixo. Determine: a. A temperatura do gás no estado A b. O trabalho realizado pelo gás na expansão A>B c. A temperatura do gás no estado C d. A variação da energia interna do gás entre os estados A e C e. A quantidade de calor trocada pelo gás quando ele passa do estado A para o estado C 3- O diagrama PV para uma determinada amostra de gás está representado na figura a seguir. Se o sistema é levado do estado A para o estado B, ao longo do percurso ACB, fornece-se a ele uma quantidade de calor igual a 100 cal, e ele realiza um trabalho de 40 cal. Se, por meio do percurso ADB, o calor fornecido é de 72 cal, então o trabalho realizado vale, em cal: a. 28 b. 60 c. 12 d. 40 e. 24(Retirei a 4 questão dada na aula por um erro nela) RESOLUÇÃO 1- a. |Δ𝑊| = 𝐴 ⇒ |𝑊| = 10 ⋅ 1 ⋅ 105/2 = 5 ⋅ 105 Como o ciclo é anti-horário, Δ𝑊 = −5 ⋅ 105𝐽 b. Δ𝑊 = Δ𝑄 ⇒ Δ𝑄 = −5 ⋅ 105𝐽 2- Estamos trabalhando com atm e L, portanto usaremos o valor de R = 0,082atm.L/K.mol a. 𝑃𝑉 = 𝑛𝑅𝑇 ⇒ 3 ⋅ 8 = 1 ⋅ 0,082 ⋅ 𝑇 ⇒ 𝑇 ≈ 293𝐾 b. Δ𝑊 = 𝐴𝑠𝑜𝑏 𝑎 𝑐𝑢𝑟𝑣𝑎 = 2 ⋅ 3𝑎𝑡𝑚. 𝐿 = 600𝐽 (1atm.L = 105Pa . 10-3 m3 = 100J) c. A questão diz que a transformação C->A é isoterma, portanto a temperatura de C também é 293K d. Δ𝑈 = 3/2 𝑛𝑅 Δ𝑇 = 3/2 ⋅ 1 ⋅ 0,082 ⋅ 0 = 0𝐽 e. Δ𝑈𝐴,𝐶 = 0 Δ𝑈𝐴,𝐶 = 𝑞 − 𝑤 ⇒ 𝑞 = 𝑤 Portanto, o calor utilizado na transformação de A->C é igual ao trabalho realizado nessa transformação. A transformação B->C é isovolumétrica, então não realiza trabalho, portanto 𝑞 = 𝑤𝐴,𝐶 = 𝑤𝐴,𝐵 = 600𝐽 3- Se o calor fornecido de A->B é de 72cal, então o calor de B->A seria de -72cal. Dessa forma, podemos considerar o sistema cíclico ACBD, e usar as propriedades que já sabemos: Δ𝑄 = Δ𝑊 ⇒ 100 − 72 = 40 + 𝑤𝐵𝐷𝐴 ⇒ 𝑤𝐵𝐷𝐴 = −12𝑐𝑎𝑙 Portanto, o trabalho de ADB será de 12cal C 2ª Lei da termodinâmica Fórmulas: 𝑊 = 𝑄𝑄 − 𝑄𝐹 -> Trabalho realizado em uma máquina térmica η = 𝑊/𝑄𝑞 = (𝑄𝑞−𝑄𝑓) 𝑄𝑞 = 1 − 𝑄𝑓 𝑄𝑞 -> Rendimento de uma máquina térmica. W = trabalho realizado pela máquina térmica; Qq = Quantidade de calor recebido da fonte quente; Qf = Quantidade de calor rejeitado para a fonte fria PARA CICLO DE CARNOT: 𝑄𝑓 𝑄𝑞 = 𝑇𝑓 𝑇𝑞 -> Relação válida para uma máquina de Carnot ηCARNOT = 1 − Tf Tq -> Rendimento de uma máquina de Carnot, que é o maior rendimento possível. Tf é a temperatura da fonte fria e Tq é a temperatura da fonte quente PARA REFRIGERADOR DE CARNOT: 𝑄𝑓 𝑄𝑞 = 𝑇𝑓 𝑇𝑞 -> Relação válida para uma máquina de Carnot ηCARNOT = QF W = 𝑇𝐹 𝑇𝑄−𝑇𝐹 -> Para um refrigerador de Carnot a eficiência é medida através do calor retirado da fonte fria e pelo trabalho realizado pelo compressor 1- Determine aproximadamente o rendimento de um motor 1.6 que opera com pressão média de 8atm a 3500rpm e que consome, nessas condições, 6,0g de gasolina por segundo. Dado: calor de combustão da gasolina = 11.000 cal/g. Obs: Um motor 1.6 apresenta 1.600 cilindradas = 1.600 cm3 = 1,6L de volume 2- Um automóvel tem um motor de explosão de 4 cilindros e cilindrada (volume útil dos 4 cilindros correspondentes à dilatação dos gases produzida nas respectivas explosões) de 1200cm3 O automóvel, em 1 minuto, desloca-se 1000m, com velocidade constante, numa rampa com 8% de inclinação e com atrito desprezível, consumindo neste percurso 1,0dl de gasolina. Nesse trajeto, realizaram- se 3000 ciclos em cada cilindro (3000 rot/min). Dados: massa do carro = 880kg; Calor de combustão da gasolina = 8kcal/cm3; pressão média dos gases resultantes da explosão em cada cilindro = 5,0 kgf/cm2 Determine o rendimento do motor desse automóvel, no citado percurso, considerando que a resistência do ar e o atrito correspondem a 4% do peso do automóvel 3- Numa máquina a vapor, a caldeira está a 227°C. Determine o rendimento máximo que essa máquina pode ter quando um condensador para resfriar o vapor na saída à temperatura ambiente de 27°C 4- A cada ciclo de funcionamento, o motor de um certo automóvel retira 40kJ do compartimento da fonte quente, onde se dá a queima do combustível, e realiza 10kJ de trabalho. Sabendo que a parte do calor retirado da fonte quente é dispensado para o ambiente (fonte fria) a uma temperatura de 27°C, qual seria a temperatura no compartimento da fonte quente se esse motor operasse segundo o ciclo de Carnot 5- Em um ciclo de Carnot, a expansão isotérmica do gás ocorre a 400K e a compressão isotérmica a 300K. Durante a expansão, 500 cal de energia térmica são transferidos para o gás. Determine aproximadamente o trabalho realizado sobre o gás durante a compressão isotérmica. (1cal = 4J) 6- Ao se queimar 1,0Kg de gás natural, obtém-se 5.107 J de calor, parte do qual pode ser convertido em trabalho em uma usina termoelétrica. Considere uma usina queimando 7200Kg de gás natural por hora, a uma temperatura de 1227°C. O calor não aproveitado na produção de trabalho é cedido para um rio de vazão 10.000 L/s, cujas águas estão inicialmente a 27°C. A maior eficiência teórica de conversão de calor em trabalho é dada por: R = 1 – (Tmin/Tmax) Sendo Tmin e Tmax as temperaturas absolutas das fontes fria e quente, respectivamente, ambas expressas em K. Considere o calor específico da água c = 4000J/Kg.°C. Sabendo-se que a eficiência dessa usina é metade da máxima teórica, determine, aproximadamente, aumento de temperatura da água do rio ao passar pela usina. a. 0,5°C c. 1,5°C e. 3,0°C b. 1,0°C d. 2,0°C 7- Um refrigerador, operando segundo um ciclo de Carnot, transfere calor de uma certa massa de água a 0ºC para um ambiente de temperatura igual a 30º C. Após algum tempo verifica-se que se formou 91 kg de gelo a 0ºC. Determine: a. O trabalho fornecido ao sistema pelo compressor. Dado: Lf=80 cal/g b. A eficiência desse refrigerador 8- Uma máquina térmica e um refrigerador são elaborados de modo a atuarem conforme o ciclo de Carnot. Eles são instalados de acordo com o esquema da figura a seguir: Assinale a alternativa que indica o valor da razão Q3/Q1 a. 1,03 c. 3,03 e. 5,03 b. 2,03 d. 4,03 RESOLUÇÃO 1- O trabalho produzido por esse motor em uma rotação pode ser dado por: 𝑤 = 𝑃 Δ𝑉 = 8𝑎𝑡𝑚 ⋅ 1,6 𝐿 = 12,8 𝑎𝑡𝑚. 𝐿 Em um minuto, ele produzirá um trabalho de: 𝑤 = 3500 ⋅ 12,8𝑎𝑡𝑚. 𝐿 = 44800𝑎𝑡𝑚. 𝐿 ≈ 4480000𝐽 = 448 ⋅ 104𝐽 Já o calor recebido da fonte quente em um minuto será de: 𝑞 = 𝑚 ⋅ 𝐶 = (6 ⋅ 60) ⋅ 11.000𝑐𝑎𝑙 = 3960000𝑐𝑎𝑙 = 1584 ⋅ 104𝐽 Dessa forma, o rendimento será de: η = 𝑤 𝑄𝑞 = 448 1584 ≈ 28% 2- Uma inclinação de 8% significa que um deslocamento de 1000m corresponde a uma elevação de 80m. Portanto, o trabalho realizado para elevar o carro será de: 𝑤1 = 𝑚𝑔ℎ = 880 ⋅ 10 ⋅ 80 = 704000𝐽 Além disso, também devemos considerar o atrito e a resistência do ar, que correspondem a 4% do peso do automóvel: 𝑤2 = 𝐹 ⋅ 𝑑 = 4 100 (880 ⋅ 10) ⋅ 1000 = 352000𝐽 Dessa forma, o trabalho total realizado pelo motor será de: 𝑊 = 𝑤1 + 𝑤2 = 704 + 352 = 1056𝑘𝐽 Antes de continuar com a questão, vamos passar os demais dados da questão para unidades mais convenientes: 𝐶 = 8𝑘𝑐𝑎𝑙/𝑐𝑚3 = 8 ⋅ 4𝑘𝐽 10−6𝑚3 = 32 ⋅ 106𝑘𝐽/𝑚3 𝑃 = 5𝑘𝑔𝑓/𝑐𝑚2 = 50𝑁 10−4𝑚2 = 5 ⋅ 105𝑃𝑎 𝑉 = 1200𝑐𝑚3 = 1200 ⋅ 10−6𝑚3 = 12 ⋅ 10−4𝑚3 A partir daí, podemos calcular o calor recebido da fonte quente: 𝑄 = 𝐶 ⋅ 𝑉𝑔𝑎𝑠𝑜𝑙𝑖𝑛𝑎 = 32 ⋅ 106𝑘𝐽/𝑚3 ⋅ 0,1𝐿 = 32 ⋅ 106𝑘𝐽/𝑚3 ⋅ 10−4𝑚3 = 3200 𝑘𝐽 Como se pode ver, nessa questão não foi necessário utilizar 𝑤 = 𝑃Δ𝑉 para descobrir o trabalho do motor, porque foi dado informações sobre o movimento do carro. Nesse caso, o rendimento do motor é: 𝜂 = 𝑤 𝑄𝑞 = 1056 3200 = 33% 3- Essa questão é uma aplicação direta da fórmula de rendimento de Carnot η = 1 − 𝑇𝑓 𝑇𝑞 = 1 − 300 500 = 40% (Lembrando que todas as temperaturas devem ser convertidas para K) 4- Primeiramente vamos calcular o rendimento desse motor: η = 𝑤 𝑄𝑞 = 10 40 = 1 4 Agora vamos considerar esse rendimento caso isso fosse aplicado em um ciclo de Carnot: η = 1 − 𝑇𝐹 𝑇𝑄 ⇒ 1/4 = 1 − 300 𝑇𝑄 ⇒ 𝑇𝑄 = 400𝐾 5- A expansão corresponde ao calor da fonte quente no ciclo de Carnot, 2000J, no caso. Após isso, é só aplicar a relação entre as temperaturas e o calor transferido na máquina de Carnot 𝑇𝐹 𝑇𝑄 = 𝑄𝐹 𝑄𝑄 ⇒ 300 400 = 𝑄𝐹 2000 ⇒ 𝑄𝐹 = 1600𝐽 6- Primeiramente precisamos saber quanto calor é transferido pela fonte quente a cada segundo, para usarmos esse dado nas fórmulas 7200𝐾𝑔/ℎ = 120𝑘𝑔/𝑚𝑖𝑛 = 2𝑘𝑔/𝑠 = 2 ⋅ 5 ⋅ 107𝐽 = 108𝐽Essa será o calor transferido pela fonte quente a cada segundo. A questão nos deu que o rendimento dela é metade do rendimento máximo, que é o rendimento de Carnot. Portanto, vamos calcular o rendimento de Carnot para sabermos o rendimento real da máquina: 𝜂 = 1 − 𝑇𝐹 𝑇𝑄 = 1 − 300 1500 = 4 5 Portanto o rendimento real da máquina é de 2/5. η = 1 − 𝑄𝐹 𝑄𝑄 ⇒ 2 5 = 1 − 𝑄𝐹 108 ⇒ 𝑄𝑓 = 6 ⋅ 107𝐽 E esse será o calor utilizado para aquecer os 10.000L (10.000Kg) de água que estarão passando pelo sistema 𝑄 = 𝑚𝑐Δ𝑇 ⇒ 6 ⋅ 107 = 104 ⋅ 4 ⋅ 103 ⋅ Δ𝑇 ⇒ Δ𝑇 = 1,5°𝐶 C 7- a. Primeiramente vamos calcular a quantidade de calor retirada da fonte fria 𝑄𝐹 = 𝑚 ⋅ 𝐿𝑓 = 91 ⋅ 103𝑔 ⋅ 80𝑐𝑎𝑙/𝑔 = 728 ⋅ 104𝑐𝑎𝑙 Usando a relação das máquinas de Carnot: 𝑄𝑄 𝑄𝐹 = 𝑇1 𝑇𝐹 ⇒ 𝑄𝑄 728 ⋅ 104𝑐𝑎𝑙 = 303 273 ⇒ 𝑄𝑄 = 808 ⋅ 104𝑐𝑎𝑙 Sabemos que w = QQ - QF 𝑤 = 808 ⋅ 104 − 728 ⋅ 104 = 8 ⋅ 105𝑐𝑎𝑙 b. Podemos calcular ela de duas formas: η = 𝑄𝐹 𝑊 = 728 ⋅ 104 80 ⋅ 104 = 9,1 η = 𝑇𝐹 𝑇𝑄 − 𝑇𝐹 = 273 303 − 273 = 273 30 = 9,1 8- A imagem nos mostra que o trabalho realizado pela máquina térmica é o trabalho realizado para o refrigerador, portanto: 𝑊 = 𝑄1 − 𝑄2 = 𝑄3 − 𝑄4 Além disso, como eles são ciclos de Carnot, podemos utilizar neles a relação 𝑄𝑄 𝑄𝐹 = 𝑇𝑄 𝑇𝐹 𝑄1 𝑄2 = 400 150 ⇒ 𝑄2 = 3 8 𝑄1 𝑄3 𝑄4 = 325 225 ⇒ 𝑄4 = 9 13 𝑄3 Substituindo isso na primeira equação: 𝑄2 − 3 8 𝑄2 = 𝑄3 − 9 13 𝑄3 ⇒ 5 8 𝑄2 = 4 13 𝑄3 𝑄3 𝑄1 = 65 32 ≈ 2,03 B CALOR ESPECÍFICO DOS GASES Fórmulas: 𝑄𝑃 = 𝑛 ⋅ 𝐶𝑃 ⋅ Δ𝑇 -> O calor necessário para uma variação de temperatura T em uma transformação de pressão constante é a quantidade de mols vezes a Capacidade Térmica Molar a pressão constante vezes a variação de temperatura 𝑄V = 𝑛 ⋅ 𝐶V ⋅ Δ𝑇 -> O calor necessário para uma variação de temperatura T em uma transformação de volume constante é a quantidade de mols vezes a Capacidade Térmica Molar a volume constante vezes a variação de temperatura C𝑃 − C𝑉 = 𝑅 -> A capacidade térmica molar a pressão constante menos a capacidade térmica molar a volume constante é igual à constante dos gases 1- Um mol de moléculas de um gás ideal é submetido ao processo apresentado na figura, passando do estado A para o estado B. Calcule a variação da energia interna do gás ΔU e a razão r entre o calor absorvido e o trabalho realizado pelo gás. a. ΔU = 2.(Cp + R).T0 ; r= Cp/R b. ΔU = 2.(Cp – R).T0 ; r= (Cp /R) + 1 c. ΔU = 2.Cp.T0 ; r= -(Cp/R) – 1 d. ΔU= 2.(Cp/Cr).T0 ; r= Cp.Cv/R e. ΔU = 2.(Cp – R).T0 ; r= Cp/R RESOLUÇÃO 1- Essa é uma transformação a pressão constante. Portanto: 𝑄 = 𝑛 ⋅ 𝐶𝑝 ⋅ Δ𝑇 = 𝐶𝑝 ⋅ 2𝑇0 Também temos que: Δ𝑈 = 𝑞 − 𝑤 Como a pressão é constante, temos que: 𝑤 = 𝑃Δ𝑉 = 𝑛𝑅Δ𝑇 = 𝑅Δ𝑇 = 2𝑅𝑇0 ⇒ Δ𝑈 = 2𝐶𝑝𝑇0 − 2𝑅𝑇0 = 2(𝐶𝑝 − 𝑅)𝑇0 E a razão entre o calor absorvido e o trabalho realizado é: 𝑅𝑎𝑧𝑎𝑜 = 2𝐶𝑝𝑇0 2𝑅𝑇0 = 𝐶𝑝 𝑇0 E Dilatação térmica Fórmulas: Δ𝐿 = 𝐿0𝛼Δ𝑇 -> 𝛼 é a constante de dilatação linear do material sólido Δ𝐴 = 𝐴0𝛽Δ𝑇 -> 𝛽 é a constante de dilatação superficial do material sólido 𝛽 = 2𝛼 -> A constante de dilatação superficial é o dobro da const. de dilatação linear Δ𝑉 = 𝑉0𝛾Δ𝑇 -> 𝛾 é a constante de dilatação volumétrica do material sólido 𝛾 = 3𝛼 -> A constante de dilatação volumétrica é o triplo da const. de dilatação linear Δ𝑉𝑎𝑝 = Δ𝑉𝑙𝑖𝑞 − Δ𝑉𝑟𝑒𝑐 = 𝑉0(𝛾𝑙𝑖𝑞 − 𝛾𝑟𝑒𝑐)Δ𝑇 -> A variação de volume aparente de um líquido em um recipiente é a variação do seu volume menos a variação do volume do seu recipiente, e corresponde ao líquido que transbordará do recipiente, caso ele esteja cheio no início 1- A figura a seguir representa uma lâmina bimetálica. O coeficiente de dilatação linear do metal A é a metade do coeficiente de dilatação linear do metal B. À temperatura ambiente, a lâmina está na horizontal. Se a temperatura for aumentada em 100 °C, a lâmina se curvará para ____________. Se a temperatura for diminuída em 100ºC, a lâmina se curvará para _____________. 2- Um tanque, feito de aço, com capacidade de 80 litros é enchido completamente com gasolina, quando a temperatura é de 15ºC. Determine o volume de gasolina que irá extravasar quando a temperatura atingir 30ºC. Dados: ϒ gasolina=9.10-4/ºC. αaço=12.10-6 /ºC. 3- O que acontecerá com o volume submerso de uma esfera que flutua na água a 4ºC, quando abaixarmos a temperatura da água para 1ºC: aumentará, diminuirá ou permanecerá o mesmo? Despreze a dilatação da esfera. 4- Um relógio é controlado por um pêndulo que marca corretamente os segundos a 20ºC. O pêndulo é feito de um material cujo coeficiente de dilatação linear é 16 ⋅ 10-6. ∘C−1. Quando a temperatura é mantida a 30 ∘C, qual o atraso do relógio em uma semana? 5- Um bulbo de vidro (γ =2,2.10-5.ºC-1) está completamente cheio com 176,2 ml de mercúrio (γ =18.10-5.ºC- 1) a 0ºC. Conforme a figura, o bulbo é provido de um tubo de vidro de 2,5 mm de diâmetro interno a 0ºC. Elevando-se a temperatura do sistema para 50 ºC, a altura atingida pelo mercúrio no tubo é de aproximadamente: a. 890mm b. 420mm c. 280mm d. 140mm e. 70mm RESOLUÇÃO 1- Baixo / Cima 2- Δ𝑉𝑎𝑝 = 𝑉0(𝛾𝑙𝑖𝑞 − 𝛾𝑟𝑒𝑐)Δ𝑇 𝛾𝑟𝑒𝑐 = 3𝛼𝑟𝑒𝑐 = 3,6 ⋅ 10−5°𝐶−1 Portanto: Δ𝑉𝑎𝑝 = 80(90 ⋅ 10−5 − 3,6 ⋅ 10−5) ⋅ 15 Δ𝑉𝑎𝑝 = 1,04𝐿 E essa será a quantidade de líquido que irá derramar 3- Por causa da dilatação anômala da água, ao diminuir a sua temperatura de 4°C para 1°C, você estará diminuindo sua densidade. Quanto maior a densidade do líquido, menor será o seu volume submerso. Portanto, ao diminuir a densidade do líquido, fazemos com que o volume submerso da esfera aumente. 4- 𝛼 = 16 ⋅ 10−6°𝐶−1 O período normal do pêndulo é: 𝑇 = 2𝜋√ 𝑙0 𝑔 Com a expansão, o novo período será: 𝑇 = 2𝜋√ 𝑙0 ⋅ (1 + 𝛼Δ𝑇) 𝑔 = 𝑇0 ⋅ √1 + 16 ⋅ 10−6 ⋅ 10 = 𝑇0√1,000016 ≈ 𝑇0 ⋅ 1,000008 Portanto, a cada um segundo haverá um atraso de 0,000008s no pêndulo. Ao fim de uma semana o atraso será de: 8 ⋅ 10−6 ⋅ 60 ⋅ 60 ⋅ 24 ⋅ 7 ≈ 4,84𝑠 E esse será o atraso do pêndulo após uma semana 5- Vamos calcular a variação de volume aparente: Δ𝑉𝑎𝑝 = 𝑉0(𝛾𝑙𝑖𝑞 − 𝛾𝑟𝑒𝑐)Δ𝑇 = 176,2 ⋅ (18 ⋅ 10−5 − 2,2 ⋅ 10−5) ⋅ 50 = 1,39𝑚𝑙 Sabemos que 1𝑚𝑙 = 103𝑚𝑚3. A partir daí, e sabendo o diâmetro interno do tubo de vidro (e, portanto, a sua área), conseguimos calcular a altura da coluna de mercúrio no tubo de vidro depois do aquecimento: 1,39 ⋅ 103𝑚𝑚3 = (𝜋 ( 𝑑 2 ) 2 ) ⋅ ℎ = 3,14 ⋅ 1,252 ⋅ ℎ ⇒ ℎ ≈ 283𝑚𝑚 C