A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
3 pág.
Aula 3 DOS DIREITOS  DA PERSONALIDADE

Pré-visualização | Página 1 de 2

DOS DIREITOS DA PERSONALIDADE. 
Conforme os ensinamentos de Maria Helena Diniz a personalidade serve de base, de fundamento para direitos que desta decorrerão, pelo que sustenta a autora é incorreto dizer que o indivíduo tem direito à personalidade. A personalidade serve de critério para a pessoa adquirir e ordenar outros bens, destinam-se a resguardar a dignidade humana.
Maria Helena Diniz citando Goffredo Telles Jr: ►"os direitos da personalidade são os direitos subjetivos da pessoa de defender o que lhe é próprio, como a identidade, a liberdade, a honra etc"
Maria Helena Diniz citando Limongi França = Os direitos da personalidade são direitos de defender: 1) integridade física: a vida, os alimentos, o próprio corpo (Constituição Federal, art. 199, § 4º) 2) a integridade intelectual, a liberdade de pensamento, a autoria científica, artística e literária 3) a integridade moral, a honra, a imagem, a identidade pessoal, familiar e social.
Segundo Silvio Rodrigues: "são direitos inerentes à pessoa humana e portanto ligados de maneira perpétua e permanente, não se podendo conceber um indivíduo que não tenha direito à vida, à liberdade física ou intelectual, ao seu nome, à sua imagem. "
( Art. 11 CC novo - Os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis.
 Segundo Caio Mário da Silva Pereira divide os direitos da personalidade em: adquiridos ( decorrem do tratamento conferido pelo direito positivo) e inatos - os inerentes - que independem da atuação legislativa, e que são absolutos (oponíveis erga omnes), irrenunciáveis (vinculados à pessoa, não podendo esta abdicar deles), intransmissíveis ( o indivíduo goza de sues atributos, não comportando cessão), imprescritíveis (sempre poderá ser invocado). 
Constituição Federal de 88 - referência aos direitos da personalidade no art. 5º, X . 
Nelson Nery cita julgado do STJ a respeito. "Intransmissibilidade dos direitos de personalidade. Sucessão do Direito à Imagem. Os direitos de personalidade, de que o direito à imagem é um deles, guardam como principal característica sua intransmissibilidade. Nem por isso, contudo, deixa de merecer proteção a imagem de que falece. (....) Daí por que não se pode subtrair da mãe direito de defender a imagem de sua falecida filha (...) Ademais, a imagem de pessoa famosa projeta efeitos econômicos para além de sua morte, pelo que os seus sucessores passam a ter por direito próprio, legitimidade para postularem a indenização em juízo (STJ, 4ª Turma. Resp. 268660 - RJ, DJU, 19/02/2001).
( Art. 12 , CC Pode-se exigir que cesse a ameaça, ou a lesão, a direito da personalidade, e reclamar perdas e danos, sem prejuízo de outras sanções previstas em lei.
Parágrafo único. Em se tratando de morto, terá legitimação para requerer a medida prevista neste artigo o cônjuge sobrevivente, ou qualquer parente em linha reta, ou colateral até o quarto grau.
 "exigir que cesse a ameaça ou lesão a direito" . Conforme esclarece Silvio Rodrigues, a cessação da ameaça depende de ordem judicial. Já tendo ocorrido o dano o artigo prevê a possibilidade de perdas e danos.
 Art. 13. Salvo por exigência médica, é defeso o ato de disposição do próprio corpo, quando importar diminuição permanente da integridade física, ou contrariar os bons costumes.
Parágrafo único. O ato previsto neste artigo será admitido para fins de transplante, na forma estabelecida em lei especial. Lei 9.434/1997 (Transplante de Órgãos)
Art. 14. É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte.
Parágrafo único. O ato de disposição pode ser livremente revogado a qualquer tempo.
Art. 15. Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica.
► Questão do transexual ismo.
► Pessoa humana recusar-se a submeter a tratamento perigoso. A questão se coloca, como bem observa Silvio Rodrigues, quando o paciente está inconsciente e decisão cabe a família. Observa Nelson Nery que o referido dispositivo trata de dois direitos fundamentais vida e liberdade.
“Art. 16. Toda pessoa tem direito ao nome, nele compreendidos o prenome e o sobrenome” ► representa um direito inerente à pessoa humana = patronímico familiar e prenome, decorre daí, conforme os ensinamentos de Silvio Rodrigues, o direito de reivindicar o nome quando negado, por meio da ação de investigação de paternidade. O novo Código Civil, art. 1565 §1º, permite que o marido adote o patronímico da mulher.
Nelson Nery - "Alteração do nome. Após o decurso do primeiro ano da maioridade, só se admitem modificações do nome em caráter excepcional e mediante a comprovação de justo motivo. Não se justifica a alteração do nome o simples fato de ser o interessado conhecido profissionalmente pela sua forma abreviada (STJ, 4ª T., DJU 13.3.1995, p. 5300) . Regra temporal de 1 ano prevista no art. 56 da Lei 6015/73.
( Art. 17. O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou representações que a exponham ao desprezo público, ainda quando não haja intenção difamatória.
Art. 18. Sem autorização, não se pode usar o nome alheio em propaganda comercial.
Art. 19. O pseudônimo adotado para atividades lícitas goza da proteção que se dá ao nome
 - Constituição Federal, art. 5º, X. - Confira-se a esse respeito os julgados apresentados por Nelson Nery Jr: "Imprensa. Liberdade de imprensa. Veiculação de matéria ofensiva à honra subjetiva. A liberdade de imprensa deve, sempre, vir junto com a responsabilidade de imprensa, de molde a que, em contrapartida ao poder-dever de informar, exista a obrigação de divulgar a verdade, preservando-lhe a honra alheia, ainda que subjetiva (TJRJ, 10º Cam.)” - "Imprensa. Responsabilidade pela indenização. STJ 221: "São civilmente responsáveis pelo ressarcimento de dano, decorrente de publicação pela imprensa, tanto o autor do escrito, quanto o proprietário do veículo de divulgação".
( Art. 20. Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais.
Parágrafo único. Em se tratando de morto ou de ausente, são partes legítimas para requerer essa proteção o cônjuge, os ascendentes ou os descendentes.
Art. 21. A vida privada da pessoa natural é inviolável, e o juiz, a requerimento do interessado, adotará as providências necessárias para impedir ou fazer cessar ato contrário a esta norma.
 
Segundo Silvio Rodrigues, o referido artigo possui duas ressalvas; a primeira permitindo o uso e necessário à administração da justiça ou a manutenção da ordem pública e a Segunda restringindo a proibição às hipóteses de a divulgação da palavra ou da imagem atingir a honra, a boa fama.
Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro
��� HYPERLINK "javascript:history.go(1);" ��� HYPERLINK "javascript:self.print();" ��� HYPERLINK "javascript:decreaseFontSize();" ��� HYPERLINK "javascript:defaultFontSize();" ��� HYPERLINK "javascript:increaseFontSize();" ��
Lance é condenado a indenizar ex-árbitro de futebol
Notícia publicada em 10/08/2010 15:29
 O juiz Alessandro Oliveira Felix, da 51ª Vara Cível da Capital, condenou o jornal Lance a pagar R$ 15 mil, a título de indenização por danos morais, ao ex-árbitro de futebol Wagner Tardelli de Azevedo. O jornal teria publicado matéria sobre suspeita de suborno e manipulação de resultado nos jogos do Campeonato Brasileiro em 2008, o que levou a Confederação Brasileira de Futebol, por cautela, a substituí-lo na partida final, disputada entre Goiás e São Paulo.
A ação foi ajuizada pelo ex-árbitro em março deste ano. Segundo ele, as “matérias deturpadas e tendenciosas, chamativas e de interpretação dúbia”,