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pela sociedade e a 
convivência entre os profissionais da área de Engenharia, o CONFEA através da Resolução nº 
205 de 1971, instituiu o código de ética profissional do engenheiro, do arquiteto e do engenheiro 
– agrônomo, constituído dos seguintes itens: 
1. Interessar-se pelo bem publico e, com tal finalidade, contribuir com seus conhecimentos, 
capacidade e experiência para melhor servir a humanidade; 
2. Considerar a profissão como alto titulo de honra e não praticar nem permitir a prática de 
atos que comprometam a sua dignidade; 
3. Não cometer ou contribuir para que se cometam injustiças contra colegas; 
4. Não praticar qualquer ato que, direta ou indiretamente, possa prejudicar legítimos 
interesses de outros profissionais; 
5. Não solicitar nem submeter propostas contendo condições que constituam competição 
de preços por serviços profissionais; 
6. Atuar dentro da melhor técnica e do mais elevado espírito publico, devendo, quando 
consultor, limitar seus pareceres à matérias especificas que tenham sido objeto da 
consulta; 
7. Exercer o trabalho profissional com lealdade, dedicação e honestidade para com seus 
clientes, empregados ou chefes, e com espírito de justiça e equidade para com os 
contratantes e empreiteiros; 
8. Ter sempre em vista o bem-estar e o progresso funcional de seus empregados ou 
subordinados e tratá-los com retidão, justiça e humanidade; 
9. Colocar-se a par da legislação que rege o exercício profissional da engenharia, 
arquitetura e agronomia, visando cumpri-la corretamente e colaborar para a sua 
atualização e aperfeiçoamento. 
1.6 Atores e tipos de obras 1 
1.6.1 Atores 
Os principais atores ou envolvidos num processo de construção e que contribuem para a sua 
realização são: 
 Empreendedores 
 Financistas 
 Construtores 
 Fornecedores 
 Projetistas: arquitetura / engenharia 
 Consultores 
 Empreiteiros 
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 Clientes 
1.6.2 Tipos de Obras 
Os Principais tipos de obras onde o engenheiro civil está habilitado ao cumprimento de suas 
atividades são: 
a) Construção Leve: 
 Casas 
 Edifícios 
 Galpões 
 
b) Construções Institucionais: 
 Escolas 
 Hospitais 
 Ginásios de Esporte e Estádios 
 Prédios Públicos em Geral 
c) Construções Industriais: 
 Fabricas 
 Shopping Centres 
 Refinarias 
 Siderúrgicas 
 
d) Construção Pesada e de infra-estrutura: 
 Portos 
 Aeroportos 
 Rodovias 
 Ferrovias 
 Usinas nucleares e hidroelétricas 
 Túneis 
 Canais 
 Portos 
 Pontes e viadutos 
 Barragens 
 Sistemas de abastecimento de água 
 Sistemas de efluentes líquidos 
 Sistemas de drenagem 
1.7 Fatores de sucesso de um empreendimento1 
Os principais fatores que definem o sucesso de um empreendimento são comentados abaixo. 
Não havendo o cumprimento do abaixo estabelecido, é muito pouco provável que um 
empreendimento alcance o sucesso planejado. Para tanto, todo o cuidado, atenção e preparo 
profissional devem ser metas pessoais de comportamento pessoal do engenheiro. 
 Dimensionamento do empreendimento bem definido, neste caso considerando uma 
correta análise de viabilidade, onde é estudado o adequado tamanho e a inserção do 
empreendimento na região desejada, frente às exigências de mercado; 
 Projetos bem detalhados, com a devida consideração de suas interfaces; 
 Gerenciamento e supervisão na linha de frente constante e competente, com controle 
efetivo tanto da força de construção, como de fornecimento e aplicação de materiais e 
equipamentos; 
 Bom relacionamento interpessoal entre os atores e com os clientes, favorecendo um 
bom processo de comunicação; 
 Rápida resposta a mudanças exigidas, não só por força de projeto ou especificação, 
mas também para atendimento ao mercado; 
 Gerenciamento global do projeto, sem perder de vista o fim a que se destina, 
executando-o ao tempo, custo e qualidade estabelecida pelos empreendedores. 
1.8 Ciclo de vida de um empreendimento2 
Todos os organismos vivos possuem um ciclo de vida, assim como objetos materiais. É 
importante o engenheiro ter em mente que o custo de um empreendimento ultrapassa a fase de 
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construção, alcançando, também, a de operação. A figura 3 apresenta o ciclo de vida de um 
empreendimento para a construção civil2. 
Demanda de
mercado ou
necessidades
percebidas
Planejamento
conceitual ou
estudo de
viabilidade
Projeto e
engenharia
Obtenção de
recursos e
construção
Início da
ocupação
Operação e
manutenção
Desmonte ou
demolição
Definição dos objetivos
e escopo do projeto
Plano conceitual ou projeto preliminar
Planejamento e especificações da construção
Complementação da construção
Aprovação da obra
Término da vida útil
 
Figura 3: O ciclo de vida de um empreendimento. Fonte: Librelotto. 
1.8.1 Comportamento dos custos durante o ciclo de vida do produto2 
Na figura 4 pode-se visualizar os custos referentes às fases de anteprojeto, projeto, construção, 
manutenção e demolição relacionados a um produto. 
 
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 VIDA ÚTIL
CICLO DE VIDA
CU
ST
O 
AC
UM
UL
AD
O
TEMPO
PREPARAÇÃO
PROJETO CONSTRUÇÃO
MANUTENÇÃO
DEMOLIÇÃO
CUSTO DE
MANUTENÇÃO
CUSTO DE
AQUISIÇÃO
 
Figura 4: Custos associados ao ciclo de vida de um produto. Fonte: (adaptada de A. L. van der Moren, 
“Maintenance Aspects in Design of Mechanical Systems” , por Librelotto). 
 
Embora a figura 4 não tenha sido elaborada especificamente para a construção, o 
comportamento dos custos é semelhante para qualquer produto. Percebe-se que existe uma 
grande incidência de custos nas fases de manutenção e demolição. Na habitação, estes custos 
também ocorrem, e somente poderão ser reduzidos se, durante a elaboração do projeto, forem 
previstos o uso de materiais recicláveis e de fácil desmonte, na etapa de demolição; e, 
materiais facilmente substituíveis (com baixo custo), para a manutenção. O hábito de fazer 
manutenção preventiva pode levar a um aumento da durabilidade da edificação, 
proporcionando maior retorno ao investimento. 
Na figura 5, observa-se o custo para a mudança e o potencial econômico. No anteprojeto, ou 
projeto conceitual, são poucos os custos para alteração do projeto já que na fase da concepção 
há um grande grau de liberdade para que ocorram estas mudanças. Na construção, instalação 
e uso, não se pode dizer o mesmo, onde as mudanças geram custos elevados. Quanto ao 
potencial econômico, este é maior nas etapas iniciais do processo, quando existem muitas 
alternativas a serem avaliadas, verificando-se qual a mais satisfatória com custos 
compensatórios. No decorrer do processo este potencial decai acentuadamente, devido as 
limitações impostas pelas partes já efetuadas. 
 
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Ciclo de Vida do Produto
Programação Projeto, Especificações
e Aquisição
Contrução e
Instalação Uso
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Figura 5: Habilidade para Influenciar Custos ao Longo do Tempo ( R. W. Sievert Jr. “A Review of Value 
Engineering as an Effective System for Planning Building Projects,” ibidem). Fonte: (Librelotto). 
1.8.2 Discussão1 
Com o mercado consumidor cada vez mais consciente na escolha e avaliação dos produtos 
ofertados e tendo o amparo da Lei nº 0.078, de 11 de março de 1991, que define o “Código de 
Defesa do Consumidor”, tem ocorrido uma crescente preocupação com o “pós-venda”, face a 
exigência do cliente com o desempenho do produto e da consciência dos cidadãos frente aos 
seus direitos1. 
Assim, recomenda-se ao engenheiro quando especificar e projetar, ter em vista a manutenção e 
a operação de seu produto. Uma obra prevista para oferecer baixo custo de operação e 
manutenção terá