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e farmacêutica 
A exigência da NBR-5 quanto à obrigatoriedade de serviços médicos de enfermaria e 
ambulatorial é feita em função do número de operários existente nos canteiros. 
As principais iniciativas são a assistência médica e odontológica e serviços ambulatoriais para 
prestação de primeiros socorros. Estes podem ser oferecidos através da contratação de médico 
pela empresa, ou através das unidades móveis do SESI (serviços de assistência médica ou 
odontológica), ou ainda por convênios. O acesso aos equipamentos do SESI é feito através da 
solicitação prévia por parte da empresa, e o tempo de permanência do mesmo no canteiro 
depende da demanda existente na região. 
f3.6) Serviços psicológicos, de assistência social e outros 
O nível de marginalização social dos operários do setor faz com que os mesmos não tenham, 
na maioria das vezes, estrutura psicológica e conhecimentos básicos para administrar sua vida 
pessoal, familiar e econômica, provocando, em muitos casos, graves desavenças, alcoolismo e 
uso de drogas. Em função disto, empresas adotam a prática da contratação de psicólogos e 
assistentes sociais para orientarem os operários e seus familiares em relação a estes aspectos. 
f3.7) Lazer dos funcionários 
Na busca da melhoria da qualidade de vida dos operários, as empresas estimulam o lazer dos 
funcionários durante os intervalos do trabalho, promovendo aspectos de sociabilização e 
integração através de atividades sadias, preenchendo o tempo ocioso (televisor, vídeos, jogos, 
organização de torneios). 
f3.8) Transporte dos operários 
Os operários trabalham, na maioria das vezes, em locais distantes de seus domicílios, o que é 
apontado como uma das causas de absenteísmo. Para reduzir este problema, algumas 
empresas passam a oferecer transporte através da contratação de empresas de transporte de 
passageiros, ou até mesmo adquirindo veículo próprio. 
f3.9) Desenvolvimento de valores cívicos e morais 
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O fortalecimento destes valores, além de buscar a elevação do sentimento de responsabilidade 
para com o desenvolvimento do país, tem também caráter educativo. 
f3.10) Recrutamento, seleção e dispensa segundo práticas correntes na indústria 
O processo de suprimento de recursos humanos de uma empresa compreende a pesquisa de 
mercado, recrutamento, seleção e integração. De maneira geral a capacidade de trabalho do 
operário é avaliada somente após sua inserção no processo produtivo, o que repercute de 
maneira direta na forma e no tempo de utilização de sua força de trabalho. 
Para auxiliar numa melhor aplicação destes últimos, algumas empresas adotaram as 
entrevistas de seleção, onde são solicitadas informações relativas às condições sócio-
econômicas e culturais dos operários, bem como sua experiência profissional anterior. Os 
critérios de seleção variam de empresa para empresa, podendo, ainda, incluir a exigência de 
escolaridade mínima e testes psicológicos. 
f3.11) Plano de cargos e salários 
Muitas vezes a insatisfação com o salário advém da diferença de remuneração entre cargos e 
pessoas, quando não são visíveis maiores responsabilidades, produtividade, conhecimento e 
capacidades. Algumas empresas vêm desenvolvendo planos de cargos e salários, visando, 
inclusive, garantir a contratação de mão de obra mais qualificada. 
f4) Segurança do trabalho 
Norma: NR 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção 
(http://portal.mte.gov.br/legislacao/norma-regulamentadora-n-18-1.htm) 
Em todo o mundo, a segurança nos canteiros de obra constitui um problema sério, tanto no que 
diz respeito a acidentes fatais, quanto outros prejuízos ligados aos acidentes, como dias 
parados, indenizações e outros. No Brasil, mesmo com a aplicação da Norma 
Regulamentadora 18 (NR 18), o panorama observado quanto à ocorrência de acidentes é alvo 
de preocupação. 
Apesar disto, a segurança em canteiro muitas vezes não recebe a devida atenção (em alguns 
casos estes nem recebem EPIs – Equipamentos de Proteção Individual) e a orientação 
necessária, denotando descaso por parte da empresa. 
É fundamental que todos absorvam a necessidade de se otimizar a segurança dentro das 
obras, sendo necessário muito trabalho de conscientização para que o operário não cuide da 
sua própria segurança “...só quando o engenheiro está olhando.” 
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 Algumas medidas devem ser implantadas para a 
garantia da segurança na construção. São elas: 
 Bandeja salva-vidas; 
 Código de cores; 
 Sinalização de materiais perigosos; 
 Formação da CIPA; 
 Contratação de profissionais de 
segurança; 
 Fornecimento e garantia no uso dos EPIs; 
 Quadro de controle do número de 
acidentes; 
 Manutenção preventiva; 
 Medidas relativas à segurança do 
guincho; 
 Vedação de locais inseguros. 
 
CUIDADO!!!
MADEIRAAA!!!
 
Figura 28: Uso do cinto. 
f4.1) Bandeja salva-vidas 
É uma medida de proteção coletiva, com o objetivo de limitar a queda de alturas. Podem ser 
assoalhos de madeira montados em suportes transversais, passarelas de madeira apoiadas em 
consoles metálicos embutidos na construção, ou dispositivos metálicos pré-fabricados que são 
montados em estribos embutidos no concreto. 
As medidas de proteção coletiva são prioritárias em relação aos dispositivos de proteção 
individual. 
f4.2) Código de cores 
Pode fazer parte da programação visual da obra, com o objetivo de prevenir acidentes, 
identificar os equipamentos de segurança, delimitar áreas de uso específico ou de risco, 
identificar as canalizações empregadas para a condução de líquidos e gases, e advertir contra 
riscos. 
f4.3) Sinalização de materiais perigosos 
Substância perigosa compreende todo o material que é, isoladamente ou não, corrosivo, tóxico, 
radioativo ou oxidante e que, durante o seu manejo, armazenamento, processamento, 
embalagem ou transporte, pode conduzir efeitos prejudiciais sobre trabalhadores, 
equipamentos, ambiente de trabalho. 
f4.4) Formação da CIPA 
A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) é formada por um grupo de 
trabalhadores da empresa, os quais, além de realizar suas atividades normais de trabalho, têm 
a atribuição de discutir e deliberar sobre medidas de prevenção de acidentes. A norma NR-5 
determina os procedimento relacionados à implantação da CIPA. 
f4.5) Contratação de profissionais de segurança 
O grau de risco das atividades de obras de edificações é, segundo a norma NR-4 (Serviços 
especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho) 
(http://portal.mte.gov.br/data/files/8A7C812D36A2800001388128376306AD/NR-
04%20%28atualizada%29.pdf), de nível 3. Este grau de risco determina a necessidade de um 
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técnico de segurança do trabalho a partir de 101 operários e de um engenheiro de segurança a 
partir de 501 operários. 
f4.6) Fornecimento e garantia do uso de EPIs 
O emprego dos Equipamentos de Proteção Individual é uma forma de proteger os 
trabalhadores quando as formas de proteção coletiva já estão esgotadas (exemplos de EPI: 
capacete, botinas, luvas, cintos de segurança). A norma NR-6 (EPI) 
(http://portal.mte.gov.br/data/files/FF8080812DC56F8F012DCDAD35721F50/NR-
06%20%28atualizada%29%202010.pdf) estabelece as obrigações do empregador e 
empregado, no uso e manutenção destes equipamentos. 
f4.7) Quadro de controle do número de acidentes 
Diversas empresas buscam, através da programação visual, conscientizar os operários quanto 
à importância da segurança do trabalho. Uma das alternativas mais empregadas é a utilização 
de quadros que divulgam indicadores de segurança do trabalho ou a sua evolução. O grau de 
impacto destes quadros obviamente depende da política adotada pela empresa para a 
prevenção de acidentes. 
f4.8) Manutenção preventiva 
A manutenção preventiva das máquinas