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e equipamentos tem como principal objetivo evitar que 
aconteçam acidentes durante a realização dos serviços. Algumas empresas adotam equipes de 
manutenção móveis, sendo que parte do serviço é realizado em uma oficina central da 
empresa, onde os equipamentos são recolhidos e revisados. 
f4.9) Medidas relativas à segurança do guincho 
Muitas vezes o guincho é utilizado de forma incorreta, transportando peso excessivo, materiais 
incompatíveis, e até pessoas. A sua operação é muitas vezes efetuada por uma operário que 
não possui a qualificação adequada. É comum também a existência de dificuldades de 
comunicação entre o guincheiro e os operários. 
Visando enfrentar este problema, algumas medidas voltadas a melhorar a eficiência e a 
segurança do transporte vertical são tomadas: 
 Revestimento da torre de guincho com tela de boa qualidade; 
 Colocação de um pneu com as cores de segurança amarrado na parte inferior do 
guincho, com o objetivo de alertar os funcionários da descida do mesmo; 
 Instalação de plataformas de madeira ou metálicas para facilitar o acesso ao guincho 
com boas condições e sem desníveis; 
 Colocação de sirene no guincho para alertar aos funcionários quanto à sua 
movimentação; 
 Dispositivos de comunicação do tipo tubofone, sirene, código de sinais sonoros ou 
sistema de fichas coloridas. 
f4.10) Vedação de locais inseguros 
Uma das medidas de proteção internas da obra para evitar o risco de queda, são as vedações 
junto a passagens de dutos, vão de escadas, elevadores e poços de luz. Estas vedações 
podem ser verticais - guarda-corpos, telas metálicas, painéis inteiriços - ou horizontais - soalhos 
provisórios sem frestas ou prolongamento da armadura da laje. 
Outra importante norma de segurança: http://www.ohsas-18001-occupational-health-and-
safety.com/ 
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5.2.4 O que fazer para começar um processo de mudanças / melhorias????? 
a) Conhecer o problema 
Brainstorming: o que causa os problemas na construção? 
Falta de material; disposição do canteiro; projeto; retrabalho; projeto errado; posição do 
elevador; pedreiro; material no caminho; execução; atraso material; falta/excesso de estoque; 
planejamento; falta de operários; falta de coordenação; equipe mal distribuída; quebra de 
material; intersecção de equipes. 
b) Identificar alguns problemas 
c) Escolher os mais críticos 
d) Ver a dimensão do problema 
Instrumentos: 
 Indicadores (podem ser criados novos) 
 Planilhas (ex: diferenças entre projeto e execução) 
 Conversas com o operário 
 Verificar fluxo de materiais 
 Verificar permanência e tipo de mão de obra 
e) ‘Tomar uma Antártica/Kaiser/Skol’ e pensar como resolver o problema, através de ações 
possíveis 
f) Descobrir / convencer aliados 
g) Implantar (Limpeza, organização, segurança) 
h) Avaliar 
i) Deu tudo certo com limpeza, organização e segurança? 
Então começam a aparecer problemas de processo construtivo. 
j) Até aqui, o que se ganhou? 
Brainstorming: qualidade; tempo; produtividade; vender mais; astral; custo; aprimoramento da 
mão de obra; limpeza; motivação; segurança; argumentos para convencer. 
k) Onde se esbarra? 
Brainstorming: falta de experiência; operários cabeça-dura; argumentos para convencer / 
conquistar aliados; deboche / descrédito do profissional mais velho em relação aos novos. 
 
5.3 Tendências em estratégia 
5.3.1 Exportação de serviços e diversificação 
Esta seção trata de estratégias que são tendências do setor da construção para garantirem seu 
crescimento, ou mesmo sua sobrevivência. 
a) Exportação 
De acordo com COUTINHO (2003), empresas européias, americanas e asiáticas (Estados 
Unidos, França, Alemanha Reino Unido e Japão) historicamente dominam a cena no mercado 
de construção internacional. Para este autor, os determinantes da competitividade no mercado 
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de engenharia mundial são: (a) a escala, força e estabilidade financeira das empresas, às 
vezes traduzida por disponibilidade de financiamentos pelo governo; (b) a identidade cultural e 
operacional, com a importância de mercados regionais; e a (c) presença forte do país (garantida 
por financiamento, prospecção, diplomacia e pesquisa). 
Apesar de alguns pontos fracos (especialmente do ponto (a) e (c), as construtoras brasileiras 
são boas exportadoras de serviços. O Brasil já desenvolveu grandes projetos em maiis de 50 
países (MDIC 2002c). 
O Brasil também é o maior exportador de serviços da América Latina (ver figura 28). Entretanto, 
a parcela nas exportações mundiais ainda é muito pequena, já que aAmérica Latina tem uma 
parcela de apenas 1% nas exportações mundiais de serviços (Coutinho 2003). 
 
1.5 1.4
1.1
1.3 1.3 1.3
1.7 1.7
1.3
1 1
1.5 1.5
1.1
1.4 1.3 1.4
2
2.4
1.4
1 1
0
0.5
1
1.5
2
2.5
1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001
Year
US
$ b
illi
on
Brazil
Latin America
 
Figura 29: Exportação de serviços de engenharia de 1991 a 2001, do pelo Brasil e América Latina. Fonte: 
COUTINHO (2003). 
 
As categorias de exportação na construção são: serviços de engenharia, serviços de 
construção, serviços de consultoria e materiais de construção (ver MAWHINNEY apud MUTTI 
2004)). 
Exemplos de constutoras brasileiras operando no exterior são: Odebrecht, Andrade Gutierrez, 
Camargo Corrêa, Mendes Júnior, Método Engenharia, Queiroz Galvão, GDK Engenharia, Setal 
Construções, Affonseca, Tenenge, Gurantã e poucas outras. 
b) Benefícios 
Empresas que operam no mercado internacional trazem benefícios para si e para seu país. 
COUTINHO 2003 cita alguns destes benefícios: 
 Geração de empregos: grande número de empresas doméstica é subcontratada; 
 Cada US$ 100 milhões de contrato gera em torno de 19.200 empregos; 
 O valor adicionado dos serviços: difusão natural de tecnologia, conhecimento e cultura; 
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limitada capacidade de expansão. 
c) Financiamento 
O governo brasileiro, especialmente através do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento) 
financia parte do trabalho de construção das empresas exportadoras – a parte que é 
desenvolvida dentro do Brasil. COUTINHO (2003) mostra o mecanismo de financiamento para 
projetos construídos no exterior. Financiamento é dado para a parte do projeto que é 
desenvolvida no Brasil, do projeto à compra de equipamentos. Esta parcela deve constituir um 
mínimo de 40% do custo do projeto. O financiamento é dado em Reais (não há financiamento 
em dólares). 
 
���� Parcela 
financiada 
com recursos 
nacionais
• mão-de-obra qualificada
• lucros, juros e impostos
• overhead
Serviços
• Consultoria de engenharia
• Arquitetura
• Montagem
• Serviços de construção civil
Contratações no Brasil (1.700 empresas, 1.500 MPMEs)
Bens
• Máquinas e equipamentos
• Veículos
• Materiais (aço, madeira, plástico, 
tintas, cimento)
• Suprimentos (alimentos, vestuário, 
bebidas, calçados, etc.)
���� Parcela 
financiada com 
recursos externos Contratação de mão-de-obra não qualificada, 
importações junto a terceiros países, etc
Tecnologia Avançada – pré-requisito para exportação
Geração direta no Brasil Para exportar 
US$ 100 milhões, a 
cadeia emprega 20 
mil pessoas no Brasil
 
Figura 30: Mecanismo de exportação de serviços de engenharia, arquitetura e montagem industrial. Fonte: 
COUTINHO (2003). 
d) Investimento Estrangeiro Direto / concorrentes estrangeiras no país 
A concorrência por construtoras estrangeiras no Brasil veio com a abertura de mercado nos 
anos 90. Ainda assim, o Investimento Estrangeiro Direto na construção é relativamente limitado 
(MDIC 2002c). de acordo com ENR (2003), o número de construtoras estrangeiras operando no 
Brasil é 42. Exemplos são a alemã Hochtief (chegou ao Brasil nos anos 69, e hoje é quase 
considerada uma empresa local); a argentin Technit, e a italiana CIGLA.