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apostilaAdministracao2013v3

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DIRETOR
S1
TREINADOR
S2
APOIADOR
S3’
DELEGADOR
S4
Comportamento diretivoC
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DIRETOR
S1
TREINADOR
S2
APOIADOR
S3’
DELEGADOR
S4
 
Figura 9: Comportamentos e estilos de liderança. 
Líderes eficientes são versáteis. Não existe um estilo certo, mas existe o estilo que mais 
combina com cada um. 
Nível de desenvolvimento: o estilo de liderança depende das pessoas sendo lideradas – o 
seguidor. No modelo Blanchard e Hersey, o estilo de liderança é regido pela competência e 
compromisso do seguidor: 
D4 (corresponde ao estilo S4, e assim sucessivamente): alta competência /alto compromisso: 
experiente no trabalho e confortável com sua habilidade. Pode até ser mais hábil do que o líder. 
D3: alta competência / compromisso variável: experiente e capaz, mas com pouca auto-
confiança para fazer sozinho, ou motivação para fazer bem feito e rápido. 
D2: Alguma competência / baixo compromisso: pode ter alguma habilidade importante, mas não 
consegue fazer o trabalho sem ajuda. A tarefa ou a situação podem ser novas para ele. 
D1: Baixa competência, pouco compromisso. Geralmente não têm as habilidades específicas, e 
não tem auto-confiança ou motivação para encarar o trabalho. 
O estilo de liderança deve corresponder ao nível de desenvolvimento – e é o líder quem tem 
que se adaptar. 
1.12.2 Dawson / Handy 
 Lideres orientados para tarefas 
 Líderes orientados para pessoas 
 ´O melhor estilo´ (best-fit approach) 
Requer que as preferências do líder, subordinados, e a tarefa sejam alocados numa escala de 
rígido a flexível. Para um desempenho efetivo, tudo deve ficar no mesmo ponto na escala. 
a) Fatores a avaliar: 
 O poder do líder 
 A relação com seu grupo; 
 As normas da organização; 
 A estrutura e tecnologia; 
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Profa Cristine N. Mutti – UFSC – atualização 2013 
 
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 A variedade de tarefas; a variedade de subordinados. 
b) Escala: 
Rígido Flexível 
_______________________ 
Figura 10: escala para o best-fit. 
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2. O orçamento 
2.1 Definições e visões do orçamento3 
Orçar é: 
 Quantificar insumos, mão de obra, ou equipamentos necessários à realização de uma 
obra ou serviço; 
 Quantificar os respectivos custos e o tempo de duração dos mesmos. 
O orçamento é um forte instrumento de planejamento e controle. 
O orçamento pode ser visto sob duas óticas: 
 Como produto 
 Como processo 
a) Orçamento processo 
Quando o objetivo é definir metas empresariais em termos de custo, faturamento e 
desempenho. Envolve todo o corpo gerencial da empresa. 
Possibilita efetuar as projeções futuras dos balancetes mensais, permitindo elaborar o balanço 
projetado de exercícios futuros, o que contribui para a empresa conhecer ou avaliar os lucros 
futuros. 
b) Orçamento produto 
O objetivo é definir custo e o preço de algum produto da empresa 
Influencia o desempenho da empresa e vice-versa, pois a empresa funciona como um sistema, 
um todo. 
O orçamento produto visa definir o custo e preço de bens e serviços como: 
 Elaboração de projetos; 
 Elaboração de orçamentos, cadernos de encargos, especificações; 
 Elaboração de laudos técnicos; 
 Serviços de fiscalização, auditoria ou assessoria técnica; 
 Orçamento de serviços ou mão de obra; 
 Orçamento de construção ou empreitada; 
 Orçamento de canteiros de obras ou obras complementares; 
 Etc. 
2.2 Finalidade dos orçamentos (Lima) 
a) Gerencial: quando em função da disponibilidade de recursos e oportunidade, embasam 
decisões empresariais sobre o que deve ser construído, qual a forma desejada e quando se dar 
a execução. Neste caso apenas interessam os valores finais. 
b) Pericial: quando embasam decisões sobre pendências ou solucionam dúvidas a respeito dos 
custos de execução segundo técnicas e/ou métodos diferentes. Neste caso interessam, além 
dos valores finais, os valores intermediários das etapas de execução. 
c) Planejamento: onde interessa o maior detalhamento possível. Os valores iniciais servem 
apenas como referência, já que o próprio planejamento os altera significativamente. 
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2.3 Exemplo de fases do processo construtivo que devem ser orçadas3 
A figura 11 mostra exemplos das fases de um empreendimento que devem ser incluídas em um 
orçamento. 
Pesquisa de mercado
Planejamento e projeto 
conceitual
Aquisição do terreno
Elaboração do ante-
projeto
Orçamento preliminar
Estudo de viabilidade
Desenvolvimento projeto 
básico
Orçamento e planejamento 
executivo
Elaboração do 
projeto executivo
Elaboração do 
projeto legal
Lançamento 
comercial
Execução Licenças Vendas
 
Figura 11: Exemplo de itens para orçamento. 
2.4 O orçamento produto3 
Nesta disciplina será estudado o orçamento produto. 
O levantamento de custos pode seguir dois procedimentos: 
 Por avaliação e estimativa; 
 Por composição de custos unitários. 
As avaliações, estimativas e orçamentos diferenciam-se pelo grau de precisão, quando se 
compara o custo inicialmente proposto com aquele realmente incorrido. 
O grau de precisão obtido pelo orçamentista é função do grau de detalhamento do projeto e das 
informações disponíveis. 
Definições: 
 Avaliação: é a valoração de empreendimentos através de parâmetros genéricos. 
 Estimativas de custo: determinam o valor das obras a partir de projetos incompletos, 
cujas deficiências são complementadas com a adoção de parâmetros particulares. 
 Orçamento: é a expressão qualitativa (em unidades físicas e valores monetários, 
referidos a uma unidade de tempo) dos planos para o período seguinte. 
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A tabela 1 mostra as margens de erro de avaliações, estimativas e orçamentos, bem como os 
elementos técnicos que as caracterizam. 
Tabela 1: Diferenças e características das avaliações, estimativas e orçamentos. Fonte: Librelotto2. 
Tipo Margem de erro Elementos técnicos necessários 
Avaliações 
☺ 
De ± 30 a ± 20 % Área de construção; 
Padrão de acabamento; 
Custo Unitário de obra semelhante; ou 
Custos Unitários Básicos; 
Estimativas 
☺ 
De ± 20 a ± 15 % Anteprojeto ou projeto indicativo; 
Preços unitários de serviços de referência; 
Especificações genéricas; 
Índices físicos e financeiros de obras semelhantes; 
Orçamento expedito 
� 
De ± 15 a ± 10 % Projeto executivo; 
Especificações sucintas, mas definidas; 
Composições de preços de serviços genéricas; 
Preços de Insumos de referência; 
Orçamento detalhado 
� 
De ± 10 a ± 5% Projeto executivo; 
Projetos complementares; 
Especificações precisas; 
Composições de preços de serviços específicas; 
Preços de insumos de acordo com a escala de serviço; 
Orçamento analítico 
� � 
De ± 5 a ± 1% Todos os elementos necessários ao orçamento detalhado mais 
o planejamento da obra; 
 
O orçamento deve ser específico para cada empreendimento. Na construção civil, cada obra 
apresenta riscos diferentes. 
 Por exemplo: dois prédios com projetos arquitetônicos idênticos, construídos em locais 
diferentes. 
Em diferentes casos, podem ocorrer exigências que gerem orçamentos diferentes, tais como: 
 Fundações diferentes; 
 Diferenças culturais de região para região (diferentes padrões de exigências); 
 Durabilidade das fachadas (em função do clima), exigindo revestimentos diferentes ; 
 Necessidade de aterro, ou diferenças quanto à drenagem - orçamentos diferentes. 
2.5 O projeto3 
É o conjunto de informações necessárias à realização do processo de construção. Quanto 
melhor e fidedigno o detalhamento de projeto, maior a possibilidade de se obter um bom 
orçamento. Visto como processo, um projeto pode ser subdividido em três fases: 
a) Concepção: nesta fase é definido o