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apostilaAdministracao2013v3

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manutenção dos materiais; 
 Aspecto de redução dos custos; 
 Limitação da legislação local; 
 Característica de comercialização do empreendimento. 
Muitas vezes as especificações de acabamento são alteradas durante a obra, motivadas por 
situações como falta de material no mercado, materiais que não são mais fabricados, alteração 
do padrão de especificação, por parte da diretoria, para adequar às condições de mercado. 
Quanto mais detalhado for o conjunto de especificações, mais detalhado e preciso será o 
planejamento técnico. 
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Profa Cristine N. Mutti – UFSC – atualização 2013 
 
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Existe um conjunto de normas técnicas (ABNT), além dos parâmetros definidos pela empresa, 
que devem ser respeitados e efetivamente seguidos na elaboração de projetos e que são fonte 
fundamental de informação para documentar o conjunto de especificações. 
Além das normas da ABNT, há uma série de normas de órgãos públicos contratantes; normas 
de empresas concessionárias de água, energia, gás e telefone; normas do Ministério do 
Trabalho para edificações destinadas às diversas atividades industriais. 
2.8 O Plano de contas ou discriminação orçamentária3 
O processo de construção precisa ser bem caracterizado quanto a seus insumos, materiais, 
mão de obra, recursos financeiros e equipamentos – para que possam ser feitos um bom 
orçamento e controle da construção. Por isto, é importante que exista um plano que discrimine 
e organize as várias fases de execução da obra. Tal plano chama-se discriminação 
orçamentária ou plano de contas de construção. Ele relaciona a seqüência dos diferentes 
serviços de obras que entram na composição de um orçamento. Organizar a seqüência é 
necessário para que nenhum dos serviços da construção seja omitido. Cada obra apresenta 
características particulares, por isto, o plano de contas deve ser adaptado à peculiaridades de 
cada empreendimento, de cada empresa, e de cada forma de trabalho. 
Em função da discriminação orçamentária é possível subdividir uma obra ou empreendimento 
em atividades, o que possibilita o controle dos insumos. Quanto mais preciso e específico for o 
detalhamento das atividades e serviços, melhores as condições para controlá-los, e melhor o 
resultado econômico a ser obtido. 
Para o plano de contas cada obra ou serviço deve receber um código de identificação. Além 
disto, para cada item que compõe o serviço, deverá ser atribuído um sub-código de 
identificação. 
Exemplo: 
001. Serviços preliminares 
0001.1 Limpeza do terreno 
0001.2 Execução de tapume 
0001.3 Ligação provisória de água e luz 
0001.4 Construção do barracão 
002. Fundações 
 0002.1 Escavação das valas 
 0002.2 Apiloamento do fundo das valas 
 0002.3 Fabricação e montagem de formas 
 0002.4 Fabricação e montagem de armaduras 
 0002.5 Concretagem 
Recomenda-se que a obra seja subdividida em etapas construtivas (grupos de serviços que 
evidenciam os componentes mais importantes da obra – EAP – Estrutura Analítica do Projeto). 
Esta divisão deverá obedecer a critérios de afinidade e observar a ordem cronológica de 
execução. Cada serviço deverá ser discriminado uma única vez, evitando, assim, a 
consideração dupla de serviços. 
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Com a divisão adequada dos serviços torna-se fácil orçar e administrar uma obra. Tal 
procedimento auxilia na administração dos trabalhos, no controle das quantidades dos insumos 
efetivamente empregados – o que auxilia na análise e redução de custos. 
Classificação dos serviços 
Como exemplos de discriminações orçamentárias podem ser citadas: 
 A da norma NBR 12721 da ABNT ; 
 A classificação da TCPO (Ed. PINI); 
 As de softwares específicos para orçamentos. 
Também é possível elaborar uma discriminação de serviços própria, na ordem cronológica da 
execução, a qual poderá ser composta dos seguintes grupos de serviços: 
 Serviços preliminares; 
 Terraplenagem; 
 Fundações (infra-estrutura); 
 Estrutura (superestrutura); 
 Elementos de vedações; 
 Cobertura; revestimentos; Instalações elétricas; 
 Instalações hidrossanitárias; 
 Esquadrias; 
 Vidros e pintura; 
 Serviços complementares; 
 Instalações especiais; 
 Serviços complementares. 
2.9 Levantamento de quantitativos3 
Esta etapa é de crucial importância, já que é nela que se definirão as quantidades a serem 
adquiridas para a realização do empreendimento, obra ou serviço, bem como o 
dimensionamento das equipes de produção em função dos prazos estabelecidos. 
Para a determinação do custo de uma obra, antes da execução, precisa-se dos seguintes 
dados: 
 Projeto completo especificações do que vai ser construído; 
 Cálculo das quantidades reais de serviços; 
 Preços atualizados de materiais e mão de obra. 
Para efetuar o levantamento das quantidades de serviços, é necessário seguir os projetos e 
especificações, que indicam o que e como é construído. 
O levantamento de quantitativos a partir das plantas e desenhos de projetos completos 
geralmente apresenta aproximação satisfatória. Porém, quando estas quantidades forem 
levantadas a partir de anteprojetos, o nível de precisão do orçamento diminui, gerando maior 
discrepância entre o orçado e o realizado. Se o custo real for maior do que o valor orçado, isto 
poderá gerar problemas de lucratividade para a empresa, podendo, inclusive, causar prejuízos. 
A pesquisa e aproximação na cotação dos preços também são importantes para a precisão do 
orçamento. É importante lembrar que preços de materiais e mão de obra podem variar de 
região para região. 
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A seguir, são apresentados alguns critérios para auxiliar na quantificação de serviços. Mais 
detalhes podem ser encontrados em material anexo à apostila (Lima). 
a) Preparação do terreno: medição pelas quantidades, comprimento, área e volumes 
definidos nos projetos e especificações. Especificamente nos projetos planialtimétricos. 
Lembrar de considerar o percentual de empolamento para definir os volumes de corte e 
aterro a serem transportados. 
b) Fundações: medição pelas quantidades, comprimento, áreas, volumes e pesos definidos 
nos projetos e especificações. 
c) Estrutura: medição pelas quantidades, comprimento, áreas, volumes e pesos definidos 
nos projetos e especificações. 
d) Instalações: medição pelas quantidades, comprimento e áreas reais. 
e) Elevadores: medição pelas quantidades e conjuntos definidos nos projetos e 
especificações. 
f) Paredes: medição pelas quantidades, comprimentos, áreas e volumes reais. 
g) Cobertura: medição pela área projetada no plano horizontal. 
h) Esquadrias: medição pelas quantidades, comprimentos e áreas reais. Podem ser 
levantados com metros quadrados, mas geralmente são contadas por unidades de 
determinados tipos. 
i) Revestimentos: medição pelas quantidades, comprimentos e áreas reais. 
j) Rodapés, soleiras e peitoris: medição pelos comprimentos reais. 
k) Ferragem: medição pelos comprimentos reais. 
l) Vidros: medição pelas áreas definidas no projeto e especificações. 
m) Tratamento (impermeabilizações): medição pelas quantidades, comprimentos e áreas 
reais. 
n) Pavimentação: medição pelos comprimentos e áreas reais. 
o) Aparelhos: medição pelas quantidades e conjuntos definidos nos projetos e 
especificações. 
p) Elementos decorativos: medição pelas quantidades e conjuntos definidos nos projetos e 
especificações. 
q) Limpeza: medição pelas quantidades e áreas reais. 
2.10 Estimativas: levantamentos na inexistência de projetos completos3 
Em casos em que seja necessário fazer um orçamento sem dispor de projetos completos, 
pode-se fazer uma estimativa. Neste caso, é possível adotar os seguintes critérios expeditos: 
Na existência de projeto estrutural: adotar os índices relacionados na tabela 2; 
Na inexistência de projetos de instalações. Usar coeficientes de correlação ou percentuais de 
serviços de obras semelhantes.