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fases de elaboração e a sua composição em termos de documentação integrante. 
O tema referenciou as ―Diretrizes Básicas para Elaboração de Estudos e Projetos Rodoviários‖, as 
quais, constituídas de ―Escopos Básicos― e de ―Instruções de Serviço‖, se revestem de um caráter 
orientador na elaboração de cada estudo ou fase de projeto, nos quais devem ser observadas, 
precipuamente, as particularidades do segmento rodoviário em jogo. 
Neste sentido, a Tabela 8, que se segue, apresenta a listagem dos instrumentos referentes à 
elaboração dos principais estudos e componentes do projeto, que, ordinariamente, são objeto de 
consulta, dentro do objetivo geral da adoção das práticas relacionadas com a interpretação do projeto, 
bem como de suas eventuais complementações, correções e alterações, durante a fase de execução 
das obras da implantação rodoviária. 
Tabela 8 – Listagem de instruções de serviço – IS referentes à elaboração de estudos e projetos 
(instrumentos ordinariamente adotados) 
 
IS TEMA CORRESPONDENTE 
201 Estudos de Tráfego em Rodovias 
202 Estudos Geológicos 
203 Estudos Hidrológicos 
204 Estudos Topográficos para Projetos Básicos de Engenharia 
205 Estudos Topográficos para Projetos Executivos de Engenharia 
206 Estudos Geotécnicos 
207 Estudos Preliminares de Engenharia para Rodovias (Estudos de Traçado) 
208 Projeto Geométrico 
209 Projeto de Terraplenagem 
210 Projeto de Drenagem 
214 Projeto de Obras-de-arte Especiais 
215 Projeto de Sinalização 
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IS TEMA CORRESPONDENTE 
216 Projeto de Paisagismo 
217 Projeto de Dispositivos de Proteção (Defensas e Barreiras) 
218 Projeto de Cercas 
219 Projeto de Desapropriação 
222 Apresentação de Plano de Execução da Obra 
224 Projeto de Sinalização das Rodovias durante a Execução de Obras e Serviços 
226 Levantamento Aerofotogramétrico para Projetos Básicos de Rodovias 
246 Componente Ambiental dos Projetos de Engenharia Rodoviária 
 
Em sequência, são sucessivamente abordados, com base no constante nas referidas ―Instruções de 
Serviços‖ (por vezes transcritas), dentro de adequado nível de detalhamento e, ainda, de forma 
compatível com as suas respectivas demandas de consulta na fase de implantação das obras, os 
seguintes componentes: Estudos Geológicos, Estudos Hidrológicos, Estudos Geotécnicos, Estudos 
Topográficos, Projeto Geométrico, Projeto de Terraplenagem e Projeto de Drenagem. 
Quando necessária a análise de outros componentes, esta pode ser subsidiada, considerando a Tabela 
8, cabendo ainda enfatizar que a abordagem objetiva orientar os processos de análise e de 
complementação do Projeto de Engenharia pertinente ao trecho – objeto. 
4.2. ESTUDOS GEOLÓGICOS 
4.2.1. Objetivo 
Este estudo visa ao pleno conhecimento geológico da área a ser atravessada pela rodovia, permitindo 
a eleição do traçado mais conveniente tecnicamente com base na interpretação geológica, em nível 
horizontal e vertical. 
4.2.2. Elaboração dos estudos 
Devem ser desenvolvidos em duas Fases, a saber, a Fase Preliminar e a Fase Definitiva, devendo ser 
observado o que se expõe nas subseções 4.2.2.1 e 4.2.2.2. 
4.2.2.1 Fase Preliminar 
Nesta fase são desenvolvidas as atividades de: coleta e análise de dados; interpretação de fotografias 
aéreas; e investigação de campo, observando-se o que se segue. 
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a) Coleta e análise de dados 
Coleta e exame de todas as informações existentes, topografia, geomorfologia, solos, geologia, 
hidrogeologia, clima e vegetação da região atravessada pela rodovia, incluindo publicações, cartas, 
mapas, fotografias aéreas e outras. 
b) Análise interpretativa das fotos aéreas 
Análise interpretativa das fotografias aéreas da região, buscando-se separar as unidades mapeáveis de 
interesse geotécnico, bem como detectar as feições (falhas, juntas, contatos, xistosidades, 
estratificações) que possam interferir no estabelecimento das condições geométricas e geotécnicas 
das diretrizes; delimitação de locais com probabilidade de ocorrência de materiais de construção, 
zonas de tálus, cicatrizes de antigos movimentos de taludes; zonas de solos compressíveis; zonas de 
serras; escarpas, encostas, cristas e quaisquer outras de interesse para o estudo. 
A faixa de estudo deve ser considerada em função das condições locais / regionais, tendo largura 
média entre 1/3 a 1/6 do comprimento total do trecho considerado. 
c) Investigações de campo 
São investigações complementares de campo a fim de consolidar a interpretação das fotografias 
aéreas e permitir a execução do plano de sondagens. 
Esta fase determina a configuração espacial das formações ocorrentes, seus aspectos estruturais, 
texturais e mineralógicos, as modificações introduzidas por fenômenos secundários (aspectos 
tectônicos, intemperismo, erosão, metamorfismo etc.), com vistas à avaliação de seu comportamento 
geotécnico e sua trabalhabilidade como material de construção. 
Especial interesse deve ser dado às resultantes da iteração geologia-clima, ou seja, geomorfologia, 
vegetação, solos, hidrologia e hidromorfismo. Ao mesmo tempo, todas as áreas assinaladas como 
passíveis de fornecer materiais aproveitáveis, zonas de ocorrências de solos compressíveis e áreas 
potencialmente instáveis devem ser visitadas e examinadas, a fim de estimar-se as características e a 
problemática inerente. 
A área a ser pesquisada deve abranger toda a região onde se inserem as alternativas, dando-se maior 
ou menor extensão lateral, para atender à identificação de materiais próprios para construção. 
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Os elementos obtidos devem ser assinalados em diferentes cores ou simbologias em um mapa em 
escala de 1/40 000 a 1/100 000 e devem compreender: rede hidrográfica, pequenas e médias bacias, 
solos moles, áreas ou falhas e diáclases, tálus, coluviões, áreas de ocorrência de pedreiras, saibreiras, 
cascalheiras, areais, solos etc. (desenho da Figura 18). 
Figura 18 – Área pesquisada/Alternativas 
 
 
 
4.2.2.2 Fase Definitiva 
O Estudo Geológico na Fase Definitiva deve se desenvolver a partir das conclusões e recomendações 
do estudo na fase anterior, mediante aprovação prévia do setor competente, conforme discriminado a 
seguir. 
a) Plano de sondagens 
O plano de sondagens de reconhecimento deve abranger a área que permita, entre as alternativas, a 
escolha da melhor linha, considerando o aspecto geológico. As sondagens devem ser mecânicas e/ou 
geofísicas e sempre de sorte a atender à finalidade desejada. O estabelecimento deste plano deve ser 
baseado em mapas preliminares e demais informações geológicas disponíveis, e deve buscar a 
solução para os grandes problemas geológico-geotécnicos, tais como: zonas de tálus; zonas 
sedimentares recentes, sobretudo com presença de solos compressíveis; zonas de instabilidade 
potenciais ou reais; passagens em gargantas e meias-encostas íngremes; e zonas com ocorrência de 
solos coluviais. 
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Em particular, nas zonas de tálus, de solos coluviais, meias-encostas íngremes e zonas de 
instabilidade em geral, as sondagens devem buscar determinar as espessuras e a natureza do material 
inconsistente, a profundidade, a posição espacial, a natureza e as características do substrato rochoso, 
além de posição e orientação do fluxo das águas subterrâneas. Nas zonas sedimentares recentes as 
sondagens devem buscar determinar a espessura, bem como coletar amostras que permitam avaliar as 
características físicas e mecânicas dos solos ocorrentes e do material inconsistente