A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
619 pág.
manual_implantacao_basica_rodovia_publ_ipr_742

Pré-visualização | Página 40 de 50

entre as sondagens no eixo, o que, para o fim em vista, não deve ser levado 
em consideração. Para as áreas de empréstimo com extensão de até 200m, devem ser feitas, no 
mínimo, três sondagens. 
Transversalmente, os pontos de sondagem devem ser afastados do eixo de uma distância Y 
(Figuras 40 e 41), dada por: 
2
X
00,3h
2
P
Y 
 
Em que: 
)00,5h
2
P
(
2
F
X 
 
Sendo: 
 Y = afastamento do ponto de sondagem, contado a partir do eixo, em metros; 
 F = largura da faixa de domínio, em metros; 
 P = largura da plataforma de terraplenagem, em metros; 
 h = altura de corte, no eixo da seção transversal considerada, em metros; 
 X = largura da caixa de empréstimo na seção considerada, em metros. 
Neste caso, entre o pé do aterro e a caixa de empréstimo deve ser mantida uma distância mínima 
de 5 m. 
Manual de Implantação Básica de Rodovia 
 
182 
MT/DNIT/IPR 
Figura 40 – Pontos de sondagens – Empréstimos – Zonas de corte 
 
 
A distância de 2,00 m é a largura mínima da faixa entre a borda externa das caixas de empréstimo e 
o limite da faixa de domínio, segundo recomendações constantes nas competentes "Especificações 
de Serviços‖, do DNIT. Da mesma maneira, deve ser mantida entre a crista do corte e a caixa do 
empréstimo, uma distância mínima de 3,00 m. 
Foi admitido, no caso, que o eixo da rodovia corresponde ao eixo de simetria da Faixa de Domínio. 
As sondagens devem ser dos mesmos tipos recomendados para cortes, incluindo o subleito, 
atendidas as condições particulares para cada área de empréstimo. 
As profundidades das sondagens devem ser obtidas através dos dados da seção transversal 
considerada, das cotas dos pontos de sondagem à cota da plataforma de terraplenagem, acrescida de 
cerca de 3 metros. 
Os empréstimos laterais, em zonas de corte, devem limitar-se à cota do greide projetado. 
 Em zonas de aterro 
Longitudinalmente, em zonas estáveis, os pontos de sondagem devem ser sobre as normais do eixo. 
Para áreas de empréstimos com extensão de até 200 metros devem ser feitas, no mínimo, três 
sondagens. 
Manual de Implantação Básica de Rodovia 
 
183 
MT/DNIT/IPR 
Transversalmente, os pontos de sondagem devem ser afastados do eixo de uma distância Y, dada 
por: 
00,5h5,1
2
P
2
X
Y 
 
Em que: 






 00,7h5,1
2
P
2
F
X
 
 h = altura do aterro, na seção considerada, em metros; 
 X = largura da caixa de empréstimo, na seção considerada, em metros. 
 
Figura 41 – Pontos de sondagem – Empréstimos – Zonas de aterro 
 
 
As sondagens devem ser do mesmo tipo recomendado para cortes, incluindo o subleito, atendidas as 
condições particulares de cada área de empréstimo. 
As profundidades das sondagens devem ser fixadas em função das características geométricas e 
hidrogeológicas, hidrológicas e paisagísticas, respectivamente, da seção e do trecho em estudo, 
considerando-se os volumes de materiais necessários. 
Os empréstimos laterais, em zonas de aterro devem limitar-se à altura máxima de aterro a ser 
estabelecida. 
Manual de Implantação Básica de Rodovia 
 
184 
MT/DNIT/IPR 
Nos pontos programados para a realização de sondagens para empréstimos deve ser feita a coleta de 
amostras, para a realização dos ensaios de caracterização, (granulometria, limites de liquidez e de 
plasticidade) e de umidade natural, de cada camada de solo encontrado. 
Classificados os solos pelo TRB, de acordo com os ensaios de caracterização, determinam-se os 
tipos de solos ocorrentes na faixa (solos do mesmo grupo geológico e mesma classificação pelo 
TRB). 
Com base no conhecimento dos tipos de solos encontrados, deve ser programada a realização de 
ensaios de compactação e I.S.C. para: 
Construção do corpo do aterro; 
Construção das camadas finais dos aterros; 
Substituição do material do subleito dos cortes. 
A coleta de amostras para os ensaios de compactação e ISC deve ser realizada simultaneamente à 
coleta das amostras para os ensaios de caracterização, orientada pelas informações geológicas e de 
classificação expedita no campo, objetivando a máxima economia de trabalho. Deve ser realizado 
um mínimo de nove ensaios para cada tipo previsto. 
No caso de ocorrerem, num mesmo trecho, em zonas de corte ou de aterro, pequenas extensões não 
consecutivas, porém próximas, do mesmo tipo de solos, estas devem ser tratadas conjuntamente, 
como se fossem contíguas, a fim de permitir a realização do número mínimo recomendado para a 
análise estatística de resultados de ensaios. 
No estudo dos empréstimos laterais situados em zona de corte e destinados exclusivamente ao corpo 
do aterro, pode-se dispensar a execução do Índice de Suporte Califórnia, bastando os ensaios de 
caracterização e compactação, sendo os ISC estimados por comparação com os valores obtidos para 
os mesmos tipos de solos na fase de estudo ao longo do eixo. 
 Empréstimos fora da faixa de domínio 
Os estudos dos empréstimos fora da faixa de domínio devem ser procedidos de modo idêntico aos já 
expostos, devendo ser levadas em consideração as informações geológicas e de classificação 
expedita no campo, objetivando a economia de trabalho. 
Manual de Implantação Básica de Rodovia 
 
185 
MT/DNIT/IPR 
 Areais e pedreiras 
 Areais 
Nos depósitos de areia devem ser feitos os seguintes ensaios: granulometria; teor de matéria 
orgânica e equivalente de areia. 
 Materiais pétreos 
Nas ocorrências de materiais pétreos (pedreiras) devem ser feitos os seguintes ensaios: abrasão los 
angeles; adesividade; durabilidade; ensaio de lâmina (para rochas basálticas); difração ao raio X 
(para rochas basálticas); e índice de forma. 
No estudo dos materiais pétreos, deve ser observado o que recomenda a Norma ABNT NBR 06490, 
para reconhecimento e amostragem, para fins de caracterização das ocorrências de rochas. 
De preferência, para não criar novos pontos de agressão ao meio ambiente, devem ser usadas 
pedreiras comerciais que já disponham de licença ambiental. 
No caso de materiais lateríticos, devem ser realizados ensaios para determinação da relação sílica-
sesquióxido. 
 Ensaios específicos 
 Família de curvas de compactação 
 Para cada grupo de solos selecionados para análise estatística, deve ser estudada e 
apresentada uma família de curvas de compactação, com a energia adotada, objetivando 
facilitar o controle de compactação na fase de execução, cuja apresentação está indicada no 
estudo de cortes, incluindo o subleito. 
 Estudo especial do ISC 
Para o caso de empréstimos destinados às camadas do topo do aterro e à substituição das camadas 
definidas de cortes, deve ser realizado, para cada tipo de solo, o ensaio completo do ISC, idêntico 
ao exigido para estudo de cortes, incluindo o subleito. 
 
Manual de Implantação Básica de Rodovia 
 
186 
MT/DNIT/IPR 
 Densidade "in situ" 
Visando o empolamento do material após escavação, devem ser realizados, em cada empréstimo 
indicado no projeto, no mínimo, cinco ensaios de densidade ―in situ‖. 
 Análise estatística 
Para cada empréstimo, tomando como base o respectivo quadro-resumo de ensaio, deve ser feito o 
grupamento de solos, como previsto para cortes incluindo o subleito; e para cada um dos tipos ou 
grupos dos tipos obtidos, deve ser feita uma análise estatística dos valores de limite de liquidez, 
índice de plasticidade, umidade ótima, massa específica aparente máxima seca, ISC, expansão e 
umidade natural. 
A análise estatística tem procedimento análogo à da realizada para corte, incluindo o subleito. 
Organiza-se, para cada tipo de solo do empréstimo estudado, o quadro correspondente à Análise 
Estatística