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SEMANA 1 - CONCEITOS BÁSICOS EM FONÉTICA E FONOLOGIA
Fonologia e a Fonética: Ambos os termos têm origem na palavra grega que significa “som”.
FONOLOGIA se volta mais para aspectos funcionais, comportamentais e organizacionais dos sons.
FONÉTICA se volta mais para os aspectos físicos e fisiológicos.
FONÉTICA: compreende o estudo de três características principais dos sons da fala, como são:
· PRODUZIDOS - Fonética articulatória (estuda os sons do ponto de vista fisiológico, descrevendo e classificando-os.)
· PERCEBIDOS - Fonética auditiva (centraliza seus estudos na percepção do aparelho auditivo.)
· CONSTITUÍDOS FISICAMENTE - Fonética acústica (leva em conta as propriedades físicas do som, explicando como os sons da fala chegam ao aparelho auditivo.)
Aparelho fonador consiste de três grupos de órgãos do corpo humano:
1. Sistema respiratório: pulmões, músculos pulmonares, brônquios e traqueia.
2. Sistema fonatório: laringe (onde estão os músculos estriados, chamados de pregas ou cordas vocais, que abrem ou fecham a glote); (é a repetição do ciclo de abertura e fechamento da glote)
	Ativo: se movimenta.
	Passivo: não se movimenta.
3. Sistema articulatório: faringe, língua, nariz, palato, dentes, lábios.
Parâmetros articulatórios das CONSOANTES
1. Modo/Maneira de articulação: modos de resistência na passagem da corrente de ar no interior do trato vocal.
2. Ponto/Lugar de articulação: onde se dá algum tipo de resistência na passagem da corrente de ar.
3. Vozeamento: ação das pregas vocais
Modos de articulação das consoantes
As consoantes são classificadas quanto a: modo articulatório, ponto articulatório e vozeamento.
Oclusivas: a passagem do ar é obstruída totalmente na cavidade oral. (T)
Nasais: a passagem do ar ocorre totalmente pela cavidade nasal. (N)
Fricativas: a passagem do ar é obstruída parcialmente na cavidade oral. (S)
Africadas: há obstrução total seguida por obstrução parcial da passagem do ar na cavidade oral. (TI)
Tepe: há obstrução breve e pontual da passagem de ar na região dos alvéolos. (RA)
Vibrante: há sucessão rápida de fechamento e abertura da passagem de ar na região dos alvéolos. (RR)
Retroflexa: resistência parcial à passagem de ar através da curvatura da ponta sobre o corpo da língua. (R puxado)
Lateral: há simultaneamente fechamento frontal e abertura lateral à passagem de ar na cavidade oral. (LA)
Tabela: bilabial, labiodental, dental, alveolar, álveo palatal/pós-alveolar, palatal, velar, glotal
PRODUÇÃO DAS VOGAIS
· Altura da língua 
Vogal alta: [i, u]
Vogal média-alta: [e, o]
Vogal média-baixa: [é, ó]
Vogal baixa: [a]
· Avanço/recuo da língua 
A. Vogal anterior: [i, e, é]
B. Vogal central: [a]
C. Vogal posterior: [u, o, ó]
· Configuração dos lábios
Vogais não arredondadas: [a, é, e, i]
Vogais arredondadas: [ó, o, u]
Posição do véu palatino: aberto ou fechado. 
Vogais orais: [i, e, é, a, o, u]. São produzidos com a passagem nasofaríngea fechada
Vogais nasais: [i ,e, o, u ]. São produzidas com a passagem nasofaríngea parcialmente aberta.
· FONÉTICA: Compreende o estudo de características físicas e fisiológicas (produção e percepção) dos sons.
		Fones: unidades da materialidade fônica que constitui a fala.
· FONOLOGIA: compreende o estudo de aspectos funcionais e organizacionais dos sons.
		Fonemas: unidades formadas por significantes que constituem o sistema fônico da língua.
Transcrição fonética: representa a realização dos segmentos que ocorrem na fala.
Transcrição fonológica: representa o segmento que tem valor distintivo na língua.
Fonema: Unidade distintiva da língua.
1. Realidade fonética: os sons que pertencem ao mesmo fonema compartilham propriedades fonéticas; 
	Os fonemas que pertencem à mesma classe compartilham propriedades fonéticas chamadas de 		traços distintivos.
	“[s]elo” e “[z]elo” são duas palavras distintas e diferem entre si quanto aos fonemas /s/ e /z/.
	/s/ e /z/: compartilham os traços de modo e ponto articulatório e diferem apenas quanto ao traço de 		vozeamento. E formam um par mínimo.
	Um mesmo fonema pode compartilhar fones diferentes a depender do contexto em que ocorre: são os 	alofones.
	Quando a realização do fone depender do contexto, ou seja, das características estruturais, é 			variação condicionada.
	Quando a realização do fone depender de fatores sociais, como idade, sexo/gênero, lugar, é variação livre.
	Neutralização: a realização de fonemas não gera distinção de significado de palavras. Perda da oposição 	fonológica, se observa quando ocorre variação entre fones que pertencem a fonemas distintos.
2. Realidade fonológica: a soma de propriedades fonéticas que têm função distintiva; 
3. Realidade psicológica: realidade mental relativa à intenção do falante e à percepção do ouvinte.
Podemos afirmar que a fonética compreende o estudo de três características principais dos sons da fala: como são produzidos, como são percebidos e, fisicamente, como são constituídos. Essas características são chamadas, por sua vez, de fonética articulatória, fonética auditiva e fonética acústica. 
Sendo assim, assinale a alternativa que apresenta o aparelho responsável pela produção dos sons da fala.
Aparelho fonador. 
A produção das consoantes segue parâmetros articulatórios de classificação, como o modo ou a maneira de articulação (modos de resistência na passagem da corrente de ar no interior do trato vocal), o ponto/lugar de articulação (onde se dá algum tipo de resistência na passagem da corrente de ar) e o vozeamento (ação das pregas vocais). 
SEMANA 2 - CONSOANTES DO PORTUGUÊS BRASILEIRO: CARACTERÍSTICAS FONÉTICAS
Características fonéticas das consoantes
Vozeamento:
Glote aberta: a consoante será surda. O ar passa livremente entre as pregas vocais e não gera vibração.
Glote fechada: a consoante será sonora. O ar passa com obstáculos entre as pregas vocais e gera vibração.
A partir da posição assumida pelo articulador ativo em relação ao passivo, levando em conta como e em que grau a passagem de ar é limitada pelo aparelho fonador, os segmentos consonantais são classificados.
Classifique as consoantes destacadas nos vocábulos abaixo.
BAR, BANHEIRO, CHÁ, MARRENTO, MAR
Oclusiva, nasal, fricativa, vibrante e retroflexa
Para descrevermos os sons produzidos por nós, seres humanos, precisamos levar em consideração o mecanismo da corrente de ar, sendo raras as exceções a esse respeito, como o ranger dos dentes. Por sua vez, a corrente de ar pode ser pulmonar, glotálica ou velar, sendo que a glotálica não ocorre na língua portuguesa.
I. Os segmentos consonantais do português são produzidos com o mecanismo de corrente de ar pulmonar.
II. O mecanismo de ar velárico ocorre no português em algumas exclamações de deboche e negação.
V. Os segmentos consonantais do português são produzidos com a corrente de ar egressiva.
É correto o que se afirma em: I, II e V, apenas
Em sons com a corrente de ar egressiva, o ar se dirige para fora dos pulmões e é expelido por meio da pressão exercida pelos músculos do diafragma.
Em sons com a corrente de ar ingressiva, o ar se dirige de fora para dentro dos pulmões, como se estivéssemos engolindo o ar, não ocorrendo no português.
A localização dos articuladores passivos está na mandíbula superior, exceto o véu palatino, que se encontra na parte posterior do palato. No rol de articuladores passivos, temos os dentes, o lábio superior e o céu da boca, que se divide em palato duro, alvéolos, palato mole (véu palatino) e úvula.
I. A posição do articulador ativo em relação ao passivo define o lugar de articulação de alguns segmentos consonantais, como em "cá", "cela" ou "sela".
II. O véu palatino pode vir a atuar tanto como articulador ativo, quando na produção de segmentos nasais; como passivo, na articulação de segmentos velares.
É correto o que se afirma em: I e II, apenas
O véu palatino pode atuar como articulador ativo (na produção de segmentos nasais) ou como articulador passivo (na articulação de segmentos velares). 
Articuladores ativos: movimentam-se em direção ao passivo, são o lábio inferior,a língua, o véu palatino ou palato mole e as cordas vocais.
Articuladores passivos: localizam-se no maxilar – lábio superior, dentes superiores, ‘céu da boca’ - que se divide em alvéolos, palato duro, palato mole ou véu palatino e úvula.
SEMANA 3 - Características do sistema consonantal do Português Brasileiro
• Fones: unidades da materialidade fônica que constitui a fala.
[dZia] ~ [dia]
representa a realização dos segmentos da fala.
• Fonemas: unidades formadas por significantes que constituem o sistema fônico da língua.
/dia/
representa o segmento que tem valor distintivo na língua.
Consoantes oclusivas
Formam pares mínimos: o traço distintivo é vozeamento.
Bilabiais, alveolares e velares
✓ Alofonia de palatalização de oclusivas alveolares: As africadas são fones das oclusivas alveolares.
Alofonia de palatalização
Variação: Contextos fonológicos e regiões geográficas.
• Diante de [ i, ɪ ], em São Paulo.
• Diante de / i /, mas não diante de [ ɪ ] em Curitiba.
• Precedidas de / i /, em Sergipe.
• Precedidas de ditongo que termina em [ i ], em Natal.
Consoantes fricativas
Formam pares mínimos: o traço distintivo é vozeamento.
✓ Ocorre neutralização em fim de sílaba: entre alveolares e alveopalatais.
[s] e [S]: ocorrem quando seguidas por consoante surda.
[z] e [Z]: ocorrem quando seguidas por consoante sonora.
Fricativas, vibrante e tepe
Velares [x, ] e glotais [h, ] são variantes da vibrante [r] em início de sílaba ou variantes do tepe [R] em fim de sílaba. 
A letra “r” e o dígrafo “rr” representam a fricativa velar, cujo símbolo fonético é [x], em palavras como: “rota” (“r” em início de palavra), “honra” e “guelra” (“r” em início de sílaba precedido de consoante em outra sílaba), “guerra” e “carreta” (“rr” entre vogais).
A letra “r” representa o tepe em palavras como: “prato” (“r” em encontro consonantal), “parto” (“r” em fim de sílaba) e “careta” (“r” entre vogais). 
Consoantes nasais
Formam pares mínimos: o traço distintivo é ponto articulatório.
Neutralização: perda da relação de oposição entre /m/ e /n/ em fim de sílaba. É representada por /N/, arquifonema nasal. Há assimilação do ponto de articulação da consoante da sílaba seguinte, ocorrendo o alofone [N]. 
Alofonia da nasal palatal
Variação livre entre os pares [ , n ] para falantes de Belém do Pará e entre os pares [ , y  ] para falantes do Sudeste.
Consoantes laterais
As consoantes laterais formam pares mínimos. O traço distintivo é o ponto articulatório.
Ocorre alofonia da lateral palatal. Há variação livre entre os pares [, l] ou entre os pares [ l , y ].
O fonema /  / representa os alofones [, l, y]
Ocorre alofonia da lateral alveolar em fim de sílaba. A lateral se realiza como semivogal [w]: vocalização. A lateral se torna velarizada [ l ]: velarização. A lateral se realiza como um tepe retroflexo [  ]: roticização. Essa variação entre [ l,  , ] depende da origem geográfica do falante. 
Interpretação de erros ortográficos no uso de consoantes
A ortografia consiste de um conjunto convenções que definem como palavras de uma dada língua serão representadas por meio de sistemas de escrita. Essas convenções foram estabelecidas ao longo da história da escrita de cada língua.
A língua portuguesa e a língua inglesa, por exemplo, usam o alfabeto, um sistema de escrita fonográfico, mas diferem quanto às convenções ortográficas, que definem como consoantes e vogais de cada língua são representadas graficamente.
Distinção importante: convenções ortográficas e sistema de escrita alfabético
As convenções ortográficas têm regularidades de três tipos.
1. Regularidades diretas: relação letra-som é direta.
Ex.: “p” = [p] “pato”; “b” = [b] “bato”.
2. Regularidades contextuais: o contexto na palavra define qual letra/dígrafo usar.
Ex.: “r” ou “rr” = [x] “honra”, “guerra” “r” = [R] “prato”, “parto”.
3. Regularidades morfológicas: grafias definidas pelo tipo de morfema.
Ex: “-esa” [eza] = sufixo feminino “francesa”; “-eza” [eza] = sufixo formador de substantivo abstrato derivado de adjetivo “beleza”.
Regularidades e erros ortográficos
Erros ortográficos ocorrem mesmo quando há regularidade direta na relação letra-som: trocas surdas-sonoras.
Ocorrem trocas entre letras que representam oclusivas e fricativas: uso da letra que representa consoante sonora quando a ortografia prevê a consoante surda. 
Regularidades ortográficas contextuais
A estrutura fonológica é a chave para definir qual letra ou dígrafo deve ser empregado. 
É importante ter o conhecimento dos contextos que definem o som que a letra representa. 
Irregularidades e erros ortográficos
O erro acontece por haver duas possibilidades ortográficas de representação da consoante como em G/J ou S/Ç/C/SS, só se evita esse tipo de erro com o estudo da escrita, pois não podem se distinguir na fala.
Erros ortográficos e variação linguística
A palatal lateral apresenta variação livre entre [ , l ] ou entre [ l , y ] e gera erros ortográficos.
Em contexto de encontro consonantal, a variação entre lateral alveolar e tepe (e vice-versa) é fonte de erros ortográficos.
Na palavra “manha”, o dígrafo “nh” pode representar uma nasal palatal ou uma nasal alveolar palatalizada no dialeto de Belém do Pará. 
Nas palavras “sonho”, “lenha” “vinho” e “banho”, o dígrafo “nh” pode representar uma nasal palatal ou uma vogal alta nasalizada no dialeto de São Paulo ou de Belo Horizonte, dialetos do sudeste. Esse mesmo dígrafo pode representar uma nasal palatal ou uma nasal alveolar palatalizada em Belém do Pará, um dialeto do norte brasileiro. 
A língua constitui um sistema linguístico compartilhado por todos os seus falantes; por sua vez, a fala expressa as idiossincrasias particulares de cada falante. Em termos fonéticos/fonêmicos podemos dizer que a fonêmica-língua e a fonética-fala são termos relacionados. 
A fonêmica relaciona-se à língua por definir um sistema sonoro compartilhado em princípio com todos os falantes. 
Caso pares mínimos não sejam diagnosticados para um grupo de sons em determinadas línguas, temos a caracterização de dois segmentos como fonemas distintos pelo contraste em ambiente análogo. Por conseguinte, quando duas palavras ocorrem em ambientes similares, acabam por caracterizar o contraste em ambiente análogo, desde que essas diferenças entre os sons não sejam atribuídas a sons vizinhos.
A partir dessas informações, assinale a alternativa que ilustra a caracterização de dois segmentos como fonemas distintos pelo contraste em ambiente análogo.
	a.
	Sambar e zombar. CORRETA
	b.
	Catequizar e catequese. ERRADA
	c.
	Caçar e assar. ERRADA
	d.
	Asa e casa. ERRADA
	e.
	Comer e amar. ERRADA
Objetivos centrais da fonêmica, conversão da linguagem oral em código escrito, vozeamento.
Alofones, alofonia posicional, variantes livres.
Produção de vogais, vibração das cordas vocais, vogais arredondadas.
SEMANA 4 - CARACTERÍSTICAS FONÉTICAS DAS VOGAIS DO PORTUGUÊS BRASILEIRO
Fonética articulatória: Características da produção ou articulação das vogais pelo aparelho fonador.
Todas as vogais são sonoras, elas sempre causam vibração das cordas vocais.
A língua também tem um papel central na articulação das vogais.
Parâmetros articulatórios de classificação:
1. Altura da língua 
2. Avanço/recuo da língua 
3. Configuração dos lábios
· ALTURA DA LÍNGUA:
Vogal alta: [i, u] 
Vogal média-alta: [e, o] 
Vogal média-baixa: [é, ó] 
Vogal baixa: [a]
· AVANÇO/RECUO DA LÍNGUA:
Vogal anterior: [i, e, é] 
Vogal central: [a] 
Vogal posterior: [u, o, ó]
· CONFIGURAÇÃO DOS LÁBIOS
Vogais não arredondadas: [a, é, e, i] 
Vogais arredondadas: [ó, o, u]
Alofones vocálicos ocorrem em sílabas átonas. Não ocorrem vogais médias-altas [é, ó] em sílabas átonas finais.
Ditongo: é sequência de vogais na mesma sílaba. 
Hiato: é sequência de vogais, sendo cada vogal em uma sílaba. 
“sai” [sai] x “saí” [sa-í]		 “saudade”[sau-da-de] x “saúde” [sa-ú-de] 
Tipos de ditongo: definidos pela localização da semivogal. 
Semivogais (ou glides) são vogais que não ocupam o centro da sílaba,está a margem: [I] e [U].
Ditongo crescente: semivogal – vogal = “pia”, “sério”, “série”, “tênue”, “árdua”, “vácuo”
Ditongo decrescente: vogal – semivogal = “pai”, “rei”, “réis”, “boi”, “mói”, “fui”, “pau”, “seu”, “céu”, “vou”, “viu”
VOGAIS: ORAIS E NASAIS
Posição do véu palatino:
Fechado (oral) - [i, e, é, a, ó, o, u].
Aberto (nasal) - [~i, ~e, ã, õ, ~u]
· Diferentes sons, porém, as mesmas palavras
· Ditongos nasais são sempre decrescentes
· Ditongos decrescentes orais podem ser nasalizados
Os ditongos são tratados, fonologicamente, como uma sequência de segmentos. Nessa interpretação, temos uma sequência de uma vogal e, o outro, como uma semivogal, um semi-vocoide, uma vogal assilábica ou uma glide.
Por consequência, do ponto de vista fonético, o que caracteriza um segmento como vocálico ou consonantal é:
O fato de haver ou não obstrução da passagem da corrente de ar pelo trato vocal.
Os lábios podem estar estendidos/distensos ou, ainda, estarem arredondados durante a articulação de determinado segmento vocálico. Esses parâmetros, aliás, revelam-se suficientes para a descrição de qualquer segmento vocálico. 
Nesse sentido, associe os itens a seguir.
( II. Café, cipó e chá) Média baixa ou média aberta, média baixa ou média aberta, baixa ou aberta.
( I - Urubu, vovó e urupês) Alta ou fechada, média baixa ou média aberta, média alta ou média fechada.
( III. Piqui, café e avô) Baixa ou aberta, média baixa ou média aberta, média alta ou média fechada.
( IV. Paraná, vi e jacu) Baixa ou aberta, alta ou fechada, alta ou fechada.
A sílaba pode ser explicada em termos do mecanismo de corrente de ar pulmonar. Na produção do mecanismo de corrente de ar pulmonar, o ar não é expelido pelos pulmões com uma pressão constante e regular.
I. A sílaba é interpretada como um movimento de força muscular que se intensifica, atingindo um limite máximo, após o qual ocorre a redução progressiva.
II. Cada contração e jato de ar expelido pelos pulmões constitui a base de uma sílaba.
IV. A sílaba é constituída de três partes: uma parte nuclear (pico), que é obrigatória e preenchida por um segmento vocálico; e duas periféricas, preenchidas por segmentos consonantais.
Na descrição dos segmentos vocálicos, a altura da língua representa a dimensão vertical ocupada pela língua dentro da cavidade bucal, havendo um ponto alto em oposição a um ponto baixo, podendo, entretanto, haver alturas intermediárias.
Com base no exposto, assinale a alternativa com o nível que devemos considerar na descrição do português.
Alta, média alta, média baixa e baixa.
Na produção de um segmento vocálico, a passagem da corrente de ar não é interrompida na linha central e, portanto, não há obstrução ou fricção no trato vocal.
Nesse sentido, é correto afirmarmos que segmentos vocálicos são descritos levando em consideração aspectos como:
Posição da língua em termos de altura, anterior/posterior e arredondamento ou não dos lábios.
SEMANA 5 – VOGAIS DO PORTUGUÊS BRASILEIRO
SISTEMA VOCÁLICO
As vogais podem ter relação de oposição ou de variação entre si. Essas relações se definem pela tonicidade da sílaba. 
Em sílaba tônica, observamos os fonemas vocálicos. 
Em sílabas átonas, encontramos os alofones vocálicos.
1. Tônicas:
“s[e]co” : “s[E]co”
2. Pretônicas:
“m[e]nino” ~ “m[I]nino” ~ “m[E]nino”
3. Postônicas não finais:
“tráf[e]go” ~ “tráf[I]go” ~ “tráf[E]go”
4. Postônicas finais:
“doc[e]” ~ “doc[I]”
VOGAIS TÔNICAS
Posição tônica: ficam explícitos os traços distintivos das vogais e se definem os sete fonemas vocálicos do PB.
VOGAIS PRETÔNICAS
Posição pretônica: há neutralização entre médias-altas /e, o/ e médias-baixas /E, ó/. Só ocorrem [e, o] em dialetos do sul e sudeste. (pronuncia-se: béleza e móleza)
Alçamento vocálico: as vogais médias-altas /e/ e /o/ podem ser realizadas, respectivamente, como altas [I] e [U]. (pronuncia-se: custume e avinida)
Assimilação entre vogais: harmonização vocálica.
Assimilação entre vogal e consoante: redução vocálica.
Abaixamento vocálico: as vogais médias-altas /e/ e /o/ se realizam, respectivamente, como médias-baixas [E] e [ó] no Nordeste. (pronuncia-se: córação e ménino)
O abaixamento pode ser resultado de assimilação do traço [baixo] da vogal tônica pela vogal pretônica: harmonização vocálica.
VOGAIS POSTÔNICAS NÃO FINAIS
Posição postônica não final: há neutralização entre médias-altas /e, o/ e médias-baixas /E, ó/ entre falantes de diferentes dialetos. (pronuncia-se: péroola e númeero)
E entre médias-altas /e, o/ e altas /i, u/ para falantes de mesmo dialeto. 
Síncope vocálica: São as vogais postônicas podem ser apagadas.
Condições para haver o processo: a consoante da sílaba em que a vogal foi apagada pode ser ressilabificada.
· Omissão da consoante R ou L como em:
Árvore – Árvre	Óculos – Óclus
· Omissão da vogal, como em:
Fricativa: pêssego – pêsgo
Nasal: número – númro
Rótico: córrego – corrgo
VOGAIS POSTÔNICAS FINAIS
Posição postônica final: há neutralização entre as altas /i, u/ e médias-altas /e, o/ e médias-baixas /é, ó/
Quando a sílaba terminar por consoante, ocorre a vogal média-alta /e/, mas essa vogal se realiza [I], quando houver queda das consoantes /R/ ou /N/ do fim de sílaba. (revólver – revolvi)
Vogais nasais
Não ocorrem as vogais /E, ó/ em contexto nasal. Ocorrem cinco fonemas vocálicos. Dois tipos de nasalidade em Português: 
· Nasalidade transmitida à vogal por uma consoante nasal na mesma sílaba: função distintiva. Representação: vogal e /N/.
· Nasalidade transmitida à vogal por uma consoante nasal na sílaba seguinte: (1) obrigatória em sílaba tônica e (2) opcional em sílaba pretônica seguida por [m, n].
Ditongos nasais
Há ditongos nasais fonéticos quando a sílaba for tônica e tiver uma nasal. Fonologicamente são: vogal e /N/
Os ditongos nasais fonológicos são duas vogais e o traço nasal. São tônicos na maioria. Os ditongos átonos podem sofrer redução.
ORTOGRAFIA
A ortografia consiste de um conjunto convenções que definem como palavras de uma dada língua serão representadas por meio de sistemas de escrita.
A língua portuguesa é escrita com o alfabeto, um sistema de escrita fonográfico e são as convenções ortográficas que definem como consoantes e vogais de cada língua são representadas por letras ou dígrafos, que são combinação de letras. Para as vogais, não existem dígrafos na escrita do português.
Regularidades:
· Regularidades diretas: relação letra-som é direta. 
Ex.: “a” = [a] “p[a]to”; “u” = [u] “uva”.
· Regularidades contextuais: o contexto na palavra define qual letra usar. 
Ex.: “u” = [u] “bambu”, quando a sílaba for tônica, 
Mas “o” = [U] “bambo”, quando a sílaba for átona.
· Regularidades morfológicas: grafias definidas pelo tipo de morfema. 
Ex: “-u” [U] = sufixo de terceira pessoa do singular no pretérito perfeito do indicativo. “cantou”, “bebeu”, “partiu”
As convenções ortográficas unificam como palavras são representadas na escrita, mas não unificam formas de falar as palavras. Na fala, há variação a depender da idade das pessoas, do local onde vivem, dos seus papéis sociais, dentre vários outros aspectos.
Mas a forma de escrever seguirá uma convenção, portanto, não escrevemos como falamos.
VOGAIS ANTERIORES E RELAÇÃO LETRA-SOM
· A letra I representa: o fone [i] em sílaba tônica: “apito”; os fones [i ~ I] em sílaba pretônica ou postônica: “amizade”.
· A letra E representa: os fones [e] e [E] em sílaba tônica: “letra”, “leve”; os fones [e ~ I] em sílaba pretônica e postônica; os fones [e ~ E ~ I] sílaba pretônica e postônica não final
· A letra U representa: o fone [u] em sílaba tônica: “uva”; os fones [u ~ U] em sílaba pretônica ou postônica: “cédula”
· A letra O representa: os fones [o] e [ó] em sílaba tônica: “oba”, “pote”; os fones [o ~ U] em sílaba pretônica e postônica
SISTEMATIZAÇÃO DA RELAÇÃO LETRA-SOM 
Relação entre grafemas (escrita), fones (fala) e fonemas (língua) vocálicos no contexto de sílaba átona com exemplos para variedade paulista
O acento tônico é distintivo no português, ou seja, tem por objetivo diferenciar vocábulos. Nessesentido, podemos encontrar vários pares de palavras que ilustram a oposição fonêmica, por exemplo, entre o acento na vogal final e o acento na penúltima vogal.
Nesse sentido, analise as afirmativas a seguir.
I. Vários pares de palavras oxítonas e paroxítonas ilustram a oposição fonêmica, por exemplo, entre o acento na vogal final — ou seja, palavras oxítonas — e o acento na penúltima vogal, ou seja, palavras paroxítonas, como em cera/será, cara, cará etc. 
II. A oposição do acento paroxítono e proparoxítono é sempre demonstrada em palavras de categorias morfológicas diferentes, como um substantivo e um verbo, por exemplo — fabrica/fábrica, duvida/dúvida, sabia/sábia. 
IV. Podemos mencionar como exemplos que contrastam “acentualmente” palavras paroxítonas e palavras proparoxítonas, de uma mesma categoria gramatical, as palavras Paris/pares, e Tonico/tônico. 
Nas transcrições fonêmicas, cada segmento vocálico é, obrigatoriamente, representado por um dos fonemas /i, e, ɛ, a, ɔ, o, u/. Tratando-se da análise do sistema vocálico do português, devemos levar em conta a posição do segmento vocálico em relação ao padrão acentual.
I. ( V ) Tratando-se da análise do sistema vocálico do português, a ocorrência de vogais médias /e, o, ɛ, ɔ/ precisa ser considerada em relação às demais vogais da palavra.
II. ( V ) Os glides, ou vogais assilábicas, ocorrem apenas com as vogais altas /i, u/ átonas e podem anteceder ou seguir outra vogal.
médias /e, o, ɛ, ɔ/ tônicas e podem anteceder ou seguir outra vogal.
IV. ( V ) As vogais assilábicas do português relacionam-se apenas aos fonemas /i, u/.
V. ( V ) As vogais médias seguidas de consoantes nasais são vogais médias abertas /ɛ, ɔ/.
O primeiro passo para a análise fonêmica das vogais é identificar os pares mínimos para os pares suspeitos de SFS (Sons Foneticamente Semelhantes). Em seguida, identifica-se a alofonia vocálica.
I. Dentre os parâmetros de identificação dos pares suspeitos para SFS, as vogais distinguem-se por apresentarem apenas uma propriedade articulatória. 
II. Ao serem encontrados pares mínimos para os pares i/e; e/ɛ; ɔ/o; o/u; caracterizamos esses segmentos como fonemas. 
III. São fonemas vocálicos do português os segmentos /i, e, ɛ, ɔ, o, u/. 
V. O fonema /a/ distingue-se dos demais segmentos vocálicos do português por apresentar mais de uma propriedade articulatória. 
O valor acentual de uma vogal é estabelecido em caráter contrastivo com as demais vogais que tenham proeminência acentual, ou seja, as vogais pretônicas e postônicas. Isso porque a proeminência acentual está relacionada diretamente ao volume sonoro, dependendo, em algumas línguas, da duração da sílaba.
I. ( V ) Uma vogal tônica deve ser marcada por um valor acentual ɜ.
II. ( F ) Ao marcarmos uma vogal tônica com o valor 1, estamos expressando a proeminência acentual três vezes maior que a unidade.
III. ( V ) A unidade com o valor 1 caracteriza a proeminência textual pretônica.
IV. ( F ) As vogais postônicas, sejam finais ou não, têm a proeminência acentual 3.
V. ( V ) No vocábulo habilidade /a b i l i d a d e/, as vogais pretônicas têm valor 1, a vogal tônica tem valor 3 e a vogal postônica tem valor 0.
A ocorrência de /e/ é mais restrita do que /i/, em função de, em primeiro lugar, no português, o fonema /e/ não ocorrer como parte assilábica de ditongo (essa categoria é restrita a /i, u/. Depois, o fonema /e/ não ocorre seguido de consoante nasal. Os contextos de alofonia de /e/ são em maior número do que os contextos apresentados para a alofonia de /i/. 
SEMANA 6 - Características da sílaba do Português Brasileiro
Definição
SÍLABA é uma unidade da fala estudada de perspectivas fonéticas e fonológicas.
Perspectivas fonéticas: análise de como as sílabas são produzidas. 
Perspectivas fonológicas: análise de características estruturais, simbólicas e cognitivas da sílaba.
1. Estrutura linear;
2. Estrutura não-linear;
Sílabas: Principais tipos
V: apenas uma vogal no ápice, como “é” /E/ , “e” /e/, “há” /a/.
CV: uma consoante no aclive e uma vogal no ápice, como “pá” /pa/.
	Não ocorrem três consoantes em início de palavra #_V: / ɾ , ɲ, ʎ /, exceto 	empréstimos em “nhoque”, “lhama”.
CCV: duas consoantes no aclive e uma vogal no ápice, como “clave” /kla/, “crava” /kRa/. 
	As sequências /tl/ e /vɾ/ ocorrem apenas em meio de palavra; /vl/ ocorre apenas em 	empréstimos; /dl/ não ocorre. A lateral pode sofrer rotacismo: /bl/oco > [bɾ]oco. O 	tepe pode sofrer metátese: “vi/dɾ/o” > “[vɾ]ido”.
CVC: uma consoante no aclive e outra no declive, além da vogal no ápice, como “paz”, “par”, “mal”, “bem”.
	No fim de sílaba, ocorrem quatro segmentos consonantais: /l, S, R, N/. Os 	arquifonemas /S, R, N/ são representação da neutralização: entre consoantes 	fricativas /S/, róticos /R/ e nasais /N/, já estudadas. Todas essas sílabas CVC 	ocorrem em início, meio e fim de palavra. A lateral sofre alofonia posicional: 	vocalização “sa[w]”, velarização “sa[ɫ]” ou roticização “sa[]”. 
CVV: uma consoante no aclive seguida de duas vogais, sendo uma no ápice e outra no declive nos ditongos decrescentes “pai”; é o inverso nos crescentes “pia”.
	Os ditongos são sequências de vogal e semivogal (decrescente: “pai”), ou semivogal 	e vogal (crescente: “pia”). Como interpretar sílabas com ditongos como “pai” e “pau”: 	CVC ou CVV? Resposta: analisar semivogais como V e, portanto, a sílaba é CVV.
Relação entre características da sílaba e processos segmentais
Ressilabação
Processos de reestruturação de sílabas ocorrem quando são alteradas as sílabas em fim de palavras.
Entre consoante e vogal
Processos de reestruturação da coda da sílaba em uma fronteira entre palavras (#). Nesse processo, a fronteira de palavra se apaga na fala. CVC # V > CV.CV
Entre vogais
Processos de reestruturação de sílabas entre vogais são classificados a partir de dois critérios:
i. Tipos de vogais envolvidas: se ambas iguais ou se diferentes entre si;
ii. Possibilidade de haver ou não apagamento de uma das vogais.
• Degeminação: quando as vogais são iguais (V1=V2), a vogal postônica final é apagada e há reestruturação das sílabas de modo que se configura uma nova sílaba. (Aluna africana)
• Elisão: quando as vogais são diferentes (V1V2), a vogal postônica final é apagada e há reestruturação das sílabas de modo que aparece uma nova sílaba. (Aluna uruguai = alunuruguaia)
• Ditongação: quando as vogais são diferentes (V1V2) e há a reestruturação das sílabas sem apagamento das vogais, de modo que se configura uma nova sílaba. (Aluno africano)
Na palavra “banho”, o dígrafo “nh” pode representar uma nasal palatal ou uma nasal alveolar palatalizada no dialeto de Belém do Pará. 
Uma consoante que também ocorre em posição final de sílaba é o fonema /l/ que, em início de sílaba (leve, lata), ou quando precedido de consoante na mesma sílaba (atlas, plano), manifesta-se foneticamente como uma consoante lateral alveolar (ou dental) em qualquer dialeto do português.
Nesse sentido, pode-se afirmar que:
Em posição final de sílaba (cal, lateral), o fonema /l/ pode ocorrer como uma lateral alveolar (ou dental) velarizada ou, ainda, sofrer vocalização. 
Pode-se afirmar que os segmentos consonantais são opcionais, sendo representados por C. O núcleo da sílaba, por sua vez, é um constituinte obrigatório, sendo representado por V. O glide, que é opcional, é representado por V.
I. As consoantes preenchem as partes periféricas da sílaba, podendo ser pré-vocálicas (quando ocorrem antes da vogal) ou pós-vocálicas (quando ocorrem após a vogal). V
II. Quando uma consoante ocorre precedendo a vogal, temos uma sílaba CV, e a consoante pode ser qualquer um dos dezenove fonemas consonantais da língua portuguesa.
Em todos os dialetos do português, haverá o contraste fonêmico em posição intervocálica entre o r-fraco e o R-forte, tal qual em "caro/carro". Esse contraste pode manifestar-se pelo número de vibrações da língua na articulação do segmento consonantal: vibrante simples, em "caro", e vibrante múltipla, em "carro".
O R-forte pode manifestar-secomo uma consoante fricativa [x, y, h, ɦ] ou como uma consoante retroflexa [ ɹ ]. 
SEMANA 7 - ACENTOS E SUAS FUNÇÕES
Acento é uma propriedade relacional entre sílabas: as sílabas podem ser tônicas e átonas.
Foneticamente, as sílabas tônicas são mais longas ou mais intensas, sendo sempre o resultado de um pulso torácico reforçado (Cagliari, 2007).
Na transcrição fonética, o diacrítico [  ] é colocado antes de todas as sílabas tônicas.
Pé métrico: unidade rítmica constituída a partir da relação de duração entre sílabas longas e breves.
É importante frisar que tonicidade e duração da sílaba são noções que não se sobrepõem necessariamente (Cagliari, 2007).
1. Ocorre queda de segmentos da sílaba átona
2. O acento gráfico é usado para indicar qual sílaba longa é a tônica, quando houver duas longas
Tipos de Acento:
1. Acento de palavra: é a sílaba tônica em uma palavra que se identifica por uma maior duração e intensidade em relação às sílabas átonas.
2. Acento de frase: é a sílaba tônica mais saliente em uma frase ou sintagma e seu
correlato principal é a variação de frequência.
Em um sintagma com duas palavras, pode haver choque entre os acentos de palavra. Esse choque é desfeito pela retração do acento de palavra à esquerda. Mantem-se o acento frasal.
( [O professor] [de balé russo] > [O professor] [de balé russo] )
Função distintiva: a posição do acento distingue palavras, suas posições são proparoxítonas, paroxítonas e óxitonas.
(3) “jaca” (fruta) x “jacá” (cesto); “cáqui” (cor) x “caqui” (fruta)
Função delimitativa: a tonicidade da sílaba delimita o vocábulo fonológico.
(1) “habilidade”: 1 acento implica 1 vocábulo fonológico
(2) “hábil idade”: 2 acentos implicam 2 vocábulos fonológicos
Relação da força das sílabas: "ME(1) NI(3) NA(0)"
grau 0, se enclíticos
grau 1, se proclíticos; 
Tipos de sílabas relevantes para acentuação:
1. Sílaba com uma vogal é breve: “me-ni-na”;
2. Sílaba com duas vogais é longa: “pai-ra”;
3. Sílaba com vogal e consoante é longa: “cor-te”.
Proparoxítonas são empréstimos do Latim e Grego na Renascença, têm a configuração de pé dátilo.
Atribuir acento à penúltima sílaba, paroxítona, quando a última sílaba da palavra terminar em vogal, é a preferência da língua pelo pé troqueu.
Paroxítonas terminadas em consoantes configuram o pé espondeu e, por isso, têm acento gráfico.
Paroxítonas com duas sílabas longas configuram o pé espondeu e, por isso, têm acento gráfico.
Quando os ditongos são átonos sofrem redução, passando à configuração de pé troqueu.
Oxítonas terminadas em vogal configuram o pé iambo.
Na derivação sufixal: há alteração na localização do acento da palavra derivada em relação ao da palavra primitiva.
“laranja” > “laranjada”; “árvore” > “arvoredo
Na composição: não há alteração de localização do acento das palavras que formam a palavra composta.
"guarda" "roupa" > "guarda-roupa"
Os sufixos flexionais de número (em 1) e gênero (em 2) não afetam à localização do acento.
1. “mesa” > “mesas”	 2. “menino” > “menina”
Nos verbos, os sufixos 1ª pessoa e 2ª pessoa do plural mudam a localização do acento da vogal da raiz para a vogal temática (em 1), mas os demais sufixos não alteram o acento (em 2).
1. “cantamos”, “cantais”; 	2. “canto”, “cantas”, “canta”, “cantam” 
Nos verbos, os sufixos do futuro do presente (em 1) e futuro do pretérito (em 2) são tônicos e, portanto, alteram a localização do acento da forma verbal flexionada.
1. “cantarei”, “cantarás”, “cantará”, “cantaremos”	2. “cantaria”, “cantarias”, “cantaria”
Posição neutra: O véu palatino é levantado e a passagem da corrente de ar através do nariz é interrompida.
Vozeamento espontâneo: Os dois principais fatores que controlam a vibração das cordas vocais são a diferença na pressão do ar abaixo e acima da glote e a configuração das cordas vocais.
Regra de redundância segmental: Todo segmento que apresenta a propriedade do traço distintivo [+alto] deverá obrigatóriamente apresentes o valor negativo para o traço baixo [-baixo]. A língua não pode estar ao mesmo tempo acima e abaixo da posição neutra, algumas regras da redundância segmental são universais, outras são específicas do português, uma delas é a de que vogais anteriores são não arredondadas.
FONOLOGIA PROSÓDICA
Caráter teórico
· Ser promovidas pesquisas sobre a configuração da hierarquia prosódica, sobre a pertinência e sobre a formalização do grupo clítico (uma constituinte entre palavra prosódica e sintagma fonológico)
Caráter empírico
· A descrião das características entoacionais de variedades do português falado no mundo
· A descrião da prosodização de clíticos do português brasileiro, identificando-se particularidades em relação ao português de outras localidades
· Desenvolver pesquisas sobre o papel da prosódia no processo de aquisição da linguagem
· Desenvolver pesquisas sobre a relação entre prosódia e escrita
A direção de recursividade sintática, isto é, a direção de construção das sentenças em português, é à direita e disso resulta que o acento frasal é associado à sílaba da palavra que ocupar a posição mais à direita na sentença.
I. Se o acento frasal não estiver localizado nessa posição, o valor do enunciado não é neutro semanticamente, mas focalizado.
III. À fonologia prosódica cabe a análise da relação entre ritmo e entonação em cada língua, em particular, bem como estabelecer comparações entre as línguas do mundo quanto a essas características.
Podemos afirmar que as linhas de investigação da fonologia prosódica abrem-se em duas grandes vertentes: uma de caráter teórico e outra de caráter empírico.
II. ( V ) Pesquisas sobre a configuração da hierarquia prosódica podem ser associadas à vertente de caráter teórico da fonologia prosódica.
III. ( V ) O estudo da pertinência e formalização do grupo clítico, um constituinte entre palavra prosódica e sistema fonológico, pode ser associado à vertente de caráter teórico da fonologia prosódica.
A regra de redundância segmental estabelece que todo segmento que apresenta a propriedade do traço distintivo [+alto] deverá, obrigatoriamente, apresentar o valor negativo para o traço [baixo], ou seja, terá a especificação [-baixo].
c. A língua não pode estar, ao mesmo tempo, acima e abaixo da posição neutra.
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