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Ilias Costa Reflexão crítica pessoal No âmbito da unidade curricular Ensino Clínico VII em enfermagem saúde mental e psiquiatria, foi proposto há elaboração de uma reflexão crítica pessoal, considerando a relevância psicoemocional, sócio profissional e de auto avaliação, dos aspetos significativos do Ensino Clínico. No decorrer desse ensino clinico foi varias experiência desenvolvidas do qual baseie para a construção da mesma, baseando nos conhecimentos que vem sido desenvolvidas ao longo do meu percurso acadêmico, pois será a minha visão nesta reflexão. E sobre os cuidados prestado em psiquiatria um dos aspectos que me despertou o interesse de pesquisar e recolher informações suficiente, que pudesse sustentar o meu argumento sobre as Atividades Ocupacionais Terapêuticas (AOT). Visto que está temática está diretamente ligada à atividade humana com o objetivo de dar ao indivíduo uma estruturação/ reestruturação do seu cotidiano e sua autonomia, gerando assim, qualidade de vida. Também permite ao profissional de saúde uma melhor observação do doente e a sua participação em atividade, assim como permite o estabelecimento de confiança entre o profissional de saúde e doente. Com isso queria entender mais sobre as AOT’s desde o seu conceito, o planeamento a sua aplicação, os seus benefícios na qualidade de vida dos utentes e o papel do enfermeiro. A doença mental e o sofrimento psíquico são fatores que isolam o indivíduo, passando a viver seu próprio mundo, partilhando-os menos com os outros Define-se AOT como atividade ou conjunto de atividades organizadas e sistemáticas que estruturam e dirigem o desempenho funcional do participante, enquadradas na relação interpessoal enfermeiro-cliente e na avaliação das necessidades humanas fundamentais (NHF), utilizando técnicas terapêuticas selecionadas e prescritas consoante o/s objetivo/s pretendido/s, com efeitos psicoterapêuticos, psicoeducacionais, psicomotricionais, psicossociais, socioterapêuticos, e espirituais, no sentido de promover, prevenir, habilitar, manter e/ou recuperar e desenvolver as habilidades da pessoa na obtenção do potencial máximo de desempenho, de autonomia e de satisfação nas suas NHF, nas atividades de vida, na ocupação para a realização, e na recreação (Melo-Dias, 2014). A utilização da ocupação como atividade terapêutica estabelece uma dinâmica particular entre os seus três elementos nucleares: terapeuta-cliente-atividade. Em algumas situações, a atividade funciona como objeto intermediário entre o terapeuta e o cliente, noutras é o terapeuta que funciona como intermediário entre o cliente e a atividade, (Melo-Dias, 2014). As atividades de ocupação terapêutica em enfermagem de saúde mental e psiquiátrica têm como características fundamentais: · O = Objetiva; · C = Congruente; · U = União; · P = Prescrição; · A = Adaptada; · C = Consentimento; · A= Acrescenta; · O = Orientação. Os domínios em que as AOT podem ser clinicamente relevantes e decisivos para a reabilitação psicossocial do cliente são: · Pessoal e Doméstico- atividades básicas de gestão pessoal, gestão do espaço pessoal e doméstico, treino de habilidades, etc. · Recreação e de lazer- atividades de prazer, alegria e bem-estar, habitualmente feitas porque se quer, e não porque as temos de fazer. · Expressão Pessoal- música, drama, psicomotricidade, jogos, artes plásticas · Formação/Aprendizagem- Psicoeducação, educação para a Saúde. · Relações Interpessoais- Dinâmica de grupos, resolução de problemas, treino de motivação, treinos de assertividade, reuniões (Melo-Dias, 2014). Os benefícios correlacionados com os objetivos específicos dos clientes são: · Promoção da organização comportamental, a nível individual e grupal · Oferece sentido de utilidade social, “novo primeiro passo” para o retorno ao trabalho/família, ou descoberta de novos interesses ou aquisição da destreza necessária; · Edificação da autoestima e autoimagem, despertando interesses; · Ressocialização, responsabilidade e cooperação pelas atividades grupais; · Redução dos comportamentos inapropriados/desadequados/problemáticos; · Prevenção da deterioração Papel do Enfermeiro O papel terapêutico do enfermeiro em AOT’s contêm os demais requisitos básicos de intervenção na área científica da saúde, assegurando-se da eficiência e eficácia com pessoas com doenças mentais, nomeadamente excelentes competências interpessoais, familiaridade com os princípios das teorias de desenvolvimento e das terapias cognitivo-comportamentais, entusiasmo pelo trabalho, resiliência para gerir procedimentos minuciosos, bem como adaptá-los às exigências situacionais, e ainda a capacidade de recolher dados comportamentais para processos de feedback e feedforward (Melo-Dias, 2014).. Em síntese, a aplicação de AOT’s nos doentes mentais firma-se como um importante instrumento que permite à pessoa desenvolver competências, identidade, habilidades físicas, emocionais e intelectuais necessárias à sua vida autónoma, num nível superior de bem-estar, e com a menor ajuda possível de profissionais de saúde. Também vê-se que o enfermeiro desempenha um papel fundamental para o sucesso dessa abordagem. Abordagem essa que vejo estar mais bem preparado em aplicar pós pesquisas e leituras sobre as AOT’s. Fontes: Melo-Dias, C., Rosa, A., Pinto, A. (2014). Atividades de ocupação terapêutica – intervenções de enfermagem estruturadas em reabilitação psicossocial. Revista Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental (11), 15-23. Disponível em: http://docplayer.com.br