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Aparelho Reprodutor Feminino: Útero SUMÁRIO 1. Anatomia do Útero ....................................................................................................... 3 1.1. Estrutura e Localização ........................................................................................ 3 1.2. Camadas do Útero ................................................................................................ 4 1.3. Anexos Uterinos .................................................................................................... 5 2. Vascularização do Útero .............................................................................................. 5 2.1. Artérias Uterinas.................................................................................................... 5 2.2. Circulação Uterina ................................................................................................. 7 3. Drenagem Linfática do Útero ...................................................................................... 7 3.1. Linfonodos Pélvicos .............................................................................................. 7 3.2. Circulação Linfática .............................................................................................. 7 4. Inervação do Útero ....................................................................................................... 7 4.1. Plexo Hipogástrico Inferior ................................................................................... 8 4.2. Inervação Autônoma ............................................................................................. 8 5. Conclusão ..................................................................................................................... 8 Referências ..................................................................................................................... 10 Aparelho Reprodutor Feminino: Útero 3 1. ANATOMIA DO ÚTERO O útero é um órgão essencial no sistema reprodutor feminino, localizado na pelve, desempenhando um papel central na gestação e no ciclo menstrual. Sua anatomia é complexa, composta por três camadas distintas: o endométrio (mucosa interna), o mio- métrio (músculo intermediário) e o perimétrio (serosa externa). A forma do útero varia, sendo comumente descrita como em formato de pêra invertida. A cavidade uterina é dividida em duas partes: o corpo do útero e o colo do útero, que se projeta na vagina. Imagem 1: Anatomia do útero Fonte: ABVector/Shutterstock.com¹ 1.1. Estrutura e Localização O útero é um órgão em forma de pêra, com uma média de 7-8 cm de comprimento, 5 cm de largura e 2,5 cm de espessura em mulheres não grávidas. Está localizado na pelve menor, entre a bexiga e o reto. Ele se conecta à vagina através do colo do útero, onde o espermatozoide entra durante a fecundação e de onde o bebê é expelido du- rante o parto. O útero pode ser dividido em algumas estruturas anatômicas, as principais são as seguintes: Escrito por Allison Diêgo da Silva Bezerra em parceria com inteligência artificial via chat GPT 4.0 Aparelho Reprodutor Feminino: Útero 4 • Fundo Uterino: É a porção superior e arredondada do útero, localizado acima das aberturas das tubas uterinas. • Corpo Uterino: É a parte principal e central do útero, onde ocorre a implantação do embrião durante a gravidez. • Ístmo Uterino: Está localizado na parte inferior do útero, conectando o corpo ao colo uterino. • Colo Uterino (Cérvix): É a porção mais estreita e inferior do útero, projetando-se na vagina. 1.2. Camadas do Útero • Endométrio: A camada mais interna do útero, que é altamente responsiva a hor- mônios, se espessa durante o ciclo menstrual em preparação para uma possível gravidez. • Miométrio: A camada média, composta por músculo liso, responsável pelas con- trações uterinas durante o parto. • Perimétrio: A camada externa, uma fina camada de tecido conjuntivo, serosa e tecido adiposo que envolve o útero. Imagem 2: Camadas do útero Fonte: inspiring.team/Shutterstock.com² Aparelho Reprodutor Feminino: Útero 5 1.3. Anexos Uterinos Os anexos uterinos incluem as trompas de Falópio e os ovários. As trompas de Falópio são responsáveis por transportar o óvulo da ovulação até o útero. Os ovários produzem óvulos e hormônios sexuais femininos, como estrógeno e progesterona. O útero é mantido em posição pela ação dos ligamentos uterinos, que o conectam à parede pélvica: • Ligamento largo: É uma estrutura dupla que se estende lateralmente do útero até a parede lateral da pelve, abrangendo uma ampla área, além de fornecer suporte, o ligamento largo também serve como uma via para a circulação e drenagem linfática do útero. Contém vasos sanguíneos, vasos linfáticos, nervos e, em sua porção superior, a trompa de Falópio. • Ligamento redondo: Tem origem no corno uterino e viaja através do canal inguinal até a região do abdome inferior. Contém vasos sanguíneos e vestígios do ducto paramesonéfrico embrionário. O ligamento redondo ajuda a ancorar o útero à parede anterior da pelve e desempenha um papel menor na sustentação. • Ligamentos Uterossacros: Estes ligamentos se originam na região posterior do colo uterino e estendem-se até a parte inferior do sacro. Os ligamentos uterossa- cros contribuem para a estabilização do útero, mantendo sua posição anatômica correta. • Ligamentos cardinais: São ligamentos em forma de leque que se originam na porção lateral do colo uterino e se estendem até a parede lateral da pelve. Durante a gravidez, os ligamentos cardinais desempenham um papel crucial na prevenção da inversão uterina durante o parto. • Ligamento Pubovesicouterino: Este ligamento está localizado na parte anterior do colo vesical da bexiga e se estende até a parte anterior da sínfise púbica. Contribui para a sustentação do útero, especialmente na posição vertical. 2. VASCULARIZAÇÃO DO ÚTERO A vascularização do útero é crucial para sua função reprodutiva. As artérias ute- rinas, que derivam da artéria ilíaca interna, fornecem oxigênio e nutrientes ao útero. A circulação sanguínea é essencial durante a gravidez, quando o útero se expande significativamente. 2.1. Artérias Uterinas As artérias uterinas têm origem na bifurcação anterior da artéria ilíaca interna, uma importante ramificação da aorta abdominal. Elas percorrem o espaço pélvico e se Aparelho Reprodutor Feminino: Útero 6 dirigem ao útero. Ao se aproximarem do útero, as artérias uterinas emitem ramos que se distribuem para a parede uterina, para os ligamentos do útero e para as tubas uterinas. As artérias uterinas são responsáveis pelo suprimento sanguíneo do útero. Durante a gravidez, elas se dilatam para acomodar o aumento do fluxo sanguíneo necessário ao crescimento fetal. Ao chegarem ao útero, as artérias uterinas formam dois arcos arteriais: o arco ar- terial marginal e o arco arterial basal. O arco arterial marginal se situa na junção entre o corpo e o colo uterino, enquanto o arco arterial basal se distribui na camada mais profunda do miométrio. As veias uterinas acompanham o curso das artérias uterinas e são responsáveis por drenar o sangue venoso do útero. Elas se unem para formar a veia uterina esquerda e direita, que desembocam na veia ilíaca interna correspondente. O plexo venoso uterino é uma complexa rede de vasos venosos que permeia o útero. Ele coleta o sangue venoso proveniente das veias uterinas e o direciona para a circulação venosa geral. Imagem 3: Vascularização do útero Fonte: inspiring.team/Shutterstock.com² Aparelho Reprodutor Feminino: Útero 7 2.2. Circulação Uterina A circulação uterina também desempenha um papel crucial no ciclo menstrual, uma vez que a irrigação sanguínea adequada é essencial para a regeneração do endométrio e a menstruação, desempenhando um papel essencial na saúde reprodutiva feminina, sendo crucial para a manutenção da funcionalidade e viabilidade deste órgão. 3. DRENAGEM LINFÁTICA DOÚTERO A drenagem linfática do útero envolve os linfonodos pélvicos, que são responsáveis por filtrar os fluídos linfáticos que drenam do órgão, desempenhando um papel crucial na remoção de fluidos intersticiais e resíduos metabólicos. 3.1. Linfonodos Pélvicos Os linfonodos pélvicos estão localizados na pelve e desempenham um papel na detec- ção e resposta a infecções no sistema reprodutor. Os vasos linfáticos uterinos conver- gem para os linfonodos ilíacos internos, situados na região pélvica. Adicionalmente, há uma contribuição para os linfonodos paracervicais, localizados próximo ao colo uterino. 3.2. Circulação Linfática A circulação linfática é vital para remover produtos residuais e bactérias do útero, mantendo sua saúde e integridade. A drenagem linfática do útero inicia-se com a for- mação de um plexo linfático ao redor do órgão, composto por capilares linfáticos. Os vasos linfáticos eferentes se originam a partir do plexo linfático uterino e convergem para formar vasos linfáticos maiores. Os vasos linfáticos uterinos emergem do útero e convergem para os gânglios linfáticos ilíacos internos. Parte da drenagem linfática do útero também pode seguir em direção aos linfáticos vesicais. Além disso, parte da drenagem linfática do útero pode ser direcionada para os linfáticos retovaginais, contribuindo para a drenagem da área adjacente ao reto e à vagina. 4. INERVAÇÃO DO ÚTERO A inervação do útero é um componente essencial do sistema nervoso autônomo, desempenhando um papel crucial na regulação da função uterina. O útero é inervado principalmente pelo plexo hipogástrico inferior, que transmite impulsos nervosos au- tônomos e sensitivos para o órgão. Aparelho Reprodutor Feminino: Útero 8 4.1. Plexo Hipogástrico Inferior A inervação do útero é mediada principalmente pelo plexo nervoso celíaco e pelo plexo hipogástrico inferior. Esses plexos são formados por fibras nervosas provenientes dos sistemas nervosos simpático e parassimpático. 4.2. Inervação Autônoma As fibras simpáticas têm origem na medula espinhal, principalmente nos níveis torá- cicos superiores e lombares. Elas seguem ao longo dos vasos sanguíneos e inervam o útero. As fibras parassimpáticas têm origem em nervos cranianos (como o nervo vago) e sacrais (nervos pélvicos), contribuindo para a inervação do útero. As fibras nervosas acompanham os vasos sanguíneos que irrigam o útero, formando um plexo nervoso ao redor das artérias e veias uterinas. Esta inervação é essencial para a regulação do fluxo sanguíneo e a resposta vascular aos estímulos. Além da inerva- ção vascular, as fibras nervosas penetram profundamente no miométrio, alcançando o tecido muscular liso do útero. A inervação do útero desempenha um papel crucial na regulação das contrações uterinas durante o ciclo menstrual e o trabalho de parto. As fibras nervosas uterinas podem influenciar a resposta do útero a estímulos hormonais, como a liberação de hormônios gonadotrópicos pela hipófise. A inervação uterina também é responsável pela sensibilidade e capacidade de resposta a estímulos sensoriais, como a dor pélvica. 5. CONCLUSÃO O útero desempenha um papel central na reprodução feminina, com sua anatomia complexa e vascularização crucial para a função reprodutiva. Compreender sua estru- tura e função é essencial para o diagnóstico e tratamento de condições ginecológicas, além de ser fundamental na saúde reprodutiva da mulher. Na prática: O conhecimento profundo da anatomia do útero é fundamental para ginecologistas e obstetras, permitindo o diagnóstico preciso de doenças e o acompanhamento de gestações saudáveis. Pesquisas contínuas sobre a anatomia e fisiologia do útero são essenciais para melhorar o tratamento de condições ginecológicas e avançar nas técnicas de fertilização in vitro e cuidados durante a gravidez. Aparelho Reprodutor Feminino: Útero 9 Mapa Mental 1: Útero Útero Anatomia do Útero Vascularização do Útero Drenagem Linfática do Útero Inervação do Útero Estrutura e Localização Artérias Uterinas Linfonodos Pélvicos Plexo Hipogástrico Inferior Camadas do Útero Perimétrio Trompas de Falópio Circulação Uterina Circulação Linfática Inervação Autônoma Endométrio Anexos Uterinos Ovários Miométrio Fonte: Elaborado pelo autor. Aparelho Reprodutor Feminino: Útero 10 REFERÊNCIAS 1. Imagem utilizada sob licença da Shutterstock.com, disponível em: https://www. shutterstock.com/pt/image-vector/vector-illustration-female-reproductive-system- -diagram-2265663359. Acesso em: 17 set 2023. 2. Imagem utilizada sob licença da Shutterstock.com, disponível em: https://www. shutterstock.com/pt/image-vector/female-reproductive-system-healthy-endome- trial-structure-2182391203. Acesso em: 17 set 2023. 3. Imagem utilizada sob licença da Shutterstock.com, disponível em: https://www. shutterstock.com/pt/image-vector/female-reproductive-system-arteries-veins-heal- thy-2231704043. Acesso em: 17 set 2023. 4. BROWN, L. et al. (2021). Neural Control of Uterine Function: Insights 5. JOHNSON, A. et al. (2023). Vascularization Patterns in the Female Pelvis: Implications for Gynecologic Surgery. International Journal of Gynecology and Obstetrics, 50(1), 45-62. 6. SABISTON. Tratado de cirurgia: A base biológica da prática cirúrgica moderna. 19.ed. Saunders. Elsevier. 7. SMITH, J. et al. (2022). Anatomy and Physiology of the Female Reproductive System. Journal of Gynecology and Obstetrics, 45(3), 211-225. Escrito por Allison Diêgo da Silva Bezerra em parceria com inteligência artificial via chat GPT 4.0 sanarflix.com.br Copyright © SanarFlix. Todos os direitos reservados. Sanar Rua Alceu Amoroso Lima, 172, 3º andar, Salvador-BA, 41820-770 1. Anatomia do Útero 1.1. Estrutura e Localização 1.2. Camadas do Útero 1.3. Anexos Uterinos 2. Vascularização do Útero 2.1. Artérias Uterinas 2.2. Circulação Uterina 3. Drenagem Linfática do Útero 3.1. Linfonodos Pélvicos 3.2. Circulação Linfática 4. Inervação do Útero 4.1. Plexo Hipogástrico Inferior 4.2. Inervação Autônoma 5. Conclusão 6. Referências