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NR-36 (atualizada 2013)

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pausas, quando as atividades manuais forem realizadas em ambientes frios ou exijam contato 
constante com superfícies e produtos frios. 
 
36.9.5.3 Devem ser adotadas medidas de controle da ventilação ambiental para minimizar a ocorrência de 
correntes de ar aplicadas diretamente sobre os trabalhadores. 
 
36.10 Equipamentos de Proteção Individual - EPI e Vestimentas de Trabalho 
 
36.10.1 Os Equipamentos de proteção individual - EPI devem ser selecionados de forma a oferecer eficácia 
necessária para o controle da exposição ao risco e o conforto, atendendo o previsto nas NR-06 
(Equipamentos de proteção Individual - EPI) e NR-09 (Programa de Prevenção dos Riscos Ambientais - 
PPRA). 
 
36.10.1.1 Os EPI usados concomitantemente, tais como capacete com óculos e/ou proteção auditiva, devem 
ser compatíveis entre si, confortáveis e não acarretar riscos adicionais. 
 
36.10.1.2 Nas atividades com exposição ao frio devem ser fornecidas meias limpas e higienizadas 
diariamente. 
 
36.10.1.3 As luvas devem ser: 
a) compatíveis com a natureza das tarefas, com as condições ambientais e o tamanho das mãos dos 
trabalhadores; 
b) substituídas, quando necessário, a fim de evitar o comprometimento de sua eficácia. 
 
36.10.1.4 Nas atividades onde as mãos dos trabalhadores ficam totalmente molhadas e não seja possível a 
utilização de luvas em razão da geração de riscos adicionais, deve ser efetuado rodízio com outras tarefas. 
 
36.10.2 O empregador deve fornecer vestimentas de trabalho de maneira que: 
a) os trabalhadores possam dispor de mais de uma peça de vestimenta, para utilizar de maneira sobreposta, 
a seu critério, e em função da atividade e da temperatura do local, atendendo às características higiênico-
sanitárias legais e ao conforto térmico; 
b) as extremidades sejam compatíveis com a atividade e o local de trabalho; 
c) sejam substituídas quando necessário, a fim de evitar o comprometimento de sua eficácia. 
 
36.10.2.1 As vestimentas devem ser trocadas diariamente, sendo sua higienização responsabilidade do 
empregador. 
 
36.11 Gerenciamento dos riscos 
 
36.11.1 O empregador deve colocar em prática uma abordagem planejada, estruturada e global da prevenção, 
por meio do gerenciamento dos fatores de risco em Segurança e Saúde no Trabalho - SST, utilizando-se de 
todos os meios técnicos, organizacionais e administrativos para assegurar o bem estar dos trabalhadores e 
garantir que os ambientes e condições de trabalho sejam seguros e saudáveis. 
 
36.11.2 A estratégia de prevenção em SST e meio ambiente de trabalho deve: 
a) integrar as ações de prevenção às atividades de gestão e à dinâmica da produção, levando-se em 
consideração a competência e experiência dos trabalhadores e de um representante indicado pelo 
sindicato da categoria preponderante, afim de aperfeiçoar de maneira contínua os níveis de proteção e 
desempenho no campo da segurança e saúde no trabalho; 
b) integrar a prevenção nas atividades de capacitação e treinamento dos trabalhadores, incluindo os níveis 
gerenciais. 
 
36.11.3 No planejamento da prevenção devem ser definidos métodos, técnicas e ferramentas adequadas para 
a avaliação de riscos, incluindo parâmetros e critérios necessários para tomada de decisão. 
 
36.11.4 A avaliação dos riscos tem como objetivo introduzir medidas de prevenção para a sua eliminação ou 
redução, assim como para determinar se as medidas previstas ou existentes são adequadas, de forma a 
minimizar o impacto desses riscos à segurança e saúde dos trabalhadores. 
 
36.11.5 As ações de avaliação, controle e monitoração dos riscos devem: 
a) constituir um processo contínuo e interativo; 
b) integrar todos os programas de prevenção e controle previstos nas demais NR; 
c) abranger a consulta e a comunicação às partes envolvidas, com participação dos trabalhadores. 
 
36.11.6 As ações em SST devem abranger todos os riscos à segurança e saúde e abordar, no mínimo: 
a) riscos gerados por máquinas, equipamentos, instalações, eletricidade, incêndios, entre outros; 
b) riscos gerados pelo ambiente de trabalho, entre eles os decorrentes da exposição a agentes físicos, 
químicos e biológicos, como definidos na NR-9 (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais); 
c) riscos de natureza ergonômica e outros gerados pela organização do trabalho. 
 
36.11.7 As medidas preventivas e de proteção devem ser implementadas de acordo com a seguinte ordem de 
prioridade: 
a) eliminação dos fatores de risco; 
b) minimização e controle dos fatores de risco, com a adoção de medidas coletivas - técnicas, 
administrativas e organizacionais; 
c) uso de Equipamentos de Proteção Individual - EPI. 
 
36.11.8 A implementação de projetos de novas instalações, métodos ou processos de trabalho, ou de 
modificação dos já existentes e das medidas de controle, deve envolver a análise das repercussões sobre a 
segurança e saúde dos trabalhadores. 
 
36.11.9 Quando ocorrer a implementação ou introdução de alterações nos ambientes e nos processos de 
trabalho deve-se assegurar que os trabalhadores envolvidos tenham sido adequadamente informados e 
treinados. 
 
36.12 Programas de Prevenção dos Riscos Ambientais e de Controle Médico de Saúde Ocupacional. 
 
36.12.1 O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA e o Programa de Controle Médico de Saúde 
Ocupacional - PCMSO devem estar articulados entre si e com as demais normas, em particular com a NR-17. 
 
36.12.2 Para fins de elaboração de programas preventivos devem ser considerados, entre outros, os seguintes 
aspectos da organização do trabalho: 
a) compatibilização das metas com as condições de trabalho e tempo oferecidas; 
b) repercussões sobre a saúde do trabalhador de todo e qualquer sistema de avaliação de desempenho para 
efeito de remuneração e vantagens de qualquer espécie; 
c) períodos insuficientes para adaptação e readaptação de trabalhadores à atividade. 
 
36.12.3 Deve ser utilizado, no PCMSO, instrumental clínico-epidemiológico que oriente as medidas a serem 
implementadas no PPRA e nos programas de melhorias ergonômicas e de condições gerais de trabalho, por 
meio de tratamento de informações coletivas e individuais, incluindo, no mínimo: 
a) vigilância passiva, através do estudo causal em trabalhadores que procurem o serviço médico; 
b) vigilância ativa, por meio da utilização de questionários, análise de séries históricas dos exames 
médicos, avaliações clínicas e resultados dos exames complementares. 
 
36.12.4 O médico coordenador do PCMSO deve informar aos responsáveis pelo PPRA e ao empregador, as 
situações geradoras de riscos aos trabalhadores, especialmente quando observar, no controle médico 
ocupacional, nexo causal entre as queixas e agravos à saúde dos trabalhadores e as situações de trabalho a 
que ficam expostos. 
 
36.12.5 Deve ser implementado um Programa de Conservação Auditiva, para os trabalhadores expostos a 
níveis de pressão sonora acima dos níveis de ação, contendo no mínimo: 
a) controles técnicos e administrativos da exposição ao ruído; 
b) monitoramento periódico da exposição e das medidas de controle; 
c) treinamento e informação aos trabalhadores; 
d) determinação dos Equipamentos de Proteção Individual - EPI; 
e) audiometrias conforme Anexo I da NR-7; 
f) histórico clínico e ocupacional do trabalhador. 
 
36.12.6 O coordenador do PCMSO deve elaborar o Relatório anual com os dados da evolução clínica e 
epidemiológica dos trabalhadores, contemplando as medidas administrativas e técnicas a serem adotadas na 
comprovação do nexo causal entre as alterações detectadas nos exames e a atividade exercida. 
 
36.12.6.1 As medidas propostas pelo Médico do Trabalho devem ser apresentadas e discutidas com os 
responsáveis pelo PPRA, com os responsáveis pelas melhorias ergonômicas na empresa e com membros da 
Comissão Interna de Prevenção de Acidentes -