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Assistência Domiciliar na Enfermagem

Material sobre Home Care (enfermagem domiciliar) que apresenta definição e enquadramento legal (COFEN, Lei 7498/86 e Decreto‑Lei 94.406/87), indicações clínicas e funcionais, histórico nacional e internacional, objetivos do cuidado e práticas como curativos, administração parenteral, reabilitação e cuidados paliativos, com menção à biossegurança.

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HOME CARE – A 
ENFERMAGEM 
NO DOMICÍLIO 
 INTRODUÇÃO 
 
 
 
 
Segundo o COFEN, Home Care, Assistência 
Domiciliar e/ou Assistência Domiciliária, 
necessita atender e se enquadrar nas 
disposições da Lei 7498/86 e no Decreto-Lei 
94.406/87 
Definição 
 
 
 
Denominado no Brasil de Assistência Domiciliar, o Home 
Care compreende o atendimento do paciente em seu 
domicílio por profissionais da saúde ou cuidadores, com 
finalidade de promover, manter e/ou restaurar a saúde do 
cliente/paciente com o máximo de autonomia, privacidade 
e o mínimo de agravos decorrentes da doença. 
Definição 
 
 
 
A assistência domiciliar deve ser considerada como um 
recurso a ser utilizado que procura manter o cliente 
junto à sua família, buscando-se o conforto e a 
recuperação, reabilitação bio-psico-social, além de 
primar pela garantia dos mesmos princípios de 
biossegurança a que os clientes teriam acesso na 
internação hospitalar tradicional (COFEN). 
Indicação 
 
 
 
 
 A enfermagem em domicílio é indicada 
para pacientes em fase aguda ou crônica de 
doenças, com incapacidade funcional 
em uma ou mais atividades, visando sua 
reabilitação, recuperação ou mesmo a oferta 
de cuidados paliativos. 

 Incluem-se ainda no programa 
procedimentos pontuais como curativos, 
administração de medicamentos via parenteral, 
entre outros. 
Histórico 
 
 
 
 A prática assistencial de atenção no 
domicílio é tão antiga quanto à própria 
sociedade, e pode ser considerada uma 
alternativa valiosa na redução da demanda 
hospitalar, redução de custos, humanização 
da assistência, diminuição de riscos e ainda 
um novo espaço de atuação, especialmente 
para a enfermagem. 
 
 
 EUA é o pioneiro dessa atividade. Em 1780, o 
Hospital de Boston implantou o primeiro serviço 
de home care.




 Esses serviços foram formados por associação 
de enfermeiras visitadoras, fundadas por 
mulheres, de cunho filantrópico.




 Em 1885 com um aumento de trabalho, houve 
estabelecimento da primeira Associação de 
Enfermeiras Visitadoras (VNA). 
 
 Já na década de 40, o hospital de Montefiori 
em Nova York, introduziu conceitos de home 
care como sendo uma extensão do 
atendimento hospitalar, serviço que 
cresceu após a Segunda Guerra Mundial.




 No mesmo período também ocorre o 
declínio das visitas domiciliares realizadas por 
médicos, ressaltando o trabalho de 
enfermeiras visitadoras.
No brasil... 
 
 Não há muitos registros formais sobre a historia 
da assistência domiciliar no Brasil.




 As primeiras atividades domiciliares desenvolvidas 
no Brasil aconteceram no século XX, mais 
precisamente em 1919, com a criação do Serviço de 
Enfermeiras Visitadoras no Rio de Janeiro.




 Em 1949 foi criado o Serviço de Assistência 
Médica e de Urgência (SAMDU)
 
 
 A difusão desta modalidade de prestação de serviços 
ocorre tanto no setor privado quanto no setor público, 
fazendo parte da pauta de discussão das políticas de saúde 
que, pressionadas pelos altos custos das internações 
hospitalares, buscam saídas para uma melhor utilização dos 
recursos financeiros.
 
 
(LORETTA, p. 18 2009) 
 Nos anos 60 foi observada uma valorização dos 
âmbitos familiares comunitários, tendo 
ocorrido no mesmo ano a implantação do Programa 
Pioneiro de Assistência Domiciliar do Hospital do 
Servidor Publico Estadual de São Paulo (HSPESP)




 Seu objetivo foi de atender pacientes com 
doenças crônicas que pudessem permanecer no 
domicilio e que não necessitavam de atendimento 
médico diário.
 
Os pacientes atendidos tinham 
opredomínio de patologias como: 
neoplasias, acidente vascular cerebral, 
insuficiência cardíaca, doença pulmonar 
obstrutiva crônica e hipertensão arterial 
sistêmica. 
 
 
 
 
 A partir dos anos 90 houve implantações em 
prefeituras, hospitais públicos e privados, 
cooperativas médicas, seguradoras de saúde, 
medicina de grupo entre outros.
Objetivos 
 
 
 
Dentre os objetivos do Home Care destaca-se a 
humanização do cuidado e de todo o atendimento, 
uma vez que as internações hospitalares 
tradicionalmente têm sido alvos de críticas 
veementes dos usuários, alegando abuso de poder, 
descaso e negligências da equipe de saúde. 
Objetivos 
 
 
 
 
 
 
A Enfermagem em Domicílio busca proporcionar conforto e 
segurança para o paciente no domicilio, e tranquilidade para 
seus familiares. A partir de uma avaliação criteriosa do 
paciente, por solicitação do médico ou dos responsáveis, é 
elaborado um plano de atenção conforme a complexidade de 
cada caso 
 
 
 Realizar o cuidado domiciliar;




 Concretizar a autonomia do indivíduo e da 
família;




 Descobrir formas e possibilidades de 
vivencia de uma vida digna e com saúde 
nas mais diferentes situações.
 
 Reintegrar o paciente em seu núcleo familiar e de 
apoio; proporcionar assistência humanizada e integral, 
por meio de uma maior aproximação da equipe de 
saúde com a família;

 Estimular uma maior participação do paciente e de 
sua família no tratamento proposto; promover 
educação em saúde;

 Contribuir para a otimização dos leitos hospitalares e 
do atendimento ambulatorial, visando a redução de 
custos; e

 Ser um campo de ensino e pesquisa.
 
(LORETTA, p. 19 2009) 
Benefícios 
 
 
 
 A diminuição das reinternações e dos custos 
hospitalares;

 A redução do risco de infecção hospitalar;


 A manutenção do paciente no núcleo familiar; e


 O aumento da qualidade de vida deste e de seus 
familiares.
 
 
 
(LORETTA, p. 19 2009) 
Enfermagem no Domicílio 
 
 
 
 
As modalidades de atendimento de 
Home Care são: 
 
 Visita Domiciliar;




 Atendimento ou Acompanhamento 
Domiciliar; e




 Internação Domiciliar;
 
 
 
 Visita domiciliar: atendimento realizado por 
profissional ou equipe de saúde na residência do 
cliente, com o objetivo de avaliar as necessidades 
deste, de seus familiares e do ambiente onde vive, para 
estabelecer um plano assistencial voltado a 
recuperação/reabilitação.




 Considerando: necessidades do cliente e 
disponibilidade do serviço.




 Orientações são feitas aos acompanhantes para 
continuidade do serviço
Atendimento domiciliar: 
 
compreende-se as atividades assistenciais 
 
exercidas por profissionais e/ou 
equipe de saúde na residência do 
 
cliente, para executar procedimentos 
mais complexos, que exigem formação 
técnica para tal. A periodicidade do 
atendimento é realizada de acordo com a 
complexidade do cuidado requerido. 
 
 
 Internação domiciliar: são atividades 
assistenciais especializadas, exercidas por 
profissionais e/ou equipe de saúde na 
residência do cliente, com oferta de 
recursos humanos, equipamentos, materiais 
e medicamentos. Assemelha-se ao

cuidado oferecido no âmbito 
hospitalar. A permanência de profissionais 
de enfermagem é pré-estabelecida (6, 12 ou 
24 horas) ocorrendo também orientação ao 
responsável pelo cuidado no domicilio. 
LEGISLAÇÃO 
 
 
 
A Resolução do COFEN 267/2001define enfermagem no 
Home Care, como: 
 
“ A prestação de serviços de saúde ao cliente, família 
e grupos sociais em domicílio.” 
 
 
 
 
A Resolução-COFEN Nº 256 de 12 de julho de 2001, define que 
 
esta modalidade assistencial exprime, significativamente, 
 
a AUTONOMIA e o caráter liberal do profissional Enfermeiro”. 
 
 
O COFEN delimita os níveis de 
complexidade dos clientes do Home Care 
para com os cuidados de enfermagem e os 
Respectivos papeis a serem desempenhados 
 
Pelo enfermeiro na função assistencial, função 
 
administrativa, função de pesquisa e função 
 
educativa, o que confere ao profissional 
pleno domínio nessa área de conhecimento. 
 
 
 Lei nº 7.498/86 é regulamentada pelo 
decreto 94.406/87;

 A Resolução do COFEN nº 358/2009;

 A Resoluçãodo COFEN nº 281/2003;

 A Resolução do COFEN nº 272/2002;

 A Resolução do COFEN nº 270/2002;

 A Resolução do COFEN nº 267/2001

 A Resolução do COFEN nº 225/2000.
 
 
 
Segundo a Resolução COFEN nº 267/2001: 
 
As atividades de Enfermagem no domicílio estão 
previstas nos seguintes níveis de complexidade: 

menor complexidade: Neste nível está 
 
caracterizado a investigação do processo 
saúde/doença. O cliente necessita de procedimentos 
técnicos-científicos de Enfermagem relacionada às 
prevenções, promoção e manutenção do estilo de 
vida saudável. 
 
 
 
 

média complexidade: Neste nível não se dá a 
caracterização de uma doença em curso. 
Entretanto, o cliente necessita de procedimentos 
tecnicos-científicos de Enfermagem que definirá o 
modelo assistencial aplicado à clientela visando a 
deliberação do dano, invalidez e a reabilitação da 
mesma com retorno ao seu estado de vida; 
 
 
 alta complexidade: Neste nível o cliente apresenta uma doença 
em curso, cujo atendimento em domicílio deverá ser 
multiprofissional, ocorrendo a internação domiciliar, ficando 
assegurado à complexidade do especialista em Enfermagem em 
Domicílio-Home Care.






A Resolução ainda estipula como competência privativa do 
Enfermeiro em Domicílio- Home Care atuar nas seguintes 
funções: assistencial, administrativa, educativa e de pesquisa. 
CONTEXTUALIZAÇÃO 
 
 
Domicílio 
 
 
 
 
Definido como o ambiente que proporciona maior 
viabilidade e ressonância para o agir além das questões 
estritamente médicas e técnicas, possibilitando agregar 
as dimensões emocionais e afetivas. 
 
Com a vantagem, de possibilitar a integração dos 
trabalhadores de ambos os espaços de serviços (hospitais e 
rede básica) já que há a probabilidade de que um trabalho 
conjunto possa ser efetuado, e não somente em nível de 
referência e contra referência, mas no compartilhar de 
responsabilidades. 
Público alvo: 
 
 
 
 
 
 Idosos;

 Indivíduos com problemas neurológicos, 
como: Alzheimer e Parkinson;

 Indivíduos com sequelas de AVC e 
neoplasias;

 Deficientes físicos e mentais;

 Indivíduos na Recuperação pós-cirúrgica;

 Puérperas e bebês.
Serviços Privados 
 
 
 
As grandes operadoras de planos de saúde, 
tendenciosa ou estrategicamente, restringem 
a oferta do serviço de Home Care para uma 
seleta clientela composta de familiares e/ou 
amigos dos médicos, diretores e 
funcionários do primeiro escalão, não sendo, 
portanto “produto” de fácil acesso ou 
extensivo aos demais segurados anônimos. 
Perfil dos profissionais 
 
 
 
 
 
 O enfermeiro tem o papel de facilitador do 
processo de ajudar o indivíduo e sua família a 
se determinarem para o cuidado de si por meio de 
inúmeras estratégias, incluindo a educação, o advogar e 
o gerenciar.




 Ser educadora no cuidado domiciliar envolve tanto 
o ensino do paciente quando dos familiares, sendo 
uma das mais significativas ações atribuídas a 
enfermagem no domicílio.
O enfermeiro necessita... 
 
 
 
 
 
 
 Conhecimento científico-tecnológico;

 Extrema habilidade no relacionamento

interpessoal; 

 Competência e perfil próprio;

 Boa comunicação;

 Ética;
E deve respeitar... 
 
 
 
 
 
 
 
 As necessidades;

 Os hábitos;

 As tradições; e

 Sentimentos
 
 
 
 
 
Afim de enaltecer a humanização e 
autonomia dos envolvidos no cuidar 
Formação Profissional 
 
 
A formação dos profissionais de saúde deve 
envolver as questões sobre o cuidado no 
domicílio. 
 
 
 
 
Uma vez que o domicílio, indivíduo e sua família 
devem ser percebidos como integrantes de um 
Contexto muito mais do que um espaço físico, 
em uma percepção mais ampla. 
Formação Profissional 
 
 
 
 
 
 
 
A Escola de Enfermagem Aurora de Afonso 
Costa, da Universidade Federal Fluminense - UFF, 
em Niterói, Rio de Janeiro, foi a pioneira na área 
de Especialização em Home Care. 
 
 
A Diretoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão do 
Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP) – 
Campus 1, através da Faculdade de Enfermagem, oferece 
aos profissionais de saúde de nível superior o Curso de 
 
Especialização em Assistência Domiciliária. 
 
 
 
 
O curso com carga horária de 405 horas é oferecido 
em dois módulos. 
O Sucesso 
 
 
 
O sucesso do cuidado domiciliar está em olhar o 
individuo e a sua família em seu contexto, 
visualizando e considerando o meio social, suas 
inserções, seu local de moradia, seus hábitos e 
relações e qualquer outra coisa ou situação que 
façam parte de seu existir e estar no mundo. 
 
 
 
 
 
 O cuidado domiciliar pode estabelecer a 
tutela, proteção, amparo e defesa .






 Ou a dependência, sujeição vexatória,


obediência, subordinação ou 
submissão. 
 
 
 
 
 A capacitação para a autonomia do 
indivíduo e sua família, demanda um 
serviço público de saúde 
sistematizado,com: acompanhamento, 
supervisão, estabelecimento de um tempo 
para a realização do cuidado no contexto 
domiciliar e também com objetivos 
definidos desta forma de cuidados de 
saúde.
CONTEXTUALIZAÇÃO 
 
 
 Vantagens

◦ Humanização no atendimento; diminuição de internações e tempo 
de permanência em hospitais. 
 
◦ Diminuição dos gastos em saúde pública; 
 
◦ Diminuição do estresse; 
 
◦ Menor risco para infecções hospitalares. 
 Desvantagens

◦ Risco incorrer na delegação de procedimentos de média e alta 
complexidade a profissionais não habilitados; ou leigos que passam 
como “cuidadores” remunerados; 
 
◦ Entendimento errôneo por parte do cuidador das orientações 
oferecidas pelo profissional após o atendimento. 
 
◦ O sucesso ou o fracasso dependerão da postura dos profissionais 
envolvidos na assistência e de sua interação com a família atendida. 
 
 
 
 
 CURIOSIDADES 
 O Enfermeiro pode administrar uma medicação prescrita a mais de

24 horas, DESDE QUE seja validada nos termos legais. 



 A abertura de uma empresa de Home Care deve se respaldar 
em legislações próprias, que poderão ser orientadas pelos órgãos 
competentes (COREN).
 
 
 
A abertura de qualquer estabelecimento de saúde possível a 
qualquer pessoa física, atentando-se ao objeto social da empresa e 
observadas disposições legais existentes e vigentes que trata a 
atividade em questão. Para tanto, se faz necessária à formalização 
por meio de instrumento de constituição da pessoa jurídica, este 
devidamente chancelado pelo órgão de classe, posteriormente 
seguindo para registro dos órgãos competentes 
 De posse do CNPJ, empresa constituída, são liberados os 
Certificados de Registro de Empresa (RE) e Responsabilidade 
Técnica(RT) para apresentação junto à ANVISA para concessão do 
Alvará de Funcionamento da Empresa.


 A Equipe de Enfermagem deve ser composta por profissionais 
habilitados. Deverá prever o Enfermeiro Responsável Técnico pelo 
período de tempo necessário ao cumprimento das responsabilidades 
ético-profissionais determinadas em Lei, e priorizando a Sistematização da 
Assistência de Enfermagem. O Técnico/Auxiliar de Enfermagem, por 
Lei, somente poderão atuar mediante delegação

e supervisão do Enfermeiro (artigo 15 da LEI 7498/86).

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