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Prof Patricia Angélica Alves Marques ESALQ/USP LEB 1571 Hidráulica PROF PATRICIA ANGÉLICA ALVES MARQUES - ESALQ/USP 2022 Principais Métodos e Instrumentos: PROF PATRICIA ANGÉLICA ALVES MARQUES - ESALQ/USP 2022 Diretos Recipiente de volume conhecido peso hidrômetro Fluxímetro Medidores eletromagnéticos Relação área x velocidade Flutuador Molinete coordenadas em tubo com descarga livre tubo de Pitot Estreitamento da seção de escoamento Orifícios e bocais Venturímetro e diafragma Vertedores calha Parshall e calha WSC MÉTODOS ESTREITAMENTO DA SEÇÃO DE ESCOAMENTO PROF PATRICIA ANGÉLICA ALVES MARQUES - ESALQ/USP 2022 Coeficiente de descarga CD PROF PATRICIA ANGÉLICA ALVES MARQUES - ESALQ/USP 2022 Cd = Cv . Cc O coeficiente de descarga ou de vazão (Cd) é um fator de correção para a vazão real, calculado pelo produto dos coeficientes de velocidade (Cv) e coeficiente de contração (Cc). Vreal= Cv . 2 . 𝑔. ℎ e Q = Cd . S . 2 . 𝑔. ℎ coeficiente de velocidade (Cv) É a razão entre a velocidade real (Vr) e a velocidade teórica (Vt) Vr < Vt calculada a partir da fórmula de Torricelli: A diferença entre Vr e Vt é ocasionada, dentre outros motivos, pelas perdas de carga devidas à viscosidade do líquido e à rugosidade do material em que o orifício foi executado. O coeficiente de velocidade pode ser determinado experimentalmente. PROF PATRICIA ANGÉLICA ALVES MARQUES - ESALQ/USP 2022 Vt = 2. 𝑔 . ℎ Cv = 𝑽𝒓 𝑽𝒕 coeficiente de contração (Cc) É a relação entre a área da secção contraída (A2) e a área do orifício (A1) Cc = 𝑨𝟐 𝑨𝟏 Experimentalmente, observa-se que os filetes líquidos tocam a bordas do orifício (A1) e continuam a convergir até uma seção A2, na qual o jato tem área sensivelmente menor que a do orifício. A1 A2 1- Orifícios e Bocais Orifícios são aberturas de perímetro fechado e forma geométrica definida, feitas abaixo da superfície livre da água. PROF PATRICIA ANGÉLICA ALVES MARQUES - ESALQ/USP 2022 S = área h Q = f(S, h, Cd) Orifícios podem ser: circulares, triangulares, retangulares etc Classificação de orifícios em relação as dimensões relativas : Sendo d a maior dimensão vertical. Grandes → d ≥ h 3 Pequeno → d < h 3 PROF PATRICIA ANGÉLICA ALVES MARQUES - ESALQ/USP 2022 d h d h Classificação de orifícios em relação a espessura da parede: Parede delgada e ≤ d PROF PATRICIA ANGÉLICA ALVES MARQUES - ESALQ/USP 2022 d e d e Parede espessa e > d O jato tangencia apenas a face interna da parede do reservatório. O jato adere a parede do reservatório. Bocal → 1,5d < e ≤ 3d Tubo muito curto → 3d < e ≤ 500d Tubo curto → 500d < e ≤ 4000d Tubo longo → e > 4000d Classificação de orifícios de parede espessa: Casos mais comuns na agricultura PROF PATRICIA ANGÉLICA ALVES MARQUES - ESALQ/USP 2022 Orifícios de pequenas dimensões e paredes delgadas: PROF PATRICIA ANGÉLICA ALVES MARQUES - ESALQ/USP 2022 d < h 3 e e ≤ d Q = 𝟎, 𝟔𝟏 . 𝑺 . 𝟐 . 𝒈. 𝒉 Exemplo: Qual a velocidade do jato e qual a descarga (vazão) de um orifício padrão (cv = 0,98 e cd = 0,61), com 6 cm de diâmetro, situado na parede vertical de um reservatório (espessura de 1 cm), com o centro 3 m abaixo da superfície da água ? Classificando: e = 1 cm = 0,01 m d = 6 cm = 0,06 m h = 3 m d < h/3 → 0,06 < 3/3 Ok e < d → 0,01 < 0,06 Ok Orifícios de pequenas dimensões e paredes delgadas V = cv. 𝟐 . 𝒈. 𝒉 V = 0,98. 2 . 9,81. 3 = 7,52 m/s Q = cd . 𝑺 . 𝟐 . 𝒈. 𝒉 Q = 0,61 . 𝜋 . 0,062 4 . 2 . 9,81. 3 = Q = 0,01324 𝑚3/𝑠 = 13,24 𝐿/𝑠 Escoamento em nível variado para orifício pequeno: Ocorrendo rebaixamento do nível do líquido no reservatório, tem-se uma variação contínua da carga hidráulica no decorrer do esvaziamento. Neste caso, o que interessa é determinar o tempo necessário para o esvaziamento completo PROF PATRICIA ANGÉLICA ALVES MARQUES - ESALQ/USP 2022 t = 𝟐 . 𝑨 cd . 𝑺 . 𝟐 . 𝒈 . 𝑯𝟏 𝟏 𝟐 − 𝑯𝟐 𝟏 𝟐 d H1 H2 Exemplo: Um tanque retangular de 5 m x 1,2 m, contém uma lâmina d’água de 1,2 metros de altura. Qual o tempo para esvaziar o tanque através de um orifício de 100 mm, localizado no fundo do mesmo (pequeno orifício)? Considerar cd = 0,63. t = 2 . (5 . 1,2) 0,63 . 𝜋 . 0,12 4 . 2 . 9,81 . 1,2 1 2 − 0 1 2 t = 599,7976 s = 9,9966 minutos = 10 minutos PROF PATRICIA ANGÉLICA ALVES MARQUES - ESALQ/USP 2022 BOCAIS são peças tubulares adaptadas aos orifícios, tubulações ou aspersores, para dirigir seu jato. Seu comprimento deve estar compreendido entre 1,5 e 3 vezes seu diâmetro. Não há contração da veia líquida portanto Cc = 1,0 Exemplo: Qual a vazão fornecida por um aspersor com 1 bocal de 6,5 mm trabalhando a uma pressão de 2,5 Kgf/cm2 ? Considerar cd = 0,95. Q = cd . 𝑺 . 𝟐 . 𝒈. 𝒉 Q = 0,95 . 𝜋 . 0,00652 4 . 2 . 9,81. 25 = 0,00069814 𝑚3 𝑠 = Q = 0,69 𝐿 𝑠 = 2,5 𝑚3 ℎ PROF PATRICIA ANGÉLICA ALVES MARQUES - ESALQ/USP 2022 2 – DIAFRAGMA E VENTURÍMETRO 𝑄 = 3,48 ⋅ 𝐷1 2 ⋅ 𝐶𝑑 𝐷1 𝐷2 4 − 1 ⋅ Δℎ D1 D1 D2 D2 Exemplo: D1 = 150 mm e D2 = 100 mm; Cd = 0,95 e Δh = 3,69 cm 𝑄 = 3,48 ⋅ 𝐷1 2 ⋅ 𝐶𝑑 𝐷1 𝐷2 4 − 1 ⋅ Δℎ 𝑄 = 3,48 ⋅ 0,152 ⋅ 0,95 0,15 0,10 4 −1 ⋅ 0,0369 = 0,0071m3/s 𝑄 = 0,0071 𝑚3 𝑠−1 = 7,1 𝐿 𝑠−1 𝐶𝑑 = 0,95 𝐶𝑑 = 0,62 PROF PATRICIA ANGÉLICA ALVES MARQUES - ESALQ/USP 2022 Calha Parshall e WSC PROF PATRICIA ANGÉLICA ALVES MARQUES - ESALQ/USP 2022 PROF PATRICIA ANGÉLICA ALVES MARQUES - ESALQ/USP 2022 VERTEDORES • Paredes ou aberturas sobre as quais o líquido escoa. • Usado na medição de vazão de pequenos rios, represas e condutos livres. (Q ≤ 300 L/s). • Formatos mais comuns: triangular, retangular ou trapezoidal • A superfície esta sujeita à pressão atmosférica. Partes constituintes: PROF PATRICIA ANGÉLICA ALVES MARQUES - ESALQ/USP 2022 Corte transversal Corte longitudinal H = carga vertedor p = altura da soleira do vertedor H p Face crista ou soleira L = largura do vertedor B = largura do canal RECOMENDAÇÕES PARA CONSTRUÇÃO DE UM VERTEDOR PROF PATRICIA ANGÉLICA ALVES MARQUES - ESALQ/USP 2022 ▪ A soleira deve estar em nível com o plano horizontal; ▪ A soleira deve ser biselada a jusante; ▪ A carga hidráulica H deve ser maior que 2 cm e menor que 60 cm; ▪ O ponto de medição deve estar localizado entre 4 a 10H; ▪ Deve haver livre admissão de ar debaixo da lâmina de água (veia livre); ▪ A montante do vertedor deve haver um trecho retilíneo para regularizar o movimento da água, de preferência com o fundo em nível; ▪ A velocidade de chegada da água deve ser inferior a 0,15 m/s. 4 a 10H H Classificação dos vertedores quanto o à espessura da parede: PROF PATRICIA ANGÉLICA ALVES MARQUES - ESALQ/USP 2022 Obs: vertedor de parede delgada é empregado exclusivamente como medidor de vazão e o de parede espessa faz parte, geralmente, de uma estrutura hidráulica (vertedor de barragem por exemplo) podendo também ser usado como medidor de vazão. https://pdfslide.tips/documents/vertedores-orificios.html - Parede delgada: e < 2/3 H (chapa metálica ou madeira chanfrada) - Parede espessa: e > 2/3 H (alvenaria de pedras ou tijolos e concreto) Classificação dos vertedores parede delgada quanto a largura da soleira (L): PROF PATRICIA ANGÉLICA ALVES MARQUES - ESALQ/USP 2022 A - Vertedor sem contração B - Vertedor com contração PROF PATRICIA ANGÉLICA ALVES MARQUES - ESALQ/USP 2022 Q = 1,838 . L . H 3 2 equação geral da vazão para vertedores de parede delgada H B 2 - Vertedor retangular de parede delgada com contração lateral Q = 1,838 . (L − 0,2H) . H 3 2 1 - Vertedor retangular de parede delgada sem contração lateral PROF PATRICIA ANGÉLICA ALVES MARQUES - ESALQ/USP 2022 3 - Vertedor triangular de parede delgada PROF PATRICIA ANGÉLICA ALVES MARQUES - ESALQ/USP 2022 PROFPATRICIA ANGÉLICA ALVES MARQUES - ESALQ/USP 2022 4 - Vertedor trapezoidal Cipoletti PROF PATRICIA ANGÉLICA ALVES MARQUES - ESALQ/USP 2022 PROF PATRICIA ANGÉLICA ALVES MARQUES - ESALQ/USP 2022 Q = 1,838 . (L − 0,2H) . H 3 2 H B Q = 1,838 . 2,0 − 0,2 . 0,3 . 0,3 3 2 Q = 0,586 m³/s = 586 L/s Exemplo 6: Vertedor de parede delgada, tipo retangular com contração lateral, com B = 4m, L = 2 m e H = 0,3 m OBRIGADA PROF PATRICIA ANGÉLICA ALVES MARQUES - ESALQ/USP 2022 Slide 1: HIDROMETRIA Slide 2: Principais Métodos e Instrumentos: Slide 3: MÉTODOS ESTREITAMENTO DA SEÇÃO DE ESCOAMENTO Slide 4: Coeficiente de descarga CD Slide 5: coeficiente de velocidade (Cv) Slide 6: 1- Orifícios e Bocais Slide 7: Classificação de orifícios em relação as dimensões relativas : Slide 8: Classificação de orifícios em relação a espessura da parede: Slide 9: Casos mais comuns na agricultura Slide 10: Orifícios de pequenas dimensões e paredes delgadas: Slide 11: Escoamento em nível variado para orifício pequeno: Slide 12 Slide 13: 2 – DIAFRAGMA E VENTURÍMETRO Slide 14 Slide 15 Slide 16: VERTEDORES Slide 17: Partes constituintes: Slide 18: RECOMENDAÇÕES PARA CONSTRUÇÃO DE UM VERTEDOR Slide 19: Classificação dos vertedores quanto o à espessura da parede: Slide 20: Classificação dos vertedores parede delgada quanto a largura da soleira (L): Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27: OBRIGADA