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<p>FERIMENTOS</p><p>PROF Dyego Nose</p><p>FERIMENTOS</p><p>CONCEITO:</p><p>Ferimento é uma lesão tecidual causada pela agressão de partes moles por objetos cortantes, contundentes ou perfurantes.</p><p>FERIMENTOS</p><p>Tipos:</p><p>ABERTOS: São aqueles que apresentam comunicação com o meio externo, onde a pele e as mucosas são lesadas.</p><p>FECHADOS: São aqueles produzidos abaixo da pele e mucosas, podendo atingir órgãos profundos.</p><p>FERIMENTOS ABERTOS</p><p>FERIMENTOS ABERTOS</p><p>- Abrasão ou escoriação</p><p>- Cortante</p><p>- Perfurante</p><p>- Corto - contuso</p><p>- Impactado</p><p>- Transfixante</p><p>- Evisceração</p><p>- Lacerante</p><p>Amputação ou Mutilação</p><p>CONDUTAS FERIMENTOS ABERTOS</p><p>- Limpar o ferimento a seu</p><p>redor</p><p>- Remover corpos estranhos</p><p>que estejam soltos</p><p>- Realizar curativo oclusivo com gaze seca ou pano limpo</p><p>- Na presença do sangramento fazer curativo compressivo e proceder as condutas específicas</p><p>- Objetos impactados não devem ser removidos e sim fixados</p><p>FERIMENTOS FECHADOS</p><p>Contusão</p><p>- Verificar a localização e a extensão da contusão</p><p>- Verificar a possibilidade de hemorragia interna</p><p>- Edema e deformidade podem indicar fraturas</p><p>- Manter a vítima deitada</p><p>PROCEDIMENTOS FERIMENTOS FECHADOS</p><p>FERIMENTOS CABEÇA E FACE</p><p>FERIMENTOS CABEÇA E FACE</p><p>- Verificar a permeabilidade das vias</p><p>aéreas, estabilizando a coluna cervical</p><p>- Não realizar compressão com os dedos</p><p>para cessar a hemorragia</p><p>- Controlar o sangramento com curativo</p><p>oclusivo e leve pressão</p><p>- Não retirar objetos impactados ou</p><p>transfixados</p><p>- Ferimentos de face associados a fraturas</p><p>são graves</p><p>- Estar atento à possibilidade de TCE</p><p>FERIMENTOS NOS OLHOS</p><p>- Não remover objetos da córnea</p><p>- Não remover objetos impactados</p><p>- Não fazer pressão sobre o globo ocular</p><p>- Realizar curativo oclusivo em ambos os olhos</p><p>- Tratar a avulsão do olho como objeto impactado</p><p>FERIMENTOS NOS OLHOS</p><p>FERIMENTOS NO OUVIDO</p><p>Não ocluir o canal auditivo em caso de sangramento ou saída de líquor</p><p>- Cobrir com gaze ou pano limpo o ferimento em pavilhão auricular</p><p>FERIMENTOS NO NARIZ</p><p>Manter as vias aéreas permeáveis</p><p>Não ocluir as narinas em caso de sangramento ou saída de líquor</p><p>- Cobrir com gaze ou pano limpo o ferimento em abas nasais</p><p>SANGRAMENTO ESPONTÂNEO DO NARIZ</p><p>Colocar o paciente sentado</p><p>Cabeça ligeiramente inclinada para frente</p><p>Comprimir com os dedos as narinas</p><p>O uso de gelo pode auxiliar no</p><p>estancamento da hemorragia</p><p>FERIMENTOS NA BOCA</p><p>- Remover corpos estranhos, próteses dentárias e dentes quebrados</p><p>- Remover objetos impactados em cavidade oral (bochecha)</p><p>- Se houver sangramento não controlado - transportar a vítima na posição de coma (lateral de segurança)</p><p>FERIMENTO NO PESCOÇO</p><p>- Observar a respiração</p><p>- Estar atento aos sinais de lesão de laringe e traquéia por traumatismo fechado</p><p>- Aplicar curativo oclusivo</p><p>- No caso do ferimento ter produzido uma abertura no pescoço (tipo traqueostomia) não ocluir este ferimento, deixar a vítima respirar por essa via normalmente</p><p>FERIMENTO PENETRANTE NO TÓRAX</p><p>- Manter vias aéreas livres</p><p>- Aplicar curativo valvulado (três pontas)</p><p>- Administrar oxigênio</p><p>- Observar sinais de choque hipovolêmico</p><p>EVISCERAÇÃO</p><p>EVISCERAÇÃO</p><p>Não lavar com soro fisiológico ou qualquer outra substância</p><p>Cobrir as vísceras expostas com plástico estéril ou compressas cirúrgicas</p><p>umedecidas</p><p>- Estar atento aos sinais e sintomas de choque hipovolêmico</p><p>AMPUTAÇÃO</p><p>AMPUTAÇÃO E/OU AVULSÃO</p><p>FERIDA</p><p>Representada pela interrupção da continuidade de um tecido corpóreo, em maior ou em menor extensão.</p><p>Causada por trauma:</p><p>-físico (queimadura)</p><p>-químicos mecânico (incisão cirurgica) ou desencadeada por uma afecção clínica</p><p>Responsabilidades</p><p>Cabe a enfermermagem avaliar a evolução e a determinação de uma conduta adequada no tratamento da ferida, bem como, a discussão desta conduta com os demais profissionais envolvidos no cuidado ao paciente com ferida.</p><p>A educação no cuidado com feridas e orientação da equipe de enfermagem é importante para que os objetivos traçados em prol de uma evolução cicatricial adequada, em menor tempo possível com isenção ou o mínimo de seqüelas, sejam alcançados.</p><p>ASPECTOS PSICOLÓGICOS</p><p>Mantendo a metodologia de atendimento holístico do assistido não pensar simplesmente em sua lesão cutânea, mas sim nele como um todo.</p><p>A manifestação de uma ferida pode ter várias origens, podendo inclusive denotar o nível de desenvolvimento de uma população.</p><p>ASPECTOS PSICOLÓGICOS</p><p>A ferida é um problema sócio-econômico e educacional, pois para a cicatrização da lesão é importante a boa nutrição, assiduidade corporal e higiene da área afetada.</p><p>Na condição de miséria e fome, que grande parte da população mundial está sujeita, o “viver da doença” passa a ser um aspecto comum.</p><p>Importante…</p><p>- Valorizar os aspectos psicológicos do portador de feridas,</p><p>- a abordagem interdisciplinar,</p><p>(em muitos casos da intervenção do psicólogo)</p><p>Uma ferida é pele ou tecido danificado</p><p>Ocorre em conseqüência de trauma, um termo genérico que se refere a lesão.</p><p>As lesões podem ser classificadas em: intencionais ou não intencionais, abertas ou fechadas e agudas ou crônicas.</p><p>Um trauma produz dois tipos de feridas:</p><p>Aberta: superfície da pele ou mucosa é rompida.</p><p>Fechada: não há abertura da pele ou mucosa, resulta de pancada, força ou esforço causado por trauma (queda, agressão) podendo ocorrer hemorragias internas.</p><p>CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS</p><p>Quanto a causa:</p><p>Intencional ou cirúrgica (aberta ou fechada) – lesão programada e realizada em condições assépticas (cirurgias, terapia intravenosa, punção lombar). Sangramento costuma ser controlado.</p><p>Acidental ou traumática (aberta ou fechada) – lesão imprevista (acidentes, facada, tiro).</p><p>A contaminação é provável, bordas costumam ser denteadas, traumas multiplos são comuns, e o sangramento não é controlado.</p><p>Nas feridas traumáticas ou cirúrgicas rompem-se vasos sanguíneos que resultam no sangramento e em seguida de formação de coágulo.</p><p>Nas feridas causadas por isquemia ou</p><p>pressão, o fornecimento de sangue é interrompido pela oclusão local da micro circulação, causando necrose de tecidos e formação de úlcera.</p><p>TIPOS DE LESÕES</p><p>Quanto ao agente causador:</p><p>Incisa ou cortante</p><p>produzida por um objeto cortante, com bordos ajustáveis e passíveis de reconstituição.</p><p>Ex: lamina de bisturi, faca</p><p>Laceração</p><p>Rompimento da pele e do tecido com instrumento sem fio ou irregular; tecido não alinhado, que provocam a separação de pele dos tecidos subjacentes.</p><p>Margens denteadas, irregulares por excessiva força de estiramento, podendo lacerar músculos, tendões ou vísceras internas (arame farpado).</p><p>Perfurante</p><p>Ocasionadas por agentes e pontiagudos como prego, alfinete.</p><p>Pode ser transfixante quando atravessa um órgão, estando sua gravidade na importância deste órgão.</p><p>Penetrante</p><p>Produzida normalmente por armas de fogo e cujas lesões variam de acordo com o tipo de arma, munição utilizada, velocidade e trajeto percorrido.</p><p>Possíveis fragmentos espalhados pelos tecidos.</p><p>Contusa: produzida por um objeto rombo, sem fio (que não perfura) de modo que o impacto é transmitido através da pele aos tecidos subjacentes</p><p>Corto-contusa - agente não tem corte tão acentuado, sendo que a força do traumatismo é que causa a penetração do instrumento, tendo como exemplo o machado.</p><p>Hematomas</p><p>há rompimento dos capilares, porém sem perda da continuidade da pele, sendo que no hematoma, o sangue extravasado forma uma cavidade.</p><p>Abrasivas/escoriação</p><p>Esfregar ou arranhar camadas epidérmicas da</p><p>pele, camada superior da pele sofre abrasão</p><p>Patológica</p><p>causada por fatores intrínsecos do paciente (úlceras venosas e arteriais, úlceras de pressão, úlceras crônicas por defeitos metabólicos ou neoplasias).</p><p>Iatrogênica</p><p>secundárias a procedimentos ou tratamentos como radioterapia.</p><p>Amputação : produzida através da laceração ou separação forçada dos tecidos, afetando com maior freqüente as extremidades.</p><p>Venenosa : causada por animais peçonhentos.</p><p>Térmica ou Queimadura: causada pela exposição a temperaturas extremas de frio ou calor.</p><p>Outros termos</p><p>Cistos</p><p>É um trajeto sem saída que se abre em uma superfície epitelial e normalmente é indicativo da presença de um abscesso.</p><p>Ex.: cisto pilonidal.</p><p>Fístulas</p><p>É um trajeto anormal de um orgão interno a outro ou superfícies epiteliais, podendo ser causada por infecção, traumas</p><p>FERIDAS podem ser:</p><p>Feridas planas ou Superficiais: envolvem a epiderme, derme e tecido subcutâneo.</p><p>Feridas Profundas: envolvem tecidos moles profundos, tais como músculos e fáscia.</p><p>Feridas Cavitárias: caracterizam-se por perda de tecido e formação de uma cavidade com envolvimento de órgãos ou espaços. Podem ser traumáticas, infecciosas, por pressão ou</p><p>complicações pós-cirúrgica.</p><p>Feridas Infectadas:</p><p>feridas invadidas por agentes microbianos, com intensa reação inflamatória e destruição dos tecidos. Podem ou não apresentar exsudato purulento.</p><p>Feridas com Crostas:</p><p>feridas expostas ao ar com zona de células mortas por dissecação.</p><p>A crosta é repleta de restos celulares e proteínas.</p><p>O processo cicatricial é retardado, pois as células epiteliais necessitam de umidade para a sua proliferação</p><p>Característica do leito da ferida:</p><p>Necrótico</p><p>Fibrinoso</p><p>Necrótico-fibrinoso,</p><p>Granulação e epitelização.</p><p>COR DO TECIDO</p><p>Granulação:</p><p> Rosa, vermelho pálido, vermelho vivo</p><p>Fibrina:</p><p> Amarelo</p><p>Necrose:</p><p> Cinza, marrom, negra</p><p>Feridas necróticas</p><p>São tecidos com tecido não viável.</p><p>indicativas de morte celular, podendo afetar grupos de células ou parte da estrutura ou de um órgão.</p><p>Fibrina</p><p>Granulação e epitelização</p><p>cor avermelhada, indica tecido de granulação saudável e limpo.</p><p>Exsudato</p><p>é um material fluido composto de células que escapam de um vaso sanguíneo e se depositam nos tecidos usualmente como resultado do processo inflamatório</p><p>Pode ser:</p><p>Seroso: observado nas rações inflamatórias agudas</p><p>Hemorrágico: decorrente lesões de vasos ou diapedese de hemácias (migram por vasos íntegros)</p><p>Purulento: processo inflamatório asséptico ou séptico, algumas bactérias piogênicas como estafilococo, pneumococos produzem supuração local (pus)</p><p>Fibrinoso: é o extravasamento de grande quantidade de proteínas plasmáticas incluindo fibrina.</p><p>Outras denominações: serosanguinolento, seropurulento,serosanguinopurulento</p><p>Fase cicatricial</p><p>A reparação tecidual ocorre em três fases distintas, complexas, dinâmicas e sobrepostas.</p><p>A liberação de mediadores ocorre em cascata, atraindo estruturas à periferia da região traumatizada.</p><p>Define as três etapas</p><p>Inflamatória</p><p>Proliferativa e</p><p>Maturação.</p><p>Fase Inflamatória: (duração 48 a 72 h.</p><p>Imediatamente após a lesão, a primeira resposta tissular com objetivo de limitar o dano tissular e preparar para cicatrização.</p><p>Remove restos celulares e tecidos desvitalizados</p><p>Células danificadas ficam mais permeáveis, liberam substâncias químicas internas que desencadeiam múltiplas reações.</p><p>Inicialmente ocorre vasoconstrição transitória para inibir a perda de sangue na área lesada</p><p>Simultaneamente desencadeia uma cascata de coagulação - plaquetas são ativadas formando coagulo.</p><p>Logo após, mediadores químicos provocam vasodilatação, aumentando a permeabilidade vascular - permitindo a passagem dos elementos sanguíneos para a ferida; plasma, eritrócitos e leucócitos, formando o exsudato</p><p>Esta vasodilatação com extravasamento de elementos para o exterior do vaso forma um exsudato,</p><p>traduzido clinicamente por tumor, calor, rubor e dor, cuja intensidade correlaciona-se com o tipo e grau de agressão.</p><p>Células são importantes nesta fase:</p><p>os neutrófilos -responsáveis pela digestão de bactérias e tecidos desvitalizados</p><p>os monócitos transformam-se em macrófagos e auxiliam na fagocitose de bactérias e restos celulares.</p><p>Eles são essenciais pois ainda liberam fatores de crescimentos necessários ao crescimento de células epiteliais e novos vasos sanguíneos</p><p>FASE INFLAMATÓRIA</p><p>Granulação ou fase proliferativa</p><p>Começa em 2 a 3 dias de lesão, durando até 2 a 3 semanas que cicatrizam por intenção primária.</p><p>Caracteriza-se pela formação de tecido novo vermelho, brilhante, granuloso e sangra com facilidade.</p><p>Fibroblastos multiplicam-se e formam uma rede para células migrantes;</p><p>as células epiteliais formam brotos nas margens da ferida e esses brotos desenvolvem-se para o interior</p><p>Crescem capilares por toda lesão (fonte de nutrição para o novo tecido de granulação)</p><p>Os fibroblastos sintetizam e secretam colágeno e elastina (substâncias que reconstroem o tecido conjuntivo)</p><p>Tecido vascular novo é formado</p><p>A medida que o tecido de granulação é formado, inicia-se o processo de epitelização.</p><p>Fase Reparadora ou maturação</p><p>Inicio na 3° semana após a lesão e pode se estender por dois anos.</p><p>As fibras de colageno se reorganizam, remodelam e amadurecem, ganhando força de tensão.</p><p>A cicatriz inicial é de cor vermelha, brilhante e espessa,depois empalidece.</p><p>Ocorre a diminuição da vascularização e reorganização do colágeno, que adquire maior força tênsil e empalidece.</p><p>Inicialmente a lesão tem um aspecto plano, mas posteriormente se enrijece, endurece e sobreleva.</p><p>Posteriormente faz com que a cicatriz fique mais clara, menos rígida e mais plana.</p><p>A cicatriz assume a coloração semelhante à pele adjacente.</p><p>Esse processo continua até que o tecido tenha recuperado cerca de 80% da força da pele.</p><p>EPITELIZADA</p><p>FATORES QUE INTERFEREM NA CICATRIZAÇÃO</p><p>Fatores Locais</p><p>São fatores ligados a ferida, que podem interferir no processo cicatricial, tais como:</p><p>- dimensão e profundidade da lesão,</p><p>- grau de contaminação,</p><p>- presença de secreções, hematoma e corpo estranho, vascularização</p><p>- necrose tecidual e</p><p>- infecção local.</p><p>FATORES QUE INTERFEREM NA CICATRIZAÇÃO</p><p>Fatores Sistêmicos</p><p>a) Faixa etária:</p><p>mudanças fisiológicas causadas pelo envelhecimento diminui a resposta inflamatória e resistência dos tecidos.</p><p>B) Estado Nutricional:</p><p>A cicatrização de lesões requer quantidades adequadas de vitaminas, proteínas, carboidratos, gorduras e minerais.</p><p>Calorias e proteínas são necessárias a reconstrução de células e tecidos.</p><p>Vitaminas A e C são essenciais a epitelização e a síntese de colágeno.</p><p>O estado nutricional interfere em todas as fases da cicatrização.</p><p>c) Doenças Crônicas:</p><p>Enfermidades metabólicas sistêmicas podem interferir no processo cicatricial.</p><p>d) Terapia Medicamentosa Associada:</p><p>A associação medicamentosa pode interferir no processo cicatricial, como, por exemplo:</p><p>- antiinflamatórios e antibióticos – podem mascarar a presença de infecção e diminuir a resposta inflamatória normal</p><p>- agentes quimioterápicos -torna mais vulnerável a infecção – defesa diminuída</p><p>- anticoagulantes – causar hemorragias</p><p>e) Tratamento Tópico Inadequado</p><p>*sabão tensoativo na lesão cutânea aberta pode ter ação citolítica, afetando a permeabilidade da membrana.</p><p>*soluções anti-sépticas também podem ter ação citolítica.</p><p>Quanto maior for à concentração do produto maior será a sua citotoxidade, afetando o processo cicatricial.</p><p>f) Tabagismo</p><p>Tabaco diminui a quantidade de hemoglobina funcional no sangue, reduzindo a oxigenação tecidual</p><p>TIPOS DE CICATRIZAÇÃO</p><p>Cicatrização por primeira intenção: quando não há perda de tecido e as extremidades da pele ficam justapostas uma à outra. Pode ser denominada ferida fechada.</p><p>Cicatrização por segunda intenção: houve perda de tecido e as extremidades</p><p>da pele ficam distantes umas das outras. Pode ser ainda denominada ferida aberta.</p><p>Cicatrização por terceira intenção:</p><p>Caso uma ferida não tenha sido suturada inicialmente ou as suturas se rompem e a ferida tem que ser novamente suturada</p><p>(grampos)</p><p>CURATIVO</p><p>CURATIVO - FINALIDADE</p><p>Remover o acumulo de secreções e tecido morto da ferida ou da área de incisão;</p><p>Diminuir o crescimento de microrganismo na ferida ou na área da incisão;</p><p>Promover a cicatrização da ferida.</p><p>Evitar a contaminação de feridas limpas;</p><p>Promover conforto ao paciente.</p><p>Absorver secreções,</p><p>Promover a hemostasia com os curativos compressivos,</p><p>Facilitar a drenagem de secreções,</p><p>Manter o contato de medicamentos junto à ferida e</p><p>• Proporcionar conforto ao paciente</p><p>• Facilitar a cicatrização</p><p>• Proteger a ferida</p><p>• Prevenir a infecção</p><p>• Fazer compressão, absorver secreções</p><p>PRINCÍPIOS PARA O CURATIVO IDEAL TURNER - 1982</p><p>Manter elevada umidade entre a ferida e o curativo</p><p>Remover excesso de exsudação</p><p>Permitir troca gasosa</p><p>Fornecer isolamento térmico</p><p>Ser impermeável à bactérias</p><p>Ser asséptico</p><p>Permitir a remoção sem traumas</p><p>TIPOS DE CURATIVOS</p><p>HIDROCOLÓIDE</p><p>Coberturas impermeáveis a água e as bactérias e isolam o leito da ferida ao meio externo.</p><p>Indicação - lesões não infectadas com pouca ou sem exsudato, áreas doadoras e incisões cirúrgicas</p><p>Modo de usar</p><p>irrigar a lesão com soro fisiológico, secar as bordas e aplicar hidrocolóide e fixar o curativo à pele</p><p>Observações</p><p>não deve ser utilizado para feridas infectadas , podendo ficar até 7 dias</p><p>Mecanismo de ação</p><p>promove barreira protetora, isolamento térmico, meio úmido, prevenindo o ressecamento, desbridamento autolítico, granulação e epitelização</p><p>HIDROGEL</p><p>Gel transparente, disponível em forma de placa e gel e requer a utilização de cobertura secundária.</p><p>Reduzem significativamente a dor, dando uma sensação refrescante, pela elevada umidade que evita a desidratação das terminações nervosas. Esse ambiente ajuda na autólise, ou seja amolece e hidrata tecidos desvitalizados, facilitando sua remoção.</p><p>Em feridas livres de tecidos desvitalizados, propicia o meio ideal para a reparação tecidual.</p><p>São indicadas em feridas com perda tecidual parcial ou profunda, feridas com tecido necrótico, áreas doadoras de pele, queimaduras de primeiro e segundo grau, dermoabrasões e úlceras.</p><p>Devido a reduzida capacidade de absorção, é contra indicada em feridas exsudativas.</p><p>ALGINATO DE CÁLCIO E SÓDIO</p><p>Tipos de Curativo</p><p>Composição: 80 % íon cálcio + 20 % íon sódio</p><p>+ ácidos gulurônico e manurônico (derivados</p><p>de algas marinhas)</p><p>As fibras de alginatos transformam em um gel suave e hidrófilo a medida que o curativo vai absorvendo a exsudação</p><p>Ação: Hemostasia, Debridamento, Grande absorção exsudato / Umidade</p><p>formação de gel)</p><p>Indicado para feridas com alta ou moderada exsudação e necessita de cobertura secundaria com gaze e fita adesiva.</p><p>FILMES TRANSPARENTES</p><p>Composição: Filme de Poliuretano, aderente</p><p>(adesivo), transparente, elástico e semi-permeável</p><p>Ação: Umidade e impermeável a fluidos</p><p>Observação: Pode ser utilizado como cobertura</p><p>secundária. Trocar até 7 dias. Não deve ser utilizada em ferida infectada.</p><p>Tipos de Curativo</p><p>CARVÃO ATIVADO E PRATA</p><p>Composição: Carvão ativado com prata à 0,15%,</p><p>envolto por não tecido de nylon poroso, selado</p><p>nas quatro bordas</p><p>Ação: Absorve exsudato / Absorve os micro-</p><p>organismos / Filtra odor / Bactericida (prata)</p><p>Indicação: Feridas infectadas e exsudativas</p><p>Contra-indicação: Feridas limpas com baixo</p><p>exsudato e em presença de osso e tendão</p><p>Observação: Não pode ser cortado</p><p>Tipos de Curativo</p><p>ÁCIDO GRAXO ESSENCIAL (AGE)</p><p>Composição: Óleo vegetal composto por ácidos</p><p>linoleico, caprílico, cáprico, vitaminas A, E e</p><p>lecitina de soja</p><p>Ação: promove regeneração dos tecidos, acelerando o processo de cicatrização</p><p>Indicação: Prevenção e tratamento de úlceras /</p><p>Tratamento de feridas abertas</p><p>Contra-indicação: Alergia</p><p>Observação: Pode ser associado a outras coberturas</p><p>Tipos de Curativo</p><p>CURATIVO</p><p>INVESTIGAÇÃO</p><p>A investigação deve enfocar os seguintes tópicos:</p><p>A prescrição médica e/ou de enfermagem;</p><p>O tipo e a localização da ferida;</p><p>O horário da última troca;</p><p>Alergias do paciente.</p><p>CONSIDERAÇÕES ESPECIAIS</p><p>Trocas de curativos são freqüentemente dolorosas:</p><p>avaliar a necessidade relativa à dor e medicar paciente 30 minutos antes do início do procedimento;</p><p>Os pacientes geriátrico e pediátrico são freqüentemente imunodeprimidos e têm uma baixa resistência, sendo necessária uma estrita assepsia para minimizar a exposição aos microrganismos.</p><p>CURATIVO ÚMIDO</p><p>O curativo úmido:</p><p>- protege as terminações nervosas superficiais, reduzindo a dor,</p><p>- acelera o processo cicatricial,</p><p>- previne a desidratação tecidual e a morte celular,</p><p>- promove necrólise e fibrinólise.</p><p>CURATIVO SECO</p><p>O curativo seco é recomendado em feridas cirúrgicas limpas, com sutura direta.</p><p>A troca é, geralmente, diária, até a retirada dos pontos.</p><p>MATERIAL</p><p>Bandeja;</p><p>Pacote de curativos contendo:</p><p>uma pinça e duas pinçasanatômicas (uma com dentes e outra sem) ou luvas estéreis</p><p>Gazes ou compressas estéreis</p><p>Soro fisiológico (125ml)</p><p>Solução recomendada</p><p>ou cobertura indicada</p><p>Fita adesiva</p><p>Atadura se necessário</p><p>Bacia ou cuba rim esterilizada SN</p><p>Saco para lixo</p><p>Algodão embebido em álcool 70%;</p><p>IMPLEMENTAÇÃO</p><p>Lavar as mãos e organizar o material;</p><p>*Reduzir a transmissão de microrganismo.</p><p>Explicar o procedimento ao paciente e dar assistência às suas necessidades;</p><p>*Diminuir a ansiedade;</p><p>*Promover a cooperação.</p><p>- Avaliar o nível de dor do paciente com uso de medicação e esperar que a medicação faça efeito antes de começar, quando necessário;</p><p>*Diminuir o desconforto da troca de curativos.</p><p>IMPLEMENTAÇÃO</p><p>Colocar a mesa ao lado da cama próxima ao local em que será feito o curativo;</p><p>*Facilitar o gerenciamento do campo e materiais estéreis.</p><p>Colocar o material na mesa ao lado da cama;</p><p>*Promover a rápida troca de curativo.</p><p>Saco de lixo ao lado da cama;</p><p>*Facilitar a eliminação do material contaminado.</p><p>IMPLEMENTAÇÃO</p><p>Abrir o pacote de curativo;</p><p>Abrir mais pacotes de gazes;</p><p>*Se o curativo for muito grande.</p><p>Colocar a agulha no frasco de solução salina, previamente aquecida à temperatura corporal;</p><p>Calçar as luvas de procedimentos;</p><p>Retirar a fita adesiva, puxando em direção à ferida e remover o curativo sujo.</p><p>*Permite visualizar a área da ferida e do curativo e também a exposição para a limpeza.</p><p>IMPLEMENTAÇÃO</p><p>MOLHAR O CURATIVO COM SOLUÇÃO SALINA, SE ESTIVER ADERIDO Á FERIDA, ENTÃO PUXAR SUAVEMENTE;</p><p>Colocar o curativo no saco de lixo;</p><p>Colocar a cuba rim abaixo da ferida;</p><p>Lavar a ferida com jato de soro morno;</p><p>*Para fazer a limpeza da ferida sem retirar áreas já regeneradas.</p><p>IMPLEMENTAÇÃO</p><p>Pegar a pinça e fazer uma torunda de gaze;</p><p>Passar a gaze, em áreas que não tenha tecido de granulação, trocando a gaze sempre que necessário;</p><p>*Prevenir a contaminação da ferida por microrganismos.</p><p>Usar medicação, pomada, óleo, recomendado pelo médico ou enfermeiro;</p><p>*Seguir a prescrição de enfermagem ou médica.</p><p>IMPLEMENTAÇÃO</p><p>- Colocar as gazes sobre a área da ferida ou incisão até que a área esteja completamente coberta;</p><p>*Prevenir a contaminação do curativo ou ferida.</p><p>Fixar o curativo com fita adesiva;</p><p>- Dispensar as luvas, os materiais e guardá-los apropriadamente;</p><p>*Manter o ambiente organizado.</p><p>IMPLEMENTAÇÃO</p><p>Posicionar o paciente com conforto;</p><p>- Lavar as mãos;</p><p>*Diminuir a expansão de microrganismos.</p><p>DOCUMENTAÇÃO</p><p>Deve ser anotado no prontuário do paciente:</p><p>A localização e o tipo da ferida ou da incisão;</p><p>O estado do curativo anterior;</p><p>O estado da área da ferida/incisão;</p><p>A solução e os medicamentos aplicados na ferida;</p><p>As observações feitas pelo paciente;</p><p>A tolerância do paciente ao procedimento.</p><p>PROCEDIMENTO</p><p>• Lavar as mãos</p><p>• Reunir o material e levá-lo ao leito do pte</p><p>• Explicar ao paciente o que será feito</p><p>• Manter a privacidade do paciente,</p><p>expondo apenas a área a ser tratada</p><p>• Abrir o pacote de curativo (técnica asséptica)</p><p>• Colocar as pinças com os cabos voltados para a borda do campo</p><p>• Colocar gazes em quantidade suficiente sobre o campo estéril</p><p>•Furar o SF 0,9% 125ml (morno) com agulha 40x12 (ferida aberta)</p><p>Calçar luvas de procedimento se houver risco de contato com sangue e fluídos</p><p>• Remover o curativo utilizando a pinça com dentes, desprezando-a na borda do campo</p><p>• Limpar a ferida com jato de SF 0,9% morno</p><p>• Remover tecido desvitalizado, com o cuidado de não agredir o tecido de granulação</p><p>Manter o leito da ferida úmido (ferida aberta) e secar a pele ao redor</p><p>da mesma</p><p>Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem</p><p>Lavar as mãos</p><p>Anotar no prontuário as características da ferida (evolução de</p><p>enfermagem)</p><p>Tipos de CURATIVOS</p><p>Ferida operatória fechada</p><p>Drenos (tórax, penrose, sucção, etc.)</p><p>Cateteres (subclávia, flebotomia, etc)</p><p>Colostomia</p><p>Ocular</p><p>PROCEDIMENTOS PRÁTICOS</p><p>CURATIVO DE FERIDAS SIMPLES E LIMPAS</p><p>Lavar as mãos para evitar infecção</p><p>Explicar o procedimento ao paciente e familiares, para assegurar sua tranqüilidade</p><p>Reunir todo o material em uma bandeja auxiliar</p><p>Fechar a porta para diminuir corrente de ar</p><p>Colocar o paciente em posição adequada</p><p>Manipulação do pacote de curativo com técnica asséptica, incluindo a utilização de luvas</p><p>Remover o curativo antigo com pinça dente de rato</p><p>Fazer a limpeza da incisão com pinça de Kelly com gaze umedecida em soro fisiológico, com movimentos semi-circulares, de dentro para fora, de cima para baixo, utilizando-se as duas faces da gaze, sem voltar ao início da incisão</p><p>Secar a incisão de cima para baixo</p><p>Secar as laterais da incisão de cima para baixo</p><p>Colocar medicamentos de cima para baixo, nunca voltando a gaze onde já passou</p><p>Retirar o excesso de medicação</p><p>Curativo quando necessário ou prescrito</p><p>Lavar as mãos</p><p>Recolher o material</p><p>Drenos</p><p>CURATIVO DE FERIDAS ABERTAS OU INFECTADAS</p><p>As diferenças básicas, podem ser assim resumidas:</p><p>Os curativos de ferida aberta, independente do seu aspecto, serão sempre realizados conforme a técnica de curativo contaminado, ou seja, de fora para dentro.</p><p>Para curativos contaminados com secreção, principalmente em membros, colocar uma bacia na área a ser tratada, lavando-a com soro fisiológico a 0,9%.</p><p>Quando houver necessidade de troca de vários curativos em um mesmo paciente, deverá iniciar pelos de incisão limpa e fechada, seguindo-se de ferida aberta não infectada, depois os de ferida infectada, e por último as colostomias e fístulas em geral</p><p>Utilizar máscaras, aventais e luvas esterilizadas.</p><p>Responsabilidade de Todo Mundo,</p><p>Alguém deve se responsabilizar, Qualquer Um pode ser o responsável</p><p>Mas Ninguém trabalha sozinho !</p><p>Referências Bibliográficas</p><p>COMITÊ DO PHTLS DA NATIONAL ASSOCIATION. Atendimento pré-hospitalar ao</p><p>traumatizado: básico e avançado: PHTLS. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. 451 p. ISBN</p><p>85-352-1362-7</p><p>HAFEN, Karen, Frandsen. Brent, Keith, Kathyr. Primeiros Socorros para estudantes.</p><p>Manole, 2002, 7.ª edição.</p><p>MARTINS, Herlon Saraiva, Pronto Socorro: Diagnóstico e Tratamento em Emergências.</p><p>Ed:2008, São Paulo.</p><p>SCHETTINO, Guilherme; MATTAR JUNIOR, Jorge; CARDOSO, Luiz Francisco; MATTAR</p><p>JUNIOR, Jorge; TORGGER FILHO, Francisco. Paciente crítico: diagnóstico e tratamento.</p><p>Barueri: Manole, 2006.</p><p>ERAZO, Manual de Urgências em Pronto-Socorro. Ed. Guanabara-Koogan, 8° Ed.,</p><p>2006, Rio de Janeiro</p><p>MICHEL, Osvaldo. Guia de Primeiros Socorros. Ed. Ltr, 2002, São Paulo</p><p>MARINO, Paul L. Compêndio de UTI. 3.ed. Porto Alegre: Artmed, 2008</p><p>image1.jpg</p><p>image2.png</p><p>image3.jpeg</p><p>image4.jpeg</p><p>image5.jpeg</p><p>image6.jpeg</p><p>image7.jpeg</p><p>image8.jpeg</p><p>image9.jpeg</p><p>image10.jpeg</p><p>image11.jpeg</p><p>image12.jpeg</p><p>image13.jpeg</p><p>image14.jpeg</p><p>image15.png</p><p>image16.jpeg</p><p>image17.jpeg</p><p>image18.jpeg</p><p>image19.jpeg</p><p>image20.jpeg</p><p>image21.jpeg</p><p>image22.jpeg</p><p>image23.png</p><p>image24.jpeg</p><p>image25.jpeg</p><p>image26.jpeg</p><p>image27.jpeg</p><p>image28.jpeg</p><p>image29.png</p><p>image30.png</p><p>image31.png</p><p>image32.png</p><p>image33.png</p><p>image34.png</p><p>image35.png</p><p>image36.png</p><p>image37.jpeg</p><p>image38.jpeg</p><p>image39.jpeg</p><p>image40.png</p><p>image41.wmf</p><p>image42.wmf</p><p>image43.wmf</p><p>image44.jpeg</p><p>image45.wmf</p><p>image46.wmf</p><p>image47.wmf</p><p>image48.jpeg</p><p>image49.png</p><p>image50.png</p><p>image51.wmf</p><p>image52.png</p><p>image53.png</p><p>image54.png</p><p>image55.png</p><p>image56.png</p><p>image57.jpeg</p><p>image58.jpeg</p><p>image59.png</p><p>image60.jpeg</p><p>image61.jpeg</p><p>image62.png</p><p>image63.svg</p><p>.MsftOfcThm_Accent1_Fill {</p><p>fill:#4472C4;</p><p>}</p><p>.MsftOfcThm_Accent1_Stroke {</p><p>stroke:#4472C4;</p><p>}</p>