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<p>“DOR NAS COSTAS”</p><p>A coluna vertebral é composta por 33 vértebras no total,</p><p>divididas da seguinte forma:</p><p>• Vértebras cervicais (7)</p><p>• Vértebras torácicas (12)</p><p>• Vértebras lombares (5)</p><p>• Sacro (5 fundidas)</p><p>• Cóccix (3-4 fundidas).</p><p>VÉRTEBRAS LOMBARES</p><p>As cinco vértebras lombares formam a coluna lombar (dorso</p><p>inferior). Elas possuem os maiores corpos vertebrais de toda a</p><p>coluna vertebral, uma característica que facilita a sustentação</p><p>de peso. Os pedículos e as lâminas são espessos e fortes. Seus</p><p>processos espinhosos são curtos e resistentes para a fixação de</p><p>fortes músculos lombares.</p><p>Os processos articulares são orientados de forma diferente</p><p>quando comparados com os de outros tipos de vértebras. A</p><p>coluna lombar também contém processos</p><p>acessórios e mamilares. L5 é a maior vértebra de todo o corpo</p><p>humano - ela sustenta e transmite o peso corporal para a base</p><p>do sacro. A medula espinhal termina como o cone medular ao</p><p>nível das vértebras L1 / L2.</p><p>LOMBALGIA</p><p>A dor nas costas é comum em milhares de brasileiros. Porém, a</p><p>dor na lombar – região mais baixa da coluna, localizada perto</p><p>da bacia – é chamada de lombalgia. Geralmente, a dor pode se</p><p>estender para as nádegas e coxas e incomoda bastante.</p><p>Este é um problema muito comum e pode causar incapacidade</p><p>para atividades corriqueiras em algumas pessoas. Cerca de</p><p>90% da população mundial sofre com dor na lombar em algum</p><p>período da vida e a lombalgia é a segunda causa mais</p><p>frequente de procura por médico ortopedista no brasil.</p><p>Pode se apresentar de duas maneiras: aguda e crônica. A forma</p><p>aguda é o “mau jeito”. A dor é forte e aparece subitamente</p><p>depois de um esforço físico. Ocorre na população mais jovem.</p><p>A forma crônica geralmente acontece entre os mais velhos; a</p><p>dor não é tão intensa, porém é quase permanente.</p><p>FATORES DE RISCO</p><p>Frequentemente o problema é postural, isto é, causado</p><p>por uma má posição para sentar, para se deitar, para se</p><p>abaixar no chão ou para carregar algum objeto pesado.</p><p>Outras vezes pode ser causada por inflamação, infecção,</p><p>hérnia de disco, escorregamento de vértebra, artrose</p><p>(processo degenerativo de uma articulação) e até</p><p>emocional. Tabagismo, obesidade, idade, sexo feminino,</p><p>trabalho exaustivo, sedentarismo;</p><p>ANAMNESE</p><p>Diante da queixa de lombalgia ou cervicalgia, são</p><p>elementos-chave da anamnese: inicio da dor (súbito</p><p>versus progressivo); tempo de evolução: aguda (<4</p><p>semanas), subaguda (4 a 12 semanas) ou crônica (acima</p><p>de 12 semanas); fatores de melhora ou piora; ritmo da</p><p>dor (mecânica versus inflamatória); irradiação; presença</p><p>de sintomas neurológicos; presença de sinais de alerta</p><p>(red flags); presença de sinais de recorrência (yellow</p><p>flags) e avaliação de incapacidade.</p><p>A avaliação da presença de red flags e fundamental na</p><p>anamnese e determina a necessidade ou não de avaliação</p><p>complementar. Note que a presença de sinais de alarme indica</p><p>a possibilidade de dor secundaria a síndrome da cauda equina,</p><p>origem traumática, infecciosa, neoplásica ou reumatológica</p><p>inflamatória (espondiloartrite). Portanto, a possibilidade de</p><p>nao se tratar de uma dor de origem puramente musculo</p><p>esqueletica primaria faz com que exista a necessidade de</p><p>investigação adicional.</p><p>Ja a presença de yellow flags (bandeiras amarelas) indica risco</p><p>de cronificação e incapacidade da dor lombar. A presença de</p><p>yellow flags como catastrofismo, depressão, situação</p><p>trabalhista, faz com que o médico fique atento a necessidade</p><p>de abordar o paciente de maneira mais holística e</p><p>multidisciplinar, evitando a solicitação excessiva de exames,</p><p>assim como terapias farmacológicas em demasia.</p><p>EXAME FÍSICO</p><p>O exame físico, além do exame geral que auxilia a afastar</p><p>doenças sistêmicas ou identificar um sitio extra lombar</p><p>para a dor, sugerindo uma causa referida, deve abranger</p><p>a avaliação da coluna lombar e testes neurológicos para</p><p>investigar causas especificas.</p><p>https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/sacro</p><p>https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/vertebras-lombares</p><p>https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/cone-medular-e-cauda-equina</p><p>➔Inspeção: Deve-se iniciar o exame físico pela inspeção</p><p>estática da coluna, observando se há presença de</p><p>desvios, atrofia muscular e avaliação da pele local,</p><p>verificando se ha presença de sinais flogísticos. Na</p><p>inspeção dinâmica e possível avaliar a marcha e a</p><p>mobilidade da coluna.</p><p>➔Palpação: A palpação deve ser realizada nos planos</p><p>musculares, nas apófises espinhosas e nos espaços</p><p>discais, buscando encontrar os pontos álgicos e identificar</p><p>exatamente onde se localiza a dor e para onde irradia.</p><p>TESTES</p><p>Lombalgia: Na suspeita de radiculopatia lombossacra, e</p><p>mandatória a realizacao do:</p><p>→Teste de Lasegue, que consiste em: com o paciente em</p><p>decúbito dorsal, elevar o membro dolorido, mantendo o</p><p>joelho estendido. Pode-se sensibilizar o teste fazendo uma</p><p>dorsiflexão do pe. O teste é positivo quando há exacerbação</p><p>da dor e irradiação neste membro a 35-70 graus.</p><p>A avaliação do quadril e sacroilíaca e feita através do Teste</p><p>de Patrick – Fabere.</p><p>→O Teste de Patrick consiste em: posicionar o maleolo</p><p>lateral de um pé encostado na patela contralateral; em</p><p>seguida, pressionar com uma mão o joelho da perna fletida e</p><p>estabilizar com a outra mão a pelve contralateral. Dor durante</p><p>a realização deste teste na parte posterior contralateral, e</p><p>sugestivo de sacroileite; ja dor na parte anterior ipsilateral, e</p><p>sugestivo de patologias do quadril.</p><p>→O Teste de Schober avalia a mobilidade da coluna</p><p>lombar: com o paciente em pé, marcar um ponto na coluna,</p><p>na altura de L5-S1 (projeção da espinha ilíaca posterior) e</p><p>marcar outro ponto a 10 cm deste; em seguida, pede-se para</p><p>o paciente realizar uma flexão ventral, notando entao um</p><p>aumento da distância entre os pontos marcados em 5 cm,</p><p>totalizando no mínimo 15 cm entre os 2 pontos. O teste e</p><p>positivo quando o aumento e < 5 cm.</p><p>Flexão: pode ser sugestivo de lesão discal se dor ou</p><p>irradiação;</p><p>Extensão: sugestivos de dores por conta de redução ou</p><p>limitação;</p><p>→Sinal de DeSezé: Andar no calcanhar e não consegue</p><p>(compressão de L4/L5); Andar na ponta dos pés e não</p><p>consegue (comprometimento de L3/L4)</p><p>EXAME NEUROLÓGICO</p><p>E importante realizar o exame neurológico avaliando tônus,</p><p>reflexos, bem como avaliação de dermatomos e miotomos.</p><p>Testar a sensibilidade nos dermatomos de L4, L5 e S1, assim</p><p>como os cervicais. A avaliação motora e importante, pois a</p><p>presença de fraqueza e mais especifica para compressão</p><p>radicular do que a descrição de ciatalgia na historia clinica do</p><p>paciente. Com isso, testa-se no contexto da lombalgia a</p><p>dorsiflexão do pé (L4), dorsiflexão do halux para L5 e, ao testar</p><p>a flexão plantar do pé, e possível avaliar a forca em S1, pedindo</p><p>para o paciente deambular na ponta dos pés.</p><p>→Irradiação da dor sugere acometimento de raiz</p><p>nervosa (acompanham os Dermátomos)</p><p>L4: Dor na coxa anterior e medial da coxa</p><p>L5: Região lateral da coxa e dorso medial do pé</p><p>S1: Face lateral do pé e região plantar</p><p>EXAMES COMPLEMENTARES</p><p>A maioria dos pacientes com lombalgia não tem indicação</p><p>de avaliação complementar.</p><p>O exame de imagem mais adequado para avaliação da</p><p>coluna e a RESSONÂNCIA NUCLEAR MAGNÉTICA pela sua</p><p>alta sensibilidade; no entanto, nao apresenta uma boa</p><p>especificidade, ja que muitos achados no exame nao são</p><p>correlacionáveis com a clínica do paciente. Ja a radiografia</p><p>e uma opção acessível e de menor custo, com utilidade na</p><p>detecção de alterações ósseas.</p><p>CONDUTA NA LOMBALGIA</p><p>O tratamento conservador será o indicado na maioria dos</p><p>casos, com educação ao paciente, modificação de vicios</p><p>posturais, analgesia e reabilitação. Dessas, a principal</p><p>medida é a reabilitação (fisioterapia) para fortalecimento</p><p>muscular.</p><p>TERAPIA NÃO FARMACOLÓGICA</p><p>A terapia nao farmacológica e baseada em mudanças</p><p>comportamentais, como perda de peso, pratica de</p><p>exercício físico, fisioterapia e medidas terapêuticas,</p><p>como: terapia cognitivo-comportamental, acupuntura e</p><p>outras. Como</p><p>dito anteriormente, o repouso absoluto</p><p>deve ser desencorajado, e os pacientes devem ser</p><p>orientados a manter suas atividades rotineiras, o que leva</p><p>a recuperação mais rápida e menor incapacidade a longo</p><p>prazo.</p><p>TERAPIA MEDICAMENTOSA</p><p>• Considerar anti-inflamatórios não esteroides</p><p>(AINEs) orais para o manejo da dor lombar crônica.</p><p>Utilizar a dose eficaz mais baixa pelo menor tempo</p><p>possível</p><p>Realize uma avaliação clínica inicial e identifique as possíveis</p><p>contraindicações de prescrição e fatores de risco do paciente.</p><p>Avalie a indicação de tratamento gastroprotetor.</p><p>• Considerar opioides fracos (com ou sem</p><p>paracetamol) para o tratamento da dor lombar aguda</p><p>apenas se um AINE for contra-indicado, não tolerado</p><p>ou se não está sendo eficaz</p><p>Não há evidências significativas que o paracetamol sem</p><p>associação promova o alívio da dor lombar inespecífica. O</p><p>paracetamol pode ser utilizado para a analgesia da maior parte</p><p>das síndromes dolorosas, ressaltando o papel deste fármaco no</p><p>alívio da dor por osteoartrite. Também é eficaz nas dores pós-</p><p>operatórias, especialmente quando associado a AINES. No</p><p>entanto, não há evidência significativa de seu papel no alívio da</p><p>dor lombar inespecífica ou da dor neuropática.</p><p>→Não prescrever opioides rotineiramente para o tratamento</p><p>da dor lombar aguda. Limitar o uso apenas nos casos de dor</p><p>extrema;</p><p>→Não prescrever opioides para o tratamento da dor lombar</p><p>crônica.</p><p>Considerar relaxantes musculares em situações</p><p>pontuais e se medidas não farmacológicas ou analgésicos</p><p>não opioides não levam a melhorias.</p><p>→Os relaxantes musculares de ação central podem ser prescritos</p><p>como o DIAZEPAM, CICLOBENZAPRINA, BACLOFENO, TIZANIDINA,</p><p>ORFENADRINA E CLORZOZAPRONA;</p><p>→Não são identificadas vantagens para o uso de</p><p>antidepressivos no tratamento da dor lombar inespecífica.</p><p>DE ACORDO COM O MINISTERIO DA SAUDE.</p><p>➔TEM LITERATURA QUE TRAZ USO DE PREGABALINA,</p><p>ANTIDEPRESSIVOS TRICICLICOS (AMITRIPTILINA E</p><p>NORTRIPTILINA).</p><p>TRATAMENTO CIRÚRGICO</p><p>O papel do tratamento cirúrgico nas lombalgias nao e de</p><p>rotina, visto que a grande maioria dos pacientes melhora</p><p>antes de se pensar em qualquer terapia mais agressiva.</p><p>DIAGNOSTICO DIFERENCIAL</p><p>SÍNDROMES CLÍNICAS</p><p>LOMBALGIA MECÂNICA COMUM</p><p>A origem da dor na LMC nao e muito conhecida. Acredita-se</p><p>que seja multifatorial e associada a disfunção no controle da</p><p>dor no sistema nervoso central.</p><p>É a principal causa de lombalgia crônica. A dor lombar e</p><p>inespecífica e chamada de Lombalgia Mecânica Comum</p><p>(LMC). Trata-se de uma lombalgia de ritmo mecânico</p><p>bilateral ou unilateral, com ou sem irradiação para</p><p>nadegas e regiao sacral. Tal irradiação nao caracteriza</p><p>uma radiculopatia (Teste de Lasegue e reflexos normais,</p><p>trajeto da dor nao compatível com raiz nervosa). Os</p><p>exames laboratoriais são normais, e exames de imagem</p><p>podem mostrar alterações degenerativas inespecíficas,</p><p>como desidratação discal e osteofitos. O tratamento e</p><p>conservador, com analgesia, educação ao paciente,</p><p>cinesioterapia e fortalecimento muscular. O</p><p>afastamento ao trabalho e repouso absoluto devem ser</p><p>desencorajados.</p><p>HÉRNIA DISCAL COM RADICULOPATIA</p><p>O disco intervertebral e composto pelo anel fibroso e pelo</p><p>núcleo pulposo. O anel fibroso e uma estrutura circular que</p><p>abraça e garante o suporte do núcleo pulposo. Este, por sua vez,</p><p>tem consistência gelatinosa e é rico em água. A função do</p><p>núcleo pulposo e de absorver e de amortecer os impactos</p><p>gerados na coluna. Com o envelhecimento, ocorre</p><p>desidratação do núcleo pulposo e surgem fissuras no anulo</p><p>fibroso.</p><p>A degeneração do disco intervertebral faz com que o</p><p>núcleo pulposo colabe e empurre para fora o anel fibroso</p><p>que esta enfraquecido. Quando nos referimos a presença</p><p>de hernia discal, estamos definindo que houve o</p><p>deslocamento do núcleo pulposo além dos limites do</p><p>anel fibroso. Portanto, podemos encontrar hernia discal</p><p>pela imagem em pacientes assintomáticos. Em</p><p>determinados casos, a hernia discal pode ser sintomática,</p><p>resultando em envolvimento da raiz nervosa e quadro</p><p>clinico de radiculopatia.</p><p>A maioria das hernias discais acometem os discos de L4-L5 e L5-</p><p>S1. No caso da hernia discal sintomática, o envolvimento da raiz</p><p>nervosa faz com que o paciente se apresente com dor irradiada</p><p>em trajeto radicular (cervicobraquialgia ou lombociatalgia). A</p><p>dor e de inicio agudo, após esforço em flexão. O diagnóstico é</p><p>clínico, baseado na historia compatível e exame físico</p><p>característico: limitação e piora da dor a flexão, Sinal de</p><p>Lasegue positivo, trajeto da dor e sensibilidade compatíveis</p><p>com raiz nervosa, assim como alteração de reflexo</p><p>(hiporreflexia) correspondente a compressão da raiz</p><p>acometida e ao deficit motor.</p><p>O prognostico da hernia discal com radiculopatia e favorável,</p><p>com menos de 10% necessitando de intervenção cirúrgica, e a</p><p>maioria dos casos com resolução da dor em semanas. Evolução</p><p>para síndrome da cauda equina e rara e ocorre por uma hernia</p><p>discal maciça de linha media. Trata-se de uma emergência</p><p>cirúrgica, e clinicamente o paciente se apresenta com ciatalgia</p><p>bilateral, déficit motor, anestesia em cela (perda sensorial no</p><p>períneo) e incontinência urinária e fecal.</p><p>ESTENOSE DE CANAL LOMBAR</p><p>Normalmente o canal medular tem reserva de espaço</p><p>suficiente, permitindo o deslizamento e a tração das</p><p>estruturas nervosas, sem o desenvolvimento de sintomas.</p><p>No entanto, numa condição patológica, pode ocorrer a</p><p>compressão gradual e progressiva do tecido nervoso. Esta</p><p>compressão se desenvolve simultaneamente com o avançar do</p><p>processo degenerativo (espessamentos ligamentares,</p><p>osteofitose, prolapsos discais e alargamento da lamina).</p><p>A síndrome do canal estreito e mais comum após os 50</p><p>anos e aumenta sua frequência com o envelhecimento.</p><p>Geralmente decorre de processos degenerativos, como</p><p>hipertrofia ligamentar, protrusões discais, escolioses,</p><p>que ocasionam diminuição do canal lombar.</p><p>Clinicamente, o individuo se manifesta com lombalgia</p><p>crônica, que piora a extensão da coluna e melhora a</p><p>flexão.</p><p>A claudicação neurogênica e um sintoma característico da</p><p>estenose de canal lombar, e é definida como dor ou</p><p>desconforto nos membros inferiores, exacerbada pela</p><p>extensão da coluna lombar em ortostase prolongada ou</p><p>marcha e que melhora com a flexão da coluna.</p><p>Diante de achados clínicos sugestivos, a ressonância magnética</p><p>da coluna facilita a avaliação do canal e as relações anatômicas</p><p>das estruturas. O tratamento geralmente e conservador, com</p><p>analgesia e reabilitação. Pacientes incapacitados pela</p><p>claudicação neurogênica tem indicação cirúrgica.</p><p>ESPONDILITE ANQUILOSANTE</p><p>A espondilite anquilosante é um tipo de inflamação que afeta</p><p>os tecidos conjuntivos, caracterizando-se pela inflamação das</p><p>articulações da coluna e das grandes articulações, como</p><p>quadris, ombros e outras regiões.</p><p>Dores na coluna que surgem de modo lento ou insidioso</p><p>durante algumas semanas, associadas à rigidez matinal da</p><p>coluna, que diminui de intensidade durante o dia. A dor</p><p>persiste por mais de três meses, melhora com exercício e piora</p><p>com repouso.</p><p>Alguns pacientes sentem-se globalmente doentes – sentem-se</p><p>cansados, perdem apetite e peso e podem ter anemia. A</p><p>inflamação das articulações entre as costelas e a coluna</p><p>vertebral pode causar dor no peito, que piora com a respiração</p><p>profunda, sentida ao redor das costelas, podendo ocorrer</p><p>diminuição da expansibilidade do tórax durante a respiração</p><p>profunda.</p><p>No início, a espondilite anquilosante costuma causar dor</p><p>nas nádegas, possivelmente se espalhando pela parte de</p><p>trás das coxas e pela parte inferior da coluna. Um lado é</p><p>geralmente mais doloroso do que o outro. Essa dor tem</p><p>origem nas articulações sacroilíacas (entre o sacro e a</p><p>pélvis).</p><p>Tratamento: Embora não exista cura para a doença, o</p><p>tratamento precoce e adequado consegue tratar os</p><p>sintomas – inflamação e dor –, estacionar a progressão da</p><p>doença, manter a mobilidade das articulações acometidas</p><p>e manter uma postura ereta.</p><p>A doença tende</p><p>a ser menos ativa conforme a idade</p><p>avança, mas o paciente deve estar consciente de que o</p><p>tratamento deve durar para sempre. O tratamento</p><p>engloba uso de medicamentos, fisioterapia, correção</p><p>postural e exercícios, que devem ser adaptados a cada</p><p>paciente. Quando o quadril é afetado, pode ser realizada</p><p>uma operação denominada artroplastia do quadril, que se</p><p>faz consideravelmente útil na liberação dos movimentos.</p><p>Doença Discal Degenerativa</p><p>Acredita-se que a maior parte das lombalgias tem sua origem</p><p>nos discos intervertebrais devido a microrrupturas no interior</p><p>do espaço discal e alterações na matriz do disco e nas placas</p><p>vertebrais adjacentes. Poucas dores lombares ocorrem por</p><p>compressão neurológica ou hérnia de disco.</p><p>Processo de dano progressivo que o tecido dos discos</p><p>intervertebrais sofre, invariavelmente para todas as pessoas,</p><p>com o passar do tempo. Ocorre pelo envelhecimento celular e</p><p>pelo uso e desgaste ocasionados pelos movimentos. É</p><p>representada por dor difusa, mal definida e de caráter</p><p>insidioso. Piora com a flexão do tronco, em atividades usuais</p><p>como passar roupa ou lavar louça. Piora também quando o</p><p>indivíduo está sentado, mas alivia em repouso ou com a</p><p>extensão do tronco.</p><p>As alterações degenerativas dos discos podem ser</p><p>evidenciadas em exame de RESSONÂNCIA NUCLEAR</p><p>MAGNÉTICA de coluna em alto percentual de pessoal já a partir</p><p>dos 40 anos de idade. Os achados principais são</p><p>desidratação discal (”disco preto”), redução de altura do disco</p><p>com ou sem alterações dos platôs vertebrais e protusões dos</p><p>discos.</p><p>➔A discografia é um método invasivo com boa sensibilidade,</p><p>porém tem-se muitas desvantagens como a injeção de</p><p>contraste e possíveis complicações, como alergia ao contraste,</p><p>abscesso e perfuração dural.</p><p>Há duas alterações dos discos intervertebrais vistas por</p><p>ressonância nuclear magnética que tem maior chance de</p><p>ter correlação com dor:</p><p>• Lesão do platô vertebral: a área é bastante inervada,</p><p>sendo que as alterações mais agudas, de edema ósseo</p><p>(chamado de MODIC I), podem ser fonte de dor.</p><p>• Colapso do disco: a perda acentuada de altura do</p><p>disco pode criar instabilidades de movimentos da</p><p>coluna, aumentando a chance da ocorrência de dor.</p><p>➔A dor da doença discal degenerativa tem origem do espaço</p><p>intervertebral acometido, através de dois fenômenos.</p><p>- Inflamação: proteínas inflamatórias do interior do disco</p><p>podem vazar e estimular nervos locais do ânulo fibroso do</p><p>disco, ligamentos e osso, produzindo dor e contratura muscular.</p><p>Eventualmente, pode haver edema (inchaço) suficiente para</p><p>causar compressão de nervos, gerando dor ciática.</p><p>- Instabilidade de movimentos: a perda da função do disco</p><p>pode permitir pequenos movimentos anormais, irritando</p><p>articulações, nervos e músculos.</p><p>Espondiloartroses</p><p>Espondiloartrose é uma doença que acomete</p><p>articulações periféricas e da coluna vertebral, portanto,</p><p>joelhos, mãos e quadris. Num geral, é um tipo de artrose</p><p>referente à coluna vertebral. A espondiloartrose acaba</p><p>afetando os ossos, ligamentos e nervos do corpo do paciente,</p><p>pois gera alterações na coluna lombar, cervical e/ou dorsal. Se</p><p>trata, ainda, de uma doença progressiva e degenerativa. A</p><p>espondiloartrose pode gerar outras doenças, como hérnia de</p><p>disco, pois pode deformar o disco intervertebral.</p><p>A espondiloartrose pode ser causada pelo desgaste</p><p>natural da articulação, ou seja, é um fator humano que</p><p>pode ser evitado ou ao menos retardado. Devido a esse</p><p>fator, a espondiloartrose é mais comum em idosos.</p><p>No entanto, uma outra causa da espondiloartrose é</p><p>a genética. Como muitas doenças, a espondiloartrose é</p><p>predisposta em pessoas que a possuem em seus</p><p>históricos familiares. Por fim, aqueles que</p><p>possuem osteoporose também podem desenvolver</p><p>espondiloartrose.</p><p>Num geral, os principais fatores de risco para acometer a</p><p>doença, são:</p><p>• Escoliose;</p><p>• Obesidade;</p><p>• Osteoporose;</p><p>• Lesão crônica;</p><p>• Envelhecimento;</p><p>• Histórico familiar;</p><p>• Estresse nas articulações;</p><p>• Mulheres com mais de 45 anos.</p><p>Sinais De Urgência Na Dor Lombar</p><p>https://neurocirurgiasp.com.br/artigos/servico-de-neurocirurgia/neuropatia-periferica/</p><p>https://neurocirurgiasp.com.br/artigos/servico-de-neurocirurgia/como-tratar-a-hernia-de-disco/</p><p>https://neurocirurgiasp.com.br/artigos/servico-de-neurocirurgia/como-tratar-a-hernia-de-disco/</p><p>Bandeiras Vermelhas:</p><p>• Sintomas que iniciaram em paciente com idade maior que</p><p>70 anos ou menor que 20 anos</p><p>• Paciente com história prévia ou suspeita de câncer</p><p>• Paciente com imunossupressão (HIV, uso crônico de</p><p>corticóides ou outros imunossupressores)</p><p>• Presença de sinais ou sintomas sistêmicos (perda de peso</p><p>involuntária, febre, outros achados)</p><p>• Dor com característica não mecânica (não relacionada à</p><p>atividade/repouso) ou dor predominantemente noturna</p><p>(suspeita de etiologia inflamatória)</p><p>• Paciente com diagnóstico prévio de osteoporose</p><p>Avaliar as características da dor:</p><p>• Tempo de início</p><p>• Origem (como se instalou)</p><p>• Sintoma novo ou antigo com mudança de características</p><p>• Tipo de dor (mecânica, radicular, claudicante ou</p><p>inespecífica)</p><p>• Mecanismo da lesão</p><p>• Inspeção do local</p><p>A regra mnemônica “OPQRST”, pode ser utilizada</p><p>para avaliar a dor:</p><p>Onset (início)</p><p>Provocation (precipitantes da dor)</p><p>Quality (qualidade/tipo da dor)</p><p>Radiation (irradiação da dor)</p><p>Symptoms (sintomas associados)</p><p>Time (tempo de duração)</p>

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