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<p>UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE</p><p>Instituto de Educação á Distância</p><p>Tema do Trabalho</p><p>Supervisão Pedagógica na Escola Primária 7 de Abril (Dondo)</p><p>Nome: Maria Inês Vicente Agostinho</p><p>Código do Estudante: 708239088</p><p>Curso: Licenciatura em Ensino língua Portuguesa, 2° Ano Turma C, 1º Semestre</p><p>Disciplina: Introdução à Filosofia</p><p>Ano de Frequência: 2</p><p>0</p><p>ano</p><p>Beira, Maio de 2024</p><p>UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE</p><p>Instituto de Educação a Distância</p><p>Tema do Trabalho</p><p>SUPERVISÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA PRIMARIA 7 ABRIL</p><p>(DONDO)</p><p>O Tutor : Egina Bande</p><p>Código do Estudante: 708239088</p><p>Curso: Licenciatura em Ensino língua Portuguesa, 2° Ano Turma C, 1º Semestre</p><p>Disciplina: Práticas Pedagógicas II</p><p>Ano de Frequência: 2</p><p>0</p><p>ano</p><p>Beira, Maio de 2024</p><p>Índice</p><p>Introdução ..................................................................................................................................................... 4</p><p>1.1.Revisão Bibliográfica .............................................................................................................................. 5</p><p>1.1.1. Supervisão pedagógica ........................................................................................................................ 5</p><p>1.1.2. Supervisor ........................................................................................................................................... 6</p><p>1.1.3. Perfil do supervisor pedagógico .......................................................................................................... 8</p><p>1.1.4. Postura do supervisor pedagógico ....................................................................................................... 8</p><p>1.1.5. Tipos de supervisão pedagogia ........................................................................................................... 9</p><p>1.1.6. Tipos ou formas de supervisão em termos de abrangência. .............................................................. 10</p><p>1.1.6. Importância da Supervisão Pedagógica. ........................................................................................... 11</p><p>1.1.6. O que se Pretende com a Supervisão ................................................................................................ 14</p><p>2. ESTUDO DE CASO ESCOLA PRIMÁRIA 7 DE ABRIL (DONDO) ................................................. 16</p><p>2.1.1. Método de abordagem ....................................................................................................................... 16</p><p>2.1.2. Método de procedimento .................................................................................................................. 16</p><p>2.1.3. Técnica de recolha de dados ............................................................................................................. 17</p><p>2.1.4.Duração do estudo .............................................................................................................................. 17</p><p>2.1.5.Análise e Interpretação de dados. ...................................................................................................... 18</p><p>3.Conclusão ................................................................................................................................................. 22</p><p>4.Bibliografia .............................................................................................................................................. 24</p><p>4</p><p>Introdução</p><p>A supervisão (pedagógica) não deve ser um mero campo de aplicação de saberes desenvolvidos</p><p>noutros contextos. Mas assumindo-se como um campo de acção e de saber multifacetado, deve</p><p>saber recorrer a saberes contributivos, após equacionar os problemas que lhe são específicos e,</p><p>deste modo, criar conhecimento específico (Alarcão e Tavares, 2003, p.156).</p><p>Tendo em conta a multiplicidade da supervisão, neste trabalho pretende-se discutir e fazer uma</p><p>abordagem descritiva sobre a supervisão pedagógica na escola supracitada em relação aos</p><p>conhecimentos reais do processo de ensino e aprendizagem. Neste sentido, o trabalho terá como</p><p>instrumento de investigação entrevistas semi-directivas a docentes da escola.</p><p>O trabalho está organizado em quatro partes, nomeadamente a introdução, onde de forma</p><p>objectiva apresentaremos o que pretendemos investigar, a parte de apresentação responsável</p><p>confrontação de teorias e resumo da matéria em estudo, a conclusão, onde de forma mais</p><p>sintética traremos as ideias inessenciais da nossa investigação e referências bibliográficas, para</p><p>alistamento das obras usadas na produção do trabalho.</p><p>Para a elaboração do presente trabalho para alem dos conhecimentos práticos que possuímos,</p><p>recorremos a pesquisa bibliográfica que constitui nas leituras e interpretações sólidas</p><p>fundamentadas por diferentes autores de destaque, que debruçaram-se sobre o tema em alusão e;</p><p>também recorremos a pesquisas documental, para recolher informações em diversas dissertações.</p><p>Mosher e Purpel alertam-nos para a importância da supervisão pedagógica não só na formação</p><p>de professores como também no próprio sistema educativo.</p><p>5</p><p>1.1.Revisão Bibliográfica</p><p>1.1.1. Supervisão pedagógica</p><p>Por supervisão pedagógica entende-se “um processo em que um professor, em princípio mais</p><p>experiente e mais informado, orienta um outro professor ou candidato a professor no seu</p><p>desenvolvimento humano e profissional.” (Alarcão e Tavares, 2003, p.16).</p><p>Alarcão e Tavares referem a supervisão como uma orientação da acção profissional que tem</p><p>como objectivo principal o desenvolvimento profissional do aluno estagiário, não esquecendo o</p><p>seu desenvolvimento humano.</p><p>Neste sentido a, “prática pedagógica incide directamente sobre o processo ensino/aprendizagem</p><p>que, por sua vez, pressupõe e facilita o desenvolvimento do aluno e o do professor em formação.</p><p>Mas também o supervisor ou orientador da prática pedagógica se encontra, ele próprio, num</p><p>processo de desenvolvimento e aprendizagem” (Alarcão e Tavares, 2003, p.45).</p><p>Assim sendo, o objecto específico da função supervisora ao nível escolar é o processo de ensino</p><p>aprendizageme a abrangência deste processo inclui: a supervisão da implementação do currículo,</p><p>do cumprimento dos programas de ensino, da planificação do ensino (aulas), do decorrer das</p><p>aulas (uso de meios e métodos de ensino adequados), da avaliação e formas de recuperação das</p><p>aprendizagens não assimiladas.</p><p>Para Alarcão & Tavares (2003) “o objectivo da supervisão não é apenas o desenvolvimento do</p><p>conhecimento, visa também o desabrochar de capacidades reflexivas e o repensar de atitudes,</p><p>contribuindo para uma prática de ensino mais eficaz, mais comprometida, mais pessoal e mais</p><p>autêntica”.</p><p>Por sua vez, Vieira (2009, p.199) apresenta uma definição onde não deixa dúvidas sobre o</p><p>objectivo da supervisão: “teoria e prática de regulação de processo de ensino e de aprendizagem</p><p>em contexto educativo formal, instituindo a pedagogia como o seu objecto”. Assim a supervisão</p><p>pedagógica procura articular num processo conjunto a observação a recolha de informação sobre</p><p>o processo sobre o processo de ensino e a sua Analise para uma consequente reconstrução de</p><p>significados sobre a prática dos protagonistas em acção: alunos, professor e supervisor. Nesta</p><p>perspectiva, a dimensão da colaboração, como princípio ou condição essencial no modelo da</p><p>supervisão pedagógica, torna-se essencial no processo de formação contínua do professor como</p><p>6</p><p>factor de transformação e mudança das práticas e das próprias escolas reflectindo-se na</p><p>aprendizagem dos alunos.</p><p>De acordo com vieira (1993), a supervisão pode definir-se como “ actuação de monitorização</p><p>sistemática da pratica pedagógica, sobretudo através de procedimentos de reflexão e</p><p>experimentação nas suas</p><p>dimensões analíticas e interpessoal, de observação como estratégia se</p><p>formação e de didáctica como campo especializado de reflexo ou experimentação pelo professor.</p><p>1.1.2. Supervisor</p><p>Se o conceito de supervisão descreve um processo comum a todas as profissões e que seu papel é</p><p>o de garantir a qualidade do produto, no caso específico do ensino, a função do supervisor será a</p><p>de garantir a qualidade da actuação do professor na aula, uma vez que esta deve estar</p><p>directamente correlacionada com a qualidade da aprendizagem, o que nos leva a aferir que o</p><p>exercício da supervisão está para além do controlo, da vigilância e da fiscalização para detectar</p><p>erros e aplicar punições. Em nosso entender, se o supervisor agir com este intuito não se</p><p>conseguirá criar ambientes favoráveis para a ocorrência de aprendizagens nem proporcionar</p><p>condições para o melhoramento das competências dos professores, nem tão pouco poderá ser</p><p>possível diagnosticar as reais fraquezas e necessidades dos professores cuja forma para</p><p>ultrapassa-las passa pela supervisão pedagógica e pela formação contínua. Por esta razão Alarcão</p><p>& Tavares (2003) sustentam que a "supervisão é uma actividade que visa o desenvolvimento e a</p><p>aprendizagem dos professores" (p.6) e isso pressupõe que o supervisor tenha experiência para o</p><p>exercício desta função, razão pela qual os mesmos autores definem "a supervisão como um</p><p>processo em que um professor, em princípio mais experiente e mais informado, orienta um outro</p><p>professor ou candidato a professor no seu desenvolvimento humano e profissional" (p.16).</p><p>É importante sublinhar nesta definição que a supervisão não tem um limite de tempo nem de</p><p>espaço para a sua ocorrência, devendo acontecer tanto na formação inicial como ao longo de toda</p><p>a carreira docente. Um outro aspecto que nos interessa evidenciar é o fato de a supervisão poder</p><p>ser feita por um outro professor desde que este preencha os requisitos julgados pertinentes e</p><p>acima apontados. Aliás Alarcão (2009) entende que "todos na escola são supervisores" (p. 121),</p><p>desde que tenham finalidade de criação de contextos de aprendizagem, o que remete os</p><p>intervenientes à uma nova postura, devendo todos pautar por uma atitude de inter-ajuda,</p><p>contribuindo para uma escola melhor. De acordo com a mesma autora, quando isto acontece, é</p><p>7</p><p>possível identificar diversos tipos de supervisão tais como: a auto-supervisão e heterosupervisão,</p><p>não querendo com isso menosprezar a pertinência da supervisão feita pelo pessoal especializado</p><p>e, como refere Perrenoud (1999) citado por Costa (2009) é importante uma sólida "base de</p><p>competências profissionais" onde se possa "ancorar a prática reflexiva" (p. 9).</p><p>Diferentemente, em Moçambique, não encontrámos uma lei específica que impõe a formação</p><p>especializada do supervisor, nem outros instrumentos normativos exaustivos que delineiam o</p><p>campo da sua actuação, por isso o Manual de Apoio à supervisão Escolar (MINED, 2013) trata a</p><p>supervisão: "Como uma actividade sistemática dos Técnicos Pedagógicos de todas as Unidades</p><p>Orgânicas do Ministério da Educação (MINED) com vista a dar assistência e apoio aos</p><p>professores, através de planificação, acompanhamento, coordenação, controle, avaliação " (p.7).</p><p>A partir desta definição, é possível concluir que o exercício da supervisão no nosso país é algo</p><p>restrito, ou seja, é reservada aos Técnicos Pedagógicos do MINED. Igualmente é fácil prever as</p><p>dificuldades que os supervisores encaram tomando em conta as distâncias que os separam do</p><p>Ministério às escolas de todo o país. Estas dificuldades podem fazer com que a supervisão deixe</p><p>de ser um processo e seja apenas uma acção normativa ao ser desencadeada em equipas multi-</p><p>setoriais de Técnicos Pedagógicos em nenhuma, em uma ou duas vezes por ano, dependendo das</p><p>condições que se lhes forem disponibilizadas. As dificuldades são acrescidas ainda mais porque</p><p>vezes há em que os Técnicos são obrigados a assistir aulas de disciplinas que não têm relação</p><p>alguma com a sua formação, por exemplo, um Técnico formado em Matemática assistir à uma</p><p>aula de História. Que conselhos pode deixar em termos de conteúdos se o professor tiver</p><p>dificuldades?</p><p>Outrossim, Alarcão e Tavares (2003) afirmam que, o supervisor, para poder ajudar a levar a bom</p><p>termo o processo de supervisão terá que dominar também os conteúdos programáticos das</p><p>respectivas disciplinas, embora se lhe exige outros requisitos tais como: "possuir uma boa cultura</p><p>geral e formação efectiva nos domínios das ciências fundamentais da educação, da formação de</p><p>adultos e da formação de professores, do desenvolvimento curricular, das didácticas " (p.59).</p><p>Se nem se sabe quando será o próximo encontro para a supervisão, quem saberá se o assistido já</p><p>ultrapassou o problema que por ventura tenha sido observado, uma vez que a distância e o tempo</p><p>que os separa são inquestionáveis? A supervisão, para o seu sucesso, exige uma abrangência,</p><p>envolvência, dinamismo, reciprocidade e reflexão dialogada, daí que Alarcão & Tavares (2003)</p><p>8</p><p>sublinha que "a supervisão implica uma visão de qualidade, inteligente, responsável, livre,</p><p>experiencial, acolhedora, empática, serena e envolvente de quem vê o que se passou antes, o que</p><p>se passa durante e o que se passará depois " (p.45-46). Portanto, isto só seria possível se o</p><p>supervisor acompanhasse todo o processo de ensino/aprendizagem em permanente contacto com</p><p>a realidade e diálogo com todos os intervenientes do processo educativo.</p><p>Entendemos nós que o supervisor não devia apenas ser aquele que vem das Unidades Orgânicas do</p><p>Ministério de Educação (MINED).</p><p>1.1.3. Perfil do supervisor pedagógico</p><p>Em relação as características, postura e formas de actuação do supervisor pedagógico são</p><p>importante que este seja:</p><p> Competente, experiente, idóneo, social e cooperativo;</p><p> Criativo, crítico, dinâmico, responsável, comunicativo e respeitável;</p><p> Simples, cortês, delicado, solícito, compreensivo, honesto, imparcial e rigoroso</p><p> Conhecedor dos principais elementos de gestão, planificação e administração do sistema</p><p>educativo;</p><p> Capaz de apoiar os outros gestores escolares, técnicos e professores na identificação</p><p>e busca de soluções dos problemas que afectam o desempenho do sistema educativo;</p><p> Capaz de dominar as políticas, estratégias, documentos orientadores, normativos e</p><p>da principal legislação do sector de educação,</p><p> Capaz de incentivar os outros gestores escolares, técnicos e professores a melhorar cada</p><p>vez mais a qualidade do seu trabalho para o alcance dos objectivos previamente traçado</p><p>1.1.4. Postura do supervisor pedagógico</p><p>A postura refere-se ao conjunto das atitudes, disposição e maneira de ser de um supervisor</p><p>pedagógico no concernente ao relacionamento com os outros e aos aspectos éticos e</p><p>deontológicos que concorrem para uma supervisão pedagógica eficaz e eficiente.</p><p>A postura de um supervisor pedagógico deve ser aceitável sobretudo em relação às pessoas</p><p>(alunos, professores e comunidade) com quem lida directamente durante a execução das suas</p><p>actividades, sob o risco de ser desacreditado, pois mesmo que possua um perfil adequado, se a</p><p>9</p><p>sua postura é questionável, tudo que observa, orienta ou recomenda não terá a devida</p><p>consideração nem seguimento satisfatório.</p><p>1.1.5. Tipos de supervisão pedagogia</p><p>Segundo Tales (1997, p.135) existem quatro classes ou tipos de supervisão pedagógica. Foram</p><p>destacados tipos de supervisão sendo correctiva, preventiva, criativa e construtiva.</p><p>1. Supervisão preventiva: visa prevenir ao invés de corrigir os erros ou falhas do professor.</p><p>Antecipar-se ao eventual erro do professor e fazer o prognóstico dos problemas</p><p>constituem essência da supervisão preventiva. Neste tipo de supervisão o supervisor</p><p>deposita confiança no professor e na sua actividade porque são estes os pontos-chave da</p><p>sua actuação (Tales, 1997, p. 135).</p><p>2. Supervisão Correctiva: é do tipo inspecção</p><p>fiscalizadora dado que a sua essência está na</p><p>identificação de faltas, lacunas e defeitos do professor sem antes investigar as suas</p><p>causas. Este tipo de supervisão não considera as diferenças individuais dos professores</p><p>supõe que todos os professores devem ser iguais e por conseguinte devem ser tratados e</p><p>cobrados da mesma maneira. Embora tenha seu lado positivo quando bem aplicado</p><p>merece crítica pelo facto de os seus executores buscarem apenas os erros não se</p><p>preocupando com os aspectos positivos que se verificam no trabalho do supervisionando</p><p>(Tales, 1997, p. 135).</p><p>3. Supervisão construtiva: baseia na ajuda e na apreciação construtiva do trabalho</p><p>dos professores visando melhorar o seu desenvolvimento profissional e facilitar as suas</p><p>actividades no processo de ensino aprendizagem. A essência deste tipo de supervisão não</p><p>é a busca de erros ou falhas do professor mas é a construção de um ambiente Professional</p><p>que possa possibilitar que o professor desenvolve as sua personalidade sua profissão e</p><p>encontre processos novos de acção docente que retirem da rotina ( Tales, 1997,p.135)</p><p>4. Supervisão criadora: baseia-se na ideia segundo qual todas as escolas são um potencial</p><p>no trabalho criativo e harmonioso devendo o supervisor despertar nos principais</p><p>intervenientes do ensino a capacidade de desenvolver este potencial. Este tipo de</p><p>supervisão estimula o professor a usar procedimentos que se adequam as situacoes reais</p><p>da escola respeitando as diferenças de personalidade de cada professor deixando-o em</p><p>liberdade para que crie e produza com as próprias possibilidades e circunstancias ( Tales</p><p>10</p><p>1997, p. 135). Perspectiva de Alarcão e Tavares (2003) citado por Inocêncio (2017, P.</p><p>138) destacam os seguintes tipos de supervisão pedagógica:</p><p>1. Supervisão pedagógica orientada actividades: consiste basicamente em dar acessória,</p><p>corrigir, dar a retro-alimentação positiva, ajudar o professor a interpretar de forma critica</p><p>o se sentido de actuação. A primeira parte da intervenção, o supervisor é dedicado a</p><p>questionar as estratégias de trabalho, observa e não intervém nas actividades que os</p><p>alunos vão realizando. A segunda consiste num diálogo de reprocidade de critérios para</p><p>avaliação do trabalho realizado, finalizando com sugestões e alternativas de solução e</p><p>perspectivas de trabalho do professor.</p><p>2. Supervisão pedagógica orientada ao aluno: o supervisor percebe o contexto das</p><p>actividades que realizam os alunos sobre orientação do professor, constata a experiencia</p><p>de aprendizagem, forma de interacção e relações mútuas, aluno professor. Com auxílios</p><p>de alguns instrumentos de recolha de dados, percebe-se as atitudes e comportamentos dos</p><p>alunos na realização das actividades, diferenças individuais, principalmente durante o</p><p>trabalho em grupo. A característica principal deste tipo de supervisão é a colaboração</p><p>entre os intervenientes.</p><p>3. Supervisão pedagógica orientada ao professor: o supervisor demonstra seu papel</p><p>através de reflexões e interacções como professor prepara as categorias, sensibiliza-o na</p><p>forma de ser e de trabalhar. Na ordem do Inocêncio (2017, p. 139) salienta que:</p><p>É importante que o supervisor não imponha receitas e exigências, deve</p><p>reconhecer que o professor é um profissional suficientemente capaz de tomar decisões inteligentes</p><p>sobre a estruturação dos conteúdos, actividades e selecção dos métodos adequados as</p><p>características dos seus alunos. Por isso deve em primeira estância deixá-lo trabalhar de forma</p><p>independente. O papel do supervisor deve consistir no aconselhamento e ajudar o professor</p><p>a compreender os aspectos que podem produzir efeitos positivos nas aprendizagens dos alunos ou</p><p>seja enfocados ao alcance dos resultados como estabelece a pedagogia de integração.</p><p>1.1.6. Tipos ou formas de supervisão em termos de abrangência.</p><p>Tipos ou formas de supervisão em termos de abrangência Em termos de abrangência pode-se</p><p>identificar dois grandes tipos de supervisão:</p><p>11</p><p>Supervisão Pedagógica: é mais específica na medida em que se ocupa da verificação do</p><p>desenrolar das actividades didáctico-pedagógicas, ou seja, o processo do ensino-aprendizagem</p><p>em si (Rangel, 2001, Pinto, 2013) citados por Matusse (2021, p. 28).</p><p>a) A Supervisão pedagógica interna - Segundo Simbine (2009, p. 60) citada por Matusse</p><p>(2021, p. 28), a supervisão pedagógica interna é realizada pelo responsável máximo da</p><p>escola ou seja, pelo director na qualidade de supervisor. Por sua vez, os supervisionados</p><p>são todos responsáveis dos sectores de trabalho, professores e trabalhadores em geral.</p><p>Uma variante comum deste tipo de supervisão nas nossas escolas é a prática das</p><p>assistências mútuas que consistem na possibilidade que um professor tem de assistir outro</p><p>colega da mesma área ou de área diferente para, de igual para igual, apoiarem-se a</p><p>melhorar as praticas pedagógicas mediante o registo das dificuldades mais comuns, a</p><p>escola como um todo procura formas de superação ( as jornadas pedagógicas internas são</p><p>um exemplo pratico ).</p><p>b) Supervisão pedagógica externa é aquela que é feita por responsáveis ou técnicos</p><p>oriundos de outros lugares fora da escola, como é o caso dos coordenadores de ZIPS,</p><p>técnicos das REG’ Serviços Distritais, dos DDP’s e da DNEG. Nesta supervisão, os</p><p>supervisores são as direcções de escolas, os professores e os demais trabalhadores,</p><p>(Simbine, 2009, p.65) citado por Matusse (2021, p. 29).</p><p>1.1.6. Importância da Supervisão Pedagógica.</p><p>Supervisão Pedagógica é responsável pela avaliação do desempenho do docente, sempre</p><p>voltando-se a uma óptica formadora, reflexiva e interactiva.</p><p>A Supervisão pedagógica e tão importante dentro da educação porque traz consigo um conjunto</p><p>de conhecimentos, métodos e estratégias na área da Pedagogia. Principalmente no que diz</p><p>respeito à coordenação e avaliação das equipes de professores e outros agentes educativos por</p><p>isso o nome “supervisão”</p><p>A supervisão, como nos ensina Andrade (1976:116), desempenha um papel muito importante na</p><p>integração da escola com a comunidade. Para ele, a ideia da integração da escola na comunidade</p><p>através de uma supervisão escolar responsável, permite que haja uma confluência de pontos de</p><p>vista e de conclusões das ideias mais actuais sobre educação. Integrar a comunidade na vida da</p><p>12</p><p>escola e a escola na da comunidade através da supervisão escolar torna-se uma simbiose útil.</p><p>Todos passam a viver o ensino. Há uma maior participação da comunidade na definição de</p><p>prioridades temáticas por serem tratadas em salas de aula. É a supervisão que tem de identificar</p><p>os anseios da comunidade e por esta via propor a sua integração nos curricula.</p><p>Afinal, a função da educação, entendida como ensino, é dar resposta aos desafios da mesma</p><p>sociedade. A supervisão escolar é importante na medida em que é responsável pela análise e</p><p>orientação de diversas actividades pedagógicas. Também é importante na adopção de estilos de</p><p>liderança que sejam eficientes e eficazes. Por outro lado, a supervisão escolar é importante</p><p>porque é ela que identifica as necessidades de desenvolvimento, tanto pessoal quanto</p><p>profissional, tendo em vista as condições necessárias para que o aprendizado seja contínuo.</p><p>Segundo Leal e Henning (2009), estes defendem que a supervisão escolar exerce uma função</p><p>controladora através da regulação, sendo este controle não tão literal sob a forma de ordem e</p><p>obediência, mas sim de uma acção que regula sem ser explicitamente controlador. Defende que a</p><p>supervisão incorpora o exercício de concepções que orientem principalmente os profissionais</p><p>para o sentido da auto-regulação.</p><p>O trabalho de auto-regulação configura- se em uma concepção de trabalho onde se privilegia a</p><p>parceria, o envolvimento, a problematização, o diálogo e a colaboração. Através da regulação</p><p>busca-se desenvolver, por exemplo, no professor, a capacidade dele próprio controlar o seu</p><p>comportamento dentro</p><p>de padrões considerados coerentes com a actividade que realiza sem ser</p><p>efectivamente impositivo, ou seja busca-se que o professor seja ele próprio regulador de suas</p><p>acções.</p><p>Segundo Alarcão (2002), a supervisão dinamização e acompanha o desenvolvimento qualitativo</p><p>da organização escolar e dos que nela realizam o seu trabalho de estudar, ensinar ou apoiar a</p><p>função educativa.</p><p>O trabalho da supervisão nos processos pedagógicos está coerentemente interligado aos</p><p>processos de contínua melhoria das instituições e dos profissionais e isto porque as acções da</p><p>supervisão vão auxiliar nas actividades de outros professores, e auxiliar, principalmente, a escola</p><p>a fazer da melhor forma o seu trabalho.</p><p>13</p><p>Segundo Formosinho, proporcionar crescimento pessoal e profissional contínuo aos profissionais</p><p>é fundamental. A acção do trabalho da supervisão desenvolvido junto aos professores auxiliará</p><p>também na correcção de práticas de ensino indesejáveis aos sistemas de ensino e na melhoria das</p><p>práticas, pois a supervisão age como uma “modeladora de ambientes de crescimento”</p><p>(Formosinho, 2002) e, consequentemente, tais acções influenciarão na qualidade das</p><p>aprendizagens dos alunos. As actividades que auxiliam os profissionais em seu desenvolvimento</p><p>vão possibilitar o reconhecimento de novas formas de acções, sejam elas para professores em</p><p>formação inicial ou professores já em serviço.</p><p>Melhoria do Ensino: A supervisão pedagógica visa melhorar a qualidade do ensino e da</p><p>aprendizagem. Ao observar as aulas, oferecer feedback construtivo aos professores e colaborar</p><p>no desenvolvimento de estratégias pedagógicas eficazes, os supervisores contribuem para o</p><p>aprimoramento das práticas educacionais.</p><p>Desenvolvimento Profissional: Através do processo de supervisão, os professores têm a</p><p>oportunidade de reflectir sobre sua prática, identificar áreas de melhoria e receber orientação e</p><p>apoio para desenvolver suas habilidades. Isso promove o crescimento profissional contínuo e</p><p>aprimora a competência dos educadores. Importa referir que a supervisão pedagógica e</p><p>responsável pelo :</p><p> Alinhamento dos Objectivos Educacionais: A supervisão pedagógica ajuda a garantir</p><p>que as práticas de ensino estejam alinhadas com os objectivos educacionais e curriculares</p><p>estabelecidos pelas autoridades educacionais. Isso assegura que os alunos estejam</p><p>recebendo uma educação de qualidade e que suas necessidades de aprendizagem sejam</p><p>atendidas de forma adequada.</p><p> Identificação e Resolução de Problemas: Os supervisores pedagógicos têm a</p><p>capacidade de identificar problemas e desafios que podem surgir no contexto</p><p>educacional, seja no nível individual do professor ou no nível institucional da escola. Ao</p><p>trabalhar em colaboração com os professores e a equipe escolar, eles podem ajudar a</p><p>encontrar soluções eficazes para esses problemas.</p><p> Promoção de uma Cultura de Aprendizagem: A supervisão pedagógica contribui para</p><p>promover uma cultura de aprendizagem contínua na escola. Ao valorizar a reflexão, o</p><p>desenvolvimento profissional e a colaboração entre os educadores, ela cria um ambiente</p><p>14</p><p>onde todos os membros da comunidade escolar estão engajados no processo de melhoria</p><p>educacional.</p><p>1.1.6. O que se Pretende com a Supervisão</p><p>Ao pensar nas acções que ocorrem dentro do âmbito escolar é suposto admitir que o que se</p><p>sucede está inteiramente interligado a acções contínuas e nunca finitas, pois a escola não se</p><p>comporta estaticamente ao longo dos anos. Ao tomar como finalidade a ideia de que a supervisão</p><p>é uma ferramenta que visa “melhorar a qualidade da acção educativa” (Vieria, 2009, p. 101) para</p><p>o sucesso escolar estamos de certo modo confirmando tudo o que já foi apresentado como sendo</p><p>relacionado enquanto função da supervisão e do seu trabalho junto da escola e das pessoas que</p><p>fazem parte deste universo (Picado, 2005).</p><p>A partir de tudo o que foi apresentado neste do trabalho, podemos observar que, de um modo</p><p>geral, a supervisão é aquela que vai oferecer liderança para assegurar continuidade e constante</p><p>readaptação ao programa educacional durante um período de tempo, de um nível a outro, dentro</p><p>do sistema e de uma área de experiência de aprendizagem e de conteúdo para outra, procurará</p><p>desenvolver, cooperativamente, ambientes favoráveis para o ensino e para a aprendizagem,</p><p>procurar melhores métodos de ensino e de aprendizagem através de todos os meios disponíveis,</p><p>criar um clima físico, social e psicológico ou um ambiente favorável para a aprendizagem,</p><p>coordenar e integrar todos os esforços e materiais educacionais; Recrutará a cooperação de todos</p><p>os membros do quadro de pessoal ao servir suas próprias necessidades e as de situação; para</p><p>além disto, proporcionará oportunidades para o crescimento de todos os interessados na</p><p>correcção e na prevenção das dificuldades de ensino e de crescimento para assumir novas</p><p>responsabilidades (Sergiovanni, 2000).</p><p>Vai contribuir na transformação pessoal e social que é a escola. Irá sustentar actividades voltadas</p><p>para o desenvolvimento contínuo da escola e dos padrões de qualidade que confere à escola o seu</p><p>êxito. Vai estar contextualizada nos processos pedagógicos, sendo capaz de auxiliar e promover</p><p>a coordenação e orientação das actividades e práticas escolares na formação inicial e continua de</p><p>professores e educadores, no desenvolvimento profissional, avaliação profissional e institucional,</p><p>gestão curricular, apoio, ajuda, colaboração, investigação, regulação, inspecção, orientação,</p><p>(Alonso, 2000; Formosinho, 2002; Alarcão, 2007; Lima, 2007; Chaves, 2011).</p><p>15</p><p>O trabalho da supervisão vai estar, portanto, ligado aos objectivos que a escola tem para</p><p>concretizar o sucesso escolar. Uma supervisão aberta e capaz de reconhecer os planos de</p><p>desenvolvimento de acções que melhorem continuamente o ensino a aprendizagem e a qualidade</p><p>da educação. Que propicie a participação da comunidade escolar, permitindo construir um plano</p><p>de acção que inclua a perspectiva dos próprios alunos e ainda a própria comunidade fora da</p><p>escola, buscando agregar no âmbito escolar a realidade que vivencia em si própria e também na</p><p>sociedade ao seu redor. Se o que se busca para um aperfeiçoamento da sociedade esta</p><p>relacionado a qualidade da educação que se presta aos educandos, esta é então uma síntese do</p><p>trabalho que se desenvolve para o sucesso escolar pela supervisão pedagógica. Ela integrará</p><p>todos os esforços a partir da necessidade de concluir eficientemente o ensino e aprendizagem,</p><p>coordenando, liderando, formando, apoiando todos aqueles que vivem o processo educacional.</p><p>16</p><p>2. ESTUDO DE CASO ESCOLA PRIMARIA 7 DE ABRIL (DONDO)</p><p>2.1.1. Método de abordagem</p><p>A abordagem do nosso estudo é indutiva, que de acordo com Lakatos (1992: 81), inicia pela</p><p>percepção de uma lacuna nos conhecimentos acerca do qual formula hipóteses. O método de</p><p>abordagem constitui a etapa mais concreta da investigação, com finalidade mais restrita em</p><p>termos de explicação geral do fenómeno. Neste caso, pressupôs-se uma atitude concreta em</p><p>relação ao tema em estudo. Ou seja, partiu-se de um caso particular e generalizou-se o resultado.</p><p>Foi importante o uso deste método de abordagem na medida em que permitiu que centrássemos a</p><p>pesquisa num caso concreto, mas que assumimos que o fenómeno a analisar, neste caso a</p><p>supervisão escolar, ocorre em todas as escolas nacionais. Podendo estar a enfrentar os mesmos</p><p>problemas. Esta convicção é fundamentada pelo facto de a problemática do baixo</p><p>aproveitamento escolar não ser um fenómeno da escola em estudo, mas de todas as escolas do</p><p>país.</p><p>2.1.2. Método de procedimento</p><p>Para a realização deste trabalho tomou-se em consideração o método qualitativo. O uso deste</p><p>método torna-se importante e apropriado neste trabalho porque se trata de fenómeno complexo,</p><p>de natureza sociocultural, logo, o entendimento do seu contexto</p><p>constitui elemento chave para o</p><p>trabalho. Conforme Neves (1996) o método qualitativo sugere a aprender a observar, registar e</p><p>analisar interacções reais entre pessoas, e entre pessoas e instituições. Outro aspecto de extrema</p><p>importância nesse método é que pretende-se descrever de forma detalhada tanto o fenómeno</p><p>como os comportamentos, as citações directas de pessoas sobre suas experiências e interpretar a</p><p>realidade de forma mais rica e objectiva possível.</p><p>Portanto, o método qualitativo adapta-se melhor para este trabalho por necessitar de identificar e</p><p>explorar os significados das interacções que as práticas de supervisão pedagógica em vigor</p><p>estabelecem nessa unidade de ensino no contexto do desenvolvimento profissional, por um lado, e por</p><p>outro, no melhoramento do processo de ensino - aprendizagem e no sucesso escolar, assim como</p><p>estimular novas compreensões do fenómeno em estudo.</p><p>17</p><p>2.1.3. Técnica de recolha de dados</p><p>Quanto as técnicas de recolha de dados serão privilegiadas consultas bibliográficas,</p><p>questionários, entrevista e observação directo.</p><p>Observação</p><p>É uma técnica de colheita de dados e utiliza os órgãos de sentido na obtenção de determinados</p><p>aspectos da realidade, não consiste apenas em ouvir e ver, mas também em examinar factos ou</p><p>fenómenos que se desejam estudar. Artur (2010). É com esta técnica que irá se observar a</p><p>realidade do que acontece com o ensino. Fizer se à um trabalho de campo , do qual irão ser</p><p>assistidas algumas aulas para analisar as condições do ensino aprendizagem, a relação entre o</p><p>professor e o aluno, o grau de assimilação da matéria e a participação dos alunos nas aulas.</p><p>Entrevista</p><p>É uma técnica de recolha de dados que envolve perguntas aos respondentes, quer individualmente, quer</p><p>em grupo, em que às respostas efectuadas podem ser registadas por escrito ou gravadas durante a</p><p>entrevista. De acordo com Goode e Hatt, a entrevista consiste no desenvolvimento de precisão,</p><p>focalização, viabilidade de certos actos social a conservação. Serão entrevistados os professores, técnicos</p><p>pedagógicos e a direcção de escola sobre o estágio da evolução da supervisão escolar e a sua contribuição</p><p>no P.E.A.</p><p>População e amostra</p><p>Através do método probabilístico por conveniência, a população será constituída por vinte (10)</p><p>professores, quatro (4) membros da Direcção da Escola e oito (4) Delegados de Disciplinas</p><p>formando um universo de dezoito (18) indivíduos.</p><p>2.1.4.Duração do estudo</p><p>O Estudo teve como duração de dois mes (03), tendo o seu início o mês de Fevereiro de 2024 até</p><p>Maio de 2024.</p><p>18</p><p>2.1.5.Análise e Interpretação de dados.</p><p>Neste capítulo são apresentados e discutidos os resultados da investigação, respondendo as</p><p>perguntas da pesquisa, que consistiram na análise de como é implementada a supervisão</p><p>pedagógica na Escola Primaria 7 de Abril, cidade de Dondo, província de Sofala, para melhoria</p><p>da qualidade de ensino. Ao longo da discussão teve-se como foco a apresentação das vantagens e</p><p>desvantagens da supervisão no processo de ensino-aprendizagem. Tendo como base teórica o</p><p>estudo dos relatórios da supervisão pedagógica, as actas das actividades dos grupos de disciplina</p><p>e as planificações quinzenais dos professores, assim como alguns conceitos que destacam o papel</p><p>da supervisão nas escolas.</p><p>No total foram inquiridos setenta (10), professores, entre homens e mulheres, dos quais 67%</p><p>foram homens e 33% mulheres. Para além de termos trabalhado com os professores, também</p><p>inquiriu se 2 supervisores internos, repartidos em dois (2) membros de direcção, dos quais uma é</p><p>mulher, oito (4) delegados de disciplina, totalizando um universo de 18 inquiridos.</p><p>O objectivo central desta questão era de perceber dos inquiridos o seu palpite sobre a supervisão</p><p>escolar. De salientar que não estava em causa a supervisão levada a cabo pelos técnicos</p><p>especializados, mas aquela que é desenvolvida dentro do grupo de disciplina ou entre</p><p>professores.</p><p>Dos inquiridos 25% disseram que a supervisão é feita entre professores, maior parte,</p><p>correspondente a 75%, responderam que a supervisão é feita pelo pedagógico. Durante a</p><p>entrevista notou se que os professores não concorda com a forma como a supervisão escolar é</p><p>levada a cabo ao nível interno. Ou seja, entre professores. Não existe uma dinâmica digna de</p><p>menção que justifique uma interacção permanente entre os professores. Existe um</p><p>comportamento egoísta entre os professores, não facilitando deste modo o intercâmbio, que na</p><p>óptica seria um momento propício para a troca de experiência e de reflexão crítica sobre a</p><p>profissão e os resultados escolares.</p><p>A supervisão pedagógica é uma actividade exclusiva das entidades constituídas especificamente</p><p>para o efeito. Ela pode ser desenvolvida de professor para professor ou ao nível da direcção</p><p>19</p><p>escolar. Assume se desde logo que a supervisão escolar é uma actividade de qualquer um desde</p><p>que esteja envolvido no ensino.</p><p>Para além de ter-se inquirido os professores sobre como é levada a cabo a supervisão escolar,</p><p>neste caso a supervisão interna, inquirimos os gestores locais do ensino.</p><p>A questão colocada aos membros de direcção (4 membros), enquanto gestores imediatos do</p><p>processo de ensino - aprendizagem foi: será que os professores realizam a assistência mútua das</p><p>aulas?</p><p>Para 3 membros de direcção, o correspondente a 75%, os professores não realizam assistências</p><p>mútuas de aulas. Mesmo que o façam é no sentido de quererem cumprir a rotina, ou como forma</p><p>de ter a ficha de assistência preenchida. E desta forma livrarem-se do questionamento dos</p><p>supervisores externos.</p><p>A não assistência mútua das aulas pelos professores representa um perigo para o sucesso escolar</p><p>que tanto almejamos. A assistência mútua de aulas deve ser encarada como uma oportunidade de</p><p>auto-supervisão e de auto-aprendizagem ou superação. Quando um colega vai assistir a aula do</p><p>outro colega constitui para ambos um momento de aprendizagem. Quem assiste fica atento sobre</p><p>como o colega procede e que possíveis inovações introduz.</p><p>Desta forma quem esteve a ensinar, não só o fazia em relação aos seus alunos, mas também</p><p>esteve a ensinar o colega. A assistência mútua de aulas não tem, somente, a função de detectar as</p><p>falhas do colega, mas tem, acima de tudo, uma função didáctica indispensável para o</p><p>desempenho correcto da profissão docente. É da assistência mútua que os colegas de disciplina</p><p>conhecem-se. E uma oportunidade para troca de experiências e, quiçá, desenvolverem as suas</p><p>habilidades de mediadores do processo de ensino-aprendizagem.</p><p>Atendendo e considerando as respostas dadas, verificou-se que a supervisão na escola em estudo</p><p>tem sido levada com menor idoneidade.</p><p>Os membros de direcção realizam algumas actividades para aferir os níveis de assistência mútua</p><p>das aulas. Estas actividades consistem basicamente na visita de pastas de grupos das disciplina.</p><p>Nestas pastas têm encontrado a ficha de assistência mútua preenchida como o único elemento</p><p>probatório da assistência mútua de aulas.</p><p>20</p><p>Na pesquisa procurou se perceber as áreas de incidência dos supervisores no exercício das suas</p><p>funções, como por exemplo, a metodologia de ensino, assiduidade e a planificação.</p><p>De acordo com os a entrevista feita na escola podemos aferir que a supervisão incide sobre como</p><p>o professor usa os métodos na sala de aula, onde estas desempenham um papel preponderante no</p><p>decurso de ensino-aprendizagem, uma vez que actuam como instrumentos que permitem que o</p><p>professor esteja consciente dos fundamentos teóricos da sua área de formação. A supervisão nas</p><p>escolas precisa de ser participativa, cooperativa, e deve enquadrar o corpo docente nas</p><p>actividades, pois o sucesso escolar está ligado a estes profissionais, e todos os intervenientes da</p><p>educação devem ter um único objectivo, o de formar cidadãos íntegros e conscientes de seus</p><p>direitos e deveres na sociedade.</p><p>Sendo assim o supervisor deve organizar, coordenar e tornar possível a realização dos objectivos</p><p>da educação.</p><p>Da entrevista feita ficou ainda patente que um dos aspectos que os supervisores focalizam na sua</p><p>actuação é a planificação. Uma medida acertada porquanto, para nós, a planificação constitui fio</p><p>condutor que indica o caminho a percorrer, permitindo verificar até onde chegou e o que lhe falta</p><p>ainda alcançar. A boa planificação de aulas por parte dos professores permite que estes, em cada</p><p>dia que se fazem à sala de aulas, tenham um foco e objectivos a alcançar bem identificados. A</p><p>planificação é um termómetro da actividade docente, uma daquelas actividades indispensáveis no</p><p>conjunto de tantas que o professor deve realizar.</p><p>Para Piletti (2004;75), a planificação evita a rotina e a improvisação, contribui para a realização</p><p>dos objectivos visados, promove eficiência do ensino, garante maior segurança na direcção do</p><p>mesmo.</p><p>Os resultados da pesquisa demonstram que a maior parte dos professores têm dificuldades de</p><p>planificar uma aula, de fazer uma interligação das funções didácticas com as estratégias de</p><p>ensino. Este facto seria sanado se de facto tivéssemos uma supervisão escolar realizada à luz das</p><p>novas exigências. Uma supervisão atenta a todas as falhas seria capaz de detectar tais erros de</p><p>planificação e promover ou propor capacitações para os professores. A formação que os docentes</p><p>trazem dos institutos de formação de professores não é suficiente e nem é definitiva. Estes</p><p>precisam de uma formação contínua que vai permitir que estejam a actualizar os seus saberes,</p><p>21</p><p>aliás a vida é dinâmica e entre o período em que estavam em formação e o período do exercício</p><p>da profissão muita coisa ocorre. O professor precisa de ser actualizado sob risco de estar parado</p><p>no tempo. A paragem no tempo do professor tem implicações na qualidade de ensino.</p><p>22</p><p>3.Conclusão</p><p>Após feito o estudo sobre a supervisão pedagógica, chegou se a diversas conclusões sobre como</p><p>é que a supervisão escolar na escola primária 07 de Abril (Dondo), que na óptica de Kimbal</p><p>Wiles é um processo que tem como foco desenvolver as habilidades e relações humanas para o</p><p>sucesso da aprendizagem, é fundamental nas escolas moçambicanas.</p><p>No estudo foi possível constatar que ainda persiste na escola o modelo autocrático de supervisão</p><p>pedagógica. Os professores não depositam confiança nos supervisores na medida em que a</p><p>relação com estes é vertical. O professor assume, como se deixa entender o supervisor, os</p><p>técnicos de supervisão como superiores hierárquicos e não como indivíduos ao serviço do</p><p>professor e de todo o sistema de ensino.</p><p>A persistência do modelo autocrático de supervisão escolar é uma ameaça bastante, senão a</p><p>causa fundamental dos índices de reprovação na escola. É que uma supervisão autocrática não</p><p>permite, como é a função e razão da sua prática, detectar com profundidade as possíveis falhas</p><p>no processo de ensino-aprendizagem e deste modo aplicar o antídoto correspondente. Ou seja,</p><p>pelo facto de a supervisão autoritária ser fechada e centrada na pessoa do supervisor não permite</p><p>que os outros intervenientes no processo de ensino abram-se e expliquem de forma aberta as</p><p>dificuldades que encaram durante o exercício das suas actividades.</p><p>Contudo, a Supervisão Pedagógica, a aprendizagem traduz-se num processo complexo, que será</p><p>mais eficaz e rica quanto maior for a dinâmica a ela associada. Através de dinâmicas interactivas,</p><p>individuais ou colectivas, a Supervisão Pedagógica aparece como uma acção facilitadora de um</p><p>processo de desenvolvimento pessoal e profissional de docentes, uma construção permanente de</p><p>conhecimento que conjuga os esforços colaborativos e reúne potencialidades plurais de</p><p>crescimento quer a nível individual e afectivo, quer a nível social e profissional.</p><p>Não podemos esquecer que muitos professores questionam as suas práticas não só para serem</p><p>mais eficazes mas também para resolver as suas dúvidas. Desta forma, desencadeiam se</p><p>processos reflexivos que favorecem o desenvolvimento e a responsabilidade dos professores. É</p><p>por isso que um professor reflexivo nunca deixa de surpreender porque se questionam sobre “o</p><p>quê”, “o porquê” e “como” se fazem as coisas em relação a si e aos outros, servindo-se deste</p><p>questionamento como forma de aprendizagem. A Supervisão Pedagógica assume pois um papel</p><p>23</p><p>transformador nos sujeitos e nas suas práticas pedagógicas. A participação activa dos formandos</p><p>no seu processo de desenvolvimento profissional cria neles um sentimento de pertença e</p><p>identidade profissional. As referências bibliográficas do trabalho demonstram um vasto leque de</p><p>pesquisa no campo da supervisão pedagógica educação e, em particular, no domínio da reflexão</p><p>como modelo de supervisão. Ao longo da nossa reflexão, tentámos recuperar conceitos</p><p>fundamentais do domínio da Supervisão Pedagógica que, pela sua relevância e actualidade,</p><p>encorpam paradigmas de aprendizagem dinâmica e colaborativa.</p><p>24</p><p>4.Bibliografia</p><p>ALARCÃO, I. (org).(1996). Formação reflexiva de professores – estratégias de supervisão.</p><p>Porto: Porto Editora.</p><p>ALARCÃO, I; ROLDÃO, M. (2008). Supervisão. Um contexto de Desenvolvimento</p><p>Profissional dos Professores, “Colecção Educação e Formação”. Mangualde: Edições Pedago.</p><p>ALARCÃO, I. & TAVARES, J. (1987). Supervisão da prática pedagógica – Uma perspectiva de</p><p>desenvolvimento e aprendizagem. Coimbra: Livraria Almedina.</p><p>ALARCÃO, I. e TAVARES, J. (2003). Supervisão da Prática Pedagógica. Uma Perspectiva de</p><p>Desenvolvimento e Aprendizagem. Coimbra: Livraria Almedina (2ª ed.)</p><p>ALARCÃO, I. et al. (2000). Escola Reflexiva e Supervisão. Porto, Porto Editora.</p><p>Alarcão, I. (2004). Do olhar supervisivo ao olhar sobre supervisão. In: Supervisão pedagógica:</p><p>princípios e práticas. 4. ed. Campinas:</p><p>Alves, A. I. D. M., A supervisão pedagógica: da interacção à construção de identidades</p><p>profissionais; Andrade, N.V. Supervisão em Educação, Rio de Janeiro, LTC/MEC, 1976</p><p>Anjos, A. d. (1988). Relação entre a função de liderança do Supervisor Escolar e a satisfação de</p><p>professores: estudo de caso na 1ª D. E. de Porto Alegre. Dissertação (Mestrado em Educação).</p><p>Porto Alegre: PUCRS,</p><p>Borges, C. ( 2008). A formação docente em educação física em Québec saberes , espaços e</p><p>culturas. Porto alegre , Brasil</p><p>Covey , S.R. (1994). Liderança baseada em princípios. Rio de Janeiro:</p><p>Campus, Freitas, A. L. de S. (2001). Pedagogia da Conscientização: um legado de Paulo Freire à</p><p>formação de professores. Porto Alegre: EDIPUCRS,</p><p>Formosinho, J. (1991). Formação contínua de professores: Realidades e Perspectivas. Aveiro.</p><p>Formosinho, J. O. (2002). A Supervisão na Formação de Professores II. Da Organização à</p><p>Pessoa. Porto: Porto. Formosinho, J. O. (2009). Desenvolvimento profissional dos professores.</p><p>Em J. Formosinho, Formação de Professores: Aprendizagem profissional e ação docente (pp.</p><p>221-284). Porto: Porto Editora.</p><p>25</p><p>Greia, J. (2003), Supervisão Pedagógica no contexto do desenvolvimento profissional docente e</p><p>melhoria das aprendizagens.</p><p>Giancaterino, R. Meu Artigo» Educação» Relevância e as atribuições do supervisor educacional</p><p>de uma escola estadual do município de São Bernardo do Campo – SP;</p><p>Hunter, J. C. (2004), O monge e o executivo: uma história sobre a essência da liderança. 15. ed.</p><p>Tradução de Maria da Conceição Fornos de Magalhães. Rio de Janeiro: Sextante;</p><p>Lopes, A. (2001) Libertar o desejo, resgatar a inovação: a construção de identidades</p><p>profissionais docentes. Lisboa: IIE, Temas de Investigação nº20, p.356.</p><p>Lopes, J. & Silva, H. S. (2011). O Professor faz a Diferença. Lisboa: Edições Técnicas.</p><p>Libâneo, J. C. (1994). Didáctica. São Paulo: Cortez. 60 Marconi,</p><p>Lima, E. C. (2007). Um olhar histórico sobre a supervisão. Em</p><p>M. Rangel, & Papirus (Ed.),</p><p>Supervisão pedagógica: princípios e práticas. (pp. 68-79). Campinas.</p><p>M. A. & Lakatos, E. M. (2000), Metodologia Científica, 3ª edição . Petrópolis: E. Vozes;</p><p>Marconi, M. A. & Lakatos, E. M. (2000), Metodologia Científica, 5ª e 7ª edição;</p><p>Nérci, I. Introdução a didáctica geral. Fundo de cultura,</p><p>Nérci, I. Introdução à Supervisão Escolar 5ª edição. São Paulo: Atlas s.a..</p><p>Pilett, C. (2004).. Didáctica Geral . 23ª Edição , São Paulo: Editora Àtica, Universidade Católica</p><p>de Campinas.</p><p>Ribeiro, J. B. & Silva, J.(1997). Compêndio de filosofia. Lisboa publicações e Artes;</p><p>Silva, M. (1990). O papel do Supervisor no contesto actual Educação e Companhia. Disponível</p><p>em: http://mariajprn.blogspot.com.br/2011/07/o-papel-do-supervisor-nocontexto-atual.html.</p><p>Acesso em: 07/2015.</p><p>Terence, A. C. F. (2006). Abordagem Quantitativa, Qualitativa: A Utilização de Pesquisa –</p><p>Acção nos Estudos Organizacionais. Fortaleza – Brasil: ENEGE</p><p>26</p>

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