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AS CAUSAS MAIS COMUNS DE TCE NO BRASIL: UMA REVISÃO José Pires da Silva Neto1 Thayssa Freitas Soares2 Jéssica Coimbra Cangussú3 Isadora Godoy Brambilla Bezzan4 Lyandra Santana David5 Melissa Carvalho Martins6 RESUMO: O Traumatismo Crânio Encefálico (TCE) decorre de uma ordem de agressão da massa encefálica dentro da caixa craniana, provocado por forças externas, sendo elas de baixa ou alta intensidade, ocasionando comprometimento funcional e estrutural. O TCE pode ser dividido em primário e secundário. A lesão primária é aquela que ocorre no momento do trauma, sendo separada em lesões abertas (perfuração por arma de fogo ou arma branca) ou lesões fechadas (batidas abruptas que lesam a parte interna do crânio sem exposição ao ambiente externo). Já a lesão secundária, ocorre após o momento do trauma, geralmente intra- hospitalares e são decorrentes de alterações sistêmicas, como: hipotensão, hipoglicemia, distúrbios eletrolíticos e hipóxia respiratória. Desta forma o presente trabalho tem como finalidade verificar em base de dados nacionais e internacionais, produções acadêmicas acerca do tema, a fim de que possa dar suporte e embasar futuras pesquisas. Além de perceber fatores como (in) existência, escassez ou abundância de publicações em pesquisas que abordem as causas mais comuns de TCE no Brasil. Para tanto se procedeu às buscas bibiográficas nas bases de dados eletrônicos: Google Acadêmico, SCIELO (Scientific Eletrônic Library), LILACS e MEDLINE (Medical Literature Analysis and Retrival System Online). Inicialmente foram encontrados artigos, sendo selecionados na primeira fase 770 artigos. Os periódicos pré- selecionados foram submetidos aos critérios de inclusão e exclusão da segunda fase, restando 7 artigos. Em síntese as causas mais prevalentes que levam ao TCE são acidentes de transito envolvendo motos, bicicletas e automóveis, seguidos de violência por armas de fogo e brancas 1 Estudante do curso de Medicina do Centro Universitário de Mineiros. Contato: netopires_@hotmail.com 2 Estudante do curso de Medicina do Centro Universitário de Mineiros. Contato: freitasthayssa@gmail.com 3 Estudante do curso de Medicina do Centro Universitário de Mineiros. Contato: jessicaccangussu@gmail.com 4 Estudante do curso de Medicina do Centro Universitário de Mineiros. Contato: isadoragbb@outlook.com 5Estudante do curso de Medicina do Centro Universitário de Mineiros. Contato: lyasantana@hotmail.com 6 Docente do curso de Medicina do Centro Universitário de Mineiros; Mestre em Nutrição e Alimentos pela UNISINOS. Contato: dramelissa@unifimes.edu.br mailto:netopires_@hotmail.com mailto:freitasthayssa@gmail.com mailto:jessicaccangussu@gmail.com mailto:isadoragbb@outlook.com mailto:lyasantana@hotmail.com mailto:dramelissa@unifimes.edu.br e queda da própria altura. Nos quais são mais recorrentes no período noturno de sexta a domingo. Esses acidentes ocorrem em grande maioria no momento de deslocamento para atividades de vida diárias como ir ao trabalho, realizar atividades físicas, escolares e entretenimento. No período de 2008 a 2012 no Brasil, observou-se 125.500 internações por TCE, com incidência de 65,7 admissões hospitalares por 100 mil habitantes por ano, sendo dessas 9715 mortes. Ademais ficou evidente que é possível afirmar que os acidentes de transito constituem a maior incidência de TCE, acarretando em um agravante problema de saúde pública para a população. Medidas de ações simultâneas governamentais e de diferentes setores da sociedade, bem como na definição de investimentos públicos são imprescindíveis para a prevenção e redução dos índices de TCE no Brasil. Palavras-chave: TCE. Causas. Trânsito. REFERÊNCIAS ANDRADE, Almir Ferreira de et al. Mecanismos De Lesão Cerebral No Traumatismo Cranioencefálico. Revista da Associação Médica Brasileira, São Paulo, v. 55, n. 1, p.75-81, 2009. MAGALHÃES, Ana Luisa Gonçalves et al. Epidemiologia Do Traumatismo Cranioencefálico No Brasil. Revista Brasileira de Neurologia, Rio de Janeiro, v. 53, n. 2, p.15- 22, 2017.