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<p>Estruturas em Rochas Ígneas</p><p>Sumário</p><p>1. Introdução</p><p>2. Estruturas Vulcânicas</p><p>o Estrutura de escape de gases</p><p>o Estruturas de movimentação de lava</p><p>3. Estruturas Plutônicas</p><p>o Estruturas ligadas ao resfriamento</p><p>o Estruturas de movimentação do magma</p><p>o Estruturas ligadas à variação local das condições de</p><p>cristalização</p><p>4. Relações de Campo</p><p>Introdução</p><p>Estrutura - corresponde as feições gerais</p><p>apresentada pelas rochas sem considerar</p><p>sua associação mineralógica. Refletem as</p><p>condições onde ocorreu a consolidação</p><p>de magmas e lavas, e é definida,</p><p>normalmente, em escala macroscópica.</p><p>Introdução</p><p>Nas ROCHAS VULCÂNICAS, as estruturas refletem</p><p>as principais características da consolidação das</p><p>lavas, dadas por um rápido resfriamento, escape de</p><p>gases liberado pela rápida descompressão sofrida pelo</p><p>magma rumo à superfície e movimentação.</p><p>Nas ROCHAS PLUTÔNICAS, dado que a</p><p>consolidação dos magmas ocorre à profundidades</p><p>relativamente grandes, a preservação das estruturas é</p><p>restrita, via de regra, às partes marginais da intrusão,</p><p>onde o resfriamento é mais rápido e os movimentos</p><p>diferenciais em relação às rochas encaixantes mais</p><p>intensos.</p><p>Estruturas Vulcânicas</p><p>Estrutura de escape de gases</p><p> Vesicular – porção de rocha > porção de vazios,</p><p>buracos” sem preenchimento;</p><p> Escoriácea – porção de vesículas (sem orientação) ></p><p>porção de rocha;</p><p> Amigdaloidal – vesículas preenchidas por material</p><p>secundário.</p><p>Estruturas de movimentação de lava</p><p> Fluidal – registra o fluxo da lava através de cristais</p><p>tabulares e/ou colunares orientados, amígdalas</p><p>orientadas, fragmentos orientados ou fino bandamento</p><p>dado por fluxo da lava diferencial;</p><p> Brecha de Derrame – fragmentação do topo do derrame,</p><p>já consolidado, englobado por parte interna de matriz fina;</p><p> Blocos – estrutura, fragmentos de grande porte (a-a);</p><p> Cordata – estrutura novelo de cordas (pa hoe hoe)</p><p>Estruturas Vulcânicas</p><p>Estruturas de movimentação de lava</p><p>derrames pahoehoe,</p><p>Pahoehoe (esquerda) e aa (direita)</p><p>Estruturas Vulcânicas</p><p>Estruturas de movimentação de lava</p><p> Diáclases – fraturas de alívio de tensão. Rocha + fina = menor</p><p>espaçamento entre os planos;</p><p> Fratura conchoidal – planos de ruptura côncavos, maior</p><p>intensidade à partir da maior % de vidro, ou granulação menor</p><p>da rocha;</p><p> Almofadada – Consolidação de lava em ambientes</p><p>subaquáticos, lembrando a forma de sacos ou almofadas;</p><p> Compacta – sem feições marcantes, apenas uma massa;</p><p> Esferulítica – agregados de cristais em disposição radial</p><p>divergente, que crescem a partir de um centro comum.</p><p>Estruturas Vulcânicas</p><p>Estruturas de movimentação de lava</p><p>pillow lavas</p><p>Estruturas Vulcânicas</p><p>Estruturas ligadas ao resfriamento</p><p> Diáclases – fraturas de alívio de tensão mais espaçadas,</p><p>devido a granulação;</p><p> Maciça – mais frequente, sem estruturação;</p><p> Zona de contato – zoneamento de cor ou minerais em corpos</p><p>hipoabissais, diques;</p><p>Estruturas Plutônicas</p><p>Estruturas de movimentação do magma</p><p> Xenolítica – fragmentos de rocha encaixante (xenólitos),</p><p>englobados pelo magma, quando do seu alojamento;</p><p> Fluidal – orientação de xenólitos e minerais alongados, na</p><p>borda da intrusão;</p><p> Bandada – bandas ou leitos</p><p>paralelos, resultantes da</p><p>cristalização diferencial de</p><p>minerais;</p><p>Estruturas Plutônicas</p><p>Estruturas ligadas à variação local das condições</p><p>de cristalização:</p><p> Orbiculóide – ocorrência de formas bandadas concêntricas,</p><p>arredondadas ou ovaladas dada pela variação de cor,</p><p>composição ou granulação;</p><p> Miarolítica – resulta da concentração de voláteis, com</p><p>cristalização em pequenas cavidades;</p><p> Schlieren – são corpos lentiformes ou ovalados, geralmente</p><p>difusos, com dimensões métricas à decimétricas resultado de</p><p>variações locais de granulação, cor ou minerais;</p><p> Maculada – manchas coloridas, formadas por grandes minerais</p><p>ou agrupamento deles;</p><p>Estruturas Plutônicas</p><p>Estruturas ligadas à variação local das condições</p><p>de cristalização:</p><p>Estruturas Plutônicas</p><p>Maculada</p><p>Schlieren</p><p>Relações de Campo</p><p>O mapeamento das relações de campo dos</p><p>corpos magmáticos é uma ferramenta básica</p><p>para fundamentar interpretações sobre</p><p>geologia e controles de colocação, idades</p><p>relativas e geocronologia, evolução</p><p>geoquímica e condições de cristalização.</p><p>Relações de Campo</p><p>Desenho esquemático mostrando as quatro subdivisões de um derrame típico</p><p>Relações de Campo</p><p>Tipos de depósitos piroclástico</p><p>a) Colapso do material explosivo de</p><p>uma explosão formando coluna</p><p>que desce vulcão abaixo e</p><p>continua a descer ao longo de</p><p>grande superfície.</p><p>b) Explosão lateral</p><p>c) “Explosão” de um magma</p><p>fortemente carregado de gases.</p><p>d) Colapso gravitacional de um domo</p><p>quente.</p><p>MacDonald (1972), Fisher e Schminke (1984).</p><p>Relações de Campo</p><p>Seção através de um ignibrito típico</p><p>mostrando, a variação basal do</p><p>material piroclástico e a cobertura de</p><p>cinzas na parte superior.</p><p>Blocos em branco são púmices e</p><p>blocos roxos representam fragmentos</p><p>líticos mais densos.</p><p>Sparks et al. (1973)</p><p>Relações de Campo</p><p>Sparks et al. (1973)</p><p>Bloco diagrama esquemático de alguns corpos intrusivos</p><p>Relações de Campo</p><p>Formas de dois tipos de plutons concordantes. (b) Lacóito com topo plano e</p><p>raiz circular (a) Lopólito (é o inverso) intrudido em uma bacia sedimentar.</p><p>Relações de Campo</p><p>Zonas de borda entre uma rocha ígnea homogênea</p><p>(branco) e sua rocha encaixante (preto).</p><p>Compton (1962).</p><p>Relações de Campo</p><p>Foliação magmática desenvolvida</p><p>dentro de um pluton granítico como</p><p>resultado de movimentos (e formas)</p><p>diferentes nas proximidades do</p><p>contato. Lahee (1961).</p><p>Foliação magmática/deformacional atraves do contato ígneo para um</p><p>granito pre ou sin tectônico. Compton (1962).</p><p>Relações de Campo</p><p>Bloco diagrama ilustrando algumas relações com as rochas encaixantes no</p><p>topo de um corpo plutônico pouco exposto (epizona). Lahee (1961).</p><p>Relações de Campo</p><p>Características gerais de</p><p>plutons na epizona,</p><p>mesozona e catazona.</p><p>Buddington (1959).</p>