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Prévia do material em texto

<p>Professor</p><p>Alyson Barros</p><p>Entrevista</p><p>Psicológica</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>A entrevista Psicológica</p><p>A entrevista não consiste em</p><p>"aplicar" instruções, mas em</p><p>investigar a personalidade do</p><p>entrevistado, ao mesmo tempo</p><p>que nossas teorias e instrumentos</p><p>de trabalho.</p><p>Bleger</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>A entrevista Psicológica - Conceitos Iniciais</p><p>A entrevista psicológica é um processo bidirecional (interação</p><p>entre duas ou mais pessoas), com o propósito previamente</p><p>fixado no qual uma delas procura saber o que acontece com a</p><p>outra, o entrevistado.</p><p>Definição geral</p><p>Podemos dizer que a entrevista é um método de avaliação</p><p>psicológica que se assemelha ao método científico, onde o</p><p>entrevistador vai formulando uma série de hipóteses com o</p><p>desenrolar da entrevista. Os objetivos da entrevista podem ser:</p><p>1) reconstituir a história do sujeito (anamnese); 2) sondar seus</p><p>conhecimentos (arguição oral); 3) avaliar suas aptidões para uma</p><p>aprendizagem (orientação) ou um emprego (seleção); 4) contribuir</p><p>para o psicodiagnóstico e indicação do tratamento de pessoas com</p><p>distúrbios psicológicos (entrevista inicial ou preliminar).</p><p>Objetivos</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>A entrevista Psicológica - Conceitos Iniciais</p><p>A consulta é entendida como uma mera assistência técnica de</p><p>profissionais. A entrevista possui uma orientação, é conduzida por um</p><p>profissional (o que já difere da conversa comum) e é arquitetada</p><p>dialeticamente (o que difere da consulta strictu sensu). Além disso, é uma</p><p>construção da realidade através do discurso e não uma identificação</p><p>objetiva de conceitos e itens. No contexto de contato com o paciente, não</p><p>consegue aflorar a totalidade do repertório de sua personalidade. Uma</p><p>diferenciação entre entrevista psicológica e a anamnese é o fato de que</p><p>na entrevista a atenção está centrada no não-dito nas contradições do</p><p>discurso do entrevistado, ao passo que na anamnese o que importa são</p><p>as informações que o paciente fornece independentemente dos padrões</p><p>inconscientes que as deflagram. Assim, na entrevista, os fenômenos do</p><p>inconsciente devem ser avaliados, enquanto que na anamnese apenas o</p><p>que é manifesto é útil.</p><p>Entrevista</p><p>Consulta</p><p>Anamnese</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>A entrevista Psicológica - Conceitos Iniciais</p><p>A diferença básica entre entrevista e qualquer outro tipo de relação</p><p>interpessoal (como a anamnese) é que a regra fundamental da entrevista,</p><p>sob este aspecto é de procurar fazer com que o campo seja</p><p>configurado especialmente pelas variáveis que dependam do</p><p>entrevistado. Como regra fundamental da entrevista, o entrevistador</p><p>deve procurar fazer com que o campo seja configurado especialmente</p><p>pelas variáveis que dependam do entrevistado (Bleger orienta que as</p><p>variáveis do entrevistador sejam as mínimas possíveis para facilitar a</p><p>observação dos fenômenos psíquicos).</p><p>Campo da</p><p>entrevista</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Métodos</p><p>Segundo Ribeiro (1988), a realização da entrevista psicológica segue diferentes enfoques:</p><p>a)  Psicométrico  – O entrevistador faz uso constante de uma série de instrumentos: testes,</p><p>pesquisas, controle estatístico, etc., predeterminados, enquanto dispositivos para a aquisição de</p><p>conhecimentos sobre o entrevistado. Nessa situação, dificilmente o entrevistador conseguirá</p><p>aprofundar a relação, o encontro permanece mais em nível formal e informativo do que</p><p>espontâneo, criativo e transformador. Isto não quer dizer que seja menos válida ou mais superficial;</p><p>b) Psicodinâmico – A relação poderá ser mais aprofundada devido ao fato do entrevistador contar</p><p>com maior disponibilidade de tempo para questionar o entrevistado, e conduzir a situação de</p><p>maneira “menos estruturada”. Sua atenção não está no aqui e no agora, ela atende a uma dinâmica</p><p>de causa-efeito na qual submensagens poderão dificultar a comunicação;</p><p>c)  Antropológico  – Abrange a relação ambiente-organismo na compreensão da comunicação.</p><p>Qualquer dado será considerado, mas, nem sempre, é possível dizer em que momento ele está e</p><p>onde será utilizado. Esse tipo de entrevista parece mais complexo, assim sendo, exige mais prática</p><p>do entrevistador para analisar as informações.</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Enquadre Psicológico (anote)</p><p>A expressão enquadre psicológico remete ao “contexto” no qual os</p><p>fenômenos ocorrem. Assim, o enquadre de um médico é um, o de um</p><p>deputado é outro e o nosso é, felizmente, outro. Para alguns autores, o</p><p>enquadre na entrevista é a sistematização da entrevista em si e inclui:</p><p>estabelecimento de horário; previsão do tempo para o processo;</p><p>estabelecimento dos honorários; explanação do referencial teórico e do</p><p>método a ser utilizado; o tipo da entrevista a ser usada. Como você</p><p>percebeu, esse enquadre refere-se as variáveis configuradas entre o</p><p>entrevistador e o entrevistado.</p><p>Preparei uma tabela para ficar mais claro os “objetivos/enquadre” da</p><p>entrevista.m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Enquadres da Entrevista Psicológica</p><p>Entrevista Clínica Entrevista Sistêmica Entrevista Devolutiva Entrevista Lúdica</p><p>Conjunto de processos de</p><p>técnicas de investigação, de</p><p>tempo delimitado, dirigido por</p><p>um entrevistador treinado, que</p><p>utiliza conhecimentos</p><p>psicológicos, em uma relação</p><p>profissional, com o objetivo de</p><p>descrever e avaliar aspectos</p><p>pessoais, relacionais ou</p><p>sistêmicos (indivíduo, casal,</p><p>família, rede social), em um</p><p>processo que visa a fazer</p><p>recomendações,</p><p>encaminhamentos ou propor</p><p>algum tipo de intervenção em</p><p>benefício das pessoas</p><p>entrevistadas”.</p><p>Geralmente é</p><p>utilizada para avaliar</p><p>casais e famílias</p><p>Objetiva comunicar o</p><p>sujeito do resultado da</p><p>avaliação. Permite ao</p><p>sujeito expressar</p><p>pensamentos e</p><p>sentimentos em relação às</p><p>conclusões e</p><p>recomendações do</p><p>entrevistador. Deve ser</p><p>feita de modo claro e</p><p>pode conter feedback</p><p>sobre o processo</p><p>avaliativo</p><p>Geralmente realizada com crianças e em</p><p>salas de ludoterapia. Podem ser estruturadas</p><p>ou não. Geralmente elas se iniciam de forma</p><p>não estruturada, deixando a criança livre</p><p>para mexer e/ou brincar com os materiais. O</p><p>terapeuta realiza de forma gradual questões</p><p>que tenham relação com o brinquedo e/ou</p><p>brincar do momento, ao mesmo tempo em</p><p>que realiza questões referentes à</p><p>problemática em questão. O papel do</p><p>psicólogo na entrevista lúdica é vivenciar</p><p>uma experiência nova, tanto para o</p><p>psicólogo quanto para a criança, em que</p><p>refletirá o estabelecimento de um vínculo</p><p>transferencial breve. Não se deve interpretar</p><p>a entrevista lúdica, pois não se sabe se a</p><p>criança será tratada ou não.</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Tipos de Entrevistas Psicológicas</p><p>Individual</p><p>Grupal</p><p>Quanto ao</p><p>número de</p><p>entrevistados</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Tipos de Entrevistas Psicológicas</p><p>1. Em benefício do entrevistado: é a entrevista</p><p>outro homem, encontra-se implicado em ter que</p><p>examinar e revisar sua própria vida, pois seu modo de ser interfere muito em seu trabalho,</p><p>interfere na relação que estabelece com seus interlocutores - de acordo com o tipo de pessoa</p><p>que o entrevistador é, seu modo de se relacionar com os mais diversos tipos de pessoas pode</p><p>incorrer em contratransferência. Caso tenha muita dificuldade em fazer uma dissociação e</p><p>fique ansioso de forma permanente o entrevistador pode evitar realizar entrevistas ou pode se</p><p>esconder dos pacientes por meio de instrumentos de testagem evitando, assim, o contato</p><p>pessoal com o entrevistado. m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Bleger e a Entrevista Psicológica</p><p>Um ponto interessante da visão de Bleger sobre a entrevista psicológica é a sua visão da</p><p>ansiedade na entrevista. Para este autor, a ansiedade deriva de situações não-organizadas, de</p><p>enfrentamento de situações novas ou adversas. Perceba que para Bleger, até pela veia</p><p>analítica, as situações adversas representavam estruturas não organizadas, assim, toda</p><p>ansiedade vem de situações desorganizadas. Ela é um mecanismo de defesa natural e que</p><p>constitui um indicador do desenvolvimento de uma entrevista. O entrevistador deve</p><p>acompanhar tanto a ansiedade que tem quando a que aparece no entrevistado. Além disso,</p><p>deve-se captar o seu grau/intensidade para identificar quando ela prejudica ou não a relação</p><p>interpessoal. Bleger não defende que uma boa entrevista seja aquela que é livre de</p><p>ansiedade, mas aquela em que a ansiedade é manejável para os objetivos da entrevista. A lém</p><p>disso, nesses casos de ansiedade, o entrevistador não deve reduzi-la ou reprimi-la, mas</p><p>compreender os fatores pelos quais ela aparece e quando se atua segundo essa compreensão.</p><p>Isso é investigação científica!</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Bleger e a Entrevista Psicológica</p><p>Para ele, para que uma pessoa procure uma entrevista, é necessário que tenha chegado a</p><p>uma certa preocupação ou insight de que algo não está bem, de que algo mudou ou se</p><p>modificou, ou então perceba suas próprias ansiedades ou temores. Ainda que por curiosidade,</p><p>destaco que para Bleger existem os seguintes tipos de entrevistados:</p><p>aqueles que vêm sozinhos por acreditarem que a consulta é necessária (neurótico)</p><p>aqueles que são trazidos por alguém (é comum serem parentes) (psicótico)</p><p>aqueles que vêm por que alguém mandou (psicopata)</p><p>Para finalizarmos Bleger:</p><p>“Nesse sentido, frequentemente uma entrevista tem êxito quando consegue esclarecer</p><p>qual é o verdadeiro problema que está por trás daquilo que é trazido de modo manifesto”.</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Fragmentos e BLEGER</p><p>O que se quer dizer com a expressão ”observação em condições naturais”? Certamente refere-se</p><p>a uma observação realizada nas mesmas condições em que se dá realmente o fenômeno. As</p><p>considerações ontológicas superpõem-se às de tipo gnosiológico; nas primeiras admite-se a</p><p>existência de um mundo objetivo, que existe por si, independentemente de que o conheçamos ou</p><p>não. Já nas segundas somos nós que conhecemos, e por isso temos que nos incluir</p><p>necessariamente no processo do conhecimento, tal como ocorre na realidade. Esta segunda</p><p>afirmação não invalida de nenhuma maneira a primeira, porque ambas se referem a coisas</p><p>diferentes: uma, à existência dos fenômenos, e outra, ao conhecimento que deles se obtém.</p><p>Mas, além disso, as condições naturais da conduta humana são as condições humanas. Toda</p><p>conduta se dá sempre num contexto de vínculos e relações humanas, e a entrevista não é uma</p><p>distorção das pretendidas condições naturais e sim o contrário: a entrevista é a situação “natural”</p><p>em que se dá o fenômeno que, precisamente, nos interessa estudar: o fenômeno psicológico.</p><p>Desta maneira o enfoque ontológico e gnosiológico coincidem e são a mesma coisa.</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Fragmentos e BLEGER</p><p>Poder-se-á insistir ainda em que a entrevista não tem validade de instrumento científico</p><p>porque as manifestações do objeto que estudamos dependem, nesse caso, da relação que se</p><p>estabeleça com o entrevistador, e portanto todos os fenômenos que aparecem estão</p><p>condicionados por essa relação. Este tipo de objeção deriva de uma concepção metafísica do</p><p>mundo: o supor que cada objeto tem qualidades que dependem de sua natureza interna própria</p><p>e que determinadas relações modificam ou subvertem essa pureza ontológica ou essas</p><p>qualidades naturais. O certo é que as qualidades de todo objeto são sempre relacionais; derivam</p><p>das condições e relações nas quais se acha cada objeto em cada momento.</p><p>Fonte: Temas de Psicologia: entrevista e grupos, de Bleger (2011)m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Fragmentos e BLEGER</p><p>Funcionamento da entrevista</p><p>Insisti em que o campo da entrevista deve ser configurado fundamentalmente pelas variáveis da personalidade do</p><p>entrevistado. Isto implica que aquilo que o entrevistador oferece deve ser suficientemente ambíguo para permitir</p><p>o maior engajamento da personalidade do entrevistado. e Embora tudo isso seja certo, existe entretanto uma área</p><p>delimitada em que a ambigüidade não deve existir, ou, ao contrário, cujos limites devem ser mantidos e, às vezes,</p><p>defendidos pelo entrevistador; ela abrange todos os fatores que intervém no enquadramento da entrevista:</p><p>tempo, lugar e papel técnico do profissional. O tempo refere-se a um horário e um limite na extensão da</p><p>entrevista; o espaço abarca o quadro ou o terreno ambiental no qual se realiza a entrevista. O papel técnico</p><p>implica que, em nenhum caso, o entrevistador deve permitir que seja apresentado como um amigo num encontro</p><p>fortuito. O entrevistador também não deve entrar com suas reações nem com o relato de sua vida, nem entrar em</p><p>relações comerciais ou de amizade, nem pretender outro benefício da entrevista que não sejam os seus honorários</p><p>e o seu interesse científico ou profissional. Tampouco a entrevista deve ser utilizada como uma gratificação</p><p>narcisista na qual se representa o mágico com uma demonstração de onipotência. A curiosidade deve limitar-se</p><p>ao necessário para o benefício do entrevistado.</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Fragmentos e BLEGER</p><p>Tudo o que sinta ou viva como reação contratransferencial deve ser considerado como um</p><p>dado da entrevista, não se devendo responder nem atuar diante da rejeição, da rivalidade ou da</p><p>inveja do entrevistado. A petulância ou a atitude arrogante ou agressiva do entrevistado não</p><p>devem ser “domadas” nem subjugadas; não se trata nem de triunfar nem de impor-se ao</p><p>entrevistado. O que nos compete é averiguar a que se devem, como funcionam e quais os efeitos</p><p>que acarretam para o entrevistado. Este último tem direito, embora tomemos nota disso, a fazer</p><p>uso, por exemplo, de sua repressão ou sua desconfiança. com muitíssima frequência, o grau de</p><p>repressão do entrevistado depende muito do grau de repressão do entrevistador em relação a</p><p>determinados temas (sexualidade, inveja, etc). Quando fazemos uma intervenção perguntando,</p><p>as perguntas devem ser diretas e sem subterfúgios, sem segundas intenções, adequadas à</p><p>situação e ao grau de tolerância do ego do entrevistado.</p><p>Fonte: Temas de Psicologia: entrevista e grupos, de Bleger</p><p>(2011)</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Fragmentos e BLEGER</p><p>Entrevista e investigação</p><p>Uma certa concepção aristocrática ou monopolista da ciência tem feito supor que a investigação é</p><p>tarefa de eleitos que estão acima ou por fora dos fatos cotidianos e comuns. Assim, a entrevista é,</p><p>nessa concepção, um instrumento ou uma técnica da “prática” com a qual se pretende diagnosticar,</p><p>isto é. aplicar conhecimentos científicos que, em si mesmos, são provenientes de outras fontes: a</p><p>investigação cientifica.</p><p>O certo é que não há possibilidade de uma entrevista correta e frutífera se não se incluir a</p><p>investigação. Em outros termos a entrevista é um campo de trabalho no qual se investiga a conduta e</p><p>a personalidade de seres humanos. Que isto se realize ou não, é coisa que já não depende do</p><p>instrumento, do mesmo modo como não invalidamos ou duvidamos do método experimental pelo</p><p>fato de que um investigador possa utilizar o laboratório sem se ater às exigências do método</p><p>experimental. Uma utilização correta da entrevista integra na mesma pessoa e no mesmo ato o</p><p>profissional e o pesquisador.</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Fragmentos e BLEGER</p><p>A chave fundamental da entrevista está na investigação que se realiza durante o seu</p><p>transcurso. As observações são sempre registradas em função de hipóteses que o</p><p>observador vai emitindo. Esclareçamos melhor o que se quer dizer com isso. Afirma-se</p><p>geralmente de maneira muito formal que a investigação consta de etapas nítidas e</p><p>sucessivas que se escalonam, uma após a outra, na seguinte ordem: primeiro intervém a</p><p>observação, depois a hipótese e posteriormente a verificação. O certo, contudo, é que a</p><p>observação se realiza sempre em função de certos pressupostos e que, quando estes são</p><p>conscientes e utilizados como tais, a observação se enriquece. Quer dizer que a forma de</p><p>observar bem é ir formulando hipóteses enquanto se observa, e durante a entrevista</p><p>verificar e retificar as hipóteses no momento mesmo em que ocorrem em função das</p><p>observações subseqüentes, que por sua vez se enriquecem com as hipóteses prévias.</p><p>Observar, pensar e imaginar coincidem totalmente e formam parte de um só e único</p><p>processo dialético. Quem não utiliza a sua fantasia poderá ser um bom verificador de</p><p>dados, porém nunca um investigador.</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Fragmentos e BLEGER</p><p>Em todas as ações humanas deve-se pensar sobre o que se está fazendo e, quando isto</p><p>acontece sistematicamente em um campo de trabalho definido, submetendo-se à verificação</p><p>o que se pensou, está sendo realizada uma investigação. O trabalho profissional do psicólogo,</p><p>do psiquiatra e do médico somente adquirem sua real envergadura e transcendência quando</p><p>coincidem a investigação e a tarefa profissional, porque estas são as unidades de uma práxis</p><p>que resguarda da desumanização na tarefa mais humana: compreender e ajudar outros seres</p><p>humanos. Indagação e atuação, teoria e prática, devem ser manejadas como momentos</p><p>inseparáveis, formando parte de um só processo com frequência se alega falta de tempo para</p><p>realizar entrevistas exaustivas (ou corretas). Aconselho realizar bem pelo menos uma</p><p>entrevista, periódica e regularmente: descobrir-se-á, rapidamente, como é útil não ter tempo e</p><p>como é fácil racionalizar e negar as dificuldades.</p><p>Fonte: Temas de Psicologia: entrevista e grupos, de Bleger (2011)</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Fragmentos e BLEGER</p><p>Quando se entrevista vários integrantes de um grupo ou instituição (na família, escola, fábrica,</p><p>etc), estas divergências e contradições são muito mais frequentes e notórias, e constituem dados</p><p>muito importantes sobre como cada um de seus membros organiza, numa mesma realidade, um</p><p>campo psicológico que lhe é específico. A totalidade nos dá um índice fiel do caráter do grupo ou</p><p>da instituição, de suas tensões ou conflitos, tanto como de sua organização particular e dinâmica</p><p>psicológica.</p><p>De tudo o que foi exposto, deduz-se facilmente que a técnica e sua teoria estão estreitamente</p><p>entrelaçadas com a teoria da personalidade com a qual se trabalha; o grau de interação que um</p><p>entrevistador é capaz de conseguir entre elas dá o modelo de sua operacionalidade como</p><p>investigador. A entrevista não consiste em “aplicar” instruções, mas em investigar na</p><p>personalidade do entrevistado ao mesmo tempo que em nossas teorias e instrumentos de</p><p>trabalho.</p><p>Fonte: Temas de Psicologia: entrevista e grupos, de Bleger (2011)</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>SIGA NO INSTAGRAM</p><p>@psicologianova</p><p>Vá fazer</p><p>Questões</p><p>Agora</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>84</p><p>Paradoxo Tostines: somos os melhores por termos os melhores</p><p>alunos ou temos os melhores alunos por sermos os melhores?</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>solicitada pelo</p><p>próprio entrevistado, como exemplos temos a entrevista clínica para</p><p>aconselhamento, consulta psicológica ou psiquiátrica)</p><p>2. Em favor dos resultados: é a entrevista que objetiva levantar</p><p>informações de interesse do psicólogo, como exemplos temos as</p><p>pesquisas, enquetes, sondagens de opinião, estudos de mercado,</p><p>pesquisas científicas, etc.</p><p>3. Em benefício de terceiros: é a entrevista que não parte da iniciativa</p><p>nem do psicólogo nem do entrevistado, mas de um terceiro interessado</p><p>nas informações, como por exemplo as entrevistas para a obtenção da</p><p>CNH, as que ocorrem nos processos de seleção, por solicitação médica,</p><p>empregador ou professor.</p><p>Quanto ao</p><p>Beneficiário</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Tipos de Entrevistas Psicológicas</p><p>1. Face a face: é a entrevista tradicional</p><p>2. Por telefone: desenvolvido nas últimas décadas. O custo é mais baixo e</p><p>era mais aplicada para contextos de seleção. Apesar de Gil acreditar na</p><p>viabilidade de tal procedimento, esse método perdeu um grande espaço</p><p>para as entrevistas mediadas por computadores e desconheço quem ainda a</p><p>use. Se ainda funcionar, apresentará como limitações a possibilidade de</p><p>interrupção da entrevista, a impossibilidade de descrever as características</p><p>comportamentais e não-verbais do entrevistado ou as circunstâncias em que</p><p>se realizou a entrevista.</p><p>3. Mediadas por computadores: podem ser síncronas ou assíncronas e</p><p>geralmente são baseadas tanto na transmissão de áudio quanto de vídeo.</p><p>São entrevistas mais comuns em processos de seleção, análise do trabalho e</p><p>em contextos educativos. Possui a facilidade no agendamento das</p><p>entrevistas, maior aceitação dos entrevistados, possibilidade de entrevistas</p><p>em escala</p><p>Quanto a</p><p>presencialidade</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Tipos de Entrevistas Psicológicas</p><p>Um entrevistador e um entrevistado.</p><p>Um entrevistador e vários entrevistados (entrevista em grupo).</p><p>Vários entrevistadores e um entrevistado.</p><p>Vários entrevistadores e vários entrevistados simultaneamente.</p><p>Quanto ao</p><p>número de</p><p>entrevistados e</p><p>entrevistadores</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Tipos de Entrevistas Psicológicas</p><p>Entrevista Aberta: Esse tipo de entrevista busca obter respostas livres,</p><p>independente de termos um roteiro a ser seguido ou não. Assim, podemos ter</p><p>entrevistas abertas que partam tanto de perguntas e pautas determinadas para</p><p>alcançarmos respostas livres quanto podemos ter entrevistas abertas com</p><p>perguntas e pautas livres. O que importa, sempre, é que as respostas sejam livres.</p><p>Desse modo, a entrevista abrange mais do que o que foi definido anteriormente.</p><p>Outra observação importante é que nesse tipo de entrevista, o entrevistado tem a</p><p>oportunidade de responder com suas palavras e do seu modo o que está sendo</p><p>pedido, assim como o entrevistador por organizar a entrevista de acordo com o</p><p>desenrolar da própria entrevista. Além disso, esse tipo de entrevista ajuda a</p><p>investigar a personalidade do entrevistado de forma mais ampla.</p><p>Entrevista Fechada: as perguntas, a pauta e as respostas são fixas. Permite a</p><p>melhor compreensão sistemática para a comparação entre os entrevistados ou a</p><p>comparação com padrões de referência nosológicos, por exemplo. Esse tipo de</p><p>entrevista tem, necessariamente, perguntas, pautas e respostas definidas. A</p><p>entrevista não abrange mais do que foi definido anteriormente.</p><p>Quanto a</p><p>abertura da</p><p>entrevista</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Observe que as entrevistas abertas têm</p><p>como vantagem o aumento da</p><p>profundidade dos dados colhidos e são</p><p>ideais para a exploração de informações,</p><p>sendo utilizada, por exemplo, no inquérito</p><p>do Rorschach, na anamnese, no</p><p>levantamento de histórias de vida,</p><p>exploração de casos individuais e nos</p><p>grupos focais. Por outro lado, reduzem a</p><p>possibilidade de comparação entre</p><p>entrevistados</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Tipos de Entrevistas Psicológicas</p><p>O compromisso com as respostas é dado pela forma como conduzimos a</p><p>entrevista. Assim, temos a entrevista diretiva (ou dirigida), a entrevista não-</p><p>diretiva (ou não-dirigida) e a entrevista semidireta (ou semi-dirigida).</p><p>Entrevista diretiva: temos respostas específicas que devemos necessariamente</p><p>alcançar. Por isso, conduzimos a entrevista de modo a abordar integralmente a</p><p>pauta solicitada, mesmo que fora de ordem, por perguntas previamente</p><p>determinadas ou não.</p><p>Entrevista semidireta (ou semi-dirigida): temos um intermédio entre a</p><p>diretividade e não-diretividade da entrevista. As perguntas podem ser</p><p>determinadas previamente ou não, assim como a pauta e as respostas desejadas.</p><p>Em outras palavras, apesar do entrevistador possuir um roteiro básico de</p><p>perguntas e de pontos que devem ser abordados, pode incluir novas questões e</p><p>novos conteúdos para investigação.</p><p>Entrevista não-diretiva: as respostas são livres e as perguntas e pauta são</p><p>desenvolvidas ao longo da entrevista. Desse modo, outros assuntos podem ser</p><p>explorados ao longo do contato do entrevistador com o entrevistado.</p><p>Quanto a</p><p>diretividade da</p><p>entrevista</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Tipos de Entrevistas Psicológicas</p><p>Quanto a</p><p>diretividade da</p><p>entrevista</p><p>Quanto a Diretividade</p><p>Entrevista diretiva Entrevista não-diretiva</p><p>É a entrevista que determina o tipo de</p><p>resposta desejada, mas não especifica</p><p>necessariamente as questões, ou seja,</p><p>deixa as perguntas a critério do</p><p>entrevistador. É aplicada para conhecer</p><p>certos conceitos pessoais dos entrevistado</p><p>e que demandam certa liberdade para que</p><p>o entrevistador possa captá-los</p><p>adequadamente.</p><p>É a entrevista totalmente livre e que não</p><p>especifica nem as questões e nem as respostas</p><p>requeridas. É também denominada entrevista</p><p>exploratória, informal ou não-estruturada. Trata-</p><p>se de uma entrevista cuja sequência e orientação</p><p>fica a critério de cada entrevistador, que caminha</p><p>dentro da linha de menor resistência ou da</p><p>extensão de assuntos, sem se preocupar com</p><p>sequência ou roteiro, mas com o nível e</p><p>profundidade que a entrevista pode alcançar.m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Assim, no caso da entrevista diretiva, o</p><p>entrevistador precisa saber formular as</p><p>questões de acordo com o andamento da</p><p>entrevista para obter o tipo de resposta ou</p><p>informação requerida. A entrevista diretiva</p><p>é, essencialmente, uma entrevista de</p><p>resultados. Na entrevista não-diretiva, o</p><p>entrevistador corre o risco de esquecer ou</p><p>omitir alguns assuntos ou informações.</p><p>Essa entrevista não-diretiva é uma técnica</p><p>criticada pela sua baixa consistência</p><p>devido ao fato de não se basear em um</p><p>roteiro ou itinerário previamente</p><p>estabelecido.</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Tipos de Entrevistas Psicológicas</p><p>A estruturação da entrevista diz respeito a definição das perguntas, das respostas e</p><p>de pauta, ou, ainda, a rigorosidade dessa pauta. Para fins de concurso, adotaremos</p><p>a seguinte definição:</p><p>1. Entrevista estruturada: as perguntas são definidas previamente, não há</p><p>possibilidade</p><p>de novas perguntas ao longo da entrevista. A pauta abordada e as</p><p>respostas também são previamente definidas.</p><p>2. Entrevista semiestruturada: apresenta um conjunto de questões</p><p>previamente definidas que são utilizadas ao longo da entrevista e que geram, no</p><p>decorrer da investigação, novas hipóteses e novas perguntas. A pauta inicial é</p><p>determinada, mas pode mudar ao longo da entrevista. As respostas são livres.</p><p>Assim, o entrevistador tem a liberdade tanto de conduzir a entrevista por outros</p><p>caminhos quanto para compelir o entrevistado a voltar ao roteiro inicial.</p><p>3. Entrevista não-estruturada: é aquela em que o entrevistador não segue</p><p>uma pauta estruturada, ou, ainda, que a constrói ao longo da entrevista.</p><p>Quanto a</p><p>estruturação da</p><p>entrevista</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Tipos de Entrevistas Psicológicas</p><p>Estruturação da Entrevista Psicológica</p><p>Entrevista livre ou não</p><p>estruturada</p><p>Entrevista Semiestruturada ou</p><p>Semidirigida</p><p>Entrevista Estruturada</p><p>É o tipo menos estruturado, e só se</p><p>distingue da simples conversação</p><p>porque tem como objetivo básico a</p><p>coleta de dados. O que se pretende</p><p>é a obtenção de uma visão geral do</p><p>problema pesquisado, bem como a</p><p>identificação de alguns aspectos da</p><p>personalidade do entrevistado.</p><p>Apresenta certo grau de estruturação, já que se</p><p>guia por uma relação de pontos de interesses que</p><p>o entrevistador vai explorando ao longo do seu</p><p>curso. As pautas devem ser ordenadas e guardar</p><p>certa relação entre si. O entrevistador faz poucas</p><p>perguntas diretas e deixa o entrevistado falar</p><p>livremente à medida que se refere às pautas</p><p>assimiladas. Quando este, por ventura, se afasta, o</p><p>entrevistador intervém de maneira sutil, para</p><p>preservar a espontaneidade da entrevista.</p><p>Desenvolve-se a partir de uma</p><p>relação fixa de perguntas, cuja</p><p>ordem e redação permanecem</p><p>invariável para todos os</p><p>entrevistados, que geralmente</p><p>são em grande número.</p><p>Possibilita o tratamento</p><p>quantitativo dos dados com</p><p>qualidade.m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Palavras de</p><p>Chiavenato:</p><p>Segundo Chiavenato (Gestão de Pessoas: O novo</p><p>papel dos recursos humanos nas organizações,</p><p>2014, 4ª Edição):</p><p>Entrevista totalmente padronizada: é a</p><p>entrevista estruturada e com um roteiro</p><p>preestabelecido. O entrevistador faz perguntas</p><p>padronizadas e previamente elaboradas no</p><p>sentido de obter respostas definidas. Por</p><p>isso, perde profundidade e flexibilidade e</p><p>torna-se limitada. Pode assumir várias formas,</p><p>como escolha simples (verdadeiro-falso, sim-não,</p><p>agrada-desagrada), escolha múltipla, etc.</p><p>Apresenta a vantagem de oferecer um roteiro ao</p><p>entrevistador que não precisa se preocupar</p><p>quanto à sequência dos assuntos a serem</p><p>pesquisados junto ao candidato, pois a entrevista</p><p>já está programada de antemão. É o tipo de</p><p>entrevista planejada e organizada para</p><p>ultrapassar limitações dos entrevistadores.</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Palavras de</p><p>Chiavenato:</p><p>Entrevista padronizada apenas nas perguntas: é a</p><p>entrevista com perguntas previamente elaboradas,</p><p>mas que permitem resposta aberta, ou seja, resposta</p><p>livre por parte do candidato. O entrevistador se</p><p>baseia em uma listagem (checklist) de assuntos a</p><p>questionar e colhe as respostas ou as informações do</p><p>candidato.</p><p>Entrevista diretiva: é a entrevista que determina o</p><p>tipo de resposta desejada, mas não especifica as</p><p>questões, ou seja, deixa as perguntas a critério do</p><p>entrevistador. É aplicada para conhecer certos</p><p>conceitos pessoais dos candidatos e que demandam</p><p>certa liberdade para que o entrevistador possa captá-</p><p>los adequadamente. O entrevistador precisa saber</p><p>formular as questões de acordo com o andamento da</p><p>entrevista para obter o tipo de resposta ou informação</p><p>requerida. A entrevista diretiva é uma entrevista de</p><p>resultados.</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Palavras de</p><p>Chiavenato:</p><p>Entrevista não diretiva: é a entrevista totalmente</p><p>livre, que não especifica nem as questões nem as</p><p>respostas requeridas. É também</p><p>denominada entrevista exploratória, informal ou</p><p>não estruturada. Sua sequência e orientação ficam a</p><p>critério do entrevistador, que caminha em uma linha</p><p>de menor resistência ou da extensão de assuntos, sem</p><p>se preocupar com um roteiro, mas com o nível de</p><p>profundidade a ser alcançado. O entrevistador corre o</p><p>risco de esquecer ou omitir assuntos ou informações</p><p>importantes. É uma técnica criticada pela baixa</p><p>consistência pelo fato de não se basear em um</p><p>roteiro ou itinerário previamente estabelecido.</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Resumo Máquina Mortífera</p><p>Perguntas: podem ser previamente determinadas ou não. Além</p><p>disso, dentro da entrevista psicológica, podemos ter situações</p><p>onde as perguntas podem ser determinadas previamente e novas</p><p>perguntas são criadas ao longo da entrevista.</p><p>Pauta: é o conjunto de conteúdos que deve ser abordado. Em</p><p>outras palavras, é o roteiro a ser seguido. Podemos ter uma pauta</p><p>pré-determinada, com questões previamente determinadas ou</p><p>não, e uma pauta livre.</p><p>Respostas: podem ser pré-determinadas ou não. Quando é</p><p>determinada, temos um conjunto possível de respostas</p><p>categorizáveis, quando não é determinada, o entrevistado é livre</p><p>para organizar a resposta como julgar necessário.</p><p>Se liga aí!</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Compromisso com as respostas: foco nas respostas</p><p>Aberta</p><p>Perguntas livres</p><p>Perguntas determinadas</p><p>Pauta livre</p><p>Pauta determinada</p><p>Respostas livres</p><p>Fechada</p><p>Perguntas determinadas</p><p>Respostas determinadas</p><p>Pauta determinadam</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Diretividade ou Direção: foco nas respostas</p><p>1. Diretiva</p><p>Perguntas livres</p><p>Perguntas determinadas</p><p>Pauta determinada</p><p>Respostas determinadas</p><p>2. Semi-diretiva</p><p>Perguntas livres</p><p>Perguntas determinadas</p><p>Pauta determinada</p><p>Pauta livre</p><p>Respostas livres</p><p>3. Não-diretiva (entrevista exploratória, informal ou não-estruturada)</p><p>Perguntas livres</p><p>Pauta livre</p><p>Respostas livres</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Estruturação da Entrevista: foco na padronização das perguntas.</p><p>Estruturada (fechada ou direta)</p><p>Perguntas determinadas sempre</p><p>Pauta determinada sempre</p><p>Respostas determinadas</p><p>Semi-estruturada</p><p>Perguntas determinadas</p><p>Perguntas livres</p><p>Pauta determinada</p><p>Pauta livre</p><p>Respostas livres</p><p>Não estruturada</p><p>Perguntas livres</p><p>Pauta livre</p><p>Respostas livres</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Regras:</p><p>Sempre que as perguntas forem apenas determinadas (sem a</p><p>possibilidade de adição de novas perguntas), a pauta será</p><p>determinada.</p><p>Nem sempre que as perguntas e a pauta forem totalmente</p><p>determinadas, as respostas também o serão.</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>+ Regras</p><p>para o próximo slide</p><p>Os itens grifados em amarelo são os que representam as principais diferenças dentro</p><p>de cada grupo.</p><p>Quando os itens “perguntas determinadas” e “perguntas livres” estiverem</p><p>simultaneamente marcados, indicará que o entrevistador pode começar com um</p><p>roteiro prévio de perguntas e depois adicionar as que julgue necessárias, assim como</p><p>também poderá usar ou apenas perguntas determinadas ou apenas perguntas livres.</p><p>No caso da entrevista semi-estruturada e da entrevista semi-diretiva, temos um</p><p>detalhe que as diferenciam, por exemplo, da entrevista aberta e da entrevista diretiva.</p><p>As questões são previamente determinadas, porém, no curso da entrevista, novas</p><p>questões podem surgir.</p><p>Por fim, temos algumas importantes conclusões a partir do nosso estudo. Toda</p><p>entrevista não diretiva é não estruturada e toda entrevista fechada é estruturada.</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Perguntas</p><p>Livres</p><p>Perguntas</p><p>Determinadas Pauta Livre Pauta</p><p>Determinada</p><p>Respostas</p><p>Livres</p><p>Respostas</p><p>Determinadas</p><p>Quanto a abertura da entrevista</p><p>Aberta X X X X X</p><p>Fechada X X X</p><p>Quanto a condução da entrevista</p><p>Diretiva X X X X</p><p>Semi-diretiva X X X X X</p><p>Não-diretiva X X X</p><p>Quanto a estruturação da entrevista</p><p>Estruturada X X X</p><p>Semi-estruturada X X X X X</p><p>Não-estruturada X X X</p><p>Guarde isso: o tipo de</p><p>entrevista que temos</p><p>depende do seu</p><p>objetivo.</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Tipos de Entrevistas Psicológicas II</p><p>Segundo Gil (1999), as entrevistas podem ser classificadas em:</p><p>informal, focalizada, por pautas e estruturada.</p><p>a) Entrevista Informal: É o tipo menos estruturado, e só se</p><p>distingue da simples conversação porque tem como objetivo</p><p>básico a coleta de dados. O que se pretende é a obtenção de uma</p><p>visão geral do problema pesquisado, bem como a identificação</p><p>de alguns aspectos da personalidade do entrevistado;</p><p>b) Entrevista Focalizada: É tão livre quanto a informal, todavia,</p><p>enfoca um tema bem específico. Permite ao entrevistado falar</p><p>livremente sobre o assunto, mas quando este se desvia do tema</p><p>original o entrevistador deve se esforçar para sua retomada;</p><p>Gil</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Tipos de Entrevistas Psicológicas II</p><p>c) Entrevista por Pautas: Apresenta certo grau de estruturação, já</p><p>que se guia por uma relação de pontos de interesses que o</p><p>entrevistador vai explorando ao longo do seu curso. As pautas devem</p><p>ser ordenadas e guardar certa relação entre si. O entrevistador faz</p><p>poucas perguntas diretas e deixa o entrevistado falar livremente à</p><p>medida que se refere às pautas assimiladas. Quando este, por ventura,</p><p>se afasta, o entrevistador intervém de maneira sutil, para preservar a</p><p>espontaneidade da entrevista;</p><p>d) Entrevista Estruturada: Desenvolve-se a partir de uma relação</p><p>fixa de perguntas, cuja ordem e redação permanecem invariável para</p><p>todos os entrevistados, que geralmente são em grande número. Por</p><p>possibilitar o tratamento quantitativo dos dados, este tipo de entrevista</p><p>torna-se o mais adequado para o desenvolvimento de levantamentos</p><p>sociais.</p><p>Gil</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Analogia da péssima classificação…</p><p>Entrevista informal: é a entrevista livre ou não-estruturada</p><p>Entrevista focalizada: é a entrevista semi estruturada ou semi-dirigida</p><p>Entrevista por pautas: é, também, a semi-estruturada ou semi-dirigida</p><p>Entrevista estruturada: Fechada</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Entrevistas de Diagnóstico</p><p>Segundo Marcelo Tavares (Cap. 5 do livro Psicodiagnóstico V), entrevistas de diagnóstico</p><p>podem ser sindrômicas ou dinâmicas. O primeiro visa à descrição de sinais (como, por</p><p>exemplo: baixa autoestima, sentimentos de culpa) e sintomas (humor deprimido, ideação</p><p>suicida) para a classificação em um quadro ou síndrome (Transtorno Depressivo Maior). O</p><p>diagnóstico psicodinâmico visa à descrição e à compreensão da experiência ou do modo</p><p>particular de funcionamento do sujeito, tendo em vista uma abordagem teórica. Tanto o</p><p>diagnóstico sindrômico quanto o psicodinâmico visam à modificação de um quadro</p><p>apresentado em benefício do sujeito. Algumas vezes, a característica classificatória do</p><p>diagnóstico sindrômico parece se contrapor a uma compreensão dinâmica do mesmo;</p><p>contudo, estas duas perspectivas devem ser vistas como complementares, operando dentro de</p><p>uma mesma estratégia de entrevista.</p><p>Como podemos ver, o “objetivo-fim” sindrômico não se contrapõem ao dinâmico.</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Competências do avaliador e a qualidade da relação</p><p>Uma entrevista, na prática, antes de poder ser considerada uma técnica, deve ser vista como um contato social</p><p>entre duas ou mais pessoas. O sucesso da entrevista dependerá, portanto, de qualidades gerais de um bom</p><p>contato social, sobre o qual se apoiam as técnicas clínicas específicas. Desse modo, a execução da técnica é</p><p>influenciada pelas habilidades interpessoais do entrevistador. Assim, o entrevistador deve ser capaz:</p><p>1. estar presente, no sentido de estar inteiramente disponível para o outro naquele momento, e poder ouvi-lo sem</p><p>a interferência de questões pessoais;</p><p>2. ajudar o paciente a se sentir à vontade e a desenvolver uma aliança de trabalho;</p><p>3. facilitar a expressão dos motivos que levaram a pessoa a ser encaminhada ou a buscar ajuda;</p><p>4. buscar esclarecimentos para colocações vagas e incompletas;</p><p>5. gentilmente, confrontar esquivas e contradições;</p><p>6. tolerar a ansiedade relacionada aos temas evocados na entrevista;</p><p>7. reconhecer defesas e modos de estruturação do paciente, especialmente quando elas atuam diretamente na</p><p>relação com o entrevistador (transferência);</p><p>8. compreender seus processos contratransferenciais;</p><p>9. assumir a iniciativa em momentos de impasse;</p><p>10. dominar as técnicas que utiliza;</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Objetivos da entrevista psicológica</p><p>Diagnóstico</p><p>Visa estabelecer o diagnóstico e o prognóstico do paciente, bem como as indicações</p><p>terapêuticas adequadas. Assim, faz-se necessário uma coleta de dados sobre a história</p><p>do paciente e sua motivação para o tratamento. Quase sempre, a entrevista diagnóstica</p><p>é parte de um processo mais amplo de avaliação clínica que inclui testagem</p><p>psicológica.</p><p>Psicoterapia</p><p>Procura colocar em prática estratégia de intervenção psicológica nas diversas</p><p>abordagens para acompanhar o paciente, esclarecer suas dificuldades, tentando ajudá-</p><p>lo à solucionar seus problemas.</p><p>De Encaminhamento</p><p>Serve para encaminhar o entrevistado após uma breve triagem. Logo no início da</p><p>entrevista, deve ficar claro para o entrevistado, que a mesma tem como objetivo indicar</p><p>seu tratamento, e que este não será conduzido pelo entrevistador.</p><p>Cunha</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Objetivos da entrevista psicológica</p><p>De Seleção</p><p>É um tipo de entrevista de cunho profissional e objetiva levantar informações</p><p>pertinentes do candidato à vaga. Pode focar tanto informações quanto o histórico do</p><p>candidato quanto traços de personalidade e competências</p><p>(Conhecimentos,</p><p>Habilidades e Atitudes).</p><p>De Desligamento</p><p>Identifica os benefícios do tratamento por ocasião da alta do paciente, examina junto</p><p>com ele os planos da pós-alta ou a necessidade de trabalhar algum problema ainda</p><p>pendente. Na esfera organizacional, pode servir para levantar informações sobre o</p><p>motivo do desligamento.</p><p>De Pesquisa</p><p>Investiga temas em áreas das mais diversas ciências, somente se realiza a partir da</p><p>assinatura do entrevistado ou paciente, do documento: Termo de Consentimento Livre</p><p>e Esclarecido (Resolução CNS n˚ 196/96), no qual estará explícita a garantia ao sigilo</p><p>das suas informações e identificação, e liberdade de continuar ou não no processo.</p><p>Cunha</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Objetivos da entrevista psicológica II</p><p>Anamnese: tem por objetivo reconstruir a história do sujeito;</p><p>Orientação: objetiva julgar suas aptidões (capacidades) para uma aprendizagem;</p><p>Arguição Oral: tem por objetivo sondar seus conhecimentos;</p><p>Preliminar a uma psicoterapia: objetiva contribuir para o diagnóstico, para a</p><p>indicação e para o tratamento de sujeitos que sofrem distúrbios psíquicos e/ou</p><p>relacionais;</p><p>Aconselhamento Psicológico: ajudar o sujeito a enfrentar uma dificuldade pontual</p><p>na existência;</p><p>Formação: Levar os sujeitos a uma melhor comunicação com outrem;</p><p>Alyson</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Objetivos da entrevista psicológica II</p><p>Diagnóstica e de psicodiagnóstico: busca estabelecer o diagnóstico e o</p><p>prognóstico do paciente, bem como as indicações terapêuticas adequadas. Assim, faz-se</p><p>necessário uma coleta de dados sobre a história do paciente e sua motivação para o</p><p>tratamento. Quase sempre, a entrevista diagnóstica é parte de um processo mais amplo</p><p>de avaliação clínica que inclui testagem psicológica;</p><p>Psicoterápica: procura colocar em prática estratégia de intervenção psicológica nas</p><p>diversas abordagens - rogeriana (C. Rogers), jungiana (C. Jung), gestalt (F. Perls),</p><p>bioenergética (A. Lowen), logoterapia (V. Frankl) e outras -, para acompanhar o paciente,</p><p>esclarecer suas dificuldades, tentando ajudá-lo à solucionar seus problemas;</p><p>Encaminhamento: logo no início da entrevista, deve ficar claro para o entrevistado,</p><p>que a mesma tem como objetivo indicar seu tratamento, e que este não será conduzido</p><p>pelo entrevistador. Devem-se obter informações suficientes para se fazer uma indicação</p><p>e, ao mesmo tempo evitar que o entrevistado desenvolva um vínculo forte, uma vez</p><p>que pode dificultar o processo de encaminhar;</p><p>Alyson</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Objetivos da entrevista psicológica II</p><p>Seleção: entrevistador deve ter um conhecimento prévio do currículo do entrevistado,</p><p>do perfil do cargo, deve fazer uma sondagem sobre as informações que o candidato</p><p>tem a respeito da empresa, e destacar os aspectos mais significativos do examinando</p><p>em relação à vaga pleiteada, etc.;</p><p>Desligamento: Identifica os benefícios do tratamento por ocasião da alta do paciente,</p><p>examina junto com ele os planos da pós-alta ou a necessidade de trabalhar algum</p><p>problema ainda pendente. Essa entrevista também é utilizada com o funcionário que</p><p>está deixando a empresa, e tem como o objetivo obter um feedback sobre o ambiente</p><p>de trabalho, para providenciais intervenções do psicólogo em caso, por exemplo, de</p><p>alta rotatividade de demissão num determinado setor;</p><p>Desligamento terapêutico: o paciente está concluindo um programa de tratamento</p><p>e dá o feedback sobre a sua experiência como paciente e a sua evolução no tratamento;</p><p>Alyson</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Objetivos da entrevista psicológica II</p><p>Sistêmica: geralmente são utilizadas para avaliar casais e famílias;</p><p>Entrevista Devolutiva: têm por finalidade comunicar ao sujeito o resultado da avaliação.</p><p>É importante, pois permite ao sujeito expressar pensamentos e sentimentos em relação</p><p>às conclusões e recomendações do entrevistador;</p><p>Pesquisa: Investiga temas em áreas das mais diversas ciências, somente se realiza a</p><p>partir da assinatura do entrevistado ou paciente, do documento: Termo de</p><p>Consentimento Livre e Esclarecido (Resolução CNS n˚ 196/96), no qual estará explícita a</p><p>garantia ao sigilo das suas informações e identificação, e liberdade de continuar ou não</p><p>no processo.</p><p>Lúdica: podem ser estruturadas ou não. Geralmente elas se iniciam de forma não</p><p>estruturada, deixando a criança livre para mexer e/ou brincar com os materiais. O</p><p>terapeuta realiza de forma gradual questões que tenham relação com o brinquedo e/ou</p><p>brincar do momento, ao mesmo tempo que realiza questões referentes à problemática</p><p>em questão.</p><p>Alyson</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Objetivos da entrevista psicológica II</p><p>De estado mental: busca determinar o grau de prejuízo mental associado a condição</p><p>clínica interligada. As áreas avaliadas são raciocínio, pensamento, juízo, memória,</p><p>concentração, fala, audição e percepção.</p><p>Triagem: tem como finalidade o encaminhamento do paciente;</p><p>Motivacional: busca a tomada de consciência e a decisão de aderência ao tratamento</p><p>ou não por parte do paciente.</p><p>Clínica: De acordo com Tavares (2000), “A entrevista clínica é um conjunto de</p><p>processos de técnicas de investigação, de tempo delimitado, dirigido por um</p><p>entrevistador treinado, que utiliza conhecimentos psicológicos, em uma relação</p><p>profissional, com o objetivo de descrever e avaliar aspectos pessoais, relacionais ou</p><p>sistêmicos (indivíduo, casal, família, rede social), em um processo que visa a fazer</p><p>recomendações, encaminhamentos ou propor algum tipo de intervenção em benefício</p><p>das pessoas entrevistadas”.</p><p>Alyson</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Antes de continuarmos:</p><p>ARZENO E OCAMPO:</p><p>Achamos conveniente esclarecer uma diferença básica entre a hora de jogo diagnóstica e</p><p>a hora de jogo terapêutica, pois é muito comum a confusão entre as duas.</p><p>A primeira engloba um processo que tem começo, desenvolvimento e fim em si mesma,</p><p>opera como uma unidade e deve ser interpretada como tal.</p><p>A segunda é um elo a mais em um amplo continuum no qual novos aspectos e</p><p>modificações estruturais vão surgindo pela intervenção do terapeuta. (A respeito da</p><p>participação do psicólogo na hora de jogo diagnóstica, falaremos detidamente no tópico</p><p>“papel do entrevistador”.)</p><p>Como se pode perceber, existe muita semelhança com a entrevista diagnóstica livre do</p><p>adulto.</p><p>Vejamos agora algumas diferenças.</p><p>Fonte: OCAMPO; ARZENO. O Processo Psicodiagnóstico e as Técnicas Projetivas. Capítulo 7, A Hora Do Jogo Diagnóstico.</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Numa a fantasia é mediada pelas verbalizações; na atividade lúdica o mediador é,</p><p>predominantemente, o brinquedo oferecido, que expressa o que a criança está vivenciando no</p><p>momento.</p><p>Na verbalização a fantasia aparece depurada pela maior influência do processo</p><p>secundário; a localização temporal da fantasia expressa através da linguagem, do uso</p><p>apropriado dos verbos e das leis do pensamento lógico--formal torna-se mais clara. No</p><p>brincar, por sua vez, há uma comunicação de tipo espacial, na qual são incluídos mais</p><p>elementos do processo primário</p><p>através de princípios como os de condensação,</p><p>atemporalidade e deslocamento, atuados no próprio brincar.</p><p>Por outro lado, a hora de jogo diagnóstica é precedida das entrevistas realizadas com os</p><p>pais (que correspondem ao conceito de pré-entrevista dos adultos).</p><p>Nelas o psicólogo elabora com os pais instruções que serão dadas à criança por eles.</p><p>Como pode haver interferência de diferentes fatores para que esta informação chegue de</p><p>modo adequado ou não, cremos ser necessário reformular para a criança, num primeiro</p><p>contato, tais instruções de forma clara e precisa.</p><p>Cada hora de jogo diagnóstica significa uma experiência nova, tanto para o entrevistador</p><p>como para o entrevistado. Implica, a nosso ver, o estabelecimento de um vínculo</p><p>transferencial breve, cujo objetivo é o conhecimento e a compreensão da criança.</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Etapas das entrevistas na Avaliação Psicológica</p><p>- 1º momento: realização da(s) primeira(s) entrevista(s) para levantamento e</p><p>esclarecimento dos motivos (manifesto e latente) da consulta, as ansiedades,</p><p>defesas, fantasias e a construção da história do indivíduo e da família em questão.</p><p>Nesta etapa ocorre a definição das hipóteses iniciais e dos objetivos do exame.</p><p>(demanda, hipóteses)</p><p>- 2º momento: reflexão sobre material coletado na etapa anterior e sobre as</p><p>hipóteses iniciais a fim de planejar e selecionar os instrumentos a serem utilizados</p><p>na avaliação. Em alguns casos se mostram de suma importância as entrevistas,</p><p>incluindo os membros mais implicados na patologia do paciente e/ou grupo</p><p>familiar. (seleção de escopo e de testes)</p><p>- 3º momento: realização da estratégia diagnóstica planejada. Na avaliação, de um</p><p>modo geral, não é obrigatório (apesar de bastante indicado) o uso de testes</p><p>psicológicos. Nessa fase ocorre o levantamento quantitativo e qualitativo dos dados.</p><p>É relevante salientar que não deve haver um modelo rígido de psicodiagnóstico ou</p><p>de avaliação psicológica, uma vez que cada caso é único, demonstrando</p><p>necessidades únicas, sendo estas sanadas com instrumentos próprios para elas.</p><p>(aplicação de testes e/ou técnicas)</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Etapas das entrevistas na Avaliação Psicológica</p><p>- 4º momento: estudo do material coletado. Nesta etapa faz-se a</p><p>integração dos dados e informações, buscando recorrências e</p><p>convergências dentro do material, encontrar o significado de pontos</p><p>obscuros, correlacionar os instrumentos entre si e com as histórias obtidas</p><p>no primeiro momento, formulando inferências por estas relações tendo</p><p>como ponto de partida as hipóteses iniciais e os objetivos da avaliação.</p><p>- 5º momento: entrevista de devolução. Nela ocorre a comunicação dos</p><p>resultados obtidos, as orientações a respeito do caso e o encerramento do</p><p>processo. Ela pode ocorrer somente uma vez, ou diversas vezes, uma vez</p><p>que, geralmente, faz-se uma devolutiva de forma separada para o paciente</p><p>(em primeiro lugar) e outra para os pais e o restante da família. Quando o</p><p>paciente é um grupo familiar, a devolutiva e as conclusões são</p><p>transmitidas a todos.</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Etapas das entrevistas na Avaliação Psicológica</p><p>Simplificadamente, quanto a sequência das entrevistas de avaliação diagnóstica, temos:</p><p>a) Entrevista Inicial: É a primeira entrevista de um processo de psicodiagnóstico.</p><p>Semidirigida, durante a qual o sujeito fica livre para expor seus problemas.</p><p>b) Entrevistas Subseqüentes: busca a obtenção de mais dados com riqueza de detalhes</p><p>c) Entrevista de Devolução ou Devolutiva: No término do psicodiagnóstico, o técnico tem</p><p>algo a dizer ao entrevistado em relação ao que fundamenta a indicação. Deve-se evitar o uso de</p><p>jargão técnico (expressões própria da ciência circulante entre os profissionais da área, em</p><p>outras palavras “gíria profissional”), e iniciar por sintoma ligado diretamente à queixa principal;</p><p>A entrevista de devolução deve encerrar com a indicação terapêutica. m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Rapport, transferência e contratransferência</p><p>O rapport é o entrelaçamento de papéis desempenhados (entrevistador/entrevistado, avaliador/</p><p>avaliado) onde os dois se harmonizam para uma tarefa comum. Ele deve ocorrer tanto na</p><p>psicoterapia quanto na entrevista psicológica e na avaliação psicológica. Esse conceito reflete a</p><p>confiança e a motivação que o sujeito passivo da relação deposita no processo. É sinônimo de</p><p>confiança no processo e em quem conduz o processo.</p><p>A transferência e a contratransferência são fenômenos que estão presentes em toda relação</p><p>interpessoal. A transferência advém do entrevistado, que atribui papéis ao entrevistador e se</p><p>comporta em função desses papéis por ele atribuídos. Um conceito fundamental dentro da</p><p>transferência é o de repetição. Para Freud, a transferência é apenas um fragmento da repetição e</p><p>que a repetição é uma transferência do passado esquecido para todos os aspectos da situação</p><p>atual. Assim, é um processo de reatribuição de conteúdos latentes e inconscientes. Os desejos</p><p>inconscientes se atualizam sobre determinados objetos, num certo tipo de relação estabelecida,</p><p>eminentemente, no quadro da relação analítica. Destaco que a transferência é caracterizada, ainda,</p><p>pela repetição de protótipos infantis vividos com um sentimento de atualidade acentuada.</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Rapport</p><p>O rapport oportuniza ao profissional oferecer respaldo</p><p>informativo fundamental para uma melhor compreensão da</p><p>dinâmica desse processo, no sentido de colocar o(s)</p><p>examinando(s) ou o(s) paciente(s), mais próximo(s) desse</p><p>momento avaliativo, e o próprio psicólogo se faz agente de</p><p>motivação e solicitude.</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Rapport, transferência e contratransferência</p><p>O processo de transferência é unânime em quase todas as perspectivas teóricas que</p><p>trabalham com a entrevista, porém é da psicanálise que vem as maiores contribuições. Nela, a</p><p>transferência é reconhecida como o terreno em que se dá a problemática de um tratamento,</p><p>pois é a sua instalação, as suas modalidades, a sua interpretação e a sua resolução que as</p><p>caracteriza. Destaco que desde o início, a transferência é a arma mais forte da resistência.</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Rapport, transferência e contratransferência</p><p>A contratransferência, por sua vez, advém do entrevistador e se caracteriza por reações que</p><p>se originam do campo psicológico em que se estrutura a entrevista. É um grande feedback do</p><p>processo conduzido e, pela perspectiva psicanalítica, as emoções vividas pelo analista são</p><p>consideradas reativas às do paciente, vinculando-se, portanto, ao passado deste último, e não</p><p>dizendo respeito diretamente à pessoa do analista.</p><p>Para Bleger, as variáveis do entrevistador devem ser controladas (constantes) para que ocorra</p><p>uma melhor observação. Assim, em situações de contratransferência, o entrevistador deve</p><p>procurar entender seu desconforto no contexto da entrevista, da pessoa do entrevistado e de</p><p>sua própria pessoa.m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Rapport, transferência e contratransferência</p><p>Ainda segundo Bleger:</p><p>Numa entrevista podem ocorrer a transferência e a contratransferência, a primeira por parte</p><p>do paciente e a última por parte do entrevistador. Na transferência o paciente se comporta como</p><p>se estivesse em uma situação repetida interagindo com alguém conhecido (alguma figura</p><p>importante do passado) e na contratransferência ocorre o mesmo, só que seguindo do</p><p>entrevistador para o paciente e como forma de reação à transferência.</p><p>Para esse autor, a transferência e a contratransferência ocorrem em todas as relações, mas, no</p><p>caso da entrevista, a contratransferência deve, necessariamente, ser vigiada para que o</p><p>entrevistador não ultrapasse uma intensidade que possa prejudicar o aproveitamento da</p><p>entrevista.</p><p>Atenção: o entrevistador deve evitar os efeitos da contratransferência.</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Técnicas de entrevista</p><p>Questionamento: Esta é a técnica mais freqüentemente empregada pelos entrevistadores</p><p>clínicos. O questionamento pode ser tanto direto como em aberto.</p><p>Reflexão: Essa técnica requer que o entrevistador tenha habilidade de reproduzir o material</p><p>cognitivo ou emocional do paciente, de modo a mostrar-lhe que seus sentimentos ou</p><p>declarações foram compreendidas. O emprego excessivo da reflexão em uma entrevista é</p><p>contraproducente, porque muitas áreas importantes são deixadas de lado.</p><p>Reexposição (Paráfrase): A reexposição simplesmente coloca em outras palavras, de</p><p>maneira mais clara e articulada, o que o paciente diz. A reexposição é em geral empregada para</p><p>facilitar a compreensão e para esclarecer, enquanto a reflexão e utilizada como uma</p><p>intervenção terapêutica.</p><p>Clarificação: A clarificação geralmente se faz pela utilização de alguma das outras técnicas</p><p>(questionamento, paráfrase ou reexposição), mas o seu propósito é auxiliar o paciente a</p><p>compreender o que é dito na entrevista.</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Técnicas de entrevista</p><p>Confrontação: A confrontação é a técnica através da qual o terapeuta aponta discrepâncias</p><p>entre o que é observado e o que é falado. Às vezes ela é empregada quando o paciente diz</p><p>alguma coisa diferente daquilo que o terapeuta está percebendo dele. A confrontação é</p><p>freqüentemente utilizada com drogados e outros pacientes com transtornos de caráter, a fim de</p><p>desfazer suas negações e defesas rígidas. Ela em geral produz o efeito de aumentar a</p><p>ansiedade e desencadear a negação e a evitação que ela buscava atingir.</p><p>A confrontação pode ser construtiva ou destrutiva, quando mal utilizada ela pode ser maléfica;</p><p>deve ser utilizada por terapeutas experientes.</p><p>Auto-revelação: Através desta técnica, o terapeuta transmite ao paciente suas experiências</p><p>pessoais ou sentimentos. A auto-revelação por parte do terapeuta facilita a auto-revelação do</p><p>paciente. Porém, esta técnica deve ser empregada com moderação porque pode provocar uma</p><p>falsa expectativa no paciente. O terapeuta precisa ser criterioso ao determinar quais</p><p>informações devem ser reveladas, bem como seu possível efeito no paciente.</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Técnicas de entrevista</p><p>Silêncio: O silêncio pode ser uma técnica de entrevista e um artifício terapêutico que proporciona</p><p>ao paciente uma oportunidade de processar e compreender o que foi dito, encaminhando a</p><p>entrevista, assim, em direção positiva. O paciente deve compreender o motivo do silêncio porque</p><p>geralmente visa facilitar a introspecção ou permite ao paciente reassimilar suas emoções depois de</p><p>liberá-las.</p><p>Exploração: Através desta técnica é possível a investigação de áreas da vida do paciente que</p><p>requerem um exame mais profundo. Também pode ser empregada para determinar o grau de</p><p>insight do paciente, e o quanto ele precisa ser pressionado para que possa experienciar um dado</p><p>sentimento. Os terapeutas não devem ter medo de explorar certas áreas, mesmo que elas possam</p><p>ser encaradas como delicadas.</p><p>Reframing (Reestruturação cognitiva): Esta técnica faz com que o paciente e o terapeuta</p><p>reafirmem suas crenças, atitudes ou sentimentos de maneira mais realista, proporcionando uma</p><p>perspectiva nova de uma situação e servindo para desfazer afirmações negativas. Esta técnica pode</p><p>levar a mudanças no comportamento e embora seja eficaz, ele não dispensa a prática e o</p><p>desenvolvimento das habilidades do terapeuta, de modo que pode alcançar sua eficácia total.</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Técnicas de entrevista</p><p>Interpretação: Através desta técnica, o terapeuta oferece informações de um modo que permite</p><p>ao paciente explorar seu comportamento e compreender sua motivação. Esta técnica é a mais</p><p>difícil de ser alcançada, porque implica no domínio amplo da teoria da personalidade e motivação,</p><p>acompanhada de experiências supervisionada.</p><p>A maioria dos terapeutas, usa a interpretação de uma forma ou outra. Alguns confiam nela muito</p><p>mais do que nas demais e os pacientes podem simplesmente aceitar as afirmações do terapeuta,</p><p>acreditando em sua experiência, sabedoria e autoridade. Por esta razão, devemos ser criteriosos e</p><p>cuidadosos ao fornecer interpretações.</p><p>Humor: A compreensão do papel do humor na avaliação clínica é recente. Porém, o humor pode</p><p>reduzir a ansiedade, facilitar o movimento terapêutico e enriquecer a entrevista. Uma confiança</p><p>excessiva nesta abordagem dará ao paciente a impressão de que o terapeuta não está levando a</p><p>sério a entrevista. Portanto, o humor deve ser empregado moderadamente com o propósito básico</p><p>de beneficiar o paciente.</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Técnicas de entrevista</p><p>Devo salientar, que existe, ainda, a técnica de deflexão. Essa técnica, comumente utilizada nas</p><p>entrevistas de seleção de pessoal, consiste na mudança de uma linha de pensamento/atuação para</p><p>seguir outra. É o desvio do caminho normal, não busca medir reação do candidato, mas tornar</p><p>objetivo a condução da entrevista.</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Abordagens e Perspectivas Teóricas</p><p>a) Perspectiva Psicanalítica – Tem como base os pressupostos dos conteúdos inconscientes. O</p><p>entrevistador busca avaliar a motivação inconsciente, o funcionamento psíquico e a organização da</p><p>personalidade do entrevistado. A entrevista é orientada para a psicodinâmica da estrutura intrapsíquica ou</p><p>das relações objetais e funcionamento interpessoal;</p><p>b) Perspectiva Existencial-humanista – Não procura formular um diagnóstico, e sim, verificar se o</p><p>interesse do indivíduo está auto-realizado ou não. Aqui não existe uma técnica específica de entrevista,</p><p>estas são consideradas pelos existencialistas como manipulação. O entrevistador reflete o que ouve,</p><p>pergunta com cuidado, e tenta reconhecer os sentimentos do entrevistado;</p><p>c) Perspectiva Fenomenológica – Estuda a influência dos pressupostos e dos preconceitos sobre a</p><p>mente, e que os acionam ao estruturar a experiência e atribuir-lhe um significado. Além de uma atitude</p><p>aberta e receptiva, é necessário que o entrevistador atue como observador participante, e que, assim, seja</p><p>capaz de avaliar criticamente, através de sua experiência clínica e conhecimento teórico,</p><p>o que está</p><p>ocorrendo na entrevista. A entrevista psicológica de cunho fenomenológico existencial caracteriza-se por</p><p>ser totalmente aberta, onde o entrevistando tem total autonomia. O processo deve ser relacional, ou seja</p><p>dialógico, buscando compreender a experiência vivida na perspectiva singular do sujeito colaborador que</p><p>a vive, ou a viveu dialógica</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Abordagens e Perspectivas Teóricas</p><p>Existem contribuições de outras perspectivas teóricas que valem a pena ser destacadas no nosso estudo. A</p><p>perspectiva comportamentalista, por exemplo, busca o levantamento dos fatores relevantes (elementos</p><p>mantenedores) da problemática enfocada. Para a perspectiva cognitivista, a entrevista serve como</p><p>demonstração do processo de raciocínio, atribuição e de distorção da realidade. Essa corrente acredita que</p><p>uma parte dos problemas humanos decorre da forma como interpretamos a realidade. A entrevista na</p><p>psicoterapia breve está destinada a cumprir não apenas função diagnóstica e de fixação de contrato, mais</p><p>que isso, ela desempenhará um papel terapêutico. Além disso, ela avalia se o paciente tem recursos</p><p>egóicos adequados para se beneficiar da técnica. Na perspectiva rogeriana, a entrevista psicológica não</p><p>utiliza a formulação de perguntas de exploração.</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Dicas para concursos:</p><p>I - Na perspectiva fenomenológica, a entrevista estuda a influência dos pressupostos e dos</p><p>preconceitos sobre a mente e estabelece um referencial de construção do conhecimento</p><p>humano que dê sentido à experiência e significado à ação.</p><p>II - É importante apresentar as perguntas perturbadores na parte final do questionário ou da</p><p>entrevista para que não haja, de início, quebra de empatia e sinergia entre entrevistador e</p><p>entrevistado.</p><p>III - As principais vantagens da entrevista por telefone são os custos mais baixos; a</p><p>facilitação na seleção da amostra; a rapidez; a maior aceitação dos moradores das grandes</p><p>cidades, que temem abrir suas portas para estranhos; e a facilidade de agendar o momento</p><p>mais apropriado para a realização da entrevista.</p><p>IV - A entrevista em que são feitas perguntas a um candidato sobre o que ele faria</p><p>realmente em dada situação é conhecida como entrevista de descrição comportamental.</p><p>V - Segundo Ulloa, toda entrevista compreende cinco momentos: pré-entrevista, abertura,</p><p>desenvolvimento, encerramento e pós-entrevista.</p><p>VI - Ao divulgar resultados de intervenções ou diagnósticos em meios de comunicação, o</p><p>psicólogo deve se assegurar de que os pacientes envolvidos não poderão ser identificados a</p><p>partir de sua exposição.</p><p>VII - Entrevistas estruturadas são adequadas para avaliar o comportamento de beber.</p><p>VIII - Entrevista motivacional: busca fazer com que o entrevistado supere ambivalências e</p><p>adote uma postura (é da ACP). Costuma ser indicado em casos de dependência de</p><p>substâncias.</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>60</p><p>Paradoxo Tostines: somos os melhores por termos os melhores</p><p>alunos ou temos os melhores alunos por sermos os melhores?</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Bleger e a Entrevista Psicológica</p><p>Falemos agora de um sujeito que possui grande relevância na área de entrevista</p><p>psicológica e que está recomendado na sua bibliografia: Bleger. Esse autor possui forte</p><p>tendência psicanalítica.</p><p>Vamos entender quais os fundamentos da visão blegeriana, mas, antes, vamos por</p><p>partes. Bleger sistematizou os fundamentos da entrevista psicológica a ponto de se tornar</p><p>referência obrigatória em todo concurso que trate de entrevista. Destaco que ele não criou</p><p>conceito novo ou inovou na arte de entrevistar, apenas sistematizou a teoria e, por isso,</p><p>você deve entender o modo como ele vê a entrevista para responder a qualquer questão</p><p>em seu concurso. Para esse autor, as bases da entrevista psicológica provêm de quatro</p><p>áreas: psicanálise, gestalt, topologia e behaviorismo. Apesar de ser difícil estabelecer</p><p>exatamente os limites do ponto exato onde cada uma contribuiu, podemos sistematizar da</p><p>seguinte forma:</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Bleger e a Entrevista Psicológica</p><p>Psicanálise influenciou com o conhecimento da dimensão inconsciente do</p><p>comportamento, da transferência e contratransferência, da</p><p>resistência e repressão, da projeção e introjeção, etc.</p><p>Gestalt reforçou a compreensão da entrevista como um todo no qual o</p><p>entrevistador é um de seus integrantes, considerando o</p><p>comportamento deste como um dos elementos da totalidade.</p><p>Topologia levou a delinear e reconhecer o campo psicológico e suas leis,</p><p>assim como o enfoque situacional.</p><p>Behaviorismo influenciou com a importância da observação do</p><p>comportamento.</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Bleger e a Entrevista Psicológica</p><p>Tudo isso conduziu, segundo Bleger:</p><p>“à possibilidade de realizar a entrevista em condições metodológicas mais restritas,</p><p>convertendo-a em instrumento científico no qual a "arte da entrevista" foi reduzida em</p><p>função de uma sistematização das variáveis, e é esta sistematização que possibilita um</p><p>maior rigor em sua aplicação e em seus resultados. Pode-se ensinar e aprender a realizar</p><p>entrevistas sem que se tenha de depender de um dom ou virtude imponderável. O estudo</p><p>científico da entrevista (a pesquisa do instrumento) tem reduzido sua proporção de arte e</p><p>incrementado sua operacionalidade e utilização como técnica científica”.m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Bleger e a Entrevista Psicológica</p><p>As ideias principais desse autor sobre a entrevista psicológica são as seguintes:</p><p>A entrevista é diferente da consulta e da anamnese;</p><p>Ela é um campo;</p><p>É uma relação grupal</p><p>O objetivo é o estudo da personalidade do entrevistado;</p><p>O observador é participante;</p><p>Depende da condução do entrevistador;</p><p>É um processo de investigação científica;</p><p>É uma relação de transferência e contratransferência.</p><p>Não é necessário nenhum dom específico para que se façam boas entrevistas (a execução</p><p>de entrevistas pode ser aprendida se for estudada).</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Bleger e a Entrevista Psicológica</p><p>Consulta Anamnese Entrevista</p><p>A consulta consiste na solicitação da</p><p>assistência técnica ou profissional, que</p><p>pode ser prestada ou satisfeita de formas</p><p>diversas, uma das quais pode ser a</p><p>entrevista. Consulta não é sinônimo de</p><p>entrevista.</p><p>É a compilação de dados preestabelecidos, de</p><p>tal amplitude e detalhe, que permita obter uma</p><p>síntese tanto da situação presente como da</p><p>história de um indivíduo, de sua doença e de</p><p>sua saúde. A preocupação e a finalidade residem</p><p>na compilação de dados, e o paciente fica</p><p>reduzido a um mediador entre sua</p><p>enfermidade, sua vida e seus dados por um</p><p>lado, e o médico por outro. Aqui se trabalha com</p><p>a suposição de que o paciente conhece sua vida</p><p>e está capacitado para fornecer dados sobre ela.</p><p>É um dos procedimentos de que o técnico</p><p>ou profissional, psicólogo ou médico,</p><p>dispõe para atender a uma consulta.</p><p>Diferentemente da consulta</p><p>e da anamnese,</p><p>a entrevista psicológica objetiva o estudo e</p><p>a utilização do comportamento total do</p><p>indivíduo em todo o curso da relação</p><p>estabelecida com o técnico, durante o</p><p>tempo em que essa relação durar. Aqui se</p><p>trabalha com a ideia que cada ser humano</p><p>tem organizada uma história de sua vida e</p><p>um esquema de seu presente, e desta</p><p>história e deste esquema temos de deduzir</p><p>o que ele não sabe.m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Bleger e a Entrevista Psicológica</p><p>Um ponto importante, não destacado no quadro acima, é que a entrevista permite - ao</p><p>contrário da anamnese - a consideração de comportamentos não-verbais. Esses</p><p>comportamentos falam da história de vida do paciente e revelam coincidências ou</p><p>contradições com o que é expresso de modo verbal e consciente. Sobre essas contradições</p><p>é interessante salientar que quanto maior for o grupo entrevistado (família,</p><p>escola, trabalho, etc.), maiores são as chances de encontrarmos contradições.</p><p>Por falar em grupo, podemos afirmar que a entrevista sempre ocorre em grupo (mesmo</p><p>que seja só com duas pessoas) e é influenciada pelos elementos componentes do grupo,</p><p>pela relação que se estabelece entre as pessoas participantes, pela personalidade da parte</p><p>entrevistada e até mesmo pelos gestos do paciente.</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Bleger e a Entrevista Psicológica</p><p>Há dois tipos fundamentais de entrevista: aberto e fechado. No tipo aberto o psicólogo não</p><p>se limita a fazer perguntas preestabelecidas com uma ordem também preestabelecida</p><p>(como ocorre com a anamnese psiquiátrica), mas pode elaborar suas perguntas e fazer</p><p>intervenções de acordo com a dinâmica adequada a cada paciente.</p><p>Entrevista Aberta Entrevista Fechada</p><p>permite que se tenha uma noção mais profunda da</p><p>personalidade do entrevistado. Permite que o</p><p>entrevistado configure o campo da entrevista</p><p>segundo sua estrutura psicológica particular</p><p>(personalidade).</p><p>permite que haja uma comparação sistemática de</p><p>dados mais precisa</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Bleger e a Entrevista Psicológica</p><p>Além disso, o entrevistador deve estar dissociado: em parte, atuar com uma identificação</p><p>projetiva com o entrevistado e, em parte, permanecer fora desta identificação, observando e</p><p>controlando o que ocorre, de maneira a graduar o impacto emocional e a desorganização ansiosa.</p><p>Ele deve ser um facilitador das projeções e introjeções para servir de elemento funcional/dinâmico</p><p>da entrevista. Ao mesmo tempo, essa relação deve ser, como Bleger diz, suficientemente plástica</p><p>ou “porosa” para que se possa permanecer nos limites de uma atitude profissional. Uma</p><p>curiosidade é que Bleger fala que “quanto mais psicopata for o entrevistado, maior a possibilidade</p><p>de que o entrevistador assuma e represente os papéis”.</p><p>A entrevista ocorre em um campo configurado entre os participantes (entrevistador e</p><p>entrevistado) e se estrutura através de uma relação da qual depende toda a dinâmica. Segundo o</p><p>próprio Bleger: a diferença básica, neste sentido, entre entrevista e qualquer outro tipo de relação</p><p>interpessoal (como a anamnese) é que a regra fundamental da entrevista sob este aspecto é</p><p>procurar fazer com que o campo seja configurado especialmente (e em seu maior grau) pelas</p><p>variáveis que dependem do entrevistado.</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Bleger e a Entrevista Psicológica</p><p>O entrevistado não deve influenciar a ponto de limitar ou não estimular a manifestação da personalidade do</p><p>entrevistado. A relação desse campo de trabalho depende se as perguntas estabelecidas são anteriormente</p><p>determinadas ou não (aberta ou fechada). O foco está em como o entrevistado se coloca e interage na relação</p><p>estabelecida e: não se busca completar totalmente dados sobre a vida total do paciente, mas dados completos</p><p>sobre o comportamento do paciente durante a entrevista. Bleger (1987) diz que:</p><p>“entrevista psicológica é uma relação, com características particulares, que se estabelece entre duas</p><p>ou mais pessoas. O específico ou particular dessa relação reside em que um dos integrantes é um</p><p>técnico da psicologia que deve atuar nesse papel, e o outro ou os outros, necessitam de sua</p><p>intervenção técnica. Porém, isso é um ponto fundamental, o técnico não só utiliza em entrevista seus</p><p>conhecimentos psicológicos para aplicá-los ao entrevistado, como também esta aplicação se produz</p><p>precisamente através de seu próprio comportamento no decorrer da entrevista. Para sublinhar o</p><p>aspecto fundamental da entrevista poder-se-ia dizer, de outra maneira, que ela consiste em uma</p><p>relação humana na qual um dos integrantes deve procurar saber o que está acontecendo e deve atuar</p><p>segundo esse conhecimento. A realização dos objetivos possíveis da entrevista (investigação,</p><p>diagnóstico, orientação, etc.) depende desse saber e da atuação e acordo com esse saber”</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Bleger e a Entrevista Psicológica</p><p>No funcionamento da entrevista em si, Bleger recomenda que o entrevistador deva ser</p><p>suficientemente ambíguo para permitir o maior engajamento da personalidade do entrevistado.</p><p>Essa ambiguidade serve para estimular reflexões e insights do entrevistado e possui alguns</p><p>limites:</p><p>- Em nenhum caso pode sugerir que o entrevistador seja apresentado como um amigo</p><p>num encontro fortuito;</p><p>- O entrevistador também não deve entrar com suas reações nem com o relato de sua</p><p>vida, nem entrar em relações comerciais ou de amizade, nem pretender outro benefício</p><p>da entrevista que não sejam os seus honorários e o seu interesse científico ou</p><p>profissional.</p><p>- Tampouco a entrevista deve ser utilizada como uma gratificação narcisista na qual se</p><p>representa o mágico com uma demonstração de onipotência.</p><p>- A abertura da entrevista também não deve ser ambígua. Não se pode recorrer a</p><p>frases gerais ou de duplo sentido.</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Bleger e a Entrevista Psicológica</p><p>Quanto ao início da sessão é interessante salientar que a entrevista deve começar por onde</p><p>começar o entrevistado. Além disso, Bleger recomenda que quando temos informações sobre</p><p>o entrevistado fornecidas por outra pessoa, devemos informá-lo, assim como antecipar ao</p><p>informante, no começo da entrevista, que esses dados que se referem a terceiros não serão</p><p>mantidos em reserva.</p><p>Repito que, para Bleger, as variáveis do entrevistador devem ser controladas (constantes)</p><p>para que ocorra uma melhor observação. Assim, em situações de contratransferência ou de</p><p>silêncio, o entrevistador deve procurar entender seu desconforto no contexto da entrevista, da</p><p>pessoa do entrevistado e de sua própria pessoa. Por falar em silêncio, este é um excelente</p><p>indicativo do andamento das sessões e do nível de ansiedade. No entanto, o entrevistador</p><p>deve diferenciar os tipos de silêncio existentes (apenas citados na obra de Bleger): silêncio</p><p>paranoide, depressivo, fóbico, confusional, etc.</p><p>m</p><p>ar</p><p>ia</p><p>am</p><p>eli</p><p>a</p><p>de</p><p>ca</p><p>rv</p><p>alh</p><p>o</p><p>be</p><p>ze</p><p>rra</p><p>-</p><p>01</p><p>3.</p><p>39</p><p>7.</p><p>77</p><p>4-</p><p>95</p><p>-</p><p>am</p><p>eli</p><p>nh</p><p>a_</p><p>15</p><p>0@</p><p>ho</p><p>tm</p><p>ail</p><p>.co</p><p>m</p><p>.b</p><p>r -</p><p>0</p><p>3/</p><p>04</p><p>/2</p><p>02</p><p>3</p><p>11</p><p>:2</p><p>4:</p><p>33</p><p>Bleger e a Entrevista Psicológica</p><p>O entrevistador tem como instrumento de trabalho sua própria personalidade e como</p><p>trabalha tendo como objeto de estudo</p>

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