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Descrição dos ossos
Esqueleto Axial
- Crânio
	O crânio é um arabouço ósseo que contém o encéfalo e órgãos de equilíbrio, audição, visão e paladar (tato em algumas espécies), parte do aparelho digestório e respiratório. É formado por 14 ossos (4 pares e 6 ímpares) que estão unidos por suturas. O neurocrânio é bem desenvolvido no homem e nos primatas. O esplancnocrânio (onde ficam os sentidos) é bem desenvolvido nos animais domésticos.
	Diferente dos outros tipos de ossos, o osso do crânio possui duas camadas ósseas (díploe) proporcionando maior proteção. É formado por um tecido compacto externo, um esponjoso medial (dissipa a força de compressão para não chegar ao tecido nervoso) e mais uma área de tecido compacto interno para proteção.
	O carnívoro vai apresentar dentes pontudos para perfuração, enquanto o herbívoro apresentará dentes chatos, específicos para maceração. Os olhos voltados pra frente, presente nos animais caçadores, dão uma noção de foco (distância do objeto em relação ao animal) e tempo. Os olhos voltados para os lados (laterados) conferem uma noção de amplitude (vê o que está se movendo).
 Particularidades
Os carnívoros e equinos possuem crista sagital externa. Nos ruminantes, o osso frontal se desenvolve mais lateralmente para o surgimento do corno, fazendo com que a crista sagital desapareça e exista apenas uma linha nucal, localizada acima do osso occipital.
Os carnívoros possuem um processo paracondilar (elevação ao lado dos côndilos occipitais) pequeno, enquanto os suínos, ruminantes e equinos, possuem uma processo paracondilar longo.
Os equinos apresentam o forame lacero (como se o forame oval, localizado nas outras espécies, estivesse rasgado, se alastrando até o forame jugular).
Os carnívoros e equinos possuem uma fissura orbital que circunda o canal óptico, tem o canal alar rostral e caudal. Em ruminantes e suínos, o canal óptico se une ao forame redondo, formando o forame órbitoredondo.
Em equinos e ruminantes a órbita é fechado por osso, enquanto em carnívoros e suínos ela é fechada pelo ligamento orbital.
O osso etmoide é subdividido em lâmina crivosa, lâmina perpendicular e lâmina externa. 
O osso temporal é subdividido em parte escamosa, parte timpânica e parte petrosa.
Anatomia do crânio
Na parte mais caudal do crânio encontramos o osso occipital, do qual forma a parte caudal e ventral. Sua parte mais baixa está perfurada centralmente pelo forame magnum (larga abertura, quase circular, onde a cavidade cranial se une ao canal vertebral). Na parte lateral do osso encontramos os côndilos occipitais, que se articulam com o atlas. Lateral ao côndilo temos o processo jugular (robusta lâmina de osso que se projeta caudal e ventralmente). Entre os processos e os côndilos, há duas fossas lisas chamadas de fossa paracondilar ou fossa condilar ventral. Na parede medial dessa fossa temos o canal do hipoglosso, que transmite o nervo hipoglosso. Na parte mais rostral do canal hipoglosso temos o forame jugular e logo a frente o forame oval ou o forame lacero (equinos). A face externa desse osso é cruzada por uma crista proeminente chamada de crista nucal, no caso dos ruminantes, há uma formação de uma linha nessa área, denominada linha nucal. Saindo na crista nucal em direção rostral, há uma crista medial denominada, crista sagital externa. Esta se subdivide em duas linhas chamadas linhas temporais.
Rostralmente à parte basilar do osso occipital, temos o osso esfenoide que está situado na base do crânio. Ao nascer se subdivide em duas peças: basisfenóide e pré-esfenóide. O basisfenoide está situado mais caudalmente e ao seu lado identificamos um par de asas, asa do esfenoide. Na asa do esfenoide encontramos um canal alar, cujos forames são denominados forame alar rostral e caudal. Lateralmente encontramos o forame redondo, o forame do nervo óptico e o forame etmoidal. O pré-esfenóide está situado mais rostralmente e se articula com o basisfenóide.
O osso etmoide encontra-se rostral ao occipital. Une-se ao vômer, pré-esfenóide e palatino. Na parte mais caudal e medial encontramos uma formação em forma de peneira chamada lâmina crivosa. Esta é dividida medialmente por uma crista, denominada crista gali, que pode ser tomada por uma projeção intracranial de lâmina perpendicular. Intracarnialmente também encontramos o labirinto etmoidal e a lâmina externa. A lâmina perpendicual é mediana e forma a parte caudal do septo nasal. Dorsalmente à crista gali temos a crista sagital interna e lateralmente a ela temos os seios nasais.
A crista sagital externa corta medialmente o osso parietal e sua subdivisão em linhas temporais delimita o triângulo interparietal. Rostralmente ao triangulo interparietal temos o osso frontal. Na parte lateral do osso frontal, acima da órbita óssea temos o forame supraorbitário, por onde passam os nervos. Rostral e medialmente ao osso frontal temos o osso nasal. Rostral e lateralmente ao osso frontal, encontramos o osso maxilar. Em sua face mais medial, próxima ao osso nasal temos o forame infra-orbitário, por onde passa o nervo do ramos dos trigêmeos. Ventralmente ao osso nasal encontramos o osso incisivo, onde se inserem os dentes incisivos. Esse osso “invade” o osso nasal, formando o processo nasal do osso incisivo. 
Abaixo da órbita óssea, em sua face mais lateral temos o osso zigomático e em sua face mais lateral o osso lacrimal, que contém o canal lacrimal. Caudalmente ao osso zigomático temos o osso temporal que apresenta os processos occipital do osso temporal e zigomático do osso temporal. O osso zigomático apresenta o processo temporal do osso zigomático.
O osso temporal é subdividido em parte petrosa (parte móvel nos equinos e imóvel em ruminates) que se localiza basilar e medialmente, parte timpânica (onde há o meato acústico externo) que se localiza basilar e lateralmente e a parte escamosa que se localiza lateralmente.
Rostralmente ao pré-esfenoide temos o pterigoide e mais rostralmente o palatino. No palatino encontramos dois forames localizados lateral e caudalmente chamados de forame palatino maior. Dorsalmente ao palatino e caudalmente ao pterigoide temos o vômer que é uma lâmina de osso medial e divide duas cavidades chamadas coanas. 
- Coluna vertebral
	A coluna apresenta regiões e curvaturas. As vértebras são ossos irregulares, preenchidos centralmente por uma substância esponjosa e envolvidos na sua superfície por uma substância compacta. Na região cervical tendem a ter um formato cuboide. Na região dorsal temos o processo espinhoso, na região lombar, o processo transverso e na região sacral temos fusão de vértebras.
	A primeira vértebra cervical é o Atlas que se articula com os côndilos do osso occipital. A segunda vértebra é o axis .
	As vértebras podem ser classificadas em verdadeiras ou falsas. As vértebras verdadeiras se articulam e são móveis. As falsas não se movem e por isso podem ser chamadas de imóveis, como as da região sacral. 
	A 18ª vértebra é geralmente uma vértebra anticlinal, pois faz inversão da direção da vértebra (voltada para trás, depois voltada pra frente).
	A fórmula vertebral é determinada pelo número da vértebra e pela letra que determina a região: 
Equinos: C7, T18, L6, S5, Ca18-21
Ruminantes: C7, T13, L6, S5, Ca 18-20
Suínos: C7, T14-15, L6-7, S4, Ca20-23
Carnívoros: C7, T13, L7, S3, Ca20-23
As vértebras podem ser classificadas em típicas ou atípicas. As típicas têm 2 superfícies articulares (cranial, convexa, e caudal, côncava); 2 pedículos (margens); 2 lâminas (uma de cada lado, que se unem e formam o arco com o pedículo); processo espinhoso; processo transverso; forame vertebral (no conjunto de vértebras formam o canal vertebral); processos articulares (cranial e caudal, dorsais ao corpo); incisuras articulares (craniais e caudais); forame intervertebral (entre as articulações das vértebras); são as 3ª, 4ª e 5ª vértebras cervicais. As atípicas são as 1ª, 2ª, 6ª e 7ª ; podem apresentar elementos extras ou deixar de apresentar alguns elementos das vértebras típicas.
Cervicais
Anatomia do Atlas
É