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<p>Arlindo Ugulino Netto; Luiz Gustavo Barros; Yuri Leite Eloy – DERMATOLOGIA – MEDICINA P8 – 2011.1</p><p>MED RESUMOS 2011</p><p>NETTO, Arlindo Ugulino.</p><p>DERMATOLOGIA</p><p>ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE</p><p>(Professora Danielle Medeiros)</p><p>A pele, considerada como o maior órgão do corpo humano, encerra funções sem</p><p>as quais seria impossível ao ser humano manter a sua homeostase ou, em termos gerais, a</p><p>sua sobrevivência. Podemos pensá-la como a principal barreira entre o meio homeostático e o</p><p>ambiente externo, sendo este repleto de agentes agressores tais como bactérias, fungos,</p><p>radiações ultravioletas (UV), agentes traumáticos, etc.</p><p>Mais do que isso, a pele é o meio de interface entre o organismo e o meio ambiente,</p><p>sendo ela a responsável por transduzir um enorme número de sensações e estímulos, além, é</p><p>claro, de possuir papel importante na esfera social no que diz respeito à interação com outros</p><p>humanos e na impressão que temos dos nossos próprios corpos.</p><p>CARACTERÍSTICAS DA PELE</p><p>As principais características da pele são:</p><p>✔ Representa 15% do peso corporal</p><p>✔ Apresenta alta elasticidade</p><p>✔ Apresenta sulcos, orifícios e saliências</p><p>✔ Possui diferenças de cor</p><p>✔ Variação de espessura de acordo com o local estudado</p><p>FUNÇÕES DA PELE</p><p>São listadas as principais funções da pele:</p><p>● Proteção: a rigidez da pele é devida à sua espessura, à coesão de estrutural entre os queratinócitos e à adesão</p><p>da pele à derme. A melanina, assim como antioxidantes, protege a pele das radiações.</p><p>● Termorregulação: o sistema de glândulas sudoríparas e a propriedade de vasodilatação cutânea promovem a</p><p>eliminação de suor e refrigeração do organismo, cruciais para a nossa sobrevivência como espécie.</p><p>● Resposta imunológica: a resposta imune inata e adquirida atua principalmente na pele, pois ela representa a</p><p>primeira linha de defesa do sistema imunológico contra substâncias tóxicas, bactérias e células neoplásicas</p><p>recém-formadas.</p><p>● Barreira à perda de água e substâncias: sem a integridade da epiderme e, principalmente, da camada córnea,</p><p>a perda de água corporal para o meio ambiente resultará em desidratação, distúrbios hidreletrolíticos, perda de</p><p>proteínas, resultando em morte. Essa situação pode ser observada em muitas doenças dermatológicas e no</p><p>paciente com queimaduras graves.</p><p>● Sensibilidade: a pele e as mucosas são órgãos sensoriais orientando-nos em nosso contato com o ambiente,</p><p>além de poderem produzir sensações percebidas como agradáveis ou incômodas, que possam trazer risco à</p><p>vida.</p><p>● Excreção: através das glândulas écrinas, a pele excreta água, eletrólitos, HCO3, uréia, metais pesados, etc.</p><p>● Endocrinometabólica: a pele é o sítio de conversão periférica e síntese de muitas substâncias. Entre elas,</p><p>estão os hormônios sexuais como estronas, testosterona, diidrotestosterona e a vitamina D.</p><p>EMBRIOLOGIA</p><p>A pele humana consiste em um epitélio estratificado de origem ectodérmica em contato com uma derme de</p><p>tecido conjuntivo de origem mesenquimal. A interface entre essas duas estruturas de origem embrionária tão distinta é a</p><p>junção dermoepidérmica, tão irregular que é repleta de projeções da epiderme para dentro da derme, os chamados</p><p>1</p><p>M</p><p>ed</p><p>ic</p><p>in</p><p>a</p><p>liv</p><p>re</p><p>,	v</p><p>en</p><p>da</p><p>p</p><p>ro</p><p>ib</p><p>id</p><p>a,</p><p>tw</p><p>itt</p><p>er</p><p>@</p><p>Li</p><p>vr</p><p>em</p><p>ed</p><p>ic</p><p>in</p><p>a</p><p>Arlindo Ugulino Netto; Luiz Gustavo Barros; Yuri Leite Eloy – DERMATOLOGIA – MEDICINA P8 – 2011.1</p><p>cones interpapilares. Abaixo da derme, existe o panículo adiposo, também chamado de hipoderme, ou tecido celular</p><p>subcutâneo, rico em gorduras.</p><p>Em resumo, temos:</p><p>● Folheto ectodérmico:</p><p>o Estruturas epiteliais: epiderme, folículo pilossebáceo, glândulas apócrinas e ecrínicas, unhas.</p><p>o Estruturas neurais: nervos e os melanócitos.</p><p>● Folheto mesodérmico:</p><p>o Derme e hipoderme: substância fundamental, fibras, vasos, músculos, tecido adiposo, células, etc.</p><p>Do ponto de vista temporal, a formação da pele já se inicia nas primeiras semanas de vida embrionária. A</p><p>formação das estruturas da pele segue o seguinte esquema:</p><p>✔ 3 semanas de gestação: epiderme (apenas a 1ª camada);</p><p>✔ 9 semanas de gestação: folículo pilossebáceo por invaginação da epiderme;</p><p>✔ 10 semanas de gestação: unhas;</p><p>✔ 11 semanas de gestação: melanócitos;</p><p>✔ 14 semanas de gestação: glândulas écrinas;</p><p>✔ 2 – 4 meses de gestação: fibras que compõem a pele.</p><p>Desta forma, uma fetoscopia realizada entre 18 – 21 semanas de gestação já é capaz de detectar algumas</p><p>doenças cutâneas, como a ausência de melanossomos (albinismo), queratinização prococe (feto arlequim), alterações</p><p>da junção dermo-epidermicas.</p><p>HISTOLOGIA DA PELE</p><p>Do ponto de vista histológico, como vimos anteriormente, a pele humana consiste em um epitélio estratificado</p><p>que repousa sobre uma derme constituída por tecido conjuntivo e por sobre um panículo adiposo (hipoderme). Desta</p><p>forma, afirmamos que a pele é constituída por três camadas, basicamente: epiderme, derme e hipoderme; além dos seus</p><p>anexos.</p><p>✔ Epiderme: constituída por mais cinco camadas: basal, espinhosa, granulosa, lúcida e córnea.</p><p>✔ Derme</p><p>✔ Hipoderme</p><p>✔ Anexos</p><p>2</p><p>M</p><p>ed</p><p>ic</p><p>in</p><p>a</p><p>liv</p><p>re</p><p>,	v</p><p>en</p><p>da</p><p>p</p><p>ro</p><p>ib</p><p>id</p><p>a,</p><p>tw</p><p>itt</p><p>er</p><p>@</p><p>Li</p><p>vr</p><p>em</p><p>ed</p><p>ic</p><p>in</p><p>a</p><p>Arlindo Ugulino Netto; Luiz Gustavo Barros; Yuri Leite Eloy – DERMATOLOGIA – MEDICINA P8 – 2011.1</p><p>EPIDERME</p><p>A epiderme, a camada superficial da pele, origina-se do ectoderma e é constituída por tecido epitelial</p><p>estratificado pavimentoso queratinizado. Ela pode ser considerada como a camada mais importante uma vez que ela</p><p>constitui a superfície corpórea, isolando o meio interno do meio externo.</p><p>O epitélio pavimentoso da pele é constituído por quatro populações de células: queratinócitos, melanócitos,</p><p>células de Langerhans e células de Merkel, distribuídas em cinco camadas: Basal, Espinhosa, Granulosa, Lúcida e</p><p>Córnea. No que diz respeito as células da epiderme, temos:</p><p>● Queratinócitos: são as células mais numerosas da pele</p><p>(80% da população celular), representando as próprias</p><p>células pavimentosas, dispostas nas cinco camadas da</p><p>epiderme. Tem como função o revestimento, sendo elas</p><p>continuamente renovadas (a camada mais superficial é</p><p>composta de células mortas e queratina presente dentro</p><p>dessas células). Originam-se da intensiva atividade mitótica</p><p>na camada basal da epiderme, passando por um processo</p><p>de diferenciação estrutural e metabólica à medida que vão</p><p>emergindo para camadas superiores da epiderme e</p><p>sofrendo influências de alguns fatores (genéticos,</p><p>sistêmicos e ambientais, como mostra a OBS1). Desta</p><p>forma, temos:</p><p>✔ Células adjacentes à membrana basal: cúbicas ou</p><p>prismáticas;</p><p>✔ Células das camadas médias: células poliédricas;</p><p>✔ Células da camada superficial: células pavimentosas (azulejos).</p><p>Mais externamente à epiderme, existe uma camada de queratina, uma proteína fibrosa com capacidade elástica</p><p>e impermeabilidade à água, apresentando importante função protetora. É válido lembrar que as mucosas não</p><p>apresentam queratina (cavidades úmidas como a boca, esôfago, vagina, lábio, etc.).</p><p>3</p><p>M</p><p>ed</p><p>ic</p><p>in</p><p>a</p><p>liv</p><p>re</p><p>,	v</p><p>en</p><p>da</p><p>p</p><p>ro</p><p>ib</p><p>id</p><p>a,</p><p>tw</p><p>itt</p><p>er</p><p>@</p><p>Li</p><p>vr</p><p>em</p><p>ed</p><p>ic</p><p>in</p><p>a</p><p>Arlindo Ugulino Netto; Luiz Gustavo Barros; Yuri Leite Eloy – DERMATOLOGIA – MEDICINA P8 – 2011.1</p><p>A adesão entre os queratinócitos é feita por pontes moleculares chamadas desmossosmos (ver OBS8). Na</p><p>camada espinhosa da epiderme, como veremos mais adiante, estes desmossomos se mostram</p><p>semelhantemente a espinhos (daí a denominação desta camada).</p><p>Bem próximo à superfície da epiderme, os queratinócitos adquirem um aspecto ultra-especializado: eles perdem</p><p>seus núcleos e se achatam, liberam substâncias formando um cimento intercelular e adquirem maior resistência</p><p>pela formação de ligações entre os filamentos de queratina através da ativação da profilagrina em filagrina.</p><p>Com</p><p>a senescência e o contínuo fluxo de células da camada basal para a superfície, esses queratinócitos descamam</p><p>para o meio ambiente.</p><p>Os queratinócitos também são responsáveis pela produção de algumas substâncias, tais como:</p><p>✔ Filamentos intermediários: citoqueratinas (CQ), responsáveis por manter o citoesqueleto e, com isso, a</p><p>arquitetura celular dos queratinócitos. As CQ são numeradas e apresentam características ácidas (CQ 9</p><p>a 23) ou básicas (CQ 1 a 8). O estudo destas substâncias é importante pois cada camada da epiderme</p><p>produz determinadas CQ que auxiliam na identificação de algumas doenças e tumores.</p><p>▪ Basal: 5 a 14 (presentes também no carcinoma basocelular, além das CQ 17 e 19).</p><p>▪ Suprabasal: 1 e 10.</p><p>▪ CQ 6, 16 e 17: folículo piloso, psoríase e alguns tumores.</p><p>▪ Alterações no cromossomo 17: K10, K14 e K16.</p><p>▪ Alterações no cromossomo 12: K1, K5 e K6.</p><p>✔ Filamentos de actina: responsáveis pela motilidade.</p><p>✔ Microtúbulos: responsáveis pelo transporte intracelular.</p><p>● Melanócitos: são células de origem ectodérmica, que migram da crista</p><p>neural até a camada basal da epiderme. Sua principal função é a</p><p>produção de grânulos de melanina (os melanossomos), ricos em uma</p><p>macromolécula chamada melanina, cuja função é absorver a radiação</p><p>ultravioleta (muito embora, as células responsáveis por armazenar a</p><p>melanina são os queratinócitos). Embora estejam presentes apenas nas</p><p>duas camadas mais internas (basal e espinhosa), os melanócitos</p><p>possuem pseudópodes que envolvem os queratinócitos e lhes permitem</p><p>depositar a melanina dentro destas células (esse conjunto melanócito-</p><p>queratinócito é denominado unidade epidermomelânica). A melanina,</p><p>quando chega aos queratinócitos por difusão, é armazenada por sobre</p><p>o núcleo, no intuito de protegê-lo das radiações ultra-violeta (UV).</p><p>O número de melanócitos varia segundo o sítio anatômico. O número</p><p>total de malanócitos não varia de uma raça para outra: o que determina</p><p>os diferentes tons de pele é a morfologia, tamanho e distribuição dos</p><p>melanossomos. Para maiores informações, leia a OBS3.</p><p>Os melanócitos não formam desmossomos, mas se prendem à membrana basal por hemidesmossomos. Eles</p><p>podem ser encontrados nos seguintes locais: pele, retina, úvea, ouvido (stria vascularis), leptomeninges</p><p>(aracnóide e pia-máter), pêlos, mucosas.</p><p>Os melanossomos também sofrem estímulo da radiação UV e de hormônios (MSH e hormônios sexuais),</p><p>mediadores inflamatórios e vitamina D3 produzida na epiderme. O bronzeamento produzido pelo sol deve-se a</p><p>uma excitação da tirosinase (enzima produtora da melanina, como mostra a OBS4) pela radiação UV, levando à</p><p>maior formação de melanina pelos melanossomos.</p><p>● Células de Langerhans: são macrófagos modificados presentes na pele com função de fagocitar</p><p>microorganismos. Localizam-se em toda a epiderme entre os queratinócitos, sendo mais encontradas no estrato</p><p>espinhoso. Elas derivam da medula óssea e possuem receptores na superfície para as respostas imunológicas</p><p>semelhantes aos que caracterizam a superfície dos macrófagos.</p><p>Na epiderme, são responsáveis pelo reconhecimento e apresentação de antígenos aos linfócitos (fazendo o</p><p>papel de células apresentadoras de antígenos) e, assim, iniciar uma resposta imunológica. As células de</p><p>Langerhans também são encontradas nas mucosas, baço, timo, linfonodos e mesmo da derme.</p><p>4</p><p>M</p><p>ed</p><p>ic</p><p>in</p><p>a</p><p>liv</p><p>re</p><p>,	v</p><p>en</p><p>da</p><p>p</p><p>ro</p><p>ib</p><p>id</p><p>a,</p><p>tw</p><p>itt</p><p>er</p><p>@</p><p>Li</p><p>vr</p><p>em</p><p>ed</p><p>ic</p><p>in</p><p>a</p><p>Arlindo Ugulino Netto; Luiz Gustavo Barros; Yuri Leite Eloy – DERMATOLOGIA – MEDICINA P8 – 2011.1</p><p>● Células de Merkel: são células de núcleo lobulado e citoplasma claro, nas quais são encontrados os grânulos</p><p>osmofílicos, contendo neurotransmissores. Esses neurotransmissores são liberados mediante pressão sobre a</p><p>pele, dando a estas células função como receptores mecânicos. São células localizadas na camada mais</p><p>profunda da epiderme da pele glabra (mais em ponta dos dedos).</p><p>● Células indeterminadas: são células dentrídicas indeterminadas cuja função ainda não é conhecida.</p><p>OBS1: Os principais fatores que determinam a diferenciação dos queratinócitos são:</p><p>✔ Neuropeptídeos</p><p>✔ Citocinas</p><p>✔ Fator de crescimento epitelial (EGF)</p><p>✔ Fator transformador de crescimento alfa</p><p>✔ Fator de crescimento de queratinócitos (KGF)</p><p>✔ Fator transformador de crescimento beta (TGF-</p><p>beta)</p><p>✔ IL-1 alfa, IL-6, IL-8, vitamina A, retinóides.</p><p>OBS2: A depender da região estudada em uma biópsia, por exemplo, a epiderme pode se mostrar mais ou menos</p><p>espessa. Desta forma, temos:</p><p>✔ A pele espessa cobre as palmas das mãos e planta dos pés. A epiderme da pele espessa caracteriza-se pela presença de</p><p>todas as cinco camadas, além de uma camada volumosa de queratina. Esta alteração é importante para providenciar à pele</p><p>desta região uma maior resistência mecânica. A pele espessa não possui folículos pilosos, músculos eretores de pêlo ou</p><p>glândulas sebáceas, mas possui glândulas sudoríparas.</p><p>✔ A pele fina cobre a maior parte do restante do corpo. Esse tipo de pele possui um estrato córneo delgado e não possui a</p><p>camada lúcida (onde morrem os queratinócitos da pele espessa). A pele fina tem folículos pilosos, músculos eretores,</p><p>glândulas sebácias e glândulas sudoríparas. As células passam a morrer na camada granulosa.</p><p>OBS3: A melanina é um pigmento de coloração marrom-escuro que protege a pele contra a radiação UV. Ela é produzida</p><p>pelos melanócitos e armazenada nos queratinóticos. Desta forma, a cor da pele pode ser influenciada por vários fatores,</p><p>tais como: quantidade de melanina e caroteno, quantidade de capilares e cor do sangue que os percorre. Comparando</p><p>um mesmo indivíduo, a cor de sua pele varia de acordo com a parte do corpo.</p><p>O número de melanócitos, porém, não influencia na cor da pele, uma vez que a quantidade destas células é igual em</p><p>uma pessoa de pele clara ou morena – o que determina esta diferença na cor da pele relaciona-se a quantidade de</p><p>melanina produzida e sua distribuição na epiderme (associados, obviamente, a outros fatores citados anteriormente).</p><p>Aqui, o fator genético é imperativo, mas pode-se estimular a produção de melanina pela pele através dos raios solares.</p><p>OBS4: Processo da melanogênse. A produção da melanina se dá nos</p><p>melanócitos, quando a tirosina, aminoácido garantido pela dieta (ou pela</p><p>transformação da fenilalanina em tirosina pela fenilalanina hidroxilase), é</p><p>convertida em melanina pela enzima tirosinase (produzida pelo RER e</p><p>empacotada em vesículas pelo Complexo de Golgi) através de uma série de</p><p>reações passando pela 3,4-diidroxi-fenilalanina (DOPA). A vesícula com</p><p>tirosinase e tirosina sendo convertida em melanina é chamada de</p><p>melanossomo. Ao final, quando toda tirosina é convertida em melanina,</p><p>forma-se então o grânulo de melanina. É nesse momento que a melanina</p><p>está pronta para ser passada e armazenada nos queratinócitos. Em resumo,</p><p>tem-se:</p><p>Tirosina (produzida pelo RER) 🡪 3,4-diidroxifenilalanina (DOPA) 🡪</p><p>dopa-quinona 🡪 melanina (armazenada em grânulos de melanina ou</p><p>melanossomos) 🡪 injetados no citoplasma dos queratinócitos (na região</p><p>supra-nuclear).</p><p>OBS5: A enzima tirosinase é ativada pela luz ultravioleta. Acredita-se que</p><p>esses raios promovam o aumento da atividade da tirosinase nos melanossomas. Os hormônios também ainda não têm</p><p>um mecanismo definido na participação da produção melânica; a hipófise, por exemplo, secreta o ACTH e o HME</p><p>(hormônio melanócito-estimulante), que aumentam a síntese de melanina. Já os hormônios do córtex da supra-renal</p><p>exercem um efeito de inibição, na hipófise, do ACTH e do HME, o que consiste em um fator de equilíbrio e modulação da</p><p>síntese melânica.</p><p>5</p><p>M</p><p>ed</p><p>ic</p><p>in</p><p>a</p><p>liv</p><p>re</p><p>,	v</p><p>en</p><p>da</p><p>p</p><p>ro</p><p>ib</p><p>id</p><p>a,</p><p>tw</p><p>itt</p><p>er</p><p>@</p><p>Li</p><p>vr</p><p>em</p><p>ed</p><p>ic</p><p>in</p><p>a</p><p>Arlindo Ugulino Netto; Luiz Gustavo Barros; Yuri Leite Eloy – DERMATOLOGIA – MEDICINA P8 – 2011.1</p><p>OBS6: Com as informações obtidas até aqui sobre os melanócitos, podemos destacar os seguintes</p><p>levantamentos no</p><p>que diz respeito à fisiologia destas células:</p><p>✔ O albinismo é a incapacidade hereditária de um indivíduo em produzir melanina, podendo ser notada na pele,</p><p>pêlos e nos olhos. A melanina tende-se a formar-se em manchas – conhecidas como sardas.</p><p>✔ Na exposição repetida ao sol, há escurecimento da melanina pré-formada e há aceleração da transferência de</p><p>melanina para os queratinócitos. O excesso leva ao câncer de pele, que envolve as células basais e</p><p>escamosas, que podem ser removidas cirurgicamente.</p><p>✔ O pigmento caroteno é encontrado no estrato córneo e nas áreas gordurosas da derme.</p><p>Camada basal da epiderme.</p><p>A camada basal (ou estrato germinativo) corresponde ao estrato mais profundo da epiderme, sendo ela a sede</p><p>onde ocorrem as mitoses para formação das demais camadas. Ela forma entrelaçamentos com a derme e está separada</p><p>desta por uma membrana basal. Suas células são colunares ou cubóides, basófilas, localizadas sobre a membrana</p><p>basal. Ela pode ainda ser sede de alguns cânceres, como o carcinoma basocelular.</p><p>É uma camada rica em células-tronco mitoticamente ativas. Nessa camada são encontrados também os</p><p>primeiros filamentos intermediários de queratina (que aumentam gradativamente à medida que se aproxima da</p><p>superfície), células de Merckel e melanócitos (é a camada que possui a maior quantidade de melanócitos para terem um</p><p>contato mais rápido com os queratinócitos).</p><p>Podemos destacar, portanto, as seguintes características da camada basal da epiderme:</p><p>✔ Presença de, basicamente, dois tipos de células: os melanócitos e as células basais (queratinócitos prismáticos</p><p>ou cubóides, basófilos, que respousam sobre a membrana basal).</p><p>✔ As células da camada basal são unidas à lâmina basal por hemidesmossomos.</p><p>✔ Elas são unidas entre si e às células da camada espinhosa por meio de desmossomos.</p><p>✔ É uma camada rica em células-tronco.</p><p>✔ É sede de uma intensa atividade mitótica.</p><p>✔ Contêm filamentos de queratina.</p><p>OBS7: A maioria das bolhas visíveis a olho nu em pacientes (inclusive bolhas traumáticas ou de queimaduras) são</p><p>decorrentes do descolamento entre a derme e a epiderme, que ocorre na região da membrana basal.</p><p>Camada espinhosa da epiderme.</p><p>A camada espinhosa é o estrato mais espesso da epiderme. Os queratinócitos já se apresentam mais cubóides</p><p>ou ligeiramente achatados, com núcleo central e unidos por feixes de queratina e grandes quantidades de</p><p>desmossomos. Ainda há a presença de células-tronco (apenas nessas duas primeiras camadas), com menores</p><p>processos de mitose.</p><p>Essa camada é assim chamada devido a presença de tonofilamentos de citoqueratina (que se conectam aos</p><p>desmossomos) responsáveis por unir estas células entre si, apresentando aspecto de espinhos. Esta adesão entre as</p><p>células acontece de forma muito intensa e é graças a esta camada que a pele não se desprende facilmente do corpo</p><p>mesmo depois de atritá-la demasiadamente. Os seus grânulos são revestidos por membranas, e também estão</p><p>presentes as células de Langerhans. Nesta camada, desaparecem as células de Merkel.</p><p>As principais características da camada espinhosa são:</p><p>✔ Camada formada por células cubóides ou ligeiramente achatadas, de núcleo central, citoplasma com curtas</p><p>expansões que contém feixes de filamentos de queratina (tonofilamentos).</p><p>✔ Estas expansões se aproximam e se mantém unidas com as células vizinhas por desmossomos</p><p>✔ A junção dos filamentos de queratina e os desmossomos garantem a coesão existente entre as células desta</p><p>camada e a resistência ao atrito.</p><p>✔ As citoqueratinas mais comuns desta camada são a tb-K1 e K10.</p><p>OBS8: Os desmossomos (do grego desmos, ligação, e somatos, corpo) são proteínas em forma de placas circulares</p><p>que promovem a junção celular. Cada célula envolvida na junção contribui para a formação desta proteína, composta por</p><p>6</p><p>M</p><p>ed</p><p>ic</p><p>in</p><p>a</p><p>liv</p><p>re</p><p>,	v</p><p>en</p><p>da</p><p>p</p><p>ro</p><p>ib</p><p>id</p><p>a,</p><p>tw</p><p>itt</p><p>er</p><p>@</p><p>Li</p><p>vr</p><p>em</p><p>ed</p><p>ic</p><p>in</p><p>a</p><p>Arlindo Ugulino Netto; Luiz Gustavo Barros; Yuri Leite Eloy – DERMATOLOGIA – MEDICINA P8 – 2011.1</p><p>proteínas especiais conhecidas como placoglobinas e desmoplaquinas. De ambas as placas partem filamentos</p><p>constituídos por outras proteínas (desmogleínas e desmocolinas), que atravessam as membranas plasmáticas e atingem</p><p>espaço entre as células onde se associam. Essa associação dos</p><p>filamentos no espaço intercelular mantém firmemente unidas as duas</p><p>placas desmossômicas e, conseqüentemente, as células que as</p><p>contêm. As partes das placas desmossômicas voltadas para o interior</p><p>das células associam-se aos filamentos de queratina do</p><p>citoesqueleto, promovendo o firme ancoramento do desmossomo em</p><p>toda a estrutura celular.</p><p>Em resumo, as principais proteínas envolvidas na composição dos</p><p>desmossomos são:</p><p>● Desmogléia: substância amorfa, localizada entre as</p><p>membranas plasmáticas. Dentro desta substância amorfa,</p><p>existem glicoproteínas (conhecidas como desmogleínas) que</p><p>são reconhecidas de forma auto-imune e destruídas,</p><p>causando uma patologia conhecida como pênfigo.</p><p>● Placas densas: proteínas que se unem aos tonofilamentos</p><p>(queratocalmina) através de um mecanismo envolvendo o</p><p>cálcio. As placas densas também apresentam proteínas</p><p>como desmoplaquinas I e II (reconhecidas por anticorpos no</p><p>pênfigo paraneoplásico), placoglobina, envoplaquina e</p><p>periplaquina, desmoioquina, desmocalmina e polipeptídeo de</p><p>banda 6.</p><p>Camada granulosa da epiderme.</p><p>A camada granulosa é composta por 3 a 5 camadas de queratinócitos poligonais achatados, nas quais já é</p><p>presente grânulos de queratohialina (histidina e cistina) e grânulos lamelares. Nesta camada, desaparecem as células</p><p>de Langerhans.</p><p>Suas principais características são:</p><p>✔ Composta por 3 a 5 fileiras de células poligonais achatadas, com núcleo central e citoplasmas carregados de</p><p>grânulos basófilos-queratohialina.</p><p>✔ Estes grânulos contém proteína rica em histidina-fosforilada (basofilia) e proteínas com cistina.</p><p>✔ Granulos lamelares com discos lamelares contendo dupla camada lipídica e envoltos por membrana</p><p>impermeável à água. Portanto, a principal função desta camada está relacionada a formação de grânulos</p><p>contendo histidina e cistina, proteínas que fazem com que a pele se torne impermeável à água.</p><p>✔ Fosforilação do K1 e K10 a K2 e K11.</p><p>Estrato lúcido.</p><p>O estrato lúcido está presente apenas na pele espessa. As suas células são delgadas e achatadas, eosinófilas</p><p>e translúcidas. Acontece o desaparecimento do núcleo e organelas citoplasmáticas, surgindo numerosos filamentos de</p><p>queratina que ainda são vistos como desmossomos.</p><p>É nessa camada que acontecem as reações de destruição, sendo a última camada onde se é possível encontrar</p><p>células vivas. Elas são destruídas por enzimas lisossomais, que atacam os núcleos e as organelas, restando apenas a</p><p>queratina.</p><p>Suas principais características são:</p><p>✔ Estrato presente apenas na pele das palmas das mãos e plantas dos pés</p><p>✔ Está localizada entre a camada córnea e a camada granulosa.</p><p>✔ É uma delgada camada de células achatadas eosinófilas e translúcidas, cujos núcleos e organelas</p><p>citoplasmáticas foram digeridos por enzimas dos lisossomos e desapareceram.</p><p>✔ Possui poucas funções especiais e apresenta uma região de transição para o aparecimento das características</p><p>da camada córnea.</p><p>7</p><p>M</p><p>ed</p><p>ic</p><p>in</p><p>a</p><p>liv</p><p>re</p><p>,	v</p><p>en</p><p>da</p><p>p</p><p>ro</p><p>ib</p><p>id</p><p>a,</p><p>tw</p><p>itt</p><p>er</p><p>@</p><p>Li</p><p>vr</p><p>em</p><p>ed</p><p>ic</p><p>in</p><p>a</p><p>Arlindo Ugulino Netto; Luiz Gustavo Barros; Yuri Leite Eloy – DERMATOLOGIA – MEDICINA P8 – 2011.1</p><p>Camada córnea.</p><p>A camada córena é constituída por variadas camadas de células achatadas, mortas, anucleadas de citoplasma</p><p>repleto de queratina e denominadas escamas. Os queratinócitos passam a ser placas sem vida.</p><p>As principais características desta camada são:</p><p>✔ Apresenta espessura variável.</p><p>✔ É composta por células achatadas, mortas e sem núcleo.</p><p>✔ Células apresentam citoplasma repleto de queratina.</p><p>O tempo que as células</p><p>formadas na célula basal levam até chegarem mortas e anucleadas na camada córnea</p><p>leva cerca de 21 a 28 dias, sendo este período conhecido como ciclo da pele.</p><p>Camada Função</p><p>Biologia</p><p>celular Histologia</p><p>Córnea Proteção</p><p>Células mortas</p><p>e anucleadas Queratina</p><p>Lúcida Proteção</p><p>Células</p><p>translúcidas e</p><p>achatadas</p><p>Filamentos de</p><p>queratina</p><p>Granulosa Impermeabilização</p><p>Células</p><p>poligonais</p><p>achatadas</p><p>Grânulos de</p><p>querato-hialina e</p><p>lamelares</p><p>Espinhosa Coesão</p><p>Células</p><p>cubóides ou</p><p>achatadas</p><p>Tonofilamentos</p><p>conectados a</p><p>desmossomos</p><p>Basal Geração das</p><p>células</p><p>Células</p><p>prismáticas ou</p><p>cubóides</p><p>Contém queratina</p><p>ZONA DA MEMBRANA BASAL</p><p>A membrana basal separa e prende o epitélio ao tecido conjuntivo adjacentes, permitindo, porém, a passagem</p><p>de diversas moléculas. É formada pelos seguintes elementos: membrana basal das células basais, hemidesmossomos,</p><p>lâmina lúcida, lâmina densa e zona da sublâmina densa.</p><p>A zona da membrana basal é composta, principalmente, por colágeno tipo IV, V BP180 glicoproteínas laminina e</p><p>entactina e proteoglicanas (ME). Alterações nesta zona podem levar à formação de bolhas, uma vez que ela pode</p><p>caracterizar a separação entre e epiderme e a derme (ver OBS7).</p><p>DERME</p><p>A derme é definida como a camada de tecido conjuntivo localizado entre a epiderme e a hipoderme. É composta</p><p>por uma rede complexa de fibras, principalmente colágeno e elastina, e preenchida com material amorfo composto por</p><p>macromoléculas retentoras de água (como o ácido hialurônico).</p><p>A derme é constituída por tecido conjuntivo (fibras colágenas e elásticas envoltas por substância fundamental),</p><p>vasos sanguíneos e linfáticos, nervos e terminações nervosas (ver OBS9). Os folículos pilossebáceos e glândulas</p><p>sudoríparas, originadas na epiderme, também localizam-se na derme. Existem na derme células residentes,</p><p>responsáveis pela síntese e destruição da matriz extracelular: fibroblastos, histiócitos, células dendríticas e mastócitos.</p><p>Podemos também observar células sanguíneas, tais como linfócitos, plasmócitos, eosinófilos, neutrófilos que transitam</p><p>pela derme. Na derme, encontramos ainda: músculo eretor do pêlo, fibras elásticas (elasticidade), fibras colágenas</p><p>(resistência), vasos sanguíneos e nervos.</p><p>A derme é didaticamente dividida em três partes:</p><p>● Derme papilar: mais superficial, em contato com a membrana basal, sendo formada por fibras colágenas mais</p><p>finas e dispostas mais verticalmente. Tem maior celularidade e é formada por tecido conjuntivo frouxo. A derme</p><p>papilar está mais relacionada com a nutrição da epiderme.</p><p>8</p><p>M</p><p>ed</p><p>ic</p><p>in</p><p>a</p><p>liv</p><p>re</p><p>,	v</p><p>en</p><p>da</p><p>p</p><p>ro</p><p>ib</p><p>id</p><p>a,</p><p>tw</p><p>itt</p><p>er</p><p>@</p><p>Li</p><p>vr</p><p>em</p><p>ed</p><p>ic</p><p>in</p><p>a</p><p>Arlindo Ugulino Netto; Luiz Gustavo Barros; Yuri Leite Eloy – DERMATOLOGIA – MEDICINA P8 – 2011.1</p><p>● Derme reticular: mais profunda, é constituída por feixes mais grossos de colágeno, ondulados e dispostos</p><p>horizontalmente. É formada por tecido conjuntivo denso não-modelado.</p><p>● Derme adventícia: é a derme que fica em torno da membrana basal de anexos e vasos, semelhante à derme</p><p>papilar.</p><p>A junção dermoepidérmica corresponde à região de interface entre a epiderme e a derme papilar, onde está</p><p>presente a membrana basal, estrutura de grande complexidade e responsável pela coesão entre essas duas camadas.</p><p>Isso tanto é verdade que muitas doenças bolhosas, como vimos na OBS7, em que a coesão da pele perde-se dando</p><p>origem a bolhas, têm sua etiologia relacionada com a destruição de proteínas específicas da membrana basal.</p><p>A superfície de contato entre a derme a epiderme é aumentada, pois essas camadas se interpenetram: as</p><p>papilas dérmicas são projeções da derme na epiderme que facilitam a nutrição das células epidérmicas pelos vasos</p><p>sanguíneos da derme. Além delas, existem os cones interpapilares, que são as projeções da epiderme na derme.</p><p>As principais células da derme são os fibroblastos, responsáveis pela produção de fibras e de uma substância</p><p>gelatinosa, a substância amorfa, na qual os elementos dérmicos estão mergulhados. São tipos de fibras colágenas:</p><p>✔ Tipo I: mais na derme reticular (80 – 90%)</p><p>✔ Tipo II: próximo à camada basal.</p><p>✔ Tipo III: ao redor dos vasos.</p><p>✔ Tipo IV: na zona da membrana basal.</p><p>✔ Tipo V: junto ao IV e nas membranas dos vasos.</p><p>✔ Tipos VII: gênese das epidermólises bolhosas.</p><p>OBS9: Receptores de superfície. Como se sabe, umas das principais funções da pele é a percepção de sensações</p><p>táteis em geral, como dor, calor, toque, pressão, vibração, etc. Esta sensibilidade é garantida pela presença de</p><p>exteroceptores, que se localizam na superfície externa do corpo (principalmente na junção entre a epiderme e a derme,</p><p>na região conhecida como derme papilar), onde são ativados por agentes externos e transduzem o sinal na forma de</p><p>uma sinapse elétrica por meio de neurônios até o sistema nervoso central. Os principais tipos de receptores são:</p><p>● Extremidades nervosas livres: são</p><p>os receptores mais frequentes na</p><p>pele, estando mais localizados na</p><p>epiderme, folículos pilosos e</p><p>glândulas. São sensíveis à dor e</p><p>temperatura.</p><p>● Corpúsculo de Meissner: mais</p><p>abundantes nas sobrancelhas, lábios,</p><p>mamilos, genitália externa, ponta dos</p><p>dedos, na pele espessa das mãos e</p><p>pés. São receptores de tato e pressão.</p><p>● Receptores de Krause: receptor</p><p>ecapsulado localizado na derme papilar</p><p>de mucosas e espirais de fibras</p><p>nervosas. São responsáveis pela</p><p>percepção do frio.</p><p>● Células de Merkel: presentes nas</p><p>pontas dos dedos e correspondem a</p><p>25% dos mecanoreceptores da mão. Estão relacionados com percepção de tato e pressão.</p><p>● Corpúsculo de Vater-Pacini: receptores de adaptação rápida. Presentes em cápsulas de tecido conjuntivo e na mão.</p><p>Durante muito tempo, acreditou-se que eram receptores relacionados à pressão. Hoje, sabe-se que são relacionados com</p><p>sensibilidade vibratória (estímulos mecânicos repetitivos) e pressão.</p><p>● Corpúsculo de Ruffini: de adaptação lenta, estão localizados nas papilas dérmicas, ligamentos e tendões. Estão</p><p>associados com a sensação de calor (embora estudos apontem que eles sejam receptores de tato e pressão, sendo sensíveis a</p><p>estiramentos, movimentos e distorções da pele).</p><p>HIPODERME</p><p>A hipoderme, também chamada de tecido celular subcutâneo ou panículo adiposo, é a camada mais</p><p>profunda da pele, localizada abaixo da derme reticular. É formada por lóbulos de adipócitos (células ricas em lipídios),</p><p>delimitados por septos de tecido conjuntivos, irrigados e inervados. Os vacúolos lipídicos contêm triglicerídeos,</p><p>colesterol, vitamina e água.</p><p>9</p><p>M</p><p>ed</p><p>ic</p><p>in</p><p>a</p><p>liv</p><p>re</p><p>,	v</p><p>en</p><p>da</p><p>p</p><p>ro</p><p>ib</p><p>id</p><p>a,</p><p>tw</p><p>itt</p><p>er</p><p>@</p><p>Li</p><p>vr</p><p>em</p><p>ed</p><p>ic</p><p>in</p><p>a</p><p>Arlindo Ugulino Netto; Luiz Gustavo Barros; Yuri Leite Eloy – DERMATOLOGIA – MEDICINA P8 – 2011.1</p><p>O panículo adiposo é quem dá a mobilidade da pele sobre a musculatura, agindo também como isolante térmico,</p><p>depósito de calorias (reserva energética), amortecedor de traumas e recentemente, tem-se destacado sua função</p><p>endócrina (Ex: conversão periférica de hormônios sexuais).</p><p>ANEXOS CUTÂNEOS</p><p>A epiderme dá origem aos anexos cutâneos: unhas, pêlos, glândulas sudoríparas e glândulas sebáceas. A</p><p>abertura dos folículos pilossebáceos (pêlo + glândula sebácea) e das glândulas sudoríparas na pele formam os orifícios</p><p>conhecidos como poros.</p><p>Em resumo, destacamos os seguintes anexos:</p><p>● Glândulas sudoríparas: são glândulas simples tubulosas enoveladas. Podem ser merócrinas ou apócrinas.</p><p>● Glândulas sebáceas: são glândulas simples acinosas. São exemplo de glânduloas holócrinas.</p><p>● Pêlos: são estruturas delgadas e queratinizadas. Cada pêlo se origina de uma invaginação da epiderme – o</p><p>folículo piloso – que no pêlo em fase de crescimento se apresenta com uma dilatação terminal – o bulbo piloso.</p><p>● Unhas: são placas de células queratinizadas localizadas na superfície dorsal das falanges terminais dos dedos.</p><p>OBS10: O folículo ou complexo pilossebáceo é o principal anexo cutâneo. Ele é</p><p>composto pelo folículo piloso,</p><p>glândula sebácea, glândula sudorípara apócrina e o músculo piloeretor. O folículo pilossebáceo deriva de uma</p><p>invaginação da epiderme e, por esta razão, diz-se que ele tem origem ectodérmica.</p><p>GLÂNDULA SUDORÍPARA</p><p>As glândulas sudoríparas são responsaveis pela produção do suor (sudorese) e termorregulação do corpo pela</p><p>perda de calor promovida por este processo. Na pele, encontramos dois tipos de glândula sudorípara:</p><p>● Glândulas sudoríparas apócrinas: predominam na região das axilas, períneo (perianal) e púbis, periareolar,</p><p>ouvidos e pálpebras (glândulas de Moll). Elas entram em atividade na puberdade por ação de hormônios</p><p>androgênios. Também responde a estímulos nervosos (respondendo a ação da adrenalina, noradrenalina e</p><p>metilcolina). É formada por ducto, que desemboca acima do ducto da glândula sebácea no folículo piloso</p><p>(diferentemente da glândula sudorípara écrina, cujo ducto se abre na superfície da pele), e porção acinar</p><p>localizada próxima da hipoderme. Produz uma secreção oleosa e inodora (que contém proteínas, açúcar,</p><p>amônia, ácidos graxos e cromógenos, como o indoxil, que é oxidado pelo ar), que é comumente metabolizada</p><p>pela flora bacteriana na axila e região genital, derivando odor forte. A função de sua secreção ainda não é muito</p><p>conhecida, mas acredita-se que seja uma função vestigial relacionada a estímulos sexuais.</p><p>● Glândulas sudoríparas écrinas (merócrinas): Tem distribuição universal (exceção à glande), encontrando-se</p><p>inclusive nas palmas das mãos e plantas dos pés. Sua secreção é estimulada pelo sistema nervoso autônomo</p><p>parassimpático (intermediado pela acetilcolina, principalmente; mas também pela adrenalina). Sua estrutura é</p><p>caracterizada por ser tubulosa simples enovelada. O ácino (porção secretora) fica na derme bem próximo à</p><p>hipoderme, emitindo um ducto que vai desembocar diretamente na superfície da pele. As células secretoras são</p><p>piramidais e entre elas e a membrana basal estão localizadas as células mioepiteliais.</p><p>As glândulas sudoríparas écrinas</p><p>produzem e liberam o suor propriamente</p><p>dito, composto de água, sais e um pouco de</p><p>uréia. O suor é drenado pelo ducto das</p><p>glândulas sudoríparas.</p><p>A transpiração ou sudorese tem por</p><p>função refrescar o corpo quando há</p><p>elevação da temperatura ambiental ou</p><p>quando a temperatura interna do corpo</p><p>sobe, devido, por exemplo, ao aumento da</p><p>atividade física.</p><p>Embriologicamente, por volta da 20ª</p><p>semana de gestação, tem início o</p><p>desenvolvimento das glândulas sudoríparas.</p><p>Sua porção terminal enrola-se e forma o</p><p>corpo da glândula enquanto as células</p><p>10</p><p>M</p><p>ed</p><p>ic</p><p>in</p><p>a</p><p>liv</p><p>re</p><p>,	v</p><p>en</p><p>da</p><p>p</p><p>ro</p><p>ib</p><p>id</p><p>a,</p><p>tw</p><p>itt</p><p>er</p><p>@</p><p>Li</p><p>vr</p><p>em</p><p>ed</p><p>ic</p><p>in</p><p>a</p><p>Arlindo Ugulino Netto; Luiz Gustavo Barros; Yuri Leite Eloy – DERMATOLOGIA – MEDICINA P8 – 2011.1</p><p>centrais degeneram e formam a luz da glândula. As células periféricas diferenciam-se em células secretoras e células</p><p>mioepiteliais contráteis.</p><p>GLÂNDULAS SEBÁCEAS</p><p>As glândulas sebáceas são glândulas exócrinas</p><p>que possuem um ducto e uma porção acinar. O ducto</p><p>desemboca no folículo piloso, entre o infundíbulo e o</p><p>istmo. Sua porção acinar é composta por células</p><p>espumosas holócrinas (que descamam por inteiro,</p><p>liberando uma secreção chamada sebo). Elas podem</p><p>desembocar diretamente na superfície da epiderme,</p><p>como ocorre no lábio, glande e pequenos lábios (na</p><p>mucosa oral e lábios, são conhecidas como grânulos de</p><p>Fordyce).</p><p>O sebo é constituído por esqualeno, colesterol,</p><p>ésteres de colesterol e triglicerídeos. Sua atividade é</p><p>máxima durante a puberdade, pois a sua regulação é</p><p>feita inteiramente por hormônios androgênicos. A</p><p>secreção sebácea produzida por estas glândulas está</p><p>relacionada com a lubrificação da epiderme e os pêlos,</p><p>garantindo a oleosidade da pele.</p><p>As glândulas sebáceas são ausentes em</p><p>palmas e plantas dos pés, e mais concentradas em</p><p>nariz e fronte. Acredita-se que nas regiões onde o</p><p>folículo piloso é menor, as glândulas sebáceas são</p><p>maiores (como no rosto).</p><p>OBS11: A acne vulgar ou juvenil é uma das doenças da pele (dermatoses) mais frequentes, afetando cerca de 80% dos</p><p>adolescentes. É uma afecção que atinge o conjunto pilossebáceo (pêlo e glândula sebácea). Embora as acnes só se</p><p>manifestem na puberdade devido ao estímulo androgênico, ela pode ocorrer na sua forma neonatal, cuja fisiopatologia</p><p>está relacionada com a passagem de hormônios através da placenta ou pelo leite da mãe.</p><p>As lesões da acne são decorrentes da obstrução dos folículos pilossebáceos geralmente devido a um dos seguintes</p><p>fatores:</p><p>✔ Aumento da produção e secreção sebácea;</p><p>✔ Hiperqueratinização com obstrução do folículo pilossebáceo;</p><p>✔ Proliferação e ação das bactérias: reação inflamatória local.</p><p>UNHAS E APARELHO UNGUEAL</p><p>As unhas consistem em</p><p>espessamentos ectodérmicos que</p><p>aparecem nas extremidades dos dedos na</p><p>forma de placas laminares de ceratina</p><p>protegendo o dorso das falanges distais. É</p><p>composta por lúnula, eponíquio, lâmina</p><p>ungueal, leito ungueal e hiponíquio.</p><p>Seu crescimento é lento (0,1</p><p>mm/dia ou 0,5 – 1mm por semana) e</p><p>distal, surgindo a partir da matriz ungueal</p><p>proximal. O primórdio da unha é um</p><p>espessamento da epiderme, o campo</p><p>ungueal. Desenvolve-se a partir daí a</p><p>placa ungueal que cresce em direção a</p><p>ponta do dedo. A unha alcança a</p><p>extremidade do dedo antes do</p><p>nascimento.</p><p>A formação da unha ocorre na região conhecida como matriz, localizada próximo à cutícula. Traumatismos da</p><p>região da unha que atinjam a região da cutícula ou da matriz podem causar deformidades permanentes na unha. A</p><p>lúnula, como mostra a figura anterior, é a porção visível da matriz localizada na região mais proximal da unha.</p><p>11</p><p>M</p><p>ed</p><p>ic</p><p>in</p><p>a</p><p>liv</p><p>re</p><p>,	v</p><p>en</p><p>da</p><p>p</p><p>ro</p><p>ib</p><p>id</p><p>a,</p><p>tw</p><p>itt</p><p>er</p><p>@</p><p>Li</p><p>vr</p><p>em</p><p>ed</p><p>ic</p><p>in</p><p>a</p><p>Arlindo Ugulino Netto; Luiz Gustavo Barros; Yuri Leite Eloy – DERMATOLOGIA – MEDICINA P8 – 2011.1</p><p>OBS12: Em algumas afecções das unhas, se faz necessário intervir ou alterar a matriz da mesma. Em casos de unha</p><p>encravada (criptoníquia), por exemplo, não só a unha deve ser retirada (uma vez que a situação tende a recorrer), mas</p><p>sim, retirar as partes mais laterais da matriz evitando o crescimento da borda lateral da unha.</p><p>FOLÍCULO PILOSO</p><p>Os pêlos ou cabelos (que, histologicamente, são sinônimos, uma vez que se formam da mesma maneira) são</p><p>estruturas delgadas formadas por células queratinizadas que apresenta diferenças na cor, tamanho e disposição (raça e</p><p>região). Tem um crescimento descontínuo e se originam de invaginação da epiderme – no chamado folículo piloso.</p><p>Existem cerca de 5 milhões de pêlos no corpo, sendo 100 a 15000 só no couro cabeludo. Podemos destacar as</p><p>seguintes informações morfológicas e funcionais sobre o pêlo:</p><p>● Crescimento capilar: 1 cm/mês (ou 0,4 mm/dia). Existem fatores que influenciam neste crescimento, tais como:</p><p>carência de ferro, doenças da tireóide, etc.</p><p>● Densidade: 430 – 625</p><p>● Diâmetro: 60 – 84 µm</p><p>O folículo maduro é composto de uma haste pilosa, duas bainhas (as bainhas foliculares interna e externa) e um</p><p>bulbo germinativo. Ele compõe o folículo pilossebáceo quando em sua estrutura existe uma glândula sebácea</p><p>associada. O folículo piloso é anatomicamente dividido nos seguintes segmentos:</p><p>● Infundíbulo: se estende desde a superfície até a inserção no ducto da glândula sebácea.</p><p>● Istmo: compreende ao segmento entre a inserção do ducto da glândula sebácea até a inserção do músculo</p><p>piloeretor.</p><p>● Segmento inferior: esse segmento só existe durante a fase de crescimento do pelo (anágena) e vai da inserção</p><p>do músculo piloeretor até a base do bulbo. É caracterizado pela dilatação do bulbo piloso.</p><p>● Papila dérmica: região da base do pêlo onde existem vasos que fornecem a vascularização do mesmo (embora</p><p>a maioria dos nutrientes chega pelo leito vascular que circunda o folículo). As papilas podem induzir</p><p>o</p><p>crescimento regular e a diferenciação na matriz germinativa. As células epidérmicas no ápice da papila originam</p><p>células medulares, as laterais as células corticais e as cuticulares. Nas papilas também são produzidas as</p><p>células das bainhas.</p><p>● Anatomia do pêlo: em um corte microscópico do pêlo, podemos delimitar as seguintes regiões:</p><p>o Acrotríquio: porção intra-epidérmica do folículo.</p><p>o Raiz do pêlo: as células centrais produzem células grandes, vacuolizadas e fracamente queratinizadas</p><p>(medula do pêlo).</p><p>o Córtex: células (queratinizadas e compactadas) presentes ao redor da medula. Forma a maior parte do</p><p>cilindro do pêlo. Formado por várias camadas de células achatadas e com queratina dura. Pode ser</p><p>pigmentado e os espaços intercelulares podem conter ar.</p><p>o Cutícula do pêlo: células (fortemente queratinizadas) mais externas e periféricas.</p><p>o Medula: pode estar ausente; mas quando presente, é formada por células queratinizadas, cúbicas</p><p>separadas por espaços de ar.</p><p>12</p><p>M</p><p>ed</p><p>ic</p><p>in</p><p>a</p><p>liv</p><p>re</p><p>,	v</p><p>en</p><p>da</p><p>p</p><p>ro</p><p>ib</p><p>id</p><p>a,</p><p>tw</p><p>itt</p><p>er</p><p>@</p><p>Li</p><p>vr</p><p>em</p><p>ed</p><p>ic</p><p>in</p><p>a</p><p>Arlindo Ugulino Netto; Luiz Gustavo Barros; Yuri Leite Eloy – DERMATOLOGIA – MEDICINA P8 – 2011.1</p><p>Existem três tipos de pêlos: (1) os pêlos terminais, espessos e pigmentados, encontrados no couro cabeludo,</p><p>barba, axilas, região genital e que sofrem influência dos hormônios androgênicos; (2) os pêlos lanugos, que são finos e</p><p>encontrados no feto; (3) e os pêlos velus, finos e sem pigmento, encontrados no adulto e que cobrem a maior parte do</p><p>corpo.</p><p>OBS13: Ciclo do pêlo. Os pêlos respondem a</p><p>um ciclo descontínuo de crescimento (isto é:</p><p>existem cabelos novos e cabelos velhos</p><p>concomitantemente). Desta forma, o ciclo de um</p><p>cabelo normal pode durar até 8 anos. As fases</p><p>deste ciclo são, em resumo:</p><p>● Anágena: fase de crescimento do</p><p>cabelo (85% deles se encontram nesta</p><p>fase). Ocorre interrupção durante</p><p>tratamento quimioterápico.</p><p>● Catágena: fase em que o cabelo</p><p>começa a involuir para se desprender</p><p>(cerca de 1% se encontram nesta fase).</p><p>● Telógena: fase de queda do cabelo</p><p>(cerca de 15% dos cabelos se</p><p>encontram nesta fase). Esta fase</p><p>justifica a perda diária de cabelos (que</p><p>pode ser em média de 100 cabelos por dia).</p><p>OBS14: A queratina que reveste o pêlo é formada por pelo menos 20 aminoácidos, sendo os mais importantes: arginina,</p><p>cisteína e citrulina. Alguns tratamentos químicos utilizados por salões de beleza quebram as ligações entre estes</p><p>aminoácidos e danificam a estrutura do cabelo.</p><p>FATORES QUE ALTERAM A INTEGRIDADE DA PELE</p><p>Os principais fatores envolvidos com a integridade da estrutura da pele são:</p><p>● Radiação solar: promove um aparente envelhecimento, risco de câncer e queimaduras.</p><p>● Hidratação: quando diminuída, acarreta ressecamento e descamação.</p><p>● Sabões: alteram a flora e o pH da pele.</p><p>13</p><p>M</p><p>ed</p><p>ic</p><p>in</p><p>a</p><p>liv</p><p>re</p><p>,	v</p><p>en</p><p>da</p><p>p</p><p>ro</p><p>ib</p><p>id</p><p>a,</p><p>tw</p><p>itt</p><p>er</p><p>@</p><p>Li</p><p>vr</p><p>em</p><p>ed</p><p>ic</p><p>in</p><p>a</p><p>Arlindo Ugulino Netto; Luiz Gustavo Barros; Yuri Leite Eloy – DERMATOLOGIA – MEDICINA P8 – 2011.1</p><p>● Tabagismo: promove envelhecimento precoce do tecido.</p><p>● Presença de infecção: leva a erosões e outras lesões importantes.</p><p>● Idade: com o passar da idade, a pele torna-se cada vez mais fina, o que aumenta a vulnerabilidade; dificulta a</p><p>cicatrização, produção de vitamina D, resposta inflamatória, síntese de colágeno, velocidade de epitelização e</p><p>aumenta a fragilidade capilar.</p><p>● Uso de medicamentos: os seguintes medicamentos podem causar alterações cutâneas: corticosteróides,</p><p>antibacterianos, hormônios, antiinflamatórios e anti-histamínicos.</p><p>● Estresse.</p><p>● Envelhecimento: durante o envelhecimento, ocorrem alterações importantes na pele. Caracteriza-se pelos</p><p>seguintes acontecimentos: os pêlos vão ficando cada vez mais finos, a pele mais desidratada, diminuição do</p><p>esqueleto facial e da dentição, diminuição das fibras colágenas e elásticas, frouxidão do envelope cutâneo, etc.</p><p>Alguns aspectos são facilmente observados, tais como: aspereza cutânea, hiperpigmentação ou</p><p>hipopigmentação, enrugamento acentuado, rugas frontais, bolsas palpebrais, queda da ponta do nariz, alteração</p><p>do contorno labial, etc. O envelhecimento da pele pode se dar de duas formas:</p><p>o Envelhecimento intrínseco (cronossenescência): é inerente de cada indivíduo e não depende da</p><p>exposição solar. É definido pela distrofia cutânea involuta, evento caracterizado pelos seguintes</p><p>fenômenos:</p><p>✔ Alterações dos pêlos: canície; calvície; rarefação dos pêlos pubianos e axilares; aumento em</p><p>supercílio, fossas nasais e orelha externa; aparecimento de pêlos na face em mulheres.</p><p>✔ Glândulas sebáceas: diminuição da secreção pelo menor estímulo androgênico.</p><p>✔ Glândulas sudoríparas: diminuição da secreção pela menor microcirculação.</p><p>✔ Diminuição de água na derme: diminuição do ácido hialurônico, responsável, em parte, pela</p><p>fixação.</p><p>✔ Alterações ungueais: diminuição do ritmo de crescimento (predispondo a micoses); alterações</p><p>do brilho; estriações longitudinais; distrofias; melanoníquia.</p><p>o Envelhecimento extrínseco (actinossenescência): é o tipo de envelhecimento provocado por fatores</p><p>físicos (como o sol), químicos, mecânicos e biológicos.</p><p>14</p><p>M</p><p>ed</p><p>ic</p><p>in</p><p>a</p><p>liv</p><p>re</p><p>,	v</p><p>en</p><p>da</p><p>p</p><p>ro</p><p>ib</p><p>id</p><p>a,</p><p>tw</p><p>itt</p><p>er</p><p>@</p><p>Li</p><p>vr</p><p>em</p><p>ed</p><p>ic</p><p>in</p><p>a</p>

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