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<p>NÍVEIS DE ANÁLISE DA LÍNGUA</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Níveis de Análise da Língua</p><p>Começando o estudo, é importante saber o que cada parte da matéria significa,</p><p>portanto, faremos uma divisão de análise da Língua Portuguesa. Existem cinco níveis em</p><p>que podemos analisar a Língua.</p><p>1. Fonético / Fonológico: estuda a produção, a emissão e a articulação dos sons da</p><p>língua. Nessa parte, é comum haver questões sobre contagem de fonemas (sons) e</p><p>letras nas palavras.</p><p>2. Morfológico: é a parte responsável pela análise da estrutura e da classificação das</p><p>palavras dentro de uma sentença. Essa é a base de todo estudo para compreender a</p><p>Língua, portanto, exige-se muita atenção.</p><p>3. Sintático: é a parte da Língua responsável pela análise das funções que cada termo</p><p>desempenha dentro de uma sentença. É nessa parte que nome como “sujeito”, “objeto”</p><p>e “predicativo” surgem.</p><p>4. Semântico: para o mundo do concurso público, essa é a parte que investiga o</p><p>significado das palavras, ou seja, o seu sentido dicionarizado.</p><p>5. Pragmático: nesse nível, encontra-se a análise do sentido que as palavras ou</p><p>expressões podem assumir em um contexto específico. As questões de interpretação</p><p>estão aqui!</p><p>Dentro da Pragmática, encontra-se a Estilística, que é a parte da análise linguística que</p><p>se preocupa com o sentido das sentenças. Podemos pensar o sentido de duas maneiras</p><p>específicas:</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>• Denotação: sentido real ou literal das palavras ou das expressões.</p><p>Exemplo: É preciso investir na educação brasileira.</p><p>• Conotação: sentido figurado ou alegórico que as palavras podem receber.</p><p>Exemplo: A educação é a “bola da vez” nas políticas públicas.</p><p>APLICAÇÃO DOS NÍVEIS DE ANÁLISE</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Aplicação dos níveis de análise</p><p>Exemplos para fixação: anote todas as análises feitas sobre esses exemplos.</p><p>a) O boi comeu o pasto.</p><p>Nessa frase, a palavra destacada é um substantivo com função de núcleo do</p><p>sujeito.</p><p>b) Eu comprei um boi.</p><p>Nessa frase, a palavra destacada é um substantivo com função de objeto direto.</p><p>c) Você parece um boi de gordo.</p><p>Nessa frase, a palavra destacada é um substantivo com função de núcleo do</p><p>predicativo do sujeito.</p><p>d) Não me olhe com essa cara de boi murcho.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Nessa frase, a palavra destacada é um substantivo com função de núcleo do</p><p>complemento nominal.</p><p>e) Vai, boi!</p><p>Nessa frase, a palavra destacada é um substantivo com função de vocativo.</p><p>Perceba que esses elementos se articulam de modo distinto em cada sentença, a</p><p>depender da relação que estabelecem com os demais que povoam a frase. As bancas</p><p>costumam questionar a respeito da função que cada termo desempenha na frase. O</p><p>destaque aqui fica por conta da banca Cespe, que possui mais perfis de questão dessa</p><p>natureza.</p><p>MORFOLOGIA - CLASSE DE PALAVRAS</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Morfologia</p><p>A morfologia é a parte da língua que se preocupa com estrutura e com a classificação</p><p>dos vocábulos. Afirmo para você, sem qualquer medo de errar, que essa é a parte mais</p><p>importante do nosso estudo, pois é na Morfologia que toda a base da Língua Portuguesa</p><p>está fundamentada.</p><p>Inicialmente, vamos estudar a parte relacionada à classificação dos termos, pois isso</p><p>servirá de base para todos os outros conceitos dentro de nosso programa de estudo.</p><p>Leia isso até sair sangue dos olhos, guerreiro!</p><p>As 10 classes de palavras</p><p>1. Artigo: termo que particulariza o sentido de um substantivo. Exemplos: o, a, um.</p><p>2. Adjetivo: termos que caracteriza, qualifica ou indica a origem de outro termo.</p><p>Exemplos: verde, feio, francês.</p><p>3. Advérbio: termo que imprime uma circunstância sobre um verbo, um adjetivo ou um</p><p>advérbio. Exemplos: mal, não.</p><p>4. Conjunção: termo de função conectiva, que exprime uma relação de sentido.</p><p>Exemplos: e, mas.</p><p>5. Interjeição: termo que indica estado emotivo momentâneo. Exemplos: ai! Ufa!</p><p>6. Numeral: termo que indica quantidade, posição, multiplicação ou fração. Exemplos:</p><p>dois, segundo.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>7. Preposição: termo de função conetiva, que exprime uma relação de regência.</p><p>Exemplos: de, com, para.</p><p>8. Pronome: termo que substitui ou retoma algo no texto. Exemplos: eu, cujo.</p><p>9. Substantivo: termo que nomeia seres, conceitos ou ações na Língua. Exemplos: fé,</p><p>casa.</p><p>10. Verbo: termo que exprime ação, estado, mudança de estado ou fenômeno natural.</p><p>Exemplos: estudar, estar, ficar, nevar.</p><p>As classes mais importantes são: advérbios, conjunções, preposições, pronomes</p><p>e verbos. Isso não quer dizer que você pode esquecer as demais. Quer dizer, apenas,</p><p>que você deve centralizar seus estudos nas classes mencionadas.</p><p>OS GRUPOS DE PALAVRAS</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Os Grupos de Palavras</p><p>Podemos agrupar as classes de palavras em grupos. Esses grupos auxiliam no</p><p>entendimento de determinadas nomenclaturas. Por isso, é preciso entender sua divisão.</p><p>Fazemos esse tipo de agrupamento para você entender qual é a relação usual entre os</p><p>termos morfológicos.</p><p>a) Nominal:</p><p>b) Verbal:</p><p>c) Relacional:</p><p>ARTIGO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Artigo</p><p>Artigo é a palavra que define ou indefine um substantivo, particularizando-o.</p><p>Classificação: os artigos podem ser:</p><p>• Definidos: definem um referente na sentença. São eles: o, a, os, as.</p><p>• Indefinidos: indefinem um referente na sentença. São eles: um, uma, uns, umas.</p><p>Emprego dos artigos:</p><p>a) Definição de termo:</p><p>Tragam o menino. (Provavelmente, esse menino já foi mencionado no texto)</p><p>Comprem a casa. (Já se sabe de qual casa estamos falando)</p><p>b) Indefinição de termo:</p><p>Chamem um aluno. (Nesse caso, é indiferente o aluno. Provavelmente não fora</p><p>mencionado na sentença)</p><p>Comprem uma casa.</p><p>c) Generalização de termo:</p><p>Aluno deve estudar. (Veja que o artigo não foi empregado, ou seja, fala-se a</p><p>respeito de toda a categoria “aluno”)</p><p>Prova serve para testar.</p><p>d) Substantivar termo:</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Ela tem um cantar</p><p>Ele me disse um não.</p><p>(Perceba que, nesse caso, o artigo transformou as palavras “cantar” e “não” (verbo e</p><p>advérbio) em substantivos. A esse processo, dá-se o nome de derivação imprópria).</p><p>e) Destaque de termo:</p><p>Paulo é “o” médico. (Nessa sentença, faz-se um tipo de destaque, como fosse</p><p>uma questão de ênfase do elemento que sucede o artigo)</p><p>f) Uso com o pronome “todo”:</p><p>O evento ocorreu em todo estado. (Conjunto dos estados)</p><p>O evento ocorreu em todo o estado. (O estado em sua totalidade)</p><p>Note a mudança de sentido proveniente do emprego do artigo.</p><p>ADJETIVO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Adjetivo</p><p>Pode-se definir “adjetivo” como termo que indica característica, qualidade ou a origem</p><p>de determinado elemento.</p><p>Exemplo: Meu carro é preto, confortável e alemão.</p><p>Confortável (qualidade)</p><p>Preto (característica)</p><p>Alemão (origem)</p><p>Classificação pela expressão1:</p><p>a) Adjetivo explicativo: indica uma qualidade que já pertence ao substantivo.</p><p>Fogo quente / homem mortal / água molhada. (Todo</p><p>que “eu” e “tu”</p><p>conjugam verbos diferentes)</p><p>• Trouxe um livro para tu leres. (“Tu” é sujeito de “ler)</p><p>Casos notáveis</p><p>Pode ser que – para dar mais estilo à frase – você queira invertê-la. Nesse caso,</p><p>tome cuidado para não cometer os equívocos comuns de achar que o pronome está</p><p>incorretamente empregado. Vejas as sentenças a seguir para você entender a essência</p><p>dessa explicação:</p><p>1 ACDEPST – a, ante, até, após, com, contra, de, desde, em, entre, para, per,</p><p>perante, por, sem, sob, sobre, trás.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>• Para mim, estudar é ótimo. (A palavra “mim” está deslocada na sentença. Isso</p><p>se nota em função da vírgula, que já resolve a dificuldade de interpretação do</p><p>caso que poderia surgir. Ainda que haja um verbo após o pronome, empregamos</p><p>o “mim”, porque ele não está na função de sujeito)</p><p>• Não é tarefa para mim fazer isto. (Quase todo mundo acredita que essa sentença</p><p>esteja incorreta. Não está! A frase apenas está invertida. Sua ordem direta seria</p><p>– Fazer isto não é tarefa para mim)</p><p>PRONOMES PESSOAIS</p><p>DETALHES IMPORTANTES</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Pronomes Pessoais – Detalhes Importantes</p><p>Si e consigo – são formas reflexivas.</p><p>• O homem olha para si.</p><p>• O mestre carrega a sabedoria consigo.</p><p>Conosco e convosco - Se vierem seguidos de uma expressão complementar,</p><p>desdobram-se em "com nós" e "com vós":</p><p>• Este trabalho é conosco.</p><p>• Este trabalho é com nós mesmos</p><p>PRONOMES PESSOAIS</p><p>EMPREGO DE “O”, “A” E “LHE”</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Pronomes Pessoais – emprego de “o”, “a” e “lhe”</p><p>Emprego de “o”, “a” e “lhe”</p><p>“O” e “A” são formas pronominais diretas: ou seja, servem para retomar elementos</p><p>que não são introduzidos por preposição em uma sentença (na maior parte dos casos1).</p><p>“Lhe” é uma forma pronominal indireta, equivalente a “a ele” ou “a ela”: ou seja,</p><p>substitui elemento que, na sentença, surge introduzido por uma preposição.</p><p>• A empresa pagou o salário ao empregado.</p><p>• A empresa pagou-o ao empregado. (substituição do objeto direto)</p><p>• A empresa pagou-lhe o salário. (substituição do objeto indireto)</p><p>• A empresa pagou-lho. (substituição dos dois em apenas uma forma).</p><p>• Compõe a canção – Compõe-na.</p><p>1 Digo isso, porque pode haver um caso em que o pronome sirva para retomar</p><p>expressões introduzidas por preposição. Isso acontece se o pronome tiver função de</p><p>predicativo do sujeito. Veja um exemplo:</p><p>Essa brisa é de Deus, só não a será se trouxer chuva.</p><p>Nesse caso, o “a” retomou a ideia da locução adjetiva “de Deus”, que é introduzida</p><p>por uma preposição.</p><p>PRONOMES PESSOAIS</p><p>EMPREGO DE “O” E “A” APÓS VERBOS</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Pronomes Pessoais – emprego de “o” e “a” após verbos</p><p>Emprego de “o” e “a” na ênclise (após verbos).</p><p>a) Se a palavra terminar em R, S ou Z, deve-se retirar a última letra e empregar –lo,</p><p>-la, -los ou –las.</p><p>• Prender o homem – Prendê-lo.</p><p>• Fez a tarefa – Fê-la.</p><p>• Quis a resposta – Qui-la.</p><p>b) Se a palavra terminar em “Ão”, “Õe” ou “M”, deve-se empregar –no, -na, -nos,</p><p>ou –nas.</p><p>• Compram a casa – Compram-na.</p><p>• Dão a notícia – Dão-na.</p><p>• Compõe a canção – Compõe-na</p><p>ATIVIDADES DE APROFUNDAMENTO</p><p>PRONOMES PESSOAIS</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Atividades de Aprofundamento – Pronomes Pessoais</p><p>Complete as frases com os pronomes EU ou MIM:</p><p>a) Vou comprar aquela casa para _________.</p><p>b) Preciso de um financiamento para __________ comprar aquela casa.</p><p>c) Faltam quinze dias para _____________ entrar de férias.</p><p>d) Aquelas flores são para __________.</p><p>e) Eles viajaram ante de ___________.</p><p>Julgue o emprego dos pronomes nas orações a seguir em CERTO ou ERRADO de acordo</p><p>com a gramática normativa.</p><p>a) ( ) Ele disse que era para mim comprar aquele livro.</p><p>b) ( ) Comprei um casaco para mim caso faça frio no avião.</p><p>c) ( ) Apesar de não quererem, eles concordaram conosco.</p><p>d) ( ) Para mim, basta uma semana de viagem; depois volto ao trabalho.</p><p>e) ( ) O dono do cão chamou-o com firmeza, já que não parava de correr.</p><p>Substitua os pronomes em destaque por pronomes oblíquos:</p><p>a) Ele pegou as minhas mãos delicadamente.</p><p>b) Tomei o celular dele para que estudasse mais.</p><p>c) A garota já devolveu tua boneca.</p><p>d) O novo professor conquistou a minha admiração.</p><p>e) Ela está chorando porque estragaram a mochila dela.</p><p>Assinale a alternativa onde o pronome pessoal está empregado corretamente:</p><p>a) Este é um problema para mim resolver.</p><p>b) Entre eu e tu não há mais nada.</p><p>c) A questão deve ser resolvida por eu e você.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>d) Para mim, viajar de avião é um suplício.</p><p>e) Quando voltei a si, não sabia onde me encontrava.</p><p>Assinale a opção em que o pronome NÃO tem valor reflexivo:</p><p>a) “entregou-se ao mais sombrio desespero”</p><p>b) “Quase te fizeste réu de polícia”</p><p>c) “– Senhor! – exclamou Isaura correndo a lançar-se aos pés de Álvaro”</p><p>d) “as seguintes serão ainda piores… e te farão ir rolando de abismo em abismo”</p><p>e) “eu me julgo o mais feliz dos mortais”</p><p>Marque a opção em que a forma pronominal utilizada está INCORRETA.</p><p>a) É difícil, para mim, praticar certos exercícios físicos.</p><p>b) Ainda existem muitas coisas importantes para eu fazer.</p><p>c) Os chinelos da aposentadoria não são para ti.</p><p>d) Quando a aposentadoria chegou, eu caí em si.</p><p>e) Para tu não teres aborrecimentos, evita o excesso de velocidade.</p><p>Substitua os termos destacados pelos pronomes oblíquos correspondentes.</p><p>a) Encontraram o corpo na estufa.</p><p>b) Arrancara do peito uma cruz de ametistas.</p><p>c) A disposição das plantas não permite um esconderijo.</p><p>Assinale o item em que há erro no emprego do pronome pessoal:</p><p>a) Recebidas as mangas, os meninos as repartiam irmãmente entre si.</p><p>b) Sempre me presenteava livros, dizendo-me que era para eu adquirir o hábito da</p><p>leitura.</p><p>c) Estas deliciosas balas de mangarataia, eu as trouxe para ti levares ao Píndaro.</p><p>d) Os altruístas pensam menos em si e mais nos outros.</p><p>e) Leve o jornal consigo, Acácio. Já o li desde cedo.</p><p>PRONOMES DE TRATAMENTO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Pronomes de Tratamento1</p><p>Os pronomes de tratamento são empregados em observação ao princípio da</p><p>formalidade comunicativa. Isso quer dizer que – por razão de tradição, cortesia e</p><p>deferência – empregamos os pronomes de tratamento para conferir a devida</p><p>formalidade em qualquer tipo de comunicação em que haja alguma necessidade de</p><p>trato mais formal.</p><p>Os pronomes de tratamento são escolhidos em razão do cargo que alguém</p><p>ocupa.</p><p>Quadro para memorização dos pronomes de tratamento:</p><p>1 Um estudo mais aprofundado será feito na seção a respeito de Redação de</p><p>Correspondências Ofciais.</p><p>PRONOME ABREVIATURA</p><p>SINGULAR</p><p>ABREVIATURA PLURAL USA-SE PARA:</p><p>Vossa(s)</p><p>Excelência(s)</p><p>V. Ex.ª V. Ex.as 1) Presidente (sem</p><p>abreviatura), ministro,</p><p>embaixador,</p><p>governador, secretário</p><p>de Estado, prefeito,</p><p>senador, deputado</p><p>federal e estadual, juiz,</p><p>general, almirante,</p><p>brigadeiro e</p><p>presidente de câmara</p><p>de vereadores;</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Vossa(s)</p><p>Magnificência(s)</p><p>V. Mag.ª V. Mag.as 2) Reitor de</p><p>universidade</p><p>para o</p><p>qual também se pode</p><p>usar V. Ex.ª;</p><p>Vossa(s)</p><p>Senhoria(s)</p><p>V. S.ª V. S.as 3) Qualquer</p><p>autoridade ou pessoa</p><p>civil não citada acima;</p><p>Vossa(s)</p><p>Santidade(s)</p><p>V. S. VV. SS. 4) Papa;</p><p>Vossa(s)</p><p>Eminência(s)</p><p>V. Em.ª V. Em.as 5) Cardeal;</p><p>Vossa(s)</p><p>Excelência(s)</p><p>Reverendíssima(s)</p><p>V. Ex.ª Rev.ma V. Ex.as Rev. mas 6) Arcebispo e bispo;</p><p>Vossa(s)</p><p>Reverendíssima(s)</p><p>V. Rev.ma V. Rev. mas 7) Autoridade religiosa</p><p>inferior às acima</p><p>citadas;</p><p>Vossa(s)</p><p>Reverência(s)</p><p>V. Rev.ª V. Rev.as 8) Religioso sem</p><p>graduação;</p><p>Vossa(s)</p><p>Majestade(s)</p><p>V. M. VV. MM. 9) Rei e imperador;</p><p>Vossa(s)</p><p>Alteza(s)</p><p>V. A. VV. AA. 10) Príncipe,</p><p>arquiduque e duque.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Observação:</p><p>Todas essas expressões se apresentam também com SUA para cujas abreviaturas basta</p><p>substituir o "V" por "S".</p><p>Detalhes sobre o uso dos pronomes de tratamento.</p><p>a) Vossa Excelência etc. x Sua Excelência etc. - Os pronomes de tratamento com</p><p>"Vossa(s)" empregam-se em relação direta à pessoa com quem falamos:</p><p>• Vossa Excelência precisa ler esta carta. (Falando diretamente com a pessoa)</p><p>• Com "Sua(s)" são empregados, quando falamos a respeito da pessoa:</p><p>• Sua Excelência precisa ler esta carta. (Falando a respeito da pessoa)</p><p>b) Concordância com a 3ª pessoa - Os pronomes de tratamento são da 3ª pessoa;</p><p>portanto, os verbos, os pronomes possessivos e os pronomes oblíquos</p><p>empregados em relação a eles devem ficar na 3ª pessoa;</p><p>• Necessitamos de que Vossa Excelência apresente os seus projetos para a</p><p>campanha.</p><p>c) Concordância de gênero: a concordância de gênero de adjetivos ou particípios de</p><p>ser feita de acordo com o gênero da pessoa, nunca com o gênero da palavra. Veja o</p><p>exemplo:</p><p>• Vossa Excelência está convocado para a reunião. (Em referência a um homem)</p><p>• Vossa Excelência está convidada a participar. (Em referência a uma mulher).</p><p>PRONOMES DEMONSTRATIVOS - PARTE 1</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Pronomes Demonstrativos - parte 1</p><p>São pronomes que indicam algum referente pontuado no espaço, no tempo ou no texto.</p><p>Eles organizam os referentes da leitura. Os demonstrativos simples são de fácil</p><p>emprego. Veja a tabela a seguir:</p><p>Masculino Feminino Neutro Retomada</p><p>1ª Este Esta Isto Catafórica</p><p>(para frente)</p><p>2ª Esse Essa Isso Anafórica</p><p>(para trás)</p><p>3ª Aquele Aquela Aquilo Distante</p><p>Veja alguns exemplos de emprego desses pronomes:</p><p>• A única saída é esta: rever os conceitos sobre a teoria.</p><p>o O emprego é catafórico, ou seja, o pronome aponta para um</p><p>referente que está posto à frente de si.</p><p>• Rever os conceitos sobre a teoria: essa é a única saída.</p><p>o O emprego é anafórico, ou seja, o pronome retoma um referente</p><p>que está colocado antes de si.</p><p>• Sócrates e Platão foram representantes da Filosofia Clássica: este</p><p>escrevia os textos em que aquele figurava como herói.</p><p>o Nesse caso, a referência é anafórica e dupla: há dois elementos</p><p>retomados. Um retoma o mais próximo do início da segunda</p><p>sentença; o outro retoma o mais próximo. Esse é um uso elegante</p><p>do pronome. Se pretende utilizá-lo, faça com cautela.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Anote abaixo os exemplos do quadro e realize as indicações de referência</p><p>explicadas por mim durante a aula:</p><p>Pronomes Demonstrativos - parte 2</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Pronomes Demonstrativos - parte 2</p><p>Há nuances muito específicas em relação ao emprego dos demais pronomes</p><p>demonstrativos. Peço que observe bem para não confundi-los com artigos ou pronomes</p><p>oblíquos.</p><p>Veja quais são as regras:</p><p>O, A – (permutáveis por “aquilo” ou “aquela”) – usualmente próximos a pronomes</p><p>reativos e preposições.</p><p>• O aluno fez o que podia para passar. (Poderíamos reescrever “aquilo que</p><p>podia”)</p><p>• As colocações do senador eram iguais às do deputado. (Poderíamos</p><p>reescrever “àquelas do deputado”)</p><p>Tal e Semelhante (permutáveis por qualquer demonstrativo)</p><p>• Não seria possível resolver semelhante problema. (Este problema, aquele</p><p>problema)</p><p>• Tal assunto não deve ser discutido aqui. (Esse assunto, aquele assunto)</p><p>Em resumo, a técnica mais eficaz para você identificar um pronome</p><p>demonstrativo não convencional é realizar as permutas dentro da frase. Assim, será</p><p>possível ter certeza de que elemento está estudando.</p><p>PRONOMES RELATIVOS</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Pronomes Relativos</p><p>PAAAAAAAAAAAAAAAAARRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRAAAAAAAAAAAAAA</p><p>TUUUUUUUUUUUUUUDDDDDOOOOOOOOOOOOOOOOOO!</p><p>Agora o lance ficou muito sério mesmo! MESMOOOOOOOOOOOO! Estude esta</p><p>lição até sair sangue dos olhos.</p><p>Uma das categorias mais importantes no tocante ao assunto de pronomes. Os</p><p>relativos são pronomes que promovem uma relação entre palavras de uma sentença.</p><p>Tal relação pode se dar entre:</p><p>• Substantivo e verbo.</p><p>• Pronome e verbo.</p><p>• Substantivo e substantivo.</p><p>• Pronome e substantivo1.</p><p>Os pronomes relativos da língua são os seguintes:</p><p>• Que: trata-se de um pronome invariável (sem feminino, sem plural) que, é</p><p>mais facilmente identificado ao trocar por “o qual”. Nem sempre a troca é</p><p>permitida, mas o é em grande parte dos casos.</p><p>– O material de que preciso está aqui.</p><p>Explicação: veja que, nesse caso, o pronome conecta “material” a “preciso”, ou seja,</p><p>relaciona substantivo a verbo. Além disso, é fundamental perceber que a preposição</p><p>“de” (convidada pelo verbo) é de emprego obrigatório nessa sentença. Isso quer dizer</p><p>que sua retirada prejudicaria a sentença. Sintaticamente falando, o pronome dessa</p><p>1 Usualmente, a relação entre pronome e substantivo e entre substantivo e</p><p>substantivo costuma ser realizada pelo pronome “cujo”.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>sentença funciona como um objeto indireto do verbo precisar. O pronome “que” pode</p><p>retomar pessoas, coisas ou lugares.</p><p>• O qual: na verdade, o pronome aqui é a palavra “qual”, a palavra “o” –</p><p>evidente na sentença – é um artigo. Esse pronome é variável, e isso facilita</p><p>para desfazer ambiguidades nas sentenças.</p><p>– Eis a mãe do menino, a qual passou a noite comigo.</p><p>Explicação: o pronome em questão retoma o termo “mãe”, com o qual estabelece uma</p><p>relação de concordância. Veja que, sintaticamente falando, o pronome em destaque</p><p>funciona como sujeito do verbo “passar”. Esse pronome pode retomar pessoas, coisas</p><p>ou lugares.</p><p>• Quem: esse pronome é invariável e só pode retomar pessoas.</p><p>– A pessoa a quem fiz referência é Joana.</p><p>Explicação: o pronome em questão retoma o termo pessoa. Sua função sintática é de</p><p>complemento nominal do substantivo “referência”. Seria possível trocá-lo pelo</p><p>pronome “que” sem prejuízo para a correção gramatical.</p><p>• Quanto: consideraremos esse como um pronome relativo sempre que</p><p>estiver antecedido de um pronome demonstrativo ou de um pronome</p><p>indefinido (principalmente a palavra “tudo).</p><p>– Ele fez tudo quanto pôde.</p><p>Explicação: o pronome “quanto”, na frase em que aparece, funciona como objeto direto</p><p>do verbo “poder”.</p><p>• Onde: atenção para esse pronome. Ele só pode ser empregado para fazer</p><p>referência a lugares. Apenas lugares. Dizer “situação onde”, “sociedade</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>onde” está errado. Se não for possível usar o “onde”, empregue “em que” ou</p><p>“no qual”.</p><p>– O país onde ocorreu o evento está em crise.</p><p>Explicação: seria totalmente possível empregar a forma “O país no qual / em que</p><p>ocorreu o evento está em crise” sem prejuízo para correção ou para o sentido da</p><p>sentença.</p><p>Sintaticamente falando, o pronome em questão funciona como adjunto</p><p>adverbial de lugar.</p><p>• Cujo: há algumas informações importantes sobre esse pronome:</p><p>1) Tem sentido de posse, como se houvesse a preposição “de” dentro</p><p>dele.</p><p>2) Não é interessante trocar esse pronome por outro simplesmente.</p><p>Pense na frase: não troque seu cujo por nada.</p><p>3) Não admite que sejam colocados artigos após esse pronome. Pense</p><p>na frase: não enfie artigos no cujo.</p><p>4) Trata-se de um pronome variável, que concordará com o termo que</p><p>estiver à frente.</p><p>– A menina cuja bolsa foi roubada acabou de chegar.</p><p>Explicação: veja que esse pronome está conectando dois substantivos, em uma relação</p><p>praticamente de posse. Como dissesse: bolsa da menina (por isso, o “de” dentro do</p><p>pronome). “Cuja” concorda com “bolsa”, por isso, está no feminino. Sintaticamente</p><p>falando, funciona como adjunto adnominal2 do substantivo “bolsa”.</p><p>2 Mesmo que você ainda não saiba o que isso significa, é preciso colocar essa</p><p>informação. O capítulo de Sintaxe há de clarear essas funções.</p><p>PRONOMES INDEFINIDOS</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Pronomes Indefinidos</p><p>Pronomes indefinidos recebem essa nomenclatura porque esvaziam o referente. Isso</p><p>quer dizer que não estabelecem uma significação definida.</p><p>Variáveis</p><p>Invariáveis Singular Plural</p><p>Masculino Feminino Masculino Feminino</p><p>algum</p><p>nenhum</p><p>todo</p><p>muito</p><p>pouco</p><p>vário</p><p>tanto</p><p>outro</p><p>quanto</p><p>bastante</p><p>certo</p><p>alguma</p><p>nenhuma</p><p>toda</p><p>muita</p><p>pouca</p><p>vária</p><p>tanta</p><p>outra</p><p>quanta</p><p>-</p><p>certa</p><p>alguns</p><p>nenhuns</p><p>todos</p><p>muitos</p><p>poucos</p><p>vários</p><p>tantos</p><p>outros</p><p>quantos</p><p>bastantes</p><p>certos</p><p>algumas</p><p>nenhumas</p><p>todas</p><p>muitas</p><p>poucas</p><p>várias</p><p>tantas</p><p>outras</p><p>quantas</p><p>-</p><p>certas</p><p>alguém</p><p>ninguém</p><p>outrem</p><p>tudo</p><p>nada</p><p>algo</p><p>cada</p><p>qualquer quaisquer</p><p>Mudança de sentido: fique atento para a possibilidade de mudar o sentido se houver</p><p>deslocamento do pronome na sentença. Não ocorre sempre, mas é importante prestar</p><p>atenção.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>• Alguma pessoa (ao menos um) X Pessoa alguma (ninguém).</p><p>• Certa pessoa (referência a um indivíduo) X Pessoa certa (pessoa correta).</p><p>• Homem qualquer (pessoa de pouca envergadura moral) X qualquer homem</p><p>(pessoa aleatória).</p><p>PRONOMES INTERROGATIVOS</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Pronomes Interrogativos</p><p>Esses pronomes são empregados para fazer uma pergunta (direta ou indireta na</p><p>sentença). Vejamos os exemplos de perguntas diretas:</p><p>• Que você quer?</p><p>• (pronome com a função de objeto do verbo “querer”)</p><p>• Qual é seu nome?</p><p>• (pronome com a função de sujeito do verbo “ser”)</p><p>• Quem comprou o carro ontem?</p><p>• (pronome com função de sujeito do verbo “comprar”)</p><p>• Quanto custa esse carro?</p><p>• (pronome com a função de objeto direto)</p><p>Agora, veja alguns exemplos de perguntas indiretas:</p><p>• Gostaria de saber qual é o seu nome.</p><p>• É preciso saber quem entrou na sala.</p><p>PRONOMES POSSESSIVOS</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Pronomes Possessivos</p><p>Os pronomes possessivos podem ser empregados para indicar posse,</p><p>aproximação ou familiaridade. São eles:</p><p>• Meu, minha (s)</p><p>• Teu, tua (s)</p><p>• Seu, sua (s)</p><p>• Nosso, nossa (s)</p><p>• Vosso, vossa (s)</p><p>• Seu, sua (s)</p><p>Exemplos de emprego:</p><p>Ex.: Minhas razões para estudar não são secretas. (posse)</p><p>Ex.: Esse livro já tem os seus 20 anos. (aproximação)</p><p>Ex.: Amélia, fazendo isso, está zelando pelos seus. (familiaridade)</p><p>Observação: muito cuidado com o emprego desses elementos para não gerar</p><p>ambiguidade.</p><p>O presidente alegou que o problema do secretário está relacionado a seu</p><p>comportamento. (Não é possível saber a que comportamento faz-se referência na</p><p>frase).</p><p>Observação: convém não empregar pronomes possessivos relacionados a partes do</p><p>próprio corpo.</p><p>Eu bati a minha cabeça. (errado)</p><p>Eu bati a cabeça. (certo)</p><p>Derramei suco na minha perna. (errado)</p><p>Derramei suco na perna. (certo)</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>ATIVIDADE DE APROFUNDAMENTO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Machado de Assis</p><p>UM APÓLOGO</p><p>Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:</p><p>- Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale</p><p>alguma coisa neste mundo?</p><p>- Deixe-me, senhora.</p><p>- Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável?</p><p>Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.</p><p>- Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que</p><p>lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida</p><p>e deixe a dos outros.</p><p>- Mas você é orgulhosa.</p><p>- Decerto que sou.</p><p>- Mas por quê?</p><p>- É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose,</p><p>senão eu?</p><p>- Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu,</p><p>e muito eu?</p><p>- Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição</p><p>aos babados...</p><p>- Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem</p><p>atrás, obedecendo ao que eu faço e mando...</p><p>- Também os batedores vão adiante do imperador.</p><p>- Você é imperador?</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>- Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só</p><p>mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo,</p><p>ajunto...</p><p>Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto</p><p>se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar</p><p>atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou</p><p>a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano</p><p>adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos</p><p>de Diana - para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:</p><p>- Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta</p><p>costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles,</p><p>furando abaixo e acima.</p><p>A linha não respondia nada; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por</p><p>ela, silenciosa e ativa como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas.</p><p>A agulha vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era</p><p>tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic plic-plic da agulha no</p><p>pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte; continuou ainda</p><p>nesse e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.</p><p>Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se,</p><p>levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E quando</p><p>compunha o vestido da bela dama, e puxava a um lado ou outro, arregaçava daqui ou</p><p>dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha, para mofar da agulha, perguntou-lhe:</p><p>- Ora agora, diga-me quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do</p><p>vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto</p><p>você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos,</p><p>diga lá.</p><p>Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor</p><p>experiência, murmurou à pobre agulha:</p><p>- Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e</p><p>ela é que vai gozar da vida,</p><p>enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para</p><p>ninguém. Onde me espetam, fico.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça: -</p><p>Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!</p><p>Fonte: Contos Consagrados - Machado de Assis - Coleção Prestígio - Ediouro - s/d</p><p>Exercícios:</p><p>1) Complete as frases com os pronomes de tratamento adequados.</p><p>______ quer sair a que horas? Perguntou o empregado à princesa.</p><p>______ é muito querido pelos brasileiros, disse o sacerdote ao Papa.</p><p>______ , os dados que solicitou estão no gabinete presidencial.</p><p>2) Complete as frases a seguir com Vossa ou Sua.</p><p>______ Eminência deverá residir junto com os outros cardeais da Cúria, em Roma.</p><p>O evento terá a participação de ______ Excelência, o Ministro das Relações Exteriores.</p><p>Contamos, ainda, com a presença de ______ Excelência, O Embaixador de Portugal no</p><p>Brasil.</p><p>3. (MACK) “Este inferno de amar – como eu amo! – / Quem mo pôs aqui n’alma … quem</p><p>foi? / Esta chama que alenta e consome, / Que é a vida – e que a vida destrói – / Como</p><p>é que se veio a atear, / Quando – ai quando se há-de apagar? (Almeida Garret)</p><p>No texto, os pronomes eu – quem – este, são, respectivamente:</p><p>a) indefinido – pessoal – indefinido</p><p>b) pessoal – interrogativo – demonstrativo</p><p>c) pessoal – indefinido – demonstrativo</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>d) interrogativo – pessoal – indefinido</p><p>e) indefinido – pessoal – interrogativo</p><p>4. (UNIRIO) Assinale o item que completa convenientemente as lacunas do trecho:</p><p>“A maxila e os dentes denotavam a decrepitude do burrinho; ………., porém, estavam</p><p>mais gastos que ………. .”</p><p>a) esses, aquela</p><p>b) estes, aquela</p><p>c) estes, esses</p><p>d) aqueles, esta</p><p>e) estes, esses</p><p>5. (UEPG-PR) “Toda pessoa deve responder pelos compromissos assumidos.” A palavra</p><p>destacada é:</p><p>a) pronome adjetivo indefinido</p><p>b) pronome substantivo indefinido</p><p>c) pronome adjetivo demonstrativo</p><p>d) pronome substantivo demonstrativo</p><p>e) nenhuma das alternativas acima é correta</p><p>6. (FIUBE-MG) Assinale o item em que não aparece pronome relativo:</p><p>a) O que queres não está aqui.</p><p>b) Temos que estudar mais.</p><p>c) A estrada por que passei é estreita.</p><p>d) A prova que faço não é difícil.</p><p>e) A festa a que assisti foi ótima.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>7. (TRT) A desigualdade jurídica do feudalismo ….. alude o autor se faz presente ainda</p><p>hoje nos países ….. terras existe visível descompasso entre a riqueza e a pobreza.</p><p>Tendo em vista o emprego dos pronomes relativos, completam-se corretamente as</p><p>lacunas da sentença acima com:</p><p>a) a qual / cujas</p><p>b) a que / em cujas</p><p>c) à qual / em cuja as</p><p>d) o qual / por cujas</p><p>e) ao qual / cuja as</p><p>SUBSTANTIVO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Substantivo</p><p>Vamos estudar uma classe fundamental para a compreensão do grupo nominal: o</p><p>substantivo. Na maior parte dos casos, é ele o núcleo das expressões de caráter nominal.</p><p>Há uma série de classificações e peculiaridades que deveremos explicar, a fim de que</p><p>não restem dúvidas para você. Vamos ao trabalho!</p><p>Define-se substantivo como a palavra variável que nomeia seres, conceitos, sentimentos</p><p>ou ações presentes na língua. Apesar de ser uma classe cujas questões diretamente</p><p>relacionadas não são tão frequentes, é necessário conhecer o conteúdo para poder</p><p>estudar sintaxe corretamente. Podemos classificar os substantivos da seguinte maneira:</p><p>1. Quanto à existência:</p><p>a. Concreto (substantivo que possui existência própria no mundo real ou</p><p>fantasioso): pessoa, casa, fada, Deus, carro.</p><p>b. Abstrato (substantivo que designa um sentimento ou um conceito):</p><p>vingança, amor, caridade.</p><p>2. Quanto à designação:</p><p>a. Próprio (designa um ser da espécie e é grafado com a inicial maiúscula):</p><p>João, Jonas, Fundação José Clemente.</p><p>b. Comum (designa uma espécie) : homem, dia, empresa.</p><p>3. Quanto à composição:</p><p>a. Simples (apresenta apenas uma raiz): roupa, casa, sol.</p><p>b. Composto (apresenta mais de uma raiz): guarda-roupas, passatempo,</p><p>girassol.</p><p>4. Quanto à derivação:</p><p>a. Primitivo (sem processo de derivação): motor, dente, flor.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>b. Derivado (apresenta algum processo de derivação – prefixação,</p><p>sufixação, parassíntese etc.): mocidade, motorista, dentista.</p><p>5. Como partitivos (quando indicam alguma parte): gole, punhado, maioria,</p><p>minoria.</p><p>6. Como coletivos1 (quando indicam a coleção de algo): enxame (de abelhas), vara</p><p>(de porcos), corja (de bandidos), esquadrilha (de aviões), esquadra (de navios).</p><p>Os substantivos próprios são sempre concretos e devem ser grafados com iniciais</p><p>maiúsculas. Porém, alguns substantivos próprios podem vir a se tornar comuns, pelo</p><p>processo de derivação imprópria que, geralmente, ocorre pela anteposição de um artigo</p><p>e a grafia do substantivo com letra minúscula. (um judas, para designar um indivíduo</p><p>traidor / um panamá, para citar o exemplo do chapéu que possui esse estilo).</p><p>O fato de haver uma classificação a um substantivo não exclui outra classificação. Um</p><p>mesmo substantivo pode ser simples, concreto, comum e primitivo, a exemplo da</p><p>palavra “casa”. Esse tipo de classificação se faz mais para compreender que tipo de</p><p>substantivo estamos empregando.</p><p>As flexões dos substantivos podem se dar em gênero, número e grau.</p><p>Listas de coletivos</p><p>Coletivos relativos a animais</p><p>• Alcateia - de lobos</p><p>• Baleal - de baleias</p><p>• Bando - de pássaros</p><p>1 Convém, vez ou outra, ler tabelas de substantivos coletivos, a fim de ampliar o</p><p>vocabulário.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>• Boiada - de bois (manada em Portugal e Brasil)</p><p>• Burricada - de burros</p><p>• Cardume - de peixes</p><p>• Cáfila - de camelos e dromedários</p><p>• Enxame - de abelhas</p><p>• Fato - de cabras</p><p>• Fauna - de animais de uma região</p><p>• Gataria - de gatos</p><p>• Grupo Social de Golfinhos - de golfinhos[1]</p><p>• Manada - de bovinos; elefantes</p><p>• Matilha - de cães, de canídeos</p><p>• Ninhada - de filhotes</p><p>• Nuvem - de gafanhotos</p><p>• Panapaná - de borboletas</p><p>• Rebanho - de ovelha</p><p>• Revoada - de aves em voo: pardais, pombos, etc.</p><p>• Trompa - de lhamas</p><p>• Tropa - cavalos (e soldados portugueses, num contexto de giria)</p><p>• Vara - de porcos</p><p>Coletivos relativos a plantas:</p><p>• Arvoredo - árvore quando constituem maciço</p><p>• Bosque - de árvores</p><p>• Cacho - de frutas, quando reunidas sob um mesmo talo.</p><p>• Carvalhal ou reboredo - de carvalhos</p><p>• Cabidela - de Moedas</p><p>• Cercal - de cerquinhos</p><p>• Flora - de plantas de uma região</p><p>• Herbário - coleção de plantas secas prensadas</p><p>• Olival - de oliveiras</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>• Penca - de frutas, quaisquer.</p><p>• Pomar - de frutíferas</p><p>• Ramalhete - de flores</p><p>• Réstia - de alhos, de cebolas</p><p>• Souto ou castinçal- de castanheiros</p><p>Coletivos relativos a pessoas:</p><p>• Assembleia - de parlamentares, de pessoas em geral.</p><p>• Banda - de instrumentistas tocando a mesma peça.</p><p>• Batalhão, legião, pelotão, tropa - de soldados de uma determinada repartição.</p><p>• Caravana - de viajantes em uma mesma viagem</p><p>• Choldra ou Corja - de malandros</p><p>• Chusma - reunião de pessoas</p><p>• Conclave - de cardeais reunidos para eleger o papa</p><p>• Congregação - professores de faculdade</p><p>• Consistório - de cardeais reunidos para prestar assistência ao papa</p><p>• Corpo docente - de professores de estabelecimento primário e secundário; em</p><p>Portugal, de ensino superior também</p><p>• Elenco - de atores, de artistas</p><p>• Emanauê - conjunto de índios da mesma tribo</p><p>• Exército - de soldados</p><p>• Família</p><p>- parentes em geral</p><p>• Farandula - mendigos</p><p>• Multidão - agrupamento de seres humanos</p><p>• Orquestra ou Camerata - de instrumentistas de quaisquer instrumentos tocando</p><p>a mesma peça (a camerata é uma orquestra de pequeno porte).</p><p>• Plêiade - de artistas correlacionados</p><p>• Prelatura - de bispos</p><p>• População, povo - de pessoas de uma determinada entidade geográfica</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>• Quadrilha - de bandidos ou de dança coletiva. Em Portugal, conjunto de</p><p>trabalhadores num trabalho comum: apanha da azeitona, tiradores de cortiça, ceifeiros,</p><p>mondadeiras, etc..</p><p>• Tertúlia - parentes em reunião</p><p>• Time (no Brasil) ou Equipa (em Portugal) - de jogadores de uma modalidade</p><p>esportiva, que jogam juntos</p><p>• Turma (ou classe) - de alunos assistindo à mesma aula, de clube ou federação.</p><p>No Brasil, também trabalhadores da mesma organização</p><p>Outros coletivos:</p><p>• Abecedário ou alfabeto - de letras distintas que representam fonemas em um</p><p>determinado idioma.</p><p>• Abotoadura - botão de qualquer peça de vestuário</p><p>• Alameda - árvores em linha</p><p>• Álbum - de fotografias, de figurinhas</p><p>• Armada, esquadra, frota - de navios de guerra</p><p>• Arquipélago - de ilhas agrupadas em uma mesma região</p><p>• Atlas - de mapas</p><p>• Baixela - de utensílios de mesa</p><p>• Biblioteca - de livros organizados em prateleiras</p><p>• Constelação - de estrelas em uma mesma região, às quais se associa uma figura</p><p>mitológica.</p><p>• Cordilheira, serra - de montanhas enfileiradas (dependendo do tamanho das</p><p>montanhas e da extensão)</p><p>• Discoteca - de discos musicais</p><p>• Esquadrilha - de aviões</p><p>• Falange - Anjos</p><p>• Grosa - de lápis quando são 12 dúzias.</p><p>• Molho - de chaves</p><p>• Pilha - de objetos colocados um em cima do outro</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>• Pinacoteca - de esculturas, estátuas</p><p>• Programa - de projetos, instruções ou códigos.</p><p>FLEXÃO DO SUBSTANTIVO - GÊNERO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Flexão do substantivo - gênero</p><p>Gênero dos substantivos</p><p>A distinção de gênero dos substantivos está articulada sob as noções de masculino e de</p><p>feminino. Desse modo, os substantivos podem ser classificados como:</p><p>• Biformes: são aqueles que apresentam uma forma para o masculino e outra para o</p><p>feminino. Existe uma distinção entre eles:</p><p>a) Desinenciais (fazem a flexão com o acréscimo de uma desinência de</p><p>gênero): aluno, aluna / czar, czarina / gato, gata / lobo, loba.</p><p>Notas sobre a flexão dos substantivos desinenciais: na maior parte dos casos,</p><p>usamos a desinência –a para essa flexão, no entanto, há alguns casos dignos de nota.</p><p>Veja a seguir:</p><p>Os substantivos terminados em -ão (forma masculina) podem passar para -ã, -oa ou</p><p>ainda para -ona na forma feminina.</p><p>• capitão – capitã</p><p>• leão – leoa</p><p>• valentão - valentona</p><p>Na maioria dos substantivos terminados em -or (forma masculina) acrescentamos -a na</p><p>sua forma feminina.</p><p>• cantor – cantora</p><p>• animador – animadora</p><p>• vendedor - vendedora</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Todavia, alguns substantivos terminados em -or (forma masculina) trocam o sufixo -or</p><p>por -eira em sua forma feminina.</p><p>• lavador – lavadeira</p><p>• arrumador - arrumadeira</p><p>Alguns substantivos terminados em -e (forma masculina) recebem a desinência -a</p><p>(forma feminina).</p><p>• governante – governanta</p><p>• mestre – mestra</p><p>• monge – monja</p><p>Nos substantivos terminados em -ês, l e z (forma masculina) acrescentamos -a no</p><p>feminino.</p><p>• camponês – camponesa</p><p>• bacharel - bacharela</p><p>• juiz – juíza</p><p>Alguns substantivos que indicam ocupação ou título formam o feminino com os sufixos</p><p>-esa, -essa e -isa.</p><p>Exs.:</p><p>• barão – baronesa</p><p>• conde – condessa</p><p>• sacerdote - sacerdotisa</p><p>Além desses casos especiais mencionados, há outras palavras que possuem uma flexão</p><p>de gênero que foge às regras. Vejamos:</p><p>• Ateu – ateia</p><p>• ator – atriz</p><p>• avô – avó</p><p>• czar – czarina</p><p>• dom – dona</p><p>• embaixador – embaixatriz</p><p>• europeu – europeia</p><p>• frade – freira</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>• galo – galinha</p><p>• guri – guria</p><p>• herói – heroína</p><p>• imperador – imperatriz</p><p>• judeu – judia</p><p>• mandarim – mandarina</p><p>• perdigão – perdiz</p><p>• peru – perua</p><p>• pigmeu – pigmeia</p><p>• rapaz – rapariga</p><p>• rei – rainha</p><p>• réu – ré</p><p>• sultão – sultana</p><p>b) Heteronímicos (possuem outro vocábulo para fazer a distinção): homem, mulher /</p><p>boi, vaca / bode, cabra / frei, sóror.</p><p>• Uniformes: são aqueles que apresentam uma única forma para ambos os gêneros.</p><p>Nesse caso, eles estão divididos em:</p><p>a) Epicenos: usados para animais de ambos os sexos (macho e fêmea) –</p><p>jacaré, mosca, cobra.</p><p>b) Comum de dois gêneros: aqueles que designam pessoas. Nesse caso,</p><p>a distinção é feita por um elemento que fica ao lado do substantivo</p><p>(artigo, pronome) – dentista (o, a), motorista (o, a).</p><p>c) Sobrecomuns - apresentam um só gênero gramatical para designar</p><p>pessoas de ambos os sexos – o garfo, a vítima, a criança.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Em algumas situações, a mudança de gênero (com a mudança do gênero do artigo)</p><p>altera também o sentido do substantivo:</p><p>- O cobra (perito em algo) / A cobra (animal).</p><p>- O caixa (função financeira) / A caixa (recipiente)</p><p>- O crisma (óleo ritualístico) / A crisma (o sacramento)</p><p>FLEXÃO DO SUBSTANTIVO- GRAU</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Flexão do substantivo- grau</p><p>O Grau do substantivo</p><p>O grau do substantivo tem a ver com o que se deseja demonstrar em relação à</p><p>sua dimensão: física, moral ou emotiva. O substantivo que não está flexionado e grau</p><p>algum está no que se chama de grau normal.</p><p>Podemos realizar a flexão de grau de duas formas, no substantivo:</p><p>• Grau analítico: quando se associam os adjetivos ao substantivo.</p><p>• Pessoa grande</p><p>• Tarefa imensa</p><p>• Problema gigantesco</p><p>• Questão pequena</p><p>• Situação ínfima</p><p>• sintético: quando se adicionam ao substantivo sufixos indicadores de grau.</p><p>• Pessoinha</p><p>• Problemão</p><p>• Questiúncula</p><p>• Situaçãozinha</p><p>Sufixos indicadores de grau</p><p>• aumentativos: -ázio, -rra, -az, -ão, -eirão, -alhão, -arão, -arrão, -zarrão;</p><p>o Copázio</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>o Bocarra</p><p>o Pratarraz</p><p>o Moleirão</p><p>o Espertalhão</p><p>o Azarão</p><p>o Homenzarrão</p><p>• diminutivos: -ito, -ulo-, -culo, -ote, -ola, -im, -elho, -inho, -zinho (o sufixo -</p><p>zinho é obrigatório, quando o substantivo terminar em vogal tônica ou</p><p>ditongo: cafezinho, paizinho);</p><p>o Rapazito</p><p>o Homúnculo</p><p>o Rapazote</p><p>o Rapazola</p><p>o Amiguinho</p><p>Semântica do grau:</p><p>- Com relação ao grau do substantivo, pode haver noções de:</p><p>• Tamanho: bolinha, arvorezona.</p><p>• Desprezo: “aquela pessoinha veio aqui”</p><p>• Afinidade: “esse é o meu irmaozão”</p><p>• Ironia: “temos um probleminha: falimos”</p><p>Como o substantivo organiza a nossa vida dentro das frases, é fundamental</p><p>conhecer suas características mais importantes. Isso dará um gás à sua capacidade de</p><p>analisar os elementos em uma sentença.</p><p>FLEXÃO DO SUBSTANTIVO - NÚMERO</p><p>Flexão do substantivo - número</p><p>O número dos substantivos (singular ou plural)</p><p>Esta tabela resume as principais regras de formação do plural nos substantivos.</p><p>Terminação Variação Exemplo</p><p>Vogal ou ditongo Acréscimo do ‘s’ carro - carros</p><p>M NS pajem – pajens</p><p>ÃO (primeiro caso) ÕES Patrão - patrões</p><p>ÃO (segundo caso) ÃES Cão - cães</p><p>ÃO (terceiro caso) S Cidadão - cidadãos</p><p>R ES Colher – colheres</p><p>Z ES Giz - gizes</p><p>N ES Abdômen - abdômenes</p><p>S (oxítonos) ES Marquês - marqueses</p><p>AL, EL, OL, UL IS Varal - varais</p><p>IL (oxítonos) S Canil – canis</p><p>IL (paroxítonos) EIS Míssil</p><p>- mísseis</p><p>ZINHO, ZITO S Rapazito - rapazitos</p><p>Apesar disso, há alguns substantivos são grafados apenas no plural, o que chamamos de plurale tantum:</p><p>• alvíssaras;</p><p>• anais;</p><p>• antolhos;</p><p>• arredores;</p><p>• belas-artes;</p><p>• calendas;</p><p>• cãs;</p><p>• condolências;</p><p>• esponsais;</p><p>• exéquias;</p><p>• fastos;</p><p>• férias;</p><p>• fezes;</p><p>• núpcias;</p><p>• óculos;</p><p>• pêsames</p><p>PLURAL DOS SUBSTANTIVOS COMPOSTOS</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Plural dos Substantivos Compostos</p><p>Aqui entramos em um tópico bem delicado. Antes de se desesperar, eu digo que</p><p>vou resolver as dúvidas sobre essa formação de plural, pode acreditar. Comecemos pelo</p><p>básico: há substantivos compostos com hífen e sem hífen. Aqueles que são</p><p>grafados sem hífen podem pluralizar exatamente como os substantivos simples:</p><p>• aguardente e aguardentes</p><p>• girassol e girassóis</p><p>• passatempo e passatempos</p><p>• pontapé e pontapés</p><p>• malmequer e malmequeres</p><p>Agora, quando o assunto tem a ver como plural dos substantivos compostos</p><p>ligados por hífen, há regras para observar:</p><p>a) Quando houver dois substantivos, e o segundo determinar a natureza do primeiro,</p><p>emprega-se o plural apenas no primeiro substantivo:</p><p>• palavra-chave = palavras-chave</p><p>• couve-flor = couves-flor</p><p>• bomba-relógio = bombas-relógio</p><p>• peixe-espada = peixes-espada</p><p>• manga-rosa = mangas-rosa</p><p>Observação: alguns gramáticos admitem a flexão dos dois substantivos nesse</p><p>caso. Eu não!</p><p>b) Flexionaremos os dois elementos, quando a formação for:</p><p>• substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-perfeitos</p><p>• numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras</p><p>• adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens</p><p>c) Apenas o segundo irá para o plural, quando a formação for:</p><p>• verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>• palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-recos</p><p>• palavra invariável + palavra variável = alto-falante e alto-falantes</p><p>d) Apenas primeiro elemento irá para o plural, quando a formação for:</p><p>• substantivo + preposição clara + substantivo = água-de-colônia e águas-de-</p><p>colônia / ervilha-de-cheiro e ervilhas-de-cheiro.</p><p>• substantivo + preposição oculta + substantivo = cavalo-vapor e cavalos-vapor</p><p>e) Serão invariáveis, quando da seguinte formação:</p><p>• verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora</p><p>• verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os saca-rolhas</p><p>f) Casos Especiais</p><p>• o louva-a-deus e os louva-a-deus</p><p>• o bem-te-vi e os bem-te-vis</p><p>• o bem-me-quer e os bem-me-queres</p><p>• o joão-ninguém e os joões-ninguém.</p><p>• o pisca-pisca / os pisca-piscas / os piscas-piscas</p><p>ATIVIDADE DE APROFUNDAMENTO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Os cajus novos, ainda verdes (pedúnculos) tinham longa maturescência.</p><p>Assinale a opção que contém a classificação correta das palavras destacadas,</p><p>RESPECTIVAMENTE</p><p>A ) Substantivo, substantivo, adjetivo.</p><p>B ) Adjetivo, adjetivo, substantivo.</p><p>C ) Adjetivo, adjetivo, adjetivo.</p><p>D ) Substantivo, adjetivo, substantivo.</p><p>E ) Substantivo, substantivo, pronome.</p><p>Assinale a alternativa composta somente por substantivos sobrecomuns.</p><p>A ) Indivíduo – criança – jornalista – cônjuge.</p><p>B ) Verdugo – algoz – criança – apóstolo.</p><p>C ) Pessoa – criatura – colega – testemunha.</p><p>D ) Algoz – vítima – criança – cliente.</p><p>Segundo a morfologia, os substantivos são palavras que nomeiam os seres e as coisas,</p><p>os adjetivos são palavras que caracterizam os substantivos, e ambos possuem suas</p><p>flexões, isto é, possuem variações de acordo com os contextos e situações em que são</p><p>empregados. Pensando nas flexões que substantivos e adjetivos podem sofrer, analise</p><p>cada uma das afirmativas e marque qual é a correta:</p><p>A ) Substantivos e adjetivos podem sofrer flexões de gênero, número e grau, conforme</p><p>o contexto em que são empregados.</p><p>B ) Somente os substantivos podem sofrer flexões de gênero, número e grau, conforme</p><p>o contexto em que são empregados.</p><p>C ) Somente os adjetivos podem sofrer flexões de gênero, número e grau, conforme o</p><p>contexto em que são empregados.</p><p>D ) Adjetivos e substantivos podem sofrer flexões de gênero e número, entretanto,</p><p>apenas o substantivo pode variar em grau.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>E ) Adjetivos e substantivos podem sofrer flexões de gênero e número, entretanto,</p><p>apenas o adjetivo pode variar em grau.</p><p>Complete a frase abaixo com o substantivo flexionado corretamente no plural.</p><p>“Os ............ que os .................. roubaram receberam as ..................... de toda torcida e</p><p>passaram por vários .................... deste município de Fraiburgo.”</p><p>Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.</p><p>A ) troféis • ladrões • bênções • órgães</p><p>B ) troféis • ladrões • bênções • órgãos</p><p>C ) troféus • ladrães • bênçãos • órgões</p><p>D ) troféus • ladrões • bênçãos • órgãos</p><p>E ) troféus • ladrãos • bênçãos • órgões</p><p>Assinale a alternativa que contém substantivo próprio.</p><p>A ) O juiz julgou o réu com justiça.</p><p>B ) A cidade de Fraiburgo é hospitaleira.</p><p>C ) Príncipes e princesas visitaram a cidade.</p><p>D ) Alunos e alunas marcharam bonito no desfile.</p><p>E ) A prefeita decretou ponto facultativo amanhã!</p><p>Assinale a alternativa que apresenta todos os substantivos masculinos.</p><p>A ) pianista; cal; comunicação; alface.</p><p>B ) jornal; papel; sistema; poeta.</p><p>C ) sabiá; profeta; amor; champanha.</p><p>D ) cetim; dente; dor; seguro.</p><p>E ) calor; televisão; viola; painel.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Quanto ao gênero dos substantivos, a alternativa correta é:</p><p>A ) A champanhe.</p><p>B ) O alface.</p><p>C ) A guaraná.</p><p>D ) O musse.</p><p>E ) A cal.</p><p>Identifique, nas frases abaixo, em qual delas o substantivo mulher assume lugar de</p><p>adjetivo:</p><p>A ) João casou-se com uma mulher oriunda dos Estados Unidos.</p><p>B ) Um dos mais tristes problemas sociais é a violência contra a mulher.</p><p>C ) Joana transformou-se em uma linda mulher.</p><p>D ) Tereza é a única filha mulher de Fernanda.</p><p>Estão ordenadas de forma que o contínuo de sentidos se organiza do geral ao específico</p><p>as palavras, ou o grupo de palavras, apresentadas em:</p><p>A ) globo terrestre – continente – país – povo – estado – província – rua – bairro.</p><p>B ) cinema – filme – coreografia – lirismo – sala de projeção – anúncios – película.</p><p>C ) mamífero – bípede – trabalhador – homem – operário – serviçal – corpo atlético.</p><p>D ) humanidade – linguagem – línguas naturais – comunidades linguísticas.</p><p>E ) sala de aula – área de serviço – escada de acesso ao auditório – elevador – portaria.</p><p>Assinale a opção em que o nome apresenta formação do plural igual a de “cidadão”</p><p>A ) licitação</p><p>B ) transação</p><p>C ) chão</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>D ) corrupção</p><p>Assinale a alternativa em que o termo grifado é uma palavra substantivada</p><p>A ) “Um dos maiores desafios da contemporaneidade é reverter o cenário atual...”.</p><p>B ) “Algumas dessas consequências são facilmente identificáveis...”.</p><p>C ) “Um dos pontos de destaque da cartilha é sobre a publicidade.”.</p><p>D ) “Como explicar a um pequeno que a embalagem de plástico daquele bolo...”“..”.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta um substantivo flexionado no feminino</p><p>aumentativo.</p><p>A ) A leoa não está no zoológico.</p><p>B ) A meninona está doente.</p><p>C ) O cadeirão está indisponível.</p><p>D ) A cadela está felizona.</p><p>E ) O aluno faltou demais.</p><p>As opções a seguir mostram um verbo acompanhado de um substantivo</p><p>correspondente. Assinale a opção em que essa correspondência está errada.</p><p>A ) viralizar / visão.</p><p>B ) cruzar / cruzamento.</p><p>C ) comover / comoção.</p><p>D ) receber / recepção.</p><p>E ) enviar / envio.</p><p>A MAGIA DOS VERBOS</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Verbo</p><p>ATENÇÃO!!!!!!!!!!!!</p><p>Sem verbo, não somos nada na vida!!!!</p><p>É muito importante que você estude isso até sair sangue dos olhos!</p><p>Por definição, verbo é a palavra que exprime a ideia de uma ação, de um estado,</p><p>de uma mudança de estado ou de um fenômeno natural e que pode ser conjugada.</p><p>A característica mais importante que deve ser notada é o fato de o verbo poder</p><p>ser conjugado, isso será central em análises relativas aos verbos.</p><p>Essa matéria é extremamente importante, pois o coração de toda a análise</p><p>sintática reside no reconhecimento e na classificação dos verbos.</p><p>Veja um exemplo de distinção entre verbo e substantivo:</p><p>Verbo Substantivo</p><p>Chover A chuva</p><p>Lutar A luta</p><p>Abalar O abalo</p><p>Contratar A contratação</p><p>CLASSIFICAÇÃO DOS VERBOS</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Classificação dos verbos</p><p>Classificação:</p><p>Para facilitar o entendimento dos verbos, convém dividi-los em categorias</p><p>distintas em função do sentido que podem exprimir:</p><p>1. Relacional (ou de ligação): é o verbo que exprime noção de estado ou de</p><p>mudança de estado. Vale a pena decorar uma lista de verbos relacionais.</p><p>Ser</p><p>Estar</p><p>Continuar</p><p>Andar</p><p>Parecer</p><p>Permanecer</p><p>Ficar</p><p>Tornar-se</p><p>Vejamos um exemplo de como um verbo dessa natureza pode ser empregado.</p><p>Ex.: Os alunos do Método Jamilk ficaram empolgados.</p><p>Mas nem sempre isso acontece. Há casos em que ocorre a transpredicação</p><p>verbal, que consiste – basicamente – em alterar o sentido do verbo, bem como sua</p><p>natureza de expressão, ou seja, haverá mudança do tipo de verbo. Vejamos os</p><p>exemplos:</p><p>João anda empolgado. (Verbo “andar” exprimindo o estado de João)</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>João anda lentamente. (Verbo “anda” exprimindo a ação de caminhar)</p><p>2. Nocional: é o verbo que exprime o sentido de ação ou de fenômeno</p><p>natural. Como não há uma lista para verbos dessa natureza, o</p><p>conveniente é fazer uma divisão, que deve se pautar pela necessidade ou</p><p>não de haver um complemento. Vejamos.</p><p>a. Intransitivo: é o verbo que não necessita de um complemento.</p><p>Seu sentido se encerra no próprio verbo. São exemplos de verbos</p><p>intransitivos: viver, correr, crescer e germinar.</p><p>Aplicando nas sentenças:</p><p>• Aquela criança cresceu. (Verbo com o sentido encerrado em si)</p><p>• Aquela criança cresceu rapidamente. (A palavra “rapidamente” exprime</p><p>circunstância de “modo” em relação ao verbo)</p><p>• Aquele homem vive uma vida sofrida. (O verbo continua intransitivo,</p><p>porém a expressão “uma vida sofrida” funciona como objeto direto do</p><p>verbo)</p><p>b. Transitivo: é o verbo que necessita de um complemento, pois</p><p>“negocia” o seu sentido com o verbo em questão. A depender da</p><p>relação entre verbo e complemento, podemos dividir o verbo em</p><p>três tipos.</p><p>i. Direto: verbo que necessita de um complemento, porém</p><p>esse complemento não necessita de uma preposição, ou</p><p>seja, possui uma relação “direta” do verbo para o</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>complemento. São exemplos de verbos transitivos diretos</p><p>os verbos: contar, ler e dizer.</p><p>Ex.: O réu disse a verdade.</p><p>ii. Indireto: verbo que necessita de um complemento, e esse</p><p>complemento deve ser introduzido por uma preposição,</p><p>ou seja, possui uma relação “indireta” do verbo para com</p><p>o complemento. São exemplos de verbos transitivos</p><p>indiretos os verbos: gostar, visar, aludir.</p><p>Ex.: O concursando visava ao cargo mencionado.</p><p>iii. Bitransitivo: verbo que necessita de dois tipos de</p><p>complemento: um tipo deve ser direto; outro tipo deve ser</p><p>indireto, por isso também pode ser chamado de verbo</p><p>transitivo direto e indireto. São exemplos de verbos</p><p>bitransitivos os verbos: dar, ceder, doar e pagar.</p><p>Ex.: O gerente deu explicações ao funcionário.</p><p>ÁRVORE DOS VERBOS</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Árvore dos verbos</p><p>Verbo</p><p>Nocional</p><p>Transitivo</p><p>Direto</p><p>Indireto</p><p>BitransitivoIntransitivo</p><p>Relacional</p><p>SECAPPFT</p><p>ESTRUTURA DOS VERBOS</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Estrutura dos verbos</p><p>A fim de fazer uma análise estrutural dos verbos, é preciso destacar os seguintes</p><p>itens que lhe são estruturantes:</p><p>• Raiz / radical: também chamado de “morfema lexical” esse é o elemento que</p><p>guarda o sentido do verbo. Em tese é a parte invariante da palavra nos verbos</p><p>regulares. O exemplo é CANTAR, cuja raiz é CANT.</p><p>• Vogal temática: vogal que, somada à raiz do verbo, forma o “tema” da palavra.</p><p>São elas – A, E, I.</p><p>• Desinências: são “partes” de palavras que são afixadas aos verbos, para que seja</p><p>possível fazer as devidas adequações na conjugação ou na estruturação de</p><p>formas nominas. As desinências podem ser dividias em:</p><p>o Verbais: que podem ser de modo-tempo e que podem ser de número-</p><p>pessoa. Essas atuam para a conjugação do verbo.</p><p>o Nominais: que podem ser de infinitivo, de gerúndio ou de particípio.</p><p>Essas servem para indicar uma forma nominal do verbo.</p><p>Veja o exemplo da forma verbal a seguir:</p><p>FALÁVAMOS</p><p>Em que:</p><p>FAL: é a raiz.</p><p>A: é a vogal temática.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>VA: é a desinência de modo-tempo (que indica Pretérito Imperfeito do</p><p>Indicativo)</p><p>MOS: é a desinência de número-pessoa (que indica se tratar de verbo conjugado</p><p>na 1ª pessoa do plural).</p><p>Famílias Verbais</p><p>Para facilitar a organização dos verbos, os gramáticos os dividiram em três</p><p>famílias de conjugação. Essa divisão leva em consideração a terminação das palavras.</p><p>São elas:</p><p>1ª: verbos terminados em –AR (cantar, falar, brincar)</p><p>2ª: verbos terminados em –ER ou –OR (vender, pôr)</p><p>3ª: verbos terminados em –IR (partir, sorrir)</p><p>FORMAS NOMINAIS DO VERBO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Formas Nominais do Verbo</p><p>São formas que – em tese – representam o verbo que não está conjugado. Há</p><p>três formas nominais dos verbos em língua portuguesa e cada uma possui uma</p><p>característica semântica particular. Anote cada um desses traços em seu material.</p><p>1. Infinitivo: verbo terminado em –R. Amar, vender, partir.</p><p>2. Gerúndio: verbo terminado em –NDO. Amando, vendendo, partindo.</p><p>3. Particípio: verbo terminado em –ADO / -IDO. Amado, vendido, partido.</p><p>Observação:</p><p>Cuidado com o gerundismo!</p><p>O gerundismo é um vício de linguagem que se baseia no emprego deficiente da</p><p>forma nominal do verbo no gerúndio. Trata-se de uma adaptação mal realizada de uma</p><p>tradução da língua inglesa. É muito comum que as pessoas cometam esse equívoco</p><p>enquanto pensam que seu registro está mais polido. Veja o exemplo:</p><p>• Eu vou estar passado seu recado para o setor responsável. (errado)</p><p>• Eu passarei seu recado para o setor responsável. (certo)</p><p>• Eu vou passar seu recado para o setor responsável. (certo)</p><p>TEMPOS E MODOS VERBAIS</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Tempos e Modos Verbais</p><p>Uma parte da análise estrutural dos verbos, que serve de base à conjugação</p><p>verbal, é o entendimento dos tempos e dos modos verbais. Estudemos particularmente</p><p>cada um deles.</p><p>1. Modo Indicativo: é o modo em que as formas exprimem uma ideia de certeza.</p><p>Seus tempos são:</p><p>a. Presente: amo, vendo, parto.</p><p>b. Pretérito perfeito: amei, vendi, parti.</p><p>c. Pretérito imperfeito: amava, vendia, partia.</p><p>d. Pretérito mais-que-perfeito: amara, vendera, partira.</p><p>e. Futuro do</p><p>presente: amarei, venderei, partirei.</p><p>f. Futuro do pretérito: amaria, venderia, partiria.</p><p>2. Modo Subjuntivo: é o modo em que suas formas exprimem ideia de hipótese</p><p>provável. Seus tempos são:</p><p>a. Presente (que): ame, venda, parta.</p><p>b. Pretérito imperfeito (se): amasse, vendesse, partisse.</p><p>c. Futuro (quando): amar, vender, partir.</p><p>3. Modo Imperativo: é o modo que exprime uma ideia de ordem, pedido ou</p><p>súplica.</p><p>• Não há primeira pessoa do singular (eu) no imperativo.</p><p>Como montar as formas de Imperativo:</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>i. Afirmativo: é preciso retirar a forma da segunda pessoa do singular e da</p><p>segunda pessoa do plural (provenientes do Presente do Indicativo),</p><p>retirando a letra “s” do final da palavra. As demais formas advêm do</p><p>Presente do Subjuntivo.</p><p>ii. Negativo: basta utilizar a palavra “não” e somar aos elementos</p><p>provenientes do Presente do Subjuntivo.</p><p>Exemplo: formação do Imperativo do verbo “amar”.</p><p>Presente do</p><p>Indicativo</p><p>Imperativo</p><p>Afirmativo</p><p>Presente do</p><p>Subjuntivo</p><p>Imperativo</p><p>Negativo</p><p>Amo - Ame -</p><p>Amas Ama tu Ames Não ames tu</p><p>Ama Ame você Ame Não ame você</p><p>Amamos Amemos nós Amemos Não amemos nós</p><p>Amais Amai vós Ameis Não ameis vós</p><p>Amam Amem vocês Amem Não amem vocês</p><p>CLASSIFICAÇÃO VERBAL COM</p><p>BASE NA CONJUGAÇÃO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Classificação verbal com base na conjugação</p><p>1. Verbo Regular: é o tipo de verbo que mantém sua raiz inalterada durante a</p><p>conjugação. Um exemplo é o verbo “cantar”.</p><p>Canto</p><p>Cantas</p><p>Canta</p><p>Cantamos</p><p>Cantais</p><p>Cantam</p><p>A raiz CANT se mantém ao longo da conjugação dessa forma verbal. Você pode notar</p><p>isso ao conjugar apenas o presente o indicativo.</p><p>2. Verbo Irregular: é o tipo de verbo que possui uma pequena alteração em sua raiz</p><p>durante a conjugação. Um exemplo é o verbo “dizer” (medir, pedir, ouvir, trazer etc.)</p><p>Digo (veja a alteração na raiz do verbo)</p><p>Dizes</p><p>Diz</p><p>Dizemos</p><p>Dizeis</p><p>Dizem</p><p>Ocorre uma mudança na raiz do verbo, mas não é tão drástica, e não aparece em todas</p><p>as formas.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>3. Verbo Anômalo: é o tipo de verbo que apresenta grande alteração na raiz durante a</p><p>conjugação. Um exemplo e o verbo “ser”. Outro exemplo é o do verbo “ir”, com intensa</p><p>alteração durante a conjugação.</p><p>Sou</p><p>És</p><p>É</p><p>Somos</p><p>Sois</p><p>São</p><p>A anormalidade é proveniente da evolução das formas conjugacioais do latim, mas você</p><p>não precisa se aprofundar nisso, pois não costuma ser tema de questão. Basta saber que</p><p>se trata de um verbo anômalo</p><p>4. Verbo Defectivo: é o tipo de verbo que apresenta um “defeito” – não há algumas</p><p>formas para a conjugação. Um exemplo é o verbo “falir”.</p><p>Eu -</p><p>Tu -</p><p>Ele -</p><p>Nós falimos</p><p>Vós falis</p><p>Eles –</p><p>Como há questões que tematizam esse assunto, vou inserir uma lista de verbos</p><p>defectivos para você poder se antecipar nos estudos:</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>abolir</p><p>aborrir</p><p>acupremir</p><p>adir</p><p>aducir</p><p>adurir</p><p>aguerrir</p><p>anadir</p><p>anhadir</p><p>aprazer</p><p>asir</p><p>aturdir</p><p>banir</p><p>barrir</p><p>bramir</p><p>brandir</p><p>branquir</p><p>buir</p><p>carpir</p><p>colorir</p><p>combalir</p><p>comburir</p><p>comedir</p><p>concernir</p><p>condir</p><p>condoer</p><p>delinquir</p><p>delir</p><p>demolir</p><p>demulcir</p><p>despavorir</p><p>desprazer</p><p>doer</p><p>ebulir</p><p>embair</p><p>emolir</p><p>empedernir</p><p>esbaforir</p><p>escucir-se</p><p>esculpir</p><p>espargir</p><p>espavorir</p><p>estanguir</p><p>estresir</p><p>exaurir</p><p>excelir</p><p>exinanir</p><p>exir</p><p>explodir</p><p>extorquir</p><p>falir</p><p>feder</p><p>florir</p><p>fornir</p><p>fremer</p><p>fremir</p><p>fretenir</p><p>fulgir</p><p>ganir</p><p>garnir</p><p>haurir</p><p>impingir</p><p>inanir</p><p>jungir</p><p>languir</p><p>later</p><p>lenir</p><p>manutenir</p><p>monir</p><p>moquir</p><p>mosquir</p><p>pertransir</p><p>prazer</p><p>precaver</p><p>precluir</p><p>premir</p><p>puir</p><p>reaver</p><p>recolorir</p><p>reflorir</p><p>relinquir</p><p>relir</p><p>remir</p><p>renhir</p><p>ressarcir</p><p>ressequir</p><p>retorquir</p><p>retransir</p><p>revelir</p><p>ruir</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>desaborrir</p><p>desaprazer</p><p>desasir</p><p>desempedernir</p><p>desgornir</p><p>garrir</p><p>gornir</p><p>grassar</p><p>gualdir</p><p>guarnir</p><p>soer</p><p>susquir</p><p>transir</p><p>vagir</p><p>5. Abundante: é o tipo de verbo que possui mais de uma forma para algumas situações.</p><p>Há dois tipos:</p><p>a. Abundância conjugacional: mais de uma forma para conjugação. Um exemplo é</p><p>o verbo “haver”.</p><p>Hei</p><p>Hás</p><p>Há</p><p>Havemos (hemos)</p><p>Haveis (heis)</p><p>Hão</p><p>b. Abundância participial: mais de uma forma para o particípio do verbo. Nesse</p><p>caso, eu vou indicar uma regra para você empregar corretamente os diferentes</p><p>particípios. Geralmente, você irá empregar esses verbos em locuções ou tempos</p><p>compostos, isto é, ao lado de outros verbos. A técnica para empregar</p><p>corretamente é a seguinte:</p><p>- Se você empregar o verbo com os auxiliares ter ou haver, deverá usar a forma</p><p>mais longa (regular), teminada em –ado ou –ido.</p><p>- Se você empregar o verbo com os verbos de ligação como auxiliares, deverá</p><p>usar a forma mais curta (irregular), quando houver – é claro!</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Dê uma olhada nos exemplos seguintes:</p><p>Ter / Haver SECAPPFT</p><p>Matado Morto</p><p>Acendido Aceso</p><p>Rasgado Roto</p><p>Enxugado Enxuto</p><p>Secado Seco</p><p>Aceitado Aceito</p><p>Entregado Entregue</p><p>Ganhado Ganho</p><p>Pagado Pago</p><p>Pegado Pego</p><p>Salvado Salvo</p><p>Elegido Eleito</p><p>Envolvido Envolto</p><p>Morrido Morto</p><p>Prendido Preso</p><p>Revolvido Revolto</p><p>Suspendido Suspenso</p><p>Expelido Expulso</p><p>Exprimido Expresso</p><p>Extinguido Extinto</p><p>Frigido Frito</p><p>Imprimido Impresso</p><p>Incluído Incluso</p><p>Submergido Submerso</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Exemplos:</p><p>Ele havia matado o homem. (Use o particípio regular com os auxiliares “ter” e</p><p>“haver”)</p><p>O homem estava morto. (Use o particípio irregular com os auxiliares do</p><p>SECAPPFT)</p><p>Pode ser que algumas construções pareçam estranhas para você, mas aqui vale</p><p>o ensinamento: em Língua Portuguesa, muito daquilo que achamos diferente é apenas</p><p>falta de conhecimento das outras possibilidades. O que vale é acertar as questões!</p><p>Salvado Salvo</p><p>Benzido Bento</p><p>Omitido Omisso</p><p>Limpado Limpo</p><p>Isentado Isento</p><p>Segurado Seguro</p><p>Soltado Solto</p><p>Inserido Inserto</p><p>Findado Findo</p><p>Emergido Emerso</p><p>Concluído Concluso</p><p>CONJUGAÇÃO DOS</p><p>VERBOS REGULARES DA 1ª FAMÍLIA</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Conjugação dos verbos regulares da 1ª família</p><p>Agora, você deverá ter paciência para aprender como fazemos a conjugação das</p><p>formas verbais.</p><p>Verbo “amar”</p><p>Modo Indicativo:</p><p>Presente do Indicativo</p><p>eu amo</p><p>tu amas</p><p>ele ama</p><p>nós amamos</p><p>vós amais</p><p>eles amam</p><p>Pretérito Perfeito do</p><p>Indicativo</p><p>eu amei</p><p>tu amaste</p><p>ele amou</p><p>nós amamos</p><p>vós amastes</p><p>eles amaram</p><p>Pretérito Imperfeito do</p><p>Indicativo</p><p>eu amava</p><p>tu amavas</p><p>ele amava</p><p>nós amávamos</p><p>vós amáveis</p><p>eles amavam</p><p>Pretérito Pretérito mais-</p><p>que-perfeito do Indicativo</p><p>eu amara</p><p>tu amaras</p><p>ele amara</p><p>nós amáramos</p><p>vós amáreis</p><p>eles amaram</p><p>Futuro do Presente do</p><p>Indicativo</p><p>eu amarei</p><p>tu amarás</p><p>ele amará</p><p>nós amaremos</p><p>vós amareis</p><p>eles amarão</p><p>Futuro do Pretérito do</p><p>Indicativo</p><p>eu amaria</p><p>tu amarias</p><p>ele amaria</p><p>nós amaríamos</p><p>vós amaríeis</p><p>eles amariam</p><p>Modo Subjuntivo</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Presente do Subjuntivo</p><p>que eu ame</p><p>que tu ames</p><p>que ele ame</p><p>que nós amemos</p><p>que vós ameis</p><p>que eles amem</p><p>Pretérito Imperfeito do</p><p>Subjuntivo</p><p>se eu amasse</p><p>se tu amasses</p><p>se ele amasse</p><p>se nós amássemos</p><p>se vós amásseis</p><p>se eles amassem</p><p>Futuro do Subjuntivo</p><p>quando eu amar</p><p>quando tu amares</p><p>quando ele amar</p><p>quando nós amarmos</p><p>quando vós amardes</p><p>quando eles amarem</p><p>Modo Imperativo</p><p>Imperativo Afirmativo</p><p>--</p><p>ama tu</p><p>ame você</p><p>amemos nós</p><p>amai vós</p><p>amem vocês</p><p>Imperativo Negativo</p><p>--</p><p>não ames tu</p><p>não ame você</p><p>não amemos nós</p><p>não ameis vós</p><p>não amem vocês</p><p>Formas nominais:</p><p>Infinitivo: amar</p><p>Gerúndio: amando</p><p>Particípio: amado</p><p>CONJUGAÇÃO DOS</p><p>VERBOS REGULARES DA 2ª FAMÍLIA</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Conjugação dos verbos regulares da 2ª família</p><p>Verbo “vender”</p><p>Modo Indicativo</p><p>Presente do Indicativo</p><p>eu vendo</p><p>tu vendes</p><p>ele vende</p><p>nós vendemos</p><p>vós vendeis</p><p>eles vendem</p><p>Pretérito Perfeito do</p><p>Indicativo</p><p>eu vendi</p><p>tu vendeste</p><p>ele vendeu</p><p>nós vendemos</p><p>vós vendestes</p><p>eles venderam</p><p>Pretérito Imperfeito do</p><p>Indicativo</p><p>eu vendia</p><p>tu vendias</p><p>ele vendia</p><p>nós vendíamos</p><p>vós vendíeis</p><p>eles vendiam</p><p>Pretérito Pretérito mais-</p><p>que-perfeito do Indicativo</p><p>eu vendera</p><p>tu venderas</p><p>ele vendera</p><p>nós vendêramos</p><p>vós vendêreis</p><p>eles venderam</p><p>Futuro do Presente do</p><p>Indicativo</p><p>eu venderei</p><p>tu venderás</p><p>ele venderá</p><p>nós venderemos</p><p>vós vendereis</p><p>eles venderão</p><p>Futuro do Pretérito do</p><p>Indicativo</p><p>eu venderia</p><p>tu venderias</p><p>ele venderia</p><p>nós venderíamos</p><p>vós venderíeis</p><p>eles venderiam</p><p>Modo Subjuntivo</p><p>Presente do Subjuntivo</p><p>que eu venda</p><p>que tu vendas</p><p>Pretérito Imperfeito do</p><p>Subjuntivo</p><p>se eu vendesse</p><p>Futuro do Subjuntivo</p><p>quando eu vender</p><p>quando tu venderes</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>que ele venda</p><p>que nós vendamos</p><p>que vós vendais</p><p>que eles vendam</p><p>se tu vendesses</p><p>se ele vendesse</p><p>se nós vendêssemos</p><p>se vós vendêsseis</p><p>se eles vendessem</p><p>quando ele vender</p><p>quando nós vendermos</p><p>quando vós venderdes</p><p>quando eles venderem</p><p>Modo Imperativo</p><p>Imperativo Afirmativo</p><p>--</p><p>vende tu</p><p>venda você</p><p>vendamos nós</p><p>vendei vós</p><p>vendam vocês</p><p>Imperativo Negativo</p><p>--</p><p>não vendas tu</p><p>não venda você</p><p>não vendamos nós</p><p>não vendais vós</p><p>não vendam vocês</p><p>Formas Nominais do Verbo</p><p>Infinitivo: vender.</p><p>Gerúndio: vendendo.</p><p>Particípio: vendido.</p><p>CONJUGAÇÃO DOS</p><p>VERBOS REGULARES DA 3ª FAMÍLIA</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Conjugação dos verbos regulares da 3ª família</p><p>Verbo “partir”</p><p>Modo Indicativo</p><p>Presente do Indicativo</p><p>eu parto</p><p>tu partes</p><p>ele parte</p><p>nós partimos</p><p>vós partis</p><p>eles partem</p><p>Pretérito Perfeito do</p><p>Indicativo</p><p>eu parti</p><p>tu partiste</p><p>ele partiu</p><p>nós partimos</p><p>vós partistes</p><p>eles partiram</p><p>Pretérito Imperfeito do</p><p>Indicativo</p><p>eu partia</p><p>tu partias</p><p>ele partia</p><p>nós partíamos</p><p>vós partíeis</p><p>eles partiam</p><p>Pretérito Pretérito mais-</p><p>que-perfeito do</p><p>Indicativo</p><p>eu partira</p><p>tu partiras</p><p>ele partira</p><p>nós partíramos</p><p>vós partíreis</p><p>eles partiram</p><p>Futuro do Presente do</p><p>Indicativo</p><p>eu partirei</p><p>tu partirás</p><p>ele partirá</p><p>nós partiremos</p><p>vós partireis</p><p>eles partirão</p><p>Futuro do Pretérito do</p><p>Indicativo</p><p>eu partiria</p><p>tu partirias</p><p>ele partiria</p><p>nós partiríamos</p><p>vós partiríeis</p><p>eles partiriam</p><p>Modo Subjuntivo</p><p>Presente do Subjuntivo</p><p>que eu parta</p><p>que tu partas</p><p>Pretérito Imperfeito do</p><p>Subjuntivo</p><p>se eu partisse</p><p>Futuro do Subjuntivo</p><p>quando eu partir</p><p>quando tu partires</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>que ele parta</p><p>que nós partamos</p><p>que vós partais</p><p>que eles partam</p><p>se tu partisses</p><p>se ele partisse</p><p>se nós partíssemos</p><p>se vós partísseis</p><p>se eles partissem</p><p>quando ele partir</p><p>quando nós partirmos</p><p>quando vós partirdes</p><p>quando eles partirem</p><p>Modo Imperativo</p><p>Imperativo Afirmativo</p><p>--</p><p>parte tu</p><p>parta você</p><p>partamos nós</p><p>parti vós</p><p>partam vocês</p><p>Imperativo Negativo</p><p>--</p><p>não partas tu</p><p>não parta você</p><p>não partamos nós</p><p>não partais vós</p><p>não partam vocês</p><p>Formas Nominais do Verbo</p><p>Infinitivo: partir.</p><p>Gerúndio: partindo.</p><p>Particípio: partido.</p><p>Verbo “haver”</p><p>CONJUGAÇÃO DE VERBOS IRREGULARES</p><p>VERBO HAVER</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Conjugação de verbos irregulares</p><p>Verbo Haver</p><p>Modo Indicativo</p><p>Presente do Indicativo</p><p>eu hei</p><p>tu hás</p><p>ele há</p><p>nós havemos</p><p>vós haveis</p><p>eles hão</p><p>Pretérito Perfeito do</p><p>Indicativo</p><p>eu houve</p><p>tu houveste</p><p>ele houve</p><p>nós houvemos</p><p>vós houvestes</p><p>eles houveram</p><p>Pretérito Imperfeito do</p><p>Indicativo</p><p>eu havia</p><p>tu havias</p><p>ele havia</p><p>nós havíamos</p><p>vós havíeis</p><p>eles haviam</p><p>Pretérito mais-que-</p><p>perfeito do Indicativo</p><p>eu houvera</p><p>tu houveras</p><p>ele houvera</p><p>nós houvéramos</p><p>vós houvéreis</p><p>eles houveram</p><p>Futuro do Presente do</p><p>Indicativo</p><p>eu haverei</p><p>tu haverás</p><p>ele haverá</p><p>nós haveremos</p><p>vós havereis</p><p>eles haverão</p><p>Futuro do Pretérito do</p><p>Indicativo</p><p>eu haveria</p><p>tu haverias</p><p>ele haveria</p><p>nós haveríamos</p><p>vós haveríeis</p><p>eles haveriam</p><p>Modo Subjuntivo</p><p>Presente do Subjuntivo</p><p>que eu haja</p><p>que tu hajas</p><p>Pretérito Imperfeito do</p><p>Subjuntivo</p><p>se eu houvesse</p><p>Futuro do Subjuntivo</p><p>quando eu houver</p><p>quando tu houveres</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>que ele haja</p><p>que nós hajamos</p><p>que vós hajais</p><p>que eles hajam</p><p>se tu houvesses</p><p>se ele houvesse</p><p>se nós houvéssemos</p><p>se vós houvésseis</p><p>se eles houvessem</p><p>quando ele houver</p><p>quando nós houvermos</p><p>quando vós houverdes</p><p>quando eles houverem</p><p>Modo Imperativo</p><p>Imperativo Afirmativo</p><p>--</p><p>há tu</p><p>haja você</p><p>hajamos nós</p><p>havei vós</p><p>hajam vocês</p><p>Imperativo Negativo</p><p>--</p><p>não hajas tu</p><p>não haja você</p><p>não hajamos nós</p><p>não hajais vós</p><p>não hajam vocês</p><p>Formas Nominais do Verbo</p><p>Infinitivo: haver.</p><p>Gerúndio: havendo.</p><p>Particípio: havido.</p><p>ASPECTO VERBAL</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Aspecto Verbal</p><p>O aspecto indica uma análise semântica mais aprofundada, em que são avaliadas</p><p>a duração, a execução ou o desenvolvimento do sentido expresso pelo verbo.</p><p>Os estudos acerca do aspecto verbal são muito importantes, apesar de não</p><p>serem tão numerosos como outros campos da gramática. Como algumas provas exigem</p><p>o conhecimento relativo aos aspectos verbais, vamos nos debruçar sobre esse assunto.</p><p>Novamente, minha intenção aqui será facilitar o contato com esse conhecimento tão</p><p>refinado teoricamente.</p><p>Dividimos o aspecto do verbo da seguinte maneira:</p><p>Aspecto Valor Tradução</p><p>Imperfectivo Duração Ação que decorre com</p><p>uma duração.</p><p>Perfectivo Completamento Ação que não se</p><p>desenvolve, pontual.</p><p>Iterativo Repetição Ação que aparece</p><p>repetidamente.</p><p>Indeterminado Neutralidade Ações genéricas,</p><p>axiomas1, ditos populares.</p><p>Subdivisão dos aspectos verbais:</p><p>1. O imperfectivo divide-se em:</p><p>Inceptivo: em que há a indicação dos primeiros momentos da ação, ou seja, do</p><p>começo da ação durativa.</p><p>1 Verdade que não precisa de prova.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>• Começou a reclamar do atendimento.</p><p>• Principiou a falar sobre Filologia.</p><p>Cursivo: trata-se da manifestação mais clara do imperfectivo, pois indica a</p><p>duração em si, ignorado limites de início e fim.</p><p>• O problema permanece.</p><p>• O aluno tem estudado as saídas para o labirinto.</p><p>Terminativo: indica o fim da duração.</p><p>• A disputa terminou.</p><p>• Chegamos ao Aeroporto Internacional de Miami.</p><p>2. O aspecto perfectivo divide-se em:</p><p>Pontual: em que se indica o fim do processo tão logo ele inicie.</p><p>• O aluno se levantou e saiu.</p><p>• Meu pai entrou na sala e caiu.</p><p>Resultativo: indica o resultado que decorre do completamento de uma ação.</p><p>• Depois de toda essa discussão, o futuro está decidido.</p><p>• A reunião dos políticos virá a impactar na configuração do Senado.</p><p>Cessativo: infere-se de uma ação que marca a interrupção de um processo no</p><p>presente.</p><p>• Cale a boca!</p><p>• Pare de pensar essas besteiras.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>3. O aspecto iterativo divide-se em:</p><p>Iterativo imperfectivo: ação repetida com duração.</p><p>• Estão falando mal de você!</p><p>• Pedro costuma caminhar pelas manhãs.</p><p>Iterativo perfectivo: um coletivo de ações pontuais.</p><p>• Já caí muitos tombos na vida.</p><p>• Acordei muitas vezes em braços alheios.</p><p>4. O aspecto indeterminado não apresenta uma divisão, porque o processo é descrito</p><p>de forma vaga, imprecisa, sem tempo determinado; algo que é próprio do infinitivo.</p><p>• A Terra gira em torno do Sol.</p><p>• Não posso nada te falar.</p><p>• Mais vale um pássaro na mão do que dois voando.</p><p>VOZES VERBAIS</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Vozes Verbais</p><p>A noção de voz do verbo está relacionada à atitude que o verbo exprime quando</p><p>empregado em uma sentença. É possível definir quatro vozes para os verbos na Língua</p><p>Portuguesa. São elas:</p><p>• Voz ativa: que se caracteriza por possuir um sujeito agente, ou seja, que pratica</p><p>uma ação.</p><p>• Voz passiva: que se caracteriza por possuir um sujeito de natureza paciente, ou</p><p>seja, que é alvo da ação do verbo.</p><p>• Voz reflexiva: que apresenta um sujeito agente e, ao mesmo tempo, paciente.</p><p>Isso quer dizer que a noção do verbo é executada pelo sujeito e o próprio sujeito</p><p>a recebe.</p><p>• Voz recíproca: que diverge da anterior pelo simples fato de haver mais de um</p><p>elemento envolvido na execução da ação e pelo fato de a ação expressa ser</p><p>mútua.</p><p>Como essa distinção é incidente em provas de concursos, estudemos mais propriamente</p><p>essas noções de vozes verbais.</p><p>Voz Ativa</p><p>Reconhecer um verbo na voz ativa não é algo difícil, basta identificar um sujeito</p><p>que pratica a ação expressa pelo verbo.</p><p>Exemplos:</p><p>• Meu amigo aluga casas.</p><p>• Os alunos farão aquela prova.</p><p>• O autor está escrevendo um livro.</p><p>• Pedro tem feito a diferença.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>VOZ PASSIVA</p><p>ANALÍTICA E SINTÉTICA</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Voz Passiva</p><p>A voz passiva focaliza o alvo da ação, ou seja, o paciente (ou afetado). É preciso</p><p>prestar atenção que há dois tipos de voz passiva: a analítica e a sintética. Vejamos.</p><p>1 – Analítica: que possui (usualmente) a seguinte estrutura – Sujeito Paciente + Locução</p><p>Verbal + Agente da Passiva.</p><p>Exemplos:</p><p>• Casas são alugadas por meu amigo.</p><p>• Aquela prova será feita pelos alunos.</p><p>• Um livro está sendo escrito pelo autor.</p><p>• A diferença tem sido feita por Pedro.</p><p>2 – Sintética: que possui (usualmente) a seguinte estrutura – Verbo + pronome “se” +</p><p>Sujeito Paciente.</p><p>Exemplos:</p><p>• Alugam-se casas.</p><p>• Far-se-á aquela prova.</p><p>• Está-se escrevendo um livro.</p><p>• Tem-se feito a diferença.</p><p>VOZ REFLEXIVA E VOZ RECÍPROCA</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Voz Reflexiva</p><p>Na voz reflexiva, o sujeito e o afetado pela ação são o mesmo referente. Veja:</p><p>• A criança rabiscou-se com a caneta.</p><p>• Joana penteava-se no quarto.</p><p>Voz Recíproca</p><p>A voz recíproca é semelhante à reflexiva, com a distinção de que aquela exige a</p><p>identificação de mais de um elemento no sujeito e a ação deve exprimir mutualidade.</p><p>Vejamos:</p><p>• Os concorrentes se cumprimentaram durante o evento.</p><p>• Pedro e Paulo se esbofetearam na saída da aula.</p><p>ATIVIDADE DE APROFUNDAMENTO – VERBOS 1</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Atividade de aprofundamento – verbos 1</p><p>(Fundação Carlos Chagas) Transpondo para a voz passiva a oração “O faro dos cães</p><p>guiava os caçadores”, obtém-se a forma verbal:</p><p>a – ( ) guiava-se</p><p>b- ( ) ia guiando</p><p>c- ( ) guiavam</p><p>d- ( ) eram guiados</p><p>e - ( ) foram guiados</p><p>(TRT – RJ) “Tudo isso pode ser comprovado por qualquer cidadão”. A forma ativa</p><p>dessa mesma frase é:</p><p>a) Qualquer cidadão pode comprovar tudo isso.</p><p>b) Tudo pode comprovar-se.</p><p>c) Qualquer cidadão se pode comprovar tudo isso.</p><p>d) Pode comprovar-se tudo isso.</p><p>e) Qualquer cidadão pode ter tudo isso comprovado.</p><p>Acerca das orações que seguem, perceba que todas elas se encontram na voz ativa.</p><p>Dessa forma, ative todo o seu conhecimento e passe-as para a voz passiva:</p><p>a- O garoto leu o livro.</p><p>b – A professora ministrou a disciplina de Língua Portuguesa.</p><p>c – Venderam muitos livros na mostra cultural.</p><p>d- Marcou o dia da exposição.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>e – Ela desenvolverá um trabalho espetacular de pesquisa.</p><p>f – Em breve eles irão demolir a casa.</p><p>As orações abaixo se encontram na voz passiva, assim, sua tarefa consistirá em</p><p>transformá-las para a voz ativa.</p><p>a – Os prédios serão implodidos pela nova construtora.</p><p>b - As bagagens serão enviadas pela comissão organizadora do evento.</p><p>c – Eles serão convidados por alguém a se retirar do recinto.</p><p>d – As receitas deliciosas serão feitas por elas.</p><p>e – As garotas serão aplaudidas pela plateia.</p><p>(UFSCar) Indique a alternativa que completa corretamente as lacunas das frases:</p><p>I - Se nos ....... a fazer um esforço conjunto, teremos um país sério.</p><p>II - .......o televisor ligado, para te informares dos últimos acontecimentos.</p><p>III - Não havia programa que .......o povo, após o último noticiário.</p><p>a) propormos - Mantenha - entretesse</p><p>b) propusermos - Mantém - entretesse</p><p>c) propormos - Mantém - entretivesse</p><p>d) propormos - Mantém - entretesse</p><p>e) propusermos - Mantém – entretivesse</p><p>(UFMG) Em todas as frases, os verbos estão na voz ativa, exceto em:</p><p>a) Ele, que sempre vivera órfão de afeições legítimas e duradouras, como então seria</p><p>feliz!...</p><p>b) O quinhão de ternura que a ela pretendia, estava intacto no coração do filho.</p><p>c) Os dois quadros tinham sido ambos bordados por Mariana e Ana Rosa, mãe e filha.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>d) E dizia as inúmeras viagens que tinha feito até ali; contava episódios a respeito do</p><p>boqueirão.</p><p>e) Sobre a banca de Madalena estava o envelope de que ele tinha falado.</p><p>Classifique os verbos em negrito quanto à transitividade.</p><p>a) Eu comprei um carro.</p><p>b) Gustavo trabalha muito.</p><p>c) Ela quis agradar a mim.</p><p>d) Ela gosta de carros luxuosos.</p><p>e) Ele viajou ontem.</p><p>Relacione as colunas de acordo com a transitividade dos verbos destacados.</p><p>I.Verbo transitivo direto.</p><p>II. Verbo transitivo indireto.</p><p>III. Verbo transtivo direto e indireto.</p><p>IV. Verbo intransitivo.</p><p>a) ( ) Gosto de pessoas que são otimistas.</p><p>b) ( ) Deram-me uma notícia muito triste.</p><p>c) ( ) Meu amigo morreu ontem.</p><p>d) ( ) Cecília ganhou o prêmio.</p><p>e) ( ) Os viajantes chegaram de manhã.</p><p>(PUC-SP) No trecho: “Se eu convencesse Madalena de que ela não tem razão… Se</p><p>lhe explicasse que é necessário vivermos em paz…”, os verbos destacados são,</p><p>respectivamente:</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>a) transitivo direto, transitivo indireto, transitivo direto, transitivo indireto.</p><p>b) transitivo direto e indireto, transitivo direto, transitivo direto e indireto, intransitivo.</p><p>c) transitivo indireto, transitivo direto, transitivo direto, intransitivo.</p><p>d) transitivo direto e indireto, transitivo direto, intransitivo, transitivo indireto.</p><p>e) transitivo direto, transitivo direto, intransitivo, intransitivo.</p><p>(F. Objetivo – SP) Em “Se descobrissem a desmoralização que reina dentro de mim”,</p><p>temos, respectivamente, verbos:</p><p>a) transitivo direto e transitivo indireto.</p><p>b) transitivo direto e de ligação.</p><p>c)</p><p>fogo é quente, todo homem</p><p>é mortal e toda água é molhada)</p><p>b) Adjetivo restritivo: indica uma qualidade nova, que restringe a categoria do</p><p>substantivo.</p><p>1 Essa classificação será muito importante para que você compreenda a função das</p><p>orações adjetivas, assunto relacionado à Sintaxe do período composto.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Aluno estudioso / homem honesto / dia ensolarado. (Nem todo aluno é estudioso – que</p><p>não seja o seu caso -, nem todo homem é honesto, nem todo dia é ensolarado).</p><p>CLASSIFICAÇÃO DOS ADJETIVOS</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Adjetivo – Classificação dos Adjetivos</p><p>Nesta aula, vamos compreender um pouco mais a respeito da classificação dos</p><p>adjetivos. Vamos por partes, a fim de entender mais a respeito dessa classe.</p><p>Classificação pela formação:</p><p>a) Simples (possui apenas uma raiz): romano, amarelo.</p><p>b) Composto (possui mais de uma raiz): greco-romano, amarelo-canário.</p><p>c) Primitivo (não possui qualquer derivação): bom, mau, magro, esbelto.</p><p>d) Derivado (é derivado de outra palavra): bondoso, malévolo.</p><p>Diferença entre adjetivo e locução adjetiva:</p><p>Essa é uma diferenciação importante para que você não se confunda na hora de</p><p>analisar questões. Uma locução será sempre um conjunto de palavras que possui um</p><p>sentido apenas. Isso quer dizer que o adjetivo será uma só palavra, ao passo que a</p><p>locução adjetiva é uma combinação de palavras com o sentido de um adjetivo.</p><p>Exemplos:</p><p>• Turno matutino (adjetivo).</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>• Turno da manhã (locução adjetiva).</p><p>• Temporada hibernal (adjetivo).</p><p>• Temporada de inverno (locução adjetiva).</p><p>Exemplos de locução adjetiva:</p><p>Locução adjetiva Adjetivo</p><p>correspondente</p><p>de abdômen abdominal</p><p>de abelha apícola</p><p>de aluno discente</p><p>de anjo angelical</p><p>de ano anual</p><p>de astro sideral</p><p>de audição ótico</p><p>de bispo episcopal</p><p>de boca bucal ou oral</p><p>de boi bovino</p><p>de cabeça cefálico</p><p>de cabelo capilar</p><p>de cabra caprino</p><p>de campo campestre ou</p><p>rural</p><p>de cão canino</p><p>de cavalo cavalar, equino,</p><p>equídio ou hípico</p><p>de chumbo plúmbeo</p><p>de chuva pluvial</p><p>de cidade urbano ou</p><p>citadino</p><p>de circo circense</p><p>de criança pueril ou infantil</p><p>de decoração decorativo</p><p>de dedo digital</p><p>de diamante diamantino ou</p><p>adamantino</p><p>de elefante elefantino</p><p>de enxofre sulfúrico</p><p>de esmeralda esmeraldino</p><p>de estômago estomacal ou</p><p>gástrico</p><p>de estrela estelar</p><p>de éter etéreo</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>de fábrica fabril</p><p>de face facial</p><p>de faraó faraônico</p><p>de farinha farináceo</p><p>de fera ferino</p><p>de ferro férreo</p><p>de fígado figadal ou</p><p>hepático</p><p>de fogo ígneo</p><p>de frente frontal</p><p>de gado pecuário</p><p>de galinha galináceo</p><p>de garganta gutural</p><p>de gato felino</p><p>de gelo glacial</p><p>de governo governamental</p><p>de guerra bélico</p><p>de homem viril ou humano</p><p>de idade etário</p><p>de ilha insular</p><p>de intestino celíaco ou</p><p>entérico</p><p>de inverno hibernal ou</p><p>invernal</p><p>de irmão fraterno</p><p>de junho junino</p><p>de lado lateral</p><p>de lago lacustre</p><p>de lágrima lacrimal</p><p>de laringe laríngeo</p><p>de leão leonino</p><p>de leite lácteo ou láctico</p><p>de lobo lupino</p><p>de lua lunar</p><p>de mãe materno</p><p>de macaco simiesco, símio ou</p><p>macacal</p><p>de manhã matinal</p><p>de mar marítimo</p><p>de marfim ebúrneo ou</p><p>ebóreo</p><p>de memória mnemônico ou</p><p>mnêmico</p><p>de mestre magistral</p><p>de monge monacal</p><p>de monstro monstruoso</p><p>de morte mortal</p><p>de nariz nasal</p><p>de neve níveo</p><p>de noite noturno</p><p>de nuca occipital</p><p>de orelha auricular</p><p>de osso ósseo</p><p>de ouro áureo</p><p>de outono outonal</p><p>de ovelha ovino</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>de pai paterno</p><p>de paixão passional</p><p>de pâncreas pancreático</p><p>de páscoa pascal</p><p>de peixe písceo</p><p>de pele cutâneo ou</p><p>epitelial</p><p>de pombo columbino</p><p>de porco suíno ou porcino</p><p>de prata argênteo ou</p><p>argírico</p><p>de professor docente</p><p>de pulmão pulmonar</p><p>dos quadris ciático</p><p>de rei real</p><p>de rim renal</p><p>de rio fluvial</p><p>de sangue sanguíneo</p><p>de serpente ofídico</p><p>de sol solar</p><p>de sonho onírico</p><p>de tarde vespertino</p><p>de tecido têxtil</p><p>de terra telúrico, terrestre</p><p>ou terreno</p><p>de tórax torácico</p><p>de velho senil</p><p>de vento eólico</p><p>de verão estival</p><p>de víbora viperino</p><p>de vidro vítreo ou hialino</p><p>de virgem virginal</p><p>de visão óptico ou ótico</p><p>de voz – vocal</p><p>FLEXÃO DOS ADJETIVOS</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Flexão dos adjetivos:</p><p>Flexão, a primeiro plano, significa o modo como a palavra pode ser modificada.</p><p>Esse é um assunto usual em concursos públicos, convém estudá-lo.</p><p>a) Gênero: consiste na variação de masculino ou feminino dentro das palavras.</p><p>b) Número: consiste na variação de singular e plural dentro das palavras.</p><p>c) Grau: para os adjetivos, consiste na variação de comparativo e superlativo nas</p><p>palavras.</p><p>Gênero do adjetivo: há dois tipos de adjetivos nesse sentido.</p><p>a) Uniformes: possuem apenas uma forma. Exemplo: feliz, fiel, distante, senil.</p><p>b) Biformes: possuem mais de uma forma. Exemplo: belo(a), magro(a), apto(a).</p><p>Número do adjetivo: seguem as mesmas regras estabelecidas para a flexão dos</p><p>substantivos1 simples.</p><p>• Mau – Maus.</p><p>• Trigueiro – Trigueiros.</p><p>• Perspicaz – Perspicazes.</p><p>Observação 1: se houver (na formação de um termo com valor adjetivo) um substantivo</p><p>na função de adjetivo - a forma será invariável.</p><p>Ternos cinza / Vestidos rosa / Gravatas musgo.</p><p>1 Que você verá na seção específica sobre flexão nominal.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Observação 2: na formação de adjetivos compostos.</p><p>Usualmente o segundo elemento será flexionado, desde que ambos sejam</p><p>adjetivos. Se houver na formação um substantivo, o termo permanece invariável.</p><p>Exemplos:</p><p>• Luta greco-romana / Esculturas greco-romanas.</p><p>• Calça verde-clara / Calças verde-claras.</p><p>• Roupa amarelo-canário / Roupas amarelo-canário.</p><p>Exceções: surdo-mudo / pele-vermelha2 (ambos flexionam); azul-marinho, azul-celeste</p><p>e ultravioleta (invariáveis).</p><p>Grau do adjetivo:</p><p>1. Comparativo – consiste na comparação de adjetivos para com substantivos ou</p><p>para com outros adjetivos.</p><p>• Inferioridade: menos ... (do) que. João é mais inteligente do que Paulo.</p><p>• Igualdade: tão... quanto. João é tão inteligente quanto Paulo.</p><p>• Superioridade: mais...(do) que. João é mais inteligente do que Paulo.</p><p>2. Superlativo - consiste em reforçar uma característica em determinada sentença.</p><p>• Relativo: reforço feito em relação a um grupo determinado.</p><p>o De superioridade: o mais ... de / dentre. João é o mais inteligente dentre</p><p>os candidatos.</p><p>o De inferioridade: o menos ... de / dentre. João é o menos inteligente</p><p>dentre os candidatos.</p><p>2 Ou seja, surdos-mudos e peles-vermelhas.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>• Absoluto: reforço total, desconsiderando um grupo.</p><p>o Analítico (com auxílio de algum termo): João é muito inteligente.</p><p>o Sintético (com o auxílio de sufixos –íssimo ou -érrimo): João é</p><p>inteligentíssimo.</p><p>FLEXÃO DOS ADJETIVOS E</p><p>GRAU DOS ADJETIVOS</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Flexão dos adjetivos:</p><p>Flexão, a primeiro plano, significa o modo como a palavra pode ser modificada.</p><p>Esse é um assunto usual em concursos públicos, convém estudá-lo.</p><p>a) Gênero: consiste na variação de masculino ou feminino dentro das palavras.</p><p>b) Número: consiste na variação de singular e plural dentro das palavras.</p><p>c)</p><p>transitivo indireto e intransitivo.</p><p>d) transitivo direto e intransitivo.</p><p>e) intransitivo e intransitivo</p><p>(F. Eng. Sorocaba – SP) Assinale a alternativa em que o verbo é transitivo direto.</p><p>a) Comprei um terreno e construí a casa.</p><p>b) Os guerreiros dormem agora.</p><p>c) O cego não vê.</p><p>d) João parece zangado.</p><p>Assinale a alternativa na qual o verbo é transitivo indireto:</p><p>a) O cão sumiu ontem.</p><p>b) Ofertaram um carro ao melhor vendedor.</p><p>c) Eles confiam em seus líderes.</p><p>d) Conheço estas coisas.</p><p>ATIVIDADE DE APROFUNDAMENTO – VERBOS 2</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Atividade de aprofundamento – verbos 2</p><p>[Cientistas e artistas]</p><p>Por meio de seu processo criativo, o cientista viabiliza sua visão de mundo. Na</p><p>minha opinião, a obra de um cientista, assim como a de um artista, é um reflexo de sua</p><p>personalidade, da escolha do tema de pesquisa ao estilo e às técnicas usadas na</p><p>solução de problemas. Claro, o veículo e as linguagens da expressão do cientista e do</p><p>artista são completamente diferentes. Mas existe um momento entre o surgir de uma</p><p>ideia e sua expressão, seja por meio de uma equação ou de uma aquarela, que é</p><p>essencialmente idêntico.</p><p>Ao recriar o mundo matematicamente, o cientista reinventa a realidade à sua</p><p>volta, representando-a com símbolos universais. Mesmo que o processo criativo</p><p>científico seja tão subjetivo quanto o processo criativo artístico, o produto final do</p><p>trabalho do cientista é acessível a qualquer outro cientista que domine o vocabulário</p><p>técnico da ciência. E, espero, também ao público não especializado, pelo esforço da</p><p>comunidade científica em transmitir suas ideias de modo acessível.</p><p>Em princípio, não deve existir subjetividade na interpretação de uma obra</p><p>científica; os modelos criados por cientistas são universais. É justamente nessa</p><p>universalidade que reside a força da ciência. As equações que descrevem um</p><p>fenômeno são idênticas para todos os cientistas, independentes de diferenças</p><p>religiosas, raciais ou políticas. A Natureza não se presta a jogar nossos tolos jogos de</p><p>poder. A ciência, em sua versão mais pura, é uma das formas mais humanas de</p><p>conhecimento.</p><p>(Adaptado de: GLEISER, Marcelo. Retalhos cósmicos. São Paulo: Companhia das Letras,</p><p>1999, p. 24-25)</p><p>SINTAXE</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Sintaxe</p><p>Sintaxe é a parte da Gramática normativa que estuda a função que os termos</p><p>estabelecem entre si quando em um período. É muito importante não confundir com a</p><p>Morfologia, que tem a ver com a classificação das palavras. Por exemplo, na frase: Eu li</p><p>a redação. A palavra “Eu” é um pronome (morfologicamente falando) que funciona na</p><p>oração em que aparece como o sujeito (sintaticamente falando) do verbo “ler”.</p><p>Por que rola uma confusão?</p><p>Porque as bancas costumam cobrar os aspectos “morfossintáticos”, ou seja,</p><p>querem que você saiba o que aquela classe de palavra está fazendo (desempenhando</p><p>como função sintática) em determinada sentença.</p><p>Para não errar, lembre sempre que a análise sintática tem a ver com a estrutura</p><p>funcional do período. Isso quer dizer você deve primeiro reconhecer a classe e depois</p><p>analisar toda a oração.</p><p>Para saber mais propriamente o que isso significa, convém fazer uma distinção:</p><p>1. Frase: qualquer sentença que seja dotada de sentido. Basta ter sentido para ser</p><p>uma frase.</p><p>2. Oração: frase que se organiza em torno de uma forma verbal. Sem verbo é</p><p>impossível fazer análise sintática.</p><p>3. Período: trata-se do conjunto de orações e pode se dividir em:</p><p>a. Simples: apenas uma oração (oração absoluta).</p><p>i. Houve uma discussão sobre a proposta.</p><p>b. Composto: mais de uma oração.</p><p>i. Pedro disse que houve uma dicussão sobre a proposta.</p><p>c. Misto: mais de um processo de composição de período.</p><p>i. Pedro disse que houve uma discussão sobre a proposta e que não</p><p>mais falaria sobre o assunto.</p><p>d. Complexo: formado por sentenças interferentes.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>i. Eu não sei dizer – Patrícia, olha ali, - qual é a resposta.</p><p>OS TERMOS DA ORAÇÃO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Os termos da oração</p><p>A fim de facilitar o estudo da Sintaxe, é interessante começar com uma divisão do</p><p>período simples, ou seja, estudar quais são os termos da oração.</p><p>Vejamos:</p><p>Termos Essenciais Termos Integrantes Termos Acessórios</p><p>Sujeito Complementos Verbais Adjunto Adnominal</p><p>Predicado Complemento Nominal Adjunto Adverbial</p><p>Agente da Passiva Aposto</p><p>Predicativo do Sujeito Vocativo</p><p>Predicativo do Objeto</p><p>Sem medo de errar, as funções mais importantes para que você se dê bem nas provas</p><p>de língua portuguesa são essas que marquei em negrito no texto. Isso não quer dizer</p><p>que você possa ficar sem estudar as demais. Tome vergonha!</p><p>SUJEITO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Sujeito</p><p>Sujeito é o termo sobre o qual se declara ou se constata algo. Vamos tirar um conceito</p><p>que não funciona aí na sua cabeça: sujeito não precisa um cara; não precisa começar a</p><p>sentença e não começa com preposição! Estudemos os tipos de sujeito.</p><p>Tipos de sujeito:</p><p>1. Simples: é o sujeito que possui apenas um núcleo. Podem ser núcleos do sujeito</p><p>os seguintes termos:</p><p>a. Substantivo: Chegaram os governantes para a reunião.</p><p>b. Pronome: O conceito que caiu na prova era refinado.</p><p>c. Expressão Substantivada: O falar demais denuncia a ignorância.</p><p>2. Composto: é o sujeito que possui mais de um núcleo. Isso que dizer possui mais</p><p>de um dos termos mencionados anteriormente.</p><p>a. Quincas e Brás Cubas são personagens de Machado.</p><p>b. Eu e meus irmãos estaremos no clube amanhã cedo.</p><p>3. Oculto, desinencial ou elíptico: é o tipo de sujeito cujo núcleo não aparece</p><p>expresso antes do verbo, portanto passa a ser retomado pela desinência que o</p><p>verbo apresenta.</p><p>a. Aquele candidato estudou para o concurso e gabaritou a prova. (O</p><p>sujeito do verbo “gabaritar” é oculto, mas seu referente é o termo</p><p>“aquele candidato”)</p><p>b. Fiz o trabalho sem dificuldades. (O sujeito do verbo “fazer” é oculto, mas</p><p>seu referente é o pronome “eu”)</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>4. Indeterminado: é o tipo de sujeito cujo núcleo não se consegue determinar,</p><p>porque não está saliente no texto. Existem alguns casos para estudarmos:</p><p>a) Verbo na 3ª pessoa do plural sem um referente expresso.</p><p>a. Propagaram mentiras a respeito de sua posição política.</p><p>b) Verbo transitivo indireto, verbo de ligação ou verbo intransitivo + palavra SE. Note-</p><p>se que, nesse caso, a palavra SE será classificada como um ÍNDICE DE INDETERMINAÇÃO</p><p>DO SUJEITO. Além disso, o verbo deverá ficar no singular.</p><p>b. Necessita-se de novos concursos.</p><p>c. Nem sempre se parece feliz.</p><p>d. Chegou-se a bons resultados com o trabalho.</p><p>5. Inexistente: ocorre nas situações em que o verbo puder ser classificado como</p><p>verbo impessoal1. Vejamos alguns casos principais:</p><p>a) Verbos que denotam fenômeno natural:</p><p>a. Nevava naquela manhã de domingo.</p><p>Observação: se o verbo tiver seu sentido alterado para conotação, poderá haver sujeito.</p><p>Veja:</p><p>Ex.: A mulher chovia críticas sobre o marido.</p><p>b) Verbo “haver” (no sentido de existir, ocorrer ou acontecer):</p><p>1 Impessoal = não necessita de um sujeito.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>a. Havia problemas com as máquinas.</p><p>b. Deverá haver alunos aprovados no vestibular.</p><p>Observação: há dois itens bem importantes nessa parte da regra: o primeiro é que o</p><p>verbo deve</p><p>ficar no singular; o segundo é que (se a banca trocar o verbo “haver” por</p><p>qualquer um daqueles três listados anteriormente, o verbo deverá concordar com o</p><p>sujeito). Veja o exemplo:</p><p>- Deverão existir alunos aprovados no vestibular.</p><p>c) Verbo “haver”, “fazer” ou “ir” (no sentido de tempo transcorrido): o verbo também</p><p>deve permanecer no singular.</p><p>a. Há meses, não paro de estudar.</p><p>b. Faz anos que leciono essa matéria</p><p>c. Vai semanas que parti de casa.</p><p>d) Verbo “chegar” ou “bastar”(no sentido de cessamento):</p><p>a. Chega dessas mentiras!</p><p>b. Basta de enganação!</p><p>e) Verbo “ser” (no sentido de tempo ou distância): note-se que, nesse caso, o verbo</p><p>concorda com o predicativo.</p><p>a. Daqui até ali são 300 metros. (O verbo concorda com a palavra “metros”,</p><p>que é núcleo do predicativo)</p><p>6. Oracional: trata-se do sujeito formado por uma Oração (frase com um verbo). O</p><p>outro nome pode ser Oração Subordinada Substantiva Subjetiva.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>• É preciso que o homem entenda sua condição. (Nessa frase, a oração</p><p>introduzida pela conjunção integrante introduz o sujeito do verbo “ser”)</p><p>• É necessário estudar sempre.</p><p>PREDICADO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Predicado</p><p>Por definição, o predicado é aquilo que se declara ou que se constata do sujeito.</p><p>A depender da natureza do predicado, podemos classificar sob três tipos:</p><p>a) Verbal: formado essencialmente por um verbo nocional.</p><p>b) Nominal: formado por um verbo relacional e um predicativo do sujeito.</p><p>c) Verbo-nominal: formado por um verbo nocional e por um predicativo (do sujeito</p><p>ou o objeto).</p><p>Vejamos os exemplos:</p><p>• O governador leu o contrato da licitação. (predicado verbal)</p><p>• Aquele regime parece abalado. (predicado nominal)</p><p>• Meus alunos chegaram animados. (predicado verbo-nominal)</p><p>• Achei o comentário inteligente. (predicado verbo-nominal)</p><p>Esses são os termos essenciais da oração, ou seja, é o que você deve analisar</p><p>primeiro antes de prosseguir e buscar os demais elementos. O mais importante disso é</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>saber identificar o sujeito da oração, pois isso está relacionado a outros conteúdos</p><p>dentro de língua portuguesa.</p><p>COMPLEMENTOS VERBAIS</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Complementos verbais</p><p>Chamamos de complemento verbal, o termo que – de alguma forma – completa</p><p>o sentido de um verbo em uma sentença. Os complementos verbais integrantes são o</p><p>Objeto direto e o Objeto indireto.</p><p>1. Objeto Direto: é o termo que completa o sentido de um verbo sem necessitar</p><p>de</p><p>preposição.</p><p>Ex.: Aquela menina fez algo terrível.</p><p>Ex.: Trouxeram canetas para os candidatos.</p><p>Observação: pode haver objeto direto de um verbo intransitivo. Veja o exemplo:</p><p>Ex.: Hermógenes morrerá uma morte sofrida.</p><p>Explicação: o verbo “morrer” é intransitivo, porém – nessa sentença – há um tipo de</p><p>ênfase “literária” colocada na sentença. Por essa razão, surge esse tipo de objeto direto.</p><p>Ainda podemos dizer que, nesse exemplo, o objeto é também cognato (pois tem a raiz</p><p>semelhante à raiz do verbo).</p><p>Tipos de objeto direto: é importante analisar a construção das sentenças para descobrir</p><p>o tipo de objeto direto.</p><p>a) Objeto Direto Simples: objeto direto formado por apenas um núcleo.</p><p>Ex.: Eu comprei dois carros novos.</p><p>Ex.: Joaquim não suporta a verdade.</p><p>b) Objeto Direto Composto: objeto direto formado por mais de um núcleo.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Ex.: Eu comprei um carro e uma motocicleta.</p><p>Ex.: Joaquim não suporta a verdade e os julgamentos.</p><p>c) Objeto Direto Preposicionado: objeto direto que recebe uma preposição para</p><p>mudar o sentido sem alterar a transitividade.</p><p>Ex.: O fiel comeu do pão da vida. (Emprega-se a preposição para modificar o sentido do</p><p>verbo: comer algo – totalidade -; comer de algo – parcialidade)</p><p>Ex.: Ademir pegou de uma espada para se defender. (Pegar de algo = fazer uso de algo)</p><p>d) Objeto Direto Pleonástico: nesse caso, emprega-se um termo que retoma o</p><p>objeto direto, o que cria duas formas (por isso, pleonástico).</p><p>Ex.: O processo, nós o escrevemos ontem. (Há duas vezes o objeto direto nessa</p><p>sentença: uma é “o processo”, a outra é o pronome “o”)</p><p>e) Objeto Direto Cognato: objeto que possui a mesma raiz do verbo da oração.</p><p>Ex.: Adamastor comprou uma boa compra.</p><p>f) Apagamento do Objeto Direto: faz-se a elipse do objeto quando contexto</p><p>permite compreender sua presença semântica.</p><p>Ex.: - Você comprou o carro?</p><p>- Comprei. (Subentende-se o emprego do termo “carro”)</p><p>g) Objeto Direto Oracional: trata-se de uma oração que possui a função de objeto</p><p>direto.</p><p>Ex.: Aquele homem diz que o mundo acabou.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>COMPLEMENTOS VERBAIS</p><p>OBJETO INDIRETO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Complementos verbais</p><p>O segundo complemento verbal é o que chamamos de Objeto Indireto.</p><p>2. Objeto Indireto: termo que completa o sentido de um verbo e necessita de</p><p>uma preposição. Atente nesse caso para as relações de regência.</p><p>Ex.: O Governo precisa de novos rumos.</p><p>Ex.: O Governo necessita de força e coragem.</p><p>Objeto Indireto Oracional: trata-se de uma oração que desempenha a função de objeto</p><p>indireto.</p><p>Ex.: Márcia gosta de que limpem a casa com cuidado.</p><p>O segredo, aqui, é ficar de olho na transitividade do verbo. Além disso, nunca se</p><p>esqueça de que o Objeto Indireto é um complemento VERBAL.</p><p>COMPLEMENTO NOMINAL</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Complemento Nominal</p><p>É o termo que completa o sentido de um substantivo, de um adjetivo ou de um</p><p>advérbio. É importante ressaltar que o Complemento Nominal é sempre um termo</p><p>indireto, ou seja, é introduzido por uma preposição ou representado por um pronome</p><p>de forma indireta.</p><p>Ex.: Não obtivemos acesso ao local.</p><p>Ex.: Marina está apta para o cargo.</p><p>Ex.: O juiz agiu contrariamente ao réu.</p><p>Ex.: O direito ao debate e ao conflito não estão protegidos.</p><p>Complemento Nominal Oracional: trata-se da oração que desempenha a função</p><p>de complemento nominal.</p><p>Ex.: O professor tem certeza de que o aluno aprenderá o conteúdo. (Observe que,</p><p>mesmo assim, a oração foi introduzida por uma preposição associada a uma conjunção</p><p>subordinativa integrante)</p><p>AGENTE DA PASSIVA</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Agente da Passiva</p><p>Agente da passiva é o termo que pratica a ação do verbo que se encontra na voz</p><p>passiva analítica. Lembre-se de retomar os conceitos já estudados em vozes verbais.</p><p>Veja os exemplos:</p><p>• O gol foi marcado pelo zagueiro.</p><p>• As pistas foram deixadas por Mauro e Pedro.</p><p>Agente da passiva oracional: trata-se da oração que funciona como agente da</p><p>passiva.</p><p>Veja o exemplo:</p><p>• A lição foi ministrada por quem mais entendia do assunto.</p><p>PREDICATIVO DO SUJEITO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Predicativo do Sujeito</p><p>Predicativo é um termo que divulga atributos de outrem, como o próprio nome</p><p>significa (proveniente do Latim, praedicatīvus). O predicativo do sujeito é o elemento</p><p>que designa uma característica do sujeito, porém pertence formalmente ao predicado.</p><p>Exemplos:</p><p>• O conceito parece elegante.</p><p>• Tudo são flores.</p><p>•</p><p>Eles são pai e filho.</p><p>• A multidão permaneceu calada.</p><p>• Temeroso, Pedro saiu da sala.</p><p>O predicativo oracional do sujeito é o nome que se dá uma oração cuja função</p><p>emula (imita) um predicativo do sujeito.</p><p>• A verdade é que você não errará mais na vida.</p><p>ADJUNTO ADNOMINAL</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Adjunto Adnominal</p><p>O adjunto adnominal é o elemento que determina (ou especifica) o sentido do</p><p>núcleo de uma expressão de caráter nominal.</p><p>Quais classes podem ter função de adjunto adnominal? Na maior parte dos</p><p>casos, os adjuntos adnominais serão artigos, adjetivos, pronomes, numerais ou locuções</p><p>adjetivas.</p><p>Lembre-se de que o adjunto adnominal é comumente relacionado ao</p><p>substantivo concreto.</p><p>Exemplos:</p><p>• Aluno estuda.</p><p>• O aluno estuda.</p><p>• Dois alunos estudam</p><p>• Aluno bom estuda.</p><p>• Aluno do Pablo estuda.</p><p>• Aluno que está no Método estuda.</p><p>ADJUNTO ADVERBIAL</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Adjunto adverbial</p><p>Trata-se do termo que imprime uma circunstância sobre verbo, adjetivo ou</p><p>advérbio. Na verdade, adjunto adverbial é o nome sintático de um advérbio ou de uma</p><p>locução adverbial. É um dos termos mais simples de analisar, se você tiver boa noção de</p><p>morfologia.</p><p>• Por medo, o homem ficou calado.</p><p>• Na semana anterior, não houve aula.</p><p>• Talvez ele faça parte do grupo.</p><p>• Quebramos a maçaneta com um martelo.</p><p>• Durante o período da tarde, fui ao cinema com a minha irmã.</p><p>• Quando estiver certo, pode me procurar.</p><p>APOSTO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Aposto</p><p>Trata-se do termo que serve para explicar, resumir, especificar, enumerar ou distribuir</p><p>um referente, com o qual estabeleça identificação semântica. Veja quais são os tipos de</p><p>aposto.</p><p>1 . Explicativo.</p><p>• Graciliano Ramos, o autor de “Vidas Secas”, era nordestino.</p><p>• Jonas, o homem que entrou na sala, passou dos 80 anos.</p><p>2. Resumitivo.</p><p>• AFO, Economia, Português, RLM, tudo ele gabaritou.</p><p>3. Especificativo.</p><p>• O vereador Jucelino Doidivanas assinou a correspondência.</p><p>4. Enumerativo.</p><p>• Há dois problemas para a produção de alimentos: a seca e a chuva.</p><p>5. Distributivo.</p><p>• Os comunicados vieram separadamente: o do concurso, primeiro; o do</p><p>processo, depois.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>6. Oracional.</p><p>• Solicitei esta alteração: que ela não fosse a primeira da lista.</p><p>• O pedido, que fizessem um curso específico, foi atendido.</p><p>VOCATIVO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Vocativo</p><p>Trata-se de uma interpelação que indica com quem se fala. É o termo que indica quem</p><p>é o interlocutor da sentença.</p><p>• Senhor, traga suas credenciais!</p><p>• Preste atenção, menina!</p><p>• Agora você já sabe, Kakaroto, sua hora chegou!</p><p>PREDICATIVO DO OBJETO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Predicativo do Objeto</p><p>Trata-se da característica ou qualidade do objeto (complemento) que foi atribuída</p><p>pelo sujeito da sentença. É fundamental compreender que o predicativo do objeto se</p><p>relaciona a uma espécie de juízo ou julgamento que se faz a respeito de algo na oração.</p><p>• O povo achou a atitude incorreta.</p><p>• O juiz considerou o réu culpado.</p><p>• Tadeu deixou sua mulher maluca.</p><p>ATIVIDADE DE APROFUNDAMENTO 1</p><p>SINTAXE</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Atividade de aprofundamento 1 – Sintaxe</p><p>Identifique e Classifique o Sujeito das orações a seguir:</p><p>01. Haverá reunião todos os sábados.</p><p>02. Além do frio ventava demais.</p><p>03. São Paulo está ensolarado.</p><p>04. Febre alta e dor de cabeça são sintomas da dengue.</p><p>05. Prenderam o ladrão.</p><p>06. Faz muito calor em minha cidade.</p><p>07. Vive-se bem no campo.</p><p>08. Perdi minha caneta.</p><p>09. Não é habitada a Lua.</p><p>10. De vez em quando Teresinha vira onça.</p><p>11. Bateram à porta.</p><p>12. A temperatura aumentou na região sul.</p><p>13. O álbum e as figurinhas estão aqui.</p><p>14. Come-se com fartura em sua casa.</p><p>15. As chuvas transformaram o deserto.</p><p>16. Eram doze horas.</p><p>17. Existirão seres vivos em outros mundos?</p><p>18. Anoiteceu.</p><p>19. Chegaram os filhos da vizinha.</p><p>20. Crê-se em Deus.</p><p>21. Todos ficaram quietos.</p><p>22. Apareceu um mágico por lá.</p><p>23. Da cartola do mágico saem pombos e vários objetos.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>24. Um dia lhe telefonarei.</p><p>25. Não encontraram o corpo do rapaz afogado.</p><p>26. Choveu garrafa vazia lá de cima.</p><p>27. Trovejou muito.</p><p>28. Meu chefe trovejou de raiva.</p><p>29. O velho dono do bar resolveu tomar uma atitude.</p><p>30. Caíram ao chão uma árvore e um poste.</p><p>31. Saiu o ônibus para o Rio.</p><p>32. Nomearam meu primo diretor do clube.</p><p>33. Estão em vigor, as novas tarifas telefônicas.</p><p>34. Começa a ventar.</p><p>35. Aqui quando chove não se sai de casa.</p><p>36. Faz duas semanas que cheguei.</p><p>37. Havia muitos anos que não vinha ao Rio.</p><p>38. Hoje são vinte de março.</p><p>39 Após as enxurradas ficam cheias as sarjetas.</p><p>40. Aconteceram fatos importantes na reunião.</p><p>41. Ele trovejava impropérios sobre a turba.</p><p>42. Choviam flores do helicóptero.</p><p>43. À noite, eu e Rodrigo iremos ao cinema.</p><p>44. Escureceu cedo hoje.</p><p>45. Esta comida não serve para consumo.</p><p>46. Subitamente, pararam todos.</p><p>47. Estavam com fome.</p><p>48. Aproximou-se então uma menina.</p><p>49. Soou na escuridão uma pancada seca.</p><p>50. Choveu fininho ontem à noite.</p><p>51. Na dúvida, velhos e moços calaram-se.</p><p>52. Um vento triste assobia lá fora.</p><p>53. Isto não é nada.</p><p>54. Ninguém o viu sair.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>55. O Viver é perigoso.</p><p>56. Quebraram a lanterna do meu carro.</p><p>57. Havia pessoas descontentes na assembleia.</p><p>58. Assistiu-se a uma cena desagradável.</p><p>59. Era noite fechada.</p><p>ATIVIDADE DE APROFUNDAMENTO 2</p><p>SINTAXE</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Atividade de aprofundamento 2 – Sintaxe</p><p>Identifique e Classifique o Predicado:</p><p>01. José chegou cansado.</p><p>02. O espetáculo foi emocionante.</p><p>03. Chove bastante na minha região.</p><p>04. O professor já corrigiu as provas.</p><p>05. Prenderam o ladrão.</p><p>06. Mônica é muito simpática.</p><p>07. Vive-se bem no campo.</p><p>08. Perdi minha caneta.</p><p>09. Você acha minha caneta feia?</p><p>10. Os excursionistas chegaram cansados.</p><p>11. Bateram à porta.</p><p>12. Estava irritado com as brincadeiras.</p><p>13. Compareceram todos atrasados à reunião.</p><p>14. Come-se com fartura em sua casa.</p><p>15. Foi muito difícil a última questão.</p><p>16. Cresceram aquelas árvores.</p><p>17. O ônibus saiu atrasado.</p><p>18. Anoiteceu.</p><p>19. Chegaram os filhos da vizinha.</p><p>20. Crê-se em Deus.</p><p>21. Todos ficaram quietos.</p><p>22. Magda abriu o pacote, surpresa.</p><p>23. O filme é impróprio a menores de 18 anos.</p><p>24. A taxa de mortalidade infantil está elevada.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>25. A chuva caia fina.</p><p>26. Choveu garrafa vazia lá de cima.</p><p>27. Trovejou muito.</p><p>28. Ele criou um bom enredo para a história.</p><p>29. Jovens optam por uma vida mais saudável.</p><p>30. O eclipse total do sol começa às oito horas.</p><p>31. O cão uivava triste ao luar.</p><p>32. Nesse instante um forte trovão abalou os ares.</p><p>33. A História é a mestra da vida.</p><p>34. A despedida deixava a mãe aflita.</p><p>35. Jorge aceitou o trato.</p><p>36. Belíssimo realmente é o seu apartamento.</p><p>37. As doenças e as guerras ceifam milhares de vida.</p><p>38. O menino abriu a porta</p><p>ansioso.</p><p>39. Raros são os verdadeiros líderes.</p><p>40. Marta entrou séria.</p><p>41. Os alunos saíram da aula alegres.</p><p>42. Choviam flores do helicóptero.</p><p>43. À noite, eu e Rodrigo iremos ao cinema.</p><p>44. Ele trovejava impropérios sobre a turba.</p><p>45. Quebraram a lanterna do meu carro.</p><p>46. Subitamente, pararam todos.</p><p>47. Estavam com fome.</p><p>48. Aproximou-se então uma menina.</p><p>49. Soou na escuridão uma pancada seca.</p><p>50. A criança entrou no quarto feliz.</p><p>ATIVIDADE DE APROFUNDAMENTO 3</p><p>SINTAXE</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Atividade de aprofundamento 3 – Sintaxe</p><p>Analise os termos em destaque, indicado suas funções:</p><p>a – Deus, obrigada por proteger-me sempre!</p><p>b - A garota pareceu tranquila durante a apresentação.</p><p>c – De toda aquela convivência apenas restou algo: uma mágoa intensa.</p><p>d – Eu necessito de seu carinho para continuar seguindo em frente.</p><p>e – As lembranças da infância atormentavam-lhe constantemente.</p><p>(FMU) Leia as expressões destacadas na seguinte passagem: “E comecei a sentir</p><p>falta das pequenas brigas por causa do tempero na salada – o meu jeito de querer</p><p>bem.”</p><p>Tais expressões exercem, respectivamente, a função sintática de:</p><p>a – ( ) objeto indireto e aposto</p><p>b – ( ) objeto indireto e predicativo do sujeito</p><p>c – ( ) complemento nominal e adjunto adverbial de modo</p><p>d – ( ) complemento nominal e aposto</p><p>e – ( ) adjunto adnominal e adjunto adverbial de modo</p><p>Indique qual oração não apresenta um predicativo do sujeito.</p><p>a) Vocês parecem ansiosas.</p><p>b) Eu acho aquele professor fantástico.</p><p>c) Ele é o amor da minha vida.</p><p>d) Meu irmão anda nervoso.</p><p>Identifique a opção que não apresenta aposto.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>a) Filho do meu coração, você tem de estudar mais!</p><p>b) Aquela aluna, um poço de insegurança, não abria a boca na sala de aula.</p><p>c) Paula, a vizinha do sétimo andar, partiu a perna.</p><p>d) Estes livros são diferentes: este é mais técnico, aquele é mais literário.</p><p>Leia atentamente a letra da canção “O meu Guri” do compositor brasileiro Chico</p><p>Buarque e responda a questão a seguir.</p><p>Quando, seu moço, nasceu meu rebento</p><p>Não era o momento dele rebentar</p><p>Já foi nascendo com cara de fome</p><p>E eu não tinha nem nome pra lhe dar</p><p>Como fui levando não sei lhe explicar</p><p>Fui assim levando, ele a me levar</p><p>E na sua meninice, ele um dia me disse</p><p>Que chegava lá</p><p>Olha aí! Olha aí!</p><p>Olha aí!</p><p>Ai, o meu guri, olha aí!</p><p>Olha aí!</p><p>É o meu guri e ele chega</p><p>Chega suado e veloz do batente</p><p>Traz sempre um presente pra me encabular</p><p>Tanta corrente de ouro, seu moço</p><p>Que haja pescoço pra enfiar</p><p>Me trouxe uma bolsa já com tudo dentro</p><p>Chave, caderneta, terço e patuá</p><p>Um lenço e uma penca de documentos</p><p>Pra finalmente eu me identificar</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>(...)</p><p>Chega no morro com carregamento</p><p>Pulseira, cimento, relógio, pneu, gravador</p><p>Rezo até ele chegar cá no alto</p><p>Essa onda de assaltos está um horror</p><p>Eu consolo ele, ele me consola</p><p>Boto ele no colo pra ele me ninar</p><p>De repente acordo, olho pro lado</p><p>E o danado já foi trabalhar</p><p>(...)</p><p>Chega estampado, manchete, retrato</p><p>Com venda nos olhos, legenda e as iniciais</p><p>Eu não entendo essa gente, seu moço</p><p>Fazendo alvoroço demais</p><p>O guri no mato, acho que tá rindo</p><p>Acho que tá lindo de papo pro ar</p><p>Desde o começo eu não disse, seu moço!</p><p>Ele disse que chegava lá</p><p>Olha aí! Olha aí!</p><p>Ref. https://www.letras.mus.br/chico-buarque/66513/</p><p>De acordo com a letra da música “O Meu guri” e com a Gramática Normativa da Língua</p><p>Portuguesa assinale a alternativa correta:</p><p>a) O trecho destacado no verso “Quando, seu moço, nasceu meu rebento” é o sujeito</p><p>do verbo nascer.</p><p>b) Os trechos destacados no verso “Ai, o meu guri, olha aí!” são, respectivamente,</p><p>conjunção e advérbio.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>c) A expressão grifada no verso a seguir é um predicativo do sujeito “Essa onda de</p><p>assaltos está um horror”.</p><p>d) No verso “Desde o começo eu não disse, seu moço!” a expressão destacada é um</p><p>objeto direto do verbo “dizer”.</p><p>Tendo em vista as relações entre termos da oração, em “Faz parte do ser humano o</p><p>sentimento de pertencer, integrar algo maior que ele próprio e assumir um ideal</p><p>comum.” , o sujeito classifica-se em</p><p>a) indeterminado.</p><p>b) inexistente.</p><p>c) simples.</p><p>d) desinencial.</p><p>e) composto.</p><p>Considerando a oração “às pessoas interessa o êxito”, é correto afirmar que o termo</p><p>sublinhado classifica-se em</p><p>a) objeto direto.</p><p>b) complemento nominal.</p><p>c) sujeito.</p><p>d) adjunto adnominal.</p><p>e) objeto indireto.</p><p>Assinale a alternativa cujo termo sublinhado representa adjunto adnominal da</p><p>respectiva oração.</p><p>a) “A responsabilidade é inseparável do comprometimento”</p><p>b) “dificilmente será comprometida com os respectivos afazeres”</p><p>c) “são requisitados pelas empresas”</p><p>d) “Ser comprometido no trabalho é muito mais que cumprir”</p><p>e) “atitudes favoráveis para o crescimento da empresa”</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Na oração ‘“porquanto nos inumeráveis problemas com que se defronta o arquiteto”’,</p><p>o termo sublinhado exerce a função de</p><p>a) objeto direto.</p><p>b) adjunto adnominal.</p><p>c) sujeito.</p><p>d) predicado.</p><p>e) objeto indireto.</p><p>Há casos em que verbos transitivos diretos levam preposição como meio de evitar</p><p>ambiguidade. Marque a opção em que a preposição foi utilizada com essa finalidade.</p><p>a) A mãe ama sua filha.</p><p>b) Matou o tigre ao caçador.</p><p>c) Preciso de fazer compras.</p><p>d) Ao filme assistirei mais tarde.</p><p>Assinale a alternativa em que o termo ou a expressão em destaque identifica</p><p>corretamente o sujeito da oração.</p><p>a) A internet tem mostrado, cada vez mais claramente, para que nasceu…</p><p>b) Todo mundo conhece alguém que está sempre conectado.</p><p>c) Os viciados em smartphones são uma legião.</p><p>d) Nas raras vezes em que desgruda da tela, recorre a outro vício: a televisão.</p><p>e) … o autor passa os dias em frente ao computador curtindo o fracasso.</p><p>O termo destacado em “É ali que percebemos que a cidade nunca dorme por completo”</p><p>é, sintaticamente, um:</p><p>a) Adjunto adnominal.</p><p>b) Adjunto adverbial.</p><p>c) Predicativo.</p><p>d) Complemento nominal.</p><p>e) Agente da passiva.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>PERÍODO COMPOSTO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Período Composto</p><p>Chama-se “período composto” o período que apresenta mais de uma oração. Para que</p><p>seja possível isso ocorrer, deve haver um processo de composição do período.</p><p>Usualmente, dois processos concorrem para a formação de um período. Vejamos:</p><p>Processos de composição:</p><p>a) Coordenação: é o processo em que não há dependência sintática entre as</p><p>orações. Ou seja, estruturalmente elas são autônomas.</p><p>b) Subordinação: é o processo em que há uma dependência sintática entre as</p><p>orações. Isso quer dizer que uma oração (subordinada) desempenhará alguma</p><p>função em relação à outra (principal).</p><p>PERÍODO COMPOSTO</p><p>ORAÇÕES COORDENADAS – CLASSIFICAÇÃO E EXEMPLOS</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Orações Coordenadas1</p><p>Definição: são aquelas que não possuem dependência sintática. Classificam-se</p><p>de acordo com o seguinte critério:</p><p>Assindéticas: são as que não possuem conjunção para realizar a conexão.</p><p>Ex.: O povo protestou, gritou, esbravejou.</p><p>Ex.: Entrei na sala, vi a menina, desanimei.</p><p>Sindéticas2: são as que aparecem introduzidas por uma conjunção coordenativa.</p><p>Vejamos:</p><p>1. Aditivas: exprimem noção de soma.</p><p>- Gumercindo falou com a mãe e a trouxe para casa.</p><p>- Márcio não é honesto nem tem bom caráter.</p><p>2. Adversativas: exprimem oposição ou negação de uma sentença anterior.</p><p>- João Paulo sofre, mas tenta resistir.</p><p>- Pedro está cansado; continua, porém.</p><p>3. Alternativas: exprimem alternância.</p><p>- Faça o exercícios ou volte aos livros.</p><p>1 Você achará esse conteúdo repetitivo, porque já estudou a função das conjunções</p><p>na parte de Morfologia. É fundamental repetir a matéria, porém!</p><p>2 Mesmo que haja uma oração coordenada sindética (introduzida por conjunção), a</p><p>assindética será a que não possuir conjunção.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>4. Conclusivas: exprimem conclusão.</p><p>- O aluno é esperto, portanto estudará Gramática.</p><p>5. Explicativas: exprimem a explicação sobre algo.</p><p>- Traga o jantar, porque estou faminto.</p><p>- Deve ter chovido, pois o chão está molhado.</p><p>ORAÇÕES SUBORDINADAS</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Orações Subordinadas</p><p>Definições e classificação</p><p>São as orações que possuem dependência sintática. Há três naturezas de</p><p>subordinação. Convém estudá-las individualmente.</p><p> Substantivas: 7 tipos.</p><p> Adjetivas: 2 tipos.</p><p> Adverbiais: 10 tipos.</p><p>Orações Subordinadas Substantivas</p><p>São as orações que desempenham a função de um substantivo. Quando</p><p>desenvolvidas, são introduzidas (geralmente) por uma Conjunção Subordinativa</p><p>Integrante. Para facilitar o entendimento, vamos fazer uma comparação entre período</p><p>simples e período composto.</p><p>CLASSIFICAÇÃO DAS ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Classificação das Orações Subordinadas Substantivas</p><p>1 – Subjetiva: desempenha a função de sujeito.</p><p>Período Simples:</p><p>- É necessário o estudo.</p><p>Período Composto:</p><p>- É necessário que você estude.</p><p>- Convém que ele trabalhe.</p><p>2 – Objetiva Direta: desempenha a função de objeto direto.</p><p>Período Simples:</p><p>- Pedro disse algo importante.</p><p>Período Composto:</p><p>- Pedro disse que entendeu a matéria.</p><p>3 – Objetiva Indireta: desempenha a função de objeto indireto.</p><p>Período Simples:</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>- O Governo necessita de novos rumos.</p><p>Período Composto:</p><p>- O Governo necessita de que haja manifestações.</p><p>CLASSIFICAÇÃO DAS ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Classificação das Orações Subordinadas Substantivas</p><p>4 – Completiva Nominal: desempenha a função de complemento nominal.</p><p>Período Simples:</p><p>- O aluno tem esperanças de aprovação.</p><p>Período Composto:</p><p>- O aluno tem esperanças de que a prova seja fácil.</p><p>5 – Predicativa: desempenha a função de predicativo do sujeito.</p><p>Período Simples:</p><p>- O importante é Língua Portuguesa.</p><p>Período Composto:</p><p>- O importante é que você diga a verdade.</p><p>6 – Apositiva: desempenha a função de aposto.</p><p>Período Simples:</p><p>- Eu quero apenas isto: a felicidade.</p><p>Período Composto:</p><p>- Eu quero apenas isto: que seja minha a felicidade.</p><p>7 – Agentiva: desempenha função de agente da passiva.</p><p>Período Simples:</p><p>- A lição foi ministrada pelo professor.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Período Composto:</p><p>- A lição foi ministrada por quem sabia o que dizer.</p><p>ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Orações subordinadas adjetivas</p><p>As orações subordinadas adjetivas desempenham a função de um adjetivo na sentença</p><p>em que aparecem. Essas são muito cobradas em concursos públicos, portanto, é preciso</p><p>ficar muito atento à definição e à classificação dessas orações. A depender da banca com</p><p>que se trabalha, elas podem receber o nome de Orações Subordinadas Relativas, em</p><p>razão de as desenvolvidas serem introduzidas por um pronome relativo.</p><p>Comparação entre período simples e período composto:</p><p>Período Simples:</p><p>- Admiramos alunos estudiosos.</p><p>Período Composto:</p><p>- Admiramos alunos que estudam.</p><p>Note que o sentido é o mesmo, a despeito de haver mudança na quantidade de</p><p>verbos.</p><p>Classificação das orações:</p><p>1 – Oração Subordinada Adjetiva Restritiva: é a que restringe o conteúdo da sentença</p><p>anterior. Sua estrutura comum é: Pronome Relativo + Verbo – Vírgula.</p><p>O quadro que Dali pintou é caro.</p><p>O lugar para onde ele vai é desconhecido.</p><p>O aluno que estuda, que investe, que se aplica, que acredita progride.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>2 – Oração Subordinada Adjetiva Explicativa: é a que apresenta um conteúdo que já</p><p>pertente ao referente (por isso, explicativo). Sua estrutura comum é: Pronome Relativo</p><p>+ Verbo + Vírgula.</p><p>O homem, que não é Deus, deve ser humilde.</p><p>Aquela pessoa, de cuja irmã eu falava, testemunhou o crime.</p><p>FUNÇÃO SINTÁTICA DO PRONOME RELATIVO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Função Sintática do Pronome Relativo</p><p>Esse é um conteúdo cada vez mais presente em provas de língua portuguesa. O</p><p>que se espera é que o candidato saiba analisar a função sintática que o pronome</p><p>desempenha na sentença em que aparece. Para que isso fique mais fácil, basta seguir o</p><p>procedimento ora em comento:</p><p>Procedimento:</p><p> Decompor a sentença.</p><p> Achar o pronome.</p><p> Trocar o pronome pelo referente.</p><p> Analisar.</p><p>Exemplos:</p><p>1 – O escritor que assinou o livro era João.</p><p> (Pronome com função de sujeito)</p><p>2 – A matéria de que gosto é Gramática.</p><p> (Pronome com função de objeto indireto)</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>3 – A dúvida a que fiz alusão foi sanada.</p><p> (Pronome com função de complemento nominal)</p><p>4 – Não é este o país aonde vou.</p><p> (Pronome com função de adjunto adverbial de lugar)</p><p>5 – A mulher cuja bolsa foi roubada é Helena.</p><p> (Pronome com função de adjunto adnominal)</p><p>6 – O material que meu amigo comprou é ótimo.</p><p> (Pronome com função de objeto direto).</p><p>7 – Você é o aluno que muitos gostariam de ser.</p><p> (Pronome com função de predicativo do sujeito).</p><p>8 – Este é o rapaz por quem o João foi assaltado.</p><p> (Pronome com função de agente da passiva)</p><p>ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS – PARTE I</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Orações Subordinadas Adverbiais – Parte I</p><p>São as orações que desempenham a função de um adjunto adverbial na</p><p>sentença. Sua característica fundamental, quando desenvolvidas, é que surgem</p><p>introduzidas por uma conjunção subordinativa adverbial. Logo, a nomenclatura das</p><p>orações fica condicionada à classificação semântica das conjunções. É importante</p><p>atentar para o sentido das conjunções na sentença, pois costuma ser alvo de questões.</p><p>Além disso, é importante observar o critério de mobilidade – possibilidade de deslocar</p><p>a oração na sentença –, pois nesse caso há uma vírgula obrigatoriamente.</p><p>Comparação para facilitar o entendimento:</p><p>Período Simples:</p><p>- Amanhã, venha estudar.</p><p>Período Composto:</p><p>- Quando tiver tempo, venha estudar.</p><p>ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS – PARTE II</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Orações Subordinadas</p><p>Adverbiais – Parte II</p><p> Classificação das orações: 10 tipos.</p><p>1 – Causal: exprime sentido de causa. Suas principais conjunções são já que, porque,</p><p>uma vez que, como etc.</p><p>Ex.: Já que estava preparado, resolveu a prova.</p><p>Ex.: Venceu os desafios porque batalhara demais.</p><p>2 – Comparativa: exprime ideia de comparação. Algumas conjunções são como, mais</p><p>(do) que, menos (do) que.</p><p>Ex.: Executou a tarefa como um perito faria.</p><p>3 – Condicional: exprime ideia de condição. Algumas conjunções são se, desde que,</p><p>contanto que etc.</p><p>Ex.: Desde que haja garra, o cargo será seu.</p><p>4 – Conformativa: exprime a ideia de conformidade. Algumas conjunções são conforme,</p><p>segundo, consoante etc.</p><p>Ex.: Eu farei o teste segundo o professor recomendou.</p><p>5 – Consecutiva: exprime a ideia de consequência. Algumas conjunções são tanto que,</p><p>de modo que, de sorte que.</p><p>Ex.: O candidato estava tão preparado que gabaritou a prova.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>6 – Concessiva: exprime a ideia de concessão. Algumas conjunções são embora, ainda</p><p>que, mesmo que etc.</p><p>Ex.: Embora haja muitos concorrentes, o cargo será meu!</p><p>7 – Final: exprime ideia de finalidade. Algumas conjunções são para que, a fim de que,</p><p>porque etc.</p><p>Ex.: Separou o tema, a fim de que pudesse estudar.</p><p>8 – Proporcional: exprime ideia de proporção. Algumas conjunções são à medida que, à</p><p>proporção que, ao passo que etc.</p><p>Ex.: Ganhava dinheiro, à medida que enganava os professores.</p><p>9 – Temporal: exprime ideia de tempo. Algumas conjunções são sempre que, logo que,</p><p>mal, assim que etc.</p><p>Ex.: Sempre que a vida parecer difícil, resista!</p><p>10 – Modal: exprime a ideia de modo. As modais ocorrem apenas em formato reduzido.</p><p>Ex.: Mateus entendeu o conteúdo, lendo os materiais antigos do pai.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>ORAÇÕES REDUZIDAS</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Orações Reduzidas</p><p>São ditas orações reduzidas as orações que não apresentam conjunção ou pronome</p><p>relativo e que possuem um verbo em uma forma nominal (infinitivo, gerúndio ou</p><p>particípio). Para ficar mais clara sua classificação, a recomendação é desenvolver a</p><p>oração. Daí, fica mais fácil perceber sua estrutura. Vejamos alguns exemplos.</p><p>1 – Substantivas:</p><p>É aconselhável você ler os livros. (Subjetiva)</p><p>Pedro disse não saber o assunto. (Objetiva Direta)</p><p>2 – Adjetivas:</p><p>Vi a menina passando por mim na rua. (Restritiva)</p><p>O conteúdo, já cobrado em outras provas, caiu novamente. (Explicativa)</p><p>3 – Adverbiais1:</p><p>Ao sair da sala, desligue a luz. (Temporal)</p><p>Sentindo-se preparado, fez o concurso. (Causal)</p><p>1 Desenvolvendo as orações anteriores, temos:</p><p> É aconselhável que você leia os livros.</p><p> Pedro disse que não sabia o assunto.</p><p> Via a menina, a qual passava por mim na rua.</p><p> O conteúdo, que já fora cobrado em outras provas, caiu novamente.</p><p> Quando sair da sala, desligue a luz.</p><p> Uma vez que se sentia preparado, fez o concurso.</p><p>Período Misto</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Período Misto</p><p>Trata-se do período composto por mais de um processo de composição, ou seja,</p><p>haverá mais de duas orações. Nesse sentido, o aluno precisa compreender que uma</p><p>oração será principal, e haverá coordenação e subordinação na mesma sentença.</p><p>Veja um exemplo:</p><p>O ministro anunciou que não haverá cortes no orçamento e que há dinheiro para</p><p>quitar a dívida externa.</p><p>Anote o procedimento de análise:</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>Mais um exemplo:</p><p>Jocélia alegou que não conhecia o meliante, mas que sabia algo sobre seu</p><p>passado.</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>Período Complexo</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Período Complexo</p><p>Calma, não se assuste com o nome. Isso se deve apenas à formação do período,</p><p>que é complexa, ou seja, não segue o padrão estabelecido tradicionalmente. Na</p><p>realidade, trata-se de uma formação muito mais próxima da oralidade do que da</p><p>expressão escrita. Um período será dito complexo quando possuir uma oração</p><p>interferente em sua construção. Veja o exemplo:</p><p>Eu sei que o Manoel – ele sempre faz uma coisa desse tipo – costuma chegar sem</p><p>aviso antecedente.</p><p>Maria nunca (veja bem o que estou falando) faria uma coisa dessas.</p><p>Pronto! Agora você finalizou o estudo de Sintaxe e pode caminhar para os</p><p>conteúdos posteriores da Gramática Normativa. Nunca desista da batalha, guerreiro(a)!</p><p>Vamos firmes até o dia da vitória!</p><p>Atividade de Aprofundamento – Orações Coordenadas</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Atividade de Aprofundamento – Orações Coordenadas</p><p>1 - Classifique as orações dos períodos abaixo:</p><p>a - Não fomos ao aniversário, porém trouxemos o presente.</p><p>b – Ou tentas se qualificar melhor, ou serás demitido.</p><p>c – Creio que consigamos obter um ótimo resultado, pois nos esforçamos bastante.</p><p>d – Viajamos muito e chegamos exaustos.</p><p>2 - (Marília) Assinale a alternativa que contém uma coordenativa conclusiva:</p><p>a – Sérgio foi bom filho; logo será um bom pai.</p><p>b – Os meninos ora brigavam, ora brincavam.</p><p>c – Jaime trabalha depressa, contudo produz pouco.</p><p>d – Os cães mordem, não por maldade, mas por precisarem viver.</p><p>e – Adão comeu a maçã, e nossos dentes até hoje doem.</p><p>3 - Una as orações abaixo por meio de conjunções coordenativas:</p><p>a- Não me esforcei muito. Obtive um bom resultado.</p><p>b- Precisamos nos apressar. O voo já está quase partindo.</p><p>c- Ora tens uma opinião. Ora outra.</p><p>d- Não comparecemos à estreia do filme. Estávamos trabalhando.</p><p>e- O acidente foi terrível. Não houve vítimas fatais.</p><p>f - Mariana estuda. Mariana toca no coral de sua igreja.</p><p>4 - Classifique as orações abaixo:</p><p>a) Eu não vou comer hambúrguer, nem tomar refrigerante.</p><p>b) Eu queria ficar no litoral, mas tenho que trabalhar amanhã.</p><p>c) Os anos passavam, a responsabilidade crescia.</p><p>d) Irei de avião ou pegarei um ônibus.</p><p>e) Ficou doente, por isso não comparecerá à reunião.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>f) Deve ter sido aprovada, porque está comemorando.</p><p>Atividade de Aprofundamento – Orações Subordinadas Adjetivas</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Atividade de Aprofundamento – Orações Subordinadas Adjetivas</p><p>Identifique, dentre as estruturas oracionais abaixo listadas, a única que apresenta</p><p>oração subordinada adjetiva EXPLICATIVA.</p><p> A - “o primeiro, um executivo estressado que vive para o trabalho e, entre casa,</p><p>carro e escritório, pouco anda na rua [...]”.</p><p> B - “Com o tempo, concentra-se num único homem, Mário, a quem assombra</p><p>com zelo de especialista” .</p><p> C - “ o segundo, um adolescente que circula a pé e de ônibus entre a Gávea, e</p><p>[...]”.</p><p> D - “[...] Adversário que, um dia, flagra na porta de casa”.</p><p> E - “Prendia o choro, humilhado, até perceber que o jogo nem sempre estava</p><p>jogado.”</p><p>Se não houvesse a presença da vírgula no trecho: “Estamos em uma época de evolução</p><p>do planeta, que implica limpeza total”, o seu sentido seria afetado porque</p><p> A - a oração passaria a expressar simultaneidade.</p><p> B - a oração passaria a ser adverbial consecutiva.</p><p> C - a informação indicaria uma fala ou comentário diante do fato de que trata o</p><p>texto.</p><p> D - faria com que a oração adjetiva explicativa se transformasse numa adjetiva</p><p>restritiva.</p><p> E - faria com que a oração adjetiva restritiva se transformasse numa adjetiva</p><p>explicativa.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta um período com oração subordinada adjetiva.</p><p> A - Sabemos que o calor dilata os corpos.</p><p> B - Brasília, que é capital do Brasil, foi fundada em 1960.</p><p> C - Fiz-lhe um sinal que se calasse.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p> D - Ela ficou com receio de que eu revelasse o seu segredo.</p><p>No trecho do último parágrafo – “Antes se entendia que o abacate era uma fruta</p><p>gordurosa, que engordava.” –, a oração destacada tem a função de</p><p> A - retomar a visão anterior que havia do abacate, justificando por que ele é tão</p><p>comercializado atualmente.</p><p> B - exemplificar a visão anterior que havia do abacate, reforçando a ideia de que</p><p>seu consumo sempre foi bem visto.</p><p> C - comentar a visão anterior que havia do abacate, a qual se mantém</p><p>atualmente, já que ele engorda as pessoas.</p><p> D - explicar a visão anterior que havia do abacate, que era negativa para a</p><p>comercialização do produto.</p><p> E - enfatizar a visão anterior que havia do abacate, ironizando a ideia de que ele</p><p>possa ser saudável às pessoas.</p><p>Com relação à sintaxe do período, a oração sublinhada no trecho “é um refúgio para as</p><p>vítimas de violência doméstica que têm as próprias vidas ameaçadas.” (linhas 3 e 4)</p><p>classifica-se em oração subordinada</p><p> A - adverbial causal.</p><p> B - adjetiva explicativa.</p><p> C - substantiva completiva nominal.</p><p> D - adjetiva restritiva.</p><p> E - adverbial consecutiva.</p><p>Em: “fui surpreendida por uma andorinha solitária, QUE CRUZOU O PARA-BRISA DO</p><p>CARRO A TODA.”, a oração destacada classifica-se como:</p><p> A - subordinada substantiva apositiva</p><p> B - subordinada adjetiva restritiva.</p><p> C - coordenada sindética aditiva</p><p> D - coordenada sindética explicativa</p><p> E - subordinada adjetiva explicativa</p><p>Atividade de Aprofundamento – Orações Subordinadas Substantivas</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Atividade de Aprofundamento – Orações Subordinadas Substantivas</p><p>Na passagem “os cientistas precisam determinar qual das duas espécies é a mais</p><p>importante”, a oração em destaque:</p><p> A - É substantiva e exerce a função de complemento verbal da oração principal.</p><p> B - É adverbial e tem valor de explicação para a oração principal.</p><p> C - É adjetiva e tem valor explicativo para a oração principal.</p><p> D - É coordenada explicativa e tem valor de explicação para a outra coordenada.</p><p>Em “Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada, ” temos uma:</p><p> AOração subordinada adverbial condicional.</p><p> B - Oração coordenada assindética.</p><p> C - Oração absoluta, cujo período e simples.</p><p> D - Oração subordinada adverbial concessiva.</p><p> E - Oração coordenada sindética.</p><p>A frase “Isso significa que o homem é um eterno irrealizado?” é um exemplo de período</p><p> A - composto por coordenação.</p><p> B - composto por subordinação.</p><p> C - simples, com oração reduzida.</p><p> D - simples, com oração sem sujeito.</p><p> E - simples, com orações intercaladas.</p><p>Na passagem “os cientistas precisam determinar qual das duas espécies é a mais</p><p>importante”, a oração em destaque:</p><p> A - É substantiva e exerce a função de complemento verbal da oração principal.</p><p> B - É adverbial e tem valor de explicação para a oração principal.</p><p> C - É adjetiva e tem valor explicativo para a oração principal.</p><p> D - É coordenada explicativa e tem valor de explicação para a outra coordenada.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Marque a opção em que a oração destacada está corretamente classificada.</p><p> A - Espero que você aprenda português. Subordinada substantiva subjetiva.</p><p> B - Diz-se que Homero era cego. Subordinada substantiva objetiva direta</p><p> C - Estou tão exausto que mal posso ter-me em pé. Subordinada adverbial causal.</p><p> D - Felipe julga que vale muito porque é rico. Coordenada sindética explicativa.</p><p> E - A notícia de que o presidente renunciou não é verdadeira. Subordinada</p><p>substantiva completiva nominal.</p><p>“Todas essas mudanças devem ser absorvidas por todos que almejam obter sucesso no</p><p>novo cenário.” (L.55/56).</p><p>Sobre as funções sintático-semânticas dos elementos que compõem esse período, pode-</p><p>se afirmar:</p><p> A - A expressão “por todos” completa o sentido de um adjetivo.</p><p> B - A oração em negrito tem função objetiva.</p><p> C - O conectivo “que” retoma “mudanças” por isso é elemento de coesão na</p><p>forma de pronome relativo.</p><p> D - O predicado “devem ser absorvidas por todos” classifica-se como verbo-</p><p>nominal.</p><p>Marque a opção em que a indicação da classificação da oração destacada está correta:</p><p> A - “Muitos homens sabem que a paz não se estabeleceu de uma vez por todas</p><p>e para sempre.” (oração subordinada substantiva subjetiva);</p><p> B - “Ela se constrói quando aprendemos a história do mundo,” (oração</p><p>subordinada adjetiva);</p><p> C - “Aparece um artigo no jornal propondo que se proíba a transmissão de jogo</p><p>de futebol pela televisão.” (oração subordinada objetiva indireta);</p><p> D - “e publicam artigos para dizer que não estão de acordo” (oração subordinada</p><p>substantiva objetiva direta).</p><p>“O pai só a vê no fim de semana, O QUE O FARÁ SENTIR-SE CULPADO (...)."</p><p>A oração em destaque classifica-se como:</p><p> A - oração relativa substantiva.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p> B - oração relativa explicativa</p><p> Coração relativa apositiva.</p><p> D - oração relativa cortadora.</p><p> E - oração relativa restritiva</p><p>Atividade de Aprofundamento – Orações Subordinadas Adverbiais</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Orações Subordinadas Adverbiais</p><p>No trecho “Aliás, o cinema nunca foi sua primeira opção, daí ter feito poucos filmes”,</p><p>a oração grifada indica:</p><p> A - oposição.</p><p> B - consequência.</p><p> C - alternância.</p><p> D - acréscimo.</p><p> E - concessão.</p><p>Do ponto de vista da norma culta, a palavra destacada em "Não tem sentido, SE</p><p>observarmos como a mulher foi considerada no passado” possui valor de:</p><p> A - causa.</p><p> B - finalidade</p><p> C - concessão.</p><p> D - condição</p><p> E - adição.</p><p>[...] os recursos públicos estão sendo privatizados e o financiamento de novos fundos</p><p>não têm mais a responsabilidade pública. Trata-se da implementação de uma ideologia</p><p>da responsabilização do indivíduo segundo o qual, se não conseguir competir, deve viver</p><p>como “pária”, como excluído. Como há menos condições de competição nos</p><p>indivíduos, ou porque sejam cada vez mais exigentes, a consequência desse processo é</p><p>a produção, cada vez maior, de párias sociais.</p><p>FALEIROS, Vicente de Paula. Desafios do serviço social na era da globalização. In: Serviço</p><p>social e Sociedade, São Paulo, n. 61, 1999.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Acerca da oração destacada, é linguisticamente adequado afirmar que, em relação à</p><p>última oração, ela expressa uma circunstância de</p><p> A - causa.</p><p> B - concessão.</p><p> C - comparação.</p><p> D - conformidade.</p><p> E - consequência.</p><p>“O cientista</p><p>Ex.: Os conceitos a que me refiro pertencem a Heidegger.</p><p>Perceba que a palavra destacada nessa frase é classificada como pronome</p><p>relativo, pois faz a conexão entre um substantivo e um verbo e, além disso, pode ser</p><p>permutada pelo termo “os quais”, resultando em “aos quais”, em razão de somar com</p><p>a preposição.</p><p>Relembrando quais são os pronomes relativos da língua:</p><p> Que;</p><p> O qual (a qual);</p><p> Quem;</p><p> Quanto;</p><p> Onde;</p><p> Cujo.</p><p>4) Pronomes Indefinidos:</p><p>Ex.: Naquele lugar que deveria ser estranho, tudo me parecia familiar.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Dentre os elementos para memorizar, estão os pronomes indefinidos. As</p><p>questões com esses pronomes são comuns, porque os candidatos usualmente</p><p>negligenciam a importância de memorizar esses termos.</p><p>5) Pronomes interrogativos:</p><p>Ex: De todas as alternativas possíveis, qual me fará passar na prova?</p><p>Vejamos os pronomes interrogativos da língua:</p><p> Que.</p><p> Quem;</p><p> Qual;</p><p> Quanto.</p><p>6) Advérbios:</p><p>Ex.: O contrato? Talvez o assinem amanhã.</p><p>Pronome Pronome</p><p>Alguém Algum</p><p>Ninguém Nenhum</p><p>Outro Outrem</p><p>Cada Tudo</p><p>Todo Nada</p><p>Qualquer Certo</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>A tabela a seguir traz alguns advérbios para memorizarmos:</p><p>Categoria Exemplos</p><p>Afirmação Sim, certamente, evidentemente,</p><p>claramente.</p><p>Negação Não, nunca, jamais, absolutamente.</p><p>Dúvida Talvez, será, tomara, quiçá.</p><p>Tempo Hoje, já, agora, depois, antes.</p><p>Lugar Ali, aqui, lá, acolá, algures, alhures,</p><p>nenhures.</p><p>Modo Bem, mal, rapidamente, adrede.</p><p>Intensidade Muito, pouco, mais, menos, bastante.</p><p>Interrogação Por que, como, quando, onde, aonde,</p><p>donde.</p><p>Inclusão Também, além, inclusive.</p><p>Designação Eis.</p><p>7) “Em” + gerúndio:</p><p>Ex.: Em se desculpando pela ofensa, não haverá dificuldades atreladas ao processo.</p><p>8) Verbo no particípio:</p><p>O caso do verbo no particípio é um pouco diferente. O que acontece, na verdade,</p><p>é que o particípio repele a ênclise, ou seja, há mais maneira de se fazer a colocação do</p><p>pronome oblíquo. O problema reside, fundamentalmente, na ênclise.</p><p>- O Governo me havia remetido o documento.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>- O Governo havia-me remetido o documento. (Comum em Portugal)</p><p>- O Governo havia me remetido o documento. (Comum no Brasil)</p><p>9) Sentenças optativas:</p><p>Uma oração optativa é aquela que exprime um desejo. Costumam ser sentenças de</p><p>organização simples.</p><p>Ex.: Deus lhe pague!</p><p>Observação: não caia na pegadinha!</p><p>Pode ser que a banca faça uma intercalação na sentença, buscando ludibriar</p><p>você! Não caia nessa! Veja o exemplo:</p><p>Ex.: Ele disse que, já fazia mais de duas semanas, me pagou.</p><p>Preste atenção que a sentença interferente “já fazia mais de duas semanas” está</p><p>intercalada na sentença e separa o pronome de uma conjunção subordinativa</p><p>integrante. Isso é algo muito comum em questões de concurso. Não se deixe enganar, é</p><p>impossível fazer uma ênclise nesse caso.</p><p>Colocação Pronominal</p><p>Regras de Mesóclise</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Regras de mesóclise</p><p>As regras de mesóclise são as mais fracas. Isso quer dizer que, em um caso de mesóclise,</p><p>se houver qualquer alteração (como a anteposição de palavra atrativa), a colocação</p><p>deverá ser alterada. Nesse caso, para uma próclise. Vejamos os casos de mesóclise.</p><p>1) Verbo conjugado no futuro do presente do indicativo:</p><p>Ex.: Notificá-lo-emos em razão de tal injúria. (Verbo “notificar” no futuro: notificaremos</p><p>+ o pronome oblíquo).</p><p>2) Verbo conjugado no futuro do pretérito do indicativo:</p><p>Ex.: Informá-la-ia quando retornasse de viagem. (Verbo “informar” no futuro do</p><p>pretérito: informaria + o pronome oblíquo).</p><p>Nota: se houver algum caso de próclise nessas frases acima, a regra de mesóclise há de</p><p>ceder lugar para a próclise. Como disse anteriormente, as palavras “atrativas” são mais</p><p>fortes.</p><p>A mesóclise, apesar de elegante, é pouco empregada na linguagem corrente. Não é</p><p>muito recomendável utilizá-la se estiver escrevendo uma redação.</p><p>Colocação Pronominal</p><p>Regras de Ênclise</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Regras de ênclise</p><p>1) Início de sentença: não se inicia sentença com pronome oblíquo átono.</p><p>Ex.: Faz-se muito com dedicação e esforço.</p><p>Ex.: Atualmente, vive-se com medo nas grandes cidades. (Perceba que o pronome está</p><p>enclîtico, porque se considera início de sentença após aquela vírgula – uma vez que ela</p><p>isola um elemento antecipado na sentença).</p><p>2) Verbo no infinitivo impessoal:</p><p>Ex.: É fundamental esforçar-se para novos rumos.</p><p>3) Verbo no gerúndio:</p><p>Ex.: O suspeito saiu afastando-se do local do crime.</p><p>4) Verbo no imperativo afirmativo:</p><p>Ex.: Tragam-me o livro solicitado!</p><p>5) Verbo no infinitivo + preposição “a” antecedendo o verbo + pronomes</p><p>“o” ou “a”.</p><p>Ex.: O lenhador saiu pela floresta a procurá-la apressadamente.</p><p>Ex.: O promotor fitou o acusado a ofendê-lo desmesuradamente.</p><p>Colocação Pronominal</p><p>Colocação Facultativa</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Colocação Facultativa</p><p>Memorize esses casos! É muito comum as bancas questionarem se o pronome pode ser</p><p>“deslocado” na sentença, sem problemas para a correção gramatical. Há apenas dois</p><p>casos.</p><p>1) Sujeito expresso próximo ao verbo.</p><p>Ex.: Machado de Assis se refere à sociedade da época.</p><p>Ex.: Machado de Assis refere-se à sociedade da época.</p><p>2) Verbo no infinitivo antecedido por “não” ou por preposição.</p><p>Ex.: Todos sabemos que, ao se acostumar com a vida, tendemos ao comodismo.</p><p>Ex.: Todos sabemos que não se acostumar com a vida é o segredo do sucesso.</p><p>Atividade de Aprofundamento - Colocação Pronominal</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Colocação Pronominal</p><p>Levando em conta apenas os fragmentos dados, a alternativa em que os trechos estão</p><p>corretamente reescritos, com a expressão sublinhada substituída pelo pronome é:</p><p> A - apagou da memória as imagens... /apagou-lhes da memória.</p><p> B - apunhalam o individual e o coletivo. / apunhalam-nos.</p><p> C - enfrentaram selvas, secas, tempestades. / enfrentaram-lhes.</p><p> D - conseguiu erradicar males... / conseguiu erradicar-nos.</p><p> E - evitar a marcha rumo à barbárie. / evitar-lhe.</p><p>Está adequado o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:</p><p> A - Jamais os preocupa, parceiros camaradas que são, a possibilidade de que</p><p>alguma competição inconveniente se instale entre eles.</p><p> B - Por que teriam justamente eles incomodado-se, se todas as parcerias à</p><p>que se dedicaram foram sempre muito bem-sucedidas?</p><p> C - Se há parceiros de mal rendimento, se deve à alguma desavença fundamental</p><p>entre ambos, ou simplesmente à falta de talento.</p><p> D - Perdoe-me se mal pergunto-lhe, mas você acredita mesmo que numa boa</p><p>parceria possa prescindir, além do talento, de um grande companheirismo?</p><p> E - Aos parceiros de verdade, não costuma constituí-los um empecilho o afã de</p><p>sucesso, que antes lhes estimula do que os inibe.</p><p>Em um texto está presente a forma “sabê‐lo‐á”, correspondente à forma de futuro do</p><p>presente do verbo saber acompanhada de um pronome mesoclítico.</p><p>Diante dessa forma gráfica, o revisor de texto deve</p><p> A - retirar o acento da primeira forma, pois nenhum vocábulo em língua</p><p>portuguesa pode apresentar dois acentos gráficos.</p><p> B - retirar o acento agudo da forma “a”, pois nenhum vocábulo em língua</p><p>portuguesa pode apresentar dois acentos gráficos.</p><p> C - conservar os dois acentos, pois se trata, na verdade, historicamente,</p><p>de dois</p><p>vocábulos: o verbo saber e o verbo haver.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p> D - conservar os dois acentos, pois a intromissão da forma mesoclítica provocou</p><p>o “esquecimento” de que se trata de um só vocábulo.</p><p> E - reescrever a frase onde se encontra essa forma, pois a mesóclise indica a</p><p>presença de linguagem erudita e provocadora de estranhamento.</p><p>No trecho “perde-se o dinheiro e o amigo” (l. 4-5), a colocação do pronome átono em</p><p>destaque está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.</p><p>O mesmo ocorre em:</p><p> A - Não se perde nem o dinheiro nem o amigo.</p><p> B - Perderia-se o dinheiro e o amigo.</p><p> C - O dinheiro e o amigo tinham perdido-se.</p><p> D - Se perdeu o dinheiro, mas não o amigo.</p><p> E - Se o amigo que perdeu-se voltasse, ficaria feliz.</p><p>O pronome destacado foi utilizado na posição correta, segundo as exigências da norma-</p><p>padrão da língua portuguesa, em:</p><p> A - Quando as carreiras tradicionais saturam-se, os futuros profissionais têm de</p><p>recorrer a outras alternativas.</p><p> B - Caso os responsáveis pela limpeza urbana descuidem-se de sua tarefa, muitas</p><p>doenças transmissíveis podem proliferar.</p><p> C - As empresas têm mantido-se atentas às leis de proteção ambiental vigentes</p><p>no país poderão ser penalizadas.</p><p> D - Os dirigentes devem esforçar-se para que os funcionários tenham consciência</p><p>de ações de proteção ao meio ambiente.</p><p> E - Os trabalhadores das áreas rurais nunca enganaram-se a respeito da</p><p>importância da agricultura para a subsistência da humanidade.</p><p>A norma-padrão em sua variedade formal prevê uma organização da frase em que a</p><p>observância da colocação pronominal é fundamental.</p><p>A frase em que o pronome oblíquo átono está empregado corretamente, segundo as</p><p>regras da colocação pronominal, é:</p><p> A - Ninguém ensinou-me a manter a cabeça à tona d’água.</p><p> B - O subconsciente boicota-nos a todo momento de nossa vida.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p> C - O ser humano que molda-se à diferentes realidades vive melhor.</p><p> D - Boicotaremo-nos todas as vezes que houver a chance de felicidade.</p><p> E - Se considerar mau menino é justificar o não merecimento da felicidade.</p><p>Embora controverso, na maioria dos festivais de cinema, é conferido o prêmio do</p><p>público. Enquanto alguns enaltecem o prêmio do público, há aqueles que consideram o</p><p>prêmio do público pouco representativo da qualidade de um filme; outros, ainda,</p><p>interpretam o prêmio do público como mera estratégia mercadológica.</p><p>Os elementos sublinhados acima podem ser substituídos, respectivamente, por:</p><p> A - lhe enaltecem − consideram-no − o interpretam</p><p> B - enaltecem-no − o consideram − interpretam-no</p><p> C - enaltecem-no − lhe consideram − lhe interpretam</p><p> D - o enaltecem − consideram-lhe − interpretam-lhe</p><p> E - enaltecem-lhe − consideram-no − interpretam-lhe</p><p>O pronome oblíquo átono está empregado de acordo com o que prevê a variedade</p><p>formal da norma-padrão da língua em:</p><p> A - Poucos dar-lhe-iam a atenção merecida.</p><p> B - Lobo Neves nunca se afastara da vida pública.</p><p> C - Diria-lhe para evitar a carreira política se perguntasse.</p><p> D - Ele tinha um problema que mantinha-o preocupado todo o tempo.</p><p> E - Se atormentou com aquela crise de melancolia que parecia não ter fim.</p><p>De acordo com as normas da linguagem padrão, a colocação pronominal</p><p>está INCORRETA em:</p><p> A - Virgínia encontrava-se acamada há semanas.</p><p> B - A ferida não se curava com os remédios.</p><p> C - A benzedeira usava uma peruca que não favorecia-a.</p><p> D - Imediatamente lhe deram uma caneta-tinteiro vermelha.</p><p> E - Enquanto se rezavam Ave-Marias, a ferida era circundada.</p><p>O termo destacado foi utilizado na posição correta, segundo as exigências da norma-</p><p>padrão da língua portuguesa, em:</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p> A - Embora lembrem-se da importância de uma nova utilização, como é o caso</p><p>das garrafas plásticas, há pessoas que desconhecem o valor da reciclagem.</p><p> B - O desafio da limpeza urbana não limita-se apenas a manter limpas as ruas,</p><p>mas, também, a coletar e dar destino adequado ao lixo urbano.</p><p> C - Quando o lixo aloja-se no meio ambiente, causa danos irreparáveis a todos</p><p>os seres vivos, assim como a toda a natureza.</p><p> D - Sempre fazem-se necessárias políticas eficazes para ressaltar a importância</p><p>do saneamento, mantendo-se as cidades mais limpas.</p><p> E - Todos os moradores do bairro mobilizaram-se ao perceber que os esforços</p><p>dispensados para manter o funcionamento dos edifícios deram bons resultados.</p><p>Segundo as exigências da norma-padrão da língua portuguesa, o pronome destacado foi</p><p>utilizado na posição correta em:</p><p> A - Os jornais noticiaram que alguns países mobilizam-se para combater a</p><p>disseminação de notícias falsas nas redes sociais.</p><p> B - Para criar leis eficientes no combate aos boatos, sempre deve-se ter em</p><p>mente que o problema de divulgação de notícias falsas é grave e muito atual.</p><p> C - Entre os numerosos usuários da internet, constata-se um sentimento</p><p>generalizado de reprovação à prática de divulgação de inverdades.</p><p> D - Uma nova lei contra as fake news promulgada na Alemanha não aplica-</p><p>se aos sites e redes sociais com menos de 2 milhões de membros.</p><p> E - Uma vultosa multa é, muitas vezes, o estímulo mais eficaz para que adote-</p><p>se a conduta correta em relação à reputação das celebridades.</p><p>A frase abaixo que apresenta ERRO no uso de pronome é:</p><p> A - Em se tratando de eleições, aquela foi a mais difícil;</p><p> B - Amemo-nos uns aos outros;</p><p> C - Alguém deseja segui-lo;</p><p> D - Ele foi-se afastando devagar;</p><p> E - Eu tinha examinado-o vagarosamente.</p><p>Acentuação Gráfica</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Acentuação Gráfica</p><p>Antecedentes da acentuação gráfica</p><p>Falarei sobre as condições para que você possa acentuar (ou não) uma palavra.</p><p>1 – Prosódia (distribuição dos padrões de tonicidade da língua). A prosódia indica qual é</p><p>a sílaba tônica da palavra. A depender de sua posição, podemos classificar as palavras</p><p>como:</p><p> Oxítonas (última sílaba tônica): fubá, saci.</p><p> Paroxítonas (penúltima sílaba tônica): casa, próprio.</p><p> Proparoxítonas (antepenúltima sílaba tônica): mágica, tétrico.</p><p>2 – Encontros vocálicos. É preciso saber quais são os encontros vocálicos, a fim de que</p><p>seja possível reconhecer algumas regras de acentuação associadas a essa disposição das</p><p>letras.</p><p> Hiato (encontro vocálico que se separa na pronúncia): saúde / egoísta</p><p> Ditongo (encontro vocálico que não se separa, com 2 termos): céu / pai</p><p> Tritongo (encontro vocálico que não se separa, com 3 termos): Paraguai / Saguão</p><p>A título de maior esclarecimento: há três vogais (a, e, o) e duas semivogais (i, u) na Língua</p><p>Portuguesa. A depender da palavra, “e” e “o” podem se comportar como semivogais</p><p>(quando soarem como “u” e “i”).</p><p>Há uma breve classificação dos ditongos que pode ser mencionada:</p><p>a) Crescente (em que há uma semivogal + uma vogal): Água, ausência, consciência.</p><p>b) Decrescente (em que há uma vogal + uma semivogal): Caixa, lei, pai.</p><p>c) Oral (som que ressoa na cavidade bucal): Falei, brincais.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>d) Nasal (som que ressoa na cavidade nasal): Mãe, pão.</p><p>E o falso hiato? Já ouviu falar a respeito?</p><p>Então, há um fenômeno na língua que consiste na pronúncia de “dois ditongos”</p><p>na separação silábica. Chamamos a isso de falso hiato. Veja o exemplo:</p><p>- Praia: usualmente as pessoas separam assim: prai-a, mas pronunciam assim: “prái-</p><p>iá”1. O mesmo acontece com palavras como: maio, sereia, Mauá etc.</p><p>1 Estou usando esse formato de escrita apenas para você sacar a pronúncia, não é</p><p>necessário usar o Alfabeto Fonético Internacional agora.</p><p>Regras de Acentuação</p><p>Grau: para os adjetivos, consiste na variação de comparativo e superlativo nas</p><p>palavras.</p><p>Gênero do adjetivo: há dois tipos de adjetivos nesse sentido.</p><p>a) Uniformes: possuem apenas uma forma. Exemplo: feliz, fiel, distante, senil.</p><p>b) Biformes: possuem mais de uma forma. Exemplo: belo(a), magro(a), apto(a).</p><p>Número do adjetivo: seguem as mesmas regras estabelecidas para a flexão dos</p><p>substantivos1 simples.</p><p>• Mau – Maus.</p><p>• Trigueiro – Trigueiros.</p><p>• Perspicaz – Perspicazes.</p><p>1 Que você verá na seção específica sobre flexão nominal.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Observação 1: se houver (na formação de um termo com valor adjetivo) um substantivo</p><p>na função de adjetivo - a forma será invariável.</p><p>Ternos cinza / Vestidos rosa / Gravatas musgo.</p><p>Observação 2: na formação de adjetivos compostos.</p><p>Usualmente o segundo elemento será flexionado, desde que ambos sejam</p><p>adjetivos. Se houver na formação um substantivo, o termo permanece invariável.</p><p>Exemplos:</p><p>• Luta greco-romana / Esculturas greco-romanas.</p><p>• Calça verde-clara / Calças verde-claras.</p><p>• Roupa amarelo-canário / Roupas amarelo-canário.</p><p>Exceções: surdo-mudo / pele-vermelha2 (ambos flexionam); azul-marinho, azul-celeste</p><p>e ultravioleta (invariáveis).</p><p>Grau do adjetivo:</p><p>1. Comparativo – consiste na comparação de adjetivos para com substantivos ou</p><p>para com outros adjetivos.</p><p>• Inferioridade: menos ... (do) que. João é mais inteligente do que Paulo.</p><p>• Igualdade: tão... quanto. João é tão inteligente quanto Paulo.</p><p>2 Ou seja, surdos-mudos e peles-vermelhas.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>• Superioridade: mais...(do) que. João é mais inteligente do que Paulo.</p><p>2. Superlativo - consiste em reforçar uma característica em determinada sentença.</p><p>• Relativo: reforço feito em relação a um grupo determinado.</p><p>o De superioridade: o mais ... de / dentre. João é o mais inteligente dentre</p><p>os candidatos.</p><p>o De inferioridade: o menos ... de / dentre. João é o menos inteligente</p><p>dentre os candidatos.</p><p>• Absoluto: reforço total, desconsiderando um grupo.</p><p>o Analítico (com auxílio de algum termo): João é muito inteligente.</p><p>o Sintético (com o auxílio de sufixos –íssimo ou -érrimo): João é</p><p>inteligentíssimo.</p><p>POSIÇÃO DO ADJETIVO E A MUDANÇA DE SENTIDO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Muita atenção para aquilo que vamos estudar agora, pois isso DESPENCA em</p><p>provas de concurso!</p><p>Posição do adjetivo e a mudança de sentido:</p><p>A depender da posição do adjetivo em relação ao verbo, pode ocorrer mudança</p><p>de sentido na sentença.</p><p>• Grande homem (pessoa importante).</p><p>• Homem grande (pessoa alta, corpulenta).</p><p>• Velho amigo (pessoa há muito conhecida).</p><p>• Amigo velho (amigo com idade avançada).</p><p>• Smartphone simples (telefone sem muitos recursos)</p><p>• Simples smartphone (um telefone qualquer)</p><p>Exercício de compreensão</p><p>1 – Identifique, no texto a seguir, todos os adjetivos e todas as locuções</p><p>adjetivas.</p><p>Como isso cai na prova?</p><p>Vejamos uma questão para ilustrar melhor o assunto:</p><p>(CESPE) Dado que, na expressão “o vácuo interrogante do porvir”, os termos</p><p>“interrogante” e “do porvir” especificam o mesmo núcleo nominal, o sentido da</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>expressão seria mantido caso a posição desses elementos fosse a seguinte: o vácuo do</p><p>porvir interrogante.</p><p>( ) Certo ( ) Errado</p><p>Resposta: Errado. A banca afirma que não haverá mudança de sentido, todavia a palavra</p><p>“interrogante” (um adjetivo) muda de referente com seu deslocamento na sentença: no</p><p>primeiro caso, atua sobre o substantivo “vácuo”; no segundo, atua sobre o substantivo</p><p>“porvir”.</p><p>ADVÉRBIO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Advérbio</p><p>Define-se advérbio como a palavra invariável1 que imprime uma circunstância sobre um</p><p>verbo, sobre um adjetivo ou sobre um advérbio.</p><p>Exemplos:</p><p>• O aluno do Método Jamilk estuda muito. (Aqui a palavra destacada imprime a</p><p>ideia de intensidade sobre o verbo)</p><p>• Língua Portuguesa é muito interessante. (Aqui a palavra destacada imprime a</p><p>ideia de intensidade sobre o adjetivo)</p><p>• Goku luta bem demais. (Aqui a primeira palavra destacada imprime sentido de</p><p>modo sobre a segunda, a qual imprime sentido de intensidade sobre o verbo).</p><p>Categorias Adverbiais: decore esses sentidos e esses exemplos, a fim de que você</p><p>consiga se localizar com relação à presença de advérbios nas sentenças.</p><p>Categoria Exemplos</p><p>Afirmação Sim, certamente, evidentemente,</p><p>claramente.</p><p>Negação Não, nunca, jamais, absolutamente.</p><p>Dúvida Talvez, será, tomara, quiçá.</p><p>Tempo Hoje, já, agora, depois, antes.</p><p>Lugar Ali, aqui, lá, acolá, algures, alhures,</p><p>nenhures.</p><p>Modo Bem, mal, rapidamente, adrede.</p><p>Intensidade Muito, pouco, mais, menos, bastante.</p><p>1 Sem plural e sem feminino. É isso que significa dizer que uma palavra é</p><p>invariável.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Interrogação Por que, como, quando, onde, aonde,</p><p>donde.</p><p>Inclusão Também, além, inclusive.</p><p>Designação Eis.</p><p>Diferença entre Advérbio e Locução Adverbial</p><p>A distinção entre um advérbio e uma locução adverbial segue a mesma lógica da</p><p>divisão entre um adjetivo e uma locução adjetiva = a quantidade de termos. Vejamos</p><p>alguns exemplos:</p><p>a) Ontem, eu assei uma costela. (a expressão destacada é um advérbio de tempo).</p><p>b) No dia anterior, eu assei uma costela. (a expressão destacada é uma locução</p><p>adverbial de tempo).</p><p>c) No dia mais importante do ano, eu assei uma costela. (a expressão destacada é</p><p>uma locução adverbial de tempo).</p><p>ATIVIDADE DE INTERPRETAÇÃO E APLICAÇÃO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Atividade de interpretação e aplicação</p><p>Nesta atividade, você vai trabalhar sua capacidade de interpretação e</p><p>compreensão. Além disso, faremos uma imersão na captação dos recursos linguísticos</p><p>desenvolvidos até aqui.</p><p>Comece por uma leitura atenta do texto abaixo!</p><p>Os ratos e o queijo</p><p>(Pablo Jamilk)</p><p>Certa feita, dois ratinhos encontraram um belo pedaço de gorgonzola dando</p><p>sopa em um dos balcões da casa onde fizeram sua toca. O pedaço era bem grande e não</p><p>seria necessário ficar saindo da toca para buscar outras coisas durante um bom tempo.</p><p>Tudo de que necessitavam estava bem por ali. A coisa ficou tão legal, que o Alves (que</p><p>avistara a peça de queijo) resolveu chamar um primo para passar um tempo ali.</p><p>Beltroneu, o amigo (que ajudara a carregar a peça), sentiu-se no direito de trazer mãe e</p><p>pai para provar da iguaria.</p><p>Foi só festa na extravagância do queijo durante a primeira semana: faziam</p><p>pequenos anéis com a comida; jogavam para cima a fim de simular chuva de queijo</p><p>ralado; Clóvis (o primo do Alves) fez até um bonezinho de queijo, que ostentava quando</p><p>dava uma volta pelas galerias que há entre as casas. Vocês se enganam quando pensam</p><p>que construímos casas e os ratos as invadem. Nós é que subimos paredes em volta das</p><p>casas dos ratos. Tudo é dos ratos!</p><p>O Clóvis, um dia, voltou puto da cara, porque – no cruzamento entre a São</p><p>Vicente e a Bastião Tavares – um filho de uma ratazana resolveu levar o seu bonezinho</p><p>de queijo. Chegou, mostrou os dentes e mandou dar o boné se não quisesse morrer,</p><p>safado! A inconformidade foi geral: como é que alguém resolveria tomar desse jeito</p><p>aquilo por que ele lutou tanto para conseguir? O mundo estava virado! Ninguém mais</p><p>pode sair na rua?</p><p>Gráfica</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Regras de Acentuação Gráfica</p><p>Vamos estudar as regras propriamente ditas. Atente para os casos e busque</p><p>memorizá-los.</p><p>1 – Proparoxítonas: todas são acentuadas.</p><p>Ex.: Sádico, amazônico, hipócrita, médico.</p><p>2 – Paroxítonas:</p><p>a) Não são acentuadas as terminadas em:</p><p> A (S): fada, casas.</p><p> E (S): plebe, rudes.</p><p> O (S): carro, cigarros.</p><p> M / ENS: miragem / hifens.</p><p> Prefixos terminados em “i” ou “r”: semi / super</p><p>b) São acentuadas as terminadas em:</p><p> R: caráter.</p><p> N: hífen.</p><p> L: lavável.</p><p> X: tórax.</p><p> I(S): lápis.</p><p> Ã(S): ímã.</p><p> US: ônus.</p><p> UM (UNS): álbum.</p><p> OM (ON, ONS): iândom, prótons.</p><p> PS: bíceps.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p> DITONGO: fáceis.</p><p>3 – Oxítonas: são acentuadas as terminadas em:</p><p> A(S): será / marajá</p><p> E(S): filé / sopé</p><p> O(S): dominó / Caiapó</p><p> EM / ENS: amém / parabéns.</p><p>4 – Monossílabos tônicos: são acentuados os terminados em:</p><p> A(S): lá, má, dá, já.</p><p> E(S): pé, vê, ré, Zé.</p><p> O(S): dó, pó, só.</p><p>5 – Acentuação de Hiatos: “I” e “U” sozinhos ou seguidos de S:</p><p> Carnaúba / Saída / Egoísta / Balaústre</p><p>Obs.: não são acentuados nos seguintes casos:</p><p>- Seguidos de NH: rainha, bainha, tainha.</p><p>- Paroxítonos antecedidos de ditongo: feiura / Bocaiuva.</p><p>- i / u duplicados: xiita / vadiice / uuçango.</p><p>Obs. 2: iídiche / friíssimo. Esses termos possuem acento porque são proparoxítonos.</p><p>6 – Ditongos abertos: éu, éi, ói.</p><p>a) Monossilábicos: véu, rói, dói, réis.</p><p>b) Oxítonos: caracóis, pincéis, troféus.</p><p>7 – Formas Verbais com Hífen:</p><p>Deve-se tratar cada forma como se fosse uma palavra distinta.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Ex.: Contar-lhe. (Oxítona terminada em “r” e monossílabo átono)</p><p>Ex.: Sabê-la. (Oxítona terminada em “e” e monossílabo átono)</p><p>Ex.: Convidá-la-íamos. (Oxítona terminada em “a” e proparoxítona)</p><p>8 – Verbos “Ter” e “Vir”</p><p>Se empregados na terceira pessoa do singular (Presente do Indicativo): sem acento.</p><p>Ex.: O homem tem / o homem vem.</p><p>Se empregados na terceira pessoa do plural (Presente do Indicativo): com acento</p><p>circunflexo.</p><p>Ex.: Os homens têm / os homens vêm.</p><p>9 – Verbos derivados de “Ter” e “Vir”</p><p>Se empregados na terceira pessoa do singular (Presente do Indicativo): com acento</p><p>agudo.</p><p>Ex.: João mantém / o frasco contém.</p><p>Se empregados na terceira pessoa do plural (Presente do Indicativo): com acento</p><p>circunflexo.</p><p>Ex.: Os homens mantêm / os frascos contêm.</p><p>10 – Acentos diferenciais:</p><p>Permanecem:</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p> Pôr (verbo) / Por (preposição)</p><p> Pôde (pretérito perfeito) / Pode (presente)</p><p> Fôrma (substantivo – recipiente) / Forma (verbo “formar” / substantivo –</p><p>formato)1</p><p>Desaparecem2:</p><p> Pára - Para</p><p> Pêra - Pera</p><p> Pólo - Polo</p><p> Pêlo - Pelo</p><p>Novo Acordo Ortográfico</p><p>O Novo Acordo Ortográfico trouxe algumas modificações para a acentuação</p><p>gráfica. Nada que torne a vida do aluno algo muito difícil. Basta observar as seguintes</p><p>alterações.</p><p>a) Ditongos abertos paroxítonos não são mais acentuados.</p><p> Ideia, boia, jiboia, assembleia.</p><p>b) EE / OO – paroxítonos (não são mais acentuados)</p><p> Veem, leem, creem.</p><p> Voo, enjoo, perdoo.</p><p>1 Esse é um caso facultativo.</p><p>2 Os acentos não são mais utilizados, mas as palavras ainda existem.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>c) Não há mais trema em palavras da língua portuguesa.</p><p> Linguiça; tranquilo.</p><p>Atividade de Aprofundamento - Acentuação</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Acentuação</p><p>O acento gráfico da palavra "dará" é justificado pela mesma regra que determina a</p><p>acentuação da palavra:</p><p> A - você</p><p> B - várias</p><p> C - dá</p><p> D - grajaú</p><p> E - adorável</p><p>De acordo com as regras gramaticais de acentuação, assinale a alternativa correta:</p><p> A - As palavras “paróquia” e “pároco” se acentuam pela mesma regra gramatical.</p><p> B - Diferentes regras de acentuação justificam o emprego do acento em</p><p>“tráfego” e “tráfico”.</p><p> C - As palavras “flácida”, “máquina” e “práxis” se acentuam pela mesma regra</p><p>gramatical.</p><p> D - As palavras “rápido” e “crédito” se acentuam pela mesma regra gramatical.</p><p> E - Diferentes regras de acentuação justificam o emprego do acento em</p><p>“pretérito” e “inquérito”.</p><p>Dentre as palavras abaixo, destacadas do texto, assinale aquela que é acentuada por</p><p>razão DIFERENTE das demais.</p><p> A - “rádios”.</p><p> B - “relógios”.</p><p> C - “ninguém”.</p><p> D - “indício”.</p><p> E - “contraditórias”.</p><p>Analise as palavras a seguir e marque a alternativa em que todas as palavras devem</p><p>ser acentuadas. (Atenção! Todas estão sem acento gráfico)</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p> A - Jeremiada / fortuito / alopecia.</p><p> B - Nefelibata / cateter / pegada.</p><p> C - Alcoois / lucifer / ipsilon.</p><p> D - Avaro / pudica / rubrica.</p><p> E - Alopata / biologia / gratuito.</p><p>No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.</p><p>Os vocábulos “saúde”, “vigília” e “contínuo” são acentuados graficamente de acordo</p><p>com a mesma regra de acentuação gráfica.</p><p> Certo</p><p> Errado</p><p>De acordo com o texto, julgue o item a seguir.</p><p>Os vocábulos “vêm”, “já” e “também” são acentuados graficamente de acordo com a</p><p>mesma regra de acentuação gráfica.</p><p> Certo</p><p> Errado</p><p>Considerando aspectos linguísticos do texto, julgue o item que se segue.</p><p>“saúde” (linha 3) é acentuada por ser proparoxítona, assim como “angústia” (linha 5) e</p><p>“inúmeras” (linha 15).</p><p> Certo</p><p> Errado</p><p>Marque a opção em que todas as palavras são acentuadas por seguirem a mesma regra</p><p>de acentuação:</p><p> A - Continuará, vírus, bebês.</p><p> B - Estratégia, espécies, anúncio.</p><p> C - Importância, inédita, bióloga.</p><p> D - Doméstico, política, estratégia.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Nós falamos em televisão, mas é bom lembrar que outros veículos de comunicação –</p><p>rádios e jornais – também vivem do que cobram pelos anúncios.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta palavras com a mesma regra de acentuação da</p><p>palavra destacada acima:</p><p> A - Vácuo e insônia.</p><p> B - Lavável e pólen.</p><p> C - Caída e traíram.</p><p> D - Matemática e trânsito.</p><p> E - Subúrbio e apóia.</p><p>No que diz respeito ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.</p><p>As palavras “musculoesqueléticos” e “cardíacas” são acentuadas graficamente de</p><p>acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.</p><p> Certo</p><p> Errado</p><p>1. Mário: é acentuada por ser uma paroxítona terminada em ditongo crescente.</p><p>2. Décimo: recebe acento por ser uma proparoxítona e todas as proparoxítonas são</p><p>acentuadas.</p><p>3. Será: recebe acento por ser uma oxítona terminada em “a”.</p><p>Está (ão) correta (s) a (s) afirmativa (s):</p><p> A - 1, 2 e 3.</p><p> B - 1 e 2 apenas.</p><p> C - 1 e 3 apenas.</p><p> D - 2 apenas.</p><p> E - 3 apenas.</p><p>Assinale a alternativa que NÃO apresenta uma palavra acentuada por classificar-se</p><p>como proparoxítona:</p><p> A - pública</p><p> B - gênero</p><p> C - econômicas</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p> D - responsáveis</p><p> E - dinâmicas</p><p>Crase - Introdução</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Crase - Introdução</p><p>Crase é o nome do fenômeno linguístico em que se pronuncia o som de duas vogais em</p><p>apenas uma emissão sonora. Na verdade, trata-se de uma união, como o próprio nome</p><p>grego “krásis” indica. O acento grave indicativo de crase (`) deve ser empregado em</p><p>contrações da preposição “a” com:</p><p>1. O artigo definido feminino:</p><p>• O homem foi à reunião descrita na ata.</p><p> Comentário:</p><p>veja que há uma preposição “a” proveniente da</p><p>regência do verbo “ir” somada ao artigo “a” que antecede o</p><p>substantivo feminino “reunião”.</p><p>2. Os pronomes “aquele”, “aquela” ou “aquilo”.</p><p>• Referimo-nos àquele assunto mencionado.</p><p> Comentário: soma-se aqui a preposição “a” proveniente do verbo</p><p>ao pronome “aquele”.</p><p>3. O pronome demonstrativo “a”:</p><p>• Tenho uma calça semelhante à que você tem.</p><p> Comentário: nesse caso, soma-se a preposição “a” proveniente</p><p>do adjetivo “semelhante” ao pronome demonstrativo “a” (igual a</p><p>“aquela”) que antecede o pronome relativo “que”.</p><p>Essa é a parte da teoria, a partir de agora, é possível segmentar a matéria em três tipos:</p><p>casos proibitivos, casos obrigatórios e casos facultativos.</p><p>Crase</p><p>Casos Proibitivos</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Crase – Casos Proibitivos</p><p>Casos Proibitivos (Não se pode empregar o acento grave)</p><p>Memorize esses casos! As questões exigirão que você saiba se o acento foi</p><p>empregado corretamente. Essa parte da matéria ajuda a responder à maioria dos casos.</p><p>1. Diante de palavra masculina:</p><p>• Ele fazia menção a dissídio trabalhista.</p><p>2. Diante de palavra com sentido indefinido:</p><p>• O homem não assistia a novelas da TV.</p><p>3. Diante de verbos:</p><p>• Os meninos estavam dispostos a estudar Gramática.</p><p>4. Diante de alguns pronomes: (pessoais, de tratamento, indefinidos,</p><p>interrogativos)</p><p>• A Sua Excelência, dirigimos um comunicado.</p><p>5. Em expressões com palavras repetidas.</p><p>• Cara a cara, dia a dia, mano a mano.</p><p>6. Diante de topônimos que não admitem o artigo.</p><p>• Agripino viajará a São Paulo.</p><p>Veja que há uma observação em relação a essa regra: se o topônimo estiver</p><p>determinado (houver uma especificação após ele), o acento será obrigatório.</p><p>Ex.: Agripino viajará à São Paulo de sua infância.</p><p>7. Diante da palavra “casa” (no sentido de “própria residência”).</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>• O menino voltou a casa para falar com a mãe.</p><p>Veja que há uma observação em relação a essa regra: se a “casa” estiver determinada</p><p>(houver uma especificação após ela), o acento será obrigatório.</p><p>Ex.: O menino voltou à casa da mãe.</p><p>8. Diante da palavra “terra” (no sentido de “solo”).</p><p>• Muitos virão a terra após navegar.</p><p>Veja que há uma observação em relação a essa regra: se a terra estiver determinada</p><p>(houver uma especificação após ela), o acento será obrigatório.</p><p>• Muitos virão à terra dos selvagens após navegar.</p><p>9. Diante de numerais cardinais referentes a substantivos não determinados pelo artigo.</p><p>• O secretário iniciou a visita a quatro regiões devastadas.</p><p>Note que, se houver um artigo no plural – nessa frase – haverá o acento grave.</p><p>• O presidente iniciou a visita às quatro regiões devastadas. (Perceba a</p><p>diferença de sentido entre “quatro regiões” e “as quatro regiões”)</p><p>Crase</p><p>Casos Obrigatórios</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Crase – Casos Obrigatórios</p><p>Casos Obrigatórios (Deve-se empregar o acento grave).</p><p>Vejamos agora os casos obrigatórios de crase! Tente perceber a preposição e os</p><p>artigos envolvidos nesse processo! Pau na máquina!</p><p>1. Locução adverbial ou adjetiva com núcleo feminino:</p><p>• à vista, à noite, à esquerda, à direta, à toa, à vontade etc.</p><p>2. Expressão (masculina ou feminina) com o sentido de “à moda de”:</p><p>• gol à Pelé, cabelos à Sansão, poema à Bilac, conto à Machado, bife à</p><p>milanesa etc.</p><p>• Note que “frango a passarinho” e “bife a cavalo” não possuem acento</p><p>grave, pois são locuções com núcleo masculino e não indicam “o estilo de</p><p>alguém que o faz.</p><p>3. Locução prepositiva:</p><p>• à vista de, à beira de, à mercê de, à custa de.</p><p>• Note que “a partir de” e “a fim de” não possuem acento grave.</p><p>4. Locução conjuntiva proporcional:</p><p>• à medida que, à proporção que.</p><p>5. Para evitar ambiguidade:</p><p>• Ama a mãe a filha.</p><p>• Para poder saber quem é sujeito e quem é complemento nessa sentença,</p><p>é necessário colocar um acento grave sobre o termo quer servirá de</p><p>complemento, ou seja, será formado um objeto direto preposicionado.</p><p>Em ‘ama a mãe à filha’, a mãe é o sujeito; em ‘ama à mãe a filha, a filha é</p><p>o sujeito.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>6. Diante de “madame”, “senhora” e “senhorita”:</p><p>• Enviaremos uma carta à senhorita.</p><p>7. Diante da palavra “distância” (quando estiver determinada):</p><p>• O acidente se deu à distância de 100 metros.</p><p>Crase</p><p>Casos Facultativos</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Crase – Casos Facultativos</p><p>Casos Facultativos (Pode-se empregar facultativamente o acento grave)</p><p>São quatro casos facultativos:</p><p>1. Após a preposição “até”:</p><p>• Caminharemos até a sala do diretor.</p><p>• Caminharemos até à sala do diretor.</p><p>2. Diante de pronome possessivo feminino (singular e em função adjetiva):</p><p>• Ninguém fará menção a sua citação.</p><p>• Ninguém fará menção à sua citação.</p><p>• Note que, se a expressão estiver no plural, o acento será obrigatório:</p><p>Ninguém fará menção às suas citações.</p><p>3. Diante de substantivo próprio feminino:</p><p>• Houve uma homenagem a Cecília.</p><p>• Houve uma homenagem à Cecília.</p><p>• Obs.: não se emprega acento grave com nomes históricos ou</p><p>sagrados.</p><p>4. Diante da palavra “Dona”.</p><p>• Enviamos a correspondência a Dona Nádia.</p><p>• Enviamos a correspondência à Dona Nádia.</p><p>Bônus: Paralelismo sintático!</p><p>Uma estrutura paralelística é aquela que apresenta formação igual em suas</p><p>estruturações, ou seja, se em um complemento composto houver um artigo antes do</p><p>primeiro núcleo, ele deve ser repetido ao longo de todos os núcleos. E isso há de se</p><p>estender aos casos de crase.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Ele se referia a saúde, educação, turismo e esporte. (certo)</p><p>Ele se referia à saúde, à educação, ao turismo e ao esporte. (certo)</p><p>Ele se referia à saúde, educação, turismo e esporte. (errado)</p><p>Para memorizar:</p><p>1. Diante de pronome, crase passa fome.</p><p>2. Diante de masculino, crase é pepino.</p><p>3. Diante de ação, crase é marcação.</p><p>4. Vou à, volto da = crase há; vou a, volto de = crase pra quê?</p><p>5. “A”no singular + palavra no plural = crase nem a pau.</p><p>6. Com pronome de tratamento = crase é um tormento.</p><p>7. Adverbial, feminina e locução = manda crase, meu irmão.</p><p>8. A + aquele = crase nele.</p><p>9. Palavras repetidas = crases proibidas.</p><p>10. Palavra determinada = crase liberada.</p><p>11. Se for “à moda de” = crase vai vencer!</p><p>12. Diante de pronome pessoal = crase faz mal!</p><p>13. Com hora exata = crase é mamata!</p><p>14. Trocando “a” por “ao” = crase nada mal!</p><p>15. Trocando “a” por “o” = crase se lascou!</p><p>Essas regras ajudam, contudo não resolvem todo o problema! Não seja preguiçoso e</p><p>estude todos os casos particularmente.</p><p>Atividade de Aprofundamento - Crase</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Crase</p><p>Marque a opção em que o sinal indicativo de crase é usado INCORRETAMENTE.</p><p> A - Este tecido deve ser lavado à mão.</p><p> B - Ermenegildo ainda bate seus textos à máquina.</p><p> C - Agora, vire à direita!</p><p> D - Muitos alunos vão à pé para a escola.</p><p>"... uma namorada à nossa espera."</p><p>Na frase destacada, o sinal de crase é facultativo. É o que, também, ocorre em:</p><p> A - Às vezes, é melhor fugir dos fantasmas.</p><p> B - Fernando tinha ervas sempre à mão.</p><p> C - O contador dedicava suas histórias às crianças.</p><p> D - Ele voltava feliz àquela casa assombrada.</p><p> E - Não contarás essa mentira à tua filha.</p><p>"Que a todos e todas se prefiram ____ negrinhas com tez de ébano, os pretinhos e</p><p>pajenzinhos amouriscados</p><p>que fazem ____ vezes de moços de companhia ____</p><p>senhoras que os tratam como periquitos, lulus e outros cãezinhos, os negros</p><p>brincalhões, displicentes e bons dançarinos, os pretos bons e seus bons amos mas</p><p>eternamente gratos e fiéis, cujo papel é o de validar a magnanimidade do branco - nada</p><p>disso é de hoje". Crítica da Razão Negra, Achille Mbembe.</p><p> A - as, às, as</p><p> B - às, as, às</p><p> C - as, às, às</p><p> D - às, às, às</p><p> E - as, as, às</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Na sequência da entrevista do Texto 4, temos o seguinte fragmento: “Durante</p><p>__________ conversa, Varella também falou sobre sua experiência nos presídios</p><p>brasileiros, nos quais é voluntário __________ décadas. Também discorre sobre temas</p><p>que costumam gerar polêmica, como __________ descriminalização das drogas, o</p><p>aborto, __________ homossexualidade e o papel da fé no processo de cura”. Marque a</p><p>alternativa que completa adequadamente esse fragmento do texto 4:</p><p> A - à, a, há, a.</p><p> B - há, há, à, a.</p><p> Ca, há, a, a.</p><p> D - a, a, à, há.</p><p>Estaria mantida a correção gramatical do texto caso o segmento “entender a narrativa</p><p>desses pacientes” (linha 24) fosse reescrita como entender à narrativa desses</p><p>pacientes, dado o caráter opcional do emprego do acento grave indicativo de crase</p><p>nesse caso.</p><p> Certo</p><p> Errado</p><p>______________ altura, _____ Fiocruz informou _____ comunidade científica _____</p><p>descoberta inédita relativa ____ condições de transmissão do vírus Zika.</p><p> A - Àquela, a, a, à, as.</p><p> B - Aquela, a, a, à, as.</p><p> C - Àquela, a, à, a, às.</p><p> D - Aquela, a, à, a, às.</p><p>Preencha as lacunas com: a – à – as – ás, e assinale a alternativa sequencialmente</p><p>correta.</p><p>I. Quero presentear __ alguns amigos.</p><p>II. Estou-me referindo __ mesma pessoa.</p><p>III. __ aeromoça chegou __ terra de seus pais.</p><p>IV. Vou __ Florença ___escondidas.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p> A - à – a – À – a – a – as.</p><p> B - a – a – A – a – à – as.</p><p> C - a – à – À – à – a – ás.</p><p> D - a – à – A – à – a – ás.</p><p> E - à – à – À – a – a – as.</p><p>Dentre as frases abaixo, devemos utilizar o acento grave apenas em:</p><p> A - Conheço a aluna que ganhou o prêmio.</p><p> B - Fui a feira.</p><p> C - Passou a camisa a ferro.</p><p> D - Estou disposto a ajudar</p><p> E - Diga a ela que não estarei em casa amanhã.</p><p>No período “E lá na frente tem uma revolução à espera” (linha 36), se o sinal indicativo</p><p>de crase fosse suprimido, o sentido e a correção do texto seriam prejudicados.</p><p> Certo</p><p> Errado</p><p>O acento que indica a ocorrência de crase foi empregado inadequadamente em</p><p> A - Pedale atento às condições da via para evitar derrapagens, movimentos</p><p>bruscos e quedas (linhas 4 e 5).</p><p> B - Sinalize suas manobras com o braço esquerdo, indicando conversões à direita,</p><p>esquerda ou parada (linhas 5 e 6).</p><p> C - E vale à pena conferir se o motorista viu e entendeu o seu sinal (linhas 6 e 7).</p><p> D -Deixando sua testa à mostra ela estará exposta a pancadas em caso de</p><p>queda (linhas 30 e 31).</p><p> E - Não circule por ruas com aparelhos eletrônicos plugados aos seus ouvidos,</p><p>você estará perdendo um dos sentidos fundamentais à sua atenção (linhas 42 e</p><p>43).</p><p>Concordância Verbal e Nominal</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Concordância Verbal e Nominal</p><p>Introdução</p><p>O conteúdo que você está prestes a estudar é um dos mais importantes do</p><p>universo da Língua Portuguesa. Muito do que você verá aqui já foi visto ao longo de</p><p>nossas aulas. Agora, é hora de compilar tudo e transformar em conhecimento.</p><p>Conceituação</p><p>“Concordar”, de uma maneira geral, significa modificar as palavras de modo de</p><p>elas se relacionem harmoniosamente em uma sentença. Essa harmonia está relacionada</p><p>à flexão dos termos. Sempre existirá, nos casos de concordância, uma palavra que</p><p>servirá de “orientação” para realizar a adequação da flexão.</p><p>A flexão da concordância pode ser feita de:</p><p>• Gênero: masculino e feminino.</p><p>• Número: singular e plural.</p><p>• Pessoa: 1ª, 2ª e 3ª pessoa.</p><p>Os casos mais incidentes, nas questões de concurso, são os de concordância de número.</p><p>Isso não quer dizer que você não deva prestar atenção aos demais casos.</p><p>Concordância Verbal e Nominal</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Concordância Verbal e Nominal</p><p>Há três tipos de concordância:</p><p> Lógica ou gramatical: consiste em adequar o termo que concorda ao</p><p>núcleo de seu referente para concordância. Veja o exemplo:</p><p>o Os boatos não surtiram efeito.</p><p>Explicação: nessa sentença, o verbo realiza a concordância com o núcleo de seu sujeito,</p><p>visto que ele (boatos) se encontra no plural.</p><p> Atrativa ou eufônica: consiste em adequar o termo que concorda ao</p><p>termo que mais se aproxima dele. Veja o exemplo.</p><p>o Surgiu a resposta e o problema no mesmo momento.</p><p>Explicação: nessa sentença, o verbo concorda com o núcleo do sujeito que mais se</p><p>aproxima do verbo. Também seria correto concordar com os dois elementos, ou seja,</p><p>escrever no plural.</p><p> Siléptica ou ideológica: consiste em adequar o termo que concorda com</p><p>a ideia expressa pelo referente e não com a palavra. Veja o exemplo.</p><p>o Os brasileiros somos receptivos.</p><p>Explicação: nessa sentença, o verbo não concorda com o sujeito inteiramente, uma vez</p><p>que a referência para o sujeito está na terceira pessoa do plural (a lógica seria “os</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>brasileiros são”). Ao escrever a forma “somos”, ocorre uma silepse de pessoa, por isso</p><p>– de certo modo – o falante “se inclui” na expressão (mudança da terceira pessoa para</p><p>a primeira pessoa do plural).</p><p>Antes de começar, uma distinção importante:</p><p>Concordância Verbal: análise que leva em consideração a relação entre sujeito e verbo.</p><p>• Minhas alunas devem fazer aquela prova1.</p><p>Concordância Nominal: análise que leva em consideração a relação entre os termos do</p><p>grupo nominal – substantivo, artigo, adjetivo, pronome e numeral.</p><p>• “As pessoas boas devem amar seus inimigos.2”(Seu Madruga)</p><p>Regras de Concordância Verbal</p><p>• Regra Geral (também chamada de regra do Sujeito Simples): o verbo concorda</p><p>com o núcleo do sujeito em número e pessoa.</p><p>• Ocorreram manifestações ao longo do país.</p><p>• Duas pessoas duvidaram de que você viria para a festa.</p><p>• Regra do Sujeito Composto: há duas possibilidades claras:</p><p>a) Sujeito anteposto ao verbo: verbo deve ser empregado no plural</p><p> Brasil e China hão de sediar o evento.</p><p>1 Nesse caso, o sujeito “minhas alunas” faz o verbo ser flexionado no plurar, a fim</p><p>de estabelecer uma relação de concordância.</p><p>2 Nessa frase, o núcleos nominais substantivos fazem que seus termos periféricos</p><p>(artigo, adjetivo, pronome) estabeleçam relação de concordância.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p> O parlamentar e seu companheiro foram citados no processo.</p><p>b) Sujeito posposto ao verbo: verbo no plural ou concorda com o</p><p>referente mais próximo:</p><p> Chegou / chegaram Manoel e sua família.</p><p> Foi citado / foram citados o parlamentar e seu companheiro no</p><p>processo.</p><p>• Regra do Sujeito Oracional: verbo deve ficar no singular.</p><p>• É necessário que haja superávit primário.</p><p>• Convém que o aluno estude Gramática.</p><p>Regras relativas à Construção do Sujeito:</p><p>• Sujeito construído com expressão partitiva seguida de nome no plural: verbo no</p><p>singular ou no plural.</p><p> Grande parte dos jogadores fez / fizeram uma preparação intensa.</p><p>• Sujeito construído com expressão que indica quantidade aproximada seguida de</p><p>numeral: verbo concorda com o substantivo que estiver na expressão.</p><p> Cerca de 50 % das pessoas gabaritaram a prova.</p><p> Cerca de 50% do povo gabaritou a prova.</p><p>Obs.: se houver porcentagem sem o substantivo, o verbo concorda com a noção de</p><p>quantidade.</p><p>• 50% gabaritaram a prova.</p><p>• Sujeito construído com substantivo plural: duas possibilidades.</p><p>a) Sem artigo ou com artigo no singular: verbo no singular.</p><p> Minas Gerais exporta cultura.</p><p> O Amazonas é vasto.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>b) Com artigo no plural: verbo no plural.</p><p> Os Estados Unidos entraram no conflito.</p><p> Sujeito construído com pronome interrogativo / indefinido (no plural) + pronome</p><p>pessoal: pode o verbo concordar com um dos pronomes em questão:</p><p> Quais de nós encontrarão / encontraremos a resposta?</p><p> Muitos de nós reivindicam / reivindicamos as medidas mencionadas.</p><p>Obs.: se os pronomes estiverem no singular, o verbo também permanece no singular:</p><p>Qual de nós é capaz de resolver o problema?</p><p>• Sujeito construído com a expressão “um dos que”: o verbo deve ir para o plural.</p><p> César foi um dos intelectuais que mais apoiaram a nova visão de cultura.</p><p>• Sujeito construído com núcleos sinônimos: verbo no singular ou no plural.</p><p> Tragédia, catástrofe e incidente é / são o futuro daquele lugar.</p><p>• Sujeito construído com núcleos em gradação: verbo no plural ou concorda com</p><p>o último núcleo:</p><p> Um dia, um mês, um ano, uma vida de opressão não é suficiente (são</p><p>suficientes) para nos vencer.</p><p>• Sujeito construído por pessoas gramaticais diferentes: o plural se dá para a</p><p>pessoa predominante3:</p><p> Marina e eu vamos à festa da praia hoje.</p><p>3 A noção de predominância dá-se pela relação de ordem, ou seja, 1ª, 2ª e 3ª</p><p>pessoa.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>• Sujeito composto ligado pela palavra “com” (no sentido aditivo): o verbo deve ir</p><p>para o plural:</p><p> A menina com sua mãe registraram a queixa.</p><p>Obs.: se separada por vírgulas a expressão que inicia com a preposição o verbo fica no</p><p>singular.</p><p>A menina, com sua mãe, registrou a queixa.</p><p>• Sujeito composto ligado pela palavra “nem”: não há consenso, mas o usual é</p><p>empregar no plural:</p><p>a) Nem dinheiro nem fama encantavam aquela menina.</p><p>• Sujeito composto ligado pela palavra “ou”: há alguns casos:</p><p>a) Sem exclusão de referente: verbo no plural.</p><p> Cebola ou tomate devem ser usados em qualquer almoço.</p><p>b) Com exclusão de referente: verbo no singular.</p><p> Mariano ou Pedrito conquistará o cargo dos sonhos.</p><p>• Sujeito construído com a expressão “um e outro”: verbo no singular ou no plural, a</p><p>menos que haja reciprocidade (daí vai para o plural):</p><p> Um e outro fez / fizeram a inscrição do concurso.</p><p> Um e outro se cumprimentaram naquela tarde quente.</p><p> Sujeito construído com a expressão “um ou outro”: verbo deve ser empregado</p><p>no singular.</p><p> Dos meninos que estavam na sala, um ou outro entenderá a matéria</p><p>explicada.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p> Sujeito construído com a expressão “nem um, nem outro”: verbo deve ficar no</p><p>singular.</p><p> Das saídas propostas para a crise; nem uma, nem outra me parece</p><p>cabível.</p><p>Regras de Concordância Verbal</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Regras de Concordância Verbal</p><p>• Regra Geral (também chamada de regra do Sujeito Simples): o verbo concorda</p><p>com o núcleo do sujeito em número e pessoa.</p><p>• Ocorreram manifestações ao longo do país.</p><p>• Duas pessoas duvidaram de que você viria para a festa.</p><p>• Regra do Sujeito Composto: há duas possibilidades claras:</p><p>a) Sujeito anteposto ao verbo: verbo deve ser empregado no plural</p><p> Brasil e China hão de sediar o evento.</p><p> O parlamentar e seu companheiro foram citados no processo.</p><p>b) Sujeito posposto ao verbo: verbo no plural ou concorda com o</p><p>referente mais próximo:</p><p> Chegou / chegaram Manoel e sua família.</p><p> Foi citado / foram citados o parlamentar e seu companheiro no</p><p>processo.</p><p>• Regra do Sujeito Oracional: verbo deve ficar no singular.</p><p>• É necessário que haja superávit primário.</p><p>• Convém que o aluno estude Gramática.</p><p>Regras relativas à Construção do Sujeito:</p><p>• Sujeito construído com expressão partitiva seguida de nome no plural: verbo no</p><p>singular ou no plural.</p><p> Grande parte dos jogadores fez / fizeram uma preparação intensa.</p><p>• Sujeito construído com expressão que indica quantidade aproximada seguida de</p><p>numeral: verbo concorda com o substantivo que estiver na expressão.</p><p> Cerca de 50 % das pessoas gabaritaram a prova.</p><p> Cerca de 50% do povo gabaritou a prova.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Obs.: se houver porcentagem sem o substantivo, o verbo concorda com a noção de</p><p>quantidade.</p><p>• 50% gabaritaram a prova.</p><p>• Sujeito construído com substantivo plural: duas possibilidades.</p><p>a) Sem artigo ou com artigo no singular: verbo no singular.</p><p> Minas Gerais exporta cultura.</p><p> O Amazonas é vasto.</p><p>b) Com artigo no plural: verbo no plural.</p><p> Os Estados Unidos entraram no conflito.</p><p> Sujeito construído com pronome interrogativo / indefinido (no plural) + pronome</p><p>pessoal: pode o verbo concordar com um dos pronomes em questão:</p><p> Quais de nós encontrarão / encontraremos a resposta?</p><p> Muitos de nós reivindicam / reivindicamos as medidas mencionadas.</p><p>Obs.: se os pronomes estiverem no singular, o verbo também permanece no singular:</p><p>Qual de nós é capaz de resolver o problema?</p><p>• Sujeito construído com a expressão “um dos que”: o verbo deve ir para o plural.</p><p> César foi um dos intelectuais que mais apoiaram a nova visão de cultura.</p><p>• Sujeito construído com núcleos sinônimos: verbo no singular ou no plural.</p><p> Tragédia, catástrofe e incidente é / são o futuro daquele lugar.</p><p>• Sujeito construído com núcleos em gradação: verbo no plural ou concorda com</p><p>o último núcleo:</p><p> Um dia, um mês, um ano, uma vida de opressão não é suficiente (são</p><p>suficientes) para nos vencer.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>• Sujeito construído por pessoas gramaticais diferentes: o plural se dá para a</p><p>pessoa predominante1:</p><p> Marina e eu vamos à festa da praia hoje.</p><p>• Sujeito composto ligado pela palavra “com” (no sentido aditivo): o verbo deve ir</p><p>para o plural:</p><p> A menina com sua mãe registraram a queixa.</p><p>Obs.: se separada por vírgulas a expressão que inicia com a preposição o verbo fica no</p><p>singular.</p><p>A menina, com sua mãe, registrou a queixa.</p><p>• Sujeito composto ligado pela palavra “nem”: não há consenso, mas o usual é</p><p>empregar no plural:</p><p>a) Nem dinheiro nem fama encantavam aquela menina.</p><p>• Sujeito composto ligado pela palavra “ou”: há alguns casos:</p><p>a) Sem exclusão de referente: verbo no plural.</p><p> Cebola ou tomate devem ser usados em qualquer almoço.</p><p>b) Com exclusão de referente: verbo no singular.</p><p> Mariano ou Pedrito conquistará o cargo dos sonhos.</p><p>• Sujeito construído com a expressão “um e outro”: verbo no singular ou no plural, a</p><p>menos que haja reciprocidade (daí vai para o plural):</p><p> Um e outro fez / fizeram a inscrição do concurso.</p><p> Um e outro se cumprimentaram naquela tarde quente.</p><p>1 A noção de predominância dá-se pela relação de ordem, ou seja, 1ª, 2ª e 3ª</p><p>pessoa.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p> Sujeito construído com a expressão “um ou outro”: verbo deve ser empregado</p><p>no singular.</p><p> Dos meninos que estavam na sala, um ou outro entenderá a matéria</p><p>explicada.</p><p> Sujeito construído com a expressão “nem um, nem outro”: verbo deve ficar no</p><p>singular.</p><p> Das saídas propostas para a crise; nem uma, nem outra me parece</p><p>cabível.</p><p>Regras com Verbos Impessoais</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Concordância Verbal e Nominal</p><p>Regras com</p><p>Verbos impessoais</p><p>É muito comum haver questões a respeito desses verbos impessoais. A sugestão</p><p>é memorizar e buscar compreender os casos em que o verbo deverá permanecer no</p><p>singular.</p><p>• Haver (no sentido de existir, ocorrer e acontecer): verbo fica no singular.</p><p> Há meios de conseguir a vitória.</p><p> Deve haver livros importantes na minha estante.</p><p>Mas, pelo amor de Deus, criatura; se a banca fizer trocas de verbos, preste atenção! O</p><p>verbo que não possui sujeito é o verbo “haver”. “Existir”, “ocorrer” ou “acontecer”</p><p>possuem sujeito e podem ir para o plural. Veja:</p><p> Existem meios de conseguir a vitória. (O verbo está no plural, porque o</p><p>sujeito está posposto e tem núcleo no plural)</p><p>• Haver, fazer ou ir (no sentido de tempo transcorrido): verbo fica no singular.</p><p>Muito cuidado, pois na oralidade costumamos falar incorretamente.</p><p> Há duas semanas, comecei a estudar para o concurso.</p><p> Faz três meses que iniciei minha preparação.</p><p> Vai para três anos que não pego nos cadernos.</p><p>• Regra do verbo “ser” (indicando tempo ou distância): o verbo deve concorda</p><p>com o predicativo do sujeito1.</p><p> Daqui até ali são 60 metros. (O verbo concorda com o núcleo “metros”)</p><p>1 Cuidado! Esse é um caso de concordância muito particular! Não erre!</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p> De Cascavel até São Paulo, é uma hora de avião. (O verbo concorda com</p><p>o núcleo “hora)</p><p> Hoje é dia 20 de dezembro. (O verbo concorda com o núcleo “dia”)</p><p> Amanhã serão 25 de março. (Aqui a concordância é com a ideia de “25</p><p>dias passados de março”)</p><p> Concordância do verbo “parecer” + um verbo no infinitivo: se o sujeito estiver</p><p>no plural, há duas possibilidades:</p><p>o O verbo “parecer” pode ficar no plural:</p><p> Os alunos parecem estudar muito.</p><p>o O verbo no infinitivo pode ir para o plural (parece errado, mas não está):</p><p> Os alunos parece estudarem muito.</p><p>• Pronome relativo “Que” (funcionando como sujeito da oração): verbo concorda</p><p>com o referente do pronome.</p><p> O indivíduo que vir esses indícios deve procurar ajuda.</p><p> As mulheres que estudam crescem na vida.</p><p>• Pronome relativo “Quem” (como sujeito de oração): verbo fica na 3ª pessoa do</p><p>singular2.</p><p> Foram os bandeirantes quem explorou a área.</p><p> São os homens quem destruiu o planeta.</p><p>• Verbo “dar” (indicando “bater” ou “soar”) + horas: deve-se identificar o sujeito</p><p>para realizar a concordância.</p><p> Deu três horas o relógio da parede.</p><p>2 Apesar de um descalabro gramatical, há algumas gramáticas que admitem a</p><p>possibilidade de o verbo concordar com o referente do pronome, ou seja, flexionar</p><p>para algo diferente da 3ª perceira do singular.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p> Deram três horas no relógio da parede.</p><p>Verbos acompanhados da palavra “SE”</p><p>Quando se trabalha com verbos acompanhados da palavra “se”, o maior compromisso</p><p>é desvendar a função da palavra “se”. A partir de então, torna-se mais fácil a análise da</p><p>concordância. Veja os casos seguintes.</p><p>a) Se – partícula apassivadora / pronome apassivador3: verbo concorda com o sujeito</p><p>paciente:</p><p>• Vendem-se sapatos.</p><p>• Ofereceram-se prêmios ao vencedor da corrida.</p><p>• Sabe-se que há problemas no país.</p><p>b) Se – índice de indeterminação do sujeito4: verbo fica na 3ª pessoa do singular.</p><p>• Visava-se a cargos importantes para o concurso.</p><p>• Não se fica famoso sem esforço.</p><p>• Vive-se feliz em algumas partes do mundo.</p><p>Agora, vamos dar uma olhada em algumas (apenas algumas) regras de</p><p>concordância nominal.</p><p>3 Usualmente, os verbos transitivos diretos os verbos bitransitivos possuem voz</p><p>passiva. Isso ajuda a identificar.</p><p>4 Isso ocorre com verbo intransitivos, verbos de ligação e verbos transitivos</p><p>indiretos.</p><p>Concordância Nominal</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Concordância Verbal e Nominal</p><p>Concordância Nominal</p><p>A Concordância Nominal investiga a relação entre os termos do grupo nominal. Para</p><p>quem não se lembra de quais são esses termos, basta ver o seguinte esquema:</p><p>Além de saber quais são esses termos, é conveniente também lembrar quais são as</p><p>palavras por natureza invariáveis (que não flexionam) da língua.</p><p>Palavras invariáveis da Língua</p><p>• Preposição</p><p>• Interjeição</p><p>• Conjunção</p><p>• Advérbio.</p><p>Regras de Concordância Nominal</p><p>Regra Geral: o adjetivo, o numeral, o pronome e o artigo concordam em gênero e</p><p>número com o substantivo a que se referem.</p><p>Artigo Adjetivo</p><p>Numeral Pronome</p><p>Substantivo</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>• O primeiro momento árduo por que passei foi aquele citado por você.</p><p>Apesar de a concordância nominal ser fácil e praticamente intuitiva, é preciso atentar</p><p>para alguns casos especiais.</p><p>Casos especiais</p><p>• Concordância atrativa: a fim de escolher o referente, flexiona-se o adjetivo:</p><p>Ex.: Trouxe casaco e sapato preto.</p><p>Ex.: Trouxe casaco e sapato pretos.</p><p>Ex.: Trouxe preto casaco e sapato.</p><p>Ex.: Trouxe pretos casaco e sapato.</p><p>Ex.: Trouxe camisa e sapato preto.</p><p>• Se houver adjetivo referindo-se a vários substantivos do singular e no mesmo</p><p>gênero:</p><p>a) Se estiver posposto ao termo de referência: concorda com o plural e</p><p>com o gênero do substantivo ou fica no singular:</p><p>Ex.: Esforço, combate, resultado reunidos em apenas um dia.</p><p>Ex.: Miséria e tristeza humana era o que se via no mundo.</p><p>b) Se estiver anteposto ao termo de referência: concorda com o mais</p><p>próximo:</p><p>Ex.: Especificada hora e situação, poderemos sair.</p><p>Atente para os próximos casos, pois eles tendem a ser sorrateiros.</p><p>• Palavra “bastante”. Para não errar seu emprego, basta entender a diferença de</p><p>classificação morfológica:</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>• Advérbio: invariável.</p><p> O posicionamento do Governo mudou bastante.</p><p>• Pronome indefinido: variável.</p><p> Meu irmão estudou bastantes matérias.</p><p>• Adjetivo: variável.</p><p> Havia indícios bastantes sobre o caso.</p><p>A sugestão é tentar trocar a palavra “bastante” pela palavra “muito” e observar sua</p><p>possibilidade de flexão.</p><p>• A palavra “menos”: invariável, por ser um advérbio.</p><p>• Havia menos mulheres no festival.</p><p>• A palavra “meio”: pode ser variável, a depender da classificação.</p><p>• Advérbio: Aquela menina parece meio abatida. (O advérbio incide sobre</p><p>o adjetivo)</p><p>• Numeral: Nhonho comeu meia melancia. (O numeral indica a metade)</p><p>• Substantivo: João não encontrou meios para mudar de vida. (A palavra</p><p>“meios” pode ser interpretada como um sinônimo de “modos”)</p><p>• Anexo, incluso e apenso: são termos variáveis e devem concordar com o</p><p>substantivo.</p><p>• Seguem anexas as imagens descritas.</p><p>• Seguem apensos os documentos.</p><p>• Seguem inclusas as provas.</p><p>Obs.: A expressão “em anexo” é invariável:</p><p>• Seguem em anexo as comprovações de renda.</p><p>• É necessário, é proibido, é permitido. Casos em que há verbo de ligação + um</p><p>predicativo variável. Só variam se houver na sentença um determinante à</p><p>esquerda1 do núcleo do sujeito.</p><p>• É necessária a vinda antecipada/ É necessário chegar cedo.</p><p>• Concordância da palavra “Só”</p><p>1 Um artigo, um pronome ou um numeral, basicamente.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>o Se for um adjetivo: variável.</p><p> O menino estava só.</p><p> As crianças ficaram sós.</p><p>o Se for um advérbio: invariável.</p><p> Hoje à noite, só quero estudar.</p><p>o Obs.: A expressão “a sós” é invariável.</p><p> Depois da discussão, ela queria ficar a sós com a irmã.</p><p>• Obrigado, mesmo e próprio: concordam com o referente.</p><p>o Ela mesma enviou os envelopes.</p><p>o Ele mesmo falou com o empresário.</p><p>o A</p><p>mulher disse: “obrigada!”</p><p>Regência Verbal e Nominal</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>Regência Verbal e Nominal</p><p>Sequenciando o nosso trabalho, vamos estudar um pouco de Regência. Essa matéria é</p><p>simples e intuitiva. Para que você consiga entendê-la deverá fazer um pequeno esforço</p><p>no sentido de reconhecer as relações entre as palavras em uma sentença.</p><p>É evidente que existem regras, as quais devem ser respeitadas, nesse caso, elas</p><p>aparecerão discriminadas em nosso material. Iniciemos com algumas definições e,</p><p>posteriormente, passemos aos casos.</p><p>Definição:</p><p>Regência é a parte da Sintaxe que estuda a relação entre as palavras e seus possíveis</p><p>complementos. Pode-se dividi-la em duas partes fundamentais:</p><p>– Regência Verbal: relação entre o verbo e seus possíveis complementos.</p><p>– O menino assistia ao jogo de seus amigos.</p><p>– Regência Nominal: relação entre substantivo, adjetivo ou advérbio e seus</p><p>possíveis complementos.</p><p>• Substantivo:</p><p>– Não havia acesso aos documentos naquele</p><p>estabelecimento.</p><p>• Adjetivo:</p><p>– Maria é orgulhosa de seus filhos.</p><p>• Advérbio:</p><p>– O candidato mora longe de sua cidade natal.</p><p>Na realidade, o estudo da regência leva tempo e depende muito da leitura. Ocorre que,</p><p>em grande parte das questões, há verbos que são mais incidentes. Esses compõem os</p><p>“casos fundamentais de estudo”. Isso é o que faremos a partir de então.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>Principais casos de Regência Verbal:</p><p>Doravante, segue uma lista com alguns dos principais casos de regência verbal.</p><p>Nessa lista, haverá o verbo e os sentidos que eles podem assumir. Lembre-se dos</p><p>significados das siglas: VTD (verbo transitivo direto), VTI (verbo transitivo indireto), VB</p><p>(verbo bitransitivo) e VI (verbo intransitivo).</p><p>• Agradar:</p><p>– VTD: acariciar.</p><p>• A garota agradava seu animal de estimação.</p><p>– VTI (a): contentar.</p><p>• O aluno agradou ao professor com seu desempenho.</p><p>• Assistir:</p><p>– VTD: ajudar.</p><p>• O professor assistiu seus alunos.</p><p>– VTI (a): ver.</p><p>• O ministro assistiu à apresentação do evento.</p><p>– VTI (a): pertencer.</p><p>• Assiste ao homem o direito à vida.</p><p>– VI (em): morar.</p><p>• Assistiremos em Manaus até o dia da prova.</p><p>• Aspirar</p><p>– VTD: sorver</p><p>• À tarde, aspirava o perfume das flores.</p><p>– VTI (a): ter em vista, desejar.</p><p>• Aspiramos ao cargo mais alto.</p><p>• Chegar / Ir: são verbos intransitivos</p><p>– Preposição “a” (indica destino). Nesse caso, a preposição introduz um</p><p>Adjunto Adverbial.</p><p>• Chegaremos ao local mencionado.</p><p>• Irei ao salão horas mais tarde.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>– Preposição “em” (indica estaticidade).</p><p>• Cheguei no trem à estação. (Estava dentro do trem)</p><p>• Irei no carro de Marina. (Dentro do carro)</p><p>– Ir a / para</p><p>Usualmente, identifica-se uma distinção entre “ir a algum lugar” e “ir para algum lugar”.</p><p>Diz-se que quem vai “a” acaba por voltar; quem vai “para” não tem intenção de</p><p>regressar.</p><p>• Chamar: é VTD e admite as seguintes construções:</p><p>– Eu chamei seu nome.</p><p>– Eu chamei por seu nome.</p><p>– Eu chamei o concorrente de derrotado.</p><p>– Eu lhe chamei derrotado.</p><p>• Corroborar: é um VTD.</p><p>– A pesquisa corroborou a tese apresentada.</p><p>• Esquecer / Lembrar</p><p>– Sem pronome, sem preposição:</p><p>• Esqueceram os compromissos.</p><p>• Lembraram os compromissos.</p><p>– Com pronome, com preposição.</p><p>• Esqueceram-se dos compromissos.</p><p>• Lembraram-se dos compromissos.</p><p>• Ensinar</p><p>– Algo a alguém.</p><p>• Ensinei Gramática a meus alunos.</p><p>– Alguém a “verbo”.</p><p>• O menino ensinou seu amigo a jogar futebol.</p><p>• Implicar</p><p>– VTD: acarretar.</p><p>• Cada escolha implica uma renúncia.</p><p>– VTI (com): rivalizar.</p><p>• José implicava com as ideias de seu chefe.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>– VTDI: envolver.</p><p>• Implicamos muito dinheiro na negociação.</p><p>• Morar / Residir (em): VI. A preposição introduz Adjunto Adverbial.</p><p>– O local em que moro aparenta ser antigo.</p><p>• Namorar: VTD</p><p>– Juliana namora seu amigo de infância.</p><p>• Obedecer / desobedecer: VTI (a)</p><p>– Não se deve desobedecer aos princípios éticos.</p><p>• Pagar: verbo bitransitivo.</p><p>– O menino pagou a conta ao dono da venda.</p><p>• Preferir: verbo bitransitivo. (Não é possível reforçar esse verbo, ou seja, usar</p><p>expressões como “prefiro mil vezes” ou “prefiro mais”. Além disso, vea que a</p><p>preposição correta é a preposição “a” e não “de”. )</p><p>– A mulher preferia o livro ao computador.</p><p>• Querer: VTD.</p><p>– Quero um bom resultado na prova.</p><p>– Quando no sentido de desejar bem, usa-se com objeto direto</p><p>preposicionado.</p><p>• Eu quero bem a meus alunos.</p><p>• Responder: VTI (a):</p><p>– Responda às perguntas anteriores.</p><p>• Simpatizar / Antipatizar: VTI (com)</p><p>– Eu não simpatizo com essa música.</p><p>• Suceder:</p><p>– VTI: substituir.</p><p>• Este governo sucedeu ao regime anterior.</p><p>– VI: ocorrer.</p><p>• Sucederam eventos terríveis.</p><p>• Visar:</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>– VTD: mirar.</p><p>• O arqueiro visava o alvo vermelho.</p><p>– VTI (a): pretender.</p><p>• Aquele rapaz visava ao cargo de gerente.</p><p>– VTD: assinar.</p><p>• Meu pai visou aquele documento.</p><p>• Perdoar: verbo bitransitivo</p><p>– Eu perdoarei a dívida aos meus devedores.</p><p>Há, com efeito, muitíssimos casos de regência verbal. Com o estudo progressivo, você</p><p>irá descobrindo as nuances desse conteúdo, que é muito cativante.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>Regência Nominal</p><p>Para a regência nominal, seria necessário – no mínimo – um dicionário, o que</p><p>verdadeiramente costuma ser publicado. Na verdade, essa tabela abaixo demonstra</p><p>apenas alguns casos de regência nominal. O importante é que, durante a leitura, você</p><p>tenha a capacidade de perceber as preposições que aparecem ali, povoando o entorno</p><p>desses termos. Desse modo, a noção de regência fica mais intuitiva para quem está</p><p>lendo. Veja os exemplos seguintes:</p><p>Substantivos Adjetivos Advérbios</p><p>Admiração por Acessível a, para Longe de</p><p>Aversão a, por Acostumado com, a Perto de</p><p>Capacidade de,</p><p>para</p><p>Ávido por, de</p><p>Obediência a Fácil de</p><p>Ojeriza a, por, de Favorável a</p><p>Regência Verbal e Nominal</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>Regência Verbal e Nominal</p><p>Sequenciando o nosso trabalho, vamos estudar um pouco de Regência. Essa matéria é</p><p>simples e intuitiva. Para que você consiga entendê-la deverá fazer um pequeno esforço</p><p>no sentido de reconhecer as relações entre as palavras em uma sentença.</p><p>É evidente que existem regras, as quais devem ser respeitadas, nesse caso, elas</p><p>aparecerão discriminadas em nosso material. Iniciemos com algumas definições e,</p><p>posteriormente, passemos aos casos.</p><p>Definição:</p><p>Regência é a parte da Sintaxe que estuda a relação entre as palavras e seus possíveis</p><p>complementos. Pode-se dividi-la em duas partes fundamentais:</p><p>– Regência Verbal: relação entre o verbo e seus possíveis complementos.</p><p>– O menino assistia ao jogo de seus amigos.</p><p>– Regência Nominal: relação entre substantivo, adjetivo ou advérbio e seus</p><p>possíveis complementos.</p><p>• Substantivo:</p><p>– Não havia acesso aos documentos naquele</p><p>estabelecimento.</p><p>• Adjetivo:</p><p>– Maria é orgulhosa de seus filhos.</p><p>• Advérbio:</p><p>– O candidato mora longe de sua cidade natal.</p><p>Na realidade, o estudo da regência leva tempo e depende muito da leitura. Ocorre que,</p><p>em grande parte das questões, há verbos que são mais incidentes. Esses compõem os</p><p>“casos fundamentais de estudo”. Isso é o que faremos a partir de então.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>Principais casos de Regência Verbal:</p><p>Doravante, segue uma lista com alguns dos principais casos de regência verbal.</p><p>Nessa lista, haverá o verbo e os sentidos que eles podem assumir.</p><p>Lembre-se dos</p><p>significados das siglas: VTD (verbo transitivo direto), VTI (verbo transitivo indireto), VB</p><p>(verbo bitransitivo) e VI (verbo intransitivo).</p><p>• Agradar:</p><p>– VTD: acariciar.</p><p>• A garota agradava seu animal de estimação.</p><p>– VTI (a): contentar.</p><p>• O aluno agradou ao professor com seu desempenho.</p><p>• Assistir:</p><p>– VTD: ajudar.</p><p>• O professor assistiu seus alunos.</p><p>– VTI (a): ver.</p><p>• O ministro assistiu à apresentação do evento.</p><p>– VTI (a): pertencer.</p><p>• Assiste ao homem o direito à vida.</p><p>– VI (em): morar.</p><p>• Assistiremos em Manaus até o dia da prova.</p><p>• Aspirar</p><p>– VTD: sorver</p><p>• À tarde, aspirava o perfume das flores.</p><p>– VTI (a): ter em vista, desejar.</p><p>• Aspiramos ao cargo mais alto.</p><p>• Chegar / Ir: são verbos intransitivos</p><p>– Preposição “a” (indica destino). Nesse caso, a preposição introduz um</p><p>Adjunto Adverbial.</p><p>• Chegaremos ao local mencionado.</p><p>• Irei ao salão horas mais tarde.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>– Preposição “em” (indica estaticidade).</p><p>• Cheguei no trem à estação. (Estava dentro do trem)</p><p>• Irei no carro de Marina. (Dentro do carro)</p><p>– Ir a / para</p><p>Usualmente, identifica-se uma distinção entre “ir a algum lugar” e “ir para algum lugar”.</p><p>Diz-se que quem vai “a” acaba por voltar; quem vai “para” não tem intenção de</p><p>regressar.</p><p>• Chamar: é VTD e admite as seguintes construções:</p><p>– Eu chamei seu nome.</p><p>– Eu chamei por seu nome.</p><p>– Eu chamei o concorrente de derrotado.</p><p>– Eu lhe chamei derrotado.</p><p>• Corroborar: é um VTD.</p><p>– A pesquisa corroborou a tese apresentada.</p><p>• Esquecer / Lembrar</p><p>– Sem pronome, sem preposição:</p><p>• Esqueceram os compromissos.</p><p>• Lembraram os compromissos.</p><p>– Com pronome, com preposição.</p><p>• Esqueceram-se dos compromissos.</p><p>• Lembraram-se dos compromissos.</p><p>• Ensinar</p><p>– Algo a alguém.</p><p>• Ensinei Gramática a meus alunos.</p><p>– Alguém a “verbo”.</p><p>• O menino ensinou seu amigo a jogar futebol.</p><p>• Implicar</p><p>– VTD: acarretar.</p><p>• Cada escolha implica uma renúncia.</p><p>– VTI (com): rivalizar.</p><p>• José implicava com as ideias de seu chefe.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>– VTDI: envolver.</p><p>• Implicamos muito dinheiro na negociação.</p><p>• Morar / Residir (em): VI. A preposição introduz Adjunto Adverbial.</p><p>– O local em que moro aparenta ser antigo.</p><p>• Namorar: VTD</p><p>– Juliana namora seu amigo de infância.</p><p>• Obedecer / desobedecer: VTI (a)</p><p>– Não se deve desobedecer aos princípios éticos.</p><p>• Pagar: verbo bitransitivo.</p><p>– O menino pagou a conta ao dono da venda.</p><p>• Preferir: verbo bitransitivo. (Não é possível reforçar esse verbo, ou seja, usar</p><p>expressões como “prefiro mil vezes” ou “prefiro mais”. Além disso, vea que a</p><p>preposição correta é a preposição “a” e não “de”. )</p><p>– A mulher preferia o livro ao computador.</p><p>• Querer: VTD.</p><p>– Quero um bom resultado na prova.</p><p>– Quando no sentido de desejar bem, usa-se com objeto direto</p><p>preposicionado.</p><p>• Eu quero bem a meus alunos.</p><p>• Responder: VTI (a):</p><p>– Responda às perguntas anteriores.</p><p>• Simpatizar / Antipatizar: VTI (com)</p><p>– Eu não simpatizo com essa música.</p><p>• Suceder:</p><p>– VTI: substituir.</p><p>• Este governo sucedeu ao regime anterior.</p><p>– VI: ocorrer.</p><p>• Sucederam eventos terríveis.</p><p>• Visar:</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>– VTD: mirar.</p><p>• O arqueiro visava o alvo vermelho.</p><p>– VTI (a): pretender.</p><p>• Aquele rapaz visava ao cargo de gerente.</p><p>– VTD: assinar.</p><p>• Meu pai visou aquele documento.</p><p>• Perdoar: verbo bitransitivo</p><p>– Eu perdoarei a dívida aos meus devedores.</p><p>Há, com efeito, muitíssimos casos de regência verbal. Com o estudo progressivo, você</p><p>irá descobrindo as nuances desse conteúdo, que é muito cativante.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>Regência Nominal</p><p>Para a regência nominal, seria necessário – no mínimo – um dicionário, o que</p><p>verdadeiramente costuma ser publicado. Na verdade, essa tabela abaixo demonstra</p><p>apenas alguns casos de regência nominal. O importante é que, durante a leitura, você</p><p>tenha a capacidade de perceber as preposições que aparecem ali, povoando o entorno</p><p>desses termos. Desse modo, a noção de regência fica mais intuitiva para quem está</p><p>lendo. Veja os exemplos seguintes:</p><p>Substantivos Adjetivos Advérbios</p><p>Admiração por Acessível a, para Longe de</p><p>Aversão a, por Acostumado com, a Perto de</p><p>Capacidade de,</p><p>para</p><p>Ávido por, de</p><p>Obediência a Fácil de</p><p>Ojeriza a, por, de Favorável a</p><p>PONTUAÇÃO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Pontuação – Parte 1</p><p>O conteúdo de pontuação é importantíssimo para qualquer cidadão que tenha o mínimo</p><p>de apreço pela língua portuguesa, principalmente porque os falantes desconhecem a</p><p>maioria das regras. Para que seja possível entender esse conteúdo propriamente, é</p><p>recomendável ter uma boa noção de Sintaxe.</p><p>A pontuação é feita por meio de sinais que indicam as pausas e as melodias da fala. O</p><p>sinal mais importante e mais cobrado em provas é o da vírgula. Estudemos mais</p><p>profundamente.</p><p>1. Vírgula – indica uma pequena pausa na sentença.</p><p>Regra de ouro</p><p>Fique atento para a regra fundamental de emprego da vírgula. Uma das mais</p><p>cobradas em concursos.</p><p>Não se emprega vírgula entre:</p><p>• Sujeito e verbo.</p><p>• A vida é uma dádiva.</p><p>• Verbo e objeto (na ordem direta da sentença).</p><p>• Eu comprei um carro.</p><p>• Verbo de ligação e predicativo (na ordem direta da sentença)</p><p>• O problema é não estudar.</p><p>• Adjunto adnominal e seu núcleo de referência.</p><p>• O gato de Cecília é malhado.</p><p>• Complemento nominal e seu referente</p><p>• A descoberta do fogo foi espetacular.</p><p>Para facilitar a memorização dos casos de emprego da vírgula, lembre-se de que:</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>A vírgula é:</p><p>Desloca</p><p>Enumera</p><p>Explica</p><p>Enfatiza</p><p>Isola</p><p>Separa</p><p>Emprego da vírgula</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Pontuação – Parte 2</p><p>Emprego da vírgula</p><p>Emprega-se para:</p><p>a) separar termos que possuem mesma função sintática no período:</p><p>- João, Mariano, César e Pedro farão a prova. (Os termos separados são núcleos</p><p>do sujeito, logo possuem a mesma função)</p><p>- Li Goethe, Nietzsche, Montesquieu, Rousseau e Merleau-Ponty. (Os termos</p><p>separados são núcleos do objeto direto).</p><p>b) isolar o vocativo:</p><p>- Força, guerreiro!</p><p>c) isolar o aposto explicativo:</p><p>- José de Alencar, o autor de Lucíola, foi um romancista brasileiro.</p><p>d) mobilidade sintática:</p><p>- Temeroso, Amadeu não ficou no salão. (Predicativo do sujeito deslocado)</p><p>- A sabedoria, eu a alcancei mais tarde (Objeto direto deslocado)</p><p>- Na semana anterior, ele foi convocado a depor. (Adjunto adverbial deslocado)</p><p>- Depois de muitos problemas, ele saiu.</p><p>- Por amor, ele cometeu crimes.</p><p>- Por amar, ele cometeu crimes. (Oração subordinada adverbial causal reduzida</p><p>de infinitivo deslocada)</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>e) separar expressões explicativas, conjunções e conectivos:</p><p>- isto é, ou seja, por exemplo, além disso, pois, porém, mas, no entanto, assim, etc.</p><p>f) separar os nomes dos locais de datas:</p><p>- Cascavel, 18 de março de 2025.</p><p>g) isolar orações adjetivas explicativas:</p><p>- O Brasil, que busca uma equidade social, ainda sofre com a desigualdade.</p><p>Observação: atente para o fato de que a banca pode exigir a retirada de uma vírgula.</p><p>Isso prejudicaria a correção gramatical, uma vez que haveria outra entre sujeito e verbo.</p><p>Se a banca solicitar a retirada das duas, haverá mudança de sentido, mas não incorreção</p><p>gramatical.</p><p>h) Após “sim” e “não”, em respostas</p><p>- Você estudou?</p><p>- Sim, depois de sair da escola.</p><p>- Sabe se Pedro virá ao curso hoje?</p><p>- Não, eu não o vi.</p><p>i) omitir um termo</p><p>(elipse verbal / zeugma):</p><p>- Pedro estudava pela manhã; Mariana, à tarde.</p><p>Observação: a vírgula foi empregada para substiuir o verbo “estudar”. Essa vírgula é</p><p>chamada de vírgula vicária.</p><p>j) separar oração modal reduzida de gerúndio no período.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>- O país saiu da crise em que estava, modificando sua estratégia de</p><p>desenvolvimento econômico.</p><p>Vírgula + E</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Pontuação – Parte 3</p><p>Vírgula + E</p><p>Existem muitos mitos sobre o emprego da vírgula com o conectivo “e”. É preciso</p><p>saber que há casos em que a vírgula será bem empregada. Como os posteriores:</p><p>1) Para separar orações coordenadas com sujeitos distintos:</p><p>Minha professora entrou na sala, e os colegas começaram a rir.</p><p>2) Polissíndeto (repetição poposital de conjunções):</p><p>Luta, e luta, e luta, e luta, e luta: é um filho da pátria.</p><p>3) Conectivo “e” com o valor semântico de “mas”:</p><p>Os alunos não estudaram, e passaram na matéria.</p><p>4) Para enfatizar o elemento posterior:</p><p>A menina lhe deu um fora, e – depois - o ofendeu.</p><p>PONTO FINAL – PAUSA TOTAL</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Pontuação – Parte 4</p><p>Ponto final – pausa total.</p><p>a) É usado ao final de frases para indicar uma pausa total:</p><p>- O jogo acabou.</p><p>b) Em abreviaturas:</p><p>- Sr., Dr., Ltda., num., adj., obs.</p><p>Ponto-e-vírgula – pausa maior do que uma vírgula e menor do que um ponto final.</p><p>Usa-se para:</p><p>a) separar itens que aparecem enumerados:</p><p>Uma boa dissertação apresenta:</p><p>- coesão;</p><p>- coerência;</p><p>- progressão lógica;</p><p>- riqueza lexical;</p><p>- concisão;</p><p>- objetividade; e</p><p>- aprofundamento.</p><p>b) separar um período que já se encontra dividido por vírgulas:</p><p>- Queria ter o amigo novamente; mudar não queria, porém.</p><p>c) separar partes do texto que se equilibram em importância:</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>- O Capitalismo é a exploração do homem pelo homem; o Socialismo é</p><p>exatamente o contrário.</p><p>DOIS-PONTOS</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Dois-pontos – indicam algum tipo de anúncio.</p><p>São usados:</p><p>a) Para introduzir discurso direto:</p><p>Senhor Barriga exclamou:</p><p>- Tinha que ser o Chaves!</p><p>b) Em citações:</p><p>De acordo com Platão: “a Democracia conduz à oligarquia”.</p><p>c) Introduzir uma enumeração:</p><p>- Quero apenas duas coisas: que você seja feliz e que faça o bem.</p><p>d) Introduzir sentença comprobatória à anterior:</p><p>Caos e revolta na cidade: cobrança de impostos abusiva faz o povo se rebelar.</p><p>ASPAS</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Aspas – indicativo de destaque.</p><p>São usadas para indicar:</p><p>a) Citação literal:</p><p>“A mente do homem é como uma távola rasa” – disse o filósofo.</p><p>b) expressões estrangeiras, neologismos, gírias:</p><p>“Peace” foi o que escreveram na faixa.</p><p>Ficava “desmorrendo” com aquela feitiçaria.</p><p>Estou sentido uma “treta”.</p><p>c) Indicar o sentido não usual de um termo:</p><p>Energia “limpa” custa caro.</p><p>d) Indicar título de obra.</p><p>“Sentimento do Mundo” é uma obra do Modernismo Brasileiro.</p><p>e) Indicar ironia</p><p>Ele é um grande “pensador” da humanidade.</p><p>RETICÊNCIAS</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Reticências (...)</p><p>São usadas para indicar supressão de um trecho, interrupção na fala, ou dar ideia de</p><p>continuidade ao segmento.</p><p>1 - (...)</p><p>O amor na humanidade é uma mentira!</p><p>É. E é por isso que na minha lira (...)</p><p>2 - Então, ele entrou na sala e...</p><p>- Oi, galera!</p><p>3 - Eu até acho você aceitável, mas...</p><p>PARÊNTESES E TRAVESSÃO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Parênteses</p><p>São usados quando se quer explicar melhor algo que foi dito ou para fazer simples</p><p>indicações.</p><p>Não posso mais fazer a inscrição (o prazo expirou).</p><p>Travessão1</p><p>1 - Indica a fala de um personagem no discurso direto.</p><p>Cíntia disse:</p><p>- Amigo, preciso pedir-lhe algo.</p><p>2 - Isola um comentário no texto (sentença interferente). Nesse caso, é possível trocar</p><p>por parênteses. Em alguns casos, por vírgulas.</p><p>Aquela pessoa – eu já havia falado isso – acabou de mostrar que tem péssimo</p><p>caráter.</p><p>3 - Isola um aposto na sentença.</p><p>Minha irmã – a dona da loja – ligou para você.</p><p>4 - Reforçar a parte final de um enunciado:</p><p>Para ter sucesso, você deve se esforçar muito – muito mesmo!</p><p>1 O travessão pode ser empregado na maioria dos casos em que um par de vírgulas</p><p>estiver isolando um elemento.</p><p>ATIVIDADE DE APROFUNDAMENTO PONTUAÇÃO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>Pontuação</p><p>A presença do polissíndeto na estrutura pede o uso de vírgulas. Isso ocorre em:</p><p> A“(...) que mata as águas do Doce e de seus afluentes, os peixes, os bichos, os</p><p>campos, cultivados, (...)”</p><p> B“Vamos trabalhar, e nos manifestar, e chorar, com Sebastião Salgado.”</p><p> C“(...) pelos inocentes chacinados na França, mas de movimentos vibrantes (...)”</p><p> D“Rio de Lama, Rio de Lágrimas."</p><p> ETodos alertas, todos assustados, todos um tanto perplexos com essa tragédia.”</p><p>Utilize o fragmento textual seguinte para responder a questão:</p><p>“O que se faz para encontrá-las, além de j urubus, cães e paus enfiados na lama</p><p>repulsiva para ver se i dali sai “odor”?”</p><p>As aspas em “ odor” podem ser usadas para assinalar uma ironia, em que se satiriza:</p><p> Aos meios primários de procurar vítimas.</p><p> Bo emprego incorreto de “odor” por “fedor” feito pela imprensa.</p><p> Co uso de estrangeirismos na linguagem jornalística.</p><p> Da falta de respeito da mineradora pelos familiares.</p><p> Ea ausência de saneamento básico que provocou o desastre ambiental.</p><p>Releia o trecho a seguir.</p><p>“Quer dizer: o nosso destino não é predeterminado pela natureza – muito menos, ele</p><p>assinala, pela ‘inteligência divina’”</p><p>Em relação a esse trecho, considere as afirmativas a seguir.</p><p>I. Os dois-pontos foram utilizados para marcar a reformulação de uma ideia</p><p>apresentada.</p><p>II. O travessão pode ser substituído por vírgula.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>III. As aspas foram utilizadas para marcar uma ironia.</p><p>Estão corretas as afirmativas</p><p> AI e II, apenas.</p><p> BI e III, apenas.</p><p> CII e III, apenas.</p><p> DI, II e III.</p><p>A pontuação está correta em:</p><p> AA maioria dos leitores, não fez a lista das boas coisas da vida.</p><p> BApesar da felicidade, do amigo é difícil aceitar o casamento.</p><p> CApreciava solitário, os poemas enviados para ela.</p><p> DQuando você chuta uma bola. o único objetivo é o gol.</p><p> EO resultado das conversas, entre eles foi revelado a todos.</p><p>Hoje em dia usamos os artefatos tal como as damas de antigamente usavam os</p><p>automóveis: como “caixas-pretas”, com um Input (apertar um botão) e um Output</p><p>(desliga-se o motor), na mais completa ignorância do que acontece entre esses dois</p><p>polos. (3º§)</p><p>Os dois pontos (:) foram empregados pelo autor com o objetivo de:</p><p> Aintroduzir uma enumeração.</p><p> Bexplicar um comentário anterior.</p><p> Capresentar uma retificação.</p><p> Dmostrar a visão do leitor.</p><p> Esinalizar a transcrição de uma fala.</p><p>Assinale a alternativa corretamente pontuada, de acordo com a língua padrão escrita.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p> AO cineasta, Cacá</p><p>Diegues, 78 anos, é um profundo conhecedor da alma do</p><p>brasileiro, e para que tal elogio fique claro, é só lembrarmos que é dele o</p><p>fenomenal filme: “Bye Bye Brasil”.</p><p> BO cineasta Cacá Diegues, 78 anos, é um profundo conhecedor da alma do</p><p>brasileiro – e para que tal elogio fique claro, é só lembrarmos que é dele o</p><p>fenomenal filme “Bye Bye Brasil”.</p><p> CO cineasta Cacá Diegues 78 anos, é um profundo conhecedor da alma do</p><p>brasileiro: e, para que tal elogio fique claro, é só lembrarmos que é dele o</p><p>fenomenal filme, “Bye Bye Brasil”.</p><p> DO cineasta Cacá Diegues “78 anos”, é um profundo conhecedor da alma do</p><p>brasileiro – e, para que tal elogio fique claro é só lembrarmos que é, dele, o</p><p>fenomenal filme “Bye Bye Brasil”.</p><p> EO cineasta Cacá Diegues – 78 anos, é um profundo conhecedor da alma do</p><p>brasileiro; e para que tal elogio fique claro, é só lembrarmos que: é dele o</p><p>fenomenal filme, “Bye Bye Brasil”.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a pontuação correta, conforme a língua padrão</p><p>escrita.</p><p> AOutra consequência é que a pirâmide etária brasileira seria invertida, ou seja,</p><p>haveria: mais idosos e menos jovens; processo que estamos atravessando para</p><p>valer agora.</p><p> BOutra consequência, é que a pirâmide etária brasileira seria invertida ou seja,</p><p>haveria mais idosos, e menos jovens. Processo que estamos atravessando para</p><p>valer, agora.</p><p> COutra consequência é que a pirâmide etária brasileira seria invertida. Ou seja</p><p>haveria mais idosos e menos jovens, processo que estamos atravessando, para</p><p>valer agora.</p><p> DOutra consequência é que a pirâmide etária brasileira seria invertida, ou seja,</p><p>haveria mais idosos e menos jovens – processo que estamos atravessando para</p><p>valer agora.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p> EOutra consequência é que, a pirâmide etária brasileira, seria invertida, ou seja:</p><p>haveria mais idosos, e menos jovens (processo que estamos atravessando para</p><p>valer, agora).</p><p>Em qual dos trechos a seguir a vírgula foi empregada para marcar a omissão do verbo?</p><p> A“[...] assim que qualquer espetáculo termina, todos se levantam e, tenham</p><p>gostado ou não, começam a bater palmas”.</p><p> B“Se já se começa pelo aplauso de pé, o que será preciso fazer quando tivermos</p><p>realmente gostado de um espetáculo?”.</p><p> C“[…] tenham gostado ou não, começam a bater palmas”.</p><p> D“Neste momento, haverá outra atriz no mundo disposta a encarar o papel de</p><p>Rei Lear?”.</p><p> E“[…] o cinema nunca foi sua primeira opção, daí ter feito poucos filmes. O</p><p>teatro, sim”.</p><p>Assinale a alternativa corretamente pontuada, de acordo com a norma padrão escrita.</p><p> AIndependentemente de sua crença uma coisa é fato, para todos nós, a vida</p><p>exatamente como você a vive agora, é uma só.</p><p> BIndependentemente de sua crença, uma coisa é fato para todos nós: a vida,</p><p>exatamente como você a vive agora, é uma só.</p><p> CIndependentemente, de sua crença uma coisa é fato para todos nós a vida,</p><p>exatamente como você a vive agora, é uma só.</p><p> DIndependentemente de sua crença: uma coisa é fato, para todos nós – a vida</p><p>exatamente como você a vive agora: é uma só.</p><p> EIndependentemente, de sua crença, uma coisa é fato para todos nós: a vida.</p><p>Exatamente como você a vive agora, é uma só.</p><p>Assinale a alternativa corretamente pontuada, de acordo com a norma padrão da</p><p>língua.</p><p> AKatherine Johnson que neste domingo completa 100 anos, gostava de calcular</p><p>de fato, contava tudo, até os pratos que lavava e foi sua maravilhosa capacidade</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>para a matemática que lhe ajudou a colocar, em órbita, a Apolo 11, a nave que</p><p>levou o homem à Lua pela primeira vez.</p><p> BKatherine Johnson, que neste domingo completa 100 anos gostava de calcular.</p><p>De fato contava tudo até os pratos que lavava, e foi sua maravilhosa capacidade</p><p>para a matemática que lhe ajudou a colocar em órbita a Apolo 11: a nave que</p><p>levou o homem à Lua pela primeira vez.</p><p> CKatherine Johnson – que neste domingo completa 100 anos – gostava de</p><p>calcular, de fato, contava tudo: até os pratos que lavava; e foi sua maravilhosa</p><p>capacidade para a matemática, que lhe ajudou a colocar em órbita a Apolo 11, a</p><p>nave que levou o homem à Lua, pela primeira vez.</p><p> DKatherine Johnson que neste domingo completa 100 anos gostava de calcular,</p><p>de fato – contava tudo, até os pratos que lavava, e foi sua maravilhosa</p><p>capacidade para a matemática que: lhe ajudou a colocar em órbita a Apolo 11 –</p><p>a nave que levou o homem à Lua, pela primeira vez.</p><p> EKatherine Johnson, que neste domingo completa 100 anos, gostava de calcular</p><p>– de fato contava tudo, até os pratos que lavava –, e foi sua maravilhosa</p><p>capacidade para a matemática que lhe ajudou a colocar em órbita a Apolo 11, a</p><p>nave que levou o homem à Lua pela primeira vez</p><p>O emprego da vírgula está INCORRETO em:</p><p> A“Sim, eu era esse garção bonito, airoso, abastado”.</p><p> B“Há! Brejeiro! Contanto que não te deixes ficar aí, inútil, obscuro e triste”.</p><p> C“Carlos Gomes, Vitor Meireles, Pedro Américo, José de Alencar, tinham-nas</p><p>começado”.</p><p> D“Gostava muito das nossas antigas dobras de ouro, e eu levava-lhe quanta</p><p>podia obter”.</p><p> E“Nunca, nunca, meu amor! ”.</p><p>Há um erro na colocação da vírgula em:</p><p> AO leite, em razão da seca no Nordeste, vem subindo de preço.</p><p> BRecife, 14 de junho de 2016.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p> CJoão e Maria, gostam de melão, mação e banana.</p><p> DA ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.</p><p> EAs indústrias não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem abrir</p><p>mão dos lucros altos.</p><p>Interpretação de textos</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Interpretação de textos</p><p>Sempre que eu converso com algum concurseiro a respeito de Língua</p><p>Portuguesa, surgem alguns comentários comuns, do tipo: eu até gosto de Português,</p><p>mas vou muito mal em interpretação de textos. Isso é algo totalmente normal,</p><p>principalmente porque costumamos fazer algo terrível chamado de “leitura dinâmica”,</p><p>o que poderia ser traduzido da seguinte maneira: procedimento em que você olha as</p><p>palavras, até as lê, mas não entende o significado do que está lá escrito. Isso quer dizer,</p><p>você não associa significados.</p><p>O fluxo de leitura deve ser tal que permita ao indivíduo perceber o que os</p><p>agrupamentos de palavras estão informando. Na verdade, que sentido elas carregam,</p><p>pois a intelecção será dada ao final da leitura. Digo isso porque toda leitura é o resultado</p><p>de informações que estão no texto mais informações que o leitor já possui a respeito de</p><p>determinado assunto.</p><p>Para interpretar um texto, o indivíduo precisa de muita atenção e de muito</p><p>treino. Afinal, você não pode esperar que vá ter o domínio de todos os assuntos sem</p><p>sequer ter praticado um pouco. Interpretar pode ser comparado com disparar uma</p><p>arma: apenas temos chance de acertar o alvo se treinarmos muito e soubermos</p><p>combinar todos os elementos externos ao disparo: velocidade do ar, direção, distância</p><p>etc.</p><p>Quando o assunto é texto, o primordial é estabelecer uma relação contextual</p><p>com aquilo que estamos lendo. Montar o contexto significa associar o que está escrito</p><p>no texto base com o que está disposto nas questões. Lembre-se de que há uma questão</p><p>montada com a intenção de testar você, ou seja, deve ficar atento para todas as palavras</p><p>e para todas as possibilidades de mudança de sentido que possa haver nas questões.</p><p>É preciso, para entender as questões de interpretação de qualquer banca, buscar</p><p>o raciocínio que o elaborador da questão emprega na redação da questão. Usualmente,</p><p>objetiva-se a depreensão dos sentidos do texto. Para tanto, destaque os itens</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>fundamentais (as ideias principais contidas nos parágrafos) para poder refletir sobre tais</p><p>itens dentro das questões.</p><p>Há duas</p><p>disciplinas que tratam particularmente daquilo que compreendemos</p><p>como interpretação de texto. Falo de Semântica e de Pragmática. A primeira se dirige</p><p>principalmente a uma análise a respeito do significado das palavras, portanto, é mais</p><p>literal. Já a segunda se dirige a uma análise de um contexto comunicativo que busca</p><p>perceber as intenções comunicativas em algum tipo de enunciado.</p><p>Então, a depender da banca, pode haver mais questões que envolvam a</p><p>Pragmática. Mesmo assim, convém atentar para o significado particular das palavras.</p><p>Questão de interpretação?</p><p>Como você sabe que uma questão de interpretação é uma questão de</p><p>interpretação? É uma mera intuição que surge na hora da prova ou existe uma “pista” a</p><p>ser seguida para a identificação da natureza da questão?</p><p>Respondendo a essa pergunta, digo que há pistas que identificam a questão</p><p>como pertencente ao rol de questões para interpretação. Os indícios mais precisos que</p><p>costumam aparecer nas questões são:</p><p>• Reconhecimento da intenção do autor;</p><p>• Ponto de vista defendido;</p><p>• Argumentação do autor;</p><p>• Sentido da sentença.</p><p>Apesar disso, não são apenas esses os indícios de que uma questão é de intepretação.</p><p>Dependendo da banca, podemos ter a natureza interpretativa distinta, principalmente</p><p>porque o critério de intepretação é mais subjetivo que objetivo. Algumas bancas podem</p><p>restringir o entendimento do texto; outras podem extrapolá-lo.</p><p>Tipologias Textuais</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Tipologias Textuais</p><p>O estudo das tipologias textuais é extremamente importante para o</p><p>desenvolvimento da percepção mais apurada da interpretação dos textos. Uma</p><p>tipologia, na realidade, é um conjunto de características estruturantes que permitem</p><p>conceber um texto como pertencente a um modelo específico. Na realidade, trata-se de</p><p>uma divisão didática, com vistas a facilitar a compreensão do que predetermina a escrita</p><p>de um texto.</p><p>Existe uma estratégia, que eu desenvolvi, para poder classificar com segurança a</p><p>tipologia de um texto. É o que chamo de A REGRA DOS DOIS Ps: propósito e</p><p>predominância. Deve-se questionar sobre o propósito de o escritor ter composto aquele</p><p>texto e sobre quais são as estruturas predominantes. A partir disso, classifica-se a</p><p>tipologia do texto.</p><p>As tipologias fundamentais são:</p><p>1. Dissertativa: cujo propósito é debater.</p><p>2. Narrativa: cujo propósito é contar.</p><p>3. Descritiva:cujo propósito é caracterizar.</p><p>4. Injuntiva: cujo propósito é orientar.</p><p>5. Prescritiva: cujo propósito é normatizar.</p><p>Estudemos cada tipologia isoladamente para compreendermos mais propriamente.</p><p>O TEXTO DISSERTATIVO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>O texto dissertativo</p><p>Nas acepções mais comuns do dicionário, o verbo “dissertar” significa “discorrer</p><p>ou opinar sobre algum tema”. O texto dissertativo apresenta uma ideia básica que</p><p>começa a ser desdobrada em subitens ou termos menores. Cabe ressaltar que não existe</p><p>apenas um tipo de dissertação, há mais de uma maneira de o autor escrever um texto</p><p>dessa natureza.</p><p>Conceituar, polemizar, questionar a lógica de algum tema, explicar ou mesmo</p><p>comentar uma notícia são estratégias dissertativas. Vou dividir esse tipo de texto em</p><p>dois tipos essencialmente diferentes: o dissertativo-expositivo e o dissertativo-</p><p>argumentativo.</p><p>Padrão dissertativo-expositivo</p><p>A característica fundamental do padrão expositivo da dissertação é utilizar a</p><p>estrutura da prosa não para convencer alguém de alguma coisa, e sim para apresentar</p><p>uma ideia, apresentar um conceito. O princípio do texto expositivo não é a persuasão, é</p><p>a informação e, justamente por tal fato, ficou conhecido como informativo. Para garantir</p><p>uma boa interpretação desse padrão textual, é importante buscar a ideia principal (que</p><p>deve estar presente na introdução do texto) e, depois, entender quais serão os aspectos</p><p>que farão o texto progredir.</p><p>• Onde posso encontrar esse tipo de texto: jornais revistas, sites sobre o mundo</p><p>de economia e finanças. Diz-se que esse tipo de texto focaliza a função referencial da</p><p>linguagem.</p><p>• Como costuma ser o tipo de questão relacionada ao texto dissertativo-</p><p>expositivo? Geralmente, os elaboradores questionam sobre as informações veiculadas</p><p>pelo texto. A tendência é que o elaborador inverta as informações contidas no texto.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>• Como resolver mais facilmente? Toda frase que mencionar o conceito ou a</p><p>quantidade de alguma coisa deve ser destacada para facilitar a consulta.</p><p>Padrão dissertativo-argumentativo</p><p>No texto do padrão dissertativo-argumentativo, existe uma opinião sendo</p><p>defendida e existe uma posição ideológica por trás de quem escreve o texto. Se</p><p>analisarmos a divisão dos parágrafos de um texto com características argumentativas,</p><p>perceberemos que a introdução apresenta sempre uma tese (ou hipótese) que é</p><p>defendida ao longo dos parágrafos.</p><p>Uma vez feito isso, o aluno deve entender qual é a estratégia utilizada pelo</p><p>produtor do texto para defender seu ponto de vista. Na verdade, agora é o momento de</p><p>colocar “a mão na massa” para valer, uma vez que aqueles enunciados que iniciam com</p><p>“infere-se da argumentação do texto”, “depreende-se dos argumentos do autor” serão</p><p>vencidos caso se observem os fatores de interpretação corretos.</p><p>Quais são esses fatores, então?</p><p>• A conexão entre as ideias do texto (atenção para as conjunções)</p><p>• Articulação entre as ideias do texto (atenção para a combinação de argumentos)</p><p>• Progressão do texto.</p><p>Os recursos argumentativos</p><p>Quando o leitor interage com uma fonte textual, deve observar – tratando-se de</p><p>um texto com o padrão dissertativo-argumentativo – que o autor se vale de recursos</p><p>argumentativos para construir seu raciocínio dentro do texto. Vejamos alguns recursos</p><p>importantes:</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>• Argumento de autoridade: baseado na exposição do pensamento de algum</p><p>especialista ou alguma autoridade no assunto. Citações, paráfrases e menções ao</p><p>indivíduo podem ser tomadas ao longo do texto. Tome cuidado para não cair na</p><p>armadilha: saiba diferenciar se a opinião colocada em foco é a do autor ou se é a do</p><p>indivíduo que ele cita ao longo do texto.</p><p>• Argumento com base em consenso: parte de uma ideia tomada como</p><p>consensual, o que "carrega" o leitor a entender apenas aquilo que o elaborador mostra.</p><p>Sentenças do tipo todo mundo sabe que, é de conhecimento geral que identificam esse</p><p>tipo de argumentação.</p><p>• Argumento com fundamentação concreta: basear aquilo que se diz em algum</p><p>tipo de pesquisa ou fato que ocorre com certa frequência.</p><p>• Argumento silogístico (com base em um raciocínio lógico): do tipo hipotético -</p><p>Se...então.</p><p>• Argumento de competência linguística: consiste em adequar o discurso ao</p><p>panorama linguístico de quem é tido como possível leitor do texto.</p><p>Argumento de exemplificação: utilizar casos, ou pequenos relatos para ilustrar a</p><p>argumentação do texto.</p><p>Exemplos de textos dissertativos:</p><p>Dissertativo-expositivo</p><p>TEXTO 1</p><p>“O dia 12 de junho é reservado ao combate ao Trabalho Infantil. A data, designada pela</p><p>Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 2002, e endossada pela legislação</p><p>nacional, Lei n. 11.542, em 2007, visa chamar a atenção das diferentes sociedades para</p><p>a existência do trabalho infantil, sensibilizando todos os povos para a necessidade do</p><p>cumprimento das normas internacionais sobre o tema, em especial as Convenções da</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>OIT 188, de 1973, e 182, de 1999, que tratam, respectivamente, da idade mínima para</p><p>o trabalho e as piores formas de trabalho infantil.</p><p>(Trabalho</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Dois dias depois, foi o colar – de queijo, obviamente – que Beltroneu deu para a</p><p>mãe (Zilda) o objeto de desejo de um ratão que estava escorado perto do esgoto do</p><p>Shopping Alberta Norte. Ele, forte e jovem, chegou a arrastar a dona Zilda por alguma</p><p>distância antes de o colar se partir e o meliante enfiar tudo na boca.</p><p>– Rato é uma merda! – exclamava Miro (o marido de Zilda). É por isso que nunca</p><p>vão ter nada esses safados! Não gostam de trabalhar! Esperam tudo de mão beijada, ou</p><p>tomam de quem trabalhou para conseguir o pouco que tem. Eu não consigo acreditar!</p><p>Tinha é que matar tudo, sem nem perguntar! Que praga que são esses ratos, porra!</p><p>A ideia estava na cabeça: precisamos defender o nosso queijo desses ratos</p><p>pilantras que estão por aí! Vamos fazer o seguinte: a gente divide isso que está aqui na</p><p>sala, para que cada um possa proteger o seu pedaço em um lugar diferente. Assim,</p><p>mesmo que alguém tome a sua parte ou que você perca por causa do destino, ninguém</p><p>vai passar muita necessidade.</p><p>– Perfeito! Vamos dividir! Ainda bem que você estudou! – essa frase foi do</p><p>Cabelo (o primo do Alves).</p><p>– Bem, vamos começar a cortar! Como eu que achei esse queijo, essa metade</p><p>maior aqui vou deixar comigo! – disse o Alves, puxando a pequena faca (que existe no</p><p>universo dos ratos) para cortar o queijo.</p><p>– Opa, espere aí, meu nobre! Como é que o distinto amigo vai tomando essa</p><p>decisão, onde está a igualdade aí? – isso foi o Beltroneu.</p><p>– Nós somos dois, precisamos de mais! – Zilda, sob o olhar de aprovação de Miro.</p><p>– Vão tudo tomar no cu! – exclamou o Cabelo, antes de cair de boca num</p><p>pedação de queijo, deixando boa parte bem babada.</p><p>Daí pra frente, o discurso se acabou. Garras, dentes, sangue e queijo foi o que se</p><p>viu por ali durante, talvez, uma meia-hora. Alves teria sobrevivido, não fosse o Mimi</p><p>ouvir toda a algazarra e morder seu corpo, já cansado de tanta luta.</p><p>Depois de duas semanas, Nelson avista um belo pedaço de queijo, que dava sopa</p><p>numa toca velha abandonada…</p><p>Vamos à interpretação:</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>1. Qual o tema central desse texto?</p><p>2. A que tipologia esse texto pertence?</p><p>3. O texto possui linguagem de ordem mais formal ou mais informal? O que o fez</p><p>chegar a essa conclusão?</p><p>CONJUNÇÃO</p><p>PRIMEIRA PARTE (DEFINIÇÕES IMPORTANTES)</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Conjunção – Primeira Parte (Definições importantes)</p><p>Aeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee! Vamos começar a estudar um dos assuntos mais</p><p>importantes que há em Língua Portuguesa. Olha só: quase tudo que fazemos ou falamos</p><p>em nossa língua envolve o correto emprego das conjunções. Por isso, é muito</p><p>importante que você tenha domínio dessa classe. Ela ajudará a entender a articulação</p><p>entre as frases, a relação entre as ideias de um texto e a compor redações de maneira</p><p>eficiente. Vamos ao início do trabalho!</p><p>Definição: conjunção é um termo de natureza conectiva que tem por função ligar</p><p>elementos de mesma natureza em uma sentença. Nessa ligação, há uma relação de</p><p>sentido que se impõe na frase. O termo “conjunção” vem do grego syndethos, que</p><p>significa “união”. Isso quer dizer que o síndeto serve para criar conjuntos de palavras.</p><p>Esse tipo de análise de sentido é o que as bancas costumam utilizar nas provas.</p><p>Vamos elencar os itens para você ter clareza na definição:</p><p>• Trata-se de uma palavra invariável, ou seja, não possui feminino e não</p><p>possui plural.</p><p>• Trata-se de um elemento de natureza conectiva, ou seja, serve para ligar</p><p>elementos dentro de uma sentença.</p><p>• Os elementos que a conjunção liga são de mesma natureza, ou seja, liga</p><p>adjetivo com adjetivo, verbo com verbo, oração com oração, substantivo</p><p>com substantivo etc.</p><p>• As conjunções, em sua maioria, exprimem uma relação de sentido. Isso</p><p>quer dizer que elas podem servir para atribuir a relação existente entre</p><p>as ideias de um texto.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Anote os exemplos que eu indiquei no quadro e a análise que eu realizei para você</p><p>captar a essência do que é uma conjunção.</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________</p><p>CLASSIFICAÇÃO DAS CONJUNÇÕES</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Classificação das conjunções</p><p>O primeiro tipo de conjunção é o que chamamos de conjunção coordenativa. Vamos</p><p>entender do que se trata esse tipo de ferramenta!</p><p>1 – Conjunções Coordenativas: são as conjunções que ligam termos que não possuem</p><p>dependência sintática entre si. Coordenar, na realidade, significa apenas “colocar ao</p><p>lado de outro elemento”. Isso que dizer que um termo não desempenha uma função</p><p>sintática necessária em relação ao outro, isto é, um pedaço da frase não faz nada</p><p>comparadamente ao outro. O melhor termo para designar isso é autonomia.</p><p>Conjunções coordenativas ligam elementos autônomos. Vejamos alguns exemplos:</p><p>• Maria Lúcia de Barros falou sobre economia e política. (Os dois</p><p>elementos destacados não são dependentes entre si, ou seja, são</p><p>coordenados. Nessa sentença, a palavra “e” criou um conjunto que os</p><p>une, por essa razão dizemos que ela é uma conjunção). Eu posso falar</p><p>apenas sobre economia ou apenas sobre política. Não preciso falar sobre</p><p>os dois elementos ao mesmo tempo.</p><p>• Maria foi à praia, mas não entrou no mar. (O mesmo procedimento</p><p>ocorreu nessa sentença, mas aqui a união foi feita pela palavra “mas” –</p><p>que indica uma oposição -, além de haver duas orações1 envolvidas –</p><p>conectadas)</p><p>Você precisa também entender que as conjunções coordenativas PODEM</p><p>introduzir um tipo de oração (uma frase que se organiza em torno de um verbo) que</p><p>chamamos de oração coordenada sindética. Isso não vai acontencer sempre, apenas</p><p>1 Oração = frase que contém verbo.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>quando houver mais de uma oração na sentença e ela for introduzida por uma</p><p>conjunção, um síndeto – por isso, sindética. Analise comigo os exemplos do quadro.</p><p>• Eu e você faremos a prova.</p><p>• Estude pouco, mas estude sempre.</p><p>• Tenho cadernos e canetas.</p><p>Você precisa lembrar que a análise de orações é mais detida e um pouco mais</p><p>longa, mas não chega a ser algo difícil, é apenas um pouco mais trabalhoso! Há algo que</p><p>costuma ajudar nesse tipo de análise: memorizar as conjunções! Eu sempre falo aos</p><p>meus alunos: DECOREM AS CONJUNÇÕES! Elas sempre serão úteis para responder a</p><p>questões ou escrever um texto.</p><p>Resumindo:</p><p>• Conjunções coordenativas são palavras invariáveis.</p><p>• Conectam elementos autônomos.</p><p>• Podem introduzir uma ORAÇÃO COORDENADA SINDÉTICA.</p><p>• Indicam uma relação de sentido entre as porções da frase.</p><p>• São nomeadas de acordo com o sentido que impõem à sentença.</p><p>AS CATEGORIAS COORDENATIVAS</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>As categorias coordenativas</p><p>Na tabela a seguir, você verá quais sãos as categorias coordenativas e, posteriormente,</p><p>frases em que elas foram empregadas. Espero que – com isso – você seja capaz</p><p>infantil, Marcelo Uchôa)</p><p>O texto 1 já permite sua inserção entre os textos de tipo:</p><p>(A) narrativo;</p><p>(B) descritivo;</p><p>(C) dissertativo expositivo;</p><p>(D) dissertativo argumentativo;</p><p>(E) injuntivo.</p><p>Resposta: C</p><p>Crescimento da população é “desafio do século”, diz consultor da ONU</p><p>O crescimento populacional é o “desafio do século” e não está sendo tratado de</p><p>forma adequada na Rio+20, segundo o consultor do Fundo de Populações das Nações</p><p>Unidas, Michael Herrmann.</p><p>“O desafio do século é promover bem-estar para uma população grande e em</p><p>crescimento, ao mesmo tempo em que se assegura o uso sustentável dos recursos</p><p>naturais” [...] “As questões relacionadas à população estão sendo tratadas de forma</p><p>adequada nas negociações atuais? Eu acho que não. O assunto é muito sensível e muitos</p><p>preferem evitá-lo. Mas nós estaremos enganando a nós mesmos se acharmos que é</p><p>possível falar de desenvolvimento sustentável sem falar sobre quantas pessoas seremos</p><p>no planeta, onde estaremos vivendo e que estilo de vida teremos”, afirmou.</p><p>No fim do ano passado, a população mundial atingiu a marca de sete bilhões de</p><p>pessoas. As projeções indicam que, em 2050, serão 9 bilhões. O crescimento</p><p>é mais intenso nos países pobres, mas Herrmann defende que os esforços para o</p><p>enfrentamento do problema precisam ser globais.</p><p>“Se todos quiserem ter os padrões de vida do cidadão americano médio,</p><p>precisaremos ter cinco planetas para dar conta. Isso não é possível. Mas também não é</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>aceitável falar para os países em desenvolvimento ‘desculpa, vocês não podem ser ricos,</p><p>nós não temos recursos suficientes’. É um desafio global, que exige soluções globais e</p><p>assistência ao desenvolvimento”, afirmou.</p><p>O consultor disse ainda que o Fundo de População da ONU é contrário a políticas</p><p>de controle compulsório do crescimento da população. Segundo ele, as políticas mais</p><p>adequadas são aquelas que permitem às mulheres fazerem escolhas sobre o número de</p><p>filhos que querem e o momento certo para engravidar. Para isso, diz, é necessário</p><p>ampliar o acesso à educação e aos serviços de saúde reprodutiva e planejamento</p><p>familiar. [...]</p><p>MENCHEN, Denise. Crescimento da população é “desafi o do século”, diz consultor da</p><p>ONU. Folha de São Paulo. São Paulo, 11 jun. 2012. Ambiente. Disponível</p><p>em:<http://www1.folha.uol.com.br/ambiente.1103277-crescimento-da-populacao-e-</p><p>desafi o-do--seculo-diz-consultor-da-onu.shtml>. Acesso em: 22 jun. 2012. Adaptado.</p><p>Dissertativo-argumentativo:</p><p>O voto, além de um direito duramente conquistado, deve ser considerado um dever</p><p>cívico, sem o exercício do qual aquele direito se descaracteriza ou se perde, afinal</p><p>liberdade e democracia são fins e não apenas meios. Quem vive numa comunidade</p><p>política não pode estar desobrigado de opinar sobre os seus rumos. Nada contra a</p><p>desobediência civil, recurso legítimo para o protesto cidadão que, no caso eleitoral,</p><p>pode se expressar no voto nulo (cuja tecla deveria constar na máquina de votar). A</p><p>questão, no caso, é outra.</p><p>Com o voto facultativo, o direito de votar e o de não votar ficam inscritos, em pé</p><p>de igualdade, no corpo legal. Uma parte do eleitorado deixará voluntariamente de</p><p>opinar sobre a constituição do poder político. O desinteresse pela política e a descrença</p><p>no voto serão registrados como mera “escolha”, sequer como desobediência civil ou</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>protesto. A consagração da alienação política como um direito legal interessa aos</p><p>conservadores, reduz o peso da soberania popular e desconstitui o sufrágio como</p><p>universal.</p><p>Léo Lince (adaptado)</p><p>O TEXTO NARRATIVO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>O texto narrativo</p><p>Em uma definição bem simplista, “narrar” significa “sequenciar ações”. É um dos</p><p>gêneros mais utilizados e mais conhecidos pelo ser humano, quer no momento de</p><p>relatar algum evento para alguém – em um ambiente mais formal -, quer na conversa</p><p>informal sobre o resumo de um dia de trabalho. O fato é que narramos, e o fazemos de</p><p>maneira praticamente instintiva. É importante, porém, conhecer quais são seus</p><p>principais elementos de estruturação.</p><p>Os operadores do texto narrativo são:</p><p>• Narrador: é a voz que conduz a narrativa.</p><p>• Narrador-protagonista: narra o texto em primeira pessoa.</p><p>• Narrador-personagem (testemunha): nesse caso, quem conta a história não</p><p>participou como protagonista, no máximo como um personagem adjuvante da história.</p><p>• Narrador onisciente: narrador que está distanciado dos eventos e conhece</p><p>aquilo que se passa na cabeça dos personagens.</p><p>• Personagens: são aqueles que efetivamente atuam na ordem da narração, ou</p><p>seja, a trama está atrelada aos comportamentos que eles demonstram ao longo do</p><p>texto.</p><p>• Tempo: claramente, é o lapso em que transcorrem as ações narradas. Segundo</p><p>a classificação tradicional, divide-se o tempo da narrativa em: Cronológico, Psicológico</p><p>e Da narrativa.</p><p>• Espaço: é o local físico em que as ações ocorrem.</p><p>• Trama: é o encadeamento de ações propriamente dito.</p><p>Exemplo de texto narrativo:</p><p>Uma vela para Dario</p><p>Dalton Trevisan</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>Dario vem apressado, guarda-chuva no braço esquerdo. Assim que dobra a esquina,</p><p>diminui o passo até parar, encosta-se a uma parede. Por ela escorrega, senta-se na</p><p>calçada, ainda úmida de chuva. Descansa na pedra o cachimbo.</p><p>Dois ou três passantes à sua volta indagam se não está bem. Dario abre a boca, move os</p><p>lábios, não se ouve resposta. O senhor gordo, de branco, diz que deve sofrer de ataque.</p><p>Ele reclina-se mais um pouco, estendido na calçada, e o cachimbo apagou. O rapaz de</p><p>bigode pede aos outros se afastem e o deixem respirar. Abre-lhe o paletó, o colarinho,</p><p>a gravata e a cinta. Quando lhe tiram os sapatos, Dario rouqueja feio, bolhas de espuma</p><p>surgem no canto da boca.</p><p>Cada pessoa que chega ergue-se na ponta dos pés, não o pode ver. Os moradores da rua</p><p>conversam de uma porta a outra, as crianças de pijama acodem à janela. O senhor gordo</p><p>repete que Dario sentou-se na calçada, soprando a fumaça do cachimbo, encostava o</p><p>guarda-chuva na parede. Ma não se vê guarda-chuva ou cachimbo a seu lado.</p><p>A velhinha de cabeça grisalha grita que ele está morrendo. Um grupo o arrasta para o</p><p>táxi da esquina. Já no carro a metade do corpo, protesta o motorista: quem pagará a</p><p>corrida? Concordam chamar a ambulância. Dario conduzido de volta e recostado à</p><p>parede não tem os sapatos nem o alfinete de pérola na gravata.</p><p>Alguém informa da farmácia na outra rua. Não carregam Dario além da esquina; a</p><p>farmácia no fim do quarteirão e, além do mais, muito peso. É largado na porta de uma</p><p>peixaria. Enxame de moscas lhe cobrem o rosto, sem que façam um gesto para espantá-</p><p>las.</p><p>Ocupado o café próximo pelas pessoas que apreciam o incidente e, agora, comendo e</p><p>bebendo, gozam as delícias da noite. Dario em sossego e torto no degrau da peixaria,</p><p>sem o relógio de pulso.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>Um terceiro sugere lhe examinem os papéis, retirados com vários objetos de seus bolsos</p><p>e alinhados sobre a camisa branca. Ficam sabendo do nome, idade, sinal de nascença. O</p><p>endereço na carteira é de outra cidade.</p><p>Registra-se correria de uns duzentos curiosos que, a essa hora, ocupam toda a rua e as</p><p>calçadas: é a polícia. O carro negro investe a multidão. Várias pessoas tropeçam no</p><p>corpo de Dario, pisoteado dezessete vezes.</p><p>O guarda aproxima-se do cadáver, não pode identificá-lo os bolsos vazios. Resta na mão</p><p>esquerda a aliança de ouro, que ele próprio quando vivo só destacava molhando no</p><p>sabonete. A polícia decide chamar o rabecão.</p><p>A última boca repete Ele morreu, ele morreu. A gente começa a se dispersar. Dario levou</p><p>duas horas</p><p>para morrer, ninguém acreditava estivesse no fim. Agora, aos que alcançam</p><p>vê-lo, todo o ar de um defunto.</p><p>Um senhor piedoso dobra o paletó de Dario para lhe apoiar a cabeça. Cruza as mãos no</p><p>peito. Não consegue fechar olho nem boca, onde a espuma sumiu. Apenas um homem</p><p>morto e a multidão se espalha, as mesas do café ficam vazias. Na janela alguns</p><p>moradores com almofadas para descansar os cotovelos.</p><p>Um menino de cor e descalço vem com uma vela, que acende ao lado do cadáver. Parece</p><p>morto há muitos anos, quase o retrato de um morto desbotado pela chuva.</p><p>Fecham-se uma a uma as janelas. Três horas depois, lá está Dario à espera do rabecão.</p><p>A cabeça agora na pedra, sem o paletó. E o dedo sem a aliança. O toco de vela apaga-se</p><p>às primeiras gotas da chuva, que volta a cair.</p><p>Conto publicado no livro 33 Contos Escolhidos, Ed. Record</p><p>O TEXTO DESCRITIVO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>O texto descritivo</p><p>O texto descritivo é o que levanta características para montar algum tipo de</p><p>panorama. Essas características, mormente, são físicas, entretanto, não é necessário ser</p><p>sempre desse modo. Podemos dizer que há dois tipos de descrição:</p><p>1. Objetiva: em que surgem aspectos sensoriais diretos, ou seja, não há uma</p><p>subjetividade por parte de quem escreve. Veja um exemplo:</p><p>nome científico: Ginkgo biloba L.</p><p>nome popular: nogueira-do-japão</p><p>origem: Extremo Oriente</p><p>aspecto: as folhas dispõem-se em leque e são semelhantes ao trevo;</p><p>a altura da árvore pode chegar a 40 metros; o fruto lembra uma ameixa e contém uma</p><p>noz que pode ser assada e comida.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>2. Subjetiva: em que há impressões particulares do autor do texto. Há maior valorização</p><p>dos sentimentos insurgentes daquilo que se contempla. Veja um exemplo:</p><p>Logo à entrada paramos diante de uma lápide quadrada, incrustada nas lajes escuras,</p><p>tão polida e reluzindo com um tão doce brilho de nácar, que parecia a água quieta de</p><p>um tanque, onde se refletiam as luzes das lâmpadas. Pote puxou-me a manga, lembrou-</p><p>me que era costume beijar aquele pedaço de rocha, santa entre todas, que outrora, no</p><p>jardim de José de Arimateia... (A Relíquia – Eça de Queirós).</p><p>O TEXTO INJUNTIVO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>O texto injuntivo</p><p>O texto injuntivo está direcionado à “instrução” do leitor, ou seja, busca orientar</p><p>quem está lendo o texto. O tipo mais comum de texto dessa tipologia é o que apresenta</p><p>instruções, como manuais, bulas de remédio, receitas, ou mesmo alguns livros de</p><p>autoajuda. Veja um exemplo de texto dessa natureza:</p><p>PANQUECA DE CARNE MOÍDA</p><p>INGREDIENTES</p><p>MASSA:</p><p>• 1 e 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo</p><p>• 1 xícara (chá) de leite</p><p>• 2 ovos</p><p>• 4 colheres (sopa) de óleo</p><p>• sal a gosto</p><p>RECHEIO:</p><p>• 300 g de carne moída</p><p>• 2 colheres (sopa) de cebola picada ou ralada</p><p>• 1/2 tomate cortado em cubos</p><p>• 1/2 lata de extrato de tomate</p><p>• 1 caixa de creme de leite</p><p>• sal a gosto</p><p>• 400 g de muçarela fatiado</p><p>• queijo ralado a gosto</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>MODO DE PREPARO</p><p>MASSA:</p><p>1. Bata no liquidificador os ovos, o leite, o óleo, e acrescente a farinha de trigo aos</p><p>poucos</p><p>2. Após acrescentar toda a farinha de trigo, adicione sal a gosto</p><p>3. Misture a massa até obter uma consistência cremosa</p><p>4. Com um papel toalha, espalhe óleo por toda a frigideira e despeje uma concha</p><p>de massa</p><p>5. Faça movimentos circulares para que a massa se espalhe por toda a frigideira</p><p>6. Espere até a massa soltar do fundo e vire a massa para fritar do outro lado</p><p>RECHEIO:</p><p>1. Em uma panela, doure a cebola com o óleo e acrescente a carne</p><p>2. Deixe cozinhar até que saia água da carne, diminua o fogo e tampe</p><p>3. Acrescente o tomate picado e tampe novamente</p><p>4. Deixe cozinhar por mais 3 minutos e misture</p><p>5. Acrescente o extrato de tomate e temperos a gosto</p><p>6. Deixe cozinhar por mais 10 minutos</p><p>7. Quando o molho engrossar, desligue o fogo</p><p>8. Deixe esfriar o molho, acrescente o creme de leite e misture bem</p><p>9. Quando estiver bem homogêneo, leve novamente ao fogo e deixe cozinhar em</p><p>fogo baixo por mais 5 minutos</p><p>MONTAGEM:</p><p>1. Recheie a panqueca com uma fatia de muçarela, uma porção de carne e enrole</p><p>2. Faça esse processo com todas as panquecas</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>3. Despeje um pouco de caldo no fundo de um refratário, para untar</p><p>4. Disponha as panquecas já prontas no refratário e despeje sobre elas o restante</p><p>do molho</p><p>5. Polvilhe queijo ralado sobre as panquecas</p><p>6. Leve ao forno para gratinar, em fogo médio, por 20 minutos ou até que o queijo</p><p>esteja derretido</p><p>INFORMAÇÕES ADICIONAIS</p><p>• Essa massa também serve para panquecas doces. Basta substituir o sal por</p><p>açúcar e fazer o recheio de frutas, doces e chocolates. Use sua criatividade!</p><p>Extraído de: http://www.tudogostoso.com.br/receita/760-panqueca-de-carne-</p><p>moida.html</p><p>O TEXTO PRESCRITIVO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>O texto prescritivo</p><p>O texto prescritivo é semelhante ao texto injuntivo, com a distinção de que se</p><p>volta para uma instrução mais coercitiva. É o que se vê em leis, cláusulas contratuais,</p><p>normas dispostas em gramáticas ou editais. Note que o texto prescritivo não apresenta</p><p>verbos CONJUGADOS no modo imperativo, o que é necessário dentro do texto injuntivo.</p><p>Veja o exemplo abaixo:</p><p>O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o art. 180</p><p>da Constituição, decreta a seguinte Lei:</p><p>PARTE GERAL</p><p>TÍTULO I</p><p>DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL</p><p>(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)</p><p>Anterioridade da Lei</p><p>Art. 1º - Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia</p><p>cominação legal. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)</p><p>Lei penal no tempo</p><p>Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar</p><p>crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença</p><p>condenatória. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)</p><p>Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-</p><p>se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em</p><p>julgado. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art2</p><p>A CHARGE</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>A charge</p><p>A charge é um tipo de texto caracterizado pela mescla entre o conteúdo</p><p>imagético (não-verbal) e o conteúdo verbal (linguístico) presente na comunicação. Uma</p><p>charge pode ser fundamentalmente argumentativa, dado o conteúdo mormente crítico</p><p>que se observa em suas expressões. Não que isso seja uma obrigação, mas é certamente</p><p>uma constante nas charges.</p><p>Dentre as características mais importantes que devem ser levadas em</p><p>consideração em uma charge, eis as que mais se destacam:</p><p>1. Sua temporalidade: a charge está sempre presa a um contexto temporal.</p><p>2. Sua localidade: a charge está sempre presa a um contexto local.</p><p>3. Sua temática: há sempre um tema principal que está servindo para a</p><p>reflexão.</p><p>4. A visão do chargista: há uma corrente ideológica que o chargista adota</p><p>para tecer uma crítica em seu texto.</p><p>Exemplo:</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>A TIRINHA</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>A tirinha</p><p>Diferentemente da charge, a tirinha não possui necessariamente um</p><p>prendimento temporal (muito embora as contemporâneas estejam trabalhando mais</p><p>como charges sequenciais). As tirinhas são pequenas narrativas que misturam</p><p>linguagem verbal com linguagem não-verbal. Usualmente, há questionamentos sobre</p><p>os efeitos de humor que decorrem das quebras de expectativa do penúltimo para o</p><p>último quadro da tirinha, portanto, é preciso atentar para essas partes principais da</p><p>pequena narrativa.</p><p>É comum que haja um personagem central nessas tirinhas, o qual costuma ser o</p><p>protagonista das ações do texto. Veja um exemplo:</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>O POEMA</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>O poema</p><p>Não, o poema não é uma tipologia em separado. Trata-se de um texto que pode</p><p>ser narrativo, descritivo, até mesmo dissertativo. O que distingue o poema dos outros</p><p>textos é a forma de os distribuir e a linguagem que costumam adotar.</p><p>Um poema é usualmente escrito em versos. Cada linha do poema é um verso; e,</p><p>ao conjunto de versos, damos o nome de estrofe. Há poemas com apenas uma estrofe,</p><p>bem como há estudos sobre formatação dos poemas (número determinado de versos e</p><p>estrofes, tipos de rimas, ritmo estudado em separado). Na maioria das questões de</p><p>concurso sobre poemas, o questionamento é feito a respeito da interpretação do que</p><p>está escrito, não se ultrapassa muito esse limite.</p><p>É comum que os candidatos com um pequeno histórico de leitura não consigam</p><p>interpretar um poema. O mais importante é ter contato cotidianamente com esse tipo</p><p>de texto até compreender as estruturas de interpretação. Na maior parte das vezes o</p><p>título do texto ajuda a interpretar o poema.</p><p>Chegou a hora de ler alguns poemas:</p><p>O açúcar – Ferreira Gullar</p><p>O branco açúcar que adoçará meu café</p><p>nesta manhã de Ipanema</p><p>não foi produzido por mim</p><p>nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.</p><p>Vejo-o puro</p><p>e afável ao paladar</p><p>como beijo de moça, água</p><p>na pele, flor</p><p>que se dissolve na boca. Mas este açúcar</p><p>não foi feito por mim.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>Este açúcar veio</p><p>da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira, dono da mercearia.</p><p>Este açúcar veio</p><p>de uma usina de açúcar em Pernambuco</p><p>ou no Estado do Rio</p><p>e tampouco o fez o dono da usina.</p><p>Este açúcar era cana</p><p>e veio dos canaviais extensos</p><p>que não nascem por acaso</p><p>no regaço do vale.</p><p>Em lugares distantes, onde não há hospital</p><p>nem escola,</p><p>homens que não sabem ler e morrem de fome</p><p>aos 27 anos</p><p>plantaram e colheram a cana</p><p>que viraria açúcar.</p><p>Em usinas escuras,</p><p>homens de vida amarga</p><p>e dura</p><p>produziram este açúcar</p><p>branco e puro</p><p>com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.</p><p>Profundamente</p><p>Manuel Bandeira</p><p>Quando ontem adormeci</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>Na noite de São João</p><p>Havia alegria e rumor</p><p>Estrondos de bombas luzes de Bengala</p><p>Vozes, cantigas e risos</p><p>Ao pé das fogueiras acesas.</p><p>No meio da noite despertei</p><p>Não ouvi mais vozes nem risos</p><p>Apenas balões</p><p>Passavam, errantes</p><p>Silenciosamente</p><p>Apenas de vez em quando</p><p>O ruído de um bonde</p><p>Cortava o silêncio</p><p>Como um túnel.</p><p>Onde estavam os que há pouco</p><p>Dançavam</p><p>Cantavam</p><p>E riam</p><p>Ao pé das fogueiras acesas?</p><p>— Estavam todos dormindo</p><p>Estavam todos deitados</p><p>Dormindo</p><p>Profundamente.</p><p>*</p><p>Quando eu tinha seis anos</p><p>Não pude ver o fim da festa de São João</p><p>Porque adormeci</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo</p><p>Minha avó</p><p>Meu avô</p><p>Totônio Rodrigues</p><p>Tomásia</p><p>Rosa</p><p>Onde estão todos eles?</p><p>— Estão todos dormindo</p><p>Estão todos deitados</p><p>Dormindo</p><p>Profundamente.</p><p>FUNÇÕES DA LINGUAGEM</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>Funções da Linguagem</p><p>Um linguista russo chamado Roman Jakobson desenvolveu uma teoria que tenta</p><p>explicar um ato comunicativo. A extensão dessa teoria se relaciona com o assunto sobre</p><p>funçõesa da linguagem.</p><p>Antes de falar das funções da linguagem, vamos compreender a teoria do ato</p><p>comunicativo inicialmente. Todo ato comunicativo (ou seja, toda comunicação em si)</p><p>necessita de alguns elementos, a saber: emissor, receptor, mensagem, código e canal.</p><p>Eis as características de cada elemento:</p><p>1. Emissor: ________________________________________________________</p><p>2. Receptor: _______________________________________________________</p><p>3. Mensagem: _____________________________________________________</p><p>4. Código: _________________________________________________________</p><p>5. Canal: __________________________________________________________</p><p>A depender da focalização da função, a distinção entre elas pode ser feita da</p><p>seguinte maneira:</p><p>1. Função referencial ou denotativa: centrada no conteúdo proposicional da</p><p>mensagem especificamente. Ex.: livro de Biologia, artigo científico.</p><p>2. Função poética ou conotativa: centrada na transformação do conteúdo</p><p>proposicional da mensagem. Ex.: poema, conto, linguagem oral.</p><p>3. Função emotiva ou expressiva: centrada no emissor da mensagem no ato</p><p>comunicativo. Ex.: depoimentos ou testemunhos.</p><p>4. Função apelativa ou conativa: centrada no receptor da mensagem no ato</p><p>comunicativo. Ex.: publicidades.</p><p>5. Função fática: centrada no canal utilizado no ato comunicativo. Ex.: introdução</p><p>de conversas, atos falhos.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>6. Função metalinguística: centrada no código utilizado no ato comunicativo. Ex.:</p><p>livro de gramática, poemas sobre escrever poemas.</p><p>Conotação X Denotação</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>Conotação X Denotação</p><p>É interessante, quando se estuda o conteúdo de interpretação de texto, ressaltar a</p><p>distinção conceitual entre o sentido conotativo e o sentido denotativo da linguagem.</p><p>Vejamos como se opera essa distinção:</p><p>Sentido CONOTATIVO: figurado, ou abstrato. Relaciona-se com as figuras de linguagem.</p><p>• Adalberto entregou sua alma a Deus.</p><p>A ideia de entregar a alma a Deus é figurada, ou seja, não ocorre literalmente, pois não</p><p>há um serviço de entrega de almas. Essa é uma figura que convencionamos chamar de</p><p>metáfora.</p><p>Sentido DENOTATIVO: literal, ou do dicionário. Relaciona-se com a função referencial</p><p>da linguagem.</p><p>• Adalberto morreu.</p><p>Quando dizemos função referencial, entende-se que o falante está preocupado</p><p>em transmitir precisamente o fato ocorrido, sem apelar para figuras de pensamento</p><p>AS FIGURAS DE LINGUAGEM</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>As figuras de linguagem</p><p> São recursos empregados para transformar o conteúdo das mensagens.</p><p> Promovem algum tipo de efeito expressivo dentro da sentença.</p><p> Estão associadas à chamada função poética da linguagem.</p><p> Não ficam restritas à Literatura.</p><p>Há uma proposta para dividir as figuras de linguagem entre figuras de som, figuras de</p><p>pensamento e figuras de construção. Vejamos de maneira simples e direta algumas das</p><p>mais relevantes.</p><p>Figuras de Pensamento: em que se busca explorar o significado dos termos empregados</p><p>nas sentenças.</p><p>Comparação (ou símile): trata-se da comparação direta entre elementos em uma</p><p>sentença. É fundamental que se empregue o termo comparativo (como a conjunção).</p><p>Ex.: Soube que Paulino fala como um papagaio.</p><p>Ex.: Minha prima trabalha igual gente grande.</p><p>Metáfora: trata-se de um tipo de comparação subentendida, sem utilizar conjunções</p><p>comparativas.</p><p>Ex.: A corrupção é um câncer.</p><p>Ex.: Meu aluno é fera.</p><p>Ex.: As lágrimas que verteu foram mágoas passadas.</p><p>Em todos esses exemplos, notamos que há um tipo de comparação que se faz de</p><p>maneira subentendida, sem empregar um elemento comparativo direto – como uma</p><p>conjunção comparativa.</p><p>Metonímia: trata-se de um tipo de substituição com efeito expressivo. Alguns exemplos</p><p>de metonímia são:</p><p>a) De parte pelo todo:</p><p>Todos os olhos da sala me olhavam. (Os olhos representam as pessoas)</p><p>b) Continente pelo conteúdo:</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>Bebeu duas garrafas de conhaque. (A garrafa contém o conhaque)</p><p>c) Autor pela obra:</p><p>Eu nunca havia lido Tomás Antônio Gonzaga. (Lê-se a obra, não o autor)</p><p>d) Efeito pela causa:</p><p>Jacira inalou a morte naquela sala. (A provável “fumaça” que Jacira inalara foi a</p><p>causa da morte)</p><p>e) Matéria pelo objeto:</p><p>Onde estão as minhas pratas? (Fala-se sobre os talheres figurativamente)</p><p>f) Marca pelo produto:</p><p>Eu tive de comprar uma Gilette. (O produto é a lâmina de barbear. Gilette é a</p><p>marca)</p><p>g) O símbolo pela coisa:</p><p>Naquele ano, caiu a Coroa Espanhola. (A representação da monarquia é a coroa)</p><p>Prosopopeia, ou personificação: trata-se da figura em que se atribuem características</p><p>humanas a seres não humanos ou características animadas a seres não animados.</p><p>Ex.: O vento vem beijar-me a face. (O vento não beija. Isso é uma capacidade humana)</p><p>Ex.: E a noite grita em minha mente. (A noite não pode gritar)</p><p>Ex.: Naquele dia, os crisântemos sorriram para ela. (As flores não sorriem. Isso é uma</p><p>característica animada)</p><p>Antítese: consiste na tentativa de aproximar palavras com sentidos contrários, a fim de</p><p>criar um sentido específico.</p><p>Ex.:</p><p>“Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,</p><p>Depois da Luz se segue a noite escura,</p><p>Em tristes sombras morre a formosura,</p><p>Em contínuas tristezas a alegria.”</p><p>(Gregório de Matos)</p><p>A intenção por meio do emprego dessas palavras com sentido oposto é gerar</p><p>uma ideia de dualidade, ou seja, de divisão em dois polos opositores.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>Sinestesia: trata-se da construção frasal que busca evidenciar a confusão dos sentidos.</p><p>Ex.: Cheiro doce, palavras duras, olhar frio, voz clara, aroma escuro.</p><p>Catacrese: trata-se de uma metáfora desgastada que, pelo uso corrente, se cristalizou</p><p>como expressão comum à língua. O sentido é especifico para as construções em que se</p><p>nota a catacrese, ou seja, não é comum que uma figura dessa natureza signifique algo</p><p>diferente aquilo que já se cristalizou.</p><p>Ex.: dente de alho, pé da mesa, boca do estômago, braço do sofá, nariz do avião.</p><p>Hipérbole: figura que consiste na construção de uma expressão exagerada</p><p>propositalmente, com sentido expressivo.</p><p>Ex.: morrer de fome, chorar um rio de lágrimas, trabalhar até desmaiar etc.</p><p>Ironia: figura em que se diz o contrário daquilo que se pensa.</p><p>Ex.: Se você quiser falar mais alto, o pessoal da sala ainda não ouviu o segredo.</p><p>Ex.: Eu fico admirado com a “inteligência” daquela pessoa.</p><p>Paradoxo: trata-se da figura que apresenta uma construção que contraria a lógica pela</p><p>tentativa de fundir ideias contraditórias.</p><p>Ex.: Esse cara já nasceu morto. (Se nasceu morto, não nasceu. Aí reside a</p><p>construção ilógica)</p><p>Ex.: Dinheiro não é tudo, mas é cem por cento. (Se é cem por cento, logo é tudo!</p><p>A frase é paradoxal)</p><p>Ex.: Sei que Maria dorme acordada para sonhar com o futuro. (Dormir é algo que</p><p>não se faz quando acordado)</p><p>Perífrase, antonomásia ou circunlóquio: trata-se da figura que busca empregar</p><p>uma expressão curta a fim de substituir uma expressão mais longa. Empreguei essa</p><p>definição mais genérica pois a linha de distinção entre elas não é muito clara para todos</p><p>os teóricos.</p><p>Ex.: Naquela época, ainda exploravam o ouro negro. (emprega-se a perífrase</p><p>para substituir “petróleo”).</p><p>Ex.: O “anjo de pernas tortas” foi um dos grandes do futebol brasileiro. (emprega-</p><p>se a perífrase para substituir “Garrincha”)</p><p>Ex.: Li pela primeira vez um livro do “bruxo do Cosme Velho”. (emprega-se a</p><p>perífrase para substituir “Machado de Assis”)</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>Gradação: trata-se de uma sequência de palavras em ordem crescente ou</p><p>decrescente que é empregada para atingir um sentido expressivo.</p><p>Ex.: O bebê, a criança, o jovem, o adulto, o idoso representam todas as fases da</p><p>vida que ele perdeu.</p><p>Apóstrofe: trata-se de um vocativo empregado na construção com a finalidade</p><p>de interpelar enfaticamente o destinatário da emissão.</p><p>Ex.: O que será de você, meu irmão, no meio dessa imunda guerra?</p><p>Eufemismo: trata-se da figura de linguagem em que se explora a tentativa de</p><p>atenuar uma expressão que poderia parecer rude ou desagradável.</p><p>Ex.: Depois de muita luta, Amadeu – finalmente – descansou. (para atenuar a</p><p>mensagem de que morrera).</p><p>Ex.: Acho que eu não sou muito arrumado para que ela me note. (para atenuar a</p><p>mensagem de que o cidadão é feio).</p><p>Disfemismo: trata-se da figura que subverte o eufemismo, ou seja, ocorre a</p><p>tentativa de piorar o sentido de uma expressão de natureza desagradável.</p><p>Ex.: Depois de muita luta, Amadeu foi chupar cana pela raiz. (para piorar o</p><p>sentido de que morreu)</p><p>Ex.: Acho que eu sou o rascunho do mapa do inferno. (para piorar o sentido de</p><p>que o cidadão é feio)</p><p>Figuras de som – em que se busca explorar o som da sentença.</p><p>Aliteração: trata-se da repetição proposital de um fonema consonantal em uma</p><p>sentença, com a intenção de evocar um sentido expressivo.</p><p> O rato roeu a roupa do rei de Roma. (repetição do “r”)</p><p> Tenta tanto tristemente que trai a torcida. (repetição do “t”)</p><p>Assonância: trata-se da repetição proposital de um fonema vocálico em uma sentença,</p><p>com a intenção de evocar um sentido expressivo.</p><p> Ave alada, altiva, antiga e amorosa. (repetição do “a”)</p><p> Entre eitos e eiras errava. (repetição do “e”)</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>Paronomásia: trata-se da figura em que há a exploração da semelhança sonora de</p><p>elementos parônimos (com sentidos completamente diferentes, mas com sonoridade</p><p>aproximada).</p><p> O eminente estava iminente naquele lugar.</p><p> Carrega o sonho e a sanha no coração.</p><p>Onomatopeia: que transita entre figura de linguagem e processo de formação de</p><p>palavras, em que se busca imitar os sons da natureza por meio do emprego de</p><p>vocábulos.</p><p> O claque-claque das palmas o incomodava.</p><p> Todo aquele vrum dos carros era algo enlouquecedor.</p><p>Figuras de construção – em que se explora a construção da frase, a fim de atingir um</p><p>sentido expressivo.</p><p>Pleonasmo: é uma repetição de ideias que pode ser classificada de duas formas:</p><p>a) Pleonasmo lírico:</p><p>Ex.: Lutaram a luta dos lutadores.</p><p>Esse tipo de construção pode vir em um texto como aquilo que se pode chamar</p><p>de licença poética, ou seja, uma construção proposital a fim de atingir um objetivo</p><p>específico.</p><p>b) Pleonasmo vicioso (deve ser evitado):</p><p>Ex.: subir para cima, descer para baixo, hemorragia de sangue, elo de ligação,</p><p>goteira no teto etc.</p><p>Anáfora: trata-se da repetição de uma estrutura sintática na composição do texto. É</p><p>uma figura muito comum em poemas.</p><p>Você pensa em coisas boas?</p><p>Você pensa em coisas ruins?</p><p>Você pensa em dias plenos?</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>Você pensa em seus dias sem mim?</p><p>Anacoluto: é uma figura que se caracteriza por uma quebra na estrutura sintática da</p><p>frase. Muito presente na linguagem falada.</p><p>Madalena, eu não tenho certeza, mas ela não vem hoje.</p><p>Dietas: como seguir sem morrer de fome?</p><p>Elipse: trata-se da omissão de um elemento da frase, o qual é facilmente recuperado</p><p>pelo leitor no contexto.</p><p>Sei que posso vencer os desafios. (a elipse do sujeito foi realizada. Note que não</p><p>se vê o pronome “eu” na construção da frase)</p><p>- Eu quero comprar o carro.</p><p>- Então, compre! (houve a elipse do objeto direto – “o carro!”)</p><p>Zeugma: trata-se da elipse do verbo que já fora mencionado anteriormente na frase.</p><p>Sairei mais cedo hoje; minha irmã, mais tarde. (houve a omissão do verbo “sair”,</p><p>para evitar uma repetição desnecessária)</p><p>Pedro trabalha pela manhã; Mauro, à tarde. (houve a omissão do verbo</p><p>“trabalhar”)</p><p>Assíndeto: trata-se da construção em que se omitem os conectivos na frase,</p><p>fundamentalmente as conjunções.</p><p>Trabalhei, ganhei, perdi, reconstruí, tornei a perder, tornei a trabalhar, tornei a</p><p>vencer. (todas as orações são empregadas sem que haja um conectivo entre elas).</p><p>Polissíndeto: a inversão do assíndeto, trata-se do emprego repetido de um conectivo</p><p>com a finalidade de atingir um sentido expressivo.</p><p>Fala, e grita, e reclama, e anota, e promete, mas nada faz. (veja a repetição da</p><p>conjunção “e” com a finalidade de indicar uma ação rotineira)</p><p>Anástrofe: trata-se de uma inversão na ordem natural das palavras.</p><p>Essa aqui é uma bela cidade. (a ordem usual é “cidade bela”)</p><p>Filho meu não vem a este lugar. (a ordem usual é “meu filho”)</p><p>Hipérbato: trata-se de uma inversão na ordem natural da frase como um todo, não</p><p>apenas da palavra.</p><p>Dos meus problemas, cuido eu. (antecipou-se o objeto indireto na oração)</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>No salão do desespero, entrou – com azeda astúcia – meu triste coração.</p><p>(ocorreu a inversão da ordem natural da sentença)</p><p>Sínquise: inversão sintática tão radical e violenta que promove dificuldade de</p><p>compreensão da mensagem</p><p>O pobre, da gente, a vida – incessante – combate. (na ordem direta seria – O</p><p>pobre combate a vida da gente incessante.)</p><p>Hipálage: trata-se de uma atribuição confusa de características. Com efeito, ocorre a</p><p>atribuição da característica que seria evidentemente de um elemento para outro mais</p><p>próximo.</p><p>Esta calça não entra mais em mim. (quando – na verdade – é a pessoa que</p><p>“entra” na calça)</p><p>O charuto pensativo o homem acendeu outra vez. (o homem é pensativo, não o</p><p>charuto)</p><p>Silepse: trata-se do recurso de concordância que se faz com a ideia transmitida pela</p><p>palavra, não com a palavra em si. Veja os casos:</p><p>Silepse de gênero: Vossa Excelência, senhor ministro, está seguro de si hoje.</p><p>(apesar de Vossa Excelência ter – notadamente – um feminino, opta-se pela</p><p>concordância com o gênero da pessoa, o ministro em questão.</p><p>Silepse de pessoa: Todos somos brasileiros. (a concordância é feita com a ideia</p><p>de “nós” não de “todos”, que pediria o verbo na terceira pessoa do plural, não na</p><p>primeira).</p><p>Silepse de número: O grupo saiu pela floresta e se perderam em poucos</p><p>instantes. (a concordância foi realizada com a ideia de que a palavra “grupo” pressupõe</p><p>a presença de mais de um elemento).</p><p>Sim, há muitíssimas figuras de linguagem! Eu listei as mais prováveis que podem</p><p>aparecer em uma prova para você. Sugiro que você tente perceber nos exercícios o</p><p>padrão de cobrança que costuma se repetir, a fim de não ter que memorizar uma lista</p><p>tão extensa quanto a que você viu até agora. Perceberá que figuras como metáfora,</p><p>metonímia, ironia e sinestesia costumam aparecer com mais destaque.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>TRADUÇÃO DE SENTIDO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>Tradução de sentido</p><p>Algumas questões (e essas são as mais “ardidas”) exigem um trabalho com a</p><p>tradução do sentido do que está escrito em uma sentença. Para compreender isso, a</p><p>prática é a única saída. Vejamos como isso funciona:</p><p>Considerando-se o contexto, o sentido de uma expressão do texto está corretamente</p><p>traduzido em:</p><p>a) diz respeito ao interesse comum = relaciona-se com a vontade geral.</p><p>b) ingênuos seguidores = adeptos mais radicais.</p><p>c) é aí que se insere a sua famosa distinção = é aí que se contesta sua célebre equação.</p><p>d) visão essencialmente pessimista = perspectiva extremamente ambígua.</p><p>e) corrompem-se irremediavelmente = praticam a corrupção sem remorso.</p><p>Considerando-se o contexto, está clara e corretamente traduzido o sentido deste</p><p>segmento:</p><p>a) permitindo que a prudência nos imobilize (2o parágrafo) = estacando o avanço da</p><p>cautela.</p><p>b) a sabedoria popular também hesita, e se contradiz (3o parágrafo) = a proverbial</p><p>sabedoria também se furta aos paradoxos.</p><p>c) o confiante se vê malogrado (3o parágrafo) = deixa- se frustrar quem não ousa.</p><p>d) pés chumbados no chão da cautela temerosa (3o parágrafo) = imobilizado pela</p><p>prudência receosa.</p><p>e) orientação conciliatória (4o parágrafo) = paradigma incontestável.</p><p>ATIVIDADE DE APROFUNDAMENTO</p><p>O TEXTO DISSERTATIVO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>“O dia 12 de junho é reservado ao combate ao Trabalho Infantil. A data, designada pela</p><p>Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 2002, e endossada pela legislação</p><p>nacional, Lei n. 11.542, em 2007, visa chamar a atenção das diferentes sociedades para</p><p>a existência do trabalho infantil, sensibilizando todos os povos para a necessidade do</p><p>cumprimento das normas internacionais sobre o tema, em especial as Convenções da</p><p>OIT 188, de 1973, e 182, de 1999, que tratam, respectivamente, da idade mínima para</p><p>o trabalho e as piores formas de trabalho infantil.</p><p>(Trabalho infantil, Marcelo Uchôa)</p><p>O texto 1 já permite sua inserção entre os textos de tipo:</p><p>(A) narrativo;</p><p>(B) descritivo;</p><p>(C) dissertativo expositivo;</p><p>(D) dissertativo argumentativo;</p><p>(E) injuntivo.</p><p>Crescimento da população é “desafio do século”, diz consultor da ONU</p><p>O crescimento populacional é o “desafio do século” e não está sendo tratado de</p><p>forma adequada na Rio+20, segundo o consultor do Fundo de População das Nações</p><p>Unidas, Michael Herrmann.</p><p>“O desafio do século é promover bem-estar para uma população grande e em</p><p>crescimento, ao mesmo tempo em que se assegura o uso sustentável dos recursos</p><p>naturais” [...] “As questões relacionadas à população estão sendo tratadas de forma</p><p>adequada nas negociações atuais? Eu acho que não. O assunto é muito sensível e</p><p>muitos preferem evitá-lo. Mas nós estaremos enganando a nós mesmos se acharmos</p><p>que é possível falar de desenvolvimento sustentável sem falar sobre quantas pessoas</p><p>seremos no planeta, onde estaremos vivendo e que estilo de vida teremos”, afirmou.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>No fim do ano passado, a população mundial atingiu a marca de sete bilhões de</p><p>pessoas. As projeções indicam que, em 2050, serão 9 bilhões. O crescimento</p><p>é mais intenso nos países pobres, mas Herrmann defende que os esforços para o</p><p>enfrentamento do problema precisam ser globais.</p><p>“Se todos quiserem ter os padrões de vida do cidadão americano médio, precisaremos</p><p>ter cinco planetas para dar conta. Isso não é possível. Mas também não é aceitável falar</p><p>para os países em desenvolvimento ‘desculpa, vocês não podem ser ricos, nós não</p><p>temos recursos suficientes’. É um desafio global, que exige soluções globais e assistência</p><p>ao desenvolvimento”, afirmou.</p><p>O consultor disse ainda que o Fundo de População da ONU é contrário a políticas</p><p>de controle compulsório do crescimento da população. Segundo ele, as políticas mais</p><p>adequadas são aquelas que permitem às mulheres fazerem escolhas sobre o número de</p><p>filhos que querem e o momento certo para engravidar. Para isso, diz, é necessário</p><p>ampliar o acesso à educação e aos serviços de saúde reprodutiva e planejamento</p><p>familiar. [...]</p><p>MENCHEN, Denise. Crescimento da população é “desafi o do século”, diz consultor da</p><p>ONU. Folha de São Paulo. São Paulo, 11 jun. 2012. Ambiente. Disponível</p><p>em:<http://www1.folha.uol.com.br/ambiente.1103277-crescimento-da-populacao-e-</p><p>desafi o-do--seculo-diz-consultor-da-onu.shtml>. Acesso em:</p><p>22 jun. 2012. Adaptado.</p><p>O voto, além de um direito duramente conquistado, deve ser considerado um dever</p><p>cívico, sem o exercício do qual aquele direito se descaracteriza ou se perde, afinal</p><p>liberdade e democracia são fins e não apenas meios. Quem vive numa comunidade</p><p>política não pode estar desobrigado de opinar sobre os seus rumos. Nada contra a</p><p>desobediência civil, recurso legítimo para o protesto cidadão que, no caso eleitoral,</p><p>pode se expressar no voto nulo (cuja tecla deveria constar na máquina de votar). A</p><p>questão, no caso, é outra.</p><p>Com o voto facultativo, o direito de votar e o de não votar ficam inscritos, em pé</p><p>de igualdade, no corpo legal. Uma parte do eleitorado deixará voluntariamente de</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>opinar sobre a constituição do poder político. O desinteresse pela política e a descrença</p><p>no voto serão registrados como mera “escolha”, sequer como desobediência civil ou</p><p>protesto. A consagração da alienação política como um direito legal interessa aos</p><p>conservadores, reduz o peso da soberania popular e desconstitui o sufrágio como</p><p>universal.</p><p>Léo Lince (adaptado)</p><p>ATIVIDADE DE APROFUNDAMENTO</p><p>O TEXTO NARRATIVO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>Uma vela para Dario</p><p>Dalton Trevisan</p><p>Dario vem apressado, guarda-chuva no braço esquerdo. Assim que dobra a esquina,</p><p>diminui o passo até parar, encosta-se a uma parede. Por ela escorrega, senta-se na</p><p>calçada, ainda úmida de chuva. Descansa na pedra o cachimbo.</p><p>Dois ou três passantes à sua volta indagam se não está bem. Dario abre a boca, move os</p><p>lábios, não se ouve resposta. O senhor gordo, de branco, diz que deve sofrer de ataque.</p><p>Ele reclina-se mais um pouco, estendido na calçada, e o cachimbo apagou. O rapaz de</p><p>bigode pede aos outros se afastem e o deixem respirar. Abre-lhe o paletó, o colarinho,</p><p>a gravata e a cinta. Quando lhe tiram os sapatos, Dario rouqueja feio, bolhas de espuma</p><p>surgem no canto da boca</p><p>Cada pessoa que chega ergue-se na ponta dos pés, não o pode ver. Os moradores da rua</p><p>conversam de uma porta a outra, as crianças de pijama acodem à janela. O senhor gordo</p><p>repete que Dario sentou-se na calçada, soprando a fumaça do cachimbo, encostava o</p><p>guarda-chuva na parede. Ma não se vê guarda-chuva ou cachimbo a seu lado.</p><p>A velhinha de cabeça grisalha grita que ele está morrendo. Um grupo o arrasta para o</p><p>táxi da esquina. Já no carro a metade do corpo, protesta o motorista: quem pagará a</p><p>corrida? Concordam chamar a ambulância. Dario conduzido de volta e recostado à</p><p>parede não tem os sapatos nem o alfinete de pérola na gravata.</p><p>Alguém informa da farmácia na outra rua. Não carregam Dario além da esquina; a</p><p>farmácia no fim do quarteirão e, além do mais, muito peso. É largado na porta de uma</p><p>peixaria. Enxame de moscas lhe cobrem o rosto, sem que façam um gesto para espantá-</p><p>las.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>Ocupado o café próximo pelas pessoas que apreciam o incidente e, agora, comendo e</p><p>bebendo, gozam as delícias da noite. Dario em sossego e torto no degrau da peixaria,</p><p>sem o relógio de pulso.</p><p>Um terceiro sugere lhe examinem os papéis, retirados com vários objetos de seus bolsos</p><p>e alinhados sobre a camisa branca. Ficam sabendo do nome, idade, sinal de nascença. O</p><p>endereço na carteira é de outra cidade.</p><p>Registra-se correria de uns duzentos curiosos que, a essa hora, ocupam toda a rua e as</p><p>calçadas: é a polícia. O carro negro investe a multidão. Várias pessoas tropeçam no</p><p>corpo de Dario, pisoteado dezessete vezes.</p><p>O guarda aproxima-se do cadáver, não pode identificá-lo os bolsos vazios. Resta na mão</p><p>esquerda a aliança de ouro, que ele próprio quando vivo só destacava molhando no</p><p>sabonete. A polícia decide chamar o rabecão.</p><p>A última boca repete Ele morreu, ele morreu. A gente começa a se dispersar. Dario levou</p><p>duas horas para morrer, ninguém acreditava estivesse no fim. Agora, aos que alcançam</p><p>vê-lo, todo o ar de um defunto.</p><p>Um senhor piedoso dobra o paletó de Dario para lhe apoiar a cabeça. Cruza as mãos no</p><p>peito. Não consegue fechar olho nem boca, onde a espuma sumiu. Apenas um homem</p><p>morto e a multidão se espalha, as mesas do café ficam vazias. Na janela alguns</p><p>moradores com almofadas para descansar os cotovelos.</p><p>Um menino de cor e descalço vem com uma vela, que acende ao lado do cadáver. Parece</p><p>morto há muitos anos, quase o retrato de um morto desbotado pela chuva.</p><p>Fecham-se uma a uma as janelas. Três horas depois, lá está Dario à espera do rabecão.</p><p>A cabeça agora na pedra, sem o paletó. E o dedo sem a aliança. O toco de vela apaga-se</p><p>às primeiras gotas da chuva, que volta a cair.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>ATIVIDADE DE APROFUNDAMENTO</p><p>O TEXTO DESCRITIVO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>• nome científico: Ginkgo biloba L.</p><p>• nome popular: nogueira-do-japão</p><p>• origem: Extremo Oriente</p><p>• aspecto: as folhas dispõem-se em leque e são semelhantes ao trevo;</p><p>• a altura da árvore pode chegar a 40 metros; o fruto lembra uma ameixa e</p><p>contém uma noz que pode ser assada e comida.</p><p>Logo à entrada paramos diante de uma lápide quadrada, incrustada nas lajes escuras,</p><p>tão polida e reluzindo com um tão doce brilho de nácar, que parecia a água quieta de</p><p>um tanque, onde se refletiam as luzes das lâmpadas. Pote puxou-me a manga, lembrou-</p><p>me que era costume beijar aquele pedaço de rocha, santa entre todas, que outrora, no</p><p>jardim de José de Arimateia... (A Relíquia – Eça de Queirós).</p><p>ATIVIDADE DE APROFUNDAMENTO</p><p>O TEXTO INJUNTIVO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>PANQUECA DE CARNE MOÍDA</p><p>INGREDIENTES</p><p>MASSA:</p><p>• 1 e 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo</p><p>• 1 xícara (chá) de leite</p><p>• 2 ovos</p><p>• 4 colheres (sopa) de óleo</p><p>• sal a gosto</p><p>RECHEIO:</p><p>• 300 g de carne moída</p><p>• 2 colheres (sopa) de cebola picada ou ralada</p><p>• 1/2 tomate cortado em cubos</p><p>• 1/2 lata de extrato de tomate</p><p>• 1 caixa de creme de leite</p><p>• sal a gosto</p><p>• 400 g de muçarela fatiado</p><p>• queijo ralado a gosto</p><p>MODO DE PREPARO</p><p>MASSA:</p><p>1. Bata no liquidificador os ovos, o leite, o óleo, e acrescente a farinha de trigo aos</p><p>poucos</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>2. Após acrescentar toda a farinha de trigo, adicione sal a gosto</p><p>3. Misture a massa até obter uma consistência cremosa</p><p>4. Com um papel toalha, espalhe óleo por toda a frigideira e despeje uma concha</p><p>de massa</p><p>5. Faça movimentos circulares para que a massa se espalhe por toda a frigideira</p><p>6. Espere até a massa soltar do fundo e vire a massa para fritar do outro lado</p><p>RECHEIO:</p><p>1. Em uma panela, doure a cebola com o óleo e acrescente a carne</p><p>2. Deixe cozinhar até que saia água da carne, diminua o fogo e tampe</p><p>3. Acrescente o tomate picado e tampe novamente</p><p>4. Deixe cozinhar por mais 3 minutos e misture</p><p>5. Acrescente o extrato de tomate e temperos a gosto</p><p>6. Deixe cozinhar por mais 10 minutos</p><p>7. Quando o molho engrossar, desligue o fogo</p><p>8. Deixe esfriar o molho, acrescente o creme de leite e misture bem</p><p>9. Quando estiver bem homogêneo, leve novamente ao fogo e deixe cozinhar em</p><p>fogo baixo por mais 5 minutos</p><p>MONTAGEM:</p><p>1. Recheie a panqueca com uma fatia de muçarela, uma porção de carne e enrole</p><p>2. Faça esse processo com todas as panquecas</p><p>3. Despeje um pouco de caldo no fundo de um refratário, para untar</p><p>4. Disponha as panquecas já prontas no refratário e despeje sobre elas o restante</p><p>do molho</p><p>5. Polvilhe queijo ralado sobre as panquecas</p><p>6. Leve ao forno para gratinar, em fogo médio, por 20 minutos ou até que o queijo</p><p>esteja derretido</p><p>ATIVIDADE DE APROFUNDAMENTO</p><p>O TEXTO PRESCRITIVO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o art.</p><p>180 da Constituição, decreta a seguinte Lei:</p><p>PARTE GERAL</p><p>TÍTULO I</p><p>DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL</p><p>(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)</p><p>Anterioridade da Lei</p><p>Art. 1º - Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia</p><p>cominação legal. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)</p><p>Lei penal no tempo</p><p>Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar</p><p>crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença</p><p>condenatória. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)</p><p>Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente,</p><p>aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória</p><p>transitada em julgado. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm</p><p>ATIVIDADE DE APROFUNDAMENTO</p><p>A CHARGE</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>ATIVIDADE DE APROFUNDAMENTO</p><p>A TIRINHA</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>ATIVIDADE DE APROFUNDAMENTO</p><p>O POEMA</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>O açúcar – Ferreira Gullar</p><p>O branco açúcar que adoçará meu café</p><p>nesta manhã de Ipanema</p><p>não foi produzido por mim</p><p>nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.</p><p>Vejo-o puro</p><p>e afável ao paladar</p><p>como beijo de moça, água</p><p>na pele, flor</p><p>que se dissolve na boca. Mas este açúcar</p><p>não foi feito por mim.</p><p>Este açúcar veio</p><p>da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira, dono da mercearia.</p><p>Este açúcar veio</p><p>de uma usina de açúcar em Pernambuco</p><p>ou no Estado do Rio</p><p>e tampouco o fez o dono da usina.</p><p>Este açúcar era cana</p><p>e veio dos canaviais extensos</p><p>que não nascem por acaso</p><p>no regaço do vale.</p><p>Em lugares distantes, onde não há hospital</p><p>nem escola,</p><p>homens que não sabem ler e morrem de fome</p><p>aos 27 anos</p><p>plantaram e colheram a cana</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>que viraria açúcar.</p><p>Em usinas escuras,</p><p>homens de vida amarga</p><p>e dura</p><p>produziram este açúcar</p><p>branco e puro</p><p>com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.</p><p>Profundamente</p><p>Manuel Bandeira</p><p>Quando ontem adormeci</p><p>Na noite de São João</p><p>Havia alegria e rumor</p><p>Estrondos de bombas luzes de Bengala</p><p>Vozes, cantigas e risos</p><p>Ao pé das fogueiras acesas.</p><p>No meio da noite despertei</p><p>Não ouvi mais vozes nem risos</p><p>Apenas balões</p><p>Passavam, errantes</p><p>Silenciosamente</p><p>Apenas de vez em quando</p><p>O ruído de um bonde</p><p>Cortava o silêncio</p><p>Como um túnel.</p><p>Onde estavam os que há pouco</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>Dançavam</p><p>Cantavam</p><p>E riam</p><p>Ao pé das fogueiras acesas?</p><p>— Estavam todos dormindo</p><p>Estavam todos deitados</p><p>Dormindo</p><p>Profundamente.</p><p>Quando eu tinha seis anos</p><p>Não pude ver o fim da festa de São João</p><p>Porque adormeci</p><p>Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo</p><p>Minha avó</p><p>Meu avô</p><p>Totônio Rodrigues</p><p>Tomásia</p><p>Rosa</p><p>Onde estão todos eles?</p><p>— Estão todos dormindo</p><p>Estão todos deitados</p><p>Dormindo</p><p>Profundamente.</p><p>ORTOGRAFIA</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>ORTOGRAFIA</p><p>A ortografia é a parte da Gramática que estuda a escrita correta das palavras. O próprio</p><p>nome da disciplina já designa tal função. É oriunda das palavras gregas ortho que</p><p>significa "correto" e graphos que significa "escrita". Neste capítulo, vamos estudar</p><p>alguns aspectos da correta grafia das palavras: o emprego de algumas letras que</p><p>apresentam dificuldade para os falantes do Português.</p><p>Nós vamos nos pautar pela ortografia com base no último acordo ortográfico assinado</p><p>pelos países lusófonos (que têm o Português como língua oficial). Essa é a parte mais</p><p>detalhista de nossa língua, mas – como eu estou fazendo desde o início deste livro – não</p><p>vou ficar enchendo você com uma série infinda de regras para perturbar sua mente.</p><p>Farei o possível para reduzir as dificuldades e deixar o conteúdo muito mais leve! Vamos</p><p>para a batalha!</p><p>O ALFABETO</p><p>O alfabeto é atualmente formado por 26 letras.</p><p>A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z (maiúsculas)</p><p>a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z (minúsculas)</p><p>As letras K, W e Y foram inseridas no alfabeto devido a uma grande quantidade de</p><p>palavras que são grafadas com tais letras e não podem mais figurar como termos</p><p>exóticos em relação ao português. Eis alguns exemplos de seu emprego:</p><p>1. Em abreviaturas e em símbolos de uso internacional:</p><p>Kg – quilograma / w – watt /</p><p>2. Em palavras estrangeiras de uso internacional, nomes próprios estrangeiros e</p><p>seus derivados.</p><p>Kremlin, Kepler, Darwin, Byron, byroniano.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>O EMPREGO DE E E I</p><p>Existe uma curiosidade a respeito do emprego dessas letras nas palavras que</p><p>escrevemos: o fato de o “e”, no final da palavra, ser pronunciado como uma semivogal</p><p>faz com que muitos falantes sintam aquela vontade de grafar a palavra com “i”. Bem,</p><p>veremos quais são os principais aspectos do emprego dessas letras.</p><p>1 - Escreveremos com “e”</p><p>2 - Palavras formadas com o prefixo ante- (que significa antes, anterior):</p><p>Antebraço, antevéspera, antecipar, antediluviano etc.</p><p>3 - A sílaba final de formas conjugadas dos verbos terminados em –OAR e –UAR</p><p>(quando estiverem no subjuntivo):</p><p>Abençoe (abençoar)</p><p>Continue (continuar)</p><p>Pontue (pontuar)</p><p>Escreveremos com “i”</p><p>1- Palavras formadas com o prefixo anti- (que significa contra):</p><p>Antiaéreo, anticristo, antitetânico, anti-inflamatório.</p><p>2 - A sílaba final de formas conjugadas dos verbos terminados em –AIR, -OER e –</p><p>UIR:</p><p>Cai (cair)</p><p>Sai (sair)</p><p>Diminui (diminuir)</p><p>Dói (doer)</p><p>Mói (moer)</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>Rói (roer)</p><p>3 - Os ditongos AI, OI, UI:</p><p>Pai, foi, herói, influi.</p><p>As seguintes palavras, em razão de sua origem: aborígine, chefiar, crânio, criar, digladiar,</p><p>displicência, escárnio, implicante, impertinente, impedimento, inigualável, lampião,</p><p>pátio, penicilina, privilégio, requisito etc.</p><p>Vejamos alguns casos em que o emprego das letras “e” e “i” pode causar uma alteração</p><p>semântica:</p><p>Obs.: o Novo Acordo Ortográfico explica que, agora, escreve-se com “i” antes de sílaba</p><p>tônica. Veja alguns exemplos: acriano (admite-se, também, acreano), rosiano (de</p><p>Guimarães Rosa), camoniano, nietzschiano (de Nietzsche) etc.</p><p>Escrevendo com “e” Escrevendo com “i”</p><p>Área – extensão de terra Ária – peça musical</p><p>Delatar – denunciar alguém Dilatar – aumentar algo</p><p>Descrição – ação de descrever Discrição – qualidade de quem é discreto</p><p>Descriminar – absolver Discriminar – separar, estabelecer</p><p>diferença</p><p>Emergir – vir à tona Imergir – mergulhar</p><p>Emigrar – sair do país ou do local de</p><p>origem</p><p>Imigrar – entrar em um país estrangeiro</p><p>Eminente – importante, elevado Iminente – que está por vir</p><p>ORTOGRAFIA PARTE II</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>O EMPREGO DA LETRA H</p><p>A letra H demanda um pouco de atenção. Apesar de não possuir verdadeiramente</p><p>sonoridade, utilizamos, ainda, por convenção</p><p>histórica. Seu emprego, basicamente, está</p><p>relacionado às seguintes regras:</p><p>1 - No início de algumas palavras, por sua origem:</p><p>Horizonte, hodierno, haver, Helena, helênico, Havana.</p><p>2 - No fim de algumas interjeições:</p><p>Ah! Oh! Ih! Uh!</p><p>3 - No interior de palavras compostas que preservam o hífen, nas quais o segundo</p><p>elemento se liga ao primeiro:</p><p>Super-homem, pré-história, sobre-humano.</p><p>4 - Nos dígrafos NH, LH e CH:</p><p>Rainha, falha, chave, chaleira, nhoque, calha, malha.</p><p>O emprego de O e U</p><p>Vejamos como empregar essas letras, a fim de que não mais possamos errar.</p><p>1 - Apenas por exceção, palavras em Português com sílabas finais átonas (fracas)</p><p>terminam por us; o comum é que se escreva com o ou os. Veja os exemplos:</p><p>carro, aluno, abandono, abono, chimango suborno etc.</p><p>Exemplos das exceções a que aludi: bônus, vírus, ônibus etc.</p><p>2 - Em palavras proparoxítonas ou paroxítonas com terminação em ditongo, são</p><p>comuns as terminações –UA, -ULA, -ULO:</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>Tábua, fábula, crápula, coágulo.</p><p>As terminações –AO, -OLA, -OLO só aparecem em algumas palavras: mágoa,</p><p>névoa, nódoa, agrícola1, vinícola, varíola etc.</p><p>3 Fique de olho na grafia destes termos:</p><p>Com a letra O: abolir, boate, botequim, bússola, costume, engolir, goela, moela,</p><p>moleque, mosquito etc.</p><p>Com a letra U: bulício, buliçoso, bulir, camundongo, curtume, cutucar, jabuti,</p><p>jabuticaba, rebuliço, urtiga, urticante etc.</p><p>1 Em razão da construção íncola (quem vive, habitante), por isso, silvícola, terrícola</p><p>etc.</p><p>ORTOGRAFIA PARTE II</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>ORTOGRAFIA</p><p>O emprego de G e J</p><p>Essas letras, por apresentarem o mesmo som eventualmente, costumam causar</p><p>problemas de ortografia. Vamos tentar facilitar o trabalho: a letra “g” só apresenta o</p><p>som de “j” diante das letras “e” e “i”: gesso, gelo, agitar, agitador, agir, gíria.</p><p>Escreveremos com “g”:</p><p>1. Palavras terminadas em –AGEM, -IGEM, -UGEM:</p><p>Garagem, vertigem, rabugem, ferrugem, fuligem etc.</p><p>Exceções: pajem, lambujem (doce ou gorjeta), lajem (pedra da sepultura).</p><p>2. As palavras terminadas em –ÁGIO, ÉGIO, ÍGIO, ÓGIO, ÚGIO:</p><p>Contágio, régio, prodígio, relógio, refúgio.</p><p>3. As palavras derivadas de outras que já possuem a letra “g”.</p><p>Viagem – viageiro</p><p>Ferrugem – ferrugento</p><p>Vertigem – vertiginoso</p><p>Regime – regimental</p><p>Selvagem – selvageria</p><p>Regional – regionalismo</p><p>4. Em geral, após a letra “r”</p><p>Aspergir, divergir, submergir, imergir etc.</p><p>5. As palavras:</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>6. De origem latina: agir, gente, proteger, surgir, gengiva, gesto etc.</p><p>7. De origem árabe: álgebra, algema, ginete, girafa, giz etc.</p><p>8. De origem francesa: estrangeiro, agiotagem, geleia, sargento etc.</p><p>9. De origem italiana: gelosia, ágio etc.</p><p>10. Do castelhano: gitano.</p><p>11. Do inglês: gim.</p><p>Escreveremos com “j”</p><p>12. Os verbos terminados em –JAR ou –JEAR e suas formas conjugadas:</p><p>Gorjear: gorjeia (lembre-se das “aves”), gorjeiam, gorjearão.</p><p>Viajar: viajei, viaje, viajemos, viajante.</p><p>Obs.: cuidado para não confundir os termos viagem (substantivo) com viagem (verbo</p><p>“viajar). Vejamos o emprego.</p><p>Ele fez uma bela viagem.</p><p>Tomara que eles viajem amanhã.</p><p>13. Palavras derivadas de outras terminadas em –JA.</p><p>Granja: granjeiro, granjear.</p><p>Loja: lojista, lojinha.</p><p>Laranja: laranjal, laranjeira.</p><p>Lisonja: lisonjeiro, lisonjeador.</p><p>Sarja: sarjeta.</p><p>14. Palavras cognatas (raiz em comum) ou derivadas de outras que possuem o “j”.</p><p>Laje: lajense, lajedo.</p><p>Nojo: nojento, nojeira.</p><p>Jeito: jeitoso, ajeitar, desajeitado.</p><p>15. Nas palavras: conjetura, ejetar, injeção, interjeição, objeção, objeto, objetivo,</p><p>projeção, projeto, rejeição, sujeitar, sujeito, trajeto, trajetória, trejeito.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>16. Palavras de origem ameríndia (geralmente tupi-guarani) ou africana: canjerê,</p><p>canjica, jenipapo, jequitibá, jerimum, jia, jiboia, jiló, jirau, Moji, pajé, pajéu.</p><p>17. Nas palavras: berinjela, cafajeste, jeca, jegue, Jeremias, jerico, jérsei, majestade,</p><p>manjedoura, ojeriza, pegajento, rijeza, sujeira, traje, ultraje, varejista.</p><p>ORTOGRAFIA PARTE II</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>ORTOGRAFIA</p><p>Orientações sobre a grafia do fonema /s/</p><p>Podemos representar o fonema /s/ por:</p><p>1. S: ânsia, cansar, diversão, farsa.</p><p>2. SS: acesso, assar, carrossel, discussão.</p><p>3. C, Ç: acetinado, cimento, açoite, açúcar.</p><p>4. SC, SÇ: acréscimo, adolescente, ascensão, consciência, nasço, desça</p><p>5. X: aproximar, auxiliar, auxílio, sintaxe.</p><p>6. XC: exceção, exceder, excelência, excepcional.</p><p>Como se grafa, então?</p><p>Escreveremos com s:</p><p>7. A correlação nd – ns:</p><p>Pretender – pretensão, pretenso</p><p>Expandir – expansão, expansivo</p><p>8. A correlação rg – rs:</p><p>Aspergir – aspersão</p><p>Imergir – imersão</p><p>Emergir – emersão</p><p>9. A correlação rt – rs</p><p>Divertir – diversão</p><p>Inverter – inversão</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>10. O sufixo –ense</p><p>Paranaense, cearense, londrinense.</p><p>Escreveremos com ss:</p><p>11. A correlação ced – cess:</p><p>Ceder – cessão</p><p>Interceder – intercessão</p><p>Retroceder – retrocesso</p><p>12. A correlação gred – gress</p><p>Agredir – agressão, agressivo</p><p>Progredir – progressão, progresso</p><p>13. A correlação prim – press</p><p>Imprimir – impressão, impresso</p><p>Oprimir – opressão, opressor</p><p>Reprimir – repressão, repressivo</p><p>14. A correlação meter – miss</p><p>Submeter – submissão</p><p>Intrometer – intromissão</p><p>Escreveremos com c ou com ç:</p><p>15. Palavras de origem tupi ou africana:</p><p>Açaí, araçá, Iguaçu, Juçara, muçurana, Paraguaçu, caçula, cacimba</p><p>Nota: o “ç” só será usado antes das vogais a, o, u.</p><p>16. Com os sufixos:</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>-aça: barcaça;</p><p>-ação: armação;</p><p>-çar: aguçar;</p><p>-ecer: esmaecer;</p><p>-iça: carniça;</p><p>-nça: criança;</p><p>-uça: dentuça.</p><p>17. Palavras derivadas de verbos terminados em –ter (não confundir com a regra do</p><p>–meter / s)</p><p>Abster – abstenção;</p><p>Reter – retenção;</p><p>Deter – detenção.</p><p>18. Depois de ditongos:</p><p>Feição, louça, traição.</p><p>19. Palavras de origem árabe:</p><p>Açúcar, açucena, cetim, muçulmano.</p><p>Emprego do SC</p><p>Escreveremos com sc palavras que são termos emprestados do latim:</p><p>Adolescência, ascendente, consciente, crescer, descer, fascinar, fescenino.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>Grafia da letra s com som de z1</p><p>Escreveremos com “s”:</p><p>20. Terminações –ês, -esa, -isa, que indicam nacionalidade, título ou origem.</p><p>Japonês, japonesa</p><p>Marquês, marquesa</p><p>Camponês, camponesa</p><p>21. Após ditongos.</p><p>Causa, coisa, lousa, Sousa</p><p>22. As formas dos verbos pôr e querer e de seus compostos.</p><p>Eu pus, nós pusemos, pusésseis etc.</p><p>Eu quis, nós quisemos, quisésseis etc.</p><p>23. As terminações –oso e –osa, que indicam qualidade.</p><p>Gostoso, garboso, fervorosa, talentosa.</p><p>24. O prefixo trans-</p><p>Transe, transação, transoceânico.</p><p>25. Em diminutivos cujo radical termine em s</p><p>Rosa – rosinha</p><p>Teresa – Teresinha</p><p>Lápis – lapisinho</p><p>26. A correlação d – s</p><p>Aludir – alusão, alusivo</p><p>Decidir – decisão, decisivo</p><p>Defender – defesa, defensivo</p><p>1 O s tem som de /z/ quando estiver entre duas vogais.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>27. Verbos derivados de palavras cujo radical termina em s</p><p>Análise – analisar</p><p>Presa – apresar</p><p>Êxtase – extasiar</p><p>Português – aportuguesar</p><p>28. Os substantivos com os sufixos gregos –ese, isa, -ose</p><p>Catequese, diocese, poetisa, virose. (obs.: “catequizar” com “z”)</p><p>29. Os nomes próprios</p><p>Baltasar, Heloísa, Isabel,</p><p>Isaura, Luísa, Sousa, Teresa.</p><p>30. As palavras: análise, cortesia, hesitar, reses, vaselina, avisar, defesa, obséquio,</p><p>revés, vigésimo, besouro, fusível, pesquisa, tesoura, colisão, heresia, querosene, vasilha.</p><p>ORTOGRAFIA</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>ORTOGRAFIA</p><p>Emprego da letra z</p><p>Escreveremos com “z”</p><p>1. As terminações –ez, -eza, de substantivos abstratos derivados de adjetivos.</p><p>Belo – beleza</p><p>Rico – riqueza</p><p>Altivo – altivez</p><p>Sensato – sensatez</p><p>2. Os verbos formados com o sufixo –izar e palavras cognatas.</p><p>Balizar, inicializar, civilizar.</p><p>3. As palavras derivadas em:</p><p>-zal: cafezal, abacaxizal</p><p>-zeiro: cajazeiro, açaizeiro</p><p>-zito: avezita.</p><p>-zinho: cãozinho, pãozinho, pezinho</p><p>4. Os derivados de palavras cujo radical termina em z</p><p>Cruzeiro (cruz)</p><p>Luzeiro (luz)</p><p>Esvaziar (vazio)</p><p>5. As palavras: azar, aprazível, baliza, buzina, bazar, cicatriz, ojeriza, prezar, proeza,</p><p>vazamento, vizinho, xadrez, xerez.</p><p>Emprego do X e do CH</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>A letra X pode representar os seguintes fonemas:</p><p>/ch/: xarope</p><p>/ks/: sexo, tóxico</p><p>/z/: exame</p><p>/ss/: máximo</p><p>/s/: sexto</p><p>Escreveremos com x</p><p>6. Em geral, após um ditongo</p><p>Caixa, peixe, ameixa, rouxinol, caixeiro (exceções: recauchutar e guache)</p><p>7. Geralmente, depois de sílaba iniciada por en-</p><p>Enxada, enxerido, enxugar, enxurrada</p><p>Obs.: encher (e seus derivados); palavras que iniciam por ch e recebem o prefixo en-</p><p>“encharcar, enchumaçar, enchiqueirar, enchumbar”. Enchova também é uma exceção.</p><p>8. Em palavras de origem indígena ou africana</p><p>Abacaxi, xavante, xará, orixá, xinxim.</p><p>9. Após a sílaba me no início da palavra.</p><p>Mexerica, mexerico, mexer, mexida. (exceção: mecha de cabelo)</p><p>10. Nas palavras: bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa, lagartixa, lixa, praxe, vexame,</p><p>xícara, xale, xingar, xampu.</p><p>Escreveremos com ch</p><p>11. As seguintes palavras, em razão de sua origem: chave, cheirar, chuva, chapéu,</p><p>chalé, charlatão, salsicha, espadachim, chope, sanduíche, chuchu, cochilo, fachada,</p><p>flecha, mecha, mochila, pechincha.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>Atente para a divergência de sentido com os seguintes elementos</p><p>Bucho – estômago Buxo – arbusto</p><p>Cheque – ordem de pagamento Xeque – lance do jogo de xadrez</p><p>Tacha – prego Taxa - imposto</p><p>ORTOGRAFIA</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>ORTOGRAFIA</p><p>Emprego do Hífen</p><p>Agora vamos entrar em uma seara muito interessante e que costuma dar um nó</p><p>na cabeça da galera: o emprego do hífen. Para você ter uma ideia do tamanho da</p><p>“salada”, muitos gramáticos sofrem quando precisam explicar se o bendito hífen pode</p><p>ou não ser empregado.</p><p>Na separação silábica, convencionalmente, empregamos o hífen.</p><p>1. Fa-le-ci-do</p><p>2. Co-mi-da</p><p>3. Al-te-ra-do</p><p>Para conectar pronomes oblíquos a verbos ou à palavra “eis”.</p><p>4. Contraí-lo</p><p>5. Condená-la</p><p>6. Ei-lo na sala de estar.</p><p>7. Orgulhar-vos-ei.</p><p>8. Revele-se-lhe o problema.</p><p>Em algumas formações consagradas, o hífen permanece.</p><p>9. água-de-colônia</p><p>10. arco-da-velha</p><p>11. cor-de-rosa</p><p>12. mais-que-perfeito</p><p>13. pé-de-meia</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>14. ao deus-dará</p><p>15. à queima-roupa.</p><p>Em substantivos compostos, que não perderam a noção de composição. Isso quer</p><p>dizer – substantivos que preservam suas caraterísticas de fonética e acentuação</p><p>gráfica como unidades autônomas que se unem para formar um novo vocábulo.</p><p>16. Arco-íris</p><p>17. Médico-cirúrgico</p><p>18. Amor-perfeito</p><p>19. Norte-africano</p><p>20. Decreto-lei</p><p>21. Conta-gotas</p><p>Em elementos compostos, cujo primeiro termo seja um numeral.</p><p>22. Segunda-feira</p><p>23. Primeira-dama</p><p>24. Primeiro-tenente</p><p>25. Primeiro-ministro</p><p>Em elementos compostos, cuja formação se dá pela repetição de termos de mesma</p><p>classe.</p><p>26. Corre-corre (verbo + verbo)</p><p>27. Reco-reco (verbo + verbo)</p><p>28. Greco-romano (adjetivo + adjetivo)</p><p>29. Sino-brasileiro (adjetivo + adjetivo)</p><p>Em topônimos (nome de lugar) compostos, iniciados pelos termos “grão” ou “grã”,</p><p>iniciados por forma verbal ou cujos elementos estejam ligados por artigos.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>30. Grã-Bretanha</p><p>31. Grão-Pará</p><p>32. Passa-Quatro</p><p>33. Quebra-Costas</p><p>34. Trás-os-Montes</p><p>35. Entre-os-Rios</p><p>Os demais topônimos compostos – à exceção de Guiné-Bissau - escrevem-se sem hífen:</p><p>América do Sul, Estados Unidos, Belo Horizonte, Minas Gerais.</p><p>Em palavras compostas que designam espécies botânicas ou zoológicas.</p><p>36. Erva-doce</p><p>37. Ervilha-de-cheiro</p><p>38. Couve-flor</p><p>39. Cobra-d’água</p><p>40. Bem-te-vi</p><p>Em formas compostas com os elementos “além”, “aquém”, “recém” e “sem”.</p><p>41. Além-mar</p><p>42. Aquém-mar</p><p>43. Recém-casado</p><p>44. Recém-nascido</p><p>45. Sem-vergonha</p><p>Em compostos formados por prefixos cuja última letra seja igual à primeira letra da</p><p>palavra seguinte:</p><p>46. Anti-inflamatório</p><p>47. Micro-ondas</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>48. Inter-regional</p><p>49. Tele-entrega</p><p>O Acordo Ortográfico mais recente positiva que:</p><p>Emprega-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam,</p><p>formando, não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares (tipo: a divisa</p><p>Liberdade-Igualdade-Fraternidade, a ponte Rio-Niterói, o percurso Lisboa-Coimbra-</p><p>Porto, a ligação Angola-Moçambique, e bem assim nas combinações históricas ou</p><p>ocasionais de topônimos (tipo: Áustria-Hungria, Alsácia-Lorena, Angola-Brasil, Tóquio-</p><p>Rio de Janeiro, etc.).</p><p>(BASE XV: DO HÍFEN EM COMPOSTOS, LOCUÇÕES E ENCADEAMENTOS VOCABULARES)</p><p>Se os substantivos forem formados por sufixação, em que o vocábulo seja</p><p>terminado por sufixos de origem tupi-guarani que representam formas adjetivas, tais</p><p>como -açu, -guaçu e -mirim, se o primeiro elemento acabar em vogal acentuada</p><p>graficamente, ou por tônica nasal.</p><p>50. Capim-açu</p><p>51. Sabiá-guaçu</p><p>52. Cajá-mirim</p><p>53. Arumã-mirim</p><p>Para quem não sabe, -açu significa “grande”; ao passo que –mirim signfica “pequeno”.</p><p>Se o composto for formado pelo elemento “mal” seguido por palavra iniciada com</p><p>vogal, h ou l.</p><p>54. Mal-estar</p><p>55. Mal-acabado</p><p>56. Mal-humorado</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>57. Mal-lavado</p><p>58. Mal-encaminhado</p><p>A lista a seguir designa casos de hífen com diversos prefixos / falsos prefixos.</p><p>Haverá hífen com os prefixos: Sempre que a palavra seguinte começar por:</p><p>Ante-, Anti-, Contra-, Entre-, Extra-,</p><p>Infra-, Intra-, Sobre-, Supra-, Ultra-</p><p>59. H</p><p>ante-histórico,</p><p>anti-higiênico, anti-herói,</p><p>contra-hospitalar, entre-hostil,</p><p>extra-humano, infra-hepático,</p><p>sobre-humano, supra-hepático,</p><p>ultra-hiperbólico.</p><p>60. VOGAL IGUAL À QUE ENCERRA O</p><p>PREFIXO</p><p>anti-inflamatório, contra-ataque,</p><p>infra-axilar, sobre-estimar,</p><p>supra-auricular, ultra-aquecido.</p><p>Hiper-, Inter-, Super-</p><p>61. H</p><p>hiper-hidrose,</p><p>inter-humano</p><p>super-homem</p><p>62. R</p><p>hiper-raivoso</p><p>inter-racial</p><p>super-resistente.</p><p>Sub-</p><p>63. B</p><p>Sub-bloco</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>Sub-bacia</p><p>Sub-bosque</p><p>64. H</p><p>Sub-hepático</p><p>Sub-humano</p><p>65. R</p><p>Sub-região</p><p>Sub-raça</p><p>Nota.: as formas escritas sem hífen e sem "h",</p><p>como por exemplo "subumano" e</p><p>"subepático" também são aceitas.</p><p>Ab-, Ad-, Ob-, Sob-</p><p>66. B</p><p>Ab-rogar</p><p>Ab-reação</p><p>67. R</p><p>Ob-repção</p><p>Ob-rogar</p><p>68. D (Apenas com o prefixo "Ad")</p><p>Ad-digitalizar</p><p>Ex- (no sentido de estado anterior),</p><p>Sota-, Soto-, Vice-, Vizo-</p><p>69. Antes de qualquer palavra</p><p>Ex-prefeito</p><p>Soto-bosque</p><p>Soto-almirante</p><p>Sota-capitânia</p><p>Vice-presidente</p><p>Vizo-real</p><p>Pós-, Pré-, Pró- (tônicos e com</p><p>significados próprios)</p><p>70. Antes de qualquer palavra</p><p>Pós-graduação</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>Pré-escola</p><p>Pró-ocidental</p><p>Nota: se os prefixos não forem autônomos,</p><p>não haverá hífen.</p><p>Predeterminação</p><p>Pressuposição</p><p>Posposição</p><p>Circum-, Pan-</p><p>71. H</p><p>Pan-helênico</p><p>Pan-harmônico</p><p>72. M</p><p>Circum-meridional</p><p>Circum-murado</p><p>73. N</p><p>Circum-navegação</p><p>74. VOGAL</p><p>Pan-americano</p><p>Circum-ambiente</p><p>Pseudoprefixos (diferem-se dos</p><p>prefixos por apresentarem elevado</p><p>grau de independência e possuírem</p><p>uma significação mais ou menos</p><p>delimitada, presente à consciência dos</p><p>falantes.)</p><p>Aero-, Agro-, Arqui-, Auto-, Bio-, Eletro-</p><p>, Geo-, Hidro-, Macro-, Maxi-, Mega,</p><p>Micro-, Mini-, Multi-, Neo-, Pluri-,</p><p>Proto-, Pseudo-, Retro-, Semi-, Tele-</p><p>75. H</p><p>Neo-histórico</p><p>Semi-hospitalar</p><p>Pseudo-hidrante</p><p>76. Vogal igual à que termina o prefixo</p><p>Micro-ônibus</p><p>Tele-entrega</p><p>Semi-individual</p><p>Notas importantes:</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>1) Não se emprega o hífen em vocábulos iniciados pelo prefixo ‘co-’. O prefixo vai se</p><p>combinar com o segundo elemento, ainda que inicie por 'o' ou 'h'. Neste último caso,</p><p>elimina-se o 'h'. Se o vocábulo seguinte iniciar por 'r' ou 's', duplicam-se tais letras.</p><p>77. Coabitar, coadministrar, coautor, coexistência, cooptar, coerdeiro</p><p>corresponsável, cosseno.</p><p>2) Com os prefixos pre- e re- não será empregado o hífen, ainda que diante de palavras</p><p>começadas por 'e'.</p><p>78. Preeminente, preexistência, reescrever, reedição.</p><p>3) Nas palavras em que o prefixo ou pseudoprefixo terminar em vogal e o segundo</p><p>elemento começar por r ou s, será necessário duplicar essas consoantes e não empregar</p><p>o hífen.</p><p>79. antirreligioso, antissemita, arquirrival, autorretrato, contrarregra, contrassenso,</p><p>extrassensorial, infrassom, eletrossiderurgia, neorrealismo, neossimbolismo</p><p>4) Nas palavras em que o prefixo ou pseudoprefixo finalizar em vogal e o segundo</p><p>elemento começar por vogal distinta, não se utilizará o hífen.</p><p>80. antiaéreo, antiaborto, antiabolicionista, autoajuda, autoestrada, autoelogio,</p><p>autoeducação, agroindustrial, contraindicação, infraestrutura, intraocular, plurianual,</p><p>pseudoartista, semiembriagado, ultraelevado.</p><p>5) Não será empregado o hífen nas formações com os prefixos des- e in-, em que o</p><p>segundo elemento tiver perdido o "h" inicial.</p><p>81. desarmonia, desumano, desumidificar, inábil, inumano.</p><p>6) Não será empregado o hífen com a palavra não, quando esta tiver função prefixal.</p><p>82. não violência, não agressão, não comparecimento, não reincidência, não</p><p>formação, não interrupção.</p><p>Nota importante:</p><p>O hífen não será empregado em palavras que possuem os elementos "bi", "tri", "tetra",</p><p>"penta" etc.</p><p>83. bimestre, bicampeão, bimensal, bimestral, bienal, birrelativo, bidimensional,</p><p>tridimensional, trimestral, triênio, tetracampeão, tetraedro, tetraplégico,</p><p>pentacampeão, pentágono.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.pablojamilk.com.br</p><p>Fique ligado:</p><p>- Hidro – quando empregado na composição de palavras – pode apresentar duas</p><p>formas de grafia:</p><p>84. Hidroelétrico - Hidrelétrico</p><p>85. Hidroavião - Hidravião</p><p>de notar</p><p>o sentido de cada conjunção e a forma como elas foram empregadas.</p><p>Categoria: Conjunções: Exemplos:</p><p>Aditiva: exprime</p><p>relação de soma.</p><p>E, nem, não só... mas</p><p>também, bem como,</p><p>como também.</p><p>O menino estudou e fez a prova.</p><p>O candidato não só falou, mas</p><p>também cumpriu.</p><p>Adversativa:</p><p>exprime relação</p><p>de oposição.</p><p>Mas, porém, todavia,</p><p>contudo, no entanto,</p><p>entretanto.</p><p>Eu não tinha dinheiro, mas comprei</p><p>a casa.</p><p>A prova está difícil, no entanto</p><p>resolverei todas as questões.</p><p>Alternativa:</p><p>exprime relação</p><p>de alternância.</p><p>Ou, ora... ora, quer...</p><p>quer, seja... seja.</p><p>Estude ou arrume algo útil para</p><p>fazer.</p><p>Ora Marina sorria, ora Marina</p><p>chorava.</p><p>Conclusiva:</p><p>exprime relação</p><p>de conclusão.</p><p>Logo, portanto, então,</p><p>assim, pois (após o verbo).</p><p>Estudamos muito; logo,</p><p>entendemos a matéria.</p><p>Paguei a despesa, portanto não há</p><p>mais débitos.</p><p>Explicativa:</p><p>exprime relação</p><p>de explicação.</p><p>Que, porque, porquanto,</p><p>pois (antes do verbo).</p><p>Prepare-se, porque o desafio se</p><p>aproxima!</p><p>Desligue a luz, pois quero dormir.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Notas importantes:</p><p>• Tome cuidado com a possível mudança de sentido das conjunções.</p><p>• Tome cuidado com a mudança de classificação das conjunções.</p><p>• Tome cuidado com o emprego estilístico das conjunções.</p><p>CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA INTEGRANTE</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Conjunções – a Revanche!</p><p>Vamos seguir com o estudo sobre as conjunções. Agora, vamos trabalhar com a</p><p>segunda parte da classificação. Falaremos sobre as conjunções subordinativas.</p><p>2 – Subordinativas: são as conjunções que ligam termos de natureza sintática</p><p>dependente. Isso quer dizer que, em relação a uma oração principal, a subordinada</p><p>poderá ser sujeito, objeto, predicativo, adjunto adverbial etc. Existem duas naturezas</p><p>de conjunção subordinativa: as integrantes e as adverbiais. Vamos nos deter agora no</p><p>estudo das conjunções integrantes!</p><p>a) Integrantes: a Gramática define as palavras “que” e “se” como conjunções</p><p>integrantes. Recebem esse nome, porque elas integram a oração introduzida</p><p>por elas à principal. Usualmente, introduzem uma ORAÇÃO SUBORDINADA</p><p>SUBSTANTIVA. Vejamos alguns exemplos:</p><p>• O economista disse que a situação do país é preocupante.</p><p>• O Governo não sabe se as medidas serão eficazes.</p><p>• Eu penso que você deveria vir à reunião.</p><p>• Marta necessita de que você traga as informações solicitadas.</p><p>Veja que, nas quatro sentenças, a conjunção foi empregada para introduzir o</p><p>complemento dos verbos “dizer”, “saber”, “pensar” e “necessitar”, ou seja, é possível</p><p>afirmar que as conjunções introduziram orações com função de complemento.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Esse tipo de conteúdo é muito estudado em ANÁLISE SINTÁTICA. Se você</p><p>entender apenas o funcionamento da conjunção aqui, não irá sofrer quando estivermos</p><p>trabalhando com esse assunto.</p><p>Resumindo:</p><p>• As conjunções integrantes têm apenas função conectiva.</p><p>• As conjunções integrantes não possuem um sentido específico.</p><p>• As conjunções integrantes introduzem uma ORAÇÃO SUBORDINADA</p><p>SUBSTANTIVA.</p><p>• Você SEMPRE deverá analisar a constiuição do período se encontrar uma</p><p>conjunção integrante.</p><p>• QUE e SE são as conjunções integrantes definidas pela gramática normativa.</p><p>• A conjunção integrante não é de fácil permuta, ou seja, não é possível trocá-</p><p>la por qualquer elemento.</p><p>• Aliás, não se pode trocar a conjunção “que” pela forma “o qual”, pois – nesse</p><p>caso – seria um pronome relativo, não uma conjunção integrante.</p><p>CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS ADVERBIAIS</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Conjunções Subordinativas Adverbiais</p><p>Estamos diante de um tipo especial de conjunção. As subordinativas adverbiais</p><p>possuem um sentido próprio e são do fácil permuta. Há que se observar, porém, que</p><p>existem detalhes que costumam passar sem o aluno compreender profundamente.</p><p>Você precisa ter em mente que as conjunções subordinativas adverbiais:</p><p>• Possuem sentido próprio;</p><p>• Realizam permuta (troca entre outras conjunções)</p><p>• Introduzem oração subordinada adverbial</p><p>• São ótimos recursos de argumentação</p><p>• Estão dividas em 10 categorias</p><p>Tabela das categorias de CSA – C6FPTM (para memorizar)</p><p>Categoria Conjunções Exemplos</p><p>Causal: Já que, como, porque uma</p><p>vez que</p><p>Já que está tudo bem,</p><p>podemos conversar.</p><p>Comparativa: Como, mais (do) que,</p><p>menos (do) que, tanto</p><p>quanto, tal que.</p><p>Minha amiga fala mais do</p><p>que a boca.</p><p>Condicional: Caso, se, contanto, desde</p><p>que.</p><p>Caso haja oportunidades,</p><p>agarre-as.</p><p>Consecutiva: Tanto que, de modo que,</p><p>de sorte que.</p><p>O aluno do Prof. Pablo</p><p>estudou tanto que passou</p><p>no concurso.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Conformativa: Conforme, consoante,</p><p>segundo.</p><p>A empregada limpou a</p><p>casa conforme a patroa</p><p>pediu.</p><p>Concessiva: Embora, ainda que,</p><p>mesmo que, conquanto,</p><p>apesar de que.</p><p>Embora não haja tempo,</p><p>irei estudar para o</p><p>concurso.</p><p>Final: Para que, a fim de que,</p><p>porque.</p><p>Concentre-se para que a</p><p>matéria fique fácil.</p><p>Proporcional: À medida que, à proporção</p><p>que, ao passo que.</p><p>João ficava cansado à</p><p>medida que falava sobre o</p><p>assunto.</p><p>Temporal: Quanto, sempre que, logo</p><p>que, mal.</p><p>Logo que chegou, viu a</p><p>menina na sala.</p><p>Modal: Sem que Adriana saiu do salão, sem</p><p>que fosse percebida.</p><p>As conjunções representam uma porção muito muito incidente em provas,</p><p>portanto é preciso memorizar essas listas. Usualmente, as provas exigem o</p><p>reconhecimento do sentido e a troca de elementos dentro das sentenças.</p><p>CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS ADVERBIAIS</p><p>EXEMPLOS E DETALHES</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Conjunções Subordinativas Adverbiais</p><p>Exemplos e detalhes:</p><p>Eu preciso de que você anote todas as análises que eu fizer no quadro durante</p><p>esta aula. Será muito importante para desenvolver seu senso de morfossintaxe.</p><p>1. Já que não pôde vir, mandou o amigo.</p><p>2. Mauro agiu como um louco agiria.</p><p>3. Resolveremos a prova conforme o professor sugeriu.</p><p>4. Se houver tempo, falaremos sobre isso.</p><p>5. Ademar estudou tanto que passou.</p><p>6. Embora soubesse pouco, gabaritou a prova.</p><p>7. Anote o número, para que possa me ligar.</p><p>8. À medida que estudo, aprendo mais.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>9. Sempre que estiver lendo, anote suas dúvidas.</p><p>10. Leocádia entrou, sem que fosse vista.</p><p>EXPLICATIVA OU CAUSAL?</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Conjunções Subordinativas Adverbiais</p><p>Como saber se uma conjunção é explicativa ou causal?</p><p>Sem dúvidas, essa é uma questão que abala muitos estudantes de Língua</p><p>Portuguesa. A confusão ocorre justamente pelo fato de que as pessoas deixam passar</p><p>alguns detalhes importantes na análise das sentenças, ou seja, todo mundo acha que</p><p>um porquê em uma frase é sempre uma explicação. Acontece que não é bem assim.</p><p>1. Uma conjunção será explicativa:</p><p>- Se houver uma relação entre uma ordem (verbo no imperativo) e uma consequente</p><p>explicação dessa ordem.</p><p>- Se houver uma hipótese e a consequente explicação para a fundamentação dessa</p><p>hipótese.</p><p>2. Uma conjunção será causal:</p><p>- Se houver uma evidente relação de sequência temporal entre as orações. Basicamente</p><p>uma ação DEVE conduzir a outra ação.</p><p>Veja os exemplos:</p><p>• Traga a bacia, porque está barato.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>• Ele deve ser o assassino,</p><p>porque está fugindo.</p><p>• O aluno foi aprovado, porque havia estudado muito.</p><p>• Porque havia tempo, resolveu estudar Português.</p><p>INTERJEIÇÃO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Interjeição</p><p>Por definição, interjeição é a palavra ou a expressão que exprime um estado emotivo</p><p>momentâneo. Trata-se de uma palavra invariável e que possui um sentido particular,</p><p>que pode mudar de acordo com a situação comunicativa e com a intenção de quem a</p><p>utiliza.</p><p>Veja alguns exemplos:</p><p>• Ah!</p><p>• Ai!</p><p>• Eita!</p><p>• Vixe!</p><p>• Oh!</p><p>• Ufa!</p><p>• Ui!</p><p>As locuções com o natureza de interjeição são chamadas de “interjetivas” ou</p><p>“introjetivas”. Veja:</p><p>• Meu Deus!</p><p>• Nossa Senhora!</p><p>• Que coisa!</p><p>ATIVIDADE DE APLICAÇÃO E APROFUNDAMENTO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Um Classificado</p><p>(Pablo Jamilk)</p><p>Naquela sala de quinta série do ensino fundamental duma escola</p><p>agnosticamente católica, uma professora de intenção impecável avisa ao término da</p><p>aula de produção textual:</p><p>- Amanhã tragam, por favor, um recorte de jornal. Vamos trabalhar os</p><p>classificados que podemos encontrar no jornal. Não esqueçam! Vale nota!</p><p>Todos saíram da sala com a tarefa de casa ansiando por ser terminada, afinal as</p><p>crianças nessa idade, assim como em todas, ou dão muito valor à escola ou não dão.</p><p>Como falo da idade tenra e fácil de se ludibriar, não que as outras não sejam, essas</p><p>crianças queriam a nota prometida.</p><p>Na fatídica manhã, enquanto todas as crianças sorriam mudamente, abrindo seu</p><p>leque nacarado de bonança pueril, a professora adentra a sala, tapando suas pernas mal</p><p>depiladas com uma saia estilo cortina-de-funerária, tão amarrotada quanto seus</p><p>preceitos didáticos, dizendo:</p><p>- Bom dia turma! Fizeram a tarefa? (fez a pergunta segurando o refluxo</p><p>gastresofágico do café da manhã sem açúcar que tomara antes de vir ao trabalho)</p><p>- Sim! – responderam em coro.</p><p>- Bem, vamos começar o trabalho então. Tragam aqui os classificados.</p><p>Durante quinze minutos o ambiente lúdico-pedagógico reinou na sala enquanto</p><p>a professora lia as tiras. No décimo sexto minuto, ela explode cinicamente:</p><p>- Quem trouxe este aqui? Indagou apontando para um recorte de fundo preto e</p><p>letras brancas.</p><p>- Eu, professora! Respondeu aquele garotinho impossível da classe, com um</p><p>olhar de contentamento. Eu que trouxe.</p><p>- Morena Fogosa. Venha me conhecer que vou realizar todas a suas fantasias</p><p>mais secretas. Ligue 3326... e o que você pensa que fez? Esbravejou a mestra. Você</p><p>pensa que levando a escola na brincadeira desse jeito você vai chegar a algum lugar? Aí</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>começou a utilizar seu tom magistral empolado: É a vida que vai lhe cobrar. Você pensa</p><p>que é moral fazer uma brincadeira dessa? Não, senhor! E tem mais...</p><p>Falou, falou e falou. Estuprou a mente do garoto à vontade. Quando terminou</p><p>sentia-se como um spalla ao final de uma peça de Paganini (mesmo que ela nunca</p><p>tivesse ouvido falar em spalla ou Paganini).</p><p>- Por que você trouxe isto? Questionou num tom tosco.</p><p>Numa resposta inocentemente triste frente ao espanto dos colegas, o garoto</p><p>disse, fitando os olhos da professora e imbuindo os seus em lágrimas sinceras:</p><p>- Porque é o anúncio que minha mãe pôs no jornal.</p><p>A professora sentiu-se como a quina do guarda-roupa ao ser chutada por um</p><p>desatento. Quis sumir.</p><p>1 – Encontre e classifique todas as conjunções empregadas no texto acima.</p><p>EXERCÍCIOS SOBRE CONJUNÇÕES</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Assinale a sequência de conjunções que estabelecem, entre as orações de cada item,</p><p>uma correta relação de sentido.</p><p>1. Correu demais, ... caiu.</p><p>2. Dormiu mal, ... os sonhos não o deixaram em paz.</p><p>3. A matéria perece, ... a alma é imortal.</p><p>4. Leu o livro, ... é capaz de descrever as personagens com detalhes.</p><p>5. Guarde seus pertences, ... podem servir mais tarde.</p><p>a) porque, todavia, portanto, logo, entretanto</p><p>b) por isso, porque, mas, portanto, que</p><p>c) logo, porém, pois, porque, mas</p><p>d) porém, pois, logo, todavia, porque</p><p>e) entretanto, que, porque, pois, portanto</p><p>Classifique as conjunções coordenativas nas frases abaixo:</p><p>1. Preparou-se muito bem para a avaliação, logo obterá um ótimo resultado.</p><p>2. Márcia é alegre e bastante extrovertida.</p><p>3. Ora estuda, ora trabalha na empresa comandada pela própria família.</p><p>4. Não pôde comparecer à festa, porque não estava se sentindo muito bem.</p><p>5. Não compareceu à reunião, porém tratou logo de enviar as devidas</p><p>justificativas.</p><p>Na frase “Quando ocorreu o encontro entre as civilizações pré-colombianas e pré-</p><p>cabralianas, os colonizadores foram capazes de superar a tragédia do</p><p>enfrentamento...”, a conjunção destacada pode ser substituída, sem alteração de</p><p>sentido, por:</p><p>a) assim que</p><p>b) contudo</p><p>c) sempre que</p><p>d) à medida que</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>e) antes que</p><p>A palavra como tem o valor de conjunção subordinativa conformativa na opção:</p><p>a) Indaguei-lhe como Rubião tinha assumido aquela postura de contemplação.</p><p>b) Como não tivesse condições financeiras suficientes, Rubião viveu com parentes.</p><p>c) Como estava agravável a manhã, Rubião resolveu passear na enseada.</p><p>d) As más notícias chegam tão rápidas como as chuvas de verão.</p><p>e) Como ele mesmo disse, mana Piedade não se casou.</p><p>Sabendo que uma mesma conjunção subordinativa, dependendo do contexto em que</p><p>estiver empregada, pode adquirir sentidos diferentes, analise as orações abaixo,</p><p>atribuindo a classificação adequada a cada uma das conjunções em destaque:</p><p>a – Como não havia recursos financeiros suficientes, as obras ficaram paralisadas.</p><p>b – Fizemos a pesquisa como o professor indicou.</p><p>c – Você é meiga como uma flor.</p><p>d – Desde que você apresente justificativa, poderá faltar à reunião.</p><p>e – Estamos morando aqui desde que a cidade foi fundada.</p><p>Circule as conjunções subordinativas adverbiais das frases seguintes, indicando a</p><p>relação que elas estabelecem.</p><p>1) O tambor soa porque é oco.</p><p>2) A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o ferro.</p><p>3) Por mais que gritasse, não me ouviam.</p><p>4) Se o conhecesses, não os condenarias.</p><p>5) Vim hoje, conforme lhe prometi.</p><p>6) Fazia tanto frio, que meus dedos estavam endurecidos.</p><p>7) Aproximei-me a fim de que me ouvissem melhor.</p><p>8) À medida que se vive, mais se aprende.</p><p>9) Quando os tiranos caem, os povos se levantam.</p><p>10) Parou perplexo como se esperasse um guia.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>11) Não serás bom médico se não estudares muito.</p><p>12) Segundo opinam alguns, a história se repete.</p><p>13) Fiz-lhe sinal para que se calasse.</p><p>14) Embora tivesse estudado, fui reprovado.</p><p>15) À medida que subimos, o ar se rarefaz.</p><p>16) Eles tinham tanta fome, que devoraram toda a comida.</p><p>17) Antes que ele volte, resolva o problema.</p><p>18) Como não me atendessem, repreendi-os severamente.</p><p>19) Ama-se ou aborrece-se conforme o coração quer.</p><p>20) Tudo lhe perdoarei, se me amar.</p><p>21) Ainda que implores, não direi sim.</p><p>22) Falou com tanta calma, que todos ficaram atônitos.</p><p>23) Fizeste pouco de nós, porque estavas com a Milene.</p><p>24) Quando a vejo, o coração bate mais forte.</p><p>25) Tanto lutaste, que venceste afinal.</p><p>26) Embora vaiado, ele continuou a sua explicação.</p><p>27) Ainda que goste muito de ti, não posso acompanhar-te.</p><p>28) Como não se incomoda, chamo-o pelos dois nomes.</p><p>29) Desde que aceites as condições, lavrarei o contrato.</p><p>30) Gosto de contemplá-lo quando está zangado.</p><p>31) Não compareceu à reunião porque estava doente.</p><p>32) Dirigia devagar a fim de que pudéssemos olhar a paisagem.</p><p>33) Tudo saiu conforme o previsto.</p><p>34) Iremos à praia amanhã, se</p><p>fizer bom tempo.</p><p>35) Conseguiu uma ótima classificação, embora não fosse inteligente.</p><p>36) O investigador foi mais esperto que o ladrão.</p><p>37) À medida que envelhecemos, adquirimos mais experiência.</p><p>38) Não comprou o presente, porque o dinheiro estava escasso.</p><p>39) Quando descreveres o quadrúpede, coloca entre ele alguns homens.</p><p>40) Tudo aconteceu como prevíamos.</p><p>41) Ainda que implores, não te direi nada.</p><p>NUMERAL</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Numeral</p><p>É a palavra que exprime uma noção de quantidade, posição, multiplicação ou</p><p>divisão. A classificação dos numerais é a seguinte:</p><p>a) Cardinais (exprimem uma quantidade): dois, três, vinte.</p><p>b) Ordinais (exprimem uma posição): segundo, terceiro, vigésimo.</p><p>c) Multiplicativos (exprimem uma multiplicação): dobro, triplo, décuplo.</p><p>d) Fracionários (exprimem uma divisão): meio, terço, onze avos.</p><p>Tabela de numerais (atenção à grafia)</p><p>Número</p><p>s</p><p>Cardinais Ordinais Multiplicativo</p><p>s</p><p>Fracionários Coletivo</p><p>s</p><p>1 Um Primeiro</p><p>2 Dois Segundo duplo ou</p><p>dobro</p><p>meio ou</p><p>metade</p><p>duo,</p><p>dueto,</p><p>dupla</p><p>3 Três Terceiro triplo ou</p><p>tríplice</p><p>terço Trio</p><p>4 Quatro Quarto quádruplo quarto Quartet</p><p>o</p><p>5 Cinco Quinto quíntuplo quinto Quinteto</p><p>6 Seis Sexto sêxtuplo sexto Sexteto</p><p>7 Sete Sétimo séptuplo sétimo</p><p>8 Oito Oitavo óctuplo oitavo</p><p>9 Nove Nono nónuplo nono Novena</p><p>10 Dez Décimo décuplo décimo dezena,</p><p>década</p><p>11 Onze undécimo ou</p><p>décimo</p><p>primeiro</p><p>undécuplo undécimo</p><p>ou onze avos</p><p>http://pt.wikibooks.org/w/index.php?title=N%C3%BAmeros&action=edit&redlink=1</p><p>http://pt.wikibooks.org/w/index.php?title=N%C3%BAmeros&action=edit&redlink=1</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>12 Doze duodécimo ou</p><p>décimo</p><p>segundo</p><p>duodécuplo duodécimo</p><p>ou doze avos</p><p>Dúzia</p><p>13 Treze décimo terceiro</p><p>treze avos</p><p>14 Catorze décimo quarto</p><p>catorze avos</p><p>15 Quinze décimo quinto</p><p>quinze avos</p><p>16 dezesseis</p><p>(dezasseis)</p><p>décimo sexto</p><p>dezesseis</p><p>avos</p><p>17 dezessete</p><p>(dezasete)</p><p>décimo sétimo</p><p>dezassete</p><p>avos</p><p>18 Dezoito décimo oitavo</p><p>dezoito avos</p><p>19 dezenove</p><p>(dezanove)</p><p>décimo nono</p><p>dezenove</p><p>avos</p><p>20 Vinte Vigésimo</p><p>vinte avos</p><p>21 vinte e um vigésimo</p><p>primeiro</p><p>vinte e um</p><p>avos</p><p>30 Trinta Trigésimo</p><p>trinta avos</p><p>40 Quarenta quadragésimo</p><p>quarenta</p><p>avos</p><p>50 Cinquenta quinquagésimo</p><p>cinquenta</p><p>avos</p><p>60 Sessenta sexagésimo</p><p>sessenta</p><p>avos</p><p>70 Setenta septuagésimo</p><p>setenta avos</p><p>80 Oitenta octogésimo</p><p>oitenta avos</p><p>90 Noventa nonagésimo</p><p>noventa</p><p>avos</p><p>100 Cem Centésimo cêntuplo centésimo centena,</p><p>cento</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>200 Duzentos ducentésimo</p><p>duzentos</p><p>avos</p><p>300 Trezentos tricentésimo</p><p>trezentos</p><p>avos</p><p>400 quatrocento</p><p>s</p><p>quadrigentésim</p><p>o</p><p>quatrocento</p><p>s avos</p><p>500 quinhentos quingentésimo</p><p>quinhentos</p><p>avos</p><p>600 Seiscentos seiscentésimo</p><p>seiscentos</p><p>avos</p><p>700 setecentos septigentésimo</p><p>setecentos</p><p>avos</p><p>800 Oitocentos octigentésimo</p><p>oitocentos</p><p>avos</p><p>900 novecentos nongentésimo</p><p>novecentos</p><p>avos</p><p>1 000 Mil Milésimo</p><p>milésimo Milhar</p><p>10 000 dez mil dez milésimos</p><p>dez mil avos</p><p>100 000 cem mil cem milésimos</p><p>cem mil avos</p><p>1 000</p><p>000</p><p>um milhão milionésimo</p><p>milionésimo</p><p>1 000</p><p>000 000</p><p>um bilhão bilhonésimo</p><p>bilhonésimo</p><p>1 000</p><p>000 000</p><p>000</p><p>um trilhão trilhonésimo</p><p>trilionésimo</p><p>Detalhe MUITO IMPORTANTE:</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em que se divide uma</p><p>obra, utilizam-se os ordinais até décimo (grafando com números romanos) e a partir daí</p><p>os cardinais, desde que o numeral venha depois do substantivo:</p><p>Ordinais Cardinais</p><p>João Paulo II (segundo)</p><p>D. Pedro II (segundo)</p><p>Ato II (segundo)</p><p>Século VIII (oitavo)</p><p>Canto IX (nono)</p><p>Tomo XV (quinze)</p><p>Luís XVI (dezesseis)</p><p>Capítulo XX (vinte)</p><p>Século XX (vinte)</p><p>João XXIII (vinte e três)</p><p>Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal até nono e o cardinal de dez</p><p>em diante:</p><p>Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)</p><p>Artigo 8.° (oitavo) Artigo 31 (trinta e um)</p><p>Ambos/ambas são considerados numerais. Significam "um e outro", "os dois" (ou "uma</p><p>e outra", "as duas") e são largamente empregados para retomar pares de elementos já</p><p>mencionados no texto.</p><p>• Mariana e Juliana estão em casa. Ambas adoram jogar vôlei.</p><p>PREPOSIÇÃO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Preposição</p><p>Daqui para frente, a coisa começa a ficar monstruosa. Por quê? Porque tudo começa a</p><p>se relacionar e você tem a obrigação (mesmo) de memorizar tudo que estudou até aqui</p><p>e tudo que será passado neste tópico.</p><p>Preposição é um termo de natureza conectiva, que opera uma relação de sentido no</p><p>segmento em que aparece. Distintamente das conjunções, as preposições são</p><p>empregadas por uma exigência da sentença (quer gramaticalmente, quer</p><p>semanticamente).</p><p>A preposição costuma ser empregada em função de uma exigência sintática, a</p><p>qual recebe o nome de Regência. A depender da natureza da regência, a preposição</p><p>pode indicar uma relação apenas de correção gramatical ou uma relação de manutenção</p><p>de sentido.</p><p>Vejamos alguns exemplos:</p><p>• Regência Verbal: aqui, investigamos a relação entre o verbo e suas</p><p>possibilidades de complementação.</p><p>o As pessoas assistiram ao discurso sobre a preservação ambiental.</p><p>(Empregamos a preposição “a” para demonstrar a relação presente entre</p><p>o verbo e seu complemento. O verbo “assitir” empregado no sentido de</p><p>“ver” deve receber a preposição “a”)</p><p>o Judite gosta de sorvete. (O verbo “gostar” pede a preposição “de” para</p><p>introduzir o complemento do verbo)</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>• Regência Nominal: aqui, investigamos a relação entre um substantivo, um</p><p>adjetivo e um advérbio e suas possibilidades de complementação ou de criação</p><p>de locuções.</p><p>o A habilidade com as palavras era seu forte. (A preposição “com” foi – por</p><p>assim dizer – “convidada” pelo substantivo “habilidade”. Isso demonstra</p><p>uma relação de Regência Nominal.)</p><p>o Acesso ao salão. (O substantivo “acesso” exige a preposição “a” para</p><p>introduzir um complemento)</p><p>o Apto ao combate. (O adjetivo “apto” exige a preposição “a” na sentença)</p><p>o Longe de casa. (O advérbio “longe” exige a colocação da preposição “de”</p><p>para a manutenção da correção e do sentido)</p><p>CLASSIFICAÇÃO DAS PREPOSIÇÕES</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Classificação das preposições</p><p>Agora, vamos entender como as preposições estão divididas em relação à sua</p><p>classificação. Trata-se de uma distinção muito importante que você precisa conhecer.</p><p>Vamos lá!</p><p>1 – Essenciais: são preposições por essência. É preciso decorar essa lista para que fique</p><p>mais simples o estudo das preposições.</p><p>A, ante, até, após.</p><p>Com, contra.</p><p>De, desde.</p><p>Em, entre.</p><p>Para, per, por, perante,</p><p>Sem, sob, sobre,</p><p>Trás.</p><p>Sempre que empregamos uma preposição, é possível identificar sua relação com</p><p>os termos que aparecem em volta da palavra. Nesse tipo de avaliação, além de</p><p>pensarmos sobre a regência, podemos pensar sobre o sentido que as preposições</p><p>podem assumir em diversos contextos. É o que vamos chamar de SEMÂNTICA DAS</p><p>PREPOSIÇÕES. Com os casos a seguir, você será capaz de notar as diferentes nuances de</p><p>sentido que as preposições podem assumir.</p><p>• Thor lutou com Thanos. (Eram aliados)</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>• Thor lutou contra Thanos. (Eram inimigos)</p><p>• Thor lutou sem Thanos. (Thanos não estava)</p><p>• Thor lutou para Thanos. (Thanos pediu</p><p>para que Thor lutasse)</p><p>• Thor lutou por Thanos. (Thanos foi a causa da luta)</p><p>• Thor lutou após Thanos. (Thanos lutou antes de Thor)</p><p>• Thor lutou ante Thanos. (Thor lutou na frente de Thanos)</p><p>• Thor lutou até Thanos. (Thor lutou até que chegasse a Thanos ou até Thanos</p><p>chegar)</p><p>• Thor lutou sob Thanos. (Thor lutou com Thanos sobre suas costas)</p><p>Veja que a mesma preposição também pode indicar sentidos diferentes. Veja só:</p><p>• Morrer de fome. (Causa)</p><p>• Falar de você. (Assunto)</p><p>• Sair de casa. (Lugar)</p><p>• Andar de mansinho. (Modo)</p><p>• Chapa de cobre. (Material)</p><p>• Caderno de João. (Posse)</p><p>• Viajar de avião. (Meio)</p><p>CLASSIFICAÇÃO DAS PREPOSIÇÕES</p><p>ACIDENTAIS</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Classificação das Preposições</p><p>2 – Acidentais: são palavras que não nasceram como preposição e, em dado momento,</p><p>foram passaram a ser empregadas na função de preposições.</p><p>Exemplos:</p><p>• Mediante</p><p>• Salvo</p><p>• Exceto</p><p>• Menos</p><p>• Fora</p><p>• Tirante</p><p>• Salvante</p><p>• Segundo</p><p>• Consoante</p><p>Em uso:</p><p>• Ele estudou, salvo engano, toda a matéria.</p><p>• Conforme o plano, ele prosseguiu.</p><p>Diferença entre preposição acidental e conjunção</p><p>A diferença fundamental, é que a conjunção está vinculada ao verbo de uma</p><p>oração; a preposição acidental está relacionada a um substantivo ou a um pronome.</p><p>• Segundo o autor falou, há tempo ainda. (Conjunção subordinativa adverbial</p><p>conformativa)</p><p>• Segundo o autor, há tempo ainda. (Preposição acidental)</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>LOCUÇÕES PREPOSITIVAS</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Locuções prepositivas</p><p>Uma locução prepositiva é um conjunto de palavras que, juntas, possuem a</p><p>função de uma preposição. Atente para o fato de que uma locução prepositiva possui</p><p>duas condições básicas de formação:</p><p>• Começar e terminar com uma preposição essencial.</p><p>• Terminar com uma preposição essencial. Nesse caso, é comum que o termo</p><p>anterior seja um advérbio.</p><p>Veja alguns exemplos de locuções prepositivas.</p><p>• A fim de</p><p>• À mercê de</p><p>• À custa de</p><p>• A par de</p><p>• Acerca de</p><p>• Ao invés de</p><p>• Em vez de</p><p>• Junto a</p><p>• Por meio de</p><p>• Através de</p><p>• De encontro a</p><p>• Ao encontro de</p><p>• Sob pena de</p><p>• A respeito de</p><p>COMBINAÇÃO PREPOSITIVA</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Combinação prepositiva</p><p>As preposições essenciais podem se combinar com artigos ou com alguns</p><p>pronomes. Palavras como deste, disto, nisto, naquele, àquele, dele, dela etc. são</p><p>exemplos de combinação de preposições essenciais com alguns pronomes. Veja, na</p><p>tabela abaixo, como realizaremos a combinação das preposições essenciais com os</p><p>artigos.</p><p>Preposições</p><p>(vertical) /</p><p>Artigos</p><p>(horizontal)</p><p>o a os as um uma uns umas</p><p>a ao à aos às - - - -</p><p>de do da dos das dum duma duns dumas</p><p>em no na nos nas num numa nuns numas</p><p>per pelo pela pelos pelas - - - -</p><p>por polo pola polos polas - - - -</p><p>ATIVIDADE DE APROFUNDAMENTO</p><p>EXERCÍCIOS SOBRE PREPOSIÇÃO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Atividade de aprofundamento – exercícios sobre preposição</p><p>1 - Assinale a alternativa que indica corretamente o valor semântico das preposições em</p><p>destaque nas frases:</p><p>I. Ele sempre cuidou da família com muita dedicação.</p><p>II. Com a doença do pai, ela voltou para a cidade natal.</p><p>III. Desde pequenos, os príncipes eram preparados para a liderança.</p><p>IV. A pequena casa de madeira foi destruída a machado.</p><p>a) modo – companhia – modo – modo</p><p>b) causa – modo – finalidade – instrumento</p><p>c) modo – modo – causa – causa</p><p>d) modo – causa – finalidade – instrumento</p><p>e) companhia – causa – semelhança – modo</p><p>2 - O segmento em que a preposição destacada estabelece uma relação de causa é:</p><p>a) A carruagem parou ao pé de uma casa amarelada.</p><p>b) A escada, de degraus gastos, subia ingrememente.</p><p>c) No patamar da sobreloja, uma janela com um gradeadozinho de arame […]</p><p>d) […] uma janela com gradeadozinho de arame, parda do pó acumulado...</p><p>e) […] coava a luz suja do saguão.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>As preposições são invariáveis e têm como função ligar as palavras, estabelecendo assim</p><p>uma relação de dependência sintática entre elas</p><p>3 - Na tirinha de Fernando Gonsales, a preposição “de” em “cadeira de balanço” assume</p><p>o valor semântico de:</p><p>a) causa</p><p>b) instrumento</p><p>c) finalidade</p><p>d) modo</p><p>e) tempo</p><p>4 - Considere as orações em pauta analisando-as:</p><p>O passageiro chegou ao metrô às duas horas.</p><p>O passageiro chegou no metrô que partira há duas horas.</p><p>Quanto ao valor semântico estabelecido pelas preposições, ambas apresentam</p><p>semelhança de sentido? Explique.</p><p>5 - Com referência às alternativas propostas, analise-as de acordo com o código em</p><p>evidência, levando em consideração o valor semântico estabelecido pelas preposições</p><p>destacadas:</p><p>A – Causa</p><p>B – Posse</p><p>C – Companhia</p><p>D – Finalidade</p><p>E - Assunto</p><p>( ) O livro do professor está emprestado aos alunos.</p><p>( ) Fomos com os amigos ao cinema.</p><p>( ) O animal morreu de fome.</p><p>( ) Fizemos o trabalho sobre questões ambientais.</p><p>( ) O cenário encontra-se ornamentado para as festividades.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>6 - Atente-se para os fragmentos poéticos, identificando a classe gramatical referente à</p><p>palavra que se junta às preposições em destaque:</p><p>a - “Estou numa esquina de Copacabana, são duas horas da madrugada.” (Fernando</p><p>Sabino)</p><p>b – “Teu corpo moreno</p><p>É da cor da praia.” (Manuel Bandeira)</p><p>c – “Todo mundo sabia da existência desses trens que estavam sendo ocultados.”</p><p>(Bernardo Élis)</p><p>ATIVIDADE DE APROFUNDAMENTO</p><p>INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Atividade de aprofundamento – Interpretação de textos</p><p>Poema de Sete Faces</p><p>Quando nasci, um anjo torto</p><p>desses que vivem na sombra</p><p>disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.</p><p>As casas espiam os homens</p><p>que correm atrás de mulheres.</p><p>A tarde talvez fosse azul,</p><p>não houvesse tantos desejos.</p><p>O bonde passa cheio de pernas:</p><p>pernas brancas pretas amarelas.</p><p>Para que tanta perna, meu Deus,</p><p>pergunta meu coração.</p><p>Porém meus olhos</p><p>não perguntam nada.</p><p>O homem atrás do bigode</p><p>é sério, simples e forte.</p><p>Quase não conversa.</p><p>Tem poucos, raros amigos</p><p>o homem atrás dos óculos e do bigode.</p><p>Meu Deus, por que me abandonaste</p><p>se sabias que eu não era Deus</p><p>se sabias que eu era fraco.</p><p>Mundo mundo vasto mundo,</p><p>se eu me chamasse Raimundo</p><p>seria uma rima, não seria uma solução.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Mundo mundo vasto mundo,</p><p>mais vasto é meu coração.</p><p>Eu não devia te dizer</p><p>mas essa lua</p><p>mas esse conhaque</p><p>botam a gente comovido como o diabo.</p><p>(Carlos Drummond de Andrade)</p><p>PRONOMES</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Pronomes</p><p>Pronomes são termos que servem para substituir ou retomar elementos dentro de uma</p><p>sequência textual. É extremamente importante que você se dedique ao estudo</p><p>sistemático dos pronomes, pois há muitas questões que lidam especificamente com</p><p>essas palavras. Antes de qualquer explicação, quero que você tenha consciência de que</p><p>os pronomes são muito cobrados em questões de envolvem a análise dos “referentes”</p><p>dos pronomes. Veja o que quero dizer:</p><p>Ex.: Pedro comprou uma casa nova. Ela é muito luxuosa.</p><p>Explicação: o pronome “ela” retoma um ente da frase</p><p>anterior. O ente em questão é a</p><p>expressão “uma casa nova”. Esse é o processo que vamos entender como referenciação.</p><p>Ex.: O presidente assinou um documento que passa a influenciar a vida do brasileiro</p><p>ainda no ano presente.</p><p>Explicação: veja que o termo em negrito foi retomado pelo termo que está sublinhado.</p><p>Isso quer dizer que o pronome relativo “que” possui como referente (termo que o</p><p>preenche de significado) a expressão “um documento”.</p><p>Esse tipo de análise é relativamente simples, mas pode ficar um pouco mais complexo</p><p>se estiver em outro tipo de frase, veja:</p><p>Ex.: O candidato não disse o que seria a solução para o problema.</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Explicação: nesse caso (talvez o mais movediço de todos), o pronome relativo “que” tem</p><p>como referente o pronome demonstrativo “o” (troque pelo pronome “aquilo” para</p><p>perceber melhor). Isso mostra que o referente de um pronome pode ser outro pronome.</p><p>Lembre-se de que o pronome, em essência é um elemento dêitico, isto é, ele é</p><p>vazio em sua significação. Por tal razão, é necessário que haja um termo para</p><p>“preencher” o sentido do pronome em si.</p><p>PRONOMES</p><p>CATEGORIAS E CLASSIFICAÇÃO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Pronomes - categorias e classificação</p><p>Para facilitar o estudo, os pronomes podem ser divididos em 7 categorias, a saber:</p><p>• Pessoais (ele, eu, lhe, se)</p><p>• De tratamento (você, Vossa Senhoria)</p><p>• Demonstrativos (aquele, esse, este)</p><p>• Relativos (que, o qual, quem)</p><p>• Interrogativos (quanto, qual)</p><p>• Indefinidos (alguém, ninguém, nenhum)</p><p>• Possessivos (meu, seu, nosso, vosso)</p><p>Além disso, é possível empregar uma classificação relativa ao papel que o</p><p>pronome pode desempenhar em uma frase. Isso ocorre da seguinte maneira:</p><p>a) Pronome substantivo: desempenha a função de um substantivo na sentença.</p><p>Eu escreverei aquela redação. (O pronome “eu” funciona como sujeito do verbo – o que</p><p>é uma função usualmente substantiva)</p><p>José viu alguém na sala. (O pronome “alguém” funciona como complemento do verbo</p><p>“ver” – o que é uma função usualmente substantiva)</p><p>b) Pronome adjetivo: desempenha a função de um adjetivo na sentença.</p><p>Meu aluno entrou no Facebook. (O pronome “meu” funciona como adjunto adnominal</p><p>do núcleo do sujeito – o que é uma função usualmente adjetiva)</p><p>Alguma pessoa passou por aqui. (O pronome “alguma” funciona como adjunto</p><p>adnominal do núcleo do sujeito – o que é uma função usualmente adjetiva)</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Para facilitar, pense que um pronome adjetivo sempre “acompanha” algum</p><p>termo, exercendo a função de um determinante.</p><p>PRONOMES PESSOAIS - CONCEITO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Pronomes Pessoais - conceito</p><p>Vamos chamar de “pronomes pessoais” aqueles que fazem referências às pessoas do</p><p>discurso.</p><p>1ª: quem fala</p><p>2ª: para quem se fala.</p><p>3ª: sobre quem se fala.</p><p>Veja a tabela dos pronomes pessoais:</p><p>Tabelinha marota para você decorar!</p><p>PRONOMES PESSOAIS</p><p>Pessoa Caso Reto Caso Oblíquo</p><p>Gramatical Átonos Tônicos</p><p>1ª Singular Eu Me mim, comigo</p><p>2ª Singular Tu Te ti, contigo</p><p>3ª Singular ele, ela Se si, consigo</p><p>1ª Plural Nós Nos conosco</p><p>2ª Plural Vós Vos convosco</p><p>3ª Plural eles, elas se, os, as,</p><p>lhes</p><p>si, consigo</p><p>Função</p><p>Sintática</p><p>Usualmente</p><p>de sujeito</p><p>Usualmente de complemento</p><p>ou de adjunto.</p><p>PRONOMES PESSOAIS</p><p>FUNÇÕES BÁSICAS</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Pronomes Pessoais – funções básicas</p><p>1 - Função de sujeito: conjugando o verbo ou servindo de referência para o que o verbo</p><p>exprime.</p><p>Ex.: Joana pediu para eu lavar o carro. (Veja que o pronome “eu” é o praticante da ação</p><p>de lavar)</p><p>2 - Função de complemento: preenchendo o vazio do verbo ou de um termo nominal.</p><p>(Você também pode encontrar como Objeto Direto ou Objeto Indireto. Também pode</p><p>surgir o nome Complemento Nominal)</p><p>Ex.: Comprei um presente e o dei para minha mãe. (Veja que o pronome “o” retoma o</p><p>referente “o presente” e completa o verbo “dar”)</p><p>Ex.: O conteúdo não me é estranho. (Apesar de este “me” ser – na realidade – um dativo</p><p>de interesse, contemporaneamente tem sido chamado por alguns teóricos de</p><p>complemento nominal)</p><p>• - Função de adjunto: aumentando a informação sobre um termo da</p><p>sentença.</p><p>Ex: A menina pegou-me a mão. (Veja que a palavra “me” tem um sentido semelhante</p><p>ao sentido de “minha”, como dissesse “minha mão”. Quando o pronome pessoal tiver</p><p>valor possessivo, será considerado como um adjunto. No caso da frase, adjunto</p><p>adnominal da palavra “mão”).</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Lembre-se de que – nesta seção – estou falando sobre as funções sintáticas</p><p>PRIMÁRIAS que um pronome pessoal do caso reto pode exercer. Conforme você</p><p>prosseguir na seção sobre SINTAXE, você descobrirá que há mais possibilidades, que não</p><p>são as primárias.</p><p>PRONOMES PESSOAIS</p><p>CASO DE DUPLA FUNÇÃO</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Pronomes Pessoais – caso de dupla função</p><p>Existe uma regra específica que deve ser aplicada com verbos causativos (que</p><p>dão ideia de causa: mandar, pedir, ordenar) e sensitivos (ver, ouvir, sentir etc.): o</p><p>pronome acumulará duas funções.</p><p>• Ex.: O fiscal mandou-me ler as orientações da prova.</p><p>• Ex.: Pedro falou com Marina. Logo depois, eu a vi chorando no sofá.</p><p>Explicação: no segundo exemplo, o pronome “me”, na frase em que aparece possui duas</p><p>funções acumuladas. A primeira é a função de objeto direto do verbo “mandar”; a</p><p>segunda é a função é a de sujeito do verbo “ler”.</p><p>Explicação: no segundo exemplo, o pronome “a” aparece como complemento do verbo</p><p>ver e como sujeito do verbo “chorar”.</p><p>Atenção: se você ficou com dúvidas sobre o que seja um verbo causativo, leia a citação</p><p>que virá a seguir.</p><p>Verbo causativo é todo o verbo que exprime a ideia de que o sujeito da oração causa a</p><p>ocorrência da ação ou processo, mesmo quando ela é efetuada por outrem. Ex.: «Maria</p><p>adormeceu a criança», o verbo pode ser de causação explícita,</p><p>como mandar, fazer, deixar, ou implícita, como em «Pedro quebrou a vidraça», onde se</p><p>entende que Pedro causou a quebra da vidraça (Dicionário Houaiss da Língua</p><p>Portuguesa, 2009).</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Segundo Inês Duarte, «pertencem à classe [dos causativos] verbos</p><p>como deixar, fazer, fazer com, mandar», assinalando-os como verbos que têm a</p><p>particularidade de «nas completivas verbais argumento interno [que selecionam],</p><p>ocorrer o modo conjuntivo» (Mira Mateus et al., Gramática da Língua Portuguesa,</p><p>Lisboa, Caminho, 2003, p. 601), como se pode observar no exemplo indicado: «A</p><p>Faculdade deixou que os alunos se matriculassem condicionalmente.»</p><p>Atenção: os verbos sensitivos são aqueles que designam sentidos – ver, sentir, ouvir etc.</p><p>PRONOMES PESSOAIS</p><p>EMPREGO DE EU X TU / MIM X TI</p><p>Pablo Jamilk</p><p>www.metodojamilk.com.br</p><p>Pronomes Pessoais – Emprego de Eu x Tu / Mim x Ti</p><p>Vejamos como ocorre o emprego das formas que mais confundem os falantes.</p><p>Eu e tu x mim e ti – após preposição essencial1, emprega-se o pronome do caso</p><p>oblíquo.</p><p>• Comprei um carro para mim.</p><p>• Entre mim e ti, não há problemas.</p><p>• Trouxe um livro para ti.</p><p>Se o pronome desempenhar função de sujeito, usa-se o caso reto:</p><p>• Comprei um carro para eu guiar. (Veja que o pronome funciona como sujeito de</p><p>“guiar”)</p><p>• Entre eu ficar e tu saíres, prefiro a primeira opção. (Veja</p>70. Antes de qualquer palavra 
Pós-graduação 
 
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Pré-escola 
Pró-ocidental 
Nota: se os prefixos não forem autônomos, 
não haverá hífen. 
Predeterminação 
Pressuposição 
Posposição 
Circum-, Pan- 
71. H 
Pan-helênico 
Pan-harmônico 
72. M 
Circum-meridional 
Circum-murado 
73. N 
Circum-navegação 
74. VOGAL 
Pan-americano 
Circum-ambiente 
Pseudoprefixos (diferem-se dos 
prefixos por apresentarem elevado 
grau de independência e possuírem 
uma significação mais ou menos 
delimitada, presente à consciência dos 
falantes.) 
Aero-, Agro-, Arqui-, Auto-, Bio-, Eletro-
, Geo-, Hidro-, Macro-, Maxi-, Mega, 
Micro-, Mini-, Multi-, Neo-, Pluri-, 
Proto-, Pseudo-, Retro-, Semi-, Tele- 
75. H 
Neo-histórico 
Semi-hospitalar 
Pseudo-hidrante 
 
76. Vogal igual à que termina o prefixo 
Micro-ônibus 
Tele-entrega 
Semi-individual 
 
Notas importantes: 
 
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1) Não se emprega o hífen em vocábulos iniciados pelo prefixo ‘co-’. O prefixo vai se 
combinar com o segundo elemento, ainda que inicie por 'o' ou 'h'. Neste último caso, 
elimina-se o 'h'. Se o vocábulo seguinte iniciar por 'r' ou 's', duplicam-se tais letras. 
77. Coabitar, coadministrar, coautor, coexistência, cooptar, coerdeiro 
corresponsável, cosseno. 
2) Com os prefixos pre- e re- não será empregado o hífen, ainda que diante de palavras 
começadas por 'e'. 
78. Preeminente, preexistência, reescrever, reedição. 
3) Nas palavras em que o prefixo ou pseudoprefixo terminar em vogal e o segundo 
elemento começar por r ou s, será necessário duplicar essas consoantes e não empregar 
o hífen. 
79. antirreligioso, antissemita, arquirrival, autorretrato, contrarregra, contrassenso, 
extrassensorial, infrassom, eletrossiderurgia, neorrealismo, neossimbolismo 
4) Nas palavras em que o prefixo ou pseudoprefixo finalizar em vogal e o segundo 
elemento começar por vogal distinta, não se utilizará o hífen. 
80. antiaéreo, antiaborto, antiabolicionista, autoajuda, autoestrada, autoelogio, 
autoeducação, agroindustrial, contraindicação, infraestrutura, intraocular, plurianual, 
pseudoartista, semiembriagado, ultraelevado. 
5) Não será empregado o hífen nas formações com os prefixos des- e in-, em que o 
segundo elemento tiver perdido o "h" inicial. 
81. desarmonia, desumano, desumidificar, inábil, inumano. 
6) Não será empregado o hífen com a palavra não, quando esta tiver função prefixal. 
82. não violência, não agressão, não comparecimento, não reincidência, não 
formação, não interrupção. 
Nota importante: 
O hífen não será empregado em palavras que possuem os elementos "bi", "tri", "tetra", 
"penta" etc. 
83. bimestre, bicampeão, bimensal, bimestral, bienal, birrelativo, bidimensional, 
tridimensional, trimestral, triênio, tetracampeão, tetraedro, tetraplégico, 
pentacampeão, pentágono. 
 
 
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Fique ligado: 
 - Hidro – quando empregado na composição de palavras – pode apresentar duas 
formas de grafia: 
84. Hidroelétrico - Hidrelétrico 
85. Hidroavião - Hidravião

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