Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

<p>UNIDADE III</p><p>Direito Individual do Trabalho -</p><p>Contrato de Trabalho</p><p>2</p><p>Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste material poderá ser reproduzida ou transmitida de</p><p>qualquer modo ou por qualquer outro meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação ou</p><p>qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de informação, sem prévia autorização,</p><p>por escrito, do Grupo Ser Educacional.</p><p>Edição, revisão e diagramação:</p><p>Equipe de Desenvolvimento de Material Didático EaD</p><p>___________________________________________________________________</p><p>Slusarenko, Natacha.</p><p>Direito Individual do Trabalho - Contrato de Trabalho : Unidade 03</p><p>Recife: Grupo Ser Educacional, 2019.</p><p>___________________________________________________________________</p><p>Grupo Ser Educacional</p><p>Rua Treze de Maio, 254 - Santo Amaro</p><p>CEP: 50100-160, Recife - PE</p><p>PABX: (81) 3413-4611</p><p>3</p><p>SUMÁRIO</p><p>PARA INÍCIO DE CONVERSA ...................................................................................... 4</p><p>REMUNERAÇÃO E SALÁRIO ....................................................................................... 4</p><p>Gorjetas ...................................................................................................................................... 6</p><p>Características do Salário ...................................................................................................... 7</p><p>Terminologias ............................................................................................................................ 8</p><p>Verbas Salariais / Não Salariais ............................................................................................ 11</p><p>Benefícios que não possuem natureza salarial .................................................................. 13</p><p>Atenção para a Reforma Trabalhista .................................................................................... 13</p><p>PERIODICIDADE NO PAGAMENTO DE SALÁRIO ................................................... 16</p><p>4</p><p>DIREITO INDIVIDUAL DO TRABALHO - CONTRATO DE TRABALHO</p><p>UNIDADE 3</p><p>PARA INÍCIO DE CONVERSA</p><p>Olá aluno (a), tudo bem?</p><p>Seja bem-vindo (a) ao seu terceiro guia de estudos, da disciplina Direito do Trabalho II.</p><p>Na primeira unidade, você estudou assunto contrato de trabalho: conceitos, alteração,</p><p>interrupção e suspensão e extinção; bem como as principais alterações promovidas</p><p>pela Lei 13.467/2017. Já no segundo guia, tratamos de Jornada de Trabalho e, agora,</p><p>trataremos do assunto remuneração e salário; assunto bastante pertinente nos dias</p><p>atuais, você não acha?</p><p>Preparado (a)?</p><p>ORIENTAÇÕES DA DISCIPLINA</p><p>Este material elaborado com toda a dedicação para você, estimado (a) estudante, é um</p><p>guia para auxiliar o estudo da disciplina, além dele, você terá o livro texto para estudo,</p><p>disponível na plataforma virtual; bem como as leituras adicionais e as atividades.</p><p>Sugiro que você fique atento (a) a todo o conteúdo disponível, referente à disciplina</p><p>Direito Individual do Trabalho II. Você deve fazer a leitura de todos os materiais textuais</p><p>indicados neste guia de estudo, assim como deve assistir aos vídeos sugeridos ao</p><p>longo deste guia de estudo.</p><p>Então, vamos começar!</p><p>REMUNERAÇÃO E SALÁRIO</p><p>Você sabe diferenciar os conceitos Remuneração e Salário?</p><p>Salário é um conceito mais restrito, pois trata-se da contraprestação paga pelo empregador em razão</p><p>dos serviços do empregado. Já remuneração é um conceito mais abrangente, pois engloba o salário pago</p><p>diretamente pelo empregador acrescido das verbas pagas por terceiros, como por exemplo, a gorjeta.</p><p>REMUNERAÇÃO = SALÁRIO + GORJETAS</p><p>5</p><p>Tabela 1</p><p>Fonte: Criação do (a) professor (a)</p><p>Observe o exemplo a seguir:</p><p>EXEMPLO</p><p>Suponha o seguinte - O empregador paga ao funcionário o correspondente a R$ 1.000</p><p>(mil reais) por mês - Trata-se de salário. O empregador paga ao empregado um valor</p><p>correspondente a horas extras - Trata-se de salário. O empregador paga ao empregado</p><p>o correspondente a R$ 30% de adicional de periculosidade - Trata-se de salário (e</p><p>assim por diante), pois, salário é tudo aquilo pago diretamente pelo empregador ao</p><p>empregado.</p><p>Prezado (a) estudante, conforme explica o professor Marco Tulio Viana “só é salário o</p><p>que sai das mãos do empregador; e só é salário aquilo que corresponde ao trabalho (ou,</p><p>melhor ainda, ao contrato de trabalho)”</p><p>Agora, suponha que o empregado receba R$ 500,00 de gorjetas de um cliente (seja</p><p>aquela cobrada na nota ou paga espontaneamente). Esse valor integra a remuneração</p><p>do empregado, pois é pago por terceiros.</p><p>Assim, temos que a seguinte conclusão de que a remuneração é a soma dos pagamentos</p><p>de forma direta, quer dizer, aqueles feitos pelo empregador, assim como os pagamentos</p><p>indiretos, estes feitos por terceiros ao empregado, em virtude do contrato de trabalho.</p><p>A remuneração é o gênero, do qual o salário é uma das espécies.</p><p>Você certamente deve estar se perguntando qual é a consequência prática disso?</p><p>Bem, a resposta é que, várias parcelas trabalhistas têm como base de cálculo o salário,</p><p>razão pela qual não são integradas pelas gorjetas. Exemplos: aviso prévio, adicional</p><p>noturno, horas extras e descanso semanal remunerado.</p><p>Veja a Súmula 354 do TST, e, em seguida, um exemplo para ilustrar a questão:</p><p>Súmula 354 TST - Gorjetas. Natureza jurídica. Repercussões (mantida). Res.</p><p>121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. As gorjetas, cobradas pelo empregador</p><p>na nota de serviço ou oferecidas espontaneamente pelos clientes, integram a</p><p>remuneração do empregado, não servindo de base de cálculo para as parcelas</p><p>de aviso prévio, adicional noturno, horas extras e repouso semanal remunerado.</p><p>6</p><p>EXEMPLO</p><p>Se o funcionário recebe R$ 1.000 de salário base e recebe R$ 500 de gorjetas, as</p><p>parcelas acima (aviso prévio, adicional noturno, horas extras e repouso semanal</p><p>remunerado) serão pagas com base em R$ 1.000,00 e não em R$ 1.500 pois as gorjetas</p><p>não servem de base de cálculo para pagamento de tais verbas.</p><p>Gorjetas</p><p>Como vimos, as gorjetas são o melhor exemplo de pagamento indireto, aquele realizado por terceiro à</p><p>relação contratual, que a despeito de não ter natureza salarial compõem a remuneração do empregado,</p><p>integrando-se ao salário para todos os efeitos legais.</p><p>Embora a CLT tenha tratado especificamente das gorjetas, existem outras espécies de pagamento indireto,</p><p>como explica a professora Vólia Bomfim (2013):</p><p>Apesar da CLT (art. 457) só ter mencionado a gorjeta como pagamento indireto, não excluiu outras espécies</p><p>de pagamento de terceiro, quais sejam, as gueltas, as comissões, as gratificações, taxa de serviço, os</p><p>prêmios, os pontos e as utilidades, desde que pagas por terceiros.</p><p>Veja o artigo 457 da CLT:</p><p>Compreendem - se na remuneração do empregado, para todos os efeitos legais, além do salário devido e</p><p>pago diretamente pelo empregador, como contraprestação do serviço, as gorjetas que receber.</p><p>§ 1º - Integram o salário a importância fixa estipulada, as gratificações legais e as comissões pagas pelo</p><p>empregador.</p><p>Portanto, a gorjeta representa a quantia paga por terceiros como forma de agradecimento pelo serviço</p><p>prestado de forma eficiente ou diante da exigência da empresa.</p><p>GUARDE ESSA IDEIA!</p><p>Lembre-se:</p><p>7</p><p>Características do Salário</p><p>O salário possui algumas características. Vamos a elas:</p><p>	Caráter forfetário - O salário é definido previamente, independentemente do resultado da atividade do</p><p>empresário, ou seja, o empregado tem a certeza do quanto deverá receber, não assumindo os riscos</p><p>do negócio;</p><p>	Caráter Alimentar - em regra o salário é a fonte de subsistência do trabalhador e de sua família, razão</p><p>pela qual lhe é reconhecido o caráter alimentar. Em razão desta característica, o salário merece ampla</p><p>proteção legal, sendo impenhorável, irredutível e irrenunciável.</p><p>	Crédito Privilegiado - Em caso de falência do empregador, os créditos trabalhistas gozam de</p><p>preferência, exatamente em razão de sua natureza alimentar.</p><p>	Indisponibilidade do salário - Significa que o salário</p><p>não pode ser objeto de renúncia ou de transação</p><p>prejudicial ao trabalhador, no contexto da relação de emprego.</p><p>	Periodicidade: O salário é devido periodicamente, normalmente em módulo temporal não superior</p><p>ao mês, conforme o art. 459 da CLT. A exceção fica por conta do salário pago à base de comissões,</p><p>gratificações e percentagens, que também é periódico, mas não se limita ao módulo mensal.</p><p>	Persistência ou Continuidade: O salário é pago, reiteradamente, ao longo de todo o contrato de</p><p>trabalho, pelo que se pode dizer que o pagamento não é intermitente, e sim, persistente, contínuo.</p><p>	Natureza Composta - O salário é composto não só do salário-base, mas também de outras parcelas</p><p>acessórias, como adicionais, gratificações etc.</p><p>	Pós-numeração: Como regra, o salário é pago somente após a prestação dos serviços, conforme a mo-</p><p>dalidade contratada (por mês, por quinzena, por semana etc.). A característica é mitigada pelos adian-</p><p>tamentos geralmente previstos em instrumento coletivo, bem como pelo fornecimento de utilidades.</p><p>	Tendência à determinação heterônoma: Na lição de Maurício Godinho Delgado, “o salário fixa-se,</p><p>usualmente, mediante o exercício da vontade unilateral ou bilateral das partes contratantes, mas sob</p><p>o concurso interventivo de certa vontade externa, manifestada por regra jurídica”. Mencione-se como</p><p>exemplo o salário mínimo, cuja fixação é estranha à vontade das partes contratuais.</p><p>Agora, segue uma indicação de leitura complementar para aprimorar seu conhecimento sobre Salário e</p><p>Remuneração.</p><p>LEITURA COMPLEMENTAR</p><p>No link a seguir você encontra um artigo esclarecedor sobre</p><p>o assunto salário e remuneração escrito pelo autor Felipe</p><p>Cavalcante.</p><p>Nele, são abordados aspectos anteriores e posteriores à</p><p>reforma trabalhista.</p><p>Vale a pena conferir!</p><p>LINK</p><p>8</p><p>Terminologias</p><p>Além das características do salário que vimos acima, é importante que você conheça algumas de suas</p><p>terminologias.</p><p>Vamos a elas:</p><p>	 Salário Mínimo Legal</p><p>Resumidamente, salário mínimo trata-se do menor valor que pode ser pago a um empregado por jornada</p><p>completa de trabalho.</p><p>Embora o salário mínimo regional apareça inúmeras vezes na CLT, devemos lembrar que ela é antiga.</p><p>Não temos mais salário mínimo diferente entre estados, sendo vedado o salário mínimo regional, assim,</p><p>toda vez que aparecer na CLT salário mínimo regional, devemos lembrar que esses dispositivos não foram</p><p>recepcionados pela Constituição Federal de 1988:</p><p>Art. 7, IV, CF/88 - salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado,</p><p>capaz de atender as suas necessidades vitais básicas e às de sua família com</p><p>moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte</p><p>e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder</p><p>aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim.</p><p>GUARDE ESSA IDEIA!</p><p>Lembre-se que os Estados não podem criar um salário mínimo estadual, mas pode</p><p>haver leis estaduais estabelecendo piso salarial para determinadas categorias, e este</p><p>piso não pode ser inferior ao salário mínimo nacionalmente unificado.</p><p>Compreendido?</p><p>Além disso, é preciso saber que:</p><p>	O salário mínimo deve ser reajustado periodicamente para que seu poder aquisitivo seja preservado.</p><p>	É vedada a vinculação do salário mínimo para qualquer fim, ou seja, é vedada a formação de contratos</p><p>tendo como base o salário mínimo. Por quê? Para que as contas não aumentem na mesma proporção</p><p>do salário. Exemplo: Se os contratos de aluguel, energia elétrica, água, etc. estivessem vinculados</p><p>ao salário mínimo e este aumentasse 6%, tudo (aluguel, energia elétrica, água, etc.) aumentaria 6%</p><p>também.</p><p>	O salário mínimo é o valor mais baixo que o empregador poderá pagar ao empregado que trabalha 8</p><p>horas diárias e 44 horas semanais. Porém, se o funcionário for contratado para trabalhar por tempo</p><p>parcial, poderá receber menos, mas o valor da hora será proporcional ao salário mínimo. É o que ex-</p><p>plica a Orientação Jurisprudencial 358 da SDI1 do TST:</p><p>OJ 358 SDI - 1 TST - Havendo contratação para cumprimento de jornada reduzida, inferior à previsão</p><p>constitucional de oito horas diárias ou quarenta e quatro semanais, é lícito o pagamento do piso salarial</p><p>ou salário mínimo proporcional ao tempo trabalhado.</p><p>Observe na prática, o exemplo a seguir...</p><p>9</p><p>PRATICANDO</p><p>Veja o trecho de um acórdão proferido nos autos do Processo TRT/SP nº 00890000-</p><p>50.2010.5.02.0302 16ª Turma. De forma resumida, a autora alegou que, no início de seu</p><p>contrato, pactuou com o empregador um salário mínimo e que este ficou “congelado”</p><p>ao longo do tempo.</p><p>Veja o que decidiu o Tribunal (atentem-se para os trechos grifados).</p><p>Na exordial, a autora afirmou que foi admitida pelo reclamado na função</p><p>de caseira (doméstica) em imóvel que esse mantém na cidade do Guarujá/</p><p>SP. Alegou que foram pactuados dois salários mínimos como remuneração</p><p>mensal, tendo percebido, entretanto, apenas um salário mínimo por mês a</p><p>partir de maio/2003, sendo que, pelo período de maio/2005 a dezembro/2009,</p><p>o salário ficou congelado (R$ 500,00).</p><p>Em contestação, o réu negou que os salários pagos fossem atrelados ao</p><p>salário-mínimo. Asseverou ainda que entre a classe trabalhadora doméstica</p><p>não existe um indexador de salários, mas sim, valores combinados entre</p><p>patrão e empregado; além disso, a reclamante nunca havia questionado, para</p><p>ele diretamente, o valor da remuneração recebida.</p><p>Dispõe o artigo 6º, da Lei nº 8.542, de 23/12/1992 (política nacional de</p><p>salários), “verbis”: “Salário mínimo é a contraprestação mínima devida e</p><p>paga diretamente pelo empregador a todo trabalhador, por jornada normal de</p><p>trabalho, capaz de satisfazer, em qualquer região do País, às suas necessidades</p><p>vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde,</p><p>lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social”.</p><p>De igual modo, o artigo 76, da CLT: “Salário mínimo é a contraprestação mínima</p><p>devida e paga diretamente pelo empregador a todo trabalhador, inclusive ao</p><p>trabalhador rural, sem distinção de sexo, por dia normal de serviço, e capaz</p><p>de satisfazer, em determinada época e região do país, as suas necessidades</p><p>normais de alimentação, habitação, vestuário, higiene e transporte”.</p><p>A autora vinha recebendo acima do salário mínimo nacional, conforme</p><p>demonstrativo de fl. 08 (inicial). (...)</p><p>Com efeito, o empregador não está adstrito a manter vinculação com o</p><p>salário mínimo, nem reajustar o salário da empregada doméstica, após o</p><p>reajustamento do salário mínimo, haja vista que esta vinculação é proibida</p><p>pelo artigo 7º, inciso IV, da Constituição Federal</p><p>O que não pode, é o empregador reduzir o que vinha sendo pago ou pagar</p><p>abaixo do salário mínimo nacional ou regional. Neste caso deve o trabalhador</p><p>negociar com o seu empregador o reequilíbrio de sua remuneração, sabendo</p><p>desde já que este reajuste será uma faculdade patronal em conceder ou não.</p><p>Por fim, há que se considerar que o C. STF já indicou não ser razoável ter por</p><p>indexador o salário mínimo, ainda que dele ou do valor auferido pela parte se</p><p>defina o montante devido (Súmula Vinculante nº 04 Logo, o valor do salário</p><p>pretendido não foi comprovado, pelo que deve ser mantida a decisão que</p><p>indeferiu os pedidos de diferenças salariais e reflexos</p><p>10</p><p>VISITE A PÁGINA</p><p>Acesse a decisão completa no LINK</p><p>	Clique em pesquisa por acórdão e digite o número mencionado no topo da decisão.</p><p>	Anote esta dica, pois assim você poderá pesquisar diversas outras decisões.</p><p>Veja também a Súmula 04 do STF, a saber:</p><p>Salvo os casos previstos na Constituição Federal, o salário mínimo não pode ser</p><p>usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou</p><p>de empregado, nem ser substituído por decisão judicial.</p><p>Além do salário mínimo, há outras terminologias importantes. Vamos a elas:</p><p>	Salário Profissional: Menor valor que se pode pagar a empregado no contexto de profissões regula-</p><p>mentadas (exemplo: engenheiro, médico).</p><p>	Salário Normativo: Menor valor devido a determinada</p><p>categoria profissional, podendo ser fixado em</p><p>sentença normativa ou em norma coletiva (ACT ou CCT);</p><p>	Piso Salarial: Utilizado como sinônimo de salário normativo; (sentença normativa ou ACT e CCT).</p><p>	Salário-Base: É a parte principal e fixa do salário, que normalmente serve de base para incidência de</p><p>outras parcelas de natureza salarial ou, quando menos, soma-se a tais parcelas para composição do</p><p>salário.</p><p>	Salário Complessivo: Compreende o pagamento de duas ou mais parcelas englobadamente, ou seja,</p><p>paga-se um valor de R$ 3.000,00, por exemplo, incluindo aí o “quantum” referente ao salário, às horas</p><p>extras, aviso prévio e adicional noturno. O salário complessivo não é permitido, pois o empregador</p><p>precisa discriminar as parcelas uma a uma, sob pena de nulidade.</p><p>Vejamos a Súmula 91 do TST:</p><p>Súmula 91 do TST - SALÁRIO COMPLESSIVO (mantida) - Nula é a cláusula</p><p>contratual que fixa determinada importância ou percentagem para atender</p><p>englobadamente vários direitos legais ou contratuais do trabalhador.</p><p>Estimado (a) aluno (a), você conhecerá, a partir de agora, como são as formas de estipulação de salário.</p><p>FORMAS DE ESTIPULAÇÃO DE SALÁRIO</p><p>O pagamento do salário pode ser ajustado sob diversas formas, seja por módulo de tempo, por produção,</p><p>ou por tarefa.</p><p>11</p><p>Veja cada uma delas:</p><p>Tabela 2</p><p>Fonte: Criação do (a) professor (a)</p><p>Verbas Salariais / Não Salariais</p><p>O artigo 458 da CLT trata do salário in natura, que, nada mais são do que parcelas pagas como</p><p>contraprestação pelos serviços prestados (é salário, mas não pago em dinheiro).</p><p>Por exemplo, as partes pactuam que o empregado receberá R$ 1000,00 em dinheiro e o pagamento de</p><p>aluguel de R$ 500,00. Neste caso, o salário do empregado é de R$ 1.500,00 e todas a verbas, tais como</p><p>férias, 13º salário, FGTS, aviso prévio, etc. deverão ser pagas sobre este valor.</p><p>Art. 458 - Além do pagamento em dinheiro, compreende-se no salário, para</p><p>todos os efeitos legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações</p><p>“in natura” que a empresa, por força do contrato ou do costume, fornecer</p><p>habitualmente ao empregado. Em caso algum será permitido o pagamento com</p><p>bebidas alcoólicas ou drogas nocivas.</p><p>Porém, no exemplo acima, o aluguel foi pago PELO trabalho, em razão do trabalho do empregado e não</p><p>PARA ele trabalhar.</p><p>Numa outra situação, imagine que as partes pactuaram R$ 1.500,00 de salário, ok? Porém, o empregado é</p><p>obrigado a morar nas dependências da empresa para trabalhar. Ao final do mês, ao invés do empregador</p><p>pagar o valor pactuado de R$ 1.500,00, ele paga apenas R$ 1.000 alegando que houve um desconto de</p><p>aluguel no salário do empregado.</p><p>Será que está correto, caro (a) aluno (a)?</p><p>12</p><p>A resposta é NÃO, pois esse aluguel foi fornecido PARA o empregado trabalhar e não PELO seu trabalho.</p><p>Compreendeu?</p><p>DICA</p><p>Uma dica é você lembrar-se de regrinha do PARA e PELO.</p><p>Se a parcela foi paga PELO trabalho, em razão do trabalho - É salário in natura.</p><p>Se a parcela foi paga PARA o trabalho, para o funcionário trabalhar - Não é salário.</p><p>Dispõe o Enunciado nº 367 do TST que a habitação, a energia elétrica e veículo fornecidos pelo empregador</p><p>ao empregado, quando indispensáveis PARA a realização do trabalho, não têm natureza salarial, ainda</p><p>que, no caso de veículo, seja ele utilizado pelo empregado também em atividades particulares.</p><p>Explicando...</p><p>Imagine que a empresa deixe com o empregado um carro PARA o trabalho e, aos finais de semana, esse</p><p>veículo é utilizado para fins particulares. No final do mês, a empresa efetua um desconto de R$ 300,00 no</p><p>salário do empregado alegando que se trata de aluguel pela utilização do carro. Está correto? NÃO, pois,</p><p>ainda que o empregado tenha utilizado o carro para fins particulares este era INDISPENSÁVEL PARA A</p><p>REALIZAÇÃO DO TRABALHO.</p><p>Logo, não é salário!</p><p>GUARDE ESSA IDEIA!</p><p>Memorize!</p><p>PARA O TRABALHO NÃO É SALÁRIO</p><p>PELO TRABALHO É SALÁRIO</p><p>13</p><p>Benefícios que não possuem natureza salarial</p><p>O artigo 458 da CLT §2º elenca alguns benefícios que não possuem natureza salarial.</p><p>Vamos a eles:</p><p>§ 2o Para os efeitos previstos neste artigo, não serão consideradas como salário</p><p>as seguintes utilidades concedidas pelo empregador:</p><p>I – vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos aos empregados e</p><p>utilizados no local de trabalho, para a prestação do serviço;</p><p>II – educação, em estabelecimento de ensino próprio ou de terceiros,</p><p>compreendendo os valores relativos a matrícula, mensalidade, anuidade, livros</p><p>e material didático;</p><p>III – transporte destinado ao deslocamento para o trabalho e retorno, em</p><p>percurso servido ou não por transporte público;</p><p>IV – assistência médica, hospitalar e odontológica, prestada diretamente ou</p><p>mediante seguro-saúde;</p><p>V – seguros de vida e de acidentes pessoais;</p><p>VI – previdência privada;</p><p>VIII - o valor correspondente ao vale-cultura.</p><p>Atenção para a Reforma Trabalhista</p><p>A Lei 13.467/2017 acrescentou o parágrafo 5º ao artigo 458 da CLT prevendo que:</p><p>§ 5º - O valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico,</p><p>próprio ou não, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos,</p><p>aparelhos ortopédicos, próteses, órteses, despesas médico-hospitalares e</p><p>outras similares, mesmo quando concedido em diferentes modalidades de</p><p>planos e coberturas, não integram o salário do empregado para qualquer efeito</p><p>nem o salário de contribuição, para efeitos do previsto na alínea q do § 9º do</p><p>art. 28 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991.</p><p>Portanto, qualquer verba acima paga pelo empregador não integra o salário do empregado.</p><p>Por exemplo: Se o empregado recebe R$ 1.000 de salário e uma prótese de R$ 300,00, o salário dele</p><p>continua sendo de R$ 1.000, logo, todas as verbas (férias, 13º salário, FGTS, aviso prévio, etc.) serão</p><p>pagas sobre o valor de R$ 1.000 e não R$ 1.300.</p><p>Fácil, não é?</p><p>Observe na prática alguns exemplos sobre o assunto...</p><p>14</p><p>PRATICANDO</p><p>PROCESSO TRT/SP Nº 0000854-64.2014.5.02.0020</p><p>RECURSO ORDINÁRIO - 7ª TURMA</p><p>Do salário utilidade</p><p>A r. sentença deferiu o pedido de integração dos valores pagos a título de assinatura</p><p>da televisão a cabo Sky, sob o fundamento de que o benefício não era fornecido como</p><p>ferramenta de trabalho, conforme alegado pela primeira reclamada. É incontroverso o</p><p>fornecimento da assinatura Sky no valor de R$ 249,00, não comprovando a primeira ré</p><p>o argumento de que o benefício era concedido para amplo conhecimento da mercadoria</p><p>oferecida aos clientes. Para tanto, bastaria treinamento dos funcionários sobre o produto</p><p>a ser oferecido aos clientes. Nos termos dos arts. 457, § 1º, e 458 da CLT, para que</p><p>seja reconhecida a natureza salarial da utilidade concedida ao empregado,</p><p>necessário apenas que o seu fornecimento seja habitual e que tenha caráter</p><p>contraprestativo, ou seja, que o benefício seja fornecido pelo trabalho. Ora, o</p><p>fornecimento pela empresa, durante o contrato de trabalho, de forma habitual</p><p>e gratuita, de pacote fechado de televisão por assinatura caracteriza salário</p><p>utilidade, não restando dúvidas de que o benefício é fornecido pelo trabalho</p><p>e não para o trabalho.</p><p>Acesse a decisão completa no link:</p><p>https://ww2.trtsp.jus.br/bases-juridicas/jurisprudencia/pesquisa-jurisprudencial/</p><p>	Clique em pesquisa por acórdão e digite o número mencionado no topo da decisão.</p><p>	Anote esta dica pois, assim você poderá pesquisar diversas outras decisões.</p><p>PROCESSO TRT/SP Nº 0002096-77.2013.5.02.0025</p><p>RECURSO ORDINÁRIO ORIGEM: 25ª VT SÃO PAULO/SP</p><p>Integração do salário-utilidade: passagens aéreas. Não assiste razão ao recorrente, vez</p><p>que não evidenciada a natureza de salário-utilidade das passagens aéreas concedidas</p><p>gratuitamente pela reclamada, pois não se destinavam a retribuir o trabalho prestado</p><p>pelo autor ou premiar o cumprimento de metas na realização de suas funções, não</p><p>podendo, assim, ser considerada gratificação. Além disso, restou incontroverso</p><p>que o</p><p>fornecimento das passagens dependia da existência de lugares livres nos voos, bem</p><p>como do pagamento da taxa de embarque, o que afasta tratar-se de salário-utilidade,</p><p>mesmo porque este pode ser livremente utilizado pelo empregado no tempo e forma</p><p>que lhe aprouver.</p><p>Comentário: No caso acima, o Recorrente (Reclamante) ingressou com a ação pedindo</p><p>15</p><p>para que as passagens aéreas que recebia fossem integradas ao salário. Ocorre que, as</p><p>passagens não eram entregues ao funcionário como contraprestação do seu trabalho</p><p>(PELO), mas sim (PARA) o seu trabalho, razão pela qual não se trata de salário.</p><p>Acesse a decisão completa no link:</p><p>https://ww2.trtsp.jus.br/bases-juridicas/jurisprudencia/pesquisa-jurisprudencial/</p><p>	Clique em pesquisa por acórdão e digite o número mencionado no topo da decisão.</p><p>	Anote esta dica, pois assim você poderá pesquisar diversas outras decisões.</p><p>PROCESSO Nº 00025040520115020004</p><p>RECURSO ORDINÁRIO ORIGEM: 04 ª VARA DO TRABALHO DE SÃO PAULO 15ª</p><p>TURMA</p><p>Do salário utilidade. Ainda, alega que devidos os reflexos contratuais do salário utilidade,</p><p>que recebia para custear o combustível, decorrente dos quilômetros percorridos, nas</p><p>visitas a clientes da empresa. Sem razão. Aqui a reclamante confunde salário</p><p>utilidade, ou in natura, com ajuda de custo, porquanto o subsidio remuneratório</p><p>de combustível, pelos quilômetros rodados nas atividades laborais, era para o</p><p>trabalho é não pelo trabalho</p><p>Acesse a decisão completa no link:</p><p>https://ww2.trtsp.jus.br/bases-juridicas/jurisprudencia/pesquisa-jurisprudencial/</p><p>	Clique em pesquisa por acórdão e digite o número mencionado no topo da decisão.</p><p>	Anote esta dica, pois assim você poderá pesquisar diversas outras decisões.</p><p>PROCESSO: TRT/SP Nº 00032900320135020029</p><p>RECURSO ORDINÁRIO DA 29ª VT DE SÃO PAULO</p><p>SALÁRIO UTILIDADE</p><p>Correta a sentença. Apurado nos autos que o valor concernente à assinatura de</p><p>televisão (SKY) estava jungida à remuneração pelo trabalho, tanto o é que tal vantagem</p><p>era oferecida como prêmio àqueles que fosse assíduos e eficientes, fato confirmado em</p><p>audiência pela prova oral produzia pela própria demandante. Assim, dada a natureza</p><p>salarial do título – art. 458 da CLT, mantenho a decisão que decretou os reflexos sobre</p><p>as verbas salariais e rescisórias.</p><p>16</p><p>PERIODICIDADE NO PAGAMENTO DE SALÁRIO</p><p>O salário não pode ser estipulado por período superior a 1 mês, salvo no que concerne a comissões,</p><p>percentagens e gratificações. Quando o pagamento houver sido estipulado por mês, deverá ser efetuado,</p><p>o mais tardar, até o quinto dia útil do mês subsequente ao vencido.</p><p>Art. 459 - O pagamento do salário, qualquer que seja a modalidade do trabalho, não deve ser estipulado</p><p>por período superior a 1 (um) mês, salvo no que concerne a comissões, percentagens e gratificações.</p><p>§ 1º. Quando o pagamento houver sido estipulado por mês, deverá ser efetuado, o mais tardar, até o</p><p>quinto dia útil do mês subsequente ao vencido.</p><p>Para finalizar, seguem algumas perguntas mais frequentes:</p><p>	É possível efetuar descontos no salário no empregado? - Art. 462</p><p>Regra: Não, salvo adiantamentos, dispositivos de lei ou de contrato coletivo.</p><p>	E quanto aos descontos em caso de DANO?</p><p>Neste caso é possível quando houver acordo ou em caso de DOLO do empregado.</p><p>	Qual é a moeda para pagamento de salário: - Art. 463 CLT</p><p>A prestação, em espécie, do salário será paga em moeda corrente do país. O pagamento do salário</p><p>realizado com inobservância deste artigo considera-se como não feito.</p><p>	 Recibo - Art. 464 CLT</p><p>O salário deve ser pago contra recibo. Sendo analfabeto usa-se a impressão digital ou a seu rogo.</p><p>Observação</p><p>Tem força de recibo</p><p>Terá força de recibo o comprovante de depósito em conta bancária, aberta para esse fim em nome de cada</p><p>empregado, com o consentimento deste, em estabelecimento de crédito próximo ao local de trabalho.</p><p>	 Qual o local e data para pagamento de salário? Art. 465 da CLT</p><p>Quando? Em dia útil</p><p>Onde? No local do trabalho, dentro do horário do serviço ou imediatamente após o encerramento deste,</p><p>salvo quando efetuado por depósito em conta bancária.</p><p>PALAVRAS FINAIS DO PROFESSOR</p><p>Agora você já domina o assunto remuneração e salário, sabe diferenciar tais conceitos,</p><p>conhece as características, terminologias e parcelas que possuem (ou não) natureza</p><p>de salário. Sabe também, informações importantes sobre a periodicidade, local e data</p><p>para pagamento dos salários.</p><p>Na próxima unidade, trataremos de outros assuntos importantes como, dentre outros,</p><p>FGTS e Dano Moral nas Relações de Trabalho.</p><p>Espero por você!</p><p>17</p><p>ACESSE O AMBIENTE VIRTUAL</p><p>Lembre-se de acessar o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) e responder as</p><p>atividades avaliativas, pois elas são essenciais para fortalecer o seu aprendizado. Em</p><p>caso de dúvida (s), consulte seu (sua) tutor (a). Ele está à disposição para ajudá-lo (a)</p><p>no que for necessário.</p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>CASSAR. Volia Bonfim. Direito do Trabalho de acordo com a Reforma Trabalhista. Ed.</p><p>Método., 16ª Ed., 2018.</p><p>SOUTO, Rafael Tonassi; LINHARES, Aryanna; SARAIVA, Renato. CLT comentada. 22ª Ed.</p><p>Juspodium, atualizada até 21.06.2018.</p><p>DELGADO. Mauricio Godinho. Curso de Direito do Trabalho. São Paulo. LTr. 17ª Ed.,</p><p>2018.</p><p>LEITE, Carlos Henrique Bezerra. Curso de Direito do Trabalho. São Paulo. Saraiva, 10ª</p><p>Ed., 2018.</p><p>RESENDE. Ricardo. Curso de Direito do Trabalho. Editora Método. 7ª Ed. 2017.</p>

Mais conteúdos dessa disciplina