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Aspectos polêmicos e atuais sobre assédio moral

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ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à 
imagem; (...)X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem 
das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral 
decorrente de sua violação;
Artigo 6º: São direitos sociais a educação, a saúde, o 
trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à 
maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta 
Constituição. (Redação dada pela EC nº 26/2000 – DOU 15.02.00).
Artigo 7º: São direitos dos trabalhadores urbanos e 
rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...)XXXI- 
proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão 
do trabalhador portador de deficiência;
Disposições da CLT: 
Artigo 483: “O empregado poderá considerar 
rescindido o contrato e pleitear a devida indenização quando: a) forem exigidos 
serviços superiores às suas forças, defesos por lei, contrários aos bons costumes, 
ou alheios ao contrato; b) for tratado pelo empregador ou por seus superiores 
hierárquicos com rigor excessivo; c) correr perigo manifesto de mal 
considerável; (...)e) praticar o empregador ou seus prepostos, contra ele ou 
pessoas de sua família, ato lesivo da honra e boa fama” 
Disposições do Código Civil:
 
Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão 
voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, 
ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. 
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um 
direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu 
fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), 
causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo. Parágrafo único. Haverá 
obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos 
especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano 
implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem. 
Art. 932. São também responsáveis pela reparação 
civil: (...)III – o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e 
prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele.
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Art. 942. Os bens do responsável pela ofensa ou 
violação do direito de outrem ficam sujeitos à reparação do dano causado; e, se a 
ofensa tiver mais de um autor, todos responderão solidariamente pela reparação. 
Parágrafo único. São solidariamente responsáveis com os autores os co-autores e 
as pessoas designadas no art. 932.
Disposições do Código Penal
Art. 140. Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade 
ou o decoro: Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa. § 1º O juiz pode 
deixar de aplicar a pena: I – quando o ofendido, de forma reprovável, provocou 
diretamente a injúria; II – no caso de retorsão imediata, que consista em outra 
injúria. § 2º Se a injúria consiste em violência ou vias de fato, que, por sua 
natureza ou pelo meio empregado, se considerem aviltantes: Pena – detenção, de 
três meses a um ano, e multa, além da pena correspondente à violência. § 3o Se a 
injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, 
origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: (Redação dada 
pela Lei nº 10.741, de 2003) Pena – reclusão de um a três anos e multa. (Incluído 
pela Lei nº 9.459, de 1997).
Art. 146. Constranger alguém, mediante violência ou 
grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a 
capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que ela não 
manda: Pena – detenção, de três meses a um ano, ou multa. Aumento de pena 
§ 1º As penas aplicam-se cumulativamente e em dobro, quando, para a execução 
do crime, se reúnem mais de três pessoas, ou há emprego de armas. § 2º Além 
das penas cominadas, aplicam-se as correspondentes à violência. § 3º Não se 
compreendem na disposição deste artigo: I – a intervenção médica ou cirúrgica, 
sem o consentimento do paciente ou de seu representante legal, se justificada por 
iminente perigo de vida; II – a coação exercida para impedir suicídio.
Art. 147. Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou 
gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave: Pena 
– detenção, de um a seis meses, ou multa. Parágrafo único. Somente se procede 
mediante representação.
Assédio Moral e Assédio Sexual
O assédio moral não se confunde com o assédio 
sexual, porquanto neste a intenção do agente é obter um favor sexual junto à 
vítima, enquanto no assédio moral, a intenção do agente é minar a auto-estima da 
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vítima. Entretanto, um estado inicial de assédio sexual pode desencadear um 
procedimento de assédio moral. 
Como bem adverte Márcia Novaes Guedes14:
“O assédio sexual não se confunde com o assédio 
moral. Conforme afirmamos linhas acima, para que haja assédio moral é 
necessária a presença de dois requisitos fundamentais, que são a duração no 
tempo e o objetivo de destruir a vítima. Todavia, tanto o mobbing quanto o 
assédio sexual são violências que guardam certa correlação: o assédio sexual 
pode muito bem constituir premissa para desencadear uma ação de abuso moral, 
transformando-se na vingança do agressor rejeitado. Como no caso do 
marinheiro que, ao rejeitar as propostas sexuais de um ato oficial, passou a sofrer 
pesada discriminação no trabalho cotidiano. Abusando do poder que detinha, o 
oficial rejeitado determinou que lhe fossem reservadas as tarefas mais difíceis, 
arriscadas e fatigante; foi isolado do convívio com os demais colegas, ficando 
proibido de desfrutar junto ao grupo dos momentos de lazer, inclusive de jogar 
futebol, durante as pausas na jornada. Não suportando a desqualificação 
humilhante e o isolamento, solicitou baixa do serviço”.
Modalidades do Assédio Moral
O assédio moral, segundo a doutrina, é classificado 
em: a)vertical; b)horizontal; c)ascendente.
O assédio moral é classificado como vertical quando 
a violência psicológica parte de um superior hierárquico. Esta é a hipótese mais 
freqüente no âmbito trabalhista.
É horizontal quando a violência psicológica é 
desencadeada pelos próprios colegas no local de trabalho. Como por exemplo, os 
colegas de trabalho que passam a boicotar determinado empregado, por motivo 
de inveja, racismo ou competição.
14GUEDES, Márcia Novaes. Terror Psicológico no Trabalho, São Paulo, LTR, 2003, pág. 41.
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Já o assédio moral ascedente é pratico pelo 
empregado contra o empregador. Lembra Márcia Novaes Guedes15: “No romance 
'O Primo Basílio”, Eça de Queiroz nos traça um quadro inusitado desse espécie 
de assédio moral. A coitada da Luizinha, esposa do conselheiro Jorge, foi 
martirizada moralmente pela criada Juliana até a morte. A violência de baixo 
para cima geralmente ocorre quando um colega é promovido sem a consulta dos 
demais, ou quando a promoção implica um cargo de chefia cujas funções os 
subordinado supõem que o promovido não possui méritos para desempenhar”.
Vítimas do assédio Moral. Estratégias do agressor. 
Formas de resistência da vítima. Medidas de prevenção.
Empregados que normalmente são vítimas do assédio 
moral são os empregados fogem do padrão médio ou apresentam alguma 
condição especial, como exemplos: empregados readapatados; dirigentes 
sindicais; gestantes; empregados readaptados; altos empregados; gerentes, 
empregados mais novos ou mais velhos na empresa; empregados de empresas 
estatais que estão sendo privatizadas dentre outros.
São exemplos de estratégias do agressor: Escolher a 
vítima e isolar do grupo. Impedir de se expressar e não explicar o porquê. 
Fragilizar, ridicularizar,