Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

<p>CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU - UNINASSAU</p><p>CURSO BACHARELADO EM FARMÁCIA</p><p>MARIANNI RODRIGUES SAMPAIO</p><p>ANÁLISE PARASITOLÓGICA EM MORANGOS (Fragaria vesca) COMERCIALIZADOS EM</p><p>SACOLÕES DE FRUTAS DA CIDADE DE BARBALHA-CE</p><p>JUAZEIRO DO NORTE-CE</p><p>2024</p><p>MARIANNI RODRIGUES SAMPAIO</p><p>ANÁLISE PARASITOLÓGICA EM MORANGOS (Fragaria vesca) COMERCIALIZADOS EM</p><p>SACOLÕES DE FRUTAS DA CIDADE DE BARBALHA-CE</p><p>Trabalho de conclusão de curso,</p><p>apresentado ao curso de Farmácia do</p><p>Centro Universitário Maurício de Nassau</p><p>(UNINASSAU), como requisito parcial</p><p>para obtenção do título de bacharel em</p><p>farmácia.</p><p>Orientadora: Profa. Esp. Luana Vieira Cruz</p><p>JUAZEIRO DO NORTE – CE</p><p>2024</p><p>MARIANNI RODRIGUES SAMPAIO</p><p>ANÁLISE PARASITOLÓGICA EM MORANGOS (Fragaria vesca) COMERCIALIZADOS EM</p><p>SACOLÕES DE FRUTAS DA CIDADE DE BARBALHA-CE</p><p>Trabalho de conclusão de curso, apresentado ao curso de Farmácia do Centro Universitário</p><p>Maurício de Nassau (UNINASSAU), como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel</p><p>em farmácia.</p><p>Data de aprovação: / /</p><p>Banca examinadora:</p><p>Profa. Esp. Luana Vieira Cruz</p><p>Orientador</p><p>Me. Rafael de Carvalho Mendes</p><p>Examinador I</p><p>Dra. Aliane Cristiane de Sousa Formiga</p><p>Examinador II</p><p>ANÁLISE PARASITOLÓGICA EM MORANGOS (Fragaria vesca)</p><p>COMERCIALIZADOS EM SACOLÕES DE FRUTAS DA CIDADE DE BARBALHA-CE</p><p>Marianni Rodeigues Sampaio1; Luana Vieira Cruz2</p><p>RESUMO</p><p>As doenças causadas por parasitas representam um grande problema de saúde pública.</p><p>Tais infecções estão associadas ao saneamento básico e a higiene da população, tendo em</p><p>vista que as principais fontes de contaminação é a ingestão de alimentos mal higienizados</p><p>e de água contaminada. O Fragaria vesca, conhecido popularmente como morango, está</p><p>entre as frutas de maior consumo in natura. Sendo assim, o presente trabalho investigará</p><p>a presença de parasitas no morando. Analisar a presença de possíveis parasitas em</p><p>Fragaria vesca (Morango) comercializados em sacolões de frutas. As amostras de</p><p>morango foram lavadas com solução fisiológica a 0,9%, coadas com gazes e colocadas</p><p>em repouso por 24 horas. Logo após, o sedimento foi transferido para a lâmina, feito a</p><p>coloração com lugol a 2% e levado para a análise no microscópico óptico. As análises de</p><p>morangos comercializados em sacolões de frutas da cidade de Barbalha-CE, mostraram</p><p>uma alta contaminação, uma vez que foram encontrados ovos de parasitas e parasitas em</p><p>100% das amostras analisadas. Na amostra 1, foi encontrado Enterobius vermicularis, na</p><p>amostra 2, foi encontrado Taenia sarginata, na amostra 3, foi encontrado ovos de Taenia</p><p>sarginata, na amostra 4, foi encontrado Enterobius vermicularis e ovos de Taenia</p><p>saginata e na amostra 5 foi encontrado Ovos de Enterobius vermicularis. Mediante os</p><p>resultados obtidos, torna- se necessário adotar medidas para a realização de um</p><p>manuseio adequado das frutas, visando assim a preservação como também o</p><p>monitoramento no controle parasitológico das mesmas, já que estas são consumidas pela</p><p>população, evitando, desta forma, que o manuseio não possa contribuir para a</p><p>transmissão de doenças de veiculação parasitológicas.</p><p>PALAVRAS-CHAVE: enteroparasita; infecção; transmissão.</p><p>¹ Dicente do Curso de Farmacia;</p><p>² Docente do Curso de Farmacia</p><p>KEYWORDS: enteroparasite; infection; streaming.</p><p>PARASITOLOGICAL ANALYSIS IN STRAWBERRIES (Fragaria vesca) SOLD IN</p><p>FRUIT BAGS IN THE CITY OF BARBALHA-CE</p><p>SUMMARY</p><p>Diseases caused by parasites represent a major public health problem. Such infections are</p><p>associated with basic sanitation and hygiene of the population, considering that the main</p><p>sources of contamination are the ingestion of poorly sanitized food and contaminated water.</p><p>Fragaria vesca, popularly known as strawberry, is among the fruits most consumed fresh.</p><p>Therefore, this work will investigate the presence of parasites in the home. Analyze the presence</p><p>of possible parasites in Fragaria vesca (Strawberry) sold in fruit bags. The strawberry samples</p><p>will be washed with 9% physiological solution, strained with gauze and left to rest for 24 hours.</p><p>Afterwards, the sample will be centrifuged at 2500 rpm for 2 minutes and then the sediment</p><p>will be transferred to the slide, stained with 2% Lugol and taken for analysis under an optical</p><p>microscope. Analyzes of strawberries sold in fruit bags in the city of Barbalha-CE showed great</p><p>contamination, as parasite eggs and parasites were found in 100% of the samples analyzed. In</p><p>sample 1, Enterobius vermicularis was found, in sample 2, Taenia sarginata was found, in</p><p>sample 3, Taenia sarginata eggs were found, in sample 4, Enterobius vermicularis and Taenia</p><p>saginata eggs were found, and in sample 5, Enterobius vermicularis eggs were found. Therefore,</p><p>it is necessary to adopt measures to carry out adequate handling of fruits, thus aiming at</p><p>preservation as well as monitoring parasitological control of the fruits that are being purchased</p><p>and consumed by the population, preventing handling from contributing to transmission. of</p><p>parasitological diseases.</p><p>LISTA DE QUADROS</p><p>Quadro 01: : Identificação de enteroparasitas ..................................................................................... 1O</p><p>SUMÁRIO</p><p>1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................6</p><p>2. REFERENCIAL TEÓRICO ................................................................................... 6</p><p>2.1 PARASITAS ....................................................................................................... 6</p><p>2.2 CARACTERÍSTICAS DO Fragaria vesca ........................................................ 7</p><p>2.3 PARASITOSES INTESTINAIS ......................................................................... 8</p><p>2.4 PROFILAXIAS DAS PARASITOSES .............................................................. 8</p><p>3. METODOLOGIA ................................................................................................... 9</p><p>3.1 LOCAL ............................................................................................................. 9</p><p>3.2 AMOSTRAGEM .............................................................................................. 9</p><p>3.3 TESTES MICROBIOLÓGICOS ...................................................................... 9</p><p>3.4 ANÁLISE ESTATÍSTICA ............................................................................... 9</p><p>4. RESULTADOS E DISCUSSÃO ............................................................................ 9</p><p>5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................. 11</p><p>6. REFERÊNCIAS ..................................................................................................... 12</p><p>6</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>As doenças causadas por parasitas representam um grande problema de saúde pública,</p><p>principalmente nos países em desenvolvimento. Tais infecções estão associadas ao saneamento</p><p>básico e a higiene da população, tendo em vista que são parasitas intestinais, possuindo</p><p>principal forma de contaminação fecal/oral. Uma das principais fontes de contaminação é a</p><p>ingestão de alimentos mal higienizados e água contaminada, o que acarreta em graves</p><p>problemas para os indivíduos acometidos (Silva et al, 2019).</p><p>As frutas são de grande importância para a alimentação. Porém, a origem das mesmas</p><p>e as condições higiênico-sanitária como são expostas para a comercialização, são propícios ao</p><p>crescimento e proliferação de microrganismos. Erro do manipulador desde vestimentas</p><p>incorretas,</p><p>barracas quebradas, mofadas, úmidas e sujas são quesitos que facilitam a</p><p>proliferação de doenças. O que as tornam ainda mais propícias a contaminação é que elas são</p><p>ingeridas in natura, facilitando o contágio (Oliveira, Dantas, Santana, 2021).</p><p>Dentre essas frutas, o Fragaria vesca, conhecido popularmente como morango,</p><p>está entre as frutas de maior consumo in natura. O morangueiro é uma planta perene, rasteira,</p><p>herbácea pertencente à família Rosacea. A parte comestível é o pseudofruto não climatérico,</p><p>de coloração vermelha devido às antocianinas, e sabor característico devido aos ácidos cítrico,</p><p>málico e açúcares. Além de possuir um sabor adocicado, também possui algumas propriedades</p><p>medicinais, tais como ação antioxidante, diurética e anti-inflamatória (ROSA et al, 2018).</p><p>O objetico desse trabalho foi identificar a presença de parasitas presentes nos</p><p>morangos comercializados em supermerados no município de Barbalha – CE.</p><p>2 REFERENCIAL TEÓRICO</p><p>2.1 PARASITAS</p><p>O parasitismo é uma associação entre parasita e hospedeiro, em que apenas um dos</p><p>indivíduos se beneficia da relação. Enquanto o primeiro é favorecido com abrigo e comida, o</p><p>7</p><p>outro pode adquirir vários danos para a saúde (Oliveira, 2018). Estes parasitas, estão presentes</p><p>em diversos ambientes, dentre estes, locais onde há a manipulação de frutas e verduras</p><p>(FERNANDES et al, 2015).</p><p>Os parasitas são transmitidos na maioria das vezes através de alimentos mal higienizados,</p><p>como as frutas, por meio do contato fecal-oral. É necessário enfatizar que pessoas de baixa renda,</p><p>que vivem em condições sanitárias inadequadas, com aglomeração intensa de pessoas, sem</p><p>acesso à saneamento e coleta do lixo, tem uma maior possibilidade de contaminação. Ademais,</p><p>fatores próprios do hospedeiro e do parasita contribuem para a gravidade da parasitose, como</p><p>imunidade do indivíduo e patogenicidade do microrganismo (Motta, Silva, 2002).</p><p>A identificação pode ser realizada de diversas maneiras, como amostras de sangue, tecido</p><p>lesado e, principalmente, fezes. A análise laboratorial pode ser por sedimentação espontânea, a</p><p>centrífugo-flutuação, centrifugação simples, flutuação espontânea ou, ainda, o método direto</p><p>(Gregório et al, 2012).</p><p>2.2 CARACTERÍSTICAS DO Fragaria vesca</p><p>O morango é uma planta que pertence à família das rosáceas, sendo considerado um</p><p>pseudofruto de grande consumo, devido a sua atraente coloração, aroma e sabor agradável,</p><p>características valorizadas pelo reconhecimento de suas propriedades nutracêuticas. Além disso,</p><p>a sua grande aceitação no mercado também é em virtude do fácil consumo, pois na maior parte</p><p>das vezes é consumido in natura, o que pode facilitar ainda mais a contaminação por parasitas</p><p>(Almeida et al, 2015).</p><p>O morango é uma fruta de clima temperado, coloração vermelha brilhante, odor</p><p>característico, textura macia e sabor levemente acidificado, com pH entre 3,15 e 3,22 (Oliveira,</p><p>Rossi, Barros, 2012). A produção dessa fruta no Brasil, apesar de ser pequena, vem se expandido</p><p>a cada ano, com maior número de produção na agricultura familiar. A vida útil do morango é</p><p>pequena, em decorrência das suas características organolépticas o que seria interessante alguma</p><p>tecnologia para aumentar esse prazo de validade (Ponce et al, 2008).</p><p>O morango, assim como outras frutas, possui propriedades nutricionais, as quais auxiliam</p><p>os indivíduos em vários aspectos, como no sistema imunológico, por exemplo. O morango é</p><p>uma fonte importante de algumas vitaminas como a vitamina C, vitamina A e folatos. Ele</p><p>também é rico em pectina e outras fibras solúveis que ajudam a baixar o colesterol. Contém</p><p>bioflavonóides, como a antocianina e o ácido elágico, substâncias que podem ajudar a evitar</p><p>8</p><p>alguns tipos de câncer. Também possui matérias aromáticas que atuam nos nervos do olfato e</p><p>do gosto, aumentando o apetite (Quinato, Degáspari, Vilela, 2007).</p><p>2.3 PARASITOSES INTESTINAIS</p><p>As parasitoses intestinais representam um grave problema de saúde pública, pois</p><p>contribuem para elevadas taxas de morbidade e mortalidade em todo o mundo, principalmente</p><p>em países em desenvolvimento, onde não há saneamento básica adequado. Dentre os agravos</p><p>que tais parasitas podem causar, é possível destacar obstrução intestinal, desnutrição, anemia</p><p>ferropriva, diarreia e má absorção, sendo importante destacar nas populações menos favorecidas</p><p>até a prevenção é complicada, sendo mais um fator que dificultada o controle (Busaco et al,</p><p>2015).</p><p>As parasitoses intestinais são responsáveis pela diminuição da qualidade de vida da</p><p>população, tendo em vista que contribui para a diminuição da produtividade, prejuízo da função</p><p>de alguns órgãos vitais, contribuindo para o aumento da desnutrição. Aglomerações urbanas,</p><p>condições socioeconômicas, falta de saneamento básico, educação sanitária e cultural são fatores</p><p>determinantes, facilitando um maior número de contaminação por parasitas intestinais</p><p>(Rodrigues et al 2018).</p><p>A transmissão das parasitoses intestinais pode estar associadas a condições de vida,</p><p>como hábitos alimentares, condições de moradia, comportamentos culturais e educacionais,</p><p>sendo mais prevalentes em populações de baixo nível socioeconômico e, com isso, são fortes</p><p>indicadores de desenvolvimento socioeconômico de um país (Busato, Dondoni, 2015).</p><p>2.4 PROFILAXIAS DAS PARASITOSES</p><p>Por ser um problema de saúde pública, várias ferramentas ajudam no monitoramento das</p><p>parasitoses. Dessa forma, alguns programas governamentais estão sendo implementados para o</p><p>controle dessas doenças, mas países em desenvolvimento possuem aporte financeiro insuficiente</p><p>para a adoção de medidas de saneamento básico, dificultando umas das principais formas de</p><p>prevenção. É importante enfatizar que quando há conhecimento das áreas mais afetadas, existe</p><p>uma possibilidade de haver um controle (Frei et al, 2008).</p><p>3 METODOLOGIA</p><p>9</p><p>3.1 LOCAL</p><p>A coleta do material (morangos) foi realizada em três supermercados do Município de</p><p>Barbalha – CE, escolhidos de forma aleatória.</p><p>3.2 AMOSTRAGEM</p><p>O objeto de estudo baseou-se em frutas e hortaliças, utilizando o morango como escolha,</p><p>o qual é um alimento muito utilizado na culinária brasileira. Foram incluídos morangos</p><p>comercializados em supermercados do Município de Barbalha-CE. Foram utilizados dois</p><p>morangos de cada amostra, os quais foram escolhidos de forma aleatória.</p><p>3.3 TESTES MICROBIOLÓGICOS</p><p>Os testes foram realizados no laboratório de microbiologia da UNINASSAU, localizado</p><p>na cidade de Juazeiro do Norte. Foi realizado em três amostras de supermercados da cidade de</p><p>Barbalha-CE, locais na qual vai um grande número de pessoas e que fazem vendas terceirizadas</p><p>fornecida pelos produtores.</p><p>No laboratório os morangos foram separados, pesado aproximadamente 1,5 g e lavados</p><p>em solução fisiológica 0,9%. A solução que foi usada para a lavagem das hortaliças, foi filtrada</p><p>em gases e logo posta em repouso por volta de 24 horas. Logo após, a solução foi posta em tubo</p><p>cônico e centrifugada por dois minutos a 2500 rpm, e o sobrenadante desprezado. O sedimento</p><p>foi transferido para lâmina, feito a coloração com a solução de lugol a 2%, levado ao</p><p>microscópico óptico e avaliado se havia alguma forma de parasita presente.</p><p>3.4 ANÁLISE ESTATÍSTICA</p><p>Os dados obtidos foram avaliados por análise estatística descritiva e tabulados em</p><p>Microsoft Excel 2010.</p><p>4 RESULTADOS E DISCUSSÃO</p><p>O município de Barbalha-CE é comum a comercialização de hortaliças, tendo em vista</p><p>a grande quantidade de hortas existentes na sua zona rural e das cidades vizinhas. As análises</p><p>de morango comercializados em supermercados da cidade de Barbalha-CE, mostraram uma</p><p>grande porcentagem de contaminação, tendo em vista que foram encontrados ovos de parasitas</p><p>e parasitas em 100% das amostras analisadas.</p><p>10</p><p>Em relação aos agentes contaminantes, foram encontrados de duas</p><p>espécies de parasitas:</p><p>Enterobius vermicularis e Taenia saginata como demonstrado no Quadro 01.</p><p>Quadro 01: Identificação de enteroparasitas</p><p>AMOSTRAS ENTEROPARASITAS</p><p>AMOSTRA 1 Enterobius vermicularis</p><p>AMOSTRA 2 Taenia sarginata</p><p>AMOSTRA 3 Ovos de Taenia saginata</p><p>AMOSTRA 4 Enterobius vermicularis e ovos de Taenia saginata</p><p>AMOSTRA 5 Ovos de Enterobius vermicularis</p><p>Legenda: Enteroparasitas identificados após lavagem das amostras com solução fisiológica a</p><p>9%, em morangos comercializados em supermercados do município deBarbalha-CE</p><p>Fonte: Próprio autor, 2024</p><p>Esses resultados estão em consonância com outros estudos que também</p><p>demonstraram contaminação, como o estudo de Bozzetti (2015) e seus colaboradores,</p><p>realizado na cidade de Santa Cruz, no estado de Santa Catarina, onde obteve-se uma</p><p>contaminação total por estruturas parasitárias de 14,55%, nas frutas analizadas. Outro</p><p>estudo que está de acordo com os resultados obtidos, é o de Fiorido e Souza (2020),</p><p>feito na cidade de São Mateus, no Espírito Santo, constatando 29,17% de</p><p>contaminação, das 71 amostras de frutas analisadas. As principais frutas analizadas</p><p>foram laranja, maçã e abacaxi.</p><p>Diante disso, pode-se observar que a falta de higienização é um fator primordial</p><p>para a contaminação por parasitas, sendo que, segundo Oliveira (2020), a avaliação</p><p>laboratorial de protozoários e helmintos parasitas de humanos presentes em hortaliças</p><p>é de grande relevância, pois fornecem dados sobre as condições higiênicas e sanitárias</p><p>envolvidas nas etapas de: produção, comercialização e consumo. Dessa forma, mostra</p><p>que há a necessidade de uma fiscalização por parte dos órgãos responsáveis nos locais</p><p>de vendas. De acordo com Nascimento et al (2020), tais resultados demonstram como</p><p>11</p><p>é vulnerável as condições de higienes-sanitária da produção, transporte e</p><p>comercialização das frutas hortaliças.</p><p>Os ovos de Taenia saginata foram bastante encontrados nas amostras</p><p>analisadas, os mesmos que são considerados um parasita de fácil contaminação por</p><p>ingestão de alimentos in natura. De Acordo com Santana et al (2021), infecção pela</p><p>mesma pode afetar na absorção de nutrientes, sendo complicado principalmente para</p><p>as crianças, tendo em vista que é uma faixa etária que necessita de nutrientes. Apesar</p><p>de apresentar quadros assintomáticos, uma infecção por esse parasita pode apresentar</p><p>sintomas como náusea, dor de cabeça, perda do peso, flatulência, diarreia, insônia e</p><p>irritabilidade, deixando o indivíduo indisposto para as tarefas corriqueiras. Outro</p><p>parasita encontrado foi o Enterobius vermicularis, o qual é transmitido de forma</p><p>manual de ovos contaminados do ânus até a boca ou pelo contato com superfícies</p><p>contaminadas. Dessa forma, é notório a falta de higienização do morango, além de</p><p>uma exposição inadequada (Lafraia et al, 2022).</p><p>Quanto a diferença na contaminação encontrada nas análises das amostras,</p><p>Zorzi e Dalzochio (2021) não encontraram parasitas em suas análises e enfatizam em</p><p>seu estudo que isso pode acontecer em virtude da quantidade de terra presente no</p><p>produto. Como as amostras foram adquiridas em sacolões diferentes, a qualidade das</p><p>mesmas eram diferentes, o que foi demonstrado nos resultados encontrados. Além</p><p>disso, o local de origem do morango também pode ter influenciado nos resultados,</p><p>mostrando parasitas em algumas amostras e em outras nenhum.</p><p>6.CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>O elevado índice de contaminação nos morangos, revelaram que as frutas não</p><p>possuem uma higienização adequada, tendo em vista que foram encontrados ovos de</p><p>Taenia saginata e Enterobius vermicularis, demonstrando a importância de uma boa</p><p>lavagem antes de consumi-las in natura. Além disso, é possível inferir que o modo como</p><p>as mesmas são distribuídas não é apropriado, facilitando a contaminação.</p><p>Portanto, torna-se necessário adotar medidas para a realização de um manuseio</p><p>adequado das frutas, visando assim a preservação como também o monitoramento no</p><p>controle parasitológico das mesmas que estão sendo compradas e consumidas pela</p><p>população, evitando que o manuseio, desde a colheita até a venda, não possa contribuir</p><p>para a transmissão de doenças de veiculação parasitológicas.</p><p>12</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ALMEIDA, J, L, R; SANTOS, C, N; QUEIROGA, R, P, A; LUIZ, R, M. Avaliaçãoda</p><p>qualidade microbiológica de polpas de morango (Fragaria vescaL.)</p><p>BARRETO, O, K, L; MIRANDA, C, J, V; DIÓGENES, M, F, A, A; PAIVA, D, F, E;</p><p>ROCHA, L, B; MENDONÇA, P, L. Influência da lavagem e higienização na</p><p>contaminação por coliformes totais em coentros vendidos em supermercados.</p><p>Científic@Multidisciplinary Journal– V.10 N.1 – (2023) 1 – 5</p><p>BOZZETTI, J, F; ALVES, C, A; FEHLBERG, H, F; ALBUQUERQUE, G,</p><p>R; BEZERRA, R, A. Detecção de estruturas parasitárias em frutas</p><p>comercializadas no município de ilhéus, bahia.</p><p>BUSATO, A, M; DONDONI, Z, D; RINALDI, S, L, A; FERRAZ, L. Parasitoses</p><p>intestinais: o que a comunidade sabe sobre este tema?. Rev Bras Med Fam Comunidade.</p><p>Rio de Janeiro, 2015 Jan-Mar; 10(34):1-6</p><p>FERNANDES, S, N; GUIMARÃES, R, H; AMORIM, S, C, A; REIS, B, M. Avaliação parasitológica de</p><p>hortaliças: da horta ao consumidor final. saúde e Pesquisa, Maringá (PR)</p><p>DOI: http://dx.doi.org/10.17765/1983-1870.2015v8n2p255-265</p><p>FLORIDO, C, S, K; SOUZA, A, A, M. Análise parasitológica de frutas consumidas com casca,</p><p>comercializadas em supermercados de uma cidade do sudeste do Brasil. Health and Biosciences, v.1, n.2,</p><p>ago. 2020</p><p>FREI, F; JUNCANSEN, C; PAES, R, T, J. Levantamento epidemiológico das parasitoses</p><p>intestinais: viés analítico decorrente do tratamento profilático. Cad. Saúde Pública, Rio</p><p>de Janeiro, 24(12):2919-2925, dez, 2008</p><p>LAFRAIA, M, F; TSO, K, F; LIMA, M, T; MATTOS, B, N, P; ZORZANELLI, A, L;</p><p>TREVIZO, P, J; SPECK, G, M, N. Ovo de enterobius vermicularis em</p><p>colpocitologia oncótica de gestante: Relato de caso. Research, Society and</p><p>Development, v. 11, n. 7,e57811730490, 2022 (CC BY 4.0) | ISSN 2525-3409 | DOI:</p><p>http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v11i7.30490</p><p>MOTTA, A, F, E, M; SILVA, P, A, G. Diarréia por parasitas. Rev. bras. saúde matern.</p><p>infant., Recife, 2 (2): 117-127, maio - ago., 2002.</p><p>NASCIMENTO, B, A; OLIVEIRA, M, R, S; CHAVES, R, C, E; LIMA, A, B, S;</p><p>AARÃO, S, L, T; MENDONÇA, R, H, M. Análises parasitológicas de hortaliças</p><p>comercializadas na feira livre do Ver-o-Peso, Belém – PA. Revista Eletrônica</p><p>AcervoSaúde /ElectronicJournalCollection Health| ISSN 2178-2091</p><p>OLIVEIRA, A, T, C. Ocorrência de parasitas intestinais e suarelação com</p><p>saneamento básico.</p><p>OLIVEIRA, C, R; ROSSI, M, R; BARROS, D, T, S. Estudo reológico da polpa de</p><p>morango (Fragaria vesca) em diferentes temperaturas. Rede de Revistas Científicas da</p><p>América Latina, Caribe , Espanha e Portugal</p><p>http://dx.doi.org/10.17765/1983-1870.2015v8n2p255-265</p><p>http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v11i7.30490</p><p>13</p><p>OLIVEIRA, G, A; DANTAS, P, B, C, J; SANTANA, S, S, M, P. Comparações das</p><p>condições higiênicos sanitárias de hortifrútis de feiras livres dosmunicípios brasileiros:</p><p>revisão de literatura.</p><p>OLIVEIRA, S, K, E; GOMES, F, G, J; JUNIOR, S, P H; SILVA, C, A; OLIVEIRA, S, K, D;</p><p>OLIVEIRA, L, A, G. Análise parasitológica de hortaliças comercializadas em supermercados e em uma</p><p>feira livre de Piripiri - Piauí, Brasil. Research, Society and Development, v. 9, n. 7, e563974462, 2020</p><p>(CC BY 4.0) | ISSN 2525-3409 | DOI: http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v9i7.4462</p><p>PONCE, R, A; BASTIANI, D, I, M; MINIM, P, V; VENNETTI, D, C, M. Características físico-</p><p>químicas e microbiológicas de morango minimamente processado. Ciênc. Tecnol. Aliment.,</p><p>Campinas, xx(x): x-x, xxx.-xxx. Xxxx</p><p>QUINATO, E, E; DEGÁSPARI, C, H; VILELA, R, M. ASPECTOS NUTRICIONAIS E</p><p>FUNCIONAIS DO MORANGO. Visão Acadêmica, Curitiba, v.8, n.1, Jan. – Jun./2007 – ISSN:</p><p>1518-5192</p><p>RODRIGUES, R, S; GOMES, S, C, S; LIMA, P, C, J, R; NASCIMENTO, T, PX, J. PROJETO</p><p>PARASITOSES INTESTINAIS EM CRIANÇAS:</p><p>PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS.</p><p>Rev. Ciênc. Ext. v.14, n.3, p.50-63, 2018.</p><p>ROSA, D. S; CANTILLANO, R, F; GOULART,C; RIBEIRO, J. A; VILELA,J, S; BONOW, S; MARCHI, P. M.</p><p>CARACTERIZAÇÃO FÍSICO-QUIMICA DE GENÓTIPOS DE MORANGO. Mostra De Iniciação Científica</p><p>XXIII Congresso Regional de Estudantes de Engenharia Química Bagé/RS 22 a 29 de julho de 2018</p><p>SANTANA, S, R, A; SOUSA, S, P, J; SANTOS, M, A, P; ALEXANDRE, V, K; RABELO, M, L;</p><p>RODRIGUES, M, M, G. Diferenças existentes entre cisticercose e teníase. quais os danos dessas duas</p><p>doenças nas crianças? RevistaSUSTINERE, Rio de Janeiro, v. 9, n.2, p. 716-730, jul-dez, 2021</p><p>SILVA, A, T; ÁVILA, A, L, A; ANTONELLI, G; SILVEIRA, B, M; MOREIRA; M, S, D; LIMA, S,</p><p>A, J; CASTRO, M, A; REZENDE, A, H, H. Ocorrência de parasitos em frutas comercializadas nas</p><p>ruas da cidade de Aparecida de Goiânia, Goiás,</p><p>BRASIL. Multi-Science Journal, v.2, n.2 (2019) 68-71</p><p>ZORZI, G; DALZOCHIO. Identificação de enteroparasitos em hortaliças comercializadas no município</p><p>de Nova Prata, RS. Revista Educação em Saúde 2021; 9 (1): 80-87</p><p>http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v9i7.4462</p>

Mais conteúdos dessa disciplina