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<p>3</p><p>Nosso muito obrigado, distribuído em 106</p><p>páginas.</p><p>Como notaram, nossa comunicação está em transformação. As-</p><p>sim como o mundo. Nosso setor está evoluindo a passos largos e</p><p>a ABPEx, com muita dedicação e trabalho duro, está acompanhan-</p><p>do tudo isso.</p><p>Há 10 anos, não tínhamos idéia de onde iríamos parar, mas tínha-</p><p>mos certeza de onde queríamos chegar: uma ABPEx grande, com</p><p>credibilidade e que trabalhasse, incessantemente, para encontrar</p><p>soluções e facilitar a vida do profissional Ex.</p><p>Conseguimos empresas associadas (que acreditaram nos nossos</p><p>ideais), viabilizamos o Caderno de Explosões, iniciamos o processo</p><p>de certificação, que depois foi abraçado pela ABNT, enfim...foram</p><p>importantes e grandes conquistas ao longo desse tempo.</p><p>Agora, uma década (e 30 mil exemplares esgotados do Pequeno</p><p>Manual) depois, estamos comemorando e dividindo a nossa sa-</p><p>tisfação com vocês do lançamento desta IV edição da cartilha mais</p><p>requisitada e utilizada pelos profissionais Ex do momento.</p><p>Afim de melhorar sua performance, estreitamos sua parceria</p><p>com o Caderno de Explosões, agora formando parte da</p><p>revista Potencia, de circulação nacional.</p><p>Por ser uma edição anual, a desatualização deste Manual ao</p><p>longo do ano torna-se inevitável, já que as normas estão em</p><p>constante alteração, surgindo novos equipamentos e solu-</p><p>ções durante esse período. É o Caderno de Explosões que vai</p><p>dar o suporte necessário para driblar essa defasagem e ainda</p><p>colocar o leitor por dentro das últimas novidades que estão</p><p>acontecendo no universo Ex, comentadas e analisadas pe-</p><p>los maiores especialistas no assunto.</p><p>Essa é a nossa maneira de agradecer a todos que acreditam e</p><p>colaboram, direta ou indiretamente, com este grande projeto:</p><p>trabalhar focado em facilitar, esclarecer e qualificar, cada vez mais,</p><p>o profissional Ex.</p><p>Vida longa à ABPEx! Nelson M. Lopez</p><p>Presidente da ABPEx</p><p>4</p><p>5</p><p>ÍNDICE</p><p>INTRODUÇÃO ............................................................................................................................................. 7</p><p>OBJETO E OBJETIVOS .............................................................................................................................. 9</p><p>ESCOPO ...................................................................................................................................................... 10</p><p>1 INFORMAÇÕES BÁSICAS .............................................................................................................. 11</p><p>1.1 A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA RELATIVA A SEGURANÇA E A ÁREAS</p><p>CLASSIFICADAS ................................................................................................................................ 11</p><p>1.2 A INTERPRETAÇÃO DA LEI PARA AS “NORMAS Ex” E A RESPONSABILIDADE</p><p>CIVIL/CRIMINAL DOS PROFISSIONAIS Ex .............................................................................. 13</p><p>1.3 NORMAS Ex DISPONÍVEIS .................................................................................................... 13</p><p>2 ÁREAS CLASSIFICADAS POR GASES, VAPORES, POEIRAS E FIBRAS ........................... 17</p><p>2.1 O QUE DEVE SER ENTENDIDO COMO “ÁREA CLASSIFICADA” .............................. 17</p><p>2.2 PRINCÍPIOS DE CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS E ZONEAMENTOS ............................ 17</p><p>2.3 DEFINIÇÕES DE ZONEAMENTOS PARA GASES E VAPORES .................................... 18</p><p>2.4 DEFINIÇÕES DE ZONEAMENTOS PARA POEIRAS E FIBRAS .................................... 19</p><p>2.5 O QUE É O DESENHO DE CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS .............................................. 19</p><p>2.6 DEMARCAÇÃO DAS ÁREAS CLASSIFICADAS ................................................................ 19</p><p>2.7 EXEMPLO DE UMA CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS ........................................................... 20</p><p>3 ESCOLHA DOS EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS PARA ÁREAS CLASSIFICADAS ........... 21</p><p>3.1 CONCEITOS DE PROTEÇÃO .................................................................................................. 21</p><p>3.2 ESCOLHA DOS EQUIPAMENTOS EM FUNÇÃO DO GRUPO .................................... 21</p><p>3.3 ESCOLHA EM FUNÇÃO DA CLASSE DE TEMPERATURA ........................................... 23</p><p>3.4 GRAU DE PROTEÇÃO APLICADO A EQUIPAMENTOS ................................................ 24</p><p>3.5 APLICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS EX EM FUNÇÃO DO ZONEAMENTO .............. 26</p><p>3.6 NÍVEL DE PROTEÇÃO DE EQUIPAMENTOS - “EPL” ...................................................... 27</p><p>3.7 A IDENTIFICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS Ex (MARCAÇÃO) ........................................ 28</p><p>4 OS TIPOS DE PROTEÇÃO .............................................................................................................. 31</p><p>4.1 A PROVA DE EXPLOSÃO Ex-d .............................................................................................. 31</p><p>4.2 SEGURANÇA AUMENTADA Ex-e ........................................................................................ 31</p><p>4.3 SEGURANÇA INTRÍNSECA Ex-i (ia ou ib) ......................................................................... 31</p><p>4.4 PRESSURIZAÇÃO Ex-p ............................................................................................................ 32</p><p>4.5 NÃO ACENDÍVEL Ex-n (nA; nR; nC; nL) ............................................................................ 32</p><p>4.6 EQUIPAMENTO IMERSO EM ÓLEO Ex-o ......................................................................... 32</p><p>4.7 EQUIPAMENTO IMERSO EM AREIA Ex-q ......................................................................... 32</p><p>4.8 PROTEÇÃO POR INVÓLUCRO Ex-t .................................................................................... 33</p><p>4.9 EQUIPAMENTO ENCAPSULADO EM RESINA Ex-m ..................................................... 33</p><p>4.10 EQUIPAMENTOS ESPECIAIS Ex-s ...................................................................................... 33</p><p>5 EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS Ex DISPONÍVEIS NO MERCADO BRASILEIRO</p><p>(até agosto/2010) ............................................................................................................................ 35</p><p>6 MÉTODOS DE INSTALAÇÃO ........................................................................................................ 39</p><p>6.1 EM ELETRODUTOS COM UNIDADES SELADORAS (AMERICANO)</p><p>(Extraído do catálogo Legrand ATX) ......................................................................................... 39</p><p>6.2 EM CABOS MULTIFILARES COM PRENSA CABOS (IEC) ............................................ 39</p><p>(Extraído do catálogo Legrand ATX) ......................................................................................... 39</p><p>6.3 A IMPORTÂNCIA DA SELAGEM (UNIDADES SELADORAS) E DOS</p><p>PRENSA-CABOS ............................................................................................................................... 41</p><p>6</p><p>7 FONTES DE IGNIÇÃO ..................................................................................................................... 45</p><p>8 ELETRICIDADE ESTÁTICA ............................................................................................................... 47</p><p>AS CAUSAS ......................................................................................................................................... 49</p><p>A GERAÇÃO DA ELETROSTÁTICA E SEUS EFEITOS .............................................................. 50</p><p>9 POEIRAS COMBUSTÍVEIS (EXPLOSIVAS) ................................................................................. 57</p><p>9.1 RELAÇÃO PARCIAL DE EXPLOSÕES POR PÓ ................................................................. 58</p><p>9.2 INDÚSTRIAS SUJEITAS AO RISCO DE EXPLOSÕES COM PÓ ................................... 59</p><p>9.3 PROCESSOS INDUSTRIAIS CAUSADORES DE EXPLOSÕES ...................................... 59</p><p>9.4 PARÂMETROS DE EXPLOSIVIDADE DE ALGUNS PRODUTOS COMUNS ............. 60</p><p>10 INSPEÇÃO DE SISTEMAS ELÉTRICOS E ELETRÔNICOS ..................................................... 61</p><p>10.1 TIPOS DE INSPEÇÃO .............................................................................................................</p><p>de resinas, tintas e vernizes, produtos quími-</p><p>cos, borracha, plástico, etc. pressupõem a manipulação de</p><p>certo número de substâncias, altamente inflamáveis. A</p><p>periculosidade dessas substâncias pode ser ainda mais acen-</p><p>tuada pela maneira que</p><p>serão manipuladas.</p><p>Essas substâncias são, de fato, geradoras de eletricidade estática,</p><p>e considerando-se ainda o seu poder de inflamabilidade, seu uso</p><p>torna-se bastante delicado e crítico.</p><p>É necessário, portanto, tomar-se o máximo cuidado na manipulação</p><p>das mesmas, bem como ter sempre presente certas precauções,</p><p>cuja f inalidade é reduzir os riscos provocados pelas cargas</p><p>eletrostáticas geradas por tais substâncias.</p><p>A carga eletrostática aumenta com o aumento da velocidade de</p><p>escoamento do líquido; uma vez que aumenta a força e conse-</p><p>qüentemente a energia, com o qual um fluído pode bater em</p><p>queda livre, nas superfícies internas do reservatório. A possibili-</p><p>dade de formação de uma carga estática sobre a superfície do</p><p>líquido contido num reservatório pode ser reduzida, diminuindo-</p><p>se a velocidade de escoamento dentro do reservatório.</p><p>Se a carga elétrica não for rapidamente dissipada, pode crescer</p><p>até alcançar uma tensão capaz de provocar uma faísca sobre o</p><p>mais próximo objeto aterrado, ou seja, quando a diferença de</p><p>potencial entre os dois objetos for tão elevada e capaz de ionizar</p><p>o ar (aproximadamente 30.000 volts/cm).</p><p>Se essa faísca ocorrer em presença de uma mistura inflamável</p><p>(vapores de solventes com o ar), teremos uma explosão acompa-</p><p>nhada pôr incêndio.</p><p>A eletricidade estática não pode ser eliminada, mas aterrando e</p><p>conectando entre si todas as partes condutivas de um sistema,</p><p>poder-se-á prevenir perigosos acúmulos de eletricidade estática</p><p>e conseqüentes descargas elétricas. Tudo irá depender, portanto,</p><p>da maneira pela qual a carga passará do líquido às paredes do</p><p>sistema aterrado. Os materiais plásticos são notoriamente gera-</p><p>dores de eletricidade estática. A agitação (operação de sacudir)</p><p>de um saco de polietileno vazio pode criar um potencial de 5.000</p><p>V, suficiente para fornecer energia para uma centelha e incendiar</p><p>uma atmosfera inflamável. Deve-se evitar, portanto, sacudir sacos</p><p>plásticos sobre tanques contendo materiais inflamáveis.</p><p>52</p><p>OPERAÇÕES DE PROCESSO GERADORAS</p><p>DE ELETROSTATICA</p><p>1. Transporte a granel de líquidos inflamáveis por</p><p>meio de caminhões tanque.</p><p>2. Transporte de líquidos inflamáveis por tubulações a alta</p><p>pressão e alta velocidade.</p><p>3. Enchimento de líquidos inflamáveis em tanques verti-</p><p>cais por queda livre.</p><p>4. Processos de filtragens de soluções inflamáveis em alta</p><p>pressão.</p><p>5. Transporte pneumático de sólidos a granel por tubula-</p><p>ções isoladas.</p><p>6. Transporte de sólidos combustíveis a granel por meio</p><p>de fitas transportadoras</p><p>As medidas detalhadas a seguir devem ser seguidas a fim de</p><p>se evitar o acúmulo da eletrostática.</p><p>Nos ambientes de processo:</p><p>• Usando revestimentos de algodão</p><p>• Usando conexões a terra</p><p>• Umidificando os ambientes</p><p>• Limitando a velocidade de líquidos</p><p>• Usando plásticos antiestáticos</p><p>• Usando mangueiras aterradas</p><p>• Usando sapatos dissipativos</p><p>• Fazendo a inspeção de aterramentos</p><p>• Inertizando processos.</p><p>Na manipulação de líquidos:</p><p>• Evitando agitação violenta</p><p>• Mantendo índices de fluxo tão baixos quanto possível, por exemplo:</p><p>abaixo de 1 m/s para líquidos com condutibilidade < 1000 pS/m</p><p>• Usando aditivos anti-estáticos para solventes com condutibili-</p><p>dade <1000 pS/m</p><p>• Evitando aerossóis (também de líquidos com alta</p><p>53</p><p>condutibilidade)</p><p>• Evitando a queda livre (por exemplo: > 1m)</p><p>Na manipulação de pós / sólidos não-condutivos:</p><p>• Evitando agitação violenta e turbulência</p><p>• Mantendo índices de fluxo baixos, exemplo: abaixo de 25 ton/h</p><p>para pós Poliméricos com tamanhos particulares entre 1000µm</p><p>ou 4 ton/ h para granulado</p><p>• Aumentando a umidade relativa do ar</p><p>• Usando aditivos antiestáticos (durante a preparação da matéria-</p><p>prima)</p><p>Na manipulação de gases:</p><p>• Evitando a presença de partículas líquidas ou sólidas.</p><p>Aditivos antiestáticos</p><p>Pela suas baixas condutibilidades, solventes tais como hidrocar-</p><p>bonetos não polares, são particularmente suscetíveis ao acúmulo</p><p>de carga estática. Nesse caso, a condutibilidade deverá ser au-</p><p>mentada.</p><p>Se aditivos são usados (exemplo: stadis 450), precisam estar presentes</p><p>em todos os solventes aromáticos e alifáticos (hidrocarbonetos)</p><p>isolantes.</p><p>A água pode reduzir a eficiência de aditivos antiestáticos. Portanto,</p><p>os tanques devem estar limpos e secos antes do uso. A presença</p><p>de água nas matérias-primas deve ser verificada.</p><p>A contaminação de matérias-primas com água durante os processos</p><p>deve ser evitada.</p><p>Sistemas de tubulação:</p><p>A eletricidade estática é gerada quando líquidos fluem nas tubu-</p><p>lações. Para reduzir eficazmente os índices de geração estática,</p><p>deverá ser observado o seguinte:</p><p>NOTA:</p><p>Em áreas classificadas, onde essas condições não pos-</p><p>sam ser cumpridas e, como conseqüência, se forma a</p><p>eletricidade estática, medidas como “aterramento”,</p><p>“jampeamento” e procedimentos operacionais, são pré-</p><p>requisito para garantir uma operação segura.</p><p>54</p><p>a) Manter índices de fluxos tão baixos quanto possível, atra-</p><p>vés do controle do tamanho das tubulações e a velocidade</p><p>das bombas. A velocidade máxima aceitável é de 1m/s para</p><p>solventes com baixa condutibilidade.</p><p>b) Verificar a continuidade elétrica nas tubulações com co-</p><p>nexões e juntas metálicas de flange que possa isolar as vári-</p><p>as seções da tubulação. Nesses casos, será necessário fazer</p><p>a ligação, perpendicularmente, às flanges e juntas.</p><p>c) Válvulas esféricas com vedação em PTFE (teflon) podem apre-</p><p>sentar algum problema específico. Neste caso, será necessário</p><p>fazer a ligação perpendicularmente à válvula.</p><p>d) Filtros, medidores ou outras obstruções em tubulações acentuam</p><p>a geração de carga estática.</p><p>e) Onde forem utilizadas mangueiras flexíveis, essas deverão ser</p><p>construídas para garantir a continuidade elétrica. A condutibilidade</p><p>das mangueiras deverá ser verificada mensalmente.</p><p>Queda livre de líquidos:</p><p>No projeto de novos equipamentos, a queda livre de solventes</p><p>com baixa condutibilidade (<1000 pS/m) e baixo ponto de ignição</p><p>(< 55º C) deverá ser evitada, porque isto também dá margem à</p><p>eletricidade estática.</p><p>A queda dos líquidos a mais de um metro não deverá ser permitida.</p><p>Os riscos associados ao carregamento de tanques podem ser</p><p>reduzidos com a utilização de sistemas fechados, redução dos</p><p>índices de envasamento, direcionamento do fluxo ao longo das</p><p>laterais dos reservatórios e extensão das extremidades de descarga</p><p>das linhas de entrega para o interior do tanque, tanto quanto for</p><p>possível.</p><p>Containers plásticos:</p><p>A crescente utilização de plásticos para sacos e tambores e os</p><p>próprios containeres plásticos, tem aumentado o perigo da</p><p>formação de carga estática na superfície desses containeres, onde</p><p>possíveis tipos de plásticos antiestáticos deverão ser usados.</p><p>Deverá ser observado o seguinte:</p><p>a) Se for viável, a matéria-prima deverá ser retirada dos containers</p><p>de plásticos ou sacos plásticos, fora das áreas onde líquidos</p><p>altamente inflamáveis são usados. O conteúdo deverá ser trans-</p><p>ferido para sacos de papel ou containers de metal, antes de serem</p><p>55</p><p>levados às áreas de produção. Embora esse procedimento possa</p><p>reduzir a velocidade do descarregamento de matéria-prima seca,</p><p>a geração de nuvens de pó em misturas de vapor/ar solvente de-</p><p>verá ser evitada tanto quanto possível.</p><p>b) As recomendações do fornecedor, no que se refere ao despejo</p><p>de nitro celulose umedecido com solvente ou álcool, de containers</p><p>revestidos com plástico, devem ser seguidas à risca.</p><p>c) Da mesma forma, o uso de materiais plásticos para embalagem</p><p>de matéria-prima e containeres vazios, pode aumentar o risco da</p><p>geração de estática. Os invólucros deverão ser removidos antes</p><p>que os materiais ou containeres sejam transferidos para as áreas</p><p>de produção.</p><p>d) Revestimentos plásticos em recipientes de mistura móveis deverão</p><p>ser retirados do recipiente fora das áreas onde líquidos altamente</p><p>inflamáveis são processados.</p><p>e) O uso de recipientes plásticos para solventes</p><p>inflamáveis deve</p><p>ser evitado.</p><p>Roupas de funcionários:</p><p>Cargas estáticas podem ser geradas e acumuladas por seres hu-</p><p>manos. Para evitar sua formação excessiva e assegurar que não</p><p>sejam uma fonte de risco em áreas onde concentrações inflamá-</p><p>veis de vapor possam ocorrer, deverá ser observado o seguinte:</p><p>a) Os operadores não deverão usar macacões 100% sintéticos.</p><p>Os macacões aprovados para uso em ambientes antiestáticos</p><p>deverão conter no mínimo 60% de algodão. Deverá ser exigido dos</p><p>fornecedores desses macacões que confirmem as propriedades</p><p>antiestáticas de seus produtos.</p><p>b) Macacões, malhas, etc., não deverão ser despidos em áreas</p><p>onde vapores inflamáveis possam estar presentes.</p><p>c) Um operador poderá acumular uma perigosa carga eletrostática</p><p>se isolado, principalmente sob condições de baixa umidade.</p><p>A descarga de eletricidade estática de uma pessoa fica favorecida</p><p>com a utilização de material condutor em seu calçado. Nas áreas</p><p>de produção o uso de sapatos antiestáticos é compulsório para</p><p>os colaboradores diretamente envolvidos no processo produtivo.</p><p>Todos estes assuntos são abordados, detalhadamente, no</p><p>“Manual de Bolso de Eletrostática”, que está sendo prepa-</p><p>rado pela ABPEx/Project-Explo para um futuro próximo.</p><p>56</p><p>Se você tem interesse em receber o “Manual de Bol-</p><p>so sobre Eletrostática”, que será preparado pela</p><p>ABPEx/Project-Explo, solicite-o via e-mail, forne-</p><p>cendo as seguintes informações: nome, nome da em-</p><p>presa, cargo/função, endereço eletrônico e endereço</p><p>para correspondência completo.</p><p>57</p><p>9 POEIRAS COMBUSTÍVEIS (EXPLOSIVAS)</p><p>Embora os riscos de explosão se associem apenas a presença de</p><p>produtos inflamáveis em forma de gases e vapores, estes riscos</p><p>também existem em ambientes industriais onde haja a presença</p><p>de pó pela manipulação de sólidos a granel, como é o caso de</p><p>armazéns e silos, pelo processamento e fabricação de alimentos</p><p>como farinhas diversas ou pela moagem e manipulação de</p><p>carvão, resinas, produtos farmacêuticos, etc.</p><p>Quando escutamos falar pela primeira vez de explosões de pós</p><p>ficamos surpresos ao saber que produtos como farinha, pó de</p><p>alumínio, magnésio, amidos, etc. representem riscos com conse-</p><p>qüências tão desastrosas. Mas é fato que, em geral, materiais</p><p>combustíveis e convertidos em pó, sofrem uma combustão tão</p><p>rápida que geram uma onda de pressão e uma fonte de chama</p><p>(combustão) tão grandes que são capazes de destruir todo um</p><p>parque industrial.</p><p>É nos primeiros anos do século XX que começa o registro de ex-</p><p>plosões provocadas por poeiras. Em 1919 houve em Iowa (USA)</p><p>uma explosão de amido que matou 43 pessoas. Em Courrieres,</p><p>França, devido a uma explosão de pó de carvão morreram 1.099</p><p>trabalhadores e houve mais de 600 feridos.</p><p>Em relatórios existentes em alguns países é possível encontrar</p><p>dados sobre explosões por poeiras, a maior parte deles causados</p><p>por pós de cereais.</p><p>Nos Estados Unidos entre 1900 e 1972 houve 1430 explosões com</p><p>mais de 700 mortos e mais de 2200 feridos.</p><p>Na Alemanha e países vizinhos entre 1960 e 1972, houve mais de</p><p>4.000 explosões de pó industrial, que equivale a uma explosão</p><p>por cada dia de trabalho.</p><p>No Reino Unido entre 1958 e 1976 houve 679 explosões que</p><p>provocaram 30 mortos e 925 feridos.</p><p>É importante destacar, porém que boa parte dos acidentes deste</p><p>tipo não são reportados por não ter conseqüências tão graves</p><p>como os acima citados. Apresentamos a seguir uma relação</p><p>parcial de explosões acontecidas em diferentes países, mostrando</p><p>o tipo de atividade desenvolvida.</p><p>58</p><p>9.1 RELAÇÃO PARCIAL DE EXPLOSÕES POR PÓ</p><p>Ano Lugar Indústria Mortos Feridos</p><p>1970 Stavenger (NOR) Silo de Trigo 0 vários</p><p>1972 Bremanger (NOR) Planta de silício 5 4</p><p>1973 Gullaug (NOR) Premistura de alumínio 5 4</p><p>1976 Kambo (NOR) Silo de grãos 0 poucos</p><p>1979 Lérida (ESP) Silo de grãos 10 18</p><p>1979 Bremen (ALE) Fábrica de farinha 14 17</p><p>1982 Tienen (BEL) Fábrica de açucar 4 vários</p><p>1983 Anglesey (GBR) Planta de alumínio 0 2</p><p>1984 Cork (IRL) Transporte de grãos 2 0</p><p>1984 Pozoblanco (ESP) Fábrica de ração 0 8</p><p>1985 Bahía Blanca (ARG) Transporte de grãos 4 20</p><p>1988 Hessen (ALE) Mina de carvão 57 vários</p><p>1994 USA 61 expl. 1990/94 Indústria de grãos 5 53</p><p>Embora nesta relação não apareçam acidentes acontecidos no</p><p>Brasil, as explosões por pó não são raras. Uma das mais conhecidas,</p><p>até porque aconteceu recentemente em novembro de 2003, é a</p><p>do Armazém de Grãos de Paranaguá. A origem da explosão se</p><p>deu pela alta concentração de pó de milho e fibras de milho</p><p>presentes no ambiente e a explosão deixou feridos e danos materiais</p><p>de elevado valor. De maneira geral, as situações mais críticas são</p><p>encontradas em armazéns e silos de armazenamento de grãos,</p><p>particularmente em pontos de transferência que não disponham</p><p>de sistemas de captação de pó.</p><p>A ABPEx, em conjunto com alguns dos seus associados</p><p>implantou um Programa de Gerenciamento de Riscos de</p><p>Explosão por Poeiras, que está disponibilizando para as</p><p>empresas sujeitas a esses riscos.</p><p>Contate-nos: www.project-explo.com.br</p><p>59</p><p>9.3 PROCESSOS INDUSTRIAIS CAUSADORES DE</p><p>EXPLOSÕES</p><p>Indústria Produto explosivo</p><p>Alimentação e nutrição Pó de grãos, cereais e legumes, leite</p><p>de animais em pó e derivados, rações e forragens.</p><p>Ração animal e feno.</p><p>Alimentos de animais domésticos.</p><p>Farinha, amido, açucar.</p><p>Indústria química Plásticos: polietileno, polipropileno,</p><p>poliacrilo. Produtos farmacêuticos, tintas,</p><p>vernizes,corantes, inseticidas, herbicidas.</p><p>Detergentes.</p><p>Indústria de Pós de alumínio, magnésio, ferro, titânio.</p><p>processamento de</p><p>metais</p><p>Indústria de Pós de madeira e derivados: serragem,</p><p>processamento de papel, compostos de celulose.</p><p>madeira</p><p>Vários Enxofre. Pó de carvão.</p><p>9.2 INDÚSTRIAS SUJEITAS AO RISCO DE EXPLOSÕES</p><p>COM PÓ</p><p>PROCESSOS</p><p>Armazenamento 21,3%</p><p>Moagem 13,1%</p><p>Transporte 11,0%</p><p>Filtragem 11,0%</p><p>Secagem 8,6%</p><p>Combustão 6,2%</p><p>Mistura 5,2%</p><p>Polimento e 5,2%</p><p>revestimento</p><p>Outros 18,6%</p><p>60</p><p>9.4 PARÂMETROS DE EXPLOSIVIDADE DE ALGUNS</p><p>PRODUTOS COMUNS</p><p>Tipo de pó TMI* CME**</p><p>Açucar 370ºC 45g/m3</p><p>Enxofre 190ºC 35g/m3</p><p>Cacau industrial 510ºC 75g/m3</p><p>Carvão Pittsburgh 610ºC 55g/m3</p><p>Celulose 410ºC 45g/m3</p><p>Coke de petróleo 670ºC 1000g/m3</p><p>Cortiça 460ºC 35g/m3</p><p>Difenil 630ºC 15g/m3</p><p>Epoxi, resina 490ºC 15g/m3</p><p>Ferro, manganês 450ºC 130g/m3</p><p>Grãos misturados 430ºC 55g/m3</p><p>(milho, aveia e cevada)</p><p>Levedura 520ºC 50g/m3</p><p>Poliacetato de vinila 450ºC 40g/m3</p><p>Poliestireno 500ºC 20g/m3</p><p>Poliuretano, espuma 510ºC 30g/m3</p><p>Vitamina C 460ºC 70g/m3</p><p>* TMI representa a Temperatura Mínima de Ignição do produto,</p><p>normalmente expressa em ºC.</p><p>** CME representa a Concentração Mínima de Explosividade</p><p>do produto, expressa em g/m3.</p><p>Estas linhas foram reservadas para os produtos</p><p>mais comuns dos nossos leitores.</p><p>61</p><p>10 INSPEÇÃO DE SISTEMAS ELÉTRICOS E</p><p>ELETRÔNICOS</p><p>As instalações elétricas em áreas classificadas possuem caracte-</p><p>rísticas especialmente projetadas para torná-las adequadas para</p><p>tais atmosferas, assim é essencial que durante a vida útil dessas</p><p>instalações a integridade dessas características especiais seja pre-</p><p>servada, portanto elas requerem que sejam inspecionadas para</p><p>garantir sua integridade. Para isto, existem inspeções iniciais,</p><p>inspeções periódicas e supervisão contínua que deve ser exe-</p><p>cutada por pessoal qualificado de acordo com esta Norma (ABNT</p><p>NBR IEC 60079-17) e NR-10 e ainda, uma manutenção adequada</p><p>que garanta essas condições.</p><p>10.1 TIPOS DE INSPEÇÃO</p><p>As instalações elétricas em áreas classificadas devem, portanto,</p><p>serem inspecionadas rotineiramente, existindo 3 tipos de inspeção,</p><p>conforme detalhado a seguir:</p><p>Inspeção Visual que tem como objetivos identificar, sem o uso</p><p>de equipamentos de acesso ou ferramentas, defeitos evidentes</p><p>como, por exemplo, falta de parafusos, vidros quebrados, etc.</p><p>Esta inspeção deverá ser feita de forma periódica, com intervalos</p><p>definidos caso a caso de acordo com fatores que afetam a deteri-</p><p>oração da instalação.</p><p>Inspeção Apurada que engloba os aspectos cobertos pela</p><p>inspeção visual identificando também defeitos como, por exem-</p><p>plo, parafusos frouxos, que são detectáveis somente como auxílio</p><p>de equipamentos de acesso como escadas e ferramentas</p><p>(essas</p><p>inspeções não exigem que os invólucros sejam abertos).</p><p>Esta inspeção deverá ser feita de forma periódica, com intervalo</p><p>máximo entre as mesmas de 3 anos.</p><p>Inspeção Detalhada engloba os aspectos cobertos pela inspeção</p><p>apurada e, além disto identifica defeitos (como terminais frouxos)</p><p>que somente são detectáveis com a abertura do invólucro e uso,</p><p>se necessário, de ferramentas e equipamentos de ensaio.</p><p>62</p><p>Esta inspeção deverá ser feita de forma inicial, após a implanta-</p><p>ção da instalação ou revisões em paradas gerais da unidade.</p><p>Existe na Norma de inspeção uma série de check-list que detalham</p><p>os aspectos que devem ser inspecionados, que incluem detalhes</p><p>do equipamento em si, da sua instalação e do ambiente onde</p><p>está instalado conforme mostrado nas tabelas parciais a seguir</p><p>(para tabelas completas, vide a Norma).</p><p>Os trabalhos de Inspeção, assim como os de</p><p>Classificação de Áreas somente podem ser feitos por</p><p>profissionais qualif icados e experientes, nos</p><p>diferentes tipos de proteção. A ABPEx/Project-Explo</p><p>em conjunto com seus associados executa todos</p><p>estes trabalhos, contando para isto com os recursos</p><p>físicos e humanos necessários para serviços on-shore</p><p>e off-shore.</p><p>Mais informações: www.project-explo.com.br</p><p>63</p><p>10.2 SISTEMAS Ex-d, Ex-e, Ex-n e Ex-i</p><p>APLICÁVEL A EQUIPAMENTOS Ex-d, Ex-e, Ex-n</p><p>Verificar Ex-d Ex-e Ex-n</p><p>Grau de Inspeção</p><p>DAV DAV DAV</p><p>A) EQUIPAMENTO</p><p>1. O equipamento é adequado à classificação * * * * * * * * *</p><p>de áreas</p><p>2. O grupo do equipamento está correto * * * * * *</p><p>3. A classe de temperatura do equipamento * * * * * *</p><p>está correta</p><p>4. A identificação do circuito do equipamento * * * * * * * * *</p><p>está correta</p><p>5. A identificação do circuito do equipamento * * * * * * * * *</p><p>está disponível</p><p>6. Os invólucros, vidros e gaxetas de vedação * * * * * * * * *</p><p>vidro-metal e/ou massa de selagem estão</p><p>satisfatórios</p><p>7. Não há modificações não autorizadas * * *</p><p>8. Não há modificações não autorizadas * * * * * *</p><p>visíveis</p><p>9. Os parafusos, dispositivos de entrada de</p><p>cabos (direta ou indireta) e elementos de</p><p>fechamento são do tipo correto e estão</p><p>completos e apertados</p><p>- verificação física * * * * * *</p><p>- verificação visual * * *</p><p>10. As faces dos flanges estão limpas e não *</p><p>danificadas, e as gaxetas, se existirem, estão</p><p>satisfatórias</p><p>11. Os interstícios dos flanges estão dentro * *</p><p>dos valores máximos permitidos</p><p>12. O tipo de lâmpada, potência e posição * * *</p><p>estão corretos</p><p>13. As conexões elétricas estão apertadas * *</p><p>14. As condições das gaxetas dos invólucros * *</p><p>estão satisfatórias</p><p>64</p><p>APLICÁVEL A EQUIPAMENTOS Ex-d, Ex-e, Ex-n</p><p>Verificar Ex-d Ex-e Ex-n</p><p>Grau de Inspeção</p><p>DAV DAV DAV</p><p>A) EQUIPAMENTO</p><p>15. Os dispositivos de desligamento em *</p><p>invólucro vedado e dispositivos</p><p>hermeticamente selados não estão</p><p>satisfatórios</p><p>16. O invólucro com restrição gás-vapor *</p><p>está satisfatório</p><p>17. Os ventiladores de motores têm * * *</p><p>afastamento suficiente em relação ao</p><p>invólucro da tampa</p><p>B) INSTALAÇÃO</p><p>1. O tipo de cabo é adequado * * *</p><p>2. Não há dano visível nos cabos * * * * * * * * *</p><p>3. A selagem de passagens, dutos, tubos * * * * * * * * *</p><p>e/ou eletrodutos é satisfatória</p><p>4. As unidades seladoras e a selagem de *</p><p>cabos estão corretamente preenchidas</p><p>5. A integridade do sistema de eletrodutos e a * * *</p><p>interface com o sistema misto estão mantidas</p><p>6. As conexões de aterramento, inclusive</p><p>ligações à terra suplementares, estão</p><p>satisfatórias, isto é, as conexões estão</p><p>apertadas e os condutores possuem</p><p>suficiente seção reta</p><p>- verificação física * * *</p><p>- verificação visual * * * * * *</p><p>7. Impedância de falta (sistema TN) ou * * *</p><p>resistência de aterramento (IT) está satisfatória</p><p>8. A resistência de isolamento é satisfatória * * *</p><p>9. Os dispositivos de proteção elétrica * * *</p><p>automáticos operam dentro dos limites</p><p>permitidos</p><p>10. Os dispositivos de proteção elétrica * * *</p><p>automáticos estão calibrados corretamente</p><p>(não é permitido rearme automático em Zona 1)</p><p>65</p><p>APLICÁVEL A EQUIPAMENTOS Ex-d, Ex-e, Ex-n</p><p>Verificar Ex-d Ex-e Ex-n</p><p>Grau de Inspeção</p><p>DAV DAV DAV</p><p>B) INSTALAÇÃO</p><p>11. Condições especiais de uso (se aplicáveis) * * *</p><p>estão conforme</p><p>C) AMBIENTE</p><p>1. O equipamento está devidamente protegido * * * * * * * * *</p><p>contra corrosão, intempérie, vibração e outros</p><p>fatores adversos</p><p>2. Não há acúmulo indevido de poeira * * * * * * * * *</p><p>ou sujeira</p><p>3. O isolamento elétrico está limpo e seco * *</p><p>APLICÁVEL A EQUIPAMENTOS Ex-i</p><p>Verificar Grau de</p><p>inspeção</p><p>D A V</p><p>A) EQUIPAMENTO</p><p>1. A documentação do circuito e/ou equipamento * * *</p><p>mostra que o mesmo é adequado à classificação</p><p>da área</p><p>2. O equipamento instalado é o especificado na * *</p><p>documentação (instalação fixa apenas)</p><p>3. A categoria e o grupo do circuito e/ou equipamento * *</p><p>estão corretos</p><p>4. A classe de temperatura do equipamento está * *</p><p>correta</p><p>5. A instalação está claramente marcada * *</p><p>6. Não há modificações não autorizadas *</p><p>7. Não há modificações não autorizadas visíveis * *</p><p>8. Barreiras de segurança, relés e outros dispositivos * * *</p><p>limitadores de energia são do tipo aprovado,</p><p>instalados de acordo com os requisitos de certificação</p><p>e seguramente aterrados onde necessário</p><p>9. As conexões elétricas estão apertadas *</p><p>10. As placas de circuito impresso estão limpas *</p><p>e sem danos</p><p>66</p><p>APLICÁVEL A EQUIPAMENTOS Ex-i</p><p>Verificar Grau de</p><p>inspeção</p><p>D A V</p><p>B) INSTALAÇÃO</p><p>1. Os cabos estão instalados de acordo com a *</p><p>documentação</p><p>2. As blindagens dos cabos estão aterradas *</p><p>conforme a documentação</p><p>3. Não há dano evidente nos cabos * * *</p><p>4. A selagem de dutos, tubos, e/ou eletrodutos * * *</p><p>estão satisfatórias</p><p>5. As conexões ponto-a-ponto estão todas corretas * * *</p><p>6. A continuidade do aterramento está satisfatória *</p><p>(as conexões estão apertadas e os condutoes</p><p>possuem suficiente seção reta)</p><p>7. As conexões de aterramento mantém a integridade * *</p><p>do tipo de proteção</p><p>8. O circuito de segurança intrínseca está isolado da *</p><p>terra, ou aterrado em apenas um ponto (referir-se</p><p>à documentação)</p><p>9. A separação entre circuitos de segurança intrínseca *</p><p>e não de segurança intrínseca em caixas de</p><p>distribuição comuns ou cubículos de relés está mantida</p><p>10. Se aplicável, a proteção de curto circuito da fonte *</p><p>de alimentação está conforme a documentação</p><p>11. Condições especiais de uso (se aplicável) estão *</p><p>conforme</p><p>C) AMBIENTE</p><p>1. O equipamento está adequadamente protegido * * *</p><p>contra intempérie, corrosão, vibração, etc.</p><p>2. Não há acúmulo externo de poeira e sujeira * * *</p><p>67</p><p>Historicamente a primeira tentativa de se tornar compul-</p><p>sória a certificação de equipamento para atmosferas ex-</p><p>plosivas ocorreu com a Portaria INMETRO, Nº 164/1991.</p><p>Diversas portarias subseqüentes foram publicadas in-</p><p>centivando um gradativo avanço na técnica e na cultura</p><p>de fabricantes e usuários, até a publicação da Portaria</p><p>Inmetro Nº 176, de 17 de julho de 2000.</p><p>Há um consenso que esta portaria foi um “divisor de</p><p>águas” com relação à compulsoriedade da certificação</p><p>(essa portaria foi substituída pela de Nº179/10).</p><p>Portanto para instalações após o ano de 2000, deve-se</p><p>exigir e arquivar os certificados de todos os equipamen-</p><p>tos Ex. Para instalações anteriores , pode-se obter docu-</p><p>mentos de fabricantes ou laudos de profissionais habili-</p><p>tados que atestem que os equipamentos instalados não</p><p>ofereçam risco à área. Este laudo pode ser emitido após</p><p>uma inspeção dos equipamentos elétricos em questão.</p><p>Seja qual for o trabalho a ser feito numa unidade</p><p>industrial identificada como “Ex”, essa tarefa tem que</p><p>ser feita por profissionais “qualif icados”, conforme</p><p>determinam as normas em vigor.</p><p>A ABPEx/Project-Explo estão qualif icando (com</p><p>direito a posterior certificação) no Centro</p><p>Internacional de Treinamento e Avaliação de</p><p>Profissionais para Áreas Classificadas (CITAPAC) todos</p><p>esses profissionais das áreas de Segurança, Projetos,</p><p>Montagem, Manutenção e Reparos.</p><p>Informações: www.project-explo.com.br</p><p>Todos osprogramas de treinamento são divulgados mês a mês</p><p>no Caderno de Esplosões, fique atento às novidades.</p><p>68</p><p>Todos os assuntos relativos a Inspeção de siste-</p><p>mas Ex são abordados no programa para Qua-</p><p>lificação</p><p>e Certificação de Inspetores Técnicos</p><p>de sistemas elétricos, desenvolvidos pela</p><p>ABPEx/Project-Explo junto com a</p><p>certificadora ABENDI.</p><p>69</p><p>11 O NOVO PROCESSO DE CERTIFICAÇÃO</p><p>A certificação aplicada a equipamentos para áreas classificadas, é</p><p>o atestado de que o produto em questão atende as normas e</p><p>especificações técnicas que regulamentam a matéria. No caso</p><p>dos equipamentos elétricos a Certificação de Conformidade, é</p><p>compulsória porque este assunto tem impacto nas áreas de</p><p>segurança, saúde e meio ambiente. A certificação é feita segundo</p><p>procedimentos definidos pelo Sistema Nacional de Certificação</p><p>através de Órgãos de Certificação Credenciados, supervisionados</p><p>pelo INMETRO e conforme o modelo de certificação No 5 da ISO.</p><p>Nesta data, os Órgãos de Certificação Credenciados OCC que</p><p>atendem os requisitos estabelecidos pelo Sistema Nacional de</p><p>Certificação são os seguintes:</p><p>• BVC - Bureau Veritas Certification do Brasil;</p><p>• CEPEL</p><p>• CERTUSP</p><p>• NCC Certificações</p><p>• IEx - Instituto de Certificação</p><p>• TÜV Rheinland Brasil</p><p>• UL do Brasil</p><p>De acordo às exigências da Portaria 179/10 em vigor, todos os</p><p>equipamentos e materiais elétricos fabricados ou comercializados</p><p>No Brasil destinados à áreas classificadas devem ser “certificados”</p><p>(vide cap. 3.5 deste Manual).</p><p>No caso de produtos fabricados no exterior o próprio fabricante</p><p>estrangeiro, seu representante legal no Brasil, ou o importador</p><p>deve se submeter aos procedimentos e requisitos estabelecidos</p><p>pelas normas em vigor.</p><p>Um novo modelo simplificado de avaliação para as “situações es-</p><p>peciais” chamado Modelo Situações Especiais para Produtos Im-</p><p>portados pode ser usado para:</p><p>a) Equipamentos ou componentes elétricos que fazem parte de</p><p>máquinas, equipamentos ou instalações “Skid-Mounted”.</p><p>b) Lotes de até 20 unidades cobertas pelo mesmo certificado,</p><p>importadas num prazo maior que 6 meses.</p><p>Unidades marítimas importadas sujeitas a critérios válidos pelas</p><p>Sociedades Classificadoras, estão dispensadas da certificação no</p><p>âmbito do INMETRO.</p><p>70</p><p>Além da necessidade de certificar equipamen-</p><p>tos, proximamente será necessário certificar os</p><p>profissionais que lidam com assuntos Ex. Par-</p><p>ticipe dos programas organizados pela ABPEx/</p><p>Project-Explo em conjunto com ABENDI.</p><p>71</p><p>12 CARACTERÍSTICAS FISICO/QUIMICAS DE</p><p>GASES E VAPORES MAIS COMUNS NA INDÚSTRIA</p><p>SUBSTÂNCIA</p><p>D</p><p>EN</p><p>SI</p><p>D</p><p>A</p><p>D</p><p>E</p><p>VA</p><p>PO</p><p>R</p><p>(A</p><p>R=</p><p>1)</p><p>PO</p><p>N</p><p>TO</p><p>D</p><p>E</p><p>FU</p><p>LG</p><p>O</p><p>R</p><p>(º</p><p>C) LIMITES DE</p><p>INFLAMABILIDADE</p><p>(% VOLUME)</p><p>INFERIOR SUPERIOR</p><p>TE</p><p>M</p><p>PE</p><p>R</p><p>AT</p><p>U</p><p>R</p><p>A</p><p>D</p><p>E</p><p>IG</p><p>N</p><p>IÇ</p><p>Ã</p><p>O</p><p>(º</p><p>C)</p><p>CL</p><p>A</p><p>SS</p><p>E</p><p>D</p><p>E</p><p>TE</p><p>M</p><p>PE</p><p>R</p><p>AT</p><p>U</p><p>R</p><p>A</p><p>G</p><p>R</p><p>U</p><p>PO</p><p>Aldeído</p><p>Acético</p><p>Acetato</p><p>de Butila</p><p>Acetato</p><p>de Etila</p><p>Acetato</p><p>de Metila</p><p>Acetileno</p><p>Acetona</p><p>Ácido</p><p>Acético</p><p>Acrilonitrila</p><p>Álcool</p><p>Isopropílico</p><p>Amônia</p><p>Anilina</p><p>Butano</p><p>Ciclohexano</p><p>Ciclopropano</p><p>Dicloroetano</p><p>Dissulfeto</p><p>de Carbono</p><p>1,52</p><p>4,01</p><p>3,04</p><p>2,56</p><p>0,90</p><p>2,00</p><p>2,07</p><p>1,83</p><p>2,10</p><p>0,59</p><p>3,22</p><p>2,05</p><p>2,90</p><p>1,45</p><p>3,42</p><p>2,64</p><p>-38</p><p>22</p><p>-4</p><p>-10</p><p>-</p><p>-19</p><p>40</p><p>-5</p><p>11</p><p>-</p><p>75</p><p>-60</p><p>-18</p><p>-</p><p>-10</p><p><-20</p><p>4,00</p><p>1,40</p><p>2,10</p><p>3,10</p><p>1,50</p><p>2,15</p><p>5,40</p><p>3,00</p><p>2,00</p><p>15,00</p><p>1,20</p><p>1,50</p><p>1,20</p><p>2,40</p><p>1,00</p><p>5,60</p><p>57,00</p><p>8,00</p><p>11,50</p><p>16,00</p><p>98,00</p><p>13,00</p><p>16,00</p><p>17,00</p><p>12,00</p><p>28,00</p><p>8,30</p><p>8,50</p><p>7,80</p><p>10,40</p><p>16,00</p><p>60,00</p><p>140</p><p>370</p><p>460</p><p>475</p><p>305</p><p>535</p><p>485</p><p>480</p><p>400</p><p>630</p><p>617</p><p>365</p><p>259</p><p>495</p><p>440</p><p>100</p><p>T4</p><p>T2</p><p>T1</p><p>T1</p><p>T2</p><p>T1</p><p>T1</p><p>T1</p><p>T2</p><p>T1</p><p>T1</p><p>T2</p><p>T3</p><p>T1</p><p>T2</p><p>T5</p><p>IIA</p><p>IIA</p><p>IIA</p><p>IIA</p><p>IIC</p><p>IIA</p><p>IIA</p><p>IIB</p><p>IIA</p><p>IIA</p><p>IIA</p><p>IIA</p><p>IIA</p><p>IIB</p><p>IIA</p><p>IIC</p><p>72</p><p>SUBSTÂNCIA</p><p>D</p><p>EN</p><p>SI</p><p>D</p><p>A</p><p>D</p><p>E</p><p>VA</p><p>PO</p><p>R</p><p>(A</p><p>R=</p><p>1)</p><p>PO</p><p>N</p><p>TO</p><p>D</p><p>E</p><p>FU</p><p>LG</p><p>O</p><p>R</p><p>(º</p><p>C) LIMITES DE</p><p>INFLAMABILIDADE</p><p>(% VOLUME)</p><p>INFERIOR SUPERIOR</p><p>TE</p><p>M</p><p>PE</p><p>R</p><p>AT</p><p>U</p><p>R</p><p>A</p><p>D</p><p>E</p><p>IG</p><p>N</p><p>IÇ</p><p>Ã</p><p>O</p><p>(º</p><p>C)</p><p>CL</p><p>A</p><p>SS</p><p>E</p><p>D</p><p>E</p><p>TE</p><p>M</p><p>PE</p><p>R</p><p>AT</p><p>U</p><p>R</p><p>A</p><p>G</p><p>R</p><p>U</p><p>PO</p><p>Eteno</p><p>Fenol</p><p>Gasolina (56 a</p><p>60 Octanas)</p><p>Hidrogênio</p><p>Metanol</p><p>Nafta de</p><p>Petróleo</p><p>Naftaleno</p><p>Óxido de</p><p>Propileno</p><p>Querosene</p><p>Tolueno</p><p>Xileno</p><p>0,97</p><p>3,24</p><p>3,40</p><p>0,07</p><p>1,11</p><p>2,50</p><p>4,42</p><p>2,00</p><p>-</p><p>3,18</p><p>3,65</p><p>-</p><p>75</p><p>-48</p><p>-</p><p>11</p><p><-17</p><p>77</p><p>-37</p><p>38</p><p>6</p><p>30</p><p>2,70</p><p>-</p><p>1,40</p><p>4,00</p><p>6,70</p><p>1,10</p><p>0,90</p><p>2,10</p><p>0,70</p><p>1,20</p><p>1,00</p><p>34,00</p><p>-</p><p>7,60</p><p>75,60</p><p>36,00</p><p>5,90</p><p>8,90</p><p>21,50</p><p>5,00</p><p>7,00</p><p>6,70</p><p>425</p><p>605</p><p>280</p><p>560</p><p>455</p><p>288</p><p>528</p><p>430</p><p>210</p><p>535</p><p>464</p><p>T2</p><p>T1</p><p>T3</p><p>T1</p><p>T1</p><p>T3</p><p>T1</p><p>T2</p><p>T3</p><p>T1</p><p>T1</p><p>IIB</p><p>IIA</p><p>IIA</p><p>IIC</p><p>IIA</p><p>IIA</p><p>IIA</p><p>-</p><p>IIA</p><p>IIA</p><p>IIA</p><p>IMPORTANTE</p><p>As informações aqui apresentadas foram extraídas de</p><p>literatura genérica, devendo ser confirmadas nas Fichas de</p><p>Segurança de Produtos Químicos (FISPQ).</p><p>73</p><p>13 SEGMENTOS INDUSTRIAIS SUJEITOS A</p><p>RISCOS DE EXPLOSÕES</p><p>A Norma Regulamentadora 10 (NR-10) obriga a todas as empresas</p><p>industriais/comerciais a regularizar seus sistemas elétricos nas áreas</p><p>entendidas como “classif icadas” e estas áreas normalmente</p><p>existem em empresas dos mais diversos segmentos, lidando com</p><p>riscos de explosão pela presença de gases e vapores inflamáveis</p><p>ou por poeiras/fibras combustíveis. As empresas onde estes</p><p>riscos existem são em sua maioria as seguintes:</p><p>13.1 POR GASES E VAPORES INFLAMÁVEIS</p><p>No segmento industrial encontramos: Indústrias Químicas, Indústrias</p><p>Petroquímicas, Indústria do Petróleo (Plataformas, Refinarias,</p><p>Terminais e Bases de Distribuição), Fabricantes de Gases Industri-</p><p>ais, Distribuidores de Combustíveis, Usinas de Açúcar e Álcool,</p><p>Fábricas de Tintas e Vernizes, Fábricas de Resinas, Indústrias</p><p>Farmacêuticas, Indústrias de Fertilizantes, Fabricantes de Defensivos</p><p>Agrícolas, Fabricantes de Borrachas, Fabricantes de Essências e</p><p>Fragrâncias, Fabricantes de Adesivos e Colas, etc.</p><p>No segmento urbano encontramos: Postos de Gasolina, Distribuidoras</p><p>de GLP, Comércio de Alimentos (utilizando GLP), Hospitais,</p><p>Estações de Tratamento de Esgotos, Usinas de Reciclagem de Lixo</p><p>Orgânico, Galerias de Concessionárias para Distribuição de</p><p>Gás Natural, Telefonia e Energia Elétrica, Condomínios</p><p>Residenciais Verticais utilizando Grupos Geradores movidos</p><p>a Óleo Diesel, etc.</p><p>13.2 POR POEIRAS E FIBRAS COMBUSTÍVEIS</p><p>No segmento industrial encontramos: Produtores e Distribuido-</p><p>res de Grãos, Armazéns e Silos de Grãos, Moinhos de Cereais,</p><p>Indústrias de Alimentos, Indústrias Farmacêuticas, Indústrias de</p><p>Processamento de Carvão e Madeiras, Cervejarias, Indústrias de</p><p>Negro de Fumo, Fábricas de Resinas Sólidas, Indústrias Têxteis,</p><p>Indústrias de Celulose e Papel, etc.</p><p>74</p><p>Além da necessidade de certificar equipamen-</p><p>tos, proximamente será necessário certificar os</p><p>profissionais que lidam com assuntos Ex. Par-</p><p>ticipe dos programas organizados pela ABPEx/</p><p>Project-Explo em conjunto com ABENDI.</p><p>75</p><p>14 AS EXIGÊNCIAS DA NR-10 PARA</p><p>INDÚSTRIAS SUJEITAS A RISCOS DE EXPLOSÃO</p><p>A publicação da “nova” NR-10 do Ministério do Trabalho, feita em</p><p>08/12/04 no Diário Oficial da União, alterou significativamente a</p><p>redação anterior desta norma, que estava em vigor desde 1978.</p><p>Boa parte dessas alterações atinge às unidades industriais que</p><p>lidam com riscos de explosões pela presença de áreas classifica-</p><p>das com gases e vapores inflamáveis ou por poeiras e fibras com-</p><p>bustíveis, que são normalmente encontradas no segmento quí-</p><p>mico, petroquímico, do petróleo, farmacêutico, alimentício, etc.</p><p>Um breve resumo das novas exigências agora em vigor para estas</p><p>empresas são as seguintes:</p><p>1.Obriga a “identificar” as áreas classificadas;</p><p>2.Obriga a “tratar” das áreas classificadas com equipamentos</p><p>adequados;</p><p>3.Obriga a “regularizar” os sistemas eletro-eletrônicos existentes</p><p>nessas áreas classificadas; e</p><p>4.Obriga a “treinar” os profissionais que operam os sistemas</p><p>eletroeletrônicos nas áreas classificadas.</p><p>14.1 EM RELAÇÃO COM A CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS</p><p>Pela Norma Regulamentadora, somos obrigados a identificar os</p><p>riscos de explosão existentes na unidade por meio de um trabalho</p><p>de classificação de áreas, que deve ser feito de acordo com a norma</p><p>técnica que regulamenta a matéria e que corresponde a IEC 60079-10.</p><p>Este documento, uma vez desenvolvido, deverá formar parte do</p><p>Prontuário exigido, devendo ser assinado por profissional</p><p>habilitado e qualificado, com os devidos recolhimentos da ART.</p><p>14.2 EM RELAÇÃO COM A UTILIZAÇÃO DE</p><p>EQUIPAMENTOS</p><p>De acordo à NR-10, estamos sendo obrigados a tratar das áreas</p><p>classificadas detalhadas em 14.1 por meio de equipamentos</p><p>eletro-</p><p>eletrônicos Ex adequados aos riscos evidenciados pelos diversos</p><p>zoneamentos. Estes equipamentos devem ser “certif icados”</p><p>conforme determina a Portaria INMETRO no 176/00 e instalados</p><p>de acordo à norma pertinente, que corresponde a IEC 60079-14.</p><p>76</p><p>Todos os “certificados de conformidade” correspondentes a cada</p><p>um dos equipamentos instalados nas diferentes áreas deverão</p><p>formar parte também do Prontuário exigido por esta NR.</p><p>14.3 EM RELAÇÃO COM A REGULARIZAÇÃO DOS</p><p>SISTEMAS</p><p>Se considerarmos que boa parte do parque industrial brasileiro</p><p>em operação foi instalado a partir da década de 70, quando as</p><p>normas que regulamentavam estes assuntos não exigiam a posse</p><p>dos “certificados de conformidade”, devemos entender que num</p><p>processo de regularização para atender as atuais exigências da</p><p>“nova” NR-10, os materiais e equipamentos existentes daquela</p><p>época poderão ser mantidos, desde que seja garantida a sua in-</p><p>tegridade desde o ponto de vista de segurança, e isto pode ser</p><p>conseguido por uma inspeção feita por profissional qualificado e</p><p>habilitado e conforme a norma que regulamenta a matéria, que</p><p>corresponde à IEC 60079-17 (vide Cap. 10.0 deste manual).</p><p>À luz destas considerações, um processo de regularização de uma</p><p>unidade industrial existente, pode (e deve!) ser feito de acordo às</p><p>seguintes etapas:</p><p>1.Executar os trabalhos de classificação (ou de reclassificação)</p><p>de áreas;</p><p>2.Utilizar estes documentos de classificação de áreas para fazer</p><p>uma inspeção de todos os componentes dos sistemas eletro-</p><p>eletrônicos, levantando eventuais “não conformidades”, que</p><p>deverão ser relatadas;</p><p>3.Providenciar a regularização das “não conformidades”; e</p><p>4.Emitir um documento de “regularização de sistema elétrico</p><p>em área classificada” (Laudo), devidamente assinado por</p><p>profissional habilitado e com os devidos recolhimentos de ART.</p><p>14.4 EM RELAÇÃO COM O TREINAMENTO DOS PROFISSIONAIS</p><p>Ao considerar que as normas técnicas que regulamentam os</p><p>assuntos Ex são obrigatórias, ou seja, são entendidas como leis,</p><p>passando, portanto a área do direto, os profissionais que operam</p><p>nesse tipo de ambiente podem, em caso de acidentes, serem</p><p>responsabilizados civil ou criminalmente.</p><p>Nas indústrias de processo, embora a responsabilidade deve</p><p>recair nos técnicos e no pessoal que gera os riscos, a segurança é</p><p>um problema de todos, especialmente da direção da empresa.</p><p>77</p><p>Assim, é necessário que todos os envolvidos nos trabalhos técnicos</p><p>tenham a formação, a qualificação e a experiência adequadas para</p><p>estar permanentemente prevenidos dos possíveis riscos, evitando</p><p>acidentes derivados da sua ação (ou omissão).</p><p>Esta é em definitiva a atual postura da NR-10: todos os profissionais</p><p>que lidam com riscos de explosão devem ser permanentemente</p><p>treinados, devendo ser “qualificados” por meio de programas de</p><p>treinamento correspondentes ao nível de cada um. Formam parte</p><p>dos quadros que devem ser treinados, os seguintes profissionais:</p><p>• De Segurança, Saúde e Meio Ambiente.</p><p>• Operadores de Processos</p><p>• Pessoal técnico e administrativo ligado a processos</p><p>• Eletricistas</p><p>• Instrumentistas</p><p>• Técnicos e operadores de Laboratórios</p><p>• Pessoal de Suprimentos</p><p>Além destes quadros operacionais, é também necessário incluir</p><p>os quadros supervisores e gerenciais que por força de suas fun-</p><p>ções adentram nas áreas classificadas.</p><p>PROGRAMAS DE TREINAMENTO</p><p>• Analista Técnico de Segurança contra Explosões (para téc-</p><p>nicos de segurança com experiência em áreas classificadas).</p><p>• Projetista de Eletricidade Ex (para técnicos em projetos elé-</p><p>tricos).</p><p>• Projetista de Instrumentação Ex (para técnicos em projetos</p><p>de instrumentação).</p><p>• Inspetor Técnico de Sistemas Elétricos (para técnicos em</p><p>eletricidade).</p><p>• Inspetor Técnico de Sistemas de Instrumentação (para téc-</p><p>nicos em instrumentação).</p><p>Para engenheiros estão sendo implantados os seguintes</p><p>programas:</p><p>• Supervisor de Eletricidade</p><p>• Supervisor de Instrumentação</p><p>• Auditor Ex</p><p>Contate-nos: www.project-explo.com.br</p><p>Todos osprogramas de treinamento são divulgados mês a mês</p><p>no Caderno de Esplosões, fique atento às novidades.</p><p>78</p><p>Seja um profissional qualificado para poder par-</p><p>ticipar dos processos de projetos, montagem, ma-</p><p>nutenção e reparos em áreas classificadas. Par-</p><p>ticipe dos programas organizados pela ABPEx/</p><p>Project-Explo em conjunto com ABENDI.</p><p>79</p><p>15 PROGRAMAS DE TREINAMENTO PARA</p><p>PROFISSIONAIS EX</p><p>Como os profissionais que lidam com áreas classificadas, conhe-</p><p>cidos como “profissionais Ex” em caso de acidentes podem ser</p><p>responsabilizados civil ou criminalmente (vide Cap. 1.2 deste ma-</p><p>nual), existe no Brasil pela NR-10 e no mundo a tendência a exigir</p><p>que todos estes profissionais sejam “efetivamente treinados”.</p><p>Independentemente das atuais exigências da NR-10 no sentido</p><p>de “qualificar” todos estes profissionais, a Petrobrás desde 2002</p><p>exige que os profissionais de eletricidade, instrumentação e co-</p><p>municações que lidam com áreas classificadas, tanto das suas pró-</p><p>prias equipes como também das prestadoras de serviço que em-</p><p>barquem em plataformas, ou entrem nas suas unidades de refino</p><p>sejam “qualificados em áreas classificadas”, de acordo a um pro-</p><p>grama de treinamento da própria Petrobrás.</p><p>Por ser a maior usuária de áreas classificadas no Brasil, as exigên-</p><p>cias da Petrobrás em geral terminam definindo tendências e a</p><p>curto prazo acreditamos “não será de apenas qualificar, mas de</p><p>certificar os profissionais”. É por isto que a ABP-Ex, que desde</p><p>2002 está qualificando profissionais para atender a NR-10, a par-</p><p>tir de agora esta capacitando estes também de acordo a nor-</p><p>mas internacionais para atender a exigências de posterior</p><p>certificação, que será feita pela certificadora ABENDI. Por-</p><p>tanto, hoje para atender as atuais exigências impostas pela</p><p>NR-10 e a próxima exigência de certificação, a ABPEx esta</p><p>também qualificando profissionais de segurança eletricidade</p><p>e instrumentação, assim como outros profissionais que indi-</p><p>retamente lidam com áreas classificadas, como é o caso dos</p><p>operadores de processo. Todos estes treinamentos estão sen-</p><p>do ministrados no Centro Internacional de Treinamento e</p><p>Avaliação de Profissionais para Areas Classificadas - CITAPAC.</p><p>Os programas que estão sendo colocados a disposição são os</p><p>seguintes:</p><p>15.1 CAPACITAÇÃO DE PROFISSIONAIS EX CONFORME</p><p>NR-10</p><p>• Eletricistas Ex</p><p>• Instrumentistas Ex</p><p>80</p><p>• Profissionais de Telecomunicações Ex</p><p>• Operadores</p><p>• Profissionais de Laboratórios</p><p>• Profissionais de Segurança</p><p>• Profissionais de Suprimentos, etc.</p><p>15.2 QUALIFICAÇÃO DE PROFISSIONAIS EX</p><p>• Eletricistas de campo Ex</p><p>• Instrumentistas de campo Ex</p><p>• Inspetores Eletro-Eletronicos Ex</p><p>• Inspetores de Segurança do Trabalho para ambientes Ex</p><p>15.3 CERTIFICAÇÃO DE PROFISSIONAIS EX</p><p>Os programas que numa primeira fase estão sendo colocados</p><p>a disposição dos interessados são os seguintes:</p><p>• Analista Técnico de Segurança contra Explosões (para téc-</p><p>nicos de segurança com experiência em áreas classificadas).</p><p>• Projetista de Eletricidade Ex (para técnicos em projetos elé-</p><p>tricos).</p><p>• Projetista de Instrumentação Ex (para técnicos em projetos</p><p>de instrumentação).</p><p>• Inspetor Técnico de Sistemas Elétricos (para inspetores téc-</p><p>nicos em eletricidade).</p><p>• Inspetor Técnico de Sistemas de Instrumentação (para ins-</p><p>petores técnicos em instrumentação).</p><p>Para engenheiros estão sendo implantados os seguintes progra-</p><p>mas:</p><p>• Supervisor de Eletricidade</p><p>• Supervisor de Instrumentação</p><p>Além de todos estes programas, o treinamento proposto inclui a</p><p>montagem periódica de workshops ligados a áreas classificadas</p><p>como, por exemplo: Sistemas intrinsecamente seguros,</p><p>Projetos em Field Bus, Classificação de Áreas, etc. Os progra-</p><p>mas que atendem especificamente as exigências da NR-10 que</p><p>são os de Capacitação (15.1) e Qualificação (15.2) poderão ser</p><p>montados nas instalações do cliente (cursos in company). Para</p><p>isto a ABP-Ex atenderá todos os estados brasileiros de acordo ao</p><p>seguinte calendário. As empresas localizadas nessas regiões deve-</p><p>rão solicitar os programas com antecedência de 60 dias.</p><p>81</p><p>16 A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA APLICADA A</p><p>SISTEMAS ELETROELETRÔNICOS EX</p><p>Todas aquelas unidades industriais que nos seus processos</p><p>produtivos armazenam, manipulam ou processam gases, vapores,</p><p>poeiras ou fibras, terminam gerando riscos de explosões. Por</p><p>força da legislação brasileira existente, todas estas empresas</p><p>estão obrigadas a regularizar os seus sites para prevenir estes</p><p>riscos. Estes trabalhos de regularização devem envolver todos os</p><p>sistemas, que incluem as áreas mecânica, elétrica, eletrônica,</p><p>eletrostática, etc.</p><p>16.1 A COMPULSORIEDADE DA CERTIFICAÇÃO</p><p>OBRIGA A UTILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS</p><p>ELÉTRICOS “CERTIFICADOS”</p><p>Conforme mostrado nos capítulos 11; 3.5 e 3.6 deste Manual, a</p><p>Portaria INMETRO N° 176 de Julho de 2000 obriga à utilização de</p><p>equipamentos e materiais elétricos certificados quando estes fo-</p><p>rem instalados em áreas classificadas, seja pela presença de ga-</p><p>ses, vapores, poeiras ou fibras. Todos estes materiais e equipa-</p><p>mentos devem ser adequados para o Grupo e para a Classe de</p><p>Temperatura, obedecendo à marcação definida pela própria nor-</p><p>ma de certificação.</p><p>16.2 A INTERPRETAÇÃO DO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO</p><p>DEFINE O PROFISSIONAL EX COMO POSSÍVEL</p><p>“RESPONSÁVEL” EM CASO DE ACIDENTE</p><p>Todas as normas que regulamentam os assuntos Ex (de áreas classifi-</p><p>cadas), são de uso obrigatório como resultado da compulsoriedade</p><p>da certificação definida pela Portaria N° 179/10, portanto, são en-</p><p>tendidas como “leis”, ficando então sujeitas à área do direito (civil,</p><p>criminal, ambiental e do trabalho), podendo levar aos profissio-</p><p>nais que lidam com estes assuntos a responder processos em</p><p>qualquer uma destas esferas, pela responsabilidade decorrente.</p><p>16.3 A INTERPRETAÇÃO DA NR-10 NAS AREAS</p><p>CLASSIFICADAS: O QUE É E O QUE DEVEMOS FAZER</p><p>Todas as Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho</p><p>são de observância obrigatória pelas empresas privadas ou públi-</p><p>82</p><p>cas que tenham empregados regida pela CLT. A NR-10 revisada,</p><p>instituída pela Portaria do MTE N° 598 em 7.12.2004, que alterou</p><p>a NR-10 aprovada pela Portaria N° 3214 de 1978, foi finalmente</p><p>publicada no Diário Oficial da União em 8.12.2004. Uma das grandes</p><p>mudanças introduzidas nesta NR diz respeito aos sistemas</p><p>elétricos instalados nessas áreas classificadas, já que pelo fato de</p><p>estarem sujeitas à riscos de explosão, os sistemas elétricos e</p><p>eletrônicos, que são possíveis fontes de ignição, terminarão</p><p>provocando os mesmos efeitos devastadores de uma explosão</p><p>provocada por ex. por vasos de pressão, que são assuntos tratados</p><p>por uma outra NR, conhecida como de N° 13. Isto visto com a</p><p>mesma ótica, está exigindo que: todos os ambientes de processo</p><p>sejam identificados quanto ao risco potencial de explosões; que</p><p>os componentes dos sistemas eletroeletrônicos instalados nesses</p><p>ambientes sejam certificados; que esses sistemas eletro-eletrônicos</p><p>sejam rotineiramente inspecionados para verificação das suas</p><p>integridades e que finalmente, todos os profissionais envolvidos</p><p>com a segurança e operação dessas unidades sejam treinados,</p><p>obedecendo a um programa de capacitação ou qualificação,</p><p>conforme suas responsabilidades de trabalho de cada um.</p><p>Ainda, a publicação da NR-33 que trata de espaços confinados</p><p>destaca a necessidade de executar todos estes trabalhos nesse</p><p>tipo de local.</p><p>16.4 A INTERPRETAÇÃO DAS ENTIDADES AMBIENTALISTAS</p><p>Todas as entidades nacionais que cuidam do Meio Ambiente</p><p>(CETESB em SP; FEEMA em RJ; CRA no nordeste, etc.), até o final</p><p>da década de 90 tinham como responsabilidades o solo, as águas</p><p>e o ar. Esta situação posteriormente mudou, acrescentando a</p><p>estas responsabilidades “a segurança das unidades industriais”, já</p><p>que foi entendido que a falta dela colocava em risco o Meio Am-</p><p>biente em torno dessas unidades. Isto é particularmente válido</p><p>quando a unidade industrial pertence aos segmentos químicos,</p><p>petroquímicos, do petróleo, farmacêutico, de tintas e vernizes, de</p><p>resinas, etc. pelos riscos de explosão e incêndios, vazamentos,</p><p>derramamentos, etc. a que elas estão sujeitas. Assim entendido,</p><p>todas as entidades que cuidam do Meio Ambiente começaram a</p><p>exigir naquela época que essas empresas gerenciassem esses</p><p>riscos, o que terminou definindo a necessidade de identificar os</p><p>riscos potenciais de explosão por meio de trabalhos de classificação</p><p>83</p><p>de áreas, de inspeção de todos os sistemas eletroeletrônicos</p><p>existentes e da verificação da possível presença de elementos</p><p>geradores de eletrostática.</p><p>16.5 AS EXIGÊNCIAS DA AGÊNCIA NACIONAL DO</p><p>PETRÓLEO (ANP)</p><p>Além de atender exigências do MTE , das entidades de meio am-</p><p>biente, dos Seguros e do Corpo de Bombeiros, as empresas sujei-</p><p>tas a riscos de explosões pela presença de líquidos inflamáveis</p><p>são obrigadas a atender as exigências da ANP, que legisla sobre</p><p>produtos derivados do petróleo e sobre biocombustíveis, sendo</p><p>que existem numerosos Regulamentos Técnicos. Entre os produ-</p><p>tos que são objeto de regulamentação, os mais importantes são:</p><p>gasolina, GLP, gás natural, óleo diesel, querosene de aviação,</p><p>biodiesel e álcool.</p><p>A legislação e a fiscalização que a ANP exerce sobre os usuários é</p><p>feito por meio dos seguintes instrumentos legais:</p><p>• Resoluções (desde 2004 até hoje);</p><p>• Portarias (desde 1998 até hoje); e</p><p>• Autorizações e Despachos</p><p>(Tudo isto, Legislação e Fiscalização está a disposição para con-</p><p>sulta na página da ANP, no link ‘Legislação’).</p><p>Em relação as exigências que dizem respeito a normalização, a</p><p>ANP adota em seus Regulamentos Técnicos as normas técnicas</p><p>nacionais e internacionais como requisito para o cumprimento</p><p>do seu regulamento.</p><p>16.6 A INTERPRETAÇÃO DO SISTEMA SEGURADOR</p><p>Até fins da década de 90, não havia de fato rigor no tratamento</p><p>das áreas classificadas, porque na época as normas eram de uso</p><p>voluntário, os materiais e equipamentos eletro-eletrônicos utili-</p><p>zados obedeciam a um processo de certificação que é entendido</p><p>como “não confiável”, e não existia um conhecimento aprofundado</p><p>dos assuntos Ex nos profissionais de projetos e de montagens,</p><p>etc. Como conseqüência disso tudo, o sistema segurador enten-</p><p>dia que não havia um efetivo “gerenciamento dos riscos de ex-</p><p>plosão” e terminava aplicando a taxa máxima, conhecida como</p><p>taxa petroquímica para a cobertura do seguro. Hoje, quando te-</p><p>mos normas de uso obrigatório e de reconhecimento internacio-</p><p>nal, quando temos equipamentos certificados conforme um mo-</p><p>84</p><p>delo reconhecido também internacionalmente, existindo ainda um</p><p>conhecimento profundo dos assuntos Ex por parte dos profissio-</p><p>nais que lidam com esses assuntos, o sistema segurador mudou</p><p>sua postura, aplicando taxas de cobertura condizentes com o</p><p>mercado segurador e ressegurador internacional. Tudo isto coin-</p><p>cidiu com a desregulamentação do sistema segurador, que afas-</p><p>tou a IRB como entidade máxima desse sistema.</p><p>O QUE FAZER PARA CONTRATAR O SEGURO</p><p>DE EXPLOSÃO/INCÊNDIO</p><p>e co</p><p>mo</p><p>Estamos avompanhando o drama de muitas</p><p>empresas dos segmentos químico, petroquímico,</p><p>petróleo, tintas, usinas de açúcar e álcool, etc. que</p><p>não estão conseguindo contratar ou renovar os</p><p>seus seguros de explosão/incêndio. A razão</p><p>alegada pelas seguradoras para rejeitar esses</p><p>riscos (das empresas que lidam com inflamáveis) é...</p><p>“o alto risco que estas representam, já que não</p><p>existe nestas um efetivo gerenciamento deles”.</p><p>Por isso, a nossa empresa, representando a ABPEx,</p><p>criou um programa que, se implantado, dá</p><p>condições para essa postura ser mudada. O</p><p>programa proposto , atende o interesse das</p><p>seguradoras e resseguradoras internacionais</p><p>presentes no pais, se dispondo portanto a aceitar</p><p>esses riscos se esse programa for devidamente</p><p>implantado.</p><p>Informações: www.project-explo.com.br</p><p>85</p><p>17 A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA COMPARADA</p><p>COM A LEGISLAÇÃO INTERNACIONAL</p><p>Considerando que as normas que regulamentam os assuntos Ex</p><p>estão baseadas em normas internacionais; que os processos de</p><p>certificação também se encaixam nessa normalização e que a le-</p><p>gislação de segurança do trabalho definida pela NR-10 tende nessa</p><p>direção, podemos afirmar que os assuntos Ex no Brasil se equiva-</p><p>lem em boa medida ao que está sendo feito em países do primei-</p><p>ro mundo. Estava</p><p>faltando neste quadro apenas a exigência</p><p>de certificação para os profissionais que lidam com estes im-</p><p>portantes assuntos que hoje está resolvido pela próxima eta-</p><p>pa que está sendo levada à frente pela ABNT, ABENDI e ABPEx.</p><p>Os programas de Qualificação e Certificação</p><p>oferecidos pela ABPEx/Project-Explo em con-</p><p>junto com ABENDI atendem o interesse dos</p><p>seguintes profissionais:</p><p>• Técnicos/Engenheiros de Segurança;</p><p>• Projetistas Elétricos e de Instrumentação;</p><p>• Montadores Elétricos e de Instrumentação;</p><p>• Técnicos de Manutenção Elétrica e de</p><p>Instrumentação;</p><p>• Inspetores Técnicos de Elétrica e de</p><p>Instrumentação; e</p><p>• Supervisores de Elétrica e de Instrumentação</p><p>86</p><p>87</p><p>18 DE QUE FORMA A NR-10 ATINGE AS</p><p>INDÚSTRIAS COM RISCOS DE EXPLOSÃO?</p><p>Esta matéria foi publicada no Caderno de Explosões, edição de</p><p>Junho/Julho de 2005 e está senda publicada neste Manual</p><p>porque se converteu num guia prático para todas as empresas</p><p>sujeitas à riscos de explosões interessadas em atender às</p><p>exigências da NR-10.</p><p>Nelson M. Lopez</p><p>Diretor da Project-Explo</p><p>A NR-10, publicada em Dez. 2004 detalha no parágrafo inicial 10.1</p><p>- OBJETIVO E CAMPO DE APLICAÇÃO os propósitos que esta</p><p>norma pretende alcançar. Como dito, embora resumidamente, a</p><p>Norma def ine neste ponto o que ela pretende, que é ”a</p><p>implementação de medidas de controle e de sistemas preven-</p><p>tivos, para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores,</p><p>que direta ou indiretamente, interajam em instalações elétri-</p><p>cas e em serviços com eletricidade”.</p><p>Explicita a continuação “onde esta NR se aplica”, o que aparece</p><p>definido no ponto 10.1.2 que “incluI todas as fases, desde a</p><p>geração, a transmissão, a distribuição e o consumo, incluindo</p><p>as etapas de projeto, construção, montagem, operação e</p><p>manutenção das instalações elétricas e quaisquer trabalhos</p><p>realizados nas suas proximidades, devendo observar-se as</p><p>normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes</p><p>e, na ausência ou omissão técnicas destas, as normas interna-</p><p>cionais cabíveis”.</p><p>Logo a seguir detalha ponto a ponto todas as medidas que</p><p>devem ser tomadas para conseguir os objetivos definidos em 10.1,</p><p>começando com as Medidas de Controle (10.2); a Segurança em</p><p>Projetos (10.3); a Segurança na Construção, na Montagem, na</p><p>Operação e na Manutenção (10.4) etc; terminando no ponto 10.14</p><p>que corresponde a Disposições Finais, onde pontualiza que “o</p><p>não cumprimento desta norma, levará a autoridade competente</p><p>a adotar as providências estabelecidas na NR-3 (10.14.3) que</p><p>correspondem a Embargo ou Interdição da obra”.</p><p>Á luz destas disposições da NR-10 e no que tange ao nosso interesse,</p><p>que corresponde a “sistemas elétricos em áreas classificadas”,</p><p>detalhamos a seguir as conseqüências da aplicação dos</p><p>88</p><p>diferentes itens da norma às empresas sujeitas a riscos de</p><p>explosão pela presença de gases, vapores, poeiras ou fibras.</p><p>A análise detalhada de cada um dos capítulos da norma leva-nos</p><p>ao seguinte detalhe:</p><p>10.2 MEDIDAS DE CONTROLE</p><p>10.2.1 Fala-se de medidas preventivas do risco de explosões Será</p><p>necessário ter que definir esses riscos por meio de um trabalho</p><p>de classificação de áreas que permitirá “definí-los e tratá-los”.</p><p>10.2.4 Fala-se do Prontuário de Instalações elétricas, que deverá</p><p>incluir:</p><p>a) O conjunto de procedimentos e instruções técnicas e admi-</p><p>nistrativas de segurança e saúde implantadas Será necessário</p><p>detalhar as áreas classificadas, assim como também as medidas</p><p>de controle existentes para a segurança dessas áreas.</p><p>c) A especificação do ferramental aplicável As ferramentas e</p><p>instrumentos deverão ser adequados ao risco de explosões.</p><p>d) A documentação comprobatória da qualificação, habilitação,</p><p>capacitação e autorização dos trabalhadores Será necessário</p><p>fornecer um treinamento específico em áreas classificadas com</p><p>os devidos documentos.</p><p>f) As certificações dos equipamentos e materiais elétricos Será</p><p>necessário possuir cópia destes documentos.</p><p>g) Relatório Técnico das inspeções Será necessário possuir a</p><p>cópia destes documentos. (Neste caso, o trabalho se refere à</p><p>“verificação da integridade dos equipamentos elétricos Ex”,</p><p>que com o tempo ou pelas manutenções podem ter-se</p><p>perdidos).</p><p>10.2.6 Fala do Prontuário de Instalações Elétricas (que inclui o</p><p>desenho das áreas classificadas) Deve permanecer a disposição</p><p>de todos os envolvidos.</p><p>10.2.7 Fala dos documentos do Prontuário Que devem ser</p><p>elaborados por profissional legalmente habilitado, previamente</p><p>qualificado e com registro no competente Conselho de Classe.</p><p>No capítulo correspondente a Medidas de Proteção Coletiva</p><p>(10.2.8) verificamos que:</p><p>10.2.8.1 devem ser previstas e adotadas prioritariamente medidas</p><p>de proteção de forma a garantir a segurança e a saúde dos traba-</p><p>lhadores Obriga a emissão do documento conhecido como</p><p>89</p><p>Permissão de Trabalho em áreas classificadas, sendo necessário</p><p>ainda, verificar a ausência de risco de explosividade para a</p><p>execução de tarefas.</p><p>10.2.8.3 O aterramento das instalações elétricas deve ser executado</p><p>conforme regulamentação Particularmente onde este é básico</p><p>para a proteção dos sistemas elétricos, como na presença de</p><p>Barreiras Zener.</p><p>Nas Medidas de Proteção Individual (10.2.9) e obrigatório que:</p><p>10.2.9.2 As vestimentas de trabalho devem ser adequadas às</p><p>atividades Recomenda-se a utilização de roupas anti-estáticas.</p><p>No capítulo de Segurança em Projetos (10.3) as incidências são</p><p>as seguintes: 10.3.8 O projeto elétrico deve atender a:</p><p>1. O que dispõem as NR;</p><p>2. As regulamentações técnicas estabelecidas e</p><p>3. Ser assinado por profissional legalmente habilitado Para</p><p>ambientes Ex, as regulamentações técnicas oficiais são as</p><p>normas editadas pelas diversas Comissões Técnicas do CT-31</p><p>do COBEI/ABNT e que dizem relação com Classificação de</p><p>Áreas e com todos os tipos de proteção aceitos (Ex-d; e; i ;p; etc)</p><p>10.3.9 O memorial descritivo do projeto deve conter, no mínimo</p><p>os seguintes itens de segurança:</p><p>d) Recomendações de restrições e advertências quanto ao acesso</p><p>de pessoas aos componentes das instalações Isto também inclui</p><p>as áreas classificadas.</p><p>No capítulo que corresponde a Segurança na construção, mon-</p><p>tagem, operação e manutenção 10.4, os desdobramentos para</p><p>locais sujeitos a riscos de explosão são:</p><p>10.4.1 - As instalações elétricas devem ser projetadas, construídas,</p><p>operadas reformadas, ampliadas, reparadas e inspecionadas de</p><p>forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhos e dos usuá-</p><p>rios Obriga a definir na etapa de projeto a existência de áreas</p><p>classificadas, sua localização, extensão e grau para poder es-</p><p>pecificar os materiais e equipamentos elétricos em função</p><p>desses graus de risco (Zona 0, 1 ou 2).</p><p>10.4.2 Nos trabalhos e nas atividades referidas, devem ser adotadas</p><p>medidas preventivas destinadas ao controle dos riscos adicionais</p><p>Refere-se às áreas classificadas e às responsabilidades que os</p><p>departamentos e serviços da segurança industrial têm em</p><p>90</p><p>relação a isto.</p><p>10.4.4 As instalações elétricas devem ser mantidas em condições</p><p>seguras de funcionamento, devendo ser inspecionadas e controladas</p><p>periodicamente Determina a necessidade da verificação da</p><p>integridade dos equipamentos e instalações Ex periodicamente,</p><p>de acordo à norma de inspeção.</p><p>10.4.6 Os ensaios e testes... comissionamento...,somente podem</p><p>ser realizados por trabalhadores treinados Determina a necessidade</p><p>de se utilizar profissionais Ex na existência de áreas classificadas.</p><p>No capítulo que corresponde a Treinamento dos Trabalhadores</p><p>10.8 (Habilitação, Qualificação, Capacitação e Autorização).</p><p>As definições dadas pelos itens 10.8.1; 10.8.2 e 10.8.3 são</p><p>complementadas pelo item 10.8.8.4 que diz que... “os trabalhos</p><p>em áreas classificadas devem ser precedidos de treinamento</p><p>específico, de acordo com o risco envolvido Define a necessidade</p><p>de participar de programas de treinamento nos diferentes</p><p>níveis, de acordo com a responsabilidade de cada um deles</p><p>(capacitado, qualificado ou habilitado)</p><p>No capítulo 10.9 são abordados especificamente os assuntos que</p><p>tratam da Proteção contra Incêndio e Explosão, sendo que as</p><p>implicâncias decorrentes</p><p>portanto nesta</p><p>tendência, a ABPEx está disponibilizando todos os programas de-</p><p>talhados nas páginas 79 e 80 em módulos, que podem ser</p><p>feitos no CITAPAC em diferentes épocas, ou ainda “in</p><p>company”.</p><p>O Caderno de Explosões é o veiculo que estará</p><p>permanentemente atualizando suas informações</p><p>relativas a legislação e normalização. Peça-o!</p><p>Todos osprogramas de treinamento são divulgados mês a mês</p><p>no Caderno de Esplosões, fique atento às novidades.</p><p>96</p><p>97</p><p>21 DICAS E MACETES</p><p>21.1 EM RELAÇÃO À CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS</p><p>• As áreas classificadas não são conseqüência de “leis divinas”...</p><p>elas são apenas conseqüência da presença dos produtos inflamáveis</p><p>que processamos (que podem ser substituídos), da forma como</p><p>as operações são desenvolvidas (que podem ser alteradas), das</p><p>ações que tomamos (que também podem ser modificadas) e da</p><p>ventilação existente (que depende de nós). Com a aplicação</p><p>destes conceitos fica claro que uma área classificada pode ser</p><p>diminuída na extensão e no grau de risco, ou mesmo eliminada.</p><p>Assim, podemos concluir que temos condições de “reclassificar</p><p>ou desclassificar” uma área entendida hoje como perigosa.</p><p>• A atual exigência da NR-10, que diz relação com a posse dos</p><p>desenhos de classificação de áreas que devem permanecer no</p><p>Prontuário, determina que estes documentos “sejam atualizados</p><p>(devendo ser revisados toda vez que houver alterações no layout,</p><p>nos processos ou na ventilação dos locais), devendo ser assinados</p><p>por profissional habilitado e qualificado, com os devidos recolhi-</p><p>mentos da ART do CREA”, o que faz deste um documento oficial.</p><p>• Os desenhos de classificação de áreas são imprescindíveis para</p><p>os trabalhos de inspeção/regularização da unidade. Se bem</p><p>feitos (de acordo às normas NBR/IEC) serão a mais poderosa</p><p>ferramenta de economia no processo de regularização.</p><p>• Um produto inflamável, se armazenado/processado/manipulado</p><p>na pressão atmosférica a uma temperatura abaixo do seu ponto</p><p>de fulgor, não liberará vapores para formar uma mistura explosiva,</p><p>portanto, esta situação não classificará as áreas em volta.</p><p>• Uma boa ventilação pode restringir ou mesmo eliminar uma</p><p>área classificada.</p><p>98</p><p>21.2 EM RELAÇÃO À CERTIFICAÇÃO DE</p><p>EQUIPAMENTOS Ex</p><p>• A Portaria INMETRO N° 176/00 (posteriormente substituída pela</p><p>de Nº 179/10) instituiu a compulsoriedade da certificação de equi-</p><p>pamentos Ex e hoje a NR-10 exige que todos os materiais e equi-</p><p>pamentos instalados em áreas classificadas sejam certificados con-</p><p>forme esta Portaria, devendo os Certificados de Conformidade</p><p>formar parte do Prontuário junto dos desenhos de classificação</p><p>de áreas e do Laudo.</p><p>Como boa parte do parque industrial brasileiro foi construído numa</p><p>época anterior às datas destas exigências, será necessário que um</p><p>profissional habilitado e qualificado inspecione e verifique a inte-</p><p>gridade dos componentes instalados para garantir a efetiva se-</p><p>gurança dos sistemas elétricos/eletrônicos existentes, chamando</p><p>a responsabilidade para si mesmo.</p><p>• O atual processo de certificação dá ao usuário a garantia da</p><p>qualidade dos equipamentos instalados em áreas classificadas,</p><p>assim cabe ao usuário (e somente ao usuário) a responsabilidade</p><p>da operação em segurança da unidade onde os equipamentos Ex</p><p>são instalados, portanto, todos os materiais e equipamentos</p><p>especificados para áreas classificadas deverão atender as exigências</p><p>da atual Portaria Nº 179/10.</p><p>• A utilização de equipamentos Ex importados é possível de ser</p><p>feita, desde que seja feita a homologação destes por entidade</p><p>certificadora nacional.</p><p>• A integridade dos equipamentos Ex deve ser mantida ao longo</p><p>da vida útil do equipamento, e isto é responsabilidade do</p><p>departamento de manutenção, que deve conhecer todos os tipos</p><p>de proteção e os princípios em cima dos quais cada um destes</p><p>tipos operam. É por isto que a NR-10 obriga ao treinamento</p><p>dos profissionais que lidam com sistemas elétricos Ex, que devem</p><p>participar de programas de Capacitação e Qualif icação para</p><p>poder manter a integridade desses equipamentos.</p><p>99</p><p>O Caderno de Explosões, que é o veículo bimestral</p><p>utilizado pela ABPEx para atualizar permanentemente</p><p>as informações contidas neste Manual de Bolso, já se</p><p>encontra na sua 34ª edição. Os assuntos abordados</p><p>são dos mais variados e analisa mês a mês as mudanças</p><p>que ocorrem na legislação e na normalização, mos-</p><p>trando também novos materiais, novos equipamentos</p><p>e novas soluções utilizadas em áreas classificadas. Com</p><p>o Caderno, o usuário deste Manual de Bolso estará</p><p>permanentemente atualizado. Veja-o a seguir.</p><p>ESTAS FORAM AS ÚLTIMAS 8 EDIÇÕES</p><p>DO CADERNO DE EXPLOSÕES</p><p>22 A RELAÇÃO ESTREITA ENTRE O MANUAL DE</p><p>BOLSO E O CADERNO DE EXPLOSÕES</p><p>Edição nº 28</p><p>Julho/Agosto 2009</p><p>Edição nº 29</p><p>Setembro/Outubro 2009</p><p>100</p><p>Edição nº 30</p><p>Novembro/Dezembro 2009</p><p>Edição nº 31</p><p>Janeiro/Fevereio 2010</p><p>Edição nº 32</p><p>Março/Abril 2010</p><p>Edição nº 33</p><p>Maio/Junho 2010</p><p>101</p><p>A partir de Outubro/11 todos os assuntos Ex onde são</p><p>analizados no Caderno de Explosões passam a ser</p><p>detalhados na revista Potencia, da Editora Grau 10,</p><p>que é de circulação naciona, sendo distribuida</p><p>gratuitamente para todos os usuários deste Manual</p><p>MBIEAEX.</p><p>Para fazer o download deste Manual MBIEAEX assim</p><p>como também receber de graça a revista Potencia que</p><p>analizará em detalhes todos os assuntos do Caderno,</p><p>é necessário apenas preencher a Ficha Cadastral na</p><p>seção de download do site do Manual. Na parte</p><p>superior da Ficha são seus dados, logo a seguir, são</p><p>os dados da sua empresa e no fim o local onde deve</p><p>ser entregue a revista Potencia sem custo.</p><p>O Manual de Bolso de Instalações Elétricas</p><p>em Atmosferas Explosivas é uma</p><p>publicação de responsabilidade da ABPEx.</p><p>Presidente da ABPEx</p><p>Nelson M. Lopez</p><p>Diagramação</p><p>Andréa Vieira</p><p>ABPEx - Associação Brasileira para Prevenção de Explosões</p><p>Av. Afonso Mariano Fagundes, 253 - sl.2</p><p>CEP 04054-000 São Paulo SP</p><p>Fone/Fax: (11) 5071.1324</p><p>www.abpex.com.br</p><p>E-mail: mkt@abpex.com.br</p><p>102</p><p>Nós, da ABPEx formamos parte da turma</p><p>que acredita que "tudo é possível de ser me-</p><p>lhorado", portanto, é nosso propósito estar</p><p>permanentemente melhorando este Manual de</p><p>Bolso. Também acreditamos que os profissio-</p><p>nais Ex, cada um deles, poderia ter sugestões</p><p>para melhorias...e como estamos abertos a crí-</p><p>ticas construtivas, solicitamos a cada um de</p><p>vocês, leitores e usuários desta modesta cartilha,</p><p>que nos ajudem a aperfeiçoá-la.Contamos com</p><p>a compreensão de todos ante possíveis erros,</p><p>que com certeza passaram, assim como também</p><p>com a colaboração de nossos incondicionais</p><p>amigos...</p><p>Boa leitura e bom trabalho para todos!</p><p>Nelson M. Lopez</p><p>Presidente ABPEx</p><p>São Paulo, setembro de 2010</p><p>103</p><p>Este canal de comunicação da ABPEx conhecido como</p><p>“Informativo Caderno de Explosões”, que já existe</p><p>há mais de 06 anos, passa a ter um contato direto e</p><p>diário com os profissionais que lidam com riscos de</p><p>explosões, disponibilizando-o em forma digital para</p><p>todos eles e iniciando com isto uma nova fase da</p><p>existência desta associação.</p><p>O Informativo, que era em papel e é bimestral,agora</p><p>digital e mensal, complementa todas as informações</p><p>deste Manual de Bolso, que tem uma edição anual,</p><p>informando em cada número todas as novidades</p><p>desse período relativas a legislação, normas, solu-</p><p>ções, casos, equipamentos, cursos seminários e con-</p><p>gressos, etc, acabando de vez com os tabus e o mis-</p><p>ticismo das áreas classif icadas.</p><p>Cadastre-se para fazer o download do Manual de</p><p>Bolso e para receber sem custo a revista Potencia,</p><p>preenchendo corretamente a ficha cadastral no site</p><p>do Manual.</p><p>104</p><p>Temos certeza que gostou desta versão digital, do</p><p>Manual de Bolso que poderá ser usada quando estão</p><p>trabalhando na frente do computador.</p><p>Para ajudár-lo em suas tarefas em campo, se quiser,</p><p>também pode ter a versão em papel tamanho de bolso</p><p>(10 x 15 cm). Para comprar-lo, solicite-o em nosso email</p><p>(fale_conosco@abpex.com.br), e precisa pagar apenas</p><p>R$ 5,00 completando o formulario no site do Manual na</p><p>seção de download, assim receberá seu Manual por</p><p>correio.</p><p>Divulgue nosso site também para seus colegas que</p><p>trabalham em areas classif icadas.</p><p>Prezado Colega Ex:</p><p>104</p><p>OBJETO E OBJETIVOS</p><p>ESCOPO</p><p>1 INFORMAÇÕES BÁSICAS</p><p>1.1 A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA RELATIVA A</p><p>SEGURANÇA E A ÁREAS</p><p>1.2 A INTERPRETAÇÃO DA LEI PARA AS "NORMAS Ex" E A RESPONSABILIDADE</p><p>1.3 NORMAS Ex DISPONÍVEIS</p><p>2 ÁREAS CLASSIFICADAS POR GASES, VAPORES, POEIRAS E FIBRAS</p><p>2.1 O QUE DEVE SER ENTENDIDO COMO "ÁREA CLASSIFICADA"</p><p>2.2 PRINCÍPIOS DE CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS E ZONEAMENTOS</p><p>2.3 DEFINIÇÕES DE ZONEAMENTOS para gases e vapores</p><p>2.4 DEFINIÇÕES DE ZONEAMENTOS para poeiras e fibras</p><p>2.5 O QUE É O DESENHO DE CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS</p><p>2.6 DEMARCAÇÃO DAS ÁREAS CLASSIFICADAS</p><p>2.7 EXEMPLO DE UMA CLASSIFICAÇÃO DE árEAS</p><p>3 ESCOLHA Dos EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS PARA áREAS CLASSIFICADAS</p><p>3.1 CONCEITOS DE PROTEÇÃO</p><p>3.2 ESCOLHA DOS EQUIPAMENTOS EM FUNÇÃO DO GRUPO</p><p>3.3 ESCOLHA EM FUNÇÃO DA CLASSE DE TEMPERATURA</p><p>3.4 GRAU DE PROTEÇÃO APLICADO A EQUIPAMENTOS</p><p>3.5 APLICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS Ex EM FUNÇÃO DO ZONEAMENTO</p><p>3.6 NÍVEL DE PROTEÇÃO DE EQUIPAMENTOS - "EPL"</p><p>3.7 A IDENTIFICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS Ex (marcação)</p><p>4 OS TIPOS DE PROTEÇÃO</p><p>4.1 A PROVA DE EXPLOSÃO Ex-d</p><p>4.2 SEGURANÇA AUMENTADA Ex-e</p><p>4.3 SEGURANÇA INTRÍNSECA Ex-i (ia ou ib)</p><p>4.4 PRESSURIZAÇÃO Ex-p</p><p>4.5 NÃO ACENDÍVEL Ex-n (nA; nR; nC; nL)</p><p>4.6 EQUIPAMENTO IMERSO EM ÓLEO Ex-o</p><p>4.7 EQUIPAMENTO IMERSO EM AREIA Ex-q</p><p>4.8 proteção por invólucro Ex-t</p><p>4.9 EQUIPAMENTO ENCAPSULADO EM RESINA Ex-m</p><p>4.10 EQUIPAMENTOS ESPECIAIS Ex-s</p><p>5 EQUIPAMENTOS e serviços Ex DISPONÍVEIS NO MERCADO BRASILEIRO</p><p>6 MÉTODOS DE INSTALAÇÃO</p><p>6.1 EM ELETRODUTOS COM UNIDADES SELADORAS (Americano)</p><p>6.2 EM CABOS MULTIFILARES COM PRENSA CABOS (IEC)</p><p>(Extraído do catálogo Legrand ATX)</p><p>6.3 A importância da selagem (unidades seladoras) e dos</p><p>7 FONTES DE IGNIÇÃO</p><p>8 ELETRICIDADE ESTÁTICA</p><p>As causas</p><p>A geração da eletrostática e seus efeitos</p><p>9.1 RELAÇÃO PARCIAL DE EXPLOSÕES POR PÓ</p><p>9.2 indústrias sujeitas ao risco de explosões com pó</p><p>9.3 processos industriais causadores de explosões</p><p>9.4 parâmetros de explosividade de alguns produtos comuns</p><p>10.1 TIPOS DE INSPEÇÃO</p><p>10.2 SISTEMAS Ex-d, Ex-e, Ex-n e Ex-i</p><p>11 O NOVO PROCESSO DE CERTIFICAÇÃO</p><p>13 SEGMENTOS INDUSTRIAIS SUJEITOS A RISCOS DE EXPLOSÕES</p><p>13.1 POR GASES E VAPORES INFLAMÁVEIS</p><p>13.2 POR POEIRAS E FIBRAS COMBUSTÍVEIS</p><p>14 AS EXIGÊNCIAS DA NR-10 PARA INDÚSTRIAS SUJEITAS A RISCOS DE EXPLOSÃO</p><p>14.1 EM RELAÇÃO COM A CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS</p><p>14.2 EM RELAÇÃO COM A UTILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS</p><p>14.3 EM RELAÇÃO COM A REGULARIZAÇÃO DOS SISTEMAS</p><p>15 PROGRAMAS DE TREINAMENTO PARA PROFISSIONAIS Ex</p><p>15.1 CAPACITAÇÃO DE PROFISSIONAIS Ex CONFORME NR-10</p><p>15.2 QUALIFICAÇÃO DE PROFISSIONAIS Ex</p><p>15.3 CERTIFICAÇÃO DE PROFISSIONAIS Ex</p><p>16 A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA APLICADA A SISTEMAS ELETROELETRÔNICOS Ex</p><p>16.1 A COMPULSORIEDADE DA CERTIFICAÇÃO obriga a utilização de</p><p>16.2 A INTERPRETAÇÃO DO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO define o profissional</p><p>16.3 A INTERPRETAÇÃO DA NR-10 NAS AREAS CLASSIFICADAS:</p><p>16.4 A INTERPRETAÇÃO DAS ENTIDADES AMBIENTALISTAS</p><p>16.5 AS EXIGÊNCIAS DA AGÊNCIA NACIONAL DO PETRÓLEO (ANP)</p><p>16.6 A INTERPRETAÇÃO DO SISTEMA SEGURADOR</p><p>17 A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA COMPARADA COM A LEGISLAÇÃO INTERNACIONAL</p><p>18 DE QUE FORMA A NR-10 ATINGE AS INDÚSTRIAS COM RISCOS DE EXPLOSÃO?</p><p>19 CENTRO INTERNACIONAL DE TREINAMENTO E AVALIAÇÃO DE</p><p>20 Os programas de treinamento oferecidos pelo CITAPAC</p><p>21 DICAS E MACETES</p><p>21.1 EM RELAÇÃO À CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS</p><p>21.2 EM RELAÇÃO À CERTIFICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS Ex</p><p>61</p><p>10.2 SISTEMAS Ex-d, Ex-e, Ex-n e Ex-i ..................................................................................... 63</p><p>11 O NOVO PROCESSO DE CERTIFICAÇÃO ................................................................................ 69</p><p>12 CARACTERÍSTICAS FISICO/QUIMICAS DE GASES E VAPORES MAIS COMUNS</p><p>NA INDÚSTRIA .................................................................................................................................. 71</p><p>13 SEGMENTOS INDUSTRIAIS SUJEITOS A RISCOS DE EXPLOSÕES ................................. 73</p><p>13.1 POR GASES E VAPORES INFLAMÁVEIS .......................................................................... 73</p><p>13.2 POR POEIRAS E FIBRAS COMBUSTÍVEIS ....................................................................... 73</p><p>14 AS EXIGÊNCIAS DA NR-10 PARA INDÚSTRIAS SUJEITAS A RISCOS DE EXPLOSÃO ....... 75</p><p>14.1 EM RELAÇÃO COM A CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS ................................................... 75</p><p>14.2 EM RELAÇÃO COM A UTILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS ....................................... 75</p><p>14.3 EM RELAÇÃO COM A REGULARIZAÇÃO DOS SISTEMAS ...................................... 76</p><p>15 PROGRAMAS DE TREINAMENTO PARA PROFISSIONAIS Ex ........................................... 79</p><p>15.1 CAPACITAÇÃO DE PROFISSIONAIS Ex CONFORME NR-10 ................................... 79</p><p>15.2 QUALIFICAÇÃO DE PROFISSIONAIS Ex ......................................................................... 80</p><p>15.3 CERTIFICAÇÃO DE PROFISSIONAIS Ex ........................................................................... 80</p><p>16 A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA APLICADA A SISTEMAS ELETROELETRÔNICOS Ex ........ 81</p><p>16.1 A COMPULSORIEDADE DA CERTIFICAÇÃO OBRIGA A UTILIZAÇÃO DE</p><p>EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS “CERTIFICADOS” ..................................................................... 81</p><p>16.2 A INTERPRETAÇÃO DO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO DEFINE O PROFISSIONAL</p><p>Ex COMO POSSÍVEL “RESPONSÁVEL” EM CASO DE ACIDENTE .................................... 81</p><p>16.3 A INTERPRETAÇÃO DA NR-10 NAS AREAS CLASSIFICADAS:</p><p>O QUE É E O QUE DEVEMOS FAZER ........................................................................................ 81</p><p>16.4 A INTERPRETAÇÃO DAS ENTIDADES AMBIENTALISTAS ......................................... 82</p><p>16.5 AS EXIGÊNCIAS DA AGÊNCIA NACIONAL DO PETRÓLEO (ANP) ........................ 83</p><p>16.6 A INTERPRETAÇÃO DO SISTEMA SEGURADOR ......................................................... 83</p><p>17 A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA COMPARADA COM A LEGISLAÇÃO INTERNACIONAL ......... 85</p><p>18 DE QUE FORMA A NR-10 ATINGE AS INDÚSTRIAS COM RISCOS DE EXPLOSÃO? ....... 87</p><p>19 CENTRO INTERNACIONAL DE TREINAMENTO E AVALIAÇÃO DE</p><p>PROFISSIONAIS PARA ÁREAS CLASSIFICADAS - CITAPAC .............................................. 93</p><p>20 OS PROGRAMAS DE TREINAMENTO OFERECIDOS PELO CITAPAC ............................. 95</p><p>21 DICAS E MACETES ........................................................................................................................... 97</p><p>21.1 EM RELAÇÃO À CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS ............................................................... 97</p><p>21.2 EM RELAÇÃO À CERTIFICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS Ex ........................................ 98</p><p>22 A RELAÇÃO ESTREITA ENTRE O MANUAL DE BOLSO E O CADERNO</p><p>DE EXPLOSÕES ................................................................................................................................. 99</p><p>7</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>O trabalho da Project Explo, responsável pela edição deste Ma-</p><p>nual, começou na década de 80, época quando foi constituída a</p><p>Comissão Técnica CT-31 do COBEI/ABNT, órgão responsável pela</p><p>elaboração das novas normas brasileiras para instalações elétri-</p><p>cas em áreas classificadas. Até esse momento a normalização</p><p>para estes assuntos estava baseada em normas NEC e API, de</p><p>origem americana. Por decisão da comunidade interessada, li-</p><p>derada pela Petrobrás, as novas normas a partir desse momento</p><p>passariam a estar baseadas em normas IEC. Na constituição des-</p><p>sa comissão CT-31 foram criadas diversas “subcomissões” com a</p><p>responsabilidade de elaborar as diversas normas necessárias</p><p>(de classificação de áreas, de instalação, de equipamentos Ex-d;</p><p>de equipamentos Ex-e; etc.) Já se passaram mais de 30 anos e</p><p>todas essas normas já estão em pleno vigor, inclusive com suces-</p><p>sivas revisões alinhadas às da IEC.</p><p>No ano 2000 aconteceu um fato marcante na história dos “as-</p><p>suntos Ex”, que é como são tratados os temas relativos a áreas</p><p>classificadas: o INMETRO publicou uma Portaria conhecida</p><p>como de Nº 176, posteriormente substituída pela de Nº 83/06 e</p><p>à partir de 05/2010 está em vigor a de Nº179/10, “tornando</p><p>compulsória a certificação de equipamentos Ex”, levando to-</p><p>das as normas relacionadas com áreas classificadas também a</p><p>condição de compulsórias, ou seja “obrigatórias”, passando a</p><p>ser entendidas como leis e ficando sujeitas às penalidades do</p><p>Código Civil. Ainda, em 08 de dezembro de 2004 foi publicada</p><p>a revisão da Norma Regulamentadora NR-10 do Ministério do</p><p>Trabalho, norma esta que é responsável pela segurança dos</p><p>trabalhadores que lidam com eletricidade. Esta NR-10 agora</p><p>foca as áreas classificadas de maneira específica e obriga o</p><p>usuário a tratar dessas áreas “de acordo com as normas que</p><p>regulamentam a matéria”, obrigando o empresário a:</p><p>1) Identificar os riscos por meio de um trabalho de classifi-</p><p>cação de áreas;</p><p>2) Tratar desses riscos com equipamentos Ex certificados e;</p><p>3) Treinar seus funcionários por programas de Capacitação</p><p>e Qualificação.</p><p>8</p><p>Hoje estes assuntos são de incumbência de legislação fede-</p><p>ral, estadual, municipal, meio ambiente e dos seguros, por-</p><p>tanto, ante as muitas novidades apresentamos este traba-</p><p>lho para ajudar o profissional Ex nos seus afazeres diários.</p><p>Como toda esta legislação está em processo de constantes</p><p>mudanças, este Manual precisa também ser atualizado roti-</p><p>neiramente. Cientes da necessidade de revisar constante-</p><p>mente os conceitos aqui emitidos, a ABPEx colocou a dispo-</p><p>sição de todos o Caderno de Explosões, mensalmente em</p><p>papel agora formando parte da revista Potencia (*), e tam-</p><p>bém em versão digital que divulga “todas as novidades” da</p><p>legislação e de normalização que deve ser seguida pelo pro-</p><p>fissional (mais informações em www.abpex.com.br). Esta re-</p><p>visão foi feita por nossos especialistas, orientados pelo nos-</p><p>so amigo Ivo Rausch, a quem agradecemos de público. Bom</p><p>trabalho a todos e até a próxima edição.</p><p>Nelson M. Lopez</p><p>Diretor da Project-Explo</p><p>(*) Em Julho/11 foi assinada uma parceria entre a ABPEx/Project-</p><p>Explo e a revista Potencia da Editora Grau 10, por meio da qual</p><p>as matérias do Caderno de Explosões passarão a ser veiculadas</p><p>nessa revista.</p><p>IMPORTANTE</p><p>Esta versão digital do Manual de Bolso tem alguns</p><p>acrécimos que não aparecem na versão em papel, sendo</p><p>que todos estes aparecem destacados em azul, como</p><p>este bloco.</p><p>9</p><p>OBJETO E OBJETIVOS</p><p>Esta 4º Edição do agora Manual de Bolso foi preparada e revisada</p><p>por especialistas atuantes em diversas empresas do</p><p>segmento de engenharia, químico, farmacêutico, petroquímico,</p><p>petróleo, alimentos, gases industriais, etc. com o propósito de</p><p>servir como guia em campo para todos aqueles profissionais</p><p>que lidam com projetos, montagem, manutenção e segurança</p><p>em serviços com eletricidade e instrumentação em indústrias</p><p>sujeitas a riscos de explosões para prevenir, proteger, controlar</p><p>ou mesmo suprimir estes riscos. Este manual deve ser entendido</p><p>apenas “como uma ferramenta básica” para a adoção de soluções.</p><p>Em caso de necessidade de um aprofundamento maior deverá</p><p>ser utilizada a literatura especializada nestes assuntos.</p><p>IMPORTANTE</p><p>Por se tratar de uma edição anual, a desatualização do Ma-</p><p>nual de Bolso ao longo desse período torna-se inevitável,</p><p>já que as normas técnicas estão em constante alteração,</p><p>surgindo também nesse período novos equipamentos e so-</p><p>luções. É com o Caderno de Explosões, que é o nosso veí-</p><p>culo editorial da ABPEx, que trata de prevenção de explo-</p><p>sões, agora formando parte mensalmente da revista</p><p>Potencia(*), que o usuário deste Manual de</p><p>Bolso terá</p><p>o suporte necessário para driblar essa defasagem, f i-</p><p>cando ainda por dentro das últimas novidades do</p><p>universo Ex.</p><p>(*) O resumo do Caderno de Explosões será divulgado mês a</p><p>mês nestas paginas, logo após este manual. Fique atento a</p><p>atualizações periódicas.</p><p>10</p><p>ESCOPO</p><p>A segurança de uma unidade industrial sujeita a riscos de explosões</p><p>inclui, na ordem:</p><p>1) A definição das áreas classificadas por gases, vapores, poeiras</p><p>ou fibras, por meio de documentos conhecidos como de classifi-</p><p>cação de áreas.</p><p>2) O tratamento que essas áreas devem ter pela utilização de</p><p>materiais e equipamentos Ex certificados.</p><p>3) A seleção dos equipamentos em função dos Zoneamentos,</p><p>Grupos, Classes de Temperatura e Graus de Proteção.</p><p>4) A montagem dos equipamentos Ex,</p><p>5) A manutenção dos equipamentos Ex,</p><p>6) A inspeção dos sistemas elétricos e de instrumentação Ex, e</p><p>7) O treinamento dos profissionais que lidam com áreas classi-</p><p>ficadas.</p><p>Assim, as matérias apresentadas obedecem a esta ordem.</p><p>Neste Manual, o interessado poderá ainda encontrar informa-</p><p>ções relativas a Tipo de Proteção; Nível de Proteção de Equipa-</p><p>mentos (EPL); Métodos de instalação; Especificação de prensa-</p><p>cabos; Eletrostática; Certificação e Certificadoras Credenciadas;</p><p>Poeiras combustíveis; Inspeção de sistemas elétricos; Caracte-</p><p>rísticas físico-químicas de produtos mais comuns; Fontes de ig-</p><p>nição mais comuns; Indústrias sujeitas a riscos de explosão; Pro-</p><p>gramas de Treinamento disponíveis para Capacitação e</p><p>Certificação de Eletricistas/Instrumentistas, conforme NR-10 e</p><p>Produtos/Serviços Ex disponíveis pelos associados.</p><p>A segurança “real” de uma unidade industrial sujeita</p><p>a riscos de explosão está intimamente relacionada</p><p>com a aceitação do seguro de explosão/incêndio por</p><p>parte da seguradora. A rigor, o custo do seguro é</p><p>diretamente proporcional aos riscos existentes.</p><p>A Project-Explo, em nome da ABPEx, estabeleceu</p><p>parcerias com seguradoras nacionais e resseguradoras</p><p>internacionais para, após execução de todos estes</p><p>trabalhos, estas aceitarem esses riscos.</p><p>11</p><p>1 INFORMAÇÕES BÁSICAS</p><p>1.1 A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA RELATIVA A</p><p>SEGURANÇA E A ÁREAS CLASSIFICADAS</p><p>A legislação brasileira relativa à segurança e em particular a áreas</p><p>classificadas, estabeleceu os requisitos legais e normativos que</p><p>devem ser atendidos para prevenir danos à saúde, à integridade</p><p>física das pessoas e danos ao meio ambiente, sendo as principais</p><p>leis e decretos, os seguintes:</p><p>•Código de Defesa do Consumidor</p><p>- Lei 8078 de 11.09.1990 - Código de Defesa do Consumidor</p><p>Seção I: da Proteção à saúde e segurança.</p><p>Capítulo III: Direitos básicos do consumidor - I: Proteção da vida,</p><p>saúde e segurança contras usos e VI: A efetiva prevenção, repara-</p><p>ção de danos patrimoniais, morais, individuais, coletivos e difusos.</p><p>•Legislação Estadual sobre Segurança e Meio Ambiente</p><p>- Lei N° 997de 31 de Maio de 1976: Dispõe sobre o Controle da</p><p>Poluição do Meio Ambiente</p><p>- Decreto Estadual N° 8468 de 8 de Setembro de 1976: Aprova o</p><p>Regulamento da Lei n° 997 de 31.05.1976</p><p>- Decreto N° 46076 de 31.08.2001: Institui o Regulamento de</p><p>Segurança contra Incêndio das edificações e de áreas de risco</p><p>para fins da Lei N° 684 de 30.09.1975, e estabelece outras provi-</p><p>dências.</p><p>•Legislação Federal sobre Segurança e Meio Ambiente</p><p>- Lei 6514 de 22.12.1977: Altera o Capítulo V do Título II da</p><p>Consolidação das Leis do Trabalho relativo à Segurança e Medicina</p><p>do Trabalho.</p><p>- Portaria 3214 de 08.06.1978: Aprova as NR’s - Normas Regula-</p><p>mentadoras do Ministério do Trabalho.</p><p>- Lei N° 6938 / 81: Dispõe sobre a Política Nacional do Meio</p><p>Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e</p><p>dá outras providências.</p><p>- Lei Federal N° 9605 de 12.02.1998: Dispõe sobre as sansões</p><p>penais e administrativas derivadas de condutas lesivas ao meio</p><p>ambiente, e dá outras providências</p><p>- Decreto Federal N° 3179 / 99: Regulamenta a Lei N° 9605/98</p><p>(Crimes Ambientais) - Dispõe sobre a especificação dos sansões</p><p>aplicáveis às condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá</p><p>outras providências.</p><p>12</p><p>- Decreto Legislativo N° 246 de 2001: Aprova o texto da Convenção</p><p>N° 174 da OIT sobre Prevenção de Acidentes Industriais Maiores,</p><p>complementadas pela Recomendação N° 181, adotadas em</p><p>Genebra em 2 e 22 de Junho de 1993, respectivamente.</p><p>- Decreto N° 4085 de 15.01.2002 - Promulga a Convenção N° 174</p><p>da OIT e a Recomendação N° 181 sobre Prevenção de Acidentes</p><p>Industriais Maiores</p><p>- Norma Regulamentadora N° 10 da Portaria N° 598 de 07.12.2004</p><p>altera a redação anterior da NR10 - Instalações e Serviços em</p><p>Eletricidade.</p><p>- Norma Regulamentadora Nº 33 que regulamenta os trabalhos</p><p>em espaços confinados.</p><p>•Legislação da Agência Nacional do Petróleo ANP</p><p>Lei numero 9478/97 - Lei do Petróleo, que alem de estabelecer os</p><p>Princípios e Objetivos da Política Energética Nacional, criou o Con-</p><p>selho Nacional de Política Energética e a ANP. Cabe a ANP a Re-</p><p>gulamentação, a Contratação e a Fiscalização das atividades per-</p><p>tinentes à indústria do petróleo, além de exercer as atribuições</p><p>dos extinto Dpto. Nacional de Combustíveis DNC.</p><p>•A posição do sistema segurador Brasileiro</p><p>Lei Complementar 126 - Desregulamentação do Resseguro.</p><p>Esta lei retirou o poder regulatório do IRB e abriu o mercado bra-</p><p>sileiro de Resseguros para a competição, criando oportunidades</p><p>no negócio de Resseguros. O fim do monopólio brasileiro de res-</p><p>seguros está trazendo novos investimentos para o Brasil, assim</p><p>como Know how e tecnologia para este segmento, que estava</p><p>precisando de novos players, preços customizados e competição.</p><p>13</p><p>1.2 A INTERPRETAÇÃO DA LEI PARA AS “NORMAS</p><p>EX” E A RESPONSABILIDADE CIVIL/CRIMINAL DOS</p><p>PROFISSIONAIS EX</p><p>A “compulsoriedade da certificação” levou todas as normas Ex a</p><p>partir do momento da publicação da Portaria INMETRO Nº 179/00</p><p>à condição de “obrigatórias”, ou seja, foram consideradas “leis”,</p><p>assim sendo, todas as normas passaram ao campo do direito.</p><p>A) Do direito do trabalho e previdenciário (em caso de aciden-</p><p>te do trabalho)</p><p>B) Do Direito Civil (em caso de acidente sem vítimas)</p><p>C) Do Direito Penal (em caso de acidente com vítimas)</p><p>D) Do Direito Ambiental (em caso de acidente ambiental)</p><p>Isto, porque as entidades ambientais entendem que a falta de</p><p>segurança em industrias Ex pode ser a origem de acidentes.</p><p>As Responsabilidades do ponto de vista jurídico.</p><p>Como as normas Ex passaram à área do direito, o profissional Ex</p><p>pode ser responsabilizado civil ou criminalmente por ação ou</p><p>omissão e em caso de acidente será procurado um responsável,</p><p>que começa com a alta direção da empresa, vai para a gerência,</p><p>continua com o técnico, terminando no operador.</p><p>E quais são os fundamentos?</p><p>O Direito Civil (em caso de acidente sem vítimas)</p><p>O Direito Criminal (em caso de acidente com mortos/feridos)</p><p>O Direito Ambiental (em caso de desastre ambiental)</p><p>E quais são os artigos do Código Penal que tratam disto?</p><p>Dos atos ilícitos art. 186 (ação ou omissão)</p><p>Da obrigação de indenizar art. 927 (reparação)</p><p>Crimes contra as pessoas art. 121 (homicídio culposo)</p><p>Lesões corporais art. 129</p><p>Dolo eventual art. 132</p><p>1.3 NORMAS EX DISPONÍVEIS</p><p>As normas que regulamentam os assuntos Ex para gases e vapores</p><p>(publicadas até junho de 2010) são as seguintes:</p><p>14</p><p>Normas para procedimentos</p><p>ABNT NBR IEC Procedimentos</p><p>60079-10-1 Parte 10-1: Classificação de áreas -</p><p>Atmosferas explosivas de gás</p><p>60079-14 Parte 14: Projeto, seleção e montagem de</p><p>instalações elétricas</p><p>60079-17 Parte 17: Inspeção e manutenção de instalações</p><p>elétricas</p><p>60079-19 Parte 19: Reparo, revisão e recuperação de</p><p>equipamentos</p><p>60079-20 TR Parte 20: Dados de gases ou vapores inflamáveis</p><p>referentes à utilização de equipamentos elétricos</p><p>Normas para equipamentos e sistemas</p><p>ABNT NBR IEC Equipamentos elétricos para atmosferas</p><p>explosivas por gases e vapores</p><p>60079-0 Parte 0: Equipamentos - Requisitos gerais</p><p>60079-1 Parte 1: Proteção de equipamentos por</p><p>invólucros à prova de explosão “d”</p><p>60079-2 Parte 2: Proteção de equipamento por</p><p>invólucro pressurizado</p><p>60079-5 Parte 5: Imersão em areia “q”</p><p>60079-6 Parte 6: Proteção de equipamento por</p><p>imersão em óleo “o”</p><p>60079-7 Parte: 7 Proteção de equipamentos por</p><p>segurança aumentada “e”</p><p>60079-11 Parte 11: Proteção de equipamento por</p><p>segurança intrínseca “i”</p><p>60079-13 TR Parte 13: Construção e utilização de ambientes</p><p>protegidas por pressurização</p><p>60079-15 Parte 15: Construção, ensaio e marcação de</p><p>equipamentos elétricos com tipo de proteção “n”</p><p>60079-16 TR Parte 16: Ventilação artificial para a proteção</p><p>de casa de analisadores</p><p>60079-18 Parte 18: Construção, ensaios e marcação do</p><p>tipo de proteção para equipamentos elétricos</p><p>encapsulados “m”</p><p>60079-25 Parte 25: Sistemas intrinsecamente seguros</p><p>15</p><p>60079-26 Parte 26: Equipamento com nível de proteção</p><p>de equipamento (EPL) Ga</p><p>60079-27 Parte 27: Conceito de Fieldbus intrinsecamente</p><p>seguro (FISCO)</p><p>60079-28 Parte 28: Proteção de equipamentos e de</p><p>sistemas de transmissão que utilizam radiação</p><p>óptica</p><p>60079-29-1 Parte 29-1: Detectores de gás - Requisitos de</p><p>desempenho de detectores para gases inflamáveis</p><p>Normas para poeiras combustíveis</p><p>ABNT NBR IEC Equipamentos elétricos para utilização em</p><p>presença de poeira combustível</p><p>61241-0 Parte 0: Requisitos gerais</p><p>61241-1 Parte 1: Proteção por invólucros “tD”</p><p>61241-4 Parte 4: Tipo de proteção “pD”</p><p>61241-10 Parte 10: Classificação de áreas onde poeiras</p><p>combustíveis estão ou podem estar presentes</p><p>61241-14 MOD Seleção e instalação (NBR 15615)</p><p>Para a lista atualizada, ver no www.abnt.org.br/catalogo (palavra-</p><p>chave: atmosferas explosivas).</p><p>O valor deste Manual de Bolso fica diminuí-</p><p>do se o usuário não acompanhar as mudanças</p><p>que rotineiramente acontecem com as normas,</p><p>com o aparecimento de novas soluções, novos</p><p>equipamentos e materiais, etc e que são aborda-</p><p>das no Caderno de Explosões, que foi concebido</p><p>para acompanhar este Manual de Bolso.</p><p>16</p><p>17</p><p>2 ÁREAS CLASSIFICADAS POR GASES,</p><p>VAPORES, POEIRAS E FIBRAS</p><p>Existem diversos tipos de explosões: a explosão de uma caldeira,</p><p>as explosões nucleares, as explosões dos motores de combustão</p><p>interna, as explosões por reações químicas aceleradas, etc. Estas</p><p>últimas normalmente são acidentais e as explosões de gases,</p><p>vapores e poeiras a que nos referiremos neste manual são conhe-</p><p>cidas como explosões químicas, sendo que estes fenômenos</p><p>indesejáveis poderão acontecer em locais onde exista a presença</p><p>desses elementos. É importante destacar que a explosão existirá</p><p>não apenas pela presença destes, mas também pela quantidade,</p><p>pelo seu grau de dispersão (mistura com o ar ou oxigênio) e pela</p><p>sua concentração no ambiente. Assim sendo, a identificação de</p><p>locais potencialmente explosivos definirá posteriormente as “áreas</p><p>classificadas” nesses locais.</p><p>2.1 O QUE DEVE SER ENTENDIDO COMO “ÁREA</p><p>CLASSIFICADA”</p><p>É todo local sujeito à probabilidade da existência ou formação de</p><p>misturas explosivas pela presença de gases, vapores, poeiras ou</p><p>fibras combustíveis misturadas com o ar (ou com O2).</p><p>Atmosfera explosiva é a mistura com o ar, de substâncias infla-</p><p>máveis na forma de gases, vapores, névoas, poeiras ou fibras na</p><p>qual após a ignição, a combustão se propaga através da mistura</p><p>remanescente.</p><p>2.2 PRINCÍPIOS DE CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS E</p><p>ZONEAMENTOS</p><p>O desenvolvimento de um bom trabalho de classificação de áreas</p><p>de uma unidade industrial começa com a análise da “probabilida-</p><p>de” da existência ou aparição de atmosferas explosivas nos dife-</p><p>rentes locais dessa unidade, que serão posteriormente definidas</p><p>como Zonas 0, 1 ou 2. Portanto, se existem produtos que geram</p><p>essas atmosferas explosivas (podendo ser gases inflamáveis, lí-</p><p>quidos inflamáveis ou ainda poeiras/fibras combustíveis) libera-</p><p>dos para o ambiente pelos equipamentos de processo, esses equi-</p><p>pamentos que representam fontes potenciais de áreas classifica-</p><p>das. Em geral, parte dos equipamentos de processo, tais como</p><p>18</p><p>tampas, tomadas de amostras, bocas de visita, drenos, ventos,</p><p>respiros, flanges, etc. são considerados “fontes geradoras de ris-</p><p>co” pela possibilidade de vazamento de produtos para os ambi-</p><p>entes onde estão instalados.</p><p>Estas fontes de risco são classificadas em “graus”, dependendo da</p><p>duração e freqüência das atmosferas explosivas geradas por elas.</p><p>São conhecidas como de grau contínuo aquelas fontes que</p><p>geram risco de forma contínua ou durante longos períodos.</p><p>São conhecidas como de grau primário aquelas fontes que</p><p>geram risco de forma periódica ou ocasional durante condições</p><p>normais de operação e são conhecidas como de grau secundário</p><p>aquelas que geram risco somente em condições anormais de</p><p>operação e quando isto acontece é por curtos períodos.</p><p>Deve-se entender como condições “normais de operação” aquelas</p><p>encontradas nos equipamentos operando dentro dos seus</p><p>parâmetros de projeto. Como exemplo de fonte de risco de grau</p><p>contínuo podemos citar o interno de um tanque de</p><p>armazenamento de inflamáveis do tipo atmosférico, onde haverá</p><p>permanentemente a presença da mistura explosiva enquanto</p><p>houver produto no tanque.</p><p>Já no mesmo tanque, uma fonte de risco de grau primário será</p><p>o respiro dele, por ter a saída de vapores do produto toda vez que o</p><p>nível do mesmo aumentar (com exceção de líquidos altamente</p><p>voláteis, isto não acontece permanentemente, mas apenas</p><p>quando o nível sobe).</p><p>Na mesma situação anterior do tanque de armazenamento de</p><p>inflamáveis, poderemos ter fontes de risco de grau secundário</p><p>representadas, por exemplo, por flanges (que por envelhecimento</p><p>da junta ou desaperto de parafusos podem vazar) ou também</p><p>por perda do controle de nível (que provocará o derramamento</p><p>de líquido na bacia). Estas duas situações representam condições</p><p>anormais, não sendo, portanto freqüentes nem de longa duração.</p><p>2.3 DEFINIÇÕES DE ZONEAMENTOS PARA GASES E</p><p>VAPORES</p><p>Utilizando a norma 60079-10, temos:</p><p>Zona 0 - É um local em que a atmosfera explosiva está presente</p><p>de modo permanente, por longos períodos ou ainda freqüente-men-</p><p>te, sendo gerada normalmente por fonte de risco de grau contínuo.</p><p>19</p><p>Zona 1 - É um local onde a atmosfera explosiva está presente em</p><p>forma ocasional e em condições normais de operação, sendo</p><p>normalmente gerada por fontes de risco de grau primário.</p><p>Zona 2 - É um local onde a atmosfera explosiva está presente</p><p>somente em condições anormais de operação e persiste somente</p><p>por curtos períodos de tempo, sendo gerada normalmente por</p><p>fontes de risco de grau secundário.</p><p>2.4 DEFINIÇÕES DE ZONEAMENTOS PARA POEIRAS E</p><p>FIBRAS</p><p>Utilizando a norma 61241-10, temos:</p><p>Zona 20 - É um local em que a atmosfera explosiva, em forma de</p><p>nuvem de poeira, está presente de forma permanente, por</p><p>longos períodos ou ainda freqüentemente (estas zonas, ao igual</p><p>que gases e vapores, são geradas por fontes de risco de grau</p><p>contínuo).</p><p>Zona 21 - É um local em que a atmosfera explosiva em forma de</p><p>nuvem de pó está presente em forma ocasional, em condições</p><p>normais de operação da unidade (estas zonas, ao igual que gases</p><p>e vapores, são geradas por fontes de risco de grau primário).</p><p>Zona 22 - É um local onde a atmosfera explosiva em forma de</p><p>nuvem de pó existirá somente em condições anormais de opera-</p><p>ção e se existir será somente por curto período de tempo (estas</p><p>zonas, ao igual que gases e vapores, são geradas por fontes de</p><p>risco de grau secundário).</p><p>2.5 O QUE É O DESENHO DE CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS</p><p>É o documento que deve mostrar as áreas classificadas existentes</p><p>na unidade, seus graus de risco (Zonas) e suas extensões em</p><p>metros, não apenas em planta, mas também em elevação, já que</p><p>não se trata de áreas, mas de “volumes de risco”. Ainda, segundo</p><p>a norma, devem ser identificadas neste documento todas as fontes</p><p>geradoras de risco, os produtos que geram o risco e suas condições</p><p>de processo.</p><p>2.6 DEMARCAÇÃO DAS ÁREAS CLASSIFICADAS</p><p>O desenho de classificação de áreas é um documento que serve</p><p>20</p><p>principalmente para definir os tipos de equipamentos elétricos a</p><p>serem instalados nesses locais. Por isto é necessário delimitar as</p><p>diversas áreas classificadas existentes na unidade, assim o desenho</p><p>deve mostrar as diferentes Zonas (0, 1 ou 2) e suas extensões em</p><p>metros. Para atender às exigências da NR-10, todas estas áreas</p><p>devem também ser “sinalizadas”</p><p>em campo.</p><p>2.7 EXEMPLO DE UMA CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS</p><p>O desenho de classif icação de áreas deve mostrar pontual-</p><p>mente as fontes geradoras de risco de explosão, sua exten-</p><p>são e graus (Zonas 0, 1 e 2) def inindo sua extensão em</p><p>metros, conforme mostrado no desenho abaixo:</p><p>Estes trabalhos são “fundamentais” para atender às</p><p>exigências da NR-10, detalhadas nas págs. 10 e 75</p><p>deste Manual, devendo ser feitos somente por</p><p>empresas/prof issionais qualif icados, experientes e</p><p>responsáveis, haja visto que estes envolvem</p><p>informações consideradas “sigilosas”.</p><p>Para executá-los, contate: www.project-explo.com.br</p><p>Mensalmente são analizadas situações relativas a áre-</p><p>as classificadas no Caderno de Explosões, fique aten-</p><p>to às atualizações!!</p><p>21</p><p>3 ESCOLHA DOS EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS</p><p>PARA ÁREAS CLASSIFICADAS</p><p>3.1 CONCEITOS DE PROTEÇÃO</p><p>Os equipamentos elétricos instalados em áreas classif icadas</p><p>constituem possíveis fontes de ignição devido a arcos e faíscas</p><p>provocadas pela abertura e fechamento de contatos, ou por super</p><p>aquecimento em caso de falhas. Assim, estes equipamentos</p><p>devem ser fabricados de maneira a impedir que a atmosfera</p><p>explosiva possa entrar em contato com as partes que gerem esses</p><p>riscos. Por isso, esses equipamentos, conhecidos como equipa-</p><p>mentos Ex, são construídos baseados em 3 soluções diferentes:</p><p>1) Confinam as fontes de ignição (da atmosfera explosiva)</p><p>2) Segregam as fontes de ignição (da atmosfera explosiva)</p><p>3) Suprimem ou reduzem os níveis de energia a valores abaixo da</p><p>energia necessária para inflamar a mistura presente no ambiente.</p><p>Assim, as soluções normalmente empregadas na fabricação de</p><p>equipamentos Ex estão baseadas no princípio do confinamento,</p><p>da segregação ou ainda da supressão, conforme tabela abaixo.</p><p>3.2 ESCOLHA DOS EQUIPAMENTOS EM FUNÇÃO DO</p><p>GRUPO</p><p>Considerando que todos os produtos inflamáveis têm características</p><p>e graus de periculosidade diferentes, os equipamentos elétricos</p><p>para áreas classificadas por gases ou vapores na sua fabricação</p><p>foram divididos em dois grandes Grupos:</p><p>Método de Proteção Código Princípios</p><p>Á prova de explosão Ex d Confinamento</p><p>Pressurizado Ex p Segregação</p><p>Encapsulado Ex m Segregação</p><p>Imersão em óleo Ex o Segregação</p><p>Imersão em areia Ex q Segregação</p><p>Proteção por invólucro Ex t Segregação</p><p>Intrinsecamente seguro Ex i Supressão</p><p>Segurança aumentada Ex e Supressão</p><p>Não acendível Ex n Supressão</p><p>Especial Ex s Especial</p><p>22</p><p>• Grupo I - São aqueles equipamentos fabricados para operar em</p><p>minas subterrâneas, e;</p><p>• Grupo II - São os equipamentos fabricados para operar em at-</p><p>mosferas explosivas por gases e vapores nas indústrias de super-</p><p>fície. Considerando as substâncias inflamáveis presentes neste tipo</p><p>de indústrias, este grupo foi subdividido em subgrupos: IIA, IIB e</p><p>IIC, conforme sua periculosidade.</p><p>• Grupo III - São os equipamentos fabricados para operar em</p><p>atmosferas explosivas por poeiras e fibras em indústrias de super-</p><p>fície. Considerando as partículas combustíveis presentes neste tipo</p><p>de indústrias, este grupo foi subdividido em subgrupos: IIIA, IIIB e</p><p>IIIC, conforme sua periculosidade.</p><p>AGRUPAMENTO DAS SUBSTÂNCIAS MAIS CONHECIDAS</p><p>O subgrupo IIA inclui todos os derivados do petróleo, produtos</p><p>do grupo D do NEC também conhecidos como elementos da fa-</p><p>mília do Propano. O subgrupo IIB inclui todos os produtos do</p><p>grupo C do NEC, também conhecidos como elementos da família</p><p>do Eteno. O subgrupo IIC inclui o Hidrogênio e o Acetileno pro-</p><p>dutos do grupo B e A do NEC Dissulfeto de Carbono.</p><p>Os ensaios feitos para seu enquadramento nesses subgrupos fo-</p><p>ram aqueles conhecidos como MIC e MESG, (para equipamentos</p><p>Ex-i e Ex-d, respectivamente).</p><p>Grupo de Periculosidade Produto</p><p>I Gás Grisú</p><p>Acetona</p><p>Amônia</p><p>Benzeno</p><p>Butano</p><p>Ciclohexano</p><p>II A Gasolina</p><p>Hexano</p><p>Propano</p><p>Tolueno</p><p>Xileno</p><p>Etileno</p><p>II B Ciclopropano</p><p>Sulfeto de Hidrogênio</p><p>II C Hidrogênio</p><p>Acetileno</p><p>23</p><p>Classe de Temperatura Máxima</p><p>Temperatura de Superfície</p><p>T1 450ºC</p><p>T2 300ºC</p><p>T3 200ºC</p><p>T4 135ºC</p><p>T5 100ºC</p><p>T6 85ºC</p><p>Já a subdivisão para poeiras e fibras é definida através da</p><p>condutividade e do tamanho da partícula, conforme tabela abaixo:</p><p>Grupo de Periculosidade Produto</p><p>Fibras :</p><p>Rayon</p><p>IIIA Algodão</p><p>Sisal</p><p>Juta</p><p>Fibras de madeira</p><p>Poeiras não condutivas:</p><p>Açúcar</p><p>III B Farinha de trigo</p><p>Celulose</p><p>Vitamina C</p><p>Poeiras condutivas:</p><p>Alumínio</p><p>IIIC Ferro - manganês</p><p>Carvão</p><p>Coque</p><p>Grafite, etc.</p><p>3.3 ESCOLHA EM FUNÇÃO DA CLASSE DE TEMPERATURA</p><p>Os equipamentos elétricos presentes numa área classificada po-</p><p>dem se converter em fontes de ignição também por superaqueci-</p><p>mento provocado por uma condição de falha. Portanto, a classe</p><p>de temperatura do equipamento é uma informação fornecida pelo</p><p>fabricante e confirmada pela Certificadora de que este equipa-</p><p>mento, mesmo em condição de falha, não atingirá na sua superfí-</p><p>cie um valor acima da marcação, de acordo com a seguinte tabe-</p><p>la, aplicável a equipamentos a serem instalados em atmosferas</p><p>explosivas por gases e vapores:</p><p>24</p><p>Para equipamentos a serem instalados em atmosferas explosivas</p><p>por poeiras e fibras, deverá ser especificada a temperatura máxi-</p><p>ma de superfície do equipamento (°C) , ou seja: “T máx” °C</p><p>3.4 GRAU DE PROTEÇÃO APLICADO A EQUIPAMENTOS</p><p>Grau de Proteção ou Índice de Proteção (IP) de um equipamento</p><p>é uma informação fornecida pelo fabricante e confirmada pela</p><p>Certificadora de que o equipamento em questão foi projetado</p><p>para impedir a entrada de sólidos e líquidos no seu interior. Esta</p><p>informação é constituída por dois dígitos (de 0 à 8), sendo que</p><p>o primeiro dígito se refere às medidas que foram tomadas para</p><p>impedir a entrada de sólidos e o segundo dígito às medidas que</p><p>foram tomadas para impedir a entrada de líquidos no seu interior.</p><p>Esta é uma informação importante para equipamentos Ex,</p><p>especialmente quando se trata de equipamentos tipo Ex-d e Ex-e,</p><p>estando estes dígitos detalhados nas tabelas a seguir:</p><p>PRIMEIRO DÍGITO (refere-se a entrada de sólidos)</p><p>GRAU DE PROTEÇÃO</p><p>DESCRIÇÃO</p><p>SUMARIA</p><p>Não protegido</p><p>Protegido contra objetos</p><p>sólidos de dimensão maior</p><p>do que 50mm</p><p>Protegido contra objetos</p><p>sólidos de dimensão maior</p><p>do que 12mm</p><p>Protegido contra objetos</p><p>sólidos de dimensão maior</p><p>do que 2,5mm</p><p>Protegido contra objetos</p><p>sólidos de dimensão maior</p><p>do que 1,0mm</p><p>CORPOS QUE NÃO</p><p>DEVEM PENETRAR</p><p>Sem proteção especial</p><p>Grande superfície do corpo</p><p>humano como a mão.</p><p>Nenhuma penetração</p><p>contra penetração liberal</p><p>Dedos ou objetos de</p><p>comprimento maior do</p><p>que 80mm cuja menor</p><p>dimensão > 12mm</p><p>Ferramentas, fios, etc. de</p><p>diâmetro e/ou espessura</p><p>maiores do que 2,5mm cuja</p><p>menor dimensão > 2,5mm</p><p>Fios, fitas de largura maior</p><p>do que 1,0mm, objetos cuja</p><p>menor dimensão seja</p><p>maior do que 1,0mm</p><p>DÍGITO</p><p>0</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>4</p><p>25</p><p>SEGUNDO DÍGITO (refere-se a entrada de líquidos)</p><p>GRAU DE PROTEÇÃO</p><p>DESCRIÇÃO</p><p>SUMARIA</p><p>Não protegido</p><p>Protegido contra queda</p><p>vertical de gotas de água</p><p>Protegido contra quedas de</p><p>água com inclinações de até</p><p>15º com a vertical</p><p>Protegido contra água</p><p>aspergida</p><p>Protegido contra</p><p>projeções de água</p><p>Protegido contra</p><p>jatos de água</p><p>Protegido contra</p><p>ondas do mar</p><p>Sob certas condições de</p><p>tempo e pressão, não</p><p>hápenetração de água</p><p>Adequado à submersão</p><p>contínua sob condições</p><p>específicas</p><p>PROTEÇÃO</p><p>DADA</p><p>Sem proteção especial.</p><p>Invólucro aberto</p><p>Gotas de água caindo da</p><p>vertical não prejudicam o</p><p>equipamento (condensação)</p><p>Gotas de água não têm</p><p>efeito prejudicial para</p><p>inclinações de até 15º</p><p>com a vertical</p><p>Água aspergida de 60º</p><p>com a vertical não tem</p><p>efeitos prejudiciais</p><p>Água projetada de qual</p><p>quer direção não tem</p><p>efeito prejudicial</p><p>Água projetada por bico</p><p>em qualquer direção</p><p>não tem efeitos</p><p>Água em forma de onda,</p><p>ou jatos potentes não</p><p>tem efeitos prejudiciais</p><p>Sob certas condições de</p><p>tempo e pressão, não há</p><p>penetração de água</p><p>Adequado à submersão</p><p>contínua sob condições</p><p>específicas</p><p>DÍGITO</p><p>0</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>4</p><p>5</p><p>6</p><p>7</p><p>8</p><p>Não totalmente vedado</p><p>contra poeira, mas se</p><p>penetrar, não prejudica a</p><p>operação do equipamento</p><p>Não é esperada nenhuma</p><p>penetração de poeira no</p><p>interior do invólucro</p><p>Protegido contra poeira</p><p>contato a partes internas</p><p>ao invólucro</p><p>Totalmente protegido contra</p><p>poeira</p><p>e contato a parte</p><p>interna</p><p>5</p><p>6</p><p>26</p><p>Exemplo de aplicação do Grau de Proteção em equipamentos</p><p>Ex IP-64.</p><p>Significa que o equipamento em questão foi fabricado para im-</p><p>pedir totalmente a entrada de poeiras(dígito 6), e também contra</p><p>a entrada de água projetada de qualquer direção (dígito 4).</p><p>3.5 APLICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS EX EM FUNÇÃO</p><p>DO ZONEAMENTO</p><p>A especificação dos diferentes tipos de proteção necessários aos</p><p>diversos equipamentos elétricos à serem instalados na unidade sob</p><p>análise, somente pode ser feita uma vez definida a classificação</p><p>de áreas da unidade. Assim, tendo sido demarcadas as diferentes</p><p>áreas, conhecidas como Zonas 0, 1 e 2, será possível escolher estes</p><p>equipamentos utilizando a tabela a seguir:</p><p>Zona Tipo de Proteção Código</p><p>0 Intrinsecamente Seguro ia</p><p>Encapsulado ma</p><p>1 À prova de Explosão d</p><p>Pressurizado px ou py</p><p>Imersão em areia q</p><p>Imersão em óleo o</p><p>Segurança Aumentada e</p><p>Intrinsecamente Seguro ib</p><p>Encapsulado mb</p><p>2 Pressurizado pz</p><p>Intrinsecamente Seguro ic</p><p>Não Acendível nA, nR, nL e nC</p><p>Encapsulado mc</p><p>20 Intrinsecamente seguro ia</p><p>Encapsulado ma</p><p>Proteção por invólucro tD</p><p>21 Intrinsecamente seguro ib</p><p>Encapsulado mb</p><p>Proteção por invólucro tD</p><p>Pressurizado pD</p><p>22 Intrinsecamente seguro ic</p><p>Encapsulado mc</p><p>Proteção por invólucro tD</p><p>Pressurizado pD</p><p>27</p><p>IMPORTANTE!</p><p>A CERTIFICAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS Ex</p><p>Conforme Portaria INMETRO Nº 176/00, posteriormente</p><p>substituída pela de Nº 83/06 e a partir de 05/2010 pela de</p><p>Nº 179/10, todos os equipamentos elétricos para uso em</p><p>áreas classificadas devem ser “certificados”. Esta certificação</p><p>somente pode ser concedida por entidades credenciadas</p><p>pelo INMETRO, sendo que até agosto/2010 as entidades</p><p>brasileiras credenciadas correspondiam à CERTUSP, CEPEL-</p><p>LABEX, UL do Brasil, BVC, NCC Certificações, IEX e TUV</p><p>Rheinland. Desta forma, todo equipamento elétrico instala-</p><p>do em área classificada deve ser acompanhado do certifi-</p><p>cado correspondente e identificado com sua marcação no</p><p>corpo do mesmo e claramente visível. Para maiores deta-</p><p>lhes ver o capítulo 11, onde o assunto é tratado mais</p><p>detalhadamente.</p><p>3.6 NÍVEL DE PROTEÇÃO DE EQUIPAMENTOS - “EPL”</p><p>O Nível de Proteção de Equipamentos - “EPL” (Equipment Protection</p><p>Level), é uma informação que foi recentemente incorporada na</p><p>normalização brasileira a partir de 2008, acompanhando as normas</p><p>internacionais IEC, que indica o local adequado para instalação e o</p><p>nível de proteção proporcionado pelo equipamento Ex.</p><p>A identificação de EPL consiste basicamente em duas letras, a pri-</p><p>meira em maiúsculo e a segunda em minúsculo, conforme segue:</p><p>Primeira letra do ‘EPL’:</p><p>A primeira letra se refere ao local da instalação do equipamento</p><p>Ex, sendo identificada como:</p><p>• M (Mining): para instalação em minas subterrâneas;</p><p>• G (Gases): para instalação onde a atmosfera explosiva possível</p><p>de estar presente no local seja composta de gases ou vapores</p><p>inflamáveis;</p><p>• D (Dusts): para instalação onde a atmosfera explosiva possível</p><p>de estar presente no local seja composta de poeiras combustíveis.</p><p>Segunda letra do ‘EPL’:</p><p>A segunda letra se refere ao nível de proteção proporcionado pelo</p><p>equipamento Ex, sendo identificada como:</p><p>28</p><p>• a : para nível de proteção muito alto, ou seja, dois meios</p><p>independentes de proteção ou segurança, mesmo quando da</p><p>ocorrência de duas falhas, independentemente uma da outra;</p><p>• b : para nível de proteção alto, ou seja, adequado para operação</p><p>normal e com distúrbios de ocorrência freqüente ou equipamento</p><p>onde falhas são normalmente levadas em consideração;</p><p>• c : para nível de proteção elevado, ou seja, adequado para operação</p><p>normal.</p><p>Pelo método tradicional de especificação de equipamento Ex, se</p><p>levarmos em consideração apenas as zonas para a determinação</p><p>do EPL , teremos o seguinte:</p><p>• Em zonas 0 devemos instalar apenas EPL Ga;</p><p>• Em zonas 1 podemos instalar EPL Ga ou Gb;</p><p>• Em zonas 2 podemos instalar EPL Ga, Gb ou Gc;</p><p>• Em zonas 20 devemos instalar apenas EPL Da;</p><p>• Em zonas 21 podemos instalar EPL Da ou Db;</p><p>• Em zonas 22 podemos instalar EPL Da, Db ou Dc.</p><p>3.7 A IDENTIFICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS EX (marcação)</p><p>A Portaria INMETRO No. 179/10 obriga a certificação de todo e</p><p>qualquer equipamento elétrico para uso em atmosfera explosiva</p><p>É obrigtória, também, uma marcação indelével que deve formar</p><p>parte do corpo do equipamento. Essa marcação, obedece ao se-</p><p>guinte modelo:</p><p>Ex d IIC T6 EPL Gb</p><p>Ex - Significa que o equipamento possui algum tipo de proteção</p><p>para área classificada (atmosfera potencialmente explosiva).</p><p>d - Especifica o tipo de proteção que esse equipamento possui,</p><p>podendo ser alguns dos seguintes:</p><p>d = à prova de explosão m = encapsulado</p><p>e = segurança aumentada (ma, mb ou mc)</p><p>p = pressurizado o = imerso em óleo</p><p>(px, py ou pz) q = imerso em areia</p><p>i = segurança intrínseca n = não acendível</p><p>(ia, ib ou ic) (nA, nR, nL ou nC)</p><p>29</p><p>t = proteção por invólucro s = especial</p><p>IIC - Especifica o Grupo para o qual o equipamento foi construído,</p><p>podendo ser:</p><p>Grupo I,</p><p>Grupo IIA, Grupo IIB, Grupo IIC,</p><p>Grupo IIIA, Grupo IIIB, ou Grupo IIIC.</p><p>T6 - Especifica a Classe de Temperatura de superfície do equipa-</p><p>mento, podendo ser:</p><p>T1 - 450º C T4 - 135º C</p><p>T2 - 300º C T5 - 100º C</p><p>T3 - 200º C T6 - 85º C</p><p>ou para poeira - “T máx”ºC.</p><p>EPL Gb - Especifica o Nível de Proteção de Equipamento para o</p><p>qual o equipamento foi construído,podendo ser:</p><p>EPL Ma, EPL Mb</p><p>EPL Ga, EPL Gb, EPL Gc,</p><p>EPL Da, EPL Db ou EPL Dc</p><p>Obs.: Para poeiras combustíveis deve fazer parte integrante da</p><p>marcação, sendo:</p><p>IP 6X - para zona 20, zona 21 e zona 22 pela presença de poeiras</p><p>condutivas.</p><p>IP 5X - para zona 22 pela presença de poeiras não condutivas.</p><p>Além da certif icação de equipamentos Ex, exigida</p><p>pela legislação, existe também no mercado a</p><p>tendência de exigir a curto prazo a certificação de</p><p>profissionais (hoje a exigência é apenas qualif icar).</p><p>A Project-Explo, em nome da ABPEx está fazendo</p><p>isto, qualif icando (com direito a certif icação)</p><p>profissionais de segurança, projetos, montagem,</p><p>manutenção, inspeção e supervisão.</p><p>Contate-nos: www.project-explo.com.br</p><p>30</p><p>Todos os assuntos abordados até aqui formam</p><p>parte dos módulos básicos para Qualificação e</p><p>posterior Certificação de profissionais desen-</p><p>volvidos pela ABPEx/Project-Explo em con-</p><p>junto com ABENDI.</p><p>31</p><p>4 OS TIPOS DE PROTEÇÃO</p><p>Os diferentes tipos de proteção aplicados à equipamentos elétri-</p><p>cos que a normalização recomenda em função dos zoneamentos</p><p>e que estão detalhados no item 3.5 operam de acordo com os</p><p>princípios detalhados a seguir:</p><p>4.1 A PROVA DE EXPLOSÃO Ex-d</p><p>Invólucro capaz de suportar a pressão de explosão interna, não</p><p>permitindo que ela se propague para o ambiente externo, o que é</p><p>conseguido pelo resfriamento dos gases da combustão na sua</p><p>passagem através do interstício existente entre o corpo e a tampa.</p><p>Aplicável em Zonas 1 e 2</p><p>4.2 SEGURANÇA AUMENTADA Ex-e</p><p>Equipamento fabricado com medidas construtivas adicionais para</p><p>que em condições normais de operação, não sejam produzidos</p><p>arcos, centelhas ou alta temperatura. Ainda, estes equipamentos</p><p>possuem um grau de proteção (IP) elevado.</p><p>Aplicável em Zonas 1 e 2</p><p>4.3 SEGURANÇA INTRÍNSECA Ex-i (ia ou ib)</p><p>Equipamento projetado com dispositivos ou circuitos que em con-</p><p>dições normais ou anormais de operação não possuem energia</p><p>suficiente para inflamar uma atmosfera explosiva.</p><p>Aplicável em Zona 0 ou 20(ia, ib ou ic), Zonas</p><p>1 ou 21 (ib ou ic) e Zona 2 ou 22 (ic)</p><p>32</p><p>4.4 PRESSURIZAÇÃO Ex-p</p><p>Equipamento que foi fabricado para operar com pressão positiva</p><p>interna de forma a evitar a penetração da mistura explosiva no</p><p>interior do invólucro.</p><p>Aplicável em Zonas 1 (px ou pz), Zona 2 (pz), Zona</p><p>21 e Zona 22.</p><p>4.5 NÃO ACENDÍVEL Ex-n (nA; nR; nC; nL)</p><p>Equipamentos fabricados com dispositivos ou circuitos que em</p><p>condições normais de operação não produzem arcos, centelhas</p><p>ou alta temperatura.</p><p>Aplicáveis em Zona 2</p><p>4.6 EQUIPAMENTO IMERSO EM ÓLEO Ex-o</p><p>Equipamento fabricado de maneira que partes que podem causar</p><p>centelhas ou alta temperatura são instalados em um meio isolante</p><p>com óleo.</p><p>Aplicável em Zonas 1</p><p>e 2</p><p>4.7 EQUIPAMENTO IMERSO EM AREIA Ex-q</p><p>Equipamento fabricado de maneira que as partes que podem causar</p><p>centelha ou alta temperatura são instalados em um meio isolante</p><p>com areia.</p><p>Aplicável em Zonas 1 e 2</p><p>33</p><p>4.8 PROTEÇÃO POR INVÓLUCRO Ex-t</p><p>Tipo de proteção onde todas as fontes de ignição são protegidas</p><p>por um invólucro para evitar a ignição de uma camada ou nuvem</p><p>de poeira, baseado no grau de proteção, resistência mecânica e</p><p>máxima temperatura de superfície.</p><p>Aplicável em Zona 20 (ta), Zonas 21 (ta ou tb)</p><p>e Zonas 22 (ta, tb ou tc)</p><p>4.9 EQUIPAMENTO ENCAPSULADO EM RESINA Ex-m</p><p>Equipamento fabricado de maneira que as partes que podem</p><p>causar centelhas ou alta temperatura se situam em um meio isolante</p><p>encapsulado com resina.</p><p>Aplicável em Zona 0 ou 20 (ma, mb ou mc),</p><p>Zonas 1 ou 21 (mb ou mc) e Zona 2 ou 22 (mc).</p><p>4.10 EQUIPAMENTOS ESPECIAIS Ex-s</p><p>Os equipamentos identificados como Ex-s (especial) são fabricados</p><p>utilizando qualquer técnica diferente das acima mencionadas. Os</p><p>equipamentos deste tipo que hoje existem funcionam baseados</p><p>em princípios pneumáticos (luminárias de inspeção de vasos), na</p><p>utilização de fibra óptica (sistemas de sinalização), etc. podendo</p><p>ser utilizados em Zona 0, desde que certificados para essa condição</p><p>de risco.</p><p>Os diferentes “tipos de proteção”, suas carac-</p><p>terísticas, detalhes construtivos, aplicações, etc</p><p>são abordados no Programa de Qualificação e</p><p>Certificação de profissionais Ex, desenvolvido</p><p>pela ABPEx/Project-Explo em conjunto com</p><p>ABENDI.</p><p>34</p><p>35</p><p>5 EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS Ex DISPONÍVEIS</p><p>NO MERCADO BRASILEIRO (até agosto/2010)</p><p>A Associação Brasileira para Prevenção de Explosões ABP-Ex,</p><p>interessada na divulgação de produtos e serviços que atendam efe-</p><p>tivamente a legislação brasileira em vigor, está colocando à disposi-</p><p>ção dos interessados a relação desses produtos e serviços disponí-</p><p>veis no Brasil. Além dos equipamentos Ex fabricados no Brasil exis-</p><p>tem também soluções vindas do exterior que a Portaria 176/00 acei-</p><p>ta, desde que seja feita a sua homologação por Entidade Certificadora</p><p>Brasileira utilizando o procedimento conhecido como “importação</p><p>de pequenas quantidades” que limitam este valor a 25 peças/ano.</p><p>A relação parcial de fabricantes brasileiros de equipamentos e</p><p>acessórios certificados e de prestadores de serviços que formam</p><p>parte desta associação é:</p><p>• Brascontrol, fabricante brasileiro de sistemas supervisores</p><p>de aterramento utilizados em processos de carregamento/</p><p>descarregamento de inflamáveis.</p><p>• Blinda, fabricante de equipamentos Ex-d, Ex-e e Ex-n para iluminação,</p><p>potência e comandos.</p><p>• BV Corretora de Seguros, empresa de serviços especializada</p><p>em seguros industriais para empresas do segmento químico,</p><p>petroquímico, do petróleo, etc.</p><p>• Conex, empresa fabricante de equipamentos elétricos para</p><p>uso em atmosferas explosivas e industriais para iluminação,</p><p>potência e comandos.</p><p>• Engelc, serviços de engenharia especializada Ex em montagens</p><p>elétricas, manutenção, pára-raios e aterramentos.</p><p>• Eritel, fabricante e fornecedora de sistemas de</p><p>intercomunicação Ex com possibilidades de interagir com sis-</p><p>temas de controle de processos.</p><p>36</p><p>• Fike, fabricante de sistemas de proteção contra explosões</p><p>(discos de ruptura, janelas de explosão, supressão de explosões e</p><p>proteção contra incêndios).</p><p>• Fratex, empresa de serviços técnicos especializada em Offshore</p><p>com foco em inspeção e regularização de sistemas eletro-</p><p>eletrônicos em áreas classificadas.</p><p>• Herco, empresa corretora de seguros e consultoria de riscos.</p><p>• Hummel, fabricante de prensa-cabos e de acessórios para montagem</p><p>dos tipos Ex-d e Ex-e.</p><p>• Kraft, empresa de engenharia de projetos.</p><p>• MAEX, serviços de montagem e manutenção especializados em</p><p>áreas classificadas.</p><p>• Melfex, empresa fabricante de equipamentos elétricos a prova</p><p>de explosão para uso em atmosferas explosivas.</p><p>• MSA, fabricante de sistemas Ex para monitoração de gases</p><p>inflamáveis/explosivos/tóxicos e oxigênio.</p><p>• Naville, fabricante de iluminação e material elétrico para</p><p>atmosferas explosivas.</p><p>• Nutsteel, fabricante de equipamentos Ex-d, Ex-e e Ex-n para</p><p>iluminação, potência e comandos.</p><p>• Pepperl+Fuchs, empresa líder de mercado, tradicional fabricante e</p><p>fornecedor de equipamentos e acessórios para segurança intrínseca.</p><p>• Project-Explo, empresa de consultoria especializada em</p><p>prevenção de explosões, classif icação de áreas, inspeção</p><p>de sistemas elétricos Ex e na capacitação e certificação de</p><p>profissionais em áreas classif icadas.</p><p>37</p><p>• Protego-Leser, empresa fabricante de sistemas de segu-</p><p>rança contra explosões em equipamentos de processo que</p><p>inclue válvulas de pressão e vácuo, alívio, etc.</p><p>• Telbra, empresa fabricante de equipamentos elétricos blin-</p><p>dados a prova de explosão, a prova de tempo, para vapores/</p><p>gases e poeiras.</p><p>• VL Indústria, serviços de montagem e manutenção de sistemas</p><p>de potência e automação para áreas classificadas.</p><p>• Wetzel, fabricante de materiaise equipamentos elétricos para</p><p>instalações em atmosferas explosivas.</p><p>Estamos convidando empresas dos seguintes</p><p>segmentos para participar dos nossos trabalhos:</p><p>• Fornecedores de sistemas e/ou componentes Ex</p><p>• Empresas de montagem elétrica/instrumentação</p><p>• Empresas de manutenção terceirizada</p><p>• Empresas especializadas em inspeção Ex</p><p>• Empresas corretoras de seguros</p><p>Todos os associados detalhados nas paginas an-</p><p>teriores formam parte do nosso sistema, que tem</p><p>como objetivos básicos “prevenir, proteger, con-</p><p>trolar e suprimir explosões”, assim, todos eles</p><p>estão inseridos no processo de Qualificação e</p><p>Certificação de profissionais Ex.</p><p>As principais fornecedoras de equipamentos Ex</p><p>formam parte da ABPEx e seus produtos e aplicações</p><p>são analizadas no Caderno de Explosões mês a mês.</p><p>38</p><p>39</p><p>6 MÉTODOS DE INSTALAÇÃO</p><p>A normalização atual permite a utilização de métodos de instalação</p><p>conhecidos como “Americano e IEC” que são detalhados a seguir:</p><p>6.1 EM ELETRODUTOS COM UNIDADES SELADORAS</p><p>(Americano) (Extraído do catálogo Legrand ATX)</p><p>Este sistema, conhecido no meio Ex como “as soluções NEC”,</p><p>estão baseadas na utilização de eletrodutos metálicas do tipo</p><p>pesado, protegendo os condutores da fiação e providos de</p><p>unidades seladoras que devem ser preenchidas por meio de massa</p><p>de selagem certificada.</p><p>Este sistema é amplamente usado por</p><p>investidores, projetistas e montadores</p><p>em EUA e Canadá, assim como também</p><p>em parte de América do Sul e nos</p><p>países do Oriente, onde é utilizada a</p><p>norma NEC, do NFPA. O sistema utiliza</p><p>unidades seladoras que devem ser preenchidas com uma massa</p><p>que tem a função de “selar” e que deve ser certificada.</p><p>• Vantagens do sistema: Asseguram a proteção dos condutores</p><p>contra dano mecânico e possíveis ataques químicos.</p><p>• Desvantagens do sistema: Sendo este sistema totalmente rígido,</p><p>a fiação não pode ser facilmente mudada. Ainda, todos os aces-</p><p>sórios do sistema são caros e o material está sujeito a corrosão, que</p><p>normalmente é interna.</p><p>6.2 EM CABOS MULTIFILARES COM PRENSA CABOS (IEC)</p><p>(Extraído do catálogo Legrand ATX)</p><p>Este sistema conhecido como “o método IEC” permite a execução</p><p>da instalação utilizando cabos multifilares tendidos diretamente</p><p>em leitos, bandejas, calhas ou perfilados, utilizando prensa-cabos</p><p>na entrada dos invólucros.</p><p>40</p><p>Este método de instalação é utilizado</p><p>preferencialmente em locais onde o</p><p>risco de dano mecânico é pequeno.</p><p>É utilizado em todos os países da</p><p>comunidade econômica européia</p><p>com exceção de Inglaterra, que utiliza</p><p>o cabo armado, ainda, usado nos países</p><p>do leste europeu, parte da África e parte do Oriente Médio.</p><p>Os investidores, projetistas e montadores utilizam este sistema</p><p>pela grande flexibilidade na distribuição e utilização de circuitos.</p><p>A vedação deste sistema está baseada na utilização de um acessório</p><p>conhecido como “prensa cabo”.</p><p>• Vantagens do sistema: Este método de instalação é muito</p><p>flexível e de execução muito rápida, já que consiste basicamente</p><p>em instalar os cabos de distribuição nos elementos de fixação</p><p>escolhidos (leito para cabos ou eletrocalhas). Trata-se, portanto</p><p>de uma solução realmente econômica.</p><p>• Desvantagens do sistema: Sendo o sistema totalmente aberto,</p><p>a fiação fica sujeita a eventuais danos, portanto não deve ser usada</p><p>em locais sujeitos a danos mecânicos ou a agentes químicos (Nesse</p><p>caso recomenda-se a utilização de cabos protegidos “parcialmente”</p><p>nesses locais).</p><p>Além dos métodos descritos anteriormente (NEC e IEC) é aceitável</p><p>também executar instalações utilizando uma “mistura” destas so-</p><p>luções, que ficou conhecida no meio Ex como “Sistema Híbrido”.</p><p>41</p><p>6.3 A IMPORTÂNCIA DA SELAGEM (UNIDADES</p><p>SELADORAS) E DOS PRENSA-CABOS</p><p>6.3.1 Unidades Seladoras</p><p>Montagem Ex-d com seladora:</p><p>Quanto a sua função, as unida-</p><p>des seladoras podem ser de in-</p><p>vólucro ou de fronteira.</p><p>A seladora de invólucro deve ser</p><p>instalada para evitar a propaga-</p><p>ção da chama de um invólucro</p><p>Ex-d. Onde requerido, a seladora</p><p>servirá para manter o grau de proteção do invólucro(ex. IP54).</p><p>A seladora de fronteira deve ser instalada para impedir a migra-</p><p>ção de vapores entre áreas de diferente classificação Indepen-</p><p>dente de sua função as seladoras devem ser certificadas confor-</p><p>me RAC Ex (Regulamento de Avaliação da Conformidade de equi-</p><p>pamentos elétricos para atmosferas potencialmente explosivas –</p><p>INMETRO).</p><p>As unidades Seladoras devem ser instaladas conforme segue:</p><p>6.3.1.1 Seladora de Invólucro Ex-d com elementos faiscantes</p><p>ou superfícies quentes:</p><p>• Todas as entradas e saídas em eletrodutos, do invólucro Ex-d (à</p><p>prova de explosão) devem ser seladas;</p><p>• A seladora deve estar adjacente ao invólucro ou localizada o</p><p>mais próximo possível deste.</p><p>• Dois invólucros podem compartilhar uma única unidade seladora</p><p>desde que o critério acima não seja desrespeitado.</p><p>A exigência de aplicação de seladora a uma distância máxima de</p><p>45 cm é baseada em critério da norma NEC, não sendo mais válido.</p><p>6.3.1.2 Seladora de Invólucro sem elementos faiscantes ou</p><p>superfícies quentes:</p><p>• Se for requerido para a manutenção do grau de proteção apro-</p><p>priado (por exemplo, IP54) do invólucro, o eletroduto deve ser</p><p>fornecido com um dispositivo de selagem adjacente ao invólucro.</p><p>Um exemplo de onde o requisito acima será necessário é uma</p><p>instalação ao tempo usando eletrodutos abertos, onde a distri-</p><p>42</p><p>buição é feita por eletrocalha e a derivação até uma caixa de pas-</p><p>sagem IP-54 é feita através de um trecho curto de eletroduto. A</p><p>entrada deste eletroduto sem unidade seladora compromete o</p><p>grau de proteção da caixa de passagem, pois poderia haver en-</p><p>trada de água através do eletroduto.</p><p>Este critério deve ser utilizado, também, para os invólucros Ex-d</p><p>selados de fábrica e para outros tipos de proteção com entrada</p><p>por eletrodutos. Em invólucros Ex-e (segurança aumentada), não</p><p>deve ser instalada unidade seladora e a entrada de cabos deverá</p><p>ser através de prensa-cabo.</p><p>Pela Norma NEC, utilizando sistema de eletrodutos fechados, só é</p><p>requerido o uso de unidades seladoras nas tubulações com diâ-</p><p>metro nominal igual ou superior a 2".</p><p>6.3.1.3 Seladora de Fronteira:</p><p>• Deve ser Instalada nos limites da Zona 1 para Zona 2 e da Zona 2</p><p>para área não classificada;</p><p>• A posição poderá ser antes ou depois da fronteira, a não mais</p><p>do que 3 metros desta;</p><p>• Não é permitida a aplicação de luva (ou outro acessório) entre a</p><p>unidade seladora e a fronteira;</p><p>Se o eletroduto sem acessórios apenas passar por área classificada,</p><p>não há necessidade de instalação de seladoras.</p><p>6.3.2 Prensa-cabos Ex:</p><p>Montagem Ex-de com prensa-cabo:</p><p>Os prensa-cabos, além de certificados conforme RAC Ex, devem:</p><p>• Manter o grau de proteção do invólucro;</p><p>• Ser adequado ao tipo de proteção do invólucro:</p><p>Se o equipamento for do tipo a prova de explosão, o prensa-</p><p>cabos deverá ser também a prova de explosão. Se o equipamento</p><p>for do tipo “segurança aumentada” o prensa-cabos deverá ser</p><p>adequado para este tipo.</p><p>• Ter seu anel de vedação apro-</p><p>priado ao diâmetro do cabo em-</p><p>pregado, obtendo-se o aperto</p><p>efetivo do anel em torno do</p><p>cabo;</p><p>• Ser adequado à proteção me-</p><p>cânica do cabo: não armado ou</p><p>43</p><p>armado (verificar tipo de armadura);</p><p>• Se o prensa-cabo for Ex-d, este deverá ser conectado com pelo</p><p>menos 5 fios de rosca completamente encaixados.</p><p>Para manter o tipo de proteção, o prensa-cabo deve ser selecio-</p><p>nado conforme tabela abaixo:</p><p>(*) Composto selante ou selantes elastoméricos que vedam os</p><p>condutores individuais.</p><p>Tipo de</p><p>Proteção</p><p>do</p><p>Invólucro</p><p>Ex-d</p><p>Ex-d</p><p>Ex-d</p><p>Ex-d</p><p>Ex-e</p><p>Ex-nR</p><p>Ex-i, Ex-p</p><p>ou Ex-t</p><p>Grupo</p><p>IIA, IIB</p><p>ou IIC</p><p>IIA, IIB</p><p>I</p><p>IA, IIB</p><p>IIC</p><p>II</p><p>II</p><p>II e III</p><p>Fonte de</p><p>ignição</p><p>interna?</p><p>Não</p><p>Sim</p><p>Sim</p><p>Sim</p><p>Sim</p><p>-</p><p>-</p><p>Zona</p><p>Zona 1</p><p>ou 2</p><p>Zona 2</p><p>Zona 1</p><p>Zona 1</p><p>ou 2</p><p>Zona 1</p><p>ou 2</p><p>Zona 2</p><p>Zona 1</p><p>ou 2,</p><p>Zona 21</p><p>ou 22</p><p>Volume</p><p>interno</p><p>do</p><p>invólucro</p><p>qualquer</p><p>qualquer</p><p>> 2 L</p><p>qualquer</p><p>qualquer</p><p>qualquer</p><p>qualquer</p><p>Especificação</p><p>do prensa-cabo</p><p>Ex-d IIC sem</p><p>compostos</p><p>selantes*</p><p>Ex-d IIC sem</p><p>compostos</p><p>selantes *</p><p>Ex-d IIC com</p><p>compostos</p><p>selantes *</p><p>ou unidade</p><p>seladora</p><p>Ex-d IIC</p><p>comcompostos</p><p>selantes *</p><p>ou unidade</p><p>seladora</p><p>Ex-e II</p><p>Ex-nR II</p><p>IP 6X</p><p>44</p><p>Prensa-cabo com selantes</p><p>elastoméricos que vedam</p><p>os condutores individuais:</p><p>Prensa-cabo com</p><p>Composto selante:</p><p>45</p><p>7 FONTES DE IGNIÇÃO</p><p>Nas áreas classificadas é possível encontrar diferentes fontes de</p><p>ignição capazes de iniciar uma deflagração, sendo as mais conhe-</p><p>cidas as seguintes:</p><p>De origem elétrica Fiações abertas</p><p>Painéis (contatores, fusíveis)</p><p>Tomadas, Contatores, Botoeiras</p><p>Motores, Luminárias, etc.</p><p>De origem eletrônica Sensores</p><p>Transmissores</p><p>De origem mecânica Esteiras, Elevadores de canecas</p><p>Moinhos, Separadores</p><p>De origem eletrostática Por fricção, rolamento, etc.</p><p>Por transporte e transferência</p><p>de líquidos inflamáveis</p><p>Ainda, existem no meio industrial, equipamentos geradores de</p><p>temperatura, de chamas, descargas atmosféricas, ondas de RF e</p><p>eletromagnéticas compreendidas entre 3x1011 Hz até 3x1015 Hz</p><p>que também possuem energia suficiente para iniciar uma explosão.</p><p>Assim, o profissional que lida com áreas classificadas deve</p><p>sempre procurar a eliminação ou a redução do risco a níveis</p><p>aceitáveis, o que pode ser feito da seguinte maneira:</p><p>• Por meio de um trabalho de prevenção, evitando a forma-</p><p>ção ou existência de atmosferas explosivas, modificando a</p><p>concentração da substância explosiva ou do oxigênio,</p><p>• Por meio de uma instalação adequada aos riscos, instalando</p><p>equipamentos Ex certificados, e</p><p>• Por meio de um trabalho de proteção, limitando os efeitos</p><p>da explosão a um nível aceitável.</p><p>A ABPEx/Project-Explo está disponibilizando um programa</p><p>de Auditoria de Segurança contra explosões e um outro de</p><p>Gerenciamento de Riscos de Explosão que garante a</p><p>diminuição ou eliminação dos riscos de explosão.</p><p>46</p><p>Os métodos de instalação conforme NEC e IEC, assim</p><p>como detalhes de montagem e manutenção, montagem e</p><p>especificação de unidades seladoras e prensa cabos, etc,</p><p>são abordados no Programa de Qualificação e Certificação</p><p>de profissionais Ex, desenvolvidos pela ABPEx/</p><p>Project-Explo em conjunto com ABENDI.</p><p>47</p><p>8 ELETRICIDADE ESTÁTICA</p><p>Quando nos referimos a “fontes de ignição”, possíveis de serem</p><p>encontradas em áreas classificadas, normalmente nos referimos a</p><p>equipamentos, instrumentos ou acessórios elétricos, ou eletrônicos,</p><p>ou magnéticos, podendo ser também mecânicos, instalados na</p><p>unidade. Nesta relação, as fontes de ignição de origem eletrostática</p><p>costumam ficar de fora por uma razão muito simples: elas não</p><p>são palpáveis, não tem invólucros, como todas as outras fontes.</p><p>Ou seja, não podem ser vistas, porque são abstratas, já que</p><p>somente estão nos processos (mesmo que a gente não as enxergue),</p><p>e podem se manifestar em qualquer momento, (quando dadas às</p><p>condições) provocando explosões.</p><p>Sem querer entrar no mérito de “como estas fontes de ignição</p><p>são geradas”, mas ficando apenas no que nos interessa que é</p><p>“aonde podem estar presentes”, “como nos prevenir” e “no que</p><p>fazer” para não sofrer as conseqüências de uma explosão que</p><p>tenha esta origem, detalhamos a seguir todos estes assuntos.</p><p>Em 1º lugar, estas possíveis fontes “podem estar presentes” nos</p><p>equipamentos de processo, nos produtos processados e ainda nos</p><p>próprios operadores de processo.</p><p>Seguindo</p><p>com nosso raciocínio cabe a pergunta “como nos</p><p>prevenir?”, o que tem apenas duas respostas que são as seguintes:</p><p>“impedindo o carregamento estático ou então escoando o</p><p>carregamento estático na medida que este é gerado”. Assim, a</p><p>resposta para a pergunta “o que fazer?”, se desprende da anterior</p><p>que é aterrando e esta condição é fácil de praticar quando os</p><p>equipamentos são metálicos... Mas, o que é “aterrar</p><p>eletrostaticamente” ou simplesmente “aterrar”? É ligar a terra</p><p>estes de maneira de não exceder uma resistência de 10Ω.Ω.Ω.Ω.Ω.</p><p>O aterramento é considerado como efetivo quando este é feito</p><p>interligando os componentes por meio de condutores a uma</p><p>malha de aterramento ou a tubulações metálicas de água ou</p><p>aquecimento enterradas ou ainda a estruturas enterradas em solo</p><p>condutor. O sistema de aterramento precisa ser mecanicamente</p><p>resistente e os condutores que fazem a ligação a terra deve ser</p><p>interligados por solda adequada ou por conectores de aperto</p><p>comprovadamente eficazes. Este sistema de aterramento devem</p><p>ser executado por pessoal qualificado, atendendo as normas em</p><p>vigor em todos os seus detalhes (NBR-5419), devendo ainda ser</p><p>48</p><p>vistoriada periodicamente e emitindo os Laudos exigidos, que</p><p>incluem medições do sistema.</p><p>O aterramento de equipamentos móveis que possam ter carrega-</p><p>mentos eletrostáticos deve ser feito de maneira de garantir o</p><p>efetivo escoamento, utilizando inclusive conexões flexíveis fixadas</p><p>por grampos certificados. Esta situação é normalmente encon-</p><p>trada por ex. em descarregamento de caminhões transportando</p><p>inflamáveis ou em transferências entre tanque-tambor ou</p><p>tambor-equipamento.</p><p>O aterramento de equipamentos com componentes rotativos é</p><p>possível de ser feito aterrando as carcaças estáticas, isto quando</p><p>o lubrificante utilizado for óleo e este for utilizado em camadas</p><p>finas. Para garantir o efetivo aterramento das partes rotativas é</p><p>necessário confirmar que na operação, a resistência dos compo-</p><p>nentes rotativos estejam abaixo de 10Ω. Se não for possível de se</p><p>conseguir, poderá ser utilizado lubrificante condutor ou então</p><p>escovas de contato.</p><p>Considerando o risco de explosão presente pelo acumulo de</p><p>cargas eletrostáticas geradas em processos de enchimento/esva-</p><p>ziamento de inflamáveis como hidrocarbonetos ou então de</p><p>sólidos isolantes combustíveis (pelas velocidades de escoamento),</p><p>é particularmente necessário o aterramento das tubulações que</p><p>transportam estes produtos. Nestes casos, quando as tubulações</p><p>metálicas são interligadas por flanges com juntas isolantes de</p><p>resistência superior a 10Ω, haverá a necessidade de interligar os</p><p>diferentes segmentos da tubulação por meio de “chicotes de</p><p>interligação” (jumps) que garantam o efetivo aterramento de todo</p><p>o sistema. Este aterramento é absolutamente necessário em</p><p>estações de carregamento rodoviário e ferroviário, onde existem</p><p>braços giratórios com acoplamentos isolantes que terminam</p><p>descarregando os produtos em bocais de carretas/tanques que</p><p>liberam vapores explosivos para o ambiente.</p><p>Em processos de enchimento/esvaziamento em geral, existe</p><p>muitas vezes a necessidade de utilizar tubulações flexíveis,</p><p>conhecidas também como “mangotes” ou então mangueiras, que</p><p>“nunca deverão ser do tipo isolante”, sendo nestes casos necessária</p><p>a utilização de acoplamentos flexíveis condutores, que deverão</p><p>também ser devidamente aterrados.</p><p>É importante ainda, em processos de enchimento/esvaziamento,</p><p>que as carretas sejam aterradas antes do início do processo, para</p><p>49</p><p>conseguir o “descarregamento das cargas eletrostáticas” produ-</p><p>zidas durante a viagem pelo atrito dos pneus e do vento contra a</p><p>carroceria. Nesta situação, os tanques ferroviários devem ser en-</p><p>tendidos como aterrados pelo simples contato entre as rodas e os</p><p>trilhos, entendendo, portanto que não existe carregamento</p><p>eletrostático presente nestes veículos.</p><p>No caso das carretas rodoviárias, a ligação a terra para efeitos do</p><p>descarregamento eletrostático deve-se dar por meio de alicates de</p><p>aterramento adequados. Se considerarmos que o processo de descar-</p><p>regamento eletrostático é fundamental para garantir a segurança da</p><p>operação de carregamento, devemos garantir o efetivo aterramento</p><p>dos veículos, o que pode ser conseguido por meio de equipa-</p><p>mentos conhecidos como sistemas supervisores de aterramento</p><p>que consistem em dispositivos eletro-eletrônicos dos tipos a</p><p>prova de explosão ou de segurança intrinseca ou ainda de segurança</p><p>aumentada que tem a responsabilidade de supervisionar o</p><p>aterramento do componente que está sendo aterrado, liberando</p><p>o processo de bombeamento de inflamável somente após este</p><p>aterramento ser “efetivo”.</p><p>Além de todas as considerações acima, é necessário também</p><p>analisar os problemas de limitação de velocidade de escoamento</p><p>de líquidos inflamáveis em tubulações.</p><p>Considerando a importância deste assunto e sabendo da exis-</p><p>tência de um excelente material disponibilizado pelo SITIVESP</p><p>(Sindicato dos Fabricantes de Tintas e Vernizes do Estado de</p><p>São Paulo), resolvemos incluir a essência dele neste trabalho,</p><p>haja visto que boa parte dos fenômenos presentes na indús-</p><p>tria de tintas também se aplicam a outras industrias. Quem</p><p>tiver interesse nesse documento completo, poderá obtê-lo,</p><p>junto a essa entidade pelo www.abpex.com.br.</p><p>AS CAUSAS</p><p>Essas incômodas descargas são provocadas pela eletricidade</p><p>estática, um fenômeno físico que você não vê, mas sente. Ela con-</p><p>tribui para uma perda de produção, de tempo, de matéria-prima,</p><p>podendo ainda criar incêndios, explosões, choques em ope-</p><p>radores e causar graves danos aos componentes eletrônicos</p><p>sensíveis. Os materiais são constituídos por átomos que têm</p><p>cargas elétricas positivas e negativas em igual número. Por isso,</p><p>estão eletricamente neutras. É, no entanto, possível eletrizá-los,</p><p>50</p><p>de forma que f iquem com excesso de cargas positivas ou</p><p>negativas, diminuindo ou aumentando o número de elé-</p><p>trons (cargas negativas), que são as cargas móveis, já que as</p><p>cargas positivas, existentes no núcleo dos átomos, são fixas.</p><p>Há várias formas de produzir este desequilíbrio de cargas:</p><p>no revestimento utilizado nos bancos dos nossos carros,</p><p>nos tecidos das roupas que usamos e principalmente a ca-</p><p>pacidade que cada indivíduo tem de captar a energia. Sabe-</p><p>se, por exemplo, que o emprego excessivo de tecidos sinté-</p><p>ticos é favorável à ocorrência dessas pequenas descargas.</p><p>Locais de clima muito seco (o ar seco favorece a separação</p><p>das cargas - eletrização -, enquanto o ar úmido favorece</p><p>a sua aproximação com a conseqüente neutralização da carga</p><p>elétrica em excesso) propiciam a ocorrência desse fenômeno.</p><p>A GERAÇÃO DA ELETROSTÁTICA E SEUS EFEITOS</p><p>Estes fenômenos podem ocorrer friccionando corpos como pentes</p><p>passando pelo cabelo, despindo roupas (principalmente se forem</p><p>de materiais derivados dos plásticos), caminhando com sapatos</p><p>isolantes por um carpete. Também, afastar o corpo do assento do</p><p>carro, ao levantar-se para sair, pelo simples fato de se produzir a</p><p>separação entre os dois corpos.</p><p>Estes efeitos podem ser economicamente prejudiciais quando</p><p>destroem componentes eletrônicos, como certos circuitos integrados,</p><p>ou podem ser devastadores, quando se produzem descargas em</p><p>ambientes com vapores explosivos.</p><p>O processo realizado durante a mistura de produtos inflamáveis</p><p>pode gerar este fenômeno, levando a um início de incêndio caso</p><p>os equipamentos não estejam devidamente aterrados. Uma pequena</p><p>faísca gerada por este efeito poderá causar um dano irreversível</p><p>ao patrimônio e principalmente aos colaboradores.</p><p>Quando uma pessoa caminha sobre um piso acarpetado, o pé</p><p>entra em contato com o carpete. Quando o pé se separa do</p><p>carpete, cada fibra individual transfere carga para o corpo da pes-</p><p>soa. Como o pé entra em contato com centenas de milhares de</p><p>fibras no carpete, a quantidade de carga elétrica transferida pode</p><p>ser substancial.</p><p>O principal risco causado pela eletricidade estática reside na faís-</p><p>ca de descarga (relâmpago) que ocorre quando os materiais já</p><p>carregados são aproximados a outros materiais ligados a terra</p><p>51</p><p>(aterrados).</p><p>A fabricação</p>Prezado Colega Ex: 104 OBJETO E OBJETIVOS ESCOPO 1 INFORMAÇÕES BÁSICAS 1.1 A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA RELATIVA A SEGURANÇA E A ÁREAS 1.2 A INTERPRETAÇÃO DA LEI PARA AS "NORMAS Ex" E A RESPONSABILIDADE 1.3 NORMAS Ex DISPONÍVEIS 2 ÁREAS CLASSIFICADAS POR GASES, VAPORES, POEIRAS E FIBRAS 2.1 O QUE DEVE SER ENTENDIDO COMO "ÁREA CLASSIFICADA" 2.2 PRINCÍPIOS DE CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS E ZONEAMENTOS 2.3 DEFINIÇÕES DE ZONEAMENTOS para gases e vapores 2.4 DEFINIÇÕES DE ZONEAMENTOS para poeiras e fibras 2.5 O QUE É O DESENHO DE CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS 2.6 DEMARCAÇÃO DAS ÁREAS CLASSIFICADAS 2.7 EXEMPLO DE UMA CLASSIFICAÇÃO DE árEAS 3 ESCOLHA Dos EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS PARA áREAS CLASSIFICADAS 3.1 CONCEITOS DE PROTEÇÃO 3.2 ESCOLHA DOS EQUIPAMENTOS EM FUNÇÃO DO GRUPO 3.3 ESCOLHA EM FUNÇÃO DA CLASSE DE TEMPERATURA 3.4 GRAU DE PROTEÇÃO APLICADO A EQUIPAMENTOS 3.5 APLICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS Ex EM FUNÇÃO DO ZONEAMENTO 3.6 NÍVEL DE PROTEÇÃO DE EQUIPAMENTOS - "EPL" 3.7 A IDENTIFICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS Ex (marcação) 4 OS TIPOS DE PROTEÇÃO 4.1 A PROVA DE EXPLOSÃO Ex-d 4.2 SEGURANÇA AUMENTADA Ex-e 4.3 SEGURANÇA INTRÍNSECA Ex-i (ia ou ib) 4.4 PRESSURIZAÇÃO Ex-p 4.5 NÃO ACENDÍVEL Ex-n (nA; nR; nC; nL) 4.6 EQUIPAMENTO IMERSO EM ÓLEO Ex-o 4.7 EQUIPAMENTO IMERSO EM AREIA Ex-q 4.8 proteção por invólucro Ex-t 4.9 EQUIPAMENTO ENCAPSULADO EM RESINA Ex-m 4.10 EQUIPAMENTOS ESPECIAIS Ex-s 5 EQUIPAMENTOS e serviços Ex DISPONÍVEIS NO MERCADO BRASILEIRO 6 MÉTODOS DE INSTALAÇÃO 6.1 EM ELETRODUTOS COM UNIDADES SELADORAS (Americano) 6.2 EM CABOS MULTIFILARES COM PRENSA CABOS (IEC) (Extraído do catálogo Legrand ATX) 6.3 A importância da selagem (unidades seladoras) e dos 7 FONTES DE IGNIÇÃO 8 ELETRICIDADE ESTÁTICA As causas A geração da eletrostática e seus efeitos 9.1 RELAÇÃO PARCIAL DE EXPLOSÕES POR PÓ 9.2 indústrias sujeitas ao risco de explosões com pó 9.3 processos industriais causadores de explosões 9.4 parâmetros de explosividade de alguns produtos comuns 10.1 TIPOS DE INSPEÇÃO 10.2 SISTEMAS Ex-d, Ex-e, Ex-n e Ex-i 11 O NOVO PROCESSO DE CERTIFICAÇÃO 13 SEGMENTOS INDUSTRIAIS SUJEITOS A RISCOS DE EXPLOSÕES 13.1 POR GASES E VAPORES INFLAMÁVEIS 13.2 POR POEIRAS E FIBRAS COMBUSTÍVEIS 14 AS EXIGÊNCIAS DA NR-10 PARA INDÚSTRIAS SUJEITAS A RISCOS DE EXPLOSÃO 14.1 EM RELAÇÃO COM A CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS 14.2 EM RELAÇÃO COM A UTILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS 14.3 EM RELAÇÃO COM A REGULARIZAÇÃO DOS SISTEMAS 15 PROGRAMAS DE TREINAMENTO PARA PROFISSIONAIS Ex 15.1 CAPACITAÇÃO DE PROFISSIONAIS Ex CONFORME NR-10 15.2 QUALIFICAÇÃO DE PROFISSIONAIS Ex 15.3 CERTIFICAÇÃO DE PROFISSIONAIS Ex 16 A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA APLICADA A SISTEMAS ELETROELETRÔNICOS Ex 16.1 A COMPULSORIEDADE DA CERTIFICAÇÃO obriga a utilização de 16.2 A INTERPRETAÇÃO DO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO define o profissional 16.3 A INTERPRETAÇÃO DA NR-10 NAS AREAS CLASSIFICADAS: 16.4 A INTERPRETAÇÃO DAS ENTIDADES AMBIENTALISTAS 16.5 AS EXIGÊNCIAS DA AGÊNCIA NACIONAL DO PETRÓLEO (ANP) 16.6 A INTERPRETAÇÃO DO SISTEMA SEGURADOR 17 A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA COMPARADA COM A LEGISLAÇÃO INTERNACIONAL 18 DE QUE FORMA A NR-10 ATINGE AS INDÚSTRIAS COM RISCOS DE EXPLOSÃO? 19 CENTRO INTERNACIONAL DE TREINAMENTO E AVALIAÇÃO DE 20 Os programas de treinamento oferecidos pelo CITAPAC 21 DICAS E MACETES 21.1 EM RELAÇÃO À CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS 21.2 EM RELAÇÃO À CERTIFICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS Ex