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<p>ECONOMIA</p><p>MINERAL E</p><p>ENGENHARIA</p><p>ECONÔMICA</p><p>OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM</p><p>> Definir as condições de equilíbrio no mercado de concorrência perfeita.</p><p>> Identificar as condições de equilíbrio de curto prazo.</p><p>> Explicar o método de maximização do lucro no curto prazo.</p><p>Introdução</p><p>A existência de diversos compradores e vendedores em um setor específico de</p><p>mercado impede a influência significativa de um desses entes sobre o preço</p><p>do produto. Em uma situação extrema, conhecida como concorrência perfeita,</p><p>nenhum vendedor ou comprador tem, individualmente, poder de influência sobre</p><p>o preço do produto.</p><p>As características para o estabelecimento de um modelo de concorrência</p><p>perfeita são muito difíceis de serem estabelecidas de forma prática e duradoura.</p><p>No entanto, conhecer as hipóteses desse modelo ideal é extremamente importante,</p><p>pois elas podem orientar as ações dos entes econômicos.</p><p>Mercado de</p><p>concorrência</p><p>perfeita na</p><p>indústria mineral</p><p>Rafael Oliveira da Mota</p><p>Neste capítulo, vamos apresentar as condições necessárias para o estabeleci-</p><p>mento de um mercado de concorrência perfeita e explicar como essas condições</p><p>podem ser atingidas no curto prazo. Além disso, vamos discutir sobre o método</p><p>de maximização do lucro no curto prazo.</p><p>O mercado de concorrência perfeita</p><p>Os mercados podem se estruturar de forma que as suas concorrências sejam</p><p>perfeitas ou imperfeitas. Essa diferenciação ocorre pelo tipo de produto (ou</p><p>serviço) produzido. Na concorrência perfeita, os produtos são homogêneos,</p><p>como é o caso do minério de ferro, por exemplo. Por sua vez, na concorrência</p><p>imperfeita, os produtos são heterogêneos, como é o caso das esmeraldas,</p><p>cujo valor aumenta quando há características geológicas raras na sua for-</p><p>mação (SILVA, 2018).</p><p>A concorrência perfeita ocorre quando, em um mercado, nenhum vende-</p><p>dor ou comprador é suficientemente influente a ponto de afetar o preço de</p><p>mercado. Vamos, a seguir, analisar quais são as condições requeridas para</p><p>que esse tipo de concorrência ocorra (SAMUELSON; NORODHAUS, 2012).</p><p>� N quantidade de produtores e consumidores do produto. Na concorrên-</p><p>cia perfeita, há um expressivo número de produtores (vendedores) e de</p><p>consumidores (compradores) para os produtos ou serviços oferecidos</p><p>no mercado, mas nenhum produtor tem um porte econômico capaz de</p><p>modificar a situação de equilíbrio prevalente no mercado. O mercado</p><p>é muito pulverizado, de modo que todos ficam sujeitos às condições</p><p>estabelecidas, sem possibilidade de alterá-las. Ou seja, o preço é dado</p><p>pela alta competitividade. É o que ocorre com a mineração de pedras</p><p>para cantaria e construção civil, como brita, meio-fio, etc.</p><p>� Produtos ou serviços homogêneos. Os produtos ou serviços são subs-</p><p>tituídos perfeitamente e não há possibilidade de que um vendedor</p><p>diferencie o seu produto ou serviço dos demais. Por exemplo, os mi-</p><p>nérios beneficiados têm características homogêneas.</p><p>� Não há barreiras à entrada ou à saída. O mercado é totalmente per-</p><p>meável, sem barreiras de entrada ou de saída. Portanto, diversos</p><p>vendedores podem entrar no mercado, aumentando a concorrência. No</p><p>entanto, muitos vendedores podem também sair do mercado. Nesses</p><p>casos, não há a exigência de um investimento de capital inicial elevado</p><p>Mercado de concorrência perfeita na indústria mineral2</p><p>nem custos elevados para o encerramento das atividades. A extração</p><p>de pedra-sabão em pequena escala é um exemplo de atividade mineral</p><p>com essa característica.</p><p>� Independência das ações. Não há qualquer acordo ou coalizão</p><p>entre vendedores e compradores; todos atuam de forma impes-</p><p>soal e independente. Não há ingerência nem mesmo dos entes</p><p>governamentais.</p><p>� Pleno conhecimento. Os compradores estão conscientes dos preços</p><p>praticados, impedindo que comprem a preços maiores quando outros</p><p>menores estão disponíveis. Vendedores devem conhecer os seus cus-</p><p>tos e preços para maximizar os lucros. A cotação dos metais em bolsas</p><p>de valores é um exemplo de transparência nos preços praticados.</p><p>O fato de não haver qualquer intervenção no mercado, inclusive governa-</p><p>mental, implica que o preço de mercado seja o resultado natural da interação</p><p>das forças de oferta e demanda do produto. A Figura 1 ilustra esse equilíbrio</p><p>natural de mercado (SILVA, 2018).</p><p>Figura 1. Gráfico do equilíbrio de mercado na concorrência perfeita.</p><p>Fonte: Frank et al. (2012, p. 155).</p><p>O gráfico (a) da Figura 1 apresenta o preço de equilíbrio (P0) que é resultante</p><p>das condições resultantes dos livres movimentos de demanda (curva D) e</p><p>oferta (curva O) do mercado de concorrência perfeita. Portanto, P0 é o preço</p><p>ao qual todos serão submetidos. Avaliando as empresas individualmente na</p><p>estrutura de concorrência perfeita, no gráfico (b) da Figura 1, a curva de pro-</p><p>Mercado de concorrência perfeita na indústria mineral 3</p><p>cura assume a forma horizontal, com o preço situado exatamente no mesmo</p><p>nível do preço de mercado. Assim, ao operar no preço P0, independentemente</p><p>da quantidade que a empresa trouxer a mercado, toda ela será absorvida.</p><p>Dessa forma, considerando o ponto de vista da empresa, a curva de demanda</p><p>é perfeitamente elástica, não havendo restrições para venda de quaisquer</p><p>quantidades ao preço de mercado (SILVA, 2018).</p><p>Uma curva de demanda é perfeitamente elástica quando a quan-</p><p>tidade demandada se altera infinitamente em função de uma</p><p>mudança de preço.</p><p>Como os vendedores não têm controle sobre o preço de mercado em uma</p><p>estrutura perfeitamente competitiva, o desafio passa a ser a determinação</p><p>do nível de oferta/produção que resulte no maior lucro possível para o preço</p><p>definido pelo mercado (FRANK et al., 2012).</p><p>Equilíbrio de curto prazo na concorrência</p><p>perfeita</p><p>Além da mão de obra, capital e terra, outro fator fundamental nos estudos</p><p>econômicos é o tempo. Em geral, demanda-se mais de uma década, conside-</p><p>rando desde a prospecção até a extração comercial do minério beneficiado</p><p>no empreendimento mineral. Uma característica fundamental da mineração</p><p>é a “rigidez locacional”, isto é, o minério só pode ser extraído no local onde</p><p>a natureza o formou. Assim, toda a infraestrutura de extração é instalada</p><p>em in loco e, uma vez instalada concretamente, não é possível desmontá-la</p><p>e transferi-la para outro local (SAMUELSON; NORODHAUS, 2012).</p><p>Apesar da condição de imobilidade, natural de empreendimentos no</p><p>setor mineral, é possível, com criatividade e empreendedorismo, modificar</p><p>a sua finalidade. Há exemplos no exterior e no Brasil de transformação de</p><p>finalidade de estruturas de mineração para o setor geoturístico. Exemplos</p><p>dessa estratégia são as minas de ouro, prata e chumbo do município de Apiaí,</p><p>interior do estado de São Paulo.</p><p>Mercado de concorrência perfeita na indústria mineral4</p><p>A extração de ouro em depósitos secundários em Apiaí teve início na</p><p>segunda metade do século XVII, sendo realizada de maneira descontí-</p><p>nua até meados do século XIX. Em 1998, depois de um longo tempo de abandono,</p><p>foi transformada em área de utilidade pública por uma lei municipal. Em 2002,</p><p>uma proposta foi elaborada para a conversão da mina em atrativo turístico,</p><p>aproveitando as galerias ainda preservadas e as ruínas do beneficiamento.</p><p>A proposta foi aceita pelo município, que iniciou a efetiva implantação do</p><p>parque em 2003. Em 2004, foi oficialmente criado o Parque Natural Municipal</p><p>do Morro do Ouro, caracterizando a conversão de um passivo ambiental em</p><p>sítio geoturístico (SHIMADA, 2013).</p><p>Em economia, quando da avaliação do tempo na produção e nos custos,</p><p>distinguimos dois períodos: curto e longo prazos. O curto prazo é considerado</p><p>um período em que seja possível ajustar a produção a partir da modificação</p><p>de fatores variáveis, como mudança do número de funcionários, dos turnos</p><p>de trabalho e de matérias-primas, sem a alteração dos fatores fixos, como</p><p>o capital, por exemplo. Já o longo prazo se refere a um período em que</p><p>haja tempo suficiente para que todos os fatores possam ser modificados</p><p>(SAMUELSON; NORODHAUS, 2012).</p><p>Quando consideramos o curto</p><p>prazo, percebemos que existem parâ-</p><p>metros que são fixos. Por exemplo, não é possível ampliar uma planta de</p><p>beneficiamento mineral em um “estalar de dedos” ou alterar a capacidade</p><p>instalada de um equipamento sem um período de planejamento e execução</p><p>do projeto. Portanto, qualquer variação na quantidade ofertada só é possível</p><p>pela mudança em parâmetros variáveis.</p><p>Há situações em que a mudança da planta de beneficiamento é econo-</p><p>micamente viável, mesmo no curto prazo. Na década de 1980, no Município</p><p>Mineiro de Itabira de Mato Dentro, constatou-se a presença de ouro no rejeito</p><p>do minério de ferro. Caso houvesse uma forma industrial economicamente</p><p>viável para a exploração do ouro naquela concentração no minério de ferro,</p><p>a empresa poderia ter modificado o seu processo a fim de aproveitar o metal</p><p>(FÜRST, 2021).</p><p>Considerando o longo prazo, não há uma limitação na variação do volume</p><p>de produção, pois não existe limitação temporal para a alteração de quaisquer</p><p>parâmetros.</p><p>Mercado de concorrência perfeita na indústria mineral 5</p><p>Vamos utilizar um exemplo para compreender melhor esses con-</p><p>ceitos. Imagine que haja um aumento inesperado na demanda</p><p>por bauxita. Imagine, ainda, que a MRN, maior produtora de bauxita do</p><p>Brasil, opere os seus britadores a 75% das suas capacidades quando desse</p><p>aumento inesperado. A MRN pode aumentar a intensidade de operação dos</p><p>seus equipamentos e aumentar a quantidade de mão de obra, ajustando-</p><p>-se ao aumento da demanda (MRN..., 2020). Suponha, agora, que esse novo</p><p>nível de demanda por bauxita possa persistir por vários anos. A MRN pode</p><p>avaliar a alteração dos fatores fixos, como o investimento no aumento da</p><p>sua capacidade produtiva por meio de novas instalações com processos</p><p>mais eficientes, por exemplo.</p><p>Há situações nas quais, em um curto período, a oferta de determinado</p><p>produto é constante. Chamamos esse caso particular de período de mercado.</p><p>Um exemplo é uma planta de mineração operando na sua escala mínima de</p><p>produção. Nessa situação, cada vendedor oferta uma quantidade fixa, que é</p><p>vendida ao preço do equilíbrio de mercado (FRANK et al., 2012)</p><p>A Figura 2 apresenta o gráfico de elasticidade da oferta no período de mer-</p><p>cado. A oferta é a mesma (Q), independentemente do nível de preços. Assim,</p><p>o preço é determinado pela variação a livre mercado da demanda. Observe</p><p>que o aumento da demanda de D1 para D2 não altera a curva de oferta, pois</p><p>não é possível suprir essa nova demanda rapidamente. Portanto, o preço de</p><p>equilíbrio aumenta de P1 para P2. Podemos concluir que, nesse caso, a curva</p><p>de oferta é perfeitamente inelástica.</p><p>Figura 2. Gráfico da elasticidade da oferta no período de mercado.</p><p>Mercado de concorrência perfeita na indústria mineral6</p><p>Existem cenários nos quais é possível ajustar o nível de produção pela</p><p>adequação dos parâmetros variáveis. Uma planta de beneficiamento de mi-</p><p>nério pode alterar o seu nível de produção no curto prazo dentro dos limites</p><p>impostos pelas instalações e/ou equipamentos, por exemplo. Nesse caso, a</p><p>diferença entre a receita e o custo de produção será máxima, pois os seus</p><p>custos fixos são constantes (SILVA, 2018).</p><p>A fim de entender melhor essa estratégia, vamos utilizar, como exemplo,</p><p>a produção de minério de zinco (esfalerita). O Quadro 1 apresenta dados</p><p>hipotéticos de uma mineradora de esfalerita. Nele, são apresentados o</p><p>preço da tonelada de minério, diferentes níveis de produção, custo fixo e</p><p>custo variável em função de cada nível de produção, e o lucro ou prejuízo</p><p>resultante.</p><p>Quadro 1. Receita, custos e lucro hipotéticos de uma mineradora de esfalerita</p><p>Preço do</p><p>minério</p><p>(US$/ton)</p><p>Nível de</p><p>produção</p><p>e de</p><p>vendas</p><p>(ton)</p><p>Renda</p><p>total</p><p>(US$)</p><p>Custo</p><p>fixo</p><p>(US$)</p><p>Custo</p><p>variável</p><p>(US$)</p><p>Custo</p><p>total (US$)</p><p>Resultado</p><p>econômico</p><p>(US$)</p><p>2.700 0 0 250.000 0 250.000 –250.000</p><p>2.700 150 405.000 250.000 400.000 650.000 –245.000</p><p>2.700 300 810.000 250.000 680.000 930.000 –120.000</p><p>2.700 450 1.215.000 250.000 840.000 1.090.000 125.000</p><p>2.700 600 1.620.000 250.000 955.000 1.205.000 415.000</p><p>2.700 750 2.025.000 250.000 1.075.000 1.325.000 700.000</p><p>2.700 900 2.430.000 250.000 1.275.000 1.525.000 905.000</p><p>2.700 1.050 2.835.000 250.000 1.605.000 1.855.000 980.000</p><p>2.700 1.200 3.240.000 250.000 2.055.000 2.305.000 935.000</p><p>2.700 1.350 3.645.000 250.000 2.630.000 2.880.000 765.000</p><p>2.700 1.500 4.050.000 250.000 3.405.000 3.655.000 395.000</p><p>2.700 1.650 4.455.000 250.000 4.805.000 5.055.000 –600.000</p><p>Fonte: Adaptado de Universidade Federal do Pará (2015).</p><p>Mercado de concorrência perfeita na indústria mineral 7</p><p>Para uma melhor compreensão dos dados apresentados no Quadro 1,</p><p>foram plotadas as curvas de custo total e receita total no gráfico da</p><p>Figura 3.</p><p>Figura 3. Gráfico da receita total e custo total para o exemplo do Quadro 1.</p><p>Observe, no gráfico da Figura 3, que, para os níveis de produção iniciais,</p><p>o custo total é superior à receita total, acarretando um prejuízo para a mi-</p><p>neradora (hachura em vermelho). Aproximadamente na faixa de produção</p><p>de 400 ton. até 1.600 ton., a receita total supera os custos totais, gerando</p><p>um lucro para a mineradora (hachura em azul). Para uma produção acima de</p><p>aproximadamente 1.600 ton., há um aumento do custo variável, fazendo o custo</p><p>total ser superior à receita, resultando em prejuízo (hachura em vermelho).</p><p>Portanto, concluímos que um fornecedor/vendedor pode, no curto prazo,</p><p>ajustar a quantidade produzida/vendida de forma que o equilíbrio no curto</p><p>prazo seja tal que a diferença entre a receita total e o custo total seja a</p><p>máxima possível.</p><p>Maximização do lucro no curto prazo</p><p>Uma abordagem mais precisa do que a relação receita total/custo total leva</p><p>em conta os custos e as receitas marginais. O Quadro 2 detalha algumas</p><p>informações necessárias para a abordagem da maximização do lucro no curto</p><p>prazo com base na abordagem marginal.</p><p>Mercado de concorrência perfeita na indústria mineral8</p><p>Quadro 2. Receita, custos e lucro hipotéticos de uma mineradora de esfa-</p><p>lerita (minério de zinco)</p><p>Nível de</p><p>produção</p><p>e de</p><p>vendas</p><p>(ton)</p><p>Custo</p><p>total</p><p>(US$)</p><p>Custo</p><p>total</p><p>médio</p><p>(US$/ton)</p><p>Custo</p><p>marginal</p><p>(US$/ton)</p><p>Receita</p><p>marginal/</p><p>preço</p><p>(US$/ton)</p><p>Receita</p><p>total (US$)</p><p>Resultado</p><p>econômico</p><p>(US$)</p><p>0 250.000 — — 2.700 — –250.000</p><p>150 650.000 4.333 2.667 2.700 405.000 –245.000</p><p>300 930.000 3.100 1.867 2.700 810.000 –120.000</p><p>450 1.090.000 2.422 1.067 2.700 1.215.000 125.000</p><p>600 1.205.000 2.008 767 2.700 1.620.000 415.000</p><p>750 1.325.000 1.767 800 2.700 2.025.000 700.000</p><p>900 1.525.000 1.694 1.333 2.700 2.430.000 905.000</p><p>1.050 1.855.000 1.767 2.200 2.700 2.835.000 980.000</p><p>1.200 2.305.000 1.921 3.000 2.700 3.240.000 935.000</p><p>1.350 2.880.000 2.133 3.833 2.700 3.645.000 765.000</p><p>1.500 3.655.000 2.437 5.167 2.700 4.050.000 395.000</p><p>1.650 5.055.000 3.064 9.333 2.700 4.455.000 –600.000</p><p>Fonte: Adaptado de Universidade Federal do Pará (2015).</p><p>É importante que você lembre que, em uma situação de concorrência</p><p>perfeita, a curva de procura é perfeitamente elástica. Assim, o preço de</p><p>mercado praticado será o mesmo, independentemente da quantidade que</p><p>a empresa produzir. Você pode observar, no Quadro 2, na coluna “Receita</p><p>marginal/preço”, que não há variação do preço para o nível de produção. Ou</p><p>seja, a receita marginal é igual ao preço de mercado (SILVA, 2018).</p><p>A Figura 4 apresenta os gráficos da (a) receita total média e custo marginal</p><p>em função da quantidade produzida e do (b) lucro em função da quantidade</p><p>produzida para o exemplo do Quadro 2.</p><p>Mercado de concorrência perfeita na indústria mineral 9</p><p>Figura 4. Gráficos da (a) receita total média e custo marginal e do (b) lucro para o exemplo</p><p>do Quadro 2.</p><p>A partir da condição de igualdade da receita marginal com o preço de</p><p>mercado, a empresa produtora buscará encontrar o nível de produção que</p><p>se ajuste à estrutura de custos da empresa. Observe, na Figura 4a, que as</p><p>curvas de custo médio e custo marginal têm a forma “U”. Essa forma é usual</p><p>para setores típicos, em que</p><p>exista economia de escala, como é o caso do</p><p>setor mineral (FRANK et al., 2012).</p><p>Mercado de concorrência perfeita na indústria mineral10</p><p>Observe, na coluna “Resultado econômico” do Quadro 2, que o lucro</p><p>máximo obtido está entre os níveis de produção 1.050 e 1.200 ton. Veja, na</p><p>Figura 4, que esse é exatamente o ponto (pM) em que o custo marginal se</p><p>iguala com o preço de mercado (receita marginal).</p><p>O custo marginal é o aumento do custo pela produção de uma uni-</p><p>dade. Já a receita marginal é o aumento da receita que ocorre pelo</p><p>aumento na venda de uma unidade. Portanto, o lucro aumenta quando a receita</p><p>marginal é maior do que o custo marginal e diminui quando o custo marginal é</p><p>maior do que a receita marginal.</p><p>Portanto, vemos que, no caso de um mercado em concorrência perfeita,</p><p>o equilíbrio no curto prazo será atingido quando a produção for tal que o</p><p>custo marginal seja igual ao preço de mercado. Dessa forma, o lucro máximo</p><p>do vendedor será máximo no curto prazo.</p><p>Referências</p><p>FRANK, R. H.; BERNANKE, B. S.; Princípios de economia. 4. ed. Porto Alegre: AMGH, 2012.</p><p>FÜRST, O. Garimpo, do ferro ao ouro em Itabira. Vila de Utopia, 2021. Disponível em:</p><p>http://viladeutopia.com.br/garimpo-do-ferro-ao-ouro-em-itabira/. Acesso em: 17</p><p>set. 2021.</p><p>MRN celebra 41 anos de operação no Pará como maior produtora de bauxita do Brasil.</p><p>Revista Alumínio, 2020. Disponível em: https://revistaaluminio.com.br/mrn-celebra-41-</p><p>-anos-de-operacao-no-para-como-maior-produtora-de-bauxita-do-brasil/. Acesso</p><p>em: 17 set. 2021.</p><p>SAMUELSON, P. A.; NORODHAUS, W. D. Economia. 19. ed. Porto Alegre: AMGH, 2012.</p><p>SHIMADA, H. Boletim paranaense de geociências. Boletim Paranaense de Geociências,</p><p>v. 70, p. 180-189, 2013. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/geociencias/article/</p><p>download/30970/21558. Acesso em: 17 set. 2021.</p><p>SILVA, D. F. Fundamentos da economia. Porto Alegre: Sagah, 2018.</p><p>UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ. Economia mineral. Belém – PA: UFPA, 2015. (E-book).</p><p>Leitura recomendada</p><p>BESANKO, D. et al. A economia da estratégia. 5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2012.</p><p>Mercado de concorrência perfeita na indústria mineral 11</p><p>Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos</p><p>testados, e seu funcionamento foi comprovado no momento da</p><p>publicação do material. No entanto, a rede é extremamente dinâmica; suas</p><p>páginas estão constantemente mudando de local e conteúdo. Assim, os editores</p><p>declaram não ter qualquer responsabilidade sobre qualidade, precisão ou</p><p>integralidade das informações referidas em tais links.</p><p>Mercado de concorrência perfeita na indústria mineral12</p>

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