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Economia Regional e Urbana aplicada ao Brasil_IPEA

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CAPíTULO 2
FuNdAmENToS do PENSAmENTo ECoNômiCo rEgioNAl*2
Leonardo Monasterio**3
Luiz Ricardo Cavalcante***4
“Dicebat Bernardus Carnotensis nos esse quasi nanos, gigantium humeris insidentes, ut 
possimus plura eis et remotiora videre, non utique proprii visus acumine, aut eminentia 
corporis, sed quia in altum subvenimur et extollimur magnitudine gigantea”.15
John of Salisbury. Metalogicon (1159).
1 iNTroduÇÃo: umA SiSTEmATizAÇÃo do 
PENSAmENTo ECoNômiCo rEgioNAl
A possibilidade de integração remota de processos, decorrente das inovações mi-
croeletrônicas, motivou o surgimento de novos padrões de localização e uma reto-
mada, nas décadas de 1980 e 1990, do interesse por temas da economia regional. 
Em paralelo, a maior mobilidade de fatores entre países decorrente da formação 
de blocos econômicos motivou a convergência entre as agendas de pesquisa no 
âmbito da economia internacional e da economia regional. Fujita, Krugman e Ve-
nables (2000, p. 2), por exemplo, fazem referência à formação da União Europeia 
e ao “o esforço para entender como esta profunda integração irá funcionar através 
da comparação da economia internacional dentro da Europa com a economia 
inter-regional dentro dos Estados Unidos”.
* Trechos deste capítulo apoiam-se em Cavalcante (2008; 2009). Os autores agradecem os comentários e as sugestões 
de Bernardo Alves Furtado. Uma versão preliminar do texto foi revista por Martin Brauch. Os erros e as omissões são 
de responsabilidade dos autores.
** Técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea. 
E-mail: <leonardo.monasterio@ipea.gov.br>. 
*** Técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea. 
E-mail: <ricardo.cavalcante@ipea.gov.br>. 
1. “Bernardo de Chartres dizia que somos como anões no ombro de gigantes, de modo que podemos ver mais coisas 
e coisas mais distantes do que eles, não pela acuidade de nossa própria visão nem por sermos fisicamente melhores, 
mas porque somos ajudados, porque somos erguidos até sua altura de gigantes”.
Economia regional e urbana44
A partir desse momento, emergiu uma abrangente produção bibliográfica em 
economia regional e em disciplinas correlacionadas, como desenvolvimento regio-
nal e geografia econômica. Novas teorias e métodos – que formam a essência do 
conteúdo deste manual – permitem uma compreensão cada vez melhor da dinâmi-
ca espacial da atividade econômica. Porém, em que pese a sofisticação desses traba-
lhos, a produção teórica que os precedeu continua viva, seja neles próprios, seja nos 
modelos mentais usados para interpretar os movimentos da economia no espaço. 
A ubíqua citação da epígrafe deste capítulo é, também no caso da produção teórica 
em economia regional, aplicável: é por estarem apoiados nos ombros da produção 
teórica precedente que os autores contemporâneos conseguem enxergar com mais 
clareza o horizonte. Vale notar, contudo que não existe uma abordagem teórica 
única em economia regional. O que há é uma diversidade de visões que tentam 
capturar toda a complexidade dos fenômenos econômicos no espaço.
Este é um capítulo a respeito dos gigantes sobre cujos ombros se apoia a 
produção teórica recente em economia regional. O propósito é mais ambicioso 
do que o relato das visões de diferentes autores sobre aquilo que, contemporanea-
mente, se chama “economia regional”. Ao sistematizar a produção dos principais 
autores que, entre o século XIX e meados do século XX, discutiram a distribuição 
espacial da atividade econômica, pretende-se evidenciar a coesão teórica e meto-
dológica que marca a disciplina, uma vez que as contribuições recentes mantêm 
um elevado nível de articulação com aquilo que, já no título deste capítulo, se 
denominou “fundamentos do pensamento econômico regional”. Nesse sentido, 
antecipam-se, aqui, diversas questões que serão