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<p>UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO</p><p>Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto</p><p>DEPARTAMENTO DE ECONOMIA</p><p>REC 3600 – FINANÇAS I</p><p>AVALIAÇÃO PARCIAL 1</p><p>11/10/2016</p><p>Sugestões de respostas</p><p>Prezados alunos, essas sugestões de respostas para a prova. As respostas sugeridas apenas apresentam a</p><p>ideia central, não significa que a resposta correta deve ser exatamente igual.</p><p>PARTE I</p><p>1. O taxa de retorno adequada para um ativo pode ser resumida na seguinte forma:</p><p>Taxa de retorno adequada = Retorno pelo tempo + Retorno pelo risco</p><p>O retorno pelo tempo representa o custo de oportunidade dos recursos investidos, usando como referência</p><p>o retorno livre de risco da economia, geralmente o retorno dos títulos públicos.</p><p>O retorno pelo risco representa um prêmio pelo risco do investimento, e pode ser calculado de diversas</p><p>formas. De maneira geral, é baseado na dispersão dos fluxos de caixa esperados para o ativo, e o prêmio</p><p>exigido considera o prêmio médio do mercado, ajustado pelo perfil do investidor.</p><p>2. O valor contábil pode diferir do valor de mercado do ativo (que é influenciado pelo risco do ativo e outros</p><p>fatores, por exemplo, pela depreciação do ativo ou por beneficiamentos), além de não considerar a geração</p><p>de fluxos de caixa futuros. Uma forma mais adequada deve compensar essas falhas, por exemplo,</p><p>considerando o valor de mercado do ativo mais o valor presente dos fluxos de caixa esperados (usando como</p><p>taxa de desconto uma taxa ajustada pelo risco).</p><p>3. O princípio da diversificação é baseado na segmentação do risco de um ativo individual em risco específico</p><p>(decorrente das características específicas do ativo, como por exemplo os riscos operacionais) e risco</p><p>sistemático (decorrente da influência dos fatores do sistema no retorno do ativo, como por exemplo as</p><p>condições econômicas e políticas).</p><p>Com a diversificação do investimento (ou seja, o investimento em vários ativos diferentes) é possível diminuir</p><p>a exposição aos riscos específicos dos ativos, de forma em que as variações no retorno de um único ativo em</p><p>razão de seu risco específico seja irrelevante na variação do retorno da carteira, aproveitando as covariâncias</p><p>entre cada par de ativos para diminuir a variação conjunta.</p><p>Então, é possível afirmar que o risco específico é diversificável, pois pode ser eliminado com a diversificação.</p><p>Assim, somente os riscos sistemáticos dos ativos (ou seja, não diversificáveis) são relevantes nas decisões de</p><p>um investidor racional que diversifica seus investimentos.</p><p>4. A CML (Capital Market Line) é baseada na teoria de portfólios, e representa uma linha que passa pelo</p><p>retorno livre de risco e tangencia a fronteira eficiente em um plano de retornos esperados e desvio-padrão</p><p>(ou seja, toda a fonte de variação do retorno dos ativos, portanto específicos e sistemáticos). Já a SML</p><p>(Security Market Line) representa a linha que passa pelo retorno livre de risco e pelo retorno esperado pelo</p><p>mercado em um plano de retornos esperados e coeficientes beta (ou seja, riscos sistemáticos dos ativos</p><p>calculados pelo CAPM). Já a linha característica do ativo representa a regressão entre os retornos excedentes</p><p>esperados do mercado (diferença entre o retorno esperado para o mercado e o retorno livre de risco) e os</p><p>retornos excedentes esperados para o ativo (diferença entre o retorno esperado para o ativo e o retorno</p><p>livre de risco), cuja inclinação é o coeficiente beta e o intercepto (alfa) um retorno não explicado pelo modelo.</p><p>Então, as três representam uma relação entre retorno e risco, porém a CML considera tanto os riscos</p><p>específicos quanto sistemáticos, a SML considera somente os riscos sistemáticos e a linha característica uma</p><p>estimação que, além do risco sistemático apresenta outras fontes de retorno não associadas à referência do</p><p>mercado.</p><p>5. Um modelo APM (Arbitrage Pricing Model) é baseado na APT (Arbitrage Pricing Theory): é determinado</p><p>um conjunto de fatores como variáveis explicativas para o retorno de um ativo, e a arbitragem garante que</p><p>os preços tendam para um equilíbrio: vende-se ativos sobrevalorizados e compra-se ativos subvalorizados,</p><p>de forma em que a alteração na oferta e na demanda desses ativos resulte nos preços justos estimados pelo</p><p>modelo. O CAPM pode ser considerado um modelo APM de um único fator (em que o beta é o coeficiente</p><p>desse fator), assumindo que a SML represente uma situação de equilíbrio.</p><p>PARTE II</p><p>Seguem as abordagens mais simples:</p><p>i) Fazer uma carteira de mínimo risco.</p><p>É possível montar uma carteira com risco zero usando os ativos “B” e “C” em igual proporção. Isso pode ser</p><p>comprovado, por exemplo, mostrando que o beta da carteira seria igual à zero. A carteira apresenta melhor</p><p>desempenho que o ativo livre de risco.</p><p>ii) Avaliar os ativos pelo CAPM (desenhando a SML)</p><p>Demonstrando que o ativo “A” está acima da SML, enquanto os ativos “B” e “C” estão abaixo. Então, é</p><p>possível seguir dois caminhos: o primeiro apostando que o desempenho além do mercado será persistente,</p><p>e o investimento no ativo “A” é uma boa alternativa. Ou, pelo segundo caminho, supor que o mercado deverá</p><p>entrar em equilíbrio e que os ativos “B” e “C” devem se valorizar, indicando uma boa alternativa.</p><p>iii) Montar uma carteira de risco equivalente ao mercado (beta igual a 1) usando os ativos “A” e “B”, porém</p><p>com retorno maior.</p>