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<p>Radiologia do Sistema Osteoarticular</p><p>diagnóstico por imagem</p><p>. Introdução .</p><p>Importante saber:</p><p>- Posicionamento adequado</p><p>- anatomia</p><p>- fisiologia</p><p>- depósito de minerais (deficiência x</p><p>excessos)</p><p>Anatomia</p><p>Posicionamento</p><p>1</p><p>- Alterações ósseas -</p><p>Osteófito: formação de uma ponta óssea,</p><p>principalmente em margem articular</p><p>Entesófito: formação óssea no local de</p><p>inserção de ligamentos/tendões/cápsula</p><p>articular</p><p>Osteólise: destruição e reabsorção óssea</p><p>Reação Periosteal: proliferação óssea</p><p>Esclerose: aumento local de opacidade do</p><p>osso (DAD, osteomielite etc)</p><p>Mieloesclerose: aumento da</p><p>radiopacidade medular do osso esponjoso</p><p>(panosteíte, tumor medular, infarto ósseo)</p><p>Observações:</p><p>. Diáfise dos ossos é mais radiopaco</p><p>. Cartilagem articular existe tanto em</p><p>animais jovens quanto adultos, mas em</p><p>filhotes tem uma área que divide epífise</p><p>da diáfise</p><p>. Cartilagem é radiotransparente, não</p><p>tem muito depósito de minerais</p><p>. Nos mais velhos não há o disco epifisário</p><p>(ou linha de crescimento), ele se torna a</p><p>cicatriz epífise, já que houve uma</p><p>ossificação, deixando-o radiopaco</p><p>. Alterações Nutricionais e Metabólicas .</p><p>⟡ Hiperparatireoidismo 2ário</p><p>nutricional ⟡</p><p>. Alteração Metabólica</p><p>. Alteração no equilíbrio de cálcio e</p><p>fósforo: dietas com baixo teor de cálcio</p><p>(hipocalcemia) e rica em fósforo</p><p>. ↑ absorção intestinal e ↓ da excreção</p><p>renal</p><p>- + Reabsorção de Ca ósseo</p><p>- Osteoporose generalizada</p><p>. Ativação do PTH (Paratormônio) para</p><p>restaurar os níveis de Ca → osteoclastos</p><p>→ reabsorção óssea</p><p>. Fraturas patológicas são eventos</p><p>comuns no HSN devido desmineralização</p><p>óssea que leva a ossos osteopenico,</p><p>deixando-os frágeis e maleáveis, as</p><p>fraturas mais citadas são em galho verde</p><p>e de compressão</p><p>. Pode ter constipação relacionada com a</p><p>deficiência de cálcio levando a uma</p><p>disfunção na musculatura lisa do</p><p>intestino, diminuindo a motilidade e</p><p>consequentemente dificultando a</p><p>evacuação das fezes</p><p>. HSN tem como diagnóstico diferencial o</p><p>raquitismo</p><p>⟡ Raquitismo ⟡</p><p>. O raquitismo é caracterizado por</p><p>anormalidades na formação na placa</p><p>epifisária de crescimento, com áreas não</p><p>mineralizadas, desorganização da</p><p>arquitetura celular e retardo na</p><p>maturação óssea</p><p>. Hipovitaminose D → sol → raquitismo</p><p>. O raquitismo é caracterizado por</p><p>epífises e metáfises alargadas, "em taça",</p><p>com linhas de mineralização irregulares,</p><p>sem contornos definidos e</p><p>PUC-MG Poços de Caldas - Maryana Vinceguera (T48)</p><p>2</p><p>. A diminuição da opacidade óssea</p><p>generalizada ocorre tanto no</p><p>hiperparatireoidismo quanto no</p><p>raquitismo → se diferencia pela linha de</p><p>crescimento, se houver alteração é</p><p>raquitismo, se estiver normal é</p><p>hiperparatireoidismo</p><p>Alterações radiográficas das duas</p><p>doenças:</p><p>- diminuição generalizada da</p><p>opacidade óssea - osteopenia</p><p>- desvio de eixo ósseo</p><p>- discos epifisários aumentados</p><p>(espessados) e irregulares</p><p>*raquitismo</p><p>Análise Radiográfica:</p><p>região do coxal</p><p>. Íleo está rádio transparente</p><p>(diminuição da opacidade óssea)</p><p>. ocorreu uma osteólise (destruição</p><p>localizada)</p><p>. osteopenia: menos mineralização óssea</p><p>(tem tanto no hiperparatireoidismo</p><p>quanto no raquitismo)</p><p>. sinais de fratura em galho verde</p><p>. há estreitamento do canal pélvico, sem</p><p>sustentação</p><p>. Presença de conteúdo fecal</p><p>. possui linha de crescimento, ou seja,</p><p>animal é um filhote</p><p>. linha de crescimento não tem alteração,</p><p>por isso é hiperparatireoidismo</p><p>A. Representação esquemática do Raquitismo, as</p><p>setas mostram as placas epifisárias largas e</p><p>irregulares. B. Radiografia mediolateral de rádio</p><p>e ulna de filhote canino, mostrando as placas</p><p>epifisárias distais largas e irregulares (setas</p><p>brancas)</p><p>. Anormalidade presente na linha de</p><p>crescimento, indicando raquitismo</p><p>⟡ Osteodistrofia Hipertrófica ⟡</p><p>. Causa desconhecida</p><p>- deficiência de vitamina C</p><p>- cinomose</p><p>- supernutrição</p><p>- desbalanceamento vitamínico</p><p>. Acomete cães de grande porte jovens</p><p>(2-8 meses)</p><p>. Crescimento rápido</p><p>. Metáfises distais de rádio e ulna</p><p>PUC-MG Poços de Caldas - Maryana Vinceguera (T48)</p><p>3</p><p>. Inchaço de tecidos moles ao redor da</p><p>metáfise</p><p>Sinais Radiográficos:</p><p>Fase aguda</p><p>- áreas de osteólise em zonas</p><p>metafisárias</p><p>Fase crônica</p><p>- proliferação óssea periosteal</p><p>iniciando-se na região metafisária</p><p>Análises Radiográficas</p><p>A. Representação esquemática da osteodistrofia</p><p>hipertrófica, as setas pretas mostram áreas</p><p>semelhantes à uma segunda placa epifisária. B.</p><p>Radiografia região metafisária distal de rádio e</p><p>ulna, as setas brancas mostram áreas</p><p>radiotransparentes semelhantes a uma segunda</p><p>placa epifisária</p><p>radiografia do rádio e ulna em posição médio</p><p>lateral representando osteodistrofia hipertrófica</p><p>na fase aguda</p><p>. linha de crescimento da ulna normal</p><p>. áreas irregulares com diminuição da</p><p>opacidade óssea na região metafisária</p><p>osteodistrofia hipertrófica na fase aguda</p><p>. linha de crescimento visível e aberta</p><p>PUC-MG Poços de Caldas - Maryana Vinceguera (T48)</p><p>4</p><p>osteodistrofia hipertrófica na fase aguda</p><p>. área de osteólise pois aparenta ter dois</p><p>discos</p><p>Osteodistrofia hipertrófica crônica</p><p>. Metáfise aumentada</p><p>. Osteólise excessiva</p><p>. linha de crescimento aberta</p><p>. Alterações Traumáticas .</p><p>⟡ Fraturas ⟡</p><p>. Razões para radiografar:</p><p>- Confirmar um diagnóstico</p><p>clínico/visibilizar uma fratura não</p><p>demonstrada clinicamente</p><p>- Demonstrar o tipo de fratura e</p><p>obter informações importantes</p><p>para o tratamento - classificação</p><p>- Determinar a idade da fratura</p><p>- Acompanhar a cicatrização (calo</p><p>ósseo).</p><p>PUC-MG Poços de Caldas - Maryana Vinceguera (T48)</p><p>5</p><p>Formação do calo ósseo:</p><p>. Complicações:</p><p>- má união</p><p>- atraso na consolidação</p><p>- não união</p><p>- infecção</p><p>. Alterações InfectoInflamatórias .</p><p>e Neoplásicas</p><p>⟡ Osteomielite ⟡</p><p>. infecção que se estende das superfícies</p><p>ósseas externas para as internas</p><p>podendo ser causada por protozoários,</p><p>agentes fúngicos ou bactérias</p><p>. processo inflamatório da cavidade</p><p>medular, da cortical e do periósteo</p><p>. Quando acomete o corpo vertebral</p><p>recebe o nome de espondilite</p><p>. Acessos dos patógenos ao osso - ferida</p><p>aberta traumática ou cirúrgica, corpos</p><p>estranhos, mordedura ou via hematógena</p><p>Aspectos radiográficos:</p><p>- lise óssea / proliferação óssea</p><p>periosteal</p><p>- monostótica ou poliostótica</p><p>- edema de tecidos moles</p><p>osteomielite fúngica</p><p>A e B. Projeções craniocaudal e mediolateral de</p><p>osteomielite aguda em cão em região</p><p>epífise-metafisária distal de rádio com áreas de</p><p>lise na medular e na cortical e discreta reação</p><p>periosteal. C e D. Projeções craniocaudal e</p><p>mediolateral de osteomielite crônica em gato, ao</p><p>longo da tíbia direita, mostrando diminuição da</p><p>densidade radiográfica (aspecto poroso) e</p><p>preservação da fíbula.</p><p>PUC-MG Poços de Caldas - Maryana Vinceguera (T48)</p><p>6</p><p>⟡ Osteossarcoma ⟡</p><p>Aspectos radiográficos:</p><p>- osteólise/neoformação óssea</p><p>- reação periostal irregular (“sun</p><p>burst”)</p><p>- monostótico, dificilmente</p><p>ultrapassando a interlinha articular</p><p>- fraturas secundárias ao processo</p><p>neoplásico</p><p>- aumento de volume de tecidos</p><p>moles</p><p>PUC-MG Poços de Caldas - Maryana Vinceguera (T48)</p><p>7</p><p>. Alteração de contorno</p><p>. Osteólise permeativa</p><p>. lesão inicial e discreta</p><p>⟡ Osteossarcoma e osteomielite ⟡</p><p>. afastamento do periósteo forma imagem</p><p>irregular</p><p>. irregularidade: quanto maior, mais</p><p>grave</p><p>. sem linha de transição</p><p>. proliferação óssea e osteólise</p><p>. as duas doenças são diagnósticos</p><p>diferenciais</p><p>. Raio x não consegue ter um diagnóstico</p><p>exato → colocar neoplasia óssea no laudo</p><p>. necessita-se de um exame citológico ou</p><p>biópsia para diagnóstico diferencial</p><p>Doenças Ortopédicas de Animais Jovens</p><p>⟡ Osteocondrose ⟡</p><p>. Etiologia desconhecida: provavelmente</p><p>multifatorial</p><p>- Trauma</p><p>PUC-MG Poços de Caldas - Maryana Vinceguera (T48)</p><p>8</p><p>- Hereditariedade</p><p>- Crescimento rápido</p><p>- Nutrição</p><p>- Isquemia</p><p>. Acomete com maior frequência a</p><p>articulação do ombro (cabeça umeral), o</p><p>cotovelo, a epífise distal do fêmur e</p><p>a tíbia</p><p>. Ocorre por alteração no processo de</p><p>ossificação endocondral, que se</p><p>manifesta após o nascimento</p><p>. Não há penetração vascular e a</p><p>calcificação da matriz osteóide não</p><p>acontece de forma adequada</p><p>. Espessamento da cartilagem e posterior</p><p>degeneração</p><p>. A cartilagem</p><p>degenerada torna-se mais</p><p>sensível ao estresse biomecânico,</p><p>durante a locomoção. Assim, pode haver</p><p>fendas ou fissuras, que são comumente</p><p>denominadas de “flap”, caracterizando o</p><p>quadro de osteocondrose dissecante</p><p>(OCD)</p><p>. O “flap” pode permanecer ligado ao</p><p>osso subcondral, ou se desprender</p><p>completamente, ficando livre na</p><p>articulação</p><p>Aspectos radiográficos:</p><p>. Projeção mediolateral</p><p>. área de osteólise subcondral</p><p>(radiolucência) na superfície articular</p><p>- borda caudal da cabeça do úmero</p><p>- achatamento ou concavidade no</p><p>osso subcondral.</p><p>. DAD</p><p>. flap mineralizado: osteocondrose</p><p>dissecante</p><p>A. Representação esquemática da osteocondrose</p><p>dissecante da cabeça do úmero mostrando o</p><p>fragmento de cartilagem mineralizado. B.</p><p>Radiografia mediolateral da articulação</p><p>escapuloumeral de cão jovem, mostrando a falha</p><p>no processo de ossificação endocondral da</p><p>cartilagem articular da cabeça do úmero (seta</p><p>preta) e a placa epifisária proximal do úmero</p><p>(setas brancas)</p><p>- Doenças Articulares -</p><p>PUC-MG Poços de Caldas - Maryana Vinceguera (T48)</p><p>9</p><p>⟡ Artrite ⟡</p><p>. Alteração inflamatória crônica,</p><p>progressiva da membrana sinovial</p><p>. inflamação articular, tendo como</p><p>características principais a efusão</p><p>sinovial e a degeneração da cartilagem</p><p>envolvida</p><p>. Etologia: infecciosa / autoimune</p><p>Sinais radiográficos:</p><p>- Aumento de volume tecidos moles</p><p>adjacentes</p><p>- Alterações destrutivas e erosivas</p><p>(lise)</p><p>- Doença articular degenerativa</p><p>Análise radiográfica:</p><p>fases das artrites: A. Primeira fase ou fase de</p><p>alargamento. B. Segunda fase ou fase de</p><p>pinçamento, caracterizada por ossificação</p><p>subcondral (seta preta), formação de osteófitos e</p><p>entesófitos. C. Terceira fase ou fase de</p><p>desaparecimento, caracterizada por anquilose.</p><p>As setas brancas mostram os entesófitos</p><p>⟡ Doença Articular Degenerativa ⟡</p><p>. Afecção debilitante, progressiva: perda</p><p>da matriz hialina e morte dos condrócitos</p><p>. alteração envolvendo a fragmentação e</p><p>a perda de cartilagem articular</p><p>. Artropatia mais comum</p><p>. Etiopatogenia:</p><p>- 1ária: mudança de envelhecimento</p><p>(idiopática)</p><p>- 2ária: resultado de desordem de</p><p>desenvolvimento ou adquirida</p><p>. Osteoartrose, osteoartrite</p><p>Aspectos radiográficos:</p><p>PUC-MG Poços de Caldas - Maryana Vinceguera (T48)</p><p>10</p><p>. Aumento da radiopacidade do osso</p><p>subcondral (esclerose)</p><p>. Formação de osteófitos e enteseófitos</p><p>. Remodelamento do osso subcondral</p><p>. Mineralização de tecidos moles, intra e</p><p>periarticular</p><p>. Irregularidade das superfícies</p><p>articulares</p><p>Análise radiográfica:</p><p>Projeção mediolateral da articulação</p><p>femorotibiopatelar</p><p>. sem alterações evidentes na primeira</p><p>radiografia</p><p>. Segunda radiografia: presença de</p><p>osteófitos (setas brancas), ossificação</p><p>subcondral (seta preta) e entesófito (seta</p><p>tracejada).</p><p>Doença Articular secundária à displasia</p><p>coxofemoral bilateral</p><p>. presença de deformidades, como mal</p><p>encaixe da cabeça do fêmur, presença de</p><p>osteófito etc, as quais indicam artrose</p><p>secundária a displasia</p><p>. acetábulo não está congruente, o que</p><p>indica displasia bilateral</p><p>. margem articular apresenta desgaste</p><p>artrose</p><p>PUC-MG Poços de Caldas - Maryana Vinceguera (T48)</p><p>11</p><p>. presença de osteófito</p><p>. margens se unindo aos ossos</p><p>⟡ Displasia Coxofemoral ⟡</p><p>. Primeira descrição em 1935</p><p>- subluxação congênita bilateral:</p><p>termo ainda muito utilizado</p><p>. Hereditária</p><p>- alterações fenotípicas</p><p>- não estão presentes no nascimento</p><p>(animal vai desenvolvendo com o</p><p>nascimento)</p><p>- fatores externos, como excesso de</p><p>peso</p><p>- doença articular degenerativa -</p><p>osteoartrite tardia</p><p>. Dificuldade no controle dessa doença</p><p>devido caráter poligênico</p><p>. afeta cães (mais comum), gatos, equinos,</p><p>bovinos e humanos</p><p>. Quadril formado de modo anormal, parte</p><p>dele não está congruente</p><p>. Muitas vezes ocorre pela lassidão que</p><p>gera instabilidade da articulação</p><p>coxofemoral</p><p>. Instabilidade articular x</p><p>desenvolvimento anormal da musculatura</p><p>. Leva a doença articular degenerativa</p><p>Avaliar congruência:</p><p>. Fossa do acetábulo deve ser paralelo a</p><p>superfície da cabeça do fêmur, a qual</p><p>deve estar encaixada no acetábulo para</p><p>ser considera normal</p><p>articulação normal</p><p>articulação displásica</p><p>PUC-MG Poços de Caldas - Maryana Vinceguera (T48)</p><p>12</p><p>. Mais de 50% da cabeça do fêmur deve</p><p>estar inserida na fossa do acetábulo</p><p>. Com o tempo, isso leva à deformidade</p><p>da cabeça do fêmur, espessamento do</p><p>colo femoral, formação de osteófito,</p><p>como mostrado na imagem abaixo</p><p>Diagnóstico:</p><p>. exame radiográfico</p><p>. muitos animais assintomáticos podem</p><p>apresentar a doença</p><p>. fazer exame físico, avaliar a clínica,</p><p>palpação e testes ortopédicos</p><p>Radiografia:</p><p>. Método OFA (Orthopedic Foundation Of</p><p>animais) - convencional</p><p>- avaliado em projeção VD ( ventro</p><p>dorsal) com os membros estendidos</p><p>em extensão forçada e leve</p><p>rotação para sentido medial</p><p>- graduadas em categorias de</p><p>acordo com uma menor ou menor</p><p>incongruência articular e sinais de</p><p>doença articular degenerativa</p><p>- Para saber se a projeção do animal</p><p>está certo, os fêmures devem estar</p><p>paralelos entre si e entre a coluna</p><p>vertebral na radiologia,</p><p>tuberosidade isquiática deve estar</p><p>sobreposta ao fêmur, asas do ílio</p><p>devem estar simétricas e os</p><p>forames obturadores também</p><p>. Contenção química: animal deve estar</p><p>anestesiado</p><p>. Diagnóstico definitivo aos 24 meses:</p><p>quando articulação estiver</p><p>completamente formada</p><p>PUC-MG Poços de Caldas - Maryana Vinceguera (T48)</p><p>13</p><p>. sinais de subluxação ou luxação articular</p><p>caso houver incongruência entre cabeça</p><p>do fêmur e o acetábulo</p><p>. Sinais de doença articular</p><p>degenerativa:</p><p>- Cabeça do fêmur achatada e</p><p>deformada</p><p>- Colo do fêmur espesso</p><p>- Fossa do acetábulo mais rasa</p><p>Ângulo de Norberg:</p><p>. outra forma de avaliação</p><p>. Medir o ângulo entre o centro da</p><p>cabeça do fêmur até a margem cranial do</p><p>acetábulo</p><p>. ACF normal: ângulo maior que 105</p><p>. ACF próxima do normal: entre 105 e 105</p><p>. DCF leve: 100</p><p>. DCF moderada: 95</p><p>. DCF severa: menor que 90</p><p>. ângulo deve ser avaliado em conjunto</p><p>com outros fatore para se ter o</p><p>diagnóstico</p><p>1) Articulações normais</p><p>- mais de 50% da cabeça do fêmur</p><p>inserida no acetábulo</p><p>- existe congruência</p><p>2) Articulações quase normais</p><p>- estruturas anatômicas</p><p>preservadas, mas não tem encaixe</p><p>e paralelismo</p><p>3) Displasia discreta:</p><p>- cabeça do fêmur afastada</p><p>- área maior fora da cobertura</p><p>acetabular</p><p>4) Displasia moderada</p><p>- presença de osteófito</p><p>- cabeça do fêmur e colo femoral</p><p>deformado</p><p>PUC-MG Poços de Caldas - Maryana Vinceguera (T48)</p><p>14</p><p>- acetábulo vai ficando cada vez</p><p>mais raso</p><p>5) Displasia grave</p><p>- não existe congruência</p><p>- cabeca do femur nao tem encaixe</p><p>- e uma luxação</p><p>Análise Radiográfica:</p><p>Articulação Próxima do Normal</p><p>. estruturas anatômicas preservadas</p><p>. bom encaixe</p><p>.superfície articular um pouquinho</p><p>descoberta pelo acetábulo</p><p>Displasia Coxofemoral Grave</p><p>. Estruturas mantidas anatomicamente</p><p>. não tem mais encaixe</p><p>Displasia coxofemoral grave com DAD</p><p>. estruturas mantidas anatomicamente</p><p>. não tem mais encaixe</p><p>. alterações de deformidade</p><p>. colo femoral espesso</p><p>. presença de osteófito na margem</p><p>cranial do acetábulo</p><p>. arrasamento do acetábulo</p><p>Displasia coxofemoral grave com DAD</p><p>. muita doença articular degenerativa</p><p>. não tem congruência</p><p>. colo do fêmur espesso</p><p>. não tem cobertura acetabular</p><p>. cabeça femoral deformada</p><p>PUC-MG Poços de Caldas - Maryana Vinceguera (T48)</p><p>15</p><p>Displasia coxofemoral grave com DAD</p><p>. acetábulo raso</p><p>. proliferações ósseas</p><p>. cabeça femoral deformada</p><p>. colo femoral deformado</p><p>Linha de Morgan</p><p>Linha de morgan</p><p>- é um tipo de proliferação óssea</p><p>- tem aumento da opacidade próxima</p><p>ao colo femoral</p><p>- considerada um sinal de displasia</p><p>coxofemoral</p><p>Método de PennHip</p><p>- desenvolvido para avaliação</p><p>precoce, com animais de quatro a</p><p>seis meses de idade</p><p>- faz mensuração através da</p><p>distração, avalia a lacitude</p><p>articular, o quanto ela é flácida</p><p>- avaliar estabilidade</p><p>- realiza radiografia em extensão,</p><p>em compressão e pelo distrator</p><p>- índice de distração: avalia o quanto</p><p>a cabeça do fêmur se afasta do</p><p>acetábulo, consegue prever se</p><p>animal tem chance ou não de</p><p>desenvolver displasia</p><p>Articulação coxofemoral normal de um gato</p><p>Articulação de um gato</p><p>com displasia</p><p>PUC-MG Poços de Caldas - Maryana Vinceguera (T48)</p><p>16</p><p>. cabeças femorais não se encaixam, não</p><p>existe nem cavidade acetabular</p><p>Articulação de um gato com displasia</p><p>. cabeça femoral não se encaixa</p><p>. aumento da opacidade das superfície</p><p>óssea (esclerose)</p><p>. muito osteófito</p><p>. bastante proliferação óssea</p><p>⟡ Displasia Do cotovelo ⟡</p><p>. não é uma doença em si, é um conjunto</p><p>de doenças causadas por incongruência</p><p>articular</p><p>. o crescimento desigual pode levar a</p><p>incongruência articular e por</p><p>consequência ela provoca força anormal,</p><p>gerando alguma alteração envolvida</p><p>nessa displasia</p><p>. leva a síndrome clínica de claudicação e</p><p>dor</p><p>. evidências radiográficas de DAD</p><p>articulação Umerorradioulnar</p><p>. articulação composta pela extremidade</p><p>distal do úmero e extremidade proximal</p><p>do rádio e ulna</p><p>. processo coronóide medial tem maior</p><p>sobrecarga do peso e é um pouco menor</p><p>(mas suscetível a microfraturas)</p><p>conjunto de três principais doenças:</p><p>1) não união do processo ancôneo</p><p>2) fragmentação do processo</p><p>coronóide medial da ulna</p><p>3) osteocondrose do côndilo medial do</p><p>úmero</p><p>Projeções radiográficas</p><p>. são feitas três incidências</p><p>radiográficas:</p><p>A) projeção crânio-caudal</p><p>B) projeção medio-lateral</p><p>C) flexiona o membro radiografado</p><p>para ter medio-lateral com flexão</p><p>forçada</p><p>PUC-MG Poços de Caldas - Maryana Vinceguera (T48)</p><p>17</p><p>Não união do Processo Ancôneo</p><p>. projeção crâniocaudal não ajuda muito</p><p>a identificar</p><p>. diagnóstico deve ser feito a partir de</p><p>20 semanas de idade, pois o processo</p><p>ancôneo nasce separado do restante da</p><p>ulna, por isso existe um tempo de fusão</p><p>entre eles, que pode variar entre as</p><p>raças e indivíduos</p><p>Displasia do cotovelo: A) Não união do processo</p><p>ancôneo (NUPA). B) Fragmentação do processo</p><p>coronóide medial (FPCM) e osteocondrose do</p><p>côndilo medial do úmero (OCM).</p><p>Articulação Normal</p><p>Articulação com alteração</p><p>. processo ancôneo não se ossificou com</p><p>o restante da ulna</p><p>PUC-MG Poços de Caldas - Maryana Vinceguera (T48)</p><p>18</p><p>Articulação com alteração</p><p>Projeção mediolateral flexionada</p><p>Principais Sinais Radiográficos:</p><p>. Linha Radiotransparente entre o</p><p>processo ancôneo e o restante da ulna</p><p>. DAD em circunferências articulares</p><p>. Osteófitos</p><p>⟡ Fragmentação do processo coronóide</p><p>medial ⟡</p><p>. Difícil diagnóstico</p><p>. Muitas vezes necessita de sedação ou</p><p>anestesia, pois é um processo doloroso</p><p>. Projeções oblíquas da craniocaudal</p><p>para evidenciar mais a região em que o</p><p>processo coronóide está presente</p><p>. Muitas vezes os sinais são de DAD e não</p><p>da fragmentação em si por conta da</p><p>sobreposição das estruturas</p><p>. Nem sempre o diagnóstico vai ser</p><p>radiográfico, às vezes necessita de uma</p><p>tomografia computadorizada</p><p>Sinais Radiográficos:</p><p>- Esclerose incisura troclear</p><p>- osteófitos</p><p>Análise radiográfica:</p><p>Articulação do cotovelo normal. Seta preta indica,</p><p>sobreposição do processo coronóide</p><p>Articulação com Fragmentação. Seta branca</p><p>indica presença de proliferação óssea. Seta</p><p>preta mostra aumento de opacidade</p><p>PUC-MG Poços de Caldas - Maryana Vinceguera (T48)</p><p>19</p><p>Articulação com Fragmentação</p><p>. irregularidade, presença de osteófito</p><p>. nenhuma das imagens dá pra ver a</p><p>fragmentação em si, mas sim sinais que</p><p>indicam uma possível fragmentação</p><p>. tomografia computadorizada vai fazer</p><p>cortes sagitais, paciente precisa estar</p><p>anestesiado → imagem transversal do</p><p>cotovelo</p><p>presença da fragmentação</p><p>Fragmentação x normal</p><p>⟡ Osteocondrose do Côndilo medial do</p><p>úmero ⟡</p><p>. Mais incomm</p><p>sinais radiográficos:</p><p>. Defeito radioluscente na superfície</p><p>articular</p><p>. Sinais de DAD</p><p>- irregularidades na superfície</p><p>articular</p><p>- osteófitos periarticulares</p><p>- esclerose óssea</p><p>área de radiotransparência</p><p>na superfície do côndilo medial</p><p>do úmero</p><p>falha na superfície articular</p><p>PUC-MG Poços de Caldas - Maryana Vinceguera (T48)</p><p>20</p><p>incongruência articular - degrau entre cabeça do</p><p>rádio e incisura ulnar</p><p>. Alterações traumáticas .</p><p>⟡ Insuficiência do ligamento cruzado</p><p>cranial do joelho ⟡</p><p>. função do ligamento: impedir o</p><p>movimento dos ossos no sentido</p><p>craniocaudal</p><p>. quando tem ruptura, tíbia apresenta</p><p>movimentação anormal</p><p>. Cães de grande porte são os mais</p><p>acometidos</p><p>. radiografia na posição 9090:</p><p>mediolateral de modo a forçar uma</p><p>projeção cranial da tíbia</p><p>posição 9090</p><p>ligamento normal x ruptura</p><p>Diagnóstico:</p><p>. Baseado na história clínica</p><p>. Palpação do joelho e testes ortopédicos</p><p>- teste de gaveta: forçar movimento</p><p>no sentido cranial, caso se desloque</p><p>o resultado é positivo</p><p>- se o paciente não apresentar esse</p><p>movimento da gaveta, não</p><p>necessariamente significa que ele</p><p>não tenha a insuficiência, pois ele</p><p>pode ter tido essa lesão há muito</p><p>tempo e pode acontecer sinais de</p><p>DAD, assim como fibrose, por isso a</p><p>articulação fica mais rígida</p><p>. Radiografia para obter outras</p><p>informações</p><p>Sinais radiográficos:</p><p>. Deslocamento cranial da tíbia em</p><p>relação ao côndilo femoral</p><p>. Aumento da opacidade articular</p><p>- pode indicar inflamação, edema,</p><p>efusão sinovial</p><p>. Sinais de DAD</p><p>PUC-MG Poços de Caldas - Maryana Vinceguera (T48)</p><p>21</p><p>Articulação normal</p><p>deslocamento cranial da tíbia</p><p>. Doenças de Desenvolvimento .</p><p>⟡ Luxação Patelar ⟡</p><p>. Se define como a perda da relação</p><p>articular entre a patela e da</p><p>extremidade distal do fêmur na região da</p><p>tróclea</p><p>. Ocorre como consequência de outras</p><p>alterações</p><p>. Pode ser congênita ou traumática</p><p>. Mais presentes em caẽs de pequeno</p><p>porte ou toys - congênita</p><p>. Patela permite o deslizamento do</p><p>ligamento patelar nos movimentos de</p><p>extensão e flexão</p><p>. Patela pode sair do lugar, trazendo</p><p>dificuldade do animal de fazer os</p><p>movimentos</p><p>Patela pode se deslocar para:</p><p>- para a face medial do membro</p><p>- para a face lateral</p><p>- de modo bilateral</p><p>. Mais comum: congênita medial</p><p>. As causas estão sempre envolvidas em</p><p>uma deformidade do sistema músculo</p><p>esquelético, como:</p><p>- Arrasamento do sulco troclear</p><p>- Hipoplasia da crista troclear</p><p>medial</p><p>- Torção interna ou externa da</p><p>porção distal do fêmur e porção</p><p>proximal da tíbia</p><p>Diagnóstico:</p><p>. História clínica - sintomatologia não é</p><p>persistente e a dor não necessariamente</p><p>está presente</p><p>. Exame ortopédico - palpação do joelho</p><p>. Exame radiográfico</p><p>- avalia presença das deformidades</p><p>esqueléticas</p><p>- sinais de DAD</p><p>PUC-MG Poços de Caldas - Maryana Vinceguera (T48)</p><p>22</p><p>- deslocamento da patela (medial ou</p><p>lateral): não necessariamente está</p><p>presente, pois a patela pode sair</p><p>do lugar e voltar pro lugar sozinha</p><p>Exame clínico</p><p>a patela teria que estar na região circulada na</p><p>imagem e ela está onde indica a seta verde</p><p>Radiografia</p><p>Deslocamento medial da patela</p><p>Luxação Bilateral Medial</p><p>⟡ Necrose Asséptica da Cabeça do</p><p>Fêmur ⟡</p><p>. Osteocondrite juvenil ou doença de</p><p>Legg-calvé-Perthes</p><p>. Acomete caẽs pequenos e toys de</p><p>filhotes até adolescentes</p><p>. Etiologia incerta, mas está envolvida</p><p>com a vascularização da cabeça do fêmur</p><p>por serem estruturas ósseas pequenas</p><p>. Comprometimento vascular → isquemia →</p><p>necrose</p><p>. Geralmente unilateral</p><p>Sinais radiográficos:</p><p>. Lise da cabeça e colo femorais -</p><p>provoca processo inflamatório</p><p>. Aumento do espaço articular -</p><p>afastamento da cabeça do fêmur</p><p>. Doença articular degenerativa (DAD)</p><p>Análise radiográfica</p><p>PUC-MG Poços de Caldas - Maryana Vinceguera (T48)</p><p>23</p><p>. antímero esquerdo alterado</p><p>. afastamento da cabeça do fêmur</p><p>. aumento do volume sinovial</p><p>. deformidade da cabeça do fêmur</p><p>. área de osteólise</p><p>. antímero direito alterado</p><p>. pequenas de osteólise</p><p>. deformidade da cabeça femoral</p><p>. aumento do volume sinovial</p><p>. caso avançado</p><p>. sobreposição do ísquio com a cabeça do</p><p>fêmur</p><p>. área de osteólise</p><p>PUC-MG Poços de Caldas - Maryana Vinceguera (T48)</p>