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<p>GRUPO</p><p>Editora GRUPO UNIASSELVI</p><p>2009</p><p>LABORATÓRIO:</p><p>DESENHO TÉCNICO</p><p>Copyright  Editora GRUPO UNIASSELVI 2009</p><p>Elaboração:</p><p>Prof. André Luis Passini Barbosa</p><p>Revisão, Diagramação e Produção:</p><p>Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI</p><p>FICHA CATALOGRÁFICA</p><p>(Elaborada na Fonte)</p><p>Cetro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI</p><p>Barbosa, André Luis Passini</p><p>Desenho Técnico / Barbosa, André Luis Passini - Centro Universitário Leonardo da</p><p>Vinci (UNIASSELVI). – Indaial: Ed. GRUPO UNIASSELVI, 2009.</p><p>149 p.</p><p>ISBN 978-85-7830-131-6</p><p>1. Desenho Técnico I. Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI</p><p>II. Título</p><p>CDD 604</p><p>Editora</p><p>APRESENTAÇÃO</p><p>Caro(a) acadêmico(a),</p><p>É com grande satisfação que iniciamos a disciplina de DESENHO TÉCNICO. Seu</p><p>principal objetivo é ensinar aos acadêmicos os conceitos necessários para que possam entender</p><p>e desenhar uma projeção tridimensional em um plano. Além disso, o conhecimento adquirido</p><p>permitir-lhes-á transformar um desenho em três dimensões em duas dimensões, com todas</p><p>as suas características técnicas para sua construção.</p><p>Vale lembrar que o computador, hoje, desenha muito mais rápido e com traços mais</p><p>perfeitos que os feitos à mão, porém, o computador é somente uma ferramenta de trabalho.</p><p>Se você não aprender corretamente a técnica de desenhar, também não fará corretamente no</p><p>computador. Aqui, nossas ferramentas serão o lápis, o papel, a régua, o esquadro e o compasso,</p><p>mas a técnica de desenho permanece a mesma.</p><p>O estudo desta disciplina proporcionará um apoio pedagógico para você iniciar seus</p><p>conhecimentos no mundo geométrico das projeções de peças mecânicas e construção civil.</p><p>Iniciaremos entendendo um pouco sobre como começaram os primeiros desenhos</p><p>técnicos e sua evolução até os dias atuais, tendo-se, hoje, um padrão normalizado. Aprenderemos</p><p>técnicas padronizadas para usar o papel no formato tipo A, padrão de margem para esse tipo</p><p>de papel, legenda, escrita técnica, tipos de linha, formas de cotar um desenho, escalas.</p><p>Em seguida, estudaremos esboços e croquis e projeções ortogonais e as vistas em</p><p>perspectiva, que é o maior foco de todo o nosso curso de desenho técnico. Veremos também</p><p>os desenhos em cortes e secções com suas particularidades. Por fim, estudaremos o desenho</p><p>de arquitetura, que envolverá a parte de construção civil e algumas de suas particularidades.</p><p>Esperamos que, com esse estudo, você consiga desenvolver a visão espacial para</p><p>melhor enxergar e desenhar objetos, plantas, cortes, detalhes técnicos e que esse seja um</p><p>passo para você se aprofundar cada vez mais nesse imenso mundo dos desenhos.</p><p>Bons estudos!</p><p>Prof. André Luis Passini Barbosa</p><p>iii</p><p>iv</p><p>UNI</p><p>UNI! Oi: Eu sou o UNI, já me apresentei nos cadernos anteriores.</p><p>Estarei com você durante os estudos de Desenho Técnico.</p><p>Desejamos a você uma caminhada tranquila e rica em reflexões.</p><p>Sempre que ocorrerem dúvidas, as anotem e as esclareçam nos</p><p>dias de atendimento.</p><p>SUMÁRIO</p><p>PLANO DE ESTUDO DA DISCIPLINA .............................................................................ix</p><p>UNIDADE 1: INTRODUÇÃO AO DESENHO TÉCNICO ................................................... 1</p><p>TÓPICO 1: EVOLUÇÃO HISTÓRICA, APRESENTAÇÃO E ESTUDO</p><p>DAS TÉCNICAS FUNDAMENTAIS ............................................................... 3</p><p>1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................... 3</p><p>2 NORMAS ........................................................................................................................ 4</p><p>2.1 O QUE É NORMALIZAÇÃO? ...................................................................................... 4</p><p>2.2 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS ............................................. 4</p><p>2.2.1 Objetivos da ABNT ................................................................................................... 5</p><p>3 ESTUDO DE TÉCNICAS FUNDAMENTAIS DE GEOMETRIA</p><p>E DESENHO TÉCNICO ................................................................................................. 6</p><p>3.1 DEFINIÇÃO DO DESENHO TÉCNICO ....................................................................... 6</p><p>3.2 VISÃO ESPACIAL ....................................................................................................... 7</p><p>4 ELEMENTOS DE DESENHO TÉCNICO ....................................................................... 8</p><p>4.1 INSTRUMENTOS: ESQUADROS, RÉGUA, TRANSFERIDOR,</p><p>ESCALÍMETRO E COMPASSO .................................................................................. 8</p><p>4.2 TIPOS DE PAPEL ....................................................................................................... 11</p><p>4.3 MARGEM .................................................................................................................. 13</p><p>4.4 DOBRA DO PAPEL ................................................................................................... 14</p><p>4.5 LEGENDA .................................................................................................................. 16</p><p>RESUMO DO TÓPICO 1 ................................................................................................. 18</p><p>AUTOATIVIDADE ........................................................................................................... 19</p><p>TÓPICO 2: CALIGRAFIA TÉCNICA, TIPOS DE LINHA, COTAS E ESCALAS ............ 23</p><p>1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 23</p><p>2 CALIGRAFIA TÉCNICA ............................................................................................... 23</p><p>3 TIPOS DE LINHAS ...................................................................................................... 25</p><p>3.1 APLICAÇÃO .............................................................................................................. 27</p><p>4 COTAS ......................................................................................................................... 29</p><p>4.1 COTAGEM POR FACE DE REFERÊNCIA ............................................................... 32</p><p>4.2 COTAGEM POR LINHA BÁSICA .............................................................................. 34</p><p>5 ESCALAS .................................................................................................................... 34</p><p>LEITURA COMPLEMENTAR .......................................................................................... 36</p><p>RESUMO DO TÓPICO 2 ................................................................................................. 38</p><p>AUTOATIVIDADE ........................................................................................................... 39</p><p>AVALIAÇÃO .................................................................................................................... 43</p><p>UNIDADE 2: PROJEÇÕES ORTOGONAIS, CORTES E SECÇÕES ............................ 45</p><p>v</p><p>vi</p><p>TÓPICO 1: DESENHO À MÃO LIVRE, PROJEÇÕES ORTOGONAIS ......................... 47</p><p>1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 47</p><p>2 ESBOÇOS/CROQUIS .................................................................................................. 47</p><p>3 PROJEÇÕES ORTOGONAIS ...................................................................................... 48</p><p>3.1 PROJEÇÃO ORTOGRÁFICA DO 1º DIEDRO .......................................................... 48</p><p>3.2 AS TRÊS VISTAS DO DESENHO TÉCNICO ............................................................ 50</p><p>3.2.1 Vistas Auxiliares ..................................................................................................... 52</p><p>3.3 REPRESENTAÇÃO DE ARESTAS OCULTAS .......................................................... 52</p><p>3.4 TRAÇADO DAS PROJEÇÕES – VISTAS ................................................................. 54</p><p>3.5 PROJEÇÕES DE SUPERFÍCIES</p><p>PARA DESENHO EM PERSPECTIVA</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>UNIDADE 2TÓPICO 166</p><p>FIGURA 75 – EXEMPLO DE DESENHO EM PERSPECTIVA</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>A perspectiva isométrica mantém as mesmas proporções do comprimento, da largura e</p><p>da altura do objeto representado. Além disso, o traçado da perspectiva isométrica é relativamente</p><p>simples.</p><p>UNIDADE 2 TÓPICO 1 67</p><p>Existem vários tipos de perspectivas, como é possível observar na figura a seguir. Cada</p><p>tipo de perspectiva mostra o objeto de um jeito. Comparando as três formas de representação,</p><p>você pode notar que a perspectiva isométrica é a que dá a ideia menos deformada do objeto.</p><p>Os eixos isométricos podem ser representados em posições variadas, mas sempre</p><p>formando, entre si, ângulos de 120°.</p><p>FIGURA 76 –TIPOS DE PERSPECTIVA</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>UNIDADE 2TÓPICO 168</p><p>Nesse tópico, caro(a) acadêmico(a), você teve oportunidade de estudar os</p><p>seguintes conteúdos relacionados ao Desenho Técnico:</p><p>	Conheceu como se faz um croquis/esboço de um desenho, sem se preocupar com detalhes</p><p>técnicos, somente com sua forma original. Estudou sobre a projeção ortográfica no primeiro</p><p>diedro. Viu a correta maneira de representar um desenho em perspectiva em um plano,</p><p>através de vistas.</p><p>	Viu que as vistas devem ser rebatidas e devem ficar alinhadas com a vista anterior.</p><p>	Você também viu sobre vistas auxiliares e quantas vistas são necessárias para representar</p><p>um desenho.</p><p>	Você também estudou sobre vistas inclinadas e circulares e o correto uso de linhas de centro</p><p>em vistas que possuem faces circulares.</p><p>	Por fim, você estudou sobre as vistas em perspectiva e sua grande importância para facilitar</p><p>a visualização de um objeto.</p><p>RESUMO DO TÓPICO 1</p><p>UNIDADE 2 TÓPICO 1 69</p><p>Para melhor compreender o conteúdo estudado, resolva as questões a seguir:</p><p>1 Faça o esboço/croquis das figuras a seguir em formato A3, numerando cada desenho:</p><p>2 Aplicando as recomendações do item 3.4 desse tópico, desenhe as três vistas das</p><p>peças mostradas a seguir, tomando o cuidado para que tenham o menor número de</p><p>linhas tracejadas possível. Fazer em papel A3, com margem e legenda, conforme</p><p>padrão de margem da figura 19 e padrão de legenda para papel A3 conforme quadro</p><p>1. Obs.: Não se preocupe com as medidas nesse exercício.</p><p>UNIDADE 2TÓPICO 170</p><p>3 Desenhe as três vistas das peças mostradas a seguir. Fazer em papel A3, com margem</p><p>e legenda, conforme padrão de margem da figura 19 e padrão de legenda para papel</p><p>A3, conforme quadro 1. Obs.: TODAS AS MEDIDAS ESTÃO EM MILÍMETROS.</p><p>4 Desenhe as três vistas das peças mostradas a seguir. Fazer em papel A3, com margem</p><p>e legenda, conforme padrão de margem da figura 19 e padrão de legenda para papel</p><p>A3, conforme quadro 1. Obs.: TODAS AS MEDIDAS ESTÃO EM MILÍMETROS.</p><p>UNIDADE 2 TÓPICO 1 71</p><p>5 Desenhe as três vistas das 4 peças mostradas a seguir. Fazer em papel A3, com margem</p><p>e legenda, conforme padrão de margem da figura 19 e padrão de legenda para papel</p><p>A3, conforme quadro 1. Obs.: TODAS AS MEDIDAS ESTÃO EM MILÍMETROS.</p><p>6 Com o auxílio do desenho reticulado (à direita), faça o desenho em perspectiva dos</p><p>modelos prismáticos a seguir.</p><p>UNIDADE 2TÓPICO 172</p><p>VISTAS EM CORTES E SECÇÕES</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>TÓPICO 2</p><p>UNIDADE 2</p><p>Muitos objetos representados em vistas ortográficas não são facilmente interpretados,</p><p>devido ao aparecimento de detalhes internos, os quais são mostrados por linhas invisíveis</p><p>(tracejadas). Quando esses detalhes são importantes para a fabricação, é conveniente que</p><p>se tornem visíveis. Para isso, utiliza-se a técnica do corte, que é a representação do objeto,</p><p>na qual uma de suas partes é supostamente cortada e removida. Uma das vantagens dessa</p><p>operação é mostrar claramente as partes ocultas do objeto e facilitar a cotagem.</p><p>Imagine como seria difícil visualizar tantos detalhes internos de um motor, ou de um</p><p>navio, ou de um avião, ou até mesmo de um dente sem o auxílio do corte. Mas, às vezes, fica</p><p>impossível cortar um objeto para visualizar um detalhe interno, como um navio, por exemplo.</p><p>Logo, pode-se imaginar como é a vista dentro do objeto e assim construir seus detalhes em</p><p>uma vista em corte. Veja os exemplos a seguir:</p><p>FIGURA 77 – NAVIO EM CORTE</p><p>FONTE: Disponível em: <http://www.novomilenio.inf.br/rossini/f059b.jpg>.</p><p>Acesso em: 24 set. 2008.</p><p>UNIDADE 2TÓPICO 274</p><p>FIGURA 78 – MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNAMENTE, EM CORTE</p><p>FONTE: Disponível em: <http://www.stormbirds.com/white1/parts/801_cutaway.jpg>. Acesso em: 24</p><p>set. 2008.</p><p>FIGURA 79 – DENTE MOLAR EM CORTE</p><p>FONTE: Disponível em: <http://www.toothpick.com/images/molar.GIF>.</p><p>Acesso em: 24 set. 2008.</p><p>UNIDADE 2 TÓPICO 2 75</p><p>FIGURA 80 – DENTE MOLAR EM CORTE</p><p>FONTE: Disponível em: <http://www.3bscientific.com/imagelibrary/</p><p>d10-4/modelos-dentais/d10-4_molar-inferior-com-raiz-</p><p>dupla-insercao-de-caries-2-partes.jpg>. Acesso em: 24</p><p>set. 2008.</p><p>2 EXECUÇÃO DO CORTE</p><p>Corta-se o objeto por um plano secante imaginário, mostrando-se na vista ortográfica</p><p>a sua trajetória, através de uma linha grossa traço-ponto, acompanhada de duas letras</p><p>quaisquer e setas, que determinam a posição do observador.</p><p>Remove-se a parte do objeto situada entre o observador e o plano secante.</p><p>FIGURA 81 – CORTE DE UMA PEÇA</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>UNIDADE 2TÓPICO 276</p><p>A superfície seccionada, chamada de secção, será hachurada e as demais linhas serão</p><p>mostradas, à exceção das invisíveis. Assim, podemos ver que, se existe um detalhe interno</p><p>vazado, esse não é hachurado e, no ponto em que o plano de corte “AB” passou, coloca-se</p><p>hachuras para melhor diferenciar a parte maciça da peça e a parte vazada.</p><p>ATENÇÃO!</p><p>Atenção para o sentido da seta, pois ela determina o sentido de</p><p>rebatimento da peça cortada.</p><p>Use a seguinte regra para facilitar a vista em corte, o que está</p><p>para traz da seta elimina-se e rebate-se a parte que sobrou,</p><p>seguindo a orientação da seta.</p><p>DICAS!</p><p>3 TIPOS DE CORTE</p><p>3.1 CORTE PLENO OU TOTAL</p><p>Existem basicamente quatro tipos de cortes que iremos ver a seguir a começar pelo</p><p>corte pleno ou total, seguindo pelo corte em desvio, meio corte e último o corte parcial.</p><p>É o executado em toda a extensão longitudinal ou transversal da peça, seguindo o</p><p>mesmo método explicado no item 2. Veja os exemplos:</p><p>FIGURA 82 – CORTE PLENO OU TOTAL DE UMA BUCHA</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>UNIDADE 2 TÓPICO 2 77</p><p>3.1.1 Hachuras</p><p>FIGURA 83 – CORTE PLENO OU TOTAL DE PEÇA MECÂNICA</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>FIGURA 84 – CORTE PLENO OU TOTAL DE UMA PEÇA CILÍNDRICA</p><p>FONTE: PROTEC.</p><p>São traços equidistantes e paralelos que produzem, em desenhos e gravuras, o efeito</p><p>do sombreado e destacam a parte em que foi cortado o desenho. No desenho técnico, as</p><p>hachuras são representadas por linhas contínuas estreitas, traçadas a 45º em relação à base</p><p>da peça, ou em relação ao eixo desta. Obs.: Depende do tipo de material.</p><p>UNIDADE 2TÓPICO 278</p><p>FIGURA 85 – HACHURAS EM 45°</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>As hachuras são regidas pela norma NBR 122.98/1995, no caso dos desenhos em</p><p>geral, e pela norma NBR 6492/1994, no caso de desenhos específicos para edificações ou</p><p>projetos de arquitetura. São utilizadas principalmente em representações em que se tem mais</p><p>de um tipo de material, sendo utilizado, ao mesmo tempo, ou em uma montagem, em que se</p><p>tem materiais iguais, porém em peças diferentes, e desde que a escala do desenho permita</p><p>sua adequada visualização.</p><p>Exemplo: União de chapas através de parafuso e porca. União de duas peças diferentes</p><p>através de dois parafusos. Percebam que, em materiais ou peças de um conjunto diferente, as</p><p>hachuras devem ser feitas em sentidos opostos, para melhor visualização. Quando forem de</p><p>materiais diferentes, então deve-se fazer hachuras diferentes, conforme figura a seguir. Veja</p><p>os exemplos a seguir:</p><p>FIGURA 86 – EXEMPLOS DE PEÇAS CORTADAS COM HACHURAS INVERTIDAS</p><p>FONTE: PROTEC.</p><p>UNIDADE 2 TÓPICO 2 79</p><p>Veja a seguir a figura com convenções de hachuras para diversos tipos de materiais:</p><p>FIGURA 87 – EXEMPLOS DE PEÇAS CORTADAS COM HACHURAS INVERTIDAS</p><p>FONTE: HOELSCHER, R.P.; SPRINGER, C.H.; DOBROVOLNY, J.S. 1978.</p><p>3.2 CORTE EM DESVIO</p><p>O corte em desvio torna possível analisar os elementos internos do modelo ou de uma</p><p>peça, que não estejam alinhados, ao mesmo tempo. Isso ocorre porque o corte em desvio</p><p>permite representar, numa mesma vista, elementos situados em diferentes planos de corte.</p><p>O plano de corte não necessita ser contínuo. As mudanças de direção são interpretadas</p><p>na vista em que o plano incide ortogonalmente e as arestas dos desvios não são representadas</p><p>na vista em corte.</p><p>Você deve imaginar o plano de corte desviando de direção, para atingir todos os</p><p>elementos da peça. A vista frontal, representada em corte, conforme exemplo a seguir, mostra</p><p>todos os elementos como se eles estivessem no mesmo plano. Se você observar a vista frontal,</p><p>isoladamente, não será possível identificar os locais em que passaram os planos de corte. Nesse</p><p>UNIDADE 2TÓPICO 280</p><p>caso, você deve examinar a vista em que é representada a indicação do plano de corte.</p><p>Observe, a seguir, que o corte é indicado pela linha traço e ponto na vista superior. Os</p><p>traços devem ser largos, iguais às linhas de contorno. O nome do corte é indicado por duas</p><p>letras maiúsculas, representadas nas extremidades da linha traço e ponto. As setas indicam a</p><p>direção em que o observador imaginou o corte.</p><p>FIGURA 88 – PEÇA COM CORTE EM DESVIO</p><p>FONTE: PROTEC.</p><p>Veja outros exemplos:</p><p>FIGURA 89 – PEÇA COM CORTE EM DESVIO</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>UNIDADE 2 TÓPICO 2 81</p><p>FIGURA 90 – PEÇA COM CORTE EM DESVIO</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>3.3 MEIO CORTE</p><p>É o corte empregado no desenho de peças simétricas, em que a metade aparece em</p><p>corte e metade em vista externa. Veja os exemplos a seguir:</p><p>FIGURA 91 – PEÇA COM MEIO CORTE</p><p>FONTE: PROTEC.</p><p>FIGURA 92 – PEÇA COM MEIO CORTE</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>UNIDADE 2TÓPICO 282</p><p>FIGURA 93 – PEÇA COM MEIO CORTE</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>Perceba que, na cotagem de furos, quando existe um corte, a mesma é feita com</p><p>indicação, sem ter a seta na outra extremidade da linha. Veja a cota “Ø56” do exemplo anterior.</p><p>Nesse caso, interrompe-se a linha de cota.</p><p>IMPORTANTE! �</p><p>Em um desenho em corte, não se faz linhas tracejadas, mas</p><p>deve-se sempre indicar a linha de centro correspondente a furos</p><p>cilíndricos, ovais, quadrados ou retangulares.</p><p>3.4 CORTE PARCIAL</p><p>É o corte utilizado para mostrar apenas um detalhe da peça. No desenho, esse corte</p><p>é delimitado por uma linha fina sinuosa, chamada “linha de ruptura curta”.</p><p>ATENÇÃO!</p><p>Veja, na figura a seguir, a espessura correta correspondente à</p><p>linha de ruptura curta.</p><p>UNIDADE 2 TÓPICO 2 83</p><p>Veja a seguir alguns exemplos de peças com corte parcial</p><p>FIGURA 94 – PEÇA COM CORTE PARCIAL</p><p>FONTE: PROTEC.</p><p>FIGURA 95 – PEÇA COM CORTE PARCIAL</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>FIGURA 96 – PEÇA COM CORTE PARCIAL</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>UNIDADE 2TÓPICO 284</p><p>4 SECÇÕES TRANSVERSAIS</p><p>A secção transversal é a representação da secção obtida por um corte segundo um plano</p><p>perpendicular ao eixo da peça. Em alguns casos, a única maneira segura de representar as formas</p><p>das seções transversais de determinados objetos é passar planos secantes perpendiculares</p><p>aos eixos das seções e rebatê-los, a fim de efetuar com precisão a cotagem.</p><p>FIGURA 97 – EXEMPLOS DE SECÇÃO TRANSVERSAL</p><p>FONTE: PROTEC.</p><p>Entretanto, quando necessário, cortes parciais poderão ser empregados. Eixos, quando</p><p>cortados no sentido transversal, aparecem hachurados. Veja exemplo a seguir:</p><p>FIGURA 98 – SECÇÃO TRANSVERSAL COM CORTE PARCIAL</p><p>FONTE: PROTEC.</p><p>UNIDADE 2 TÓPICO 2 85</p><p>5 EXCEÇÕES EM CORTES</p><p>6 REPRESENTAÇÃO DE ROSCAS NO CORTE</p><p>Jamais seriam cortadas longitudinalmente peças cheias, tais como eixos, parafusos,</p><p>porcas, nervuras, rebites, chavetas, braços de polia, arruelas etc, até as situadas no plano</p><p>de corte. Nervuras e braços de peças NÃO são atingidos pelo corte no sentido longitudinal,</p><p>conforme os exemplos a seguir.</p><p>FIGURA 99 – EXCEÇÕES EM CORTES</p><p>FONTE: PROTEC.</p><p>FIGURA 100 – EXCEÇÕES EM CORTES</p><p>FONTE: PROTEC.</p><p>Quando se corta uma peça para mostrar uma rosca, sua representação é feita através</p><p>de duas linhas finas para dentro ou para fora, dependendo se a rosca está feita em um furo</p><p>ou se é feita em um parafuso.</p><p>Quando se corta um desenho para mostrar a rosca no seu sentido longitudinal, como</p><p>mostra a figura 96, de modo que se tem uma rosca feita em um furo passante, as linhas finas</p><p>são feitas para fora das linhas cheias, representando, assim, o fundo do filete da rosca, ou</p><p>UNIDADE 2TÓPICO 286</p><p>seja, as linhas cheias são as linhas que representam a crista do filete de rosca, aquela que</p><p>se enxerga se olharmos de frente para ela e a linha fina representa o fundo do filete da rosca.</p><p>FIGURA 101 – REPRESENTAÇÃO DA ROSCA M14</p><p>FONTE: PROTEC.</p><p>Quando se corta um desenho para mostrar a rosca, vendo-a de frente, em sua forma</p><p>circular, em que se tem uma rosca também feita em um furo, as linhas finas são feitas para fora</p><p>das linhas cheias, representando, assim, o fundo do filete da rosca, ou seja, as linhas cheias</p><p>são as linhas que representam a crista do filete de rosca, aquela que se enxerga se olharmos</p><p>de frente para ela, e a linha fina representa o fundo do filete da rosca, porém, vendo a rosca</p><p>em sua forma circular, e representa-se a linha fina somente ¾ da circunferência. E quando se</p><p>vê a rosca no sentido longitudinal, porém feita em um não passante, representa-se somente</p><p>a profundidade da rosca. Veja a figura que segue:</p><p>FIGURA 102 – REPRESENTAÇÃO DA ROSCA 5/16” E SUA</p><p>PROFUNDIDADE 13 MM</p><p>FONTE: PROTEC.</p><p>UNIDADE 2 TÓPICO 2 87</p><p>ATENÇÃO!</p><p>Caro(a) aluno(a), para aprofundar os seus conteúdos, sugerimos</p><p>a leitura do livro PROTEC DESENHISTA do autor Engº Francesco</p><p>Provenza.</p><p>DICAS!</p><p>Como sugestão, leia as apostilas sobre Desenho Técnico do</p><p>Telecurso 2000, que podem ser baixadas, gratuitamente, pelo site:</p><p><http://www.bibvirt.futuro.usp.br/textos/didaticos_e_tematicos/</p><p>telecurso_2000_cursos_profissionalizantes/telecurso_2000_</p><p>leitura_e_interpretacao_de_desenho_tecnico_mecanico>. Acesso</p><p>em: 25 set. 2008.</p><p>LEITURA COMPLEMENTAR</p><p>PROJEÇÕES E CORTES</p><p>Thomas Ewing French</p><p>Para evitar as dificuldades inerentes aos desenhos com tabelas, algumas companhias</p><p>estão hoje fazendo desenhos padrões que são desenhos onde se deixam em branco os lugares</p><p>reservados às cotas. São reproduzidos por impressão ou por um dos processos comuns de</p><p>reprodução (em papel ozalid, p. ex.). As cópias são cotadas separadamente para cada tamanho</p><p>de peça. Este processo proporciona um desenho separado e completo para cada tamanho</p><p>e, quando se necessita de outra peça maior ou menor, o seu desenho é feito com facilidade</p><p>e rapidez. As figuras abaixo mostram um desenho padrão e o desenho completado com as</p><p>cotas:</p><p>Um conjunto completo de desenhos para execução compreende desenhos de detalhe</p><p>e desenhos de conjunto, os primeiros dando todos os elementos necessários à fabricação</p><p>de cada peça, e os últimos mostrando as posições relativas de certos grupos de peças e da</p><p>UNIDADE 2TÓPICO 288</p><p>totalidade dos elementos de uma máquina. Este conjunto compreende também a lista de peças</p><p>e pode conter desenhos especiais para o comprador, tais como: as plantas para as fundações</p><p>e os esquemas de lubrificação.</p><p>Há no desenho, como na literatura, um estilo que se caracteriza, de certo modo, pela</p><p>facilidade de leitura. Alguns desenhos são claros e expressivos, enquanto outros, mesmo</p><p>contendo todas as informações necessárias, são difíceis de decifrar. Não obstante, tratarmos</p><p>aqui de operações de caráter mecânico, há, todavia, lugar para um certo senso artístico, no</p><p>desenho com instrumentos. O número, a escolha e a disposição das vistas, a omissão de</p><p>elementos desnecessários, ambíguos ou enganadores, o tamanho e a colocação das cotas</p><p>e letreiros, bem como o contraste das linhas entre si, são elementos que se relacionam com</p><p>o estilo.</p><p>Embora os desenhos em perspectiva sejam usados em casos especiais, a base de todo</p><p>desenho destinado à execução é constituída pela projeção ortogonal. Para representar, pois,</p><p>de modo completo, um objeto, são necessárias pelo menos duas projeções. A única regra de</p><p>caráter geral é executar tantas vistas quantas</p><p>forem necessárias para representar com clareza</p><p>o objeto e sàmente estas. Em alguns casos, pode acontecer que a terceira dimensão se torne</p><p>tão evidente que seja suficiente uma só vista, como, por exemplo, no desenho de um eixo</p><p>ou parafuso. Noutros casos, entretanto, talvez se tornem necessárias seis vistas para que se</p><p>possa representar completamente a peça.</p><p>Escolhe-se, para a vista de frente, a face que contenha a maior dimensão, preferivelmente,</p><p>a da frente do objeto, na posição de funcionamento, e decide-se, então, quais as outras vistas</p><p>necessárias. Uma peça cilíndrica vertical, por exemplo, requer somente a vista de frente e a</p><p>superior. Uma peça cilíndrica horizontal requer a vista de frente e a lateral. Determina-se qual</p><p>a vista lateral a empregar, ou verifica-se se ambas são necessárias. A que contiver menor</p><p>número de linhas ocultas será a preferida. Verifica-se se uma vista auxiliar ou uma nota pode</p><p>substituir uma ou mais vistas e se um corte pode ser melhor que uma vista exterior.</p><p>Quando o objeto é bastante simples em sua conformação interna, não é difícil ler e</p><p>compreender estas linhas ocultas. Muitas vezes, entretanto, quando seu interior é complicado</p><p>ou quando várias peças de forma diferente se apresentam reunidas na parte interna, a tentativa</p><p>de representar sua conformação por uma simples vista perder-se-ia num conjunto confuso de</p><p>linhas interrompidas, que dificultariam o traçado e tornariam a leitura do desenho difícil, talvez</p><p>mesmo impossível. Em tais casos, traça-se, então, um ou mais “cortes” da peça. O corte nada</p><p>mais é do que a representação de um objeto ou peça de máquina, onde uma de suas partes</p><p>foi cortada e removida, a fim de deixar visível a parte interior. Note-se que, embora admitindo-</p><p>se, para o traçado do corte, a remoção da parte anterior do objeto, considera-se a dita parte</p><p>como não retirada, quando se faz o traçado das outras vistas.</p><p>FONTE: Extraído de: FRENCH, Thomas Ewing. Desenho técnico. Editora Globo S.A. Porto</p><p>Alegre, 1974, p.154-270-271.</p><p>UNIDADE 2 TÓPICO 2 89</p><p>Nesse tópico, caro(a) acadêmico(a), você teve oportunidade de estudar os</p><p>seguintes assuntos relacionados ao Desenho Técnico:</p><p>	Você conheceu como se faz um desenho em corte.</p><p>	Viu a importância de se mostrar um detalhe interno, que nem sempre é fácil visualizar, através</p><p>de linhas tracejadas.</p><p>	Você viu os diferentes tipos de corte, como Pleno ou Total, Corte em Desvio, Meio Corte e</p><p>o Corte Parcial.</p><p>	Estudou que existem diversos tipos de hachuras para diferentes tipos de materiais.</p><p>	Aprendeu sobre a importância das secções transversais.</p><p>	Também viu algumas exceções sobre cortes em pinos, parafusos, rebites etc e também</p><p>sobre representação de roscas em um desenho.</p><p>RESUMO DO TÓPICO 2</p><p>UNIDADE 2TÓPICO 290</p><p>Ao final deste tópico, para aprofundar seus conhecimentos, resolva as</p><p>questões que segue:</p><p>1 Complete os desenhos abaixo com o Corte Total e Meio Corte, conforme o primeiro</p><p>exemplo.</p><p>UNIDADE 2 TÓPICO 2 91</p><p>2 Aplicando as recomendações do item 3.4, do tópico 1 e os conhecimentos sobre</p><p>cortes, desenhe as peças a seguir em vistas e mais o corte. Fazer em papel A3,</p><p>com margem e legenda, conforme padrão de margem da figura 19 e padrão de</p><p>legenda para papel A3, conforme quadro 1. Obs.: Lembre-se que as medidas são em</p><p>milímetros e que o desenho deve ser feito com a quantidade de vistas necessárias</p><p>para representar todas as suas cotas e seus detalhes. Não se esqueça de observar</p><p>o sentido das setas na linha de corte.</p><p>UNIDADE 2TÓPICO 292</p><p>UNIDADE 2 TÓPICO 2 93</p><p>Essa ativ</p><p>idade</p><p>vale</p><p>nota.</p><p>AVALIAÇÃO</p><p>Prezado(a) acadêmico(a), agora que chegamos ao final da</p><p>unidade 2, você deverá fazer a Avaliação referente a esta unidade.</p><p>UNIDADE 2TÓPICO 294</p><p>UNIDADE 3</p><p>DESENHO DE ARQUITETURA</p><p>OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM</p><p>A partir do estudo desta Unidade, o(a) acadêmico(a) estará apto a:</p><p>•	 conhecer algumas regras para o desenho de arquitetura, suas</p><p>convenções e símbolos utilizados em desenhos de edificações;</p><p>•	 entender as projeções ortogonais, definindo e executando os planos</p><p>ideais para representação de plantas baixas de residências e</p><p>edificações. Executará desenho de plantas baixas, cortes de casas</p><p>e edificações com as mesmas regras aprendidas na Unidade 2;</p><p>•	 analisar e calcular a distribuição elétrica em uma residência.</p><p>PLANO DE ESTUDOS</p><p>A terceira Unidade está dividida em três tópicos. No final de cada</p><p>tópico, você encontrará atividades que o ajudarão a fixar os conceitos.</p><p>TÓPICO 1 – CONVENÇÕES E SÍMBOLOS</p><p>TÓPICO 2 – PLANTAS E SECÇÕES</p><p>TÓPICO 3 – INSTALAÇÃO ELÉTRICA DOMICILIAR</p><p>Neste tópico, caro(a) acadêmico(a), você estudará as convenções de sapatas, usadas</p><p>simplificadamente no desenho arquitetônico, e verá também as convenções de lajes, vigas,</p><p>vergas e peitoris e suas respectivas representações.</p><p>CONVENÇÕES E SÍMBOLOS</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>2 CONVENÇÕES DE SAPATAS</p><p>TÓPICO 1</p><p>UNIDADE 3</p><p>Comumente, as sapatas de fundação aparecem com uma representação simplificada</p><p>no desenho arquitetônico. Suas dimensões de profundidade são interrompidas, pois não há</p><p>necessidade de se representar em desenho de arquitetura.</p><p>FIGURA 103 – REPRESENTAÇÃO DE SAPATAS</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>UNIDADE 3TÓPICO 198</p><p>Entretanto, a convenção do uso de sapatas, na prática, é feita da seguinte maneira:</p><p>	se a casa possui um piso, sua medida é de 75x75 cm;</p><p>	se a casa possui dois pisos, sua medida é de 1,0x1,0 m.</p><p>IMPORTANTE! �</p><p>Tais valores são exemplos de sapatas comumente usadas, porém,</p><p>é necessário um cálculo estrutural feito por um engenheiro civil</p><p>para cada caso específico.</p><p>3 CONVENÇÕES DE LAJES, VIGAS, VERGAS E PEITORIS</p><p>Antes de falarmos sobre as lajes, é preciso falar do tijolo, que tem por padrão as medidas</p><p>9 cm de largura x 14x29 cm ou 7 cm de largura x 14x29 cm.</p><p>Para lajes pré-moldadas, a convenção é 13 cm de espessura, sendo 8 do tijolo mais 5 de</p><p>massa. Obs.: O tijolo para lajes pré-moldadas possui 8 cm de largura. Veja demais convenções</p><p>na figura a seguir.</p><p>UNIDADE 3 TÓPICO 1 99</p><p>IMPORTANTE! �</p><p>As vergas não são mais usadas acima das portas e janelas, como</p><p>mostram as figuras. Somente são usadas em baixo de janelas,</p><p>com no máximo 7 ou 9 cm de largura x 14 de altura, que são as</p><p>medidas de um tijolo padrão.</p><p>FIGURA 104 – REPRESENTAÇÃO DE LAJES, VIGAS, VERGAS E PEITORIS</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>UNIDADE 3TÓPICO 1100</p><p>Vãos: São aberturas nas vedações (alvenaria) que permitem a circulação, ventilação e</p><p>iluminação (vão, porta e janela).</p><p>Vão: É a abertura no desenho de arquitetura, que pode ser protegido com a colocação</p><p>de porta ou janela.</p><p>Exemplo: O vão pode ser representado permitindo ver-se em verdadeira grandeza suas</p><p>dimensões da seguinte maneira:</p><p>	Planta – Vg na largura.</p><p>	Corte – Vg na altura.</p><p>	Fachada – Vg na largura e altura.</p><p>As cotas das portas e janelas aparecem em forma de produto (largura x altura) ou em</p><p>forma de fração (largura/altura), ou seja, a largura em verdadeira grandeza (escala) na planta</p><p>baixa, e a altura em VG no corte ou seção.</p><p>As figuras a seguir ilustram as cotas e representação de portas e janelas em planta</p><p>baixa.</p><p>FIGURA 105 – REPRESENTAÇÃO DE VÃO</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>UNIDADE 3 TÓPICO 1 101</p><p>FIGURA 106 – REPRESENTAÇÃO DE LARGURA DE VÃO DE PORTA</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>FIGURA 107 – REPRESENTAÇÃO DE COTAS DE LARGURA E ALTURA DE JANELA</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>FIGURA 108 – REPRESENTAÇÃO DE COTAS DE LARGURA E ALTURA DE</p><p>JANELA</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>FIGURA 109 – REPRESENTAÇÃO DE EM PLANTA BAIXA DE UMA JANELA</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>A – janela (qualquer material: madeira, ferro ou alumínio).</p><p>B – peitoril.</p><p>C – faces do peitoril.</p><p>D – face externa do peitoril.</p><p>E – face interna do peitoril.</p><p>UNIDADE 3TÓPICO 1102</p><p>FIGURA 110 – SIMBOLOGIA E CONVENÇÕES DE COTAS EM JANELAS E</p><p>BASCULANTES</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>FIGURA 111 – SIMBOLOGIA E CONVENÇÕES DE PORTAS EM PLANTA BAIXA</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>A – folha da porta (vão da porta).</p><p>B – movimento da porta (indicação importante para desenho de instalações).</p><p>C – soleira da porta.</p><p>D – soleira da porta indicando diferença de nível.</p><p>E – maçaneta da fechadura.</p><p>UNIDADE 3 TÓPICO 1 103</p><p>Veja a seguir outras maneiras de se representarem soleiras de portas externas.</p><p>FIGURA 112 – REPRESENTAÇÃO DE SOLEIRAS DE PORTAS EXTERNAS EM</p><p>PLANTA BAIXA</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>O movimento da porta pode ser indicado por um arco fino ou por uma linha de 45º.</p><p>Indica-se o desnível do lado mais baixo.</p><p>Tipos de cotas: cotam-se as portas da mesma maneira como foram cotados os vãos.</p><p>FIGURA 113 – REPRESENTAÇÃO DE COTAS SOB FORMA DE FRAÇÃO EM PORTAS</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>FIGURA 114 – REPRESENTAÇÃO DE COTAS SOB FORMA DE PRODUTO EM PORTAS</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>UNIDADE 3TÓPICO 1104</p><p>Nesse tópico, caro(a) acadêmico(a), você pôde estudar os seguintes conteúdos</p><p>de Desenho Técnico:</p><p>	Quais são as convenções utilizadas na construção de sapatas para edificações e o padrão</p><p>normalmente usado para construí-las.</p><p>	Você conheceu as convenções para se fazer lajes, vigas, vergas e peitoris e suas medidas</p><p>comumente usadas.</p><p>	Você conheceu também a convenção e representação de janelas e portas em uma planta</p><p>baixa e em corte, assim como a representação de suas medidas em forma de fração e</p><p>produto.</p><p>RESUMO DO TÓPICO 1</p><p>UNIDADE 3 TÓPICO 1 105</p><p>Para exercitar melhor seus conhecimentos adquiridos, resolva as questões que</p><p>seguem:</p><p>1 Dê o significado das cotas mostradas no desenho abaixo.</p><p>A - __________________________________________________________________</p><p>B - __________________________________________________________________</p><p>C - __________________________________________________________________</p><p>D - __________________________________________________________________</p><p>2 Dadas as figuras abaixo, identifique cada letra correspondente a portas e janelas.</p><p>A - __________________________________________________________________</p><p>B - __________________________________________________________________</p><p>C - __________________________________________________________________</p><p>D - __________________________________________________________________</p><p>E - __________________________________________________________________</p><p>UNIDADE 3TÓPICO 1106</p><p>A - __________________________________________________________________</p><p>B - __________________________________________________________________</p><p>C - __________________________________________________________________</p><p>D - __________________________________________________________________</p><p>E - __________________________________________________________________</p><p>PLANTAS E SEÇÕES</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>TÓPICO 2</p><p>UNIDADE 3</p><p>Sabe-se que o objetivo da arquitetura é o edifício, e que este tem uma forma</p><p>tridimensional. Todo edifício é um volume.</p><p>Do mesmo modo que vimos na Unidade 2, as projeções ortogonais para peças</p><p>mecânicas e seus princípios de rebatimento e projeção em um plano, agora, faremos o mesmo</p><p>para os desenhos de arquitetura.</p><p>O desenho projetivo consiste exatamente em representar as três dimensões do volume</p><p>sobre as duas dimensões de um papel. Para isso, utiliza-se o sistema de projeções ortogonais,</p><p>cuja linha de visão do observador é perpendicular ao plano de projeção e à superfície do</p><p>volume nele representada, e o plano de projeção é sempre paralelo à superfície do objeto a</p><p>ser representado.</p><p>O conjunto de projeções resume-se em:</p><p>	Plantas.</p><p>	Elevações.</p><p>	Seções ou cortes.</p><p>	Detalhes.</p><p>As vistas em plantas, em relação e em seção, constituem os desenhos fundamentais</p><p>(primários) em arquitetura e, para bem traduzir o projeto, eles têm que ser vistos, lidos e</p><p>entendidos como uma série de vistas correlacionadas. Veja exemplo na figura a seguir:</p><p>	Plano de seção horizontal.</p><p>	Plano vertical de seção transversal ao edifício.</p><p>	Plano vertical de seção longitudinal ao edifício.</p><p>UNIDADE 3TÓPICO 2108</p><p>FIGURA 115 – PLANOS DE SEÇÃO EM UMA EDIFICAÇÃO</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>2 PLANTA BAIXA</p><p>A planta é a vista seccionada, olhando-se de cima para baixo, depois de se cortar a</p><p>edificação segundo um plano horizontal, e deixada de lado a parte superior. Por ser um plano</p><p>horizontal, o plano de corte recebe o nome de plano de seção horizontal.</p><p>Veja, esquematicamente, os passos do processo para planta baixa na figura a seguir:</p><p>UNIDADE 3 TÓPICO 2 109</p><p>2.1 PLANTA BAIXA – TRAÇADO</p><p>FIGURA 116 – PASSOS PARA OBTENÇÃO DA PLANTA BAIXA</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>Para fazermos o traçado de uma planta baixa, seguiremos os seguintes passos:</p><p>1º - Traçar, com auxílio da régua e esquadro, duas perpendiculares entre si, que servirão de</p><p>guia para o traçado de todas as outras linhas.</p><p>UNIDADE 3TÓPICO 2110</p><p>FIGURA 117 – PASSOS PARA TRAÇADO DA PLANTA BAIXA</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>2º - Marcar sobre a linha horizontal, utilizando a escala escolhida, as cotas lidas no sentido</p><p>horizontal da planta.</p><p>3º - Levantar, utilizando o esquadro, retas perpendiculares a essa linha horizontal, passando</p><p>pelos pontos das cotas assinaladas.</p><p>4º - Repetir o 2º passo sobre a linha vertical.</p><p>5º - Repetir o 3º passo adaptado à linha vertical.</p><p>6º - Traçar todas essas linhas levemente, reforçando-as só após terem sido marcados os vãos</p><p>das portas e janelas.</p><p>2.2 PLANTA BAIXA – CONTEÚDO</p><p>O conteúdo da planta baixa constitui-se de:</p><p>	vedações (paredes internas e externas);</p><p>	estrutura (pilares);</p><p>	aberturas;</p><p>UNIDADE 3 TÓPICO 2 111</p><p>2.2.1 Representação de escadas e outros detalhes internos</p><p>	espaços componentes do projeto (incluindo os externos anexos);</p><p>	circulação (horizontal e vertical, “corredores”, escadas, caixas de elevador etc);</p><p>	áreas com aproximação de decímetros quadrados;</p><p>	notações: cotas, títulos dos compartimentos, da planta e da escala utilizada; peças,</p><p>equipamentos e hachuras de piso das áreas molhadas; indicação dos cortes transversais</p><p>e longitudinais, dimensões das aberturas e vãos e a especificação do material de piso e de</p><p>paredes;</p><p>	as linhas interrompidas, indicando projeções de partes, acima do corte horizontal.</p><p>A seguir, temos um desenho de uma planta baixa com alguns objetos que ilustram seu</p><p>interior.</p><p>FIGURA 118 – PLANTA BAIXA COM ALGUNS OBJETOS DENTRO</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>A seguir, vemos figuras que mostram a convenção para indicar a direção da escada: a</p><p>flecha indica a direção (subindo ou descendo), a partir do nível do solo.</p><p>UNIDADE 3TÓPICO 2112</p><p>FIGURA 119 – CONVENÇÃO DA DIREÇÃO DA ESCADA</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>A seguir temos a representação de escadas do tipo reta e outros detalhes que aparecem</p><p>em uma planta baixa, onde:</p><p>1 – Escada com acesso a um sótão.</p><p>2 – Com abertura acima dela.</p><p>3 – Escadas paralelas.</p><p>4 – Escalas mostrando o armário na sua parte inferior.</p><p>5 – Domos (iluminação zenital).</p><p>6 – Brise ou marquise acima.</p><p>7 – Projeção do limite da estrutura da iluminação zenital.</p><p>FIGURA 121 – DETALHES EM PLANTA BAIXA</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>FIGURA 120 – REPRESENTAÇÃO DE ESCADA TIPO RETA</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>UNIDADE 3 TÓPICO 2 113</p><p>2.3 PLANTA BAIXA – CORTE HORIZONTAL</p><p>2.4 PLANTA BAIXA - LINHAS</p><p>O corte horizontal passa, geralmente, a 1,60 m acima do piso.</p><p>Ele corta os principais elementos verticais, como também todas as aberturas de portas</p><p>e janelas.</p><p>Os elementos importantes situados acima do corte horizontal (rebaixos de teto, forros</p><p>ou lajes salientes, domo, aberturas, vitrais etc.) são representados por linhas tracejadas.</p><p>IMPORTANTE! �</p><p>O tipo de porta (madeira maciça, aglomerado, de vidro etc.) só</p><p>se ilustra na elevação e não na planta baixa.</p><p>O tipo de janela (de guilhotina, basculante, de piso a teto etc.)</p><p>não se pode explicar em planta. Só ficam determinadas a situação</p><p>e a largura. O tipo e a altura são indicados na elevação.</p><p>As linhas de direção dos cortes verticais, que também aparecem</p><p>na planta baixa, podem ser de espessura acentuada.</p><p>A posição do observador em relação ao corte é indicada por setas</p><p>e/ou letras: a primeira colocada no início e a segunda no término</p><p>da linha, demonstrando, também, o que é cortado, sempre da</p><p>esquerda para a direita.</p><p>As partes cortadas são indicadas por hachuras ou manchas</p><p>convencionais, no caso de reforma e ampliação, sobre as cópias</p><p>heliográficas, em cores amarela (a demolir); vermelha (a</p><p>construir) e prata (existente, a permanecer).</p><p>Da mesma maneira que aprendemos sobre as espessuras</p><p>de linha na Unidade 1, tópico</p><p>2, para desenhos mecânicos, vale também para aplicação no desenho de arquitetura.</p><p>De maneira geral, tudo que é cortado, em plantes (paredes, pilares etc), tem prioridade de</p><p>expressão e tem que ser expresso por linhas de valor dominante, ou seja, linhas de contorno,</p><p>logo linhas grossas. Por conseguinte, aquilo que é visto (parapeitos, piso, bancada de cozinha</p><p>etc) tem um valor menor que o corte, devendo ser expresso por traços mais leves. São as</p><p>linhas médias.</p><p>As linhas finas devem expressar a trama de piso das áreas molhadas, as diferenças</p><p>de nível e as linhas de cota.</p><p>UNIDADE 3TÓPICO 2114</p><p>2.4.1 Linhas de Cota</p><p>2.4.2 Tipos de Portas e Janelas e suas linhas</p><p>As linhas de cota devem:</p><p>	guardar uma distância aproximada de 3 cm do desenho;</p><p>	possuir as dimensões dos compartimentos escritas acima da linha;</p><p>	possuir as espessuras das paredes, pela parte externa do edifício, indicando as cotas das</p><p>reentrâncias e saliências;</p><p>	aparecer no interior do cômodo, quando já estiver saturada na parte externa, ou estiver muito</p><p>longe das respectivas repartições;</p><p>	ser em número de duas, no mínimo, em cada lado da planta baixa: uma trazendo as dimensões</p><p>dos cômodos; outra a dimensão total de face a face de duas elevações opostas;</p><p>	das cotas das portas e janelas aparecem em forma de produto (largura x altura) ou em forma</p><p>de fração (largura/altura), ou seja, a largura em verdadeira grandeza (escala) na planta baixa,</p><p>e a altura em VG no corte ou seção.</p><p>Veja a seguir a representação dos diversos tipos de portas e janelas e suas linhas:</p><p>FIGURA 122 – REPRESENTAÇÃO DE PORTAS</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>UNIDADE 3 TÓPICO 2 115</p><p>2.5 SEÇÃO OU CORTE</p><p>FIGURA 123 – REPRESENTAÇÃO DE PORTAS</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>FIGURA 124 – REPRESENTAÇÃO DE JANELAS</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>Da mesma maneira que aprendemos sobre corte na Unidade 2, Tópico 2, aqui, faremos</p><p>o mesmo para as edificações. As regras são as mesmas, sendo que o corte pleno ou total, para</p><p>edificações, são mais comumente chamados de corte transversal ou longitudinal. Os cortes</p><p>UNIDADE 3TÓPICO 2116</p><p>em desvio, meio corte e corte parcial também são usados, porém em menor quantidade, como</p><p>nas peças mecânicas que vimos na unidade anterior.</p><p>Corte transversal ou longitudinal é o seccionamento feito na edificação, por um plano</p><p>vertical, perpendicular ao piso, a fim de mostrá-lo por dentro em todos os seus espaços</p><p>significativos (com maior número possível de relações), como também nas suas partes</p><p>componentes: lajes, paredes, peitoris, vergas, vigas, aberturas, janelas, telhados, etc. Tal</p><p>conteúdo só pode ser visto através do corte. Entretanto, um só corte é insuficiente para</p><p>proporcionar isto. São necessários dois, a saber:</p><p>	Corte transversal: aquele que se faz no sentido da largura da casa. É geralmente aquele</p><p>de menor extensão.</p><p>	Corte longitudinal: aquele que se faz no sentido do comprimento da casa. É geralmente,</p><p>o corte de maior extensão.</p><p>A seção é feita através dos principais elementos do edifício (janelas principais, portas,</p><p>circulação vertical – escadas – etc.). Jamais uma seção passa por um pilar, pois provocaria</p><p>uma confusão de linguagem gráfica, isto é, daria a impressão de uma parede. Do mesmo</p><p>modo que na planta baixa, tudo o que é cortado ao se fazer uma seção (pisos, paredes, lajes,</p><p>cobertura etc.) será desenhado com linha grossa, sendo a parte aquém do plano vertical de</p><p>seção desprezada, e o que fica para lá deste plano, mas que, repetimos, não foi seccionado,</p><p>será visto e desenhado em elevação ou vista.</p><p>FIGURA 125 – REPRESENTAÇÃO DE CORTE EM UMA EDIFICAÇÃO</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>UNIDADE 3 TÓPICO 2 117</p><p>Veja a seguir mais detalhadamente os passos para o corte:</p><p>FIGURA 126 – PASSOS PARA REPRESENTAÇÃO DE CORTE EM UMA EDIFICAÇÃO</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>UNIDADE 3TÓPICO 2118</p><p>2.5.1 Passos</p><p>2.5.2 Corte em desvio</p><p>1º - Trace, na planta baixa, com linhas convencionais, o lugar por que passarão os</p><p>cortes. Um deles, pelo menos, deve cortar os compartimentos de área molhada (cozinha,</p><p>banheiro, área de serviço etc). As setas e/ou as letras indicam o lado e as partes cortadas,</p><p>que serão desenhadas.</p><p>FIGURA 127 – REPRESENTAÇÃO DE CORTE EM UMA PLANTA BAIXA</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>Pode-se desviar o corte, como mostra a anterior no “corte CD”, a fim de mostrar maior</p><p>quantidade de detalhes, ou mesmo por motivo de racionalização de expressão.</p><p>1º - Coloque o papel, sobre o qual se desenhará o corte, por cima da planta baixa. Trace</p><p>uma linha horizontal, auxiliar, acima daquela que representa o corte na planta baixa. Esta linha</p><p>é, sem desenho projetivo, a interseção dos planos vertical, de seção horizontal, que contém a</p><p>planta baixa. Em outras palavras, é a própria linha de corte (a seguir AB, longitudinal).</p><p>UNIDADE 3 TÓPICO 2 119</p><p>FIGURA 128 – REBATIMENTO DE VISTAS (PASSOS PARA CORTE EM DESVIO)</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>2º - Projete sobre esta linha auxiliar de corte as paredes, portas e janelas determinadas</p><p>pela seção.</p><p>3º - Retire a planta baixa. Marque a altura do pé-direito, das portas, janelas, peitoris e</p><p>trace a linha do forro, as vergas e bandeiras das portas.</p><p>4º - Desenhe a estrutura da cobertura e o telhado, com a devida inclinação.</p><p>IMPORTANTE! �</p><p>Desenhar pessoas – escala humana – em nível de estudo preliminar</p><p>e anteprojeto, é um recurso para traduzir a escala dos espaços. O</p><p>solo, sobre o qual se assenta o edifício, que também é cortado, deve</p><p>ser representado por uma faixa contínua, um pouco equidistante</p><p>do piso.</p><p>Nas seções, não é necessário desenhar as fundações, embora seja</p><p>um hábito quando se desenha um projeto de residência térrea.</p><p>Nestes casos, também é comum a faixa larga e contínua que traduz</p><p>o solo ser substituída pela simbologia de terra.</p><p>UNIDADE 3TÓPICO 2120</p><p>FIGURA 129 – REPRESENTAÇÃO DE PESSOAS EM CORTE EM UMA EDIFICAÇÃO</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>2.6 PROJETO DE CONSTRUÇÃO DE UM</p><p>PRÉDIO RESIDENCIAL</p><p>A seguir, veja a figura com vista em corte de uma edificação.</p><p>UNIDADE 3 TÓPICO 2 121</p><p>FIGURA 130 – VISTA EM CORTE DE UMA EDIFICAÇÃO</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>IMPORTANTE! �</p><p>O desenho anterior contém medidas usadas tradicionalmente na</p><p>década de 1970. As cotas A, B, C e D, hoje, são padronizadas</p><p>em:</p><p>A = 2,70 m</p><p>B = 0,60 m</p><p>C = 8/10 cm ou 13 cm se for laje pré-moldada, sendo 8 cm do</p><p>tijolo e 5 cm de massa</p><p>D = 7 cm</p><p>Esses valores são padrões utilizados atualmente na construção</p><p>civil, mas nada impede de se usar outros valores, pois isso</p><p>dependerá de cada projeto em particular.</p><p>O importante é que se tenha a altura máxima das janelas, inclusive</p><p>a do banheiro, na mesma altura da porta (2,10 m).</p><p>UNIDADE 3TÓPICO 2122</p><p>IMPORTANTE! �</p><p>Em uma planta em corte, não é necessário desenhar o telhado.</p><p>Pode-se desenhá-lo interrompido, conforme indicado na letra</p><p>“E”.</p><p>2.6.1 Revestimento de piso visto em planta</p><p>Para as hachuras de solo e paredes, veja a figura de hachuras da Unidade 2, Tópico</p><p>2. Para alguns revestimentos usados para ilustrar pisos e paredes em plantas, veja a figura</p><p>a seguir:</p><p>FIGURA 131 – EXEMPLOS DE REVESTIMENTOS PARA PAREDES E PISOS</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>UNIDADE 3 TÓPICO 2 123</p><p>2.7 DIMENSIONAMENTO</p><p>2.7.1 Regras gerais para desenhos de arquitetura</p><p>Veja a seguir um exemplo de sua aplicação:</p><p>FIGURA 132 – EXEMPLOS DE APLICAÇÃO DE REVESTIMENTOS</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>Os desenhos devem conter todas as cotas necessárias de maneira a permitir a execução</p><p>da obra, sem que, para isso, seja necessário recorrer à medição no desenho.</p><p>	A linha de cota é limitada por traços inclinados a 45º.</p><p>FIGURA 133 – LINHA DE COTA COM TRAÇOS INCLINADOS</p><p>FONTE: O Autor.</p><p>UNIDADE 3TÓPICO 2124</p><p>	Os algarismo ou números devem ser indicados nas linhas de cotas:</p><p>	Em posição horizontal, sempre sobre a mesma;</p><p>FIGURA 134 – INDICAÇÃO DOS ALGARISMOS DA COTA</p><p>FONTE: O Autor.</p><p>	Em posição vertical, sempre ao lado esquerdo das mesmas;</p><p>	Em posição inclinada, como mostra o exemplo a seguir:</p><p>FIGURA 135 – COTA NA VERTICAL INDICADA DO</p><p>LADO ESQUERDO</p><p>FONTE: O Autor.</p><p>FIGURA 136 – COTA INCLINADA</p><p>FONTE: O Autor.</p><p>	As linhas de chamada (extensão) ultrapassam as linhas de cota em</p><p>aproximadamente 3</p><p>mm.</p><p>UNIDADE 3 TÓPICO 2 125</p><p>FIGURA 137 – LINHA DE CHAMADA</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>	Em desenho de arquitetura, as cotas são expressas em metro ou centímetro, com duas</p><p>casas decimais, sem mencionar o símbolo desta unidade.</p><p>FIGURA 138 – REPRESENTAÇÃO DA COTA EM METRO E CENTÍMETRO</p><p>FONTE: O Autor.</p><p>	Sempre que as cotas forem inferiores ao metro, serão representadas simplesmente pelo</p><p>número de centímetros:</p><p>Exemplo:</p><p>12,00 = 12 metros</p><p>14,30 = 14 metros e 30 centímetros</p><p>25 = 25 centímetros</p><p>10 = 10 centímetros</p><p>	Quando necessário, uma cota com aproximação de milímetros, estes serão representados</p><p>por algarismos menores que os da cota, colocados em nível mais elevado que o desta.</p><p>Exemplo:</p><p>7,80² = 7 m, 80 cm e 2 mm</p><p>105 = 10 cm e 5 mm</p><p>3,00³ = 3 m e 3 mm</p><p>	As áreas, nas plantas, serão indicadas com erro inferior a 5 dm².</p><p>Exemplo:</p><p>5,28 x 3,10 = 16,278 m²</p><p>Coloca-se na planta 16,28 m²</p><p>	Cada dimensão só será cotada uma vez. As cotas serão colocadas externamente ao desenho,</p><p>salvo quando para maior clareza for julgado conveniente cotar internamente.</p><p>UNIDADE 3TÓPICO 2126</p><p>	As cotas dos vãos devem ser indicadas sob a forma de fração, colocando-se no numerador</p><p>a largura, seguido do sinal “x” e da altura, e no denominador a altura do parapeito.</p><p>Exemplo:</p><p>	Largura da janela = 2,00</p><p>	Altura da janela = 1,00</p><p>	Altura do parapeito = 1,10</p><p>FIGURA 139 – REPRESENTAÇÃO DA COTA DE</p><p>UMA JANELA</p><p>FONTE: O Autor.</p><p>Exemplo: 70x2,10</p><p>	Largura da porta = 70</p><p>	Altura da porta = 2,10</p><p>FIGURA 140 – REPRESENTAÇÃO DA COTA DE UMA PORTA</p><p>FONTE: O Autor.</p><p>	Cada pavimento terá a cota altimétrica “RN” (referência de nível) escrita da maneira</p><p>seguir:</p><p>FIGURA 141 – REPRESENTAÇÃO DA COTA ALTIMÉTRICA EM CORTE E EM</p><p>PLANTA BAIXA</p><p>FONTE: O Autor.</p><p>UNIDADE 3 TÓPICO 2 127</p><p>A cota altimétrica serve para diferenciarmos os diferentes níveis de altura dentro de</p><p>uma construção, tomando como referência +/-0,00 o piso da casa, por exemplo, se o piso de</p><p>uma casa é +/-0,00 e você quer construir uma sala 25 cm mais alta que a casa, então naquele</p><p>cômodo deve-se colocar uma referência de nível +25 e seu símbolo respectivo (corte ou perfil)</p><p>para identificá-lo corretamente. Alguns arquitetos e engenheiros usam a referência +/-0,00</p><p>como sendo a rua ou o terreno, ao invés da casa.</p><p>IMPORTANTE! �</p><p>A Referência de Nível é padronizada como +/- 0,00 dentro da</p><p>casa e qualquer outra referência, positiva ou negativa, ou seja,</p><p>construção feita acima do RN será positiva e abaixo do RN será</p><p>negativa, deverá ser informada na planta baixa ou na vista em</p><p>corte com valores e simbologia. Veja exemplo na planta baixa a</p><p>seguir.</p><p>2.7.2 Nomes dos cômodos e áreas</p><p>Os nomes dos cômodos poderão ser escritos por extenso ou abreviadamente.</p><p>B – BANHEIRO Q – QUARTO</p><p>L – LOJA C – COZINHA</p><p>QC – QUARTO DE COSTURA BB – BIBLIOTECA</p><p>QE – QUARTO DE EMPREGADA CP – COPA</p><p>SE – SALA DE ESTAR ES – ESCRITÓRIO</p><p>SJ – SALA DE JANTAR G – GARAGEM</p><p>SV – SALA DE VISITAS V - VARANDA</p><p>WC – WATER CLOSET</p><p>QUADRO 4 – NOMES PADRÕES DE CÔMODOS</p><p>FONTE: OBERG, L., 1979.</p><p>Os nomes dos cômodos e respectivas áreas serão, sempre que possível, escritos no</p><p>canto superior esquerdo.</p><p>UNIDADE 3TÓPICO 2128</p><p>Exemplo de uma planta com todas as cotas necessárias:</p><p>FIGURA 142 – EXEMPLO DE PLANTA BAIXA</p><p>FONTE: Extraído e adaptado de: (OBERG, L. 1979).</p><p>IMPORTANTE! �</p><p>Atualmente, na construção civil, usa-se o tijolo de seis furos e o</p><p>seu padrão é ter a largura de 9 cm e com mais 1,5 cm de reboco de</p><p>cada lado da parede. O valor total da parede fica em 12 cm e não</p><p>15 cm, como indicado em “B”, tanto para paredes internas como</p><p>externas. Se a casa tiver dois pisos, então as paredes internas</p><p>terão 12 cm de largura e as externas terão 17 cm, e não 20 cm</p><p>como indicado em “A”, pois o mesmo deve ser usado deitado e,</p><p>nesse caso, o tijolo deitado possui largura de 14 cm com mais 1,5</p><p>cm de reboco de cada lado fica em 17 cm. Para o valor da vista,</p><p>medida “C”, que é a distância entre a parede e a porta, usa-se,</p><p>como padrão, 20 cm.</p><p>UNIDADE 3 TÓPICO 2 129</p><p>QUADRO 5 – MEDIDAS PADRÃO DE JANELAS E PORTAS</p><p>Atualmente, na construção civil, usa-se o seguinte padrão de portas e janelas:</p><p>Portas Janelas Obs.: A altura</p><p>total das jane-</p><p>las tem que ser</p><p>2,10 m, para</p><p>coincidir com a</p><p>altura das por-</p><p>tas.</p><p>Quartos 2,10x0,70 m 1,50x1,20 m/90</p><p>Banheiro 2,10x0,60 m 0,50x0,50 m/1,60</p><p>Cozinha e Área de Serviço 2,10x0,80 m 1,50x1,00 m/1,10</p><p>Obs.: Esses são valores-padrão, porém pode-se usar qualquer outra medida de porta e janela</p><p>existentes no mercado ou feitas sob encomenda.</p><p>FONTE: O Autor.</p><p>O quadro mostra as medidas-padrão utilizadas na construção civil, nos dias de hoje.</p><p>Veja a seguir outros exemplos de planta baixa:</p><p>FIGURA 143 – EXEMPLO DE PLANTA BAIXA</p><p>FONTE: MONTENEGRO, G. A. 1978.</p><p>FIGURA 144 – EXEMPLO DE PLANTA BAIXA</p><p>FONTE: Autor desconhecido.</p><p>UNIDADE 3TÓPICO 2130</p><p>Nesse tópico, caro(a) acadêmico(a), você teve oportunidade de estudar os</p><p>seguintes conteúdos de Desenho Técnico:</p><p>	Como é a correta forma de cortar uma edificação tanto para traçar planta baixa com o corte</p><p>em seção horizontal, quanto para traçar um corte na seção transversal e longitudinal.</p><p>	Você aprendeu a correta forma de se traçar a planta baixa a partir do corte horizontal,</p><p>conhecendo suas corretas linhas para cada região do desenho e representações de porta</p><p>e janelas, escadas, entre outras particularidades de uma construção.</p><p>	Você conheceu a importância do corte em desvio e algumas medidas padrões utilizada nas</p><p>construções atuais.</p><p>	Você estudou a correta maneira de dimensionar um desenho de arquitetura que apesar de</p><p>não mudar muito para o desenho mecânico, possui algumas particularidades e também a</p><p>importância da cota altimétrica.</p><p>RESUMO DO TÓPICO 2</p><p>UNIDADE 3 TÓPICO 2 131</p><p>Para melhor compreensão do conteúdo estudado, resolva a questão que</p><p>segue:</p><p>1 Faça o desenho completo de uma casa, em vistas e cortes, com seis cômodos (no</p><p>mínimo), sendo, uma sala de 2x3 m, uma cozinha de 3x4 m, dois quartos de 3x4 m</p><p>cada um, uma área de serviço de 2x2m, e um banheiro de 2x2 m. Todas as áreas</p><p>dos cômodos são internas. Logo, não se esqueça de descontar a medida de 12 cm</p><p>da parede.</p><p>Obs.: As áreas dos cômodos podem ser alteradas, de acordo com a distribuição de</p><p>cômodos que você escolher. Porém, não pode ser menor que as medidas citadas</p><p>acima. Você pode também escolher fazer uma casa com mais cômodos.</p><p>Quanto à planta baixa, pede-se que a mesma tenha todas as informações que possui</p><p>o desenho da figura 142 e 118, incluindo os móveis somente para ilustrar (não precisa</p><p>ter medidas). Faça pelo menos dois cortes para representar os detalhes internos da</p><p>casa, um no sentido longitudinal e outro no sentido transversal da planta baixa. Para</p><p>fazer os cortes, baseie-se nos desenhos das figuras 130 e 132.</p><p>IMPORTANTE! �</p><p>Para fazer o desenho de plantas de edificações, sugiro fazer</p><p>em escala 1:50 utilizando o escalímetro. Iremos proceder da</p><p>seguinte maneira: se você fizer uma parede que tenha 2,70 m</p><p>de altura com a régua comum (a escala é 1:100), a medida na</p><p>régua seria 2 cm e 7 mm. Com o escalímetro, usando a escala</p><p>1:50, você encontrará o mesmo valor de 2 cm e 7 mm. Porém,</p><p>na régua comum, essa escala corresponderia a 5 cm e 4 mm.</p><p>Melhor dizendo, o escalímetro, não possui medida e, sim, divisões</p><p>que correspondem a outras escalas. Na escala 1:50, você tem</p><p>as mesmas divisões de 2 cm e 7 mm, porém em tamanho duas</p><p>vezes maior.</p><p>Vamos analisar outro exemplo: se você usar a régua comum</p><p>para fazer a largura da parede, você terá 12 mm e, usando o</p><p>escalímetro na escala 1:50, você terá a medida correspondente</p><p>a 24 mm na régua comum.</p><p>UNIDADE 3TÓPICO 2132</p><p>INSTALAÇÃO ELÉTRICA</p><p>DOMICILIAR</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>TÓPICO 3</p><p>UNIDADE 3</p><p>No desenho de um projeto de instalação elétrica de uma residência, devemos proceder</p><p>do seguinte modo:</p><p>	possuir um jogo completo de cópias do projeto de arquitetura;</p><p>	utilizar a planta ou as plantas, caso exista mais de um pavimento, os cortes e algumas vezes</p><p>a fachada que corresponde</p><p>ao local da entrada de luz;</p><p>	assinalar, por suas convenções, todos os elemenntos necessários ao projeto e observar</p><p>esses elementos nos cortes.</p><p>	marcar na planta os pontos de luz: pequenos círculos de 8 mm de diâmetro; assinalar junto</p><p>ao ponto de luz, na parte superior esquerda, a potência da lâmpada já calculada. No interior</p><p>do círculo, colocar o número do circuito correspondente. Veja figura, a seguir:</p><p>FIGURA 145 – REPRESENTAÇÃO DE PONTO DE LUZ</p><p>FONTE: (OBERG, L. 1979).</p><p>	localizar o quadro de distribuição, que poderá ficar no corredor ou cozinha;</p><p>	localizar as tomadas baixas, médias, altas e as de rádio, antena de TV, telefone, ar</p><p>condicionado;</p><p>UNIDADE 3TÓPICO 3134</p><p>	utilizar sempre as convenções recomendadas pelas normas técnicas da ABNT.</p><p>Devemos escolher com critério os locais das tomadas e interruptores. Para isso, é</p><p>necessário verificar na planta as folhas das portas, a fim de evitar a colocação de tomadas e</p><p>interruptores atrás delas. Observe figura a seguir:</p><p>FIGURA 146 – POSICIONAMENTO DE TOMADAS E INTERRUPTORES</p><p>FONTE: (OBERG, L. 1979).</p><p>Aproveitamos a mesma descida da fiação para instalação de tomadas e interruptores</p><p>em compartimentos contíguos, conforme figura que segue:</p><p>FIGURA 147 – APROVEITAMENTO DE PONTO PARA</p><p>INSTALAÇÃO DE TOMADA</p><p>FONTE: (OBERG, L. 1979).</p><p>Indicamos a fiação por um traço retilíneo, cortado por pequenos traços transversais</p><p>correspondentes ao número de fios. O retorno é representado por um traço, que não chega a</p><p>cortar a fiação, do ponto de luz ao interruptor. Observe a figura a seguir:</p><p>FIGURA 148 – ESQUEMAS DE LIGAÇÃO DE LÂMPADAS</p><p>FONTE: (OBERG, L. 1979).</p><p>UNIDADE 3 TÓPICO 3 135</p><p>2 INSTRUÇÕES SOBRE ILUMINAÇÃO</p><p>2.1 LOCAIS DE HABITAÇÃO</p><p>2.1.1 Campo de aplicação</p><p>2.1.2 Previsão de carga</p><p>2.1.2.1 Iluminação</p><p>As instruções a seguir, sobre ILUMINAÇÃO e PONTOS DE TOMADA, estão conforme</p><p>ABNT NBR 5410, com exceção do quadro 6, que está conforme ABNT NBR 5413.</p><p>Em locais de habitação, estudaremos campo de aplicação, previsão de carga, veremos</p><p>a tabela de iluminância por classes de tarefas visuais, entre outros.</p><p>Esta subseção contém prescrições específicas aplicáveis a locais utilizados como</p><p>habitação, fixa ou temporária, compreendendo as unidades residenciais como um todo e,</p><p>no caso de hotéis, motéis, flats, apart-hotéis, casas de repouso, condomínios, alojamentos e</p><p>similares, as acomodações destinadas aos hóspedes, aos internos e a servir de moradia aos</p><p>trabalhadores do estabelecimento.</p><p>Em previsão de carga, estudaremos iluminação, os pontos de tomadas com suas</p><p>atribuições e o aquecimento elétrico da água.</p><p>Em cada cômodo ou dependência, deve ser previsto, pelo menos, um ponto de luz fixo</p><p>no teto, comandado por interruptor.</p><p>NOTAS</p><p>1-	Nas acomodações de hotéis, motéis e similares, pode-se substituir o ponto de luz fixo no</p><p>teto por tomada de corrente, com potência mínima de 100 VA, comandada por interruptor</p><p>UNIDADE 3TÓPICO 3136</p><p>de parede.</p><p>2-	Admite-se que o ponto de luz fixo no teto seja substituído por ponto na parede em espaços</p><p>sob escada, depósitos, despensas, lavabos e varandas, desde que de pequenas dimensões</p><p>e que a colocação do ponto no teto seja de difícil execução ou não conveniente.</p><p>Na determinação das cargas de iluminação, como alternativa à aplicação da ABNT NBR</p><p>5413, pode ser adotado o seguinte critério:</p><p>	em cômodos ou dependências com área igual ou inferior a 6 m², deve ser prevista uma</p><p>carga mínima de 100 VA;</p><p>	em cômodo ou dependências com área superior a 6 m², deve ser prevista uma carga</p><p>mínima de 100 VA para os primeiros 6 m², acrescida de 60 VA para cada aumento de 4 m²</p><p>inteiros.</p><p>Os valores apurados correspondem à potência destinada à iluminação para efeito de</p><p>dimensionamento dos circuitos, e não necessariamente à potência nominal das lâmpadas.</p><p>Veja no quadro a seguir a Iluminância por classe de tarefas visuais, conforme ABNT</p><p>NBR 5413.</p><p>QUADRO 6 – ILUMINÂNCIAS POR CLASSE DE TAREFAS VISUAIS</p><p>CLASSE ILUMINÂNCIA (LUX) TIPO DE ATIVIDADE</p><p>A</p><p>Iluminação geral para</p><p>áreas</p><p>usadas interruptamente</p><p>ou</p><p>com tarefas visuais</p><p>simples</p><p>20 - 30 - 50 Áreas públicas com arredores escuros.</p><p>50 - 75 - 100 Orientação simples para permanência curta.</p><p>100 - 150 - 200 Recintos não usados para trabalho contínuo; depósitos.</p><p>200 - 300 - 500 Tarefas com requisitos visuais limitados, trabalho bruto de</p><p>maquinaria, auditórios.</p><p>B</p><p>Iluminação geral para</p><p>área de trabalho</p><p>500 - 750 - 1000 Tarefas com requisitos visuais normais, trabalho médio de</p><p>maquinaria, escritórios.</p><p>1000 - 1500 - 2000 Tarefas com requisitos especiais, gravação manual, inspeção,</p><p>indústria de roupas.</p><p>C</p><p>Iluminação adicional</p><p>para tarefas visuais</p><p>difíceis.</p><p>2000 - 3000 - 5000 Tarefas visuais exatas e prolongadas, eletrônica de tamanho</p><p>pequeno.</p><p>5000 - 7500 - 10000 Tarefas visuais muito exatas, montagem de microeletrônica</p><p>10000 - 15000 - 20000 Tarefas visuais muito especiais, cirurgia.</p><p>Nota: As classes, bem como os tipos de atividade não são rígidos quanto às iluminâncias-limite recomendadas, ficando a</p><p>critério do projetista avançar ou não nos valores das classes/tipos de atividade adjacentes,dependendo das características</p><p>do local/tarefa.</p><p>FONTE: ABNT NBR 5413.</p><p>UNIDADE 3 TÓPICO 3 137</p><p>2.1.2.2 Pontos de tomada</p><p>2.1.2.2.1 Número de pontos de tomada</p><p>Em pontos de tomada, será visto o número de pontos de tomada e as potências</p><p>atribuíveis aos mesmos pontos.</p><p>O número de pontos de tomada deve ser determinado em função da destinação do</p><p>local e dos equipamentos elétricos que podem ser aí utilizados, observando-se, no mínimo,</p><p>os seguintes critérios:</p><p>	em banheiros, deve ser previsto, pelo menos, um ponto de tomada, próximo ao lavatório;</p><p>	em cozinhas, copas, copas-cozinha, áreas de serviço, cozinha-área de serviço, lavanderias</p><p>e locais análogos, deve ser previsto no mínimo um ponto de tomada para cada 3,5 m, ou</p><p>fração, de perímetro, sendo que, acima da bancada da pia, devem ser previstas, no mínimo,</p><p>duas tomadas de corrente, no mesmo ponto ou em pontos distintos;</p><p>	em varandas, deve ser previsto, pelo menos, um ponto de tomada;</p><p>NOTA: Admite-se que o ponto de tomada não seja instalado na própria varanda, mas</p><p>próximo ao seu acesso, quando a varanda, por razões construtivas, não comportar o ponto</p><p>de tomada, quando sua área for inferior a 2 m² ou, ainda, quando sua profundidade for</p><p>inferior a 0,80 m.</p><p>	em salas e dormitórios devem ser previstos, pelo menos, um ponto de tomada para cada 5</p><p>m, ou fração de perímetro, devendo esses pontos ser espaçados tão uniformemente quanto</p><p>possível;</p><p>NOTA: Particularmente, no caso de salas de estar, deve-se atentar para a possibilidade de que</p><p>um ponto de tomada venha a ser usado para alimentação de mais de um equipamento, sendo</p><p>recomendável equipá-lo, portanto, com a quantidade de tomadas julgada adequada.</p><p>	em cada um dos demais cômodos e dependências de habitação, devem ser previstos, pelo</p><p>menos:</p><p>UNIDADE 3TÓPICO 3138</p><p>	um ponto de tomada, se a área do cômodo ou dependência for igual ou inferior</p><p>a 2,25 m². Admite-se que esse ponto seja posicionado externamente ao cômodo</p><p>ou dependência, a até 0,80 m no máximo de sua porta de acesso;</p><p>	um ponto de tomada, se a área do cômodo ou dependência for superior a 2,25</p><p>m² e igual ou inferior a 6 m²;</p><p>	um ponto de tomada para cada 5 m, ou fração, de perímetro, se a área do cômodo</p><p>ou dependência for superior a 6 m², devendo esses pontos ser espaçados tão</p><p>uniformemente quanto possível.</p><p>2.1.2.2.2 Potências atribuíveis aos pontos de tomada</p><p>2.1.2.3 Aquecimento elétrico de água</p><p>A potência a ser atribuída a cada ponto de tomada é em função dos equipamentos que</p><p>ele poderá vir a alimentar e não deve ser inferior aos seguintes valores mínimos:</p><p>	em banheiros, cozinhas, copas, copas-cozinha, áreas de serviço, lavanderias e locais</p><p>análogos, no mínimo 600 VA por ponto de tomada, até três pontos, e 100 VA por ponto para</p><p>os excedentes, considerando-se cada um desses ambientes separadamente. Quando o</p><p>total de tomadas no conjunto desses ambientes for superior a seis</p><p>pontos, admite-se que</p><p>o critério de atribuição de potências seja de, no mínimo, 600 VA por ponto de tomada, até</p><p>dois pontos, e 100 VA por ponto para os excedentes, sempre considerando cada um dos</p><p>ambientes separadamente;</p><p>	nos demais cômodos ou dependências, no mínimo 100 VA por ponto de tomada.</p><p>A conexão do aquecedor elétrico de água ao ponto de utilização deve ser direta, sem</p><p>uso de tomada de corrente.</p><p>UNIDADE 3 TÓPICO 3 139</p><p>3 DICAS PARA LOCALIZAÇÃO DAS TOMADAS</p><p>3.1 CONVENÇÕES ELÉTRICAS PARA PLANTAS DE INSTALAÇÕES</p><p>NOTA! �</p><p>Para mais informações, consulte-se a norma ABNT NBR 5410</p><p>- Instalações Elétricas de Baixa Tensão e ABNT NBR 5413</p><p>Iluminância de Interiores.</p><p>Nas salas, devemos ter tomadas para TV, abajur e rádio. Nos dormitórios, a localização</p><p>depende da provável situação da cama, podendo haver uma ou duas, junto à cabeceira, para</p><p>abajur e rádio.</p><p>Na copa, tomada para geladeira, ferro de passar roupa. Na cozinha: para fogão com</p><p>acendedor elétrico, liquidificador, micro-ondas etc. No banheiro, para secador de cabelo,</p><p>aparelho de barbear.</p><p>No corredor, uma tomada para enceradeira ou aspirador de pó.</p><p>A seguir são apresentados alguns símbolos utilizados em instalações elétricas:</p><p>UNIDADE 3TÓPICO 3140</p><p>FIGURA 149 – SÍMBOLOS ELÉTRICOS UTILIZADOS EM EDIFICAÇÕES</p><p>FONTE: (OBERG, L. 1979).</p><p>UNIDADE 3 TÓPICO 3 141</p><p>FIGURA 150 – SÍMBOLOS ELÉTRICOS UTILIZADOS EM EDIFICAÇÕES</p><p>FONTE: (OBERG, L. 1979).</p><p>UNIDADE 3TÓPICO 3142</p><p>Exemplos:</p><p>FIGURA 151 – EXEMPLO DE PLANTA EM CORTE COM INSTALAÇÃO ELÉTRICA</p><p>FONTE: (OBERG, L. 1979).</p><p>FIGURA 152 – EXEMPLO DE PLANTA BAIXA COM INSTALAÇÃO ELÉTRICA</p><p>FONTE: (OBERG, L. 1979).</p><p>UNIDADE 3 TÓPICO 3 143</p><p>3.2 PLANTA BAIXA COM INSTALAÇÃO ELÉTRICA</p><p>Vamos entender a instalação elétrica em uma planta baixa. Para fazermos qualquer</p><p>ligação elétrica, desde uma lâmpada a uma tomada, precisamos de um fio FASE e um fio</p><p>NEUTRO.</p><p>Primeiramente, chegam da rua duas fases e um neutro, até a caixa com um “X” que,</p><p>segundo a tabela de símbolos, significa a caixa de “MEDIÇÃO DE LUZ E FORÇA”. Os dois</p><p>traços que cortam o fio são a FASE e o traço em forma de “L” invertido, é o NEUTRO. Dessa</p><p>caixa, saem os mesmos fios FASE e NEUTRO, com indicação de Ø1”, até a caixa de distribuição</p><p>interna de energia, o que comumente chamamos de caixa de disjuntores.</p><p>OBS.: Normalmente, chega somente um fio fase e um fio neutro. Somente quando o</p><p>cliente solicita à concessionária de energia é que se instala mais de uma fase, ou, por exemplo,</p><p>três fases.</p><p>Dessa caixa de distribuição interna em que se localizam os disjuntores, serão distribuídos</p><p>os fios para o interior da casa, respeitando algumas regras gerais e lembrando que o cálculo</p><p>de distribuição de cargas deve ser feito por um engenheiro eletricista.</p><p>Deve-se ter um traço contendo uma fase e um neutro diretamente para o banheiro,</p><p>devido à alta carga que o chuveiro consome. A mesma fase e neutro que alimentam o chuveiro</p><p>irão alimentar a lâmpada e as tomadas existentes dentro do banheiro.</p><p>Deve-se ter, então, uma fase e um neutro para cada dois cômodos, aproximadamente,</p><p>para ligação de lâmpadas e tomadas. Vale lembrar que isso não é uma regra, pois irá depender</p><p>do cálculo de cargas feito por um engenheiro eletricista. A mesma fase e neutro que alimentam</p><p>as lâmpadas irão alimentar as tomadas existentes dentro de cada cômodo.</p><p>Logo, a simbologia usada para representar os fios que vão para lâmpadas e tomadas é</p><p>a fase e neutro, ou seja, um traço inteiro que corta o fio e um traço em forma de “L” invertido. A</p><p>simbologia usada para representar os fios que vão para os interruptores é a fase e o retorno,</p><p>ou seja, um traço inteiro cortando o fio e outro somente até a metade, sem cortar o fio. Para</p><p>tomadas, ainda, é necessário acrescentar o fio terra, simbologia usada em forma de “T” sobre</p><p>o fio, porém, no desenho da figura anterior, o fio terra não aparece.</p><p>UNIDADE 3TÓPICO 3144</p><p>LEITURA COMPLEMENTAR</p><p>O DESENHO ARQUITETÔNICO</p><p>Thomas Ewing French</p><p>Sendo a arquitetura parte integrante das belas-artes, fica totalmente fora do escopo deste</p><p>livro ocupar-se dos projetos arquitetônicos. Todavia, na aplicação prática do desenho técnico</p><p>como meio de expressão para a arquitetura, o arquiteto usa uma linguagem própria e certas</p><p>peculiaridades de expressão que todo engenheiro deve conhecer, porque, na interdependência</p><p>das profissões, é muitas vezes obrigado a ler ou lidar com desenhos arquitetônicos, ou ainda</p><p>executar projetos de estruturas especiais.</p><p>Os princípios gerais do desenho são os mesmos para qualquer espécie de trabalho</p><p>técnico, mas cada profissão exige uma aplicação especial dos mesmos e o emprego de</p><p>métodos, símbolos e convenções particulares. No desenho arquitetônico, a pequenez da</p><p>escala exige o uso abundante de símbolos convencionais, indicativos das diversas partes, bem</p><p>como o emprego de notas explicativas e informações referentes ao material e acabamento,</p><p>que não podem ser incluídas em sua totalidade nos desenhos, sendo, por isso, apresentadas</p><p>separadamente sob a denominação de especificações. Estas servem de complemento ao</p><p>desenho e são tão importantes como ele.</p><p>Na execução de um desenho arquitetônico torna-se evidente a existência de um</p><p>sentimento artístico manifestado em parte pelo trabalho a mão livre e pelos letreiros, em</p><p>parte pelo emprego de linhas mais finas, e isto lhe dá um aspecto completamente diverso</p><p>dos desenhos de máquinas. Uma das particularidades encontradas em inúmeros desenhos</p><p>arquitetônicos é a das linhas ultrapassarem os vértices. Este artifício, usado por um desenhista</p><p>experiente, dá a seu trabalho uma certa rapidez e liberdade, mas não deve ser tomado pelo</p><p>principiante, como uma escapatória para seu desleixo.</p><p>Desenhos para execução, incluem-se as plantas ou plantas baixas, elevações ou</p><p>fachadas, cortes e desenhos de detalhes, que juntamente com as especificações dos materiais</p><p>e acabamento, constituem as normas segundo as quais cumpre-se o contrato e constrói-se</p><p>o prédio. Este conjunto de desenhos e especificações é em pregado em primeiro lugar pelo</p><p>empreiteiro, no cálculo do orçamento.</p><p>Todos os princípios gerais, referentes aos desenhos para execução, são aplicáveis aos</p><p>projetos arquitetônicos. Os desenhos de conjunto são feitos, geralmente, em uma só folha de</p><p>papel contendo uma planta e uma elevação, a fim de apresentá-Ios em escala conveniente</p><p>para a execução. A escala mais frequentemente usada nestes desenhos é de 1/100. Para os</p><p>prédios pequenos até 20 m de comprimento, usa-se 1/50.</p><p>Em regra, todas as coisas que guardam relação representam-se juntas, e as</p><p>UNIDADE 3 TÓPICO 3 145</p><p>especificações sobre os trabalhos de uma mesma profissão (pedreiro, carpinteiro etc.) são, se</p><p>possível, reunidas. Muitos dos edifícios atuais apresentam tamanha complexidade que, além</p><p>das plantas gerais, exigem a confecção de plantas especiais, para cada um dos diferentes</p><p>trabalhos especializados, tais como estruturas metálicas, água e esgoto, aquecimento e</p><p>instalações elétricas.</p><p>Ao fazer os desenhos para execução, deve o desenhista conhecer os regulamentos</p><p>das construções do estado e da municipalidade e os requisitos legais de licença, proibições</p><p>e facilidades.</p><p>FONTE: Extraído e adaptato de: FRENCH, Thomas Ewing. Desenho técnico. Porto Alegre:</p><p>Editora Globo, 1974, p. 484 e 489.</p><p>UNIDADE 3TÓPICO 3146</p><p>Nesse tópico, caro(a) acadêmico(a), você teve oportunidade de estudar os</p><p>seguintes conteúdos referentes ao Desenho Técnico:</p><p>	Algumas regras para correta maneira de fazer a instalação elétrica em edificações.</p><p>	Conheceu algumas regras fundamentais para se iniciar uma correta instalação elétrica,</p><p>através de desenhos e maneiras para se evitar o desperdício de materiais, fazendo</p><p>instalações em locais inadequados.</p><p>	Você conheceu um pouco da ABNT NBR 5410 e 5413 e viu que existem normas para serem</p><p>seguidas para um correto dimensionamento e correta instalação elétrica.</p><p>	Você conheceu alguns símbolos elétricos mais utilizados para desenhos de plantas elétricas</p><p>de edificações e conheceu</p><p>também a planta baixa elétrica, que serve para o eletricista que</p><p>fará a instalação orientar-se.</p><p>RESUMO DO TÓPICO 3</p><p>UNIDADE 3 TÓPICO 3 147</p><p>Ao final de mais um tópico, e para melhor fixar o conteúdo estudado, resolva:</p><p>1 Faça o desenho da planta baixa elétrica para a casa que foi desenhada no exercício</p><p>anterior (Tópico 2, da Unidade 3). Siga a orientação da figura 152.</p><p>UNIDADE 3TÓPICO 3148</p><p>Essa ativ</p><p>idade</p><p>vale</p><p>nota.</p><p>AVALIAÇÃO</p><p>Prezado(a) acadêmico(a), agora que chegamos ao final da</p><p>unidade 3, você deverá fazer a Avaliação referente a esta unidade.</p><p>149</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ABNT NBR 10068. Folha de desenho – Leiaute e Dimensões. Rio de Janeiro, 1987.</p><p>ABNT NBR 8402. Execução de caracter para escrita em desenho técnico. Rio de Janeiro,</p><p>1994.</p><p>ABNT NBR 10126. Cotagem em desenho técnico. Rio de Janeiro, 1987.</p><p>BACHMANN, Albert & FORBERG, Richard. Desenho técnico. Porto Alegre: Editora Globo,</p><p>1976.</p><p>ABNT NBR 5410. Instalações Elétricas de Baixa Tensão. Rio de Janeiro, 2005.</p><p>ABNT NBR 5413. Iluminância de Interiores. Rio de Janeiro, 1992.</p><p>MONTENEGRO, G. A. Desenho Arquitetônico. São Paulo:Edgard Blucher, 1978.</p><p>OBERG, L. Desenho Arquitetônico. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1979.</p><p>PROVENZA, F. Desenhista de Máquinas. São Paulo: Atual, 1996.</p><p>TELECURSO 2000. Leitura e Interpretação de Desenho Técnico Mecânico. São Paulo:</p><p>Atual, 1996.</p><p>INCLINADAS ....................................................... 56</p><p>3.5.1 Superfície Inclinada em Relação a um Plano de Projeção .................................... 56</p><p>3.5.2 Superfície Inclinada em Relação aos Três Planos de Projeção ............................. 57</p><p>3.6 REPRESENTAÇÃO DE SUPERFICIES CURVAS .................................................... 59</p><p>3.6.1 Linhas de Centro .................................................................................................... 61</p><p>3.7 REPRESENTAÇÃO DE ARESTAS COINCIDENTES ............................................... 63</p><p>3.8 PERSPECTIVA .......................................................................................................... 65</p><p>RESUMO DO TÓPICO 1 ................................................................................................. 68</p><p>AUTOATIVIDADE ........................................................................................................... 69</p><p>TÓPICO 2: VISTAS EM CORTES E SECÇÕES ............................................................ 73</p><p>1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 73</p><p>2 EXECUÇÃO DO CORTE ............................................................................................. 75</p><p>3 TIPOS DE CORTE ....................................................................................................... 76</p><p>3.1 CORTE PLENO OU TOTAL ...................................................................................... 76</p><p>3.1.1 Hachuras ................................................................................................................ 77</p><p>3.2 CORTE EM DESVIO ................................................................................................. 79</p><p>3.3 MEIO CORTE ............................................................................................................ 81</p><p>3.4 CORTE PARCIAL ...................................................................................................... 82</p><p>4 SECÇÕES TRANSVERSAIS ....................................................................................... 84</p><p>5 EXCEÇÕES EM CORTES ........................................................................................... 85</p><p>6 REPRESENTAÇÃO DE ROSCAS NO CORTE ........................................................... 85</p><p>LEITURA COMPLEMENTAR .......................................................................................... 87</p><p>RESUMO DO TÓPICO 2 ................................................................................................. 89</p><p>AUTOATIVIDADE ........................................................................................................... 90</p><p>AVALIAÇÃO .................................................................................................................... 93</p><p>UNIDADE 3: DESENHO DE ARQUITETURA ................................................................ 95</p><p>TÓPICO 1: CONVENÇÕES E SÍMBOLOS .................................................................... 97</p><p>1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 97</p><p>2 CONVENÇÕES DE SAPATAS ..................................................................................... 97</p><p>3 CONVENÇÕES DE LAJES, VIGAS, VERGAS E PEITORIS ...................................... 98</p><p>RESUMO DO TÓPICO 1 ............................................................................................... 104</p><p>AUTOATIVIDADE ......................................................................................................... 105</p><p>vii</p><p>TÓPICO 2: PLANTAS E SEÇÕES ............................................................................... 107</p><p>1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................... 107</p><p>2 PLANTA BAIXA ......................................................................................................... 108</p><p>2.1 PLANTA BAIXA - TRAÇADO ................................................................................... 109</p><p>2.2 PLANTA BAIXA - CONTEÚDO ................................................................................. 110</p><p>2.2.1 Representação de escadas e outros detalhes internos ........................................ 111</p><p>2.3 PLANTA BAIXA - CORTE HORIZONTAL ................................................................. 113</p><p>2.4 PLANTA BAIXA - LINHAS ........................................................................................ 113</p><p>2.4.1 Linhas de Cota ...................................................................................................... 114</p><p>2.4.2 Tipos de Portas e Janelas e suas linhas ............................................................... 114</p><p>2.5 SEÇÃO OU CORTE ................................................................................................. 115</p><p>2.5.1 Passos ................................................................................................................... 118</p><p>2.5.2 Corte em desvio .................................................................................................... 118</p><p>2.6 PROJETO DE CONSTRUÇÃO DE UM PRÉDIO RESIDENCIAL ........................... 120</p><p>2.6.1 Revestimento de piso visto em planta .................................................................. 122</p><p>2.7 DIMENSIONAMENTO ............................................................................................. 123</p><p>2.7.1 Regras gerais para desenhos de arquitetura ....................................................... 123</p><p>2.7.2 Nomes dos cômodos e áreas ............................................................................... 127</p><p>RESUMO DO TÓPICO 2 ............................................................................................... 130</p><p>AUTOATIVIDADE ......................................................................................................... 131</p><p>TÓPICO 3: INSTALAÇÃO ELÉTRICA DOMICILIAR ................................................... 133</p><p>1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................... 133</p><p>2 INSTRUÇÕES SOBRE ILUMINAÇÃO ...................................................................... 135</p><p>2.1 LOCAIS DE HABITAÇÃO ........................................................................................ 135</p><p>2.1.1 Campo de aplicação ............................................................................................. 135</p><p>2.1.2 Previsão de carga ................................................................................................. 135</p><p>2.1.2.1 Iluminação ......................................................................................................... 135</p><p>2.1.2.2 Pontos de tomada ............................................................................................. 137</p><p>2.1.2.2.1 Número de pontos de tomada ........................................................................ 137</p><p>2.1.2.2.2 Potências atribuíveis aos pontos de tomada .................................................. 138</p><p>2.1.2.3 Aquecimento elétrico de água ........................................................................... 138</p><p>3 DICAS PARA LOCALIZAÇÃO DAS TOMADAS ....................................................... 139</p><p>3.1 CONVENÇÕES ELÉTRICAS PARA PLANTAS DE INSTALAÇÕES ....................... 139</p><p>3.2 PLANTA BAIXA COM INSTALAÇÃO ELÉTRICA .................................................... 143</p><p>LEITURA COMPLEMENTAR ........................................................................................ 144</p><p>RESUMO DO TÓPICO 3 ............................................................................................... 146</p><p>AUTOATIVIDADE ......................................................................................................... 147</p><p>AVALIAÇÃO ..................................................................................................................</p><p>148</p><p>REFERÊNCIAS ............................................................................................................. 149</p><p>viii</p><p>ix</p><p>PLANO DE ESTUDO DA DISCIPLINA</p><p>EMENTA</p><p>Evolução histórica, apresentação e estudo das técnicas fundamentais. Estudo</p><p>das letras e símbolos do desenho técnico. Uso de cotas e escalas. Desenho à</p><p>mão livre: definição e estudo de situações. Projeções ortogonais. Estudo das</p><p>perspectivas: tipos e desenhos. Desenho de vistas e cortes: conceituação e</p><p>exemplificações. Utilização das normas de desenho técnico segundo a ABNT.</p><p>Desenhos de edificações, plantas e cortes. Desenhos de circuitos elétricos</p><p>prediais: estudo, conceituação e aplicação. Revisão, discussão e avaliação</p><p>da disciplina.</p><p>OBJETIVOS DA DISCIPLINA</p><p>Esta disciplina tem por objetivos:</p><p>•	 apresentar breve histórico sobre desenho técnico. Estudar as técnicas</p><p>fundamentais de desenho técnico, começando por exercícios de</p><p>familiarização e utilização da régua, esquadros, compasso e pelo formato</p><p>de papel do tipo “A”. Forma correta de dobrar o papel. Utilizar legenda</p><p>padrão que iremos adotar para esse curso;</p><p>•	 estudar as letras e uso da caligrafia técnica. Conhecer os tipos de linhas</p><p>que são utilizados em um desenho técnico. Uso correto de cotas e escalas</p><p>em um desenho;</p><p>•	 desenhar, à mão livre, conhecendo e executando um esboço/croquis de</p><p>um desenho;</p><p>•	 estudar as projeções ortogonais, definindo e executando os planos ideais</p><p>para representação em três vistas, executar desenho técnico rigoroso e</p><p>traçado de detalhes de peças mecânicas. Definir o tipo de projeção para</p><p>execução do desenho técnico, selecionar e executar a melhor forma para</p><p>sua representação;</p><p>•	 estudar as perspectivas, conhecendo e executando perspectivas isométricas</p><p>de peças mecânicas;</p><p>•	 compreender e executar cortes, identificar e utilizar hachuras;</p><p>•	 utilizar algumas normas de desenho técnico, segundo a ABNT;</p><p>•	 compreender e executar desenhos de edificações em vistas, plantas baixas</p><p>e cortes;</p><p>•	 compreender e executar desenhos de circuitos elétricos prediais.</p><p>x</p><p>PROGRAMA DA DISCIPLINA</p><p>UNIDADE 1 – INTRODUÇÃO AO DESENHO TÉCNICO</p><p>TÓPICO 1 – EVOLUÇÃO HISTÓRICA, APRESENTAÇÃO E ESTUDO DAS TÉCNICAS</p><p>FUNDAMENTAIS</p><p>TÓPICO 2 – CALIGRAFIA TÉCNICA, TIPOS DE LINHA, COTAS E ESCALAS</p><p>UNIDADE 2 – PROJEÇÕES ORTOGONAIS, CORTES E SECÇÕES</p><p>TÓPICO 1 – DESENHO À MÃO LIVRE, PROJEÇÕES ORTOGONAIS</p><p>TÓPICO 2 – VISTAS EM CORTES E SECÇÕES</p><p>UNIDADE 3 – DESENHO DE ARQUITETURA</p><p>TÓPICO 1 – CONVENÇÕES E SÍMBOLOS</p><p>TÓPICO 2 – PLANTAS E SECÇÕES</p><p>TÓPICO 3 – INSTALAÇÃO ELÉTRICA DOMICILIAR</p><p>UNIDADE 1</p><p>INTRODUÇÃO AO DESENHO TÉCNICO</p><p>OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM</p><p>A partir do estudo desta Unidade, o(a) acadêmico(a) será capaz de:</p><p>	entender algumas técnicas utilizadas no desenho técnico, como</p><p>uso de papel do tipo “A”, regras para a correta forma de se dobrar</p><p>o papel e conhecer o formato de legenda;</p><p>	usar corretamente a caligrafia técnica. Usar corretamente os</p><p>tipos de linhas que são utilizados em um desenho técnico e usar</p><p>corretamente as cotas e escalas em um desenho;</p><p>	fazer um esboço/croqui de um desenho;</p><p>	executar as projeções ortogonais definindo os planos ideais para</p><p>representação em três vistas, selecionando a melhor maneira para</p><p>sua representação, executar desenho técnico rigoroso e traçado</p><p>de detalhes de peças mecânicas;</p><p>	executar desenhos em perspectivas de peças mecânicas.</p><p>TÓPICO 1 – EVOLUÇÃO HISTÓRICA, APRESENTAÇÃO E</p><p>ESTUDO DAS TÉCNICAS FUNDAMENTAIS</p><p>TÓPICO 2 – CALIGRAFIA TÉCNICA, TIPOS DE LINHA,</p><p>COTAS E ESCALAS</p><p>PLANO DE ESTUDOS</p><p>A primeira Unidade está dividida em dois tópicos. No final de</p><p>cada tópico, você encontrará atividades que o ajudarão a fixar os</p><p>conceitos.</p><p>EVOLUÇÃO HISTÓRICA,</p><p>APRESENTAÇÃO E ESTUDO DAS</p><p>TÉCNICAS FUNDAMENTAIS</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>TÓPICO 1</p><p>UNIDADE 1</p><p>Um dos primeiros registros que se tem na história sobre o desenho técnico começou</p><p>300 a.C., quando Euclides aborda regras da perspectiva na sua obra “Óptica”. No período de</p><p>dominação Romana Vitrúvio dissertou sobre o corte horizontal - icnografia – e sobre o corte</p><p>vertical – ortografia – de um edifício. Na Renascença, descobre-se a perspectiva cônica de</p><p>que Leonardo da Vinci foi um dos mais insignes cultores.</p><p>A representação de objetos tridimensionais em superfícies bidimensionais evoluiu</p><p>gradualmente através dos tempos. Conforme histórico feito por (HOELSCHER; SPRINGER;</p><p>DOBROVOLNY,1978), um dos exemplos mais antigos do uso de planta e elevação está incluído</p><p>no álbum de desenhos na Livraria do Vaticano, desenhado por Giuliano de Sangalo, no ano</p><p>de 1490.</p><p>No século XVII, por patriotismo, e visando facilitar as construções de fortificações, o</p><p>matemático francês Gaspar Monge, que, além de sábio, era dotado de extraordinária habilidade</p><p>como desenhista, criou, utilizando projeções ortogonais, um sistema com correspondência</p><p>biunívoca entre os elementos do plano e do espaço.</p><p>O sistema criado por Gaspar Monge, publicado em 1795 com o título Geometrie</p><p>Descriptive, é a base da linguagem utilizada pelo Desenho Técnico. No século XIX, com a</p><p>explosão mundial do desenvolvimento industrial, foi necessário normalizar a forma de utilização</p><p>da Geometria Descritiva para transformá-la numa linguagem gráfica que, a nível internacional,</p><p>simplificasse a comunicação e viabilizasse o intercâmbio de informações tecnológicas.</p><p>Desta maneira, a Comissão Técnica TC 10 da International Organization for</p><p>Standardization – ISO normalizou a maneira de utilização da Geometria Descritiva como</p><p>linguagem gráfica da engenharia e da arquitetura, chamando-a de Desenho Técnico.</p><p>Nos dias de hoje, a expressão “desenho técnico” representa todos os tipos de desenhos</p><p>UNIDADE 1TÓPICO 14</p><p>utilizados pela Engenharia, incorporando também os desenhos não projetivos (gráficos,</p><p>diagramas, fluxogramas etc.).</p><p>2 NORMAS</p><p>2.1 O QUE É NORMALIZAÇÃO?</p><p>2.2 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS</p><p>Veja, a seguir, o conceito de normalização e seus objetivos, também o conceito de</p><p>ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas com seus objetivos.</p><p>Atividade que estabelece, em relação a problemas existentes ou potenciais, prescrições</p><p>destinadas à utilização comum e repetitiva com vistas à obtenção do grau ótimo de ordem em</p><p>um dado contexto. Os objetivos da normalização são:</p><p>	Economia: proporcionar a redução da crescente variedade de produtos e procedimentos.</p><p>	Comunicação: proporcionar meios mais eficientes na troca de informação entre o fabricante</p><p>e o cliente, melhorando a confiabilidade das relações comerciais e de serviços.</p><p>	Segurança: proteger a vida humana e a saúde.</p><p>	Proteção do consumidor: prover a sociedade de meios eficazes para aferir a qualidade</p><p>dos produtos.</p><p>	Eliminação de barreiras técnicas e comerciais: evitar a existência de regulamentos</p><p>conflitantes sobre produtos e serviços em diferentes países, facilitando, assim, o intercâmbio</p><p>comercial.</p><p>Na prática, a normalização está presente na fabricação dos produtos, na transferência</p><p>de tecnologia, na melhoria da qualidade de vida através de normas relativas à saúde, e à</p><p>preservação do meio ambiente.</p><p>ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, fundada em 1940, é o</p><p>órgão responsável pela normalização técnica no país, fornecendo a base necessária ao</p><p>desenvolvimento tecnológico brasileiro. É uma entidade privada, sem fins lucrativos, reconhecida</p><p>UNIDADE 1 TÓPICO 1 5</p><p>2.2.1 Objetivos da ABNT</p><p>como Fórum Nacional de Normalização – ÚNICO – através da Resolução nº 07 do CONMETRO,</p><p>de 24.08.1992.</p><p>É membro fundador da ISO (International Organization for Standardization), da</p><p>COPANT (Comissão Panamericana de Normas Técnicas) e da AMN (Associação Mercosul</p><p>de Normalização).</p><p>A ABNT é a única e exclusiva representante das seguintes entidades internacionais:</p><p>E das entidades de normalização regional:</p><p>Os objetivos da ABNT são:</p><p>	fomentar e gerir o processo de normalização nacional;</p><p>	promover a participação efetiva e representar o país nos fóruns regionais e internacionais</p><p>de normalização;</p><p>	atuar na área</p><p>de avaliação de conformidade com reconhecimento nacional e internacional;</p><p>	buscar e difundir informação na suas áreas de atuação;</p><p>	promover e atuar na formação de profissionais nas suas áreas de atuação;</p><p>	ser reconhecida pela qualidade dos serviços que presta à sociedade.</p><p>UNIDADE 1TÓPICO 16</p><p>3 ESTUDO DE TÉCNICAS FUNDAMENTAIS DE</p><p>GEOMETRIA E DESENHO TÉCNICO</p><p>A seguir, será vista a definição do desenho técnico, a utilização, a interpretação e sua</p><p>visão espacial, permitindo sua percepção e entendimento.</p><p>3.1 DEFINIÇÃO DO DESENHO TÉCNICO</p><p>O desenho técnico é uma maneira de expressão gráfica que tem por finalidade</p><p>a representação de forma, dimensão e posição de objetos, de acordo com as diferentes</p><p>necessidades requeridas pelas diversas modalidades de engenharia e também da</p><p>arquitetura.</p><p>Utilizando-se de um conjunto constituído por linhas, números, símbolos e indicações</p><p>escritas normalizadas internacionalmente, o desenho técnico é definido como linguagem</p><p>gráfica universal da Engenharia e da Arquitetura. Assim como a linguagem verbal escrita exige</p><p>alfabetização, a execução e a interpretação da linguagem gráfica do desenho técnico exigem</p><p>treinamento específico, pois são utilizadas figuras planas (bidimensionais) para representar</p><p>formas espaciais.</p><p>A figura a seguir exemplifica a representação de forma espacial, por meio de figuras</p><p>planas, donde se pode concluir que:</p><p>FIGURA 1 – REPRESENTAÇÃO BIDIMENSIONAL DE UM CUBO</p><p>FONTE: Autor.</p><p>1. Para os leigos, a figura é a representação de três quadrados.</p><p>2. Na linguagem gráfica do desenho técnico, a figura corresponde à representação de um</p><p>determinado cubo.</p><p>Conhecendo-se a metodologia utilizada para elaboração do desenho bidimensional, é</p><p>possível entender e conceber mentalmente a forma espacial representada na figura plana. Na</p><p>prática, pode-se dizer que, para interpretar um desenho técnico, é necessário enxergar o que</p><p>UNIDADE 1 TÓPICO 1 7</p><p>3.2 VISÃO ESPACIAL</p><p>não é visível, e a capacidade de entender uma forma espacial a partir de uma figura plana é</p><p>chamada visão espacial.</p><p>Visão espacial é um dom que, em princípio, todos têm, dá a capacidade de percepção</p><p>mental das formas espaciais. Perceber mentalmente uma forma espacial significa ter o</p><p>sentimento da forma espacial, sem estar vendo o objeto. Por exemplo, fechando os olhos,</p><p>pode-se ter o sentimento da forma espacial de um copo, de um determinado carro, da sua</p><p>casa etc.</p><p>Ou seja, a visão espacial permite a percepção (o entendimento) de formas espaciais,</p><p>sem estar vendo fisicamente os objetos. Veja, nas figuras 2, 3 e 4, alguns exemplos de objetos</p><p>em três dimensões e suas perspectivas vistas em duas dimensões.</p><p>FIGURA 2 – PEÇAS MECÂNICAS EM PERSPECTIVA E EM VISTAS</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>FIGURA 3 – PEÇAS MECÂNICAS EM PERSPECTIVA E EM VISTAS</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>UNIDADE 1TÓPICO 18</p><p>FIGURA 4 – PEÇAS MECÂNICAS EM PERSPECTIVA E EM VISTAS</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>4 ELEMENTOS DE DESENHO TÉCNICO</p><p>4.1 INSTRUMENTOS: ESQUADROS, RÉGUA,</p><p>TRANSFERIDOR, ESCALÍMETRO E COMPASSO</p><p>Agora, veremos quais os instrumentos de desenho técnico; como esquadros, régua,</p><p>transferidor, escalímetro e compasso; os tipos de papel; margens; dobras do papel e</p><p>legenda.</p><p>Os esquadros são instrumentos de desenho, com a forma de triângulos retângulos,</p><p>encontrados sempre em pares. Os mais utilizados:</p><p>	Esquadro Isósceles de 45°, composto por dois ângulos de 45° e um de 90°.</p><p>	Esquadro Escaleno de 60°, composto por ângulos de 30°, 60° e 90°.</p><p>FIGURA 5 – ESQUADROS DE 45° E 60° E SUA UTILIZAÇÃO NO DESENHO</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>UNIDADE 1 TÓPICO 1 9</p><p>Os esquadros servem como auxiliares para traçar retas paralelas e ângulos dos próprios</p><p>esquadros, além dos que são obtidos pela combinação dos dois, como os de 15º, 75º, 150º</p><p>etc. O traçado destas retas segue a direção das setas indicadas na figura a seguir.</p><p>FIGURA 6 – ESQUADROS DE 45° E 60° E A RÉGUA T</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>As réguas T são utilizadas no traçado de paralelas, geralmente horizontais; funcionam</p><p>em mesas-prancheta, nas quais deslizam verticalmente, mantendo a horizontalidade da</p><p>régua. Combinadas com esquadros, permitem traçar, com rapidez e precisão, uma infinidade</p><p>de ângulos e paralelas em todas as direções. São fabricadas em madeira de lei, como cedro,</p><p>louro, caroba ou em material sintético-acrílico.</p><p>IMPORTANTE! �</p><p>Nós usaremos uma régua de 30 cm transparente para apoiar os</p><p>esquadros e efetuar os traços.</p><p>O Transferidor é um instrumento utilizado na construção e medição de ângulos. É</p><p>fabricado em metal ou em plástico-acrílico, material preferido por ser transparente, leve e</p><p>indeformável. O mais usado tem a forma semicircular, graduado de 0º a 180º, nos dois sentidos,</p><p>com diâmetro de 12 cm, conforme figura a seguir.</p><p>FIGURA 7 – TRANSFERIDOR</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>UNIDADE 1TÓPICO 110</p><p>O Escalímetro é uma régua em forma de um prisma triangular, contendo, em cada</p><p>face, duas escalas de redução, conforme figura 8. A principal vantagem dessas escalas, para</p><p>o desenhista, está na economia de tempo no cálculo de medida por medida. As escalas de</p><p>redução mais empregadas são: 1:2 1:5 1:10 1:20 1:25 1:50 1:100 e 1:500. Em mapas, usam-</p><p>se escalas bem maiores.</p><p>FIGURA 8 – ESCALÍMETRO</p><p>FONTE: Disponível em: <http://www.digimagempresas.com/catalogook/</p><p>images/12_4_299.jpg>. Acesso em: 26 ago. 2008.</p><p>Os Compassos são instrumentos utilizados para traçar arcos de circunferências,</p><p>circunferências e transportar medidas. Existem vários tipos de compassos, sendo os mais</p><p>comuns os da figura a seguir:</p><p>FIGURA 9 – COMPASSO</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>A ponta da grafite deve estar sempre um pouco mais curta que a outra e deve ser</p><p>chanfrada para maior perfeição dos traçados. Veja figura a seguir.</p><p>UNIDADE 1 TÓPICO 1 11</p><p>FIGURA 10 – PONTA DO COMPASSO</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>Para traçar arcos e circunferências, dá-se ao compasso uma abertura igual ao raio</p><p>desejado, com o auxílio da régua graduada e executa-se o traçado de acordo com o apresentado</p><p>na figura em sequência.</p><p>FIGURA 11 – TRAÇADO COM O COMPASSO</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>IMPORTANTE! �</p><p>Caro(a) aluno(a), para todos os desenhos que faremos na Unidade</p><p>1 e 2, usaremos medidas somente em milímetros, que é o padrão</p><p>usado na Mecânica. Na Unidade 3, usaremos a unidade de medida</p><p>centímetro e metro, que é o padrão usado na construção civil.</p><p>Portanto, em todos os desenhos dessa unidade em que não</p><p>constarem unidades de medida, deve-se usar o milímetro.</p><p>4.2 TIPOS DE PAPEL</p><p>O padrão internacional para tamanho de papéis ISO 216 é baseado no padrão alemão</p><p>DIN 476. O formato básico do papel, designado por A0 (A zero), é o retângulo cujos lados medem</p><p>841 mm e 1.189 mm, tendo a área de 1m². Do formato básico, derivam os demais formatos.</p><p>UNIDADE 1TÓPICO 112</p><p>FIGURA 12 – PAPEL TIPO A</p><p>FONTE: Disponível em: <http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b7/A_size_illustration.</p><p>png>. Acesso em: 26 ago. 2008.</p><p>UNIDADE 1 TÓPICO 1 13</p><p>NOTA! �</p><p>Caro(a) aluno(a), para aprofundar os seus conteúdos, sugerimos</p><p>a leitura do texto: Tamanho do Papel. Disponível em: <http://</p><p>pt.wikipedia.org/wiki/Tamanho_de_papel>. Acesso em: 26 ago.</p><p>2008.</p><p>4.3 MARGEM</p><p>O espaço de utilização do papel fica compreendido por margens que variam de</p><p>dimensões, dependendo do formato do papel usado. A margem da esquerda deve ser de 25</p><p>mm, conforme a figura a seguir.</p><p>FIGURA 13 – MARGEM</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>A tabela a seguir mostra os valores de formatos de papel padronizados e suas respectivas</p><p>margens, conforme ABNT 10068/1987.</p><p>FORMATO DIMENSÃO</p><p>(MM²)</p><p>ÁREA</p><p>(M²)</p><p>MARGEM</p><p>ESQUERDA DIREITA</p><p>A0 841X1189 1,0 25 10</p><p>A1 594X841 0,5 25 10</p><p>A2 420X594 0,25 25 7</p><p>A3 297X420 0,125 25 7</p><p>A4 210X297 0,0625 25 7</p><p>A5 148X210 0,0312 - -</p><p>A6 105X148 0,0156 - -</p><p>A7 74X105 0,0078 - -</p><p>A8 52X74 0,0038 - -</p><p>FONTE: ABNT 10068/1987.</p><p>QUADRO 1– PADRÃO DE FORMATO E MARGEM PARA PAPEL TIPO A</p><p>UNIDADE 1TÓPICO 114</p><p>A margem com sistema de referência por malhas:</p><p>	Permite a fácil localização de detalhes nos desenhos, edições, modificações etc.</p><p>	Devem ser executadas com traço de 0,5 mm de largura no mínimo, começando do contorno</p><p>interno da folha</p><p>recortada e estendendo-se aproximadamente 0,5 mm, além do quadro. A</p><p>tolerância da posição de ± 0,5 mm deve ser observada para as marcas.</p><p>	O número de divisões deve ser determinado pela complexidade do desenho e deve ser</p><p>par.</p><p>	O comprimento de qualquer lado do retângulo da malha deve ter mais de 25 mm e no máximo</p><p>75 mm, e deve ser executado com traços contínuos de 0,5 mm de largura no mínimo.</p><p>	Os retângulos das malhas devem ser designados por letras maiúsculas, ao longo de uma</p><p>margem e os numerais ao longo de outra margem.</p><p>	Os numerais devem iniciar no canto da folha oposto à legenda, no sentido da esquerda para</p><p>direita, e devem ser repetidos no lado correspondente.</p><p>Veja a figura a seguir:</p><p>FIGURA 14 – MARGEM COM SISTEMA DE REFERÊNCIA POR MALHA</p><p>FONTE: ABNT 10068/1987.</p><p>4.4 DOBRA DO PAPEL</p><p>Sendo necessário o dobramento de folhas, o formato final deve ser o A4, de modo a</p><p>deixar visível o quadro destinado à legenda e facilitar o arquivamento em pastas.</p><p>O dobramento de folhas pode ser efetuado da seguinte maneira:</p><p>UNIDADE 1 TÓPICO 1 15</p><p>FIGURA 15 – DOBRA DO PAPEL NO FORMATO A3</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>FIGURA 16 – DOBRA DO PAPEL NO FORMATO A2</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>FIGURA 17 – DOBRA DO PAPEL NO FORMATO A1</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>UNIDADE 1TÓPICO 116</p><p>FIGURA 18 – DOBRA DO PAPEL NO FORMATO A0</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>4.5 LEGENDA</p><p>A legenda deve ficar no canto inferior direito nos formatos A3, A2, A1 e A0, ou ao longo</p><p>da largura da folha de desenho no formato A4. A legenda deve ter 178 mm de comprimento,</p><p>nos formatos A4, A3 e A2, e 175 mm nos formatos A1 e A0. A legenda que adotaremos como</p><p>padrão para os nossos desenhos, tanto no formato A4 quanto no formato A3, será conforme</p><p>figura a seguir e cujas medidas estão em milímetros.</p><p>UNIDADE 1 TÓPICO 1 17</p><p>FIGURA 19 – LEGENDA PADRÃO</p><p>FONTE: Autor.</p><p>UNIDADE 1TÓPICO 118</p><p>RESUMO DO TÓPICO 1</p><p>Nesse tópico, você, caro(a) acadêmico(a), teve oportunidade de estudar os</p><p>seguintes conteúdos:</p><p>	Um breve histórico sobre o desenho técnico e sua evolução até os dias atuais. Você conheceu</p><p>um pouco sobre as normas mundiais e nacionais que definem padrões a serem adotados</p><p>em todo o mundo para o desenho técnico.</p><p>	Você teve uma breve visão sobre a visão espacial, conheceu alguns instrumentos de desenho</p><p>como esquadros de 45° e 60°, régua T, transferidor, escalímetro e o compasso.</p><p>	Você também conheceu sobre o papel do formato tipo A, o modo como se dobra o papel</p><p>para ficar do tamanho de um A4, o modo como se faz a legenda em um papel para uso no</p><p>desenho técnico e a legenda que adotaremos como padrão para os nossos desenhos.</p><p>UNIDADE 1 TÓPICO 1 19</p><p>Ao final deste tópico, para exercitar seus conhecimentos, resolva as questões</p><p>a seguir:</p><p>1 Explique o que é Normalização. Cite, também, o órgão que normalizou o desenho</p><p>técnico que conhecemos hoje.</p><p>2 Complete as figuras a seguir, sem uso de régua, obedecendo, nos traçados, à</p><p>orientação dada pelas setas. Use o lápis nº 2 ou HB ou lapiseira. Conserve o mesmo</p><p>afastamento entre as linhas.</p><p>UNIDADE 1TÓPICO 120</p><p>3 Utilizando a régua e um dos esquadros, complete o exercício a seguir. Conserve os</p><p>mesmos afastamentos entre as linhas, medindo-os com a régua graduada.</p><p>4 Verifique as inclinações com que foram traçadas as linhas a seguir e complete os</p><p>exercícios, conservando o mesmo afastamento e inclinação das linhas indicadas.</p><p>5 O exercício abaixo foi traçado com os ângulos de 30º e 60º. Complete o exercício,</p><p>utilizando esquadro e régua.</p><p>6 Complete, com o compasso, os exercícios abaixo, utilizando os centros indicados:</p><p>UNIDADE 1 TÓPICO 1 21</p><p>7 Utilize uma folha A3 e desenhe a margem, conforme a figura 13 e as dimensões do</p><p>quadro 1. Depois de feita a margem, desenhe a legenda padrão, conforme a figura</p><p>19, com suas perspectivas medidas. NÃO preencha a legenda. Guarde o papel para</p><p>futuramente desenharmos.</p><p>UNIDADE 1TÓPICO 122</p><p>CALIGRAFIA TÉCNICA, TIPOS DE LINHA,</p><p>COTAS E ESCALAS</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>2 CALIGRAFIA TÉCNICA</p><p>TÓPICO 2</p><p>UNIDADE 1</p><p>Neste tópico estudaremos a caligrafia técnica, com suas características, suas proporções,</p><p>dimensões de símbolos gráficos e a posição da mão para escrita. Conheceremos quais são</p><p>os tipos de linhas, a representação das cotas conforme NBR 10126. E, por último, veremos</p><p>as escalas com exemplos de redução e ampliação.</p><p>Uma caligrafia simples, perfeitamente legível e facilmente desenhável, constitui uma</p><p>das mais importantes condições dos desenhos técnicos.</p><p>Em desenho técnico, usamos uma caligrafia obedecendo às normas e não à caligrafia</p><p>comum. Vejamos a diferença na figura a seguir.</p><p>FIGURA 20 – CALIGRAFIA COMUM E CALIGRAFIA TÉCNICA</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>As principais exigências na escrita do desenho técnico são a LEGIBILIDADE e</p><p>UNIFORMIDADE. Para isso os caracteres devem ser claramente distinguíveis entre si. A</p><p>seguir, temos uma tabela com medidas normalizadas e uma figura representando as letras</p><p>UNIDADE 1TÓPICO 224</p><p>correspondentes às dimensões de símbolos gráficos, conforme NBR 8402.</p><p>CARACTERÍSTICAS RELAÇÃO DIMENSÕES (MM)</p><p>Altura das letras maiúsculas h (10/10) h 2,5 3,5 5 7 10 14 20</p><p>Altura das letras minúsculas c (7/10) h - 2,5 3,5 5 7 10 14</p><p>Distância mínima entre a</p><p>caracteres (2/10) h 0,5 0,7 1 1,4 2 2,8 4</p><p>Distância mínima entre b</p><p>linha de base (14/10) h 3,5 5 7 10 14 20 28</p><p>Distância mínima entre e</p><p>palavras (6/10) h 1,5 2,1 3 4,2 6 8,4 12</p><p>Largura da linha d (1/10) h 0,25 0,35 0,5 0,7 1 1,4 2</p><p>QUADRO 2 – PROPORÇÕES E DIMENSÕES DE SÍMBOLOS GRÁFICOS</p><p>FONTE: NBR 8402/1994.</p><p>FIGURA 21 – CARACTERÍSTICAS DA FORMA DE ESCRITA</p><p>FONTE: NBR 8402/1994.</p><p>IMPORTANTE! �</p><p>As medidas do quadro 1 são normalizadas conforme NBR 8402.</p><p>Porém, em nossos desenhos, utilizaremos somente letras</p><p>maiúsculas, tamanho 5 mm, que é a medida da distância entre</p><p>as linhas que estão em nossa legenda.</p><p>A figura a seguir mostra a posição da mão e a maneira de pegar e deslocar o lápis, fatores</p><p>importantes para a obtenção de uma boa caligrafia. A figura a seguir mostra uma sequência</p><p>dos traços para escrita técnica, obedecendo à correta maneira de pegar e deslocar o lápis.</p><p>FIGURA 22 – POSIÇÃO DA MÃO PARA ESCRITA</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>UNIDADE 1 TÓPICO 2 25</p><p>FIGURA 23 – SEQUÊNCIA DE TRAÇOS PARA ESCRITA TÉCNICA</p><p>FONTE: Desconhecida.</p><p>Em desenho técnico, também se utiliza a forma inclinada para escrever, respeitando o</p><p>ângulo de 15°, conforme a figura a seguir.</p><p>FIGURA 24 – INCLINAÇÃO DA ESCRITA TÉCNICA</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>3 TIPOS DE LINHAS</p><p>Em um desenho técnico, é fundamental fazer com linhas de diferentes espessuras.</p><p>Devido à quantidade de detalhes técnicos, é padronizado o uso de linhas com espessuras</p><p>UNIDADE 1TÓPICO 226</p><p>diferentes, conforme NBR 8403, para melhor visualizar contornos, cortes, detalhes internos,</p><p>centro, simetria, cotas, entre outros detalhes técnicos. O quadro a seguir, mostra o emprego</p><p>dos diversos tipos de linhas e sua respectiva espessura.</p><p>QUADRO 3 – TIPOS DE LINHA</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>O exemplo a seguir mostra, na prática, o uso dos diversos tipos de linhas.</p><p>FIGURA 25 – DESENHO COM DIVERSOS TIPOS DE LINHAS</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>A. CONTORNO VISÍVEL G. CONTORNO DE SECÇÃO DE REVOLUÇÃO</p><p>B. LINHA DE COTA H. LIMITE DE VISTA PARCIAL</p><p>C. LINHA DE CHAMADA J. CONTORNO NÃO-VISÍVEL</p><p>D. LINHA DE EXTENSÃO K. LINHA DE CENTRO</p><p>E. HACHURADA L. POSIÇÃO EXTREMA DE PEÇA MÓVEL</p><p>F. CONTORNO DE PEÇA ADJACENTE M. PLANO DE CORTE</p><p>UNIDADE 1 TÓPICO 2 27</p><p>3.1 APLICAÇÃO</p><p>Ao analisarmos um desenho, notamos que ele apresenta linhas de tipos e espessuras</p><p>diferentes. O conhecimento destas linhas é indispensável para a interpretação dos desenhos</p><p>técnicos.</p><p>A espessura da linha média deve ser a metade da linha grossa e a espessura da linha</p><p>fina, metade da linha média.</p><p>Linhas para arestas e contornos visíveis são de espessura grossa e de traço contínuo.</p><p>FIGURA 27 – LINHA PARA ARESTAS E CONTORNOS NÃO-VISÍVEIS</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>Linhas de centro e eixo de simetria são de espessura fina e formadas por traços e</p><p>pontos.</p><p>FIGURA 28 – LINHAS DE CENTRO E EIXO DE SIMETRIA</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>Linhas de cota</p><p>são de espessura fina, traço contínuo, limitadas por setas nas</p><p>extremidades.</p><p>FIGURA 29 – LINHAS DE COTA</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>FIGURA 26 – LINHA PARA ARESTAS E CONTORNOS VISÍVEIS</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>Linhas para arestas e contornos não-visíveis são de espessura média e tracejadas.</p><p>UNIDADE 1TÓPICO 228</p><p>Linhas de chamada ou extensão são de espessura fina e traço contínuo. Não devem</p><p>tocar o contorno do desenho e prolongam-se além da última linha de cota que limitam.</p><p>FIGURA 30 – LINHAS DE CHAMADA OU EXTENSÃO</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>Linhas de corte são de espessura grossa, formadas por traços e pontos. Servem para</p><p>indicar cortes e seções.</p><p>FIGURA 31 – LINHAS DE CORTE E HACHURAS EM 45°</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>Linhas para hachuras são de espessura fina, traço contínuo ou tracejado, geralmente</p><p>inclinado a 45º e mostram as partes cortadas da peça, conforme figura a seguir. Servem também</p><p>para indicar o material de que é feita, de acordo com as convenções recomendadas pela ABNT.</p><p>Linhas de rupturas curtas são de espessura média, traço contínuo e sinuoso e servem</p><p>para indicar pequenas rupturas e cortes parciais.</p><p>FIGURA 32 – LINHAS DE RUPTURA CURTA</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>Para rupturas longas são de espessura fina, traço contínuo e com ziguezague,</p><p>conforme figura que segue.</p><p>FIGURA 33 – LINHAS DE RUPTURA LOMGA</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>UNIDADE 1 TÓPICO 2 29</p><p>Linha para representações simplificadas são de espessura média, traço contínuo e</p><p>servem para indicar o fundo de filetes de roscas e de dentes de engrenagens.</p><p>FIGURA 34 – LINHAS DE RUPTURA LONGA</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>4 COTAS</p><p>Conforme NBR 10126, cotagem é a representação gráfica no desenho da característica</p><p>do elemento, através de linhas, símbolos, notas e valor numérico numa unidade de medida.</p><p>FIGURA 35 – DESENHO COM INDICAÇÃO DE COTAS</p><p>FONTE: NBR 10126/1987.</p><p>Toda cotagem necessária para descrever uma peça ou componente, clara e</p><p>completamente, deve ser representada diretamente no desenho e deve ser localizada na vista</p><p>ou corte que represente mais claramente o elemento.</p><p>Desenhos de detalhes devem usar a mesma unidade (por exemplo, milímetro) para</p><p>todas as cotas sem o emprego do símbolo. Se for necessário, para evitar mau entendimento, o</p><p>símbolo da unidade predominante para um determinado desenho deve ser incluído na legenda,</p><p>na qual outras unidades devem ser empregadas como parte na especificação do desenho (por</p><p>UNIDADE 1TÓPICO 230</p><p>exemplo, N.m. para torque ou kPA para pressão, ou “ para polegada), o símbolo da unidade</p><p>apropriada deve ser indicado com o valor.</p><p>Cotar somente o necessário para descrever o objeto ou produto acabado. Nenhum</p><p>elemento do objeto ou produto acabado deve ser definido por mais de uma cota.</p><p>A cotagem funcional deve ser escrita diretamente no desenho, conforme figura a</p><p>seguir.</p><p>FIGURA 36 – COTAGEM FUNCIONAL</p><p>FONTE: NBR 10126/1987.</p><p>Ocasionalmente, a cotagem funcional escrita indiretamente é justificada ou necessária.</p><p>A figura 38, a seguir, mostra o efeito da cotagem funcional escrita indiretamente, aceitável,</p><p>mantendo os requisitos dimensionais estabelecidos na figura anterior.</p><p>FIGURA 37 – COTAGEM FUNCIONAL ESCRITA INDIRETAMENTE</p><p>FONTE: NBR 10126/1987.</p><p>A cotagem não funcional deve ser localizada de forma mais conveniente para a produção</p><p>e inspeção. A figura a seguir mostra as linhas corretas de cotas que deve haver em um desenho.</p><p>UNIDADE 1 TÓPICO 2 31</p><p>FIGURA 38 – ELEMENTOS DE COTAGEM</p><p>FONTE: Telecurso 2000 desenho técnico e o autor.</p><p>IMPORTANTE! �</p><p>Não existe uma distância padrão para deixar o espaçamento entre</p><p>a linha de cota e a linha de contorno da peça, assim como a linha</p><p>de chamada da cota e a linha de contorno, pois isso dependerá</p><p>do tamanho do desenho e da escala em que será desenhado.</p><p>Para fazer os desenhos do próximo tópico, usaremos usar uma</p><p>distância aproximada de 1 mm para o espaçamento entre a</p><p>linha de chamada e a linha de contorno e 10 mm entre a linha</p><p>de contorno e a linha de cota, em que é escrito o valor da cota,</p><p>conforme indicação da figura a seguir.</p><p>Veja a seguir, vários exemplos de desenhos com suas respectivas cotas:</p><p>FIGURA 39 – DESENHOS COM COTAS</p><p>FONTE: Telecurso 2000 desenho técnico.</p><p>UNIDADE 1TÓPICO 232</p><p>FIGURA 40 – DESENHOS COM COTAS</p><p>FONTE: Telecurso 2000 desenho técnico.</p><p>Veja exemplos de desenhos com cotas de arcos, que podem ser identificadas com o</p><p>raio ou diâmetro, e sempre partindo de seu centro.</p><p>FIGURA 41 – DESENHOS COM COTAS DE ARCOS</p><p>FONTE: Telecurso 2000 desenho técnico.</p><p>4.1 COTAGEM POR FACE DE REFERÊNCIA</p><p>Observe na figura a seguir, a perspectiva cotada e, ao lado, a vista frontal do pino com</p><p>rebaixo. Note que a perspectiva apresenta apenas duas cotas, enquanto que a vista frontal</p><p>apresenta a cotagem completa.</p><p>UNIDADE 1 TÓPICO 2 33</p><p>FIGURA 42 – COTAGEM POR FACE DE REFERÊNCIA</p><p>FONTE: Telecurso 2000 desenho técnico.</p><p>A extremidade do corpo do pino foi escolhida como face de referência, como se observa</p><p>na perspectiva. A partir desta face de referência foram indicadas as cotas: 35 e 45.</p><p>Perceba que foi prolongado uma linha auxiliar, a partir da face de referência tomada</p><p>como base para indicação das cotas de comprimento.</p><p>NOTA! �</p><p>No desenho técnico da peça, não se usa a expressão: “face de</p><p>referência”.</p><p>FIGURA 43 – COTAGEM POR FACE DE REFERÊNCIA</p><p>FONTE: Telecurso 2000 desenho técnico.</p><p>UNIDADE 1TÓPICO 234</p><p>4.2 COTAGEM POR LINHA BÁSICA</p><p>5 ESCALAS</p><p>Na cotagem por linhas básicas, as medidas da peça são indicadas a partir de linhas.</p><p>Estas linhas podem ser: linhas de simetria, linhas de centro de elementos ou qualquer outra</p><p>linha que facilite a interpretação dos procedimentos construtivos da peça. Veja os exemplos</p><p>a seguir:</p><p>FIGURA 44 – COTAGEM POR LINHA BÁSICA</p><p>FONTE: Telecurso 2000 desenho técnico.</p><p>Escala é a proporção definida, existente entre as dimensões de uma peça e as do seu</p><p>respectivo desenho.</p><p>O desenho de um elemento de máquina pode estar em:</p><p>	escala natural, exemplo 1:1;</p><p>	escala de redução, exemplo 1:5;</p><p>	escala de ampliação, exemplo 2:1;</p><p>O primeiro número significa a medida do desenho e o segundo número, após os dois</p><p>pontos, significa medida real da peça.</p><p>UNIDADE 1 TÓPICO 2 35</p><p>Na representação através de desenhos executados em escala natural (1:1), as</p><p>dimensões da peça correspondem em igual valor às apresentadas no desenho.</p><p>Na representação através de desenhos executados em escala de redução, as dimensões</p><p>do desenho se reduzem a uma proporção definida em relação às dimensões reais das peças.</p><p>A escala numérica é dada pela expressão:</p><p>1/E = d/D onde:</p><p>e = escala desejada</p><p>d = medida do desenho</p><p>D = medida real</p><p>Exemplo 1: A medida real (D) é igual a 35 metros e a medida no papel (d) é igual a 35</p><p>cm. Qual é a escala do desenho?</p><p>Solução: 1/E = 0,35/ 35 (A medida de 35 centímetros foi transformada em metros)</p><p>Resposta: E = 1:100</p><p>Na escala 1:2, por exemplo, significa que 1 mm no desenho corresponde a 2 mm na</p><p>peça real. Veja a figura a seguir como exemplo.</p><p>FIGURA 45 – EXEMPLO ESCALA DE REDUÇÃO</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>Na representação através de desenhos executados em escala de ampliação, as</p><p>dimensões do desenho aumentam numa proporção definida em relação às dimensões reais</p><p>das peças. Na escala 5:1 por exemplo, significa dizer que 5 mm no desenho correspondem a</p><p>1 mm na peça real. Veja o exemplo na figura a seguir.</p><p>UNIDADE 1TÓPICO 236</p><p>FIGURA 46 – EXEMPLO ESCALA DE AMPLIAÇÃO</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>LEITURA COMPLEMENTAR</p><p>O DESENHO TÉCNICO</p><p>Thomas Ewing French</p><p>Com o termo “desenho técnico”, designamos aquele que é usado na indústria, pelos</p><p>engenheiros e desenhistas, isto é, a linguagem gráfica em que se expressam e registram</p><p>as ideias e dados para a construção de máquinas e estruturas. Distingue-se do desenho de</p><p>finalidade meramente artística.</p><p>O artista, servindo-se de modelo ou paisagem, ou simplesmente da imaginação, procura</p><p>executar um desenho que dê ao observador uma impressão semelhante à produzida pelo</p><p>próprio objeto ou por sua imaginação. Na natureza não existem linhas. Se ele, portanto, se</p><p>limita, somente, ao emprego destas, em lugar da cor, da luz e da sombra, poderá apenas sugerir</p><p>sua intenção, cabendo, então, à imaginação do observador a tarefa de superar as lacunas.</p><p>O desenhista técnico tem uma tarefa maior. Limitado unicamente ao contorno, deve,</p><p>não só insinuar sua intenção, mas dar uma informação exata e positiva de todos os detalhes</p><p>da máquina ou estrutura existente em sua imaginação. Eis por que o desenho para ele é mais</p><p>do que a simples representação pictórica de um objeto. É uma linguagem gráfica completa, por</p><p>meio da qual pode descrever minuciosamente cada operação e guardar um registro completo</p><p>da peça, para reprodução ou reparos.</p><p>O desenho artístico pode ser compreendido, em maior ou menor grau, por qualquer</p><p>pessoa. O desenho técnico, não mostrando o objeto tal como ele é visto quando terminado,</p><p>só pode ser interpretado por quem for versado em sua linguagem.</p><p>Como base de qualquer projeto, o desenho técnico, excetuada talvez a matemática,</p><p>pode ser considerado como a matéria mais importante de uma escola técnica. Todo estudante</p><p>de engenharia deve saber executar e ler desenhos. Isto é essencial em todas as modalidades</p><p>UNIDADE 1 TÓPICO 2 37</p><p>práticas da engenharia. A sala de desenho técnico é muitas vezes o pórtico de entrada da</p><p>indústria, e mesmo aquele que nunca precise desenhar deve ser capaz de interpretar um</p><p>desenho e saber quando ele está certo ou errado. Será tido como ignorante o engenheiro que</p><p>desconhecer esta linguagem.</p><p>Para que seu emprego se torne fácil e preciso, recorre-se ao uso de instrumentos</p><p>apropriados, e, quando assim empregado, chama-se “desenho com instrumentos”. Quando</p><p>feito a mão, sem o auxílio de instrumentos, denomina-se “desenho à mão livre” ou “esboço”.</p><p>Todo engenheiro deve exercitar-se nestes dois tipos, primeiro, para desenvolver a precisão e</p><p>a destreza, manual, segundo, para adquirir, por uma observação adequada, o perfeito domínio</p><p>da forma e da proporção.</p><p>Nosso objetivo é, pois, estudar esta linguagem a fim de expressá-Ia e escrevê-Ia</p><p>com clareza, de sorte que possamos lê-Ia prontamente quando escrita por outros. Para isso</p><p>devemos conhecer seu alfabeto, sua gramática e sua composição, familiarizando-nos com</p><p>suas expressões idiomáticas, convenções e abreviaturas.</p><p>Este idioma tem apenas, como forma de expressão, a representação escrita ou gráfica.</p><p>Não pode ser articulado, mas deve ser interpretado, através da formação da imagem mental do</p><p>objeto representado. O êxito do estudante consiste não somente na sua habilidade de execução,</p><p>mas na capacidade de interpretar suas impressões, concebendo-as claramente no espaço.</p><p>Não é uma linguagem para ser estudada somente pelos poucos desenhistas</p><p>profissionais, mas, como já foi dito, deve ser compreendida por todas as pessoas relacionadas</p><p>ou interessadas na indústria técnica. A sua prática proporciona rapidamente uma observação</p><p>acurada e a capacidade de conceber no espaço as linhas representadas, cujo valor não é</p><p>percebido por quem não está familiarizado com ela.</p><p>Neste estudo devemos, antes de tudo, habituarmo-nos com a técnica da expressão</p><p>e, quando são empregados os instrumentos nos trabalhos de precisão, o primeiro requisito é</p><p>manejá-Ias com correção e habilidade. Na prática constante adquirir-se-á tal facilidade em seu</p><p>manejo que o espírito ficará livre de qualquer pensamento sobre os meios de execução. Nesta</p><p>mesma disciplina está incluído o estudo das letras e algarismos, que constitui geralmente a</p><p>primeira parte dos cursos de desenho técnico.</p><p>FONTE: Extraído de: FRENCH, Thomas Ewing. Desenho técnico. Porto Alegre: Editora Globo</p><p>S.A., 1974, p.1-2.</p><p>UNIDADE 1TÓPICO 238</p><p>RESUMO DO TÓPICO 2</p><p>Nesse tópico, caro(a) acadêmico(a), no que concerne ao Desenho Técnico, você</p><p>teve oportunidade de estudar os seguintes conteúdos:</p><p>	A correta maneira de fazer a caligrafia técnica e suas normas. A maneira correta de se segurar</p><p>o lápis para que a letra fique objetiva e clara.</p><p>	Você conheceu os diversos tipos de linha e sua importância em um desenho.</p><p>	Você também aprendeu como se deve cotar um desenho técnico, os tipos de cotas especiais</p><p>por face de referência e por linha.</p><p>UNIDADE 1 TÓPICO 2 39</p><p>Para melhor fixar o conteúdo estudado, resolva as questões a seguir:</p><p>1 Complete as linhas usando a caligrafia técnica de acordo com os modelos abaixo.</p><p>Observe se a letra está inclinada ou reta, e faça conforme cada modelo de letra:</p><p>2 Complete as linhas abaixo, efetuando as operações, utilizando a caligrafia técnica:</p><p>3 Repita a frase abaixo, de acordo com o modelo inicial, utilizando a caligrafia técnica:</p><p>O Desenho Técnico é utilizado pelas indústrias como linguagem técnica gráfica</p><p>universal em que se expressam e registram ideias e dados para a construção</p><p>de máquinas, móveis e estruturas.</p><p>UNIDADE 1TÓPICO 240</p><p>4 Repita a frase abaixo, de acordo com o modelo inicial, utilizando a caligrafia técnica:</p><p>O CONHECIMENTO DE DESENHO TÉCNICO É INDISPENSÁVEL A TODOS</p><p>AQUELES QUE NECESSITAM EXECUTAR TAREFAS, QUER SEJAM DE</p><p>AJUSTAGEM, TORNEARIA, MARCENARIA, ELETRICIDADE ETC.</p><p>5 Coloque dentro dos círculos dos desenhos os números correspondentes aos tipos de</p><p>linhas indicadas na figura 25: TIPOS DE LINHAS:</p><p>UNIDADE 1 TÓPICO 2 41</p><p>6 Escreva os nomes e tipos de linhas assinaladas por letras no desenho abaixo:</p><p>7 Complete as cotas conforme as perspectivas dos desenhos a seguir:</p><p>UNIDADE 1TÓPICO 242</p><p>8 Complete o quadro a seguir:</p><p>UNIDADE 1 TÓPICO 2 43</p><p>Essa ativ</p><p>idade</p><p>vale</p><p>nota.</p><p>AVALIAÇÃO</p><p>Prezado(a) acadêmico(a), agora que chegamos ao final da</p><p>unidade 1, você deverá fazer a Avaliação referente a esta unidade.</p><p>UNIDADE 1TÓPICO 244</p><p>UNIDADE 2</p><p>PROJEÇÕES ORTOGONAIS, CORTES E</p><p>SECÇÕES</p><p>OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM</p><p>A partir do estudo desta Unidade, o(a) acadêmico(a) estará apto a:</p><p>	executar desenhos à mão livre, conhecendo melhor os conceitos</p><p>de esboço/croquis;</p><p>	entender as projeções ortogonais, definindo e executando os</p><p>planos ideais para representação em três vistas de um desenho</p><p>tridimensional em bidimensional. Irá executar o desenho técnico</p><p>rigoroso com todos os tipos de linhas corretos, aprendidos no tópico</p><p>2, da unidade 1, traçado de detalhes e cotas de peças mecânicas</p><p>da melhor forma para sua representação;</p><p>	estudar as perspectivas, conhecendo e executando perspectivas</p><p>isométricas de peças mecânicas;</p><p>	compreender e executar cortes, identificar e utilizar hachuras.</p><p>TÓPICO 1 – DESENHO À MÃO LIVRE, PROJEÇÕES</p><p>ORTOGONAIS</p><p>TÓPICO 2 – VISTAS EM CORTES E SECÇÕES</p><p>PLANO DE ESTUDOS</p><p>A segunda Unidade está dividida em dois tópicos. No final de</p><p>cada tópico, você encontrará atividades que o ajudarão a fixar os</p><p>conceitos.</p><p>DESENHO À MÃO LIVRE,</p><p>PROJEÇÕES ORTOGONAIS</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>2 ESBOÇOS/CROQUIS</p><p>TÓPICO 1</p><p>UNIDADE 2</p><p>Neste tópico, veremos como é feito o Desenho à Mão Livre, também chamado de esboço</p><p>ou croqui . Em seguida, estudaremos as Projeções Ortogonais.</p><p>Um croquis (palavra francesa, eventualmente aportuguesada como croqui ou traduzida</p><p>como esboço ou rascunho) costuma se caracterizar como um desenho rápido, feito à mão,</p><p>sem grande precisão com o objetivo de expressar uma ideia mais próxima do real, através de</p><p>uma técnica de desenho rápida e descompromissada. Veja os exemplos da figura a seguir:</p><p>FIGURA 47 – EXEMPLOS DE CROQUIS</p><p>FONTE: Autor.</p><p>UNIDADE 2TÓPICO 148</p><p>3 PROJEÇÕES ORTOGONAIS</p><p>3.1 PROJEÇÃO ORTOGRÁFICA DO 1º DIEDRO</p><p>Sobre as projeções ortogonais, veremos suas formas de representação, as três vistas</p><p>do desenho técnico, o traçado das projeções, projeções superficiais inclinadas, perspectiva,</p><p>entre outras representações.</p><p>A projeção ortogonal é uma maneira de representar o modelo em sua verdadeira grandeza.</p><p>É feita sobre o plano de projeção através de linhas projetantes, que são perpendiculares ao</p><p>plano. Muitas vezes, para projetar um sólido geométrico, precisamos de mais de um plano de</p><p>projeção. Conforme a figura 49, um plano projetado em uma parede, olhando de frente para</p><p>as linhas do segmento “AB”, forma uma linha “ab” e essa regra vale para uma representação</p><p>em um plano infinito, conforme figura a seguir.</p><p>FIGURA</p><p>48 – REPRESENTAÇÃO DE UM PLANO</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>FIGURA 49 – PLANO INFINITO</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>IMPORTANTE! �</p><p>Nos Estados Unidos da América, o padrão de rebatimento de</p><p>vistas é no 3º diedro.</p><p>Observe, no exemplo da figura a seguir, que as projeções resultantes são constituídas</p><p>de figuras iguais. Isto ocorre porque a terceira dimensão de cada sólido não está representada</p><p>pela projeção ortogonal. Para fazer aparecer a terceira dimensão, é necessário fazer uma</p><p>segunda projeção ortogonal, olhando os sólidos por outro lado. Rebatendo o plano horizontal,</p><p>nos exemplos das figuras a seguir, teremos a representação de um único plano na posição</p><p>vertical.</p><p>UNIDADE 2 TÓPICO 1 49</p><p>FIGURA 50 – REPRESENTAÇÃO DE SÓLIDOS EM DOIS PLANOS</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>FIGURA 51 – REPRESENTAÇÃO DE UM SÓLIDO EM UM PLANO</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>Muitas vezes, para projetar um sólido geométrico, precisamos de mais de um plano</p><p>de projeção e isso é resolvido com a utilização de uma terceira projeção, resultando em três</p><p>vistas da peça por lados diferentes. Veja o exemplo da figura a seguir:</p><p>FIGURA 52 – REPRESENTAÇÃO DE UM SÓLIDO EM TRÊS PLANOS</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>UNIDADE 2TÓPICO 150</p><p>ATENÇÃO!</p><p>Observe que, no rebatimento das vistas, as mesmas permanecem</p><p>exatamente alinhadas. Essa é uma regra fundamental, pois as</p><p>vistas não podem ser feitas fora de posição, uma com relação à</p><p>outra.</p><p>3.2 AS TRÊS VISTAS DO DESENHO TÉCNICO</p><p>Para que o desenho resultante se transforme em uma linguagem gráfica, os planos de</p><p>projeção horizontal e lateral têm os sentidos de rebatimento convencionados, e sempre se</p><p>rebatem sobre o plano vertical.</p><p>Mantendo o sentido dos rebatimentos dos planos horizontal e lateral, resultará sempre</p><p>nas mesmas posições relativas entre as vistas. O lado da peça que for projetado no plano</p><p>vertical sempre será considerado como sendo a frente da peça, denominada VISTA FRONTAL.</p><p>Assim sendo, em função dos rebatimentos convencionados, o lado superior da peça sempre</p><p>será representado abaixo da vista de frente, denominada VISTA SUPERIOR e o lado esquerdo</p><p>da peça aparecerá desenhado à direita da vista de frente, denominada VISTA LATERAL.</p><p>Veja o exemplo a seguir:</p><p>FIGURA 53 – TRÊS VISTAS DE UM SÓLIDO EM UM PLANO</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>Veja outros exemplos a seguir:</p><p>UNIDADE 2 TÓPICO 1 51</p><p>FIGURA 54 – TRÊS VISTAS DE UM SÓLIDO EM UM PLANO E SUA RESPECTIVA</p><p>VISTA ISOMÉTRICA</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>É importante considerar que cada vista representa a peça sendo observada de uma</p><p>determinada posição. Ou seja, nas projeções ortogonais, apesar de estarmos vendo desenhos</p><p>planos (bidimensionais), em cada vista há uma profundidade, não visível, que determina a</p><p>forma tridimensional da peça representada. Para entender a forma da peça representada pelas</p><p>projeções ortogonais, é preciso exercitar a imaginação e a capacidade de visualização espacial,</p><p>fazendo a associação das projeções ortogonais feitas por lados diferentes.</p><p>Cada superfície que compõe a forma espacial da peça estará representada em cada uma</p><p>das três projeções ortogonais, conforme mostra a figura a seguir, cujos planos que compõem</p><p>a forma espacial da peça foram identificados com letras e nas projeções pode-se analisar os</p><p>rebatimentos de cada um destes planos. Veja o exemplo da figura a seguir.</p><p>FIGURA 55 – TRÊS VISTAS DE UM SÓLIDO EM UM PLANO IDENTIFICADO POR</p><p>LETRAS</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>UNIDADE 2TÓPICO 152</p><p>3.2.1 Vistas Auxiliares</p><p>3.3 REPRESENTAÇÃO DE ARESTAS OCULTAS</p><p>As peças são desenhadas comumente em três vistas, como já foi explicado. Além dessas</p><p>três vistas básicas, outras poderão ser utilizadas, como vistas auxiliares, quando tal se fizer</p><p>necessário para uma perfeita representação da peça. Veja o exemplo que segue.</p><p>FIGURA 56 – VISTAS AUXILIARES DE UM SÓLIDO</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>IMPORTANTE! �</p><p>É possível a representação dos objetos em menos de três vistas,</p><p>quando isso não prejudicar sua clareza. A quantidade de vistas</p><p>necessárias para representar um desenho são tantas quantas</p><p>forem necessárias para indicar todas as cotas suficientes para</p><p>sua construção.</p><p>Como a representação de objetos tridimensionais, por meio de projeções ortogonais, é</p><p>feita por vistas tomadas por lados diferentes, dependendo da forma espacial do objeto, algumas</p><p>de suas superfícies poderão ficar ocultas em relação ao sentido de observação.</p><p>Observando a figura a seguir, vê-se que a superfície “A” está oculta quando a peça é</p><p>vista lateralmente (direção 3), enquanto a superfície “B” está oculta quando a peça é vista por</p><p>UNIDADE 2 TÓPICO 1 53</p><p>cima (direção 2). Nestes casos, as arestas, que estão ocultas em um determinado sentido</p><p>de observação, são representadas por linhas tracejadas.</p><p>As linhas tracejadas são constituídas de pequenos traços de comprimento uniforme,</p><p>espaçados de um terço de seu comprimento e levemente mais finas que as linhas cheias,</p><p>conforme já vimos anteriormente, no tópico de TIPOS DE LINHA.</p><p>ATENÇÃO!</p><p>Veja a figura a seguir - Tipos de Linhas</p><p>FIGURA 57 – REPRESENTAÇÃO DE ARESTAS OCULTAS</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>Deve-se procurar evitar o aparecimento de linhas tracejadas, pois a visualização da</p><p>forma espacial é muito mais fácil mediante as linhas cheias que representam as arestas visíveis.</p><p>É importante destacar que evitar o aparecimento de linhas tracejadas não significa omiti-las,</p><p>pois, em relação ao sentido de observação, as linhas tracejadas são vitais para compreensão</p><p>das partes ocultas do objeto. As linhas tracejadas podem ser evitadas invertendo-se a posição</p><p>da peça em relação aos planos de projeção (mudar a posição da vista de frente).</p><p>As figuras a seguir mostram exemplos da mudança de posição da peça em relação à</p><p>vista de frente, para evitar linhas tracejadas.</p><p>UNIDADE 2TÓPICO 154</p><p>FIGURA 58 – MUDANÇA DE POSIÇÃO DA VISTA PARA EVITAR LINHAS TRACEJADAS</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>FIGURA 59 – MUDANÇA DE POSIÇÃO DA VISTA PARA EVITAR LINHAS TRACEJADAS</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>3.4 TRAÇADO DAS PROJEÇÕES – VISTAS</p><p>Para desenhar, à mão livre, as projeções ortogonais de qualquer objeto, é conveniente</p><p>seguir as recomendações seguintes:</p><p>	Analisar previamente qual a melhor combinação de vistas que representa a peça, de modo</p><p>que não apareça ou que apareça o menor número possível de linhas tracejadas.</p><p>	Esboçar, com traço muito leve e fino, o lugar de cada projeção, observando que as distâncias</p><p>entre as vistas devem ser visualmente iguais.</p><p>	A escolha da distância entre as vistas é importante porque, vistas excessivamente próximas</p><p>ou excessivamente afastadas umas das outras tiram a clareza e dificultam a interpretação</p><p>do desenho.</p><p>	Desenhar os detalhes resultantes das projeções ortogonais, trabalhando simultaneamente</p><p>nas três vistas.</p><p>UNIDADE 2 TÓPICO 1 55</p><p>	Reforçar com traço definitivo (traço contínuo e forte) os contornos de cada vista.</p><p>	Com o mesmo traço (contínuo e forte), acentuar em cada vista os detalhes visíveis.</p><p>	Desenhar em cada vista, com traço médio, as linhas tracejadas, correspondentes às arestas</p><p>invisíveis.</p><p>	Apagar as linhas de guia, feitas no início do desenho.</p><p>	Conferir cuidadosamente o desenho resultante.</p><p>A figura a seguir mostra as sucessivas fases para elaboração de um desenho em</p><p>perspectiva, representado em três vistas.</p><p>FIGURA 60 – REPRESENTAÇÃO EM TRÊS VISTAS DE UM SÓLIDO EM</p><p>PERSPECTIVA</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>Assim sendo, as vistas devem preservar:</p><p>	Os mesmos comprimentos nas vistas de frente e superior.</p><p>	As mesmas alturas nas vistas de frente e lateral.</p><p>	As mesmas larguras nas vistas lateral e superior.</p><p>ATENÇÃO!</p><p>Na área MECÂNICA, utilizam-se medidas em milímetros ou</p><p>polegada. Na área CIVIL e ARQUITETURA, utilizam-se medidas em</p><p>centímetros e metros. Na área ELÉTRICA, utilizam-se milímetros</p><p>para desenhos pequenos e centímetros e metros para desenhos</p><p>maiores, dependendo de cada caso.</p><p>UNIDADE 2TÓPICO 156</p><p>IMPORTANTE! �</p><p>Em todos os exercícios que faremos nas Unidades 1 e 2 desse</p><p>caderno, somente utilizaremos medidas em milímetros ou</p><p>polegadas.</p><p>3.5 PROJEÇÕES DE SUPERFÍCIES INCLINADAS</p><p>3.5.1 Superfície Inclinada em Relação a um Plano de Projeção</p><p>A representação de superfícies</p><p>inclinadas pode ser dividida em Superfície Inclinada</p><p>em Relação a um Plano de Projeção, Superfície Inclinada em Relação aos Três Planos de</p><p>Projeção.</p><p>A projeção resultante no plano que é perpendicular à superfície inclinada será um</p><p>segmento de reta que corresponde à verdadeira grandeza da dimensão representada. Nos</p><p>outros dois planos, a superfície inclinada mantém a sua forma, mas sofre alteração da verdadeira</p><p>grandeza em uma das direções da projeção resultante.</p><p>A representação, mantendo a forma e a verdadeira grandeza de qualquer superfície</p><p>inclinada, só será possível se o plano de projeção for paralelo à superfície. A figura a seguir</p><p>mostra exemplo de representação de peça com superfície inclinada, porém perpendicular a</p><p>um dos planos de projeção.</p><p>FIGURA 61 – REPRESENTAÇÃO DE SUPERFÍCIE INCLINADA EM UM PLANO</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>UNIDADE 2 TÓPICO 1 57</p><p>3.5.2 Superfície Inclinada em Relação aos Três Planos de Projeção</p><p>Veja mais exemplos de sólidos em perspectiva e suas vistas:</p><p>FIGURA 62 – REPRESENTAÇÃO DE SUPERFÍCIE INCLINADA EM UM PLANO</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>As projeções resultantes nos três planos de projeção manterão a forma da superfície</p><p>inclinada, contudo, não corresponderão à sua verdadeira grandeza.</p><p>É importante ressaltar que, mesmo que as projeções resultantes não correspondam à</p><p>verdadeira grandeza da superfície representada, seu contorno não sofre alterações, pois, em</p><p>todas as vistas, uma determinada linha sempre manterá sua posição primitiva em relação às</p><p>outras linhas que contornam a superfície inclinada. A figura a seguir mostra um exemplo de</p><p>representação de superfícies inclinadas em relação aos três planos de projeção.</p><p>UNIDADE 2TÓPICO 158</p><p>FIGURA 63 – REPRESENTAÇÃO DE SUPERFÍCIES INCLINADAS EM TRÊS PLANOS</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>Na figura a seguir, pode-se observar outra maneira de enxergar as vistas com faces</p><p>inclinadas através de números. Pode-se observar que o paralelismo existente entre as arestas,</p><p>representadas pelos segmentos de retas [(1,2);(3,4)] e [(1,5);(2,3)], são mantidos nas três</p><p>projeções.</p><p>FIGURA 64 – REPRESENTAÇÃO DE SUPERFÍCIES INCLINADAS EM TRÊS PLANOS</p><p>USANDO NÚMEROS</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>Veja, a seguir, mais exemplos de representação de superfícies inclinadas em relação</p><p>aos três planos de projeção.</p><p>FIGURA 65 – REPRESENTAÇÃO DE SUPERFÍCIES INCLINADAS EM TRÊS</p><p>PLANOS</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>UNIDADE 2 TÓPICO 1 59</p><p>3.6 REPRESENTAÇÃO DE SUPERFÍCIES CURVAS</p><p>As figuras a seguir mostram as projeções ortogonais de superfícies planas, circulares</p><p>e paralelas a um dos três planos de projeção. Observe que, no plano paralelo à superfície, a</p><p>projeção resultante mantém a forma e a verdadeira grandeza do círculo, enquanto nos outros</p><p>dois planos a projeção resultante é um segmento de reta, cujo comprimento corresponde ao</p><p>diâmetro do círculo.</p><p>FIGURA 66 – REPRESENTAÇÃO DE SUPERFÍCIE CURVA NO PLANO</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>Se a superfície circular não possuir paralelismo com nenhum dos três planos de projeção,</p><p>mas for perpendicular em relação a um deles, as projeções resultantes terão dimensões em</p><p>função do ângulo de inclinação da superfície.</p><p>No plano cuja superfície circular é perpendicular, a projeção resultante é um segmento</p><p>de reta, cujo comprimento é igual ao diâmetro do círculo. Nos outros planos, a projeção</p><p>ortogonal diminui um dos eixos da superfície inclinada e, consequentemente, a figura circular</p><p>é representada por uma elipse, conforme é observado na figura a seguir.</p><p>UNIDADE 2TÓPICO 160</p><p>FIGURA 67 – REPRESENTAÇÃO DE SUPERFÍCIE CURVA INCLINADA</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>Na figura (b), além das três vistas, é mostrada uma projeção auxiliar, executada</p><p>em um plano de projeção paralelo à superfície inclinada, com a representação da forma e</p><p>da verdadeira grandeza da superfície circular em que foram identificados doze pontos no</p><p>contorno do círculo.</p><p>Na vista de frente, a superfície é representada por um segmento de reta, cujo comprimento</p><p>corresponde à verdadeira grandeza do eixo central AB. O eixo central CD aparece, na vista</p><p>de frente, representada por um ponto, localizada no meio do segmento AB. Nas vistas superior</p><p>e lateral, o eixo central CD aparece em sua verdadeira grandeza, enquanto o eixo central</p><p>AB aparece reduzido, em consequência da projeção ortogonal e da inclinação da superfície.</p><p>Todas as cordas (EF, GH, IJ e KL), que são paralelas ao eixo central CD, também aparecem</p><p>nas suas verdadeiras grandezas nas vistas superior e lateral.</p><p>A partir das projeções ortogonais dos planos circulares, executa-se com facilidade as</p><p>projeções ortogonais de corpos cilíndricos, como mostra a figura a seguir:</p><p>FIGURA 68 – REPRESENTAÇÃO DE CORPO CILÍNDRICO EM TRÊS VISTAS</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>UNIDADE 2 TÓPICO 1 61</p><p>Como regra para representação, pode-se dizer que, quando não houver arestas, uma</p><p>superfície curva gera linha na projeção resultante quando o raio da curva for perpendicular</p><p>ao sentido de observação. Se houver interseção da superfície curva com qualquer outra</p><p>superfície, haverá aresta resultante e, onde houver interseção, haverá canto (aresta), e onde</p><p>houver canto na peça, haverá linha na projeção ortogonal. A forma cilíndrica é muito comum</p><p>de ser encontrada, como nos furos. As figuras a seguir mostram a representação de peças</p><p>com furos:</p><p>FIGURA 69 – REPRESENTAÇÃO DE PEÇAS COM FUROS CILÍNDRICOS</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>3.6.1 Linhas de Centro</p><p>Nos desenhos em que aparecem as superfícies curvas, é utilizado um tipo de linha,</p><p>composta de traços e pontos, que é denominada linha de centro. As linhas de centro são</p><p>usadas para indicar os eixos em corpos de rotação e também para assinalar formas simétricas</p><p>secundárias.</p><p>As linhas de centro são representadas por traços finos, separados por pontos (o</p><p>comprimento do traço da linha de centro deve ser de três a quatro vezes maior que o traço da</p><p>linha tracejada).</p><p>É a partir da linha de centro que se faz a localização de furos,</p><p>rasgos e partes cilíndricas existentes nas peças.</p><p>ATENÇÃO!</p><p>UNIDADE 2TÓPICO 162</p><p>Os desenhos da figura que segue mostram aplicações das linhas de centro:</p><p>FIGURA 70 – REPRESENTAÇÃO DE LINHA DE CENTRO EM FUROS E ELIPSES</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>Veja a seguir mais exemplos de desenhos com superfícies curvas e linhas de centro:</p><p>FIGURA 71 – REPRESENTAÇÃO DE LINHA DE CENTRO EM SUPERFÍCIES</p><p>CURVAS</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>UNIDADE 2 TÓPICO 1 63</p><p>3.7 REPRESENTAÇÃO DE ARESTAS COINCIDENTES</p><p>Quando, na tomada de vista, em um determinado sentido de observação, ocorrer a</p><p>sobreposição de arestas (superfícies coincidentes), representa-se aquela que estiver mais</p><p>próxima ao observador.</p><p>Na figura abaixo, pode-se concluir que uma linha cheia, que representa uma superfície</p><p>visível, sempre irá sobrepor-se a uma linha tracejada, que representa uma superfície invisível.</p><p>Ou seja, a linha cheia prevalece sobre a linha tracejada. As linhas que representam arestas</p><p>(linha cheia ou linha tracejada) prevalecem sobre as linhas auxiliares (linha de centro).</p><p>Linhas de contorno prevalecem sobre qualquer linha. Linhas</p><p>tracejadas prevalecem sobre linhas de centro.</p><p>ATENÇÃO!</p><p>Veja os exemplos:</p><p>UNIDADE 2TÓPICO 164</p><p>FIGURA 72 – EXEMPLOS DE ARESTAS COINCIDENTES</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>UNIDADE 2 TÓPICO 1 65</p><p>3.8 PERSPECTIVA</p><p>Quando olhamos para um objeto, temos a sensação de profundidade e relevo. As partes</p><p>que estão mais próximas de nós parecem maiores e as partes mais distantes aparentam ser</p><p>menores.</p><p>A fotografia mostra um objeto do mesmo modo como ele é visto pelo olho humano, pois</p><p>transmite a ideia de três dimensões: comprimento, largura e altura.</p><p>O desenho, para transmitir essa mesma ideia, precisa recorrer a um modo especial de</p><p>representação gráfica: a perspectiva. Ela representa graficamente as três dimensões de um</p><p>objeto em um único plano, de maneira a transmitir a ideia de profundidade e relevo.</p><p>FIGURA 73 – DESENHO EM PERSPECTIVA</p><p>FONTE: SENAI.</p><p>A perspectiva isométrica (medidas iguais) é das mais simples e eficientes. Sempre</p><p>parte de três eixos a 120°, também chamado de eixos isométricos, sobre os quais se marcam</p><p>as medidas reais da peça.</p><p>FIGURA 74 – ÂNGULO</p>

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