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<p>LICENCIATURAS EM FOCO</p><p>12/08	Primeiro Encontro</p><p>UNIDADE 1: EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE</p><p>TÓPICO 1 - DIVERSIDADE E OS DESAFIOS ATUAIS</p><p>1 INTRODUÇÃO (p.3)</p><p>Devemos aprender a enxergar o mundo com olhar de pesquisador, buscando entender o presente, o passado e as novas tendências.</p><p>Diante disso, acenamos para a importância de você compreender a diversidade no atual contexto social e suas ramificações presentes também no espaço educativo.</p><p>2 DIVERSIDADE UMA PROBLEMÁTICA: DO INDIVIDUALISMO À COLETIVIDADE E SUAS INTERFACES (p. 3)</p><p>O que é diversidade? A definição de diversidade pode ser entendida como o conjunto de diferenças e valores compartilhados pelos seres humanos na vida social.</p><p>A individualidade expressa por cada um, ou seja, a sua forma de ser, de aprender, de representar e utilizar o conhecimento, resulta de sua história e dos valores culturais nos quais o indivíduo está imerso. A cultura e o contexto oferecem os símbolos, os produtos simbólicos, os diferentes sistemas simbólicos que se conectam com o sistema nervoso do indivíduo no momento da aprendizagem. Assim, cada palavra, frase ou história, vistas como entidades simbólicas, são interpretadas e reconhecidas de acordo com seus significados existentes na cultura (MORAES, 2010, p. 178).</p><p>Valorizamos as diferentes culturas, contidas não somente num determinado grupo social, mas pertencente a cada indivíduo. Cada ser, com suas particularidades, entende o mundo por meio de seus contextos. Cada qual com sua história, com sua identidade, formando uma consciência coletiva que podemos chamar de sociedade.</p><p>2 DIVERSIDADE UMA PROBLEMÁTICA: DO INDIVIDUALISMO À COLETIVIDADE E SUAS INTERFACES (p. 3)</p><p>Falar de diversidade envolve também entender as multiculturas, que vêm se tornando cada vez mais comuns na constituição das atuais sociedades.</p><p>Para esclarecer como se formam essas multiculturas, podemos citar os imigrantes que colonizaram as regiões brasileiras. Também um exemplo recente que ocorreu no ano de 2010, a imigração de alguns haitianos ao Brasil.</p><p>Outro exemplo da constituição das multiculturas vem ocorrendo na Alemanha. O país concedeu a entrada de imigrantes da Síria, África e Oriente Médio, refugiados da guerra,</p><p>2 DIVERSIDADE UMA PROBLEMÁTICA: DO INDIVIDUALISMO À COLETIVIDADE E SUAS INTERFACES (p. 3)</p><p>Qual a diferença entre multicultural e multiculturalismo?</p><p>Multicultural, segundo Hall (2003, p. 50), é um termo qualitativo e:</p><p>Descreve as características sociais e os problemas de governabilidade apresentados por qualquer sociedade na qual diferentes comunidades culturais convivem e tentam construir uma vida em comum, ao mesmo tempo em que retêm algo de sua identidade “original”.</p><p>Em contrapartida, o termo “multiculturalismo” é substantivo. Refere-se às estratégias e às políticas adotadas para governar ou administrar problemas de diversidade e multiplicidade gerados pelas sociedades multiculturais</p><p>2.1 EDUCAÇÃO, POLÍTICA E O DIREITO À IGUALDADE (p. 6)</p><p>Todos, independentemente de questões relativas à etnicidade, ao gênero, à</p><p>religião, entre outros, têm o direito à educação.</p><p>Então, devemos saber lidar com as diferenças em sala de aula, respeitando o individualismo de cada sujeito sem torná-lo diferente, não é?</p><p>No entanto, eis o grande desafio, entender o sujeito em seu processo individual e coletivo ao mesmo tempo.</p><p>Neste contexto, o entendimento do sujeito deve ser entendido na ambiguidade do individual e do coletivo, respeitando as formas diferentes que se expressam nos contextos e de como se aglutinam nos grupos de convívio formando uma consciência coletiva.</p><p>2.1 EDUCAÇÃO, POLÍTICA E O DIREITO À IGUALDADE (p. 6)</p><p>O que representam essas diferenças para a sociedade? Veremos o que nos diz Santos (1999, p. 26):</p><p>Nos planos econômico, social, político e das relações pessoais, "diferença" tem significado, em nosso país, quase sempre de "desigualdade"; ou mais exatamente: as diferenças étnicas, culturais, fenotípicas, serviram de marcas entre desiguais sociais. No plano da cultura, porém, a aplicação dessa equivalência (diferença = desigualdade) confunde os partidários da "democracia", levando-os a postular o fim das diferenças como garantia de igualdade. Eis o que pensaria um "democrata“ bem-intencionado: "nossos alunos serão iguais a nós quando não forem diferentes”.</p><p>A partir dessa reflexão, podemos conjeturar que a problemática da diversidade não está relacionada às diferenças, mas à desigualdade e à exclusão.</p><p>2.1 EDUCAÇÃO, POLÍTICA E O DIREITO À IGUALDADE (p. 6)</p><p>Cultura e educação vem sendo debatida no contexto social. Alguns estudiosos afirmam que a cultura não apenas é herança, mas uma construção coletiva em processo.</p><p>Para tanto, a diversidade cultural no contexto escolar deve ser compreendida pelo mesmo viés, vinculado a tradições, porém, em processo de transformação na ação coletiva, ou seja, o aprendiz deve ser respeitado pela bagagem cultural que traz, mas no contato com o outro haverá novas formas de entender o mundo, criando laços culturais, ampliando significados de vida.</p><p>Habermas (1983, p. 22) discute que “ninguém pode edificar a sua própria identidade independentemente das identificações que os outros fazem dele”, nos reforça que somos construídos por uma coletividade, e com isso devemos cuidar para que essa coletividade não sufoque ou discrimine um específico indivíduo.</p><p>É isso que acontece quando entra num grupo “homogêneo” alguém com características - sejam elas físicas ou culturais - diferentes. No caso de ser em ambiente escolar, deve o educador saber lidar com essa situação, não permitindo que rótulos ou discriminações façam parte de um grupo em formação.</p><p>2.1 EDUCAÇÃO, POLÍTICA E O DIREITO À IGUALDADE (p. 6)</p><p>Os valores como a ética e o respeito ao próximo devem ser eixo norteador no sentido de combater ações discriminatórias, bem como colaborar para a formação cidadã do sujeito.</p><p>Educar para a cidadania global requer a compreensão da multiculturalidade, o reconhecimento da interdependência com o meio ambiente e a criação de espaço para o consenso entre os diferentes segmentos da sociedade. Nesse sentido, a escola deve preocupar-se em “(...) educar para a diversidade dos outros, saber que somos diferentes e que cada um tem o direito de ser diferente, único e singular, o que exige um aprofundamento no respeito pelo outro e na compreensão do outro” (MORAES, 2010, p. 225).</p><p>* Debater a pesquisa desenvolvida pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), no ano de 2009, apontando o percentual de respondentes com algum nível de preconceito (p. 9 – p. 11).</p><p>3 CULTURA E PRECONCEITO: UMA CONSTRUÇÃO SOCIAL(p. 11)</p><p>Preconceito é um fenômeno social e não biológico...</p><p>Veja o exemplos do mito da superioridade ariana ou nórdica: que postulava a existência de um povo, ou raça, arianos, que se expandiu por uma vasta região da Eurásia, levando consigo sua língua (além de sua cultura e instituições sociais). Seu ideal ariano era o de uma pessoa loira, alta e com olhos azuis. Hitler pensava que a superioridade ariana estava sendo ameaçada por casamentos mistos. Se isto acontecesse, acreditava que a maior civilização do mundo poderia desaparecer em virtude do processo de miscigenação. acreditava que cabia aos arianos o dever de controlar o mundo, o que comprovaria sua tese racista e preconceituosa.</p><p>3 CULTURA E PRECONCEITO: UMA CONSTRUÇÃO SOCIAL(p. 11)</p><p>CONTEXTOS DA DIVERSIDADE</p><p>Aculturação</p><p>O processo de aculturação se dá pelo contato de duas ou mais matrizes culturais diferentes, isto é, pela interação social entre grupos de culturas diferentes, sendo que todos, ou um deles, sofrem mudanças, tendo como resultado uma nova cultura (RIBEIRO, 2016, s.p.)</p><p>Globalização</p><p>A globalização entendida como um processo histórico, simultaneamente social, econômico, político e cultural, no qual se movimentam indivíduos, povos e governos, sociedades e culturas, línguas e religiões, nações e continentes, formas de espaço e possibilidades dos tempos (FEITOSA 2016, s.p.)</p><p>Multiculturalismo</p><p>O multiculturalismo surge das</p><p>lutas pelo reconhecimento de outras formas de saberes, diferentes e silenciadas ao longo da história e a cada dia mais suprimidas pelo processo de globalização hegemônica (KRETZMANN, 2007, p. 11)</p><p>Aldeia global</p><p>Aldeia global quer dizer que o progresso tecnológico está reduzindo todo o planeta à situação de uma aldeia, ou seja, que as pessoas têm a possibilidade de se intercomunicar diretamente umas com as outras, independentemente da distância (SILVA e ALVARENGA, 2019, p. 140)</p><p>DIFERENTES CONCEPÇÕES DE MULTICULTURALISMO</p><p>Multiculturalismo Conservador: Pugna pela assimilação da diferença às tradições e aos costumes da maioria.</p><p>Multiculturalismo Crítico ou Revolucionário: Prioriza o poder, o privilégio, a hierarquia das opressões e os movimentos de resistência.</p><p>Multiculturalismo Liberal: Integra os diferentes grupos culturais o mais rápido possível a uma sociedade majoritária, numa concepção de cidadania individual e universal.</p><p>Multiculturalismo Pluralista: Assegura as diferenças grupais em termos culturais e concede direitos de grupo distintos a diferentes comunidades dentro de uma certa ordem política comunitária.</p><p>Multiculturalismo Comercial: Parte do pressuposto de que se as diferenças entre pessoas numa comunidade são reconhecidas, não haverá mais problemas no consumo privado.</p><p>Multiculturalismo Corporativo: Foca na solução dos problemas culturais da minoria, atendendo aos interesses do centro.</p><p>3 CULTURA E PRECONCEITO: UMA CONSTRUÇÃO SOCIAL(p. 11)</p><p>TÓPICO 2 - EDUCAÇÃO INTERCULTURAL (p. 25)</p><p>INTRODUÇÃO (p. 25)</p><p>A perspectiva intercultural surge da necessidade de dar um novo rumo ao que propõe o monoculturalismo, que defende a ideia do compartilhamento dos povos em uma mesma cultura e do multiculturalismo, a qual entende as diversas culturas, porém só as considera se forem necessárias à coletividade. Tanto o monoculturalismo quanto o multiculturalismo compartilham visões que, para os defensores da concepção intercultural, podem gerar mais exclusões. Nesse sentido, a perspectiva intercultural emerge da complexidade de atuar nos conflitos entre essas duas visões e promover relações das identidades sociais e suas diferenças, como também dar base para que estas relações sejam recíprocas e estabeleçam um grau de criticidade e solidariedade.</p><p>2 EDUCAÇÃO PARA RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS (p. 25).</p><p>A diversidade abrange um olhar sobre as diferenças e suas ressignificações na prática escolar.</p><p>A discriminação cultural e racial não é uma problemática atual, ela nos acompanha na história e, conforme historiadores, surgiu de interpretações deturpadas com a finalidade de manipular opinião e justificar a escravidão. Como é o caso da interpretação da teoria de Charles Darwin (1809-1882).</p><p>O princípio da colonização africana e o descobrimento da América e do caminho para as Índias pelo Pacífico abriram margem para preconceitos de raça e cor. No Brasil, o sistema de escravidão enraizou uma cultura de discriminação de raças, que até hoje respinga na sociedade, mesmo após a abolição dos escravos.</p><p>A ausência de uma política que valorizasse o futuro dos negros escravos ocasionou sérios problemas, que se refletem até os dias atuais. Esses escravos não tinham para onde ir, passando assim a ocupar locais de risco, sofrendo fome, discriminação e violência.</p><p>Hoje estamos colhendo os frutos da estrutura política de uma época em que os direitos humanos não estavam em pauta.</p><p>2 EDUCAÇÃO PARA RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS (p. 25).</p><p>Medidas estão sendo tomadas com o objetivo de resgatar valores e culturas perdidos por práticas discriminatórias; exemplo disso é a Lei n. 9.394, Art. 26-A, de 20 de dezembro de 1996.</p><p>Nos estabelecimentos de Ensino Fundamental e Médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. § 1º O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil. § 2º Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de Educação Artística e de Literatura e História Brasileiras (BRASIL, 2003).</p><p>2 EDUCAÇÃO PARA RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS (p. 25).</p><p>A inclusão como prática que valoriza a diversidade dos saberes é ainda uma conquista. Para alcançá-la é necessário alterar os currículos, capacitar os professores e todos os envolvidos com a educação, inclusive os pais e a comunidade, pois é preciso romper o preconceito instaurado na sociedade, e esse é um desafio de todos e para todos.</p><p>Práticas que valorizem a diversidade, com respeito à identidade de cada sujeito, representam um trabalho pautado numa concepção de valores humanos, que prima pela cidadania, em busca do respeito às etnias e suas diferenças culturais; as diferenças sociais e econômicas. Portanto, não é suficiente falar do respeito se nas atitudes é manifestado o preconceito. O docente e todo o ambiente educativo precisam conscientizar-se para que a ação esteja coerente com o discurso.</p><p>Nos Parâmetros Curriculares Nacionais consta que “para viver democraticamente em uma sociedade plural, é preciso respeitar os diferentes grupos e culturas que a constituem” (BRASIL, 1997, p. 27).</p><p>2 EDUCAÇÃO PARA RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS (p. 25).</p><p>O combate à discriminação começa por uma educação consciente e crítica. Para tanto, é necessário o entendimento global de nossa história, que por muitos anos foi camuflada sutilmente pelos livros didáticos de uma época. Hoje, com a globalização tecnológica, a informação corre numa velocidade em tempo real. O que acontece neste instante o mundo recebe em questão de um estalar de dedos. É por isso que formar cidadãos críticos frente a essa nova era tecnológica é tão necessário quanto urgente, pois se antes conhecíamos a história pelos livros didáticos, pelo contexto, muitas vezes limitados do autor, hoje se conhece pelas mídias e, sendo assim, há muita informação distorcida, manipulada e questionável</p><p>2 EDUCAÇÃO PARA RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS (p. 25).</p><p>Implementar uma política de inclusão é muito mais que permitir o acesso aos sujeitos negados, é pensar e estruturar condições para que essa inclusão saia do papel e verdadeiramente se aplique. Para tanto, esta estratégia preconiza o respeito à rotina da população tanto do campo, quanto indígena e quilombolas, organizando situações de aprendizagem que se articulem junto às culturas dessas comunidades, desde a estruturação física até a pedagógica, atendendo assim à diversidade.</p><p>As políticas e as estratégias adotadas voltadas para melhorias da qualidade educativa devem estar estritamente adaptadas ao contexto local, serem flexíveis no sentido de incorporar as mudanças necessárias requeridas pelo contexto e pela cultura local. A busca da qualidade educativa envolve a existência de processos que facilitem os mais diferentes diálogos, não apenas entre alunos, professores e comunidade escolar, mas também o diálogo do homem e da mulher com o seu contexto, com a sua realidade, com a cultura rica em sistemas simbólicos. É a qualidade do diálogo entre o sujeito e o seu mundo que o torna um sujeito histórico (MORAES, 2010, p.196).</p><p>1 INTRODUÇÃO (p. 47)</p><p>Há poucas décadas que se discute educação de forma mais ampla, com suas ramificações educacionais, sendo elas: educação formal, não formal e informal.</p><p>TÓPICO 3 - EDUCAÇÃO FORMAL E NÃO FORMAL (p. 47)</p><p>2 TRÊS CONCEITOS NO ENTORNO DO EMARANHADO PESSOAL E PROFISSIONAL: EDUCAÇÃO FORMAL/INFORMAL/NÃO FORMAL (47).</p><p>As mudanças no campo profissional em meados dos anos 60 e 70 trouxeram novos olhares para a educação. Muitas pessoas que foram para o mercado de trabalho nesse período tinham no máximo o que chamamos hoje de séries iniciais e toda educação informal oriunda da família ou de alguém que as ensinaram na prática.</p><p>No entanto, o mercado de trabalho</p><p>estava em expansão, fazendo com que adultos nas suas mais variadas faixas etárias voltassem a estudar, surgindo assim, pelo Governo Federal, a EJA (Educação de Jovens e Adultos), o Ensino Profissionalizante e diversos cursos técnicos. Essas ações somaram-se como forma de melhores condições financeiras para quem se aperfeiçoasse.</p><p>A educação, como vimos, começou a apresentar ramificações didáticas, mas podemos encontrar outros lugares do aprender que ampliam seu repertório de conhecimento, como:[...] “nas bibliotecas e nos museus, num processo de educação a distância e numa brinquedoteca. Na rua, no cinema, vendo televisão e navegando na internet, nas reuniões, nos jogos e brinquedos (mesmo que eles não sejam dos chamados educativos ou didáticos) etc. ocorrem, igualmente, processos de educação (TRILLA, GHANEM, 2008, p. 29).</p><p>2.1 EDUCAÇÃO: FORMAL/INFORMAL/NÃO FORMAL (p. 49)</p><p>Educação Formal: seria, pois, aquela estruturada, organizada, planejada intencionalmente, sistemática”. Entende-se por educação formal o contexto escolar, com conteúdos e metodologias, desenvolvendo habilidades e competências, disciplina, além de uma certificação na Educação Básica ou titulação acadêmica.</p><p>A educação não formal: é uma atividade com uma intencionalidade, mas com outra organização, sistema e tempo, podendo ser encontrada nos trabalhos comunitários e atividades culturais, bem como na escola e nas atividades extracurriculares que integram os conhecimentos da educação formal. podemos compreender que o aprendizado na educação não formal não é espontâneo, porque tem uma intencionalidade, seja por parte da pessoa que procura, seja por parte do órgão procurado.</p><p>A educação informal: não tem hora para aprender, pois ocorre em qualquer ambiente, sem intenção, e não é institucionalizada. “A casa onde mora, a rua, o bairro, o condomínio, o clube que frequenta, a igreja ou local de culto a que se vincula sua crença religiosa, o local onde nasceu etc.</p><p>3 EDUCAÇÃO FORMAL E NÃO FORMAL: INTERPENETRAÇÃO NA PRÁTICA DOCENTE (p. 52).</p><p>A educação formal e não formal são lugares que vem por constituir sujeitos mais sociáveis, trazendo sentido para que eles compreendam o meio em que vivem e relacionam-se. Portanto, um lugar para estabelecer essa relação é o museu, que convida a abraçar de forma objetiva os saberes que o constituem, devendo começar por nós mesmos, docentes. Em um movimento de ampliação de capital cultural, construindo novos saberes onde o museu passa a ser um mediador que dialeticamente aproxima pessoas por meio da arte e, assim, possibilita a transformação do homem na relação com os outros homens, com o mundo e consigo mesmo.</p><p>Nesse sentido, o docente, buscando novos lugares do aprender, dará sentido à formação humana dos discentes. Isso é possível se esse movimento de alimentar seu capital cultural (conhecendo espaços culturais, galerias de arte, museus, parques, bibliotecas, arquivos públicos etc.) seja dinâmico e contínuo, pois à medida que o professor compreende o contexto cultural com sua prática, ele transforma suas ações, seu contexto e a realidade das pessoas que o cercam. Esse movimento auxilia o docente a entender que o ensino vai além dos muros escolares, e ocorre quando imbuir-se culturalmente, passando a ser prática com os alunos/acadêmicos.</p><p>3 EDUCAÇÃO FORMAL E NÃO FORMAL: INTERPENETRAÇÃO NA PRÁTICA DOCENTE (p. 52).</p><p>É preciso se deixar contaminar com outros lugares da cultura, por isso, nos valemos da sensibilização, que é possível por meio da arte.</p><p>A formação cultural auxilia na humanização dos sentidos, onde o sujeito compreende o ser e o estar no mundo de forma mais sensível e percebe as particularidades existentes nas salas de aula, como captar a cultura local e do outro. No entanto, são lugares como o museu de arte que constituem sujeitos mais sociáveis, e provocam percepções que vão além da interconectividade com a educação formal, podendo proporcionar aprendizagem, tanto cognitiva como afetiva.</p><p>Quanto mais cedo o docente obtiver contato, explorar, conhecer museus de arte e de outras tipologias, melhor para sua formação humana, onde se faz presente uma carga de atitudes, sentimentos, compreensão e decisão para trazer no contexto escolar (SCHLEY, 2015), onde o sujeito possa construir-se como ser histórico social. Esses elementos auxiliam ainda na organização de passeios educativos na comunidade onde a escola está inserida, no bairro, na cidade e outras viagens de estudo, como forma de integrar conteúdos durante o bimestre, trimestre, semestre ou do ano letivo na escola.</p><p>Simulado</p><p>1. Os desafios atuais da diversidade têm raízes no passado, por isso é uma questão de consciência coletiva. As pessoas não assumem que são preconceituosas, porém, estão predispostas a manter distância social de outros grupos. Sobre o exposto, classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas:</p><p>( ) A cultura é apenas uma herança.</p><p>( ) O processo de aculturação significa abandono de uma cultura em detrimento com outra.</p><p>( ) O processo de aculturação significa o acolhimento da outra cultura como parte de seu contexto cultural.</p><p>( ) A cultura é uma construção coletiva em processo.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:</p><p>a)	V - F - V - F.</p><p>b)	F - F - V - V.</p><p>c)	F - V - V - F.</p><p>d)	V - V - F - V.</p><p>2. Ao reintegrar a população do campo, deve-se dispor de estratégias que valorizem o seu contexto, considerando as condições locais, com base numa perspectiva inclusiva. Todavia, é necessário aprender a aprender, tanto a população do campo quanto a urbana, numa relação intercultural. Para isso, se faz necessário refletir e colocar o conhecimento à disposição do maior número possível de pessoas, criando um ambiente que seja não só de comunicação, mas que também atue como ferramenta instigadora. Sobre o exposto, assinale a alternativa CORRETA:</p><p>a)	Elaborar pautas de reunião escolares que ajudam contra o preconceito e a discriminação é permitir a diversidade.</p><p>b)	Trazer aos conteúdos escolares a cultura indígena e afro-brasileira é permitir e reconhecer nossa própria história.</p><p>c)	Os conteúdos instaurados na escola partem de uma analise que se sobrepõem a condutas não preconceituosas e práticas discriminatórias.</p><p>d)	O não conhecimento de práticas generalistas, que não apoiam outros povos, está intrínseco nas relações e em diversas sociedades.</p><p>3. Os desafios atuais da diversidade têm raízes no passado, por isso é uma questão de consciência coletiva. As pessoas não assumem que são preconceituosas, contudo, estão predispostas a manter distância social de outros grupos. Sobre o exposto, classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas:</p><p>( ) A cultura é apenas herança.</p><p>( ) O processo de aculturação significa abandono de uma cultura em detrimento a outra.</p><p>( ) O processo de aculturação significa o acolhimento da outra cultura como parte de seu contexto cultural.</p><p>( ) A cultura é uma construção coletiva em processo.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:</p><p>a)	V - V - F - V.</p><p>b)	F - V - V - F.</p><p>c)	F - F - V - V.</p><p>d)	V - F - V - F.</p><p>4. Podemos dizer que a diversidade cultural, no contexto escolar, deve ser entendida pelo mesmo viés, vinculado a tradições, porém, em processo de transformação na ação coletiva. O relativismo cultural é um princípio segundo o qual não é possível compreender, interpretar ou avaliar de maneira significativa os fenômenos sociais, a não ser que sejam considerados em relação ao papel que desempenham no sistema cultural. Sobre o exposto, assinale a alternativa CORRETA:</p><p>a)	O relativismo defende que todas as culturas tendem a se assemelhar com o passar do tempo, e que ao difundir nossos hábitos estamos colaborando com esse processo.</p><p>b)	Relativizar é uma tentativa de construir descrições e interpretações dos fatos culturais a partir do que nos dizem e do que fazem os atores destes fatos culturais.</p><p>c)	Relativizar é construir descrições exteriores sobre diferentes modos de vida.</p><p>d)	Relativizar é uma defesa da homogeneidade</p><p>cultural. Através dessa unidade biológica podemos explicar as realidades culturais e o comportamento das pessoas.</p><p>5. A diversidade abrange um olhar diferenciado de suas ressignificações na prática escolar. Nesse sentido, há muitas questões não resolvidas que trazem significativos problemas de ordem social, política e econômica. Sobre essas questões, assinale a alternativa CORRETA:</p><p>a)	Umas das causas da violência física e verbal é que precisamos respeitar as desigualdades sociais, causando conflitos entre a sociedade.</p><p>b)	A discriminação, a xenofobia, a intolerância, o bullying, a violência verbal e física, as dificuldades de aprendizagem, a baixa autoestima.</p><p>c)	A desigualdade social, a equidade, os direitos eleitorais, entre outras divergências que podem ocorrer como práticas abusivas.</p><p>d)	A normatização do ensino não se insere nesse contexto, pois o ensino, independentemente da sua classe social, é determinante e obrigatório.</p><p>6. Diversos estudos e discussões sobre o conceito de cultura tratam de entendê-la como uma complexidade que envolve desde um conjunto de hábitos e crenças, até a forma de organização social. Sobre o conceito de cultura, classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas:</p><p>( ) Quanto maior a diversidade, maior a desigualdade e o preconceito.</p><p>( ) Quanto menor a diversidade, maior a desigualdade e o preconceito.</p><p>( ) Os conceitos diversidade, desigualdade e preconceito não têm relação entre si.</p><p>( ) Os conceitos diversidade, desigualdade e preconceito têm relação quanto aos aspectos econômicos, sociais e políticos.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:</p><p>a)	V - F - F - V.</p><p>b)	F - F - F - V.</p><p>c)	F - V - V - V.</p><p>d)	V - V - F - F.</p><p>7. Pesquisadores indagam sobre a questão de como ensinar valorizando as diferentes maneiras de aprender, abrangendo as múltiplas inteligências, levando em conta a coletividade e as especifidades de cada um. Nesse sentido, como pensar numa educação considerando as relações e as interconexões recíprocas que ocorrem entre os diferentes sujeitos? Sobre isso, alguns autores, concordam que o conhecimento surge a partir de uma dimensão. Sobre essa dimensão, assinale a alternativa CORRETA:</p><p>a)	Dimensão individual, num processo de reflexão e estudo que envolve sujeito e objeto.</p><p>b)	Dimensão individual e coletiva, num processo dinâmico, sistêmico e aberto que envolve sujeito e objeto e sujeitos entre si.</p><p>c)	Dimensão processual em que o conhecimento individual é gradativo e de acordo com a faixa etária, independente do contexto cultural.</p><p>d)	Dimensão coletiva, num processo que envolve troca entre os sujeitos, desconsiderando as particularidades de cada sujeito.</p><p>8.De um modo genérico, o multiculturalismo pode ser entendido como a gestão de um fenômeno social assentado na refração das culturas postas em maior contato a partir da segunda metade do século XX. Multicultural é um termo qualificativo, que se descreve como as características sociais e os problemas do governo. Sobre as diferentes concepções de multiculturalismo, associe os itens, utilizando o código a seguir:</p><p>I- Multiculturalismo Conservador.</p><p>II- Multiculturalismo Crítico ou Revolucionário.</p><p>III- Multiculturalismo Liberal.</p><p>IV- Multiculturalismo Pluralista.</p><p>( ) Integra os diferentes grupos culturais o mais rápido possível a uma sociedade majoritária.</p><p>( ) Pugna pela assimilação da diferença às tradições e aos costumes da maioria.</p><p>( ) Prioriza o poder, o privilégio, a hierarquia das opressões e os movimentos.</p><p>( ) Concede direitos de grupo distintos a diferentes comunidades dentro de uma certa ordem política comunitária.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:</p><p>a)	I - II - III - IV.</p><p>b)	IV - II - I - III.</p><p>c)	II - III - IV - I.</p><p>d)	III - I - II - IV.</p><p>9. Na inclusão das diferentes comunidades socioculturais, é importante que se opere com um conceito dinâmico e histórico de cultura, capaz de integrar as raízes históricas e as novas configurações, evitando-se uma visão das culturas como universos fechados e em busca do "puro", do "autêntico" e do "genuíno". Sobre o exposto, classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas:</p><p>( ) O grande desafio da escola é investir na superação da discriminação.</p><p>( ) A perspectiva intercultural emerge da complexidade de atuar nos conflitos entre o monoculturalismo e o multiculturalismo</p><p>( ) A discriminação não surgiu de interpretações deturpadas com a finalidade de manipular a opinião e justificar a escravidão.</p><p>( ) O grande desafio da escola não é investir na superação da discriminação.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA</p><p>a)	V - F - V - F.</p><p>b)	F - V - V - F.</p><p>c)	F - F - V - V.</p><p>d)	V - V - F - F.</p><p>image1.png</p><p>image2.png</p><p>image3.png</p><p>image4.png</p><p>image5.svg</p><p>.MsftOfcThm_Accent1_Fill_v2 {</p><p>fill:#4472C4;</p><p>}</p><p>.MsftOfcThm_Accent1_Stroke_v2 {</p><p>stroke:#4472C4;</p><p>}</p><p>image6.png</p><p>image7.svg</p><p>.MsftOfcThm_Accent1_Fill_v2 {</p><p>fill:#4472C4;</p><p>}</p><p>.MsftOfcThm_Accent1_Stroke_v2 {</p><p>stroke:#4472C4;</p><p>}</p><p>image8.png</p><p>image9.svg</p><p>.MsftOfcThm_Accent1_Fill_v2 {</p><p>fill:#4472C4;</p><p>}</p><p>.MsftOfcThm_Accent1_Stroke_v2 {</p><p>stroke:#4472C4;</p><p>}</p><p>image10.png</p>

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