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<p>P r o j e t o</p><p>8.7</p><p>A saga dos resi l ientes</p><p>CATEGORIA :</p><p>circlecircle Geral</p><p>check-circlecheck-circle Específico</p><p>COMPONENTE(S) CURRICUL AR(ES) :</p><p>circlecircle Ciências Humanas – Geografia</p><p>circlecircle Ciências Humanas – História</p><p>circlecircle Língua Portuguesa</p><p>check-circlecheck-circle Matemática</p><p>ANO ESCOL AR:</p><p>8º ano do Ensino Fundamental</p><p>CARGA HOR ÁRIA :</p><p>9 horas/aula</p><p>BIMESTRE LETIVO (SUGESTÃO):</p><p>check-circlecheck-circle 2º bimestre</p><p>check-circlecheck-circle 3º bimestre</p><p>S U M Á R I O</p><p>Apresentação 3</p><p>Habilidades e objetos de conhecimento 4</p><p>Execução 6</p><p>Aula 1 – Desvendando novos conceitos 7</p><p>Aula 2 – Jogo: “Saga dos resilientes” (parte 1) 14</p><p>Aula 3 – Jogo: “Saga dos resilientes” (parte 2) 19</p><p>Aula 4 – Construindo resiliência financeira 24</p><p>Aula 5 – Protegendo o patrimônio 31</p><p>Aula 6 – Preparando para a pesquisa 36</p><p>Aula 7 – Etapas de uma pesquisa 42</p><p>Aula 8 – Escrevendo o relatório 46</p><p>Aula 9 – Apresentação dos resultados e avaliação do projeto 50</p><p>Referências 54</p><p>3Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Apresentação</p><p>A P R E S E N TAÇ ÃO</p><p>A. O que é o projeto?</p><p>Este projeto é composto por uma sequência didática de nove aulas para o 8º ano do Ensino</p><p>Fundamental, que aborda habilidades de Matemática e Língua Portuguesa integradas a uma</p><p>das áreas da Educação Financeira: poupar ativamente. Estruturado para ser desenvolvido</p><p>continuamente, propõe, na primeira parte, o trabalho com o conceito de resiliência financeira</p><p>e com as características comportamentais por trás dessa ideia, a partir de um jogo com perfis</p><p>de cidadãos resilientes e não resilientes financeiramente. E, na segunda parte, o projeto traz</p><p>situações envolvendo a proteção de patrimônio e alguns tipos de seguros, a partir de conexões</p><p>entre as habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), relacionadas à estatística,</p><p>em especial à pesquisa amostral, com o intuito de desenvolver nos estudantes a capacidade de</p><p>refletir sobre o hábito da construção da reserva financeira e sobre o ser resiliente. Além disso,</p><p>pretende estimular o desenvolvimento das cinco habilidades socioemocionais definidas pelo</p><p>CASEL.</p><p>B. Objetivo geral de aprendizagem</p><p>Conhecer o conceito de resiliência financeira e, a partir das experiências das tarefas propostas,</p><p>desenvolver habilidades que permitam praticar resiliência para sua vida, refletindo e discutindo</p><p>a importância da proteção ao patrimônio.</p><p>C. Objetivos específicos de aprendizagem</p><p>Ao final do projeto, os estudantes devem ser capazes de:</p><p>• refletir sobre as características comportamentais fundamentais para construir uma resiliência</p><p>financeira a partir do conceito de resiliência financeira e de perfis de cidadãos;</p><p>• discutir sobre a importância de proteger o patrimônio;</p><p>• conhecer e desenvolver uma pesquisa amostral a partir dos tipos de seguros existentes e</p><p>suas características;</p><p>• resolver cálculos que envolvam porcentagem.</p><p>ee Sumário</p><p>4Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Habilidades e objetos de conhecimento</p><p>H A B I L I DA D E S E O B J E TO S D E C O N H E C I M E N TO</p><p>D. Quais habilidades os estudantes podem desenvolver?</p><p>Para garantir o direito à aprendizagem, indica-se o desenvolvimento de habilidades relacionadas</p><p>a diferentes objetos de conhecimento. Essas habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais),</p><p>abaixo descritas, estão dispostas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), na matriz de</p><p>competências de Educação Financeira e na proposta do CASEL (Collaborative for Academic,</p><p>Social, and Emotional Learning).</p><p>Base Nacional Comum Curricular</p><p>PRINCIPAL(IS):</p><p>(EF08MA04) Resolver e elaborar problemas, envolvendo cálculo de porcentagens, incluindo o uso de</p><p>tecnologias digitais.</p><p>(EF08MA26) Selecionar razões, de diferentes naturezas (física, ética ou econômica), que justificam a</p><p>realização de pesquisas amostrais e não censitárias, e reconhecer que a seleção da amostra</p><p>pode ser feita de diferentes maneiras (amostra casual simples, sistemática e estratificada).</p><p>(EF08MA27) Planejar e executar pesquisa amostral, selecionando uma técnica de amostragem adequada, e</p><p>escrever relatório que contenha os gráficos apropriados para representar os conjuntos de dados,</p><p>destacando aspectos como as medidas de tendência central, a amplitude e as conclusões.</p><p>SECUNDÁRIA(S):</p><p>(EF08MA06) Resolver e elaborar problemas que envolvam cálculo do valor numérico de expressões</p><p>algébricas, utilizando as propriedades das operações.</p><p>(EF07MA02) Resolver e elaborar problemas que envolvam porcentagens, como os que lidam com acréscimos</p><p>e decréscimos simples, utilizando estratégias pessoais, cálculo mental e calculadora, no</p><p>contexto de educação financeira, entre outros.</p><p>(EF69LP33) Articular o verbal com os esquemas, infográficos, imagens variadas etc. na (re)construção dos</p><p>sentidos dos textos de divulgação científica e retextualizar do discursivo para o esquemático –</p><p>infográfico, esquema, tabela, gráfico, ilustração etc. – e, ao contrário, transformar o conteúdo das</p><p>tabelas, esquemas, infográficos, ilustrações etc. em texto discursivo, como forma de ampliar as</p><p>possibilidades de compreensão desses textos e analisar as características das multissemioses</p><p>e dos gêneros em questão.</p><p>EDUCAÇÃO FINANCEIRA</p><p>(EF08POU01) Compreender o conceito de resiliência financeira e seus desdobramentos para a vida financeira</p><p>de longo prazo.</p><p>(EF08POU02) Identificar questões comportamentais ligadas à construção de resiliência financeira.</p><p>(EF08POU03) Compreender a importância de se proteger o patrimônio e seus benefícios de curto e longo</p><p>prazo.</p><p>(EF08POU04) Compreender o conceito de seguros, seus principais tipos, características e benefícios.</p><p>ee Sumário</p><p>5Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Habilidades e objetos de conhecimento</p><p>Socioemocional(is)</p><p>check-circlecheck-circle Autoconsciência</p><p>check-circlecheck-circle Autogestão</p><p>check-circlecheck-circle Consciência social</p><p>check-circlecheck-circle Habilidades de relacionamento</p><p>check-circlecheck-circle Tomada de decisão responsável</p><p>E. Quais são os objetos de conhecimento da Educação</p><p>Financeira?</p><p>circlecircle Funções do dinheiro</p><p>circlecircle Valor do dinheiro</p><p>circlecircle Dinheiro e suas formas</p><p>circlecircle Ganhar</p><p>check-circlecheck-circle Gastar</p><p>check-circlecheck-circle Priorizar e escolher</p><p>check-circlecheck-circle Risco</p><p>check-circlecheck-circle Tempo</p><p>circlecircle Sonhos, projetos e qualidade de vida</p><p>ee Sumário</p><p>6Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Execução</p><p>E X E C U Ç ÃO</p><p>F. Como desenvolver este projeto?</p><p>O projeto estabelece uma proposta de trabalho para ser desenvolvida em duas fases. Na</p><p>primeira fase, visa abordar a resiliência financeira por meio de um jogo e, na segunda fase,</p><p>tomando como exemplo algumas situações propostas nesse jogo, promove discussão sobre a</p><p>proteção do patrimônio e a existência de seguros e suas características. Para isso, organiza-</p><p>se em nove aulas de 50 minutos cada a fim de efetivar suas intenções, aliando habilidades da</p><p>BNCC de Matemática, habilidades da Educação Financeira e habilidades socioemocionais.</p><p>Com relação aos procedimentos metodológicos, da primeira à quarta aula, após sondagem</p><p>sobre conhecimentos prévios dos estudantes em Educação Financeira e Matemática Financeira,</p><p>são tratados, especialmente, os temas poupança e resiliência financeira, problematizando, por</p><p>meio de textos, jogos e debates, o papel da Educação Financeira.</p><p>Da quinta à nona aula, são abordadas situações envolvendo a proteção de patrimônio e alguns</p><p>tipos de seguros, com tratamento de conhecimentos estatísticos contextualizados.</p><p>As estratégias metodológicas são: leitura de textos, trabalhos em dupla/grupo, elaboração</p><p>coletiva de cartaz, jogos, discussão sobre temas centrais, com vistas a contribuir com o</p><p>desenvolvimento de habilidades socioemocionais, reflexão sobre conceitos da Educação</p><p>Financeira.</p><p>G. Materiais</p><p>Para executar o projeto, você, professor(a), precisa de:</p><p>• cartolinas (ou papel pardo);</p><p>• materiais de uso comum (canetas hidrocor, lápis de cor, tesoura,</p><p>casa para que os estudantes</p><p>realizem a próxima etapa da pesquisa, que será a entrevista com a população definida para a</p><p>amostra.</p><p>• Reforce com os estudantes qual é a população definida para que eles possam saber exatamente</p><p>a característica dos indivíduos que poderão ser entrevistados.</p><p>• Diga que, na próxima aula, todos deverão trazer esse questionário respondido.</p><p>A amostra deve chegar a 30 indivíduos; por isso, todos devem se comprometer a entregar a</p><p>atividade na data marcada (Aula 8).</p><p>B. Reflexões ao final da aula</p><p>Professor(a), nos 5 minutos finais (tempo sugerido), faça as seguintes perguntas aos estudantes,</p><p>explorando as habilidades socioemocionais: autogestão e habilidades de relacionamento:</p><p>P O que vocês acharam de construir nossa própria pesquisa amostral?</p><p>P O que acharam do trabalho em grupo?</p><p>P Como foi chegar a um consenso a partir de tantas opiniões diferentes?</p><p>C. Tarefa para casa</p><p>Oriente os estudantes a trazerem preenchido o questionário, realizando a entrevista com um</p><p>indivíduo da população escolhida pela turma, para que a apuração dos dados possa ser feita</p><p>na próxima aula.</p><p>ee Sumário</p><p>46Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 8 – Escrevendo o relatório</p><p>AU L A 8 – E S C R E V E N D O O R E L ATÓ R I O</p><p>Esta aula está organizada em dois passos e contém um material de apoio (anexo). A seguir,</p><p>indicamos as habilidades previstas para desenvolvimento e os objetivos da aula, o que você</p><p>deve fazer na etapa de preparação, quais são os recursos necessários e adicionais para a sua</p><p>realização.</p><p>A. Habilidades</p><p>As habilidades abaixo descritas estão dispostas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC),</p><p>na matriz de competências de Educação Financeira e na proposta do CASEL (Collaborative for</p><p>Academic, Social, and Emotional Learning).</p><p>Base Nacional Comum Curricular</p><p>(EF08MA27) Planejar e executar pesquisa amostral, selecionando uma técnica de amostragem adequada, e</p><p>escrever relatório que contenha os gráficos apropriados para representar os conjuntos de dados,</p><p>destacando aspectos como as medidas de tendência central, a amplitude e as conclusões.</p><p>Educação Financeira</p><p>(EF08POU03) Compreender a importância de se proteger o patrimônio e seus benefícios de curto e longo</p><p>prazo.</p><p>(EF08POU04) Compreender o conceito de seguros, seus principais tipos, características e benefícios.</p><p>Socioemocional(is)</p><p>Consciência social.</p><p>Habilidades de relacionamento.</p><p>B. Objetivo(s) da aula</p><p>Propor a organização e a interpretação de dados de uma pesquisa amostral.</p><p>ee Sumário</p><p>47Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 8 – Escrevendo o relatório</p><p>C. Preparação para a aula</p><p>Para esta aula, você deve:</p><p>• verificar a disponibilidade de laboratório de informática e reservar para construção de</p><p>planilha e gráfico digital e impresso;</p><p>• providenciar cartolinas e canetas hidrocor em quantidade suficiente para o número de</p><p>grupos construídos na aula anterior;</p><p>• providenciar cópias do Anexo 8A para cada grupo, caso o recurso tecnológico esteja</p><p>indisponível.</p><p>D. Material(is) necessário(s)</p><p>Para esta aula, você precisa de:</p><p>• computador e software de planilha eletrônica;</p><p>• cópias do Anexo 8A em caso de indisponibilidade de recursos tecnológicos;</p><p>• cartolinas e canetas hidrocor;</p><p>• material de uso comum.</p><p>E. Recurso(s) adicional(is)</p><p>Não há.</p><p>ee Sumário</p><p>48Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 8 – Escrevendo o relatório</p><p>A. Procedimentos</p><p>circle 1º PASSO – APURAÇÃO DOS DADOS</p><p>E TEMPO SUGERIDO: 20 MINUTOS</p><p>• Professor(a), inicie a aula retomando a Tarefa para casa com as respostas dos entrevistados.</p><p>• Converse com a turma sobre as possíveis dificuldades encontradas nas entrevistas.</p><p>• Escreva cada uma das questões do questionário final, elaborado coletivamente, no quadro e</p><p>siga com a apuração, passando por cada estudante e registrando as respostas em uma tabela.</p><p>• Ao final desse processo de apuração, você terá uma tabela com a contagem das respostas de</p><p>cada uma das questões no quadro.</p><p>• A partir daí, divida a turma nos grupos da última aula e distribua as questões do questionário</p><p>para os grupos. Cada grupo ficará responsável por uma questão e terá que fazer a construção</p><p>de um cartaz para apresentar o resultado de tal questão.</p><p>circle 2º PASSO – CONSTRUÇÃO DO RELATÓRIO</p><p>E TEMPO SUGERIDO: 25 MINUTOS</p><p>• Professor(a), distribua o Anexo 8A (caso o recurso tecnológico esteja indisponível), uma cópia</p><p>para cada grupo. Distribua uma folha de cartolina para cada grupo e as canetas hidrocor para a</p><p>construção do cartaz. O cartaz deverá conter a questão, uma tabela, um gráfico e um parágrafo</p><p>com uma conclusão.</p><p>• Algumas questões podem possibilitar o encontro de medidas de tendência central, e isso deve</p><p>ser sugerido ao grupo, acompanhado de uma explicação mais direcionada. Por exemplo, se</p><p>uma das questões for relacionada à idade dos entrevistados, indique que façam a média das</p><p>idades somando as idades de todos os entrevistados e dividindo essa soma pelo número de</p><p>entrevistados.</p><p>• Enquanto os grupos constroem seus cartazes, circule pela sala esclarecendo possíveis dúvidas.</p><p>• Caso a atividade seja realizada em laboratório de informática, ao invés dos estudantes</p><p>construírem cartazes, a sugestão é que construam fôlderes com os mesmos elementos dos</p><p>cartazes (questão, tabela, gráfico e conclusão) para que sejam impressos e possam compor</p><p>um painel a ser divulgado na escola. Oriente-os de igual maneira, com mais atenção ao uso de</p><p>software de planilhas eletrônicas.</p><p>• Explique que, na próxima aula, os grupos vão apresentar para a turma seus cartazes ou fôlderes</p><p>e suas conclusões, divulgando suas produções na escola, para compartilhar os conhecimentos</p><p>com a comunidade escolar.</p><p>ee Sumário</p><p>49Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 8 – Escrevendo o relatório</p><p>B. Reflexões ao final da aula</p><p>Professor(a), nos 5 minutos finais (tempo sugerido), faça as seguintes perguntas aos estudantes,</p><p>explorando as habilidades socioemocionais: consciência social e habilidades de relacionamento.</p><p>P O que vocês acharam da atividade?</p><p>P Vocês já tinham realizado uma pesquisa amostral?</p><p>P Qual foi a etapa mais difícil de ser realizada?</p><p>P Como nossa pesquisa poderá ajudar a comunidade?</p><p>Após ouvir as respostas da turma, fale sobre a importância da metodologia na realização desse</p><p>tipo de pesquisa.</p><p>Reforce que a escolha da amostra é fundamental para validar uma pesquisa, caso contrário, a</p><p>pesquisa pode ser tendenciosa.</p><p>Explore a importância do compartilhamento de informações para que toda comunidade escolar</p><p>seja beneficiada com conhecimento e possa tomar melhores decisões e mudar seus hábitos</p><p>financeiros.</p><p>C. Tarefa para casa</p><p>Não há.</p><p>ee Sumário</p><p>50Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 9 – Apresentação dos resultados e avaliação do projeto</p><p>AU L A 9 – A P R E S E N TAÇ ÃO D O S R E S U LTA D O S</p><p>E AVA L I AÇ ÃO D O P R O J E TO</p><p>Esta aula está organizada em dois passos e contém dois materiais de apoio (anexos). A seguir,</p><p>indicamos as habilidades previstas para desenvolvimento e os objetivos da aula, o que você</p><p>deve fazer na etapa de preparação, quais são os recursos necessários e adicionais para a sua</p><p>realização.</p><p>A. Habilidades</p><p>As habilidades abaixo descritas estão dispostas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC),</p><p>na matriz de competências de Educação Financeira e na proposta do CASEL (Collaborative for</p><p>Academic, Social, and Emotional Learning).</p><p>Base Nacional Comum Curricular</p><p>(EF08MA27) Planejar e executar pesquisa amostral, selecionando uma técnica de amostragem adequada, e</p><p>escrever relatório que contenha os gráficos apropriados para representar os conjuntos de dados,</p><p>destacando aspectos como as medidas de tendência central, a amplitude e as conclusões.</p><p>Educação Financeira</p><p>(EF08POU01) Compreender o conceito de resiliência financeira e seus desdobramentos para a vida financeira</p><p>de longo prazo.</p><p>(EF08POU02) Identificar questões comportamentais ligadas à construção de resiliência financeira.</p><p>(EF08POU03)</p><p>Compreender a importância de se proteger o patrimônio e seus benefícios de curto e longo</p><p>prazo.</p><p>Socioemocional(is)</p><p>Autoconsciência.</p><p>Autogestão.</p><p>Consciência social.</p><p>B. Objetivo(s) da aula</p><p>Reforçar os conceitos relacionados à resiliência financeira e aos seguros, discutidos no decorrer</p><p>do projeto, explorando o processo de realização de uma pesquisa amostral e desenvolver a</p><p>síntese e a comunicação de um trabalho realizado, a partir da autoavaliação.</p><p>ee Sumário</p><p>51Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 9 – Apresentação dos resultados e avaliação do projeto</p><p>C. Preparação para a aula</p><p>Para esta aula, você deve:</p><p>• providenciar cópias do Anexo 9A (uma cópia por aluno);</p><p>• providenciar cópias do Anexo 9B (uma cópia por aluno);</p><p>• providenciar local na escola a fim de organizar a exposição dos trabalhos da turma.</p><p>D. Material(is) necessário(s)</p><p>Para esta aula, você precisa de:</p><p>• cópias do Anexo 9A;</p><p>• cópias do Anexo 9B;</p><p>• Anexo 1C preenchido na primeira aula;</p><p>• material de uso comum.</p><p>E. Recurso(s) adicional(is)</p><p>Não há.</p><p>ee Sumário</p><p>52Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 9 – Apresentação dos resultados e avaliação do projeto</p><p>A. Procedimentos</p><p>circle 1º PASSO – APRESENTAÇÃO DA PESQUISA</p><p>E TEMPO SUGERIDO: 20 MINUTOS</p><p>• Professor(a), com os grupos com seus cartazes ou fôlderes finalizados, inicie a aula organizando</p><p>a sala em “U”.</p><p>• Peça que cada grupo apresente sua produção com seus resultados e suas considerações.</p><p>• Explore as habilidades de relacionamento durante a apresentação dos grupos e a consciência</p><p>social, indicando que esse resultado será compartilhado com a comunidade escolar por meio</p><p>da exposição das produções.</p><p>• Estimule o diálogo questionando se o resultado obtido pelo grupo era esperado ou foi</p><p>surpreendente e se todos da turma concordam ou não com a interpretação e conclusão do</p><p>grupo para cada uma das questões.</p><p>• Ao final da apresentação, siga para o local reservado previamente para fixação dos cartazes</p><p>ou do painel com os fôlderes com o objetivo de compartilhar com a comunidade escolar o</p><p>conhecimento adquirido na pesquisa.</p><p>• Mostre para a turma o resultado do trabalho coletivo fortalecendo a importância da participação</p><p>de todos nos trabalhos em equipe.</p><p>circle 2º PASSO – MOMENTO DE AVALIAÇÃO</p><p>E TEMPO SUGERIDO: 20 MINUTOS</p><p>• Professor(a), de volta à sala de aula, mantendo a disposição dos estudantes em “U”, distribua</p><p>as fichas de avaliação do projeto (Anexo 9A) e a sondagem (Anexo 9B).</p><p>• Peça a eles, primeiro, que refaçam o questionário da sondagem.</p><p>• Após esse momento, entregue o Anexo 1C preenchido por eles na primeira aula do projeto.</p><p>• Peça que os estudantes comparem as respostas dadas nos dois momentos e pergunte o que</p><p>eles podem dizer sobre isso.</p><p>• Explique aos estudantes que, na sequência, vão avaliar as atividades desenvolvidas no</p><p>decorrer do projeto e que será muito importante escutar o que eles têm a dizer para que possam</p><p>melhorar suas ações e atingir ao máximo os objetivos de aprendizagem.</p><p>• Ao final, convide-os para apresentar as respostas e proponha uma discussão e um fechamento</p><p>ao projeto em uma roda de conversa.</p><p>ee Sumário</p><p>53Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 9 – Apresentação dos resultados e avaliação do projeto</p><p>B. Reflexões ao final da aula</p><p>Professor(a), para os 10 minutos finais (tempo sugerido), reflita sobre a efetividade das atividades</p><p>do projeto para alcançar os objetivos pretendidos. Questione os estudantes:</p><p>P O que vocês acharam de realizar as atividades do projeto?</p><p>P Qual foi a atividade que acharam mais interessante?</p><p>P Quais foram as maiores dificuldades?</p><p>As respostas dos estudantes podem contribuir para que você avalie o posicionamento deles em</p><p>relação às atividades propostas, bem como a atratividade do projeto, cujo tema é a Educação</p><p>Financeira contextualizada nas aulas de Matemática.</p><p>Além disso, é importante verificar se conceitos como resiliência financeira e os benefícios da</p><p>proteção do patrimônio a partir de seguros foram satisfatoriamente compreendidos.</p><p>Explore as habilidades da Educação Financeira, pois elas contribuem para o desenvolvimento</p><p>de autoconsciência, autogestão e tomada de decisão responsável em relação à visão de futuro</p><p>sem problemas financeiros.</p><p>Procure acolher essa discussão observando como os estudantes se sentiram ao realizar as</p><p>atividades do projeto e se conseguiram aproveitar as informações para promover mudanças de</p><p>atitude em prol do desenvolvimento de uma vida financeira saudável.</p><p>Para encerrar o projeto, agradeça a participação e o envolvimento de todos, lembrando que</p><p>Educação Financeira é para toda vida e para toda a família.</p><p>C. Tarefa para casa</p><p>Não há.</p><p>ee Sumário</p><p>54Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Referências</p><p>R E F E R Ê N C I A S</p><p>BAILIERO, J.C.C. Introdução à Estatística. Disponível em: http://www.usp.br/gmab/discip/zab5711/aula1_slides.pdf</p><p>Acesso em: 21 nov. 2019.</p><p>BANCO CENTRAL DO BRASIL. Caderno de Cidadania Financeira. Disponível em: https://www.bcb.gov.br/pre/pef/</p><p>port/caderno_cidadania_financeira.pdf. Acesso em: 21 nov. 2019.</p><p>BANCO CENTRAL DO BRASIL. Glossário simplificado de termos financeiros. Brasília: BCB, 2013. Disponível em:</p><p>https://www.bcb.gov.br/content/cidadaniafinanceira/documentos_cidadania/biblioteca/glossario_cidadania_</p><p>financeira.pdf. Acesso em: 09 nov. 2020.</p><p>CLUBES DE MATEMÁTICA DA OBMEP. Medidas de tendência central: passando a limpo as ideias. Disponível em:</p><p>http://clubes.obmep.org.br/blog/tratamento-da-informacao-medidas-de-tendencia-central/medidas-de-tendencia-</p><p>central-passando-a-limpo-as-ideias/. Acesso em: 21 jan. 2020.</p><p>ESTRATÉGIA NACIONAL DE EDUCAÇÃO FINANCEIRA. Preparar-se para enfrentar imprevistos é importante.</p><p>Aprenda a escolher a melhor opção para sua necessidade. Disponível em: http://www.vidaedinheiro.gov.br/</p><p>portfolio/seguros/. Acesso em: 21 nov. 2019.</p><p>LIMA, Alexander. Resiliência financeira – aprenda com os Farias a ter uma vida mais resiliente. Disponível em:</p><p>https://www.resilienciafinanceira.com/ebook. Acesso em: 21 nov. 2019.</p><p>MARINHO, F.C.V., STRUCHINER, M. Estudantes do ensino básico como desenvolvedores de jogos digitais. Revista</p><p>de Educação Matemática e tecnológica Iberoamericana, v.4, n.3. 2013.</p><p>NOVA ESCOLA. Plano de aula – Censo, Amostra e Observação. Etapas de uma pesquisa amostral. Disponível</p><p>em: https://novaescola.org.br/plano-de-aula/6366/censo-amostra-e-observacao-etapas-de-uma-pesquisa-</p><p>amostral. Acesso em: 21. nov. 2019.</p><p>PORTAL EDUCAÇÃO. Fases do Método Estatístico. Disponível em: https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/</p><p>artigos/administracao/fases-do-metodo-estatistico/30501. Acesso em: 21. nov. 2019.</p><p>SEGURO I. DireitoNet, 13 ago. 2007. Disponível em: https://www.direitonet.com.br/resumos/exibir/95/Seguro-I.</p><p>Acesso em: nov. 2020.</p><p>TUDO SOBRE SEGUROS. Disponível em: http://www.tudosobreseguros.org.br. Acesso em: 21 nov. 2019.</p><p>ee Sumário</p><p>http://www.usp.br/gmab/discip/zab5711/aula1_slides.pdf</p><p>https://www.bcb.gov.br/pre/pef/port/caderno_cidadania_financeira.pdf</p><p>https://www.bcb.gov.br/pre/pef/port/caderno_cidadania_financeira.pdf</p><p>https://www.bcb.gov.br/content/cidadaniafinanceira/documentos_cidadania/biblioteca/glossario_cidadania_financeira.pdf</p><p>https://www.bcb.gov.br/content/cidadaniafinanceira/documentos_cidadania/biblioteca/glossario_cidadania_financeira.pdf</p><p>http://clubes.obmep.org.br/blog/tratamento-da-informacao-medidas-de-tendencia-central/medidas-de-tendencia-central-passando-a-limpo-as-ideias/</p><p>http://clubes.obmep.org.br/blog/tratamento-da-informacao-medidas-de-tendencia-central/medidas-de-tendencia-central-passando-a-limpo-as-ideias/</p><p>http://www.vidaedinheiro.gov.br/portfolio/seguros/</p><p>http://www.vidaedinheiro.gov.br/portfolio/seguros/</p><p>https://www.resilienciafinanceira.com/ebook</p><p>https://novaescola.org.br/plano-de-aula/6366/censo-amostra-e-observacao-etapas-de-uma-pesquisa-amostral</p><p>https://novaescola.org.br/plano-de-aula/6366/censo-amostra-e-observacao-etapas-de-uma-pesquisa-amostral</p><p>https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/administracao/fases-do-metodo-estatistico/30501</p><p>https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/administracao/fases-do-metodo-estatistico/30501</p><p>https://www.direitonet.com.br/resumos/exibir/95/Seguro-I</p><p>http://www.tudosobreseguros.org.br</p><p>Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 1 – Desvendando novos conceitos</p><p>A N E XO 1 A – A P R E S E N TAÇ ÃO D O P R OJ E TO</p><p>Aula 04: Construindo resiliência</p><p>financeira</p><p>Aula 05: Protegendo o</p><p>patrimônio</p><p>Aula 06: Preparando para a</p><p>pesquisa</p><p>Aula 09: Apresentação dos</p><p>resultados e avaliação do</p><p>projeto</p><p>Aula 08: Escrevendo o</p><p>relatório</p><p>Aula 07: Etapas de uma</p><p>pesquisa</p><p>Aula 01: Desvendando novos</p><p>conceitos</p><p>Aula 02: Jogo: “Saga dos</p><p>resilientes” (parte 1)</p><p>Aula 03: Jogo: “Saga dos</p><p>resilientes” (parte 2)</p><p>A Saga Dos</p><p>Resilientes</p><p>Projeto - Programa</p><p>Aprender Valor</p><p>Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 1 – Desvendando novos conceitos</p><p>A N E XO 1 B – Q U E S T I O N Á R I O D E S O N DAG E M</p><p>Estudante: ______________________________________________________________________________________ 8º ano: ________________</p><p>Projeto “A saga dos resilientes”</p><p>“POUPAR AJUDA AS PESSOAS A TER MAIOR RESILIÊNCIA FINANCEIRA, PERMITINDO ENFRENTAR</p><p>IMPREVISTOS COM MAIOR TRANQUILIDADE, E A JUNTAR RECURSOS PARA ALCANÇAR SEUS OBJETIVOS.”1</p><p>Concordo com essa afirmativa, porque</p><p>Não concordo com essa afirmativa,</p><p>porque</p><p>Sei pouco sobre esse assunto, mas</p><p>gostaria de aprender, porque</p><p>1 Disponível em: https://www.bcb.gov.br/Nor/relcidfin/docs/Relatorio_Cidadania_Financeira.pdf. Acesso em: 13 out. 2020.</p><p>Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 1 – Desvendando novos conceitos</p><p>A N E XO 1 C – G LO S S Á R I O</p><p>Faça cópias deste material em quantitativo suficiente para distribuir os termos recortados aos estudantes da turma,</p><p>de acordo com as instruções constantes no projeto.</p><p>EDUCAÇÃO FINANCEIRA – busca educar os cidadãos para a vida financeira, instrumentalizando com conhecimentos que</p><p>possibilitem auxiliá-los na tomada de decisão responsável, em diferentes momentos da vida financeira.</p><p>POUPAR – ato de economizar recursos financeiros. Essa ideia pode ser desenvolvida entre crianças e jovens por meio da</p><p>administração de mesadas ou de dinheiro obtido por familiares ou em outras situações: pode ser pela economia de moedas</p><p>em cofres que, se ocorrer com controle e planejamento, poderá ser um auxílio importante para a realização de projetos de</p><p>diferentes naturezas.</p><p>RESILIÊNCIA FINANCEIRA – é a capacidade de lidar com imprevistos e problemas financeiros, buscando se recuperar</p><p>economicamente diante de situações que desestabilizam nossa condição financeira, mantendo o objetivo de alcançar</p><p>nossas metas e conseguir realizar nossos sonhos. É importante para resiliência financeira possuir um bom orçamento</p><p>familiar e, em especial, não comprometer todo o orçamento, estabelecendo uma poupança para que seja possível lidar com</p><p>situações imprevistas.</p><p>DESPESA – é gasto de todo tipo, fixo ou variável, alto ou baixo, com produtos ou com serviços. (Fonte: Banco Central do Brasil)</p><p>ORÇAMENTO – pode ser entendido como uma ferramenta de planejamento financeiro pessoal que contribui para a</p><p>realização de sonhos e projetos. Para que se tenha um bom planejamento, é necessário saber aonde se quer chegar; é</p><p>necessário internalizar a visão de futuro trazida pela perspectiva de realização do projeto e estabelecer metas claras e</p><p>objetivas, as quais geralmente precisam de recursos financeiros para que sejam alcançadas ou para que ajudem a atingir</p><p>objetivos maiores. Por isso, é importante que toda movimentação de recursos financeiros esteja anotada e organizada,</p><p>incluindo todas as receitas (rendas), todas as despesas (gastos) e todos os investimentos. (Fonte: Banco Central do Brasil)</p><p>POUPANÇA – é o que sobra do orçamento. Portanto, ao calcular a receita (+) e as despesas (-) é importante que tenha essa sobra.</p><p>A poupança deve se tornar um hábito e, inclusive, ser incorporada ao orçamento, destinando parte da renda para este fim.</p><p>SUPÉRFLUO – o que é dispensável; algo ou alguém que apresenta caráter desnecessário, extravagante. Característica ou</p><p>propriedade do que transcende o necessário; que pode ser considerado mais do que o essencial: bens supérfluos. Que é</p><p>demais; demasiado, excedente: ornamentação supérflua.</p><p>RENDA – quantia que se recebe regularmente como consequência de aluguéis, investimentos, recebimentos. (Fonte:</p><p>Dicionário Online de Português)</p><p>APLICAÇÃO – é a colocação do dinheiro poupado em algum tipo de investimento (caderneta de poupança, fundos de</p><p>investimento, ações, previdência privada etc.), com o objetivo de obter ganho financeiro, isto é, de fazer esse dinheiro</p><p>render (aumentar). Enquanto estiver aplicado, o dinheiro não fica disponível para uso imediato. Para usá-lo, é necessário,</p><p>antes, solicitar ou fazer o resgate. Assim, além do rendimento da aplicação, é importante procurar saber as condições do</p><p>resgate, especialmente se você necessitar do dinheiro antes de terminar o prazo da aplicação. É preciso se informar, por</p><p>exemplo, sobre o prazo mínimo que o dinheiro deverá ficar aplicado para receber os rendimentos da aplicação, bem como</p><p>os possíveis descontos sobre o valor investido. (Fonte: Banco Central do Brasil)</p><p>SEGURO – é o contrato em que uma parte (sociedade seguradora) se obriga, mediante recebimento de um prêmio, a pagar</p><p>à outra parte (segurado), ou a terceiros beneficiários, determinada quantia, caso ocorra evento futuro preestabelecido no</p><p>mencionado contrato. (Fonte: DireitoNet)</p><p>Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 1 – Desvendando novos conceitos</p><p>A N E XO 1 D – AT I V I DA D E</p><p>Nome: _________________________________________________________________________ Turma: _____________ Data: ______________</p><p>Observe o gráfico “Fundos de emergência de 2017”.</p><p>Gráfico – Fonte de fundos para emergência-2017</p><p>42%</p><p>23%</p><p>14%</p><p>14%</p><p>5%2%</p><p>Gráfico – Fonte de fundos para emergência (2017)</p><p>Família ou amigos</p><p>Trabalhos</p><p>Poupança</p><p>Empréstimo de banco, empregador ou</p><p>desconhecido</p><p>Venda de ativos</p><p>Outros</p><p>É importante analisar as fontes às quais os adultos brasileiros recorrem quando necessitam levantar fundos para</p><p>situações de emergência.</p><p>Em 2014, 57% deles recorriam à família ou aos amigos. Em 2017, conforme indicado no gráfico, esse percentual</p><p>diminuiu para 42%, permanecendo a categoria família ou amigos como a fonte mais utilizada para recursos de</p><p>emergência. Entretanto, nesse mesmo ano, 14% dos entrevistados afirmaram também recorrer à poupança e 14%</p><p>a outras fontes. Destaca-se o fato de que a realização de trabalhos é a opção mais utilizada para levantamento</p><p>de recursos emergenciais do que a poupança (14%) ou do que o empréstimo externo (14%).</p><p>Fonte: BANCO CENTRAL DO BRASIL. Relatório Cidadania Financeira. Disponível em: https://www.bcb.gov.br/Nor/relcidfin/docs/</p><p>Relatorio_Cidadania_Financeira.pdf. Acesso em: 13 out. 2020</p><p>1. Em uma cidade, a população em 2014 era de 200 mil habilitantes e, em 2017, sua população aumentou para</p><p>230 mil. Considerando os dados do gráfico de setores e as informações do texto, qual seria a diferença entre</p><p>o número de pessoas que recorriam à família ou aos amigos em 2014 e em 2017, tomando-se essa população?</p><p>2. Com base nos dados apresentados no gráfico, podemos dizer que o brasileiro se preocupa com imprevistos</p><p>financeiros? Aponte algumas razões que justifiquem sua resposta.</p><p>3. Por qual motivo escolheu-se usar um gráfico do tipo setores e não outro, como colunas ou linhas?</p><p>4. Qual relação entre fundo de emergência e resiliência financeira?</p><p>https://www.bcb.gov.br/Nor/relcidfin/docs/Relatorio_Cidadania_Financeira.pdf</p><p>https://www.bcb.gov.br/Nor/relcidfin/docs/Relatorio_Cidadania_Financeira.pdf</p><p>Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 2 – Jogo: “Saga dos resilientes” (parte 1)</p><p>A N E XO 2 A – F I C H A D E P E R S O N AG E N S</p><p>Nome Natália</p><p>10%</p><p>90%</p><p>Renda mensal</p><p>Gasta Investe</p><p>Idade 18 anos.</p><p>Verbo Investir.</p><p>Lema Rica aos 30!</p><p>Descrição</p><p>Estudante e estagiária. Poupa e investe quase tudo o</p><p>que ganha. Controla cada passo</p><p>que dá.</p><p>Pontos Fortes Estratégica e determinada.</p><p>Pontos Fracos</p><p>Costuma recusar sair com amigos (pode ter problemas</p><p>sociais).</p><p>Seguros e planos Plano de saúde.</p><p>Nome Arthur</p><p>100%</p><p>Renda mensal</p><p>Gasta</p><p>Idade 21 anos.</p><p>Verbo Comprar.</p><p>Lema</p><p>Tenho, logo existo! / Trabalho para comprar o que eu</p><p>quero.</p><p>Descrição</p><p>Trabalhador, só pensa em comprar. Sempre tem uma</p><p>lista de desejos. Vai ao shopping em todas as suas</p><p>folgas e também faz compras pela internet.</p><p>Pontos fortes</p><p>Motivação para trabalhar. Vivência de novas</p><p>experiências.</p><p>Pontos fracos</p><p>Impulsivo. Uso excessivo do cartão de crédito. Pode se</p><p>tornar compulsivo.</p><p>Seguros e planos Nenhum.</p><p>Nome Maria</p><p>100%</p><p>Renda mensal</p><p>Gasta</p><p>Idade 25 anos.</p><p>Verbo Aproveitar.</p><p>Lema Deixa a vida me levar.</p><p>Descrição</p><p>Autônoma. Não sabe quanto ganha, muito menos</p><p>quanto gasta. Tem uma mãe que dá uma ajuda sempre</p><p>que ela precisa.</p><p>Pontos fortes Aproveita a vida e vive novas experiências.</p><p>Pontos fracos Insegurança em relação ao futuro e desorganização.</p><p>Seguros e planos Nenhum.</p><p>Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 2 – Jogo: “Saga dos resilientes” (parte 1)</p><p>Nome Paulo</p><p>100%</p><p>Renda mensal</p><p>Gasta</p><p>Idade 30 anos.</p><p>Verbo Viajar.</p><p>Lema Vou dar a volta ao mundo, eu vou.</p><p>Descrição</p><p>Tem um bom salário. Vive na casa dos pais. Gasta</p><p>metade do que ganha com viagens e a outra metade</p><p>com as despesas mensais.</p><p>Pontos fortes Determinado, aproveita a vida.</p><p>Pontos fracos Compromete toda sua renda mensal.</p><p>Seguros e planos</p><p>Plano de saúde e seguros de viagens e dos aparelhos</p><p>eletrônicos.</p><p>Nome Sérgio</p><p>20%</p><p>80%</p><p>Renda mensal</p><p>Gasta Poupa</p><p>Idade 45 anos.</p><p>Verbo Poupar.</p><p>Lema De grão em grão a galinha enche o papo.</p><p>Descrição</p><p>Tem um bom salário. Poupa em tudo o que pode e</p><p>“nunca dá um passo maior do que a perna”.</p><p>Pontos fortes</p><p>Prevenido. Ótima capacidade de poupança.</p><p>Disciplinado.</p><p>Pontos fracos Vida social limitada e controle excessivo.</p><p>Seguros e planos</p><p>Plano de saúde, seguro de vida, da casa, do carro e</p><p>dos aparelhos eletrônicos.</p><p>Nome Isabela</p><p>70%</p><p>30%</p><p>Renda mensal</p><p>Gasta Poupa</p><p>Idade 22 anos.</p><p>Verbo Planejar.</p><p>Lema Planejamento é tudo.</p><p>Descrição</p><p>Fase inicial na carreira. Mesmo com um salário</p><p>modesto, consegue poupar e viajar.</p><p>Pontos fortes</p><p>Prevenida, ótima capacidade de poupança,</p><p>disciplinada.</p><p>Pontos fracos Vida social limitada e controle excessivo.</p><p>Seguros e planos Plano de saúde.</p><p>Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 2 – Jogo: “Saga dos resilientes” (parte 1)</p><p>Nome Cristina</p><p>100%</p><p>Renda mensal</p><p>Gasta</p><p>Idade 40 anos.</p><p>Verbo Relaxar.</p><p>Lema “No stress”, o futuro pode não existir.</p><p>Descrição</p><p>Trabalha em uma grande empresa e tem um salário</p><p>mediano. Não tem hábito de poupança. Sempre</p><p>compra o que deseja, mesmo que tenha que pagar no</p><p>crédito.</p><p>Pontos fortes É objetiva e aproveita a vida.</p><p>Pontos fracos</p><p>Tem aversão ao planejamento. Uso excessivo do</p><p>crédito.</p><p>Seguros e planos Plano de saúde.</p><p>Nome João</p><p>30%</p><p>70%</p><p>Renda mensal</p><p>Gasta Investe</p><p>Idade 35.</p><p>Verbo Priorizar.</p><p>Lema As atitudes do presente garantem o futuro.</p><p>Descrição</p><p>Empreendedor, investidor, quer ter tranquilidade no</p><p>futuro. Poupa boa parte do que ganha, com diferentes</p><p>objetivos.</p><p>Pontos fortes Organizado e prevenido.</p><p>Pontos fracos</p><p>Trabalha muito e não tem tempo para aproveitar a</p><p>vida.</p><p>Seguros e planos</p><p>Plano de saúde, seguros de vida, casa, carro e</p><p>aparelhos eletrônicos.</p><p>Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 2 – Jogo: “Saga dos resilientes” (parte 1)</p><p>A N E XO 2 B – F I C H AS D E S I T UAÇ Õ E S - P R O B L E M A</p><p>1. É semana de superofertas na sua loja de roupas preferida. Qual sua reação?</p><p>(a) Oba! Não vejo hora de comprar tudo o que me servir. Não posso esquecer meu cartão de crédito.</p><p>(b) Que maravilha! Quem sabe agora encontro a calça que estou precisando com um ótimo preço. Que</p><p>bom que separei um dinheiro para essa compra.</p><p>(c) Não vou passar nem perto. Comprar roupas está fora do meu planejamento.</p><p>2. Última semana do mês, você deixou seu celular cair e ele quebrou. Como você lida com a situação?</p><p>(a) Que chato! Ainda bem que está no seguro.</p><p>(b) Preciso comprar logo outro celular. Vou usar o dinheiro da minha reserva de emergência.</p><p>(c) Vou comprar outro celular parcelado em 12 vezes no cartão de crédito. Não estava contando com isso.</p><p>3. Você estava se sentindo mal e teve que ir ao médico. Chegando lá, depois de alguns exames, você desco-</p><p>briu que estava com uma infecção. O médico receitou alguns medicamentos e pediu que você ficasse de</p><p>repouso por dois dias.</p><p>Custos: Consulta: R$ 90,00</p><p>Exames: R$ 120,00</p><p>Medicamentos: R$ 70,00</p><p>Lembre-se de que, se você possui plano de saúde, não pagou pela consulta nem pelos exames, mas,</p><p>se não tem, pagou por tudo. O médico lhe deu um atestado para você ficar dois dias de repouso.</p><p>Se você trabalha por conta própria, serão dois dias sem renda. Como esse acontecimento impactou</p><p>sua vida?</p><p>(a) Teve um impacto enorme, efetuei o pagamento com o cartão de crédito. No entanto, no dia de pagar pro-</p><p>vavelmente terei que pegar um empréstimo.</p><p>(b) Como eu tenho plano de saúde, o impacto foi moderado. Comprei os medicamentos com o cartão de</p><p>crédito. No próximo mês, eu pago.</p><p>(c) Não teve nenhum impacto. Eu tenho plano de saúde e uma reserva para essas emergências.</p><p>4. Você recebeu uma oferta de uma viagem que sempre sonhou em fazer custando 60% do valor normal. Qual</p><p>sua reação?</p><p>(a) Será a minha oportunidade, que bom que tenho me planejado para isso.</p><p>(b) Não tenho dinheiro, mas não posso perder essa oportunidade.</p><p>(c) Não posso gastar dinheiro com viagens, preciso poupar.</p><p>5. Um amigo que faz aniversário convidou você para a comemoração. Será um jantar em um restaurante</p><p>(cada convidado pagará a sua parte na conta). Como você lida com a situação?</p><p>(a) Não posso, será um gasto desnecessário.</p><p>(b) Não posso perder, pago com cartão de crédito.</p><p>(c) Que ótimo, vou aproveitar e ver outros amigos. Será meu gasto com lazer deste mês.</p><p>Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 2 – Jogo: “Saga dos resilientes” (parte 1)</p><p>6. O seu computador pessoal queimou e você o usa para trabalhar. O que faz?</p><p>(a) Não tenho limite no cartão de crédito, vou pegar um empréstimo.</p><p>(b) Tenho uma reserva de emergência ou um seguro.</p><p>(c) Vou conseguir um computador emprestado, enquanto tento consertar o meu. Vou esgotar as possibi-</p><p>lidades antes de comprar um novo.</p><p>7. Você teve um acidente e lesionou o seu pé. Você terá algum impacto financeiro com os gastos com</p><p>esse acidente?</p><p>(a) Sim. Já tenho algumas dívidas, agora mais esses gastos.</p><p>(b) Não. Tenho plano de saúde e direito a uma licença do trabalho.</p><p>(c) Um pouco. Tenho plano de saúde, mas, quando fico sem trabalhar, perco dinheiro.</p><p>8. Sexta-feira à noite, todos os seus amigos do trabalho decidiram de última hora que vão para um restauran-</p><p>te. Qual sua reação?</p><p>(a) Não vou, preciso me planejar com antecedência.</p><p>(b) Claro que eu vou, não perco uma confraternização com os amigos.</p><p>(c) Nunca posso ir, tenho outros objetivos.</p><p>9. Último dia do mês. Mas que vontade de pedir uma pizza... O que você vai fazer?</p><p>(a) Não posso, não tenho dinheiro para isso.</p><p>(b) Vou pedir, eu mereço! Cartão de crédito serve para essas coisas.</p><p>(c) Será que eu quero mesmo? Eu posso pedir, tenho dinheiro.</p><p>10. Você foi a uma loja comprar uma roupa para um evento. Pensou em gastar no máximo R$ 300,00, mas a</p><p>roupa que mais gostou custa R$ 350,00. Qual desfecho combina mais com você?</p><p>(a) Comprei essa mesmo, parcelei no cartão de crédito.</p><p>(b) Comprei essa mesmo, pedi um desconto por pagar à vista e paguei R$320,00.</p><p>(c) Escolhi outra dentro do meu orçamento.</p><p>11. Você recebeu um bônus, em dinheiro, que não estava esperando. Quais seus planos?</p><p>(a) Vou guardar para pagar um imposto anual, à vista, e ter desconto.</p><p>(b) Vou ao shopping fazer compras ou convidar um amigo para jantar.</p><p>(c) Vou investir.</p><p>12. Você recebeu uma multa no valor de R$</p><p>325,00. Se pagar à vista, terá um desconto de 20% e, se pagar</p><p>atrasado, um acréscimo de 10%.</p><p>(a) Vou pagar atrasado, não tenho dinheiro.</p><p>(b) Vou pagar à vista, quero o desconto.</p><p>(c) Vou pegar um empréstimo para pagar à vista.</p><p>Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 2 – Jogo: “Saga dos resilientes” (parte 1)</p><p>A N E XO 2 C – G A B A R I TO</p><p>Perfis</p><p>Natália Sérgio Isabela Arthur Maria Cristina Paulo João</p><p>Situações</p><p>1 c c b ou c a a ou CR a c ou CR c</p><p>2 b a b c c c a a</p><p>3 c c c b a b ou CR b c</p><p>4 c c c b b b a c</p><p>5 a a c b b b</p><p>b ou c ou</p><p>CR</p><p>a ou c ou</p><p>CR</p><p>6 c b b a a a b b</p><p>7 b b b a c b b b</p><p>8 c c a b b b c a</p><p>9 a c c b b b c c</p><p>10 c c b a a a c c</p><p>11 c c a b b b b ou CR c</p><p>12 b b b a b c c b</p><p>Carta CR – Crie sua resposta</p><p>Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 2 – Jogo: “Saga dos resilientes” (parte 1)</p><p>A N E XO 2 D – P L AC A R</p><p>Grupo Pontuação</p><p>Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 3 – Jogo: “Saga dos resilientes” (parte 2)</p><p>A N E XO 3 A – AT I V I DA D E</p><p>Nome: _________________________________________________________________________ Turma: _____________ Data: ______________</p><p>Leia a situação de João e Carla e complete a tabela, registrando os cálculos ou fazendo cálculos mentais.</p><p>João e Carla são chefes de uma família muito organizada financeiramente, mas, no meio de uma pandemia,</p><p>eles viram tudo sair do controle, pois João foi dispensado do seu trabalho. Agora, terão que adequar as contas</p><p>da casa. Complete a tabela fazendo os cálculos do valor dedicado a cada uma das categorias de despesa,</p><p>mantendo os mesmos percentuais utilizados tanto para a situação anterior (com a receita da família composta</p><p>pelos salários de João e Carla) quanto para a situação atual (com a receita composta apenas pelo salário de</p><p>Carla).</p><p>Situação anterior Situação atual</p><p>Receitas R$ 4.000,00 R$ 2.500,00</p><p>Despesas Percentual</p><p>Habitação 30%</p><p>Alimentação 20%</p><p>Saúde 15%</p><p>Educação 10%</p><p>Transporte 10%</p><p>Vestuário e higiene pessoal 5%</p><p>Lazer 5%</p><p>Outros 5%</p><p>Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 4 – Construindo resiliência financeira</p><p>A N E XO 4 A – L E T R A D E M Ú S I C A</p><p>Skyscraper (tradução) – Demi Lovato</p><p>Compositor: Toby Gad, Lindy Robbins, KerliKõiv</p><p>Arranha-céu</p><p>Os céus estão chorando</p><p>Eu estou assistindo</p><p>Pegando as lágrimas em minhas mãos</p><p>Somente o silêncio tem seu fim</p><p>Como se nunca tivéssemos tido uma chance</p><p>Você tem que me fazer sentir como se</p><p>Não restasse nada de mim?</p><p>(REFRÃO)</p><p>Você pode pegar tudo o que eu tenho</p><p>Você pode quebrar tudo o que eu sou</p><p>Como se eu fosse feita de vidro</p><p>Como se eu fosse feita de papel</p><p>Vá em frente e tente me derrubar</p><p>Eu vou me levantar do chão</p><p>Como um arranha-céu</p><p>Como um arranha-céu</p><p>Enquanto a fumaça se dissipa</p><p>Eu acordo e desembaraço você de mim</p><p>Você se sentiria melhor</p><p>Assistindo enquanto eu sangro?</p><p>Todas as minhas janelas ainda estão quebradas</p><p>Mas eu ainda estou de pé</p><p>(REFRÃO)</p><p>Vá corra, corra, corra</p><p>Eu vou ficar bem aqui</p><p>Vendo você desaparecer, sim</p><p>Vá corra, corra, corra</p><p>Sim, é um longo caminho a percorrer</p><p>Mas eu estou mais perto das nuvens aqui em cima</p><p>Skyscraper</p><p>Skies are crying</p><p>I am watching</p><p>Catching tear drops in my hands</p><p>Only silence, has its ending</p><p>Like we never had a chance</p><p>Do you have to make me feel like</p><p>There's nothing left of me?</p><p>(REFRÃO)</p><p>You can take everything I have</p><p>You can break everything I am</p><p>Like I'm made of glass</p><p>Like I'm made of paper</p><p>Go on and try to tear me down</p><p>I will be rising from the ground</p><p>Like a skyscraper</p><p>Like a skyscraper</p><p>As the smoke clear</p><p>I awaken and untangle you from me</p><p>Would it make you feel better</p><p>To watch me while I bleed</p><p>All my windows, still are</p><p>broken</p><p>But I'm standing on my feet</p><p>(REFRÃO)</p><p>Go run, run, run</p><p>I'm gonna stay right here</p><p>Watch you disappear, yeah</p><p>Go run, run, run</p><p>Yeah, it's a long way down</p><p>But I am closer to the clouds up here</p><p>Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 4 – Construindo resiliência financeira</p><p>A N E XO 4 B – AT I V I DA D E</p><p>Nome: _________________________________________________________________________ Turma: _____________ Data: ______________</p><p>Já aprendemos e discutimos bastante sobre “resiliência”. Agora vamos trabalhar com o caso de duas famílias com</p><p>características distintas.</p><p>CASO</p><p>A família Costa tem um lema para sua vida: precisa de conforto e conveniência. Não hesita em gastar com um</p><p>transporte mais confortável, sua despensa está sempre cheia de itens mais refinados, paga a prestação de um</p><p>bom carro conversível e sua casa é ampla e bem equipada.</p><p>A família Farias prefere ter como lema: poupança e lazer. Leva uma vida mais restrita, não gasta com itens</p><p>considerados supérfluos, possui um carro popular já quitado e mora numa casa simples equipada com itens</p><p>essenciais. Dentre os "gastos" mensais dos Farias, há algo sagrado: uma quantia da renda familiar é "salva" em</p><p>uma aplicação financeira, e quando sobra algum dinheiro, pelo menos uma vez por mês, os Farias passeiam com</p><p>os filhos ou, ao menos, saem para jantar fora.</p><p>Embora tenham estilos de vida distintos, os Costa e os Farias têm algo em comum: A mesma renda familiar! Essa</p><p>renda é de aproximadamente R$ 3.500,00.</p><p>A vida das duas famílias estava tranquila quando um imprevisto aconteceu: um acidente de carro.</p><p>Por sorte, ninguém se machucou, mas o carro de ambas as famílias foi parar na oficina... e aí despesas</p><p>inesperadas podem vir a comprometer seus orçamentos.</p><p>A família Costa não tinha seguro e teve que arcar com todos os custos, porém a família Farias possuía um seguro</p><p>que cobria o guincho e a troca do vidro frontal.</p><p>Adaptação de: LIMA, Alexander. Resiliência financeira – aprenda com os Farias a ter uma vida mais resiliente. Disponível em: https://</p><p>www.resilienciafinanceira.com/ebook. Acesso em: 21 nov. 2019.</p><p>Questão 1</p><p>Para facilitar os cálculos, o gerente da oficina associou uma variável a cada peça a ser trocada, conforme a</p><p>correspondência:</p><p>X – guincho</p><p>Y – pneu</p><p>Z – lanternagem no para-choque dianteiro</p><p>W – vidro frontal</p><p>T – retrovisor</p><p>Tabela de preços</p><p>Carro popular Carro conversível</p><p>X R$ 300,00 R$ 320,00</p><p>Y R$ 210,00 R$ 300,00</p><p>Z R$ 250,00 R$ 350,00</p><p>W R$ 290,00 R$ 480,00</p><p>T R$ 90,00 R$ 160,00</p><p>Usando a correspondência de variáveis, escreva a expressão que indica o custo com a oficina das famílias, sendo</p><p>que ambas tiveram que fazer os seguintes serviços:</p><p>Guincho; troca de dois pneus; lanternagem no para-choque dianteiro; troca do vidro frontal e troca de dois</p><p>retrovisores.</p><p>https://www.resilienciafinanceira.com/ebook</p><p>https://www.resilienciafinanceira.com/ebook</p><p>Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 4 – Construindo resiliência financeira</p><p>Questão 2</p><p>Calcule o gasto que cada uma das famílias terá com o conserto de seu carro, usando a expressão da questão</p><p>anterior. (Lembre-se de considerar os itens cobertos por seguro.)</p><p>Questão 3</p><p>Qual é a diferença entre os gastos das famílias Costa e Farias?</p><p>Questão 4</p><p>A família Costa não tinha reservas para pagar pelo imprevisto e teve que recorrer a uma linha de crédito. Foi ao</p><p>banco e pediu o valor emprestado. O banco ofereceu as seguintes opções:</p><p>- Opção 1: parcelado em 12 vezes. Nesse caso, o acréscimo de juros ao final do empréstimo seria de 20% em relação</p><p>ao valor emprestado.</p><p>- Opção 2: parcelado em 8 vezes. Nesse caso, o acréscimo de juros ao final do empréstimo seria de 18% em relação</p><p>ao valor emprestado.</p><p>- Opção 3: dividido em 4 vezes. Nesse caso, o acréscimo de juros ao final do empréstimo seria de 6% em relação</p><p>ao valor emprestado.</p><p>Escolha uma das opções para a família Costa, justificando sua escolha. Para isso, calcule os juros pagos pela</p><p>família e o valor das parcelas em cada uma das opções.</p><p>Questão 5</p><p>Sabendo que a família Costa fez o empréstimo acima e a família Farias pagou o serviço que não era coberto pelo</p><p>seguro com as economias guardadas, qual das duas terão seus estilos de vida mais afetados?</p><p>P á g i n a | 1</p><p>P á g i n a | 2</p><p>P á g i n a | 3</p><p>P á g i n a | 4</p><p>P á g i n a | 5</p><p>P á g i n a | 6</p><p>1 Resiliência</p><p>O que é Resiliência?</p><p>Ouvimos muita gente falar sobre resiliência, que devemos ser</p><p>resilientes, que devemos construir a nossa resiliência... Mas afinal</p><p>de contas, o que é resiliência?</p><p>Resiliência vem da física e consiste na propriedade que alguns</p><p>corpos apresentam de retornar à forma original após terem sido</p><p>submetidos a uma deformação elástica.</p><p>Em um sentido figurado, seria a capacidade de se recobrar</p><p>facilmente ou se adaptar à má sorte ou às mudanças.</p><p>No popular, parafraseando o poeta Paulo Vanzolini, eternizado nas</p><p>vozes de Jorge Aragão e Beth Carvalho:</p><p>"Reconhece a queda</p><p>E não desanima</p><p>Levanta, sacode a poeira</p><p>E dá a volta por cima"</p><p>A verdade é que este termo pode ser utilizado em vários contextos.</p><p>Na ecologia, por exemplo, a resiliência ambiental é a capacidade de</p><p>restauração de um sistema que tenha sofrido um desequilíbrio; na</p><p>psicologia, a resiliência é reconhecida como a capacidade de uma</p><p>pessoa lidar com seus próprios problemas, vencer obstáculos e não</p><p>ceder à pressão, seja qual for a situação; e na administração, onde</p><p>a resiliência faz parte dos processos de gestão da mudança.</p><p>E a resiliência financeira?</p><p>P á g i n a | 7</p><p>P á g i n a | 8</p><p>2 Resiliência</p><p>Financeira</p><p>Financeira? Sim!</p><p>Agora que entendemos o que é resiliência e que podemos</p><p>adaptar seu conceito a várias situações e temáticas, chegou a hora</p><p>de entendemos o que seria a tal da resiliência financeira.</p><p>Para nos ajudar a entender sobre o assunto, vamos contar com uma</p><p>ajuda especial.</p><p>A família Costa tem um lema para sua vida: precisam de conforto e</p><p>conveniência. Não hesitam em gastar com um transporte mais</p><p>confortável, sua despensa está sempre cheia de itens mais</p><p>refinados, pagam a prestação de um bom carro e sua casa é ampla</p><p>e bem equipada.</p><p>A família Farias prefere ter como lema: poupança e lazer. Levam</p><p>uma vida mais restrita, não gastam com itens considerados</p><p>supérfluos, possuem um carro popular já quitado e moram numa</p><p>casa simples equipada com itens essenciais. Dentre os "gastos"</p><p>mensais dos Farias há algo sagrado: uma quantia da renda familiar</p><p>é "salva" em uma aplicação financeira, e quando sobra algum</p><p>dinheiro, pelo menos uma vez por mês, os Farias fazem um passeio</p><p>com os filhos ou ao menos saem para jantar fora.</p><p>Embora tenham estilos de vida distintos, os Costa e os Farias têm</p><p>algo em comum: A mesma renda familiar!</p><p>P á g i n a | 9</p><p>O grande ponto para debate seria o seguinte: quem está fazendo a</p><p>melhor escolha, os Costa ou os Farias? Seria...</p><p>Na realidade nosso objetivo não é fazer um julgamento sobre qual</p><p>dos estilos de vida seria o mais correto ou o mais adequado. Investir</p><p>numa vida mais confortável e conveniente é tão legítimo quanto</p><p>optar por uma vida mais restrita e simples.</p><p>Fato concreto nessa estória é que os Costa empregam cem por</p><p>cento do que ganham para custear seu estilo de vida, enquanto que</p><p>os Farias sempre têm algum dinheiro guardado.</p><p>Vamos ilustrar a vida dessas duas famílias com algo bastante</p><p>comum: um imprevisto!</p><p>Pode ser um defeito no carro, uma manutenção urgente na casa, um</p><p>dos filhos que adoece, enfim... Esses eventos podem provocar uma</p><p>série de impactos, inclusive emocionais. Há, no entanto, um aspecto</p><p>que não podemos negar: a solução de problemas desta natureza</p><p>custa dinheiro!</p><p>Vamos, então, medir o impacto desses eventos na vida das duas</p><p>famílias:</p><p>Os Costa, diante do imprevisto, agiram da seguinte forma: como</p><p>toda sua renda mensal está comprometida com os gastos da família,</p><p>recorreram a uma linha de crédito para resolver o problema. Pode</p><p>ser um gasto a mais no cartão de crédito, um mergulho mais</p><p>profundo no cheque especial ou até mesmo um empréstimo direto</p><p>ou consignado.</p><p>Essa linha de crédito contratada afetará a rotina da família, que</p><p>deverá fazer alguns sacrifícios no seu cotidiano para lidar com essa</p><p>situação. Precisam adequar seu estilo de vida a nova realidade</p><p>imposta pelo imprevisto.</p><p>Vamos estimar que os Costa somente retomarão sua vida normal</p><p>após doze meses.</p><p>P á g i n a | 10</p><p>Diante do mesmo imprevisto, os Farias reagiram de forma</p><p>diferente:</p><p>Como tinham uma pequena quantia guardada, justamente para</p><p>situações como esta, rapidamente resolveram a questão sem que</p><p>houvesse nenhum comprometimento com terceiros ou instituições</p><p>financeiras.</p><p>Entretanto, algo de ruim ocorreu: foi-se a pequena aplicação</p><p>financeira!</p><p>Fato é que nada mudou na rotina dos Farias. Depois do embaraço,</p><p>continuaram suas vidas e recomeçaram sua poupança, do zero.</p><p>E a resiliência?</p><p>Lembram do samba que citamos no começo deste e-book?</p><p>"Reconhece a queda</p><p>E não desanima</p><p>Levanta, sacode a poeira</p><p>E dá a volta por cima"</p><p>Qual das famílias conseguirá dar a volta por cima mais</p><p>rapidamente?</p><p>Certamente os Farias.</p><p>Lembrando que, não estamos fazendo uma defesa apaixonada aos</p><p>pequenos investidores ou dizendo que as dívidas são algo ruim em</p><p>qualquer circunstância. Nada disso!</p><p>Dividas são ruins quando não podem ser pagas! Conforto ou</p><p>restrições são opções de vida e ambas são legítimas, e ainda,</p><p>nenhuma poupança justifica uma vida amarga e sem brilho!</p><p>Não é cortando o cafezinho ou o chopp com os amigos que</p><p>conseguirá ser resiliente financeiramente. É preciso equilíbrio para</p><p>lidar com sua vida financeira.</p><p>P á g i n a | 11</p><p>P á g i n a | 12</p><p>3 Planejamento</p><p>Como os Farias conseguem?</p><p>Toda empresa para dar continuidade as suas atividades</p><p>precisam apresentar resultado econômico positivo, ou seja, dar</p><p>lucro!</p><p>O lucro nada mais é que a vitória das receitas sobre os custos e</p><p>despesas. Esse lucro tem algumas finalidades importantes: garantir</p><p>a manutenção, a continuidade e o crescimento da empresa.</p><p>Esse resultado não acontece por acaso. É fruto de uma atividade</p><p>primordial chamada planejamento.</p><p>Não fazemos planejamento vislumbrando apenas uma finalidade</p><p>específica que é o lucro. O lucro é na realidade a consequência de</p><p>um bom planejamento que abrange todas as áreas da empresa:</p><p>marketing, vendas, logística, compras, gestão de pessoas e etc.</p><p>Bom, mas o que isso tem a ver com a resiliência dos Farias?</p><p>Nossa família é como uma empresa a ser gerida, portanto, também</p><p>necessita de planejamento. Algo mais simples que o de uma</p><p>empresa, mas sim, planejamento!</p><p>Algumas frases definem bem o que é planejamento:</p><p>"planejar é trabalhar preventivamente"</p><p>"planejar é decidir antecipadamente"</p><p>P á g i n a | 13</p><p>De uma certa maneira é "prever" o que pode acontecer e saber o</p><p>que fazer quando efetivamente os problemas acontecerem.</p><p>Planejar evita que sejamos pegos de surpresa, nos dá alternativas e</p><p>indica qual caminho seguir diante de vários cenários e</p><p>possibilidades.</p><p>Qual o "plano" dos Farias?</p><p>Seja em uma empresa ou na sua família, quando o planejamento</p><p>envolve dinheiro, dizemos que temos um plano orçamentário, ou</p><p>simplesmente um orçamento.</p><p>Um dos segredos dos Farias está no orçamento doméstico.</p><p>Para a grande maioria das pessoas, fazer o orçamento de uma</p><p>família consiste, basicamente, em levantar primeiro o quanto é</p><p>gasto por mês. Um grande equívoco!</p><p>O orçamento de uma família deve seguir a mesma lógica do</p><p>orçamento de uma empresa. Primeiro faz-se uma estimativa de</p><p>receitas, ou seja, o quanto a empresa pretende faturar com as</p><p>vendas; depois verifica-se o quanto irá gastar para realização</p><p>efetiva deste faturamento, afinal, as receitas precisam vencer essa</p><p>queda de braço!</p><p>Em uma família é a mesma coisa. A primeira medida é verificar os</p><p>rendimentos, o quanto ela gera de recursos por mês. Soma-se todas</p><p>as rendas e rendimentos e chega-se a um limite, um teto. Essa</p><p>família não pode gastar além daquele valor.</p><p>Parece simples, e de fato é.</p><p>Imagine se tivesse começado a conta pelos gastos e se deparasse</p><p>com a árdua missão de adequar seus ganhos aos seus gastos. Seria</p><p>o popular</p><p>“gasto mais do que ganho”, e agora? O que poderia ser</p><p>mais fácil: tentar ganhar mais dinheiro de uma hora para outra</p><p>ou verificar a necessidade de cada um de seus gastos para que</p><p>P á g i n a | 14</p><p>possam se adequar aos seus ganhos? Certamente a segunda</p><p>opção.</p><p>Os Farias só gastavam o que podiam, e ainda: depois de ajustar seus</p><p>gastos a sua realidade, optaram por incluir neste rol uma pequena</p><p>poupança e eventuais gastos com lazer e diversão.</p><p>Os Farias constroem sua resiliência com planejamento e equilíbrio.</p><p>P á g i n a | 15</p><p>P á g i n a | 16</p><p>4 Fórmula</p><p>Mágica?</p><p>Será que os Farias não têm problema</p><p>algum?</p><p>Acabamos de conhecer a família perfeita, que faz planejamento</p><p>e investimentos, são resilientes financeiramente e encontraram o</p><p>método ideal para que não passem apuros jamais! Só que não!</p><p>Não existe fórmula mágica para construir sua resiliência financeira.</p><p>Há orientações, diretrizes, mas todas estão sujeitas a alguns</p><p>infortúnios. Situações que fogem ao seu controle.</p><p>O orçamento, ou plano financeiro, precisa seguir algumas</p><p>características para que possa ser bem-sucedido. Normalmente o</p><p>plano é um e a realidade é outra!</p><p>A economia do país, desemprego, inflação, tributação, fornecedores</p><p>de serviços, nada disso está sob seu controle, simplesmente</p><p>acontecem.</p><p>O planejamento é um processo que depende de amadurecimento e</p><p>muitas das vezes "quebra-se a cara" durante sua execução, o que é</p><p>absolutamente normal. Sim, normal!</p><p>Se tiver que escolher um plano como sendo aquele com maior</p><p>possibilidade de êxito, escolha o plano B, C...</p><p>P á g i n a | 17</p><p>O plano A geralmente serve de aprendizado para os seguintes,</p><p>normalmente mais "encorpados" e menos "falíveis" que o primeiro.</p><p>Uma criança só atenta para não correr depois que cai e se machuca.</p><p>A queda serviu de aprendizado.</p><p>Para muitas famílias a prosperidade e equilíbrio acontece depois de</p><p>muitas “quedas” e planos que não dão certo. O amadurecimento e a</p><p>resiliência são construídos a partir do insucesso! A cada queda nos</p><p>erguemos mais fortes, experientes e atentos.</p><p>Para um plano dar certo, é preciso que este atenda a pelo menos 3</p><p>características: que seja sistêmico, flexível e racional. Além dos</p><p>Farias vamos usar o futebol para nos ajudar a entender essas</p><p>características.</p><p>Sistematicidade</p><p>Vamos todos juntos?</p><p>Imagine se em uma empresa fosse definida uma meta de vendas</p><p>para o alcance de determinada receita para aquele período e o setor</p><p>de marketing não tomasse as medidas necessárias para estimular</p><p>as vendas naquela quantidade?</p><p>Imagine se o setor de compras não adquirisse os materiais</p><p>necessários para produzir e vender essa quantidade, e fosse</p><p>necessária uma compra emergencial pelo dobro do preço?</p><p>Imagine se todos os membros da família Farias não soubessem o</p><p>máximo que poderiam gastar, ou sequer o quanto a família teria</p><p>disponível por mês?</p><p>O plano não é de uma pessoa, de um idealizador, é de todos!</p><p>Todos os envolvidos devem ter conhecimento e devem estar</p><p>comprometidos com seu sucesso. É um sistema, uma engrenagem.</p><p>P á g i n a | 18</p><p>Antes de uma partida de futebol o treinador estuda o adversário e</p><p>se reúne com seu time, definindo papéis e estratégias. Todos os</p><p>atletas de todas as posições têm um papel fundamental para o êxito</p><p>da equipe naquela partida. Não adianta pedir para que o atacante</p><p>faça gol se a jogada com qualidade não acontece. O sistema precisa</p><p>funcionar de maneira harmônica e integrada.</p><p>Flexibilidade</p><p>A arte de mudar de rumo</p><p>Estabelecer um plano, seja este orçamentário ou não, e esperar que</p><p>sua execução aconteça exatamente conforme o esperado, é no</p><p>mínimo utópico. Não vai acontecer!</p><p>Desvios certamente acontecerão. Nossa missão é medir esses</p><p>desvios, ou seja, as diferenças entre o que foi planejado e o que</p><p>aconteceu na realidade. Quanto maior for o desvio, maior é seu</p><p>problema.</p><p>Muitas das vezes é preciso reformular parte de seu orçamento ou</p><p>talvez o plano todo.</p><p>Num time de futebol, no decorrer da partida, o treinador pode</p><p>substituir jogadores e até mesmo mudar o esquema de jogo. Isso é</p><p>flexibilidade.</p><p>Para se medir os desvios é preciso de ferramentas de controle,</p><p>enxergar o que não está acontecendo da maneira estimada para se</p><p>fazer os ajustes necessários.</p><p>Nenhum plano ou orçamento deve escravizar seus idealizadores. Se</p><p>não está dando certo, ajuste-o!</p><p>P á g i n a | 19</p><p>Racionalidade</p><p>Dá pra chegar?</p><p>Será que os Farias têm pretensão de se tornar milionários daqui há</p><p>dois anos? Ou será que pensam numa Ferrari na garagem ou num</p><p>apartamento à beira mar no bairro mais badalado de sua cidade?</p><p>Geralmente mudamos de hábitos e pensamos em construir uma</p><p>poupança com base em objetivos, os quais devemos focar e</p><p>perseguir para realizá-los. Entretanto, imagine concentrar suas</p><p>forças e toda sua energia em algo impossível?</p><p>Seria como correr ou caminhar 100 km em uma hora!</p><p>O plano só vale a pena se aquilo que você persegue é alcançável,</p><p>tangível, do contrário seu suor será em vão.</p><p>A frustração desmobiliza, desencoraja.</p><p>Para um time da série C do campeonato nacional objetivar chegar a</p><p>decisão do mundial de interclubes no final da temporada é</p><p>impossível, visto que este objetivo só é permitido se várias etapas</p><p>racionais que o credenciem forem vencidas.</p><p>P á g i n a | 20</p><p>P á g i n a | 21</p><p>P á g i n a | 22</p><p>5 Os cinco</p><p>Segredos</p><p>O que os Farias ainda não revelaram?</p><p>Será que existe mais alguma coisa além do planejamento e de</p><p>toda a teoria que foi apresentada até agora que justifique o</p><p>"milagre" operado pelos Farias nos dias de hoje? Afinal muitos de</p><p>vocês ainda não conseguem acreditar na performance financeira</p><p>desta família.</p><p>Pois muito bem! Há ainda segredos a serem revelados! Nada</p><p>demais, apenas alguns sentimentos que precisam estar</p><p>acompanhando a família nessa jornada. Alguns deles são tão óbvios</p><p>que nem mereceriam se chamados de "segredos"...</p><p>Tudo passa por um fio condutor e esta ligação chama-se mudança</p><p>de comportamento.</p><p>Estabelecer regras e condutas pessoais não é algo simples e que</p><p>aconteça da noite para o dia. Imagine mudar o comportamento de</p><p>uma família inteira!</p><p>Os 5 segredos nada mais são do que valores que precisam estar</p><p>presentes no cotidiano de todos nós.</p><p>P á g i n a | 23</p><p>Segredo #1</p><p>Objetivos</p><p>Definir objetivos não é tão simples quanto parece.</p><p>A pergunta-base é para que você quer poupar? (objetivo)</p><p>No entanto, ao respondê-la, precisamos estar atentos a duas outras</p><p>perguntas. Para quando? (prazo) e a mais importante: é possível?</p><p>Definir objetivos e prazos é afirmar para você mesmo que você</p><p>elegeu um sonho para realizar e agora precisa verificar e definir os</p><p>meios para conseguir isso.</p><p>Os Farias pensam seus sonhos a curto prazo. Uma viagem com a</p><p>família, um carro comprado à vista. Mas eles poderiam pensar sim</p><p>em algo mais ousado, por que não? Basta planejar!</p><p>Os objetivos mais comuns são:</p><p>Quando você pretende fazer “aquela” viagem?</p><p>Quando você pretende trocar seu carro?</p><p>Quando você quer aposentar-se?</p><p>Quanto você quer ganhar mensalmente quando for aposentado?</p><p>Não esqueça, além do que você quer, pense para quando você</p><p>quer e se isso está dentro da racionalidade.</p><p>P á g i n a | 24</p><p>Segredo #2</p><p>Foco</p><p>Agora que temos um objetivo e um prazo, temos um plano!</p><p>Para declararmos que temos um plano, verificamos que este</p><p>objetivo é alcançável, e, ainda, que estamos cientes que as chances</p><p>desse primeiro plano não dar certo são grandes, por isso,</p><p>precavidos e resilientes que somos, já temos algumas alternativas</p><p>(planos B, C...) para colocarmos em prática sem hesitar.</p><p>Falta uma última etapa para começarmos a executar nosso plano: a</p><p>preleção! Lembram-se do time de futebol? Este é o momento em</p><p>que o treinador reúne seus atletas e diz o que cada um precisa fazer</p><p>para que haja sucesso!</p><p>Agora sim! tudo pronto.</p><p>Uma vez o plano em execução, é preciso ter foco no alcance do</p><p>objetivo que foi escolhido.</p><p>É como um regime alimentar para perder peso. A cada deslize, a</p><p>cada coxinha de galinha ingerida, seu objetivo fica cada vez mais</p><p>longe.</p><p>P á g i n a | 25</p><p>Segredo #3</p><p>Persistência</p><p>É neste momento que testamos a nossa resiliência.</p><p>Tanto os Farias, quantos os Costa, como os Araújo e o Silvas estão</p><p>sujeitos a imprevistos ao longo dessa caminhada.</p><p>Começamos a nossa conversa justamente com esse exemplo.</p><p>Lembram-se do que fazia dos Farias mais resilientes que os Costa?</p><p>A capacidade de poupança e a visão de futuro.</p><p>Imagine, no entanto, a frustração: os Farias passaram o ano inteiro</p><p>planejando uma viagem com todos da família, e de uma hora para</p><p>outra o carro quebra, a casa apresenta vazamentos que precisam</p><p>ser consertados e adeus reserva financeira!</p><p>Hora de lamentar ou se alegrar? Depende do ponto de vista.</p><p>E se os Farias não tivessem uma grana reservada para atender a</p><p>esses imprevistos? Certamente estariam endividados agora. O</p><p>problema aconteceu e nada mudou em sua rotina. Vida que segue!</p><p>Resiliência!</p><p>Mas e a viagem? Bem, talvez o hotel não seja mais aquele, o destino</p><p>seja outro, o aéreo seja substituído pelo rodoviário, ou quem sabe</p><p>seja necessário adiar para as próximas férias.</p><p>Seu plano precisa ser readequado, flexibilizado!</p><p>Não o abandone, apenas recomece-o.</p><p>P á g i n a | 26</p><p>Segredo #4</p><p>Disciplina</p><p>Esta condição é fundamental para o sucesso do plano.</p><p>Imagine se depois de três meses seguindo seu plano à risca você</p><p>resolve ir ao shopping e "enfiar o pé na jaca"?</p><p>É preciso ser mais forte que os impulsos. Se não houver disciplina,</p><p>seu plano pode ir por água abaixo em horas.</p><p>Consumir dá prazer, em alguns casos eleva a autoestima, e nem</p><p>sempre o fazemos por necessidade, e sim por desejo.</p><p>A disciplina e o foco caminham juntos, são condições</p><p>absolutamente necessárias, não só para garantir sua reserva</p><p>financeira ou a concretização de um sonho material, mas na sua</p><p>vida profissional, nos seus estudos e na vida em família.</p><p>P á g i n a | 27</p><p>Segredo #5</p><p>Conhecimento</p><p>Agora que consegue poupar, onde investir seu dinheiro? O que é</p><p>liquidez imediata? Qual o melhor indexador para investir no</p><p>tesouro direto? Caderneta de poupança vale a pena? Quais os</p><p>melhores sites ou aplicativos para buscar informações fiéis e úteis?</p><p>E investimento de risco, que é isso? Se for viajar, como e quando</p><p>comprar moeda estrangeira? Corretora, o que é isso?</p><p>Muitas perguntas, não é mesmo?</p><p>Existem vários meios de se buscar o conhecimento necessário para</p><p>responder a estas e a outras perguntas. Certamente os Farias não</p><p>sabem metade dessas respostas.</p><p>Será que tem algum curso que ensina isso por aí? Penso que não.</p><p>Para essas e outras perguntas sobre vários assuntos a resposta está</p><p>na vivência, na leitura, na conversa com os amigos. A partir do</p><p>momento que você se interessa por um tema, surgem os</p><p>questionamentos e surgem também as respostas. As respostas</p><p>estão no seu interesse e não em cursos.</p><p>Se você demonstra interesse, seu foco aumenta e sua disciplina</p><p>também. Você passa por uma mudança de estilo em sua vida, uma</p><p>transformação, somente possível por meio de seu próprio</p><p>interesse.</p><p>Só depende de você.</p><p>P á g i n a | 28</p><p>P á g i n a | 29</p><p>P á g i n a | 30</p><p>6 Na Prática</p><p>Dicas que podem ser úteis</p><p>Agora que conhecemos toda teoria, e que todas a condições</p><p>motivacionais foram apresentadas, vamos entender o que os Farias</p><p>fazem na prática para conseguir ser resilientes financeiramente.</p><p>A PRIMEIRA COISA</p><p>que os Farias fizeram foi o reconhecimento de todos seus ganhos,</p><p>rendas e rendimentos. Quando fazem esse levantamento eles</p><p>estipulam um limite, ou seja, o máximo que esta família pode gastar.</p><p>Mas tem algo importante que precisa ser considerado. Se você</p><p>possui rendas eventuais ou incertas, como uma comissão ou</p><p>honorários, esses valores não podem fazer parte desse limite.</p><p>A razão é simples.</p><p>E quando esses valores não ser realizarem? Comprometa apenas</p><p>sua renda certa, aquela que você tem certeza que irá acontecer. Se</p><p>pintar grana extra, comemore! (mostraremos como)</p><p>P á g i n a | 31</p><p>ASSIM QUE SOUBERAM</p><p>seu limite, ou seja, o quanto a família tem disponível para gastar, os</p><p>Farias levantaram suas despesas mensais.</p><p>O ideal é que esses gastos caibam nos ganhos da família, e, de</p><p>preferência, que sobre alguma coisa.</p><p>Esta é a parte mais tensa de todas. Cortar dói!</p><p>Os Farias usaram o seguinte método: separaram o que era</p><p>necessidade do que era desejo, privilegiaram o indispensável.</p><p>Contida nesta necessidade estava a quantia necessária para sua</p><p>poupança, seus sonhos.</p><p>Uma outra grande sacada dos Farias, que eu recomendo para todas</p><p>as famílias: lazer e qualidade de vida são NECESSIDADE! Eles não</p><p>abriram mão do divertimento em família, do chopp no final de</p><p>semana, muito menos da manicure e do cafezinho, afinal o valor</p><p>que se paga não é apenas para deixar as unhas em dia ou para saciar</p><p>sua dose diária de cafeína. É a oportunidade de jogar conversa fora</p><p>com as amigas, de fazer aquele network que pode representar uma</p><p>oportunidade no futuro.</p><p>COMO TODOS OS BRASILEIROS</p><p>os Farias possuem linhas de crédito disponíveis pelo banco onde</p><p>têm conta corrente.</p><p>O cartão de crédito da família, por exemplo, é uma excelente</p><p>ferramenta, pois nos permite antecipar pagamentos ou concentrar</p><p>todas nossas obrigações em um único lugar, mas tem uma regra</p><p>básica que precisa ser cumprida: a fatura precisa ser paga</p><p>integralmente! O eventual saldo restante está sujeito a juros</p><p>altíssimos! Se você tem o hábito de pagar apenas parte de sua fatura</p><p>P á g i n a | 32</p><p>estará sendo onerado por juros sobre um saldo que já foi</p><p>reajustado! A famosa “bola de neve”!</p><p>O cheque especial também é um aliado que se pode tornar vilão.</p><p>Trata-se de um crédito pré-aprovado pelo banco com</p><p>disponibilidade imediata. Muitas pessoas confundem isso como</p><p>uma extensão do salário e recorrem a esse dispositivo seguidas</p><p>vezes, e sempre que o salário é creditado na conta, boa parte vai</p><p>para “tampar o buraco” do cheque especial. Poucas pessoas, no</p><p>entanto, atentam que sobre o saldo negativo aplica-se, também,</p><p>juros elevadíssimos, que vão, aos poucos, corroendo o salário.</p><p>Os Farias sofreram durante um bom tempo até reconhecerem que</p><p>esses dois recursos, se utilizados da maneira incorreta, podem</p><p>representar uma séria ameaça ao plano e a construção da</p><p>resiliência financeira da família, afinal, todas essas linhas de crédito</p><p>são muito fáceis de serem contratadas, basta um cartão, uma senha</p><p>e uma motivação, seja esta uma necessidade ou desejo.</p><p>Os Farias adequaram seus gastos aos seus ganhos com equilíbrio e</p><p>autocontrole, afinal, o planejamento é um aliado da família, e não</p><p>uma peça que represente uma escravidão.</p><p>Os Farias aprenderam com a queda e se levantaram mais</p><p>fortalecidos e atentos. Resiliência.</p><p>AINDA SOBRE O CARTÃO</p><p>de crédito, há um detalhe que muitas das vezes passa</p><p>desapercebido e que os Farias logo trataram de corrigir:</p><p>Se você ganha $2.000,00 por mês, como o banco te oferece um</p><p>cartão de crédito com limite de $5.000,00 mais um cheque especial</p><p>de $3.000,00?</p><p>Bom, como eu não sei, mas que isso acontece...</p><p>P á g i n a | 33</p><p>Aconteceu com os Farias, e eles usaram todo o limite! Como disse,</p><p>é fácil! Basta um cartão, uma senha e uma vontade. Passaram um</p><p>bom tempo até conseguirem pagar todo o saldo. Chegaram a trocar</p><p>uma dívida por outra, ou seja, por uma menos onerosa, com juros</p><p>menores para quitar o compromisso com o banco. Tão logo</p><p>conseguiram pagar, pediram a redução dos valores, afinal estavam</p><p>incoerentes com</p><p>o rendimento da família.</p><p>Dívida não é algo ruim! Torna-se ruim quando não se pode pagar</p><p>por ela!</p><p>NA HORA DAS COMPRAS</p><p>é preciso tomar alguns cuidados importantes.</p><p>Quando falamos em compras nos referimos àquelas do dia a dia,</p><p>como o supermercado, por exemplo, e também as mais pontuais,</p><p>como eletrodomésticos, roupas e etc.</p><p>Para ambos os casos uma dica comum: evite os impulsos!</p><p>No supermercado é comum gastarmos mais quando vamos às</p><p>compras com fome, por exemplo. Nestes casos é preciso</p><p>objetividade! A boa e velha listinha sempre fez parte da rotina dos</p><p>Farias.</p><p>A mesma dica vale para as compras em shopping. Vá quando tiver</p><p>bem definido o que vai comprar, e não esqueça de pesquisar antes.</p><p>Nos dias atuais comprar pela internet reduz esse quadro, pois</p><p>permite que o comprador pesquise e decida com mais calma sobre</p><p>sua compra.</p><p>Ah, a internet! presente em quase tudo atualmente. Nas compras,</p><p>observe a reputação da loja virtual em que está comprando e fique</p><p>alerta aos dispositivos de segurança oferecidos.</p><p>P á g i n a | 34</p><p>ENVOLVA A FAMÍLIA</p><p>nas suas decisões e no seu planejamento.</p><p>A família Farias é composta por quatro pessoas. O casal e duas</p><p>filhas adolescentes.</p><p>Essas duas então... meninas, adolescentes... tudo o que um plano</p><p>financeiro precisa para dar errado!</p><p>O empoderamento e a participação de todos nos planos da família</p><p>deve acontecer desde cedo. Esses assuntos devem ser tratados com</p><p>transparência e sinceridade entre todos.</p><p>O grande segredo é não haver a imposição de um plano, com rotinas</p><p>definidas e engessadas. O ideal é que haja coparticipação, decisões</p><p>conjuntas, e porquê não, fiscalização mútua.</p><p>As adolescentes da família Farias sabem que existem limites</p><p>mensais para os gastos, e que em algumas situações precisam fazer</p><p>escolhas e renúncias. Elas também são responsabilizadas quando</p><p>não optam pelo melhor caminho.</p><p>Esse tipo de postura desenvolve desde cedo os "5 segredos", que na</p><p>realidade são os valores pessoais necessários para que haja sucesso</p><p>em qualquer situação: objetivo, foco, persistência, disciplina e</p><p>conhecimento.</p><p>Importante ressaltar, para que seus filhos participem e contribuam</p><p>para o sucesso de seus planos, que os pais possam refletir os</p><p>comportamentos e valores que queiram passar para seus filhos.</p><p>Seja exemplo de resiliência para seus filhos, não somente</p><p>financeira.</p><p>P á g i n a | 35</p><p>NO DIA EM QUE PINTAR GRANA EXTRA</p><p>não saia por aí comemorando.</p><p>Para muitos a "comemoração" por um recurso inesperado é sair</p><p>por aí comendo, bebendo, comprando roupas e eletros. Esse</p><p>comportamento é muito comum no final do ano quando é pago o</p><p>esperado décimo terceiro salário.</p><p>Antes de sair por aí gastando sua grana extra, faça um</p><p>levantamento de suas compras com pagamento a prazo, como</p><p>carnês, prestação de carro, casa e etc. Antecipe alguns pagamentos</p><p>caso esses te gerem algum tipo de desconto.</p><p>Quando seu credor te oferece "desconto" por um pagamento</p><p>antecipado, ele não está sendo bonzinho contigo. Está apenas</p><p>abrindo mão dos juros que seria cobrado na data futura.</p><p>Se paga de forma antecipada, não há por que cobrar juros, não é</p><p>mesmo? O valor cobrado será proporcionalmente ajustado.</p><p>Desta forma, seu dinheiro extra passa a valer mais, pois poderá</p><p>pagar menos por uma dívida futura, aliviando você dessas contas lá</p><p>na frente.</p><p>Caso não tenha carnês ou prestações, pode-se antecipar a compra</p><p>de alguma coisa que precise, à vista. As compras pagas no ato</p><p>aumentam seu poder de barganha e negociação. Pode sair bem</p><p>mais barato!</p><p>Se não tem contas a pagar, nem precise comprar nada, comemore!</p><p>Saia com a família e passe o final de semana num lugar bem legal,</p><p>sem preocupações!</p><p>P á g i n a | 36</p><p>MAIS UMA VEZ</p><p>é preciso dizer que ter um plano financeiro e implementar uma</p><p>disciplina familiar para seus gastos não significa ter altas restrições</p><p>e estar preso aos pequenos detalhes.</p><p>O controle é importante para saber o quanto estamos gastando com</p><p>todas as nossas atividades. Ter uma planilha em Excel e guardar os</p><p>comprovantes de compra ajudam nesse controle, mas não podemos</p><p>ficar escravizados nem paranoicos com isso.</p><p>Capítulos atrás usamos o exemplo da manicure. Se for feita uma</p><p>análise fria e numérica, comprar os itens na farmácia e se aventurar</p><p>a fazer as próprias unhas certamente sai bem mais barato. Mas e a</p><p>conversa com as colegas, e a leitura daquela revista de um ano atrás</p><p>enquanto espera, as amenidades? As vezes a ida ao salão pode</p><p>representar até uma terapia! Se isso for importante pra você, não</p><p>abra mão de fazê-lo.</p><p>Talvez você se assuste com seus gastos com cafezinho e ache que</p><p>todos seus problemas financeiros vêm do vício em cafeína. Mas se</p><p>esse é o momento em que no intervalo das suas atividades</p><p>consegue conversar, trocar ideias e relaxar, não será o cafezinho</p><p>que te impedirá de alcançar seus objetivos.</p><p>Atividades realizadas com equilíbrio aumentam sua qualidade de</p><p>vida, te relaxam e te ajudam a produzir melhor.</p><p>O seu plano financeiro e sua rotina devem ser concebidos e</p><p>executados de maneira saudável, afinal temos que encarar essa</p><p>mudança de vida como um aliado na busca de um objetivo, e não</p><p>como mais um vilão que irá aumentar seu nível de estresse.</p><p>P á g i n a | 37</p><p>Resiliência com foco,</p><p>disciplina e equilíbrio!</p><p>Alexander Lima</p><p>P á g i n a | 38</p><p>Professor Alexander Lima</p><p>Fevereiro de 2019</p><p>AVCTORIS51d8f2fd11c3cd330b91710d6fd786d75f9a29d6391663e01cb24d4986a15b22</p><p>Resiliência Financeira</p><p>Resiliência Financeira_Versão 2.pdf</p><p>22b51a6894d42bc10e3661936d92a9f57d687df6d01719b033dc3c11df2f8d15</p><p>Declarado em 22/02/2019 às 20:55</p><p>O presente certificado comprova, mediante as tecnologias de hashcode (SHA 256), TimeStamping (Padrão UTC fornecido pelo BIPM - Bureau International des Poids</p><p>et Mesures) e Assinatura Digital que a pessoa supra indicada declarou-se autor da obra supra citada. O presente comprovante está em conformidade com: Berne</p><p>Convention (INTL), Metre Convention (INTL), Lei 9.610 (BR), WIPO Copyright Treaty (INTL), US Copyright Law (US), UCC Geneva (INTL) e demais legislações</p><p>pertinentes ao Direito Autoral de países membros da Convenção de Berna (INTL) e da Convenção do Metro (INTL). Quaisquer inconsistências quanto à autoria da</p><p>obra supra declarada são de exclusiva responsabilidade do declarante e se falsas, podem configurar crime em alguns países.</p><p>Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)</p><p>1 de 1</p><p>Signed by:registro@avctoris.com</p><p>2/23/2019 12:00:31 AM (UTC)</p><p>http://www.tcpdf.org</p><p>www.rpost.com</p><p>Professor Alexander Lima</p><p>Fevereiro de 2019</p><p>37</p><p>Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 5 – Protegendo o patrimônio</p><p>A N E XO 5 A – AT I V I DA D E</p><p>Nome: _________________________________________________________________________ Turma: _____________ Data: ______________</p><p>Um seguro para a família Costa</p><p>1. A família Costa tem aprendido bastante com as situações adversas. Após muitos sacrifícios para conseguir arcar</p><p>com o conserto do seu carro em razão de um infeliz acidente, resolveu que vai fazer um seguro. Para isso, reali-</p><p>zou algumas pesquisas e recebeu as seguintes propostas. Vamos fazer uma análise:</p><p>• Seguradora A: R$ 1.450,00 à vista ou em 10 vezes com acréscimo de 10% sobre o valor do seguro.</p><p>• Seguradora B: R$ 1.500,00 à vista ou em 5 vezes com acréscimo de 8% sobre o valor do seguro.</p><p>• Seguradora C: R$ 1.600,00 à vista ou em 6 vezes com acréscimo de 3% sobre o valor do seguro.</p><p>Qual é a melhor opção para a família Costa, sabendo que ela deseja comprometer no máximo 5% de sua renda</p><p>mensal (que, lembrando, é de R$ 3.500,00 e, em função da situação, pagamento à vista está descartado) para o</p><p>pagamento do seguro?</p><p>2. Quais outras modalidades de seguro vocês indicariam para a família Costa garantir maior tranquilidade financei-</p><p>ra no futuro?</p><p>OS 8334 • BCB • Cartilha Caderno de Educação Financeira • Outubro 2013 •</p><p>Designer Leticia</p><p>Corte</p><p>Dobra</p><p>Banco Central do Brasil</p><p>– – – – 1ºss</p><p>–</p><p>Departamento de Educação Financeira</p><p>SBS Quadra 3 Bloco B Edifício-Sede</p><p>70074-900 – Brasília-DF</p><p>Tel.: (61) 3414-4020 : educacaofinanceira@bcb.gov.brE-mail</p><p>Caderno de Educação Financeira</p><p>Gestão de Finanças Pessoais</p><p>(Conteúdo Básico)</p><p>cidadania</p><p>financeira</p><p>Banco Central do Brasil</p><p>Brasília</p><p>2013</p><p>Caderno de Educação Financeira – Gestão de Finanças Pessoais (Conteúdo Básico)</p><p>2013</p><p>© Banco Central do Brasil – Departamento de Educação Financeira</p><p>Diretor de Relacionamento Institucional e Cidadania</p><p>Luiz Edson Feltrim</p><p>Chefe do Departamento de Educação Financeira</p><p>Elvira Cruvinel Ferreira</p><p>Chefe Adjunta do Departamento de Educação Financeira</p><p>Marusa Vasconcelos Freire</p><p>Chefe da Divisão de Educação Financeira</p><p>João Evangelista de Sousa Filho</p><p>Coordenadora de Assuntos Setoriais</p><p>Maria de Fátima Cavalcante Tosini</p><p>Equipe técnica responsável pela elaboração do Caderno</p><p>Edilson Rodrigues de Sousa</p><p>Fabio de Almeida Lopes Araujo</p><p>Jose Vital de Araujo Fagundes</p><p>Marcelo Junqueira Angulo</p><p>Marcos Aguerri Pimenta de Souza</p><p>Ricardo Vieira Orsi</p><p>Rodrigo Octavio Beton Matta</p><p>Rogério Mandelli Bisi</p><p>Identidade Visual</p><p>Departamento de Comunicação</p><p>Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca do Banco Central do Brasil</p><p>Banco Central do Brasil.</p><p>Caderno de Educação Financeira – Gestão de Finanças Pessoais. Brasília: BCB,2013.</p><p>72 p.</p><p>Disponível também on-line texto integral: www.bcb.gov.br</p><p>1. Educação financeira. 2. Economia doméstica. 3. Finanças pessoais</p><p>CDU 64.031</p><p>Este material compila conhecimentos básicos de educação financeira expressos em linguagem cotidiana e foi</p><p>elaborado para distribuição gratuita, podendo ser reproduzido total ou parcialmente, desde que citada a fonte. É</p><p>expressamente proibida a sua comercialização.</p><p>Todo cidadão pode desenvolver habilidades para melhorar sua</p><p>qualidade de vida e a de seus familiares, a partir de atitudes</p><p>comportamentais e de conhecimentos básicos sobre gestão de</p><p>finanças pessoais aplicados no seu dia a dia.</p><p>O Departamento de Educação Financeira do Banco Central</p><p>deseja que este Caderno estimule-o a tomar decisões autônomas,</p><p>referentes a consumo, poupança e investimento, prevenção e</p><p>proteção, considerando seus desejos e necessidades atuais e futuras.</p><p>Sumário</p><p>Introdução 7</p><p>Quadro sinóptico 9</p><p>Módulo 1 – Nossa Relação com o Dinheiro 11</p><p>1.1 Relacionamento com o dinheiro 11</p><p>1.2 Sonhos e projetos 11</p><p>1.3 Escolhas: equilíbrio entre emoção e razão 14</p><p>1.4 Troca intertemporal 15</p><p>1.5 Necessidade e desejo 16</p><p>Ponha em prática 17</p><p>Módulo 2 – Orçamento Pessoal ou Familiar 19</p><p>2.1 O que é orçamento? 19</p><p>2.2 Elaboração do orçamento 20</p><p>2.3 Como elaborar um orçamento 20</p><p>2.4 Gestão orçamentária 22</p><p>2.5 Participação da família no orçamento 23</p><p>Ponha em prática 24</p><p>Módulo 3 – Uso do Crédito e Administração das Dívidas 25</p><p>3.1 Definição de crédito 25</p><p>3.2 Valor do dinheiro no tempo 25</p><p>3.3 Atenção aos juros 25</p><p>3.4 Uso do crédito 27</p><p>3.5 Dívidas 30</p><p>Ponha em prática 34</p><p>Módulo 4 – Consumo Planejado e Consciente 35</p><p>4.1 Planejando o consumo 35</p><p>4.2 Recomendações para o consumo 37</p><p>4.3 Dicas para o consumidor 38</p><p>4.4 Consumo consciente 39</p><p>4.5 Conservação das cédulas 40</p><p>Ponha em prática 41</p><p>Módulo 5 – Poupança e Investimento 43</p><p>5.1 Por que poupar? 43</p><p>5.2 Poupança e investimento 43</p><p>5.3 Componentes do investimento 43</p><p>5.4 O que você precisa saber antes de investir 44</p><p>5.5 Modalidades e tipos de investimento mais comuns 45</p><p>Ponha em prática 47</p><p>Módulo 6 – Prevenção e Proteção 49</p><p>6.1 Riscos a que estamos expostos 49</p><p>6.2 Medidas de proteção e prevenção de riscos 50</p><p>6.3 Cuidados na contratação de seguros 51</p><p>6.4 Importância do planejamento da aposentadoria 51</p><p>6.5 Quem precisa se preocupar e quando começar a se preocupar? 52</p><p>6.6 Opções financeiras para a aposentadoria 53</p><p>Ponha em prática 55</p><p>Exercícios 57</p><p>Gabarito 69</p><p>Referências 71</p><p>Leituras complementares 72</p><p>Introdução</p><p>O Banco Central do Brasil (BCB) é o órgão regulador e supervisor do Sistema Financeiro</p><p>Nacional (SFN) e tem como missão assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda</p><p>e um sistema financeiro sólido e eficiente, essencial para o desenvolvimento econômico. Nas</p><p>últimas décadas, graças às políticas adotadas e à atuação do BCB, o Brasil conseguiu reduzir a</p><p>inflação e alcançar maior estabilidade econômica.</p><p>Esse ambiente econômico estável possibilitou o aumento da oferta de produtos e serviços</p><p>financeiros, entre eles o crédito, ampliando o poder de consumo de grande parte da população,</p><p>inclusive daqueles anteriormente excluídos do sistema financeiro. Contudo, para usufruir dos</p><p>benefícios econômicos que podem ser proporcionados por esses produtos e serviços, é importante</p><p>que os usuários e clientes do sistema financeiro saibam como utilizá-los adequadamente.</p><p>Para isso, alguns conhecimentos e comportamentos básicos são necessários: (i) entender o</p><p>funcionamento do mercado e o modo como os juros influenciam a vida financeira do cidadão</p><p>(a favor e cont ra); (ii) consumir de forma consciente, evitando o consumismo compulsivo; (iii)</p><p>saber se comportar diante das oportunidades de financiamentos disponíveis, utilizando o crédito</p><p>com sabedoria e evitando o superendividamento; (iv) entender a importância e as vantagens de</p><p>planejar e acompanhar o orçamento pessoal e familiar; (v) compreender que a poupança é um</p><p>bom caminho, tanto para concretizar sonhos, realizando projetos, como para reduzir os riscos</p><p>em eventos inesperados; e, por fim, (vi) manter uma boa gestão financeira pessoal.</p><p>A educação financeira é o meio de prover esses conhecimentos e informações sobre</p><p>comportamentos básicos que contribuem para melhorar a qualidade de vida das pessoas e de</p><p>suas comunidades. É, portanto, um instrumento para promover o desenvolvimento econômico.</p><p>Afinal, a qualidade das decisões financeiras dos indivíduos influencia, no agregado, toda a economia,</p><p>por estar intimamente ligada a problemas como os níveis de endividamento e de inadimplência</p><p>das pessoas e a capacidade de investimento dos países.</p><p>Consumidores bem educados financeiramente demandam serviços e produtos adequados às suas</p><p>necessidades, incentivando a competição e desempenhando papel relevante no monitoramento</p><p>do mercado, uma vez que exigem maior transparência das instituições financeiras, contribuindo,</p><p>dessa maneira, para a solidez e para a eficiência do sistema financeiro.</p><p>Como se pode perceber, a educação financeira da população é muito importante para toda a</p><p>sociedade. Por esse motivo, o Governo Federal instituiu por meio do Decreto nº 7.397, de 22</p><p>de dezembro de 2010, a Estratégia Nacional para Educação Financeira (Enef). Alinhado a essa</p><p>estratégia, o BCB reestruturou seu programa Cidadania Financeira, com o objetivo de capacitar</p><p>o cidadão brasileiro a administrar seus recursos financeiros de maneira consciente.</p><p>Este Caderno de Educação Financeira é mais um produto que o BCB disponibiliza à população</p><p>para difundir conhecimentos básicos sobre finanças pessoais. O Caderno tem o objetivo de</p><p>promover a reflexão do cidadão sobre sua relação com o dinheiro e sobre como a adequada</p><p>gestão de suas finanças pessoais pode contribuir para seu bem-estar. Com linguagem cotidiana</p><p>e abordagem comportamental, procura ser de fácil entendimento e de aplicação prática na vida</p><p>pessoal, razão pela qual pode ajudar o cidadão na administração dos seus recursos financeiros,</p><p>abrindo caminho para melhorar sua qualidade de vida.</p><p>Quadro sinóptico</p><p>Os conteúdos deste Caderno de Educação Financeira com foco na Gestão de Finanças Pessoais</p><p>foram escolhidos a partir de conceitos básicos, reconhecidos pela Enef, e encontram-se organizados</p><p>em seis módulos, de acordo com o conjunto de competências descritas no quadro abaixo.</p><p>Módulo Competências</p><p>1 – Nossa Relação com o Dinheiro - Compreender a relação cotidiana das pessoas com os seus</p><p>recursos financeiros e fazer escolhas cada vez mais conscientes.</p><p>cola, folha ofício A4, fita</p><p>adesiva etc.);</p><p>• quadro negro (ou lousa) e giz (ou pincel);</p><p>• calculadora;</p><p>• computador com internet, datashow e equipamento de som, se disponíveis, ou laboratório</p><p>de informática.</p><p>ee Sumário</p><p>7Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 1 – Desvendando novos conceitos</p><p>AU L A 1 – D E S V E N DA N D O N O V O S C O N C E I TO S</p><p>Esta aula está organizada em três passos e contém quatro materiais de apoio (anexos). A</p><p>seguir, indicamos as habilidades previstas para desenvolvimento e os objetivos da aula, o que</p><p>você deve fazer na etapa de preparação, quais são os recursos necessários e adicionais para</p><p>a sua realização.</p><p>A. Habilidades</p><p>As habilidades abaixo descritas estão dispostas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC),</p><p>na matriz de competências de Educação Financeira e na proposta do CASEL (Collaborative for</p><p>Academic, Social, and Emotional Learning).</p><p>Base Nacional Comum Curricular</p><p>(EF07MA02) Resolver e elaborar problemas que envolvam porcentagens, como os que lidam com acréscimos</p><p>e decréscimos simples, utilizando estratégias pessoais, cálculo mental e calculadora, no</p><p>contexto de educação financeira, entre outros.</p><p>Educação Financeira</p><p>(EF08POU01) Compreender o conceito de resiliência financeira e seus desdobramentos para a vida financeira</p><p>de longo prazo.</p><p>Socioemocional(is)</p><p>Autoconsciência.</p><p>Habilidades de relacionamento.</p><p>Tomada de decisão responsável.</p><p>B. Objetivo(s) da aula</p><p>Apresentar o projeto, desvendando novos conceitos da Educação Financeira e, em especial, a</p><p>resiliência financeira.</p><p>ee Sumário</p><p>8Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 1 – Desvendando novos conceitos</p><p>C. Preparação para a aula</p><p>Para esta aula, você deve:</p><p>• elaborar um painel (cartolina ou papel pardo) com o Anexo 1A, para apresentação do projeto,</p><p>ou projetar o material de apoio (computador e datashow);</p><p>• providenciar cópias do Anexo 1B para todos os estudantes;</p><p>• providenciar cópias do Anexo 1D para duplas de estudantes;</p><p>• imprimir o Glossário (Anexo 1C) a ser entregue parcialmente para todos os estudantes,</p><p>apenas com termos tratados em cada aula.</p><p>Observação: o procedimento em relação ao Glossário está detalhado no 1º PASSO desta aula e no próprio</p><p>Anexo 1C. Você deve levar para a aula já recortados os termos que comporão o Glossário (“Educação</p><p>Financeira”, “Poupar” e “Resiliência financeira”), conforme indicados em Reflexões ao final da aula.</p><p>D. Material(is) necessário(s)</p><p>Para esta aula, você precisa de:</p><p>• cópia do Anexo 1A, para o painel;</p><p>• cópias do Anexo 1B, uma para cada estudante;</p><p>• cópias dos termos do Glossário (Anexo 1C) para todos os estudantes;</p><p>• cópias do Anexo 1D, uma para cada dupla de estudantes;</p><p>• material de uso comum.</p><p>E. Recurso(s) adicional(is)</p><p>Se possível, utilize:</p><p>• computador e datashow.</p><p>ee Sumário</p><p>9Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 1 – Desvendando novos conceitos</p><p>A. Procedimentos</p><p>circle 1º PASSO – APRESENTANDO O PROJETO</p><p>E TEMPO SUGERIDO: 10 MINUTOS</p><p>• Professor(a), dê as boas-vindas e inicie explicando que este é um projeto com Educação</p><p>Financeira do Programa Aprender Valor (Anexo 1A) que tem como proposta uma sequência</p><p>didática intitulada “A saga dos resilientes”. Explique que ele ocorrerá durante nove aulas e que,</p><p>durante essas aulas, os estudantes vão aprofundar seus conhecimentos sobre os temas relativos</p><p>à resiliência financeira, que, em síntese, significa a capacidade de se adequar financeiramente</p><p>a situações adversas.</p><p>• Ainda citando o Anexo 1A, mostre que o projeto está estruturado em duas partes: na primeira,</p><p>serão tratados o hábito de poupar, a resiliência financeira e o papel da Educação Financeira,</p><p>por meio de textos, jogos e debates, e, na segunda, serão abordadas situações envolvendo a</p><p>proteção de patrimônio e alguns tipos de seguros, utilizando-se a estatística, em especial, a</p><p>pesquisa amostral. O esquema apresentado pelo Anexo 1A descreve que a primeira parte está</p><p>amparada pelas quatro primeiras aulas e, a segunda, pelas demais aulas, sendo que todas se</p><p>relacionam ao tema principal.</p><p>• Explique que os conhecimentos sobre Matemática serão utilizados como ferramenta para tratar</p><p>dos assuntos correlacionados, pois o componente contribui muito para o aprendizado teórico e</p><p>prático da Educação Financeira, quando podem ser desenvolvidas habilidades que possibilitem</p><p>a melhoria da qualidade de vida dos estudantes e suas famílias.</p><p>• Apresente o projeto de forma clara e atrativa para despertar interesse dos estudantes em</p><p>prosseguir. Diga que, quando trabalharem com o conceito de resiliência financeira, vão explorar</p><p>as características comportamentais que estão por trás dela, identificando perfis de cidadãos</p><p>resilientes e não resilientes financeiramente. Além disso, explique que será elaborado um</p><p>Glossário (Anexo 1C) com termos e expressões que possibilitem sistematizar o que foi discutido</p><p>ao longo do projeto, tanto sobre Educação Financeira quanto em relação a elementos da</p><p>Matemática.</p><p>O gênero glossário – catálogo de palavras que pertencem a uma mesma matéria ou a um</p><p>mesmo campo de estudo, em que elas são definidas, explicadas ou comentadas – tem por</p><p>objetivo contribuir para a apropriação de termos/conceitos.</p><p>O propósito de introduzir esse gênero no projeto escolar é fazer com que os estudantes possam</p><p>se apropriar de termos próprios ao projeto, auxiliando assim no processo de sistematização de</p><p>aprendizagens. Como os termos serão apresentados aula a aula, a opção é pela organização</p><p>do Glossário dessa maneira e não pela alfabética, como usualmente é feito.</p><p>As instruções para compor esse Glossário serão destacadas no corpo das aulas de cada projeto,</p><p>quando for o caso, podendo esse conjunto ser ampliado com quaisquer outros (palavras/</p><p>expressões) que você, professor(a), considerar relevante, assim como outros que os estudantes</p><p>destacarem. Nesse caso, você e/ou os estudantes devem estabelecer juntos a melhor definição</p><p>desses termos, para inseri-los posteriormente no material.</p><p>ee Sumário</p><p>10Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 1 – Desvendando novos conceitos</p><p>Professor(a), o Anexo 1C deste projeto contém o conjunto de termos e/ou expressões indicados,</p><p>ao longo do projeto, para compor o Glossário. A orientação é imprimir esse anexo e entregar</p><p>os termos aos estudantes para serem colados, lidos e discutidos, à medida que forem sendo</p><p>apresentados aula a aula.</p><p>Recomendamos que, para tanto, reservem parte de um caderno para essa atividade. Nesse</p><p>caderno, poderão ainda ser arquivados outros textos, sínteses ou anotações sobre o projeto</p><p>escolar, o que comporão um material de referência/consulta. Esse material poderá ser utilizado,</p><p>também, por outros colegas professores que desenvolverem projetos com Educação Financeira,</p><p>em diálogo com outros componentes curriculares nesse mesmo ano escolar.</p><p>circle 2º PASSO – REALIZANDO UMA SONDAGEM INICIAL: “A SAGA DOS</p><p>RESILIENTES”</p><p>E TEMPO SUGERIDO: 15 MINUTOS</p><p>• Professor(a), organize os estudantes em círculo e distribua o Anexo 1B, explicando ser importante</p><p>que eles completem o quadro para uma sondagem em relação ao tema resiliência financeira.</p><p>Oriente-os sobre a administração do tempo, explicando que terão 10 minutos para essa atividade.</p><p>Projeto “A saga dos resilientes”</p><p>“POUPAR AJUDA AS PESSOAS A TER MAIOR RESILIÊNCIA FINANCEIRA, PERMITINDO ENFRENTAR</p><p>IMPREVISTOS COM MAIOR TRANQUILIDADE, E A JUNTAR RECURSOS PARA ALCANÇAR SEUS</p><p>OBJETIVOS.”</p><p>Concordo com essa afirmativa,</p><p>porque</p><p>Não concordo com essa</p><p>afirmativa, porque</p><p>Sei pouco sobre esse assunto,</p><p>mas gostaria de aprender,</p><p>porque</p><p>• Para auxiliar nessa mediação, pergunte:</p><p>P Vocês sabem o que é resiliência? E resiliência financeira?</p><p>• Acolha as respostas dos estudantes e, depois, comente com eles que a palavra resiliência</p><p>significa uma propriedade de os corpos voltarem à sua forma original, depois de terem sofrido</p><p>deformação ou choque. No sentido figurado, é a capacidade de se adaptar às intempéries, às</p><p>alterações</p><p>- Refletir sobre seus sonhos e sobre como transformá-los em</p><p>realidade por meio de projetos.</p><p>- Avaliar suas necessidades e desejos e como os efeitos de suas</p><p>escolhas afetam a qualidade de vida no presente e no futuro.</p><p>2 – Orçamento Pessoal ou Familiar - Reconhecer o orçamento como ferramenta para a compreensão</p><p>dos próprios hábitos de consumo.</p><p>- Aplicar os conceitos de receitas e despesas na elaboração do</p><p>orçamento, para torná-lo superavitário.</p><p>- Utilizar o orçamento para o planejamento financeiro pessoal e</p><p>familiar.</p><p>3 – Uso do Crédito e Administração</p><p>das Dívidas</p><p>- Identificar o crédito como uma fonte adicional de recursos que</p><p>não são próprios e que, ao ser utilizado implica o pagamento de</p><p>juros.</p><p>- Entender as vantagens e as desvantagens do uso do crédito e a</p><p>importância de fazer a escolha adequada entre as modalidades</p><p>disponíveis, considerando o seu custo.</p><p>- Identificar causas e consequências do endividamento excessivo e</p><p>compreender as atitudes necessárias para sair dessa condição.</p><p>4 – Consumo Planejado e</p><p>Consciente</p><p>- Entender as vantagens e as dificuldades de planejar o consumo.</p><p>- Conhecer as estratégias e as técnicas de vendas utilizadas pelos</p><p>comerciantes para conquistar o consumidor, e as atitudes que</p><p>podem ser adotadas pelo consumidor para evitar o consumo</p><p>por impulso.</p><p>- Promover o consumo consciente com práticas sustentáveis,</p><p>inclusive no que se refere ao uso e conservação do dinheiro.</p><p>5 – Poupança e Investimento - Compreender a importância do hábito de poupar como forma</p><p>de melhorar a qualidade de vida.</p><p>- Distinguir a diferença entre poupança e conta (ou caderneta) de</p><p>poupança.</p><p>- Entender o conceito, as características e as modalidades</p><p>dos investimentos, para que possa escolher a aplicação mais</p><p>adequada ao seu perfil e às suas necessidades.</p><p>6 – Prevenção e Proteção - Entender os riscos financeiros e quais as medidas de prevenção</p><p>e proteção adequadas para cada situação.</p><p>- Compreender a importância do planejamento financeiro para</p><p>a aposentadoria, como se estrutura o sistema previdenciário</p><p>nacional e quais as vantagens e desvantagens de adotar</p><p>estratégias independentes, sendo o próprio gestor dos seus</p><p>investimentos.</p><p>Módulo 1 – Nossa Relação com o Dinheiro</p><p>1.1 Relacionamento com o dinheiro</p><p>Desde cedo, começamos a lidar com uma série de situações ligadas ao dinheiro. Para tirar melhor</p><p>proveito do seu dinheiro, é muito importante saber como utilizá-lo da forma mais favorável a</p><p>você. O aprendizado e a aplicação de conhecimentos práticos de educação financeira podem</p><p>contribuir para melhorar a gestão de nossas finanças pessoais, tornando nossas vidas mais</p><p>tranquilas e equilibradas sob o ponto de vista financeiro.</p><p>Se pararmos para pensar, estamos sujeitos a um mundo financeiro muito mais complexo que o das</p><p>gerações anteriores. No entanto, o nível de educação financeira da população não acompanhou</p><p>esse aumento de complexidade. A ausência de educação financeira, aliada à facilidade de acesso</p><p>ao crédito, tem levado muitas pessoas ao endividamento excessivo, privando-as de parte de</p><p>sua renda em função do pagamento de prestações mensais que reduzem suas capacidades de</p><p>consumir produtos que lhes trariam satisfação.</p><p>Infelizmente, não faz parte do cotidiano da maioria das pessoas buscar informações que as</p><p>auxiliem na gestão de suas finanças. Para agravar essa situação, não há uma cultura coletiva, ou</p><p>seja, uma preocupação da sociedade organizada em torno do tema. Nas escolas, pouco ou nada é</p><p>falado sobre o assunto. As empresas, não compreendendo a importância de ter seus funcionários</p><p>alfabetizados financeiramente, também não investem nessa área. Similar problema é encontrado</p><p>nas famílias, onde não há o hábito de reunir os membros para discutir e elaborar um orçamento</p><p>familiar. Igualmente entre os amigos, assuntos ligados à gestão financeira pessoal muitas vezes</p><p>são considerados invasão de privacidade e pouco se conversa em torno do tema. Enfim, embora</p><p>todos lidem diariamente com dinheiro, poucos se dedicam a gerir melhor seus recursos.</p><p>Talvez esse aparente desinteresse decorra do fato de acharmos que sabemos mais sobre o uso</p><p>do dinheiro do que realmente sabemos, e isso pode trazer a falsa sensação de que dominamos</p><p>os assuntos relacionados à gestão financeira. Pesquisas revelam que 3 em cada 4 famílias sentem</p><p>alguma dificuldade para chegar ao fim do mês com seus rendimentos. E você, como lida com seu</p><p>dinheiro? Quer aprender um pouco mais sobre como administrar melhor e mais eficientemente</p><p>seus recursos financeiros?</p><p>1.2 Sonhos e projetos</p><p>A educação financeira pode trazer diversos benefícios, entre os quais, possibilitar o equilíbrio das</p><p>finanças pessoais, preparar para o enfrentamento de imprevistos financeiros e para a aposentadoria,</p><p>qualificar para o bom uso do sistema financeiro, reduzir a possibilidade de o indivíduo cair em</p><p>fraudes, preparar o caminho para a realização de sonhos, enfim, tornar a vida melhor.</p><p>Entretanto, você pode se perguntar: e o sonho? O que o dinheiro tem a ver com meus sonhos?</p><p>O ser humano é movido pelos sonhos. São eles que trazem esperança e motivação para todos</p><p>nós. São os nossos sonhos que norteiam nossos desejos e anseios pelo futuro. É por meio dos</p><p>sonhos que visualizamos aonde queremos chegar.</p><p>12</p><p>É bem verdade que nem todos os sonhos envolvem necessariamente a utilização de recursos</p><p>financeiros. Você pode sonhar com um mundo mais humano, pode almejar estreitar o seu</p><p>relacionamento com sua família, sonhar em retomar uma velha amizade que se desgastou com</p><p>o tempo. No entanto, existem sonhos que precisam de recursos financeiros para sua realização.</p><p>Por exemplo, levar um ente querido a um bom restaurante, fazer uma viagem, comprar um carro</p><p>ou um imóvel, adquirir um computador ou um celular de última geração. A boa gestão financeira</p><p>pessoal aumenta as chances de realização desse tipo de sonho, e a educação financeira pode</p><p>colaborar com esse objetivo.</p><p>E por falar em sonhos, você já parou para pensar em quantos sonhos você possui? Mais que isso,</p><p>você já pensou no que realmente você tem feito para realizá-los? Um problema que muitas</p><p>pessoas enfrentam é não saber como transformar os sonhos em realidade. Ora porque falta</p><p>uma visão clara do caminho a ser percorrido entre o sonho e a sua concretização, ora porque</p><p>é necessário pensar no assunto e assumir uma posição ativa para transformar os sonhos em</p><p>projetos.</p><p>Para melhor entender a diferença entre sonho e projeto, podemos assumir que o sonho é o</p><p>desejo vivo, a aspiração, o anseio. Pode ser entendido como a ideia ou os objetivos que se</p><p>quer alcançar. De outro modo, o projeto é o sonho colocado “no papel”, para que possamos</p><p>visualizar melhor onde estamos em relação a nossas aspirações e quais os caminhos que devemos</p><p>seguir para alcançá-las. O projeto implica um esforço temporário empreendido para</p><p>criar um produto, serviço ou resultado exclusivo na direção do sonho ou dos objetivos</p><p>que se quer concretizar. Como você pode ver, um é a complementação do outro.</p><p>Os projetos se caracterizam pelos seguintes aspectos: (1) são temporários – têm início e fim</p><p>definidos; (2) são planejados, executados e controlados; (3) geram produtos, serviços ou resultados</p><p>exclusivos; (4) são desenvolvidos em etapas que se sucedem em uma sequência progressiva; (5)</p><p>são realizados e gerenciados por pessoas; e (6) são executados com recursos limitados. Desse</p><p>modo, o projeto é uma ação que viabiliza a realização dos sonhos, retirando-os do imaginário</p><p>e trazendo-os ao mundo real.</p><p>Existem alguns passos simples que, uma vez seguidos, podem lhe ajudar a transformar, com facilidade,</p><p>seus sonhos em projetos, aproximando-os de sua realização.</p><p>Primeiro passo – Saber, exatamente, aonde você quer chegar</p><p>O sonho é abstrato. Então, para transformá-lo em projeto, você deve definir qual é exatamente</p><p>o objeto do seu sonho.</p><p>Por exemplo, você pode sonhar em ter um carro, mas isso é muito vago. Defi na: qual é o carro que</p><p>você quer? Quais os opcionais que</p><p>você quer incluir? Ou, quem sabe, o seu sonho seja fazer uma</p><p>viagem. Para realizar esse sonho, você precisa defi nir para onde você quer ir, por quanto tempo, em</p><p>que tipo de hospedagem você pretende fi car etc.</p><p>Conseguiu entender?</p><p>Ao saber exatamente o que você quer, fica mais claro e mais fácil planejar como você</p><p>poderá realizar o seu sonho.</p><p>13</p><p>Segundo passo – Estabelecer metas claras e objetivas para seu projeto</p><p>Este é o passo em que você irá detalhar como realizará o seu sonho. Procure planejar e descrever,</p><p>de modo específico, as metas que você deverá alcançar para que seu sonho seja realizado.</p><p>Vamos trabalhar com um exemplo?</p><p>Suponha que o seu sonho seja comprar um carro zero quilômetro no valor de R$25 mil, daqui a</p><p>dois anos. Uma boa alternativa talvez seja poupar todo mês R$1 mil para comprá-lo. Aplicando</p><p>mensalmente esse valor em um investimento como a caderneta de poupança, cuja característica</p><p>é de alta liquidez e segurança, em 23 meses você terá o dinheiro para comprar o carro à vista,</p><p>considerada uma rentabilidade de 0,5% ao mês.</p><p>Com o estabelecimento de metas claras e objetivas, você é capaz de saber quando estará</p><p>apto a realizar o seu sonho.</p><p>Terceiro passo – Internalizar a visão de futuro trazida pela perspectiva de realização</p><p>do projeto</p><p>Para internalizar a visão de futuro trazida pela perspectiva de realizacão do projeto, você deverá</p><p>pensar em tudo aquilo que a realização do sonho lhe trará de bom. Pense nos prazeres que</p><p>você terá. Veja-se com o produto ou no lugar em que você sonha estar. Sinta-se com o sonho</p><p>realizado. Essa atitude lhe dará motivação para seguir o caminho em busca da concretização</p><p>do seu sonho.</p><p>Uma visão do futuro motivadora ajuda a superar os obstáculos para transformar seu</p><p>sonho em realidade.</p><p>Quarto passo – Estabelecer etapas intermediárias</p><p>Cabe a cada um manter o controle da viabilidade de seus projetos. As etapas são momentos</p><p>intermediários no percurso da caminhada e servem para verificar o percurso que você tem</p><p>caminhado e, caso necessário, reavaliar e direcionar melhor o seu projeto em busca da realização</p><p>do seu sonho. As situações podem se alterar ao longo do tempo, exigindo ou permitindo que</p><p>você altere o percurso inicialmente pensado.</p><p>Por exemplo: podem surgir despesas inesperadas em sua vida; você pode receber um aumento; o</p><p>preço do carro pode aumentar; enfim, diversas situações podem ocorrer durante esse intervalo,</p><p>e cabe a você decidir sobre a necessidade ou a possibilidade de uma eventual alteração na</p><p>quantia poupada a cada mês.</p><p>Ao estabelecer etapas intermediárias você pode, de tempos em tempos, reavaliar o seu</p><p>projeto para que a realização do sonho continue sendo viável.</p><p>Último passo – Comemorar as etapas intermediárias da caminhada</p><p>Na vida real, um projeto pode levar um período de tempo longo para ser finalizado. Assim, até</p><p>que se consigam os recursos econômicos para que o sonho seja realizado, existe a possibilidade</p><p>de desânimo ou desvio do foco. Também é possível, por uma razão ou outra, que não se queira</p><p>mais dar continuidade aos planos iniciais. Por isso, é necessário estabelecer etapas intermediárias</p><p>de comemoração.</p><p>14</p><p>Você pode, no caso do projeto de compra de um automóvel, estabelecer que a cada R$5 mil</p><p>poupados, irá ao cinema com a família e fará um lanche em seguida; ou que alugará um carro,</p><p>similar ou igual ao que deseja adquirir, para passear com a família por um dia.</p><p>Enfim, não importa como você irá comemorar, pode ser até algo que demande dinheiro, desde</p><p>que não o desvie do foco principal do seu projeto.</p><p>O importante é verificar que você está no caminho certo para realização do seu sonho</p><p>e comemorar.</p><p>Seguindo esses passos, você pode aumentar bastante suas possibilidades de passar do posto de</p><p>sonhador para o de realizador de sonhos.</p><p>1.3 Escolhas: equilíbrio entre emoção e razão</p><p>Você já deve ter notado que a realização de sonhos não acontece por acaso, mas é</p><p>fruto de escolhas que fazemos para torná-los reais. A vida é feita de escolhas, sejam elas</p><p>conscientes ou inconscientes. E mais, você já pensou que, pelo simples fato de não escolher,</p><p>você já está fazendo uma escolha?</p><p>O ser humano é o único que tem a capacidade de não se valer apenas dos instintos e das</p><p>emoções para direcionar as suas escolhas. No entanto, há momentos em que tomamos atitudes</p><p>ou efetuamos escolhas com base exclusivamente nas emoções. Não se pode dizer que isso,</p><p>a princípio, seja bom ou ruim, mas, em regra, é importante cuidar para que nossas escolhas</p><p>equilibrem emoção com razão.</p><p>Vivemos em uma sociedade voltada para o consumo. Somos diariamente bombardeados com</p><p>propagandas e artifícios criados com a finalidade de despertar nossas emoções e criar necessidades</p><p>por produtos e serviços que, por vezes, nem mesmo precisamos ou queremos para nós, mas</p><p>que simplesmente passamos a desejar.</p><p>Entenda que não é errado você querer coisas que não sejam estritamente essenciais. É</p><p>normal ter desejos e, dentro de suas posses, comprar produtos e serviços que satisfaçam</p><p>esses desejos. Entretanto, é importante ter em mente que o consumo não pode ser</p><p>movido apenas pela emoção, ou pior, pela emoção imposta por meio de propaganda ou</p><p>de imposição social, como a necessidade de manter status e coisas do tipo.</p><p>Aliás, você já parou para pensar o que “manter o status” significa para você?</p><p>Muitas vezes, a pretexto de “manter o status”, as pessoas compram produtos de que não</p><p>precisam, com dinheiro que não têm, para impressionar pessoas de quem não gostam – e, até,</p><p>para demonstrarem ser quem de fato não são.</p><p>Devido a todo o bombardeio que sofremos, estimulando nossas emoções para o consumo,</p><p>devemos estar atentos e, em certos momentos, esforçar-nos para incluir a razão em nossas</p><p>decisões financeiras, sempre lembrando que o objetivo não é excluir as emoções de nossas</p><p>escolhas, mas apenas dar a elas o peso adequado.</p><p>No processo de escolha, a emoção e a razão funcionam como dois lados de uma balança</p><p>que devem manter-se equilibrados.</p><p>15</p><p>Depois de termos consciência da importância de fazer escolhas equilibradas, precisamos refletir</p><p>sobre dois outros aspectos importantes: a troca intertemporal e a relação entre necessidade</p><p>e desejo.</p><p>1.4 Troca intertemporal</p><p>Do ponto de vista financeiro, podemos falar que, se você gasta muito dinheiro no presente,</p><p>poderá ter problemas no futuro, ou, de forma contrária, você pode gastar menos dinheiro hoje</p><p>para ter mais dinheiro amanhã.</p><p>Podemos pensar nisso como uma escolha no tempo, daí o nome troca intertemporal.</p><p>A expressão “troca intertemporal” está relacionada aos efeitos das escolhas que fazemos</p><p>hoje (no presente) sobre nossas vidas amanhã (no futuro).</p><p>Reflita sobre o que ocorre em cada parte do exemplo a seguir:</p><p>Suponha que você deseje comprar um produto de informática no valor de R$1.000,00 e você</p><p>possui apenas R$600,00, ou seja, faltam R$400,00 para que você possa comprá-lo.</p><p>Você faz um estudo de seu orçamento para avaliar se é possível comprar esse produto e verifica</p><p>que consegue poupar R$100,00 por mês. Seguindo esse planejamento, você levaria quatro meses</p><p>para ter o dinheiro suficiente para adquirir o produto.</p><p>Mas se você quiser comprar o produto imediatamente, há uma forma de “manipular” o tempo</p><p>e adquirir o produto antecipadamente. Você pode buscar dinheiro em outras fontes, tomar um</p><p>empréstimo no valor de R$400,00 e, com isso, adquiri-lo hoje. Simples, não? Sim... quase...</p><p>A situação não é tão simples quanto parece porque, em geral, a antecipação de consumo</p><p>traz consigo um custo chamado “pagamento de juros” sobre o valor emprestado que</p><p>lhe permitiu adquirir o produto no presente. Nesse caso, como você antecipou o seu consumo,</p><p>terá de pagar prestações de valor maior do que R$100,00 por mês ou pagar um número maior</p><p>de prestações de R$100,00 do que pagaria se tivesse decidido poupar primeiro para depois</p><p>comprar o produto.</p><p>Agora, imagine outra situação:</p><p>Você deseja comprar o mesmo produto que custa R$1.000,00, verifica</p><p>a sua conta e percebe</p><p>que possui toda essa quantia.</p><p>Nessa hipótese, você tem duas opções: comprar o produto hoje, gastando toda essa quantia, ou</p><p>deixar para fazê-lo daqui a quatro meses.</p><p>Se você escolhe deixar para comprar o produto daqui a quatro meses, você pode colocar o seu</p><p>dinheiro na poupança ou em outro investimento e passar a receber um prêmio por ter postergado</p><p>o consumo. Ou seja, você poderá ser recompensado ao realizar uma troca intertemporal, abrindo</p><p>mão de algo que poderia ter hoje. Daqui a quatro meses, você poderá comprar o produto e</p><p>ainda lhe sobrará uma quantia. Nesse caso, a postergação do consumo traz consigo o</p><p>recebimento de rendimentos.</p><p>16</p><p>Perceba que possuímos, basicamente, duas opções ao lidar com o consumo no tempo. Essa</p><p>é a escolha fundamental quando o assunto é gestão financeira: temos a opção de usufruir</p><p>agora e pagar depois, assumindo uma posição devedora, ou seja, pagando juros; ou podemos</p><p>optar por pagar agora e usufruir depois e assumir uma posição credora, recebendo juros.</p><p>Atente para o fato de que não existe uma escolha correta ou errada.</p><p>O importante é levar em consideração, em cada situação, o fenômeno da troca intertemporal</p><p>e verificar se a antecipação ou postergação do consumo será mais ou menos vantajosa,</p><p>prestando sempre atenção aos juros que pagaremos ou aos rendimentos que poderemos</p><p>receber, a depender de nossas escolhas.</p><p>1.5 Necessidade e desejo</p><p>Outro aspecto importante é, ao fazer escolhas, saber distinguir desejo de necessidade.</p><p>Pode-se definir necessidade como tudo aquilo de que precisamos, independentemente</p><p>de nossos anseios. São coisas absolutamente indispensáveis para nossa vida. Por</p><p>sua vez, os desejos podem ser definidos como tudo aquilo que queremos possuir ou</p><p>usufruir, sendo essas coisas necessárias ou não.</p><p>Vamos exemplificar. Todo ser humano possui a necessidade de se alimentar. A alimentação é</p><p>indispensável para a vida e independe da nossa vontade. Logo, alimentação é uma necessidade.</p><p>Agora, caso você queira fazer sua alimentação em um restaurante de luxo desfrutando de pratos</p><p>finos, isso é um desejo. Sim, você está satisfazendo sua necessidade de alimento, mas a forma</p><p>como almejou satisfazer tal necessidade foi um desejo.</p><p>Gerir nosso próprio dinheiro depende sempre de um pouco de técnica e de muito bom senso.</p><p>Assim, do mesmo modo como vimos anteriormente que nossas decisões devem ser baseadas</p><p>tanto nas emoções quanto na razão, aqui também há de se ter bom senso.</p><p>Nossos recursos financeiros devem satisfazer nossas necessidades, mas, na medida do</p><p>possível, podemos atender nossos desejos. Os desejos não são ruins. Eles nos dão prazer</p><p>e determinam aquilo que queremos para o nosso futuro.</p><p>O problema surge apenas quando começamos a tratar os desejos como se fossem necessidades.</p><p>Caso comecemos a pensar assim, colocamo-nos em uma situação de difícil controle. Isso porque</p><p>os desejos são ilimitados, porém os recursos são limitados. Ao tratarmos desejos como se fossem</p><p>necessidades, é impossível alcançarmos uma boa saúde financeira e, até mesmo, podemos dar</p><p>início a um processo de endividamento excessivo.</p><p>Ao lidar com seus recursos financeiros, procure ter sempre em mente que o dinheiro é</p><p>um mero instrumento para atender a necessidades e desejos, realizando sonhos e, por</p><p>isso, você deve saber administrá-lo bem.</p><p>Para transformar os seus sonhos em realidade, não fique apenas no plano das ideias. Traga seus</p><p>sonhos para o mundo real, planejando como alcançá-los, ou seja, converta os seus sonhos em</p><p>projetos. Tenha sempre em mente que a vida é feita de escolhas, e isso também é verdade em</p><p>17</p><p>relação ao aspecto financeiro. Conheça-se e procure basear suas escolhas equilibradamente nas</p><p>emoções e na razão. Saiba identificar suas necessidades e desejos, pesando, quando for o caso,</p><p>os custos e as recompensas da troca intertemporal (o peso da impaciência da posição devedora</p><p>e a recompensa por saber esperar da posição credora).</p><p>Tendo esses ensinamentos em mente e, principalmente, colocando-os em prática, você já estará</p><p>criando uma sólida base para erguer uma vida financeira pessoal saudável.</p><p>Ponha em prática</p><p>• Eduque-se financeiramente. Não é porque lidamos com o dinheiro desde pequenos que</p><p>não precisamos dedicar tempo a isso. É comum achar que sabemos mais sobre o uso</p><p>do dinheiro do que realmente sabemos.</p><p>• Sonhe. É importante para sua vida. Mas tão importante quanto sonhar é realizar. Transforme</p><p>os sonhos em projetos: saiba aonde quer chegar, internalize a visão de futuro, dimensione</p><p>metas claras e objetivas, estabeleça etapas intermediárias, não se esqueça de compartilhar</p><p>e comemorar cada etapa conquistada.</p><p>• Faça escolhas equilibradas. Razão e emoção fazem parte do nosso processo de escolha.</p><p>Não seja excessivamente emocional, a fim de evitar as decisões impulsivas e momentâneas;</p><p>tampouco seja demasiadamente racional a ponto de retirar o prazer de consumir.</p><p>• Leve em consideração o fenômeno da troca intertemporal quando fizer suas escolhas,</p><p>avaliando o que é mais vantajoso para você: pagar antes (poupar) para consumir depois</p><p>ou consumir antes e pagar mais caro depois.</p><p>• Necessidade é diferente de desejo. Saiba diferenciá-los. Tanto uma quanto o outro são</p><p>importantes para nós. Confundir esses dois conceitos pode trazer sérios problemas fi nanceiros.</p><p>Módulo 2 – Orçamento Pessoal ou Familiar</p><p>2.1 O que é orçamento?</p><p>Orçamento pode ser visto como uma ferramenta de planejamento financeiro pessoal que contribui</p><p>para a realização de sonhos e projetos. Para que se tenha um bom planejamento, é necessário</p><p>saber aonde se quer chegar; é necessário internalizar a visão de futuro trazida pela perspectiva</p><p>de realização do projeto e estabelecer metas claras e objetivas, as quais geralmente precisam de</p><p>recursos financeiros para que sejam alcançadas ou para que ajudem a atingir objetivos maiores.</p><p>Por isso, é importante que toda movimentação de recursos financeiros, incluindo todas as receitas</p><p>(rendas), todas as despesas (gastos) e todos os investimento s, esteja anotada e organizada.</p><p>a. Reflexão: de onde vem e para onde está indo o meu dinheiro?</p><p>De onde vem o dinheiro não costuma ser um mistério. Em geral, as pessoas naturalmente têm</p><p>uma boa noção de onde vêm as suas receitas, pois esperam recebê-las pelo trabalho realizado,</p><p>por algum investimento efetuado ou por benefícios recebidos. Quando o dinheiro vem como</p><p>resultado do trabalho, as formas mais conhecidas são: salário, comissão de vendas, diárias,</p><p>honorários, pró-labore, faturamento de prestação de serviços, vencimentos, subsídios. O dinheiro</p><p>também pode ser resultado do rendimento de aplicações financeiras ou em bolsa de valores,</p><p>planos de previdência social ou privada, prêmios de seguros, ou mesmo de aplicações não</p><p>financeiras como aluguel de imóveis, herança, royalties, prêmios de loteria. Pode ainda ter como</p><p>origem benefícios previdenciários ou assistenciais de programas sociais do governo.Por outro</p><p>lado, pesquisas indicam que grande parte da população não sabe como gasta o seu dinheiro ou</p><p>o quanto é gasto em cada grupo de despesas, como alimentação, moradia, educação, saúde, lazer,</p><p>dívidas e juros, viagens e realização de sonhos ou outros gastos e investimentos.</p><p>E você? Você sabe quanto gasta e como gasta seu dinheiro todo mês? Você tem ideia de como</p><p>suas despesas se comportaram neste ano? Você sabe quais itens consomem a maior parte de</p><p>sua renda? Quanto você já pagou de juros neste ano? Você planeja seus gastos? E sua poupança?</p><p>Quando planeja, você cumpre o planejamento?</p><p>O controle e o planejamento financeiro, bem como a anotação de todas as receitas e despesas,</p><p>ajudam a obter respostas para essas perguntas fundamentais.</p><p>Qualquer que seja o tamanho do seu plano ou sonho, é necessário ter um controle efetivo</p><p>das receitas e das despesas, bem como se organizar e definir o que tem de ser feito, de</p><p>modo a alcançar os objetivos em menos tempo e ao menor custo possível.</p><p>Para que isso ocorra, o quanto antes</p><p>você começar, melhor.</p><p>20</p><p>b. Importância do orçamento</p><p>O orçamento financeiro pessoal oferece uma oportunidade para você avaliar sua vida financeira</p><p>e definir prioridades que impactam sua vida pessoal. O orçamento vai ajudá-lo a:</p><p>• conhecer a sua realidade financeira;</p><p>• escolher os seus projetos;</p><p>• fazer o seu planejamento financeiro;</p><p>• definir suas prioridades;</p><p>• identificar e entender seus hábitos de consumo;</p><p>• organizar sua vida financeira e patrimonial;</p><p>• administrar imprevistos;</p><p>• consumir de forma contínua (não travar o consumo).</p><p>Resumindo: o orçamento é uma importante ferramenta para você conhecer, administrar</p><p>e equilibrar suas receitas e despesas e, com isso, poder planejar e alcançar seus sonhos.</p><p>2.2 Elaboração do orçamento</p><p>Um importante princípio a ser seguido na elaboração do orçamento é que as despesas não devem</p><p>ser superiores às receitas. Mais do que isso, é prudente que as receitas superem as despesas,</p><p>para que você possa formar uma poupança, investindo seu superávit financeiro de modo a ter</p><p>recursos suficientes para eventuais emergências, realizar sonhos, preparar sua aposentadoria etc.</p><p>Receitas – Despesas = Poupança</p><p>2.3 Como elaborar um orçamento</p><p>a. Como iniciar?</p><p>O orçamento pessoal (ou familiar) deve ser iniciado a partir do registro de tudo que você (ou sua</p><p>família) ganha e o que gasta durante um período, em geral um mês ou um ano. Para simplificar um</p><p>pouco a linguagem, vamos tratar do orçamento pessoal, mas tudo que falarmos daqui em diante</p><p>também vale para o orçamento familiar. Na elaboração do orçamento é necessário organizar e</p><p>planejar suas despesas, com o objetivo de gastar bem o seu dinheiro, suprir suas necessidades</p><p>e ainda realizar sonhos e atingir metas, de acordo com as prioridades definidas.</p><p>b. O processo de elaboração</p><p>Existe mais de uma maneira de elaborar um orçamento. Vamos sugerir um método que consiste</p><p>em quatro etapas: planejamento, registro, agrupamento e avaliação.</p><p>21</p><p>1ª etapa: Planejamento</p><p>O processo de planejamento consiste em estimar as receitas e as despesas do período. Para isso,</p><p>você pode utilizar sua rotina passada, elencando as receitas e as despesas passadas e usando-as</p><p>como base para prever as receitas e as despesas futuras.</p><p>Veja, na sequência, algumas sugestões para auxiliá-lo nesta etapa.</p><p>Diferencie receitas e despesas fixas das variáveis</p><p>Receitas fixas – Como o próprio nome diz, são receitas que não variam ou variam muito</p><p>pouco, como o valor do salário, da aposentadoria ou de rendimentos de aluguel.</p><p>Receitas variáveis – São aquelas cujos valores variam de um mês para o outro, como os</p><p>ganhos de comissões por vendas ou os ganhos com aulas particulares.</p><p>Despesas fixas – São despesas que não variam ou variam muito pouco, como o aluguel, a</p><p>prestação de um financiamento etc.</p><p>Despesas variáveis – São aquelas cujos valores variam de um mês para o outro, como a</p><p>conta de luz ou de água, que variam conforme o consumo.</p><p>• Lembre-se dos compromissos sazonais: impostos, seguros, matrículas escolares etc.</p><p>• Lembre-se dos compromissos já assumidos: cheques pré-datados ou ainda não</p><p>compensados, prestações a vencer, faturas de cartões de crédito etc.</p><p>• Utilize informações passadas de conta de luz, água, telefone etc.</p><p>2ª etapa: Registro</p><p>É necessário anotar, de preferência diariamente, para evitar esquecimentos, todas as receitas</p><p>e despesas.</p><p>Para isso, aqui vão algumas sugestões.</p><p>• Anote todos os gastos. Pode ser em uma caderneta, em uma agenda, no celular, no computador etc.</p><p>• Confira os extratos bancários e as faturas de cartões de crédito;</p><p>• Guarde as notas fiscais e os recibos de pagamento;</p><p>• Guarde os comprovantes de utilização de cartões (débito/crédito);</p><p>• Diferencie as várias formas de pagamentos e desembolsos, separando-as em dinheiro, débito</p><p>e crédito.</p><p>3ª etapa: Agrupamento</p><p>Você perceberá que, com o tempo, as anotações serão muitas. Para que você as entenda melhor,</p><p>agrupe-as conforme alguma característica similar. Por exemplo: despesa com alimentação, com</p><p>habitação, com transporte, com lazer etc. Essa não é a única forma de agrupar as despesas.</p><p>Você pode utilizar outras formas de agrupamento que sejam mais adequadas à sua realidade. O</p><p>agrupamento facilita a verificação da parcela do salário ou da renda que é gasta em cada grupo</p><p>de itens, além de auxiliar com os ajustes ou cortes que eventualmente sejam necessários.</p><p>22</p><p>4ª etapa: Avaliação</p><p>Nesta etapa, você vai avaliar como suas finanças se comportaram ao longo do mês e irá agir,</p><p>corretiva e preventivamente, para que seu salário e sua renda proporcionem o máximo de</p><p>benefícios, conforto e qualidade de vida para você.</p><p>Avaliar significa refletir. Portanto, sugerimos as seguintes reflexões.</p><p>• O balanço de seu orçamento foi superavitário, neutro ou deficitário? Ou seja, você gastou</p><p>menos, o mesmo ou mais do que recebeu?</p><p>• Quais são seus sonhos e suas metas financeiras? Precisam de curto, médio ou longo prazo?</p><p>São compatíveis com o seu orçamento? Tem separado recursos financeiros para realizá-los?</p><p>• É possível reduzir gastos desnecessários? Observe os pequenos gastos, pois a soma de muitos</p><p>“poucos” pode ser bem relevante.</p><p>• É possível aumentar as receitas?</p><p>2.4 Gestão orçamentária</p><p>Devemos considerar que, no ponto de partida, o orçamento pode ser deficitário. Nesta situação,</p><p>as despesas superam as receitas. Pode também ser neutro ou equilibrado, quando as despesas</p><p>são iguais às receitas, ou superavitário, quando as receitas são superiores às despesas. A meta</p><p>básica, entretanto, deve ser alcançar e manter um orçamento superavitário.</p><p>Orçamento Receita x Despesa</p><p>Deficitário R < D</p><p>Neutro R = D</p><p>Superavitário R > D</p><p>Meta básica: Receita ≥ Despesa</p><p>Com o tempo, o orçamento ajuda as pessoas a serem superavitárias. Ou seja, o orçamento</p><p>ajuda as pessoas a manterem suas receitas maiores que suas despesas.</p><p>Esse é um dos objetivos básicos da boa gestão financeira pessoal.</p><p>Se Receitas > Despesas, então, objetivo cumprido!</p><p>Mas e quando você atingir esse grande objetivo? O que fazer com o superávit, ou seja, com</p><p>esse dinheiro que sobrou?</p><p>A resposta é poupar e cultivar o hábito de fazer poupança regularmente. Aliás, ao se tornar uma</p><p>pessoa superavitária, a primeira coisa a fazer ao receber uma renda deve ser separar parte dela</p><p>para poupança, antes mesmo de pagar qualquer despesa.</p><p>A poupança deve ser vista como um compromisso com você mesmo.</p><p>23</p><p>Antes de sair pagando suas dívidas e despesas, por que não se pagar primeiro?</p><p>Mas, infelizmente, essa não é a lógica da maioria das pessoas. O que acontece na prática? O</p><p>dinheiro vai sendo usado durante o mês, e sobra pouco, ou quase nada, para poupar.</p><p>Esperar para poupar no final é pouco efetivo para investir e formar patrimônio.</p><p>Uma maneira de priorizar a poupança é autorizar seu banco a realizar investimentos automáticos</p><p>em datas predefinidas. Dessa forma, você estará viabilizando sonhos, preparando sua aposentadoria</p><p>ou precavendo-se para uma situação inesperada. Para fazer isso, é importante passar pela</p><p>elaboração de um orçamento. É na fase de avaliação que você vai refletir, pesando, de um lado</p><p>da balança, seus sonhos (projetos) e de outro, os seus desejos do dia a dia.</p><p>Com o orçamento, é possível comparar e decidir suas prioridades e identificar sua</p><p>capacidade de poupança e reavaliar a possibilidade de melhorar.</p><p>Portanto, utilize o orçamento. Ele é o seu principal aliado na boa gestão de seus recursos fi nanceiros.</p><p>2.5 Participação da família no orçamento</p><p>A participação e o comprometimento de cada membro da família são imprescindíveis para</p><p>o sucesso do projeto de gestão financeira familiar responsável.</p><p>Para envolver a família, é importante levar em consideração que as pessoas são diferentes umas</p><p>das outras e, portanto, os diferentes membros da família costumam apresentar comportamentos</p><p>financeiros distintos.</p><p>Algumas pessoas têm uma tendência natural para poupar, enquanto outras preferem consumir de</p><p>imediato. Algumas se preocupam com o controle</p><p>de seus gastos; outras são desatentas, desligadas</p><p>ou desorganizadas. Algumas se concentram na realidade, buscando entendê-la de modo racional,</p><p>ao passo que outras tendem a enxergar o mundo por uma ótica sonhadora.</p><p>Considerando-se os diferentes perfis de comportamento financeiro das pessoas, é</p><p>fundamental adotar uma abordagem adequada em torno do orçamento, para produzir</p><p>harmonia e somar esforços de todos os membros da família.</p><p>Nesse sentido, há duas abordagens diferentes para tratar do assunto em família: impor limites</p><p>ou buscar limites.</p><p>A imposição de limites esbarra na dificuldade de se conquistar o comprometimento de todos</p><p>na busca do objetivo estabelecido; já a opção da busca de limites implica o envolvimento de</p><p>toda a família e, por isso mesmo, costuma gerar melhores resultados.</p><p>Procure tomar suas decisões sobre o orçamento em parceria com sua família e ter projetos</p><p>comuns a todos.</p><p>24</p><p>Pense bem: será que adiantaria pedir que todos os membros da família economizem para que</p><p>você seja o único beneficiário da compra de um carro novo? Se isso for beneficiar apenas você,</p><p>dificilmente os demais se sentirão motivados para essa economia.</p><p>Se todos caminharem juntos, a educação financeira, com a construção e a execução de</p><p>um orçamento familiar, pode ajudar a unir a família!</p><p>Ponha em prática</p><p>• O orçamento é uma ferramenta valiosa para que você consiga gerenciar sua vida financeira.</p><p>Crie o saudável hábito de fazê-lo. Você só tem a ganhar.</p><p>• Lembre-se da regra de ouro: o objetivo principal é ter orçamento superavitário. Mantenha</p><p>as suas despesas sempre menores que as suas receitas. Em resumo, gaste menos do que</p><p>você recebe.</p><p>• No início, caso experimente dificuldades em fazer o orçamento, não desanime. É normal</p><p>termos dúvidas ao iniciarmos procedimentos novos.</p><p>• Lembre-se de que existem diversas ferramentas para você fazer e acompanhar seu</p><p>orçamento. Desde as mais simples, como um pedaço de papel e um lápis, até as mais</p><p>sofisticadas, como planilhas e programas de computador. Use aquela com a qual você</p><p>se sente mais confortável.</p><p>• Após conseguir obter um orçamento superavitário, ou seja, gastar menos do que recebe,</p><p>crie o hábito de fazer uma poupança, tanto para realização de seus sonhos como para</p><p>ter segurança em situações imprevistas ou de emergência.</p><p>• O uso do dinheiro muitas vezes envolve não apenas você mesmo, mas também sua família</p><p>mais próxima. Caso essa seja sua realidade, não deixe de conversar com eles e traçar</p><p>planos em comum, de modo a todos estarem compromissados com o que for definido</p><p>no planejamento orçamentário.</p><p>25</p><p>Módulo 3 – Uso do Crédito e Administração das</p><p>Dívidas</p><p>3.1 Definição de crédito</p><p>O crédito é uma fonte adicional de recursos que não são seus, mas obtidos de terceiros (bancos,</p><p>finance iras, cooperativas de crédito e outros), que possibilita a antecipação do consumo para</p><p>a aquisição de bens ou contratação de serviços. Existem várias modalidades de crédito. Por</p><p>exemplo: limite do cheque especial, cartão de crédito, empréstimos, financiamentos imobiliários</p><p>ou de veículos, compra a prazo em lojas comerciais etc.</p><p>É muito importante para sua vida financeira saber escolher a modalidade de crédito mais</p><p>adequada para cada situação. Com a devida compreensão dos custos envolvidos nas operações</p><p>de crédito, é mais fácil o uso do crédito de forma consciente.</p><p>3.2 Valor do dinheiro no tempo</p><p>Ao falar sobre crédito é preciso, inicialmente, fazermos algumas reflexões sobre os juros. Para</p><p>facilitar a nossa reflexão, vamos tratar os juros como sendo o valor do aluguel do dinheiro no</p><p>tempo. Na visão de quem paga, os juros correspondem ao pagamento do “aluguel” pela utilização</p><p>de recursos de terceiros, no caso, o dinheiro. Ao comprarmos um produto qualquer, uma televisão,</p><p>por exemplo, a prazo, recebemos um benefício antecipado (ter o produto) para pagarmos depois.</p><p>Essa opção quase sempre implica o pagamento de juros, pois estamos usufruindo de algo, pago</p><p>com dinheiro que não temos. Pensando na visão de quem recebe, os juros correspondem ao</p><p>recebimento do aluguel pela cessão, temporária, de recursos financeiros próprios a terceiros.</p><p>3.3 Atenção aos juros</p><p>a. Poder dos juros no tempo</p><p>Para estudar o poder dos juros no tempo, é preciso, primeiramente, conhecer a diferença entre</p><p>juros simples e juros compostos.</p><p>Juros simples são aqueles pagos somente sobre o capital principal. São o mesmo que</p><p>“juros não capitalizados”.</p><p>Exemplo: Ao tomarmos emprestados R$1.000,00, por 6 meses, com taxa simples de 5% a.m. (ao</p><p>mês), ao final do período, a nossa dívida será de R$1.300,00, ou seja, R$1.000,00 do capital +</p><p>R$50,00 (5% de R$1.000,00) por mês x 6 meses = R$1.000,00+ R$300,00.</p><p>26</p><p>Juros compostos são aqueles que, após cada período de capitalização – normalmente</p><p>um mês –, são incorporados ao capital principal e passam, por sua vez, a também</p><p>render juros. Tratam-se dos chamados “juros sobre juros” ou “juros capitalizados”.</p><p>No mesmo exemplo anterior, caso fossem utilizados os juros compostos, a dívida ao final do</p><p>período seria de R$1.340,10, ou seja:</p><p>• 1º mês: R$1.000,00 (capital principal) + R$50,00 (5% de R$1.000,00) = R$1.050,00;</p><p>• 2º mês: R$1.050,00 (capital principal + juros) + R$52,50 (5% de R$1.050,00) = R$1.102,50;</p><p>• 3º mês: R$1.102,50 + R$55,13 (5% de R$1.102,50) = R$1.157,63;</p><p>• 4º mês: R$1.157,63 + R$57,88 (5% de R$1.157,63) = R$1.215,51;</p><p>• 5º mês: R$1.215,51 + R$60,77 (5% de R$1.215,51) = R$1.276,28;</p><p>• 6º mês: R$1.276,28 + R$63,82 (5% de R$1.276,28) = R$1.340,10.</p><p>Tendo entendido a diferença entre juros simples e compostos, vamos agora avaliar</p><p>o poder dos juros compostos no tempo.</p><p>Para isso, considere o exemplo a seguir.</p><p>Um trabalhador de 20 anos de idade decide iniciar uma reserva financeira para a própria</p><p>aposentadoria, poupando R$150,00 todo mês, ao longo de dez anos, e investindo em uma</p><p>aplicação financeira que rende 0,5% a.m. (ao mês) durante todo esse período. Ao completar 30</p><p>anos, ele para de efetuar os depósitos e deixa o dinheiro aplicado à mesma taxa. Aos 60 anos</p><p>de idade, esse trabalhador terá acumulado R$148.786,58.</p><p>Imagine agora uma situação diferente, em que outro trabalhador só percebe a necessidade de</p><p>ter uma reserva financeira para a aposentadoria aos 30 anos de idade. Para que esse trabalhador</p><p>tenha, aos 60 anos, um valor próximo ao do exemplo anterior, uma alternativa seria fazer depósitos</p><p>mensais de R$150,00 pelos 30 anos seguintes, quando ele também terá 60 anos, acumulando,</p><p>assim, R$150.677,26, considerada a mesma rentabilidade de 0,5% ao a.m.</p><p>Qual das duas situações lhe parece mais adequada?</p><p>Os exemplos apresentados demonstram o poder dos juros compostos no tempo. Para acumular</p><p>valores semelhantes, o primeiro trabalhador antecipou a poupança e se beneficiou dos juros</p><p>compostos por um período maior. O segundo trabalhador iniciou sua poupança dez anos depois</p><p>do primeiro, e por isso precisou poupar por 30 anos.</p><p>Alerta: os juros compostos fazem com que o recurso inicial cresça exponencialmente.</p><p>Lembre-se de que isso vale para aplicações, mas também para dívidas.</p><p>Vale ressaltar que, para elaboração desses cálculos, usamos a Calculadora do Cidadão, disponível</p><p>no endereço eletrônico do BCB: http://www.bcb.gov.br – Perfil Cidadão – Taxas de juros, cálculos,</p><p>índice e cotações – Calculadora do Cidadão.</p><p>27</p><p>3.4 Uso do crédito</p><p>Antes de continuarmos, é importante que você saiba que o crédito pode ser vantajoso ou</p><p>problemático, tanto para o tomador como para o fornecedor do crédito, quando</p><p>não são tomados os devidos cuidados.</p><p>A instituição que concede crédito recebe juros como remuneração pelo capital emprestado, porém</p><p>deve atentar para a capacidade de pagamento do tomador, do contrário corre um risco muito</p><p>alto de não receber o montante emprestado de volta e assim ter graves problemas financeiros.</p><p>Confira abaixo as vantagens e as desvantagens para o tomador do crédito.</p><p>Vantagens</p><p>• Antecipar consumo – Muitas vezes, precisamos comprar um produto ou contratar um</p><p>serviço,</p><p>porém não dispomos de recursos sufi cientes. O crédito nos possibilita resolver essa situação.</p><p>• Atender a emergências – Imprevistos acontecem com frequência: acidente com o veículo,</p><p>serviço emergencial na residência, alguém da família com problema de saúde quando não</p><p>estamos financeiramente preparados. O uso do crédito pode ser a saída nesse momento.</p><p>• Aproveitar oportunidades – Boas oportunidades para fechar um negócio ou fazer uma</p><p>compra às vezes acontecem e nem sempre, naquele momento, temos condições financeiras</p><p>para aproveitá-las. Faça as contas, levando em conta o custo do crédito. Se ainda assim for</p><p>vantajoso, e você não estiver endividado, por que não aproveitar a oportunidade?</p><p>Ao utilizar o crédito, sempre verifique o seu custo. Compare os preços e custos do crédito.</p><p>Pechinche! Faça o que for mais vantajoso para você.</p><p>Custo Efetivo Total</p><p>O Custo Efetivo Total (CET) é uma informação percentual que diz quanto efetivamente custa</p><p>um empréstimo, ou financiamento, incluindo não só os juros, mas também tarifas, impostos e</p><p>outros encargos cobrados do cliente. A vantagem do CET é a possibilidade de comparar o que</p><p>duas ou mais instituições financeiras estão oferecendo e saber qual cobra menos pelo serviço.</p><p>Assim, dependendo dos encargos cobrados por um banco em um empréstimo, seu CET pode</p><p>acabar maior que o de outro banco, mesmo tendo uma taxa de juros menor.</p><p>Por exemplo, suponha um financiamento nas seguintes condições:</p><p>• valor financiado: R$1.000,00;</p><p>• taxa de juros: 12% ao ano ou 0,95% ao mês;</p><p>• prazo da operação: 5 meses;</p><p>• prestação mensal: R$205,73.</p><p>Considere ainda que seja descontado do crédito o valor de R$60,00, referente à tarifa</p><p>de confecção de cadastro para início de relacionamento (R$50,00) e cobrança de IOF</p><p>(R$10,00). O valor líquido recebido pelo cliente é de R$940,00.</p><p>Nessas condições, a taxa efetivamente paga pelo consumidor, ou CET, é de 43,93% ao ano</p><p>ou 3,08% ao mês, percentual que largamente supera a taxa de juros divulgada na operação,</p><p>que foi de 12% ao ano ou 0,95% ao mês.</p><p>28</p><p>Muitas pessoas, ao adquirir um empréstimo, simplesmente avaliam se o valor da prestação cabe</p><p>no orçamento, o que nem sempre é o mais adequado. É fundamental avaliar a real necessidade</p><p>do crédito, comparar o CET das propostas de crédito de duas ou mais instituições financeiras</p><p>e estar ciente das desvantagens descritas a seguir.</p><p>Desvantagens</p><p>• Custo da antecipação do consumo com o uso do crédito implica pagamento de</p><p>juros – A primeira desvantagem em relação ao uso do crédito é o pagamento de juros.</p><p>Ao anteciparmos a compra de um produto ou a contratação de um serviço sem a devida</p><p>disponibilidade financeira, usaremos um dinheiro que não é nosso, portanto pagaremos juros</p><p>por essa operação. Esse é o custo da antecipação.</p><p>• Risco de endividamento excessivo – O uso inadequado do crédito pode levar ao</p><p>endividamento excessivo e comprometer toda a sua vida financeira, podendo acarretar</p><p>descontrole emocional, problemas de saúde e, até mesmo, desestruturação familiar. Assim, é</p><p>importante refletir antes de tomar crédito e não o utilizar de forma indiscriminada.</p><p>• Limite de consumo futuro – Outra desvantagem de tomar crédito consiste em limitar o</p><p>consumo futuro. Essa desvantagem é quase automática, uma vez que o crédito tomado hoje</p><p>tem de ser pago no futuro, reduzindo, portanto, as disponibilidades financeiras futuras para o</p><p>consumo. Essa desvantagem traduz aquele ponto, já discutido, sobre as trocas intertemporais.</p><p>Para entender melhor sobre as vantagens, as desvantagens e o custo do crédito, acompanhe</p><p>o exemplo a seguir, sobre a compra de um veículo, com duas opções distintas de pagamento.</p><p>Opção 1</p><p>Carro adquirido hoje, parcialmente financiado:</p><p>• preço: R$40.000,00;</p><p>• entrada (já tinha esse dinheiro poupado): R$16.000,00(40%);</p><p>• valor financiado: R$24 mil (60%);</p><p>• prazo: 60 meses (5 anos);</p><p>• taxa do financiamento: 1,8% ao mês;</p><p>• prestação fixa: R$657,41.</p><p>Opção 2</p><p>O consumidor faz uma poupança para comprar o carro à vista após determinado período (somente</p><p>irá à loja comprar o carro quanto tiver dinheiro suficiente para comprar à vista). Considere a</p><p>existência de uma poupança inicial dos mesmos R$16.000,00 e a realização de uma poupança</p><p>mensal no mesmo valor da parcela do exemplo anterior, R$657,41, além da rentabilidade de 0,5%</p><p>ao mês. Neste cenário, após o 31º mês, o valor acumulado atingirá o preço do carro. Assim, o</p><p>consumidor poderá efetuar a compra do carro à vista. Nessa opção, o consumidor continuará</p><p>poupando até o 60º mês, quando ocorreria a quitação do veículo da opção 1.</p><p>Ao final, teremos a seguinte situação:</p><p>29</p><p>Patrimônio final – Opção 1 – Financiamento</p><p>Carro com 5 anos de uso (R$24.600,00)</p><p>Poupança: R$0,00</p><p>Gasto com financiamento: R$55.444,43</p><p>Patrimônio final: R$24.600,00</p><p>Patrimônio final – Opção 2 – Compra à vista</p><p>Carro com 2,5 anos de uso (R$29.500,00)</p><p>Poupança: R$21.224,24</p><p>Desembolso total: R$55.444,43</p><p>Patrimônio final: R$50.724,24</p><p>No exemplo acima, a diferença entre o patrimônio da opção 1 e da opção 2 totaliza R$26.124,24</p><p>e representa o custo da impaciência, ou seja, o custo da antecipação do consumo.</p><p>Entre os exemplos apresentados, qual a melhor escolha?</p><p>Cabe a você decidir conforme sua própria realidade.</p><p>O mais importante é desconfiar e fugir do “crédito fácil”.</p><p>É comum ouvir na TV ou em outras mídias que “você tem um crédito pré-aprovado” ou que</p><p>“os limites do seu cheque especial e do cartão de crédito podem ser aumentados e estão à</p><p>sua disposição”.</p><p>0,00</p><p>10.000,00</p><p>20.000,00</p><p>30.000,00</p><p>40.000,00</p><p>50.000,00</p><p>60.000,00</p><p>Opção 1 Opção 2</p><p>Desembolso Total</p><p>Patrimônio Final</p><p>30</p><p>É importante tomar cuidado com esse tipo de propaganda, pois essas operações de crédito</p><p>são, normalmente, as que possuem as maiores taxas de juros e podem facilmente nos</p><p>levar ao superendividamento.</p><p>Maior cuidado ainda deve-se tomar para não se contratar crédito com empresas que não sejam</p><p>oficialmente autorizadas a funcionar pelo BCB.</p><p>A oferta do “crédito fácil” pode esconder um golpe financeiro.</p><p>3.5 Dívidas</p><p>Dívidas são um assunto delicado. Muitos problemas podem surgir se não soubermos lidar bem</p><p>com elas.</p><p>Normalmente consideramos que estamos endividados apenas quando não estamos dando conta</p><p>de pagar os nossos compromissos. Isso não é verdade.</p><p>Quando não conseguimos pagar as dívidas assumidas, já estamos em um patamar de</p><p>endividamento muito preocupante, que é o endividamento excessivo.</p><p>Na verdade, toda vez que consumimos algo e não pagamos naquele exato momento,</p><p>estamos assumindo uma dívida.</p><p>É essencial reconhecermos que é comum deixarmos, durante o mês, muitas coisas para pagamento</p><p>futuro. Daí a importância de controlar de perto os gastos, principalmente os a prazo, atentos</p><p>para que o acúmulo de contas não leve ao descontrole do orçamento.</p><p>a. Origens das dívidas</p><p>Despesas sazonais – As despesas sazonais, aquelas que ocorrem em determinada época do</p><p>ano, como pagamento de IPTU, IPVA, Imposto de Renda ou material escolar, nem sempre são</p><p>observadas ao se fazer um planejamento. É comum, no início do ano, as famílias terem dificuldades</p><p>em função dessas despesas. Existem ainda as datas comemorativas, como Natal, Dia das Mães,</p><p>Dia das Crianças, aniversários etc. A falta de planejamento e controle pode implicar desembolsos</p><p>“inesperados”, o que, às vezes, podem levar à necessidade de contratar uma operação de</p><p>crédito (tomar um empréstimo ou financiamento). Se você deseja minimizar a possibilidade de</p><p>se endividar, a dica é: planeje-se.</p><p>Marketing sedutor – As técnicas de vendas e a tecnologia colocada à disposição dos profissionais</p><p>de marketing, ao mesmo tempo em que impulsionam as vendas, também impulsionam compras</p><p>não planejadas ou realizadas por impulso, podendo provocar desequilíbrios orçamentários e</p><p>financeiros, ou até mesmo superendividamento. Convém, então, estar atento aos atrativos do</p><p>marketing sedutor e ao compromisso com o cumprimento do planejamento financeiro pessoal</p><p>ou familiar</p><p>Orçamento deficitário – É comum encontramos pessoas desejando e usufruindo um padrão</p><p>de vida acima do padrão de renda que possuem. As facilidades determinadas pelo crédito fácil</p><p>propiciam um excesso de compras a prazo que, muitas vezes, comprometem a situação financeira</p><p>das famílias. Cuidar do orçamento familiar de forma a estar sempre superavitário deve ser uma</p><p>31</p><p>constante busca de todos nós. Portanto, é fundamental colocarmos em prática o que aprendemos</p><p>sobre a elaboração do orçamento.</p><p>Redução de renda sem redução de despesas – Essa é outra questão importante a ser</p><p>avaliada, podendo ser a porta da entrada para o endividamento excessivo. A perda de emprego</p><p>ou de parte da renda familiar sem a devida redução nas despesas pode, facilmente, levar uma</p><p>família ao endividamento excessivo. Portanto, ao deparar-se com uma redução de renda, é</p><p>fundamental fazer uma cuidadosa revisão do orçamento pessoal e familiar, adequando as despesas</p><p>à nova realidade.</p><p>Despesas emergenciais – Imprevistos acontecem. Um defeito ou uma batida no veículo, ou</p><p>problemas de saúde na família são exemplos corriqueiros. Entretanto, nem sempre estamos</p><p>preparados financeiramente para superar esses obstáculos. Logo, fazer uma poupança para cobrir</p><p>eventualidades é um importante cuidado para você não cair no endividamento. Outra forma</p><p>de tratar as despesas emergenciais é por meio da prevenção, fazendo um seguro. Esse assunto</p><p>será abordado mais à frente.</p><p>Separação de bens, mas não dos gastos (divórcio) – Muitos casais, ao terminarem o</p><p>relacionamento, separam-se e dividem os bens que possuíam. Alguns gastos que eram únicos ao</p><p>casal, como contas de água, luz, condomínio etc., agora têm de ser pagos de forma individual.</p><p>Ou seja, enquanto antes existia uma conta de condomínio, agora existem duas. Por outro lado,</p><p>a receita também mudou. Agora cada um tem a sua renda. Eventualmente pode haver, inclusive,</p><p>o pagamento de pensão alimentícia. Obviamente, ambos têm de se ajustar a essa nova realidade</p><p>financeira para evitar o endividamento.</p><p>Pouco conhecimento financeiro – O fato de as pessoas desconhecerem produtos financeiros</p><p>é também determinante para que fiquem endividadas. Não conhecer o impacto que o pagamento</p><p>de juros pode causar no orçamento pessoal e familiar e a não leitura dos contratos firmados</p><p>são situações que contribuem efetivamente para o processo de endividamento.</p><p>b. Consequências do endividamento excessivo</p><p>O endividamento excessivo pode trazer sérias consequências fi nanceiras e, até mesmo, morais.</p><p>Como consequências financeiras do endividamento excessivo, podemos citar: perda de patrimônio,</p><p>comprometimento da renda com pagamento de juros e multas punitivas, redução do consumo</p><p>futuro etc.</p><p>Eventualmente, se a dívida virar inadimplência, o indivíduo pode passar a ter o seu</p><p>nome inscrito em um ou mais cadastros de restrição ao crédito, como Serasa ou Serviço</p><p>Central de Proteção ao Crédito (SCPC).No caso de quem emitiu cheques sem a suficiente</p><p>provisão de fundos, o nome vai para o Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF).</p><p>Uma pessoa que esteja com elevado grau de endividamento acaba, em geral, comprometendo</p><p>sua qualidade de vida e de sua família, muitas vezes desestruturando o núcleo familiar.</p><p>Tomar os cuidados para não cair no endividamento pode evitar esses dissabores financeiros e</p><p>morais. Porém, se o superendividamento já é uma realidade, a opção é buscar alternativas para</p><p>sair dele.</p><p>32</p><p>c. Como sair das dívidas</p><p>Se já estivermos em uma situação de superendividamento, existem meios de se livrar dessa</p><p>situação? A boa notícia é que sim.</p><p>No entanto, isso exigirá de você algumas atitudes, que podem parecer um pouco desagradáveis</p><p>de se fazer, mas que têm o potencial de devolver a tranquilidade financeira e psicológica perdida</p><p>devido às preocupações com o excesso de compromissos financeiros.</p><p>Vejamos os passos para sair de uma situação de superendividamento.</p><p>Tomar consciência da situação</p><p>Ter a consciência de que se encontra em uma condição de endividamento excessivo e de que</p><p>é preciso resolver essa situação é um passo fundamental para a saída do endividamento. Nesse</p><p>momento, não nos conformamos com a situação incômoda das dívidas e sentimos a clara</p><p>necessidade de buscar uma saída.</p><p>Mapear as dívidas</p><p>Após tomar consciência do endividamento e de ter a certeza de que quer sair dessa situação, é</p><p>importante conhecer o real tamanho do problema. E conhecer as dívidas é exatamente mapear</p><p>detalhadamente as informações importantes: os valores das dívidas, os prazos para pagamento,</p><p>as taxas de juros que está pagando etc. De posse de todas as informações, torna-se mais fácil</p><p>a busca de alternativas para a saída do endividamento.</p><p>Compartilhar as dificuldades com pessoas que já passaram por situações semelhantes</p><p>Compartilhar as dificuldades com pessoas que já tenham passado por situações semelhantes</p><p>ou que detenham conhecimentos que possam ajudar nessa tarefa é um passo importante para</p><p>a saída do endividamento.</p><p>Não fazer novas dívidas</p><p>Outro ponto fundamental para garantir a saída de tão incômoda situação é não fazer novas</p><p>dívidas. Esse é o momento de reorganização da vida financeira e fazer dívidas nessa hora é</p><p>realimentar um ciclo negativo, dificultando a saída do endividamento. Não fazer novas dívidas é,</p><p>então, uma prioridade, um desafio a ser vencido por quem se encontra endividado e realmente</p><p>quer sair do endividamento.</p><p>Renegociar as dívidas</p><p>Negociar condições mais vantajosas para o pagamento das dívidas é outro aspecto fundamental</p><p>para a saída do endividamento. Essa é a hora de procurar trocar dívidas que pagam juros elevados</p><p>por dívidas com juros menores. Negociar os prazos também pode ajudar na reorganização</p><p>financeira do endividado.</p><p>Reduzir gastos</p><p>Outra ação imprescindível para a saída do endividamento é o corte de gastos. Sobre o assunto,</p><p>vale a pena refletir sobre os três tipos de gastos.</p><p>33</p><p>Eliminar por completo</p><p>+</p><p>Reduzir ou eliminar</p><p>+</p><p>Otimizar (procurar alternativas)</p><p>=</p><p>Sobrou dinheiro?</p><p>Sim! Pague as dívidas</p><p>Desperdício</p><p>Supérfluo</p><p>Necessário</p><p>1) Necessários: são os gastos considerados imprescindíveis. Estão ligados às necessidades.</p><p>Exemplos: alimentação, moradia e vestuário.</p><p>2) Supérfluos: são os gastos que geram bem-estar e estão ligados mais aos desejos que às</p><p>necessidades. Exemplos: restaurantes, TV a cabo e roupas de marca.</p><p>3) Desperdícios: são os gastos que não geram bem-estar nem estão ligados às necessidades</p><p>ou aos desejos. Exemplos: multas, pagar por algo e não usar, esquecer luz acesa ou a torneira</p><p>aberta.</p><p>Uma vez definidas, com clareza, as despesas que se encaixam em cada uma dessas áreas, chega</p><p>o momento de decidir o que fazer.</p><p>Gerar renda extra</p><p>Muitas vezes nosso orçamento já está no limite suportável e, ainda assim, encontra-se deficitário.</p><p>Adicionalmente à minimização dos nossos gastos, podemos avaliar uma alternativa de ampliar</p><p>a nossa renda. Procure identificar áreas e serviços em que tenha habilidades, para gerar renda</p><p>extra e complementar o seu orçamento. Além disso, muitas outras opções podem proporcionar</p><p>uma boa renda extra: colocar em prática dons artísticos ou dons culinários, fazer horas extras</p><p>etc. Tudo isso pode ser uma boa alternativa para a saída do endividamento e, quem sabe, até se</p><p>tornar uma nova opção de vida.</p><p>Buscar ajuda</p><p>Lembramos ainda que a busca de ajuda, quer por meio de leitura, quer por consultoria, quer por</p><p>órgãos de defesa do consumidor, é uma opção válida e muito eficaz para a saída do endividamento.</p><p>É claro que, preferencialmente, essa ajuda não deve ter custo algum.</p><p>34</p><p>Ponha em prática</p><p>• Dê atenção aos juros. Eles não são o mocinho e também não são o vilão. São um fenômeno</p><p>natural, que existe nas relações de troca intertemporal. Lembre-se de que eles podem</p><p>estar contra ou a favor de suas finanças, a depender de como você lida com eles.</p><p>• O crédito possui vantagens e desvantagens. Seu uso pode trazer grandes benefícios, bem</p><p>como</p><p>grandes males. Utilize-o com sabedoria.</p><p>• Não perca o controle de suas contas. Cuidado com o endividamento. Você já conhece</p><p>de onde ele surge. Procure “não dar passos maiores que as pernas” e não se esqueça de</p><p>ter uma reserva financeira para as despesas sazonais e para imprevistos, que, querendo</p><p>ou não, acontecem.</p><p>• Se já estiver excessivamente endividado, não fique parado. Quanto mais tempo parado,</p><p>pior a dívida irá ficar, devido a diversos fatores como juros e multas. Procurando onde</p><p>seus gastos podem diminuir? Então se lembre de eliminar por completo os desperdícios,</p><p>de reduzir os supérfluos e de otimizar a despesa com os produtos necessários. Tenha</p><p>calma! Para tudo tem uma solução.</p><p>35</p><p>Módulo 4 – Consumo Planejado e Consciente</p><p>4.1 Planejando o consumo</p><p>Estamos em constante conflito entre o que desejamos adquirir e o que nossos</p><p>recursos financeiros permitem. Tal conflito exige que planejemos nosso consumo. Os desejos</p><p>são ilimitados, enq uanto os recursos são limitados. Temos o conflito entre consumir hoje ou</p><p>poupar e postergar o consumo. Muitas vezes, queremos consumir mais do que nossa renda</p><p>atual nos permite. Muitos não conseguem se controlar e acabam se endividando de maneira</p><p>irresponsável. Consumir não é errado; pelo contrário, o consumo atende nossas necessidades</p><p>e nossos desejos. O consumo possibilita que alcancemos sonhos, como realizar a viagem tão</p><p>desejada. Para evitar que o dilema entre o querer e o poder nos coloque em uma</p><p>enrascada financeira, devemos planejar o consumo.</p><p>a. O consumo planejado</p><p>Consumir de maneira planejada e consciente não significa restringir gastos e deixar de comprar.</p><p>Não se trata de fazer menos de tudo. O que estamos falando aqui é fazer mais daquilo que</p><p>é mais relevante para você e menos daquilo que é menos relevante para sua realidade, seus</p><p>anseios e de sua família.</p><p>O planejamento financeiro possibilita consumir mais e melhor. Consumir “mais” por meio</p><p>da potencialização do dinheiro e “melhor” via eliminação de desperdícios.</p><p>Quando você paga uma conta em dia, evitando a cobrança de uma multa por atraso, por exemplo,</p><p>está potencializando seu dinheiro.</p><p>Quando você desliga as luzes de ambientes vazios, fecha as torneiras enquanto escova os dentes</p><p>ou se planeja para evitar que produtos tenham a validade vencida, você consome melhor.</p><p>Ou, ainda, quando você poupa por alguns meses e consegue comprar sua televisão nova à vista,</p><p>além de economizar os juros que seriam pagos em um financiamento, você pode conseguir um</p><p>desconto por pagar à vista e, com isso, ter acesso a um aparelho melhor.</p><p>b. Vantagens de planejar o consumo</p><p>Em um ambiente de inflação controlada, é mais fácil se planejar. Por esse motivo, o trabalho do</p><p>BCB para manter a inflação sob controle é muito importante para a gestão das suas finanças e</p><p>das finanças de todas as famílias brasileiras.</p><p>As famílias que planejam adequadamente o consumo conseguem obter uma série de vantagens.</p><p>Conheça algumas delas.</p><p>36</p><p>• Controlar o endividamento pessoal: o consumidor consciente de seus gastos (e de</p><p>suas receitas) pode se controlar melhor. Mesmo que ele passe por dificuldades, pode sair</p><p>delas mais rapidamente do que outro que não planeja seu consumo, evitando, assim, que um</p><p>pequeno problema se transforme em uma grande bola de neve.</p><p>• Auxiliar na preservação e no aumento do patrimônio: o consumidor que consome</p><p>planejadamente tem mais condições de destinar parte de sua renda para a poupança. Afinal,</p><p>o planejamento auxilia a manter a disciplina.</p><p>• Eliminar gastos desnecessários: “o leite acabou” ou “fiquei sem café” – quem vivencia</p><p>esse tipo de situação corre para o lugar mais próximo e acaba comprando produtos mais</p><p>caros. Quem planeja incorre em menos gastos desnecessários e compra mais barato.</p><p>• Utilizar os juros a seu favor: com planejamento, você otimiza o uso do crédito, reduzindo</p><p>o pagamento de juros, evita o pagamento de multas por falta de organização e tem maior</p><p>capacidade de poupar. Quem poupa pode receber rendimentos e se beneficiar dos juros</p><p>trabalhando a seu favor.</p><p>• Maximizar os recursos disponíveis: por meio de atitudes como pesquisar preços, negociar</p><p>descontos ou aproveitar situações como a sazonalidade (exemplo: comprando frutas da</p><p>estação, você aproveita produtos de melhor qualidade e menor preço) e a baixa temporada,</p><p>quando aumenta o poder de barganha do consumidor.</p><p>Consumir mais não significa necessariamente gastar mais. Consumo planejado é fazer mais</p><p>com a mesma quantidade de recursos.</p><p>c. Dificuldades para planejar</p><p>Temos dificuldade para planejar por diversos motivos.</p><p>Busca do prazer imediato: na busca da satisfação de um desejo imediato, muitas vezes</p><p>pagamos um preço maior por isso.</p><p>Pouca formação financeira: devido ao desconhecimento sobre conceitos e produtos</p><p>financeiros, não usamos adequadamente as possibilidades que o mercado financeiro oferece</p><p>para um melhor planejamento em direção aos nossos sonhos.</p><p>Memória inflacionária: por muitos anos, o brasileiro viveu em um ambiente de hiperinflação,</p><p>que, no Brasil, durou até 1994, com a introdução do Plano Real. Apesar de já vivermos por quase</p><p>duas décadas em um ambiente de inflação sob controle, a memória inflacionária ainda influencia</p><p>a maneira como planejamos nosso consumo.</p><p>No ambiente de hiperinflação, fazia sentido “gastar imediatamente” o dinheiro recebido, caso</p><p>contrário o valor do dinheiro ia sendo corroído com o tempo. Por isso, muita gente corria para</p><p>o supermercado assim que recebia o salário. As famílias faziam estoques. Era difícil se lembrar</p><p>dos preços dos produtos, pois eles mudavam a toda hora. O consumidor ficava perdido e sem</p><p>referência para saber se determinado produto estava caro ou barato. Era complicado se planejar</p><p>nesse ambiente. Quem viveu essa época sabe bem disso. Agora, os tempos são outros.</p><p>A mudança de hábito permite consumir mais e melhor, mas, para isso, é necessário ter</p><p>disciplina.</p><p>37</p><p>4.2 Recomendações para o consumo</p><p>Os vendedores em geral recebem treinamento para se tornarem vendedores profissionais.</p><p>Lojistas, órgãos de classe, universidades, entre outros, fornecem uma enorme variedade de</p><p>cursos com o objetivo de impulsionar a força das vendas.</p><p>E os consumidores? Recebem algum tipo de treinamento para se tornarem consumidores conscientes</p><p>de suas escolhas, ou, em outras palavras, “consumidores profi ssionais”? Normalmente não.</p><p>Você já tinha pensado nisso? Não seria bom se existissem também cursos para consumidores</p><p>em vez de apenas cursos para vendedores?</p><p>Estratégias para conquistar o consumidor</p><p>Para nos tornarmos consumidores preparados, precisamos conhecer algumas das técnicas de</p><p>vendas mais utilizadas.</p><p>• Tamanho das letras: diferença de tamanho das letras no anúncio, para dar destaque ao que</p><p>interessa ao lojista (exemplo: o valor da parcela em vez do custo total do produto).</p><p>• Pequenas unidades de tempo: divisão do valor a ser pago em unidades menores de</p><p>tempo. Em relação a parcelamentos, alguns vendedores informam o custo por dia, dando a</p><p>falsa impressão de que o produto custa bem menos do que na realidade. Você já deve ter</p><p>visto algo como “custa apenas R$3,99 por dia”. Faça as contas: R$3,99 por dia é a mesma</p><p>coisa que R$119,70 por mês.</p><p>• Apelo emocional: frases com forte apelo emocional dão uma sensação de facilidade e</p><p>urgência para que o consumidor não “perca” a “oportunidade” oferecida. Você já deve ter</p><p>visto frases do tipo “dinheiro fácil e rápido”, “compre hoje e pague só depois do carnaval” etc.</p><p>• Preços que terminam com R$0,99: dão a impressão de serem “menores” e têm um</p><p>impacto psicológico importante para o consumidor.</p><p>Técnicas de vendas dos supermercados</p><p>Nos supermercados, existem várias características que podem nos infl uenciar para um consumo</p><p>não planejado. A começar pelo piso liso e pelo ambiente agradável, que nos mantêm por mais</p><p>tempo para consumir. Precisamos estar atentos para identifi car esses detalhes que afetam nosso</p><p>comportamento.</p><p>Além disso, identificamos outras técnicas.</p><p>• Embalagens e placas atraentes.</p><p>• Produtos mais caros ou de marcas famosas ao alcance dos olhos e das mãos (das crianças</p><p>e adultos).</p><p>• Inexistência de relógios (para não ter pressa e ficar mais tempo)</p><p>• Açougue e padaria ao fundo da loja (para fazer “passear” por todo ambiente).</p><p>• Produtos associados (macarrão perto do queijo ralado e do molho de tomate).</p><p>• Degustação de produtos.</p><p>38</p><p>• Promoção de produtos com data de validade próxima (fique atento).</p><p>Você conhece outras técnicas? Que tal anotá-las e compartilhá-las com seus amigos e familiares?</p><p>Conhecer as estratégias dos vendedores de produtos ou serviços é um importante passo</p><p>para se proteger.</p><p>4.3 Dicas para o consumidor</p><p>Além de identifi car as estratégicas e as técnicas utilizadas pelos vendedores para impulsionar a</p><p>força das vendas, é importante saber que o consumidor também pode adotar algumas atitudes para</p><p>assegurar que poderá consumir mais com a mesma quantidade de recursos. É exatamente isso.</p><p>Um consumidor que planeja e é disciplinado é capaz de comprar mais e pagar menos e</p><p>ainda conseguir poupar mais.</p><p>Vamos, então, conhecer algumas dicas sobre como, você, consumidor, pode se comportar diante</p><p>do comércio e dos supermercados, atuando de forma mais vantajosa para você mesmo, fazendo</p><p>mais com menos.</p><p>Atitudes que podem ser adotadas pelo consumidor no comércio</p><p>• Pesquisar preços.</p><p>• Pechinchar, negociar com afinco.</p><p>• Experimentar pagar com dinheiro em espécie em vez de cartão. Às vezes, é possível conseguir</p><p>um bom desconto.</p><p>• Atente para o real preço dos produtos nas vitrines (não apenas para o valor da parcela).</p><p>• Transmita certo “desinteresse” ao tratar com vendedores. Conheça opções de produtos e</p><p>serviços. Você pode conseguir um acordo melhor.</p><p>• Pesquise o preço do produto ou serviço, com antecedência, pela internet.</p><p>Atitudes que podem ser adotadas pelo consumidor no supermercado</p><p>• Fazer uma lista de compras com os preços médios que costuma pagar.</p><p>• Ir alimentado. Pesquisas mostram que quem faz compras com o estômago vazio compra mais</p><p>por impulso.</p><p>• Ao levar crianças, combinar previamente com elas o que comprarão (é uma oportunidade</p><p>para educar financeiramente os filhos).</p><p>• Comparar preços.</p><p>• Comprar produtos da estação, pois costumam ter preço menor e melhor qualidade.</p><p>• Experimentar outras marcas.</p><p>39</p><p>• Aproveitar as promoções, mas não ser vítima delas.</p><p>• Ficar atento para a data de vencimento de produtos perecíveis.</p><p>• Acompanhar o registro dos produtos no momento de passá-los pelo caixa.</p><p>• Levar folhetos dos concorrentes e exigir o menor preço.</p><p>4.4 Consumo consciente</p><p>É importante termos a consciência de que nossas decisões de consumo afetam os</p><p>recursos naturais disponíveis no planeta. Considerando que os recursos naturais são</p><p>imprescindíveis para a manutenção da vida na Terra, as consequências das decisões de consumo</p><p>se ampliam, afetando a sobrevivência das presentes e gerações futuras. Não é difícil imaginar o</p><p>impacto dessas decisões sobre a capacidade do planeta para fornecer alimentos, uma vez que</p><p>a população humana atingiu sete bilhões.</p><p>Consumir tendo em conta as consequências desse consumo, em médio e longo prazo, para</p><p>as populações do planeta, é usualmente chamado de “consumo consciente”.</p><p>O consumo consciente propicia, além das vantagens ambientais, benefícios sociais e econômicos</p><p>para a sociedade como um todo, e individuais para aquele que consome conscientemente. Desse</p><p>modo, consumo consciente amplia o conceito de educação financeira, ao incorporar</p><p>às nossas escolhas de consumo considerações sociais e ambientais, tais como modo</p><p>de produção, quantidade e qualidade das matérias-primas, tipo e qualidade de mão de obra,</p><p>produção de resíduos e outros aspectos relevantes para o meio ambiente e para a sociedade.</p><p>Enfim, consumir conscientemente pode contribuir para o consumo sustentável nas dimensões</p><p>ambiental, social e econômica, ou seja, adquirir produtos e serviços ambientalmente corretos, com</p><p>o mínimo de impacto sobre o meio ambiente, que possam ajudar a construir uma sociedade mais</p><p>justa e, claro, que sejam economicamente compatíveis com a situação financeira do consumidor.</p><p>Ao compararmos produtos e serviços semelhantes ofertados no mercado podemos dar</p><p>preferência aos produtos elaborados de modo socioambientalmente sustentável, por</p><p>exemplo, consumindo frutas produzidas no local e da safra e, portanto, mais baratas, favorecendo</p><p>produtos locais, que não consumiram energia para serem conservados e transportados. Ou seja,</p><p>consumir de forma sustentável e, portanto, consciente, não traz prejuízos à qualidade do consumo.</p><p>Também podemos contribuir para a sustentabilidade ao:</p><p>• reduzir o consumo desnecessário, evitando desperdícios e a produção excessiva de lixo;</p><p>• diminuir o impacto negativo da atividade humana sobre o meio ambiente (extrativismo,</p><p>agropecuária, urbanização, indústria, serviços, lixo);</p><p>• melhorar a qualidade de vida e o bem-estar pessoal e da sociedade, tanto das gerações atuais</p><p>quanto das futuras;</p><p>• usar o dinheiro e o crédito a seu favor e, ao mesmo tempo, em favor da sociedade e do</p><p>meio ambiente.</p><p>Trata-se de buscar o equilíbrio entre ter o que você precisa e ser um consumidor social,</p><p>ambiental e economicamente sustentável.</p><p>40</p><p>Utilize a tabela abaixo para refletir se você é um “consumidor consciente” ou um “consumidor</p><p>consumista”, que age sem planejar e por impulso.</p><p>Consumidor consumista Consumidor consciente</p><p>Gasta compulsivamente. Pondera antes de comprar.</p><p>Pensa apenas em si próprio. Pensa em si e no resto da sociedade, inclusive as</p><p>futuras, pensa no impacto sobre o meio ambiente</p><p>antes de comprar.</p><p>Compra tudo o que deseja. Compra apenas o necessário.</p><p>Joga todas as embalagens no lixo. Reutiliza as embalagens.</p><p>Qualquer tipo de resíduo é considerado lixo. Separa o que lixo orgânico do que é reciclável e dá a</p><p>destinação correta.</p><p>Se estiver fácil para comprar e for barato não se</p><p>preocupa se o produto é pirata ou contrabandeado.</p><p>Não compra produtos piratas e contrabandeados,</p><p>mesmo os mais baratos.</p><p>Desperdiça. Deixa torneira aberta sem usar a água,</p><p>deixa lâmpada acessa sem estar no ambiente, deixa os</p><p>aparelhos elétricos e eletrônicos ligados sem estar</p><p>em uso etc.</p><p>Evita desperdícios e utiliza efetivamente o que</p><p>compra.</p><p>Orienta-se pelo status. Orienta-se por um estilo de vida saudável.</p><p>Faz “shopping terapia”. Satisfaz necessidades.</p><p>É imediatista e não se preocupa com o futuro. É previdente e sabe que o futuro é consequência das</p><p>escolhas de hoje.</p><p>Fonte: Adaptado dos 12 princípios do consumo consciente da Akatu. Disponível em www.akatu.org.br</p><p>E, se você quer se tornar um consumidor consciente, eis algumas dicas para o</p><p>supermercado.</p><p>• Na hora de ir ao supermercado, siga rigorosamente sua lista de compras.</p><p>• Não compre produtos apenas pela aparência ou pela novidade.</p><p>• Verifique a validade dos produtos e não compre produtos vencidos.</p><p>• Priorize frutas da estação e do local.</p><p>• Elimine os desperdícios. Adote os 3 Rs – Reduza, Reutilize e Recicle. Isso fará bem ao seu</p><p>bolso e ao meio ambiente.</p><p>• Use sacolas ecológicas (reutilizáveis). Muitas são charmosas e bem mais elegantes que as de</p><p>plástico que levam mais de 200 anos para serem degradadas nos aterros.</p><p>4.5 Conservação das cédulas</p><p>Você sabia que, para produzir dinheiro, gasta-se dinheiro? E que são utilizados recursos naturais</p><p>para a produção de cédulas? Os maus-tratos na utilização do dinheiro encurtam a vida útil das</p><p>cédulas. Os hábitos que mais estragam as cédulas são: grampear, amassar, rabiscar, desenhar e</p><p>tirar o fio de segurança.</p><p>41</p><p>Somente em 2012, o BCB recolheu 2,2 bilhões de cédulas impróprias para a circulação, e o custo</p><p>para a reposição dessas células ficou em torno de R$394 milhões. Se conservarmos melhor</p><p>as nossas cédulas, o governo vai precisar produzi-las em menor quantidade e, portanto, gastar</p><p>menos. Como sabemos, se o governo gasta menos, pode cobrar menos impostos.</p><p>Como se pode perceber, conservando bem o seu dinheiro, todos nós</p><p>ganhamos!</p><p>Ponha em prática</p><p>• Mude seus hábitos para consumir mais e melhor. Pequenas mudanças no seu comportamento</p><p>diário podem levar a grandes resultados. Comece hoje mesmo!</p><p>• Tenha disciplina e compromisso. Ao controlar os seus impulsos de consumo, o maior</p><p>beneficiário será você mesmo, além de contribuir para a sustentabilidade do ambiente.</p><p>• Planeje suas compras parceladas. Quando você anota suas prestações para os meses futuros,</p><p>torna-se mais consciente do quanto sua renda já está comprometida. Isso evita compras</p><p>parceladas em excesso e protege contra problemas de se endividar demasiadamente.</p><p>• Reconheça as estratégias de vendas. Ao tomar conhecimento do que o marketing e</p><p>o comércio fazem, você está mais capaz de resistir às tentações de consumo e das</p><p>armadilhas que aparecem.</p><p>• Adote um estilo de vida saudável, em vez de se guiar apenas por modismos ou status</p><p>social. Estar consciente do que é importante para suas necessidades ajuda nas decisões</p><p>de consumo.</p><p>• Não amasse ou rasgue as células nem escreva nelas. Quando você conserva as cédulas</p><p>em bom estado, mais tempo elas irão durar, circulando nas compras e vendas, custando</p><p>menos para você e para sociedade.</p><p>Módulo 5 – Poupança e Investimento</p><p>5.1 Por que poupar?</p><p>Ao poupar, você acumula valores financeiros no presente para serem utilizados no futuro. Os</p><p>valores poupados no presente e investidos durante um, dois ou mais anos poderão fazer uma</p><p>diferença significativa na qualidade de vida do poupador no futuro.</p><p>Assim, são vários os motivos para poupar: precaver-se diante de situações inesperadas, preparar</p><p>para aposentar-se, realizar sonhos etc. Apresentamos neste caderno algumas estratégias para</p><p>que você atinja seu objetivo de poupar. Entre elas, falamos da importância de elaborar um</p><p>orçamento, de ser um consumidor consciente, de utilizar o crédito de forma responsável e os</p><p>juros a seu favor. Trata-se de estabelecer prioridades. Ao fazer isso, torna-se muito mais fácil</p><p>incorporar o hábito de poupar.</p><p>5.2 Poupança e investimento</p><p>Já vimos que poupança é a diferença entre as receitas e as despesas, ou seja, entre</p><p>tudo que ganhamos e tudo que gastamos.</p><p>E investimento? Investimento é a aplicação dos recursos que poupamos, com a</p><p>expectativa de obtermos uma remuneração por essa aplicação.</p><p>Você sabe a diferença entre poupança e caderneta de poupança?</p><p>A poupança é uma sobra financeira e deve ser direcionada para algum tipo de investimento para</p><p>que seja remunerada. A caderneta de poupança ou conta de poupança é um tipo de investimento.</p><p>5.3 Componentes do investimento</p><p>Quem investe tem como objetivo ganhar dinheiro.</p><p>Para fazer um investimento que atenda a suas necessidades, é importante que você</p><p>conheça as três características dos investimentos: liquidez, risco (oposto de segurança)</p><p>e rentabilidade.</p><p>• Liquidez: refere-se à capacidade de um artigo ou investimento ser transformado</p><p>em dinheiro, a qualquer momento e por um preço justo. Por exemplo, o ativo mais</p><p>líquido que existe é o próprio dinheiro. Fundos de aplicação em renda fixa e caderneta</p><p>de poupança, com resgate imediato, são considerados produtos com alta liquidez. Já os</p><p>imóveis, por exemplo, podem levar muito tempo para serem vendidos, sendo considerados</p><p>investimentos de baixa liquidez.</p><p>44</p><p>• Risco: é a probabilidade de ocorrência de perdas. Quanto maior o risco, maior a</p><p>probabilidade de o investidor incorrer em perdas. Dependendo do investimento, podemos</p><p>ganhar ou perder pequenos ou grandes valores. Exemplos de investimentos de menor risco</p><p>são a caderneta de poupança e o tesouro direto, desde que você fique de posse do título e</p><p>o desconte na data de seu vencimento, enquanto as ações são consideradas investimentos</p><p>de maior risco.</p><p>• Rentabilidade: é o retorno, a remuneração do investimento. Quando fazemos um</p><p>investimento, temos uma expectativa de rentabilidade que pode se concretizar ou não. Em</p><p>geral, quanto maior a rentabilidade prometida, maior o risco de perder a quantia aplicada.</p><p>Em outras palavras, o que ganhamos em segurança perdemos em rentabilidade e vice-versa.</p><p>Então, antes de escolher, compare a rentabilidade prometida com a média do mercado e</p><p>desconfie de promessas muito boas.</p><p>5.4 O que você precisa saber antes de investir</p><p>De acordo com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em seu Portal do Investidor, há uma</p><p>série de aspectos que você precisa saber antes de investir.</p><p>a. O seu perfil de investidor</p><p>Na hora de investir, é importante conhecer as características dos investimentos disponíveis</p><p>para que sua escolha seja a mais adequada para cada pessoa. Por isso é importante ter em</p><p>mente que as pessoas são diferentes umas das outras. O mesmo é verdade para o perfil de</p><p>quem está investindo.</p><p>O investidor pode ser classificado em três diferentes perfis, de acordo com a sua disposição</p><p>para aceitar riscos, sua preferência por liquidez e expectativa de rentabilidade.</p><p>A combinação dessas características determina o perfil do investidor, que pode ser conservador,</p><p>moderado ou arrojado (agressivo). A análise de perfil do investidor é fundamental para que seus</p><p>investimentos sejam realizados de forma consciente e sejam compatíveis com seus objetivos.</p><p>Qual o seu perfil de risco?</p><p>Conservador: privilegia a segurança e faz todo o possível para diminuir o risco de perdas,</p><p>aceitando, inclusive, uma rentabilidade menor.</p><p>Moderado: procura um equilíbrio entre segurança e rentabilidade e está disposto a correr</p><p>certo risco para que o seu dinheiro renda um pouco mais do que as aplicações mais seguras.</p><p>Arrojado: privilegia a rentabilidade e é capaz de correr grandes riscos para que seu investimento</p><p>renda o máximo possível.</p><p>Descobrir seu perfil pode ajudá-lo na escolha da aplicação mais adequada, desde que</p><p>essa informação seja utilizada apenas como orientação (e não como verdade absoluta) e que</p><p>sejam tomadas as precauções necessárias, antes e ao longo do investimento, tais como:</p><p>• verificar se há registro na CVM;</p><p>• ler atentamente o regulamento e/ou o prospecto;</p><p>45</p><p>• informar-se sobre os custos incidentes, tais como taxa de administração, taxa de custódia,</p><p>taxa de performance etc.;</p><p>• conhecer a estratégia do administrador e os riscos assumidos; e</p><p>• pesquisar a reputação das instituições envolvidas, entre outras precauções.</p><p>A título de orientação, o portal do investidor da CVM informa que investimentos como</p><p>caderneta de poupança, títulos públicos e fundos de curto prazo são mais compatíveis com</p><p>investidores de perfil conservador. No outro extremo, os fundos multimercado são exemplos</p><p>de investimento mais compatíveis com investidores de perfil arrojado, uma vez que, em busca</p><p>de maior rentabilidade, há muita liberdade na composição de suas carteiras e mais exposição ao</p><p>risco. No entanto, alguns investimentos, tais como fundos cambiais, fundos de renda fixa, ações</p><p>e debêntures, poderão ser considerados moderados ou arrojados, dependendo, entre outros</p><p>fatores, da política de investimento constante do regulamento e do risco do emissor do título.</p><p>O mais importante é, antes de qualquer aplicação, verificar a solidez das instituições</p><p>envolvidas e pesquisar nos documentos correspondentes (Regulamento do Fundo, Prospecto</p><p>da Oferta Pública etc.) qual o perfil de risco assumido.</p><p>b. Objetivos do investimento</p><p>O que você pretende fazer com o seu dinheiro? Pagar uma faculdade? Comprar um carro?</p><p>Comprar uma casa própria? Saber como você pretende utilizar seu dinheiro no futuro é um</p><p>passo importante para a escolha do tipo de investimento.</p><p>Objetivos diferentes podem implicar modalidades diferentes de investimentos, aceitar ou</p><p>não riscos diferentes e necessidades diferentes de liquidez.</p><p>Com o objetivo em mãos, vamos ao próximo passo.</p><p>c. Prazo de aplicação</p><p>Definido o seu objetivo, fica mais fácil saber em quanto tempo você vai precisar dele, ou seja,</p><p>sua necessidade de liquidez. Se o objetivo é comprar uma casa, e se você está apenas começando</p><p>a formar sua poupança, então provavelmente serão necessários</p><p>ou aos infortúnios, ou ainda, uma tendência natural para se recuperar ou superar</p><p>com facilidade os problemas surgidos. Na Física, corresponde à característica mecânica que</p><p>define a resistência dos choques de materiais (Fonte: Dicio – Dicionário Online de Português).</p><p>• Incentive os estudantes a comentarem, explorando as respostas às situações, e provoque-os,</p><p>a partir de exemplos cotidianos, a pensarem sobre o que é resiliência financeira, retomando os</p><p>comentários citados anteriormente sobre “resiliência”, articulando com as ideias sobre ter uma</p><p>reserva de emergência, ter um comportamento de análise constante da situação financeira para</p><p>se antever a imprevistos, ter calma de não tomar decisões financeiras por impulso. Destaque</p><p>que a “resiliência financeira” tem a ver com poupança sim, mas, sobretudo, tem a ver com</p><p>atitude e comportamento.</p><p>ee Sumário</p><p>11Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 1 – Desvendando novos conceitos</p><p>• Peça aos estudantes que deem exemplos sobre resiliência financeira, ou algum fato que tenha</p><p>ocorrido que se assemelha a tal. Comente também que, quando é possível poupar, estão mais</p><p>preparados para os imprevistos do dia a dia.</p><p>• Ao final dessa interação, recolha o quadro de sondagem, que será retomado na última aula do</p><p>projeto, Aula 9, quando eles poderão avaliar suas respostas novamente em outra circunstância,</p><p>depois de percorrido toda a proposta do projeto.</p><p>circle 3º PASSO – TRABALHANDO COM DADOS ESTATÍSTICOS</p><p>E TEMPO SUGERIDO: 20 MINUTOS</p><p>Professor(a), nesta etapa da aula, é proposta uma atividade simples envolvendo leitura de</p><p>gráfico de setores e cálculos de porcentagens. A intencionalidade em abordar algo mais básico</p><p>reside nos pressupostos metodológicos da sequência didática, além de estabelecer, direta ou</p><p>indiretamente, elos com o tema principal: resiliência financeira.</p><p>• Peça aos estudantes que se reúnam em duplas e distribua para cada dupla uma cópia do Anexo</p><p>1D. Solicite que eles façam a atividade, ou seja, a leitura do texto (5 minutos) e, na sequência, a</p><p>resolução das questões.</p><p>Observe o gráfico “Fundos de emergência de 2017”.</p><p>Gráfico – Fonte de fundos para emergência-2017</p><p>42%</p><p>23%</p><p>14%</p><p>14%</p><p>5%2%</p><p>Gráfico – Fonte de fundos para emergência (2017)</p><p>Família ou amigos</p><p>Trabalhos</p><p>Poupança</p><p>Empréstimo de banco, empregador ou</p><p>desconhecido</p><p>Venda de ativos</p><p>Outros</p><p>É importante analisar as fontes às quais os adultos brasileiros recorrem quando necessitam</p><p>levantar fundos para situações de emergência.</p><p>Em 2014, 57% deles recorriam à família ou aos amigos. Em 2017, conforme indicado no gráfico,</p><p>esse percentual diminuiu para 42%, permanecendo a categoria família ou amigos como a</p><p>fonte mais utilizada para recursos de emergência. Entretanto, nesse mesmo ano, 14% dos</p><p>entrevistados afirmaram também recorrer à poupança e 14% a outras fontes. Destaca-se o</p><p>fato de que a realização de trabalhos é a opção mais utilizada para levantamento de recursos</p><p>emergenciais do que a poupança (14%) ou do que o empréstimo externo (14%).</p><p>Fonte: BANCO CENTRAL DO BRASIL. Relatório Cidade Financeira. Disponível em: https://www.bcb.gov.br/Nor/</p><p>relcidfin/docs/Relatorio_Cidadania_Financeira.pdf. Acesso em: 13 out. 2020</p><p>ee Sumário</p><p>https://www.bcb.gov.br/Nor/relcidfin/docs/Relatorio_Cidadania_Financeira.pdf</p><p>https://www.bcb.gov.br/Nor/relcidfin/docs/Relatorio_Cidadania_Financeira.pdf</p><p>12Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 1 – Desvendando novos conceitos</p><p>1. Em uma cidade, a população em 2014 era de 200 mil habilitantes e, em 2017, sua população</p><p>aumentou para 230 mil. Considerando os dados do gráfico de setores e as informações do</p><p>texto, qual seria a diferença entre o número de pessoas que recorriam à família ou aos amigos</p><p>em 2014 e em 2017, tomando-se essa população?</p><p>Em 2014: 57% de 200 mil → 0,57 x 200 000 = 114 mil</p><p>Em 2017: 42% de 230 mil → 0,42 x 230 000 = 96,6mil</p><p>A diferença entre o número de pessoas que recorriam à família ou aos amigos nos anos de</p><p>2014 e de 2017 é de: 114 000 – 96 600 = 17 400 habitantes.</p><p>2. Com base nos dados apresentados no gráfico, podemos dizer que o brasileiro se preocupa</p><p>com imprevistos financeiros? Aponte algumas razões que justifiquem sua resposta.</p><p>A resposta é pessoal, mas vale destacar que o gráfico retrata que o brasileiro não se preocupa</p><p>com imprevistos financeiros. O percentual dos que investem em poupança é de apenas 14%.</p><p>Além disso, mostra que 23% ainda contam com o trabalho para lidar com os imprevistos e</p><p>que o maior percentual (42%), mesmo tendo diminuído em relação ao ano de 2014 (57%),</p><p>refere-se à situação em que o adulto recorre à família ou aos amigos.</p><p>3. Por qual motivo escolheu-se usar um gráfico do tipo setores e não outro, como colunas ou</p><p>linhas?</p><p>O gráfico de setores tem como objetivo comparar as partes (categorias) com o todo, sobretudo</p><p>quando não há quantidade excessiva delas (nesse caso, foram utilizadas seis categorias).</p><p>4. Qual relação entre fundo de emergência e resiliência financeira?</p><p>Para constituir um fundo de emergência para atender a imprevistos e não depender da</p><p>família ou dos amigos, é necessário possuir reservas financeiras disponíveis para tal, ou</p><p>seja, ser resiliente financeiramente é saber poupar e compreender que o consumo deve ser</p><p>consciente.</p><p>• Comente com os alunos que o propósito deste projeto é mostrar os aspectos que fazem parte</p><p>da resiliência financeira.</p><p>ee Sumário</p><p>13Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 1 – Desvendando novos conceitos</p><p>B. Reflexões ao final da aula</p><p>Professor(a), nos últimos 5 minutos (tempo sugerido), estimule os estudantes a retomarem os</p><p>principais elementos abordados nesta aula, questionando-os:</p><p>P O que acharam da atividade de dados estatísticos?</p><p>P Do que se tratava o tema dessa atividade?</p><p>P O que vocês podem concluir a respeito de fundo de emergência?</p><p>Estimule os estudantes a reconhecerem a importância da atividade em acordo com o tema da</p><p>resiliência financeira, chamando a atenção para a frase da sondagem: “Poupar ajuda as pessoas</p><p>a ter maior resiliência financeira, permitindo enfrentar imprevistos com maior tranquilidade e a</p><p>juntar recursos para alcançar seus objetivos”, destacando que poupar é uma forma de se ter um</p><p>fundo emergencial.</p><p>Explore as habilidades socioemocionais: autogestão, habilidades de relacionamento e tomada</p><p>de decisão responsável.</p><p>Entregue os termos “Educação Financeira”, “Poupar” e “Resiliência financeira” (Anexo 1C) que</p><p>comporão o Glossário, para serem incluídos no caderno de Educação Financeira.</p><p>C. Tarefa para casa</p><p>Não há.</p><p>ee Sumário</p><p>14Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 2 – Jogo: “Saga dos resilientes” (parte 1)</p><p>AU L A 2 – J O G O : “ S AG A D O S R E S I L I E N T E S ”</p><p>( PA R T E 1 )</p><p>Esta aula está organizada em dois passos e contém quatro materiais de apoio (anexos). A</p><p>seguir, indicamos as habilidades previstas para desenvolvimento e os objetivos da aula, o que</p><p>você deve fazer na etapa de preparação, quais são os recursos necessários e adicionais para</p><p>a sua realização.</p><p>A. Habilidades</p><p>As habilidades abaixo descritas estão dispostas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC),</p><p>na matriz de competências de Educação Financeira e na proposta do CASEL (Collaborative for</p><p>Academic, Social, and Emotional Learning).</p><p>Base Nacional Comum Curricular</p><p>(EF69LP33) Articular o verbal com os esquemas, infográficos, imagens variadas etc. na (re)construção dos sentidos</p><p>dos textos de divulgação científica e retextualizar do discursivo para o esquemático – infográfico,</p><p>esquema, tabela, gráfico, ilustração etc. – e, ao contrário, transformar o conteúdo das tabelas,</p><p>esquemas, infográficos, ilustrações etc. em texto discursivo, como forma de ampliar as possibilidades</p><p>de compreensão desses textos e analisar as características das multissemioses e dos gêneros em</p><p>questão.</p><p>Educação Financeira</p><p>(EF08POU02) Identificar questões comportamentais ligadas à construção de resiliência financeira.</p><p>Socioemocional(is)</p><p>Autogestão.</p><p>Habilidades</p><p>alguns anos para que consiga</p><p>juntar o dinheiro. Por outro lado, se o objetivo é uma viagem daqui a seis meses, então você</p><p>precisa de investimentos de maior liquidez e provavelmente não vai tolerar investimentos com</p><p>alta volatilidade (maior risco) que possam colocar em risco os seus objetivos.</p><p>O horizonte de aplicação é um fator decisivo na definição do investimento mais apropriado,</p><p>pois o tempo em que o recurso ficará aplicado poderá influenciar na rentabilidade e</p><p>até na tributação.</p><p>5.5 Modalidades e tipos de investimento mais comuns</p><p>Uma vez que você conheça seu perfil de risco e defina seus objetivos e prazos, poderá se</p><p>informar sobre as modalidades e os tipos de investimentos disponíveis no mercado e verificar</p><p>o mais adequado às suas necessidades.</p><p>46</p><p>Lembre-se de que, em geral, todo investimento envolve riscos, como já mencionado no item 5.3.</p><p>Quanto maior o risco, maior a probabilidade de o investidor incorrer em perdas e, dependendo</p><p>do investimento, podemos ganhar ou perder pequenos ou grandes valores.</p><p>É importante saber que existe o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), uma instituição</p><p>privada que protege os depositantes e os investidores e, assim, contribui para a manutenção</p><p>da estabilidade do SFN. O FGC presta garantia de crédito aos clientes das instituições</p><p>financeiras associadas ao fundo nas situações de intervenção ou liquidação extrajudicial</p><p>da instituição. Produtos financeiros como depósitos de poupança e CDBs (Certificado de</p><p>Depósito Bancário) são garantidos pelo FGC até o limite de R$250.000.</p><p>Os investimentos podem ser de renda fixa e/ou de renda variável.</p><p>Renda fixa: são investimentos que pagam, em períodos definidos, a remuneração correspondente</p><p>a determinada taxa de juros. Essa taxa pode ser estipulada no momento da aplicação (prefixada)</p><p>ou calculada no momento do resgate (pós-fixada), com base na variação de um indexador</p><p>previamente definido acrescido ou não de uma taxa de juros. Nessa modalidade de investimento,</p><p>existe o risco de crédito.</p><p>Renda variável: são investimentos cuja remuneração não pode ser dimensionada no momento</p><p>da aplicação. Envolvem riscos maiores, pois, além do risco de crédito, existe também o risco</p><p>associado à rentabilidade incerta. Exemplo: ações.</p><p>Há ainda a possibilidade de investir em imóveis para receber renda de aluguéis. Em geral, o</p><p>imóvel é considerado um investimento seguro. No entanto, assim como os demais tipos de</p><p>investimentos dos quais tratamos, também existem custos e riscos envolvidos. Há riscos de o</p><p>imóvel não ser alugado, de desvalorizar-se, de inadimplência do locatário etc. E há custos como</p><p>condomínio, IPTU, taxa de administração de aluguel, entre outros. E lembre-se, o aluguel recebido</p><p>é tributado de acordo com a tabela progressiva do imposto de renda.</p><p>O que diferencia um investimento de outro?</p><p>Os investimentos possuem características que os diferenciam uns dos outros, como taxas</p><p>de administração, rentabilidade esperada, formas de tributação etc. Conhecer e fazer uma</p><p>avaliação detalhada sobre essas características são fatores relevantes para decidirmos por</p><p>um ou por outro investimento.</p><p>Ao escolhermos entre uma instituição ou outra para administrar nossos investimentos, devemos</p><p>estar atentos não somente à taxa de administração cobrada, mas também à solidez (segurança)</p><p>da instituição.</p><p>Você pode conferir se o fundo de investimento foi autorizado pela CVM <http://www.cvm.</p><p>gov.br> e se a instituição financeira com a qual você está operando é autorizada a funcionar</p><p>pelo BCB <http://www.bcb.gov.br>.</p><p>Adicionalmente, você pode buscar informações com profissionais idôneos que conheçam bem</p><p>o mercado. Tome cuidado com promessas milagrosas de alto retorno sem risco.</p><p>47</p><p>Recomendações ao investir</p><p>Lembre-se de que, seja em curto ou longo prazo, seus investimentos se destinam a</p><p>financiar seus planos para o futuro e, consequentemente, pode ser necessário alterar</p><p>seus investimentos à medida que os planos ou o contexto (político, econômico etc.)</p><p>sejam modificados.</p><p>Por isso, para ter certeza de que seus objetivos serão realmente atingidos, acompanhe sempre o</p><p>desempenho de suas aplicações, procure manter-se permanentemente informado e, de tempos</p><p>em tempos, reavalie suas decisões de investimento para ver se continuam coerentes em relação</p><p>aos seus planos e ao ambiente que o cerca. Uma boa sugestão é diversificar suas aplicações entre</p><p>investimentos com diferentes características (por exemplo, imóveis, renda fixa e renda variável),</p><p>na tentativa de minimizar riscos e maximizar a rentabilidade de seu portfólio de investimentos.</p><p>Ponha em prática</p><p>• Tenha o hábito de poupar. Manter uma reserva financeira é fundamental para realizar</p><p>sonhos, precaver-se de eventos inesperados, além de proporcionar maior tranquilidade</p><p>hoje e ao se aposentar.</p><p>• Escolha seus investimentos com critério. Identifique as características de liquidez,</p><p>segurança e rentabilidade de cada investimento e priorize-as de acordo com suas</p><p>necessidades. Lembre-se de que nunca terá as três características positivas ao mesmo</p><p>tempo.</p><p>• “Conhece-te a ti mesmo.” Faça um teste de autoconhecimento para verificar qual é o</p><p>seu perfil de investidor, podendo ser mais conservador, moderado ou arrojado/agressivo.</p><p>• Invista regularmente. Todo mês, reserve parte do seu salário para investir em aplicações</p><p>de sua escolha.</p><p>• Leia os prospectos das aplicações financeiras. Verifique quais são as taxas, tarifas,</p><p>rentabilidade e impostos envolvidos nos investimentos. Isso ajuda a planejar seu futuro</p><p>e evitar surpresas desnecessárias.</p><p>Módulo 6 – Prevenção e Proteção</p><p>Alguns eventos da vida são esperados, outros não. Nascemos, crescemos, envelhecemos e, por</p><p>fim, morremos. Ao longo da vida, muitas coisas acontecem, boas e ruins. As surpresas boas são</p><p>sempre bem vindas, mas as ruins nem tanto. Vamos tratar aqui da proteção e da prevenção de</p><p>alguns eventos ruins, além de uma preparação para uma fase da vida muito especial, a aposentadoria.</p><p>6.1 Riscos a que estamos expostos</p><p>A imprevisibilidade da vida pode nos tra zer tanto coisas boas como problemas com os quais</p><p>teremos que lidar. Entre as coisas boas e inesperadas, podemos, por exemplo, ganhar na loteria,</p><p>ser escolhido para um emprego, receber uma promoção. Entre os acontecimentos ruins, podemos</p><p>ficar doentes, sofrer um acidente, morrer, perder o emprego, ter um carro furtado; enfim, várias</p><p>coisas podem acontecer, pois estamos vivos, e a vida possui riscos. Esses riscos podem ser tanto</p><p>pessoais quanto patrimoniais.</p><p>O risco pode ser definido como um evento incerto ou de data incerta, que independe</p><p>da vontade.</p><p>Você pode lidar com o risco de três maneiras distintas: fazendo nada, formando uma</p><p>poupança para eventualidades ou fazendo um seguro. Obviamente, cada escolha leva a uma</p><p>consequência distinta e cabe a você decidir o que é melhor para você.</p><p>Ao não tomar qualquer atitude, você estará assumindo os riscos de ocorrência de uma</p><p>situação inesperada, que, caso aconteça, poderá perturbar o seu equilíbrio econômico-financeiro.</p><p>Obviamente, se nada acontecer, essa é a escolha de menor gasto financeiro. O grande problema</p><p>dessa escolha é que não adivinhamos o futuro, e eventos inesperados ocorrem com alguma</p><p>frequência.</p><p>A segunda alternativa, formar uma poupança para eventualidades, tem menos riscos que a</p><p>escolha anterior, mas é necessário ter muita disciplina para colocá-la em prática. Nessa situação,</p><p>você decide constituir uma poupança em separado para lidar com circunstâncias não esperadas.</p><p>Entretanto, para que isso funcione bem, é necessário que três coisas aconteçam: 1) você não</p><p>pode cair na tentação de utilizar os recursos para o consumo; 2) tem de contar com a sorte</p><p>de que não aconteça nada enquanto você está formando sua poupança; e 3) que não ocorram</p><p>eventos que custem mais do que o valor separado por você para essas eventualidades.</p><p>A terceira alternativa é contratar um seguro. Note que, ao fazer essa escolha, você tem de</p><p>ter um seguro específico contratado para</p><p>cada eventualidade (risco), por exemplo, seguro para</p><p>automóvel, seguro de vida, seguro-saúde, seguro residencial, e assim por diante.</p><p>50</p><p>6.2 Medidas de proteção e prevenção de riscos</p><p>Não é pelo fato de não termos total controle sobre as diversas situações da vida que somos</p><p>totalmente impotentes diante dela. Talvez não tenhamos condições de saber se e quando nosso</p><p>automóvel será furtado, ou se ficaremos doentes, mas certamente podemos tomar medidas</p><p>para minimizar essas possibilidades.</p><p>Agindo preventivamente, podemos reduzir os riscos a que estamos expostos.</p><p>a. Medidas de redução de riscos</p><p>Agir preventivamente, ou minimizar os riscos, consiste em tomar atitudes que</p><p>coíbam, dificultem e/ou minimizem as chances de que um evento indesejado ocorra.</p><p>Vamos pensar um pouco. Imagine que você tenha um automóvel. O que você poderia fazer para</p><p>reduzir a possibilidade de furto? Não parar o carro em locais isolados ou mal iluminados e instalar</p><p>dispositivos antifurtos são atitudes que poderiam ser tomadas para se reduzir o risco de furto.</p><p>O que você poderia fazer para evitar ficar doente? Sobre isso, é possível tomar vacinas, ter</p><p>alimentação saudável, fazer exercícios físicos etc.</p><p>E o que você poderia fazer para evitar problemas com o cartão de crédito? Algumas dicas sobre</p><p>isso seriam nunca perdê-lo de vista, jamais emprestá-lo, guardá-lo em local seguro, cuidar do</p><p>sigilo da senha etc. Além disso, ao usar a internet para realizar transações financeiras, tenha em</p><p>mente que é necessário que estejam instalados antivírus e firewall atualizados em seu computador.</p><p>Evite usar redes e computadores públicos para essa finalidade e tenha cuidado com os sítios</p><p>que você acessa.</p><p>b. Seguros</p><p>Outra forma de nos prepararmos para os imprevistos da vida é por meio da</p><p>contratação de seguros.</p><p>Segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep) <http://www.susep.gov.br>, órgão</p><p>do governo que controla e fiscaliza as empresas seguradoras, seguro é um contrato pelo</p><p>qual uma das partes se obriga, mediante cobrança de prêmio, a indenizar a outra</p><p>pela ocorrência de determinados eventos ou por eventuais prejuízos previstos nas</p><p>condições contratuais. O segurador e o segurado são obrigados a guardar, no contrato de</p><p>seguro, a mais estrita boa-fé e veracidade a respeito do objeto segurado e das declarações a</p><p>ele concernentes.</p><p>Os elementos de um contrato de seguro são:</p><p>• risco: evento aleatório;</p><p>• segurado: pessoa interessada no bem exposto ao risco;</p><p>• segurador: instituição que assume a responsabilidade pelos pagamentos de indenizações;</p><p>• prêmio: pagamento efetuado pelo segurado ao segurador, custo do seguro;</p><p>• indenização: pagamento dos prejuízos decorrentes de um sinistro coberto.</p><p>51</p><p>Vários são os motivos para se contratar um seguro, entre eles: obter tranquilidade, evitar</p><p>prejuízos maiores do que o seu orçamento possa suportar, evitar transtornos e complementar</p><p>as medidas de redução de riscos.</p><p>A necessidade de se contratar um seguro também é de cunho pessoal e varia em cada</p><p>caso concreto; portanto, contratar ou não seguros deve ser uma escolha pessoal.</p><p>Tome a decisão de contratar um seguro de forma consciente.</p><p>6.3 Cuidados na contratação de seguros</p><p>Caso opte pela contratação de um seguro, existem algumas dicas importantes para que você</p><p>faça um bom negócio:</p><p>• compare preços. O seguro é um produto como outro qualquer; no entanto, tome o cuidado</p><p>de comparar produtos iguais, com as mesmas características, como cobertura e valor do</p><p>prêmio do seguro;</p><p>• leia atentamente o contrato de seguro, prestando atenção às cláusulas referentes à</p><p>garantia e aos riscos excluídos da cobertura do seguro;</p><p>• não minta nem omita informações solicitadas quando o contrato exigir declarações.</p><p>Essas informações devem ser verdadeiras, para que você tenha a segurança de que receberá</p><p>a indenização nos casos previstos no contrato;</p><p>• consulte a Susep. Lá você encontra informações valiosas para realizar uma boa contratação</p><p>de seguros.</p><p>6.4 Importância do planejamento da aposentadoria</p><p>De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o brasileiro, em 2012,</p><p>tinha uma expectativa de vida de 74,5 anos. Isso significa que, em 2012, ao nascermos, era</p><p>esperado que, em média, nós, brasileiros, somente fôssemos viver até os 74,5 anos. É claro que</p><p>estamos falando de média, ou seja, algumas pessoas vivem muito mais ou muito menos que isso.</p><p>De qualquer forma, envelhecer é um evento natural e esperado. Por ser esperado, é muito</p><p>importante que nos preparemos financeiramente para envelhecer, pois todos nós queremos</p><p>chegar lá com qualidade de vida, não é mesmo? Vamos, então, falar de aposentadoria, ou melhor,</p><p>da preparação financeira para a aposentadoria.</p><p>Vamos começar fazendo algumas perguntas: o que você quer fazer no futuro, quando aposentar-</p><p>se? Fazer o que gosta? Ter sossego, segurança? Viajar? Ter qualidade de vida? Manter o mesmo</p><p>padrão de vida de hoje? Seja qual for o seu desejo, é preciso preparar-se. Então, como você</p><p>pretende atingir isso?</p><p>O planejamento para a aposentadoria exige fazer essa reflexão. É por isso que preparar-se para</p><p>a aposentadoria envolve diferentes aspectos: os desejos, os sonhos e as escolhas de cada um. E</p><p>seja qual for a sua escolha, uma coisa é certa, haverá implicações financeiras.</p><p>O planejamento da aposentadoria é um dos aspectos mais importantes da educação fi nanceira.</p><p>52</p><p>Vamos tratar agora de três pontos bastante importantes para você refletir e que vão afetar a</p><p>sua aposentadoria.</p><p>1. A incerteza do futuro e o aumento da expectativa de vida</p><p>Em 1980, a expectativa de vida do brasileiro estava em 62,5 anos. Isso significa que, em 30 anos,</p><p>a esperança de vida do brasileiro aumentou 12 anos, atingindo os 74,5 anos em 2012. Mas nós</p><p>sabemos que o futuro é incerto. Ninguém sabe até quando vai viver. Você pode esperar viver 73</p><p>anos, mas pode chegar aos 80 anos “vendendo saúde”. Isso seria ótimo, não? Você sabia que isso</p><p>está cada vez mais frequente? Que tal preparar-se para viver com qualidade? Sejamos otimistas!</p><p>Você quer uma notícia boa? Até 2050 é provável que a expectativa de vida do brasileiro ultrapasse</p><p>os 80 anos! Então, vamos nos preparar para viver mais e com qualidade.</p><p>2. Aumento do custo de vida</p><p>O aumento do custo de vida na terceira idade é mais um ponto para cautela. Muitos gastos</p><p>sobem quando já estamos aposentados. Esse é o caso, por exemplo, dos gastos com planos de</p><p>saúde e com medicamentos em geral. Certamente, esse é mais um caso que varia de pessoa</p><p>para pessoa, de família para família, sendo mais um ponto para cautela na hora de planejar a</p><p>sua aposentadoria.</p><p>3. Concretização de sonhos</p><p>Para alguns, a aposentadoria pode envolver a realização de viagens e cursos ou a dedicação a</p><p>hobbies e a projetos sociais. São projetos que devem ser planejados, além da manutenção do</p><p>padrão de vida desejado. Ou seja, se faz parte do seu projeto de aposentadoria, por exemplo,</p><p>uma viagem longa a cada dois anos, os custos dessa viagem devem ser planejados. O mesmo</p><p>vale para quem quer se dedicar a uma nova profissão, por exemplo. Que tal pesquisar o preço</p><p>do curso e outros custos envolvidos para cursá-lo?</p><p>6.5 Quem precisa se preocupar e quando começar a se preocupar?</p><p>A princípio todos nós devemos nos preocupar com a aposentadoria, independentemente</p><p>da idade. Sabendo que dinheiro tem valor no tempo e que os juros compostos fazem crescer o</p><p>montante de forma exponencial, é importante fazer um bom planejamento para o longo prazo e,</p><p>quanto maior for o prazo, mais os juros podem trabalhar a nosso favor. Assim, uma regra básica</p><p>para o planejamento de sua aposentadoria é:</p><p>Quanto antes você começar a investir em sua aposentadoria, menor será o aporte necessário</p><p>para concretizar os seus sonhos. Portanto, que tal começar... hoje?</p><p>Uma boa sugestão é dar início à poupança para a aposentadoria no momento em que começamos</p><p>a trabalhar e a receber salário. Que tal poupar uma parte do seu primeiro salário para sua</p><p>aposentadoria? Ainda que</p><p>você tenha deixado para depois, a regra do “o quanto antes, melhor”</p><p>permanece válida. Portanto, se ainda não começou, por que não agora? Não deixe o seu futuro,</p><p>os seus sonhos nas mãos de ninguém. Faça algo por eles.</p><p>53</p><p>6.6 Opções financeiras para a aposentadoria</p><p>Quando falamos em nos planejar financeiramente para a aposentadoria, não estamos restritos a</p><p>uma ou duas opções financeiras. Existem diversas maneiras para formarmos um fundo</p><p>financeiro visando à aposentadoria. O primeiro passo é conhecermos as opções. A partir</p><p>desse conhecimento, podemos montar um plano e escolher as opções mais adequadas para</p><p>nossas características, considerando idade, perfil, renda, fontes de renda.</p><p>O Sistema Previdenciário Nacional (SPN) está dividido em dois grupos:</p><p>• a previdência social, que abrange os servidores públicos, e a previdência do Regime Geral</p><p>da Previdência Social (RGPS), administrado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS),</p><p>em que estão alocados os trabalhadores contratados no regime da Consolidação das Leis</p><p>Trabalhistas (CLT), os trabalhadores domésticos e os autônomos; e</p><p>• a previdência privada, que inclui as Entidades Fechadas de Previdência Complementar</p><p>(EFPC) e as Entidades Abertas de Previdência Complementar (EAPC).</p><p>a. Planos obrigatórios</p><p>São aqueles que não nos permitem escolher se vamos ou não fazer a contribuição.</p><p>Eles são obrigatórios dependendo da situação em que nos encontramos no mercado de trabalho</p><p>(exemplos: CLT, servidor público etc.).</p><p>Uma pessoa que trabalhe em uma empresa privada com carteira assinada obrigatoriamente estará</p><p>inscrita no RGPS, administrado pelo INSS; e a empresa é obrigada a recolher as contribuições</p><p>(parte do empregado e parte patronal) diretamente para o INSS. Conheça mais acessando o</p><p>link <http://www.previdencia.gov.br>.</p><p>Já um servidor público federal está inscrito em um regime próprio de previdência social (exemplo:</p><p>Contribuição para o Plano de Seguridade do Servidor Público – CPSS) e tem descontado em</p><p>sua folha de pagamento o valor da sua contribuição.</p><p>Nesses casos, o cidadão é obrigado a participar do regime que lhe cabe. Porém, fique atento!</p><p>Mesmo sendo obrigatórios, é importante conhecer as características desses planos, saber quais</p><p>são os direitos e deveres do segurado e como acessá-los.</p><p>Independentemente do regime de que você participe, é fundamental verificar se ele será</p><p>suficiente para a realização de seus projetos durante a aposentadoria. Caso contrário,</p><p>uma boa sugestão é que você providencie uma complementação.</p><p>b. Planos complementares</p><p>Os planos conhecidos como complementares têm esse nome devido à ideia de que eles se</p><p>somam aos planos obrigatórios. Eles vão complementar a aposentadoria. Trata-se de um esforço</p><p>do indivíduo para manter ou ampliar as suas receitas financeiras no momento da aposentadoria.</p><p>Os planos complementares são de dois tipos: os planos de previdência complementar fechada</p><p>e os de previdência complementar aberta. Vamos falar um pouco sobre cada um deles.</p><p>Previdência complementar fechada: as EFPCs são aquelas patrocinadas por empresas privadas</p><p>ou associações que, por meio do vínculo empregatício ou mesmo associativos, oferecem aos</p><p>seus empregados os respectivos planos de complementação de aposentadoria. São administradas</p><p>por fundações ou por sociedades civis e constituem os chamados fundos de pensão.</p><p>54</p><p>Frequentemente, com o objetivo de estimular os funcionários a aplicar nesses fundos, são</p><p>oferecidos pela empresa valores iguais aos depositados pelos funcionários (até certo percentual).</p><p>Os funcionários de empresas que oferecem planos de previdência complementar devem estudar</p><p>com atenção essa possibilidade. É importante conhecer bem o seu funcionamento.</p><p>Para isso, sugerimos alguns questionamentos que você pode fazer para que sua escolha seja a</p><p>mais adequada:</p><p>• quais são os planos disponíveis?</p><p>• quais são os valores de contribuição da empresa?</p><p>• quais são as regras para casos de demissão?</p><p>• quais são as taxas cobradas?</p><p>É fundamental, também, você saber que existe um órgão do governo que fi scaliza e supervisiona</p><p>as atividades das entidades fechadas de previdência complementar. Trata-se da Superintendência</p><p>Nacional de Previdência Complementar (Previc). Mais informações poderão ser encontradas no</p><p>endereço <http://www.mpas.gov.br/previc></p><p>Previdência complementar aberta: as Entidades Abertas de Previdência Complementar</p><p>(EAPCs) são entidades constituídas sob a forma de Sociedade Anônima e estão autorizadas a</p><p>instituir planos de previdência complementar aberta, que podem ser comercializados por bancos,</p><p>corretores, seguradora e outras instituições. O mais conhecido é o Plano Gerador de Benefício</p><p>Livre (PGBL).</p><p>Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) – Apesar de ser um tipo de seguro, o VGBL pode ser</p><p>utilizado como opção fi nanceira para a aposentadoria.</p><p>O PGBL e o VGBL têm características e nome parecidos, porém são submetidos à tributação</p><p>diferenciada. Para conhecer mais sobre eles, acesse o Guia de Orientação e Defesa do Segurado,</p><p>produzido pela Susep, e estude as características de cada um, antes de decidir se algum deles</p><p>é adequado para você. É a Susep o órgão do governo que controla e fi scaliza as entidades de</p><p>previdência privada aberta.</p><p>c. Estratégia independente de planejamento da aposentadoria: vantagens e desvantagens</p><p>Outra opção para o planejamento da aposentadoria é seguir uma estratégia independente, que</p><p>consiste na “autoadministração” de investimentos, visando a sua aposentadoria. Ao seguir essa</p><p>estratégia, você se torna gestor dos seus investimentos e passa a ser o responsável pelas escolhas</p><p>de produtos e pela decisão dos momentos de compra ou venda dos ativos. Em outras palavras,</p><p>você decidirá se vai investir em poupança, CDB, títulos públicos, ações, imóveis etc. Como tudo</p><p>na vida, seguir essa estratégia possui vantagens e desvantagens.</p><p>Vantagens</p><p>• Possibilidade de maior retorno fi nanceiro devido à eliminação de intermediários.</p><p>• Liberdade na administração do dinheiro.</p><p>• Possibilidade de aprendizagem (o investidor deve ler, fazer cursos e se envolver com seus</p><p>investimentos fi nanceiros).</p><p>55</p><p>Desvantagens</p><p>• Risco de uso dos recursos para outras finalidades (exemplo: trocar de carro, fazer uma viagem).</p><p>• Inabilidade na gestão dos recursos pode acarretar perda de dinheiro (sem o conhecimento</p><p>financeiro, você pode fazer escolhas inadequadas).</p><p>• Demanda dedicação e tempo de estudo em relação a assuntos financeiros.</p><p>Ponha em prática</p><p>• Esteja consciente dos riscos a que estamos expostos. Acidentes, furtos e doenças podem</p><p>ocorrer, mas dirigir com cuidado, fechar portas e janelas ao sair de casa e passar fio</p><p>dental são alguns bons exemplos de ações de prevenção aos riscos a que nos expomos.</p><p>• Planeje sua aposentadoria, atentando-se aos vários aspectos da vida. Prepare-se para as</p><p>atividades que fará ao se aposentar. Cuide da saúde física, emocional, mental e financeira.</p><p>Para manter a qualidade de vida hoje e no futuro, você precisa estar sempre consciente</p><p>das suas ações.</p><p>• Faça simulações de planos de previdência nos websites das seguradoras. Ao simular,</p><p>procure variar o valor que pretende contribuir, a data de saída (de aposentadoria) e o</p><p>valor do benefício. Veja em que condição isso melhor pode atender as suas necessidades</p><p>atuais e futuras.</p><p>• Que tal começar hoje mesmo seu plano para aposentadoria? Pesquise formas de aplicação</p><p>e planos de previdência complementar. Depois de escolher a melhor opção para o seu</p><p>caso, aja! É muito comum irmos deixando a ação efetiva para o futuro, que acaba nunca</p><p>chegando.</p><p>• Analise as vantagens e as desvantagens de ter um plano autoadministrado de aposentadoria.</p><p>Afinal de contas, somente você pode saber o que é melhor para sua vida e para sua</p><p>aposentadoria.</p><p>Exercícios</p><p>Módulo 1 – Nossa Relação com o Dinheiro</p><p>1. Reflita sobre seus desejos e necessidades. Na figura abaixo, mova as palavras</p><p>conforme sua classificação: Necessidades ou Desejos.</p><p>Moradia Carro conversível</p><p>Alimentação Transporte Saúde</p><p>Casa própria Roupas Lazer Exercício físico Jet ski</p><p>Cirurgia plástica</p><p>estética</p><p>Academia de</p><p>ginástica</p><p>Restaurantes Calça de marca Viagem à praia</p><p>2. Aprendemos que sonho é o desejo vivo, a aspiração, o anseio. Pode ser entendido</p><p>como a ideia ou o ideal que se quer alcançar. Já o projeto é o sonho colocado “no</p><p>papel” para que possamos visualizar melhor os caminhos que devemos seguir para</p><p>alcançá-los.</p><p>As alternativas abaixo descrevem as características de um projeto, EXCETO:</p><p>a) Possui início, meio e fim. É temporário.</p><p>b) É dividido em etapas.</p><p>c) Entrega produtos, serviços ou resultados específicos.</p><p>d) Feito com recursos ilimitados.</p><p>Necessidades Desejos</p><p>58</p><p>3. Enumere a ordem correta dos passos a serem seguidos para que um sonho seja</p><p>transformado em realidade.</p><p>( ) Internalizar a visão de futuro trazida pela perspectiva de realização do projeto.</p><p>( ) Saber exatamente aonde você quer chegar.</p><p>( ) Estabelecer etapas intermediárias.</p><p>( ) Compartilhar e comemorar as etapas intermediária s da caminhada.</p><p>( ) Estabelecer metas claras e objetivas</p><p>4. Sob a ótica da gestão financeira pessoal, assinale (V) para as alternativas verdadeiras</p><p>e (F) para as falsas.</p><p>( ) Necessidade é tudo aquilo de que precisamos, independentemente de nossos anseios. São</p><p>coisas absolutamente indispensáveis para nossa vida.</p><p>( ) Não devemos satisfazer nossos desejos, pois eles atrapalham nossa gestão financeira.</p><p>( ) Transformar projetos em sonhos é a melhor maneira de se conseguir realizar um desejo</p><p>que demanda recursos financeiros.</p><p>( ) As escolhas financeiras devem ser tomadas de modo equilibrado, considerando-se tanto</p><p>o lado emocional quanto o lado racional.</p><p>( ) Juros pode ser entendido como o custo da realização de uma troca intertemporal.</p><p>Módulo 2 – Orçamento Pessoal ou Familiar</p><p>1. Em relação ao orçamento financeiro pessoal, podemos afirmar, EXCETO:</p><p>a) É uma ferramenta de planejamento financeiro.</p><p>b) Oferece uma oportunidade para você avaliar sua vida financeira.</p><p>c) Contribui para você identificar e entender os hábitos de consumo.</p><p>d) Não necessita de acompanhamento.</p><p>2. A elaboração do orçamento financeiro pessoal, de acordo com o método em quatro</p><p>etapas (planejamento, registro, a grupamento e avaliação), permite-nos afirmar que:</p><p>a) na 1ª etapa, realiza-se o processo de planejamento, que consiste em estimar as receitas e as</p><p>despesas do período.</p><p>b) na 2ª etapa do registro, é necessário anotar frequentemente, preferencialmente em base</p><p>diária, todas as receitas e despesas.</p><p>c) na 3ª etapa, as anotações devem ser agrupadas por tipos de despesas, como alimentação,</p><p>habitação, transporte e lazer.</p><p>59</p><p>d) na 4ª etapa, é momento para refletir sobre se seu orçamento foi superavitário, neutro ou</p><p>deficitário, e também se é possível reduzir gastos desnecessários e aumentar as receitas.</p><p>( ) Apenas as alternativas “a” e “b” estão corretas.</p><p>( ) Apenas as alternativas “b” e “c” estão corretas.</p><p>( ) Apenas as alternativas “a” e “d” estão corretas.</p><p>( ) Todas as alternativas estão corretas.</p><p>3. Sobre orçamento financeiro pessoal, está incorreto afirmar que:</p><p>a) o orçamento é deficitário quando as despesas são superiores às receitas.</p><p>b) o orçamento é neutro quando as despesas são iguais às receitas.</p><p>c) o orçamento é superavitário quando as receitas são superiores às despesas.</p><p>d) não é possível equilibrar o orçamento financeiro pessoal no Brasil.</p><p>e) o orçamento superavitário possibilita realização de poupança e investimentos.</p><p>4. Indique a afirmativa correta sobre o processo de elaboração de orçamento.</p><p>a) Na etapa de “registrar”, é importante anotar somente as maiores despesas, porque demora</p><p>muito anotar as pequenas despesas.</p><p>b) Na etapa de “planejamento”, considere somente as despesas futuras e não se preocupe com</p><p>os gastos do passado.</p><p>c) Notas fiscais, recibos de pagamentos, faturas de cartões de crédito e extratos bancários são</p><p>importantes fontes de informações para a etapa de “registro”.</p><p>d) O reequilíbrio financeiro somente pode ser obtido a partir da redução de despesas, fixas ou</p><p>variáveis, e não se deve buscar aumentar as receitas.</p><p>Módulo 3 – Uso do Crédito e Administração das Dívidas</p><p>1. Em relação aos juros:</p><p>a. ao comprarmos um produto qualquer a prazo normalmente pagamos juros, que é uma espécie</p><p>de aluguel do dinheiro, pois estamos consumindo hoje para pagarmos no futuro;</p><p>b. ao planejarmos um consumo futuro, poupando um dinheiro para efetuar uma compra, estamos</p><p>em uma posição devedora.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>I. Ambas as afirmativas estão corretas.</p><p>II. Ambas as afirmativas estão erradas.</p><p>60</p><p>III. Apenas a alternativa “” está correta.</p><p>IV. Apenas a alternativa “b” está correta.</p><p>2. Leia com atenção as afirmações “a” e “b” abaixo (cálculos realizados com a</p><p>calculadora do Cidadão em www.bcb.gov.br).</p><p>a. Um jovem de 20 anos decidiu investir R$150,00 todo mês, durante 10 anos. Ao completar</p><p>30 anos, ele precisou parar de efetuar os depósitos mensais e deixou o dinheiro acumulado</p><p>na mesma conta de poupança, que lhe rendia 0,5% a.m. Aos 60 anos de idade, ele foi verificar</p><p>seu saldo e se assustou: tinha cerca de R$150.000,00.</p><p>b. Uma jovem de 30 anos resolveu fazer sua própria aposentadoria: começou a depositar</p><p>mensalmente, em uma conta de poupança, R$150,00, que lhe renderá 0,5% a.m. nos próximos</p><p>anos. Aos 60 anos, po rtanto, com 30 anos de depósitos mensais, ininterruptos, foi verificar</p><p>seu saldo: tinha cerca de R$150.000,00.</p><p>Assinale (F) para alternativa falsa e (V) para alternativa verdadeira, sem considerar</p><p>a inflação.</p><p>( ) A necessidade de maior tempo de depósito no caso “b” para se obter o mesmo saldo do</p><p>caso “a” é devido ao poder dos juros compostos no tempo.</p><p>( ) É impossível ambos terem chegado a valores aproximados de R$150.000,00, pois um</p><p>depositou durante 10 anos e outra, durante 30 anos.</p><p>( ) O primeiro jovem foi beneficiado pelos efeitos no tempo da antecipação de poupança.</p><p>( ) É impossível afirmarmos, pois os cálculos devem estar errados.</p><p>3. Sabemos que juros simples são aqueles pagos somente sobre o capital principal e que</p><p>juros compostos são aqueles que, após cada período de capitalização, normalmente</p><p>um mês, são incorporados ao principal e passam, por sua vez, a render juros. Trata-se</p><p>do chamado “juros sobre juros” ou “juros capitalizados”.</p><p>Assinale falso (F) ou verdadeiro (V).</p><p>( ) Posso afirmar que os juros simples aplicados em um capital após determinado período de</p><p>tempo será igual ou menor que os juros compostos.</p><p>( ) Normalmente no mercado financeiro utilizam-se os juros compostos.</p><p>( ) Posso afirmar que, nos juros simples, a capitalização dos juros é contínua.</p><p>4. Com relação ao uso do cartão de crédito, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).</p><p>a) Pode ser utilizado nos gastos gerais, reservando-se sempre os recursos necessários para</p><p>pagar a fatura integramente até o dia do vencimento.</p><p>b) Pode ser utilizado para ganhar benefícios oferecidos pela administradora do cartão, como</p><p>recebimento de milhas, pontos etc., reservando sempre os recursos necessários para pagar</p><p>a fatura integramente até o dia do vencimento.</p><p>61</p><p>c) Não deve ser utilizado, pois se nos esquecermos de pagar no dia do vencimento da fatura,</p><p>temos que pagar altos juros;</p><p>d) Deve ser pago sempre o mínimo do valor da fatura.</p><p>5. O uso inadequado do crédito pode levar ao endividamento excessivo e comprometer</p><p>toda a sua vida financeira, acarretando descontrole emocional, problemas de saúde</p><p>e, até mesmo, desestruturação familiar.</p><p>Assinale (F) para as alternativas falsas e (V) para as alternativas verdadeiras.</p><p>( ) É importante refletir antes de tomar crédito e não o utilizar de forma indiscriminada.</p><p>( ) O cartão de crédito pode ser uma alternativa para realizar compras, desde que usado com</p><p>muito critério.</p><p>( ) Devemos estar conscientes de que, ao tomar crédito, podemos limitar o consumo futuro.</p><p>( ) Devo adquirir um produto ou serviço sempre que a prestação</p><p>mensal couber no bolso</p><p>ou seja, sempre que eu achar que consigo pagar.</p><p>6. O descontrole nos gastos pode ocorrer por uma série de fatores.</p><p>Assinale falso (F) ou verdadeiro (V) para os itens que mostram variáveis que podem</p><p>gerar descontrole nos gastos de uma pessoa.</p><p>( ) Falta de planejamento.</p><p>( ) Perda de emprego e/ou renda.</p><p>( ) Descontrole emocional, que leva ao consumo como fuga, comprando tudo o que vê, sem</p><p>considerar a situação financeira.</p><p>7. Assinale falso (F) ou verdadeiro (V).</p><p>Como consequências financeiras do superendividamento, podemos citar:</p><p>( ) Perda de patrimônio.</p><p>( ) Comprometimento da renda com pagamento de juros e multas punitivas.</p><p>( ) Redução do consumo futuro e qualidade de vida.</p><p>( ) Inscrição do nome em um ou mais cadastros de restrição ao crédito, como Serasa ou</p><p>SCPC.</p><p>( ) Possibilidade de ganhos na justiça, pois os juízes ficam com dó de endividados.</p><p>8. Assinale falso (F) ou verdadeiro (V) para as afirmações abaixo, relativas ao uso do</p><p>crédito e à administração de dívidas.</p><p>( ) Ter o cuidado de não ficar em situação de endividamento excessivo e impagável é uma</p><p>ação suficiente para a boa gestão das finanças pessoais.</p><p>62</p><p>( ) Possuir reserva financeira para cobrir despesas imprevistas é recomendável para evitar</p><p>endividamento.</p><p>( ) Saber detalhadamente as informações importantes de todas as dívidas – o valor, o prazo</p><p>para pagamento e a taxa de juros que se está pagando – é uma ação recomendável para</p><p>quem está endividado.</p><p>( ) A taxa de juros não é tão importante, pois é diluída nas mensalidades.</p><p>( ) Quanto maior o prazo para pagamento de um empréstimo, melhor, pois o valor do</p><p>pagamento mensal fica menor, independentemente das taxas de juros.</p><p>9. Assinale falso (F) ou verdadeiro (V).</p><p>Se uma pessoa está com uma dívida muito elevada, chegando a impossibilitar o</p><p>consumo presente e futuro, ela deve:</p><p>( ) reduzir gastos.</p><p>( ) relacionar todas as dívidas para conhecer a real situação.</p><p>( ) evitar compras de artigos não essenciais.</p><p>( ) renegociar a dívida com o credor ou fazer a portabilidade da dívida, isto é, passar para</p><p>outra instituição financeira com condições melhores.</p><p>( ) buscar gerar rendas extras.</p><p>Módulo 4 – Consumo Planejado e Consciente</p><p>1. Pode(m) ser considerado(s) item(ns) que dificulta(m) o planejamento:</p><p>a) busca pelo prazer imediato.</p><p>b) pouca formação financeira.</p><p>c) comprometimento da tomada de decisão por fatores como publicidade ou opinião de amigos</p><p>e familiares.</p><p>d) memória inflacionária do brasileiro.</p><p>e) todas as anteriores.</p><p>2. Quais são as vantagens em se planejar o consumo?</p><p>a) Maximizar os recursos financeiros disponíveis.</p><p>b) Aproveitar situações que influenciam o preço (exemplo: sazonalidade).</p><p>c) Auxiliar na preservação e no aumento do patrimônio.</p><p>63</p><p>d) Ter meios para evitar ou controlar o endividamento.</p><p>e) Todas as anteriores.</p><p>3. Sobre as estratégias para conquistar o consumidor, foram mostrados alguns</p><p>exemplos. Faça a ligação entre o nome da estratégia e sua descrição.</p><p>1) Tamanho das letras a) Exemplo: a mensalidade é dividida pelo número de dias do mês,</p><p>dando a impressão de que o custo é baixo.</p><p>2) Pequenas unidades de</p><p>tempo</p><p>b) Impressão da necessidade de urgência no consumo para não</p><p>“perder” a oportunidade oferecida.</p><p>3) Apelo emocional c) Passam a impressão de serem “menores” do que realmente são e</p><p>têm um impacto psicológico importante para o consumidor.</p><p>4) Preços que terminam</p><p>com R$0,99</p><p>d) Diferença de tamanho no anúncio, para dar destaque ao que</p><p>interessa ao lojista (exemplo: o valor da parcela, em vez do custo</p><p>total do produto).</p><p>4. São objetivos do consumo consciente:</p><p>a) diminuir o impacto negativo da atividade humana sobre o meio ambiente (extrativismo,</p><p>agropecuária, urbanização, indústria, serviços, lixo), melhorar a qualidade de vida e do bem-</p><p>estar da sociedade e usar o dinheiro e o crédito em seu favor e, ao mesmo tempo, em favor</p><p>da sociedade e do meio ambiente.</p><p>b) maximizar as compras da sua família e aproveitar as liquidações das lojas.</p><p>c) utilizar as compras de produtos e serviços para satisfazer todos os seus desejos e os desejos</p><p>da sua família.</p><p>d) Sempre buscar aumentar o padrão de consumo.</p><p>e) Nenhuma das anteriores.</p><p>5. Sobre a conservação de cédulas, marque (F) para as afirmações falsas e (V) para</p><p>as afirmações verdadeiras.</p><p>( ) Para produzir cédulas de dinheiro, gasta-se dinheiro.</p><p>( ) Os maus-tratos na utilização do dinheiro encurtam a vida útil das cédulas.</p><p>( ) Posso dobrar e amassar as notas, pois isso não causa qualquer problema.</p><p>( ) Se possível, devo guardar as cédulas em carteiras, sem dobrá-las.</p><p>( ) Posso rabiscar e desenhar nas notas de dinheiro.</p><p>64</p><p>Módulo 5 – Poupança e Investimento</p><p>1. Poupança é a diferença positiva entre as receitas e as despesas, ou seja, entre tudo</p><p>que ganhamos e tudo que gastamos. Podemos afirmar que são razões para poupar:</p><p>a. Precaver-se contra despesas inesperadas é um bom motivo para poupar.</p><p>b. O hábito de poupar pode contribuir para organizar as finanças pessoais e possibilita a</p><p>realização de sonhos.</p><p>c. Poupar não é uma boa opção, pois deixamos de consumir no presente.</p><p>d. Possuir uma poupança facilita a realização de projetos e sonhos pessoais.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>I. As afirmativas “a”, “b” e “c” estão corretas.</p><p>II. Todas as afirmativas estão erradas.</p><p>III. Apenas a alternativa “a” e “d” estão corretas.</p><p>IV. As alternativas “a”, “b” e “d” estão corretas.</p><p>2. Investimento é a aplicação dos recursos poupados, na expectativa de obter</p><p>uma remuneração por essa aplicação. Para fazer um investimento que atenda</p><p>às necessidades, é importante conhecer as três características dos investimentos:</p><p>liquidez, risco (ou segurança) e rentabilidade.</p><p>a. Liquidez é a possibilidade de o investimento ser transformado em dinheiro a qualquer momento,</p><p>por um preço justo.</p><p>b. Risco é a probabilidade de ocorrência de perdas. Normalmente, quanto maior o risco maior</p><p>a probabilidade de o investidor incorrer em perdas.</p><p>c. Rentabilidade é o retorno, a remuneração do investimento. Quando fazemos um investimento,</p><p>temos uma expectativa de rentabilidade que pode se concretizar ou não.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>I. As afirmativas “a”, “b” e “c” estão corretas.</p><p>II. Apenas a alternativa “a” e “b” estão corretas.</p><p>III. As alternativas “b” e “c” estão corretas.</p><p>IV. Todas as afirmativas estão erradas.</p><p>3. Descobrir seu perfil de investidor pode ajudá-lo na escolha da aplicação financeira</p><p>mais adequada às suas características. Essa informação deve ser utilizada como</p><p>orientação (e não como verdade absoluta), e devem ser tomadas precauções, antes</p><p>e ao longo do investimento.</p><p>65</p><p>Dadas as alternativas abaixo, assinale a sequência correspondente à ordem dos itens</p><p>“a”, “b” e “c”.</p><p>a. Privilegia a segurança e faz todo o possível para diminuir o risco de perdas, para isso aceitando</p><p>até uma rentabilidade menor.</p><p>b. Procura um equilíbrio entre segurança e rentabilidade e está disposto a correr certo risco</p><p>para que o seu dinheiro renda um pouco mais do que as aplicações mais seguras.</p><p>c. Privilegia a rentabilidade e é capaz de correr maiores riscos para que seu investimento renda</p><p>o máximo possível.</p><p>I. Conservador – Arrojado – Moderado</p><p>II. Moderado –- Arrojado – Conservador</p><p>III. Moderado – Conservador – Arrojado</p><p>IV. Conservador – Moderado – Arrojado</p><p>4. Assinale a alternativa correta.</p><p>a) A carteira de investimentos dos investidores de perfil arrojado deve ser composta apenas</p><p>por caderneta de poupança, títulos públicos e fundos de curto prazo.</p><p>b) Fundos multimercado são exemplos de investimento mais compatíveis com investidores de</p><p>perfil conservador.</p><p>c) Fundos cambiais e de ações são sempre indicados para investidores com perfil moderado.</p><p>d) Nenhuma das anteriores.</p><p>5. Assinale (F) para alternativas falsas e (V) para alternativas verdadeiras.</p><p>( ) Renda fixa são investimentos que pagam, em períodos definidos, a remuneração correspondente</p><p>a determinada taxa de juros. Essa</p><p>taxa pode ser estipulada no momento da aplicação</p><p>(prefixada) ou calculada no momento do resgate (pós-fixada).</p><p>( ) Renda variável são investimentos cuja remuneração não pode ser definida no momento</p><p>da aplicação. Ex.: ações.</p><p>( ) Clube de investimento são investimentos que, além de rentáveis, proporcionam entretenimento.</p><p>6. Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.</p><p>a) Em relação a adquirir imóveis para alugar, há riscos de o imóvel não ser alugado, de desvalorizar-</p><p>se, de inadimplência do locatário etc. Há também custos como condomínio, IPTU, taxa de</p><p>administração de aluguel, e tributação de imposto de renda.</p><p>b) Os investimentos possuem características que os diferenciam uns dos outros como taxas de</p><p>administração, rentabilidade esperada, formas de tributação etc.</p><p>c) Ao escolher uma instituição para administrar nossos investimentos, devemos estar atentos</p><p>à taxa de administração cobrada, mas também à solidez (segurança) da instituição.</p><p>66</p><p>I. Apenas as alternativas “a” e “b” estão corretas.</p><p>II. Apenas as alternativas “b” e “c” estão corretas.</p><p>III. As afirmativas “a”, “b” e “c” estão corretas.</p><p>IV. Todas as afirmativas estão erradas.</p><p>7. Assinale falso (F) ou verdadeiro (V), considerando as recomendações referentes</p><p>à decisão de investir.</p><p>( ) Devemos nos manter permanentemente informados sobre os investimentos realizados</p><p>e, de tempos em tempos, reavaliar nossas decisões para ver se continuam coerentes em</p><p>relação aos nossos planos, ao ambiente e à situação da economia do país e do mundo.</p><p>( ) Caso a decisão seja de constituir uma poupança em separado para lidar com circunstâncias</p><p>não esperadas (reserva de emergência), é necessário não cair na tentação de utilizar os</p><p>recursos para o consumo.</p><p>( ) É sempre melhor constituir a própria poupança do que comprar vários seguros: seguro</p><p>de vida, seguro de carro, seguro residencial, seguro saúde etc., pois fica mais barato.</p><p>( ) Diversificar as aplicações entre investimentos com diferentes características (por exemplo,</p><p>imóveis, renda fixa e renda variável) minimiza riscos.</p><p>Módulo 6 – Prevenção e Proteção</p><p>1. Não pode ser considerado como um risco a que estamos expostos:</p><p>a) perder o emprego.</p><p>b) sofrer um acidente.</p><p>c) ter os bens roubados.</p><p>d) ler um livro.</p><p>e) perder o cartão de crédito ou de déb ito ou o talão de cheques.</p><p>2. Entre as alternativas abaixo, qual não pode ser considerada como uma medida de</p><p>proteção e/ou prevenção de riscos?</p><p>a) Ter estilo de vida saudável (ex.: fazer exercícios físicos e comer de maneira balanceada).</p><p>b) Diversificar os investimentos.</p><p>c) Confiar em que nada de ruim irá acontecer com você.</p><p>d) Evitar estacionar o carro em locais isolados e com baixa iluminação.</p><p>e) Contratar um seguro contra incêndio da residência.</p><p>67</p><p>3. São cuidados que devemos ter na contratação de seguros, EXCETO:</p><p>a) ler atentamente o contrato.</p><p>b) comparar produtos iguais, ou seja, com as mesmas características como cobertura, valor da</p><p>cobertura do seguro etc.</p><p>c) atentar para as cláusulas referentes à garantia e aos riscos excluídos da cobertura do seguro.</p><p>d) verificar a idoneidade da empresa e do corretor de seguros.</p><p>e) não fazer comparações de preço.</p><p>4. Devemos nos importar com o planejamento financeiro, visando à aposentadoria,</p><p>devido a uma série de fatores, EXCETO:</p><p>a) aumento da expectativa de vida.</p><p>b) garantia de que vamos ter emprego ou possibilidade de gerar a renda por toda a vida.</p><p>c) possibilidade de aumento de custo de vida ao longo do tempo.</p><p>d) possibilidade de mudanças nos sistemas previdenciários e/ou nas políticas salariais das</p><p>empresas.</p><p>e) possibilidade de concretizar sonhos, como se dedicar, por exemplo, a um hobby.</p><p>5. Existem vantagens e desvantagens em planejar sua aposentadoria de modo</p><p>independente e autogerida. Marque (V) para as vantagens e (D) para as desvantagens.</p><p>( ) Possibilidade de maior retorno financeiro devido à eliminação de intermediários (pagamento</p><p>de taxa de administração do fundo de previdência, por exemplo).</p><p>( ) Risco de uso dos recursos para outras finalidades (exemplos: trocar de carro, fazer uma</p><p>viagem).</p><p>( ) Inabilidade na gestão dos recursos pode acarretar perdas de dinheiro (sem conhecimento</p><p>financeiro, o indivíduo pode aplicar erroneamente seus recursos).</p><p>( ) Liberdade na administração do dinheiro (não ficar preso a uma estratégia de alocação de</p><p>ativos. Se o cenário muda, o investidor pode modificar sua estratégia).</p><p>( ) Possibilidade de aprendizados (investidor deve ler, fazer cursos e se envolver com seu</p><p>investimentos financeiros).</p><p>( ) Alta demanda de dedicação e de tempo de estudo sobre assuntos financeiros.</p><p>Gabarito</p><p>Módulo 1 – Nossa Relação com o Dinheiro</p><p>Questões Respostas</p><p>01 Necessidades: moradia / alimentação / transporte / saúde / roupas / lazer / exercício físico</p><p>Desejos: carro conversível / casa própria / jet ski /cirurgia plástica estética / academia de</p><p>ginástica / restaurantes / calça de marca / viagem à praia</p><p>02 Letra d: Os projetos possuem recursos limitados.</p><p>03 3, 1, 4, 5, 2</p><p>04 V, F (devemos satisfazer nossos desejos, porém com sabedoria e parcimônia tendo a</p><p>consciência de que os desejos são ilimitados e que os recursos financeiros são limitados), F</p><p>(transformar sonhos em projetos é a melhor maneira), V, V</p><p>Módulo 2 – Orçamento Pessoal ou Familiar</p><p>Questões Respostas</p><p>01 Letra “d” é a alternativa incorreta.</p><p>02 Alternativa IV</p><p>03 Letra “d” está incorreta.</p><p>04 Letra “c” está correta.</p><p>Módulo 3 – Uso do Crédito e Administração das Dívidas</p><p>Questões Respostas</p><p>01 Alternativa III</p><p>02 V, F, V, F</p><p>03 V, V, F</p><p>04 Alternativas “a” e “b” estão corretas.</p><p>05 V, V, V, F</p><p>06 V, V, V</p><p>07 V, V, V, V, F</p><p>08 F, V, V, F, F</p><p>09 V, V, V, V, V</p><p>Módulo 4 – Consumo Planejado e Consciente</p><p>Questões Respostas</p><p>01 Letra “e”</p><p>02 Letra “e”</p><p>03 1 – “d”; 2 – “a”; 3 – “b”; 4 – “c”.</p><p>04 Letra “a”</p><p>05 V, V, F, V, F</p><p>70</p><p>Módulo 5 – Poupança e Investimento</p><p>Questões Respostas</p><p>01 Alternativa III</p><p>02 Alternativa III</p><p>03 Alternativa IV</p><p>04 Alternativa “d”</p><p>05 V, V, F</p><p>06 Alternativa III</p><p>07 V, V, F, V</p><p>Módulo 6 – Prevenção e Proteção</p><p>Questões Respostas</p><p>01 Letra “d”</p><p>02 Letra “c”</p><p>03 Letra “e”</p><p>04 Letra “b”</p><p>05 V, D, D, V, V, D</p><p>71</p><p>Referências</p><p>ARAÚJO, Fabio de Almeida Lopes e SOUZA, Marcos Aguerri Pimenta. Educação financeira para</p><p>um Brasil sustentável: evidências da necessidade de atuação do Banco Central do Brasil em</p><p>educação financeira para o cumprimento de sua missão. Trabalhos para Discussão do Banco</p><p>Central. Brasília, 2012. Disponível em: <http://www.bcb.gov.br/?TRABDISCLISTA>.</p><p>BRASIL, Estratégia Nacional de Educação Financeira. Brasília, 2010.</p><p>COMISSÃO DE VALORES IMOBILIÁRIOS. Portal do investidor: Porque seu melhor investimento</p><p>é o conhecimento. Disponível em: <http://www.portaldoinvestidor.gov.br/>.</p><p>FERREIRA, Vera Rita de Mello. Decisões econômicas: você já parou para pensar? São Paulo:</p><p>Saraiva, 2007.</p><p>GIANNETTI, Eduardo. O valor do amanhã: ensaio sobre a natureza dos juros. Companhia</p><p>das Letras: São Paulo, 2005.</p><p>INSTITUTO AKATU. Guia - ABC do consumo consciente do dinheiro e do crédito. 2006.</p><p>Disponível em: <http://www.akatu.org.br/Publicacoes>.</p><p>KAHNEMAN, Daniel. Rápido e devagar: duas formas de pensar. Editora Objetiva: Rio de</p><p>Janeiro, 2012</p><p>MATTA, Rodrigo Octávio Betton. Oferta e demanda de informação financeira pessoal:</p><p>o programa de educação financeira do Banco Central do Brasil e os universitários do Distrito</p><p>Federal. Brasília, DF: UnB, 2007. Originalmente apresentada como dissertação de mestrado,</p><p>Universidade de Brasília, 2007.</p><p>____. Aplicação do modelo transteórico de mudança de comportamento para o</p><p>estudo do comportamento informacional de usuários de informação financeira</p><p>pessoal. Marília, SP: UEP, 2012. Originalmente apresentada como tese de doutorado em</p><p>Ciência da Informação, Universidade Estadual Paulista, Marília, 2012.</p><p>SELIGMAN, Martin. Felicidade autêntica: usando a nova psicologia positiva para a realização</p><p>permanente. Editora Objetiva: Rio de Janeiro, 2004.</p><p>SOUZA,</p><p>Marcos Aguerri Pimenta. O uso do crédito pelo consumidor: percepções multifacetadas</p><p>de um fenômeno intertemporal. Brasília, DF: UnB, 2013. Originalmente apresentada como</p><p>dissertação de mestrado em Psicologia Social, Universidade de Brasília, Brasília, 2013.</p><p>SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS. Guia de orientação e defesa do segurado.</p><p>Rio de Janeiro. 2006. Disponível em: <http://www.susep.gov.br/>.</p><p>Leituras complementares</p><p>ARIELY, Dan. Previsivelmente irracional. Editora Campus: Rio de Janeiro, 2008.</p><p>CERBASI, Gustavo Petrasunas. O dinheiro: os segredos de quem tem. Editora Gente: São Paulo,</p><p>2007.</p><p>CLASON, George. O homem mais rico da babilônia. Editora Ediouro: Rio de Janeiro, 2006.</p><p>HALFELD, Mauro. Investimentos: como administrar melhor seu dinheiro. Editora Fundamento:</p><p>Curitiba, 2007.</p><p>72</p><p>LUQUET, Mara. O meu guia de finanças pessoais: como gastar sem culpa e investir sem</p><p>erros. Editora Elsevier – Campus: Rio de Janeiro, 2011.</p><p>STANLEY, Thomas J. e DANKO, William D. O milionário mora ao lado. Editora Manole:</p><p>Barueri, 1999.</p><p>Banco Central do Brasil</p><p>– – – – 1ºss</p><p>–</p><p>Departamento de Educação Financeira</p><p>SBS Quadra 3 Bloco B Edifício-Sede</p><p>70074-900 – Brasília-DF</p><p>Tel.: (61) 3414-4020 : educacaofinanceira@bcb.gov.brE-mail</p><p>{t</p><p>BANCO CENTRAL DO BRASIL</p><p>Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 6 – Preparando para a pesquisa</p><p>A N E XO 6 A – L E I T U R A</p><p>Nome: _________________________________________________________________________ Turma: _____________ Data: ______________</p><p>Definições</p><p>Pesquisa amostral: é a pesquisa feita com parte da população, ou seja, uma amostra.</p><p>População: é o todo e pode ser finita ou infinita. A população é finita se possui um número determinado de</p><p>elementos. Exemplo: número de alunos da classe, ou seja, tem um fim. Ela é considerada infinita quando possui uma</p><p>quantidade ilimitada de elementos. Exemplo: a população da cidade de São Paulo num período indeterminado; são</p><p>dados de difícil contagem e que geram muitos custos às empresas de pesquisa.</p><p>Amostra: é um subconjunto da população, ou seja, uma parte dela.</p><p>Quando há um número muito grande de elementos, fica difícil a observação dos aspectos a serem estudados</p><p>de cada um dos elementos devido ao alto custo, ao intenso trabalho e ao tempo despendido para concluir uma</p><p>exaustiva observação de todos os elementos da população.</p><p>Seleção da amostra: existem diversas maneiras de selecionar uma amostra. Três dessas maneiras são: amostragem</p><p>aleatória simples, estratificada ou sistemática.</p><p>• Amostragem aleatória simples: cada elemento da população tem igual probabilidade de ser selecionado. Existe</p><p>uma lista com todos os elementos da população. Os elementos da amostra são selecionados aleatoriamente</p><p>a partir dessa lista ou por meio do uso de tabelas de números aleatórios.</p><p>• Amostragem estratificada: seleção da amostra de forma que subgrupos ou estratos da população estejam</p><p>representados na amostra. Em cada subgrupo os elementos são selecionados aleatoriamente.</p><p>• Amostragem sistemática: elementos selecionados a partir de uma lista de elementos da população. O primeiro</p><p>elemento selecionado é escolhido ao acaso. Os elementos restantes são escolhidos com intervalos iguais. A</p><p>amostra só é aleatória se a listagem dos elementos da população tiver sido ordenada aleatoriamente.</p><p>Censo: é quando investigamos todos os elementos da população.</p><p>Etapas da pesquisa amostral:</p><p>1º) Escolher o tema.</p><p>2º) Definir a população.</p><p>3º) Elaborar o questionário.</p><p>4º) Organizar os dados (tabelas e gráficos).</p><p>5º) Concluir (relatório).</p><p>Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 6 – Preparando para a pesquisa</p><p>A N E XO 6 B – L E I T U R A</p><p>Nome: _________________________________________________________________________ Turma: _____________ Data: ______________</p><p>Medidas de tendência central</p><p>A estatística trabalha com diversas informações que são apresentadas por meio de gráficos e tabelas e com diversos</p><p>números que representam e caracterizam um determinado conjunto de dados. Dentre todas as informações,</p><p>podemos retirar valores que representem, de algum modo, todo o conjunto. Esses valores são denominados</p><p>“medidas de tendência central ou medidas de centralidade”. As medidas de centralidade que apresentaremos são</p><p>a média aritmética, a moda e a mediana. Vamos mostrar a seguir o que vem a ser cada uma delas.</p><p>Média aritmética: é uma das medidas de tendência central mais utilizada no cotidiano. É determinada pelo</p><p>resultado da divisão do somatório dos números dados pela quantidade de números somados.</p><p>Por exemplo, vamos determinar a média dos números 3, 12, 23, 15, 2.</p><p>Para isso, basta somarmos todos os números e dividirmos pela quantidade de números, ou seja:</p><p>Média Aritimética =</p><p>3 + 12 + 23 + 15 + 2</p><p>5</p><p>= 11</p><p>O cálculo da média aritmética é frequentemente usado nas escolas para efetuar a média final dos alunos, em</p><p>campeonatos de futebol para se obter a média de gols de uma determinada rodada ou mesmo do campeonato;</p><p>é também utilizado em diversas pesquisas estatísticas, pois determina o direcionamento das ideias expressas em</p><p>determinados estudos.</p><p>Observação: média aritmética ponderada: é uma média aritmética na qual alguns dos números envolvidos</p><p>possuem “pesos”. Por exemplo, digamos que a média de uma etapa é dada pela média ponderada das notas das</p><p>três primeiras provas, tomando peso 1 para a primeira prova, peso 2 para a segunda prova e peso 3 para a terceira</p><p>prova. Nesse caso, a média aritmética ponderada é:</p><p>(1 x Nota 1) + (2 x Nota 2) + (3 x Nota 3)</p><p>1 + 2 + 3</p><p>Em outras palavras, a média aritmética ponderada é uma média aritmética na qual você repete os números tantas</p><p>vezes quantos são seus pesos.</p><p>Moda: é a medida de tendência central que consiste no valor observado com mais frequência em um conjunto de</p><p>dados. Por exemplo, digamos que o Palmeiras em determinado torneio de futebol fez, em dez partidas, a seguinte</p><p>quantidade de gols: 5, 4, 2, 1, 3, 7, 1, 1, 2 e 1. Para essa sequência de gols marcados, a moda é de 1 gol, pois é o</p><p>número que aparece mais vezes.</p><p>Outra situação comum seria se, dentre sete pessoas, tomássemos suas idades, a saber: 15 anos, 20 anos, 32 anos, 13</p><p>anos, 5 anos, 43 anos e 90 anos. Nesse caso, não há moda, pois nenhuma idade se repete mais vezes que a outra.</p><p>Observação: quando um conjunto de dados não apresenta moda, dizemos que esse conjunto é amodal. Caso</p><p>exista uma moda, denominamos o conjunto de unimodal. Existindo duas modas, denominamos o conjunto de</p><p>bimodal e assim sucessivamente.</p><p>Mediana: é a medida de tendência central que indica exatamente o valor central de um conjunto de dados quando</p><p>organizados em ordem crescente ou decrescente. Por exemplo, vamos considerar que um aluno tirou as seguintes</p><p>notas em cinco provas de uma determinada matéria: 5, 8, 7, 4 e 8.</p><p>Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 6 – Preparando para a pesquisa</p><p>Colocando as cinco notas em ordem crescente, por exemplo, obtemos 4 < 5 < 7 < 8 = 8. A mediana é o valor que</p><p>está no centro dessa sequência, ou seja, 7. E alguém poderia perguntar: mas se, ao invés de cinco notas, fossem</p><p>seis? Pois bem, nesse caso, ao ordenarmos os números, teremos dois termos centrais ao invés de um. Por exemplo,</p><p>digamos que as notas agora são 5, 2, 8, 7, 4 e 8. Colocando em ordem crescente, temos 2 < 4 < 5 < 7 < 8 = 8. Aqui,</p><p>os dois termos centrais seriam 5 e 7. Portanto, a mediana desse conjunto de dados é a média aritmética dos dois</p><p>termos centrais, ou seja,</p><p>Mediana = = 6</p><p>5 + 7</p><p>2</p><p>12</p><p>2</p><p>=</p><p>Resumindo o cálculo da mediana:</p><p>• Coloque os valores do conjunto de dados em ordem crescente ou decrescente.</p><p>• Se a quantidade de valores do conjunto for ímpar, a mediana é o valor central.</p><p>• Se a quantidade de valores do conjunto for par, é preciso tirar a média aritmética dos valores centrais.</p><p>Extremos e amplitude</p><p>A amplitude é a medida mais simples utilizada para medir a variabilidade apresentada por um conjunto de dados.</p><p>Obtemos fazendo a diferença entre o valor máximo e o valor</p><p>mínimo dos dados, que se designam extremos. Por</p><p>exemplo, dadas as notas 5, 2, 8, 7, 4 e 8, os extremos são 2 e 8 e a amplitude é 8 – 2 = 6.</p><p>Com os dados do nosso exemplo da pesquisa sobre seguros, podemos calcular:</p><p>• Média dos valores dos carros que não têm seguros: (9 + 13 + 12) : 3 = 11,3</p><p>• Média dos valores dos carros que têm seguros: (18 + 17 + 12 + 10 + 30 + 17 + 17 + 45 + 15) : 9 = 20,1</p><p>• Amplitude dos valores dos carros com seguro: 45 – 10 = 35</p><p>REFERÊNCIAS (Para saber mais):</p><p>CLUBES DE MATEMÁTICA DA OBMEP. Medidas de tendência central: passando a limpo as ideias. Disponível em:</p><p>http://clubes.obmep.org.br/blog/tratamento-da-informacao-medidas-de-tendencia-central/medidas-de-tendencia-</p><p>central-passando-a-limpo-as-ideias/. Acesso em: 21 jan. 2020.</p><p>NOVA ESCOLA. Plano de aula – Censo, Amostra e Observação. Etapas de uma pesquisa amostral. Disponível em:</p><p>https://novaescola.org.br/plano-de-aula/6366/censo-amostra-e-observacao-etapas-de-uma-pesquisa-amostral.</p><p>Acesso em: 21. nov. 2019.</p><p>PORTAL EDUCAÇÃO. Fases do Método Estatístico. Disponível em: https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/</p><p>artigos/administracao/fases-do-metodo-estatistico/30501. Acesso em: 21. nov. 2019.</p><p>Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 6 – Preparando para a pesquisa</p><p>A N E XO 6 C – E X E M P LO : P E S Q U I S A A M O S T R A L</p><p>Nome: _________________________________________________________________________ Turma: _____________ Data: ______________</p><p>1º) Escolher o tema</p><p>Tema: Seguro de carro.</p><p>2º) Definir a população</p><p>População: Funcionários da escola.</p><p>Amostra: Todos os funcionários que possuem carro e trabalham na escola na terça-feira (nos três turnos).</p><p>Amostra: A amostra foi escolhida por conveniência, pois seria possível fazer todas as entrevistas em um único dia.</p><p>Para que o dia fosse aleatório, foi realizado um sorteio.</p><p>N = 12</p><p>3º) Elaborar um questionário</p><p>Questionário</p><p>� Nome: ____________________________________________________________________________________</p><p>� Idade: ____________________________________________________________________________________</p><p>� Sexo: _____________________________________________________________________________________</p><p>� Turno que trabalha na escola: _________________________________________________________________</p><p>� Ano do carro: _______________________________________________________________________________</p><p>� Valor médio do carro: ________________________________________________________________________</p><p>� Você possui alguma proteção para o seu carro? ( ) Sim ( ) Não</p><p>� Se sim, qual? ( ) Alarme ( ) Proteção veicular ( ) Seguro</p><p>� Se você respondeu “Seguro”:</p><p>Qual o motivo principal da contratação de um seguro? ( ) Roubos ( ) Acidentes ( ) Defeitos</p><p>� Você possui algum outro seguro?</p><p>( ) Sim, casa ( ) Sim, vida ( ) Sim, celular ( ) Sim, outro ( ) Não</p><p>4º) Organizar os dados</p><p>Dados coletados no exemplo</p><p>Funcionário Sexo Idade Turno Ano do carro Valor do carro Tem proteção? Outros tipos de seguro</p><p>1 F 25 Tarde 2017 18 000 Sim Celular/carro</p><p>2 F 31 Manhã 2016 17 000 Sim Carro</p><p>3 F 35 Noite 2015 12 000 Sim Celular/carro</p><p>4 F 37 Manhã 2015 13 000 Não Não</p><p>5 F 41 Tarde 2008 9 000 Não Não</p><p>6 F 46 Noite 2012 10 000 Sim Carro</p><p>7 F 49 Manhã 2017 30 000 Sim Casa/carro</p><p>8 M 24 Tarde 2014 12 000 Não Não</p><p>9 M 30 Noite 2015 17 000 Sim Celular/carro</p><p>10 M 37 Tarde 2014 17 000 Sim Carro</p><p>11 M 45 Manhã 2018 45 000 Sim Carro</p><p>12 M 56 Noite 2015 15 000 Sim Vida/carro</p><p>Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 6 – Preparando para a pesquisa</p><p>Algumas interpretações (Nova tabela e gráficos para apresentações visuais)</p><p>Funcionários Com proteção Sem proteção Total</p><p>Feminino 5 2 7</p><p>Masculino 4 1 5</p><p>Total 9 3 12</p><p>Protegidos</p><p>manhã tarde noite</p><p>Organização de dados: “Outros tipos de seguro”:</p><p>Outros tipos de seguro Manhã Tarde Noite</p><p>Casa 1 0 0</p><p>Vida 0 0 1</p><p>Celular 0 1 2</p><p>Outros 0 0 0</p><p>Carro 3 2 4</p><p>0</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>4</p><p>5</p><p>casa vida celular carro outros</p><p>Outros tipos de seguro</p><p>manhã tarde noite</p><p>5º) Preparar relatório</p><p>Para concluir, escreva um relatório com todo o processo desde o início da pesquisa. Calcule uma ou mais medidas</p><p>de tendência central e a amplitude dos dados.</p><p>Por exemplo:</p><p>Média das idades dos funcionários: 24 + 25 + 30 + 31 + 35 + 37 + 37 + 41 + 45 + 46 + 49 + 56</p><p>12</p><p>= 38=</p><p>Portanto, a média das idades dos 12 funcionários é de 38 anos e a amplitude das idades é: 56 – 24 = 32.</p><p>Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 7 – Etapas de uma pesquisa</p><p>A N E XO 7 A – A P E S Q U I S A</p><p>Nome: _________________________________________________________________________ Turma: _____________ Data: ______________</p><p>Organize a sua pesquisa amostral. Você pode utilizar como referência o Anexo 6C (Aula 6) e partir das seguintes</p><p>etapas. Bom trabalho!</p><p>Escolher o tema ________________________________________________________________________________________________________</p><p>Definir a população ______________________________________________________________________________________________________</p><p>Elaborar o questionário:</p><p>QUESTIONÁRIO:</p><p>Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 8 – Escrevendo o relatório</p><p>A N E XO 8 A – O R G A N I Z AÇ ÃO E I N T E R P R E TAÇ ÃO D E DA D O S</p><p>Nome: _________________________________________________________________________ Turma: _____________ Data: ______________</p><p>ITEM QUANTIDADE</p><p>Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 9 – Apresentação dos resultados e avaliação do projeto</p><p>A N E XO 9 A – F I C H A D E AU TOAVA L I AÇ ÃO</p><p>Nome: _________________________________________________________________________ Turma: _____________ Data: ______________</p><p>Agora é a sua vez de avaliar o que aprendeu neste projeto.</p><p>Leia as afirmativas e marque a opção mais apropriada.</p><p>Afirmativa</p><p>Não</p><p>concordo</p><p>Concordo</p><p>pouco</p><p>Concordo</p><p>Concordo</p><p>muito</p><p>Eu aprendi o que é resiliência financeira.</p><p>Eu gostei do jogo “Saga dos resilientes” e aprendi com ele.</p><p>Eu aprendi sobre características pessoais que auxiliam ou</p><p>prejudicam o desenvolvimento da resiliência financeira.</p><p>Eu aprendi sobre a importância dos seguros na proteção do</p><p>patrimônio das pessoas.</p><p>Eu aprendi a fazer uma pesquisa amostral e compreendi sua</p><p>utilidade.</p><p>Eu gostei de realizar entrevista e fazer a apuração dos dados</p><p>de uma pesquisa amostral.</p><p>Eu aprendi que a Educação Financeira é fundamental para</p><p>pensarmos em uma mudança de comportamento que se</p><p>preocupa com o futuro e consequentemente age no presente,</p><p>proporcionando impactos positivos na vida das pessoas.</p><p>Agora é a sua vez de avaliar o desenvolvimento deste projeto.</p><p>Escreva qual foi a atividade que você mais gostou e a que menos gostou, explicando o porquê.</p><p>Depois, em uma roda de conversa, compartilhe as suas anotações e converse sobre essa experiência.</p><p>Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 9 – Apresentação dos resultados e avaliação do projeto</p><p>A N E XO 9 B – Q U E S T I O N Á R I O D E S O N DAG E M F I N A L</p><p>Estudante: ______________________________________________________________________________________ 8º ano: ________________</p><p>Projeto “A saga dos resilientes”</p><p>“POUPAR AJUDA AS PESSOAS A TER MAIOR RESILIÊNCIA FINANCEIRA, PERMITINDO ENFRENTAR</p><p>IMPREVISTOS COM MAIOR TRANQUILIDADE, E A JUNTAR RECURSOS PARA ALCANÇAR SEUS OBJETIVOS.”1</p><p>Concordo com essa afirmativa, porque</p><p>Não concordo com essa afirmativa,</p><p>porque</p><p>Sei pouco sobre esse assunto, mas</p><p>gostaria de aprender, porque</p><p>1 Disponível em: https://www.bcb.gov.br/Nor/relcidfin/docs/Relatorio_Cidadania_Financeira.pdf. Acesso em: 13 out. 2020.</p><p>Apresentação</p><p>Habilidades e objetos de conhecimento</p><p>Execução</p><p>Aula 1 – Desvendando novos conceitos</p><p>Aula 2 – Jogo: “Saga dos resilientes” (parte 1)</p><p>Aula 3 – Jogo: “Saga dos resilientes” (parte 2)</p><p>Aula 4 – Construindo resiliência financeira</p><p>Aula 5 – Protegendo o patrimônio</p><p>Aula 6 – Preparando para a pesquisa</p><p>Aula 7 – Etapas de uma pesquisa</p><p>Aula 8 – Escrevendo o relatório</p><p>Aula 9 – Apresentação dos resultados e avaliação do projeto</p><p>Referências</p><p>Página em branco</p><p>Página em branco</p><p>de relacionamento.</p><p>Tomada de decisão responsável.</p><p>B. Objetivo(s) da aula</p><p>Apresentar questões comportamentais na construção da resiliência financeira, desenvolvendo</p><p>a capacidade de tomar decisões em situações imprevistas.</p><p>ee Sumário</p><p>15Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 2 – Jogo: “Saga dos resilientes” (parte 1)</p><p>C. Preparação para a aula</p><p>Para esta aula, você deve:</p><p>• imprimir uma cópia do material do jogo (Anexo 2A, Anexo 2B, Anexo 2C e Anexo 2D);</p><p>• recortar as fichas de personagens do jogo (Anexo 2A) e as fichas de situações-problema</p><p>(Anexo 2B);</p><p>• ler antecipadamente as fichas de personagens do jogo para identificação dos perfis;</p><p>• imprimir ou escrever três placas (em folhas ofício A4) para cada grupo de cinco estudantes,</p><p>contendo as letras A, B e C, que serão utilizadas para que a equipe indique a resposta</p><p>apropriada ou mesmo CR (Crie sua Resposta);</p><p>• providenciar folhas brancas A4 (aproximadamente 3 folhas por grupo) para cartas “crie sua</p><p>resposta” e para rascunho.</p><p>D. Material(is) necessário(s)</p><p>Para esta aula, você precisa de:</p><p>• cópias do Anexo 2A, do Anexo 2B, do Anexo 2C e do Anexo 2D;</p><p>• folhas brancas A4;</p><p>• material de uso comum.</p><p>E. Recurso(s) adicional(is)</p><p>Se possível, utilize:</p><p>• cronômetro para organização do jogo.</p><p>ee Sumário</p><p>16Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 2 – Jogo: “Saga dos resilientes” (parte 1)</p><p>A. Procedimentos</p><p>circle 1º PASSO – PREPARAÇÃO PARA O JOGO: "SAGA DOS RESILIENTES"</p><p>E TEMPO SUGERIDO: 10 MINUTOS</p><p>• Professor(a), dê as boas-vindas e inicie uma conversa com os estudantes retomando alguns</p><p>pontos importantes abordados na aula anterior, quando apresentou o projeto e a proposta</p><p>do Glossário, fez a sondagem dos conhecimentos prévios a respeito da Educação Financeira,</p><p>aplicou a atividade sobre fundo emergencial e, ainda, investigou o que eles entendem por</p><p>adequação à realidade financeira, explorando suas vivências familiares.</p><p>• Abra um espaço de discussão a partir dos seguintes questionamentos:</p><p>P Vocês têm conhecimento de alguma situação em que houve uma mudança brusca na</p><p>situação financeira?</p><p>• Acolha as respostas e complemente exemplificando com situações em que alguém perde o</p><p>emprego ou troca de cargo ou, ainda, separa-se, muda de casa, adquire algo que gera despesa,</p><p>como a compra de carro ou imóvel.</p><p>P Como será passar por situações de cortes de gastos, economia em casa, para se adequar a</p><p>uma realidade financeira?</p><p>• Reforce que, geralmente, quando alguém da família passa por uma adequação financeira,</p><p>todos os integrantes devem se comprometer, fazendo sacrifícios pessoais. Por exemplo, se a</p><p>mãe perde o emprego, possivelmente a família terá que se adequar: os pais irão menos vezes</p><p>a festas ou a restaurantes; os filhos trocarão as idas ao cinema por sessões em casa; os cursos</p><p>de aperfeiçoamento ou extracurriculares deverão esperar mais um pouco; a conta de luz terá</p><p>que ser reduzida... Essas são algumas ações que uma família pode tomar para adequar sua</p><p>realidade financeira a uma situação adversa. Lembre-se de adequar os exemplos à realidade</p><p>dos seus estudantes.</p><p>• Explique para a turma que a próxima atividade será um jogo em que devem identificar alguns</p><p>personagens, suas situações financeiras e suas características individuais, com o propósito de</p><p>tomar decisões em relação às situações-problema indicadas. Antes de apresentar as regras e</p><p>os personagens, organize a turma em grupos de cinco integrantes.</p><p>• Explique que se trata de um jogo com diferentes personagens. Cada personagem tem um perfil</p><p>financeiro diferente. Em cada rodada, os grupos devem sortear uma ficha de personagem.</p><p>• Disponha essas fichas (Anexo 2A) viradas para baixo, sobre a sua mesa.</p><p>Quando cada equipe já estiver com seu personagem sorteado, é hora de definir a ficha de</p><p>situações-problema (Anexo 2B), também por sorteio (agora, feito por você, professor(a)). Cada</p><p>equipe deve resolver uma situação-problema como se fosse o personagem recebido.</p><p>As equipes têm até 2 minutos para selecionar a resposta à situação-problema e, quando você</p><p>avisar o fim desse tempo, devem levantar a placa com a resposta (A, B ou C).</p><p>ee Sumário</p><p>17Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 2 – Jogo: “Saga dos resilientes” (parte 1)</p><p>• Distribua para as equipes essas placas com as alternativas (A, B e C), com letras grandes,</p><p>mais uma folha ofício em branco para representar a Carta CR (Crie sua Resposta) e outras para</p><p>rascunho.</p><p>• Após cada rodada, atribua a pontuação para cada equipe de acordo com a coerência com o</p><p>perfil (ver Anexo 2C), anotando no placar (Anexo 2D) que deve estar afixado no quadro/lousa.</p><p>• Atribua 2 pontos para cada resposta correta. Caso apenas uma equipe acerte a resposta, dê 1</p><p>ponto extra (ela marca 3 pontos no total). Vence a equipe que conquistar mais pontos ao final</p><p>do jogo.</p><p>A Carta CR deve ser usada pela equipe apenas quando julgar que nenhuma das alternativas</p><p>corresponde ao seu perfil. Cabe reafirmar que, ao usá-la, a equipe precisa criar uma resposta</p><p>mais apropriada para seu perfil. Essa carta só pode ser usada uma vez durante o jogo.</p><p>Os jogadores devem se esforçar para pensar e tomar decisões como se fosse o personagem.</p><p>Atenção: a cada rodada, as fichas de personagens voltam para a mesa e são novamente</p><p>embaralhadas.</p><p>Cada equipe deve ler em voz alta o seu perfil antes da leitura da situação-problema por você,</p><p>professor(a).</p><p>circle 2º PASSO – INICIANDO O JOGO</p><p>E TEMPO SUGERIDO: 30 MINUTOS</p><p>• Professor(a), esclareça possíveis dúvidas e faça uma primeira rodada-teste observando se</p><p>todos compreenderam as regras.</p><p>• Retomando a regras: as equipes sorteiam um personagem na mesa do(a) professor(a) e leem</p><p>em voz alta para a turma as características do personagem. Você sorteia uma ficha situação-</p><p>problema. Após a leitura, todos aguardam até 2 minutos para que cada equipe indique sua</p><p>resposta. As equipes levantam a placa com a alternativa ou a Carta CR e você anota no placar</p><p>a pontuação de cada equipe. As equipes recolocam sobre a mesa as fichas de personagem</p><p>para serem embaralhadas. Inicia-se outra rodada.</p><p>• Após jogarem, recolha o material e indique que o jogo continuará na próxima aula.</p><p>ee Sumário</p><p>18Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 2 – Jogo: “Saga dos resilientes” (parte 1)</p><p>18Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 3 – Jogo: “Saga dos resilientes” (parte 2)</p><p>B. Reflexões ao final da aula</p><p>Professor(a), nos últimos 10 minutos (tempo sugerido), estimule os estudantes a retomarem os</p><p>principais elementos abordados nesta aula, com os questionamentos:</p><p>P O que acharam do exercício de pensar como se fossem um personagem?</p><p>Acolha as respostas e comente sobre as diferentes formas de pensar e agir diante de uma</p><p>situação financeira.</p><p>P Vocês acharam fácil tomar as decisões? Vocês concordaram com o gabarito ou teriam</p><p>outras sugestões?</p><p>Ouça os estudantes e acolha as diferentes sugestões, caso houver.</p><p>P Qual informação da ficha de personagens foi a mais útil nas decisões?</p><p>Estimule os estudantes a reconhecerem a importância do exercício de se colocar no lugar</p><p>do personagem para decidir e aproveite essa reflexão para observar as diferenças entre as</p><p>características pessoais dos personagens e suas possibilidades em situações financeiras</p><p>diversas.</p><p>C. Tarefa para casa</p><p>Não há.</p><p>ee Sumárioee Sumário</p><p>19Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 3 – Jogo: “Saga dos resilientes” (parte 2)</p><p>AU L A 3 – J O G O : “ S AG A D O S R E S I L I E N T E S ”</p><p>( PA R T E 2 )</p><p>Esta aula está organizada em dois passos e contém um material de apoio (anexo). A seguir,</p><p>indicamos as habilidades previstas para desenvolvimento e os objetivos da aula, o que você</p><p>deve fazer na etapa de preparação, quais são os recursos necessários e adicionais para a sua</p><p>realização.</p><p>A. Habilidades</p><p>As habilidades abaixo descritas estão dispostas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC),</p><p>na matriz de competências de Educação Financeira e na proposta do CASEL (Collaborative for</p><p>Academic,</p><p>Social, and Emotional Learning).</p><p>Base Nacional Comum Curricular</p><p>MATEMÁTICA</p><p>(EF08MA04) Resolver e elaborar problemas, envolvendo cálculo de porcentagens, incluindo o uso de</p><p>tecnologias digitais.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>(EF69LP33) Articular o verbal com os esquemas, infográficos, imagens variadas, etc. na (re)construção dos</p><p>sentidos dos textos de divulgação científica e retextualizar o discursivo para o esquemático -</p><p>infográfico, esquema, tabela, gráfico, ilustração, etc. - e, ao contrário, transformar o conteúdo de</p><p>tabelas, esquemas, infográficos, ilustrações, etc. em texto discursivo, como forma de ampliar as</p><p>possibilidades de compreensão desses textos e analisar as características das multissemioses</p><p>e dos gêneros em questão.</p><p>Educação Financeira</p><p>(EF08POU01) Compreender o conceito de resiliência financeira e seus desdobramentos para a vida financeira</p><p>de longo prazo.</p><p>(EF08POU02) Identificar questões comportamentais ligadas à construção de resiliência financeira.</p><p>Socioemocional(is)</p><p>Autogestão.</p><p>Habilidades de relacionamento.</p><p>Tomada de decisão responsável.</p><p>ee Sumário</p><p>20Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 3 – Jogo: “Saga dos resilientes” (parte 2)</p><p>B. Objetivo(s) da aula</p><p>Propor a compreensão do conceito de resiliência financeira a partir de uma experiência que</p><p>estimula a empatia.</p><p>C. Preparação para a aula</p><p>Para esta aula, você deve:</p><p>• levar o material do jogo “Saga dos resilientes”, utilizado na Aula 2 (Anexo 2A, Anexo 2B,</p><p>Anexo 2C e Anexo 2D);</p><p>• providenciar cópias do Anexo 3A, uma para cada estudante (para que todos tenham acesso</p><p>a esta atividade);</p><p>• levar os termos “Despesa” e “Orçamento” do Glossário (Anexo 1C) para todos os estudantes</p><p>conforme indicado em Reflexões ao final da aula.</p><p>D. Material(is) necessário(s)</p><p>Para esta aula, você precisa de:</p><p>• material do jogo utilizado na Aula 2 (Anexo 2A, Anexo 2B, Anexo 2C e Anexo 2D);</p><p>• cópias do Anexo 3A, uma para cada estudante;</p><p>• cópias dos termos do Glossário (Anexo 1C) para cada estudante;</p><p>• material de uso comum.</p><p>E. Recurso(s) adicional(is)</p><p>Se possível, utilize:</p><p>• itens para premiação (guloseimas, por exemplo), para a(s) equipe(s) vencedora(s) do jogo</p><p>“Saga dos resilientes”.</p><p>ee Sumário</p><p>21Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 3 – Jogo: “Saga dos resilientes” (parte 2)</p><p>A. Procedimentos</p><p>circle 1º PASSO – CONTINUANDO O JOGO</p><p>E TEMPO SUGERIDO: 25 MINUTOS</p><p>• Professor(a), esta aula é uma continuação da anterior, por isso, inicie retomando com a turma a</p><p>sequência do jogo “Saga dos resilientes” e as regras de pontuação, bem como a organização</p><p>em equipes.</p><p>• Esclareça possíveis dúvidas e dê início ao jogo, observando a sequência: Equipe sorteia</p><p>um personagem na mesa do(a) professor(a). > Equipe lê para a turma as características do</p><p>personagem. > Professor(a) sorteia uma ficha situação-problema. > Após a leitura, o(a)</p><p>professor(a) aguarda 2 minutos para que o grupo indique sua resposta. > Professor(a) solicita</p><p>que os grupos levantem a folha com a alternativa e anota no placar a pontuação de cada</p><p>equipe. > Equipe recoloca sobre a mesa a carta do personagem que será embaralhada com as</p><p>demais. > Inicia-se outra rodada.</p><p>• Após os 20 minutos de jogo, finalize fazendo apuração dos pontos para apontamento da(a)</p><p>equipe(s) campeã(s).</p><p>• Faça a premiação, caso seja possível.</p><p>circle 2º PASSO – FAZENDO CÁLCULOS</p><p>E TEMPO SUGERIDO: 20 MINUTOS</p><p>Professor(a), neste momento, os estudantes farão alguns cálculos para colocar em prática o</p><p>conceito de resiliência financeira vivenciado na dinâmica do jogo.</p><p>• Retome as posições individuais dos alunos (cada um em sua carteira), distribua o Anexo 3A para</p><p>cada um dos estudantes e leia para/com eles a seguinte situação, pedindo que completem a</p><p>tabela.</p><p>ee Sumário</p><p>22Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 3 – Jogo: “Saga dos resilientes” (parte 2)</p><p>João e Carla são chefes de uma família muito organizada financeiramente, mas, no meio de</p><p>uma pandemia, eles viram tudo sair do controle, pois João foi dispensado do seu trabalho.</p><p>Agora, terão que adequar as contas da casa. Complete a tabela fazendo os cálculos do valor</p><p>dedicado a cada uma das categorias de despesa, mantendo os mesmos percentuais utilizados</p><p>tanto para a situação anterior (com a receita da família composta pelos salários de João e</p><p>Carla) quanto para a situação atual (com a receita composta apenas pelo salário de Carla).</p><p>Situação anterior Situação atual</p><p>Receitas R$ 4.000,00 R$ 2.500,00</p><p>Despesas Percentual</p><p>Habitação 30%</p><p>Alimentação 20%</p><p>Saúde 15%</p><p>Educação 10%</p><p>Transporte 10%</p><p>Vestuário e higiene pessoal 5%</p><p>Lazer 5%</p><p>Outros 5%</p><p>• Os estudantes deverão completar a tabela registrando os cálculos.</p><p>As porcentagens contidas no problema são triviais, por isso, estimule o cálculo mental por meio</p><p>das proporções, por exemplo:</p><p>Se 100% é 4 000, 10% é a décima parte de 4 000, ou seja, 400.</p><p>• Circule pela sala esclarecendo possíveis dúvidas.</p><p>• Ao final, faça a correção dos cálculos no quadro, estimulando a participação dos estudantes</p><p>por meio da apresentação das diversas estratégias utilizadas por eles, para a resolução da</p><p>atividade.</p><p>Situação anterior Situação atual</p><p>Receitas R$ 4000,00 R$ 2500,00</p><p>Despesas Percentual</p><p>Habitação 30% R$ 1.200,00 R$ 750,00</p><p>Alimentação 20% R$ 800,00 R$ 500,00</p><p>Saúde 15% R$ 600,00 R$ 375,00</p><p>Educação 10% R$ 400,00 R$ 250,00</p><p>Transporte 10% R$ 400,00 R$ 250,00</p><p>Vestuário e higiene pessoal 5% R$ 200,00 R$ 125,00</p><p>Lazer 5% R$ 200,00 R$ 125,00</p><p>Outros 5% R$ 200,00 R$ 125,00</p><p>ee Sumário</p><p>23Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 3 – Jogo: “Saga dos resilientes” (parte 2)</p><p>B. Reflexões ao final da aula</p><p>Professor(a), para os 5 minutos finais (tempo sugerido), promova uma discussão sobre a atividade</p><p>de adequação das despesas, a partir de uma situação adversa vivenciada pela família de João</p><p>e Carla:</p><p>P Vocês acham que seria fácil para João e Carla fazerem as adequações nas despesas da</p><p>família?</p><p>Estimule os estudantes a reconhecerem o quanto é desagradável ter que fazer readequações</p><p>no orçamento familiar, pois, em geral, as pessoas já estão acostumadas aos seus padrões de</p><p>vida e ter que modificá-lo exige muitos sacrifícios, mas que, tendo passado pela adversidade,</p><p>precisarão fazê-los, pelo menos por um tempo, até que a situação mude novamente.</p><p>P O que vocês fariam para reduzir as despesas com habitação? E com alimentação? E com</p><p>transporte?</p><p>Acolha as opiniões dos estudantes quanto à redução das despesas, complementando se</p><p>necessário: redução de despesas com habitação – se morar em casa de aluguel, pode-se</p><p>procurar uma de menor valor, pode-se reduzir as contas de água, luz e telefone etc.; redução</p><p>de despesas com alimentação – pode-se substituir os lanches da cantina por lanches de casa,</p><p>pode-se trocar as marcas de produtos mais caras por outras mais baratas, pode-se evitar comer</p><p>em restaurantes; redução de despesas com transporte – pode-se fazer trajetos a pé em vez de</p><p>usar ônibus ou carro, pode-se trocar de carro, por modelo mais barato e econômico...</p><p>P Para vocês, todas as pessoas da família serão afetadas pelas adequações financeiras?</p><p>Reforce a importância de todos se comprometerem com as mudanças de hábito necessárias à</p><p>readequação do orçamento familiar, expondo que essa capacidade de adequação a situações</p><p>adversas é o que chamamos de resiliência financeira.</p><p>Entregue os termos “Despesa” e “Orçamento”, que comporão o Glossário, para serem incluídos no</p><p>caderno.</p><p>C. Tarefa para casa</p><p>Não há.</p><p>ee Sumário</p><p>24Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 4 – Construindo resiliência financeira</p><p>AU L A 4 – C O N S T R U I N D O R E S I L I Ê N C I A</p><p>F I N A N C E I R A</p><p>Esta aula está organizada em dois passos e contém dois materiais de apoio (anexos). A seguir,</p><p>indicamos as habilidades previstas para desenvolvimento e os objetivos da aula, o que você</p><p>deve fazer na etapa de preparação, quais são os recursos necessários e adicionais para a sua</p><p>realização.</p><p>A. Habilidades</p><p>As habilidades abaixo descritas</p><p>estão dispostas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC),</p><p>na matriz de competências de Educação Financeira e na proposta do CASEL (Collaborative for</p><p>Academic, Social, and Emotional Learning).</p><p>Base Nacional Comum Curricular</p><p>(EF08MA04) Resolver e elaborar problemas, envolvendo cálculo de porcentagens, incluindo o uso de</p><p>tecnologias digitais.</p><p>(EF08MA06) Resolver e elaborar problemas que envolvam cálculo do valor numérico de expressões</p><p>algébricas, utilizando as propriedades das operações.</p><p>Educação Financeira</p><p>(EF08POU01) Compreender o conceito de resiliência financeira e seus desdobramentos para a vida financeira</p><p>de longo prazo.</p><p>(EF08POU02) Identificar questões comportamentais ligadas à construção de resiliência financeira.</p><p>Socioemocional(is)</p><p>Autoconsciência.</p><p>Autogestão.</p><p>Tomada de decisão responsável.</p><p>B. Objetivo(s) da aula</p><p>Apresentar características comportamentais que ajudam a construir a resiliência financeira.</p><p>ee Sumário</p><p>25Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 4 – Construindo resiliência financeira</p><p>C. Preparação para a aula</p><p>Para esta aula, você deve:</p><p>• reservar o computador, datashow e equipamento de som para apresentação da música</p><p>“Skyscraper” de Demi Lovato, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=hKqQdr92Eic,</p><p>ou utilizar recurso para reprodução da mídia sonora;</p><p>• providenciar cópias do Anexo 4A (uma cópia para cada estudante);</p><p>• providenciar cópias do Anexo 4B (uma cópia por dupla de estudante);</p><p>• levar os termos “Poupança”, “Supérfluo”, “Renda”, “Aplicação” e “Seguro” do Glossário</p><p>(Anexo 1C) para todos os estudantes, conforme indicados em Reflexões ao final da aula.</p><p>D. Material(is) necessário(s)</p><p>Para esta aula, você precisa de:</p><p>• computador, datashow e equipamento de som;</p><p>• cópias do Anexo 4A, uma cópia para cada estudante;</p><p>• cópias do Anexo 4B, uma cópia para cada dupla de estudante;</p><p>• cópias dos termos do Glossário (Anexo 1C) para cada estudante;</p><p>• material de uso comum.</p><p>E. Recurso(s) adicional(is)</p><p>Se possível, utilize:</p><p>• trecho do livro “Resiliência financeira” de Alexander Lima (páginas 6 a 10), disponível no</p><p>Anexo 4C, sobre resiliência financeira.</p><p>ee Sumário</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=hKqQdr92Eic</p><p>26Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 4 – Construindo resiliência financeira</p><p>A. Procedimentos</p><p>circle 1º PASSO – DECIFRANDO A MÚSICA</p><p>E TEMPO SUGERIDO: 15 MINUTOS</p><p>• Professor(a), inicie a aula retomando o jogo “Saga dos resilientes” das aulas anteriores e</p><p>explique que, nesta aula, vão compreender o conceito de resiliência e interpretar situações de</p><p>resiliência financeira.</p><p>• Organize a turma em duplas e distribua o Anexo 4A.</p><p>• Exiba o videoclipe com legenda da música “Skyscraper” de Demi Lovato, disponível em https://</p><p>www.youtube.com/watch?v=hKqQdr92Eic.</p><p>• Após a exibição, estimule uma conversa com a turma sobre resiliência a partir dos seguintes</p><p>questionamentos:</p><p>P Qual é a situação representada na música?</p><p>A música apresenta uma situação de superação que pode ser associada a uma história de amor que não</p><p>deu certo, ou uma relação de amizade que se acabou, ou ainda uma situação de bullying em um grupo</p><p>de amigos, em que a pessoa que sofre com o desprezo e com o desrespeito alheio consegue superar a</p><p>situação, não se entrega e se ergue mais forte do que nunca, sem limites (como um arranha-céu).</p><p>P Que características pessoais podem auxiliar um indivíduo a superar situações adversas? E</p><p>quais podem dificultá-lo a passar por esses momentos difíceis?</p><p>Acolha as respostas da turma e complemente, se necessário, identificando como características a favor</p><p>da resiliência: a perseverança, o autoconhecimento, a disciplina, a paciência e a tranquilidade. Como</p><p>características contrárias à resiliência, cite a impulsividade, a indisciplina, a falta de controle e a desordem.</p><p>• Escreva no quadro ou leia a seguinte definição de resiliência:</p><p>"Resiliência vem da física e consiste na propriedade que alguns corpos apresentam de</p><p>retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação elástica. Em um</p><p>sentido figurado, seria a capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou</p><p>às mudanças" (LIMA, 2019, p.6).</p><p>P Qual é a relação que podemos fazer entre a situação apresentada na música e a resiliência</p><p>financeira que estudamos nas aulas anteriores?</p><p>É possível dizer que as características que auxiliam ou dificultam a superação de momentos de vida difíceis</p><p>podem ser também interpretadas em contextos de readaptação financeira. No caso, resiliência financeira</p><p>significa a capacidade de se readequar a novos padrões de consumo, o que, de certa forma, exige também</p><p>paciência, tranquilidade, disciplina e perseverança.</p><p>ee Sumário</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=hKqQdr92Eic</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=hKqQdr92Eic</p><p>27Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 4 – Construindo resiliência financeira</p><p>circle 2º PASSO – ESTUDO DE CASO DE RESILIÊNCIA FINANCEIRA</p><p>E TEMPO SUGERIDO: 30 MINUTOS</p><p>• Professor(a), distribua para as duplas o Anexo 4B e faça a leitura coletiva do caso.</p><p>• Explique que as duplas devem fazer as questões que seguem no Anexo 4B, enquanto isso,</p><p>circule pela sala esclarecendo possíveis dúvidas.</p><p>• Após a turma ter concluído as atividades, faça a correção no quadro solicitando a participação</p><p>de todos os estudantes e explorando as estratégias utilizadas pelas duplas.</p><p>• Observe as orientações para resolução das questões:</p><p>Questão 1</p><p>Para facilitar os cálculos, o gerente da oficina associou uma variável a cada peça a ser</p><p>trocada, conforme a correspondência:</p><p>X – guincho</p><p>Y – pneu</p><p>Z – lanternagem no para-choque dianteiro</p><p>W – vidro frontal</p><p>T – retrovisor</p><p>Tabela de preços</p><p>Carro popular Carro conversível</p><p>X R$ 300,00 R$ 320,00</p><p>Y R$ 210,00 R$ 300,00</p><p>Z R$ 250,00 R$ 350,00</p><p>W R$ 290,00 R$ 480,00</p><p>T R$ 90,00 R$ 160,00</p><p>Usando a correspondência de variáveis, escreva a expressão que indica o custo com a oficina</p><p>das famílias, sendo que ambas tiveram que fazer os seguintes serviços:</p><p>Guincho; troca de dois pneus; lanternagem no para-choque dianteiro; troca do vidro frontal e</p><p>troca de dois retrovisores.</p><p>Oriente a construção de uma expressão algébrica adotando a correspondência dos serviços</p><p>a serem realizados às variáveis:</p><p>CUSTO = X + 2.Y + Z + W + 2.T</p><p>ee Sumário</p><p>28Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 4 – Construindo resiliência financeira</p><p>Questão 2</p><p>Calcule o gasto que cada uma das famílias terá com o conserto de seu carro, usando a</p><p>expressão da questão anterior. (Lembre-se de considerar os itens cobertos por seguro.)</p><p>Oriente a substituição dos valores, considerando os diferentes carros das famílias para</p><p>identificar o custo de cada uma:</p><p>– Família Costa (carro conversível)</p><p>CUSTOC = X + 2.Y + Z + W + 2.T</p><p>CUSTO</p><p>C</p><p>= 320 + 2.300 + 350 + 480 + 2.160</p><p>CUSTO</p><p>C</p><p>= 320 + 600 + 350 + 480 + 320 = R$ 2.070,00</p><p>– Família Farias (carro popular – com seguro isentando o custo com o guincho e com o vidro</p><p>frontal)</p><p>CUSTO</p><p>F</p><p>= X + 2.Y + Z + W + 2.T</p><p>CUSTO</p><p>F</p><p>= 0 + 2.210 + 250 + 0 + 2.90</p><p>CUSTO</p><p>F</p><p>= 0 + 420 + 250 + 0 + 180 = R$ 850,00</p><p>Questão 3</p><p>Qual é a diferença entre os gastos das famílias Costa e Farias?</p><p>CUSTO</p><p>C</p><p>– CUSTO</p><p>F</p><p>=R$ 2.070,00 – R$ 850,00 = R$ 1.220,00</p><p>Questão 4</p><p>A família Costa não tinha reservas para pagar pelo imprevisto e teve que recorrer a uma linha</p><p>de crédito. Foi ao banco e pediu o valor emprestado. O banco ofereceu as seguintes opções:</p><p>- Opção 1: dividido em 12 vezes. Nesse caso, o acréscimo de juros ao final do empréstimo seria</p><p>de 20% em relação ao valor emprestado.</p><p>- Opção 2: dividido em 8 vezes. Nesse caso, o acréscimo de juros ao final do empréstimo seria</p><p>de 18% em relação ao valor emprestado.</p><p>- Opção 3: dividido em 4 vezes. Nesse caso, o acréscimo de juros ao final do empréstimo seria</p><p>de 6% em relação ao valor emprestado.</p><p>Escolha uma das opções para a família Costa, justificando sua escolha. Para isso, calcule os</p><p>juros pagos pela família e o valor das parcelas em cada uma das opções.</p><p>Opção 1</p><p>Calculando o percentual</p><p>de acréscimo, têm-se:</p><p>20% de 2.070 = 0,2 . 2 070 = R$ 414,00 de juros.</p><p>Explore com a turma diferentes estratégias de cálculo de porcentagem, como proporção ou</p><p>regra de três.</p><p>Para verificar se as parcelas caberão no orçamento da família, oriente o cálculo do montante</p><p>e sua divisão pelo número de parcelas:</p><p>Total a ser pago: R$ 2.070,00 + R$ 414,00 = R$ 2.484,00</p><p>Parcelas: R$ 2.484,00 : 12 = R$ 207,00</p><p>ee Sumário</p><p>29Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 4 – Construindo resiliência financeira</p><p>Opção 2</p><p>Calculando o percentual de acréscimo, têm-se:</p><p>18% de 2.070 = 0,18 . 2 070 = R$ 372,60 de juros.</p><p>Explore com a turma diferentes estratégias de cálculo de porcentagem, como proporção ou</p><p>regra de três.</p><p>Para verificar se as parcelas caberão no orçamento da família, oriente o cálculo do montante</p><p>e sua divisão pelo número de parcelas:</p><p>Total a ser pago: R$ 2.070,00 + R$ 372,60 = R$ 2.442,60</p><p>Parcelas: R$ 2.442,60 : 8 = R$ 305,33</p><p>Opção 3</p><p>Calculando o percentual de acréscimo, têm-se:</p><p>6% de 2.070 = 0,06 . 2 070 = R$ 124,20 de juros.</p><p>Explore com a turma diferentes estratégias de cálculo de porcentagem, como proporção ou</p><p>regra de três.</p><p>Para verificar se as parcelas caberão no orçamento da família, oriente o cálculo do montante</p><p>e sua divisão pelo número de parcelas:</p><p>Total a ser pago: R$ 2.070,00 + R$ 124,20 = R$ 2.194,20</p><p>Parcelas: R$ 2.194,20 : 4 = R$ 548,55</p><p>Ao final da atividade, a dupla deve apontar qual das opções é a mais adequada à realidade</p><p>da família Costa, na sua percepção. Não há uma resposta única, o importante é os estudantes</p><p>discutirem as implicações que essa escolha vai ter no cotidiano da família.</p><p>Se escolherem a Opção 1, poderão justificar que, embora os juros pagos sejam maiores,</p><p>as prestações serão menores, o que gerará menos impacto na realidade da família, pois</p><p>terá que fazer um sacrifício menor. No entanto, esse sacrifício deverá ser feito por um maior</p><p>tempo, o que vai exigir disciplina e perseverança de todos os integrantes da família. No outro</p><p>extremo, se escolherem a Opção 3, poderão justificar que é a opção com menores juros a</p><p>serem pagos, mas as prestações serão maiores, o que causará maior impacto na realidade</p><p>da família, pois terá que fazer um sacrifício muito maior para gerar tamanha economia. No</p><p>entanto, esse sacrifício deverá ser feito por um menor tempo, o que vai exigir muito controle</p><p>e disciplina de todos os integrantes da família. Se escolherem a Opção 2, poderão justificar</p><p>que, embora os juros pagos sejam consideráveis, as prestações serão menores do que as</p><p>da Opção 3, o que geraria menos impacto na realidade da família, que ainda terá que fazer</p><p>sacrifício por um bom período, exigindo disciplina e controle de toda a família.</p><p>Reforce que não há uma opção certa ou errada. O que há é uma escolha e suas implicações,</p><p>que sempre devem ser analisadas e adequadas à realidade e às características de cada</p><p>família.</p><p>ee Sumário</p><p>30Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 4 – Construindo resiliência financeira</p><p>Questão 5</p><p>Sabendo que a família Costa fez o empréstimo acima e a família Farias pagou o serviço que</p><p>não era coberto pelo seguro com as economias guardadas, qual das duas terão seus estilos</p><p>de vida mais afetados?</p><p>As duplas deverão identificar os benefícios da construção de uma reserva financeira como</p><p>forma de superar os desafios financeiros em situações adversas, em contraposição ao gasto</p><p>excessivo sem preocupação com o futuro.</p><p>Reforce que todas as famílias terão que fazer sacrifícios para passar por esse momento;</p><p>no entanto, quando se tem planejamento financeiro, a dimensão dos sacrifícios tende a ser</p><p>menor, gerando menor impacto na realidade das famílias.</p><p>B. Reflexões ao final da aula</p><p>Professor(a), para os 5 minutos finais (tempo sugerido), estimule os estudantes a retomar os</p><p>principais elementos que foram abordados nesta aula, com perguntas do tipo:</p><p>P O que acharam da atividade?</p><p>P Com qual das famílias a sua mais se identifica?</p><p>P Foi fácil tomar uma decisão para a família Costa?</p><p>Acolha as respostas dos estudantes e comente com eles que a atividade envolveu diferentes</p><p>situações em que foi essencial a tomada de decisão consciente.</p><p>Destaque as habilidades de relacionamento quando a dupla teve que tomar decisão.</p><p>Comente sobre a importância da autogestão e da autoconsciência em situações financeiras,</p><p>tais como a apresentada nesta aula.</p><p>Entregue os termos “Poupança”, “Supérfluo”, “Renda”, “Aplicação” e “Seguro” (Anexo 1C), que comporão</p><p>o Glossário, para serem incluídos no caderno.</p><p>C. Tarefa para casa</p><p>Não há.</p><p>ee Sumário</p><p>31Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 5 – Protegendo o patrimônio</p><p>AU L A 5 – P R OT E G E N D O O PAT R I M Ô N I O</p><p>Esta aula está organizada em três passos e contém um material de apoio (anexo). A seguir,</p><p>indicamos as habilidades previstas para desenvolvimento e os objetivos da aula, o que você</p><p>deve fazer na etapa de preparação, quais são os recursos necessários e adicionais para a sua</p><p>realização.</p><p>A. Habilidades</p><p>As habilidades abaixo descritas estão dispostas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC),</p><p>na matriz de competências de Educação Financeira e na proposta do CASEL (Collaborative for</p><p>Academic, Social, and Emotional Learning).</p><p>Base Nacional Comum Curricular</p><p>(EF08MA04) Resolver e elaborar problemas, envolvendo cálculo de porcentagens, incluindo o uso de</p><p>tecnologias digitais.</p><p>Educação Financeira</p><p>(EF08POU03) Compreender a importância de se proteger o patrimônio e seus benefícios de curto e longo</p><p>prazo.</p><p>(EF08POU04) Compreender o conceito de seguros, seus principais tipos, características e benefícios.</p><p>Socioemocional(is)</p><p>Autogestão.</p><p>Tomada de decisão responsável.</p><p>B. Objetivo(s) da aula</p><p>Apresentar a importância de proteger o patrimônio, conhecendo os benefícios, as implicações</p><p>e alguns tipos de seguros.</p><p>ee Sumário</p><p>32Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 5 – Protegendo o patrimônio</p><p>C. Preparação para a aula</p><p>Para esta aula, você deve:</p><p>• providenciar cópia do trecho do Caderno de Educação Financeira – Gestão de Finanças</p><p>Pessoais (páginas 50 a 55), disponível no Anexo 5B;</p><p>• providenciar seis cópias do Anexo 5A (uma cópia por grupo de estudantes).</p><p>D. Material(is) necessário(s)</p><p>Para esta aula, você precisa de:</p><p>• cópias do Anexo 5A, uma cópia para cada grupo;</p><p>• material de uso comum e lápis de cor.</p><p>E. Recurso(s) adicional(is)</p><p>Não há.</p><p>ee Sumário</p><p>33Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 5 – Protegendo o patrimônio</p><p>A. Procedimentos</p><p>circle 1º PASSO – REFLETINDO SOBRE SEGURO</p><p>E TEMPO SUGERIDO: 10 MINUTOS</p><p>• Professor(a), inicie retomando os conceitos trabalhados na aula anterior reforçando a importância</p><p>de estar preparado para situações financeiras adversas. Pergunte aos estudantes:</p><p>P Vocês já ouviram falar de seguro? Se sim, que tipo de seguro?</p><p>• Acolha as respostas da turma e tente registrar os diferentes tipos de seguro (de carro, de vida,</p><p>de casa etc.). Comente que os preços dos seguros podem variar de acordo com a faixa, no caso</p><p>de seguro de carro, por exemplo, um jovem vai ter um seguro mais caro do que uma pessoa</p><p>mais velha e mais experiente, justamente porque tem o perfil mais arriscado. Fale também que,</p><p>de acordo com a faixa etária, o interesse por um determinado tipo de seguro também varia, é</p><p>mais comum, por exemplo, um jovem fazer um seguro para o seu celular do que fazer um seguro</p><p>de vida. Complemente com exemplos menos comuns de seguro, como: seguros de quadros,</p><p>de lojas e estabelecimentos, seguros para acidentes pessoais, seguro para lesões (no caso de</p><p>atletas), para a voz (no caso de cantores), de partes do corpo que ficam expostas (no caso de</p><p>artistas e dançarinos).</p><p>P Além do seguro, que outros tipos de medidas podemos tomar para reduzir os impactos</p><p>financeiros causados por imprevistos?</p><p>• Reforce com os estudantes a possibilidade de se ter, além dos seguros, uma reserva financeira</p><p>para situações emergenciais. Algumas pessoas usam a poupança dessa forma: caso</p><p>necessitem,</p><p>utilizam. Se não precisar, guardam para atingir algum objetivo ou sonho futuro.</p><p>circle 2º PASSO – PREVENÇÃO E PROTEÇÃO</p><p>E TEMPO SUGERIDO: 15 MINUTOS</p><p>• Professor(a), organize a turma em seis grupos.</p><p>Cada grupo ficará responsável pela leitura, interpretação e apresentação de um dos tópicos do</p><p>trecho do Caderno de Educação Financeira, que trata de prevenção e proteção (páginas 50 a</p><p>55), disponível no Anexo 5B.</p><p>• Faça a distribuição do material, recortando cada tópico e entregando aos grupos.</p><p>• Enquanto os grupos fazem a leitura e a interpretação e organizam a apresentação para a turma,</p><p>circule pela sala esclarecendo possíveis dúvidas.</p><p>• Após esse momento, siga para a exposição dos grupos explorando a expressão oral.</p><p>ee Sumário</p><p>34Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 5 – Protegendo o patrimônio</p><p>circle 3º PASSO – ANALISANDO UM SEGURO PARA A FAMÍLIA COSTA</p><p>E TEMPO SUGERIDO: 20 MINUTOS</p><p>• Professor(a), distribua o Anexo 5A para os grupos e peça que façam a análise das propostas de</p><p>seguro de carro para a família Costa.</p><p>• Enquanto os grupos fazem os cálculos, circule pela sala esclarecendo possíveis dúvidas.</p><p>• Após esse momento, faça a resolução da atividade no quadro, convidando os grupos a</p><p>apresentarem suas estratégias de resolução.</p><p>Atividade 1</p><p>A família Costa tem aprendido bastante com as situações adversas. Após muitos sacrifícios</p><p>para conseguir arcar com o conserto do seu carro em razão de um infeliz acidente, resolveu</p><p>que vai fazer um seguro. Para isso, realizou algumas pesquisas e recebeu as seguintes</p><p>propostas. Vamos fazer uma análise:</p><p>» Seguradora A: R$ 1.450,00 à vista ou em 10 vezes com acréscimo de 10% sobre o valor do seguro.</p><p>» Seguradora B: R$ 1.500,00 à vista ou em 5 vezes com acréscimo de 8% sobre o valor do seguro.</p><p>» Seguradora C: R$ 1.600,00 à vista ou em 6 vezes com acréscimo de 3% sobre o valor do seguro.</p><p>Qual é a melhor opção para a família Costa sabendo que ela deseja comprometer no máximo</p><p>5% de sua renda mensal (que, lembrando, é de R$ 3.500,00) para o pagamento do seguro?</p><p>Para resolver essa atividade, inicie verificando qual é o valor máximo que poderá ser</p><p>comprometido com o seguro que a família Costa deseja adquirir.</p><p>5% de 3 500 = 0,05 . 3 500 = R$ 175,00</p><p>Faça, então, a análise das propostas das seguradoras:</p><p>» Seguradora A</p><p>À Vista = R$ 1.450,00</p><p>Acréscimo para pagamento a prazo = 0,1 . 1 450 = R$ 145,00</p><p>Total a prazo = R$ 1.450,00 + R$ 145,00 = R$ 1.595,00</p><p>Parcelas = 1 595 : 10 = R$ 159,50 (adequado ao valor máximo que pode ser comprometido).</p><p>» Seguradora B</p><p>À Vista = R$ 1.500,00</p><p>Acréscimo para pagamento a prazo = 0,08 . 1 500 = R$ 120,00</p><p>Total a prazo = R$ 1.500,00 + R$ 120,00 = R$ 1.620,00</p><p>Parcelas = 1 620 : 5 = R$ 324,00 (não é adequado ao valor máximo que pode ser comprometido).</p><p>ee Sumário</p><p>35Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 5 – Protegendo o patrimônio</p><p>» Seguradora C</p><p>À Vista = R$ 1.600,00</p><p>Acréscimo para pagamento a prazo = 0,06 . 1 600 = R$ 96,00</p><p>Total a prazo = R$ 1.600,00 + R$ 96,00 = R$ 1.696,00</p><p>Parcelas = 1 696 : 6 = R$ 282,67 (não é adequado ao valor máximo que pode ser comprometido).</p><p>A conclusão é de que a única seguradora que oferece um produto que cabe no orçamento</p><p>da família Costa é a Seguradora A.</p><p>Atividade 2</p><p>Quais outras modalidades de seguro vocês indicariam para a família Costa garantir maior</p><p>tranquilidade financeira no futuro?</p><p>Resposta pessoal. Explore a diversidade d as respostas identificando recorrências e</p><p>divergências.</p><p>B. Reflexões ao final da aula</p><p>Professor(a), para os 5 minutos finais (tempo sugerido), pergunte aos estudantes:</p><p>P Vocês tiveram dificuldade para fazer escolha entre as duplas?</p><p>P As opções foram esclarecedoras para que pudessem tomar a decisão consciente?</p><p>P Como foi trabalhar em duplas?</p><p>Acolha as respostas e explore as habilidades socioemocionais envolvidas nesta aula.</p><p>C. Tarefa para casa</p><p>Professor(a), sugira que os estudantes consultem os sites recomendados para saber mais sobre</p><p>seguros e que busquem por um tipo de seguro que ainda não conheciam.</p><p>Os sites são: Portal Vida e Dinheiro, disponível em: http://www.vidaedinheiro.gov.br/portfolio/</p><p>seguros/, e Página Tudo Sobre Seguros, disponível em: http://www.tudosobreseguros.org.br.</p><p>Observação: esse trabalho será retomado na Aula 7, informe aos estudantes a data da aula para que</p><p>realizem a pesquisa no prazo.</p><p>ee Sumário</p><p>http://www.vidaedinheiro.gov.br/portfolio/seguros/</p><p>http://www.vidaedinheiro.gov.br/portfolio/seguros/</p><p>http://www.tudosobreseguros.org.br</p><p>36Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 6 – Preparando para a pesquisa</p><p>AU L A 6 – P R E PA R A N D O PA R A A P E S Q U I S A</p><p>Esta aula está organizada em dois passos e contém três materiais de apoio (anexos). A seguir,</p><p>indicamos as habilidades previstas para desenvolvimento e os objetivos da aula, o que você</p><p>deve fazer na etapa de preparação, quais são os recursos necessários e adicionais para a sua</p><p>realização.</p><p>A. Habilidades</p><p>As habilidades abaixo descritas estão dispostas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC),</p><p>na matriz de competências de Educação Financeira e na proposta do CASEL (Collaborative for</p><p>Academic, Social, and Emotional Learning).</p><p>Base Nacional Comum Curricular</p><p>(EF08MA26) Selecionar razões, de diferentes naturezas (física, ética ou econômica), que justificam a</p><p>realização de pesquisas amostrais e não censitárias, e reconhecer que a seleção da amostra</p><p>pode ser feita de diferentes maneiras (amostra casual simples, sistemática e estratificada).</p><p>Educação Financeira</p><p>(EF08POU03) Compreender a importância de se proteger o patrimônio e seus benefícios de curto e longo</p><p>prazo.</p><p>Socioemocional(is)</p><p>Autoconsciência.</p><p>Autogestão.</p><p>Tomada de decisão responsável.</p><p>B. Objetivo(s) da aula</p><p>Apresentar as características de uma pesquisa amostral, incluindo os critérios de escolha da</p><p>amostra, esclarecendo etapas da realização de uma pesquisa amostral.</p><p>ee Sumário</p><p>37Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 6 – Preparando para a pesquisa</p><p>C. Preparação para a aula</p><p>Para esta aula, você deve:</p><p>• reservar computador e projetor;</p><p>• providenciar cópias do Anexo 6A (uma para cada estudante);</p><p>• providenciar cópia do Anexo 6B com a definição das medidas de tendência central, para</p><p>sua consulta;</p><p>• providenciar cópia do Anexo 6C com o exemplo, indicado para projeção no 2º PASSO.</p><p>D. Material(is) necessário(s)</p><p>Para esta aula, você precisa de:</p><p>• cópias do Anexo 6A, uma para cada estudante;</p><p>• cópia do Anexo 6B e do Anexo 6C, uma cópia de cada;</p><p>• material de uso comum.</p><p>E. Recurso(s) adicional(is)</p><p>Se possível, utilize:</p><p>• computador e projetor.</p><p>ee Sumário</p><p>38Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 6 – Preparando para a pesquisa</p><p>A. Procedimentos</p><p>circle 1º PASSO – DEFINIÇÕES DA PESQUISA AMOSTRAL</p><p>E TEMPO SUGERIDO: 20 MINUTOS</p><p>• Professor(a), inicie explicando que a próxima atividade será a realização de uma pesquisa com a</p><p>comunidade para verificar a relação das famílias com a resiliência financeira e com os seguros.</p><p>• Para fundamentar a pesquisa, proponha que comecem compreendendo definições e etapas</p><p>envolvidas na sua construção.</p><p>• Organize a turma em grupos de quatro alunos e distribua para cada estudante uma cópia do</p><p>Anexo 6A, para que todos tenham acesso ao material.</p><p>• Faça a leitura coletiva das definições esclarecendo possíveis dúvidas, convidando a participação</p><p>voluntária dos estudantes.</p><p>• Passe pelas etapas da pesquisa, tais como apresentadas no passo a seguir, reforçando que o</p><p>procedimento metodológico é imprescindível para se obter resultados que representem de fato</p><p>a realidade que se deseja observar.</p><p>circle 2º PASSO – EXEMPLO DA PESQUISA AMOSTRAL</p><p>E TEMPO SUGERIDO: 25 MINUTOS</p><p>• Siga com a turma explorando as etapas identificadas anteriormente para a pesquisa amostral</p><p>a partir do seguinte exemplo (Anexo 6C) projetando-o para a turma todas as etapas desta</p><p>pesquisa (caso não seja possível, elabore um painel em papel pardo).</p><p>1º) Escolher</p><p>o tema</p><p>Tema: Seguro de carro.</p><p>2º) Definir a população</p><p>População: Funcionários da escola.</p><p>Amostra: Todos os funcionários que possuem carro e trabalham na escola na terça-feira (nos</p><p>três turnos).</p><p>Amostra: A amostra foi escolhida por conveniência, pois seria possível fazer todas as</p><p>entrevistas em um único dia. Para que o dia fosse aleatório, foi realizado um sorteio.</p><p>N = 12</p><p>ee Sumário</p><p>39Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 6 – Preparando para a pesquisa</p><p>3º) Elaborar um questionário</p><p>Questionário</p><p>� Nome: ____________________________________________________________________</p><p>� Idade: _____________________________________-_______________________________</p><p>� Sexo: _____________________________________________________________________</p><p>� Turno que trabalha na escola: __________________________________________________</p><p>� Ano do carro: _______________________________________________________________</p><p>� Valor médio do carro: _________________________________________________________</p><p>� Você possui alguma proteção para o seu carro? ( ) Sim ( ) Não</p><p>� Se sim, qual? ( ) Alarme ( ) Proteção veicular ( ) Seguro</p><p>� Se você respondeu “Seguro”:</p><p>Qual o motivo principal da contratação de um seguro? ( ) Roubos ( ) Acidentes ( ) Defeitos</p><p>� Você possui algum outro seguro?</p><p>( ) Sim, casa ( ) Sim, vida ( ) Sim, celular ( ) Sim, outro ( ) Não</p><p>4º) Organizar os dados</p><p>Dados coletados no exemplo</p><p>Funcionário Sexo Idade Turno Ano do</p><p>carro</p><p>Valor do</p><p>carro</p><p>Tem</p><p>proteção?</p><p>Outros tipos de</p><p>seguro</p><p>1 F 25 Tarde 2017 18 000 Sim Celular/carro</p><p>2 F 31 Manhã 2016 17 000 Sim Carro</p><p>3 F 35 Noite 2015 12 000 Sim Celular/carro</p><p>4 F 37 Manhã 2015 13 000 Não Não</p><p>5 F 41 Tarde 2008 9 000 Não Não</p><p>6 F 46 Noite 2012 10 000 Sim Carro</p><p>7 F 49 Manhã 2017 30 000 Sim Casa/carro</p><p>8 M 24 Tarde 2014 12 000 Não Não</p><p>9 M 30 Noite 2015 17 000 Sim Celular/carro</p><p>10 M 37 Tarde 2014 17 000 Sim Carro</p><p>11 M 45 Manhã 2018 45 000 Sim Carro</p><p>12 M 56 Noite 2015 15 000 Sim Vida/carro</p><p>ee Sumário</p><p>40Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 6 – Preparando para a pesquisa</p><p>Algumas interpretações (Nova tabela e gráficos para apresentações visuais)</p><p>Funcionários Com proteção Sem proteção Total</p><p>Feminino 5 2 7</p><p>Masculino 4 1 5</p><p>Total 9 3 12</p><p>Protegidos</p><p>manhã tarde noite</p><p>Organização de dados: “Outros tipos de seguro”:</p><p>Outros tipos de seguro Manhã Tarde Noite</p><p>Casa 1 0 0</p><p>Vida 0 0 1</p><p>Celular 0 1 2</p><p>Outros 0 0 0</p><p>Carro 3 2 4</p><p>0</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>4</p><p>5</p><p>casa vida celular carro outros</p><p>Outros tipos de seguro</p><p>manhã tarde noite</p><p>5º) Preparar relatório</p><p>Para concluir, escreva um relatório com todo o processo desde o início da pesquisa. Calcule</p><p>uma ou mais medidas de tendência central e a amplitude dos dados.</p><p>Por exemplo:</p><p>Média das idades dos funcionários: =</p><p>24 +2 5+ 30 +3 1+ 35 +3 7+ 37 +4 1+ 45 +4 6+ 49 +5 6</p><p>12</p><p>=3 8</p><p>Portanto, a média das idades dos 12 funcionários é de 38 anos e a amplitude das idades é:</p><p>56 – 24 = 32.</p><p>ee Sumário</p><p>41Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 6 – Preparando para a pesquisa</p><p>• Após a explicação do exemplo, amplie os conhecimentos da turma explicando que, além de</p><p>gráficos e tabelas, as pesquisas também costumam apresentar valores para caracterizar a</p><p>amostra, chamados de medidas de tendência central.</p><p>• Apresente os conceitos de média, moda e mediana apresentados no Anexo 6B, explorando</p><p>exemplos de aplicação desses conceitos no cotidiano, como média salarial, média de idade</p><p>dos jogadores de um time.</p><p>• Pergunte se os estudantes têm dúvidas e as esclareça.</p><p>B. Reflexões ao final da aula</p><p>Professor(a), nos 5 minutos finais (tempo sugerido), reforce a metodologia das pesquisas</p><p>amostrais e diga que a turma pode ir pensando em perguntas que desejam fazer para gerar</p><p>alguma informação sobre a comunidade em que vivem.</p><p>C. Tarefa para casa</p><p>Não há.</p><p>ee Sumário</p><p>42Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 7 – Etapas de uma pesquisa</p><p>AU L A 7 – E TA PA S D E U M A P E S Q U I S A</p><p>Esta aula está organizada em dois passos e contém um material de apoio (anexo). A seguir,</p><p>indicamos as habilidades previstas para desenvolvimento e os objetivos da aula, o que você</p><p>deve fazer na etapa de preparação, quais são os recursos necessários e adicionais para a sua</p><p>realização.</p><p>A. Habilidades</p><p>As habilidades abaixo descritas estão dispostas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC),</p><p>na matriz de competências de Educação Financeira e na proposta do CASEL (Collaborative for</p><p>Academic, Social, and Emotional Learning).</p><p>Base Nacional Comum Curricular</p><p>(EF08MA26) Selecionar razões, de diferentes naturezas (física, ética ou econômica), que justificam a</p><p>realização de pesquisas amostrais e não censitárias, e reconhecer que a seleção da amostra</p><p>pode ser feita de diferentes maneiras (amostra casual simples, sistemática e estratificada).</p><p>(EF08MA27) Planejar e executar pesquisa amostral, selecionando uma técnica de amostragem adequada, e</p><p>escrever relatório que contenha os gráficos apropriados para representar os conjuntos de dados,</p><p>destacando aspectos como as medidas de tendência central, a amplitude e as conclusões.</p><p>Educação Financeira</p><p>(EF08POU03) Compreender a importância de se proteger o patrimônio e seus benefícios de curto e longo</p><p>prazo.</p><p>Socioemocional(is)</p><p>Autoconsciência.</p><p>Autogestão.</p><p>Tomada de decisão responsável.</p><p>B. Objetivo(s) da aula</p><p>Propor a organização das etapas de uma pesquisa amostral.</p><p>ee Sumário</p><p>43Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 7 – Etapas de uma pesquisa</p><p>C. Preparação para a aula</p><p>Para esta aula, você deve:</p><p>• providenciar folhas brancas A4 para registro dos grupos;</p><p>• providenciar cópias do Anexo 7A, uma cópia para cada grupo.</p><p>D. Material(is) necessário(s)</p><p>Para esta aula, você precisa de:</p><p>• folhas brancas A4;</p><p>• cópias do Anexo 7A para cada estudante;</p><p>• material de uso comum.</p><p>E. Recurso(s) adicional(is)</p><p>Não há.</p><p>ee Sumário</p><p>44Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 7 – Etapas de uma pesquisa</p><p>A. Procedimentos</p><p>circle 1º PASSO – ETAPAS DA PESQUISA AMOSTRAL</p><p>E TEMPO SUGERIDO: 30 MINUTOS</p><p>• Professor(a), retome com a turma os conceitos sobre pesquisa amostral visto na última aula.</p><p>• Divida a turma nos mesmos grupos formados da aula anterior e distribua o Anexo 7A para cada</p><p>estudante.</p><p>• Escreva no quadro as seguintes etapas da pesquisa amostral:</p><p>- Escolher o tema</p><p>- Definir a população</p><p>- Elaborar o questionário</p><p>• A primeira etapa “escolher o tema” será feita de forma coletiva. Reforce que o tema a ser</p><p>escolhido deve estar associado aos conteúdos estudados neste projeto, como resiliência</p><p>financeira, características dos resilientes, construção de reserva financeira para emergência</p><p>ou seguros.</p><p>Essa etapa é fundamental para o envolvimento da turma com o projeto, bem como para</p><p>desenvolver habilidades como autogestão e tomada de decisão responsável.</p><p>• Defina com a turma qual será a população (pais, professores, estudantes etc.) e elabore com</p><p>eles o questionário que desejam utilizar.</p><p>• Combine com a turma que a quantidade de perguntas deve ser a mesma de grupos formados</p><p>na sala (com quatro integrantes cada). Isso porque, para a apuração dos dados, cada grupo se</p><p>dedicará a investigar uma das questões.</p><p>• Separe aproximadamente 15 minutos para os grupos escolherem a população e elaborarem as</p><p>perguntas para o questionário.</p><p>• Ao final da atividade, faça uma plenária para que os grupos exponham suas ideias e você, na</p><p>condição de mediador da decisão, auxilie a chegarem em um questionário final, pedindo que</p><p>eles o deixem registrado no Anexo 7A.</p><p>As situações apresentadas no jogo “Saga dos resilientes” podem ser usadas como inspiração</p><p>para o questionário.</p><p>ee Sumário</p><p>45Projeto 8.7 A saga dos resilientes</p><p>Aula 7 – Etapas de uma pesquisa</p><p>circle 2º PASSO – PREPARANDO O QUESTIONÁRIO</p><p>E TEMPO SUGERIDO: 15 MINUTOS</p><p>• Professor(a), com a população determinada e as perguntas do questionário prontas, é hora de</p><p>fazer a cópia do questionário, no Anexo 7A, que será levado para</p>