Esta é uma pré-visualização de arquivo. Entre para ver o arquivo original
<p>Atendimento Educacional Especializado</p><p>O que é Educação Especial?</p><p>É uma</p><p>modalidade de ensino que perpassa todos os níveis e etapas e todas as</p><p>modalidades da educação básica e superior.</p><p>Disponibiliza o AEE e os recursos próprios desse atendimento.</p><p>Orienta alunos e professores quanto à utilização desses recursos nas</p><p>turmas comuns do ensino regular.</p><p>Na modalidade Educação de Jovens e Adultos - EJA e na Educação</p><p>Profissional, a Educação Especial possibilita:</p><p>- ampliação de oportunidades de escolarização</p><p>- formação para inserção no mundo do trabalho</p><p>- efetiva participação de alunos com deficiência na sociedade</p><p>A quem se destina a Educação</p><p>Especial?</p><p>A Educação Especial se destina a alunos com deficiência física,</p><p>deficiência mental, alunos com surdez, cegueira, baixa visão, surdo</p><p>cegueira, transtornos globais do desenvolvimento e altas</p><p>habilidades.</p><p>Nota: O que é TGD?</p><p>Os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) são distúrbios</p><p>nas interações sociais recíprocas que costumam manifestar-se nos</p><p>primeiros cinco anos de vida. Caracterizam-se pelos padrões de</p><p>comunicação estereotipados e repetitivos, assim como pelo</p><p>estreitamento nos interesses e nas atividades.</p><p>Os TGD englobam os diferentes transtornos do espectro autista,</p><p>as psicoses infantis, a Síndrome de Asperger, a Síndrome de</p><p>Kanner e a Síndrome de Rett.</p><p>Como lidar com o TGD na escola?</p><p>Crianças com transtornos de</p><p>desenvolvimento apresentam diferenças e merecem atenção com</p><p>relação às áreas de interação social, comunicação e comportamento. Na</p><p>escola, mesmo com tempos diferentes de aprendizagem, esses alunos</p><p>devem ser incluídos em classes com os pares da mesma faixa etária.</p><p>Estabelecer rotinas em grupo e ajudar o aluno a incorporar regras de</p><p>convívio social são atitudes de extrema importância para garantir o</p><p>desenvolvimento na escola. Boa parte dessas crianças precisa de ajuda</p><p>na aprendizagem da autorregulação.</p><p>Apresentar as atividades do currículo visualmente é outra ação que</p><p>ajuda no processo de aprendizagem desses alunos. Faça ajustes nas</p><p>atividades sempre que necessário e conte com a ajuda do profissional</p><p>responsável pelo Atendimento Educacional Especializado (AEE).</p><p>Também cabe ao professor identificar as potências dos alunos. Invista</p><p>em ações positivas, estimule a autonomia e faça o possível para</p><p>conquistar a confiança da criança.</p><p>Os alunos com TGD costumam procurar pessoas que sirvam como</p><p>'porto seguro' e encontrar essas pessoas na escola é fundamental</p><p>para o desenvolvimento.</p><p>Atuação da Educação Especial nas</p><p>escolas</p><p>Identificação de necessidades e elaboração de plano de atendimento.</p><p>Identifica as necessidades específicas do aluno com deficiência.</p><p>Identifica os resultados desejados.</p><p>Identifica as habilidades do aluno.</p><p>Realiza levantamento de materiais e equipamentos.</p><p>Elabora plano de atuação, visando serviços e recursos de acessibilidade</p><p>ao conhecimento e ambiente escolares.</p><p>Atendimento ao aluno Organiza o tipo e o número de atendimentos ao</p><p>aluno com deficiência.</p><p>Produção de materiais Transcreve, adapta, confecciona, amplia, grava,</p><p>entre outros materiais, de acordo com as necessidades dos alunos.</p><p>Aquisição de materiais Indica a aquisição de: softwares, recursos e</p><p>equipamentos tecnológicos, mobiliário, recursos ópticos, dicionários e</p><p>outros.</p><p>Acompanhamento do uso dos recursos em sala de aula.</p><p>Verifica a funcionalidade e a aplicabilidade do recurso.</p><p>Impacto, efeitos, distorções, pertinência, negligência, limites e</p><p>possibilidades do uso na sala de aula, na escola e em casa.</p><p>Orientação as famílias e professores quanto ao recurso utilizado pelo</p><p>aluno.</p><p>Orienta, ensina o uso e aplicação de recursos, materiais e equipamentos</p><p>aos alunos, pais e professores nas turmas do ensino regular.</p><p>Promove formação continuada para os professores do atendimento</p><p>especializado; para os professores do ensino comum, visando o</p><p>entendimento das diferenças e para a comunidade escolar em geral.</p><p>Profissionais que atuam na</p><p>Educação Especial</p><p>Profissionais que atuam na Educação Especial :</p><p>Professor especializado da Sala de Recurso Multifuncional</p><p>Professor especializado do Centro de Apoio Pedagógico para</p><p>Atendimento à Deficiência Visual – CAP</p><p>Professor de LIBRAS</p><p>Professor em LIBRAS</p><p>Professor de Português, como segunda língua de alunos com surdez</p><p>Revisor Braille</p><p>Que tipo de formação deve ter o</p><p>profissional que atua na Educação</p><p>Especial?</p><p>Para atuar na Educação Especial, o professor deve ter como base da sua</p><p>formação, inicial e continuada, conhecimentos gerais para o exercício da</p><p>docência e conhecimentos específicos da área.</p><p>Alguns conteúdos específicos da formação dos professores de AEE:</p><p>•LIBRAS</p><p>•Língua Portuguesa para alunos com surdez</p><p>•Sistema Braille</p><p>•Informática aplicada à produção braille</p><p>•Recursos tecnológicos e informática aplicada à deficiência visual</p><p>(sintetizadores de voz, lupas eletrônicas, magnificadores de tela</p><p>para baixa visão)</p><p>•Produção braille e adaptação de material impresso em tinta</p><p>•Recursos ópticos e não ópticos para baixa visão.</p><p>•Técnica de uso do sorobã</p><p>•Adaptação de livros didáticos e de literatura para pessoas cegas</p><p>•Avaliação funcional da visão</p><p>•Orientação e mobilidade para pessoas cegas</p><p>•Escrita cursiva, grafia do nome e assinatura em tinta para pessoas</p><p>cegas</p><p>•Tecnologia Assistiva: comunicação alternativa, informática</p><p>acessível, materiais pedagógicos adaptados, mobiliário acessível.</p><p>•Interpretação em LIBRAS</p><p>•Instrutor de LIBRAS</p><p>•Desenho universal</p><p>•Comunicação para o aluno surdo-cego</p><p>•Entre outras</p><p>Objetivos da Política Nacional de</p><p>Educação Especial, na Perspectiva</p><p>Inclusiva</p><p>Assegurar a inclusão escolar de alunos com deficiência, transtornos</p><p>globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação,</p><p>orientando os sistemas de ensino para:</p><p>• garantir o acesso de todos os alunos ao ensino regular (com</p><p>participação, aprendizagem e continuidade nos níveis mais elevados de</p><p>ensino</p><p>• Oferecer o AEE</p><p>• Formar professores para o AEE e demais professores para a inclusão</p><p>• Prover acessibilidade arquitetônica, nos transportes, nos mobiliários,</p><p>comunicações e informação</p><p>• Estimular a participação da família e da comunidade</p><p>• Promover a articulação intersetorial na implementação das políticas</p><p>públicas educacionais</p><p>A política de inclusão educacional</p><p>A educação inclusiva, a partir do reconhecimento e valorização da</p><p>diversidade como fator de enriquecimento do processo educacional,</p><p>tem provocado mudanças na escola e na formação docente, propondo</p><p>uma reestruturação da educação que beneficie todos os alunos. A</p><p>organização de uma escola para todos prevê o acesso à escolarização e</p><p>ao atendimento às necessidades educacionais especiais.</p><p>A educação inclusiva é uma abordagem que procura responder às</p><p>necessidades de aprendizagem de todas as crianças, jovens e adultos,</p><p>com foco específico nas pessoas ou grupo de pessoas que estão</p><p>excluídas da efetivação do direito à educação e que estão fora da escola</p><p>ou enfrentam barreiras para a participação nos processos de</p><p>aprendizagem escolar.</p><p>Existem diversas formas de exclusão escolar, dentre elas, destaca-se</p><p>aquela que diz respeito aos alunos com necessidades educacionais</p><p>especiais, os quais, historicamente, têm sido excluídos do processo de</p><p>escolarização.</p><p>A escola, tradicionalmente, tem apresentado uma forte tendência</p><p>homogeneizadora e seletiva com relação aos alunos que não se</p><p>adaptam ao padrão estabelecido.</p><p>No paradigma da educação inclusiva, resultante do conceito de</p><p>sociedade também inclusiva, os sistemas e instituições sociais são</p><p>adaptados às necessidades de todas as pessoas e não o contrário,</p><p>quando os indivíduos estão sujeitos a se adaptarem às exigências do</p><p>sistema. Nesse processo, a formação dos professores é fundamental</p><p>para que a aprendizagem esteja centrada no potencial de cada aluno,</p><p>de forma que uma incapacidade para</p> <p>em aceitar críticas,</p><p>tendendo ao isolamento.</p><p>Portanto, a intervenção que a escola deve oferecer aos alunos com altas</p><p>habilidades/superdotação, diz respeito à elaboração de um programa</p><p>educacional desafiador, que ofereça uma combinação entre</p><p>desenvolvimento social e acadêmico, levando em conta o ritmo, o nível</p><p>e os padrões de aprendizagem de cada aluno.</p><p>Elaborar e aplicar programas em salas de recursos multifuncionais para</p><p>o desenvolvimento do talento, das altas habilidades/superdotação</p><p>significa desenvolver um currículo criativo e desafiador, criando um</p><p>ambiente em que os alunos possam produzir conhecimentos e</p><p>desenvolver técnicas de resolução criativa de problemas, explorando</p><p>novos tópicos e ideias interessantes.</p><p>Dessa forma, a sala de recursos multifuncionais para alunos com</p><p>altas habilidades/superdotação deve oferecer:</p><p>• estratégias de ensino planejadas para promover altos níveis de</p><p>aprendizagem, produção criativa, motivação e respeito às diferenças de</p><p>cada aluno;</p><p>• oportunidades para a descoberta do potencial dos alunos nas</p><p>diversas áreas de ensino;</p><p>• identificação e realização de projetos do interesse, áreas de</p><p>habilidade e preferências dos alunos;</p><p>• atividades de enriquecimento incluindo estudos independentes,</p><p>pequenos grupos de investigação, pequenos cursos e projetos</p><p>envolvendo métodos de pesquisa científica;</p><p>• desenvolvimento de projetos de acordo com as necessidades sociais</p><p>da comunidade, com a finalidade de contribuir para o desenvolvimento</p><p>local por meio de sugestões para a resolução de problemas enfrentados</p><p>pela população;</p><p>• procedimentos de aceleração que possibilite o avanço dos alunos nas</p><p>séries ou ciclos.</p><p>Atribuições do professor da sala de</p><p>recursos para alunos com altas</p><p>habilidades/superdotação</p><p>• Garantir o suprimento de materiais específicos para o desenvolvimento</p><p>das habilidades e talentos, conforme as necessidades dos alunos;</p><p>• promover ou apoiar a realização das adequações, complementações</p><p>ou suplementações curriculares ao processo de ensino e de</p><p>aprendizagem, por meio de técnicas e procedimentos de</p><p>enriquecimento, compactação ou aceleração curricular;</p><p>• promover ou apoiar a realização de cursos, participação em eventos,</p><p>seminários, concursos e outros;</p><p>• orientar quanto ao uso de equipamentos e materiais específicos e ou</p><p>estabelecer parcerias para esse fim, quando se tratar de assuntos</p><p>especializados.</p><p>Flexibilização do ensino</p><p>A inclusão de alunos com</p><p>deficiência, que apresentam necessidades educacionais especiais na sala</p><p>de aula comum do ensino regular, evidenciou que a prática pedagógica</p><p>tradicional, baseada apenas na transmissão de conhecimento, é ineficaz</p><p>para ensinar grande parte dos alunos.</p><p>De acordo com Blanco (2004), a escola, tradicionalmente, focalizou sua</p><p>atenção em satisfazer necessidades comuns, delineando objetivos sem</p><p>considerar as características específicas de cada aluno.</p><p>Essa postura tradicional, no âmbito curricular, é demonstrada por</p><p>propostas rígidas e homogeneizadoras, que desconsideram os diversos</p><p>contextos nos quais ocorrem os processos de ensino e aprendizagem.</p><p>Como consequência, é possível observar a alta ocorrência de</p><p>dificuldades de aprendizagem, repetências, absenteísmo e fracasso</p><p>escolar (BLANCO, 2004).</p><p>O movimento de inclusão escolar revelou que a educação, com seus</p><p>métodos tradicionais, exclui cada vez mais alunos, ao invés de incluí-los</p><p>(FREITAS, 2006). Dessa forma, foi evidenciado que considerar as</p><p>especificidades de cada aluno é fundamental para garantir a qualidade</p><p>de ensino para todos os alunos, e não apenas para aqueles que</p><p>apresentam dificuldades mais evidentes.</p><p>Lembramos que todos os alunos apresentam características físicas,</p><p>comportamentais e emocionais próprias, sendo que devido à existência</p><p>de tais características, uma prática de ensino voltada para um conjunto</p><p>homogêneo de alunos não alcança êxito.</p><p>Assim, o professor tem que conhecer o processo de aprendizagem</p><p>dos alunos, entender como cada um aprende os conhecimentos</p><p>historicamente acumulados apresentados no espaço escolar.</p><p>Segundo Perrenoud (2001), grande parte das estratégias de ensino</p><p>utilizadas pelo professor deve ser adaptada às características dos alunos,</p><p>à composição da classe e a história das relações entre os educandos e</p><p>entre eles e o professor.</p><p>Em vista disso, fica clara a importância da realização de adaptações</p><p>curriculares para a inclusão do aluno com necessidades educacionais</p><p>especiais, principalmente para àqueles que apresentam deficiência</p><p>mental.</p><p>No nosso país a necessidade de desenvolver um currículo que garanta</p><p>não apenas o acesso, mas também a permanência na escola regular e o</p><p>sucesso do aluno com deficiência estão expressos no documento</p><p>denominado Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN Adaptações</p><p>Curriculares em ação, elaborado pela</p><p>Secretaria de Educação Especial, do Ministério da Educação, publicado</p><p>originalmente em 1999 e reeditado em 2002.</p><p>Segundo este documento, as adaptações curriculares devem ser</p><p>entendidas como um processo a ser realizado em três níveis:</p><p>• no projeto político pedagógico da escola, por meio do qual é</p><p>possível identificar e analisar as dificuldades enfrentadas pela</p><p>escola assim como estabelecer objetivos e metas comuns aos</p><p>gestores, professores, funcionários da escola, familiares e alunos;</p><p>• no currículo desenvolvido em sala de aula;</p><p>• no nível individual, por meio da elaboração e implementação</p><p>do Programa Educacional Individualizado (PEI).</p><p>Na proposta educacional inclusiva o currículo deve ser pautado também</p><p>da ideia da diferença e não é o aluno que se ajusta, se adapta as</p><p>condições de ensino, mas a leitura do movimento da inclusão</p><p>educacional é justamente contrária, é a equipe escolar que tem que</p><p>prover as mudanças necessárias para que o aluno consiga acessar o</p><p>currículo (Aranha, 2003)</p><p>O conceito de adaptações</p><p>curriculares</p><p>Os princípios contidos na LDB 9394/1996 (Lei Diretrizes e Bases da</p><p>Educação) e no Plano Nacional de Educação determinam que a escola</p><p>se mobilize para estruturar um conjunto de ações e providenciar</p><p>recursos necessários que garantam o acesso e a permanência de todos</p><p>os alunos, promovendo um ensino que respeite as especificidades da</p><p>aprendizagem de cada um.</p><p>A pedagogia inclusiva já é uma realidade em diferentes cidades do</p><p>Brasil, particularmente no estado de São Paulo, a partir da opção da</p><p>descentralização do ensino, assumida na Constituição de 1988. Com</p><p>a municipalização do ensino, as diretorias e secretarias Municipais</p><p>de Educação vêm tentando adequar-se às Novas Diretrizes da</p><p>Educação Especial na Educação Básica (BRASIL, 2001).</p><p>No Brasil, este tópico é abordado legalmente nos Parâmetros</p><p>Curriculares Nacionais: Adaptações Curriculares, conforme anunciado</p><p>anteriormente. No documento brasileiro as adaptações curriculares são</p><p>definidas como:</p><p>[...] possibilidades educacionais de atuar frente às dificuldades de</p><p>aprendizagem dos alunos. Pressupõem que se realize a adaptação</p><p>do currículo regular, quando necessário, para torná-lo apropriado</p><p>às peculiaridades dos alunos com necessidades especiais. Não um</p><p>novo currículo, mas um currículo dinâmico, alterável, passível de</p><p>ampliação, para que atenda realmente a todos os educandos.</p><p>Nessas circunstâncias, as adaptações curriculares implicam a</p><p>planificação pedagógica e as ações docentes fundamentadas em</p><p>critérios que definem o que o aluno deve aprender; como e</p><p>quando aprender; que formas de organização do ensino são mais</p><p>eficientes para o processo de aprendizagem; como e quando</p><p>avaliar o aluno (p.33).</p><p>A terminologia adaptação, pode ser interpretada como flexibilização,</p><p>uma vez que pressupõe a existência de alterações e/ou modificações no</p><p>processo educacional, essencialmente no âmbito curricular. Para isso o</p><p>currículo escolar deve ser tomado como referência na identificação de</p><p>possíveis alterações</p> <p>em função de necessidades especiais dos alunos.</p><p>Em síntese, a unidade escolar deve adotar a mesma proposta curricular</p><p>para todos os alunos, e, havendo necessidade, realizar adaptações,</p><p>alterações. Cabe a equipe técnico-pedagógica, incluindo o professor da</p><p>sala comum, realizar o mapeamento das particularidades educacionais</p><p>da demanda educacional que necessita de ajustes no currículo e propor</p><p>o manejo das condições adequadas para que isso ocorra.</p><p>Ao relatar sobre procedimentos adotados para a efetivação da educação</p><p>inclusiva, Aranha (2002, p.5) acrescenta que “as Adaptações Curriculares,</p><p>então, são os ajustes e modificações que devem ser promovidos nas</p><p>diferentes instâncias curriculares, para responder às necessidades de</p><p>cada aluno, e assim favorecer as condições que lhe são necessárias para</p><p>que se efetive o máximo possível de aprendizagem”.</p><p>Para realizar a adaptação curricular é necessário que o projeto</p><p>pedagógico da escola e o planejamento de ensino devem considerar</p><p>objetivos educacionais e estratégias didático-pedagógicas que</p><p>garantam acessibilidade de todos os alunos na rede escolar. Construir</p><p>uma escola inclusiva exigirá esforços de toda a comunidade escolar no</p><p>âmbito político, administrativo e pedagógico, envolvendo mudanças</p><p>nos níveis (SASSAKI, 2003):</p><p>• arquitetônico (eliminação ou desobstrução de barreiras ambientais);</p><p>• atitudinal (prevenção e eliminação de preconceitos, estereótipos,</p><p>estigmas e quaisquer discriminações);</p><p>• comunicacional (adequação de código e sinais);</p><p>• metodológico (adequação e flexibilização de técnicas e teorias,</p><p>abordagens e métodos pedagógicos);</p><p>• instrumental (adaptação de aparelhos, materiais, recursos e</p><p>equipamentos pedagógicos);</p><p>• pragmáticos (eliminação de barreiras invisíveis nas políticas e no</p><p>amparo legal vigente).</p><p>Além dos aspectos mencionados, cabe ainda ressaltar a importância de</p><p>projetos ou propostas que garantam a formação continuada de todos</p><p>os que trabalham na comunidade escolar.</p><p>Como identificar a necessidade de</p><p>um currículo adaptado?</p><p>A intervenção</p><p>pedagógica numa perspectiva inclusiva deverá considerar que a</p><p>diversidade está presente em sala de aula e que as diferentes formas de</p><p>aprender enriquecem o processo educacional. Nela o professor</p><p>educador assume grande responsabilidade na superação de barreiras de</p><p>atitudes discriminatórias em relação às diferenças dentro da escola. No</p><p>seu estabelecimento maneiras diversificadas de organizar o tempo e o</p><p>espaço pedagógicos precisam ser previstos para o sucesso escolar,</p><p>respeitando os estilos e ritmos de aprendizagem e planejando</p><p>estratégias e recursos utilizados, adequando-os às necessidades dos</p><p>alunos.</p><p>O professor, então, na postura de mediador da construção de</p><p>conhecimentos, deve se preocupar com quem aprende, como aprende,</p><p>com o porquê de estar trabalhando determinado conhecimento e,</p><p>sobretudo, com a reflexão constante sobre o que está sendo discutido,</p><p>dando abertura para a manifestação dos posicionamentos e ideias,</p><p>contrárias a sua ou não (LEITE, 2003).</p><p>No cotidiano educacional os alunos que, por dificuldades orgânicas,</p><p>sociais e/ou culturais, apresentarem defasagem significativa em duas ou</p><p>mais áreas curriculares, por exemplo, português e matemática, além de</p><p>estarem também defasados em pelo menos dois anos em relação à</p><p>idade e série, devem ser avaliados pelo professor e possivelmente</p><p>necessitarão de ajustes no seu currículo (LEITE e MARTINS, 2005).</p><p>Então, faz-se importante, primeiramente identificar o que o aluno</p><p>deveria aprender na série – ou seja, o que é proposto em conteúdos</p><p>curriculares para a série ou etapa. A partir desse referencial é que deve-</p><p>se identificar o que o aluno já sabe fazer sozinho, o que ele sabe fazer</p><p>com ajuda e ele ainda não é capaz de aprender. Para organizar as</p><p>metodologias favoráveis com o seu ritmo de aprendizagem. Cada caso</p><p>deve ser analisado em particular, para depois averiguar sobre a</p><p>necessidade ou não de um currículo adaptado para esse aluno.</p><p>A identificação das necessidades educacionais especiais dos alunos com</p><p>deficiência, tanto na Educação Infantil quanto nas primeiras séries do</p><p>Ensino Fundamental, infelizmente ainda se restringe naquilo em que a</p><p>criança já sabe fazer sozinha, de modo independente. É muito comum</p><p>avaliarmos uma criança medindo quais comportamentos ela é capaz</p><p>realizar sozinha nas mais diversas áreas investigadas. Exemplificando: a</p><p>criança já consegue pintar dentro de um espaço delimitado</p><p>previamente? Ou ainda, sobe a escada sozinha? O que se observa nesses</p><p>exemplos é que o foco do professor/avaliador está somente para</p><p>averiguar aquilo que a criança já apreendeu e pouco nos mostra sobre</p><p>aquilo que ela ainda é capaz de aprender.</p><p>Desse modo, devemos investigar além das competências ou habilidades</p><p>que a criança já domina quais ela pode desenvolver. Ainda, pensando</p><p>numa proposta de um ensino colaborativo, em que um aluno possa</p><p>contribuir com o aprendizado do outro, é importante saber o que essa</p><p>criança pode aprender com a ajuda de parceiro mais capaz, como o</p><p>professor ou aluno.</p><p>Observar toda e qualquer manifestação, comportamento e</p><p>desempenho do aluno. Eis o segredo para identificar suas</p><p>necessidades.</p><p>Esse pressuposto é anunciado por Vygotsky (1994) quando ele coloca</p><p>que aquilo que a criança ainda não pode fazer de modo autônomo,</p><p>muito provavelmente conseguirá realizar de modo conjunto com outro</p><p>que já tenha desenvolvido tal competência. Essas premissas referem-se</p><p>ao conceito de zona de desenvolvimento proximal (ZDP), entendida</p><p>como a distância entre o que um indivíduo já consegue realizar sozinho</p><p>(independente) e o que ainda não tem capacidade para desenvolver.</p><p>Nesse espaço se dá o desenvolvimento proximal, aquilo que pode</p><p>realizar com o outro, de modo colaborativo. Esse autor acreditava o que</p><p>a criança consegue realizar em pares, no futuro conseguirá fazer com</p><p>autonomia, de modo independente. A título de exemplificação, durante</p><p>a tarefa de contar uma história, uma criança de quatro anos ainda pode</p><p>não conseguir colocar os elementos da narrativa numa seqüência</p><p>temporal adequada, outra pode fazer essa tarefa sem dificuldades,</p><p>porém caso a primeira receba o auxílio da segunda conseguirá realizar</p><p>o proposto.</p><p>Entretanto, é importante salientar que para Vygotsky nem toda a</p><p>atividade conjunta traz aprendizagens aos parceiros, pois isso depende</p><p>muito de quem está mediando, ou seja, estabelecendo, formando essa</p><p>parceria. Para que tenha sucesso nesse tipo de realização de tarefa</p><p>conjunta, os parceiros precisam ser afins e estarem em níveis próximos</p><p>de desenvolvimento, afinal uma criança de dois anos que ainda não</p><p>consegue dominar a linguagem oral ao realizar atividade em parceria</p><p>com outra de quatro anos que já a domina, não conseguirá desenvolver</p><p>essa capacidade.</p><p>A importância de entendermos o conceito de zona de desenvolvimento</p><p>proximal está presente na compreensão do modelo de avaliação</p><p>formativa, pois seu o objetivo é conhecer o processo de aprendizagem</p><p>da criança, as suas competências, habilidades em desenvolvimento e</p><p>não somente o conteúdo já aprendido. O educador/avaliador então</p><p>deverá centrar esforços para possibilitar situações em que possa</p><p>acompanhar o desempenho do aluno em tarefas conjuntas, com pares</p><p>que favoreçam a troca de conhecimentos e experiências. Identificando</p><p>tanto aquilo que a criança já é capaz de fazer sozinha, o que faz com o</p><p>parceiro e que potencialmente poderá realizar no futuro com</p><p>autonomia.</p><p>A identificação das necessidades</p><p>educacionais dos alunos com</p><p>deficiência mental</p><p>Particularizando para os alunos que apresentam deficiência mental, o</p><p>primeiro momento é levantar as necessidades educacionais desses, para</p><p>depois determinar uma proposta de intervenção, ou seja, quais os</p><p>objetivos a serem incluídos no planejamento de ensino e quais as</p><p>adequações necessárias para que tais objetivos</p> <p>sejam alcançados.</p><p>No entanto, além de considerar os aspectos que devem ser</p><p>desenvolvidos, é preciso também essencialmente identificar e</p><p>considerar as aptidões desse alunado. Para coletar informações sobre</p><p>necessidades e potencialidades do educando, faz-se necessário a</p><p>realização de avaliações, como foi relato anteriormente.</p><p>Blanco (2004) defende a importância de levantar as possibilidades de</p><p>aprendizagem dos alunos com deficiência, os fatores favorecedores das</p><p>mesmas e as necessidades que eles apresentam. A partir de tal</p><p>conhecimento, é possível ajustar as intervenções e apoios pedagógicos.</p><p>Segundo a autora,</p><p>“[...] conhecer bem os alunos implica interação e comunicação</p><p>intensas com eles, uma observação constante de seus processos</p><p>de aprendizagem e uma revisão da resposta educativa que lhes é</p><p>oferecida. Esse conhecimento é um processo contínuo, que não se</p><p>esgota no momento inicial de elaborar a programação anual” (p.</p><p>296).</p><p>Além disso, a avaliação, no contexto escolar, deverá envolver todos os</p><p>profissionais da escola, que direta ou indiretamente atuam com o aluno,</p><p>tendo como objetivo o estabelecimento de uma proposta pedagógica e</p><p>implementação de atividades a serem desenvolvidas, durante o</p><p>processo de ensino e aprendizagem que estejam em consonância com</p><p>as necessidades educacionais especiais do aluno com deficiência.</p><p>Como com qualquer outro aluno é importante que o professor</p><p>identifique no cotidiano educacional:</p><p>• se ele compreende e participada de todas as atividades propostas</p><p>em sala de aula;</p><p>• se ele apresenta desenvolvimento satisfatório no cumprimento</p><p>das atividades;</p><p>• qual é o ritmo de sua aprendizagem diante dos mais diversos</p><p>conteúdos curriculares - sua aprendizagem é lenta, normal ou</p><p>rápida;</p><p>• se apresenta motivado para realizar as atividades propostas intra</p><p>e extra-classe;</p><p>• se necessita de recursos adicionais, como auxílio de materiais</p><p>concretos para resolver o proposto;</p><p>• se solicita auxílio do colega ou do professor para as atividades;</p><p>• a interação com os colegas dentro e fora de sala de aula;</p><p>• a interação do aluno e com professor e com os demais</p><p>profissionais da escola;</p><p>• se consegue se agrupar com os demais alunos em classe e nos</p><p>outros espaços da escola;</p><p>• se é assíduo;</p><p>• se necessita de auxílio para vir à escola;</p><p>• se cuida dos seus materiais;</p><p>• quais são as suas atividades preferidas;</p><p>• o que apresenta facilidade para resolver;</p><p>• se consegue relatar um fato ocorrido sequencialmente.</p><p>Enfim, são inúmeras as observações a serem feitas para que se possa</p><p>avaliar o aluno com deficiência mental e propor as adaptações</p><p>curriculares necessárias para o acesso ao currículo comum. Procurou-se</p><p>apresentar algumas dicas do que o professor pode analisar no contato</p><p>diário com este aluno.</p><p>Proposta de Adaptação Curricular</p><p>Adaptações curriculares, então podem ser definidas como “respostas</p><p>educativas que devem ser dadas pelo sistema educacional, de forma a</p><p>favorecer a todos os alunos e, dentre estes, os que apresentam</p><p>necessidades educacionais especiais” (MEC/SEESP, 2000).</p><p>As adaptações curriculares podem ser entendidas como estratégias das</p><p>quais a escola como um todo devem fazer uso para efetivar a inclusão</p><p>escolar do aluno com deficiência.</p><p>Essas estratégias podem ser divididas em dois grupos (MEC/SEESP,</p><p>2000): adaptações curriculares de grande porte e adaptações</p><p>curriculares de pequeno porte.</p><p>As adaptações curriculares de grande porte são as modificações que</p><p>necessitam de aprovação técnico-político-administrativa para serem</p><p>colocadas em prática. Dessa forma, compreendem ações que são de</p><p>responsabilidade de instâncias político-administrativas superiores, já</p><p>que exigem modificações que envolvem ações de natureza política,</p><p>administrativa, financeira, burocrática, entre outras. Ou seja, estão além</p><p>da competência do professor.</p><p>Por sua vez, as adaptações curriculares de pequeno porte envolvem</p><p>modificações a serem realizadas no currículo e, portanto, são de</p><p>responsabilidade do professor. Tais adaptações têm o objetivo de</p><p>garantir que o aluno com deficiência produtivamente do processo de</p><p>ensino e aprendizagem, na sala comum da escola regular, com outros</p><p>alunos da mesma idade que ele. A implementação de tais estratégias</p><p>devem ser partilhadas com outros profissionais da escola.</p><p>O trabalho em dupla é um tipo de arranjo, uma adaptação de</p><p>pequeno porte, realizada pelo professor.</p><p>A seguir vamos detalhar estes dois tipos de adaptações curriculares.</p><p>Professor é importante você partilhar suas dúvidas, angústias e</p><p>sugestões com os outros professores e gestores da escola, pois a</p><p>educação inclusiva é algo que deve ser construído em parceria e</p><p>todos devem auxiliar o professor a promover as adaptações</p><p>necessárias para que a Escola para Todos realmente se efetive!</p><p>Adequações curriculares de</p><p>grande porte</p><p>As adaptações curriculares de grande porte são realizadas,</p><p>principalmente, no nível do projeto político-pedagógico elaborado pela</p><p>escola. A renovação da prática pedagógica deve ter início na elaboração</p><p>de um projeto político-pedagógico, contando com a participação de</p><p>gestores, professores, profissionais, funcionários, familiares e alunos,</p><p>tendo por objetivo transformar a Escola.</p><p>Segundo Freitas (2006), para que a inclusão aconteça de fato, a escola</p><p>deve transformar sua estrutura organizativa, desconstruindo práticas</p><p>que promovem a segregação, questionando concepções e valores de</p><p>modo a abandonar atitudes que discriminam não apenas as pessoas</p><p>com necessidades especiais, mas todos os alunos.</p><p>Para possibilitar a inclusão escolar do aluno com deficiência, as</p><p>instâncias político-administrativas podem realizar as seguintes</p><p>adaptações (MEC/SEESP, 2000):</p><p>• adaptação do espaço físico da escola;</p><p>• aquisição do mobiliário específico assim como de equipamentos</p><p>e recursos materiais para atender as necessidades dos alunos;</p><p>• adaptação de materiais de uso comum em sala de aula;</p><p>• garantir a abertura para que o professor possa realizar</p><p>adequações (adaptação de objetivos de ensino, dos conteúdos a</p><p>serem abordados, da metodologia, da organização didática e das</p><p>formas de avaliação);</p><p>• garantir a homogeneidade etária da turma;</p><p>• realizar adaptações referentes à organização didática. Uma</p><p>importante ação nesse sentido é a decisão sobre o número de</p><p>alunos por sala de aula. Acredita-se que 25 alunos (entre eles</p><p>apenas dois alunos com deficiência) é o número máximo em cada</p><p>sala de aula para que o professor consiga administrar de forma</p><p>competente uma classe inclusiva;</p><p>• realizar adaptações quanto a temporalidade, ou seja, realizar</p><p>ajustes no tempo que determinado aluno permanece em uma</p><p>mesma série.</p><p>• capacitação continuada dos professores e demais profissionais</p><p>responsáveis pela educação dos alunos;</p><p>• efetivação de ações que oportunizem e incentivem a</p><p>interdisciplinaridade, ou seja, que os conteúdos de uma disciplina</p><p>possam ser trabalhos em outras com os seus devidos ajustes, como</p><p>também a transsetorialidade, ou seja a realização de parcerias de</p><p>serviço distintos para a promoção da aprendizagem – como por</p><p>exemplo o apoio do serviço da saúde para diagnósticos e/ou</p><p>intervenções. Entre essas ações está a definição sistemática do</p><p>trabalho entre professor de educação especial e professor regular</p><p>(ensino colaborativo ou co-ensino) e também da parceria entre o</p><p>professor e os profissionais responsáveis pela educação</p><p>(consultoria colaborativa).</p><p>Adequações curriculares de</p><p>pequeno porte</p><p>As adaptações curriculares de pequeno porte podem ser realizadas</p><p>em dois níveis: no nível coletivo (sala de aula), por meio do planejamento</p><p>e implementação do currículo da classe, e no nível individual, por meio</p><p>do programa educacional individualizado (PEI).</p><p>No que diz respeito ao nível coletivo, serão apresentadas algumas</p><p>estratégias que podem ser utilizadas para a inclusão do aluno</p> <p>com</p><p>deficiência mental no ensino regular (BLANCO, 2004):</p><p>• fazer uso de estratégias metodológicas diversificadas que</p><p>permitam o ajuste da maneira como cada conteúdo será</p><p>transmitido aos diferentes estilos de aprendizagem apresentados</p><p>pelos alunos, já que cada aluno aprende de modo particular e com</p><p>um ritmo próprio;</p><p>• colocar em prática a cooperação durante a realização das</p><p>atividades propostas, pois os alunos aprendem não apenas com o</p><p>professor, mas também com seus colegas. A cooperação influencia</p><p>positivamente o rendimento acadêmico, a autoestima, as relações</p><p>sociais assim como o desenvolvimento pessoal. Além disso, ao</p><p>facilitar o trabalho autônomo dos alunos, permite que o professor</p><p>consiga momentos para fornecer mais atenção aos que dela</p><p>necessitam;</p><p>• oferecer atividades que possibilitem que diferentes graus de</p><p>complexidade assim como conteúdos distintos sejam trabalhados,</p><p>tais como, atividades com graus de dificuldade diferentes que</p><p>possam ser executadas de maneiras diversas; uma mesma atividade</p><p>para trabalhar conteúdos com níveis diferentes de dificuldades; uso</p><p>do mesmo conteúdo pode ser trabalhado por meio de várias</p><p>atividades; uso de atividades diversas (oficinas, projetos, entre</p><p>outros);</p><p>• dar aos alunos a oportunidade de tomar decisões sobre o</p><p>planejamento do trabalho acadêmico, apresentando algumas</p><p>atividades e maneiras como tais atividades podem ser realizadas e</p><p>deixando que os alunos escolham entre as opções apresentadas;</p><p>• avaliar a quantidade e a qualidade de apoio que cada aluno</p><p>necessita e retirar, gradualmente, tal apoio à medida que os alunos</p><p>caminham na direção de alcançar um nível de aprendizagem</p><p>suficiente;</p><p>• explorar a utilização de diversos materiais durante a realização</p><p>das atividades propostas;</p><p>• agrupar os alunos utilizando critérios variados, de acordo com a</p><p>atividade a ser realizada, de modo a possibilitar a emissão de</p><p>respostas diferentes de acordo com o objetivo a ser atingido, com</p><p>o tipo de conteúdo abordado e com as características e os</p><p>interesses dos alunos. É importante destacar que os alunos com</p><p>maior dificuldade para realizar determinada tarefa devem ser</p><p>integrados em grupos que respondam às suas necessidades;</p><p>• elaborar formas de avaliação adaptadas às necessidades e</p><p>particularidades de cada aluno;</p><p>• realizar arranjos na sala de aula de modo que o espaço fique</p><p>agradável aos alunos e ao professor, que a autonomia e a</p><p>mobilidade sejam facilitadas, e que seja possível a adaptação da</p><p>sala aos diferentes tipos de atividades e agrupamentos. Alunos com</p><p>maiores dificuldades devem ocupar lugares nos quais seja mais</p><p>fácil o acesso à informação e a comunicação e o relacionamento</p><p>com os colegas e com o professor;</p><p>• organizar a rotina da classe considerando o tipo de metodologia,</p><p>atividades que serão realizadas e o apoio que determinados alunos</p><p>podem necessitar;</p><p>• valorizar as diferenças existentes entre os alunos, criando um</p><p>ambiente de respeito às limitações e virtudes do outro e no qual</p><p>exista comunicação. Para tanto, atividades podem ser realizadas</p><p>com o objetivo de aumentar a união entre os alunos.</p><p>Também é possível elencar como uma estratégia que deve ser</p><p>implementada, o planejamento de aulas motivadoras, atrativas e</p><p>cativantes. Para tanto, é necessário além de levantar os interesses dos</p><p>alunos e criar novos interesses, ou seja, motivar os alunos a prenderem</p><p>coisas novas, apresentando sentido e significado para essas</p><p>aprendizagens.</p><p>Em relação à importância de levantar os interesses dos alunos, Iverson</p><p>(1999) explica que tal levantamento aumenta o envolvimento desses</p><p>alunos e a compreensão quanto ao conteúdo tratado. Além disso,</p><p>quando o planejamento de ensino desconsidera as fontes de interesse,</p><p>há aumento em relação à emissão de comportamentos disruptivos. No</p><p>entanto, a autora destaca que, como planejar aulas que atendam aos</p><p>interesses de todos os alunos é uma tarefa muito difícil, o ideal é atentar</p><p>para os interesses dos alunos com deficiência, já que a dificuldade de</p><p>envolvimento nas atividades propostas é maior para esses alunos.</p><p>É importante lembrar, que o uso dessas estratégias irá beneficiar a sala</p><p>de aula como um todo assim como o professor que terá a oportunidade</p><p>de aperfeiçoar a sua prática. No entanto, a prática de tais estratégias irá</p><p>depender da criatividade e motivação do professor e devem sempre</p><p>considerar as necessidades, potencialidade e interesses de cada aluno.</p><p>Em vista disso, além da implementação de adaptações no currículo da</p><p>sala de aula, é necessário que adequações sejam feitas individualmente,</p><p>com o desenvolvimento de um programa educacional individualizado.</p><p>Segundo McLoughlin e Lewis (2001), a elaboração do PEI deve ser</p><p>baseada na avaliação das habilidades e necessidades do aluno e em</p><p>informações adicionais necessárias, que irão constituir-se como subsídio</p><p>para a definição de objetivos a serem alcançados em curto, médio e</p><p>longo prazo, para a seleção de serviços apropriados a serem oferecidos</p><p>para o aluno assim como mudanças curriculares e, por fim, para o</p><p>planejamento de forma que garantam a avaliação do próprio programa.</p><p>O programa educacional individualizado deve conter as seguintes</p><p>informações(MCLOUGHLIN e LEWIS, 2001): níveis de desempenho</p><p>educacional atual do aluno; objetivos a serem alcançados expostos de</p><p>maneira mensurável; indicações de apoio de serviços especiais, se</p><p>necessários; indicação das estratégias de adaptações curriculares a</p><p>serem implementadas; modificações a serem realizadas no processo de</p><p>avaliação do aluno assim como indicação de como o próprio programa</p><p>será avaliado e com que periodicidade isso irá acontecer.</p><p>No que diz respeito às estratégias de adaptações curriculares, elas</p><p>podem ser implementadas por meio de ações que oportunize o acesso</p><p>do aluno ao currículo, nos objetivos de ensino, no conteúdo a serem</p><p>abordados, no método de ensino, no processo de avaliação e na</p><p>temporalidade.</p><p>Adaptações para garantir o acesso</p><p>ao currículo</p><p>Quanto às adequações realizadas com o objetivo de assegurar o acesso</p><p>ao currículo, podemos citar (MEC/SEESP, 2000):</p><p>• favorecer a participação do aluno durante a realização das</p><p>atividades escolares propostas;</p><p>• levantar a necessidade de equipamentos e recursos necessário</p><p>para o aluno e solicitar, junto à direção da escola, a aquisição dos</p><p>mesmos;</p><p>• adaptar materiais de uso comum em sala de aula;</p><p>• adotar sistemas alternativos de comunicação, para os alunos que</p><p>apresentam dificuldade ou impossibilidade de se comunicar</p><p>oralmente;</p><p>Ainda em relação a tais adequações, existem algumas ações que podem</p><p>ser colocadas em prática para atender especificamente às necessidades</p><p>do aluno com deficiência mental.</p><p>Nesse caso, primeiramente devemos considerar que o processo de</p><p>apropriar o conhecimento tem como base os conhecimentos que o</p><p>aluno já possui, ou seja, conhecimentos adquiridos de modo informal e,</p><p>também, por processos formais anteriores de ensino e aprendizagem.</p><p>Tais conhecimentos devem ser identificados pelo professor e utilizados</p><p>como ponto de partida para a ampliação dos conceitos já adquiridos e</p><p>a aquisição de novos conceitos (MEC/SEESP, 2000).</p><p>Além disso, outras providências mais específicas podem ser tomadas</p><p>(MEC/SEESP, 2000):</p><p>• colocar o aluno em uma posição que lhe permita obter facilmente a</p><p>atenção do professor;</p><p>• estimular o desenvolvimento de habilidades de comunicação</p><p>interpessoal;</p><p>• identificar e oferecer o apoio de que a criança necessita. Em relação a</p><p>esse aspecto, Sá (2006) esclarece que o apoio pode ser caracterizado em</p><p>termos de intensidade, sendo classificado em intermitente (quando se</p><p>dá em momentos de crises e em situações específicas de aprendizagem);</p><p>limitado (reforço pedagógico para algum conteúdo abordado);</p><p>extensivo (sala de recursos ou de apoio pedagógico, atendimento</p><p>complementar ao da classe regular realizado</p> <p>por professores</p><p>especializados); pervasivo (alta intensidade, longa duração ou ao longo</p><p>da vida para alunos com deficiências múltiplas ou agravantes,</p><p>envolvendo equipes e muitos ambientes de atendimento);</p><p>• estimular o desenvolvimento de habilidades de autocuidado;</p><p>• estimular a atenção do aluno para as atividades escolares propostas;</p><p>• ensinar o aluno a pedir informações e solicitar ajuda, estimulando, com</p><p>isso, a sua autonomia.</p><p>Adaptação de objetivos</p><p>O professor pode realizar ajustes em relação aos objetivos pedagógicos</p><p>presentes em seu planejamento de ensino e também definindo os</p><p>objetivos que devem fazer parte do PEI, de acordo com as</p><p>especificidades apresentadas pelo aluno com deficiência.</p><p>Dessa forma, o professor pode priorizar determinados objetivos para um</p><p>aluno, investir mais tempo, e/ou utilizar maior variedade de estratégias</p><p>pedagógicas para alcançar determinados objetivos, em detrimento de</p><p>outros, menos necessários. Em relação aos alunos com deficiência</p><p>mental, os professores podem acrescentar objetivos complementares</p><p>aos objetivos definidos para a classe (MEC/SEESP, 2000).</p><p>A escolha dos objetivos que são mais ou menos prioritários deve ser</p><p>realizada pelo professor em conjunto com os profissionais responsáveis</p><p>pela educação dos alunos em um processo de consultoria colaborativa</p><p>e também com os familiares do aluno.</p><p>Referencias / Livro</p><p>indicado para complementação dos estudos:</p><p>BLANCO, R. A atenção à diversidade na sala de aula e as adaptações do</p><p>currículo In: COLL, C.; MARCHESI, A.; PALÁCIOS, J. (Org.).</p><p>Desenvolvimento psicológico e educação: transtornos do</p><p>desenvolvimento e necessidades educativas especiais 2. ed. Porto</p><p>Alegre: Artmed, 2004</p><p>Adaptação de conteúdos</p><p>A partir da adaptação dos objetivos, segue-se a adaptação de conteúdo,</p><p>que envolve a priorização de áreas ou unidades de conteúdo, a</p><p>reformulação da sequência de conteúdo, ou seja, da ordem com que</p><p>cada conteúdo é abordado, ou ainda, a eliminação de conteúdos</p><p>secundários (MEC/SEESP, 2000).</p><p>Adaptação do método de ensino e</p><p>da organização didática</p><p>Envolvem adaptações na maneira como os conteúdos são abordados.</p><p>Alunos com deficiência mental podem se beneficiar com a apresentação</p><p>de atividades alternativas e também com atividades complementares.</p><p>Considerando que alunos com deficiência mental apresentam</p><p>dificuldade na capacidade de abstração, uma importante adaptação</p><p>metodológica a ser realizada é a utilização de materiais concretos e</p><p>também planejar atividades variadas para abordar um mesmo conteúdo.</p><p>Em relação à dificuldade de concentração também apresentada por</p><p>esses alunos, é possível fazer uso de jogos como parte das atividades</p><p>planejadas para abordar determinado conteúdo (MEC/SEESP, 2000).</p><p>Vale a pena conferir:</p><p>Sons e Gestos que Alfabetizam</p><p>No Recife, fonoaudióloga desenvolve estratégia para alfabetizar crianças</p><p>com deficiência intelectual.</p><p>Link: http://www.fundacaobunge.org.br/jornal-</p><p>cidadania/materia.php?id=12790&/sons_e_gestos_que_alfabetizam</p><p>Adaptação do processo de</p><p>avaliação</p><p>Refere-se aos ajustes realizados quanto ao tempo (aumento ou</p><p>diminuição) previsto para a aprendizagem de determinado conteúdo.</p><p>http://www.fundacaobunge.org.br/jornal-cidadania/materia.php?id=12790&/sons_e_gestos_que_alfabetizam</p><p>http://www.fundacaobunge.org.br/jornal-cidadania/materia.php?id=12790&/sons_e_gestos_que_alfabetizam</p><p>No caso de alunos com deficiência mental, nas atividades que envolvem</p><p>abstração deve ser gasto um tempo maior do que o previsto para os</p><p>demais alunos.</p><p>É importante ressaltar, que tanto o planejamento de sala de aula como</p><p>o PEI, são documentos flexíveis e que devem estar em constante</p><p>processo de reformulação, de acordo com os resultados alcançados</p><p>durante a aplicação dos mesmos.</p><p>Diante deste cenário, como, então, garantir o êxito de uma educação</p><p>inclusiva? A atenção às necessidades educacionais especiais dos alunos</p><p>com deficiência, que estão inseridos em classes comuns do ensino</p><p>regular, requer uma organização diferenciada, tanto do ponto de vista</p><p>pedagógico quanto administrativo. Alguns procedimentos</p><p>diferenciados precisam ser garantidos para receber e manter, com</p><p>qualidade educacional, todos os alunos na escola. O êxito da educação</p><p>inclusiva dependerá, em grande medida, da oferta de uma rede de apoio</p><p>à escola, através do trabalho de orientação, assessoria e</p><p>acompanhamento do processo de inclusão (OLIVEIRA e LEITE, 2007).</p><p>Vale a pena assistir: Apesar de não falar de avaliação para educação</p><p>especial, esse curto vídeo fala de avaliação de uma forma geral, de uma</p><p>forma muito original e interessante.</p><p>Vídeo: Avaliação: Exclusão ou Inclusão do Aluno no processo de</p><p>ensino aprendizagem ?</p><p>Trabalho Realizado na Disciplina :</p> <p>andar, ouvir, enxergar, ou um</p><p>déficit no desenvolvimento não sejam classificados como falta de</p><p>competência para aprender e nem causa para que os alunos desistam</p><p>da escolarização.</p><p>A atitude positiva da gestão da escola, o trabalho colaborativo</p><p>desenvolvido por toda a equipe escolar, a parceria entre escola e família,</p><p>a organização de recursos e a atenção às necessidades de cada aluno</p><p>formam uma estrutura básica para melhorar a qualidade da educação,</p><p>alterando o modo como os alunos são tratados e avançando na</p><p>compreensão de que as dificuldades de aprendizagem podem ser o</p><p>resultado de um sistema não acolhedor.</p><p>Nessa perspectiva, o desenvolvimento de sistemas educacionais</p><p>inclusivos, nos quais as escolas devem acolher todos, independente de</p><p>suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, linguísticas e</p><p>outras, representam a possibilidade de combater a exclusão e responder</p><p>às especificidades dos alunos.</p><p>A Declaração de Salamanca, 1994, afirma que todas as crianças têm</p><p>necessidades e aprendizagens únicas, que têm o direito de ir à escola da</p><p>sua comunidade, com acesso ao Ensino Regular, e que os sistemas</p><p>educacionais devem implementar programas, considerando a</p><p>diversidade humana e desenvolvendo uma pedagogia centrada na</p><p>criança.</p><p>A organização do sistema educacional orientada nos princípios da</p><p>educação inclusiva possibilita quebrar o ciclo de exclusão, desafiar os</p><p>preconceitos, dar visibilidade às pessoas com deficiência e oportunidade</p><p>para que essas construam o seu próprio futuro. Ao compreender que</p><p>todas as crianças devem estar com suas famílias e em suas comunidades,</p><p>a política de inclusão afirma os direitos humanos e fortalece a</p><p>participação, superando os preconceitos que persistem na sociedade.</p><p>Para eliminar as barreiras centradas nas atitudes é preciso desfazer a</p><p>cultura da segregação, desmistificar a idéia de que a deficiência está</p><p>associada à incapacidade. As experiências de inclusão demonstram que</p><p>no contexto escolar, as crianças aceitam as diferenças e aprendem a não</p><p>discriminar.</p><p>A educação inclusiva melhora a qualidade do ensino para todos, atua</p><p>como impulsionadora das mudanças nas práticas educacionais nas</p><p>escolas, desafiando os professores a desenvolverem novas</p><p>metodologias para a participação ativa que beneficie todos os alunos.</p><p>Além das competências de que os professores necessitam para</p><p>proporcionar uma educação de qualidade para todos, muitas vezes, são</p><p>necessárias ajudas técnicas ou equipamentos específicos para atender</p><p>às necessidades educacionais especiais, bem como a atuação conjunta</p><p>de outros profissionais na promoção da acessibilidade.</p><p>O conceito de inclusão reflete, também, uma nova abordagem na</p><p>elaboração das políticas públicas que reforçam a concepção de</p><p>transversalidade da educação especial nos programas educacionais,</p><p>reforça ainda, as relações dessa modalidade de educação com as demais</p><p>áreas, assegurando assim, a acessibilidade dos alunos e a oportunidade</p><p>de satisfação de suas necessidades educacionais especiais nos sistemas</p><p>de ensino.</p><p>Experiências educacionais têm demonstrado práticas de violação dos</p><p>direitos das crianças e adolescentes nas escolas, identificando a exclusão</p><p>nas seguintes situações: os educadores dizem não estarem preparados</p><p>para receber alunos com necessidades educacionais especiais; as escolas</p><p>não oferecem acessibilidade; as famílias desistem da escolarização de</p><p>seus filhos porque muitas escolas não aceitam crianças com deficiência;</p><p>a escolarização de alunos com deficiência mental se mantém no âmbito</p><p>da Educação Infantil; os alunos abandonam as escolas que não</p><p>respondem às suas necessidades.</p><p>Paradoxalmente a esse processo, experiências positivas afirmam que</p><p>muitas crianças são incluídas, com sucesso, nas escolas de ensino</p><p>regular, evidenciando o compromisso da gestão da escola na construção</p><p>de um projeto pedagógico que contemple as diferenças e a organização</p><p>de espaços para a realização do atendimento educacional especializado.</p><p>Esse cenário positivo de crianças e adolescentes bem sucedidos</p><p>educacionalmente, reforça ainda mais, a necessidade da efetivação da</p><p>mudança estrutural na educação.</p><p>A transformação dos sistemas educacionais para a inclusão de alunos</p><p>com necessidades educacionais especiais significa uma mudança na</p><p>gestão da educação que possibilita o acesso às classes comuns do</p><p>Ensino Regular.</p><p>Significa ainda a ampliação da oferta do atendimento educacional</p><p>especializado que propicia a eliminação das barreiras para o acesso ao</p><p>currículo. Assim, uma nova gestão dos sistemas educacionais prevê a</p><p>prioridade de ações de ampliação do acesso à Educação Infantil, o</p><p>desenvolvimento de programas para a formação de professores e a</p><p>adequação arquitetônica dos prédios escolares para acessibilidade.</p><p>Preconiza também a organização de recursos técnicos e de serviços que</p><p>promovam a acessibilidade pedagógica e nas comunicações aos alunos</p><p>com necessidades educacionais especiais em todos os níveis, etapas e</p><p>modalidades da educação.</p><p>As Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica,</p><p>2001, em seu artigo 2° orientam que: "Os sistemas de ensino devem</p><p>matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizar-se para o</p><p>atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais,</p><p>assegurando as condições necessárias para uma educação de qualidade</p><p>para todos". O Plano Nacional de Educação, 2001, destaca, no capítulo</p><p>da Educação Especial, que "o grande avanço que a década da educação</p><p>deveria produzir seria a construção de uma escola inclusiva que</p><p>garantisse o atendimento à diversidade humana".</p><p>O processo de inclusão educacional exige mudanças nas práticas</p><p>pedagógicas, no currículo e o rompimento com atitudes discriminatórias</p><p>que têm impedido o acesso de determinados alunos às classes comuns</p><p>do Ensino Regular. O projeto do MEC de implantação de Salas de</p><p>Recursos Multifuncionais nas escolas municipais e estaduais tem como</p><p>propósito apoiar os sistemas de ensino na oferta do atendimento</p><p>educacional especializado de forma complementar ou suplementar ao</p><p>processo de escolarização, conforme previsto no inciso V do artigo 8o</p><p>da Resolução CNE/CEB n°. 2/2001.</p><p>Os avanços da educação inclusiva mostram que os sistemas</p><p>educacionais estão em processo de transformação e já refletem uma</p><p>visão que transpõe a concepção tradicional de ensino, alterando o</p><p>paradigma da educação das pessoas com necessidades educacionais</p><p>especiais.</p><p>A iniciativa de implantação de salas de recursos multifuncionais nas</p><p>escolas públicas de ensino regular responde aos objetivos de uma</p><p>prática educacional inclusiva que organiza serviços para o atendimento</p><p>educacional especializado, disponibiliza recursos e promove atividades</p><p>para desenvolver o potencial de todos os alunos, a sua participação e</p><p>aprendizagem. Essa ação possibilita o apoio aos educadores no exercício</p><p>da função docente, a partir da compreensão de atuação multidisciplinar</p><p>e do trabalho colaborativo realizado entre professores das classes</p><p>comuns e das salas de recursos.</p><p>Concepção</p><p>A concepção de escola inclusiva se fundamenta no reconhecimento das</p><p>diferenças humanas e na aprendizagem centrada nas potencialidades</p><p>dos alunos, ao invés da imposição de rituais pedagógicos pré-</p><p>estabelecidos que acabam por legitimar as desigualdades sociais e</p><p>negar a diversidade. Nessa perspectiva, as escolas devem responder às</p><p>necessidades educacionais especiais de seus alunos, considerando a</p><p>complexidade e heterogeneidade de estilos e ritmos de aprendizagem.</p><p>Para tanto, é necessária uma nova estrutura organizacional, com</p><p>currículos flexíveis, estratégias teóricas metodológicas eficientes,</p><p>recursos e parcerias com a comunidade.</p><p>A Educação Especial, como modalidade da educação escolar</p><p>responsável pelo atendimento educacional especializado, organiza-se</p><p>de modo a considerar a aproximação dos pressupostos</p> <p>teóricos à prática</p><p>da educação inclusiva, a fim de cumprir dispositivos legais, políticos e</p><p>filosóficos.</p><p>Os alunos com necessidades educacionais especiais têm assegurado na</p><p>Constituição Federal de 1988, o direito à educação (escolarização)</p><p>realizada em classes comuns e ao atendimento educacional</p><p>especializado complementar ou suplementar à escolarização, que deve</p><p>ser realizado preferencialmente em salas de recursos na escola onde</p><p>estejam matriculados, em outra escola, ou em centros de atendimento</p><p>educacional especializado. Esse direito também está assegurado na</p><p>LDBEN - Lei n°. 9.394/96, no parecer do CNE/CEB n°. 17l 01, na Resolução</p><p>CNE/CEB n°. 2, de 11 de setembro de 2001, na Lei n°. 10.436/02 e no</p><p>Decreto n°. 5.626, de 22 de dezembro de 2005.</p><p>As salas de recursos multifuncionais são espaços da escola onde se</p><p>realiza o atendimento educacional especializado para alunos com</p><p>necessidades educacionais especiais, por meio do desenvolvimento</p><p>de estratégias de aprendizagem, centradas em um novo fazer</p><p>pedagógico que favoreça a construção de conhecimentos pelos</p><p>alunos, subsidiando-os para que desenvolvam o currículo e</p><p>participem da vida escolar.</p><p>De acordo com as Diretrizes Nacionais de Educação Especial para a</p><p>Educação Básica, o atendimento educacional especializado em salas de</p><p>recursos constitui serviço de natureza pedagógica, conduzido por</p><p>professor especializado1, que suplementa, no caso dos alunos com altas</p><p>habilidades/superdotação, e complementa, no caso dos alunos com</p><p>dificuldades acentuadas de aprendizagem vinculadas ou não à</p><p>deficiência. Esse serviço se realiza em espaço dotado de equipamentos</p><p>e recursos pedagógicos adequados às necessidades educacionais</p><p>especiais dos alunos, podendo estender-se a alunos de escolas mais</p><p>próximas, nas quais ainda não exista esse atendimento. Pode ser</p><p>realizado individualmente ou em pequenos grupos em horário diferente</p><p>daquele em que frequentam a classe comum.</p><p>A sala de recursos multifuncionais é, portanto, um espaço organizado</p><p>com materiais didáticos, pedagógicos, equipamentos e profissionais</p><p>com formação para o atendimento às necessidades educacionais</p><p>especiais. No atendimento, é fundamental que o professor considere as</p><p>diferentes áreas do conhecimento, os aspectos relacionados ao estágio</p><p>de desenvolvimento cognitivo dos alunos, o nível de escolaridade, os</p><p>recursos específicos para sua aprendizagem e as atividades de</p><p>complementação e suplementação curricular.</p><p>A denominação sala de recursos multifuncionais se refere ao</p><p>entendimento de que esse espaço pode ser utilizado para o</p><p>atendimento das diversas necessidades educacionais especiais e para</p><p>desenvolvimento das diferentes complementações ou suplementações</p><p>curriculares. Uma mesma sala de recursos, organizada com diferentes</p><p>equipamentos e materiais, pode atender, conforme cronograma e</p><p>horários, alunos com deficiência, altas habilidades/superdotação,</p><p>dislexia, hiperatividade, déficit de atenção ou outras necessidades</p><p>educacionais especiais.</p><p>Para atender alunos cegos, por exemplo, deve dispor de professores</p><p>com formação e recursos necessários para seu atendimento educacional</p><p>especializado. Para atender alunos surdos, deve se estruturar com</p><p>profissionais e materiais bilíngues.</p><p>Portanto, essa sala de recursos é multifuncional em virtude de a sua</p><p>constituição ser flexível para promover os diversos tipos de</p><p>acessibilidade ao currículo, de acordo com as necessidades de cada</p><p>contexto educacional.</p><p>A escola deve articular junto à gestão da sua rede de ensino, as</p><p>condições necessárias para a implementação das salas de recursos</p><p>multifuncionais, bem como a definição de procedimentos pedagógicos</p><p>e a participação dos pais ou responsáveis.</p><p>Definição de Atendimento</p><p>Educacional Especializado</p><p>O atendimento educacional especializado nas salas de recursos</p><p>multifuncionais se caracteriza por ser uma ação do sistema de ensino no</p><p>sentido de acolher a diversidade ao longo do processo educativo,</p><p>constituindo-se num serviço disponibilizado pela escola para oferecer o</p><p>suporte necessário às necessidades educacionais especiais dos alunos,</p><p>favorecendo seu acesso ao conhecimento.</p><p>O atendimento educacional especializado constitui parte diversificada</p><p>do currículo dos alunos com necessidades educacionais especiais,</p><p>organizado institucionalmente para apoiar, complementar e</p><p>suplementar os serviços educacionais comuns. Dentre as atividades</p><p>curriculares específicas desenvolvidas no atendimento educacional</p><p>especializado em salas de recursos se destacam: o ensino da Libras, o</p><p>sistema Braille e o Soroban, a comunicação alternativa, o</p><p>enriquecimento curricular, dentre outros.</p><p>Além do atendimento educacional especializado realizado em salas de</p><p>recursos ou centros especializados, algumas atividades ou recursos</p><p>devem ser disponibilizados dentro da própria classe comum, como, por</p><p>exemplo, os serviços de tradutor e intérprete de Libras e a</p><p>disponibilidade das ajudas técnicas e tecnologias assistivas, entre outros.</p><p>Nesse sentido, o atendimento educacional especializado não pode</p><p>ser confundido com atividades de mera repetição de conteúdos</p><p>Programáticos desenvolvidos na sala de aula, mas deve constituir</p><p>um conjunto de procedimentos específicos mediadores do processo</p><p>de apropriação e produção de conhecimentos.</p><p>Alunos atendidos</p><p>A sala de recursos multifuncionais é um espaço para a realização do</p><p>atendimento educacional especializado de alunos que apresentam, ao</p><p>longo de sua aprendizagem, alguma necessidade educacional especial,</p><p>temporária ou permanente, compreendida, segundo as Diretrizes</p><p>Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, em três grupos:</p><p> Alunos com dificuldades acentuadas de aprendizagem ou</p><p>limitações no processo de desenvolvimento que dificultam o</p><p>acompanhamento das atividades curriculares: aquelas não</p><p>vinculadas a uma causa orgânica específica ou aquelas</p><p>relacionadas a condições, disfunções, limitações ou deficiências;</p><p> Alunos com dificuldades de comunicação e sinalização</p><p>diferenciadas dos demais alunos;</p><p> Alunos que evidenciem altas habilidades/superdotação e que</p><p>apresentem uma grande facilidade ou interesse em relação a</p><p>algum tema ou grande criatividade ou talento específico.</p><p>Incluem-se, nesses grupos, alunos que enfrentam limitações no</p><p>processo de aprendizagem devido a condições, distúrbios, disfunções</p><p>ou deficiências, tais como, autismo, hiperatividade, déficit de atenção,</p><p>dislexia, deficiência física, paralisia cerebral e outros.</p><p>Esses alunos que, muitas vezes, não têm encontrado respostas às suas</p><p>necessidades educacionais especiais no sistema de ensino, poderão ser</p><p>beneficiados com os recursos de acessibilidade por meio de ajudas</p><p>técnicas e de tecnologias assistivas, utilização de linguagens e códigos</p><p>aplicáveis e pela abordagem pedagógica que possibilite seu acesso ao</p><p>currículo.</p><p>Nesse sentido, não se teve a pretensão de esgotar o amplo espectro de</p><p>alunos que têm direito ao atendimento educacional especializado,</p><p>ficando os sistemas de ensino com a responsabilidade e autonomia para</p><p>se organizar conforme as necessidades apresentadas por seus alunos.</p><p>Segundo o parecer CNE/CEB n°. 17/01, o projeto pedagógico de uma</p><p>escola inclusiva deverá atender ao princípio da flexibilidade para que o</p><p>acesso ao currículo seja adequado às condições do aluno, favorecendo</p><p>seu processo escolar. Dessa forma, devem ser observadas as variáveis</p><p>que podem interferir no processo de aprendizagem tais como: as de</p><p>cunho individual do aluno, as condições da escola, a prática docente, as</p><p>diretrizes do sistema de ensino, bem como a relação entre todas elas.</p><p>Portanto, são beneficiados com atendimento educacional especializado</p><p>todos os alunos que encontram respostas às suas necessidades</p><p>educacionais especiais. Essas respostas são estabelecidas na relação</p><p>entre a modalidade da Educação Especial e as etapas</p> <p>da educação.</p><p>Perfil do professor</p><p>O professor da sala de recursos multifuncionais deverá ter curso de graduação,</p><p>pós-graduação e ou formação continuada que o habilite para atuar em áreas da</p><p>educação especial para o atendimento às necessidades educacionais especiais</p><p>dos alunos.</p><p>A formação docente, de acordo com sua área especifica, deve desenvolver</p><p>conhecimentos acerca de: Comunicação Aumentativa e Alternativa, Sistema</p><p>Braille, Orientação e Mobilidade, Soroban, Ensino da Língua Brasileira de</p><p>Sinais - Libras, Ensino de Língua Portuguesa para Surdos, Atividades de Vida</p><p>Diária, Atividades Cognitivas, Aprofundamento e Enriquecimento Curricular,</p><p>Estimulação Precoce, entre outros.</p><p>O professor da sala de recursos multifuncionais tem como atribuições:</p><p>• atuar, como docente, nas atividades de complementação ou suplementação</p><p>curricular específica que constituem o atendimento educacional especializado</p><p>dos alunos com necessidades educacionais especiais;</p><p>• atuar de forma colaborativa com o professor da classe comum para a definição</p><p>de estratégias pedagógicas que favoreçam o acesso do aluno com necessidades</p><p>educacionais especiais ao currículo e a sua interação no grupo;</p><p>• promover as condições para a inclusão dos alunos com necessidades</p><p>educacionais especiais em todas as atividades da escola;</p><p>• orientar as famílias para o seu envolvimento e a sua participação no processo</p><p>educacional;</p><p>• informar a comunidade escolar acerca da legislação e normas educacionais</p><p>vigentes que asseguram a inclusão educacional;</p><p>• participar do processo de identificação e tomada de decisões acerca do</p><p>atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos;</p><p>• preparar material específico para uso dos alunos na sala de recursos;</p><p>• orientar a elaboração de materiais didático-pedagógicos que possam ser</p><p>utilizados pelos alunos nas classes comuns do ensino regular;</p><p>• indicar e orientar o uso de equipamentos e materiais específicos e de outros</p><p>recursos existentes na família e na comunidade;</p><p>• articular, com gestores e professores, para que o projeto pedagógico da</p><p>instituição de ensino se organize coletivamente numa perspectiva de educação</p><p>inclusiva.</p><p>Salienta-se que o professor da sala de recursos multifuncionais deverá participar</p><p>das reuniões pedagógicas, do planejamento, dos conselhos de classe, da</p><p>elaboração do projeto pedagógico, desenvolvendo ação conjunta com os</p><p>professores das classes comuns e demais profissionais da escola para a</p><p>promoção da inclusão escolar.</p><p>Ajudas Técnicas e Tecnologias</p><p>Assistivas</p><p>A alta tecnologia ,como os vocalizadores (pranchas com produção de voz)</p><p>ou o computador, com softwares específicos, garante grande eficiência à</p><p>função comunicativa, como é o caso do menino Rafael, que utiliza um</p><p>computador fixo em sua mesa para se comunicar. Fonte:</p><p>http://www.casadomenino.org.br/</p><p>As ajudas técnicas possuíam uma orientação predominantemente</p><p>voltada para o suporte à ação médica e à reabilitação, de forma que a</p><p>ênfase desses recursos era colocada apenas na patologia e nas</p><p>estratégias de redução das dificuldades das pessoas com deficiência.</p><p>Ampliando essa orientação, a Lei n°. 10.098/00, que trata das normas</p><p>gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade de pessoas</p><p>com deficiência ou mobilidade reduzida, dispôs que o poder público</p><p>promoverá a supressão de barreiras urbanísticas, arquitetônicas, de</p><p>transporte e de comunicação, mediante ajudas técnicas. Na</p><p>regulamentação da Lei, o art. 61 do Decreto n°. 5.296/04 definiu:</p><p>"consideram-se ajudas técnicas os produtos, instrumentos e</p><p>equipamentos ou tecnologia adaptados ou especialmente projetados</p><p>para melhorar a funcionalidade da pessoa portadora de deficiência ou</p><p>com mobilidade reduzida, favorecendo a autonomia pessoal, total ou</p><p>assistida".</p><p>Recentemente foi inserida na cultura educacional brasileira, a</p><p>terminologia tecnologias assistivas, apresentando-se paralelamente à</p><p>expressão ajudas técnicas, no que diz respeito aos recursos que</p><p>favorecem a funcionalidade e aos serviços que têm por objetivo</p><p>promover a avaliação, indicação, confecção e orientação para o</p><p>desenvolvimento de autonomia funcional do usuário da tecnologia</p><p>assistiva. Tecnologia assistiva, portanto, é uma expressão utilizada para</p><p>identificar todo o arsenal de recursos e serviços que contribuem para</p><p>proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com</p><p>deficiência e, consequentemente, promover vida independente e</p><p>inclusão.</p><p>Ainda, de acordo com Dias de Sá (2003) a tecnologia assistiva deve ser</p><p>compreendida como resolução de problemas funcionais, em uma</p><p>perspectiva de desenvolvimento das potencialidades humanas,</p><p>valorização de desejos, habilidades, expectativas positivas e da</p><p>qualidade de vida, as quais incluem recursos de comunicação</p><p>alternativa, de acessibilidade ao computador, de atividades de vida</p><p>diária, de orientação e mobilidade, de adequação postural, de adaptação</p><p>de veículos, órteses e próteses, entre outros.</p><p>Nesse sentido, o Ministério da Ciência e Tecnologia (2005) definiu as</p><p>tecnologias assistivas como aquelas que reduzem ou eliminem as</p><p>limitações decorrentes das deficiências física, mental, visual, auditiva, a</p><p>fim de colaborar para a inclusão social das pessoas com deficiência e</p><p>dos idosos.</p><p>Essa concepção efetiva o disposto na Constituição Federal de 88, que</p><p>garante às pessoas com deficiência, o direito ao atendimento</p><p>educacional especializado, o qual deve contemplar as ajudas técnicas e</p><p>as 'tecnologias assistivas'.</p><p>No desenvolvimento de sistemas educacionais inclusivos, as ajudas</p><p>técnicas e as tecnologias assistivas estão inseridas no contexto da</p><p>educação brasileira, dirigidas à promoção da inclusão de todos os alunos</p><p>nas escolas.</p><p>Portanto, o espaço escolar deve ser estruturado como aquele que</p><p>oferece também as ajudas técnicas e os serviços de tecnologia assistiva.</p><p>A tecnologia assistiva é classificada em várias áreas de especialização</p><p>importantes no processo educacional, sendo entendida como recursos</p><p>para alunos cegos ou com baixa visão; surdos, ou com déficit auditivo;</p><p>com deficiência mental; com deficiência física, superdotados,</p><p>destacando-se o material escolar pedagógico adaptado; a adequação</p><p>de postura (mobiliário); a mobilidade; a comunicação aumentativa e</p><p>alternativa; a informática acessível e os projetos arquitetônicos para</p><p>acessibilidade, entre outros.</p><p>Dessa forma, as ajudas técnicas e as 'tecnologias assistivas' constituem</p><p>campo de atuação da educação especial que têm por finalidade atender</p><p>o que é específico dos alunos com necessidades educacionais especiais,</p><p>buscando recursos e estratégias que favoreçam seu processo de</p><p>aprendizagem, habilitando-os funcionalmente na realização de tarefas</p><p>escolares.</p><p>No processo educacional, poderão ser utilizadas nas salas de recursos,</p><p>tanto a tecnologia avançada, quanto os computadores e softwares</p><p>específicos, como também os recursos de baixa tecnologia, que podem</p><p>ser obtidos ou confeccionados artesanalmente pelo professor, a partir</p><p>de materiais que fazem parte do cotidiano escolar.</p><p>ugestões de Materiais e Recursos</p><p>Entre a grande variedade de</p><p>materiais e recursos pedagógicos que podem ser utilizados para o</p><p>trabalho na sala de recursos multifuncionais, destacam-se:</p><p>• jogos pedagógicos que valorizam os aspectos lúdicos, a criatividade e</p><p>o desenvolvimento de estratégias de lógica e pensamento. Os jogos e</p><p>materiais pedagógicos podem ser confeccionados pelos professores da</p><p>sala de recursos e devem obedecer a critérios de tamanho, espessura,</p><p>peso e cor, de acordo com a habilidade motora e sensorial do aluno. São</p><p>muito úteis as sucatas, folhas coloridas, fotos e gravuras, velcro, ímãs,</p><p>etc;</p><p>• jogos pedagógicos adaptados para atender às necessidades</p><p>educacionais especiais dos alunos, como aqueles confeccionados com</p><p>simbologia gráfica, utilizada nas pranchas de comunicação</p><p>correspondentes</p> <p>à atividade proposta pelo professor, ou ainda aqueles</p><p>que têm peças grandes, de fácil manejo, que contemplam vários temas</p><p>e desafios para escrita, cálculo, ciências, geografia, história e outros;</p><p>• livros didáticos e paradidáticos impressos em letra ampliada, em</p><p>Braille, digitais em Libras, com simbologia gráfica e pranchas de</p><p>comunicação temáticas correspondentes à atividade proposta pelo</p><p>professor; livros de histórias virtuais, livros falados, livros de histórias</p><p>adaptados com velcro e com separador de páginas, dicionário trilíngüe:</p><p>Libras/ Português/Inglês e outros;</p><p>• recursos específicos como reglete, punção, soroban, guia de</p><p>assinatura, material para desenho adaptado, lupa manual, calculadora</p><p>sonora, caderno de pauta ampliada, caneta ponta porosa,</p><p>engrossadores de lápis e pincéis, suporte para livro (plano inclinado),</p><p>tesoura adaptada, softwares, brinquedos e miniaturas para o</p><p>desenvolvimento da linguagem, reconhecimento de formas e atividades</p><p>de vida diária, e outros materiais relativos ao desenvolvimento do</p><p>processo educacional;</p><p>• mobiliários adaptados, tais como: mesa com recorte, ajuste de altura e</p><p>ângulo do tampo; cadeiras com ajustes para controle de tronco e cabeça</p><p>do aluno, apoio de pés, regulagem da inclinação do assento com rodas,</p><p>quando necessário; tapetes antiderrapantes para o não descolamento</p><p>das cadeiras.</p><p>O que é tecnologia assistiva?</p><p>De acordo com a definição proposta pelo Comitê de Ajudas Técnicas</p><p>(CAT), tecnologia assistiva é</p><p>"uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que</p><p>engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e</p><p>serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à</p><p>atividade e participação, de pessoas com deficiência, incapacidades ou</p><p>mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade</p><p>de vida e inclusão social." (CAT, 2007)</p><p>A tecnologia assistiva é um recurso ou uma estratégia utilizada para</p><p>ampliar ou possibilitar a execução de uma atividade necessária e</p><p>pretendida por uma pessoa com deficiência. Na perspectiva da</p><p>educação inclusiva, a tecnologia assistiva é voltada a favorecer a</p><p>participação do aluno com deficiência nas diversas atividades do</p><p>cotidiano escolar, vinculadas aos objetivos educacionais comuns. São</p><p>exemplos de tecnologia assistiva na escola os materiais escolares e</p><p>pedagógicos acessíveis, a comunicação alternativa, os recursos de</p><p>acessibilidade ao computador, os recursos para mobilidade, localização,</p><p>a sinalização, o mobiliário que atenda às necessidades posturais, entre</p><p>outros.</p><p>O tema da tecnologia assistiva nasceu associado à ideia de reabilitação</p><p>e era inicialmente vinculado à prática de profissionais da saúde. A</p><p>mudança de entendimento sobre o que é a deficiência e especialmente</p><p>o novo modelo biopsicossocial e ecológico de compreendê-la como o</p><p>resultado da interação do indivíduo, que possui uma alteração de</p><p>estrutura e funcionamento do corpo, com as barreiras que estão</p><p>impostas no meio em que vive; mostram-nos que os impedimentos de</p><p>participação em atividades e a exclusão das pessoas com deficiência são</p><p>hoje um problema de ordem social e tecnológica e não somente um</p><p>problema médico ou de saúde.</p><p>As grandes e mais importantes barreiras estão, muitas vezes, na falta de</p><p>conhecimentos, de recursos tecnológicos, na não aplicação da legislação</p><p>vigente, na forma como a sociedade está organizada de forma a ignorar</p><p>as diferentes demandas de sua população.</p><p>Nesse sentido, o conceito e a prática da tecnologia assistiva também</p><p>evolui saindo da concepção de recursos médicos ou clínicos para um</p><p>bem de consumo de um usuário que busca um apoio tecnológico para</p><p>resolução de um problema de ordem pessoal e funcional. Nessa</p><p>perspectiva, o usuário deixa de ser um paciente e assume o papel de</p><p>quem busca no âmbito da tecnologia assistiva a informação sobre o que</p><p>é mais apropriado para suprir a sua deficiência e os recursos disponíveis</p><p>para o seu caso específico. A tecnologia assistiva envolve hoje várias</p><p>áreas do conhecimento tais como a saúde, a reabilitação, a educação, o</p><p>design, a arquitetura, a engenharia, a informática, entre outras.</p><p>A tecnologia assistiva é, acima de tudo, um recurso de seu usuário</p><p>e a equipe coloca seu conhecimento à disposição para que ele</p><p>encontre o recurso ou a estratégia que atenda a sua demanda de</p><p>atuar e participar de tarefas e atividades de seu interesse.</p><p>Na prática, em se tratando de crianças com deficiência, o lugar por</p><p>excelência da atuação da tecnologia assistiva é a sala de recursos</p><p>multifuncional, onde se oferece um serviço que identifica, elabora e</p><p>disponibiliza recursos que ampliam a participação do aluno com</p><p>deficiência nos desafios educacionais propostos pela escola comum.</p><p>Tecnologia assistiva na perspectiva</p><p>da educação inclusiva</p><p>No atendimento educacional especializado, o professor fará, junto</p><p>com o aluno, a identificação das barreiras que ele enfrenta no contexto</p><p>educacional comum e que o impedem ou o limitam de participar dos</p><p>desafios de aprendizagem na escola. Identificando esses "problemas" e</p><p>também identificando as "habilidades do aluno", o professor pesquisará</p><p>e implementará recursos ou estratégias que o auxiliarão, promovendo</p><p>ou ampliando suas possibilidades de participação e atuação nas</p><p>atividades, nas relações, na comunicação e nos espaços da escola.</p><p>A sala de recursos multifuncional será o local apropriado para o aluno</p><p>aprender a utilização das ferramentas de tecnologia assistiva, tendo em</p><p>vista o desenvolvimento da autonomia. Não poderemos manter o</p><p>recurso de tecnologia assistiva exclusivamente na sala multifuncional</p><p>para que somente ali o aluno possa utilizá-lo.</p><p>A tecnologia assistiva encontra sentido quando segue com o aluno, no</p><p>contexto escolar comum, apoiando a sua escolarização. Portanto, o</p><p>trabalho na sala se destina a avaliar a melhor alternativa de tecnologia</p><p>assistiva, produzir material para o aluno e encaminhar estes recursos e</p><p>materiais produzidos, para que eles sirvam ao aluno na escola comum,</p><p>junto com a família e nos demais espaços que frequenta.</p><p>São focos importantes do trabalho de tecnologia assistiva na perspectiva</p><p>da educação inclusiva:</p><p>· a tecnologia assistiva numa proposição de educação para autonomia,</p><p>· a tecnologia assistiva como conhecimento aplicado para resolução de</p><p>problemas funcionais enfrentados pelos alunos, e</p><p>· a tecnologia assistiva promovendo a ruptura de barreiras que impedem</p><p>ou limitam a participação destes alunos nos desafios educacionais.</p><p>Categorias de Tecnologia Assistiva</p><p>A classificação abaixo, foi construída com base nas diretrizes gerais da</p><p>ADA (American with Disabilities Act), porém não é definitiva e pode</p><p>variar segundo alguns autores.</p><p>A importância das classificações no âmbito da tecnologia assistiva se dá</p><p>pela promoção da organização desta área de conhecimento e servirá ao</p><p>estudo, pesquisa, desenvolvimento, promoção de políticas públicas,</p><p>organização de serviços, catalogação e formação de banco de dados</p><p>para identificação dos recursos mais apropriados ao atendimento de</p><p>uma necessidade funcional do usuário final.</p><p>1</p><p>Auxílios para a</p><p>vida diária</p><p>Materiais e produtos para auxílio em tarefas</p><p>rotineiras tais como comer, cozinhar, vestir-se,</p><p>tomar banho e executar necessidades</p><p>pessoais, manutenção da casa etc.</p><p>2</p><p>CAA (CSA)</p><p>Comunicação</p><p>aumentativa</p><p>(suplementar) e</p><p>alternativa</p><p>Recursos, eletrônicos ou não, que permitem a</p><p>comunicação expressiva e receptiva das</p><p>pessoas sem a fala ou com limitações da</p><p>mesma. São muito utilizadas as pranchas de</p><p>comunicação com os símbolos PCS ou Bliss</p><p>além de vocalizadores e softwares dedicados</p><p>para este fim.</p><p>3</p><p>Recursos de</p><p>acessibilidade</p><p>ao computador</p><p>Equipamentos de entrada e saída (síntese de</p><p>voz, Braille), auxílios alternativos de acesso</p><p>(ponteiras de cabeça, de luz), teclados</p><p>modificados ou alternativos,</p> <p>acionadores,</p><p>softwares especiais (de reconhecimento de</p><p>voz, etc.), que permitem as pessoas com</p><p>deficiência a usarem o computador.</p><p>4</p><p>Sistemas de</p><p>controle</p><p>de ambiente</p><p>Sistemas eletrônicos que permitem as pessoas</p><p>com limitações moto-locomotoras, controlar</p><p>remotamente aparelhos eletro-eletrônicos,</p><p>sistemas de segurança, entre outros,</p><p>localizados em seu quarto, sala, escritório,</p><p>casa e arredores.</p><p>5</p><p>Projetos</p><p>arquitetônicos</p><p>para</p><p>acessibilidade</p><p>Adaptações estruturais e reformas na casa</p><p>e/ou ambiente de trabalho, através de rampas,</p><p>elevadores, adaptações em banheiros entre</p><p>outras, que retiram ou reduzem as barreiras</p><p>físicas, facilitando a locomoção da pessoa com</p><p>deficiência.</p><p>6</p><p>Órteses e</p><p>próteses</p><p>Troca ou ajuste de partes do corpo, faltantes</p><p>ou de funcionamento comprometido, por</p><p>membros artificiais ou outros recurso</p><p>ortopédicos (talas, apoios etc.). Inclui-se os</p><p>protéticos para auxiliar nos déficits ou</p><p>limitações cognitivas, como os gravadores de</p><p>fita magnética ou digital que funcionam como</p><p>lembretes instantâneos.</p><p>7</p><p>Adequação</p><p>Postural</p><p>Adaptações para cadeira de rodas ou outro</p><p>sistema de sentar visando o conforto e</p><p>distribuição adequada da pressão na</p><p>superfície da pele (almofadas especiais,</p><p>assentos e encostos anatômicos), bem como</p><p>posicionadores e contentores que propiciam</p><p>maior estabilidade e postura adequada do</p><p>corpo através do suporte e posicionamento de</p><p>tronco/cabeça/membros.</p><p>8</p><p>Auxílios</p><p>de mobilidade</p><p>Cadeiras de rodas manuais e motorizadas,</p><p>bases móveis, andadores, scooters de 3 rodas</p><p>e qualquer outro veículo utilizado na melhoria</p><p>da mobilidade pessoal.</p><p>9</p><p>Auxílios para</p><p>cegos ou com</p><p>visão subnormal</p><p>Auxílios para grupos específicos que inclui</p><p>lupas e lentes, Braille para equipamentos com</p><p>síntese de voz, grandes telas de impressão,</p><p>sistema de TV com aumento para leitura de</p><p>documentos, publicações etc.</p><p>10</p><p>Auxílios para</p><p>surdos ou com</p><p>déficit auditivo</p><p>Auxílios que inclui vários equipamentos</p><p>(infravermelho, FM), aparelhos para surdez,</p><p>telefones com teclado — teletipo (TTY),</p><p>sistemas com alerta táctil-visual, entre outros.</p><p>11</p><p>Adaptações em</p><p>veículos</p><p>Acessórios e adaptações que possibilitam a</p><p>condução do veículo, elevadores para cadeiras</p><p>de rodas, camionetas modificadas e outros</p><p>veículos automotores usados no transporte</p><p>pessoal.</p><p>Alunos com deficiência mental</p><p>Cena do Filme "Meu nome é Radio" (2003) - Baseado na história real de</p><p>Radio. Conta a história de um jovem negro com deficiência mental -></p><p>Vale a pena conferir esse filme.</p><p>Diferenciando-se dos espaços tradicionalmente organizados de forma</p><p>segregada para o atendimento educacional dos alunos com deficiência</p><p>mental em classes e escolas especiais, a proposta da sala de recursos</p><p>multifuncionais pressupõe que a construção do conhecimento por</p><p>pessoas com ou sem deficiência mental se dá na interação com a</p><p>diversidade. Nesse contexto, a deficiência mental que se constitui em</p><p>defasagem e alterações nas estruturas mentais para a construção do</p><p>conhecimento não é concebida como ausência de capacidade de</p><p>abstração, generalização ou aptidão.</p><p>Assim, o direito à escolarização em classes comuns do ensino regular</p><p>deve ser garantido aos alunos com deficiência mental, bem como o</p><p>atendimento educacional especializado que deve ser assegurado nas</p><p>salas de recursos multifuncionais.</p><p>Nesses espaços de atendimento às necessidades educacionais especiais</p><p>de alunos com deficiência mental, os professores realizam a mediação</p><p>docente de forma a desenvolver os processos cognitivos, também</p><p>chamados processos mentais, que oportunizam a produção do</p><p>conhecimento.</p><p>É interessante ressaltar que as propostas pedagógicas direcionadas ao</p><p>aluno com deficiência mental têm sido historicamente influenciadas por</p><p>referenciais inatistas e ambientalistas, os quais dão margem a uma</p><p>variedade de metodologias de treinamento, categorização e</p><p>etiquetagem, bem como à necessidade de detecção precisa da</p><p>deficiência, com o consequente desenvolvimento de testes de</p><p>inteligência e outras técnicas de diagnóstico quantitativo. Entretanto,</p><p>durante as décadas de sessenta e setenta, em decorrência da</p><p>contribuição de muitas disciplinas e ramos da ciência, uma grande</p><p>"revolução" se deu no conceito de deficiência. Tal alteração teve por</p><p>base uma mudança de perspectiva, na qual não mais se focaliza a</p><p>deficiência "do indivíduo e no indivíduo" e sim, os condicionantes</p><p>socioculturais que contribuem, ou não, para o seu desenvolvimento e</p><p>aprendizagem.</p><p>Situam-se nesse cenário as contribuições da psicologia e da</p><p>epistemologia genética de Jean Piaget, que alteraram de forma</p><p>definitiva, as teorias vigentes sobre a mente humana, rompendo com</p><p>barreiras conceituais e metodológicas que impediam a compreensão</p><p>sobre as reais condições de aprendizagem desses alunos. Nessa</p><p>perspectiva, as pessoas com deficiência mental passam pelos mesmos</p><p>estágios de desenvolvimento cognitivo (sensório-motor, pré-operatório,</p><p>operatório concreto, operatório formal), pelos quais as demais pessoas</p><p>passam, realizando processos similares de construção e objetivação do</p><p>conhecimento.</p><p>Vygotsky (1989) afirma que uma criança com deficiência mental não é</p><p>simplesmente menos desenvolvida que outra da sua idade, mas é uma</p><p>criança que se desenvolve de outro modo. Para ele, as funções</p><p>psicológicas superiores, que são características do ser humano, estão</p><p>ancoradas, por um lado, nas características biológicas da espécie</p><p>humana e, por outro, são desenvolvidas ao longo de sua história social.</p><p>Assim, não existe uma única forma de aprender e tampouco uma única</p><p>forma de ensinar, mas o "bom aprendizado" é, para Vygotsky, aquele</p><p>que envolve sempre a interação com outros indivíduos e a interferência</p><p>direta ou indireta deles, e, fundamentalmente, o respeito ao modo</p><p>peculiar de cada um aprender.</p><p>Assim, tanto as pesquisas de inspiração interacionista quanto a</p><p>constatação empírica, confirmam que as pessoas com deficiência mental</p><p>se diferenciam das pessoas sem deficiência muito mais pelo ritmo de</p><p>construção das estruturas do conhecimento do que pela forma como</p><p>conseguem evoluir intelectualmente.</p><p>Conforme Mantoan (1997), não existe uma diferença estrutural no</p><p>desenvolvimento cognitivo de pessoas deficientes e, embora existam</p><p>lentidões significativas no desenvolvimento intelectual, a inteligência de</p><p>pessoas deficientes, tanto quanto a inteligência de qualquer pessoa,</p><p>possui plasticidade, o que faz com que sejam capazes de "evoluir,</p><p>manter estáveis suas aquisições intelectuais, assim como generalizá-las</p><p>para uma gama considerável de atividades", (p. 57).</p><p>Na sala de recursos multifuncionais para atendimento educacional</p><p>especializado para alunos com deficiência mental, são realizadas as</p><p>adequações necessárias para participação e aprendizagem desses</p><p>alunos, por meio de estratégias teórico-metodológicas que lhes</p><p>permitam o desenvolvimento cognitivo e a apropriação ativa do saber.</p><p>As atividades têm como objetivo o engajamento do aluno em um</p><p>processo particular de descoberta e o desenvolvimento de</p><p>relacionamento recíproco entre a sua resposta e o desafio apresentado</p><p>pelo professor.</p><p>Diante de uma situação problema, o aluno que não apresente deficiência</p><p>mental busca, por si só, alternativas para solucionar a mesma, enquanto</p><p>o aluno com deficiência mental, devido a limitações estruturais de</p><p>natureza orgânica, precisa, na maioria das vezes, de um apoio</p><p>intencional para que possa estruturar condutas inteligentes. Observa-se,</p><p>nessa situação, que é exigido desse aluno um maior esforço para o</p><p>desenvolvimento de seus processos mentais, cabendo ao professor</p><p>intensificar e complexificar as atividades, respeitando o ritmo e o estilo</p><p>de aprendizagem do aluno.</p><p>Atribuições do professor de sala de</p><p>recursos para alunos com</p><p>deficiência mental</p><p>O</p> <p>atendimento educacional especializado realizado em sala de recursos</p><p>deve se caracterizar como complemento curricular, de modo que atenda</p><p>as necessidades educacionais de alunos com deficiência mental,</p><p>priorizando o desenvolvimento dos processos mentais, oportunizando</p><p>atividades que permitam a descoberta, inventividade e criatividade.</p><p>Nessa perspectiva, o professor da sala de recursos multifuncionais deve:</p><p>• realizar atividades que estimulem o desenvolvimento dos processos</p><p>mentais: atenção, percepção, memória, raciocínio, imaginação,</p><p>criatividade, linguagem, entre outros;</p><p>• proporcionar ao aluno o conhecimento de seu corpo, levando-o a</p><p>usá-lo como instrumento de expressão consciente na busca de sua</p><p>independência e na satisfação de suas necessidades;</p><p>• fortalecer a autonomia dos alunos para decidir, opinar, escolher e</p><p>tomar iniciativas, a partir de suas necessidades e motivações;</p><p>• propiciar a interação dos alunos em ambientes sociais, valorizando as</p><p>diferenças e a não discriminação;</p><p>• preparar materiais e atividades específicas para o desenvolvimento da</p><p>aprendizagem dos alunos.</p><p>Alunos surdos ou com deficiência</p><p>auditiva</p><p>Considera-se pessoa surda aquela que por ter perda auditiva,</p><p>compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais,</p><p>manifestando sua cultura principalmente pelo uso da Língua Brasileira</p><p>de Sinais - Libras. Ver Decreto n°. 5626/05, §2°.</p><p>Considera-se deficiência auditiva a perda bilateral, parcial ou total, de</p><p>quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas</p><p>frequências de 500Hz, 1.000Hz, 2 000Hz e 3.000Hz.</p><p>Decreto n°. 5.626/05, § 2o, parágrafo único</p><p>A educação de pessoas surdas no Brasil realizava-se na concepção</p><p>clínico-terapêutica e os professores tinham por objetivo fazer os alunos</p><p>falarem. Sob esse ponto de vista, a Educação Especial esteve voltada à</p><p>reabilitação da audição e da fala, considerada como sinônimo de</p><p>linguagem.</p><p>A predominância desse modelo acarretou o uso concomitante de</p><p>práticas pedagógicas e da saúde (fonoaudiologia) no atendimento</p><p>educacional especializado, desenvolvido em escolas ou classes especiais</p><p>para alunos surdos.</p><p>Nos últimos anos, as práticas, as representações sociais e as novas</p><p>concepções de surdez passaram a ser edificadas com respaldo nos</p><p>avanços científicos e nos estudos linguísticos e sócios antropológicos.</p><p>Essas concepções não negam que a surdez seja uma limitação auditiva,</p><p>mas valorizam as potencialidades dos surdos expressas nas construções</p><p>artísticas, linguísticas e culturais. Nesse universo, a experiência visual traz</p><p>às pessoas surdas a possibilidade de constituir sua subjetividade por</p><p>meio de experiências cognitivas e linguísticas diversas, mediadas por</p><p>formas alternativas de comunicação simbólica, que encontram na língua</p><p>de sinais seu principal meio de concretização.</p><p>Com base nesses estudos, representações da comunidade surda</p><p>brasileira organizaram-se em associações e federações, que passaram a</p><p>reivindicar mudanças no processo educacional dos alunos surdos e o</p><p>reconhecimento da língua de sinais do Brasil.</p><p>O Brasil reconheceu a Língua Brasileira de Sinais, por meio da Lei n°.</p><p>10.436/02, (Lei de Libras), que determinou a inclusão desse conteúdo</p><p>curricular em todos os cursos de formação de professores e de</p><p>fonoaudiólogos, definindo ainda que a Libras não substitui a Língua</p><p>Portuguesa (escrita).</p><p>O Decreto n°. 5.626/05, que regulamentou a Lei de Libras definiu, entre</p><p>outros aspectos, que os sistemas de ensino devem garantir a inclusão</p><p>de pessoas surdas ou com deficiência auditiva, por meio da organização</p><p>de escolas e classes bilíngues, nas quais a Libras e a Língua Portuguesa</p><p>sejam línguas de instrução. Definiu, também, que além da escolarização</p><p>esses alunos têm o direito ao atendimento educacional especializado</p><p>em turno diferenciado, para o desenvolvimento de complementação</p><p>curricular.</p><p>Essas mudanças que introduziram Libras no currículo tornaram seu</p><p>ensino obrigatório. No entanto, se os pais ou os próprios alunos</p><p>optarem pelo não uso da Libras, deverão formalizar essa preferência</p><p>junto à escola. Nesse caso, professores, em interface com os</p><p>profissionais da fonoaudiologia, deverão realizar um trabalho que</p><p>promova a aquisição da modalidade oral da língua portuguesa pelo</p><p>aluno com surdez, em turno distinto ao da escolarização.</p><p>A mudança de paradigma que possibilitou remover as barreiras do</p><p>preconceito com relação à Língua de Sinais, aponta para a necessidade</p><p>de reformulação no trabalho desenvolvido no atendimento educacional</p><p>especializado, que passa a constituir um trabalho pedagógico de</p><p>promoção de acessibilidade à comunicação, à informação e à educação.</p><p>A sala de recursos multifuncionais para os alunos surdos ou com</p><p>deficiência auditiva é o espaço organizado para o atendimento</p><p>educacional especializado, necessário aos alunos que apresentam</p><p>condições de comunicação e sinalização diferenciadas das dos demais</p><p>colegas. Esses alunos podem demandar, ao longo de sua aprendizagem,</p><p>o desenvolvimento de instrumentos linguísticos (Língua Brasileira de</p><p>Sinais e Língua Portuguesa), necessários para sua inclusão educacional</p><p>e social.</p><p>Atribuições do professor da sala de</p><p>recursos para atendimento às</p><p>necessidades educacionais</p><p>especiais</p><p>Atribuições do professor da sala de</p><p>recursos para atendimento às</p><p>necessidades educacionais especiais</p><p>dos alunos com surdez ou deficiência</p><p>auditiva</p><p>As salas de recursos para alunos surdos ou com deficiência auditiva são</p><p>espaços educacionais destinados à realização da complementação</p><p>curricular específica, em turno contrário ao da classe comum. O objetivo</p><p>da organização dessas salas é viabilizar condições para o acesso aos</p><p>níveis mais elevados de ensino, considerando que esses alunos têm</p><p>condições de comunicação diferenciada.</p><p>Nessas salas de recursos, o professor, preferencialmente bilíngue, com</p><p>conhecimentos acerca de metodologias para o ensino de línguas deve:</p><p>• complementar os estudos referentes aos conhecimentos construídos</p><p>nas classes comuns do ensino regular;</p><p>• ofertar suporte pedagógico aos alunos, facilitando-lhes o acesso a</p><p>todos os conteúdos curriculares;</p><p>• promover o aprendizado da Libras para o aluno que optar pelo seu</p><p>uso;</p><p>• utilizar as tecnologias de informação e comunicação para a</p><p>aprendizagem da Libras e da Língua Portuguesa;</p><p>• desenvolver a Libras como atividade pedagógica, instrumental,</p><p>dialógica e de conversação;</p><p>• promover a aprendizagem da Língua Portuguesa para alunos surdos,</p><p>como segunda língua, de forma instrumental, dialógica e de</p><p>conversação;</p><p>• aprofundar os estudos relativos à disciplina de Língua Portuguesa,</p><p>principalmente na modalidade escrita;</p><p>• produzir materiais bilíngues, (Libras-Português-Libras);</p><p>• favorecer a convivência entre os alunos surdos para o aprendizado e o</p><p>desenvolvimento da Língua Brasileira de Sinais;</p><p>• utilizar equipamentos de amplificação sonora e efetivar interface com</p><p>a fonoaudiologia para atender alunos com resíduos auditivos, quando</p><p>esta for a opção da família ou do aluno.</p><p>Alunos com deficiência visual</p><p>Pessoas Cegas: aquelas cuja acuidade visual é igual ou menor que</p><p>20/200, ou cujo campo visual é inferior a 20° no melhor olho. Pessoas</p><p>que apresentam desde a ausência total da visão, até a perda da projeção</p><p>de luz.</p><p>Pessoas com Baixa Visão: aquelas que apresentam alteração da</p><p>capacidade funcional da visão, decorrente de inúmeros fatores isolados</p><p>ou associados, tais como: baixa acuidade significativa, redução</p><p>importante do campo visual, alterações corticais e ou de sensibilidade</p><p>aos contrastes, que interferem ou que limitam o desempenho visual.</p><p>Pessoas que apresentam "desde condições de indicar projeção de luz,</p><p>até o grau em que a redução da acuidade visual interfere ou limita seu</p><p>desempenho", (MEC, 2005).</p><p>O processo de aprendizagem</p><p>de alunos cegos se desenvolve por meio da</p> <p>utilização dos sentidos</p><p>remanescentes, tato, audição, olfato, paladar, utilizando o Sistema Braille</p><p>como principal meio de comunicação escrita. Já o processo educativo</p><p>de alunos com baixa visão se desenvolverá, principalmente, por meios</p><p>visuais, ainda que com a utilização de recursos específicos, (MEC, 2005).</p><p>Os processos de construção do conhecimento pela criança cega são</p><p>semelhantes aos das crianças videntes. Porém, os profissionais que</p><p>atuam nessa área devem proporcionar experiências que desenvolvam</p><p>habilidades aprendidas naturalmente pelas pessoas videntes. Existem,</p><p>portanto, atividades que precisam ser deliberadamente ensinadas para</p><p>as crianças cegas para que possam estabelecer relações com o meio e</p><p>perceber formas, tamanho, distância, posição e localização de objetos.</p><p>Dessa forma, o atendimento educacional especializado, em sala de</p><p>recursos multifuncionais para alunos com deficiência visual, deverá</p><p>possibilitar o desenvolvimento das atividades mais simples de interação</p><p>com o mundo, a realização do processo de alfabetização pelo Sistema</p><p>Braille ou a utilização de caracteres ampliados ou recursos específicos</p><p>conforme a necessidade dos alunos com baixa visão. Também, deverá</p><p>possibilitar atendimento nas áreas específicas de orientação e</p><p>mobilidade, atividades da vida diária, escrita cursiva, soroban, acesso às</p><p>tecnologias de informação e outros.</p><p>A sala de recursos multifuncionais para atendimento educacional</p><p>especializado aos alunos com deficiência visual é um ambiente dotado</p><p>de equipamentos e recursos pedagógicos adequados à natureza das</p><p>suas necessidades e que possibilitam o acesso à informação, à</p><p>comunicação, com adequações que visam facilitar a inclusão no ensino</p><p>regular, em caráter complementar e não substitutivo da escolarização</p><p>realizada em sala de aula.</p><p>Atribuições do professor da sala de</p><p>recursos para atendimento ao</p><p>deficiente visual</p><p>As salas de recursos são espaços onde professores operacionalizam as</p><p>complementações curriculares específicas necessárias à educação dos</p><p>alunos com deficiência visual, realizando o atendimento educacional</p><p>especializado e a confecção de materiais adaptados.</p><p>Nessas salas de recursos, os professores devem:</p><p>Lupa Eletrônica</p><p>Caderno de pauta ampliada</p><p>• promover e apoiar a alfabetização e o aprendizado pelo Sistema Braille;</p><p>• realizar a transcrição de materiais, braille/tinta, tinta/braille, e produzir</p><p>gravação sonora de textos;</p><p>• realizar adaptação de gráficos, mapas, tabelas e outros materiais</p><p>didáticos para uso de alunos cegos;</p><p>• promover a utilização de recursos ópticos, (lupas manuais e</p><p>eletrônicas) e não ópticos, (cadernos de pauta ampliada, iluminação,</p><p>lápis e canetas adequadas);</p><p>• adaptar material em caracteres ampliados para uso de alunos com</p><p>baixa visão, além de disponibilizar outros materiais didáticos;</p><p>• desenvolver técnicas e vivências de orientação e mobilidade e</p><p>atividades da vida diária para autonomia e independência;</p><p>• desenvolver o ensino para o uso do soroban;</p><p>• promover adequações necessárias para o uso de tecnologias de</p><p>informação e comunicação.</p><p>Alunos com deficiência física</p><p>A discussão sobre uma escola</p><p>acolhedora, responsiva às diferenças humanas, tem suscitado inúmeros</p><p>debates sobre programas e políticas de inserção do aluno com</p><p>necessidades educacionais especiais em ambientes inclusivos. Em</p><p>consonância com o paradigma da educação inclusiva, a proposta de</p><p>atendimento educacional especializado para alunos com deficiência</p><p>física deve ter como base, a reflexão sobre as dimensões físicas e as</p><p>atitudes que permeiam o ambiente escolar. Diversos elementos, que vão</p><p>desde as condições de acesso, como o transporte adaptado e a</p><p>arquitetura dos prédios escolares, até as barreiras discriminatórias que</p><p>limitam a permanência com sucesso na escola, precisam ser</p><p>consideradas.</p><p>Um dos avanços recentes com relação à garantia de acessibilidade aos</p><p>ambientes foi a publicação do Decreto n°. 5.296/04 que estabelece</p><p>normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das</p><p>pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, definindo</p><p>condições para acesso, movimento, circulação e utilização, com</p><p>segurança e autonomia, dos mobiliários, equipamentos, espaços,</p><p>edificações, serviços de transporte, bem como, acesso à comunicação e</p><p>informação.</p><p>A deficiência física se refere ao comprometimento do aparelho</p><p>locomotor que compreende o sistema osteoarticular, o sistema</p><p>muscular e o sistema nervoso. As doenças ou lesões que afetam</p><p>quaisquer desses sistemas, isoladamente ou em conjunto, podem</p><p>produzir quadros de limitações físicas de grau e gravidade variáveis,</p><p>segundo os segmentos corporais afetados e o tipo de lesão ocorrida,</p><p>(MEC, 2004).</p><p>Tratando-se especificamente dos processos de ensinar e de aprender, é</p><p>importante ressaltar que alunos com deficiência física constroem</p><p>conhecimentos da mesma forma que os demais alunos, requerendo,</p><p>entretanto, algumas alternativas metodológicas diferenciadas.</p><p>Com o propósito de adequar metodologias de ensino às características</p><p>de cada pessoa com deficiência física, respeitando suas diferenças</p><p>individuais, a Educação Física Adaptada, por exemplo, surgiu</p><p>oficialmente nos cursos de graduação, prevendo a atuação do professor</p><p>de Educação Física junto aos alunos com deficiência física e outras</p><p>necessidades educacionais especiais. Essa área tem como objeto de</p><p>estudo, a motricidade humana direcionada às pessoas com deficiência</p><p>física ou com mobilidade reduzida e, em seus conteúdos, não se</p><p>diferencia da Educação Física, mas compreende técnicas, métodos e</p><p>formas de organização que podem ser aplicados no trabalho com os</p><p>alunos.</p><p>Contribuindo para que se desfaça um imaginário, segundo o qual,</p><p>apenas uma parcela de alunos, em geral os mais "habilidosos", pode</p><p>estar efetivamente engajada nas atividades propostas pelos professores,</p><p>a concepção de inclusão traz o entendimento de que as deficiências</p><p>fazem parte da diversidade humana e, portanto, as respostas às</p><p>necessidades educacionais especiais devem estar presentes nas práticas</p><p>pedagógicas.</p><p>Cabe ao professor da sala de recursos, atuar conjuntamente com o</p><p>professor da classe comum, para orientá-lo acerca da participação</p><p>efetiva do aluno com deficiência física nas atividades recreativas,</p><p>esportivas e culturais da escola, trabalhando, fundamentalmente, os</p><p>aspectos relacionados ao desenvolvimento da autoestima, auto</p><p>valorização e auto imagem, devendo buscar ainda, estimular a</p><p>independência e a autonomia, bem como a socialização desse aluno</p><p>com outros grupos.</p><p>Nesse contexto, no atendimento educacional especializado para alunos</p><p>com deficiência física, é necessário que os professores conheçam a</p><p>diversidade e a complexidade dos diferentes tipos de deficiência física,</p><p>para definir estratégias de ensino que desenvolvam o potencial dos</p><p>alunos. De acordo com a limitação física apresentada, é necessário</p><p>utilizar recursos didáticos e equipamentos especiais para a sua</p><p>educação, buscando viabilizar a participação do aluno nas situações</p><p>práticas vivenciadas no cotidiano escolar, para que o mesmo, com</p><p>autonomia, possa otimizar suas potencialidades e possibilidades de</p><p>movimento e venha interagir e transformar o ambiente em busca de</p><p>uma melhor qualidade de vida.</p><p>O desenvolvimento de ajudas técnicas e de tecnologias assistivas nas</p><p>salas de recursos faz-se necessário para promover modificações nos</p><p>ambientes e currículos, considerando as diferenças e as capacidades</p><p>físicas. Assim, os recursos só adquirem funcionalidade quando permitem</p><p>que as potencialidades possam ser expressas.</p><p>A escola, no atendimento aos alunos com deficiência física, deverá</p><p>promover condições de acessibilidade por meio da adequação do</p><p>mobiliário escolar, da eliminação de barreiras arquitetônicas, da</p><p>disponibilidade de recursos, materiais escolares e pedagógicos</p><p>adaptados</p> <p>e de equipamentos de informática acessíveis que os habilite</p><p>para o uso independente do computador, que lhes garanta formas</p><p>alternativas de acesso à produção do conhecimento.</p><p>Atribuições do Professor de Sala</p><p>de Recursos para alunos com</p><p>deficiência física</p><p>Especificações: TFP1- Extensor de Punho + Colher Balancinho</p><p>• Orientar o professor da classe comum sobre estratégias que favoreçam</p><p>autonomia e envolvimento do aluno em todas as atividades propostas</p><p>ao grupo;</p><p>• orientar o professor quanto ao uso da metodologia da Educação Física</p><p>Adaptada;</p><p>• operacionalizar as complementações curriculares específicas</p><p>necessárias à educação dos alunos com deficiência física no que se</p><p>refere ao manejo de materiais adaptados e à escrita alternativa, (quando</p><p>necessário), às vivências de mobilidade e acesso a todos os espaços da</p><p>escola e atividades da vida diária, que envolvam a rotina escolar, dentre</p><p>outras;</p><p>• orientar os alunos para a adaptação ao uso de próteses, de membro</p><p>superior ou inferior;</p><p>• introduzir o aluno no aprendizado da informática acessível,</p><p>identificando qual o melhor recurso de tecnologia assistiva que atende</p><p>às suas necessidades, considerando a sua habilidade física e sensorial</p><p>atual, e capacitá-lo para o uso independente do computador;</p><p>• promover a inserção dos recursos de tecnologias de informação e</p><p>comunicação no espaço da sala de aula;</p><p>• realizar adequação de material didático pedagógico para atender as</p><p>necessidades dos alunos.</p><p>Alunos com dificuldades de</p><p>comunicação expressiva</p><p>Prancha de comunicação alternativa</p><p>Todas as pessoas têm a capacidade de desenvolver linguagem, porém</p><p>algumas têm limitações para expressá-la de forma oral, escrita, gestual</p><p>ou sinalizada. Portanto, o atendimento educacional especializado para</p><p>alunos que apresentam essa limitação, objetiva, dentre outros,</p><p>desenvolver formas de comunicação simbólica, estimulando o</p><p>aprendizado da linguagem expressiva.</p><p>As salas de recursos para atendimento às necessidades educacionais dos</p><p>alunos com dificuldades de comunicação expressiva constituem espaços</p><p>para atendimento educacional especializado, que têm entre seus</p><p>objetivos, o de prover recursos de Comunicação Aumentativa e</p><p>Alternativa. Esses alunos, embora possam ter limitações de naturezas</p><p>diversas, paralisia cerebral, autismo, deficiência mental e outras, podem</p><p>se beneficiar de recursos e meios alternativos de comunicação.</p><p>Todas as manifestações expressivas dos alunos deverão ser valorizadas</p><p>e o professor, baseado nessas manifestações, deve confeccionar</p><p>pranchas de comunicação que contemplem, além do vocabulário do</p><p>aluno, outros símbolos gráficos de relevância para sua interação no</p><p>contexto escolar, social e familiar, que atendam a sua necessidade</p><p>comunicativa.</p><p>Atribuições do professor de sala de</p><p>recursos para alunos com</p><p>dificuldades de comunicação</p><p>expressiva</p><p>• Garantir o suprimento de material específico de Comunicação</p><p>Aumentativa e Alternativa (pranchas, cartões de comunicação,</p><p>vocalizadores e outros), que atendam a necessidade comunicativa do</p><p>aluno no espaço escolar;</p><p>• adaptar material pedagógico (jogos e livros de histórias) com a</p><p>simbologia gráfica e construir pranchas de comunicação temáticas para</p><p>cada atividade, com objetivo de proporcionar a apropriação e o</p><p>aprendizado do uso do recurso de comunicação e a ampliação de</p><p>vocabulário de símbolos gráficos;</p><p>• identificar o melhor recurso de tecnologia assistiva que atenda às</p><p>necessidades dos alunos, de acordo com sua habilidade física e sensorial</p><p>atual, e promova sua aprendizagem por meio da informática acessível;</p><p>• habilitar os alunos para o uso de "softwares" específicos de</p><p>Comunicação Aumentativa e Alternativa, utilizando o computador como</p><p>ferramenta de voz, a fim de lhes proporcionar expressão comunicativa;</p><p>• ampliar o repertório comunicativo do aluno, por meio das atividades</p><p>curriculares e de vida diária;</p><p>• realizar atividades para desenvolver os processos mentais: atenção,</p><p>percepção, memória, imaginação, criatividade, raciocínio, linguagem,</p><p>entre outros.</p><p>Exemplo de Prancha de Comunicação Alternativa Adaptada ao aluno</p><p>Alunos com altas</p><p>habilidades/superdotação</p><p>Atendimento aos alunos com altas</p><p>habilidades/superdotação</p><p>As salas de recursos multifuncionais para os alunos com altas</p><p>habilidades / superdotação constituem espaços para atendimento às</p><p>suas necessidades educacionais especiais, uma vez que esses</p><p>apresentam características diferenciadas de aprendizagem ao longo de</p><p>sua vida escolar. O atendimento educacional especializado nessas salas</p><p>tem a função de viabilizar a suplementação curricular para que os alunos</p><p>explorem áreas de interesse, aprofundem conhecimentos já adquiridos</p><p>e desenvolvam habilidades relacionadas à criatividade, à resolução de</p><p>problemas e ao raciocínio lógico. Também são espaços para o</p><p>desenvolvimento de habilidades sócio emocionais, de motivação, de</p><p>aquisição de conhecimentos referentes à aprendizagem de métodos e</p><p>técnicas de pesquisa e de desenvolvimento de projetos.</p><p>De acordo com as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na</p><p>Educação Básica, (2001), as altas habilidades/superdotação se referem</p><p>aos alunos que apresentam grande facilidade de aprendizagem que os</p><p>leva a dominar rapidamente os conceitos, os procedimentos e as</p><p>atitudes. Por terem eles, condições de aprofundar e enriquecer esses</p><p>conteúdos, devem receber desafios suplementares em classes comuns,</p><p>em sala de recursos ou em outros espaços definidos pelos sistemas de</p><p>ensino, inclusive para concluir, em menos tempo, a série ou etapa</p><p>escolar. Renzulli, (1986, 2001), propõe uma definição de superdotação</p><p>denominada concepção dos três anéis, que afirma ser essa, o resultado</p><p>da interação de três fatores de comportamento:</p><p>• habilidade acima da média, que envolve duas dimensões: habilidades</p><p>gerais, que consistem na capacidade de processar informações, de</p><p>integrar experiências que resultem em respostas apropriadas e</p><p>adequadas às novas situações e na capacidade de se engajar em novas</p><p>situações; e, habilidades específicas, que consistem na capacidade de</p><p>adquirir conhecimento, prática e habilidades para atuar em uma ou mais</p><p>atividades de uma área específica;</p><p>• motivação ou envolvimento com a tarefa: refere-se a uma forma</p><p>refinada e direcionada de motivação, uma energia canalizada para uma</p><p>tarefa em particular ou área específica. Algumas palavras</p><p>frequentemente usadas para definir o envolvimento com a tarefa são</p><p>perseverança, persistência, dedicação e auto confiança;</p><p>• criatividade: envolve aspectos que geralmente aparecem juntos na</p><p>literatura, tais como fluência, flexibilidade e originalidade de</p><p>pensamento e, ainda, curiosidade, sensibilidade, coragem para correr</p><p>riscos e abertura a novas experiências. A criatividade não está,</p><p>exclusivamente, relacionada à área artística, mas à qualquer área de</p><p>interesse do aluno.</p><p>O desenvolvimento da criatividade e da motivação dentro da área de</p><p>interesse e ou de habilidade do estudante, vem ampliar as possibilidades</p><p>de que o aluno tenha sucesso e satisfação pessoal. Nesta definição, os</p><p>três anéis não precisam estar presentes ao mesmo tempo e nem na</p><p>mesma intensidade, mas é necessário que interajam em algum grau para</p><p>que possam resultar em um alto nível de produtividade.</p><p>No trabalho em salas de recursos multifuncionais é importante buscar</p><p>essas três dimensões, destacando os comportamentos e habilidades já</p><p>evidentes e desenvolvendo outros para o sucesso na área de habilidade.</p><p>Algumas dificuldades de adaptação enfrentadas por alunos</p><p>superdotados indicam que geralmente eles recusam os trabalhos</p><p>escolares repetitivos e rotineiros e sentem falta de desafio. Dentre os</p><p>problemas que poderão surgir nos processos de interação social,</p><p>destaca-se que esses alunos, muitas vezes, escondem seus talentos para</p><p>serem aceitos por seus pares e têm dificuldades</p>