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<p>1) A jurisdição se trata de uma das funções do Estado de ditar o direito de acordo com caso concreto. Ela poderá ser contenciosa, quando existirem partes litigantes, com divergências de interesses, e será solucionada com uma sentença traumática, enquanto a jurisdição voluntária ocorre quando não existem partes, ou seja, não existe conflito de interesses, sendo os pedidos convergentes. O juiz limita-se pelo princípio da congruência, desse modo, ele deverá decidir de acordo com o que foi pedido pelas partes, ou seja, o que foi pedido na petição inicial pela parte autora e na reconvenção pela parte ré. Com base no texto lido, analise as situações hipotéticas a seguir. Situação A: Em um processo com dois pedidos, o juiz Antônio julga parte da causa para troca de um armário. Situação B: O juiz José reconheceu a litispendência no processo X. Situação C: Clara, analisando um processo, percebe que o direito de Carlos, autor, está prescrito. 3</p><p>Considerando as situações hipotéticas descritas e os aspectos do julgamento conforme o estado do processo, avalie as afirmações a seguir. O juiz Antônio, na situação A, realizou um julgamento antecipado parcial do mérito utilizando o fracionamento do pedido visando à celeridade processual. II. Na situação B, José, juiz, em virtude de ter verificado a litispendência, deve extinguir o processo sem resolução do mérito. III. Na situação C, a juíza Clara deve determinar a extinção do processo com resolução do mérito, pois o direito de Carlos está prescrito. É correto o que se afirma em Alternativas A) e III, apenas. B) C) D) III, apenas. E) I, apenas. 4</p><p>2) O Processo é composto por fases, em cada uma delas é necessário o cumprimento de formalidades legais. Cada uma das fases possui como objetivo o cumprimento de um requisito micro e concentrado, no entanto, dentro de um processo que representa o macro e geral. A fase postulatória tem início com petição inicial, na qual são indispensáveis: o pedido, a causa de pedir e a legitimação ad causam. Caso não cumpra um desses elementos, a petição inicial será declarada inepta. Nessa fase, oportuno ressaltar, curial seja identificada a pretensão da parte, ou seja, o resultado almejado pela postulação inicial. Com base no texto lido, analise a situação hipotética a seguir. Fernando comprou uma cadeira de uma famosa loja de móveis. Quando o produto foi entregue, ele notou que a cadeira possuía um pequeno defeito e que o assento estava descosturando. No mesmo dia, Fernando procurou a loja para realizar a troca do produto, visto que estava dentro do prazo de garantia oferecido pela própria loja. Contudo, Pedro, gerente da loja, informou que não seria efetuada a troca, tratando Fernando de forma grosseira. Nesse cenário, Fernando não teve outra alternativa senão contratar Miguel, advogado. Miguel ingressou com uma petição inicial solicitando danos morais e a troca da cadeira. Após a defesa da ré, juiz proferiu julgamento impondo que a loja trocasse a cadeira. Além disso, determinou a realização da audiência de instrução e julgamento para verificar os danos morais. 5</p><p>Considerando o caso exposto e os aspectos do julgamento conforme o estado do processo, avalie as afirmações a seguir. O juiz realizou o julgamento antecipado parcial do mérito, resolvendo parte do mérito, após a fase postulatória. II. Com o julgamento parcial do mérito, é possível que Fernando exija de imediato a obrigação de trocar a cadeira. III. Com o julgamento dos pedidos fracionados feito pelo juiz, é possível atender o princípio da celeridade processual. É correto o que se afirma em Alternativas A) B) C) apenas. D) III, apenas. E) I, 6</p><p>3) De maneira geral, ato jurídico pode ser conceituado como toda manifestação de vontade capaz de provocar consequências na órbita do Direito, criando, modificando ou extinguindo relações jurídicas. Nesse contexto, os atos jurídicos processuais são todas as manifestações de vontade das partes, do juiz, dos auxiliares da Justiça ou de terceiros que atuem no processo, capazes de constituir, modificar ou definir a relação jurídica processual. É por meio de atos processuais, portanto, que a relação processual e o procedimento têm início, desenvolvem-se e são extintos. Isso porque é por meio da prática de atos processuais que todos os sujeitos do processo atuam no exercício de seus direitos e desincumbem-se dos ônus processuais, bem como cumprem seus deveres no processo. A audiência de instrução e julgamento é um exemplo de ato processual. A respeito da audiência de instrução e julgamento, julgue os itens a seguir. Ao final do debate na audiência de instrução e julgamento, o juiz deverá proferir sentença na própria audiência ou em trinta dias contados a partir desta. Supondo, por exemplo, que juiz não profira a decisão no prazo, não há impedimento para proferir em momento posterior. II. A audiência de instrução e julgamento não está presente em todos os processos, pois será designada pelo juiz quando houver a necessidade de colheita de provas orais, como as oitivas de peritos, por exemplo. Ela poderá ser designada na decisão de saneamento e na audiência de saneamento. 7</p><p>III. A audiência de instrução e julgamento é caracterizada por diversas fases e a conciliação é uma dessas fases. Nela, o juiz realiza uma tentativa de promover uma solução consensual entre as partes, como ocorre na arbitragem, por exemplo. IV. Existem motivos que podem justificar o adiamento da audiência de instrução e julgamento, por exemplo, o não comparecimento justificado do representante do Ministério Público. Nesse caso, juiz pode dispensar a produção da prova oral previamente requerida. É correto o que se afirma em Alternativas A) I, apenas. B) e III, apenas. C) III e IV, apenas. e IV, apenas. 8</p><p>4) O novo Código de Processo Civil trata da formação, da suspensão e da extinção do processo. A jurisdição é inerte, sendo assim, a ação será considerada proposta por iniciativa da parte autora, quando a petição inicial for protocolada no Poder Judiciário, ou seja, este será marco do início do processo para o autor. A partir desse momento, autor e o juiz estarão vinculados à ação. Em relação ao réu, a ação começará a produzir efeitos depois que ele for devidamente citado. No entanto, no curso do processo, podem acontecer situações que causem a suspensão do processo, por diversas hipóteses previstas no Código. A respeito da suspensão do processo, avalie as afirmações a seguir. 1. Quando ocorrer a morte do réu, o processo será suspenso e o autor será intimado para promover a citação do espólio de quem for o sucessor ou dos herdeiros, no prazo máximo de dois meses. II. Quando ocorrer a morte do procurador de qualquer uma das partes, juiz determinará que a parte constitua novo procurador, no prazo de dez dias, e ao final do prazo, processo será extinto sem resolução de mérito. 9</p><p>III. O juiz poderá determinar a realização de atos urgentes enquanto um processo estiver suspenso para evitar dano irreparável, salvo no caso de arguição de impedimento e de suspeição. IV. Quando a sentença de mérito tiver de ser proferida dependendo de determinado fato ou da produção de certa prova, requisitada a outro juízo, o processo ficará suspenso. É correto o que se afirma em Alternativas A) I, apenas. B) apenas. C) III e IV, apenas. D) e IV, apenas. E) IV. 10</p><p>5) Leia os textos a seguir. TEXTO 1 Proposta a ação, o normal é o desenvolvimento da relação processual, culminando com a composição definitiva do litígio. Ocorre, entretanto, de o processo sofrer interrupções, seja por vontade das partes ou em decorrência de disposição legal, sem afetar o vínculo estabelecido entre as partes e o juiz. Nesse caso, a relação processual entra em crise, fica paralisada, ocorrendo o que se denomina suspensão do processo. TEXTO 2 Distingue-se suspensão de extinção. Na suspensão, verifica-se apenas a paralisação temporária da marcha processual, mas a relação jurídica processual continua a gerar seus efeitos. Na extinção, seja com ou sem resolução do mérito, a relação processual desaparece, extinguindo-se também os direitos e as obrigações dela decorrentes. Aqui uma ressalva deve ser feita: tratando-se de extinção do processo com resolução do mérito, se a parte vencida na demanda não cumprir voluntariamente a obrigação fixada na sentença, possível a execução do julgado, hipótese em que só estará extinta a obrigação com o seu efetivo cumprimento. 11</p><p>Sobre a suspensão do processo, assinale a opção correta. Alternativas A) Se falecido, o réu a intimação do autor para que promova a citação do respectivo espólio de quem for o sucessor ou, se for o caso, dos herdeiros, no prazo que designar, de no mínimo 2 (dois) e, no máximo, 6 (seis) anos. B) Quando o juiz tiver interesse em sair de férias poderá propor às partes que esperem seu retorno, suspendendo-se o feito até seu retorno. C) prazo de suspensão do processo poderá exceder 1 (um) ano nas hipóteses do inciso V, e 6 (seis) meses naquela prevista no D) O prazo de suspensão do processo nunca poderá exceder 1 (um) ano nas hipóteses do inciso V, e 6 (seis) meses naquela prevista no inciso II. E) O prazo de suspensão do processo não excede 1 (um) ano, nas hipóteses do inciso IV, e 6 (seis) meses, naquela prevista no inciso I, do art. 313, do CPC. 12</p><p>6) "O processo civil se inicia por meio da iniciativa da parte". A justificativa dessa afirmação paira na característica da jurisdição: ela é inerte e apenas atua (em regra) por meio de provocação do jurisdicionado. Formalmente, o processo civil nasce com a protocolização da Petição Inicial. Nesse sentido, conforme expresso no Art. 312, "considera-se proposta a ação quando a petição inicial for protocolada. Todavia, a propositura da ação só produz quanto ao réu os efeitos mencionados no art. 240, depois que for validamente citado". Diante dessas informações, considere o caso de Mauro Pereira. Ele ingressou com uma ação de cobrança em desfavor de Hélio Franco, devidamente instruída, e que encontra-se aguardando designação de audiência de instrução e julgamento. No entanto, o advogado de Mauro, sofreu um AVC e veio a óbito no dia 18/04/2019. Pode-se afirmar que o caso apresentado trata-se de uma hipótese de Alternativas A) formação do Processo, nos moldes do art. 312, do CPC. B) típica hipótese de extinção do processo, pois trata-se de uma sentença. C) litisconsórcio facultativo, uma vez que há pluralidade das partes. suspensão do processo, uma vez que se enquadra nas disposições do art. 313, do CPC. E) perempção, pois há um caso de preferência entre os advogados das partes. 13</p><p>7) A coisa julgada ocorre quando a sentença se torna irrecorrível, não admite interposição de qualquer recurso, sendo que tal prerrogativa visa dar segurança jurídica às decisões judiciais, além de evitar que os conflitos se perpetuem no tempo. Pode-se destacar duas espécies de coisa julgada: formal e material. Numa das disposições legais atinentes ao tema, o Código de Processo Civil Brasileiro dispõe: Art. 502 do NCPC. Denomina-se coisa julgada material a autoridade que torna imutável e indiscutível a decisão de mérito não mais sujeita a recurso. A respeito do conceito de coisa julgada material, julgue os itens a seguir. É um fenômeno processual relacionado exclusivamente às decisões definitivas ou de mérito. II. Produz efeitos nos limites do processo em que foi proferida. III. Pela coisa julgada material, a decisão não mais poderá ser alterada ou desconsiderada em outros processos. 14</p><p>IV. fenômeno que se opera internamente no processo e afeta direitos e faculdades processuais É correto apenas o que se afirma em Alternativas C) IV. D) IV. E) III. 15</p><p>8) O processo justo somente será atendido quando as decisões judiciais considerarem todas as particularidades da causa, refletindo em sua fundamentação a observância de todas as garantias mínimas que o compõem. Acerca das Fundamentações das Decisões Judiciais no Processo Civil, analise as afirmativas: Havendo possibilidade de aplicar mais de uma norma para decidir caso e sendo tais normas conflitantes, o juiz deve especificar o objeto do conflito, os motivos que o levaram a aplicar uma norma em detrimento da outra. II. As decisões não são consideradas fundamentadas caso o julgador se limite a reproduzir a norma sem explicar sua relação com a causa. III. Caso julgador deixe de seguir um enunciado de súmula vinculante sem demonstran a distinção ou a superação do entendimento, sua sentença será considerada fundamentada. 16</p><p>Podemos afirmar que está(ão) correta (s) apenas a (s) afirmativa(s): Alternativas A) III. B) III. C) II. D) I. E) lell.</p><p>9) Considere o caso a seguir, levando em consideração a constituição de Prova Testemunhal no Processo Civil. Em determinado processo, o juiz determinou a oitiva de Manoela, Maria e Cláudia. Em audiência, o advogado apontou alguns problemas na designação das testemunhas, todas efetivamente comprovadas. Manoela tem 14 anos; Maria é parte autora no presente processo; e Cláudia é amiga íntima da ré. Pelo exposto, podemos afirmar que as testemunhas são, respectivamente, Alternativas A) incapaz, impedida e suspeita. B) impedida, incapaz e suspeita. C) suspeita, incapaz e impedida. D) impedida, suspeita e incapaz. E) incapaz, suspeita e impedida. 18</p><p>10) Assevera-se, doutrinariamente, que "o legislador agrupou sob o gênero tutelas provisórias tanto as tutelas satisfativas como as tutelas cautelares que podem ser prestadas mediante cognição sumária, isto é, fundadas em juízo de probabilidade (art. 300, CPC). A técnica antecipatória pode dar lugar a uma decisão provisória que satisfaça desde logo o direito da parte fundada na urgência ou na evidência. A tutela cautelar, porém, é sempre fundada na urgência (art. 301, CPC)" (MARINONI, Luiz Guilherme; ARENHART, Sérgio Cruz; MITIDIERO, Daniel. Código de Processo Civil Comentado. 3. ed. rev. atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2017. p. 389). Nesta ordem de ideias, é CORRETO afirmar que A) todas as espécies de tutela provisória podem ser requeridas processualmente em caráter antecedente e em caráter incidental. B) somente a tutela de evidência pode ser concedida independentemente de periculum in mora. C) somente a tutela cautelar exige a demonstração de probabilidade do direito invocado pela parte interessada. D) todas as espécies de tutela provisória podem ser concedidas processualmente ex officio ou mediante requerimento da parte interessada. E) uma das hipóteses previstas em lei para concessão de tutela cautelar satisfativa é o manifesto propósito protelatório da parte contrária. 19</p><p>11) Dr. Thiago é um jovem advogado que abriu seu escritório recentemente. No primeiro dia de trabalho, recebeu a Sra. Maria, que lhe contou ter um problema de saúde e que necessitava de um tratamento médico para continuar vivendo. Apesar de já ter requerido tal tratamento ao seu Plano de Saúde, a empresa negou o pedido. Considerando o caso apresentado e o tema das Tutelas Provisórias previstas no Código de Processo Civil, qual é a medida que deve ser requerida pelo advogado em face do Plano de Saúde, para que seja sanado imediatamente o problema da Sra. Maria? Alternativas A) Tutela provisória de evidência cautelar. B) Tutela definitiva. C) Tutela provisória de evidência satisfativa. D) Tutela provisória de urgência cautelar. E) Tutela provisória de urgência satisfativa. 24</p><p>12) Nos dias 02 e 03 de maio de 2015, realizou-se, sob a coordenação de Fredie Didier Jr. (coordenação geral) e Rodrigo Mazzei (coordenação local), o V Encontro do Fórum Permanente de Processualistas Civis (V FPPC). evento teve o objetivo de discutir a Lei n° 13.105, de 16 de março de 2015, que estabeleceu o Código de Processo Civil de 2015; foi, por isso, o primeiro encontro realizado após a sanção do CPC de 2015. Nesse evento, buscou-se analisar o texto da lei, mas também aprimorar, revisar ou cancelar a redação dos enunciados aprovados sobre o então projeto de novo CPC, resultado dos II, III e IV Encontros, realizados em Salvador, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, respectivamente. Com base no texto, julgue a situação a seguir. Fórum Permanente de Processualistas Civis elaborou o enunciado número 300, dispondo que "O juiz poderá ampliar ou restringir o número de testemunhas a depender da complexidade da causa e dos fatos individualmente considerados." Com base nisso, Pedro, analisando esse enunciado e no que dispõe o Código de Processo Civil, a respeito da audiência de instrução e julgamento, levantou algumas afirmações. Diante do texto e da situação hipotética, avalie os itens a seguir. 1. No dia e na hora designados para audiência, o juiz iniciará sem convocar para participar dela as partes e os respectivos advogados, sendo apregoado somente os nomes das testemunhas. 25</p><p>II, Enquanto depuserem perito, os assistentes técnicos, as partes e as testemunhas, não poderão os advogados e o Ministério Público intervir ou apartear, sem licença do juiz. III. O juiz exerce poder de polícia, incumbindo-lhe - tratar com urbanidade as partes, os advogados, os membros do Ministério Público e da Defensoria Pública e as testemunhas arroladas no processo. É correto que se afirma em Alternativas A) I, apenas. B) e III, apenas. C) II, apenas. D) III, apenas. E) 26</p><p>13) As tutelas de urgência e da evidência são duas distintas modalidades de tutela, que formam o universo das tutelas antecipatórias, tendo a primeira natureza cautelar ou satisfativa, enquanto a segunda tem natureza somente satisfativa. (ALVIM, J. E. Carreira. Um teorema a ser equacionado tutela provisória no novo Código de Processo Civil - disposições gerais. Revista Brasileira de Direito Processual RBDPro, Belo Horizonte, ano 24, n. 94, p. 111-142, abr./jun. 2016.) No Código de Processo Civil de 2015, a tutela de urgência será concedida Alternativas A) quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo. B) independentemente da demonstração de perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo. C) quando as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante. D) quando ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório da parte. E) quando a petição inicial for instruída com prova documental suficiente dos fatos constitutivos do direito do autor, a que o réu não oponha prova capaz de gerar dúvida razoável. 27</p><p>14) Nina, com seis meses de idade, representada por sua mãe Ana, ingressou na justiça para provar que André é seu pai. Ela alegou que o requerido foi marido de sua mãe e que divórcio se deu apenas 200 dias antes de seu nascimento. O juiz, sem determinar exame de DNA, decretou que André é pai de Nina. Para prolatar a referida decisão, o juiz baseou-se em uma prova Alternativas A) pericial. B) documental. C) presuncional. D) testemunhal. E) confessional. 28</p><p>15) Tomás de Aquino, discutindo a questão referente ao sigilo da confissão, afirma: Um sacerdote não pode ser tomado como testemunha senão como homem. Portanto, sem detrimento da sua consciência pode jurar que ignora o que só como Deus o soube. Semelhantemente, pode um prelado sem detrimento da sua consciência, deixar impune ou sem nenhum remédio, o pecado, que como Deus o soube. Pois, não está obrigado a dar remédio senão ao modo por que as cousas são confiadas. Portanto, ao que foi confiado no foro da penitência deve dar remédio no mesmo foro, tanto quanto Assim o abade, no caso referido, deve advertir o prior a resignar o priorado; ou, se este não o quiser, pode em outra ocasião qualquer, eximi-lo às obrigações do priorado, contanto que evite toda suspeita de revelação da confissão. (AQUINO, São Tomás. Suma Tradução de Alexandre Corrêa. Porto Alegre: Livraria Sulina, 1980. V. X, p. 4510) Considerando as regras pertinentes do Direito Civil e do Direito Processual Civil brasileiros, o sacerdote que se nega a depor em audiência sobre fatos de que teve conhecimento no confessionário agirá Alternativas A) amparado na lei, porque não pode ser obrigado a depor sobre fatos a cujo respeito deva manter em segredo, mas se o fato não parecer acobertado pelo dever do sigilo poderá revelá-lo em seu depoimento. B) sem amparo na lei, porque o sacerdote não pode valer-se dessa condição para eximir-se de colaborar com o Poder Judiciário na busca da verdade. C) sem amparo na lei, porque a testemunha tem dever de dizer a verdade sobre o que foi perguntado, pelo Juiz, não contendo a lei nenhuma exceção. D) amparado na lei, apenas se os fatos puderem colocar em perigo de vida ou de dano patrimonial imediato quem o tiver arrolado como testemunha. E) sem amparo na lei, porque antes de iniciar seu depoimento deveria alegar suspeição, a fim de que fosse dispensado de depor, mas se assim não agiu fica obrigado a responder a todas as perguntas que forem feitas. 29</p><p>16) Nos termos da legislação vigente, denomina-se - coisa julgada material a autoridade que torna imutável e indiscutível a decisão de mérito não mais sujeita a recurso. Quanto ao limite da coisa julgada, é CORRETO afirmar: Alternativas A) O limite objetivo da coisa julgada incide sobre o relatório da decisão. B) O limite objetivo da coisa julgada incide sobre os fundamentos da decisão. C) O limite subjetivo da coisa julgada incide sobre o dispositivo da decisão. D) O limite objetivo da coisa julgada incide sobre o dispositivo da decisão. E) O limite subjetivo da coisa julgada incide sobre os fundamentos da decisão. 30</p><p>17) Considera-se proposta a ação quando a petição inicial for protocolada, todavia, a propositura da ação só produz quanto ao réu os efeitos legais, tais como tornar litigiosa a coisa ou constituir em mora o devedor, depois que for validamente citado. Acerca das hipóteses contempladas abaixo, assinale aquela que, uma vez verificada em caso concreto, implica a suspensão do processo. Alternativas A) Quando for indeferida a petição inicial. B) Quando o processo ficar parado durante mais de 1 (um) ano por negligência das partes. C) Quando verificar a ausência de pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido e regular do processo. D) Quando o juiz acolher a alegação de existência de convenção de arbitragem ou quando juízo arbitral reconhecer sua competência. E) Quando a sentença de mérito tiver de ser proferida somente após a verificação de determinado fato ou a produção de certa prova, requisitada a outro juízo. 31</p><p>18) "Ao invés de aumentar a lentidão da Justiça, a necessidade dos magistrados fundamentarem suas decisões e atacarem todas as alegações das partes reforçada pelo artigo 489 do novo Código de Processo Civil irá diminuir o número de processos no Judiciário. Essa é a opinião do jurista Lenio Luiz Streck. Para ele, a regra trará maior previsibilidade e segurança jurídica, evitando que as pessoas se metam em Em relação às decisões judiciais e à necessidade de fundamentação destas, assinale a alternativa correta. Alternativas A) relatório não é um elemento essencial da sentença no procedimento comum. B) A decisão interlocutória que delibera sobre a tutela provisória atende o requisito de fundamentação quando indicar, reproduzir ou parafrasear o ato normativo que incide na causa, sendo que a existência de relação com a questão decidida fica implícita no teor do ato decisório. C) O juiz na sentença não está obrigado a enfrentar todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese, infirmar a sua conclusão. D) No caso de colisão entre princípios, o juiz deve justificar o objeto e os critérios gerais da ponderação efetuada, enunciando as razões que autorizam a interferência na norma afastada e as premissas fáticas que fundamentam a conclusão. E) O juiz resolverá o mérito do processo quando sentenciar, acolhendo a alegação de coisa julgada. 32</p><p>19) A respeito das normas do novo Código de Processo Civil sobre o dever de fundamentação das decisões judiciais, foram noticiadas as seguintes opiniões: "Em palestra no Tribunal Regional Federal da Região, nesta quinta-feira (12/3), o advogado José Roberto dos Santos Bedaque afirmou que a exigência pode dar margens a questionamentos quanto a nulidades inexistentes, o que pode retardar os julgamentos. Já o desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Alexandre Câmara, afirmou que a regra não trará grandes mudanças para os magistrados que sabem fundamentar." (Giselle Souza, Consultor Jurídico, 12 de março de 2015). Considerando-se as disposições do novo Código de Processo Civil, considera-se fundamentada a sentença em que o juiz individualiza as normas aplicáveis ao caso concreto, explicando as razões pelas quais as normas aplicadas servem para a solução do caso concreto. II. o juiz enfrenta todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese, infirmar a conclusão adotada pelo julgador. 33</p><p>III. o juiz deixa de seguir precedente invocado pela parte, fundamentando sua decisão em sua tese de doutoramento de ministro do Supremo Tribunal Federal. IV. o juiz utiliza enunciado de invocado pela parte, demonstrando que o caso sob julgamento se ajusta aos fundamentos determinantes do enunciado de súmula. É CORRETO apenas o que se afirma em Alternativas A) B) II, III e IV. C) D) e IV. E) 3</p><p>20) As normas processuais distribui o ônus da prova, determinando que ao autor compete provar o que alega e ao réu provar alegações de fatos impeditivos, modificativos ou extintivos do direito do autor. No entanto, existem fatos que não dependem de prova. São dependentes de provas os fatos Alternativas A) afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária. B) em cujo favor milita presunção legal de existência ou de veracidade. C) admitidos no processo como incontroversos. D) apresentados por uma parte e rebatidos pela outra. E) notórios. 35</p>

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