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<p>sua posse ao de seu antecessor.</p><p>D) Artur somente poderá usucapir o imóvel após 10 anos ininterruptos de posse, eis que nele estabeleceu sua moradia habitual e desenvolve atividades de caráter produtivo.</p><p>8. Ano: 2021 Banca: INSTITUTO MAIS Órgão: SETEC Campinas Prova: INSTITUTO MAIS - 2021 - SETEC Campinas - Procurador</p><p>Sobre o instituto da usucapião, de acordo com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, assinale a alternativa correta.</p><p>A) Tanto a usucapião ordinária quanto a extraordinária dependem da comprovação da boa-fé inequívoca do possuidor.</p><p>XB) É possível a usucapião de bem móvel proveniente de crime após cessada a clandestinidade ou a violência.</p><p>C) É vedado o reconhecimento da usucapião de bem imóvel quando a implementação do requisito temporal ocorrer somente no curso da demanda.</p><p>D) Obsta o pedido declaratório de usucapião especial urbana o fato de a área do imóvel ser inferior à correspondente ao "módulo urbano" (a área mínima a ser observada no parcelamento de solo urbano por determinação infraconstitucional).</p><p>9. Ano: 2021 Banca: FCC Órgão: DPE-GO Prova: FCC - 2021 - DPE-GO - Defensor Público</p><p>Em relação à usucapião, adquire a propriedade do bem imóvel aquele que exercer a posse direta, com animus domini por</p><p>XA) dez anos, podendo ser considerado o tempo de posse do herdeiro, contanto que os períodos de posse ocorram sem interrupção, nem oposição, mediante justo título e boa-fé.</p><p>B) quinze anos, sem interrupção, nem oposição, independentemente de justo título e boa-fé, sem possibilidade de redução do prazo no caso do imóvel ser considerado como moradia habitual do possuidor.</p><p>C) dez anos, sem interrupção, nem oposição, mediante justo título e boa-fé, independentemente da capacidade civil do proprietário.</p><p>D) quinze anos, sem interrupção, nem oposição, desde que prove o justo título e boa-fé.</p><p>E) quinze anos, sem interrupção, nem oposição, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural.</p><p>10. Em relação à aquisição da propriedade, a usucapião extraordinária ocorre quando</p><p>XA) aquele que, por dez anos, sem interrupção, nem oposição, possui como seu um imóvel, estabeleceu nele sua moradia habitual, ou nele realizou obras ou serviços de caráter produtivo, adquire-lhe a propriedade, independentemente de título e boa-fé, podendo requerer ao juiz que assim o declare por sentença, a qual servirá de título para o registro no Cartório de Registro de Imóveis.</p><p>B) aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, possui como sua, por cinco anos ininterruptos, sem oposição, área de terra em zona rural não superior a cinquenta hectares, tornando-a produtiva por seu trabalho ou de sua família, tendo nela sua moradia, adquire-lhe a propriedade.</p><p>C) aquele que possui como sua área urbana de até duzentos e cinquenta metros quadrados, por cinco anos ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a para sua moradia ou de sua família, adquire-lhe o domínio, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural.</p><p>D) aquele que exercer, por 2 (dois) anos ininterruptamente e sem oposição, posse direta, com exclusividade, sobre imóvel urbano de até 250m² (duzentos e cinquenta metros quadrados), cuja propriedade divida com ex-cônjuge ou ex-companheiro que abandonou o lar, utilizando-o para sua moradia ou de sua família, adquire-lhe o domínio integral, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural.</p><p>1. Ano: 2021 Banca: FCC Órgão: SEFAZ-SC Prova: FCC - 2021 - SEFAZ-SC - Analista da Receita Estadual IV</p><p>De acordo com o Código Civil, a propriedade imóvel pode ser adquirida por</p><p>A) contrato, usucapião e evicção.</p><p>B) registro do título translativo no Registro de Imóveis, usucapião e evicção.</p><p>XC) acessão, usucapião e registro do título translativo no Registro de Imóveis.</p><p>D) contrato, tradição e acessão.</p><p>E) contrato, ocupação e evicção.</p><p>2. José e Antônio são proprietários de casas instaladas próximas à margem de um rio, cada qual em uma margem oposta. Com as mudanças climáticas, houve uma diminuição notável e permanente do volume do rio, acarretando pequeno acréscimo de propriedade nas margens dos terrenos pertencentes aos moradores ribeirinhos. O rio deixou de existir. Assim, sem que haja indenização aos donos dos terrenos, a propriedade de cada um deles estende-se até a mediania do rio. O fenômeno descrito trata-se de aquisição</p><p>A) derivada de propriedade por meio de aluvião.</p><p>XB) originária de propriedade por meio de álveo abandonado.</p><p>C) originária de propriedade por meio de avulsão.</p><p>D) derivada de propriedade por meio de acessão natural.</p><p>E) originária de propriedade por meio de usucapião.</p><p>3. Ano: 2021 Banca: AOCP Órgão: MPE-RS Prova: AOCP - 2021 - MPE-RS - Analista do Ministério Público</p><p>Analise o seguinte caso hipotético:</p><p>Marina é proprietária de um prédio aqui denominado X, e Euler é proprietário de outro prédio denominado aqui como Y, sendo que suas propriedades se encontram em margem de rio não navegável. No ano de 2020, diante de forte tempestade, ocorreu desprendimento de porção considerável do imóvel de Euler, tendo sua porção se juntado natural e subitamente ao imóvel de Marina. Considerando tais colocações, assinale a alternativa INCORRETA.</p><p>A) O caso em tela, diante da ocorrência classificada como força natural e violenta, configura-se como o instituto civil denominado avulsão.</p><p>B) Ultrapassado o prazo de um ano sem que tenha havido reclamação a respeito, Marina poderá adquirir a propriedade sem a necessidade de indenização a Euler.</p><p>C) Dentro do prazo de um ano, poderá Marina adquirir a propriedade acrescida, caso indenize Euler.</p><p>D) Visando à proteção da propriedade privada, a legislação civil permite que, nesse caso, Euler recuse a indenização se oferecida dentro do prazo de um ano, caso em que Marina deverá aquiescer que seja removida a parte acrescida.</p><p>XE) Trata-se o caso em tela de aquisição por acessão configurada como aluvião, diante dos acréscimos formados ao longo das margens das correntes, ou pelo desvio das águas destas, pertencentes aos donos dos terrenos marginais, independentemente se o acréscimo ocorreu de forma súbita ou sucessiva e imperceptivelmente.</p><p>4. Ano: 2016 Banca: UECE-CEV Órgão: Prefeitura de Amontada - CE Prova: UECE-CEV - 2016 - Prefeitura de Amontada - CE - Procurador Autárquico</p><p>Atente ao seguinte dispositivo legal: “Os acréscimos formados, sucessiva e imperceptivelmente, por depósitos e aterros naturais ao longo das margens das correntes, ou pelo desvio das águas destas, pertencem aos donos dos terrenos marginais, sem indenização”.</p><p>O instituto jurídico referido nesse dispositivo legal é denominado acessão por</p><p>A) avulsão.</p><p>B) abandono de álveo.</p><p>C) abandono de avulsão.</p><p>XD) aluvião.</p><p>5. Ano: 2004 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: TERRACAP</p><p>Acerca da posse e da propriedade, julgue o item que se segue.</p><p>A acessão natural é modo originário de aquisição da propriedade, em razão do qual tudo que se incorpora a um bem fica pertencendo a seu proprietário. Na acessão, predomina o princípio segundo o qual a coisa acessória segue a principal e, com relação a suas consequências, aplica-se o princípio que veda o enriquecimento sem causa.</p><p>Alternativas</p><p>XCerto</p><p>Errado</p><p>6. Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: DPE-RJ Prova: FGV - 2021 - DPE-RJ - Defensor Público</p><p>Em 2003, Francisco adquiriu de Pedro lote de terreno de 330 m2 , em área urbana, através de contrato particular de compra e venda, contrato esse não levado a registro. No contrato estava previsto o pagamento de 30 parcelas de R$ 300,00. Francisco reside no local desde 2003 e não possui qualquer outro imóvel urbano ou rural. Em janeiro de 2021, Francisco procura o(a) Defensor(a) Público(a) da Comarca em que reside para regularizar a situação imobiliária do imóvel. O(A) Defensor(a) Público(a), ao analisar a documentação, verifica o seguinte: a parte apresentou comprovante de pagamento de todas as parcelas, o contrato não está assinado por Pedro e o lote em questão não é registrado no Registro de Imóveis competente.</p><p>O(A) Defensor(a) Público(a) deverá:</p><p>XA) ajuizar ação de usucapião</p><p>ordinário;</p><p>B) ajuizar ação de adjudicação compulsória;(F; pq não tem registro)</p><p>C) ajuizar ação de usucapião constitucional urbano;</p><p>D) informar que não é possível o ajuizamento de qualquer demanda, oficiando para a Corregedoria-Geral da Defensoria Pública;</p><p>E) encaminhar as partes para o cartório do Registro Geral de Imóveis (RGI) competente para lavratura de escritura de usucapião extrajudicial.</p><p>Acessão Artificial: Construções e plantações/ Aquisição da Propriedade Mobiliária</p><p>1. Ano: 2019 Banca: VUNESP Órgão: TJ-AL Prova: VUNESP - 2019 - TJ-AL - Notário e Registrador - Remoção</p><p>"A" efetuou a venda com o recebimento do preço para a entrega do veículo “X" a "B" o qual não efetuou o registro da compra e venda no Departamento de Trânsito. Nesse caso.</p><p>XA) houve a transmissão da propriedade do veículo para “ B " .</p><p>B) a transmissão da propriedade somente ocorrerá com o registro da venda na repartição de trânsito com efeito retroativo à data da entrega</p><p>C) a transmissão da propriedade somente acorrerá a partir do registro da venda na repartição de trânsito.</p><p>D) a transmissão da propriedade do veículo dependerá do regislro do contrato de compra e venda no registro de títulos e documentos.</p><p>2. Ano: 2007 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: TJ-DFT</p><p>No que se refere à propriedade, julgue o seguinte item.</p><p>Denomina-se ocupação o fato de alguém se assenhorear de coisa sem dono para logo lhe adquirir a propriedade, não sendo isso defeso em lei.</p><p>Alternativas</p><p>XCerto</p><p>Errado</p><p>3. Ano: 2020 Banca: FCC Órgão: TJ-MS Prova: FCC - 2020 - TJ-MS - Juiz Substituto</p><p>Examine o seguinte enunciado legal: Aquele que, trabalhando em matéria-prima em parte alheia, obtiver espécie nova, desta será proprietário, se não se puder restituir à forma anterior. Esta disposição refere-se à</p><p>A) adjunção.</p><p>B) ocupação.</p><p>C) extinção.</p><p>D) confusão.</p><p>XE) especificação.</p><p>4. Se BRUNO descobre um depósito antigo de coisas preciosas, oculto e de cujo dono não haja memória, escondido em um terreno ou casa que tenha adquirido, passará a ser o proprietário do bem encontrado. Se quem encontrou não foi ele (proprietário do prédio), mas, sim, BUCK, que visitava o local, será dividido em partes iguais. Se, por acaso, BRUNO tivesse contratado BUCK para procurar o tesouro (ou BUCK tivesse encontrado sem ter permissão para entrar no local), o tesouro pertenceria inteiramente a BRUNO.</p><p>XCerto</p><p>Errado</p><p>5. A tradição, para ser válida, exige agentes capazes, transferência do bem e justa causa. Conhecemos diversas formas de tradição, entre as quais podemos citar a traditio longa manu, a traditio brevi manu e o constituto possessório. Há traditio longa manu quando a entrega é simbólica (das chaves do imóvel, por exemplo). A traditio brevi manu ocorre quando o agente já possuía o bem alienado, mas a título que não fosse o de proprietário (por exemplo, como locatário ou depositário). O constituto possessório é o inverso da traditio brevi manu. Há essa espécie de tradição quando é o alienante que conserva a coisa, não mais como proprietário, mas por um outro título qualquer (locatário, comodatário).</p><p>CERTO</p><p>6. Ano: 2005 Banca: PGR Órgão: PGR Prova: PGR - 2005 - PGR - Procurador da República</p><p>QUANTO À UNIÃO MATERIAL DE COISAS MÓVEIS, A ADJUNÇÃO É:</p><p>A) a junção entre coisas liquidas;</p><p>B) a união entre coisas sólidas;</p><p>XC) a justaposição de uma coisa a outra;</p><p>D) a criação de uma espécie nova.</p><p>7. Ano: 2016 Banca: FUNCAB Órgão: PC-PA Prova: FUNCAB - 2016 - PC-PA - Delegado de Policia Civil - Reaplicação</p><p>Com relação à aquisição da propriedade, é correto afirmar que:(ANULADA POR TER 2 RESPOSTAS)</p><p>XA) o direito à aquisição da propriedade do solo em favor do construtor de má-fé somente é viável quando houver necessidade de proteger terceiros de boa-fé.</p><p>B) o direito de uso de linha telefônica não pode ser adquirido por usucapião.</p><p>XC) aquele que possuir coisa móvel como sua, continua e incontestadamente durante cinco anos, com justo título e boa-fé, adquirir-lhe-á a propriedade.</p><p>D) a propriedade das coisas móveis pode se transferir antes da tradição.</p><p>E) aquele que possuir, como sua, área urbana de até duzentos e cinquenta metros quadrados, por três anos ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural.</p><p>8. Ano: 2022 Banca: CESPE / CEBRASPE - PGM Recife - PE - Procurador Judicial Municipal</p><p>A respeito da aquisição da propriedade, assinale a opção correta com base na legislação de regência e na jurisprudência.</p><p>A) A propriedade do solo alcança o espaço aéreo e o subsolo, pouco importando a altura ou profundidade, motivo por que abrange as jazidas, minas e demais recursos minerais.</p><p>XB) A transferência de propriedade de veículo automotor ocorre com a tradição, sendo o registro no órgão de trânsito requisito de publicidade, ou seja, para que seja oponível a terceiros.</p><p>C) A transferência da propriedade mobiliária tem natureza jurídica independente para negócio jurídico subjacente, isto é, a nulidade do negócio jurídico originador não afeta a transferência da propriedade mobiliária.</p><p>D) O possuidor de boa-fé responde pela perda ou deterioração da coisa a que não tenha dado causa.</p><p>E) A celebração de escritura pública é suficiente para a transferência da propriedade imobiliária.</p><p>Perda da Propriedade</p><p>1. Ano: 2021 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: MPE-MG Prova: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2021 - MPE-MG - Promotor de Justiça Substituto</p><p>Considerando as assertivas abaixo, assinale a alternativa CORRETA:</p><p>XA) O imóvel urbano que o proprietário abandonar, com a intenção de não mais o conservar em seu patrimônio, e que se não encontrar na posse de outrem, poderá ser arrecadado, como bem vago, e passar, decorrido o prazo legal, à propriedade do Município ou à do Distrito Federal, se se achar nas respectivas circunscrições.</p><p>B) A propriedade do solo também abrange as jazidas, minas e demais recursos minerais encontrados no subsolo.</p><p>C) Quem quer que ache coisa alheia perdida há de restituí-la ao dono ou legítimo possuidor. Não conhecendo o dono ou o legítimo possuidor, o descobridor fará por encontrá-lo e, se não o encontrar e tendo feito notícia da descoberta perante a imprensa e inexistindo quem a procure, poderá ficar com a coisa para si diante do fato de não descobrir o real dono ou legítimo possuidor.</p><p>D) “Aluvião” é o acréscimo paulatino de terras formado, sucessiva e imperceptivelmente, por depósitos e aterros naturais ao longo das margens das correntes, ou pelo desvio das águas destas, e pertence aos donos dos terrenos marginais. A “avulsão” acontece quando, por força natural violenta, uma porção de terra se destacar de um prédio e se juntar a outro, ocasião em que o dono deste adquirirá a propriedade do acréscimo. Em ambos os casos, a aquisição da propriedade imóvel por cessão ensejará dever de indenização pelo novo proprietário.</p><p>2. Ano: 2019 Banca: Aprender - SC Órgão: Prefeitura de Tangará - SC Prova: Aprender - SC - 2019 - Prefeitura de Tangará - SC - Advogado</p><p>Quando tratamos pelo Código Civil, sobre a Perda da Propriedade, é correto afirmar que:</p><p>A) O imóvel urbano que o proprietário abandonar, com a intenção de o conservar em seu patrimônio, e que se encontrar na posse de outrem, poderá ser arrecadado, como bem vago, e passar, três anos depois, à propriedade do Município ou à do Distrito Federal, se se achar nas respectivas circunscrições.</p><p>B) O imóvel situado na zona rural abandonado, não poderá ser arrecadado, como bem vago, e passar, três anos depois, à propriedade da União, onde quer que ele se localize.</p><p>XC) O imóvel urbano que o proprietário abandonar, com a intenção de não mais o conservar em seu patrimônio, e que se não encontrar na posse de outrem, poderá ser arrecadado, como bem vago, e passar, três anos depois, à propriedade do Município ou à do Distrito Federal, se se achar nas respectivas circunscrições.</p><p>D) De modo absoluto se não houver cessados os atos de posse, esse não deixar o proprietário de satisfazer os ônus fiscais, poderá ser arrecadado</p><p>mesmo assim.</p><p>3. Ano: 2007 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: TJ-DFT</p><p>No que se refere à propriedade, julgue o seguinte item.</p><p>O abandono, para caracterizar perda da propriedade imobiliária, independe de transcrição no respectivo registro.</p><p>XCerto</p><p>Errado</p><p>4. Ano: 2019 Banca: VUNESP Órgão: TJ-RS Prova: VUNESP - 2019 - TJ-RS - Titular de Serviços de Notas e de Registros - Provimento</p><p>Caroline é proprietária de um terreno localizado em área urbana, em zona periférica e muito violenta da cidade. Caroline não consegue alienar o imóvel para terceiros, de modo que o bem apenas lhe traz ônus, tais como despesas para evitar a invasão e tributos imobiliários. Desse modo, não deseja mais preservar o imóvel em seu patrimônio. Nesse cenário, Caroline procurou um advogado que a orientou a renunciar à propriedade. Os efeitos da renúncia à propriedade do terreno estão subordinados</p><p>A) à comprovação, por qualquer ato ou documento inequívoco, de que Caroline tentou alienar o imóvel.</p><p>XB) ao registro do ato renunciativo no Cartório de Registro de Imóveis.</p><p>C) à lavratura do ato renunciativo ao direito de propriedade.</p><p>D) à apresentação do ato renunciativo perante a municipalidade, em se tratando de imóvel urbano.</p><p>E) à cessação dos atos de posse, deixando Caroline de satisfazer os ônus fiscais.</p><p>5. Ano: 2013 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: DPF Prova: CESPE / CEBRASPE - 2013 - Polícia Federal - Delegado</p><p>A respeito da pessoa natural e da propriedade, julgue o item que se segue.</p><p>Como causa de perda de propriedade de bem móvel, o abandono pode ser presumido, desde que presente a intenção do proprietário; como causa de perda de propriedade de imóvel, será o abandono absolutamente presumido ante o inadimplemento de ônus fiscais, depois de cessados os atos de posse.</p><p>XCerto</p><p>Errado</p><p>Direitos de Vizinhança</p><p>2. Ano: 2023 Banca: FGV Órgão: TJ-GO - Juiz Substituto</p><p>As árvores da casa de João são muito bonitas e frondosas. Seus galhos ultrapassaram a linha do muro divisório e acabaram por passar por cima deste, fazendo sombra na piscina de José. Apesar das reclamações de José, João não as aparava. Eventualmente, caíam até frutos na casa de José.</p><p>Baseado no enunciado e na legislação civil, é correto afirmar que:</p><p>XA) José pode cortar os galhos das árvores que ultrapassaram o muro e invadiram seu terreno até o plano vertical divisório e os frutos que caírem em seu terreno são seus;</p><p>B) José pode cortar os galhos das árvores que ultrapassaram o muro e invadiram seu terreno até o plano vertical divisório, mas deve devolver os frutos que caírem em seu terreno;</p><p>C) José não pode cortar os galhos das árvores que ultrapassaram o muro e invadiram seu terreno até o plano vertical divisório, mas os frutos que caírem em seu terreno são seus;</p><p>D) José não pode cortar os galhos das árvores que ultrapassaram o muro e invadiram seu terreno até o plano vertical divisório, bem como deve devolver os frutos que caírem em seu terreno;</p><p>E) a possibilidade ou não de José cortar os galhos das árvores que ultrapassaram o muro e invadiram seu terreno até o plano vertical divisório e se apropriar dos frutos dependerá de Lei Municipal específica.</p><p>1. Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: Prefeitura de São José dos Campos - SP Auditor Tributário Municipal</p><p>Marcelo Rocha relata à sua advogada, Gabriela Ruth, que é proprietário e possuidor do apartamento 72, da Rua do Céu, 99999, Bairro Paraíso da Lua, desde 2002, sendo que João Catapimba é o proprietário da unidade 62, que se encontra localizada imediatamente embaixo da sua. Entre 2002 e 2010, a unidade 62 ficou alugada, sendo que de 2010 a 2022, a tia do proprietário habitou o apartamento (unidade 62). Durante os dois períodos, nenhuma reclamação houve a respeito de barulho ou qualquer incômodo que pudesse ter sido causado por Marcelo.</p><p>Com a morte da tia, João Catapimba passou a habitar o imóvel. Desde então, injustificadamente, João passou a desferir golpes no teto de sua residência, ou seja, no piso da residência de Marcelo. Com o passar do tempo, os incidentes pioraram, ocasionando até em xingamentos e ameaças de morte praticados por João contra Marcelo. Esses atos eram realizados, a partir da janela do apartamento 62, em direção à unidade 72.</p><p>Diante da situação hipotética narrada, com base no tema Direitos de Vizinhança, assinale a afirmativa correta.</p><p>XA) O exercício das prerrogativas de proprietário e possuidor não pode extravasar os limites da razoabilidade e da normalidade de modo a prejudicar a segurança, o sossego e a saúde das pessoas que habitam a propriedades vizinha.</p><p>B) Na situação narrada, não se configura qualquer forma de abuso, pois discussões por barulhos fazem parte das relações de vizinhança, se tratando de transtorno passageiro do cotidiano.</p><p>C) A violação do Direito de Vizinhança só se caracteriza quando o uso da propriedade violar normas administrativas emanadas da autoridade municipal.</p><p>D) O dissabor cotidiano é o fato contumaz e imperceptível que não atinge a esfera jurídica personalíssima do indivíduo, por conseguinte, as atitudes de João são normais e aceitáveis na relação entre vizinhos.</p><p>E) As atitudes de João são legítimas e válidas, se realizadas até as 22 horas, pois se encontram no limite legal para o exercício pleno do direito de uso do proprietário.</p><p>3. Ano: 2023 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Sapucaia do Sul - RS Fiscal de Urbanismo</p><p>Sobre o direito de vizinhança, o proprietário ou o possuidor de um prédio:</p><p>I. Não tem o direito de fazer cessar as interferências prejudiciais à segurança, ao sossego e à saúde dos que o habitam, provocadas pela utilização de propriedade vizinha. II. Tem direito a exigir do dono do prédio vizinho a demolição, ou a reparação deste, quando ameace ruína, bem como que lhe preste caução pelo dano iminente. III. Em que alguém tenha direito de fazer obras, pode, no caso de dano iminente, exigir do autor delas as necessárias garantias contra o prejuízo eventual.</p><p>Quais estão corretas?</p><p>A) Apenas I.</p><p>B) Apenas II.</p><p>C) Apenas III.</p><p>XD) Apenas II e III.</p><p>E) I, II e III.</p><p>4. Ano: 2023 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Sapucaia do Sul - RS - Fiscal de Urbanismo</p><p>Sobre o direito de vizinhança exposto na Lei nº 10.406/2002, é INCORRETO afirmar que:</p><p>A) O dono do prédio que não tiver acesso à via pública, nascente ou porto, pode, mediante pagamento de indenização cabal, constranger o vizinho a lhe dar passagem, cujo rumo será judicialmente fixado, se necessário.</p><p>B) Se ocorrer alienação parcial do prédio, de modo que uma das partes perca o acesso à via pública, nascente ou porto, o proprietário da outra deve tolerar a passagem.</p><p>XC) A árvore, cujo tronco estiver na linha divisória, pertence apenas a um dos donos dos prédios confinantes.</p><p>D) As raízes e os ramos de árvore, que ultrapassarem a estrema do prédio, poderão ser cortados, até o plano vertical divisório, pelo proprietário do terreno invadido.</p><p>E) Os frutos caídos de árvore do terreno vizinho pertencem ao dono do solo onde caíram, se este for de propriedade particular.</p><p>5. Prova: Instituto Consulplan - 2023 - Prefeitura de Nova Friburgo - RJ - Procurador do Municipio</p><p>Na clássica lição de San Tiago Dantas, há conflito de vizinhança sempre que um ato praticado pelo dono de um prédio, ou estado de coisas por ele mantido, vá exercer seus efeitos sobre o imóvel vizinho, causando prejuízo ao próprio imóvel ou incômodo ao morador. Essa interferência, repercussão in alieno, é o elemento fundamental do conflito. (O conflito de vizinhança e sua composição, Rio de Janeiro, 1939, p. 72.)</p><p>Nos termos do Art. 1277 do Código Civil, o proprietário ou o possuidor de um prédio tem o direito de fazer cessar as interferências prejudiciais à segurança, ao sossego e à saúde dos que o habitam, provocadas pela utilização de propriedade vizinha. Sobre as interferências provocadas pela propriedade vizinha, assinale a afirmativa INCORRETA.</p><p>A) Ainda que por decisão judicial devam ser toleradas as interferências, poderá o vizinho exigir a sua redução, ou eliminação, quando estas se tornarem possíveis.</p><p>XB) Somente o proprietário tem direito a</p><p>exigir do dono do prédio vizinho a demolição, ou a reparação deste, quando ameace ruína, bem como que lhe preste caução pelo dano iminente.</p><p>C) O proprietário ou o possuidor de um prédio, em que alguém tenha direito de fazer obras, pode, no caso de dano iminente, exigir do autor delas as necessárias garantias contra o prejuízo eventual.</p><p>D) Proíbem-se as interferências considerando-se a natureza da utilização, a localização do prédio, atendidas as normas que distribuem as edificações em zonas, e os limites ordinários de tolerância dos moradores da vizinhança. Tais proibições, contudo, não prevalecem quando as interferências forem justificadas por interesse público, caso em que o proprietário ou possuidor, causador das interferências, pagará ao vizinho indenização cabal.</p>exigir do dono do prédio vizinho a demolição, ou a reparação deste, quando ameace ruína, bem como que lhe preste caução pelo dano iminente. C) O proprietário ou o possuidor de um prédio, em que alguém tenha direito de fazer obras, pode, no caso de dano iminente, exigir do autor delas as necessárias garantias contra o prejuízo eventual. D) Proíbem-se as interferências considerando-se a natureza da utilização, a localização do prédio, atendidas as normas que distribuem as edificações em zonas, e os limites ordinários de tolerância dos moradores da vizinhança. Tais proibições, contudo, não prevalecem quando as interferências forem justificadas por interesse público, caso em que o proprietário ou possuidor, causador das interferências, pagará ao vizinho indenização cabal.