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<p>DESAFIO</p><p>A percepção é normalmente estudada em sua manifestação bioquímica, isto é, aquela</p><p>processada pelo cérebro a partir da detecção do estímulo e da sua transformação em</p><p>impulso nervoso. A percepção é também estudada como a manifestação das características</p><p>pessoais, da personalidade do sujeito que percebe, observa e age no mundo. Esses são</p><p>processos integrados e fundamentais para o estudo da percepção. Há outra vertente das</p><p>abordagens da percepção que complementa as anteriormente citadas, relacionando-as</p><p>com a vida cotidiana: a chamada percepção social. Essa vertente está baseada na</p><p>integração entre fatores hereditários e de aprendizagem para o entendimento dos</p><p>processos perceptivos. As crianças, desde pequenas, antes mesmo de terem vivenciado</p><p>situações reais de perigo, demonstram comportamentos defensivos, como se agarrar à</p><p>mão do médico no momento em que nascem e são submetidas a testes de reflexos. A</p><p>experiência, posteriormente, ensinará essas crianças a se defenderem de muitas outras</p><p>formas, e, quanto mais estiverem atentas aos perigos, mais serão aptas a enfrentá-los. Vê-</p><p>se claramente a predisposição inata e a aprendizagem, integradas, influenciando a</p><p>percepção do mundo. A percepção social deriva das predisposições e aprendizagens,</p><p>ensina a viver e condiciona os relacionamentos. A percepção aplicada aos relacionamentos</p><p>humanos pressupõe pré-julgamentos que uns fazem dos outros. O psicólogo atua em</p><p>situações de percepção social, como na seleção de pessoal em organizações, no</p><p>desenvolvimento de equipes e até mesmo no atendimento clínico. Nessas situações,</p><p>constantemente é chamado a entender as percepções dos pacientes e clientes a respeito</p><p>de outras pessoas. Nesse sentido, imagine a situação a seguir:</p><p>Explique algumas razões possíveis para a dissonância entre a sua percepção e a do</p><p>gerente. Discuta os riscos e benefícios da “primeira impressão” em situações como essa.</p><p>Por fim, proponha um plano de ação para tentar trabalhar com o gestor a mudança de</p><p>percepção sobre o candidato.</p><p>As informações que chegam por via sensorial não são neutras e não são apenas</p><p>decodificadas pelo cérebro — elas compreendem a interpretação pessoal, a experiência</p><p>imediata, os sentimentos, as emoções e os desejos. Percebe-se a realidade como se deseja</p><p>que ela seja. Por isso, quando duas pessoas são apresentadas a uma terceira, uma delas</p><p>pode achá-la simpática, e a outra, antipática. A percepção está relacionada com o modo de</p><p>ser de um indivíduo, com a sua personalidade, e é também mediada pelo contexto e pela</p><p>cultura. O conhecimento e as crenças que existem sobre as pessoas e as experiências</p><p>prévias condicionam a percepção.</p><p>O trabalho com o gestor precisaria focar as razões de rejeição do candidato, para entender</p><p>as questões objetivas e separá-las das subjetivas — isto é, das impressões que o candidato</p><p>transmitiu e que possam estar associadas a experiências anteriores do gestor. É</p><p>necessário retomar com o gerente as capacidades do candidato e as contribuições que ele</p><p>pode dar para a vaga e a empresa.</p>

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