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<p>PROF.A CAROLINA SOLER</p><p>ACÚSTICA PARA INTERIORES</p><p>AULA 01</p><p>O QUE VAMOS VER HOJE?</p><p> Fundamentos da acústica: História e evolução da acústica</p><p> Elemento som e seu comportamento</p><p> Onda sonora:</p><p>➢ amplitude</p><p>➢ frequência</p><p>➢ comprimento de onda</p><p>➢ velocidade de propagação do som</p><p>PRIMEIRA PARTE DA AULA</p><p>➢ PESQUISA - Fase 1</p><p> Toda a turma:</p><p>✓ Fazer um círculo com as cadeiras.</p><p>✓ Elaborar, coletivamente, uma relação de barulhos incomodativos, com base na</p><p>experiência de vocês.</p><p>✓ Uma pessoa só pode anotar, mas todos precisam participar.</p><p>A NOÇÃO DE CONFORTO ACÚSTICO É SUBJETIVA, VARIA DE PESSOA PARA</p><p>PESSOA</p><p>➢ PESQUISA - Fase 2</p><p>✓ Ir à campo fazer uma pesquisa. Procurar pessoas</p><p>pela faculdade, para uma pesquisa rápida. Pode ser</p><p>funcionários, alunos, quem estiver disponível.</p><p>✓Meta da turma: mínimo de 30 entrevistados.</p><p>Dividam-se como desejarem – individual, dupla...</p><p>Mas todos precisam ajudar a coletar as</p><p>informações.</p><p>DADOS A SEREM COLETADOS:</p><p>✓ Sexo</p><p>✓ É comum você se incomodar com algum tipo de ruído</p><p>dentro de ambientes? (Responder Sim ou Não)</p><p>✓ Em quais ambientes isso é mais frequente?</p><p>✓Quais os três barulhos/ruídos que incomodam mais?</p><p>✓ Idade (perguntar se a pessoa não se importa de informar a</p><p>idade)</p><p>TABULAÇÃO DOS DADOS</p><p> Preenchimento da planilha com o resultado da pesquisa.</p><p>➢DISCUSSÃO DOS RESULTADOS</p><p>✓Qual espaço tem mais chance de gerar incômodo?</p><p>✓Quais ruídos incomodam mais?</p><p>✓ A pesquisa traz pistas de que alguns ruídos incomodam</p><p>mais uma classe de idade do que outra?</p><p>✓Nessa amostragem, algum tipo de ruído incomoda mais</p><p>algum sexo que outro?</p><p>✓Outras considerações.</p><p>FUNDAMENTOS DA ACÚSTICA</p><p>CONCEITO DE CONFORTO</p><p>Para atividades que tenham caráter produtivo/ laborativo podemos definir conforto</p><p>da seguinte maneira:</p><p>• “Conforto é quando fazemos o mínimo de esforço do ponto de vista fisiológico</p><p>em relação à luz, ao som e ao calor para realização de uma determinada</p><p>atividade”.</p><p>Para atividades que tenham caráter de estar, lazer e não laborativo devemos agregar</p><p>aspectos mais subjetivos a esta definição</p><p>• O homem apreende do ambiente estímulos físicos e os transforma em sensações</p><p>ACÚSTICA:</p><p>➢ O que é acústica?</p><p> A acústica estuda os fenômenos do som e sua</p><p>interação com nossos sentidos.</p><p>A acústica busca:</p><p> Eliminar ou reduzir ao máximo os ruídos que</p><p>possam comprometer a audição;</p><p> “Controlar” os sons, evitando interferências</p><p>excessivas (como reverberações), garantindo</p><p>entendimento perfeito entre ouvinte e locutor.)</p><p>Ruído: Som sem harmonia, em</p><p>geral de conotação negativa.</p><p>ACÚSTICA: NORMAS E LEIS APLICÁVEIS</p><p> 1. NORMA ABNT - NBR 10152 - NÍVEIS DE RUÍDO PARA CONFORTO ACÚSTICO;</p><p> 2. NORMA ABNT - NBR 12179 - TRATAMENTO ACÚSTICOS EM RECINTOS FECHADOS;</p><p> 3. NORMA ABNT - NBR 10151 - AVALIAÇÃO DO RUÍDO EM ÁREAS HABITADAS VISANDO O</p><p>CONFORTO ACÚSTICO;</p><p> 4. NORMA ABNT - NBR 7731 – GUIA PARA EXECUÇÃO DE SERVIÇOS DE MEDIÇÃO DE</p><p>RUÍDO AÉREO E AVALIAÇÃO DE SEUS EFEITOS SOBRE O HOMEM;</p><p> 5. LEI Nº 5.354/98 - DISPÕE SOBRE SONS URBANOS, QUE FIXA NÍVEIS E HORÁRIOS EM QUE</p><p>SERÁ PERMITIDA SUA EMISSÃO, CRIA LICENÇA PARA UTILIZAÇÃO SONORA E DÁ OUTRAS</p><p>PROVIDÊNCIAS;</p><p> 6. LEI Nº 5.909/01 – MODIFICA DISPOSITIVOS DA LEI Nº 5.354 DE 28 DE JANEIRO DE 1998,</p><p>QUE DISPÕE SOBRE SONS URBANOS, FIXA NÍVEIS E HORÁRIOS EM QUE SERÁ PERMITIDA</p><p>SUA EMISSÃO E CRIA A LICENÇA PARA UTILIZAÇÃO SONORA.</p><p>ACÚSTICA:</p><p> OS DOISTIPOS DE PROBLEMAS ACÚSTICOS E OS OBJETIVOS DA ACÚSTICA</p><p>➢ Problema 1 → O QUEVISA A OBTENÇÃO DE BOAS CONDIÇÕES DE SOSSEGO E TRABALHO</p><p> Objetivo: a obtenção de níveis de ruído internos máximos aceitáveis, conforme a norma NBR</p><p>10152.</p><p> A redução de ruídos se dá predominantemente pela adoção de medidas de ISOLAMENTO</p><p>acústico. Exemplo: escritórios, residências, restaurantes, escolas, museus, indústrias, bancos etc.</p><p>ACÚSTICA:</p><p>➢ Problema 1 → O QUE VISA A OBTENÇÃO DE BOAS CONDIÇÕES DE SOSSEGO E</p><p>TRABALHO</p><p>PASSOS:</p><p>• Determinar os níveis de ruído fora do ambiente estudado (fonte externa)</p><p>• Determinar os níveis de ruído internos máximos aceitáveis (norma)</p><p>• Determinar a diferença entre ambos (E o quanto a envolvente deverá isolar</p><p>ACÚSTICA:</p><p>➢ Problema 2 → O QUE VISA O BOM CONDICIONAMENTO ACÚSTICO DOS</p><p>AMBIENTES, OU SEJA,A BOA AUDIÇÃO</p><p> Objetivo: a obtenção de boas condições de audibilidade (inteligibilidade) para a palavra</p><p>falada ou música.</p><p>Nestes casos a preocupação básica é com a ABSORÇÃO, portanto, com a reverberação e a</p><p>reflexão dos sons (boa distribuição dos sons pelo ambiente).</p><p> Está ligado ao uso dos materiais e com a própria forma e dimensão do local.</p><p> Exemplos: teatros, cinemas, auditórios e salas de espetáculo.</p><p>1. HISTÓRIA E EVOLUÇÃO DA ACÚSTICA</p><p>Há hipóteses que dizem que, durante a</p><p>pré-história, as propriedades acústicas</p><p>especiais das cavernas eram utilizadas</p><p>em rituais e cerimônias que envolviam</p><p>música e dança.</p><p>De acordo com a</p><p>mitologia antiga, ecos</p><p>das bocas de cavernas</p><p>eram respostas dos</p><p>espíritos.</p><p>• Os sons indesejáveis sempre existiram, mas conforme a civilização foi se</p><p>intensificando, o panorama sonoro se transformou. O acúmulo dos sons e o</p><p>aumento de sua intensidade foram contextualizando a poluição sonora.</p><p>• Um dos primeiros registros escritos sobre a perturbação por ruído</p><p>vem do poeta romano Juvenal, nascido no ano de 58 d.C.</p><p>“Quanto sono, lhe pergunto, posso eu ter nesta estalagem.</p><p>As carroças passando fazendo estrondos, os gritos dos</p><p>carroceiros presos no tráfego (...)”.</p><p>• A tolerância ao ruído não aumentou desde então. A diferença é que hoje em dia</p><p>podemos fazer mais para minimizar esse incômodo.</p><p>• Antes ainda da fundação de Roma, que aconteceu em</p><p>753 a.C., algumas cidades etruscas já separavam as</p><p>zonas de trabalho das zonas de repouso, para evitar os</p><p>sons incomodativos.</p><p>ACÚSTICA:</p><p>➢ COM RELAÇÃO AO Problema 2 → O QUE VISA O BOM CONDICIONAMENTO</p><p>ACÚSTICO DOS AMBIENTES, OU SEJA,A BOA AUDIÇÃO:</p><p> Quais as edificações que mais precisavam de boa acústica no passado?</p><p>ACÚSTICA:</p><p>➢ COM RELAÇÃO AO Problema 2 → O QUE VISA O BOM CONDICIONAMENTO</p><p>ACÚSTICO DOS AMBIENTES, OU SEJA,A BOA AUDIÇÃO:</p><p> Quais as edificações que mais precisavam de boa acústica no passado?</p><p>• Antigamente, não havia eletricidade, nem microfones, nem mesas de som, nem</p><p>amplificadores, muito menos alto-falantes.Tudo isso foi desenvolvido de 100 anos para cá.</p><p>• Mas já havia os teatros e outros locais para grandes reuniões, que em alguns casos</p><p>envolviam milhares de pessoas.</p><p>• Como será que o público de milhares de pessoas conseguia ouvir alguém (um palestrante,</p><p>um pregador, um cantor, um ator)?</p><p>➢ Naquele tempo, o único recurso existente era a Acústica!</p><p>➢ A única coisa que se podia “manejar” era a acústica do local,</p><p>de forma que a mesma fosse propícia ao som.</p><p>E também manejar a fonte sonora, selecionando para a</p><p>comunicação as pessoas que falavam bem alto.</p><p>TEATROS GREGOS</p><p>Mais de 2.000 anos atrás, os gregos antigos lançaram as bases da acústica ao fazerem</p><p>seus teatros. Existiram vários (praticamente cada grande cidade tinha o seu).</p><p>Alguns exemplo: teatros de Dionísio, Odeon, Delphi, Dodona, Philippi, Delos,</p><p>Pergamum, Priene, Aspendus, Miletus, Epidaurus, Samothrace, Salamis, Xanthos,</p><p>Cherchel, Djemila,Tipaza, Sabratha, Lepcis, Ephesus, Side.</p><p>Em todos podiam ser encontrados características comuns:</p><p>1) situados em locais com baixo ruído</p><p>2) construídos a favor do vento</p><p>3) a plateia se situava em degraus</p><p>4) usavam conchas acústicas</p><p>TEATROS GREGOS:</p><p>1) situados em locais com baixo ruído</p><p>Os teatros eram construídos afastados das cidades, longe dos grandes locais ruidosos, como centros de comércio.</p><p>Quando, por causa das características do terreno, o teatro tinha que ser construído junto à cidade, grandes muralhas eram</p><p>erguidas separando os locais, de forma que sempre houvesse o silêncio necessário.</p><p>A plateia também colaborava, as pessoas sabiam que precisavam ser educadas para que todos pudessem escutar.</p><p>2) construídos a favor do vento</p><p>Os teatros eram construídos sempre de forma que o vento</p><p>mais comum na região passasse por trás do palco, em direção à</p><p>plateia.As palavras e músicas eram “carregadas” pelo vento, do palco em direção à plateia.</p><p>3) a plateia se situava em degraus</p><p>Além de diminuir a distância entre os ouvintes e a fonte sonora, a outra grande vantagem é que, nesta disposição em degraus,</p><p>cada pessoa tinha caminho livre entre o palco e seus ouvidos. Não havia barreiras, impedimentos e outros, que pudessem</p><p>atrapalhar a propagação do som.</p><p>4) usavam conchas acústicas</p><p>Alguns teatros contavam, atrás do palco, com paredes que desempenhavam o papel de superfícies refletoras. Elas eram</p><p>dispostas de forma que os sons que seriam projetados para trás, e para cima (onde não havia público) fossem refletidos em</p><p>direção à plateia. Ou seja: o que era para ser desperdiçado, passou a ser aproveitado.</p><p>O Teatro de Epidauro era famoso por sua acústica perfeita –</p><p>todos conseguiam ouvir tudo perfeitamente.</p><p>Originalmente, o teatro de Epidauro tinha capacidade para 6.000 espectadores. No segundo</p><p>século A.C, a parte superior foi ampliada e recebeu mais 21 fileiras de assentos, aumentando</p><p>a capacidade total para mais de 13.000 lugares.</p><p>Epidauro está localizado uns 60 quilômetros ao sul da cidade grega de Corinto.</p><p>Há 25 séculos, Corinto era um importante centro comercial e religioso.</p><p>Cávea – Espaço semicircular destinado aos</p><p>espectadores.</p><p>Orquestra – Lugar para danças e tragédias,</p><p>inicialmente com forma circular e palco no centro.</p><p>Palco - Localizado entre a orquestra e uma</p><p>edificação para dar apoio aos atores.</p><p>Com os gregos foi possível aprender sobre a</p><p>eficiência da distribuição da platéia em formas</p><p>semicirculares e o aproveitamento da</p><p>topografia, tendo como resultado a</p><p>aproximação do público ao palco, e</p><p>consequentemente, a maior capitação sonora</p><p>do espectador.</p><p>• O teatro romano segue basicamente o modelo grego, porém desenvolve-se, muitas vezes,</p><p>como uma estrutura independente, sem estar vinculado ao aproveitamento da topografia. É</p><p>uma estrutura que se apóia em escadas e corredores, que se elevam e abraças a cávea,</p><p>criando superfícies verticais mais altas.</p><p>• A orquestra assume a forma semicircular, destinada a acentos de honra, em vez de servir</p><p>para a dança. O proscênio, galeria localizada à frente do palco , é mais alto e mais largo que</p><p>o do teatro grego e mais próximo ao espectador, já que a orquestra é semicircular.</p><p>• O teatro romano não é destinado ao culto religioso, mas ao divertimento. A tradição</p><p>romana de atividades de diversão deixou ainda, como exemplo, o anfiteatro, que</p><p>possivelmente, nasceu da união de dois teatros semicirculares.</p><p>Dos romanos, observou-se a</p><p>possibilidade do reforço sonoro,</p><p>por meio do aumento das</p><p>superfícies verticais da edificação</p><p>construída atrás do palco e de</p><p>reflexões laterais, exercendo o</p><p>papel altamente desempenhado</p><p>pelas conchas acústicas.</p><p>• Na idade média o que melhor</p><p>retratava as funções acústicas</p><p>do espaço não era mais o</p><p>teatro mas sim as igrejas.</p><p>• O desenvolvimento dos arcos permitiu a diminuição dos números de</p><p>coluna. Esses edifícios foram sendo adotados como espaço para o</p><p>serviço religioso. Dessa forma, a basílica, anteriormente utilizada para</p><p>atividades da corte e do comércio, passou a ser o local para as</p><p>manifestações litúrgicas.</p><p>• Os grandes volumes e suas</p><p>superfícies deixaram lições</p><p>importantes.</p><p>• Materiais refletivos: pedra e</p><p>alvenaria;</p><p>• Grande sobreposição sonora;</p><p>• Influenciaram o</p><p>desenvolvimento da música,</p><p>pois emite o som mais</p><p>pausadamente;</p><p>No gótico, com o arco ogival, liberando as paredes</p><p>do peso da cobertura, o edifício tornou-se cada</p><p>vez mais alto, aumentando o caminho percorrido</p><p>pelo som e provocando percepção de fenômenos</p><p>como o eco.</p><p>Em locais sob influência bizantina, a presença</p><p>de cúpulas serviu como exemplo de</p><p>superfícies que causam ocorrência de uma</p><p>focalização sonora.</p><p>Quando chegou o Renascimento, muitos</p><p>teatros foram construídos na Europa.</p><p>Os projetos dos teatros modernos</p><p>aproveitaram muito das orientações</p><p>principais dos gregos sobre acústica,</p><p>com adaptações para ambientes</p><p>fechados.</p><p>TEATROS MODERNOS</p><p>Teatro renascentistas: O palco com duas</p><p>áreas distintas, divididas por uma grande</p><p>abertura – “a boca de cena”. Grande</p><p>marco para a acústica arquitetônica, pois</p><p>dois espaços distintos acusticamente são</p><p>interligados por uma abertura – um de</p><p>grande volume, diretamente ligado a</p><p>audiência, e outro de menor volume, mais</p><p>restrito, criando um desafio acústico por</p><p>suas diferentes condições de permanência</p><p>do som e reflexões</p><p>• No barroco, o teatro era um prolongamento do convívio social para a sociedade, onde o</p><p>publico se deslocava até ele, e este se prestava também a festas.</p><p>• O desenvolvimento da ópera incentivou</p><p>o aumento da área para a alocação de</p><p>músicos e conferiu ao teatro a existência</p><p>de ambientes específicos para a</p><p>orquestra. As diferenças das</p><p>características acústicas entre o palco e</p><p>a área de orquestra marcam o</p><p>agravamento dos problemas acústicos</p><p>dos teatros fechados.</p><p>1) bom isolamento dos ruídos externos e internos</p><p>Em vez de afastar os teatros das cidades, agora a ideia era fazer com que os</p><p>ruídos externos ao teatro não chegassem à parte interna, onde o evento</p><p>estivesse sendo realizado.</p><p>Para tanto, os corredores eram construídos sempre na parte mais externa,</p><p>próximos às ruas. Para alguém ter acesso à área do público, tinha que</p><p>percorrer longos corredores. Esses corredores e janelas eram revestidos com</p><p>pesadas cortinas, materiais que são excelentes absorventes acústicos. Os sons</p><p>externos, quando conseguiam “entrar” dentro do teatro, eram absorvidos nos</p><p>corredores.</p><p>Na sala de apresentações, o ambiente fechado trouxe problemas. Alguns sons</p><p>reverberavam, o que atrapalhava e muito. Descobriram então que revestir as</p><p>paredes com alguns tipos de materiais ajudava a minimizar esse problema. Que</p><p>diferentes materiais produziam diferentes absorções, em diferentes frequências.</p><p>Nascia ali o “tratamento acústico” de interiores.</p><p>TEATROS MODERNOS</p><p>2) pé-direito alto</p><p>Com muita gente reunida em um lugar fechado, havia o risco do local</p><p>ser insuportável no verão. Para evitar isso, os teatros eram</p><p>construídos com pé direito bem alto. No teto dos teatros, havia</p><p>saídas de ar, que possibilitavam a troca de ar. Por estarem situadas</p><p>muito alto, os sons externos que entravam por essas saídas já</p><p>estavam bastante atenuados, e praticamente não atrapalhavam.</p><p>3) a plateia se situa em andares (na maioria deles)</p><p>Além de deixar uma parte do público sentada em inclinação como</p><p>nos teatros gregos a grande inovação do teatro moderno foi</p><p>aproveitar o pé-direito alto e fazer andares e mezaninos, onde o</p><p>público também poderiam se sentar. Daí surgiram os camarotes.</p><p>TEATROS MODERNOS</p><p>4) usavam conchas acústicas</p><p>As superfícies refletoras dos teatros</p><p>gregos também tinham seu lugar,</p><p>inclusive com aperfeiçoamentos.</p><p>Algumas superfícies refletoras eram</p><p>móveis, e poderiam ser alteradas de</p><p>acordo com o tipo de evento que era</p><p>realizado.</p><p>TEATROS MODERNOS</p><p>Os teatros contemporâneos (atuais) ainda são</p><p>construídos de forma semelhante aos teatros</p><p>modernos, e ainda se implementam locais ao ar livre</p><p>semelhantes aos teatros gregos (chamados de</p><p>“conchas acústicas”).</p><p>TEATROS CONTEMPORÂNEOS</p><p>Concha acústica de Salvador</p><p>Teatro de Uberlândia</p><p>• A Sala São Paulo é referência em qualidade acústica, estando</p><p>entre as 10 melhores do mundo.</p><p>• As nuances da música que ali é ouvida depende de muitos</p><p>detalhes, mas o mais famoso é o forro móvel.</p><p>• Embora suas origens datem dos anos 60, a acústica ajustável é</p><p>uma tendência que ganhou espaço nos projetos de novas</p><p>salas apenas nos últimos 30 anos.</p><p>• Além do forro móvel, a geometria da Sala, a disposição dos</p><p>balcões, o desenho das frentes dos balcões, o posicionamento</p><p>do palco, a inexistência de carpetes ou cortinas, a espessura</p><p>da madeira do palco, o desenho das poltronas, paredes</p><p>pesadas, as irregularidades da arquitetura eclética do edifício</p><p>existente compõem na Sala São Paulo</p><p>uma frequência – diapasão.</p><p>• Porém, em geral, os sons que percebemos são complexos,</p><p>constituídos por ondas sonoras com uma mistura de</p><p>diferentes frequências.</p><p>Timbre</p><p>• É esta propriedade do som que nos permite distinguir uma fonte sonora de outra,</p><p>mesmo quando elas produzem sons com a mesma frequência.</p><p>Quatro ondas sonoras, com a mesma</p><p>frequência (altura), com diferentes timbres</p><p>• O timbre de uma fonte sonora é</p><p>representado por uma onda complexa, que é</p><p>a soma de uma onda fundamental (som</p><p>puro) e sons harmônicos.</p><p>• O timbre que a voz humana produz depende</p><p>das várias cavidades que vibram em</p><p>ressonância com as cordas vocais – as</p><p>cavidades ósseas, nasais, a boca, garganta, a</p><p>traqueia, pulmões e laringe.</p><p>I) situados em locais com baixo ruído</p><p>II) construídos a favor do vento</p><p>III) a plateia se situava em degraus</p><p>IV) usavam conchas acústicas</p><p>São características comuns a:</p><p>a. Teatros mambembes</p><p>b. Teatros modernos</p><p>c. Teatros gregos</p><p>d. Teatros etruscos</p><p>Questão 1</p><p>I) bom isolamento dos ruídos externos e internos</p><p>II) pé-direito alto</p><p>III) plateia geralmente em degraus</p><p>IV) uso de conchas acústicas</p><p>São características comuns a:</p><p>a. Teatros mambembes</p><p>b. Teatros modernos</p><p>c. Teatros gregos</p><p>d. Teatros etruscos</p><p>Questão 2</p><p>Estuda os fenômenos do som e sua interação com nossos sentidos:</p><p>a. fenomenologia</p><p>b. sonoridade</p><p>c. acústica</p><p>d. sonômetro</p><p>Questão 3</p><p>Uma onda mecânica longitudinal, que se propaga em meios que tenham massa e</p><p>elasticidade:</p><p>a. som</p><p>b. sonoridade</p><p>c. acústica</p><p>d. diapasão</p><p>Questão 4</p><p>A crista de onda representa visualmente:</p><p>a. uma zona de rarefação (menor pressão)</p><p>b. uma zona de compressão (maior pressão)</p><p>c. a amplitude da onda</p><p>d. a posição de equilíbrio da onda</p><p>Questão 5</p><p>Frequência é o número de vibrações por segundo.</p><p>a. verdadeiro</p><p>b. falso</p><p>Questão 6</p><p>A altura do som (tom) é a qualidade que permite ao ouvido diferenciar sons</p><p>graves de sons agudos.</p><p>a. verdadeiro</p><p>b. falso</p><p>Questão 7</p><p>Quanto menos denso é o meio, maior é a velocidade do som.</p><p>a. verdadeiro</p><p>b. falso</p><p>Questão 8</p><p>Faixas não audíveis pelo ouvido humano.</p><p>a. infrassom e ultrassom</p><p>b. ultrassom e supersônico</p><p>c. zonas de compressão e de rarefação</p><p>d. hertz e dB</p><p>Questão 9</p>uma frequência – diapasão.
• Porém, em geral, os sons que percebemos são complexos,
constituídos por ondas sonoras com uma mistura de
diferentes frequências.
Timbre
• É esta propriedade do som que nos permite distinguir uma fonte sonora de outra,
mesmo quando elas produzem sons com a mesma frequência.
Quatro ondas sonoras, com a mesma 
frequência (altura), com diferentes timbres
• O timbre de uma fonte sonora é
representado por uma onda complexa, que é
a soma de uma onda fundamental (som
puro) e sons harmônicos.
• O timbre que a voz humana produz depende
das várias cavidades que vibram em
ressonância com as cordas vocais – as
cavidades ósseas, nasais, a boca, garganta, a
traqueia, pulmões e laringe.
I) situados em locais com baixo ruído
II) construídos a favor do vento
III) a plateia se situava em degraus
IV) usavam conchas acústicas
São características comuns a:
a. Teatros mambembes
b. Teatros modernos
c. Teatros gregos
d. Teatros etruscos
Questão 1
I) bom isolamento dos ruídos externos e internos
II) pé-direito alto
III) plateia geralmente em degraus
IV) uso de conchas acústicas
São características comuns a:
a. Teatros mambembes
b. Teatros modernos
c. Teatros gregos
d. Teatros etruscos
Questão 2
Estuda os fenômenos do som e sua interação com nossos sentidos:
a. fenomenologia
b. sonoridade
c. acústica
d. sonômetro
Questão 3
Uma onda mecânica longitudinal, que se propaga em meios que tenham massa e 
elasticidade:
a. som
b. sonoridade
c. acústica
d. diapasão
Questão 4
A crista de onda representa visualmente:
a. uma zona de rarefação (menor pressão)
b. uma zona de compressão (maior pressão) 
c. a amplitude da onda
d. a posição de equilíbrio da onda
Questão 5
Frequência é o número de vibrações por segundo.
a. verdadeiro
b. falso
Questão 6
A altura do som (tom) é a qualidade que permite ao ouvido diferenciar sons 
graves de sons agudos.
a. verdadeiro
b. falso
Questão 7
Quanto menos denso é o meio, maior é a velocidade do som.
a. verdadeiro
b. falso
Questão 8
Faixas não audíveis pelo ouvido humano.
a. infrassom e ultrassom
b. ultrassom e supersônico
c. zonas de compressão e de rarefação
d. hertz e dB
Questão 9