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<p>DESCRIÇÃO</p><p>Elementos introdutórios para o estudo de anatomia humana e generalidades sobre os sistemas</p><p>esquelético, articular e muscular.</p><p>PROPÓSITO</p><p>Compreender os conceitos bases e conceitos chaves necessários para o estudo de anatomia humana e</p><p>a construção, função e particularidades dos sistemas esquelético, articular e muscular é fundamental</p><p>para o profissional de saúde.</p><p>OBJETIVOS</p><p>MÓDULO 1</p><p>Reconhecer os conceitos gerais da constituição do corpo humano, os planos e eixos, a terminologia e a</p><p>posição anatômica, as diferenças conceituais do estudo sistêmico e topográfico e a ética na anatomia</p><p>MÓDULO 2</p><p>Reconhecer as generalidades sobre a anatomia do sistema esquelético</p><p>MÓDULO 3</p><p>Reconhecer as generalidades sobre a anatomia do sistema articular</p><p>MÓDULO 4</p><p>Reconhecer as generalidades sobre a anatomia do sistema muscular</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Neste tema, vamos estudar os conceitos fundamentais e ordenados da anatomia humana. Vamos</p><p>analisar separadamente as generalidades sobre os sistemas esquelético, articular e muscular, trazendo</p><p>bases para a compreensão da arquitetura desses sistemas, denominados, coletivamente, de aparelho</p><p>locomotor.</p><p>No módulo 1, para a melhor compreensão da anatomia, abordaremos os seguintes conceitos:</p><p>terminologia anatômica; variação anatômica, anomalia e monstruosidade; fatores que contribuem para a</p><p>variabilidade do corpo humano; posição anatômica; princípios da construção corpórea em vertebrados;</p><p>planos e eixos do corpo humano; termos de posição e direção; anatomia sistêmica e topográfica; e ética</p><p>em Anatomia.</p><p>No módulo 2, vamos descrever os aspectos gerais dos elementos ósseos do corpo humano, no estudo</p><p>denominado “osteologia”.</p><p>No módulo 3, veremos as generalidades sobre o sistema articular e seu estudo chamado de Artrologia.</p><p>Estudaremos, sucessivamente, os seguintes aspectos: conceitos gerais e funções; articulações fibrosas;</p><p>articulações cartilaginosas; articulações sinoviais; e movimento das articulações. No último módulo,</p><p>estudaremos a anatomia do sistema muscular e suas diversas funções e propriedades.</p><p>MÓDULO 1</p><p> Reconhecer os conceitos gerais da constituição do corpo humano, os planos e eixos, a terminologia</p><p>e a posição anatômica, as diferenças conceituais do estudo sistêmico e topográfico e a ética na</p><p>anatomia</p><p>CONCEITOS</p><p>A anatomia pode ser definida como a estrutura morfológica de um determinado organismo. O termo</p><p>anatomia no grego significa “cortar em partes”; no latim, “dissecar”.</p><p>Anatomia é um ramo da ciência que estuda, tanto macroscopicamente, quanto microscopicamente a</p><p>constituição de seres organizados. Esse conceito foi sendo moldado ao longo dos anos, com o advento</p><p>do microscópio, por exemplo, que culminou na subdivisão da anatomia em diversas áreas:</p><p>Histologia (Estudo dos tecidos)</p><p>Citologia (Estudo da célula)</p><p>Embriologia (Estudo do desenvolvimento ou anatomia do desenvolvimento)</p><p>Na área médica, com o advento dos raios X e demais exames de imagens, disciplinas foram criadas sob</p><p>o nome de anatomia radiológica, de modo a compreender a arquitetura sob a ótica de um exame de</p><p>imagem em específico (GARDNER et al., 1978).</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p> Hipócrates.</p><p>A anatomia é uma das ciências mais antigas, com seu estudo sendo sistematizado no mundo ocidental</p><p>por filósofos gregos, como, por exemplo, Hipócrates e Heráclito – este dito como o primeiro a dissecar</p><p>um cadáver humano. Galeno, filósofo romano de origem grega, é considerado um dos expoentes da</p><p>anatomia naquele tempo. Seus escritos, porém, não foram tão precisos, pois suas observações e</p><p>dissecações eram baseadas em outras espécies de animais como macacos, entre outros (HABBAL,</p><p>2017).</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p> Andrea Vesalius (colorida).</p><p>Em torno de 1500 d. C., um médico belga, chamado Andreas Vesalius (André Vesálio), desconsiderou</p><p>os textos de Galeno e começou a praticar algo que era tabu na época: a dissecação em humanos.</p><p>Com isso, demonstrou os diversos erros que Galeno havia cometido anteriormente. Vesalius foi o</p><p>responsável pela sistematização do estudo da Anatomia, sendo por isso considerado o “pai da</p><p>anatomia moderna”. Esse nome, portanto, é um dos mais importantes, pois pavimentou o caminho para</p><p>a forma que a anatomia é estudada hoje. Uma de suas descrições mais importantes foram as dos</p><p>ossículos do ouvido interno, o martelo, a bigorna e o estribo, assim como o aparelho vestibular</p><p>(CAMBIAGHI, 2017).</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p> Ilustrações anatômicas de Leonardo da Vinci.</p><p>Nesse meio tempo, houve inúmeros outros grandes nomes na história da anatomia, ciência consolidada</p><p>como uma das mais importantes para a prática clínica e cirúrgica. Leonardo Da Vinci, Falloppio,</p><p>Colombo, Bartholin, Hunter, Haller, Luschka, entre outros ainda estão presentes na nomenclatura</p><p>anatômica clássica e médica graças às suas descobertas, observações e descrições anatômicas</p><p>(STANDRING, 2016).</p><p>TERMINOLOGIA ANATÔMICA</p><p>Também conhecida como “nomenclatura anatômica”, a terminologia anatômica nada mais é que a</p><p>linguagem própria utilizada dentro do universo da anatomia. Para explicar como isso surgiu, faz-se</p><p>necessário entender que, ao longo dos anos, diversas descobertas eram feitas no corpo humano em</p><p>distintos locais. Por exemplo, uma mesma estrutura poderia ser descrita por um anatomista da Itália e,</p><p>ao mesmo tempo, por um anatomista da Alemanha (GARDNER et al., 1978).</p><p> EXEMPLO</p><p>Uma mesma estrutura com diversos nomes gerou uma série de problemas. Podemos citar como exemplo a</p><p>glândula pineal, que possuía em torno de 40 sinônimos.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p>Esses problemas trouxeram dificuldades à comunicação. Considera-se que havia mais de 40 mil termos</p><p>anatômicos circulando ao redor do mundo (BERGMAN et al., 1988). Para mudar essa situação,</p><p>anatomistas da Alemanha se reuniram na Basileia. Esse encontro culminou na redução de mais de 40</p><p>mil para cerca de 4500 termos anatômicos, configurando o que se conhece como “Nômina Anatômica de</p><p>Basileia” (BERGMAN et al., 1988). Essa nômina passou por diversas revisões, até que um grupo de</p><p>anatomistas considerou que o texto base deveria ser redigido em latim e traduzido para os demais</p><p>idiomas, de acordo com a necessidade de cada país, com o propósito de padronização. Isso culminou</p><p>no surgimento da Terminologia Anatômica que é hoje conhecida, editada e revisada pelo Comitê</p><p>Internacional da Nomenclatura Anatômica (GARDNER et al., 1978; LATARJET, LIARD, 2011).</p><p> EXEMPLO</p><p>Uma das grandes revoluções do surgimento da Terminologia Anatômica atual foi a exclusão de epônimos,</p><p>que é uma expressão surgida a partir do nome de uma pessoa. Por exemplo, o termo trompas de Falópio era</p><p>usado para designar as tubas uterinas. Esses epônimos, em anatomia, foram abandonados pela nômina por</p><p>diversos motivos: não dizem nada sobre uma determinada estrutura e, em alguns casos, podem faltar com a</p><p>verdade histórica caso a pessoa homenageada não tenha sido a primeira a descrever aquela estrutura.</p><p>Apesar disso, os epônimos estão presentes no cotidiano da anatomia, especialmente, quando esta é</p><p>levada para um contexto clínico ou cirúrgico. Por essa razão, ao longo de seus estudos, você irá se</p><p>deparar com epônimos que são ditos como “clássicos” na literatura. Porém, lembre-se sempre do termo</p><p>presente na Terminologia Anatômica.</p><p>VARIAÇÃO ANATÔMICA, ANOMALIA E</p><p>MONSTRUOSIDADE</p><p>Nenhum ser humano é igual ao outro. Cada um possui suas particularidades no contexto psicológico,</p><p>social, de lazer e, não diferente, dentro de um contexto anatômico.</p><p>Torna-se fácil notar isso quando percebemos diversas diferenças entre nós mesmos. Por exemplo,</p><p>diferenças de altura, postura, cor dos olhos, e assim por diante. Se fossemos levar todos esses</p><p>elementos em perspectiva, o estudo da anatomia seria impraticável. Essas diferenças morfológicas</p><p>observadas são denominadas de variações anatômicas (externas ou internas) e não trazem prejuízo</p><p>funcional para o indivíduo. Por isso, devemos ter em mente que nem sempre o que será visto no</p><p>cadáver estará igual a alguma imagem</p><p>é um exemplo de articulação condilar.</p><p>Articulação selar</p><p>A superfície articular de um osso é em forma de sela, e a superfície articular do outro osso se encaixa</p><p>nela como um cavaleiro sentado na sela de um cavalo. São biaxiais e permitem movimentos de flexão,</p><p>extensão, abdução e adução. A articulação entre o osso trapézio e o primeiro metacarpo (do polegar) é</p><p>um exemplo de articulação selar.</p><p>Articulação esferoide</p><p>São triaxiais, sendo assim, permitem movimentos em todos os eixos (flexão, extensão, abdução, adução</p><p>e rotação). Ocorrem quando uma superfície esférica se encaixa em uma depressão côncava. As únicas</p><p>articulações esferoides podem ser encontradas no ombro, quando a cabeça do úmero se encaixa na</p><p>cavidade glenoidal da escápula, e no quadril, quando a cabeça do fêmur se encaixa no acetábulo.</p><p>ANATOMIA DO SISTEMA ARTICULAR</p><p>O especialista Jose Carlos Siciliano Oliveira apresenta um resumo do módulo, abordando todos os</p><p>subtópicos descritos neste módulo.</p><p>VERIFICANDO O APRENDIZADO</p><p>1. AS ARTICULAÇÕES SÃO DEFINIDAS COMO PONTES DE CONEXÃO ENTRE</p><p>PEÇAS ÓSSEAS. AS ARTICULAÇÕES PODEM SER CLASSIFICADAS EM TRÊS</p><p>TIPOS DISTINTOS, SOB O PONTO DE VISTA ESTRUTURAL. ENTRE ESSES</p><p>TIPOS, TEMOS AS ARTICULAÇÕES CARTILAGINOSAS, QUE PODEM SER</p><p>SUBDIVIDAS EM:</p><p>A) Gínglimo e sincondroses</p><p>B) Sínfises e membrana interóssea</p><p>C) Sindesmoses e sínfises</p><p>D) Sincondroses e sínfises</p><p>E) Meniscos e ligamentos</p><p>2. AS ARTICULAÇÕES SINOVIAIS PERMITEM GRANDE MOBILIDADE. ISSO SE</p><p>DEVE AO FATO DE QUE POSSUEM UMA CAVIDADE ARTICULAR. ESSA</p><p>CAVIDADE É DELIMITADA POR UMA CÁPSULA, QUE FUNCIONA COMO UMA</p><p>ESPÉCIE DE MANGUITO. AS ARTICULAÇÕES SINOVIAIS PODEM SER</p><p>SUBDIVIDAS DE ACORDO COM A FORMA QUE É REALIZADO O ENCAIXE. A</p><p>PARTIR DISSO, PODEM SER UNIAXIAIS, BIAXIAIS OU TRIAXIAIS, DE ACORDO</p><p>COM OS MOVIMENTOS QUE PODEM EFETUAR. AS ARTICULAÇÕES SINOVIAIS</p><p>DO TIPO GÍNGLIMO PODEM SER CLASSIFICADAS EM UNIAXIAIS. QUAIS</p><p>MOVIMENTOS ELA PERMITE, E EM QUAL EIXO ESSES MOVIMENTOS</p><p>OCORREM?</p><p>A) Flexão e extensão, que ocorrem no eixo longitudinal</p><p>B) Flexão e extensão, que ocorrem no eixo látero-lateral</p><p>C) Adução e abdução, que ocorrem no eixo anteroposterior</p><p>D) Adução e abdução, que ocorrem no eixo látero-lateral</p><p>E) Flexão e abdução no eixo sagital</p><p>GABARITO</p><p>1. As articulações são definidas como pontes de conexão entre peças ósseas. As articulações</p><p>podem ser classificadas em três tipos distintos, sob o ponto de vista estrutural. Entre esses</p><p>tipos, temos as articulações cartilaginosas, que podem ser subdividas em:</p><p>A alternativa "D " está correta.</p><p>As articulações cartilaginosas possuem dois subgrupos, as sincondroses e as sínfises. As sincondroses</p><p>ocorrem, majoritariamente, durante a ossificação endocondral. As sínfises fazem a conexão entre peças</p><p>ósseas através de fibrocartilagem. Podemos citar como exemplo a sínfise púbica.</p><p>2. As articulações sinoviais permitem grande mobilidade. Isso se deve ao fato de que possuem</p><p>uma cavidade articular. Essa cavidade é delimitada por uma cápsula, que funciona como uma</p><p>espécie de manguito. As articulações sinoviais podem ser subdividas de acordo com a forma que</p><p>é realizado o encaixe. A partir disso, podem ser uniaxiais, biaxiais ou triaxiais, de acordo com os</p><p>movimentos que podem efetuar. As articulações sinoviais do tipo gínglimo podem ser</p><p>classificadas em uniaxiais. Quais movimentos ela permite, e em qual eixo esses movimentos</p><p>ocorrem?</p><p>A alternativa "B " está correta.</p><p>Um gínglimo, também conhecido como dobradiça, permite movimentos de flexão e extensão, sendo que</p><p>ambos ocorrem no eixo látero-lateral (ou transversal).</p><p>MÓDULO 4</p><p> Reconhecer as generalidades sobre a anatomia do sistema muscular</p><p>GENERALIDADES, TIPOS E FUNÇÕES DO</p><p>TECIDO MUSCULAR</p><p>O movimento resulta do papel dos músculos devido à alternância de contração e relaxamento destes.</p><p>Para gerar movimento, é necessário que o músculo transforme energia química em mecânica e, dessa</p><p>forma, realize trabalho.</p><p> VOCÊ SABIA</p><p>Em geral, os músculos compreendem de 40 a 50% do peso corporal de um adulto. Além da movimentação,</p><p>os músculos são essenciais para estabilizar o corpo, gerar calor e impulsionar líquidos.</p><p>Os tecidos musculares podem ser divididos em três:</p><p>Músculos estriados esqueléticos</p><p>Músculo estriado cardíaco (coração)</p><p>Músculos lisos (órgãos abdominais, vasos, entre outros)</p><p> ATENÇÃO</p><p>A grande diferença entre o músculo estriado esquelético e os demais é que esse é voluntário e está</p><p>associado aos elementos ósseos e articulares já conhecidos.</p><p>Agora, por meio do estudo científico dos músculos, conhecido como miologia, iremos abordar as</p><p>funções do tecido muscular, as características de cada tipo de músculo, os componentes do músculo</p><p>estriado esquelético, as classificações dos músculos estriados esqueléticos e os anexos musculares.</p><p>Vimos que existem três tipos de tecido muscular - esquelético, cardíaco e liso. Esses tecidos possuem</p><p>algumas propriedades similares, mas são diferentes em sua anatomia microscópica, localização e como</p><p>são controlados pelo sistema nervoso.</p><p> Diferentes vistas de alguns dos músculos estriados esqueléticos.</p><p>O tecido muscular esquelético tem esse nome porque a maioria dos músculos esqueléticos move os</p><p>ossos do esqueleto, além de ser estriado: bandas proteicas claras e escuras alternadas (estriações) são</p><p>observadas quando o tecido é examinado com um microscópio. A maioria dos músculos esqueléticos</p><p>também é controlada subconscientemente até certo ponto.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> EXEMPLO</p><p>Seu diafragma continua a se contrair e relaxar alternadamente sem controle consciente para que você não</p><p>pare de respirar. Além disso, você não precisa pensar conscientemente em contrair os músculos esqueléticos</p><p>para manter sua postura ou estabilizar as posições corporais.</p><p>O músculo cardíaco, apesar de ser estriado, é involuntário. Apenas o coração contém esse tecido</p><p>muscular. A alternância de contração e o relaxamento do coração não são controlados conscientemente.</p><p>Em vez disso, o coração bate porque tem um marca-passo natural que inicia cada contração, mediada</p><p>por hormônios ou neurotransmissores.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Tecido muscular liso.</p><p>Já o Tecido muscular liso está localizado nas paredes de estruturas internas ocas, como vasos</p><p>sanguíneos, vias aéreas e a maioria dos órgãos da cavidade abdominopélvica. Também é encontrado</p><p>na pele, ligado aos folículos pilosos. Ao microscópio, esse tecido não apresenta as estrias do tecido</p><p>muscular esquelético e cardíaco.</p><p>Em relação aos músculos como um todo, podemos observar as seguintes funções:</p><p>Produção de movimento</p><p>Estabilização da posição do corpo</p><p>Armazenamento e liberação de conteúdo (através dos esfíncteres)</p><p>Termogênese (geração de calor)</p><p>Ainda, para serem funcionais, os músculos necessitam ter quatro propriedades, a saber:</p><p>EXCITABILIDADE ELETROQUÍMICA</p><p>javascript:void(0)</p><p>CONTRATILIDADE</p><p>EXTENSIBILIDADE</p><p>ELASTICIDADE</p><p>CONSTITUIÇÃO E ANEXOS DOS MÚSCULOS</p><p>ESTRIADOS ESQUELÉTICOS</p><p>Cada um dos músculos esqueléticos pode ser considerado um órgão composto por milhares de células,</p><p>que são chamadas de fibras musculares. O músculo esquelético também contém tecidos conjuntivos</p><p>em torno das fibras musculares, que podem ser chamados de anexos.</p><p>Microscopicamente, a fibra muscular é composta por uma série de filamentos que se agrupam e que são</p><p>revestidos por uma camada denominada de endomísio.</p><p></p><p>Essas fibras musculares se agrupam e são revestidas por uma camada chamada de perimísio.</p><p></p><p>Esse agrupamento de fibras musculares forma uma estrutura denominada de fascículo muscular.</p><p>Existem fibras musculares especializadas denominadas de fuso muscular. O fuso muscular é na</p><p>verdade um grande receptor sensorial de propriocepção, ou seja, envia informações ao sistema nervoso</p><p>central sobre a posição e grau de estiramento dos músculos. À medida que os fascículos musculares</p><p>vão se agrupando, o ventre muscular (parte carnosa) é formado. Esse ventre é revestido por uma</p><p>camada denominada de epimísio.</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Constituição do ventre muscular (parte carnosa) e seus revestimentos.</p><p>Essas camadas (epimísio, perimísio e endomísio) são extensões do tecido conjuntivo que circundam o</p><p>músculo e são coletivamente denominadas de fáscia. Essa fáscia pode se tornar mais espessa</p><p>dependendo da região, formando verdadeiros septos que separam a musculatura em compartimentos e</p><p>se estendem para além do ventre muscular a fim de formar a porção tendinosa de um músculo.</p><p>Quando essa porção é cilíndrica, dá-se o nome de tendão.</p><p></p><p>Quando essa porção tem formato laminar, dá-se o nome de aponeurose.</p><p>As aponeuroses e os tendões correm em direção ao periósteo para se fixar nos ossos. Apesar disso,</p><p>alguns músculos se fixam em outros ou até nas aponeuroses dos músculos do lado oposto, como é o</p><p>caso da musculatura da parede abdominal.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Aponeurose da parede abdominal (do músculo transverso do abdome).</p><p>As aponeuroses e os tendões correm em direção ao periósteo para se fixar nos ossos. Apesar disso,</p><p>alguns músculos se fixam em outros ou até nas aponeuroses dos músculos do lado oposto, como é o</p><p>caso da musculatura da parede abdominal.</p><p> ATENÇÃO</p><p>Os tendões possuem papel fundamental na propriocepção.</p><p>Existem diversos receptores nos tendões que indicam ao sistema nervoso central a posição do corpo</p><p>humano e das articulações dentro de um contexto espacial, similar aos do fuso muscular. Quando se</p><p>fala em contração muscular, precisamos ter em mente que as próprias fibras musculares são compostas</p><p>por estruturas microscópicas denominadas de miofibrilas. Essas miofibrilas possuem proteínas</p><p>filamentosas (Actina e miosina) que permitem a contração e relaxamento.</p><p>Um aspecto importante para a manutenção da postura é o conceito de “tônus muscular”. Esse conceito</p><p>diz que a musculatura, mesmo em estado de repouso, está ligeiramente contraída. Esse tônus muscular</p><p>não produz movimento ou resistência e tem como propósito dar firmeza à sustentação e estabilizar as</p><p>articulações. É graças ao tônus muscular que um músculo pode ser ativado com certa facilidade, pois já</p><p>está em estágio de ligeira contração. O tônus muscular só está ausente em algumas ocasiões,</p><p>como no sono profundo, quando um indivíduo está sob sedação ou quando há uma lesão que</p><p>resulta em paralisia.</p><p>Podemos explorar um pouco a respeito dos reflexos. Embora os músculos esqueléticos também sejam</p><p>chamados de músculos voluntários, certos aspectos de sua atividade são automáticos (Reflexos) e,</p><p>portanto, não são controlados voluntariamente em uma determinada situação.</p><p> EXEMPLO</p><p>Temos o músculo diafragma, que é controlado por reflexos estimulados pelos níveis de oxigênio e dióxido de</p><p>carbono no sangue (embora possamos controlá-lo voluntariamente).</p><p>COMPONENTES ANATÔMICOS E</p><p>CLASSIFICAÇÃO DOS MÚSCULOS ESTRIADOS</p><p>ESQUELÉTICOS</p><p>Já vimos que um músculo estriado esquelético possui duas grandes porções: uma carnosa, denominada</p><p>de ventre, e uma formada por tecido conjuntivo, denominada de tendão ou aponeurose. A contração</p><p>ocorre na parte carnosa do músculo, e os tendões funcionam como alavanca e ancoram o músculo em</p><p>um osso ou articulação, na maioria dos casos. Para tal, um músculo estriado esquelético dispõe de uma</p><p>“origem” e uma “inserção”, ou seja, o local no qual surge e o local ao qual se dirige. Por definição:</p><p>Origem é o nome que se dá para o local estático durante um movimento.</p><p></p><p>Inserção é o nome que se dá à parte móvel durante um movimento.</p><p>Sendo assim, de acordo com o movimento que um músculo irá realizar, a origem e a inserção irão</p><p>mudar.</p><p> EXEMPLO</p><p>Vamos observar o músculo bíceps braquial. Esse músculo possui duas ações: a flexão do cotovelo e flexão</p><p>do ombro. Na primeira situação, observamos que a porção distal do músculo é a parte móvel, enquanto a</p><p>porção proximal é a parte fixa. Nesse caso, a origem do músculo bíceps braquial é o ombro, enquanto a</p><p>inserção é na tuberosidade do rádio. Na segunda ação (flexão do ombro como em um movimento de barra),</p><p>a parte fixa torna-se a sua porção distal, enquanto a sua porção proximal é a móvel. Aqui, poderíamos dizer</p><p>que sua origem é na tuberosidade do rádio e sua inserção é no ombro.</p><p>Isso torna o estudo da musculatura bastante confuso. Por conta disso, convencionou-se que a porção</p><p>mais proximal é geralmente a origem, enquanto a porção distal de um músculo é geralmente sua</p><p>inserção.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Músculo bíceps braquial.</p><p>Os músculos estriados esqueléticos podem ser classificados de acordo com a sua função em:</p><p>AGONISTA</p><p>ANTAGONISTA</p><p>SINERGISTAS</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>ESTABILIZADORES (OU FIXADORES)</p><p>Os músculos estriados esqueléticos se agrupam em regiões denominadas de compartimentos.</p><p>Os músculos de um mesmo compartimento, geralmente, são sinergistas.</p><p></p><p>Os músculos de um compartimento do lado oposto são os antagonistas.</p><p> SAIBA MAIS</p><p>A compreensão do conceito de compartimento também auxilia o estudo da vascularização e inervação dos</p><p>músculos, visto que na maioria das vezes toda a musculatura de um determinado compartimento recebe a</p><p>mesma vascularização e inervação.</p><p>Os músculos podem ser classificados também de acordo com a disposição e a quantidade</p><p>dos fascículos musculares, a saber:</p><p>Paralelo: Fascículos paralelos ao eixo longitudinal do músculo. Possuem uma origem e inserção</p><p>tendinosa.</p><p>Fusiforme: Fascículos quase paralelos ao eixo longitudinal do músculo. São similares aos</p><p>paralelos, mas o diâmetro do ventre é maior do que nos tendões.</p><p>Circular: Fascículos em arranjos circulares. Formam os músculos esfincterianos que circundam</p><p>um orifício.</p><p>Triangular: Fascículos espalhados por uma área ampla e que convergem em um tendão central</p><p>espesso, dando ao músculo uma aparência triangular.</p><p>javascript:void(0)</p><p>Unipenado, bipenado ou multipenado: Possuem fascículos situados apenas de um lado do</p><p>tendão (uni); dos dois lados do tendão (bi); ou fascículos dispostos obliquamente em muitas</p><p>direções para vários tendões (multi).</p><p>Digástrico: Com dois ventres musculares.</p><p>Poligástrico: Com muitos ventres musculares.</p><p>NOMENCLATURA DOS MÚSCULOS ESTRIADOS</p><p>ESQUELÉTICOS</p><p>A musculatura do corpo humano é bastante complexa e existem mais de 500 músculos presentes no</p><p>corpo. Nomeá-los exige um exercício de combinação, visto que os nomes da maioria dos músculos</p><p>esqueléticos contêm combinações das raízes da palavra de suas características principais. Dessa</p><p>maneira, um músculo pode ser nomeado de acordo com as seguintes características:</p><p>O PADRÃO DE DISPOSIÇÃO DOS FASCÍCULOS</p><p>O TAMANHO</p><p>A FORMA</p><p>A AÇÃO</p><p>O NÚMERO DE ORIGENS</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>A LOCALIZAÇÃO DO MÚSCULO</p><p>OS LOCAIS DE ORIGEM E INSERÇÃO DO MÚSCULO</p><p>ANATOMIA DO SISTEMA MUSCULAR</p><p>O especialista Jose Carlos Siciliano Oliveira apresenta um resumo do módulo, abordando todos os</p><p>subtópicos descritos neste módulo.</p><p>VERIFICANDO O APRENDIZADO</p><p>1. O MÚSCULO ESTRIADO ESQUELÉTICO É VOLUNTÁRIO. POSSUI ESSE NOME</p><p>PORQUE ESTÁ ASSOCIADO AOS ELEMENTOS DO ESQUELETO E DAS</p><p>ARTICULAÇÕES. ESSES MÚSCULOS SÃO OS MAIS NUMEROSOS NO CORPO</p><p>HUMANO, CONFERINDO EM TORNO DE 40 A 50% DO PESO DE UM INDIVÍDUO</p><p>SADIO. SÃO ELEMENTOS ATIVOS NA DINÂMICA DA MOVIMENTAÇÃO, GRAÇAS</p><p>À CONTRAÇÃO MUSCULAR. A PORÇÃO DO MÚSCULO NA QUAL OCORRE A</p><p>CONTRAÇÃO PROPRIAMENTE DITA É:</p><p>A) Ventre muscular</p><p>B) Tendão</p><p>C) Aponeurose</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>D) Endomísio</p><p>E) Ligamento</p><p>2. OS MÚSCULOS ESTRIADOS ESQUELÉTICOS, MESMO EM ESTADO DE</p><p>REPOUSO, ENCONTRAM-SE EM LIGEIRA CONTRAÇÃO. O NOME QUE SE DÁ A</p><p>ESSE PRINCÍPIO É:</p><p>A) Contração</p><p>B) Contratilidade</p><p>C) Tônus muscular</p><p>D) Excitabilidade</p><p>E) Fuso muscular</p><p>GABARITO</p><p>1. O músculo estriado esquelético é voluntário. Possui esse nome porque está associado aos</p><p>elementos do esqueleto e das articulações. Esses músculos são os mais numerosos no corpo</p><p>humano, conferindo em torno de 40 a 50% do peso de um indivíduo sadio. São elementos ativos</p><p>na dinâmica da movimentação,</p><p>graças à contração muscular. A porção do músculo na qual</p><p>ocorre a contração propriamente dita é:</p><p>A alternativa "A " está correta.</p><p>Um músculo estriado esquelético possui duas grandes porções, o tendão (ou aponeurose), dita como a</p><p>parte fibrosa, e a parte carnosa, denominada de ventre muscular. É no ventre onde estão concentrados</p><p>os elementos que permitem a contração muscular, enquanto o tendão serve como ancoragem de um</p><p>determinado músculo.</p><p>2. Os músculos estriados esqueléticos, mesmo em estado de repouso, encontram-se em ligeira</p><p>contração. O nome que se dá a esse princípio é:</p><p>A alternativa "C " está correta.</p><p>O tônus muscular refere-se a um estado de extrema importância. Os músculos necessitam estar em</p><p>ligeira contração para estabilizar a posição do corpo humano em um contexto espacial, assim como</p><p>estabilizar as articulações entre ossos.</p><p>CONCLUSÃO</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Estudamos os conceitos iniciais que possibilitam o estudo da anatomia. Em especial, vimos os planos,</p><p>eixos e termos de posição, que são imprescindíveis para a descrição anatômica e o entendimento da</p><p>posição das estruturas no corpo humano.</p><p>Estudamos o conceito de posição anatômica e como a nomenclatura empregada na anatomia foi</p><p>moldada ao longo do tempo, além dos aspectos éticos e legais presentes na Constituição brasileira</p><p>quanto ao uso do cadáver como objeto de estudo. Observamos também a constituição dos três sistemas</p><p>(esquelético, articular e muscular) que compõem em conjunto o aparelho locomotor. O entendimento da</p><p>arquitetura desses sistemas é essencial para o estudo direcionado às estruturas do corpo humano.</p><p>Vimos como é o processo de osteogênese e como os ossos são classificados e distribuídos. Com</p><p>relação às articulações, estudamos as diferenças entre as articulações fibrosas, cartilaginosas e</p><p>sinoviais. Ao estudarmos o sistema muscular, pudemos observar as diversas funções e propriedades</p><p>dos músculos, assim como esses músculos estriados esqueléticos se organizam no corpo humano.</p><p>AVALIAÇÃO DO TEMA:</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BENINI, A.; BONAR, S. K. Andreas Vesalius 1514-1564. Spine (Phila Pa 1976), v. 21, 1996.</p><p>BERENDSEN, A. D.; OLSEN, B. R. Bone development. Bone, v. 80, 2015.</p><p>BERGMAN, R. A.; THOMPSON, S. A.; AFIFI, A. K.; SAADEH F. Compendium of human anatomic</p><p>variation: text, atlas and world literature. Baltimore: Urban & Schwarzenberg; 1988.</p><p>CAMBIAGHI, M. Andreas Vesalius (1514-1564). J Neurol, v. 264, 2017.</p><p>DÂNGELO, J. G.; FATTINI, C. A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. Rio de Janeiro: Atheneu,</p><p>2011.</p><p>DUNN, P. M. Galen (AD 129-200) of Pergamun: anatomist and experimental physiologist. Arch Dis</p><p>Child Fetal Neonatal, v. 88, 2003.</p><p>GARDNER, E.; GRAY, D. J; O'RAHILLY, R. R. Anatomia - Estudo Regional do Corpo Humano. Rio de</p><p>Janeiro: Guanabara Koogan, 1978.</p><p>GHOSH, S. K. Human cadaveric dissection: a historical account from ancient Greece to the modern era.</p><p>Anat Cell Biol, v. 48, 2015.</p><p>GOSS, A. L.; VISWANATHAN, V. B.; DELISSER, H. M. Not Just a Specimen: A Qualitative Study of</p><p>Emotion, Morality, and Professionalism in One Medical School Gross Anatomy Laboratory. Anat Sci</p><p>Educ., v. 12, 2019.</p><p>HABBAL, O. The Science of Anatomy: A historical timeline. In: Sultan Qaboos Univ Med J., v. 17, 2017.</p><p>LATARJET, M.; LIARD, A. R. Anatomía Humana. Madrid: Editorial Medica Pan-Americana, 2011.</p><p>MESQUITA, E. T.; SOUZA, JUNIOR C. V.; FERREIRA, T. R. Andreas Vesalius 500 years-A</p><p>Renaissance that revolutionized cardiovascular knowledge. Rev Bras Cir Cardiovasc., v. 30, 2015.</p><p>MOORE, K. L.; DALLEY, II A. F.; AGUR, A. M. R. Clinically oriented anatomy. Philadelphia: Lippincott</p><p>Williams & Wilkins, 2019.</p><p>RIGGS, G. What should we do about Eduard Pernkopf's atlas? Acad Med., v. 73, 1998.</p><p>SCHOENWOLF, G. C.; BLEYL, S. B.; BRAUER, P. R.; FRANCIS-WEST, P. H. Larsen's Human</p><p>Embryology. Philadelphia: Elsevier, 2015.</p><p>STANDRING, S. A brief history of topographical anatomy. J Anat., v.229, 2016.</p><p>TESTUT, L.; LATARJET, A. Tratado de Anatomía Humana. Barcelona: Salvat, 1958.</p><p>TESTUT, L.; JACOB, O. Tratado de Anatomía Topográfica con aplicaciones médicoquirúrgicas.</p><p>Madrid: Salvat, 1952.</p><p>TORTORA, G. J.; DERRICKSON, B. Principles of Anatomy & Physiology. New Jersey: John Wiley &</p><p>Sons, 2014.</p><p>TUBBS, R. S.; SHOJA, M. M.; LOUKAS. M. Bergman's Comprehensive Encyclopedia of Human</p><p>Anatomic Variation, New Jersey: Wiley Blackwell, 2016.</p><p>WILLIAMS, D. J. The history of Eduard Pernkopf's Topographische Anatomie des Menschen. J</p><p>Biocommun, v. 15, 1988.</p><p>EXPLORE+</p><p>Para explorar os seus conhecimentos a respeito do assunto estudado:</p><p>Pesquise:</p><p>A reportagem O livro nazista de anatomia que ainda hoje é usado por cirurgiões, de Keiligh Bakera,</p><p>publicada no site da BBC News. Leia para saber mais a respeito do Atlas de Anatomia de</p><p>Pernkopf.</p><p>Assista:</p><p>Aos vídeos sobre modelagem e remodelagem óssea e sobre os planos anatômicos, no YouTube.</p><p>CONTEUDISTA</p><p>Marcio Antonio Babinski</p><p> CURRÍCULO LATTES</p><p>javascript:void(0);</p><p>javascript:void(0);</p><p>de atlas de anatomia. Esses atlas, assim como toda a literatura</p><p>anatômica, são constituídos a partir do que se considera mais comum nos seres humanos, ou seja,</p><p>seguem uma distribuição “normal” (TUBBS et al., 2016).</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p>Para o profissional de saúde o conceito de normal está atrelado ao que é saudável.</p><p></p><p>Para o anatomista o normal está atrelado ao padrão, ao que é comum à maioria dos indivíduos.</p><p>Vimos que uma variação anatômica não acarreta prejuízo da função. Porém, podem ocorrer variações</p><p>morfológicas que de fato culminam em distúrbios funcionais. Essas são chamadas, em anatomia, de</p><p>“anomalias”.</p><p> EXEMPLO</p><p>Um indivíduo que nasce com um dedo a mais na mão é um exemplo de anomalia.</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p> Um exemplo de anomalia da mão, a polidactilia.</p><p>Já o conceito de monstruosidade, pouco utilizado nos dias de hoje, está atrelado ao fato de que uma</p><p>anomalia é acentuada o suficiente para deformar de forma profunda a constituição corpórea de uma</p><p>pessoa (DÂNGELO; FATTINI, 2011).</p><p>FATORES QUE CONTRIBUEM PARA A</p><p>VARIABILIDADE DO CORPO HUMANO</p><p>Variações anatômicas podem ser diversas. Um indivíduo pode apresentar um músculo a mais do que o</p><p>outro, ou um formato diferente do estômago, por exemplo. Isso não implica em perda ou prejuízo de</p><p>função no caso dessas variações. Você deve ter em mente que existe uma gama de fatores que altera a</p><p>anatomia de um indivíduo. Entre os mais comuns, podemos destacar os seguintes:</p><p>IDADE</p><p>Durante a vida, o corpo sofre diversas alterações. Por exemplo, a diminuição da estatura devido à</p><p>desidratação dos discos intervertebrais, que ocorre normalmente com a idade. Outro aspecto é o fato de</p><p>a anatomia de um recém-nascido ser completamente diferente de um adolescente, assim como a</p><p>anatomia de um embrião em formação é distinta de um feto já formado (SCHOENWOLF et al., 2015).</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Desenvolvimento embrionário até os 9 meses.</p><p>SEXO</p><p>Existem diferenças anatômicas importantes entre os sexos. A cavidade pélvica masculina é</p><p>completamente diferente da feminina, devido às diferenças nos órgãos sexuais e em outros elementos</p><p>(ósseos, musculares, articulares, hormonais etc.) (TORTORA, DERRICKSON, 2014).</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Diferenças entre a pelve óssea masculina (à esquerda) e a feminina (à direita).</p><p>ETNIA/RAÇA</p><p>Grupos que pertencem a uma mesma etnia possuem similaridades entre si. No Brasil, graças à</p><p>miscigenação, esse aspecto não é tão ressaltado, porém, ao compararmos um indígena com um</p><p>indivíduo proveniente da região nórdica, na Europa, observaremos características distintas (TESTUT;</p><p>LATARJET, 1958).</p><p>TIPO MORFOLÓGICO</p><p>Também denominado de “biótipo”. São características gerais herdadas de uma determinada pessoa. Na</p><p>literatura clássica, são descritos três biótipos: o longilíneo, o brevilíneo e o normolíneo (ou mediolíneos).</p><p>• O longilíneo é caracterizado como o indivíduo alto, magro, com membros longos.</p><p>• O brevilíneo é um indivíduo baixo, atarracado, com pescoço curto.</p><p>• O mediolíneo é o indivíduo com características mistas, sem preponderância de uma sobre a outra.</p><p>Essa nomenclatura é pouco utilizada atualmente, em razão da grande variabilidade dos indivíduos nesse</p><p>sentido.</p><p>Todos esses fatores contribuem para a variabilidade do ser humano. Quando estudamos anatomia,</p><p>temos de ter em mente que o que está sendo lido é referente a um indivíduo “normal”, de altura</p><p>“normal”, de peso “normal”, sem nenhuma característica preponderante individual. Em outras palavras:</p><p>estuda-se o indivíduo que está na média, o mais “comum”.</p><p>POSIÇÃO ANATÔMICA</p><p>A fim de padronizar a descrição da anatomia humana e evitar um número exacerbado de termos, visto</p><p>que a posição de uma pessoa no espaço é variável, convencionou-se que o objeto de estudo esteja em</p><p>uma posição padrão: a posição anatômica. Com isso, os anatomistas descrevem uma determinada</p><p>estrutura levando em consideração essa posição. A posição anatômica é caracterizada da seguinte</p><p>maneira (DÂNGELO; FATTINI, 2011):</p><p> Posição anatômica.</p><p>• O indivíduo está em pé (posição ortostática), com a face voltada para frente e o olhar dirigido para o</p><p>horizonte.</p><p>• Os membros superiores ficam estendidos e aplicados ao tronco, com as palmas das mãos voltadas</p><p>para frente.</p><p>• Os membros inferiores ficam unidos com as pontas dos pés dirigidas para a frente.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p>Dessa maneira, não importa a posição do cadáver (decúbito dorsal, ventral, lateral, entre tantas outras),</p><p>toda a descrição é feita considerando que o cadáver esteja na posição anatômica.</p><p>PRINCÍPIOS DA CONSTRUÇÃO CORPÓREA EM</p><p>VERTEBRADOS</p><p>Agora, vamos explicar alguns conceitos e pilares sob os quais o corpo humano é constituído.</p><p>ANTIMERIA</p><p>O plano mediano divide um corpo em duas metades (direita e esquerda). Tais metades são chamadas</p><p>de antímeros, pois são semelhantes. Apesar desse princípio, há de se notar que essas metades não são</p><p>simétricas. Essa simetria bilateral pode ser notada durante o início do desenvolvimento embrionário, e</p><p>isso se perde ao longo do desenvolvimento do indivíduo. Desse modo, o membro pode ser mais</p><p>comprido que o outro; o coração está situado à esquerda; o baço pertence somente ao antímero</p><p>esquerdo, e assim por diante.</p><p>METAMERIA</p><p>É o conceito no qual há uma superposição de segmentos semelhantes entre si (metâmeros) no sentido</p><p>longitudinal. Também é evidente na fase embrionária. Na vida adulta, somente algumas estruturas</p><p>demonstram metameria, como a coluna vertebral e as costelas.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Um exemplo de metameria presente no ser humano, a coluna vertebral.</p><p>PAQUIMERIA</p><p>Esse princípio é caracterizado pelo fato de que o eixo do corpo é constituído, morfologicamente, por dois</p><p>grandes tubos (paquímeros), um ventral, correspondente às vísceras, e o dorsal, correspondente ao</p><p>sistema nervoso central.</p><p>ESTRATIMERIA</p><p>Em suma, o corpo humano é constituído por camadas (estratos) superpostos. Isso é bastante evidente</p><p>em uma dissecação, processo no qual a pele é removida e, em seguida, surge a tela subcutânea, que</p><p>se situa superficialmente à fáscia muscular e aos músculos, e assim sucessivamente. Há de se notar</p><p>nos órgãos abdominais, por exemplo, que são formados por diversas camadas musculares superpostas.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Um exemplo de estratigrafia, pele e suas camadas (epiderme, derme e a tela subcutânea, conhecida</p><p>também como hipoderme).</p><p>PLANOS E EIXOS DO CORPO HUMANO</p><p>Na posição anatômica, o corpo humano pode ser delimitado por planos que tangenciam as suas</p><p>superfícies corporais, de modo que este esteja inserido dentro de um paralelepípedo. Podemos</p><p>observar, então, uma série de planos:</p><p>Um tangente ao ventre (frente) e um tangente ao dorso (popularmente conhecido como “as costas”) do</p><p>indivíduo. Esses planos são denominados de plano anterior (ou frontal, ou ventral) e plano posterior</p><p>(ou dorsal), respectivamente.</p><p>Dois planos tangentes aos lados do corpo do indivíduo, chamados de planos laterais direito e</p><p>esquerdo (ou látero-laterais).</p><p>Um plano horizontal, tangente a cabeça do indivíduo, denominado de plano superior (ou cranial), e</p><p>outro plano horizontal, tangente à planta dos pés do indivíduo, chamado de plano inferior (ou caudal).</p><p>Esses planos anteriormente descritos são classificados como planos de delimitação.</p><p>Iremos estudar agora os eixos do corpo humano. Esses eixos são considerados como linhas</p><p>imaginárias, traçadas no indivíduo dentro do paralelepípedo dos planos de delimitação. Existem três</p><p>eixos, a saber:</p><p>EIXO ANTEROPOSTERIOR (OU SAGITAL)</p><p>EIXO CRANIOCAUDAL (OU LONGITUDINAL)</p><p>EIXO LÁTERO-LATERAL (OU TRANSVERSAL)</p><p>Ao compreendermos os planos de delimitação e os eixos, podemos estudar agora os planos de secção</p><p>(de corte).</p><p>Plano mediano</p><p>É o plano de corte que divide o corpo humano em duas metades, direita e esquerda. Quando esse corte</p><p>é realizado exatamente no meio do corpo, alguns autores o denominam de plano sagital mediano.</p><p>Quando esse corte é realizado paralelamente ao plano sagital mediano, o nome que</p><p>se dá é “plano</p><p>sagital”. Esse nome vem de uma estrutura anatômica situada no crânio, a sutura sagital. O plano sagital</p><p>é, portanto, perpendicular ao eixo látero-lateral e paralelo ao anteroposterior.</p><p>Plano frontal</p><p>É o plano de secção que divide o corpo em duas metades, uma anterior e uma posterior (ventral e</p><p>dorsal, respectivamente). É perpendicular ao eixo anteroposterior e paralelo ao plano látero-lateral.</p><p>Plano transversal</p><p>É o plano de corte que divide o corpo humano em metades superior e inferior. É paralelo ao plano</p><p>craniocaudal.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p> Planos de secção. À esquerda, temos o plano sagital; no centro, o plano coronal ou frontal; e à</p><p>direita, o plano transversal.</p><p>TERMOS DE POSIÇÃO E DIREÇÃO</p><p>Quando um órgão ou estrutura é observado, o anatomista geralmente o compara a uma forma</p><p>geométrica. Essas formas geométricas possuem faces, margens, extremidades, ângulos, entre outros,</p><p>que são descritos de acordo com a posição que se apresentam na posição anatômica. Para padronizar</p><p>essa descrição, foram criados diversos termos que levam em consideração os planos e eixos</p><p>anteriormente estudados.</p><p> EXEMPLO</p><p>Uma face que olha para o plano mediano é denominada de “face medial”, uma extremidade que está voltada</p><p>para o plano lateral direito ou esquerdo é denominada de “extremidade lateral”.</p><p>A tabela a seguir resume os termos de posição utilizados na anatomia.</p><p>Tabela 1: Principais termos de posição e descrição</p><p>Termo Definição Exemplo</p><p>Medial</p><p>Utilizado quando uma estrutura está</p><p>mais próxima ao plano mediano.</p><p>Extremidade medial da clavícula.</p><p>Lateral</p><p>Utilizado quando uma estrutura está</p><p>mais próxima ao plano lateral.</p><p>Maléolo lateral da fíbula.</p><p>Médio</p><p>Utilizado quando algo se situa entre</p><p>uma estrutura superior e inferior (ou</p><p>externa e interna).</p><p>Terço médio do antebraço.</p><p>Mediano</p><p>Pouco utilizado, significa que está</p><p>no eixo central (plano sagital</p><p>mediano) de alguma região.</p><p>Veia cubital mediana.</p><p>Intermédio</p><p>Utilizado quando algo está entre</p><p>uma estrutura medial e outra lateral.</p><p>Osso cuneiforme intermédio (dos</p><p>ossos do tarso).</p><p>Radial</p><p>Sinônimo de lateral. Utilizado no</p><p>antebraço, referente à parte lateral</p><p>deste, onde se situa o rádio.</p><p>Músculo flexor radial do carpo.</p><p>Ulnar</p><p>Sinônimo de medial. Utilizado no</p><p>antebraço, referente à parte medial</p><p>deste, onde se situa a ulna.</p><p>Músculo flexor ulnar do carpo.</p><p>Fibular</p><p>Sinônimo de lateral. Utilizado na</p><p>perna, referente à parte lateral</p><p>desta, onde se situa a fíbula.</p><p>Artéria fibular.</p><p>Tibial</p><p>Sinônimo de medial. Utilizado na</p><p>perna, referente à parte medial</p><p>desta, onde se situa a tíbia.</p><p>A superfície tibial da perna é</p><p>ocupada, principalmente, pelo corpo</p><p>da tíbia.</p><p>Anterior</p><p>Utilizado quando uma estrutura está</p><p>mais próxima à frente.</p><p>Músculo tibial anterior.</p><p>Posterior</p><p>Utilizado quando uma estrutura está</p><p>mais próxima ao dorso.</p><p>Músculo serrátil póstero-inferior.</p><p>Ventral</p><p>Sinônimo de anterior. Mais utilizado</p><p>no tronco.</p><p>O omento maior situa-se</p><p>ventralmente ao omento menor.</p><p>Dorsal</p><p>Sinônimo de posterior. Em algumas</p><p>regiões, o termo dorsal toma</p><p>significado especial, como, por</p><p>exemplo, no dorso do pé (parte</p><p>superior).</p><p>Face dorsal da escápula.</p><p>Palmar</p><p>(volar)</p><p>Sinônimo de anterior. Utilizado para</p><p>estruturas situadas na palma da</p><p>mão.</p><p>Arco palmar superficial.</p><p>Plantar</p><p>Sinônimo de inferior. Utilizado para</p><p>estruturas situadas na planta do pé.</p><p>Plexo venoso plantar.</p><p>Superior</p><p>Utilizado quando algo está mais</p><p>próximo do ápice ou da extremidade</p><p>superior do corpo.</p><p>O mamilo é superior à cicatriz</p><p>umbilical.</p><p>Inferior</p><p>Utilizado quando algo está mais</p><p>próximo da extremidade inferior do</p><p>corpo.</p><p>Espinha ilíaca ântero-inferior.</p><p>Cranial</p><p>(cefálico)</p><p>Sinônimo de superior.</p><p>A artéria carótida comum segue</p><p>cranialmente pelo pescoço.</p><p>Caudal Sinônimo de inferior.</p><p>O cóccix situa-se caudalmente ao</p><p>sacro.</p><p>Proximal</p><p>Específico para os membros.</p><p>Utilizado quando uma estrutura está</p><p>mais próxima da raiz de implantação</p><p>dos membros.</p><p>O terço proximal do braço.</p><p>Distal</p><p>Específico para os membros.</p><p>Utilizado quando uma estrutura está</p><p>mais distante da raiz dos membros.</p><p>O terço distal da coxa.</p><p>Interno</p><p>Utilizado quando algo está mais</p><p>próximo do centro de um órgão ou</p><p>cavidade.</p><p>Face interna da costela.</p><p>Externo</p><p>Utilizado quando algo está mais</p><p>longe do centro de um órgão ou</p><p>cavidade.</p><p>Superfície externa da bexiga urinária.</p><p>Superficial</p><p>Utilizado quando uma estrutura está</p><p>mais próxima da superfície.</p><p>O músculo esternocleidomastoideo</p><p>situa-se superficialmente aos</p><p>músculos infra-hioideos.</p><p>Profundo</p><p>Utilizado quando uma estrutura está</p><p>mais longe da superfície.</p><p>A artéria ulnar, em parte do seu</p><p>trajeto, situa-se profundamente ao</p><p>músculo flexor ulnar do carpo.</p><p>Principais termos de posição e descrição. Imagem: Marcio Antonio Babinski.</p><p>Perceba que foram utilizados nos exemplos acima tanto o nome de estruturas (músculos, acidentes</p><p>ósseos etc.) quanto o uso do termo em uma determinada descrição anatômica. Isso reitera a</p><p>importância desses termos na constituição da linguagem dentro da anatomia. Em um primeiro momento,</p><p>pode parecer difícil, mas com estudo e leitura, essa terminologia tende a se tornar natural. Essa</p><p>nomenclatura é utilizada por todos os profissionais de saúde para descrever lesões, como, por exemplo,</p><p>uma fratura no terço médio da tíbia. Portanto, é imprescindível a familiarização com tais termos.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Alguns dos termos de posições utilizados na anatomia. À esquerda, uma vista lateral; à direita, vista</p><p>anterior.</p><p>ANATOMIA SISTÊMICA E TOPOGRÁFICA</p><p>Existem diversas formas de se abordar o estudo da anatomia. Em geral, esse estudo pode ser</p><p>sistêmico ou topográfico.</p><p>ANATOMIA SISTÊMICA</p><p>ANATOMIA TOPOGRÁFICA</p><p>Assim sendo, o corpo humano pode ser dividido, em geral, nos seguintes sistemas:</p><p>Sistema tegumentar (Pele e anexos)</p><p>Sistema esquelético (Ossos e articulações)</p><p>Sistema muscular (Músculos e fáscias)</p><p>Sistema nervoso (Central e periférico)</p><p>Sistema circulatório (Coração e vasos, assim como os vasos linfáticos)</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>Sistema respiratório (Vias aéreas e pulmões)</p><p>Sistema digestivo (Trato gastrointestinal)</p><p>Sistema urinário (Rins e vias urinárias)</p><p>Sistema genital (Órgãos da reprodução)</p><p>Sistema endócrino (Glândulas que produzem hormônio)</p><p>Sistema sensorial (Órgãos do sentido)</p><p> ATENÇÃO</p><p>Vale ressaltar que a união de mais de um sistema forma o que é conhecido como aparelho, por exemplo: a</p><p>união do sistema esquelético com o muscular forma o aparelho locomotor; enquanto a união do sistema</p><p>urinário e genital forma o aparelho urogenital.</p><p>Já em uma abordagem topográfica, o corpo humano é geralmente dividido da seguinte maneira:</p><p>Cabeça</p><p>Pescoço</p><p>Tronco</p><p>Tórax</p><p>Abdome</p><p>Pelve</p><p>Membros</p><p>Superiores</p><p>Ombro (Raiz do membro superior)</p><p>Braço</p><p>Cotovelo</p><p>Antebraço</p><p>Punho</p><p>Mão</p><p>Inferiores</p><p>Quadril (Raiz do membro inferior)</p><p>Coxa</p><p>Joelho</p><p>Perna</p><p>Tornozelo</p><p>Pé</p><p> ATENÇÃO</p><p>Essa divisão topográfica, na verdade, é mais simplificada, visto que é possível dividir essas regiões em sub-</p><p>regiões. Por exemplo, o pescoço pode ser subdividido em triângulos a partir de relevos e bordas musculares;</p><p>a coxa, em compartimentos musculares, para melhor apreciar as estruturas de cada região. Por essa razão,</p><p>a abordagem topográfica é mais utilizada em um contexto cirúrgico (TESTUT; JACOB, 1952).</p><p>ÉTICA EM ANATOMIA</p><p>Vimos anteriormente que anatomia é uma ciência bastante antiga. O conceito de ética estava atrelado,</p><p>inicialmente, a preceitos religiosos. Dessa maneira, a dissecação de humanos era terminantemente</p><p>proibida, o que culminou nos manuscritos de Galeno, baseados em dissecações em animais. Apesar</p><p>disso, existem relatos de dissecações em humanos no século III (DUNN, 2003).</p><p>Fontes indicam que a primeira dissecação ocorreu em 1315, na Itália (GHOSH, 2015). Nessa época,</p><p>diversos países da Europa já buscavam legalizar a prática da dissecação em criminosos condenados</p><p>(STANDRING, 2016).</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Ilustração icônica de Andrea Vesalius: esqueleto com uma pá para cavar sua própria cova.</p><p>Ainda na época de Vesalius, em torno de 1500, essa prática ainda era vista como tabu. O jovem</p><p>anatomista utilizou-se de um subterfúgio para conseguir peças humanas: ia ao cemitério coletar ossadas</p><p>de criminosos condenados à morte. Após conseguir prestígio na academia e tornar-se professor, foi</p><p>permitido a ele realizar dissecações públicas em criminosos, uma pena de morte vista na época como</p><p>uma das mais severas (BENINI; BONAR, 1996; MESQUITA et al., 2015).</p><p>À medida em que foi sendo observada a importância da dissecação na vida de um profissional da</p><p>saúde, a tendência dos países ao redor do mundo foi liberá-la e, graças a esforços dos profissionais,</p><p>parte do estigma foi sendo limado pouco a pouco da percepção pública.</p><p>Quando se fala em ética na anatomia, é necessário observar esse panorama histórico, que traz a</p><p>evolução da sociedade quanto à dissecação. É impossível analisar caso a caso, assim como, é</p><p>impossível trazer contextos de países e épocas diferentes. Desse modo, traremos de alguns eventos</p><p>que ocorreram ao longo do tempo, o olhar da comunidade científica quanto à ética em anatomia e</p><p>alguns aspectos pertinentes à legislação brasileira sobre o tema.</p><p>Um dos melhores exemplos de falta de ética refere-se a um grupo de médicos nazistas. Esse grupo</p><p>elaborou um atlas de anatomia através de dissecações e ilustrações de cadáveres de prisioneiros</p><p>judeus que foram mortos no Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial. Esse atlas é conhecido</p><p>como o “Atlas de Pernkopf”. Evidentemente, nesse episódio, os anatomistas cometeram uma gravíssima</p><p>violação de princípios éticos enraizados na anatomia, na Medicina e da própria humanidade.</p><p>Apesar de ser um atlas considerado por muitos uma obra prima artística e anatômica, a primeira edição</p><p>do livro continha claros elementos nazistas, como suásticas e o símbolo da Schutstaffel (SS) nas</p><p>assinaturas dos ilustradores. Tais símbolos foram removidos de edições subsequentes até que a</p><p>publicação do atlas foi cessada e seu uso hoje em dia é visto de forma negativa e gera polêmicas</p><p>(WILLIAMS, 1988; RIGGS, 1998).</p><p> ATENÇÃO</p><p>Isso reflete, novamente, o aspecto histórico do conceito de “ética” de uma determinada sociedade, visto que,</p><p>na época, os autores não sofreram punições e somente após a década de noventa que ocorreu um debate a</p><p>respeito do tema.</p><p>Podemos concluir que a ética está atrelada à sociedade e se molda a partir desta (GOSS et al., 2019).</p><p>No Brasil, a lei é bastante clara quanto ao uso do cadáver. A Lei 8.501, de 30 de novembro de 1992, tem</p><p>como objetivo propor o uso de cadáveres não reclamados para fins de pesquisa, ensino e extensão. Isso</p><p>permite às instituições de ensino superior formarem grupos de captação e rastreamento desses</p><p>cadáveres não reclamados, de modo a construir um laboratório com material o suficiente para os</p><p>estudantes.</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>Em relação à doação de cadáver, existem dois dispositivos legais:</p><p>Artigo 14 da Lei 10.406 de 10 de janeiro de 2002</p><p>Permite a doação altruística ou para fins científicos do seu próprio corpo.</p><p>+</p><p>Lei 9.434 de 4 de fevereiro de 1997</p><p>Segundo a qual, para doação, é necessário autorização por escrito e diante de testemunhas, assim</p><p>como especificar o que será doado.</p><p> SAIBA MAIS</p><p>Ambos os dispositivos legais dão margem para as próprias instituições de ensino protocolarem e</p><p>coordenarem centros de captação de cadáver, assim como formarem parcerias com instituições hospitalares</p><p>e/ou instituições de necrópsia. Por outro lado, há o estudante, que necessita ser ensinado a respeitar o</p><p>cadáver.</p><p>A ética afeta todas as esferas da sociedade. O artigo 212 da Lei 2.848 de 07 de dezembro de 1940</p><p>prevê pena de reclusão e pagamento de multa por vilipêndio ao cadáver, ou seja, quando algum</p><p>indivíduo trata o cadáver com desrespeito ou desdém. É importante que os estudantes entendam que o</p><p>laboratório de anatomia não é um local para brincadeiras, e sim para estudo, e que os cadáveres ali</p><p>presentes foram doados ou recebidos com muito esforço legal. Doar o cadáver é um ato muito difícil</p><p>para a família e, portanto, de modo a preservar a sua memória, é necessário respeito.</p><p>INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA</p><p>O especialista Jose Carlos Siciliano Oliveira faz um resumo do módulo, abordando todos os subtópicos</p><p>descritos neste módulo.</p><p>VERIFICANDO O APRENDIZADO</p><p>1. ASSINALE A ALTERNATIVA VERDADEIRA:</p><p>A) O plano sagital é perpendicular ao eixo látero-lateral e divide o corpo em metades superior e inferior.</p><p>B) O plano coronal é perpendicular ao eixo anteroposterior e divide o corpo em metades superior e</p><p>inferior.</p><p>C) O plano sagital é perpendicular ao eixo látero-lateral e divide o corpo em metades direita e esquerda.</p><p>D) O plano transversal é perpendicular ao eixo látero-lateral e divide o corpo em metades superior e</p><p>inferior.</p><p>E) Os planos são sempre paralelos aos eixos corporais.</p><p>2. SUPONHAMOS QUE EXISTE UMA ESTRUTURA C, SITUADA ENTRE AS</p><p>ESTRUTURAS A E B. EM UM CONTEXTO DOS TERMOS ANATÔMICOS, ESSA</p><p>ESTRUTURA C PODERIA SER DENOMINADA DE:</p><p>A) Intermédia</p><p>B) Lateral</p><p>C) Medial</p><p>D) Superior</p><p>E) Inferior</p><p>GABARITO</p><p>1. Assinale a alternativa verdadeira:</p><p>A alternativa "C " está correta.</p><p>O plano sagital é um plano de corte que divide o corpo em duas metades (direita e esquerda). Esse</p><p>plano é perpendicular ao eixo látero-lateral, pois forma um ângulo de 90° com esse eixo. Portanto, só</p><p>resta uma alternativa correta.</p><p>2. Suponhamos que existe uma estrutura C, situada entre as estruturas A e B. Em um contexto</p><p>dos termos anatômicos, essa estrutura C poderia ser denominada de:</p><p>A alternativa "A " está correta.</p><p>Grande parte dos termos anatômicos é utilizada para descrever a posição de uma determinada estrutura</p><p>perante um contexto posicional dentro do corpo humano. Diz-se que uma estrutura é intermédia pelo</p><p>fato de ela se situar entre duas estruturas, uma mais lateral, e uma mais medial. É um termo pouco</p><p>utilizado na anatomia, mas importante para dar nome ao osso cuneiforme intermédio, por exemplo.</p><p>MÓDULO 2</p><p> Reconhecer as generalidades sobre a anatomia do sistema esquelético</p><p>OSTEOLOGIA</p><p>Agora, vamos descrever os aspectos gerais dos elementos ósseos do corpo humano. Esse estudo é</p><p>denominado de osteologia, que significa estudo dos ossos. O sistema esquelético é composto</p><p>por um elemento principal: o osso. Esse elemento pode ser considerado um órgão. O osso, por si só,</p><p>é um tecido vivo complexo e dinâmico e está sempre submetido a processos de remodelamento:</p><p>construção de novo tecido ósseo e degradação de tecido ósseo “velho”.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> O esqueleto humano em uma vista anterior, lateral e posterior.</p><p>FUNÇÕES</p><p>O sistema esquelético possui inúmeras funções, a saber:</p><p>SUPORTE</p><p>Serve de arcabouço de sustentação para o corpo e providencia pontos de inserção para os tendões da</p><p>grande maioria dos músculos esqueléticos.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Músculos esqueléticos inseridos nos ossos.</p><p>PROTEÇÃO</p><p>Devido à sua resistência, os ossos protegem diversos órgãos de lesões. O crânio, por exemplo, protege</p><p>os elementos do sistema nervoso central, enquanto a caixa torácica protege o coração e os pulmões.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> A caixa torácica protegendo o coração e os pulmões.</p><p>MOVIMENTO</p><p>São considerados elementos passivos na dinâmica do movimento, mas são imprescindíveis para tal.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Os ossos em movimento.</p><p>HOMEOSTASE MINERAL</p><p>Armazenam diversos minerais, em especial, cálcio e fósforo, e são capazes de liberar esses minerais de</p><p>acordo com a necessidade.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> O tecido ósseo atuante na homeostase mineral.</p><p>ARMAZENAMENTO DE TRIGLICERÍDEOS</p><p>Na vida adulta, o canal medular dos ossos longos é comumente preenchido por gordura, denominada de</p><p>medula óssea amarela, o que faz com que os ossos sejam potenciais reservatórios de energia.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> A medula óssea amarela.</p><p>HEMATOPOESE</p><p>Alguns ossos possuem a chamada “medula</p><p>óssea vermelha”, que é capaz de gerar células sanguíneas</p><p>vermelhas, brancas e plaquetas, no processo conhecido como hematopoese ou hematocitopoese. Essa</p><p>característica é mais observada durante o período embrionário, mas, alguns ossos na vida adulta ainda</p><p>retêm medula óssea vermelha, como o osso da pelve, o esterno e as vértebras. Cabe notar que</p><p>procedimentos de coleta de medula óssea são frequentemente realizados nesses ossos.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> A medula óssea vermelha.</p><p>DIVISÕES DO ESQUELETO</p><p>O número de ossos no esqueleto pode variar para mais ou para menos de acordo com aspectos como a</p><p>idade ou as variações anatômicas.</p><p>O esqueleto adulto, possui, em média, 206 ossos.</p><p>Nas crianças, o número é frequentemente maior, pois algumas partes de ossos específicos só irão se</p><p>fundir ao longo da vida.</p><p>Já os idosos possuem número menor de ossos, visto que há uma ossificação das articulações e</p><p>subsequente fusão fisiológica de ossos (sinostose fisiológica).</p><p>O esqueleto humano pode ser dividido em duas grandes porções: o esqueleto axial e o esqueleto</p><p>apendicular.</p><p>ESQUELETO AXIAL</p><p>ESQUELETO APENDICULAR</p><p>Um cíngulo é definido pelo conjunto de ossos que conectam o esqueleto apendicular ao esqueleto axial.</p><p>No membro superior, o cíngulo é composto pela clavícula e escápula, enquanto no membro inferior, o</p><p>cíngulo é composto pelo osso da pelve (ílio, ísquio e púbis), pois conectam, respectivamente, o úmero e</p><p>o fêmur ao esqueleto axial.</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Esqueleto apendicular e esqueleto axial.</p><p>CONSTITUIÇÃO DOS OSSOS</p><p>Em nível microscópico, o tecido ósseo possui uma abundante matriz extracelular que circunda as células</p><p>ósseas de fato. Essa matriz possui em sua constituição em torno de 15% de água, 30% de colágeno e</p><p>55% de sais minerais cristalizados (fosfato de cálcio e hidróxido de cálcio, que formam, juntos, cristais</p><p>de hidroxiapatita). Esse elemento mineral confere rigidez ao osso, enquanto o colágeno confere a</p><p>flexibilidade e força de tensão. Além desses elementos, o tecido ósseo possui células específicas, que</p><p>estudaremos, sucintamente, a seguir:</p><p>Células osteoprogenitoras</p><p>São células não especializadas e que derivam do mesênquima. São células precursoras dos</p><p>osteoblastos.</p><p>Osteoblastos</p><p>São células ósseas jovens, que possuem a função de “criar” tecido ósseo. Assim sendo, elas sintetizam</p><p>e secretam colágeno e outros componentes para formar a matriz extracelular óssea, além de</p><p>começarem o processo de calcificação.</p><p>Osteócitos</p><p>São célula ósseas maduras. Nada mais são que osteoblastos que já secretaram o suficiente de matriz e</p><p>ficaram “presos” nessa própria sintetização. São as células principais do tecido ósseo e são</p><p>fundamentais para o metabolismo deste.</p><p>Osteoclastos</p><p>São células ósseas gigantes, derivadas da união de monócitos (um tipo de célula sanguínea branca).</p><p>Enquanto os osteoblastos são responsáveis pela construção de tecido ósseo, os osteoclastos possuem</p><p>a função de degradar esse tecido (reabsorção óssea).</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Estruturas de um osso.</p><p>Ainda, há a existência de pequenos espaços entre todos esses elementos estudados anteriormente.</p><p>Esses espaços podem servir como canais sanguíneos ou armazenamento de medula óssea. De acordo</p><p>com a distribuição desses espaços, um osso pode ser classificado como compacto ou esponjoso:</p><p>TECIDO ÓSSEO COMPACTO</p><p>É caracterizado por ter poucos espaços entre os elementos de constituição óssea. O osso compacto é</p><p>mais rígido e resistente. Está presente na diáfise de ossos longos, por exemplo. Possui uma unidade</p><p>estrutural fundamental, denominada de ósteon (ou sistema de Havers). Esses ósteons possuem lamelas</p><p>que se dispõem ao redor de um canal central (canal de Havers), que permite a passagem de vasos e</p><p>nervos, além de serem paralelos à longitude do osso. Existe, no tecido ósseo compacto, a presença de</p><p>canais transversais, denominados de canais perfurantes (canais de Volkmann) que se conectam com a</p><p>cavidade medular, periósteo e o canal central.</p><p>TECIDO ÓSSEO ESPONJOSO</p><p>Também conhecido como “trabecular”. Está situado no interior dos ossos, geralmente protegido por uma</p><p>camada de osso compacto. Possui uma série de trabéculas e, entre essas trabéculas, existe uma série</p><p>de pequenos espaços que podem ser vistos a olho nu. Esses espaços estão repletos de medula óssea</p><p>vermelha (nos ossos curtos) e medula óssea amarela (nos ossos longos adultos).</p><p>As trabéculas do osso esponjoso ficam dispostas de forma orientada, no que se conhece como “linhas</p><p>de estresse”, e permitem que um determinado osso resista a uma pressão sem ser lesionado. Isso pode</p><p>ser evidenciado, por exemplo, na cabeça do fêmur, que recebe cargas do corpo na posição ortostática.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Diagrama dos canais de Havers e canais de Volkmann e seus vasos correspondentes.</p><p>CLASSIFICAÇÃO DOS OSSOS</p><p>Os ossos do corpo humano podem ser classificados em grandes cinco ou seis categorias, de acordo</p><p>com seu formato e autor, a saber:</p><p>OSSOS LONGOS</p><p>Por definição, possuem um comprimento maior que largura. Grande parte dos ossos longos pertencem</p><p>ao esqueleto apendicular, como, por exemplo, o úmero, fêmur, as falanges, a ulna, fíbula, entre outros.</p><p>OSSOS CURTOS</p><p>São ossos com um formato cuboide que possuem medidas comprimento e largura similares. Os ossos</p><p>do carpo e do tarso são bons exemplos de ossos curtos.</p><p>OSSOS PLANOS</p><p>São ossos com uma ampla superfície fina, como os ossos do neurocrânio, o esterno, as costelas e a</p><p>escápula. Os ossos planos possuem uma disposição específica de tecido ósseo compacto e esponjoso.</p><p>Nos ossos do crânio, por exemplo, há uma camada de osso esponjoso interposta entre duas camadas</p><p>de osso compacto, disposição conhecida como “díploe”.</p><p>OSSOS IRREGULARES</p><p>São ossos que possuem formatos complexos e que não podem ser agrupados nas categorias estudadas</p><p>anteriormente. Como exemplo, podemos citar as vértebras, o osso do quadril e alguns ossos do</p><p>viscerocrânio (face).</p><p>OSSOS SESAMOIDES</p><p>São ossos que se desenvolvem dentro de tendões nos quais há considerável atrito ou estresse físico.</p><p>Variam imensamente de número de pessoa para pessoa e nem sempre estão completamente</p><p>ossificados. São, geralmente, pequenos em diâmetro. O maior osso sesamoide do corpo humano é a</p><p>patela, situada no tendão do músculo quadríceps femoral. Os ossos sesamoides auxiliam na proteção</p><p>do tendão e podem funcionar como uma polia, diminuindo o esforço que um determinado músculo</p><p>necessita fazer para realizar um movimento.</p><p>OSSOS SUTURAIS</p><p>Alguns autores consideram os ossos suturais (antigamente denominados de ossos Wormianos) como</p><p>uma classificação. São definidos como ossos situados nas suturas (um tipo de articulação) dos ossos do</p><p>crânio. Variam consideravelmente e podem ser considerados como variações anatômicas.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Tipos de ossos.</p><p>CARACTERÍSTICAS DE UM OSSO LONGO</p><p>Morfologicamente, os ossos longos possuem a maior complexidade, pois possuem um maior número de</p><p>elementos e divisões macroscópicas. Iremos analisá-las, fazendo referência aos demais tipos de ossos</p><p>quando necessário. Um osso longo típico, possui as seguintes porções:</p><p>Diáfise</p><p>É definida como o corpo do osso, ou seja, a porção mais longa, central e cilíndrica. Há presença</p><p>significativa de tecido ósseo compacto.</p><p>Epífise</p><p>São as extremidades do osso e, por isso, podem ser chamadas de epífise proximal e epífise distal. Há</p><p>presença significativa de tecido ósseo trabecular.</p><p>Metáfise</p><p>São as regiões entre as epífises e as diáfises. São importantes durante o crescimento ósseo, pois nessa</p><p>região está situada a placa epifisária ou o disco epifisário, uma estrutura de cartilagem hialina que</p><p>permite que o osso cresça em comprimento. Após cumprir seu papel, essa placa se ossifica e se torna</p><p>somente uma linha, denominada de linha epifisária (BERENDSEN; OLSEN, 2015).</p><p>Cartilagem articular</p><p>É um revestimento cartilaginoso que cobre parte da epífise de um osso que se articula. Está presente</p><p>não somente em ossos</p><p>longos, mas nos demais tipos de ossos, exatamente nessas mesmas porções</p><p>onde há uma articulação.</p><p>Canal medular</p><p>É um canal geralmente cilíndrico, situado internamente à diáfise. É preenchido por medula óssea</p><p>amarela nos adultos. Essa cavidade diminui o peso de um osso sem perda de resistência.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Anatomia de um osso.</p><p>CAMADAS DE REVESTIMENTO DE UM OSSO,</p><p>NUTRIÇÃO E INERVAÇÃO</p><p>Além de todos os elementos de constituição que já estudamos, um osso é provido de duas camadas, a</p><p>saber:</p><p>PERIÓSTEO</p><p>Uma membrana resistente de tecido conjuntivo. Está associada ao suprimento sanguíneo e à inervação</p><p>de um osso. O periósteo auxilia no crescimento do osso, porém somente em espessura. Além de ter</p><p>papel de proteção, o periósteo possui funções como acelerar processo de reparo de fraturas, nutrição e</p><p>inervação e serve como ponto de ancoragem para ligamentos e músculos.</p><p>ENDÓSTEO</p><p>É uma camada fina que reveste a superfície interna do canal medular, possui função de vascularização,</p><p>assim como o periósteo.</p><p>O osso é altamente vascularizado e inervado. Os vasos sanguíneos são mais abundantes nas porções</p><p>que possuem tecido ósseo trabecular (medula óssea vermelha), e esses vasos e nervos penetram no</p><p>osso através do periósteo. Para fins de descrição da vascularização e inervação de um osso, iremos</p><p>utilizar os ossos longos como exemplo.</p><p>ARTÉRIAS PERIOSTEAIS</p><p>São artérias pequenas que nutrem o periósteo e a parte externa do osso compacto, entram pela diáfise</p><p>através dos canais perfurantes (de Volkmann).</p><p>ARTÉRIA NUTRÍCIA</p><p>É uma artéria de maior calibre e, frequentemente, entra na diáfise do osso através de um forame,</p><p>denominado de forame nutrício. Ao entrar na superfície interna do osso, divide-se em dois grandes</p><p>ramos (distal e proximal) que seguem para as suas respectivas extremidades. Essa artéria e seus ramos</p><p>irão nutrir a superfície interna do tecido compacto, o tecido esponjoso e as placas epifisárias.</p><p>ARTÉRIAS EPIFISÁRIAS E METAFISÁRIA</p><p>São artérias de menor calibre, que irão irrigar, também, suas respectivas porções. Formam uma rede</p><p>anastomótica com os vasos nutrícios.</p><p> ATENÇÃO</p><p>Cabe salientar que a drenagem venosa é paralela à irrigação arterial. Portanto, as veias que drenam o osso</p><p>podem ser denominadas de veias nutrícias, veias epifisárias, veias metafisárias e veias periosteais. Da</p><p>mesma maneira, os nervos correm junto com esses dois elementos, constituindo o que se chama de feixe</p><p>vásculo-nervoso. A inervação do periósteo é rica em fibras sensoriais, que são responsáveis por carrearem</p><p>informações de dor. Isso explica a dor causada por fraturas, doenças ósseas e em procedimentos como</p><p>biópsia de medula óssea (MOORE et al., 2019).</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Estrutura de um osso longo (úmero), demonstrando a vascularização.</p><p>CARACTERÍSTICAS DAS SUPERFÍCIES</p><p>ÓSSEAS</p><p>Ao se deparar com um osso, note que ele apresenta uma série de acidentes e irregularidades que</p><p>podem ser definidos e rotulados de diversas maneiras. Essas irregularidades das superfícies, também</p><p>denominadas de pontos de reparo ou acidentes ósseos, são mais fáceis de serem observadas em um</p><p>osso isolado e seco, no qual o periósteo e a cartilagem articular foram removidos previamente. São</p><p>mais salientes de acordo com a tensão devido à tração de tendões, músculos, ligamentos ou pela</p><p>relação do osso com um vaso, nervo ou tendão.</p><p>Nesse sentido, podemos dividir essas “impressões” em duas categorias:</p><p>As aberturas e depressões.</p><p>Os processos ou proeminências, denominados antigamente de apófises.</p><p>Na tabela a seguir, iremos dar nome a algumas dessas impressões e defini-las.</p><p>Tabela 2: Tipos de superfícies e processos encontradas nos ossos.</p><p>a) Aberturas e</p><p>depressões</p><p>Definição</p><p>Fissura</p><p>Fenda entre partes adjacentes de ossos. Permite a passagem de</p><p>vasos e nervos.</p><p>Forame</p><p>Abertura circular ou ovalada que permite a passagem de vasos e</p><p>nervos.</p><p>Fossa Depressão rasa.</p><p>Fóvea Depressão profunda, porém pequena</p><p>Meato Abertura tubular.</p><p>Sulco</p><p>“Túnel sem teto” ao longo de uma superfície óssea. Acomoda</p><p>vasos, nervos ou tendões.</p><p>b) Processos ou</p><p>proeminências</p><p>Definição</p><p>Côndilo Protuberância arredondada e larga, possui superfície articular.</p><p>Cabeça</p><p>Projeção articular arredondada, geralmente próxima ao colo</p><p>(pescoço) de um osso.</p><p>Crista</p><p>Elevação áspera e longa. Frequentemente situada nas bordas</p><p>de um osso.</p><p>Epicôndilo Projeção situada nas extremidades de um côndilo.</p><p>Linha</p><p>Similar a uma crista, mas menos proeminente. Alguns autores</p><p>também a chamam de borda.</p><p>Processo Qualquer projeção alongada e fina.</p><p>Trocânter Projeção óssea larga.</p><p>Tubérculo Projeção óssea arredondada de tamanho variável.</p><p>Tuberosidade Projeção de tamanho variável com superfície irregular.</p><p>Espinha Projeção de tamanho pequeno.</p><p>Seio Ampla cavidade no osso.</p><p>Tipos de superfícies e processos encontradas nos ossos.</p><p>Imagem: Marcio Antonio Babinski</p><p>OSSIFICAÇÃO</p><p>O processo de formação óssea é denominado de ossificação, ou osteogênese, e ocorre em quatro</p><p>situações:</p><p>01</p><p>javascript:void(0)</p><p>02</p><p>03</p><p>04</p><p>Existem duas modalidades de osteogênese. Ambas envolvem a substituição de um tecido</p><p>conjuntivo preexistente por osso, porém ocorrem de modo diferente. No primeiro tipo de ossificação,</p><p>denominado de intramembranosa, o osso se forma diretamente no mesênquima, que é organizado em</p><p>camadas semelhantes a folhas que lembram membranas. No segundo tipo, denominado de ossificação</p><p>endocondral, o osso se forma a partir de um molde de cartilagem hialina.</p><p>Ossificação intramembranosa</p><p>É a forma mais simples de ossificação. Os ossos planos do crânio, a maioria dos ossos faciais, parte da</p><p>mandíbula e a parte medial da clavícula passam por esse tipo de processo. Nos ossos do crânio, as</p><p>fontanelas (conhecidas popularmente como “moleiras”) são frutos da ossificação intramembranosa.</p><p>Esses fontículos permitem a passagem do feto pelo canal vaginal e, posteriormente, se ossificam. A</p><p>ossificação intramembranosa tem as seguintes etapas:</p><p></p><p>PRIMEIRA ETAPA: DESENVOLVIMENTO DO CENTRO DE</p><p>OSSIFICAÇÃO</p><p>No local onde o osso se desenvolverá, sinais químicos específicos fazem com que as células do</p><p>mesênquima se agrupem e se diferenciem primeiro em células osteoprogenitoras e depois em</p><p>osteoblastos. O local desse aglomerado é denominado centro de ossificação. Os osteoblastos secretam</p><p>a matriz extracelular orgânica do osso até serem circundados por ela.</p><p>SEGUNDA ETAPA: CALCIFICAÇÃO</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>A secreção da matriz extracelular cessa e, ao longo dos dias, ocorre um depósito de cálcio e demais</p><p>sais minerais e a matriz extracelular endurece ou calcifica.</p><p></p><p></p><p>TERCEIRA ETAPA: FORMAÇÃO DE TRABÉCULAS</p><p>À medida que a matriz extracelular óssea se forma, ela se desenvolve em trabéculas que se fundem</p><p>para formar o tecido ósseo esponjoso ao redor da rede de vasos sanguíneos. O tecido conjuntivo ao</p><p>redor dos vasos sanguíneos nas trabéculas se diferencia em medula óssea vermelha.</p><p>QUARTA ETAPA: DESENVOLVIMENTO DO PERIÓSTEO</p><p>Em conjunto com a formação de trabéculas, o mesênquima se condensa na periferia do osso e forma o</p><p>periósteo. Uma fina camada de osso compacto substitui as camadas superficiais do osso esponjoso,</p><p>enquanto este é preservado no centro. Após isso, o osso é constantemente remodelado até chegar ao</p><p>seu tamanho e forma normais para a vida adulta.</p><p></p><p>Ossificação endocondral</p><p>Nessa forma de ossificação, há a formação de osso a partir de um molde de cartilagem hialina. A grande</p><p>maioria dos ossos do corpo humano são formados a partir desse tipo.</p><p></p><p>PRIMEIRA ETAPA: DESENVOLVIMENTO DO MODELO DE</p><p>CARTILAGEM</p><p>No local onde o osso vai se formar, mensagens químicas específicas fazem com que as células do</p><p>mesênquima se aglomerem na forma geral do futuro osso e se desenvolvam em condroblastos, que</p><p>secretam cartilagem hialina na forma do molde. Uma cobertura chamada pericôndrio se desenvolve em</p><p>torno do modelo de cartilagem.</p><p>SEGUNDA ETAPA: CRESCIMENTO DO MOLDE DE</p><p>CARTILAGEM</p><p>Uma vez que os condroblastos ficam profundamente</p><p>enterrados na matriz extracelular da cartilagem,</p><p>eles se tornam condrócitos. O molde de cartilagem cresce em comprimento por divisão celular contínua</p><p>de condrócitos, acompanhada por mais secreção da matriz extracelular da cartilagem (crescimento</p><p>intersticial). O crescimento em espessura se dá pelo acúmulo da matriz extracelular na superfície do</p><p>molde por novos condroblastos (crescimento aposicional).</p><p></p><p></p><p>TERCEIRA ETAPA: DESENVOLVIMENTO DO CENTRO DE</p><p>OSSIFICAÇÃO PRIMÁRIO</p><p>A ossificação primária vai da superfície externa para a interna do osso. Uma artéria nutrícia penetra no</p><p>pericôndrio e no molde cartilaginoso, que por sua vez faz com que as células osteoprogenitoras no</p><p>pericôndrio virem osteoblastos. Já há formação do periósteo. No centro do molde, há o aparecimento de</p><p>um centro de ossificação primário, uma região onde o tecido ósseo substituirá a maior parte da</p><p>cartilagem. A ossificação primária se espalha a partir desse local central em direção a ambas as</p><p>extremidades.</p><p>QUARTA ETAPA: DESENVOLVIMENTO DO CANAL MEDULAR</p><p>À medida que o centro de ossificação primário cresce em direção às extremidades do osso, os</p><p>osteoclastos quebram algumas das trabéculas ósseas esponjosas recém-formadas. Essa atividade</p><p>forma o canal medular na diáfise. A parede do corpo é substituída por osso compacto.</p><p></p><p></p><p>QUINTA ETAPA: DESENVOLVIMENTO DOS CENTROS DE</p><p>OSSIFICAÇÃO SECUNDÁRIOS</p><p>Quando ramos da artéria epifisária entram nas epífises, centros de ossificação secundários se</p><p>desenvolvem, geralmente por volta da época do nascimento. A formação óssea é semelhante ao que</p><p>ocorre nos centros de ossificação primários, porém o osso esponjoso permanece.</p><p>SEXTA ETAPA: FORMAÇÃO DA CARTILAGEM ARTICULAR E</p><p>DA PLACA EPIFISÁRIA</p><p>A cartilagem hialina que recobre as epífises torna-se a cartilagem articular. Antes da idade adulta, a</p><p>cartilagem hialina permanece entre a diáfise e a epífise como disco epifisário ou placa epifisária (de</p><p>crescimento) - região responsável pelo crescimento longitudinal dos ossos longos, como já visto</p><p>anteriormente. Esse processo ocorre até o início da vida adulta.</p><p></p><p>ANATOMIA DO SISTEMA ÓSSEO</p><p>O especialista Jose Carlos Siciliano Oliveira apresenta um resumo do módulo, abordando todos os</p><p>subtópicos descritos neste módulo.</p><p>VERIFICANDO O APRENDIZADO</p><p>1. O OSSO PASSA POR PROCESSOS DE REMODELAMENTO E REABSORÇÃO</p><p>AO LONGO DA VIDA, OU SEJA, A TODO MOMENTO TECIDO ÓSSEO VELHO</p><p>ESTÁ SENDO DEGRADADO E TECIDO ÓSSEO JOVEM ESTÁ SENDO FORMADO.</p><p>AS CÉLULAS QUE SÃO RESPONSÁVEIS PELA SECREÇÃO E DEGRADAÇÃO DE</p><p>MATRIZ CELULAR ÓSSEA SÃO, RESPECTIVAMENTE:</p><p>A) Os osteócitos e os osteoclastos</p><p>B) Os osteoblastos e osteoclastos</p><p>C) Os osteoclastos e osteoblastos</p><p>D) Os osteócitos e os osteoblastos</p><p>E) Osteofitose e Osteoblastos</p><p>2. A OSTEOGÊNESE PODE OCORRER DE DUAS FORMAS, ATRAVÉS</p><p>OSSIFICAÇÃO INTRAMEMBRANOSA OU DA OSSIFICAÇÃO ENDOCONDRAL. A</p><p>OSSIFICAÇÃO ENDOCONDRAL IMPLICA NO SURGIMENTO DE UMA</p><p>ESTRUTURA SITUADA ENTRE A DIÁFISE E A EPÍFISE DE UM OSSO LONGO.</p><p>ESSA ESTRUTURA FORNECE O CRESCIMENTO EM COMPRIMENTO DE UM</p><p>OSSO ATÉ A IDADE ADULTA. ASSINALE A ALTERNATIVA QUE NOMEIA</p><p>CORRETAMENTE ESSA ESTRUTURA.</p><p>A) Disco epifisário</p><p>B) Metáfise</p><p>C) Medula óssea vermelha</p><p>D) Canal medular</p><p>E) Medula óssea amarela</p><p>GABARITO</p><p>1. O osso passa por processos de remodelamento e reabsorção ao longo da vida, ou seja, a todo</p><p>momento tecido ósseo velho está sendo degradado e tecido ósseo jovem está sendo formado.</p><p>As células que são responsáveis pela secreção e degradação de matriz celular óssea são,</p><p>respectivamente:</p><p>A alternativa "B " está correta.</p><p>A produção de matriz celular óssea é dada por células denominadas de osteoblastos. O sufixo “blasto”</p><p>indica que origina algo. O osteoblasto, histologicamente, falando, possui um núcleo, e as células estão</p><p>sempre agrupadas. Já a degradação de matriz óssea é dada pelos osteoclastos. O sufixo “clasto” indica</p><p>que é célula que degrada algo.</p><p>2. A osteogênese pode ocorrer de duas formas, através ossificação intramembranosa ou da</p><p>ossificação endocondral. A ossificação endocondral implica no surgimento de uma estrutura</p><p>situada entre a diáfise e a epífise de um osso longo. Essa estrutura fornece o crescimento em</p><p>comprimento de um osso até a idade adulta. Assinale a alternativa que nomeia corretamente essa</p><p>estrutura.</p><p>A alternativa "A " está correta.</p><p>O disco epifisário é formado somente durante a ossificação endocondral. O comprimento total de um</p><p>osso é dado graças a essa estrutura.</p><p>MÓDULO 3</p><p> Reconhecer as generalidades sobre a anatomia do sistema articular</p><p>CONCEITOS GERAIS E FUNÇÕES</p><p>Agora, iremos abordar as generalidades sobre o sistema articular.</p><p>Em linguagem popular, o termo “juntura” é utilizado quando duas coisas se mantêm juntas. Na</p><p>anatômica, utilizamos o termo “articulação”, cuja definição é: ponto de conexão existente entre qualquer</p><p>parte rígida que compõe o esqueleto, sejam ossos sejam cartilagens. Artrologia é o nome do estudo das</p><p>articulações.</p><p>Os ossos são elementos rígidos e, portanto, carecem de movimento.</p><p>As articulações são um componente vital do aparelho locomotor, pois fornecem uma união de peças</p><p>ósseas, permitindo os movimentos.</p><p>As articulações podem ser classificadas estruturalmente, com base em suas características anatômicas,</p><p>e funcionalmente, com base no tipo de movimento que elas permitem. A classificação estrutural das</p><p>articulações é baseada em dois critérios:</p><p>A presença ou ausência de um espaço entre os ossos articulares, denominado cavidade sinovial.</p><p>O tipo de tecido conjuntivo que une os ossos.</p><p> ATENÇÃO</p><p>A classificação funcional refere-se à amplitude de movimento que uma articulação permite. Essa classificação</p><p>teve seu valor durante a história da anatomia, porém, utiliza-se, atualmente, a classificação estrutural.</p><p>Na classificação funcional, temos as:</p><p>• Sinartroses (imóveis)</p><p>• Anfiartroses (pouco móveis)</p><p>• Diartroses (bastante móveis)</p><p></p><p>Já na classificação estrutural, temos as articulações:</p><p>• Fibrosas</p><p>• Cartilaginosas</p><p>• Sinoviais</p><p>ARTICULAÇÕES FIBROSAS</p><p>A principal característica das articulações fibrosas é a ausência de uma cavidade articular. Nesse</p><p>sentido, os ossos que apresentam essa articulação estão situados próximos uns dos outros e são unidos</p><p>por uma camada densa de tecido conjuntivo não modelado.</p><p>Existem três subdivisões dentro das articulações fibrosas:</p><p>Suturas</p><p>Sindesmoses</p><p>Membranas interósseas</p><p>SUTURAS</p><p>São articulações fibrosas compostas por uma camada densa e irregular de tecido conjuntivo. Ocorrem</p><p>apenas entre os ossos do crânio. Podemos citar como exemplo a sutura coronal, entre os ossos</p><p>parietais e frontais, e a sutura sagital, entre os ossos parietais e occipitais. As bordas irregulares e</p><p>entrelaçadas das suturas lhes conferem maior resistência e menor chance de fraturas. Eles são imóveis</p><p>na vida adulta e ligeiramente móveis até pouco depois do nascimento, de modo a permitir a cabeça do</p><p>feto passar pelo canal de parto.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Vista superior do crânio e da sutura coronal, sutural sagital e sutura lambdoidea, anterior para</p><p>posterior.</p><p>As suturas desempenham um papel importante na absorção de choque no crânio. Após o</p><p>envelhecimento, a tendência é que essas suturas desapareçam em um fenômeno conhecido como</p><p>sinostose fisiológica. Perceba na imagem a presença das fontanelas (anterior e posterior) no início da</p><p>fotografia e o desaparecimento destas no final.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> As suturas sagital, coronal e lambdoidea no feto e recém-nascido.</p><p>SINDESMOSES</p><p>A sindesmose é uma articulação fibrosa em que há uma distância maior entre as superfícies articulares,</p><p>além de possuir um tecido conjuntivo irregular mais denso do que em uma sutura. O tecido conjuntivo</p><p>denso e irregular é tipicamente organizado como um feixe (ligamento) e permite que a articulação realize</p><p>movimentos limitados.</p><p> EXEMPLO</p><p>O exemplo mais clássico de sindesmose é a articulação tibiofibular distal, na qual o ligamento tibiofibular</p><p>anterior conecta a tíbia e a fíbula, permitindo movimentos discretos.</p><p>Imagem: Dr. Johannes Sobotta / Wikimedia Commons / Domínio público</p><p> Sindesmose tibiofibular. Destaque para o ligamento tibiofibular anterior.</p><p>Ainda dentro das sindesmoses, podemos destacar o subgrupo das gonfoses: articulações entre a raiz</p><p>dos dentes e os alvéolos da maxila ou da mandíbula.</p><p>Imagem: Dr. Johannes Sobotta / Wikimedia Commons / Public domain</p><p> União dos dentes com os alvéolos da mandíbula e da maxila.</p><p>MEMBRANAS INTERÓSSEAS</p><p>São formadas por uma camada substancial de tecido conjuntivo denso e irregular que liga os ossos</p><p>longos vizinhos e permite movimentos leves. Existem duas principais membranas interósseas no corpo</p><p>humano:</p><p>Uma entre o rádio e a ulna</p><p>Outra entre a tíbia e a fíbula</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> As membranas interósseas entre o rádio e a ulna e entre a tíbia e fíbula.</p><p>ARTICULAÇÕES CARTILAGINOSAS</p><p>As articulações cartilaginosas (Ou cartilagíneas) também não possuem uma cavidade sinovial, ou seja,</p><p>uma verdadeira cavidade entre as superfícies articulares. Permitem movimentos discretos. Nesse tipo de</p><p>articulação, as peças ósseas são conectadas firmemente por cartilagem hialina ou fibrocartilagem.</p><p>São divididas em dois subtipos:</p><p>SINCONDROSES</p><p>São articulações cartilaginosas nas quais o material que une as superfícies articulares é a cartilagem</p><p>hialina. Um exemplo pode ser visto durante a osteogênese, na placa epifisária ou no disco epifisário.</p><p>Essa placa une a epífise e a diáfise de um osso em crescimento. Ao longo do desenvolvimento</p><p>longitudinal do osso, a tendência é que o disco epifisário desapareça. Outros exemplos podem ser</p><p>observados entre a primeira costela e o esterno, que também se ossifica.</p><p>SÍNFISES</p><p>Nesse subgrupo de articulações cartilaginosas, podemos observar que a superfície articular dos ossos</p><p>está revestida por cartilagem hialina, porém, o meio de união é dado por um disco robusto de</p><p>fibrocartilagem. São ligeiramente móveis. Todas as sínfises ocorrem no eixo central do corpo.</p><p>Exemplos de sínfises são: entre as superfícies anteriores dos ossos do quadril (sínfise púbica); entre o</p><p>manúbrio e o corpo do esterno (sínfise manubrioesternal) e nas articulações intervertebrais entre os</p><p>corpos das vértebras (disco intervertebral).</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Note a sínfise púbica unindo os ossos da pelve.</p><p>ARTICULAÇÕES SINOVIAIS</p><p>Sob o ponto de vista anatômico, as articulações sinoviais são as mais complexas, pois possuem os</p><p>componentes das articulações fibrosas e cartilaginosas, assim como, componentes próprios.</p><p> ATENÇÃO</p><p>A característica mais marcante de uma articulação sinovial é a presença de um espaço denominado cavidade</p><p>sinovial ou cavidade articular entre os ossos articulados. Essa cavidade sinovial permite um movimento</p><p>considerável em uma articulação, o que torna as articulações sinoviais bastante móveis, porém acarreta</p><p>menor resistência. Portanto, as articulações sinoviais podem ser luxadas mais facilmente.</p><p>Assim como os demais tipos de articulação, as superfícies ósseas das peças que compõem uma</p><p>articulação sinovial são recobertas por uma camada de cartilagem hialina, chamada de cartilagem</p><p>articular.</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>CARTILAGEM ARTICULAR</p><p>A cartilagem articular reduz o atrito durante o movimento e na absorção de impactos. Lesões</p><p>degenerativas na cartilagem articular são os estágios iniciais de osteoartrite.</p><p>Conheça a seguir os elementos comuns a todas as articulações sinoviais.</p><p>Cápsula articular e cavidade sinovial</p><p>É um elemento exclusivo das articulações sinoviais. A cápsula articular é uma estrutura em formato de</p><p>manguito, que recobre as superfícies ósseas de contato e delimita um espaço denominado de cavidade</p><p>sinovial. A cápsula articular é composta por duas camadas:</p><p>Uma membrana fibrosa externa</p><p>Uma membrana sinovial interna</p><p>A membrana fibrosa é formada por tecido conjuntivo denso (Colágeno) e se liga ao periósteo dos</p><p>ossos articulados. A flexibilidade da membrana fibrosa permite um movimento considerável em uma</p><p>articulação, enquanto sua grande força de tração (Resistência ao alongamento) ajuda a prevenir o</p><p>desencaixe (Luxação) dos ossos.</p><p> SAIBA MAIS</p><p>As fibras de algumas cápsulas se organizam através de feixes paralelos de tecido conjuntivo denso e regular</p><p>que são altamente adaptados para resistir a tensões. Esses feixes são chamados de ligamentos</p><p>capsulares.</p><p>A camada interna da cápsula articular, a membrana sinovial, é composta de tecido conjuntivo areolar</p><p>com fibras elásticas. Em muitas articulações sinoviais, a membrana sinovial inclui acúmulos de tecido</p><p>adiposo, chamados de coxins de adiposos, como por exemplo na articulação do joelho. Dentro da</p><p>cápsula articular, temos um espaço, que é chamado de cavidade sinovial. Essa cavidade sinovial é</p><p>preenchida pelas superfícies articulares das peças ósseas e possui um líquido, denominado de líquido</p><p>sinovial, que é secretado pela camada interna da cápsula articular (Membrana sinovial) .</p><p> VOCÊ SABIA</p><p>O líquido sinovial é composto por ácido hialurônico, uma substância que lubrifica a articulação, absorve</p><p>choques, fornece oxigênio e nutrientes e remove dióxido de carbono e resíduos metabólicos dos condrócitos</p><p>dentro da cartilagem articular. É essencial para a manutenção de uma articulação sinovial sadia. Em algumas</p><p>doenças articulares, podem ser realizadas injeções de ácido hialurônico para estimular a produção de líquido</p><p>sinovial e manter a lubrificação adequada das superfícies articulares.</p><p>Note na imagem a presença de uma cápsula articular, da membrana sinovial, da cavidade articular</p><p>preenchida por líquido sinovial e da cartilagem articular que reveste as superfícies ósseas de contato.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Representação esquemática de uma articulação sinovial.</p><p>Ligamentos</p><p>Os ligamentos são comuns a todas as articulações que já estudamos, ou seja, não é um elemento</p><p>exclusivo das sinoviais. Os ligamentos são feixes fibrosos mais resistentes que limitam o movimento e</p><p>reforçam a articulação. Esses ligamentos podem ser divididos em:</p><p>CAPSULARES</p><p>EXTRACAPSULARES</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>INTRACAPSULARES</p><p> ATENÇÃO</p><p>Alguns autores ainda descrevem uma quarta subdivisão de ligamentos: os pseudoligamentos.</p><p>Essas faixas fibrosas não possuem papel funcional em uma articulação, pois são resquícios da</p><p>evolução, como a corda oblíqua, situada entre o rádio e a ulna. Acredita-se que essa estrutura seja</p><p>resquício de fibras musculares proximais do músculo flexor longo do polegar, que podem ser</p><p>encontradas em macacos.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Ligamentos extracapsulares e ligamentos intracapsulares na articulação do joelho.</p><p>Lábios</p><p>Os lábios (Labrum) podem ser encontrados nas articulações do ombro (Lábio glenoidal) e</p><p>quadril (Lábio acetabular) . São estruturas fibrocartilaginosas que se estendem da borda do encaixe</p><p>articular.</p><p>O lábio ajuda a aprofundar a superfície de encaixe e aumenta a área de contato das peças ósseas.</p><p>Discos e meniscos</p><p>Dentro da cápsula de algumas articulações sinoviais, como na do joelho, podemos verificar a presença</p><p>de estruturas fibrocartilaginosas em formato de meia lua: são os meniscos.</p><p>javascript:void(0)</p><p></p><p>Já na articulação temporomandibular, há a presença de estruturas fibrocartilaginosas em formato</p><p>ovalado ou circular: são os discos.</p><p>Os discos e os meniscos possuem as seguintes funções:</p><p>Absorção de choque.</p><p>Melhor ajuste entre superfícies ósseas articuladas.</p><p>Fornecer superfícies adaptáveis para movimentos combinados.</p><p>Distribuir peso sobre uma superfície de contato maior.</p><p>Auxiliar na distribuição de líquido sinovial.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Vista superior da articulação do joelho evidenciando o menisco lateral e o menisco medial.</p><p>Bolsas e bainhas sinoviais</p><p>O movimento natural do esqueleto e das articulações cria atrito entre estes. Estruturas semelhantes a</p><p>sacos, denominadas de bolsas (Ou bursas) , estão situadas em diversos pontos de uma articulação ou</p><p>perto de tendões musculares para aliviar o atrito. As bolsas sinoviais são preenchidas por</p><p>líquido</p><p>sinovial.</p><p>Podemos encontrá-las principalmente nas articulações do ombro, quadril e joelho, porém, podem estar</p><p>localizadas entre a pele e os ossos, tendões e ossos, músculos e ossos ou ligamentos e ossos.</p><p> VOCÊ SABIA</p><p>Bursite é o nome que se dá para um processo inflamatório na bolsa sinovial.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> As bolsas sinoviais da articulação do joelho.</p><p>Já as bainhas sinoviais são estruturas em forma tubular, mas também possuem o mesmo propósito das</p><p>bolsas: diminuir o atrito. Elas revestem alguns tendões, especialmente nas regiões onde estes passam</p><p>por sulcos ou túneis, como o tendão da cabeça longa do músculo bíceps braquial, que passa pelo sulco</p><p>intertubercular no úmero, ou os tendões dos músculos, que passam pelo túnel do tarso, no tornozelo.</p><p>A camada interna de uma bainha sinovial, a camada visceral, é fixada à superfície do tendão.</p><p></p><p>Já a camada externa, conhecida como camada parietal, está presa ao osso.</p><p>Entre as camadas, há uma cavidade que contém uma pequena quantidade de líquido sinovial.</p><p> Vista posterior (dorsal) da mão. As bainhas sinoviais são as estruturas mais azuladas.</p><p>Processos inflamatórios nas bainhas sinoviais são denominados de tenossinovites. Uma bastante</p><p>conhecida é a tenossinovite de Quervain, que afeta as bainhas sinoviais dos tendões dos músculos</p><p>extensores do polegar, doença comum devido ao uso excessivo de celular.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p>Movimento das articulações sinoviais</p><p>As articulações permitem amplos movimentos. Esses movimentos possuem termos específicos e</p><p>indicam a direção e a relação de uma parte do corpo com outra durante esse movimento.</p><p>Eles podem ser agrupados em quatro categorias, a saber: movimentos por deslizamento, movimentos</p><p>angulares, movimentos de rotação e movimentos especiais, que podem ser realizados somente por</p><p>articulações específicas.</p><p>Os movimentos de deslizamento são simples: as superfícies ósseas (que são quase planas) se</p><p>movem para frente e para trás e de um lado para outro. Os movimentos de deslizamento são limitados</p><p>em alcance devido à estrutura da cápsula articular, ligamentos associados e ossos; no entanto, esses</p><p>movimentos também podem ser combinados com rotação.</p><p> EXEMPLO</p><p>As articulações intercarpal e intertarsal são exemplos de articulações onde ocorrem movimentos de</p><p>deslizamento.</p><p>Os movimentos angulares, como o nome indica, formam ângulos entre porções do corpo. São</p><p>chamados de:</p><p>Flexão</p><p>Extensão</p><p>Abdução</p><p>Adução</p><p>Circundução</p><p>A tabela a seguir traz a definição e exemplos desses movimentos, assim como suas exceções.</p><p>Tabela 3: Movimentos angulares realizados pelas articulações sinoviais.</p><p>Movimento Definição Exemplo</p><p>Flexão</p><p>Há uma diminuição do ângulo entre os</p><p>ossos que se articulam. Ocorre no plano</p><p>sagital e no eixo látero-lateral.</p><p>Mover a palma da mão em</p><p>direção à face anterior do</p><p>antebraço.</p><p>Extensão</p><p>Há um aumento do ângulo entre os ossos</p><p>que se articulam. Ocorre no plano sagital</p><p>e no eixo látero-lateral.</p><p>Mover a palma da mão em</p><p>direção à face posterior do</p><p>antebraço.</p><p>Flexão lateral</p><p>É uma exceção. Ocorre quando a flexão é</p><p>realizada no plano transverso.</p><p>“Dobrar” o tronco</p><p>lateralmente sobre o quadril.</p><p>Hiperextensão</p><p>É o nome que se dá a uma extensão</p><p>exacerbada.</p><p>Dobrar excessivamente a</p><p>cabeça para trás, de modo a</p><p>olhar o céu.</p><p>Abdução</p><p>Afasta um segmento do corpo para longe</p><p>do plano sagital mediano. Ocorre no plano</p><p>frontal e no eixo anteroposterior.</p><p>Afastar o braço do tronco.</p><p>Adução</p><p>Aproxima um segmento do corpo para</p><p>perto do plano sagital mediano. Ocorre no</p><p>plano frontal e no eixo anteroposterior.</p><p>Aproximar o braço do tronco.</p><p>Circundução</p><p>É um movimento circular, realizado pela</p><p>combinação dos movimentos de flexão,</p><p>extensão, abdução, adução e rotação.</p><p>Girar o punho em círculos.</p><p>Movimentos angulares realizados pelas articulações sinoviais.</p><p>Imagem: Marcio Antonio Babinski.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Movimentos de extensão e flexão.</p><p>Os movimentos de rotação ocorrem quando um osso gira em torno do seu próprio eixo, por exemplo no</p><p>ato de gesticular “não”, com a cabeça. Em alguns casos, essa rotação pode ser lateral (externa) ou</p><p>medial (interna). Ocorrem no plano transverso e no eixo craniocaudal.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Movimento de rotação da cabeça.</p><p>Por fim, iremos analisar agora os movimentos especiais. Esses só ocorrem em locais específicos do</p><p>corpo. A tabela a seguir traz o nome, a definição e o exemplo dos movimentos especiais.</p><p>Tabela 4: Movimentos especiais realizados pelas articulações sinoviais.</p><p>Movimento Definição Exemplo</p><p>Elevação Move algo superiormente.</p><p>Elevação da mandíbula</p><p>durante a mastigação;</p><p>elevação dos ombros.</p><p>Depressão Move algo inferiormente.</p><p>Depressão da</p><p>mandíbula durante a</p><p>mastigação.</p><p>Protrusão Traz algo para o plano anterior. Protrusão da mandíbula.</p><p>Retração Traz algo para o plano posterior. Retração da mandíbula.</p><p>Inversão</p><p>Ocorre somente no tornozelo. Leva algo para o</p><p>plano sagital mediano (similar a uma adução, de</p><p>forma incompleta).</p><p>Levar a planta do pé</p><p>para o plano sagital</p><p>mediano.</p><p>Eversão</p><p>Ocorre somente no tornozelo. Afasta algo do</p><p>plano sagital mediano (similar a uma abdução,</p><p>de forma incompleta).</p><p>Afastar a planta do pé</p><p>do plano sagital</p><p>mediano.</p><p>Dorsiflexão</p><p>Ocorre somente no tornozelo. Leva o dorso do</p><p>pé em direção superior.</p><p>Apoiar-se no chão com</p><p>a parte posterior do pé.</p><p>Flexão</p><p>plantar</p><p>Ocorre somente no tornozelo. Leva a planta</p><p>(sola) do pé em direção inferior.</p><p>Ficar em pé equilibrado</p><p>nas “pontas dos dedos”.</p><p>Supinação</p><p>Ocorre no antebraço. Traz a palma da mão</p><p>anteriormente.</p><p>Na posição anatômica, o</p><p>antebraço está</p><p>supinado.</p><p>Pronação</p><p>Ocorre no antebraço. Traz a palma da mão</p><p>posteriormente. Aqui, o rádio e a ulna se cruzam</p><p>na sua porção distal.</p><p>Segurar o guidão de</p><p>uma bicicleta.</p><p>Oposição</p><p>Ocorre somente no polegar. Permitem o</p><p>movimento digital distinto que dá aos humanos e</p><p>a outros primatas a capacidade de agarrar e</p><p>manipular objetos com precisão.</p><p>Quando o polegar toca</p><p>as pontas dos dedos da</p><p>mesma mão.</p><p>Movimentos especiais realizados pelas articulações sinoviais.</p><p>Imagem: Marcio Antonio Babinski.</p><p>Veja na imagem que, durante a pronação, a palma da mão é posterior e há um cruzamento entre o rádio</p><p>e a ulna, enquanto na supinação, a palma da mão é anterior.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Movimentos de supinação e pronação no antebraço.</p><p>Tipos de articulações sinoviais</p><p>As articulações sinoviais podem ser divididas de acordo com a superfície de encaixe dos ossos. Esses</p><p>diferentes tipos de articulações permitem os variados movimentos. Essas articulações podem ser</p><p>classificadas em uniaxiais, biaxiais ou triaxiais, dependendo da quantidade de eixos em que a</p><p>articulação permite o deslocamento.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Tipos de articulações sinoviais</p><p>Articulação sinovial plana</p><p>A superfície articular dos ossos é plana. Permitem movimentos de deslizamento e algumas, permitem</p><p>movimentos de rotação, como a articulação acromioclavicular e as articulações esternocostais,</p><p>fundamentais para a dinâmica respiratória.</p><p>Articulação em dobradiça</p><p>Também são conhecidas como “gínglimo”. Aqui, a superfície convexa de um osso se encaixa na</p><p>superfície côncava de outro osso. Essas articulações permitem movimentos de flexão e extensão, por</p><p>isso são consideradas uniaxiais (trabalham no eixo látero-lateral). Como exemplo, temos a articulação</p><p>do cotovelo.</p><p>Articulação em pivô (trocoide)</p><p>Nesse tipo, há uma superfície óssea arredondada ou pontiaguda que se articula com um anel formado</p><p>em parte por outro osso e em parte por um ligamento. São uniaxiais, pois permitem somente a rotação</p><p>em torno de seu próprio eixo. A articulação atlantoaxial (empregada quando quer se gesticular “não” com</p><p>a cabeça) é um exemplo de articulação trocoide.</p><p>Articulação condilar (elipsoide)</p><p>Uma projeção convexa em forma oval de um osso se encaixa em uma depressão ovalada de outro osso.</p><p>São biaxiais, pois permitem movimentos de flexão, extensão, abdução e adução. A articulação do punho</p><p>(radiocarpal)</p>

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