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<p>GÊNEROS MUSICAIS</p><p>AULA 1</p><p>Prof. Brenno Candido de Lima</p><p>2</p><p>CONVERSA INICIAL</p><p>Os gêneros musicais na tradição europeia</p><p>Olá, aluno(a)! Seja bem-vindo(a) a esta aula! Vamos trabalhar e</p><p>aprofundar nosso conhecimento sobre gêneros musicais. Definir os gêneros</p><p>musicais na música erudita, bem como classificá-los num período histórico</p><p>específico, é desafiador. Os conceitos mudam de época para época e, entre os</p><p>autores, há pensamentos distintos, com classificações e abordagens</p><p>diferenciadas.</p><p>Para delinear nossa aula, faremos uma vinculação entre os gêneros</p><p>musicais e a história da música. Alguns historiadores definem e classificam o</p><p>gênero musical de uma obra considerando sua estrutura formal e/ou estilo. Mas</p><p>nesta aula nós determinaremos pelo resultado sonoro da obra.</p><p>A forma e o estilo fazem parte de um gênero musical, mas não é suficiente</p><p>para classificar, identificar e reconhecer um gênero específico. Podemos ter a</p><p>mesma estrutura formal em vários gêneros musicais. A forma rondó, por</p><p>exemplo, foi frequentemente utilizada no último movimento de sonatas e</p><p>sinfonias, mas são gêneros distintos. Podemos citar o terceiro movimento da</p><p>Sonata opus 13, n. 8 e a Sinfonia n. 8, opus 93, de Beethoven. Utilizou-se formas</p><p>iguais em gêneros musicais distintos.</p><p>Além da vinculação de gênero musical com o resultado sonoro de uma</p><p>obra e seu contexto histórico, a aula trará também os gêneros mais importantes</p><p>da Idade Média, assim como seus principais compositores e obras.</p><p>TEMA 1 – CONTEXTO HISTÓRICO</p><p>Ao falarmos da Idade Média, estamos tratando de um período entre século</p><p>V e XV, um período da história da Europa que se inicia com a queda do Império</p><p>Romano. Na música medieval, o canto gregoriano foi institucionalizado na liturgia</p><p>católica pelo Papa Gregório I, servindo como modelo para toda Europa.</p><p>A música na Idade Média era um importante meio de doutrinação. A</p><p>questão do letramento ou da alfabetização estava tendo avanços importantes,</p><p>mas a compreensão de um texto ainda era um desafio para boa parte da</p><p>população. A música era o meio mais eficaz para memorização de textos</p><p>3</p><p>bíblicos, disseminação da mensagem do cristianismo e instrução dos fiéis na</p><p>doutrina e na liturgia.</p><p>TEMA 2 – CANTOCHÃO, CANTUS FIRMUS E TROVADORISMO</p><p>2.1 O cantochão</p><p>O cantochão (ou canto gregoriano) era um canto monofônico executado</p><p>na igreja, em latim, em que era executada a capella, ou seja, sem</p><p>acompanhamento de instrumentos musicais. O objetivo do cantochão era</p><p>conduzir os fiéis à meditação e à introspecção, buscando uma conexão com</p><p>Deus. O cantochão é a música mais antiga ainda executada não somente no</p><p>contexto litúrgico católico, mas também por corais em todo o mundo.</p><p>A grafia ou registro do cantochão servia como uma forma de auxiliar os</p><p>cantores. Eles deveriam saber previamente a música, mas a notação ajudava-</p><p>os a lembrar do canto. Era grafado no tetragrama, um sistema de quatro linhas</p><p>muito semelhante às cinco linhas que hoje utilizamos. Não eram notas como as</p><p>que temos hoje, redondas e com grafias diferenciadas para especificar a duração</p><p>de cada uma, eram usados neumas, uma notação quadrada. Observe a figura a</p><p>seguir:</p><p>Crédito: PD-PTBR/PD.</p><p>2.2 O cantus firmus</p><p>O cantus firmus (do latim “canto fixo”) passou a ser usado pelos</p><p>compositores clérigos, em que uma melodia pré-existente (cantochão) servia</p><p>4</p><p>como base para novas melodias. A polifonia surge nesse contexto. Geralmente</p><p>o cantus firmus ficava na voz do “tenor”, mas não era como o registro da voz de</p><p>tenores que temos hoje, era a voz mais grave da composição, servindo como um</p><p>apoio, uma sustentação para a polifonia da música, com duração de notas mais</p><p>longas em andamento lento.</p><p>2.3 O trovadorismo</p><p>Mas como era a música fora da igreja? Fora das quatro paredes onde o</p><p>rito religioso ocorria, o trovadorismo era a música popular do período medieval.</p><p>Era cantada no idioma local, nas ruas, praças, e nas casas dos camponeses. Ao</p><p>contrário da música na igreja, havia o acompanhamento de instrumentos</p><p>musicais, como o alaúde. Os registros mais antigos que temos são as cantigas</p><p>trovadorescas, podendo ser divididas em 1) cantigas líricas – falavam sobre</p><p>amor e amizade e 2) cantigas satíricas – que como o próprio nome sugere, são</p><p>cantigas de escárnio e maldizeres.</p><p>Crédito: CC/PD.</p><p>TEMA 3 – A NOTAÇÃO MUSICAL</p><p>É importante ainda destacar que a notação musical começa a</p><p>desenvolver-se nesse período. Havia uma necessidade de se registrar as notas</p><p>musicais de uma forma mais eficaz e abrangente, uma vez que a polifonia já</p><p>estava em prática na época (as primeiras obras polifônicas surgem na alta Idade</p><p>Média, do século V ao século X). Além disso, os cantores não precisariam mais</p><p>memorizar a canção por completo. O que estava registrado na partitura servia</p><p>5</p><p>como um guia. Destaca-se Guido de Arezzo (992-1050), que passou a usar</p><p>linhas na notação musical.</p><p>Crédito: CC/PD.</p><p>TEMA 4 – PRINCIPAIS GÊNEROS MUSICAIS NA IDADE MÉDIA</p><p>4.1 A missa</p><p>No período medieval, a Igreja exercia um papel relevante em toda a</p><p>Europa. Exercia forte influência no pensamento da época e tinha grande</p><p>necessidade de perpetuar e propagar preceitos cristãos. A música era vista como</p><p>um meio divino na liturgia dos cultos e nos serviços da igreja. Como citamos</p><p>acima, a leitura e interpretação de texto era uma dificuldade real da época, a</p><p>música era a forma mais eficaz de fazer com que a mensagem cristã</p><p>permanecesse na mente do povo.</p><p>6</p><p>Citamos como exemplo a Missa de Notre Dame, composição de</p><p>Guillaume de Machaut, compositor e poeta francês, composta por volta de 1365.</p><p>É uma das obras mestras desse período e de todo o repertório religioso. Cinco</p><p>partes compõem a Missa de Notre Dame: Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus, e Agnus</p><p>Dei. Especificamente nesse missa, Machaut usa mais uma parte no final, mas</p><p>tradicionalmente eram cinco partes.</p><p>Com o passar dos séculos, a música foi se remodelando aos novos</p><p>sistemas de composição e às novas formas de notação musical, mas a</p><p>mensagem (texto) permanecia praticamente inalterada. O elemento de</p><p>conservação do gênero Missa está totalmente associado à mensagem da</p><p>liturgia, ou seja, o texto litúrgico. Em suma, a música se adaptava e se adequava,</p><p>mas a mensagem permanecia.</p><p>Podemos citar como exemplo a Missa Festiva, obra do compositor</p><p>americano John Leavitt, iniciada em 1988 e concluída em 1991. Vamos fazer</p><p>algumas comparações com a Missa de Notre Dame. Mais de 600 anos separam</p><p>uma missa da outra, mas observem que o que mudou foi a música.</p><p>No que diz respeito à mensagem, a missa de Leavitt em muito se</p><p>aproxima da missa de Machaut. A mensagem foi mantida: o texto continua em</p><p>latim e ambas possuem cinco partes. O conteúdo se mantém, mas com uma</p><p>sonoridade distinta. Musicalmente está claro que elas se diferem. Na Missa</p><p>Festiva, há acompanhamento de piano, instrumento que nem existia na Idade</p><p>Média; há uma melodia lírica num estilo mais contemporâneo (de nossa época,</p><p>uma composição mais familiar aos nosso ouvidos); a missa de Leavitt é a quatro</p><p>vozes – soprano, contralto, tenor e baixo – ao passo que nos primórdios desse</p><p>período era cantado a capella (cantochão ou cantus firmus).</p><p>Usamos esses dois exemplos para mostrar que o gênero Missa foi criado</p><p>na Idade Média e continua sendo muito utilizado até os dias atuais. Mesmo com</p><p>todas as adequações sofridas, a missa ultrapassou o tempo e o espaço. São</p><p>quinze séculos de subsistência! Além de ser uma celebração própria da igreja</p><p>católica, o gênero passou a fazer parte do repertório de corais/grupos vocais sem</p><p>ligação alguma com a instituição. É executado em teatros, salas de concerto e</p><p>cursos de música em todo o mundo (a Missa Festiva é amplamente executada</p><p>por corais universitários nos EUA, por exemplo). O gênero não é mais um</p><p>repertório executado somente no</p><p>contexto eclesiástico.</p><p>7</p><p>Figura 1 – Missa de Notre Dame de Machaut</p><p>Crédito: CC/PD.</p><p>4.2 O organum</p><p>O organum (órganon ou órgano) é definido pelo musicólogo Gérard</p><p>Denizeau como um importante gênero musical da Idade Média. Podemos dizer</p><p>que o organum está fortemente ligado à polifonia, que começou a desenvolver-</p><p>se nesse período. Ainda dentro do contexto do rito religioso, os clérigos não</p><p>queriam mais usar somente uma melodia, o cantochão.</p><p>A monofonia já não bastava, eles sentiam a necessidade de haver mais</p><p>do que uma melodia. Como o canto era executado somente por meninos e</p><p>homens, (meninas e mulheres não podiam cantar na igreja), já havia</p><p>naturalmente a diferença de uma oitava entre as vozes. Com isso, os intervalos</p><p>de quartas e quintas também começaram a ser trabalhados, a isso chamamos</p><p>organum paralelo. O organum caracteriza-se por uma voz que se origina de um</p><p>cantochão pré-existente.</p><p>Num primeiro momento, a voz originada do cantochão caminhava de</p><p>forma paralela, mas depois essa voz ganha mais liberdade e torna-se uma</p><p>melodia independente do canto gregoriano, surgindo o organum livre. A polifonia</p><p>e o contraponto ganham força a partir de então.</p><p>Podemos citar dois compositores que são grandes representantes do</p><p>Organum. O primeiro é Leonin (Paris, 1135 – 1201 d.C.), considerado um dos</p><p>melhores compositores de órganons de sua época. O segundo é Perotin (c. 1160</p><p>– Paris, c. 1236), que também foi um estudioso e cultivador do gênero. Ambos</p><p>são da Escola de Notre Dame, onde um grupo de compositores dedicavam-se à</p><p>8</p><p>música sacra polifônica, repertório fortemente utilizado na então recém</p><p>construída Catedral de Notre Dame de Paris.</p><p>4.3 O moteto</p><p>Os compositores Leonin e Perotin continuam dedicando-se às novas</p><p>possibilidades de composições. Desenvolver a polifonia e o contraponto era o</p><p>que os movia. Esses compositores da Escola de Notre Dame não se</p><p>conformavam com o que já haviam criado, havia uma busca incessante por</p><p>inovação. Surge então o moteto, um novo gênero musical.</p><p>O moteto é um tipo de composição em que a polifonia é amplamente</p><p>utilizada, mas com uma nova maneira de aplicar textos. Além das vozes</p><p>independentes, os textos dessas melodias também eram independentes. Textos</p><p>sacros e profanos eram usados concomitantemente nesse gênero, bem como</p><p>textos em diferentes idiomas.</p><p>O sacro e o profano subsistem numa mesma obra, pois textos seculares</p><p>ganham lugar nas composições. Diante disso, o moteto não poderia ser cantado</p><p>dentro da igreja, era um gênero para ser tocado fora do ambiente litúrgico, dando</p><p>mais liberdade aos compositores pois o gênero não estava delimitado pelas</p><p>normas da igreja.</p><p>Nos dois últimos séculos do período medieval (XIV e XV), os motetos</p><p>apresentavam algumas células rítmicas repetidas, em cada voz havia uma</p><p>sequência rítmica recorrente. Motetos com essas características eram</p><p>chamados de isorrítmicos, predominantes nessa época. O prefixo iso significa “o</p><p>mesmo, igual, semelhante”. Ou seja, o mesmo ritmo aparecia várias vezes. A</p><p>isorritmia ocorria no tenor e, algumas vezes, nas vozes superiores.</p><p>Posteriormente passa a ser subutilizada, os textos das composições voltam a</p><p>ser monotematicamente sacros.</p><p>Destacamos aqui o nome de um compositor que foi um dos pioneiros na</p><p>composição desse gênero: Philippe de Vitry, aclamado como um dos</p><p>compositores mais relevantes da música europeia da Idade Média, além de</p><p>grande teórico musical e poeta, Vitry foi o autor do tratado Arns nova musicae (c.</p><p>1320), um novo estilo musical vigorado no século XIV. Vitry foi um verdadeiro</p><p>pesquisador na área da notação musical e teoria, propôs novas formas de</p><p>registrar as durações de notas, escreveu sobre intervalos, ritmo e gêneros. Era</p><p>9</p><p>reconhecidamente uma autoridade musical na Europa. Vitry escrevia motetos</p><p>aplicando a isorritmia e usava seus próprios poemas nas suas composições.</p><p>TEMA 5 – TRÊS FORMAS POÉTICO-MUSICAIS DA IDADE MÉDIA</p><p>5.1 Rondeau</p><p>O rondeau ou rondó medieval é um gênero musical que pode ser</p><p>monofônico (século XII) ou polifônico (século XIV). É importante lembrarmos que</p><p>rondeau é diferente de rondó. O rondó foi desenvolvido no período barroco, mas</p><p>consolidou-se no classicismo. É tipicamente instrumental e é sempre polifônico.</p><p>Já o rondeau (plural rondeaux) é típico da Idade Média, tem uma forma poético-</p><p>musical sempre cantada com ou sem acompanhamento de um instrumento e a</p><p>polifonia não é sempre aplicada nas composições.</p><p>O rondeau é um poema-musical, com poesia francesa medieval, e sua</p><p>forma musical é correspondente a da forma musical de chanson. Era muito</p><p>comum a execução desse gênero na França, juntamente com a balada e o</p><p>virelai.</p><p>5.2 Balada</p><p>A balada era mais comum nos séculos XIV e XV. Tipicamente era</p><p>executada da seguinte forma: uma voz aguda realizava a melodia, de forma</p><p>destacada, usando um texto em francês, enquanto duas vozes mais graves</p><p>vocalizavam (sem texto). As vozes mais graves também poderiam ser</p><p>executadas por instrumentos musicais.</p><p>5.3 Virelai</p><p>O virelai, assim como o rondeau e a balada, também é um gênero musical</p><p>francês, sendo muito conhecida entre os séculos XIII e XV. Sua forma é</p><p>usualmente ABBA, em que cada estrofe tem duas rimas.</p><p>Podemos afirmar que o rondeau, a balada e o virelai são muito</p><p>semelhantes. Os três usam textos de pomas franceses, têm forma fixa e têm</p><p>estrutura formal similares. Os compositores que mais se destacam são</p><p>Guillaume de Machaut e Guillaume Dufay.</p><p>10</p><p>NA PRÁTICA</p><p>Diante de tudo o que vimos nesta aula, um bom exercício é você ouvir um</p><p>trecho de uma obra dos gêneros citados. Abaixo sugerimos alguns vídeos do</p><p>YouTube para você fazer um processo de audição e observação. Tente perceber</p><p>as caraterísticas de cada obra, tentando identificar a forma, a sonoridade e as</p><p>peculiaridades de cada composição.</p><p>• Missa:</p><p>o Sugestão para apreciação musical: Ensemble Organum, um grupo</p><p>francês de Música Antiga fundado por Marcel Pérès, interpretando a</p><p>Missa de Notre Dame, de Guillaume de Machaut. Disponível em:</p><p><https://www.youtube.com/watch?v=1gEV42RKf6E>.</p><p>O Sugestão de apreciação musical: ainda dentro do gênero Missa, assistam</p><p>e ouçam a Missa Festiva, de Leavitt, pelo National Taiwan University</p><p>Chorus. Escolhemos essa performance para mostrar que esse gênero</p><p>musical ultrapassa o tempo e o espaço. Olhem que interessante: um coral</p><p>de Taiwan, realizando uma obra de um compositor americano. A obra é</p><p>uma Missa, com modificações musicais, (tem acompanhamento de piano,</p><p>por exemplo), texto em latim nas cinco partes tradicionais de uma missa.</p><p>Ouça comparando-a com a missa de Machaut. Regência: Fang-Pei Tracy</p><p>Lien | Piano: Hsin-Jung Hsieh. Disponível em:</p><p><https://www.youtube.com/watch?v=PU479oKLtDY>.</p><p>• Organum:</p><p>O - Sugestão para apreciação musical: “Sederunto Principes”, do compositor</p><p>Perotin (c. 1160 – Paris, c. 1236), da escola de Notre Dame. Disponível</p><p>em: <https://www.youtube.com/watch?v=EMyWnCf2Anc>.</p><p>• Moteto:</p><p>O Sugestão para apreciação musical: “Vos qui admiramini” do compositor</p><p>Philippe de Vitry. Por Lumina Vocal Ensemble, com regência de Anna</p><p>Pope. Disponível em:</p><p><https://www.youtube.com/watch?v=4Qatw5B3vc4>.</p><p>11</p><p>FINALIZANDO</p><p>Nesta aula, falamos sobre os gêneros musicais da Idade Média,</p><p>contextualizando historicamente o período. Vimos que a igreja exercia uma forte</p><p>influência em quase todos os aspectos do cotidiano do povo. Como a música era</p><p>realizada principalmente de acordo com o contexto litúrgico católico, as regras</p><p>de composições, estilo e maneiras de executá-la estavam totalmente sob</p><p>influência direta dos clérigos. O que a igreja ditava era regra.</p><p>Vimos também que havia música fora da igreja, como as cantigas</p><p>trovadoras e alguns motetos que misturavam letras sacras com letras seculares.</p><p>Estas não poderiam ser cantadas dentro da igreja, pois eram consideradas</p><p>profanas.</p><p>Mas, de forma geral, a produção musical da Idade Média ocorria</p><p>basicamente dentro do rito religioso.</p><p>12</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ANDRADE, M. de. Dicionário Musical Brasileiro. São Paulo, Editora da</p><p>Universidade de São Paulo, 1989.</p><p>BENNET, R. Uma breve história da música. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1986.</p><p>BUCHNER, A. A encyclopédie des instruments de musique. Paris: Gründ,</p><p>1987.</p><p>BURKHOLDER, P.; PALISCA, C. Norton Recorded Anthology of Western</p><p>Music. 6. ed. Nova York: Norton, 2010.</p><p>CANDÉ, R. História universal da música. São Paulo: Martins Fontes, 1994.</p><p>CORREA, M. G. Gêneros musicais e suas múltiplas funções e significados</p><p>no repertório e nas diversas áreas de conhecimento. Tese de doutorado</p><p>apresentada ao Instituto de Artes da UNESP, 2018.</p><p>DENIZEAU, G. Los géneros musicales: una visión diferente de la historia de la</p><p>música. Tradução de Eva Jiménez Juliá. Barcelona: Ma non Troppo – Ediciones</p><p>Robinbook, 2005.</p><p>FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Aurélio Século XXI: o dicionário</p><p>da língua portuguesa. 3. ed. totalmente rev. e ampl. Rio de Janeiro: Nova</p><p>Fronteira, 1999.</p><p>GROUT, D. J.; PALISCA, C. V. História da música ocidental. Lisboa: Gradiva,</p><p>2001.</p><p>MASSIN, B; MASSIN, J. História da música ocidental. Rio de Janeiro: Nova</p><p>Fronteira, 1997.</p><p>ULRICH, M. Atlas de Música. 1. Madrid: Alianza Música, 1985.</p>